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                    <text>Índice de Autores
A

Adriana Aparecida Puerta
Adriana Maria de Souza
Adriana Nascimento Flamino
Adriana Nóbrega da Silva
Adriana Ornellas
Aida Varela Varela
Alba Ligia de Almeida Silva
Alberto Calil Junior
Alberto Souza
Alda Lima da Silva
Alesandra Saraiva de Sousa
Alexander Willian Azevedo
Alexandre José Soares Moreira
Alexandre Pedro de Oliveira
Alexandre Ribas Semeler
Aline Alves de Almeida
Aline Herbstrith Batista
Aline Vieira Nascimento
Allan Rodrigo Dias
Alzira Karla Araújo da Silva
Amanda Herzmann Vieira
Amanda Santos Freire
Amélia Landim Barrocas
Ana Carolina Petrone
Ana Carolina de Souza Caetano
Ana Catarina Cortez de Araujo
Ana Cristina Azevedo Ursulino Melo
Ana Cristina da Matta Furniel
Ana Cristina de Freitas Griebler
Ana Cristina Dudziak Guimarães
Ana Cristina Gomes Santos
Ana Cristina Guimarães Carvalho
Ana Cristina Ponciano da Silva
Ana Esmeralda Carelli
Ana Gabriela Clipes Ferreira
Ana Maria Nascimento Henriques da Silva
Ana Lúcia de Viveiros de Santana

2859

369, 2651
2094, 2112, 2531
855, 1010, 2171
1984, 2185, 2316
1863, 2636
1641
2626
1721, 1791
287, 308
2720
1778
259
2630
135
1705
842
107
348, 2815
1898
2291, 2306
135
588
2815
405
1452, 2056
2757
1461, 1585, 1999
287, 308
453, 1690
2716
348
2176
796
127
115
2049
2630

�Ana Lucia Ferreira Gonçalves
Ana Maria Neves Maranhão
Ana Maria Mattos
Ana Maria Pinheiro Lima
Ana Néri Barreto de Amorim
Ana Paula Teixeira Alves
Ana Paula Araújo Cabral da Silva
Ana Paula de Oliveira Villalobos
Ana Paula Lima dos Santos
Ana Paula Medeiros
Ana Paula Mendonça
Ana Paula Santos Souza Teixeira
Ana Paula Soares
Ana Rita Junqueira Linguanotto
Ana Rosa Santos
Ana Valéria de Jesus Moura
Anderson Biers
Anderson Luis da Paixão Café
Anderson Santana
Andréa Figueiredo Leão Grants
André Anderson Cavalcante Felipe
Andrea Pacheco Silva Hespanha
Andréa Pereira Santos
Andréa Rita Silveira
André Di Thommazo
Andreia Cristina Damasceno
Andréia Dutra Fraguas
Andreina Alves Ozorio
André Luiz de Souza Britto
Angela Maria Dalla Torre
Angela Maria Belloni Cuenca
Angela Patrício Bandeira
Angela Pereira de Farias Mengatto
Angélica Clementino Simões
Anita Cristina Ferreira de Souza
Antonia Carmelia Mendonça Brito
Antônia Francinete França de Albuquerque
Antonieta Romano de Souza
Antônio Carlos Batista
Antônio Luiz Mattos de Souza Cardoso
Aryanna da Costa Amorin

2860

1410
1907
193
2523, 2828
1972
1417
567
1198
827, 2486
369, 2651
287, 308
1641
2757
54
2299
1641
1705
272
1898
69, 135
869
153
1079
1198
776
2770
1421
1504
2476
2339
316
1984
2697
206
551
287, 308
1320
246
2630
588
1429

�Augiza Karla Boso
Aureliana Lopes de Lacerda Tavares

2727
2837

B

Bárbara Costa Fernandes
Bárbara Cristina Araújo Uehara
Beatriz Alves Sousa
Beatriz Helena Pires de Souza Cestari
Belkiz Inez Rezende Costa
Bernardo Ryoichi Dias Taniguti
Breno Luiz Ottoni
Brianda de Oliveira Ordonho Sígolo
Bruna Carla Muniz Cajé
Bruna Laís Campos do Nascimento
Bruno Felipe de Melo Silva

1429
174, 1273
1934
2408, 2585
2712, 2723
796
1828
2630
1421
48, 915, 1389, 2283, 2309
2293

C

Camila da Silva Antunes
Camila da Silva Teixeira
Camila Fernandes de Oliveira
Camila Morais de Freitas
Carina Volotão
Carla Beatriz Marques Felipe
Carla Daniella Teixeira Girard
Carla Façanha de Brito
Carla Metzler Saatkamp
Carlos Alberto Ávila Araújo
Carlos Alberto Dias Carvalho
Carlos Augusto Conceição
Carlos Henrique Magalhães
Carlos Wellington Soares Martins
Caroline Brito de Oliveira
Caroline da Rosa Ferreira Becker
Cássio Araújo Corrêa
Catarina Felix dos Santos Soares
Caterina Groposo Pavão
Catia Duarte Santana
Cecilia Pedroso Turssi
Célia Leiko Ogawa Kawabata
Célia Regina de O. Rosa
Célia Regina Simonetti Barbalho

1421, 1863, 2636
1258
1828
2815
1421, 1863, 2636
48, 915, 2283, 2309
751
2316
2585
51
2630
1898
1849
2269
529
2103
2378
518
414, 2408, 2585
1198
1323
776
1898
2023, 2082

2861

�Célia Silva Cruz Morales
Cibele Araujo Camargo Marques dos Santos
Cila V. S. Borges
Cileia Freitas Marangoni de Oliveira
Cintia Cibele Ramos Fonseca
Cíntia Santos
Claudia Carmem Baggio
Cláudia Hofart Guzzo
Claudiane Weber
Claudia Regina Camargo
Claudia Regina Silveira
Claudia Sodré
Cláudio Fabiano Kloss
Clelia Junko Kinzu Dimário
Clemente Ricardo Silva
Clemilda dos Santos Sousa
Clériston Ribeiro Ramos
Cleusa Pavan
Creuza Andrea Trindade dos Santos
Cristiane Beserra Andrade
Cristiane de Melo Shirayama
Cristiani Regina Andretti
Cristina Marchetti Maia
Cristina Miyuki Narukawa

D

Daniela Amaral Rago
Daniela Feijo Simões
Daniela Spudeit
Daniele Ribeiro de Faria
Daniel Flores
Danielle Thiago Ferreira
Darcy de Jesus Moraes Silva
Darlene T. Schuler
Deise Maria Antonio Sabbag
Deise Parula Munhoz
Denise de Cassia Moreira Zornoff
Denise Ramires Machado
Denizete Lima de Mesquita
Denyse Maria Borges Paes
Diana Maria Flor de Lima

2688
686, 1654, 1819
1421
338
2795
1243
584
174
670
2232
2727
655
725, 2610
2555
2422
429
2461
495
751
1558
1685, 1701
1529
1630, 2651
970

810
1379
736, 1664
2610
584
1379
381
2598
883
2461
1621
1482, 2408, 2585
1924
35
2221

2862

�Diego Fabrízio Kroth
Diego Fernades Silva
Diego Maradona Souza da Silva
Diná Marques Pereira Araújo
Diogo Onofre Gomes de Souza
Dioneide do Nascimento Barros
Diosnelice Pereira Silva
Dirce Maria Santin
Divino Inacio Ribeiro Junior
Doris Day Eliano França

1596
1705
2309
323, 579
1136
2815
2651
111, 246
138
1972

E

Edilene Toscano Galdino dos Santos
Edina Maria Calegaro
Édina Maria Gomes da Cunha Pureza
Edison José Corrêa
Edna Gomes Pinheiro
Edson de Santana
Edson Sousa Silva
Eduardo Ribeiro Felipe
Edwin Hübner
Eglem Maria Veronese Fujimoto
Elaine Maria Pereira Pringolato
Elaine Santos da Silva
Elenise Maria de Araújo
Eleonora Aparecida Sampaio
Eliana José Bernardes
Eliana Mara Martins Ramalho
Eliana Rosa Fonseca
Eliane Bezerra Paiva
Eliane Maria da Silva Jovanovich
Eliane Maria Stroparo
Eliane Monteiro de Santana Dias
Eliane Pawlowski Oliveira Araújo
Eliene Gomes Vieira Nascimento
Eliene Maria Vieira de Moura
Elieny do Nascimento Silva
Elionara Giovana Rech
Elisa Alves de Oliveira
Elisa Cristina Delfini Corrêa
Elisângela de Moura

1753
1529
891
295
2135
2630
1838
821
1187
440
538
2727
983, 2555
970
2610
818
570, 1516, 1679, 2286,
1753
2339
2697
562
2712, 2723
1320, 1984
1461
1984, 2316
107
891
138, 2331
1417

2863

�Elis Regina Alves dos Santos
Elton Ferreira de Mattos
Elvira Fernandes de Araújo Oliveira
Elza Maria Rosa Bernardo Faquim
Emanuela Brambilla dos Santos
Emeide Nóbrega Duarte
Emilia Augusta Alves Sousa
Erica dos Santos Resende
Érica Saito
Erinaldo Dias Valério
Erlane Sousa Alcântara
Ester Aparecida Lima de Souza
Ester Laodiceia Santos
Evaclenes Arruda Silva
Evandra Campos Castro
Evelin Stahlhoefer Cotta
Everton Rodrigues Barbosa

776
1452
2197
796, 1444
588
2185
2135
178
1898, 2786
2837
305
1872
1213
2378
312
193
869

F

Fabiana Araujo Lemos Rodrigues
Fabiana Gulin Longhi Palácio
Fabiana Melo Amaral Gonçalves Pinto
Fabiana Menezes Messias de Andrade
Fabiano Domingues Malheiro
Fábio Andrade Gomes
Fábio Jesus dos Santos
Fabíola Maria Pereira Bezerra
Fabíola Mota de Moraes
Fabiola Rizzo Sanchez
Fátima Assis de Almeida Benther
Fatima Cristina Lopes dos Santos
Fatima Portela Cysne
Flávia Helena Cassin
Franceli Mariano de Moura
Francisca Das Chagas Viana
Francisco Jonatan Soares
Francisco Leandro Castro Lopes
Francisco Mariano da Silva
Francisco Welton Silva Rios

338
970
1436
1323
107
319
319
1320, 2221
2291
1654, 1819
827
287, 308
1984, 2316
2555
1924
1924
429
1972
970
1320, 1972

2864

�G

Gabriela Almendra
Gabriela Belmont de Farias
Gabriela da Silva Giacumuzzi
Gabriela Monteiro do Nascimento Silva
Geisa Meirelles Drumond
Geneviane Duarte Dias
Geovanice Maria Anselmo da Silva
Geraldina Antonia Evangelina de Oliveira
Gerlany Galvincio Rodrigues
Gesilda Toscano de Brito
Geysa Flávia Câmara de Lima Nascimento
Gicele Farias Gomes
Gilda Sousa de Alvarenga
Gildete de Oliveira Batista
Gilmar Vicente
Giordana Nascimento Freitas
Gisele Vasconcelos Dziekaniak
Giseli Adornato de Aguiar
Giselly da Silva Soares
Glaucia Maria Saia Cristianini
Gracielle Mendonça Rodrigues Gomes
Greissi Gomes Oliveira
Guilherme Ataíde Dias
Gustavo Barreto Vilhena de Paiva
Gustavo César Nogueira da Costa

H

Hálida Cristina Fernandes
Helen Rose Flores
Heloisa Assis de Almeida
Heloisa dos Santos Brasil
Heloisa Maria Ceccotti
Heloisa Maria Heradão Rogone
Henriette Ferreira Gomes

1721
1320, 1429
1101
2639
1693
2253
429
1452
1389
2049
1036, 1288
2795
2486
98, 686
2242
1972
1806
1696, 2476
1417
1960
842
2067
1209, 1305
818
1288

163, 1010
824
827
2731
2211, 2242
171
1944

I

Ilza Almeida de Andrade
Inês Maria de Gasperin
Inez Borszcz
Irlana Mendes de Araújo

2253
959, 891
736
1320

2865

�Isabela da Rocha Nascimento
Isabel Ariño Grau
Isabel Buccini
Isabel Cristina Calherani
Isabel Santos Diniz
Islânia Castro Teixeira da Silva
Ismael Maynard Bernini
Ivan Bim Requena
Ivanise Andrade Melo de Almeida
Ivone Job
Ivone Robles
Izabel França Lima

1461
696
1611
1010
1110
1461
959
2316
2450
453, 641
1696
1209, 1305

J

Jacqueline Pawlowski Oliveira
Jamil A. Vieira
Janaina Ferreira Fialho Costa
Janaína Xisto de Barros Lima
Jane Rodrigues Guirado
Janiele Santos
Janise Silva Borges da Costa
Jaqueline Insaurriaga Silveira
Jefferson Renato Azevedo
Jemima Rodrigues
Joanita Aparecida Barros
João Josué Barbosa
Joelson Juk
Johny Franklins Pereira Coutinho
Joilma Maltez Silva
Jônatas Souza de Abreu
Jordan Pauleski Juliani
Jorge Moisés Kroll do Prado
Joseana Costa Lemos
José Carlos Balbino Rosa
José Estorniolo Filho
José Marcos Carvalho de Mesquita
Josiana Florêncio Vieira Régis
Josiane Maria Comarella
Josimara Dias Brumatti
Josimeire Moura Silva
Joyce Fioroni

295
1898
1152
2293
1495
2291
1482, 2408, 2585
193
259
1170
174
1708
312
2626
1641
1174
138
1664, 2331
2633
810, 1654, 1819
1413, 2786
2770
2497
312
1693, 231
2651
2540

2866

�Jozete Soares de Almeida
Juliana de Souza Moraes
Juliana Lourenço Sousa
Juliana Ravaschio Franco de Camargo
Juliana Yendo
Juliane Patrício Coelho

2815
1010, 1021, 1960, 2171
174
1379
2639
736

K

Karine Gomes Falcão Vilela
Karol Almeida da Silva
Karolayne Costa Rodrigues de Lima
Karyna da Rocha Tavares
Karyn Munyk Lehmkuhl
Kátia Carvalho
Katia Maria de Andrade Ferraz
Kelma Patrícia Souza
Keteli Wizenffat
Keyse Rodrigo Fonseca Silva
Kleber Lima dos Santos

606
2570
2182
2437
923
272
2353
538
2232, 2697
474
1429, 1461, 1558

L

Larissa Amorim Catunda Sampaio
Larissa Rabêlo Dantas
Lauci dos Reis Bortoluci
Leandro Martins Cota Busquet
Leila Cavalcante Sátiro
Leni Rodriguez Perez Fulco
Leonardo Pinto Araújo
Leonildo Costa Silva
Leonise Verzoni Gonzalez
Letícia Angheben Consoni
Leticia Schettini
Leyde Klebia Rodrigues da Silva
Libania Maria Ferreira
Lidiane dos Santos Carvalho
Lígia Maria Moreira Dumont
Lígia Santos da Silva Rodrigues
Liliana Giusti Serra
Liliane Vieira Pinheiro
Lilian Lima de Siqueira Melo
Lívia da Fraga Lima

551
2378
361
2508
1972
1410
1049
538
1569
111
827
1884
1170
2037
2135
606
482
923
508
655

2867

�Lívia Ferreira de Carvalho
Loiri Antonia Spader
Luanna Cezar Maia
Lucas Almeida Serafim
Lucas Frederico Arantes
Lucelena Alevato
Lúcia Lima do Nascimento
Lúcia Maria Oliveira da Silva
Lúcia Maria Sebastiana Verônica Costa
Ramos
Luciana Butini Oliveira
Luciana Candida da Silva
Luciana de Souza Gracioso
Luciana Oliveira
Luciana Pereira Rodrigues
Luciana Pizzani
Luciana Suemi Siguemoto
Luciane Silveira Soares
Lucilene Cordeiro da Silva Messias
Lucrécia Camilo de Lima
Ludmila Parreiras Pacheco Leite
Luhilda Ribeiro Silveira
Luísa Fontes Staib
Luiza Maria Pereira de Oliveira
Luiz Antônio de Souza
Luiz Atilio Vicentini
Luiz Carlos dos Santos

1152
440
766
1984, 2316
1621
171
2293
1972
153
1323
1086, 2570
1733
655
576
181, 1621
2639
641
1828, 2688
2450
2828
381, 474, 938, 2378
405
508
2486
338, 2242, 2665
2630

M

Magali Araújo Damasceno
2147
Magda Chagas
2103
Magda Helena Behrmann
891
Mairla Pereira Pires Costa
1664
Maith Martins de Oliveira
2688
Malkene Wytiza Freire de Medeiros Noronha 48, 915, 2283, 2309
Manoel Paranhos da Silva
1167, 1170
Manuela Gea Cabrera Reis
2786
Mara Karoline Lins Teotônio
165
Marcele Aparecida Tinelli
2392
Marcelo Votto Teixeira
1596
Marcia Correa Bueno Degasperi
369, 2651

2868

�Marcia H. T. de Figueredo Lima
Marcia Maria de Miranda Martins da Costa
Márcia Maria Palhares
Márcia Marques da Silva Carvalho
Márcia Nunes Bacha
Marcia Regina Garbelinie Sevillano
Márcia Valéria Alves
Márcio Bezerra da Silva
Marcos Antonio Vianna dos Santos
Marcos Dario Garcia Sae
Marcos Leandro Freitas Hübner
Mardônio Lacet Santos Júnior
Margareth de Figueiredo Nogueira Mesquita
Maria Adelaide Pinto Queiroz
Maria Amélia Almeida Estrela
Maria Amparo Cardoso
Maria Aparecida de Lourdes Mariano
Maria Aparecida dos Santos Letrari
Maria Aparecida Laet
Maria Aparecida Pinto Motta
Maria Bernardete Martins Alves
Maria Cristina Rosa
Maria Cristina Szarota Barrios
Maria Dalva Nunes Pereira
Maria Daniele da Costa
Maria de Fátima Oliveira Costa
Maria de Fátima Rossi do Nascimento
Maria de Lourdes Teixeira Silva
Maria do Carmo Avamilano Alvarez
Maria do Livramento Ribeiro
Maria do P. Socorro Gomes de Almeida
Maria do Rocio Fontoura Teixeira
Maria dos Remédios Silva
Maria Eliane da Silva
Maria Elisa Andries dos Reis
Maria Elisabete Catarino
Maria Elizabeth de Oliveira Costa
Maria de Fátima Garbelini
Maria Fazanelli Crestana
Maria Helena Signorelli
Maria Ilza da Costa

2869

2508
1705
1433, 1441
1742
708
1379
1389
2306
1872
2242
1596
1934
1461
1258
938
312
597
1329
1898
1421
69, 1448
1401
393
619
796
381
597
1127
316, 1413
1558
708
1136
970
2049
287, 308
1742
2598
1086
98, 686, 810, 1654, 1819
2211
2197

�Maria Inês Andrade e Cruz
Maria Irani Coito
Maria Irene da Fonseca e Sá
Maria Isabel Britto
Maria José de Carvalho
Maria José Oliveira
Maria Leonilda Reis da Silva
Maria Ligia Campos
Maria Marinês Gomes Vidal
Maria Marlene Zaniboni
Maria Marta Nascimento
Maria Meriane Vieira da Rocha
Mariana Acorse Lins de Andrade
Mariana Granado de Souza Queiroz
Maria Naires Alves de Souza
Mariana Marquiori
Mariana Pedroso Teixeira
Marianna Zattar
Maria Rizoneide Negreiros de Araújo
Maria Teresa Pires Costa
Maria Thereza Pillon Ribeiro
Marielle Barros Moraes
Marilene Correa Barbosa
Marilene Lobo Abreu Barbosa
Marilia Augusta de Freitas
Marilia Batista Hirt
Marina Alves Mendonça
Marinalva de Souza Aragão
Marisa Cristina Pereira Loboschi
Marivaldina Bulcão dos Santos
Mariza Cristina Talim
Marlene Sanches dos Santos
Marli I. de Moraes
Marli Machado
Marta Glória dos Santos
Marta Martinez Pontes Martins
Mayco Ferreira Chaves
Meire Emanuela da Silva Melo
Midinai Gomes Bezerra
Milena Polsinelli Rubi
Milena Trindade

2746
1544
1243, 1763
171
606
171
1187
2746
606, 2437
2688
54
206, 2422
883
393
35
1685
2211
178, 405
295
2147
2688
2476
65
1641
766
414
1558
98
1379
2123
1611
2757
970
1529
2630
588
751
1389
48, 915, 2283, 2309
597, 1228
796

2870

�Milene Miguel do Vale
Miriam Velci Fernandes
Mírian Cristina de Lima
Mírian da Conceição Rezende e Scalabrini
Mirian de Albuquerque Aquino
Mônica Correia Aquino
Mônica Geralda Palhares
Murillo Ferreira de Camargo

N

Nadia Bernuci Santos
Nadsa Maria Araújo Cid
Nadya Maria Deps Miguel
Naila Touguinha Lomando
Natali Silvana Zwaretch
Nathália Cabral Sena
Nathalia Fernandes da Costa
Neide Maria Jardinette Zaninelli
Neiliane Alves Bezerra
Neire Martins
Nele Nelson Machado da Silva
Neusa Cardim da Silva
Neusa Kazue Habe
Neusa Terezinha Mossin Celere
Nilce Vieira dos Santos
Nirlange Queiroz
Nivaldo Oliveira

2082
891
1425
2014
900, 1884
1461
1433, 1441
221, 983

1863, 2636
2815
1928
641
1329
2437
1763
1329, 1742
429, 1320, 2815
2665
869
73
796
221
1167
2221
725, 1367, 2610

O

Oscar Eliel
Osvaldo Silva Sousa Junior
Otoniel Feliciano

2242
305
1379

P

Pamella Benevides Gonçalves
Paola de Marco Lopes dos Santos
Patricia Barroso
Patricia Naomi Tomisawa
Patrícia Nunes da Silva
Patrícia Severiano Barbosa de Souza
Paula Carina de Araújo

10
2786
2720
1898
165
48, 915, 2283, 2309
2232, 2182, 440

2871

�Paulo Cesar dos Santos
Paulo de Castro Gonçalves
Paulo Vitor de Oliveira
Pedro Manoel da Silva
Pedro Paulo Aquilante Junior
Priscila Carreira Bittencourt Vicentini
Priscila Oliveira da Mata
Priscila Vaz

796
51
1433, 1441
630, 2837
440
2555
821
1721

Q

Quintino João de Souza Teixeira

98

R

Rachel Abath Ataide
Rafael Cobbe Dias
Rafael Gomes Fernandes
Raiane da Silva Santos
Raimunda Araujo Ribeiro
Raimundo Nonato Ribeiro dos Santos
Raquel Bernadete Machado
Raquel Lima de Matos
Raquel Veloso da Costa
Raymundo das Neves Machado
Rebecca Maria de Freitas Sousa
Regiane Alcântara Eliel
Regina de Moura
Regina França Cutrim
Regina Maria Seneda
Regina Oliveira de Almeida
Regycleia Botelho Alves Figueiredo
Rejane Chaves Batista
Rejane Maria Rosa Ribeiro
Rejane Raffo Klaes
Rejane Rosa Amaral
Renan Carvalho Ramos
Renata Bezerra Valeriano
Renata Cristina Grun
Renata Ferreira Santos
Renato Fernandes Corrêa
Renato Machado de Sobral
Renato Reis Nunes

2049
670
35
1708
1110
1429, 1461, 1558
923
970
1288
319
1429
2665
1417
2633
2651
302, 292
1931, 2269
1064
2303
1495
1928
1630, 2651
1167
891
1401
1174
686
24

2872

�Renato Rocha Souza
Rick Santos
Robéria Andrade
Roberta Cristina Dal'evedove Tartarotti
Roberta Moraes de Bem
Rodrigo Eduardo dos Santos
Rodrigo Gustavo Silvestre
Rodrigo Henrique Ramos
Rodrigo Moreira Garcia
Rogério Mugnaini
Romilda Aparecida Teofano
Roniberto Morato do Amaral
Rosa Maria Apel Mesquita
Rosa Maria Fischi
Rosa Maria Andrade Grillo Beretta Souza
Rosana Alvarez Paschoalino
Rosana Oliveira
Rosane Mendes
Rosângela Alves da Silva Magalhães
Rosângela Silva Coutinho Val
Rosângela Silva de Carvalho
Roseane Almeida Silva
Roseli Alves Oliveira
Roseli Senna Prestes
Rose Mari Lobo Goulart
Rosemary Cristina da Silva
Rosiane Maria Oliveira
Rubem Borges Teixeira Ramos
Rubens da Costa Silva Filho
Rúbia Tatiana Gattelli
Rute Aparecida Figueiredo

1209, 1305
1791
2291
1228
69, 1448
1021
1544
776
796
163
824
10, 2067, 2392, 2540
495
796, 1444
2112
221, 983, 2786
127
287, 308
1036
1421
1064
1170
2598
65
2727
181, 1621
725, 2610
1152
299
2461
597

S

Sabrina Rodrigues Fonseca
Samantha Andrade Rosa
Samile Andréa de Souza Vanz
Samir Elias Kalil Lion
Samir Hernandes Gomes
Samya Maria Queiroz Maia
Sandra Inara Altero Fonseca Marquetti
Sandra Maria Clemente de Souza

1849
655
2795
1944
2639
1389
2697
1708

2873

�Sandra Maria Neri Santiago
Sandra Regina Ponte da Costa Salles Toledo
Sandro Costa Gomes
Sedi Ziebert Schardong
Selma Regina Ramalho Conte
Sérgio Carlos Novaes
Sheila de Sousa Monteiro
Sheyla Isolina Mazzeo Pastrello
Shirly Pimentel Vieira
Sibele Fausto
Silvana Aparecida Fagundes
Silvana Maria de Jesus Vetter
Silvana Santos .
Silvana Vilodre Goelner
Silvia Celeste Salvio
Silvia Nathaly Yassuda
Simone Assis Medeiros
Simone Faury Dib
Simone Ferreira Naves
Simone Tarouco Przybylski
Sindya Santos Melo
Solange Alves Santana
Sonia Castro Pereira Furlan
Sonia Cruz-Riascos
Sonia Elisa Caregnato
Sonia Garcia Gomes Eleutério
Sônia Maria dos Santos Araújo
Soraia Santana Capello
Stela Catarina Medeiros Carvalho
Stela do Nascimento Madruga
Sueide Pereira Silva
Sueli Mara Soares Pinto Ferreira
Sueli Palma Borges Paranhos
Suely A. de Olim Santos
Suely Campos Cardoso
Suely Henrique de Aquino Gomes
Suely Margareth Rocha
Suely Oliveira Moraes Marquez
Suênia Oliveira Mendes
Susimery Vila Nova Silva
Susyleide Gomes de Brito

2874

87, 508, 1471
796
824
246
2232, 2697
1898
1778
1696
2437
163
463
1049
2598
641
2211
1828
725
73
2182
65
2176
796, 1444
171
2849
115, 414
316
2197
1791
2014
796
1086
1898, 2786
1258
316
98, 686, 1654
1152
1213
948
1082
619
2630, 437

�Suzana Oliveira
Suzana Zulpo Pereira
Suzilaine de Oliveira

655
1337, 2232
1701

T

Tania Amir de Jesus Dias
Tania Marisa de Abreu Fraga
Tatiana Alves de Oliveira e Silva
Tatiana Cotrim Serra Freire
Tatiana Nascimento Augusto Dutra Alves
Tatiana Rossi
Tatyanne Christina Gonçalves Ferreira
Valdez
Teresa da Silva
Tereza Cristina Oliveira Nonatto Carvalho
Thais Cristiane Campos de Moraes
Thales Nunes da Silva
Thelma Marylanda Silva de Melo
Thiago Rodrigues Dantas

V

Valdinéia Barreto Ferreira
Valdirene Pereira da Conceição
Valéria Aparecida Moreira Novelli
Valeria de Oliveira
Valéria Martin Valls
Valéria Pacheco
Valéria Vilhena Lombardi
Vanessa Alves Santana
Vanessa Inácio de Souza
Vanessa Pimenta Rodrigues
Vanessa Souza Mendonça
Vânia Martins Bueno de Oliveira Funaro
Vânia Natal de Oliveira
Veleida Ana Blank
Vera Regina Casari Boccato Boccato
Vera Lucia Belo Chagas
Vera Lucia Lioni Pedrini
Verônica de Souza Gomes
Vilma Sarto Zeferino
Virgínia Bentes Pinto

810
193
1367
938
2197
2363
1410
2677
2665
1898, 2353
824
1352, 1585, 1972
1389

2806
998
1733
983
2094, 2112
719
98, 1654, 2786
900
891
1461, 2815
570, 1516, 1679, 2286
153
725, 2610
1705
1021, 1228
2161
983
722
2353
1352, 1999

2875

�Virgínia de Paiva
Vivaldo Cordeiro Gonçalves
Viviane Lima Cunha
Vivian Rosa Storti

1898
312
787
1630, 2651

W

Wagner Vinícius Rocha
Walqueline Silva Araújo
Wanda Aparecida Machado Hoffmann
Wellington Marçal de Carvalho

295
2306
1733
842

Y

Yohrranna Kelly Almeida de Araújo
Yuka Saheki

1429
2786

Z

Zaida Horowitz
Zelia Maria Pereira da Silva
Zelinda Aparecida da Silva Martins
Zita Prates de Oliveira
Zuleika de Sousa Branco

2585
1872
2630
2408, 2585
2408, 2585

2876

�FAPERGS

2876

�</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                    <text>Apresentação
Tendo como tema A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO LABORATÓRIO NA SOCIEDADE DE
INFORMAÇÃO, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com a colaboração da
Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias (CBBU), realizou o XVII Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias (SNBU), que teve como objetivo refletir sobre a biblioteca universitária
como laboratório de ensino, voltado para o desenvolvimento de competências informacionais e
de pesquisa, atuante na identificação e no acesso às informações necessárias para a formação
profissional e o avanço do conhecimento técnico e científico.
A definição da estrutura temática do programa técnico-científico do XVII SNBU
contemplou quatro eixos gerais, que agrupam uma série de áreas específicas, como segue:
Construção e Comunicação da Informação; Organização, Preservação e Acesso à Informação;
Recuperação, Disseminação e Uso da Informação; e, Gestão da Biblioteca Universitária.
O primeiro eixo "Construção e Comunicação da Informação" corresponde a dois dos
processos informacionais propriamente ditos, identificando a matéria-prima do laboratório da
biblioteca universitária.
O segundo eixo "Organização, Preservação e Acesso à Informação" diz respeito
especificamente à atuação da biblioteca em relação aos documentos, representa, em nossa
analogia com o laboratório, a identificação e o preparo da amostra para a experiência da
biblioteca universitária.
O terceiro eixo "Recuperação, Disseminação e Uso da Informação" corresponde
igualmente à atuação da biblioteca . Todavia, agora, não em relação aos documentos, mas em
relação aos usuários. Há de se ressaltar que, em que pese a obviedade, o usuário estava lá no
eixo anterior, direcionando todos os critérios adotados nas políticas e procedimentos, mas o
contato, direto, era com os documentos. No eixo três, a ênfase é distinta, é na atuação que
envolve ou busca promover o envolvimento dos usuários com os produtos e serviços de
informação oferecidos pela biblioteca universitária. Este eixo relaciona-se também diretamente
com o primeiro, quando trata do outro processo informacional por ele não contemplado, o uso
da informação.
Por fim, o quarto eixo, "Gestão da Biblioteca Universitária", contempla todos os
processos e aspectos administrativos, que viabilizam e qualificam a atuação junto à comunidade
universitária. Aqui, o desempenho do laboratório é o foco da atenção.

7

�Quanto à estrutura das atividades, no período da manhã, foram realizadas as sessões
plenárias constituídas de conferências e palestras proferidas por profissionais e pesquisadores
com destacado reconhecimento em sua área de atuação. No turno da tarde, foram realizadas as
sessões temáticas, contendo as apresentações orais e de pôsteres das contribuições cujo mérito
foi reconhecido por intermédio de pareceres realizados por especialistas de todo o país.
Desse modo, estes Anais contemplam os textos completos e os resumos expandidos das
sessões temáticas, por eixo e subtemas.
Esses Anais refletem o esforço de toda a comunidade de profissionais com atuação em
bibliotecas de instituições de ensino superior, que ao se engajarem quer pela participação, quer
pela produção, fizeram do Evento um momento de desenvolvimento e enriquecimento técnicocientífico nacional.

Letícia Strehl
Jussara Pereira Santos
Coordenação da Comissão Técnico-Científica

888

�</text>
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                    <text>Sumário
Apresentação ................................................................................................................. 7
Eixo 1- Construção e Comunicação da Informação ......................................................... 9
Política e Economia da Informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso .. ......... ... ...... ... ......... ...................... ..... ......... ......... ........................ ... ......... ................ 10
Tipologias e Características das Fontes de Informação e de seus Autores ....... ... ......... .............. .. ...... 48
Serviços e Ferramentas de Normalização da Apresentação de Documentos .... ... ................. ............. 65
Procedimentos e Ferramentas de Publicação .. ....... ...... ... ....... ...... ... .. ....... ... ..... .. ........ ........... ......... .. 107
Fluxo Editorial e Atuação Bibliotecária ......... ... ....... ....... ........... ....... ... ............................................ .. 135
Produção e Comunicação Científica e Tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico e avaliação
da informação .. ..... ...... .......................... ....... ............................. ........ .. .................. ........... ...... ........... 163

Eixo 2 - Organização, Preservação e Acesso

à Informação ............................................ 286

Formação e Desenvolvimento de Coleções em Bibliotecas e Repositórios Digitais ....... ........ ..... ...... 287
Preservação da Informação em Suportes Analógicos e Digitais ....................................................... 562
Controle Bibliográfico da Produção Intelectual Institucional ........................................................... 719
Organização do Conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias, padrães
e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados .. .. .......... .... ... ................. .................... 818

Eixo 3 - Recuperação, Disseminação e Uso da Informação .......................................... 1078
Comportamento Informacional Humano .. .. .. ....... ... .. .. .. .... .. ... ........................... ..................... ......... 1079
Recursos de Recuperação da Informação ... .. ... ....... ...... ... ................ ... .............. ..................... ......... 1167
Arquitetura da Informação: usabilidade, ergonomia, entre outros ................. ..................... ......... 1209
Serviços de Referência Presencial e Virtual .................................. .............. ....... ............... ...... ......... 1320
Educação de Usuários e Competências Informacionais ....... ... ............... ... ...................................... 1410
Divulgação de Produtos e Serviços: páginas, blogues e redes sociais ............................................ 1679
Ferramentas de Descoberta e Metabuscadores ..... ....................................................................... . 1898

Eixo 4 - Gestão da Biblioteca Universitária ................................................................. 1923
Planejamento Estratégico e Sustentabilidade ............................................................. .................. . 1924
Gestão do Conhecimento: processos e ferramentas .............................. ... ...................................... 2171
Marketing ........................... .................. ........................................................................................... 2283
Gestão de Pessoas .......................................................................................................................... . 2363
Gestão de Recursos Materiais e Financeiros ................ .......... .......... ........... ..................... ...... ......... 2598
Arquitetura e Segurança de Bibliotecas .......................................... ................... .................. .. ......... 2626
Avaliação de Produtos e Serviços ....... ........... .......... ....... .... .. .. ... .. ..... .. ................... ................. ......... 2712

índice de Autores ....................................................................................................... 2859

6

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                    <text>ANAIS DAS SESSÕES TEMÁTICAS

�ANAIS DAS SESSÕES TEMÁTICAS

Porto Alegre
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
2012

�UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Carlos Alexandre Netto
Reitor
Rui Vicente Oppermann
Vice-Reitor
Viviane Carrion Castanho
Diretora da Biblioteca Central

Editoração
Priscila Saraiva Jacobsen
Aptor Software
Identidade Visual
Elisa Moog
Geisson Oleques
Gabriel Lohmann - Caixola

Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação

Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (17. : 2012 : Gramado, RS)
Anais das sessões temáticas / XVII SNBU . Porto Alegre: Universidade Federal
do Rio Grande do Sul, 2012.
Evento organizado pela Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul.
ISBN 978-85-66106-00-8

1. Ciência da Informação. 2. Biblioteconomia. 3. Biblioteca universitária. I.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 11. Título.

CDU 027 .7

© UFRGS, 2012

�Organização erealização
Presidente
Viviane Carrion Castanho

Vice-Presidente
Lorete Mattos

Comissão Técnico-Científica
Leticia Strehl- Coordenadora - UFRGS
Jussara Pereira Santos - Vice-coordenadora - UFRGS

Aldo de Albuquerque Barreto - UNIGRANRIO

June Magda Rosa Scharnberg - UFRGS

Ana Lucia de Macedo Rüdiger - UFRGS

Kira Maria Antonia Tarapanoff - UNB

Bárbara Fadel- UNESP

Leonilha Maria Brasileiro Lessa - UNIFOR

Beatriz Valadares Cendón - UFMG

Lídia Alvarenga - UFMG

Celia Regina Simonetti Barbalho - UFAM

Ligia Eliana Setenareski - UFPR

César Augusto Castro - UFMA

Lígia Maria Moreira Dumont - UFMG

Cristina Dotta Ortega - UFMG

Lucia Marengo - UDESC

Daisy Pires Noronha - USP

Luiz Atilio Vicentini - UNICAMP

Eliane Maria Severo Gonçalves - UFRGS

Marcello Peixoto Bax - UFMG

Emeide Nóbrega Duarte - UFPB

Marcos Luiz C. de Miranda - UNIRIO

Emir José Suadein - UNB

Maria Aparecida Moura - UFMG

Francisco das Chagas de Souza - UFSC

Maria Carmen Romcy de Carvalho - IBICT

Gláucia Maria Saia Cristianini - USP

Maria das Graças Targino - UFPB

Helen Beatriz Frota Rozados - UFRGS

Maria de Fátima G. Moreira Tálamo - USP

Ida Regina Chittó Stumpf - UFRGS

Maria do Rocio Fontoura Teixeira - UFRGS

Ida Rossi - UFRGS

Maria Inês Tomaél - UEL

Janise Silva Borges da Costa - UFRGS

Maria José Cruz - UFRGS

José Fernando Modesto da Silva - USP

Maria Luiza de Almeida Campos - UFF

�Maria Nélida González de Gómez -IBICT

Regina Célia Baptista Belluzzo - UNESP

Mariângela Spotti Lopes Fujita - UNESP

Rosa Maria Apel Mesquita - UFRGS

Mariza Russo - UFRJ

Sely M . Souza Costa - UNB

Marta Lígia Pomim Valentim - UNESP

Sigrid Karin Weiss Dutra - FEBAB

Martha Eddy Krummenauer K. Bonotto - UFRGS

Simone R. Weitzel - UNIRIO

Miriam Vieira da Cunha - UFSC

Sueli Angelica do Amaral- UNB

Murilo Bastos da Cunha - UNB

Sueli Mara Soares Pinto Ferreira - USP

Nair Vumiko Kobashi - USP

Valéria Maria Soledade de Almeida - UFG

Narcisa de Fátima Amboni - UFSC

Vanessa Inácio de Souza - UFRGS

Paula Maria Abrantes Cotta de Mello - UFRJ

Vera Regina Casari Boccato - UFSCar

Priscila Saraiva Jacobsen - UFRGS

Vivian Cristiane Eisenhut Carravetta - UFRGS

Raimundo Nonato dos Santos - UFPE

Waldomiro de Castro Santos Vergueiro - USP

Pareceristas

Adilson Luiz Pinto - UFSC

Claudiane Weber - UFSC

Adriana Bogliolo Sirihal Duarte - UFMG

Clóvis Montenegro de Lima - IBICT

Adriana Rosecler Alcará - UEL

Cristina Miyuki Narukawa - UNESP

Aida Varela Varela - UFBA

Delsi Fries Davok - UDESC

Alba Ligia de Almeida Silva - UFPB

Dulce Amélia de Brito Neves - UFPB

Albano Souza Oliveira - UFBA

Edberto Ferneda - UNESP

Alberto Calil Junior - UNIRIO

Ediane Toscano Galdino de Carvalho - UFPB

Alessandro Ferreira Costa - UFMG

Edna Gomes Pinheiro - UFPB

Ana Célia Rodrigues - UFF

Eliane Bezerra Paiva - UFPB

Ana Maria Mielniczuk de Moura - UFRGS

Eliane Serrão Alves Mey - UFSCAR

Ana Paula de Oliveira Villalobos - UFBA

Elisa Cristina Delfini Correa - UDESC

Andréa Figueiredo Leão Grants - UFSC

Elizete Vieira Vitorino - UFSC

Carlos Alberto Ávila Araújo - UFMG

Ely Francina Tannuri de Oliveira - UNESP

Carlos Henrique Marcondes - UFF

Fabio Assis Pinho - UFPE

Cátia Rodrigues Barbosa - UFMG

Fernanda Passini Moreno - UNB

Célia da Consolação Dias - UFMG

Fernando César Lima Leite - UNB

Cibele Araujo Camargo Marques dos Santos - USP

Fernando Luiz Vechiato - UEL

Cintia de Azevedo Lourenço - UFMG

Flávia Maria Bastos - UNESP

2

�Franciele Marques Redigolo - UNESP

Marcos Aurélio Gomes - UFAL

Genoveva Batista do Nascimento - UFP B

Marcos Galindo Lima - UFPE

Georgete Lopes Freitas - UFMA

Maria Carolina Santos de Souza - UFBA

Geysa Flávia Câmara de Lima Nascimento - UFPB

Maria Cláudia Pestana - USP

Glória Isabel Sattamini Ferreira - UFRGS

Maria Cristina Guimarães Oliveira - UFPE

Graziela Martins de Medeiros - UFSC

Maria da Conceição Carvalho - UFMG

Greyciane Souza Lins - UNB

Maria do Rocio F. Teixeira - UFRGS

Helen Beatriz Frota Rozados - UFRGS

Maria Elisabete Catarino - UEL

Helena Maria Tarchi Crivellari - UFMG

Maria Elizabeth B. C. de Albuquerque - UFPB

Heliomar Cavati Sobrinho - UFCE

Maria Inês Tomaél - UEL

IIza Leite de Azevedo Santos Lopes - UNB

Maria José Jorente - UNESP

Ivan Claudio Pereira Siqueira - USP

Maria Lúcia Dias - UFRGS

Ivette Kafure Munhoz - UNB

Maria Meriane Vieira da Rocha - UFPB

Jacqueline Leta - UFRJ

Marisa Brascher - UNB

Jayme Leiro Vilan Filho - UNB

Marivalde Moacir Francelin - USP

Joana Coeli Ribeiro Garcia - UFPB

Marlene Morbeck Coelho - UFBA

João Batista Ernesto de Moraes - UNESP

Martha Eddy K. Kling Bonotto - UFRGS

José Fernando Modesto da Silva - USP

Milena Polsinelli Rubi - UFSCar

June Magda Rosa Scharnberg - UFRGS

Mônica Erichsen Nassif - UFMG

Jussara Borges de Lima - UFBA

Murilo Bastos da Cunha - UNB

Jussara Pereira Santos - UFRGS

Nídia Maria Lienert Lubisco - UFBA

Katia Lúcia Pacheco - UFMG

Othon Fernando Barbosa Barbosa - UFBA

Katiussa Nunes Bueno - UFRGS

Patrícia Maria da Silva - UFPB

Kira Maria Antonia Tarapanoff - UNB

Paula Regina Dal ' Evedove - UNESP

Letícia Strehl- UFRGS

Plácida L. V. A. da Costa Santos - UNESP

Lídia Brandão Toutain - UFBA

Raymundo das Neves Machado - UFBA

Lídia Silva de Freitas - UFF

Regiane Alcântara Eliel- UNICAMP

Lígia Maria Moreira Dumont - UFMG

Regina Célia Baptista Belluzzo - UNESP

Lorete Mattos - UFRGS

Regina Cianconi - UFF

Lúcia Maria Sebastiana Verônica Costa Ramos - USP

Regina Helena van der Laan - UFRGS

Luciene Fontão - UFSC

Ricardo César Gonçalves Santana - UNESP

Magda Teixeira Chagas - UFSC

Ricardo Coutinho Mello - UFBA

Mara Eliane Fonseca Rodrigues - UFF

Roberta Moraes de Bem - UFSC

Marcelo dos Santos - USP

Robson Lopes de Almeida - UNB

Marcia H. T. de Figueredo Lima - UFF

Rodrigo Silva Caxias Sousa - UFRGS

3

�Rogério Henrique de Araújo Junior - UNB

Teresinha das Graças Coletta - USP

Rogério Mugnaini - USP

Terezinha Elisabeth da Silva - UEL

Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva - UFBA

Vanusa Jardim Borges Silva - UFAM

Samile Andréa de Souza Vanz - UFRGS

Vera do Carmo Comparsi de Vargas - UFSC

Sérgio Franklin Ribeiro da Silva - UFBA

Vera Lúcia Alves Breglia - UFF

Silvana de Fátima Bojanoski

Vera Regina Casari Boccato - UFSCar

Solange Maria Santos - UNIFESP

Viviane Carrion Castanho - UFRGS

Sonali Paula Molin Bedin - UFSC

Walter Moreira - UNESP

Sueli Bortolin - UEL

Welder Antônio Silva - UFMG

Sueli Maria Goulart Silva - UFRGS

Zaira Regina Zafalon - UFSCar

Suely Oliveira Moraes Marquez - UFAM

Zeny Duarte de Miranda - UFBA

Tatiana Brandão Fernandes - UFAM

Realização

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Organização

Specialità
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4

�Mensagem da Presidente

É com profunda satisfação que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com a
colaboração da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias, recebeu entre 16 e 21 de setembro
de 2012 os participantes do XVII SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS- SNBU.
O tema central da 17ª edição deste evento, A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO
LABORATÓRIO NA SOCIEDADE DE INFORMAÇÃO, o colocou em sintonia tanto com o fazer e pensar
das Universidades quanto com o espaço que o acolheu, o Rio Grande do Sul, que tem sido solo
mundial de discussões sociais em torno do desenvolvimento, dos avanços científicos e tecnológicos
em um panorama de sustentabilidade.
Desde 1978, o SNBU vem promovendo o encontro e estreitando laços entre os profissionais
que atuam nas bibliotecas universitárias brasileiras, alcançando um nível de maturidade que o
converteu no maior e mais importante evento na área da ciência da informação no campo
acadêmico .
Propondo-se a refletir sobre a biblioteca universitária como laboratório, voltada para o
desenvolvimento de competências informacionais e de pesquisa, com papel atuante na
identificação e no acesso às informações necessárias para a formação profissional e avanço do
conhecimento técnico e científico, o XVII SNBU espera ter cumprido seu papel de fórum de debate e
aprimoramento profissional.
A cidade de Gramado recebeu o SNBU e o entrega à Belo Horizonte, quando o Evento
chegará a sua maioridade.

Viviane Carrion Castanho

Presidente da Comissão Organizadora do XVII SNBU

5

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Documentação&#13;
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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Trabalho completo

A ELABORAÇÃO DO TERMO DE REFERÊNCIA PARA
AQUISiÇÃO DE LIVROS: O CASO DA UNIRIO
Marianna Zattar1, Luísa Staib2, Ana Carolina Petrone3
1 Mestre em Ciência da Informação (IBICT/UFRJ) , Bibliotecária e Professora Substituta da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) , Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
2

3

Mestranda em Ciência da Informação (UFF), Bibliotecária da Universidade Federal do
Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) , Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

Mestranda em Ciência da Informação (IBICT/UFRJ) , Bibliotecária da Universidade Federal
do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) , Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

Resumo
Analisa uma nova abordagem de utilização do Termo de Referência no processo
licitatório de aquisição bibliográfica por uma biblioteca universitária da Administração
Pública. Utiliza para isso o caso específico do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) . Apresenta a instituição
de ensino a partir de seus objetivos. Expõe o Sistema de Bibliotecas através de três
vertentes (administrativamente, por unidades físicas e por área do conhecimento),
detalha sua estrutura organizacional e administrativa . Emprega metodologia de
abordagem exploratória com pesquisa bibliográfica e documental. Examina os
principais tópicos do Termo de Referência com destaque para o campo objeto .
Descreve a experiência da UNIRIO onde o objeto da licitação passa a ser a
contratação da prestação de serviços do fornecedor e destaca as vantagens desse
novo formato . Aponta as principais contribuições do profissional bibliotecário na
elaboração para a aquisição de acervos dos programas de ensino, pesquisa e
extensão .

Palavras-Chave:
Aquisição bibliográfica ;
universitárias; UNIRIO.

Termo

de

referência ;

Compra ;

Bibliotecas

Abstract
It analyzes a new approach to using the Term of Reference in the bidding process of
bibliographic acquisition at university library of Public Administration . For it, uses the
specific case of the Library System from Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro (UNIRIO). It introduces the educational institution based on their goals. It
exposes the Library System through three areas (administrative, physical units and
knowledge area), details its organizational and administrative structure. It uses an
exploratory approach methodology with bibliographical and documentary research . It
examines the major topics of the Term of Reference with an emphasis on the object
field . It describes the experience of UNIRIO where the bidding object turns to be the

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services of the supplier hire and highlights the advantages of this new format. It
points out the main contributions of the librarian in developing the acquisition of
collections by educational, research and extension programs.
Keywords:
Bibliographic acquisition; Term of reference; Purchase; University libraries;
UNIRIO.
1 Introdução
A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) é uma
entidade de direito público. Subordinada ao Ministério da Educação (MEC), a
instituição foi criada pela Lei 6.655 em 5 de junho de 1979.
Art. 90 - As atribuições específicas da UNIRIO, sua estrutura
administrativa e competência de seus órgãos serão estabelecidas no
Estatuto e no Regimento, aprovados, respectivamente, pelo
Presidente da República e pelo Ministro da Educação e Cultura.
(BRASIL, 1979).
Sua formação é composta por discentes, técnico-administrativos e docentes
nas diversas áreas de conhecimento que compõe o arcabouço teórico da instituição.
Essa instituição tem como objeto principal o ensino em nível superior (graduação e
pós-graduação), a pesquisa científica, filosófica e tecnológica, além das atividades
de extensão. Essas atividades têm como finalidade a ampliação do acesso da
comunidade universitária aos bens culturais e aos seus instrumentos. A estrutura
organizacional da UNIRIO tem a seguinte disposição:
a)
b)
c)
d)
e)

Reitoria;
Vice-Reitoria;
Pró-Reitorias;
Decanias;
Unidades Suplementares.

o Sistema de Bibliotecas da UNIRIO é uma unidade suplementar da
instituição e está subordinada diretamente à Reitoria . Em seus processos de
aquisição de material bibliográfico, o Sistema trabalha junto com a Pró-Reitoria de
Administração (PROAD) . Esta pró-reitoria é o órgão superintendente que coordena
os serviços da Universidade e assessora o reitor em assuntos pertinentes à área de
administração. Tem como principais objetivos o planejamento, o estudo, a
orientação, o controle e a execução dos serviços da Administração Geral da
Universidade; além de coordenar e articular as atividades com as de outros órgãos
da Universidade, fixando as normas de Administração Geral da Universidade.
Subordinada à PROAD, a Comissão Permanente de Licitações (CPL) é a unidade
responsável pela realização de licitações públicas, tais como: pregão (eletrônico e
presencial), concorrências e tomadas de preços. Seus objetivos são : a análise dos
processos de aquisições, a elaboração de editais a partir dos termos de referência

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enviados pelos requisitantes e o desenvolvimento do certame licitatório.
Este trabalho tem como objetivo principal o detalhamento dos tópicos
necessários na elaboração do termo de referência, utilizando a perspectiva do
profissional bibliotecário que trabalha com a aquisição de materiais bibliográficos. A
importância dessa publicação é percebida dada a necessidade de um maior número
de literatura na área sobre a elaboração, pelo bibliotecário, do termo de referência.

2 Revisão de Literatura
A biblioteca é um espaço que permite ao público o acesso livre à informação.
Dentro dela o usuário circula pelo tempo e pelo espaço, seja por um interesse
específico, seja pelo prazer do conhecimento . O acesso às informações abre um
espaço para o conflito e a reflexão , que são os passos fundamentais na busca de
um novo modo de agir, pensar, criar e ser. Resumidamente Milanesi (2002 , p. 12)
define a biblioteca a partir de sua condição :

o que define a condição de biblioteca é a existência de alguma forma
de organização que permita encontrar o que se deseja, mesmo que
só o proprietário, ou poucos, tenham êxito nessa busca. Essa ideia
de organização está presente tanto nos acervos primitivos quanto
nas informações que circulam pelos milhões de computadores em
rede.
O Sistema de Bibliotecas da UNIRIO pode ser analisado a partir de três
vertentes:
a) administrativamente;
b) organização por unidades físicas;
c) organização por áreas do conhecimento.
A organização administrativa é feita da seguinte forma:
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)

Direção ;
Secretaria ;
Assessoria de comunicação;
Divisão de Processamento Documental (DPD);
Divisão de Desenvolvimento de Acervo (DDA) ;
Divisão de Atendimento ao Usuário (DAU);
Bibliotecas Setoriais.

Particularizando as atividades das Divisões, tem-se: a Divisão de
Desenvolvimento de Acervo (DDA) tem a função de coordenar o processo de
aquisição de material bibliográfico (compra, doação e intercâmbio) e assinaturas de
bases de dados, supervisionar a proposta orçamentária de material bibliográfico,
acompanhar as despesas com material bibliográfico, orientar os trâmites para o
desbaste e descarte. Já a Divisão de Processamento Documental (DPD) tem a
responsabilidade de registrar o material bibliográfico incorporado ao acervo de forma
qualificada, visando à recuperação e a guarda do acervo . Enquanto a Divisão de
Atendimento ao Usuário (DAU) tem a função de disseminar a informação (seja por

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meio de pesquisa , seja por marketing dos itens incorporados ao acervo) , gerenciar
os serviços de empréstimos (domiciliar e entre bibliotecas) , manter atualizado o
cadastro de usuários.
A organização por unidades físicas das bibliotecas considera a localização
das Bibliotecas, sendo elas:
a)
b)
c)
d)
e)

Biblioteca Central ;
Biblioteca da Escola de Medicina e Cirurgia;
Biblioteca do Instituto Biomédico;
Biblioteca da Escola de Enfermagem e Nutrição;
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Jurídicas e Políticas.

A Biblioteca Central é composta por itens que buscam atender os cursos do
Centro de Ciências Exatas e Tecnologia (CCET), Centro de Ciências Humanas e
Sociais (CCHS) , Centro de Letras e Artes (C LA) e os cursos do Instituto de
Biociências (CCBS). A Biblioteca da Escola de Medicina e Cirurgia oferece acervo
para o curso de Medicina e auxilia as demais disciplinas da área da saúde . A
Biblioteca do Instituto Biomédico atende as disciplinas básicas dos cursos da área
da saúde. A Biblioteca da Escola de Enfermagem e Nutrição visa o atendimento dos
cursos de Enfermagem e Nutrição. A Biblioteca do Centro de Ciências Jurídicas e
Políticas (CCJP) atende aos cursos de Direito, Administração Pública e Ciências
Políticas.
A organização por áreas do conhecimento é feita para que os Centros da
universidade sejam atendidos de forma mais plena. São cinco as principais áreas Do
conhecimento da instituição e, por conseguinte, cinco bibliotecas setoriais da
UNIRIO:
a)
b)
c)
d)
e)

Biblioteca
Biblioteca
Biblioteca
Biblioteca
Biblioteca

Setorial do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde;
Setorial do Centro de Letras e Artes;
Setorial do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia;
Setorial do Centro de Ciências Humanas;
Setorial do Centro de Ciências Jurídicas e Políticas.

Para Almeida (2005) o planejamento é o oposto da improvisação. É um
processo metódico e de abordagem racional/científica . Uma vez que pressupõe uma
sequência de atos decisórios, ordenados em fases definidas com base em
conhecimentos científicos e técnicos (BAPTISTA, 1991). É nesse contexto que entra
o papel do bibliotecário no processo de aquisição :
[ ... ) o bibliotecário de aquisição deve considerar a rapidez na
aquisição como fator preponderante para a satisfação das
necessidades dos usuários. [... ) Logo, a rapidez, a precisão e a
economia nos gastos são as palavras-chave do processo de
aquisição. (EVANS, 2000, p. 315 apud WEITZEL, 2006, p. 29) .

Quando o processo de compra é feito pelo procedimento licitatório, a eficácia
e a precisão na aquisição devem ser almejadas ainda na elaboração do Termo de
Referência . Este documento tem como objetivo central o detalhamento das
necessidades do órgão requisitante. Com ele é esclarecido o que se precisa ,

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trazendo a definição do objeto e os demais elementos necessários à sua perfeita
execução.
De acordo com Prado (2011), a licitação é um procedimento administrativo
que tem por objetivo a seleção da melhor proposta entre todas aquelas
apresentadas, seguindo regras objetivas, respeitando a isonomia entre os
participantes.
De acordo com Justen Filho (2009), no termo de referência se demonstrarão
as projeções administrativas acerca da futura contratação, garantindo que a
Administração tenha o conhecimento sobre as exigências que serão impostas a si e
ao particular que vier a ser contratado. Ademais disso, a Administração necessita
dispor de todas as informações imprescindíveis para determinar a necessidade, a
viabilidade e a conveniência da contratação. O principal é a satisfação do dever
administrativo de planejamento eficaz e eficiente acerca do contrato a ser realizado.
No âmbito de suas licitações, a Pró-reitoria de Administração (PROAD) da
universidade indica um modelo de Termo de Referência com o objetivo de auxiliar o
órgão requisitante, e ainda, servir como base para a elaboração da minuta do edital
do certame, desenvolvido pela Comissão Permanente de Licitação (CP L) . Compõe o
termo de referência :
a) justificativa ;
b) objeto;
c) normas e procedimentos;
d) dotação orçamentária ;
e) definição dos métodos, estratégia de suprimentos;
f) planilha com as especificações detalhadas e o preço máximo que a
administração se dispõe a pagar por item;
g) critérios de aceitação do objeto;
h) deveres do contratado;
i) deveres do contratante;
j) procedimentos de fiscalização e gerenciamento de contrato;
k) sanções administrativas.
Com relação às necessidades da biblioteca, esse documento torna-se uma
peça importante para orientar a realização dos procedimentos administrativos do
processo de compra , neste caso, de materiais bibliográficos.
O Termo de Referência abarca as informações necessárias à fiel execução do
objeto da licitação, analisando criticamente os campos do Termo de Referência
utilizado pela biblioteca , têm-se :
A Justificativa é a exposição das razões necessárias para a aquisição dos
materiais bibliográficos e suportes de informação e comunicação. A identificação
dessa necessidade é indispensável para o conhecimento dos detalhes que envolvem
o ato de uma aquisição, onde a Administração Pública é obrigada a justificar a
existência do motivo ao praticar o ato administrativo . O Objeto é a descrição sucinta
e clara do material a ser adquirido, no qual se observam as condições da adequação
à necessidade Uustificativa), a preservação da competitividade e a economicidade .
Nesse espaço é que ficam nítidas as alterações no que tange a estrutura das
aquisições das bibliotecas públicas brasileiras. Uma vez que se torna emergente a
alteração da compra de produtos (livros específicos) , para contratação de serviços.

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No tópico Normas e procedimentos são detalhados os pontos de conformidade
com os princípios e preceitos da licitação onde são esclarecidos os critérios de
escolha da proposta (seja do tipo menor preço por item, seja do tipo maior desconto)
sendo também levados em consideração as condições peculiares do edital e
procedimentos específicos da aquisição. A Dotação orçamentária esclarece o
programa de trabalho utilizado, a natureza da despesa e para qual exercício o
orçamento se destina. A Definição dos métodos, estratégia de suprimentos
engloba a estratégia de suprimentos, ou seja, é a especificação dos requisitos de
garantia e prazos de entrega dos materiais bibliográficos adquiridos. Na Planilha
com as especificações detalhadas e o preço máximo que a administração se
dispõe a pagar por item é apresentada uma tabela relacionando os elementos que
constituem o objeto com suas características e especificações. Os Critérios de
aceitação do objeto tratam do esclarecimento de alguns itens na verificação da
conformidade do material especificado (qualidade e quantidade). Além das
definições dos prazos, garantias, local, horário e o setor para recebimento das obras
licitadas. Os Deveres do contratado é o detalhamento das principais obrigações a
serem atendidas da execução do objeto, tais como: o endereço, o horário de
entrega , as garantias, as responsabilidades de encargos trabalhistas,
previdenciários, fiscais ou comerciais, como também os danos causados em
decorrência de sua culpa ou dolo; além de manter as condições de habilitação da
licitação. Os Deveres do contratante é a informação do pagamento das obras
bibliográficas fornecidas na licitação e da prestação de quaisquer informações ou
esclarecimentos solicitados pelo contratado . Os Procedimentos de fiscalização e
gerenciamento de contrato esclarecem que fica a cargo de um servidor
responsável pela melhor fiscalização do contrato com base nas condições fixadas
pelo edital de licitação, além de cuidar do reequilíbrio econõmico-financeiro, de
incidentes relativos a pagamentos, de questões ligadas à documentação e ao
controle dos prazos de vencimentos. As Sanções administrativas explicam a
indicação e a justificativa das penalidades que podem ser: advertência, multa,
suspensão temporária e impedimento de contratação com a Administração e a não
declaração de inidoneidade, pelo descumprimento de características relevantes na
apresentação de documentos e na entrega do bem .

3 Materiais e Métodos
A metodologia adotada na elaboração deste trabalho tem como classificação
da pesquisa empreendida, a pesquisa exploratória . Essa pesquisa "têm como
objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais
explícito ou a construir hipóteses. Pode-se dizer que estas pesquisas têm como
objetivo principal o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições". (GIL,
2002 , p. 41) .
Dois foram os modelos adotados no desenvolvimento dessa pesquisa, sendo
eles: a) a pesquisa bibliográfica ; b) a pesquisa documental.
A pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado,
constituído principalmente de livros e artigos científicos. A pesquisa documental
ampara-se de materiais que não recebem ainda um tratamento analítico, ou que
ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetos da pesquisa tendo como
fontes as mais diversificadas e dispersas, como os documentos em arquivos de

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órgãos públicos.

4 Resultados Parciais

o Sistema de Bibliotecas da UNIRIO, no uso de suas atribuições, fez a
solicitação de abertura do processo de compra de livros para o melhor atendimento
à sua comunidade. Visto as experiências, houve a necessidade de modificação do
formato da solicitação (objeto). O objeto da licitação deixa de ser esse ou aquele
título específico e passa a ser a contratação da prestação de serviços do fornecedor.
Essa modificação pode ser embasada no princípio da eficiência da
Administração Pública . Para melhor compreensão das vantagens desse formato,
podem-se destacar alguns pontos de grande relevância , são eles:
a) aquisição de títulos publicados após a abertura do processo ;
b) possibilidade de substituição de títulos esgotados;
c) atualização da necessidade após recebimento de doação;
d) aumento do número de exemplares;
e) não são necessárias no mínimo três cotações de cada título; etc.
De forma resumida, o que se espera com a conclusão desse processo é um
melhor acervo dada flexibilidade possibilitada pelas características do certame
licitatório.

5 Considerações Parciais
Com o objetivo de uma melhor compreensão da dinâmica do sistema de
licitação, esta pesquisa buscou apresentar os principais tópicos dos Termos de
Referência no processo de compra de livros no Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
Viu-se que a instituição onde a pesquisa foi desenvolvida, designa as
responsabilidades de coordenação dos serviços de aquisição e planejamento à PróReitoria de Administração (PROAD). Em sua estrutura, a PROAD é assessorada
pela Comissão Permanente de Licitações (CPL) que realiza as licitações públicas da
instituição, tendo como o escopo a preparação dos editais a partir dos termos de
referência .
Quanto à Biblioteca , houve a latente necessidade em analisar sua estrutura
para que fosse compreendida a Divisão de Desenvolvimento de Acervo (DDA) como
parte responsável pela aquisição dos materiais bibliográficos de todas as bibliotecas
que compõe o Sistema de Bibliotecas da UNIRIO.
Pode-se perceber também que por ser uma biblioteca universitária, existem
particularidades inerentes a sua função, ou seja, o amparo aos programas de
ensino, pesquisa e extensão . O que corrobora a necessidade de obras em seu
acervo para a consulta da comunidade acadêmica .
No procedimento administrativo para a licitação ficou claro que o solicitante
(Biblioteca) pode cooperar substancialmente para o melhor desenvolvimento das
etapas iniciais do certame, seja qual for a modalidade adotada . Com relação ao
Pregão, que se destina em selecionar as propostas de tipo melhor preço , viu-se que

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o formato eletrônico (onde a proposta é dada por meio do Comprasnet 1 , facilitando
economicamente para a Administração Pública e para o licitante) pode ser o mais
vantajoso para os interesses da administração.
A importância da cooperação do órgão solicitante é vislumbrada no
procedimento interno de elaboração do termo de referência, em que o órgão
requisitante deverá elaborar um termo contendo as informações necessárias e o
respectivo detalhamento para a aquisição das obras bibliográficas.
Dessa forma, essa pesquisa torna-se válida uma vez que o termo de
referência feito nas dependências da Biblioteca da UNIRIO (órgão requisitante) deve
contemplar o maior número de informações relativas daquilo que se necessita e
então poderá ser apreciado de uma forma mais consistente pela autoridade
competente, nesse caso, a PROAD. E assim, ter subsídios suficientes para
promover a abertura do procedimento licitatório aprovando o termo de referência e
elaborando a minuta do edital, e logo após, o edital da licitação.
6 Referências
ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços de
informação. 2. ed . Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2005.
BRASIL. Decreto Federal 3.555/00 . Aprova o regulamento para a modalidade de
licitação denominada pregão, para aquisição de bens e serviços comuns. Diário
Oficial [da] União, Brasília, 9 ago. 2000. Disponível em :
&lt;http://www.planalto .gov.br/ccivil_03/decreto/D3555.htm&gt;. Acesso em : 20 out.
2011 .
BRASIL. Decreto Federal 5.450/05 . Regulamenta o pregão, na forma eletrônica,
para aquisição de bens e serviços comuns, e dá outras providências. Diário Oficial
[da] União, Brasília, 1 jun. 2005. Disponível em :
&lt;https:/ /www.planalto .gov.br/cciviL03/_At02004-2006/2005/Decreto/D5450 .htm &gt;.
Acesso em: 20 out. 2011 .
BRASIL. Lei n° 8.666/93 . Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição
Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá
outras providências. Diário Oficial [da] União, Brasília, 22 jun . 1993. Disponível em :
&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8666cons.htm&gt; . Acesso em : 25 set.
2011 .
BRASIL. Lei n° 10.520/02. Institui, no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e
Municípios, nos termos do art. 37, inciso XXI , da Constituição Federal , modalidade
de licitação denominada pregão, para aquisição de bens e serviços comuns, e dá
outras providências. Diário Oficial [da] União, Brasília , 18 jul. 2002. Disponível em :
&lt;http://www.planalto .gov.br/ccivil_03/Leis/2002/L10520 .htm&gt; . Acesso em : 20 out.
2011 .

1

Portal do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para informações de licitações
da Administração Pública.

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DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella . Direito administrativo. 24. ed . São Paulo: Atlas,
2011 .
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa . 3. ed .São Paulo :Atlas,
1996.
JUSTEN FILHO , Marçal. Pregão : Comentários à Legislação do Pregão Comum e
Eletrônico. 5. ed . São Paulo : Editora Dialética, 2009 .
MILANESI, Luís. Biblioteca. São Paulo: Ateliê Editorial, 2002.
PRADO, Leandro Cadenas. Licitações e contratos: a lei n° 8.666/93 simplificada .
3. ed . Rio de Janeiro: Impetus, 2011 .
SANTANA, Jair Eduardo. Pregão presencial e eletrônico: sistema de registro de
preços: manual de implantação, operacionalização e controle. 3.ed . Belo Horizonte:
Fórum, 2009 .
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Rio de Janeiro,
2011 . Disponível em : &lt;www.unirio.br&gt; . Acesso em : 18 out. 2011 .
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Biblioteca. Rio de
Janeiro, 2011 . Disponível em : &lt;www.unirio.br/biblioteca&gt; . Acesso em : 10 out. 2011 .
WEITZEL, Simone da Rocha . Elaboração de uma política de desenvolvimento de
coleções em bibliotecas universitária. São Paulo: Interciência , 2006 .

413

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Analisa uma nova abordagem de utilização do Termo de Referência no processo licitatório de aquisição bibliográfica por uma biblioteca universitária da Administração Pública. Utiliza para isso o caso específico do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Apresenta a instituição de ensino a partir de seus objetivos. Expõe o Sistema de Bibliotecas através de três vertentes (administrativamente, por unidades físicas e por área do conhecimento), detalha sua estrutura organizacional e administrativa. Emprega metodologia de abordagem exploratória com pesquisa bibliográfica e documental. Examina os principais tópicos do Termo de Referência com destaque para o campo objeto. Descreve a experiência da UNIRIO onde o objeto da licitação passa a ser a contratação da prestação de serviços do fornecedor e destaca as vantagens desse novo formato. Aponta as principais contribuições do profissional bibliotecário na elaboração para a aquisição de acervos dos programas de ensino, pesquisa e extensão.</text>
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Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

PRESERVAÇÃO DIGITAL:
uma proposta para Bibliotecas Universitárias
Claudiane Weber, Rafael Cobbe Dia~
1Sibliotecária, Mestre, UFSe, Florianópolis, se
2Sibliotecário, Florianópolis , se

RESUMO
A preservação digital garante a duração dos objetos digitais por um longo período de
tempo, sua aplicação deve ser criteriosa e baseada em estratégias confiáveis. O
trabalho faz uma análise sobre as estratégias de preservação digital que podem ser
aplicadas em bibliotecas universitárias. Com base na fundamentação teórica de
preservação digital foram identificadas as estratégias existentes com o intuito de
compará-Ias com as que são utilizadas no Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal de Santa Catarina . Essas tecnologias têm funções distintas, o PDF/A pode
ser usado como formato padrão de preservação; o uso do DOI ajuda na recuperação
dos objetos digitais; o LOCKSS garante a manutenção dos documentos eletrônicos.
E as estratégias de preservação digitais como, emulação, migração,
encapsulamento, e a replicação automática dos objetos digitais, adaptadas a
realidade de cada acervo.

Palavras-Chave:
Estratégias de preservação ; Biblioteca; UFSC;

ABSTRACT
Digital preservation ensures the life of digital objects over the time, since its
application must be based on detailed and reliable strategies. This working is a
survey on the existing digital preservation strategies for scientific digital journals. We
surveyed the existing digital preservation technologies in order to assess the
conservation strategies that can be applied . Based on the theoretical foundation for
digital preservation identified existing strategies in order to compare them with those
used in the Library System of the Federal University of Santa Catarina . These
technologies have distinct functions, the PDF/A can be used as the standard format
of preservation, and use the DOI helps in the recovery of digital objects, the LOCKSS
ensures the maintenance of electronic documents. And the digital preservation
strategies such as emulation, migration, tunneling, and automatic replication of digital
objects, adapted to the reality of each collection .

Keywords:
Digital Preservation Strategies; Library; UFSC

1 INTRODUÇÃO

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Trabalho completo

Garantir a memória de uma época e registrar os acontecimentos relevantes
vividos pelo homem é o que nos leva a preservar. Segundo Conway (2001, p.11), "há
muito tempo , as bibliotecas e os arquivos têm a responsabilidade de reunir,
organizar e proteger a documentação da atividade humana". O homem é bem mais
do que sua própria existência, é o acúmulo de toda sua história e conhecimento.
Para Chapman ([2001?]) a preservação digital consiste em dar manutenção
ao objeto digital para que este possa ser acessado em um longo período de tempo
depois de sua criação.
A preservação digital consiste na capacidade de garantir que a informação
digital permanece acessível e com qualidades de autenticidade suficientes
para que possa ser interpretada no futuro recorrendo a uma plataforma
tecnológica diferente da utilizada no momento da sua criação. (FERREIRA,
2006 , p.20) .

É necessária a preocupação da manutenção do objeto digital para longo
prazo . Ferreira (2006) demonstra que, com o desenvolvimento constante das
tecnologias, convém acautelar-se antecipadamente para as mudanças de
plataformas tecnológicas. A manutenção do objeto digital não consiste apenas em
manter sua integridade, é necessário que ele possa ser acessado por novas
tecnologias ao longo de sua existência . "Há , portanto, a necessidade de garantir que
as informações que são produzidas hoje estejam acessíveis na posteridade, pois se
configuram um rico patrimônio humano, fruto de sua produção cultural , social e ou
científica." (CUNHA; LIMA, 2007, p. 2).
Técnicas de preservação digital estão sendo implantadas em muitas
bibliotecas e arquivos, e a elevada produção de documentos eletrônicos faz com que
a preservação digital torne-se fundamental. Segundo Márdero Arellano (2008, p. 43)
"Com o aumento da produção de informação em formato digital, tem sido
questionada cada vez mais a importância de garantir a sua disponibilização e
preservação por grandes períodos de tempo".
A manutenção do objeto digital depende de instituições responsáveis,
gerenciando, financiando e dando suporte aos processos de preservação. O ciclo de
vida do objeto digital em uma biblioteca: a aquisição, a verificação, o registro, a
preservação e o acesso, são parte de um todo, ou seja, de processos que devem
ser pensados pelos bibliotecários e profissionais da informação para a implantação
de estratégias de preservação da instituição.
Em base a estas questões, este trabalho pretende fazer uma análise sobre as
estratégias de preservação digital que podem ser aplicadas em bibliotecas
universitárias. Levantadas as tecnologias de preservação digitais existentes e
também identificadas às estratégias de preservação que podem ser aplicadas a
bibliotecas, para assim apontar quais medidas estão sendo tomadas e quais
deverão ser adotadas para a manutenção em longo prazo, do objeto digital, no
Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Santa Catarina .
O processo de pesquisa foi compreendido pela observação in loco , através de
uma revisão de literatura, com o propósito de buscar referencial teórico sobre
estratégias de preservação digital. E deste modo identificar os procedimentos já
adotados no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Santa Catarina, e
as intervenções que deverão ser realizadas para sua organização.

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2 A PRESERVAÇÃO DIGITAL
Os arquivos eletrônicos facilitam o trabalho do pesquisador e a recuperação
da informação nos meios eletrônicos se torna mais fácil e ágil, mas os objetos
digitais necessitam de máquinas, computadores que possuam hardware/software
específicos para que possam executar determinados tipos de programas, isto é,
"objetos digitais tem uma forte dependência com todo esse aparato." (BODÊ, 2008,
p. 29).
Estudiosos da área como Sayão (2009), Márdero Arellano (2008), Bodê
(2008), Conway (2001) e Ferreira (2006) concordam que não há uma solução
definitiva para a preservação digital, mas existem procedimentos, técnicas e
tecnologias específicas que podem ser usadas para minimizar os riscos de perda de
arquivos digitais.
Uma das propostas de preservação digital é a preservação da tecnologia .
Esse procedimento consiste em manter o contexto tecnológico em que o objeto
digital foi criado, isto é, manter o hardware/software original para que os arquivos
digitais possam ser acessados no mesmo ambiente que foram criados. Para isso é
necessário criar museus tecnológicos, dessa forma seria possível não só a
reprodução, mas também a experimentação do objeto digital. Contudo, manter
esses equipamentos pode ser muito dispendioso (FERREIRA, 2006) .
Dentre as possibilidades de preservação digital citamos o refrescamento, o
qual "consiste na transferência de informação de um suporte físico de
armazenamento para outro mais atual antes que o primeiro se deteriore ou se torne
irremediavelmente obsoleto" (FERREIRA, 2006, p.33).
O refrescamento não é considerado uma estratégia de preservação digital, já
que consiste apenas na atualização de plataforma do documento digital. O
refrescamento não deve ser aplicado de forma isolada, deve ser utilizado junto às
estratégias que fazem parte da preservação digital. A simples mudança de suporte
físico, como por exemplo, transportar o conteúdo digital de um disco rígido para um
DVD não garante a preservação em longo prazo do objeto digital. A troca de suporte
pode ser, por exemplo, De um disco rígido para um CD-R ou de um disco rígido para
um pen drive.

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Figura 1 - Refrescamento
Fonte - Elaborado pelo autor

o refrescamento pode ser usado em conjunto com a migração, iremos
explicar essa estratégia no decorrer do texto. Segundo Sayão (2010, p.9) na
emulação, migração e encapsulamento são consideradas estratégias válidas para a
preservação em longo prazo". Junto a essas estratégias podemos destacar a
preservação de metadados, que também faz parte da preservação digital.
2.1 Emulação, Encapsulamento e Migração
Para Márdero Arellano (2008), Ferreira (2006) , Lee (2002) e Sayão (2010) as
estratégias de preservação digital podem ser divididas em três classes
fundamentais : a) Emulação; b) Migração; c) Encapsulamento.
O emulador é um software que reproduz um ambiente computacional para
que seja possível a execução de outros softwares sobre ele. Consiste em acessar
um sistema operacional mais antigo fazendo uso de um sistema operacional atual.
Por exemplo, poderíamos com o uso de um programa de emulação instalar o
sistema operacional Windows 95 no Windows 7. A única alternativa para recriar o
ambiente para a execução de um objeto digital em sua forma original é a emulação
(ROTHENBERG, 1998). Para Ferreira (2006), a vantagem da emulação está em
garantir um alto grau de fidelidade na reprodução do objeto digital.
A emulação propicia o contato com o objeto digital em sua forma original , não
da mesma maneira que a preservação de tecnologia , que mantém o
hardware/software original, mas com o uso do emulador podemos apreciar o objeto
digital em seu ambiente de origem . Para Rothenberg (1998) :
A implementação da emulação envolveria : (1) desenvolvimento de técnicas
para emuladores genéricos que seriam executados em computadores no
futuro e recriariam o comportamento dos atuais; (2) desenvolvimento de
técnicas para preservar de forma legível, os metadados necessários para ,
acessar e recriar documentos digitais; (3) desenvolvimento de técnicas para
encapsular o documento de seus metadados.

Em muitos casos o objeto digital não pode ser migrado e nesse caso temos a
emulação como principal estratégia de preservação. nA estratégia de emulação está
sendo usada quando o recurso digital não pode ser convertido em formatos de
software independentes, e migrados no futuro ." (MÁRDERO ARELLANO, 2008, p.
70).
Preservar o conteúdo de forma fidedigna e proporcionar ao usuário a
experiência de interagir com o objeto digital em sua forma original é um ponto forte

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na emulação. No entanto a emulação pode ter um custo elevado para se manter em
longo prazo, pois "o uso dos emuladores parte do pressuposto que os utilizadores do
futuro serão capazes de operar adequadamente aplicações e sistemas operativos há
muito desaparecidos." (FERREIRA, 2006 , p. 35) . A próxima figura mostra o uso de
um emulador instalado no Windows 7 executando o Windows 95 .

Figura 2 - Emulação
Fonte - Elaborado pelo autor

A emulação não se foca no objeto digital, mas sim no aparato necessário para
o seu funcionamento. O seu sucesso depende de um grande numero de variáveis.
Não há como prever se no futuro existirão emuladores capazes da execução de
todos os sistemas operacionais existentes, ou se haverá pessoas especializadas
para lidar com essa tecnologia ultrapassada. O desaparecimento de empresas que
desenvolveram os sistemas que necessitarão de emuladores pode dificultar ainda
mais este processo.
O encapsulamento é uma estratégia menos onerosa do que a emulação.
Pode ser aplicado em situações em que o objeto digital não precisa ser acessado
por um longo período de tempo, nesses casos podemos salvar com o objeto todas
as informações necessárias para a sua futura recuperação. É uma estratégia que
consiste em guardar o objeto digital juntamente com as informações de softwares
necessárias para o seu funcionamento .

o

encapsulamento é uma estratégia de preservação que consiste em
preservar todos os detalhes de como interpretar o objeto digital. Preservarse juntamente com o objeto digital, toda a informação (descritiva formal e
detalhada do ambiente de software e hardware requerido para seu
funcionamento) necessana e suficiente para permitir o futuro
desenvolvimento de conversores, visualizadores e ou emuladores. (DEUS;
JORGE, [2010?], p. 8).

É necessário dizer que qualquer falha no salvamento das informações
técnicas pode comprometer todo o processo do encapsulamento. A emulação e o
encapsulamento são estratégias que se aplicam na recuperação do objeto digital,

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documentos que dependem de hardware/software específico para sua leitura,
diferentemente da migração.
Na estratégia da migração um objeto digital é convertido para que não se
torne inoperável, sendo possível migrar um arquivo de texto que tenha sido criado
em um editor de texto qualquer, para uma extensão de arquivo preservável. Pois o
"propósito da migração é preservar a integridade dos objetos digitais e assegurar a
habilidade dos clientes para recuperá-los, expô-los e usá-los de outra maneira diante
da constante mudança da tecnologia" (MÁRDERO ARELLANO, 2008, p.63).
É importante frisar que apenas a atualização de arquivo, que é feita no
refrescamento, não é considerada como uma estratégia de preservação digital. A
migração acontece quando um arquivo de texto, do Word , é convertido para o
PDF/A, que é uma extensão de arquivo preservável e ao realizar esse processo
temos certeza que a informação contida no documento estará acessível para a
visualização no hardware/software presentes no futuro .
Podemos dizer que a migração é a conversão dos objetos digitais para os
formatos preserváveis disponíveis. Quando migramos devemos nos atentar para o
problema da perda de informação que pode ocorrer quando convertemos um arquivo
digital.

T IM E

Figura 3 - Migração a-pedido
Fonte - Ferreira , 2006, p. 41 .

A figura três exemplifica um tipo específico de migração , a migração apedido. Nessa técnica o objeto digital original é mantido como base, o objeto A é
convertido no objeto B, com o passar do tempo pode ser necessário uma nova
conversão que será feita a partir do objeto A, e resultará em um objeto C, esse tipo
de processo garante que a migração permanente de um objeto digital não mude o
seu conteúdo. Para Ferreira, Batista e Ramalho (2005) "Na migração os objetos
digitais não são conservados nos seus formatos originais. Esta estratégia tem como
objetivo fundamental preservar o conteúdo intelectual do objeto e não a sua
estrutura".
Podemos dizer que a migração de um modo geral não é totalmente segura,
não há garantia que os objetos digitais sejam transferidos de forma que o conteúdo
mantenha-se intacto, isto acontece quando os documentos são convertidos em
novos formatos , já que muitas vezes o conversor utilizado não consegue converter o
objeto digital de forma satisfatória (FERREIRA, 2006 p.36).
Na migração, diferentemente da emulação e do encapsulamento, apenas o
conteúdo intelectual do documento é mantido, e algumas vezes os conversores não
conseguem realizar uma migração perfeita . Para Márdero Arellano (2008), Ferreira,
Batista e Ramalho (2005) a migração é a estratégia de preservação digital mais
aplicada, por isso novas tecnologias estão sendo desenvolvida para diminuir os
problemas causados nas conversões dos arquivos, uma das quais é a migração
distribuída.

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Com a migração distribuída é possível diminuir os custos com a criação de
conversores, trata-se de uma rede global de migradores "qualquer organização
poderá rentabilizar os seus investimentos no desenvolvimento de conversores
publicando-os na rede de serviços e cobrando uma taxa pela sua utilização."
(FERREIRA; BATISTA; RAMALHO, 2005, p. 3) . O próximo quadro mostra vários
tópicos de migração.
Quadro 1 - Organização da migração em vários tópicos .
a)

Migração para suportes analógicos, essa estratégia consiste em transportar o objeto digital para
suporte analógico papel ou microfilme , mas nem todos os arquivos digitais podem ser
transferidos para suportes analógicos, objetos interativos como vídeos não podem ser
preservados desta maneira ;
b) A atualização de versão é a estratégia de preservação mais usada pelos leigos no assunto,
consiste em atualizar os arquivos produzidos por um software usando uma nova versão desse
mesmo software ;
c) A conversão para formatos concorrentes acontece quando um formato de arquivo cai na
descontinuidade, isso pode acontecer porque a empresa desenvolvedora já não existe ou
aquele formato já não interessa mais para o seu desenvolvedor, a melhor opção nesse caso
são os formatos que não dependem de qualquer aplicação de software, podemos encontrar
alguns exemplos nos formatos de imagem como (JPEG , TIFF , PNG) ;
d) Na migração a-pedido (Fig . 3) , a conversão digital não é feita a partir do objeto digital mais
atual , e sim do objeto digital original , isso facilita a recuperação da informação caso a conversão
não consiga ser fidedigna com o objeto original ;
e) Migração distribuida, nessa estratégia a conversão dos arquivos para a migração podem ser
feitas pela internet com o uso de pequenas aplicações-cliente , o ponto fraco dessa técnica esta
na transm issão dos dados pela internet, um repositório digital , por exemplo, pode ter uma
grande quantidade de arquivos (terabytes) . A transferência de uma quantidade muito alta de
arquivos pode elevar custos, sem falar no tempo de transferência pela internet.
Fonte - Ferreira , 2006, p. 37-43.

A migração depende da criação de conversores para que os objetos digitais
possam ser migrados sem que exista perda de informação, assim como o
desenvolvimento de extensões de arquivo preserváveis, entre os quais está o
PDF/A. O formato Portable Document Format (PDF) é um padrão aberto conhecido
como ISO 32000, mantido pela Intemational Organization for Standardization. O
PDF/A foi desenvolvido para permitir a preservação em longo prazo de documentos
eletrônicos e não depende de software/hardware especifico para funcionar, "possui
algumas características importantes, como armazenar no próprio documento tudo o
que é necessário para visualizar e imprimir. Ele utiliza metadados Extensible
Metadata Platform (XMP)." (WENSING , 2010 , p. 58) .
A conversão para formatos padronizados e interoperáveis que estejam
amparados por empresas ou iniciativas abertas preocupadas com a manutenção
desses formatos em longo prazo é fator fundamental para a migração e a
manutenção de um acervo digital.
Outro formato preservável é o Extensible Markup Language (XML) , que é um
formato de texto simples derivado do SGML (ISO 8879), usado na composição de
metadados para arquivos digitais. "Essas novas dimensões de metadados são vitais
para o acesso e para a interpretação dos recursos informacionais digitais; como são
importantes também para a estruturação e para os processos de gestão associados
a esses recursos." (SAYÃO, 2010, p. 3).

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Para viabilizar um crescimento ordenado das coleções digitais, foi elaborado
um padrão que permite criar uma rica estrutura capaz de registrar, não
apenas os múltiplos tipos de metadados usados para descrever o acervo de
uma biblioteca digital, como também , os próprios objetos digitais, seja para
gerenciá-los, seja para permitir o intercâmbio entre diferentes instituições.
Trata-se do Metadata Encoding &amp; Transmission Standard (METS) , que é um
XML. (RODRIGUES, 2008 p. 2).

Iniciativas como a do Metadata Encoding &amp; Transmission Standard (METS)
que teve sua origem no projeto Marking of America 11, esse projeto segundo
8eaubien (2011) , já é considerado obsoleto, mas mesmo assim foi ponto de partida
para o desenvolvimento linguagens de preservação de documentos digitais que
facilitam a migração dos arquivos. Podemos usar como exemplo o XML Schema que
é uma linguagem baseada no formato XML.
METS é uma linguagem de marcação baseada em XML que provê uma
estrutura capaz de registrar metadados descritivos, administrativos e
estruturais relativos aos objetos de uma biblioteca digital (NISO , 2004) .
padrão METS é expresso através de um XML Schema e um documento
XML criado com base nesse padrão é denominado de documento METS.
(RODRIGUES, 2008, p. 3)

°

o XML está presente no PDF/A como formulário de metadados. Quando
realizamos uma busca na internet, os metadados presentes no PDF/A são
encontrados pelo motor de busca , isso facilita a recuperação do arquivo. Para
Souza, Vendrusculo e Melo, (2000, p. 93) "na maioria dos casos, o conjunto de
descritores do Dublin Core é embutido no próprio documento descrito (HTML, XML
Extensible Markup Language e outros)".
2.2 Metadados de Preservação
Podemos definir metadados como, dados sobre dados, porém a National
Information Standard Organization (NISO) dá uma definição mais esclarecedora em
que "Metadados é a informação estruturada que descreve, explica, localiza , ou
possibilita que um recurso informacional seja fácil de recuperar, usar ou gerenciar",
NISO (2004 apud SAYÃO, 2010 p. 5).
Para Ferreira (2006) e Sayão (2010), os metadados podem ser divididos em
três categorias: a) descritivos; b) estruturais; c) administrativos.
Metadados descritivos: é a face mais conhecida dos metadados, são eles
que descrevem um recurso com o propósito de descoberta e identificação
[.. .l. Metadados estruturais: são informações que documentam como os
recursos complexos , compostos por vários elementos, devem ser
recompostos e ordenados [ ... l. Metadados administrativos: fornecem
informações que apoiam os processos de gestão do ciclo de vida dos
recursos informacionais. Incluem, por exemplo, informações sobre como e
quando o recurso foi criado e a razão da sua criação [ .. .l. (SAYÃO , 2010 , p.
5) .

Existem também os metadados de preservação digital, são aqueles que
trazem informação sobre o objeto digital em questão e informações referentes de

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Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

como deve ser o tratamento específico para o acesso daquele objeto digital.
A metainformação de preservação tem como objetivo descrever e
documentar os processos e atividades relacionadas com a preservação de
materiais digitais. Ou seja , a metainformação de preservação é responsável
por reunir, junto do material custodiado , informação detalhada sobre a sua
proveniência, autenticidade, atividades de preservação, ambiente
tecnológico e condicionante legal. B. Lavoie e Gartner (2005 apud
FERREIRA, 2006, p.54)

A ligação que existe entre o objeto e os metadados podem ter duas formas,
sendo que os metadados podem estar contidos em um registro separado do item, ou
podem ser incorporados no próprio objeto (INICIATIVE, 2011). Para Sayão (2010, p.
6) "é importante notar que os metadados podem estar embutidos num objeto digital
inscrito na sua codificação, como é comum nos documentos HTML e XML [ .. .l".
A norma Open Archival Information System (OAIS) e do PREMIS data
dictionary que podem ser definidos como um sistema de normas a serem seguidos
para a aplicação da preservação digital.
O modelo de referência OAIS é uma infraestrutura conceitual que descreve
o ambiente, as interfaces externas, os componentes funcionais e os objetos
de informação, associados com um sistema responsável pela preservação
de longo prazo (SAYÃO , 2010, p. 13).

Thomaz e Soares (2004) explicam que o Consultative Committee for Space
Data Systems (CCSDS) foi quem publicou a primeira versão da norma OAIS, que
teve a aprovação da ISO 14721 em 2003. A OAIS passa a ser chamada no Brasil de
SAAI - Sistema Aberto de Arquivamento de Informação. O SAAI surge da discussão
aberta de diversas comunidades.
Segundo Márdero Arellano (2008 , p. 89), o OAIS "está dirigido para
organizações que têm a responsabilidade de tornar a informação disponível de longo
prazo". Também com o propósito da preservação em longo prazo, foi criado pela
Online Computer Library Center e Research Libraries Group (OCLC/RLG) o
dicionário de dados PREMIS (Preservation Metadata: Implementation Strategies).
Independente da estratégia de preservação, as informações técnicas ou
referentes ao conteúdo do documento devem estar associadas ao objeto digital.

2.3 Arquivamentos em Redes P2P
Umas das estratégias usadas na preservação em longo prazo é a replicação
do objeto digital em vários lugares (computadores).
Para que seja possível a replicação automática dos objetos digitais, é
necessário o uso de tecnologias de sistemas de cópias de preservação, essas
tecnologias são baseadas em redes peer-to-peer (p2p). O sistema de cópias
confiáveis, que é baseado nas redes p2p pode ser a opção mais interessante do
ponto de vista financeiro para a preservação de objetos digitais.
A replicação pode ser uma solução viável que aumenta a confiabilidade, a
disponibilidade, a tolerância a falhas (de hardware e software) e o
desempenho do sistema, sem considerar que o custo de hardware/software

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para isso é relativamente baixo. (SAYÃO et aI. , 2009 , p. 291) .

Para Barcellos e Gaspary (2009), a rede p2p tem algumas características que
fazem dela a melhor opção para o arquivamento de periódicos eletrônicos: a) é
escalável, lida com grupos pequenos e grandes de participantes; b) não possui um
servidor central e por isso reage melhor a falhas ; c) possibilita a seus participantes
entrar ou sair da rede de acordo com seu interesse.
Como explica Valadão (2011), existem várias redes p2p: Ares, eDonkey,
FastTrack, PDTP, Soulseek, AudioGalaxy, Kademlia, Hamachi e OverNet. Neste
trabalho nos focaremos nas redes que fazem parte dos sistemas de preservação
digital.
O projeto LOCKSS (2011), sigla de Lots of Copies Keep Stuff Safe, foi criado
pelas bibliotecas da Universidade de Stanford. O referido projeto fornece para as
bibliotecas de todo mundo uma ferramenta de preservação digital de baixo custo e
também disponibiliza em seu site um software open-source para a criação de novas
redes Lockss.
Para Rosenthal (2005), o projeto Lockss é um sistema de preservação digital,
em que cada biblioteca participante recolhe a sua própria cópia das informações em
que está interessada. O nível de replicação para um item é definido de acordo com a
necessidade exigida pela biblioteca . Entre os projetos de preservação de redes
distribuídas, o projeto Lockss deve ter destaque considerando o baixo custo para
sua instalação, e manutenção. "A preservação digital que o Lockss permite não se
reduz à disponibilização perpétua dos materiais armazenados, mas se estende às
funções que garantem a preservação da propriedade intelectual dos documentos em
qualquer formato digital. " (MÁRDERO ARELLANO, 2008, p. 115).
O futuro da preservação digital encontra-se na interoperabilidade dos sistemas.
E o Lockss não é compatível com o protocolo OAI-PMH . "Sendo assim , a utilização
de tais soluções não permite que exista integração entre Bibliotecas Digitais OAI."
(SAYÃO, 2009, p. 292).
Para Sayão (2010) e Seára (2008) , é necessário que a tecnologia usada
nesses projetos de preservação digital interaja com a OAI-PMH e que o
administrador do sistema consiga pré-definir quais são os objetos digitais de maior
importância, para que seja feita sua replicação em maior ou menor escala .
Existem algumas opções de auto-arquivamento baseados na rede p2p. Para
a escolha de uma delas, devemos ter em mente se a empresa ou instituição que
mantém irá perdurar, se a tecnologia usada é de fácil assimilação e manutenção, se
os custos são muito altos, se as tecnologias usadas possuem a interoperabilidade
necessária para sobreviver em longo prazo, e se esses softwares têm o código fonte
aberto.

2.4 Identificadores Persistentes
Identificadores persistentes ou permanentes são recursos digitais que
permanecem independentemente da localização do objeto digital isto é, mesmo que
se mude a URL. "O uso de um identificador persistente assegura que, mesmo
quando um documento é movido, ou sua propriedade é transferida , os links para ele
permaneçam efetivamente acionáveis". (SAYÃO , 2007, p. 68) .
Para Márdero Arellano (2008, p. 144), "os identificadores permanentes estão

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relacionados diretamente com os padrões de preservação digital, sendo um
componente importante da infraestrutura dos repositórios digitais". Com relação à
estrutura, Sayão (2007, p. 68) descreve os identificadores persistentes como sendo:
a) de redirecionamento, usa os recursos padronizados do servidor web [ ... );
b) Instalação de um resolvedor apoiado em banco de dados - pressupõe um
software servidor de links, rodando sobre um banco de dados e tendo como
finalidade , mapear a localização corrente do recurso [ ... ) c) Contratação de
sistema de identificação persistente, oferecido por outra organização existem vários sistemas de identificação persistente projetados para uso na
Internet, baseados em padrões abertos, com objetivos e enfoques distintos.
Por exemplo: Digital Object Identifiers (DOI) , Handle System e também
PURl, posto que a OClC oferece serviço de identificação on-line para
terceiros.

Os identificadores digitais oferecidos por organizações são o PURL, Handle
System e o Digital Object identifier (DOI) . O PURL, desenvolvido pela Online
Computer Library Center (OCLC) são endereços na Web que funcionam como
identificadores permanentes com uma infraestrutura de Web dinâmicas e imutável
faz com que os links quebrados possam migrar para novas máquinas. "Um dos
objetivos subjacentes ao esquema PURL é contornar a atual falta de consenso e de
progresso nas questões de nomes na internet e, ao mesmo tempo, estabelecer
práticas concernentes ao uso de identificadores persistentes em sistemas
bibliográficos". (SAYÃO, 2007, p. 70)
O Handle System é composto por um sistema distribuído de computadores e
tem a intenção de armazenar e administrar os identificadores digitais. Fornece
serviços de resolução eficiente, extensível e seguro para os identificadores únicos e
persistentes de objetos digitais, e é um componente do Corporate for National
Research Initiatives (CNRI) de Arquitetura Digital Object.
O Digital Object Identifier (DOI) é uma ISO criado pela International DOI
fundation (IOF) em 1998. Nomes DOI são atribuídos a qualquer entidade para uso
em redes digitais. Eles são criados para fornecer informações atuais, informações
sobre um objeto digital pode mudar ao longo do tempo, incluindo onde encontrá-lo.
(001,2011) .
A CrossRef, é uma das agencias regulamentadoras do 001 1 , é uma
organização que tem como missão promover o uso coorporativo de tecnologias que
possam desenvolver a comunicação científica . Trata-se de um 8ackbone ou (rede
de transporte) que liga todas as informações acadêmicas que estão em formato
eletrônico. A CrossRef não detém nenhum conteúdo de texto completo, mas sim as
ligações através dos identificadores digitais e seus metadados que são fornecidos
pelos editores participantes (CROSSREF, 2011).
Os identificadores persistentes são links (URL) que não mudam independente
de qualquer alteração feita no servidor de origem. A responsabilidade da
manutenção do link é da CrossRef. No entanto, é reponsabilidade dos
administradores do periódico notificar qualquer mudança nos seus servidores.

1 ISO 26324:2010 especifica os componentes descrição da sintaxe e resolução funcional do sistema
digital objeto identificador, e os princípios gerais para a criação de registro e administração de nomes
de DOI.

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2.5 O Sistema de Biblitoecas da UFSC
A Biblioteca Universitária da UFSC é um órgão vinculado à Pró-reitoria de
Infra-estrutura, e coordena o Sistema de Bibliotecas. Este sistema é composto pela
Biblioteca Central e 8 Bibliotecas Setoriais. Tem como missão: participar no
processo de disseminação da informação e do conhecimento de forma articulada
para o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa, extensão e à
administração da UFSC.
Uma das pioneiras na implantação de um portal de periódicos, a BU/UFSC é
também uma das primeiras bibliotecas universitárias a utilizar o sistema DOI, serviço
de identificação de objetos digitais, em um portal de periódicos. Após estudos e
testes realizados na área , a seção que cuida de todas as publicações cientificas de
periódicos da biblioteca passou a contar com serviços que permitem identificação de
conteúdos acadêmicos no ambiente digital aos quais são atribuidos direitos de
propriedade intelectual.
O acervo atual , que possui mais de 300 mil títulos e 710 mil exemplares, tem
um ambiente ideal de conservação, entre 18 e 20 graus. As 5 mil pessoas que a
freqüentam diariamente podem usufruir não só do ar condicionado, mas, também , a
nova iluminação que facilita nos estudos.
Além do acesso à internet em qualquer parte do prédio, o Sistema possui estações de auto-atendimento , scanners, empréstimo de netbooks (projeto pioneiro no
país) e o grande investimento que se faz em livros eletrônicos e recursos digitais de
consulta , todos disponíveis no www.portalbu .ufsc.br

3 RESULTADOS PARCIAIS NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS
Para promover a preservação digital num Sistema de Bibliotecas como da
UFSC, é necessário o estabelecimento de políticas, diretrizes, programas e projetos
específicos. Seguir a legislação, metodologias, normas, padrões e protocolos que
minimizem os efeitos da fragilidade e da obsolescência de hardware, software e
formatos e que assegurem , ao longo do tempo, a autenticidade, a integridade, o
acesso contínuo e o uso pleno da informação a todos os segmentos da sociedade
brasileira.
Desta forma, o Sistema de Bibliotecas/UFSC, já vem implementando ações,
especialmente no que concerne:
a) Aplicar diretrizes que garantam os meios de acesso.
b) Estabelecer critérios de seleção, pois é inviável preservar tudo.
c) Armazenar os objetos digitais e seus metadados em mais de um local.
O Sistema de Bibliotecas adota estratégias de preservação digital quando:
•

Aplica um conjunto de estratégias nos sistemas de informação existentes: a)
Portal de Periódicos www.periodicos.ufsc.br ; b) transfere os metadados para
a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BOTO) http://bdtd.ibict.br/; c)
gerenciamento do acervo no Pergamum http://portalbu.ufsc.br/ ; d) constrói
um repositório http://repositorio.ufsc.br e) faz parcerias com os cursos de
Arquivologia, Biblioteconomia, entre outros, para efetuar o diagnóstico do

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acervo, e assim promover a preservação da informação arquivística dentro
das políticas que tem como objetivo a proteção da memória institucional.
•

Elabora diretrizes sobre quais materiais serão contemplados;

•

Atualiza constantemente as versões das plataformas (SEER; Dspace ;
Pergamum, Adobe, entre outros);

•

Gerencia as estratégias na adoção do PDF/A e DOI no portal de periódicos,
estabelecem diretrizes e prepara a equipe.

•

Adota políticas para aplicar o DOI nos periódicos do portal ;

•

Faz o depósito dos metadados em XML, para indexação em bases de dados;

•

Prepara os artigos e periódicos para o Lockss, - com estudos para
implantação, firmados a parceria IBICT e BU/UFSC, objetivando a replicação
do objeto digital em vários computadores.

•

Busca formar uma equipe para preservação digital;

•

Atualização e pesquisa permanente.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para escolhermos uma estratégia de preservação digital para um Sistema de
Bibliotecas, devemos levar em conta a especificidade do acervo. Quando é
necessária a utilização do objeto digital sem nenhuma modificação, podemos optar
pela emulação. Se a prioridade for o baixo custo, é possível usar o encapsulamento .
Se a necessidade for a manutenção do conteúdo intelectual do objeto digital
podemos usar a migração. Cabe a cada instituição pensar quais estratégias de
preservação poderá ser adotado hoje para que a história continue a ser guardada no
futuro .
Identificou-se na literatura estratégias de preservação relevantes para objetos
digitais, em especial para a aplicação nos periódicos: PDF/A, DOI e Lockss. Uma
estratégia que contemple todas essas tecnologias simultaneamente poderá melhorar
substancialmente a preservação dos objetos digitais. O PDF/A é um formato
preservável e qualquer empresa/pessoa pode desenvolver programas (leitores de
PDF), o que garante a sua manutenção ao longo do tempo. O PDF/A é o formato de
arquivo que melhor se adapta para a publicação e preservação da comunicação
científica .
O DOI destaca-se como ferramenta de recuperação da informação e
preservação . Ao inserir o DOI em um objeto digital atribui-se a ele o nome que irá
garantir sua recuperação, para isso é necessária a existência do link persistente que
depende da preservação. Quando inserimos o DOI em um artigo estamos nos
comprometendo que o documento não vai mudar de lugar, ou se mudar será
devidamente redirecionado.
A replicação dos documentos nos repositórios vem ao encontro da
preservação, mas a execução desse processo sem os devidos cuidados torna-se
ineficaz.
Outra estratégia que usa a replicação como base é o Lockss. Esse sistema

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Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
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gera cópias dos objetos digitais existentes em um servidor e as envia para uma rede
de outros servidores que se conectam garantindo a recuperação dos documentos.
Essa estratégia garante que em caso de falha ou perda do servidor, o conteúdo
replicado possa ser recuperado.
Como identificado no portal de periódicos da UFSC, os periódicos analisados
não fazem parte do sistema Lockss, somente possuem um p/ugin que facilita a
inserção do sistema nas revistas, ou seja, se prepara as edições já para quando o
sistema for implantado. A implantação dessas estratégias dará conta da
padronização do formato , agilidade na recuperação e backup seguro dos
documentos.
Apesar da existência de várias tecnologias de preservação digital, ainda não
existe uma única estratégia de preservação que solucione todos os problemas
existentes, sendo assim , uma prática aconselhável é a replicação do objeto digital
em vários computadores. Estudos sobre as estratégias para preservação digital
devem ser contínuos, ampliando as possibilidades de preservar a produção
intelectual global e mantendo a memória informacional da humanidade.

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Trabalho completo

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          <name>Dublin Core</name>
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              <description>The topic of the resource</description>
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Documentação&#13;
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                <text>A preservação digital garante a duração dos objetos digitais por um longo período de tempo, sua aplicação deve ser criteriosa e baseada em estratégias confiáveis. O trabalho faz uma análise sobre as estratégias de preservação digital que podem ser aplicadas em bibliotecas universitárias. Com base na fundamentação teórica de preservação digital foram identificadas as estratégias existentes com o intuito de compará-las com as que são utilizadas no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Santa Catarina. Essas tecnologias têm funções distintas, o PDF/A pode ser usado como formato padrão de preservação; o uso do DOI ajuda na recuperação dos objetos digitais; o LOCKSS garante a manutenção dos documentos eletrônicos. E as estratégias de preservação digitais como, emulação, migração, encapsulamento, e a replicação automática dos objetos digitais, adaptadas a realidade de cada acervo.</text>
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Trabalho completo

ESTUDO DO USO DO FACEBOOK NA BIBLIOTECA JOSÉ DE
ALENCAR
Carina Volotão 1, Adriana Ornellas 1, Camila da Silva Antunes 1,
Nádia 8ernuci dos Santos 1
Bibliotecária, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Os sites de redes sociais são ferramentas de interação utilizadas por grande
parte do público universitário. Este fato se dá como um avanço da utilização da
internet, principalmente com a chamada Web 2.0. Essas mudanças criaram
paradigmas para o bibliotecário e para as bibliotecas, disponibilizando novas
ferramentas de trabalho e novos meios de disponibilização da informação. O
bibliotecário de referência , que é ponte de mediação entre o usuário e os
recursos informacionais da biblioteca, precisa se adaptar e saber quais
recursos são necessários para atingir esse novo perfil de usuário. Neste
trabalho, procurou-se avaliar a interação da Biblioteca José de Alencar com seu
público através do site Facebook. Utilizando as estatísticas do próprio site, foi
possível verificar a aceitação deste tipo de ferramenta por seus usuários e nos
trouxe novas questões a ser pensada neste sentido.

Palavras-Chave:
Redes sociais na internet; Serviço de Referência virtual ; Facebook; Web
2.0; Bibliotecário de referência.

Abstract
The social networking sites are interactive tools used by much of the
public university.This fact is given as an advancement of Internet use, especially
with the
so-called Web2 .0. These changes
created paradigms for
librarians and libraries, providing new workand new ways of presenting
information. The reference
librarian,
who is mediating bridgebetween the
user and the information resources of the library, must adapt and learn what
resources are needed to achieve this new user profile. In this study, we sought
toevaluate the interaction of José de Alencar Library with your audience through
theFacebook site. Using the site's own statistics, it was possible to verify the
acceptance of such a tool by its users and has brought new issues to be
considered in this regard
Keywords:
Social
networking
sites;
web 2.0; Reference Librarian .

virtual reference

1 Introdução

1863

service; Facebook;

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

o tema rede social parece recente e criado a partir de sites específicos
como Orkut, Facebook etc. No entanto, este conceito é bem mais profundo e
parte de estudos antropológicos desde a década de 50. Foram muitas as
transformações proporcionadas pelas TICs (Tecnologias da informação e
comunicação) que têm permitido novas formas de comunicação e interação. O
surgimento das redes sociais virtuais transformou o modo que ocorrem as
trocas e compartilhamentos da informação. Essa nova fase da internet é
chamada Web 2.0. Neste ambiente, o indivíduo interage com o conteúdo
disponível e assim, pode reelaborá-Io, transformá-lo e aprimorá-lo .
Na maior parte dos setores comerciais, o marketing já captou estas
mudanças e cada dia desenvolve novas abordagens para tratar deste público
de maneira a captar suas necessidades, desejos e aspirações, criando assim,
uma forma de relacionamento bastante eficaz considerando estes novos
padrões de interação.
Estas mudanças também oferecem oportunidade para as bibliotecas em
seus mais variados setores: marketing, gestão, comunicação profissional,
atividades relacionadas ao processamento técnico dos materiais, entre outros.
Em nosso caso, iremos enfocar o Serviço de Referência por ser o setor da
biblioteca que interage diretamente com o usuário e é influenciado pelo que
acontece em todos os outros setores.
2 Revisão de Literatura
A internet ué a espinha dorsal da comunicação global mediada por
computadores (CASTELLS, 2010) . Em um primeiro momento, seu uso foi
confuso e trouxe consigo mudanças conceituais nos serviços oferecidos pelas
bibliotecas, porém se tornou como toda tecnologia baseada na internet, um
instrumento valioso para os bibliotecários quando bem empregada pois como
afirma Castells (2003, p. 8)
A internet é um meio de comunicação que permite, pela primeira vez, a
comunicação de muitos com muitos, num momento escolhido, em escala
global. Assim como a difusão da máquina impressora no Ocidente criou o que
MacLuhan chamou de 'Galáxia de Gutenberg', ingressamos agora num novo
mundo de comunicação: a Galáxia da Internet. O uso da Internet como
sistema de comunicação e forma de organização explodiu nos últimos anos
do segundo milênio. ( ... ) A influência das redes baseadas na Internet vai além
do número de seus usuários: diz respeito também á qualidade do uso.
Atividades econômicas, sociais, políticas, e culturais essenciais por todo o
planeta estão sendo estruturadas pela Internet e em torno dela , como por
outras redes de computadores. De fato, ser excluído dessas redes é sofrer
uma das formas mais danosas de exclusão em nossa economia e em nossa
cultura.

Levacov (1997) frisa a importância da Internet afirmando que
vive-se atualmente uma transição tão importante quanto a que o mundo
assistiu com aquela desencadeada pela convergência do uso de tipos móveis
e de papel barato (comparado com o custo do pergaminho) no processo de
produção de livros, jornais, mapas e, por conseguinte, de conhecimento,
quando da passagem do texto manuscrito para o impresso.

1864

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Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

Anteriormente, a internet oferecia apenas recursos de forma estática,
uma imitação dos recursos tecnológicos que já possuíamos como o livro
impresso e as mídias analógicas. Essa fase ficou conhecida como Web 1.0
onde a função da internet era criar espaços que reproduzem os recursos já
existentes. A web 2.0 (web social) é a evolução desse período onde a internet
é utilizada para o compartilhamento de informações e a criação colaborativa de
seus usuários e está causando uma verdadeira revolução digital, um admirável
mundo novo 2.0 (KEEN, 2009) .
A web 2.0 é a segunda geração de serviços online e caracteriza-se por
potencializar as formas de publicação, compartilhamento e organização de
informações, além de ampliar os espaços para a interação entre os
participantes do processo. A web 2.0 refere-se não apenas a uma
combinação de técnicas informáticas (serviços web, linguagem Ajax, web
syndication, etc) , mas também a um determinado período tecnológico, a um
conjunto de novas estratégias mercadológicas e a processos de comunicação
mediados pelo computador ( PRIMO, 2008)

o gráfico abaixo exemplifica o crescimento do acesso à

internet no Brasil nos

últimos anos:

801}

II

Figura 1: Evolução do número de pessoas com acesso em qualquer ambiente primeiro trimestre de 2009 a primeiro trimestre de 2012 - Brasil.
Fonte: IBOPE, 2012.

Essas mudanças criaram novos paradigmas para o bibliotecário e para
as bibliotecas, disponibilizando novas ferramentas de trabalho e novos meios
de disponibilização da informação. Sendo, provavelmente, "o mais rico
repositório de informações na história humana" (FEITOSA, 2006) e "vem
evoluindo a cada dia, novas funções e usos são acrescentados aos

1865

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Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

mecanismos de busca, e são utilizados como fontes de informações,
entretenimento, serviços, educação e comunicação entre pessoas" (ROSA,
2008)
Indubitavelmente, o serviço de referência, que tem como finalidade
"permitir que as informações fluam eficientemente entre as fontes de
informação e quem precisa de informações" (GROGAN, 2001), sendo assim,
justamente o serviço responsável pela interação da biblioteca com o usuário e
que está sendo o serviço que sofre constantemente com essas alterações.
Assim, serviços que antes eram prestados apenas de forma tradicional
pela biblioteca passaram a ser oferecidos de forma virtual pela web, como por
exemplo, consulta ao acervo da biblioteca, solicitação de empréstimo entre
bibliotecas, pedido de cópias, COMUT entre outros serviços (CARVALHO,
LUCAS , 2009).
Siqueira (2010) conceitua o serviço de referência virtual como "aquele
que através da interface da rede virtual permite a interação entre o profissional
da informação e o usuário, disponibilizando recursos a partir da tecnologia
comunicacional da Rede fora do ambiente da biblioteca física ." Portanto, o uso
de redes sociais virtuais faz parte da interação do bibliotecário de referência
com o usuário na plataforma via web.
Além disso, a biblioteca precisa ter uma postura pró-ativa e ir ao
encontro do usuário. Essa filosofia ilustra a função das redes sociais nas
bibliotecas: facilitar o acesso do usuário à informações úteis. Nesse ponto , as
redes sociais virtuais ganham atenção pois dinamizam a capacidade de
interação entre as pessoas e, no contexto da biblioteca, a comunicação com o
usuário. Costa (2008) ao tratar sobre os novos conceitos surgidos com o
advento da internet, enfatiza que
Tal revolução acabou por provocar uma mudança determinante na forma de
interação entre os indivíduos, no modo como cada um poderia interagir e
estar em contato com outros ao seu redor. É isso que vivenciamos hoje, com
o surgimento do ciberespaço, a multiplicação das ferramentas de colaboração
online, as tecnologias de comunicação móvel integrando-se às mídias
tradicionais, etc.

Antes dos sites de redes SOCiaiS, esta forma de interação já era a
denominação de uma teoria e metodologia para o estudo relacional dos
padrões de sociabilidade desde a década de 30, com Jacob Moreno. Uma
definição básica de rede social pode ser "um sistema de nodos ou elos, uma
estrutura sem fronteiras ; uma comunidade geográfica ou não; um sistema de
apoio ou um sistema físico que se pareça com uma árvore ou rede"
(MARTELETTO, 2001). Com a evolução e popularização das TICs, a maneira
de interação também se alterou, principalmente no ambiente virtual e foram
criados novos espaços de comunicação das mais variadas formas e objetivos
de uso (ainda nem tanto conhecidos), os sites de redes sociais representam
um deles.
Para tratar dos sites de redes sociais podemos considerá-los como
agrupamentos virtuais compostos por interações sociais. Recuero (2011)
aponta que este tipo de estudo é capaz de revelar os padrões das conexões

1866

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

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Trabalho completo

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existentes no ciberespaço e os define como" Site que foca a publicização da
rede social dos atores" .
A emergência destes sites aponta novas maneiras de se relacionar nos
ambientes virtuais. Para Recuero (2011) os sites de redes sociais não são
exatamente um elemento novo, e sim as consequências das apropriações das
TICs pelos atores sociais.

3 Materiais e Métodos
Nos últimos anos, o Facebook se popularizou de forma avassaladora,
sendo também a rede social com maior número de usuários do mundo
(BRAGANÇA, 2010) e "o Brasil é um dos países em que as redes sociais são
mais utilizadas e o público é considerado jovem , entre 15 e 29 anos, é líder de
acesso WWW e de aderência aos perfis em sites de relacionamento."
(CANELAS; VALENCIA, 2012). Este site de rede social apresenta recursos de
interação e seus indicadores, por isso, foi utilizado os recursos do próprio site
aliados com a literatura recente que aborda sua evolução.
Percebendo a maior interação com os usuários a partir do uso de redes
sociais virtuais, a Biblioteca José de Alencar criou um perfil na rede social
Facebook. Num primeiro momento, optou-se pela criação de um perfil de
usuário comum, por seu caráter mais ativo e que permitia que os
administradores da conta entrassem em contato com os alunos diretamente,
participando do grupo formado por eles no Facebook da própria faculdade .
Após seis meses utilizando esta forma de contato, o Facebook passou a
oferecer novas ferramentas para páginas institucionais, o que pareceu
interessante a BJA acompanhar. Assim, o perfil foi migrado para uma página, o
que permite maior acesso às estatísticas da interação da rede social com
nosso público alvo .

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4 Resultados Parciais
A interação da página alcançou um desempenho muito maior entre os
usuários do que o perfil, como poder ser visto nas estatísticas de crescimento
da página. O indicador "Pessoas falando sobre isso" quantifica as pessoas que
criaram históricos a partir das publicações compartilhadas pela página da

1867

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
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Trabalho completo

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biblioteca, ou seja, sempre que alguém curtir, comentou, compartilhou,
respondeu ou perguntou algo, respondeu à um evento, mencionou a página ou
a marcou em uma foto. O indicador "Alcance total da semana" indica o número
exato de pessoas que visualizaram qualquer conteúdo da página .

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O Facebook fornece algumas possibilidades de gerar estatísticas, como
quem é o usuário que acessa a página . Isso é uma grande ferramenta para
termos uma idéia de quem é o usuário que acessa a internet e interage nas
redes sociais com a biblioteca e pode ser objeto de estudo para futuras
tomadas de decisões.

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Trabalho completo

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o pagina é utilizada como veículo de comunicação de informes da
biblioteca, como mudanças no horário e serviços e produtos oferecidos e para
compartilhamento de assuntos relevantes do escopo da área de Letras como
notícias sobre lançamentos de livros, sobre autores e personalidades do
universo literário. Além disso, a página reproduz os links das publicações do
blog da biblioteca. Na imagem abaixo, a divulgação do texto de uma aluna
publicado no blog que foi replicada na página do Facebook.

o tAl&gt;tQr CI'It ficQollI~1'Il41&gt;O pelo ~)&lt;\5nl ~ 1l1, ~ I ""....krido.."
'..... polbnic.a por CiltlSll do outro. otim...... or,.., "..Ihor
d!u!n&lt;Io. A dwI~D d. um GI~ de RI 17O mil ""ra D I~~r
c..oo.J Q P&lt;!flsadoor P'" wr ~ d. FeIfiI do LM. d&lt;&gt; Demo
GoPa.;......... no !!lo (l:J~n4t &lt;lo gul, ~od... mu !II"lJO,

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5 Considerações Finais
Na primeira semana de migração do perfil para a página, já aconteceu
automaticamente sua divulgação aos 'amigos' que constavam no perfil. Posts
novos trouxeram novas opções 'Curtir' e ' Pessoas falando sobre isso'. Este
aumento dos indicadores demonstra a aceitação positiva por parte dos
usuários. Por isso, fica evidente que o trabalho de responder comentários,
postar links ou informações relevantes deve ser rotineira para o bibliotecário de
referência. E este constitui o grande desafio para a biblioteca universitária:
incorporar em suas atividades básicas, as novas formas de interação.

1869

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

6 Referências
BRAGANÇA, R. Patrício R e V. Facebook: rede
http://bibliotecadigital.ipb.ptlbitstream/l O198/3584/l/l18.pdf

social

e

educativa?

CANELAS, Lygia Luiza Cordon ; VALENCIA, Maria Cristina Palhares. O Twitter
como disseminador de informação e conteúdo digital em bibliotecas públicas.
CRB-8 Digital, São Paulo, v. 5, n. 1, p. 22-32, jan. 2012. Disponível em : &lt;
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1870

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Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
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Trabalho completo

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1871

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Estudo do uso do facebook na Biblioteca José de Alencar.</text>
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                <text>Os sites de redes sociais são ferramentas de interação utilizadas por grande parte do público universitário. Este fato se dá como um avanço da utilização da internet, principalmente com a chamada Web 2.0. Essas mudanças criaram paradigmas para o bibliotecário e para as bibliotecas, disponibilizando novas ferramentas de trabalho e novos meios de disponibilização da informação. O bibliotecário de referência, que é ponte de mediação entre o usuário e os recursos informacionais da biblioteca, precisa se adaptar e saber quais recursos são necessários para atingir esse novo perfil de usuário. Neste trabalho, procurou-se avaliar a interação da Biblioteca José de Alencar com seu público através do site Facebook. Utilizando as estatísticas do próprio site, foi possível verificar a aceitação deste tipo de ferramenta por seus usuários e nos trouxe novas questões a ser pensada neste sentido.</text>
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Recursos de recuperação da informação

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Trabalho completo

PARALELO ENTRE AS BIBLIOTECAS VIRTUAIS E OS
REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS
Ana Paula de Oliveira Villalobos 1, Andréa Rita Silveira 2, Cátia Santana 3
2
3

1 Professora Doutora, Universidade Federal da Bahia, Salvador,
Mestranda em Ciência da Informação, Universidade Federal da Bahia , Salvador, Bahia
Mestranda em Ciência da Informação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, Bahia

Resumo
Este artigo apresenta uma reflexão conceitual sobre dois tipos de sistemas virtuais
de informação, a biblioteca virtual e os repositórios institucionais. Pretende
caracterizar e apontar as diferenças conceituais existentes entre esses ambientes
virtuais. As principais características desses ambientes são identificadas através de
revisão bibliográfica sobre o tema. Essa analise busca identificar a relevância
desses ambientes como fonte de pesquisa, as vantagens e desvantagens de cada
um destes ambientes e a importância desses sistemas para a disseminação da
informação. Este artigo visa também contribuir para estimular a utilização das
bibliotecas virtuais e dos repositórios, descrevendo a relevância do
compartilhamento de recursos informacionais digitais em um novo paradigma
tecnológico na sociedade contemporânea.

Palavras-chave:
Biblioteca Virtual; Repositório Institucional; Informação.

Abstract
This article presents a conceptual reflection on two types of virtual information
systems, the virtual library and institutional repositories. To characterize and to point
out the conceptual differences between these virtual environments. The ma in
features of these environments are identified through a literature review on the
subject. This analysis seeks to identify the relevance of these environments as a
research resource , the advantages and disadvantages of each of these
environments and the importance of these systems for the dissemination of
information. This article also aims to help stimulate the use of virtual libraries and
institutional repositories, describing the importance of sharing digital information
resources in a new technological paradigm in contemporary society.

Keywords:
Virtual Library; Institutional Repository; Information.
1 Introdução
As bibliotecas virtuais e os repositórios institucionais surgem da evolução das
Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) . Estes sistemas informacionais e
digitais trazem consigo uma nova perspectiva de representação e de gerenciamento

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do conhecimento científico. Desta forma, no âmbito acadêmico-científico é relevante
o entendimento acerca dos conceitos que envolvem a biblioteca virtual e o
repositório institucional, a título de entender e disseminar o acesso e utilização
desses dois ambientes virtuais implantados especialmente no contexto das
universidades.
Este artigo surgiu da necessidade de entender os conceitos que abrangem as
bibliotecas virtuais e os repositórios, na medida em que essas duas fontes de
informação vêm sendo utilizadas nos ambientes acadêmicos, para atender as
demandas das pesquisas. A metodologia utilizada foi uma revisão de literatura sobre
biblioteca virtual, repositórios e um estudo comparativo entre algumas das
características desses dois sistemas de informação.
Segundo Santos e Almeida Filho (2008), a universidade para ter legitimidade
e eficácia tem que promover a justiça social, a democracia e contribuir para a
globalização solidária do conhecimento universitário. A universidade aponta para
transdisciplinaridade,
reorganização dos saberes, pensamento crítico e
compromisso social do acesso ao saber.
A universidade é uma instituição social e espaço de ensino, pesquisa e
extensão do conhecimento, espaço este dinâmico e de compartilhamento de idéias.
Nesse espaço estão incorporadas as novas TICs na concepção das bibliotecas
virtuais e dos repositórios institucionais, os quais desempenham um papel
fundamental na disseminação da informação.
As TICs são sistemas que ampliam e dinamizam as formas de comunicação
disponíveis, tornando-as cada vez mais eficientes, rápidas, abrangentes e capazes
de vencer barreiras geográficas, hierárquicas e financeiras, uma vez que qualquer
cidadão em qualquer parte do mundo, desde que conectado a uma rede tem a
possibilidade de se comunicar. Essas interfaces potencializam a comunicação
interpessoal e também as formas de produção, armazenamento, acesso e difusão
d1ia I1lf8fffl'á'~~0 possibilitando maior eficiência e eficácia no processo de tomada de
decisões estratégicas (PINHEIRO, 2002).
Este novo cenário representado pelos Sistemas de Informação (Sls)
automatizados apresenta desafios em relação à capacitação dos usuários e dos
profissionais da informação na recuperação da informação. Como conseqüência, ao
conhecer os Sls, os usuários desenvolvem a autonomia na utilização dessas fontes
digitais para suas pesquisas.
No caso específico dos repositórios, os acadêmicos deverão ser capazes de
manusear e inserir suas próprias produções científicas no portal institucional. As
bibliotecas virtuais necessitam da colaboração e integração dos pesquisadores
neste espaço virtual para que sua missão seja otimizada , qual seja essa a de
indexar, armazenar, recuperar e disseminar informações em forma eletrônica ,
imprescindíveis à evolução do conhecimento e ao desenvolvimento social. Em
outras palavras, a utilização desses ambientes virtuais depende da inserção do
usuário na cibercultura , cultura relacionada ao ciberespaço.
Conforme Levy (1996, p.48):

o ciberespaço é o mais novo local de "disponibilização" de
informações possibilitado pelas novas tecnologias. Uma nova mídia
que absorve todas as outras e oferece recursos inimagináveis, há
algumas décadas. Trata-se de um espaço que ainda não se conhece
completamente, cheio de desafios e incertezas, tanto na sua práxis,
quanto em suas formulações filosófico e teóricas. Um espaço aberto,

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virtual, fluido, navegável. Um espaço que se constrói em cima de
sistemas, e, por esse mesmo fato, é também o sistema do caos.

Levy (1996, p.129) afirma, ainda, que o ciberespaço, representa o espaço
virtual que interliga as redes de computadores, memórias compartilhadas,
hipertextos comunitários para a construção de coletivos inteligentes. Ainda segundo
o mesmo autor, a internet é a infraestrutura do ciberespaço, novo espaço de
comunicação, de sociabilidade, de organização e de transação, mas também novo
mercado da informação e de conhecimentos.
A internet, rede que interconecta os computadores, possui características
marcantes, como meio onde os usuários não são apenas consumidores de
informação, mas também autores de suas publicações. A internet possibilita, assim ,
não só o acesso à informação, mas também a interatividade, onde o usuário deixa
de ser um ator passivo e passa a interagir com o sistema . Como exemplo da
interatividade propiciada pela internet, pode-se citar as Mensagens Instantâneas
(MI) que proporcionam uma comunicação textual em tempo real , através de serviços
de referência por chat, onde os usuários podem se comunicar sincronicamente com
profissionais da área de informação, assim como fariam em um contexto de
referência face a face (MANNES , 2007) .
A internet possibilita também a comunicação através das redes sociais.
Alterman (2010) define redes sociais on-line como ambientes que objetivam reunir
pessoas, os chamados membros, que uma vez inscritos, podem expor seu perfil com
dados como fotos pessoais, textos, mensagens e vídeos, além de interagir com
outros membros, criando listas de amigos e comunidades.
O twitter é uma rede social fundada em março de 2006 pela Obvious Corp em
São Francisco e consiste num servidor para microblogging, ou seja , é um micro blog
que permite que os usuários enviem atualizações pessoais contendo apenas textos
com menos de 140 caracteres via Short Message Service (SMS), as mensagens
estão disponíveis no momento da postagem no site, e-mail, site oficial ou programa
especializado. Uma ferramenta de fácil uso cujo objetivo é a troca coletiva de
informações, que altera completamente a maneira de pensar, organizar e assistir a
eventos (NEPOMUCENO, 2010).
O Facebook é um web site de relacionamento social , com perfis detalhados
dos usuários, que permite que o compartilhamento de informações. Assim, os
usuários podem criar vínculos com a rede de seus interesses. Já, o YouTube é uma
ferramenta que possibilita a interação entre os usuários, permitindo postar
comentários, porém não é considerado uma rede social apesar de ser o mais
famoso repositório para compartilhamento de vídeos.
A comunicação através das redes sociais e das interfaces de comunicação no
ambiente das bibliotecas virtuais e repositórios podem proporcionar uma interação
maior entre os usuários e os sistemas de informação. Essas ferramentas citadas
podem atuar no acompanhamento e melhoria dos serviços oferecidos pelas
bibliotecas virtuais.

2 As bibliotecas virtuais
As bibliotecas virtuais foram criadas a partir do Comitê Gestor da
Internet/Brasil em 1996, onde vários grupos de trabalho atuaram em diferentes áreas
de aplicações dos serviços de Internet de interesse da sociedade. O grupo de
trabalho das bibliotecas virtuais é um serviço coordenado pelo Instituto Brasileiro de

1200

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Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e até hoje continua acompanhando o
crescimento das mesmas na rede .
O governo brasileiro, visando à criação das bibliotecas virtuais, implantou o
Prossiga em 1995, programa que tem por objetivos promover a criação e o uso de
serviços de informação na internet voltados para áreas prioritárias do Ministério da
Ciência e Tecnologia e estimular o uso das bibliotecas virtuais pelas comunidades
dessas áreas. Para incentivar a criação das diversas bibliotecas temáticas criou-se o
projeto de bibliotecas virtuais PROSSIGA/REI (www.prossiga .br) do CNPq, pelo qual
as referidas bibliotecas são constituídas de acordo com a pesquisa no país, além
daquelas baseadas em grandes pesquisadores.
A biblioteca virtual surge do gerenciamento da informação e como forma de
reunir, organizar e disseminar as informações, oferecendo serviços que possibilitam
aos pesquisadores utilizarem as tecnologias da informação e comunicação para as
suas pesquisas. Basicamente, refere-se à ideia de uma biblioteca intangível, ou seja ,
um serviço de informação on-line, que oferece informações exclusivamente em
formato digital.
Conforme Levy (1996), a palavra virtual vem do latim medieval virtualis,
derivado, por sua vez de virtus, que significa força, potência . O virtual não se opõe
ao real e tende a atualizar-se, sem ter passado, no entanto, à concretização efetiva
ou formal , ou seja , é algo que não existe na forma física . O virtual é mediado de uma
forma sistêmica envolvendo as novas tecnologias, através de construções mentais
em espaços de interação cibernética . Pode-se afirmar que essa nova tecnologia é
uma realidade que veio facilitar a vida humana, pois através da interação do homem
com o computador e novos suportes de informações ocorre a comunicação de forma
instantânea entre emissor e receptor, proporcionando a construção de redes sociais
que possibilitam a interação virtual entre as pessoas. A biblioteca virtual neste
contexto propicia a interação através da comunicação no ambiente das redes
eletrônicas.
A biblioteca virtual é uma fonte de informação que integra pesquisadores e
organizadores na promoção e disseminação das pesquisas, podendo ser definida
como uma forma de acesso à informação e documentação viabilizada pela Internet,
sendo vista também como uma biblioteca de realidade virtual , criada no meio virtual
e dependente do espaço virtual e de tecnologia para existir.
Para os precursores e idealizadores da biblioteca virtual, Theodore Nelson e
Vannevar Bush , a biblioteca virtual pode ser considerada uma grande rede mundial
depositária de documentos em formato de hipertextos. Esses documentos são
arquivados em uma estrutura universal de dados, possibilitando acesso e
associação para outros documentos através de links (LEVACOV, 1997). A
informação não está presente no servidor onde se encontra a biblioteca , mas em
outros servidores remotos, valendo-se a biblioteca de um conjunto de links e
hipertextos encontrados no ambiente virtual.
Segundo Rebel et aI. (1996) , hipertextos são tecnologias que utilizam textos,
imagens, animações e sons, unidos e uma teia de relações não seqüenciais,
abrangendo incontáveis elementos. O hipertexto permite ao criador de um
documento baseado nesta tecnologia definir novas relações entre os diversos
trechos que compõe o documento. É também um sistema de escrita e leitura não
linear aplicado à informática, principalmente, à multimídia e a home page na world
wide web . Neste contexto as bibliotecas virtuais utilizam o hipertexto para
disponibilizar as informações que estão organizadas de forma não hierarquizada e
espalhadas em uma rede com inúmeras conexões, denominados links ou hiperlinks.

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De acordo com Cunha (1999) a biblioteca virtual implica um novo conceito
para armazenagem da informação na forma eletrônica e para sua disseminação,
independente de sua localização física ou horário de funcionamento da biblioteca .
Assim , de acordo com este contexto, o enfoque se diferencia da biblioteca
tradicional em vista da criação, aquisição, distribuição e armazenamento de
documentos sob a forma digital.
A biblioteca digital é também conhecida como biblioteca eletrônica , o termo
preferido dos britânicos, biblioteca virtual quando utiliza os recursos da realidade
virtual, biblioteca sem paredes e biblioteca conectada a uma rede. Observa-se que a
expressão 'Biblioteca virtual' tem várias acepções, e em alguns casos sinônimos ou
termos que possuem especificidades, embora estes conceitos representem
conceitos semelhantes.
Os termos eletrônicos, virtuais ou digitais podem ser diferenciados, a
biblioteca eletrônica refere-se aos acervos registrados em meio eletrônico, a
biblioteca digital enfatiza a informação codificada em base digital e a biblioteca
virtual é aquela que utiliza a tecnologia de realidade virtual.
Segundo Tammaro (2008) existem várias definições sobre biblioteca virtual ou
digital e ainda não se chegou a um consenso. Outras expressões como biblioteca
eletrônica, virtual , híbrida e multimídia são utilizadas como sinônimos para o
conceito de biblioteca virtual.
Durante anos em lugar de biblioteca digital foi dada a preferência à expressão
biblioteca virtual para definir o conceito de uma nova biblioteca . O primeiro a usar a
expressão biblioteca virtual (virtuallibrary) foi o criador da web, Tim Bernes-Lee, na
perspectiva de uma coleção de documentos ligados em rede e constituídos por
objetos digitais e páginas web produzidas por vários autores. O usuário tem a
possibilidade de pesquisar simultaneamente em inúmeros catálogos e páginas na
internet. Outro conceito de biblioteca virtual é o de uma coleção de repertórios, que
possibilita o acesso à informação (TAMMARO , 2008).
Conforme Toutain (2005 , p. 16), a definição de biblioteca virtual,

[...1biblioteca que tem como base informacional conteúdos em texto
completo em formatos digitais - livros, periódicos, teses, imagens,
vídeos e outros - que estão armazenados e disponíveis para acesso,
segundo processos padronizados, em servidores próprios ou
distribuídos e acessados via rede de computadores em outras
bibliotecas ou redes de bibliotecas da mesma natureza.
A biblioteca virtual inserida na realidade virtual reproduz o ambiente de uma
biblioteca em duas ou três dimensões, criando um ambiente de total imersão e
interação. É então possível , ao entrar em uma biblioteca virtual , circular entre as
salas, selecionar um livro nas estantes, "tocar", "abrir" e ler. Obviamente, o único
local onde o livro realmente existe é no computador e dentro da cabeça do leitor
(MARCHIORI, 1997).
Neste artigo optou-se por seguir o entendimento sobre o conceito de
biblioteca virtual apresentado por Toutain (2005), o qual reflete de forma bastante
clara e abrangente o conceito de biblioteca virtual , como aquela na qual a
participação da comunidade ocorre em rede, no espaço virtual, instantânea e livre.
Reafirmando essa característica o Budapest Initiative Open Access descreve a BV
como o SI que possibilita ,

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[... ) disponibilidade gratuita da informação na Internet pública, para
que qualquer usuário a possa ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir,
com a possibilidade de buscar ou relacionar todos os textos destes
artigos. Revisar a informação, indexá-Ia, usá-Ia como dado para
software, ou utilizá-Ia com qualquer outro propósito legal, sem
empecilhos financeiros , legais ou técnicos, diferentes do fundamental
de ter acesso à própria Internet (BUDAPEST INITIATIVE OPEN
ACCESS, 2002).

A internet pode ser vista enquanto uma biblioteca virtual complexa , embora
ela se diferencie de uma biblioteca convencional por não atender a alguns dos
critérios exigidos por uma biblioteca . Esses critérios estão relacionados à uma
população definida de usuários e recursos auxiliares de busca tradicionais, como o
serviço de referência personalizado, onde o usuário tem contato face a face com o
bibliotecário.
Alguns serviços oferecidos pelas bibliotecas virtuais são : bases de dados
bibliográficas, bases de dados referenciais, bases de textos completos, diretórios de
instituições, projetos, biografias, eventos e empregos, enquetes, fórum de discussão,
glossários, notícias, pesquisa integrada das diversas fontes de informação, serviço
de disseminação seletiva da informação e serviço de fotocópia de material.
Além dos serviços convencionais das bibliotecas citados, a inclusão de outros
serviços: chats, serviços de respostas on-line, twitter, facebook e blogs compatíveis
com as necessidades informacionais dos usuários contribuem para acompanhar o
desenvolvimento científico e tecnológico, além de promover a interação
comunicacional entre os seus usuários.
A organização de uma biblioteca virtual demanda uma equipe multidisciplinar
integrada e que trabalhe colaborativamente . A automatização das bibliotecas
transforma as relações de trabalho, pois passa a existir entre os profissionais da
informação uma cooperação em rede. Em conseqüência dessa cooperação, novas
formas de produtos e serviços da informação são oferecidos para os usuários.

3 Os repositórios
A idéia inicial de repositório associada à informação e à documentação surge
em 1908 com Paul Otlet e Henri La Fontaine. Estes pesquisadores tinham o objetivo
de registrar em fichas a produção mundial de impressos. As fichas deram início ao
Repertório Bibliográfico Universal, criado em Bruxelas no Instituto Internacional de
Bibliografia. Atualmente, com a evolução das tecnologias os repositórios
representam a memória das instituições, sendo um ambiente a mais para a
pesquisa .
Nos repositórios encontram-se recursos que possibilitam o acesso a produção
acadêmica da própria instituição. Este arquivo de pesquisa é alimentado pelos
pesquisadores da instituição, permitindo o acesso on-line às produções acadêmicas
e garantindo a preservação desta produção para gerações futuras . Conforme Rosa
(2009) os repositórios ampliam a visibilidade da produção cientifica de uma
instituição além de permitir a inserção e o fácil acesso à informação.
O repositório é uma base de dados digital e virtual de caráter coletivo e
cumulativo de acesso aberto que coleta , armazena, dissemina e preserva a
produção intelectual, científica da instituição acadêmica .

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Repositório institucional foi o termo utilizado para apresentar um novo serviço
bibliotecário cuja ênfase é constituir, gerenciar e, principalmente, disseminar
amplamente coleções digitais de informação científica, de modo que a comunicação,
acesso e uso de resultados de pesquisa fossem disseminados.
Conforme Crow (2002 , p. 10),
[... ) repositório institucional é um arquivo digital da produção
intelectual criada pelos acadêmicos, investigadores e alunos de uma
instituição, e acessíveis a utilizadores finais , quer internos quer
externos à instituição, com poucas ou nenhumas barreiras de
acesso.

o repositório institucional (RI) representa a memória eletrônica de uma
instituição. O RI foi criado a partir da concepção do programa de computador
DSpace, um software de acesso livre que disponibiliza ferramentas para gestão de
recursos eletrônicos e utilizado como plataforma para os Ris. Segundo Ferreira
(2009, p.63) "[ ... ] o repositório tem uma importante função institucional a partir do
momento em que passa a gerenciar a documentação produzida , além da
preocupação com seu acesso, disseminação e preservação".
As TICs possibilitaram a criação dos repositórios como forma de disseminar o
livre acesso à produção científica de uma instituição, constituindo um "conjunto de
serviços que a universidade oferece para os membros de sua comunidade para
gerenciamento e disseminação de conteúdos digitais criados pela instituição e
membros da sua comunidade" (CLlFFORD LYNCH, 2003, p.2) .
Os usuários de repositórios institucionais são divididos em três principais
grupos: autores; usuários finais , os leitores e os criadores, aqueles que criam
metadados, carregam arquivos e geralmente zelam pelas coleções do repositório
(SAYÃO, 2009).
Os repositórios digitais podem ser temáticos, institucionais e centrais. Os
repositórios temáticos cobrem determinada área do conhecimento. Os institucionais
são sistemas de informação que armazenam, preservam, divulgam e dão acesso à
produção intelectual de instituições e comunidades científicas, em formato digital. Os
repositórios centrais são provedores de serviços nacionais e internacionais, que
permitem a reunião de dados coletados tanto de bibliotecas digitais, quanto de
repositórios temáticos e institucionais.
De acordo com Ferreira (2007), os repositórios temáticos podem ser
organizados pelo governo, por instituições de pesquisa ou por autônomos. Um
exemplo de repositório temático em Ciência da Informação é o E-Lis, repositório
temático digital para a Biblioteconomia e Ciência da Informação no Brasil. Esta base
apóia os repositórios digitais e sua função na comunicação científica é a de
organização, disseminação e acesso internacional à produção científica brasileira
em Biblioteconomia e Ciência da Informação.
O primeiro repositório foi o arXiv, no qual são inseridos documentos de
Física , Ciências da Computação e Matemática. Existe também o PubMed Central, o
qual está direcionado para a Medicina. No Brasil , temos o Diálogo Científico criado
pelo IBICT e o Arena Científica, repositório de área das Ciências da Comunicação
que promovem o acesso livre e favorecem o desenvolvimento científico.
Em 2005 o IBICT lançou um Manifesto Brasileiro de Apoio ao Acesso livre à
informação científica, no sentido de facilitar a posse de documentos produzidos nas
instituições acadêmicas, sociedades científicas, organismos governamentais e
instituições que objetivam promover o acesso livre à produção científica do país.
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Através desse manifesto o IBICT incentivou a preservação da produção cientifica e o
acesso livre à mesma. Este documento, inserido na política informacional do país,
vem dar apoio ao movimento internacional em prol da democratização da
informação científica .

4 Comparação entre as características da biblioteca virtual e o repositório
institucional
A fim de apresentar algumas das características dos sistemas de informação,
elaborou-se um quadro comparativo para o entendimento conceitual. Ressalta-se
que o principal objetivo desses sistemas é a organização, armazenamento,
disseminação, gerenciamento e preservação das informações produzidas pela
sociedade, conforme demonstra o Quadro 1.

Quadro 1 - Características dos Sistemas de Informação
Biblioteca Virtual

Repositório Institucional

Gerencia , reúne , organiza documentos de
diferentes suportes;
A inserção de dados no sistema ocorre por meio
da cooperação dos profissionais da informação;
Atende um número ilimitado de usuários;

Gerencia , reúne , organiza documentos de
diferentes suportes produzidos pela instituição;
A inserção de dados no sistema ocorre por meio
do autoarquivamento (o próprio autor insere seus
dados) ;
Atende um número ilimitado de usuários;

Dissemina o conteúdo disponível no sistema;

Dissemina a produção acadêmica da instituição;

A organização dos conteúdos pode ser
estruturada por temas (biblioteca virtual
temática) ;

A organização dos conteúdos pode ser
estruturada por temas e por áreas especificas de
acordo com a instituição (repositório temático);

Necessita de treinamento para capacitar e
habilitar os pesquisadores na busca por
informações ;

Necessita de treinamento para capacitar e
habilitar os pesquisadores na busca por
informações e autoarquivamento da sua
produção;

Apresenta instruções de uso na home page ;

Apresenta instruções de uso na home page ;

Gerenciamento do sistema ocorre por meio de
cooperação entre diversas instituições ou pela
instituição a qual pertence ;

Gerenciamento ocorre pela própria instituição a
qual pertence;

Possibilita a interação entre os usuários;

Possibilita a interação entre os usuários ;

Atributos: digital e hipertextual na qual são feitos
acessos através de links e metapesquisa
(pesquisa integrada das diversas fontes de
informações);

Atributos: digital e hipertextual na qual o acesso
ocorre por categorias pré-estabelecidas, como
autor, título, assunto e membros da comunidade;

Objetivo principal organização e disseminação
de informações;

Objetivo principal preservação da memória
institucional ;

Documentos disponíveis em diversos formatos :
livros, periódicos, teses, imagens, vídeos .

Documentos disponíveis em diversos formatos :
livros , periódicos , teses, imagens , vídeos,

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Como pode ser visto no Quadro 1, os dois ambientes apresentam
características semelhantes, tais como : gerenciamento, reunião, organização dos
documentos; atendimento aos usuários; disseminação de informação; organização
e estruturação dos conteúdos; necessidade de treinamento para sua utilização e
apresentação de instruções de uso; interação entre os usuários; nos atributos: digital
e hipertextual e disponibilização de documentos em diversos suportes.
Os ambientes informacionais observados no Quadro 1 divergem nos
seguintes aspectos: no repositório a inserção de dados é realizada pelo próprio autor
enquanto que na biblioteca virtual é realizada através de profissionais da
informação; o gerenciamento do sistema da BV é através da cooperação e no caso
do RI é viabilizado pela própria instituição. Embora ambos os sistemas de
informação tenham como objetivo a disseminação da informação, o repositório visa
também à preservação da memória institucional.

5 Conclusão
As novas TICs permitiram o avanço da ciência e do seu fluxo informacional,
ampliando o conhecimento dos cientistas e contribuindo para a evolução da
sociedade. As formas de tratamento e disseminação da informação evoluíram ,
inclusive com o surgimento das bibliotecas virtuais e dos repositórios. Essas
interfaces incentivaram a interação, pois os produtores de informação passaram a
poder se comunicar facilmente através das redes.
A evolução tecnológica trouxe novos conceitos sobre a produção, indexação,
armazenamento, recuperação e disseminação da informação. Neste contexto estão
inseridas as bibliotecas virtuais e os repositórios, que são ambientes organizados
através de inteligências coletivas capazes de gerenciar a informação em todas as
áreas do conhecimento. Essas fontes de informação são administradas por uma
quantidade pequena de pessoas capazes de atender às necessidades de um
número ilimitado de usuários. Deste modo, várias pessoas podem consultar a base
ao mesmo tempo. O compartilhamento dos serviços e recursos é a base para a troca
de informações e para a comunicação entre os usuários e os sistemas, que ocorre
em tempo real.
A disseminação das fontes informacionais no ambiente acadêmico é
fundamental para que os usuários utilizem e acessem essas fontes em suas
pesquisas. Programas de divulgação e capacitação devem ser implementados para
incentivar aos autores a autoarquivar suas produções nos repositórios institucionais.
Percebe-se, assim , a necessidade da disseminação desses ambientes virtuais, a fim
de estimular a utilização por parte dos usuários por meio do conhecimento de
métodos de pesquisa on-line que deem suporte para suas pesquisas.
As bibliotecas virtuais e os repositórios exercem papéis semelhantes no
armazenamento e disseminação das informações. É importante destacar a função
dos repositórios como ambiente de preservação da memória institucional. O papel
do cientista da informação, envolvido nesses sistemas de informação, é importante
como ator no processo de mediação e capacitação para a utilização dos diferentes
ferramentas disponíveis nos portais de pesquisa , provendo informações e
favorecendo o acesso à informação.
É relevante que as políticas governamentais promovam o acesso às
informações disponíveis em rede, favorecendo a comunicação, a interação e a
possibilidade de fazer circular diferentes discursos e entendimentos diante da
diversidade das culturas existentes. Para a atuação e desenvolvimento das novas

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habilidades requeridas para a utilização das BVs e dos RIS tornam-se necessárias
uma fluência tecnológica e conexão em rede, buscando soluções que atendam às
necessidades informacionais dos pesquisadores, de forma a promover a utilização
das bibliotecas virtuais e dos repositórios como um novo paradigma de
compartilhamento de informações na sociedade.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
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              <description>The topic of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>An account of the resource</description>
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              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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            </element>
            <element elementId="40">
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              <elementTextContainer>
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              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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                <text>Este artigo apresenta uma reflexão conceitual sobre dois tipos de sistemas virtuais de informação, a biblioteca virtual e os repositórios institucionais. Pretende caracterizar e apontar as diferenças conceituais existentes entre esses ambientes virtuais. As principais características desses ambientes são identificadas através de revisão bibliográfica sobre o tema. Essa analise busca identificar a relevância desses ambientes como fonte de pesquisa, as vantagens e desvantagens de cada um destes ambientes e a importância desses sistemas para a disseminação da informação. Este artigo visa também contribuir para estimular a utilização das bibliotecas virtuais e dos repositórios, descrevendo a relevância do compartilhamento de recursos informacionais digitais em um novo paradigma tecnológico na sociedade contemporânea.</text>
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                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
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Resumo expandido

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PLANEJAMENTO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
TRAÇANDO CAMINHOS PARA SUSTENTABILlDADE
Francisca das Chagas Viana 1, Franceli Mariano de Moura 2, Denizete
Lima de Mesquita 3
1Bacharel em Biblioteconomia , MBA em Administração e Gestão do Conhecimento,
Bibliotecária da Universidade Estadual do Piauí - UESPI, Teresina- PI
2Bacharel em Biblioteconomia , Especialista em Gestão e Estratégia de Marketing ,
Bibliotecária da Universidade Estadual do Piauí - UESPI, Teresina- PI
3Bacharel em Biblioteconomia , Especialista em Políticas Públicas, Docente da Universidade
Estadual do Piauí - UESPI , Teresina - PI

1 INTRODUÇÃO
Trata sobre planejamento em Bibliotecas Universitárias (BUs) e da
necessidade destas serem pensadas como organizações sustentáveis. O
planejamento estratégico elaborado no âmbito da universidade pelas instâncias
superiores, seja a curto, médio e longo prazo devem viabilizar as ações da biblioteca
para concretização de um mundo melhor. Sustentabilidade e planejamento são
elementos atuantes para o surgimento de uma organização da informação imbuída
do sentido original de prestar serviços informacionais, mas preocupada com a
melhoria da qualidade de vida das pessoas e do meio ambiente. Questiona-se a
respeito das práticas sustentáveis em bibliotecas das universidades. As discussões
isoladas a esse respeito seja em artigos de periódicos, livros, e/ou publicações em
eventos, impulsionam essa abordagem inicial que não tem a pretensão de exaurir o
assunto. O objetivo é chamar a atenção para a importância do planejamento na
rotina da BU com o fim de trabalhar pensando no desenvolvimento das gerações
futuras .
1.1 Fundamentação teórica
Compreender a BU como organização e planejar suas ações de maneira
sistêmica é essencial para seu desenvolvimento. Elaborar estratégias que possam
garantir o desenvolvimento da instituição de forma sustentável é necessário no
mundo globalizado, é uma atitude que demanda o respeito ao meio ambiente e aos
seres humanos que dele fazem parte. Sobre planejamento Oliveira (1999 apud
SALLES ; CARVALHO 2008 , p. 2), ressalta "O planejamento estratégico é
conceituado como um processo gerencial que possibilita [ .. .] estabelecer o rumo a
ser seguido pela empresa, com vistas a obter um nível de otimização na relação da
empresa com o seu ambiente". A lógica das BUs sustentáveis pode encontrar
contrapontos na prática e na teoria mas não pode ser desprezada uma vez que
todas as organ izações que oferecem produtos ou serviços, que visam lucro ou não,

1924

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Planejamento estratégico e sustentabilidade
Resumo expand ido

em suas atividades diárias acabam causando impactos sobre o meio ambiente. A
respeito Lima (2010 , p. 75 ) ressalta:
Dentre as perspectivas que podem ser visualizadas [ .. ,,] as relacionadas
com o desenvolvimento de novas ações socioambientais ,como inclusão
social e digital, a promoção do consumo racional dos recursos e a educação
ambiental podem ser consolidadas em curto, médio e longo prazo, Portanto,
o desafio da Biblioteca é grande e sua missão de colaborar com a
promoção do desenvolvimento sustentável e justiça social é uma realidade.

2 METODOLOGIA
Para a elaboração da pesquisa de cunho bibliográfico foram utilizadas teorias
encontradas em artigos publicados em eventos, trabalhos de conclusão de curso e
página de notícia nas áreas de biblioteconomia e administração, pesquisas essas
essenciais para a compreensão dos conceitos como: sustentabilidade, planejamento
estratégico e BUs. Antes foi feito levantamento em bases de dados como SCIELO
(Scientif Eletronic Library Online) em bases de dados de teses e dissertações do
IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia) e repositórios de
outras instituições sem que houvesse muito êxito .

3 RESULTADOS PARCIAIS
Embora o objetivo inicial não tenha sido o de realizar estudo de caso, o
desenrolar da pesquisa mostrou que ações isoladas de sustentabilidade
socioambiental podem ser percebidas em bibliotecas, como por exemplo: o Centro
Universitário UNA, que vem trabalhando na perspectiva de redução do papel
produzido quando do empréstimo de livros, onde o comprovante de ao invés de ser
impresso é enviado ao usuário via e-mail . (Figura 1). Outra experiência verificada foi
a do Superior Tribunal de Justiça em parceria com a biblioteca, como: Projeto Livro
Livre, Biblioteca Digital Jurídica - BDJur, Projeto Bib-Inclusão, Coleta seletiva de
lixo, Educação ambiental , Uso racional de água, energia (ver Lima 2010 , p. 55- 66) .
A literatura da área biblioteconômica precisa ser fortalecida com estudos pontuais
sobre o tema em discussão, pelo menos a divulgação de trabalhos em revistas
especializadas ou base de dados que apontem estudos práticos ou teóricos da área.

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Planejamento estratégico e sustentabilidade

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Resumo expand ido

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Figura 1 - Projeto UNA - Biblioteca sustentável

Fonte: MENOS papel mais sustentabilidade. Disponível em:&lt; http://www.una.br/noticias/menospapel-e-mais-sustentabilidade-nas-bibliotecas-da-una-914 &gt; . Acesso em : 12 Mar. 2012.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A priori destaca-se a necessidade de uma discussão voltada para a questão
do planejamento e sustentabilidade em BUs, aliás, é necessário um olhar mais
preocupado do bibliotecário com a elaboração de estratégias que as retirem da
passividade. Compreender que elas são organizações que fazem parte de um
sistema maior que é a universidade que faz parte de um sistema maior ainda que é a
sociedade, faz com que reconheçamos que traçar ações para: redução do lixo
produzido com o uso excessivo de papéis sem o devido reaproveitamento,
diminuição do consumo de recursos naturais finitos, reciclar materiais bibliográficos
descartados, digitalizar de acervos, melhorar a qualidade de vida dos colaboradores
da biblioteca , realizar ações e projetos desenvolvidos pela biblioteca junto a
comunidade universitária (palestras, exposições sobre educação ambiental),
promover a biblioteca acessível e inclusiva, são essenciais. Além das ações
planejadas que edifiquem a BU como uma organização sustentável social e
ambientalmente é fundamental uma produção científica que traga à tona a discussão
do tema nas academias, em eventos científicos e nas bases de pesquisas.

5 REFERÊNCIAS
MENOS papel e mais sustentabilidade nas bibliotecas da UNA. Disponível em :
&lt;http://www.una.br/noticias/menos-papel-e-mais-sustentabilidade-nas-bibliotecas-dauna-914&gt;. Acesso em: 10 mar. 2012.
SALLES, Rosangela Aguiar; CARVALHO, Regina Maria Ribeiro de. Planejamento
estratégico 2005 - 2015: Rede Sirius: Rede de bibliotecas UERJ: relato de

1926

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Resumo expand ido

experiência. Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias,15, São Paulo, 2008 .
Disponível em : &lt;http: www.rsirius.uerj.br/plan_estr_05-15.pdf &gt;. Acesso em : 12 Mar.
2012 .
LIMA, Arlan Morais de. Responsabilidade sócioambiental da biblioteca do
Superior Tribunal de Justiça: realidade X perspectivas. Trabalho de conclusão
(Especialização em Gestão e Administração pública) - Centro Universitário de
Brasília, Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento. 2010. 86 f. Disponível
em :&lt;http://bdjur.stj.jus.br/xmlui/bitstream/handle/2011 /34 773/Responsabilidade_ Soci
oambientaLBiblioteca.pdf?sequence=1&gt; . Acesso em : 10 mar. 2012.

1927

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                <text>Trata sobre planejamento em Bibliotecas Universitárias (BUs) e da necessidade destas serem pensadas como organizações sustentáveis. O planejamento estratégico elaborado no âmbito da universidade pelas instâncias superiores, seja a curto, médio e longo prazo devem viabilizar as ações da biblioteca para concretização de um mundo melhor. Sustentabilidade e planejamento são elementos atuantes para o surgimento de uma organização da informação imbuída do sentido original de prestar serviços informacionais, mas preocupada com a melhoria da qualidade de vida das pessoas e do meio ambiente. Questiona-se a respeito das práticas sustentáveis em bibliotecas das universidades. As discussões isoladas a esse respeito seja em artigos de periódicos, livros, e/ou publicações em eventos, impulsionam essa abordagem inicial que não tem a pretensão de exaurir o assunto. O objetivo é chamar a atenção para a importância do planejamento na rotina da BU com o fim de trabalhar pensando no desenvolvimento das gerações futuras.</text>
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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

PADRÃO MARC 21 E CATALOGAÇÃO EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS DE SÃO LUIS/MA
Silvana Maria de Jesus Vetter 1, Leonardo Pinto Araujo 2
lMestre, Universidade Federal do Maranhão, São Luís, Maranhão
2Graduado, Universidade Federal do Maranhão, São Luís, Maranhão

Resumo
Estudo sobre o padrão MARC 21 e a catalogação em Bibliotecas
Universitárias de São Luís/MA. Possui característica descritiva e explicativa e se
desenvolve a partir de: pesquisa bibliográfica para a fundamentação teórica e
pesquisa de campo, na qual utiliza como instrumento a entrevista estruturada
realizada com os bibliotecários das cinco Bibliotecas Universitárias envolvidas,
sendo três de instituições públicas e duas de instituições privadas. Apresenta como
objetivo : refletir sobre o padrão MARC 21 enquanto ferramenta de auxílio no
processo de catalogação de diversos registros do conhecimento e verificar a relação
das Bibliotecas Universitárias de São Luis com esse padrão, a partir do ponto de
vista dos bibliotecários que nelas atuam . Discorre a respeito do padrão MARC,
abordando desde sua origem (Projeto MARC pela LC) nos Estados Unidos ao
MARC 21 utilizado internacionalmente. Constata que nem todas as Bibliotecas
Universitárias integrantes da pesquisa utilizam softwares baseados no padrão
MARC 21 para a catalogação de suas obras e que os bibliotecários que nelas atuam
procuram formas de atualizar seus programas, mas, demonstraram ter pouco
conhecimento a respeito do padrão MARC. Conclui que é necessária uma
capacitação efetiva dos bibliotecários das Bibliotecas pesquisadas, para o uso desse
padrão , que é utilizado por muitas instituições, principalmente porque facilitam o
compartilhamento de dados bibliográficos, permitindo, desse modo, a agilidade nos
serviços e evitando a duplicação de trabalho.

Palavras-Chave:
Catalogação; Padrão MARC 21 ; Bibliotecas Universitárias de São Luis/MA.

Abstract
Study on the standard MARC 21 cataloging and University Libraries in São.
Luis/MA. It has characteristic descriptive and explanatory and develops from:
bibliographical research for the theoretical and field research , which uses as an
instrument structured interview conducted with the librarians of the five university
libraries involved, and three public institutions and two institutions private. Its
objective : to reflect on the MARC 21 standard as a tool to aid in the process of
cataloging records of several of knowledge and the relation of the University Libraries
in São Luis with this standard, from the standpoint of librarians who work in them . It
talks about the MARC standard, addressing since its inception (Project MARC by LC)
in the United States to the MARC 21 used internationally. Notes that not ali members
of the research university libraries use software based on standard MARC 21 for
cataloging of his works and that the librarians who serve them are seeking ways to

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upgrade their programs, but have demonstrated little knowledge about the MARC
standard . Concludes that effective training is required of librarians of libraries
surveyed , for the use of this standard , which is used by many institutions, especially
in facilitating the sharing of bibliographic data, allowing thereby the agility in services
and avoiding duplication of work.

Keywords:
Cataloging ; MARC 21 Standard; University Libraries of São Luis/MA.

1 Introdução
A catalogação - processo que descreve o documento para identificá-lo entre
tantos outros, mantendo suas características individuais e ao mesmo tempo
possibilitando sua relação com outros documentos - tem como objetivo atender às
necessidades do usuário no que se refere à recuperação da informação disponível
em diversos registros do conhecimento, independente do tipo, forma, meio ou
suporte em que se encontra . Tal objetivo mostra os novos caminhos que a
catalogação vem trilhando, passando pela descoberta dos primeiros catálogos em
tabletes de argila a 4000 a.C. aos padrões automatizados utilizados neste século
XXI.
Partindo desse pressuposto, e, com a propagação das tecnologias de
informação e comunicação é exigido das bibliotecas, em especial as Universitárias,
a adoção de padrões - como o Machine Readable Cataloging (MA RC), por exemplo
- para a representação descritiva de suas coleções. Uma vez que as práticas
biblioteconômicas mais tradicionais, centradas na organização e tratamento técnico
de registros em meio impresso, não estão conseguindo atender às necessidades
dos usuários que passaram a demandar serviços e produtos praticamente no
momento em que são produzidos.
Nessa perspectiva, estudos que explorem a temática catalogação em
bibliotecas e padrões de descrição como o MARC 21 , no Brasil, são necessários por
contribuírem com reflexões em torno das vantagens e benefícios que o uso desses
padrões pode trazer às bibliotecas e demais unidades de informação. A pesquisa
pauta-se nas seguintes indagações: Qual a origem do padrão MARC, como ele
funciona e de que forma ele pode auxiliar no processo de catalogação de diversos
registros do conhecimento? As Bibliotecas Universitárias de São Luis utilizam o
padrão MARC 21 para a catalogação de suas coleções? Em caso negativo, que
padrões, softwares etc. utilizam para esse fim? Os bibliotecários conhecem o MARC
21 e estão preparados para o seu uso?
Considerando que o MARC 21 é um dos padrões mais utilizados no mundo
para o compartilhamento de recursos bibliográficos entre bibliotecas, este artigo
fundamenta-se em obras de autores como Zafalon, (2010); Mey e Silveira (2009) ;
Modesto (2007); Furrie, (2000) entre outros estudiosos desta temática . Tem por
objetivo geral: refletir sobre o padrão MARC 21 enquanto ferramenta de auxílio no
processo de catalogação de diversos registros do conhecimento e verificar a relação
das Bibliotecas Universitárias de São Luis/MA com esse padrão, a partir do ponto de
vista dos bibliotecários que nelas atuam . E, como objetivos específicos: enfatizar as
contribuições e influências do MARC 21 para o desenvolvimento de novas
ferramentas de descrição, tendo em vista a recuperação da informação em

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bibliotecas; verificar se as Bibliotecas Universitárias envolvidas na pesquisa utilizam
o padrão MARC 21, e, em caso de resposta negativa, que outros tipos de padrões,
softwares etc. utilizam na descrição das obras de seu acervo, tendo por base as
respostas obtidas em entrevista com os bibliotecários dessas instituições.
Inicia-se por apresentar a origem do MARC, bem como o seu
aperfeiçoamento ao longo dos tempos. Prossegue-se com os materiais e métodos
adotados, seguidos dos resultados obtidos a partir da pesquisa de campo e das
considerações finais do estudo.

2 Revisão de Literatura
A origem do padrão Machine Readable Cataloging (MARC) - no Brasil,
conhecido como registro bibliográfico legível por computador, como informa Zafalon
(2010) - se deu nos Estados Unidos por volta dos anos 1960, quando a Library of
Congress (LC) - que comercializava fichas catalográficas para várias bibliotecas desenvolveu o Projeto MARC com o objetivo de armazenar, em computadores,
informações bibliográficas referentes a diversos tipos de registros do conhecimento,
no intuito de automatizar o processamento técnico . Tal fato representa a transição
da catalogação manual, feita em fichas, para a catalogação realizada por meio de
computador (MEY; SILVEIRA, 2009 ; FURRIE, 2000).
Esse período é marcado pelo desenvolvimento de recursos computacionais,
que exercem influência em vários setores, principalmente no que se refere à
produção e disseminação de informação, onde mudam-se as formas e os suportes
para registros do conhecimento, que passam a envolver o impresso, o vídeo e o
sonoro, contribuindo, dessa forma, para o aumento da demanda dos usuários. Por
isso, as bibliotecas, em especial as universitárias, devido ao público que atende ter
necessidades informacionais em diversas áreas, procuram agregá-los ao seu
acervo .
Tal situação criou a necessidade de discussões em torno do processamento
técnico desses registros, com o objetivo de facilitar a recuperação das informações
neles disponíveis e dar mais autonomia aos usuários de bibliotecas e demais
unidades de informação no momento da busca. Assim , em 1961, em Paris, foi
realizada a Conference on Cataloguing PrincipIes (Conferência Internacional sobre
Princípios de Catalogação), mais conhecida como Conferência de Paris, onde a LC
apresentou um sistema que utilizava números curtos, letras e símbolos dentro do
registro bibliográfico, que ficou conhecido como formato LC MARC, o qual evoluiu
para o formato bibliográfico USMARC (SANTOS ; CORRÊA, 2009 ; MEY; SILVEIRA,
2009; FURRIE , 2000).
Considerado um acrônimo de MAchine-Readable Cataloging, o MARC,
conforme descreve a Library of Congress (apud ALVES; SOUZA, 2007, p. 25), tratase de "[. .. ] um conjunto de padrões para identificar, armazenar e comunicar
informações bibliográficas em formato legível por máquina [ ...]" isso, no intuito de
que computadores e programas diversos reconheçam , processem e criem pontos de
acesso dos elementos que compõem a descrição bibliográfica.
A partir daí, outras reuniões foram realizadas, mas a Conferência de Paris,
conforme explicitam Santos e Corrêa (2009 , p. 22), ''[. .. ] é considerada a precursora
da padronização das entradas, mais tarde denominadas pontos de acesso, e dos
cabeçalhos das obras existentes passíveis de serem catalogadas." Paralelamente
ao estudo do MARC, um grupo de escolas e universidades de Ohio foi formado para

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estudar a informática no âmbito da cooperação entre bibliotecas, o que deu origem,
em 1967, ao Ohio College Library Center, que mais tarde foi denominado Online
Computer Library Center (OClC).
Na realização da 43 Conferência sobre Catálogos Mecanizados foi discutido o
formato MARC 11 , onde foram apresentados caracteres gráficos para dados
bibliográficos e uma estrutura para um sistema MARC operacional. Em 1968, a lC
publicou um relatório sobre sua experiência , que mais tarde passou a ser
operacionalizada em todas as monografias em língua inglesa, que ela mesma
catalogou . Essa experiência acabou se estendendo e foi implantada para testes em
outras instituições, fazendo com que as fichas impressas fossem substituídas pela
descrição feita em fitas magnéticas. Com isso, o MARC 11 passou a ser considerado
como uma linguagem padrão para o intercâmbio de informações bibliográficas, e,
diversos países começaram a desenvolver seus próprios formatos, baseados nele, a
exemplo do ANNMARC (Itália); AUSMARC (Austrália) ; CANMARC (Canadá);
CATMARC (Espanha/Barcelona , Catalunha) ; FINMARC (Finlândia); HUNMARC
(Hungria) ; IBERMARC (Espanha); INDIMARC (índia); INTERMARC (França) ;
JPNMARC (Japão); LibrisMARC (Suécia); MAB (Alemanha); RUSMARC (Rússia) ;
UKMARC (Reino Unido), entre outros que possibilitaram agilidade e otimização no
processo de descrição bibliográfica.
No Brasil, na década de 1970, desenvolveram-se estudos relacionados ao
projeto Catalogação legível por Computador (CALCO) , baseados no MARC 11 ,
merecendo destaque a dissertação defendida por Alice Príncipe Barbosa que tinha
como objetivo a transformação do Serviço de Intercâmbio de Catalogação (SIC) em
uma central de catalogação automatizada (MEY; SilVEIRA, 2009). Esses estudos
evoluíram para o Formato de Intercâmbio Bibliográfico e Catalográfico, conhecido
como Formato IBICT, por ter sido criado pelo Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência e Tecnologia (IBICT), antes denominado Instituto Brasileiro de Bibliografia e
Documentação (IBBD) . Isso se constituiu em mais um passo na conscientização da
comunidade para a necessidade de padronização e do trabalho cooperativo
(MODESTO, 2007)
De acordo com Mey e Silveira (2009), em 1980, inúmeras bibliotecas já
estavam aderindo aos formatos, gerando uma rede que foi coordenada pelo IBICT e
pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), chamada Bibliodata/CAlCO, a qual, após ter
deixado o formato CALCO e passado a utilizar o formato USMARC, mudou seu
nome para Rede Bibliodata (entre 1994 e 1996), abrangendo, hoje,
aproximadamente 1 milhão e 800 mil registros e congregando 34 instituições
cooperantes. Esta Rede tornou-se compatível com sistemas internacionais de
intercâmbio de registros bibliográficos, a partir do momento em que adotou como
padrões as AACR2R e o formato MARC 21 .
Dessa forma , a Rede Bibliodata vem contribuindo cada vez mais para a
padronização da catalogação no Brasil , respeitando às normas internacionais e os
meios de difusão. Outra iniciativa brasileira que merece destaque nessa área é o
Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBI/USP), o qual tem se
demonstrado de grande relevância no trabalho em prol de padronização na
descrição bibliográfica, com um considerável número de registros e bibliotecas
cooperantes.
Apesar das diversas iniciativas desses países, em prol de uma catalogação
mais organizada voltada para as suas realidades, a necessidade de um padrão
internacional se intensificou, pois a variedade de formatos fez com que divergências

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fossem surgindo e dificultassem a comunicação entre as bibliotecas. Algo que pode
ser comprovado nas palavras de Almeida (2010) a qual enfatiza que assim como o
CALCO tornou-se obsoleto para a rede Bibliodata , o USMARC, utilizado pela Library
of Congress, passou também por transformações, resultando na sua junção com o
CANMARC utilizado pela National Library of Canada, no final da década de 1990,
formando o MARC 21.
Isso não impediu que outras derivações baseadas no MARC, que obtiveram
um nível expressivo no âmbito do intercâmbio de registros bibliográficos,
continuassem existindo, pois também serviram de base para a criação dos padrões
existentes hoje, a exemplo do Resource Description and Access (Recursos
Descrição e Acesso) (ROA) apresentado no Joint Steering Committee for Revision of
Anglo-American Cataloguing Rules, em 2005 (SANTOS ; CORRÊA, 2009).
No MARC 21 são definidos padrões para cinco tipos de dados: Bibliográfico,
Autoridade, Coleção , Classificação e Informação à Comunidade, onde os mais
usados pelos catalogadores são os registros relacionados aos dados Bibliográficos e
de Autoridades. O formato para dados Bibliográficos inclui informações sobre :
materiais impressos, materiais manuscritos, arquivos de computador, mapas,
músicas, periódicos, materiais visuais, materiais diversos, entre outros. Estas
informações bibliográficas podem incluir, por exemplo : títulos, nomes, assuntos,
notas, dados de publicação, e informação sobre a descrição física de um item , entre
outros (FERREIRA, 2005) .
Entre os benefícios do uso de padrões nas bibliotecas para a descrição de
registros do conhecimento, Rosenberg (2001 apud VOSGRAU , 2002) destaca: a
possibilidade de transferência da base de dados de sistema para sistema; a
aquisição, por meio de compra, de registros prontos ao invés da criação de novos
registros; o barateamento dos custos e a presença de elementos de dados corretos,
o que otimiza a capacidade de importar ou exportar dado e de migrar de um sistema
para outro.
O padrão MARC 21 oferece todas essas vantagens porque possui inúmeras
finalidades , funções e características que o particularizam . Atualmente é utilizado em
várias bibliotecas nacionais e internacionais e considerado essencial para a
representação e troca de informações bibliográficas. Sua é composição envolve três
elementos: estrutura do registro, indicação do conteúdo e conteúdo propriamente
dito (ZAFALON, 2010) .
A estrutura do registro é uma implementação dos padrões internacionais
ANSI Z39 .2 e ISO 2709. As indicações de conteúdo são códigos e convenções
estabelecidos para identificar dados dentro do registro. Os conteúdos dos dados que
compõem um registro MARC geralmente são definidos por padrões externos ao
formato , como: Intemational Standard Bibliographic Description (ISBO), AngloAmerican Cataloguing Rules (AACR) , Library of Congress Subject Headings (LCSH)
entre outros. Os arquivos MARC no formato de comunicação ISO 2709 são
destinados para serem lidos por computador que, por estarem codificados, não
podem ser legíveis por um simples editor de texto (Quadro 1).

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Quadro 1 - Registro Marc
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Fonte: ALMEIDA, Maria do Socorro. Marc 21 . 2010. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16. SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS
DIGITAIS, 2., 2010. Rio de Janeiro/RJ. Informação Verbal.

Quanto ao registro bibliográfico no MARC 21 , o Quadro 2 apresenta os três
elementos principais de sua estrutura: o Líder, o Diretório e os Campos Variáveis:
Quadro 2 - Registro Marc 21 em ISO 2709
11 0 ~1 ~a!!! #22 I . #.ill4~Q, (Lider)
"00( 00300040002&lt;:00500170002 .. 008QQilOOO-l 1 (ln ício do diretório)
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Brenncr." ## S8 1St ed."## SaBoston : SbLittle, Brown, $cc 1990."## a 127 p. : SbiL . Scl 9
cm." ## Sa"Ulll livro ilustrado de esportes para crianças."" ##S8 JnstlUções para apri";"orar
habi lidades no futebol. Discute drible, cabeçada, jogada, defesa, condicionamcnto fi ico,
condicionamento p icológico, como lidar com problemas com técnico, pai , c outros
Jogadores, e a história do futeboL " #OSaF utebo l$vLiteratlll'a in fanto-juveni l_"# 1$aFlItebol.
" 30SaHeads up gu ide to s uper soccer." -

Fonte: MESSINA-RAMOS, Maria Angélica Ferraz. Manual para entrada de dados
bibliográficos em formato MARC 21: ênfase em obras raras e especiais. Belo Horizonte:
Ed . UFMG , 2011 .

o Líder contém informações que possibilitam o processamento do registro,
apresenta números e códigos que são identificáveis pela sua posição e
compreende as 24 primeiras posições de um registro. O Diretório apresenta uma
série de entradas de tamanho fixo, uma para cada campo variável do registro .
Cada entrada possui 12 posições e apresenta três partes: a tag ou etiqueta do
campo, o tamanho do campo e a posição inicial do campo. O Diretório vem em
seguida ao Líder e está localizado na posição 24 do registro, sendo gerado
automaticamente.
Nos Campos Variáveis, as informações do registro estão organizadas em
campos variáveis, cada um identificado por uma tag composta por três caracteres
numéricos. Esses campos se dividem em dois: campos de controle, que são os
campos OOX, os quais não contêm indicadores nem subcampos; campos de dados
que são agrupados em blocos, de acordo com o primeiro caractere da tag, onde o

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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tipo de informação no campo é identificado pelos caracteres restantes da tag.
Esse campo apresenta dois tipos de designação de conteúdo : indicadores, que
correspondem às duas primeiras posições no campo de dados variáveis e são
representados por um caractere numérico ou alfabético minúsculo; códigos de
subcampos que são representados por dois caracteres que distinguem as
informações dentro do campo e apresenta um delimitador ($) e um identificador de
dados, que pode ser um caractere numérico ou alfabético minúsculo.
Em um domínio de registros MARC há uma sequência de tags, indicadores
e subcampos. Nas tags, cada domínio (campo) é associado a um número de 3
dígitos. Uma etiqueta identifica o campo e o tipo de dado que se segue. As tags
são dividas em centenas e no MARC 21 a notação XX é usada para fazer
referência a um grupo de etiquetas relacionadas. Assim, a divisão básica de uma
descrição em MARC 21 , segundo Zafalon (2010) informa, é: OXX - Informações de
controle, números e códigos; 1XX - Entrada principal ; 2XX - Título, edição ,
impressão; 3XX - Descrição física etc.; 4XX - Designação de série; 5XX - Notas;
6XX - Entradas adicionais de assunto ; 7XX - Entradas adicionais; 8XX - Entrada
adicional de série.
Quanto ao grupo 9XX, este tem sido utilizado pelas unidades de informação
conforme suas necessidades, por exemplo, como número de código de barras
para empréstimo. "A lista das etiquetas mais comuns mostra como cada etiqueta
se encaixa em uma destas divisões: 100 é uma entrada principal de autor, 520 é
uma nota de resumo, e assim por diante." (FURRIE, 2000, p. 27). Desse modo, as
etiquetas identificam os campos variáveis e são agrupadas numericamente por
função e, na lista acima, XX indica um valor numérico entre 00 e 99 . As tags ou
etiquetas mais utilizadas são : 020 - International Standard Book Number (ISBN);
100 - Entrada principal pelo nome pessoal (autor) ; 245 - Informação de título; 250
- Edição; 260 - Publicação e distribuição; 300 - Descrição física ; 440 - Título da
Série; 500 - Notas Gerais; 650 - Cabeçalho de assunto; 700 - Entrada secundária
para nome pessoal (ZAFALON, 2010 ; RIBEIRO, 2006) .
No que se refere aos pontos de acesso, Furrie (2000) explica que a maioria
deles está presente nos campos: 1XX (entrada principal) ; 4XX (série); 6XX
(cabeçalhos de assunto); 7XX (entradas secundárias, exceto assunto e série) e
8XX (entrada secundária de série).Tais campos são sujeitos ao controle de
autoridade, isto é, os dados que os compõem não são elaborados aleatoriamente,
pois são retirados de listas de cabeçalhos oficiais. Exemplificando a entrada
principal para um nome pessoal, tem-se a etiqueta 100, sendo que o primeiro
dígito 1 representa o agrupamento principal e o segundo e terceiro dígitos O,
representam o agrupamento de nome pessoal. Caso o ponto de acesso principal
fosse uma entidade a etiqueta seria 110 e assim por diante.
Quanto aos indicadores, estes são representados por duas posições após
cada tag. Em alguns domínios, só a primeira ou a segunda posição é usada.
Quando a posição de um indicador não é utilizada, o mesmo é referido como
"indefinido", por convenção, representado com um indicador branco, ou com o
caractere "#". O primeiro indicador de valor 1 no campo título indica que deve
haver uma entrada de título separada para inscrição no catálogo. O segundo
indicador mostra o número de caracteres no início do campo (incluindo espaços) a
serem ignorados pelo computador no processo de triagem e depósito.
Exemplificando, tem-se, no Quadro 3 um registro representado em ficha
catalográfica tradicional e, em seguida, o mesmo registro em padrão MARC 21 :

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Quadro 3 - Descrição em ficha catalográfica tradicional
Receitas Caseiras 11 / Regina Elena Beltrão e Irmã Bernadette
(orgs.). - 5. ed . - Petrópolis, RJ : Vozes, 1995.
207 p.: il.
Inclui glossário e índice .
ISBN 85-326-0768-3
1. ASSUNTO . I. Fonseca, Regina Elena Beltrão, coord.. 11.
Bernadette, irmã, coord.
Fonte : Adaptação de Mey (2003)

Exemplo de registro representado em MARC 21 a partir da obra de Mey
(2003) :
020 [##) $a 8532607683 (broch .)
041 [0#) $a por
245 [00) $a Receitas caseiras II1
$c Regina Elena Beltrão e Irmã Bernadette (orgs.)
250 [##) $a 5. ed .
260 [##) $a Petrópolis, RJ :
$b Vozes ,
$c 1995.
300 [##) $a 207 p. :
$b il.
500 [##) $a Inclui glossário e índice
650 [#4) $a ASSUNTO .
700 [1#) $a Fonseca, Regina Elena Beltrão, $e coord .
700 [0#) $a Bernadette,
$c Irmã , $e coord .

Observando-se este exemplo, percebe-se que o MARC 21 apresenta um
número relevante de etiquetas, indicadores e subcampos que podem variar de
uma descrição para outra, dependendo dos dados referentes a cada obra. Desse
modo, a indicação de um campo e subcampo poderá se analisada quanto a sua
indicação na ficha de registro, variando de obrigatório representado pela letra 'M'
(mandatory) ; obrigatório, se aplicável - 'A' (applicable) e não obrigatório, mas
aplicável - 'O' (optional) . (MODESTO, 2007) . É por meio destas informações que
demonstra-se a viabilidade do MARC21 para a descrição de registros do
conhecimento, em especial em Bibliotecas Universitárias, que devem agregar em
seus acervos informações registradas em diversos tipos de formato , suportes e
meios, para várias áreas do conhecimento, com o objetivo de atender às
necessidades da comunidade acadêmica .

3 Materiais e Métodos
Esta pesquisa é caracterizada como descritiva porque dá lugar à descrição
das características de determinada população ou fenômeno (GIL, 2009) e explicativa
porque imprime explicações a respeito dos "[ .. .] 'porquês' que fundamentarão o
conhecimento científico." (GONÇALVES, 2005 , p. 99 , grifo do autor). As etapas que
permeiam o seu desdobramento incluem pesquisa bibliográfica em livros, textos etc.,

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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OS quais foram estudados e utilizados na sua fundamentação teórica e estudo de
campo em Bibliotecas Universitárias de São Luís/MA, sendo três originárias de
instituições públicas e duas de instituições privadas, totalizando cinco unidades de
informação, as quais autorizaram a realização da pesquisa junto aos seus
funcionários . Sendo assim, o campo de pesquisa compreende as Bibliotecas
Universitárias que seguem, cujas informações foram obtidas a partir de consulta em
seus sites oficiais e durante a entrevista com os bibliotecários que aceitaram
responder aos questionamentos a partir do termo de consentimento livre e
esclarecido:
a) Biblioteca Central da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) - foi
instalada em 1978, no Campus Universitário Paulo VI. Incorporou
gradativamente as coleções das Unidades Isoladas das Escolas de
Engenharia, Agronomia, Administração e Medicina Veterinária da "Federal
das Escolas Superiores do Maranhão." Seu acervo é formado por livros,
periódicos, folhetos e recursos audiovisuais nas mais variadas áreas do
conhecimento humano. Seu Sistema é composto pelas bibliotecas dos
Polos de Bacabal, Caxias, Santa Inês, Balsas e Imperatriz. Oferece
serviços de empréstimo, elaboração de ficha catalográfica para
acadêmicos, com base na Classificação Decimal Universal (CDU),
comutação bibliográfica , levantamento bibliográfico e visitas orientadas,
que tem por objetivo, proporcionar aos alunos da UEMA, orientação sobre
recursos e serviços oferecidos pela Biblioteca Central, mediante
agendamento.
b) Biblioteca da Faculdade Santa Terezinha (CEST) - funciona nas
instalações do prédio da Faculdade . Possui, em sua estrutura, sala de
leitura externa , com capacidade para atender a 133 usuários por turno,
sala de leitura interna, seção de periódicos, área do acervo de livros,
multimídia e videoteca, além de salas de estudos em grupo e individual.
As informações constantes do acervo são recuperadas por meio do
sistema de gerenciamento que permite ao usuário acessar as bases locais
por autor, título e assunto, recuperando a informação on-line, através de
telas de computadores e identificando o documento no acervo, verificando
inclusive sua disponibilidade. Os sistemas têm como produtos: relatórios
por autor, título e assunto, também por tipo de material disponível na
Biblioteca, a qual também dispõe de uma rede de comunicação científica
através da Internet, permitindo o acesso remoto ás redes locais, nacionais
e internacionais, destacando-se ainda, a disponibilidade de acesso às
bases locais, através da homepage da Faculdade, além de realizar
empréstimo domiciliar.
c) Biblioteca Presidente José Sarney (UNICEUMA) - é integrante da própria
história da instituição. Foi implantada em 1990, juntamente com as
Faculdades Integradas do Centro de Ensino Unificado do Maranhão
(FICEUMA), que foram incorporando, gradativamente as coleções das
Faculdades de Filosofia, Letras, Ciências Contábeis, Econômicas,
Ciências Jurídicas e Administrativas. Amplia o seu acesso à informação
em seus mais variados suportes, com produtos e serviços que promovam
e disponibilizem informação aos discentes, docentes e funcionários do
UNICEUMA. Os principais serviços oferecidos pela biblioteca são:
empréstimo domiciliar; levantamentos bibliográficos, orientação de

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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normalização de trabalhos acadêmicos, elaboração de fichas
catalográficas, orientação ao usuário, internet grátis, entre outros. O
acervo é formado por livros e materiais especiais (com acesso restrito aos
discentes e livre aos docentes e técnicos) e periódicos especializados nas
diversas áreas de atuação (acesso livre à comunidade acadêmica), que
estão relacionados nas bibliografias básicas e complementares dos cursos
de graduação e pós-graduação do UNICEUMA.
d) Biblioteca Tebyreça de Oliveira (IFMA) - presta apoio ao processo de
ensino e aprendizagem do Instituto Federal de Educação Tecnológica do
Maranhão, pois está diretamente subordinada ao Departamento de Apoio
ao Ensino. Também atua como depositária legal de todo o material
informacional produzido na instituição. Tem como usuários os discentes,
docentes e funcionários do IFMA, além de pesquisadores e técnicos. Entre
os principais serviços que oferece está o Serviço de Referência , por meio
do qual presta auxilio á comunidade usuária.
e) Biblioteca Central da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) - nasceu
entre as décadas de 1950 e 1960. Possui um projeto para o resgate de
sua história por meio de pesquisa documental e história oral, objetivando
coletar informações sobre o ano e condições em que o Núcleo iniciou suas
atividades junto à UFMA. Tem por missão: apoiar a universidade nas
funções de ensino , pesquisa e extensão, bem como preservar a
informação, possibilitando a sua recuperação e difusão, através de
serviços e produtos ofertados á comunidade acadêmica . Oferece como
serviços: atendimento aos usuanos (levantamento bibliográfico,
elaboração de ficha catalográfica e normalização), circulação; entre outros,
que visam atender às necessidades dos usuários.
O instrumento utilizado na coleta de informações foi a entrevista estruturada
com bibliotecários atuantes nessas Bibliotecas Universitárias, os quais foram
entrevistados em seus próprios ambientes de trabalho, isto é, nas bibliotecas onde
atuam e tiveram suas vozes gravadas e transcritas para a análise. A utilização da
técnica de entrevista possibilita a interação humana, pois "[ .. .] quem entrevista tem
informações e procura outras, assim como aquele que é entrevistado também
processa um conjunto de conhecimentos e pré-conceitos sobre o entrevistador,
organizando suas respostas para aquela situação [ .. .]" (SZYMANSKI et aI., 2002, p.
11 ).
Optou-se por entrevistar somente um bibliotecário de cada instituição,
considerando que nem todos se dispuseram a responder às questões, ficando o
quadro de pesquisados composto por cinco entrevistados, aos quais foram feitas as
seguintes questões: Você conhece o padrão MARC? Você o utiliza? Caso o utilize,
quais atividades você executa com ele? Na sua opinião, o padrão MARC causa
impactos significativos nas atividades desenvolvidas na biblioteca? Quais?
(Justifique sua resposta) Quais os tipos de dados que o MARC descreve em uma
instituição? O software utilizado nessa instituição passa por atualizações periódicas?
Como é feita essa atualização? Qual versão do padrão MARC é utilizada em sua
instituição? Caso não utilize o padrão MARC, que tipo de formato , padrão, programa
etc. você utiliza em sua biblioteca? Explique? Quais atividades você realiza com
esse padrão, formato , programa etc. em sua biblioteca? Que impactos o padrão,
formato , programa etc. causa nos serviços da biblioteca?

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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Após coleta de informações junto aos bibliotecários, estes receberam
pseudônimos (Bibliotecário A, Bibliotecário B etc.) a fim de que não fossem
identificados, em cumprimento ao que foi explicitado no termo de consentimento livre
e esclarecido, e, as respostas foram analisadas, discutidas e comparadas com a
literatura sobre a temática, a fim de mostrar a realidade das Bibliotecas
Universitárias maranhenses em relação ao uso ou não uso do padrão MARC 21 em
seus processos técnicos.

4 Resultados Finais
Os resultados da pesquisa foram organizados a partir das indagações feitas
durante a entrevista, priorizando-se a interpretação das respostas do grupo de
bibliotecários entrevistado.
Somente dois, dos cinco bibliotecários entrevistados, informaram ter
conhecimento e utilizarem o padrão MARC, por ser "Um formato que permite a
padronização dos campos da catalogação através de números. " (Bibliotecário A) .
Informaram, também , que os softwares das instituições atendem aos padrões
presentes no MARC através dos campos para descrição de dados bibliográficos e
possibilitam que os registros sejam disponibilizados em interfaces na Web . Por meio
dessas descrições, as bibliotecas começaram a avaliar o uso do padrão para
importação e exportação de registros bibliográficos de coleções, autoridades,
classificação e informações à comunidade. Dois outros entrevistados relataram que
conhecem o padrão, mas não o utilizam porque os sistemas usados pelas
bibliotecas não são baseados no MARC e somente um entrevistado informou não ter
nenhum conhecimento acerca deste formato.
Questionou-se aos bibliotecários, que declararam utilizar o MARC como
padrão, sobre a versão adotada na biblioteca, sendo que os mesmos não souberam
dar essa informação. Vale ressaltar que, o conhecimento da versão MARC que se
utiliza é de responsabilidade do profissional e que várias tecnologias estão sendo
desenvolvidas e, com elas, padrões e linguagens de programação que servem para
complementar ou corrigir falhas nos programas já existentes. Portanto, cabe ao
profissional bibliotecário uma capacitação periódica , com relação às atualizações
disponíveis em seus sistemas, possibilitando, assim , uma melhor compreensão de
todo o seu funcionamento , inclusive dos padrões, formatos e normas que utilizam.
Considerando que o MARC 21 dá às bibliotecas a possibilidade de ''[ ... ]
adicionar informações, definir campos para uso local, atualizar informações
existentes, atribuir pontos de acesso recuperáveis [ ... ]" (DZIEKANIAK et aI. , 2008, p.
2) tendo em vista a catalogação cooperativa e sua flexibilização , é válido indagar
aqui, por que somente duas Bibliotecas Universitárias, a partir das informações de
seus bibliotecários, adotam o padrão MARC como base para softwares que utilizam?
Acredita-se que fatores como o desconhecimento do padrão, a falta de treinamento
dos profissionais que trabalham nas bibliotecas pesquisadas, bem como o pouco
interesse pelo uso do MARC contribuam para isso. Também há que se considerar o
custo da manutenção desse padrão nas bibliotecas, pois além de pessoal
capacitado, é necessária a manutenção dos computadores e a constante
alimentação do sistema .
Quando questionados a respeito das atividades executadas em softwares que
têm por base o MARC, os entrevistados responderam que realizam exportação e
importação de registros bibliográficos, de coleções, autoridades, classificação e

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informações à comunidade, porém, não foi relatado com quais bibliotecas
interoperam para a efetuação desses serviços. Tais atividades são frequentemente
realizadas por catalogadores que utilizam a versão MARC 21 , as quais garantem
melhoria na qualidade dos serviços executados pela instituição. É por esses motivos
que o MARC é definido como um padrão com múltiplas finalidades e funções , que
possibilita o intercâmbio de registros e o compartilhamento de informações entre
sistemas de gerenciamento de bibliotecas.
Ao serem indagados a respeito dos impactos significativos que o MARC
causa nas bibliotecas, três entrevistados responderam que há impactos
principalmente na padronização, na importação de dados e na catalogação,
contribuindo dessa forma para facilitar a troca de informações entre as Bibliotecas
Universitárias, em especial, àquelas que possuem uma política clara para uso do
padrão, visto que o MARC diminui o tempo que se leva na catalogação de obras e
evita a repetição de tarefas. Os outros dois bibliotecários relataram que o MARC não
causa nenhum tipo de impacto significativo na biblioteca . Isso, porque não utilizam
softwares baseados no MARC e, por acreditarem que mesmo não sendo baseados
nesse padrão esses softwares suprem as necessidades da instituição, embora não
tenham relatado se foram eles mesmos que escolheram esses programas.
A esse respeito Levacov (1997) comenta que os bibliotecários devem
participar do desenvolvimento de metaferramentas que irão possibilitar aos usuários,
com variadas habilidades computacionais, recuperarem as informações de que
necessitam, em um ambiente informacional complexo. Logo, é válido destacar que a
participação do bibliotecário na escolha do software para a instituição deve se dar de
forma efetiva, tendo em vista a melhoria na qualidade dos serviços oferecidos, e o
compartilhamento de recursos, que viabilize parcerias com outras instituições, com o
objetivo de racionalizar as operações e aumentar o acesso à informação aos
usuários. Vale ressaltar que, ao utilizar o MARC 21 a biblioteca não se torna isolada,
porque ele pode facilitar o intercâmbio com outras instituições, o que não se pode
dizer daquelas bibliotecas que utilizam outros métodos não padronizados,
aumentando, assim, o seu fluxo de trabalho.
Quanto aos tipos de dados que os padrões baseados no MARC 21 usados
nas bibliotecas descrevem, os bibliotecários informaram que eles descrevem dados
bibliográficos. E, ao serem questionados se os softwares utilizados pelas instituições
passam por atualizações periódicas, três bibliotecários responderam que sim ,
justificando que "Essas atualizações servem para reparar algumas falhas, sem falar
de sugestões de alterações que são encaminhadas ao setor responsável pelas
atualizações." (Bibliotecário B) . Também informaram que ao adquirirem o software
para a biblioteca, o fizeram por um contrato de manutenção, no qual o fornecedor do
programa se comprometeu em fornecer e informar sobre as atualizações
disponíveis. Enquanto isso, dois entrevistados declararam que os softwares das
bibliotecas onde trabalham "[.. .] não são atualizados há um bom tempo"
(Bibliotecários C e E) , porém, não revelaram o porquê dessa desatualização,
embora tenham sido indagados sobre isso. Tal fato que pode acarretar, nas
bibliotecas, vários problemas relacionados aos serviços e às atividades que
oferecem aos usuários.
Corroborando com o assunto, Rowley (2002) afirma que a política de
comercialização de softwares inclui venda de licença de uso e o contrato de
manutenção que garante a sua atualização com as novas versões. De posse dessas
licenças e contratos, as instituições não correm o risco de defasagem dos seus

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programas, pois as atualizações permitem um pleno funcionamento da biblioteca de
modo geral. Dessa maneira, pode-se inferir que os profissionais das instituições
cujos programas estão desatualizados, ou não participaram diretamente da compra
dos softwares ou desconhecem seus direitos e deveres enquanto consumidores de
produtos dessa natureza, pois, como afirma Dziekaniak et aI. (2008, p. 9), ''[. .. ] há
sistemas comerciais que [ .. .] oferecem nada mais é do que uma máscara [ ... ]",
portanto o bibliotecário deve interessar-se por obter o máximo de informações a
respeito do fornecedor e do software que está adquirindo para a sua biblioteca.
Foi perguntado aos bibliotecários a respeito do tipo de formato, padrão,
programa etc., usado pelas bibliotecas que não utilizam o MARC. Os entrevistados
responderam que os softwares são todos customizados, atendendo às necessidades
das mesmas. Como exemplos citaram o Sistema CIAAB, criado pela própria
instituição, o SCB - Sistema de Controle da Biblioteca e o TOTVS - uma empresa
de softwares na área da educação. Complementando a essa pergunta, questionouse sobre as atividades realizadas por estes padrões, formatos e programas
utilizados nas bibliotecas, sendo que os entrevistados responderam que tais
atividades correspondem a: cadastro de livros e usuários, indexação de materiais
bibliográficos, serviços de circulação, relatórios , confecção de etiquetas, consultas
ao acervo, dentre outros. O uso desses tipos de softwares vem aumentando,
conforme comprova Lima (1999, p. 318), quando afirma que a tendência inicial de se
utilizar programas comerciais adaptados à biblioteca tem dado lugar ''[. .. ] ao
desenvolvimento e aperfeiçoamento de novos softwares que correspondem às
expectativas dos profissionais e usuários, contribuindo para o aumento do número
de bibliotecas e centros de informação automatizados."
Ao serem indagados sobre quais impactos esses padrões, formatos ou
programas causam nos serviços da biblioteca, os entrevistados responderam que "O
software supre as necessidades relacionadas aos serviços básicos, facilitando a
operacionalização de todo o sistema." (Bibliotecário O) . A ideia de que os sistemas,
não baseados no MARC, existentes nas bibliotecas suprem perfeitamente suas
necessidades mostra que não há interesse imediato por parte das instituições e dos
profissionais que nelas atuam, em aderir ao MARC 21 , que hoje têm como objetivo a
padronização e interoperabilidade, talvez até por desconhecerem essa principal
função do padrão.
As informações aqui apresentadas levam à reflexão de que, apesar do padrão
MARC 21 ser uma ferramenta muito utilizada em diversas bibliotecas brasileiras e
também mundiais, no estado do Maranhão, especificamente em São Luis, poucas
bibliotecas fazem uso dele, seja pelo desconhecimento do mesmo, pelo custo ou
pela falta de treinamento dos profissionais em relação a esses aparatos
tecnológicos.

5 Considerações Finais
Por meio da entrevista realizada com os bibliotecários, observou-se que o
MARC 21, mesmo sendo reconhecido pela literatura científica como uma ferramenta
de grande auxílio para a catalogação, não é usado em todas as instituições
pesquisadas. Algo que também não pode deixar de ser retomado é o fato de haver
bibliotecários - atuando em Bibliotecas Universitárias - que desconhecem o padrão
MARC, pois sendo essas unidades de informação as maiores usuárias do padrão ,
torna-se difícil entender tal constatação. O fato de alguns softwares usados por

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algumas bibliotecas pesquisadas não passarem por atualização, também é um
ponto que merece ser revisto, pois isso não se justifica, considerando-se que uma
biblioteca não deve investir na criação e/ou utilização de sistemas, softwares que
não sigam as tendências atuais e padrões para a descrição de dados existentes em
diversos registros do conhecimento. Além disso, há que se considerar, que o
mercado oferece softwares já testados, elaborados a partir do padrão MARC,
bastando a instituição escolher o mais adequado para as suas necessidades.
Detectou-se, também, que apesar das diversas ações em prol de uma
catalogação cooperativa , em São Luis, algumas das Bibliotecas Universitárias
pesquisadas ainda utilizam softwares individuais, o que dificulta a interoperabilidade
com outras bibliotecas, e as mantêm isoladas, aumentando seu fluxo de trabalho e,
de certa forma , os custos com a catalogação. Embora os custos com o MARC ainda
sejam elevados, em relação a outros padrões, formatos, softwares, sistemas etc ele
é o que mais oferece vantagem, principalmente em relação à troca de registros
(importação e exportação) entre bibliotecas, o que diminui a duplicidade de trabalho.
Quanto ao desconhecimento dos profissionais a respeito do formato MARC,
sugere-se que as Bibliotecas Universitárias de São Luis providenciem ou facilitem
aos seus funcionários a participação em cursos de reciclagem, inclusive, na
modalidade a distância, o que diminuiria os gastos com deslocamentos e, também
propiciaria ao bibliotecário formação continuada sem se afastar do trabalho. Em
suma, apesar dos resultados terem demonstrado alguns pontos negativos, o ponto
positivo é que de certa forma, as Bibliotecas Pesquisadas estão em busca de
melhoria da qualidade dos serviços e produtos que oferecerem , tendo em vista a
plena satisfação das necessidades informacionais de seus usuários. Um exemplo
disso são as atualizações que ocorrem nos sistemas de algumas delas.
6 Referências
ALMEIDA, Maria do Socorro. Marc 21 . 2010. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16. SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE
BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2010. Rio de Janeiro/RJ . Informação Verbal.
ALVES, Maria das Dores Rosa ; SOUZA, Marcia Izabel Fugisawa . Estudo de
correspondência de elementos metadados: Dublin Core e MARC 21 . Revista Digital
de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v. 4, n. 2, p. 20-38,
jan./jun. 2007. Disponível em :
&lt;http://www.sbu .unicamp.br/seer/ojs/index.php/sbu_rci/article/viewFile/358/237&gt;.
Acesso em 19 jun. 2012.
DZIEKANIAK, Gisele Vasconcelos et aI. Uso do padrão Marc em bibliotecas
universitárias da região Sul do Brasil. Enc. Bibli: R. Eletr. Bibliotecon . Ci. Inf.,
Florianópolis, n. 26, 20 sem . 2008.
FERREIRA, Margarida M. MARC 21 : formado condensado para dados de
autoridade. São Paulo: Espaço-Conhecimento: Fundepe, 2005.
FURRIE, Betty. O MARC bibliográfico: um guia introdutório, catalogação legível por
computador. Brasília: Thesaurus, 2000.

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas,
2009.
GONÇALVES, Hortência. Manual de metodologia da pesquisa científica. São
Paulo: Avergamp, 2005.
LEVACOV, Marilia . Bibliotecas virtuais: (r)evolução? Ciência da Informação,
Brasília, v. 26 , n. 2, 1997. Disponível em : &lt;http://www.revista .ibict.br&gt;. Acesso em :
19 abro2012.
LIMA, Gercina Ângela Borém. Softwares para automação de bibliotecas e centros de
documentação na literatura brasileira até 1998. Ciência da Informação, Brasília, v.
28, n. 3, p. 310-321, set./dez. 1999.
MEY, Eliane Serrão Alves. Não brigue com a catalogação. Brasília: Briquet de
Lemos/Livros, 2003.
MEY, Eliane Serrão Alves; SILVEIRA, Naira Christofoletti. Catalogação no plural.
Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2009 .
MODESTO, Fernando. Panorama da catalogação no Brasil: da década de 1930 aos
primeiros anos do Século XXI. In : CONGRESSO BRASILEIRO DE
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1063

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Estudo sobre o padrão MARC 21 e a catalogação em Bibliotecas Universitárias de São Luís/MA. Possui característica descritiva e explicativa e se desenvolve a partir de: pesquisa bibliográfica para a fundamentação teórica e pesquisa de campo, na qual utiliza como instrumento a entrevista estruturada realizada com os bibliotecários das cinco Bibliotecas Universitárias envolvidas, sendo três de instituições públicas e duas de instituições privadas. Apresenta como objetivo: refletir sobre o padrão MARC 21 enquanto ferramenta de auxílio no processo de catalogação de diversos registros do conhecimento e verificar a relação das Bibliotecas Universitárias de São Luis com esse padrão, a partir do ponto de vista dos bibliotecários que nelas atuam. Discorre a respeito do padrão MARC, abordando desde sua origem (Projeto MARC pela LC) nos Estados Unidos ao MARC 21 utilizado internacionalmente. Constata que nem todas as Bibliotecas Universitárias integrantes da pesquisa utilizam softwares baseados no padrão MARC 21 para a catalogação de suas obras e que os bibliotecários que nelas atuam procuram formas de atualizar seus programas, mas, demonstraram ter pouco conhecimento a respeito do padrão MARC. Conclui que é necessária uma capacitação efetiva dos bibliotecários das Bibliotecas pesquisadas, para o uso desse padrão, que é utilizado por muitas instituições, principalmente porque facilitam o compartilhamento de dados bibliográficos, permitindo, desse modo, a agilidade nos serviços e evitando a duplicação de trabalho.</text>
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                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS EM USUÁRIOS DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: POTENCIALlZANDO A ATITUDE
CIENTíFICA
Aida Varela Varela 1, Marilene Lobo Abreu Barbosa 2, Joilma Maltez Silva 3,
Ana Paula Santos Souza Teixeira 3, Ana Valéria de Jesus Moura 3
'Doutora em Ciência da Informação, Instituto de Ciência da Informação, UFBA, Salvador-BA.
2Mestre em Ciência da Informação, Instituto de Ciência da Informação, UFBA, Salvador-BA.
3Graduanda do Curso de Biblioteconomia, bolsista PIBIC , Instituto de Ciência da Informação, UFBA,
Salvador-BA

Resumo
Reflete-se sobre o grau de compreensão e interpretação da informação pelo
indivíduo, sobre as competências e habilidades necessárias, ao usuário, para
alcançar, apropriar-se do conhecimento científico e sobre a responsabilidade da
biblioteca universitária, como propulsora da pesquisa e do ensino e potencializadora
do desenvolvimento da atitude científica do usuário. Apresentam-se resultados de
pesquisa experimental, com coleta de dados nos sites das bibliotecas universitárias,
sobre a promoção de capacitação para o usuário com foco no desenvolvimento de
competências informacionais e de atitude científica . Conclui-se que ainda é
incipiente a aplicação de conceitos e práticas sobre competência informacional, à luz
de instituições promotoras deste movimento.
Palavras-chave :
Bibliotecas universitárias; conhecimento científico; competências informacionais;
competências científicas.

Abstract
It reflects about the human degrees in understanding and to interpret
information. It also reflects about skills and abilities that are necessary for the student
to achieve and to appropriate scientific knowledge, and it reflects about the
responsibility of the university library, as a promoter of research and teaching , in
order to increase the development of scientific attitude of the user. We present
results of an experimental research , collecting data on the websites of federal
university libraries, to observe the promotion of training for the user, focusing on the
development of information literacy and scientific attitude. It is concluded that the
application of concepts and practices in information literacy is still incipient in
according to institutions that are promoting this movement.

Keywords:
University libraries; scientific knowledge ; informational skills; scientific skills.

1641

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

1 Introdução
Numa perspectiva contemporânea, pode-se dizer que o fim último da
educação é atuar no sentido de possibilitar o desenvolvimento pleno do sujeito em
todos os aspectos da vida, e de modo contínuo , tornando-o competente para viver
socialmente. Isto leva ao pressuposto de que todo o segmento educacional está
imbuído desta responsabilidade , inclusive a Universidade, ou seja , não basta formar
profissionalmente, mas formar para a vida .
De fato , nesta sociedade, que privilegia o conhecimento como meio de
desenvolvimento, é fundamental que o sistema educativo esteja engajado no
propósito de capacitar os aprendentes, desenvolvendo competências básicas que os
tornem aptos a atuar neste modelo socioeconômico, bem como os levem a aprender
por toda a vida . Referindo-se a esta questão, a Organização para Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE, 2006) chega a afirmar que "No mundo atual ,
em muitos casos, a divisão entre riqueza e pobreza passa pela quantidade e
qualidade de conhecimento possuído e o modo com que estes conhecimentos se
traduzem em competências utilizáveis e desenvolvidas nos diversos âmbitos da
vida ".
Constata-se , assim, que a integração do sujeito a esta sociedade que se abre
a todas as possibilidades do conhecimento só se efetiva mediante o
desenvolvimento de um conjunto de competências essenciais, que o leva, de fato , a
compreender fatos e fenômenos, a estabelecer relações interpessoais e a analisar e
refletir sobre a realidade complexa que envolve a nova organização mundial.
Acompanhando as demandas deste tecido social e de mercado, a
universidade contemporânea, para estimular o processo de criação e renovação do
conhecimento, adota como estratégia investir em pesquisa, tendo em vista a
atualização e qualificação do ensino, na expectativa de formação de massa crítica
competente, para exercer funções cada vez mais complexas e diversificadas.
Por sua vez, a biblioteca universitária, entendida como um lastro de
conhecimento subjacente e estimulante ao ensino e ao acesso á ciência,
acompanha as políticas e concepções da universidade, mediando o processo
dinâmico de aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo do sujeito na direção da
apreensão do conhecimento científico. É mister esclarecer, no entanto, que a função
da biblioteca universitária, neste movimento de ensinar, aprender, pesquisar, inovar
e criar, transcende ao apoio à sala de aula, às atividades laboratoriais e
extensionistas, à pesquisa de campo etc., pois que, suas ações e serviços
potencializam a formação do habitus de aprendizagem contínua e de internalização
da atitude científica .
Nesta linha de pensamento, as bibliotecas historicamente desenvolveram
ações ditas de educação do usuário, porém , diante dos contornos que a informação
ganhou, como indutora do conhecimento, nos novos modelos de produção, e diante
da adoção da noção de competência no mundo do trabalho e nos sistemas
educativos, as bibliotecas, em boa parte do mundo, têm-se engajado num
movimento identificado como information literacy, termo, no Brasil , denominado
Competência Informacional. No âmbito mundial e de modo particular, imbuídas da
responsabilidade de contribuir para o desenvolvimento das potencialidades
cognitivas e da atitude científica no sujeito, as bibliotecas universitárias mostram-se
empenhadas em desenvolver as competências informacionais no sujeito, entendidas
como a capacidade para buscar, avaliar e usar a informação, transformando-a em

1642

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

conhecimento útil, à produção de bens e serviços, à tomada de decisão nos
negócios, à inovação tecnológica e à renovação do conhecimento e da cultura.
Diante do exposto, neste trabalho apresentam-se os resultados de uma
pesquisa exploratória, que objetivou evidenciar, nas bibliotecas universitárias
brasileiras, a oferta de serviços que apresentem algum indício ou intenção de
desenvolver competências e habilidades informacionais e científicas em sua
comunidade-usuária .
Esclarece-se, no entanto, que este estudo integra e se expande numa
investigação mais abrangente, que vem sendo executada pelo Grupo de Pesquisa
Ciência da Informação: mediação e construção do conhecimento (COGNIC), com
foco no desenvolvimento de competências informacionais e científicas no usuário
pelas bibliotecas universitárias, como potenciais incrementadoras das atividades
acadêmicas, que, dentre os objetivos, apontam-se aqui os seguintes: a) - destacar e
analisar as competências e habilidades necessárias, ao aluno-usuário, para
alcançar, apropriar-se e explicitar o conhecimento científico; b) identificar as
competências e habilidades inerentes ao bibliotecário na função de apoio à pesquisa
e ao ensino.
Justifica-se a preocupação com a abordagem da competência informacional
pelas bibliotecas universitárias, pelo fato de que estas devem alinhar-se aos
propósitos da universidade, ocupando o espaço acadêmico que gerencia o entorno
educação-informação, com foco na formação profissional, que contempla a
aprendizagem contínua, baseada na capacidade de aprender com as múltiplas
informações recebidas e de contextualizá-Ias e aplicá-Ias, criando novo
conhecimento.
2 Competência Informacional

A adoção do modelo de competência na gestão do trabalho e nos sistemas
educacionais pautou-se na justificativa de que esta categoria de avaliação responde
com mais efetividade ao cenário de inconstância econômica e de intensividade e
mutações científicas e técnicas que agitam o mercado globalizado e impactam a
produção, exigindo pessoal mais qualificado e polivalente, preparado para mobilizar
suas potencialidades cognitivas e atitudinais para solucionar os problemas surgidos
em situações de emergência e crise.
Na década de 50 do século passado, Peter Drucker enunciava a teoria da
Economia do Saber em seu livro Fronteiras do Amanhã registrando que a força de
trabalho e a produção em série de bens materiais deixavam de ser o eixo central da
economia e que o epicentro passou a ser ocupado pelos bens simbólicos, como a
informação e o conhecimento (DRUCKER, 1964).
Este fato explica o modelo produtivo contemporâneo, intensivo em
conhecimento e dependente de informação de toda natureza: científica, técnica,
econômica, de negócio etc. Desde então, a informação vem assumindo
característica estratégica, que se estendeu à vida do cidadão, tendo em vista que,
nos dias de hoje, até os divertimentos são intensivos em tecnologia . Esta foi a razão
que levou os países avançados a revisarem seus sistemas educativos, focando as
bases cultural e científica e promovendo a instalação de estruturas abrangentes de
informação, capazes de propiciar a difusão do conhecimento.
Embora o uso da informação para solucionar problemas e adaptar-se,
integrando-se ao ambiente, pareça ser uma atividade natural e corriqueira na vida do
ser humano, no contexto contemporâneo, buscar e usar a informação passou a ser

1643

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

uma atividade intelectual muito mais complexa, tendo em vista que o universo
informacional aumentou exponencialmente, bem como se diversificaram os meios
que registram , armazenam e divulgam a informação.
Assim, o acesso à informação - que leva o sujeito do estado de
desconhecimento ao de conhecimento - deixou de ser um percurso meramente
intuitivo e passou a exigir estratégias mentais mais elaboradas e, na maioria das
vezes, dependente de conhecimentos prévios que leve o indivíduo a identificar,
comparar, analisar, sintetizar e gerar novo conhecimento.
Desde então, o desenvolvimento de competências de informação no sujeito,
mediado por metodologias sistematizadas, passou a ser valorizado pelos sistemas
educacionais e pelas organizações. Afinal, as várias atividades e procedimentos que
integram o processo de busca e uso da informação constitui-se em conteúdos de
aprendizagem, que permitem a expansão da consciência e a obtenção de resultados
mais eficazes.
Churchland (2004), em seus estudos, ressalta que o desenvolvimento da
consciência e a autoconsciência dão condições para superar a lacuna entre o senso
comum e o domínio de uma base conceitual consolidada e articulada . Infere-se que,
consequentemente, a reflexão aumenta a consciência do sujeito diante do processo
de busca e uso da informação, levando ao reconhecimento dos elementos
constitutivos deste processo e de suas relações mútuas.
A Association of College and Research Library (2000, p. 8) pondera que o
sujeito informacionalmente competente demonstra habilidade para definir a
dimensão das informações de que necessita, bem como é capaz de acessá-Ias e
avaliá-Ias com criticidade, o que pressupõe a verificação da credibilidade das fontes
de onde se originam o estabelecimento de relações entre as informações
selecionadas e os conhecimentos prévios, a compreensão dos entornos políticos,
econômicos sociais etc., que lhe possibilitem fazer uso destas informações, quando
oportuno e de modo abalizado, para alcançar objetivos traçados.
Em 1974, surgiu a expressão "Information Skill", cunhada por Paul
Zurkowisky, para se referir a pessoas capazes de resolver problemas informacionais,
usando fontes relevantes, com a utilização de tecnologia (MELO; ARAÚJO, 2007).
No Brasil , os estudos da área da ciência da informação firmaram a terminologia
competência informacional para se referir a este campo.
Neste ínterim, a competência informacional ganhou corpo internacionalmente,
sob variadas denominações e, desde 1985, vem-se firmando as bases de um
programa de abrangência internacional ALFIN (Alfabetização Informacional) com o
propósito de teorizar, esclarecer e delimitar o alcance desta área, diferenciando-a,
inclusive, dos processos educativos anteriores desenvolvidos pela biblioteca instrução bibliográfica e formação de usuários - e de outras ações recentes,
meramente voltadas para a alfabetização digital (URIBE TIRADO, 2009) .
letramento informacional é considerado um processo de aprendizagem,
que promove a produção do conhecimento, em especial do científico, desde que
realizado de forma consciente, reflexiva e contextualizada. A aprendizagem, como
ato inerente ao ser humano, está intrinsecamente relacionado com a aquisição do
conhecimento, e, como tal, perpassa as várias atividades do comportamento
informacional. É o aprender a pensar, que abrange conceitos, procedimentos,
atitudes e valores, consistindo em mudanças cognitivas, relativamente,
permanentes, resultantes das inter-relações entre a nova informação, a reflexão e a
experiência prévia .
A ALFIN-EEES classifica as competências em :

°

1644

�Educação de usuários e competências informacionais
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a) competência tecnológica - ocupa-se da teoria e da prática do formato,
desenvolvimento, seleção e utilização, avaliação e gestão dos recursos
tecnológicos, atendendo' aos seguintes aspectos: conhecimentos científicos teóricos
das TICs e meios de comunicação; habilidades de manejo; alfabetização
audiovisual; alfabetização informática e telemática ; valorização do impacto das TICs
e dos meios de comunicação de massa na sociedade e na educação; conhecimento
dos materiais disponíveis no mercado: meios de comunicação de massa, vídeos,
software, espaços web e avaliação da qualidade técnica, pedagógica e funcional ;
conhecimento das possíveis aplicações em educação; planejamento, gestão e
avaliação de atividades educativas com apoio tecnológico ; delineamento de
desenvolvimento de materiais educativos em suporte tecnológico; organização dos
recursos pedagógicos centrais (PINTO MOLlNA, 2005).
b) competência informacional , chamada também de educação em
informação ou alfabetização informacional é um processo de aprendizagem, que se
centra em três momentos: busca da informação - habilidades de localizar e
recuperar documentos e de manejar equipamentos tecnológicos; Uso da
informação - habilidades de pensar, de estudar e investigar; Disseminação da
informação - habilidades de produzir e de representar (PINTO MOLlNA, 2005).
As competências tecnológica e informacional exigem um mínimo de
habilidades para o pleno sucesso educativo no uso da Internet: utilizar as principais
ferramentas de Internet; conhecer as características básicas de equipamentos e
infraestruturas informáticas necessários para acessar a Internet; diagnosticar a
informação da qual se necessita; encontrar a informação que se busca e recuperá-Ia
com agilidade; avaliar a qualidade, autenticidade e atualidade da informação que se
queira, considerando alguns indicadores; avaliar a idoneidade da informação obtida
para ser utilizada em cada situação concreta; aproveitar as possibilidades de
comunicação que a Internet oferece; avaliar a eficácia e eficiência da metodologia
empregada na busca de informação e na comunicação através da Internet. (PINTO
MOLlNA, 2005).
Nesta perspectiva de desenvolvimento de competências informacionais, a
ALFIN-EEES apresenta em seu portal (http ://www.mariapinto.es/alfineees) o
movimento da Pedagogia Informacional: ensinar a aprender na Sociedade da
Informação, centrado na hipótese educativa - ensinar a aprender, e, sobretudo,
utilizar adequadamente a informação no processo ensino e aprendizagem , o que
demanda nova arquitetura de estratégias, focada na aprendizagem para a vida .
No Brasil, a Biblioteca Nacional de Brasília vem liderando a implantação do
programa ALFINBRASIL, com o apoio de especialistas da Universidade de Brasília e
da Universidade Complutense de Madri. Trata-se de um projeto piloto, que começou
em 2010 , com a finalidade "promover competências informacionais e digitais", além
de procurar "estimular a capacitação em informação, a valorização do contexto e das
técnicas bibliotecárias, estimulando a aprendizagem contínua no espaço da
biblioteca" (SIMEÃO et aI., 2011, p. 61-62). Ainda segundo os autores, os programas
de alfabetização informacional, por sua natureza, fazem parte da essência do
trabalho do bibliotecário e devem ser uma atividade permanente nas bibliotecas.

1645

�Educação de usuários e competências informacionais
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2.1 Competências para buscar e usar a informação
Nos anos 80, a concepção de competência em informação teve ênfase
instrumental, voltando-se para a capacitação dos profissionais, para o uso de
tecnologias, em especial, o computador. Em 1987, destaca-se o trabalho da Karol
Kuhlthau sobre busca e uso da informação, sugerindo a integração de competências
informacionais ao currículo escolar, no intuito da apropriação das tecnologias pelos
estudantes, para acessar informações. Kuhlthau (1996) definiu a competência em
informação como um modo de aprender, enfatizando a noção de processo cognitivo,
construindo o que se convencionou chamar de modelo alternativo centrado no
usuário. A competência em informação abrange o aprendizado ao longo da vida e a
aplicação das habilidades informacionais no dia a dia.
Em 1989, o Presidential Committee on Information Literacy, da American
Library Association (ALA) observou que o desenvolvimento de competências
informacionais, pelo sujeito, está associado às habilidades de localizar, avaliar e
usar efetivamente a informação a partir de uma necessidade. Na verdade, a
competência informacional se concretiza na internalização da trajetória do 'saber
como aprender, como o conhecimento é organizado, como encontrar a informação e
como usá-Ia' de modo claro, para que outros aprendam a partir dela.
Neste sentido, a ALA define como postulado: fortalecer competências nos
usuários de modo a que tenha condições para identificar sua necessidade
informacional; conhecer e dominar os métodos e as estratégias de busca e
recuperação da informação utilizando tecnologias; adquirir o controle sobre recursos
e fontes de informação ao desenvolver suas habilidades e conhecimentos na gestão
da informação; reconheça a informação pertinente e adequada para a necessidade
detectada, transformando o conhecimento e ferramentas para a tomada de
decisões; ou seja, que o usuário internalize atitude crítica , analítica e reflexiva,
indispensável para a investigação e para a aplicação em sua vida pessoal e social,
bem como na geração de conhecimento.
Diante da recorrência desta temática, outras instituições veem buscando
definir uma série de princípios gerais, critérios e normas que permitam identificar o
usuário alfabetizado em informação. Destaca-se, dentre elas, a Associação
Americana de Bibliotecários Escolares (American Association of School LibrariansAASL), que estabelece três categorias e dentro de cada uma delas, critérios com
alguns indicadores, isto é, aspectos do domínio de cada competência , para sua
valorização. Para promover a cooperação internacional entre todo tipo de bibliotecas
e desenvolver programas, a ALFIN e a IFLA (International Federation of Library
Associations) apresentam normas para a alfabetização informacional, apontando
três aspectos básicos inter-relacionados - acesso, avaliação e uso - para que os
usuários possam constituir-se em aprendizes de fato da informação.
A alfabetização informacional, de acordo com os padrões da AASL, engloba
três tipos de conhecimento e habilidades: para encontrar a informação (localização e
recuperação documental e bibliográfica; manejo de ferramentas tecnológicas e
manejo de fontes de informação); para usar a informação (habilidades de
pensamento, estudo e investigação, produção e apresentação); para partilhar e
atuar eticamente com respeito à informação.
De maneira similar, as normas de alfabetização profissional da IFLA,
baseadas em experiências e contribuições internacionais, indicam os seguintes
aspectos básicos, que inter-relacionados permitem aos usuários constituir-se em
aprendizes efetivos da informação: acesso (o usuário acesa a informação de forma

1646

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efetiva e eficiente) ; avaliação (o usuano avalia a informação crítica e
competentemente) ; uso (o usuário aplica/usa informação de forma precisa e
criativa).
Diante da complexidade do cenário mundial, também a OCDE apresenta sua
preocupação, concebendo alguns projetos, a exemplo de Programa Internacional
para Avaliação de estudantes (PISA) e a Definição e Seleção de Competências. O
PISA, voltado para o ensino fundamental , avalia competências curriculares,
transversais, motivação para aprender, crenças e estratégias de aprendizagem e é
concebido segundo um conceito inovador de alfabetização, que toma como base a
capacidade dos alunos de aplicarem seu conhecimento e habilidades de conteúdo e
de analisar, raciocinar e de se comunicar efetivamente à medida que levantam,
resolvem e interpretam problemas de diferentes situações.
O glossário Cedefop da Comissão Européia (CEDEFOP - European Centre
for the Development of Vocational , 2008) define habilidades como capacidade de
realizar tarefas e de solucionar problemas e competência, como a capacidade de
aplicar os resultados de aprendizagem em um determinado contexto (educação,
trabalho, desenvolvimento pessoa ou profissional). Uma competência integra
elementos cognitivos (uso de teoria conceitos ou conhecimentos implícitos) e
aspectos funcionais (habilidades técnicas), atributos interpessoais (habilidades
sociais e organizacionais) e valores éticos.
A OECD agrupa as habilidades e competências nas seguintes categorias:
habilidades funcionais TIC (relevantes para uso em diferentes aplicações) ;
habilidades TIC para aprender (combinação de atividades cognitivas de ordem
superior com habilidades funcionais para o uso e manejo destas aplicações);
habilidades próprias do século XXI - focadas no uso das TIC , condição necessária
para atuar na sociedade do conhecimento .
Segundo a OCDE as competências podem ser ensinadas a) na dimensão
informação, b) na dimensão comunicação e c) na dimensão impacto ético social.
a) A dimensão da informação refere-se à explosão informativa
desencadeada pelas TIC , que requerem novas habilidades de acesso, avaliação e
organização da informação em contextos digitais. As habilidades desta dimensão
são as de investigar e resolver problemas, que integram: definir, buscar, avaliar,
selecionar, organizar, analisar, e interpretar informação. Os pesquisadores ainda
sugerem que as aplicações das TIC criam um entorno apropriado para habilidades
de ordem superior como a gestão, organização, análise crítica, resolução de
problemas e criação de informação.
Os processos de informação e conhecimento incluem a informação como
fonte e a informação como produto. A informação como fonte significa : busca,
seleção, avaliação e organização da informação. A grande massa de informação
disponível na internet e a proliferação de banco de dados exigem que se encontre e
se organize rapidamente a informação e o desenvolvimento de certa habilidade de
discriminação da informação.
A Informação como produto consiste na transformação da informação, pelo
usuário, desde que esta seja compilada e organizada . As habilidades que pertencem
a esta dimensão são: a criatividade, a inovação, a resolução de problema e a
tomada de decisões.
b) A dimensão da comunicação, que pode se concretizar pela comunicação
efetiva e pela colaboração e interação virtual. A comunicação efetiva necessita da

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alfabetização em meios, o pensamento crítico e a comunicação. A colaboração e
interação virtuais dependem da capacidade para interagir dentro de grupo de amigos
virtuais ou de grupos que partilham de um mesmo interesse e a colaboração ou o
trabalho em equipe, além da flexibilidade e adaptabilidade .
c) A dimensão ética e impacto social. As habilidades e competências
relacionadas com a ética e o impacto social se constituem em responsabilidade
social e no impacto social , que pressupõem a habilidade de aplicar critérios para seu
uso responsável tanto em nível pessoal quanto ao nível social.
Mantilla Quintero, Morales Godoy, Gómez Flórez (2011) enriquecem a noção
de competência, acrescentando o conceito de competências científicas, referindo-se
à capacidade, do sujeito, de estabelecer relações com as ciências, a exemplo de: a)
conceber as ciências como sistemas de conhecimentos úteis para a vida e como
mapas para a ação (compreender linguagens abstratas e construção de
representações ou modelos para a explicação de fenômenos ; usar adequadamente
instrumentos, tecnologias e fontes de informação); b) conceber as ciências como
escolas de racionalidade ou práticas paradigmáticas (argumentar racionalmente
pontos de vista e consultar fontes primárias para resolver problemas; reconhecer
pontos de vista válidos e comunicar seu pensamento de forma clara e coerente).
Enfim , o conceito de competência científica supõe a apreensão do
conhecimento cientifico, pelo sujeito, que passa a compreender e explicar os
fenômenos e resolver os problemas sociais à luz da ciência .

3 Materiais e Métodos
Para alcançar os objetivos optou-se por um estudo exploratório, com o fim de
coletar os dados nos sítios de bibliotecas universitárias, identificando a existência de
serviços que, em tese, venham a promover o desenvolvimento de competências
informaciona is e científicas, utilizando critérios apontados pela literatura, a exemplo
de instituições internacionais como a OCDE, a ALA, a ALFIN, que permitam antever
a possibilidade do desenvolvimento de competências por estes serviços e possível
delineamento das habilidades inerentes às competências. Os resultados, deste
estudo, serão objeto de observação direta, numa fase posterior da pesquisa.

4 Resultados
Dos sites das bibliotecas visitadas foram obtidos os seguintes serviços
disponibilizados para os usuários considerando o conceito de information literacy.
UFRGS - orientação ao usuário, constituída de treinamentos e visita
orientada, orientação bibliográfica, na redação de trabalhos científicos, com
aplicação de normas da ABNT, apresentação de tutorial sobre circulação e
empréstimo do material bibliográfico e orientação à consulta no recinto da biblioteca .
UFPR - Orientações e/ou Treinamentos: proporciona orientação sobre a
organização e funcionamento das bibliotecas, uso do catálogo automatizado ,
utilização das obras de referência e outras fontes de informação, orientação para a
apresentação e normalização de trabalho acadêmico, orienta e realiza pesquisa

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bibliográfica sob demanda e disponibiliza tutoriais sobre alguns serviços prestados
pela biblioteca.
UFMG - visita orientada em duas modalidades: a) comunidade interna,
fornecendo informações gerais sobre o horário de atendimento, o regulamento da
biblioteca, a disposição do acervo nas estantes, os direitos e deveres dos usuários,
entre outras informações; b) comunidade externa : apresenta a biblioteca
universitária para alunos do ensino médio e fundamental , em que são apresentados
os serviços de referência, as obras raras , as obras de circulação, os periódicos;
orientação na normalização de trabalhos científicos.
UFMGS - treinamento de usuário: capacitação no uso de fontes de
informações online, em Bases de Dados do Portal de Periódicos da CAPES e Ebooks, orientação na normalização de trabalhos acadêmicos, capacitação em
recursos de pesquisa bibliográfica e realização de pesquisa bibliográfica sob
demanda, tutorial orientando sobre o manuseio do sistema de gerenciamento da
base de dados (Pergamum)
UFMT - Orientação ao usuário na localização do material bibliográfico e nas
consultas ao catálogo online; instrução quanto ao uso da biblioteca. Visita orientada,
visando capacitar o usuário quanto ao funcionamento e os produtos e serviços
oferecidos. Tutorial sobre o manuseio do sistema de gerenciamento de banco de
dados (Pergamum) e sobre a localização do material bibliográfico.
UFG - Visitas orientadas; treinamento aos usuários, objetivando orientar
quanto ao uso da biblioteca e das coleções, aos serviços prestados e às normas,
direitos e deveres e acesso ao Portal da CAPES . É obrigatório para estudantes da
UFG de cursos presencial ou EAD . Pode ser realizado na modalidade presencial ou
online. Orientação para normalização de trabalhos científicos; pesquisa bibliográfica.
Acesso ao Portal de Informação, constituído de: Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da UFG (BDTD/UFG); Portal de Periódicos UFG; Repositório
Institucional UFG. Tutoriais sobre serviços e produtos.
UnB - orientação para acesso ao Pergamum, sistema de gerenciamento do
banco de dados bibliográfico e de outros serviços oferecidos pela biblioteca, tais
como empréstimo de livro e localização de publicações na estante, com tutorial ;
orientação sobre o uso das normas na apresentação do trabalho científico, aplicando
normas da ABNT.
UFAC - treinamento de usuano, com orientação na consulta ao sistema
informatizado de gerenciamento do acervo e de outros serviços a ele associado, tal
como empréstimo bibliográfico e localização do material na estante, inclusive com
tutorial ; orientação quanto ao uso de obras de referência e à normalização de
trabalhos acadêmicos, com aplicação da ABNT.
Unifap - treinamento de usuário, inclusive com tutorial, para capacitação em
pesquisas em bases de dados, a exemplo do Portal de Periódicos da Capes, Scielo,
Biblioteca Virtual de Saúde - BIREME e Biblioteca Digital de Teses e Dissertações IBICT.

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UFPA - guia de usuário, com tutorial, composto de todos os serviços
disponíveis na biblioteca e como utilizá-los; e serviço de apoio ao usuário (SAU),
com orientação ao usuário quanto à consulta ao catálogo online, localização de
material bibliográfico e esclarecimentos quanto à utilização dos serviços oferecidos;
atendimento presencial e/ou por meio de telefone, fax e correio eletrônico .
Orientação na normalização técnica de trabalhos acadêmicos.
UFSC - visita orientada sobre produtos e serviços da biblioteca ; orientação
quanto aos recursos do Portal da BU, orientação, com tutorial, quanto ao acesso ao
Sistema de bibliotecas (Pergamum) treinamento para acesso ao Portal Capes, com
tutorial e videoaulas e para fontes de informação online; apresenta as principais
ferramentas existentes como recurso para revisões sistemáticas, integrativas e
análises bibliométricas: Journal Citation Reports (JCR) , índice H, etc.; Gerenciadores
bibliográficos: apresentam , de forma geral, os gerenciadores bibliográficos
disponíveis e exemplifica com a utilização do Endnote Web.
UFPE - orientação à pesquisa no Pergamum e no uso das coleções; visitas
dirigidas e treinamentos de usuários; estação da pesquisa : serviço de orientação de
pesquisa bibliográfica em bases de dados on-line, disponíveis no Portal Periódicos
CAPES. Orientação a elaboração de Monografias, Dissertações e Teses; tutoriais
sobre os manuais de serviços.
UFPI - treinamento de usuano: capacitação na utilização dos recursos
informacionais disponíveis para a comunidade acadêmica, a exemplo do Portal da
CAPES. Sala de xadrez, objetivando o desenvolvimento das capacidades cognitivas.
Orientação, inclusive com realização de curso para normalização de trabalhos
acadêmicos.
UFRN - visitas programadas, com apresentação da videoaula "Biblioteca:
espaço cultural", dando aos usuários uma visão global dos serviços oferecidos em
suas respectivas seções e de toda a estrutura física da biblioteca ; orientação para a
normalização de trabalhos acadêmicos; orientação quanto ao acesso e ao uso de
fontes bibliográficas.
UFS - visita com orientação sobre os serviços, setores e bases de dados que
as bibliotecas disponibilizam; serviço com recursos técnicos Braille para alunos
portadores de deficiência visual.
UNIRIO - visita orientada , visando apresentar a biblioteca e demonstrar os
serviços oferecidos ao usuário; treinamento no uso do Portal de Periódicos da
CAPES e curso de capacitação em pesquisa bibliográfica ; orientação e atualização
na aplicação de normas bibliográficas na elaboração de trabalhos acadêmicos;

Nos sites da UNIR, UFRR, UFT, UFGD, UFGC, UFPB não há oferecimento
de serviços que denotem competência informacional. Quanto ao Sistema de
Bibliotecas da UFBA, apesar de ter conhecimento de que o Sistema realiza visita
guiada para orientação sobre serviços e produtos oferecidos pelo Sistema e
treinamento em bases de dados, inclusive com orientação sobre o Portal CAPES ,
não há divulgação destas atividades no Portal da instituição.

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5 Conclusões

o planejamento de um programa de formação de usuários deve objetivar
projetar ações e medir resultados quanto à formação de usuários, no que tange ao
conhecimento e uso da biblioteca ; conhecimento dos serviços da biblioteca ;
formação de usuários no manejo de fontes , coleções e recursos; formação de
atitudes cívicas, científicas, culturais e sociais; promoção da leitura.
Já os conteúdos do programa de capacitação do usuário devem estar
correlacionados com os objetivos, tratando, portanto de assuntos próprios do
funcionamento interno das bibliotecas, como serviços, normas, regulamentos etc.;
manejo de fontes e recursos de informação, a exemplo de fontes e coleções; tipos
de unidade de informação; informação institucional (serviços, objetivos, funções,
regulamentos); formato de leitura; estratégias de busca e recuperação da
informação; formação da cidadania ; avaliação das atividades.
Como estratégias e meios didáticos utilizados para oferecer a formação de
usuários apresentam-se: visitas às áreas da biblioteca ; curso teórico e prático;
demonstração, além de entrevista coletiva . Como meios didáticos usam-se os
impressos, os audiovisuais, os visuais e os computacionais.
Quanto à avaliação, devem ser avaliados os conteúdos, metodologia,
facilitadores , objetivos, tempo, participantes, recursos, entre outros.
Isto posto, as informações obtidas diretamente dos sites analisados, permitem
concluir que os programas de formação de usuários das bibliotecas universitárias,
com poucas exceções, apresentam desenvolvimento incipiente. Das 22 bibliotecas
visitadas, 15 apresentam indícios de oferecimento de algum tipo de orientação ao
usuário. Sete, portanto, não divulgam a realização de serviços desta natureza.
Um programa de desenvolvimento de competências informacionais pressupõe
a existência de profissionais pesquisadores para propor um projeto que contemple o
estudo de contexto, análise de características e peculiaridades dos usuários, assim
como o comportamento informacional, especialmente suas necessidades de
informação, com o propósito de verificar o nível de competência e comportamento
informacional, para a concepção e preparação do programa, inclusive com bases
pedagógicas.
Tomando como parâmetro os critérios elencados por várias instituições e
estudioso da temática da competência informacional, infere-se que a biblioteca
universitária brasileira , apresenta tímidas e fragmentadas ações no que se refere á
formação do usuário, em decorrência, provavelmente, da falta de políticas
ministeriais e acadêmicas que contemplem a biblioteca como mola propulsora da
atividade acadêmico-científica, essencial à inovação e criação e valorização do
conhecimento. Isto pressupõe também a instalação de infraestrutura adequada, de
recursos financeiros e de equipe profissional interdisciplinar, capacitada para
desenvolver programas desta natureza.
Vale ressaltar que já existem alguns modelos de formação de usuários da
informação na América Latina. Estes modelos apóiam-se em teorias e situações
concretas, subsidiadas por estratégias cognitivas, que orientem as ações com o
propósito de atuar sobre a realidade e mudar ou modificar e facilitar a explicação de
situações.

1651

�Educação de usuários e competências informacionais
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6 Referências
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�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

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1653

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Varela, Aida Varela; Barbosa, Marilene Lobo A.; Silva, Joilma Maltez; Teixeira, Ana Paula Santos S.; Moura, Ana Valéria de Jesus</text>
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                <text>Reflete-se sobre o grau de compreensão e interpretação da informação pelo indivíduo, sobre as competências e habilidades necessárias, ao usuário, para alcançar, apropriar-se do conhecimento científico e sobre a responsabilidade da biblioteca universitária, como propulsora da pesquisa e do ensino e potencializadora do desenvolvimento da atitude científica do usuário. Apresentam-se resultados de pesquisa experimental, com coleta de dados nos sites das bibliotecas universitárias, sobre a promoção de capacitação para o usuário com foco no desenvolvimento de competências informacionais e de atitude científica. Conclui-se que ainda é incipiente a aplicação de conceitos e práticas sobre competência informacional, à luz de instituições promotoras deste movimento.</text>
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                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
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FIDELlZAÇÃO DOS CLIENTES DE SERViÇOS DE INFORMAÇÃO: O
USO DO CRM COMO ESTRATÉGIA GERENCIAL
Valéria Martin VaI/5 1, Adriana Maria de Souzél, Rosa Maria Andrade
Grillo Beretta Souza3
1

Doutora em Ciências da Comunicação ECAlUSP, FESPSP, São Paulo, SP

2 Mestranda

2

no programa de Pós-graduação em Ciência da Informação ECAlUSP, FESPSP,
São Paulo, SP

Especialista em Gerência de Sistemas e Serviços de Informação FESPSP, FESPSP, São
Paulo, SP

Resumo
Apresenta e discute alguns conceitos amplamente utilizados na gestão de
empresas com o objetivo de aproximá-los da realidade dos serviços de informação,
possibilitando aos seus gestores melhor entendimento desses conceitos, para que
seja possível sua adaptação e incorporação às suas práticas gerenciais. A estratégia
a ser apresentada é a Gestão de Relacionamento com o Cliente (do inglês Customer
Re/ationship Management - CRM) traçando um panorama conceitual e prático para
entender e adaptar os fundamentos dessa estratégia empresarial à realidade dos
serviços de informação. Esse trabalho é baseado no artigo publicado por Valls,
Souza e Beretta (2010) .

Palavras-Chave:
Gestão de Relacionamento com o Cliente; Fidelização de Clientes; Serviços
de Informação.

Abstract
It presents and discusses some concepts widely used in business
management with the aim of bringing them closer to the reality of information
services, enabling its managers to understand these concepts, so that you can adapt
and incorporate their management practices. The strategy is to be presented to
Management Customer Relationship - CRM outlining a conceptual and practical
overview to understand and adapt the fundamentais of business strategy to the
reality of information services. This work is based on article published by Valls, Souza
and Beretta (2010).

Keywords:
Customer Relationship Management; Customer Loyalty; Information Services.

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1 Introdução
Os gestores de serviços de informação, especialmente de bibliotecas,
convivem atualmente com um panorama bem inusitado: a grande quantidade de
informação disponível na internet pode ser considerada como uma forte concorrente
para os produtos e serviços oferecidos pelos serviços tradicionais. Os usuáriosclientes têm acesso direto, por exemplo, a revistas, livros e jornais eletrônicos - uma
infinidade de fontes de informação que há poucas décadas era acessível
basicamente com a consulta a acervos físicos hoje está a apenas alguns cliques.
Essa fácil disponibilidade alterou significativamente a relação cliente-serviço e têm
exigido dos gestores novas estratégias para atrair e manter os seus clientes.
Neste cenário de farto acesso à informação, vários setores e profissionais
estão revendo suas formas de atuação para dar conta das mudanças aceleradas
que a sociedade vem vivenciando. O mercado editorial e a indústria fonográfica
estão se reinventando para manter os produtos tradicionais e se adequar aos novos
suportes; os jornalistas hoje têm como concorrente a própria fonte de notícias, que
pode divulgar nas redes sociais a notícia diretamente, não precisando mais do
jornalista como exclusivo meio para divulgação.
Diante dessas questões, os gestores de serviços de informação também não
podem mais negligenciar esse cenário. Devem planejar e implementar produtos e
serviços cada vez mais adequados às necessidades dos seus clientes, atraindo-os e
mantendo-os para que eles continuem a acioná-los quando tiverem demandas de
informação. Eles o farão apenas quando entenderem que, por meio dos serviços de
informação, terão acesso a informações fidedignas e mais adequadas à sua
necessidade, ao invés de investir um tempo enorme navegando na infinidade de
dados e informações disponíveis na rede. Expressões usuais no mundo corporativo
como fidelização do cliente, valor agregado, customização de produtos e serviços
podem e devem ser contemplados à gestão de serviços de informação, até mesmo
para a sobrevivência desses serviços, em alguns casos.
O objetivo deste trabalho é apresentar e discutir alguns conceitos amplamente
utilizados na gestão de empresas e aproximá-los da realidade dos serviços de
informação, possibilitando aos seus gestores melhor entendimento desses
conceitos, para que seja possível sua adaptação e incorporação às suas práticas
gerenciais. A estratégia a ser apresentada é a Gestão de Relacionamento com o
Cliente (do inglês Customer Re/ationship Management - CRM) traçando um
panorama conceitual e prático para entender e adaptar os fundamentos dessa
estratégia empresarial à realidade dos serviços de informação. Esse trabalho é
baseado no artigo publicado por Valls, Souza e Beretta (2010).

2 Revisão de Literatura
A Gestão de Relacionamento com o Cliente (CRM) é uma estratégia
empresarial que coloca o cliente como elemento central dos processos do negócio,
entendendo e antecipando suas necessidades com o objetivo de atendê-Ias da
melhor forma. A implantação do CRM embora esteja ligada à utilização de soluções
tecnológicas, é muito mais ampla do que isso, pois envolve toda a filosofia e práticas
gerenciais de produtos e serviços voltados ao cliente, objetivando processos e

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padrões bem definidos e mensuráveis.
Como reforçam Anderson e Kerr (2002 , p. 2, tradução nossa), CRM é um
enfoque abrangente para criar, manter e expandir as relações com os clientes, não
pertencendo apenas às áreas de vendas e marketing. Tampouco é uma idéia da
equipe de Tecnologia da Informação. Embora, em qualquer uma destas áreas, possa
ser o campeão interno do modelo na organização, na verdade, ele deve ser uma
forma de se fazer negócios integrando todas as áreas dentro desta. Quando é
delegado a apenas uma área específica , tais como Tecnologia da Informação, o
relacionamento com o cliente será prejudicado. Da mesma forma, quando uma área
é deixada de fora do planejamento do modelo, a organização coloca em risco o
relacionamento com o cliente que ela tanto procura manter e fidelizar.
Os fundamentos do CRM são apresentados na TABELA 1, de forma
panorâmica visando contextualizar essa estratégia e detalhar seus principais
aspectos:
Tabela 1 - Fundamentos do CRM
Fundamento
Dimensão organizacional
Dimensão tecnológica

Acordo de Níveis de
Serviço (do inglês Service
LeveI Agreements)
Metodologia proposta das
estratégias: os 4 pilares

Descrição
Planejamento estratégico e monitoramento, recursos
humanos, mudança na filosofia empresarial.
das
ferramentas
tecnológicas
Identificação
apropriadas à implementação do CRM e o
gerenciamento de dados dos clientes para captura
de informações
Descrição contratual formalizada entre os serviços
prestados e o cliente.
Identificação,
personalização.

diferenciação,

interação

e

Fonte: Adaptado pelas autoras de Anderson e Kerr (2002), Peppers e Rogers (2004) e
Brambilla, Sampaio e Perin (2008).

Para a implementação bem sucedida dessa estratégia é necessário atentar
para todas as etapas reunidas no quadro descritivo acima, não negligenciando
nenhuma delas. A aplicação do modelo deve ser fruto de uma visão estratégia
definida de fora para dentro da organização, ou seja , com base em uma nova cultura
focada no cliente que se quer obter a longo prazo em concordância com as suas
necessidades e expectativas, visando a lucratividade de seu negócio e não centrada
no produto ou serviço que se tem para oferecer, devendo ser concebida e
estimulada primeiramente pela alta cúpula da organização.
Como observa Fisk (2010 , p. 84) , citando o exemplo da Amazon que procura
ser "a empresa mais centrada no cliente em todo o mundo". O objetivo da maior
livraria do planeta e varejista de muitos outros produtos acredita que, em um mundo
em constante mudança, as estratégias mais eficientes são aquelas centradas no
cliente , não na concorrência . A Amazon queria ser um líder no setor para redefinir o
mercado como nenhuma outra empresa fizera antes, então escolheu o cliente como
guia.
Retomando o contexto dos serviços de informação, como afirmam Finger,

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Castro e Costa (2007, p. 50) , de forma alguma se pretende afirmar que os gestores
de bibliotecas não pensam em seus usuários, mas apenas salientar que, na prática ,
dificilmente a biblioteca é gerida com foco no cliente. Entende-se que a gestão dos
serviços de informação deve dar ênfase à ótica do cliente, ou seja, deve considerar,
entender e captar as suas reais expectativas, buscando atendê-Ias e, antes de tudo,
entendê-Ias (VALLS, 2005, p. 77). Um grande equívoco dos gestores é considerar
que sabem o que o cliente precisa, sem estabelecer canais efetivos para que ele - o
próprio cliente - expresse seus anseios e necessidades.
Como definido até agora, o CRM deve ser planejado de forma sistêmica,
envolvendo processos, pessoas e tecnologia em sua estratégia de desenvolvimento,
pelo qual o foco central esteja na experiência do cliente e em suas percepções
quanto aos serviços prestados.
Nos serviços de informação, o caminho a ser percorrido para a tão sonhada
excelência não pode ser diferente e, os gestores deverão estruturar processos,
identificar ferramentas apropriadas à coleta de dados de seus clientes e qualificar
sua equipe, comunicando-se com esta, além de ser fundamental a identificação do
grau de satisfação da equipe, seu comprometimento, motivação e entusiasmo, uma
vez que o CRM cobre uma ampla variedade de atividades a serem desenvolvidas
em benefício do sucesso de sua implementação, no qual uma equipe bem
capacitada, devidamente treinada e satisfeita opera milagres na interação com o
cliente, sendo vital que os seus integrantes estejam engajados em todo o processo
dessa empreitada e, sendo esta, uma iniciativa contínua e incorporada à prática
regular em benefício do cliente.
Como abordam Silva e Rados (2002, p. 202), "a qualidade dos serviços pode
ser percebida pelos clientes através dos seus componentes tangíveis e intangíveis",
no tocante aos produtos e serviços oferecidos. Os componentes tangíveis dizem
respeito aos recursos materiais e palpáveis, já os intangíveis estão diretamente
ligados as emoções e percepções sentidas pelas pessoas, como cordialidade,
cooperação que podem ser traduzidas com a disposição de servir, de cooperar em
benefício de alguém ou de algo. Portanto, estão equiparados com o relacionamento
da equipe com os clientes. Assim, antes de implementar o CRM nos serviços de
informação, primeiramente, os gestores precisam se comunicar com seus clientes
(internos e externos), para saber sobre suas necessidades e obter feedback
espontâneo e apropriado para promover mudanças significativas, até mesmo
continuar desenvolvendo ações que estão dando certo e excluindo aquelas que
estão obsoletas e não trazem retorno satisfatório .
No tocante à prática dos serviços, o Acordo de Níveis de Serviço (SLA) - que
foi apresentado na Tabela 1 - deve ser introduzido visando o acordo definido e
formalizado dos limites entre o que se pode ou não ofertar aos clientes efetivamente,
evitando o comprometimento de um serviço que não se pode entregar e/ou oferecer.
Como ressalta Vergueiro (1996, p. 14), pode-se começar o processo de valorização
do cliente firmando-se compromissos reais e viáveis de atendimento. Em outras
palavras, informando à clientela sobre o serviço oferecido, deixando claro o que
pode esperar obter e como deve agir quando não conseguir fazê-lo . Garantindo que
serão consideradas suas eventuais queixas e reclamações como possibilidades de
melhoria a ser apreciadas e valorizadas, evitando assim a expectativa frustrada do
cliente e consequentemente à perda na credibilidade e fidelização .
Após ter sido aceita a implementação estratégica do CRM pela organização,

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bem como, a escolha da ferramenta tecnológica mais apropriada à sua
aplicabilidade, inicia-se então a identificação do cliente , baseando-se em seu perfil
como citam Neves, Souza e Lucas (2006 , p. 122), o cadastramento deve incluir não
apenas dados básicos sobre este, mas toda e qualquer informação pormenorizada
que complemente as características que o tornam uma pessoa única quanto às suas
necessidades de informação, estando integrado com outros cadastros dentro da
organização, criando assim a base sólida para o relacionamento, mesmo que estas
características estejam relacionadas ao material pendente com este cliente, tal
informação propiciará a familiaridade com os tipos de recursos informacionais de
maior interesse, passando-se assim para o pilar da diferenciação (NEVES, SOUZA
e LUCAS , 2006, p. 123), sendo traçados direitos e políticas destinadas a cada grupo
de clientes identificados com características e necessidades informacionais
específicas na organização, tais clientes podem ser internos, ou seja , diz respeito a
todos os funcionários de dentro da organização, como: Recursos Humanos,
Diretoria, Tecnologia da Informação; ou externos diretamente relacionados com os
clientes de fora da organização: público-alvo dos serviços de informação,
fornecedores , parceiros, entre outros.
É função do gestor identificar quais desses são responsáveis por agregar
valor ao setor de informação, sendo considerados seus "advogados", recomendando
os serviços prestados à sua rede de contatos pelo simples fato de se sentirem
únicos e especiais, diferenciados da grande maioria. Esses clientes, ao utilizar os
serviços, sugerem bibliografias, solicitam informação, fazem pesquisas e usufruem
do espaço. Desta forma, como lembram Finger, Castro e Costa (2007, p. 57),
poderia ser objeto de serviços e atendimentos diferenciados, tais como:
treinamentos ministrados pela equipe para uma melhor utilização dos recursos e
serviços informacionais disponíveis e sobre o seu funcionamento , disseminação
seletiva de informação, workshops , palestras e eventos sobre temas de interesse do
cliente e capacitação dos funcionários (clientes internos), sendo diferenciado por tipo
de necessidade, interesse e expectativas.
Para obter a interação, o gestor pode implementar ações simples e concretas
para capturar informações sobre o cliente e exceder suas expectativas, através de
entrevistas informais com aqueles que já utilizam os serviços e com aqueles que
estão adentrando pela primeira vez; o propósito é entender suas expectativas,
necessidades e desejos, bem como, relatos de suas experiências quanto aos
serviços oferecidos, deixando-o expressar suas opiniões e reações. Tais evidências
propiciarão ao gestor a oportunidade de aprimorar e customizar seu atendimento em
prol da fidelização do cliente. Baseando-se na participação em treinamentos
realizados sobre "Excelência em Serviços ao Cliente" (do inglês Customer Services
Excellence) ministrados pela CalcomGroup 1 em 2007 no escritório do British Council
em Bogotá, algumas ações podem ser implementadas:
a) Capacitação da equipe de informação: propiciar um ambiente de
autodesenvolvimento e aprendizagem contínua , oferecendo treinamentos para
aprimoramento de competências e habilidades necessárias ao sucesso do
atendimento eficiente e diferenciado, clientes satisfeitos são o reflexo de
funcionários satisfeitos e motivados, devendo ser envolvidos em toda a estratégia
1 Empresa britânica , fundada em 1992 por Natalie Calvert, dedicada ao gerenciamento de equipes,
clientes e vendas para aumentar o desempenho, a participação e os resultados dentro de um
organismo empresarial. Disponivel em : http://www.calcomgroup .com .

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organizacional , uma vez que representam a imagem da organização, seus
produtos e serviços;
b) Mapeamento de processos: identificação de todo o serviço oferecido e
também solicitado, ou seja, cada questão, dúvida e pedido de informação,
baseado na experiência do cliente (do inglês Customer Experience Management)
suas características e detalhamento (consulta local, empréstimo, reserva ,
pendências, reclamações , etc) sendo de fácil entendimento tanto pela equipe de
funcionários quanto pelo cliente. Na definição dos procedimentos adotados para
o mapeamento, eliminam-se potenciais duplicações de esforços humanos e
materiais, gerando uniformidade nos processos e estrutura definidos, entretanto,
é uma tarefa em constante avaliação, pois um cliente é único em sua
necessidade informacional;
c) Padronização dos processos: a partir do mapeamento, desenvolvem-se
processos padronizados de interação com o cliente que englobam todos os
canais de comunicação existentes com este, ou seja , todas as formas de acesso
que ele utiliza para interagir com os serviços de informação disponíveis,
referindo-se assim a interação desde o momento em que o cliente procura o
serviço (na solicitação de uma determinada informação) até o momento em que
ele o conclui , satisfazendo ou não a sua necessidade, seja ao telefone,
presencialmente, por e-mail ou online, este momento é crucial na avaliação da
qualidade do serviço oferecido e é conhecido como o "momento da verdade", a
oportunidade de exceder as expectativas;
d) Reclamações, sugestões e comentários: objetiva instituir uma política de
recebimento de feedback, com o desenvolvimento de ações concretas na
resolução do descontentamento, sugestão ou comentário do cliente. Além disso,
cabe-lhe também divulgar a política em todos os canais de comunicação com o
cliente, apresentando a questão como oportunidade de corrigir lacunas e
aprimorar o serviço e atendimento prestados, informando o tempo de duração do
resultado e as ações que foram ou serão tomadas. É de grande importância
identificar na equipe e na própria organização, pessoas que serão responsáveis
por lidar com cada nível de solicitação recebida .
De posse dos dados coletados durante a interação com os clientes, o gestor
poderá personalizar diferentes serviços, desenvolvendo estratégias considerando o
valor da oferta do serviço e o canal para o seu fornecimento ; escolher qual a
tecnologia para o armazenamento e análise dos dados e informações; implantar ou
adequar processos para atender as necessidades do cliente, garantindo a qualidade
do serviço .
E uma etapa complementar e muito relevante é o estabelecimento das
ferramentas de avaliação e medição destes serviços, com foco na melhoria
contínua dos processos e, quando aplicável , na correção dos desvios e falhas
cometidas. Desta forma , o ciclo se completa , desde o planejamento, passando pela
implantação propriamente dita e culminando no estabelecimento de melhorias, que
podem gerar novos produtos e serviços, retroalimentando o processo .
E, para finalizar, personalizar serviços de informação significa desenvolver
ações com foco às necessidades de um cliente ou um "grupo de clientes" com
características específicas. Como exemplo: Não basta que o serviço de informação
desenvolva ações genéricas e padronizadas de orientação ao cliente na busca de

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informação: um estudante da área da saúde possui características e até mesmo
uma dinâmica diferente de um estudante da área da administração ou negócios.
Outro exemplo está ligado aos tradicionais serviços de Disseminação Seletiva da
Informação (DSI), que muitas vezes são implantados de forma automática, através
da coleta de dados do cadastro dos clientes do sistema. Este passa a receber
informativos de atualização de acervo ou até mesmo informações sobre a sua área
de interesse de forma massificada ou generalizada. Ou seja , o planejamento dos
produtos e serviços tende a apresentar o foco interno, do próprio serviço de
informação e não externo, ou seja , de seus clientes!

3 Do CRM para o CRM social 2.0
Contextualizando esta questão, no início deste trabalho foram abordadas as
mudanças no perfil dos clientes dos serviços de informação decorrentes da
facilidade e rapidez na localização de informação via web . As estratégias de gestão
também estão se adaptando à nova lógica social e já se fala em CRM social, com o
qual é possível também desenvolver ações que promovam habilidades e
competências dos clientes com o objetivo de oferecer autonomia na busca e
localização de informações confiáveis. Segundo Greenberg (2010, p. 474, tradução
nossa) em seu sentido mais amplo, o CRM social 2.0 é uma estratégia que está
centrada em torno de um compromisso com o cliente, o que o difere da estratégia do
CRM tradicional, pois a principal preocupação não é a gestão de relações que se
baseiam apenas na compreensão dos comportamentos e transações de um cliente
com a empresa, mas sim, em tratá-lo como um parceiro que, em troca de benefícios
de qualquer espécie, fornecem valor para esta. Para tanto é necessário que a equipe
esteja consciente que seu serviço de informação, além de todas as outras
atividades, também é um ambiente de aprendizagem , seja de forma presencial ou à
distância com foco no desenvolvimento de programas "customizados" sobre
competências informacionais de clientes. Conforme apresenta Belluzzo (2007),
alguns objetivos devem capacitar o cliente para poder determinar a natureza e a
extensão da necessidade de informação, saber acessar a informação necessária
com efetividade; saber avaliar criticamente a informação e suas fontes ; saber usar a
informação apropriadamente para alcançar um objetivo ou obter um resultado; saber
compreender as questões econômicas, legais e sociais da ambiência do uso da
informação, acessando-a de forma ética e legal. Os clientes devem aprender a
utilizar a informação e esse pode e deve ser um objetivo do serviço de informação,
propiciando um ambiente para que essa aprendizagem aconteça .
O recurso a ser considerado sob o ponto de vista do CRM social, portanto,
são as ferramentas web e web 2.0 que praticamente são ilimitadas e estão à
disposição, onde o cliente interage com o serviço em tempo real , contribuindo nos
conteúdos, sendo ao mesmo tempo consumidor e produtor de informações. Os
serviços de informação podem e devem utilizar destes recursos proporcionando
serviços e produtos, atendendo às necessidades de seus clientes e principalmente
coletando informações adicionais para compor os grupos de clientes.
Comprometer-se com clientes por meio de mídia social é algo crítico. O que
precisa acontecer primeiro é uma experiência de cliente "encantadora" e depois um
maior comprometimento com os clientes por meio de novos canais (ARUSSY, 2010 ,
p. 44). Como contribuição para contextualizar essas possibilidades serão

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apresentados alguns exemplos de ações, produtos e serviços possíveis para serem
desenvolvidos nos serviços de informação com foco no perfil baseados nos pilares
do CRM social através dos recursos web 2.0:
Tabela 2 - Ações via web e web 2.0
CRM
Identificar

Identificar
Interagir
Diferenciar
Personalizar

Personalizar

Ações via web e web 2.0
Análise de dados estatísticos identificando freqüência de uso
de serviços e produtos (incluindo dados coletados nos
produtos web 2.0);
Blog de discussão temática: lista de discussão mediada pelo
bibliotecário;
Enguetes via site ou ~ortal do serviQo de informaQão como
coleta de dados sobre o perfil de clientes ou avaliação de
qualidade de serviços e produtos.
Blogs temáticos: serviço de levantamento bibliográfico
colaborativo onde o bibliotecário controla a qualidade e
pertinência das colaborações. Com links para conteúdos na
íntegra;
Wiki temático utilizando o conhecimento coletivo e mediado
pelo serviço de informação;
Twitlers: como meio de comunicação rápida, mantendo o
cliente informado sobre novas publicações inseridas no acervo
e coletando dados para compor o perfil do cliente ;
Facebook: para divulgação de fotos, vídeos, mural de
recados , eventos e interação dos clientes;
ServiQo de referência via chat I Atendimento virtual via chats
para esclarecimentos de dúvidas e informações rápidas;
Twitler de Evento: informar um grupo em tempo real durante
um evento.
Ambiente de A~rendizagem: através de ferramentas de EaD
disponibilizar tutoriais e cursos sobre o uso de bases de dados
específicas e desenvolvimento de competência informacional;
Formulário de ~edido/sugestão de AguisiQão on-line:
disponível no site da biblioteca com serviços de
acompanhamento e retorno da solicitação;
Alertas e comunicados via e-mails informando situação sobre
empréstimos, confirmação de devoluções e atrasos quando a
circulação de materiais;
Re~ositórios temáticos de imagens utilizando ferramentas
como YouTube, Picasa e SlideShare;
Re~ositórios de ProduQão Técnica Científica armazenando e
disponibilizando o acervo gerado pela própria instituição

Fonte: Elaborado pelas autoras

Esses exemplos demonstram que o planejamento de ações concretas por
parte dos gestores podem aproximar os clientes desses serviços, otimizando
recursos e garantindo a eficácia dos produtos e serviços prestados.

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4 Considerações Parciais/Finais
A pretensão ao apresentar este capítulo foi convidar os gestores de serviços
de informação a repensar seu ambiente e sua prática profissional e considerar a
possibilidade de introduzir o CRM como uma proposta de gestão organizacional
tendo como parceiro fundamental : o cliente. Para tanto, todos os setores envolvidos
na organização deverão integrar essa estratégia, uma vez que o modelo proposto é
uma iniciativa corporativa , visando uma mudança cultural de forma holística e
integrada.
O desenvolvimento de uma empresa centrada no cliente requer uma
sistematização bem administrada, ou seja, é uma jornada gradativa que requer
etapas previamente definidas e projetadas para o sucesso de sua implementação,
com base nos benefícios que serão conquistados a longo prazo, sendo utópico
objetivar que esta se torne diferente do dia para noite. Dentro desse contexto, a
iniciativa de introduzir o CRM deve ser conduzida primeiramente pela Diretoria da
organização, embora a ideia e a sua concepção possa advir do gestor dos Serviços
de Informação e essa é a intenção também deste trabalho: apresentá-lo como
precursor da mudança e convidá-lo a ousar e se destacar como líder na tomada de
decisão estratégica da organização. O ponto de partida deve envolver suas
necessidades e seus interesses de negócio, a partir do planejamento estratégico
desta, para então , iniciar o projeto envolvendo todos os pilares aqui apresentados.
Entretanto, para que esta proposta seja concretizada a contendo, há de se observar
e não se esquecer que o ambiente informacional tradicionalmente utilizado pelo
cliente mudou, transformou-se e o fez interagir de forma mais independente e mais
exigente também , essa realidade está presente na revolução das interações, no uso
das redes sociais e meio de comunicação atualmente existentes: Facebook, Twitter,
Orkut, Blogs, Podcasts, entre outros, sendo também apresentadas como
características integrantes das estratégias de CRM , novos desafios ao gestor dos
Serviços de Informação.
Nesse atual e emergente ambiente tecnológico e informacional, o que esse
cliente espera de uma organização é ser surpreendido, encantado e que os
funcionários e a organização estejam preparados e empenhados a propiciar o
melhor dos serviços que dispõem, ou seja , ele espera que aquilo que vê e lê no
ambiente da web esteja também disponível no serviço de informação, por telefone
ou por e-mai!, além de poder ser escutado e recompensado caso algo dê errado no
momento dessa interação. É nessa premissa que foi utilizada a palavra 'fidelizar' e
que deve estar diretamente relacionada a expressão 'comprometer-se'. Ou seja,
para se obter um cliente fiel é preciso antes de tudo comprometer-se com ele e
colocá-lo em primeiro lugar dentro das iniciativas corporativas, deixando para trás
ações obsoletas que tem apresentado, ao longo dos serviços prestados, os mesmos
resultados.

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A proposta é ir além do conhecido, é explorar e vencer os próprios melindres
e inseguranças, é desafiar-se e ter a coragem de surpreender a si mesmo , dando o
primeiro passo para a transformação, entretanto, é notório que para o
desenvolvimento de uma organização centrada no cliente se requer um processo de
mudança estruturado que é muito mais do que uma intenção. Esse processo exige,
antes de qualquer coisa, ação. E - por que não? Emoção.

5 Referências
ANDERSON , K. ; KERR, C. Customer relationship management. New York: McGrawHill, 2002.
ARUSSY, E. CRM social e esperiência do cliente: você está preparado? Consumidor
Moderno, São Paulo, ano 15, p. 44-45, jul. , 2010.
BARRETO, A. de A. A questão da informação. São Paulo, 23 jan . 1999. Disponível
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informação e comunicação. 2. ed. Bauru : Cá entre nós, 2007 .
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2003.

LUCAS , E. R de O.; SOUZA, N. A. de. Disseminação seletiva da informação em
bibliotecas universitárias sob o prisma do Customer Relationship Management.
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NEVES, G. L. C.; SOUZA, N. A. de; LUCAS, E. R de O. Aplicativos de gestão de

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Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 11, n. 1, p. 111-127, jan./jul.,
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PEPPERS, D.; ROGERS, M. CRM series: marketing 1 to 1. 3. ed . rev. e ampl. São
Paulo: Carlson Marketing Group, 2004.
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foco no cliente. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina , Florianópolis, v. 7,
n. 1, p. 198-217, jan./jul., 2002 .
VALLS , V. M. Gestão da qualidade em Serviços de Informação no Brasil :
estabelecimento de um modelo de referência baseado nas diretrizes da NBR ISO
9001 . 2005 , 247 f. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) - Escola de
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Apresenta e discute alguns conceitos amplamente utilizados na gestão de empresas com o objetivo de aproximá-los da realidade dos serviços de informação, possibilitando aos seus gestores melhor entendimento desses conceitos, para que seja possível sua adaptação e incorporação às suas práticas gerenciais. A estratégia a ser apresentada é a Gestão de Relacionamento com o Cliente (do inglês Customer Relationship Management - CRM) traçando um panorama conceitual e prático para entender e adaptar os fundamentos dessa estratégia empresarial à realidade dos serviços de informação. Esse trabalho é baseado no artigo publicado por Valls, Souza e Beretta (2010).</text>
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ENTENDENDO E ATENDENDO O CLIENTE
Valéria Martin VaI/5 1, Adriana Maria de Souzél
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2

Doutora em Ciências da Comunicação ECAlUSP, FESPSP, São Paulo, SP

Mestranda no programa de Pós-graduação em Ciências da Informação ECAlUSP, FESPSP,
São Paulo, SP

Resumo
Apresenta uma proposta reflexiva sobre a prática dos princípios da gestão da
qualidade no atendimento ao cliente de bibliotecas universitárias, aliando o ato de
atender em sinergia com a compreensão do sentido de entender o cliente a quem se
destina a prestação de serviços, resultando na construção eficaz do relacionamento
profícuo com este.

Palavras-Chave:
Gestão da Qualidade em Serviços de Informação; Atendimento ao Cliente ;
Serviços de Informação; Excelência em Atendimento ao Cliente.

Abstract
Presents a proposal on the reflective practice of the principies of quality
management in customer service university libraries, combining the act in synergy to
meet with understanding the sense of understanding the customer for whom it is
intended to provide services, resulting in building effective fruitful relationship with
this.

Keywords:
Quality Management in Information Services; Customer Services; Information
Services; Customer Services Excellence.

1 Introdução
Com a expansão das Tecnologias da Informação e de Comunicação - (TIC's)
observa-se um crescimento exponencial da informação, ampliando-se de forma
significativa a necessidade de mediação, para que a informação seja de fato
acessada e utilizada. Diante desse ambiente , o bibliotecário universitário deve
repensar sua forma de atuação, para que seja atuante e para que suas atividades
agreguem valor aos alunos e professores, realizando além de suas atividades
técnicas tradicionais, o atendimento aos usuários com altos padrões de qualidade,
cada vez mais alinhado às suas reais necessidades.

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Nesse contexto, a Special Libraries Association - SLA (2003), organização
americana dinâmica e orientada para a mudança, interessada em saber as
necessidades dos novos profissionais da informação para o mercado de trabalho,
salienta que vivemos uma substancial ruptura de paradigmas quanto às
competências desse profissional , elencando as principais delas: transição do papel
às mídias eletrônicas; crescente demanda por prestação de serviços e; novas
formas de organização do trabalho. Com base nesses novos paradigmas, pode-se
atentar a necessidade de adaptação desses profissionais aos novos ambientes de
trabalho. Assim sendo, no atual cenário mercadológico e social, a busca por um
ambiente com altos padrões de qualidade em serviços de informação tem sido uma
preocupação cada vez mais frequente dos gestores bibliotecários, uma vez que as
oportunidades de acesso irrestrito a todo tipo de informação transformaram o
usuário, antes passivo e dependente, em um cliente exigente e autônomo em suas
necessidades e desejos de pesquisa . Ele não só acessa a informação, mas também
produz informação, tornando-se agente ativo desse processo.
Os serviços de informação, como instituições sem fins lucrativos, precisam
viabilizar a partir da prestação de serviços informacionais um atendimento ao cliente
que propicie não somente satisfação, mas a excelência no tocante aos recursos
humanos e materiais disponíveis, sejam estes presenciais, remotos ou virtuais. Para
tanto, há que se atentar para as novas formas de gerenciamento e cultura
organizacionais orientadas para o benefício das pessoas e não apenas pelas
necessidades do mercado. Pode-se inferir como afirma Vergueiro (2000 , p. 4), que
um dos fatores fundamentais para a gestão da qualidade em serviços de informação
é o foco no cliente.
Dessa forma, o objetivo deste trabalho é apresentar uma proposta reflexiva
sobre a prática dos princípios da gestão da qualidade no atendimento ao cliente de
bibliotecas universitárias, aliando o ato de atender em sinergia com a compreensão
do sentido de entender o cliente a quem se destina a prestação de serviços,
resultando na construção eficaz do relacionamento profícuo com este.

2 Revisão de Literatura
O primeiro princípio da gestão da qualidade, segundo a NBR ISO 9000 é o
foco no cliente , que define: "Organizações dependem de seus clientes e, portanto,
convém que entendam as necessidades atuais e futuras do cliente, os seus
requisitos e procurem exceder as suas expectativas" (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
DE NORMAS TÉCNICAS , 2000, p. 2).
Um panorama da aplicação desse princípio em serviços de informação foi
apresentado por Valls (2006 , p. 72) , a partir de uma pesquisa realizada em diversas
comunicações sobre o tema, em literatura nacional e internacional. A autora cita os
seguintes elementos para efetivar a implantação desse princípio, que são :
a) conversão das necessidades subjetivas dos usuários em processos
docu mentados;
b) estabelecimento de processos para recepção e tratamento das manifestações
dos usuários (elogios, críticas e sugestões) ;
c) implantação de comitês de usuários e outras formas de aproximação com os
fornecedores de serviços de informação;

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d) introdução do conceito de cliente interno, gerando mais sinergia e integração
entre as equipes;
e) maior aproximação e interação com os usuários, identificando suas reais
necessidades de informação e expectativas em relação aos serviços
prestados.
O ponto fundamental do foco no cliente, portanto, está alicerçado no real
entendimento das necessidades do cliente. Entendimento que tem como ponto
primário conhecer seu cliente (tipologia e necessidades básicas) para em um
segundo momento buscar uma aproximação efetiva com os vários tipos de clientes
atendidos, visando que o processo de entendimento seja de fato implantado.
Em contrapartida, a qualidade em serviços é bastante singular, principalmente
porque o referencial de qualidade é baseado na percepção do cliente, depende
diretamente de sua expectativa e tem um caráter altamente subjetivo (VALLS , 2005 ,
p. 47). Esse entendimento deve levar em consideração que a percepção do cliente é
bastante singular, dois clientes podem ter percepção completamente diferente em
relação ao mesmo tipo de experiência (e até mesmo a mesma pessoa em situações
diversas) e depende da sua expectativa, pois o atendimento pode ser bom ou ruim
(segundo o seu ponto de vista) , dependendo do que ele espera dele, e isso pode se
traduzir em uma impressão favorável ou não do serviço prestado.
Um serviço de qualidade e de excelência se caracteriza pelo compromisso
com o cliente, ou seja, colocar suas necessidades no centro dos serviços/produtos
oferecidos.
Entender, captar e transformar essa percepção em requisitos não é tarefa
fácil , especialmente porque muitas vezes os bibliotecários "imaginam" o que os
usuários necessitam e desenvolvem seus processos sobre premissas equivocadas.
Identificar o que de fato os clientes esperam é premissa básica para que esses
processos atendam a suas expectativas (VALLS, 2004, p. 178). Reforçando essa
afirmação, como descrevem Behr, Moro e Estabel (2010), o bibliotecário deve
também estar aberto para entender o usuário e não somente despejar materiais
sobre o mesmo. Esta é uma oportunidade muito importante para que o usuário
conheça a biblioteca como sendo um local onde seus problemas são minimizados e
não agravados.
A partir do entendimento, portanto, o atendimento poderá ser implantado de
maneira adequada, visando atingir os objetivos estabelecidos e, em última análise,
de fato encantar o cliente.

3 Entendendo e atendendo o cliente
Para que se possa entender efetivamente o cliente em suas solicitações
informacionais, a instituição mantenedora precisa acompanhar a transformação
tecnológica, cognitiva e social ocorrida nas últimas décadas, uma vez que interfere
substancialmente nas novas práticas gerenciais em serviços de informação. Como
cita Souto (2010, p. 18), a partir de levantamento histórico sobre a evolução dos
elementos do serviço de disseminação seletiva de informações, identificou três
gerações de serviços: a) serviço manual com ênfase na relação entre o profissional
bibliotecário e o usuário; b) serviço automatizado, ênfase na recuperação da
informação, a partir de sistemas automatizados e; c) serviços online, ou seja , na
Internet, com foco na autonomia do usuário.

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Dessa forma, as bibliotecas universitárias (BUs) precisam se reinventar e
propor soluções eficazes e efetivas na condução de suas funcionalidades , uma vez
que o cliente/usuário está mais intuitivo e independente em suas formas de
apropriação do conhecimento e busca de informações, não sendo mais necessário
se dirigir fisicamente às bibliotecas para se ter acesso aos recursos informacionais
disponíveis, bastando para isso, na maioria das vezes, apenas um clique . Nessa
perspectiva , como aponta Vergueiro (2011, p. 72) é crucial à adaptação das BUs aos
novos recursos eletrônicos e do ambiente virtual , sendo a informatização necessária
à gestão bibliotecária, visando atingir um atendimento de qualidade e excelência
tanto aos usuários presenciais quanto aos remotos.
Um ponto importante a ser destacado é o gerenciamento das manifestações
dos usuários. Lembrando que manifestação não é sinônimo de reclamação, é um
conceito mais amplo, com é apresentado abaixo:
a) Reclamações: quando o usuário está descontente;
b) Elogios: quando o usuário quer expressar sua satisfação;
c) Sugestões: quando o usuário quer sugerir pontos de melhoria ou
d) Dúvida : quando o usuário precisa de esclarecimentos.
Muitas vezes o bibliotecário relata que organiza seus processos com foco no
cliente , mas não é possível evidenciar canais formais para que as manifestações
sejam de fato recebidas, gerenciadas e que ações efetivas sejam implantadas a
partir delas. Quando citamos canais, é importante ter em mente vias para que o
usuário possa acionar o serviço de informação de forma isenta e tendo confiança
que sua manifestação será recebida e encaminhada para análise e ação. O quadro
1 apresenta alguns exemplos:

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Tabela 1 - Canais tradicionais de comunicação com o usuário
Canal
Descrição
Caixa de sugestões Espaço para o usuário entregar sua manifestação por
escrito
E-mail da biblioteca Esse e-mail deve ser geral (e não pessoal) e deve ser
acessado pelo gestor ou profissional por ele
designado
O gestor ou profissional por ele designado deve
Contato pessoal
informar horário para atendimento pessoal, de
preferência em local reservado para que o usuário se
sinta á vontade para se manifestar
Telefone
A Biblioteca deve dispor de um canal direto entre os
usuários e o gestor da Biblioteca
Endereço postal
O usuário pode preferir se manifestar por escrito, via
carta . A biblioteca deve informar seu endereço postal
completo, inclusive o nome do gestor
Fonte: Elaborado pelas autoras.

A partir do entendimento do usuário, outro processo relacionado e interligado
é o atendimento (que como pode ser observado tem ligação direta, de
retroalimentação). O bibliotecário pode, por exemplo, adotar em seu planejamento
estratégico uma abordagem gerencial focada em princípios, processos e pessoas,
como instituído pelo British Council1 e relatado em sua publicação bimestral, British
Council Life (CHOONG, 2010, p. 33), na qual há especificações sobre a adoção de
uma política de atendimento ao cliente baseada nos 3Ps, adaptado por Souza
(2011 , p. 3), como apresentado abaixo:
a) Princípios: relacionam-se às metas, comportamentos, filosofia, cultura,
valores, missão e visão organizacionais concebidos pela instituição objetivando
benefícios mútuos tanto ao seu negócio quanto à clientela atendida . Uma vez
empregados tais princípios, a instituição está apta a atingir, manter e aprimorar seus
produtos e serviços de informação.
b) Pessoas: relacionam-se ao conhecimento, comunicação, relacionamento e
compromisso com a clientela do ponto de vista das atividades desenvolvidas nos
serviços de informação com foco em suas necessidades e desejos na valorização
dos clientes, bem como no incentivo e motivação das equipes de "linha de frente"
para a promoção de padrões e políticas de atendimento.
c) Processos: relacionam-se a padronização de normas, procedimentos e
diretrizes em serviços de atendimento. Pode-se exemplificar citando um ambiente
universitário, no qual a instituição irá projetar os diferentes cursos e projetos
pedagógicos para ofertar ao mercado e obter alunos, bem como contratando
professores. Posteriormente, oferecerá seus cursos aos estudantes que, quando
1Órgão oficial do Governo Britânico para educação e cultura . Atua desde 1945 no Brasil , com
representações em Brasília , Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, sendo este último responsável pelo
atendimento ao cliente no país e o único que dispõe de uma Biblioteca e Centro de Informação.

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matriculados, iniciarão a etapa da prestação de serviços interna, passando a recebêlos e a interagir com todos os demais serviços periféricos disponíveis na instituição,
ocorrendo assim , a entrega dos serviços. Em relação às bibliotecas universitárias,
como aborda Finger (2007, p. 56), esses espaços visam à prestação de serviços,
voltados ao atendimento, à formatação dos serviços e a busca de soluções em
informação através do contato e do conhecimento dos alunos que usam e interagem
nesses espaços.
A partir das considerações apresentadas neste trabalho, nota-se que mesmo
que os serviços de informação pratiquem diversas técnicas de marketing e que
tenham os melhores produtos e serviços, o contato com o cliente sempre será
determinante para o sucesso das estratégias e táticas utilizadas. Trata-se do
"momento da verdade" (MV) conforme termo popularizado por Jan Carlzon em 1987
que trata sobre o assunto e narra as suas experiências bem-sucedidas como
executiva da SAS , empresa aérea da Escandinávia (LAS CASAS, 2012 , p. 20) . É
uma ocasião em que todo o esforço empregado pela empresa na interação com o
cliente se materializa e se concretiza constituindo-se num "momento da verdade", no
qual uma intervenção, muitas vezes pequena e personalizada, faz a diferença real
para o cliente. Um exemplo disso é um cliente fazendo uma consulta e como este se
sente sobre o serviço que recebe .
Ao pretender alcançar uma melhoria mensurável na qualidade da prestação
de serviços ao cliente, deve-se considerar como o relacionamento com este pode
ser desenvolvido e que seja mutuamente benéfico para aumentar os níveis de
satisfação, refletindo assim , sobre o percurso que deve ser trilhado para a
excelência no serviço de atendimento ao cliente . Ao concentrar-se em construir
relacionamentos com os clientes, cada vez que estes optarem por entrarem em
contato com a instituição começará também a ter impacto sobre a satisfação do
cliente .
Há muitos fatores que podem influenciar este momento da verdade:
a) O tempo de espera por uma resposta ;
b) Saudação ;
c) Estrutura da interação;
d) Empatia ;
e) Conhecimento/Informação;
f) Reconhecimento individualizado das necessidades dos clientes;
g) Fator humano;
h) Resolução de uma questão e/ou pesquisa de busca ;
i) Valor agregado (informações extras/serviços/produtos);
j) Fechamento/Finalização do serviço entregue;
k) Avaliação e construção de relacionamento.
Hoje os clientes têm pouco tempo, energia ou confiança para depositar nas
formas tradicionais de comunicação (como foi apresentado no Quadro 1). É preciso
pensar, trabalhar e se comunicar de maneiras novas: emails e mensagens de texto,
blogs e videoblogs, reviews e comentários dos clientes. A comunicação, nesse
sentido, é conduzida pela experiência de um cliente e suas recomendações a outras
pessoas. Como observa Fisk (2010), embora não possa controlá-lo, a instituição
ainda pode influenciar esse processo : pode facilitar a interação com o cliente e

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encorajar a propaganda boca a boca com fóruns de discussão e eventos especiais,
com estruturas online e comunidades virtuais.
As redes de clientes, como o YouTube, o Facebook, a Wikipédia são muitas
vezes descritos como websites de segunda geração (ou Web 2.0): eles possibilitam
a colaboração e seu conteúdo é, em grande parte, gerado e compartilhado pelos
usuários. Esses sites representam comunidades online que alguns consideram
como redes sociais, mas também formam a base da produção colaborativa.
Ainda como aborda Fisk (2010) , os clientes têm diversas razões para se
conectarem ; suas motivações direcionam as redes que usam e os aplicativos mais
atraentes para eles. Dessa forma , antes de adotar uma rede como parte dos
programas de comunicação ou de relacionamentos dos serviços de informação, o
bibliotecário precisa considerar por que e como seu público-alvo se interessaria em
participar dela, quais ativos são necessários para efetivar essa interação e como
deverem ser avaliados e aprimorados esses serviços.
Entretanto, outros canais de integração com o cliente podem ser também
acessados, e não devem ser negligenciados, tendo em vista as três gerações
citadas neste trabalho, há como se conjugar esses espaços em um único,
equilibrando seus elementos e práticas em prol das necessidades dos clientes.
Assim , a fidelização está vinculada à capacidade de desenvolver, manter e gerenciar
boas relações com o cliente, utilizando-se multicanais de atendimento.

4 Considerações Parciais/Finais
Os serviços de informação sejam estes públicos ou privados, especializados
ou gerais, precisam ser considerados ambientes de aprendizagem e aprimoramento
contínuos, no qual haja um interesse real e profícuo em se estabelecer iniciativas de
capacitação, treinamentos, padronização, políticas de atendimento ao cliente por
parte de seus gestores, buscando na própria equipe de funcionários e na clientela a
manutenção, o compartilhamento e a transferência das informações e
conhecimentos já existentes, bem como propiciar um ambiente fértil para novas
ideias e inovações, construindo dessa maneira, equipes vencedoras e clientes
altamente satisfeitos.
E todo esse processo só se realiza efetivamente com gestores bem
preparados e funcionários motivados. Esse deve ser o foco da gestão de serviços de
informação, para que de fato esses serviços possam entender, atender e ... fidelizar
seus clientes.

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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                  <text>2012</text>
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              <description>A language of the resource</description>
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                  <text>Português</text>
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                <text>Apresenta uma proposta reflexiva sobre a prática dos princípios da gestão da qualidade no atendimento ao cliente de bibliotecas universitárias, aliando o ato de atender em sinergia com a compreensão do sentido de entender o cliente a quem se destina a prestação de serviços, resultando na construção eficaz do relacionamento profícuo com este.</text>
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MACROPROCESSOS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
UMA CONTRIBUiÇÃO NA CONSTRUÇÃO DE INDICADORES DE
DESEMPENHO
Milene Migue/ do Va/e 1, Célia Regina Simonetti Barba/hcf
1

Mestranda em Engenharia da Produção, Universidade Federal do Amazonas - UFAM, Manaus,
Amazonas
2

Doutora, Universidade Federal do Amazonas - UFAM, Manaus, Amazonas

Resumo
Apresenta a Biblioteca Universitária (BU) como um sistema organizacional,
descrevendo seus processos de maneira detalhada com o objetivo de dar suporte na
composição de indicadores de desempenho. A pesquisa , do tipo exploratória , foi
executada por meio de fontes secundárias, em especial, a revisão bibliográfica.
Dessa forma, o detalhamento dos processos proporcionou conhecimento que irá
contribuir na construção de um instrumento de avaliação que possibilite a Biblioteca
avaliar seu desempenho através do uso de indicadores.

Palavras-Chave:
Biblioteca Universitária ; Processos em Biblioteca Universitária; Indicadores de
desempenho.

Abstract
Presents the University Library (BU) as an organizational system, describing in
detail their processes in order to support the composition of performance indicators.
The research, exploratory, was performed by means of secondary sources, in
particular, the literature review. Thus, the detailed processes provided knowledge that
will contribute to building an assessment tool that will to enable the library evaluate
its performance through the use of indicators.

Keywords:
University Library; Processes in University Library; Performance indicators.

1 Introdução
Em face às mudanças ocorridas no cenário mundial as organizações em geral
e as bibliotecas universitárias em particular, têm buscado instrumentos de gestão
para se adequarem a realidade do ambiente externo e interno aos quais estão
inseridas.

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Nesse cenário, o bibliotecário enquanto gestor deverá ser inovador. Maciel
(1997, p.18) aponta esta necessidade quando afirma que "o bibliotecário que não
inova, não cria alternativas para as suas rotinas de trabalho, já se esclerosou , e o
produto do seu trabalho, obviamente, estará também esclerosado"
Dessa forma, introduzir mudanças organizacionais e reordenar a gestão
também é uma necessidade das bibliotecas universitárias.
Em virtude do exposto, o gestor de bibliotecas universitárias precisa definir
critérios que lhe permitam identificar o que realmente é importante para obtenção
dos resultados planejados. Elaborar um grupo de indicadores para avaliar
desempenho, pode se constituir em um desses critérios. A adoção de um grupo de
indicadores que permitam avaliar o desempenho da organização, auxiliará o gestor
na tomada de decisões.
Sendo que, para isto é necessário que o gestor, de fato entenda a biblioteca
como uma organização viva e dinâmica . Portanto, através da revisão bibliográfica
este estudo tem como objetivo descrever a Biblioteca Universitária (BU) como
organização, bem como seus processos de forma detalhada, a fim de dar suporte à
composição de indicadores para avaliação de desempenho.

2 Bibliotecas universitárias como organização
Maximiano (2011) define organização como um sistema composto de
elementos ou componentes interdependentes, revelando-se como um conjunto de
pelo menos dois sistemas ou subsistemas que se influenciam mutuamente: o
sistema técnico e o social, onde segundo o autor:
a) sistema técnico é formado por recursos e componentes físicos e abstratos,
e que até certo ponto, independe das pessoas: objetivos, divisão do trabalho,
tecnologia, instalação, duração das tarefas, procedimentos;
b) sistema social formado por todas as manifestações do comportamento dos
indivíduos e dos grupos: relações sociais, grupos informais, cultura, atitudes e
motivação.
Com base no exposto pode-se afirmar que a biblioteca universitária é um
sistema, pois está constituída de diversos subsistemas, tanto técnico quanto social.
A biblioteca é uma organização formal , tendo como instrumento regulador de
suas ações, documentos oficiais, como : regimento, estatuto, manuais, estrutura
administrativa, organogramas, dentre outros, os quais estão amparados nas normas
que regem as universidades (NEVES, 1999).
Do ponto de vista sistêmico, "[ ... ] a biblioteca universitária é um subsistema da
universidade a qual está vinculada sendo influenciada e interagindo com ela ."
(FLECK, 2004, p. 21). Sua existência e funcionamento devem estar em acordo com
normas, objetivos e finalidades, do sistema ao qual está inserida a universidade,
pois não existe de forma isolada.
Segundo Pinto (1993), as bibliotecas universitárias têm suas estruturas
organizacionais formadas por departamentos denominados de divisões e seções
que, em muitos casos, podem ser designados com outros nomes. Segundo Neves
(1999) essas divisões e seções são agrupadas por áreas, tais como: administração,
desenvolvimento de coleções, serviço de referência, atendimento ao usuário e
controle bibliográfico (catalogação, classificação e planejamento de sistemas de
organização de informação), cabendo a cada departamento a responsabilidade pelo

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desenvolvimento de algum produto e/ou serviço, formando uma cadeia até a sua
execução final.
Segundo BlaUiman (2001) as bibliotecas receberam muitas influências da teoria
geral da administração, tais como:
a) a administração científica do trabalho como chave para a produtividade;
b) a descentralização como um princípio básico de organização;
c) a administração dos recursos humanos como a maneira ordenada de inserir
pessoas nas estruturas organizacionais;
d) preparação das necessidades administrativas de amanhã ;
e) contabilidade administrativa como fundamento do processo decisório;
f) marketing; e,
g) planejamento a longo prazo.
Essas influências têm contribuído na gestão das bibliotecas universitárias, pois
permitem a compreensão do ambiente em que estão inseridas dando-lhes
instrumentos para utilizar os recursos que dispõe na execução de seus produtos e
serviços.
Portanto, conforme expõem Tachizawa e Scaico (1997, p. 36)
[ .. .] enfoque sistêmico possibilita uma visão macroscoplca da
organização, que é o ponto de partida para a criação e gestão de
empresas que respondam eficientemente à nova realidade de
concorrência acirrada e de expectativas em mutação dos clientes.
Esta macrovisão permite visualizar a organização como um
macrossistema que converte diversas entradas de recursos em
saídas de produtos e serviços, que ela fornece para sistemas
receptores, ou mercados.

Ao olhar para a biblioteca como um sistema percebe-se com clareza como
ocorre o fluxo dos seus diversos processos. Para um melhor entendimento deste
enfoque, é necessário conceituar e caracterizar os diferentes processos existentes
para que se possa utilizar como metodologia na elaboração do modelo de gestão em
bibliotecas.
2.1 Processos
Para Gonçalves (2000, p. 7), processo !I[ ... ] é qualquer atividade ou conjunto
de atividades que toma um input, adiciona valor a ele e fornece um output a um
cliente específico". Portanto, o que define um processo é o conjunto de tarefas e
atividades que estão interligadas.
Quando utilizadas na entrada são chamadas de input e quando utilizadas na
saída são output.
A Figura
ilustra como ocorre o processo em qualquer sistema
organizacional.

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Entrada
Recursos

Processos

Saídas

Atividades de

Feedback
Figura 1 - Processo organizacional

Segundo Blatman (2001) tais entradas (inputs) podem ser bens tangíveis, por
meio de materiais, equipamentos entre outros, ou intangíveis, tais como informações
e conhecimento, por exemplo. Além disso, todos os processos precisam de um
retorno de informações para que a viabilização de mudanças seja significativa e
promova resultados efetivos (feedback) . Várias atividades agregadas formam um
macroprocesso, que pode ser dividido em subprocessos, os quais que por sua vez
são Formados por um grupo de atividades.
Reis e Blattman (2004) sintetizam tal questão ao expor:
a) macroprocessos: é um processo que geralmente envolve mais de uma
função da organização, cuja operação tem impactos significativos nas demais
funções. Dependendo da complexidade o processo é dividido em subprocessos;
b) subprocessos: divisões do macroprocesso com objetivos específicos,
organizadas segundo linhas funcionais . Os subprocessos recebem entradas e
geram suas saídas em um único departamento;
c) atividades: os subprocessos podem ser divididos nas diversas atividades
que os compõem , e em um nível mais detalhados de tarefas;
d) tarefa : é a parte específica do trabalho, ou melhor, o menor microenfoque
do processo, podendo ser um único elemento e/ou subconjunto de uma atividade .
Geralmente, está relacionada a como um item e desempenha uma incumbência
específica .
Para Blattman (2001) o termo processo é empregado em diferentes áreas do
conhecimento, sendo que essa ampla abrangência de uso reporta-se à sucessão
sistemática de mudanças em uma direção definida, ou seja , envolve uma série de
ações sistemáticas visando obtenção de resultados positivos.
Segundo Rados et ai. (1999 , p. 11), os ''[. ..] processos podem ser
classificados de acordo com o grau de abrangência na organização, trata-se da
hierarquia do processo." A Figura 2 aponta a representação dessa estrutura.

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Figura 2: Hierarquia do processo.
Fonte : Rados et ai. (1999)

Ao analisar a Figura 2 percebe-se que um processo é constituído de vários
subprocessos, atividades e tarefas. Iniciando do processo chega-se ao nível de
tarefas consideradas unidades mínimas da organização horizontal. Esta estrutura
possibilita obter uma visão gerencial de todo processo.
2.2 Tipos de processos
Algumas organizações buscam melhorar seu desempenho mudando sua
forma de funcionamento e não suas atividades, ou seja, mudam seus processos.
Segundo Gonçalves (2000) existem três categorias de processos:
a) processos de negócio (ou de cliente) são aqueles que caracterizam a
atuação da empresa e que são suportados por outros processos internos, resultando
no produto ou serviço que é recebido por um cliente externo, são típicos da empresa
em que operam e são muito diferentes de uma organização para outra .
b) processos organizacionais ou de integração organizacional - são
centralizados na organização e viabilizam o funcionamento coordenado dos vários
subsistemas da organização em busca de seu desempenho geral, garantindo o
suporte adequado aos processos de negócio. Geralmente produzem resultados
imperceptíveis para os clientes externos, mas são essenciais para a gestão efetiva
do negócio; e,
c) processos gerenciais - que são focalizados nos gerentes e nas suas
relações e incluem as ações de medição e ajuste do desempenho da organização,
incluem as ações que os gerentes devem realizar para dar suporte aos demais
processos.
Ainda segundo Gonçalves (2000) eles podem ser verticais e horizontais. Os
processos verticais usualmente se referem ao planejamento e ao orçamento
empresarial e se relacionam com a alocação de recursos escassos (fundos e
talentos) . Os processos horizontais são desenhados tendo como base o fluxo do
trabalho.
A estruturação de processos é essencial para a qualquer sistema de gestão,
pois qualquer organização que possuir seus processos bem delineados utilizará
seus recursos com o máximo índice de acertos melhorando seu desempenho.

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3 Materiais e Métodos
Considerando-se o critério de classificação de pesquisa proposto por Vergara
(2009) , este estudo enquadra-se como exploratório ou pesquisa bibliográfica.
Segundo a autora (2009 , p.43) , 'l .. ] pesquisa bibliográfica é o estudo sistematizado
desenvolvido com base em material publicado em livros, revistas, jornais, redes
eletrônicas, isto é, material acessível ao público em geral".
Visando compor um quadro teórico sobre os processos existentes em
bibliotecas universitárias, a pesquisa para atingir o objetivo apresentado foi
executada por meio de fontes secundárias, em especial, a revisão bibliográfica .

4 Resultados Finais
4.1 Processos em bibliotecas
Como em qualquer sistema, na biblioteca existe uma dependência entre seus
processos, se um falhar afetará o sistema como um todo. Segundo Maximiano
(2011, p. 218) ''[. .. ] qualquer sistema é representado como conjunto de elementos ou
componentes que se organizam em três partes: entradas, processos e saídas".
Na biblioteca universitária, como em qualquer organização, estão presentes
tais elementos. Ainda segundo o autor, as entradas (inputs) compreendem os
elementos ou recursos físicos e abstratos de que o sistema é feito, os processos que
interligam os componentes e transformam os elementos de entrada em resultados e
as saídas (outputs) que são os resultados do sistema, os objetivos que o sistema
pretende atingir ou efetivamente atinge.
Lancaster (1996) identifica dois grupos de atividades dentro da biblioteca: a
organização e controle dos recursos informacionais, normalmente denominados
serviços técnicos e os serviços ao público que envolve busca , recuperação e
disseminação da informação. A Figura 3 ilustra estas atividades.
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Figura 3 -As atividades de uma biblioteca.
Fonte : Lancaster, 1996

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Pode-se perceber, na figura 3, que a biblioteca é um sistema dinâmico e seus
processos são agrupados em conformidade com seus objetivos.
Dentro de uma perspectiva dinâmica e sistêmica as funções da biblioteca
universitária, são agrupadas, segundo Maciel e Mendonça (2000) a partir de três
focos :
a) formação, desenvolvimento e organização das coleções - envolvem as
funções operacionais ou serviços meios da biblioteca . Este grupo de funções ,
oferece a base necessária e o suporte informacional para o desenvolvimento dos
serviços fim da pela biblioteca;
b) dinamização do uso das coleções - envolve todas as atividades
relacionadas ao propósito final da biblioteca , ou seja , o atendimento aos usuários;
c) funções gerenciais - responsáveis pela ativação de todas as funções meio
e fim .
Para maior clareza da dinâmica existente em um sistema de bibliotecas faz-se
necessário discorrer sobre cada grupo de funções visando permitir a compreensão
dos elementos que amparam as necessidades de avaliação e, portanto de
constituição de indicadores de desempenho.
4.2 Funções de formação, desenvolvimento e organização de coleções
Segundo Maciel e Mendonça (2000) é nesta esta função que se desenvolvem
as operações relacionadas com a formação , desenvolvimento e organização das
coleções para fins de acesso e utilização. Para serem utilizadas as coleções
existentes em uma biblioteca passam vários processos até que sejam
disponibilizadas aos seus usuários.
4.2.1 Processo de formação e desenvolvimento de coleções
Este processo é composto pelos seguintes subprocessos, planejamento e
elaboração de políticas; seleção; aquisição; avaliação de coleções e debastamento e
descarte de coleções, que envolvem :
a) planejamento e elaboração de políticas - sua tarefa é realizar estudo da
comunidade com o objetivo de elaborar um documento administrativo, que deverá
delinear os princípios que regerão a seleção , aquisição avaliação e debastamento da
coleção;
b) seleção - consiste na escolha dos materiais (bibliográficos e audiovisuais)
que deverão ser adquiridos para fazer parte da coleção. Implementa o que está
formalizado na política de seleção. É a etapa que precede a aquisição, pois, não é
possível adquirir materiais informacionais sem saber primeiramente para que
comunidade será direcionado o acervo e o que será compatível com as
necessidades e interesse deste público (PEGADO, 2004);
c) aquisição - consiste no processo de adquirir todo material bibliográfico e
audiovisuais selecionados, por meio de compra, doação ou permuta para integrar o
acervo da unidade de informação procurando atender às necessidades de seus
usuários. (ROMANI ; BORSZCZ, 2006);
d) avaliação de coleções - processo utilizado para se determinar a adequação
da coleção da biblioteca e tem como objetivo "[. .. ] melhorar as políticas de

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desenvolvimento de coleções" (LANCASTER, 1996, p. 20). Envolve a atividade de
debastamento que avalia os materiais que não mais interessam à unidade,
separando-os da coleção para serem remanejados para um local menos acessível ,
ficando organizados e à disposição dos usuários ou descartados, retirados
definitivamente da coleção . ((ROMANI; BORSZCZ, 2006)
4.2.2 Processo de organização de coleções para disponibilização
Consiste no processamento técnico das coleções por meio da análise
temática e descritiva de todo material bibliográfico adquirido tendo por finalidade
facilitar sua recuperação através de fichas, listagens ou processo on-line. Segundo
Romani e Borszcz (2006, p. 35) este processo "envolve as tarefas de registro,
classificação,
catalogação, indexação, preparo
físico
para
circulação,
armazenamento, exposição, conservação, preservação e atualização das bases de
dados", de modo a facilitar seu acesso.
Romani e Borszcz (2006) descrevem cada etapa deste processo:
a) registro - é a designação de um número de registro ou tombamento para
cada novo exemplar adquirido, seguido da descrição dos dados sobre sua
modalidade de aquisição e de seus elementos de referência ;
b) classificação - determinar os assuntos e os códigos alfanuméricos que
representam o conteúdo expresso em cada obra por meio da utilização de códigos
de classificação e outros mecanismos da área . Tem por finalidade a identificação da
localização física dos documentos, em vista da recuperação por assunto ou tipo.
Os sistemas mais utilizados, são a Classificação Decimal Universal (CDU),
sistema baseado no princípio da divisão dos números em classe de dez algarismos;
a Classificação Decimal de Dewey (CDD) , baseada na classificação das ciências de
Francis Bacon e a Tabela de Cutter a qual define para cada autor um número tendo
por objetivo diferenciar os livros do mesmo assunto por autor.
c) catalogação - representação descritiva de cada material incorporado ao
acervo . Registra os dados resultantes do processo de registro, classificação e
indexação , visando a recuperação de informações relacionadas ao conteúdo e
identificação de obras nas estantes. Os principais instrumentos utilizados para
realização desta atividade são : tesauros e/ou vocabulário controlado, catálogo de
autoridades, Norma de Referência Bibliográfica (NBR 6023), Código de catalogação
Anglo American Cataloging Rules (AACR2) e cabeçalho de assuntos.
d) indexação - é a representação do conteúdo dos documentos por meio de
resumos e/ou termos (palavras-chaves/descritores) . Tem por finalidade identificar o
conteúdo dos mesmos a fim de gerar índices, compilar bibliografias, auxiliar na
recuperação e disseminação da informação.
e) preparo físico - consiste na preparação do material para armazenamento e
empréstimo o que envolve a colocação da etiqueta com o número de chamada,
código de barra ou colocação de bolso de livro contendo cartão de empréstimo .
f) armazenagem - ''[. ..] é a função responsável pela localização física das
coleções no ambiente da biblioteca". (MACIEL; MENDONÇA, 2000, p.31)

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4.3 Funções de dinamização das coleções
Segundo Maciel e Mendonça (2000) é nesta fase que se desenvolvem todas
as atividades relacionadas ao propósito final da biblioteca, ou seja, o atendimento
aos usuários. Romani e Borszcz (2006, p. 67) classificam essas atividades em três
grupos de tarefas, a saber:
a) referência e informação - são todas as atividades voltadas, direta ou
indiretamente à prestação de serviços ao usuário, ou seja , consiste no fornecimento
de informação identificada no formato impresso ou eletrônico.
b) disseminação da informação - consiste na forma de divulgação contínua e
regular das informações ou materiais recebidos e disponíveis na biblioteca , bem
como a divulgação dos serviços e produtos oferecidos a sua clientela , seja por meio
de serviços de alerta, elaboração de boletins informativos e sumários correntes. Tem
a finalidade de dar conhecimento aos usuários sobre as informações de seu
interesse que se encontram disponíveis na biblioteca.
c) circulação - consiste nas atividades relacionadas ao controle da
movimentação das coleções dentro (consulta) e fora da biblioteca (empréstimos
domiciliares).
4.4 Funções gerenciais
Para Maciel e Mendonça (2000, p.40) ''[. ..] as funções gerenciais serão
aquelas responsáveis pela ativação de todas as atividades meio ou fim e pelo seu
direcionamento e ajuste às metas e objetivos do sistema", ou seja são as atividades
relacionadas à gestão da biblioteca.
Segundo a visão clássica da Administração as autoras apresentam as
seguintes fases do processo gerencial: o planejamento, a organização, a direção e o
controle, descritos a seguir:
a) planejamento - preparar bem cada ação, ou organizar adequadamente um
conjunto de ações interdependentes e também acompanhar cada ação. Estão
inseridos nesta fase quatro níveis nesta fase três níveis, análise e reflexão
(reconhecimento da realidade), decisão e montagem (objetivos), ação
(acompanhamento) e revisão ou crítica (avaliação) (MACIEL;MENDONÇA, 2000)
b) organização- estabelece a necessária estrutura organizacional para o
funcionamento de uma empresa, é baseada na função planejar e anterior a de dirigir
e planejar.
c) direção - é a função responsável pelo gerenciamento da organização à
medida que se executam os planos, programas e projetos, procurando convertê-los
em resultados. Esta função envolve grandes decisões, ou seja, as resoluções que
irão nortear a organização ao em direção a seus objetivos e alcance de suas metas.
(MACIEL; MENDONÇA, 2000)
d) controle - verifica se os resultados planejados estão sendo alcançados
permitindo ações corretivas dos desvios detectados durante o processo de
avaliação. (MACIEL;MENDONÇA, 2000)
Para Barbalho e Beraquet (1995) as funções gerenciais são aquelas que se
relacionam às atividades que mantêm as unidades funcionando de forma
satisfatória . As funções de organização, desempenho, controle e revisão estão
estreitamente relacionadas à função planejamento, tendo em vista ser este processo

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Trabalho completo

o qual permite a constituição organizada dos demais.
Maciel (2000) em concordância , afirma que planejar consiste em preparar e
organizar bem a ação necessária ao alcance dos objetivos fixados, somado ao seu
acompanhamento a revisão para confirmar ou corrigir o que foi planejado.
Como em qualquer sistema organizacional , os processos relacionados às
funções gerenciais da biblioteca universitária são dinâmicos, o que muitas vezes
obriga seu gestor a tomar decisões apressadas.
Baseado no que foi exposto, o Quadro 1 apresenta as atividades básicas
desenvolvidas em uma biblioteca agrupadas nos três grupos de funções adotadas
por Maciel e Mendonça (2000) bem como os processos e subprocessos inseridos
em cada função .
MACROPROCESSOS

PROCESSOS

Formação, desenvolvimento
e organização das coleções

Dinamização
coleções

do

uso

das

SUBPROCESSOS

,/

Formação de
desenvolvimento de
coleções

,/ Planejamento e
elaboração de
políticas
,/ Seleção
,/ Aquisição
,/ Avaliação
,/ Debastamento
,/ Descarte

,/

Organização de coleções

,/
,/
,/
,/
,/
,/
,/
,/
,/
,/

,/

Referência e informação

,/

Disseminação
informação

,/ Circulação

2091

Registro
Classificação
Catalogação
Indexação
Preparo físico
Armazenamento
Exposição
Conservação
Preservação
Atualização das
bases de dados

,/ Atendimento ao
usuário
,/ Levantamento
bibliográfico
,/ Normalização
técnica
,/ Treinamento de
usuários
da

,/ Desenvolvimento de
estratégias
de
marketing
,/ Disseminação
da
informação
,/ Serviços de alerta
,/ Inscrição de usuários
,/ Empréstimo
,/ Consulta

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
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Trabalho completo

./ Comutação
Função gerencial

./

Planejamento

./
./
./
./

Análise e reflexão
Decisão e montagem
Ação
Revisão ou crítica

./

Organização

./ Estrutura

./

Direção

./

Controle

./
./
./
./

Decisão
Coordenação
Supervisão
Avaliação

Quadro 1 - Processos da biblioteca de acordo com suas funções

5 Considerações Finais
Em decorrência do aumento do material informacional e as constantes
inovações na tecnologia de informação e comunicação (TIC) , o processo de gestão
de uma BU exige do bibliotecário conhecimento e habilidades diversas, sendo
necessário ao gestor buscar instrumentos que lhe permitam ter amplo conhecimento
do ambiente onde a biblioteca está inserida, de modo que as decisões sejam
tomadas de forma a promover melhorias em todo sistema .
Dessa forma, conhecer processos e rotinas da BU de forma detalhada é vital
para que o gestor seja capaz de construir instrumentos que possibilitem buscar
qualidade e o bom desempenho de suas atuações.

6 Referências
BARBALHO, Célia Regina Simonetti; BERAQUET, Vera Silvia Marão. Planejamento
estratégico: para unidades de informação. São Paulo: Polis / APB , 1995. 69p. (Coleção
Palavra-Chave; 5.)
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Engenharia de Produção) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2001.
BLATMANN, Úrsula; RADOS, Gregório J. V. Bibliotecas acadêmicas na educação a
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LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos,
1996.

2092

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
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Trabalho completo

MACIEL, Alba Costa. Planejamento de bibliotecas: o diagnóstico. 2. ed . Niterói: EDUFF,
1997.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas
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administrativas das bibliotecas universitárias. 1999. 130 f. (Mestrado em Educação) Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, 1999.
PEGADO, Francisca Mércia Lucas; Borba, Maria Do Socorro de Azevedo; CARVALHO
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Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 13.,2004, Natal. Anais ... Natal: UFRN,
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PINTO, Virgínia Bentes. Informação: a chave para a qualidade total. Ciência da
Informação, Brasília, v.22, n.2, p.133 137, maio/ago., 1993.
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2093

e

relatórios

de

pesquisa

em

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Macroprocessos em Bibliotecas Universitárias: uma contribuição na construção de indicadores de desempenho.</text>
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                <text>Apresenta a Biblioteca Universitária (BU) como um sistema organizacional, descrevendo seus processos de maneira detalhada com o objetivo de dar suporte na composição de indicadores de desempenho. A pesquisa, do tipo exploratória, foi executada por meio de fontes secundárias, em especial, a revisão bibliográfica. Dessa forma, o detalhamento dos processos proporcionou conhecimento que irá contribuir na construção de um instrumento de avaliação que possibilite a Biblioteca avaliar seu desempenho através do uso de indicadores.</text>
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                    <text>Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
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Trabalho completo

o BIBLIOTECÁRIO COMO ARQUITETO DE INFORMAÇÃO
Bárbara Uehara
Bibliotecária, BIREME/OPAS/OMS, São Paulo, SP

Resumo
A constante evolução da Internet permitiu a manifestação de muitos desafios
e oportunidades para a Biblioteconomia e o bibliotecário de modo geral. Muitos
desses desafios se apresentam aos profissionais bibliotecários quanto às
habilidades e características requeridas pelo mercado de trabalho atual ,
principalmente com relação às novas áreas de atuação como a Arquitetura de
Informação (AI) . Desta forma , esta pesquisa tem por objetivos apresentar os
conceitos de Arquitetura de Informação e usabilidade e de que forma estes conceitos
auxiliam na organização de websites ; investigar como se dá a inserção do
bibliotecário nesse mercado e a importância da sua atuação. Para alcançar esses
objetivos, foi realizado um levantamento bibliográfico, dos últimos dez anos (20002010) em literatura técnico-científica da área de Biblioteconomia, Arquitetura de
Informação e Ciência da Informação. Este levantamento possibilitou apresentar os
principais conceitos de AI e como o bibliotecário pode se engajar nessa área .
Também verificou-se que a sua contribuição na AI gira em torno do conhecimento de
princípios de seleção, acesso à informação, conhecimento de busca, catalogação e
classificação aplicados em ambientes Web. Em paralelo a este artigo está em
andamento pesquisa qualitativa com profissionais que atuam na área de Arquitetura
de Informação no Brasil como Trabalho de Conclusão de Curso. Esta análise
posterior permitirá levantamento do perfil desse profissional e lançará luzes para os
bibliotecários que desejarem atuar nesse nicho do mercado.

Palavras-Chave:
Arquitetura de Informação; Bibliotecário; Websites; Arquiteto de Informação;
Internet.

Abstract
The continuous evolution of the Internet in the past recent years has allowed
the expression of both challenges and opportunities to Librarianship and librarians in
general. Many of those challenges faced by the librarians are related to the demand
of specific skills and characteristics by the current job market, especially when it
comes to new areas, such as Information Architecture (IA) , which is the main object
of this study. Thus, this research aims to introduce notions of Information Architecture
and Usability and how these concepts may help organize websites; investigate how
librarians are being included in this market and how important their achievements
are. In order to achieve these objectives, a literature review on scientific and
technical literature in Librarianship, Information Architecture, and Information Science

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�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
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Trabalho completo

from the past ten years (2000-2010) has been performed . This survey made it
possible to present the main conceptions of Architecture Information and show how
librarians may start working in this area . In addition to the literature review, a
qualitative research was by interviewing expert professionals in the area of
Information Architecture in Brazil. This analysis made it easier to profile these
professionals, which helps showing to librarians interested in working in this area the
requirements they are supposed to fulfill. It has also been possible to realize that their
contribution to AI is based on knowing the principies of selection , access to
information, knowledge searching, cataloging and classification that are applied in
Web environments.

Keywords:
Information Architecture; Librarian ; Websites, Information Architect; Internet.
1 Introdução
A contínua evolução da Internet tem permitido o surgimento de muitos
desafios e oportunidades para a Biblioteconomia e a Ciência da Informação de modo
geral. A crescente quantidade de informação, conteúdos, sites e portais que são
desenvolvidos dia-a-dia são alguns desses desafios que fizeram com que a área de
Biblioteconomia não se restringisse aos materiais impressos, mas ampliasse suas
atividades e capacidades além dos acervos físicos.
Sendo a Internet um espaço mutável, dinâmico e democrático, é grande a
busca por soluções que permitam uma melhor organização de páginas Web e,
justamente por apresentar essas características, é possível perceber que muitos
websites sofrem de uma série de problemas crônicos. Entre esses problemas estão
a obsolência , má organização da informação, estruturas ruins, o que resultam em
uma série de espaços informacionais abandonados após o seu lançamento ou a sua
finalização, além de acarretar em uma enorme quantidade de sites desatualizados,
provocando a perda de tempo do usuário e frustração na busca. A evolução da Web,
e a própria Web 2.0 com seu cunho colaborativo, ampliaram a participação e a
interferência dos usuários na Internet, muitas vezes causando um caos
informacional.
Profissionais das mais diversas áreas têm dedicado tempo e esforços no
aprimoramento de websites com o intuito de melhorar o acesso e as informações
destes espaços digitais, pois há a preocupação de que as mensagens transmitidas
sejam compreendidas pelo receptor.
Da mesma forma, os bibliotecários têm por objetivo prover o fácil e rápido
acesso à informação de forma criteriosa e qualitativa, sendo assim, torna-se
crescente a demanda de conhecimentos sobre Usabilidade e Arquitetura de
Informação (AI) para acesso e recuperação de informação na Web .
Muitos desafios se apresentam a estes profissionais no que diz respeito às
habilidades e características requeridas pelo mercado de trabalho atual,
principalmente ao se depararem com gaps em que eles poderão se inserir. Além
desse excesso informacional, o bibliotecário precisa se preparar para demandas
menos convencionais envolvendo a organização e a manutenção de websites.
Sendo assim, essa pesquisa visa conceituar a Arquitetura de Informação,
suas principais definições e características. Além de delinear como se dá a inserção

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e atuação do bibliotecário na organização da informação em websites, ao identificar:
Os principais conceitos de Arquitetura de Informação, Usabilidade e suas
particularidades; Mapear o papel do bibliotecário na disponibilização de conteúdos
em Web sites, concernente às novas demandas de usabilidade e Arquitetura de
Informação; Realizar um diagnóstico que identifique as fortalezas e as debilidades
da inserção do bibliotecário neste novo nicho de mercado; Estudar as competências
requeridas ao profissional da informação para atuar na organização da informação
disponível na Internet.
A seguir serão mencionados de que forma atuam os arquitetos de informação,
como o seu trabalho pode contribuir para uma melhor organização da informação
disponível na Internet e principalmente como os profissionais bibliotecários poderão
atuar nesse nicho de mercado.

2 Revisão de Literatura
A partir do crescente número de paginas que são criadas, modificadas e
extintas a cada dia na Web, requer-se cada vez mais habilidades e características
multidisciplinares dos profissionais que trabalham diretamente com a Internet. O
mesmo ocorre com os bibliotecários que têm como responsabilidade prover
informação rápida, precisa e com qualidade ao público que atende.
No intuito de minimizar esse caos na Internet, diversas metodologias e
ferramentas estão sendo desenvolvidas para melhorar o acesso à informação e
alcançar, dentro do possível, padrões e modelos standards de sucesso na web .
Voltando aos primórdios, assim como houve uma passagem da cultura oral para a
escrita (LEVY, 1999, p.113), poderá haver também uma passagem da cultura escrita
para a digital/virtual. Para Milanesi (2002, p.77) esse fenômeno foi indicado como a
"transferência do real para o virtual", pois a "virtualidade" diminui os limites de tempo
e espaço, "ampliando as potencialidades humanas", (BAPTISTA; MUELLER, 2004,
p.58) barreiras de comunicação e transmissão de informação antes existentes, com
o avanço da Internet se modificaram, o que gera mudanças também no mercado e
no perfil dos profissionais.
Sendo assim, muitos estudos são feitos com o intuito de tentar organizar os
conteúdos de websites e portais de forma a melhorar a organização dos mesmos e
fazer com que a informação seja transmitida e absorvida em sua totalidade.
Portanto, nesta pesquisa considera-se como objeto de estudo, websites e
portais da Internet. Por website, site ou portal entende-se "uma coleção estruturada
de páginas Web, representando uma entidade (empresa , organização, grupo) ou
alguém (pessoa)", cujo acesso necessita de um explorador, também chamado de
navegador ou browser, conforme Carvalho, Simões e Silva (2005, p.21).
Sendo assim , analisaremos a seguir de que forma os conceitos e
características da Arquitetura de Informação podem colaborar com a organização da
informação na Internet.
A Arquitetura de Informação, "é uma nova disciplina, cunhada por Richard
Saul Wurman em 1976, em resposta a ansiedade do homem moderno frente ao
excesso de informação do nosso mundo contemporâneo". (FERREIRA e REIS ,
2008)
Porém não há uma única definição que resuma e englobe os principais
conceitos de Arquitetura de Informação, sendo assim , Morville e Rosenfeld (2006 ,
p.13) apresentam algumas definições sobre AI :

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1. O design estrutural de ambientes de informação compartilhada. 2.
A combinação de organização, rotulagem, pesquisa e sistemas de
navegação em sites e intranets. 3. A arte e a ciência de dar forma a
produtos de informação e experiências para apoiar a usabilidade e
encontrabilidade. 4. Uma disciplina emergente e uma comunidade de
prática focada em trazer princípios do design e da arquitetura com o
cenário digital. (MORVILLE; ROSENFELD 2006, p.13)

Como pode-se observar, é uma nova disciplina, que engloba princípios da
usabilidade, design e arquitetura inseridos em ambientes Web, visando uma boa
organização, navegação, e pesquisa em websites.
Ferreira e Reis (2008, p.286) acrescentam que a função da AI é "tratar a
informação para torná-Ia clara" possuindo também o poder de "transformar as ideias
e conceitos do planejamento estratégico na organização da informação, na estrutura
sobre a qual todas as demais partes do design de um website - projeto gráfico,
redação, programação, etc. - irão apoiar-se".
Uma página bem arquitetada resulta em uma home page com boa
performance, organizada e com boa navegação. Segundo Nielsen e Loranger (2007,
p.129) os principais problemas dos usuários são: dificuldades ao "Pesquisar",
problemas causados por uma "Arquitetura de Informação" ruim , "Legibilidade",
"Conteúdo", etc. Isso significa que envolvem dificuldades com os objetivos básicos
do usuário ao utilizar um website: localizar, ler e entender as informações
disponibilizadas, como apontam Nielsen e Loranger (2007, p.130). Sendo a AI
quando mal estruturada uma das principais causas de dificuldades na interação dos
usuários, é necessário que se dê importância ao trabalho do arquiteto de
informação.
A AI visa antever as necessidades de informação do usuário e ao mesmo
tempo, deve cumprir o seu papel de forma objetiva e discreta, facilitando a
localização da informação.
Assim como um iceberg, deve ser a AI, ela deve estar presente no site,
embora não necessariamente precise ser observada pelo usuário. Conforme
defende Morville e Rosenfeld (2006 , p.432), os arquitetos de informação podem
utilizar a invisibilidade de seu trabalho como uma vantagem , pois por baixo da
interface de websites, há uma estrutura subjacente e semântica muito bem
trabalhada . Aqueles profissionais que sabem construir estruturas de baixo para cima ,
com o uso de wireframes e outros mecanismos de planejamento de interface, terão
uma grande vantagem sobre outros.
Qualquer que seja a sua aplicação, a AI busca diminuir a dispersão de
informação, pois para Siqueira (2005, p.69) a AI possui três enfoques com relação
ao tratamento da informação, são eles: Estruturar; Disponibilizar e Conectar fontes
de informação. Porque, segundo ele, também cabe à AI "planejar esse fluxo,
implementá-lo e maximizar seus resultados" . Desta maneira, para que possa haver
uma boa AI , será necessário empregar esses três enfoques citados, nos elementos:
Contexto, Usuários e Conteúdo . É a harmonia entre esses três elementos que
garantirá uma interface bem arquitetada, veja Figura 1:

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Objetivo, do negócio,

IDocumento/tipos de dados, objetos

i
tarefas, necessildades~
comportamento de busca de
informação, experiência

Figura 1 - Os três círculos da Arquitetura de Informação
Fonte: Morville e Rosenfeld (2006, p.38, tradução nossa)

Segundo Morville e Rosenfeld (2006, p.38), ao equilibrar esses três
elementos, o arquiteto leva em consideração:
a) Contexto: os objetivos de negócio, financiamento , política e cultura envolvida,
tecnologia empregada , recursos e restrições do projeto. Buscar compreender o
negócio, onde ele está hoje e onde quer chegar. Além disso, o contexto muitas vezes
envolve conhecimento tácito, por isso é necessário extraí-lo e organizá-lo de
maneira estratégica;
b)Usuários: conhecer o público alvo, as tarefas, necessidades, antever o
comportamento de busca de informação e experiência do usuário que irá utilizar o
site ;
c)Conteúdo: tipos de documentos, metadados, propriedade do conteúdo, volume,
estrutura e dinamismo.
Ao aplicar a AI na organização de websites, Espantoso (2006, p.135),
complementa que:
a Arquitetura de Informação envolve a elaboração de sistemas de
navegação e organização da informação para auxiliar usuários na
busca e gerenciamento de suas necessidades de informação. Ela
pode ser caracterizada, também, como a estruturação e organização
de conteúdos (texto, gráficos, plug-ins, etc.) de um sítio em
categorias definidas e auxiliadas por um sistema de navegação
intuitivo e confiável.

Uma maneira de minimizar os problemas decorrentes do caos na Internet
seria por aplicar conceitos de usabilidade e AI nos projetos empregados na Internet
que visassem à qualidade de websites e portais. Porém , segundo Carvalho, Simões
e Silva (2005, p. 20) "um problema atual é que ainda não existe nenhuma norma
internacional de qualidade especificamente destinada à avaliação de um site." Na
maioria dos casos isso faz com que não haja, por parte dos desenvolvedores de
sites, a preocupação com o fácil acesso à informação.

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Fases de um projeto Web de Arquitetura de Informação
Os projetos de AI são compostos por cinco fases , conforme pesquisado por Ferreira
e Reis (2008, p.287), sendo :
a) Fase de pesquisa: Momento em que são pesquisadas e analisadas as
informações sobre os usuários, suas necessidades e o seu ambiente, visando definir
o escopo e os requisitos do projeto;
b) Fase de concepção: Esta fase é criativa, na qual se concebe a visão macro da
solução, pois visa conceber a solução do problema de design por meio da
inventividade do projetista ;
c) Fase de Especificação: Fase em que a visão macro da solução é detalhada em
documentos e diagramas que explicam como construir o website ;
d) Fase de Implementação: Fase em que o website é construído conforme
especificado. Nessa fase atuam fortemente os demais profissionais envolvidos com
o projeto do website (designer gráfico, redator, programador, etc.) sob o
acompanhamento do arquiteto de informação;
e) Fase de Avaliação: Nesta fase o resultado do projeto é avaliado em função dos
seus objetivos iniciais para se registrarem os acertos e erros. A existência dessa fase
em projetos de websites vem do fato de que "os designers frequentemente terminam
seu envolvimento com o projeto antes que os problemas apareçam e os contratantes
normalmente não retornam ao designe r original para reparar o trabalho", afirma
Friedman (2003 , p. 514 apud Ferreira e Reis, 2008, p.287). Isto pode ser
considerado uma falha, pois é após a implementação do projeto, com a utilização do
portal pelos usuários que as necessidades de reparos são notadas.
Sistemas da Arquitetura de Informação
Para que as etapas apresentadas anteriormente caminhem bem, Morville e
Rosenfeld (2006, p.25) afirmam que os arquitetos de informação precisam
demonstrar as interligações entre as pessoas e conteúdos que
sustentam as redes de conhecimento e explicar como esses
conceitos podem ser aplicados para transformar websites estáticos
em sistemas adaptativos complexos.

Para que isso aconteça Rosenfeld e Morville (2002 apud REIS, 2006) acrescentam
que a Arquitetura de Informação de um website se divide em quatro grandes
sistemas interdependentes de organização:
a) Sistema de Organização (Organization System): Prevê o agrupamento e a
categorização do conteúdo informacional;
b) Sistema de Navegação (Navigation System): Disponibiliza as maneiras de
navegar, de se mover pelo espaço informacional e hipertextual;

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c) Sistema de Rotulação (Labeling System): Estabelece as formas de
representação e apresentação da informação, definindo símbolos para cada
elemento informativo;
d) Sistemas de Busca (Search System): Determina as perguntas que o usuário
pode fazer e o conjunto de respostas que irá obter.
Esses quatro sistemas englobam todos os aspectos organizacionais de websites .
Tal abrangência é importante porque na Internet há uma enorme quantidade de
variáveis que dificultam a organização da informação, por exemplo : ambiguidade,
heterogeneidade, diferentes linguagens entre usuários e clientes, excessiva
preocupação com a estética, etc. Para lidar com essas características, Reis (2006)
sugere a aplicação de diferentes esquemas de organização, para diferentes
finalidades , conforme apresentado na Figura 2:
Esquemas de Organização da Informação
Alfabeto

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Figura 2 - Representação de esquemas de organização da informação
Fonte: (REIS, 2006)

Além disso, um bom projeto Web deve sempre levar em consideração o seu público
(o
usuário)
e
seus
interesses.
Starec
esclarece
que:
alvo
ao estudar o perfil e as necessidades de seus usuários, bem como a
disponibilidade de mecanismos de busca, o mediador pode criar
condições para uma comunicação efetiva da informação, utilizandose dos instrumentos de planejamento, análise e avaliação de
necessidades de informação disponíveis na literatura sobre estudos
de usuários. (S TA REC, 2005, p.43)

Estas ações permitirão buscar melhores resultados na mediação da informação o
que resultará em conhecer melhor o usuário deixando-os mais satisfeitos.
Além disso, o arquiteto de informação leva em conta convenções da Web com
respeito a usabilidade, navegabilidade, acessibilidade e localizabilidade, pois quando
bem empregados facilitam a transmissão da informação (KRUG , 2006).

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o Arquiteto de Informação
A atividade de organizar sites e portais pressupõe uma sene de
conhecimentos e o domínio de ferramentas que serão úteis no planejamento do fluxo
de informação de websites projetados.
Projetos de websites requerem além de um designer, analistas e
programadores, um profissional qualificado exercendo o papel de Arquiteto de
Informação. A presença deste profissional na equipe garantirá a navegabilidade do
portal, que ele seja bem estruturado, que cresça de maneira organizada, planejada e
que a sua manutenção ocorra sem demais problemas. Segundo Franco (2007, p.2),
"é dever do arquiteto de informação ser a ponte entre o que está sendo
estrategicamente desejado pela empresa/cliente e o que será desenvolvido pela
equipe alocada para tal projeto." Além disso, o autor salienta que é o arquiteto de
informação que garantirá que o conteúdo seja bem organizado, apresentado de
maneira simples e de acordo com o projeto específico.
Este profissional ocupa uma posição estratégica entre as equipes envolvidas
no projeto, muitas vezes agindo como gerente do projeto e traduzindo as demandas
solicitadas pelo cliente até os profissionais envolvidos. Conforme comenta Milanesi
(2002 , p. 80) o atual mercado profissional "oferece oportunidades para os
estrategistas da informação". Este tipo de trabalho envolve conhecimento
multidisciplinar e exige que o arquiteto de informação tenha um embasamento das
áreas de design , programação e gestão de conteúdo, conforme comentam Franco
(2007) e Santos (2006?) .
Para atender estas demandas informacionais, atualmente "têm ocorrido
grandes mudanças no mercado de trabalho, resultando no surgimento de novas
formas de atuação profissional" (SILVA; SILVA; FRANKENSTEIN, 2009, P.41).
Reafirmando essa ideia, Baptista e Mueller (2004, p. 57) acrescentam que estas
novas formas de atuação também requerem habilidades e competências desses
profissionais, exigindo que sejam capazes de utilizar processos e instrumentos
tecnológicos e se envolvam em automação informacional. Pois a crescente
quantidade de informação e a complexidade das tecnologias emergentes, "gera a
necessidade de mudar e ampliar as habilidades essenciais do profissional em
questão" (VERGUEIRO; MIRANDA, 2007, p.44), mas além dessas habilidades e
competências, o mercado também apresenta outros títulos e nomes para os
profissionais da informação. O título de Arquiteto de Informação pode gravitar entre
outros termos correlatos. Por ser uma área multidisciplinar, os profissionais que
começaram como arquitetos de informação podem se deslocar em direção a nichos
especializados que correspondem às necessidades da empresa em que atuam .
Segue alguns dos títulos que já existem designados por Morville e Rosenfeld (2006 ,
p.36) : Designer de Thesaurus; Especialista em Metadados; Gerente de Conteúdo ;
Estrategista de Arquitetura de Informação; Gerente de Arquitetura de Informação;
Editor de Conteúdo e Pesquisa ; Especialista em Experiência do Usuário. Porém ,
"não serão mudanças de rótulos que farão o profissional bibliotecário competitivo,
mas, sim as habilidades e as competências por ele desenvolvidas na constante
busca do desempenho de suas funções" (BLATTMANN ; FRAGOSO, 2003, p.79) .
Mais importante que as denominações são as funções e as habilidades que o
profissional desenvolve à medida que adquire novas competências, devendo alterar
o seu perfil passivo para pró-ativo.
Visão de futuro , foco estratégico , criatividade e características de liderança se

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tornam cada vez mais importantes a esses profissionais, conforme afirmam Baptista
e Mueller, (2004 , p.58) Vergueiro e Miranda (2007, p.44) . Essas qualidades
apresentam-se como um diferencial dos profissionais da informação requeridos no
mercado.
Quanto às habilidades desejáveis para os bibliotecários que desejam atuar
como arquitetos de informação, Blattmann et aI. (2000, p.5) lista que é desejável que
estes profissionais sejam pessoas dinâmicas, de boa comunicação e com visão de
futuro . Além disso, que busquem se informar sobre o uso de tecnologias emergentes
em seu ambiente de trabalho. Para os autores, para que se possa construir boas
profissional
deverá:
páginas
Web,
o
obter embasamento e conhecer a utilização de critérios de
usabilidade para páginas web, conhecimento dos princípios da
arquitetura Web, elementos de design gráfico, gerenciamento de
projetos centrados no usuário em ambiente de rede, e, conhecer as
implicações de ser um provedor de informações na Web.
(BLATTMANN et aI. , 2000, p.2)

Complementando a atuação do arquiteto de informação, entende-se que o
bibliotecário possa ser inserido nessas atividades, desde que se aproprie dos
conhecimentos dos princípios de arquitetura Web, necessários ao desenvolvimento
dessas atividades, conforme listados por Blattmann et aI. (2000 , p.6) :
é imprescindível que conheça as ferramentas de trabalho em rede de
computadores, ou seja, domine os recursos da Internet, desde os
browsers de navegação, transferência de arquivos (FTP), acesso
remoto (Telnet), correio eletrônico (e-mai/) , listas de discussões,
publicações eletrônicas, mecanismos de busca, diretórios de
pesquisa, e saiba utilizar editores para criação de documentos
hipermídia. Igualmente conheça e utilize os recursos para
digitalização de documentos, tais como: scanners, câmeras digitais,
vídeos digitais, entre outros.

Para atender as diversas demandas do mercado, a biblioteconomia "deixou
de ensinar unicamente as tradicionais formas de organização de acervos e passou a
responder por ações de gerência da informação". Alterou a identidade da área, ao
criar competências que o profissional bibliotecário "pudesse se abrir para novas
categorias de atuação profissional" (MILANESI, 2002, p. 79) .
Um desafio verificado pelo referencial teórico desta pesquisa são as
diferenças existentes entre os suportes utilizados na Biblioteconomia e no ambiente
da Web . Conforme mostra a Figura 3:

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Diferenças entre Livros e Websites
Conceitos de AI

Liv ros

Websites

Componentes

Capa, t ít ulo, au t or, cap ít ulos, seções,
páginas, números de página do
sumário, índ ice

Página principal, barra de navegação,
links, páginas de co nteúdo, sitemap,
índice de sít io, pesqu isa

Dimensões

Páginas bidim ensionais ap resentados
em uma ordem linear e sequencial

Espaço de informação
mult idimensional co m navegação
hi pertextual

Li mites

Tangível e f init o com um claro início e
f im

Bastant e int angíveis com fronteiras
difusas entre ou t ros sites

Figura 3 - Diferenças entre livros e websites
Fonte: Rosenfeld e Morville (2006, p.16, tradução nossa)

Percebe-se, portanto, as particularidades do trabalho de AI, a partir das
diferenças entre os documentos de suporte físico , entre livros e websites. Também é
importante diferenciar as características de organização de uma biblioteca
convencional e de um website , conforme mostra a Figura 4:
Diferenças entre as Bibliotecas Convencionais e Websites
Conceit os de AI

Bibliotecas

Websites

Finali dade

Proporcio nar o acesso a um co njunt o
bem definido de co nteúdo p ub licado
forma lmen t e

Fornecer acesso aos co nteúdos,
vender produ tos, perm item
t ransações, fac ilitar a co laboração, etc

Het erogene idade

Diversas coleções com livros, revistas,
músicas, softwares, bases de dados e
arq uivos

Diversas co leções com livros, revist as,
músicas, softwares, bases de dados e
arqu ivos

Ce ntra lização

Operações alt amen t e centra li zad a,
mu it as vezes dentro de um ou alguns
ed ifícios

Em geral, as operações são mu ito
descen trali zadas, com su bsites
mant idos de forma indepe ndente

Figura 4 - Diferenças entre bibliotecas e websites
Fonte: Rosenfeld e Morville (2006, p.17, tradução nossa)

Como observado , as diferenças vão desde a finalidade , a variedade de
estoques informacionais até a forma de operação das bibliotecas em contraste com
websites.
Neste cenário, outro desafio a ser encarado refere-se à formação desses
profissionais, pois segundo pesquisa realizada por Silva; Silva e Frankenstein (2009 ,
p.74) atualmente no Brasil existem apenas três cursos de especialização em AI ,
porém nenhum deles é reconhecido pelo Min istério da Educação, o que faz com que
os profissionais que desejam atuar nessa área sejam estudiosos diligentes, com
facilidade de aprend izado (autodidata) para se manterem atualizados quanto às
novas demandas e ferramentas da área.
Este pensamento é confirmado por Ferreira e Reis (2008 , p.289) ao comentar
que em estudo apresentado que "a maioria dos profissionais mencionou que
desenvolveu seus conhecimentos de AI de forma autodidata", o que justifica o
interesse e empenho desses profissionais pelo tema e "aponta uma carência de
cursos no Brasil, o que pode acarretar uma má formação dos profissionais".
Para Baptista e Mueller (2004, p.65) frente a esse desafio, somente uma
educação continuada poderá suprir as exigências de habilidades e competências

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específicas

Trabalho completo

exigidas

pelo

mercado.

Além

disso,

elas

discorrem

que

o bibliotecário, objetivando ser um profissional da informação exigido
pelo mercado, {. ..] precisa ser capaz de interagir com o mundo do
trabalho atual, com uma especialização e qualificação adequadas,
uma integração organizacional, uma capacidade de trabalhar em
equipe, com atitudes comporlamentais, somando a formação com a
educação continuada e o aprendizado autônomo. (BAPTISTA;
MUELLER, 2004, P67)
Uma das maneiras de obter êxito nesse aspecto é manter-se atualizado em
relação às tendências do mercado, participando de eventos, cursos, etc e
principalmente ser um profissional curioso, empreendedor e autossuficiente.
Entende-se, portanto que o bibliotecário que deseja ingressar nessa área de
atuação, deverá se preparar para o desafio do autoaprendizado e possuir uma boa
dose determinação. Sendo as tecnologias Web um ponto central da vida do homem
contemporâneo, o profissional bibliotecário precisa adaptar-se à utilização desses
novos recursos. Espantoso (1999/2000 , p.139) afirma sobre o bibliotecário que "sua
contribuição na AI gravita em torno do conhecimento de princípios de seleção,
acesso à informação, conhecimento de busca, catalogação e classificação"
aplicados em ambientes Web, e não necessariamente que ele se transforme em um
designer gráfico, programador ou analista de computação. Mas sim que ele utilize
seus conhecimentos na organização de ambientes Web .

3 Materiais e Métodos
Este trabalho foi desenvolvido dentro do Programa Institucional de Bolsas de
Iniciação Científica - PIBIC da Fundação Escola de Sociologia e Política de São
Paulo do Curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Para a concretização
dos objetivos propostos, esta pesquisa procura conhecer e analisar Arquitetura de
Informação, usabilidade e suas características, além de conhecer de que forma a
aplicação desses princípios de gestão da informação exercem impacto na
organização de websites. Foi realizado por meio de levantamento bibliográfico dos
últimos dez anos (2000-2010) em literatura técnico-científica da área de
Biblioteconomia, Ciência da Informação e Arquitetura de Informação. Nas estratégias
de busca foram utilizados os termos: Arquitetura de Informação, Bibliotecário,
Websites, Arquiteto de Informação, Internet. Esses termos foram buscados no
catálogo on-line da biblioteca da FESPSP, na base de dados SciELO e no Google
Acadêmico.
Também foi realizada uma pesquisa de campo do tipo qualitativa, com o
objetivo de coletar informações de profissionais que atuam na área de Arquitetura de
Informação, no intuito de colher dados significativos sobre a atuação desse
profissional e suas competências básicas. O método qualitativo favoreceu o
mapeamento de valores, características, particularidades específicas e sociais do
grupo analisado.
Além disso, a pesquisa qualitativa foi realizada por meio de questionário
estruturado, ou seja, padronizado em que as perguntas foram apresentadas a todas
as pessoas exatamente com as mesmas palavras e na mesma ordem , de modo a

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assegurar que todos os entrevistados respondam às mesmas perguntas, sendo as
respostas mais facilmente comparáveis (GOLDENBERG, 2005, p.35) .
Para uma primeira identificação dos profissionais, foram feitos contatos com
especialistas da área (a exemplo dos docentes da FESPSP) que indicaram
profissionais que atendiam aos critérios estabelecidos. Também foram realizadas
buscas nas redes sociais e comunidades virtuais de AI. O formulário on-line
(Apêndice A) enviado aos profissionais selecionados foi respondido por apenas três
Arquitetos de Informação, por ser esta uma nova área de formação . Desta forma ,
este número restrito de participantes está atrelado ao fato de não possuírem
organismos profissionais que os representem, o acesso a esses especialistas é
restrito. Os questionários foram respondidos entre os dias 05 e 20 de novembro de
2010.
As respostas concedidas por esses profissionais permitiram o mapeamento
de competências exigidas na área, ferramentas utilizadas atualmente por eles, etc.
A análise dos dados buscou aprofundar a investigação dos assuntos
abordados por meio das respostas concedidas e buscou-se também alcançar uma
análise exploratória a respeito da prática da AI, por meio da convergência ou
discrepância das opiniões expressas pelos arquitetos.
Muitos dos termos adotados nesta pesquisa se apresentam em inglês ao
invés de traduzidos por se mostrarem não apenas recorrentes à área de Arquitetura
de Informação, mas da Internet como um todo.

4 Resultados Finais
As respostas obtidas confirmam os conceitos apresentados por meio do
levantamento bibliográfico, pois indicam que na prática a atuação em AI exige que os
profissionais sejam autodidatas, conforme salientam Ferreira e Reis (2008, p.289) e
Baptista e Mueller (2004 , p.67) .
Foi confirmado de maneira unânime pelos arquitetos entrevistados que as
ferramentas que mais utilizam na prática de AI são o wireframe e protótipos em
papel. Esta informação está de acordo com a pesquisa realizada pelos autores Reis
(2006) e Winkler e Pimenta (2002) e exposto no capítulo 4 (Quadro 1).
Também foi possível observar pelas respostas dos arquitetos que o referencial
teórico desta pesquisa está de acordo com os autores considerados por eles como
referência na área : Morville e Rosenfeld (2007) também conhecido como o livro do
urso polar e Nielsen (2007). E para a maioria deles, o autor Steve Krug (2006)
também é um autor importante da área .

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Stcve K."ug ~
JBkob Nlelsen

Hoa loranger

' -,

... ,

NÃO
ME
FAÇA

,.\',

~

Figura 5 - Livros considerados pelos arquitetos como referência na área de AI e usabilidade,
utilizados nessa pesquisa

Embora os três arquitetos tenham diferentes formações acadêmicas e atuem
em áreas distintas, suas ideias convergem e há uma uniformidade em suas
respostas. Sendo assim, podemos considerar que indiferente da área de formação,
os arquitetos de informação precisam estar atentos a determinadas temáticas, como :
inovações da área , competências e conhecimentos específicos que a AI exige . Tais
conhecimentos tornam-se mais importantes do que a área de formação acadêmica
em si.

5 Considerações Finais
Ao partir do pressuposto que as tecnologias Web sejam um ponto decisivo na
construção da Internet, é possível dizer que hoje, em um contexto de Sociedade em
Rede, existe uma demanda que pode ser suprida pelo bibliotecário ao adaptar seu
expertise na organização de ambientes Web .
Sendo a Arquitetura de Informação uma nova disciplina que permite a
combinação de organização, rotulagem , pesquisa e sistemas de navegação em
websites, é possível reconhecer sua importância e aplicabilidade em projetos Web .
Da mesma forma, tal disciplina engloba principios da usabilidade, design e
arquitetura buscando tornar os espaços informativos da Internet mais agradáveis e
fáceis de usar.
Com base no levantamento desenvolvido ao longo deste estudo, considera-se
que o bibliotecário pode atuar também como arquiteto de informação se possuir os
conhecimentos específicos para esta atividade ao se apropriar dos conceitos e
principais características da área.
Portanto, as competências de um arquiteto de informação relacionam-se ao
planejamento, armazenamento, recuperação, disseminação e acesso da informação.
Sua função é dialogar e, de forma complementar, atuar com equipes de
desenvolvimento, programação (TI) e Web designers.
Sua atuação pode concentrar-se no projeto de elaboração de websites por
meio de estudo de conteúdos, na hierarquia em que os mesmos serão apresentados
na home page, na disposição e adequação ao público a que se destina, na
preparação de taxonomias, catálogos, menus etc.
Desta forma, há possibilidades latentes para os bibliotecários atuarem como
Arquitetos de Informação. Para os que desejarem entrar nesse nicho de mercado,
será necessário conhecimento específico em AI, estar familiarizado com ferramentas
Web, recursos tecnológicos e da Internet. Além disso, será de ajuda dedicação no

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autoaprendizado e possuir uma boa dose de criatividade.

6 Referências

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da informação: o espaço de trabalho. Brasília, DF: Thesaurus, 2004 .
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qualidade e de confiança de um site. 2005? Disponível em :
&lt;http://repositorium .sdum .uminho.pUbitstream/1822/7774/1 /05AnaAmelia.pdf&gt;.
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°

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Trabalho completo

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�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>A constante evolução da Internet permitiu a manifestação de muitos desafios e oportunidades para a Biblioteconomia e o bibliotecário de modo geral. Muitos desses desafios se apresentam aos profissionais bibliotecários quanto às habilidades e características requeridas pelo mercado de trabalho atual, principalmente com relação às novas áreas de atuação como a Arquitetura de Informação (AI). Desta forma, esta pesquisa tem por objetivos apresentar os conceitos de Arquitetura de Informação e usabilidade e de que forma estes conceitos auxiliam na organização de websites; investigar como se dá a inserção do bibliotecário nesse mercado e a importância da sua atuação. Para alcançar esses objetivos, foi realizado um levantamento bibliográfico, dos últimos dez anos (2000- 2010) em literatura técnico-científica da área de Biblioteconomia, Arquitetura de Informação e Ciência da Informação. Este levantamento possibilitou apresentar os principais conceitos de AI e como o bibliotecário pode se engajar nessa área. Também verificou-se que a sua contribuição na AI gira em torno do conhecimento de princípios de seleção, acesso à informação, conhecimento de busca, catalogação e classificação aplicados em ambientes Web. Em paralelo a este artigo está em andamento pesquisa qualitativa com profissionais que atuam na área de Arquitetura de Informação no Brasil como Trabalho de Conclusão de Curso. Esta análise posterior permitirá levantamento do perfil desse profissional e lançará luzes para os bibliotecários que desejarem atuar nesse nicho do mercado.</text>
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                    <text>Gestão de pessoas
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Trabalho completo

CORPO DE CONHECIMENTO DEMANDADO AO
BIBLIOTECÁRIO PELO MERCADO DE TRABALHO
Marcele Aparecida Tinelli

1,

Roniberto Morato do Amaral 2

'Graduanda em Biblioteconomia e Ciência da Informação, UFSCar, São Carlos, SP.
2Doutor em Engenharia de Produção, UFSCar, São Carlos , SP.

Resumo
O mercado de trabalho exige do profissional da informação bibliotecário
conhecimentos da sua área de atuação bem como de áreas relacionadas. Com
o intuito de contribuir para a formação desses profissionais, o objetivo deste
trabalho foi identificar o corpo de conhecimento requerido ao profissional da
informação bibliotecário pelo mercado de trabalho, por intermédio da analise
bibliométrica de um conjunto de provas de concursos públicos do Estado de
São Paulo, no período de 2005 a 2009 . Como resultados foram elaborados
indicadores sobre a intensidade e distribuição dos conhecimentos requeridos
pelo mercado de trabalho em relação aos temas especializados da Ciência da
Informação, organizados em Grupos de Trabalho de acordo com a Associação
Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB) e
ainda foi possível visualizar as similaridades entre as organizações
contratantes quanto aos conhecimentos requeridos. O conhecimento sobre o
corpo de conhecimento requerido pode contribuir para a formação de
profissionais mais alinhados com as necessidades do mercado de trabalho e
consequentemente da sociedade.

Palavras-Chave: Profissional da Informação Bibliotecário ; Mercado de
Trabalho ; Corpo de Conhecimento; Biblioteconomia e Ciência da Informação.
Abstract
The labor market demands of the information professional librarian
expertise in their area of expertise as well as related areas. In order to
contribute to their training , the object of this study was to identify the body of
knowledge required from the information professional librarian by the labor
market through bibliometric analysis of a set of evidence procurement of São
Paulo, period 2005 to 2009 . The results were elaborated indicators on the
intensity and distribution of knowledge required by the job market in relation to
specialized topics of Information Science, organized into working groups
according to the Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em
Ciência da Informação (ANCIB) and still was able to see the similarities
between the contracting organizations regarding the requisite expertise. The
body of knowledge about the required knowledge can contribute to the training
of professionals more closely aligned with the needs of the labor market and
therefore of society.

Keywords:

Information Professional Librarian ;
Knowledge; Library and Information Science.

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Job

Market;

Body

of

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Trabalho completo

1 Introdução
Em Biblioteconomia, como em qualquer outra área de atuação
profissional , a conclusão do curso superior não garante o ingresso profissional
no mercado de trabalho , as competências exigidas e o que se espera do
profissional vai muito além do que é oferecido na educação formal. Na sua
atuação profissional o bibliotecário deve estar apto as mudanças que surgirão
dentro da sua área de atuação, devendo investir na adoção de competências
que lhes permitam ter uma atuação efetiva na produção de bens e serviços
informacionais,
na tomada decisões fundamentadas no conhecimento
adquirido, na operação dos novos meios, suportes e ferramentas tecnológicas
em seu trabalho (VALENTIM, 2002; AMORIM ; AMARAL, 2011).
O mercado de trabalho em diversas áreas está cada vez mais mutável,
exigindo assim novas competências profissionais, alcançadas por intermédio
do desenvolvimento contínuo. Segundo Davis (1990) apud Cunha e Crivellari
(2004, p. 49) uma profissão que não segue este desenvolvimento está malequipada para responder as exigências tecnológicas e sociais, sendo seu lugar
inevitavelmente tomado por outros profissionais mais bem preparados.
De acordo com Valentim (2002, p. 119) a busca por informação e
conhecimento de forma continua , é o mais valioso recurso estratégico para os
profissionais da informação e "investir nisso é muito importante para o
crescimento profissional". Nesse contexto, identificar o perfil do profissional
requisitado pelo mercado de trabalho, se faz necessário para que os
profissionais bibliotecários se adéquem as novas demandas. Uma vez que as
qualificações necessárias para entrar no mercado de trabalho após se formar,
nem sempre são atendidas pelo que se aprende em um curso de graduação,
seja qual for a instituição que tenha sido realizado, exigindo-se uma
continuidade no aprendizado, por intermédio, por exemplo , de cursos formais
de
aperfeiçoamento, especialização, mestrado, doutorado, entre outros,
visando manter-se atualizado. Assim sendo, o problema de pesquisa que este
artigo aborda é qual o corpo de conhecimento que esta sendo demandado pelo
mercado de trabalho ao profissional da informação bibliotecário?
Com intuito de contribuir para a formação e orientação do profissional da
informação bibliotecário, o objetivo deste trabalho foi identificar o corpo de
conhecimento requerido ao profissional da informação bibliotecário pelo
mercado de trabalho. Para atender a este objetivo, a análise bibliométrica
automatizada foi o método de pesquisa utilizado, sendo que o objeto de estudo
foi um conjunto de provas de concursos públicos realizados no Estado de São
Paulo, no período de 2005 a 2009, que compreendeu uma amostra de 22
provas, advindas de uma diversidade de instituições públicas.

2 Revisão de Literatura
No Brasil há uma diversidade de instituições de ensino que oferecem
cursos de graduação na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
característica essa encontrada nos últimos anos em vanos países. A
nomenclatura assumida aos cursos em cada instituição de ensino no Brasil

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Trabalho completo

varia conforme alguma especialidade que determinado curso oferece em suas
disciplinas e programas curriculares variando, por exemplo: "Biblioteconomia",
"Biblioteconomia e Documentação"; "Biblioteconomia e Gestão da informação",
"Biblioteconomia e Ciência da Informação" entre outros (BRASIL, MEC, 2010).
Segundo Rodrigues (2002) os cursos de graduação visam formar um perfil
profissional de natureza interdisciplinar que possa dar conta de uma realidade
heterogênea em um tempo de mudanças, com um aparato tecnológico
constantemente em aperfeiçoamento e com usuários cada vez mais exigentes
(Rodrigues, 2002 , p. 90) .
A temática "trabalho" tem se tornado de grande importância dentre o
meio acadêmico, importância essa que faz com que cada vez mais
pesquisadores desenvolvam estudos sobre esse tema, em especial sobre as
ocupações, profissionalização e profissões. Em seu trabalho Freidson (1998, p.
246-247) apud Walter e Baptista (2008 , p. 87) considera que uma profissão é
sinônimo de ocupação e "[... ] diz respeito ao trabalho especializado pelo qual
uma pessoa ganha a vida numa economia de troca " e "[... ] requer
conhecimento teórico, competência e discernimento que as pessoas comuns
não possuem [... Desta forma as pessoas precisam de saberes específicos
para exercer determinado trabalho, combinando a educação obtida através de
um curso superior com a experiência adquirida com o tempo.
Uma profissão só surge para atender a uma demanda ou necessidade
da sociedade, existindo assim uma "estreita relação entre profissões e
sociedade: as primeiras não existem se a segunda não as necessitar" (BURIN ,
2009, p.24) . Cada profissão, segundo Fleisher (2003), compreende cinco
elementos básicos, são eles: "Orientação ao serviço coletivo", "Posição de
ocupação na força de trabalho", "Corpo de conhecimento especializado",
"Conhecimento generalizado de outras áreas" e "Associação", conforme pode
ser visualizado no Quadro 1.

r.

Elementos

Orientação ao
serviço coletivo

Descrição
Determinado escopo e finalidade para um campo de atuação.
Uma profissão atende a uma determinada necessidade da
sociedade, no caso do profissional bibliotecário - Os profissionais
desta área atendem as demandas da sociedade por informação,
organizando e tornando o acesso a esta mais fácil.

Posição de
ocupação na
força de trabalho
Corpo de
conhecimento
especializado

Corpo de conhecimento, derivado através de pesquisa cientifica e
aprendizado escolar na da própria área. Por exemplo: Indexação,
CataloQação, Disseminação Seletiva da informação entre outros.

Conhecimento
generalizado de
outras áreas

Conhecimentos e formação compartilhados com outras áreas.
Correlação com outras áreas como Filosofia, Computação,
Psicologia , etc.

Profissões demandam uma carreira para os indivíduos que
aspiram posições de tomada de decisão e responsabilidade.

Participação ativa em uma sociedade (Entidades de Classe) Conselho Federal de Biblioteconomia.
. - .
Quadro 1. Breve descnçao dos cinco elementos de uma proflssao
Fonte: Fleisher (2003) adaptado e citado por Amaral (2010, p. 92) .

Associação

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Como já mencionado anteriormente, uma profissão surge para atender
as necessidades sociais, cada uma possui então um papel especifico dentro da
sociedade. E para definir o papel e características de cada profissão no Brasil
existe a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) , do Ministério do
Trabalho e Emprego, que tem por finalidade a identificação e descrição das
ocupações no mercado de trabalho. A versão mais recente, de 2002 , contém as
ocupações do mercado brasileiro, organizadas e descritas por famílias e cada
família constitui um conjunto de ocupações similares correspondente a um
domínio de trabalho mais amplo que aquele da ocupação (BRASIL, CBO,
2010). A CBO apresentou na versão de 2002, importantes mudanças em
relação aos Profissionais da Área da Informação. As profissões foram alocadas
em 'Família Ocupacional' representada dentro da CBO pelo código "2612".
Assim , os bibliotecários passaram a integrar a 'Família Profissionais da
Informação', que abrigam por títulos subseqüentes ao código "2612", além dos
bibliotecários, os documentalistas e analistas da informação, com exigência da
formação universitária em Biblioteconomia para o exercício dessas três
ocupações.
Cabe ressaltar como afirma Faria et aI. (2005 , p. 29) que "não existe
consenso em relação ao conceito de Profissional da Informação - mas sim,
uma variedade de denominações para os grupos que compõem este
segmento". Ou ainda, como afirma Cunha e Crivellari (2004, p. 48) : "o termo
'profissional da informação' cobre um campo de atividades bastante extenso
com denominações extremamente variadas, mas ou menos específicas de
acordo com os atores que participam destas atividades."
A Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da
Informação (ANCIB), fundada em 1989, na sua atuação, tem acompanhado e
estimulado o desenvolvimento da área da informação no Brasil , em especial do
Corpo de conhecimento Especializado da área da Ciência da Informação.
Voltada principalmente para as atividades de ensino de pós-graduação e de
pesquisa em Ciência da Informação, desde sua criação, tem se projetado,
como uma instância de representação científica e política importante para o
debate das questões pertinentes à área de informação (ANCIB, 2010) . A
ANCIB dividi a área da Ciência da Informação em dez Grupos de Trabalho
(Grupos Temáticos), separando as atividades e pesquisas em suas temáticas
para melhor organização e desenvolvimento da área. E por estes grupos podese identificar o Corpo de conhecimento Especializado e Generalizado, pois
estes são divididos por áreas (assuntos) dentro da Ciência da Informação,
sendo então que alguns são mais específicos e outros multidisciplinares. O
Quadro 2 apresenta uma síntese de cada um dos Grupos Temáticos
organizados pela ANCIB ( 2010).
O mercado de trabalho para os bibliotecários existe desde a antiguidade.
Segundo Almeida Jr. (2004, p. 72) "os espaços de atuação do profissional da
informação, em especial os de atuação do bibliotecário, são múltiplos e
variados, uma vez que a informação está presente direta ou indiretamente".
Portanto, para os profissionais que trabalham com a informação há um
mercado emergente no setor de serviços de informação, favorável e com ampla
oferta de trabalho, no setor privado, no setor público, no setor associativo ou
ainda podendo trabalhar como autônomo.

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As instituições públicas criadas para fortalecer e dar sustentação ao
desenvolvimento econômico, político e social do país, contribuindo para uma
sociedade mais justa e igualitária. Sejam elas federais, estaduais ou
municipais; utilizam como instrumento de seleção para ocupação dos seus
cargos o concurso público . Esta obrigatoriedade de concurso para o ingresso
no serviço público foi instituída pela Constituição de 1988, tornando-se um
acontecimento marcante para a abertura do mercado de trabalho no setor
público brasileiro . Destaca-se dentre todas as instituições públicas, as
Bibliotecas, uma vez que o objeto de estudo deste trabalho serão as provas
dos concursos para o "cargo" de bibliotecário em Bibliotecas Públicas e
Universitárias. A instituição Biblioteca em si , pode se apresentar com varias
tipologias de acordo com as necessidade de informação da sua comunidade
(LANCASTER, 1996).
Grupo Temático
(GT)

Descrição

Estudos Históricos e Epistemológicos da Ciência da Informação.
GT 1: Estudos
Constituição do campo científico e questões epistemológicas e
Históricos e
históricas da Ciência da informação e seu objeto de estudo - a
Epistemológicos da
informação. Reflexões e discussões sobre a disciplinaridade,
Ciência da
interdisciplinaridade e transdisciplinaridade, assim como a construção
Informação
do conhecimento na área.
Teorias, metodologias e práticas relacionadas á organização e
preservação de documentos e da informação, enquanto conhecimento
registrado e socializado, em ambiências informacionais tais como:
GT 2: Organização arquivos , museus, bibliotecas e congêneres. Compreende , também , os
e Representação do estudos relacionados aos processos, produtos e instrumentos de
Conhecimento
representação do conhecimento (aqui incluindo o uso das tecnologias
da informação) e as relações inter e transdisciplinares neles verificadas,
além de aspectos relacionados às políticas de organização e
preservação da memória institucional.
Estudo dos processos e das relações entre mediação, circulação e
apropriação de informações, em diferentes contextos e tempos
GT 3: Mediação,
históricos, considerados em sua complexidade, dinamismo e
Circulação e
abrangência, bem como relacionados á construção e ao avanço do
Apropriação da
campo científico da Ciência da Informação, compreendido em
Informação
dimensões inter e transdisciplinares , envolvendo múltiplos saberes e
temáticas, bem com contribuições teórico-metodológicas diversificadas
em sua constituição.
Gestão da informação, de sistemas, de unidades, de serviços, de
produtos e de recursos informacionais. Estudos de fluxos, processos e
GT 4: Gestão da
uso da informação na perspectiva da gestão. Metodologias de estudos
Informação e do
de usuários. Monitoramento ambiental e inteligência competitiva no
Conhecimento nas contexto da Ciência da Informação. Redes organizacionais: estudo,
Organizações
análise e avaliação para a gestão. Gestão do conhecimento e
aprendizagem organizacional no contexto da Ciência da Informação.
Tecnoloqias de Informação e comunicação aplicadas à qestão.
Políticas de informação e suas expressões em diferentes campos.
GT 5: Política e
Sociedade da informação. Informação, Estado e governo. Propriedade
intelectual. Acesso à informação. Economia política da informação e da
Economia da
Informação
comunicação; produção colaborativa . Informação, conhecimento e
inovação. Inclusão informacional e inclusão digital.

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Campo de trabalho intormacional: atores, cenários, competências e
habilidades requeridas. Organização, processos e relações de trabalho
em unidades de informação. Sociedade do Conhecimento, tecnologia e
GT 6: Informação,
trabalho. Saúde , mercado de trabalho e ética nas profissões da
Educação e
informação. Perfis de educação no campo informacional. Formação
Trabalho
profissional : limites, campos disciplinares envolvidos , paradigmas
educacionais predominantes e estudo comparado de modelos
curriculares. O trabalho informacional como campo de pesquisas:
abordagens e metodologias.
Campo de trabalho informacional: atores , cenários , competências e
habilidades requeridas. Organização, processos e relações de trabalho
em unidades de informação. Sociedade do Conhecimento, tecnologia e
GT 6: Informação,
trabalho. Saúde , mercado de trabalho e ética nas profissões da
Educação e
informação. Perfis de educação no campo informacional. Formação
Trabalho
profissional: limites, campos disciplinares envolvidos , paradigmas
educacionais predominantes e estudo comparado de modelos
curriculares. O trabalho informacional como campo de pesquisas:
abordagens e metodologias.
Medição, mapeamento, diagnóstico e avaliação da informação nos
GT 7: Produção e
processos de produção, armazenamento, comunicação e uso, em
Comunicação da
ciência, tecnologia e inovação. Inclui análises e desenvolvimento de
Informação em
métodos e técnicas tais como bibliometria , cientometria , informetria,
CT&amp;I
webometria, análise de rede e outros, assim como indicadores em CT&amp;1.
Estudos e pesquisas teórico-práticos sobre e para o desenvolvimento
de tecnologias de informação e comunicação que envolvam os
GT 8: Informação e
processos de geração, representação, armazenamento, recuperação,
Tecnologia
disseminação, uso, gestão, segurança e preservação da informação em
ambientes digitais.
Análise das relações entre o Museu (fenômeno cultural) , o Patrimônio
GT9: Museu,
(valor simbólico) e a Informação (processo), sob múltiplas perspectivas
Patrimônio e
teóricas e práticas de análise. Museu, patrimônio e informação:
Informação
interações e representações. Patrimônio musealizado: aspectos
Estudos sobre a relação entre os campos de conhecimento da Ciência
da Informação e da Memória Social. Pesquisas transdisciplinares que
envolvem conceitos, teorias e práticas do binômio 'informação e
GT 10: Informação e memória'. Memória coletiva , coleções e colecionismo, discurso e
Memória
memória. Representações sociais e conhecimento. Articulação entre
arte , cultura , tecnologia , informação e memória , através de seus
referenciais, na contemporaneidade. Preservação e virtualização da
memória social.

Quadro 2. Descrição dos grupos de trabalho da ANCIB. Baseado no 1° semestre de
2010.
Fonte: Adaptado de ANCIB (2010) .

3 Materiais e Métodos
A bibliometria (QUONIAM , 2003) foi utilizada como ferramenta de apoio

à análise de um conjunto provas de concursos públicos aplicados no período
de 2005 a 2009 no Estado de São Paulo, visando identificar o corpo de
conhecimento requerido ao profissional da informação bibliotecário pelo
mercado de trabalho. O desenvolvimento deste trabalho compreendeu 2
etapas.
A primeira etapa compreendeu o levantamento e a coleta das provas de
concursos públicos. Fez-se necessário uma observação quanto à nomenclatura
dos cargos a que se destina os concursos e a descrição do profissional na

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literatura. Pois embora os concursos públicos analisados não façam uso do
termo Profissional da Informação Bibliotecário para tais cargos, este termo foi
priorizado no trabalho por estar de acordo com o referencial teórico aqui
apresentado. Utilizou-se então, a denominação Profissional da Informação
neste trabalho como referência aos cargos de Bibliotecário, Documentalista,
Analista Educação Ambiental (bibliotecário), entre outros. A coleta das provas
dos concursos públicos aplicados no período de 2005 a 2009 no Estado de São
Paulo, foi realizada por intermédio do acesso aos sites PCI Concursos (2010) e
VUNESP (2010) , que disponibilizam as provas em formato digital. Como
critérios de seleção foram levados em conta : provas que estavam com acesso
livre; de concursos que pertenciam ao período analisado de 2005 a 2009, e por
ultimo quanto a cobertura deste trabalho restringindo-se a provas de concursos
do Estado de São Paulo, incluindo instituições públicas municipais, estaduais
ou federais, ao todo foram coletadas e analisadas 22 provas, sendo 19 de
instituições municipais de várias cidades e distribuídas entre prefeituras e
câmaras municipais, 02 de universidade e 01 de instiuição estadual.
Já a segunda etapa compreendeu o tratamento e análise das questões
identificadas como de "Conhecimento Específico" da área da Biblioteconomia e
Ciência da Informação (BC I). Para isso, foi elaborado um formato bibliométrico
para conter a descrição de cada questão, ou seja, as informações referencias e
o Grupo Temático a qual a questão esta relacionada, de acordo com a
classsificação da ANACIB (2010) (Quadro 2). O formato bibliométrico pode ser
visualizado no Quadro 3, que representa uma estrutura de metadado adequada
à analise bibliométrica.
Descrição

Campos
Questão

Conhecimentos específicos da área BCI.

Ano

Ano de realização do concurso

Organização

Instituição contratante a que se destina a vaga

Instituição

Instituição que elaborou e aplicou a prova

Grupo Temático

Área temática que a questão se enquadra

Quadro 3. Formato bibliométrico adequado à analise bibliometrica, realizada com
apoio do software Vantage Point.
Fonte: Autores

Para a classificação das questões utilizou-se os Grupos de Trabalho da
ANCIB, que se apresentam descritos e numerados de 1 a 10 no Quadro 2. No
entanto para este trabalho utilizou-se somente nove dos Grupos temáticos, pois
o GT10 "Informação e Memória" foi incluído pouco tempo antes da conclusão
deste trabalho, por tanto, não dando tempo de ser incluído no trabalho. Assim ,
para o preenchimento deste campo cada Grupo Temático foi representado com

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as iniciais GT e em seguida o numero correspondente a sua classificação. O
procedimento de classificação das questões, compreendeu a leitura das
questões e dos gabaritos das provas, tudo isso para facilitar o entendimento e
a identificação do Grupo Temático ao qual a questão pertence . As questões
que geraram dúvidas na classificação foram separadas e classificadas ao final
do procedimento, pois neste momento o conhecimento sobre os Grupos
Temáticos estava mais bem internalizado pela pesquisadora . O tratamento das
questões resultou em um arquivo bibliométrico em formato texto (txt) adequado
à análise bibliométrica com o apoio do software Vantage Point. Para a analise
bibliométrica automatiada com o apoio do software Vantage Point, foi elaborado
um arquivo "conf" para interpretar, quantificar e analisar as ocorrências e
frequências das informações referenciais no formato bibliométrico. Utilizou-se o
MS Excel para elaboração dos gráficos e tabelas para melhor visualização dos
resultados.

4 Resultados Parciais/Finais
Os resultados aqui descritos neste trabalho são baseados nos
indicadores bibliométricos gerados com apoio do software Vantage Point, por
intermédio da análise bibliométrica dos registros das informações referencias
das questões das provas dos concursos públicos realizados no Estado de São
Paulo, referente a contratação de profissionais da informação bibliotecários.
Foram selecionadas 22 provas, que compreendem um total de 1130 questões,
numa média de 51 questões por prova. As provas selecionadas apresentam
questões sobre: Conhecimentos Gerais, Língua Portuguesa, Inglês,
Matemática, Raciocínio Lógico, Legislação, Informática e Conhecimento
Específico da área da Biblioteconomia e Ciência da Informação. Para este
trabalho utilizou-se somente questões sobre o Conhecimento Específico, logo,
o numero total de questões analisadas neste trabalho foi de 592 questões,
aproximadamente 52% do total de questões das 22 provas. Sendo que, a
média de questões sobre Conhecimento específico por prova é de
aproximadamente 26 questões. A Tabela 1 apresenta a distribuição das provas
e das questões analisadas por ano ao longo do período analisado.
Tabela 2. Distribuição do número de provas por ano no período analisado
de 2005 a 2009.

Ano N° de provas N° de Questões
2009

6

143

2008

5

143

2007

4

138

2006

5

114

2005

2

054

Fonte: Autores.

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A Instituição que mais elaborou provas, no conjunto analisado, foi a
Moura Melo, seguida da VUNESP. Uma das características que diferencia a
prova elaborada pela Moura Melo, é quanto a organização das provas, pois
esta não separa as questões, como por exemplo, a VUNESP faz, identificando
as que são de Conhecimentos Gerais, Específico e etc. As 592 questões
analisadas foram classificadas usando os 9 Grupos Temáticos (GT) propostos
pela ANCIB (Quadro 2). O Gráfico 1 apresenta a distribuição das questões por
GT no conjunto de provas analisadas.
275
250
225

200
cu

175

.....
VI

150

VI

10

cu

::J

a
cu

1J
OI

Z

125
100
75
50
25

o
GT2

GT6

GT4

GT8

GT 1

GT5

GT3

GT7

Grupo t emát ico

Gráfico 1: Distribuição das questões por Grupos Temáticos, no conjunto de provas
analisado.
Fonte: autores.

No Gráfico 1 é possível observar a predominância de alguns GT
demandados pelo mercado de trabalho, com base nas provas analisadas. Os
mais representativos são os GT 2, 6, 4 e 8, que abordam respectivamente as
temáticas: "Organização e Representação do Conhecimento"; "Gestão da
Informação e do Conhecimento nas Organizações"; "Informação, Educação e
Trabalho", "Informação e Tecnologia". É possível afirmar que essas são
temáticas básicas para o corpo de conhecimento em Biblioteconomia e Ciência
da Informação, ou seja, o corpo de conhecimento Especializado da área
requerido pelo mercado de trabalho.
Já os GT 1, 3, 5, 7 e 9 podem ser considerados como Conhecimento
generalizado de outras áreas, pois apresentam relação com outras áreas,
como, por exemplo, o GT5 que trata sobre economia e política da informação e
da comunicação, contribuições importantes para a formação da profissição de
bibliotecário. Nesse conjunto de GT, com baixa representatividade, chama a
atenção o GT 9 "Museu , Patrimônio e Informação", que no conjunto de provas
analisado, não apresentou nenhuma ocorrência, ou seja , o mercado de
trabalho não demanda esta temática ao profissional da informação

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bibliotecário. Esse fato, talvez ocorra pela ligação, mais direta, do GT 9 com a
Museologia.
Visando enfatizar a identificação dos GT que melhor representam o
corpo de conhecimento requerido pelo mercado de trabalho, o Gráfico 2 foi
elaborado a partir da distribuição percentual de cada um dos GTs no conjunto
de provas analisado .

• GT2
. GT 6
. GT 4

41 ,7

. GT 8
. GT l
. GT5
. GT 3

14,1

. GT7

Gráfico 2: Distribuição percentual de cada um dos GTs no conjunto de provas
analisado.
Fonte: Autores .

Os GT 2, 4, 6 e 8 representam aproximadamente 91 % do corpo de
conhecimento requerido pelo mercado de trabalho ao profissional da
informação bibliotecário, nota-se que estes dentro da categoria de
"Conhecimento Especifico" no conjunto de provas analisado, são os que de
certa forma consolidam-se como itens obrigatórios na formação do profissional
da informação bibliotecário.
Algumas das provas priorizam outros GT, como por exemplo, da Câmara
Municipal de São Paulo, e isso, se deve ao concurso, talvez por ser elaborado
com questões bem específicas, condizentes com o contexto de atuação na
organização contratante, ou seja , se a vaga é para um serviço mais
interdisciplinar, ou que exija conhecimentos de outras áreas relacionadas, a
prova será elaborada em um formato diferente de uma prova para o cargo de
classificador ou indexador de uma biblioteca.
A diferença encontrada em algumas provas quanto a ocorrência dos GT
pode ser melhor visualizada no Gráfico 3, que apresenta a relação entre os
Grupos Temáticos e as organizações contratantes.

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6

4

8

+ + +

1

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5

3

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7

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N

o

N

Lf1

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saglsanb ap õN
Gráfico 3: Relação entre os Grupos Temáticos e as organizações contratantes .
Fonte: Autores.

2402

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Um dos casos em que a Organização contratante apresenta a diferença de
comportamento, quanto a priorização do GT, no conjunto de provas analisado, é o da
Câmara Municipal de São Paulo, que ao contrario das demais organizações
priorizou o GT 8, intitulado "Informação e Tecnologia", que trata das tecnologias da
informação em ambientes digitais. Mais uma vez, isto pode ter ocorrido devido a
uma necessidade especifica do contexto de atuação dessa organização, talvez
relacionada às demandas mais recentes por repositórios digitais institucionais.
Outro caso, em que se nota a diferença de comportamento, quanto à
priorização de GT é o formado pelo grupo de Prefeituras de Itapira-SP, Rio Grande
da Serra-SP e Várzea Paulista-SP, onde o GT 6 apresenta uma intensidade de
ocorrência um pouco maior que a do GT2, o conjunto de provas desse grupo de
prefeituras abordou com mais representatividade a temática da Educação e Trabalho
da área.
A ocorrência dos GT, no conjunto de provas analisado, pode ser visualizada
com o auxilio dos Gráficos 1, 2 e 3 bem como as analises feitas a partir deles, facilita
o entendimento da evolução de cada GT no período analisado. No Gráfico 4 pode-se
visualizar essa evolução proporcional a cada ano.
100
90
80
~

.~

c:
o

°e
o
c.

70

. gt 7

60

. gt 3

50

. gt5

40

. gt 8

~

c.
~

OI

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2

30

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20
10
O

2 005

2 006

2 007

2008

200 9

Ano

Gráfico 4: Evolução proporcional dos Grupos Temáticos por Ano.
Fonte: Autores .

Para a elaboração do Gráfico 4, foi utilizado o numero proporcional de
questões classificadas por GT em relação ao Ano da aplicação da prova . A partir da
visualização da evolução sobre a demanda de cada um dos GT no período
analisado, é possível verificar que o GT 2 esta presente em todos os anos com
percentual considerável em relação aos demais GT. Os GT 1. 4, 5, 6 e 8 aparecem
em todos os anos mas com proporções variadas, já o GT 3 só aparece nos anos
2006 e 2009 e o GT 7 nos anos de 2007 e 2009. e ambos com percentuais bem

2403

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Trabalho completo

mais baixo que os demais GT.
Para uma melhor visualização das relações entre o corpo de conhecimento da
área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, aqui representado pelos GT do
ANCIB (Quadro 2), foi elaborada a Figura 1, com o apoio do software Vantage Point,
que apresenta a analise de correlação entre as organizações contratantes e os GT,
no conjunto de provas analisado. A Figura 1 facilita o entendimento e visualização
das similaridades das necessidades das organizações contratantes em relação ao
corpo de conhecimento demandado por elas, por intermédio do conjunto de provas
analisado.
Na Figura 1 as esferas representam as organizações contratantes e o seu
tamanho o número de questões em relação aos GT demandados por elas. E as
linhas que ligam uma a outra , o relacionamento presente entre elas, ou seja , os GT
que possuem em comum , a sequência em que aparecem , bem como a frequência
desses. Nota-se que as organizações contratantes na Figura 4 se apresentam de
forma distribuída, apontando assim , que as organizações contratantes têm
necessidades diferentes para atender. Não há um padrão no conjunto de provas
analisado, sobre o corpo de conhecimento demandado, mas há intenção maior de
se requerer o GT 2 que outros, fato esse melhor entendido com auxilio do Gráfico 3,
anteriormente descrito. Na Figura 1 está em destaque com um circulo, um grupo de
organizações contratantes que apresentam uma maior concentração do GT2, por
isso, estão um pouco mais próximas umas das outras. Já as organizações que estão
mais dispersas, localizadas nas extremidades da Figura 1, como a UFSCar,
Prefeitura de Ilha Comprida-SP, Prefeitura de Várzea Paulista-SP entre outras,
verifica-se que uma demanda por conhecimento mais distribu ída entre os GT.

2404

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

)refeitulã municipal de várzea paulista

camara municipal de são paulo

. ai de estancia de socorro

prefeitura municipal de ilha comprida

Figura 1: Mapa de Correlação entre as Organizações contratantes e os GTs, elaborado com
o apoio do software Vantage Point, com base no conjunto de provas analisado.
Fonte. Autores .

2405

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Trabalho completo

5 Considerações
Entre os resultados apresentados, merece destaque a identificação do corpo
de conhecimento considerado como o mais requerido no conjunto de provas
analisado para o período de 2005 a 2009, foi o Grupo Temático "Organização e
Representação do Conhecimento" (GT 2), o qual apresentou maior ocorrência na
maioria das provas. O GT 2 trata da organização e preservação de documentos e da
informação. Também foi possível identificar o corpo de conhecimento específico e
generalizado da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, com base na
demanda do mercado de trabalho, externalizada pelo conjunto de provas analisado .
E ainda, é possível afirmar que os GT 2, 4, 6 e 8 formam o conjunto do corpo de
conhecimento específico requerido ao profissional da informação bibliotecário e os
GT 1, 3, 5, 7 e 9 formam o conjunto do corpo de conhecimento generalizado ,
abrangendo várias áreas do conhecimento que apresentam relações com a
Biblioteconomia e Ciência da Informação. Quanto ao comportamento das
instituições, responsáveis pela elaboração do conjunto de provas analisado e das
organizações contratantes, foi possível verificar que não há um padrão quando a
demanda de conhecimentos, talvez pela especificidade dos contextos de atuação de
cada organização.
Conclui-se que o conhecimento sobre o corpo de conhecimento requerido
pelo mercado de trabalho pode contribuir para a formação de profissionais mais
alinhados com as necessidades do mercado de trabalho e consequentemente da
sociedade.
6 Referências
ALMEIDA Jr., O. F. Informação pública: conceitos e espaços. In: VALENTIM , M. L. P.
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unidades de informação. Perspect. ciênc. inf., Belo Horizonte, v. 16, n. 2, Jun.
2011 .
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competências relativas à inteligência competitiva. 2010. 187 f. Tese (Doutorado
em Engenharia de Produção) - UFSCar, São Carlos, 2010.
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CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO. Grupos de Trabalho. Disponível em :
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CBO 2002 . Brasília: MTE, 2003 . Disponível em : &lt;http://www.mtecbo.gov.br&gt; . Acesso
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2406

�Gestão de pessoas
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IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

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2407

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Corpo de conhecimento demandado ao bibliotecário pelo mercado de trabalho.</text>
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                <text>Tinelli, Marcelle Aparecida; Amaral, Roniberto Morato do</text>
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                <text>O mercado de trabalho exige do profissional da informação bibliotecário conhecimentos da sua área de atuação bem como de áreas relacionadas. Com o intuito de contribuir para a formação desses profissionais, o objetivo deste trabalho foi identificar o corpo de conhecimento requerido ao profissional da informação bibliotecário pelo mercado de trabalho, por intermédio da analise bibliométrica de um conjunto de provas de concursos públicos do Estado de São Paulo, no período de 2005 a 2009. Como resultados foram elaborados indicadores sobre a intensidade e distribuição dos conhecimentos requeridos pelo mercado de trabalho em relação aos temas especializados da Ciência da Informação, organizados em Grupos de Trabalho de acordo com a Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB) e ainda foi possível visualizar as similaridades entre as organizações contratantes quanto aos conhecimentos requeridos. O conhecimento sobre o corpo de conhecimento requerido pode contribuir para a formação de profissionais mais alinhados com as necessidades do mercado de trabalho e consequentemente da sociedade.</text>
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                    <text>i!

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~dona l

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
de:

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Resumo expandido

ANÁLISE BIBLlOMÉTRICA DAS TESES E DISSERTAÇÕES DO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO DA UNB
(1994-2011 )

Mara Karoline Lins Teotônio 1, Patrícia Nunes da Silva 1
1Bibliotecária, Universidade de Brasília, Brasília, Distrito Federal

1 Introdução
A bibliometria é uma técnica que permite avaliar a produção científica de um
país ou determinado grupo de análises. Como área de estudo no Brasil da Ciência
da Informação, tem um papel relevante na análise da produção científica, e seus
indicadores retratam o grau de desenvolvimento de uma área do conhecimento
(MACHADO, 2007).
Dentre as várias teorias bibliométricas a análise de citações é a que mais se
destaca, sendo ferramenta para a maioria dos estudos bibliométricos. Ela investiga
as relações entre os documentos citantes e os documentos citados. (FORESTI,
1990). A análise de citações é uma técnica bibliométrica, permite levantar dados
quantitativos sobre a relação entre trabalhos citantes e citados, considerado como
unidade de análise o todo ou suas partes: autor, título, origem geográfica, ano,
idioma da publicação, entre outros (FORESTI, 1990).
A análise das citações, através da "contagem" das referências arroladas no
final do texto, identifica características e mapeia a comunicação científica (ARAÚJO,
2006).
Segundo Noronha (2008), as referências bibliográficas são necessárias para
identificar os pesquisadores cujos conceitos, métodos ou teorias serviram de
inspiração, ou foram utilizados pelo autor no desenvolvimento de seu próprio
trabalho, estabelecendo assim um processo de referência e citação.
Nessa pesquisa foi utilizada a análise de citações, particularmente, àquelas
variáveis que se referem à estrutura da literatura citada, principalmente citações de
conteúdo online, pelos autores nas teses e dissertações de 1994 a 2011, do
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGClnf) da Faculdade de
Ciência da Informação da Universidade de Brasília (UnB). Este período foi
selecionado devido à utilização da internet no Brasil ter começado em meados de
1995, a fim de obter dados estatísticos sobre o crescimento da utilização de fontes
encontradas na grande rede mundial de computadores.
Os dados foram coletados de duas formas: nos materiais disponíveis na
Biblioteca Depositária, a Biblioteca Central da UnB, e depois nos materiais
disponíveis na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UnB. Foi utilizado nessa
tabulação ferramentas estatísticas simples.

2 Materiais e Métodos

165

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Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

A fim de analisar as referências das teses e dissertações defendidas no
PPGClnf, esta pesquisa foi exploratória e possui caráter quantitativo. Inicialmente
foram analisadas 184 teses e dissertações defendidas entre os anos de 1994 a
2011. Esta quantidade serve como amostra, pois não foi contemplada a totalidade de
trabalhos, porém é uma quantidade significativa. A coleta dos dados foi dividida em
duas etapas:
a) Análise das dissertações e teses disponíveis somente em meio impresso:
nessa etapa foram consultados os materiais tanto na Biblioteca da UnB
como disponíveis na Secretaria do PPGClnf;
b) Análise das dissertações e teses disponíveis na Biblioteca Digital de Teses
e Dissertações da UnB. A etapa de coleta dos dados levou cerca de um
mês.
Para a análise, foram colhidos das teses e dissertações: ano, orientador,
idioma da publicação, tipo de material, materiais em meio digital.

3 Resultados Finais
3.1 Idiomas dos documentos
Os documentos em português totalizam cerca de 65% das referências, em
inglês 31 %, espanhol 2%, francês 1% e outros 0% (ver gráfico 1). A quantidade de
documentos em português é mais que o dobro que eram em inglês. Isso acontece
por alguns motivos como a comodidade em ler informações em sua língua natal,
nível de acesso a documentos em outros idiomas e produção na área de ciência da
informação.
Em relação ao acesso, atualmente a aquisição de um documento em um
idioma estrangeiro está mais fácil do que antes. Principalmente com o advento dos
arquivos abertos, dentro dos quais se encontram documentos em texto integral.
Outra facilidade também é o uso do comut como intermediador dessa aquisição.
Além desses a disponibilidade de bases de dados nacionais e internacionais
facilitam, também, a recuperação de documentos em outros idiomas.

Gráfico 1 -Idiomas

15000

11737
• português
Dinglês
. espanhol
• francês

10000
5721
5000

o

462

166

183

23

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

3.2 Linhas de Pesquisa Versus Idiomas
Esta análise buscou fazer a relação entre as linhas de pesquisa (que
passaram a ser informadas no ano de 2004) com as línguas dos materiais utilizados.
As linhas de pesquisa eram: Arquitetura da informação, Comunicação da informação
e Gestão da informação e do conhecimento. Dos 184 trabalhos analisados, 68 já
possuíam a linha de pesquisa definida, destas podemos chegar aos seguintes dados
(ver gráficos 2,3 e 4):
Gráfico 2. Linha Comunicação da Informação

Comunicação
Espanhol
2%

Francês
Outros
0%

Inglês
25%

~. .. .__~ ~'ortuguês

73%
Gráfico 3. Linha Gestão da Informação

GesW~ncês
Espanhol~

2%
Inglês
29%

1%

""y
\ \1

Outros

0%

,

ortuguês
68%

Gráfico 4. Linha Arquitetura da Informação

Arq u itetu ra

Espanhol

Outros

3%~ y~~~~~êS
Inglês
\f ~ Portuguê
41%
s

55%

167

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;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

3.3 Tipos de Materiais Utilizados
Os trabalhos contidos nas Teses apresentam maior número de referências do
que nas dissertações defendidas no período analisado. Destaque para o uso de
livros estar em primeiro lugar tanto nas teses quanto nas dissertações.

I
I

Trabalho
Dissertação
Material
Livro
39,2
Artigo
27,7
Tese/Dissertação
4,5
Evento
4,7
Sites
7
Outros
4,3
Total
87,4
I
%
40,4

Tese

Total

%

55,9
41,3
6,5
9,5
11,7
4,2
129,1
59,6

95,1
69
11
14,2
18,7
8,5
216,5
100

43,9
31,9
5,1
6,6
8,6
3,9
100

-

I
I

Quadro 1. Material Utilizado nas Referências nas Dissertações e Teses

3.4 Citações online versus tipos de documentos
Num total de 2827 documentos online, 41 % são sites, 38% artigos, 11 %
eventos e o restante somam juntos 10%. Com o aumento de periódicos eletrônicos o
número de artigos eletrônicos também utilizados em pesquisas se destaca. Com a
internet as instituições começam, também, a disponibilizar informações e
documentos referentes a eventos por eles organizados.
Gráfico 4. Citações Online

11 Li vro
11 Art igo
liiI Tese/D isserta çã o

11 Ev entos

168

liiI

Sites

liiI

Outros

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll'''''llt:trlilS

Resumo expandido

3.5 Documentos online x ano
Gráfico 5. Ano x Documento online

Documentos online - média 19942009

3,3

1

Antigamente tinham-se disponíveis na web uma grande quantidade de
referências, mas agora esse quadro está mudando, principalmente com a
conscientização dos produtores de informação que entendem que a melhor forma
de divulgar seus trabalhos é colocando-os em texto integral na web.
Partindo desse panorama, ao analisarmos o gráfico, fica evidente que o
aumento da disponibilidade de documentos em texto completo fez com que os
autores buscassem suas informações em documentos eletrônicos. Em 1994 não
foram utilizados nenhum documento eletrônico pois era o começo da Internet no
Brasil. Mas com o passar do tempo esse panorama tem mudando, tanto que seu uso
obteve de 1997 a 2000 vertiginoso crescimento. A partir de 2001 a média se
estabilizou.

4 Considerações Finais
Dentre os objetivos específicos realizamos a análise do uso das referências
com conteúdo on-line. Ficou claro que com o aumento do acesso a internet e da
disponibilidade de documentos em texto integral em meio eletrônico os
pesquisadores passaram a utilizar mais as fontes eletrônicas. Principalmente com a
iniciativa dos arquivos abertos, que englobam as bases de dados online, repositórios
e periódicos eletrônicos.
Analisamos a influência da linha de pesquisa na determinação do tipo de
material. Percebemos que os livros e artigos foram os tipos de documentos mais
utilizados pelos pesquisadores.
Analisamos a influência da linha de pesquisa na determinação dos idiomas
dos documentos. Concluímos na linha de gestão da informação e comunicação

169

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

possuem mais documentos em português, já arquitetura da informação possui,
dentre as três linhas, mais textos em inglês. Isso acontece devido à existência de
poucos documentos em português que abrangem a área de arquitetura e, também,
por a área ser relativamente nova.
Quanto à verificação da questão da barreira lingüística, observamos que a
maioria dos documentos estavam em português. Nos casos em que haviam muitos
textos em outras línguas, observamos que o autor possuía muitos conhecimentos
em tal idioma.

5 Referências

ARAÚJO, Carlos Alberto. Bibliometria: evolução histórica e questões atuais. Em
Questão, Porto Alegre, v.12, n.1, p.11-32, jan-jun, 2006.

FORESTI, Nóris Almeida Bethonico. Contribuição das revistas brasileiras de
biblioteconomia e ciência da informação enquanto fonte de referência para a
pesquisa. Cio Inf. Brasília, v.19, n.1, p.53-71, 1990.
MACHADO, Raymundo das Neves. Análise cientrométrica dos estudos
bibliométricos publicados em periódicos da área de bibliotecnomia e ciencia da
informação (1990-2005).Persp. Cio Inf.,v.12,n.3, p. 2-20, dez 2007.
CAMPOS, Grazielle Noronha. Características e perfil dos bibliotecários das
bibliotecas de instituições de ensino superior privadas do Distrito Federal e as
expectativas dos empregadores. 133 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da
Informação) - Universidade de Brasília, 2008.

170

�</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Analisa as citações de conteúdos que se referem à estrutura da literatura citada, principalmente citações de conteúdo online, pelos autores nas teses e dissertações de 1994 a 2011 do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade de Brasília</text>
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li ......"

a
=

HIdonild l
~WIo4_

Trabalho completo

_.1 ...... _ .....
S:

~lltã&lt;l",

FONTES DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIAS: UM ESTUDO DE
USO A PARTIR DA METODOLOGIA DE ANÁLISE DE REDES
SOCIAIS
Maria do Rocio F. Teixeira 1 e Diogo Onofre Gomes de Souza 2
'Professora Doutora , UFRGS, Porto Alegre, RS.
2Professor Doutor, UFRGS, Porto Alegre, RS .

Resumo
Esta pesquisa tem por propósito estudar as redes de conhecimento,
consideradas espaços de interação entre diferentes segmentos da sociedade,
no âmbito das ciências e suas relações de uso das fontes de informação em
três grupos de alunos de uma mesma disciplina do Curso de Medicina da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil), em três semestres
consecutivos. Objetiva contribuir para a produção de indicadores relacionais
entre as redes, as fontes de informação e o estudo das Ciências. Utiliza a
abordagem teórico-metodológica Análise de Redes Sociais (ARS) e as etapas
de desenvolvimento da pesquisa incluem uma revisão de literatura sobre a
ARS e a construção e análise de grafos gerados a partir da caracterização das
três redes e de suas relações de uso com as fontes de informação.
Brevemente apresenta : a metodologia utilizada; os resultados; e as conclusões
do estudo.

Palavras-Chave
Redes de conhecimento; Fontes de informação; Análise de Redes
Sociais (ARS); Educação em Ciências.

Abstract
The present study have the propose to study the knowledge networks,
interacion spaces between differents society segments, in the science Field and
the relationship between ours members and the use of diferents information
sources available. The networks in analysis are three students groups of the
same matter of the Medicine course of the University Federal of Rio Grande do
Sul (Brasil), in three consecutive semesters. The aim is to contribute for the
production of indicators linked between networks, the information sources and
the science studies. The theoric-methodologic approach used was a Social
Netwoks Analysis (SNA) and the steps of the development research including a
revision about the SNA literature and the construction and analysis of graphs,

1136

�Comportamento informacional humano
~
~

~

HJÓOtIIllIlc

~ ==~

Trabalho completo

produced from the characterization of these three netwoks and yours relations
in the use of the sources of information. Briefly, this study shows: the used
methodology, the results and the study conclusions.

Keywords
Knowledge Networks; Information Sources; Social Netwoks Analysis
(SNA) ; Sciences Education .

1 Introdução
O âmbito de estudos em redes abrange uma amplitude de campos de
pesquisa e unidades de análise . Atualmente, tem crescido o interesse científico
e prático em compreender como atores estabelecem articulações e interagem
configurando redes. Tais unidades de análise inserem-se, em um campo de
pesquisa, dotado de ferramentas conceituais e metodológicas que permitem a
análise de elementos estruturais e da dinâmica relacional dos atores,
rompendo níveis de análises isolados, exclusivamente centrados no indivíduo,
ou em uma estrutura social independente e soberana . Assim, o mapeamento
de redes de relações entre atores (indivíduos ou entidades coletivas) , as
posições ocupadas por esses, a quantidade, a natureza e os sentidos dos
fluxos de informação disponíveis são eixos centrais de análise de muitos
fenômenos.
Este trabalho mostra a relação das redes de conhecimento no campo
científico com as fontes de informação (pessoais e bibliográficas) , com o
objetivo de contribuir para a produção de indicadores relacionais entre o estudo
das Ciências e as fontes de informação. O objetivo geral é estudar as redes de
conhecimento, espaços de interação entre os diversos segmentos da
sociedade, no âmbito das ciências e seu relacionamento com as fontes de
informação, no compartilhamento do conhecimento. E, ainda é objetivo do
estudo avançar no entendimento de como melhor explorar tais fontes de
informação no incentivo ao compartilhamento do conhecimento.

2 Revisão da Literatura
2.1 Análise de Redes Sociais (ARS)
O termo "rede" é adotado para designar um conjunto de unidades (ou
nós) de algum tipo e as relações de tipos específicos que acontecem entre elas
(ALBA, 1982). A expressão rede social se refere a um tipo específico de rede
em que os nós ou atores são pessoas ou grupos em uma população. Nos
estudos nas Ciências Sociais, as redes sociais são um instrumento de análise
que permite a reconstrução dos processos interativos dos indivíduos e suas
afiliações a grupos, a partir das conexões interpessoais construídas
cotidianamente (FONTES; EICHNER, 2004).
A noção de rede vem sendo utilizada, nas ciências sociais e nos
estudos sobre o desenvolvimento, de múltiplas formas , tornando-se difícil, por
vezes, precisar seu real significado e sua contribuição como ferramenta de
análise. A imagem de um sistema composto por nós e fluxos é freqüentemente

1137

�Comportamento informacional humano
~
~

~

HJÓOtIIllIlc

~ ==~

Trabalho completo

evocada como metáfora, no esforço por construir representações capazes de
dar conta da complexidade do social (SCHMITT, 2011).
Autores como Castells (1999) falam da emergência, na
contemporaneidade, de uma sociedade em rede, capitalista, globalizada,
regida por núcleos de poder descentralizados, e estruturada com base nas
tecnologias da informação. As redes, sua arquitetura e suas dinâmicas de
inclusão/exclusão, estariam na base dos processos e funções predominantes
em nossa sociedade, dando origem a uma nova morfologia do social
(CASTELLS, 1999, p. 498) .
Para além da rede como metáfora ou como matriz técnica , é possível
identificar na literatura um conjunto de trabalhos que utilizam a noção de rede
como uma ferramenta analítica ou , como no caso da Teoria do Ator Rede ,
como base para a construção de uma nova ontologia do social. Uma detalhada
discussão envolvendo a desconstrução da chamada "dimensão social" como
um domínio da realidade, definido a priori, pode ser encontrada em Latour
(2007) .
As redes sociais constituem um espaço, no qual a interação entre as
pessoas permite a construção coletiva , a mútua colaboração, a transformação
e o compartilhamento de ide ias em torno de interesses mútuos dos atores
sociais que as compõem . A Internet potencializa o poder dessas redes, devido
à velocidade e à capilaridade com as quais a divulgação e a absorção de ideias
acontecem .
A Análise de Redes Sociais (ARS) é uma abordagem estrutural que
estuda a interação entre atores sociais, ou seja , a unidade de observação é
composta pelo conjunto de atores e seus laços (FREEMAN , 2004) .
Representa uma perspectiva inovadora por ser relacional , mostrando que os
vínculos ou relações entre entidades, nós, são a unidade básica de análise,
contrariamente ao que é habitual na perspectiva atributiva das análises
estruturais empíricas (LOZARES , 2007) .

2.2 Fontes de Informação
Fonte de informação, segundo Martin Veja (1995), é todo vestígio ou
fenômeno que forneça uma notícia, informação ou dados. Comumente
interpretam-se como fontes de informação todo o tipo de fontes, em geral, que
contenham ou produzam informação em um suporte estável.
Uma fonte de informação não se fixa unicamente em documentos,
mas também contempla e reconhece a informação procedente de instituições,
pessoas e, inclusive, dos próprios acontecimentos sociais.

°

2.3 Redes de Conhecimento
conceito de rede, segundo Minarelli (2001) , refere-se à
configuração do canal pelo qual os indivíduos captam , integram e distribuem
informações, bens e serviços com maior eficiência .
Uma rede social é conceituada como o conjunto de indivíduos
autônomos que unem recursos e ideias em prol de interesses comuns
(MARTELETO, 2001). Velázquez e Aguilar (2005) entendem rede social como
um grupo de indivíduos que se relaciona com um fim específico, caracterizando

1138

�Comportamento informacional humano
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Trabalho completo

a existência de um fluxo de informações. As redes sociais são mecanismos que
possibilitam a construção de imaginário coletivo, dessa forma podem ser
ferramenta imprescindível para a criação e manutenção das empresas na
sociedade em rede (MEIRA, 2009) .
As redes de conhecimento são redes com o propósito de criar e
disseminar conhecimento, podendo corporificar-se de diversas formas : equipes
de projetos, grupos de pesquisa , redes de consultoria, comunidades
profissionais, comunidades de prática, grupos de apoio e outros tantos.
O principal propósito dessas redes é tornar públicos e estimular a
aplicação de novos conhecimentos a favor do desenvolvimento. Também
podemos considerar como redes de conhecimento, aquelas redes formadas
por pessoas que tem como objetivo comum a promoção de seu conhecimento
e de outrem. Então, novamente, uma turma de uma escola ou de uma
universidade, um grupo de pesquisa ou de um laboratório são exemplos de
redes de conhecimento.
Nas redes de conhecimento, a informação carece de interpretação.
Normalmente é subjetiva e provém de um ator que coopera na rede com sua
bagagem intelectual, cultural e organizacional. É essa informação, e seu
compartilhamento, o foco do estudo das redes de conhecimento e é por meio
dela que o conhecimento individual pode ser o mote para parcerias que tragam
benefícios recíprocos, menciona Tomaél (2008).
Castells (1999) diz que rede é um conjunto de nós interconectados e,
nó é o ponto no qual uma curva se entrecorta . O que um nó representa
depende do tipo de redes concretas. Assim , as redes de conhecimento são os
espaços onde ocorre a troca de informações e experiências entre profissionais,
pesquisadores e estudiosos de diversas áreas.
As redes de conhecimento tornaram-se uma ferramenta de
sobrevivência essencial para o indivíduo, facilitando a gestão da incerteza, o
apoio social e, finalmente , a ascensão na carreira (JOHNSON, 2011).

3 Materiais e Métodos
A rede construída conta com um total de 100 atores, alunos de três
semestres, diferentes e consecutivos, da disciplina de Bioquímica Médica I, do
Curso de Medicina da UFRGS.
A estes alunos foi perguntado: "Eu uso esta(s) fonte(s) de informação
com que freqüência para obter informações sobre tópicos relativos aos meus
estudos/pesquisas na disciplina de Bioquímica Médica I. O=Eu não conheço
essa fonte ; 1=Nunca ; 2=Raramente; 3=Às vezes; 4=Frequentemente; 5=Muito
frequentemente" .
As fontes de informação relacionadas foram : 1. Livros; 2. Parentes; 3.
Professores; 4. Artigos Científicos; 5. Monitores; 6. Anotações de aula ; 7.
Colegas; 8. Vídeos; 9. Profissionais da área; 10. Apostilas; 11 . Bibliotecas; 12.
Amigos; 13. Internet; 14. Pacientes; 15. Outras.
Foi utilizada a abordagem teórico-metodológica Análise de Redes
Sociais (ARS) e as etapas de desenvolvimento da pesquisa incluíram uma

1139

�Comportamento informacional humano
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Trabalho completo

revisão de literatura sobre a ARS e as fontes de informação, a construção e
análise de grafos gerados a partir da caracterização das três redes e de suas
relações. A aplicação da ARS nesse contexto deu-se por meio de um conjunto
de procedimentos metodológicos de caráter longitudinal e documental, através
do qual se pretendeu analisar a evolução estrutural das redes dos alunos, nos
três semestres.
Como forma de abarcar a totalidade das redes, optou-se por adotar
como corpus nesta pesquisa todos os alunos das três turmas, no intervalo de
três semestres, 2009/2 , 2010/1 e 2010/2, num total de 100 atores (pessoas que
compõem cada grupo).
Os procedimentos metodológicos utilizados foram : 1°) aplicação de
um questionário, no primeiro e no último dia letivo da disciplina de Bioquímica
Médica I, solicitando ao respondente (identificado numericamente) que
assinalasse a freqüência de uso de 14 fontes de informação (pessoais e
bibliográficas) sobre tópicos relativos ao estudo da referida disciplina; 2°)
organização e sistematização dos dados coletados para inserção no software
UCINET 6 para Windows (BORGATTI ; EVERETT; FREEMAN, 2002); 3°)
estudos comparativos das respostas das três turmas, no primeiro e no último
dia letivo da disciplina; 4°) análise dos resultados com a construção de grafos e
o mapeamento das relações invisíveis entre os atores investigados e as fontes
de informação, com base na literatura sobre ARS e fontes de informação.

4 Resultados
A partir da sistematização, pelo software UCINET 6 para Windows
(BORGATTI ; EVERETT; FREEMAN , 2002), dos dados coletados, construíramse grafos que permitiram mapear e visualizar, de forma mais contundente, as
relações estabelecidas entre os atores e as diferentes fontes de informação.
A análise da primeira turma, 2009/2, com 31 alunos, mostrou que, em
agosto - no primeiro dia letivo, os respondentes tinham a seguinte percepção:
livros (31), professores (30), biblioteca (29), internet (28) e anotações de aula
(27) como as fontes de informação que os respondentes julgam de uso mais
na
disciplina.
freqüente

1140

�Comportamento informacional humano
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Trabalho completo

Grafo 1 : Alunos e as fontes de informação no primeiro dia letivo
do semestre 2009/2. Fonte : dados da pesquisa.
A análise da segunda turma, com 34 alunos, do semestre 2010/1, nos
mostra: livros (34), professores (34) , anotações de aula (34) despontando na
preferência dos respondentes como fontes de informação de uso para a
disciplina, seguidas da internet (33), colegas (32) e apostilas (32), quando
perguntados no primeiro dia letivo. O grafo 2 apresenta as relações entre as
diferentes fontes de informação e os alunos da turma 2010/1 no primeiro dia
letivo do semestre.

Grafo 2: Alunos e as fontes de informação no primeiro dia letivo do
semestre 2010/1.
Fonte: Dados da pesquisa .
A terceira turma analisada , de 2010/2, com 38 atores (alunos), no
primeiro dia letivo, aponta, de forma unânime, os livros, as anotações de aula e
os colegas (38) como a fonte de informação preferencial, seguidos da internet
(37) e dos professores (36). O grafo 3 nos mostra as relações entre os alunos e
as fontes de informação no primeiro dia letivo do semestre 2010/2 .

Grafo 3: Alunos e as fontes de informação no primeiro dia letivo do
semestre 2010/2.
Fonte: Dados da pesquisa .

1141

�Comportamento informacional humano
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Trabalho completo

A partir da identificação das três redes, a partir dos três grafos, foram
elaborados comparativos como forma de visualizar numericamente os
resultados. O primeiro comparativo foi das três turmas e de suas freqüências
de uso de fontes de informação, no primeiro dia letivo, desta vez separando as
fontes de informação pessoais das fontes bibliográficas.
Tabela 1 - Comparativo das três turmas em relação às fontes de
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Turma 2010/1
Turma 2010/2
Fontes
Turma 2009/2
Bibliográficas
31 alunos
34 alunos
38 alunos
Livros
31
34
38
Artigos
19
23
23
Científicos
Anotações de
27
34
38
aula
Vídeos
10
16
09
Apostilas
20
32
34
Biblioteca
29
34
35
Internet
28
33
37
Outras
02
O
O
Fonte: Dados da Pesquisa .
Tabela 2. - Comparativo das três turmas em relação às fontes de
informação pessoais no primeiro dia letivo de cada semestre.
Turma 2010/1
Turma 2010/2
Fontes
Turma 2009/2
Pessoais
31 alunos
34 alunos
38 alunos
Parentes
07
11
08
Professores
30
34
36
Monitores
22
31
30
Colegas
25
32
38
Profis. da área
13
17
06
Amigos
12
15
20
Pacientes
O
08
08
Fonte: Dados da Pesquisa .
Novamente trazemos os grafos que se apresentam como o primeiro
passo para poder-se analisar uma rede. Os grafos permitem visualizar-se as
interações entre os nós, reunindo, ao centro, o maior número de interações.
Saindo do centro, em direção à periferia da rede, é possível identificar-se os
nós que pouco ou nada interagem com os demais.
A seguir mostramos os grafos das três turmas e suas relações com as
fontes de informação nos três períodos consecutivamente .

1142

�Comportamento informacional humano
~
~

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Trabalho completo

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Grafo 4: Turma 2009/2 - último dia letivo.
Fonte: Dados da pesquisa .

Grafo 5: Turma 2010/1 - último dia letivo.

Fonte: Dados da pesquisa.

1143

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Trabalho completo

Grafo 6: Turma 2010/2 - último dia letivo,
Fonte: Dados da pesquisa.
Em continuidade mostramos os quadros comparativos dos
resultados nos primeiro e último dia letivos, das três turmas.

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Ta b e Ia 3 - Compara f IVO d as Fon tes B'bl'
I logra ICOS,
Turma 2009/2
Turma 2010/1
Turma 2010/2
Fontes
31 alunos
34 alunos
38 alunos
Bibliográficas Agosto Novembro Março Julho Agosto Novembro
2009
2009
2010
2010
2010
2010
Livros
31
34
34
30
38
38
Artigos
19
25
23
17
23
30
Científicos
Anotações de
27
20
34
29
38
28
aula
Vídeos
10
16
08
09
08
08
Apostilas
20
18
32
24
34
22
Biblioteca
29
24
34
32
35
28
Internet
28
29
31
37
34
33
Outras
02
04
O
08
O
O
Fonte: Dados da pesqUisa.
Os livros, as bibliotecas, as anotações de aula e a internet, nas três
turmas, apresentam-se como as fontes de informação bibliográficas mais
representativas para os alunos, ao longo de todo o semestre. Os livros e as
bibliotecas são fontes de informação tradicionais e, por isso mesmo, reafirmam
sua importância no contexto acadêmico, quando os professores, em sua
grande maioria, recomendam o uso de determinados títulos e/ou autores.
Especificamente na disciplina pesquisada, o professor recomenda dois ou três

1144

�Comportamento informacional humano
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Trabalho completo

autores para que os alunos realizem as leituras pertinentes aos conteúdos
discutidos em sala de aula , reforçando assim o uso dessa fonte de informação.
As bibliotecas decrescem no interesse dos alunos, ao final do
semestre, talvez porque a grande maioria deles adquire os livros necessários e,
com a autonomia oferecida pela internet e seus locais de acesso, os artigos
científicos sejam encontrados sem a ajuda dos bibliotecários. Da mesma forma,
as anotações de aula decrescem de uso ao correr do semestre.
A internet é mencionada, no primeiro dia letivo, talvez mais pela
familiaridade dos alunos com o ambiente virtual e, continua bem cotada , ao
final do semestre, porque estes alunos são apresentados a bases de dados,
especificamente à PubMed e ao Portal CAPES, e aos artigos científicos, que
apresentam um crescimento de interesse ao correr do semestre, pelo menos
em duas turmas.
E, por fim , os vídeos e as apostilas perdem na preferência dos alunos
ao final do semestre.
Tabela 4. - Fontes Pessoais.

Fontes
Pessoais

Turma 2009/2
31 alunos
Agosto Novembro
2009
2009
07
03
30
30
22
25
25
29
06
16

Parentes
Professores
Monitores
Colegas
Profis. da
área
Amigos
12
10
Pacientes
O
O
Fonte : Dados da pesquisa .

Turma 2010/1
34 alunos
Março Julho
2010
2010
11
08
34
30
31
24
32
34
13
11
15
08

22
11

Turma 2010/2
38 alunos
Agosto Novembro
2010
2010
07
08
36
36
30
30
38
37
17
09
20
08

20
21

Os professores, os colegas e os monitores são as fontes de
informação pessoais que despontam na escolha dos alunos e, assim se
mantém ao longo do semestre. Novamente, os professores são identificados,
na literatura pertinente, como uma fonte de informação tradicional. Já, com
relação aos monitores e colegas é possível entender porque constam na
preferência dos alunos, em função da metodologia de ensino utilizada pelo
professor das turmas.
A metodologia adotada pelo professor da disciplina, divide a turma em
grupos de seis alunos e, cada grupo é, a partir dali, acompanhado por um ou
dois monitores, estabelecendo-se um vínculo entre eles. Os monitores
acompanham os alunos em aulas no laboratório de informática, onde estes
aprendem a usar as bases de dados médicas e a ler corretamente um artigo
científico, entendendo as abreviaturas, as referências e os demais detalhes
técnicos que envolvem tais publicações, além de acompanhá-los ao Hospital
de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), para entrevistas orientadas a pacientes
internados.

1145

�Comportamento informacional humano
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Trabalho completo

5 Considerações Finais
As redes de conhecimento das três turmas são fortemente
conectadas em relação às fontes de informação mais tradicionais, como livros
e professores. A internet surge como uma fonte de informação, possivelmente
pela intimidade com que os alunos, em sua maioria jovens, têm com as
tecnologias de informação e comunicação.
A não identificação, por uma das turmas, da fonte pacientes, reforça o
entendimento de que, ao serem perguntados, os alunos pouco reconhecem
fontes pessoais fora do âmbito da universidade.

5.1 Fontes de informação pessoais: Pacientes
Os alunos, das três turmas analisadas, têm como uma de suas
atividades, no decorrer da disciplina, algumas visitas a pacientes internados.
Trata-se do primeiro contato que o aluno tem com o paciente, ou seja , o início
de sua prática clínica . Na prática diária do médico, as decisões tomadas para
resolver o problema do paciente são, usualmente, baseadas na aplicação
consciente da informação avaliável por regras explicitamente definidas. Na
constituição do futuro profissional aliam-se elementos explícitos, ensinados
formalmente , e tácitos, adquiridos durante a observação e a prática, de acordo
com Epstein (1999) .
Toda informação compreendida , independentemente da sua
veracidade, costuma ser aplicada na prática clínica. Aquelas que são explícitas
podem ser criticamente avaliadas pela medicina baseada em evidências, no
entanto, esta metodologia não é suficiente para descrever e incluir o processo
tácito do julgamento clínico (NOBRE, BERNARDO e JATENE, 2003) . No
processo tácito , apontam os autores, os fatores relacionados ao médico, como
emoções, vícios de observação, percepção de prejuízos, aversão ao risco,
tolerância quanto à incerteza e relacionamento pessoal com o paciente
também influenciam, em menor ou maior grau, o julgamento clínico, muitas
vezes de forma inconsciente.
O paciente, neste contexto de aprendizagem , torna-se uma fonte de
informação importantíssima para a atuação de qualquer profissional da saúde,
começando ainda em sua formação acadêmica .

5.2 Os alunos e os professores
O Relatório Delors, documento publicado no Brasil em 1998, com o
título Educação: Um Tesouro a Descobrir. Relatório da Comissão Internacional
sobre a Educação para o século XXI, coordenado por Jacques Delors,
apresenta propostas que oferecem caminhos, visando à melhoria das práticas
pedagógicas dos educadores no cotidiano da sala de aula.
Um dos quatro pilares da educação, mencionados no Relatório, é
aprender a conhecer. Devemos, contudo, considerar que o aprender a
conhecer ou, educar a mente, é um tipo de aprendizagem que visa não tanto a
aquisição de um repertório de saberes codificados, mas antes o domínio dos
próprios instrumentos do conhecimento e pode ser considerado,
simultaneamente, como um meio e como uma finalidade da vida humana.
Finalmente é o prazer de compreender, de conhecer, de descobrir (DELORS,

1146

�Comportamento informacional humano
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Trabalho completo

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2003, pp. 90-91). Saber quais as fontes de informação que podem nos
fornecer a informação necessária e nos conduzir à construção do
conhecimento é basear-se no pilar aprender a conhecer.
Outro pilar, apontado por Delors (2003), é aprender a fazer, quando
se reconhece a necessidade de uma reflexão em torno desse distanciamento
entre os conhecimentos teóricos e a vivência prática desses conhecimentos,
afirmando que "aprender a conhecer e aprender a fazer são, em larga medida ,
indissociáveis. Em sequência , aprender a conviver, o terceiro pilar, refere-se à
educação como tendo por missão, por um lado, transmitir conhecimentos sobre
a diversidade da espécie humana e, por outro, levar as pessoas a tomar
consciência das semelhanças e da interdependência entre todos os seres
humanos do planeta (DELORS, 2003, p. 97) . Isto significa conhecerem-se ,
onde o educando busca integrar-se com as pessoas que o cercam através da
interação das energias que envolvem as relações de corporeidade entre os
seres, por exemplo, a integração entre alunos e pacientes. E, por último,
aprender a ser, quando todo o ser humano deve ser preparado, especialmente
graças à educação que recebe na juventude, para elaborar pensamentos
autônomos e críticos e para formular os seus próprios juízos de valor, de modo
a poder decidir, por si mesmo, como agir nas diferentes circunstâncias da vida .
Se a educação deve repousar sobre esses quatro pilares, são de
competência dos professores a formação e a instrução, com o intuito de
possibilitar o desenvolvimento do pensamento, da ação, do sentimento e das
atitudes. Assim, conforme Delors (2003, p. 152), os professores "[ ... ] devem
despertar a curiosidade, desenvolver a autonomia, estimular o rigor intelectual
e criar condições necessárias para o sucesso da educação formal e da
educação permanente."
Por sua vez, os alunos de hoje possuem competências e
conhecimentos diferentes dos alunos da geração anterior, visto que têm acesso
a variadas fontes de informação e comunicação, existentes em casa e/ou na
escola, possuindo uma cultura diferente e vivendo segundo novos valores e
padrões sociais. Assim , cada aluno que chega à sala de aula, a cada ano, é
muito diferente do aluno do ano anterior, ou mesmo do semestre anterior, e isto
configura um importante elemento na difusão e no compartilhamento do
conhecimento que deve ser reconhecido pelo professor.

5.3 Fontes de Informação Bibliográficas
A busca pela melhor informação pode ser realizada em bases
primárias, que disponibilizam os trabalhos originais, cabendo ao usuário o
trabalho de selecionar e analisar criticamente a validade de seus resultados, ou
ainda, em bases secundárias, que economizam o tempo do usuário na seleção
metodológica e avaliação crítica. Entre as bases primárias, Bernardo, Nobre e
Jatene (2004) recomendam o Medline e o SciELO, onde a busca pode ter início
com a utilização das palavras-chaves, obtidas na construção da pergunta . Os
autores ainda fazem outra distinção ao se referirem às revisões narrativas, ou
tradicionais, e as revisões sistemáticas.
As revisões tradicionais incluem artigos de revisão e livros de texto,
que geralmente são narrativas de natureza opinativa , considerados com força
de evidência científica precária , já que não podem ser reproduzidos por outros

1147

�Comportamento informacional humano
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Trabalho completo

autores. Por sua vez, as revlsoes sistemáticas, com ou sem meta-análise,
utilizam-se de metodologia reprodutível , explícita, critérios de pesquisa e
seleção de informação, de tal forma que outros autores que queiram reproduzir
a mesma metodologia podem chegar aos mesmos conteúdos e conclusões.
Tais revisões encontram-se disponíveis em bases de dados secundárias ou
pré-selecionadas.
Outra classificação mostra as fontes de informação primárias, quando
os trabalhos são publicados de forma integral ou resumida, encontrando-se na
sua forma original, como no MedLine, no Lilacs e na maioria dos periódicos
médicos, como os nacionais reunidos no portal SciELO.

5.4 Internet
Atualmente, a internet é bem aceita e frequentemente utilizada por
todas as pessoas como fonte de informação para os mais diversos fins .
Especificamente na área da saúde, Vitória da Silva e Cardozo de Castro (2008)
referem-se à internet como um recurso mais conveniente e de baixo custo para
o uso por pacientes, quando comparada aos provedores de cuidados em
saúde. A facilidade de acesso à informação pode ser útil ao paciente, por
permitir-lhe compreender melhor seu estado de saúde, tomar decisões
conscientes sobre o tratamento e contribuir para a melhora da sua condição.
As autoras ainda mencionam dados da União Européia que mostram que 70%
dos pacientes foram influenciados pela informação que encontraram na internet
e, assim, adaptaram alguma decisão relacionada à saúde.
A qualidade da informação sobre saúde, disponível na internet,
mostra-se incompleta, imprecisa em relação às diretrizes clínicas, não
fundamentada em evidências e não adequadamente balanceada (VITÓRIA DA
SILVA e CARDOZO DE CASTRO, 2008). Além disso, a internet se constitui
num veículo no qual conflitos de interesse podem levar à substituição da
evidência científica por estratégias de marketing (JYANG YL, 2000).
5.5 Bibliotecas
As bibliotecas universitárias são organizações complexas, com
múltiplas funções e uma série de procedimentos, produtos e serviços que
foram desenvolvidos ao longo de décadas. No entanto, o seu propósito
fundamental permaneceu o mesmo, isto é: proporcionar acesso ao
conhecimento. Esse acesso ao conhecimento é que irá permitir que o
estudante, o professor e o pesquisador possam realizar suas aprendizagens ao
longo da vida (CUNHA, 2010).

Nos dias de hoje, a biblioteca universitária está deixando o seu lugar
como a principal fonte de busca , perdendo a sua supremacia na realização
deste papel fundamental em função do impacto da tecnologia digital. O uso da
internet está cada vez mais onipresente e continua crescendo ainda mais pela
introdução de novos e melhores algoritmos nos mecanismos de busca . A World
Wide Web (web) se tornou o maior depósito de informação do mundo.
Muitos autores, conforme Cunha (2010) acreditam que o problema da
qualidade da informação armazenada na Web pode preservar o papel da
biblioteca universitária como vital, mesmo que, ocasionalmente, ela se torne

1148

�Comportamento informacional humano
Trabalho completo

uma fonte secundária de informação, porque no contexto do ensino superior, a
integridade e confiabilidade do conhecimento são fatores primordiais.
Mesmo antes de a Web ter sido criada em 1994, as bibliotecas
universitárias começaram a desenvolver bibliotecas digitais com conteúdos
informacionais confiáveis. Após 1994, muitas destas coleções digitais foram
disponibilizadas na Web e seu crescimento foi acentuado. Como o volume de
informações digitais cresceu e com o amadurecimento da Web, autores
importantes como Deanna Marcum passaram a difundir a idéia de uma
biblioteca totalmente digital. Estes visionários previam que num futuro próximo,
o conhecimento acumulado de alta qualidade e em todos os suportes estarão
disponíveis em formato digital na internet. Em poucos anos, essas análises
mostraram que, na verdade, esta visão tornou-se uma realidade.
6 Conclusões
A constante mutação dos modelos de aprendizagem centra-se cada
vez mais nas novas tecnologias, ao mesmo tempo em que, cada vez mais, a
ação dos ambientes de ensino converge na gestão da informação e não
apenas e só na sua transmissão. As Tecnologias de Informação e
Comunicação (TICs) existentes, e as que vão emergindo, incidem na
elaboração, preparação e apresentação de conteúdos didáticos para o aluno .
Convém salientar que, por exemplo, o computador pode ser importante na
medida em que é portador de aspetos culturais que agem na promoção de
movimentos sociais culturais e intelectuais. Porém , não elimina nem substitui a
atividade construtiva , podendo sim auxiliar no processo de aprendizagem, ao
estabelecer relações entre as estruturas que o aluno deve possuir e o
desenvolvimento de novas estruturas mais complexas (Vanti , Loebens &amp; Ferro,
2004).

"As pessoas estão sempre a querer que os professores mudem"
(Hargreaves, 1998, p. 5) . Cada vez mais esta citação se enquadra na realidade
do mundo. Estas novas ferramentas para o ensino e aprendizagem podem
promover alterações nas práticas de ensino e no modo como a aprendizagem é
conseguida. A sua inclusão na prática pedagógica , poderá ser uma mais-valia
melhorando as condições e enriquecendo as estruturas mentais de alunos e
professores o que se evidenciará , certamente, nos resultados finais .
No ambiente das redes, o compartilhamento de informação e de
conhecimento entre as pessoas é constante, pois as pessoas freqüentemente
gostam de compartilhar o que sabem. A disposição em compartilhar e o
compartilhamento eficiente de informação entre os atores de uma rede,
asseguram ganhos, porque cada participante melhora, valendo-se das
informações às quais passa a ter acesso e que poderão reduzir as incertezas e
promover o crescimento mútuo.
De uma forma geral, cada ator tem muita informação sobre sua
situação, mas não tem informação sobre outras situações. Para reduzir a
incerteza e consolidar a parceria, os atores precisam ter mais informações
confiáveis de seus parceiros. Assim todos ganham, porque cada ator vai
construir alicerces e desenvolver novas ações tendo como base as
informações compartilhadas.

1149

�Comportamento informacional humano
Trabalho completo

Aliar os estudos das redes e o crescente uso das tecnologias de
informação e comunicação é imprescindível para o compartilhamento do
conhecimento no ambiente educacional.

7 Referências
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1150

�Comportamento informacional humano
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Trabalho completo

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1151

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Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Esta pesquisa tem por propósito estudar as redes de conhecimento, consideradas espaços de interação entre diferentes segmentos da sociedade, no âmbito das ciências e suas relações de uso das fontes de informação em três grupos de alunos de uma mesma disciplina do Curso de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil), em três semestres consecutivos. Objetiva contribuir para a produção de indicadores relacionais entre as redes, as fontes de informação e o estudo das Ciências. Utiliza a abordagem teórico-metodológica Análise de Redes Sociais (ARS) e as etapas de desenvolvimento da pesquisa incluem uma revisão de literatura sobre a ARS e a construção e análise de grafos gerados a partir da caracterização das três redes e de suas relações de uso com as fontes de informação. Brevemente apresenta: a metodologia utilizada; os resultados; e as conclusões do estudo.</text>
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                    <text>Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
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OBRAS RARAS DO ACERVO INEP NA UFRJ: BLOG COMO
FERRAMENTA DE DISSEMINAÇÃO DA COLEÇÃO
Camila da Silva Teixeira 1, Sueli Palma Borges Paranho~, Maria
Adelaide Pinto Queiror
1Bibliotecária, Especialista em Administração e Sistemas de Informação, UFRJ, Rio de
Janeiro, RJ
2Bibliotecária , UFRJ, Rio de Janeiro, RJ
3Bibliotecária , UFRJ, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Este artigo pretende mostrar o uso do blog como recurso estratégico da
Coleção INEP na Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da
Universidade Federal do Rio de Janeiro, numa proposta de disseminação do seu
acervo raro e especial. A nossa abordagem explora a ferramenta blog e apresenta a
sua estrutura , ao longo do texto, como um espaço de acesso à informação
especializada e de integração. Descreve passo a passo a construção de sua
arquitetura , especificamente da página Obras Raras, auxiliado pelo wireframe ,
permitindo a inserção de imagens digitalizadas e hiperlinks para sites de interesse e
o novo design possibilita a interatividade com o usuário.
Palavras-Chave:
INEP; Blog; Arquitetura da Informação; Wireframe; Livro Raro.

Abstract
This article purports to demonstrate the usage of the blog as a strategic
resource of the INEP Collection at the Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências
Humanas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, as a proposition of
dissemination of its rare and special collection . Our approach exploits the blog tool
and presents its structure, along the article, as a space of access to specialized
information, as well as of integration . It describes, step by step, the construction of
the blog's architecture, specially of the page Rare Books, assisted by the wireframe,
allowing the inclusion of scanned images ans of hyperlinks to sites of interest and the
new design allows for the interactivity with the user.
Keywords:
INEP, Blog, Information Architecture , Usability, Wireframe, Rare Book.
1 Introdução
A coleção de obras raras e especiais da Biblioteca do Centro de Filosofia e

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�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
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Ciências Humanas (BT. CFCH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é
originária da antiga Biblioteca do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais do
Instituto de Estudos Pedagógicos (CBPE/INEP), doada para a UFRJ em 1977.
Em face à relevância deste acervo no contexto acadêmico, a equipe vem se
esforçando no sentido de aumentar sua visibilidade, inserindo as obras na Base
Minerva 1 da UFRJ e utilizando a ferramenta blog que oferece maior flexibilidade para
a inserção das obras raras e/ou especiais identificadas nesta emblemática coleção.
Neste contexto, denominamos flexibilidade a possibilidade de se poder ilustrar a
página inserindo imagens dos livros com detalhes de raridade (ex-libris 2 ,
assinaturas, dedicatórias, etc.)
O blog criado em 2010, surge da necessidade de uma ferramenta que
"falasse" a língua do estudante universitário, com informações disponibilizadas na
íntegra e que permitisse ao nosso usuário expor seu ponto de vista . A priori , as
páginas do blog surgiram com um conteúdo mais generalizado, apresentando os
setores da biblioteca e os serviços por eles disponibilizados. Esta ideia ficou
alinhada com a nossa realidade, pois fisicamente o acervo da biblioteca, encontra-se
distribuído em três prédios no campus da Praia Vermelha (Urca, RJ) : Periódicos, BT.
Central e Espaço Anísio Teixeira onde está localizada a Coleção INEP. De modo
estratégico, a equipe responsável por esta coleção, viu na ferramenta blog, a
oportunidade de apresentar aos estudantes de graduação e pós-graduação da
universidade, além de pesquisadores na área de educação, o trabalho desenvolvido
com o acervo de obras raras e/ou especiais, difundindo assim suas atividades com a
coleção e dialogar com nossos pesquisadores.
A página Obras Raras já estava criada no blog, tornando-se necessário a sua
reformulação para dar destaque ao acervo e mostrar-se atrativa ao nosso público
alvo. Mas como viabilizar este projeto?
Pensando na organização e navegação do conteúdo, baseadas em um
design de acesso intuitivo, fomos buscar a solução na arquitetura da informação.

2 Revisão de Literatura
Desde os primórdios da humanidade os indivíduos se preocupam
com o registro e a transmissão de informações. Os seres humanos
mais primitivos recorreram às pinturas rupestres como forma de
registrar seu cotidiano. Na Antiguidade, diante do conhecimento
existente (consideravelmente em menor quantidade, se comparado
com a atualidade) , um único filósofo podia ser o veiculo para seu
registro e disseminação a partir de palestras e debates. Nesse
período, surgiram as primeiras bibliotecas. (SOUTO, 2008, p. 2).
A Base Minerva é o sistema de documentação bibliográfica da UFRJ que abrange o acervo das
bibliotecas , centros de documentação, entre outras unidades de informação. (UNIVERSIDADE
FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, 2012) .

1

2 Ex libris "é um indicativo de posse bibliográfica , artisticamente. Confeccionada ou não , estampado
ou impresso em papel e que se cola na contracapa de cada [ .. .]" (BIBLIOTECA PUBLICA DO PARÁ,
[200- ?)) .

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Trabalho completo

Ao pensar em reformular a pagina de Obras Raras, dois conceitos se
tornaram imprescindíveis: 810g e Arquitetura da Informação. A princípio, para projetar
as mudanças, precisávamos conhecer a ferramenta que iriamos utilizar - sua
história, limitações e possibilidades de uso. Já o segundo, foi o recurso utilizado para
definirmos o layout do conteúdo, padronizar os hiperlinks e assim garantir uma
navegação satisfatória para o nosso usuário.
Com o crescimento da Internet e adesão cada vez maior de usuários, esta se
mostrou o ambiente ideal para disseminação do trabalho desenvolvido com o acervo
de obras raras elou especiais da Coleção INEP. Mas como surgiu este fenômeno?
Castells (1999, p.44) em seu livro "A sociedade em rede" faz um relato
detalhado do surgimento da Internet, desde a criação da APARNET até o surgimento
do protocolo TCP/lp 3 :

[...1 a Internet originou-se de um esquema ousado, imaginado na
década de 1960 pelos guerreiros tecnológicos da Agencia de
Projetos de Pesquisa Avançada do Departamento de Defesa dos
Estados Unidos (a mítica DARPA) para impedir a tomada ou
destruição do sistema norte-americano de comunicações pelos
soviéticos, em caso de guerra nuclear. [... 1 O resultado foi uma
arquitetura de rede que, como queriam seus inventores, não pode
ser controlada partir de nenhum centro e é composta por milhares de
redes de computadores autônomos com inúmeras maneiras de
conexão, contornando barreiras eletrônicas.
Os autores Rosini e Palmisano (2012, p. 107, grifo dos autores) citam que
O nome Infernet vem de internefworking (ligação entre redes) .
Embora seja geralmente pensada como uma rede, a Internet é na
verdade o conjunto de todas as redes e gateways que usam os
protocolos TCPIIP. Ela é o conjunto dos de meios físicos (linhas
digitais de alta capacidade, computadores, roteadores) e programas
(protocolo TCP/IP) usadas para o transporte da informação. A Web
(WWW) é apenas um dos diversos serviços disponíveis através da
Internet.
O'Brien (2010 , p. 169) argumenta que a Internet é um fenômeno
revolucionário em computação e telecomunicações. Segundo o autor, esta se tornou
a maior e mais importante rede de redes e está evoluindo para a supervia de
informações de amanhã . Sua expansão é uma constante, onde milhares de redes
comerciais, educacionais e de pesquisa agora conectam entre si milhões de
sistemas e usuários de computadores em mais de 200 países.
Cabe ressaltar que
Surgida no início dos anos 90, a World Wide Web, ou simplesmente
Web, é hoje tão popular e ubíqua, que, não raro , no imaginário dos
usuários, confunde-se com a própria e balzaquiana Internet - a infra3 Protocolo de comunicação usado por todos os tipos de redes . Em 1978, Vinton Cerf, Jon Postei e
Stephen Cohen dividiram o protocolo em duas partes: servidor-a-servidor (TCP) e protocolo interredes(IP) , que tornou-se padrão de comunicação entre computadores nos EUA em 1980.
(CASTELLS , 1999, p. 84) .

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estrutura de redes, servidores e canais de comunicação que lhe dá
sustentação. [... ] o projeto da Web, ao implantar de forma magistral o
conceito de hipertexto imaginado por Ted Nelson &amp; Douglas
Engelbart (1962), buscava oferecer interfaces mais amigáveis e
intuitivas para a organização e o acesso ao crescente repositório de
documentos que se tornava a Internet. (SOUZA; ALVARENGA,
2004, p. 132).

Para Sabino (apud SANTOS; ALVES, 2009, p.2) a primeira geração da Web
se caracterizou "pela preocupação com sua própria construção, com o acesso aos
recursos informacionais e com a questão comercializável por meio dos sites".
Porém, com o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação a
Web evoluiu e nela nasceram novos tipos de ambientes informacionais, mais
interativos e colaborativos para a troca , a criação, a geração e o armazenamento de
informações. Blattmann e Silva (2007 apud SANTOS; ALVES, 2009, p. 2-3)
esclarecem que essa nova concepção vem sendo denominada de Web 2.0 ou ainda
Web Social, segundo eles
"Se antes a web era estruturada por meio de sites que colocavam
todo o conteúdo on-line, de maneira estática, sem oferecer a
possibilidade de interação aos internautas, agora é possível criar
uma conexão por meio das comunidades de usuários com interesses
em comum, resultado do uso da plataforma mais aberta e dinâmica."

A web vem passando por uma evolução desde sua a criação: do início
marcado pelos primeiros serviços via rede: FTP (File Transfer Protocol) , ao
desenvolvimento do correio eletrônico; para posterior criação da World Wide Web:
marcada pelo desenvolvimento das bases de dados, ferramentas de busca e Web
sites, período denominado como Web 1.0; e a criação de novas ferramentas
tecnológicas e o surgimento de novos ambientes colaborativos, como os blogs,
passando a ser denominada de Web 2.0 (SANTOS ; ALVES, 2009, p. 5).
É importante destacar que
a expressão Web 2.0 foi utilizada pela primeira vez por Tim O'Reilly,
com o objetivo de dar nome a um evento em São Francisco (EUA),
sobre serviços online. Em seguida, o nome passou a ser utilizado
para descrever os websites que tinham como aspectos principais a
colaboração e a participação coletiva, o dinamismo e a interação, em
contraste com os sites 1.0 (estáticos, com conteúdo produzido
unicamente pelos construtores do site (ALVES, 2011, p.96-97).

Todavia , com o surgimento da web 2.0
Houve uma democratização e evolução de instrumentos e
funcionalidades que resultaram em interatividade e participação dos
usuários da internet. Tornou-se dispensável a utilização de
profissionais especializados para a publicação de conteúdo digital na
grande rede mundial. Desde então, pessoas comuns, com
conhecimentos básicos de informática, tiveram seu espaço no mundo
digital, podendo expressar seus pensamentos, conhecimentos e

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oplnloes livremente e gratuitamente. Os internautas ganharam o
poder de criar e modificar conteúdo na web, produzindo novos
ambientes hipertextuais. Com as novas tecnologias, ocorreu a
redução dos custos de produção e distribuição, resultando na
apropriação dos conteúdos de mídia digital por todos os tipos de
pessoas. (ALVES, 2011 , p. 97).

Pedro (2010, p. 94-95) cita como exemplos de ferramentas da Web 2.0:
810gs; Ferramentas de criação de redes sociais on-line (permitem a comunicação
entre amigos e familiares) ; Ferramentas de partilha de conteúdo ; Wikis (uma página
ou conjunto de páginas Web que podem ser facilmente editadas por qualquer
pessoa que a elas tenha acesso); Social tagging (prática de atribuir tags ou
palavras-chave pessoais a recursos digitais; Podcasts (ficheiros de áudio ou vídeo
gravados em qualquer formato digital e distribuídos on-line num formato RSS); RSS
feeds (listas atualizadas de conteúdos Web); Licenças Creative Commons (licenças
gratuitas que permitem a um autor publicar conteúdos na Web especificando as
condições de utilização desses conteúdos.
Lemos (2008, p. 6 apud ALVES, 2011 , p. 97) escreveu que "especialistas da
área avaliam que nessa 'nova onda' das tecnologias: a Web é a plataforma ; o que
vale é o conteúdo (que é texto, vídeo, áudio, perfis) - é o direito de opinar; a
comunidade produz junto; a experiência do usuário é o que importa; o usuário tem o
poder - que é dissipado entre muitos usuários". Destacando assim o novo perfil da
Web, que deixa o seu passado estático dos anos 1980 e passa a ser interativa.
Deste modo a Web, através da ferramenta blog, mostrou-se o ambiente ideal
para divulgação do nosso acervo, uma vez que permite o acesso de inúmeros
usuários, simultaneamente, as informações postadas.
O termo blog, segundo Gomes (2005, p. 311) é originário de weblog e foi
utilizado pela primeira vez em 1997,
[... ] weblog é uma página na Web que se pressupõe ser actualizada
com grande frequência através da colocação de mensagens - que se
designam "posts" - constituídas por imagens e/ou textos
normalmente de pequenas dimensões (muitas vezes incluindo links
para sites de interesse e/ou comentários e pensamentos pessoais do
autor) e apresentadas de forma cronológica, sendo as mensagens
mais recentes normalmente apresentadas em primeiro lugar. A
estrutura natural de um blog segue, portanto uma linha cronológica
ascendente.

Os primeiros blogs foram desenvolvidos por pessoas com
[... ] conhecimentos informáticos suficientes para gerarem paginas
WWW uma vez que não existiam ainda disponíveis serviços
automáticos de criação, gestão e alojamento de blogs com as
características que hoje lhes conhecemos. Para alguns, Tim BernersLee, o inventor da World Wide Web e criador do primeiro website é
também considerado o criador do primeiro weblog . (GOMES, 2005,
p. 312) .

Sampaio (2011, p.245-246) cita que o blog foi concebido, inicialmente, para

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ser um diário digital, nele as pessoas poderiam tornar público - de forma cronológica
- pensamentos, ideias e intimidades, vindo a ser popular em 1999 com o software
Blogger, criado pelo o norte-americano Evan Williams. Lembrando, que o programa
era uma alternativa na publicação de textos online, pois além de dispensar o
conhecimento especializado em informática, se destacava pela facilidade de edição
e atualização dos textos em rede e pela gratuidade, bastando que o usuário
possuísse um computador com acesso à internet.
Na sua evolução, encontramos o blogue-agenda (registra pensamentos,
ideias, atividades, apontamentos de livros) e o blogue-mural (expõe artigos de
opinião, noticias, imagens ou qualquer acontecimento importante), este, inicialmente,
considerado uma ferramenta de trabalho para jornalistas e indivíduos produzirem
relatos de suas atividades. (SOUSA, et aI. , 2007 , p. 89) . Porém ,
o conceito de blog tem vindo a expandir-se, sendo a sua definição
cada vez menos consensual em resultado da diversidade de formas,
objetivos e contextos de criação bem como da diversidade e distinta
natureza dos seus criadores . Dos blogs pessoais, adoptando a
formula do "diário electrónico" aos blogs visando a difusão da
informação com intuitos comerciais, de tudo se pode encontrar na
web . Do autor individual que conosco partilha a sua intimidade ou os
seus interesses, a autoria institucional formalmente assumida,
passando pelos blogs criados e mantidos por grupos de pessoas,
existe todo um leque de possibilidades de autoria." (GOMES, 2005,
p. 312) .

Recuero (2003 apud PEREIRA, 2009, p. 46 ) propõe uma classificação para
os blogs, deixando claro que as categorias são mutáveis e passam por revisões de
tempos em tempos: weblogs diários - faz referência a vida do autor, seu dia-a-dia;
weblogs de publicações - apresentam a visão do autor sobre algum assunto
específico ; weblogs literários - são utilizados para a publicação de historias de
ficção; weblog clipping - colagens de outros sites/blogs considerados interessantes;
weblogs mistos - não há predominancia de um conteúdo específico, pode misturar a
vida do autor, dicas culturais, comentários variados, etc.
O uso desta ferramenta na gestão de conteúdo, neste caso a coleção de
obras raras e/ou especiais da BT. CFCH da UFRJ, é mais uma das possiblidades do
blog, aproveitando sua facilidade e a rapidez para disseminar informações - em
detrimento da construção de um site tradicional. Atuando assim, como um facilitador
do "acesso à informação e aos serviços prestados pelas Bibliotecas [ ... l, podendo
até, potencializar a intervenção do utilizador no desenvolvimento e gestão de
conteúdos e novos serviços" (SOUSA, et aI. , 2007, p. 102). A publicação de notícias
ou novidades bibliográficas e a utilização para pesquisa no catálogo associado a
comentários das obras consultadas são outras aplicações possíveis na biblioteca,
embora , ainda persista seu uso como diário digital.
Assim como na Internet, no blog o hipertexto é uma tecnologia usada para
apresentação em multimídias, o termo foi

[...1 criado

e usado pela primeira vez na década de 60 por Theodor
Nelson. Os suportes em papel, diz ele, têm limitações no que toca à
sua organ ização e apresentação das u idéias. Por outro lado, com o

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computador pode-se construir novos tipos de leitura onde o leitor irá
encontrar aquilo que lhe interessa [... ]. Propõe então uma forma de
organização de textos e imagens que opere de forma mais próxima
ao pensamento: "o pensamento opera de forma não-linear, na
maioria da vezes de forma caótica, como um turbilhão". É neste
contexto que ele usa pela primeira vez o termo "hyper-text" (depois
"hypertext", sem o hífem) para definir essa forma flexível e não-linear
(nonsequential) de apresentar o material relativo a um assunto: um
conjunto de textos e imagens interconectados a outros documentos e
que permitiriam inúmeros percursos e leituras. (LARA FILHO, 2003).

Os documentos (imagens, textos, etc.) no ambiente digital, são
interconectados através de hiperlinks para dinamizar o acesso ao conteúdo,
garantido assim esta característica não-linear de leitura e navegação na Internet.
Essa característica é a grande diferença do hipertexto com relação a
outras mídias, como livros, revista e televisão. Na Internet os
usuários estão no comando e não precisam necessariamente
consumir o conteúdo em uma sequência pré-determinada. Daí a
vocação de ser um meio orientado aos usuários. E para que as
pessoas consigam achar o conteúdo que procuram, o projeto de uma
navegação eficiente, fácil e intuitiva torna-se fundamental.
(MEMÓRIA, 2005, p. 50).

Navegação para Agner (2009 , p. 17-18), em seu sentido comum, quer dizer
movimentar-se através do espaço, já no sentindo amplo "inclui o movimento virtual
através de espaços cognitivos - que são espaços formados por dados, informações
e pelo conhecimento que daí emerge".
Segundo Sheneiderman (1998 apud AGNER, 2009, p. 19) a navegação para
busca de informações em hipertextos pode assumir as seguintes características:
navegação para busca de informação específica ; navegação para busca de
informações relacionadas; navegação com destino em aberto; navegação para
verificar a disponibilidade. Na página Obras Raras foram dadas ênfase às duas
primeiras. Para garantir que o nosso pesquisador encontre a informação desejada,
adotamos as normas e boas práticas defendidas por Nielsen (2000 apud MEMÓRIA,
2005, p. 52) - a necessidade de resposta para as três principais questões dos
usuários: Onde estou? Onde estive? Onde posso ir?
O projeto da nova página Obras Raras foi idealizado como um espaço de
acesso à informação especializada para "facilitar o debate e a interação com
pesquisadores [... ], permitindo a discussão, aceitação, questionamento e refutação
de L idéias" (cf. CHRISTOFOLETTI, 2009 apud LOPEZ, 2011 , p. 88) . A intenção era
arrolar as obras deste acervo, apresentando os critérios adotados na seleção, além
de disponibilizar as páginas de rosto e detalhes de alguns itens raros e/ou especiais,
incluir textos e sites sobre o tema, e mapear as bibliotecas na UFRJ com acervo
similar.
Baseada em uma navegação de acesso intuitivo, utilizou-se hiperlinks "textos destacados ou gráficos em documento da web que, quando clicado, abre
uma nova página da web ou seção da mesma pagina apresentado conteúdo
relacionado." (STAIR; REYNOLDS , 2011 , p. 256) - para garantir a navegação do
usuário na página e conteúdos relacionados.

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A arquitetura da informação, auxiliou então a organizar padrões de dados,
tornando mais claro o processo de arranjo do conteúdo na página Obras Raras do
blog.
Foi o arquiteto Richard Saul Wurman "que cunhou o termo arquitetura da
informação nos idos de 70 . O arquiteto da informação seria o individuo com a
missão de organizar padrões dos dados e de transformar o que é complexo e
confuso em algo mais claro" (AGNER, 2009 , P 78) . Este "deve se preparar para ser
um profissional polivalente [.. .] deve sacar muito de interação humano-computador
(lHe), de análise de tarefas, de impacto organizacional, de ergodesigner, de
sistemas, de testes com usuários, de comunicação, de pensamento crítico ... "
(AGNER, 2009 , p.83-84) .
Ficou evidente para a equipe, a preocupação com o projeto, a implementação
e a manutenção do espaço informacional digital para o acesso humano, a
navegação e o uso. Para Agner (2009, p. 97), a arquitetura de informação pode ser
compreendida como quatro sistemas interdependentes, composto por regras
próprias: organização, navegação, rotulação e busca , também evidenciados no
projeto de criação da nova página .

3 Materiais e Métodos
Iniciamos por falar dos critérios adotados para identificar as obras como raras
e/ou especiais. Baseados no Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras 4
(PLANOR) identificamos como requisitos para que a obra fosse selecionada :
Impressões dos séculos XV, XVI , XVII, XVIII ; Obras editadas no Brasil até 1900;
Primeiras edições até o final do século XIX; Edições com tiragens reduzidas com
aproximadamente 300 exemplares; Edições de luxo; Edições clandestinas; Obras
esgotadas, especiais e fac-similares , personalizadas, criticas, definitivas e
diplomáticas; Obras autografadas por autores renomados; Obras de personalidades
de projeção política , científica , literária, religiosa ; Exemplares de coleções especiais
(regra geral com belas encadernações e "ex libris"); Exemplares de anotações
manuscritas de importância (incluindo dedicatórias); Obras científicas que datam do
período inicial da ascensão de cada ciência ; Edições censuradas; Obras
desaparecidas, face a contingência do tempo; Originais manuscritos de autores
renomados; Edições populares, especialmente romances e folhetos literários (cordel,
panfletos) ; Edições de artífices renomados; Edições de clássicos, assim
considerados nas historias das literaturas específicas.
Face à especificidade da coleção, foi adotado também como critério, a
importância da obra para a História da Educação no Brasil, sobretudo nos anos 30,
quando surgiu o movimento que deu início a "Escola Nova" criando o INEp 5 .
BIBLIOTECA NACIONAL. Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras . Critérios de raridade
empregados
para
a
qualificação
de
obras
raras.
Disponível
em :
&lt;http://www.bn.br/planor/documentos/criterioraridadedioraplanor.doc&gt;. Acesso em: 27.07.2011.

4

5 O INEP foi criado em 1937, quando o Ministério da Educação e Saúde Pública era dirigido por
Gustavo Capanema , que pretendia criar "um aparelhamento central destinado a inquéritos, estudos ,
pesquisas e demonstrações, sobre os problemas do ensino, nos seus diferentes aspectos" - como
consta em mensagem enviada ao legislativo federal. Nos anos 50 , o INEP foi dirig ido pelo educador
Anísio Teixeira. (MENEZES , SANTOS, 2002)

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A ide ia de reformular a página Obras Raras surgiu no ano de 2011, a partir de
um inventário do acervo raro e/ou especial da Coleção INEP. Este inventário teve
como base um catálogo preliminar feito por Paranhos 6 e totalizou 584 itens. A partir
daí identificou-se a necessidade de destacar este material tão particular, com itens
datados a partir de 1747, encadernações especiais, dedicatórias, desenhos
manuscritos e diversos outros detalhes de destaque para a história do livro
impresso.
Pensando na organização, navegação, rotulação e busca , baseado em um
design estrutural de acesso intuitivo que a nova página começou a ser elaborada .
Logo as etapas descritas por Memória (2005, p.11) - levantamento dos dados,
criação, refinamento, produção, implementação e manutenção - enquadraram-se
perfeitamente no nosso projeto.

o
Criação

o

(mplement;1çâo

Figura 1 - O processo genérico de desenvolvimento de website baseado em
avaliações de usuário
Fonte: MEMÓRIA, Felipe. Design para a internet: projetando a experiência perfeita. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2005.

As etapas do projeto foram separadas em fases - Concepção, Implantação e
Monitoramento - para facilitar sua aplicação:
A) Concepção:
O primeiro passo foi entender os recursos e as limitações da ferramenta que
seria utilizada: layout, upload 7 de arquivos, utilização de tags B de conteúdo, recursos

PARANHOS , Sueli Palma Borges. Catálogo preliminar de obras raras elou especiais da
biblioteca do INEP. Rio de Janeiro: UNIRIO, 1993. 89 p.

6

7

Enviar dados ou arquivos de seu computador para outro computador. (MELO , 2010, p. 105).

8

Palavras-chaves utilizadas como marcações para recuperar um texto no blog .

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de imagem, edição de páginas e postagens, arquivamento, versão para celular e
estatísticas de uso. Após verificar se atendiam (ou não) as demandas que
imaginamos para o projeto, passamos para as seguintes etapas:
Levantamento de dados - definição dos tipos de usuários que visitariam a
página e suas necessidades, arrolando o conteúdo que seria exibido.
Agner (2009, p. 24) defende que os "usuários de documentos eletrônicos não
olham ou simplesmente leem as informações, mas interagem com elas - de modo
sem precedentes no design impresso". Logo deveríamos estar preparados para
usuários iniciantes, intermediários e avançados, garantindo que independente de
seu nível conseguiriam acessar as informações disponibilizadas.
Criação - geração das ideias que poderiam ser ou não aproveitadas para
desenvolvimento futuro .
Refinamento - aperfeiçoamento da navegação, do fluxo e do layout. Neste
ponto do projeto adotamos o wireframe
[... ] um rascunho de uma tela especifica que posiciona a informação
e a navegação, incluindo-se aí agrupamento, ordem e hierarquia do
conteúdo. É um esqueleto que organiza os elementos de interface,
sem a interferência do projeto visual. (MEMÓRIA, 2005, p. 36).

Fruto de toda a pesquisa e análise feita anteriormente e desenhado através
de um programa específico, nosso wireframe foi com foco no usuário, pensando na
sua satisfação, facilidade de uso, conteúdo, performance e valor da marca (neste
caso a UFRJ).

Fadli~
de uso

1
Design centrado

Valor
da marca

Figura 2 - Aréas-chave para a metodologia de projeto centrada nos usuários

Fonte: MEMÓRIA, Felipe. Design para a internet: projetando a experiência perfeita. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2005.

Foi definido um estilo simples para redação dos textos - estes não deveriam
ser longos - priorizando o mesmo padrão estético do Blog da BT. CFCH/UFRJ . A
hierarquização do conteúdo foi realizada pensando sempre no "por que, para quem

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e em nome de quem são realizadas as ações [... ]" (Agner, 2009, p. 191). Pois caso
apresentasse algum problema futuro , a equipe tinha em mente que "um produto bem
projetado envolve muito mais do que apenas um conteúdo de qualidade. Questões
como facilidade de uso, desempenho e designer gráfico também são importantes."
(Memoria, 2006, p. 10). Logo, dificuldades na utilização da página não seriam culpa
do nosso usuário e sim de falhas no projeto, que não teria então, esgotado os
prováveis erros derivados das diversas situações de uso.
Chamadas para outros conteúdos (mostrando-os um pouco) , tamanhos prédefinidos para imagens, layout de PDFs 9 e padronização de cores para título, texto,
hiperlinks ativos e hiperlinks visitados foram adotados.
Produção - desenvolvimento de um protótipo. Uma área de teste foi criada e
nela gerada um protótipo funcional. Ele foi baseado no wireframe desenhado e
pensando na interação humano-computador citada por Agner (2009 , p.29-30):
sempre consistente; com atalhos para os mais experientes; permitindo a
retroalimentação, apresentando diálogos com início, meio e fim ; prevendo erros;
possibilitando a reversão para o estado inicial; dando ao usuário a sensação de
controle ao navegar na página; e , conhecendo bem o usuário.
Paralelamente, os arquivos em PDF foram gerados, os detalhes das obras
selecionadas foram fotografados, as imagens formatadas e tratadas. Mapearam-se
as bibliotecas da UFRJ que também davam destaque para suas coleções de obras
raras na Internet e os textos de autores renomados, levantados no intuito de
enriquecer a experiência do nosso usuário.
B) Implantação:
Desenvolvemos o conteúdo e imagens finais , inserindo na versão de teste do
blog, para posteriormente fazer o download deste material e em seguida upload para
o Blog da BT. CFCH/UFRJ . Em seguida, foi feito o lançamento da nova pagina
Obras Raras, disponibilizando-a para o uso real.
C) Manutenção:
Centrada na preocupação com a atualização da página no blog e análise das
estatísticas de acesso. Então, como medir os resultados? A solução estava na
própria ferramenta que nos permitia este controle .
Segundo Memória (2005, p. 43) alguns dos dados considerados mais
importantes são: acessos do site durante dias e meses; de onde as pessoas vieram ;
diferenças do número de visitas após redesenho . Logo após o lançamento da página
Obras Raras, percebeu-se um aumento considerável no acesso, originário
principalmente de usuário dos navegadores Internet Explore, Safári e Chrome no
Brasil, o que se justifica pela divulgação realizada no meio acadêmico através de e-

9 o formato Portable Document Format (PDF) foi criado pela Adobe Systems e tornou-se o padrão
global para captura e a revisão de informação de mídia rica de quase todos os aplicativos ou
sistemas operacionais e para o compartilhamento com quase qualquer pessoa, em qualquer lugar
(ADOBE, [200-?])

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mails e Twitter 10 .

4 Resultados Finais
A nova página foi lançada em 14 de setembro de 2011, a partir daí notou-se
um aumento considerável no acesso ao blog.
Tabela 1 - Visualizações do 8109 por País
País
Brasil
Estados Unidos
Portugal
Argentina
Canadá
Alemanha
Reino Unido

Antes de

Depois de

14.09.2011

14.09.2011

91
4

728
16
4
2
1
1
1

O
O
O
O
O

Fonte:. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Biblioteca do Centro de Filosofia
e
Ciências
Humanas.
[8109
da
biblioteca].
2010.
Disponivel
em:
&lt;http://btcfchufrjbr.blogspot.com.br/&gt;. Acesso em: 20 mar. 2012.

As estratégias de divulgação adotadas - publicação em listas de discussão
especializadas, encaminhamento de e-mails para usuários cadastrados na biblioteca
e disseminação no Twitter - foram as grandes responsáveis por este aumento no
acesso. Constatamos, que o usuário ao visitar a página Obras Rara, acabava por
acessar as outras páginas do blog, aumentando assim a rede de usuários on-line da
biblioteca.
Outro ponto interessante foi o crescimento no índice de atendimento da Col.
INEP na UFRJ, que no último ano teve um aumento em torno de 25%.
Pesquisadores oriundos, principalmente pós-graduandos e de outros estados. Cabe
sinalizar também que a divulgação do acervo raro e/ou especial promoveu o restante
da coleção, obras não identificadas nos critérios de raridade também tiveram sua
procura aumentada , o que se revelou uma grata surpresa.
A Internet confirmou então, sua vocação de rede de muitos para muitos,
atingindo usuário em países onde não realizamos sequer divulgação, como Portugal
e Estados Unidos. Logo, o destaque para a coleção que idealizamos no início do
10 Twitter é uma rede de informação em tempo real que conecta os usuários a histórias, ideias,
opiniões e notícias. É composto por pequenas textos chamadas Tweets, escritos em até 140
caracteres . (TWITTER , [201-7))

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projeto foi obtido. A navegação intuitiva do usuário, sem a necessidade de inúmeros
cliques para acessar o conteúdo e uma página com design simples, porém funcional ,
também foram alcançados.

5 Considerações Finais
A arquitetura da informação, através de seu wireframe, foi a nossa maior
aliada na reformulação da página Obras Raras. Este esboço inicial norteou nosso
projeto, ajudando a definir parâmetros para a construção da nova página .
O inventário e hierarquização do conteúdo, padronização de hiperlinks,
tipificação dos usuários e mapeamento de possíveis erros na navegação, feitos a
partir de testes antes da implantação, foram definitivos para o sucesso da página e
alcance da satisfação do usuário.
A partir dos resultados levantados, percebemos que a fase de manutenção do
blog será inacabável. Por se tratar de uma ferramenta com textos curtos,
disponibilizados em ordem cronológica , permitindo a interação do usuário através de
comentários, a atualização das informações e a criação de estratégias para garantir
a visitação do conteúdo exposto deverá ser uma constante. Uma vez que este
usuário, oriundo da Internet, precisa ser sempre "reconquistado", pois é atraído por
inovações. Ele sempre acessará Obras Raras, almejando encontrar a página
atualizada.

6 Referências
ADOBE Acrobat. História do pdf adobe. [200-?] . Disponível em :
&lt;http://www.adobe.com/br/products/acrobat/adobepdf.html&gt; . Acesso em : 12 abro
2012 .
AGNER, Ergodesign e arquitetura da informação: trabalhando com o usuário. 2.
ed . Rio de Janeiro: Quartet, 2009 .
ALVES, Cláudio Diniz. Informação na twittosfera. Rev. Dig. Bibl. Cio Inf., Campinas,
V. 9, n. 1, p. 92-105, jul./dez. 2011 . Disponível em:
&lt;http://143.1 06.108.14/seer/ojs/index.php/sbu_rci/article/viewFile/497/pdC4&gt;.
Acesso em: 19 jun . 2012 .
BIBLIOTECA NACIONAL. Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras.
Critérios de raridade empregados para a qualificação de obras raras. Disponível
em : &lt;http://www.bn .br/planor/documentos/criterioraridadedioraplanor.doc&gt;. Acesso
em: 27 .07.2011 .
BIBLIOTECA PUBLICA DO PARÁ. O que é ex libris? [200-?] . Disponível em :
&lt;http://www.bpp.pr.gov.br/modu les/conteudo/conteudo.php ?conteudo=28&gt;. Acesso
em : 12 abro2012.

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CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede: a era da informação: economia,
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1271

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Obras raras do acervo INEP na UFRJ: blog como ferramenta de disseminação da coleção.</text>
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                <text>Este artigo pretende mostrar o uso do blog como recurso estratégico da Coleção INEP na Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, numa proposta de disseminação do seu acervo raro e especial. A nossa abordagem explora a ferramenta blog e apresenta a sua estrutura, ao longo do texto, como um espaço de acesso à informação especializada e de integração. Descreve passo a passo a construção de sua arquitetura, especificamente da página Obras Raras, auxiliado pelo wireframe, permitindo a inserção de imagens digitalizadas e hiperlinks para sites de interesse e o novo design possibilita a interatividade com o usuário.</text>
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Trabalho completo

ENCONTRO DE INTEGRAÇÃO DOS BOLSISTAS DO SISTEMA
INTEGRADO DE BIBLIOTECAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Karyna da Rocha Tavares 1, Maria Marinês Gomes Vidaf,
Nathália Cabral Sena3, Shirly Pimentel Vieira 4, Susyleide Gomes Brito~'
1 Especialista

em Literatura Infanto-Juvenil e bibliotecária da Divisão de Apoio ao Usuário da Biblioteca
Central da Universidade Federal de Pernambuco, Recife - PE

2Especialista em Ciência da Informação e bibliotecária da Biblioteca Setorial da Faculdade de Direito
do Recife (FDR) , da Universidade Federal de Pernambuco, Recife- PE
3Especilaista em Gestão e Tecnologia da informação e bibliotecária da Divisão de Apoio ao Usuário
da Biblioteca Central da Universidade Federal de Pernambuco, Recife - PE
4Especilaista em Gestão da Informação em Arquivos e bibliotecária da Divisão de Apoio ao Usuário
da Biblioteca Central da Universidade Federal de Pernambuco, Recife - PE
5Especialista em Gestão e Tecnologia da Informação e bibliotecária da Biblioteca Setorial do Centro
de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade da Universidade Federal de Pernambuco, Recife - PE

Resumo

Relato de experiência sobre o encontro de Integração dos Bolsistas do Sistema de
Bibliotecas da Universidade Federal de Pernambuco. O reduzido quadro de
auxiliares administrativos das bibliotecas origina aumento de bolsistas. Cabe à
Biblioteca Central (BC) a seleção para o Banco de Reserva de Bolsistas. A partir de
2011 sua Divisão de Apoio ao Usuário (DAU) idealizou e realizou três encontros
para capacitar e integrar os bolsistas, objetivando a melhoria do atendimento ao
público. Utilizou leitura de texto, dinâmica de grupo, contação de história, sessões de
filmes e vídeos e discussão dirigida nos encontros. Elaborou-se um contrato para
reger a interação e o relacionamento interpessoal dos bolsistas entre si, com a
equipe de trabalho e os usuários. Na avaliação dos eventos averiguou-se o acerto
na definição dos conteúdos, metodologia , dinâmica e sua importância para bolsistas
e gestores. Os bolsistas os julgaram imprescindíveis na tomada de decisão, na
transparência das metas do Sistema Integrado de Bibliotecas e por proporcionar
espaço para opinar e sugerir mudanças para maior eficácia e eficiência no
atendimento à clientela . Para os gestores das bibliotecas, o evento proporciona aos
bolsistas um momento de integração com a equipe de trabalho, permitindo avaliar a
postura profissional dos participantes e a obtenção de críticas e sugestões de
mudanças nos processos e fluxos de atividades. Pretende-se com o relato não
apenas o registro dessa ação administrativa como principalmente contribuir para o
estudo mais aprofundado da rotatividade dos bolsistas e dos problemas decorrentes
do número insuficiente de auxiliares administrativos nas bibliotecas.

2437

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

Palavras-chave:
Bolsista; Capacitação; Bibliotecas; Gestão de Pessoas; Relações Interpessoais.

Abstract

Report about the experience in establishing the Meeting for Scholars Integration at
Federal University of Pernambuco Libraries System. The small board of
administrative assistant personnel at the libraries causes the rising figure of scholars.
The Central Library (BC) is the responsible office for scholarship selection , steering
funded programs by Pro-Rectory for Academic Affairs, Personnel Management and
Quality of Life . Since August, 2011, the BC Division of Users Support has conceived
and carried out three meetings for training and integration of scholars, aiming at
enhancement of public attendance quality. The Division has used texts reading,
group dynamics, story-telling , movies and video sessions and oriented discussion at
the meetings. It also has accomplished a contract to guide interaction and
interpersonal relationship among scholars themselves, with the work-team and with
users as well . During the events assessment, hits were surveyed in contents
definition, methodology, dynamics and meetings relevance to scholars and
managers. Scholars considered these ones essential into decision making process,
in the transparency of Libraries Integrated System , and also for providing space to
opining and suggesting changes, towards efficiency and effectiveness at the
customers attendance. For the libraries managers, the event itself pro motes
integration, amongst scholars and work team, allowing assessment of participants
professional attitude, and suggestions achievement, facing processes changes and
activities flows , as well. The intention of this report is not only the record of this
administrative action , but mainly contributing to the deeper study of scholars turnover
and matters concerned to insufficient administrative assistants at the libraries.

Keywords
Scholar; Training . Libraries; People Management; Interpersonal Relations.

1 Introdução

o Encontro de Integração dos Bolsistas do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) surgiu da identificação da
necessidade de capacitação dos bolsistas que integram a equipe da Divisão de
Apoio ao Usuário (DAU) da Biblioteca Central (BC). Além de ser, também , um anseio
da Direção do Sistema de Integrado Bibliotecas (SIB) realizar eventos que
proporcionassem o conhecimento do Sistema para auxiliar o bolsista no
desempenho de suas atividades.

2438

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

A DAU é responsável pelo atendimento ao público. Compõe-se de varlos
setores, por isso a preocupação em proporcionar aos participantes do Encontro
ferramentas para aumentar a qualidade dos serviços e produtos oferecidos ao
usuário. Desta forma , incluiu em seu planejamento estratégico, na Questão 02 Recursos Humanos, uma ação de capacitação das pessoas da Divisão. (UFPE,
2011, p. 8)
A deficiência foi percebida também pela identificação da quantidade de bolsistas
que vem substituindo os assistentes administrativos de bibliotecas, inclusive nas
atividades estratégicas, ou seja, se repassam atividades que deveriam ser
realizadas por servidores. Há uma transferência funcional e os bolsistas apresentam
rotatividade, provocando a necessidade de constante capacitação.
Chiavenato (2005) conceitua capacitação como o processo de desenvolver
qualidades nas pessoas a habilitá-Ias a serem mais produtivas, criativas e
inovadoras e que contribuam para a produtividade organizacional.
Desta forma, a proposta de realizar a capacitação com os bolsistas da DAU
surgiu da observação de suas atividades diárias relativas ao atendimento ao usuário
e a percepção da necessidade de melhoria nesse contato. Sendo assim , o
treinamento foi elaborado visando ao aprimoramento do processo organizacional de
atendimento ao público. Os temas abordados foram os pontos identificados como os
mais críticos: a postura profissional , o atendimento ao público, o conhecimento da
organização, o trabalho em equipe, estratégia de busca de informação e o Bibliotour.
Como resultado do projeto piloto realizado com os bolsistas da DAU (dois
encontros) decidiu-se realizar um com todos os bolsistas do SIB, com o objetivo de
capacitá-los a desenvolver suas atividades com mais eficiência e eficácia . Esse
evento foi intitulado I Encontro de Integração dos Bolsistas do SIB.
O evento teve o cenário ampliado, ou seja , saiu da esfera de uma Divisão da BC
e passou para a esfera do SIB , o que exigiu uma adaptação para contemplar a
realidade das bibliotecas setoriais e dos demais setores da BC . Pelas avaliações
dos Encontros é possível constatar a relevância de sua realização tanto para os
bolsistas como para o Sistema .
É fundamental ressaltar a importância do Encontro como ferramenta de apoio ao
desenvolvimento das atividades dos aprendizes que participam de uma bolsa , a
chamada Bolsa de Desenvolvimento Profissional, cujo objetivo primeiro é oferecer a
estes estudantes a oportunidade de obter bolsas sem a exigência de experiência .
Trata-se de um programa vinculado ao do Primeiro Emprego, desenvolvido pelo
Governo Federal.
Este artigo tem como objetivo relatar a experiência da criação do Encontro dos
Bolsistas do SIB e está assim estruturado: o histórico das bolsas, importância das
pessoas para a organização moderna, as relações interpessoais e o seu destaque
na produtividade . Apresenta a metodologia utilizada no evento, sua avaliação e as
considerações finais .

2 Como tudo começou
O Sistema Integrado de Bibliotecas é um órgão suplementar diretamente
subordinado à Reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Formado

2439

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

por nove bibliotecas setoriais e uma Biblioteca do Colégio de Aplicação, (localizada
no campus Recife), uma biblioteca setorial na Faculdade de Direito do Recife (única
setorial fora do campus) e duas bibliotecas nos campi do interior, em Vitória de
Santo Antão e Caruaru .
A UFPE, sempre bem conceituada nas avaliações das melhores
universidades do Nordeste, mantém a preocupação com a responsabilidade do bom
atendimento à comunidade universitária. Vivencia uma realidade problemática com a
falta de servidores no cargo de auxiliar administrativo, motivo que conduziu o gestor
do SIB a encaminhar à Reitoria uma proposta para selecionar bolsistas, com o
objetivo de dar mais apoio aos serviços oferecidos pela Biblioteca Central e
setoriais.
Diante da diversidade de acervos e da criação de novos serviços, foi uma
saída encontrada pela instituição. Com o apoio da Pró-Reitoria de Gestão de
Pessoas e Qualidade de Vida (PROGEPE), destinou um percentual de vagas a
serem preenchidas por alunos de todos os cursos e de todos os semestres.
A partir de 2002, teve início o processo de seleção de alunos da UFPE,
conforme a Resolução nO 2/2002, que regulamenta o Programa de Bolsas de
Manutenção Acadêmica, documento este considerado como base para a criação da
Bolsa de Desenvolvimento Profissional da PROGEPE.
A PROGEPE disponibilizou um quantitativo de bolsas para iniciar o processo
seletivo. Com os crescentes casos de aposentadoria de servidores e com a criação
de novos serviços, ficou a cargo do SIB a organização do processo de seleção do
Banco de Reserva da Bolsa de Desenvolvimento Profissional, mantida pela
PROGEPE.
Até 2009, a BC manteve-se responsável pela inscrição do Banco com o
processo presencial. Era divulgado o dia da inscrição e os interessados acampavam
em frente ao prédio dois dias antes da data marcada, uma vez que as vagas eram
preenchidas segundo a ordem de chegada . A partir de 2010, o processo passou a
ser realizado eletronicamente. O Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da
Universidade foi contatado e algumas modificações foram feitas para melhorar o
processo de inscrição:
a) inscrição por e mail;
b) período de inscrição 24 horas; e
c) validade semestral.
A BC divulga o informativo com as normas de seleção, contendo a data e o
Formulário de Inscrição da Bolsa de Desenvolvimento Profissional. O interessado
preenche o formulário com seus dados e o remete à BC por e-mail. Uma lista é
organizada com as informações dos bolsistas, por ordem de chegada dos e-mails,
único critério de seleção adotado. A lista dos selecionados é divulgada por meio
impresso (afixada no hall e no site da BC), no Boletim da Assessoria de
Comunicação da UFPE (ASCOM) e no twitter.
O processo sofreu diversas modificações. Após entendimentos com a Direção
do Programa das bolsas da UFPE, a BC conseguiu a unificação dos vários bancos
de solicitação de bolsistas. A partir de 2010, a biblioteca passou a ser responsável
pela inscrição de alunos da UFPE para o Banco de Reserva da Bolsa de

2440

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

Desenvolvimento Profissional e para a Bolsa de Desenvolvimento Acadêmico da
Pró-Reitoria para Assuntos Acadêmicos (PROACAD).
Nas bibliotecas, os bolsistas desenvolvem suas atividades em setores como o
balcão de atendimento, o atendimento ao público e serviços burocráticos. Devido à
falta de funcionários, as atividades de balcão estão sendo desenvolvidas pelos
bolsistas, supervisionados por um bibliotecário, situação que vem preocupando os
gestores ao longo do tempo.
Na Tabela 1, se visualiza o motivo da preocupação do SIB e da UFPE, a
quantidade de auxiliares administrativos e bolsistas é igual nos anos de 2008 e
2009. Há um crescimento na quantidade de bolsistas no ano de 2010 de 13,2%. No
ano de 2011 , a situação não se modificou. Logo os bolsistas realizam e realizaram
atividades inerentes aos auxiliares ao longo dos referidos anos.
Tabela 1 - Pessoal lotado no Sistema de Bibliotecas da UFPE

2008

2009

2010

2011

Função

Total %

Total

%

Total

%

Total

%

Bibliotecários
Auxiliares
Administrativos

62

24,8

73

28 ,4

76

27,6

81

28,9

94

37,6

92

35 ,8

93

33,8

93

33,3

Bolsistas

94

37,6

92

35 ,8

106

38,6

106

37,8

Total

250

100

257

100

275

100

280

100

Fonte: Relatórios administrativos da Biblioteca Central da UFPE

Cabe ressaltar a contribuição desta mão de obra na execução de atividades
em diversos setores da UFPE, o que lhe possibilitou levar adiante alguns dos
projetos.
Para os bolsistas, destacam-se como vantagens: além de uma remuneração
para custeio de despesas pessoais; a oportunidade de sua primeira experiência
profissional em vários espaços da UFPE, como no Sistema de Bibliotecas,
laboratórios, secretarias, Reitoria e Pró-Reitorias; a possibilidade de conseguir uma
bolsa cursando o 1° período da vida acadêmica ; e obter uma declaração de
comprovação do exercício de bolsista da Universidade, que nos concursos públicos
constitui uma prova de experiência profissional , um dos critérios para inscrição na
seleção pública da UFPE.
A interação entre bolsistas e servidores facilita aos primeiros conhecer, a
instituição onde trabalham , o local onde desenvolvem suas atividades e todos os
serviços que são oferecidos à comunidades interna e externa .
A Direção do SIB solicitou à DAU a organização de um evento destinado aos
bolsistas que abordasse: o conhecimento da UFPE e da BC e os capacitassem para
a realização das atividades que lhes forem confiadas com ênfase na postura
profissional , no atendimento ao público, no trabalho em equipe, nas estratégias de
busca de informação e no Bibliotur.

2441

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

3 Capacitando os bolsistas

o mundo atual se defronta com uma variedade de inovação que atinge todos
os setores da sociedade . O setor produtivo, com todo o maquinário e a tecnologia
que o rodeia, não eliminou o papel das pessoas dentro do sistema. Ao contrário,
descobre continuamente a importância delas para a produtividade e o crescimento
das empresas. Chiavenato (2005 , p. 4) afirma que as pessoas passam a ser o
diferencial competitivo que mantém e promove o sucesso organizacional,
considerando-as "o elemento básico do sucesso empresarial" isto é, a partir delas é
possível alcançar alternativas para melhorar e aumentar o sucesso e o desempenho
dos produtos e serviços.
Nesta direção surge a gestão de pessoas, que alguns teóricos indicam como
a evolução da área de Administração de Recursos Humanos (ARH) ao destacar a
importância das pessoas para o desenvolvimento e crescimento organizacional.
A Gestão de Pessoas é a área que busca proporcionar ao indivíduo
condições de excelência no desempenho de suas funções, gerando então
oportunidades de produtividade e crescimento, tanto profissional quanto
organizacional. Segundo Araújo (2010), gerir pessoas é uma das atividades mais
estratégicas das organizações modernas, porque possibilita conhecer e desenvolver
as habilidades necessárias ao bom andamento das atividades.
Para Gil (2001 , p. 17) "Gestão de Pessoas é a função gerencial que visa à
cooperação das pessoas que atuam nas organizações para o alcance dos objetivos
tanto organizacionais quanto individuais". Por isso é um desafio para as
organizações atentas às exigências do mercado voltarem-se para o indivíduo, tão
rico e ao mesmo tempo tão complexo, e viabilizar que ele colabore e una forças para
que ela se mantenha competitiva .
Descobrir a importância das pessoas para a empresa permitiu um novo olhar
sobre elas e, consequentemente, sua atuação . É possível entender que nas
organizações nas quais existem respeito, ética , trabalho em equipe, treinamento,
processos organizacionais coerentes e comunicação, que são estruturas que
proporcionam o desenvolvimento das pessoas, se verificam também maior
produtividade, lucratividade e reconhecimento organizacional.
Dentre as áreas da gestão do conhecimento está a de capacitação,
responsável por desenvolver as habilidades e competências necessárias no
desempenho de atividades dos indivíduos, como também aperfeiçoar os talentos e
permitir interação da equipe. De acordo com Chiavenato (2005, p. 338) "é o meio de
alavancar o desempenho no cargo".
Nesta direção, o I Encontro de Integração dos Bolsistas do Sistema de
Bibliotecas da Universidade Federal de Pernambuco surgiu da necessidade de
proporcionar um momento em que pudessem conhecer uns aos outros, assim como
o contexto no qual estão inseridos, externalizar suas dificuldades, esclarecer dúvidas
e propor melhorias para a execução de suas atividades, isto é, permitir que as
pessoas se relacionem no trabalho .
Entende-se a humanização na empresa como muito benéfica por favorecer a
criação de ambientes colaborativos. Da mesma forma que valorizar as relações

2442

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

humanas no ambiente de trabalho faz parte da gestão de pessoas, surge com a
identificação da importância dos fatores psicológicos e sociais para a produtividade .

4 Relações Interpessoais
Ter um bom relacionamento no trabalho é uma questão primordial para que a
equipe funcione com mais sintonia e melhor desempenho profissional.
Para Lima (2009 , p. 56), o relacionamento é um dos grandes ativos
constituintes das organizações, aquele que faz girar as estruturas colaborativas.
"Este é um dos aspectos mais desafiadores do relacionamento : construir estruturas
colaborativas que reúnam pessoas que divergem entre si" .
Segundo Moscovici (1997), as relações interpessoais são desenvolvidas a
partir do processo de interação. Nas situações de trabalho , as atividades, na maioria
das vezes, são partilhadas por uma ou mais pessoas, bem como alguns sentimentos
recomendados. Com o desenvolvimento destas atividades e interações, "os
sentimentos despertados podem ser diferentes dos indicados inicialmente e então inevitavelmente - os sentimentos influenciarão as interações e as próprias
atividades". (MOSCOVICI, 1997, p. 34).
Ainda de acordo com o autor, os sentimentos positivos provocarão aumento
de interação e cooperação, o que favorece a execução das atividades e,
consequentemente, conduz à maior produtividade. Ao contrário, os sentimentos
negativos de antipatia e rejeição conduzem à diminuição das interações e ao
afastamento, o que repercute de forma negativa no desenvolvimento das atividades,
com a probabilidade de queda na produtividade.
Com o objetivo de minimizar alguns problemas, tais como a ausência de
engajamento, de cooperação e de comunicação, o I Encontro de Integração dos
Bolsistas do Sistema de Bibliotecas foi inicialmente planejado, para a participação
dos bolsistas que atuam na Divisão de Apoio ao Usuário. O intuito era proporcionar
um momento com a exposição das dificuldades e dos anseios dos participantes, e
conhecimento do grupo além da apresentação da importância da postura
profissional. Com essa abertura foi possível : ouvir o que eles tinham a dizer, suas
críticas e sugestões, melhorando com isso a comunicação entre bibliotecários,
auxiliares administrativos e bolsistas, bem como a comunicação entre eles mesmos;
tratar sobre as falhas e aspectos positivos da equipe, conduzindo ao fortalecimento
do grupo e, consequentemente, da relação interpessoal.
Entende-se que quando a equipe está integrada, age positivamente, pois
cada um conhece a importância do seu papel dentro do grupo, e se sente
capacitado para desempenhar as suas atividades.

5 Encontro de Integração dos Bolsistas do Sistema de Bibliotecas
Em 2011 e 2012 foram realizados os I e o 11 Encontro de Integração dos
Bolsistas do Sistema de Bibliotecas como projeto piloto apenas com os bolsistas da
DAU da Biblioteca Central da UFPE, que desenvolvem suas atividades diretamente

2443

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

atendendo ao público. Os Encontros tiveram como objetivo aumentar a qualidade do
atendimento às comunidades atendidas pela BC , fazendo parte do planejamento
estratégico da DAU, com vigência de 2011 a 2016 .
A Direção do SIB e os participantes do projeto piloto reforçaram a idéia de
que o Encontro deveria abranger todas as bibliotecas da UFPE que em seu quadro
funcional tivessem bolsistas. Foi importante promover a integração dos bolsistas da
DAU com os bolsistas dos demais setores da BC e de outras bibliotecas, funcionou
como um canal para que eles pudessem socializar suas opiniões e particularidades
de cada biblioteca , reconhecer a importância do seu papel no SIB, favorecer as
relações interpessoais e o fortalecer o sentido de equipe .
5.1 Semana de Integração dos Bolsistas da DAU
O I Encontro, intitulado de Semana de Integração dos Bolsistas da DAU,
realizado na BC em agosto de 2011 , com três dias de duração. Teve como objetivos:
reconhecer a importância do trabalho de equipe na organização; valorizar as
relações interpessoais no trabalho em equipe e o atendimento ao público;
apresentar a Divisão de Apoio ao Usuário; padronizar as atividades desenvolvidas
na Divisão; e despertar os princípios da responsabilidade e coletividade.
Abordou : 1 Propostas do encontro; 2 Discussão sobre as dificuldades, ideias
e sugestões acerca da rotina de trabalho ; 3 Atendimento ao usuário: princípios e
práticas; 4 Postura profissional ; e 5 Atribuições dos bolsistas.
Para atingir os objetivos foi utilizada como metodologia a leitura de textos
para reflexão e discussão, dinâmicas de grupo, contação de histórias, vídeos e
discussão dirigida.
A princípio, por ser um grupo formado por estudantes de vários cursos e, em
sua maioria, não graduandos em Biblioteconomia , pensou-se em um treinamento
voltado para as questões mais técnicas de organização do acervo . Porém, ao serem
diagnosticados problemas relacionados à pontualidade, falta de cooperação e
cumprimento de atividades de rotina do trabalho, optou-se pela elaboração de uma
pauta que tratasse dessas questões.
O Encontro ocorreu no período de recesso das aulas, oportunizando a
integração dos bolsistas que trabalham em turnos diferentes, enfatizando ainda mais
a ideia da integração.
O primeiro dia se iniciou com uma acolhida e a explanação dos objetivos.
Logo após houve uma dinâmica de apresentação. Seguiu-se contação de história ,
que gerou uma discussão acerca da atitude de resmungar de algumas pessoas
diante dos problemas e não de buscar solução. Esta história possibilitou uma
conversa sobre dificuldades, dúvidas, ideias e sugestões para a tomada de
decisões, que gerasse uma mudança de atitudes ou de métodos de trabalho,
evitando assim o retrabalho , quando os bolsistas puderam refletir sobre as suas
próprias atitudes. Depois da conversa foi realizada uma dinâmica de grupo chamada
'Coisas boas e coisas ruins' , que consistia em anotar anonimamente, em dois
cartões, uma coisa boa e uma coisa ruim relacionada ao trabalho . À medida em que
os cartões eram lidos, o grupo indicava quais as providências poderiam ser tomadas

2444

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

e também ficavam cientes de decisões anteriores sobre o fato. Após um breve
intervalo foi tratado: atendimento ao usuário - princípios e práticas. Uma vez que as
atividades desempenhadas pelos bolsistas estão ligadas ao atendimento ao público,
torna-se imprescindível o estudo e a discussão sobre esse tema . Seguiu-se
apresentando os princípios que orientam o atendimento com qualidade e se realizou
uma atividade de dramatização de uma situação de mau atendimento e outra de
bom atendimento, objetivando uma análise para apontar as falhas e indicação das
mudanças necessárias para atingir a qualidade total.
O segundo dia iniciou com uma contação de história sobre um sapo que vivia
no fundo de um poço, e que por medo, nunca havia se aventurado a sair, até que
um dia acontece o desmoronamento do poço e ele se vê no meio de um pântano,
fascinado com a natureza ao seu redor, o que proporcionou uma discussão acerca
dos receios que muitas vezes impedem as pessoas de externarem suas opiniões, de
questionarem ou sugerirem ide ias no ambiente de trabalho. Seguiu-se uma
apresentação sobre a Divisão de Apoio ao Usuário: organograma, missão, visão,
serviços e produtos e sua interface com a BC e demais canais de comunicação; bem
como a apresentação do módulo pesquisa do Pergamum . Para aprimorar os
conhecimentos dos bolsistas acerca dos produtos e serviços oferecidos pela
Biblioteca Central, foi realizado um Bibliotur, visita dirigida a todos os setores
apresentados pelos seus chefes ao bolsistas.
No terceiro e último dia do Encontro, os participantes se dividiram em dois
grupos para leitura e apresentação de textos, abordando a importância do trabalho
em equipe, da colaboração e responsabilidade de todos na realização das tarefas. O
tema sobre a postura profissional foi uma construção coletiva. Cada participante
recebeu um papelote contendo uma das seguintes palavras/frases: pontualidade ,
cuidar da apresentação, cordialidade, saber falar e ouvir, ser ético, ser proativo,
responsabilidade , compromisso, excelência e cooperação; cada participante
verbalizava o conceito e o colocava em prática . A partir da fala dos bolsistas, se
estabeleceu um contrato entre os membros da equipe, com o intuito de sanar os
problemas e otimizar o tempo , buscando a excelência no atendimento ao público .
Finalizou-se com o registro do contrato e avaliação individual do evento .
5.2 Encontro de Integração dos Bolsistas da DAU
O 11 Encontro, denominado Encontro de Integração dos Bolsistas da DAU,
realizado na BC em janeiro de 2012 , teve a duração de dois dias. Com os seguintes
objetivos: reconhecer a importância do trabalho de equipe na organização ; valorizar
as relações interpessoais no trabalho em equipe; apresentar a Biblioteca Central ; e
despertar os princípios da responsabilidade e coletividade. Englobou: 1 Serviços e
produtos da Biblioteca Central ; e 2 Trabalhando em equipe.
No primeiro dia a acolhida e a apresentação dos objetivos do encontro.
Sessão de cinema objetivando um momento de deleite de integração do grupo.
Dinâmica de apresentação dos participantes. Bibliotour, visita aos setores da
Biblioteca Central para conhecer suas especificidades e serviços.

2445

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

No segundo dia a abertura ocorreu com um texto para reflexão sobre o
trabalho em equipe, depois houve a explanação sobre o tema: Trabalhando em
equipe - princípios e práticas, discussão sobre as demandas, dificuldades e
sugestões acerca do trabalho e, por fim , a retomada do contrato para revisões e
atualizações do que foi estabelecido no I Encontro. Vale ressaltar que, devido à
grande rotatividade dos bolsistas, somente dois deles participaram do encontro
anterior, e alguns dos problemas diagnosticados antes do I Encontro foram
minimizados e outros solucionados. A finalização ocorreu com a avaliação individual
do evento e confecção de um mural contendo mensagens de todos os participantes
sobre o evento.
5.3 Encontro de Integração de Bolsistas do Sistema Integrado de Bibliotecas

o 111 Encontro já nomeado Encontro de Integrado de Bolsistas do Sistema de
Bibliotecas, realizado no Centro de Ciências Sociais Aplicadas(CCSA) durou dois
dias, e teve como objetivos: reconhecer a importância do trabalho de equipe na
organização; valorizar as relações interpessoais no trabalho em equipe e o
atendimento ao público; apresentar o módulo pesquisa do Pergamum e apresentar a
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações(BDTD).
Seu conteúdo: 1 Atendimento ao usuário; 2 Apresentação da BDTD; 3
Apresentação do Módulo de pesquisa do Pergamum ; e 4 Postura profissional.
Participaram 19 bolsistas lotados na Divisão de Processamento Técnico,
Divisão de Aquisição e Bibliotecas Setoriais. Buscou-se, como nos encontros
anteriores, os temas que seriam abordados e novos conteúdos. Para a definição da
pauta , realizou-se uma entrevista com Chefes de Divisão da Biblioteca Central e
Coordenadores das Bibliotecas Setoriais para diagnosticar os problemas e identificar
os pontos fortes e fracos da equipe e suas respectivas causas. Após a entrevista , se
estabeleceram as dinâmicas, textos, vídeos e temas a serem abordados.
No primeiro dia a acolhida e exposição dos objetivos do Encontro. Para
promover a integração do grupo realizou-se uma dinâmica de apresentação.
Posteriormente , a apresentação do tema , Atendimento ao usuário, seguida de uma
atividade de dramatização de situações de mau e bom atendimento.
O segundo dia teve início com a história de uma cidade onde todos estavam
tão preocupados em resmungar que não conseguiam encontrar a felicidade, mesmo
texto trabalhado no I Encontro. Houve um debate sobre as atitudes que canalizam o
comportamento das pessoas na direção contrária às metas específicas da empresa
e como resolver problemas de modo socialmente ético e responsável , colaborando
para a satisfação dos clientes e funcionários . Não foi possível a realização do
Bibliotour face o local em que aconteceu o evento. Houve a apresentação da BDTD
e do módulo de pesquisa do Pergamum. Finalizou-se com a elaboração do contrato
a partir dos conceitos verbalizados pelos participantes e avaliação individual do
encontro .

2446

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

6 Avaliação dos Encontros
Como instrumento de avaliação, elaborou-se um questionário para os
participantes opinarem sobre o encontro . As perguntas abordaram : o conteúdo,
tempo de duração, metodologia, dinâmicas utilizadas e relevância do encontro,
objetivando orientar a realização dos próximos eventos. Havia questões abertas
para críticas e sugestões.

Tabela 2 - Avaliação dos Encontros
ENCONTROS CLASSIFICAÇÃO %
Primeiro
Muito
bom

Bom

Muito
bom

Bom

Conteúdo
abordado

67

33

71

29

Tempo de
duração

57

43

43

43

86

14

57

Dinâmicas
utilizadas

57

43

Relevância
do encontro

100

Indicadores

Metodologia
utilizada

Ruim

Terceiro

Segundo
Péssimo

Muito
bom

Bom

61

39

6

83

43

56

44

57

43

39

61

71

29

78

22

Ruim

14

Péssimo

Ruim

Péssimo

11

Fonte: Questionários de avaliação dos encontros

Os dados apresentados na Tabela 2 demonstram que os bolsistas julgaram
os encontros de integração imprescindíveis para auxiliar na tomada de decisão,
deixar transparente à equipe as metas que o SIB deseja atingir e proporcionar ao
grupo espaço para opinar e sugerir mudanças nos processos e fluxos das atividades
a fim de alcançar com maior eficácia e eficiência a satisfação dos clientes.
O conteúdo foi considerado muito bom em média por 66% dos participantes.
As temáticas centrais foram trabalho em equipe e postura profissional por se tratar
de conteúdos importantes para todos os setores das bibliotecas. O tempo de
duração do encontro foi o único item que recebeu indicação de ruim, apontando à
necessidade de se repensar a forma de avaliar o tempo de duração. A metodologia
usada foi estruturada para proporcionar a participação de todos, principalmente no
que diz respeito à elaboração dos conceitos relacionados à postura profissional e
atribuições dos bolsistas e foi considerada muito boa em média por 66% . Foram
usadas dinâmicas de apresentação, visando à integração, e dinâmicas para discutir
as dificuldades e os problemas existentes objetivando buscar, em grupo, soluções
de ordem prática. Na última questão, relevância do encontro, constatou-se que os
eventos atenderam às necessidades dos bolsistas, daí sua ótima avaliação.

2447

�Gestão de pessoas
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7 Considerações Finais

o Encontro de Integração dos Bolsistas do Sistema de Bibliotecas é um
programa de capacitação e integração de bolsistas, idealizado em 2011 pela Divisão
de Atendimento ao Usuário da Biblioteca Central da Universidade Federal de
Pernambuco. Tem por objetivo aumentar a eficiência e eficácia do atendimento das
necessidades de informação das comunidades interna e externa .
Fundamenta-se na participação dos bolsistas na elaboração de um contrato
para reger interação e relacionamento interpessoal entre eles, com as equipes dos
locais onde desenvolvem suas atividades e com os usuários do Sistema de
Bibliotecas da UFPE.
O grande número de bolsistas constitui uma necessidade administrativa
decorrente da quantidade insuficiente de auxiliares administrativos no âmbito da
UFPE e talvez das instituições de ensino superior federais brasileiras.
A Biblioteca Central é a responsável pela seleção dos bolsistas para o Banco
de Reserva de Bolsistas para o Programa de Bolsa de Desenvolvimento Acadêmico
da Pró-Reitoria para Assuntos Acadêmicos e o Programa de Bolsas de
Desenvolvimento Profissional da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e Qualidade de
Vida . O sistema de seleção vem sendo continuamente aperfeiçoado . Sugere-se
incluir como um dos critérios de seleção a renda familiar dos interessados para
contribuir com o Governo Federal nos seus programas sócio-econômicos de
inclusão.
A oferta de bolsa traz benefícios para o estudante: experiência profissional ,
uma fonte de renda para custeio das despesas pessoais e comprovação de
experiência profissional exigida para inscrição em concursos públicos da UFPE.
Avaliados os três encontros realizados constatou-se o acerto na definição dos
conteúdos, metodologias e dinâmicas utilizadas e principalmente a relevância de sua
existência . O tempo de duração deve ser melhor avaliado para identificar a
suficiência ou não do período de realização .
Almeja-se que o presente relato de experiência seja mais um que um registro
de uma ação administrativa exitosa e fundamentalmente venha a contribuir para o
estudo mais aprofundado de uma realidade no campo da gestão de pessoas: a
rotatividade dos bolsistas e os problemas decorrentes do reduzido quadro de
auxiliares administrativo nas bibliotecas.
8 Referências
ARAUJO, Luis César G.de; GARCIA, Adriana Amadeu . Gestão de Pessoas . São
Paulo: Atlas, 2010.
CHIAVENATO , Idalberto. Gestão de Pessoas . 2.ed . ver. atual. Rio de Janeiro:
Elservier, 2005 .

2448

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

GIL, Antonio Carlos. Gestão de pessoas : enfoque nos papéis profissionais. São
Paulo: Atlas, 2001 .
LIMA, Samuel. Gestão do conhecimento e relacionamento: poderosos ativos para
empresas. São Paulo: Burarama Conteúdos, 2009.
MOSCOVICI, Feia . Desenvolvimento interpessoal: treinamento em grupo. 7. ed.
rev. e ampl. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1997.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO. Biblioteca Central. Planejamento
estratégico da Divisão de Apoio ao Usuário. Recife, 2011 .

2449

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tavares, Karyna da Rocha; Vidal, Maria Marinês Gomes; Sena, Nathália Cabral; Vieira, Shirly Pimentel; Brito, Susyleide Gomes</text>
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                <text>Relato de experiência sobre o encontro de Integração dos Bolsistas do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Pernambuco. O reduzido quadro de auxiliares administrativos das bibliotecas origina aumento de bolsistas. Cabe à Biblioteca Central (BC) a seleção para o Banco de Reserva de Bolsistas. A partir de 2011 sua Divisão de Apoio ao Usuário (DAU) idealizou e realizou três encontros para capacitar e integrar os bolsistas, objetivando a melhoria do atendimento ao público. Utilizou leitura de texto, dinâmica de grupo, contação de história, sessões de filmes e vídeos e discussão dirigida nos encontros. Elaborou-se um contrato para reger a interação e o relacionamento interpessoal dos bolsistas entre si, com a equipe de trabalho e os usuários. Na avaliação dos eventos averiguou-se o acerto na definição dos conteúdos, metodologia, dinâmica e sua importância para bolsistas e gestores. Os bolsistas os julgaram imprescindíveis na tomada de decisão, na transparência das metas do Sistema Integrado de Bibliotecas e por proporcionar espaço para opinar e sugerir mudanças para maior eficácia e eficiência no atendimento à clientela. Para os gestores das bibliotecas, o evento proporciona aos bolsistas um momento de integração com a equipe de trabalho, permitindo avaliar a postura profissional dos participantes e a obtenção de críticas e sugestões de mudanças nos processos e fluxos de atividades. Pretende-se com o relato não apenas o registro dessa ação administrativa como principalmente contribuir para o estudo mais aprofundado da rotatividade dos bolsistas e dos problemas decorrentes do número insuficiente de auxiliares administrativos nas bibliotecas.</text>
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AS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E O ACESSO A INFORMAÇÃO:
(re) conhecendo os limites e possibilidades das pessoas portadoras de
necessidades especiais
Aureliana Lopes de Lacerda Tavares\ Erinaldo Dias Valério 2 , Pedro
Manoel da Silva 3
1

2

Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC .Mestranda em
Ciência da Informação pela Universidade Federal de Pernambuco/UFPE

Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Ceará/UFC - Campus Cariri.Mestrando
em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Pernambuco/UFPE
3

Bibliotecário da Universidade Católica de Pernambuco/UNICAP. Mestrando em Ciência da
Informação pela Universidade Federal de Pernambuco/UFPE

Resumo
Apresenta uma análise descritiva da Biblioteca da Universidade Católica de
Pernambuco - UNICAP com o objetivo de verificar a atuação dessa instituição no
apoio/atendimento aos usuários portadores de necessidades especiais. Entende que
o acesso a informação é um dos objetivos da biblioteca e que a mesma precisa agir
como mediadora entre o conhecimento gerado e o usuário, sendo imprescindível a
reflexão sobre a sua função social. Estabelece a priori, um levantamento
bibliográfico sobre conceitos e serviços oferecidos pelas bibliotecas universitárias
para os usuários portadores de necessidades especiais; e a posteriori, apresenta
observações empíricas sobre os serviços informacionais da biblioteca estudada.
Confirma que a mesma oferece serviços que possibilitam uma motivação aos
usuários. Conclui refletindo, com diversas inquietações com relação à prestação de
serviços nessas bibliotecas aos usuários com necessidades especificas. A biblioteca
estudada demonstra está preparada para receber esses usuários, no entanto nos
perguntamos ainda : se este modelo de biblioteca se iguala as bibliotecas das
instituições públicas? Esta é uma investigação em andamento, que no segundo
momento fará uma análise comparativa da mesma com a biblioteca universitária da
Universidade Federal de Pernambuco/UFPE, campus Recife .

Palavras-Chave:
Acesso a Informação; Bibliotecas Universitárias Necessidades Especiais.

serviços; Portadores de

Abstract
Presents a descriptive analysis of the Library of the Catholic University of
Pernambuco - UNICAP with the objective of verifying the performance of this
institution in support / service to users with special needs. Believes that access to
information is one objective of the library and that it must act as a mediator between
the knowledge generated and the user, it is imperative to reflect on their social
function . Establishes initially, a literature on concepts and services offered by
university libraries for users with special needs, and subsequently presents empirical
observations about the library information services studied. Demonstrates that it

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provides services that enable a motivation to users. Reflecting concluded with
several concerns regarding the provision of services in these libraries to users with
specific needs. The study demonstrates the library is ready to accommodate these
users, however we ask again : if this model library equals the libraries of public
institutions? This is an ongoing investigation, that the second time will make a
comparative analysis of the same university library with the Federal University of
Pernambuco / UFPE, Recife.

Keywords:
Access to Information; University Libraries - services; People with Special Needs.

1 Introdução
Na sociedade atual vem à tônica à valorização da informação, reconhecendo
nesta o poder de transformar as pessoas. Pode-se dizer que a informação é o
núcleo do desenvolvimento econômico, social, político e cultural de uma sociedade .
Para Takahashi (2000) 'l .. ] a informação é a matéria-prima da construção do
conhecimento [...]", e o acesso a ela torna-se elemento chave na formação de uma
sociedade justa e igualitária, pois fornece uma condição essencial para que as
pessoas estejam aptas a lidar com o novo, a criar e assim garantir seu espaço de
liberdade e autonomia.
Entre os problemas vivenciados pelos Portadores de Necessidades Especiais
(PNEs), a dificuldade de acesso a informação é um dos que mais chamam a
atenção, uma vez que este acesso propicia o desenvolvimento intelectual e a
capacitação destes para competir no mercado de trabalho além de propiciar a
reintegração à vida ativa e à realização de um trabalho socialmente útil.
Nesse sentido, cabe às instituições de ensino se adequar para receber
pessoas que possuem necessidades especiais para que todos possam ter acesso à
educação de uma maneira uniforme e sem discriminação. Essa é uma obrigação
ela pública ou privada, conforme previsto na
para qualquer instituição, seja
Portaria do Ministério da Educação (Portaria nO 3.284 de 2003) que assegura aos
portadores de deficiência os direitos de acessibilidade à educação em todos os
níveis.
Nesse contexto há de se destacar, o papel da Biblioteca Universitária,
enquanto mediadora entre o conhecimento gerado e o usuário, sendo imprescindível
a reflexão sobre a sua função social, no sentido de contribuir para o cumprimento
das leis, normas e recomendações pertinentes às pessoas portadores de
necessidades especificas.
Não obstante, destaca-se o fato de que a formação universitária é cada vez
mais essencial para o desenvolvimento profissional e para a inserção no mercado de
trabalho para esse grupo, o que leva ao questionamento sobre o caráter inclusivo da
universidade. Pupo e Vicentini (1998 , p.3) ressaltam que muitos alunos portadores
de deficiência iniciam uma atividade de pesquisa na universidade e são barrados
pela inexistência de uma infraestrutura adequada .
Dessa forma a pesquisa em questão tem como objetivo verificar a atuação da
Biblioteca Universitária no apoio/atendimento aos usuários portadores de

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necessidades especiais. A questão central expressa-se na indagação de como as
Bibliotecas Universitárias atuam no suporte aos estudos desses usuários?
A importância de se estudar essa temática encontra justificativa no
importante papel da Biblioteca Universitária no atendimento as necessidades
informacionais e na capacitação de usuários com necessidades especiais para que
estes sejam inseridos no campo social e profissional através da facilitação e
efetivação do acesso a informação.

2 Revisão de Literatura
Desde a Constituição Federal de 1988 o governo brasileiro estabeleceu
algumas garantias como emprego, educação, saúde e assistência social às pessoas
com deficiência. A Lei Federal nO 10.098 de 2000 , e as Portarias do Ministério da
Educação, nO 3.284 de 2003 e nO 1.793 de 1994 ratificam no ensino superior
brasileiro a acessibilidade necessária para o exercício pleno as pessoas portadoras
de necessidades educativas específicas, no entanto o descaso e omissão de ações
concretas não permitem que esses alunos consigam vencer o preconceito préestabelecido e historicamente constituído .
Pupo, Carvalho e Oliveira (2008) destacam que:
Para as pessoas com deficiência, os principais resultados da legislação
traduziram-se em ações voltadas à vida independente e autonomia, a partir
do final do século passado, destacando-se: implementação de projetos de
equiparação de oportunidades; implantação de redes de informação e
implementação gradual das leis de cotas na contratação de pessoas com
deficiência.

Fernandes e Aguiar (2000) ressaltam que a política nacional de educação
especial serve como fundamentação e orientação ao processo de acesso à
informação de pessoas portadoras de deficiências, de condutas típicas e de altas
habilidades. Pois proporciona condições ideais para o desenvolvimento de suas
potencialidades, com vistas ao direito do exercício consciente da cidadania.
Levando em conta essas recomendações há de se (re)pensar o compromisso
da universidade, na capacitação profissional e no atendimento as necessidades
desses alunos até que estes tenham concluído o seu curso .
Às Bibliotecas Universitárias cabe a preocupação em buscar formas de
integração social destes usuários no ensino superior, para que estes tenham de fato
oportunidades iguais, uma vez que são estas que dão suporte documental aos
acadêmicos. Dessa forma esta , deve contribuir na inclusão dos grupos minoritários
nos grupos intelectuais, pesquisadores e cientistas. Permitindo a estes repensar a
sua própria condição e capacidade de superação das limitações impostas (PUPO,
VICENTINI , 1998, p.9).
É sabido que no Brasil, existem poucas bibliotecas universitárias que
incorporam ao seu planejamento garantias de acesso pleno a esses usuários. Na
grande maioria ainda prevalece à acessibilidade parcial e, na maioria das vezes,
inacessibilidade total à informação disponibilizada pela biblioteca, devido aos
suportes utilizados para seu registro ou pela inexistência de tecnologias alternativas

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especialmente desenvolvidas para propiciar utilização por usuários deficientes
visuais (SILVEIRA, 2006 , p. 3-4).
Mazzoni, et ai (2001, p.29 ) aponta que o desenvolvimento de ajudas
técnicas, principalmente com a contribuição das tecnologias da informação e
comunicação, permite hoje que os usuários com necessidades especificas
encontrem condições para que possam desenvolver às atividades de estudo,
trabalho e lazer, esses autores recomendam que:
Para um bom atendimento às pessoas portadoras de deficiência no espaço
físico da biblioteca, é necessário que seja preparada uma sala com recursos
de acessibilidade, tanto em termos de mobiliário, como em software e
hardware . O objetivo é que nesta sala exista a infraestrutura necessária aos
estudos e pesquisas das pessoas portadoras de deficiência, mas não é
aconselhável que esta sala seja de uso exclusivo delas. Os sistemas de
sinalízação devem ser concebidos de forma a observar as necessidades de
usuários cegos, com baixa visão, daltônicos, surdos e com outros
problemas. Todos os serviços disponibilizados na forma digital devem poder
ser acessados também via Internet, observando a acessibilidade no espaço
digital. A comutação de material bibliográfico deve incluir também versões
digitais. Deve-se aumentar o acervo com obras digitais e tornar a versão
digital parte indissociável dos trabalhos acadêmicos de mestrado e
doutorado recebidos pela biblioteca . Alocar pessoas portadoras de
deficiência para atuar na biblioteca, assim as dificuldades enfrentadas por
estes usuários serão mais bem compreendidas e mais facilmente
solucionadas. (MAZZONI , et ai, 2001, p. 6) .

Kleiner e Hamaker (1997) asseveram que as bibliotecas universitárias não
podem sucumbir à tradição; elas devem correr riscos, testar novos métodos de
disseminação da informação e procurar novos remédios para velhos problemas.
No Brasil algumas iniciativas já estão sendo discutidas e implementadas
desde a Década de 80 e algumas Bibliotecas Universitárias já demonstram essa
preocupação através da implantação de programas específicos para o universitário
com necessidades especiais.
Batista, et ai (2008) aborda o trabalho na biblioteca da Universidade Estadual
de São Paulo (UNESP) onde foi proposto a reserva de um espaço para utilização
dos equipamentos necessários para leitura e digitalização de documentos, criando
assim um laboratório especializado para pessoas portadoras de deficiência visual.
Os autores destacam que esse serviço só foi pensado com a entrada de um aluno
cego na instituição, o que demonstra que essas instituições ainda não estão
preparadas para lidar com o atendimento aos usuários diferenciados.
Já Silveira (1987) fez um estudo das barreiras que interferem na utilização
das bibliotecas pelos deficientes físicos e visuais. Este estudo aborda principalmente
a questão das barreiras físicas, tais como: excesso de escadas, falta de rampa,
ausência de elevadores, piso escorregadio, espaço insuficiente para circulação entre
as estantes, presença de roletas, ausência de salas especiais, inadequação dos
prédios em geral.
A Universidade Federal da Paraíba apresentou um projeto que tem como
objetivo a automação do setor Braille da Biblioteca Central da universidade, com a
operacionalização de videotexto e audiovídeo direcionados para a educação, a
cultura , a informação e o lazer (PEREIRA; HENRIQUES, 1994). O Projeto engloba
programas como "Texto Falado" que pretende dinamizar o desempenho operacional

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do setor Braille, a fim de oferecer um serviço centralizado e eficaz de informações no
que se refere a textos gravados em fitas cassetes, atendendo, desta forma, aos
interesses das pessoas portadoras de deficiência na tentativa de diminuir a limitação
do acervo cultural das bibliotecas em Braille .
Souza (2004) propôs uma metodologia para implantação de serviços
informacionais para usuários cegos e com baixa visão em Bibliotecas Universitárias,
para tanto utiliza como ambiente de pesquisa a biblioteca da Universidade do Sul de
Santa Catarina (UNISUL). Com isso recomenda ações direcionadas para as
problemáticas que ainda circundam a efetivação de serviços nas bibliotecas
universitárias em consonância com a acessibilidade comunicacional e equidade
entre indivíduos diferentes.
Souto (2003, p.79) identifica duas iniciativas no que tange o acesso a
informação por PNE em Bibliotecas Universitárias, sendo as iniciativas de uma
biblioteca pública e outra privada , e diante dos resultados destaca que nas duas
unidades já é possível perceber a conscientização sobre as necessidades no
atendimento a esses usuários, muito embora o acesso a informação para esses
alunos ainda não seja uma realidade nacional. E ainda reforça que o atendimento a
essas necessidades está diretamente ligadas a questão de ética e cidadania, pois o
"acesso a esses espaços seriam como portas para integração e inclusão desses
usuários para um mundo por muitos deles desconhecido".
Pela (2006) investigou as relações existentes entre os serviços prestados pela
Biblioteca Universitária da Universidade Cidade de São Paulo e os acadêmicos com
deficiência visual buscando que esses expressassem sua compreensão do papel
formativo da biblioteca. Como respostas esses acadêmicos identificaram a biblioteca
como um espaço de não exclusão, pois permite o acesso ao espaço físico e ao
acervo com independência. No entanto a autora sugere que a gestão da biblioteca
reavalie a postura dos profissionais que trabalham nesses espaços em busca de
políticas de promoção e ações relacionadas a conscientização de toda comunidade
acadêmica.
A Biblioteca Universitária é uma instituição voltada para suprir as
necessidades informacionais da comunidade acadêmica . Dessa maneira , é
fundamental que a mesma não se omita perante a necessidade de estruturar seus
serviços e estendê-los ao portador de necessidades especificas, participando assim,
do processo de emancipação do mesmo dentro da sociedade (FERNANDES,
AGUIAR, 2000).
Faz parte da missão da Biblioteca Universitária fomentar e concretizar o
acesso a informação a todos os acadêmicos, sem restrições. É nela onde se
encontra toda a massa documental que dá suporte teórico a todas as modalidades
de ensino oferecidas na universidade. Nesse contexto, identifica-se um grupo
pequeno de acadêmicos com dificuldades educativas especificas que necessitam de
atendimento diferenciado e especializado.

3 Materiais e métodos

o estudo se caracteriza como pesquisa exploratória , que de acordo com Gil
(1993) tem como objetivo proporcionar uma visão geral acerca de determinado fato,

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proporcionando maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo explícito
ou a construir hipóteses, trazendo considerações e proposições sobre os serviços
das bibliotecas universitárias para os usuários portadores de necessidades
especiais.
Utilizamos como procedimentos técnicos o empreendimento de uma pesquisa
bibliográfica, que consiste num levantamento de fontes secundárias, sejam livros,
artigos, dissertações entre outros, para ampliar e aprofundar a revisão de literatura
sobre o tema proposto. O método aplicado foi o estudo de caso, que é caracterizado
pelo estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira a permitir o
conhecimento amplo e detalhado do mesmo (GIL, 1993). Dialogando com Yin (2005,
p.32) "O estudo de caso é um estudo empírico que investiga um fenômeno atual
dentro do seu contexto de realidade" visando um estudo detalhado do ambiente
estudado.
Nessa primeira etapa avaliamos a biblioteca da Universidade Católica de
Pernambuco/UNICAP, com os seguintes objetivos: levantar o número de usuários
portadores de necessidades especiais; verificar os serviços e produtos oferecidos a
esses usuários; analisar as condições de acessibilidade para efetivação do acesso a
informação e ainda averiguar a existência de capacitação de funcionários para
atendimento de qualidade a esses usuários especiais.
Numa segunda etapa avaliaremos a biblioteca universitária da Universidade
Federal de Pernambuco/UFPE, campus Recife, com o intuito de apresentarmos uma
análise comparativa entre uma instituição pública e privada.

3.1 Contexto da pesquisa
A Biblioteca Central Padre Aloísio Mosca de Carvalho, é um órgão
suplementar da Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP. Teve sua origem
na primeira Biblioteca da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Manoel da
Nóbrega, fundada em 1943.
Instalada em um prédio de quatro pavimentos, ocupa uma área com
capacidade para armazenar até 550.000 volumes. Possui acervo atualizado e uma
infraestrutura confortável. A biblioteca atrai estudantes e pesquisadores de Recife e
de outras cidades do Nordeste, com cerca de 15.000 usuários inscritos, entre alunos
de graduação, pós-graduação, professores e funcionários, realiza mais de 700 .000
empréstimos domiciliares por ano e tem uma frequência média de 3.500 leitores por
dia.
Tem como objetivo proporcionar suporte informacional às atividades de
ensino, pesquisa e extensão da UNICAP. No que tange a coleção, está totalmente
voltada para atender demanda acadêmica dos cursos oferecidos pela Instituição.
A política de desenvolvimento do acervo tem o envolvimento direto dos
professores na indicação das obras. Essa prática garante a correlação pedagógica
entre o acervo e os cursos/programas da Universidade. Todas as solicitações para
aquisição da bibliografia básica e complementar são atendidas.
A atualização do acervo incide por um programa de aquisição permanente,
através de compras, doações e permutas. O controle e desenvolvimento do acervo
são contínuos com o objetivo de ordenar o crescimento racional e assegurar a
consistência e equilíbrio dos recursos informacionais. Além de compor uma coleção

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com alto grau de excelência, tanto qualitativa quanto quantitativa, da forma que
melhor atenda aos interesses da comunidade universitária da UNICAP.

4 Resultados parciais
A UNICAP é uma das instituições no Nordeste brasileiro, que oferece um
excelente serviço para o atendimento dos portadores de necessidades especiais.
Visto que, desde as instalações físicas, passando pelo acervo, até o serviço de
referência , tudo foi projetado pensando nos diversos tipos de usuários que a
universidade possui.
A situação evidenciada tem contribuído fortemente para o egresso de
estudantes portadores de necessidades especiais nesta instituição de ensino (no
semestre atual são 05 (cinco) alunos PNEs, sendo um deficiente visual).
Nesse sentido a biblioteca apresenta acessibilidade para estes usuários
desde o acesso físico, uma vez que possui rampa para cadeirantes, caminhos
sinalizadores para deficientes visuais, elevador com sinalização Braille , balcões para
empréstimos e consulta ao acervo e também guarda-volumes apropriados, além de
sanitários masculinos e femininos exclusivos para esses usuários.

Figura 1 - Mesa para consulta ao acervo

Com relação aos equipamentos a biblioteca disponibiliza 04 (quatro)
Microcomputadores com Kit multimídia (exclusivos) para PNEs, 01 (um) Scanner de
mesa, 01 (soroban), 02 (duas) Impressoras Braille - modelos: Romeo Pro 50 e
Blazer, 01 (um) Tactile Image Enhancer (imprime imagem em relevo, Headfones
acoplados aos microcomputadores - para utilização dos leitores de tela .

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Figura 2 - Impressora Braille

A Biblioteca disponibiliza arquivos digitalizados capturados na Internet em
várias áreas do conhecimento, para apoio aos usuários deficientes visuais. Esses
arquivos já foram passados para o formato de texto TXT (que possibilita o uso de
leitores de tela) e estão disponíveis para leitura e pesquisa na Seção de Multimeios.
Há ainda computadores reservados para os cadeirantes, com mesas e
cadeiras adaptadas. E computadores para deficientes visuais com os softwares
DosVox que é um sistema para microcomputadores que se comunica com o usuário
DV através de síntese de voz, viabilizando, deste modo, o uso de computadores, e o
Jaws que trabalha junto com o anterior de maneira a proporcionar acesso a várias
aplicações também na web. Os computadores possuem ainda o Virtual Vision que é
um leitor de texto, o Duxburry DBT - transcritor de texto, o TGD (Tactile Graphic
Design) - gráficos em relevo e ainda o BR Braille - Programa Transcritor de textos
(free).

Figura 3 - Computador para estudo

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Convém também ressaltar, que a instituição faz toda uma capacitação da
equipe, para o atendimento, seja curso de Libras, introdução ao Braille como
também a manipulação de equipamentos e softwares destinados aos deficientes
visuais. Neste sentido, a biblioteca contratou um funcionário portador de deficiência
visual para orientar os usuários e funcionários, quanto ao uso dos equipamentos e
softwares destinados aos deficientes visuais.

5 Considerações parciais
Numa sociedade onde passamos a extremar o valor da informação e, com a
mesma intensidade, entendê-Ia como insumo indispensável nas relações produtivas,
considera-se indispensável fazer valer o direito de todos em acessá-Ia e utilizá-Ia .
Fazendo este recorte, é de suma importância que para pessoas portadoras de
necessidades especiais devem ser concedidas as mesmas oportunidades de
participação social , conforme sua capacidade de desempenho, sem discriminações.
Ao permitir a estes, condições de igualdade em sua formação intelectual, em relação
ao acesso à informação, pode-se considerar sua contribuição no reconhecimento
enquanto cidadão.
Como parte dessa pesquisa o estudo descreveu as maneiras de acesso e
acessibilidade à informação pela biblioteca da UNICAP de Recife. As bibliotecas, por
muitas vezes, são esquecidas nos projetos universitários, mas, com o aporte que as
leis proporcionam é possível argumentar e conseguir a inclusão dessas unidades de
informação nos projetos, alcançando assim uma estrutura que possa incluir,
realmente, todos.
Dessa forma, os resultados demonstraram que a biblioteca estudada está
preparada para receber esse grupo especifico de usuários (funcionários/alunos) que
necessitam de uma forma especializada para cumprir seus direitos como cidadãos.
Em um segundo momento, faremos uma análise comparativa entre as instituições
públicas e privadas de ensino superior no Recife, a começar pela Universidade
Federal do Pernambuco e a UNICAP.
Acredita-se que a principal contribuição desta pesquisa , seja a identificação
de bibliotecas universitárias, que oferecem ou não serviços informacionais que
visualizem os portadores de necessidades especiais, para assim, subsidiar futuros
debates mais apurados, oferecendo a sociedade científica, pesquisas constantes
para a geração de conhecimento.

Referências

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promulgada em 5 de outubro de 1988. Organização do texto: Juarez de Oliveira . 4.
ed . São Paulo : Saraiva , 1990. 168 p. (Série Legislação Brasileira).
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deficiências, para instruir os processos de autorização e de reconhecimento de
cursos, e de credenciamento de instituições. Disponível em :
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deficiência ou com mobilidade reduzida , e dá outras providências. Disponível em :
&lt;http://www.cultura.gov.br/legislacao/leis/i ndex. ph p?p=42&amp;more= 1&amp;c= 1&amp;tb= 1&amp;pb= 1
&gt;. Acesso em : 21 fev. 2012 .
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Portaria nO 3.284, de 7 de novembro de
2003. Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de
deficiências, para instruir os processos de autorização e de reconhecimento de
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Dezembro de 1994. Dispõe sobre a necessidade de complementar os currículos de
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Apresenta uma análise descritiva da Biblioteca da Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP com o objetivo de verificar a atuação dessa instituição no apoio/atendimento aos usuários portadores de necessidades especiais. Entende que o acesso a informação é um dos objetivos da biblioteca e que a mesma precisa agir como mediadora entre o conhecimento gerado e o usuário, sendo imprescindível a reflexão sobre a sua função social. Estabelece a priori, um levantamento bibliográfico sobre conceitos e serviços oferecidos pelas bibliotecas universitárias para os usuários portadores de necessidades especiais; e a posteriori, apresenta observações empíricas sobre os serviços informacionais da biblioteca estudada. Confirma que a mesma oferece serviços que possibilitam uma motivação aos usuários. Conclui refletindo, com diversas inquietações com relação à prestação de serviços nessas bibliotecas aos usuários com necessidades especificas. A biblioteca estudada demonstra está preparada para receber esses usuários, no entanto nos perguntamos ainda: se este modelo de biblioteca se iguala as bibliotecas das instituições públicas? Esta é uma investigação em andamento, que no segundo momento fará uma análise comparativa da mesma com a biblioteca universitária da Universidade Federal de Pernambuco/UFPE, campus Recife.</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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                <text>pt</text>
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            <name>PDF Text</name>
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                <name>Text</name>
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                    <text>Educação de usuários e competências informacionais

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CARACTERíSTICAS, DEMANDAS E PROCESSO DE BUSCA
INFORMACIONAL DO USUÁRIO DA ÁREA DA SAÚDE QUE
UTILIZA O SERViÇO DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA DA
BIBLIOTECA DO CAMPUS SAÚDE DA UFMG
Mariza Talim 1
1Especialista, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG

Isabel Buccini 2
2Bibliotecária , Universidade Federal de Minas Gerais , Belo Horizonte, MG

Resumo
Os avanços tecnológicos têm gerado e disponibilizado um volume cada
vez maior de informações nas diversas áreas do conhecimento, exigindo dos
usuários o desenvolvimento de habilidades para facilitar a busca , recuperação,
seleção e uso da informação disponível. Isso torna-se ainda mais necessário
para os usuários da área da saúde, cujas bases de dados crescem
significativamente. No entanto, esses usuários apresentam dificuldades
percebidas pelo profissional da informação que os recebe no serviço de
pesquisa bibliográfica das bibliotecas. O objetivo deste trabalho é identificar as
demandas e dificuldades no processo de busca bibliográfica dos usuários da
área da saúde, que utilizam o serviço de pesquisa bibliográfica da biblioteca do
Campus Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais, percebidas pela
bibliotecária do serviço de pesquisa bibliográfica dessa biblioteca. A
metodologia utilizou entrevistas semiestruturadas com uma bibliotecária , que
atendeu a esses usuários durante o ano de 2011, sobre a sua percepção das
demandas e processos de busca informacional desses usuários. As principais
demandas e dificuldades percebidas foram identificadas. Finalmente foram
apresentados recomendações para o profissional da informação para um
melhor atendimento das demandas dos usuários que utilizam o serviço de
pesquisa bibliográfica das bibliotecas universitárias.

Palavras-Chave:

Estudo de usuanos; Comportamento
Necessidades informacionais de usuários.

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informacional;

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Abstract
Technological advances have generated and made available an
increasing amount of information in various areas of knowledge, requiring users
to develop skills to facilitate search, retrieval, selection and use of information
available . This becomes even more necessary for users of health, whose
databases are growing significantly. However, these users have difficulties
perceived by information professionals that work in the bibliographic search
service of library. The objective of this study is to identify the demands and the
process of bibliographic search of health users, who use the bibliographic
search service of library of Campus Health in Federal University of Minas
Gerais, perceived by a librarian who works in this service. The methodology
used semi-structured interviews with a librarian, who attended these users
during the year 2011 , on her perception of the demands and processes of
information searching of these users. The main demands and perceived
difficulties were identified . Finally recommendations were presented for
information professionals to beUer meet the demands of users who use the
bibliographic search service of library.

Keywords: Information behavior; Information needs of users; User
studies.

1 Introdução
Os avanços tecnológicos têm gerado e disponibilizado rapidamente um
volume cada vez maior de informações nas diversas áreas do conhecimento.
Parte dessa produção, publicada em periódicos científicos nacionais e
internacionais, tem sua referência e resumo indexados e divulgados através de
bases de dados bibliográficas ou referenciais. Os usuários têm acesso à
produção científica utilizando várias tecnologias de recuperação eletrônica de
dados. No entanto, o alcance e a qualidade da informação recuperada requer o
planejamento de estratégias de busca específicas para cada base de dados.
Deste modo, entende-se que as habilidades na recuperação, seleção e uso das
informações destacam-se cada vez mais como necessárias para todos os
profissionais, particularmente para os profissionais da saúde.
Os estudos relacionados à saúde são imprescindíveis em toda e
qualquer sociedade. Sendo assim, ter informações atualizadas sobre seus
progressos é fundamental para a tomada de decisões de governantes e
profissionais ligados a essa área. Tendo em vista a popularização da Internet,
onde é possível encontrar uma gama enorme de informações acessíveis a
todos, é preciso ressaltar que nem todas são sempre confiáveis, pois muitas
vezes não passam pelo crivo de um profissional , de uma academia, de uma
pesquisa.

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A confiabilidade é, portanto, uma das características mais importantes
de ciência , pois a distingue do conhecimento popular, não científico.
Para obter confiabilidade, além da utilização de uma rigorosa
metodologia científica para a geração do conhecimento, é importante
que os resultados obtidos pelas pesquisas de um cientista sejam
divulgados e submetidos ao julgamento de outros cientistas, seus
pares (MUELLER, 2000 , p.21) .

As bases de dados em saúde crescem significativamente. Além das
disponíveis gratuitamente via web temos também as disponíveis no Portal de
Periódicos CAPES. A sobrecarga informacional e a publicação de resultados
conflitantes de pesquisa em saúde podem até mesmo levar a dúvidas sobre
uma questão clínica.
Para Dias (2002) a realização da busca está diretamente relacionada ao
conhecimento dos usuários e, especialmente , no caso da informação
especializada, às complexas fontes de informação e seu acesso. A busca
presume conhecimento das estruturas, linguagens e outros elementos
essenciais da organização da informação. O domínio dessas habilidades em
níveis mais altos de eficiência pressupõe treinamento especializado e
experiência substancial. O volume de informação constante na literatura da
área da saúde exige habilidades de busca bastante complexas e o profissional,
não encontrando resposta satisfatória para sua pergunta, normalmente atribui o
fato à inexistência da mesma, quando a razão pode estar nos erros em sua
estratégia de busca . Vale ressaltar também que a estratégia de busca de
informação e a falta de tempo e de habilidades podem fazer com que
encontrem dados pouco relevantes para suas ações.
O profissional da informação pode ser visto como um mediador entre os
usuários e as fontes de conhecimento que eles utilizam, devendo atualizar-se
no uso dessas fontes durante o seu processo de trabalho (BARRETO, 1994;
CRESTANA, 2003; MARTiNEZ-SILVEIRA; ODDONE, 2007). Ele deve
acompanhar as mudanças no perfil dos usuários, que se tornam cada dia mais
exigentes quanto às necessidades informacionais. Com isso, pesquisar o
comportamento informacional dos usuários da área da saúde torna-se uma
prioridade para o profissional da informação que deseja contribuir para a
satisfação das expectativas da população por melhores programas de saúde.
Esse tem sido o objetivo do trabalho realizado a 16 anos junto aos
usuários da área da saúde que procuram o serviço de pesquisa bibliográfica da
Biblioteca do Campus Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais. Para
isso, o profissional da informação deve manter-se atualizado sobre os recursos
de busca oferecidos nas interfaces das bases de dados da área da saúde.
Essa preparação, quase totalmente baseada na autoaprendizagem, tanto no
campo da Ciência da Informação quanto da Medicina, está de acordo com o
proposto por Florance, Giuse e Ketchell (2002 apud MARTiNEZ-SILVEIRA,
2005) para qualificar o profissional de informação que trabalha na área da
saúde . Os usuários atendidos apresentam demandas por informações que não
conseguiram obter por conta própria , ou que conseguiram, mas não têm
certeza de sua relevância ou abrangência. O atendimento nesses casos iniciase com uma entrevista informal para conhecer as características, as
necessidades e os processos já utilizados, para posteriormente ser montada
uma ou mais estratégias de busca para futura seleção das referências

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recuperadas pelos usuários. Esse procedimento está de acordo com o que é
apresentado na literatura para o profissional da informação que trabalha com a
busca bibliográfica . Ele deve estar adequadamente preparado para trabalhar
em conjunto com o usuário solicitante da busca, dedicando a maior parte do
tempo e esforço na estruturação da estratégia de busca, antes da conexão com
o banco/base de dados (LOPES, 2002). Essa experiência mostra a importância
de se conhecer o comportamento informacional dos usuários a fim de atendêlos de maneira satisfatória.
Este trabalho pretende, portanto , sistematizar as observações feitas na
prática, através de uma pesquisa para identificar o comportamento
informacional dos usuários da área da saúde que procuram o serviço de
levantamento bibliográfico da Biblioteca do Campus Saúde da Universidade
Federal de Minas Gerais. O objetivo, primeiramente, foi identificar e
caracterizar esses usuários e, posteriormente, através de entrevistas com uma
bibliotecária que trabalha nesse serviço, foi identificar quais as principais
demandas e dificuldades na busca por informações.
Os resultados deste trabalho poderão trazer contribuições importantes,
tanto para a compreensão teórica da pesquisa sobre usuários, quanto para a
prática mais eficiente dos profissionais que atuam na mediação entre os
usuários e a informação.

3 Materiais e Métodos
No levantamento bibliográfico feito sobre o comportamento informacional
foram encontradas uma tese e três dissertações relacionadas a esse tema.
Elas foram utilizadas como referência básica para a elaboração deste trabalho
(FRANÇA, 2002; MAFRA-PEREIRA, 2011 ; MARTíNEZ-SILVEIRA, 2005 ;
RIBEIRO, 2002).
Desde a década de 80 houve uma mudança na ênfase das pesquisas no
campo da ciência da informação, que colocou o usuário no centro das
atenções, como o principal beneficiário dos recursos de automação na busca
de informação (FIGUEIREDO, 1994). A interação do usuário com as máquinas
e as bases de dados, as suas demandas por informações e dificuldades em
obtê-Ias e outras características e competências relacionadas à busca de
informações começaram a despertar o interesse e as pesquisas dos
profissionais da área . Os usuários, e não mais os artefatos, passaram a ser o
objeto de pesquisa, dando origem a uma série de estudos relacionados a eles
e às suas necessidades de informação.
O estudo de usuários caracteriza uma linha de pesquisa da ciência da
informação e pode ser assim definido:
Investigações que se fazem para saber o que os indivíduos precisam
em matéria de informação, ou então , para saber se as necessidades
de informação por parte dos usuários de uma biblioteca ou de centro
de informação estão sendo satisfeitas de maneira adequada
(FIGUEIREDO , 1994, p.7) .

O conceito de necessidade informacional definido por Wilson (1981 ,
apud MARTíNEZ-SILVEIRA; ODDONE, 2007) descreve uma experiência

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subjetiva que ocorre apenas na mente de cada indivíduo, não sendo, portanto,
diretamente acessível ao observador. A necessidade só pode ser descoberta
por dedução, através do comportamento, ou por um ato de enunciação da
pessoa que a detém . Conforme o autor, a associação das palavras
"necessidade" e "informação" atribui à expressão resultante um significado de
necessidade básica, qualitativamente similar a outras necessidades humanas,
com as quais pode ser confundida. Entretanto, a literatura apresenta a seguinte
categorização das necessidades humanas, sob o enfoque da psicologia :
necessidades fisiológicas (como comer ou dormir), afetivas ou emocionais
(como dominar ou conquistar) e cognitivas (como planejar ou tomar decisões).
As necessidades fisiológicas correspondem às necessidades humanas
básicas. As necessidades afetivas são criadas a partir da estrutura da
personalidade, como por exemplo, as necessidades de aprovação ou
reconhecimento pelas pessoas com quem se convive. Já as necessidades
cognitivas são geradas, fundamentalmente, durante os processos de
planejamento, tomada de decisão e atuação na consecução de determinadas
tarefas e são satisfeitas por informações que reduzem a incerteza ou
modificam o estado do conhecimento do indivíduo. Na tentativa de satisfação
das necessidades cognitivas ou afetivas um indivíduo pode iniciar um processo
de busca informacional, não necessariamente de imediato, após a percepção
dessas necessidades.
As necessidades informacionais geralmente se originam de situações
relacionadas às atividades profissionais de cada indivíduo. Mas essas
necessidades não são constantes e podem ser influenciadas por vários fatores .
Algumas das variáveis que determinam ou dimensionam a necessidade de
informação são, por exemplo, (a) as relacionadas com fatores demográficos idade, profissão, especialização, estágio na carreira, localização geográfica; (b)
as relacionadas com o contexto - situação de necessidade específica,
premência interna ou externa; (c) as relacionadas com a frequência necessidade recorrente ou nova; (d) as relacionadas com a capacidade de
prevê-Ia - necessidade antecipada ou inesperada; (e) as relacionadas com a
importância - grau de urgência e (f) as relacionadas com a complexidade - de
fácil ou de difícil solução (LECKIE ; PETTIGREW; SYLVAIN , 1996 apud
MARTíNEZ-SILVEIRA; ODDONE, 2007).
Diferentemente das necessidades humanas básicas (como comer,
dormir, etc.) bem definidas e sentidas por todas as pessoas consideradas
biologicamente normais, as necessidades de informação são derivadas, isto é,
servem à realização de outras necessidades fundamentais. Nem sempre o
indivíduo está apto a reconhecer suas próprias necessidades de informação,
ou se as reconhece, pode não ser capaz de expressá-Ias. O conhecimento de
necessidades de informação permite compreender porque as pessoas se
envolvem num processo de busca por informação, ou seja, permite
compreender o seu comportamento informacional.
Comportamento informacional é todo comportamento humano
relacionado às fontes e canais de informação, incluindo a busca ativa e passiva
de informação e a sua utilização. Isso inclui a comunicação pessoal e
presencial, assim como a recepção passiva de informação, como a que é
transmitida ao público quando se assiste aos comerciais da televisão sem

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qualquer intenção específica em relação à informação fornecida (WILSON,
2000 apud MARTíNEZ-SILVEIRA; ODDONE, 2007).
Embora o estudo de um grupo de usuários permita estabelecer certos
padrões quanto ao tipo de necessidades e comportamentos informacionais
daquele grupo, a busca de informação, no entanto, é influenciada por uma
série de fatores. Realizando uma revisão do processo de busca informacional
dos médicos, Gruppen (1990 , apud MARTíNEZ-SILVEIRA; ODDONE, 2007)
elencou os fatores que influenciam nessa busca : (a) características do médico;
(b) características da prática médica, ou seja , do trabalho ou especialidade e
(c) possibilidade de contato com colegas. Em relação às características do
médico, que podem ser idade, experiência e nível de especialização, percebese que os médicos mais jovens parecem fazer maior uso da literatura médica
que os mais velhos. Mais que os jovens, porém , os mais velhos utilizam mais
frequentemente informações de representantes da indústria farmacêutica e
preferem os cursos de educação continuada. Tais diferenças entre médicos
jovens e mais velhos, contudo, não parecem estar relacionadas à experiência ,
e sim ao treinamento, à realidade diferenciada de acesso, assim como à
familiaridade com vários tipos de fontes de informação. Essa familiaridade
refere-se mais especificamente aos recursos eletrônicos. Existe a expectativa
de que essas conclusões também se apliquem a outros profissionais da área
da saúde.

3 Revisão da Literatura
O trabalho realizado consiste na pesquisa de uma amostra de 416
usuários que utilizaram o serviço de pesquisa bibliográfica da Biblioteca do
Campus Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais em 2011 . A
Biblioteca possui um acervo de mais de 50 mil títulos e é CENTRO
COOPERANTE do Sistema BIREME - Centro Latino Americano e do Caribe de
Informação em Ciências da Saúde/Rede Brasileira de Informação em Ciências
da Saúde, com a responsabilidade de coletar, analisar e processar a produção
científica da área de saúde, gerada em âmbito institucional, para alimentar as
bases de dados LlLACS - Literatura Latino Americana em Ciências da Saúde,
de responsabilidade da BIREME, e BDENF - Base de Dados em Enfermagem,
coordenada pela Escola de Enfermagem da UFMG e Centros Cooperantes
REDE BVS ENFERMAGEM. Está instalada em prédio próprio, com área de
3.182 m2 distribuídos em quatro andares, e atende, além do público externo à
universidade, os profissionais do Hospital das Clínicas da UFMG e os usuários
ligados aos cursos do campus saúde : medicina, enfermagem , fonoaudiologia ,
gestão de serviço de saúde, nutrição e tecnologia em radiologia.
No decorrer de 2011 o serviço de pesquisa bibliográfica atendeu 434
usuários, sendo 118 usuários externos à universidade. Entre os pertencentes
aos quadros da UFMG, 15 são professores, 39 alunos de doutorado, 118
alunos de mestrado, 45 alunos de especialização, 43 alunos de graduação e 56
funcionários e residentes.
No serviço de pesquisa bibliográfica trabalham duas bibliotecárias que
fazem o acesso às bases de dados da área da saúde com o intuito de buscar
as referências bibliográficas requeridas pelos usuários. O atendimento

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geralmente é agendado e tem duração de uma a duas horas. Uma dessas
bibliotecárias é autora deste trabalho e sua experiência no atendimento aos
usuários será usada na análise e interpretação dos dados obtidos nas
entrevistas efetuadas com a outra bibliotecária do setor.
Foram feitas duas entrevistas, em dois dias, com duração média de uma
hora. Foi utilizada uma metodologia de entrevista semiestruturada com
algumas questões pré-determinadas, propostas para explicitar as respostas às
seguintes questões: "quais são as principais demandas informacionais dos
usuários percebidas por você durante o seu atendimento", e "quais são as
principais dificuldades percebidas por você e relatadas pelos usuários nos
processos de busca bibliográfica demandadas pelos usuários?".
Durante as entrevistas as pesquisadoras tomaram notas, resumindo as
falas que estavam relacionadas às questões propostas neste trabalho. A
escolha desse método de coleta de dados se deve à sua brevidade nos
procedimentos e facilidade da análise. Como uma das pesquisadoras também
trabalha no setor de pesquisa bibliográfica e conhece bem a rotina , as
demandas e as dificuldades dos usuários, essa experiência foi utilizada para
analisar e interpretar de maneira rápida as falas da entrevistada durante a
entrevista e anotar as conclusões assim obtidas, sempre conferindo com a
entrevistada o resultado dessas conclusões, a fim de certificar-se de estarem
corretas.

4 Resultados Parciais
A realização das entrevistas possibilitou a obtenção de informações
valiosas, ainda que parciais, para a compreensão das competências
informacionais dos usuários do serviço de pesquisa bibliográfica da Biblioteca
do Campus Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais.
As demandas dos usuários percebidas pela bibliotecária entrevistada se
relacionam com a busca da informação e a segurança na abrangência dessa
busca . Eles se sentem mais seguros com o auxílio de uma profissional da
informação para elaborar uma estratégia de busca que recupere todos os
artigos relevantes ao seu tema. Alguns usuários têm interesse em aprender a
usar a interface de pesquisa , mas a maioria tem apenas conhecimentos
básicos e não faz a leitura do tutorial por falta de interesse ou tempo . Estes
demandam apenas o resultado da pesquisa e não o desenvolvimento de
habilidades para a busca de informação, como aqueles. Uma das autoras deste
trabalho, que também atende esses usuários, compartilha a mesma percepção.
Quanto às dificuldades no processo de busca bibliográfica a bibliotecária
entrevistada salientou que os usuários não utilizam uma estratégia elaborada
com descritores específicos, mas sim palavras-chave ou linguagem natural que
recuperam uma quantidade muito grande de referências que não são
relevantes ao seu tema. Muitos usuários, principalmente os da área de
enfermagem, têm pouco domínio da língua inglesa, o que dificulta a utilização
das bases de dados. Outra dificuldade mencionada está relacionada à falta de
tempo livre para realizar essas pesquisas. Uma das autoras deste trabalho
corrobora essas falas com a sua experiência no atendimento desses usuários.
Esses resultados estão de acordo com outros trabalhos que
pesquisaram a competência informacional de usuários e profissionais da

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informação (BERAQUET; CIOL, 2010; FRANÇA, 2002 ; MALERBO, 2011;
RIBEIRO, 2002). Esses trabalhos, no entanto, não tiveram a mesma
abrangência desta pesquisa, que incluiu profissionais de várias áreas da
saúde .

5 Considerações Finais
Os usuários que utilizam o serviço de pesquisa bibliográfica da
Biblioteca do Campus Saúde da UFMG demandam um atendimento individual ,
o que exige do profissional de informação uma atualização constante no uso
das bases de dados da área da saúde . Esse tipo de formação não é suprido
normalmente pelos cursos de Biblioteconomia ou de Ciência de Informação. Os
profissionais que não têm essa formação devem obtê-Ia por sua própria
iniciativa através do estudo de tutoriais e da participação em cursos específicos
para cada base. Esse foi o caminho realizado pelas autoras deste artigo.
Recomenda-se a inclusão de disciplinas específicas sobre pesquisa
bibliográfica nas várias bases de dados nos cursos de formação dos
profissionais de informação.
Alguns usuários manifestaram interesse na aprendizagem do uso das
bases de dados da área da saúde. A inclusão de disciplinas optativas ou de
minicursos sobre o uso dessas bases poderia suprir essa necessidade.
Uma das principais dificuldades percebidas no processo de busca da
informação pelos usuários foi o uso de palavras-chave ou de linguagem
natural. Isso exige do profissional de informação o uso de estratégias
específicas, tais como uma entrevista cuidadosa com os usuários a fim de
identificar quais suas reais necessidades informacionais, para assim
transcrevê-Ias em descritores apropriados e autorizados para a montagem de
estratégias de buscas eficientes e eficazes. O profissional da informação que
atende esses usuários deve ter uma capacitação para realizar essa atividade
com competência . Isso implica em uma formação profissional obtida durante a
sua prática com a ajuda de profissionais da área de informação experientes
nesse trabalho e também na obtenção de conhecimento dos conteúdos da área
da saúde, de acordo com a proposta de Florance, Giuse e Ketchell (2002, apud
MARTíNEZ-SILVEIRA, 2005).
Este trabalho deixa algumas perguntas sem respostas, que precisariam
de novas pesquisas. As dificuldades e demandas dos usuários foram obtidas
através da percepção das bibliotecárias que os atende no serviço de busca
bibliográfica . Uma possível extensão deste trabalho seria realizar uma pesquisa
de survey, através de questionários construídos para obter diretamente dos
próprios usuários as informações requeridas, e uma entrevista com uma
amostra pequena, mas representativa desses usuários.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Os avanços tecnológicos têm gerado e disponibilizado um volume cada vez maior de informações nas diversas áreas do conhecimento, exigindo dos usuários o desenvolvimento de habilidades para facilitar a busca, recuperação, seleção e uso da informação disponível. Isso torna-se ainda mais necessário para os usuários da área da saúde, cujas bases de dados crescem significativamente. No entanto, esses usuários apresentam dificuldades percebidas pelo profissional da informação que os recebe no serviço de pesquisa bibliográfica das bibliotecas. O objetivo deste trabalho é identificar as demandas e dificuldades no processo de busca bibliográfica dos usuários da área da saúde, que utilizam o serviço de pesquisa bibliográfica da biblioteca do Campus Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais, percebidas pela bibliotecária do serviço de pesquisa bibliográfica dessa biblioteca. A metodologia utilizou entrevistas semiestruturadas com uma bibliotecária, que atendeu a esses usuários durante o ano de 2011, sobre a sua percepção das demandas e processos de busca informacional desses usuários. As principais demandas e dificuldades percebidas foram identificadas. Finalmente foram apresentados recomendações para o profissional da informação para um melhor atendimento das demandas dos usuários que utilizam o serviço de pesquisa bibliográfica das bibliotecas universitárias.</text>
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                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
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DESENVOLVIMENTO DA COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO:
UMA PROPOSTA PARA FORMAÇÃO DE LEITORES
Daniela Spudeit 1, Mairla Pereira P. Costa 2, Jorge Moisés Kroll do Prado 3
'Mestre em Ciência da Informação. Professora colaboradora no curso de Biblioteconomia na
Universidade do Estado de Santa Catarina e bibliotecária na Faculdade de Tecnologia Senac
Florianópolis. Florianópolis/SC. E-mail: danielaspudeit@gmaiLcom
2Graduada em Biblioteconomia com habilitação em Gestão da Informação, Universidade do Estado
de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina . Florianópolis/SC. E-mail : mairlapp@hotmaiLcom
3Graduando em Biblioteconomia com habilitação em Gestão da Informação, Universidade do Estado
de Santa Catarina , Florianópolis, Santa Catarina. Florianópolis/SC . E-mail: jorge.exlibris@gmaiLcom

Resumo
Relata a experiência de um projeto voltado ao desenvolvimento de competências em
informação com foco na formação de leitores. Discorre sobre um programa de
estímulo à leitura, direcionado aos jovens do Programa Jovem Aprendiz na
Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis. Aborda aspectos teóricos
relacionados à importância da leitura e à competência em informação, tais como o
senso crítico, a reflexão e a oralidade. Conclui-se que estas atividades enaltecem o
papel das bibliotecas no incentivo à leitura e no desenvolvimento de competências
em informação, na oralidade, na escrita e na aproximação dos alunos com os
escritores, com a literatura e, principalmente, com a biblioteca enquanto espaço de
informação, cultura e lazer.

Palavras-chave: Leitura; Formação de Leitores; Competência em informação;
Senac.

Abstract
It states the experience of a project about the development of abilities in information,
in order to focus on reader's formation . It discuss about a reading stimulating
program aimed at the group that belongs to The Young Apprentice Program, at
Faculdade de Tecnologia - Senac (Florianópolis) . It talks about theoretical aspects
about the importance of reading, information competence, such as criticai sense,
reflection and oral skills. It concludes that these activities praise the role of libraries
concerning reading encouragement, information competence development, oral and
written skills, and also in the students-writers approach with literature and especially
with the library as a place of information, culture and leisure time.

Keywords: Reading ; Readers Formation ; Information Literacy; Senac.

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1 Introdução
A leitura vem sendo discutida no Brasil , de forma intensiva, em diversos
meios de comunicação, tanto em ambientes acadêmicos quanto jornalísticos,
ambientes interativos (blogs e redes sociais), bem como em publicações diversas.
Neste contexto, torna-se imprescindível que, além da discussão teórica e a definição
de políticas, exista a aplicação prática e enfática de resoluções e a execução de
ações que de fato promovam a leitura e a literatura no país.
Bernardes (2003), Rosa e Oddone (2006), Fleck e Pereira (2007), Silva e
Lendengue (2010), entre outros pesquisadores, já abordaram a importância da
leitura para formação de alunos, de cidadãos, e ainda sobre o papel do bibliotecário
enquanto formador de leitores, o que enfatiza a valiosa missão desse profissional
neste contexto.
Questões importantes permeiam a afirmativa anterior pois, para colaborar
com o incremento da leitura no Brasil e a formação de leitores, seria suficiente
oferecer o material solicitado pelo cliente? Bastaria a realização de campanhas de
incentivo em bibliotecas ou a indicação de uma obra para o consulente?
Efetivamente não. O bibliotecário deve ser, antes de tudo, um leitor assíduo. Referese à prática constante do ato de ler e das reflexões causadas por essa atividade.
As pessoas lêem com dedicação os assuntos que lhes dão prazer, que lhes
proporcionam momentos de entretenimento. O bibliotecário, além de conhecer essa
faceta da leitura, deve, por sua vez, ser uma vitrine de informações, um direcionador
de leituras, contudo não pode ser "formador de leitores". O leitor forma-se ao longo
de sua vida, começando na infância, a cada etapa escolar, a cada personagem lido
e imaginado, a cada emoção vivenciada .
As ações que objetivam o estímulo à leitura precisam de planejamento e
devem ser pensadas no público-alvo e na sua satisfação. Cada ação realizada deve
ser exclusiva e direcionada para atendê-los. Oferecer possibilidades ao leitor é o
papel do bibliotecário ; mostrar os caminhos de encontrar a informação por meio de
uma postura própria e pessoal de vivência do "ler" e de indicações de como o
possível leitor pode encontrar o que lhe dá prazer.
Desta forma , este trabalho retrata a importância da leitura, não somente como
forma de pesquisa , de busca de conhecimento, de atualização, mas como fonte de
lazer e de cultura. A leitura para o entretenimento, desvinculada de imediato
propósito acadêmico ou científico.
Neste contexto, apresenta-se a proposta de formação de leitores focada nos
alunos matriculados no Programa Jovem Aprendiz do Serviço Nacional de
Aprendizagem Comercial (Senac) em Santa Catarina . Por meio de metodologia
detalhada e análise dos resultados apresentados durante a execução deste projeto,
será discutido neste trabalho o papel das bibliotecas no desenvolvimento de
competências em informação.

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2 O Ato de Ler
Conhecida como uma atividade solitária por parte do leitor, mas muito mais
coletiva enquanto envolvimento com autor e personagens, a leitura pode propiciar ao
indivíduo experiências que podem até provir de "práticas físicas", como conhecer o
sabor de alguma comida pela narração, em detalhes, do paladar de um
personagem . Há muito tempo se considera a importância da leitura para a realização
pessoal e profissional, pois abre horizontes, fornece acesso a novos conhecimentos,
novas culturas e saberes. Entretanto, ler antes de tudo, é compreender, segundo
Lajolo (1986, p. 59):
Ler não é decifrar, como um jogo de adivinhações , o sentido de um texto. É,
a partir do texto , ser capaz de atribuir-lhe significação, conseguir relacionálo a todos os outros textos significativos para cada um , reconhecer nele o
tipo de leitura que seu autor pretendia e, dono da própria vontade, entregarse a esta leitura, ou rebelar-se contra ela propondo outra não prevista.

Por outro lado, Caldin (2010) explica que quando se fala em leitura também
se remete à ideia de decifrar o escrito (decodificar as palavras) , mas sobretudo
entender o conteúdo (compreender o que o autor disse), interpretar o assunto
(revelar o texto) , informar-se (apropriar-se do acervo de conhecimentos da
humanidade). Assim , associa-se a leitura sempre à escrita, pois ela tem múltiplos
aspectos e interfaces enquanto objeto de estudo e, por isso , apresenta uma
abordagem multidisciplinar.
É com a leitura que o indivíduo pode desenvolver um importante verbo, o
"interpretar", não somente as linhas escritas, mas exteriorizar o que está nas
páginas. Conforme Campello (2009, p. 71) , "a capacidade de ler e interpretar textos
é necessária numa sociedade letrada. E o letramento informacional, que envolve a
ideia de aprendizagem pelo uso de informações, pressupõe leitores competentes".
Ou seja , o leitor deve compreender o que lê e, acima de tudo, saber refletir,
questionar e interpretar o que está lendo. Por isso, os programas de letramento
devem incluir textos informativos, leitura literária, textos ficcionais, entre outros.
Dentro deste contexto, as bibliotecas têm papel fundamental no incentivo ao
gosto pela leitura, sobretudo, as bibliotecas escolares que estão inseridas num
ambiente educacional e que podem contribuir plenamente com o processo de ensino
e de aprendizagem, usando recursos e fazendo parcerias com outros educadores
para desenvolver estratégias que despertem o gosto pela leitura nos estudantes.
2.1 Competências em informação: desenvolvendo o senso crítico, a reflexão e a
oralidade
Atividades de incentivo à leitura devem ser planejadas de forma que estejam
alinhadas ao nível de escolaridade, à proposta curricular do curso, bem como à
metodologia da instituição de ensino. Neste projeto, foi enfocado o desenvolvimento
das competências em informação que estão centradas na autonomia enquanto
leitor, no despertar do senso crítico e no exercício da oralidade dos alunos

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o projeto foi direcionado para que a leitura torne-se uma "prática interativa
[que] consiste no processo [ ... ] em que a construção do significado do texto se
realiza pela interação entre leitor e texto" (SOUZA; SOUZA, 2007, p. 106).
Pesquisas como as apresentadas no documento "Retratos da Leitura no
Brasil" mostram que está havendo uma evolução no país no que diz respeito à
prática de leitura (INSTITUTO PRÓ-LIVRO, 2008) . No entanto, evidencia-se também
que há uma enorme fatia da população que não conhece os materiais de leitura, ou
os conhece muito mal.
Souza e Souza (2007) representam a concepção deste projeto, em que a
leitura é uma atividade "interativa que supera a [ ... ] decodificação de letras, palavras
e sentenças. É, sobretudo, [ ... ] construção do significado, numa perspectiva de
interação entre estes dois mundos: o leitor e o autor do texto".
Dentro deste objetivo, de aproximar potenciais leitores e textos, sejam
literários ou informativos, a biblioteca dá uma contribuição valiosa ao desenvolver
atividades interativas para despertar o gosto pela leitura, conforme será tratado na
próxima seção.
2.2 O papel das bibliotecas no incentivo à leitura
Com o crescente volume de informações à disposição da sociedade, o
bibliotecário tem desenvolvido metodologias para organização e disseminação que
visam contribuir para o acesso à informação e desenvolvam habilidades para usálas. Quando o bibliotecário traça estratégias e planeja serviços visando a contribuir
para o acesso à informação e para que os usuários possam desenvolver habilidades
para usá-Ias. Na literatura, essa prática é chamada de competência em informação
ou letramento informacional. Ou seja, uma oportunidade para o bibliotecário exercer
seu papel educativo, programar ações para o desenvolvimento de habilidades
informacionais, contribuindo diretamente para a melhoria das capacidades de leitura,
de interpretação e de pesquisa dos alunos.

°

conceito de letramento informacional foi construído em torno de diversas
noções, uma das qual a de sociedade da informação, ( ... ) onde os
participantes dessa sociedade têm uma abundância de informações e de
variedade de formatos, justificando a necessidade de novas habilidades
para lidar com a situação. ( ... ) Implica que as pessoas tivessem a
capacidade de entender suas necessidades de informação e de localizar,
selecionar e interpretar informações para utilizar de forma crítica e
responsável (CAMPELLO , 2009, p. 12).

Dentro desta mesma linha, Belluzzo (2005) cita que
As pessoas competentes em informação definem suas necessidades
informacionais e sabem como buscar e acessar efetivamente a informação
necessária, sabem avaliar a informação acessada em relação à sua
pertinência e relevância, organizam a informação e a transformam em
conhecimento, aprendem a aprender de forma contínua e autônoma . A
"competência em informação" deve ser reconhecida como requisito à
formação básica/inicial e à formação contínua das pessoas a fim de que

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possam ser mais reflexivas e investigativas e consigam
interagir
verdadeiramente com os ambientes de expressão e construção do
conhecimento.

Para tanto, é necessano criar programas de incentivo à leitura para
desenvolver habilidades cognitivas como análise crítica e reflexiva, interpretação,
autonomia, para que a pessoa possa interpretar e buscar novas fontes de
informação.
Entretanto, conforme explica Demo (1990, p. 10), "predomina entre nós a
atitude do imitador, que copia , reproduz e faz prova . Deveria impor-se a atitude pela
elaboração própria , substituindo a curiosidade de escutar pela de produzir". A
pesquisa é uma forma de construir uma consciência crítica a partir da reflexão, pois
para descobrir e criar é preciso, primeiro, questionar, dialogar, comunicar.
O hábito de leitura é fundamental para despertar o gosto pela pesquisa . A
leitura abre horizontes, quebra paradigmas, possibilita novas abordagens, constrói
conhecimentos, problematiza, questiona, e principalmente, instiga na busca por
novos saberes, como uma estrada de mão dupla.
A pesquisa possibilita um avanço científico, porém não cabem leituras pela
metade ou mera reprodução de dados neste desafio. É preciso saber descobrir o
que ler, quanto ler, como ler, para formar o seu próprio juízo (DEMO, 1990).
O bibliotecário tem a tarefa incessante de buscar ferramentas e meios para
desenvolver o hábito da leitura nos frequentadores das bibliotecas. Uma forma
eficaz é trabalhar com os demais profissionais do local onde a biblioteca está
inseridaJ. buscando desenvolver ações que despertem o senso crítico e criativo dos
alunos por meio da leitura. Porém, Silva (1998, p. 26) alerta que:
Ainda que muitas escolas brasileiras explicitem objetivos educacionais
voltados à formação do cidadão, são raras aquelas que organizam e
programam ações diferenciadas ao aguçamento da criticidade dos
estudantes. Daí a necessidade de uma discussão coletiva escolar,
principalmente no que se refere ao tipo de cidadão que ela deseja promover
via atividades ensino-aprendizagem e, dentre elas, as atividades de leitura.

O trabalho do bibliotecário com os docentes e junto à coordenação
pedagógica deve ser feito no início do planejamento dos períodos letivos, de forma
que as atividades possam ser interligadas umas às outras, trazendo qualidade a
todo o processo educacional. Esse tipo de trabalho tem sido desenvolvido pelas
bibliotecas do Senac em Santa Catarina , que buscam ter um espaço de informação
para subsidiar os docentes e alunos no processo de ensino e de aprendizagem .
Desta forma , busca-se estimular a produção do conhecimento por meio de ações de
incentivo à leitura e busca de informação pelos alunos de cursos de qualificação
básica, cursos técnicos, de graduação e pós-graduação, presenciais e à distância
nas unidades do Senac. Estas ações serão relatadas no próximo capítulo, cuja
ênfase recairá sobre as estratégias de incentivo à leitura.

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3 Diagnóstico da Instituição
Neste capítulo será apresentada a descrição da instituição no qual foi
aplicado o projeto de formação de leitores para uma melhor compreensão de como
ocorreu o processo e o contexto em que as atividades foram realizadas.
3.1 Senac

o Senac é uma Instituição de Ensino privada, criada em 10/01/1946, pelos
decretos-lei 8621 e 8622 , que autorizam a Confederação Nacional do Comércio a
instalar e administrar, em todo o Brasil, escolas de aprendizagem comercial hoje
com abrangência em todo o território nacional, totalizando mais de 1850 municípios,
participando da formação profissional de 1,7 milhões de pessoas a cada ano. Sua
administração está localizada no Rio de Janeiro (SENAC/SC, 2011).
O Senac oferece programação de cursos nas diferentes etapas de formação
profissional , desde cursos livres de formação inicial e continuada de trabalhadores,
cursos técnicos de nível médio, graduação tecnológica e pós-graduação,
reconhecidos pela Secretaria Estadual de Educação ou pelo Ministério da Educação
(SENAC/SC , 2011) .
O Senac de Santa Catarina vem continuamente investindo em produtos e
serviços para consolidar suas ações pautadas na excelência em qualidade e
fortalecer suas redes de informação e inclusão social , como a implantação da Rede
de Bibliotecas. Em 2000 , começaram a ser estruturadas as bibliotecas no Senac/SC
para atender as exigências do Conselho Estadual de Educação, com base na nova
Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) n.9394/96 e Decreto n.2208/97, que
dispõe sobre a educação profissional e exige a implantação de Biblioteca Escolar
para professores e alunos nas instituições de ensino que oferecem cursos técnicos.
A partir 2006, as bibliotecas dessas unidades receberam investimentos na
estrutura física, em recursos humanos, mobiliários, além da aquisição de acervo,
equipamentos e no software para gerenciamento de bibliotecas para que fosse
compatível com as exigências do MEC, além de atender à demanda dos alunos e
das necessidades das unidades.
3.2 Biblioteca da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis
A biblioteca do Senac de Florianópolis foi criada em 29/10/2000 e está
instalada numa área climatizada . Oferece salas para trabalhos em grupo, ambiente
para estudo individual, acesso à internet sem fio e possui computadores para
pesquisa . O acervo é composto por obras em suporte impresso e eletrônico, com
foco em livros e um amplo acervo de periódicos, abrangendo assinaturas de jornais
e revistas comerciais, técnicas e científicas impressas e eletrônicas, além da
assinatura de bases de dados.
A biblioteca tem como missão: "Disponibilizar, de maneira ética, eficiente e
eficaz, as informações especializadas nos mais diversos suportes para a
comunidade acadêmica da Faculdade Senac Florianópolis". Sua visão é: "Ser um

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centro de excelência em informação especializada em comércio e serviços"
(SENAC, 2011).
A biblioteca tem como objetivo ser um espaço de informação para subsidiar
os docentes e alunos no processo de ensino e de aprendizagem, possibilita e
estimula a produção do conhecimento por meio da pesquisa, possui uma extensa
programação de serviços e produtos de informação oferecidos gratuitamente para a
comunidade acadêmica formada principalmente por alunos de cursos de
qualificação básica, cursos técnicos, de graduação e pós-graduação, tanto na
modalidade presencial quanto à distância.
Dentre o público-alvo, os clientes potenciais da biblioteca são alunos dos
cursos presenciais técnicos e da graduação. Apesar de ter uma quantidade grande
de jovens matriculados no Programa Jovem Aprendiz no Senac, poucos usavam a
biblioteca como suporte à pesquisa e aprendizagem durante o curso, sendo este um
dos principais motivos para se escolher este público a fim de desenvolver o projeto
de formação de leitores, conforme será tratado no próximo capítulo.

4 Programa Jovem Aprendiz

o Programa Jovem Aprendiz, voltado à qualificação de jovens para o
mercado de trabalho, é resultante da Lei 10.097 de 19/10/2000, que sanciona os
aspectos legais de contratação de jovens de 14 a 18 anos e estabelece os direitos
desses trabalhadores. Além disto, determina as condições da contratação,
descrevendo as regras que os estabelecimentos participantes devem cumprir.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (2003), a Lei define que o jovem
aprendiz é considerado
aquele contratado diretamente pelo empregador ou por intermédio de
entidades sem fins lucrativos; que tenha entre 14 e 24 anos; esteja
matriculado e freqüentando a escola, caso não tenha concluído o Ensino
Fundamental ; e esteja inscrito em curso ou programa de aprendizagem
desenvolvido por instituições de aprendizagem (BRASIL, 2003) .

No Senac, O Programa Jovem Aprendiz disponibiliza formação para jovens
profissionais com conhecimentos que vão além do caráter funcional e que saibam
explorar o mundo, tendo ainda o intuito de estimular o crescimento profissional
diante das situações e desafios do mercado de trabalho.
De acordo com o Decreto nO 5.598, de 10 de dezembro de 2005 , que
regulamenta a contratação de aprendizes e da Portaria 615/070 , que é responsável
pela criação do Cadastro Nacional de Aprendizagem, a Faculdade Senac
Florianópolis, oferece serviços de educação profissional ao Programa, por meio de
aulas distribuídas em dois dias da semana . Essas aulas prestam
"formação profissional [ ... ] que garante ao jovem algumas possibilidades de
cursos: Aprendizagem em Vendas e Aprendizagem em Serviços de
Supermercado. Pretende-se que ao término destes cursos o aprendiz seja
capaz de desempenhar atividades profissionais e ter capacidade de

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discernimento para lidar com diferentes situações no mundo do trabalho"
(SENAC/SC, 2009) .

Nesse contexto, surge a preocupação com a formação literária desse jovem ,
no aspecto relativo à leitura crítica e social, no que diz respeito a sua constituição
como leitor. O Projeto realizado no Programa Jovem Aprendiz oferece a
oportunidade de intermediação da Biblioteca Universitária da Faculdade Senac
Florianópolis, como figura ativa no estímulo a prática da leitura e em uma atuação
focada no desenvolvimento do "ser" leitor.
Para incentivar os jovens aprendizes a uma leitura livre, este projeto busca
incitar a leitura literária, utilizando textos jornalísticos, crônicas, contos, blogs, filmes ,
dentre outros, com o intuito de desenvolver a percepção crítica do mundo, a
ampliação do exercício da leitura e da reflexão por meio dela. Outro grande fator que
impulsionou a realização deste projeto foi a aproximação do jovem com a biblioteca,
enquanto local de acesso a informação, e consequentemente favorecendo seu
contato com o livro e com as diversas fontes de informações disponíveis, sejam
impressas ou eletrônicas. Sabe-se que "a simples indicação de leitura, feita por
agentes como bibliotecários, é fator que promove a aproximação do livro"
(BARBOSA, 2009, p.7) .
Araújo e Casimiro (1996 , p. 9) afirmam que "a ação de ler caracteriza toda a
relação racional entre o indivíduo e o mundo que o cerca". Caldin declara que a
leitura "é entendida como ato social, linguístico, pedagógico, terapêutico,
psicológico, cognitivo, neurológico, fenomenológico, entre outros (CALDIN, 2010, p.
13), que exerce influência direta nas diversas relações vividas pelo ser humano, seja
consigo mesmo, seja com um familiar ou colega de trabalho. O homem, enquanto
ser social, utiliza-se da leitura para compreender o mundo e também para exercitar a
interação com outros e desenvolver a percepção do que está a sua volta .

5 Metodologia
A biblioteca da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis implantou em
março de 2011 o programa de formação de leitores, com foco nos alunos do
Programa Jovem Aprendiz, visando a propor ações de incentivo à leitura, porque se
percebia que o acervo de literatura era pouco usado. Além disso, percebia-se que
esses alunos frequentavam pouco a biblioteca, liam pouco, expressavam-se e
escreviam muito mal, além de terem dificuldades em sala de aula na interpretação e
na redação durante as disciplinas.
Desta forma, numa parceria entre a biblioteca e docentes desse curso, o
projeto "Jovem Aprendiz, Jovem Leitor" foi desenvolvido visando aos seguintes
objetivos: desenvolver as competências em informação tais como a autonomia, o
senso crítico, a reflexão e a oralidade dos alunos por meio da leitura, despertar o
interesse por literatura e o gosto pela leitura, aproximar os alunos dos escritores, da
literatura e da biblioteca.
Para desenvolver o programa , foi criado o projeto em parceria com alguns
professores e com as pedagogas do Programa, cuja metodologia e resultados serão
apresentados a seguir. O Projeto foi concebido em três etapas: planejamento,

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execução e avaliação. Na realização de cada etapa houve necessidade de
adaptações, em especial nos planos de aula para ajustar a necessidade da turma e
também em relação ao acompanhamento dado nas atividades por cada professor.
5.1 Público-alvo
Por ser um projeto pioneiro , o curso de Jovem Aprendiz foi selecionado como
público-alvo para a implantação dessa proposta porque esses alunos estão na faixa
etária de 15 a 24 anos, estão ainda matriculados no Ensino Médio e no início da
carreira profissional. Acredita-se que, quanto mais cedo desenvolverem o gosto pela
leitura, mais cedo poderiam desenvolver-se profissionalmente e estarem melhor
preparados para o mercado de trabalho. Optou-se também por escolher esses
jovens principalmente porque se percebia que usavam o espaço da biblioteca
somente para acessar os computadores e pouco usufruíam dos diversos serviços de
informação disponibilizados. Sendo assim, após reuniões com a equipe da
biblioteca, com docentes e pedagogos, profissionais que estão diretamente em
contato com estes alunos, foram definidas as etapas abaixo.
5.2 Etapas
Para realização do projeto foi necessária uma etapa inicial de planejamento
das atividades a serem desenvolvidas no Programa Jovem Aprendiz, proposta pela
Biblioteca Universitária da Faculdade Senac Florianópolis, em parceria com a
coordenação pedagógica e o corpo docente do Programa .
Na segunda etapa do Projeto ocorreu a execução das atividades pela equipe
da Biblioteca Universitária, que foram acompanhadas pelo professor e pela
coordenação pedagógica do Programa , supervisionadas ainda pela bibliotecária
responsável.
Durante esta etapa , as atividades desenvolvidas foram escolhidas com foco
nos objetivos do projeto e ainda, direcionadas na promoção da leitura como prática
voltada ao entretenimento. Para tal , foram utilizados instrumentos lúdicos, que
inspirassem o uso sem restrições do livro ou de outros suportes de informação,
como filmes e artigos de jornais. Esses instrumentos foram selecionados com o
objetivo de despertar a atenção e estimular o contato dos jovens com esses objetos.
Como exemplo, cita-se a exibição de filmes de curta e longa duração, apresentados
em locais diferenciados. Exercícios aplicados com o apoio de dinâmicas e
discussões em grupo incentivaram a oralidade e a criticidade dos participantes.
A terceira e última etapa se deu pela avaliação dos impactos gerados pelas
atividades aplicadas, na intervenção realizada pela Biblioteca. A Coordenação
pedagógica, os jovens do programa e os orientadores que acompanharam a
execução das atividades participaram da avaliação que contou com dois
instrumentos de pesquisa : questionário e entrevista semiestruturada . O questionário
construído com perguntas abertas foi aplicado no último encontro com cada turma
participante, momento em que os jovens avaliaram aspectos discutidos no decorrer
das ações. A entrevista semiestruturada foi realizada com os docentes e

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coordenação pedagógica que coletou informações sobre o impacto das ações na
aprendizagem dos alunos.
Para respaldar todas as atividades, era necessário atualizar o acervo de
literatura da biblioteca para dar suporte às atividades e aos interesses dos alunos na
leitura. Assim , como forma de desenvolver a coleção de obras literárias e atualizar o
acervo , foram definidas estratégias que estimulassem as doações voluntàrias e a
permuta de literatura de lazer. Além disso, por meio da negociação com os clientes
que tinham multas pendentes, os mesmos doaram livros de lazer sugeridos pela
equipe da biblioteca como forma de pagamento .
5.3 Atividades
Todas as atividades foram promovidas no primeiro semestre de 2011
conforme a disponibilidade e parceria dos professores do curso e com total apoio da
direção da instituição e coordenação do curso. As atividades realizadas foram :
a) Apresentação do Projeto Jovem Aprendiz, Jovem leitor;
b) Palestra sobre leitura e apresentação de vídeo: explanação de conteúdos
sobre o que é leitura, práticas e experiências/vivências de leitura, utilizando
projetor de slides e apresentação do vídeo "O livro que marcou sua vida ";
c) Visita orientada à Biblioteca: funcionários do setor apresentaram todo o
espaço e as fontes de informação disponíveis;
d) Sessão de filmes: apresentação de filmes que abordassem a temática
"leitura";
e) Exercícios de leitura: aplicação de dinâmicas de leitura em sala de aula ,
utilizando recortes de jornais;
f) Palestra(s) e debate(s) com autor(es) : palestra com um ou mais autores
convidados, que compartilharam sua experiência de produção textual.
Ao longo das ações, o projeto foi sendo ampliado e as atividades foram
aprimoradas, pois todas foram bem avaliadas pelos alunos e docentes, sendo que
os próprios professores perceberam as mudanças no comportamento dos mesmos
em relação à oralidade e à escrita . Além dessas atividades, foram desenvolvidas
outras ações, tais como: apresentação de vídeos curtos de contos brasileiros,
encenações teatrais a partir da leitura de crônicas e contos, exercícios utilizando
computadores conectados à internet, ciclo de leitura e gincana literária.
O projeto teve boa repercussão e atingiu os objetivos propostos conforme
será apresentado no próximo capítulo , principalmente o de despertar o interesse por
literatura, o gosto pela leitura e a aproximação dos alunos com a biblioteca.

6 Resultados
Para observar e medir o alcance dos objetivos propostos foram avaliados
determinados aspectos em relação ao que o projeto tinha como objetivo. Para
compor o aspecto quantitativo dos resultados, foi levantado o total de empréstimos
realizados no período de janeiro a dezembro de 2010 em relação ao total de

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empréstimos realizados de janeiro a julho de 2011 . Essa análise foi realizada
somente em relação às obras de literatura. De forma comparativa , analisando os
totais levantados, foram 1.826 empréstimos no período de 12 meses, referente ao
ano de 2010; já no período de seis meses Uaneiro a julho de 2011) houve 2.049
empréstimos, representando um aumento de 12% do total de empréstimos desse
tipo de obra . Esse é um dos indicativos do alcance dos objetivos propostos neste
projeto , demonstrando quantitativamente a aproximação que os participantes
tiveram dos livros, decorrente do estímulo gerado pelas atividades.
De março a junho de 2011 , participaram 115 jovens, de quatro turmas do
curso de Jovem Aprendiz, matriculados regulamente na Faculdade de Tecnologia
Senac Florianópolis. Após a realização do projeto nessas turmas, para avaliar o
aspecto qualitativo, buscou-se pesquisar a amostra de 30% das pessoas que
participaram . Para tanto, aplicou-se um questionário com 43 alunos para identificar
sua opinião em relação às atividades desenvolvidas.
Na turma número 395, havia 24 alunos matriculados, porém apenas quinze
responderam a ficha de avaliação onde foi perguntado: Houve alguma mudança na
sua relação com a leitura? Qual? Nesta questão, apenas um informou que nada
mudara. Os demais informaram que começaram a se interessar mais pela leitura,
principalmente das obras indicadas no vídeo apresentado e comentaram que
conheceram mais opções de leitura e que tiveram despertado o interesse em criar
um blog .
Nas turmas números 150, 151 e 152, com 91 alunos matriculados no total,
nesta mesma pergunta , todos responderam que começaram a ler mais, pois o
projeto despertou um interesse maior pela leitura. Além disso, em decorrência das
atividades, aprenderam mais sobre vários aspectos e que as atividades
desenvolvidas foram criativas e produtivas, além de proporcionar troca de ideias e a
discussão de temas atuais.
Para que os docentes e pedagogos envolvidos pudessem avaliar o projeto, foi
elaborada uma entrevista para ser aplicada em cinco profissionais do Senac,
envolvidos diretamente com o projeto. A entrevista foi aplicada com dois professores
que cederam suas aulas para o desenvolvimento das atividades, com a
coordenadora do curso e com duas pedagogas que trabalham diretamente com o
Programa Jovem Aprendiz.
Em relação à avaliação sobre a forma como o projeto foi desenvolvido,
obtiveram-se as seguintes informações:

o projeto é criativo, dinâmico e lúdico. A metodologia utilizada aproximou os
jovens de variados tipos de textos, promoveu o contato com diversos
suportes Oornais, livros etc.) e ainda mudou a visão que a maioria tinha de
que a leitura é algo chato, monótono (ENTREVISTA 3) .
Excelente projeto , porque ele teve início, meio e fim , envolvendo diversas
atividades com vídeos , com recortes de jornais e revistas, indo ao encontro
da leitura de livros da própria biblioteca e estou estimulando a usar o acervo
da biblioteca mesmo. Por eu ter uma filosofia de acreditar no trabalho em
equipe, este projeto foi feito com bastante parceria com outras áreas e os
docentes e por isso teve um resultado inigualável (ENTREVISTA 1).

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Também foi questionada a mudança na percepção do próprio professor em
relação ao ato de ler enquanto leitor, para perceber se eles, enquanto participantes
do projeto, também tiveram despertado o gosto pela leitura.
Eu já tinha uma prática de leitura, mas sempre agrega e surgem novas
sugestões, novas idéias sobre livros e filmes , embora já tivesse o hábito da
leitura (ENTREVISTA 1).
Sim, depois de participar do projeto comecei a encontrar mais tempo para a
leitura e ter a disciplina de ler ao menos quinze minutos por dia. Além de
levar para sala de aula , os livros que uso na preparação das aulas,
incentivando-os a fazer pesquisas na biblioteca e aprofundar seus
conhecimentos (ENTREVISTA 5) .

Foi questionado aos pedagogos e docentes quais as principais mudanças
percebidas nos alunos, após a realização das atividades do projeto:
Eles mudaram muito em relação a se comunicar, venho notando que eles
estão indo mais na biblioteca , estão se expressando melhor, se envolvendo
mais nos projetos , tendo mais iniciativa e mais idéias, enfim melhorou
bastante o desempenho deles em sala de aula (ENTREVISTA 2) .
Percebi que antes a atividade que envolvia leitura os alunos demonstravam
preguiça e desinteresse, hoje percebe que a grande maioria gosta de ler
dentro de sala e fora dela (ENTREVISTA 3) .
Houve mudanças quanto ao interesse dos alunos pela leitura e em
conhecer as obras de literatura bem como despertou o diálogo sobre o que
os alunos leram no durante a execução do projeto (ENTREVISTA 5) .

Percebeu-se que, as atividades desenvolvidas no projeto focaram no
progresso das competências desses jovens, aproximando-os dos suportes
informacionais, dos autores e da biblioteca. Esses elementos, empregados
paralelamente, conduzem leitores iniciantes e despertam o verdadeiro e espontâneo
prazer pela leitura.
Observou-se ainda que, não somente o público-alvo do projeto foi afetado; a
relação dos jovens aprendizes com a equipe participante (bibliotecária , auxiliares de
biblioteca, estagiários, professores e coordenador de curso) foi influenciada e o
envolvimento com a prática da leitura literária tornou-se parte da rotina de todos.

7 Considerações Finais
O projeto 'Jovem aprendiz jovem leitor' procurou despertar no jovem o gosto
pela leitura e aproximá-lo da biblioteca em todas as ações executadas. Para obter
sucesso, o projeto teve que ser bem planejado e monitorado ao longo do
desenvolvimento das ações para que atingisse os objetivos propostos. Para tal, foi
intencionado promover um envolvimento estruturado. Este público tem por tendência
o aceite de atividades lúdicas e que fujam à rotina . Decorrente dessa observação, o

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planejamento foi pensado e voltado a dar prazer e tornar agradáveis os ambientes
onde as atividades eram desenvolvidas.
A equipe participante esteve empenhada em organizar o trabalho para que o
jovem estivesse envolvido com as atividades, permitindo a ambientação nos
espaços da biblioteca e para servir também de referência como leitor atuante. Muitos
jovens, ao procurar obras para leitura, solicitavam aos atendentes uma indicação de
obra , o que impeliu a manter o acervo atualizado e a observar os títulos mais
procurados.
Os pedagogos e professores participantes demonstraram total compromisso
com o projeto , atuando não somente no momento da realização das atividades,
como no decorrer das demais aulas do Programa Jovem Aprendiz. Essa questão foi
identificada e elogiada pela equipe envolvida , já que a manutenção desse trabalho
só poderia ser feita com a dedicação de todos.
Ficou evidente que o uso de filme para tratar determinadas temáticas, bem
como a abordagem lúdica utilizada nos encontros, em muito favoreceu para que os
objetivos fossem atingidos. Além disto, a escolha de espaços diferenciados, como o
auditório e de recursos físicos como as almofadas e pufes, causou conforto e
ofereceu um clima favorável aos participantes.
Antes da aplicação do projeto, percebiam-se dificuldades no uso e acesso às
informações disponíveis na biblioteca quando eram usadas, tais como apresentação
do tema sem delimitação, dificuldades na busca de informação no catálogo online ou
mesmo nos espaços da biblioteca. Os jovens desconheciam outras fontes de
informação que não fossem os livros, informavam o título de forma incompleta, havia
grande dependência deles em relação aos atendentes da biblioteca em relação às
buscas, dificuldades para selecionar os documentos recuperados ou mesmo para
usar os instrumentos que facilitam a consulta aos documentos impressos e
eletrônicos.
Entretanto, após aplicação do projeto, verificou-se que essas dificuldades
foram amenizadas nas turmas que participaram das ações. Observou-se nas
avaliações que os objetivos propostos foram alcançados. Não somente a leitura por
prazer, mas também despertou a atenção dos alunos para outras fontes de
informação disponíveis na biblioteca , que foram apresentadas por meio das visitas
orientadas e ações desenvolvidas dentro do espaço físico da biblioteca. Essas
visitas além de orientar como o acervo era organizado, como proceder para
encontrar a informação por meio do catálogo da biblioteca , quais tipos de recursos
tinham à disposição para o desenvolvimento de trabalhos, abarcando todas as
dimensões envolvidas necessárias para obter competência em informação.
Por fim , pode-se afirmar que este projeto poderá e deverá ser mantido, para
que outros alunos do Programa Jovem Aprendiz possam ser beneficiados na
instituição. O mesmo projeto pode ser readequado para outros tipos de público-alvo
e em outras realidades escolares, já que o mais importante é promover e despertar o
gosto pela leitura, gosto este que auxilia as pessoas na construção de uma
identidade, na sua relação com o mundo e com a sociedade em que estes
indivíduos estão inseridos, propiciando que os mesmos tornem-se seres ativos e
cidadãos conscientes e participativos.

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Documentação&#13;
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                <text>Relata a experiência de um projeto voltado ao desenvolvimento de competências em informação com foco na formação de leitores. Discorre sobre um programa de estímulo à leitura, direcionado aos jovens do Programa Jovem Aprendiz na Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis. Aborda aspectos teóricos relacionados à importância da leitura e à competência em informação, tais como o senso crítico, a reflexão e a oralidade. Conclui-se que estas atividades enaltecem o papel das bibliotecas no incentivo à leitura e no desenvolvimento de competências em informação, na oralidade, na escrita e na aproximação dos alunos com os escritores, com a literatura e, principalmente, com a biblioteca enquanto espaço de informação, cultura e lazer.</text>
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Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

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Trabalho completo

ORGANIZAÇÃO E DISSEMINAÇÃO DA PRODUÇÃO INTELECTUAL
DO SENAC/SC: IMPLANTAÇÃO DE UM REPOSITÓRIO
INSTITUCIONAL
Daniela Spudeit, Inez Borszcz, Juliane Patrício Coelho
'Mestre em Ciência da Informação. Bibliotecária no Senac/SC . E-mail :dani@sc.senac.br
'Especialista em Gestão de Bibliotecas . Bibliotecária . Membro da equipe de Gestão de Processos do
Senac/SC . E-mail: inez@sc.senac.br
3Bacharel em Biblioteconomia . Membro da equipe de Gestão de Processos do Senac/SC . E-mail :
jcoelho@sc.senac.br

Resumo

o presente artigo apresenta uma proposta para a implantação de um
Repositório Institucional (RI) no Senac/SC. Contextualiza as mudanças
organizacionais nas quais a Sociedade da Informação está inserida e relata a
importância das instituições de ensino preocuparem-se com a disseminação da
informação, principalmente, as de cunho acadêmico-científico. Este trabalho tem por
finalidade apresentar a implantação do Repositório Institucional como uma proposta
para o registro e acesso aberto à produção intelectual dos docentes, discentes e
colaboradores do Senac/SC. O repositório oportunizará o acesso online aos seus
conteúdos, bem como, contribuirá para a preservação da memória institucional e,
consequentemente, proporcionará maior visibilidade para a produção acadêmica e
científica da instituição.
Palavras-Chave: Repositório Institucional; Produção intelectual; Disseminação da
informação; Senac/SC.

Abstract
This article presents a proposal for the establishment of an Institutional
Repository (IR) at Senac/SC. It contextualizes the organizational changes where the
Information Society is inserted and relates the importance of educational institutions
be concerned with the dissemination of information , mainly with scientific and
academic nature. This work is intended to present the Institutional Repository
implantation as a proposal to register and open access to intellectual production of
teacher, students and employees of Senac/SC. The repository will give opportunity to
online access for your contents and it will contribute to preservation of institutional
memory and , consequentely, will provide greater visibility to the academic and
scientific production of the institution.

Keywords: Institutional Repository; Intellectual Production ; Information
dissemination; Senac/SC.

736

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Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

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Trabalho completo

1 Introdução
No século XXI o uso das informações tornou-se imprescindível para o
crescimento de uma instituição. A sua organização contribui de várias maneiras no
sentido de ampliar a eficiência e a comunicação interna e externa e, como
consequência disso, melhorar os resultados. A informação hoje funciona como
elemento que agrega valor às organizações e à sociedade (CARVALHO;
CARVALHO ; FREIRE, 2003). Ela está em toda parte e formato, não em apenas
livros e documentos, mas também em multimídia e internet, muitas vezes, está
limitada pelas competências contextuais e cognitivas, necessitando ser adotadas
estratégias de organização que viabilizem o seu acesso.
Os repositórios por terem características relacionadas ao movimento de
acesso livre à informação, em sua grande maioria , são construídos por instituições
de ensino superior com o objetivo de disseminar a informação acadêmica e
científica . Os repositórios institucionais centralizam, preservam , tornam acessíveis e
disseminam o capital intelectual de uma instituição, ao mesmo tempo, fundamentam
um novo modelo de publicação . Em outras palavras, permitem reunir, preservar,
acessar e disseminar grande parte do conhecimento de uma instituição, aumentando
assim, a visibilidade da sua produção intelectual (CROW, 2002) .
Entretanto, no atual contexto, também é conveniente que as empresas que
atuam na área de educação implantem repositórios, não somente para organizar e
disseminar a produção científica dos colaboradores, docentes e alunos, para
principalmente também para registrar e reunir num único local virtual a produção
técnica e intelectual da instituição visando o armazenamento, conservação e
disseminação,
Dentro deste contexto, o Senac em Santa Catarina busca promover educação
e disseminação do conhecimento com excelência para o desenvolvimento das
pessoas, organizações e sociedade, alinhada com as necessidades do setor do
comércio de bens, serviços e turismo (SENAC. SC, 2012), estando articulado, dessa
forma , com a criação de um repositório institucional do Senac/SC , a partir de
parceria estabelecida entre a equipe gestora do Repositório Institucional (RI) e a
Rede de Bibliotecas do Senac/SC , cuja experiência é objeto de estudo desse
trabalho.

2 Organização e Disseminação da Informação
As tarefas de registrar e conservar as informações são tão antigas quanto as
primeiras organizações sociais das histórias da humanidade, e, naturalmente, com
elas evoluíram . Desde que produzem informações e as registram em documentos,
os grupos sociais constituem estruturas para a sua guarda e desenvolvem meios
para o seu acesso. Sendo a informação um instrumento importante para pesquisa e
planejamento, seu acesso rápido e seguro se constituíram em importante processo
para o desenvolvimento integrado, consolidação e sobrevivência das instituições.
A informação é como um recurso estratégico, deve estar devidamente
estruturada de forma a permitir a integração entre todas as atividades da empresa.
Isto indica a necessidade de uma abordagem global para coleta, processamento e
distribuição da informação (OLIVEIRA, 1993).

737

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Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Esta precisa ser dinâmica, objetiva, clara e concisa para facilitar a tomada de
decisão. Administrar a informação de forma a disponibilizá-Ia com agilidade e
qualidade, proporciona o aprimoramento do conhecimento institucional.
Atualmente já não se pode falar em crescimento do volume de informação
existente, mas em uma verdadeira explosão informacional. Para tanto, os centros de
informações (bibliotecas, arquivos, banco de dados) aparecem como um paradigma
para melhorar sua organização. Neste contexto, são estudadas formas de
organização para recuperação da informação.
O acesso às várias fontes de informação tem contribuído para o surgimento e
ou melhorias de produtos e serviços, que, consequentemente, geram mudanças nos
métodos e conceitos de atividades gerenciais, nas relações profissionais sociais, nas
atividades econômicas políticas educacionais e culturais. Informação é uma
necessidade crescente para qualquer setor da atividade humana, não importa em
que formato ela é apresenta (implícita ou explicita) importa é que seja ordenada e
contribua para a geração de novos conhecimentos. Dessa maneira, a informação
passa a ser uma ferramenta importantíssima para agilizar o processo de tomada de
decisões. De acordo com Moresi (2000 , p. 14)
para as organizações, a informação
é universalmente aceita,
constituindo, senão o mais importante, pelo menos um dos recursos
cuja gestão e aproveitamento estão diretamente relacionados com o
sucesso desejado.

Desta forma, muitas instituições de ensino superior estão construindo
repositórios dado sua característica focada no movimento de acesso livre à
informação científica (Open Access to Knowledge in Science and Humanities) que
surgiu no final da década de 90 .

o

movimento mundial pelo acesso livre à informação surgiu em razão das
dificuldades de acesso encontradas pela comunidade científica no modelo
tradicional de publicação, que tem como base as assinaturas de revistas
científicas. Com o advento da Internet e de novas tecnologias , uma nova
modalidade de publicação de artigos científicos tem crescido, utilizando-se
repositórios de acesso livre e softwares de código aberto. Esse novo
paradigma não contesta a existência dos periódicos científicos impressos e
assinados, mas defende que cópias dos resultados de pesquisas científicas
financiadas com recursos públicos estejam disponíveis para qualquer
interessado, sem custo, nos chamados "repositórios de acesso livre". Os
defensores desse novo paradigma consideram a informação científica
insumo básico para o desenvolvimento científico e tecnológico de uma
nação (BRASIL, 2005) .

Contudo, cabe enfatizar que o movimento de acesso livre à informação não
deve se restringir às universidades, pois a informação científica é gerada em
diferentes suportes e instituições. Empresas que atuam na área de educação ,
públicas ou privadas, também produzem conhecimento que são registradas em
pesquisas, monografias, dentre outros suportes, e devem se preocupar com a
organização e disseminação desta produção.

2.1 Movimento de Acesso Livre à Informação Científica

738

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
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Trabalho completo

Diante das novas necessidades informacionais originadas pelo avanço das
tecnologias da comunicação e pela consolidação de recursos tecnológicos
provenientes deste crescimento, a produção científica foi impactada e passou a ser
objeto de reestruturação, principalmente, com o aumento das publicações periódicas
científicas em todo mundo, representando umas das principais formas de
comunicação científica .
Nesse contexto, surgiram algumas iniciativas como Arquivos Abertos - Open
Archives Initiative (OAI) e o Movimento de Acesso Livre para facilitar a comunicação,
difusão e preservação dos direitos autorais. A Iniciativa dos Arquivos Abertos foi um
movimento instituído em 1999 por um grupo de pesquisadores europeus e norteamericanos. Essa iniciativa foi pioneira na reflexão sobre o processo de publicação e
reorganização das publicações científicas, bem como de suas influências na
comunicação científica eletrônica (WEITZEL, 2006) . De acordo com este autor,
são iniciativas que vêm construindo as condições necessárias para permitir
o acesso livre à produção científica de forma legítima, alterando não
somente o processo de aquisição de informação científica , mas também a
sua produção, disseminação e uso (WEITZEL, 2006, p. 52) .

No Brasil , o Movimento de Acesso Livre à Informação Científica têm sido a
bandeira defendida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(Ibict) , unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia , que
inclusive criou o manifesto 1 que apresenta as recomendações aos quatro principais
grupos de interesse para a informação científica : a própria comunidade científica , as
instituições acadêmicas, as agências de fomento e as editoras comerciais de
publicações científicas Para isso, o IBICT vem desenvolvendo instrumentos por meio
de softwares gratu itos como Software de Editoração Eletrônica de Revistas (SEER),
versão customizada do sistema Open Journal System e o sistema DSPACE para
criação de repositórios, visando facilitar o acesso livre a informação científica no
Brasil. Outra ferramenta criada pelo IBICT com este objetivo foi a base de dados da
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BOTO) que permite a publicação de
revistas científicas eletrônicas na Internet.
Dentre as vantagens da tecnologia dos arquivos abertos (open access~ ,
segundo o coordenador de Projetos Especiais do Ibict, Helio Kuramoto ,
destaca-se a maior rapidez na disseminação da literatura científica
publicada nos repositórios de acesso livre, na visibilidade dos trabalhos
publicados e no impacto dos resultados com ampliação das possibilidades
de citação por outros autores, além da melhor comunicação entre os
sistemas
e
repositórios.
Criar
repositórios
não

1
2

Disponível em http://www.ibict.br/openaccess.
Mais informações sobre acesso livre poderão ser obtidas em http://kuramoto .wordpress.com

739

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

tem custo alto. A Internet também é uma vitrine onde podemos expor
nossas ideias e torna-se importante o registro de conteúdos científicos
brasileiros na Web (BRASIL, 2008) .

De acordo com Weitzel (2006, p. 56) "a comunicação científica sempre
teve como fator determinante a geração de novo conhecimento, sua
disseminação e uso para promover o desenvolvimento da ciência ". A principal
forma de promover o alcance deste objetivo é a recuperação dessas
informações para que sejam usadas como a geração de novos conhecimentos,
daí a importância do desenvolvimento de mecanismos eficientes de busca e
organização das produções científicas em repositórios institucionais, conforme
será abordado a seguir.

2.2 Repositórios institucionais

Os repositórios estão sendo tratados, na literatura científica, como uma
forma de armazenamento, preservação e disseminação da produção intelectual
de uma instituição. Trata-se de uma poderosa ferramenta para maximizar a
visibilidade das pesquisas realizadas dentro de uma instituição de ensino por
alunos e docentes, assim como estratégia de marketing das instituições.
Os repositórios são vistos como uma ferramenta de gestão do
conhecimento que, se utilizada em sua plenitude, pode potencializar a
troca de conhecimento no seio das comunidades científicas em
diferentes níveis de agregação, alimentam a preocupação com o
acesso à pesquisa e os impactos causados pelo acesso livre (open
access) ao conhecimento gerado por pesquisadores de todas as áreas
do conhecimento (COSTA; LEITE, 2006) .

Crow (2002) afirma que, enquanto os repositórios institucionais
centralizam, preservam, tornam acessíveis e disseminam o capital intelectual de
uma instituição, ao mesmo tempo eles constituem um sistema global de
repositórios distribuídos e interoperáveis que fundamentam um novo modelo de
publicações científicas. Em outras palavras, ao mesmo tempo em que os
repositórios institucionais permitem reunir, preservar, dar acesso e disseminar
boa parte do conhecimento da instituição, eles aumentam a visibilidade da sua
produção científica .
Repositórios institucionais representam um desafio para todos os atores
do processo de comunicação científica. Desafio para autores, no sentido em que
estarão mais visíveis, bem como para bibliotecários, que podem passar a
integrar o processo de publicação científica , assumindo, em certa medida, o
papel de editores (COSTA; LEITE , 2006). Acrescenta-se aqui o desafio
institucional das empresas que atuam como organizações de ensino, visto que
são poucas faculdades privadas que estão atentas para a necessidade atual da
gestão do conhecimento e investindo nesses projetos.
Uma das primeiras universidades que implantaram repositórios foi a
Universidade do Minho, em 2003 , consciente da importância da promoção do

740

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Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

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Trabalho completo

acesso livre à literatura científica . Rodrigues (2005) apresenta as principais
percepções na experiência desta universidade na implantação do repositório:
Em primeiro lugar, uma estratégia de divulgação, promoção e formação
é um fator crítico para o sucesso na implementação de um repositório
institucional, uma vez que é imprescindível para informar, esclarecer
dúvidas e alterar alguns aspectos sociais e culturais que podem
originar um fraco envolvimento por parte dos acadêmicos .
Em segundo lugar, a criação de serviços de apoio (como de
esclarecimento de questões de copyrighf / direitos de autor, depósito
mediado, etc.) e de valor acrescentado para os autores (como a
geração de relatórios de avaliação, citações , estatísticas, etc.), que
compensem o esforço de auto-arquivo, é também um aspecto
importante. Mas o que parece ser realmente determinante, como se
demonstrou também na Universidade do Minho, é o estabelecimento
de uma política que encoraje ou torne obrigatório o depósito da
produção científica dos membros das instituições nos seus repositórios
(RODRIGUES, 2005, p.31) .

Percebe-se que instituições acadêmicas estão utilizando repositórios para
gerenciar as atividades de pesquisa e ensino no mundo, garantindo a guarda,
disseminação e utilização dessas produções científicas. Leite (2009 , p. 22) cita
que os repositórios institucionais têm sido intensamente usados para :
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)

Melhorar a comunicação científica interna e externa à
instituição.
Maximizar a acessibilidade, o uso, a visibilidade e o impacto da
produção científica da instituição.
Retroalimentar a atividade de pesquisa científica e apoiar os
processos de ensino e aprendizagem .
Apoiar as publicações científicas eletrônicas da instituição.
Contribuir para a preservação dos conteúdos digitais cientificos
ou acadêmicos produzidos pela instituição ou seus membros.
Contribuir para o aumento do prestígio da instituição e do
pesquisador.
Oferecer insumo para avaliação e monitoramento da produção
científica .
Reunir, armazenar, organizar, recuperar e disseminar a
produção cientifica da instituição.

Na malona das vezes os repositórios são desenvolvidos por iniciativas
das bibliotecas de instituições de ensino e de pesquisa porque muitos processos
envolvidos são similares ao trabalho feito por bibliotecários em ambientes físicos
e digitais como a organização, armazenamento, preservação e disseminação da
informação (LEITE, 2009).
Na criação de repositórios, é importante que os bibliotecários e a equipe
interdisciplinar que atuar na gestão deste sistema tenham um planejamento bem
consistente em relação aos custos, equipe e atribuições, avaliação das
necessidades da comunidade. Na etapa da implementação, a escolha do
software, metadados, políticas, fluxos e processos devem estar bem delineados
para assegurar a visibilidade do sistema por meio de marketing e divulgação
desta plataforma no meio acadêmico.
Os repositórios institucionais podem ser vistos como ferramentas
adequadas para a gestão do conhecimento científico, pois, ao mesmo
tempo em que agilizam os processos de comunicação cientifica ,

741

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i

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Trabalho completo

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potencializam a condução de processos que maximizam a criação, o
compartilhamento, a disseminação e o uso do conhecimento científico
(LEITE; COSTA, 2006 , p. 218) .

Existem vários softwares usados para a criação de repositórios
institucionais, atualmente os mais usados são o Eprints e o OSpace, além
destes, existem outros sistemas tais como COS Ware 3 ; prints4; Fedo ra5;
ARN0 6, entre outros citados por Viana e Márdero Arellano (2006) .
É importante que a instituição que for implantar o repositório esteja atenta
aos direitos autorais e licenciamento de conteúdos, tanto na escolha dos
softwares quanto na Política de Funcionamento do RI , para que seja garantida a
segurança aos autores. No caso do Senac em Santa Catarina, de acordo com a
política institucional e planejamento estratégico, optou-se por criar um repositório
híbrido, ou seja, que tivesse acesso livre à produção científica criada por alunos,
docentes e colaboradores por meio de pesquisas e experiências publicadas em
artigos, eventos e trabalhos acadêmicos, mas também tivesse acesso restrito à
produção técnica intelectual somente para colaboradores da instituição conforme
será apresentado a seguir.

3SENAC/SC

o Senac é uma Instituição de ensino privada, criada em 10 de janeiro de
1946, pelos Decretos-lei 8621 e 8622 , que autorizam a Confederação Nacional
do Comércio a instalar e administrar, em todo o Brasil, escolas de aprendizagem
comercial, hoje com abrangência em todo o território nacional, totalizando mais
de 1850 municípios, participando da formação profissional de 1,7 milhões de
pessoas a cada ano.
A instituição oferece programação de cursos nas diferentes etapas de
formação profissional, desde cursos livres de formação inicial e continuada de
trabalhadores, cursos técnicos de nível médio, graduação tecnológica e pósgraduação, reconhecidos pela Secretaria Estadual de Educação ou pelo
Ministério da Educação (MEC) .
A referida organização promove ações educacionais e disseminação do
conhecimento por meio de uma vasta programação de cursos e atividades em
diversas áreas de atuação, tais como: Gastronomia, Moda, Saúde, Beleza ,
Artes, Comércio, Comunicação, Conservação e Zeladoria , Design , Gestão,
Idiomas, Informática, Imagem Pessoal, Lazer e Desenvolvimento Social, Meio
Ambiente, Tecnologia Educacional , Telecomunicações, Turismo e Hospitalidade.
Para maior disponibilidade de acesso aos cursos oferecidos pelo Senac,
foram desenvolvidos três tipos de ensino:
a) presencial: o ensino ocorre numa relação direta entre professor e
aluno, em salas de aula;
b) a distância: a mediação ocorre pela utilização de meios e tecnologias
de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo
atividades educativas em lugares ou tempos diversos;
3
4
5

6

Disponível
Disponível
Disponível
Disponível

em
em
em
em

http://cdsware.cern .ch
http://software.eprints.org.
http://www.fedora.info
http://www.uba.uva.nl/arno

742

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

c) semipresencial : O processo ensino-aprendizagem ocorre em duas fases
distintas, e complementares. Numa das fases , ocorre a relação direta do
professor com o aluno e, na outra, há momentos individualizados de estudos
orientados a distância, sem a presença física do professor.
Em Santa Catarina , o Senac está em todas as regiões do Estado com
uma Administração Regional e 24 pontos de atendimento divididos em : oito
Faculdades de Tecnologia, dois Centros Especializados, três Postos Avançados,
um Bistrõ, 10 Centros de Educação Profissional. Além dessa estrutura há quatro
Unidades Móveis.
Em 2000, começaram a ser estruturadas as bibliotecas no Senac/SC para
atender as exigências do Conselho Estadual de Educação, com base na nova
Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) n.9394/96 e Decreto n.2208/97,
que dispõe sobre a educação profissional e exige a implantação de Biblioteca
Escolar para professores e alunos nas instituições de ensino que oferecem
cursos técnicos.
A partir de 2005, algumas unidades do Senac/SC foram credenciadas
pelo MEC e implantaram o ensino superior e cursos de pós-graduação. A partir
deste período, as bibliotecas destas unidades receberam investimentos na
estrutura física, em recursos humanos, mobiliário compra de acervos,
equipamentos e do software de gerenciamento de bibliotecas para que fosse
compatível com as exigências do MEC e atendesse as demandas dos alunos e
das bibliotecas, sendo que em setembro de 2008, a Rede de Bibliotecas do
Senac/SC foi oficialmente formada .
Atualmente, a Rede possui treze bibliotecários e 25 auxiliares de
bibliotecas que recebem capacitações contínuas para o trabalho técnico e para o
desenvolvimento de sociais, educacionais e culturais, atuando em dezenove
bibliotecas espalhadas por Santa Catarina .

4 Materiais e Métodos
Em 2010 , com a participação da bibliotecária da Faculdade de Tecnologia
Senac em Florianópolis no XVI Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias 7 , com base nas discussões do evento, surgiu a ideia de
implementar um projeto para a construção de um repositório no Senac/SC.
Porém, somente em 2011 , o repositório começou a ser construído via
Departamento Regional do Senac/SC, por meio da equipe de Gestão de
Processos e Setor de Tecnologia da Informação.
De acordo com a política do Repositório Institucional do Senac em Santa
Catarina , o RI foi criado com a missão de "Armazenar, preservar, divulgar e
garantir acesso à produção intelectual do Senac/SC na área do comércio de
bens, serviços e turismo". É um serviço cooperativo oferecido pela equipe
gestora do RI e Rede de Bibliotecas do Senac/SC que objetiva a gestão e
disseminação da produção intelectual da instituição.
Com o intuito de reunir um único local virtual a produção acadêmica
(técnica, tecnológica, didática e instrucional) do Senac em Santa Catarina para
7

Disponível em : http://www.snbu2010.com .br/

743

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Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

contribuir com a ampliação da visibilidade da Instituição e dos seus
pesquisadores, além da preservação da memória intelectual nas áreas de
atuação, foram criadas algumas diretrizes para os conteúdos do Repositório
Institucional do Senac/SC tais como:
a) Devem ser produzidos, submetidos ou patrocinados pelo Senac/SC ou
pelo corpo docente, discente e técnico.
b) Devem estar em formato digital.
c) Devem estar prontos para serem disseminados amplamente na rede
ou, conforme exceções, acessível a níveis determinados de acordo
com permissões.
d) O autor deve estar habilitado a garantir à instituição o direito de
preservar e distribuir o trabalho por meio do RI mediante as condições
estabelecidas no Termo de Autorização do Autor.
Para a implantação do RI , optou-se por iniciar o projeto piloto por meio da
biblioteca da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis, onde serão
realizadas as seguintes etapas:
Quadro 1 - Etapas da implantação do repositório no Senac/SC
Etapas
Etapa 1
Etapa
Etapa
Etapa
Etapa

2
3
4
5

Etapa 6

Ações
Sensibilização e apresentação do Repositório para diretores, docentes e
colaboradores.
Autorização e Coleta de Documentos
Cadastro de Documentos no Repositório
Ajustes no sistema após período de testes do projeto piloto
Disseminação nas unidades e início da coleta e armazenamento nas demais
bibliotecas da Rede.
Divulgação para todos
Fonte : Elaborado pelas autoras (2011)

Visando garantir a qualidade, atualidade dos trabalhos que serão
submetidos no repositório, assim como a manutenção e segurança do sistema e
continuidade do cadastro de conteúdo, as atribuições foram assim distribuidas:
Quadro 2 - Atribuições dos Responsáveis pela Implantação do RI
- Configurar e parametrizar o sistema .
- Disponibilizar acessos ao sistema .
- Tomar decisões sobre definição/revisão da Política de
Equipe Gestora do RI
Funcionamento do RI.
- Informar os responsáveis sobre qualquer alteração do
sistema.
- Fornecer suporte e apoio técnico na operacionalização do
sistema .
- Realizar submissão e descrição dos conteúdos ,
respeitando as determinações gerais das politicas do
Repositório.
Bibliotecários (as)
- Coletar e inserir os documentos no RI.
- Solicitar Termo de Autorização da Editora, quando forem
artigos de periódicos.
- Manter os conteúdos no RI.
- Garantir a qualidade e validar os metadados que
descrevem os conteúdos .
- Disseminar os conteúdos de acordo com as permissões de
se uran a.
- Realizar análise e seleção dos documentos produzidos pelo
corpo docente e discente da unidade.
- Encaminhar semestralmente somente os trabalhos com
Coordenadores de Áreas

744

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Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

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Trabalho completo

conceito Ótimo em formato digital acompanhado pelo Termo
de Autorização do Autor preenchido e assinado para as
Bibliotecas das Unidades O erativas.
- Fornecer suporte e apoio técnico na operacionalização do
Setor de Tecnologia da
software.
Informação e Comunicação
- Garantir a segurança dos documentos por meio do backup .
- Atualizar as versões do software.
Fonte: Elaborado pelas autoras (2011)

Ficou definido que no Departamento Regional , o RI será alimentado pela
Coordenação da Rede de Bibliotecas do Senac em Santa Catarina e, nas
unidades operativas, caberá aos bibliotecários esta função .
Para inclusão dos documentos no repositório, foram criadas três tipos de
comunidades: Produção bibliográfica, produção técnica e trabalhos finais de
cursos desde que tenham relação com as áreas de atuação do Senac/SC ou dos
processos gerenciais e operacionais dos colaboradores, conforme será
apresentado a seguir:
Categoria

Produção
bibliográfica

Produção técnica

Trabalhos finais de
cursos

Quadro 3 - Comunidades do repositório
Tipos
Sub-Categoria
Artigos completos
Inclusão de artigos científicos já
publicados em periódicos :
publicados em revistas indexados com
ISSN
Texto em jornal ou revista
Publicação escrita que tenha sido
publicada em meio jornalístico, como
roteiros, ensaios, matérias,
reportagens, relatos, depoimentos,
entrevistas, resumos, resenhas,
crônicas, contos , poemas e afins
Trabalhos publicados em
Textos publicados em anais de
eventos, vinculados a um evento
anais
especifico
Apresentação de trabalhos
Apresentação de trabalho
em palestras
apresentados em eventos
Trabalhos técnicos
Documentos provenientes de trabalhos
e serviços variados tais como
consultorias, pareceres, nas diversas
áreas
Desenvolvimento de material Apostilas , treinamentos, guias ,
didático ou instrucional
manuais e similares elaboradas por
docentes ou técnicos contratados pelo
Senac/SC
Relatórios
Relatórios de visitas técnicas ,
estágios, relatórios de gestão,
relatórios de ações sociais
Trabalhos de Conclusão de
Trabalhos provenientes de cursos
Semestre dos Discentes técnicos, graduação, pós-graduação.
TCS/Dissertações.
Trabalhos acadêmicos de
Trabalhos de cursos técnicos,
docentes e colaboradores do graduação, pós-graduação
corpo técnico
(dissertação, mestrado ou doutorado)
de outras instituições realizados por
colaboradores do Senac/SC cuja
temática esteja relacionada ás áreas
de atuação do Senac/SC.
Trabalhos de pesquisa e extensão
Trabalhos de Pesquisa e
Extensão produzidos por
produzidos por alunos da instituição
alunos do Senac/SC.
cuja temática esteja relacionada às

745

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

I áreas de atuação do Senac/SC .
Fonte: Elaborados pelas autoras (2011)

No processo de submissão que deve ser feito pelos bibliotecários (as) da
Rede, são aceitos conteúdos de alunos, docentes e colaboradores
administrativos. Na categoria "Produção técnica" poderão ser armazenados
documentos técnicos desde 1964, ano de criação do Senac/SC. Nas categorias
"Produção intelectual e Trabalho final de curso", trabalhos de conclusão de curso
do nível técnico e superior (graduação e pós-graduação), pesquisa e produção
acadêmica de professores, docentes e colaboradores serão armazenados
trabalhos publicados a partir de 2011 .
Em relação aos direitos autorais, os documentos a serem depositados no
Repositório devem ter autorização prévia total dos detentores dos direitos
autorais mediante a assinatura do Termo de Autorização do Autor e de Editor.
Em relação às licenças, é feito contato com autores para verificar se possuem
alguma licença específica declarada ou uma licença Creative Commons.
Os documentos das categorias "Produção intelectual e Trabalho final de
curso" serão disponibilizados para livre acesso, contudo, documentos da
categoria "Produção técnica" terão acesso restrito para colaboradores e
docentes da instituição, em respeito aos direitos autorais e normas institucionais
do Senac/SC.
Para tanto, o Repositório é gerenciado por duas permissões de
segurança : pública e restrita . Os documentos que tiverem as permissões
restritas são somente disponibilizados dependendo da configuração da
segurança dada no ato do cadastro.
Para os documentos com a permissão de segurança pública , o acesso
está disponível no portal da biblioteca. E os com as permissões restritas o
acesso será disponibilizada via intranet por meio do sistema SE/Suite/Document,
respeitando a segurança dada no ato do cadastro.
Houve preocupação dos bibliotecários envolvidos no projeto em buscar a
consultoria jurídica do Departamento Regional do Senac/SC, para auxílio na
construção dos formulários de autorização dos direitos autorais, e tecnológica ,
para disponibilizar o acesso ao repositório no portal da biblioteca .
Para a criação do Repositório Institucional do Senac/SC foi utilizado o
sistema SE/Suite da empresa SoftExpert, mais especificamente, o módulo
SE/Document. A escolha do software baseou-se no fato do Senac já ter
adquirido a ferramenta para gestão documental em 2005 e poder disponibilizá-Ia
para tal proposta sem custo financeiro , além dos benefícios proporcionados pelo
sistema .
O sistema foi parametrizado com atributos para que seja possível a
inserção dos metadados relacionados a cada tipo de publicação conforme
elencados no quadro 3. Ao inserir os campos é possível incluir o arquivo
eletrônico em qualquer suporte.
Na tela de consulta ao cliente, disponível no portal da Rede de Bibliotecas
do Senac em Santa Catarina, conforme figura 1 abaixo, o cliente consegue
pesquisar por palavra-chave ao escolher pesquisa básica e na pesquisa
avançada por autor, título, palavra-chave, resumo, referência e tipo de material.
O sistema recupera termos pelo radical e quando abre o arquivo já recupera em
PDF somente para consulta na própria tela ou impressão, não sendo possível
fazer cópia do texto salvo no repositório.

746

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
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Trabalho completo

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Figura 1 - Tela de consulta avançada do repositório
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Fonte : Autoras (2012)

o SE/Document é uma solução definitiva para o gerenciamento
corporativo de documentos que integra indexação e recuperação, visualização
de conteúdo, em uma única aplicação web . Este software também garante um
alto nível de padronização e organização do acervo de documentos, conforme
Política de Funcionamento do Repositório Institucional do Senac/SC,
proporcionando um mecanismo eficaz para identificação e recuperação de
documentos.
5 Resultados Parciais
Como a Implantação do RI no Senac/SC ainda está em desenvolvimento,
serão apresentados alguns resultados parciais já alcançados nas primeiras
etapas da implantação, bem como os resultados pretendidos nos próximos
meses, com a continuidade do Projeto.
No processo de implantação e desenvolvimento do trabalho, foram
elencadas as responsabilidades e atribuições para cada setor envolvido no
projeto , que reunirá a Coordenação da Rede de Bibliotecas do Senac/SC,
bibliotecários, coordenadores e áreas e o Setor de Tecnologia de Informação e
Comunicação, localizado no Departamento Regional.
Na 1a etapa foi elaborada uma apresentação para diretores e
coordenadores no Departamento Regional do Senac em Santa Catarina . Em
janeiro de 2012, foi realizado um treinamento para os bibliotecários (as) da Rede
de Bibliotecas, e em seguida , houve apresentações para os docentes,
coordenadores de cursos e colaboradores. Pretende-se completar ainda com
mais apresentações nas reuniões de diretores e coordenadores de áreas
administrativas e, fundamentalmente , para os alunos nas unidades para
disseminação desta nova fonte de informação e, principalmente, de pesquisa
para a comunidade acadêmica.
Com o objetivo de divulgar e apresentar o RI para a comunidade
acadêmica, foram criados banners e folders para serem afixados no Senac/SC.
A 2a etapa consistiu e em fazer o levantamento bibliográfico dos
documentos técnicos e produções científicas dos docentes e colaboradores.
Esse procedimento será realizado por meio da busca na Plataforma Lattes dos

747

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Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

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Trabalho completo

docentes, depois os docentes serão contatados para que se possa coletar a
assinatura no Termo de Autorização.
A 3a etapa envolve o cadastro de documentos autorizados no repositório
pelo bibliotecário levando em consideração os critérios adotados na Política de
Funcionamento do RI do Senac/SC.
Nas 4a e 5a etapas, após ajustes no sistema neste período de testes do
projeto piloto que deve ir até julho de 2012, haverá a disseminação nas unidades
e início da coleta e armazenamento nas demais bibliotecas da Rede a partir de
agosto deste mesmo ano .
Acredita-se que a maior parte de pesquisas a serem feitas inicialmente no
repositório será para busca de trabalhos finais de cursos técnicos, graduação e
de pós-graduação já que os alunos da instituição entregam estes trabalhos num
cd-rom para a biblioteca e a única forma de acesso será via repositório. Para
isto, pretende-se fazer uma intensa divulgação para colaboradores também
disponibilizarem trabalhos e relatórios feitos para socialização entre as unidades
possibilitando o desenvolvimento de projetos futuros.

6 Considerações Finais

o volume de informação vem crescendo ao longo dos tempos, e para
atender as demandas de acesso por parte dos usuários, é importante que o foco
esteja na organização cada vez mais eficaz da informação. Diante disso, a
organização da informação apresenta novos desafios e se configura como uma
área de significado maior, pois a tecnologia oferece meios para viabilizar as
transformações e também demanda novas formas de ações de disseminação e
acesso às informações disponibilizadas no meio virtual.
Neste contexto, não cabe ao bibliotecário somente a organização da
informação, mas sim a disseminação e mediação com o objetivo de aproximar a
informação de quem precisa.
Um dos motivos que impulsionou o desenvolvimento de um Repositório
Institucional (RI) no Senac de Santa Catarina é o fato das instituições,
atualmente, preocuparem-se com o registro de seu conhecimento
organizacional, que em sua grande maioria, é um conhecimento tácito, ou seja ,
aquele que o indivíduo adquiriu ao longo da vida por meio de eventos, cursos,
leituras, capacitações, dentre outros. Os funcionários são o maior ativo da
empresa e se este conhecimento tácito não for formalizado ou explicitado por
meio de relatório, artigo, projeto, resenha , dentre outras formas de comunicação,
podem se perder no meio empresarial e acadêmico.
Isso também ocorre no Senac/SC , por isso, a fundamental importância da
criação de um RI nessa empresa, como uma proposta para o registro e acesso
aberto à produção intelectual dos docentes, discentes e colaboradores do corpo
técnico do Senac/SC.
Este repositório possibilitará o registro das produções técnicas de seus
colaboradores, viabilizando a socialização de projetos e programas em parceria
entre colaboradores de diferentes setores e/ou entre unidades diversas pois
reunirá num único local de fácil acesso as ações desenvolvidas pelos
colaboradores e também pela comunidade acadêmica.
Por meio de uma equipe interdisciplinar formada por bibliotecários e
profissionais da área de Tecnologia, espera-se que o Repositório seja um
integrador do acervo digital oferecendo um ambiente de referência para

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Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

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Trabalho completo

pesquisa de acesso livre e que auxilie o corpo docente e discente do Senac/SC
na busca de informações.
Certamente, esse repositório oportunizará o acesso online aos seus
conteúdos, bem como, contribuirá para a preservação da memória institucional
e, consequentemente, proporcionará maior visibilidade da instituição. Pretendese também , com a implantação do RI , que haja um maior interesse e
engajamento das unidades do Senac/SC na coleta, gestão, divulgação e
preservação da produção técnica e científica da referida organização.
Após implantação do projeto, infere-se que o conhecimento gerado pelo
Senac/SC poderá ser utilizado em benefício próprio não só para gerar novos
conhecimentos, como também para mostrar o seu potencial competitivo nas
áreas onde atua, além da valorização do capital intelectual gerado dentro da
instituição. Por fim, o compartilhamento desse conhecimento com a sociedade
em geral é um dos resultados mais visíveis e importantes da gestão do
conhecimento.
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Trabalho completo

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750

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          <name>Dublin Core</name>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O presente artigo apresenta uma proposta para a implantação de um Repositório Institucional (RI) no Senac/SC. Contextualiza as mudanças organizacionais nas quais a Sociedade da Informação está inserida e relata a importância das instituições de ensino preocuparem-se com a disseminação da informação, principalmente, as de cunho acadêmico-científico. Este trabalho tem por finalidade apresentar a implantação do Repositório Institucional como uma proposta para o registro e acesso aberto à produção intelectual dos docentes, discentes e colaboradores do Senac/SC. O repositório oportunizará o acesso online aos seus conteúdos, bem como, contribuirá para a preservação da memória institucional e, consequentemente, proporcionará maior visibilidade para a produção acadêmica e científica da instituição.</text>
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                    <text>Política e economia da informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

DIREITO AO ACESSO À INFORMAÇÃO CIENTíFICA E DIREITO
AUTORAL: IMPASSES E ALTERNATIVAS

Maria Naires Alves de Souza 1, Denyse Maria Borges Paes 2, Rafael Gomes
Fernandes 3
1Bibliotecária,

Mestranda em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior pela Universidade
Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará
2Bibliotecária, Estudante de Especialização em Tecnologias Aplicadas ao Tratamento, Recuperação e
Gestão da Informação pela Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará.
3Bacharel em Direito, Mestrando em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior pela
Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará.

Resumo
Na sociedade contemporânea, o acesso à informação científica é limitado por
diversas barreiras impostas pelos ordenamentos jurídicos que defendem a
propriedade intelectual. Objetiva-se, aqui, analisar a dissonância entre o Direito
Autoral e o acesso à produção científica com o fim de identificar seus impasses e
alternativas. Para a construção dos argumentos ora apresentados foi empreendida
pesquisa bibliográfica e documental seguida de leituras e discussões em grupo.
Evidenciou-se que o Direito Autoral brasileiro resguarda o autor ou titular (editoras)
em prejuízo ao acesso à produção científica financiada com recursos públicos.
Como alternativa a tais impasses, verificou-se uma diversidade de iniciativas em
vários países em prol do acesso aberto.

Palavras-Chave:
Informação Científica; Direito Autoral; Acesso Aberto; Universidade; Direito à
Informação.

Abstract
In contemporary society, access to scientific information is limited by various barriers
imposed by laws that defend intellectual property. The purpose is here to analyze the
dissonance between copyright law and access to scientific literature in order to
identify their impasses and alternatives. For the construction of the arguments
presented here was undertaken bibliographical and documentary research followed
by readings and group discussions. It was evident that the Brazilian Copyright Law
protects the author or owner (publishers) to the detriment of access to scientific
production financed with public funds. As an alternative to such impasses, there was
a diversity of initiatives in several countries in favor of open access.

Keywords:
Scientific Information, Copyright, Open Access; University; Right to Information.

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e licenças de uso

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1 Introdução

o

conhecimento está presente em todas as ações que desenvolvemos
desde a resolução de questões mais simples até a tomada de decisões em
organizações. A produção, difusão e acesso informacional vêm causando
preocupação aos autores bem como à comunidade acadêmica, que passam a
questionar as determinações vigentes do direito autoral. Diante deste fato, surgem
indagações referentes ao direito à informação e ao livre acesso do conhecimento
científico.
O presente artigo busca discutir aspectos da produção do conhecimento
científico na Universidade, as barreiras impostas pelo direito autoral brasileiro e os
modelos de acesso aberto a esse tipo de conhecimento. Ressalta-se que o
conhecimento científico é gerado a partir da investigação científica, através de
métodos, e passível de verificação; é gerado com a finalidade de promover soluções
para as questões do homem e do meio em que habita, como também para oferecer
explicações sistemáticas que possam ser testadas e verificadas. Para que esse
conhecimento cause transformações é imprescindível sua total disposição e acesso
à comunidade científica e a quem por ele se interesse.
O Conhecimento científico produzido dentro das Universidades públicas
e, portanto com recursos públicos, deveria também ter o caráter público para o seu
acesso. O acesso à informação científica tem se deparado com os limites impostos
pelos direitos dos autores, que impõem condições monetárias, dentre outras, que
dificultam seu uso e acesso. Frente a essa problemática, buscamos informações a
respeito da temática e percebemos o prejuízo que todo esse contexto da falta de
acesso aberto à produção científica tem provocado na produção do conhecimento
científico e impactado nos pesquisadores e pesquisas nas bibliotecas universitárias.
Isso posto, trazemos o presente tema para debate e apontamento de
alternativas propostas.

2 A Universidade
As universidades têm entre seus objetivos o desenvolvimento e a
promoção do conhecimento. É através das comunicações científicas que os
membros da comunidade acadêmica promovem a disseminação do conhecimento
científico e das pesquisas em andamento ou concluídas. Entendemos que
Comunicação Científica refere-se ao intercâmbio de informação e
conhecimento entre cientistas, envolvendo ainda todas as questões
relacionadas com a produção do conhecimento, a sua disseminação
e uso. Pode ser entendida como o processo dinâmico e complexo
por meio do qual o conhecimento científico é veiculado, além de
proporcionar os meios de interação dentro e entre as comunidades
científicas, possibilitando a criação, compartilhamento, e utilização de
conhecimento. (LEITE, 2006 apud OLIVEIRA, 2008, p. 16)

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e licenças de uso

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Kuramoto (2006, p. 91) diz que: "a informação científica é o insumo básico
para o desenvolvimento científico e tecnológico de um país. Esse tipo de
informação, resultado das pesquisas científicas, é divulgado a comunidade por meio
de revistas." Assim, para que essa informação seja adquirida e cause
transformações tecnológicas e sociais é imprescindível que a mesma seja acessível
à comunidade científica e a quem por ela se interesse. No entanto, várias são as
dificuldades relacionadas ao acesso a essas informações, podemos aqui citar o
custo elevado dos periódicos, que vem ocasionar grandes discussões entre os
pesquisadores.
Os cientistas e pesquisadores são, em sua maioria, mantidos por
instituições que financiam suas pesquisas. Essas instituições financiadoras são as
mesmas que pagam para ter acesso aos trabalhos publicados pelos seus próprios
pesquisadores. Essa realidade é contrária ao que é defendido pelo Art. 5° inciso XIV,
que respaldam o direito à informação, e estipula que (BRASIL, 1993) "é assegurado
a todos acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao
exercício profissional."
Corroborando apresentamos ainda, o art. 5° inciso XXXIII, que aponta a
responsabilidade do governo em informar os cidadãos
Todos têm direito a receber dos órgãos
interesse particular, ou coletivo em geral,
prazo de lei, sob pena de responsabilidade,
sigilo seja imprescindível à segurança da
(BRASIL, 1993)

públicos informação de
que serão prestados no
ressalvadas aquelas cujo
sociedade e do estado.

É possível apreender, a partir dessas abordagens, que é essencial
promover a acessibilidade a todos os conteúdos. Ressalta-se que tais incisos
contemplam o direito à informação e ao mesmo tempo priorizam o direito autoral.
Com isso, verifica-se que o direito à informação é considerado público, um direito de
todos os cidadãos, porém não são todas as informações a que se tem acesso.
Neste contexto as Bibliotecas Universitárias se caracterizam como
facilitadoras da divulgação de informações, uma vez que as mesmas sempre fizeram
parte das universidades e se integram às pesquisas e ao ensino da comunidade
acadêmica, funcionando como aporte para o desenvolvimento das atividades de
ensino, pesquisa e extensão, é nela que os usuários poderão utilizar-se dos serviços
informacionais ofertados.
2.1 Biblioteca Universitária
As Bibliotecas Universitárias são vistas como um espaço de valorização
da vida acadêmica que proporcionam meios de instrução em benefício do ensino e
aprendizagem. Atuam como órgão de apoio informacional. Segundo Gomes e
Gomes e Barbosa (2003), a Biblioteca Universitária está relacionada à "provisão,
disseminação e transferência da informação de forma a viabilizar a atuação plena da
universidade nas suas atividades de ensino, pesquisa e extensão e, principalmente,
dando subsídio ao funcionamento de cursos de graduação e pós-graduação e a
produção e transferência de conhecimento". Na visão de Pizzorno (2003, p. 30)

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Política e economia da informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

A biblioteca universitária é um órgão de extrema importância para
que a Universidade possa funcionar como agente positivo das
mudanças sociais necessárias, pois é a biblioteca que possibilita, por
meio de seus documentos, o conhecimento da realidade e a
discussão sobre a mesma.

Diante disso, percebe-se que as bibliotecas são de grande importância
para as universidades, são as responsáveis por dar suporte e oferecer serviços que
atendam às necessidades informacionais de seus usuários. Partindo desse
pressuposto, faz-se mister a adoção de instrumentos que possibilitem o livre acesso
às informações, estabelecendo critérios que permitam a adoção de rotinas que
garantam qualidade no atendimento das necessidades informacionais da
comunidade acadêmica. Na discussão aqui proposta chamamos atenção especial
para as publicações cientificas que se encontram disponíveis em periódicos.
No tocante aos periódicos podemos considerá-los como fontes
informacionais de fundamental importância, pois são constituídas por novas
informações, sendo indispensáveis para o resultado de pesquisas, novas
interpretações de teorias ou novos acontecimentos, favorecendo a comunicação
científica e a rápida difusão das informações.
Fortalecendo essa ideia, Prado (1992, p. 103) diz que,

o

periódico caminha muito mais a par da ciência do que os livros,
pois pesquisas, descobertas ou observações chegarão, através dos
periódicos, no mesmo mês ou na mesma semana às mãos, ao passo
que o livro, embora com mais detalhes e estudo mais profundo, só
será obtido, na melhor das hipóteses, meses depois.

Atualmente, as Bibliotecas Universitárias assinam portais eletrônicos que
implicam na rápida atualização das coleções, gerando, ainda, economia de espaço,
dentre outros. Mesmo com tantas vantagens, tais publicações vêm gerando
impasses no que se refere ao seu acesso e disposição. Assim, percebe-se a
necessidade da universidade se posicionar e buscar meios que venham a sanar as
questões existentes.
Segundo Evangelista et aI. (2005 apud GAMA, 2008, p. 12), "é importante
o surgimento de soluções para que os profissionais da informação possam cumprir o
papel de tornar pública a informação gerada pela sociedade, para que as pessoas
possam utilizá-Ia na criação de novos conhecimentos, novos bens e riquezas [ ... ]"
A seguir serão abordadas algumas questões que permeiam o aspecto
legal da produção científica.

3 Direito Autoral e Universidade Pública
Passaremos agora a uma rápida reconstrução e análise do surgimento do
Direito Autoral e do impacto deste sobre a produção de conhecimento nas
Universidades Públicas.

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Política e economia da informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso

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Trabalho completo

Cabe-nos, de início, alguma introdução sobre o fenômeno da autoria que
deve ser analisado levando-se em conta os vários macro-fatores que sobre ele
exercem influência, seja sociais, econômicos, políticos ou técnicos. Para Chartier
(1999), tal fenômeno teve início na Europa, durante a Idade Média, quando, sob
acusação de heresia, inúmeros documentos foram destruídos pelas autoridades
religiosas e políticas que, com o intuito de punir os transgressores, tinham antes que
designá-los como autores das obras censuradas. Complementa Foucault (1992,
p.47) argumentando que a autoria surgiu "na medida em que o autor se tornou
passível de ser punido, isto é, na medida em que os discursos se tornaram
transgressores". A regra, no entanto, era o anonimato das obras.
A partir do século XIV, o Renascimento, com valores forjados no
antropocentrismo e individualismo, induziu a valorização da produção intelectual
humana, como a arte e a ciência. Foi o momento histórico propício para o
reconhecimento da autoria que foi intensificado pela invenção da tecnologia de
impressão na década de 1940 por Johann Gutenberg (1398 - 1468). Os materiais
escritos passaram a ser produzidos em ritmo crescente e os autores tiveram a
oportunidade de assinarem suas obras, ganhando, a partir daí, personalidade ligada
à produção. Não demorou até o surgimento do mercado gráfico e dos editores,
proprietários do maquinário de imprensa e responsáveis pela distribuição da nova
mercadoria que em 1557 obtiveram do governo Inglês o direito exclusivo e eterno
sobre as obras. (ARAYA; VIDOTTI, 2009)
Em 1710 a primeira lei formal sobre o Direito Autoral foi promulgada na
Inglaterra, o Statute af Anne, que tirou o direito sobre a obra dos editores passandoos aos autores. Em 1790 foi instituída nos EUA a primeira lei capyright (ARAYA;
VIDOTTI,2009).
No Brasil, em 11 de agosto de 1827, surge a primeira lei sobre o direito do
autor que, além de criar os cursos jurídicos de Olinda e São Paulo, determinou
privilégio exclusivo pelo período de 10 anos à produção acadêmica dos professores
sob determinadas condições relacionadas na própria lei. A Constituição brasileira,
porém, apenas em 1891, discorre sobre o tema em seu Título IV - Dos cidadãos
brasileiros, Seção II - Declaração de direitos, art. 72, § 26 que declarava que "Aos
autores de obras literárias e artísticas é garantido o direito exclusivo de reproduzilas, pela imprensa ou por qualquer outro processo mecânico. Os herdeiros dos
autores gozarão desse direito pelo tempo que a lei determinar". (BRASIL, 1891). A
atual Constituição Brasileira, de 1988, mantém quase nos mesmos termos a
proteção aos direitos do autor da Constituição de 1891. Atualmente, a Lei 9.610, de
fevereiro de 1998, disciplina o tema.
A Lei Autoral brasileira, com suas inúmeras limitações e restrições ao uso
da propriedade intelectual, é tida como uma das mais rígidas do mundo, impondo
sólidas barreiras ao acesso aos diversos tipos de informações científico-culturais
(LIMA; SANTINI, 2008; PARANAGUÁ; BRANCO, 2009). De acordo com a
legislação, cabe exclusivamente ao autor o direito de utilizar, fruir e dispor da obra,
possuindo o mesmo a prerrogativa de ceder totalmente ou parcialmente seus
direitos a terceiros (BRASIL, 1998).
Sem nos atermos demasiadamente a tecnicismos e exegeses jurídicas,
visto não ser o objetivo do presente estudo, passaremos a analisar alguns impactos
do Direito Autoral na produção e disseminação do conhecimento científico produzido

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Política e economia da informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

em Universidades Públicas brasileiras. Cabe-nos levantar a discussão em torno do
acesso ao conhecimento produzido através de recursos públicos.
No Brasil, atualmente, os recursos públicos são os principais
responsáveis pelo financiamento da pesquisa científica. Tal financiamento realiza-se
através da infraestrutura universitária, pagamento de funcionários docentes e não
docentes, equipamentos laboratoriais e recursos diretos para projetos e bolsas de
estudos (CRAVEIRO; MACHADO; ORTELLADO, 2010).
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(CAPES) é a agência governamental brasileira responsável pela avaliação da pósgraduação nacional stricto sensu e pelo acesso e divulgação da produção científica,
entre outras incumbências 1. A CAPES, ao avaliar os Programas de Pós-Graduações
nacionais, utiliza como principal índice de avaliação a quantidade de publicações de
artigos em revistas qualificadas. Atualmente, os artigos científicos são o meio mais
eficiente de divulgação do conhecimento científico, deixando a comunidade científica
a par de métodos, referenciais teóricos e resultados com rapidez (BARBA, 2012). No
entanto, após a produção e publicação de pesquisas publicamente financiadas,
surgem diversas barreiras ao acesso das mesmas pela comunidade acadêmica.
Ao publicar em periódicos científicos, o autor do artigo/pesquisa cede
seus direitos autorais ao editor que, geralmente, condiciona o acesso à informação à
assinatura do periódico ou pagamento direto de certa quantia que pode variar de
acordo com a excelência da informação solicitada. Somado a essa equação,
conforme aponta Craveiro, Machado e Ortellado (2010), ocorre a ação oligopólica de
conglomerados editoriais que, ao se apropriarem de editoras menores, buscam o
controle da informação científica. O autor aponta sobre as editoras: "Para se ter uma
ideia da concentração, a Reed Elsevier, por exemplo, afirma possuir 12.500
periódicos científicos em seu catálogo, a Thomson outras 8.500 e a Springer Verlag,
1.800." (CRAVEIRO; MACHADO; ORTELLADO, 2010, p. 15)
Não existem, no Brasil, políticas que limitem a apropriação pelas editoras
dos conhecimentos científicos gerados com financiamento público. Mesmo após
todo os recursos investidos na produção do conhecimento, o Estado acaba por ter
de pagar novamente pelo seu acesso. No ano de 2010, a União investiu na
aquisição de periódicos o valor aproximado, em dólar, de US$ 61.180.065,00 2 .

4 Acesso Aberto e Uso Do Conhecimento Científico
Acesso aberto é a disponibilidade livre e pública do conhecimento
científico de forma a permitir a todo e qualquer usuário a leitura, download, cópia,
impressão, distribuição ou uso para propósito legal. Os formatos principais de
acesso aberto ligado ao conhecimento científico são os repositórios digitais e as
revistas científicas on-line. Dentre suas vantagens estão: acessibilidade e
visibilidade à produção científica, redução de custos, integração e rapidez na
circulação da informação. (ORTELLADO ; MACHADO apud GAMA, 2008)

1
Dados disponíveis no site da CAPES: http://www.capes.gov.br/
2
Dados disponíveis no site da CAPES:
http://www.capes.gov.br/images/stories/down load/Livros-PN PG-Vol ume-I-Mont. pdf

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movimento rumo ao acesso aberto foi construído por mais de uma
década, surgindo dentro da comunidade científica preocupada em maximizar a
difusão e impacto dos trabalhos acadêmicos. Esta moção tomou forma concreta em
três declarações: Declaração de Budapeste, Declaração de Bethesda e Declaração
de Berlim. (BRAVO; DIEZ, 2007)
Segundo a Budapest Open Access Initiatives (2002) a finalidade do
acesso livre seria desfazer as barreiras que impedem o acesso a esta literatura que
consequentemente irá acelerar a pesquisa, fortalecer a educação e difundir o
conhecimento de maneira geral, tirando dela seu máximo proveito e assentando as
bases para a união da humanidade em uma ampla e inédita conversação intelectual
comum em sua marcha pelo conhecimento.
Em 2004 a Organização para a Cooperação e Declaração de
Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicou comunicado no qual instou aos
países signatários a promover o acesso livre para documentação científica gerada
por pesquisas financiadas com recursos públicos, de modo a obter o máximo de
fomento do investimento e a promover o progresso através do conhecimento
científico. (BRAVO; DIEZ, 2007)
No Brasil, o movimento do acesso livre tomou forma em 2005 com o
Manifesto Brasileiro de Apoio ao Acesso Livre à Informação Científica, com a
Declaração de Salvador sobre Acesso Aberto e com a Carta de São Paulo. Em 2006
ocorreu a Declaração de Florianópolis. Todos esses movimentos visavam contribuir
para a transformação do acesso à comunicação científica no país. (GAMA, 2008)
Ainda de acordo com Bravo e Diez (2007), os pontos fortes do movimento
de acesso aberto residem nas suas vantagens com respeito à disponibilidade e ao
acesso a publicações eletrônicas e que o seu sucesso está nas mãos das
autoridades educacionais, pesquisadores, universidades, editoras e gestores de
repositórios de pesquisas.
O acesso aberto anda de mãos dadas com o ensino superior, embora não
digam respeito apenas às Instituições de ensino superior e comunidade acadêmica.
Abrir o acesso a todos os resultados de pesquisas, dados, relatórios e todo tipo de
texto acadêmico soa como paraíso para estudantes e pesquisadores que se
esforçam para encontrar a bibliografia mais recente através dos recursos disponíveis
nas bibliotecas universitárias.
A internet alterou completamente a forma de como os materiais e
documentos científicos são dispostos, ou seja, o manejo tradicional das coleções
mudou e trouxe consequências sobre as relações entre editoras, bibliotecas e
leitores, criando um novo modelo para comunicação acadêmica. Todo esse contexto
tem exigido a colaboração das autoridades, universidades, bibliotecas e também dos
pesquisadores.
Segundo Falk (2004) a ideia de que deveria haver acesso aberto para o
resultado de trabalhos científicos e acadêmicos foi sendo construído lentamente
que, recentemente, encontra-se num período de explosivo crescimento.
Nos EUA e Reino Unido os legisladores estão empenhados em exigir o
livre acesso às publicações científicas que resultem de pesquisas financiadas pelo
governo. As organizações que financiam as pesquisas têm investido cada vez na
ampla divulgação dos resultados das investigações científicas e estão em
movimento para promover o acesso aberto às mesmas. Esse movimento tem se

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espalhado em âmbito mundial, e o anseio por rapidez por parte do público, tem
levado os autores a postarem seus artigos ou trabalhos em alguns repositórios de
acesso aberto. (FALK, 2004)
A evolução do movimento de acesso aberto é uma tendência mundial,
caracterizada, principalmente, pelas iniciativas gestadas no interior das
comunidades acadêmicas no sentido de viabilizar o acesso aberto a produção
científica. Dentre estas ações, destacamos as seguintes:
O Director of Open Access Repositories (OpenDoar), serviço que lista os
repositórios acadêmicos de acesso livre. Permite que o usuário realize a busca nos
repositórios e nos seus conteúdos, que desejam encontrar artigos originais (BRAVO;
DIEZ, 2007). É um dos serviços do SHERPA, executado pelo Centre for Research
Communcations (CRC) pela Universidade de Nottingham, do Reino Unido. Ele tem
sido identificado como um recurso fundamental para o open Access, segundo Oliver
e Swain (2006), assim como é identificado como o líder em diretórios de repositório.
Chantavaridou (2009) descreve várias iniciativas de acesso aberto na
Europa, tais como:
a) o Securing a Hybrid Environment for Research Preservation and
Access (SHERPA), do Reino Unido, é consórcio formado por 33 parceiros
e afiliadas, inclui Universidades de grande e pequeno porte (Cambridge,
Oxford, Edinburgh) bem como a Biblioteca Britânica; executam dois
serviços de busca, um que busca material completo em repositórios
parceiros SHERPA e outro busca em outros Repositórios do Reino Unido;
b) o Digital Academic Repositories (DARE) é um repositório digital
acadêmico desenvolvido nas Universidades Holandesas cujo objetivo é
tornar os resultados das pesquisas de suas universidades, de forma
pública e disponível em meio eletrônico;
c) a Digitala Vetenskapliga Arkivet (DIVA), dos países escandinavos,
portal que suporta a publicação eletrônica de 15 universidades da Suécia
e da Noruega, contém principalmente teses e relatórios de pesquisas,
preprints e posprints de artigos;
d) o Norwagian Open Research Archives (NORA) projeto de iniciativa da
Noruega criada para facilitar a padronização entre os repositórios de
acesso aberto, acadêmicos ou não, noruegueses e tem como público alvo
os pesquisadores do país;
e) o OpenAccess.se, projeto liderado pela Biblioteca Nacional da Suécia
para promover o máximo de acessibilidade aos trabalhos produzidos por
pesquisadores, professores e estudantes;
f) a Universidade de Southampton (Reino Unido) desenvolveu um
software para a criação de repositórios EPrints;
g) o arXiv criado pelo físico Paul Ginsparg disponibiliza um grande
número de documentos em física, matemática, ciência da computação,
biologia e estatísticas; e
h) o Flexible Architecture Repositorio Extensible Digital Object (Fedora),
software para sistemas digitais de repositórios abertos, desenvolvido pela
Universidade de Cornell juntamente com a Universidade de Virgínia é não
somente para comunicação acadêmica, mas também para arquivos
digitais, sistemas de acesso aberto de periódicos etc.

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DSpace, software desenvolvido em conjunto pelas bibliotecas do
Massachusetts Institute of Technology (MIT) da Cambridge University e HewlettPackard (HP). O sistema Dspace possibilita a criação de repositórios digitais com
funções de captura, distribuição e preservação da produção intelectual, permitindo
sua adoção por outras instituições em forma consorciada federada. [... ] Os
repositórios DSpace permitem o gerenciamento da produção científica em qualquer
tipo de material digital, dando-lhe maior visibilidade e garantindo a sua
acessibilidade ao longo do tempo (IBICT, 2012).
O Super Star Reader (SSREADER), é um modelo de solução bem
sucedida do copyright digital criado em 2000 na China, espécie de negociação rosto
a rosto entre usuário e autor (XIANRONG; XIAO, 2009).
Creative Commons Licensing, uma espécie de licenciamento de direitos
autorais na internet, específicas para sites, trabalhos acadêmicos, músicas, filmes,
fotografias, obras de literatura etc., baseados na concessão de direitos básicos
(XIANRONG; XIAO, 2009).
Rights Metadata for Open-archiving (ROMEO), projeto desenvolvido, em
2003, pelo Reino Unido, movimento que adotou duas principais estratégias que são
auto-arquivamento do autor em repositórios institucionais e a disponibilidade gratuita
de revistas eletrônicas (GADD; OPPENHEIM; PROBETS, 2003).
As bibliotecas digitais que oferecem serviço como consulta livre aos
documentos remotos e objetivam reduzir a questão do espaço. No Brasil temos
grandes exemplos dessas bibliotecas que são a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS),
a Biblioteca Digital Jurídica (BDJur), a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
(BDTD), idealizada pelo Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia (IBICT), que é
um consórcio de Teses e Dissertações Eletrônicas (ETD's) reunindo o catálogo
coletivo de instituições cooperantes. O portal Domínio Público é um ambiente virtual
com objetivo de promover acesso às obras científicas, literárias e artísticas que já
estejam em domínio público ou tenham divulgação autorizada.
No Brasil, dos maiores exemplos de acesso aberto é o Portal de Periódico
da CAPES que reuni e disponibiliza a várias Instituições de ensino e pesquisa
brasileiras o que há de melhor e atual da produção científica internacional. Seu
acervo consta de 30 mil títulos com acesso a texto completo, assim como 130 bases
referenciais e 10 dedicadas a patentes, além de livros, enciclopédias, obras de
referência, material audiovisual, normas técnicas e dados estatísticos. Também o
portal Scielo, iniciativa do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em
Ciências da Saúde (BIREME) com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de São Paulo (FAPESP), sistema eletrônico de acesso a textos completos de
revistas científicas. Disponibiliza os mais importantes periódicos científicos
brasileiros. A primeira iniciativa de acesso livre em países em desenvolvimento.
No futuro, a comunicação científica, segundo Chantavaridou (2009) será
realizada através de repositórios com serviços de colheita e projetos transfronteiriços
dos quais os entes governamentais devem participar. Essa realidade virá a ocorrer
depois de anos em que apenas pesquisadores e acadêmicos lutam para que suas
vozes sejam ouvidas.

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5 Materiais e Métodos
Para a realização desta pesquisa, foi realizada uma pesquisa bibliográfica
e documental, além de encontros periódicos, a fim de realizar discussões acerca do
material estudado para construção dos argumentos. A finalidade do estudo é colocar
o investigador em contato direto com publicações produzidas e debatidas acerca de
um determinado conteúdo, ressaltando que esta não se trata de uma repetição do
que já foi dito ou escrito sobre certo assunto, mas o exame de um tema com um
novo enfoque (LAKATOS; MARCONI, 2008).

6 Resultados Parciais
As Universidades são as principais responsáveis pela produção do
conhecimento científico. Nota-se, atualmente, que uma parcela significativa destas
informações está sendo apropriada por grandes conglomerados de editoras de
periódicos científicos, causando danos à comunidade acadêmica, já que tais
editoras estabelecem valores exorbitantes para o acesso às publicações produzidas
através do financiamento público.
Deparamo-nos, então, com um modelo onde todas as etapas da produção
do conhecimento científico, muitas vezes financiadas por recursos públicos, trazem
benefícios econômicos às editoras através dos direitos autorais cedidos pelos
pesquisadores, oferecendo contrapartidas quase nulas, atuando quase que somente
como a retentora dos lucros da atividade comercial de exploração da informação.
Evidenciou-se que o acesso aberto é uma vocação mundial com
iniciativas, mundo afora e no Brasil, criadas principalmente pela comunidade
acadêmica dentro das Universidades. Essas iniciativas objetivam tornar cada vez
mais viável o acesso irrestrito à produção científica embora, haja indícios de um
restrito apoio governamental as mesmas.

7 Considerações Finais
Através das reflexões realizadas, percebe-se a existência de barreiras
legais e de mercado na difusão do conhecimento produzido em Universidades,
inclusive sendo estas públicas. Tais barreiras impedem que a produção científica
seja consumida livremente pela comunidade acadêmica obrigando que Instituições
de Ensino Superior despendam recursos de forma redundante na produção e
difusão da informação científica produzida. Desta forma, argumenta-se sobre a
necessidade de revisão da legislação autoral que, no status em que se encontra,
acaba por enriquecer as editoras detentoras dos direitos das obras científicas em
detrimento das Universidades que as produzem, muitas vezes, com financiamento
público.
O Acesso Aberto, movimento mundial em prol do livre acesso a
informações científicas, surgiu a pouco mais de uma década mobilizando
acadêmicos e pressionando governos para que o conhecimento científico seja

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disseminado de forma ampla e gratuita. Evidencia-se que as Universidades, bem
como seus órgãos governamentais de coordenação, devem seguir essa mesma
tônica: a busca pelo papel de condutores da disseminação da produção científica
através da valorização de publicações abertas e de acesso gratuito em seus
repositórios institucionais precedida de uma rigorosa revisão por pares gerenciada
por um eficiente sistema de Bibliotecas Universitárias.

8 Referências
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Direito autoral e tecnologias de informação e comunicação no contexto da produção,
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>Português</text>
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                <text>Na sociedade contemporânea, o acesso à informação científica é limitado por diversas barreiras impostas pelos ordenamentos jurídicos que defendem a propriedade intelectual. Objetiva-se, aqui, analisar a dissonância entre o Direito Autoral e o acesso à produção científica com o fim de identificar seus impasses e alternativas. Para a construção dos argumentos ora apresentados foi empreendida pesquisa bibliográfica e documental seguida de leituras e discussões em grupo. Evidenciou-se que o Direito Autoral brasileiro resguarda o autor ou titular (editoras) em prejuízo ao acesso à produção científica financiada com recursos públicos. Como alternativa a tais impasses, verificou-se uma diversidade de iniciativas em vários países em prol do acesso aberto. </text>
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Divulgação de produtos e serviços: páginas . blogues e redes sociais
Trabalho completo

o USO DAS FERRAMENTAS DA WEB 2.0 NA DISSEMINAÇÃO DA
INFORMAÇÃO: DO CLlPPING ÀS REDES SOCIAIS
Ester Aparecida Lima de Souza ' , Marcos Antonio Vianna dos Santos 2,
Zélia Maria Pereira da Silva~
2

1 Bacharel em Biblioteconomia e Documentação, Bibliotecária da UERJ, Resende, RJ
Bacharel em Biblioteconomia e Documentação, Bibliotecário da UERJ, Resende, RJ. 3,Bacharel em
Biblioteconomia e Documentação, Bibliotecária da UERJ Resende, RJ

Resumo

o

presente trabalho descreve a evolução de uma atividade de disseminação da
informação - o clipping, desenvolvida pela biblioteca universitária CTC/F da UERJ
(Centro de Tecnologia e Ciência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro),
desde o seu estágio impresso, até a utilização das ferramentas Blogger e Facebook
disponíveis na web. Aborda conceitos de blog e sua utilização em unidades de
gestão do conhecimento como uma alternativa de difusão de informação em
biblioteca universitárias na promoção de artigos científicos, eventos e produtos.
Apresenta definições de Web 2.0, identificando possibilidades de criação de serviços
em ambientes virtuais com maior interatividade e compartilhamento de informações,
em diferentes suportes, e a qualquer tempo. Relata os procedimentos de
implantação do blog , a criação do Facebook da CTC/F, uma estratégia de
divulgação da informação, e de outros processos. Apresenta indicadores de acesso
e o grau de satisfação da comunidade acadêmica com a evolução dos meios de
disseminação da informação disponibilizados pela biblioteca . Espera-se que este
artigo possa servir de parâmetro na utilização das Tecnologias da Informação e
Comunicação (TICs) e na possibilidade de aproveitar-se da dinâmica e potencial das
redes sociais na geração e fluxos de informação.

Palavras-Chave:
Blogs. Disseminação Seletiva da Informação. Facebook. (Recursos eletrônicos).
Redes de relações sociais. Serviços da Web

Abstract
. This paper describes the evolution of an information dissemination activity,
developed by the University Library CTC/F UERJ (Science and Techonology Center
the State University of Rio de Janeiro). The study approaches, both printing stage ,
and the use of tools like Blogger and Facebook on the web although it points the
and its
use in
units
of knowledge
management
concepts
of blogging ,
as an alternative information dissemination in university libraries in the promotion of
scientific articles, events and products. The paper provides definitions of Web 2.0,
giving opportunities
for
service
creation in
virtual
environments with
greater interactivity and sharing of information indifferent media , and at any time. It
reports the deployment procedures of the blog, the creation of library CTC/F profile
on Facebook like a strategy for information dissemination and other processes too .

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Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais
Trabalho completo

Indicators of access and satisfaction of the academic community are shown with the
evolution of the means of dissemination of information provided by the library. It is
hoped that this paper can serve as a parameter in the use of Information and
Communication Technologies (ICTs) and the possibility to take advantage of the
dynamics and potential of social networks in the generation and flow of information.

Keywords:
Blogs. Selective dissemination of information. Facebook (Eletronic resources) . Social
networking. Web services.

1 Introdução
A Biblioteca de Ciência e Tecnologia - F, pertence a Rede Sirius (Rede de
Bibliotecas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro), está localizada no
Campus Regional de Resende e atende aos alunos de graduação e pós-graduação
do curso de Engenharia de Produção da UERJ e dos cursos de Pedagogia e
Ciências Biológicas do CEDERJ (Centro de Educação Superior a Distância do Rio
de Janeiro). A biblioteca desde sua criação em 1994, preocupa-se em disseminar
informações relevantes aos seus usuários, a princípio essa atividade consistia no
processo de seleção de notícias, e artigos de revistas e jornais de interesse da
comunidade universitária recortados e reunidos em formato impresso, e distribuído
pelos diversos setores do Campus, desde a Direção até o Centro Acadêmico. Em
2001 foi criado o Clippingengprod, a evolução para a fase eletrônica , quando o
clipping passou a ser enviado em formato PDF para o e-mail de todos os docentes e
discentes, além de ser disponibilizado no site da Faculdade de Tecnologia
&lt;http://www.fat.uerLbr/&gt;. Em 2011, inicia-se o processo de utilização das
ferramentas da Web 2.0 como o Blogger da Google e o Facebook com o intuito de
continuar divulgando informações (Tecnologia ; Indústria automotiva ; Estágios, etc.)
aos usuários da biblioteca , otimizando o processo e nos aproximando do universo
das redes sociais, permitindo o acesso as várias mídias, disponibilizando artigos,
vídeos, notícias, informações sobre Engenharia de Produção e áreas afins,
veiculadas em jornais on-line, sites da internet, e até mesmo aquelas produzidas
pela própria comunidade , Este trabalho pretende relatar a trajetória do clipping
impresso à utilização da web social , a evolução desse processo de comunicação e
divulgação da informação, as vantagens, dificuldades encontradas e os resultados
obtidos ao longo dessa trajetória .

2 Revisão de Literatura
2.1 810g e Ciência da Informação
A Ciência da Informação tem sua origem em duas questões centrais: a
explosão informacional e a acessibilidade da informação , Bush (1995 apud
SARACEVI , 1996, p.42):
[00 '] identificou o problema da explosão informacional - o irreprimível
crescimento exponencial da informação e de seus registros,
particularmente em ciência e tecnologia. A solução por ele proposta

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era a de usar as incipientes tecnologias de informação para combater
o problema. As bibliotecas universitárias e centros de documentação
vêm sofrendo os efeitos dos impactos produzidos pelas tecnologias da
informação na criação de serviços capazes de se adequar ao mundo
virtual no processo de disseminação da informação.

Blattmann (2007 , p,8) estuda os aspectos da evolução da Web 1.0 à Internet
colaborativa na Web 2.0 para bibliotecas, destacando a descentralização da posição
do sujeito, tornando-o ativo, participante na criação e troca de conteúdos postados
em um determinado site através de plataformas abertas nos quais os arquivos ficam
disponíveis on-line para que possam ser acessados em qualquer tempo. Apresenta
os blogs como uma das ferramentas mais populares representando a evolução da
Web, permitindo aos usuários comuns, que mesmo sem ter conhecimentos
necessários para publicarem conteúdos na internet, com a existência de ferramentas
amigáveis, de uso simplificado, passam a publicar e consumir informação.
As universidades são centros geradores de conhecimento, as bibliotecas
universitárias, no que concerne à divulgação de informações, e de seus serviços
devem refletir a dinâmica de seu tempo e da produção acadêmica. A escolha da
utilização de um blog como meio de comunicação se justifica por diversos fatores ,
um deles é a própria origem , e a evolução dessa ferramenta que conforme Eiras,
(2007, p.76) surgiu em 1992. Tim Berners-Lee criou uma página na Internet com
elementos principais de um blog: apresentação cronológica inversa (do mais atual
para o mais antigo), autoria pessoal e publicação por um browser, tornando-a
disponível a qualquer pessoa com acesso a internet. Em 1999 com a criação do
software 810gger, os blogs tornaram-se mais populares, pois este programa
apresenta maior facilidade para publicar conteúdos na Internet, e não exigem dos
seus usuários grandes conhecimentos técnicos para gerenciá-lo. Essa característica
facilita aos profissionais das bibliotecas universitárias, principalmente as que se
localizam em regiões de difícil acesso e encontram dificuldades na divulgação de
informações, prejudicando a interação e uma comunicação mais eficiente com seus
usuários.
O blog pode ser considerado uma frente equalizadora entre acadêmicos e
não acadêmicos, no que diz respeito ao compartilhamento de informações, pois já
existem vários blogs de autoria de cientistas e acadêmicos, de diversos campos
científicos de acordo com Barros (2007 , p.49) , mais um motivo para os bibliotecários
de instituições universitárias não se excluírem dessa realidade, além de ser um dos
ambientes virtuais mais dinâmicos da Internet, e de produzir, e difundir mais
informações, através de uma publicação de opinião, uma ideia, um acontecimento ,
podendo disponibilizar comentários, fazer ligações com outras páginas, listar
recursos de informação, isto é, transformar informação em conhecimento. (EIRAS ,
2007, p,77).
Trabalhar com informação e difusão do conhecimento exige atualmente do
profissional uma curiosidade constante não somente a novidade, ao efêmero, mas a
tudo o que tenha aplicabilidade e possa ser produtivo, contribuir significativamente
com a qualidade e veiculação da informação pesquisada para usuários de
bibliotecas, o bibliotecário segundo Rodrigues (2009 , p.24):

[...1deve estar preparado para a execução de suas funções tanto em
ambientes físicos quanto virtuais, com novas ferramentas disponíveis

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na rede, o bibliotecário é um mediador da informação que deve ter
aptidões para recuperar, selecionar, organizar e disseminar a
informação em qualquer ambiente em que trabalhe.

2.2 Clipping e Redes Sociais
Clipping é um vocábulo originário do inglês, to cut, significa clipagem, cortar,
reduzir, é uma atividade que consiste em recortar matérias em jornais, revistas sobre
determinado assunto ou empresa (FERREIRA, 1986, p.483).
A explosão informacional circulante tornou a clipagem relevante e necessária
no atual estágio da humanidade, restrita , que não exige grandes orçamentos. O
c1ipping é um aliado do jornalismo, complementando e completando a imprensa,
torna a informação publicada mais visível e contribui na formação da opinião pública .
(Associação Brasileira de Empresas de Monitoramento de Informação - ABEMO
2012)
Atualmente o Clipping digital baseia-se no webjornalismo e segundo
Pftzenreuter (2010 p. 30):
Pode ser visto como um serviço de disseminação seletiva da
informação (OSI), visto que seleciona conteúdo de webjornalismo de
acordo com o perfil de usuários, algumas bibliotecas oferecem
Serviços de Alerta e tecnologia Rich Site Summary (RSS), para que
cada usuário, em particular, possa escolher os conteúdos que são de
interesse e que deseja receber.

A utilização das tecnologias da Web 2.0 em bibliotecas é conhecida como
Biblioteca 2.0, por isso torna-se necessário entender as suas principais
características como está exemplificado na figura abaixo:

Ênfase nos
usuários e NÃO na
tecnologia

Confiarem
seus usuários

Experiência e
conhecimento
pessoal dos
usuários

~
....

i

Posicionamento
estratégico
(A Web como plataforma)
Competência chave
Arquitetura de
participação

Modelos
leves de
programação

°

comportamento
do usuário não está
predeterminado

d
~

O software
melhora na
m~dida em que
mais pessoas o
utilizam

Fim do ciclo
de liberação
do software

Figura 1 - As características da Web 2.0
Fonte: BLATTMANN, Úrsula; SILVA, Fabiano Couto Corrêa da. Colaboração e interação na
Web 2.0 e biblioteca 2.0. Revista Acb: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis,
v.12, n.2, p.200, jul./dez. 2007. Disponível em:
&lt;http://revista.acbsc.orq.br/index.php/racb/article/viewArticle/530&gt;. Acesso em 14 de abril
2012 ..

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A Biblioteca 2.0 tem características de compartilhamento, de interatividade
das informações, a possibilidade de enriquecer o processo de disseminação seletiva
da informação através das redes sociais em plataformas como o Facebook e outros,
e deveria considerar quatro elementos essenciais, segundo Maness (2007 apud
ALMEIDA ; MÁRDERO, 2008, p. 4-5):
Ser centrada no usuário: o consumo e a criação de conteúdos ocorrem de
modo dinâmico [... ] A possibilidade de oferecer uma experiência multimídia [... ]
Ser socialmente rica: a presença da biblioteca no espaço da Web deve incluir
a presença de seus usuários, que poderão se comunicar entre si e entre os
bibliotecários de forma síncronos (mensagens instantâneas) ou assíncronos
(blogs ou wikis) e ser comunitariamente inovadora: a Biblioteca 2.0 é antes de
tudo, uma comunidade virtual com foco no seu usuário. Isso significa que a
biblioteca deve não somente mudar com seus usuários, mas que permitam
que esses usuários mudem com a biblioteca, constantemente, alterando seus
serviços e suas formas de comunicação.
As redes sociais são anteriores à Internet, e sempre fizeram parte da estrutura
social da humanidade, o mundo sempre esteve conectado em redes de
relacionamentos, linhas telefônicas, rotas aéreas, sistema elétrico, autoestradas,
etc., mas foi no meio digital que encontraram maior expressão, sendo importante
esclarecer que Facebook, blogs, Orkut, não são redes sociais, são plataformas,
ferramentas que facilitam a conectividade, mas são as pessoas que as constroem .
(RECUERO, apud AGUIAR e SILVA 2010, p.3)
Blattmann (2007, p.21) define a Web 2.0 como um espaço novo com
possibilidades de acessar, organizar, gerenciar, tratar e disseminar a informação,
conhecimentos, saberes, e se faz necessário como em toda ferramenta, estudar,
explorar e experimentar tecnologias disponíveis sempre com o propósito de facilitar
o acesso e ampliar o uso da informação.

3 Materiais e Métodos
A ideia de oferecer serviço de clipagem aos usuários da biblioteca CTC/F,
surgiu da dificuldade que alunos e professores vinham encontrando em se
atualizarem diante do grande volume de informações produzidas na área de Ciência
e Tecnologia , com o passar do tempo essa atividade passou a ser em meio
eletrônico, por e-mail e em formato PDF. O Clippingengprod era enviado para a caixa
de correio dos alunos, docentes e discentes. Realizou-se um estudo devido a uma
parte dos usuários terem dificuldades em acessar seus e-mails, a partir da
necessidade de renovar o processo de coleta e difusão das informações do clipping,
Foram contempladas as demandas de informações dos alunos, professores, e
usuários da biblioteca e também as tecnologias disponíveis como o Blog e o
Facebook.. O Blog da Rede Sírius, &lt;http://redesirius.blogspot.com/&gt;, direcionado aos
profissionais que atuam na rede de bibliotecas, serviu de parâmetro para a criação
do Blog da CTC/F, encontramos nessa ferramenta a possibilidade de ampliar a
atuação do clipping aproveitando as características da Web 2.0.
O Clippingengprod foi o alicerce do Blog da Biblioteca CTC/F. O processo de

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sua implantação passou por quatro etapas basicamente: a) Definição dos objetivos e
da equipe responsável ; b) Criação do layout e arquitetura de informação; c)
Divulgação e utilização do Blog e d) Avaliação de desempenho da ferramenta , Na
definição de objetivos tentou-se manter as perspectivas iniciais do clipping não
deixando de ampliar a difusão das informações, foram aproveitados os dados de
uma pesquisa realizada com os seus usuários, montamos uma estratégia de busca
na internet e outras fontes como folhetos, informações que alunos e professores nos
traziam com a finalidade de divulgá-Ias. O software escolhido para a construção do
Blog foi o Blogger &lt;https://www.blogger.com/start?hl=pt-BR&gt; oferecido gratuitamente
pela Google por ser de fácil utilização e manutenção, o programa oferece diversos
templates - modelos de layout, de apresentação visual do blog , o que torna fácil a
sua construção, não exigindo nenhum conhecimento técnico de informática,
O Blog da CTCIF prioriza a divulgação de notícias de interesse da
comunidade acadêmica, as fontes são citadas para preservar o direito da
propriedade intelectual, os artigos são indexados através de atribuição de
marcadores (Tags) que permitem recuperar e partilhar a informação, a escolha
desses marcadores é realizada baseando-se na lista de termos autorizados da Rede
Bibliodata - Rede de Catalogação Cooperativa Nacional. Abaixo segue tabela
resumida e explicativa sobre as etapas descritas anteriormente:
Tabela 1 - Implantação do Blog da Biblioteca CTC/F - Resende - RJ - 2011
ETAPAS

DESCRiÇÃO

Definição de objetivos
e da equipe
responsável

Divulgação de artigos, vídeos, notícias de interesse da
comunidade
acadêmica
da
UERJ
de
Resende,
continuidade
do
trabalho
desenvolvido
pelo
Clippingengprod. Equipe: 2 bibliotecários; 1 técnico de
informática e 1 estagiário.
Pesquisa em outros blogs de bibliotecas universitárias;
Escolha de cores e arranjo da forma de apresentação das
notícias divulgadas; Atribuição dos assuntos levando em
conta pesquisa realizada com os usuários do clipping.
Utilização de marcadores (Tags) baseando-se na lista de
termos autorizados pela Rede Bibliodata.
Divulgação do 810g da CTC/F por meio de palestras para
calouros, cartazes, e-mails, link do 810g na página principal
da Faculdade de Tecnologia (UERJ - FAT) .

Criação do layout e
da arquitetura de
informação do blog

Disponibilização
do Blog da CTC/F

Avaliação de
desempenho

Avaliação do índice de acesso e uso do 810g da CTC/F.
Utilização do Facebook como estratégia de divulgação.
Fonte: Tabela elaborada pelos autores

O Blog da Biblioteca CTC-FI foi criado em 2011 e pode ser acessado de
qualquer
ponto
da
internet,
através
do
endereço
&lt;http://bibliotecactcf.blogspot.com/&gt; e especificamente seu link pode ser encontrado no Blog da
Rede Sirius &lt;http://redesirius.blogspot.com/&gt; e na página da FAT - Faculdade de
Tecnologia . A arquitetura de informação foi elaborada levando-se em consideração

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�Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais

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o perfil do Clippinengprod, em pesquisa de opinião realizada na época do envio do
clipping por e-mail aos usuários da biblioteca e de acordo com os resultados obtidos,
foram identificadas as áreas de maior interesse dos alunos e professores:
desenvolvimento industrial, empresas, gestão financeira , montadoras, recursos
humanos, indústria química e siderurgia, essas vêm desde então direcionando a
seleção de informações na Internet, o blog permite também a divulgação de vídeos,
músicas e arquivos escaneados, ampliando as possibilidades de divulgação de
informação em suportes variados, levando-se em conta as fontes confiáveis de
informação que as originaram como sites de revistas científicas e jornais de grande
circulação . Apresenta páginas em destaque: Flashback - espaço para postagem de
informações retrospectivas de acontecimentos marcantes, relacionados ao Campus
Regional de Resende desde a sua criação, com a proposta de resgatar a memória e
manter a identidade cultural da instituição; Novas Aquisições - são apresentados os
novos títulos da biblioteca e Dicas de leitura - sugestão de livros para a leitura que
possam contribuir no laser e nos estudos, Estágios - Divulgação e ofertas de
estágios e oportunidades para os graduandos. A criação do Facebook da biblioteca
foi uma estratégia encontrada para aumentar os acessos ao 810g e de certa forma
tem servido como um meio para ampliar a interação entre a biblioteca e os usuários,
permitindo traçar um perfil de interesses, comportamentos e tendências, auxiliando
na escolha de novos assuntos a serem disseminados, e futuras ofertas de serviços.

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Figura 2 - Apresentação do Blog da Biblioteca CTC/F Rede Sirius
Fonte: Página principal do Blog da Biblioteca CTC/F - Disponível em : &lt;http://bibliotecactcf.blogspot.com.br/&gt;. Acesso em : 15 de abril de 2012.

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o Facebook é O site de relacionamento que está alcançando maior número de
participantes de faixas etárias diversificadas, é uma plataforma de fácil utilização e
para haver comunicação entre os seus membros é preciso que se enviem convites e
que esses sejam aceitos, somente assim seus participantes interagem, é uma
ferramenta bastante eficaz na divulgação de informações, o Facebook da biblioteca
tem recebido muitos convites de alunos que fazem parte dessa rede , foi criado para
divulgar o Blog e também porque facilita o compartilhamento das informações de
forma imediata, pois algumas notícias na web apresentam a opção de divulgação via
Facebook, uma das mídias sociais mais populares dos Estados Unidos, lançada em
2004 com o objetivo de ajudar alunos de escolas e faculdades dos EUA a trocarem
informações e manterem contato com amigos, é gratuito e permite a criação de
perfis com fotos, lista de interesses, troca de mensagens privadas ou públicas, uma
das principais vantagens dessa ferramenta é promover a instituição e a biblioteca. É
capaz de agrupar pessoas com interesses comuns, e essa característica pode ser
utilizada para a formação de grupos de pesquisa ou de leitura,
As redes sociais existem desde os primórdios da organização da vida em
sociedade, entretanto com o mundo virtual estão se tornando cada dia mais
evidente. Maness apud Aguiar e Silva (2010, p.12) destaca que o uso do Facebook
em bibliotecas possui o potencial de criar interação entre usuários e bibliotecários e
de permitir que se compartilhem e se transformem recursos em meio eletrônico de
forma dinâmica, além de possibilitar que usuários criem vínculos com a rede da
biblioteca, que bibliotecários possam observar outros usuários, analisando o que
estes têm em comum, suas necessidades de informação, comparando com outros
perfis similares e tantos outros dados úteis, capazes de ajudar na tomada de decisão
e gestão da informação que podem ser extraídos das redes sociais.
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Figura 3 - Facebook da CTC/F utilizado como meio de divulgação do blog e da
biblioteca
Fonte: Página principal do Facebook da Biblioteca CTC/F
Disponível:
http://www.facebook.com/bibliotecactcf.uerj. Acesso em : 15 de abril de 2012.

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4 Resultados Finais

o Blog da Biblioteca CTC/F foi implantado e disponibilizado em março de
2011 e desde então foram registradas 8.256 visualizações como estão
demonstradas nas estatísticas abaixo:
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Figura 4 - Estatísticas do Blog da Biblioteca CTC/F
Fonte: Página de Estatística do 810g da CTC/F. Disponível em :
&lt;http://www.blogger.com/blogger.g?blog ID= 1006255898267423498#overviewstats&gt;. Acesso
em: 15 de abril de 2012.

De acordo com os dados expostos, pode-se deduzir que o Blog da CTC/F foi
bem aceito pela comunidade universitária. O Facebook foi disponibilizado em 24 de
outubro de 2011 e constata-se que desde a sua utilização as visualizações das
informações postadas no Blog aumentaram significando uma boa estratégia de
divulgação, alguns artigos e informações encontradas na web oferecem a função de
compartilhar via Facebook o que possibilita que essas cheguem aos usuários de
forma mais rápida, nesse aspecto o blog foi uma escolha perfeita para dar
continuidade ao trabalho realizado anteriormente pelo clipping, pois consegue
alcançar um público mais amplo, divulgando ao mesmo tempo a biblioteca e a
instituição, diminuindo as distâncias, a informação chega de forma instantânea e
pode ser acessada de qualquer lugar, potencializa as relações, democratiza a
informação e aumenta a cooperação entre os seus usuários. A questão pedagógica
não deve ser esquecida , fazemos parte de uma universidade, que transmite
conhecimento, trabalha com pesquisas e forma mestres, as ferramentas da Web 2.0
devem ser utilizadas em bibliotecas universitárias por fazerem parte do cotidiano da
vida de jovens e adultos, uma oportunidade de se criar espaços de discussão, onde
alunos e professores possam colocar suas ideias democraticamente e também , por
ser um ambiente mais estimulante e atrativo do que o espaço convencional da sala
de aula.

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Divulgação de produtos e serviços: páginas . blogues e redes sociais
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5 Considerações Finais
A Web 2.0 possibilitou o trabalho cooperativo, a expansão das redes sociais e
a divulgação de ideias e atividades, essa interação, entre pessoas e ambientes,
alteraram consideravelmente as relações nas organizações, exercendo grande
influência no processo de comunicação e difusão das informações nas bibliotecas
universitárias. Estudos recentes apontam que recursos como: Blogs, Facebook e
outros exemplos de redes sociais, apesar de gratuitos e disponíveis, estão sendo
pouco explorados pelos bibliotecários, faz-se necessário que o profissional da
informação entenda o trabalho em rede e seus benefícios, não só para o usuário
como também para a melhoria do desempenho das suas atividades, principalmente
nas bibliotecas universitárias, e que esteja preparado para dialogar com a geração
da era do conhecimento e da tecnologia, o universitário de hoje não é mais o mesmo
do passado, esse tinha hábitos de leitura e de vida completamente distintos dos
usuários atuais, os de hoje, têm o perfil de compartilharem constantemente seus
sentimentos e emoções em redes sociais usando a tecnologia, pensando nesse
aspecto que o Blog da Biblioteca CTC/F foi criado e também para dar continuidade
ao trabalho desenvolvido pelo clipping pretendendo ser reconhecido nesses espaços
como uma referência de ambiente colaborativo, um fórum dinâmico com integração
entre biblioteca e usuários, resgatando a prática do debate, no mundo virtual, os
alunos ficam mais à vontade para exporem suas ideias, e até mesmo dialogarem, ao
contrário do espaço da biblioteca devido à necessidade do silêncio para o estudo,
entretanto não basta utilizar-se desses recursos sem objetivos definidos e avaliação
periódica das ferramentas utilizadas, é necessário que o espaço virtual reflita o real
expandindo-o no que diz respeito à difusão da informação, é importante que neles as
bibliotecas universitárias possam oferecer suporte à pesquisa científica e que os
usuários destes nele se reconheçam tornando-os usuais e constantes, uma
referência , da mesma forma que se apropriam da biblioteca no espaço físico,
professores e alunos devem ter o papel de construtores e colaboradores, criando
vínculos e a certeza de que lá no virtual , possam obter informações úteis, dessa
forma , poderão ter estímulos na dinamização desses fóruns . O projeto de um blog
ou outra ferramenta interativa da web social tem de ser sempre centrado e orientado
no usuário real e potencial da biblioteca . É essencial que bibliotecários das
universidades conheçam e utilizem as organizações e serviços da Web 2.0, o
presente já aponta para o futuro da Web semântica, um projeto que pretende aplicar
conceitos inteligentes na Web que conhecemos hoje, a organização dos conteúdos,
combinação dos dados com o propósito de dar respostas mais definidas às questões
de pesquisas.
O principal desafio que teremos que enfrentar é o de conceber e criar espaços
virtuais nas instituições onde se possam equilibrar o lúdico com o institucional, ou
seja, que a espontaneidade em utilizá-los não seja perdida, pois a curiosidade e o
prazer podem ser grandes aliados nas mãos de bibliotecários interessados na
formação de novos leitores no caso das bibliotecas públicas e de novos
pesquisadores em bibliotecas universitárias.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>Souza, Ester Aparecida Lima de; Santos, Marcos Antônio Vianna dos; Silva, Zélia Maria Pereira da</text>
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                <text>O presente trabalho descreve a evolução de uma atividade de disseminação da informação – o clipping, desenvolvida pela biblioteca universitária CTC/F da UERJ (Centro de Tecnologia e Ciência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro), desde o seu estágio impresso, até a utilização das ferramentas Blogger e Facebook disponíveis na web. Aborda conceitos de blog e sua utilização em unidades de gestão do conhecimento como uma alternativa de difusão de informação em biblioteca universitárias na promoção de artigos científicos, eventos e produtos. Apresenta definições de Web 2.0, identificando possibilidades de criação de serviços em ambientes virtuais com maior interatividade e compartilhamento de informações, em diferentes suportes, e a qualquer tempo. Relata os procedimentos de implantação do blog, a criação do Facebook da CTC/F, uma estratégia de divulgação da informação, e de outros processos. Apresenta indicadores de acesso e o grau de satisfação da comunidade acadêmica com a evolução dos meios de disseminação da informação disponibilizados pela biblioteca. Espera-se que este artigo possa servir de parâmetro na utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e na possibilidade de aproveitar-se da dinâmica e potencial das redes sociais na geração e fluxos de informação.</text>
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                    <text>Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
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MAPEAMENTO TEMÁTICO DA PRODUÇÃO CIENTíFICA DO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM NEUROCIÊNCIAS
DA UFRGS: 1998-2010
Antonieta Romano de Souza 1, Dirce Maria Santin l , Sedi Ziebert Schardong l
1

Bibliotecárias, Instituto de Ciências Básicas da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Sul,
Porto Alegre, RS

Resumo

o estudo apresenta o mapeamento temático da produção científica do
Programa de Pós-graduação em Neurociências da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, analisando os temas das pesquisas realizadas no período
compreendido entre os anos de 1998 a 2010. Trata-se de uma pesquisa descritiva,
do tipo exploratório, que identifica as temáticas das teses e dissertações defendidas,
relacionando-as com o tipo e o ano de publicação, a área de concentração e a linha
de pesquisa em que foram produzidas. Verifica-se que as áreas de Neurohistologia e
Neurobiologia dos Estados Patológicos concentram a maior parte dos trabalhos,
apesar da grande dispersão existente nas temáticas da produção científica , o que
reforça o caráter multidisciplinar do Programa de Pós-graduação em questão.
Palavras-Chave:
Neurociências; Produção científica; Mapeamento temático.

Abstract
The study presents the thematic mapping of the scientific production of
Prostgraduate Program in Neuroscience at the Federal University of Rio Grande do
Sul, analyzing the subjects of research conducted in the period between the years
1998 to 2010. This is a descriptive research , exploratory type, which identifies the
themes of the theses and dissertations, relating them with the type and year of
publication , concentration area and research line that have been produced . It is
observed that the areas of Neurohistology and Neurobiology of Pathologic States
concentrate most of the works, despite the large dispersion exists in the themes of
scientific production, which emphasizes the multidisciplinary nature of the
Postgraduate Program in question o

Keywords:
Neuroscience; Scientific production ; Thematic mapping.

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1 Introdução

A produção científica brasileira tem crescido consideravelmente nas últimas
décadas. Esse crescimento está relacionado, em grande parte, à expansão da pósgraduação no Brasil , que, por sua vez, tem resultado no incremento da ciência e da
comunicação dos resultados das pesquisas, especialmente por meio das teses e
dissertações defendidas.
Este estudo apresenta o mapeamento temático da produção científica do
Programa de Pós-graduação em Neurociências do Instituto de Ciências Básicas da
Saúde (ICBS) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), analisando
os temas predominantes nas teses e dissertações defendidas no período
compreendido entre 1998 e 2010.
A relevância deste estudo decorre da importância do ensino e da pesquisa em
Neurociências na UFRGS em nível de pós-graduação, tanto em Ciências Biológicas
como em Ciências da Saúde. Considera, também , o volume de produção científica e
o amplo interesse nos temas relacionados a Neurociências, além dos recentes
esforços da Cientometria na compreensão das dinâmicas da ciência a partir da
análise das publicações.
Nessa perspectiva, o estudo descreve a evolução temática da produção
científica do Programa de Pós-graduação em Neurociências da UFRGS no período
analisado pela pesquisa , identificando os temas dos trabalhos e suas respectivas
linhas de pesquisa, com vistas a ampliar o conhecimento da área por pesquisadores
e profissionais interessados.
Considera-se que, com base no levantamento e nos resultados obtidos, foi
possível conhecer os temas de maior interesse entre os pesquisadores da área no
período compreendido pela pesquisa .

2 Revisão de Literatura
2.1 A Pós-graduação e a Produção Científica nas Universidades

A produção científica é parte essencial do processo de investigação científica ,
pois constitui a base da comunicação dos resultados da ciência. Sua importância é
incontestável, pois permite a análise e o aceite dos métodos e resultados pelos
pares, além de justificar a alocação dos recursos financeiros (CALLON , COURTIAL e
PENAN , 1995; MEADOWS, 1999).
No Brasil , os principais produtores de informação científica são as
universidades, que concentram a maior parte dos investimentos em pesquisa e
desenvolvimento e, por consequência, o maior número de pesquisadores
(GUIMARÃES , 2004). Essa prevalência das universidades no processo de produção
científica também é igualmente reconhecida em países desenvolvidos, como
Alemanha , França e Estados Unidos (MEADOWS , 1999).
A universidade brasileira, por sua vez, adquiriu maior formalização e
comprometimento com a pesquisa através do desenvolvimento da pós-graduação.

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e avaliação da informação)
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Esse aspecto tem reflexos na produção científica , ou seja, na reconhecida relação
entre produção científica e pós-graduação nas universidades (AGRA, 2004). Esta
estreita relação entre a ciência e os programas de pós-graduação tornou comum
entender pesquisa e produção científica como a essência da universidade e da pósgraduação brasileira (NASCIMENTO , 2010).
Guimarães (2004), afirma que os processos de formação de recursos
humanos em ciência e tecnologia no Brasil em nível de pós-graduação têm
alimentado a formação e a capacitação dos grupos de pesquisa, formando, no
conjunto, um eficiente ciclo virtuoso, executado predominantemente nas
universidades públicas desde meados da década de 60.
Nesse contexto, a produção científica brasileira cresceu bastante nas últimas
décadas, com destaque para as publicações produzidas pelos programas de pósgraduação, especialmente nas universidades públicas. Esses dados reforçam a
relação positiva entre incremento da produtividade científica, expansão da pósgraduação e retorno dos pesquisadores à universidade (BERTI et aI. , 2010).
Reconhecendo que, atualmente, a pós-graduação é responsável pela maior
parte da pesquisa realizada no Brasil (BRAMBILLA; STUMPF, 2011) , é inevitável
reafirmar a importância da produção científica gerada no âmbito dos programas de
pós-graduação, não apenas daquela divulgada em livros e periódicos científicos,
mas especialmente daquela materializada por teses e dissertações defendidas nos
referidos programas.
As teses e dissertações, segundo Lopes e Romancini (2006), merecem
destaque por demonstrar as preocupações dos cientistas em determinado contexto,
campo de estudo e período específico. Os estudos apontam os problemas que os
pesquisadores consideram pertinentes em cada disciplina, além das teorias e
metodologias utilizadas, demonstrando o estado de conhecimento do tema no
momento da pesquisa .
Nessa perspectiva, as teses e dissertações representam parte importante da
literatura científica da pós-graduação (VANZ et aI., 2007). Soma-se a isso o
desenvolvimento das tecnologias da informação e a expansão do movimento do
acesso aberto . Estes fatores influenciaram a disponibilização on-line desses
documentos, favorecendo o acesso à informação e também a avaliação da ciência a
partir da produção científica.

2.2 Avaliação e Mapeamento da Produção Científica

A avaliação da produção científica tem merecido a atenção de pesquisas em
diferentes áreas, como a Sociologia da Ciência e a Cientometria, além de constituir
interesse de agências nacionais e organismos internacionais preocupados com o
desenvolvimento da ciência e tecnologia .
De acordo com Castro (1986) a avaliação da ciência ocorre em duas grandes
vertentes: a avaliação qualitativa, feita pelos pares, e a avaliação quantitativa,
realizada com base em indicadores bibliométricos. A combinação dos dois métodos,
segundo o autor, representa a alternativa mais interessante nos processos de
avaliação. Concorda com ele Pedrini (2005), ao afirmar que o uso de indicadores
quantitativos na avaliação da produção científica não dispensa a avaliação

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qualitativa, a forma tradicional de avaliar a qualidade na ciência .
Outra preocupação associada à avaliação quantitativa da ciência está na
contextualização e representatividade dos dados. O uso de indicadores
bibliométricos, segundo Mugnaini e Población (2007) deve priorizar grandes volumes
de informação e cobrir períodos específicos. Além disso, precisa considerar as
características de cada disciplina e o comportamento dos pesquisadores em relação
à comunicação dos resultados das pesquisas.
A mensuração da produção científica pela Cientometria vem se fortalecendo
nas últimas décadas, embora não esteja totalmente consolidada (SPINAK, 1996).
Sua importância é destacada por autores como Callon , Courtial e Penan (1995) ,
Meadows (1999) , Leydesdorff (2001) entre outros. Para Tague-Sutcliffe (1992), ao
medir os incrementos de produção e a produtividade de uma disciplina ou grupos de
pesquisadores, entre outras variáveis, a Cientometria reflete o crescimento e o perfil
das áreas do conhecimento em determinados períodos.
No Brasil, o reconhecimento da necessidade, por parte dos governos e da
comunidade científica nacional, de dispor de instrumentos para definição de
diretrizes, alocação de investimentos e recursos, entre outras atividades,
impulsionou o uso dos indicadores quantitativos para análise da ciência , tecnologia e
inovação (MUGNAINI; JANNUZZI ; QUONIAN, 2004) . Atualmente, os indicadores da
atividade científica estão no centro dos debates, constituindo elementos essenciais
ao desenvolvimento de políticas públicas nesse setor (BERTI et aI., 2010) .
Ao passo que os indicadores bibliométricos fornecem subsídios à avaliação
dos resultados em ciência e tecnologia, suas aplicações pela cientometria permitem
traçar perfis complexos dos campos científicos, evidenciando as fronteiras de cada
disciplina, a posição dos principais temas e atores e as representações específicas
de cada ramo do conhecimento (VANTI , 2002).
As pesquisas sobre mapeamento da ciência compõem uma modalidade de
estudo de crescente interesse entre os pesquisadores da Cientometria. Santos e
Kobashi (2009) referem que o mapeamento da ciência tem se estabelecido como
uma tendência significativa para aprofundar o debate sobre as dinâmicas da ciência
e sua comunicação, permitindo enfoques cognitivos que ultrapassam a análise
quantitativa.
Para Vanz et aI. (2007) , o mapeamento de teses e dissertações permite
verificar os assuntos pesquisados e as trajetórias da pesquisa em determinadas
áreas e períodos, além de traçar as perspectivas para os anos seguintes nas áreas
estudadas. Nascimento (2010) também afirma que o mapeamento temático desses
documentos permite identificar os temas e as práticas mais valorizadas em
determinado campo do conhecimento, além de representar a estrutura interna dos
programas de pós-graduação, uma vez que os estudos apresentam uma relação
com a área de concentração e a linha de pesquisa em que são produzidos.

3 Materiais e Métodos
O estudo caracteriza-se como descritivo, do tipo exploratório , pois descreve
as características do fenômeno estudado (RAMPAZZO, 2011) . Constitui-se num
estudo cientométrico, com abordagem quantitativa, por analisar uma disciplina da

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ciência em determinado contexto, mediante a análise das publicações científicas,
utilizando indicadores bibliométricos (TAGUE-SUTCLlFFE, 1992).
A pesquisa analisa as temáticas estudadas pelo Programa de Pós-graduação
em Neurociências da UFRGS no período proposto, por meio de análises estatísticas
próprias dos estudos métricos da informação. O enfoque quantitativo desses estudos
é destacado por autores como Spinak (1996), Leydesdorff (2001) e Maltrás Barba
(2003) .
O campo de pesquisa (população) foi constituído pela produção científica do
Programa de Pós-graduação em Neurociências da UFRGS (mestrado e doutorado),
incluindo teses e dissertações. A fonte de coleta de dados foi o Banco de Teses e
Dissertações da Capes 1.
O período selecionado para análise dos dados das publicações foi janeiro de
1998 a dezembro de 2010, cobrindo a totalidade das teses e dissertações
defendidas no Programa desde a sua criação, em 1995. A exclusão dos trabalhos
defendidos em 2011 deve-se ao fato de não estarem disponíveis na fonte no
momento da coleta dos dados (fevereiro de 2012).
Os dados foram organizados e analisados utilizando o software Excel. Foram
identificadas e contadas as palavras que caracterizam o conteúdo das teses e
dissertações, a partir das palavras-chave registradas no Banco de Teses e
Dissertações da Capes, relacionando-as com o ano de publicação, a área de
concentração e a linha de pesquisa em que foram produzidas.
Nos casos em que o Banco de Teses e Dissertações da Capes não
apresentava as palavras-chave, estas foram identificadas pelas autoras do estudo
nos resumos apresentados no próprio Banco e nos próprios documentos,
disponíveis na UFRGS.
Os resultados da análise , incluindo a categorização temática dos estudos, são
apresentados na quinta seção do trabalho.

4 Programa de Pós-graduação em Neurociências: contexto da pesquisa

O Programa de Pós-graduação em Neurociências da UFRGS foi criado em
1995, após a extinção do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas:
Neuroanatomia, do Instituto de Biociências. Possui enfoque strictu senso, contando
com curso de mestrado, criado em 1995, e doutorado, criado em 2000.
A criação do Programa seguiu a tendência do crescimento da área no Brasil e
no mundo, que já era sentida na Universidade. Buscava ampliar e sistematizar a
formação de estudantes e pesquisadores, oferecendo um amplo leque de disciplinas
que cobrissem a variedade de temas abrigados pelas Neurociências (UFRGS , 2011) .
A proposta do Programa é multidisciplinar, dedicada ao estudo do
funcionamento do sistema nervoso em humanos e modelos animais.
O corpo de orientadores é formado por docentes de diversos departamentos
da Universidade, atendendo à interdisciplinaridade da área , e o público-alvo é
bastante diversificado, incluindo biólogos, médicos, veterinários, farmacêuticos,
psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas , entre outros (UFRGS, 2011) .
1

Disponível em : http://capesdw.capes.gov.br/capesdw/.

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Avaliado com Conceito 4 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior (CAPES) , na última avaliação trienal , o Programa está ligado ao
ICBS, tendo formado , até dezembro de 2010 , 104 mestres e 30 doutores em
Neurociências (CAPES, 2010).

5 Resultados Finais
A análise e apresentação dos resultados orientam-se pelas variáveis: tipo de
produção científica , ano de publicação, áreas de concentração e linhas de pesquisa ,
além da frequência de palavras-chave atribuídas e palavras-chave mais citadas nas
teses e dissertações defendidas no Programa de Pós-graduação em Neurociências
no período de 1998 a 2010. Entende-se que, a partir desta caracterização, é
possível ampliar a compreensão sobre a produção científica do Programa e apontar
as temáticas de maior proeminência na área .
Algumas dificuldades foram encontradas no processo de coleta de dados no
Banco de Teses e Dissertações da Capes, especialmente no que se refere à
ausência de preenchimento dos campos área do conhecimento e palavras-chave ,
que se relacionam às variáveis apresentadas neste estudo. Em função disso, foi
adotado o procedimento de preenchimento dos campos com base na análise dos
títulos e resumos, conforme relatado na seção sobre o método.
Ressaltamos que a mesma dificuldade foi relatada por Nascimento (2010), em
estudo que analisou a temática das teses e dissertações da área de Educação
Física no Brasil, utilizando a mesma fonte de dados. Constata-se que tal situação é
prejudicial não apenas à consistência dos dados para estudos cientométricos, mas
também à utilização da informação pelo usuário final.
Em relação ao tipo de produção científica, observou-se a predominância do
número de dissertações defendidas no Programa , contando 104 registros (78%),
enquanto as teses somaram 30 registros (22%), totalizando 134 trabalhos no
período analisado, conforme apresentado no Gráfico 1.
liiI

Tese

li!

Di ssertação

Gráfico 1: Tipo de produção científica
Fonte: dados da pesquisa .

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Os dados apresentados revelam aspectos relevantes à compreensão do
desenvolvimento do Programa de Pós-graduação. O maior número de dissertações
reflete o tempo de existência do curso de Mestrado (iniciado em 1996) e sua
duração de dois anos, que contribui para a produção de resultados mais rápidos. O
curso de doutorado, por sua vez, iniciou cinco anos mais tarde, tendo duração de
quatro anos, de modo que produz resultados mais demorados no que se refere às
teses defendidas.
Esses aspectos também podem ser verificados no gráfico abaixo, que
apresenta a distribuição das teses e dissertações produzidas, segundo o ano de
publicação.
2010
2009
2008 =
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998

o

I

Tese
~~ I

~·

.~

~

li!

I

2

4

6

8

10

Disserta ção

12

Gráfico 2: Ano de publicação
Fonte: dados da pesquisa .

O Gráfico 2 confirma a predominância da produção científica do curso de
Mestrado sobre a produção do Doutorado , além de revelar os anos de 2001 e 2007
como os de maior produção de dissertações no Programa de Pós-graduação. Por
outro lado, a maior produção de teses ocorreu nos anos de 2009 e 2010,
demonstrando a expansão do curso de Doutorado nos últimos anos.
No que se refere às áreas de concentração e linhas de pesquisa, verificou-se
grande dispersão da produção científica , embora algumas áreas concentrem a maior
parte dos trabalhos. Esta configuração reforça o caráter multidisciplinar da área e do
Programa de Pós-graduação, cuja variedade de temas exige a contribuição de
diversas disciplinas.
O quadro a seguir apresenta as teses e dissertações classificadas de acordo
com as áreas de concentração e linhas de pesquisa do Programa.

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Área de concentração
Neurobiologia comparada

Quantidade

Linha de pesquisa

Quantidade

2

1
1

Neurobiologia dos estados
patológicos

30

- Neurobiologia comparada
- Neurobiologia teórica: modelos
de redes neurais
- Estresse crônico : estudos
comporta mentais e
neuroquímicos
- Estudos neuroquímicos e
comportamentais em isquemia
cerebral
- Modelo animal da Doença de
Parkinson
- Peptídeos cerebrais
- Epilepsia experimental
- Neurobiologia da voz
- Plasticidade do tecido nervoso
- Bases celulares de
funcionamento do sistema
nervoso
- Neurohistofisiologia
comparada
- Estudo histoquímico e
imunohistoquímico quantitativo
de peptídeos e
neurotransmissores envolvidos
na transmissão nociceptiva
- Vascularização encefálica
- Mecanismos da memória
- Neurobiologia da dor
- Psicobiologia e
neurofarmacologia da
memória
- Neurobiologia de
comportamentos sociais
- Plasticidade neuro-glial
- Neurobiologia do medo e da
ansiedade: correlatos
neuroquímicos
- Transtornos da ansiedade:
clínica, psicobiologia e
intervenções sociais

Neuroendocrinologia
Neurofisiologia
Neurofisiologia clínica
Neurohistologia

Neuropsicofarmacologia

5

10
3
39

19

Neuropsicofisiologia

13

Neuroquímica

10

Psiquiatria e saúde mental

3

10
17
3
5

10
3
14
11
9
4

1
2
5

12
13
8

2
3

Quadro 1 - Areas de concentração e linhas de pesquisa

Fonte: elaborado pelas autoras, com base nos dados da pesquisa.
Em relação às áreas de concentração, verificou-se que a maior parte das
teses e dissertações do Programa converge para duas áreas: Neurohistologia e
Neurobiologia dos Estados Patológicos. As áreas de Neuropsicofarmacologia,
Neuropsicofisiologia, Neuroquímica e Neurofisiologia também reúnem um número
significativo de registros , somando 52 trabalhos.

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o Gráfico 3 apresenta a distribuição dos trabalhos por área de concentração.
Neurobiologia comparada
Neurobiologia dos estados patológicos
Neuroendocrinologia
Neurofisiologia
Neurofisiologia clinica
Neurohistologia
Neuropsicofarmacologia
Neuropsicofisiologia
Neuroquimica
Psiquiatria e saúde mental

o

5

10

15

20

25

30

35

40

45

Gráfico 3: Areas de concentração
Fonte: dados da pesquisa.

Conforme apresentado no Quadro 1, os trabalhos estão distribuídos em 20
linhas de pesquisa . As linhas Neurobiologia Comparada, Neurobiologia Teórica e
Vascularização Encefálica apresentaram 1 trabalho cada, enquanto Mecanismos da
Memória e Neurobiologia do Medo e da Ansiedade reuniram 2 trabalhos cada e as
linhas Modelo Animal da Doença de Parkinson, Neurobiologia da Voz e Transtornos
da Ansiedade concentraram 3 trabalhos cada.
A distribuição das demais linhas de pesquisa é apresentada no gráfico abaixo.
Estresse crô nico : estudos comport oe neuroq.

I

E studos neuroq . comporto isquemia cerebral
, ' óW

Peptídeos cerebrais
Epilepsia e x perimental

1.1ôI.-

Plasticidade do tecido nervoso
Bases celulares do sistema nervoso

.

Neurohistofisiologia c omparada
~

Estudo histoquimico e imunohistoq uimico

; '~

..,.

Neurobiologia da dor

••

Psicobiologia e neurofarm acologia da .. • •IIIII~IIIIII_IIIIII"IIIII
Neurobiologia de comportamentos sociais

I '

Plasticidade neuro-glial
Outras

o
Gráfico 4: Linhas de pesquisa
Fonte: dados da pesquisa.

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2

4

6

8

10

12

14

16

18

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e avaliação da informação)
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Trabalho completo

Em relação às áreas de concentração e linhas de pesquisa, importa
mencionar que alguns dados coletados apresentavam incompatibilidades na
associação com os trabalhos, de modo que foram corrigidos cuidadosamente para
viabilizar o estudo.
Outra variável considerada foi a frequência de palavras-chave por trabalho,
verificada na coleta de dados e apresentada na tabela abaixo .
Tabela 1 - Ocorrência de palavras-chave
Palavras-chave

Frequência

Percentual (%)

O

17
9
19
48
27
12
2

13
7
14
36
20
9
1

1
2
3
4
5

6
Fonte: dados da pesquisa.

Verifica-se que 36% dos trabalhos tem ocorrência de três palavras-chave,
embora também haja forte frequência de quatro palavras-chave atribuídas a cada
trabalho (20%). Por outro lado, percebe-se a ausência de palavras-chave em 13%
dos trabalhos analisados, conforme problemática apresentada anteriormente.
Por fim, o estudo contemplou o levantamento das palavras-chave mais
frequentes nas teses e dissertações analisadas, de acordo com os dados coletados.
A partir do corpus de 278 palavras-chave atribuídas aos 134 trabalhos analisados,
optou-se por destacar, na Tabela 2, as 15 palavras-chave mais utilizadas.
Tabela 2 - Palavras-chave mais citadas
Palavras-chave
Ratos
Hipocampo
Memória
Comportamento
Estresse
Astrócitos
GFAP
Nocicepção
Atividade motora
Epilepsia
Estresse neonatal
Lítio
Neurônios

81008
Acido gama-aminobutírico
Fonte: dados da pesquisa.

Frequência

18
13
12
7
7
6
6
6
5
5
5
5
5
5
5

Apesar do destaque concedido às palavras-chave mais citadas, elencadas na
Tabela 2, comprova-se a dispersão dos trabalhos em grande quantidade de

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e avaliação da informação)
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Trabalho completo

palavras-chave diferentes, não havendo concentração evidente dos trabalhos em
poucas temáticas. Esta configuração também reforça a proposta multidisciplinar do
Programa de Pós-graduação, apresentada anteriormente.
Outro aspecto observado foi o uso de palavras-chave diferentes para
descrever a mesma temática. Esta característica indica, de certa forma , a ausência
de padronização na definição das palavras-chave dos documentos, que poderia ser
solucionada com o uso de vocabulários controlados, a exemplo do Descritores em
Ciências da Saúde (DeCS)2, para atribuição das palavras-chave registradas nos
documentos e no Banco de Teses e Dissertações da Capes.
Neste estudo, optou-se por analisar as palavras-chave originais das fontes de
dados mencionadas, sem refazer a classificação pelo instrumento mencionado.

5 Considerações Finais
O mapeamento dos temas das teses e dissertações do Programa de Pósgraduação em Neurociências no período analisado revelou grande variedade de
temáticas, reforçando a proposta multidisciplinar do Programa e a diversidade do
corpo docente, oriundo de diversas disciplinas das Ciências Biológicas e da Saúde.
Apesar da dispersão dos estudos em diversas áreas de concentração, foi
possível identificar a Neurohistologia e a Neurobiologia dos Estados Patológicos
como as áreas de maior concentração de trabalhos. As linhas de pesquisa que
reuniram maior número de trabalhos também estão concentradas nessas áreas, com
destaque para Estudos Neuroquímicos e Comportamentais em Isquemia Cerebral e
Plasticidade do Tecido Nervoso.
Acerca da diversidade de áreas de concentração e linhas de pesquisa,
importa mencionar que, no decorrer deste estudo, o Programa de Pós-graduação em
Neurociências reestruturou suas linhas de pesquisa , reduzindo seu número e
reunindo-as em 5 áreas de concentração (UFRGS, 2012).
O mapeamento temático realizado neste estudo pode ser aprofundado em
estudos posteriores, tanto pela análise das temáticas dos trabalhos por período, a
fim de verificar o desenvolvimento do Programa e as tendências de estudo, como
pela padronização das palavras-chave coletadas, com a finalidade de eliminar
ambiguidades e aprofundar a verificação da concentração dos estudos em campos
específicos.
Por fim, considera-se que o estudo mapeou as temáticas abordadas nas
teses e dissertações do Programa de Pós-graduação em Neurociências da UFRGS
não apenas para dar a conhecer as áreas de maior interesse, mas também para
oportunizar a análise dos temas que podem ser estimulados em relação ao ensino e
à pesquisa em Neurociências.

Referências

2

Disponível em : http://decs.bvs.br/.

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e avaliação da informação)
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Trabalho completo

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da UFRGS representada na Web of Science (2000-2009) . XII ENANCIB - Encontro
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Trabalho completo

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mecanismos utilizados para medir o registro da informação e a difusão do
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VANZ, Samile Andrea de Souza et aI. Mapeamento das teses e dissertações em
comunicação no Brasil (1992-2002) : tendências temáticas. Revista Famecos, Porto
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258

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Mapeamento temático da produção científica do progama de pós-graduação em neurociências da UFRGS: 1998-2010.</text>
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                <text>O estudo apresenta o mapeamento temático da produção científica do Programa de Pós-graduação em Neurociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, analisando os temas das pesquisas realizadas no período compreendido entre os anos de 1998 a 2010. Trata-se de uma pesquisa descritiva, do tipo exploratório, que identifica as temáticas das teses e dissertações defendidas, relacionando-as com o tipo e o ano de publicação, a área de concentração e a linha de pesquisa em que foram produzidas. Verifica-se que as áreas de Neurohistologia e Neurobiologia dos Estados Patológicos concentram a maior parte dos trabalhos, apesar da grande dispersão existente nas temáticas da produção científica, o que reforça o caráter multidisciplinar do Programa de Pós-graduação em questão.</text>
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                    <text>Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNl ck

~

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:,

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Trabalho completo

COMUNICAÇÃO E TRABALHO: CONSIDERAÇÕES SOBRE A
APLICABILIDADE DO MÉTODO COACHING E SUA CONTRIBUiÇÃO
AO BIBLIOTECÁRIO
Adriana Maria de Souza 1
1

Mestranda no programa de Pós-graduação em Ciências da Informação ECAlUSP, FESPSP,
São Paulo, SP

Resumo
Apresenta um estudo inicial sobre a possibilidade de integração e aplicação
da metodologia Coaching no contexto do mundo do trabalho e da comunicação,
tendo o Bibliotecário como protagonista , no que se refere à sua atuação social e
mediadora da informação em seu ambiente de trabalho, podendo ser este o
participante articulador e ativo dessa proposta, seja como Coach ou mesmo como
Gestor de processos comunicacionais. O presente estudo, também pretende inserir
um novo olhar a esse profissional em seu trabalho, na adoção desse dispositivo ou
apenas suscitar discussões sobre este tema para a ampliação e necessidade de
outras pesquisas. Propõe uma aproximação do profissional bibliotecário à prática
deste estudo nos Serviços de Informação.

Palavras-Chave:
Comunicação e trabalho; Coaching; Bibliotecários.

Abstract
It presents an initial study about the possibility of integration and application of
the methodology Coaching in the context of world work and communication , with the
Librarian as protagonist in relation to the its social and mediator of information activity
on their work environment, can be an active participant and organizer of this
proposal, either as a Coach or even as a Manager communication processes. This
study also intends to enter a new look at this professional in their workplace in the
adoption of these devices or only raise discussion on these issues for the expansion
and further researches are needed. It proposes an approach to the practice of the
professional Librarian in this study in information services.

Keywords:
Work and Communication ; Coaching ; Librarians.

Introdução
O surgimento exponencial das inovações tecnológicas propicia à sociedade
moderna e globalizante, um cenário de mudanças rápidas e constantes. O sujeito,

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segundo Hall (2005) , outrora concebido por uma identidade unificada e estável,
torna-se fragmentado, composto não de uma única, mas de várias identidades,
muitas vezes contraditórias e não-resolvidas. Assim, a área da comunicação, a partir
da atividade de trabalho é expressa no cotidiano dos sujeitos/indivíduos, propiciando
a interação humana, transformadora e mutável, que se apresenta no coletivo
mediatizado pela atividade linguageira, discursiva de seus integrantes. Dessa forma ,
quando estes realizam a atividade de trabalho, realizam-na também a fim de
satisfazerem suas necessidades comunicacionais. Entretanto, pode-se dizer, de
acordo com Leontiev (2004, p. 93), que a linguagem não desempenha apenas o
papel de intermediária de comunicação entre os homens, ela é também um meio,
uma forma de consciência do pensamento humano, pois se relaciona com os
processos de conhecimento, os instrumentos e as práticas no mundo do trabalho,
operados pela linguagem que age sobre o comportamento dos homens.
No tocante à proposta deste artigo, esse sujeito é representado na figura do
bibliotecário e no seu campo de trabalho pretendendo apresentar e aproximar o
método Coaching 1 (sem tradução para a língua portuguesa) à atuação desse
profissional em Serviços de Informação, como um método eficaz de
aperfeiçoamento contínuo desses sujeitos no mundo do trabalho uma vez que, o
tradicional ambiente informacional no qual este exercia sua atividade, modificou-se.
Dessa maneira, neste agora emergente e mutável mundo novo, figura-se a este
profissional a aquisição de um 'novo olhar' à sua prática profissional, uma vez que
atua como mediador da informação ao seu usuário, liderando equipes e
influenciando seus pares em benefícios mútuos e profícuos.

Revisão de Literatu ra
Os procedimentos metodológicos aqui descritos são de estudos teóricos
qualitativos. Na revisão de literatura pesquisada nacionalmente, ainda não há
estudos acadêmicos sobre a aplicação do Coaching na Ciência da Informação e na
Biblioteconomia, bem como na área de Comunicação, por ser uma metodologia de
estudo recente, uma vez que no Brasil o tema somente ganha maior relevância a
partir da década de 90. Na literatura estrangeira , precisamente em língua inglesa, há
vasta publicação sobre o tema, entretanto, com ênfase e difusão para a área de
Administração. No levantamento bibliográfico realizado , foram encontradas algumas
publicações relativas ao Coaching, uma delas na área de Biblioteconomia: o livro
Coaching in lhe Library de Ruth F. Metz, da American Library Associalion, dos
Estados Unidos da América e outra uma dissertação de mestrado pela Universidade
Católica de Brasília que apresenta um estudo sobre a prática do Coaching no
ambiente organizacional integrado à prática da Gestão do Conhecimento. Todavia,
faz-se necessário buscar um maior entendimento sobre o que realmente se
caracteriza esse método integrado com a abordagem ergológica para a verificação
De acordo com o The Oxford English Dictionary (1989, p. 381) , Coach era um termo usado na
Hungria desde o reinado do Rei Matthias Corvinus, 1458-90 , na cidade de Kocs , tornando-se
conhecido como kocsi em húngaro para determinar um tipo de transporte usado pela realeza , hoje
conhecido como carruagem , utilizado para o transporte público de passageiros. O veículo foi utilizado
na Inglaterra na metade do século XVI e, na Europa por volta de século XVIII. O termo foi utilizado
dentro do contexto universitário para definir a preparação (de um candidato) para um exame;
instrução para assuntos especiais; professor; e também utilizado como treinamento para uma
competição atlética. O termo Coaching é definido como a ação do verbo Coach .
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da real viabilidade de conduzirem-se como parte integrante no âmbito informacional.

o mundo do Trabalho
Ao longo da tumultuada trajetória da humanidade, quase nada, ou
muito pouco, foi mudado na relação capital-trabalho , mesmo
considerando-se a acelerada evolução tecnológica e as clareadoras
conceituações administrativas dos últimos 50 anos. Ou seja,
continuamos a cultuar as ancestrais mesmices, só que, agora,
travestidas pela modernidade de um imenso aparato tecnológico que,
registre-se, nem de longe conseguiu ser racionalmente decodificado
por grande parte das organizações no que tange à sua correta
utilização (ARAUJO FILHO, 2007, p. 304).

De acordo com Antunes (1995 , p. 23) , a década de 80 presenciou profundas
transformações no mundo do trabalho, podendo-se afirmar que a 'classe-que-vivedo-trabalho 2 , sofreu a mais aguda crise deste século, afetando a sua forma de ser.
Nesse novo cenário, pode-se notar a diminuição da classe operária para uma
expansão do trabalho assalariado com ênfase no setor de serviços, resultando
dessa transição, na busca de novos padrões de gestão da força de trabalho, na
concepção do toyotismo, o que não apresentou uma superação, mas sim uma nova
roupagem visando à promoção de uma nova forma de organização do trabalho,
agora mais participativa e cooperativa de forma a mascarar seu sentido real. Para o
autor, o toyotismo é a prática trabalhista com mais chances de se propagar e que
passa a fornecer o 'ideário dos trabalhadores'. Em contraponto , há a questão do
desemprego estrutural, que se propaga por todo o mundo em dimensões
alarmantes.
Estamos diante de um cenário fragmentado e complexo do mundo do
trabalho, no qual embora haja metamorfoses substanciais das formas de condução
do trabalho (domiciliar, terceiro setor, de serviços), o autor defende que as
alterações - tais como redução do número de trabalhadores fabris, crescimento do
setor de serviços, qualificação e desqualificação - não configuram uma tendência
que pode ser generalizada e que caminha em uma só direção, ou seja, "nem o
operariado desaparecerá tão rapidamente e, o que é fundamental , não é possível
perspectivar, nem mesmo num universo distante, nenhuma possibilidade de
eliminação da "classe-que-vive-do-trabalho", o que não é possível numa sociedade
produtora de mercadorias. Dessa forma , é pesaroso e preocupante constatar que,
em pleno século XXI, ainda se repliquem as mesmas condutas e formas de trabalho
que foram produzidas e difundidas pelo modelo taylorista-fordista , no qual o sujeito
era esquecido e transformado em "coisa descartável", como se pode verificar em
muitas empresas tidas como modernas. Mudam-se as terminologias, mas a essência
continua sendo a mesma: opressora e ditatorial, na qual o sujeito é visto como
2 Segundo Antunes (1995, p. 102), a classe-que-vive-do-trabalho ou a classe trabalhadora engloba
além dos trabalhadores produtivos (proletariado, conceito de economia política marxista), os
improdutivos , ou seja , aqueles cujas formas de trabalho são utilizadas como serviços sejam para uso
público ou para o capitalista . O trabalho improdutivo, ainda segundo o autor, abrange os assalariados ,
desde os inseridos no setor de serviços, bancos , comércio, serviços públicos até aqueles que
realizam atividades nas fábricas , mas não criam diretamente valor. Assim , o bibliotecário também está
inserido nessa classe de trabalhadores.

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máquina produtiva, não sendo sua função refletir ou mesmo melhorar sua condição
de trabalho.
Na perspectiva de Leontiev (2004, p. 82), o trabalho humano é uma atividade
originariamente social. Quando um membro da coletividade realiza a atividade de
trabalho, realiza-a também com o fim de satisfazer uma necessidade sua, de
evolução e aperfeiçoamento.

o Coaching
Há várias designações atribuídas ao termo Coaching: guia, instrutor, mentor,
tutor, treinador, este último bastante difundido no contexto desportivo, para o
treinamento de atletas em determinado esporte, tendo como obra inicial "The inner
game of tennis" - de Timothy W. Gallwey, obra considerada o marco fundamental
para a propagação do coaching. Outras aproximações podem também ser
facilmente observadas em algumas disciplinas do conhecimento humano, tais como :
Psicologia, com a Programação Neurolinguística, Comunicação, Administração,
notando-se uma proximidade híbrida com a Ciência da Informação, campo de
atuação do bibliotecário, quanto ao seu ambiente multi-pluridisciplinar.
De acordo com Lages (2010, p. 5), "o coaching envolve relação e
procedimento" em igualdade com as áreas mencionadas acima, tendo um meio para
se chegar a um fim , uma maneira de ajudar e cooperar com o aperfeiçoamento das
pessoas, e que pode ser definido de muitas formas . No mercado editorial , há vasta
bibliografia voltada para vários âmbitos nos quais pode haver a aplicabilidade do
método, o que aponta, na maioria dos casos, que tais bibliografias são fruto de
resultados empíricos apenas, limitando o aprofundamento necessário ao
pesquisador científico, tornando-se assim , incompleta e escassa .
Vale mencionar sua proximidade com outras terminologias e abordagens
metodológicas, utilizadas nos ambientes de trabalho e nas instituições acadêmicas:
Aconselhamento de Carreira (Career Counselling) e Mentoria (Mentoring) .
Conforme Dutra (2010, p. 156), o aconselhamento de carreira, foi
primeiramente abordado na obra de Parsons, publicada em 1909 no qual se discutia
o trabalho a partir de grandes transformações que ocorriam nas relações de trabalho
e demandas sobre as pessoas, entretanto, tais preocupações já se apresentavam
nas obras de Homero: lIíada e Odisséia, onde Odisseu ao se envolver na guerra
entre gregos e troianos, solicita ao amigo Mentor para orientar seu filho Telêmaco em
sua ausência . Em função de sua origem , o termo mentoring normalmente está
associado à ideia da orientação de uma pessoa jovem ou iniciando sua vida
profissional/acadêmica por uma pessoa experiente.
Embora sejam terminologias similares, esta tríade é bastante confundida por
profissionais, autores e estudiosos, pelo fato de que o cerne de suas práticas se
efetiva na interação humana, nas conversas e nos discursos das relações sociais na
atividade de trabalho. Na utilização do método Coaching, há a habilidade de escuta
ativa e a formulação de questões-chave por parte do Coach 3 resultando em uma
ação, ou mesmo na tomada de decisão, na mudança, no aprendizado por parte do
Coachee 4 , objetivando seu crescimento e evolução, buscando nessas metodologias,
3/nstitute of Customer Services - /CS (2010, p. 4) no Reino Unido, o "Coach é alguém que apoia ,
desafia e prepara um ou mais indivíduos no processo de Coaching para o sucesso de seus objetivos".

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soluções reflexivas e conscientes para a caminhada profissional, acadêmica e até
mesmo pessoal. O aspecto humano no desenvolvimento dessas práticas deve ser a
tônica de todo o processo comunicacional e de integração, em detrimento das
vantagens e necessidades unicamente corporativas, acadêmicas e ou institucionais.
De acordo com Metz (2002 , p. 16), em sua abordagem nos Serviços de
Informação, o Coaching é um processo facilitador resultante em uma mudança para
melhor. Coaches auxiliam indivíduos ou equipes a moverem-se de onde estão para o
destino que almejam chegar. Este processo geralmente implica em muito mais do
que uma simples interação monitorada.
Os bibliotecários lidam com pessoas empenhadas em atividades
especiais:
cnaçao,
registro, armazenamento,
recuperação,
disseminação e uso de informações. Estamos envolvidos de formas
e diferentes graus de intensidade nisso que podemos chamar ciclo
da informação. Assim, precisamos saber certas coisas a respeito das
pessoas a quem servimos se quisermos executar nosso trabalho de
maneira eficiente. Precisamos saber como as pessoas informam as
outras e como se informam (MCGARRY, 1999, p. 149).

O bibliotecário, nessa perspectiva, pode ser o mediador entre a prática do
Coaching e o Serviço de Informação, identificando as necessidades de
desenvolvimento e capacitação de sua equipe, traduzindo-se em benefícios mútuos
para todos os envolvidos com a prática e a gestão do trabalho, dentro e fora dele.
"Interpretar uma mensagem significa introduzir a perspectiva do receptor - seus
desejos e crenças; torná-lo um parceiro ativo no processo de informação"
(CAPURRO, 2007, p. 21).
Como ressalta Blanco (2006, p. 77), a prática do Coaching caracteriza-se
como um processo de interação colaborativa voltada à promoção e ao estímulo da
aprendizagem, da mudança e do crescimento. Como resultado, a prática torna-se
mais abrangente, passando pelos indivíduos, pelas equipes e atingindo todo o
ambiente de trabalho, propiciando uma visão sistêmica em concordância com o
Serviço de Informação.

o Coaching X Linguagem e Trabalho
"O material privilegiado da comunicação na vida cotidiana é a palavra e é
justamente nesse domínio que a conversação e suas formas discursivas se situam"
(BAKHTIN, 2006, p. 37-38) . De acordo com o autor, a palavra é o fenômeno
ideológico por excelência , sendo o modo mais puro e sensível de relação social.
Assim, é na ideologia do cotidiano que o individuo se insere e se relaciona
discursivamente, com toda a complexidade e contradição das lutas de classes.
O bibliotecário tem em seu cotidiano de trabalho, a atividade de trabalho
preliminarmente regida pela linguagem, pelos atos de fala de seus sujeitos, na qual
é legitimada pelas relações sociais e seus meandros, uma vez que a língua é uma
instituição social. Como afirma Fígaro (2008, p. 116), comunicação e trabalho são
constitutivos do humano, dessa forma, é de suma importância e pertinência refletir
sobre a linguagem no trabalho e seus discursos, para se ter consciência das atitudes
que devem ser tomadas para melhorar a atividade de trabalho, não havendo assim,

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um único caminho a trilhar no aspecto metodológico, todavia pode-se aproximar o
Coaching a este objetivo na perspectiva das práticas linguageiras referenciadas por
Lacoste (1993), citado por Nouroudine (2002): as práticas linguageiras constituem
uma tripartição: a 'linguagem como trabalho', a 'linguagem no trabalho' e a
'linguagem sobre o trabalho'. Faz-se necessário inferir sobre a articulação do sujeito
no trabalho, tendo em vista a complexidade da relação trabalho/linguagem .
Na linguagem como trabalho há dois níveis de linguagem: as falas e os
gestos utilizados ao se dirigir a um colega , visando a efetivação do trabalho,
constitutiva da atividade coletiva deste; e a fala interior que acompanha e orienta a
tarefa . Entretanto, como se refere Bakhtin , citado por Todorov, 1981, há um terceiro
nível necessário: o 'mínimo dialógico', expresso por um pensamento e um gesto
reflexivo e silencioso . É uma linguagem econômica, sendo utilizada como meio de
gestão do tempo de trabalho.
Na linguagem no trabalho refere-se à realidade constitutiva da situação de
trabalho global na qual acontece a atividade , para a execução eficaz do trabalho . Diz
respeito a todas as conversas que favorecem trocas na situação de trabalho.
Na linguagem sobre o trabalho apresenta-se nos saberes transmitidos entre
os indivíduos em um coletivo de trabalho, ao se expressarem a respeito de sua
atividade, possibilita avaliar uma situação, um problema, objetivando a ação. Esta
linguagem se encontra imbricada com as outras linguagens, revelando-se adequada
a uma melhor disponibilização do conhecimento a serviço da ação sobre o trabalho,
visando à mudança.
Como afirma Baccega (1995, p. 40-43), é no cotidiano que as palavras que
acompanham os nossos gestos, que compõem os nossos atos, brotam em mutação,
muitas vezes indecisas, plenas de sua condição de reprodução/transformação. A fala
é sempre produto de um individuo social, inclui participação ativa . O homem se
forma no processo de instituição dessas relações , modificando o mundo exterior e,
ao modificá-lo, modifica-se. Por isso, a palavra não é um dado, é um dando-se, vez
que ela participa desse processo de transformações.
Na linguagem sobre o trabalho, pode-se incorporar a metodologia do
Coaching e seu desenvolvimento, já que os sujeitos fazem uso da linguagem para
criar, modificar, adaptar e resolver suas questões individuais e coletivas na atividade
de trabalho, para tanto, a aplicabilidade do método pode colaborar, através do uso
da linguagem, para a construção de uma ação voltada à mudança dos envolvidos
"na situação de trabalho" como menciona Fa"ita (2002, p. 24) . Para o autor, uma
situação de trabalho apenas tem sentido se estiver inscrita na complexidade da
experiência de trabalho, dessa forma, o mesmo ocorre para uma eficaz viabilidade
da prática do Coaching.

o Bibliotecário e sua atuação
O bibliotecário, ao longo da história da Biblioteconomia, sendo uma das
profissões mais antigas do mundo, continua sendo alvo de constantes estereótipos e
críticas focados em sua atuação no ambiente de trabalho. Muitos ainda são vistos
como retrógrados , passivos, sistemáticos, avessos às mudanças, tecnicistas, sendo
desqualificados e pouco reconhecidos como profissionais atuantes e engajados,
embora estejamos em pleno século XXI. No contexto das instituições públicas, a
grande maioria desses profissionais atua como trabalhadores e, pode-se perceber,

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outras tantas conotações pejorativas até mais enfáticas do que estas mencionadas.
Entretanto,
a profissão do bibliotecário reveste-se de extrema importância. Não
de uma importância passiva, restrito ao mero trabalho de fornecer
livros previamente solicitados pelos usuários, mas de uma
importância ativa, reflexo e conseqüência de uma atividade que exige
posicionamentos e opções a cada momento. Para cada questão
formulada por um usuário, existe a necessidade de uma atividade
diferenciada, de uma opção quase que única de atendimento. A
estratégia de busca é diferente, em cada pesquisa, pois deve
adequar o tipo de informação àquele usuário em particular. Sem uma
postura, sem um posicionamento anterior, é impossível atuar sobre
aquela relação com um mínimo de coerência (ALMEIDA JUNIOR,
2009).

Deve-se inferir que mais do que a intervenção da sociedade, do Estado
e do poder capitalista dominante, o profissional bibliotecário deve, por si mesmo,
resgatar sua identidade profissional, tornando-se participativo e atuante, sendo
agente transformador de mudanças, buscando na educação continuada e no
autoaperfeiçoamento, construir uma nova imagem condizente com o seu papel de
mediador entre a informação e o usuário. É reconhecido que, a melhoria da
qualidade dos serviços de informação prestados e, a consequente satisfação dos
usuários é resultante do modo de gestão do trabalho desenvolvido nos serviços e
tem o bibliotecário como protagonista desse processo.
O bibliotecário tem um longo caminho a percorrer para reorganizar sua forma
de atuação e aprimorar suas competências para o devir do trabalho, assim, pode-se
utilizar do método Coaching para averiguar suas necessidades de aperfeiçoamento
e de superação de problemas e dificuldades advindas de sua prática profissional.

Considerações Parciais/Fi nais
Mediante os temas abordados neste trabalho , é crucial olhar para o ser
humano (trabalhador) e o mundo do trabalho em que este se insere e permuta
diuturnamente, para a ampliação desta temática para além do que o senso comum
entende como trabalho e seus meandros, propondo um olhar reflexivo, transmutável
e que preserve a dignidade humana para a qual o trabalho é provedor.
Nessa perspectiva , é necessário obter respostas sobre qual será o futuro dos
trabalhadores dentro da nova lógica trabalhista . Como o trabalhador deve se
adaptar, se reconhecer, se integrar e sentir-se parte intrínseca dentro das mudanças
no mundo do trabalho, sem o determinismo do poder e do controle por parte dos
capitalistas? Como a comunicação pode efetivamente colaborar para que os
trabalhadores possam ser levados em conta, serem ouvidos em suas necessidades
de bem-estar, em suas demandas de trabalho? Deve-se começar transcendendo as
teorias clássicas de comunicação: mensagem , receptor, emissor, ruído , uma vez que
a linguagem é ação transformadora do indivíduo e a comunicação é parte do
processo produtivo de trabalho, é procedimento. Outra forma é fazendo uso do
método Coaching, potencializando e melhorando a otimização dos processos e do
ambiente de trabalho, fazendo prevalecer as questões concretas desse local na
governança da empresa, colocando em palavras o que realmente se faz no trabalho

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e o impacto no 'coletivo de trabalho'.
O trabalho é uma atividade fundamental para todos os seres que habitam o
planeta, sejam eles animais racionais ou não, e o mundo corporativo está abarrotado
de cartilhas, manuais, livros de gestão e negócios, de autoajuda , enfim , de diversas
tábuas de mandamentos com instruções precisas de como se manter empregável.
A atuação do bibliotecário não se restringirá apenas à organização da
informação, à seleção e aquisição de recursos informacionais e à gestão da coleção
de seus acervos. O atual cenário tecnológico e comunicacional acelera o processo
de reconstrução desses locais em ambientes de trabalho repletos de novos desafios
e oportunidades de aprendizagem e ações. Assim, o bibliotecário enquanto
trabalhador e gestor de processos comunicacionais, já se depara com novas formas
de gerir os membros de sua equipe, de seu trabalho, atuante na instituição que faz
parte. Por consequência dessas transformações, é cabível e necessário pensar e
incluir a prática do Coaching como uma ferramenta importante e necessária , por
auxiliar os indivíduos a atingirem seus objetivos na busca de melhorar a forma de
trabalho de seus trabalhadores.
Estas considerações pretendem iniciar a discussão, tornando-a mais
instigante e desafiadora, podendo ser pensada e analisada em cada âmbito onde se
trabalha com conhecimento, comunicação e sujeitos, bem como refletir sobre os
detalhes de aplicação e condução da prática do Coaching a partir de outros métodos
e abordagens.

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conformismo e ação guerrilheira do bibliotecário, out./2009 . Disponível em :
http://www.ofaLcom .br/pessoais conteudo.php?cod=9 . Acesso: 10/01/2012.
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BACCEGA, Maria Aparecida . Palavra e discurso : literatura e história. São Paulo:
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BAKHTIN , Mikhail (V. N. Volochínov). Marxismo e filosofia da linguagem . 12. ed . São
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Apresenta um estudo inicial sobre a possibilidade de integração e aplicação da metodologia Coaching no contexto do mundodo trabalho e da comunicação, tendo o Bibliotecário como protagonista, noquese refere à sua atuação social e mediadora da informação em seu ambiente de trabalho, podendo ser este o participante articulador e ativo dessa proposta, seja como Coach ou mesmo como Gestor de processos comunicacionais. O presente estudo, também pretende inserir um novo olhar a esse profissional em seu trabalho, na adoção desse dispositivo ou apenas ssucitar discussões sobre este tema para a ampliação e necessidade de outras pesquisas. Propõe uma aproximação do profissional bibliotecário à prática deste estudo nos Serviços de Informação.</text>
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                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

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Resumo expandido

PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO DE UM BANCO DE
DADOS DOS PROJETOS POLíTICOS PEDAGÓGICOS DOS CURSOS
DA UFMA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Erlane Maria de Sousa 1, Osvaldo S. S. Junnioi
1Bibliotecária, Especialista em Docência do Ensino Superior, Universidade Federal do
Maranhão - UFMA, São Luís, Maranhão
2Mestre em Engenharia Elétrica com atuação em Computação, Universidade Federal do
Maranhão - UFMA, São Luís, Maranhão

1 Introdução

o recurso público deve ser gerido com excelência e transparência no
âmbito das unidades da administração pública com o objetivo de oferecer serviços
de qualidade para a sociedade . A Universidade Federal do Maranhão - UFMA,
Instituição Federal de Ensino Superior - IFES, que oferece serviços voltados para
suas atividades-fim de ensino, pesquisa e extensão, também deve atender esta
exigência. Então, para que a UFMA proporcione serviços educacionais de qualidade,
ela deve atender vários fatores . Um deles é ter um acervo bibliográfico atualizado e
compatível com as necessidades informacionais da comunidade acadêmica e,
principalmente, que ele seja espelho dos Projetos Políticos Pedagógicos - PPP dos
cursos da instituição. Um desafio para a Biblioteca Central da UFMA, responsável
pela seleção e aquisição de material informacional da instituição, é como utilizar o
recurso público de maneira otimizada para alcançar a meta de manter o acervo
adequado em consonância com os PPP.
Este trabalho apresenta uma Proposta de Desenvolvimento de um Banco
de Dados dos PPP dos Cursos da UFMA, no intuito de ser utilizado em concordância
com o Sistema Integrado de Patrimônio, Administração e Contratos - SIPAC, mais
precisamente nos módulos Biblioteca e Compra de Material Informacional, no
Quesito Seleção e Aquisição de Materiais Informacionais. O objetivo é que, no
momento da análise para atendimento das Requisições de Sugestões, o sistema
auxilie na tomada de decisão, apontando se aquele título faz parte de uma
bibliografia básica ou complementar de um determinado PPP de um curso, e se o
quantitativo desse título no acervo está de acordo com a demanda da universidade e
com os parâmetros do MEC. Ressalta Miranda (2007, p. 9) : "Os bibliotecários devem
permanecer cientes das exigências do MEC para composição do acervo no que se
refere à quantidade e à qualidade mínima de títulos e exemplares."
Com a implantação desta proposta , espera-se que tenhamos um real
quadro do acervo em conformidade com os PPP e que o orçamento utilizado seja
gasto sistematicamente priorizando a bibliografia básica e complementar dos cursos.

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�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

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Resumo expandido

2 Motivação e Metodologia

A motivação para se chegar a essa proposta surgiu durante a implantação
do novo sistema corporativo SIPAC na UFMA, em 2011 . Mediante a sua
implementação e adaptação, no que concerne ao Módulo Biblioteca, no Quesito
Seleção e Aquisição de Material Informacional, sentiu-se a necessidade de uma
ferramenta que auxiliasse o critério da escolha dos títulos que fazem parte dos PPP
dos cursos.
Atualmente o Núcleo de Tecnologia de Informação - NTI procede com o
ajustamento às necessidades e demandas da realidade institucional da UFMA.
Procedimento este, que já resultou em incorporações funcionais adequadas aos
serviços prestados.
O NTI vislumbrou a proposta e em parceria com o Núcleo Integrado de
Bibliotecas - NIB dá seguimento a uma pesquisa exploratória de cunho qualitativa, já
que se trata de técnica de observações e análise da tarefa/funcionalidade que
propõe a Base de Dados, no intento de obter exclusivamente impactos/resultados
positivos nas funcionalidades já existentes no sistema . A posteriori far-se-á coletas
das informações que formarão o banco de dados para então, o desenvolvimento e
implantação da Base de Dados, concomitantemente, serão real izados testes, ajustes
e adaptações conforme a necessidade.

3 Resultados Parciais/Finais
O SIPAC trouxe a informatização descentralizada e sistemática do
processo de sugestões de títulos e, consequentemente, maior democratização e
acessibilidade ao processo de aquisição de material informacional da universidade.
Assim, pode-se afirmar que, com a implantação da proposta e suas devidas
funcionalidades , o NIB terá condições de realizar a seleção e aquisição de material
informacional de forma pertinente, o que resultará num acervo que conglomere os
PPP dos cursos, contribuindo, dessa forma , para o progresso da instituição. Como
afirma Andrade e Vergueiro (1996, p. 5) que ''[. .. ] com a aquisição é que começa de
fato a existir uma instituição destinada a preservar e a divulgar as criações de
conhecimento humano [... l".

4 Considerações Parciais/Finais
Pretende-se que a Base de Dados dos PPP resulte em uma importante
ferramenta para subsidiar de forma criteriosa a seleção e formação do acervo do
NIB, auxiliando não apenas na tomada de decisão qualitativa de títulos, mas também
quantitativa e, dessa forma , permitir o crescimento racional e equilibrado do acervo
da Universidade Federal do Maranhão. Em suma, o propósito dessa ferramenta é
assegurar que o acervo esteja totalmente apropriado aos Projetos Políticos

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Resumo expandido

Pedagógicos dos cursos e às suas ementas. Com isso, o acervo estará a contento
com a intrínseca relação entre ensino, pesquisa e extensão.

5 Referências
ANDRADE, Diva; VERGUEIRO, Waldomiro. Aquisição de materiais de
informação. Brasília Briquet de Lemos, 1996.
MIRANDA, Ana Cláudia Carvalho de. Desenvolvimento de coleções em bibliotecas
universitárias. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
Campinas, v. 4, n. 2, p. 01-19, jan./jun. 2007.

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                <text>2012</text>
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                <text>Este trabalho apresenta uma Proposta de Desenvolvimento de um Banco de Dados dos PPP dos Cursos da UFMA, no intuito de ser utilizado em concordância com o Sistema Integrado de Patrimônio, Administração e Contratos - SIPAC, mais precisamente nos módulos Biblioteca e Compra de Material Informacional, no Quesito Seleção e Aquisição de Materiais Informacionais. O objetivo é que, no momento da análise para atendimento das Requisições de Sugestões, o sistema auxilie na tomada de decisão, apontando se aquele título faz parte de uma bibliografia básica ou complementar de um determinado PPP de um curso, e se o quantitativo desse título no acervo está de acordo com a demanda da universidade e com os parâmetros do MEC.</text>
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                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
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DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES PARA PESSOAS COM
DEFICIÊNCIA VISUAL NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Clemilda dos Santos Sousa 1,Francisco Jonatan Soare~
Geovanice Maria Anselmo da Silva 3, Neiliane Alves Bezerra 4
1 Bibiliotecária do Sistema de Biblioteca da UFC(SB/UFC), Especialista em Metodologia
Científica, Componente da Comissão de Acessibilidade do SB/UFC e da Secretária de Acessibilidade
UFC Inclui, Universidade Federal do Ceará , Fortaleza , Ceará.
2 Diretor do SB/UFC, Mestrando em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior,
Componente da Comissão de Acessibilidade do SB/UFC , Universidade Federal do Ceará , Fortaleza ,
Ceará

3Bibliotecária do SB/UFC, Especialista em Metodologia Cientifica , Componente da Comissão
de Acessibilidade do SB/UFC , Universidade Federal do Ceará, Fortaleza , Ceará.
4 Bibliotecária do SB/UFC , Coordenadora da Comissão de Acessibilidade do SB/UFC , Mestre em
Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará.

Resumo
Trata-se de um relato cujo objetivo é descrever a expenencia realizada pela
Comissão de Acessibilidade do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do
Ceará no processo de desenvolvimento de acervo para pessoa com deficiência
visual, com o serviço de digitalização de acervo. A proposta de inclusão da pessoa
com deficiência na educação superior traz implicações para a biblioteca universitária
que precisa assumir a responsabilidade de proporcionar aos usuários com
deficiência, igualdade de oportunidades no processo de busca e uso da informação,
por meio do acesso aos acervos informacionais, recursos, produtos e serviços.
Espera-se com o serviço de digitalização de acervo formar uma coleção de materiais
digitais ou digitalizados para atender a demanda dos usuários com deficiência visual,
promovendo a igualdade de oportunidade no acesso à informação, proporcionando à
pessoa com deficiência visual uma aprendizagem, autônoma e satisfatória .

Palavras-Chave:
Desenvolvimento de Coleções; Educação inclusiva; Acessibilidade; Pessoas
com Deficiência Visual.

Abstract
This is an experience report, whose to describe the experiment conducted by the
Commission's Accessibility Library System at the Federal University of Ceará in the
process of developing collections for people with visual disabilities. The proposed
inclusion of people with disabilities in higher education has implications for the

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university library that needs to take responsibility for providing users with disabilities,
equal opportunities in the search process and use information through access to
collections of informational resources products and services. It is hoped that this
service form a collection of digital or digitized materiais to meet the needs of visually
impaired users, promoting equality of opportunity in access to information and
provinding at the
people with visual disabilities autonomous learning and
satisfactory.

Keywords:
Collection Development; Inclusive Education ; Accessibility; People with Visual
Impairment.

1 Introdução

o acesso ao conhecimento é indispensável na formação acadêmica de
qualquer estudante universitário, entretanto esse acesso ainda constitui um desafio
para o aluno universitário com deficiência na Universidade Federal de Ceará (UFC) .
No caso de pessoas com deficiência visual o acesso ao acervo da biblioteca
apresenta diversos entraves.
A problemática vivida por este grupo de pessoas é bem especifica : os
estudantes não encontram os livros que compõem as bibliografias dos cursos que
estão matriculados, em formato acessível o que gera prejuízos na sua formação
profissional , visto que não podem realizar todas as leituras que precisariam para
aperfeiçoar seus conhecimentos.
Conscientes da importância das bibliotecas na formação acadêmica como
fonte de informação e conhecimento no processo ensino-apredizagem, foi criado o
serviço de "digitalização de acervo para pessoas com deficiência visual" que vem
responder a uma demanda dos discentes por materiais bibliográficos acessíveis.
O serviço de digitalização de acervo faz parte das ações conduzidas pela
Secretária UFC Inclui e vem sendo desenvolvido em parceria com a Comissão de
Acessibilidade do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará
(SB/UFC) , no inicio de 2010.
O presente trabalho objetiva apresentar a metodologia utilizada para
desenvolver uma coleção para pessoas com deficiência visual , com base no serviço
de digitalização de material bibliográfico.
2 Componentes de uma Universidade Inclusiva
Pensar na inclusão da pessoa com deficiência na educação requer das
instituições educacionais o compromisso de oferecer a igualdade de oportunidades
para todos. Conforme a visão de Riera (2011 , p. 3) para responder, adequadamente ,
a toda esta diversidade é necessário que as instituições adotem modelos que
acolham as diferenças individuais, aplicando recursos metodológicos e estratégias
que facilitem o desenvolvimento das capacidades, tanto pessoais como sociais dos
seus alunos.
Portanto o referido autor compreende que no âmbito da educação
superior, uma universidade é considerada inclusiva na medida em que se

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responsabiliza pela diversidade de seu alunado, de forma a assegurar que o sistema
favoreça a aprendizagem de todos. A construção de um sistema educacional
inclusivo é aquele que vê a pessoa com deficiência não como um obstáculo ou
problema, e sim como uma realidade complexa e que enriquece o processo de
ensino-aprendizagem , e ao mesmo tempo, dá a oportunidade de todos os
envolvidos com o ato de educar exercitar suas competências para conviver com a
diversidade.
Uma universidade inclusiva, conforme Borland e James (1999) apud Lissi
(2009, p. 310) devem apresentar os seguintes componentes:
a) políticas internas na instituição - que promovam a inclusão e que
considerem medidas antidiscriminatórias que favoreçam o desempenho
e que permitam revisar normas e regulamentos que velem seu
cumprimento. Por exemplo, velar por um acesso igualitário à
informação e aos serviços;
b) aspectos relativos à docência - para apoiar o ensino em contextos
inclusivos se deve orientar e assessorar aos docentes acerca das
necessidades, adequações metodológicas e adaptações curriculares;
c) capacitação em ferramentas tecnológicas - que favorecem o processo
de aprendizagem e de avaliação que demanda que o estudante com
deficiência. Além disso, incorporar a temática da deficiência dentro da
grade curricular poderá contribuir para a formação de professores
facilitadores de inclusão no futuro;
d) aspectos relativos à infraestrutura - a necessidade de acessibilidade
física implica não somente que os estudantes possam ter acesso aos
espaços físicos com maior independência, sim também a todos os
serviços e apoios tecnológicos necessários ao bom desempenho
acadêmico;
e) aspectos relativos aos estudantes com deficiência - dependendo da
deficiência e das características de cada estudante, os apoios
específicos podem implicar a disposição de recursos humanos,
materiais e tecnológicos, tais como: intérprete de língua de sinais,
ledores, materiais em Braille ou outro formato alternativo, tecnologia
assistiva ;
f) programa de pares - estudantes voluntários ou ajudantes financiados
por programas de bolsas de estudo para dar suporte acadêmico e
contribuir na sensibilização da comunidade universitária;
g) aspectos relativos à pesquisa - por último, as intervenções realizadas
com estudantes requerem do conhecimento da própria população ou
comunidade universitária e dos resultados que tenham as ações
realizadas em ou com os estudantes com deficiência. Portanto, a
pesquisa constitui um dos pilares para a manutenção e a otimização
das intervenções.
Dentre os aspectos mencionados acima, os recursos humanos têm
relevância significativa na construção de metodologias, tecnologias que envolvem
competência, isto é, conhecimentos, habilidades e atitudes que redundem na
efetivação da cultura inclusiva.
A proposta de inclusão da pessoa com deficiência na educação superior

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traz implicações para a biblioteca universitária que precisa assumir a
responsabilidade de proporcionar aos usuários com deficiência, igualdade de
oportunidades no processo de busca e uso da informação, por meio do acesso aos
acervos, recursos , produtos e serviços.
As atividades de planejamento e avaliação na biblioteca são os
instrumentos que possibilitam definir objetivos estratégicos, metas e indicadores
para a construção da cultura inclusiva. Somente assim, a biblioteca se converterá
em um espaço como diz Ferres (2006 , p.21) "que permite a presença e proveito de
todos, e acolha a maior variedade de público possível para as suas atividades, com
instalações adequadas ás diferentes necessidades e em conformidade com as
diferenças físicas antropométricas e sensoriais da população."
Conforme Riera (2011) , a inclusão da pessoa com deficiência na
educação será muito difícil de ser aceita em um modelo de instituição seletiva ,
baseada no conceito unidirecional de aprendizagem em que a ação do professor
consiste exclusivamente na transmissão de conhecimentos que devem ser
aprendidos pelos alunos, sem estabelecer nenhuma interação entre os aprendizes.
Para esse conceito de educação, a inclusão será, para os docentes e
gestores, uma tarefa educativa muito dolorosa, cuja realização só será possível
mediante uma série de exigências por parte de docentes e gestores que não se
sentem responsáveis pela atenção à educação da pessoa com deficiência.
A resistência à adesão ao processo de educação inclusiva se manifesta
em alguns comportamentos, tais como:
Tendência a exigir que as instituições ponham mais ajudas e especialistas
para se responsabilizares pelos "diferentes" ou os "não normais".
Consideram que os problemas e dificuldades para aprender são do aluno e
do entorno, porém não da instituição. Não se avaliam nem se questionam
as atuações pedagógicas e organizativas. Exigem medidas terapêuticas que
consideram "imprescindíveis (RIERA, 2011 , p.136)

Um modelo de universidade inclusiva é baseado no enfoque construtivista
de ensino e aprendizagem que valoriza o aumento das interações dos estudantes,
consideradas um fator primordial de aprendizagem .
É nessa perspectiva que a Comissão de Acessibilidade do SB/UFC
definiu como uma de suas ações o desenvolvimento de coleções para os usuários
com deficiência visual.

2.1 Desenvolvimento de coleções
Para Shera (1976) apud Lima e Figueiredo (1984, p.138), o
desenvolvimento da coleção de uma biblioteca é um ato de criação intelectual e o
bibliotecário para realizá-lo deve conhecer livros e homens, e os usos que os últimos
farão dos primeiros.
A afirmação dos referidos autores remete a um olhar da biblioteca para o
usuário com deficiência (homens) que também fazem parte da comunidade que
precisa utilizar o seu acervo em suas necessidades de informação para a
aprendizagem e produção do conhecimento científico.
Na temática da educação inclusiva , a pessoa com deficiência visual
apresenta enormes dificuldades para ter acesso a informação, contida em livros,

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revistas, visto que tradicionalmente esses materiais estão em formato impresso, e
quando digitais nem sempre as especificações necessárias para que esses possam
ser lidos por leitores de tela por exemplo, são conhecidas ou respeitadas no
momento da elaboração ou editoração.
Essas situações são interessantes para serem consideradas, observadas
no desenvolvimento de coleções, fatores como: a aquisição de livros eletrônicos,
criação de coleções para bibliotecas digitais, repositórios institucionais, periódicos
eletrônicos, digitalização de coleções especiais, merecem atenção diferenciada.
Há uma carência muito grande de literatura sobre metodologias de
desenvolvimento de coleções para pessoas com deficiência visual. É preciso não se
esquecer que estes usuários produzem e consomem informação e conhecimento de
forma diferenciada que precisa ser respeitada no momento de aquisição dos
materiais, como também os sistemas de gestão da informação, nos produtos e
serviços.

3 Relato de Experiência
A proposta de inclusão da pessoa com deficiência no SB/UFC teve origem
nas discussões da Comissão de Acessibilidade que faz parte das Comissões
Especializadas de Estudo (CEE) da Biblioteca Universitária da UFC, criadas com o
objetivo de descentralizar as decisões administrativas, objetivando diagnosticar as
necessidades de mudanças para a solução de problemas técnicos e estruturais do
Sistema de Bibliotecas da UFC.
O objetivo da Comissão de Acessibilidade, criada em 2010 em primeiro
lugar é identificar os usuários com deficiência, diagnosticar as condições de
acessibilidade física, tecnológica e recursos humanos do Sistema de Bibliotecas,
como também definir políticas de desenvolvimento de acervo e capacitar os recursos
humanos.
A primeira ação da Comissão de Acessibilidade foi obter um diagnostico
das condições de acessibilidade nas bibliotecas da UFC em relação aos aspectos
físicos, tecnológicos de produtos e serviços. Após esse estudo, enviamos propostas
de intervenção e melhorias, objetivando a promoção das condições necessárias à
acessibilidade nas bibliotecas.
Na conclusão do trabalho recomendou-se:
Para que o Sistema de Biblioteca da UFC possa atender às exigências do
MEC é necessário; criar uma política de acessibilidade que envolva: a
capacitação profissional, o desenvolvimento de acervo acessível, a
eliminação de barreiras arquitetônicas, elaboração de serviços e produtos
como também aquisição de tecnologia assistiva. (BEZERRA, 2011) .

Neste sentido o serviço de digitalização de materiais bibliográficos se
constituía como uma das possibilidades para o desenvolvimento de um acervo
acessível.
Indo ao encontro das recomendações baseadas no diagnóstico da
comissão, um fato importante na trajetória das pessoas com deficiência na UFC
aconteceu : a criação da Secretária de Acessibilidade UFC Inclui, como estrutura
administrativa na universidade, sendo aprovada pelo Consuni em 30 de agosto de
2010, ligada à reitoria, esta potencializou e faz eco às propostas da Comissão de

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Acessibilidade do SB/UFC.
A Secretária de Acessibilidade UFC Inclui tem um olhar para toda a
universidade e sua intenção é acelerar o processo de inclusão de cegos, surdos,
cadeirantes e pessoas com outros tipos de deficiência ou mobilidade reduzida, tendo
como principais atribuições:
a) elaborar, executar e gerenciar ações e pesquisas realizadas na área de
acessibilidade ;
b) dar suporte às unidades acadêmicas e aos órgão administrativos da
UFC, sobre as necessidades físico-arquitetônicas, pedagógicas e
atitudinais;
c) promover discussões, debates, palestras, seminários, oficinas de
trabalho e ciclo de estudos sobre o tema .
Em sua estrutura a Secretária UFC inclui tem comissões de trabalho
composta por vários profissionais de diversas áreas do conhecimento e dentre eles
um bibliotecário, representante do SB/UFC.
No plano de políticas de inclusão das pessoas com deficiência, elaborado
pela Secretária UFC inclui, consta o desenvolvimento de acervo de caráter
cientifico, em formato acessível para pessoas com deficiência visual. Que no
momento tem no serviço de digitalização de materiais bibliograficos seu principal
alimentador.

3.1 Metodologia Geral do serviço

o serviço de digitalização de materiais bibliograficos conta com uma
equipe coordenada por uma bibliotecária do SB/UFC e sete bolsistas de projetos de
graduação e Iniciação Acadêmica, com suporte técnico da Secretaria de
Acessibilidade UFC Inclui, situada ao lado da Biblioteca de Ciências Humanas. O
serviço é realizado no laboratório da Secretária, equipado com computadores,
scanners e programas específicos para digitalização.
3.2 Metodologia de atendimento
A dinâmica do serviço engloba sete passos:
a) entrevista de referência onde é feito um levantamento da demanda
informacional do aluno, de sua bibliografia para o semestre corrente;
b) pesquisa em bases de dados da Biblioteca como: Portal de Periódicos
CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior), Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (TE DE) , nos livros
eletrônicos, entre outros do material indicado na entrevista de
referência, porque existe a possibilidade do material solicitado já esta
disponível, o que evitaria a digitalização. Caso o material não seja
encontrado é feito o pedido para digitalização;
c) cadastro do usuário com deficiência visual no Sistema Pergamum para
que o mesmo tenha acesso ao material digitalizado;
d) digitalização das obras indicadas pelos alunos. Nesse caso, os livros
ou artigos são digitalizados em formato acessíveis para leitura com
programa leitores de tela;
e) quando esse material é digitalizado, em formato de texto, o mesmo

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sofre alterações, o que exige a correção de imperfeições provenientes
de rasuras , manchas, riscos , uso de marcadores de texto, entre outros;
f) em decorrência desse procedimento, surge o sexto passo: áudiodescrição das imagens (ilustrações, gráficos ou tabelas) que não são
lidas pelos programas leitores de tela e, por esse motivo, precisam ser
áudio descritas para que a informação não se perca . Segundo Vieira e
Lima (2010 , p. 4) o termo áudio-descrição é definido como:
A áudio-descrição é uma técnica de representação dos elementos-chave
presentes numa dada imagem que, ao dialogar com os elementos de um
texto verbal , pode ser descrita também de forma verbal para formar uma
unidade completa de significação. A áudio-descrição pode ser de uma
imagem estática como uma pintura no museu, de uma escultura em três
dimensões, da gravura bidimensional presente nos livros didáticos; ou de
imagens dinâmicas que nada mais são do que um conjunto de imagens
estáticas que juntas criam a ilusão de movimento como o que se processa
nos filmes de cinema, televisão, peças de teatro, ou vídeos de computador.

A áudio-descrição das imagens na literatura científica, que é o caso das
obras digitalizadas na UFC, é de fundamental importância para a compreensão dos
textos, o que se torna mais complexo dependendo da área do conhecimento. No que
se refere à relação texto e imagens, os autores acima citados argumentam :
Diante desta interdependência imagem e texto, o aluno com deficiência
visual enfrenta uma situação de desigualdade e de exclusão por lhe ter sido
historicamente denegado o acesso ao pólo imagético desta dualidade. A
áudio-descrição poderia lhe permitir compreender e exercitar mentalmente
estas inter-relações. A oferta da áudio-descrição das imagens presentes no
material didático vem a ser, portanto, crucial no estabelecimento dessas
conexões mentais entre imagem e texto para o aluno com deficiência visual.
(VIEIRA; LIMA, 2010 , p. 3)

A última etapa é a catalogação do material digitalizado no catálogo online
da biblioteca . O Sistema Pergamum oferece a opção de criar essa coleção no
módulo "Pesquisa acessibilidade" onde o material pode ficar catalogado com
segurança, podendo ser acessado somente através de login e senha, garantindo,
com segurança , que o acesso ao material seja exclusivo para o uso de pessoas
com deficiência visual , obedecendo a Lei do Direito Autoral (Lei nO 9610).

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Figura 1 - Página do catalogo online, modulo pesquisa acessibilidade
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eletrônico) : / 1009

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Foldore do nordeste / 1960

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Fonte: Biblioteca Universitária da UFC . Site. 2012. Disponível em: &lt;
http://bibweb.npd.ufc.br/pergamum/biblioteca/index.php ?resolution2= 1024_ 1&amp;tipo_pesquisa
=&amp;filtro_bibliotecas=&amp;filtro_ obras=&amp;id=/&gt; . Acesso em: 10 mar. 2012.

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Figura 2 - Página do catalogo online, acesso ao material digitalizado através do login

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Biblioteca Universitária da UFC. Site.
2012.
Disponível em : &lt;
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=&amp;filtro_bibliotecas=&amp;filtro_obras=&amp;id=/&gt; . Acesso em: 10 mar. 2012.

4 Considerações Parciais
Espera-se com o serviço de digitalização formar uma coleção de materiais
digitais ou digitalizados para atender a demanda dos usuários com deficiência visual,
promovendo a igualdade de oportunidade no acesso a informação e, dessa forma, a
pessoa com deficiência visual tenha uma aprendizagem, autônoma e satisfatória,
interagindo com todos.

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Nessa experiência, constata-se que as características dos usuários com
deficiência visual não são homogêneas. Quando se conhece a história de vida do
usuário, compreende-se que existem singularidades no que se refere processo de
aquisição da leitura e da escrita.
Essa informação é essencial para adequar produtos e serviços às
características dos usuários, "pois nem toda pessoa cega lê em em Braille" como
comenta Torres, Manzzoni e Mello (2007, p. 369) . Para quem perdeu a visão após o
domínio da escrita , muitas vezes tem dificuldades com o Braille. Por outro lado,
muitas pessoa com deficiência visual congênita dominam muito bem o Braille e
usam com menor intensidade tecnologias assistivas como leitores de tela .
Nessa ambiência tem sido essencial a colaboração dos usuários com
deficiência visual na avaliação de produtos e serviços, como também na
participação em cursos e treinamentos que estão ajudando a modelar a biblioteca
inclusiva. Além disso, a colaboração de profissionais das várias áreas do
conhecimento como educação e informática é imprescindível.

Referências
BEZERRA, Neiliane Alves et alo A biblioteca universitária na proposta do desenho
universal: um diagnóstico do sistema de bibliotecas da Universidade Federal do
Ceará.
In:
CONGRESSO
BRASILEIRO
DE
BIBLIOTECONOMIA
E
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Trata-se de um relato cujo objetivo é descrever a experiência realizada pela Comissão de Acessibilidade do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará no processo de desenvolvimento de acervo para pessoa com deficiência visual, com o serviço de digitalização de acervo. A proposta de inclusão da pessoa com deficiência na educação superior traz implicações para a biblioteca universitária que precisa assumir a responsabilidade de proporcionar aos usuários com deficiência, igualdade de oportunidades no processo de busca e uso da informação, por meio do acesso aos acervos informacionais, recursos, produtos e serviços. Espera-se com o serviço de digitalização de acervo formar uma coleção de materiais digitais ou digitalizados para atender a demanda dos usuários com deficiência visual, promovendo a igualdade de oportunidade no acesso à informação, proporcionando à pessoa com deficiência visual uma aprendizagem, autônoma e satisfatória.</text>
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Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

GESTÃO DA INFORMAÇÃO NA REDE SOCIAL VIRTUAL DA
BIBLIOTECA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO DE
IMPERATRIZ
Alesandra Saraiva de Sousa 1, Sheila de Sousa Monteiro2
1 Mestranda
2

em Administração, UFMA, Imperatriz, Maranhão
Mestranda em Administração, UFMA, Imperatriz, Maranhão

Resumo
Este estudo visa destacar a relevância da gestão da informação nas redes sociais
virtuais como forma de subsidiar as tomadas de decisões nas organizações, Foi
realizado um estudo de caso da rede social virtual da biblioteca da Universidade
Federal do Maranhão de Imperatriz, a qual utiliza a rede social virtual, facebook, e
que atualmente possui 510 "amigos". Como instrumento de pesquisa foi utilizado a
entrevista semi-estrutura com 1 gestores de biblioteca, 2 técnicos administrativos, 1
discente e 1 docentes, A pesquisa mostrou que a gestão da informação na Bca
Ccsst Ufma, é positiva para os discentes que tem informações precisas e
transparentes remotamente, para os técnicos administrativos que com a informação
na rede leva a uma situação confortável e tranquila de relacionamento com os
usuários, para os gestores, pois proporciona pilares para processos decisórios e
para os docentes que recebem informações sobre novas aquisições. Logo, diante
dessa realidade é fundamental que a função da rede social virtual esteja alinhada às
necessidades dos usuários, pois uma depende da outra para o sucesso da gestão
da biblioteca universitária.

Palavras-Chave: Gestão da Informação; Redes Sociais Virtuais; Tomadas de
Decisão; Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC); Serviços de Biblioteca.

Abstract
This study aims to highlight the importance of information management in social
networks as a way to support decision making in organizations, We conducted a
case study of the social network's library of the Federal University of Maranhão
Empress, which uses social networking, facebook, and currently has 430 "friends" ,
The research instrument used was a semi structure with two library managers, two
administrative staff, six students and six teachers. Research has shown that the
management of information in Bca Ccsst Ufma is positive for the student who has
remotely accurate and transparent for the administrative staff with the information
that the network leads to a comfortable and peaceful relationship with library users to
the manager, it provides building blocks for decision making processes, the teacher
who receives information about new acquisitions. Therefore it is important that the
function of the social network is aligned to the needs of users as a dependent on
another for the successful management of the university library.

Keywords: Information Management; Social Networks; Decision Making; Customer
Service (CAS); Library Services.

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Trabalho completo

1 Introdução
As organizações encaram atualmente diversos desafios para guardar e
controlar a grande quantidade de informações geradas continuamente, tanto interna
como externamente. A informação é considerada bem de valor da sociedade e
matéria prima em todas as atividades.
Diante disto, visto que as redes sociais virtuais contribuem para a
produção dessas informações, cabe propor a organização das informações com o
objetivo de subsidiar decisões nas organizações, bem como, outros processos. As
iniciativas de gestão da informação em redes sociais virtuais ainda são poucas.
Existem algumas organizações que estão utilizando as redes sociais virtuais para
substituir o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) convencional.
No Brasil as redes sociais passam a ser vistas como um meio importante
para quem deseja reclamar, tirar dúvidas ou fazer sugestões. Muitas empresas usam
as redes sociais virtuais para buscar fortalecer o relacionamento com seus clientes.
Dessa forma, surge a necessidade de se implantar estratégias de comunicação
integrada, usando internet.
Além disso, as empresas entendem a necessidade de não apenas
interagir com o cliente, mas também de monitorar o que estar sendo escrito na web,
com o objetivo atender e orientar os clientes, evitando sua imagem afetada por
críticas negativas.
Para tanto, faz-se necessário responder a seguinte questão: quais os
indicadores de desempenho da gestão das informações na rede social virtual da
biblioteca da Universidade Federal do Maranhão em Imperatriz? A utilização das
redes sociais virtuais amplia o relacionamento da biblioteca com o usuário (SILVA,
BACALGINI, 2009) . E com monitoramento da rede social é possível organizar
dúvidas de várias áreas de interesse para embasamento de decisões futuras;
aumentar a confiança do usuário na biblioteca; responder dúvidas instantaneamente
e fazer com que o próprio usuário seja um co-criador das informações.
Contudo, esse estudo pretende identificar a importância da gestão da
informação na rede social virtual da biblioteca da Universidade Federal do Maranhão
(UFMA) em Imperatriz.

2 Revisão de Literatura

°

conceito de redes sociais pode ser explicado recorrendo à comparação
com uma rede de pescadores, formada por diversos nós interconectados, sendo que
nessa comparação os nós são as pessoas em relacionamento (REINO, 2011 , p.99).
Castells (1999, pA98) apresenta o conceito de rede e parte de uma
definição bastante simples - "rede é um conjunto de nós interconectados", mas que
por sua maleabilidade e flexibilidade oferece uma ferramenta de grande utilidade
para dar conta da complexidade da configuração das sociedades contemporâneas
sob o cinco paradigmas informacionais. E, definindo ao mesmo tempo o conceito e
as estruturas sociais empíricas que podem ser analisadas por ele, os cinco aspectos
centrais do novo paradigma, segundo Castells (1999, p.78) são: a informação é
matéria-prima; as novas tecnologias penetram em todas as atividades humanas; a
lógica de redes em qualquer sistema ou conjunto de relações usando essas novas
tecnologias; a flexibilidade de organização e reorganização de processos,

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Trabalho completo

organizações e instituições; e, por fim, a crescente convergência de tecnologias
específicas para um sistema altamente integrado, conduzindo a uma
interdependência entre biologia e microeletrônica.
De acordo com Castells (1999, p.46) uma característica importante da
sociedade informacional, ainda que não esgote todo o seu significado é, "a lógica de
sua estrutura básica em redes, o que explica o uso do conceito de sociedade em
rede". O surgimento da sociedade em rede torna-se possível com o desenvolvimento
das novas tecnologias da informação que, no processo, "agruparam-se em torno de
redes de empresas, organizações e instituições para formar um novo paradigma
sociotécnico" cujos aspectos centrais, representam a base material da sociedade da
informação (CASTELLS, 1999, p. 77) .
As redes são estruturas abertas capazes de expandir de forma ilimitada,
integrando novos nós desde que consigam comunicar-se dentro da rede , ou
seja, desde que compartilhem os mesmos códigos de comunicação (por
exemplo, valores ou objetivos de desempenho). Uma estrutura social com
base em redes é um sistema aberto altamente dinâmico suscetivel de
inovação sem ameaças ao seu equilíbrio (CASTELLS, 1999, p. 499) .

Esta definição dá ao autor uma ferramenta poderosa para suas análises e
observações e lhe permite apresentar algumas conclusões provisórias sobre os
processos e funções dominantes na era da informação indicando que "os processos
de transformação social sintetizados no tipo ideal de sociedade em rede ultrapassam
a esfera das relações sociais e técnicas de produção: afetam a cultura e o poder de
forma profunda" (CASTELLS, 1999, p. 504) .
Dessa forma , o facebook como ferramenta das redes sociais virtuais,
representam a nova sociedade da informação que utilizam essa ferramenta para
comunicar, compartilhar, integrar e inovar em uma grande velocidade as
informações. As redes sociais virtuais causam grande efeito sobre a cultura
informacional digital, e proporciona a participação das pessoas em decisões
importantes das organizações, pois a informação é um produto de grande relevância
nas tomadas de decisões.
A informação e o conhecimento estão em todas as esferas e áreas, são
considerados essenciais tanto do ponto de vista acadêmico quanto profissional e,
quando transformados pelas ações dos indivíduos, tornam-se competências
valorizadas, gerando benefícios sociais e econômicos que estimulam o
desenvolvimento e são, ainda, recursos fundamentais para formação e manutenção
das redes sociais. As redes sociais constituem uma das estratégias subjacentes
utilizadas pela sociedade para o compartilhamento da informação e do
conhecimento, mediante as relações entre atores que as integram (TOMAÉL;
ALCARÁ; DI CHIARA, 2005 , p.93).
A informação é um produto de grande relevância nas tomadas de
decisões, ''[. .. ] cada vez mais, constitui-se em matéria prima básica em qualquer
ramo de atividade , um dos bens de maior valor para o funcionamento da própria
sociedade" (MASSON, 2012, p.2) . A informação produzida pelas organizações e por
seus clientes precisa ser gerenciada, pois se esta for explorada pode contribuir para
a geração de novas ideias, o que faz as organizações diferenciem-se das outras que
ainda não perceberam esse novo paradigma .
"A gestão da informação consiste na gestão de processos, sistemas,

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tecnologias, conteúdos, envolvendo o mapeamento das necessidades de
informação, a produção da informação, sua coleta, organização; disseminação e uso
da informação." (PAULA; CIANCONI , 2007, p.54). Neste sentido, a disseminação de
informações nas redes sociais é importante para a construção do conhecimento nas
organizações, e com isso ter função estratégica que favorecem a otimização de
produtos e serviços.
Para que a gestão [de informação) seja eficaz é necessano que se
estabeleça um conjunto de políticas coerentes que possibilitem o
fornecimento de informações relevantes com qualidade suficiente , precisa ,
transmitida para o local certo, no tempo correto, com um custo apropriado e
facilidades de acesso por parte dos utilizadores (BRAGA, apud PAULA;
CIANCONI , 2007, p.55).

Segundo Dias e Belluzzo (2003, p.47) apud Cavalcante e Valentim (2010,
p.247), "a gestão da informação é conjunto de conceitos, princípios, métodos e
técnicas utilizados na prática administrativa colocados em execução pela liderança
[.. .1para atingir a missão e os objetivos fixados".
Bergeron (1996) apud Alvarenga Neto (2002, p.60) sugere que há um
reconhecimento crescente de que a informação, como qualquer outro recurso
organizacional - financeiro , material e humano - é um recurso que necessita ser
gerenciado para ajudar as organizações a melhorar sua produtividade,
competitividade e performance geral.
O fenômeno das tecnologias, especificamente da internet, desencadeou
várias mudanças no comportamento de consumo e, naturalmente, no cotidiano
empresarial. Um novo ambiente de interação, onde as informações ficam disponíveis
todo o tempo e as pessoas podem interagir e comentá-Ias.
Pesquisa feita em 2010 pelo Cerias (sigla em inglês para Centro de
Educação e Pesquisas de Garantia e Seguranças de Informação), em 17
países, aponta que no Brasil mais de 90% das empresas usam aplicativos
de redes sociais da Internet como ferramentas de negócios. De acordo com
dados levantados pelo Centro, nove de cada dez empresas brasileiras
pesquisadas afirmam ganhar dinheiro com aplicativos (REINO , 2011 , p.93) .

Nesse sentido, a utilização dessa ferramenta na biblioteca propiciará
maior valorização dos serviços, visto que o usuário poderá opinar e assim participar
das melhorias aplicadas à biblioteca .

3 Materiais e Métodos
Este estudo é considerado quanto aos fins um estudo descritivo, pois tem
como objetivo descrever os indicadores de desempenho da gestão da informação na
rede social virtual , facebook. Segundo Cervo e Bervian (2002, p 66) , a pesquisa
descritiva "observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos (variáveis)
sem manipulá-los".
É ainda um estudo de caso, visto que, estuda o caso da Biblioteca da
Universidade Federal do Maranhão de Imperatriz. A rede social virtual da biblioteca
da UFMA em Imperatriz (Figura 1) possui atualmente 510 "amigos", dentre estes
estão docente, discente e técnicos administrativos. A biblioteca entrou no facebook
em 16 de fevereiro de 2011 .

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Na UFMA existem 21 bibliotecas, formando o Núcleo Integrado de
Bibliotecas (NIB). Estas bibliotecas estão distribuídas nas cidades de, São Luis,
Chapadinha , Grajaú, São Bernardo, Pinheiro, Imperatriz, Bacabal e Codó, mas será
considerada apenas a biblioteca de Imperatriz, visto que atualmente esta é a única
que faz uso da rede social virtual.

Figura 1 - Página inicial da rede social virtual da biblioteca .
Fonte : bcaccsstufma/facebook .com

A pesquisa é qualitativa e usou como instrumento para coleta de dados a
entrevista semi-estrutura, com os gestores, técnicos administrativos, docentes e
discentes que utilizam o facebook. Os roteiros de entrevista estão nos Apêndices A,
B, C. A análise dos dados foi realizada mediante a técnica de análise de conteúdo
das respostas dos entrevistados. Essa técnica pode ser aplicada a qualquer forma
de comunicação.
Sendo assim, neste estudo, os resultados da análise das perspectivas
dos entrevistados, quanto à rede social virtual da biblioteca, são apresentados em
tópicos redigidos, com observações do campo e citações literais (falas), não
separados da discussão.
As entrevistas foram realizadas na biblioteca da UFMA de Imperatriz,
pessoalmente com o informante. Antes de se iniciar a entrevista foi apresentado o
objetivo da pesquisa. As perguntas foram feitas diretamente ao informante com base
em um roteiro. As respostas foram gravadas para que o pesquisador não perdesse
nenhuma informação importante. As entrevistas foram realizadas nos três turnos,
pois os informantes estão distribuídos em diferentes horários no intervalo de 8h às
21h.
Participaram da entrevista, 2 técnicos administrativos que são atendes na
biblioteca e que utilizam a rede social virtual. Foi entrevistados 1 docente e 1
discente 1 um gestor da biblioteca , Dentre todos perfazem 5 entrevistados.

4 Resultados Parciais/Finais
O caso relatado trouxe, na perspectiva dos discentes, informações mais
precisas e transparentes, pois se evita idas à biblioteca em dias que não há

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expediente por motivos de greve ou reforma. Isso faz com que os discentes também
não paguem multas por atraso na devolução por não saber que na biblioteca não
havia expediente . As informações disponibilizadas quando e onde necessário, pois o
usuário pode verificar remotamente se seu livro está reservado. Os trechos
destacados correspondem aos comentários realizados pelos entrevistados que são
identificados por R1, R2, R3, R4, R5, para preservar sua identidade.
R1 - Discente
1 Você iá acessou Bca Ccsst Ufma para tirar dúvidas, sugerir ou criticar a biblioteca?
Sim
2 Qual a sua opinião quanto ao uso do facebook como ferramenta da biblioteca?
Otimo. Porque evita as vezes da gente sair de casa só pra ver se UM livro já chegou ou coisa
parecida.
3 Em que situação você foi mencionado no facebook pela Bca Ccsst Ufma?
Em diversos. Desde chegada de livros a sugestão para novo acervo
4 Você tem alguma sugestão para melhorar ou substituir o uso dessa ferramenta?
"Assim tá muito bom"
5 Quais informações você gostaria que fossem postadas por Bca Ccsst Ufma no facebook?
A Posse de novos livros, com imagem da capa toda vez que chegasse um livro novo ... se bem que
daria um trabalho
6 Em aspetos gerais, o que mudou depois que a biblioteca adotou o facebook?
Tá melhor, mais rápido e diria até mais humano, já que geralmente a pessoa que digita por tras do
Bca Ccsst Ufma é cortez em todas as respostas.
Quadro 1: Resposta do R1 - Discente.
Fonte: Pesquisa

Na oplnlao dos técnicos administrativos, a gestão da informação na
rede social minimiza a insatisfação do usuário, o que leva a uma situação mais
confortável e tranqüila de relacionamento para com esses, ou seja, um clima de
trabalho mais saudável. Isso poderá contribuir para um maior nível de motivação e
comprometimento dos técnicos administrativos.
R2 - Técnico administrativo
1 Você já acessou Bca Ccsst Ufma para obter informações sobre a biblioteca?
"Sim "
2 Qual a sua opinião quanto ao uso do facebook como ferramenta da biblioteca?
"Acho uma ferramenta importantíssima. Porque o ambiente virtual atrai muito os jovens universitários
e encontrar no facebook informações sobre algo que nos interessa é sempre bom. Informar por
exemplo a reserva de um livro, ou alteração no funcionamento da biblioteca pela internet é muito
cômodo para os usuários porque evita deslocamentos desnecessários e é isso que as pessoas
buscam cada vez mais."
3 Em alguma situação de resolução de problema entre usuário e atendente, você utilizou o facebook
da Bca Ccsst Ufma?
"Não"
4 Qual sua sugestão para melhorar o desempenho do uso dessa ferramenta?
"Essa ferramenta deve ser mais divulgada, assim como a sua importância. Porque muitos
acadêmicos ainda não estão participando desse ambiente. Mas também é bom divulgar mais
informações sobre as normas da biblioteca, opções de empréstimos, livros novos, etc."
5 Em sua opinião o uso da ferramenta contribui para a satisfação do usuário da biblioteca levando
você a ter uma relação mais tranqüila com o usuário?
"Sim. Porque esclarecendo algumas dúvidas e divulgando algumas informações essenciais os
usuários já chegam mais preparados e esclarecidos . Mas poucos usuários acompanham esse
serviço diariamente."
6 Com a adoção do facebook pela biblioteca, o que mudou no desempenho de sua atividade como

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técnico administrativo?
"O empréstimo de livros reservados ficou mais rápido. Algumas informações (sobre multas, por
exemplo) não são mais necessárias para os usuários que acompanham o facebook da Bca Ccsst
diariamente."
Quadro 2: Resposta do R2 - Técnico administrativo.
Fonte: Pesquisa
R3 - Técnico administrativo
1 Você iá acessou Bca Ccsst Ufma para obter informações sobre a biblioteca?
Sim
2 Qual a sua opinião quanto ao uso do facebook como ferramenta da biblioteca?
É prático e de grande utilidade, visto que o facebook é hoje um instrumento de comunicação social
que facilita a interação de informações entre seus usuários.
3 Em alguma situação de resolução de problema entre usuário e atendente , você utilizou o facebook
da Bca Ccsst Ufma?
Sim .. .uma reserva que estava disponível na biblioteca foi comunicada ao usuário via facebook."
4 Qual sua sugestão para melhorar o desempenho do uso dessa ferramenta?
Divulgação através de cartazes na UFMA e parceria com a ASCOM para divulga-lo nos informativos
periódicos veiculados na universidade.
5 Em sua opinião o uso da ferramenta contribui para a satisfação do usuário da biblioteca levando
você a ter uma relação mais tranquila com o usuário?
Sim, pois no caso da reserva o usuário fica sabendo virtualmente se o livro desejado já está
disponível, fica ciente de novas aquisições e de muitas outras informações úteis, sem
necessariamente está presente na BBC. Isso gera no usuário um senso de presteza na comunicação
o que torna o atendimento mais tranquilo e eficiente. Além de divulgar a idéia de que a BBC está
adequada aos modernos e diferentes tipos de comunicação, como a virtual, através do facebook.
6 Com a adoção do facebook pela biblioteca, o que mudou no desempenho de sua atividade como
técnico administrativo?
Facilitou a comunicação entre servidor-usuário, visto que as informações são repassadas com maior
agilidade antecipadamente.
. .
Quadro 3: Resposta do R3 - Tecnlco administrativo.
Fonte: Pesquisa

As vantagens e benefícios advindos do uso do facebook na biblioteca, na
perspectivas dos gestores ajudaram a melhorar a interatividade com usuário
eliminando a distância entre usuário e gestor. As informações postadas na rede
proporcionaram pilares para o processo decisório, como mudança no layout do
espaço físico da biblioteca e novas aquisições.
R4 - Gestor
1 Quais os motivos que o leva a gerenciar a informação na rede social virtual da biblioteca?
Com o gerenciamento da informação postada pelos usuários na rede, é possível atender as
necessidades de serviços dos mesmos. É possível ainda tomas decisões nas compras de livros e
inserir novos serviços.
2 Como acontece a interação, bibliotecário e usuário, depois do uso do facebook?
O facebook trouxe maior proximidade e cordialidade entre bibliotecário e usuário, pois com essa
ferramenta é permitido uma comunicação mais constante.
3 Em que setores da biblioteca as informações postadas pelos usuários são utilizadas?
Principalmente no setor de referências .
4 Você usa as informações do facebook para tomar decisões?
Sim . Até na mudança de um móvel da biblioteca. No descarte ou desbastamento do acervo, dentre
outras decisões.
5 Quais as ações realizadas para disseminação seletiva da informação e marketing?
Divulgação de novas aquisições, de existência da internet sem fio, de link de interesse de
pesquisadores, de eventos da UFMA.

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6 Como que as informações postadas no facebook, pelos usuários da biblioteca , contribuem para a
gestão da mesma?
Se um usuário critica determinado serviço da biblioteca , analisamos essa informação, ou pedimos
sUÇlestões de melhoria para o problema .
7 Em aspetos gerais, o que mudou com a gestão da informação na rede social virtual?
A proximidade entre biblioteca e comunidade acadêmica , a cordialidade entre atendente e usuário, e
a agilidade nos serviço.
Quadro 4: Resposta do R4 - Gestor.
Fonte : Pesquisa

Para os docentes o uso da ferramenta proporcionou alguns pontos
positivos, tais como redução de tempo às respostas das perguntas, sobretudo
informação sobre as novas aquisições, que são fortemente apreciados por estes.
Cabe ressaltar que as novas aquisições são postadas gradativamente.
R5 - Docente
1 Você iá acessou Bca Ccsst Ufma para tirar dúvidas, sUÇlerir ou criticar a biblioteca?
Poucas vezes
2 Qual a sua opinião quanto ao uso do facebook como ferramenta da biblioteca?
É bem atual , visto que acompanha às exigência tecnológicas.
3 Em que situação você foi mencionado no facebook pela Bca Ccsst Ufma?
Em uma nova aquisição. Chegou um livro novo sobre Comunicação e a biblioteca me avisou.
4 Você tem alguma sugestão para melhorar ou substituir o uso dessa ferramenta?
Deve ser mais divulgada , em congresso, em reun iões de coleg iado, em jornadas, simpósios e aulas
inaugurais.
5 Quais informações você gostaria que fossem postadas por Bca Ccsst Ufma?
Artigo cientificos da comunidade acadêm ica
6 Em aspetos gerais, o que mudou depois que a biblioteca adotou o facebook?
A comunicação com os professores ficou mais frequente ,mas ainda precisa melhorar.
Quadro 5: Resposta do R5 - Docente.
Fonte : Pesquisa

A forma mais freqüente de interação com usuano é a divulgação de
reservas de livros. Quando um livro é devolvido e fica disponível para empréstimo ao
usuário o qual reservou, é realizada uma postagem direcionada com a imagem do
livro.
Ainda , são divulgados horários de funcionamento ; eventos da UFMA;
novas aquisições; lançamento de livros de professores da UFMA; período de
solicitações de compras de livro, novos serviços e site relevantes aos cursos.
As redes sociais ou sites de relacionamentos são ferramentas que fazem
parte da vida das pessoas. "Essas ferramentas permitem que pessoas, mesmo com
baixo conhecimento de tecnologia, tenham veículos para expressar suas opiniões
sem ter que passar pelos meios tradicionais de comunicação" (ALMEIDA; KATO ,
2010).
facebook da biblioteca tem como função receber dúvidas, e sugestões
dos internautas, bem como promover a biblioteca por meio da interação e
aproximação com o usuário. As redes sociais passam a ser vistas como um meio
importante de comunicação entre bibliotecários e usuários. Há diálogos entre o
usuário e a bibliotecária . Com essa postura é possível construir uma boa reputação
da biblioteca e gerar relacionamento para conquistar os internautas que defendem a
biblioteca e trocam informações com outros usuários.
Através do monitoramento do que é escrito sobre a biblioteca na rede é

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possível orientar os usuanos sobre suas reclamações, dúvidas e sugestões,
evitando críticas negativas, solucionando problemas, buscando informações e
interagindo com os usuários de forma que supra o déficit de informações.
Le Coadic (1994) apud Alvarenga Neto (2002 , p.15) observa que o que
leva uma pessoa a buscar informação é a existência de um problema a resolver, de
um objetivo a se alcançar e a constatação de um estado anômalo do conhecimento,
insuficiente ou inadequado. Kuhlthau (1991) apud Alvarenga Neto (2002, p.15)
acrescenta que o hiato existente entre o conhecimento do usuário a respeito do
problema ou tópico e aquilo que o usuário precisa saber para resolver o problema é
uma necessidade de informação, Ainda segundo Kuhlthau (1991) apud Alvarenga
Neto (2002, p.15), o estado de conhecimento daquele que busca uma informação
não é estático, mas sim dinâmico e gradualmente mutante à medida que o usuário
progride no processo.
Sendo assim, as informações que são postadas pelo usuário da biblioteca
na rede são analisadas. Quando se tratam de dúvidas estas são respondidas
imediatamente, se possível. Quando não há resposta imediata, há um processo de
busca da informação mais pertinente e em seguida é respondida no intervalo de 72
horas.

5 Considerações Parciais/Finais
Considerado o que foi exposto, a circulação da informação, de forma
rápida fornece às organizações respaldo diante de seus clientes, pois uma vez que
os gestores estão monitorando o que é escrito sobre suas organizações estes terão
maior parâmetro do que deve otimizar em seus processos para sanar as
necessidades das pessoas envolvidas nesses processos e terão maior
entendimento do que fazer para atender essas pessoas.
Nas redes sociais das bibliotecas universitárias o importante é produzir
conteúdos relevantes, postar respostas rápidas, caso contrário, gerará frustração
aos usuários.
importante é lembrar que a biblioteca não a única que tem rede
social , e que se for postada informações demais podem torná-Ia um incomodo.
Portanto, as expectativas dos usuários devem ser atingidas ou superadas
pelos serviços oferecidos pela biblioteca , caso contrário os usuários provavelmente
irão desenvolver uma imagem negativa do serviço prestado.
Logo, é fundamental que a função da rede social esteja alinhada às
necessidades dos usuários, pois uma depende da outra para o sucesso da gestão
da biblioteca universitária.

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6 Referências
ALMEIDA, Carolina; KATO, David. Como posso usar as redes sociais ao meu
favor? Disponível em :
http://biblioteca.terraforum .com ,br/Paginas/ComopossousarasRedesSociaisaomeufa
vor.aspx. Acesso em : 12 de abrode 2012.
ALVARENGA NETO, Rivadávia Correa Drummond de. Gestão da informação e do
conhecimento nas organizações: analise de casos relatados em organizações
públicas e privadas, 2002. 235f. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-

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Graduação em Ciências da Informação, Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG) . 2002 .
BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdos . 3.ed . Lisboa : Edições 70, 2004 .
CAVALCANTE, Luciane de Fátima Beckman ; VALENTIM, Marta Lígia Pomim .
Informação e conhecimento no contexto de ambientes organizacionais. In:
VALENTIM, Marta Lígia Pomim (Org.). Gestão, mediação e uso da informação.
São Paulo: Cultura Acadêmica , 2010.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra , 1999.
CERVO, Amado L. ; BERVIAN , Pedro A. Metodologia cientifica . 5.ed. São Paulo:
Prentice Hall, 2002 .
SILVA, Adaci A. O. Rosa da; BACALGINI, Bruna. A Biblioteca Pública, a Sociedade
e os Sites de Redes Sociais -- Orkut, Blog e Twitter -- Comunicação na rede. 111
Simpósio Nacional ABCiber , novembro de 2009 - ESPM/SP - Campus Prof.
Francisco Gracioso
MASSON, Walter. Gerenciar a informação implica em conhecer e aperfeiçoar o
processo.
Disponível
em :
http://www.aei .com .br/userfiles/fi le/5_ Ensaio%20T%C3 %A9cn ico_ Gerenciar%20a%2
0Informa%C3%A7%C3%A30%20implica%20em%20Conhecer%20e%20Aperfei%C
3%A70ar%200%20Processo.pdf. Acesso em : 2 maio 2012 .
PAULA, Danúzia da Rocha de; CIANCONI , Regina de Barros. Práticas de gestão do
conhecimento: caso dos sítios associados ao portal corporativo da FIOOCRUZ,
Perspectivas em Ciência da Informação, v. 12, n. 2, p. 49-63 , maio/ago. 2007.
REINO, Lucas Santiago Arraes. Mídias sociais como ferramentas de marketing
digital. In: MATOS, Marcos Fábio Belo; GEHLEN, Marco Antonio (Orgs.).
Comunicação, Jornalismo e fronteiras acadêmicas. São Luis: EDUFMA, 2011 .
p.91-102 .
TOMAÉL, Maria Inês; ALCARÁ, Adriana Rosecler; DI CHIARA, Ivone Guerreiro. Das
redes sociais à inovação. Cio Inf., Brasília, v. 34, n. 2, p. 93-104, maio/ago. 2005 .
Disponível em : http://www.scielo.br/pdf/ci/v34n2/28559 .pdf. Acesso em : 12 maio
2012 .

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APÊNDICES

APENDICE A - ROTEIRO DE ENTREVISTA: GESTOR (A) DA BIBLIOTECA

GESTAO DA INFORMÇAO NA REDE SOCIAL VIRTUAL DA BIBLIOTECA DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO DE IMPERATRIZ
Identificar os indicadores de desempenho da gestão da informação na rede social
virtual da Biblioteca da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) de Imperatriz.
1
Quais os motivos que o leva a gerenciar a informação na rede social virtual da
biblioteca?
2 Como acontece a interação , bibliotecário e usuário, depois do uso do
facebook?
3 Em que setores da biblioteca as informações postadas pelos usuários são
utilizadas?
4 Você usa as informações do facebook para tomar decisões?
5 Quais as ações realizadas para disseminação seletiva da informação e
marketing?
6 Como que as informações postadas no facebook, pelos usuários da biblioteca,
contribuem para a gestão da mesma?
Em aspetos gerais, o que mudou com a gestão da informação na rede social
7
virtual?

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Trabalho completo

APENDICE B - ROTEIRO DE ENTREVISTA: DOCENTES E DISCENTES DA
UFMA/IMPERATRIZ

GESTAO DA INFORMAÇAO NA REDE SOCIAL VIRTUAL DA BIBLIOTECA DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO DE IMPERATRIZ
Avaliar a necessidade de informação dos usuários da rede social virtual da
biblioteca e
Identificar o valor agregado aos serviços da biblioteca com o gerenciamento da
informação na rede social virtual.
1 Você já acessou Bca Ccsst Ufma para tirar dúvidas, sugerir ou criticar a
biblioteca?
2 Qual a sua opinião quanto ao uso do facebook como ferramenta da biblioteca?
3 Em que situação você foi mencionado no facebook pela Bca Ccsst Ufma?
4 Você tem alguma sugestão para melhorar ou substituir o uso dessa
ferramenta?
5 Quais informações você gostaria que fossem postadas por Bca Ccsst Ufma?
Em aspetos gerais, o que mudou depois que a biblioteca adotou o facebook?
6

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APENDICE C - ROTEIRO DE ENTREVISTA: TÉCNICO ADMINISTRATIVO DA
UFMA/IMPERATRIZ LOTADO NA BIBLIOTECA

GESTAO DA INFORMAÇAO NA REDE SOCIAL VIRTUAL DA BIBLIOTECA DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO DE IMPERATRIZ
Identificar o valor agregado aos serviços da biblioteca com o gerenciamento da
informação na rede social virtual.
1
Você já acessou Bca Ccsst Ufma para obter informações sobre a biblioteca?
2 Qual a sua opinião quanto ao uso do facebook como ferramenta da biblioteca?
3 Em alguma situação de resolução de problema entre usuário e atendente,
você utilizou o facebook da Bca Ccsst Ufma?
4
Qual sua sugestão para melhorar o desempenho do uso dessa ferramenta?
5 Em sua opinião o uso da ferramenta contribui para a satisfação do usuário da
biblioteca levando você a ter uma relação mais tranqüila com o usuário?
Com a adoção do facebook pela biblioteca, o que mudou no desempenho de
6
sua atividade como técnico administrativo?

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
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            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
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            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
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            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
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            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
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            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
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              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
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                  <text>Evento</text>
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            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
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                <text>Sousa, Alesandra Saraiva de; Monteiro, Sheila de Sousa</text>
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                <text>Este estudo visa destacar a relevância da gestão da informação nas redes sociais virtuais como forma de subsidiar as tomadas de decisões nas organizações. Foi realizado um estudo de caso da rede social virtual da biblioteca da Universidade Federal do Maranhão de Imperatriz, a qual utiliza a rede social virtual, facebook, e que atualmente possui 510 “amigos”. Como instrumento de pesquisa foi utilizado a entrevista semi-estrutura com 1 gestores de biblioteca, 2 técnicos administrativos, 1 discente e 1 docentes. A pesquisa mostrou que a gestão da informação na Bca Ccsst Ufma, é positiva para os discentes que tem informações precisas e transparentes remotamente, para os técnicos administrativos que com a informação na rede leva a uma situação confortável e tranquila de relacionamento com os usuários, para os gestores, pois proporciona pilares para processos decisórios e para os docentes que recebem informações sobre novas aquisições. Logo, diante dessa realidade é fundamental que a função da rede social virtual esteja alinhada às necessidades dos usuários, pois uma depende da outra para o sucesso da gestão da biblioteca universitária.</text>
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                    <text>Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
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PRODUÇÃO MAIS LIMPA: UMA PROPOSTA PARA O PREPARO
FíSICO DAS OBRAS DA BIBLIOTECA CENTRAL DO CEFET/RJ
Cláudia SOdré 1, Lívia Um;?, Luciana Oliveira3, Samantha Andrade4,
Suzana Oliveira5
1Mestranda, CEFET/RJ , Rio de Janeiro, RJ
2Mestranda , CEFET/RJ , Rio de Janeiro, RJ
3Mestranda , CEFET/RJ , Rio de Janeiro, RJ
4Mestranda , CEFET/RJ , Rio de Janeiro, RJ
5Mestranda, CEFET/RJ, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Apresenta uma proposta de implementação da ferramenta Produção mais
Limpa (P+L) no processo de preparo físico das obras da Biblioteca Central do Centro
Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca , visando torná-lo um
processo ecoeficiente. Tal ferramenta permite, através da revisão das rotinas, a
identificação de possibilidades de redução, reuso ou reciclagem de materiais.
Vislumbra-se como resultados a redução de custos com material, a diminuição de
resíduos sólidos, a otimização de parâmetros operacionais, bem como mudanças
relativas ao comportamento e às atitudes ambientais dos funcionários . No que tange
aos benefícios ambientais, apresenta a perspectiva de construção de uma nova
cultura na instituição estudada, visando à conscientização dos seus servidores em
relação ao meio ambiente e buscando minimizar os impactos ambientais assim
como os econômicos.

Palavras-Chave: Produção mais Limpa; Bibliotecas; Processamento Técnico;
Gestão Ambiental.

Abstract
Presents a proposed implementation tool for Cleaner Production (CP) in the
process of physical works of the Central Library of the Federal Center of
Technological Education Celso Suckow da Fonseca, aiming to make it an ecoefficient processo This tool allows, through the revision of routines, identifying
opportunities to reduce, reuse or recycling of materiais. Sees itself as a result
reducing material costs, reduction of solid waste, optimization of operating
parameters, as well as changes related to environmental behavior and attitudes of
employees. With regard to environmental benefits, has the perspective of building a
new culture in the institution studied, in order to raise awareness of its servers in
relation to the environment and seeking to minimize environmental impacts as well as
economic.

Keywords: Cleaner Production; Libraries; Technical Processing; Environmental
Management.

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1 Introdução
É notório que as atividades humanas vêm sendo responsáveis pelos impactos
causados ao meio ambiente, colocando em risco a sobrevivência das gerações
futuras . Somado a isso, as mudanças ambientais estão presentes e se apresentam
de diversas formas, como as alterações climáticas, a perda de solos férteis, o
desaparecimento das florestas e dos animais, o surgimento de novas doenças e a
perda da qualidade de vida do homem, autor e maior vítima das suas próprias
ações. Nesse contexto, a sociedade passou a se conscientizar da necessidade de
mudança relativa ao comportamento e atitudes ambientais. Isso provocou no cenário
comercial a necessidade das atividades empresariais estarem cada vez mais
focadas nas preocupações com o meio ambiente, saúde, segurança dos
trabalhadores, responsabilidade social e ética com a comunidade.
No panorama atual do mercado esses fatores se tornam aspectos principais
de diferenciação para competitividade. Assim sendo, uma ferramenta muito
favorável para reduzir o impacto ambiental e o consumo de recursos naturais é o
desenvolvimento da Produção mais Limpa (P+L), prática disseminada, a partir de
1994, pela United Nations Industrial Development Organization (UNIDO) e pelo
United Nations Envimment Programme (UNEP) . Tal prática propõe a revisão da
rotina de produção, em busca de evitar desperdícios, minimizar poluição, associado
à redução de custos e à otimização de ações.
Essa ferramenta, aplicada a serviços, processos e produtos, constitui
estratégia preventiva e continuada buscando a redução de riscos ao homem e à
natureza por meio do aumento da produtividade e uso mais eficiente de matériaprima , energia e água , da redução de fontes de desperdícios e emissão e da
redução do impacto ambiental, promovendo melhor performance ambiental.
Ambientalmente, a P+L prevê três princípios. A saber: redução na fonte, reuso
ou reaproveitamento e reciclagem externa . Essa ferramenta consiste em analisar o
processo em cada uma das suas etapas, identificando as entradas (matéria-prima,
água , energia) e saídas (resíduos, emissões, efluentes) . Feito isso, identifica-se as
maiores fontes de impacto ambiental e faz-se a classificação destas de acordo com
a prioridade de resolução de cada etapa para a organização.
As atividades específicas em P+L são divididas em quatro temas principais,
procurando-se identificar sua distribuição no universo de instituições pesquisadas:
a) Uso eficiente de água: refere-se a ações ou atividades ligadas à redução
de consumo de água, ao reuso e à reciclagem de efluentes líquidos, entre
outras.
b) Uso eficiente de energia: refere-se a ações ou atividades ligadas à redução
de consumo de energia, à recuperação energética , ao uso de fontes
energéticas alternativas, entre outras.
c) Minimização de resíduos sólidos: refere-se a ações ou atividades ligadas à
redução da geração de resíduos por meio de reuso , reciclagem ,
valorização de resíduos em subprodutos, minimização de embalagens,
entre outras.
d) Minimização de poluentes atmosféricos: refere-se a ações ou atividades
ligadas à redução de emissões nas fontes (fixas e/ou móveis), ao uso de
combustíveis mais limpos, entre outras.

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Neste trabalho nos deteremos apenas ao tema mlmmlzação de resíduos
sólidos. A questão que se apresentou como norteadora da pesquisa foi a seguinte:
como podemos minimizar o desperdício gerado no processo de preparação física
das obras, realizado pela Biblioteca Central do CEFET/RJ? Dessa forma ,
procurando responder tal questão, sua proposta é aplicar a ferramenta P+L no
referido processo, a fim de reduzir o volume de resíduos gerados durante o mesmo,
causando um menor impacto ambiental. Segundo o trabalho do Programa das
Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e Companhia de Tecnologia de
Saneamento Ambienta (CETESB), publicado em 2005, "a geração de resíduos
sólidos é um dos principais problemas ambientais enfrentados pela sociedade". Isto,
porque ao considerar que a humanidade utiliza cerca de 40% dos recursos primários
existentes no planeta , acredita-se que uma parcela significativa dos resíduos
sólidos, originários de domicílios, indústrias e de serviços como saúde e comercial é
gerada diariamente, resultantes da conversão desses recursos. Além disso, "o
processo de urbanização, aliado ao consumo crescente de produtos menos duráveis
e/ou descartáveis, também vem provocando um aumento do volume e diversificação
dos resíduos sólidos gerados" (PNUMA; CETESB, 2005, p. 47) .
O PNUMA e a CETESB (2005) mencionam que o problema do resíduo sólido
não é somente a quantidade produzida, mas a sua composição que, de densa e
orgânica , tem se tornado volumosa, não biodegradável , como o caso dos plásticos,
e com nível crescente de tóxicos e patogênicos, tais como resíduos hospitalares,
medicamentos vencidos, baterias, entre outros. Mencionam ainda que, em 1995, a
população urbana da América Latina e do Caribe produziu cerca de 330 .000
toneladas de resíduos sólidos diariamente. As três maiores cidades - Cidade do
México, São Paulo e Buenos Aires - produzem juntas 50% desse total. Portanto,
trabalhos dessa natureza são tentativas válidas visando mudar esse quadro.
A abordagem da ferramenta Produção mais Limpa (P+L) aplicada à
biblioteca é de suma importância, uma vez que, a partir de levantamento
bibliográfico, foi verificado um número inexpressivo de trabalhos na área de
Biblioteconomia voltados para a questão da Gestão Ambiental. Dessa forma , o
presente estudo complementa a literatura existente na área, a qual, hoje, se
concentra somente na contribuição do bibliotecário para a Educação Ambiental,
pois, segundo Martins e Cipolat (2006, p. 179): "a preocupação com o meio
ambiente está inserida em várias áreas do conhecimento e presente no cotidiano de
diferentes tipos de profissionais". Por essa razão, também cabe ao profissional
Bibliotecário, fornecer informações, que objetivem o alcance de um comportamento
ecologicamente correto, gerando pensamentos críticos e atitudes conscientes com
relação ao ecossistema .
Além de levar às pessoas conhecimento teórico, com intuito de que tenham
hábitos ecologicamente corretos, conforme o apresentado na afirmação acima de
Martins e Cipolat (2006), o bibliotecário deve, em seu cotidiano, adotar ações que
visem proteger o meio ambiente ou , pelo menos, causar neste último o menor
impacto possível , tendo um comportamento também ecologicamente correto.
Estimular tal comportamento sem o tê-lo seria incorrer em contradição.
Trabalhos sobre P+L, em sua maioria, são voltados para indústrias ou para
empresas da iniciativa privada que tem o lucro por objetivo, posto que são entidades
que estão envolvidas com o desenvolvimento de ações de P+L, o que implica em
redução de gastos para as mesmas. Em outras palavras, pode-se dizer que a

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adoção da ferramenta P+L torna-se rentável para as empresas, conforme menciona
Staniskis e Stasiskiene (2003) . No entanto, a abordagem dessa ferramenta em um
setor que oferece serviços, e não produtos, setor este que pertence a uma empresa
da esfera pública , na qual as pessoas não se preocupam tanto com a redução de
gastos, é totalmente nova. Portanto, o presente estudo, além de complementar a
literatura existente na área de Biblioteconomia, complementa também a literatura da
área de Gestão Ambiental , no que tange ao uso da P+L.
Após análise de toda cadeia de processos realizados na Biblioteca Central do
Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ),
verificou-se que o processo de preparo físico de obras para circulação, seja para
consulta local ou empréstimo, corresponde ao processo potencialmente gerador de
resíduos, ou seja , com pontos de perdas de materiais, envolvendo desperdício.
Sabendo-se que a cada 16 livros preparados há geração de resíduo, a proposta de
P+L nesse processo se torna de grande valia , tendo em vista que, segundo relatório
emitido pelo Sophia - sistema de gerenciamento adotado pela Biblioteca em questão
- durante o ano de 2011 foram preparados pela mesma 2.615 exemplares para
circulação e que, somente em janeiro de 2012, foram preparados 457 exemplares.
Por essa razão, tal processo foi identificado como oportunidade para a
adoção da ferramenta P+L, uma vez que, de acordo com Centro Empresarial
Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) , "a PmaisL age durante o
processo, de forma a reduzir a quantidade e a periculosidade dos resíduos e
emissões" (CEBDS, 2003 , p. 6) .
O presente trabalho tem por objetivo apresentar uma proposta para
implementação da P+L em um processo específico realizado pela Biblioteca Central
do CEFET/RJ. O processo escolhido foi o preparo físico das obras para circulação,
isto é, o preparo dos livros, seja para consulta local ou para empréstimo, visando
sua localização nas estantes e seu controle. Nesse sentido, como, segundo Almeida
(2005), eficiência está ligada ao processo e não ao resultado, e por sua tentativa de
minimizar o impacto ao meio ambiente, este trabalho pretende tornar o preparo de
obras um processo ecoeficiente . Segundo Kjaerheim (2005), resultados
quantificáveis em termos de resíduos e emissões reduzidas e material de maior
eficácia energética têm sido documentados por vários autores. Muitos países
adotaram a ferramenta P+L como uma estratégia para melhorar o desempenho
ambiental.

2 Revisão de Literatura
Durante as décadas de 1970 e 1980, a forma de gerenciar a poluição
baseava-se no método end of pipe (fim-de-tubo), cuja preocupação era apenas tratar
os resíduos após terem sido gerados, sem observar o processo de produção
desses.
A Produção mais Limpa é um programa da UNIDO/UNEP, que surgiu em
1991 , como uma abordagem intermediária entre a Produção Limpa do Greenpeace e
a minimização de resíduos do Environmental Protection Agency (EPA) , ambos
focados na preocupação com o meio ambiente e na minimização de danos ao
ecossistema (PIMENTA; GOUVINHAS, 2007).
Atualmente, a preocupação em relação aos resíduos tem sido focada na fonte
do problema , ou seja , em sua produção. O método fim-de-tudo passou a ser

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utilizado somente após esgotadas todas as alternativas, tais como: mudança de
tecnologia , alteração nos processos, modificação do produto , sistemas de
organização do trabalho, reciclagem interna (SILVA FILHO et aI. , 2007).
Nos últimos anos, os conceitos de "produção mais limpa" e "prevenção da
poluição" se tornaram objetos de importantes conferências internacionais (HILSON,
2003).
O conceito de P+L foi definido pelo PNUMA, no início da década de 1990,
como sendo a aplicação contínua de uma estratégia ambiental preventiva integrada
aos processos, produtos e serviços para aumentar a ecoeficiência e reduzir os riscos
ao homem e ao meio ambiente. De acordo com PNUMA e CETESB (2005), aplicase a:
a) Processos produtivos: conservação de recursos naturais e energia,
eliminação de matérias-primas tóxicas e redução da quantidade e
toxicidade dos resíduos e emissões;
b) Produtos: redução dos impactos negativos ao longo do ciclo de vida de
um produto, ou seja, desde a extração de matérias-primas até a sua
disposição final;
c) Serviços: estratégia para incorporação de considerações ambientais no
planejamento e entrega dos serviços.
O Centro Nacional de Tecnologias Limpas (CNTL) e o Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial (SENAI) apresentaram para a P+L uma definição muito
semelhante à atribuída pelo PNUMA, ou seja, entendem que a P+L consiste na
"aplicação contínua de uma estratégia econômica , ambiental e tecnológica integrada
aos processos e produtos, a fim de aumentar a eficiência no uso de matérias-primas,
água e energia, através da não-geração, minimização ou reciclagem de resíduos
gerados em um processo produtivo" (CNTLlSENAI , 2012, p. [1]) .
A P+L traz benefícios diretos e indiretos, tais como: ganhos econômicos e
sociais, a prática da sustentabilidade e vantagens competitivas no mercado. Zeng et
aI. (2010) constataram que há relação entre a P+L e o desempenho empresarial, ou
seja, verificaram em sua pesquisa um impacto global positivo da P+L sobre o
desempenho de negócios da empresa.
Em países em que há uma estrutura de controle de poluição mais forte , os
ganhos são maiores, pois os custos com o controle corretivo atingem valores
significativos em vários segmentos e, dessa forma , potencializa o retorno econômico
dos investimentos em melhoria de processos. Já naqueles países onde a legislação
ambiental ainda não está bem estruturada, a P+L é oferecida apenas como uma
oportunidade de redução do impacto ambiental, contribuindo para a preservação do
meio ambiente (PNUMA; CETESB, 2005).
Jardim (2005) apresenta como vantagens da P+L:
a) Minimizar resíduos e emissões, o que equivale a aumentar o grau de
emprego de insumos e energia usados na produção, isto é, produzir
produtos e não resíduos, garantindo processos mais eficientes.
b) Favorece a competitividade e a performance financeira , tendo em vista
que, para o meio ambiente, resíduos geram poluição e, para o negócio,
desequilíbrio ecológico são despesas sem retorno financeiro .
c) Processo de inovação dentro da empresa , induzido pela minimização de
resíduos e emissões.

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Pimenta e Gouvinhas (2007) constataram em sua pesquisa que a indústria de
panificação de Natal (RN) reduziu em 30% a geração de resíduos sólidos, obtendo
ganhos em termos de sustentabilidade e competitividade.
Para Silva Filho et aI. (2007), diferente das abordagens convencionais, que
não focalizam os processos, suas ações e suas conseqüências no sistema
produtivo, a P+L visualiza as atividades, efetua análises, diagnostica-as e indaga as
causas e os efeitos das ações. Isso resulta na economia de custos e na
racionalização dos resultados nos processos, o que gera um aumento de
produtividade na organização.
Para confirmar todas as vantagens apresentadas nesta seção como advindas
da implementação da P+L em uma organização, segue a tabela com os resultados
obtidos pela Rede Brasileira de P+L, entre 1999 e 2002.

indicadDres

total

Redução da conSllm(l de matMas·p,im.s (I/anoI

6.017.836, 62

Redução da conSt"no de água (m3/ano)
RedUçã o da consumo de en~(gia " létri'ra (kWh/ an.ol

l .985.019.98

Reduç,jo do co""umo &lt;le 9~S (m3faM)
Redlttão das emissõ~ atmo~MritaS-(t/ai1o )

351.014,76
1.1)89.301,0 2

5.483, 71

R~dl!~O&lt; da geração &lt;le efluentes llquidos (m 3fano)

Rcduçlo da geração de residuos sót1dol (tfano)
R~dlJ ç~o da ~,.ção de residuos peri90sos (tjano)

167.099

911.362,1&gt;
3,658,10

Figura 1 - Resultados obtidos pela Rede Brasileira de P+L -1999-2002.
Fonte: CEBDS. Rede de produção mais limpa: relatório de atividades (1999-2002). Rio
de Janeiro: CEBDS, jul. 2003.

2.1 Metodologia de implementação de Produção Mais Limpa

De acordo com o CEBDS e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas (SEBRAE), a metodologia de implementação do programa de Produção
mais Limpa está dividida em cinco etapas, cada qual com seus respectivos passos
(CEBDS; SEBRAE, 2009). São elas:
a)
b)
c)
d)
e)

Etapa
Etapa
Etapa
Etapa
Etapa

1: Planejamento e Organização ;
2: Pré-avaliação e diagnóstico;
3: Avaliação das Oportunidades P+L;
4: Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental ;
5: Planos de Continuidade para P+L.

O CNTL (2012) também apresenta essa sequência de etapas para
implementação de um programa de P+L em um processo produtivo ,
O relatório referente ao período de 1999 a 2002 da Rede Brasileira de
Produção Mais Limpa apresenta passos diferentes a serem seguidos como
metodologia de implantação da P+L (CEBDS, 2003):

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a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)

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Sensibilização e capacitação;
Elaboração dos balanços de materiais, de água e de energia ;
Análise dos balanços de materiais, água e energia ;
Priorização das opções de produção mais limpa;
Implementação das opções e monitoramento dos indicadores;
Elaboração de relatório técnico , ambiental e econômico;
Elaboração de Plano de Melhoria Contínua.

A metodologia de P+L, em termos ambientais, pnonza ações do nível 1,
seguida dos níveis 2 e 3, nesta ordem . O nível 1 engloba a minimização na fonte e
combate o desperdício, através de modificações no processo ou no produto. No
nível 2 encontra-se a reciclagem interna, que visa a reciclagem de materiais em
processos dentro da própria empresa . O nível 3 visa a reutilização de resíduos e
emissões por meio da reciclagem externa e de reintegração aos ciclos biogênicos.
Já em termos econômicos, a P+L prioriza ações de nível 1 (baixo custo ou custo
zero), nível 2 (médio custo) e nível 3 (alto custo), necessariamente nesta ordem .
2.2 A Produção Mais Limpa no Brasil

Segundo Lemos (2002), as iniciativas de Produção mais Limpa no Brasil
seguem duas principais metodologias: a P+L (Produção mais Limpa), que é a
aplicação desta estratégia integrada em processos, produtos e serviços, conforme a
definição da UNEP, que incorpora o uso mais eficiente de recursos naturais,
minimizando resíduos e poluição e os riscos para segurança e saúde humanas, e a
Prevenção à Poluição (P2) , que é o uso de processos, práticas, materiais, produtos,
substâncias ou energia que evitam ou minimizam a geração de poluentes e
resíduos, além de reduz 01 risco global aos seres humanos e ao meio ambiente.
A Produção mais Limpa está ganhando força no Brasil pela crescente
formação do CNTL, o qual tem núcleos nos estados do Ceará, Pernambuco, Bahia,
Minas Gerais, Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (CHAVES ; SILVA,
2008).
Entre os principais financiadores dos centros de P+L, PNUMA e CETESB
(2005) destaca-se o governo do Brasil, dentre outros como Áustria, Suíça, Canadá,
República Tcheca , União Européia , Finlândia , Hungria, Itália, Japão, Holanda,
Noruega, Coréia do Sul, Eslovênia, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.
Existem no Brasil algumas iniciativas de P+L. São elas: Rede Brasileira de
P+L, Rede de Tecnologias Limpas e Minimização de Resíduos, Centro SENAI de
P+L de São Paulo e Mesa Redonda Paulista para a Produção Limpa.
2.3 A Produção Mais Limpa na Administração Pública

No Brasil , de acordo com Rohrich e Cunha (2004) , como consequência dos
atrasos em relação aos aspectos tecnológicos, educacionais e sociais, priorizou-se
por muito tempo o crescimento sem preocupação com o meio ambiente. Dessa
forma , prevalecem as ações corretivas na política ambiental brasileira, com a
finalidade de cumprir a legislação, quanto aos problemas ocasionados por acidentes
ambientais. Porém , há evidências de que a gestão ambiental brasileira está
passando por um processo evolutivo e alcançando níveis que podem superar a

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tecnologia de controle . Um exemplo disso é o crescimento do número de
organizações em busca de um Sistema de Gestão Ambiental.
No final da década de 1990, como resultado de inúmeros questionamentos
anteriores acerca do número limitado de empresas públicas certificadas pelo
International Organization for Standardization (ISO), com a ISO 14001, o Ministério
do Meio Ambiente (MMA) criou a Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P),
com o objetivo de instaurar um processo de construção de uma nova cultura na
administração pública , que visa à conscientização dos servidores em relação ao
meio ambiente, através da otimização dos recursos para o combate ao desperdício e
para a busca de melhores condições no ambiente de trabalho. A Agenda pretende
também sintonizar as empresas com os conceitos de ecoeficiência, incluindo os
critérios socioambientais nos investimentos, nas compras e contratação de serviços
dos órgãos governamentais (BARATA; KLlNGERMAN ; MINAYO-GOMEZ, 2006) .
Alguns procedimentos da A3P são semelhantes aos da norma ISO 14001 .
Destaca-se ainda, que sua maior ênfase está no combate ao desperdício, através
dos 3R's, que significa: reduzir, reciclar e reutilizar a quantidade de resíduos
gerados.
Devido ao cenário apresentado, surge a iniciativa de encontrar meios que
viabilizem a construção de uma nova cultura no CEFET/RJ , voltadas a atingir os
objetivos focados pela A3P, iniciada pela Biblioteca Central da Instituição, promotora
deste estudo. Diante disso, enxerga-se a Produção mais Limpa como uma
ferramenta favorável a cumprir estes propósitos na Biblioteca do CEFET/RJ ,
trazendo benefícios tanto para ambiente de trabalho, quanto para o meio-ambiente.

3 Materiais e Métodos

o presente artigo apresenta uma pesquisa essencialmente exploratória em
razão de não terem sido identificados na literatura estudos sobre o uso da
ferramenta P+L em bibliotecas. Nesse tipo de pesquisa não há a intenção de
resolver de imediato o problema, mas proporcionar maior familiaridade com o
assunto tratado, permitindo a formulação de novas abordagens. Para tanto, foi
realizada uma pesquisa bibliográfica com o intuito de obter informações acerca do
estado da arte do assunto e fundamentar teoricamente o artigo. Utilizou-se como
fontes artigos, livros, trabalhos acadêmicos, anais de eventos e sites.
Para validar a proposta realizou-se um estudo de caso. Segundo Yin (2010) ,
esse tipo de pesquisa investiga um fenômeno contemporâneo em seu contexto real,
utilizando-se múltiplas fontes de evidência .
O estudo de caso resultou numa análise sobre um dos inúmeros processos
realizados na Biblioteca Central do CEFET/RJ, o preparo técnico das obras para
circulação, com foco na redução dos impactos ambientais causados, a partir da
sugestão de implementação da ferramenta P+L nesse processo.
Quanto à natureza do estudo, o presente trabalho representa uma pesquisa
de natureza qualitativa, uma vez que pretende analisar a situação e, a partir dos
conhecimentos teóricos, propôr o uso de uma ferramenta que contribua para a
redução de impactos ambientais.

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4 Resultados Parciais/Finais
A presente pesquisa teve como ponto de partida a descrição detalhada das
etapas correspondentes ao processo de preparo físico das obras para circulação. O
referido processo compreende cinco etapas: impressão das etiquetas, etiquetagem,
colagem de bolsos e fichas, colocação de plástico autoadesivo transparente e
carimbagem .
A partir daí, foram descritas as entradas e saídas de materiais de cada etapa
e, em seguida, foram determinadas as oportunidades e priorização correspondentes
a elas. Para sintetizar essas informações foi elaborada a planilha a seguir:
Priorização
Entradas

Processos

Saidas

Folha de base da
etiqueta
Folha de
etiqueta

Impressão
das etiquetas

1"

Sobra de etiquetas
Tinta

Cartucho

2"

-

Produto :
etiquetas
impressas
Etiquetagem
(trabalho
manual)
Produto:
etiquetas
coladas

Bolso
Ficha 1 (de
data)

3"

Ficha 2
(Inf. ao
leitor)
Cola
Fitilho
Rolo de
papel

4"

Plástico
autoadesivo

Colagem
bolsos e
fichas

Cartucho

Colocação de
plástico
autoadesivo

Produto :
plástico

Reciclagem externa do
papel
Otimização de parâmetros
operacionais
(racionalização
da
impressão)
Reuso

-

-

-

Automação do processo
(informatização
do
sistema)

Ficha descartada

~
c

Clt

o

u

'E

~

E

'o
c
o

&lt;C

w

3

1

3

1

1

1

-

-

-

2

2

4

X

X

r=

u

-

1

1

Modificação no processo
(comunicação)

1

2

2

Substituição
de
embalagem (utilização de
refil de cola)

1

2

2

Folha de base do fitilho

Reciclagem externa

3

1

3

Rolo descartado

Reciclagem externa

3

1

3

Folha de base do plástico
autoadesivo

Reciclagem externa

3

1

3

Tubo de cola

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Ação
para
curto
prazo

:c

1

Papel de sobra de fichas

Produto:
bolsos e
fichas
coladas

Oportunidades

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autoadesivo
colado
Pote de tinta

Tinta

Substituição
de
embalagem (refil de tinta
- redução do impacto)

1

2

2

Substituição de matéria
prima
no
processo
(utilização de um carimbo
automático)

1

2

2

Carimbagem
Almofada

Almofada descartada

S"

Carimbo

Produto :
livros
carimbados

Carimbo descartado

Etapa 1: Impressão das etiquetas
Conforme o apresentado acima, a primeira etapa corresponde à impressão
das etiquetas, tendo as seguintes entradas:
a) Folha com 30 etiquetas;
b) Tinta e o cartucho .
A folha de etiqueta gera como saída a sua folha de base. A esta saída se
propõe como oportunidade a realização da reciclagem externa do material. Além da
folha de base, a folha de etiqueta gera também como saída a sobra das etiquetas,
correspondente aos espaços em que não houve impressão e são descartados. Para
evitar desperdícios do papel de sobra se propõe como oportunidade a otimização
de parâmetros operacionais, racionalizando a impressão de forma que sejam
impressas o número máximo de etiquetas por folha (30) , não sobrando nenhuma
etiqueta em branco.
O cartucho gera como saída sua embalagem vazia (cartucho vazio). Como
oportunidade se propõe o reuso deste, recarregando-o.
Etapa 2: Etiquetagem
A segunda etapa corresponde à colagem das etiquetas. Refere-se a um
trabalho manual, não havendo nem entradas nem saídas de materiais e não sendo
necessária a proposição de ações de P+L.
Etapa 3: Colagem dos bolsos e fichas
Na terceira etapa é feita a colagem dos bolsos e fichas, tendo as seguintes
entradas:
a) Bolsos;
b) Fichas;
c) Cola ;
d) Fitilhos de segurança, que são etiquetas protetoras eletromagnéticas
filamentares, reativável/desativável, apresentado em cartela com 16
unidades, e que acionam um alarme caso o livro saia indevidamente da
biblioteca .
Há dois tipos de fichas . A ficha 1, uma vez que o livro é emprestado, destinase à escrita da data de devolução da obra . Ela precisa existir para garantir que, caso

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a conexão do sistema venha a cair (fato que é corrente) , o empréstimo continue
sendo realizado. A saída desse processo é a ficha descartada, pois a mesma é
descartada após o seu preenchimento total. Portanto, como oportunidade propõese uma informatização eficiente do sistema, evitando a impressão e colagem dessa
ficha no livro.
A ficha 2 corresponde a um folheto informativo destinado ao leitor, o qual traz
detalhes sobre o empréstimo. Isso pode gerar como saídas as falhas de impressão
e bordas recortadas e descartadas, o que chamou-se de papel de sobra . Tal ficha
não precisaria existir, caso a biblioteca modificasse o seu processo de comunicação
com seus usuários (oportunidade), informando-os oralmente sobre as condições
para empréstimo ou , até mesmo, por meio de seu site disponível no Portal
CEFET/RJ.
Com relação aos fitilhos de segurança, eles têm como saída o papel de base,
pois, a cada 16 livros preparados, sobra esse papel que pode passar por uma
reciclagem externa (oportunidade) . Já a cola gera o tubo como sobra (saída), sobra
esta que pode ser minimizada se houver a substituição da embalagem pela
utilização de refi I (oportunidade).
Etapa 4: Colocação de plástico autoadesivo
A quarta etapa corresponde à colocação do plástico autoadesivo sobre as
etiquetas, a fim de aumentar sua durabilidade. Tem como entradas o rolo de papel e
o próprio plástico. O rolo de papel gera como saída o rolo descartado. Como
oportunidade propõe-se a reciclagem externa . O plástico autoadesivo gera como
saída a folha de base. Como oportunidade sugere-se também a reciclagem
externa.
Etapa 5: Carimbagem
Todos os documentos têm de ser carimbados, utilizando-se, para tal , duas
espécies de carimbos: o de registro e o de posse . Dessa forma, a quinta etapa
refere-se ao processo de carimbar os livros e possui as seguintes entradas:
a) Tinta
b) Almofada
c) Carimbo
A tinta gera como saída o pote de tinta . Como oportunidade propõe-se a
substituição do pote por embalagens de refil, que tem uma duração maior e reduzem
o impacto.
Devido ao desgaste causado pelo uso, da mesma forma que a almofada gera
como saída a almofada descartada , o carimbo gera como saída o carimbo
descartado. Como oportunidade para as duas saídas propõe-se a substituição por
um carimbo automático que já traz acoplado a ele a almofada , reduzindo o volume
de material a ser descartado.
Após a descrição das entradas e saídas de materiais utilizados durante o
processo analisado, foram estabelecidos os níveis de priorização ambiental de cada
subetapa definida . Considerou-se o número 1 para as ações de prevenção que tem
um peso maior em níveis de prioridade ambiental ; número 2 para as ações de reuso,
que tem um peso médio e número 3 para as reciclagens externas proposta que tem

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um peso menor. Também foram determinados os níveis de pnonzação em uma
escala econômica , considerando o número 1 a proposta mais econômica , número 2
uma proposta média e número 3 uma proposta mais cara .
A partir daí, foi feito um cálculo multiplicando-se os níveis de priorização
ambiental pelos econômicos, resultando em um total para cada oportunidade. Por
fim , por meio dos totais alcançados, foi possível concluir que as ações mais
indicadas para serem realizadas em menor tempo são as que geraram o menor valor
total, pois conciliam , ponderadamente, os fatores ambientais e econômicos de forma
a serem de menor custo (ou custo zero) e gerarem melhores resultados para o meio
ambiente, em um curto prazo .
Diante disso, na presente proposta de P+L as oportunidade mais indicadas
corresponderam à : otimização de parâmetros operacionais para o processo de
impressão das etiquetas, de forma que este seja realizado com uma estrutura que
gere menos resíduos; e automação do processo relativo à eliminação da ficha 1,
exigindo uma informatização do sistema mais eficiente, evitando quedas na conexão
e eliminando a fonte de desperdício.
Para Almeida (2005), os indicadores transformam objetivos e resultados em
parâmetros concretos, passíveis de verificação. Portanto , para auxiliar no controle
do desempenho dessa proposta de ação, foram elaborados dois indicadores de
resultados para essas duas oportunidades priorizadas, são eles:
a) índices de consumo de etiquetas: Ice = QRE- Quantidade de resíduo de etiquetas
QEC
Quantidade
de
etiquetas
consumidas.
b) índices de consumo de fichas: Icf

=QFD - Quantidade de fichas descartadas
QFI - Quantidade de fichas impressas

Almeja-se que esses indicadores sirvam para orientar o diagnóstico da
eficiência da aplicação dessa proposta de P+L no processo de preparo físico das
obras da Biblioteca pesquisada .

5 Considerações Parciais/Finais

o presente estudo apresentou uma proposta de Produção mais Limpa para o
processo de preparação física de obras para circulação, realizado na Biblioteca
Central do CEFET/RJ. Foram utilizadas diversas fontes bibliográficas para constituir
as bases teóricas deste estudo, vislumbrando a implementação de oportunidades
como reciclagem , reuso, racionalização das impressões, otimização dos parâmetros
operacionais. Após a priorização ambiental e econômica dessas oportunidades,
constatou-se que aquelas a serem implementadas a curto prazo são a
racionalização das impressões e a eliminação das fichas de empréstimo .
Ante o exposto, pode-se apontar como vantagens do uso eficiente dos
materiais envolvidos a redução da perda desses e a simplificação de todo o
processo . Além disso, as oportunidades da presente proposta apresentam ainda
benefícios como redução dos impactos ambientais mediante a redução de resíduos
sólidos, aliada a uma cultura ambiental com condutas mais racionais.

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o setor escolhido para estudo possui diversas demandas, sendo, em sua
maioria, voltada para a área de serviços, como organização do acervo, tratamento
técnico de obras e atendimento ao público. Apesar disso, a Biblioteca também
apresenta, no decorrer de suas atividades, entradas e saídas de produtos que
impactam o meio ambiente, como foi apresentado neste estudo.
Salientamos que a proposta feita se trata apenas de um esboço , dando as
primeiras contribuições para que haja a implantação de P+L em bibliotecas. No
entanto , é o primeiro passo para abordagens futuras com vistas a aproximar cada
vez mais o tema Gestão Ambiental à área de Biblioteconomia. Tornou-se
particularmente difícil aplicar estes conceitos de P+L à biblioteca, devido à natureza
de suas operações, pois, em sua maioria os trabalhos sobre P+L são voltados para
as indústrias (do tipo panificadoras, têxtis, mineradora, petroquímica, etc.), as quais
têm grande potencial poluidor e de desperdícios. Quando não são voltados para
indústria, são voltados para empresas de baixo potencial poluidor, mas com forte
demanda de normatização ambiental, como os segmentos de eletro-eletrônica,
alimentos e metal-mecânica. Todavia, a biblioteca não se encaixa em nenhum
desses dois casos.
Diante disso, o presente trabalho se apresenta como um desafio inovador,
que complementa a literatura existente sobre P+L, ao mesmo tempo que retrata uma
proposta viável e capaz de gerar resultados favoráveis para a biblioteca e para o
meio ambiente, assim como pode servir de uma ponte para investigações futuras .
A iniciativa de uma proposta de Produção mais Limpa em pequenos
processos setoriais, como o analisado, pode representar o início da adoção de
condutas mais racionais, redução de custos e a configuração de um processo de
melhoria contínua que deve se estender por toda instituição, significando um avanço
econômico e ambiental para toda a sociedade.
6 Referências
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <elementText elementTextId="51396">
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                </elementText>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>An account of the resource</description>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <name>Publisher</name>
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              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Apresenta uma proposta de implementação da ferramenta Produção mais Limpa (P+L) no processo de preparo físico das obras da Biblioteca Central do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, visando torná-lo um processo ecoeficiente. Tal ferramenta permite, através da revisão das rotinas, a identificação de possibilidades de redução, reuso ou reciclagem de materiais. Vislumbra-se como resultados a redução de custos com material, a diminuição de resíduos sólidos, a otimização de parâmetros operacionais, bem como mudanças relativas ao comportamento e às atitudes ambientais dos funcionários. No que tange aos benefícios ambientais, apresenta a perspectiva de construção de uma nova cultura na instituição estudada, visando à conscientização dos seus servidores em relação ao meio ambiente e buscando minimizar os impactos ambientais assim como os econômicos.</text>
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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

PRODUÇÃO INTELECTUAL DOS DISCENTES: TENDÊNCIAS
TEMÁTICAS DAS MONOGRAFIAS DE BIBLIOTECONOMIA DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAíBA - 2001 A 2010
Angélica Clementino Simões 1, Maria Meriane Vieira da Rochél
1

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação/PPGCI/UFPB;
Bacharel em Biblioteconomia/UFPB.

2 Mestre em Ciência da Informação; Especialista em Gestão de Unidade de Informação;
Especialista em Organização de Arquivos; Professora do Departamento de Ciência da Informação da
Universidade Federal da Paraíba.

Resumo
Com tantas informações, o homem descobriu que o conhecimento é o elemento para
seu desenvolvimento e a universidade é o principal centro de transmissão do
conhecimento cientifico, por meio de suas atividades de pesquisa, ensino e
extensão. Assim, esta pesquisa teve o objetivo identificar as Áreas Curriculares que
concentra o maior número de TCCs do Curso de Biblioteconomia da Universidade
Federal da Paraíba e posteriormente verificar as temáticas mais trabalhadas no
período de 2001 a 2010. Caracteriza-se como uma pesquisa descritiva (documental),
adotando uma abordagem quantiqualitativa. Nosso campo foi a Coordenação de
Estágio do curso de Biblioteconomia. Nossa amostra é composta por 254 TCCs. Os
resultados indicam que a Área Curricular mais trabalhada foi a de "Fundamentos
Teóricos da Ciência da Informação", com 40% dos trabalhos. Nesse contexto, os
resultados traçam um panorama para novas temáticas as quais os futuros
concluintes venham trabalhar, dando cada vez mais visibilidade ao curso.

Palavras-Chave: Produção Cientifica; Trabalho de Conclusão de Curso; Áreas
Curriculares de Biblioteconomia; Tendências temáticas.

Abstract
With so much information, the man found out that knowledge is the element for his
development and the university is the main transmission center of scientific
knowledge through activities of research, teaching and extension. Thus, this research
aims to identify the curricular areas with the greatest number of works of course
completion of Librarianship course, at Universidade Federal da Paraiba, and then
check the themes most worked in the period 2001 to 2010. It is characterized as a
descriptive research (documentary), adopting a quantitative and qualitative approach.
The research was done in Training Coordination of Librarianship course. The sample
consists of 254 works of course completion. The results show that the more curricular
area worked was "Theoretical Foundations of Information Science", with 40% of
works. In this context, the results paint a picture for the new themes that future
graduates will work, giving more visibility to the course.

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Keywords: Scientific production; Work of course completion; Curricular areas of
Librarianship; Thematic trends.

1 Introdução
Na maioria dos cursos de graduação, o TCC ou monografia como também é
denominado é o produto final exigido para colação de grau, dessa forma, os
concluintes fazem pesquisa e revisão de literatura mais densa, que contribuem não
apenas para o aprendizado, como também para o meio acadêmico e sociedade,
como mais uma fonte de pesquisa, disponíveis nas Bibliotecas Setoriais.
Para o progresso e desenvolvimento de uma sociedade, a universidade é
uma instituição indispensável, possui a importante função de divulgar o saber. Neste
sentido, a pesquisa, como um ato dinâmico, é consequência da principal atividade
desses centros e assim, todos os conhecimentos produzidos devem de alguma
forma ser publicados e divulgados. Segundo afirma Machado; Meirelles (2005, p.
170) "A produção científica representa uma parte materializada do conhecimento
gerado e sua disseminação constitui a socialização do saber".
Levando-se em consideração a produção científica gerada no âmbito da
universidade, a elaboração de uma pesquisa científica, como o TCC, é uma
experiência voltada para um processo de aprendizagem visto como construção e
troca de significados entre o aluno e o professor. Visa à geração de conhecimentos e
possibilita uma maior aproximação com a realidade. O professor desempenha o
papel de "orientador", permitindo assim, que o aluno seja estimulado a ter atitudes
investigativas e orienta-o para solucionar seus questionamentos.
Tendo em vista a importância deste momento para a vida acadêmica e
profissional dos alunos graduandos, a atual pesquisa originou-se da nossa
inquietação em saber: Qual a Área Curricular do curso de Biblioteconomia da
Universidade Federal da Paraíba - UFPB estaria sendo mais explorada, em relação
à produção dos Trabalhos de Conclusão de Curso, num percurso de dez anos? A
Biblioteconomia na Paraíba, no decorrer de sua história passou por mudanças
significativas, inclusive no que se refere a seus métodos de pesquisa, práticas,
disciplinas e avaliações, logo, é certo dizer que as tendências temáticas dos TCCs
mudaram?
Diante desse questionamento, a pesquisa tem como objetivo geral: Analisar
as Áreas Curriculares em que se concentram o maior número de TCCs
produzidos no Curso de Graduação em Biblioteconomia da Universidade
Federal da Paraíba, nos anos de 2001 a 2010. Em termos específicos objetivamos:
Verificar a distribuição temporal dos TCCs produzidos de 2001 a 2010; Identificar os
temas mais trabalhados nos TCCs do curso de Biblioteconomia nos últimos dez
anos; Verificar aspectos de educação continuada dos alunos por meio do ingresso
do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFPB. Com os
resultados apresentados, esperamos que este estudo seja de grande valia,
contribuindo para discussão do papel da graduação no desenvolvimento científico e
profissional do curso de Biblioteconomia e servindo até mesmo de referência para
futuras pesquisas.

2 Pesquisa Científica: percorrendo uma parte do caminho

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
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Apesar de tantas informações e conhecimentos, convenhamos que o mundo
não seja tão simples de viver. Imaginemos há algum tempo atrás, o homem da Préhistória lutando com os elementos e forças da natureza, para viver e sobreviver.
Tomemos como exemplo o fogo: um dia, após um temporal, o homem pré-histórico
revela que um raio queimou o mato; que um animal nele preso, cozinhou e ficou
delicioso e, além disso, o fogo dá o calor. Mas, o que é o fogo? Como produzi-lo e
conservá-lo?
São perguntas e questionamentos que para a sobrevivência, a humanidade
se confrontou e ainda se confrontará com a necessidade de dispor do saber,
principalmente, de construir esse saber por si só, o que hoje é denominado como o
mais eficaz: pesquisa científica.
A pesquisa científica é um questionamento, onde, cujo objetivo é um só: obter
resultados para as pertinentes indagações. Segundo Silva, (2001, p. 20) a pesquisa
é:
um conjunto de ações, propostas para encontrar a solução para um
problema, que têm por base procedimentos racionais e sistemáticos. A
pesquisa é realizada quando se tem um problema e não se tem informações
para solucioná-Ia.

Desse modo, na vida acadêmica, a pesquisa tem contribuído
significativamente, mantendo seu papel educativo e inovador. O aluno ao ingressar
na universidade, não deseja apenas escutar discursos de seus professores e
cumprir a carga horária de seu curso, mas principalmente, ele deseja trabalhar junto
com o docente, construindo conhecimento, desenvolvendo de modo gradativo
atividades de pesquisas, aprender a aprender, saber pensar e assim conquistar um
senso critico dentro e fora da universidade.
2.1 Trabalho de Conclusão de Curso
É exatamente nesse momento de elaboração do TCC, que o aluno irá

condensar todas as informações e experiências as quais foram adquiridas em todo
decorrer da graduação e assim, produzir um trabalho científico, onde, conforme
afirma Pécora (1997, p. 159):
Por produção científica, entende-se toda atividade resultante de uma
reflexão sistemática, que implica produção original dentro da tradição de
pesquisa com métodos, técnicas, materiais, linguagem própria, e que
contempla, criticamente, o patrimônio anterior de uma determinada ciência,
tendo como espaço basicamente a Universidade.

A escolha do tema é fundamental, pois dele depende o bom êxito da pesquisa
a ser desenvolvida. Para influenciar na seleção, o aluno deve ser adepto a leitura de
artigos, jornais, revistas, muitas vezes de outros trabalhos de TCC, conversações e
comentários sobre trabalhos de outros colegas, como também participar de debates
e seminários e ter curiosidade sobre determinado assunto que o chame a atenção,
afinal, o tema deve corresponder ao gosto e aos interesses de quem vai abordá-lo.
Com relação aos temas das Monografias, Andrade (2010, p. 72) destaca que:

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
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não deve ser fácil demais nem muito complexo, isto é, deve ser adequado à
capacidade intelectual do aluno. Temas sobre os quais existam vários e
exaustivos trabalhos devem ser evitados, pois corre-se o risco de repetir tão
somente o que já foi dito sobre o assunto. Acima de tudo, é fundamental que
o assunto seja relevante, que seu estudo apresente utilidade, alguma
importância prática ou teórica.

Em relação aos TCCs do Curso de Biblioteconomia da UFPB, os mesmos são
caracterizados como uma atividade de pesquisa, dessa forma, o aluno terá a
orientação de um professor de acordo com o tema. No entanto, no início do curso de
Biblioteconomia na UFPB, os TCCs não eram exigidos e segundo a última
Coordenadora do Curso de Biblioteconomia, Profa. Jemima Marques de Oliveira,
descreveu que era apresentado um relatório das atividades que os alunos
desenvolviam exclusivamente na Biblioteca Central da UFPB, acompanhados de um
bibliotecário responsável. Logo, foi observado pela referida professora, que na
época era Vice Coordenadora e Coordenadora de Estágio, que apesar dos
bibliotecários acompanharem os alunos, não existiam nenhuma avaliação com
relação a notas, assim, foi implantando que os bibliotecários também atribuíssem
notas que somadas ao relatório era divida por 2 e davam a média.
No semestre de 1996.2 as correções dos relatórios eram feitas pela Vice
coordenadora do Curso de Graduação, Profa. Bernadina Maria Juvenal Freire de
Oliveira, a época responsável pelo Estágio Supervisionado, e membro do Colegiado
do Curso. Em face dos trabalhos empreendidos, verificou-se que muitos dos
relatórios apresentados eram idênticos em sua forma física e descritiva, tornando-se
prática uma repetição de etapas, não cumprindo para tanto, sua finalidade, ou seja,
relatar e descrever as atividades, incluindo-se um princípio de práxis, na qual inclui
as reflexões teóricas em relação ao fazer prático, que envolveria o cotidiano do
estágio supervisionado. Nesse sentido, os relatórios não atingiam sua finalidade, era
preciso, empreender novos caminhos, novas formas de avaliação.
Nesse entendimento, em 1997, com o apoio e aprovação do colegiado de
curso, foi instituída a apresentação do Trabalho Monográfico de acordo com ABNT a
uma banca examinadora. Foi um fato que não agradou a muitos, mas, apesar desse
"desconforto", atendeu posteriormente as recomendações do MEC e da política de
inovação curricular.

3 Trilha Metodológica
A pesquisa caracteriza-se pelo estudo exploratório de caráter descritivo que
tem como objetivo geral analisar as Áreas curriculares em que se concentram o
maior número de TCCs produzidos no curso de Biblioteconomia da UFPB, nos anos
de 2001 a 2010.
Caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica, onde conforme Silva (2001,
p. 21) "a pesquisa é elaborada a partir de material já publicado, constituído
principalmente de livros, artigos de periódicos e materiais disponibilizados [... este
trabalho insere-se em uma natureza de abordagem quantiqualitativa, visto que
houve um levantamento dos TCCs como também se procedeu a classificação dos
mesmos.

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
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o Campo da pesquisa é a etapa estabelecida para a designação do ambiente
a ser investigado. A princípio a pesquisa foi realizada na Coordenação de Estágio do
Curso de Biblioteconomia da UFPB, onde se encontram todos os TCCs.
Nosso universo de estudo foram os TCCs do Curso de Biblioteconomia, no
entanto, considerando a amplitude deste universo, definimos como amostra as
monografias defendidas entre 2001 a 2010, compondo assim uma amostra de 254
trabalhos.
Dessa forma, descreveremos a seguir as Áreas Curriculares do Curso de
Biblioteconomia.
Quadro 01: Áreas curriculares do curso de biblioteconomia
ÁREAS CURRICULARES COM EMENTAS E DISCIPLINAS
ÁREAS
Area 01: Fundamentos Teóricos da Ciência da
Informação
Informação, cultura e sociedade. Ciência da
Informação
e
áreas
afins:
Biblioteconomia,
Documentação, Arquivologia e Museologia. Unidades
e serviços de informação. O profissional da
informação: formação e atuação. História e
tendências
da
produção dos
registros
do
conhecimento, das unidades e dos sistemas
nacionais e internacionais de informação.

02: Organização e Tratamento da
Area
Informação
Organização do conhecimento e tratamento da
informação. Tratamento descritivo dos documentos.
Tratamento temático; teoria da classificação; análise
da informação; teoria da indexação. Práticas,
tecnologias, processos do tratamento da informação
e produtos. Geração e organização de instrumentos
de recuperação da informação.
Area 03: Recursos e Serviços de Informação
Fontes de informações documentais e virtuais:
conceitos,
tipologias,
características,
acesso,
utilização e avaliação. A indústria da informação:
geração, produção e distribuição de documentos,
fontes e serviços de informação. Serviços de
referência e informação. Serviços de extensão e
ação cultural.
Area 04: Gestão de Unidades de Informação
Teoria Geral da Administração. Gestão da
informação e do conhecimento. Gestão de coleções
e serviços de informação. Planejamento em
unidades de informação. Preservação e conservação
de unidades de informação. Marketing em unidades
de informação. Avaliação de serviços em unidades
de informação.

210

DISPLlNAS
_ Ética da Informação
Fundamentos
Científicos
da
Comunicação
Fundamentos da Biblioteconomia
_ Fundamentos da Ciência da Informação
_ História da Leitura e dos Registros do
Conhecimento
_Informação, Memória e Sociedade.
_ Leitura e Produção de Textos
_ Lógica Formal
_
Produção
dos
Registros
do
Conhecimento

-

_
_
I
_
II
_
_

Representação e Análise da Informação
Representação Descritiva da Informação
Representação Descritiva da Informação
Representação Temática da Informação I
Representação Temática da Informação 11

_ Disseminação e Transferência da
Informação
_ Fontes Especializadas de Informação
_ Fontes Gerais de Informação

_Gestão da Informação e do Conhecimento
_ Gestão de Coleções
_ Marketing em Unidades de Informação
_ Organização, Sistemas e Métodos em
Unidades de Informação
_
Planejamento
em
Unidades
de
Informação
_ Preservação e Conservação de Unidades
de Informação
Teoria Geral da Administração

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
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Area 05: Tecnologia
A informática em unidades de informação. Análise e _Automação em Unidades de Informação
avaliação de software. Desenvolvimento de bancos e _ Geração de Bancos e Bases de Dados
bases de dados. Redes de informação e _ Tecnologia da Informação I
comunicação.
Tecnologia da Informação 11
Area 06: Pesquisa
- Estatística 111
Epistemologia
da
investigação
científica. _ Estudo de Usuário da Informação
Metodologia da pesquisa social. Pesquisa em _ Metodologia do Trabalho Cientifico
Biblioteconomia e Ciência da Informação: produção, Pesquisa Aplicada à Ciência da
tendências teóricas e comunicação científica. Estudo Informação
de usuários, clientes e ambiente social.
Trabalho de Conclusão de Curso
,
Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA. Projeto Político-Pedagógico:

curso de Biblioteconomia: modalidade Bacharelado. João Pessoa: 2007.
Para um segundo momento da pesquisa, foi realizado um levantamento dos
bibliotecários, os quais concluíram a graduação em Biblioteconomia e
posteriormente ingressaram no Programa de Pós-Graduação em Ciências da
informação, localizado no Campus I da UFPB em João Pessoa.
Em um primeiro momento os dados foram coletados por um levantamento
dos TCCs localizados na Coordenação de Estágio do Curso de
Biblioteconomia/UFPB. De posse da listagem, realizarmos os seguintes
procedimentos:
a) Levantamento do número de TCCs por ano;
b) Disposição dos TCCs em suas respectivas áreas curriculares;
c) Classificação temática dos TCCs pelo Tesauro Ciência da Informação com
relação ao título do trabalho e também por seus resumos e palavras-chaves;
(Apêndice B)
d) Áreas curriculares mais trabalhadas;
e) Seleção das temáticas mais pesquisadas;
f) Identificação dos concluintes que ingressaram ao Programa de PósGraduação em Ciência da Informação.

4 Análise dos Dados

4.1 Distribuição dos TCCs por ano
Com base nos dados coletados, o número total de TCCs produzido no Curso
de Biblioteconomia da UFPB, no período de 2001 a 2010 são de 254 trabalhos.
Consideravelmente um número baixo, afinal, devemos levar em consideração que a
partir do ano de 2004 o curso começou a oferecer 90 vagas/ano.
Observaremos no gráfico 01, a distribuição total de TCCs por anos, onde, de
forma geral, isso pode representar tanto um alto grau de desistência dos alunos ao
longo de seus 05 anos de duração do curso, como também o prolongamento deste,
afinal, existe casos de alunos de se formaram no tempo máximo de 14 períodos.

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�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

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2002

2003 2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

Gráfico 01: Distribuição dos TCCs por ano
Fonte: Pesquisa de campo, 2011

Nota-se que, realmente são números muitos baixos e que estes fatos
precisam que sejam analisados para obter subsídios que possam ajudar a melhorar
tal situação, afinal, precisamos ter em mente que são 90 vagas/ano que o curso
oferece.

4.2 Produção de TGG por área
Considerando-se as seis áreas curriculares do Curso de Biblioteconomia da
UFPB, temos: Fundamentos Teóricos da Ciência da Informação (FTCI); Organização
e Tratamento da Informação (OTI); Recursos e Serviços de Informação (RSI);
Gestão de Unidades de Informação (GUI); Tecnologia (TEC) e Pesquisa (PES).
Com o gráfico a seguir é possível observamos a distribuição dos TCCs por
suas áreas:

DAREA 1:
. ÁREA2:
DÁREA3:
DÁREA4:
. ÁREAS:

\ 40%

18%

3%

HCI
OTI
RSI
GUI
TEC

Gráfico 02: Produção de TCC por Área Curricular
Fonte: Pesquisa de campo, 2011.

Como podemos constatar no gráfico 2 do total de trabalhos apresentados a
área com maior concentração foi a de "Fundamentos Teóricos da Ciência da
Informação" (FTCI) , com 40%, onde, acreditamos que pelo fato do curso possuir
características mais voltadas para a teoria, é certo que os discentes encontrem mais
facilidades para desenvolverem seu TCC. Podemos constatar esse fato com base
nos resultados que traz a área 2, "Organização e Tratamento da Informação" a qual
trata-se de uma área voltada para a "prática do curso" e que temos um número muito
baixo, com apenas, 3% de concentração de TCCs.

212

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"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

É certo que a fundamentação teórica que a área 1 oferece, é essencial, onde
contempla com disciplinas de conhecimento geral e que são pautadas em conteúdos
voltados para conceitos. O bibliotecário precisa de toda essa base para desenvolver
seu trabalho. No entanto, com o novo PPP do curso, é certo que essa realidade
mudará, pois, o mesmo agrega em seu currículo a partir do sexto período as
disciplinas "Laboratórios de Práticas Integradas I, /I, 111 e IV', as quais substituem a
prática do estágio supervisionado do antigo PPP, apenas no final do curso. Assim,
com essa nova realidade, o discente terá o décimo período, todo dedicado a
construção do TCC. Partindo desse pressuposto, os alunos terão mais tempo para
leituras e encontros com os orientadores, facilitando dessa forma a construção de
um trabalho mais aprofundado.
Em relação à área 3 "Recursos e Serviços da Informação" a mesma ficou com
18% de concentrações de trabalhos, sendo que a maioria dos TCCs se concentram
na temática " uso da informação" e em "Fontes de informação" como veremos na
(Tabela 4).
Nas áreas 4 "Gestão em Unidades de Informação" e na 5 "Tecnologia" as
mesmas apresentaram um percentual bem próximos. Podemos dizer que as duas
estão unidas, onde, uma trata do gerenciamento de uma unidade informacional de
forma "teórica" e a outra utiliza suas ferramentas tecnológicas para ajudar o que foi
planejado. Respectivamente temos uma com 13% e a outra com 10% de trabalhos.
Percebemos que nos últimos anos os discentes uniram a fundamentação teórica às
áreas que envolvem tais atributos e podemos também ressaltar que essas áreas se
inserem no contexto de alguns alunos, por já terem participado de projetos como é o
caso do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica - PIBIC, monitorias
entre outros, de maneira que atrela valor para um trabalho de conclusão de curso.
E por fim, a área 6 relacionada com pesquisa, teve 16%, onde, foi abordado
com maior ênfase a importância do estudo dos usuários, ou seja, a preocupação em
saber dos usuários a satisfação de serviços oferecidos.
Na Tabela a seguir, ressaltaremos melhor a distribuições dos TCCs por áreas
e anos:
Tabela 1: Distribuição da produção de TCC por áreas e ano
Anos

FTCI

2001

07

2002

07

2003

08

2004

15

2005

12

2006

14

2007

OTI

RSI

GUI

01

02

TEC

PES

Total por

03

13

01

02

03

13

07

01

02

02

20

04

03

02

05

31

12

03

02

02

31

01

07

07

06

01

36

13

01

05

02

02

06

29

2008

08

02

03

05

05

13

36

2009

12

02

03

08

03

04

32

02

213

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Ullll.,.,rllt:trlilS

2010
Total

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

06
102

08

03

01

01

02

13

46

32

25

41

254

Fonte: Pesquisa de campo, 2011.

É notável que as áreas FTCI, GUI e PES não tiveram interrupção em

trabalhos durante esses dez anos. Apesar de a área RSI ter ficado em segundo
lugar com concentrações de trabalhos, a mesma não obteve nenhum estudo no ano
de 2002.
4.3 Analise temática por área curricular
Vale salientar que para a classificação dos TCCs utilizamos o Tesauro Ciência
da Informação o qual foi elaborado por Manoel Palhares Moreira como parte do
trabalho de doutorado.
Como relatamos, a área 1 foi a que sobressaiu com maior números de
trabalhos. Dessa forma, veremos na tabela 2 os assuntos mais estudados:
Tabela 2: Temas trabalhados na Área 01 Fundamentos Teóricos da Ciência da
Informação
Assuntos
Arauivo ! Arauivoloaia
Arquivo de Empresa
Arquivo Pessoal

Total

%

17
03
03

1666

Arauivo Universitário

02
02

Arquivo Permanente

01

Arquivo Administrativo

01

Arauivo Central

01

Arauivo Audiovisual

01

Arquivo de Hospital
Arauivo

01
01

Tabela de Temporalidade

01

Profissional da Informação - Mercado de Trabalho

12

11 76

Biblioteca Escolar

11

10,78

Práticas de Leitura

11

10,78

Perfil do Profissional

08

7,84%

Bibliotecário
Empreendedor

06
01

Recursos Humanos

01

Educação Em Biblioteconomia

07

6,86%

Responsabilidade Social! Ética

07

6,86%

Arquivo Judicial

214

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Servico Social

03

Serviço de Leitura

02

Neqros

01

Ética

01

Competência Informacional

05

4.90%

Práticas de Ensino e Aprendizagem

05

4,90%

Educação

02

Educação de Usuários

01

Educação á Distância

01

Educação Em Biblioteconomia

01

Bibliotecas Especializadas

05

4.90%

Biblioteconomia

03

2,94%

Memória

03

2,94%

Política de Informação

03

2,94%

Biblioterapia

02

1,96%

Livros

02

1,96%

Ciência da Informação

01

0,98%

TOTAL

102

100%

Fonte: Pesquisa de campo, 2011.

Percebemos que a maioria dos assuntos tratados na área 1 estão voltados
para "arquivo/Arquivologia", com 17 trabalhos, ou seja, uma concentração que
chega a 16,66%. Por isso, a necessidade da criação do Curso de Arquivologia na
UFPB foi de grande importância.
Não é de surpreender o interesse dos alunos em relação à temática "Mercado
de Trabalho", com 12 (11,76%) trabalhos defendidos, afinal, alguns deles já recebem
propostas de emprego ou estágios ainda mesmo durante o curso e assim tornam-se
mais simples desenvolver seu trabalho acadêmico.
Os assuntos a respeito de "Práticas de Leitura" e "Bibliotecas Escolares"
ganham simultaneamente o terceiro e quarto lugar de afluência, onde, por si só as
duas temáticas estão relacionadas com promoção de leitura, função social,
desenvolvimento de ensino-aprendizagem e apoio para a comunidade em geral. De
acordo com Borba (1999, p. 35) as funções principais da biblioteca são: "prover os
meios para atender aos interesses da leitura dos usuários".
Em seguida, veremos os assuntos mais estudados na área 2, a qual sabemos
que foi a de menor concentração de trabalhos.
Tabela 03: Temas trabalhados na Área 02 Organização e Tratamento da
Informação
Assuntos
Recuperacão da Informacão

215

Total

%

04

50%

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"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Instrumentos de Descrição

04

Indexação

01

Indexação Automatizada

01

Avaliacão de Sistema de Recuperacão da Informacão

01

LinQuaQem de Indexação

01

TOTAL

08

50%

100%

Fonte: Pesquisa de campo, 2011.

Com o crescente rumo que a informação assumiu, foi preciso criar sistemas
os quais representassem os documentos.
Porém, apesar de existir essas necessidades nas unidades de informação,
notamos na tabela 3 que a área "Organização e Tratamento da Informação", passa
por um momento o qual os discentes não demonstram empenho em produzir seus
trabalhos de conclusão de curso.
Obtemos um indicador com apenas oito (8) TCCs em um período de dez
anos. As temáticas estão relacionadas com a "recuperação da informação" e
"Instrumentos de Descrição", onde, as mesmas tiveram um empate com 04 TCCs
um percentual igual de 50%. Vale salientar a importância do desenvolvimento dessa
área, levando em consideração que a mesma relaciona teoria com a prática.
Passando para a tabela a seguir, visualizamos os assuntos mais explorados
na área "Recursos e Serviços de Informação.
Tabela 04: Temas trabalhados na Área 03 Recursos e Serviços de Informação
Uso da Informação

15

%
32,60%

Fontes de Informação

13

2826%

Informacão Comunitária

04

Informação de Empresas

02

Informação

02

Informação Tecnológica

02

Informacão Cartoqráfica

02

Informação para Consumidores

01

Disseminação da Informação

06

13,04%

Acesso a Informação

04

869%

Deficiente visual

02

Biblioteca para ceqo

01

Biblioteca para deficiente

01

Servico de Referência

03

Bibliotecário de Referência

02

Serviço de Referência Virtual

02

434%

Editoração

01

2,17%

Serviços Culturais

01

2,17%

Assuntos

Total

216

652%

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"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Sistemas de Informação

01

217%

TOTAL

46

100%

Fonte: Pesquisa de campo, 2011.

Observamos que de acordo com os dados expostos na tabela 4, das 46
monografias defendidas nesta área, 15 TCCs (32,60%) foram distribuídos na
temática "Uso da Informação", a qual envolve a busca e o uso que o usuário faz da
informação, ou seja, suas reais necessidades. É um ponto importante, os discentes
tratarem com tanta ênfase sobre essa temática, afinal, o bibliotecário é um
intermediário entre o usuário e a informação e o profissional deve estar atento para
os anseios de quem precisa do conhecimento. Em seguida a temática "fontes de
informação" a qual obteve 13 trabalhos (28,26%) ficou em segundo lugar nas
concentrações de trabalhos.
Em relação a área 4 " Gestão de Unidades de Informação", apresentamos os
assuntos mais trabalhados nos TCCs.
Tabela 05: Temas trabalhados na Área 04 Gestão de Unidades de Informação
Total

%

Comunicação I Marketing

14

43,75

Desenvolvimento de Coleções

06

18,75%

Conhecimento e Informação

04

12,50%

Planejamento de Unidades Informacionais

03

9,37%

Preservação Documental

03

9,37%

Administração

01

3,12%

Gestão de Segurança

01

3,12%

TOTAL

32

100%

Assuntos

Fonte: Pesquisa de campo, 2011.

Seguindo a orientação dessa área, com disciplinas voltadas para
administração de bibliotecas, planejamento, desenvolvimento de coleções, nota-se
nos trabalhos a predominância da temática em "Marketing" com 14 TCCs (43,7%).
É relevante dizer que essa área é bastante prazerosa em trabalhar, pois
desenvolve o lado criativo, empreendedor e administrador que o bibliotecário e
qualquer profissional devem ter.
Adiante, veremos os contextos estudados na área 5 "Tecnologia".
Tabela 06: Temas trabalhados na Área 5 Tecnologia
Total

%

Automação de Unidades de Informação

06

24%

Tecnologia da Informação

05

20%

Assuntos

217

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Arquitetura de Sistema

04

16%

Documento Digital

04

16%

Biblioteca Digital

02

8%

Bases de Dados

01

4%

Biblioteca Eletrônica

01

4%

Preservação de Material

01

4%

Softwares

01

4%

TOTAL

25

100%

Fonte: Pesquisa de campo, 2011

É uma área a qual interage com as demais, no entanto, como podemos
ressaltar ainda é pequena a concentração de trabalhos. Apresentamos com maior
ênfase na área a temática "Automação em Unidades de Informação" com 06 TCCs
(24%). Em seguida, temos "Tecnologia da Informação" com 05 trabalhos (20%).
Partimos agora para os assuntos estudados da última área, a qual
corresponde com temáticas de pesquisa:

Tabela 07: Temas trabalhados na Área 06 Pesquisa
Assuntos

Total

%

Estudo do Usuário

19

46,34

Produção de Informação I Produção Científica

13

31,70

Pesquisa

04

9,75%

Estudo de Caso

03

7,30%

Método de Pesquisa

02

4,87%

TOTAL:

41

100%

Fonte: Pesquisa de campo, 2011.

Diante do exposto na tabela acima, a área relacionada com a pesquisa temos
a temática "Estudo do Usuário" com o maior índice de trabalhos, com um percentual
que chega quase a metade 46,34%. Sabemos que o estudo do usuário procura
identificar algo sob suas expectativas. Outra categoria observada com frequência
nessa área é sobre "Produção Cientifica", com 13 (31,70%) TCCs. Um ponto
importante são as pesquisas voltadas para Biblioteconomia e Ciência da Informação,
as quais tiveram apenas 04 (9,75%) de trabalhos.

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

5 Considerações Finais
Os resultados encontrados nessa pesquisa permitiram delinear as tendências
temáticas dos TCCs do curso de Biblioteconomia da UFPB em suas respectivas
Áreas Curriculares.
Com relação à distribuição temporal do TCCs ao longo desses dez anos, é
necessário destacar que a taxa de evasão existe e que precisa ser bem analisada
para encontrar os reais motivos pela qual acontece. Mesmo assim, de maneira geral,
esta diferença ingresso/egresso continua alta, afinal, se todos os alunos que
ingressassem no curso de Biblioteconomia e concluísse este curso (zero de evasão)
o número de TCCs nos períodos analisados seria bem maior do que apenas 254.
Com relação às temáticas das seis áreas curriculares que o curso abrange, é
possível notar índices de concentrações nas temáticas em: "arquivo/Arquivologia na
área 1", a área 2 ficou neutra com uma igualdade nas temáticas" Recuperação da
Informação e Instrumentos de Indexação", " Uso e necessidades de informação" na
área 3, "Marketing" na área 4, "Automação em unidades de Informação" na área 5 e
por fim, "Estudo do usuário" na área 6.
Deve ser considerado aqui, o episódio de alguns alunos identificarem-se
pessoalmente com determinado assunto, seja por já trabalharem na temática
escolhida para desenvolver seu TCC ou até mesmo influência de algum projeto ou
pesquisa.
A escolha do tema do TCC é livre, não existem impedimentos algum para o
aluno trabalhar o que deseja com temáticas essas mais variadas possíveis. Mesmo
assim, é possível notar, nos resultados obtidos, uma centralização de trabalhos com
temas relacionados principalmente a aspectos tradicionais e voltados para o
mercado de trabalho. Por outro lado, são vastos os assuntos novos os quais podem
e devem ser pesquisados por futuros concluintes.
Dessa forma, os dados coletados e analisados constatam-se amplas lacunas
temáticas a serem exploradas pelos alunos de graduação de Biblioteconomia, como
por exemplo:
a) Na área 1 temos: Biblioteca Infantil, Museus, Obras Raras, Direito Autorais,
Arquivos Nacionais, Arquivos audiovisuais;
b) Na área 2 a qual tivemos uma maior deficiência, temos: Políticas de
Indexação, A formação do catalogador, Linguagens para arquivo, o
Bibliotecário na construção da linguagem documentária, catálogos manuais,
catálogos em CD-ROM, indexação de livros, indexação de assuntos,
Tesauros, Recuperação Banco de Imagens;
c) Na área 3 apresentamos: Serviço de Referência voltado para medicina,
Alfabetização, Editoração, Editoração Eletrônica, História da impressão,
Venda de livros, Direitos de cópias;
d) Sugerimos na área 4: planejamento de edifícios para Bibliotecas, Aquisição,
Descarte, Inventários, Relações Públicas;
e) Na área 5 incluímos: Redes sociais, Multimídia, Tecnologia de imagem,
Ciência da Informação juntamente com Ciência da Computação;

219

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

f) A área 6 a qual trata de pesquisa essa vem mais aberta a novas idéias e
demandas as quais vão aparecendo com o decorrer do tempo.
A atual sociedade requer profissionais capacitados, com criatividade para
resolução dos problemas pertinentes, ou seja, um profissional pro ativo, com
conhecimento amplo. Para tanto, se faz necessária a constante atualização, com o
auxílio dos cursos de especialização, mestrado acadêmico, mestrado profissional,
entre outros. Este ponto torna-se relevante, uma vez que, estamos tratando e
desvendo aqui ex-alunos que atualmente são Profissionais da informação.
6 Referências
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do Trabalho
Científico. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

BORBA, Maria do Socorro de Azevedo. Adolescência e leitura: a construção da
escola e da biblioteca escolar. Natal: UFRN, 1999.

MACHADO, R. N.; MEIRELLES, R. F. Produção científica dos docentes da
Universidade Federal da Bahia da área de filosofia e ciências humanas no período
de 1995-1999. Transinfomação, Campinas, v. 17, n. 2, p. 169-179,2005.
PÉCORA, Gláucia Maria Mollo. Atividades acadêmicas de pesquisador. In: WITTER,
Geraldina Porto (org). Produção Cientifica. Campinas: Átomo, p. 157-167. 1997.

SILVA, Edna Lúcia da. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. 3
ed. Florianópolis: Laboratório de Ensino a Distância da UFSC, 2001.

220

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Com tantas informações, o homem descobriu que o conhecimento é o elemento para seu desenvolvimento e a universidade é o principal centro de transmissão do conhecimento cientifico, por meio de suas atividades de pesquisa, ensino e extensão. Assim, esta pesquisa teve o objetivo identificar as Áreas Curriculares que concentra o maior número de TCCs do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba e posteriormente verificar as temáticas mais trabalhadas no período de 2001 a 2010. Caracteriza-se como uma pesquisa descritiva (documental), adotando uma abordagem quantiqualitativa. Nosso campo foi a Coordenação de Estágio do curso de Biblioteconomia. Nossa amostra é composta por 254 TCCs. Os resultados indicam que a Área Curricular mais trabalhada foi a de “Fundamentos Teóricos da Ciência da Informação”, com 40% dos trabalhos. Nesse contexto, os resultados traçam um panorama para novas temáticas as quais os futuros concluintes venham trabalhar, dando cada vez mais visibilidade ao curso.</text>
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                    <text>Gestão de pessoas
Trabalho completo

AVALIAÇÃO DE CLIMA ORGANIZACIONAL EM UMA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA
Luhi/da Ribeiro Si/veira1 , Evaclenes Arruda Si/vaz, Larissa Rabelo
Danta52, Cássio Araújo Corrêaz
1

Bibliotecária , Especialista em Formação de Leitores, Estudante de Psicologia , UFMA, São Luís - MA
2Estudante de Psicologia, UFMA, São Luís - MA

Resumo
O clima organizacional é um conceito construído a partir de metáforas de fenômenos
meteorológicos, que no âmbito das organizações serve para caracterizar o ambiente
construído por meio das interações entre os membros da organização, e que
caracteriza a identidade a partir das interações das subjetividades dos sujeitos
envolvidos. O trabalho aqui apresentado se constitui numa pesquisa que objetivou a
partir de um instrumento específico avaliar o clima organizacional em uma biblioteca
universitária de instituição pública de ensino, a fim de fornecer subsídios para um
planejamento no âmbito da gestão de pessoas.

Palavras-chave: Clima Organizacional ; Biblioteca Universitária; Gestão de
Pessoas.

Abstract
The organizational climate is a concept constructed from metaphors of
meteorological phenomena, which within the organizations serves to characterize the
built environment through the interactions between members of the organization, and
what characterizes the identity from interactions of the subjectivity of involved. The
article constitutes the research that aims to assess specific instrument from the
organizational climate in a library of a public university in order to provide support for
planning in the management of people.

Keywords: Organizational Climate; University Library; People Management.
1 Introdução
Clima é objeto de estudo da meteorologia, ciência que se dedica ao
estudo dos processos atmosféricos como condições de temperatura , umidade etc, e
da previsão do tempo, dedicando-se a prever fenômenos, como: tempestades,
frentes frias, furacões etc. Assim, o conceito de clima organizacional foi incorporado
ao estudo das organizações ilustrando a forma como se revelam as interferências
entre o comportamento organizacional e a atmosfera social de um ambiente .
Esse conceito foi incorporado à área laboral na década de trinta por
pressupor que o contexto organizacional tem implicações específicas do indivíduo,
dos grupos e das organizações. Isto despertou a atenção para que fosse
considerada a importância de haver um bom clima na organização para dar suporte
às realizações e ao sucesso econômico (LOBO, 2003).

2378

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

o conceito de clima organizacional emerge das relações de similitude das
interações da natureza com as organizações no que tange aos aspectos das
múltiplas influências entre atmosfera (social), e o comportamento , mas ainda Lobo
(2003) nos apresenta a questão quanto às divergências no que concerne ao próprio
conceito de clima organizacional, havendo nesse campo duas perspectivas teóricoexplicativas para caracterizá-Ia : uma consistiria na idéia de que "o clima é o
indivíduo ", remetendo a questão para o campo individual onde a organização seria
vista como um somatório de vontades individuais, e a outra idéia seria a de que "o
clima é a organização ", remetendo a modelos de alta complexidade, existência de
redes grupais mobilizadoras de forças positivas e/ou negativas. Nesse sentido, o
clima poderia ser de natureza individual ou grupal, mas Lobo (2003) nos chama
atenção para além dessa ou daquela definição, observando que tanto uma ou outra
definição implica no reconhecimento de que a realidade organizacional integra para
além de fatores econômicos e materiais, elementos psicossociais, grupais e
interpessoais, presentes na adequação ou inadequação dos comportamentos nas
práticas organizacionais do bom ou do mau clima.
Partindo desses pressupostos adotaremos como definição desse tema o
entendimento de Lobo (2003, p.25) que define clima organizacional como "[... ] o
modo como se processam as relações e representações interpessoais no interior da
organização e como aquelas se modificam em função da oscilação de certas
variáveis"; também adotaremos o entendimento de Gomes (2002) que coloca o
clima organizacional como o meio ambiente psicológico da organização.
O clima organizacional é construído por meio das interações entre os
membros da organização, como destaca Lobo (2003) : "A identidade da organização
e do seu clima é fruto de uma construção diária, na qual se traça a história
organizacional e as histórias individuais e colectivas" . (p.31) Desta forma , é
imprescindível trazer à tona a idéia de coletividade que permeia as organizações.
Assim como na sociedade, as organizações são compostas pela coletividade de
pessoas que carregam consigo todas as suas peculiaridades enquanto pessoas que
pensam e agem em seu meio. Destarte, conhecer aspectos do comportamento
humano e das relações entre eles é sem dúvida uma possibilidade de construção
mais harmoniosa de uma coletividade e consequentemente de uma estrutura
promissora para o mundo do trabalho . Os conhecimentos oferecidos pelo campo da
Psicologia desempenharam e desempenham ainda um papel significativo no êxito
das organizações, sejam elas dos mais diferentes ramos.
Neste sentido, neste estudo objetivamos investigar o clima organizacional
na Biblioteca Central da Universidade Federal do Maranhão, a fim de fornecer
subsídios para um planejamento no âmbito da gestão de pessoas. Para tanto,
levantamos dados quanto ao tipo de clima da instituição, analisando fatores internos
e fatores externos que influenciam no relacionamento entre os funcionários e a
organização.
2 O Clima nas Organizações
As organizações não são estruturas estanques e as múltiplas dimensões
do humano acabam por interferir na dinâmica das organizações. Nesse contexto , a
incorporação de aspectos mais humanos possibilitou o surgimento de uma
Administração mais livre de conceitos rígidos, o que a deixou mais dinâmica já que

2379

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

estes aspectos levam em consideração as subjetividades dos sujeitos envolvidos no
processo produtivo.
A partir dos trabalhos de dinâmicas de grupo desenvolvidos por Kurl Lewín,
ainda na sua fase de impulsionador da Teoria das Relações Humanas, [... 1
e dos estudos de George Homans sobre Sociologia funcional de grupo,
culminando com a publicação do livro de Herberl Simon sobre o
comportamento administrativo, novas idéias e direções passam a dominar a
teoria administrativa . (CHIAVENATO , 2002 , p.107).

Da mesma forma como os sujeitos influenciam o clima da organização, a
mesma também lhes insere características peculiares, e até atrai sujeitos com
características reforçadas pela organização. E é nesta contínua relação de influência
sujeito-organização que consiste a pesquisa psicológica em clima organizacional,
visto que este "reflete o universo da empresa , dos tipos de pessoas que a
organização atrai, de seus processos de trabalho e layout físico, das modalidades de
comunicação e do exercício da autoridade dentro do sistema" (Souza, 1978; Freitas,
1991 ; Xavier, 1984; Motta e Caldas, 1997, apud GOMES, 2002 , p. 96) .
Mesmo diante do fato de o clima organizacional sofrer inúmeras
influências (quer internas à organização, quer externas) , destacamos a influência
ressaltada por McClelland (1972, apud GOMES, 2002), cujos estudos na área
nortearam inúmeras medidas de escala de clima organizacional. Para McClelland, o
clima organizacional é determinado pelos estilos de liderança e administração, o que
contribui para moldar o comportamento dos indivíduos no que consiste à afiliação
(desejo de manter relações interpessoais), poder (desejo de influenciar, controlar e
chefiar) e realização (desejo de alcançar sucesso e êxito) .
Como exemplos de pesquisas científicas em clima organizacional ,
destacamos a de Coelho (2003), que fez um levantamento sobre o clima
organizacional em uma empresa de comércio varejista com uma amostra de 50
funcionários , utilizando uma escala de clima organizacional adaptada de Litwin e
String constituída por nove dimensões: excelência e padrões de desempenho,
reconhecimento, relacionamento, autonomia, gestão e autoridade, desenvolvimento
e aperfeiçoamento do pessoal, justiça e equidade, missão da empresa e saúde e
segurança . Os valores a serem atribuídos na escala iam de 1 a 4, sendo que o
escore 1 indicava uma percepção insatisfatória e o 4 indicava uma percepção do
funcionário bastante satisfatória em relação ao clima organizacional da empresa . Os
resultados da pesquisa apontam que houve uma concentração de valores entre 3,1
a 3,6, o que indicou uma percepção bastante satisfatória do clima organizacional
pelos funcionários. Coelho destaca, ainda , que esta mesma empresa havia
investido, nos últimos anos, numa política de pessoal que destacava valores como
excelência nos padrões de atendimento, comunicação, interação, integridade e
qualidade. Esta estratégia obteve resultados que foram observados pela pesquisa
de clima organizacional.
Outra pesquisa a ser aqui destacada é a de Gomes (2002), que fez o
levantamento em uma empresa de telecomunicações utilizando a escala de Kolb
com as seguintes categorias: conformismo, responsabilidade, padrões de
desempenho, calor humano e apoio, recompensas , clareza organizacional e
liderança. Os participantes assinalavam numa escala de 5 pontos em que ponto eles
percebiam que a organização estava . A partir das médias das marcações, a
categoria mais baixa observada foi "recompensas", enquanto a maior foi
"conformidade" (conceituada como a ênfase que a organização coloca no desejo de

2380

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

controlar, dominar e influenciar). Por isto, as recompensas se apresentavam
insatisfatórias aos funcionários pesquisados; já quanto à conformidade, as médias
altas revelam que a empresa imprime um forte desejo de chefiar e influenciar
pessoas, o que pode ser traduzido como uma organização coercitiva e sem
nenhuma abertura para que os funcionários exponham suas opiniões.

2.1 Clima Organizacional e Gestão de Pessoas
A dinâmica nas organizações é afetada por Inumeros fatores que
ultrapassam a mera estrutura da organização, incluindo também a dimensão da
subjetividade e das interações interpessoais, assim como Lobo (2003, p. 22) afirma :
''[. .. ] a realidade organizacional integra, para além dos fatores econômicos e
materiais, elementos psicossociais, grupais e interpessoais, patentes na adequação
ou inadequação dos comportamentos às práticas da organização [ ... ]".
Partindo do próprio conceito de clima que foi tomado de empréstimo da
meteorologia pelas organizações, percebemos analogamente a sua importância no
processo de planejamento e tomada de decisões. Assim como é importante
conhecer o clima de um determinado local quando se está interessado em ali
executar algum plano (visitar, morar, investir, etc), a analogia é pertinente no âmbito
das organizações no que diz respeito a conhecer o clima da organização, não o
clima físico em si , mas sim o ambiente fruto das construções psicológicas e sociais
(LOBO , 2003) . Em nível de gestão, a pesquisa e o diagnóstico de clima
organizacional fornecem subsídios e ferramentas de planejamento, de ajuste na
relação sujeito-organização e de compreensão da dinâmica organizacional, bem
como na criação de ambientes que favoreçam a motivação (COELHO, 2004). Como
bem coloca Bispo (2006),
A pesquisa de clima organizacional é uma ferramenta objetiva
e segura , isenta de comprometimento com a situação atual, em
busca de problemas reais na gestão dos Recursos Humanos. A
análise, o diagnóstico e as sugestões, proporcionados pela
pesquisa, são valiosos instrumentos para o sucesso de
programas voltados para a melhoria da qualidade, aumento da
produtividade e adoção de políticas internas.
Quando existe um bom clima organizacional , há uma maior satisfação das
necessidades profissionais e pessoais; no entanto, quando o clima é tenso, essas
necessidades são frustradas, potencializando a insegurança, a desconfiança e o
descontentamento entre os colaboradores (OLIVEIRA; CAMPELLO,[200-?])
diagnóstico do clima organizacional traz informações valiosas que
podem nortear novas estratégias de organização e gestão de pessoas. Assim, a
pesquisa de clima organizacional vai além da mera identificação da dinâmica das
relações entre os funcionários de uma empresa ; ela pode ser uma ferramenta que
direcionará um planejamento no âmbito da gestão de pessoas.

°

3 Metodologia
Este estudo se constituiu numa abordagem de caráter descritivo, com um
enfoque quantitativo. Deste modo, a pesquisa se constitui num delineamento de
levantamento que "visa identificar quais variáveis constitui uma determinada

2381

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

realidade, [ ... ] [porém] não visa estabelecer relações causais, restringindo-se a
buscar descrever os componentes dos fenômenos" (CAMPOS, 2004, p.80) . O
levantamento se dará a partir dos instrumentos utilizados para a coleta de dados.

3.1 Participantes
A população do estudo são os funcionários efetivos da Biblioteca Central
da UFMA. A instituição também conta com estagiários, bolsistas e funcionários
terceirizados; no entanto, esses sujeitos não foram considerados neste estudo, pois
a rotatividade destes segmentos é grande, o que poderia dificultar a identificação do
clima caso também fossem incluídos na população visada .
A amostra do presente estudo consistiu em 12 sujeitos escolhidos
aleatoriamente.Quanto ao sexo, 9 dos participantes eram do sexo feminino e 3 do
sexo masculino. Quanto à escolaridade, 10 dos participantes possuíam pósgraduação e os outros 3 possuíam ensino médio completo. A idade média dos
participantes foi de 43 .6 anos, e o desvio padrão da idade foi de 13,4186. Quanto ao
setor, 8 trabalhavam na Biblioteca Central propriamente dita, 1 na Biblioteca Digital ,
1 no setor de Referência , 1 no setor de Intercâmbio e 1 no setor de encadernação .
Quanto às funções, tivemos: 7 bibliotecários, 1 encadernador, 1 arquivista, 1
operador de fotocópia , 1 técnico da informação e 1 afirmou não possuir função .

3.2 Instrumentos
Para a coletar os dados da pesquisa utilizamos os instrumentos que
seguem :
a) Termo de Consentimento livre e Esclarecido (TClE) , (Apêndice A);
b) Formulário de Pesquisa de Clima Organizacional de Bispo (2006)
adaptado (Anexo A), com 19 itens e 61 subitens, sendo 27 relativos
aos fatores internos que influenciam o relacionamento entre os
funcionários e a empresa (sobre vida profissional , estrutura
organizacional , incentivos profissionais, remuneração , segurança
profissional, nível sociocultural, transporte de funcionários , ambiente
de trabalho, burocracia , cultura organizacional e assistência de
funcionários) e os outros 34 subitens referentes aos fatores externos
que influenciam este relacionamento (sobre investimento e despesas
familiares, convivência familiar, situação financeira, vida social, saúde,
convivência familiar, time de futebol, férias e lazer, segurança pública ,
política e economia). Cada item possui um ou mais subitens. O sujeito
de pesquisa escolheu uma nota entre O e 6 para cada uma das
alternativas; os valores dizem respeito à freqüência com que as
situações de cada item ocorrem :
Tabela 1- Valores da Escala da Pesquisa de Clima Organizacional

FREQUENCIA

VALOR

1

Nunca

2

Raramente

2382

�Gestão de pessoas
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3

Algumas vezes

4

Frequentemente

5

Quase sempre

6

Sempre

Foram coletados, também no Formulário, dados relativos à idade, sexo,
setor, função e escolaridade. O Formulário contava, ainda, com uma questão aberta
e facultativa em que o funcionário podia relatar suas observações, comentários,
reivindicações , queixas, críticas, sugestões ou elogios referentes à qualquer um dos
assuntos do formulário, sendo-lhe assegurado o anonimato.
c) Cálculo de médias aritméticas: Para a análise de dados, adotamos o
cálculo de médias aritméticas para calcular o valor médio para cada
categoria analisada (fatores internos: vida profissional , estrutura
organizacional , incentivos profissionais, remuneração , segurança
profissional , nível sociocultural, transporte de funcionários , ambiente
de trabalho, burocracia, cultura organizacional , assistência aos
funcionários ; fatores externos: investimentos e despesas familiares,
convivência familiar, situação financeira , vida social, saúde, time de
futebol, férias e lazer, segurança pública, economia e política) . Segue
abaixo a fórmula utilizada para calcular a média aritmética :
x = val.1 + val.2 + ... + val.n
nO sub.

x = média aritmética
VaI. 1, Va1.2 , Val.n = Valores dos subitens do item
N° sub. = número de subitens do item a ser calculado

3.3 Procedimentos
Inicialmente, foi estabelecido o contato com a direção da unidade
(Biblioteca Central da UFMA) a fim de formalizar a realização da pesquisa,
informando seus devidos procedimentos. Em seguida partimos para a coleta de
dados.
Os instrumentos de coleta de dados foram aplicados pelos pesquisadores
no local de trabalho dos servidores nos três turnos. No turno matutino, os formulários
foram aplicados das 8 às 12h; no turno vespertino das 14 às 17h e no turno noturno
das 18 às 21 h. O grande intervalo de tempo deu-se em função da preocupação dos
pesquisadores em não comprometer as atividades dos sujeitos de pesquisa, dado o
grande número de perguntas a serem respondidas.
Os pesquisadores abordaram os funcionários para saber sobre sua
disponibilidade em participar da pesquisa, expondo os devidos esclarecimentos, e
então aplicaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, e em seguida o
Formulário para o preenchimento pelo próprio funcionário .
Quanto à análise dos dados, já mostramos o instrumento que utilizaremos
para obter os resultados numéricos (a fórmula para cálculo de médias aritméticas) .
Exemplo de cálculo : Para calcular o fator interno "remuneração", somamos os

2383

�Gestão de pessoas
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valores dos 3 subitens (14,15 e 16) que constituem o item relativo à "remuneração"
e dividimos por 3, que é o número de subitens.
O resultado das médias dos valores indicará se a percepção do clima
organizacional é, no geral, satisfatória , mais ou menos satisfatória ou insatisfatória,
de acordo com a tabela abaixo:
Tabela 2 - Nível de satisfação dos funcionários de acordo com as médias dos elementos
pesquisados

Valor da média

Nível de satisfação

1-2

Baixa

2,1-4

Média

4,1-6

Alta

Nos sub-itens 22 dos fatores internos (referente ao item "Transporte de
funcionários") e 26, 27, 28 (referentes ao item "Segurança pública"), 32 , 33 e 34 dos
fatores externos (referentes ao item "Política e Economia"), quando um alto valor foi
atribuído, não indicou que a satisfação em relação a eles foi alta , mas baixa. O
cálculo e a análise desses sub-itens foi à parte dos outros sub-itens para que não
houvesse um comprometimento nos resultados.

4 Resultados e Discussão
Segue abaixo um quadro com os resultados das médias dos fatores
internos e dos fatores externos:
Tabela 3 - Resultados das médias obtidas dos fatores internos e fatores externos

Fatores internos
Vida profissional

Estrutura
organizacional
Incentivos
p'rofissionais
Remuneração
Segurança
p'rofissional
Nível sociocultural
Ambiente de
trabalho

organizacional
Assistência aos
funcionários

Médias obtidas

4,17

Fatores externos
Investimentos e
despesas
familiares
Convivência
familiar
Situação financeira

4,6

3,95
5,2

Vida social
Saúde

4,6
3,8

5,05
4.7

Time de futebol
Férias e lazer

3,1
4,65

3
3,1

Segurança pública
Política e economia

1,8
1,8

4,18
3,45

2,5

2384

Médias obtidas

5,12
5,2

�Gestão de pessoas
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Quanto aos fatores internos, nota-se que as médias dos itens "estrutura
organizacional", "remuneração", "burocracia", "cultura organizacional" e "assistência
aos funcionários" indicam que há uma satisfação mediana com estes aspectos. O
escore médio de assistência aos funcionários (2,5) foi o menor valor médio em
relação a todos os fatores internos pesquisados, o que denuncia uma necessidade
de maior atenção à assistência aos trabalhadores. O item "remuneração", que
sempre parece interferir na satisfação profissional , parece estar de acordo com a
satisfação da "vida profissional", visto que os valores médios dos mesmos não
distam entre si (4,18 e 3,95). No entanto, o fato de o escore de "vida profissional" ser
maior que o de "remuneração" aponta que há mais fatores que proporcionam
satisfação na vida profissional que vão além da remuneração, como bem aponta
Bispo (2006) na definição de vida financeira : "estabelece o grau de identificação
profissional dos funcionários com a empresa , tentando medir o nível de seu orgulho
em relação à empresa e ao seu sucesso profissional" (p.264) .
Os itens "incentivos profissionais", "nível sociocultural", "ambiente de
trabalho" e "segurança profissional" obtiveram médias de valores altos, o que indica
um alto nível de satisfação dos funcionários em relação a esses aspectos. O menor
valor obtido foi "assistência aos funcionários", como já falado , o que indica que a
gestão deve atentar mais para "o nível de assistência médica, dentária, hospitalar e
social aos funcionários" (BISPO, 2006 , p.263) ; o maior valor obtido foi "segurança
profissional", o que indica que os funcionários percebem que há baixo risco de
demissão sem motivo percebido (BISPO, 2006) .
A média geral de todos os fatores internos foi de 3,93 , o que mostra que a
percepção do clima organizacional pelos funcionários no que se refere aos fatores
internos é mais ou menos satisfatória , o que deveria despertar atenção por parte da
gestão da organização. Assim , a atenção da gestão deve focar os aspectos com
menores médias acima explicitadas e criar estratégias para melhorar estes aspectos.
No que se referem aos fatores externos, os altos escores médios dos
itens "investimentos e despesas familiares" , "convivência familiar", "situação
financeira", "vida social" e "férias e lazer" indicam um alto grau de satisfação .
Enquanto nas médias dos itens internos o item "remuneração" indicava uma
satisfação mediana , aqui a "situação financeira" aparece como bastante satisfatória
aos funcionários , o que mostra que a situação financeira vai além da remuneração,
como evidencia a afirmação de Bispo (2006, p.264): "o fato de um funcionário ter
uma boa remuneração não é suficiente para que ele tenha uma boa situação
financeira ." O escore do item "saúde" aponta que a satisfação com este aspecto é
mediano, o que se correlaciona ao item "assistência aos funcionários" (fator interno
que inclui a assistência médica e odontológica) que também apontou para uma
satisfação mediana. Já os escores médios dos itens "segurança pública" e "política e
economia" apontam para uma baixa satisfação (quase média) cujos valores médios
foram os menores em relação aos outros itens de fatores externos.
O menor valor obtido nos fatores externos foram "segurança pública" e
"política e economia", e o maior foi "convivência familiar", item necessário para uma
boa produtividade realizada na empresa (Bispo, 2006) . A média geral dos fatores
externos foi de 3,85, também apontando para uma satisfação mediana, como nos
fatores internos, porém levemente abaixo destes últimos.
Verificou-se que, no formulário utilizado (Anexo A), elaborado por Bispo
(2006) , haviam 7 subitens (que constituem 3 itens) que precisariam ser calculados à
parte , pois os escores a eles atribuídos possuíam uma lógica inversa na atribuição

2385

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de notas relativas à satisfação e insatisfação, ou seja , um alto valor atribuído
indicava baixa satisfação por parte do sujeito a quem o formulário fora aplicado.
Abaixo apresentamos um gráfico para estes subitens:

Tabela 4 - Médias dos subitens de insatisfação
SUBITEM

VALOR

Transporte de funcionários (subitem
2, f.i.)

3,1

Corrupção (subitem 26, f.e.)

4,7

Violência (subitem 27, f.e.)

5,1

Impunidade (subitem 28, f.e.)

5,1

Crises políticas (subitem 32, f.e.)

4,2

Crises econômicas (subitem 33, f.e.)

4,2

Crises internacionais (subitem 34, f.e.)

3,4

F.i.: fator interno
F.e.: fator externo

Estes valores mostram os níveis de insatisfação dos participantes, assim
quanto mais alto o valor atribuído ao subitem , menor o nível de satisfação, ao
contrário dos outros que quanto maior a nota atribuída , maior o nível de satisfação .
Desse modo, tais itens não foram integrados no cálculo anterior, pois deturpariam os
resultados.
Pelos valores, nota-se que os funcionários se apresentam mais
insatisfeitos quanto à violência e à impunidade. Quanto ao "transporte de
funcionários", estes se apresentam mais ou menos insatisfeitos, já que a média dos
escores atribuídos foi 3,1, considerada mediana. Isto mostra que os funcionários
estão mais ou menos satisfeitos com a locomoção entre a casa e a empresa , e viceversa .

5 Conclusão
As semelhanças que sustentam a metáfora de clima nas organizações
encontram um aspecto que se difere do clima em meteorologia. Pois ao contrário do
clima, que não temos como interferir diretamente em suas mudanças, na
organização as pessoas tem a possibilidade alterá-lo. E nesse processo de
mudança devem participar diferentes segmentos dentro a organização.
Percebemos que os gestores no âmbito das organizações representam
importantes elementos no processo de mudança do clima , pois em geral é no alto
nível organizacional que se dão a elaboração e implementação das políticas.
A identificação da percepção dos funcionários acerca do clima da
organização na qual trabalham, realizada neste trabalho se constituiu além de um
levantamento dos fatores internos e externos que influenciam nessa dinâmica,

2386

�Gestão de pessoas
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permitiu ter melhores informações sobre como anda a qualidade de vida desses
funcionários , e o mais importante ainda , elencar informações que possam subsidiar
a elaboração de políticas e estratégias no campo dos recursos humanos, que leve
em consideração os aspectos como os que constituíram os resultados apresentados
nesses fatores. Uma sugestão para elaboração de políticas de intervenção,
sugestão esta respaldada pelos resultados obtidos, seria focar nos aspectos de
assistência aos funcionários, na burocracia da organização, na cultura da mesma e
no transporte de funcionários, já que foram os itens com menores valores e, por
serem fatores internos à organização, há como a gestão intervir mais diretamente
que nos fatores externos.
A partir dos resultados obtidos neste estudo, recomendamos que sejam
ampliados os fatores a serem explorados em futuras pesquisas, pois verificamos que
podem haver outros aspectos que valem a pena serem investigados que podem
afetar o clima nas organizações. Assim podem ser incluídos aspectos como relação
com chefia , relações entre colaboradores, etc. Tais aspectos devem ser sempre
incluídos no intuito de que seus resultados possam contribuir no estabelecimento de
novas estratégias administrativas que sejam favoráveis à organização e às pessoas
que nelas estão inseridas.
6 Referências
BISPO, Carlos Alberto. Um novo modelo de pesquisa de clima organizacional.
Revista Produção. vo1.16, n.2, São Paulo Mai/Ago. 2006. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S01 0365132006000200007&amp;lang=pt&gt; Acesso em : 1 de outubro de 2011 .
CAMPOS, Luiz Fernando Lara . Métodos e técnicas de pesquisa em psicologia .
3.ed . Campinas, SP: Editora Alínea, 2004.
COELHO, Cristina Lúcia . Clima organizacional e stress numa empresa de comércio
varejista. Psicologia : organizações e trabalho. Florianópolis, Universidade Federal
de Santa Catarina v.4, n.2, jan./jun, 2004.
GOMES, Francisco. Clima organizacional : um estudo em uma empresa de
telecomunicações. Revista de Administração de Empresas. v.42, n.2, São Paulo,
abr./jun 2002 . Disponível em : &lt;http://www.scielo.br/pdf/rae/v42n2/v42n2a09.pdf&gt;
Acesso em : 1 de outubro de 2011 .
LOBO , Fátima . Clima organizacional no setor público e privado no norte de
Portugal. Porto: Fundação Caloustre Gulbenkian, 2003.
OLIVEIRA, Juliana ; CAMPELLO, Mauro. Clima e cultura organizacional no
desenvolvimento das empresas. [200-?]. Disponível em :
&lt;http://www.aedb.br/seget/a rtigos08/345 _ seget. 08Clima%20e%20cultura%200rganizacional%20no%20desempenho%20das%20empr
esas.pdf&gt; Acesso em : 28 de out 2011 .

2387

�Gestão de pessoas
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APÊNDICE A - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido -(TClE)

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Por meio deste documento eu _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
RG ___________________
forneço meu consentimento para participação na pesquisa de clima organizacional a
ser realizada na UFMA.

A pesquisa é coordenada pelo professor Alex Andrade

Mesquita do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do maranhão
(UFMA) e tem participação dos alunos: Cássio de Araújo Correa , Evaclenes Arruda
dos Santos, larissa Rabelo Dantas e luhilda Ribeiro Silveira. O procedimento
consta de aplicações de testes escritos aos funcionários da instituição, portanto não
envolvendo qualquer tipo de risco . Será mantido o sigilo dos dados e estes serão
utilizados unicamente para finalidade de pesquisa e aprendizado dos alunos.

Assinatura do Participante

UFMA - Departamento de Psicologia
Av. dos Portugueses s/n . Tel (98) 3301-8335

2388

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ANEXO A- Questionário utilizado para coleta de dados elaborado por Bispo (2006) .
PESQUISA DE CLIMA ORGANIZACIONAL
E MPRESA: _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
SETOR: _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
IDADE:_ _ _ _ _ _ __
FUNÇÃO:_ _ _ _ _ __
SEXO:
ESCOL~A~R7-ID~A~D~E~:========~_ _ _ ___

12. O meu chefe imediato é a pessoa mais indicada
para a função que ocupa. ( )
13. Estou satisfeito com a estrutura hierárquica
(chefes e subordinados) a que estou vinculado. (

Instrução para o preenchimento:

Incentivos Profissionais

Escolha uma nota entre O a 6 para cada uma das
alternativas abaixo, onde:
1 - Nunca
2 - Raramente
3 - Algumas vezes
4 - Frequentemente
5 - Quase sempre
6 - Sempre

14. Considero que o meu trabalho é reconhecido e
valorizado pela empresa. ( )
15. Considero que o meu trabalho é reconhecido e
valorizado pela minha família . ( )
16. Considero que o meu trabalho é reconhecido e
valorizado pelos meus amigos e parentes. ( )

Levantamento dos fatores internos de influência
do relacionamento entre os funcionários e a
empresa

Remuneração

Vida Profissional

18. O meu patrimônio é condizente com os esforços
que tenho feito pela empresa. ( )

1. Sinto orgulho de trabalhar nesta empresa. (
2. Sinto orgulho da minha atividade nesta empresa.(
)

17. Acho justo o meu salário atual. (

Segurança Profissional
19. Meu emprego é seguro na empresa, ou seja,
não corro o risco de ser demitido sem motivo. ( )

3. Acho que a empresa me oferece um bom plano de
carreira. ( )
4. Costumo indicar esta empresa como alternativa de
emprego para meus amigos e parentes. ( )

Nível Sociocultural
20. O meu nível cultural e intelectual é suficiente
para o exercício das minhas atividades na empresa.
( )

5. Eu me preocupo com o futuro desta empresa. ( )
6. Considero que estou obtendo sucesso na minha
carreira e na minha vida profissional.( )

21 . O meu nível social é suficiente para o exercício
das minhas atividades na empresa. (
)

7. Gostaria que meus filhos trabalhassem nesta
empresa. ( )

Transporte dos Funcionários

8. Dependo apenas dos meus próprios esforços para
obter o sucesso profissional e de carreira na
empresa. ( )

22. Tenho tido problemas com o transporte casaempresa/empresa-casa. ( )

9. Os cursos e treinamentos que fiz são suficientes
para o exercício das minhas atividades. ( )

Ambiente de Trabalho

Estrutura Organizacional

23. O ambiente de trabalho favorece a execução
das minhas atividades na empresa. ( )
24. O relacionamento com meus colegas de trabalho
favorece a execução das minhas atividades na
empresa.( )

10. Eu confio plenamente no meu chefe imediato. (
11. O meu chefe imediato é um líder. (

2389

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Burocracia

14. Estou satisfeito com o meu nível intelectual.(

25. A burocracia adotada na empresa favorece a
execução das minhas atividades na empresa. (

15. Estou satisfeito com o meu nível cultural. (
16. Estou satisfeito com a minha religião. (

Cultura Organizacional

Saúde

26. A Cultura Organizacional (tradições, práticas e
costumes adotados na empresa que não estão
previstos em qualquer regra) adotada na empresa
favorece a execução das minhas atividades na
empresa. ( )

17. Estou satisfeito com as minhas práticas
desportivas.( )
18. Estou satisfeito com o meu estado físico. (

)

19. Estou satisfeito com o meu estado mental. (

Assistência aos Funcionários

Convivência Familiar

27. A assistência de médico, dentista e a assistência
social adotadas na empresa favorecem a execução
das minhas atividades na empresa. ( )

20. Estou satisfeito com a minha vida afetiva. (

)

21 . Estou satisfeito com a minha vida sexual. (
Time de Futebol

Levantamento dos fatores externos de influência
do relacionamento entre os funcionários e a
empresa

22. Estou satisfeito com o time de futebol para o
qual eu torço . ( )

Investimentos e Despesas Familiares

Férias e Lazer

1. Eu me preocupo com o futuro da minha família .(

23. Estou satisfeito com as minhas últimas férias.(

2. Eu me preocupo com o futuro dos meus filhos.(

24. Estou planejando para que as minhas próximas
férias sejam muito boas. ( )

3. Estou satisfeito com a alimentação que estou
podendo proporcionar à minha família . (
)

Seguranca Pública

4. Estou satisfeito com a educação que estou
podendo proporcionar aos meus filhos. ( )

25. Estou satisfeito com o atual estágio da
segurança pública. ( )

Convivência Familiar

26. A corrupção altera o meu estado de ânimo. (

5. Estou vivendo bem com a minha esposa/
companheira ou o meu marido/companheiro. (

27. A violência altera o meu estado de ânimo. ( )
28. A impunidade altera o meu estado de ânimo. ( )

6. Estou vivendo bem com os meus filhos. (

Política e Economia

Situacão Financeira

29. Estou satisfeito com o atual estágio da política
nacional. ( )

7. Estou satisfeito com a minha residência . (
8. Estou satisfeito com o meu carro. (

30. Estou satisfeito com o atual estágio da política
estadual. ( )

9. Estou satisfeito com o vestuário que estou podendo
proporcionar à minha familia . ( )

31 . Estou satisfeito com o atual estágio da política
municipal. ( )

10. Estou com a minha situação financeira em
ordem.( )

32. As crises políticas alteram o meu estado de
ânimo. ( )

11 . Estou satisfeito com o meu patrimônio. (

33. As crises econômicas alteram o meu estado de
ânimo. ( )

Vida Social

34. As crises internacionais alteram o meu estado
de ânimo. ( )

12. Estou satisfeito com o meu nível social. (
13. Estou satisfeito com o meu convívio social. (

2390

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Folha avulsa para as suas observações

Nessa folha você pode relatar as suas observações, os seus comentários, as suas
reivindicações, as suas queixas, as suas críticas, as suas sugestões ou os seus elogios a
algum dos itens que constam nas fichas de pesquisa, referente à empresa, ao departamento
ou à seção onde você trabalha, ao seu chefe imediato, à estrutura hierárquica, ao sistema
de trabalho, às instalações, às condições de trabalho, às normas de trabalho, à forma de
tratamento recebida de seus chefes, aos seus colegas de trabalho , ao seu ambiente de
trabalho, etc. Sinta-se à vontade para relatar e revelar tudo o que desejar sem
constrangimentos. Lembre-se que você não precisa se identificar, a menos que queira fazêlo. As suas sinceras observações serão valiosas para a pesquisa. Podem ser utilizadas
quantas linhas forem necessárias.

2391

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>UFRGS</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Silveira, Luhilda Ribeiro; Silva, Evaclenes Arruda; Dantas, Larissa Rabelo; Corrêa, Cássio Araújo</text>
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                <text>O clima organizacional é um conceito construído a partir de metáforas de fenômenos meteorológicos, que no âmbito das organizações serve para caracterizar o ambiente construído por meio das interações entre os membros da organização, e que caracteriza a identidade a partir das interações das subjetividades dos sujeitos envolvidos. O trabalho aqui apresentado se constitui numa pesquisa que objetivou a partir de um instrumento específico avaliar o clima organizacional em uma biblioteca universitária de instituição pública de ensino, a fim de fornecer subsídios para um planejamento no âmbito da gestão de pessoas.</text>
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                    <text>Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

AUTOMAÇÃO DO ACERVO DE PERiÓDICOS DO NÚCLEO
INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA UFMA: diretrizes para os
processos técnicos
Luhilda Ribeiro Silveira 1, Maria Amélia Almeida Estrela', Tatiana
Cotrim Serra Freire2
1

2

Bibliotecária, Especialista em Formação de Leitores, UFMA, São Luis - MA
Bibliotecária , Especialista em Ciência da Informação, UFMA, São Luís - MA

Resumo

o

trabalho propõe o estabelecimento de diretrizes norteadoras para automação do
acervo de periódicos do Núcleo Integrado de Bibliotecas da UFMA. Apresenta-se
uma revisão de literatura trazendo considerações sobre o panorama da automação
em bibliotecas, enfocando a gestão da informação pautada no uso de tecnologia da
informação. Expõe-se a metodologia a ser empregada no processo de automação,
com ênfase na execução dos processos técnicos, bem como os resultados
preliminares da sua efetivação.
Palavras-chave: Organização da informação, Automação de bibliotecas,
Acervo de periódicos .
Abstract
The paper proposes the establishment of guidelines for guiding the automation of the
collection of seriais of Integrated Core of libraries the UFMA. It presents a literature
review on the subject bringing considerations about automation in libraries, focusing
on information management based on the use of information technology. It explains
the methodology to be used in process automation, with emphasis on the
implementation of technical processes, as well as preliminary results of its
effectivation.
Keywords:
Seriais.

Information

Organization;

Library Automation;

Collection

of

1 Introdução
A necessidade de automatizar os processos em uma biblioteca decorre da
necessidade de agilidade e confiabilidade no desempenho de suas funções. O
avanço tecnológico propiciou àqueles que se dedicam a gerenciar dados e
informações diversas a possibilidade de integrar eficiência e eficácia ao seu
trabalho, e ainda deixar mais tempo disponível para as tarefas que necessitam da
criatividade e flexibilidade de operações que só o ser humano é capaz de
desempenhar.

938

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

A organização da informação se originou da necessidade de se lidar com
um volume cada vez maior de informações e documentos produzidos a cada
momento, assim as orientações no que tange os princípios para a organização de
dados, documentos e informações relacionadas às necessidades reais e atuais de
usuários fortalecem a relação que vem se estabelecendo entre os recursos
tecnológicos, e mais especificamente, a automação no gerenciamento de dados.
O acervo de periódicos que compõem o Núcleo Integrado de Bibliotecas
(NIB) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) conta com um vasto número de
títulos, das mais diversas áreas de conhecimento, no entanto, o fato do acervo não
ser automatizado gera um grande entrave na busca e na recuperação das
informações contidas nesse suporte, pois a probabilidade de que o material seja
utilizado pelos usuários diminui quando o mesmo não é recuperado pelo sistema de
automação na consulta ao acervo, assim sendo, embora o acervo de periódicos
tenha significativo potencial informacional à comunidade acadêmica, tal
potencialidade torna-se nula, uma vez que apenas os livros e demais suportes
informacionais poderiam ser recuperados nessa busca automatizada .
Destarte, o contexto da informatização em bibliotecas vislumbra uma
mediação pautada no gerenciamento de dados de modo a facilitar e melhorar a
relação entre usuários e a informação. Nesse sentido, a necessidade de um plano
de automação para o acervo de periódicos do NIB era vigente, visto que a
combinação da inovação tecnológica e a implementação de estratégias de qualidade
abrem inúmeras e promissoras possibilidades de satisfação das necessidades dos
usuários, por conseguinte, a excelência da instituição.
Nessa perspectiva a automação do acervo de periódicos da UFMA
possibilitará o gerenciamento desse acervo e a ampliação do seu uso. Para isso,
devem ser estabelecidas diretrizes para nortear esse processo, com vista na
otimização do fluxo das tarefas e rotinas do processamento informacional dos
periódicos, bem como, possibilitar oferecer de forma mais rápida e precisa um
conjunto de informações relativas a esse acervo como a disponibilização de um
catálogo automatizado (assunto , título e autor) que possibilitará maior utilização e
controle de uso do acervo.
2 Automação, gerenciamento e procedimentos eficazes: a escolha dos
produtos
O gerenciamento de processos e serviços em ambientes automatizados
envolve diferentes atividades das quais dependerá o desempenho de todo o
sistema. "[00'] O tratamento da informação, com a finalidade de recuperação e uso,
supõe conhecimento e aplicação conjunta de teoria , metodologia e prática".
(CALDERON et aI. , 2004 , p. 101).
"À medida que a importância da informação aumenta na sociedade atual,
os usuários de serviços de informação passam a ser mais exigentes, dando maior
destaque à gestão de serviços em bibliotecas" (SANTOS; FACHIN ; VARVAKIS,
2003).
A gestão de dados e informações relaciona-se com a administração do
seu valor informacional, indo além dos simples registro da informação. Nos dias

939

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atuais, ferramentas tecnológicas possibilitam a localização e utilização da
informação em tempo hábil no processo de tomada de decisão.
A organização da informação se originou da necessidade de se lidar com
um volume cada vez maior de informações e documentos produzidos a cada
momento. As orientações no que tange os princípios para a organização de dados
documentos e informações relacionadas às necessidades reais e atuais de usuários
fortalece a relação que vem se estabelecendo entre os recursos tecnológicos, mais
especificamente, a automação e o gerenciamento de dados.
[ ... ) No mundo contemporâneo, as bibliotecas passaram a utilizar técnicas e
processos automatizados , e amparadas pelo conhecimento científico,
começaram a das um tratamento diferente em relação ao armazenamento,
registro, disseminação e recuperação da informação. (MORIGI ; PAVAN ,
2004 , p. 121).

Como afirmam Morigi e Pavan (2004, p.122), ''[. .. ] A automação é prérequisito para a otimização dos processos e serviços desenvolvidos e oferecidos
pelas bibliotecas, uma vez que beneficia o fornecimento de informações de maneira
mais veloz aos usuários. ".
Nos processos que compõem o gerenciamento de dados e informações
percebe-se que bibliotecas universitárias caminham para a dependência do emprego
das tecnologias de informação e comunicação ilustrada no processo de automação
inerente a tais tecnologias. "Diante desta realidade, é quase impossível imaginar as
tarefas de rotina realizadas em uma biblioteca sem o auxílio de processos
automatizados [... l". (MORIGI ; PAVAN , 2004, p. 122).
A aplicação de recursos tecnológicos nos serviços oferecidos pela
biblioteca ultrapassa a idéia simples de automação que a priori pode ser
incorporada. O processo de automação como diz Côrte (2002, p.35) "[. .. ] é uma
atividade que vai além da escolha, por mais detalhada que seja, de um software

[... l" .
Há ainda que se destacar uma tendência dentro do universo das
tecnologias de informação, especialmente no âmbito das instituições públicas - o
uso do software livre, isso trás novas possibilidades para o campo da automação e
conseqüentemente das bibliotecas. Observa-se que o próprio governo brasileiro tem
demonstrado apoio ao software livre, através de iniciativas como o estabelecimento
das diretrizes para implementação do Software Livre no Governo Federal, aprovado
em 2003, que dentre outras coisas prevê como diretrizes "Priorizar soluções,
programas e serviços baseados em software livre que promovam a otimização de
recursos e investimentos em tecnologia da informação". (BRASIL, 2003). Nessa
perspectiva surgem novas possibilidades para a automação de bibliotecas, no
entanto tais possibilidades não podem fazer com as escolhas dos produtos
prescindam de qualidade e atendam a demanda da instituição.
A escolha de um software exige, fundamentalmente, a análise da
ferramenta , seus recursos, suas potencialidades, a capacidade do parque
tecnológico institucional. Exige também a avaliação e atenção a outros
itens de igual importância que interferem diretamente no sucesso ou
fracasso do processo. [ ... ) Destacam-se a ISO 2709, o protocolo Z39.50 e o
formato MARC como três instrumentos essenciais
ao processo de
automação. (CÔRTE , 2002 , p. 36) .

Ainda segundo Côrte (2002, p. 36) outros aspectos são de grande
relevância além dos já apresentados para garantir o sucesso da implementação do
projeto, tais como conversão retrospectiva de dados, a instalação, os testes e as
garantias do software, o oferecimento de serviço de suporte técnico de qualidade, a

940

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idoneidade do fornecedor, além de condições de oferecer treinamento dos usuários
e uma documentação confiável.
[ ...) qualquer iniciativa de informatização de uma biblioteca ou centro de
documentação deve, primeiramente, identificar a cultura , missão, objetivos
e programas de trabalho da organização; as características essenciais da
biblioteca com relação à sua abrangência temática , serviços e produtos
oferecidos ; os interesses e necessidades de informação dos usuários; a
plataforma tecnológica existente na instituição em termos de software e
hardware , bem como sua capacidade de atualização e ampliação, além
dos recursos humanos disponíveis. (CÔRTE et,al. 1999).

A necessidade de implantação de sistemas automatizados deve ser
acompanhada de cautela na hora de implementar um sistema, pois o grande
objetivo da automação é melhorar o desempenho das atividades fins da biblioteca
com base na eficiência e eficácia dos processos, não bastando simplesmente a
adoção de qualquer software de automação.

3 Metodologia
A metodologia empregada no processo de automação do acervo de
periódicos do NIB situa-se num contexto macro de perspectivas vislumbradas por
todo o Núcleo, pois esse processo de automação é parte de um empreendimento
maior que envolve a mudança de todo o sistema de automação do Núcleo de
Bibliotecas. Assim a automação desse acervo constitui-se como uma das inovações
que o novo sistema adotado pelo NIB possibilitará à sua comunidade acadêmica .
As atividades necessanas à automação dos periódicos serão
desenvolvidas pelos bibliotecários do Setor de Periódicos com o apoio de analistas
do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da UFMA, que darão o suporte técnico
no que concerne aos aspectos operacionais do sistema . As ferramentas e os
procedimentos serão descritos a seguir.
3.1 Ferramentas para Automação
A automação do acervo de periódicos do NIB será realizada com a
utilização do módulo Bibliotecas do Sistema Integrado de Gestão de Atividades
Acadêmicas (SIGAA), que se constitui de um conjunto módulos de operações para
gerenciar informações relativas a área acadêmica na Universidade (Figura 1).

941

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lUHILDA RI BEIRO S ILVEIRA
NÚCLEO ItITEGRADO DE BI BUOTECAS (11.01.14.06)

1IS

M ENU PRI NCIPAL

Módu!Of

t'J,J CK, PMU I ,z,

AlunrNnh..

&amp;

"", AlIrirCllamado

Ajud ..

P O RTAIS

-------------

----

------------------------

SIGAA I tlud .. o d .. T.. cn o lo q ,a da Inf Drm .. ç ~o

( 98) 3301 8082 - br" Jo ufma b .. n . t a nc, . i

u3 5 43

Figura 1 - Menu principal do SIGAA
Fonte: Universidade Federal do Maranhão ([2012])

Por sua vez, o SIGAA faz parte do Sistema Integrado de Gestão (SIG) ,
software desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do
Norte (UFRN) e adquirido em cooperação pela UFMA, com o objetivo de armazenar
e gerenciar de forma integrada a informação da instituição. O módulo Bibliotecas no
SIGAA (Figura 2) permite a automação das tarefas como cadastro, catalogação,
empréstimos, controle estatístico do acervo das bibliotecas e etc. O módulo foi
desenvolvido baseado em padrões internacionais de catalogação como o MARC21,
e oAACR2.

LUHllDA RIBEIRO SILVEIRA Aml"ar 1' ;11&lt;41 /0

MôdulM

NÚCLEO IJiTEGRADO DE BI BLIOTECAS ( 11. 0 1. 14.06)

~ "'Iurarsenha

~ CaiHa Posbl

ti

Aj ... b

B I BLIOTECA

Controla t oda.!l parte d.!l inclus.§o das informaçõ e s

cat.!l l o gr~fi cas

no a ce rvo.

a

Ca ta logação
III Cat al oÇj.!l r Tít ulos e Mate riais com Tombamento
lEI Catalogar Titulas e M.,tl'! ri ais sl! m To mb~ml!lnto (pl!lri ódico~)
III Catalogação de Art igos de Periódicos (ana lít ica)
III Visual izar Catal o ~a~ões Incompletas de Títulos
III C~t~log~ r ~penas o Titulo (sem m~teri~i5)

D Ge r e n c ia m e n t o de Mate ri a is

a

IB Exe m p la res
III BalxarE::.:empl ar
IB Desfazer Baixa de Exe mplar
IB Remo v erExempl~ r
lEI Substituir Exemplar
IB F-!lscícul o5
lEI Ba ix ar Fascículo
lEI Desf~2e r B-!lix~ de Fi!lscículo
lEI Re m ove rFa scículo
III Subst ituir Fascículo

Co o pera çã o Técni ca
III Expo rtar Títu lo
III Ex portar Autorida de
III Carga dos Núme ros de Controle de Títu los da FGV
III Carga dos Números de Controle de Autoridad es da FGI,I

a

li P e ,qui ,a, n o Acerv o
IB Pesq ui s~rporTítul os
IB Pe s q u is~rporE xe mplares
IB Pesqui sarporFascículos
IB PesquiHlrpor Arti~o s de Periódicos

Cadastro Aut o ri d a d es
III Pesqu isar po r Auto ridades
III Catalogar Autondades
III Visual izar Catal o gaçõe~ Incompletas de Autoridades

li Gerenciador Eti uetas
Me nu Prin cip a l
S IGAA

I

Nucleo de Tecnolog ,a da Informaçii" - (98 ) 3301-8091

tre ,nament" ufma br - '13 5 43

Figura 2 - Menu do Módulo Bibliotecas do SIGAA
Fonte: Ambiente de teste do Sistema SIGAA UFMA

942

"'p "'''titCha mado

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o módulo Bibliotecas conta com 9 perfis distribuídos em abas de acordo
com as especificidades das atividades executadas no Núcleo de Bibliotecas. Para as
atividades relacionadas aos periódicos serão utilizadas principalmente as abas
Aquisições e Processos Técnicos , a primeira permite a inclusão dos títulos de
periódicos no sistema, e a segunda possibilita a inclusão da descrição detalhada dos
dados.
Um diferencial que a adoção do SIGAA trará para o NIB é que o mesmo
poderá ser acessado pela web , assim a consulta ao acervo e a utilização de outras
funcionalidades do sistema poderá ser feita a partir de qualquer lugar, e por qualquer
máquina que possua acesso à rede , há algum tempo, a consulta ao acervo do NIB
só estava sendo possível se a pessoa estivesse na instituição.
3.2 Procedimentos
A execução das atividades para a automação do acervo de periódicos será
realizada pelas bibliotecárias do Setor de Periódicos, e ocorrerá primeiramente com
o acervo da Biblioteca Central, que servirá de parâmetro para as demais unidades
setoriais, que na sequência também implementarão a automação dos seus acervos
de periódicos.
Nessa perspectiva a automação desse acervo será precedida da análise
de múltiplos fatores que possam afetar a execução das atividades, incluindo uma
etapa de testes no sistema . Assim , o estabelecimento de algumas diretrizes se faz
necessário para garantir a organização do processo.
3.2.1 Registro dos títulos
A partir da inserção dos títulos dos periódicos no sistema de automação do
SIGAA, o registro dos periódicos, que marca sua identificação e controle pelo NIB
será reiniciado, e uma nova ordem crescente será estabelecida para identificá-lo.
Esse registro segue ordem única e crescente de inserção dos diversos tipos de
materiais informacionais catalogados no sistema.
O novo registro dos títulos de periódico será feito paralelamente ao
inventário desse acervo, para que possam ser eventualmente identificados títulos
não correntes e/ou que possuam apenas fascículos isolados, estabelecendo-se
nesse momento as discussões para a tomada de decisão quanto à retirada ou não
desse material do acervo.
3.2.2 Catalogação dos títulos de periódicos
A catalogação dos títulos de periódicos no sistema segue o mesmo
padrão utilizado para catalogar livros sem tombamento , visto que não haverá tombo
de patrimônio a ser informado. Será utilizado um campo líder (Figura 3) para as
informações do processamento do registro.

943

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LÍDER( SE - PERIÓDICOS)

E:=J
E:=J
Esquem a de cara cte res ( 9 ) : E:=J
Forma to cata loga ção descritiv a ( 18 ) : E:=J
I &lt;&lt;
Status do re gistro ( 5 ):

E:=J
c=J
Nível de catal ogaçã o ( 1 7 ) : c=J
Ligaçã o de re gis tro ( 19 ) : c=J
II Próxi mo &gt; &gt; I
Tipo de re gistro ( 6 ) :

Nív e l bibliográfico ( 7 ) :

Tipo de controle ( 8 ) :

Volta r

II

Ca nce la r

Figura 3 - Página de edição do campo líder
Fonte: Universidade Federal do Maranhão ([2012])

Será ainda utilizado o campo variável de controle de dados 008 (Figura 4)
que é composto por informações codificadas sobre o registro num todo, bem como
de aspectos bibliográficos do documento que está sendo catalogado que possam ser
úteis à sua recuperação.
ooa(
Tip o de Data ( 6 ) :

SE - PERIÓDICOS)

E:::J

Dat a 1 (7, 1 0): ~

Dat a 2 ( 11, 14 ) : ~

Loca l Publica ção ( l S! 1 7 ):

c=J
Indefinido ( 20 ): c=J
Forma origina l do document o ( 22 ) : c=J
Naturaza do tra balho inteiro ( 24 ): c=J
Publica ção Gove rn ame ntal ( 28 ): c=J
Ind efini do ( 30! 32 ): c=J

Regul arida de ( 19 ):

Fr equencia ( 18 ):

Con ve nçõe s de e ntr ada ( 34 ) :

[c=J

Regi stro Modificado ( 38 ):

c=J

Tipo do peri ódico ( 21 ):
Forma do It em ( 23 ):
Natureza do Cont eúdo ( 25) 27 ):

Pub licação de Event o ( 29 ):
Alfa beto o rigin al ( 33 ) :

c=J
L:::J
c=J
c=J
c=J

E::::J
c=J

Idiom a ( 3S! 37 ): ~

Font e da Cata loga ção ( 39 ):

Vo lta r

«

[C'"a nce la r , ("""P'f'OXimo »

L::::J

I

Figura 4 - Página de edição do campo fixo de dados
Fonte: Universidade Federal do Maranhão ([2012])

A diferenciação maior quanto à catalogação do material se situa na
utilização dos campos variáveis do MARC, onde são empregados os mais
adequados para a catalogação de periódicos (Tabela 1).
Tabela 1 - Camp os d o MARC mais utlTIza d os na cata ogação d os ti.tu Ios d e p'eriódicos do NIB

I
I
I
I
I
I

ETIQUETAS

IDENTIFICAÇAO

022
041
090
245
260
300
310
321
362
500
650
856

Infernafional Sfandard Serial Nuber

I

Código de idioma
Número de Chamada Local

I

Título
Área de Publicação

I

Área da Descrição Física
Periodicidade da Publicação Corrente

I

Period icidade Anterior
Datas de Publicação

I

Nota Geral
Assunto Tópico

Localização de Acesso Eletrônico
Fonte: Elaborada pelas autoras

944

I

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Para cada um das etiquetas acima especificadas se utilizará indicadores e
subcampos de acordo com a conveniência para a descrição dos dados bibliográficos
(Figura 5) . Embora sigam um padrão relativamente comum de descrição de dados,
os periódicos podem ainda, de acordo com as suas especificidades, necessitar da
utilização de outras etiquetas não especificadas na tabela acima .
rOR~lA"lO DO MATERIAL

LÍ DER

AY

CA MPO DE TA MAr4H O FI XO
ISSN - INTERNA TIONAL STANDARD SERIAL
t.uA8ER

O~3

__

(se

PERI0DJCOS)

LOR
008

030 9 o 9 c1 9989999prbfrz p A r '" '" A
a 14 15-68 14 im pres sa

li 'ti

CÓDIGO DO IDIOMA

.!!!! !!. _ ..!.

I. Y

NÚMERO DE CLASSIFKAÇÁO rEClMAL

0 80

A A

O"',, A

A

Oe ngA d

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e ng

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0/9

f I O @i!i

24 5 O O a Aoj: a scientiarum

« 1 @(j 'S/

ü

LNVERSAL (eDU)

Ay

TÍTULOPRl\lCIPAL

.!. Unil' ersidade E:&gt;tadu a l de Mar inga

la 't

ÁREA DA PUBLICAçÃO, DlS TRIEiUÇÁO

ft I OO ~

26 0 _

..! Ma ringa,

It O

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.! A U nive rsid ~d e

Cf lO

11 0
A 't

DESCRIÇÃO FÍSICA

300

b il

AY

ÚLl iMA PERIODICIDADE

la Y

NOTA GERAL

.!!..!! __
500
-

,. y

NOTA GERAL

- -

5 00 _

.!. Trime5tral

'1 0 0 '"

a Co nti nuaca o de: Re l' ist:l Unimar Vol. 1, n , lago./nov. 1974 Vo l. 19 , n. 4 dez.

t

-

1 99 7. f o r mil do pela sub divisa0 de: Acta sci entia rum Vol. 20, n. 1 Mar. 1 99 8 Vol.24, n. 6 Dec. 2002

I .O ~

.!. S u btítulo varia

Figura 5 - Planilha para o preenchimento dos campos variáveis do MARC
Fonte: Universidade Federal do Maranhão ([2012])

Após a etapa do cadastramento dos títulos de periódicos serão inseridos
os dados referentes aos fascículos de cada coleção.

4 Resultados Parciais
Os bibliotecários do NIB iniciaram no mês de dezembro de 2011 a
utilização do ambiente de testes no módulo Bibliotecas do SIGAA. Essa utilização
objetiva promover maior familiaridade dos profissionais com o sistema, e permite
ainda que sejam feitas inclusões de dados no sistema de modo experimental, com
vista na análise e adequação das rotinas previstas no sistema em consonância com
as demandas da instituição.
Os bibliotecários do setor de periódicos iniciaram a utilização do ambiente
de teste realizando o cadastramento dos títulos de periódicos da Biblioteca Central,
para que fossem detectadas as necessidades específicas no sistema para esse tipo
de material, e assim fossem feitas correções e/ou adaptações pelos analistas de
sistema do NTI antes da implantação da versão definitiva.
Como o acervo de periódicos não era automatizado, não haverá migração
de dados prévios para o novo sistema , como está ocorrendo com os demais
materiais informacionais do NIB. Isso apresenta tanto aspectos positivos, em termos

945

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de não haver erros a serem corrigidos durante uma eventual migração de dados,
quanto aspectos negativos, pois poderá tornar o processo mais demorado por conta
de se tratar de uma automação que iniciará do zero.
A previsão para o funcionamento completo do módulo Bibliotecas do
SIGAA é para o segundo semestre de 2012 , entretanto, o acervo de periódicos
poderá ainda não está completamente cadastrado, visto que haverá uma enorme
demanda composta tanto por títulos e fascículos que já existiam no acervo, quanto
pelos que continuarão chegando para integrar a coleção. Ainda assim , espera-se
que grande parte das informações dessa coleção já esteja disponível ao usuário.

5 Considerações Finais
Em termos gerais espera-se que a automação do acervo de periódicos
contribua para a elevação do padrão dos serviços oferecidos pelo NIB, pois esse
processo ampliará as possibilidades do acesso às informações contidas no acervo
de periódicos através da sua recuperação pelo sistema de automação .
A utilização de um software de automação que preconiza a utilização de
padrões internacionais para a descrição dos dados proporcionará à instituição mais
segurança quanto a futuras eventuais necessidades de mudança, atualização e/ou
ampliação do sistema. Há ainda que se ressaltar que a iniciativa de utilização de um
sistema de automação que funciona de modo integrado aos demais sistemas
administrativos da instituição é uma possibilidade de maior interoperabilidade entre
os diversos setores, padronizando serviços e evitando a desnecessária duplicidade
de cadastro de informações para execução das atividades.
Além disso, o trabalho realizado em conjunto envolvendo as discussões
entre os analistas de sistema e os bibliotecários do NIB tem se configurado como
uma possibilidade de compartilhar dados e ampliar saberes, pois se por um lado, a
implantação de um novo sistema pode inicialmente criar um clima de dúvidas,
incertezas e até mesmo de insegurança para quem opera as atividades no cotidiano
do Núcleo de Bibliotecas, por outro lado, faz emergir a necessidade desses
profissionais estarem abertos a mudanças e a novas possibilidades, bem como
possibilita adquirirem novas experiências e alargar seu leque de conhecimentos,
tanto pela execução do trabalho, quanto pelo diálogo estabelecido com os
colaboradores do NIB e com profissionais de outras áreas.

6 Referências

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[2003]. Disponível em :
&lt;http://www.softwarelivre.gov.br/docu mentos/DiretrizesPla nejamento/view&gt;. Acesso
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MORIGI , Valdir José; PAVAN, Cleusa . Tecnologias de informação e comunicação:
novas sociabilidades nas bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília ,
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&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S01 0019652003000200010&amp;lng=es&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em : 3 mar. 2007 .
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Atividades Acadêmicas: bibliotecas. [2012] . Disponível em :
&lt;http://200 .137.132.199/sigaa&gt;. Acesso em : 10 fev. 2012 . Ambiente de teste web .

947

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                <text>O trabalho propõe o estabelecimento de diretrizes norteadoras para automação do acervo de periódicos do Núcleo Integrado de Bibliotecas da UFMA. Apresenta-se uma revisão de literatura trazendo considerações sobre o panorama da automação em bibliotecas, enfocando a gestão da informação pautada no uso de tecnologia da informação. Expõe-se a metodologia a ser empregada no processo de automação, com ênfase na execução dos processos técnicos, bem como os resultados preliminares da sua efetivação.</text>
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                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

DIRETRIZES PARA A CONSTRUÇÃO DEMOCRÁTICA E
PARTICIPATIVA DE UMA POLíTICA DE FORMAÇÃO E
DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES NO NÚCLEO INTEGRADO DE
BIBLIOTECAS DA UFMA

Luhilda Ribeiro Silveira 1, Maria de Fátima Oliveira Costaz, Darcy de
Jesus Moraes Silva3
Bibliotecária , Especialista em Formação de Leitores , UFMA, São Luís - MA
Bibliotecária, Especialista em Gestão de Arquivos,UFMA, São Luís - MA
3Bibliotecária , Especialista em Formação de Leitores, UFMA, São Luís - MA

1

2

Resumo
Diretrizes para a construção de uma Política de Formação e Desenvolvimento de
Coleções do Núcleo Integrado de Bibliotecas da UFMA, com ênfase na participação
democrática dos profissionais deste Núcleo. Apresenta-se uma revisão de literatura,
a metodologia do processo de construção da Política e os resultados parciais da
evolução desse processo.

Palavras-chave: Biblioteca universitária; Formação e desenvolvimento
coleções; Gestão participativa .

de

Abstract
Guidelines for the construction of a Training Policy and Collection Development in the
Integrated Core of libraries the UFMA, with emphasis on democratic participation of
professionals in this core. It presents a literature review, the methodology of the
construction of the Training Policy and Collection Development of UFMA and partial
results of the evolution of this processo

Keywords : University Library;

Formation and

Development of Collections;

Participative Management.

1 Introdução
A formação e o desenvolvimento de uma coleção numa biblioteca é um
processo que envolve inúmeras etapas que devem ser bem planejadas e
executadas para garantir a sua eficiência. Desde o estudo da comunidade e do
usuário, até a avaliação do processo, passando pela política de seleção, aquisição e
desbastamento deve-se estabelecer um planejamento que norteie todo o trabalho.
Isso possibilitará um aumento significativo na probabilidade de haver um bom
desempenho das atividades dessa unidade de informação.

381

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

A Política de Formação e Desenvolvimento de Coleções (PFDC) é o
instrumento que estabelece critérios, estratégias e diretrizes de caráter geral e
específico para o processo de crescimento do acervo e caracteriza-se como
fundamental para qualquer biblioteca . Entretanto, não raro, bibliotecas executam
suas atividades sem que haja um documento formal da PFDC para respaldar suas
ações no que tange ao desenvolvimento de coleções, ou em outros casos, o
documento até existe, mas carece de revisão e adequação à realidade da biblioteca
a qual deveria servir.
Vale ressaltar que a falta de uma PFDC pode afetar tanto os usuários da
instituição, com a formação de um acervo que não condiz com suas necessidades
informacionais, quanto os próprios profissionais da biblioteca, já que direta ou
indiretamente todos realizam atividades relacionadas ao acervo, e o trabalho com
um acervo não condizente com as necessidades dos usuários é um trabalho ineficaz
sob o ponto de vista da eficácia da instituição. De tal modo, a construção de uma
PFDC é uma atividade que deve envolver o maior número possível de colaboradores
da instituição, especialmente os bibliotecários, por terem especial conhecimento
técnico no que se refere a formação e desenvolvimento de coleções.
Nessa perspectiva vislumbramos que a construção de uma PFDC que
privilegie a participação de todos os bibliotecários da instituição é uma estratégia que
se amplia de forma democrática para incluir a multiplicidade e preciosidade de
opiniões que poderiam eventualmente não ser ouvidas, quando as políticas são
simplesmente instituídas verticalmente pela gestão, ou ainda quando apenas um
número muito reduzido de profissionais participa da formulação desse documento.
Assim , a construção coletiva de um documento dessa natureza pode proporcionar à
instituição o estabelecimento de diretrizes pautadas em decisões coletivas, além de
propiciar aos colaboradores o sentimento de valorização nos processos decisórios
da instituição a que pertencem.
Destarte, a partir da experiência de construção da PFDC do Núcleo
Integrado de Bibliotecas (NIB) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA),
propomos neste trabalho, diretrizes para a construção de uma PFDC que não
apenas normatize os processos decisórios tangentes ao acervo, mas que também
divida responsabilidades e propicie uma participação democrática e qualitativa dos
bibliotecários que fazem a instituição.

2 A Política de Coleções e a Abertura de Espaço para um Processo
Participativo
As coleções nas unidades de informação são insumos a partir dos quais
serão gerados conhecimentos, que dependem da sua adequação ao público-alvo.
Desse modo, ''[. .. ] o reconhecimento da comunidade a ser servida e suas
características culturais e informacionais, oferecerá a base necessária e coerente
para o estabelecimento de políticas de seleção [ ... l". (MACIEL; MENDONÇA 2000, p.
19).
O desenvolvimento de coleções é um trabalho de planejamento que, por
vezes, é chamado de planejamento de acervo. A formação do acervo é um
processo abordado sob uma perspectiva sistêmica e as atividades ligadas à
construção da coleção não podem ser encaradas isoladamente. (SILVA; SILVA,
2003).

382

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

o processo formar e/ou desenvolver coleções é uma atividade que
segundo Vergueiro (1989, p. 19) "[ ... ] está presente por inteiro em todas as
bibliotecas", embora não da mesma forma , pois o tipo de unidade de informação
será um importante determinante para a condução das etapas.
Vale ressaltar a importância da adoção de um modelo sistêmico para a
formação e o desenvolvimento de coleções, que evidencie o caráter dinâmico e
circular dessa atividade, que é uma pilastra sob a qual se sustenta a eficiência
informacional da unidade de informação. Nessa perspectiva podemos definir a
formação e o desenvolvimento de coleções como:
[ ... ) processo de identificação dos pontos fortes e fracos de uma coleção de
materiais de biblioteca em tempos em termos de necessidades dos
usuários e recursos da comunidade, tentando corrigir as fraquezas
existentes, quando constatadas; o que vai requerer 'constante exame e
avaliação dos recursos da biblioteca e constante estudo das necessidades
dos usuários, como de mudanças na comunidade a ser servida' [...

t

A PFDC constitui documento imprescindível a qualquer biblioteca , pois é
ela quem estabelece as diretrizes que devem nortear um crescimento racional e
equilibrado do acervo . Desse modo, os profissionais que participam desde o
processo de construção da política , até efetivamente a formação e o
desenvolvimento de coleções em uma biblioteca, estão engajados no processo de
planejamento, no estabelecimento dos objetivos a serem alcançados e nas ações
necessárias para a sua efetivação.
As bibliotecas universitárias em regra, devem contar com um corpo
técnico composto por vários bibliotecários, que desenvolvem atividades variadas
para garantir o funcionamento da unidade de informação. No processo de
construção da PFDC pode ser aproveitada toda essa multiplicidade de ações para o
enriquecimento de uma proposta no âmbito da formação e desenvolvimento de
coleções. É nessa perspectiva que buscamos construir uma política marcada pela
colaboração pautada na diversidade de olhares e na valorização das múltiplas
visões de nossos colaboradores.
Kanaane (2006) salienta a importância da adoção de modelos de gestão
que ultrapassem os modelos administrativos arcaicos e tradicionais assentados em
requisitos autoritários e retrógrados , enfatizando que
O indivíduo almeja mais autonomia em seu trabalho , evitando as
concepções burocráticas, pressão da hierarquia na execução do trabalho e
os pressupostos da administração científica [... ) O homem começa a ser
mais exigente, identificando suas reais necessidades; paralelamente,
constata-se que o poder assentado em cooperação (participativo) tende a
substituir o poder instalado por força da hierarquia. (Kanaane, 2006 , p. 29) .

A abertura para a participação dos colaboradores nos processo decisórios
dentro da instituição é uma iniciativa que pode ser interessante não somente para os
processos produtivos da organização, do ponto do enriquecimento das decisões
pela multiplicidade de pontos de vista que podem surgir, mas também para o
favorecimento da melhoria da qualidade das relações sociais no âmbito profissional,
uma vez que há nesse processo a necessidade de uma integração na discussão e
construção de propostas que influenciarão a dinâmica da atuação dos próprios
profissionais ali envolvidos a partir do exercício da democratização no âmbito
1 EVANS , 1995 apud VERGUEIRO, 1997, p.16.

383

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

organizacional.
O modelo de gestão, onde se compartilham idéias e se dividem
responsabilidades é um caminho para a gestão participativa, pois envolve a
execução de tarefas atrelada ao engajamento dos membros do grupo, e tal
cooperação pode render bons frutos à instituição, pois
É sabido que as relações cooperativas de trabalho são indispensáveis para
o aprimoramento e permanência de um ambiente de confiança entre os
integrantes do grupo [ ... ] fazendo com que se integrem e assimilem tarefas e
responsabilidades de forma interdependente e interativa. (CARVALHO ;
SERAFIM, 2004, p. 52).

Assim , a construção de uma PFDC pautada num modelo participativo é
uma oportunidade que os colaboradores da instituição terão de não apenas executar
tarefas, mas também de refletir sobre elas, opinar e até de construir melhores
modelos para sua execução, com possibilidades ainda de dar a elas maior
significância .

3 Metodologia para a Construção da PFDC no NIB
As diretrizes para a construção da PFDC do NIB da UFMA, nos moldes
aqui propostos, é uma iniciativa pautada na experiência de profissionais dessa
instituição a partir da integração entre saberes teóricos e percepções do cotidiano
profissional da importância de se instituir políticas construídas com base num
processo participativo e democrático. Destarte, as diretrizes para a construção da
PFDC do NIB se constituem nas etapas a seguir:
a) expedição de Ordem de Serviço pela direção do NIB designando
quatro bibliotecárias para compor Comissão de Estudo com vista na
elaboração da PFDC do NIB;
b) estabelecimento de um cronograma de reuniões para sessões de
estudo , pela Comissão designada para levantamento e estudo da
literatura pertinente à elaboração da proposta;
c) definição de um sumário preliminar para nortear os estudos e
elaboração da política, considerando aspectos específicos a serem
contemplados pela PFDC;
d) elaboração de um instrumento para a coleta de sugestões pelos
bibliotecários da instituição (Apêndice A), elaborado com base no
sumário preliminar;
e) realização de pré-teste do questionário de sugestões, com a sua
aplicação em bibliotecários de outras instituições, para que fossem
detectados e analisados os erros e posteriormente feitas as devidas
correções;
f) encaminhamento aos bibliotecários do NIB, (por e-mail e impresso) do
instrumento de coleta de dados;
g) organização em formulário específico (Apêndice B) das sugestões dos
bibliotecários, a partir da sistematização por tópicos das proposições
consideradas pertinentes pela Comissão de Estudo para integrar a
PFCD;
h) reuniões com setores específicos da biblioteca para debater e sanar
eventuais dúvidas quanto a processos específicos do setor e

384

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

ambiguidades OU imprecisões que possam ter sido geradas a partir das
sugestões dos questionários;
i) elaboração da proposta da PFDC pela Comissão com base nas leituras
específicas realizadas, e nas sugestões dos bibliotecários;
j) Encaminhamento (por via impressa e eletrônica) da proposta da PFDC
elaborada pela Comissão aos bibliotecários do NIB para apreciação,
comentários e/ou sugestões ao texto apresentado. Com fixação de data
para recebimento de eventuais sugestões e nova sistematização da
proposta;
I) apreciação do texto da PFDC com toda equipe do NIB para a aprovação
do texto final ;
m) formalização e instituição da PFDC pela gestão do NIB.

4 Resultados e Discussão
Após designada pela direção do NIB, a comissão de estudos iniciou suas
atividades no mês de novembro de 2011, seguindo as etapas descritas no item
anterior.
Foi acordado pela comissão que as sessões de estudo seriam nas terças
e quintas no horário das 9:00 às 12:00 h, inicialmente os estudos concentraram-se
no levantamento leitura da literatura pertinente para auxiliar nas discussões que
subsidiaram a construção do sumário preliminar de base para a escrita da política.
Esse sumário serviu tanto para nortear os estudos, quanto para guiar a construção
do instrumento de coleta de sugestões pelos bibliotecários do NIB.
O instrumento para coletar as sugestões foi elaborado de modo a
possibilitar que os bibliotecários pudessem colaborar de maneira mais livre possível,
utilizando apenas questões abertas, não sendo obrigatório responder todas as
questões, abrindo a possibilidade de serem dadas sugestões apenas nas que a
pessoa julgasse ter mais afinidade com o tema, e assim pudesse contribuir com seu
conhecimento. Houve ainda a possibilidade do instrumento ser respondido
individualmente ou em grupo, ficando a cargo dos colaboradores decidirem sobre
isso. Assim sendo, o questionário foi encaminhado a 31 bibliotecários do NIB que se
encontravam no pleno exercício de suas atividades, excetuando-se aqui os
licenciados, afastados, ou cedidos, e desses obtivemos resposta de 43% dessa
população.
Atualmente as atividades encontram-se na etapa de sistematização das
sugestões recebidas através dos questionários devolvidos pelos bibliotecários.
Embora não tenha sido inicialmente fixado uma data para a conclusão da Política,
espera-se que ainda no primeiro semestre de 2012 as atividades sejam finalizadas .
Para além do empreendimento da construção da PFDC do NIB, que por si
só já seria uma atividade salutar em nível institucional, a experiência de construí-Ia
nesses moldes, serve ainda a fins que poderiam ser aqui descritos como
socioprofissionais, na medida em que abre a possibilidade para uma construção de
relações interpessoais mais solidificadas mediadas pela interação decorrente da
própria natureza do processo democrático e participativo.
Há ainda que se destacar como ponto importante, o percentual de retorno
do instrumento de coleta de dados, o número a priori , pode ser avaliado como

385

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

expressivo, se considerarmos que foi acima da média de retorno de questionários
utilizados em pesquisas de modo geral, mas analisa-se que para consolidar uma
gestão participativa, ainda é pouco . Entretanto, não insuficiente para poder-se dizer
que inaugura a possibilidade na instituição de se experienciar um processo de
trabalho pautado num modelo democrático e participativo.

5 Considerações Finais
A experiência da construção de uma PFDC no NIB utilizando para isso
atividades que buscam promover a participação e o engajamento de um maior
número possível de colaboradores é uma possibilidade de compartilhar
responsabilidades e integrar saberes numa perspectiva participativa e democrática.
Sabe-se que normas e regras em uma instituição podem ecoar de forma
muito mais promissora entre os colaboradores quando estes se sentem partícipes do
processo . Assim também as políticas de uma instituição tendem a fazer muito mais
sentido para quem as executa quando há um engajamento prévio, uma discussão e
uma possibilidade de se ouvir as diversas opiniões de quem participa do processo .
No NIB a experiência da construção de uma política no âmbito da
formação de acervo nos moldes democrático e participativo, nos abre possibilidades
para além da mera política de acervo, é uma oportunidade de construir um modelo
decisório que pode extrapolar a mera construção da PFDC do NIB, e se coloque
como um ensaio que poderá futuramente influenciar o próprio modelo de gestão da
instituição.
Embora se saiba que pode ser difícil conseguir uma unanimidade na
aceitação e colaboração de todos, mesmo abrindo-se a possibilidade para o
engajamento e a participação de todos num processo decisório em uma instituição,
ainda assim , não podemos abrir mão da riqueza de possibilidades que um processo
democrático pode propiciar à instituição, ainda que se corra o risco de tornar o
processo decisório mais complexo e moroso. Este é por vezes o preço de uma
gestão democrática, que mesmo com suas limitações em termos de alcance e
agilidade nos parece mais sensato que uma rapidez autocrática e pouco eficiente.

6 Referências
CARVALHO, Antônio Vieira ; SERAFIM , Oziléa Clen Gomes. Administração de
recursos humanos. São Paulo: Pioneira, 2006.
CASSARES, Norma Cianflone. Como fazer conservação preventiva em arquivos
e bibliotecas. Colaboração: Cláudia Moi. São Paulo: Arquivo do Estado; Imprensa
Oficial, 2000.
CHRISTINA, Maria; ALMEIDA, Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e
serviços de informação. 2.ed . Brasília , DF: Briquet de Lemos Livros, 2005.
FERREIRA,

Isabel Sattamini; OLIVEIRA, Zita Prates de. Informação para

386

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

administração de bibliotecas. Brasília: ABDF, 1989.
KANAANE , Roberto. Comportamento humano nas organizações : o homem rumo
ao século XXI. 2.ed. São Paulo : Atlas, 2006 .
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília , DF: Briquet de
Lemos Livros, 1996.
MACIEL, Alba Costa ; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha . Bibliotecas como
organizações. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2000.
SILVA Ana Claudia Perpétuo de Oliveira da; SILVA, Daisy Mary Bento da. Política
de
desenvolvimento
de
coleções.
2003 .
Disponível
em :
&lt;web.cesusc.com .br/faag/biblioteca/pdc.doc&gt; . Acesso em : 24 abro2007.
VERGUEIRO, Waldomiro. Desenvolvimento de coleções. São Paulo. Pólis;
Associação Paulista de Bibliotecários, 1989.
VERGUEIRO, Waldomiro. Seleção de materiais de informação. 2. ed. Brasília, DF:
Briquet de Lemos Livros, 1997.

387

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

APÊNDICE A - ROTEIRO PARA COLETA DE SUGESTÕES PARA CONSTRUÇÃO
DA PFDC DO NIB/ UFMA
ROTEIRO DE SUGESTÕES PARA CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA DE FORMAÇÃO
E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES DO NÚCLEO INTEGRADO DE BIBLIOTECAS
DAUFMA
Contamos com o seu apoio e participação na construção da PFDC do NIB. Para tanto são
importantes as seguintes observações:
a) o roteiro deste formulário foi construído com base num sumário prévio elaborado pela
comissão de estudo;
b) a política formulada a partir das sugestões aqui coletadas será ainda apreciada e discutida antes
de ser instituída pela direção do NIB;
c) o preenchimento dos campos é livre, e de acordo com as especificidades e áreas de
interesse/afinidade e atuação de cada um, portanto, não é obrigatório que sejam dadas
sugestões em todos os campos;
d) As sugestões podem conter pontos que você julgue que devam ser considerados na política.
• Ex : 1 ESTUDO DA COMUNIDADE E DO USUÁRIO:
Deve ser feito anualmente e com uso de tecnologias da informacão.

1 SOBRE O ESTUDO DA COMUNIDADE E DO USUÁRIO:

2 SOBRE O PROCESSO DE SELEÇÃO DE MATERIAIS INFORMACIONAIS PARA O NIB

2.1 Sobre a composição e atribuições da Comissão de Seleção:
participante

Atribuição

388

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

2.2 Sobre os instrumentos auxiliares a serem utilizados no processo de seleção

2.3 Sobre critérios a serem considerado na seleção de materiais para compor o acervo
compra

Doação

3 SOBRE A AVALIAÇÃO DE COLEÇÕES

...

.
d e ava rlaça0
. ~
~
de co eçoes ( uem d eve par IClpar e com quaIs a t rI'b ulçoes
41 Sob re a comlssao
~

participante

Atribuição

389

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

4 SOBRE AS ESTRATÉGIAS DE CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO A SEREM
ADOTADAS PELO NIB

5 SOBRE O DESBASTAMENTO DE MATERIAIS DO ACERVO DO NlB

5.1 Sobre os critérios adotados para o remanejamento de materiais do acervo do NIB

5.2 Sobre os critérios adotados para descarte de materiais do acervo do NIB

6 OUTRAS SUGESTÕES

390

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

APÊNDICE B - FORMULÁRIO PARA SISTEMATIZAÇÃO DAS SUGESTÕES
TÓPICOS

PONTOS A SEREM CONSIDERADOS

ESTUDO DA
COMUNIDADE E
DO USUÁRIO
1

PROCESSO DE
SELEÇÃO
2

Comissão de Seleção

2.1

Instrumentos
auxiliares de seleção
2.2

Critérios na seleção
de materiais (compra)
2.3

Critérios na seleção
de materiais (doação)
2.3

391

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

AVALIAÇÃO DE
COLEÇÕES

3

Comissão de
avaliação
3.1

ESTRATÉGIAS DE
CONSERVAÇÃO E
PRESERVAÇÃO

4

DESBASTAMENTO

5

OUTRAS
SUGESTÕES

6

392

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Diretrizes para a construção democrática e participativa de uma política de formação e desenvolvimento de colções no núcleo integrado de bibliotecas da UFMA.</text>
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                <text>Silveira, Luhilda Ribeiro; Costa, Maria de Fátima O.; Silva, Darcy de Jesus M.</text>
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                <text>Diretrizes para a construção de uma Política de Formação e Desenvolvimento de Coleções do Núcleo Integrado de Bibliotecas da UFMA, com ênfase na participação democrática dos profissionais deste Núcleo. Apresenta-se uma revisão de literatura, a metodologia do processo de construção da Política e os resultados parciais da evolução desse processo.</text>
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                    <text>Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

ACESSIBILIDADE FíSICA E DIGITAL NA REDE SIRIUS DE
BIBLIOTECAS UERJ: UMA PROPOSTA PARA PROMOVER MAIOR
INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA UNIVERSIDADE
Teresa da Silva
Bibliotecária , Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rede Sirius de Bibliotecas ,
Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Colige razões para que as bibliotecas da UERJ adaptem seus espaços e seus
serviços para atender adequadamente as pessoas com deficiência física, visual e
auditiva , indicando quais seriam as medidas necessárias para promover a inclusão
destas pessoas na Universidade. Estas medidas tem como propósito atender ao
ideal de inclusão social da Universidade e promover uma maior inclusão das
pessoas com deficiência por via das suas bibliotecas. A inspiração para essa
iniciativa veio do Laboratório de Acessibilidade da Biblioteca Central da UNICAMP.
As medidas sugeridas para promover essa inclusão estão embasadas na legislação
brasileira e na norma ABNT 9050 sobre acessibilidade.

Palavras-Chave:
Acessibilidade - Bibliotecas universitárias; Acessibilidade digital - Bibliotecas
universitárias; Bibliotecas e pessoas com deficiência; Pessoas com deficiência Inclusão digital.

Abstract
Compiles reasons why libraries UERJ adapt its spaces and its services to
adequately serve people with physical disabilities, visual and auditory, indicating what
are the necessary steps to promote the inclusion of these people at the University.
These measures aims to meet the ideal of social inclusion of the University and
promote greater inclusion of disabled people through their libraries. The inspiration
for this initiative came from the Laboratory's Accessibility Central Library of
UNICAMP. Suggested measures to promote such inclusion are based on Brazilian
law and ABNT 9050 on accessibility.

Keywords:
Accessibility - University libraries; Digital accessibility - University libraries;
Libraries and people with disabilities; People with disabilities - Digital inclusion.

1 Introdução
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) foi pioneira na adoção do
sistema de cotas para ingresso de alunos afro-descendentes na universidade.
Posteriormente, através de lei estadual 5.346/2008, foi estabelecido que as

2677

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

universidades estaduais do Rio de Janeiro destinarão cotas de vagas de 20% para
alunos carentes negros e indígenas, 20% para os estudantes oriundos da rede
pública de ensino e 5% de vagas para pessoas com deficiência e filhos de policiais
civis, militares, bombeiros militares e de inspetores de segurança e administração
penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço . O artigo 3° dessa lei
também determina que "é dever do Estado do Rio de Janeiro proporcionar a inclusão
social dos estudantes carentes destinatários da ação afirmativa objeto desta Lei ,
promovendo a sua manutenção básica" (RIO DE JANEIRO, 2008).
Para promover a permanência dos cotistas, a UERJ promove iniciativas como
o Programa de Iniciação Acadêmica (PROINICIAR) que busca reduzir o índice de
evasão universitária "assegurando seu desenvolvimento suprindo demandas
educacionais e sócio-culturais que visam o êxito destes alunos nas disciplinas
específicas de seus cursos." (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO,
2012c). Outras iniciativas são: a concessão de uma Bolsa Permanência e a oferta de
parte do material didático.
Entre estas classes de cotistas, foi constatado que uma delas ainda precisa
de mais atenção e cuidados: a classe das pessoas com deficiência. De acordo com
UNESCO (2007) :
Teoricamente , as pessoas com deficiência usufruem dos mesmos direitos
que os demais cidadãos e cidadãs . Mas a discriminação por elas
enfrentada é resultado de longo processo, histórico, de exclusão, que faz
desse grupo da população um dos mais vulneráveis da sociedade atual."
( ... )

"De maneira geral , há uma relação direta e recíproca entre deficiência e
pobreza. A pobreza contribui diretamente para o aumento do número de
pessoas com deficiência. As pessoas com deficiência, por sua vez,
encontram difícil acesso à educação, à saúde e notadamente ao trabalho, o
que contribui para sua permanência na condição de pobres, excluídas e, no
melhor dos casos, assistidas. Segundo a Organização das Nações Unidas
(ONU) , 82% das pessoas com deficiência vivem abaixo da linha de
pobreza, e cerca de 400 milhões de pessoas com deficiência vivem em
condições precárias em países em desenvolvimento.

A UERJ é uma instituição pública . Sua missão consiste em princlplos de
igualdade e pluralidade, sendo também a universidade precursora do sistema de
cotas (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, 2012a). A inclusão
social , que teve início com o sistema de cotas para alunos afro-descendentes, deve
prosseguir com a inclusão das pessoas com deficiência. Por sua vez, a Rede Sirius
de Bibliotecas UERJ tem como missão "Atuar na promoção do acesso à informação
e dar suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão no âmbito da
Universidade, contribuindo para o desenvolvimento cultural , econômico e social do
estado do Rio de Janeiro." (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO,
2012b). Simultaneamente, a profissão de bibliotecário tem caráter humanista,
fundamentado na dignidade da pessoa humana. A eliminação de barreiras nas
comunicações e informações, descrita na alínea d, inciso I do artigo 8° do Decreto
5.296/2004 como "qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a
expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos dispositivos, meios
ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa, bem como aqueles que

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dificultem ou impossibilitem o acesso à informação" (BRASIL, 2012b), é uma
atribuição que o bibliotecário pode perfeitamente assumir.
Por todas estas razões, as bibliotecas da UERJ devem começar a pensar em
dar mais atenção às pessoas com deficiência, promovendo a acessibilidade física
nos seus espaços e promovendo a acessibilidade digital, oferecendo tecnologias
assistivas. Por via das bibliotecas, pode-se começar a formar uma UERJ mais
inclusiva.
Através da observação do ambiente em comparação com o que está previsto
na legislação brasileira e na NBR 9050, foi constatada a necessidade de oferecer
nas bibliotecas da UERJ ambientes mais inclusivos para as pessoas com
deficiência. E essa necessidade a não está restrita às bibliotecas: abrange toda a
Universidade. A oferta de ambientes inclusivos pode ter como missão apoiar os
alunos com deficiência no acesso, continuidade e conclusão do ensino superior. A
oferta de ambientes inclusivos pode ajudar não só os alunos da Universidade como
também a população do estado do Rio de Janeiro, tendo em vista que a UERJ
mantém as portas abertas para a comunidade e também se dedica a atividades de
extensão , buscando melhorar as condições de vida da população do Estado.
Esta proposta teve como inspiração o projeto do Laboratório de Acessibilidade
da Biblioteca Central César Lattes da Universidade Estadual de Campinas UNICAMP. Segundo Vicentini apud Pupo (2008), essa iniciativa é fruto de uma
"parceria de órgãos da Universidade [e] contou com a colaboração de alunos,
bibliotecários e docentes que acreditaram na concretização desse trabalho." Essa
iniciativa se uniu a outras na área de acessibilidade da UNICAMP, como o Projeto de
Pesquisa PROESP e o site TODOS NÓS (PUPO, 2008).

2 Revisão de Literatura
A elaboração desta proposta teve início com o estudo do relato da experiência
da UNICAMP na criação do seu Laboratório de Acessibilidade (PUPO , 2008).
Posteriormente, foi feito um levantamento de documentos normativos que tratam
sobre adequação de espaço físico e de apoio educacional para pessoas com
deficiência. Entre esses documentos, foram feitas buscas por normas brasileiras NBR, da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT que tratam sobre
acessibilidade . Foi constatado que existem 16 normas ABNT sobre acessibilidade .
Mas, para esta proposta , foi restringido o estudo de apenas uma norma, a NBR 9050
- Acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência [sic] a edificações, espaço,
mobiliário e equipamento urbanos (ASSOCIAÇÃO, 2004). Essa restrição foi feita por
que a abrangência dessa norma é mais concernente com o que está sendo tratado
nesta proposta : a adequação de espaços físicos para pessoas com deficiência.
Também foi feita uma busca por legislação brasileira que abordasse a questão
da acessibilidade. Esta proposta está baseada em três decretos e uma portaria do
Ministério da Educação (MEC) . A restrição a essa legislação foi efetuada com a
finalidade de se apontar quais são as adequações necessárias básicas para que se
estabeleçam condições ideais de acessibilidade.

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3 Materiais e Métodos
Após o estudo do relato de experiência da UNICAMP, da NBR 9050 e da
legislação sobre acessibilidade, foi feita uma comparação entre os principais itens da
legislação e da norma com o que atualmente as bibliotecas e a UERJ oferecem em
termos de acessibilidade. Foi constatado que a Universidade oferece algumas
condições de acessibilidade física , como elevadores em permanente funcionamento
e vagas no estacionamento destinadas a portadores de deficiência física . Mas essas
condições precisam ser ampliadas, tanto no aspecto físico como no aspecto digital.
E nas bibliotecas essa adequação é ainda mais necessária. A partir dessa
comparação, foi feito um arrolamento do que ainda precisa ser feito para oferecer
condições adequadas de acessibilidade.
Para que se possa ter uma maior compreensão do público a que se destina
esta proposta e para introduzir a alguns termos comumente utilizados na abordagem
deste assunto, serão explicados os conceitos de: pessoa com deficiência,
acessibilidade e barreiras.
a) Pessoa com deficiência
A Organização das Nações Unidas (ONU), em sua Convenção das Nações
Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, define que pessoas com
deficiência
são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza fisica ,
mental , intelectual ou sensorial , os quais, em interação com diversas
barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em
igualdades de condições com as demais pessoas. (UNITED NATIONS
ENABLE, 2012) .

A Lei Federal nO 10.098/2000 define a pessoa com deficiência ou com
mobilidade reduzida como "a que temporária ou permanentemente tem limitada sua
capacidade de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo." (BRASIL, 2012d).
Os Descritores em Ciências da Saúde - DeCS da Biblioteca Virtual em Saúde
- BVS (BIBLIOTECA, 2012), define pessoas com deficiência como "pessoas com
inaptidão física ou mental que afeta ou limita suas atividades de vida diárias e que
podem requerer acomodações especiais. "
b) Acessibilidade
O Inciso I do Artigo 8° do Decreto 5.296/2004 considera acessibilidade :
condição para utilização, com segurança e autonomia , total ou assistida ,
dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos
serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de
comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência [sic) ou
com mobilidade reduzida . (BRASIL, 2012b) .

De acordo com Unesco (2007), "O conceito de acessibilidade está

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intrinsecamente ligado ao direito constitucional de ir e vir."
c) Barreiras

o inciso 11 do artigo 20 do decreto 5.296/2004 descreve barreiras como
"qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de
movimento, a circulação com segurança e a possibilidade de as pessoas se
comunicarem ou terem acesso à informação. " (BRASIL, 2012b).
A seguir, será indicado o que pode ser feito para promover a inclusão das
pessoas com deficiência na Universidade, com base em comparações com a
legislação e a norma ABNT.
- Adequações necessárias para pessoas com deficiência visual
Cabe explicar que existem dois tipos de deficiência visual :
Cegueira - quando há perda total da visão ou pouquíssima capacidade de
enxergar, o que leva a pessoa a necessitar do Sistema Braille como meio de leitura e
escrita .
Baixa visão ou visão subnormal - caracteriza-se pelo comprometimento do
funcionamento visual dos olhos, mesmo após tratamento ou correção. As pessoas
com baixa visão podem ler textos impressos ampliados ou com uso de recursos
óticos especiais. (DEFICIÊNCIA, 2012) .
As medidas a serem adotadas para atender às pessoas com esses dois tipos
de deficiência são:
- Instalação de piso tátil direcional e de alerta nos corredores e na parte externa que
conduz até as entradas da Universidade, abarcando: calçadas, pontos de ônibus,
saída das estações do metrô e do trem . O Decreto 5.296/2004 prevê, no seu Artigo
26 , que "nas edificações de uso público ou de uso coletivo, é obrigatória a existência
de sinalização visual e tátil para orientação de pessoas portadoras de deficiência
[sic] auditiva e visual , em conformidade com as normas técnicas de acessibilidade
da ABNT." (BRASIL, 2012b);
- Disponibilização de mapas táteis e placas de sinalização em Braille: para orientar a
pessoa com deficiência visual na localização dos setores da Universidade, de
maneira que permita que elas circulem de forma autônoma ;
- Implantação de tecnologias assistivas que facilitem as atividades do dia-a-dia no
estudo e aprendizagem das pessoas com deficiência visual total ou com baixa visão:
lupas manuais, lupas eletrônicas, assinadores, máquina Perkins, ampliadores de tela
para computadores, leitores de tela com síntese de voz, impressoras Braille,
softwares para produção de material em Braille.
A seção 8.7.5 da NBR 9050 recomenda "que as bibliotecas possuam
publicações em Braille, ou outros recursos audiovisuais" (ASSOCIAÇÃO

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BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, p. 88) .
A Portaria MEC 3.284/2003, para instruir os processos de autorização e de
reconhecimento de cursos, estabelece que:
11 - no que concerne a alunos portadores de deficiência visual ,
compromisso formal da instituição, no caso de vir a ser solicitada e até que
o aluno conclua o curso:
a) de manter sala de apoio equipada como máquina de datilografia braile ,
impressora braile acoplada ao computador, sistema de síntese de voz,
gravador e fotocopiadora que amplie textos, software de ampliação de tela ,
equipamento para ampliação de textos para atendimento a aluno com visão
subnormal, lupas, réguas de leitura , scanner acoplado a computador;
b) de adotar um plano de aquisição gradual de acervo bibliográfico em
Braille e de fitas sonoras para uso didático; (BRASIL, 2012e)

- Melhorar a acessibilidade dos sites da UERJ e da Rede Sirius de Bibliotecas: em
março de 2012, foi feita uma avaliação dos sites da UERJ (http://www.uerj.br) e da
Rede Sirius de Bibliotecas (http://www.rsirius.uerj.br) no avaliador de acessibilidade
de sites Da Silva (disponível em http://www.dasilva.org .br). No site da UERJ, o
relatório de acessibilidade detectou 44 erros de prioridade 1, 12 erros de prioridade 2
e O erros de prioridade 3. E no site da Rede Sirius de Bibliotecas o relatório de
acessibilidade detectou 15 erros de prioridade 1, 65 erros de prioridade 2 e 6 erros
de prioridade 3. Os relatórios também indicam pontos de verificação /
recomendação, avisando o que deve ser corrigido para tornar os sites acessíveis.
Sobre acessibilidade de sites, o decreto 5.296/2004 determina que:
Art. 47.No prazo de até doze meses a contar da data de publicação deste
Decreto, será obrigatória a acessibilidade nos portais e sítios eletrônicos da
administração pública na rede mundial de computadores (internet) , para o
uso das pessoas portadoras de deficiência [sic] visual , garantindo-lhes o
pleno acesso às informações disponíveis. (BRASIL, 2012b) .

- Adequações necessárias para pessoas com deficiência auditiva
- Capacitar bibliotecários e demais servidores para comunicar-se na Língua
Brasileira de Sinais - Libras. Segundo Miglioli (2011), bibliotecária do Instituto
Nacional de Educação de Surdos (INES), é recomendação da IFLA que ao menos
um funcionário da biblioteca saiba Libras para atender a esse público. Além dessa
recomendação, o decreto 5.626/2005 determina que:
Art. 14. As instituições federais de ensino devem garantir, obrigatoriamente,
às pessoas surdas acesso à comunicação, à informação e à educação nos
processos seletivos, nas atividades e nos conteúdos curriculares
desenvolvidos em todos os níveis, etapas e modalidades de educação,
desde a educação infantil até à superior. "
§ 10 Para garantir o atendimento educacional especializado e o acesso
previsto no caput, as instituições federais de ensino devem:
(00' )
V - apoiar, na comunidade escolar, o uso e a difusão de Libras entre
professores , alunos, funcionários, direção da escola e familiares, inclusive
por meio da oferta de cursos;
(00' )
VIII - disponibilizar equipamentos, acesso às novas tecnologias de

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informação e comunicação, bem como recursos didáticos para apoiar a
educação de alunos surdos ou com deficiência auditiva .
( .. .)
Parágrafo único. As instituições privadas e as públicas dos sistemas de
ensino federal, estadual, municipal e do Distrito Federal buscarão
implementar as medidas referidas neste artigo como meio de assegurar
aos alunos surdos ou com deficiência auditiva o acesso à comunicação, à
informação e à educação.
Art. 23. As instituições federais de ensino, de educação básica e superior,
devem proporcionar aos alunos surdos os serviços de tradutor e intérprete
de Libras - Língua Portuguesa em sala de aula e em outros espaços
educacionais , bem como equipamentos e tecnologias que viabilizem o
acesso à comunicação, à informação e à educação.
( ... )
Art. 26. A partir de um ano da publicação deste Decreto, o Poder Público,
as empresas concessionárias de serviços públicos e os órgãos da
administração pública federal , direta e indireta devem garantir às pessoas
surdas o tratamento diferenciado, por meio do uso e difusão de Libras e da
tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa , realizados por
servidores e empregados capacitados para essa função, bem como o
acesso às tecnologias de informação, conforme prevê o Decreto no 5.296,
de 2004.
§ 10 As instituições de que trata o caput devem dispor de, pelo menos,
cinco por cento de servidores, funcionários e empregados capacitados para
o uso e interpretação da Libras.
( .. .)
Art. 30 . Os órgãos da administração pública estadual, municipal e do
Distrito Federal , direta e indireta, viabilizarão as ações previstas neste
Decreto com dotações específicas em seus orçamentos anuais e
plurianuais, prioritariamente as relativas à formação, capacitação e
qualificação de professores, servidores e empregados para o uso e difusão
da Libras e à realização da tradução e interpretação de Libras - Língua
Portuguesa, a partir de um ano da publicação deste Decreto. (BRASIL,
2012c).

A Portaria MEC nO 3.284/2003 também determina que:
111 - quanto a alunos portadores de deficiência auditiva , compromisso formal
da instituição, no caso de vir a ser solicitada e até que o aluno conclua o
curso:
a) de propiciar, sempre que necessário, intérprete de língua de
sinaisllíngua portuguesa, especialmente quando da realização e revisão de
provas, complementando a avaliação expressa em texto escrito ou quando
este não tenha expressado o real conhecimento do aluno;
( ... )
d) de proporcionar aos professores acesso a literatura e informações sobre
a especificidade lingüística do portador de deficiência auditiva.
§ 2° A aplicação do requisito da alínea "a" do inciso 111 do parágrafo anterior,
no âmbito das instituições federais de ensino vinculadas a este Ministério,
fica condicionada à criação dos cargos correspondentes e à realização
regular de seu provimento. (BRASIL, 2012e).

- Adequações necessárias para pessoas com deficiência física
De acordo com o Inciso I do Artigo. 4° do Decreto 3298/1999, é considerada
pessoa com deficiência física quem apresenta:

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alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano,
acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a
forma de paraplegia , paraparesia , monoplegia , monoparesia, tetraplegia ,
tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou
ausência de membro, paralisia cerebral , membros com deformidade
congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não
produzam dificuldades para o desempenho de funções (BRASIL, 2012a) .

A UERJ oferece mais condições de acessibilidade a pessoas com deficiência
física por que as rampas dos prédios principais do campus Maracanã fazem parte da
sua arquitetura original. Além disso, oferece elevadores em permanente
funcionamento . Mas estas condições podem ser ampliadas, com a implantação das
seguintes medidas, indicadas no Decreto 3.284/2003 e na norma ABNT 9050 :
- Instalação de corrimãos nas rampas de acesso aos andares;
- Padronização das portas em tamanho que permita passagem de cadeiras de rodas
(0 ,80 m de vão livre e altura mínima de 2,10 m) e com outras especificações
definidas na seção 6.9.2 da NBR 9050;
- Reserva de assentos: a NBR 9050 indica um percentual de ao menos 5% ,
recomendando também que outros 10% sejam adaptáveis para acessibilidade;
- Destinar mesas acessíveis: A seção 9.3 da NBR 9050 determina que as mesas
tenham altura livre inferior de no mínimo 0,73 m do piso, com módulo de referência
para a aproximação frontal até no máximo 0,50 m, faixa livre de circulação e área de
manobra para o acesso às mesas de 0,90 m. A altura do piso deve estar entre 0,75
me 0,85 m;
- Padronizar a distância entre as estantes de livros em, no mmlmo, 0,90 m de
largura. E, nos corredores entre as estantes, a cada 15 m, destinar um espaço que
permita a manobra de cadeira de rodas;
- A NBR 9050 determina na sua seção 8.7 .6 que "pelo menos 5% do total de
terminais de consulta por meio de computadores e acesso à internet devem ser
acessíveis a PC .R. (pessoas em cadeiras de rodas) e PM .R. (pessoas com
mobilidade reduzida - com deficiência, idosa, obesa, gestante e outros) .
Recomenda-se, além disso, que pelo menos outros 10% sejam adaptáveis para
acessibilidade" (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS , 2004, p. 88) ;
- Balcões de atendimento localizados em rotas acessíveis, com uma parte da
superfície com extensão mínima de 0,90 m com altura de no máximo 0,90 m do piso ,
de modo que permita a aproximação frontal ao balcão. O Art. 21 . do Decreto
5.296/2004 reforça essa adaptação dos balcões de atendimento:
Os balcões de atendimento e as bilheterias em edificação de uso público
ou de uso coletivo devem dispor de, pelo menos , uma parte da superfície
acessível para atendimento às pessoas portadoras de deficiência [sic] ou
com mobilidade reduzida , conforme os padrões das normas técnicas de
acessibilidade da ABNT. (BRASIL, 2012b) .

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4 Resultados Parciais/Finais
Efetuado o arrolamento das adequações necessanas para promover a
acessibilidade na UERJ, pretende-se que esta proposta seja levada a outras
instâncias da Universidade para sensibilizar para a necessidade de atender às
pessoas com deficiência. Orientados pela experiência da UNICAMP, paralelamente
serão arregimentados membros da comunidade universitária de áreas diversas,
como professores de Educação, arquitetos, analistas de sistemas, servidores
administrativos, alunos com deficiência e quem mais possa se interessar. Caso esta
proposta encontre apoio na Universidade, as pessoas interessadas nesta proposta
irão compor uma equipe multidisciplinar que, em união com as bibliotecas, auxiliará
na implantação das medidas indicadas e conduza a iniciativa de forma que avalie
permanentemente a sua eficácia . Parafraseando Pupo (2008), a promoção da
acessibilidade é um processo contínuo de aprendizagem . Por isso, para promovê-Ia
na UERJ, será preciso estar sempre atento às novidades e às necessidades das
pessoas com deficiência.
Ainda tendo em vista a experiência da UNICAMP e em união com a equipe
multidisciplinar, o próximo passo será preparar um projeto para apresentação aos
órgãos de fomento, buscando por editais nos quais ele se encaixe. Esse projeto,
inicialmente, será para obter financiamento para a construção de um laboratório de
acessibilidade equipado com impressoras Braille, computadores com ampliadores de
tela e leitores de voz e outros equipamentos afins. Simultaneamente, poderá ser
elaborado um projeto que contemple alterações no espaço físico , para promover a
acessibilidade física , pois demandará obras.
O progresso desta proposta pode ser alinhada com as políticas públicas do
Governo Federal em favor das pessoas com deficiência, através da Secretaria
Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência .

5 Considerações Parciais/Finais
A construção de um espaço com mais acessibilidade depende também de
uma mudança de atitude. Não basta instalar rampas para as pessoas com
deficiência física e piso tátil para as pessoas com deficiência visual: essa construção
também abrange mudança de atitude da comunidade universitária para esse público,
conhecendo-o, compreendendo e aceitando as suas singularidades, buscando
oferecer-lhes produtos e serviços que os auxiliem na sua vida acadêmica. É
necessário melhorar a atitude, preparando a comunidade discente, docente e
técnica-administrativa para conviver com a pessoa com deficiência. Como diz
Unesco (2007) :

o processo de construção dos direitos humanos das pessoas com
deficiência, no entanto, assim como o de outros grupos discriminados da
população, não começa com a legalidade de textos, mas com a
legitimidade de ações de pessoas e grupos organizados que, por meio da
pressão social , reivindicam direitos humanos e impulsionam a mudança ,
adequação e implementação da legislação.

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6 Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS . NBR 9050: Acessibilidade a
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.
2. ed . Rio de Janeiro, 2004. Disponível em : http://www.mpdft.gov.br/sicorde/
NBR9050-31 052004 .pdf. Acesso em: 02 mar. 2012.
BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE. Descritores em Ciências da Saúde: Pessoa com
deficiência. Disponível em : http://decs.bvs.br/cgiin/wxis1660 .exe/
decsserve rI? IsisScri pt= ../cg i-bi n/d ecsserve r/decsserve r.xis&amp; task=exa ct_term &amp;
previous_page=homepage&amp;interface_Ianguage=p&amp;search _Ianguage=p
&amp;search_exp=Pessoas%20com%20Defici%EAncia&amp;show_tree_number=T . Acesso
em: 01 abr. 2012.
BRASIL. Decreto nO 3.298 , de 20 de dezembro de 1999. Regulamenta a Lei nO
7.853, de 24 de outubro de 1989, dispõe sobre a Política Nacional para a Integração
da Pessoa Portadora de Deficiência, consolida as normas de proteção, e dá outras
providências. Disponível em: &lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/
d3298 .htm&gt;. Acesso em : 01 mar. 2012a .
_ _ _ . Decreto nO 5.296, de 02 de dezembro de 2004. Regulamenta as Leis nO
10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas
que especifica , e 10.098, de 19 de dezembro de 2000 , que estabelece normas
gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras
de deficiência ou com mobilidade reduzida , e dá outras providências. Disponível em :
&lt;http ://www.planalto .gov.br/ccivil_03/_at02004-2006/2004/decreto/d5296 .htm&gt; .
Acesso em : 01 mar. 2012b.
-:-::--:-::--::---:-' Decreto nO 5.626 de 22 de dezembro de 2005 . Regulamenta a Lei no
10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais Libras, e o art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000 . Disponível em : &lt;
http://www.planalto .gov.br/cciviL03/_at02004-2006/2005/
decreto/d5626.htm&gt;. Acesso em : 01 mar. 2012c.
BRASIL. Lei nO 10.098 , de 19 de dezembro de 2000. Estabelece normas gerais e
critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de
deficiência ou com mobilidade reduzida , e dá outras providências. Disponível em :
&lt;http://www.planalto .gov.br/ccivil_03/leis/
L10098.htm&gt;. Acesso em : 01 mar. 2012d .
Ministério da Educação. Portaria nO 3.284, de 07 de novembro de 2003.
Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências,
para instruir os processos de autorização e de reconhecimento de cursos, e de
credenciamento de instituições. Disponível em : &lt;http ://portal.mec.
gov.br/seesp/arquivos/pdf/port3284.pdf&gt; . Acesso em : 01 mar. 2012e.

_ _ _ o

DEFICIÊNCIA visual. Disponível em : http://www.fundacaodorina.org .br/
deficiencia-visual. Acesso em : 02 abr. 2012.

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MIGUOU , Sarah . Surdo mundo. Palestra proferida na Bibliocamp 2011 . Disponível
em : http://www.youtube.com/watch?v=sWcPoLnTheg . Acesso em : 25 mar. 2012 .
PUPO, Deise Talarico; MELO, Amanda Meincke; PÉREZ FERRÉS, Sofia (Orgs.) .
Acessibilidade: discurso e prática no cotidiano das bibliotecas. Campinas: UNICAMP.
Biblioteca Central Cesar Lattes, 2008 .
RIO DE JANEIRO (Estado) . Lei nO 5.346, de 11 de dezembro de 2008. Dispõe sobre
o novo sistema de cotas para ingresso nas universidades estaduais e dá outras
providências. Disponível em: &lt;http://www.jusbrasil.com.br/legislação
/87636/lei-5346-08-rio-de-janeiro-rj&gt; . Acesso em : 10 mar. 2012 .
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Institucional: sistema de
cotas. Disponível em : &lt;http://www.uerj.br/institucional&gt;. Acesso em : 15 mar. 2012a .
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Rede Sirius de Bibliotecas
UERJ. Disponível em : http://www.rsirius .uerj.br&gt; . Acesso em : 16 mar. 2012b .
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Sub-Reitoria de Graduação.
Departamento de Projetos e Inovações. Objetivo do Proiniciar. Disponível em :
&lt;http://www.sr1 .uerj.br/dpei/conteudo.php?login=&amp;sessionid
=&amp;referencia=dpei&amp;codificacao=026:003 :002&gt;. Acesso em: 16 mar. 2012c.
UNITED NATIONS ENABLE. Convention on the rights of persons with disabilities:
tradução em português. Disponível em : &lt;http://www.un.org/
disabilities/documents/natl/portugal-c.doc . Acesso em : 04 mar. 2012.
UNESCO. Inclusão digital e social de pessoas com deficiência: textos de referência
para monitores de telecentros. Brasília : Unesco, 2007.

2687

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Colige razões para que as bibliotecas da UERJ adaptem seus espaços e seus serviços para atender adequadamente as pessoas com deficiência física, visual e auditiva, indicando quais seriam as medidas necessárias para promover a inclusão destas pessoas na Universidade. Estas medidas tem como propósito atender ao ideal de inclusão social da Universidade e promover uma maior inclusão das pessoas com deficiência por via das suas bibliotecas. A inspiração para essa iniciativa veio do Laboratório de Acessibilidade da Biblioteca Central da UNICAMP. As medidas sugeridas para promover essa inclusão estão embasadas na legislação brasileira e na norma ABNT 9050 sobre acessibilidade.</text>
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Trabalho completo

PRESSÕES E REAÇÕES DE MERCADO COMO FATORES
MOTIVACIONAIS NA PROJEÇÃO DO SERViÇO DE REFERÊNCIA
VIRTUAL DA BIBLIOTECA DA UFLA: ESTUDO DE CASO
Tatiana Alves de Oliveira e Si/vaI, Nivaldo Oliveira 2
1 Especialista em Administração de Sistemas de Informação pela Universidade Federal de Lavras,
UFLA, Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Minas Gerais, Bibliotecária da
Universidade Federal de Lavras, MG E-mail: tatianasilva@biblioteca .ufla .br

Mestrando em Administração pela Universidade Federal de Lavras, UFLA, Especialista em Gestão
do Conhecimento e Tecnologia da Informação e graduado em Biblioteconomia pela Centro
Universitário de Formiga - UNIFOR, Bibliotecário da Universidade Federal de Lavras, MG. E-mai/:
nivaldo@biblioteca .ufla .br

2

Resumo
A globalização trouxe instabilidade e mudanças para o mundo dos negócios, o que
levou à necessidade de se reinventar a maneira de tratar o cliente, cuja exigência é
cada vez maior. O atendimento é um quesito importante no Serviço de Referência
em bibliotecas, portanto é necessário que as práticas desse serviço sejam
aprimoradas com a utilização cada vez mais constante da Tecnologia de Informação.
O presente trabalho apresenta uma análise das pressões e reações de mercado
como fatores motivacionais na projeção do Serviço de Referência Virtual (SRV) na
Biblioteca da Universidade Federal de Lavras com o uso do chat, que poderá ser
implantado como forma de melhorar o atendimento ao usuário e para aperfeiçoar o
feedback dos funcionários do Setor de Referência às dúvidas do público que faz uso
da biblioteca .

Palavras-Chave: Bibliotecas Universitárias; Tecnologia da Informação;
Serviço de Referência Virtual.
Abstract
Globalization has brought instability and changes to the business world , prompting
the need to reinvent the way they treat the customer whose demand is increasing .
The service is an important item in the Reference Service for libraries, so it is
necessary that the practices of this service are improved with the constantly
increasing use of information technology. In this paper, was presented an analysis of
pressures and market reactions as motivational factors in the projection of the Virtual
Reference Service (VRS) at the Library of the Federal University of Lavras using the
chat, which can be deployed in order to improve the customer service and optimize
employee feedback Sector Reference to any questions the public who use the library.

Keywords: University Libraries; Information Technology; Virtual Reference
Service.

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1 Introdução

o presente trabalho é fruto da vivência prática e acadêmica que envolveu o
pesquisador na análise inicial de um projeto a ser implantado na Biblioteca da
Universidade Federal de Lavras (BU/UFLA) . Ele reflete o interesse em alinhar as
práticas biblioteconômicas às da Tecnologia da Informação (TI) , no que condiz à
compreensão do processo na adoção de novas tecnologias de forma holística. De
caráter prospectivo, o estudo pretende servir de subsídio ao gestor e inspiração para
a implantação do mecanismo de chat a ser instaurado no site da BU/UFLA como
forma de Serviço de Referência Virtual (SRV), diante da análise das pressões e
reações de mercado como fator motivacional a essa atividade.
Historicamente, a década de 90 foi o marco do que hoje se entende por
globalização, cenário de mudanças econômicas, sociais, culturais e políticas, a partir
da qual o ambiente organizacional se tornaria altamente mutante e instável.
A busca pela competitividade e pela produtividade imediatas com vista a uma
certificação de qualidade tornou as empresas vulneráveis ao fator tempo. A
produção de bens e serviços passou a sofrer variações constantes, causando a
obsolescência dos processos produtivos, sendo que o ganho substancial era de
quem previa mudanças e se resguardava dos prejuízos com o planejamento .
Transformações aconteciam abruptamente como válvula de escape, atropelando um
ciclo gradativo de adaptação das práticas cotidianas a essa nova realidade .
No mundo hodierno, as empresas investem em conhecimento para se
capacitarem frente às evoluções no mundo do trabalho, principalmente após o
surgimento da Internet, que tem sido, de fato , uma oportunidade de bons negócios.
Não há quem escape a essa tendência emergente do e-business, e a biblioteca,
como prestadora de serviços, tem procurado explorar essa ferramenta da melhor
forma possível.
Tendo em vista as atividades desenvolvidas nos grandes centros de
informação modernos e o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação
(TIC's) para o e-commerce, o Serviço de Referência Virtual (SRV) em bibliotecas
universitárias, através das experiências relatadas e registradas na literatura científica
tem-se mostrado tendência em modalidade de atendimento, ao oferecer um canal de
contato via Internet, podendo-se tirar dúvidas dos usuários via chat (ao vivo) , em
tempo real ou não (via e-mails e formulários eletrônicos).
Para entender e planejar suas ações mediante as transformações oriundas da
globalização e que hoje se instauram como a economia digital, os gestores de
informação, dentre estes o bibliotecário, devem estar atentos às pressões de
mercado e a reagir a elas com ações que demandem o melhor uso da tecnologia , de
forma a adotar esses recursos com o intuito de melhor atender aos seus usuários.
A investigação teve como objetivo geral a análise de pressões e reações de
mercado, tendo em vista o uso do chat para aprimorar o relacionamento com o
usuário do serviço de atendimento da Biblioteca da UFLA. Os objetivos específicos
foram :
- Ampliar a visão dos profissionais da informação quanto ao futuro do Serviço
de Referência;
- Esclarecer a complexidade dos Sistemas de Informação quanto à sua
compreensão no ambiente organizacional face às pressões e reações de mercado;

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- Dar conhecimento da importância do uso da Tecnologia de Informação na
melhoria do atendimento aos usuários da Biblioteca da UFLA face às suas
necessidades de informação.

2 Bibliotecas como organizações de serviços
As bibliotecas na atualidade têm se posicionado frente aos avanços da
informática para aprimorar seus serviços.
No contexto de organizações, a biblioteca é uma instituição que não visa o
lucro financeiro . É uma organização formal, presta serviços e atende a usuários, cujo
produto é a informação. Seus insumos são as fontes de informação em suporte
físico e eletrônico. Os funcionários trabalham com esses insumos para satisfação do
usuário, agregando-lhes valor. Nas bibliotecas, o "lucro" é a satisfação dos usuários,
e advém de um bom atendimento.
Para contextualizar o serviço de atendimento ao usuário, é necessário antes
dar o conceito do que possa ser uma biblioteca tradicional.
Pode-se dizer que uma biblioteca tradicional é uma organização aberta , pois
se acha inserida no meio ambiente que a cerca , influenciando-o e, ao
mesmo tempo, sendo influenciada por ele , composta de funções e
atividades relacionadas com a formação , desenvolvimento e organização de
coleções (funções meio) , produzindo produtos e serviços que satisfaçam às
necessidades informacionais de seus usuários (MENDONÇA, 2006 , p. 225).

O serviço oferecido nas bibliotecas como apoio na resposta às dúvidas dos
usuários caracteriza-se como Serviço de Referência , SR, e tem à frente o
bibliotecário de referência .
O especialista do SR , bibliotecário de referência, apareceu e ganhou
destaque na metade do século XIX , com a expansão da educação e o
incremento da indústria editorial. A esse advento os bibliotecários
responderam com mais catálogos de assuntos, sistemas de classificação e
ajuda pessoal. Ao mesmo tempo, mudanças nas práticas educacionais
exigiam que mais estudantes usassem as bibliotecas das faculdades para
realizar suas pesquisas. Como o nivel educacional geral da população
subiu , mais pessoas vieram para as bibliotecas públicas locais para usar as
coleções. Porém , estas pessoas não estavam habituadas com o uso de
bibliotecas, havia necessidade de um intermediário entre os usuários e as
coleções das bibliotecas. Este intermediário era o bibliotecário [ ...] (SILVA,
2000) .

Para o bibliotecário, o Serviço de Referência pode ser concebido como um
processo de tomada de decisão e um processo clínico de informação, em que
bibliotecário e consulente são colocados frente a frente , "englobando desde a
análise da natureza dos problemas do usuário até o fornecimento de informações
capazes de solucionar estes problemas" (MENDONÇA, 2006, p. 232), constituído de
três etapas decisórias: a compreensão da questão de referência, a busca e o
fornecimento da resposta (MARTUCCI, 1998).
Conhecida em grande parte das bibliotecas como serviço de atendimento ao
usuário, essa atividade veio a se transformar, assim como tantas outras, devido ao

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fenômeno da globalização.
As mudanças advindas com a sociedade da informação provocaram
substanciais alterações nos hábitos de uso da informação no dia-a-dia do
cidadão brasileiro, quer na sua vida pessoal, quer no desenvolvimento de
sua carreira profissional , impulsionando as organizações para a busca de
um processo de modernização de suas estruturas e maior agilidade na
prestação de serviços à comunidade usuária (CÔRTE , 1999, p. 241).

Nesse ambiente de transformação, houve a evolução das bibliotecas
tradicionais para as bibliotecas híbridas. Além do acervo físico, disponibilizam
também o acesso a documentos eletrônicos. O conceito de hibridismo surge pela
demanda dos usuários de acesso presencial e virtual às informações.
Os usuários das bibliotecas acadêmicas brasileiras, categorizados em "off
campus, os remotos e os presenciais", precisam ter acesso a fontes não
convencionais, para satisfazer às necessidades específicas de informação,
ao mesmo tempo em que '[. .. ] têm necessidade do contato com as
bibliotecas convencionais e seus recursos para facilitar e concretizar suas
pesquisas locais". Surge o conceito de biblioteca híbrida, que reflete o
estado de transição de uma biblioteca que não é totalmente tradicional ,
apresentando, também , características de uma biblioteca dígital,
considerado 'I... ] o mais adequado para satisfazer as atuais necessidades
informacionais de transição pelas quais as bibliotecas convencionais vêm
passando (MENDONÇA, 2006, p. 228).

Em um período de estabelecimento das redes no setor comercial, com o
surgimento dos serviços eletrônicos, a biblioteca também foi tomando dimensões
semelhantes para designar a prática da disseminação da informação eletrônica :
bibliotecas sem paredes, bibliotecas em rede, bibliotecas virtuais. Dispararam-se
então os serviços em rede, colaborativos, cooperativos. Bastava usar a Internet para
maximizar o cadastro de itens informacionais na decorrência da interação de dados
online.
Em decorrência deste meio ambiente que se transforma cada dia com
rapidez cada vez maior e com o propósito de atender às necessidades dos
usuários, acompanhando a mutação ocorrida na sociedade , imposta pelos
avanços científicos e tecnológicos, a biblioteca tradicional convive com o
surgimento de outro tipo de biblioteca, a biblioteca virtual, conectada à rede
e atendendo a uma gama de usuários superior à da biblioteca tradicional,
haja vista não se prender a limitações impostas pelo tempo e espaço.
(MENDONÇA, 2006, p. 225).

O processo de transferência de conhecimento e de informações tem
direcionado, também, as bibliotecas a um novo desempenho e ao estabelecimento
de interfaces compatíveis com a dinâmica das organizações e dos indivíduos. Ao
longo dessas transformações, as funções das bibliotecas têm passado por
mudanças significativas, em sua estrutura e na utilização dos recursos
informacionais.
Na busca pela qualidade, pela redução de tempo e pela precisão dos
serviços, através de uma atuação dinâmica, como organismos prestadores de
serviços de informação, as bibliotecas procuram atender de forma rápida e precisa à

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demanda de sua clientela . Dentre as urgências das modificações, uma tendência
para agilizar o atendimento é o uso do mecanismo de conversa em tempo real
(Internet Relay Chat) já colocado em prática em várias bibliotecas pelo Brasil , com
boas experiências registradas na literatura científica.

3 Metodologia
A instituição pesquisada foi a Biblioteca da Universidade Federal de Lavras,
localizada no sul de Minas Gerais, e fundamentou-se nas seguintes características:
Em consonância com as teorias de Vergara (2006), de Yin (2010) e de Cervo,
Bervian e Silva (2007), esta pesquisa caracteriza-se quanto ao tipo (qualitativa),
quanto aos fins (exploratória) e quanto aos meios de investigação (estudo de caso) .
A pesquisa é qualitativa ao passo que procura investigar os fenômenos
organizacionais pela perspectiva do conhecimento intersubjetivo e compreensivo .
Isto é, da análise das experiências e das necessidades sociais (SILVA; GODOI ;
BANDEIRA-DE-MELLO, 2006), da visão ampla e complexa da realidade social e de
ter o ambiente e o pesquisador como fonte e instrumento chave na pesquisa
(SOUZA, 2002, p. 42).
A investigação é exploratória, quando se tem pouco conhecimento sobre o
problema a ser pesquisado, isto é, na concepção de Cervo, Bervian e Silva (2007, p.
63), não pretende testar hipóteses, mas restringe-se à definição de objetivos para se
ter uma nova percepção de certo fenômeno ou descobrir novas idéias sobre ele, é o
estudo feito pela experiência e pressupõe posteriores pesquisas.
O estudo de caso é o tipo de análise mais utilizada nos estudos
organizacionais, algo que gera polêmica quanto à sua cientificidade. Segundo
Vergara , 2006, p. 49, "estudo de caso é o circunscrito a uma ou poucas unidades,
entendidas essa como pessoa, família , produto, empresa , órgão público,
comunidade ou mesmo país. Tem caráter de profundidade e detalhamento. Pode ou
não ser realizado em campo. "
Quanto aos procedimentos adotados para a realização deste estudo de caso,
foram o levantamento bibliográfico e a observação assistemática .
O levantamento bibliográfico ou pesquisa bibliográfica procura explicar um
problema a partir de referenciais teóricos publicados em documentos (artigos, livros,
dissertações, teses, avulsos, boletins, jornais, revistas, pesquisas, material
cartográfico), materiais audiovisuais (filmes, fitas, cd's e dvd's) e em meios de
comunicação (Internet, rádio, televisão) .
A observação é usada em grande parte das pesquisas comporta mentais e de
marketing, caracterizada nesse estudo como assistemática : "também chamada
espontânea, informal, simples, livre ou ocasional , caracteriza a observação sem o
emprego de qualquer técnica ou instrumento, sem planejamento, sem controle e
sem quesitos observacionais previamente elaborados" (CERVO; BERVIAN; SILVA,
2007, p. 31) .
O estudo é de caráter prospectivo . Fez-se uma análise dos fatores
motivacionais que são influentes na dinâmica interna do "modus vivendt
organizacional da instituição foco do estudo. Não pretende ser avaliativo, muito
menos estratégico, mas parte de um processo de planejamento a ser estruturado.

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4 Resultados e discussões
As bibliotecas universitárias, como organizações que agregam pessoas e
tecnologias num ambiente acadêmico voltado para suprir as necessidades de seus
usuários, tende a mudanças cada vez mais próximas de sua realidade, advindas de
pressões e reações impostas pelo ambiente empresarial , ocorridas pela
globalização.
A necessidade de planejar-se para amenizar os erros advindos de uma
proposta de adequação de novas tecnologias em um processo construído e estático,
no caso do Serviço de Referência tradicional, tem sido visto na literatura científica e
registrada como uma espécie de contingência, de "antecipação de movimentos de
mercado e de tendências tecnológicas", como uma forma estratégica de encarar os
problemas empresariais, "de uma perspectiva futura de sobrevida da instituição, sua
possível sobrevivência no futuro , sua capacidade de adaptação a um meio ambiente
em constante mutação, que oferece desafios a cada instante, impondo
comportamentos e ditando novas regras gerenciais" (TARAPANOFF, 1995, p. 26).
Nesse sentido, a análise dos resultados dessa pesquisa baseia-se na teoria
de Turban , Rainer e Potter (2003 , p.10) dentre várias abordagens do que venha a
ser essas pressões e reações como forma de análise do ambiente interno, levando
em conta pontos importantes para que se possam tomar as decisões futuras quanto
a uma adoção de tecnologia no propósito para o estudo em questão.

4.1 Pressões
A visão atual de organização segue os princlplos da empresa de alto
desempenho, em que a TI pode ter um papel fundamental na resolução dos
problemas da vida real desses ambientes. Nesse contexto de potencialidades e
limitações impostas por um mercado repleto de desafios, torna-se necessário a
identificação dos pontos de pressão e as reações organizacionais a eles. No caso da
Biblioteca da UFLA, como um órgão público e que está vivendo um momento de
investimentos por parte do Governo Federal na área de educação, torna-se
indispensável esses apontamentos com vistas ao planejamento a curto e longo
prazos. Seguindo essa linha de raciocínio, é interessante a análise à luz dos estudos
organizacionais e dos impactos advindos do uso da TI nos negócios, situar o atual
estado da biblioteca e as propensões ambientais através de inferências que,
adaptadas para o caso em discussão, podem subsidiar a administração na tomada
de decisão futura de implantação do Serviço de Referência Virtual (SRV) .
No site da Biblioteca da UFLA existem várias formas de interação (redes
sociais e outras), com o objetivo de informar e de atender os usuários nas suas
necessidades de informação. O relacionamento com o usuário, no caso, com a
comunidade acadêmica que faz uso da biblioteca, tende a ser ampliado quanto à
sua natureza e ao seu domínio, que passa a ser não apenas físico , mas também
virtual. A pressa do dia-a-dia e a utilização da Internet na resolução de problemas
finance iros, domésticos e profissionais faz com que o seu uso na biblioteca seja
essencial, facilitando a vida do usuário, que não precisa de "estar lá", "ir lá" no prédio
da biblioteca e receber as instruções no balcão de atendimento.

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A força de trabalho tem se tornado diversificada, não mais especializada .
Esse fator é visto no ambiente da biblioteca universitária, onde servidores,
funcionários e estagiários interagem para a solução de vários problemas numa
amplitude de atividades das mais diversas. Onde há deficiência de mão-de-obra e
grande demanda por tal serviço, há um remanejamento temporário de pessoal que
aprendem a convivência em grupo e a ter independência na execução de tarefas,
que noutro tempo poderia estar segregada a um pequeno contingente de pessoas.
Com a escassez de servidores para reposição das vagas advindas de
aposentadorias, substituição dos terceirizados e da insuficiência de contratação de
novos técnicos administrativos nas universidades públicas, a situação não favorável
permite que, pela necessidade a inovação organizacional seja colocada em prática.
A cultura da informação a tempo e a hora que os clientes estão implantando
nas políticas de e-commerce parece atingir os patamares do setor de serviços,
independentemente dos fins para os quais foram criados (financeiros ou não),
principalmente os setores que atendem ao público . Nessa situação , o setor
educacional inclusive, que tem recebido jovens de todos os tipos e classes (no caso
das universidades federais mais ainda , por causa do REUNI) tem se preparado para
atender à demanda de seu alunado, cada vez mais exigente por um serviço de
qualidade e que atenda às suas expectativas de atendimento. Na biblioteca da
UFLA, o que se nota é que o perfil dos atendentes tem mudado de acordo com as
perspectivas do seu público interno, apesar da falta de pessoal suficiente que supra
a demanda pelo serviço de atendimento. Infelizmente, essa maratona de
atendimento para suprir o pouco contingente de pessoal trabalhando no Serviço de
Referência pode não trazer boas consequências ao bem-estar dos atendentes, pelo
fato de aumentar a ocorrência de stress e de doenças psíquicas.
Os avanços da TI têm oferecido aos clientes uma gama de informações que
lhes possibilitam saber das novidades tecnológicas com mais rapidez e dar
preferência ao que há de mais novo em termos de facilitar a vida , em todos os
aspectos. No caso da biblioteca universitária, o estudante está sempre aguardando
máquinas novas, softwares interativos. Porém , nem sempre a instituição está apta a
suprir essa necessidade de imediato, pois, os padrões de qualidade se elevam e os
custos mais ainda . A resposta a essas questões não acompanha a velocidade das
mudanças, e grande parte dos órgãos públicos existentes no país não possuem
aparatos de hardware nem de software que sejam compatíveis com o volume de
serviço que demanda a população. Com o surgimento do REUNI , as bibliotecas
públicas federais receberam do governo incentivos financeiros com investimentos
em equipamentos eletrônicos para as universidades participantes do programa. Na
biblioteca da UFLA existe uma quantidade expressiva de computadores no
laboratório de informática e de terminais de busca informatizada ao acervo, mas,
com o tempo, ficam defasados pelo uso.
A Internet tem aumentado exponencialmente a quantidade de informações
circulantes em todos os lugares, nos níveis pessoais e profissionais, e os dirigentes
se vêm confrontados por essa nova premissa . Além de ter que desempenhar uma
liderança eficaz ou pelo menos plausível , deve possuir o conhecimento adequado
para a tomada de decisões em situações muitas vezes antagônicas, o que o leva a
um nível de obrigatoriedade de saber além do que lhe é de praxe . Ou seja, a
situação os obriga a ser coerentes e lógicos, algo muito difícil de aplicar no setor

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público, pois, a administração desse tipo de instituição envolve questões externas
(políticas, econômicas e sociais) que muitas vezes fogem ao controle do que está à
frente, num patamar bem mais amplo de sua atuação.
As empresas modernas se preocupam com as questões sociais que envolvem
seus funcionários , que vão desde o esclarecimento quanto à sua saúde física e
mental até ao estímulo de práticas de empregabilidade democráticas e inclusivas.
No caso genérico das bibliotecas, há a manipulação de materiais que são
prejudiciais e que ao longo do tempo podem comprometer a integridade física de
grande parte de seus funcionários, tais como dores localizadas, LER, problemas de
articulação (varizes), respiratórios (alérgicos) dentre outros. Há essa preocupação na
biblioteca da UFLA, apesar do caráter insalubre de um ambiente rodeado de papéis
e de livros conglomerados, o que é natural à atividade biblioteconômica . Os
servidores e funcionários são orientados à circulação física de tempos em tempos e
a manifestarem algum incômodo na inadequação de mobiliário, instalações e
aparatos tecnológicos ineficientes.
O acesso livre à Internet tem feito com que empresas no mundo todo revisem
suas formas de segurança contra ameaças externas advindas do mau uso das
ferramentas de TI. Alguns dilemas éticos como o monitoramento pelas empresas aos
e-mails privativos dos funcionários e a sites visitados, a substituição da mão-de-obra
por sistemas automatizados para fins de aumento na produtividade e de economia
com gastos de pessoal , o uso do MSN ao invés do telefone para realizar pequenas
tarefas, estabelecimento de regras e políticas de controle para minimizar os erros e
esperdícios em informática (padrões para aquisição de sistemas e equipamentos de
informática) podem ser citados como exemplos da amplitude que envolve a questão
da ética dos Sistemas de Informação. Exemplo prático do que tem acontecido no
ambiente geral da UFLA e também da biblioteca é por ocasião da aquisição de
dispositivos de informática (hardware e software), o setor de compras faz exigências
formais como requisitos para prevenção de erros, uma justificativa registrada
relatando os motivos da solicitação, definições técnicas de padrão do produto e
pesquisa dos preços junto a fornecedores de tudo o que será adquirido.

4.2 Reações
O uso dos Sistemas de Informação nas organizações tem sido relacionado
com a otimização de atividades que se interrelacionam para maximizar os ganhos e
eficiência na realização das tarefas cotidianas. Estrategicamente, podem ser usados
para obter vantagem competitiva e para melhorar o negócio. Ao se pensar na
implantação do SRV, a biblioteca está agindo como uma empresa que quer melhor
atender a seus clientes. Serviços de CRM (Customer Relationship Management)
comercializados na Internet incluem o atendimento online via chatoAplicações de SI
(Business Inteligence) com o Benchmarking poderão ser usadas como base de
investigação para viabilidade estratégica , ao passo que subsidiará um aparato de
informações sobre os usuários da biblioteca, as quais poderão servir de insumos
para adoção de estratégias de marketing. Também será uma medida de contenção
de riscos, através da qual a biblioteca poderá basear-se nas experiências de outras
bibliotecas para avaliar o empreendimento e fazer previsões. "As organizações
procuram implementar sistemas que possam impactar positivamente suas

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operações, garantir seu sucesso ou sobrevivência" (TURBAN; RAINER; PORTER,
2003). Com a adoção da TI na implementação do Serviço de Referência , a biblioteca
da UFLA contará com a experiência de colocar em funcionamento o atendimento
virtual, com a instalação de um software de comunicação via chat em seu site.
A introdução da TI implica mudança organizacional , abrangendo a cultura e a
forma de realização das atividades de uma biblioteca. Essa adoção pode exigir
pequenas modificações e ajustes na instituição ou até mesmo uma reelaboração dos
processos já existentes para a obtenção de uma melhor qualidade do atendimento. A
melhoria contínua e a reengenharia do trabalho, no caso da aplicação da TI para a
implementação de um serviço consolidado de atendimento são essenciais para a
inovação, seja na estrutura ou na forma de administrar de uma empresa. Como parte
do redesenho dos processos de negócios, os gerentes tem oferecido autonomia
para suas equipes na execução das tarefas e para tomar decisões, e desta forma
estabelecendo a cooperação entre os funcionários . A cultura das "/eaming
organizations" tem feito com que muitas empresas, pela própria dinâmica do serviço
acabem por estimular esse tipo de conduta , o caso verificado na Biblioteca da UFLA.
A aprendizagem se constrói no dia-a-dia pela curiosidade de saber algo novo. A
biblioteca , além de pertencer a uma universidade, que pela natureza institucional
requer renovação constante, na administração atual (gestão 2008-2012) tem
recebido incentivo de revisão contínua das rotinas e feito modificações com vista à
reestruturação de divisões e setores, numa espécie de rodízio funcional, onde
servidores e funcionários acabam por ter ciência de um pouco de cada área no todo
institucional (ex.: serviços técnicos, atendimento ao usuário, desenvolvimento de
coleções).
Como característica da Administração participativa , que é considerada uma
forma emergente de gestão, a biblioteca tem como base das decisões e da
resolução de problemas uma Comissão Técnica consultiva para debater questões no
entorno da organização. Cada chefe de setor apresenta suas sugestões, que por vez
foram adquiridas por meio de consulta aos próprios servidores de sua equipe, pelas
exigências que cada coordenadoria de serviços tem das demandas por parte dos
usuários e também do sistema de informação local. Reuniões periódicas são feitas a
fim de dar orientações aos servidores nas situações emergenciais, na falta de
direção para soluções imediatas. Há colaboração entre os setores, de forma
sistemática, em que cada serviço a ser executado depende das ações preconizadas
no setor de ligação ao qual está relacionado . Essas atitudes são vistas como
emancipatórias, dando certa autonomia para a realização das tarefas de forma a
atender os requisitos de qualidade e de bom atendimento . A postura das
organizações que aprendem se faz jus também nesse tipo de atitude: "todos os
membros da empresa moderna devem ter espírito crítico, ganhar espaço e
necessitam atuar em prol da equipe, com conhecimento específico e compartilhado
[... ]" (OLIVEIRA, 2006, p. 22).
A Biblioteca da UFLA possui para automatização do acervo o Sistema
Pergamum feito pela PUCPR, que é integrado nas suas várias tarefas e também no
intercâmbio de dados via Internet da catalogação de informações descritivas dos
documentos a serem incorporados no acervo. As instituições participantes desse
compartilhamento fazem parte da Rede Pergamum, como um grande repositório de
dados, e mediante senha, deles fazem uso ao exportar os dados da rede para a

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planilha do sistema local. Esse software é considerado atualmente um dos melhores
em termos de qualidade e de objetividade específicos para as bibliotecas nas
complexidades de cada serviço de informação que compõe o todo organizacional,
inclusive para o usuário com a utilização de uma interface de fácil manuseio na
busca automatizada do acervo .

5 Conclusão
Apesar do recente avanço em termos de crescimento das universidades
públicas no país, é notória da sociedade brasileira a falta de incentivos por parte do
governo a projetos no tocante à implantação e desenvolvimento de centros culturais
e bibliotecas públicas. No serviço público federal, há uma tendência de satisfazer o
provedor dos recursos (governo) na realização das ações de atendimento à
população de forma generalizada para atender à exigência de cumprimento de
metas de gestão e de registrar indicadores de desempenho. É conhecida do público
a burocracia que envolve esse setor, principalmente no que se refere a serviços. A
morosidade dos processos e a demora no feedback aos clientes são marcas
intrínsecas desse tipo de atividade, que existe para satisfazer as necessidades
sociais básicas. Em detrimento disso, as empresas públicas de serviços tem por
objetivo principal atender o que lhe é de dever por solicitação, ao invés de aproveitar
a oportunidade de crescimento de mercado de marketing para se estabelecer como
organização diversificada, que acompanha as modernas estruturas de negócios.
A biblioteca universitária e pública, como parte de uma instituição de pesquisa
que visa à inovação produtiva e de conhecimentos, vê-se rodeada de fatores que
impulsionam o seu constante crescimento ou a sua permanência como órgão de
apoio estável. Algumas características pontuais de gestão e de políticas públicas,
como rotatividade de diretoria (e de projetos), insuficiência de capacitação e de
treinamento, falta de equipamentos e de pessoal , racionamento de recursos
financeiros, dentre outros, tem colocado o serviço de informação como uma
necessidade de trajeto no ambiente universitário. Com as modificações no mundo
dos negócios pela agregação de um conjunto de ações que visam à competitividade
e à satisfação do cliente, a visão holística de biblioteca reúne um composto de
organização inovativa de equipes colaborativas que interagem com tecnologias
emergentes para oferecer todo um aparato de modernidade a seu usuário, com a
adoção de sistemas integrados e de redes cooperativas de informação, do
estabelecimento de mídias sociais, blogs e sites corporativos, que podem ampliar a
visão dos profissionais da informação quanto ao futuro do Serviço de Referência e
exemplificar o que há de mais novo aplicado à área de Biblioteconomia e Ciência da
Informação.
A perspectiva para a biblioteca da UFLA é de se adaptar à tecnologia de
forma consciente, e não abster-se ao risco da mudança em um novo
empreendimento.
Nas bibliotecas universitárias, o uso das novas tecnologias deve ser feito para
atender às demandas de seus usuários e da comunidade universitária, que
necessitam de serviços que melhorem o dia-a-dia acadêmico na busca de
informações de forma rápida e eficaz. Como se tem visto na BU/UFLA, no
atendimento físico ou na participação dos usuários nas mídias sociais, o caminho é

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para frente , não se pode ficar à margem das mudanças tecnológicas, perante as
pressões e reações de mercado. Espera-se que o trabalho em questão venha
desenvolver o senso crítico dos gestores que estiverem à diante da organização
Biblioteca da UFLA em qualquer tempo e que venha apontar um projeto de
efetivação do que possa ser um passo inicial para a implantação na prática do
Serviço de Referência Virtual pela Coordenadoria de Recursos Tecnológicos em
parceria com a Coordenadoria de Serviços aos Usuários.
6 Referências
CERVO, A L. ; BERVIAN, P. A ; SILVA, R. da . Metodologia científica . 6. ed. São
Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. 162 p.
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Paulo: Saraiva , 2006 . 460 p.
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referência : interação bibliotecários e usuários. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19.,2000, Porto Alegre. Anais ... Porto
Alegre: PUCRS , 2000. 1 CD-ROM .
SOUZA, R. F. de. Sistemas de informação na administração universitária: uma
análise do processo de gestão do ensino de graduação na Universidade Federal de
Lavras. 2002 . 96 p. Dissertação (Mestrado em Administração) - Universidade
Federal de Lavras, Lavras, 2002 .
TARAPANOFF, K. Técnicas para tomada de decisão nos sistemas de
informação. 2. ed . Brasília : Thesaurus, 1995. 163 p.
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VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 2. ed . São
Paulo: Atlas, 2006. 90 p.
YIN , R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 4. ed. Porto Alegre: Bookman,
2010. 248 p.

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>A language of the resource</description>
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                  <text>Português</text>
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              <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Pressões e reações de mercado como fatores motivacionais na projeção do Serviço de Referência Virtual da Biblioteca da UFLA: estudo de caso.</text>
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                <text>Silva, Tatiana Alves de Oliveira e; Oliveira, Nivaldo</text>
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                <text>A globalização trouxe instabilidade e mudanças para o mundo dos negócios, o que levou à necessidade de se reinventar a maneira de tratar o cliente, cuja exigência é cada vez maior. O atendimento é um quesito importante no Serviço de Referência em bibliotecas, portanto é necessário que as práticas desse serviço sejam aprimoradas com a utilização cada vez mais constante da Tecnologia de Informação. O presente trabalho apresenta uma análise das pressões e reações de mercado como fatores motivacionais na projeção do Serviço de Referência Virtual (SRV) na Biblioteca da Universidade Federal de Lavras com o uso do chat, que poderá ser implantado como forma de melhorar o atendimento ao usuário e para aperfeiçoar o feedback dos funcionários do Setor de Referência às dúvidas do público que faz uso da biblioteca.</text>
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AVALIAÇÃO DA INFORMAÇÃO CIENTíFICA EM BIBLlOMETRIA
APLICADA ÀS CIÊNCIAS DA SAÚDE
Rosemary Cristina da Silva ' , Luciana Pizzani'
1Mestre em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos , Bibliotecária da
Universidade Estadual Paulista, Botucatu, SP

Resumo
O profissional da informação tem desenvolvido competências que amplia sua
atuação como a aplicação da bibliometria . Este estudo teve por objetivo realizar
análise bibliométrica da produção científica sobre a interface entre bibliometria e
saúde, disponível na base de dados Lilacs. A metodologia da pesquisa observou os
seguintes passos: revisão de literatura sobre bibliometria ; coleta de dados na base
de dados Lilacs; organização, tratamento bibliométrico e análise dos dados
coletados utilizando o software MS Excel. Utilizando a expressão de busca
"bibliometria" no campo assunto foram selecionados 365 registros. Como resultados
foram produzidos os seguintes indicadores bibliométricos: distribuição das
publicações ao longo do tempo; tipologia dos documentos; idioma e temáticas mais
abordadas. Esses indicadores demonstram o estado da arte da produção científica
representada pela interface entre a bibliometria e a saúde presente na base de
dados Lilacs.
Palavras-chave:
Bibliometria ; Indicadores bibliométricos; Avaliação da produção científica ;
Saúde; Bases de dados.
Abstract
The professional information has developed skills that expand its operations
as the application of bibliometrics. This study aimed to perform bibliometric analysis
of scientific production on the interface between bibliometrics and health available on
Lilacs database. The methodology of the survey noted the following steps : review of
literature on bibliometrics , collection of data in the database Lilacs, organization,
processing and analysis of bibliometric data collected using the software MS Excel.
Using the search term "bibliometrics" in the subject field 365 records were selected .
As results were produced the following bibliometric indicators: distribution of
publications over time, type of documents, most approached themes and language .
These indicators show the state of the art of scientific production represented by the
interface between bibliometrics and health present in the Lilacs database .

Keywords:
Bibliometrics , Bibliometric indicators, Assessment of scientific production ;
Health ; Databases.

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1 Introdução
A avaliação da produção científica tem se apresentado como uma prática
frequente entre os pesquisadores com formação em diversas áreas do
conhecimento por meio do uso de técnicas quantitativas e qualitativas, ou mesmo
uma combinação entre ambas para a produção de indicadores que representem o
estado da arte da produção científica, produtividade dos pesquisadores, grupos ou
instituições de pesquisas.
Essas técnicas tornam-se fundamentais na identificação desses indicadores,
por reconhecer que a atividade científica pode ser recuperada, estudada e avaliada
a partir de sua literatura que sustenta a base teórica para a aplicação de métodos
que visam à construção de indicadores de produção e de desempenho científico
(SILVA; HAYASHI; HAYASHI , 2011)
Para as diversas áreas do conhecimento estão sendo realizados esforços
para se quantificar os fenômenos : econometria, para a economia ; sociometria, para
as ciências sociais; psicometria, para a personalidade e certas habilidades do ser
humano; e cienciometria, informetria, webmetria e bibliometria, para a produção e
difusão do conhecimento.
Sendo assim , o presente trabalho tem como objetivo identificar o uso das
técnicas da bibliometria nos estudos da área da Saúde, disponibilizadas na base de
dados Lilacs, coordenada pela Bireme.
A Bireme está estabelecida no Brasil desde 1967, com o nome de Biblioteca
Regional de Medicina (o que originou a sigla BIREME) e tem com o objetivo de
fortalecer e ampliar o fluxo de informação científica em saúde no Brasil e nos demais
países da América Latina e Caribe, como condição essencial para o
desenvolvimento da saúde (BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE - BVS, 2012).
A partir de 1998, com o surgimento da Internet como meio predominante de
informação e comunicação, a Bireme desenvolveu a Biblioteca Virtual em Saúde
(BVS) como um modelo de acesso aberto e universal à informação científica e
tecnológica na área das Ciências da Saúde, cobrindo áreas que tenham relação com
a saúde humana: Medicina, Saúde, Veterinária , Engenharia Sanitária, Psicologia ,
Ecologia, entre outras (BVS, 2012).
site da BVS é composto por bases de dados referências e textuais e está
organizado da seguinte maneira: bases de dados sobre ciências da saúde em geral
(LlLACS , MEDILlNE, SCIELO); áreas especializadas: (ADOLEC, BBO, BDENF,
entre outras) ; organismos internacionais: PAHO, WHOLlS .
A base de dados LlLACS - Literatura Latino-Americana e do Caribe em
Ciências da Saúde é um índice bibliográfico da literatura relativa às ciências da
saúde, publicada nos países da América Latina e Caribe, a partir de 1982. Possui
mais de 500 .000 mil registros bibliográficos de artigos publicados em cerca de 1.500
periódicos em ciência da saúde, das quais aproximadamente 800 são atualmente
indexadas. Também indexa outros tipos de literatura científica e técnica como teses,
monografias, livros e capítulos de livros, trabalhos apresentados em congressos ou
conferências, relatórios, publicações governamentais e de organismos internacionais
regionais. Essa base pode ser acessada para pesquisa bibliográfica no Portal Global
de BVS e os registros são também indexados no Google (BVS, 2012).
Devido ao grande número de pesquisas realizadas na área das ciências da

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Saúde, torna-se evidente a necessidade de se avaliar essa produção e a bibliometria
surge como uma ferramenta que proporciona a construção de indicadores cada vez
mais confiáveis que permitem obter informações sobre o estado da arte dessa
produção científica e também a construção de evidências científicas nessa área do
conhecimento.

2 Revisão de Literatura
É relevante destacar que nas últimas décadas a bibliometria tem se tornado
uma prática rotineira e emergido como uma importante forma de iluminar a influência
científica e impacto das publicações.
Embora a bibliometria possa ser uma metodologia considerada recente, a sua
primeira aplicação é datada de 1917, por Cole e Eales que iniciaram o estudo do
desenvolvimento histórico do campo da anatomia comparada, de 1550 em diante,
cobrindo um período de três séculos. Esses autores foram os primeiros a utilizar a
literatura publicada para construir um perfil quantitativo de uma disciplina científica
(URBIZAGASTEGUI, 2009).
Outros estudos como o realizado em 1923 pelo bibliotecário da British Patent
Office , Edward Wyndhsm Hulme que fez uma análise estatística da história da
ciência. Gross e Gross em 1927, analisaram as referências encontradas em artigos
de revistas sobre química indexados no The Journal of the American Chemistry
Society de 1926 e sendo este o primeiro trabalho registrado sobre análise de
citação. Depois por Gosnell em 1944 em um artigo sob obsolescência da literatura e
por L.M . Rasing , em 1962, em estudos sobre análise de citações (SPINAK, 1996).
Antes de efetivar o termo bibliometria, o termo utilizado era statistical
bibliography. Foi também tratada como ciência bibliográfica por Zoltowski (1986),
cujos estudos macrobibliométricos a desenvolvem como ciência concreta.
Embora essa prática já viesse sendo utilizada desde 1980, sendo chamada
de estatística bibliográfica, foi em 1969 que Pritchard cunhou o termo bibliometria
definindo-a como sendo a aplicação de métodos matemáticos e estatísticos aos
artigos e outros meios de comunicação, aconselhando sua utilização em todos os
estudos que buscassem quantificar o processo de comunicação escrita (BUFRÉM ;
PRATES, 2005).
Portanto a bibliometria estuda os aspectos quantitativos da produção,
disseminação e uso da informação registrada . Esses estudos quantificam,
descrevem e fornecem prognósticos relacionados ao processo de comunicação
escrita (MACIAS-CHAPULA, 1998).
Para a criação de indicadores bibliométricos Velho (1989) alerta sobre a
necessidade de se conhecer o cientista , seu comportamento, sua área de atuação e
o contexto em que desenvolve o seu trabalho, pois estes fatores exercem papel
determinante nos padrões de citação da ciência .
As pesquisas mostram uma multiplicidade na produção que releva o interesse
pela abordagem bibliométrica por várias áreas do conhecimento, ensejando análises
sobre a interdisciplinaridade entre ciência da informação e outros campos de
conhecimento.
Na aplicação dos estudos métricos na área de saúde no mundo, alguns
estudos demonstram essa interdisciplinaridade como: Pinheiro et aI. (2012)
realizaram análise bibliométrica da produção científica sobre avaliação da visão em

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crianças disponível na base de dados LlLACS ; pesquisa realizada por Granville et aI.
(2011), sobre a atenção primária na Austrália , Canadá , Alemanha, Holanda, Reino
Unido, e Estados Unidos no MEDLlNE e EMBASE, período de 2001 a 2007, cujo
estudo comparativo das citação de artigos de pesquisadores de cuidados primários
apontáramos pesquisadores do Reino Unido entre os melhores a nível internacional;
Glynn et aI. (2010) buscou identificar a representação do Câncer na literatura médica
com o objetivo de medir a proporção, qualidade e relevância de artigos relacionados
com oncologia na base de dados PubMed e Web of Science; Ravelli et aI. (2009)
cujo objetivo foi mapear os artigos originais sobre enfermagem e envelhecimento na
base de dados SciELO, Brasil. Reveles e Takashashi (2007), objetivou identificar a
produção científica sobre orientação ao ostomizado nos bancos de dados
DEDALUS, bases de dados LlLACS e MEDLlNE; Ragghianti et aI. (2006) analisaram
a produção científica brasileira, argentina, chilena , paraguaia e uruguaia em
Oftalmologia e Ciências da Visão, relativa a um período de 10 anos para conhecer a
evolução e tendências nesse campo de investigação.
Analisando os exemplos acima, é possível perceber que a metodologia da
análise bibliométrica envolve os pesquisadores das diversas áreas do conhecimento,
tornando-se uma atividade multidisciplinar.
Com aporte na interdisciplinaridade, Silva , Hayashi e Hayashi (2011 , p.126)
enfatizam que pesquisadores, especialistas em informação, bibliotecários e também
laboratórios, diretores de pesquisa, universidades e governos utilizam técnicas e
métodos bibliométricos para avaliar a produção científica , evidenciando o trabalho
interdisciplinar dos profissionais da área da biblioteconomia e ciência da informação
com as diversas áreas do conhecimento, num verdadeiro esforço de união de
expertises, de modo a contribuir para o avanço das diversas áreas do conhecimento .
A evolução tecnológica teve um profundo impacto nos serviços de informação,
na última década em particular, e alterou de maneira conceituada as formas e os
métodos de trabalho de alguns profissionais, desencadeando a necessidade de se
desenvolver novas competências para a compreensão e inserção desses
profissionais nos espaços que caracterizam a era tecnológica , parte essencial da
Sociedade da Informação. Dentre essas competências, destaca-se a competência
em informação , expressão esta que se originou em meio ao surgimento da explosão
informacional, que se caracteriza pelo magnífico crescimento da informação
disponibilizada e, ainda, pelas mudanças ocasionadas pela tecnologia usada no
processo de geração, disseminação, acesso e uso da informação (LlSTON ;
SANTOS, 2008).
Desde então a formação do profissional bibliotecário implica no
desenvolvimento de competências e habilidades que transcendem o domínio dos
conteúdos técnicos da Biblioteconomia, pois, acima de tudo, esse profissional deve
ser preparado para pensar e agir com criatividade, ter a sua conduta pautada pela
ética, refletir criticamente sobre a realidade que o cerca e buscar o aprimoramento
constante (LlNSTON; SANTOS, 2008).
E para a realização de análises bibliométricas o profissional deve possuir as
seguintes competências: conhecimento do contexto de produção da informação, ou
seja antes de tudo definir o campo do conhecimento; e capacidade para realizar
operações de acesso, busca, avaliação, seleção e recuperação das informações
relevantes em textos ou bases de dados (Hayashi et aI. , 2005 , p.22).
Azevedo e Beraquet (2010, p.202), no estudo realizado por Ferreira (2003),
referente ao perfil de habilidades do profissional da informação demandadas pelo

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mercado de trabalho, constatou que o papel do profissional da informação é o de
assistir, intermediar e apoiar outras pessoas na busca de informações, por meio da
gestão da informação, e que a evolução das TIC , dos suportes e produtos
informacionais demandam modificações às exigências de atuação, formação e
capacitação do profissional da informação.

3 Materiais e Métodos

o procedimento de pesquisa adotado é de natureza exploratória e descritiva,
pois tem como propósito descobrir, com precisão , a frequência com que um
fenômeno ocorre, sua relação e conexão com os demais, sua natureza e
características (MARCONI ; LA KATOS , 2008).
A metodologia para a realização do presente trabalho foi subdivida em quatro
fases, a saber:
a) Fase 1 - constituição da fundamentação teórica da pesquisa
b) Fase 2 - coleta de dados no site da LlLACS sobre a presença da
temática nas bases de dados;
c) Fase 3 - organização e tratamento bibliométrico dos registros coletados
utilizando o software MS Excel;
d) Fase 4- apresentação, análise e interpretação dos resultados
encontrados.
Primeiramente, verificamos a existência do termo "bibliometria" no vocabulário
controlado utilizado pela Bireme, denominado DeCS. Após a constatação da
existência do termo, acessamos a home page da BVS pelo endereço eletrônico
www.bireme.br e fizemos a busca na base de dados LlLACS, selecionando os
registros que apresentaram como assunto principal o termo Bibliometria, onde foi
possível recuperar 365 registros no período de 1982 a 2011 .
A coleta de dados foi realizada no dia 10 de abril de 2012, sendo importante
ressaltar que esses dados coletados e analisados são de domínio público - bases
de dados públicas de produção científica . Portanto, este estudo não foi submetido ao
Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos.

4 Resultados
Após a seleção dos 365 registros, foram produzidos os seguintes indicadores
bibliométricos: distribuição das publicações ao longo de tempo ; idioma dos registros;
tipologia dos documentos e temáticas mais abordadas.
Com relação à ocorrência dos estudos, pode-se verificar a sua distribuição ao
longo dos anos, observando a Figura 1.

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Distribuição por ano

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Anos

Figura 1 - Distribuição das publicações por ano

Fonte: ww.bireme.br
Data da coleta: 10 abr. 2012
Os resultados revelam que o primeiro estudo na área da saúde utilizando a
bibliometria como ferramenta para avaliação da produção científica na área das Ciências da
Saúde foi publicado em 1990 e a partir de 1998 houve um considerável aumento,
principalmente nos anos de 2005, 2006 e 2007.
Esse fato nos remete a criação da Biblioteca Virtual em Saúde no final de década de
1990, com a finalidade de oferecer maior visibilidade e acesso á informação científica e
tecnológica na área das Ciências da Saúde na América Latina e Caribe.
Com o surgimento das bases de dados eletrônicas a produção de indicadores
bibliométricos por intermédio da bibliometria, apesar da sua complexidade metodológica,
ficou mais acessível e rápida , contribuindo para o aumento dos estudos envolvendo a
produção científica produzida nas diversas áreas do conhecimento, inclusive na área da
Saúde, conforme demonstrado na presente pesquisa.

4.1 Indicadores da tipologia dos registros

Verificou-se que dos 365 registros analisados, 348 são artigos de periódicos,
13 teses, 6 trabalhos apresentados em congressos, 6 documentos de projetos e 4
monografias, conforme demonstrado na Figura 2.

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Tipologia dos registros

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348

13

6

6

4

Tese

Congresso e
Conferência

Documento
de projeto

Monografia

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Artigo

Tipo

Figura 2 - Tipologia dos registros
Fonte: www.bireme.br
Data da coleta: 10 abro2012
A presença de um número maior de artigos de periódicos se deve ao fato da
base de dados Lilacs ter sido criada com a finalidade de proporcionar maior
visibilidade à publicação científica publicada em periódicos da América Latina e do
Caribe . Já que os periódicos são constituídos predominantemente por artigos, esse
fato justifica a prevalência dessa tipologia documental na base de dados Lilacs.
Segundo Souza e Paula (2002), as revistas que são indexadas nessa base possuem
uma preocupação com relação ao item "conteúdo", pois há uma pontuação com
relação à natureza dos artigos, e a pontuação é maior para o item artigos originais.
Daí o artigo de periódico ser o material mais encontrado na base de dados Lilacs.
4.2 Indicadores de idioma
Com relação ao idioma, constatou-se que 159 publicações foram redigidas no
idioma Espanhol , 140 estão em Português e 78 foram escritos na língua inglesa. A
Figura 3 ilustra esses números.

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Idioma dos registros

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o Espanhol
• Português
O Inglês

Figura 3 - Indicadores de idioma dos registros
Fonte: www.bireme.br
Data da coleta: 10 abro2012
Esses resultados vão ao encontro dos objetivos da existência da base de
dados Lilacs, que é promover maior acesso e visibilidade à produção científica na
área das Ciências da Saúde produzida nos países da América Latina e do Caribe.
Devido a esse fato, os idiomas predominantes nessas regiões são o Português e o
Espanhol, conforme demonstrado em nossos estudos.
4.3 Indicadores das temáticas dos estudos: os descritores
Com relação aos descritores encontrados nos 365 registros selecionados,
ficou constatado a presença de 346 diferentes termos com 1328 freqüências de
aparecimento, conforme Tabela 1, a seguir.
Tabela 1 - Indicadores dos descritores
Descritores
Bibliometria
Publicações Periódicas
Publicações Periódicas como Assunto
Pesquisa
Pesquisa Biomédica
Editoração
Bases de Dados BiblioÇJráficas
Enfermagem
Psicologia
Autoria
Indicadores de Produção Científica

188

Frequência

365
93
73
39
48

35
22
15
13
12
12

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e avaliação da informação)
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Trabalho completo

Descritores
Psiquiatria
Publicações
Pesq u isad ores
Apoio à Pesquisa como Assunto
Bibliografia de Medicina
Saúde Pública
Ciência
Saúde Mental
Publicações Científicas e Técnicas
Autoria e Co-Autoria na Publicação Científica
Pediatria
Pesquisa em Enfermagem
MEDLlNE
Resumos e Indexação como Assunto
Cirurqia Geral
Ciência da Informação
Dissertações Acadêmicas como Assunto
Educação de Pós-Graduação em Medicina
Oftalmologia
Pneumologia
Medicina Baseada em Evidências
Odontologia
Academias e Institutos
312 descritores com uma até quatro frequências de
aparecimento
Total

Frequência
11
11

9
9
9
9
8
8
8
8

7
7
7
7
6
6
6
6
5
5
5
5
5
434
1328

Fonte: www.bireme.br
Data da coleta: 10 abro2012 .
Para explicar esse resultado vale a pena nos reportar a criação das bases de
dados. Segundo Meadows (1999) , com o crescimento do volume de informações o
pesquisador começa a ter problemas para localizar a informação desejada. Para
tentar resolver esse problema foram criados os resumos e os índices. À medida que
o número de periódicos crescia, crescia também o número de resumos. Por isso
surgiu um novo problema : qual a melhor maneira de localizar informações em
periódicos de resumos? Isso se resolveria na década de 1940, com a criação do
computador que, embora fosse criado fundamentalmente para tratar de números,
poderia ser empregado no tratamento da informação alfabética, pois seria capaz de
armazenar grande quantidade de informações e ordená-Ias rapidamente.
Foi assim que surgiram as bases de dados referências e, mais adiante, as
bases com textos completos. Segundo Mugnaini (2004) , com a criação das bases de
dados, a produção de indicadores bibliométricos mais representativos se tornou uma
realidade concreta nas últimas décadas do século XX, em função da criação,
manutenção e informatização de bases de dados para armazenamento e consulta
de informação científica . Assim, ficou constatado em nossa pesquisa que a
bibliometria está sendo empregada na avaliação dos artigos publicados em
periódicos científicos e na produção de indicadores bibliométricos na área de

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�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
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Trabalho completo

Enfermagem , Psicologia, Psiquiatria, Saúde Pública, Saúde Mental, Pediatria ,
Cirurgia Geral, entre outras, conforme demonstrado na Tabela 1.
Estudos de autoria e coautoria também estão sendo discutidos em trabalhos
científicos na área das Ciências da Saúde. Isso ocorre porque a comunidade
acadêmica está dando preferência em formar redes de colaboração para o
desenvolvimento de suas pesquisas. Segundo Meadows (1999) , a pesquisa em
colaboração parece ser mais visível do que a pesquisa individual e os trabalhos mais
citados em uma determinada área do conhecimento são freqüentemente escritos em
colaboração .
Donato e Oliveria (2005) mencionam outros dois pontos importantes quando
se trata da autoria dos documentos. Esses autores se referem à Síndrome POP Publish or Perish, cujo lema é: publique ou pereça, forçando o pesquisador publicar
cada vez mais trabalhos científicos para alcançar um posicionamento profissional
favorável e também porque as investigações estão cada vez mais complexas,
especializadas e custosas, justificando uma elevada colaboração. Por isso estudos
envolvendo a autoria e a coautoria estão despertando interesse na comunidade
acadêmica, conforme encontrados em nossa pesquisa .

5 Considerações Finais
Por meio da abordagem bibliométrica foi possível identificar o uso da
bibliometria na elaboração de indicadores da produção científica na área das
Ciências da Saúde.
Assim, ficou constatado que houve um aumento do uso dessa metodologia no
período de 1982 a 2011 propiciado com o crescimento da produção científica e o
surgimento dos computadores, a tipologia documental predominante é o artigo
científico publicado em periódicos nacionais e internacionais e o idioma que
apareceu com maior freqüência foi o espanhol.
Com relação à análise dos descritores, foi possível identificar que diversas
áreas da saúde estão usando a bibliometria como ferramenta para avaliação da sua
produção científica como as áreas da Enfermagem , Psicologia , Psiquiatria , Saúde
Pública , Saúde Mental, Pediatria e Cirurgia Geral.
Outro aspecto possível de ser identificado foi o estudo sobre a autoria e a
coautoria dos trabalhos científicos, revelando uma preocupação da comunidade
acadêmica em analisar essa temática .
Os dados aqui apresentados permitem perceber as possibilidades e riquezas
que a análise bibliométrica traz aos estudos no campo da Saúde, propiciado com o
cruzamento de dados qualitativos e quantitativos.

6 Referências
AZEVEDO, A.w. ; BERAQUET, V.S .M. Formação e competência informacional do
bibliotecário médico brasileiro. Rev. Digit. Bibl. Ciênc. Inf., Campinas, v.7, n. 2, p.
199-218, 2010 .

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BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE &lt;www.bireme .br&gt;. Acesso em : 11 abro2012 .

BVS.

Histórico.

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o

192

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>Avaliação da informação científica em bibliometria aplicada às ciências da saúde.</text>
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                <text>Silva, Rosemary Cristina da; Pizzani, Luciana</text>
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>O profissional da informação tem desenvolvido competências que amplia sua atuação como a aplicação da bibliometria. Este estudo teve por objetivo realizar análise bibliométrica da produção científica sobre a interface entre bibliometria e saúde, disponível na base de dados Lilacs. A metodologia da pesquisa observou os seguintes passos: revisão de literatura sobre bibliometria; coleta de dados na base de dados Lilacs; organização, tratamento bibliométrico e análise dos dados coletados utilizando o software MS Excel. Utilizando a expressão de busca “bibliometria” no campo assunto foram selecionados 365 registros. Como resultados foram produzidos os seguintes indicadores bibliométricos: distribuição das publicações ao longo do tempo; tipologia dos documentos; idioma e temáticas mais abordadas. Esses indicadores demonstram o estado da arte da produção científica representada pela interface entre a bibliometria e a saúde presente na base de dados Lilacs.</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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                <text>pt</text>
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                    <text>Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML , etc.) e demais temas relacionados

i

SMliO\ÚiO

=

NKÔonIIde
1I'M1o'u.tHnkãriM

~

~

Trabalho completo

ORGANIZAÇÃO E TRATAMENTO DO ACERVO DE
INSTRUMENTOS MUSICAIS: O CASO DA INSTRUMENTOTECA DA
ESCOLA DE MÚSICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO
GRANDE DO NORTE
Nele Nelson Machado da Silva 1, André Anderson Cavalcante
Felipe 2, Everton Rodrigues Barbosa 3
1 Bibliotecário, Instrumentoteca da Escola de Música , UFRN, Natal, Rio Grande do Norte
2Bibliotecário, Biblioteca Senador Jessé Pinto Freire , FACEX , Natal, Rio Grande do Norte
'Bibliotecário, Biblioteca Setorial da Escola de Música , UFRN , Natal, Rio Grande do Norte

Resumo
Analisa os processos para organização e tratamento do acervo de
instrumentos musicais no âmbito da Instrumentoteca da Escola de Música da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Discorre o conceito de biblioteca
especializada, suas características e finalidades . Procura verificar os procedimentos
utilizados pela Instrumentoteca quanto à organização do acervo, identifica regras
para representação descritiva de instrumentos musicais, tendo como parâmetro o
Código Anglo-americano de Catalogação. Exemplifica a representação descritiva e
de conteúdo de instrumentos musicais; sugere medidas que venham facilitar o
processo de organização e acondicionamento dos instrumentos musicais. Utiliza
como metodologia o estudo de caso, tendo como suporte teórico a pesquisa
bibliográfica em fontes impressas e eletrônicas. Conclui mostrando a melhor maneira
de organizar coleções de instrumentos musicais por meio do Código Angloamericano de Catalogação, e enfatiza que essas regras podem ser aplicadas para
organizar diferentes tipos de suporte de informação.

Palavras-Chave:
Catalogação;
Bibliotecário .

Instrumentos

musicais;

Instrumentoteca;

Biblioteconomia ;

Abstract
This study discusses about techniques to organize musical instruments
collections at the Instrumentoteca da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Discusses about the special library concept, and consider musical instruments as a
part of them collections. In view of this, it aims to investigate cataloging rules to
improve the collections musical instruments organization , using the Anglo-American
Cataloguing Rules. Utilizes the bibliographic and electronic research, and analyses
this case in qualitative form o It concludes shown the better way to organize musical
instruments collections using Anglo-American Cataloguing Rules, and it emphasizes
that these rules can be applied to organize different kinds of information support.

Keywords:
Cataloging; Musicallnstruments; Instrumentoteca; Library; Librarian .

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padrões e protocolos (Z39.5, XML , etc.) e demais temas relacionados
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1 Introdução
É sabido que o avanço tecnológico tem provocado profundas transformações
no âmbito da Ciência da Informação, principalmente, devido ao número crescente de
informações publicadas e acessíveis em formato eletrônico através da Internet.
Apesar de os estudos na área de catalogação e indexação apresentarem
regras para representação física e de conteúdo de documentos, ainda encontram-se
dificuldades na prática de tratar e organizar materiais especiais em unidades de
informação especializadas.
Considerando o Instrumento musical passível de ser tratado como item
informacional, a pesquisa pretende investigar a necessidade de tratar e organizar a
coleção de instrumentos musicais da Escola de Música da Universidade Federal do
Rio Grande do Norte.
O ambiente em que os instrumentos musicais são tratados e disponibilizados
aos usuários da Escola de Música é chamado de Instrumentoteca, termo pouco
explorado em nossa área, porém em expansão .
A identificação com o tema deu-se a partir de um diagnóstico feito em loco,
onde surgiram ideias de melhorias para a Instrumentoteca da EMUFRN na tentativa
de preservação do acervo instrumental.
Nesse sentido, a pesquisa tem como objetivo geral investigar os
procedimentos de organização e tratamento do acervo de instrumentos musicais da
Instrumentoteca da EMUFRN ,
E como objetivos específicos:
a) Verificar os procedimentos utilizados pela Instrumentoteca quanto à
organização do acervo;
b) Identificar regras para representação descritiva e de conteúdo de
instrumentos musicais;
c) Sugerir medidas que venham facilitar o processo de organização e
acondicionamento dos instrumentos musicais,
A pesquisa pretende contribuir para a otimização de rotinas e serviços através
da organização para a disseminação da informação, com técnicas voltadas para o
profissional bibliotecário especialista na área de Instrumentoteca.
Como aporte teórico, utilizará bases conceituais sobre biblioteca universitária,
biblioteca especializada, Instrumentoteca, processos de organização, tratamento e
representação da informação.
A abordagem metodológica é do tipo exploratório, por ser uma terminologia
nova para o conhecimento científico, não existindo, ainda, algo comprovado na
literatura voltado para essa área, por isso procurou abordagem em outros
segmentos.

2 Instrumentoteca Enquanto Unidade de Informação Especializada
Uma unidade de informação especializada visa a incentivar ao
aprofundamento e aprimoramento científico, tendo como sua missão atender aos
profissionais na busca da informação. O seu público alvo, por sua vez, são usuários
de características específicas, exigentes, objetivos e criteriosos. Destaca-se pelo
acervo específico, que procura atender às demandas de usuários de uma
determinada área.

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Dessa forma , unindo-se acervo e usuano, tem-se o conceito de biblioteca
especializada, ou seja , uma unidade de informação com acervo especializado
destinado à satisfação das necessidades informacionais de um público específico. A
partir desse conceito, buscou-se investigar o significado da terminologia
Instrumentoteca, seus produtos e serviços e a que público ela se dirige. Nesse
sentido, a pesquisa revela que o termo ainda não foi explorado de uma forma mais
abrangente, e pode ser que, para dias vindouros, possa ser um campo a ser
pesquisado pelos profissionais bibliotecários.
Antes de iniciar a revisão de literatura, faz-se necessário falar das dificuldades
ou até mesmo da impossibilidade de se encontrar na literatura nacional algo
específico sobre conceituação de Instrumentoteca, pois esse termo ainda não é
explorado pelas escolas de músicas em sua grande maioria, e por não haver
literatura sobre o assunto na área da biblioteconomia, por falta de Instrumentoteca
no Brasil, e por falta de bibliotecários especialistas.
Entretanto, sabe-se da existência de uma Instrumentoteca na Escola de
Música de Brasília (EMB), que exerce uma atividade memorável, sendo a pioneira
no Brasil. Com base na visita técnica, constatou-se que a Instrumentoteca da EMB,
existe há mais de quinze anos e possui um grande acervo de Instrumentos e
acessórios musicais, sendo ela a primeira a abrir o mercado de trabalho
especializado para o bibliotecário, que deve munir-se de qualidades específicas para
atuar com esse tipo de suporte informacional.
Portanto, a partir do termo biblioteca é possível entender o significado de uma
Instrumentoteca. Segundo Becker ([200?], p. 23),
A biblioteca é o lugar onde as informações encontram-se "de preferência"
organizadas e visam atender a demanda que necessita destas informações.
A palavra biblioteca etimologicamente quer dizer caixa/armário de livros.
Guardiã dos saberes da humanidade, historicamente muito se tem
preocupado em conservar seus acervos e, no contexto atual onde as TICs
são ferramentas que colaboram com o desenvolvimento das bibliotecas ,
tem-se que pensar em utilizar esses espaços para atender e criar
necessidades informacionais nos usuários, educando os para a vida . Com a
multiplicação e diversificação de seus acervos, serviços e usuários, além
das questões de inclusão e exclusão informacional existentes na sociedade,
as bibliotecas tornam-se locais que, se bem administrados, muito
contribuem para o desenvolvimento da comunidade onde está inserida,
podendo também contribuir para o desenvolvimento de comunidades
distantes.

Assim, entende-se Instrumento/teca como caixa de instrumentos. Nesse
cenário, Instrumentoteca, serviços e produtos não são diferentes, tudo ocorre da
mesma forma que em uma biblioteca, a mudança está no acervo que, ao invés de
serem livros, periódicos, multimeios, teses e monografia, é composto por
instrumentos musicais que se dividem em três classificações: instrumentos musicais
de cordas, de sopros e de percussão .
Além de ser um aparelho produtor de sons, o instrumento musical é uma
ferramenta carregada de simbolismos. Desde as civilizações antigas, eram utilizados
em rituais sagrados ou na realização de cerimônias e atos sociais. Hoje, é utilizada
como elemento indispensável para o trabalho do músico instrumentista, e continua a
encantar platéias com a técnica e talento de quem o executa. Dourado (2004, p.
167) define instrumento como um:

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[... ] artefato, dispositivo, aparelho ou qualquer objeto construído , adaptado
pelo homem ou encontrado na natureza, que é utilizado para produzir sons
determinados ou indeterminados, os quais organizados ou não, são
passíveis de serem identificados como música sob o ponto de vista de
alguma concepção artística ou social para fins espirituais, comunitários,
políticos, bélicos, de comunicação ou entretenimento.

Para Hornbostel e Sachs (1984), todos os dispositivos com os quais se
possam produzir som intencionalmente, devem ser considerados instrumentos
musicais. Os instrumentos musicais classificam-se, por sua vez, em instrumentos de
cordas, de sopros e de percussão ,
Segundo Henrique (2004, p. 3), "Considera-se genericamente como
instrumento musical todo o dispositivo susceptível de produzir som, utilizado como
meio de expressão musical", que podem ser classificados de acordo com a forma
pela qual o som é produzido , Sendo assim, pode-se afirmar, em linhas gerais, que
um instrumento musical é um objeto, construído de maneira artesanal ou
industrialmente, com propósito de reproduzir música.
Concebendo o instrumento musical enquanto documento, as unidades de
informação especializadas necessitam de métodos que sejam capazes de buscar,
organizar e disponibilizar todas as informações, necessárias à área de música,
permitindo que o usuário recupere a informação inerente ao instrumento musical, de
maneira ágil e segura.
Nesse sentido, é importante ressaltar que, para compreender a
Instrumentoteca enquanto unidade de informação, é necessário buscar suporte
teórico na área de Biblioteconomia, e fazer um paralelo entre Instrumentoteca e
biblioteca especializada, com o objetivo de denotar as características similaridades
entre esses dois tipos.
Segundo Figueiredo (1978), a biblioteca especializada tem como objetivos o
armazenamento, a organização e a disseminação das informações afins do local
onde esta está inserida.
Começando do acervo como fator principal da diferença entre as bibliotecas
especializadas e as demais bibliotecas, Ashworth (1967, p. 632) diz que, "A
biblioteca especializada é uma biblioteca quase exclusivamente dedicada a
publicações sobre um assunto ou sobre um grupo de assuntos em particular. Inclui
também coleções de uma espécie particular de documentos".
Por conseguinte, as bibliotecas especializadas diferenciam-se por sua
estrutura voltada ao assunto ou área, e seus objetivos normalmente são mais
específicos do que gerais, Figueiredo (1978) mostra que a biblioteca especializada
funciona como um sistema de informação de um assunto ou um grupo de
conhecimentos afins.
Por essa razão, Salvato (1998) alerta quanto ao papel da biblioteca
especializada que, segundo ele, baseia-se no "suporte científico e tecnológico",
necessitando de uma constante atualização para atender à demanda. O autor coloca
ainda que a biblioteca especializada não deve estar isolada, mas estar em constante
comunicação com outras fontes de informação e fazendo intercâmbio para, assim,
suprir as necessidades de informação da instituição e/ou dos seus usuários.
Esse intercâmbio dá-se através do profissional bibliotecário que, por sua vez,
busca novos conhecimentos para trazer maior qualidade para o desenvolvimento do
seu trabalho. Por isso, o perfil do profissional bibliotecário preparado para trabalhar

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em uma biblioteca especializada está sendo cada vez mais destacado nas
atividades que exerce como a catalogação, busca, seleção e disseminação da
informação, observando a importância tanto dos suportes quanto da linguagem e,
também, do conteúdo do texto disponível, sempre atento às necessidades dos
usuários reais quanto dos usuários potenciais de sua comunidade, tendo
conhecimento da capacidade do seu usuário para receber a informação desejada
em vários tipos de suportes que podem estar em formato tanto digital quanto
impresso.
Por isso, uma Instrumentoteca pode ser considerada como unidade
informacional especializada . Embora o termo não seja comum para muitos, sua
atuação no mercado tem sido pouco utilizada por ser uma área nova e campo não
explorado, o qual requer cuidados especiais para o acondicionamento do seu acervo
instrumental.

4 Procedimentos de Organização da Informação na Instrumentoteca
Dentre os procedimentos de organização da informação utilizados na
Biblioteconomia, a catalogação se apresenta como uma das principais técnicas no
que compete aos meios de recuperar e organizar as informações de uma unidade
informacional. A catalogação é entendida por Santos e Ribeiro (2003, p. 26) como:
[... ] um conjunto convencional de informações determinadas, a partir do
exame de um documento onde são extraídas as informações descritas de
acordo com regras fixas para se identificar e descrever este documento. A
catalogação é conhecida também como Representação Descritiva , pois vai
fornecer uma descrição única e precisa deste documento, servindo também
para estabelecer as entradas de autor e prover informação bibliográfica
adequada para identificar uma obra .

Desse modo, percebe-se que sua aplicação vai ao encontro da otimização
nos serviços prestados ao usuário visto que seu objetivo compete em :
1) determinar as características fundamentais de um documento com o
intuito de distingui-lo de outros, descrevendo seu escopo, conteúdo e
relações bibliográficas com outros documentos; 2) apresentar esses dados
em ficha catalográfica que, por sua vez, é intercalada em um catálogo
juntamente com as fichas que descrevem outros documentos, procurando
atender, assim, as necessidades da maioria dos utilizadores (CORREA,
2008 , p. 25 apud CÓDIGO , 1969, p.231).

A base da descrição está , portanto, no recurso bibliográfico, que é entendida
por Ribeiro (2002, p. 1) como "uma expressão ou manifestação de uma obra ou de
um item informacional". Para a referida autora, o item passa a ser o termo mais
apropriado para denominar um tipo de material ou suporte informacional, haja vista
os diferentes tipos de suportes que encontramos nos dias atuais.
No que concerne às regras de descrição, destacamos o Código de
Catalogação Anglo-Americano - AACR, que é amplamente difundido nas estruturas
curriculares dos cursos de biblioteconomia do Brasil e é o código, atualmente, mais
utilizado nas bibliotecas brasileiras. O uso do AACR foi instituído oficialmente, a
partir de 1969, data da tradução brasileira, devido às necessidades de uniformidade

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de entradas para obras representadas em catálogos apontadas por escolas de
Biblioteconomia (BARBOSA, 1978).
Já o Código de Catalogação Anglo-Americano (original em inglês: AngloAmerican Catafoguing Rufes) é um compêndio de regras para a criação de
descrições bibliográficas e para a escolha, a construção e a atribuição dos pontos de
acesso. A estrutura da descrição compreende oito áreas, em que são distribuídos
elementos de uma unidade distinta de informação.
Dessa forma , a catalogação pode ser aplicada para a representação de
qualquer item informacional, documentos, ou grupo de documentos, sob qualquer
forma física, editado, distribuído, ou tratado como uma entidade autônoma,
constituindo a base de uma única descrição (RIBEIRO, 2002, p. 1-5)
Assim, as regras para estruturar as informações são adaptáveis na medida
em que surgem novos suportes informacionais. Dentre os diversos suportes,
destacamos os instrumentos musicais como foco da pesquisa . Nessa perspectiva,
entende-se que as regras para representação descritiva de documentos podem ser
utilizadas em instrumentos musicais.

3 Percurso Metodológico
O estudo caracteriza-se como uma pesquisa exploratória descritiva, que
apresenta o fato ou o fenômeno levantado e observações sistemáticas. Segundo Gil
(2007), esse tipo de pesquisa visa a descrever as características de determinada
população ou fenômeno , ou o estabelecimento de relações entre variáveis.
Quanto à forma de abordagem , a pesquisa caracteriza-se como qualitativa
descritiva, pois além do levantamento das características do fenômeno escolhido,
para que os dados coletados façam sentido, é necessário um tratamento lógico
secundário feito pelo próprio pesquisador.
O método utiliza o estudo de caso , que, segundo Severino (2007), trata-se de
uma pesquisa de um caso particular e representativo. Nesse contexto, o método
representa uma estratégia de investigação que examina um fenômeno em seu
estado natural, empregando múltiplos métodos de recolha e tratamento de dados
sobre uma ou algumas entidades - pessoas, grupos ou organizações.
O lócus da pesquisa é a Instrumentoteca da Escola de Música da UFRN, que
surgiu em julho de 2010 , através de um diagnóstico feito no atual setor que antes
era conhecido como Apoio pedagógico. Foi constatado que a Instrumentoteca seria
uma proposta inovadora para a comunidade de música, um local que oferecesse a
guarda dos instrumentos e acessórios musicais de forma correta, levando em
consideração sua forma de acondicionamento para preservação do documento
informacional.
Hoje, nessa unidade informacional especializada Instrumentoteca da Escola
de Música da UFRN , tudo ocorre da mesma forma que uma biblioteca, a mudança
está no acervo que, ao invés de serem livros, periódicos, multimeios, teses e
monografia, seu acervo é composto por instrumentos musicais que se dividem em
três classificações: instrumentos musicais de cordas, de sopros e de percussão .
Podem fazer uso dos instrumentos musicais, professores, alunos e funcionários
devidamente matriculados nos cursos oferecidos pela EMUFRN , e a finalidade do
uso da Instrumentoteca da EMUFRN é:

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a) Dar oportunidade ao aluno carente de desenvolver seus estudos,
socializando os instrumentos da Escola de Música;
b) Proporcionar ao professor condições de desenvolver suas aulas,
oferecendo ao aluno o material básico para a realização das mesmas; e
c) Promover a guarda patrimonial do acervo instrumental da EMUFRN.
Além de responder pela guarda do instrumento musical, o uso da
Instrumentoteca é para a execução de atividades que atendam às necessidades do
ensino. Os professores, alunos e funcionários que utilizam os instrumentos da
Instrumentoteca são responsáveis pelo manuseio de forma adequada , preservando
seu estado de conservação . As orientações de uso e tipos de empréstimos de
instrumentos são disponibilizadas no guia do usuário, no site da Escola de Música
como também através das orientações dos professores.
O estudo contou com pesquisa bibliográfica e eletrônica em livros, periódicos,
e endereços eletrônicos pertinentes ao assunto, colaborando com a fundamentação
teórica e identificação do instrumento de coleta de dados.
A coleta de dados foi realizada a partir de observação em lócus por meio de
visita e entrevista com o funcionário do setor, e conduzida pelo pesquisador. Na
visita e entrevista, procurou-se saber a respeito das seguintes questões:
a) Quais são os procedimentos de organização e tratamento do acervo de
instrumentos e acessórios musicais da Instrumentoteca da EMUFRN?
b) Quais são as regras para a representação descritiva e de conteúdo de
instrumentos?

4 Análise dos Dados

A organização do acervo da Instrumentoteca, como também o
acondicionamento dos instrumentos, é feita de forma aleatória, não obedecendo
nenhum padrão, nenhuma ordem e nenhuma classificação, dificultando a
recuperação e localização dos instrumentos musicais, o espaço é dividido com
alguns objetos em desuso que são enviados para esse setor.

FOTOGRAFIA 1 - Visão geral do setor
Fonte: O autor, 2011

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Não existe nenhuma organização na Instrumentoteca, o espaço desse setor é
dividido com o depósito de avarias da Escola de Música - os instrumentos são
deixados no chão, nos armários de aço e em suportes chumbados na parede.
Os instrumentos são guardados de forma inadequada, comprometendo a
preservação do item, alguns são acondicionados em armários de aço ou no próprio
chão da sala, e outros instrumentos musicais são guardados nos seus próprios
cases, porém danificados, poluindo o ambiente do setor, dando um aspecto de
depósito.

FOTOGRAFIA 2 - Acondicionamento dos instrumentos musicais
Fonte: O autor, 2011

No que diz respeito à representação descritiva e de conteúdo dos
instrumentos, verificou-se que não existe sistema automatizado ou manual que
apresenta as características físicas e de conteúdos dos instrumentos musicais
pertencentes ao acervo . Dessa forma, os instrumentos não são catalogados, não há
como recuperar informações sobre detalhes do material, bem como, não há como
recuperar esse item no acervo de maneira rápida e eficaz.
Os itens são recuperados de maneira aleatória, assim como estão dispostos
no Instrumentoteca. Muitas vezes, o próprio usuário tem que procurar o instrumento
que deseja, bem como manuseá-los, procurando no próprio item informações
adicionais, como número de série, modelo, características físicas etc.
Considerando suas características, o instrumento musical é um objeto
construído de maneira artesanal ou industrial, dessa forma , ele é considerado um
artefato tridimensional , devendo ser tratado como tal no campo da representação
descritiva. Segundo Ribeiro (2002 , p. 10), artefatos tridimensionais são "objetos
tridimensionais, fabricados ou modificados por uma ou mais pessoas, à mão ou
industrialmente". Nessa perspectiva , foi feito um levantamento das regras do
Capítulo 10 (Artefatos Tridimensionais) do AACR2 para escolha de pontos de acesso
principal e secundários, observando as áreas de descrição.
Observou-se que:
a) Quanto ao título e indicação de responsabilidade:
Os itens não possuem um título, ou não são reconhecidos pelo nome de seu
fabricante, ou qualquer responsabilidade pela obra . De acordo com as regras de
descrição, esses elementos são considerados "pontos de acesso" fundamentais para
que o item possua uma identidade específica, e para que esse possa ser recuperado
do acervo como um item único.

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Portanto, é adequado descrever título e indicação de responsabilidade sobre
a obra. A catalogação dos instrumentos musicais deve seguir as regras de descrição.
Segue a figura e o exemplo na descrição:

FOTOGRAFIA 3 - Catalogação do Violino % (Título e indicação de responsabilidade)
Fonte: O autor, 2011

Exemplo na descrição:
[Violino 3/4] [instrumento musical] / Cremona. -

b) Quanto aos detalhes da publicação e distribuição:
Para a área de música, o local e data, bem como a Instituição que produziu o
instrumento musical, denotam sua qualidade. Por exemplo, alguns músicos preferem
modelos fabricados em determinados países, por uma marca específica , ou idade do
instrumento, Tudo isso influencia na qualidade do som que o instrumento produz.
Dessa maneira, os detalhes da publicação também são pontos de acesso
importantes, permitindo que o instrumentista selecione o item que convém ,
observando essas especificidades. Porém, com o sistema atualmente utilizado na
instrumentoteca, isso não é possível.
Segue a forma adequada para a entrada dos dados referente à publicação e
distribuição, utilizando as regras de descrição para essa área.

FOTOGRAFIA 4 - Catalogação do Clarinete (Publicação e distribuição)
Fonte: O autor, 2011

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Exemplo na descrição:
Paris: Buffet Crampon, 1980.

c) Quanto aos detalhes físicos do item:
Na forma atual de organização, não há possibilidade de recuperar o item por
detalhes físicos, nem conhecer as partes do instrumento musical , quando esse
possuir peças separadas. Como foi visto no referencial teórico, os detalhes físicos do
item apresentam informação sobre o tipo de material que o instrumento é fabricado .
Isso, para o músico, também denota qualidade, principalmente no som que o
instrumento produz. Dessa forma , é importante também descrever o item que
acompanha o material principal, pois alguns instrumentos acompanham alguns
acessórios que auxiliam na reprodução do som , e que compõem o instrumento no
todo, como, por exemplo, os violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, e para que o
som seja produzido, é importante o auxílio do arco.

FOTOGRAFIA 5 - Catalogação do violino % (Descrição física)
Fonte: O autor, 2011

Exemplo na descrição:
1 Violino 3/4 : madeira , cordas de aço; 54 cm + 1 arco : madeira,
fios de crina de cavalo ; 65 cm .
d) Quanto à área de notas:
Todo e qualquer documento pode possuir informações gerais que podem ser
adicionais à descrição. Nesse caso, tem-se a área de notas, que são informações
importantes não incluídas em outras áreas da descrição. No caso dos instrumentos
musicais, podemos destacar, por exemplo, o número de séria referente à fabricação ,
e através dele podem ser recuperadas informações adicionais junto ao fabricante .
Além disso, podem ser inseridos, nessa área , dados do modelo do item, bem como
detalhes do material que a área de descrição física não contempla .

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FOTOGRAFIA 6 - Catalogação do Clarinete (Notas)
Fonte: O autor, 2011

Exemplo na descrição:

Sistema Francês.
Modelo: E11 .
N° de série : 720709
Composto por: Barrilhete, corpo de baixo, corpo de cima e
campana .
e) Quanto à representação de conteúdo.
A representação do conteúdo dos itens também é uma etapa importante que
não é realizada na Instrumentoteca da UFRN . Essa atividade compreende a
atribuição de uma palavra-chave que traduz o conteúdo do item. Para a área de
instrumentos musicais, a representação de conteúdo é simples, pois denota apenas
o nome do instrumento e a qual classe de instrumentos musicais pertence.

FOTOGRAFIA 7 - Catalogação do pandeiro (Representação de Conteúdo)
Fonte: O autor, 2011

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Exemplo na descrição:
1. Pandeiro. 2. Instrumentos de percussão
Nesse aspecto, a descrição física e de conteúdo minimizaria esse esforço,
bem como auxiliaria os funcionários que trabalham no atendimento, a conhecer
detalhes do item, suas especificações e, consequentemente, entender a linguagem
musical para atender ao usuário com qualidade.
Portanto, para que haja recuperação eficiente dos itens, é necessário aplicar
todas as regras de descrição mencionadas no referencial teórico.

5 Considerações Finais

Assim como em bibliotecas e centros de documentação, a Instrumentoteca
pode ser considerada uma unidade de informação, partindo do pressuposto de que
os instrumentos musicais são considerados itens informacionais.
Através do referencial teórico foi possível identificar conceitos que auxiliaram
na compreensão desse novo termo Instrumentoteca, que é pouco conhecido na área
de ciência da informação, porém amplamente difundido na área de música .
Por meio da pesquisa , foi possível conhecer também o papel do profissional
da informação frente à tarefa de aplicar seus conhecimentos técnicos em unidades
de informação especializadas, como é o caso da Instrumentoteca. Para os
profissionais bibliotecários, vislumbrar novas áreas é um desafio não impossível, já
que ele possui o conhecimento de como organizar, tratar e disseminar informação,
seja qual for o seu suporte.
Nesse sentido, considera-se a pesquisa de extrema importância, visto que
contemplou uma área nova, pouco explorada na Biblioteconomia, considerada
inédita, pois não se tem conhecimento de trabalhos publicados no Brasil acerca
dessa temática.
É importante, também , para a Instrumentoteca da UFRN, pois contribuirá para
o melhoramento dos processos de organização e tratamento da informação de
instrumentos musicais, de maneira a facilitar sua recuperação , beneficiando o
usuário instrumentista, e dando visibilidade à Universidade e Escola de Música, no
cenário nacional, por se tratar de um método inovador de organização ,
Nessa perspectiva , viu-se que os objetivos foram alcançados, pois foi possível
verificar os procedimentos utilizados pela Instrumentoteca quanto à organização do
acervo . Atualmente, organizado ainda de forma precária , foram observados pontos
negativos, principalmente relacionados à organização, sistema de empréstimos e
acondicionamento.
Quanto ao segundo objetivo específico, verificou-se que esse também foi
atingido, pois foi feita uma revisão das regras para a representação descritiva dos
itens, observando o Código de Catalogação - AACR2 e MARC 21 . Foram
identificadas todas as áreas utilizadas para representar descritivamente os
instrumentos musicais, bem como foi elaborada uma proposta de planilha utilizando
os campos do Formato MARC para entrada de registros de informação em sistemas
automatizados.

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Diante dos aspectos conclusivos levantados até então, e corroborando com a
necessidade de sugerir medidas que venham facilitar o processo de organização da
Instrumentoteca, ressalta-se a catalogação do acervo de instrumentos musicais, a
qual se torna um serviço imprescindível, na medica em que contribui para a
recuperação rápida e eficaz de informações referentes ao instrumento musical que o
usuário procura ,
Nessa perspectiva , deve-se também melhorar o acondicionamento de
instrumentos musicais, separando-os por tipo de instrumentos e armazenando-os de
maneira adequada .
6 Referências

ASHWORTH , Wilfred . Manual de bibliotecas especializadas e de
serviços informativos. Lisboa : Calouste Gilbenkian , 1967,
BARBOSA, Alice Principe. Novos rumos da catalogação. Rio de Janeiro: BNG 1
BRASILART, 1978. 245p . (Biblioteconomia, documentação, ciência da informação)
BECKER, Caroline da Rosa Ferreira, Biblioteca geridas como organizações: os
benefícios para a sociedade da informação. Santa Catarina: UFRSC, [200?].
CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia cientifica: para uso
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881

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
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Trabalho completo

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882

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Analisa os processos para organização e tratamento do acervo de instrumentos musicais no âmbito da Instrumentoteca da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Discorre o conceito de biblioteca especializada, suas características e finalidades. Procura verificar os procedimentos utilizados pela Instrumentoteca quanto à organização do acervo, identifica regras para representação descritiva de instrumentos musicais, tendo como parâmetro o Código Anglo-americano de Catalogação. Exemplifica a representação descritiva e de conteúdo de instrumentos musicais; sugere medidas que venham facilitar o processo de organização e acondicionamento dos instrumentos musicais. Utiliza como metodologia o estudo de caso, tendo como suporte teórico a pesquisa bibliográfica em fontes impressas e eletrônicas. Conclui mostrando a melhor maneira de organizar coleções de instrumentos musicais por meio do Código Anglo- americano de Catalogação, e enfatiza que essas regras podem ser aplicadas para organizar diferentes tipos de suporte de informação.</text>
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Comportamento informacional humano
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Trabalho completo

INTERVENÇÕES DE LEITURA NA BIBLIOTECA: PORQUE
LITERATURA É PRECISO ...
Maria de Lourdes Teixeira da Silva

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1Bibliotecária Especialista , IFRN , Natal , RN

Resumo
Objetiva socializar as experiências adotadas em uma biblioteca de ensino
tecnológico, com vistas à promoção da leitura de literatura no ambiente escolar. Visa
também mapear dados estatísticos, do panorama das obras literárias que estão
sendo lidas pelos alunos na biblioteca do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) , Campus Natal Zona Norte. Os dados
coletados para embasamento do estudo denotam que as ações desenvolvidas têm
contribuído para motivar e despertar o aluno a ter uma aproximação prazerosa com
a leitura, aponta também, possibilidades que as bibliotecas podem desenvolver
como propostas intervencionistas junto aos jovens em relação à prática de leitura .
Em decorrência dos resultados apontados na análise dos relatórios do sistema de
gerenciamento de acervo, e dos próprios depoimentos dos alunos, fica evidenciado
a importância da leitura no processo de desenvolvimento dos sujeitos, e a presença
da leitura de literatura na vida escolar dos alunos como um elemento prazeroso .

Palavras-Chave: Leitura na biblioteca; Leitura de literatura; Projetos de leitura.
Abstract
It aims to socialize the experience taken from a library of technological education,
aiming at promoting the reading of literature in the school environment. It also aims to
map statistical data, the landscape of literary works being read by students in the
library of the Federal Institute of Education , Science and Technology of Rio Grande
do Norte (IFRN), Campus Natal Zona Norte. Data collected from the study have
shown that the actions have helped to motivate and awaken the student to have a
pleasant approach to the reading , points also possibilities that libraries can develop
as interventionist proposals with young people about the practice of reading . Due to
the findings of the analysis of the reports of the management system of collection,
and the students' own testimony, it is clear the importance of reading in the
development process of the subject, and the presence of reading literature in school
life of students as an element enjoyable.

Keywords: Reading in the library; Reading literature; Reading projects.

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Comportamento informacional humano

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Trabalho completo

1 Introdução
Nos dias atuais o que temos observado no contexto escolar, é um
desinteresse e desânimo dos educandos em relação à leitura; pouco se constata a
vontade e o prazer de escrever e ler, ou , inversamente, de ler e escrever. Tal
desinteresse pode ser justificado pela forma como acontecem às práticas de leitura
no ambiente escolar, algumas consideradas, inclusive, como práticas que
contribuem muito pouco ou em nada para motivar e despertar o aluno a ter uma
aproximação prazerosa com a leitura.
Desta forma, o espaço escolar, centro principal das práticas de leitura,
assume um papel cada vez mais importante na formação dos sujeitos. Lajolo (2000,
p.106) afirma que:
No contexto de um projeto de educação democrática vem à frente a
habilidade de leitura, essencial para quem quer ou precisa ler jornais,
assinar, contratos de trabalho , procurar emprego através de
anúncios, solicitar documentos na polícia, enfim, para todos aqueles
que participam, mesmo que à revelia , dos circuitos da sociedade
moderna, que fez da escrita seu código oficial.

Nesse sentido, defendemos a importância da leitura para a formação de
leitores críticos e para a construção de sujeitos autônomos e partícipes do contexto
social , cultural e educacional, propiciando ao mesmo tempo um aprendizado formal
através do ensino dos diversos componentes curriculares, considerando a sua
identidade cultural como também a sua história de vida .
Além disso, temos observado os altos investimentos no âmbito do governo
através dos Programas - PNLD, PNBE , PNLL demonstrando uma preocupação para
que todos possam ter acesso ao livro. Entretanto, apesar da conscientização de que
a leitura é importante e imprescindível para a promoção dos indivíduos em seus
diversos contextos, essa questão ainda não tem sido refletida positivamente nas
práticas desses sujeitos.
Isto posto, constatamos que a realidade escolar do nosso campus, em
relação à leitura de literatura por parte dos alunos, não é diferente do quadro global
que os estudos e pesquisas apontam, pelo menos no que diz respeito a empréstimo
de livros literários, e envolvimento com as propostas de incentivo à leitura na
biblioteca.
Diante desse panorama , quanto ao gosto pela leitura entre os alunos, e sendo
a biblioteca vista como um organismo vivo, ela tem se posicionado com propostas
de incentivo à prática da leitura, de forma a contribuir cada vez mais para a
superação dessa realidade atual ..
Entendendo a importância da leitura no processo de desenvolvimento dos
sujeitos, é possível afirmar que ela se consagra como um elemento que emancipa e
liberta os que dela se apoderam.
Assim, considerando o espaço biblioteca corresponsável no processo de
apoio às práticas de leitura, a biblioteca José de Arimatéia Pereira do Instituto

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Comportamento informacional humano

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Trabalho completo

Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), campus
Natal Zona Norte, tem desenvolvido algumas ações no sentido de estimular a prática
da leitura de literatura e o desenvolvimento do gosto pela leitura.
O estudo tem como objetivo principal , socializar as experiências adotadas em
uma biblioteca de ensino tecnológico, com vistas à promoção da leitura de literatura
no ambiente escolar. Visa também mapear o panorama de obras literárias que estão
sendo lidas pelos alunos.
Espera-se também que as propostas possam criar condições favoráveis à
constituição de sujeitos leitores a partir do (re) encantamento artístico e literário e da
formação de público para saraus poéticos e apreciadores de literatura . Estas ações
iniciaram-se o ano de 2008, e foram sendo ampliada de forma gradativa, são
realizadas em períodos pré- estabelecido e já figuram no calendário das atividades
culturais do setor e também do campus.
A seguir apresentamos as ações desenvolvidas, descrevendo o que é, como
acontece e o que objetiva.
Quadro 1 - Descrição dos projetos desenvolvidos na Biblioteca
PROJETO

DESCRiÇÃO

Cesta Literária

Colheita Literária /
Corredor Literário

AÇÕES E RESULTADOS

Exposição de livros e textos no
interior da Biblioteca em uma cesta ,
como forma de promover a
aproximação entre os alunos e os
livros.

Divulgação das novas
aquisições de literatura

Exposição de livros e textos em
árvores e no corredor da Biblioteca
para divulgar obras e autores

Divulgação das novas
aquisições de literatura

Realização de empréstimos na
área de literatura

Realização de empréstimos na
área de literatura
Encontro com o escritor

Grupo de Leitura e
Literatura (LlTERALMA)

Bate papo com escritores de obras
literárias, realizado por ocasião da
Semana do Livro.

1

Criar condições favoráveis à
constituição de sujeitos leitores a
partir do (re) encantamento artístico e
literário e da formação de público
para saraus poéticos e apreciadores
de literatura. Proposta interdisciplinar
formado por bibliotecária, professor
(es), da língua portuguesa e de teatro
e estudantes.

Divulgação de escritores locais

Rodas de leituras
Bate-papo sobre autores e
livros
Leitura de textos literários
produzidos pelos alunos
Sarau poético / Blog e Twitter

Fonte: O propno autor (mar. 2012)
10 Projeto LlTERALMA, foi selecionado para apresentação de um sarau poético, por ocasião do 11 Fórum
Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, a ser realizado em Florianópolis nos dias 28 de maio a 01 de
junho de 2012 .

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Trabalho completo

2 Revisão de Literatura
Estudos têm demonstrado que falar sobre a importância da leitura e seus
benefícios tem sido recorrente na nossa literatura em congressos e encontros que a
discutem, sob variadas perspectivas e entre diversos profissionais e estudiosos,
como psicólogos, linguistas, antropólogos sociais etc.
Entretanto essa discussão ainda está longe de se esgotar, haja vista que
tanto nos corredores escolares como também nos exames nacionais de avaliação, a
exemplo do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a realidade posta apresenta
ainda quadros que revelam a grande dificuldade que têm os alunos em relação à
leitura e à compreensão de textos.
Quanto à relação livro, leitor e biblioteca temos parâmetro a seguir constante
na recomendação do manifesto da IFLAlUNESCO, citado por Guerrero p.15, 2012:
Según el Manifiesto de la biblioteca escolar ( una de las funciones
de la biblioteca escolar consiste en crear y fomentar en los ninos el
hábito y el gusto de leer, de aprender y utilizar las bibliotecas a lo
largo de toda su vida, promover la lectura, ofrecer oportunidades de
crear y utilizar la información para adquirir conocimientos,
com prender, desarrollar la imaginación yentretenerse.

Sobre a valorização da leitura, Silva (2008, p. 59-60) discorre que:
Leitura é processo que envolve capacidades de leitura, estratégias,
que é caminho e não é nem "dom sobrenatural ou herança genética"
nem "toque mágico". Ler (na escola, na rua, no trabalho, na igreja,
no supermercado e em qualquer outra situação) é caminho , é ação,
movimento que vai alargando fronteiras, expandindo possibilidades.

Desta forma , são válidos os incentivos para a promoção da leitura, no âmbito
escolar e especialmente se neste incentivo a biblioteca estiver inserida. Pesquisa
realizada no ano de 2010 com jovens e adultos no IFRN - Campus Zona Norte, ficou
claro que a biblioteca faz parte de sua relação com a leitura. A pesquisa trouxe como
resultado:
Questionamos também sobre onde ou com quem os alunos obtêm
os livros que leem. A biblioteca aparece como a maior opção,
com 44%, seguida dos amigos, com 26%. Além disso, 16%
disseram que compram os próprios materiais de suas leituras. Se
considerarmos que boa parte das bibliotecas são escolar, apesar de
nem sempre estarem aptas a desempenhar o papel ao qual se
propõem, devido principalmente a falta de profissionais qualificados,
estrutura física e outras questões de ordem material, esses dados
reforçam que a escola tem a maior parcela de contribuição para o
incentivo à e para a prática da leitura. SILVA; BISPO, 2010. p. 13
grifo nosso)

Ainda sobre os resultados apontados na pesquisa os autores acima citados,
discorrem :

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Com relação ao tipo de leitura que os alunos realizam
frequentemente na escola, 61 % afirmaram como sendo os textos e
apostilas preparadas pelo professor, e 31 % disseram ler os livros
didáticos. Chamou-nos a atenção o fato de apenas 2% do universo
pesquisado mencionarem que realizam, com frequência, leitura
de literatura. (SILVA; BISPO, 2010. p. 13, grifo nosso)

Tal realidade denota que na visão dos alunos a biblioteca ainda é considerada
como um local apenas para empréstimo e devolução de livros.
Pascual (apud GUERRERO, 2012, p. 14), defende uma proposta no âmbito
pedagógico, vista á formação integral, em cujos objetivos ele cita a necessidade de:
"fomentar el hábito lector y la formación de lector literario: querer leer, disfrutar de la
lectura e integrar ésta en la vida personal".

°

nosso estudo não poderia deixar de citar a pesquisa retratos da leitura no
Brasil, que tem sido um importante instrumento no mapeamento das práticas de
leitura, e na implementação de políticas públicas em relação ao livro e a leitura.
A terceira edição da pesquisa contemplou 5.012 entrevistas domiciliares, em
315 municípios de todos os estados brasileiros, e apresentou o seguinte panorama :
"o número de livros lidos por ano entre todos os entrevistados da população
brasileira residente com 5 anos ou mais, independente de alfabetizadas ou não é de
4,0 livros por habitante/ano, sendo 2,1 inteiros e 2,0 em partes" (INSTITUTO PRÓLIVRO, 2011, p.27).

3 Materiais e Métodos
Trata-se de um relato de experiência, na biblioteca José de Arimatéia Pereira
do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte
(IFRN), campus Natal Zona Norte sobre as ações intervencionistas para a promoção
da leitura. Os dados coletados para embasamento do estudo ocorreram , via
relatórios gerados pelo sistema de gerenciamento de acervo da Biblioteca , (SIABI),
em relação ao quantitativo de empréstimos das obras literárias e os títulos mais
emprestados e as obras literárias mais lidas no período compreendido entre outubro
de 2011 a março de 2012, este período correspondeu ao último semestre letivo.
Mesmo não sendo foco do estudo, optamos por inserir uma análise
qualitativa, numa perspectiva de como os projetos de intervenção de leitura, tem
impactado na vida dos estudantes do IFRN, campus Natal-Zona Norte.
Para uma maior caracterização dessa análise, adotamos o pensamento de
Neves (1996, p.2) "[ ... ] os pesquisadores ao empregarem métodos qualitativos,
estão mais preocupados com o processo social do que com a estrutura; buscam
visualizar o contexto e, se possível , ter uma integração empática com o processo [ .. .]

4 Resultados Parciais IFinais
Os dados coletados para embasamento do estudo apresentaram alguns
pontos que validam as propostas, enquanto instrumentos de socialização e
disseminação da leitura entre os alunos cadastrados no sistema e usuários da

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biblioteca, cuja afirmação se apresenta nos depoimentos colhidos junto ao grupo que
faz parte do projeto de leitura e literatura (LlTERALMA).
Os alunos foram indagados sobre os projetos de leitura desenvolvidos pela
Biblioteca e o que representa para os mesmos a sua participação no grupo. Seus
depoimentos sobre sua participação se configuram como instrumentos de
mensuração qualitativa ao afirmarem que:
Depoimento 1 - "Os projetos de leitura da biblioteca são ótimos, pois
possibilita aos alunos terem uma relação mais divertida e espontânea com a leitura e
literatura. Já o LlTERALMA é incrível, pois através do grupo eu posso me expressar,
me divertir e mostrar a minha poesia , ao mesmo tempo em que interajo com outras
pessoas e faço novas amizades" Jailton Monteiro Dantas Júnior - Curso
Manutenção e Suporte em Informática.
Depoimento 2 "O projeto cesta literária promovido pela coordenação da
Biblioteca do IF/ZN tem papel importante no dia-dia do aluno, oferecendo a ele
novas propostas de leitura, sejam elas nacionais ou internacionais, O grupo
LlTERALMA tem outra importante função social no âmbito acadêmico, com a
proposta de estudos literários, discussões e recitais poéticos, tudo isso com muita
dedicação e diversão". Manuel Lucas - Curso Informática.
Depoimento 3 "Acho uma ótima ideia, pois considero um grande incentivo à
leitura, além de expandir o conhecimento literário dos alunos. Fazer parte do
LlTERALMA é um imenso prazer, pois neste grupo não se aprende apenas sobre a
literatura que já conhecemos ao contrário, fazemos parte, interagimos e
desenvolvemos textos nos quais encontramos um pouco de expressão de nossas
emoções". Evelyn de França Fagundes - Curso Informática.
Depoimento 4 "Em minha opinião os projetos de leitura da biblioteca
estimulam o aluno não só à leitura, mas também a variação da mesma. Pois eles
apresentam vários autores, para quem gosta de conhecer sempre novas coisas. O
literalma têm ganhado espaço, cor e forma e cada vez mais me identifico com tudo
isso, Fazer parte do Literalma me dá muito orgulho, pois nós criamos um espetáculo,
um universo e, principalmente uma alma". João Pedro Lobo - Curso Informática .
Depoimento 5 "A cesta literária oferece oportunidade de conhecer novos
livros, você folheia e passa a ter interesse. Há uma grande variedade, ai quer levar
todos. Já o corredor literário é o meu preferido, todos aqueles textos no corredor,
desperta o interesse de conhecer outros livros. E o melhor é que você pode ficar
com o texto, são textos curtos e estimula para você entrar na biblioteca e buscar
outras obras de um determinado autor, Quanto ao literalma é uma oportunidade dos
alunos se conhecerem, de ler, escrever, comentar. Também mostra que somos
capazes, tira aquela visão do autor, como algo inatingível. Como gosto de ler e não
me identifico em escrever, vejo que a sensibilidade não está só na escrita . Deu
oportunidade de ver a bibliotecária de outra forma, não aquela pessoa séria, mas
alguém que gosta de saber o que os alunos querem" Mara Cristiane - Curso
Informática.

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Depoimento 6 "Muito me agrada os poemas expostos pelos corredores, é
algo envolvente, emotivo e de certo desperta primeiramente a curiosidade e
consequentemente o interesse. Quanto à cesta literária a proposta é eficaz, porém
os títulos postados nela não me atraem" . Ana Iara Rodrigues - Curso eletrônica .

Quanto aos relatórios obtidos através do sistema de gerenciamento da
biblioteca, este apontou que: durante o período compreendido da pesquisa, foram
realizados 5.902 empréstimos destes, apenas 28% são de obras literárias.
Comprovando que o "foco" de leitura dos alunos está voltado fortemente para os
livros didáticos, de sua área técnica. Numa escala de colocação de empréstimos, a
literatura aparece como a 79 colocada , preterida pelos didáticos.
0

Constatou-se também , um dado de relevante importância para o estudo
proposto, que foi a presença de empréstimo de títulos literários entre os alunos que
são integrantes do grupo literalma. Da 1a . a 17a . colocação dos alunos que
realizaram empréstimos de obras literárias, o sistema apontou o nome destes
alunos, como os que mais realizaram empréstimos no período pesquisado .
Em relação ao panorama do que os alunos estão lendo, numa escala entre
28% (maior índice) até 10% (índice mediano), figuraram os seguintes títulos mais
emprestados:
Tabela 1 - Panorama dos títulos literários lidos pelos alunos

% EM RELAÇÃO AO NÚMERO
DE EMPRÉSTIMOS DA OBRA
NO PERíODO

TíTULO

O santo e a porca

0,28%

Alma e sangue: o despertar do
vampiro
Negrinha

0,24%
23%

A cabana
Go
Eu sei que vou te amar
Crônicas de origem

0,19%

A menina que roubava livros
Alma e sangue: o império do vampiro
Anno Domini: manuscritos medievais
Poliana moça
Brida
O diário de Anne Frank
Harry Porter e a pedra filosofai

0,16%

0,17%

Harry Porter e o cálice de fogo
Nietzsche: no limiar do séc. XXI
O cortiço
Crônicas 1

14%

12%

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Os sofrimentos do jovem Werther
Harry Porter e o prisioneiro de
Azkaban
Obras escolhidas
Memórias póstumas de Brás Cubas
A guerra dos mundos
Lua negra
Drácula
Comédias para se ler na escola
Alma e sangue: o pacto dos vampiros
Entre deuses e monstros
Retalhos
O ban uete
Fonte: Relatório SIABI, abr. 2012.

10%

o quadro em questão, quando comparado ao apresentado na pesquisa
retratos da leitura no Brasil , a qual este estudo tomou como parâmetro para algumas
colocações, reflete uma similaridade entre as opções de leitura dos alunos do IFRN,
com os alunos de outras regiões do Brasil conforme o resultado apontado para os
títulos e gêneros preferidos.
5 Considerações Parciais/Finais
No estudo sobre as ações intervencionistas da biblioteca, na promoção e
disseminação da leitura de literatura ficou evidenciado, que as propostas têm surtido
efeito na população alvo, que são os alunos. Na realidade as propostas se
configuram como um convite, uma tentativa de seduzir, um chamamento, para que
os alunos e professores se envolvam de forma mais efetiva com a leitura de
literatura e não esteja direcionado apenas para os livros técnicos de caráter
didáticos, conforme ficou evidenciado nos relatórios analisados.
As ações apresentadas estão postas, no intuito de que o incentivo à leitura de
literatura seja uma motivação para as demais leituras, que lhes são lançadas, muitas
vezes de forma impositiva.
Evidenciou-se também, que os projetos desenvolvidos pela biblioteca tem
impulsionado a realização de empréstimos na área de literatura, consequentemente
fortalecendo o elo entre o leitor e o livro.
Consideramos ainda que o estudo possibilitou uma reflexão sobre as
questões que envolvem a relação livro-leitura-leitores e biblioteca no âmbito escolar,
possibilitando a formulação de algumas proposições que poderão ser
implementadas futuramente , como por exemplo, coletar as preferências dos leitores
do IFRN-campus Zona Norte de Natal em sua totalidade através da submissão
questionário eletrônico; promover a formulação e implementação de políticas
institucionais que possibilite o fomento à leitura e acesso ao livro através de projetos
integradores entre os bibliotecários, alunos e professores; e também possibilitar a
inserção do equipamento biblioteca como parte integrante do fazer educacional.

6 Referências

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GUERRERO, José García. Contribución de la biblioteca escolar ai fomento de
la lectura. Sevilla: Junta de Andalucía,
2012 . Disponível em : &lt;
http://www.juntadeandalucia.es/averroes/bibliotecaescolar/images/MisPdf/DR1/DR1
BECREA.pdf&gt;. Acesso em: 14 abro 2012.
INSTITUTO PRÓ-LIVRO. Retratos da leitura no Brasil. 3. ed . 2011 . Disponível em :
&lt; http://www.prolivro.org .br/ipl/publier4 .0/dados/anexos/2834_1 O.pdf &gt;. Acesso em :

13 abro2012.
LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática,
2000.
NEVES, José Luis. Pesquisa qualitativa - características, usos e possibilidades.
Cadernos de Pesquisas em Administração, São Paulo, V. 1, n. 3, 2° Sem.! 1996.
Disponível em : &lt; http://www.ead.fea .usp.br/Cad-pesq/arquivos/C03-art06.pdf&gt; .
Acesso em : 12 abro2012.
SILVA, Ezequiel Theodoro da. (org .) Leitura na escola . São Paulo : Global, 2008.
SILVA, Maria de Lourdes Teixeira da; BISPO, Edvaldo Balduino. Perfil leitor de
alunos da educação de jovens e adultos: um estudo de caso com alunos do IFRN
Campus Natal- Zona Norte. 2010. Monografia. (Especialização em Educação de
Jovens e Adultos) - Instituto Federal de Educação Ciência e tecnologia do Rio
grande do Norte, Natal, 2010.

1135

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Objetiva socializar as experiências adotadas em uma biblioteca de ensino tecnológico, com vistas à promoção da leitura de literatura no ambiente escolar. Visa também mapear dados estatísticos, do panorama das obras literárias que estão sendo lidas pelos alunos na biblioteca do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), Campus Natal Zona Norte. Os dados coletados para embasamento do estudo denotam que as ações desenvolvidas têm contribuído para motivar e despertar o aluno a ter uma aproximação prazerosa com a leitura, aponta também, possibilidades que as bibliotecas podem desenvolver como propostas intervencionistas junto aos jovens em relação à prática de leitura. Em decorrência dos resultados apontados na análise dos relatórios do sistema de gerenciamento de acervo, e dos próprios depoimentos dos alunos, fica evidenciado a importância da leitura no processo de desenvolvimento dos sujeitos, e a presença da leitura de literatura na vida escolar dos alunos como um elemento prazeroso.</text>
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                    <text>Comportamento informacional humano
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AVALIAÇÃO DAS PRÁTICAS DE UTILIZAÇÃO DA INTERNET:
UM ESTUDO DOS ALUNOS DO CURSO DE GESTÃO AMBIENTAL DA
FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC-GO
Luciana Candida da Silva 1, Maria de Fátima Garbelinf, Sueide
Pereira Silva 3
1Mestre em Ciência da Informação, Universidade Federal de Goiás , Goiânia , Goiás.
2

Doutora em Ciência da Informação, Universidade Federal de Goiás, Goiânia , Goiás.
'Graduada em Biblioteconomia, Universidade Federal de Goiás, Goiânia , Goiás.

Resumo
Na atual sociedade da informação caracterizada , sobretudo pelo processo de
produção e disseminação da informação, advindo principalmente com o surgimento
da internet, o suporte de registro informacional passou a influenciar, de forma
decisiva, na maneira de compartilhar e usar a informação para a construção de
novos conhecimentos. Observa-se a vasta quantidade de informações registradas
instantaneamente, a qual tende a continuar a crescer em decorrência da facilidade
de seu acesso. Diante disso, tornou-se indispensável o uso de critérios para a busca
e recuperação de informação com qualidade. Dessa forma , a pesquisa objetivou-se
identificar os critérios adotados pelos alunos do curso de Gestão Ambiental da
Faculdade de Tecnologia SENAC-GO para localizar, selecionar e utilizar as
informações encontradas na internet, no momento das pesquisas acadêmicas. Para
tanto, o estudo dividiu-se nas atividades de identificar as fontes eletrõnicas mais
utilizadas pelos alunos, conhecer os critérios de busca e verificar as principais
dificuldades encontradas no momento da pesquisa . Ao final da pesquisa foi possível
constatar que os alunos buscam mais informações de natureza científica do que não
cientifica e que os alunos mesmo não tendo o conhecimento teórico acerca dos
estudos de critérios de recuperação e qualidade da informação na internet, utilizam
mesmo que indiretamente, os critérios que Tomaél (2008) propôs como sendo
básicos para avaliar a qualidade das informações registradas em meio eletrônico,
mais especificamente na internet. De forma geral, conclui-se que a avaliação das
práticas de uso da internet é uma ferramenta de gestão para as bibliotecas
universitárias que almejam conhecer e atender satisfatoriamente seus alunos,
enquanto usuários da informação.

Palavras-Chave: Fonte de informação; Internet; Critérios de recuperação Avaliação ; Qualidade da informação.
Abstract
On nowadays information society, especially known by its process of information 's
production and dissemination, coming mostly with the beginning of the internet, the
informational register support has started to influence, on a very criticai way,
regarding the way of sharing and use information for the building of new knowledge.
It is known that the greatest quantity of information registered instantaneously, which

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tends to continue to grow because of the facilities of its access. Because of this, it
has become indispensable the use of criteria in order to research and gathering
information with quality. Therefore, the research wants to identify the criteria adopted
by students from the Environmental Management Course of the Technology School
SENAC-GO to find, choose and use the information found on the internet, when
taking an academical research. To do it, the study was divided among the
identification of the electronic sources most used by the students and to know the
criteria of search and to check the main difficulties faced at the moment of research .
At the end of the research , it was possible to verify that the students looked for more
scientific nature information instead of non scientific ones and that even the students
not having ali the theorical knowledge regarding the studies of criteria of gathering
and quality of information on the internet, they use, even not directly, the same
criteria tha Tomaél (2008) has proposed as being their basic one to evaluate the
quality of information registered in electronic ways, most specifically on the internet.
In a general way, the conclusion is that the evaluation of internet uses is a
management tool for college and university libraries that want to know and to offer
support, in a pleasant way, for their students as they're pictured as information users.
Keywords: Information
Information's quality.

source;

Internet;

Retrieval

criteria

-

Evaluation .

1 Introdução
As mudanças que ocorrem no mundo e caracterizam nosso tempo
creditam à informação um papel fundamental. A capacidade de acompanhar e
intervir nessas mudanças depende do acesso e domínio do conhecimento que hoje
cresce vertiginosamente. Diante dessa realidade, justifica-se a necessidade do
estudo dos critérios de uso da informação registrada e disponibilizada tanto em meio
impresso quanto em meio eletrônico.
A informação sempre caminhou junto com a evolução da humanidade.
Assim o homem sempre está em busca de novos mecanismos que permitam
contribuir com o seu desenvolvimento. Para Oliveira e Abdala (2003) desde os
primórdios da civilização, a comunicação é uma necessidade e a troca de
informações entre os sujeitos, além de configurar-se como desejo e necessidade
sempre se impôs como um desafio em escala crescente às sociedades. Mas foi a
partir da explosão informacional que o homem se viu diante de uma gama de
informações, principalmente em âmbito eletrônico. E juntamente com estas
informações, vieram as dúvidas quanto à veracidade das informações encontradas
principalmente na internet, e para sanar tais dúvidas é necessário que os usuários
estabeleçam critérios para seguir no momento da busca/pesquisa.
Dada importância à informação e a grande variedade de fontes
disponíveis, torna-se indispensável que os indivíduos saibam encontrar, selecionar e
obter informações quando delas necessitam. Fazendo-se necessário saber atribuir
critérios para avaliar as informações no qual se encontra, a fim de verificar sua
qualidade.
Atualmente o acesso a informação de qualidade e confiável na internet é
um dos grandes desafios para os profissionais da informação, dentre eles, o
bibliotecário, pois conforme Silva (2009) a informação é objeto de estudo e trabalho
do profissional bibliotecário que possui em sua formação básica o desenvolvimento
de todo o ciclo informacional que parte desde os princípios administrativos à

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aquisição, controle, disseminação e uso da informação. Para Silva (2009) a
informação registrada é o produto que as bibliotecas universitárias possuem para
gerar novos serviços para seus usuários. Sendo assim , cabe também ao profissional
bibliotecário a atividade de atribuir critérios, auxiliar e treinar seus usuários na busca
e recuperação da informação diretamente em sites, portais, buscadores de forma
sistemática para garantir a qualidade e rapidez, pois segundo Tomaél (2008) a
internet é considerada uma valorosa fonte de informação que permite a interação
com diversas formas de produção, sejam elas constituídas por textos, imagens,
sons, fotos , vídeos, músicas, animação , multimídia, etc., que alcançam o usuário
com fins múltiplos: trabalhar, estudar, pesquisar, divertir-se, etc.
Frente a gama de formas no qual a informação pode ser representada na
internet, Ataíde (1997) ressalta que o fato de permitir a disponibilização de dados e
informações a qualquer momento e por qualquer pessoa ou instituição, ocasiona um
mundo de informações colocadas de forma desorganizada e consequentemente de
difícil recuperação.
Diante desta dificuldade ocasionada pela facilidade de disponibilização de
informações em âmbito eletrônico, faz-se necessário que os usuários, além de
estabelecer critérios para a recuperação da informação também estabeleçam
critérios para avaliar a qualidade das informações que se recupera na internet.
Sendo assim, este estudo apresenta os resultados da pesquisa de natureza
descritiva sobre as práticas dos alunos do curso de Gestão Ambiental da Faculdade
de Tecnologia SENAC-GO para localizar, selecionar e utilizar as informações
encontradas na internet como fonte de informação no momento das pesquisas
acadêmicas. Para alcançar tal objetivo, foi necessário identificar as fontes
eletrônicas mais utilizadas pelos alunos (sites, base de dados, portais, buscadores) ;
os critérios adotados para localizar, selecionar e utilizar as informações encontradas
na internet e por fim verificar as principais dificuldades enfrentadas no momento da
pesquisa, além de identificar o porquê da opção pelas informações da internet.

2 Revisão de literatura
Esta pesquisa teve como ponto de partida a explosão informacional e
nesta revlsao de literatura serão abordados assuntos relacionados ao
comportamento informacional para busca de informações; a internet como fonte de
informação, assim como a qualidade e os critérios utilizados para avaliar as
informações encontradas na internet, os quais são considerados importantes
instrumentos de gestão para uma biblioteca universitária.

2.1 Comportamento Informacional

o comportamento informacional pode ser compreendido como a
totalidade de fontes e canais de informação, que inclui o uso e busca de
informações. Estando incluso também, a comunicação com outras pessoas e a
recepção passiva da informação. Para Krikelas 1 (1983 apud FURNIVAL, 2008,
p.161) o comportamento de busca de informação pode ser definido como
KRIKELAS, J . Information seeking behaviour: patterns of academic researchers. Drexel Library Quartely,
Philadelphia, v.19, p.5-20, 1983.

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[... ] qualquer atividade de um indivíduo que compromete-se a identificar uma
mensagem que satisfaça a uma necessidade percebida . Em outras
palavras, a busca de informação tem início quando alguém percebe que o
seu atual estado de conhecimento é menor do que o necessário para lidar
com algum assunto [ou problema] . (KRIKELAS, 1983 apud FURNIVAL,
2008, p.161).

Ainda nesta perspectiva Wilson 2 (2000 apud MARTINEZ-SILVEIRA;
ODDONE , 2007, p.121) define comportamento informacional como "todo
comportamento humano relacionado às fontes e canais de informação, incluindo a
busca ativa e passiva de informação e o uso da informação". Na Ciência da
Informação, sempre que o usuário é objeto de estudo, algumas abordagens são
consideradas importantes para a área .

2.2 Internet como Fonte de Informação
Ao longo de nossas vidas nos deparamos com fontes de informações
cotidianamente, as quais podem ser as pessoas, falando por si ou coletivamente, ou
documentos escritos ou audiovisuais, por meio dos quais os indivíduos tomam
conhecimento de informações, opiniões ou dados, e, também, verificam o rigor dos
dados obtidos ou aferem a veracidade dos juízos de valores que lhes foram
apresentados anteriormente. Campello (2000), afirma que as pessoas podem ser
fontes de informação tanto sobre si mesmas como sobre seu campo de trabalho ou
pesquisa, sobre fatos que testemunharam ou fizeram acontecer. Assim, podem ser
consideradas memórias vivas de fatos ou épocas. O acesso a essas fontes pode
dar-se de forma oral, por meio de documentos ou mesmo por meio da internet.
Também de modo a atribuir um conceito para fonte de informação,
Carrizo-Sainer0 3 (1994, apud SONOTTO; MORIGI , 2004, p.149) afirma que fontes
de informação são "todos os materiais ou produtos, originais ou elaborados, que
trazem notícias ou testemunhos, através dos quais se acessa o conhecimento ,
qualquer que seja este. [ .. . 1tudo aquilo que forneça uma notícia, uma informação
ou um dado". Diversos autores classificam as fontes de informações em três
categorias: fontes primárias, fontes secundárias e fontes terciárias. É notável que as
fontes de informações impressas continuam passando por um processo de
evolução, algumas já nasceram eletrônicas e cada vez mais torna-se difícil separar
por categorias. As fontes e recursos informacionais influenciam no conhecimento e
aprendizado . Justificando a preocupação em inovar nas formas de oferecer
informações, atualmente pode-se dizer que existem fontes e recursos informacionais
orais, impressos e digitais. Cada qual apresenta sua função , diferenciando-se pelo
seu conteúdo e principalmente pelo público-alvo a qual é direcionado.
No inicio dos anos 90 , o que impulsionou o crescimento da internet foi o
surgimento da teia de alcance mundial, a World Wide Web (WWW), caracterizado
por ser uma forma mais fácil de acessar as informações através de uma interface
gráfica, utilizando um aplicativo chamado navegador. Em linhas gerais o "WWW"
pode ser considerado o marco principal para a interatividade que a internet promove
aos seus usuários, no momento em que os mesmo encontram-se conectados a
WILSON , T. D. Human information behavior. Informing Science, v. 3, n. 2, p. 49-53, 2000.
CARRIZO SAINERO, Gloria; IRURETA-GOYENA SANCHES, Pilar; QUINTANA SAENZ, Eugenio Lopez de .
Manual de fuenles de información.Madrid : Confederación Espanola de Gremios y Associaciones de Libreros,
1994.

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rede . A internet, por sua vez pode ser considerada o grande símbolo que representa
as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) na sociedade atual.
A internet pode ser considerada uma grande e valiosa fonte de
informação, uma vez que o conteúdo nela disposto pode ser utilizado por pessoas
com pouco nível de instrução até indivíduos com altos níveis de conhecimento. Isso
faz com que no ambiente eletrônico, possa ser encontrado informações de diversas
naturezas, além de conteúdos com autos níveis de qualidade e segurança, assim
como informações de naturezas duvidosas.
As possibilidades de se ter acesso à informação estão mudando , de
acordo com a evolução humana. Não só as formas de acesso, mas também a forma
de ensinar e aprender, com a introdução da educação continuada e sob demanda.
Tomaél (2008) reforça a importância que a internet vem exercendo no cotidiano da
sociedade, afirmando que uma parte significativa dos principais recursos, antes
disponíveis apenas em bibliotecas, pode ser acessado hoje de forma on-line na
internet onde as máquinas de busca procuram respostas para praticamente qualquer
consulta na rede. Dessa forma , o que antes só era possível em suportes impressos,
hoje já se pode encontrar em meio digital facilitando a vida das pessoas.
Embora a internet ofereça grandes vantagens, é importante salientar que
o usuário precisa adotar critérios para efetuar suas buscas, é preciso que o usuário
delimite o que ele realmente deseja, para que a diversidade e também a quantidade
de informações não confunda o usuário, fazendo com que o mesmo não tenha sua
necessidade informacional atendida.

2.3 Critérios para Avaliação da Qualidade de Informações em Suportes
Informacionais
Quando tratamos de informação, dependendo da fonte da informação
obtida , ela pode ser confiável ou não. É isso que diferencia uma informação verídica
de um boato. Ser crítico quanto à qualidade da informação é essencial. Infelizmente,
nem sempre o que está impresso em um jornal ou registrado em diversas mídias
pode ser considerado 100% (cem por cento) confiável. Porém, o termo qualidade é
considerado um substantivo muito abstrato e de difícil entendimento . Acerca das
dimensões do conceito de qualidade, Oleto (2006) afirma que a qualidade é um
aspecto sensível e que não pode ser medido das coisas. Nesta definição, reside um
dos principais problemas do conceito qualidade da informação. Como avaliá-Ia?
A partir desta ideia percebe-se que a atividade de desenvolver a noção de
qualidade da informação no campo da Ciência da Informação tornou-se uma difícil
tarefa . Ainda segundo Oleto (2006), a qualificação da informação com alguns
atributos não é evidente para o usuário, e ele parece não escolher sua informação
pelos conceitos. O usuário por sua vez, trabalha-os de forma intuitiva, usando do
senso comum e da sinonímia para manifestar sua percepção da qualidade da
informação. Não havendo evidências de familiaridade ou de conhecimento explícito
com o tema , quando muito, um conhecimento tácito, desorganizado e pautado por
comparações e sinônimos. Para Oliván ; Ullate (2001) a definição da qualidade vem
evoluindo desde que o conceito passou a ser mais orientado ao produto e outra
parte mais generalizada orientada para os serviços. Desta maneira , a qualidade se
identifica com a adequação dos objetivos, ou seja, um serviço ou produto deveria
proporcionar ou executar aquilo que se destina. Para a Ciência da Informação, a
qualidade é orientada tanto ao produto (informação), assegurando que atenda uma a
um conjunto de critérios, como o serviço que oferece, podendo ser especial

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enfatizando as exigências e satisfação dos usuários.
O crescimento exponencial da aplicação das tecnologias da informação
associadas às redes de telecomunicações conduz à presença de uma alta
conectividade, permitindo eliminar barreiras geográficas e democratizar o acesso à
informação e conhecimento que circulam no mundo inteiro, em grandes quantidades
e a uma velocidade espantosa, o que denominamos de tempo real. Este novo
ambiente e suas possibilidades de interação intensificando a acirrada
competitividade existente em todos os segmentos de mercado e determina a
necessidade constante de decisões rápidas e dinâmicas, fazendo com que a
informação torne-se recurso estratégico imprescindível para as organizações que
atuam na atual sociedade da informação.
Diante deste novo cenário faz-se necessário um suporte que consiga
acompanhar estas mudanças. Os suportes eletrônicos, em especial a internet,
ilustram bem esta fase no qual a informação representa em todos os segmentos da
vida , seja ela pessoal ou profissional.
É inegável que tudo que envolve o âmbito eletrônico é acompanhado por
uma determinada complexidade, no caso específico da internet, a complexidade,
segundo Tomaél (2008), envolve as questões de volatilidade, abertura, mutabilidade,
dinamismo espaço-temporal da informação. Criando assim a necessidade de
realizar uma seleção criteriosa , e esta seleção, nos dias atuais, assume papel de
importância fundamental em se tratando de documentos eletrônicos disponíveis na
rede . Diante desta realidade Tomaél (2008), ressalta a importância de avaliar a
informação disponível na internet de forma significativa para quem a utiliza com
finalidade de pesquisa, bem como sua relevância para enfatizar a inconsistência da
qualidade das informações encontradas.
É importante enfatizar que as informações que são disponibilizadas na
rede representam um grande avanço para todos, principalmente para os
pesquisadores, que podem ter acesso às informações que são de grande valia para
as pesquisas, porém as fontes de informações disponíveis na internet devem ser
filtradas para garantir, ou pelo menos tentar garantir uma mínima margem de
segurança para aqueles que irão fazer uso das mesmas.
Segundo Shapiro e Varian 4 (1999, p.19 apud OLIVEIRA e ABDALA, 2003)
atualmente "o problema não é mais o acesso à informação, mas a sua sobrecarga".
A partir desta afirmação podemos dizer que o valor do fornecedor da informação
está em localizar, filtrar e comunicar o que é útil para o consumidor. Entre os meios
de disponibilizar as informações, a internet tem se destacado pelo seu alcance,
inexistindo os limites no horário de acesso e na distância geográfica.
A quantidade de informações que se encontra disponível na internet, de
fato é imensa e tende a crescer ainda mais. Este fato torna-se um grande desafio
para aqueles que precisam satisfazer suas necessidades informacionais e por outro
lado, desafia profissionais envolvidos no desenvolvimento de sistemas relacionados
à recuperação da informação e educadores preocupados com o uso da internet,
enquanto poderosa ferramenta de informação.
Os critérios de avaliação da qualidade da informação foram baseados nos
dez critérios apontados por Tomaél (2008, p. 15-25), onde a autora menciona que
alguns parâmetros devem ser observados no momento de avaliar não só a
informação contida na fonte, mas também a fonte como um todo, são eles:
SHAPIRO, C.; VARIAN , H. R. A economia da informação: como os principios econômicos se aplicam na era da
Internet. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 397p .

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a) informações de identificação: dados detalhados da autoria que
disponibilizou a informação;
b) consistência das informações: detalhamento e completeza das
informações que fornecem;
c) confiabilidade das informações: investiga a autoridade ou
responsabilidade;
d) adequação da fonte : tipo de linguagem utilizada e coerência com os
objetivos propostos;
e) links: recursos que complementam as informações da fonte e permitem
o acesso às informações e a navegação na própria fonte de informação;
f) facilidade de uso: facilidade para explorar/navegar no documento;
g) layout da fonte - mídias utilizadas para representação da informação;
h) restrições percebidas : são situações que ocorrem durante o acesso e
que podem restringir ou desestimular o uso de uma fonte de informação;
i) suporte ao usuário: elementos que fornecem auxílio aos usuários e que
são importantes no uso da fonte;
j) outras observações percebidas: recursos de acessibilidade e idiomas.

3 Materiais e Métodos
Considerando que a metodologia consiste no conjunto de métodos utilizados
para a realização da pesquisa, estabelecê-Ia é primordial para o desenvolvimento e
sucesso de qualquer estudo e pesquisa científica . De acordo com Fachim (2006) os
métodos são instrumentos para o desenvolvimento da investigação cientifica,
constituindo-se em um meio de procedimento sistemático e ordenado para o alcance
de novas descobertas. Com base nessas justificativas a metodologia considerada
mais apropriada para esta pesquisa é de natureza descritiva, uma vez que segundo
Gil (2006) as pesquisas descritivas tem como objetivo primordial a descrição das
características de determinada população ou fenômeno .
A população da pesquisa foi constituída pelos alunos do 1o (primeiro) ao
50 (quinto) período do curso Superior Tecnológico em Gestão Ambiental, do turno
noturno da Faculdade de Tecnologia SENAC-GO. Tal escolha se baseou na
observação de que são os alunos que mais buscam informação na internet a partir
da biblioteca da IES. Ainda de acordo com Silva e Menezes (2001, p. 32) a "amostra
é parte da população ou do universo, selecionada de acordo com uma regra ou
plano. Considerando que no momento da coleta de dados existiam 128 5 (cento e
vinte e oito) alunos matriculados no Sistema Escolar Integrado da Instituição, foram
aplicados um total de 45 (quarenta e cinco) questionários, sendo 9 (nove) para cada
período. Estes 45 questionários corresponderam a uma amostragem de 35% (trinta
e cinco por cento) do universo pesquisado . A amostra desta pesquisa contou com
amostras não-probabilísticas de duas características: acidental compostas por
acaso, onde as pesquisadoras entraram nas salas de aulas e aleatoriamente
distribuíram os questionários necessários para compor a amostragem da pesquisa; e
também a amostra por quotas caracterizada pelos diversos elementos constantes da
população/universo em mesma proporção. Os questionários foram distribuídos em
números iguais a cada período do curso.
Informação retirada do SEI (Sistema Escolar Integrado), sistema utilizado para realização e controle de informações acerca
das matriculas no SENAC.

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Como instrumento de coleta de dados foi utilizado o questionário
impresso, com perguntas fechadas , ou seja, as respostas foram escolhidas dentre
as opções pré-definidas pelos pesquisadores. A opção pelo questionário composto
por questões fechadas se deu pela característica quantitativa do estudo, pois as
perguntas fechadas são padronizadas, de fácil aplicação, simples de codificar e
analisar (CERVO; BERVIAN ; SILVA, 2007).
As questões que compõem o questionário foram baseadas nos dez
critérios indicados por Tomaél (2008, p. 15-25), onde a autora menciona que alguns
parâmetros que devem ser observados no momento de avaliar não só a informação
contida na fonte , bem como a fonte como um todo. O questionário foi elaborado com
uma linguagem adaptada para o curso, para tanto evitou-se o uso de termos
considerados técnicos, e nos casos em que foi necessário abriu-se explicações,
usando o parênteses, para especificar o que se pretendia abordar na questão.
Para a validação do instrumento de coleta de dados (questionário) foi
aplicado o pré-teste com 5% do universo pesquisado. A análise das respostas
obtidas através dos questionários aplicados foi realizada mediante a leitura ,
identificação e organização dos dados. Os dados quantitativos foram tabulados e
apresentados estatisticamente com os respectivos percentuais das respostas
obtidas, e em seguida analisadas de forma descritiva, conforme apresentação dos
resultados.

4 Resultados Finais
A partir da análise dos dados obtidos através do questionário aplicado aos
alunos do curso de Gestão Ambiental da Faculdade de Tecnologia SENAC-GO,
caracterizou-se os estudantes pesquisadores por módulos. Foram aplicados 45
questionários, o que correspondeu a uma amostragem de 35% do universo
selecionado para pesquisa . Para, ao final do estudo, obter dados que permitissem
comparações mais precisas optou-se pela aplicação de questionários em números
iguais para cada módulo do curso, assim para cada módulo aplicou-se nove
questionários o que ao final correspondeu a vinte por cento para cada turma .
No primeiro bloco de questões, procurou-se identificar o perfil dos alunos
do curso de Gestão Ambiental. Com os resultados obtidos, foi possível constatar que
o curso é composto em sua maioria por pessoas consideradas jovens. Foi
perceptível que a predominância de pessoas com idade entre 17 à 23 anos e de 24
à 30 anos são muito próximas, 32% e 36% respectivamente. Ao somar as duas
faixas etárias obteve-se um quantitativo de 68% de pessoas com idade entre 17 à 30
anos, o que mais uma vez comprova que pessoas cada vez mais jovens procuram o
curso. Quando subdividimos os pesquisados pelo sexo, é possível verificar que a
quantidade de pessoas do sexo feminino é superior, havendo uma diferença de 16%
em relação à quantidade de pessoas do sexo masculino.
A fim de delimitar o perfil dos alunos do curso de Gestão Ambiental, podese concluir que o mesmo é composto, na sua maioria, por pessoas do sexo feminino
com idade variante entre 17 a 30 anos.
No segundo bloco de questões, o foco foi o uso de fontes de informações.
Inicialmente procurou-se identificar os suportes onde as informações estavam
registradas no momento da pesquisa/busca . A partir deste bloco de questões, os
alunos puderam marcar mais de uma opção por pergunta . Das quatro alternativas
que os respondentes tinham para selecionar o tipo de suporte que eles mais
pesquisavam, as fontes eletrônicas e as fontes impressas foram as mais escolhidas,

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84,44% e 80% respectivamente, conforme gráfico abaixo:

Fontes impressas
84 ,40%

Fontes eletrônicas

Mldías

Pessoas

Gráfico 1 : Uso das fontes: Fontes diversas.
Fonte: Silva (2009)

Ainda nesta questão analisou-se que dos 84,44% que usam as fontes
eletrônicas, 21 % não agregam nenhuma outra fonte às pesquisas; em contrapartida
42% dos participantes agregam as fontes eletrônicas com as informações
registradas em fontes impressas, isso demonstra que as fontes consideradas mais
comuns na atualidade são as que são mais utilizadas. Foi constatado também que a
agregação dos quatro suportes informacionais (eletrônico, impresso, mídia e
pessoas) está presente a um número considerado pequeno, apenas 6% .
Considerando que o número de pessoas que consultam as fontes
eletrônicas foi significante (84,44%), houve a necessidade de descobrir
especificamente quais eram estas fontes . Para tanto, foram oferecidos aos
respondentes 7 (sete) opções com fontes eletrônicas específicas e, constatou-se
que o número de pessoas que acessam revistas/artigos científicos on-line é superior
aos que pesquisam nos buscadores (Google, Yahoo, Ask ... ). Ao realizar a análise
dos alunos que pesquisam em revistas/artigos científicos on-line e subdividindo-os
por seus respectivos módulos, deparamo-nos com dados interessantes: 55,5% dos
respondentes que estão no primeiro módulo disseram usar informações científicas,
porém a partir do segundo módulo este número reduz para 33 ,5% e a partir do
terceiro módulo, este número começa a aumentar gradativamente sendo que o
terceiro módulo utiliza 44,5%, o quarto módulo utiliza 77,5% e no quinto e último
módulo do curso, 100% dos alunos afirmaram fazer uso das informações de
natureza científica.

Sites em geral • • • • • • • • • • • • • ••

53 ,3%

35 ,6%

Sites de in stituições de ensin o

Bu scadores • • • • • • • • • • • • • • • •

60 ,0%

Redes sociais
Base de dados
Revistas/artigos científicos • • • • • • • • • • • • • • • • • 64 ,4%
Artigos jornali sticos • • • • • • • • • 31,1%
Outros

0,0%

Gráfico 2 : Uso das fontes eletrônicas
Fonte: Silva (2009)

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o fato dos alunos do primeiro módulo ter um número alto de acessos à
informação científica e os módulos seguintes números percentuais menores que vão
aumentando gradativamente podem ser explicados por dois fatores: o primeiro fator
diz respeito a idade que iniciam o curso, o curso é composto em sua maioria por
jovens, e na maioria das vezes estão no primeiro curso superior e ainda não
possuem conhecimento suficiente para diferenciar uma informação científica da nãocientífica; o segundo fator que explica este resultado em relação a diferença para os
demais módulos é o fato de que é no primeiro módulo do curso que os alunos
cursam a disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica , e somente a partir da
conclusão desta disciplina os alunos começam a discernir um material científico do
não-científico.
Na terceira e última questão proposta para este bloco de perguntas,
procurou-se identificar quais os termos utilizados pelos participantes, para localizar
as informações em fontes eletrônicas. Para tal pergunta foi disponibilizado aos
respondentes cinco opções de respostas. Ao final percebeu-se que 73 ,3% dos
respondentes buscam suas informações pelo assunto . De acordo com Lancaster
(2004), isso pode ser explicado pelo fato dos elementos pesquisáveis apresentam de
fato algumas semelhanças com os diferentes elementos pesquisáveis em base de
dados bibliográficos: título, termos de indexação, textos de resumo. Os sítios da
Rede diferem da maioria dos registros bibliográficos pelo fato de que podem também
conter apontadores (vínculos de hipertexto) para outros sítios, onde os termos dos
vínculos são também pesquisáveis. Também nesta pergunta, constatou-se que
28 ,8% realizam as denominadas buscas combinadas (autor + título e/ou assunto),
com o intuito de recuperar informações mais precisas.
Na segunda questão deste bloco, procurou-se identificar o motivo que
leva os alunos a pesquisarem em fontes eletrônicas. Nesta questão foram
apresentadas quatro opções aos participantes, sendo que na última, caso tivessem
outro motivo além dos que foram especificados, podiam descrevê-los. Para tal
questionamento 93,3% disseram que a facilidade de poder acessar uma informação
a qualquer momento os leva a optarem pelas fontes eletrônicas. Este percentual é
explicado por Fernandes (2010), pelo seguinte fato da internet estar na mídia mais
aberta e inovadora da modernidade. Com esta abertura , é possível se ter acesso a
vários ambientes diferentes e com pessoas, dividindo experiências e interligando
culturas.
Já 44,4% escolhem as fontes eletrônicas por encontrarem informações
atualizadas; apenas 2,2% consideram que as informações contidas nas fontes
eletrônicas são seguras e confiáveis; da mesma forma 2,2% buscam as fontes por
outros motivos, nestes outros motivos o fator ressaltado pelos respondentes foi à
diversidade de informações que podem ser encontradas na internet.
No quarto bloco de questões, o foco foi a verificação dos critérios que os
alunos utilizam para dizer se a informação localizada é confiável e de qualidade para
o uso. Nesta questão, esses participantes tiveram seis alternativas de respostas, na
qual obtiveram-se os seguintes resultados: 46 ,6% consideram a autoria um fator de
segurança e qualidade; 55,5% consideram que os links que direcionam as páginas
institucionais ligadas a empresas, universidades uma forma segura e de qualidade;
17,7% levam em consideração a linguagem utilizada para descrever o assunto;
26 ,6% consideram a informação segura e de qualidade quando a indicação advém
de outras pessoas (amigos, professores ... ); 2,2% consideram que o fato da
informação aparecer nas primeiras páginas dos buscadores algo seguro e de
qualidade. Nesta questão pôde se verificar também que, todos os pesquisados
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atribuem algum critério de garantir a qualidade e a segurança, e nenhum dos alunos
consideram que o importante é apenas ter a dúvida sanada sem a haja quaisquer
critérios.
Nesta mesma questão, pretendeu-se conhecer como opção a indicação
de outras pessoas (amigos, professores, profissionais .. .) levando-se em
consideração no momento de avaliar se a informação era confiável e segura , logo,
subdividiram-se os participantes em grupos de acordo com os seus respectivos
módulos, assim pôde-se constatar que do primeiro ao terceiro módulo apenas 8%
atribuem as indicações como critério , e 34% e 42% respectivamente do quarto e do
quinto módulo, consideram as indicações de pessoas como um critério de qualidade,
este crescimento pode ser explicado pelo fato de ocorrer nos dois módulos finais do
curso, exatamente nos momentos em que os alunos estão sendo acompanhados por
professores orientadores de trabalhos/projetos finais e também realizando os
estágios considerados obrigatórios do curso.
No quinto e último bloco de questões, procurou-se identificar as
dificuldades encontradas pelos respondentes no momento da pesquisa na internet.
Diante de algumas dificuldades encontradas na internet, Moran mencionou
A internet trouxe inúmeras possibilidades de pesquisa para professores e
alunos, dentro e fora da sala de aula . A facilidade de, digitando duas ou três
palavras nos serviços de busca , encontrar múltiplas respostas para qualquer
tema, é uma facilidade deslumbrante ( ... ). O estudante, depois desanima, ao
constatar que não pode esgotá-Ia, que há inúmeras repetições, muitas
indicações equivocadas. Convém procurar mais de um programa de busca ,
porque os resultados não são idênticos. (MORAN, 1997, p. 149).

Sendo assim fez-se necessário que na primeira questão deste bloco,
fossem questionados quais eram as dificuldades que os alunos enfrentavam para
pesquisar uma informação, assim foram obtidos os seguintes resultados: 42 ,2%
consideram que a grande quantidade de informações recuperadas representa
dificuldade no momento da pesquisa , este resultado vem ao encontro da afirmação
de Mota (1998, p.9), pois a cada página "vai abrindo um leque de possibilidades, a
cada nova página mais pistas lhe são oferecidas e assim você vai navegando pela
rede até ficar satisfeito - ou cansado". Esta dificuldade por sua vez é gerada pelo
que Tomaél (2008) menciona como facilidade para disponibilizar informações e a
velocidade com que podem ser modificadas. Ainda nesta questão 37 ,7% consideram
que a dificuldade está no fato de não encontrar ou não estar disponível o que se
deseja; 13,3% consideram que a indicação dos buscadores para links de páginas
que se encontram indisponíveis dificultam o acesso; 24,4% consideram que os links
quebrados ou inexistentes representam uma dificuldade; 6,6% dos pesquisados
consideram que outros fatores dificultam o acesso às informações, neste item o
aluno tinha a opção de especificar quais dificuldades ele identificava e a resposta
mais recorrente foi a lentidão da internet.
Na última questão, a fim de complementar a pergunta anterior, pretendeuse conhecer as dificuldades encontradas durante a pesquisa , para esta questão os
alunos tinham sete alternativas, e foram obtidas as seguintes respostas: 26,6%
consideram que a falta de textos atuais que complementassem ou aprofundassem o
assunto da pesquisa é uma fator que ocasiona dificuldades; 57,7% consideram que
a falta de referências (autor, título, palavras-chave) que esclarecessem o assunto em
questão dificulta a pesquisa ; 6,6% atribuem sua dificuldade ante a internet o fato de
não conseguir consultar o professor que determinou o estudo ou a outro que
pudesse dar orientações; para 8,8% o idioma dificulta; 31 ,1% links quebrados ou que

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direcionavam a páginas indisponíveis; 11,1 % não tiveram dificuldades; 2,2%
apontaram outras dificuldades. O fator que merece atenção nestas respostas obtidas
é o resultado obtido para a alternativa "b" da pergunta 5.2 do questionário, onde se
afirmava que a falta de referências (autor, título, palavras-chave) que esclarecessem
o assunto poderia ser um item que contribuía para as dificuldades encontradas, para
tal alternativa obteve-se um percentual de 57,7%, e isso apenas afirma que cada vez
mais os alunos estão se preocupando com a origem das informações antes de
utilizá-Ias.
Falta de te xto s atuais
Falta de referênci as
Falta de orient ação
Idioma
Link s quebrado s ou inexistentes
Não houve dificuld ades
Outras dificuld ades

Gráfico 3 - Elementos que contribuem para as dificuldades.
Fonte: Silva (2009).

Após a caracterização da amostragem , buscou-se identificar os dados
sobre as fontes de informações utilizadas pelos alunos no momento das pesquisas
acadêmicas. A partir desta questão, os alunos puderam marcar mais de uma opção ,
assim a coleta sobre os dados das fontes teve início com uma questão referente ao
suporte no qual a informação estava registrada . O resultado obtido foi que 80% dos
participantes usam fontes impressas, aqui representadas por livros, jornais e
revistas; 84,40% usam fontes eletrônicas como a internet e bases de dados; 26,60%
fazem uso de mídias como a televisão e o rádio; e 28,80% utilizam como fonte de
informação as pessoas, aqui se considerou os professores, amigos, profissionais da
área ambiental.

5 Considerações Finais
Os resultados obtidos no decorrer da pesquisa foram considerados
satisfatórios, uma vez que se obteve 100% de retorno dos questionários aplicados.
Em relação aos objetivos que foram propostos para esta pesquisa pôde-se concluir
que os mesmos foram alcançados com êxito. Com o intuito de identificar as fontes
eletrônicas mais utilizadas pelos alunos, observou-se que a quantidade de
informações de natureza científica é superior à quantidade de acessos às
informações não científicas, este dado contrapõe-se ao que se se pressupunha
indiretamente no início da pesquisa , onde se acreditava que o número de acesso às
informações em buscadores fosse superior aos acessos às informações científicas.
Para o segundo objetivo específico procurava-se identificar os critérios
adotados pelos alunos para localizar, selecionar e utilizar as informações
encontradas na internet. A partir dos resultados obtidos nesta pesquisa constatou-se
que para localizar informações na internet, os alunos usam respectivamente: termos

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que remetem ao assunto tratado no conteúdo da informação; buscas combinadas,
nestas buscas combinadas os alunos associam informações sobre autor (es), o título
e/ou assunto tratado na informação; título ; e por último a autoria da informação. Em
relação aos critérios utilizados para selecionar se a informação é segura e de
qualidade para a utilização, foi verificado que estes critérios estão relacionados a
seis itens especificamente, e os mesmos são atribuídos respectivamente da
seguinte forma : links que direcionam as páginas institucionais ligadas às empresas,
universidades; indicação que advém de outras pessoas (amigos, professores,
profissionais ligados a área de atuação ... ); a linguagem utilizada para descrever o
assunto; o fato de a informação aparecer nas primeiras páginas dos buscadores é
algo seguro e de qualidade na concepção de alguns respondentes, ainda foi
possível constatar que todos os pesquisados usam algum critério de atribuir
qualidade e segurança, pois nenhum dos alunos considera que o importante é
apenas ter a dúvida sanada sem a atribuição de algum critério , esta última opção
entra em conformidade com a afirmação de Tomaél (2008, p.3) que menciona que na
preocupação com a qualidade deve ser constante no dia-a-dia de quem lida com a
informação, principalmente, no caso da informação que subsidia pesquisas e
atividades profissionais".
No terceiro objetivo proposto para o estudo, procurou-se verificar quais
eram as dificuldades que os respondentes encontravam no momento de suas
pesquisas. Conforme , foi constatado, a facilidade de poder acessar uma informação
a qualquer hora e lugar, levam os estudantes a buscarem informações na internet, e
diante desta facilidade esbarram-se em algumas dificuldades. Estas dificuldades
foram apontadas pelos respondentes na seguinte ordem respectivamente: a grande
quantidade de informações recuperadas ; não encontrar/não estar disponível o que
se deseja; links quebrados ou inexistentes; indicação dos buscadores para links de
páginas que se encontram indisponíveis; outros fatores dificultam o acesso às
informações, neste item o aluno tinha a opção de especificar quais dificuldades ele
identificava, a resposta mais recorrente foi a lentidão da internet. E de acordo com
as próprias respostas obtidas através do questionário, para os respondentes os
fatores que contribuem para que haja dificuldades em recuperar informação na
internet, estão ligados à falta de referências (autor, título, palavras-chave) que
identificam as procedência das informações e que ajudam a esclarecer o assunto da
pesquisa em questão; os links quebrados ou que direcionavam a páginas
indisponíveis; a falta de textos atuais que complementassem ou aprofundassem o
assunto da pesquisa ; a falta de orientações mais aprofundadas dos professores/
orientadores em esclarecer os assuntos.
Esta pesquisa proporcionou a oportunidade de conhecer as práticas de
pesquisas na internet, realizadas pelos alunos do curso de Gestão Ambiental da
Faculdade de Tecnologia SENAC-GO. Sabe-se que existe a necessidade dos
usuários estabelecerem critérios para a recuperação e avaliação da qualidade das
informações recuperadas na internet, ao final desta pesquisa foi possível identificar
quais eram esses critérios adotados por eles, no momento das pesquisas em fontes
eletrônicas. Constatou-se também que, embora os alunos do curso de Gestão
Ambiental, não possuam um conhecimento teórico acerca dos estudos de critérios
de recuperação e qualidade da informação na internet, eles, mesmo que
indiretamente, utilizam os critérios que a autora Maria Inês Tomaél (2008) propôs
como critérios básicos para avaliar a qualidade das informações registradas em meio
eletrônico, mais especificamente na internet. Este dado, mais uma vez reforça que,
quando se trabalha com o produto informação, o foco deve ser sempre no usuário,

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pois quando as atividades são direcionadas a atender as necessidades dos
usuários, a probabilidade dos mesmos ficarem satisfeitos será maior, dessa forma o
objetivo de levar informação àqueles que dela precisam , será atingido.
De forma geral, embora a pesquisa tenha sido direcionada ao curso de
Gestão Ambiental, sugere-se que estudos futuros sejam realizados a outros cursos
desta e de outras instituições de ensino superior que precisam usar a internet como
fonte de informação. A partir dos resultados obtidos, torna-se possível para a
biblioteca da instituição a criação de programas de treinamentos e atividades afins,
que possam incentivar e auxiliar os alunos a realizarem suas pesquisas, a fim de
proporcionar a satisfação das necessidades informacionais dos usuários, além de
contribuir para formação acadêmica e auxiliar na vida profissional, uma vez que
estes conhecimentos poderão servir como subsídio para as pesquisas de ações e
projetos quando os mesmos já estiverem atuando no mercado de trabalho.
Conclui-se que a avaliação das práticas de uso da internet é uma ferramenta
de gestão para as bibliotecas universitárias que almejam conhecer e atender
satisfatoriamente
seus
alunos,
enquanto
usuanos da
informação e
consequentemente o profissional bibliotecário, em especial de bibliotecas
universitárias, que lidam diretamente com aluno/pesquisador. Dessa forma, estará
acompanhando o fenômeno da explosão informacional em seu dinamismo e
multiplicidade de formas e meios de comunicação, que influenciam no
desenvolvimento de uma sociedade apoiada em sua transmissão.
6 Referências

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                <text>Na atual sociedade da informação caracterizada, sobretudo pelo processo de produção e disseminação da informação, advindo principalmente com o surgimento da internet, o suporte de registro informacional passou a influenciar, de forma decisiva, na maneira de compartilhar e usar a informação para a construção de novos conhecimentos. Observa-se a vasta quantidade de informações registradas instantaneamente, a qual tende a continuar a crescer em decorrência da facilidade de seu acesso. Diante disso, tornou-se indispensável o uso de critérios para a busca e recuperação de informação com qualidade. Dessa forma, a pesquisa objetivou-se identificar os critérios adotados pelos alunos do curso de Gestão Ambiental da Faculdade de Tecnologia SENAC-GO para localizar, selecionar e utilizar as informações encontradas na internet, no momento das pesquisas acadêmicas. Para tanto, o estudo dividiu-se nas atividades de identificar as fontes eletrônicas mais utilizadas pelos alunos, conhecer os critérios de busca e verificar as principais dificuldades encontradas no momento da pesquisa. Ao final da pesquisa foi possível constatar que os alunos buscam mais informações de natureza científica do que não cientifica e que os alunos mesmo não tendo o conhecimento teórico acerca dos estudos de critérios de recuperação e qualidade da informação na internet, utilizam mesmo que indiretamente, os critérios que Tomaél (2008) propôs como sendo básicos para avaliar a qualidade das informações registradas em meio eletrônico, mais especificamente na internet. De forma geral, conclui-se que a avaliação das práticas de uso da internet é uma ferramenta de gestão para as bibliotecas universitárias que almejam conhecer e atender satisfatoriamente seus alunos, enquanto usuários da informação.</text>
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Trabalho completo

FONTES DE INFORMAÇÃO NA WEB: APROPRIAÇÃO, USO E
DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO ÉTNICO-RACIAL NO
MOVIMENTO NEGRO DA PARAíBA
Leyde Klebia Rodrigues da Silva', Mirian de Albuquerque Aquino2
1Mestranda em Ciência da Informação, UFPB, João Pessoa, Paraíba
20outora em Educação, UFPB, João Pessoa , Paraíba

Resumo
Investigar como o Movimento Negro do Estado da Paraíba se apropria das
fontes de informação na web e usa-as, na perspectiva de disseminação da étnicoracial é o objetivo que norteia este estudo . Entende-se que essas fontes de
informação podem ser utilizadas como um canal de disseminação da informação
étnico-racial para auxiliar os grupos socialmente invisibilizados, na atual sociedade
da informação, do conhecimento e da aprendizagem , onde o preconceito, a
discriminação e o racismo fazem parte do cotidiano dos sujeitos. O universo da
pesquisa foi o Movimento Negro Organizado da Paraíba (MNOPB) , e os
sujeitos/participantes foram quatro ativistas vinculados a duas entidades desse
movimento: o Núcleo de Estudantes Negras e Negros da UFPB (NENN/UFPB) e a
Organização de Mulheres Negras na Paraíba, a BAMIDELÊ. OS resultados
mostraram que a ferramenta mais utilizada pelo MNOPB, para veicular a informação,
é o e-mail , e o uso do blog está associado à disseminação da informação apropriada
pelo grupo. Nas considerações finais, é proposto para a entidade que se aproprie
das fontes de informação na Web já utilizadas por ela , a fim de que sirvam como um
espaço virtual que armazene a informação produzida e apropriada pelo MNOPB.

Palavras-Chave:
Fontes de informação na Web, Uso e Apropriação, Movimento Negro da
Paraíba . Informação étnico-racial , Disseminação da informação.

Abstract
To investigate how the Black Movement of Paraiba State appropriates of
information sources on the web and use them with a view to disseminating
information is the guiding objective of this study, It is understood that these sources
of information can be used as a channel for dissemination of information to help
ethnic-racial socially invisible, in today's information society, knowledge and learning,
where prejudice, discrimination and racism are part of everyday life subjects. The
research was Organized Black Movement of Paraiba (MNOPB) , and the subjects /
participants were linked to four members of this movement two entities: The Center
for Black Students of UFPB (NENN/UFPB) and the Organization of Black Women in
Paraiba - BAMIDELE, The results showed that the most used tool by MNOPB, to
convey the information , e-mail , and use the blog is associated with the dissemination
of appropriate information by the group, In the final considerations, is proposed for
the entity to appropriate sources of information on the Web already used by it in order
to serve as a virtual space that stores the information produced and appropriated by

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MNOPB.

Keywords:
Sources of information on the Web, Usage and Ownership, Black Movement
of Paraiba , Information ethno racial , Dissemination of Information.

1 Introdução
A informação sempre foi escassa e difícil de ser acessada. Sua apropriação
era feita apenas por um pequeno grupo de privilegiados, Em razão disso, no século
XIX os índices de analfabetismo eram bastante elevados em todos os lugares. Com
o advento da imprensa deu-se uma grande revolução e a escrita registrada em
textos começou a ser reproduzido com mais facilidade . Entretanto, a massificação
da informação registrada nesses textos ocorreu só recentemente.
A internet tornou a informação disponível e acessível e, independentemente
das ferramentas, suportes e canais de informação, essa ferramenta aumentou o
interesse dos estudiosos de diferentes campos do saber pela informação. A internet
é hoje considerada uma ferramenta importante para apropriação, uso e
disseminação da informação etnicorracial, em diferentes formatos e campos. Essa
ferramenta vem aumentando a produção de diferentes artefatos culturais e
oferecendo a possibilidade de sua utilização dessa informação para fins
educacionais, sociais e culturais.
A literatura da área de Biblioteconomia/Ciência da Informação pouco discute
sobre a importância, o valor e o uso da informação para grupos sociais etnicamente
vulneráveis (negros, indígenas, deficientes, homossexuais, mulheres dentre outros) .
Em geral, as pesquisas e os estudos abordam a informação para o público como um
todo, mas raramente especifica quais são os grupos a que se destina essa
informação. Daí a necessidade de os pesquisadores da área da Ciência da
Informação preocupar-se com essa informação, principalmente nesse momento em
que se percebe que a informação digital agrega, de forma sutil ou velada ,
determinados estereótipos aos grupos socialmente vulneráveis, sobretudo, que é
duplamente discriminada pela cor e pobreza . Entretanto, a Ciência da Informação
cujo objeto de estudo é a informação ainda não se deu conta da riqueza que a
apropriação dos saberes não é privilégio apenas de um grupo dominante, que
continua detendo o poder na atual sociedade, mas pertencem à humanidade (LEVY,
1998).
Em nossas primeiras vivências acadêmicas, a compreensão sobre a
necessidade de disseminação da informação étnico-racial era, quase imperceptível,
e pouco ajudava a perceber a sólida contribuição de grupos sociais etnicamente
vulneráveis e, sobretudo, dos africanos e afrodescendentes na formação da
sociedade brasileira durante os períodos do colonialismo, imperialismo e
republicano, Foram mais de três séculos de "escravismo criminoso", E, o pósabolição mergulhou negros/negras cada vez mais na pobreza e no abandono, sem
chances de obter informação e educação .
O déficit histórico do escravismo não foi totalmente reconhecido e reparado
pelos diversos setores do nosso país porque permanece ainda o discurso da
cordialidade e das relações harmoniosas, sustentado pelo mito da democracia racial ,
afetando a invisibilidade de negros/negras na sociedade da informação-

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conhecimento-aprendizagem-comunicação. Portanto, o estudo sobre o uso e a
apropriação das ferramentas da web, na perspectiva da disseminação da étnicoracial e memória do Movimento Negro Organizado do Estado da Paraíba - MNOPB
deve partir do princípio de que as Ciências Sociais (e Aplicadas) precisam
desenvolver práticas de pesquisas, efetivas e específicas que possam evidenciar a
invisibilidade de negros/negras (CUNHA JÚNIOR, 2005) .

2 Fontes de Informação: passado e presente
A história da humanidade sempre sobreviveu na dependência das fontes de
informação. Sua existência é datada desde épocas remotas. Elas vão desde as
"paredes das cavernas" que serviram para carregar e armazenar a informação sobre
a civilização primitiva e também para ajudar o patriarca Moisés a construir as "tábuas
da lei" para disseminar os mandamentos de Deus ao seu povo . Na Antiguidade, o
livro sofreu muitas mudanças até alcançar o formato e o modelo conhecido e
utilizado nos dias atuais.
Elas se transformaram , foram se renovando , reatualizando , adquirindo novas
formas e moldando-se em novos espaços. Também são responsáveis por carregar e
armazenar a informação e esta age como formadora e transformadora de opiniões.
Por fonte de informação, entendemos qualquer recurso que responda a uma
demanda de informação por parte dos usuários-aprendentes, e que gere ou veicule
informação, influenciem na geração do conhecimento e do aprendizado . Inclui
produtos e serviços de informação, pessoas ou rede de pessoas, programas de
computador etc.
Vivemos hoje numa sociedade da informação-conhecimento-aprendizagemcomunicação, onde as fontes de informação foram afetadas pelos momentos
significativos do progresso da ciência e da técnica . Essa sociedade é denominada
"sociedade da informação" por alguns estudiosos porque a revolução das
tecnologias intelectuais impactou o mundo com seu volume incontornável de
informação que se tornou objeto de consumo, mercadoria.
A informação é "um instrumento modificador da consciência do indivíduo e de
seu grupo social [que produz conhecimento e] "modifica o estoque mental de saber
do indivíduo e traz benefícios para seu desenvolvimento e para o bem-estar da
sociedade em que ele vive" (BARRETO, 2002, p. 49). Essa "informação deve ser
ordenada, estruturada ou contida de alguma forma , senão permanecerá amorfa e
inutilizável [ ... ]para nós de alguma forma , e transmitida por algum tipo de canal"
(MCGARRY, 1999, p. 11).
Quanto mais informação mais conhecimento. Informação é conhecimento e
conhecimento é poder que se exerce sobre o outro. Burke (2003) afirma que alguns
sociólogos defendem a tese de que estamos numa "sociedade do conhecimento",
por estar havendo uma expansão de ocupações que produzem e disseminam o
conhecimento. Ele afirma que o conhecimento é também uma questão política ,
"centrada no caráter público ou privado de informação, e de sua natureza mercantil e
social (e que) a mercantilização da informação é tão velha quanto o capitalismo"
(BURKE, 2003, p. 11)." O conhecimento não existe se não houver uma fonte de
informação que forneça subsídios para a construção do conhecimento.
É uma sociedade da aprendizagem porque somos pressionados
cotidianamente a aprender e reaprender a usar as ferramentas digitais como "um

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processo fundante para vida inteira" (AQUINO, 2005). Todas as pessoas são
convocadas para transmitir cada vez mais saberes evolutivos e adaptados
(DELORS , 1999). Viver o contexto em que eclodem essas tecnologias é estar
constantemente em "estado de aprendência". Caracteriza-se também como uma
sociedade em que a comunicação
As tecnologias intelectuais potencializaram o surgimento rápido e mutável de
fontes de informação, sobretudo no que se refere à rede web (SALES ; ALMEIDA,
2007). Os modelos ou parâmetros adotados pelas fontes de informação disponíveis
vêm se modificando, ampliando e diversificando, Cada vez estão mais "eficientes,
rápidas e abrangentes, vencendo barreiras geográficas, hierárquicas e financeiras"
(CAMPELLO ; CENDÓN ; KREMER, 2000, p. 23).
Em sua análise sobre a relação tecnologia e profissionais, autores como
Tomaél et ai (2000 , p. 5) afirmam que "nenhuma tecnologia da informação teve
impacto tão forte nos profissionais da informação como a Internet".
Dentre as inúmeras fontes de informação da web, é possível destacar pelo
menos nove mais conhecidas e utilizadas:
a) Sites e websites - são um conjunto de páginas web, isto é, de
hipertextos acessíveis geralmente pelo protocolo de transferência da
internet (GONÇALVES, 2006);
b) Portais - um tipo de sites que congrega conteúdos de diversos tipos
(áudio, vídeo, imagem, texto e etc.). Fornece acesso versátil, baseado
no interesse e preferências de cada indivíduo (GOUVÉIA; OLIVEIRA;
VARAJÃO, 2007) ;
c) Blogs - espécie de diário web que apresenta características como a
personalização. Podem ser desenvolvidos para serem utilizados por
uma única pessoa ou entre diversas pessoas (BARROS, 2006);
d) Microblogs - considerados ferramentas de blogs em formato mais
simples e servem para postagens com limitações de tamanho, na
maioria das vezes, associadas à ideia de mobilidade (Zago, 2008);
e) Youtube - permite que os usuários-aprendentes carreguem e
compartilhem vídeos em formato digital;
f) Redes sociais (Orkut, Facebook, Ning, Linkedin , entre outras) é uma
forma de representar as relações humanas. O crescimento das redes
sociais perpassa as relações pessoais e atinge também os âmbitos
organizacional , social , político e científico;
g) Grupos de Discussão ou Comunidades Virtuais - configura-se
como uma rede eletrônica de comunicação interativa auto-definida ,
organizada em torno de um interesse ou finalidade compartilhadas
(Castells, 1999);
h) Buscadores e Metabuscadores - são motores de busca , programas
feitos para auxiliar a busca de informação armazenada na rede
mundial (WVWJ) ou a Internet.
O potencial de aplicação das ferramentas de busca online é necessário no
contexto dinâmico da sociedade da informação-conhecimento-aprendizagemcomunicação, tendo como função orientar o usuário- aprendente até a fonte
desejada,

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3 Apropriação, Uso e Disseminação das Fontes de Informação
Para Chartier (1999, p. 77) "apropriar-se é transformar o que se recebe em
algo próprio, é produzir um ato de diferenciação que se contrapõe a qualquer
tentativa rígida imposta (... ), é atividade de invenção, produção de significados".
Perrotti e Pierrucini (2007), recuperando a noção de apropriação em Serfaty-Garzon
(2003) expõem:
[... ] veicula duas ideias dominantes. De uma parte a de adaptação de
alguma coisa a um uso definido ou a uma destinação precisa; de outra,
decorrente da primeira , a de ação visando a tornar alguma coisa sua. Nesse
sentido, a apropriação não é possível senão em relação a qualquer coisa
que pode ser atribuída e, enquanto tal pode, ao mesmo tempo , servir de
suporte à intervenção humana e ser possuída . Todavia, a propriedade aqui
é [também] de ordem moral psicológica, afetiva . [ ... ] A apropriação é, desse
modo, ao mesmo tempo, uma tomada do objeto e uma dinâmica de ação
sobre o mundo material e social com uma intenção de construção do
sujeito.

A noção de apropriação, quando utilizada como instrumento de conhecimento,
pode também reintroduzir uma nova ilusão que pressupõe compreender a cultura . O
conceito de cultura, em Chartier, não é apenas um domínio particular de produções e
de práticas supostamente distinto de outros níveis, como o econômico e o social. A
cultura também faz parte também dessas esferas, pois "[ ... ] não existe prática que
não se articule sobre as representações pelas quais os indivíduos constroem o
sentido de sua existência" (CHARTIER, 2003, p. 18).
Na visão de Chartier, a cultura apresenta dois aspectos: 1) os mecanismos da
dominação simbólica , cujo objetivo é tornar aceitável, pelos próprios dominados, as
representações e os modos de consumo que, precisamente, qualificam (ou antes,
desqualificam) sua cultura como inferior e ilegítima e; 2) as lógicas específicas em
funcionamento nos usos e nos modos de se apropriar o que é imposto.
A apropriação remete-se à forma como lemos e interpretamos as fontes de
informação tanto nas fontes escritas como nas fontes digitais. Essa do uso das
fontes de informação se dá a partir do momento em que o usuário-aprendente toma
para si a informação, ler, interpreta e modifica suas estruturas do pensamento,
produz atribuindo novos significados.
Em relação ao uso das fontes de informação na web, que é um dos pontoschave deste estudo, alguns autores estabelecem considerações sobre os espaços
de informação e os usuários - aprendentes:
A tecnologia [ ... ], que objetiva possibilitar o maior e melhor acesso à
informação disponível, e o critério da Ciência da Informação, que intervém
para qualificar este acesso em termos das competências que o receptor da
informação deve ter para assimilar a informação, ou seja , para elaborar a
informação para seu uso, seu desenvolvimento pessoal e dos seus espaços
de convivência. Não é suficiente que a mensagem esteja disponível , ela
deve também poder ser apropriada pelo receptor (SMIT; BARRETO, 2002 ,
p. 15, grifo nosso).

Com base nesse argumento, reafirmamos a importância da apropriação das
fontes de informação pelo usuário-aprendente. Elas não podem ser apenas

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utilizadas porque a cultura , hoje, passa pelo conhecimento teórico-prático, pelo uso
de novos instrumentos de produção e pela comunicação entre os homens.
A disseminação da informação no uso da Internet pode contribuir para uma
sociedade mais informada, mas não garante isso. Além do acesso às tecnologias, a
população necessita de acesso à educação, para que possa utilizar-se dessas
tecnologias de forma eficiente e efetiva . Portanto, o uso efetivo dos estoques
informacionais só será possível se os indivíduos tiverem competência para assimilar
essa informação. Concordamos com Bastos (2005 , p. 20), ao afirmar que,
apesar de toda evolução do acesso à informação, proporcionado pelas
tecnologias de informação e comunicação , continua sendo primordial um
estudo sobre as necessidades de informação do indivíduo na sociedade ,
pois a maioria não possui repertório suficiente e adequado para receptar e
processar o excesso de informações, e atuar como cidadãos na sociedade.

Essa disseminação, segundo Bastos, deve ir além da socialização do
conhecimento, chegar até a produção de conhecimento com base na informação
acumulada . Ao assumir novos papéis (interatividade, agilidade, diminuição de
espaço na armazenagem de informação) frente às fontes tradicionais que
armazenam e disseminam a informação. As fontes de informação da web podem se
tornar um espaço onde o usuário-aprendente também deve explorar as
possibilidades de armazenar e preservar a informação, tanto meio físico para o
virtual (digitalização) quanto pensar e criar estratégias e mecanismos para a
preservação da informação existente apenas no meio virtual.

4 Mapa Metodológico
A abordagem qualitativa é apropriada neste trabalho porque tende a
responder questões particulares nas Ciências Sociais (Aplicadas) e dar ''[. .. ] um novo
sentido aos problemas; ela substitui a pesquisa dos fatores e determinantes pela
compreensão dos significados". Trata-se de uma abordagem que nos incita "a
repensar o estudo das necessidades socioculturais dos meios de vida" (GROULX,
2008, p. 98) e permite ressaltar "a natureza socialmente construída da realidade, a
íntima relação entre o pesquisador e o que é estudado e as limitações situacionais
que influenciam a investigação" (DENZIN ; LlNCOLN , 2006, p. 23). Esses autores
entendem que os pesquisadores qualitativos "buscam soluções para resolver as
questões que realçam o modo como a experiência social é criada e adquire
significados" (DENZIN ; LlNCOLN, 2006, p. 23).
O universo de pesquisa escolhido é o Movimento Negro Organizado da
Paraíba - MNOPB, que é formado por um conjunto de diversas organizações
negras, a saber: a) comunidades descendentes de antigos Quilombos (Caiana dos
Crioulos, Zumbi, etc); b) grupos artísticos (Banda Ylê Odara , Bateria Show da Escola
de Samba Malandros do Morro, Grupo de danças Afroprimitivas, Grupos de Hiphop); c) grupos de formação (alfabetização, reflexão, professores, intelectuais
negros e outros); d) grupos de arte marcial (Badauê dos Palmares, Afronagô e
outros); e) entidades de articulação e luta em defesa dos direitos da etnia negra
(Movimento da Ação Negra e Agentes de Pastoral Negros); f) grupos de gênero
(Mulheres Negras, BAMIDELÊ , etc.); g) comunidade de Religião dos Orixás
(terreiros) ; dentre outras formas de organização (MNOPB , 2010). Escolhemos o

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MNOPB por entender que os grupos ativistas desse movimento se posicionam como
porta-vozes dos(as) afrodescendentes, que obtêm a valorização da identidade de
membros socialmente marginalizados que "construíam suas significações e
manifestavam seu pertencimento" (FERNANDES , 2009) .
Os participantes desta pesquisa são quatro ativistas negros, vinculados ao
Núcleo de Estudantes Negras e Negros da UFPB - NENN/UFPB e a Organização de
Mulheres Negras na Paraíba - BAMIDELÊ. Na escolha dos sujeitos, selecionamos,
principalmente, os líderes dessas organizações, por supor que estariam mais
familiarizados e atualizados acerca dos processos de uso e apropriação das fontes
de informação na web, tendo como finalidade de disseminar a étnico-racial
produzida e apropriada pelo MNOPB.
Para saber como os participantes da pesquisa se apropriam das fontes de
informação na web e fazem uso delas, adotamos a entrevista semiestruturada como
instrumento de coleta de dados. Segundo Minayo (2005) , o sujeito tem uma
participação ativa e o pesquisador pode fazer perguntas adicionais para esclarecer
questões que visem compreender bem mais o contexto.
A transcrição das entrevistas com base na Análise da Conversação
(MARCUSCHI, 1986) foi realizada após o término de cada uma delas, visando
facilitar a identificação dos diálogos, a compreensão do conteúdo e a seleção das
partes mais relevantes para a composição da análise.
4 ,1 DSC : Um modo de ler discursos de ativistas do MNOPB
Para analisar como o MNOPB se apropria , utiliza e dissemina as fontes de
informação na web recorremos ao Discurso do Sujeito Coletivo (DSC) que
pressupõe a apropriação de um conjunto de princípios e conceitos operacionais,
emprestado pela Semiótica de Pierce e pela Teoria das Representações Sociais,
representadas pelo pensador romeno Serge Moscovici (2003) e a pensadora
francesa Denise Jodelet (2001) . Eles consideram os fenômenos sociais como "a
fonte principal da produção de discursos e estes são assimilados como um
fragmento do pensamento social" (ALMEIDA, 2005, p. 61) . As realidades, segundo
Moscovici, são medidas pelas representações, e ''[ ... ] uma de suas funções
principais é de dar significados de aspectos dessa realidade" (ALMEIDA, 2005, p.
71). Essa teoria orienta as ações das pessoas, ligando "sujeito e objeto do
conhecimento" ,
Essa técnica propõe três conceitos operacionais básicos para análise dos
discursos dos sujeitos coletivos, a saber: as expressões-chave (ECH), a ideia central
(IC) e a ancoragem (AC). As ECH são fragmentos extraídos da transcrição literal do
discurso do sujeito na entrevista. A IC é "a descrição, precisa e direta, dos
significados do conjunto dos discursos que foram analisados e destacados nas
expressões-chave [... ] descreve o sentido de cada um dos discursos analisados e de
cada conjunto homogêneo" (ALMEIDA, 2005 , p. 71). E a AC é a "figura metodológica
que indica a teoria, o pressuposto, a corrente de pensamento e o fundo do
conhecimento que o sujeito aceita e compartilha de uma maneira natural para
representar um dado fenômeno da realidade" (ALMEIDA, 2005 , p, 71).
Nesta análise, o sujeito coletivo é a voz dos ativistas do Movimento Negro do
Estado da Paraíba, que se manifesta na primeira pessoa do singular. O entrevistado
(sujeito individual) é aquele que fala em nome do grupo (sujeito coletivo) ao qual

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Trabalho completo

pertence , O resultado das SUposlçoes, considerações e análises representam o
sujeito individual e o sujeito coletivo, entendidos como "um ser ou entidade empírica
coletiva , opinante na forma de um sujeito de discurso emitido na primeira pessoa do
singular" (LEFEVRE ; LEFEVRE, 2006, p. 518).
O primeiro passo da análise consistiu na leitura dos discursos de cada um dos
sujeitos individuais. Em seguida , recortamos os discursos observando os conceitos
operacionais e legenda mos (Sujeito A, Sujeito B, Sujeito C e Sujeito D). O segundo
passo consistiu em destacarmos, em negrito, as expressões-chave expressas nas
ideias centrais. No terceiro passo, identificamos e escrevemos as ideias centrais. No
quarto passo, estabelecemos as categorias do DSC a partir das ideias centrais.
Finalmente, o quinto passo consistiu no agrupamento das categorias, formadas a
partir de fragmentos dos discursos dos sujeitos. Com a finalidade de construirmos o
DSC de cada um dos discursos.
A primeira interlocução com os sujeitos individuais teve como finalidade
preocupou identificar se o Movimento Negro de João Pessoa utilizava alguma fonte
de informação da web. Se caso utilizava, como se dava o processo de apropriação .
Após essa identificação das ideias centrais (IC) retiramos as ECH e delas extraímos
as categorias "uso de blog e e-mail" e "apropriar para divulgar, disseminar",
referentes ao uso e processo de apropriação das fontes de informação na Web.
Dessa operacionalização, obtivemos o DSC a seguir.
o próprio movimento negro organizado da Paraíba tem um blog , tem um
blog e tem um e-mail , então faz sim [ ... ] Mas, é um grupo de discussão
também que assim como o blog não tá funcionando [ .. .] essas coisas assim ,
usa pra publicar para divulgar, [ ... ] a gente tem feito o uso dessa ferramenta
para se apropriar e para divulgar [ ... ] (DSC1)

Interpretando o DSC com base no discurso dos "sujeitos coletivos", é possível
constatar que o blog e o e-mail são as fontes de informação mais empregadas pelo
MNOPB na web. Na maioria das vezes, o processo de apropriação dessas
ferramentas tem como finalidade disseminar a informação de interesse do grupo. A
apropriação das ferramentas está associada ao uso postagens acerca das questões
levantadas por um grupo de discussão. Essas postagens são coletivas e
espontâneas, e a apropriação das ferramentas efetiva-se por meio delas. Notamos,
entretanto, que, em razão da desorganização do MNOPB, as postagens não têm
sido atualizadas.
Os discursos mostram que o grupo usa o blog como ferramenta de
disseminação da informação mais adequada . Essa ferramenta, segundo eles, serve
para noticiar visões de mundo individuais ou de pequenas coletividades sobre temas
variados. No campo da Ciência da Informação, o blog é visto como mais um
complemento para disseminar a informação e disponibilizar o conhecimento para
usuários - aprendentes que navegam na web.
Hoje, existe um número de empresas consolidadas no mercado que recorrem
a essa ferramenta para construir identidades, aumentar sua credibilidade e divulgar
seus produtos. Há também indivíduos que usam essas ferramentas no formato de
diário e outros, com fins jornalísticos. É uma ferramenta de fácil publicação que o
usuário-aprendente não depende do conhecimento da linguagem de programação e
a maioria delas é gratuita. Por sua vez, o e-mail é a ferramenta de comunicação que
mais evoluiu nas últimas décadas e vem se popularizando à medida que as

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tecnologias intelectuais também se popularizam .
O DSC indica que, mesmo o MNOPB empregando essas ferramentas , elas
não funcionem . Esse distanciamento pode ser atribuído à não funcionalidade da
própria organização. A apropriação do blog e grupo de discussão servem para a
divulgação e disseminação da informação recuperada pelo MNOPB. Porém, não há
uma periodicidade nessa disseminação, perdendo-se, assim, um requisito básico
para que a ferramenta seja utilizada constantemente, que é a atualização da
informação disponibilizada.
A segunda interlocução com os entrevistados referiu-se ao uso do e-mail
como fonte de informação para a apropriação da informação disseminada pelos
ativistas do MNOPB e os tipos que utilizam. Nesse sentido, os posicionamentos
sujeitos individuais e das ideias centrais (IC's), retiradas do segundo bloco de dados
discursivos, serviram para extrair a categoria .. e-mail : veículo de apropriação da
informação no MNOPB", com vistas a disseminação e a memória do MNOPB,
resultando no discurso do sujeito coletivo a seguir.
Utilizo sim , a fonte de informação mais eficaz, ainda é o e-mail , não é o email do Grupo, é o e-mail pessoal (DSC2) .

Os discursos dos sujeitos apontam possibilidades que potencializariam o
poder de comunicação dessas ferramentas, tendo em vista o uso que lhes é
atribuído, mas não são devidamente empregadas. Eles informaram que as questões
de uso restrito dessas ferramentas estão relacionadas a algumas características que
estão agregadas ao manuseio dessas delas, tais como a pouca familiaridade com
essas ferramentas, a falta de articulação dos ativistas, a ausência de mobilização de
pessoas que poderiam orientar os ativistas a usá-Ias.
Essa inabilidade desses ativistas no que concerne ao uso das ferramentas
contrasta com a literatura e as pesquisas, pois tem sido mostrado que as fontes de
informação da Web demandam uma praticidade , que é reconhecida como uma das
características das ferramentas digitais contemporâneas. A demanda pela
usabilidade é tão simples quanto o uso que se faz dela.
No discurso do sujeito coletivo, constatamos que a apropriação da informação
disseminada pelo MNOPB é feita apenas por meio da troca de e-mails pessoais e
não entre os membros. Essa ferramenta é considerada mais acessível ao grupo e
mais fácil de ser operacionalizada . O e-mail é utilizado para disseminar a informação
que os ativistas do MNPB apropriam nas entidades e ativistas ligados ao movimento,
em âmbito local, estadual e federal.
Ao que parece, a apropriação das ferramentas na web pode muito contribuir
para fortalecer o MNPB, vez que esse movimento caracteriza-se como unidade
agregadora de interesses comuns, cujo objetivo maior de suas lutas está voltado
para a visibilidade de suas ações que visem a reversão dos preconceitos,
discriminações e racismos que afetam historicamente o potencial humano e cultural
da população negra, relegando negros e negras a exclusão. Entretanto, a
desarticulação e os conflitos internos inerentes ao MNPB interferem nos efeitos
positivos que o uso dessas ferramentas poderiam trazer.
A voz dos ativistas expressa que o MNPB está preocupado em veicular
informação étnico-racial para fortalecer essa organização. Embora se auto afirme
como "apático", seus ativistas mantêm-se atualizados e atualizando-se, no que
concerne à informação étnico-racial, e continuam disseminando essa informação

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entre si, instigando as discussões e reflexões, principalmente quando se trata de
temas relacionados aos racismos.
À luz das ideias de Correia (1999, p, 114), "o acesso/uso da informação vai
possibilitar a mudança de mentalidade dentro do contexto social do movimento
negro, pois, conhecendo sua condição social, ele buscará ser reconhecido enquanto
indivíduo, sem afastar-se de sua etnicidade e cultura",
Com essa atuação, os ativistas do MNOPB fazem com que a informação
passe a ser "um elemento organizador do processo de comunicação e de apoio da
elaboração do conhecimento do indivíduo" (CORREIA, 1999, p. 114). Isso conduz
esse indivíduo a desenvolver um papel social pautado na liberdade de expressão e
exponha sobre a sua cultura , sem que se sinta reprimido ou até mesmo
discriminado.
Prosseguindo a interlocução com os ativistas entrevistados, perguntamos se
achavam que as fontes de informação na web facilitavam a disseminação da
informação e solicitamos que justificassem suas respostas, Dos discursos de cada
um deles, extraímos as categorias "agilidade e rapidez" e "diminui as fronteiras", as
quais originaram os discursos dos sujeitos coletivos a seguir
Facilita sim , porque encurta as fronteiras. Tanto ampliam a possibilidade de
você se comunicar, quanto elas ampliam a possibilidade de você organizar
a comunicação. Acho que é a rapidez é a agilidade e praticidade. Ela é
importante, ela dissemina a informação, mas, ai gente tem que repassar de
outra forma porque agente não pode entender que a gente vai divulgar uma
ação e que todas as pessoas vão ter acesso, e não vão ter acesso, então
agente faz essa reflexão, porque no acesso a gente tá a traz da população
branca (DSC3) .

Eles disseram que no MNPB a disseminação da informação é agilizada pelas
fontes de informação. Nessa questão, os ativistas entrevistados parecem reconhecer
a importância dessas fontes , considerando que a comunicação é simultânea , produz
agilidade e rapidez e encurtam as fronteiras. Concordando com a facilidade na
disseminação da informação, eles atribuíram sentido ao uso dessas ferramentas . A
eficácia da disseminação perpassa a mecânica da simultaneidade no recebimento
de informação para alcançar resultados no uso que se faz dela.
O DSC explicita que as ferramentas intensificam a capacidade de organizar a
informação e comunicá-Ia , mas cabe ao usuário-aprendente apropriar-se dessas
características para atingir o propósito que intenciona. Caso esses propósitos
inexistam, as possibilidades da democratização informacional podem ser reduzidas.
O uso das ferramentas deve ser perpetuado para a inclusão étnico-racial, a
neutralização das ações direcionadas a preconceitos discriminações e racismos.
Essa iniciativa não é responsabilidade dos meios digitais, mas de questionamentos e
críticas dos sujeitos. Aqueles que dominam essas fontes são responsáveis por
repassar a informação para a população que não tem acesso a ela . Os meios são
apenas suportes facilitadores para que esse fim seja alcançado.
Os ativistas do MNPB como agentes da informação étnico-racial deve
reafirmar seu compromisso de "conscientizar a raça negra para que seja feita uma
releitura dos acontecimentos a partir da compreensão do seu papel na história"
(MNPB , 2010), disseminado a informação étnico-racial para desconstruir o discurso
que a exclui.

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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pesquisar temas sobre as relações étnico-raciais e sua relação com a
disseminação de fontes de informação na web implica construir e juntar os
fragmentos da memória coletiva da história da população negra, a fim de possibilitar
uma concepção de um conhecimento que sirva para erradicar as discriminações, os
racismos e os preconceitos que submetem os negros a humilhações e os excluem
dos diversos âmbitos da sociedade (AQUINO, 2009).
É possível constatar que, desde o processamento passando pelo tratamento
da étnico-racial e chegando a sua disseminação e memória, o profissional da
informação deve abandonar o preconceito em relação a qualquer suporte
informacional, sejam eles físicos, digitais e virtuais, e fazer com que o uso das fontes
de étnico-racial da Web possam inovar as práticas de mediação na disseminação da
étnico-racial para os diferentes usuários-aprendentes da grande rede.
Os profissionais da informação, conjuntamente com pesquisadores,
professores e alunos, devem construir uma rede social sobre as fontes de
informação da Web, aliadas às práticas culturais desenvolvidas pelos movimentos
sociais que sirvam para desvelar a realidade e as contradições. Como profissional
da informação, preocupada com o uso e a apropriação dessa informação
disponibilizada na Web pelos grupos socialmente invisibilizados, entendemos que
caberia ao Estado e Conselhos de Educação elaborar políticas de reparações por
meio de programas de ações afirmativas e políticas de informação que orientem a
sociedade, seus representantes e a comunidade científica para corrigir as
desvantagens e a exclusão nessa sociedade excludente e discriminatória , que
invisibiliza seus atores sociais, por meio de preconceitos e diferentes formas de
negação de sua cultura de origem , impondo uma cultura dominante, que impera, dita
normas e valores, exclui e fecha as portas aos menos favorecidos socialmente.
A disseminação da étnico-racial , por meio da Web, faz com que os sujeitos
tenham condições de modificar suas ações e, consequentemente, passem a ter
maior controle e integração com as instituições sociais de forma mais democrática.
Neste estudo, encontramos fontes de informação da Web que servem de
instrumentos para as entidades ligadas ao MNOPB como um canal de disseminação
da informação étnico-racial, e visam o uso e à apropriação da étnico-racial , para dar
possibilidade ao indivíduo de se tornar mais consciente do espaço em que vive e
interagir com ele através de sua cultura e de seus direitos e deveres. Percebemos
que o MNOPB é uma entidade que utiliza as fontes de informação da Web para se
apropriar da informação étnico-racial preservar a memória histórico-cultural desse
grupo.
Essas ferramentas podem contribuir para ajudar os grupos sociais que lutam
por direitos, democracia e justiça. É necessário entender também que a tecnologia ,
por si só, não atende aos propósitos e às demandas da sociedade. Ela é relevante
se resolver e/ou buscar soluções para atender aos problemas que atingem a nossa
sociedade.

6 Referências
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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              <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Investigar como o Movimento Negro do Estado da Paraíba se apropria das fontes de informação na web e usa-as, na perspectiva de disseminação da étnico- racial é o objetivo que norteia este estudo. Entende-se que essas fontes de informação podem ser utilizadas como um canal de disseminação da informação étnico-racial para auxiliar os grupos socialmente invisibilizados, na atual sociedade da informação, do conhecimento e da aprendizagem, onde o preconceito, a discriminação e o racismo fazem parte do cotidiano dos sujeitos. O universo da pesquisa foi o Movimento Negro Organizado da Paraíba (MNOPB), e os sujeitos/participantes foram quatro ativistas vinculados a duas entidades desse movimento: o Núcleo de Estudantes Negras e Negros da UFPB (NENN/UFPB) e a Organização de Mulheres Negras na Paraíba, a BAMIDELÊ. Os resultados mostraram que a ferramenta mais utilizada pelo MNOPB, para veicular a informação, é o e-mail, e o uso do blog está associado à disseminação da informação apropriada pelo grupo. Nas considerações finais, é proposto para a entidade que se aproprie as fontes de informação na Web já utilizadas por ela, a fim de que sirvam como um espaço virtual que armazene a informação produzida e apropriada pelo MNOPB.</text>
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                    <text>Gestão de pessoas

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COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS DEMANDADAS AOS
BIBLIOTECÁRIOS-GESTORES QUE ATUAM EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS: UM ESTUDO DOS PROFISSIONAIS
DE GOIÂNIA - GO
Karol Almeida da Silva ' , Luciana Candida da

silvél

1Bacharel em Biblioteconomia , Universidade Federal de Goiás , Goiânia , Goiás
2Mestre em Ciência da Informação-UNB, Universidade Federal de Goiás, Goiânia , Goiás

Resumo
Este estudo tem por objetivo analisar as competências dos bibliotecáriosgestores para sua efetiva atuação frente às demandas do mercado de trabalho em
bibliotecas universitárias de Goiânia-Goiás. A pesquisa foi realizada com 13
bibliotecários-gestores e 3 contratantes, sendo utilizado como instrumento de coleta
de dados o questionário. Através dos resultados, conclui-se que as competências
essenciais demandadas pelo mercado de trabalho das bibliotecas universitárias de
Goiânia são formadas pela integração de habilidades, aprendizado coletivo,
tecnologias e conhecimentos. Além disso, a maioria das competências demandadas
não se restringe somente aos bibliotecários-gestores de bibliotecas universitárias de
Goiânia, ou seja, os resultados da pesquisa visam contribuir com todos os demais
bibliotecários que queiram desenvolver competências essenciais visando à
satisfação de seus usuários/clientes e para as instituições e/ou organizações que
buscam por profissionais qualificados na área de Biblioteconomia.

Palavras-Chave:
Bibliotecário-gestor; Bibliotecas universitárias; Mercado de Trabalho - Goiânia.

Abstract
The objective of this research was to analyze the competencies of the
librarinans-administrators for their effectiveness in meeting the demands of the
University Libraries of Goiânia-Goiás labor market. The research was conducted with
13 administrative librarians and 3 contractors by utilizing fact-gathering
questionnaires. Through the results, one can conclude that the essential
competencies required by the University Libraries of Goiânia are formed by
integration of abilities, collective training , technologies and knowledge. Furthermore,
the majority of the competencies required are not themselves limited to the librariansadministrators of the University Libraries of Goiânia. Hence, the results of the
research would to apply to ali other librarians that who want to develop essential
competencies with the aim of satisfying their users/clients and institutions and/or
organizations that seek for professionals qualified in the field of Librarianship.

Keywords:
Librarian-administrators; University Libraries; Labor Market - Goiânia.

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1 Introdução
A nova dinâmica mundial, caracterizada pela globalização dos mercados e
pelas rápidas mudanças, tem aumentado as exigências do mercado de trabalho com
relação aos profissionais bibliotecários, devido diversos fatores como a ampliação da
velocidade do fluxo informacional e o surgimento de novas tecnologias da
informação e comunicação (TICs).
Para atuar efetivamente neste novo mercado, os profissionais da informação
devem ter habilidade de solucionar problemas, de aprender a aprender, conhecer e
saber utilizar as tecnologias da informação e comunicação, capacidade de
adaptação a mudanças, aplicar conhecimentos de forma crítica e reflexiva e ter
capacidade de formação de competência .
O tipo de competência considerado mais adequado para este estudo foi a
competência essencial , definida por Prahalad e Hamel (1990) , que além de
afirmarem que essas competências são a integração de habilidades e tecnologias e
corrente de conhecimento, permite as organizações a oferecer um determinado
beneficio aos clientes; beneficio este que seja único ou difícil de ser imitado pelo
concorrente o que gera vantagem competitiva para a organização.
E as bibliotecas universitárias que também sofrem as influências e mudanças
ocorridas na sociedade , necessitam de profissionais bibliotecários com capacidade
de formar tais competências essenciais . Para isso, os bibliotecários-gestores que
atuam em bibliotecas universitárias precisam acompanhar as contínuas mudanças
da sociedade, buscando sempre a atualização profissional , com o objetivo de
conquistar um diferencial competitivo no mercado de trabalho cada vez mais
dinâmico e exigente.
Diante deste contexto, a pesquisa procurou analisar as competências
essenciais dos bibliotecários-gestores para sua efetiva atuação frente às demandas
do mercado de trabalho em bibliotecas universitárias de Goiânia. Para isso, realizouse um estudo com os bibliotecários-gestores atuantes em bibliotecas universitárias
de Goiânia e com os contratantes destes profissionais buscando responder ao
seguinte questionamento: Quais as competências essenciais demandadas pelo
mercado de trabalho para a efetiva atuação dos bibliotecários-gestores em
bibliotecas universitárias de Goiânia-GO?
O interesse em estudar as bibliotecas universitárias surgiu a partir da leitura
da pesquisa de Silva (2009), onde mostra que o mercado de trabalho em Goiânia
para os profissionais bibliotecários está voltado para atuação em bibliotecas
universitárias privadas e públicas. E o interesse pelos bibliotecários-gestores ocorreu
porque são eles que estabelecem as decisões estratégicas, tendo impacto decisivo
no desempenho da unidade de informação. Assim surge a preocupação em verificar
o perfil desse profissional, a partir das competências essenciais exigidas pelo
mercado de trabalho.
Os objetivos do trabalho consistem em analisar as competências essenciais
dos bibliotecários-gestores para sua efetiva atuação frente às demandas do mercado
de trabalho em bibliotecas universitárias de Goiânia. Para isso, buscou-se identificar
com base na literatura as competências essenciais requeridas aos profissionais
1 A palavra essencial, nesse caso, refere-se a uma ampla variedade de habilidades,
diferentes tecnologias e corrente de conhecimento.

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bibliotecários, conhecer o perfil profissional dos bibliotecários-gestores que atuam
em bibliotecas universitárias de Goiânia , especificar o nível das competências
essenciais desses profissionais e descrever as competências essenciais
demandadas pelo mercado de trabalho aos bibliotecários-gestores de bibliotecas
universitárias de Goiânia.

2 Revisão de Literatura

o termo competência não é novo, mas na atualidade seu sentido passou a
tratar as capacidades humanas e os processos de aprendizagem nas organizações.
A expressão "competência" remonta há alguns séculos, mais precisamente à época
dos aprendizes de artesãos na Idade Média. Segundo Brandão (1999) o termo
pertencia, no final desse período, à linguagem jurídica ; "[ ...] tradicionalmente, o
termo competência foi consagrado para designar a idoneidade e o poder de uma
instância para decidir ou julgar um fato e o direito das pessoas de exercer uma dada
atividade profissional".
Durand (1998 apud OLIVEIRA et aI, 2006)2 afirma que o modelo de
competência está articulado em torno de três dimensões, que são: conhecimentos,
habilidades e atitudes. Englobando questões técnicas, cognição e as atitudes
relacionadas ao trabalho. As três dimensões do modelo de competência proposto
por Durand (1999 apud SILVA, 2009 , p. 84)3 são:
a) Conhecimento - diz respeito ao saber o que e por que fazer (Know-what e
Know-Why) algo dentro de determinado processo. O conhecimento
corresponde a uma série de informações assimiladas e estruturadas pelo
indivíduo, que lhe permitem entender o mundo, ou seja , o saber que a pessoa
acumulou ao longo da vida . Para Davenport e Prusak (1998) o conhecimento
é uma mistura fluída de experiência condensada , valores, informação
contextual e 'insight' experimentado, a qual proporciona uma estrutura para
avaliação e incorporação de novas experiências e informações. Ele tem
origem e é aplicado na mente dos conhecedores. Nas organizações, ele
costuma estar não só em documentos ou repositórios, mas também em
rotinas, processos, práticas e normas organizacionais;
b) habilidade - está relacionada ao saber-fazer algo ou à capacidade de aplicar
e fazer uso produtivo do conhecimento adquirido, ou seja, de instaurar
informações e utilizá-Ias em uma ação com vistas a atingir um propósito
específico;
c) atitude - é a dimensão do querer-saber-fazer, que diz respeito a aspectos
sociais e afetivos relacionados ao trabalho. (DURAND, 1999 apud BRANDÃO
1999, p. 25)4.
A figura 1 ilustra o conceito de competência proposto por Durand (1999), que
DURAND, 1998 apud OLIVEIRA et ai, 2006 .
DURAND, 1999 apud SILVA, 2009, p. 83 .
DURAND , 1999 apud BRANDÃO , 1999, p. 25.

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evidenciam as três dimensões da competência que são interligadas e
interdependentes, em que, para a ação competente envolvem a assimilação de
conhecimentos, aquisição de habilidades e internalização de atitudes e pressupõem
que o indivíduo seja capaz de articular as três dimensões de forma a obter eficiência
e eficácia em suas ações resultando em um alto desempenho no seu trabalho.
Prahalad (1990 apud FLlNK; VANALLE, 2003, p. 1) 5 afirma que 'l ..] as
competências combinam conhecimento e habilidades; representam tanto a base dos
conhecimentos tácitos quanto de habilidades, necessários para a realização de
ações produtivas".

Conhec imentos:
Informaç ã.o
Saber o quê
SalJ-:r o pOrQ u ê •

Atitudes;

•

r-

Habilidades :

Querer faze·r

T ê cnica

Ide."tida de

C:::tl'l;af"lir:l~rtp.

Determlnoção

Sabereomo

Figura 1 - As três dimensões da competência
Fonte: Brandão e Guimarães (2001 , p. 10.).

o termo competência essencial (core competence)6 se originou partir do
artigo "The core competence of the corporation" , de Prahalad e Hamel, em 1990.
Conforme os autores, as competências essenciais são recursos intangíveis que: em
relação aos concorrentes são difíceis de ser imitados; em relação a mercados e
clientes são os recursos essenciais para que a empresa possa prover
produtos/serviços diferenciados e em relação ao processo de mudança e evolução
da própria empresa é o fator fundamental da maior flexibilidade que permite a
exploração de diferentes mercados.
As competências essenciais podem ser definidas como:
A aprendizagem coletiva na organização, especialmente relacionada a
como coordenar diversas habilidades de produção e integrar múltiplos
streams de tecnologias , em outras palavras, competências essenciais são
um conjunto de habilidades e tecnologias que permite a uma empresa
oferecer um determinado benefício aos clientes (PRAHALAD ; HAMEL,
1990, p. 82 ).

A ênfase concedida ao termo competência essencial surge das novas
demandas do setor produtivo e mudanças no mercado de trabalho em função da
desvalorização dos métodos destinados a adaptar as pessoas ao mercado e aos
postos de trabalho . A crise na qualificação decorre da inserção das economias em
PRAHALAD, 1990 apudFLlNK; VANALLE, 2003, p. 1.
Para este estudo preservou-se o termo inglês core competence para competências
essenciais, utilizado originalmente nas obras de Prahalad e Hamel (1990) .

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mercados globalizados, da crescente exigência de produtividade e competitividade e
da incorporação de novas tecnologias que requerem flexibilidade e polivalência dos
trabalhadores (BRANDÃO, 1999).
De acordo com Silva (2009) o profissional que estiver munido de
competências essenciais, ou seja, souber integrar habilidades, talentos e tecnologia
com os objetivos da empresa poderão garantir vantagem competitiva e sucesso.
Desta forma, o bibliotecário, que possuir tal integração relacionada aos
conhecimentos técnicos, habilidades de gerenciamento e tecnologias para geração,
tratamento e uso da informação em consonância com a política da organização no
qual atua poderá apoiar os processos que buscam excelência no atendimento do
cliente; diferenciação de seus concorrentes e capacidade de expansão . As
competências essenciais (core competences) são a abordagem teórica que a
pesquisa se fundamenta, porque se refere a um fator distintivo e único que marca
uma organização ou uma atividade em particular, que na pesquisa corresponde ao
bibliotecário-gestor que atua em biblioteca universitária e os contratantes desses
profissionais.
O bibliotecário enquanto gestor deve administrar os processos de sua
unidade de informação, expresso de forma simplificada por meio do ciclo
informacional utilizado pela Biblioteconomia e Ciência da Informação, que define a
gestão da informação como aplicação do ciclo da informação nas unidades de
informação, conforme a figura abaixo :

Figura 2 - Ciclo informacional
Fonte: Ponjuan Dante (1998, p. 47 apudTARAPANOFF 2006, p. 22).

Tarapanoff (2006) explica que o ciclo informacional é um processo que se
inicia com a busca da solução a um problema, da necessidade de obter informações
sobre algo e passa pela identificação de quem cria o tipo de informação necessária,
fontes, acesso, seleção, aquisição, registro, representação, recuperação, análise e
disseminação da informação que, quando usada aumenta o conhecimento individual
e coletivo.
Através da figura do ciclo informacional, pode-se afirmar que a gestão nas
organizações está relacionada à gestão da informação, isto é, para gerenciar uma
organização é necessário a gestão da informação, que consiste na identificação das
necessidades
informacionais,
coleta,
análise,
interpretação,
seleção,
armazenamento, disponibilização e uso da informação para tomada de decisões
organizacionais.

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Segundo Ferreira (1980) as bibliotecas são instrumentos essenciais ao
processo de ensino/aprendizagem . Na atualidade, não se pode conceber ensino
sem utilização de bibliotecas, as quais possibilitam o acesso à informação, além do
desenvolvimento de potenciais, capacitando pessoas a construírem suas próprias
ideias e a tomarem suas próprias decisões. O autor lembra ainda que a universidade
deve estar voltada às necessidades educacionais, culturais, científicas e
tecnológicas de um país, assim as bibliotecas devem trabalhar visando atingir esses
objetivos.
De acordo com Oliveira (2004) a gestão em bibliotecas universitárias deve se
concentrar em melhorar a qualidade frente aos desafios de um mundo em
transformação . É necessário que o profissional que atua nesta instituição esteja apto
a trabalhar com novas ferramentas tecnológicas, desenvolver novos produtos de
acesso à informação e oferecer um trabalho que aperfeiçoe a prestação de serviços
de informação.
Diante das mudanças que estão ocorrendo nos últimos anos na sociedade, a
atuação do bibliotecário também se modificou , atuando também como um
administrador de biblioteca por exercer a função de gestor, que se compõe em
organizar, comandar, prever, coordenar e controlar todas as atividades ligadas à sua
Unidade de Informação. Neste contexto , adquirir habilidades, atitudes, ampliar e
desenvolver competências capazes de auxiliar no desempenho das atividades
profissionais e no gerenciamento de unidades de informação é indispensável para
sua atuação efetiva como gestor.
Tendo por base Pizarro e Davok (2008) o bibliotecário-gestor tem como
função buscar, organizar e analisar dados para serem oportunamente
disponibilizados ao usuário como informação e como subsídios à produção do
conhecimento. Além de analisar o conteúdo informacional e dialogar com os
produtores e consumidores sobre a qualidade da informação e seu adequado
tratamento, cabe ao bibliotecário-gestor avaliar as possibilidades de implementação
de novos serviços a partir da tecnologia disponível. Além disso, o bibliotecário como
gestor da informação pode avaliar, planejar e implantar programas de gerenciamento
de informação e de informatização em unidades de informação de organizações
públicas e privadas.
Para Maciel e Mendonça (2006) o processo de administração de uma
biblioteca no contexto de transformação, exige principalmente dos bibliotecáriosgestores, conhecimentos e habilidades diversas. Por meio do constante
aprimoramento que ele irá adquirir novos conhecimentos e valores que possibilitarão
sua atuação no cotidiano da biblioteca, tornando-o mais autoconfiante em suas
ações e decisões. O perfil do bibliotecário-gestor é de um profissional em constante
aperfeiçoamento e se encontra constantemente ligado nas novas tendências
tecnológicas, estando preparado para os novos canais de distribuição da
informação, atuando assim , de forma decisiva nas organizações visando à eficiência
e eficácia da organização .

3 Materiais e Métodos
Os métodos considerados mais apropriados para esta pesquisa incluem : o
método descritivo, misto, pesquisa bibliográfica e levantamento de dados. A
pesquisa quanto aos seus objetivos classifica-se em descritiva para caracterizar o

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perfil dos profissionais bibliotecários-gestores de Goiânia e as competências
essenciais demandadas pelo mercado de trabalho das bibliotecas universitárias de
Goiânia. De acordo com Gil (2002) a pesquisa descritiva tem como objetivo a
descrição de características de determinada população ou fenômeno . São inúmeros
os estudos que podem ser classificados sob este título e uma de suas
características está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados.
Quanto à abordagem do problema a pesquisa classifica-se em mista, isto é,
será utilizado o método quantitativo e qualitativo. A pesquisa será quantitativa devido
à mensuração das questões fechadas, que permitirão obter informações sobre o
perfil dos bibliotecários-gestores, as competências essenciais demandadas pelo
mercado de trabalho, dentre outras. A pesquisa também será qualitativa devido à
análise de algumas questões abertas, que permitirão obter outras informações
importantes para o entendimento e conclusão deste trabalho.
O tipo de pesquisa classifica-se em pesquisa bibliográfica e levantamento de
dados para identificar através da revisão de literatura as competências essenciais e
através dos dados obtidos na pesquisa será possível identificar as competências
essenciais requeridas aos bibliotecários-gestores de bibliotecas universitárias de
Goiânia.
A população da pesquisa foi obtida por meio do contato telefônico nas trinta e
uma instituições de ensino superior de Goiânia, no qual, identificou-se o universo de
trinta e dois bibliotecários-gestores e o universo de treze contratantes. Algumas
bibliotecas tinham mais de um bibliotecário-gestor e em outras não se conseguiu
identificar a existência do mesmo. O universo dos contratantes constitui-se de
diretores, departamento de pessoal, recursos humanos e bibliotecários que
participam do processo de seleção de outros bibliotecários para a instituição.
Inicialmente a amostra da pesquisa correspondia a 100% do universo dos
bibliotecários-gestores atuantes em bibliotecas universitárias em Goiânia e, a
mesma porcentagem para o universo dos contratantes, porém foi possível atingir
41 % do total da amostra selecionada dos bibliotecários-gestores e 23% dos
contratantes, conforme será apresentada no tópico seguinte .
A técnica selecionada para a coleta de dados foi o questionário. A escolha do
questionário ocorreu por proporcionar alcance de um maior número de pessoas e
pelo tempo disponível para a realização da pesquisa . A partir da escolha,
desenvolveram-se dois questionários constituídos por perguntas abertas e fechadas ,
um para coleta de dados dos bibliotecários-gestores e o outro para coleta de dados
dos contratantes. A elaboração dos questionários baseou-se na literatura sobre o
tema e na Tabela de Atividades dos Profissionais da Informação da Classificação
Brasileira de Ocupações (CBO).
A análise de dados foi realizada após o processo de coleta . O processo de
coleta ocorreu por meio de questionários no mês de setembro via e-mail. Os dados
foram tabulados em formato de porcentagem para os dados das questões fechadas
e a análise das perguntas abertas ocorreu através das respostas mais recorrentes
obtidas no levantamento de dados dos questionários aplicados aos bibliotecáriosgestores e contratantes.

4 Resultados Finais
Os questionários foram respondidos por treze bibliotecários-gestores, que

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correspondem a 41 % da amostra inicial de 100% do universo dos bibliotecáriosgestores. Os demais 59% correspondem aos dezenove bibliotecários-gestores que
não retornaram o questionário respondido.
Os questionários foram respondidos por três contratantes, que correspondem
a 23% da amostra inicial de 100% do universo dos contratantes. Os demais 77%
correspondem a dez contratantes que não retornaram o questionário respondido.
Os resultados finais mostram que os bibliotecários-gestores de bibliotecas
universitárias de Goiânia possuem um perfil de profissionais jovens, em que, a
maioria possui de vinte a quarenta anos, são predominantemente do sexo feminino e
buscam atualização profissional , por meio de especializações, cursos de
aperfeiçoamento, mestrado ou outra graduação. Quanto às exigências do mercado
de trabalho com relação ao nível de formação profissional, a maioria dos
contratantes demanda somente por graduação em Biblioteconomia.

Entre 20 e 30
anos

Entre 31 e 40
anos

Entre 41 e 50
anos

Entre 51 e 60
anos

Acirra de 60
anos

Gráfico 1 - Idade dos bibliotecários-gestores participantes
Fonte: SILVA (2011) .

A maioria dos bibliotecários-gestores possui entre sete a dez anos e mais de
dez anos de experiência profissional , entretanto, não possuíam experiência anterior
na função de gestor. Enquanto que, o mercado de trabalho considera importante que
o bibliotecário-gestor possua experiência anterior na função de gestor.
3 5 '1ô
3 D'Iô
25'1.

1 5 '1.
1 0 '1.
5'1.

Até 1 aro Entre 1
310

a :::

aros

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alOS

3105

E.ntle Õ

Entre 7

Mais d.

Gráfico 2 - Tempo de experiência profissional
Fonte: SILVA (2011) .

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Com relação à atuação profissional pode-se afirmar que os bibliotecáriosgestores ainda realizam mais as atividades tradicionais e cotidianas na biblioteca,
como: atendimento ao público, catalogação, classificação, seleção e aquisição,
treinamento de usuário, do que propriamente atividades de gestão. Considerando as
atividades realizadas pelos participantes da pesquisa , os bibliotecários-gestores que
atuam em bibliotecas universitárias de Goiânia ainda possuem um perfil de atuação
tradicional. As principais atividades demandadas pelo mercado de trabalho ao
bibliotecário-gestor são: atividades tradicionais de biblioteca, gestão administrativa
da biblioteca e prestação de serviços de apoio às atividades de ensino e para
educação presencial e à distância.

Outros _

23%

Prestação de serviços de apoio às atividades de _
ensino para educação presencial e à distância

31 %
69%

Serviços on-line

Treinarrento de usuários

85%

Comutação Bibliográfica (COIIfUT) _

31 %

Normalização de trabalhos acadêrricos

69%

Baboração de ficha catalográfica

69%

Seleção e Aquisição

85%

Indexação

69%

Catalogação e Classificação

85%

Gestão administrativa da biblioteca

77%

Atendirrento ao público
0% 10
%

20
%

30
%

40
%

50
%

60
%

70
%

80
%

90 100
% %

Gráfico 3 - Principais atividades realizadas pelos bibliotecários-gestores
Fonte: SILVA (2011).

As competências essenciais foram divididas em três categorias:
conhecimentos, habilidades e atitudes que correspondem às três dimensões da
competência . Os resultados mostram que os bibliotecários-gestores possuem quase
todos os conhecimentos listados no questionário, com exceção apenas dos
conhecimentos sobre o "domínio de pelo menos uma língua estrangeira", em que,

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31 % afirmaram que Não possui e "implantar unidades de informação", no qual, 8%
participantes afirmaram que Não possui. Dentre os conhecimentos se destacam:
conhecer aspectos técnicos da área ; conhecer as rotinas e processos relativos ao
trabalho; assessorar no planejamento do espaço físico da unidade de informação e
participar de comissões de avaliação do MEC e validação de cursos. Os
participantes possuem todas as habilidades listadas no questionário, dentre as quais
se destacam: capacidade de compreender a importância da biblioteca no ambiente
universitário; identificar as características e expectativas de seus usuários;
argumentar de maneira convincente sobre produtos e serviços que a biblioteca
oferece; capacidade de resolver problemas e trabalhar em equipe e em rede. No que
se referem às atitudes, os resultados mostram que os participantes possuem todas
as atitudes listadas no questionário e nenhuma das atitudes recebeu o nível Fraco e
Não possui. Dentre as atitudes se destacam: reconhecer a importância do usuário
para a biblioteca; demonstrar criatividade; demonstrar iniciativa; demonstrar o desejo
de aprender continuamente a aprimorar-se profissionalmente; demonstrar respeito à
ética e aos aspectos legais da profissão; demonstrar comprometimento com o
trabalho; aplicar seus conhecimentos de forma crítica e reflexiva e ter postura
gerencial na área de informação.
Com relação às competências essenciais demandadas pelo mercado de
trabalho aos bibliotecários-gestores de bibliotecas universitárias, os resultados dos
questionários aplicados aos contratantes, mostram que as competências
consideradas pela maioria e algumas até por 100% dos participantes como Muito
importante e Importante , ou seja , as competências demandadas são: conhecer
aspectos técnicos da área ; conhecer as rotinas e processos relativos ao trabalho;
domínio de diferentes bases de dados; automatizar unidades de informação; avaliar
qualidade e conteúdo de diferentes fontes de informação; assessorar no
planejamento do espaço físico da unidade de informação; implantar unidades de
informação; capacitar recursos humanos e usuários; participar de comissões de
avaliação do MEC e validação de cursos; capacidade de compreender a importância
da biblioteca no ambiente universitário; identificar as características e expectativas
dos usuários; argumentar de maneira sobre produtos e serviços que a biblioteca
oferece; capacidade de comunicação escrita e oral ; capacidade de negociação;
capacidade empreendedora ; capacidade de resolver problemas; desenvolver planos
de divulgação para a biblioteca ; trabalhar em equipe e em rede; reconhecer a
importância do usuário para a biblioteca; demonstrar disposição para adaptarem-se
as mudanças; demonstrar criatividade; demonstrar paciência ; demonstrar iniciativa;
demonstrar o desejo de aprender continuamente; demonstrar respeito à ética e aos
aspectos legais da profissão; demonstrar comprometimento com o trabalho; aplicar
conhecimentos de forma crítica e reflexiva e ter postura gerencial na área de
informação. As competências essenciais consideradas não demandadas pelo
mercado de trabalho no contexto das bibliotecas universitárias de Goiânia foi o
"domínio de pelo menos uma língua estrangeira" (67% afirmaram ser Pouco
Importante, 33% Importante) e "buscar patrocínios e parcerias com outras
instituições" (67% afirmaram ser Importante e 33% como Pouco Importante) .
A literatura mostra que para ter competência essencial também são
necessários três determinantes: treinamento contínuo dos funcionários, uso contínuo
das competências, desdobrando e reformulando-as de diversas formas e
desenvolvendo as competências, rompendo barreiras funcionais e organizacionais

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para que ocorra de forma efetiva. Assim, a pesquisa também procurou conhecer o
apoio oferecido pelas instituições para o desenvolvimento de competências
essenciais. Os resultados mostram que a maioria dos bibliotecários-gestores não
recebeu treinamento para exercer sua função atual.
No que se refere à faixa salarial os resultados apontam que a maioria dos
bibliotecários-gestores recebe de R$ 1.000,00 a R$ 2.500,00.

23%
15%

Menos de R$ R$1.(XlO,OO a R$1.501 ,00 a R$ 2.501 ,00 a R$ 3.501 ,00 a Acima de R$
1.000,00
R$1 .500,00 R$ 2 .500,00 R$ 3.500,00 R$ 5.000,00
5.001 ,00

Gráfico 4 - Faixa salarial dos bibliotecários-gestores
Fonte: SILVA (2011) .

No espaço aberto destinado aos bibliotecários-gestores, os participantes
discorreram sobre as poucas oportunidades de educação continuada, a falta de
incentivo e apoio institucional e sobre a faixa salarial. Além disso, alguns
participantes citaram as competências que consideram importantes para sua
atuação como gestor em bibliotecas universitárias, tais como: ter respeito aos
usuanos, liderança, flexibilidade , conhecimento técnico para articular as
necessidades da área , capacidade de negociar, facilidade para trabalhar em equipe ,
senso de organização, facilidade de comunicação, criatividade e inovação.
Os resultados obtidos mostram que a maioria dos contratantes afirma que sua
instituição oferece treinamento, incentiva e contribui a educação continuada de seus
funcionários/colaboradores e pagam de R$ 3.501,00 a R$ 5.000 ,00.

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• ce R$ 3.501 ,00 a R$ 5.000,001
• ce R$ 1.501 ,00 a R$ 2 .500,0

Gráfico 5 - Faixa salarial
Fonte: SILVA (2011) .

Comparando as respostas do espaço aberto dos bibliotecários-gestores com
as respostas obtidas nos dados complementares dos contratantes, observa-se que
os contratantes afirmaram oferecer treinamento, incentivo e contribuição a educação
continuada de seus funcionários/colaboradores, entretanto, a maioria dos
bibliotecários-gestores afirmaram que não receberam treinamento para exercer sua
função e, reclamam sobre a falta de apoio institucional. Quanto à faixa salarial há
outra discordância entre as respostas obtidas pelos contratantes e pelos
bibliotecários, visto que, quase metade dos bibliotecários-gestores participantes da
pesquisa recebe de R$ 1.000 ,00 a R$ 1,500 ,00 , enquanto que, a maioria dos
contratantes afirmou que as instituições pagam de R$ 3.501 ,00 a R$ 5.000,00 .
A possível causa da discordância de respostas pode ser devido ao fato de
que nem todos os contratantes participantes podem ter coincidido com as
instituições que atuam os bibliotecários-gestores, outra possível explicação refere-se
à pequena porcentagem de contratantes que participaram da pesquisa ou a
possibilidade de respostas não verídicas obtidas dos bibliotecários-gestores ou dos
contratantes.
5 Considerações Finais

Através desta pesquisa , conclui-se que o bibliotecário-gestor que souber
integrar habilidades, aprendizado coletivo, tecnologias e conhecimentos, tendo como
princípio os objetivos da organização/instituição, isto é, ao desenvolverem
competências essenCiaiS, poderão atuar efetivamente na satisfação das
necessidades de informação de seus usuários/clientes, além de estarem investindo
na sua própria carreira profissional. Alcançando sua principal função enquanto gestor
da informação.

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A experiência da coleta de dados por e-mail na realização desta pesquisa foi
positiva, visto que, a escolha do e-mail foi à alternativa que se mostrou mais viàvel
para os bibliotecários-gestores e contratantes, tendo em vista, que o público-alvo da
pesquisa eram profissionais com pouca disponibilidade de tempo e as instituições de
ensino superior não são muito favoráveis para a realização de pesquisas referentes
à biblioteca ou sobre o profissional bibliotecário, o que não seria muito viável a
realização de entrevista ou aplicação de questionários de forma pessoal. A utilização
do e-mail para o envio dos questionários possibilitou aos participantes a não
identificação dos mesmos, proporcionando maior confiança ao respondente, além de
certa autonomia para responder o questionário no momento mais oportuno dentro do
prazo máximo para o retorno do questionário.
Ao se realizar uma pesquisa via e-mail é importante observar as
características de seu público-alvo e o tipo da pesquisa , analisando dentre os
instrumentos de coleta de dados qual é o mais adequado para sua realização , para
que os resultados sejam positivos e consiga alcançar os objetivos propostos.
Ao final desta pesquisa , espera-se contribuir com os bibliotecários-gestores
de bibliotecas universitárias de Goiânia, para todos os demais bibliotecários que
desejam desenvolver competências essenciais e com as instituições e/ou
organizações que buscam por profissionais qualificados na área de Biblioteconomia .
Visando dar continuidade a esta pesquisa , recomenda-se a realização de
estudos semelhantes em outras regiões do Brasil, possibilitando assim uma visão
mais ampla do tema em questão. Como sugestão propõe-se novas pesquisas sobre
competências essenciais também em outros ambientes de trabalho, visto que, esta
pesquisa se limitou a estudar as competências essenciais com profissionais
bibliotecários atuantes em bibliotecas universitárias. Assim , seriam relevantes outras
pesquisas com profissionais atuantes em bibliotecas públicas, escolares,
especializadas, dentre outras. Proporcionando assim a comparação das
competências essenciais requeridas pelo profissional bibliotecário em cada tipo de
biblioteca e em diferentes locais do país.
6 Referências

ARAÚJO, Ronaldo Marcos de Lima . Desenvolvimento de competências
profissionais: as incoerências de um discurso. 2001 . 207 f. Tese (Doutorado em
Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação , Universidade Federal de
Minas Gerais, Belo Horizonte, 2001 .
BRANDÃO, Hugo Pena . Gestão baseada nas competências: um estudo sobre
competências profissionais na indústria bancária. 1999. 158 f. Dissertação (Mestrado
em Administração) - Programa de Pós-Graduação em Administração, Universidade
de Brasília , Brasília , DF, 1999.
______ ; GUIMARÃES, Tomás de Aquino. Gestão de competências e gestão
de desempenho: tecnologias distintas ou instrumentos de um mesmo construto .
Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 41, n.1, p8-15, jan.lmar.
2001 .
DAVENPORT, Thomas; PRUSAK, Laurence. Conhecimento empresarial. Rio de

2582

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,,

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Trabalho completo

Janeiro: Campus, 1998.
FERREIRA, Lusimar Silva. Bibliotecas universitárias brasileiras : análise e
estruturas centralizadas e descentralizadas. Brasília : Pioneira: INL, 1980.
FLlNK, Richard José da Silva; VANALLE, Rosângela Maria. Gestão por
competências: um novo modelo de gerenciamento. In: ENCONTRO NACIONAL DE
ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 23., 2003, Ouro Preto. Anais eletrônicos ... Ouro
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em :&lt;http://www.abepro.org .br/biblioteca/ENEGEP2003 _TR0703 _ 0196 .pdf&gt; . Acesso
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HAMEL, G.; PRAHALAD, C.K. Competindo pelo futuro: Estratégias inovadoras para
obter o controle do seu setor e criar os mercados de amanhã. 9. ed. Rio de Janeiro:
Campus, 1995.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas como
organizações . Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2006.
OLIVEIRA, Ângela Maria et aI. Mapeamento de competências em bibliotecas
universitárias. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.11, n. 3,
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2004. 123 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Programa de PósGraduação em Ciência da Informação - Pontifícia Universidade Católica de
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PIZARRO, Daniella Câmara; DAVOK, Delsi Fries. O papel do bibliotecário na gestão
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PRAHALAD, C. K. ; HAMEL, Gary. The core competence of the corporation. Harvard
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bibliotecários gestores de bibliotecas universitárias: um estudo dos profissionais
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Brasília, Brasília , DF, 2009 .

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Trabalho completo

TARAPANOFF, Kira (Org .). Inteligência, informação e conhecimento. Brasília , DF:
IBICT, UNESCO, 2006.

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�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Este estudo tem por objetivo analisar as competências dos bibliotecários- gestores para sua efetiva atuação frente às demandas do mercado de trabalho embibliotecas universitárias de Goiânia-Goiás. A pesquisa foi realizada com 13 bibliotecários-gestores e 3 contratantes, sendo utilizado como instrumento de coleta de dados o questionário. Através dos resultados, conclui-se que as competências essenciais demandadas pelo mercado de trabalho das bibliotecas universitárias de Goiânia são formadas pela integração de habilidades, aprendizado coletivo, tecnologias e conhecimentos. Além disso, a maioria das competências demandadas não se restringe somente aos bibliotecários-gestores de bibliotecas universitárias de Goiânia, ou seja, os resultados da pesquisa visam contribuir com todos os demais bibliotecários que queiram desenvolver competências essenciais visando à satisfação de seus usuários/clientes e para as instituições e/ou organizações que buscam por profissionais qualificados na área de Biblioteconomia.</text>
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                    <text>Arquitetura e segurança de bibliotecas
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AVALIAÇÃO PÓS-OCUPAÇÃO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
O CASO DA BIBLIOTECA DA UNESP/CAMPUS BAURU
Gabriela Monteiro do Nascimento e Silva', Juliana Yendo2 , Luciana
Suemi Siguemoto3, Samir Hernandes Tenório Gomes4
1

Aluna do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAAC - Faculdade de Arquitetura , Artes e
Comunicação - UNESP, Bauru , São Paulo

2Aluna do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAAC - Faculdade de Arquitetura , Artes e
Comunicação - UNESP, Bauru , São Paulo
3Aluna do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAAC - Faculdade de Arquitetura , Artes e
Comunicação - UNESP, Bauru , São Paulo
4Professor Assistente Doutor, FAAC - Faculdade de Arquitetura, Artes e ComunicaçãoUNESP, Bauru , São Paulo

Resumo
Este trabalho teve como objetivo principal realizar análises de desempenho
físico (medições e vistorias técnicas) e aferição de satisfação dos usuários da
Biblioteca da UNESP/Campus Bauru. A pesquisa visou analisar de que forma a
Avaliação Pós-Ocupação (APO) pode contribuir na compreensão das bibliotecas
universitárias, sob o ponto de vista técnico-funcional, oferecendo subsídios de
avaliação destes espaços. A aplicação desse conjunto de métodos e técnicas,
especificamente relacionado às questões do ambiente construído e do
comportamento humano, sugere a implementação de melhorias em bibliotecas
universitárias, vislumbrando a melhoria dos espaços e dos serviços desses edifícios.
Além disso, o estudo visou obter resultados mais precisos e abrangentes no que se
refere ao desempenho físico do edifício eleito e a elaboração de um anteprojeto
arquitetônico para a nova Biblioteca do Campus da UNESP de Bauru .

Palavras-Chave:

Avaliação Pós - Ocupação; Arquitetura
Universitárias; Avaliação do Ambiente Construído.

de

Bibliotecas

Abstract
This study aimed to carry out research analyzes physical performance
(measurements, technical surveys) and measurement of user satisfaction with the
Library UNESP /Bauru. Moreover,
it
aimed to
examine
how the PostOccupancy Evaluation(POE) can contribute to the understanding of libraries
university, from the point of view of technical and functional , offering subsidies for
evaluating
these spaces. The
application
of
this set
of
methods and
techniques specifically related to the issues of the built environment and human
behavior, suggests
the
implementation of
improvements
in
Libraries
University, the envisioning spaces and improvement of traditional services such
buildings. The study also aimed to enable the achievement of results more accurate

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and comprehensive as regards the physical performance of the building chosen and
the preparation of an architectural blueprint for the new campus library.

Keywords:

Post-Occupancy Evaluation ;
Evaluation Built Environment.

Architecture Libraries

University;

1 Introdução
Apesar dos esforços contínuos no entendimento das operações e dos
serviços de bibliotecas universitárias no Brasil, poucos exemplos têm se produzido
na área da arquitetura que, efetivamente, do ponto de vista metodológico,
contribuam em recomendações sobre problemas técnico-construtivos, funcionais e
comportamentais para a biblioteca universitária . Esse fato pode ser explicado, como
afirma Ornstein &amp; Roméro (1992), em razão da dificuldade da aplicação de
avaliações nas atividades cotidianas, como também na recusa ou não aceitação por
parte dos agentes envolvidos no uso, manutenção e administração dos espaços
estudados. De forma análoga, o caso das bibliotecas universitárias tem refletido
essa situação, valorizando principalmente as etapas de planejamento/programação,
projeto e construção, esquecendo-se ou anulando-se importantes esforços de
avaliação sistêmica pós-ocupação do ambiente construído.
É relevante entender que, as avaliações e recomendações sobre os edifícios
de bibliotecas universitárias têm como propósito situar-se no contexto do progressivo
interesse dos serviços bibliotecários na sociedade, oferecendo também para a
universidade, uma ferramenta de melhoria nas atividades desenvolvidas, na
correção de falhas e na anulação das carências dos serviços. Há, entretanto, de se
avaliar a situação desses ambientes na realidade atual , seus principais impactos em
termos de usos, a satisfação de seus usuários e eventuais demandas existentes.
Como em qualquer programa arquitetônico , a biblioteca universitária deve propiciar
condições ambientais favoráveis de qualidade, com as quais ela possa
desempenhar suas atividades no oferecimento de informação e conhecimento à
sociedade.
Entretanto, apesar dos esforços contínuos no entendimento das operações e
dos serviços de bibliotecas universitárias no Brasil, poucos exemplos têm se
produzido na área da arquitetura que, efetivamente, do ponto de vista metodológico,
contribuam com recomendações sobre seus problemas técnico-construtivos,
funcionais e comportamentais. É justamente nesse ponto que se encaixa o problema
desta pesquisa : os estudos sistemáticos voltados ao acompanhamento de projetos e
modelos direcionados à construção de bibliotecas universitárias no Brasil, não tem
sido instrumentos de interesse nos possíveis caminhos e respostas desses espaços
edificados (GOMES, 2007).
O trabalho proposto tem como objetivo principal apresentar as análises de
desempenho físico (medições, vistorias técnicas) e aferição de satisfação dos
usuários da Biblioteca da UNESP/Campus Bauru . O estudo visou também
possibilitar a obtenção de resultados mais precisos e abrangentes no que se refere
ao desempenho físico do edifício eleito e a elaboração de um anteprojeto
arquitetônico para a nova biblioteca do campus. A pesquisa se insere nos
procedimentos e métodos da Avaliação Pós-Ocupação (APO) objetivando contribuir
para a compreensão das bibliotecas universitárias, sob o ponto de vista funcional ,

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oferecendo subsídios de avaliação desses espaços.

2 Revisão de Literatura
A Avaliação Pós-Ocupação (APO) é um conjunto de métodos e técnicas que
busca avaliar o desempenho de ambientes construídos 1 e, a partir da verificação de
erros e acertos do ambiente em uso, permite conhecer, diagnosticar e formular
diretrizes para produção (projeto e construção) e consumo (uso, operação e
manutenção), considerando essencial o ponto de vista dos usuários. Sua aplicação e
importância encontram-se essencialmente baseados nos relatos daqueles que usam
os espaços edificados (ZIMRING, 1987, ; PREISER et aI., 1988; BECKER, 1989;
ORNSTEIN &amp; ROMÉRO, 1992; REIS &amp; LAY, 1994). É importante destacar que, o
que diferencia a APO de outros métodos e técnicas 2 aplicados às questões relativas
ao projeto , à construção e seu uso é que além de analisar a memória da produção
da construção, submete a avaliação os elementos comportamentais dos usuários e,
suas possíveis alterações e necessidades ao longo do tempo.
A adoção constante das técnicas metodológicas relacionadas à APO, por
meio da aplicação comparativa em diversas pesquisas e estudos de casos
semelhantes ou em um dado estudo de caso, de forma seqüencial e constante no
tempo, parece ser o procedimento mais eficiente na busca para o melhor
desenvolvimento de projetos futuros . Nesse sentido, a tomada de decisões quanto
as alternativas de projeto, bem como a aplicação de procedimentos metodológicos
rigorosos, aferindo ambientes construídos, trabalhando não só com teorias
projetuais, mas efetivamente atuando junto às populações usuárias, integram
pesquisas cujos resultados se voltam na melhoria do ambiente construído (SANOFF,
1991 ; PREISER, 2001).
Mesmo considerando a urgente necessidade no Brasil de pesquisas no
campo de APO voltadas ao acompanhamento de projetos e modelos direcionados à
construção de bibliotecas universitárias, está longe de ser realmente implementado
e utilizado como instrumento de interesse na avaliação desses espaços edificados.
No contexto brasileiro, verificam-se poucos estudos no gênero, particularmente
aqueles que contam com procedimentos metodológicos claros e consistentes,
voltados para o estabelecimento de indicadores de desempenho e diretrizes
mínimas em intervenções projetuais de bibliotecas universitárias.
Na esfera internacional, vários exemplos têm sido constatados na avaliação
sistemática de ambientes construídos de bibliotecas universitárias, principalmente,
buscando a fundamentação científica para a tomada de decisões quanto as
alternativas de projetos nesses espaços, sempre seguindo abordagens e fases
O ambiente construído aqui considerado é definido no sentido mais amplo, podendo se
remeter a micro e macroambientes, tais como o edifício, a cidade, o espaço público ou ainda
a região. Portanto, qualquer ambiente construído ou conjunto de ambientes construídos
pode passar por um processo de avaliação (ORNSTEIN, 1992).
2 Wener apud Lay &amp; Reis (1994) ressalta a principal diferença entre as avaliações pósconstrução e pós-ocupação. Nestes casos, as avaliações que objetivam garantir a
satisfação dos usuários são consideradas avaliações pós-construção, tais como as
avaliações com enfoque técnico nos edifícios. Por outro lado, as avaliações pós-ocupação
utilizam o grau de satisfação dos usuários como critério de desempenho do ambiente
construído.
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metodológicas semelhantes em pesquisas aplicadas em APO.
Um dos principais exemplos dessa área é o NCEF - National Clearinghouse
for Educational Facilities (2011), localizado na cidade de Washington , EUA e criado
em 1997, o centro tem como função básica fornecer informações e subsídios no
planejamento, na construção e na melhoria dos espaços e equipamentos destinados
às atividades escolares. Um dos setores atendidos pelo NCEF é o que se refere aos
projetos de bibliotecas universitárias, disponibilizando um acervo completo de
relatórios, pesquisas, livros, artigos de jornais e abordagens que exploram o
planejamento, o projeto, a construção e a operação de bibliotecas universitárias.
A ALA - American Library Association (2006) é outro órgão que vem
cooperando nas atividades de avaliações e análises de bibliotecas universitárias no
EUA, disponibilizando importantes padrões voltados ao planejamento e operação
física desses edifícios. O relatório Standards for Libraries in Higher Education
referenda a importância da aplicação da avaliação no âmbito da biblioteca
universitária, a fim de promover ajustes aos objetivos propostos e potencializar a
interação entre todos os atores envolvidos nas atividades cotidianas do ambiente
construído . Além disso, a pesquisa enfatiza e recomenda a participação direta dos
usuários nas decisões relativas aos projetos de remodelação de espaços e
alterações de layouts em ambientes de bibliotecas universitárias.
Dois autores, Lackneyl , JA &amp; Zajfen , P. (2004) , trabalham o tema da
Avaliação Pós-Ocupação na Biblioteca da Universidade de Paim Desert, Califórnia,
EUA. As análises envolveram os aspectos relativos à funcionalidade espacial ,
conforto ambiental, disposição do acervo bibliográfico e, principalmente, entrevistas
e questionários aplicados aos usuários, investigando o nível de satisfação e as
expectativas concernentes ao ambiente construído da biblioteca em questão. O
estudo estabelece elementos importantes finais de análises e recomendações,
formatando um importante documento de planejamento para a direção da
universidade.
O estudo de Silver, S. &amp; Nilckel, L.T. (2002) descreve uma pesquisa realizada
na Biblioteca da Universidade do Sul Flórida (USF), EUA, com a finalidade de avaliar
o ambiente construído desse edifício em função das atividades e necessidades
desenvolvidas pelos usuários. Foram aplicados questionários e entrevistas para
coleta de dados no sentido de aferir o nível de satisfação dos usuários (funcionários,
estudantes e visitantes) . Logo a seguir, executou-se a tabulação dos dados com o
objetivo de determinar quais os pontos positivos e negativos estavam relacionados
com os elementos do desempenho do ambiente construído . Ao final, o trabalho
revela uma descrição sucinta de procedimentos e técnicas adotados, com o intuito
de promover recomendações e diretrizes técnicas aos ambientes avaliados.
Sannwald (2001) enumera em sua pesquisa, uma completa lista de elementos
de verificação projetual , através da avaliação e da análise do ambiente construído
de projetos de bibliotecas universitárias, por intermédio da participação dos usuários.
O autor denomina está metodologia como "lista de verificação", englobando
inclusive, a possibilidade de avaliação das novas formas do desenho espacial,
decorrentes das redes de computadores, como por exemplo, internet, bancos de
dados e intranet.
Na Inglaterra, outro importante país no contexto da APO, surge no ano de
1995 o PROBE - Post-Occupancy Review of Buildings and Their Engineering (2005)
- uma organização independente que tem a função de fornecer informações e

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subsídios no planejamento, na construção e na melhoria de ambientes construídos
de edifícios públicos. O órgão ainda conta com um corpo de profissionais e de
técnicos envolvidos em programas de capacitação ligados à área da Avaliação PósOcupação, além de disseminar normas, padrões e resultados através do jornal
Building Services Journal e pela internet. Com a introdução dos métodos e
procedimentos da APO nos edifícios de bibliotecas universitária na Inglaterra, foi
possível conscientizar os principais agentes envolvidos no uso, operação e
manutenção destes edifícios, além de criar uma cultura associada ao feedback das
operações do bem-estar e à produtividade dos usuários. Outro ponto relevante foi o
desenvolvimento, por parte do PROBE, de manuais, diretrizes, padrões e normas
para projetos futuros de ambientes construídos das bibliotecas acadêmicas.

3 Materiais e Métodos
Este trabalho inseriu-se na Disciplina TPI 4 - Trabalho Projetual Integrado 4 oferecida no quarto ano do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UNESP/Campus
Bauru e teve como objetivo a utilização de estudo de caso como estratégia de
pesquisa, de forma que se pudesse responder por meio de caso prático e real ,
analisar o edifício existente da biblioteca do campus e traçar diretrizes para a
elaboração de um novo projeto. Com base nas respostas obtidas foi possível
investigar a validade das proposições teóricas, cuja duas questões básicas foram :
(1) Após a realização de análise de desempenho físico dos ambientes da biblioteca
universitária, como seria possível determinar melhorias nos objetos analisados e um
novo projeto? (2) Quais os fatores ambientais e qual a possibilidade de relacioná-los
na determinação da satisfação dos usuários no ambiente da biblioteca universitária?
A pesquisa teve como proposta, a utilização de técnicas e procedimentos
quantitativos e qualitativos no sentido de envolver dados representativos. De um
lado, pretendeu-se estruturar as informações quantitativas relacionadas aos índices,
perfil dos objetos escolhidos e dados que pudessem estabelecer comparações entre
os resultados obtidos, quando possíveis. E por outro lado, a avaliação qualitativa que
visou trabalhar com os valores, hábitos, crenças, representações, atitudes e
opiniões, podendo assim, executar uma abordagem interpretativa no sentido de
compor o contexto sob o qual se inseriu o fenômeno estudado (ORNSTEIN &amp;
ROMÉRO, 1992; MINAYO &amp; SANCHES, 1993).
Na primeira etapa , Atualização e cadastro do objeto de estudo tiveram
como objetivo principal, executar o levantamento da 'memória' projetual do ambiente
construído da biblioteca universitária escolhida, por meio do resgate do projeto
original (plantas, cortes, fachadas, implantação, etc), bem como levantar dados e
informações visuais (fotos da época da época da construção e dados cadastrais) .
Esses procedimentos intentaram construir um panorama geral da edificação, de
forma a compreender o contexto atual e histórico de objeto analisado . Esta coleta de
dados relacionada ao objeto em questão foi de suma importância nas fases
posteriores ao processo avaliativo-qualitativo proposto.
O Levantamento da População pode dimensionar quais as amostras
representativas dos diversos extratos que compuseram este edifício. Neste caso
foram definidos 17 funcionários de um total de 24 , nos quais havia bibliotecários,
assistentes, a supervisora e a diretora. Um total de 111 alunos participou da
avaliação entre alunos de graduação e pós-graduação. Adotaram-se medidas

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capazes de controlar as propriedades da amostra, isto é, instrumentos capazes de
aumentar a probabilidade de que os resultados esperados da amostra não ficassem
muito distantes de como a população de usuários se apresentava .
Com relação aos Questionários aplicados, o objetivo foi viabilizar e obter
resultados confiáveis e fidedignos relacionados à avaliação do ambiente construído
da pesquisa , ou seja , da biblioteca universitária escolhida . Para isso, havia dois tipos
de questionários, um para os funcionários e outro para alunos. Em cada um havia
perguntas específicas sobre ambiente de trabalho, no caso de funcionários , ou sobre
o curso e frequência de uso, no caso de alunos. As perguntas que abordaram as
questões de conforto, como temperatura, ventilação iluminação e ruído eram as
mesmas para ambos, além de conter um item para sugestões no final do
questionário.
Cumpridas as etapas descritas anteriormente, o próximo passo foi a
Tabulação dos dados da pesquisa , feitas a partir das frequências absolutas. É
necessário salientar que, a tabulação dos dados teve como base, os levantamentos
realizados em campo, através das quais usuários e técnicos atribuíram valor a
distintas variáveis e, partir daí, foi executado os Diagnósticos dos principais pontos
positivos e negativos do ambiente construído.

4 Resultados Finais
Nesta etapa da pesquisa, os resultados foram consolidados através da
análise e da avaliação de todo o conjunto de dados e informações coletados fruto do
levantamento dos elementos técnico-construtivo-funcional e pelos usuários. A fase
do diagnóstico do trabalho procedeu no cruzamento, para cada item , dos resultados
das informações técnicas do estudo de caso (descritos anteriormente) e da opinião
dos usuários. Na análise, considerou também todo e qualquer dado coletado desde
o início da pesquisa, como as entrevistas efetuadas com pessoas-chave do edifício
escolhido.
Quanto à questão da distância entre as áreas de atividade com os quais o
usuário se relaciona - os respondentes definiram como Boa e estão satisfeitos com
a localização de suas estações de trabalho e sua relação com as outras áreas.
Entretanto , cabe aqui ressaltar que, no estudo de caso, a relação que se estabelece
entre as áreas do acervo bibliográfico (coleção de livros, periódicos, mapas, fitas ,
etc.) e as áreas ocupadas pelos usuários e destinadas à leitura e à pesquisa ,
mostra-se negativa. O que se percebe no planejamento das circulações da
Biblioteca da UnesplBauru foi a desarticulação dos diversos elementos internos
como local do acervo, posicionamento das divisórias, componentes do layout e
localização das estações de trabalho, ocasionando perdas e desajustes nas
percentagens de ocupação das circulações.
Com relação à opinião dos usuários, no que se refere às condições de
conforto ambiental do edifício, as condições foram avaliadas insatisfatórias e,
sempre em quase todos os extratos, o padrão de satisfação foi considerado Ruim e
Péssimo, indicando que os usuários não estão adequados às condições de conforto
térmico do ambiente. A pergunta formulada solicitava o nível de satisfação quanto à
temperatura no ambiente de forma distinta para as condições de inverno e verão,
embora o pavimento do edifício selecionado seja climatizado artificialmente e
programado para funcionar a uma temperatura de 22 o C, independente das

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condições climáticas externas. Os resultados no estudo de caso da pesquisa
mostraram uma parcela razoável de usuários descontente, demonstrando, portanto ,
condições de desconforto, pelo frio ou pelo calor.
Quanto ao nível de iluminamento nas mesas de leitura e de pesquisa da
Biblioteca da UnesplBauru, tanto alunos como professores não estão totalmente
satisfeitos com a iluminação natural em seus planos de trabalho. Esses dados foram
constatados pelos resultados dos questionários aplicados e também com o contato
direto com usuários no ambiente. Provavelmente, esse problema acontece porque,
como o partido arquitetônico da biblioteca fixa o layout das mesas de leitura e
pesquisa bem ao centro do salão, a quantidade de iluminação natural não é
suficientemente capaz de chegar às áreas de trabalho e, conseqüentemente, os
índices de satisfação são baixos entre os usuários. Independente desta pesquisa
não ter utilizado equipamentos precisos direcionados às medições técnicas de
iluminação artificial , percebeu-se durante as visitas exploratórias na Biblioteca da
Un e sp/B auru , que os locais mais centrais dos ambientes, ou seja, as áreas um
pouco mais distantes das janelas apresentaram condição desfavorável em relação
ao conforto visual, mesmo em situação de iluminação total (artificial e natural) , sendo
incompatíveis com as tarefas desenvolvidas de pesquisa e leitura da biblioteca . Por
outro lado, as faixas intermediárias entre a periferia e o centro dos ambientes
apresentaram níveis de iluminância satisfatório , não sofrendo variações significativas
devidas às mudanças nas condições de uso.

5 Elaboração do Futuro Projeto da Biblioteca da UNESP/Bauru
Após a análise da Avaliação Pós-Ocupação e entrevista com funcionários e
alunos, foi possível compreender a dinâmica do funcionamento da biblioteca, suas
necessidades e suas deficiências. Após essa análise foi possível elaborar o
programa arquitetônico da nova Biblioteca da Unesp/Bauru. O programa foi dividido
em duas partes, sendo: a primeira parte destinada aos alunos e a segunda parte
direcionada aos funcionários . Neste sentido, os principais ambientes estão assim
divididos: Acervo (com capacidade para 79555 livros, 1259 periódicos, 2262 teses,
58 vídeos), Espaços culturais e de convivência, Auditório (capacidade para 398
pessoas), Salas multimídia (2 salas multimídias), Salas de estudo (5 salas de
estudo), Áreas de estudo (capacidade para 337 alunos), Balcão de atendimento,
Guarda-volumes (100 armários), Devolução e empréstimo eletrônico, Computadores
de consulta, Banheiros e bebedouros e Áreas administrativas (Figura 1).
Os eixos principais do novo projeto são: (a) destaque especial para o STATI,
ficando próximo ao acervo; (b) redução dos níveis de ruídos dos ambientes em um
novo layout da biblioteca; (c) criação de diferentes espaços de estudo para os
usuários; (d) inserção das áreas administrativas voltados para o atendimento do
publico (sala da supervisora da STRAUD, sala Posto da FAPESP e atendimento a
dúvidas de ABNT, sala COMUT e EEB , sala computação) ; (e) criação de espaços
interativos, culturais e de convivência; (f) criação de espaços de contato com o
ambiente externo, como varandas e pátios; (g) proposta de um auditório com
capacidade de 398 pessoas para palestras e eventos, a fim de reforçar a
centralidade que a biblioteca possui dentro da universidade.

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Figura 1 - Planta da nova Biblioteca da UNESP/Bauru
Fonte: Autoras Gabriela Monteiro do Nascimento e Silva, Juliana Vendo, Luciana
Suem i Siguemoto, 2012

Figura 2 - Perspectiva da nova Biblioteca da UNESP/Bauru
Fonte: Autoras Gabriela Monteiro do Nascimento e Silva, Juliana Vendo, Luciana
Suem i Siguemoto, 2012

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Figuras 3 e 4 - Vistas internas da nova Biblioteca da UNESP/Bauru
Fonte: Autoras Gabriela Monteiro do Nascimento e Silva, Juliana Vendo, Luciana
Suemi Siguemoto, 2012

6 Considerações Parciais/Finais
Os procedimentos metodológicos utilizados durante a Avaliação PósOcupação no estudo de caso, de um modo geral, mostraram-se adequados aos
objetivos do trabalho. Contudo, como uma das intenções foi fornecer uma visão
estruturada de conhecimentos e estudos referentes ao aprimoramento dos métodos
e das ferramentas aplicadas às bibliotecas universitárias, a seguir são relacionadas
observações referentes a cada etapa da pesquisa no estudo de caso:
(1) - Do ponto de vista do usuário, o mobiliário atende às suas necessidades.
Alguns comentários negativos e baixos índices de satisfação estão
associados não à falta de ajustes ou tipologias de mesas e cadeiras, mas
sim, ao tamanho da estação de trabalho e à sensação de se estar exposto
em um espaço de passagem ou em corredores devassados. A questão do
mobiliário das estantes da Biblioteca da Unesp/Bauru merece ser melhor
estudada , visando a minimizar três problemas básicos: a capacidade limite
da área destinada ao acervo bibliográfico , o estado precário de
conservação do mobiliário e a altura das bancadas do mobiliário na
consulta on-line que está fora da norma vigente. Conclui-se que é urgente
a averiguação da frequência , da utilização e da manipulação do acervo,
com o objetivo de planejar um possível aumento ou a proposta da
construção de um novo prédio. A troca do mobiliário também é necessária,
com o intuito de fixar um programa de padronização. E, finalmente , a
altura do mobiliário que atende os serviços de consulta "on-line" deve ser
adequada à norma estabelecida .
(2) - Dos elementos de conforto ambiental , a iluminação deve ser utilizada
com critérios bem ajustados à norma vigente , possibilitando maior
aproveitamento da luz natural e equilíbrio de incidência de iluminação nas
coleções do acervo, evitando deterioração do material bibliográfico. Há
necessidade de um melhor acompanhamento do projeto de luminotécnica,
visando controlar não só a correta intensidade, mas a qualidade de
iluminação nos ambientes, principalmente nos casos apontados de
reflexos ocasionados pela iluminação artificial, tanto nas áreas de

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pesquisa e leitura como nos setores do acervo bibliográfico. Ainda com
relação à melhoria da qualidade de temperatura nos ambientes, deve ser
considerada a possibilidade de se utilizarem sistemas naturais de
circulação de ar, instalados entre a laje e a telha , sem prejudicar o
desempenho do ar-condicionado.
(3) - Mesmo verificando inúmeras inadequações relacionadas aos fatores
funcionais analisados na pesquisa, uma parcela significativa de usuários
da Biblioteca da Unesp/Bauru demostraram uma vinculação afetiva e de
identidade com o edifício, apesar de não terem, necessariamente, uma
visão clara sobre os problemas funcionais enfrentados pela construção .
Além disso, mesmo tendo consciência dos problemas existentes,
acreditam em uma solução de médio ou longo prazo e estariam dispostos
a participar efetivamente no planejamento arquitetônico de uma ampliação
ou na construção de uma nova biblioteca. Essa percepção revela a
imagem positiva que o edifício desempenha no seio da comunidade local
universitária, entendendo a biblioteca como a própria extensão do usuário,
parte de sua individualidade, de suas escolhas e de seus valores. Ou seja,
o que fica implícito neste processo é que, na maioria das vezes, para o
usuário, a biblioteca tem respondido satisfatoriamente às expectativas no
fornecimento de informação e conteúdos confiáveis, em detrimento de
uma arquitetura que nem sempre está adequada às questões
funcionais/técnicas , bem como, desprovida de soluções sofisticadas de
volumes ou apurado tratamento estético de suas fachadas .
Como foi apresentada anteriormente, a APO no Brasil, direcionada ao estudo
sistemático do ambiente construído de bibliotecas universitárias, encontra-se em
estágio inicial de desenvolvimento, contabilizando pouquíssimos estudos de caso e
definição de critérios para gerir o controle de qualidade desses ambientes. Isto
significa dizer que uma revisão dos conceitos, métodos e procedimentos da APO
encaminhados à área do ambiente construído das bibliotecas universitárias parece
urgente. Ou seja, os resultados da APO, aplicados especificamente a esses
edifícios, devem ser formulados baseados em estudos, sistemáticos e
interdisciplinares não só no nível dos usuários finais , mas também os juízos de valor
de outros agentes envolvidos no processo, tais como a instituição, fatores físicos,
arquitetos, responsáveis pela manutenção e os próprios avaliadores.
A aplicação dos métodos de APO, ou seja, as avaliações de desempenho nos
edifícios estudados e as análises comparativas efetuadas serviram para aferir os
procedimentos metodológicos aplicados, bem como trouxeram relevantes
discussões no âmbito do processo projetual, estrutura organizacional e modelos de
ambientes construídos.
E finalmente, é preciso salientar que, em função de cada análise e diagnóstico
executado foi possível pensar formas de reavaliação do ambiente construído das
bibliotecas universitárias, tanto em termos da elaboração de projetos arquitetônicos
quanto no que se refere à fiscalização de empreendimentos existentes.

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�Arquitetura e segurança de bibliotecas
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Trabalho completo

7 Referências
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�Arquitetura e segurança de bibliotecas
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Trabalho completo

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http://www.eric.ed .gov/ERICDocs/&gt;. 2002. Acesso em: 4 jun.2004.
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2650

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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Avaliação pós-graduação em bibliotecas universitárias: o caso da Biblioteca da UNESP/Campus Bauru.</text>
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                <text>Silva, Gabriela Monteiro do N. e ; Yendo, Juliana; Siguemoto, Luciana Suemi; Hernandes, Samir; Gomes, Tenório</text>
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            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Este trabalho teve como objetivo principal realizar análises de desempenho físico (medições e vistorias técnicas) e aferição de satisfação dos usuários da Biblioteca da UNESP/Campus Bauru. A pesquisa visou analisar de que forma a Avaliação Pós-Ocupação (APO) pode contribuir na compreensão das bibliotecas universitárias, sob o ponto de vista técnico-funcional, oferecendo subsídios de avaliação destes espaços. A aplicação desse conjunto de métodos e técnicas, especificamente relacionado às questões do ambiente construído e do comportamento humano, sugere a implementação de melhorias em bibliotecas universitárias, vislumbrando a melhoria dos espaços e dos serviços desses edifícios. Além disso, o estudo visou obter resultados mais precisos e abrangentes no que se refere ao desempenho físico do edifício eleito e a elaboração de um anteprojeto arquitetônico para a nova Biblioteca do Campus da UNESP de Bauru.</text>
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                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
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Trabalho completo

AS MíDIAS SOCIAIS NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA PUCRIO: UMA EXPERIÊNCIA
Edson Sousa Silva 1
1 Bibliotecário

e Especialista em Gestão da Informação, PUC-Rio, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Apresenta a experiência do Sistema de Bibliotecas da PUe-Rio no uso das
mídias sócias como Blog , Twitter, Facebook e Vou Tube como ferramentas de
comunicação e divulgação de informações com seus usuários. Demonstra como
essas mídias foram utilizadas por seus funcionários e como se deu o processo de
uso nas Bibliotecas da PUe-Rio.

Palavras-Chave:
Mídias sociais; Blog ; Twitter; Facebook; Vou Tube; Sistema de Bibliotecas da
PUe-Rio.

Abstract
It presents the experience of the library system at PUe-Rio in the use
of media partners such
as
Blog , Twitter, Facebook
and YouTube as
tools
for communication and dissemination of information to its users. Demonstrates
how these media were used by its employees and how was the process used in the
Libraries of pue-Rio.

Keywords:
Social Media; Blog ; Twitter; Facebook; Vou Tube; Library System of pue-Rio.

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�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
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Trabalho completo

1 Introdução
A Internet propiciou a quebra das barreiras de tempo e espaço no que diz
respeito à informação, possibilitando, através da rede mundial de computadores, o
atendimento das demandas informacionais dos usuários de uma biblioteca,
independente do lugar onde ele esteja . Nesse novo ambiente, as bibliotecas
adquirem uma nova dimensão, uma vez que se prioriza o acesso no lugar da posse
e os serviços adquirem uma dimensão muito mais ampla .
Com surgimento da web 2.0 os sites deixaram de ser estáticos e começaram
a interagir com seus usuários/clientes, mudando a forma como as informações são
produzidas e consumidas criando a possibilidade de opinar diretamente sobre o
conteúdo publicado.
A inquietação do pensamento em mídias sociais é algo que pode e/ou precisa
acontecer em qualquer grupo, em qualquer ambiente, seja ele acadêmico, escolar,
corporativo, em clubes, ongs, associações, na insuperável mesa de boteco . Basta
uma provocação, um pouco de noção de realidade, exemplos curiosos e muita
criatividade.

°

Mídias sociais trabalham em ambientes de relacionamentos. Lembrese de todos os relacionamentos perturbados que você teve na vida,
com parentes, com colegas de trabalho, com suas paixões
fulminantes e com seus eternos amores. Você está construindo um
relacionamento com seu público-alvo; serão momentos lindos,
seguidos de brigas épicas, até que a concorrência os separe (.. .).
(SOUZA, 2011 , p. 12)

objetivo desse artigo é apresentar a experiência do Sistema de Bibliotecas
da PUC-Rio no uso das mídias sociais como ferramentas de interação e
comunicação com seus usuários.

2 As mídias sociais e a Web 2.0
São várias as causas para o crescimento da produção intelectual e das
publicações e como consequências podemos apontar o surgimento da sociedade da
informação. Segundo Sardenberg (2000 apud EIRÃO, 2011, p. 8), "esta é uma
sociedade fundamentada em novas formas de organização e de produção de
informações em escala mundial", propiciando uma convergência entre conteúdos,
computação e comunicação.
Para Blattmann e Silva (2007, p. 197) "a construção de espaços para
colaboração, interação e participação comunitária tem sido chamada de Web 2.0",
que pode ser considerada como uma nova concepção, pois passa agora a ser
descentralizada e na qual o sujeito torna-se um ser ativo e participante sobre a
criação, seleção e troca de conteúdo postado em um determinado site por meio de
plataformas abertas.
Se antes a Web era estruturada por meio de sites que colocavam
todo o conteúdo on-line, de maneira estática sem oferecer a
possibilidade de interação aos internautas, agora é possível criar
uma conexão por meio das comunidades de usuários com interesses
em comum, resultado do uso da plataforma mais aberta e dinâmica"
(BLATIMANN ; SILVA, p. 199).

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�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
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Trabalho completo

Segundo Recuero (2011), o que muitos chamam de mídia social , compreende
um fenômeno complexo, que abarca o conjunto de novas tecnologias de
comunicação mais participativas, mais rápidas e mais populares e as apropriações
sociais que foram e que são geradas em torno dessas ferramentas . É um momento
de hiperconexão em rede , onde estamos não apenas conectados, mas onde
transcrevemos nossos grupos sociais e, através do suporte, geramos novas formas
de circulação, filtragem e difusão de informações.

3 A PUC-Rio e a Divisão de Bibliotecas e Documentação
A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO) é uma
instituição de ensino privado, que oferece cursos de graduação , pós-graduação,
especialização e extensão nas diversas áreas do conhecimento. Na sua estrutura
acadêmica está divida em quatro centros que reúnem , por sua vez, os respectivos
Departamentos e seus cursos: Centro de Ciências Sociais (CCS), Centro de
Teologia e Ciências Humanas (CTCH) , Centro Técnico Científico (CTC) e Centro de
Ciências Biológicas e de Medicina (CCBM).
Atualmente, são 24 departamentos ministrando 41 cursos de graduação, 27
programas de pós-graduação stricto sensu . Contabilizando um total de
aproximadamente 12.600 alunos de graduação, 2.280 alunos de pós-graduação e
1.320 professores - entre efetivos e horistas.
Dentre os órgãos de apoio da Universidade está a Divisão de Bibliotecas e
Documentação (DBD) responsável por fornecer apoio ao ensino e à pesquisa dos
cursos de graduação, pós-graduação e extensão da Universidade.
Tem como missão facilitar o acesso e a difusão de recursos de informação e
colaborar com os processos de criação do conhecimento, a fim de contribuir na
consecução dos objetivos da Universidade. Para isso, conta com um relevante
acervo de livros, dissertações/teses e periódicos, entre outras publicações impressas
e em meio digital , além de disponibilizar acesso a diversas bases de dados online Portal CAPES e outras assinadas pela própria DBD. São, aproximadamente,
160.000 títulos de livros, monografias, e 4 ,000 títulos de periódicos impressos,
15.000 periódicos on-line e 23 .000 e-books, 80 bases de dados com texto completo
e 35 bases referenciais.
A Divisão presta serviços à comunidade PUC-Rio - professores,
pesquisadores, alunos de graduação, pós-graduação, especialização e extensão,
ex-alunos e funcionários, bem como a comunidade externa - visitantes e bibliotecas
de outras instituições, contabilizando um total de, aproximadamente, 20.000 usuários
cadastrados no Sistema de Bibliotecas.
Atualmente, seu quadro de funcionários é formado por 69 colaboradores,
entre bibliotecários, auxiliares e funcionários de apoio. Está estruturada em Seções,
centralizando as atividades técnicas e descentralizando a prestação de serviços
através de suas unidades:
a) Biblioteca Central (BC) - com acervo destinado, prioritariamente, aos cursos
de graduação - aberta ao público de 2a a 6a feira , de 7:30 às 22 :30 e aos
sábados de 9:00 às 13:30.
E

mais

quatro

Bibliotecas

Setoriais,

1840

com

os

acervos

destinados,

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
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Trabalho completo

prioritariamente, a pós-graduação:
a) Biblioteca Setorial dos Centros de Ciências Sociais e Teologia e Ciências
Humanas (BS/CCS-CTCH) - 2a a 6a feira , de 7:30 às 22 :30 e aos sábados
de 9:00 às 13:30;
b) Biblioteca Setorial do Centro Técnico-Científico (BS/CTC) - 2a a 6a feira, de
8:30 às 20:30 ;
c) Biblioteca Setorial de Informática (BS/INF) - 2a a 6a feira, de 8:00 às 17:30;
d) Biblioteca Setorial do Centro de Estudos em Telecomunicação (BS/CETUC) 2a a 6a feira , de 8:00 às 17:30.
As Bibliotecas oferecem salões para estudo individual e em grupo, sala de
treinamento com capacidade para 20 lugares e Sala Multimídia, destinada a
pesquisa em bases de dados e elaboração de trabalhos acadêmicos, equipada com
computadores, impressora, gravador de CD e DVD, scanner colorido, TV e DVD
player, além de disponibilizar os softwares JAWS e DOSVOX, que permitem a
navegação na internet e a leitura de textos por deficientes visuais, para uso de
professores, alunos, ex-alunos, funcionários e comunidade externa. Em todas as
Bibliotecas é possível acessar a rede wireless da Universidade.
São oferecidos, também , os tradicionais serviços de consulta , empréstimo,
empréstimo entre bibliotecas, renovação e reserva de materiais e participam de dois
importantes convênios de comutação bibliográfica : o COMUT e o The Ibero
American Science &amp; Technology Education Consortium (ISTEC-LlGDOC). Oferecem
também o serviço de Acesso Remoto, que possibilita aos usuários da comunidade
PUC-Rio, através da criação de uma conta e configuração de suas máquinas,
acessarem remotamente todos os recursos informacionais disponibilizados, bases
de dados e periódicos eletrônicos, a partir de qualquer lugar fora do campus,
facilitando suas pesquisas nos momentos em que não estão na Universidade.
Oferece serviços remotos como o atendimento on-line, através de formulário
para solicitação de informações e/ou serviços, como localização de referências
bibliográficas, empréstimos entre bibliotecas, busca de material localizado no
depósito externo, entre outros. Outro serviço remoto oferecido pela biblioteca é o
atendimento virtual via chat. A DBD, também, disponibiliza serviços relacionados à
web 2.0 como blog , twitter, facebook e you tube para divulgação de notícias e
assuntos de interesse da comunidade.
Para executar esse trabalho é necessário que o serviço de referência da
biblioteca esteja apto a desenvolver e criar serviços inovadores para seus usuários,
Ranganathan (1961 apud EIRÃO, 2011, p.21) afirma que o serviço de referência ''[. .. ]
é o processo de estabelecer contato entre o leitor e seus documentos de uma
maneira pessoal", sendo que o termo 'seus documentos' sign ifica cada um dos
documentos necessitados pelo leitor." [... ] Dessa forma, a interação entre o
bibliotecário e o leitor, hoje denominado usuário/cliente, constitui o foco central do
serviço de informação (PESSOA; CUNHA, 2007, p. 69) .
Atualmente, o atendimento de referência , da DBD está dividido da seguinte
forma :
a) Biblioteca Central - Centros de Ciências Sociais e Teologia e Ciências
Humanas;
b) Biblioteca Setorial do CTC - Centro Técnico-Científico;
c) Biblioteca Setorial de Informática - Departamento de Informática ;
d) Biblioteca Setorial do Centro de Estudos em Telecomunicações - CETUC.

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Para realizar esse atendimento o Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio conta
com seis bibliotecários, 25 auxiliares e três estagiários.
As seções de atendimento nas Bibliotecas Central e Setoriais são
responsáveis por vários serviços e recursos disponibilizados pelo Sistema de
Bibliotecas, alguns exclusivos para a comunidade PUC - alunos, professores,
funcionários e ex-alunos cadastrados:
a) Acesso a rede wi-fi;
b) Acesso remoto ;
c) Atendimento individualizado;
d) Auxílio na elaboração de trabalhos acadêmicos;
e) Conversão de documentos de doc para o pdf;
f) Empréstimo / devolução;
g) Renovação e reserva , inclusive, on-line;
h) Salas de estudo em grupo.

a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
i)

E outros, também , abertos à comunidade externa em geral :
Atendimento virtual via chat;
Blog , twitter, facebook e you tube;
Consulta ao catálogo;
Empréstimo de lockers;
Formulário on-line para solicitação de serviços;
Programas de comutação bibliográfica 1;
Sala multimídia ;
Espaço individual e em grupo para leitura;
Treinamentos: biblioteca na web; uso de bases de dados;
Visitas guiadas.

4 A experiência do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio no uso das mídias
sociais
As mídias sociais são um canal de comunicação importante e a possibilidade
para bibliotecas, centros de documentação e museus de "conversar" com seus
usuários.
Nesse contexto, conforme Lévy (2000 apud BLATTMANN ; SILVA, 2007 , p.
191), "a existência de uma Internet colaborativa possibilita a disseminação da
inteligência coletiva". Essa evolução da web propicia a criação de espaços cada vez
mais interativos, nos quais os usuários possam modificar conteúdos e criar novos
ambientes hipertextuais.
Com o objetivo de estreitar o relacionamento com nossos usuários utilizando
novas tecnologias de informação/comunicação o Sistema de Bibliotecas da PU C-Rio
decidiu integrar o uso das mídias sociais aos serviços oferecidos a comunidade
acadêmica participando da interação e produção de conteúdos na Web.
Entre 2000 e 2008, o Sistema de Bibliotecas da PU C-Rio, publicou um
Informativo bimestral com notícias para a comunidade acadêmica . Com o objetivo de

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As solicitações são feitas somente para a comunidade PUC , ao contrário do atendimento

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tornar a comunicação com os usuários da biblioteca mais interativa e dinâmica , em
2009, começamos a buscar uma plataforma que possibilitasse essa troca . Decidiuse, então, criar um Blog. E foram para a analisados os seguintes programas
disponíveis: Blogger e Wordpress. Optamos pelo Wordpress, pois a plataforma
permite salvar o conteúdo postado em nossos servidores, o que nos proporcionou
mais segurança.
A partir da escolha da plataforma , o próximo passo foi identificar na Biblioteca
quem seriam os autores. Sendo assim , foram convidados alguns Bibliotecários para
publicar no Blog e tivemos alguns voluntários, totalizando num primeiro momento
cinco bibliotecários e um analista de sistemas.
Foi realizada uma reunião com os "autores" cujo objetivo foi estabelecer as
categorias que seriam tratadas em futuros posts e definir o fluxo das postagens.
As categorias definidas pelos "autores" do blog são :
a) - Bases de dados
b) - Bibliotecas
c) - Curiosidades
d) - Dicas de pesquisa
e) - Dicas do Sistema
f) - Ferramentas
g) - Internet
h) - Links interessantes
i) - Notícias
j) - Serviços
k) - Sites interessantes
I) - Tecnologia
m) - Trials (bases de dados para testes)

a)
b)
c)
d)

Fluxo para publicação dos posts:
- Publicação do post como rascunho
- Avaliação do conteúdo e formato
-Ajustes
- Publicação no blog

Ainda em 2009, decidimos buscar uma plataforma de comunicação que nos
permitisse divulgar com mais agilidade e rapidez nossos serviços/produtos e as
novidades da biblioteca . Por sugestão de uma bibliotecária resolvemos testar o
Twitter. Criamos, então, um perfil e começamos a publicar conteúdos no microblog .
Para possibilitar que várias pessoas pudessem tuitar ao mesmo tempo
optamos num primeiro momento pelo uso do "TwittDeck" que também permitia
monitorar as informações publicadas sobre nosso perfil em colunas numa única tela .
Como o Twitter possibilita acompanhar as menções que são feitas ao nosso
perfil, bem como enviar e receber mensagens diretas, também pensamos em como
"monitorar" o que estava sendo publicado na web:
a) - O que está sendo publicado por quem seguimos?
b) - O que publicamos?
c) - O que publicam sobre a Biblioteca da PUC-Rio?
d) - Mensagens recebidas e enviadas.
É importante ressaltar que nesse primeiro momento não havia na Biblioteca

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uma política sobre "o que publicar", "com qual periodicidade" e "quem deveria
publicar" devidamente registrada, mas que estava devidamente registrada e
consolidada através de reuniões e encontros constantes entre os participantes das
mídias sociais do Sistema de Bibliotecas. Nessas reuniões também foi possível
definir os objetivos que gostaríamos de atingir:
a) Estreitar os laços de relacionamento ;
b) Melhorar a comunicação;
c) Divulgar serviços e novidades;
d) Otimizar nossa presença na Web;
e) Estar mais acessível aos usuários,
f) Prover informações e notícias relevantes para nossa comunidade
Acreditamos que a partir do surgimento de novas mídias é importante que as
Bibliotecas possam se tornar atuantes e participar de novas interações com seus
usuários - seja através de novos softwares, hardwares ou movimentos culturais .
Após as experiências com a criação de um blog e com o perfil no Twitter, entre os
anos de 2010 e 2011 o Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio decidiu atuar em mais
duas mídias sociais: o Vou Tube e o Facebook. Os objetivos permaneceram os
mesmos, mas aumentando nossa presença na web e oferecendo mais
acessibilidade aos nossos usuários com mais canais para comunicação e para
divulgação de nossos serviços e produtos.
Com relação ao Vou Tube, foi elaborado um vídeo em parceria com o Núcleo
de Animação do Departamento de Artes e Design da PUC-Rio que apresenta a
infraestrutura física das bibliotecas, bem como, os serviços/produtos oferecidos. A
ideia é que a equipe de bibliotecários possa produzir vídeos amadores e postar para
os usuários.
No Facebook foi criada uma Fanpage para o Sistema de Bibliotecas da PUCRio com o intuito de divulgar em mais um canal as atividades, serviços e produtos do
Sistema de Bibliotecas, além de ser mais um canal de interação com a comunidade
acadêmica e usuários externos.
Após adotar essas ferramentas de comunicação - as mídias sociais - , foi
possível ter uma visão mais sistêmica do seu funcionamento e desempenho diante
da comunidade acadêmica, parceiros e a própria equipe da biblioteca. Nesse
momento os ajustes sobre os conteúdos eram realizados entre os próprios
bibliotecários, com críticas e comentários internos sobre os posts,
Dentro desse contexto, em 2011, foi constatada a necessidade de alinhar a
equipe com relação ao "que" e "quando" publicar nas mídias sociais, Para tanto foi
realizado um curso sobre a importância de cada mídia social em uso no Sistema de
Bibliotecas, enfatizando o perfil de cada uma e a melhor forma de alcançar os
usuários. Esse curso foi ministrado pela equipe de informática da biblioteca . A partir
dele foi possível estabelecer, entre os responsáveis pela publicação nas mídias
sociais, uma visão mais clara dos uso dessas mídias.
Durante a realização do curso, por sugestão da equipe de informática,
começamos a testar o HootSuite, um agregador de mídias sociais que permite o
agendamento de postagens. Esse programa passou a ser utilizado no segundo
semestre de 2011 ,
O uso desse novo software permitiu ao Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio
elaborar uma rotina para publicação de conteúdos. O monitoramento das menções e

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das informações postadas pelos perfis seguidos pelas Bibliotecas forneceu subsídios
para nossas próprias postagens.
4.1810g
É um site cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos
dos chamados posts, Estes são, em geral , organizados de forma cronológica
inversa , tendo como foco a temática proposta pela instituição, podendo ser escritos
por um número variável de pessoas, de acordo com a política estabelecida. O Blog
do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio foi criado em 2009.
Posts publicados: 106
Comentários recebidos: 98
Sistema de Bibliotecas - PUC-Rlo

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Figura 1 - Blog do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio

4.2 Twitter
"Descubra o que está acontecendo, agora mesmo, com as pessoas e
organizações que lhe interessam". (TWITTER, 2012). A premissa principal do
microblog é a interação e compartilhamento de informações de forma rápida, ágil e
objetiva (a comunicação deve ser feita utilizando no máximo 140 caracteres). O perfil
do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio no Twitter foi criado em 2009 ,
Seguidores: 1.636
Twittes: 4.913
Seguindo: 178

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Bibliotecas PUC-Rio
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PUC-RIO

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Figura 2 - Twitter do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio

4.3 Facebook
No Facebook você pode se conectar e compartilhar o que quiser com quem é
importante em sua vida. (FACEBOOK, 2012). O perfil do Sistema de Bibliotecas da
PUC-Rio foi criado em 2011 .
Número de fans : 364

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Figura 3 - Facebook do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio
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4.4 YouTube
É um site que permite que seus usuários carreguem e compartilhem vídeos
em formato digital. O perfil do Sistema de Bibliotecas no YouTube foi criado em

2010.
Exibições: 523
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Figura 4 - Página do

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.

Tube do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio

5 Considerações Finais
É importante ressaltar que a equipe responsável pela publicação nas mídias
sociais deve representar a instituição. As postagens devem estar de acordo com a
missão e a visão da empresa e focando no público que se deseja atingir. A equipe
que trabalha com o uso de mídias sociais precisa estar bem alinhada para não
postar conteúdos que fujam aos interesses pré-definidos pela instituição. O Sistema
de Biblioteca da PUC-Rio tem alguma experiência nesse sentido .
Outra iniciativa que consideramos importante ressaltar foi o incentivo aos
bibliotecários para que fizessem uso das mídias sociais de forma pessoal. A ideia foi
bem aceita e todos os participantes têm contas criadas ao menos no Facebook e no
Twitter o que facilitou seu entendimento de seu uso na Biblioteca .
O custo também é outro fator que facilita muito: custo zero para a instituição
criar e manter um perfil nessas mídias sociais. Qualquer pessoa pode criar um perfil
nesses sites e configurá-lo adequadamente não sendo necessário ser um usuário
avançado de informática. Outra questão que deve ser lembrada é o nome do perfil :
criar um único nome para todos os perfis nas mídias sociais é um fator que propicia
a criação de uma identidade da instituição na rede mundial de computadores.
Pode-se inclusive sugerir alguns passos para criação de perfis nas mídias
sociais:
a) Criação dos perfis nas redes sociais;
b) Seleção e treinamento dos funcionários;
c) Seleção das fontes de conteúdo;
d) 4Políticas de postagens e comportamento;

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e) Monitoramento das mídias sociais;
f) Postagens periódicas para os seguidores.

o uso dessas ferramentas de comunicação em bibliotecas é um diferencial ,
mas vemos que propagar a informação é importante, mas responder e criar uma
relação de confiança com os usuários é ainda mais. Entender as mídias sociais é
aprender com elas - e para aprender é preciso fazer.
6 Referências
BLATTMAN, Ursula; SILVA, Fabiano Couto Corrêa da. Colaboração e interação na
Web 2.0 e Biblioteca 2.0. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina ,
Florianópolis, v. 12, n. 2, p.191-215, jul./dez., 2007 .
EIRÃO , Thiago Gomes. A disseminação seletiva da informação e a tecnologia RSS
nas bibliotecas de tribunais em Brasília. Brasília, DF: [s.n.], 2011 . 116f.Dissertação
(Mestrado) - Universidade de Brasília, Faculdade de Ciência da Informação,
Brasília, DF, 2011. p. 21 .
FACEBOOK. Califórnia (EUA), 2012 . Disponível em : &lt;http://pt-br.facebook.com/&gt; .
Acesso em : 09 abro2012 .
PESSOA, Patrícia ; CUNHA, Murilo Bastos da. Perspectivas dos serviços de
referência digital. Informação &amp; Sociedade, V. 17, n. 3, p. 69-82, set./dez. 2007 .
Disponível em : &lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/836/1587&gt; .
Acesso em : 09 abro2012 .
PONTIFíCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO. Rio de Janeiro,
2010. Disponível em : &lt;http://www.puc-rio.br&gt; . Acesso em : 09 abro2012 .
RECUERO, Raquel. A nova revolução : as redes são as mensagens. In :
BRAMBILLA, Ana . Para entender as mídias sociais. [S .I. : s.n.: 2011] .
SOUZA, Edney. Para quebrar a cabeça com as mídias sociais. In : BRAMBILLA, Ana .
Para entender as mídias sociais . [S .I. : s.n.: 2011].
TWITTER. Califórnia (EUA), 2012 . Disponível em : &lt;https://twitter.com/&gt; . Acesso em :
09 abro2012 .

1848

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>As mídias sociais no Sistema de Bibliotecas da PUC-RIO: uma experiência.</text>
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                <text>Apresenta a experiência do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio no uso das mídias sócias como Blog, Twitter, Facebook e You Tube como ferramentas de comunicação e divulgação de informações com seus usuários. Demonstra como essas mídias foram utilizadas por seus funcionários e como se deu o processo de uso nas Bibliotecas da PUC-Rio.</text>
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Trabalho completo

EMPREENDEDORISMO E O PROFISSIONAL DE
BIBLIOTECONOMIA: uma abordagem da competência.

Clemente Ricardo Silva 1, Maria Meriane Vieira Rochéi
Bibliotecário, formado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) ; Publicitário, formado pelo
Instituto de Ensino Superior da Paraíba (IESP) ; Diagramador de textos gráficos da Editora da
Universidade Federal da Paraíba (EDUFPB) ; &lt;cricardos2011@gmail.com &gt;.
2 Mestre em Ciência da Informação; Especialista em Gestão de Unidade de Informação; Especialista
em Organização de Arquivos; Professora do Departamento de Ciência da Informação da
Universidade Federal da Paraíba; &lt;meriane.vieira@gmail.com&gt;.

Resumo
Com a globalização, a sociedade brasileira, passa por diversas mudanças. Fatores
políticos, econômicos e tecnológicos, contribuem para a formação de um novo
mercado de trabalho. Nesse contexto, observa-se um ambiente propício para o
empreendedorismo, onde os profissionais devem ser dotados de um conjunto de
técnicas e conhecimentos que visualizem oportunidades que resultem em bons
empreendimentos. Este trabalho analisa o empreendedorismo na perspectiva dos
alunos do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba-UFPB, uma
abordagem das competências, identifica que seu perfil empreendedor deve ser fator
determinante na constituição do negocIo próprio, como também num
reposicionamento no mercado de trabalho, abrindo novas oportunidades. Constatouse nos discentes nenhum contato com disciplinas empreendedoras e baixo perfil
empreendedor nos docentes. A pesquisa revelou que o aluno de biblioteconomia
não corre riscos mesmo necessitando complementar sua renda, opta pelo emprego
público, falta atitude para empreender, sendo desprovido de conhecimento e
estímulo. A Metodologia utilizada foi Abordagem quantitativa, tipo exploratória e
descritiva, caracterizando um estudo de caso. O campo da pesquisa foram os alunos
do primeiro ao décimo período do curso em questão. A amostra é composta por
cento e setenta e cinco discentes, com análise dos dados feita com uso de
estatística inferencial e a sua coleta através de questionário estruturado . A partir das
análises coletadas chega-se a conclusão que a cultura empreendedora dos
discentes da UFPB, não é suficiente para impulsionar a implementação de um
negócio. Portanto, o perfil empreendedor dos alunos de biblioteconomia-UFPB não é
fator determinante na constituição do negócio próprio.

Palavras-chave:
Bibliotecário ; Empreendedorismo; Disciplinas empreendedoras; Negócio
próprio ; Mercado de Trabalho .

2422

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Abstract
With globalization, the Brazilian society go through many changes. Political,
economic and technological developments, contribute to the formation of a new labor
market. In this context, there is a conducive environment for entrepreneurship, where
professionals must be equipped with a set of skills and knowledge to visualize
opportunities that result in good business. This paper analyzes entrepreneurship
from the perspective of students of Librarianship, Federal University of ParaíbaUFPB, a skills approach, which identifies your profile entrepreneur should be a
determining factor in the constitution of their own business, but also a repositioning in
the labor market, opening up new opportunities. It found no contact with students in
disciplines entrepreneurs and low-profile entrepreneur in teachers. The survey
revealed that students of librarianship is not at risk even needing to supplement their
income, opting for public employment, poor attitude to take, being devoid of
knowledge and encouragement. The methodology used was a quantitative approach,
exploratory and descriptive, featuring a case study. The field of research were
students from first to tenth period of the course in questiono The sample consists of
one hundred seventy-five students, with data analysis performed with use of
statistical inference and its collection through a structured questionnaire. From the
analyzes collected comes to the conclusion that the entrepreneurial culture of the
students UFPB is not enough to boost the implementation of a business. Therefore,
the entrepreneurial profile of students in library-UFPB is not a determining factor in
establishing the business itself.

Keywords:
Librarian; Entrepreneurship; Entrepreneurial disciplines; Own business;
Labour Market.

1 Introdução

o mercado atual e em especial o brasileiro, passa por mudanças políticas,
sociais, econômicas e tecnológicas. Tais fatores contribuem para acelerar a oferta
de novos produtos e serviços no mercado. As oportunidades que surgem a partir de
tais mudanças são visíveis às pessoas mais empreendedoras, que aproveitam para
constituir novos negócios, inovar negócios existentes ou até mesmo mudar a
realidade no posto de trabalho que atuam , quando estão empregadas.
O mundo tornou-se globalizado, de forma que, relações comerciais que antes
necessitavam de um espaço próprio, hoje são executadas nos mais diversos
ambientes, que vão desde os estabelecimentos formais (firmas registradas),
ambientes inovadores como as Lan Houses e até mesmo em residências,
mostrando que fronteiras comerciais foram rompidas.
O comércio eletrônico realizado pelos computadores acontece graças a uma
rede mundial (internet) , trata-se de um comércio eletrônico ou virtual que é bem
diferente do tradicional, pois seu pagamento pode ser feito eletronicamente, através
do cartão de crédito, transferência em conta corrente ou emissão de boleto bancário.

2423

�Gestão de pessoas
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As relações comerciais acontecem em nível regional, nacional e até mesmo
mundial. Produtos são comercializados e serviços prestados em grande velocidade
com bastante segurança , tanto para o vendedor como para o comprador, apesar de
raros exemplos de negociações sem sucesso, porém , existindo necessidade de criar
legislações e mecanismos com o intuito de fortalecer e melhorar tais relações.
Dentro deste parâmetro o domínio da informação, conhecimento técnico e
científico, tornaram-se elemento chave para se obter bons resultados, seja na
aquisição ou na oferta de bens e/ou serviços.
Tem-se nesse instante um ambiente perfeito para o Empreendedorismo, onde
profissionais dotados de um conjunto de técnicas e conhecimentos enxergam
oportunidades e atuam de forma a obter bons resultados.
Segundo Dolabela (apud BERNARDES FILHO, 2010, p. 01):
A capacidade empreendedora é imprescindível numa sociedade em
que, a cada dia, mais importante do que "saber fazer é criar o que
fazer". É conhecer a cadeia econômica, o ciclo produtivo, entender
do negócio, "saber transformar necessidades em especificações
técnicas, conhecimento em riqueza". A experiência mostra que
muitos profissionais têm profundos conhecimentos de uma
tecnologia, mas não a percepção de sua aplicação e, assim, têm
cada vez menos chances de sucesso.

A importância do empreendedorismo é tanta que muitas empresas têm de
repensar sua missão, seu método de atuação e seu público-alvo, dando início a um
processo de transformação dos antigos gestores em profissionais empreendedores,
pessoas que buscam o autoconhecimento, estão sempre se atualizando e estão
dispostos a aprender em qualquer tempo .
Atualmente é comum encontrar unidades de informação enfrentando grande
dificuldade no que diz respeito a sua atuação e organização, pois existe ainda a
preocupação de preparar profissionais apenas com o objetivo de lidar com a parte
técnica e administrativa voltada para o simples desenvolvimento de suas tarefas,
deixando qualquer que seja a unidade, limitada em seu funcionamento .
Nesse contexto existe um mercado abrangente e totalmente aberto para
quem tem conhecimentos em Gestão da Informação. Atividades como busca,
identificação, classificação, processamento, armazenamento e disseminação de
informações em diferentes formatos e meios (físicos ou digitais), passam a ser
tarefas desenvolvidas no cotidiano.
que se deseja é auxiliar o usuário, utilizar
fontes confiáveis, para que se tenha êxito em suas necessidades informacionais.
Cenário mais que perfeito para o aparecimento do profissional ou aquele que
possa melhorar metodologias e tecnologias que estão em uso. Ter um pouco de
conhecimento em tudo não é suficiente é importante ser especialista com uma visão
generalista, estar aberto para novos aprendizados, ser pró-ativo e empreendedor
são competências básicas deste profissional do presente e do futuro.
Na sociedade atual, onde informação é um pressuposto básico, a todo
instante estão sendo criadas novas necessidades no campo do conhecimento, e
para dar suporte organizando, com critérios de armazenamento e disseminação de
dados, o Brasil conta atualmente com uma gama de cursos de Biblioteconomia.
objetivo é preparar profissionais que após sua formação acadêmica , possam atuar

°

°

2424

�Gestão de pessoas
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em unidades de informação escolares, bem como empreender negócios no setor
informacional, inovando unidades de informação, para acompanhar as evoluções
tecnológicas e as demandas sociais.
1.1 Problema

o perfil empreendedor do estudante de biblioteconomia pode influenciá-lo na
constituição de seu próprio negócio?
1.2 Justificativa
Identificar o nível de empreendedorismo entre os alunos do Curso de
Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba para que possa orientá-los num
reposicionamento, abrindo novas oportunidades de colocação no mercado de
trabalho, não apenas como empregados, mas como empreendedores; para a
instituição é importante para que ela possa questionar o foco do curso e para o
mercado é importante porque forma cidadãos, com uma capacidade de implantar
negócios próprios, gerando emprego, reduzindo a demanda por empregos públicos.
1.3 Objetivos
1.3.1 Geral: Identificar se o perfil empreendedor do estudante de biblioteconomia é
fator determinante na constituição do negócio próprio.
1.3.2 Específicos: Identificar a percepção entre os acadêmicos de biblioteconomia a
respeito do empreendedorismo; Verificar entre os alunos de Biblioteconomia, quais
possuem negócios próprios e Identificar entre os alunos de Biblioteconomia as
expectativas em relação a ter o seu próprio negócio.

2 Empreendedorismo e Biblioteconomia
O termo empreendedorismo (entrepreneurship) , orlglnarlo da França , tem
como um dos fundadores o escritor e economista irlandês Richard Cantillon (1725) ,
que designava o termo como "indivíduo que assume riscos e começa algo novo". No
empreendedorismo o objetivo é estudar o perfil, origem , sistema de atividades e o
universo de atuação em que o empreendedor irá atuar.
A designação "empreendedorismo" foi utilizada pela primeira vez no início do
século XX pelo economista Joseph Schumpeter em 1950, descrevendo como uma
pessoa criativa e capaz de ter sucesso com inovações. Surgiu novamente no ano de
1967 com K. Knight, em 1970 com Peter Drucker que introduziu o conceito de risco
'l .. ] uma pessoa empreendedora precisa arriscar em algum negócio", e em 1985
Pinchot acrescentou o conceito de intra-empreendedor, que é o empreendedorismo
dentro da própria organização.
A palavra empreendedorismo, segundo Felippe (1996), significa ser um
realizador que produz novas ide ias através da junção entre criatividade e
imaginação, é sempre motivado pela auto-realização e pelo desejo de assumir
responsabilidades e ser independente. O profissional empreendedor considera

2425

�Gestão de pessoas
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irresistível o novo empreendimento e propõe sempre idéias criativas, seguidas da
ação. A auto-avaliação, a autocrítica e o controle do comportamento são
características do empreendedor que busca o auto-desenvolvimento. Para se tornar
um profissional de sucesso, é preciso reunir imaginação, determinação, habilidade
de organizar, liderar pessoas e de conhecer tecnicamente etapas e processos.
Segundo Shapiro (1975 apud UFSC, 2000, p. 55) :
Em quase todas as definições de empreendedorismo a um consenso
de que nós estamos falando de um tipo de comportamento que inclui :
a) Tomada de iniciativa;
b) A organização ou reorganização de mecanismos sócioeconomicos para transformar recursos e situações em contas práticas;
c) A aceitação do risco e fracasso. O principal recurso usado pelo
empreendedor é ele mesmo [... ).

o perfil do empreendedor é marcado por !numeras características, ter
iniciativa é apenas o início, é necessário ser confiante e determinado em seu
propósito, independente, bastante persistente e perseverante (atitudes muitas vezes
deixadas de lado frente as possíveis dificuldades), com sua intuição focaliza seu
alvo estando aberto a sugestões e críticas (flexível) , é original e gosta como
ninguém de um desafio.
Os empreendedores são em sua natureza pessoas arrojadas, organizadas
em seus projetos, são otimistas, visualizam o que está de bom por vir, os obstáculos
são apenas temporários, as mudanças propostas ou enfrentadas são sempre
calculadas, não esquece do risco e sua direção está sempre voltada para os
melhores resultados.
O empreendedor é visionário, proativo, sempre se preparando intelectualmente, busca novos conhecimentos, estimulado por uma forte necessidade de
realização, utiliza sua capacidade de liderança para o trabalho em equipe, sabe lidar
com os mais variados tipos de comportamentos, como também é bastante cauteloso
frente às turbulências enfrentadas nos negoclos, existem , portanto, os
empreendedores natos que trazem consigo um instinto natural de empreender e os
que se qualificam junto a empresas especializadas como o Serviço Brasileiro de
Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial (SENAI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
(SENAC), as Escolas de Administração, Engenharia, Economia, as Incubadoras de
empresas, dentre outras.

Competência
Empreendedora

FIGURA 01 - Atributos necessários para Competência Empreendedora .
FONTE: Adaptado de Rabaglio, 2009 .

2426

�Gestão de pessoas
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Vale ressaltar que o empreendedorismo não se limita a um negócio, a ação
empreendedora pode ser empregada em qualquer área da atividade humana, como
exemplo existe um tipo de empreendedorismo voltado para a sociedade denominado
de Empreendedorismo Social. Fundações, Associações, Grupos de Amigos, dentre
outros, prestam assistência as camadas da sociedade com menos poder aquisitivo.
Outro tipo de empreendedorismo é o Intraempreendedorismo, que é uma
tradução do termo In trapreneur, que tem como significado empreendedorismo
interno. Utilizado pela primeira vez em 1985, pelo Consultor Canadense Gifford
Pinchot 111 (GEEI - GRUPO DE EXCELÊNCIA, EMPREENDEDORISMO ... , 2011 , p. 01), o
intraempredorismo consiste em "Designar os executivos que nas empresas
assumem o papel de Agentes de Mudança". Em uma linguagem simples os talentos
empreendedores dos funcionários são utilizados em prol da empresa que estão
ligados. O grupo ressalta ainda que:
Ter boas ideias não é o ponto mais difícil no processo de inovação. O
verdadeiro desafio é transformar essas idéias em realidades
rentáveis, tarefa que exige que empregados se comportem como
empreendedores. Do lado da Organização, Gifford enfatiza que uma
Organização empreendedora deve ser organizada em torno de
equipes que funcionam como pequenas empresas agrupadas,
atuando em rede (GEEI
GRUPO DE EXCELÊNCIA,
EMPREENDEDORISMO ... ,2011).
Existem ainda pessoas empreendedoras que não querem ter seu propno
negócio, se satisfazem no ambiente corporativo seguindo suas carreiras, são de
grande valor e raras , tomam iniciativa e em concordância com a instância superior
criam alternativas de melhorias no papel em que desenvolvem.
2.1 Os primeiros empreendedores na Biblioteconomia
Paul Marie Gislain Otlet foi autor, empresário , visionário, advogado , idealista e
ativista da paz considerado pai da ciência da informação, Otlet dentre outras
iniciativas criou a Classificação Decimal Universal, desenvolveu a classificação,
codificação e catalogação, padronizou o uso nos cartões usados na maioria dos
catálogos de biblioteca em todo o mundo, escreveu livros sobre a forma de recolher
e organizar o mundo do conhecimento (Traité de documentation-1934; Monde: Essai
d'universalisme-1935).
Otler foi um homem muito a frente do seu tempo, os catálogos criados, foram
os primeiros passos da WEB e das Redes Sociais on-Line, acreditava em uma
grande rede de conhecimento, acesso remoto, noções de hiperlinks, motores de
pesquisa, enfim , os mesmos conceitos atuais, porém , com diferentes nomeclaturas
das que hoje são conhecidas.
Henry de La Fontaine, advogado, bibliográfo, político, idealista, ganhador do
Prêmio Nobel da Paz (1913), companheiro de Paul Otlet, após uma conferência
internacional, criaram o Escritório Central de Associações Internacionais, que mais
tarde passou a ser chamada de União das Associações Internacionais, idealizaram
também o Centro Internacional Palais Mondial (World Palace) , que com o passar
dos anos transformou-se em um museu chamado Mundaneum, abrigando coleções

2427

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e atividades de diversos organismos e institutos. As construções políticas de Otler e
La Fontaine foram absorvidas na Liga das Nações e no Instituto Internacional de
Cooperação Intelectual, órgão precursor da UNESCO.
Otlet e La Fontaine tentaram criar a "cidade do conhecimento", apoiados pelo
governo belga, fundaram um espaço onde serviços de pesquisas, mediante
pagamento, pessoas de qualquer lugar do mundo podiam solicitar via correio ou
telegráfo, conteúdos diversos, totalizavam anualmente cerca de 1.500 pedidos.
Infelizmente devido à falta de apoio político, guerras e recursos financeiros, alguns
projetos não se concretizaram , porém , o museu belga Mundaneum guarda os
primeiros registros de empreendedorismo na Biblioteconomia (VIDA E. .. , 2010).
2.2 Competência Informacional como fator impulsonador do Empreendedorismo

o significado de competência informacional na biblioteconomia traduz a ideia
de que o profissional da informação possui habilidades e conhecimentos que foram
se somando ao longo de sua vida e de sua formação acadêmica , todo o
conhecimento de mundo adquirido ao longo dos anos, aliados as informações
absorvidas durante os estudos dão suporte ao profissional para desenvolver todo um
processo de atribuições, identificando, selecionando e facilitando o uso de
determinada informação em favor daqueles que a procuram .
Partindo desse pressuposto, a American Library Association - ALA (1989,
p. 01), declara que:
Para ser competente em informação, uma pessoa deve ser capaz de
reconhecer quando uma informação é necessária e deve ter a
habilidade de localizar, avaliar e usar efetivamente a informação [... ]
As pessoas competentes em informação são aquelas que aprenderam a aprender. Elas sabem como o conhecimento é organizado,
como encontrar a informação e como usá-Ia de modo que outras
aprendam a partir dela.

Dessa forma, observamos o importante papel que o bibliotecário pode
oferecer ao usuário da informação, seja ele tecnológico ou informacional ; dominar
ferramentas que auxiliem no manuseio da informação, é pressuposto básico no
mundo globalizado; orientar o usuário de forma que o mesmo possa ter
conhecimento e segurança na utilização de dados para sua pesquisa, exige que o
profissional da informação tenha um grau de competência informacional, de forma
que desempenhe suas atividades de forma eficiente e eficaz.
O bibliotecário atual segundo Arruda (2000, p. 19), aponta a tecnologia como
propulsora das principais modificações em seu perfil , soma-se a isto, elementos de
gestão organizacional, tais como : identificação do trabalho, aumento da
responsabilidade individual, influência no mercado internacional e da
competitividade.
Diante da grande oferta de informações, divulgadas e facilitadas pelas mais
variadas formas de suportes como: Meios tradicionais impressos (livros, revistas e
jornais); Mídias de massa: (rádio e TV) ; Mídias virtuais: (internet, intranet, blogs,
sites, redes de relacionamento como orkut e facebook, mensagens instantaneas
como torpedos e e-mails) e Mídias eletrônicas: cd room, pen drive, hd portátil,

2428

�Gestão de pessoas
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dentre outras, distâncias são encurtadas, barreiras no aprendizado são rompidas,
ficando cada vez mais fácil o acesso ao conhecimento através de banco de dados,
de bibliotecas virtuais, de acervos particulares e outros tipos de armazenamento de
informações, porém , é primordial ressaltar a valorização do profissional bibliotecário
que precisa conhecer e dominar ferramentas de acesso, armazenamento,
disseminação e uso da informação, em um mundo que requer rapidez, praticidade e
eficácia, além disso este profissional precisa estar atento e preparado para as
constantes modificações tecnológicas, como também para as necessidades
informacionais que surgem no decorrer de todo este processo.
Na sociedade conteporânea , onde as informações são disponibilizadas nos
mais diferentes suportes e de forma rápida , é papel do bibliotecário orientar aqueles
que tem alguma necessidade informacional , orientando no serviço de busca , de
forma que os usuários aprendam a filtrar as informações relevantes às suas
necessidades.
Parafraseando o pensador indiano Ranganathan (1931), que diz em sua
segunda Lei ''Todo leitor tem seu livro", podemos trazer para os dias atuais que, para
cada leitor existe uma informação, mas é necessário ter prudência no que se refere
a veracidade da informação, nem sempre o que é colocado na web a disposição dos
leitores, tem total credibilidade, existem repositórios sérios com conteúdos
garantidos, como também repositórios onde não existe nenhuma garantia nos dados
ofertados.
2.3 Constituição e Implementação de Negócios
Em todo o mundo, o profissional que tem como matéria-prima a informação
tem um vasto campo de atuação, o mercado brasileiro neste instante passa por
inúmeras mudanças que vem facilitar o ingresso daqueles que se profissionalizam
na área da ciência da informação.
Em 2010, foi aprovada a Lei que obriga escolas públicas e privadas a ter uma
biblioteca, a Lei 12.244/2010 de 24 de maio, determina que toda escola tenha um
acervo de livros nas bibliotecas de pelo menos um título por aluno matriculado. As
escolas terão até dez anos para adaptar seus espaços aos livros, material
videográfico, documentos para consulta , pesquisa e leitura. Como resultado os
centros de informação passarão a ter efetiva participação de um bibliotecário até o
ano de 2020.
Visualizando todo esse vasto campo de oportunidades o bibliotecário
empreendedor pode focar vários caminhos, além dos tradicionais, pode se
especializar para o ingresso em : Concurso Público onde poderá desenvolver suas
atividades administrativas e em seus horários livres desenvolver tarefas que
complementem sua renda ; seu próprio negócio, montando ou assessorando
bibliotecas (executando serviços de Catalogação, Indexação e Resumo ,
Restauração de livros, Digitalização Eletrônica, Arquivamento de documentos, entre
outras atividades) , Livrarias, Editoras, Serviços de encadernação e Normalização
acadêmica; Administrando Arquivos, Bibliotecas privadas e pessoais e demais
serviços relacionados com a informação.

2429

�Gestão de pessoas
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Abrir um negócio não é algo necessariamente simples, exige dedicação,
observação constante, um bom empreendedor nunca é pego de surpresa, está
sempre monitorando seus gastos, lucros e investimentos.
Identificada a necessidade para criação de um negócio é importante seguir
uma meta, um caminho planejado e estruturado para dar segurança ao
empreendimento. Surge então o Plano de Negócio, ferramenta que auxilia, não
garante sucesso, mas sua implementação direciona o negócio de forma profissional
dando credibilidade e compromisso, necessitando ser revisto periodicamente para
se garantir as metas programadas.
2.3.1 Incubadora de Empresa
A Incubadora de Empresa é um organismo que oferece apoio gerencial e
técnico, além de uma gama de serviços que propiciam oportunidades de negócios e
parcerias para que você desenvolva um projeto/empresa (INCUBADORAS ... , 2010).
Os principais tipos de incubadora são:
a) Incubadora Tecnológica Fechada ; b) Incubadora Tecnológica Mista;
c) Incubadora Tradicional Fechada ; d) Incubadora Tradicional Aberta .
Os profissionais da informação podem inspirados e apoiados pelas
incubadoras existentes desenvolver suas competências, buscando informações
junto a associações e universidades, direcionando seus trabalhos dentro dos quatro
tipos de incubadoras mencionados anteriormente.

APOIO OFERECIDO PELA INCUBADORA

Infraestrutu ra

Salas individuais e coletivas, laboratórios, auditório,
bilblioteca, salas de reunião, recepção, copa cozinha,
estacionamento.

Serviços Básicos

Telefonia e acesso a Web, recepcionista, segurança,
xerox, etc.

Assessoria

Gerencial, contábil, jurídica, apuração e controle de custo,
gestão financeira , comercialização, exportação e para o
desenvolvimento do negócio.

Qualificação

Treinamento, cursos, assinaturas de revistas, jornais e
publicações

Network

Contatos de nível com entidades governamentais e
investidores, participação em eventos de divulgação das
empresas, fóruns.

QUADRO 03 - Apoio oferecido pela Incubadora.
FONTE: Disponível em : &lt;http://www.e-commerce.org .br/incubadoras.php&gt; .

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�Gestão de pessoas
Trabalho completo

3 Metodologia
A Metodologia utilizada nesta pesquisa foi a Abordagem Quantitativa , onde
fundamenta que tudo pode ser quantificável, traduzido em números, opiniões e
informações para classificá-Ias e analisá-Ias. Requer o uso de recursos e de
técnicas estatísticas como: percentagem, média , moda, mediana , desvio-padrão,
coeficiente de correlação, análise de regressão, etc. (SILVA, 2001) .
Do ponto de vista dos seus objetivos a pesquisa é do tipo Exploratória, que
segundo Gil (2002, p. 41)
Visa proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a
torná-lo explícito ou a construir hipóteses. Envolve levantamento
bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram experiências
práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos que
estimulem a compreensão. Assume, em geral, as formas de
Pesquisas Bibliográficas e Estudos de Caso.

Caracteriza-se também como Descritiva , visto que:
Visa descrever as características de determinada população ou
fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve
o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e
observação sistemática. Assume, em geral, a forma de levantamento (GIL, 2002, p. 42).

Especificamente os procedimentos envolvidos caracterizam-se como um
Estudo de Caso desenvolvido junto aos estudantes do primeiro ao décimo período
do Curso de Biblioteconomia da UFPB. Segundo Gil (2002, p. 43), envolvendo um
"estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de forma a permitir o seu
amplo e detalhado conhecimento, ou seja, busca analisar os vários aspectos de um
indivíduo ou grupo delimitado de indivíduos". A pesquisa busca analisar o perfil
empreendedor do estudante de Biblioteconomia e a constituição do próprio negócio
entre os alunos do primeiro ao décimo períodos do referido curso.
A Análise dos dados foi feita com uso de estatística inferencial e a sua coleta
através de questionário estruturado.

4 Análise dos Dados
4.1 Caracterização do Perfil do Aluno de Biblioteconomia (Parte I)
A pesquisa foi realizada junto aos discentes do primeiro ao décimo período do
Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba, em um universo de
175 (cento e setenta e cinco) alunos, com uma amostragem por período de até 20
(vinte) alunos.
Nesta parte inicial da pesquisa (Parte I), oito questões foram levantadas:
Sexo; Faixa Etária ; Estado Civil ; Com quem reside; Atividade Profissional ; Renda ;
Qual a frequência que você utiliza a internet e Caso acesse a internet, indique o
local.

2431

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

Informações obtidas junto a Coordenação de Biblioteconomia mostram que
anteriormente o curso era preenchido essencialmente pelo público feminino, os
dados da pesquisa mostram que 73 discentes são do sexo masculino, cerca de 42%
e 102 discentes são do sexo feminino, cerca de 58%.
No que se refere a Faixa Etária cerca de 29% entre 21 e 24 anos, 26% estão
na faixa Acima de 33 anos, 23% entre 25 e 28 anos, 15% entre 29 e 32 anos e 7%
tem idade entre 17 e 20 anos.
Estado Civil dos entrevistados é em sua maioria de Solteiros 64%, Casados
com 23% e 13% distribuídos entre Separados, Divorciados e Uniões Estáveis.
Sozinhos, 30% com seus companheiros e 4% em Residência Estudantil/Outros.
O perfil da residência dos discentes de biblioteconomia, 57% moram com
seus Pais, 9% Sozinhos, 30% residem com seus companheiros e 4% em Residência
Universitária / Outros.
No desenvolvimento de suas Atividades Profissionais 34% tem Emprego
Privado, 23% Não exercem atividade profissional, 22% em Estágio remunerado ou
não, 9% em Emprego Público, 7% em Negócio Próprio e 6% com Emprego
Temporário.
No tocante a Renda, 75% estão na faixa salarial entre 1 e 5 salários mínimos,
13% estão na faixa entre 6 e 10 salários, 7% recebem menos que 1 salário mínimo e
5% recebem mais de 10 salários mínimos. De acordo com estas faixas salariais
aparece a possibilidade para se empreender em um negócio próprio, bastando para
isso incentivo e qualificação empreendedora .
Os dados obtidos revelam uma estatística de 81 % no que se refere a
frequência de utilização da internet, 17% dos pesquisados disseram as vezes
utilizam e apenas 3% Raramente utiliza. Fica evidenciado que todos tem acesso à
informações por meio eletrônico, ficando facilitada a possibilidade de adquirir
informações, novos aprendizados e se familiarizar com o que está acontecendo
dentro de sua área de atuação, visto que em um mundo globalizado, a internet é
ferramenta fundamental para se ter acesso mais rápido as informações. Atualmente
a comunicação entre docente e discente é muito utilizada facilitando assim o
aprendizado e otimizando o ganho de tempo.
O local de acesso dos alunos de biblioteconomia à internet, em sua maioria é
na sua própria residência, atingindo um percentual de 67%, quanto ao acesso no
trabalho, o percentual é de 20%, na Universidade 8%, Casa de amigos e Lan House
somam 5% dos pesquisados.
4.2 Caracterização do Perfil do Aluno de Biblioteconomia (Parte 11)
As questões fazem referência ao perfil empreendedor dos alunos de
Biblioteconomia. No questionário, indagou-se o seguinte: Durante o curso de
biblioteconomia você teve contato com disciplinas que lhe repassaram competências
empreendedoras?
Foi registrado um índice baixo quanto ao contato com disciplinas que
repassam competências empreendedoras, 58% dos entrevistados assinalaram que
Às vezes tinham contato com as disciplinas, 21 % Raramente, 13% informaram que
Nunca tiveram contato e 8% opinaram que Sempre tiveram contato com disciplinas
empreendedoras.

2432

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Outra indagação revela que 61 % responderam que Às vezes observam em si
competências empreendedoras, 22% dos entrevistados afirmam que Sempre
identificam. 11 % Raramente e 6% dos discentes não identificam em si competências
empreendedoras.
Identificou-se que, 56% Às vezes observam seus docentes como
empreendedores, 29% Raramente, 12% os vêem com um perfil empreendedor e 3%
nunca observaram .
O graduando precisa ser estimulado para uma constante qualificação, as
metodologias mudaram, o ensino à distância e o autoconhecimento através da
internet mostram que o professor não é mais o dono do saber, faz-se necessário
acompanhar a evolução do aluno frente ao conhecimento e direcioná-lo às práticas
do mercado bibliotecário e empreendedor.
4.3 Análise da Implementação do Negócio Próprio
Ao analisar o estudante de Biblioteconomia quanto as suas intenções em
empreender em um negócio próprio, percebeu-se que (88%) acreditam que a autorealização é um fator motivador, ao se defrontarem com um problema, (76%) se
vêem pouco criativos, (73%) mesmo não sendo de sua responsabilidade , procuram
resolvê-lo, caso tenha competência e (55%) preferem não correr riscos.
Fica evidente que os alunos do curso de biblioteconomia já possuem algumas
características empreendedoras, mas, não basta simplesmente ter o conhecimento
sobre empreendedorismo, a ausência de fatores estimuladores, faz com que se
acomodem e procurem soluções sem risco, ou seja , preferem não apostar em algum
tipo de empreendimento.
Um percentual de (85%) tem facilidade e gostam de trabalhar com pessoas,
(82%) desenvolvem seu senso de autocrítica , (81 %) são organizados nas atividades
que desempenham, (81 %) lutam com persistência para alcançar seus objetivos,
(77%) se consideram persistentes e perseverantes, (76%) se auto-avaliam
frequentemente, (71 %) são encorajadoras e despertam nas pessoas as realidades
em que estão inseridas, (59%) sempre que podem tomam decisão, (53%) tomam
decisão com rapidez, (49%) dos discentes discordam que o emprego público tira a
liberdade de agir e ousar, buscando melhorar suas ações, (45%) frente ao erro se
sentem culpados, (41 %) das decisões tomadas não envolvem recursos financeiros e
(40%) no instante em estão sob pressão, não se sentem paralisados no que se
refere a tomada de decisão.
No curso de biblioteconomia temos um panorama bastante motivador para o
implemento de disciplinas empreendedoras, os alunos se enquadram como
autocríticos, persistentes e perseverantes, encorajadores, gostam de trabalhar com
pessoas, organizados, decidem com rapidez, afirmam que o emprego não limita a
liberdade de agir e sabem trabalhar sob pressão.
Como resultado observou-se ainda que (89%) sentem necessidade de
complementação da renda, (82%) sentem que os desafios os fazem movimentar,
(80%) dos alunos são flexíveis e aceitam críticas, (79%) ao enfrentar dificuldades
acreditam em dias melhores, (72%) procuram fazer as coisas antes que peçam,
(66%) já pensou em ter o próprio negócio, mesmo correndo risco , (65%) estão
sempre buscando novos conhecimentos, arranjando tempo para isto, (58%)

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�Gestão de pessoas
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preferem primeiro o emprego público, logo após empreender em um negócio próprio,
(50%) tem ideias e ações originais e quase nunca copiam os outros, (42%)
acreditam que não existem pessoas difíceis, sabem lidar com todo tipo de
comportamento e (17%) querem constituir o próprio negócio e não pensam em
emprego público .
A pesquisa mostra um contrasenso nas informações prestadas pelos
entrevistados, se a maioria sente necessidade de complementar sua renda, estão
prontos para enfrentar desafios, tem ideias e ações originais, sabem lidar com todo
tipo de comportamento, são flexíveis, aceitam críticas e já pensaram em ter seu
negócio, porque apenas 17% querem constituir o próprio negócio e não pensam em
emprego público? Falta nesse momento um fator norteador, ou seja , é necessário
ter uma disciplina voltada para o empreendedorismo ou professores em suas
disciplinas que trabalhem tais características para que no futuro o índice de alunos
com perspectivas de abrir um negócio seja maior.
O universo da pesquisa nos mostra que (82%) buscam estabilidade
profissional , (61 %) preferem ter pouco do que ter nada, (41 %) nunca pensou em
empreender na área de biblioteconomia e prefere se preparar para concurso público
e (31 %) dos estudantes de biblioteconomia já teve uma ide ia original para
empreender em sua área .
Notou-se que o discente de biblioteconomia já teve uma ideia original , porém,
não empreendeu, recorre ao ingresso em concurso público pela estabilidade, se
distanciando da possibilidade de ter seu negócio próprio.

5 Considerações Finais
No presente estudo, analisou-se o empreendedorismo sob a óptica do
estudante de Biblioteconomia da UFPB. Nesse sentido, identificou-se que o perfil
empreendedor do aluno do referido curso, não é um fator de forte impacto na
constituição do negócio próprio.
Criatividade, imaginação, determinação, liderança, autocrítica, organização,
independência, iniciativa, persistência , perseverança, flexibilidade e otimismo foram
características percebidas junto aos discentes, porém falta-lhes a iniciativa e atitude
para se tornarem empreendedores.
As competências demandadas sugerem a necessidade de uma participação
mais efetiva dos docentes em trabalhos que tratem do empreendedorismo, uma vez
que as oportunidades de novos conhecimentos e troca de informação devem ser
variadas. Observou-se que os discentes esperam que os docentes devam entender
que o mercado de trabalho exige atualização e uma postura proativa e sobretudo
passem a importância de ver no empreendedorismo mais uma oportunidade de
trabalho.
O termo empreendedorismo é a arte do olhar inovador, é criar ou melhorar
condições de trabalho, de um bem ou de um serviço, significa ser um realizador que
produz novas ide ias através da junção entre criatividade e imaginação, fator de
desenvolvimento social e econômico.
Os discentes quando indagados se existiu contato com disciplinas que
repassaram competências empreendedoras mais da metade dos entrevistados
relataram que "Às vezes" tinham contato, e não se identificam como uma pessoa

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�Gestão de pessoas
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que tenha competência empreendedora e relataram que não percebem em seus
professores um perfil empreendedor.
A cultura empreendedora contribui para que o nível de negócios entre os
alunos de biblioteconomia seja inexistente ou baixo . Apenas 7% dos alunos
disseram ter negócios próprios.
A resposta pode ter contribuição da maneira como percebem o risco em suas
vidas, dos alunos de biblioteconomia identificaram-se com baixo nível de correr
risco, formando uma cultura que freia o empreendedorismo, sentem necessidade de
complementar sua renda, porém, visam ingressar em um emprego público,
procurando estabilidade financeira e profissional , não tendo o desejo de constituir o
próprio negócio
Levando-se em conta o tema em questão, alguns índices despertam uma
maior atenção por variar entre 20% e 36% , alguns alunos preferem não emitir
opinião, ou seja, não concordam nem discordam nos quesitos que tratam de: Correr
riscos ; Emprego público tira a liberdade de agir e ousar; Tomo decisões com
rapidez; As situações de pressão me paralisam nas tomadas de decisão; Tomar
decisão é algo que evito sempre que posso; Quando fracasso me culpo muito pelo
erro; Tenho ide ias e ações originais e quase nunca copio os outros; Fazer as coisas
antes que peçam ; Sempre gosto de buscar novos conhecimentos, eu arrumo tempo
para isto, pois me alimenta; Para mim não existem pessoas difíceis, sempre sei lidar
com todos os tipos de comportamento; Quero constituir o meu próprio negócio e não
penso em emprego público ; Quero primeiramente fazer um concurso público e
depois empreender em um negócio próprio, pois assim não correria tantos riscos; Já
tive uma ideia original para empreender na área de biblioteconomia ; Nunca pensei
nisto, pois estou me preparando para fazer concurso público e "Antes pingar do que
secar", observa-se que os percentuais tem estimativas elevadas, ver-se portanto, a
necessidade de estimular tais pontos ao longo do curso, esses percentuais tenderão
a diminuir.
Os alunos de biblioteconomia acreditam possuir características empreendedoras, porém, não se sentem seguros em empreitar tal objetivo, talvez pela falta de
conhecimento sobre empreendedorismo ou quem sabe ainda não foram
despertados para tal.

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information literacy: final reportoDisponível em :
&lt;http//www.ala .org/ala/acrl/acrlpubs/whitepapers/presidential .html&gt;.
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BERNARDES FILHO, Antenor José. Contribuindo para o desenvolvimento da sua
empresa! Disponível em : &lt;hUp ://www.bmassociados.com .br/Noticias.asp&gt; . Acesso
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�Gestão de pessoas
Trabalho completo

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2436

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Com a globalização, a sociedade brasileira, passa por diversas mudanças. Fatores políticos, econômicos e tecnológicos, contribuem para a formação de um novo mercado de trabalho. Nesse contexto, observa-se um ambiente propício para o empreendedorismo, onde os profissionais devem ser dotados de um conjunto de técnicas e conhecimentos que visualizem oportunidades que resultem em bons empreendimentos. Este trabalho analisa o empreendedorismo na perspectiva dos alunos do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba-UFPB, uma abordagem das competências, identifica que seu perfil empreendedor deve ser fator determinante na constituição do negocIo próprio, como também num reposicionamento no mercado de trabalho, abrindo novas oportunidades. Constatou-se nos discentes nenhum contato com disciplinas empreendedoras e baixo perfil  empreendedor nos docentes. A pesquisa revelou que o aluno de biblioteconomia não corre riscos mesmo necessitando complementar sua renda, opta pelo emprego público, falta atitude para empreender, sendo desprovido de conhecimento e estímulo. A Metodologia utilizada foi Abordagem quantitativa, tipo exploratória e descritiva, caracterizando um estudo de caso. O campo da pesquisa foram os alunos do primeiro ao décimo período do curso em questão. A amostra é composta por cento e setenta e cinco discentes, com análise dos dados feita com uso de estatística inferencial e a sua coleta através de questionário estruturado. A partir das análises coletadas chega-se a conclusão que a cultura empreendedora dos discentes da UFPB, não é suficiente para impulsionar a implementação de um negócio. Portanto, o perfil empreendedor dos alunos de biblioteconomia-UFPB não é fator determinante na constituição do negócio próprio.</text>
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                    <text>Marketing
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Resumo expandido

MARKETING DE PROMOÇÃO EM 140 CARACTERES:
APROPRIAÇÃO E USO DO TWITTER PELA BIBLIOTECA CENTRAL
DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

Bruno Felipe de Melo Silva 1, Janaina Xisto de Barros Limél
Lucia Lima do Nascimento3
1 Bibliotecário,

UFAL, Maceió, Alagoas

2Bibliotecária , UFAL, Maceió, Alagoas
3Bibliotecária, UFAL, Maceió, Alagoas

1 Introdução
Frente ao surgimento de novas tecnologias de informação e comunicação, se
torna cada vez mais necessária a utilização de novos recursos para o melhoramento
na forma de comunicação e muitas vezes, difusão de serviços.
Diante desta perspectiva, surge a biblioteca universitária, que enquanto
instituição responsável por atender a demanda de ensino, pesquisa e extensão,
precisa acompanhar e se adequar aos novos meios disponíveis, para assim
satisfazer a demanda informacional de seus usuários.
Dessa forma , o avanço tecnológico permite o surgimento de novas formas de
promoção, recorrendo assim ao Marketing. Tal método possibilita a biblioteca,
apresentar produtos e serviços por ela oferecidos, mostrando o seu potencial
informacional.
Em meio às palavras de Freitas Neto (2007, p.12) é possível observar que o
emprego de técnicas de marketing envolve o conhecimento do público no qual se
pretende atingir [ ... ] para assim descobrir suas necessidades, divulgando os serviços
de forma direcionada.
Moreno (1999) atrela o marketing a bibliotecas universitárias quando
evidencia a influencia que essas novas tecnologias, já mencionadas, passam a
exercer nas atividades bibliotecárias. Além disso, Figueiredo (1991 , p.123) discorre
sobre a utilização da etapa de Marketing de promoção afirmando que essa é a uma
maneira de comunicação com os usuários reais [ou existentes] e usuários potenciais
para informá-los dos serviços disponíveis.
Das atuais tecnologias de disseminação de informação e comunicação, um
dos que está mais em foco é o Twitter, que para Recuro e Zago (2010) é uma rede
social propícia para o estudo de difusão de informações.
Sendo assim , o presente trabalho visa apresentar um caso prático de
Marketing de Promoção mediante a utilização do twitter pela Biblioteca da UFAL,
relatando quais práticas e abordagens são feitas para deixar seus
"seguidores/usuários" ciente dos serviços e produtos oferecidos.

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Resumo expandido

2 Materiais e Métodos
A partir de uma pesquisa exploratória de cunho descritivo, desenvolvida tendo
como pressupostos a análise do comportamento informacional nas redes sociais
(CRUZ; PEREIRA, 2010), buscou-se analisar o perfil de uso do Twitter pela
Biblioteca da Universidade Federal de Alagoas, tendo em vista sua utilização para
realização de marketing de promoção.
Tal ambiente foi escolhido pelas vantagens da mobilidade e conexão, além do
acesso tradicional pela internet, via Web, o twitter pode ser acessado, por recursos
tecnológicos, dispositivos móveis e outras aplicações.
Por fim, a definição da biblioteca se deu em virtude da própria utilizar o
ambiente, através do perfil @bcufal, de forma ativa, principalmente no período de
investigação.

3 Resultados
Na utilização do twitter por parte da biblioteca é possível destacar a existência
de integração com outros ambientes, nesse caso , o acesso pelo site da biblioteca .
Tal característica possibilita um melhor rendimento e aproveitamento, que é
conseguir interagir com os seguidores, apresentando os produtos e serviços
existentes.

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Coleções
Serviços
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Figura 1 - Site do Sistema de Bibliotecas-UFAL
Fonte: SISTEMA de Bibliotecas. Disponível em: &lt;http://www.sibi.ufal.br/&gt;. Acesso em: 08
abr. 2012.

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Resumo expandido

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Biblioteca Central e Sistema de Bibliotecas da Universidade
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.",;;; Morre Millôr Fernandes tudonahora .uol.com br/noticia/brasil ...

Figura 2 - Twitter da BC-UFAL
Fonte: TWITTER. Disponível em: &lt;http://twitter.com/#!lBCUFAL&gt; . Acesso em: 08 abr. 2012.

Tendo como base os números contidos no perfil é possível realizar uma breve
análise, onde até o momento da coleta foram 221 mensagens (tweets) enviadas, 90
usuários seguidos (following) e 203 usuários seguem (followers) o perfil da
biblioteca, o que diante de tudo que foi mencionado, nos possibilita aferir a efetivar o
ambiente como propício a disseminação de informações.
Dentre algumas possibilidades de utilização é possível destacar:
apresentação de notícias da unidade (novas aquisições), estabelecer e manter
contatos; estreitar relação com os usuários; aumentar a visibilidade na web, serviço
de referência e sugestão de leitura.
Ev elin a M orais E y elinar.1ofals
18 Fe\{
@BCUFAL Como eu faço o ped ido de obras ? O login e a senha sã o
os mesmos do sieweb?
SC UFAL
BCUF!\.L
@Eve li naMorais Descu lpe a dem ora! Caso seja aluna, proc ure a
coordenação do seu curso para suge rir os ped idos

... Es conde r conversa
11 54 - 2B Fev 12 \lia web Detalhes
... Responde r

t.+ Retweetaf

*

Favorito

Figura 3 - interação/colaboração com os seguidores
Fonte: TWITTER. Disponível em: &lt;http://twitter.com/#!/BCUFAL&gt; . Acesso em: 08 abr. 2012.

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�Marketing
Resumo expandido

BC UFAL

BCUFA.L

17 Fev

Conhe ça o Mapa da Lei de Acesso a Info rmação. linformações
pllblicas .direito de todos os bras ileiros: cgu gov br/acessoainforma ...
via @fgvbmtls
BC UFAL

ElCUFA.l

17 Fev

Livros de filmes indicados ao Oscar fazem su cess o nas livrarias
wp meJpYSdW- 1MR via @BibliotecauCS
~ Ver conteudo multimidia
BC UFAL

,.

BCUFt..L

15 Fev

A class ificação dos artigos pelo Oua li s da Ca pes : como
fb .me/1lXVOEYzp via @bibifotecac

e feita?

Figura 4 - Informações para a comunidade
Fonte: TWITTER Disponível em : &lt;http://twitter.com/#!lBCUFAL&gt;. Acesso em : 08 abr. 2012.

BC UFAL
..

13 Fe'~

BCUFI..L

Os livros da Bibli oteca Cent ral com datas de devolução a partir de 22
de deze mbro de 2011 pod erão se r devolvidos ate 2 de março de

20 12.

BC UFAL
..

Na próxima se mana , l llima antes do fim do recess o, estende remos
nosso horário: das 8 às 18 horas . Mais tempo para pesq uisa r !
BC UFAL

~

:: Fe~

BCUFAL

- BCUFA.L

3 Fev

Os setores de Periód icos e Coleções Especiais já est ão disponíveis
para pesquisa após a reforma Confira !

Figura 5 - Horário e dias de funcionamento
Fonte: TWITTER Disponível em : &lt;http://twitter.com/#!/BCUFAL&gt; . Acesso em : 08 abr. 2012.

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Resumo expandido

»

BC UFAL
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Seg uir

.1. ....

BCUFAL

Kxposição Numismática. Local: Hall da bibliot eca.
Dias: 28 e 29 de fevereiro. Prestigie! Fotos: Valdir
pie.twitter.comi otGn2AY2

desen ... olyWjo por OI Pholobucl&lt;:el

Oenundar esta midia

11:06 - 28 Fe\l 12 1/1 a wetl IncorporaresteTweet

~ Responder

t..1-

Retweelar

*

Fa....orilo

Figura 5 - Divulgação de eventos
Fonte: TWITTER. Disponível em: &lt;http://twitter.com/#!IBCUFAL&gt; . Acesso em: 08 abr. 2012.

Por fim , dentre as possíveis ações que poderiam ser aplicadas, o serviço de
referência não foi acionado em nenhum momento, mostrando assim que a
ferramenta pode ser mais explorada .

4 Considerações Finais
No trabalho, a proposta foi apresentar possibilidades de criação de uma
prática de Marketing de Promoção através da utilização do Twitter pela Biblioteca da
UFAL. Mediante a análise realizada com base na literatura, bem como o
levantamento dos perfis de bibliotecas universitárias públicas existentes no Twitter
foi possível observar que ainda são poucas as que vêm utilizando tal ferramenta de

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Resumo expandido

uma maneira a tirar o melhor proveito do que ela proporciona.
Em relação ao uso das ferramentas web pela biblioteca escolhida, é propício
mencionar que ela se limita à utilização do TwiUer, não se atentando a outras formas
de interação, como Youtube, Facebook e Orkut.
Enfim, vale ressaltar que tal pesquisa encontra-se em fase preliminar, onde o
intuito dela é de não só apresentar possibilidades de utilização das ferramentas web
pelas bibliotecas, mas sim, tentar entender o contexto no qual a biblioteca se insere
com o surgimento dessas novas ferramentas de comunicação e disseminação da
informação. Buscando compreender as competências relacionadas à biblioteca na
apropriação dessas ferramentas .

5 Referências
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Metodologia para a promoção do uso da
informação: técnicas aplicadas particularmente em bibliotecas universitárias e
especializadas. São Paulo: Nobel, 1991 .
FREITAS NETO, Marcelino de Carvalho. Marketing em biblioteca universitária: a
realidade da Biblioteca Central da UFAL. Maceió, AL, 2007. 78 f.: Monografia
(Graduação em Biblioteconomia) - Universidade Federal de Alagoas, Instituto de
Ciências Humanas, Comunicação e Artes, Maceió, AL, 2007 .
MORENO, José Eugenio Manas. Marketing y difusión de servicios em uma
biblioteca universitária dei próximo milênio. 1999. Disponível em : &lt;
hUp://www.cobdc.org/jornades/7JCD/63 .pdf&gt; Acesso em: 30 mar. 2012
RECUERO, R. ; ZAGO, G. "RT, por favor,": considerações sobre a difusão de
informações no TwiUer. Revista Fronteiras, v.12, n. 2, mai/ago. 2010

2298

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>O presente trabalho visa apresentar um caso prático de Marketing de Promoção mediante a utilização do twitter pela Biblioteca da UFAL, relatando quais práticas e abordagens são feitas para deixar seus “seguidores/usuários” ciente dos serviços e produtos oferecidos.</text>
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EDUCANDO PARA PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS EM UMA
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: O CASO DA BIBLIOTECA DO UNIPÊ
Ana Maria Nascimento Henriques e Silva 1, Gesilda Toscano de
Brito2 , Maria Eliane da Silva Correia3, RacheI Abath de Ataide4
1 Mestre

em Ciência da Informação! Bacharel em Biblioteconomia! Bibliotecária Gestora
Unipê, João Pessoa-PB
2Bacharel em Biblioteconomia! Bibliotecária Unipê, João Pessoa- PB
3Bacharel em Biblioteconomia! Bibliotecária Unipê, João Pessoa-PB

4Especialista em Ensino- Aprendizagem mediados por Tecnologias da Informação e
comunicação! Bacharel em Biblioteconomia! Bibliotecária Unipê, João Pessoa - PB

Resumo
Relato de experiência na Biblioteca do Unipê, no que se refere ao
desenvolvimento de ações /práticas para uma possível consciência sustentável
individual e coletiva . Neste foco identificam-se algumas práticas que contribuem para
a compreensão da relação e interação das pessoas com todo o ambiente, além de
fomentar uma ética ambiental a respeito do equilíbrio ecológico e da qualidade de
vida dessas pessoas. Destaca-se o papel das Bibliotecas Universitárias, dos
profissionais da informação e da Universidade na formação de cidadãos com
consciência sustentável.
Palavras-chave : Sustentabilidade; Biblioteca Universitária; Consciência sustentável.
Abstract
Experience report in the Library of Unipê, as regards the development of actions /
practices for possible sustainable individual and collective consciousness. This focus
identifies some practices that contribute to the understanding of the relationship and
interaction of people with the whole environment and foster an environmental ethic
about the ecological balance and quality of their lives. We highlight the role of
university libraries, information profession and the University in the formation of
citizenship with sustainable.

Keywords : Sustainability; University Library; Consciousness sustainable.

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1 Introdução
Atualmente se percebe nas organizações, entendidas aqui como quaisquer
Instituições, sejam bibliotecas, igrejas etc. uma grande preocupação em relação às
questões que envolvem o meio ambiente. Esta preocupação está diretamente
associada a manutenção da própria sustentabilidade dessa organização. O grande
desafio, no entanto, é tornar tangíveis os valores sustentáveis necessários. Diante
disto, algumas iniciativas são tomadas com o intuito de contribuir efetivamente com
um ambiente corporativo que esteja atento a práticas sustentáveis na organização,
juntamente com seus indivíduos e toda a sociedade.
O conceito sustentável nos dias atuais não está ligado apenas às questões
financeiras, mas relacionada principalmente a uma consciência sustentável, em que
cada pessoa pode e deve contribuir. Os esforços são direcionados a questões que
dizem respeito à identificação de recursos necessários para estas contribuições
tornando visível uma consciência sustentável possível através de ações e práticas
diárias dentro das organizações. Ou seja, um novo olhar sobre uma questão
mundial, universal de forma que as empresas possam contribuir efetivamente para a
sustentabilidade do planeta .
Diante deste contexto, as Bibliotecas, em especial a Biblioteca Universitária e
os Profissionais da Informação são percebidos como condutores de informação para
formação de uma consciência sustentável , em uma perspectiva social e uma
dimensão educacional.
Para tanto , este trabalho tem como principal objetivo trazer algumas reflexões
sobre a temática ressaltando algumas iniciativas existentes para o exercício de uma
consciência sustentável possível na Biblioteca do Centro Universitário de João
Pessoa - Unipê.

2 Revisão de Literatura

As organizações estão assumindo um compromisso voltado para a formação
de uma consciência sustentável e educação ambiental , que envolve seus clientes
(usuários) internos e externos. Desta forma, é importante disseminar atitudes e
conceitos relativos às temáticas.

2.1 Sobre sustentabilidade e educação ambiental

Sustentabilidade é a palavra do momento na luta por um planeta melhor. O
termo engloba uma série de práticas, tanto no cotidiano das pessoas quanto nas
organizações, através de um esforço coletivo em prol da natureza e do meio
ambiente no qual vivemos. Segundo Marques e Braga, (2011), a ide ia de
sustentabilidade se apóia em três pilares: ambiental, econômico e social. E toda
ação sustentável deve ter três requisitos básicos: a preservação da biodiversidade
dos ecossistemas naturais; a viabilidade econômica para sua implantação e

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manutenção e a garantia de que as ações atinjam todos os grupos humanos, sem
distinção social e sem agredir valores culturais.
A responsabilidade socioambiental nas organizações não deve ser encarada
como filantropia, mas como uma ação voluntária da organização em prol do
desenvolvimento social e preservação do meio ambiente, com ações que possam
alcançar toda a sociedade ( LIMA, 2010).
Assim, podemos considerar que sustentabilidade é uma qualidade das ações
e empreendimentos humanos que busca a utilização, preservação e manutenção de
todos os recursos disponíveis, possibilitando que tais recursos possam existir
indefinidamente.
O desequilíbrio ecológico provocado pelo modelo econômico de crescimento,
que um lado gera riquezas e de outro, produz a miséria e a degradação ambiental,
fez com que surgisse a ideia do desenvolvimento sustentável , conciliando o
desenvolvimento econômico à preservação ambiental e a busca pelo fim da pobreza
no mundo. A educação ambiental é condição importante para que o desenvolvimento
sustentável aconteça. Dessa forma :
A educação ambiental , um dos pilares do desenvolvimento
sustentável , contribui para a compreensão fundamental da
relação e interação da humanidade com todo o ambiente e
fomenta uma ética ambiental pública a respeito do equilíbrio
ecológico e da qualidade de vida, despertando nos indivíduos e
nos grupos sociais organizados o desejo de participar da
construção de sua cidadania . (ZITKE, 2002 , p.47) .

Segundo Mayor (1998), o surgimento de uma consclencia ambiental vem
ganhando espaço em diferentes setores da sociedade mundial, mas é na educação
que está à chave do desenvolvimento sustentável. Uma educação fornecida a todos
os membros da sociedade, segundo modalidades novas e com a ajuda de
tecnologias novas, de tal maneira que cada um se beneficie de chances reais de se
instruir ao longo da vida.
Devemos estar preparados, em todos os países, para remodelar o ensino, de
forma a promover atitudes e comportamentos que sejam portadores de uma cultura
da sustentabilidade . Essas atitudes serão percebidas em processos de educação
ambiental voltados para valores, e competências que contribuem para a participação
cidadã na construção de sociedades sustentáveis. Promovendo e apoiando a
produção e a disseminação de materiais didático-pedagógicos e institucionais, que
sistematizam e disponibilizam informações sobre experiências exitosas e apóiam
novas iniciativas (PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL, 2005).
Todavia, segundo Jacobi (2003, p.190) :
A reflexão sobre as práticas SOCiaiS, em um contexto marcado pela
degradação permanente do meio ambiente e do seu ecossistema, envolve
uma necessária articulação com a produção de sentidos sobre a educação
ambiental. A dimensão ambiental configura-se crescentemente como uma
questão que envolve um conjunto de atores do universo educativo,
potencializando o engajamento dos diversos sistemas de conhecimento, a
capacitação de profissionais e a comunidade universitária numa
perspectiva interdisciplinar. Nesse sentido, a produção de conhecimento,
deve necessariamente contemplar as inter-relações do meio natural com o
social , incluindo a análise dos determinantes do processo, o papel dos

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diversos atores envolvidos e as formas de organização social que
aumentam o poder das ações alternativas de um novo desenvolvimento,
numa perspectiva que priorize novo perfil de desenvolvimento com ênfase
na sustentabilidade sócio ambiental) .

As Universidades, assim como todos os estabelecimentos de ensino superior
entram como determinantes nesse processo, assumindo uma responsabilidade
essencial na preparação dos jovens para um futuro viável , onde a busca da
felicidade, do bem-estar e da qualidade de vida , possam se tornar realidade de fato ,
visto que desempenham
[.. .] um papel fundamental nesses processos de transformação
do conhecimento vinculados à construção de uma racionalidade
ambiental por sua responsabilidade social na formação de novos
saberes e novos profissionais com uma consciência crítica e
uma capacidade para contribuir com eficácia na resolução de
problemas socioambientais cada vez mais complexos (LEFF,
1995, p.16).

Educar para uma consclencia sustentável possível é necessário e engloba
uma perspectiva ambiental, social e educacional. Essa consciência será construída a
partir de um processo educativo que implica em um saber ambiental materializado
nos valores éticos e nas ações de convívio social , vendo a educação ambiental para
a sustentabilidade como um processo de transformação do meio, que minimize os
excessos e potencialize por meio de uma proposta (re)educativa , conduzindo a uma
contextualização de uma práxis educativa transformadora da realidade ambiental em
que se encontra (SILVA, 2011).

2.2 Projeto Unipê sustentável e seu contexto organizacional

o Unipê sustentável reflete o compromisso que o possui em alavancar seus
ativos e suas capacidades institucionais, objetivando auxiliar a comunidade
paraibana naquilo que for necessário, de modo a se ajustar perante as ameaças e
as oportunidades surgidas pelo fenômeno da mudança climática, realizando um
processo de desenvolvimento sustentável.
O Unipê , começa a buscar esse caminho, promovendo na formação de seus
alunos de graduação, pós-graduação e egressos, uma qualificação voltada para a
prática profissional comprometida com as questões ambientais, implementando
ações que despertem essa consciência . Entretanto, para que o seu papel seja
cumprido, a Universidade deverá contribuir para a resolução da problemática
ambiental , para isso, ela precisa contar com todos os seus órgãos de apoio,
inclusive a Biblioteca.
No momento o processo passa pela transição da fase de organização para
institucionalização, formalizando processos, parcerias junto a todos os órgãos da
Instituição e lançamento oficial do projeto.
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Assim sendo, a Biblioteca Universitária possui responsabilidade ambiental e,
consequentemente, os profissionais da informação, que gerenciam , disseminam ,
recuperam e democratizam a informação ambiental para a comunidade acadêmica ,
pois,
Os profissionais da informação, neste início de milênio, devem
assumir a sua parcela de responsabilidade no processo de
formação do conhecimento para a tomada de decisões na área
ambiental. Faz-se necessário, uma profunda reflexão sobre o
método de transferência da informação, desde sua geração,
organização, recuperação e uso, visando à superação das
dificuldades existentes. (JORNADA SUL-RIO-GRANDENSE DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇAO, 2001 , [s.p.]) .

o desenvolvimento sustentável incentiva a demanda por informações,
tornando-se urgente a formação de uma aprendizagem em que o ser humano possa
construir e aplicar estas informações atendendo as questões ambientais,
sustentáveis (CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA [s.d.]). As ferramentas
de recuperação e disseminação da informação vão favorecer a divulgação de
informação sobre a temática sustentabilidade e direcionar esforços em incentivar
atividades direcionadas a educação e consciência sustentável, como parte
integrante das atividades da biblioteca, promovendo uma cultura voltada para a
sustentabilidade.
A Biblioteca e os profissionais da informação que nela trabalham passam a ter
uma responsabilidade social, tanto geradores do conhecimento, como facilitadores e
disseminadores da informação para que dela possam se beneficiar, percebida pela
organização como um instrumento que dispõe para exercer sua função de cidadania
e desenvolvimento social.
3 Resultados Parciais/Finais

o Projeto educando para práticas sustentáveis da Biblioteca do Unipê tem
como proposta viabilizar uma prática educativa que promova o crescimento da
consciência ambiental para a promoção de práticas sustentáveis. O projeto tem
como foco a criação de uma nova cultura no ambiente, voltada para a melhoria da
qualidade de vida da comunidade acadêmica e do seu entorno. Contemplando este
projeto algumas ações já são desenvolvidas:
Inserida neste contexto há mais de cinco anos, a campanha de conservação
e preservação de documentos, com o slogan "Conservar para não restaurar"
acontece de forma permanente no espaço interno da Biblioteca e fora dela, junto à
comunidade acadêmica, conscientizando-os quanto ao uso dos mesmos,
considerada uma prática sustentável.
Em 2010, iniciou-se uma Campanha de Coleta Seletiva de Papel, visando,
além do efeito benéfico da reciclagem, gerar recursos através da venda desse
material, para o Setor de Restauro, além de adquirir todos os materiais necessários
ao seu funcionamento. Os copos descartáveis deixaram de ser usados,
passando a ser substituídos por copos de vidro de uso individual. Em todos os
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setores, a prática da reutilização de papel para rascunho, também já é uma
realidade, reduzindo o consumo excessivo do mesmo.
A partir de 2011 , a Biblioteca participa efetivamente da construção do site
Unipê sustentável, inserindo informações na área ambiental sustentável,
relacionadas às Bibliotecas, com a participação de uma Bibliotecária (web master) ,
que pesquisa, seleciona, e divulga estas informações, inserindo-as no site.
Em 2012, outra iniciativa acontece, com a criação da "Seção verde",
composta de estantes e mural, voltada exclusivamente à disseminação de
informações e de publicações pertinentes aos assuntos relacionados ao meio
ambiente, ecologia e sustentabilidade, nos mais variados suportes. Além disso, a
Biblioteca promove palestras sobre sustentabilidade e contribui efetivamente do
projeto Unipê Sustentável , participando da feira Unipê sustentável com uma
exposição de fotos , denominada Flores no "Campus".
Paralelo a estas ações, em 2012 foi firrmada parceria entre a Biblioteca do
Unipê e o Núcleo de Documentação e Arquivo (NDA). Colaboradores da
Biblioteca e do NDA farão a confecção de produtos com matéria prima fornecida
pelo NDA ( que possui um espaço denominado Galpão Unipê sustentável, em que
são coletados material para reciclagem: papel , vidro, plástico, etc.). Estes produtos
serão expostos e/ou distribuídos à comunidade em oficinas, eventos, etc,
promovidos pela Instituição.

4 Considerações Parciais/Finais

°

caminho que a Biblioteca do vem trilhando em direção a estabelecer ações
práticas sustentáveis, visando construir através das mesmas, uma educação e
consciência ambiental, voltada para a sustentabilidade, vem ganhando contornos
positivos no tocante aos resultados obtidos. Ao pensar no desenvolvimento de uma
consciência sustentável é preciso desenvolver também um sentimento de
solidariedade e sensibilização entre as pessoas.
Os profissionais da informação são agentes ativos na formação de uma
consciência sustentável, utilizando a informação e o conhecimento como
ferramentas para desenvolver ações práticas que contribuem para esta consciência,
alinhada aos objetivos estratégicos institucionais, através de uma conscientização e
responsabilidade compartilhadas que sensibiliza e motiva a mudança.
Consideramos aqui, que esta iniciativa é uma semente plantada para que
novos projetos sejam implementados, novas parcerias firmadas e novas atitudes
aconteçam para construção de uma consciência sustentável.

5 Referências
CARETO, H.; VENDEIRINHO, R. Sistemas de gestão ambiental em
universidades: caso do Instituto Superior Técnico de Portugal. Relatório Final de
Curso, 2003 . Disponível em:

2054

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http://meteo.ist.utl .ptHjdd/LEAMB/LEAmb%20TFC%20site%20v1/20022003/HCaret
RVendeirinho%20artigo.pdf. Acesso em : 20 jan . 2012 .

O

JACOBI , P. Educação ambiental , cidadania e sustentabilidade. Cadernos de
pesquisa, São Paulo, n.118, p.189-205, mar.2003.
JORNADA SUL-RIO-GRANDENSE DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO,
2001 , Porto Alegre. Meio ambiente: a dimensão da informação - impresso. Porto
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KRAEMER, MARIA E. P. Gestão ambiental : um enfoque no desenvolvimento
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LEFF, Enrique. As universidades e a formação ambiental na América Latina .
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LIMA, A. M. de . Responsabilidade socioambiental da Biblioteca do Superior
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MARQUES, Daniela ; BRAGA, Daniel. O que é sustentabilidade. [s.d.]. Disponível
em: &lt;http://despertarparahoje.blogspot.com/2011/02/sustentabilidade-conceito .html&gt; .
Acesso em: 20 fev. 2012 . 1 Vídeo.
MAYOR, F. Preparar um futuro viável : ensino superior e desenvolvimento
sustentável. In : CONFERÊNCIA MUNDIAL SOBRE O ENSINO SUPERIOR.
Tendências de educação superior para o século XXI, 3. Anais ... Paris:
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3. ed . Brasília , DF: MMA, 2005.
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SEABRA, Giovanni. Educação ambiental no mundo globalizado: uma ecologia de
riscos , desafios e resistência . João Pessoa: EU/UFPB , 2011 . Cap o8, p. 113-124.

ZITZKE , V . A. Educação ambiental e ecodesenvolvimento . Revista Eletrônica do
Mestrado em Educação Ambiental. v.9, 2002 . Disponível em :
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2055

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                <text>Relato de experiência na Biblioteca do Unipê, no que se refere ao desenvolvimento de ações/práticas para uma possível consciência sustentável individual e coletiva. Neste foco identificam-se algumas práticas que contribuem para a compreensão da relação e interação das pessoas com todo o ambiente, além de fomentar uma ética ambiental a respeito do equilíbrio ecológico e da qualidade de vida dessas pessoas. Destaca-se o papel das Bibliotecas Universitárias, dos profissionais da informação e da Universidade na formação de cidadãos com consciência sustentável.</text>
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                    <text>Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
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PROPOSTA DE INTEGRAÇÃO DE ELEMENTOS DE GESTÃO
DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO PARA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA
Adriana Nóbrega da Silva 1, Emeide Nóbrega Duarte2
Mestranda em Ciência da Informação, UFPB, João Pessoa - PB
Pós-Doutora em Ciência da Informação, UFPB, João Pessoa - PB

1
2

Resumo
Este estudo tem como intenção pesquisar Gestão da Informação e a Gestão do
Conhecimento (GIC) para construção de um instrumento de diagnóstico GIC em
bibliotecas universitárias, baseado na gestão estratégica da instituição. O foco desta
investigação está no entendimento da Gestão do Conhecimento (GC) e de sua
sistematização como um processo tal qual a Gestão da Informação (GI), e na
integração de ambos em um modelo que permita o diagnóstico. A investigação está
sendo desenvolvida na Universidade Federal do Ceará (UFC) e na Universidade de
Fortaleza (UNIFOR). A pesquisa tem por objetivo principal propor um instrumento
para diagnosticar o gerenciamento da informação e do conhecimento (GIC) de forma
integrada para bibliotecas universitárias. Trata-se de uma pesquisa exploratória e
descritiva de cunho qualitativo, considerada estudo de caso. Adota a análise de
conteúdo para a coleta, organização e análise dos dados. Na visita exploratória para
conhecer o ambiente de estudo, os dados preliminares observados indicam a
necessidade de construção de um instrumento de diagnóstico de GIC de forma
integrada a ser aplicado para bibliotecas universitárias.
Palavras-Chave: Gestão do Conhecimento; Gestão da Informação; Biblioteca
Universitária; Instrumento de diagnóstico.

Abstract
This study is intended to search the Information Management and Knowledge
Management (IKM) to build a diagnostic tool GIC in university libraries, based on the
strategic management of the institution . The focus of this research is the
understanding of Knowledge Management (KM) and its systematization as a
process, like the Information Management (IM), and the integration of both in a model
that allows the diagnosis. The research is being developed at the Federal University
of Ceará (UFC) and the University of Fortaleza (UNIFOR) . The research aims at
constructing an instrument for diagnosing the management of information and
knowledge (GIC) in an integrated manner to academic libraries. This is an
exploratory and descriptive qualitative, case study considered . Adopts the content
analysis to collect, organize and analyze data . In exploratory visit to meet
environmental study, preliminary data indicate the need to build a diagnostic tool in
an integrated way of GIC to be applied to academic libraries.
Keywords: Knowledge Management. Information Management. University Library.
Diagnostic tool.

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1 Introdução
Esta pesquisa tem como intenção estudar a Gestão da Informação e a Gestão
do Conhecimento (GIC) nas bibliotecas universitárias da Universidade Federal do
Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (UNIFOR) para construir um
instrumento de diagnóstico em GIC. O foco desta investigação está no entendimento
da GC e da GI como processos cuja sistematização devem ser integrados em único
modelo que permita o diagnóstico.
Atualmente o panorama organizacional se caracteriza pelas mudanças
constantes nos processos e nas formas de administrar uma instituição. Essas
mudanças promovem uma maior competitividade. De acordo com Costa et aI.
(2009), nos dias atuais, o conhecimento é percebido pelas organizações como
fonte geradora de valor, principalmente quando a sua utilização está atrelada ao
desenvolvimento de novas estratégias.
Diante da realidade expressa, confere relevância a resposta para a seguinte
questão: Como diagnosticar a Gestão da Informação e a Gestão do Conhecimento
de forma integrada nas bibliotecas universitárias?
A motivação para realizar a pesquisa se apresenta pela relevância dos temas
inovadores GI e GC que se configuram como elementos fundamentais pela sua
relevância, além do fato de promoverem vantagens competitivas nas organizações.
A GC e os assuntos a ela relacionados, por exemplo, surgiram nos últimos
anos como uma das questões mais intrigantes nas pesquisas sobre gestão nas
organizações. A GI fixou-se entre as mais importantes e desafiadoras atividades
contemporâneas relacionadas com os meios para organizar os dados, transformálos em informação (dados com significação) e, com a devida análise, gerar o
conhecimento necessário para permitir o uso desse conhecimento com inteligência
para definir estratégias com competência para um processo de decisão.
Por esses contextos, entendemos que a pesquisa se justifica pelas
contribuições da teoria e das práticas que ela pode proporcionar, bem como pelos
aspectos de relevância que a envolvem .
Assim, o objetivo geral do trabalho é propor um instrumento para diagnosticar
o gerenciamento da informação e do conhecimento (GIC) de forma integrada para
bibliotecas universitárias.
Com base nesse objetivo, elaboraram-se os seguintes objetivos específicos:
identificar na literatura os conceitos e elementos relacionados a GIC; mapear na
literatura os elementos teóricos de GI e GC que possam contemplar as
especificidades do ambiente informacional adequados à biblioteca acadêmica ;
identificar por meio dos relatos de pesquisas, as práticas de GI e GC em Bibliotecas
universitárias; analisar as práticas de Gestão da Informação e do Conhecimento
nessas bibliotecas, tomando como parâmetro os elementos propostos nos modelos
teóricos apresentados na literatura e descrever um instrumento de diagnóstico de
Gestão da Informação e do Conhecimento de forma integrada para bibliotecas
universitárias baseado nos campos teórico e prático.
Neste artigo, apresentamos os resultados referentes aos objetivos específicos
de identificação na literatura dos conceitos de gestão da informação e do
conhecimento e o mapeamento dos elementos teóricos relacionados que possam

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contemplar as especificidades do ambiente informacional adequado à biblioteca
acadêmica.

2 Revisão de Literatura
A atual Sociedade da Informação exige mudanças profundas em todos os
perfis profissionais, especialmente naqueles diretamente envolvidos na produção ,
coleta , disseminação e uso da informação e do conhecimento. A competitividade
crescente e a aceleração do desenvolvimento tecnológico da atualidade fazem com
que o detentor de informações completas, exatas e acessadas na hora certa
mantenha vantagem competitiva nas organizações. Dessa forma , e para um melhor
entendimento da GIC, é importante a compreensão de conceitos elementares como:
Informação, Conhecimento, Gestão da Informação e do Conhecimento .
De acordo com Amorim e Tomaél (2011) , desde a década de 1990 vários
estudos foram apresentados sobre Gestão da Informação (GI) e Gestão do
Conhecimento (GC), a partir dos quais diversos autores buscaram identificar as
principais diferenças entre estas duas disciplinas.
Apesar de passados alguns anos em que tais estudos vêm sendo discutidos,
verificamos que o assunto ainda é bastante emergente, especialmente para as
organizações brasileiras, o que torna fundamental a constante verificação de sua
aplicação.
Mattelart (2006), na sua obra História da sociedade da informação afirma que:
Em seus escritos , a palavra 'informação' significa o mesmo que intelligence.
E sua coleta diz respeito à Intelligence of State [... ) Na ilha Bensalem ,
trabalham nada menos que nove categorias de cientistas, segundo uma
divisão rigorosamente hierarquizada do trabalho, nas atividades de coleta,
de classificação e de tratamento da informação [ ...).

A informação é a força motriz na constituição de estratégias e o alicerce onde
se estrutura o desenvolvimento conceitual da teoria da Gestão do Conhecimento. As
novas mudanças de paradigmas técnico-econômicos ensejam mudanças na
sociedade e na economia, promovendo a integração e a redução das distâncias
entre as pessoas, aumentando o nível de informação.
O conhecimento deriva da informação, assim como esta advém dos dados.
Carvalho (2001) explica que o conhecimento não sendo puro nem simples,
apresenta-se como uma mistura de elementos, o que o torna fluído , formalmente
estruturado e intuitivo.
Vários são os estudos que tentam definir ou (re)conceituar os termos dado,
informação e conhecimento, em função do atual panorama de mudanças
paradigmáticas que alteram , inclusive, os conceitos clássicos de ciência e
tecnologias, incluindo e/ou inovando outros, como tecnologias de informação,
comunicação e mídia - considerados em seu conjunto, o motor do desenvolvimento
sustentável da atual Sociedade da Informação.
Para alguns autores, o conhecimento deriva da informação, assim como esta
advém dos dados. Cysne (2003) explica que o conhecimento, não sendo puro nem
simples, apresenta-se como uma mistura de elementos, o que o torna fluído ,
formalmente estruturado e intuitivo, ''[. .. ] uma mistura fluida de experiência
condensada , valores, informação contextual e insight experimentado, a qual

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proporciona uma estrutura para a avaliação e incorporação de novas experiências e
informações [...]" (SVEIBY, 1998).
Estas características dificultam a exposição do conhecimento em palavras e
fazê-lo plenamente entendido em termos lógicos. O conhecimento pertencente ao
indivíduo é tácito, complexo e imprevisível. Um conceito extraído de Davenport e
Prusak (1998, p.6) exprime que:
Conhecimento é uma mistura fluida de experiência condensada, valores,
informação contextual e insighf experimentado, a qual proporciona uma
estrutura para a avaliação e incorporação de novas experiências e
informações. Ele tem origem e é aplicado na mente dos conhecedores . Nas
organizações, ele costuma estar embutido não só em documentos ou
repositórios , mas também em rotinas , processos, práticas e normas
organizacionais.

Os autores citados (1998 , p. 6) comparam o conhecimento a ''[. .. ] um sistema
vivo, que cresce e se modifica à medida que interage com o meio ambiente" e é
integrado de valores e as crenças que determinam, em grande parte, o que o
conhecedor vê, absorve e conclui, com origem nas suas observações. Desta forma,
o conhecimento, difere essencialmente da informação por conter crenças e
compromisso humanos (NONAKA ; TAKEUSHI , 1997, p. 63) .
Essa conceituação de Davenport e Prusak (1998) ao sugerir que o
conhecimento é pessoal, tácito e, portanto, oriundo de experiências humanas,
permite se definir o conhecimento organizacional como a explicitação desse
conhecimento implícito, por meios de relatórios, documentos, bancos de dados etc.
Com essa mesma abordagem conceitual , Nonaka e Takeuchi (1997)
entendem que essa característica humana do conhecimento, de ser arraigada nas
experiências individuais e em todos os modelos mentais existentes, torna
desafiadora sua extração ou criação. A Gestão da Informação aflorou nos currículos
de Biblioteconomia e Ciência da Informação dos países do MERCOSUL.
Seu objetivo é capacitar os estudantes na gestão competente , para atuar
em sistemas e unidades de informação e em todo tipo de organizações e
contextos, com atitude pro-ativa. Como objetivos específicos da área estão
o ser capaz de planejar, implementar, dirigir, coordenar e avaliar sistemas e
unidades de informação com visão estratégica . (CARDOSO ; PEREIRA,
2005, p. 225).

Tarapanoff (2006, p.145) define a GI como:
A gestão da informação deve incluir, em dimensões estratégicas e
operacionais, os mecanismos de obtenção e utilização de recursos
humanos, tecnológicos, financeiros, materiais e físicos para o
gerenciamento da informação e, a partir disto, ela mesma ser
disponibilizada como insumo útil e estratégico para indivíduos, grupos e
organizações .

A GI é apreendida, portanto,
informacionais indispensáveis para
como objetivo principal , oferecer
informação é considerada um fator

como o gerenciamento dinâmico dos recursos
a organização. A Gestão da Informação tem
informação rápida , agregada e precisa . A
importante para a tomada de decisão. Assim ,

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para que a organização tenha êxito, ela necessita de informações corretas, na hora
certa para pessoas certas.
Assim, as informações precisam ser gerenciadas da mesma forma que os
outros recursos, de sorte que é preciso traçar políticas e programas de organização
e tratamento para que elas se apresentem com maior eficácia . Portanto, é nítida a
importância das informações no processo de tomada de decisão. Assim , a GI nas
organizações torna-se não apenas necessária, mas indispensável para realizar a
Gestão do Conhecimento nas organizações.
De acordo com Davenport e Prusak (1998) o termo Gestão do Conhecimento
foi inicialmente utilizado para descrever a criação e o uso de repositórios eletrônicos
de dados e informações com uma estrutura orientada para o conhecimento. É um
conceito novo (final dos 80 do século recém-passado) que uniu dois termos já
bastante utilizados em campos de conhecimento diferentes - gestão e conhecimento
- e os revestiu com uma roupagem corporativa e com foco em estratégias
empresariais.
Ainda de acordo com o autor, o conceito de GC embute diversos níveis de
conhecimento (tácito, explícito e prático), assim como tipos da gestão - de
competências, do capital intelectual, da aprendizagem organizacional - e também
tipos de inteligência (cognitiva, econômico-produtiva, organizacional , empresarial),
além da abordagem da educação corporativa e da aprendizagem organizacional.
Segundo Duarte, Silva e Costa (2007), nem sempre é necessário
instrumentos sofisticados para realizar a GC. A partir de um arquivo bem organizado,
de um sistema de gestão eletrônica de documentos, ou mesmo programas eficazes
de educação, as empresas provavelmente já estarão fazendo algo que pode estar
sendo direcionado para a GC.
Beal (2004) define GC como o conjunto de ações sistemáticas e disciplinadas
que uma organização pode adotar para obter o maior retorno possível do
conhecimento disponível; e Hommerding (2001, p. 42) considerada a GC como um
conjunto integrado de ações que visa a:
[ ... ] identificar, capturar, gerenciar e compartilhar todo ativo de informações de
uma organização. Essas informações podem estar sob a forma de banco de
dados, documentos impressos e, principalmente, nas pessoas através de
suas experiências, habilidades, relações pessoais e fundamentalmente de
suas vivências.

Na tentativa de delimitar espaços e empreender esforços com vistas a
estabelecer áreas de competência de cada um dos conceitos Salazar (2000)
descreve as diferenças entre Gestão da Informação e Gestão do Conhecimento . A
Gestão do Conhecimento está baseada em parte na Gestão da Informação.
Diferenciar Gestão da Informação e Gestão do Conhecimento torna-se necessário e
fica estabelecida que, enquanto a informação é definida como um fluxo de
mensagens, o conhecimento é a combinação de informação e contexto, na medida
em que produzem ações. A adoção de modelos de Gestão da Informação e de
Gestão do Conhecimento está promovendo melhorias no desempenho e
crescimento das organizações.
Nesta pesquisa estão sendo utilizados os modelos de Castro (2005), Nonaka
e Takeuchi (1997), Bukowitz e Willians (2002), Choo (2003) e o método
Organizational Knowledge Assessment - OKA - (FONSECA ; TORRES , 2008), para
a construção do instrumento de diagnóstico de GIC . No entanto, esses modelos, são

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específicos de GC, e a biblioteca universitária, como unidade de informação que
trabalha essencialmente com a informação registrada, necessita de um instrumento
que agregue tanto a GC como a GI. Assim, também foram adotados os modelos de
GI, de Pinto e Silva (2005), Monteiro e Falsarella (2007), Malin (2006), bem como um
modelo de GI do Goverment of Alberta (2003) no Canadá.
Os elementos constituintes dos modelos apresentados de GC e GI foram
minuciosamente analisados e transformados em parâmetro para a análise e
construção de um instrumento para diagnosticar a GIC em BU.
Portanto, a proposta de integração pretende estabelecer uma
correspondência entre a concepção advinda do estudo sobre a GI e GC e as
experiências das bibliotecas centrais da UFC e UNIFOR, para propor que as
organizações possam gerir a informação e o conhecimento de modo eficiente e
eficaz, já que esses são insumos indispensáveis para o sucesso das organizações.
Desse modo, pretendemos fundamentar a proposta arrimada na base teórica
já consolidada na literatura sobre as temáticas em evidência, conforme modelos e
indicadores apresentados no Quadro 1.
Quadro 1- Modelos de GI e de GC e seus indicadores

Modelos de GI e
deGC

Indicadores dos modelos de GI e GC

a) A Gestão da Informação: busca e obtenção, tratamento, armazenamento e
disponibilização.
Modelo de GI
para
aprendizagem
organizacional de
Monteiro
e
Falsarella:

Modelo
de
Gestão
da
Informação
Governamental
de Malin:
Modelo de GI do
governo
da
Província
de
Alberta
no
Canadá

Modelos
de
diagnóstico
de
GC em Biblioteca
Universitária de
Castro

b) a Gestão de projetos: vão usando as informações disponibilizadas pelo
gestor da informação e também vão gerando novas informações úteis que
devem ser incorporadas à base de conhecimentos da organização.
c) o ambiente para aprendizagem : a obtenção de informação, a resolução de
problemas, a criação de novos produtos, a transferência de tecnologia e
métodos , a visão compartilhada , as boas práticas e a distribuição de
informações.
d) a aprendizagem organizacional : conhecimentos registrados ,uso do
conhecimento em atividades rotineiras ou em novos proietos .
a) Foco na organização - cultura informacional, gerencial e organizacional
b) Foco na capacidade gerencial - processos, pessoas e ferramentas.
c) Foco na informação - conteúdo, utilidade e uso.
d) Foco na utilidade e uso
pertinência , precisão e oportunidade da
informação para o usuário e atendimento à suas necessidades.

-

A implantação do modelo deve incluir os seguintes elementos:
a)Estabelecimento de um governo corporativo e coordenação na gestão da
informação;
b)Definição de prioridades gerenciais que garantam o sucesso da organização;
c)promover a conscientização e compreensão dos colaboradores;
d)Determinação das competências que são necessárias para garantir que as
pessoas possam ter habilidades necessárias, e sucesso para avaliação na
gestão da informação.
a) Gestão Estratégica da Biblioteca Universitária (BU) :b) o processo de gestão
do conhecimento: esse processo a autora destaca cinco fases de GC na BU :
1) identificação do conhecimento ;
2) aquisição de conhecimento;
3) desenvolvimento do conhecimento;

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Modelo de GC de
Nonaka
e
Takeuchi:

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4) compartilhamento do conhecimento;
5) uso do conhecimento;
c) suportes organizacionais : esse instrumento é formulado pela a autora a partir
da identificação de quatro suportes organizacionais considerados na GC:
1) cultura organizacional;
2) gestão de pessoas;
3) estrutura organ izacional ;
4) tecnologia da informação.
a)Socialização (tácito para tácito
b)Externalização (tácito para explicito):
c)Combinação (explícito para explícito
d)lnternalização (explícito para tácito

Modelo de GC de
Bukowitz
e
Willians:

a) obtenha informações;
b) utilize a informação;
c) aprenda conjuntamennte;
d) contribuía compartilhando conhecimento;
e) avalie o capital intelectual;
f) construa e mantenha o capital intelectual;
g) descarte do conhecimento por meio da rotatividade de pessoas

Modelo de GC de
Choo:

a) A construção do sentido: processo caracterizado pela interpretação das
informações vindas do ambiente
b) Criação de Conhecimento: processo caracterizado pela conversão do
conhecimento.
c)Tomada de Decisão: processo caracterizado pelo processamento e análise
de informações a partir das alternativas disponíveis.

Modelo
Organizational
Knowledge
Assessment
(OKA): Fonseca e
Torres

a) Pessoas: cultura e incentivos, identificação e criação do conhecimento,
compartilhamento de conhecimento, comunidades de prática e times de
conhecimento, conhecimento e aprendizagem.
b) Sistemas: Infraestrutura e tecnologia para GC , Infraestrutura de acesso ao
conhecimento, Gestão de Conteúdo, Infraestrutura do Ambiente de Gestão do
Conhecimento.
c) Processos: Lideranças e Estratégias , Fluxos de Conhecimento,
Operacionalização do Conhecimento, Alinhamento, Métricas e Monitoração.

Fonte: Elaboração propna , 2012

o quadro 1 expõe modelos conceituais de GI de GC e seus componentes
indicadores para serem mapeados com a intenção de identificar as práticas e as
respectivas abordagens. Apresenta os aspectos fundamentais para a proposta de
integração que pretendemos estabelecer entre a concepção advinda do estudo e as
experiências das bibliotecas centrais da UFC e UNIFOR, escolhidas como campo
para real ização da pesquisa.
3 Procedimentos Metodológicos
A pesquisa caracteriza-se como exploratória e descritiva. Adota o
procedimento de estudo de caso duplo aplicado nas bibliotecas da Universidade
Federal do Ceará (UFC) e Universidade de Fortaleza (UNI FOR). Adota como
instrumentos de pesquisa, a observação direta, questionário, entrevista e
documentos bibliográficos. Utilizará a análise de conteúdo proposta por Bardin
(2010), para organizar os dados, entendida como:

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[ ... ] um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por
procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das
mensagens (quantitativos ou não) que permitam a inferência de
conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis
inferidas) destas mensagens. (p. 42).

A natureza da pesquisa se caracteriza como aplicada, por ensejar
conhecimentos dirigidos à solução de questões específicas (SILVA; MENEZES, 2005).
No que diz respeito à abordagem do problema, o estudo expressa aspectos
predominantemente qualitativos. Neste estudo, a população será constituída por
bibliotecários e a direção das bibliotecas universitárias da UFC e UNI FOR em função
da experiência, respeito e qualidade no ensino superior destas instituições no Brasil.
4 Resultados Parciais
Nos resultados correspondentes à pesquisa na literatura com vistas a
identificar os elementos relacionados à GIC, apresentamos o Quadro 1 contendo as
dimensões dos modelos que estão sendo adotados com seus respectivos elementos
constitutivos, e no Quadro 2, apresentamos o resultado da interposição dos
indicadores das propostas dos modelos em três focos : ações de gestão
administrativas, suportes e processos para GI e GC que servirão de parâmetros para
a construção do instrumento de diagnóstico de GIC para Biblioteca universitária,
conforme demonstra o conteúdo do Quadro 2.
Quadro 2- Resultados da interposição dos elementos contemplados nos modelos de GI e
GC inseridos no Quadro 1.
Gestão administrativa

Suportes de GI e GC

Processos de GI e GC

Gestão

1)Promoção Integrada da
Aprendizagem

1 Gestão da Informação

2)Definição
de
prioridades gerenciais

2)A
criação
de
uma
memória organizacional.

1)Adotar
Estratégica

3)Definição
Lideranças
Estratégias

de
e

4 )Estabelecimento
de
uma coordenação de
gestão da informação;
5)promover
conscientização
compreensão
colaboradores

a
e
dos

6)Determinação
competências
pessoas

das
das

3)Capacidade
para
reconhecer e aprender,
tanto com o sucesso,
quanto com o fracasso.
4)Organização
nas Pessoas

centrada

5)Organização centrada nos
sistemas
6)Organização centrada na
estrutura organizacional
7)Foco nas
tecnológicas
8)Cultura

Busca
(1),
obtenção(2),
tratamento(3), armazenamento( 4),
disponibilização(5),
interpretação(6),
análise(7),
uso(8),
geração(9),
distribuição(10),
utilidade(11),
pertinência(12), atendimento às
necessidades dos usuários(13) . A
resolução de problemas(14), a
criação de novos produtos(15) , a
transferência de tecnologia(16) e
métodos(17)
e
as
boas
práticas( 18).

2 Gestão do conhecimento

ferramentas
informacional,

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Criação
da
conhecimento( 1).

base
Gestão

de
de

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gerencial e organizacional
9)Promoção da Gestão de
projetos
10)lncutir
a
compartilhada

Visão

11 )Avaliação
do
conhecimento
existente
relativo
à
necessidade
futura.

Conteúdo(2). Comunidades de
prática(3)
e
times
de
conhecimento(4).
Uso
do
conhecimento(5) ,
Identificação(6),
aquisição(7) ,
desenvolvimento(8);
compartilhamento(9) ;
construção(10) e manutenção do
conhecimento(11) ; descarte do
conhecimento(12),
compartilhamento
de
conhecimento(13), criação do
conhecimento(14):
Socialização(15),
externalização( 16),
combinação( 17) e internalização
do conhecimento( 18).

Fonte: Elaboração própria, 2012

Na coluna 1 do Quadro 2 listamos 6 ações estratégicas propostas pelos
autores dos modelos considerados necessários às organizações, 11 elementos que
as organizações precisam investir como suportes para a adoção de processos de
Gestão da informação e do conhecimento e os indicadores propostos; sendo 18 de
Gestão da Informação e 18 indicadores para gestão do conhecimento .
Nesses resultados parciais foram identificados os elementos de Gestão
administrativa e suportes de GI e GC que constituirão as variáveis a ser aplicadas
por meio de entrevista aos gestores. Os processos/indicadores de GIC constituirão
as categorias a serem mapeadas por meio de questionário aplicado aos
bibliotecários, para identificar as práticas exercidas e as lacunas ainda existentes.
No final da pesquisa esperamos apresentar a proposta de instrumento de
diagnóstico de GI e GC em bibliotecas universitárias condensando indicadores de GI
e de GC, baseados nos resultados obtidos no questionário, entrevista, observação e
leituras que reflitam o campo de atuação na área .

5 Considerações Parciais
Como informado na introdução, apresentamos os resultados referentes aos
objetivos específicos de identificação na literatura dos conceitos de gestão da
informação e do conhecimento e o mapeamento dos elementos teóricos
relacionados que possam contemplar as especificidades do ambiente informacional
adequado à biblioteca acadêmica .
Os conceitos apresentados já revelam que as informações precisam ser
gerenciadas da mesma forma que os outros recursos, de sorte que é preciso traçar
políticas e programas de organização e tratamento para que elas se apresentem
com maior eficácia. Portanto, é nítida a importância das informações no processo de
tomada de decisão.

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A Gestão do Conhecimento está baseada em parte na Gestão da Informação,
enquanto a informação é definida como um fluxo de mensagens, o conhecimento é a
combinação de informação e contexto, na medida em que produzem ações. Assim,
a GI nas organizações torna-se não apenas necessária , mas indispensável para
realizar a Gestão do Conhecimento nas organizações.
Considerando a proximidade de conceitos entre as duas disciplinas, embora
sejam distintas em relação ao objeto de atuação, partindo do entendimento de que a
GI trabalha os fluxos formais da organização e a GC, os fluxos informais, o que nos
leva a inferir que podem ser vistas e aplicadas de forma integrada.
Essa compreensão valida a intenção de continuidade da pesquisa em busca
de apresentar um instrumento que possa diagnosticar as práticas de GIC nas
Bibliotecas universitárias.
Nessa perspectiva, entendemos que a pesquisa irá contribuir para o
desenvolvimento da área de Ciência da Informação com estudos sobre as relações
da Gestão da informação com a Gestão do Conhecimento focalizando a atuação do
bibliotecário nessas atividades em biblioteca universitária, propondo assim , um novo
campo de estudo.
Referências
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Conhecimento na prática organizacional : análise de estudos de casos. Revista
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2196

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
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    </collection>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>Proposta de integração de elementos de gestão da informação e do conhecimento para Biblioteca Universitária.</text>
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            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <text>Silva, Adriana Nóbrega da; Duarte, Emeide Nóbrega</text>
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            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
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            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>UFRGS</text>
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            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Evento</text>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="64434">
                <text>Este estudo tem como intenção pesquisar Gestão da Informação e a Gestão do Conhecimento (GIC) para construção de um instrumento de diagnóstico GIC em bibliotecas universitárias, baseado na gestão estratégica da instituição. O foco desta investigação está no entendimento da Gestão do Conhecimento (GC) e de sua sistematização como um processo tal qual a Gestão da Informação (GI), e na integração de ambos em um modelo que permita o diagnóstico. A investigação está sendo desenvolvida na Universidade Federal do Ceará (UFC) e na Universidade de Fortaleza (UNIFOR). A pesquisa tem por objetivo principal propor um instrumento para diagnosticar o gerenciamento da informação e do conhecimento (GIC) de forma integrada para bibliotecas universitárias. Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva de cunho qualitativo, considerada estudo de caso. Adota a análise de conteúdo para a coleta, organização e análise dos dados. Na visita exploratória para conhecer o ambiente de estudo, os dados preliminares observados indicam a necessidade de construção de um instrumento de diagnóstico de GIC de forma integrada a ser aplicado para bibliotecas universitárias.</text>
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            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
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                <text>pt</text>
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Resumo expandido

SUPERPOSiÇÃO DE TíTULOS EM BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA: SUBsíDIOS PARA REPENSAR

COLEÇÕES IMPRESSAS
Rubens da Costa Silva Filho
1Bibliotecário. Especialista em Gestão Cultural, UFRGS - Escola de Enfermagem ,
Porto Alegre, RS

1 Introdução
A Biblioteca da Escola de Administração (EA) é uma das 33 integrantes do
Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(SBU/UFRGS), e tem como finalidade fornecer suporte informacional para
complementação das atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas na
EA.
A Biblioteca conta com uma coleção de 327 títulos de periódicos no meio
impresso (71 títulos correntes e 256 não correntes), sendo em sua maioria de
caráter científico, essa coleção ocupa cerca de 50% do espaço reservado ao acervo
bibliográfico.
Sobre a utilização de documentos eletrônicos por pesquisadores
universitários, Crespo (2005 , p. 108) identifica o seguinte:
Em relação às bibliotecas, [... ] o uso feito pelos pesquisadores se
modificou e diminuiu muito. O pesquisador não vai mais até à
biblioteca para efetuar suas buscas ou acessar os documentos.
Agora ele realiza essas atividades em seu local de trabalho, através
de um computador conectado à Internet, sem o intermédio da
biblioteca da instituição a que se está vinculado.

A Biblioteca da Escola de Administração da UFRGS enfrenta problemas em
manter sua coleção de periódicos no formato impresso, devido ao já saturado
espaço físico disponível para seu acervo. Verificou-se uma superposição de títulos
no acervo de periódicos, com títulos em formato impresso e os mesmos em formato
eletrônico livre na web.
Pesquisa realizada por Tenopir (1999, 2000) aponta que os estudantes de
pós-graduação preferem claramente os periódicos eletrônicos, e que a
disponibilidade em forma digital é um de seus principais critérios de seleção quando
da escolha de artigos para seus trabalhos acadêmicos.
A pesquisa tem como objetivo principal avaliar a coleção de periódicos
impressos, visando a possibilidade de remanejo ou desbastamento parcial ou total
da atual coleção de periódicos impressos disponível no acervo da Biblioteca da
Escola de Administração da UFRGS. Analisar a necessidade de manter a coleção de
periódicos da Biblioteca em dois formatos: impresso e eletrônico.

2 Materiais e Métodos

o

presente estudo caracteriza-se por ser uma pesquisa de caráter

299

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
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Resumo expandido

exploratório qualitativo baseada em fatores de uso.
A população utilizada para este trabalho foi constituída pelo corpo docente e
pelos alunos da Pós-Graduação da Escola de Administração da UFRGS. Para
amostra desta pesquisa foi estabelecido que 10% do número total de docentes e de
10% dos alunos de mestrado e doutorado.
O instrumento utilizado para a coleta dos dados foi um questionário, contendo
13 questões, dentre elas 12 questões fechadas, de múltipla escolha, e 1 questão
aberta.
O questionário para a coleta de dados foi enviado via correio eletrônico a
todos os alunos de pós-graduação de mestrado e todos de doutorado. O instrumento
também foi enviado, via correio eletrônico, a todos os professores da Instituição.
Foi estabelecido um prazo de quinze dias para o retorno das respostas.
Houve retorno de 39 questionários.

3 Resultados Parciais/Finais
A pesquisa apontou que para a amostra , a informação em formato eletrônico
possibilita algum tipo de vantagem em relação ao suporte impresso, o que pode ser
uma das justificativas para o pouco aproveitamento da coleção impressa disponível
pela biblioteca.
Preferência no Formato da Informação

13%

• Eletronico

13%

• Papel
• Indiferente

Gráfico 1 - Preferência no Formato da Informação
Fonte: SILVA FILHO, Rubens da Costa. Avaliação da coleção de periódicos da Biblioteca
da Escola de Administração da UFRGS. 2006. 120f. Trabalho de Conclusão de Curso
(Graduação) - Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, Porto Alegre, 2006.

4 Considerações Parciais/Finais
A análise dos dados apontou que um dos motivos da baixa freqüência na
utilização dos periódicos impressos da biblioteca é a flexibilidade que o meio
eletrônico proporciona aos pesquisadores no acesso aos documentos científicos. A

300

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
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Resumo expandido

disponibilidade em tempo integral, a possibilidade de encontrar a informação na
íntegra, com rapidez e sem custo, na comodidade de casa.
Mesmo pelo desinteresse demonstrado pelos alunos da pós-graduação e
pelos professores da faculdade ao acervo de periódicos impressos, o autor percebe
que ainda é cedo para a possibilidade de vir a ser realizado o processo de
desfazimento dos títulos superpostos, isso devido a procura, mesmo que raquítica,
pelas revistas no formato papel por alguns usuários.
Há ainda o desconhecimento da freqüência na utilização da coleção impressa
pelos alunos de graduação e pelos demais usuários da biblioteca , o que impossibilita
que se realize o processo de desfazimento, ficando aqui a sugestão para a biblioteca
a realização de um novo estudo afim de apontar a real utilização da coleção
impressa por estes usuários.
5 Referências

CRESPO, Isabel M. Um estudo sobre o comportamento de busca e uso de
informação de pesquisadores das áreas de biologia molecular e biotecnologia:
impactos do periódico científico eletrônico. 2005. 120f. Dissertação (Mestrado em
Comunicação)-Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Universidade Federal
do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2005 .
TENOPIR, Carol ; READ, Eleanor. patterns of database use in academic libraries.
College &amp; Research Libraries, v. 61, n. 3, p. 234-246, May 2000 .
TENOPIR, Carol. Database use in academic libraries. Library Journal , n. 124, p. 36,
38, May 1999.

301

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                    <text>i

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Arquitetura e segurança de bibliotecas
Resumo expandido

Adequação do espaço físico da Biblioteca Florestan
Fernandes, FFLCH, USP para a acessibilidade do deficiente físico.
Brianda Sígolo 1, Marta Glória dos Santos 2, Zelinda Martins3, Carlos
Alberto Carvalho4 , Ana Lúcia Santana5, Alexandre Moreira6, Edson
Santana 7, Antônio Carlos BatistaS, Luiz Carlos dos Santos9
1 Bibliotecária,

FFLCH-USP, São Paulo-SP, 2Técnica em documentação, FFLCH-USP, São Paulo-SP,
em documentação, FFLCH-USP,São Paulo-SP, 4Auxiliar em documental-ão, FFLCHUSP,São Paulo-SP, 5Técnica em documentação, FFLCH-USP,São Paulo-SP, Técnico em
documentação, FFLCH-USP,São Paulo-SP, 7Técnico em documentação, FFLCH-USP,São Paulo-SP,
8Técnico em documentação, FFLCH-USP, 9Zelador, FFLCH-USP, São Paulo-SP
3Auxiliar

1 Introdução
O presente trabalho apresenta o processo de adequação do espaço físico
realizado na Biblioteca Florestan Fernandes , da Faculdade de Filosofia e Letras e
Ciências Humanas (FFCLH) , Universidade de São Paulo (USP) para torná-lo
acessível aos deficientes físicos.
Apesar do direito de ir e vir, garantida pela Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988 e que assegura a todo cidadão a educação, saúde,
trabalho, locomoção, transporte, esporte, cultura e lazer; e que prevê a garantia ao
acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência, os deficientes físicos
encontram diversas barreiras, no entanto, para garantir seus direitos e entre estas
barreiras estão às arquitetônicas. Nesse contexto , atendendo as exigências do
Ministério Público, no final 2011 e início de 2012 , a Biblioteca Florestan Fernandes
adequou seu espaço físico interno de acordo com a norma de Acessibilidade e
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos (ABNT NBR 9050/2004),
para tentar eliminar as barreiras arquitetônicas que impediam pessoas com
deficiências físicas, particularmente, os cadeirantes, de ter livre locomoção ao seu
espaço físico.
Com o maior acervo de materiais entre as bibliotecas da USP, a Biblioteca da
FFLCH, segundo dados do Relatório Individual por Bibliotecas (RIBi) de 2011,
possui cerca de 881 .812 itens (entre estes, 387.212 são livros impressos e 169.372
periódicos impressos), inseridos em uma área física de 6.200m 2 , disposto em três
pisos. Desse modo, como espaço público e de conhecimento, esta Biblioteca possui
a missão de promover o acesso e incentivar o uso e a geração da informação, além
disso entende-se que
na função da biblioteca pública extrapola os limites
conhecidos pela grande maioria dos cidadãos comuns. Um de seus deveres é
contribuir para a garantia dos direitos à cultura e à socialização das pessoas
portadora de deficiência física " (JACINTO, 2008, p.89) .
A justificativa deste trabalho deve-se ao fato de a Biblioteca Florestan
Fernandes, como um espaço público, ter a obrigação de oferecer ao portador de
deficiência física acesso com autonomia e segurança ao seu espaço físico. Desse
modo, o objetivo desse trabalho é apresentar o processo de adequação à

2630

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N.tôonaI~

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Arquitetura e segurança de bibliotecas
Resumo expandido

acessibilidade do cadeirante realizado na biblioteca . Como problema estava adequar
a área física para o cadeirante, tendo como desafio trabalhar com a norma ABNT
NBR 9050/2004 e um acervo de 881 .812 itens.

2 Materiais e Métodos
A Biblioteca Florestan Fernandes conta com cinco usuários reais cadeirantes.
Para realizar a adequação do acervo, utilizou-se como base plantas baixas
desenvolvidas pela arquiteta da Coordenadoria do Campus da Capital (COCESP),
USP, a Norma ABNT NBR 9050/2004 e um mapeamento detalhado da quantidade
de prateleiras ocupadas pelo acervo de livros e teses. Sete funcionários da biblioteca
se reuniram durantes dois meses para adequar as plantas originais , criadas pela
arquiteta, a fim de permitir o crescimento do acervo, melhor distribuição dos espaços
de estudos, criação de corredores para as portas de emergência , posicionamento
de estantes com diferentes medidas e também para planejar todo o processo de
transferências dos materiais. Para realizar o projeto de adequação, conseguiu-se
verbas através da parceria com Fundação de Amparo á Pesquisa do estado de São
Paulo (FAPESP) e da própria Faculdade.

3 Resultados Finais
Antes da adequação do espaço físico , a biblioteca contava apenas com
banheiros adaptados e com elevadores para o transporte do deficiente aos outros
pisos, porém devido a falta de planejamento do posicionalmente do acervo, não
havia espaço suficiente para que um cadeirante se locomovesse livremente entre os
corredores de estantes, que possuíam distâncias entre 80 cm a 84 cm , abaixo do
recomendado . Desse modo, através da adaptação da planta baixa desenvolvida
pelo COCESP, baseando-se na ABNT NBR 9050/2004 e o mapeamento do acervo,
chegou-se aos seguintes resultados: espaçamento entre os corredores de estantes
variando de 90 cm a 94 cm , além de 1,50 cm entre o final e início dos corredores e a
parede, para permitir o giro da cadeira de rodas; corredores para as portas de
emergências, planejamento e organização do espaço que permitiu utilizar duas
medidas diferentes de estantes; planejamento estratégico para o crescimento do
acervo, chegando-se a um total de 120 estantes para crescimento; realocação dos
periódicos no piso térreo para estantes deslizantes; melhor planejamento e
adequação dos espaços de estudos. A transferência do material foi realizada por
duas empresas particulares sob a supervisão constante dos funcionários da
biblioteca e a coordenação dos sete funcionários responsáveis pela mudança.

4 Considerações Finais
A importância da adequação do espaço físico acessível , na Biblioteca
Florestan Fernandes, que permitiu aos deficientes físicos se locomover em
segurança e com autonomia , possibilitou também uma melhor organização e
planejamento de seu acervo, que antes sofria, não apenas com a falta de
acessibilidade, mas também com a falta de espaço e planejamento para o

2631

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s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Arquitetura e segurança de bibliotecas
Resumo expandido

crescimento de seu acervo .
5 Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS . NBR 9050: acessibilidade e
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2004a . 97
p.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.
Brasília , DF, Senado, 1998.
JACINTO, S. O. A biblioteca pública e os deficientes físicos . Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, vA, n.2, p. 89-104, jul/dez. 2008 .
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO . Relatório individual por bibliotecas (RIBi). São
Paulo: SIBi/USP, 2011.

2632

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A justificativa deste trabalho deve-se ao fato de a Biblioteca Florestan Fernandes, como um espaço público, ter a obrigação de oferecer ao portador de deficiência física acesso com autonomia e segurança ao seu espaço físico. Desse modo, o objetivo desse trabalho é apresentar o processo de adequação à acessibilidade do cadeirante realizado na biblioteca. Como problema estava adequar a área física para o cadeirante, tendo como desafio trabalhar com a norma ABNT NBR 9050/2004 e um acervo de 881.812 itens.</text>
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i! """"'"
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IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE REDES SOCIAIS NA BIBLIOTECA DA
ESCOLA DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO

Cristiane de Melo Shirayama 1, Mariana Marquiorf
1Especialista em Gestão de Bens Culturais , Unifesp, Guarulhos, São Paulo
2Especialista em Jornalismo Científico, CTC-Centro de Tecnologia Canavieira, Piracicaba, São Paulo

1 Introdução
Em vista do crescente uso das redes sociais por empresas e instituições de
diferentes segmentos como um veículo de comunicação estratégica , foi identificada
a possibilidade de desenvolver e implantar esta ferramenta na biblioteca da EFLCH
para solucionar algumas dificuldades identificadas.
O problema verificado consiste no fato dos usuários desconhecerem os
serviços oferecidos pela biblioteca e não possuírem meios de interatividade com a
mesma.
Assim, este trabalho tem como objetivo propor um estudo para implantação
de redes sociais que veiculem informações e estabeleçam um canal efetivo de
comunicação com o usuário, criando vínculos e divulgando os serviços oferecidos
pela biblioteca.
Acredita-se que a biblioteca deve acompanhar o desenvolvimento de novas
tecnologias, inovando e oferecendo outros serviços que possam ser utilizados a
qualquer hora e lugar, trazendo informações pertinentes ao usuário. Para tanto, é
preciso analisar quais tipos de serviços estão sendo disponibilizados pela biblioteca
e quais as novas demandas dos usuários, numa tentativa de aproximação,
proporcionando novas experiências de interatividade.
Desta forma , temos como justificativa o avanço tecnológico que trouxe uma
mudança cultural estabelecendo novos hábitos de adquirir o conhecimento e de
buscar informações. Destaca-se, assim, a necessidade de inserção das bibliotecas
nesses novos ambientes de informação e pesquisa, de forma a se adaptar às novas
tendências,
Por meio de observação do Setor de Referência da EFLCH , constatou-se
que a maioria dos alunos e, inclusive, alguns professores desconheciam muitos dos
serviços oferecidos pela biblioteca , como por exemplo, o Empréstimo entre
Bibliotecas, orientações à pesquisa bibliográfica, entre outros. Este fato pode ser
justificado pelo fato da biblioteca da EFLCH ser relativamente nova, pois foi criada
em 2007 , estando ainda em fase de implantação de diversos serviços,
principalmente no Setor de Referência.
Atualmente há um único canal de comunicação da biblioteca que é um site
gerenciado pelo departamento de Tecnologia da Informação da instituição. Essa
página é pouco amigável , pouco dinâmica e possui poucas ferramentas de
gerenciamento de conteúdo. Assim, identificou-se a necessidade de disponibilizar
recursos mais abrangentes que atendam os usuários de maneira rápida e efetiva.
De acordo com Aguiar e Silva (2010) "Os usuários universitários fazem uso
dos sites de redes sociais no seu dia-a-dia. A internet e as redes sociais são,
portanto, parte da realidade da comunidade acadêmica". Dessa forma , entende-se
que esse modo de conexão permite a relação da biblioteca com o cotidiano dos

1685

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

usuários e é ainda uma abertura de divulgação e oferecimento de serviços por meio
do ambiente virtual.

2 Materiais e Métodos
Foi realizado um levantamento bibliográfico (estado da arte) sobre a
conceituação e importância do uso de redes sociais em bibliotecas.
Fez-se ainda um levantamento dos serviços oferecidos pela biblioteca da
EFLCH e também dos serviços que poderiam ser oferecidos pela instituição,
identificados através da literatura existente sobre serviços de referências virtuais.
Por fim , foi elaborada uma estruturação de um plano efetivo de implantação
de redes sociais na biblioteca da EFLCH, identificando-se os objetivos dessas
ferramentas dentro da instituição.

3 Resultados
Como parte dos resultados pretendidos está a criação de uma página
institucional da biblioteca da EFLCH na rede social Facebook. Consolidando a
ideia de estabelecer um canal de comunicação e interação do setor de
Referência da instituição com seus usuários, contando para isso com uma
política de gerenciamento da ferramenta e um fluxo de trabalho.
3.1 Objetivos

Objetivos de implantação das redes

Formação e capacitação dos usuários
Interatividade com o usuário
Divulgação dos serviços da biblioteca
Ferramenta de estudo de usuários
Criação de relacionamento com o usuário
Melhoria da imagem da Biblioteca
Divulgar informações sobre serviços de informação de
modo dinâmico
Divulgar informações sobre a biblioteca
Fonte: Autores.

1686

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNl ck

~

= ~::::I~

Resumo expandido

3.2 Fluxo de trabalho para implantação do Facebook

1

8 Criacão de estudos de
usuários através do
...
desenvolvimento das
mídias

7 Avaliação e
acompanhamento do
desempenho

r

6 Criação canal[
e l
alimen tação para
colaboração dos
membros da biblioteca

1 Levantamento de
informçôes sobre os
serviços da biblioteca

[

2 Levantamento sobre
informações sobre os
usuários em potencial

Fluxo de
implantação

5 Criação de uma
rotina de postagem

~~=-----------~~/

Fonte: Autores.

1687

3 Criar perfil da
Biblioteca no Face book

r

-4 Adicionar páginas
relevantes e pesso~s ~a
cOlul1nidacle acadenuca

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i!
""""""
~
HaooNlck

= ::::I~

Resumo expandido

3.3 Política de postagem
Para evidenciar de forma clara os objetivos dessa rede social, e para que se
norteie a rotina do fluxo de trabalho, percebeu-se a necessidade de criação de uma
política de postagem .

Eventos da
I, Biblioteca
=

Informaçôes sobre
recursos de pesquisa
gratuitos na internet

"-

Serviços da
Biblioteca

Eventos das áreas
de Ciências
,Humanas

[

'~

li

Política de
posta gem
~

Informaçôes
sobre recursos de
pesquisa da
Biblioteca

.t

Informações sobre
fontes. pesquisas e
assuntos
correia cio nados

Fonte: Autores.

1688

Incentivo a leitura
e uso das
bibliotecas
Noticias das áreas
de Ciências
Humanas
Notícias da
Biblioteca

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

4 Considerações
A partir do estudo realizado, com base na bibliografia relacionada a esta
temática , espera-se que a implantação das redes sociais na biblioteca da EFLCH
possa melhorar a divulgação e a utilização dos serviços oferecidos pela instituição.
Espera-se obter uma maior interação entre a biblioteca, seus usuários e
usuários potenciais. Bem como, propiciar novos estudos sobre satisfação e serviços
oferecidos pela biblioteca para constante atualização.
Neste sentido, tem-se a intenção de que a biblioteca consiga atualizar seus
serviços e políticas permanentemente, frente à nova configuração de um mundo
interligado pelo ambiente virtual.

5 Referências
AGUIAR, Giseli Adornato de; SILVA, José Fernando Modesto da. As bibliotecas
universitárias nas redes sociais: Facebook, Orkut, MySpace e Ning. In : XVI
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias SNBU 111 Seminário
Internacional de Bibliotecas Digitais SIBDB, 2010, Rio de Janeiro, RJ . Onde
estamos, aonde vamos. Rio de Janeiro, RJ : UFRJ/Sibi : CRUESP, 2010.

1689

�</text>
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                <text>Este trabalho tem como objetivo propor um estudo para implantação de redes sociais que veiculem informações e estabeleçam um canal efetivo de comunicação com o usuário, criando vínculos e divulgando os serviços oferecido pela biblioteca.</text>
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                    <text>Marketing
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MARKETING EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: UMA REVISÃO
DA LITERATURA
Lucas Almeida Serafim 1, Ivan Bim Requemi, Adriana Nobrega da
Silva3, Elieny do Nascimento Silva4, Carla Façanha de Brito5,
Fátima Portela Cysne6
1Mestre em Ciência da Informação, Especialista MBA em Marketing Estratégico, Universidade
Federal do Ceará, Juazeiro do Norte, Ceará
2Mestre em Engenharia de Produção, Grupo Educacional Uninter, Curitiba , Paraná
3 Mestre em Ciência da Informação, Universidade Federal do Ceará , Juazeiro do Norte-Ce
4 Mestre em Ciência da Informação, Universidade Federal do Ceará , Juazeiro do Norte-Ce
5 Mestre em Ciência da Informação, Universidade Federal do Ceará , Juazeiro do Norte-Ce
6 Doutora em Ciências da Informação, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia
Afro-Brasileira (UNILAB), Redenção, Ceará

Resumo
Discute a aplicação do marketing em bibliotecas de Instituições de Ensino Superior.
A partir da revisão bibliográfica , analisa a universidade ao longo da história, para
compreender a atuação das bibliotecas acadêmicas na sociedade contemporânea .
Pela melhoraria das suas práticas informacionais, as bibliotecas acadêmicas
aproveitam-se cada vez mais de conhecimentos interdisciplinares, dentre eles o
marketing . Sob o conceito de marketing de serviços, procura-se traçar possibilidades
de aplicação das técnicas bibliotecárias, em nível estratégico e operacional,
exemplificando adaptações do Customer Relationship Management (CRM) e o
composto de marketing . Constata que, embora haja a possibilidade de entendimento
entre a Ciência da Informação (CI) e marketing, prevalece uma visão míope de
marketing entre grande parte dos gestores de bibliotecas universitárias, como a falsa
idéia da impossibilidade de aplicação do marketing em instituições que trabalham
com bens intangíveis e que não visam o lucro. Conclui que junto à CI, o marketing
adquire forte relevância social, auxiliando profissionais que lidam com a informação
compreender e atender as reais necessidades de informação de suas comunidades.

Palavras-Chave: Marketing em Bibliotecas Universitárias; Universidade; Marketing
no Terceiro Setor.

Abstract
It discusses the application of marketing in libraries of institutions of higher education .
Through a literature review, it analyzes the university throughout history, trying to
understand the role of academic libraries in contemporary society. Through
improvement of their information practices, academic libraries take advantage of
increasingly interdisciplinary knowledge, including marketing. From the concept of
marketing services, this study seeks to draw possibilities of application of
librarianship technics, both in strategic and operational levei, e. g., illustrating
adaptations of Customer Relationship Management (CRM) and marketing mixo It
notes that, although the literature shows interdisciplinary relations between the
Information Science and marketing , a short-sighted marketing still prevails among
many of the managers of university libraries, creating the false idea of the
impossibility of application of marketing in institutions which work with intangible

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elements (such as information) and not intended for profit. It concludes that along
with the CI , marketing acquires strong social relevance, helping professionals who
deal with information to understand and meet the real information needs of their
communities.

Keywords : Library Marketing; Universities; Non-profit sector Marketing.
1 Introdução

o desenvolvimento das sociedades e suas necessidades de informação
possuem íntima relação (MACGARRY, 1999), condicionando o progresso da
humanidade ao aprimoramento das técnicas de aquisição, armazenamento, controle
e disseminação de informações. No séc. XV, por exemplo, as transformações sociais
na Europa ocidental que indicavam o fim da Idade Medieval tiveram como mola
propulsora o advento da Imprensa. Pela primeira vez, a impressão por tipos móveis
introduzida por Johannes Gutenberg possibilitou a larga disseminação das ideias
existentes, limitadas anteriormente à tradição oral ou a cópia manual dos
manuscritos, além de uma maior precisão na reprodução de textos e complexas
ilustrações, sem erros, e a preservação do conteúdo através da duplicação massiva
(KING,2004).
De modo semelhante, as técnicas eletrônicas surgidas no período pós 11
Guerra Mundial, dentre as quais o computador e Internet, protagonizam o cenário de
mudanças na sociedade contemporânea. Comumente denominadas novas
tecnologias da informação e comunicação (TIC), elas regram o fluxo informacional
nas diversas esferas da vida humana. Ainda em comparação com o impacto da
imprensa, um marco histórico da Era Moderna, observa-se na atualidade uma
semelhança no aumento da produção de informações, notadamente em proporções
inimagináveis.
No âmbito da informação científica, reforça-se nas Instituições de Ensino
Superior a missão de gerar saber (ou conhecimento, entendido como algo intangível,
inerente ao indivíduo e do uso das informações registradas nos mais variados
suportes e formatos). Luckesi (1995, p. 42) considera a universidade: 'l ..]
'consciência crítica da sociedade', isto é, um corpo responsável por indagar,
questionar, investigar, debater, discernir, propor caminhos de soluções, avaliar, na
medida em que exercida as funções de criação, conservação e transmissão da
cultura ", enquanto Macgarry (1999, p. 139) ressalta que: " a educação e a formação
de recursos humanos são as bases da criação de conhecimentos, que por sua vez
criarão riqueza material e espiritual". De um modo mais abrangente, a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação (Lei nO 9.394/1996) enfatiza :
Art. 43. A educação superior tem por finalidade :
I - estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espirito científico e do
pensamento reflexivo;
11 - formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a
inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento
da sociedade brasileira , e colaborar na sua formação contínua;
111 - incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica , visando o
desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da
cultura , e, desse modo , desenvolver o entendimento do homem e do meio
em que vive;

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IV - promover a divulgação de conhecimentos culturais , científicos e
técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber
através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação;
V - suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional
e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos
que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do
conhecimento de cada geração;
VI - estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em
particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à
comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade;
VII - promover a extensão, aberta à participação da população, visando à
difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da
pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição (BRASIL, 1996 1
apud BRUNO ; MEDEIROS; MELO, 2008, p. 43).

No almejo por corresponder à tamanha responsabilidade social, destaca-se
a relevância dos serviços de informação, tradicionalmente oferecidos nas bibliotecas
acadêmicas, dispositivos essenciais no fluxo da informação científica. A história das
bibliotecas acadêmicas confunde-se com a das universidades. Até o fim da Idade
Medieval, as bibliotecas das poucas instituições de ensino superior tinham como
principal objetivo a coleta, armazenamento e preservação de um conjunto crescente
de informações (os copistas, e seus manuscritos, participaram ativamente dos
primeiros acervos das bibliotecas acadêmicas) . Numa perspectiva "custodial"
(SILVA, 2006), o acesso à informação registrada era restrito a poucos. Consideradas
"templos do saber", as bibliotecas das primeiras universidades tinham a função de
guardar os livros, como relata Macgarry (1999, p. 114):
O acervo, como era tão costumeiro tanto nas instituições monásticas como
acadêmicas , dividia-se em duas partes : os livros mais consultados eram
acorrentados na biblioteca principal ; os disponíveis para empréstimo eram
guardados numa sala separada .

Na contemporaneidade, inserida no contexto de uma sociedade baseada em
informação, o seu papel passa a ser não apenas de preservação, mas o de
transferência da informação (GREER, GROVER; FOWLER, 2007). A complexidade
da atual sociedade eleva a informação a um status de cientificidade, cabendo a (nem
tão) emergente Ciência da Informação (CI) , repensar as práticas informacionais das
bibliotecas acadêmicas. Neste trabalho, através de uma revisão de literatura,
objetiva-se demonstrar as relações entre bibliotecas acadêmicas e o marketing, ou
CI e marketing, a partir do pressuposto de que das relações interdisciplinares entre
essas áreas do conhecimento pode contribuir para um melhor entendimento das
necessidades de informação daqueles indivíduos responsáveis pela produção
científica (conhecimento científico), diferencial para o desenvolvimento das nações e
indivíduos. Mostrar tendências da visão do marketing nos serviços bibliotecários e,
sobretudo, as barreiras da sua não aplicação faz parte dos objetivos deste estudo.

2 Sociedade da Informação
A relevância da informação para atual sociedade pode ser verificada nas
diversas tentativas de caracterizá-Ia ou descrevê-Ia, em distintos contextos e áreas
do conhecimento. Aliada ao advento das TIC , a informação torna-se base

BRASIL. Ministério da Educação. lei de Diretrizes e Bases da Educação (lei
Brasilia, 1996.

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nO

9.394/1996) .

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paradigmática da sociedade contemporânea, constituindo-se numa "revolução
tecnológica" ou "da informação", a qual Oliveira (1994 , p. 38) descreve como :
"àqueles raros momentos na história da humanidade caracterizados por
modificações rápidas nas estruturas sociais e que alteram significativamente velhos
hábitos e costumes".
Ainda na década de 70 , Toffler (1970) advertia que até o séc. XXI milhões de
pessoas comuns, psicologicamente normais, sofreriam uma colisão repentina, em
um curto espaço de tempo, com o futuro. Segundo o autor, o "choque do futuro"
(future shock) seria uma nova doença psicológica que, à época , não encontrada no
Index Medicus 2 e em nenhuma lista de anormalidades psicológicas (TOFFLER,
1970, p. 10). Do tratamento para "a doença da mudança", que envolvia a
compreensão de uma teoria da adaptação, pouco se conhecia . O ineditismo da
abordagem de Toffler (1970), como o mesmo ressalta na sua parte introdutória, foi
discutir o amanhã , não pelo seu lado metálico, físico , mas pelo lado humano, "soft",
dos componentes intangíveis que moldam a realidade .
Dez anos mais tarde o mesmo autor propõe uma análise histórica da
civilização em três fases , descritas como "ondas", a saber:
a) a revolução agrícola (Primeira Onda) : a terra era base da economia , da vida , da
cultura , da estrutura familiar e da política; em termos de informação, sua
característica secundária refletia sua principal forma de disseminação - a
oralidade;
b) a revolução industrial (Segunda Onda) : o carvão, o gás e o petróleo, fontes de
energia não renováveis, tornam possível a produção em massa; a
industrialização também proporcionou grandes transformações sociais: " ... ela
colocou trator na fazenda , a máquina de escrever no escritório , e o refrigerador
na cozinha" (TOFFLER, 1980, 23) ; no cenário informacional, grandes
quantidades de informação passaram a ser produzidas, havendo a necessidade
de distribuí-Ias de maneira eficiente, dando base para novos serviços de
informação, tais como serviços postais, os memorandos, o telefone, o telégrafo e
rádio; ela ainda permanece disseminando em algumas partes do mundo, já que
em países como o México e China, os camponeses continuam migrando para as
cidades em busca de empregos pouco especializados nas linhas de montagens
das fábricas (TOFFLER, 2003);
c) a Era da informação (Terceira Onda), que estaria apenas no seu início, nos
Estados Unídos, em 1955; na economia , a força braçal é substituída pela força
mental (TOFFLER, 1980).
A abordagem de Toffler (1980) sobre a Era da Informação, em uma época na
qual a Internet nem era tão conhecida , continua em evidência . Em 2009, o
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao declarar outubro o mês de
conscientização nacional para a competência em informação (National Information
Literacy Awareness Month) , retoma , de forma indireta, o conceito de Toffler (1980),
chamando atenção para a "Era da Informação". Em seu discurso, Obama destaca
que todos os dias os americanos são inundados com uma vasta quantidade de
informações: notícias 24 horas por dia, milhares de redes televisivas e de rádio ,
junto à imensa coleção de fontes on-line , têm desafiado o modo como as
2 o Index Medicus (IM), publicado atualmente pela National Library of Medicine (NLM), é um índice global de
artigos de revistas científicas médicas, publicados desde 1879.

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informações são gerenciadas. E continua: mais do que a mera posse de dados,
necessita-se de novas habilidades para adquirir, coletar e avaliar informações para
situações diversas, convergindo para um novo tipo de aprendizagem (Iiteracy), a
competência em informação (information literacy) que também requer indivíduos
competentes nas tecnologias da comunicação, incluindo computadores e
dispositivos móveis que auxiliam o processo diário de tomadas de decisões.
Na "sociedade em rede", "sociedade informacional", ou "sociedade da
informação", descrita por Castells (1999, p. 119), o "informacionalismo" gerou
apenas uma nova roupagem para as desigualdades sociais anteriormente
conhecidas. Segundo o autor: ''[ 00'] na essência, não são as tecnologias que mudam
a sociedade, mas a sua utilização dentro do modo de produção capitalista, que
busca o lucro, a expansão, a internacionalização de tudo o que tem valor
econômico" (CASTELLS , 1999, p. 119). Nesta mesma perspectiva, Lévy (2001 , p.
40) descreve uma "nova economia" baseada no conhecimento, na qual: "ideias e
informações são vendidas e compradas [00 '] elas têm um preço". Dentro da dinâmica
do "capitalismo da informação", Levy (2001) explica que a matéria fica saturada de
informações, que as coisas acumulam conhecimentos, e que elas formam um
conhecimento coletivo que deveria ser acessado em benefício de todos:
A economia do conhecimento só poderá oferecer seu potencial à
humanidade se o ciberespaço se tornar mais acessível a todos e for
utilizado não somente para os negócios, mas também para debater e
resolver coletivamente os grandes problemas da comunidade mundial
(LEVY, 2001 , p. 41) .

Como evolução das discussões sobre o paradigma informacional, uma
próxima "onda", começa a ser discutida frente aos desafios do séc. XXI. Para
Gardner (1994), em alusão direta a "Terceira Onda" de Toffler (1980), a humanidade
já vive uma Quarta Onda, que não estaria baseada no conhecimento, como a
terceira , mas na capacidade que o indivíduo possui para adquirir novos
conhecimentos. No âmbito organizacional, esta nova tendência tem feito surgir um
novo modelo organizacional com base em aprendizagem . Para Senge (1994, p. 3),
sucesso das organizações está cada vez menos relacionado à modelos
coorporativos de controle e comando, e muito mais à sua capacidade de criar e
compartilhar continuamente conhecimento novo. Para isso, o autor afirma que cinco
novos componentes tecnológicos (disciplinas) convergem para nas organizações
que aprendem (Iearning organizations) , a saber:
a) Pensamento Sistemático (Systems Thinking) : a solução dos grandes problemas
organizacionais surge na análise do sistema como um todo, e não em partes
isoladas;
b) Domínio pessoal (Personal Mastery): aquela disciplina do contínuo clareamento
e aprofundamento da visão pessoal do indivíduo, de focar energias, de
desenvolver paciência e de ver a realidade objetivamente;
c) Modelos mentais (Mental Models): são considerados os conceitos,
generalizações e imagens que influenciam a ação dos indivíduos;
d) Construção de uma visão compartilhada (Building Shared Vision) : através desta
disciplina, há uma tradução das visões pessoais para um objetivo comum , uma
mesma identidade e senso de destino;
e) Aprendizagem em grupo: esta disciplina começa com o diálogo, a capacidade
dos membros de um grupo de deixarem de lado os pressupostos e terem um
pensamento genuíno em conjunto. (SENGE, 1994, p. 4-5) .

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Segundo Senge (1994) , o grande desafio é o desenvolvimento das
disciplinas em conjunto, atribuindo ao pensamento sistêmico à quinta disciplina, já
que ela integra as demais em um corpo coerente de teoria e prática.

3 Bibliotecas Acadêmicas e o Marketing
As bibliotecas acadêmicas surgem na Europa com as primeiras
universidades, originárias das escolas medievais, em meio a transformações
tecnológicas, político e econômicas, merecendo destaque neste processo a
invenção da imprensa , no fim da Idade Média e início da Idade Moderna. Neste
período, o desenvolvimento das cidades e a melhoria na qualidade de vida da
população instigam nos indivíduos a necessidade de entender a realidade onde
estavam inseridos, obtendo nas "studia generalia universitatis", como eram
denominadas as primeiras universidades (organismos de ensino criados para dar a
sacerdotes e monges educação mais profunda que a recebida nas escolas
religiosas) um espaço destinado a fazerem seus questionamentos sobre os valores,
as normas e as verdades até então aceitas. Eram lugares onde clérigos e leigos
podiam ser educados fora da norma, e o vigor de sua vida intelectual atraiu
estudantes e professores (GARCIA, 2005 ; MACGARRY, 1999).
Até a revolução industrial, as bibliotecas acadêmicas não eram bem
difundidas no mundo. Com expansão das universidades, elas assumem a função de
educadora, constituindo o pilar dessas instituições na medida em que davam suporte
informacional para as pesquisas que ali se desenvolviam. Deste modo, tiveram um
papel essencial na difusão dos benefícios proporcionados pelo conhecimento
registrado , que crescia a cada dia, sobretudo após a invenção dos tipos móveis
(GREER; GROVER; FOWLER, 2007).
O atendimento das necessidades de informação de indivíduos inseridos em
comunidades variadas continua sendo a razão de existir das bibliotecas, e uma das
áreas nas quais seus gestores apoiam suas práticas é a de marketing. Vários
estudos na área de CI vêm demonstrando a aplicação do marketing em bibliotecas
(ADEYOYIN, 2005 ; AMARAL, 1996, 2009; BRINDLEY, 2006; OLIVEIRA, 1985;
OTTONI , 1995; SEN , 2006 ; SILVA, 2000), embora relativamente recentes e
escassos (AMARAL, 1996).
É cada vez mais pertinente a aplicação dos conceitos do marketing nos
setores sem fins lucrativos e que lidam com bens intangíveis, sendo esta a base
para o marketing para serviços. No âmbito dos serviços bibliotecários
especializados, inerentes às bibliotecas universitárias, não se admite mais, frente
aos novos desafios que caracterizam o atual cenário da informação, uma visão
estreita sobre o marketing. As bibliotecas devem ser consideradas um negócio, e
como qualquer outro , deve estar voltado para as necessidades de seus
clientes/usuários, se não quiserem perecer em um mercado cada vez mais
competitivo (AMARAL, 2009) .
A Era do "marketing de massa", na qual volume de produtos oferecidos ao
mercado significava o sucesso no mundo dos negócios, em detrimento das
necessidades dos consumidores, encontra-se ultrapassada. As necessidades e
desejos dos clientes vêm antes da oferta do produto/serviço e o fator "qualidade" é
um pré-requisito para se permanecer no mercado . O sucesso empresarial , na atual
conjectura , perpassa pela conquista e fidelização de clientes, que só é alcançada

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através da vantagem competitiva, que é aquela característica única de uma empresa
que a faz se destacar no mercado em que ela atua.
Esta mesma realidade , caracterizada pela alta competitividade do mercado,
crises financeiras , políticas e sociais, também atingiu as bibliotecas universitárias,
que buscam sobreviver (a biblioteca não existe sem usuários) e exercer a sua
responsabilidade social , pois delas depende a qualidade da educação oferecida
pelas universidades, que necessitam de informação para gerar conhecimento novo.
O grande potencial de melhoramento dos serviços de informação de
bibliotecas, a abordagem do marketing não reflete a realidade vivida pela maior parte
das bibliotecas. Sen (2006) esclarece que apesar da existência de esforços para o
marketing, muitas vezes suprimidos por falta de recursos financeiros , há ainda uma
grande parte dos administradores de bibliotecas que acham incompreensível sua
aplicação para os serviços de bibliotecas, já que elas não visam o lucro. Ainda
prevalece entre seus líderes o marketing como sinônimo de vendas.
Como se percebe, já não é de agora que bibliotecários e especialistas em
informação têm debatido a idéia de marketing para bibliotecas e outras unidades de
informação, tendo destaque as bibliotecas universitárias. As rápidas mudanças
experimentadas pelas áreas interdisciplinares da Biblioteconomia , Gestão da
Informação e Ciência da Informação, especialmente as facilidades de uso de portais
de serviços de informação, promovidas pelas TI tem levado a áreas a um crescente
interesse em aprender e entender marketing para implementá-lo em suas
instituições.
Produtos e serviços de informação, em uma multiplicidade de formatos , para
uma clientela cada vez mais exigente, tem tornado bibliotecas e outras unidades de
informação mais competitivos e alertas. Essas unidades de informação estão sendo
fortemente pressionada, a partir da revolução da informação, a reponderem aos
desafios de cortes no orçamento, aumento da base de usuários, rápido crescimento
do acervo e materiais, custos crescentes, demandas na rede, concorrência dos
fornecedores de banco de dados, assim como a complexidade das necessidades de
informação. Essas pressões vem forçando os bibliotecários a adoção de marketing
para melhorar a gestão da biblioteca e outras unidades de informação.

3.1 Marketing de Serviços
O Marketing tem como objetivo identificar a base de clientes para determinar
e atender suas necessidades, desejos e demandas, projetando e disponibilizando
produtos e serviços adequados. O foco principal do conceito de marketing é o
cliente , sendo seu objetivo a satisfazer suas necessidades. Rowley (2001) chama
de marketing, o processo de gestão que identifica e antecipa , e os requisitos de
suprimentos dos clientes, de forma eficiente e rentável. Kotler (1999) diz, que o
marketing é o processo de planejar e executar conceber, dar preço, promover e
distribuir bens, serviços e idéias para criar trocas com grupos-alvo de modo a
satisfazer clientes e os objetivos organizacionais. Sob a amplitude do termo
marketing, estuda-se os conceitos como a construção de relacionamento com o
cliente , identidade corporativa , comunicações de marketing, coletar dados,
estratégias e planejamento de marketing com respeito a produtos e serviços de
informação. São Kotler e Levy (1969) que trazem as primeiras abordagens do
marketing aplicado a serviços (Terceiro Setor). Os autores lembravam que nos

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embates políticos, no recrutamento de estudantes para as universidades, ou em
angariar fundos , os "candidatos", a "educação superior" e as "causas" eram
comercializados tanto quanto pastas de dentes, sabão e aço, fato até então ignorado
pelos estudantes de marketing (KOTLER; LEVY, 1969, p. 10).
Nesta perspectiva, o marketing torna-se a ponte que liga produtores e
consumidores, resultando em um melhoramento no padrão de vida da sociedade
(ADEYOYIN, 2005) . Constitui-se, portanto, em um: " [ ... ] processo social e gerencial
por meio do qual os indivíduos e os grupos obtêm aquilo de que precisam e também
o que desejam, em razão da criação e troca de produtos/serviços de valor com
outras pessoas". (KOTLER; ARMSTRONG, 2001 3 apud KOTLER; HAYES; BLOOM,
2002, p. 7). A partir deste conceito, Kotler, Hayes e Bloom (2002) tecem sobre alguns
pontos sobre esta abordagem contemporânea do marketing que sinalizam possíveis
aplicações na realidade dos serviços bibliotecários.
O primeiro deles é que o marketing: "é um processo gerencial que se
manifesta por intermédio de programas cuidadosamente elaborados - e não ações
fortuitas". Encontra-se, portanto, estritamente relacionado ao planejamento
estratégico, uma atividade ainda rara nos serviços de informação (MATTHEWS,
2005). O papel do marketing dentro do processo de administração estratégica ,
podendo-se dividir as atividades de marketing em duas fases :
a) o marketing estratégico: pressupõe a análise sistemática e permanente
das necessidades de mercado e desenvolvimento de conceitos e
produtos com bom desempenho, destinados a compradores específicos
e que apresentam qualidades distintivas que os diferenciam dos
concorrentes imediatos, assegurando deste modo uma vantagem
concorrencial duradoura e defensável; é relativo às funções que
precedem a produção e a venda do produto (ZENONE, 2007); inclui o
estudo do mercado, a escolha do mercado-alvo, a concepção do
produto, a fixação do prelo, a escolha dos canais de distribuição e a
elaboração de uma estratégia de comunicação e produção ;
b) o marketing operacional: abrange operações de marketing posteriores à
produção, tais como a criação e desenvolvimento de campanhas de
publicidade e promoção, a ação dos vendedores e de marketing direto, a
distribuição dos produtos e merchandising e os serviços pós-venda; é de
curto prazo e sua ação tem caracterização de reação perante os
(CEZARINO;
acontecimentos
e
oportunidades
já
existentes
CAMPOMAR,2004).
O segundo está relacionado ao relacionamento do marketing com as
necessidades, desejos e exigências de um determinado grupo. Enquanto as
necessidades são uma condição humana, não inventada pelos profissionais de
marketing , podendo ser necessidades físicas (alimentação, vestuário, aquecimento) ,
sociais (afeto) e individuais (auto-realização), os desejos "são a forma assumida
pelas necessidades humanas, moldadas pela cultura e pela personalidade
individual" (KOTLER; HAYES; BLOOM , 2002 , p. 10). Ao conhecer as necessidades,
os desejos e exigências de uma comunidade de usuários, as bibliotecas podem
desenvolver estratégias de marketing e serviços de informação mais relevantes.
O terceiro, fundamental no moderno conceito de marketing, é entender o
3

KOTLER P. ; ARMSTRONG, G. Princípios de marketing . 8. ed. São Paulo: Prentice. Hall, 2001 .

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marketing como um processo de troca . Trata-se de um processo voluntário, no qual
prestadores e clientes se beneficiam mutuamente. No campo informacional , o
benefício para o usuário pode ser a solução para um problema, ao adquirir a
informação desejada, enquanto para a biblioteca (estoque de informação), pode ser
o reconhecimento dentro da comunidade onde ela está inserida Uá que a biblioteca
precisa ser útil para existir).
O quarto considera que a atividade de marketing baseia-se na segmentação
de mercado. Certo de que é impossível atender a uma comunidade de usuários, o
gestor da biblioteca universitária deve estar preparado para decidir quais os
segmentos que deverão ser atendidos, tomando como base, por exemplo, a missão
da biblioteca.
O quinto defende o marketing orientado ao usuário, tendo como base suas
necessidades e desejos (de informação), e não àqueles que oferecem o serviço . No
âmbito informacional, a qualidade dos serviços técnicos de tratamento da informação
não são mais suficientes para garantir a eficiência de sistemas de recuperação da
informação.
O sexto considera que o sucesso do marketing, em longo prazo, está
relacionado à satisfação do cliente , definida como "a diferença entre as expectativas
do cliente, em relação a um serviço, comparadas ao serviço que o cliente na
verdade recebeu " (KOTLER ; HAYES; BLOOM , 2002 , p. 10). Informações precisas e
atualizadas, em tempo hábil, serviços de disseminação seletiva, treinamentos
específicos para necessidades específicas de informação, acesso remoto á bases
de dados especializadas, são alguns exemplos de serviços que agregam valor e
elevam o nível de satisfação dos usuários das bibliotecas universitárias,
pejorativamente reconhecidas ou mesmo limitadas aos tradicionais serviços de
empréstimo de livros.
Por último, destaca-se o desenvolvimento de um relacionamento com os
clientes, definidos no âmbito das bibliotecas como os usuários de informação,
requisito fundamental para a satisfação em longo prazo. Fornecedores e
distribuidores (Editores, Professores, dentre outros) também estão incluídos nesse
processo .
Um reflexo desta nova perspectiva do marketing , aliado ao desenvolvimento
das novas tecnologias da informação e comunicação, é atender as necessidades e
os desejos de consumidores/clientes/usuários de serviços em um nível cada vez
mais personalizado. Em um mercado globalizado, no qual a competitividade acirrada
força a busca pela qualidade, o diferencial entre as empresas está relacionado ao
valor percebido pelo cliente.
Nos serviços, Kotler, Hayes e Bloom (2002, p. 237) ressaltam que os
consumidores preferem aqueles que oferecem um maior valor, estando a vantagem
competitiva relacionada à: "[00'] maiores benefícios e/ou pela redução do custo geral
de maneira mais eficaz que os concorrentes". Localização, qualidade, características
especiais, qualidade do desempenho, tecnologias utilizadas ou disponíveis, preços
cobrados, atitudes pessoais dos funcionários são outros modos de diferenciação das
empresas prestadoras de serviços profissionais destacados por Kotler, Hayes e
Bloom (2002) , cujas iniciativas devem atender os seguintes critérios:
a) importância: as diferenças devem oferecer uma vantagem muito
valorizada pelos clientes-alvo;

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b) exclusividade: os concorrentes não poderão oferecer a mesma diferença
ou , por outro lado, a empresa deve oferecê-Ia de maneira mais evidente;
c) superioridade: a diferença deve ser superior às outras formas pelas
quais os clientes poderiam obter o mesmo benefício;
d) comunicabilidade: a diferença deve comunicável e perceptível pelos
compradores;
e) inovação: os concorrentes não poderão copiar facilmente a diferença;
f) acessibilidade : os compradores deverão estar capacitados a pagar o
preço da diferença;
g) lucratividade: a empresa deve ser capaz de introduzir a diferença de
modo lucrativo (KOTLER; HAYES; BLOOM, 2002, p. 240).
Na perspectiva de troca de valores, agregados a produtos e serviços, baseia
o marketing de relacionamento, também aplicável no âmbito das bibliotecas
acadêmicas. Surgido na década de 90, esta abordagem do marketing prega o
conceito de fidelização do cliente, investindo prioritariamente na manutenção dos
clientes já conquistados, diferenciando aqueles de maior valor, oferecendo-os
produtos e serviços personalizados, dos que são prejuízo, sem descartar os
prospects (clientes em potencial).
Uma das tecnologias de relacionamento disponíveis é o CRM, sigla derivada
do termo Customer Relationship Management ou Gestão do Relacionamento com o
Cliente. Segundo Greenberg (2001), o CRM é uma ferramenta gerencial, um
software,
[... ] um conjunto de processos e tecnologias para gerenciar relacionamentos
com clientes efetivos e potenciais e com parceiros de negócios por meio do
marketing, vendas e serviços independentemente do canal de
comunicação", que pode auxiliar na determinação de clientes pelas
empresas , uma tarefa cada vez mais difícil no atual cenário.

No âmbito das bibliotecas acadêmicas, Neves, Souza e Lucas (2006)
buscam identificar pontos de convergência entre a noção de CRM e o
desenvolvimento de módulos de usuários dos sistemas de gerenciamento de
bibliotecas. Para tanto, os autores tomam como base o modelo teórico de CRM de
Peppers, Rogers e Dorf (1999), o qual define 4 passos chaves para um programa de
marketing um-a-um (one-to-one marketing, uma outra denominação para o CRM),
que são:
a) identificação dos clientes: a empresa deve estar apta a localizar e
contatar um número razoável de clientes diretamente, ou ao menos uma
porção razoável dos seus mais valiosos clientes; é primordial conhecer
os clientes o mais detalhado possível, não apenas seus nomes e
características de endereçamento (tais como números de endereço,
números de telefone e contas bancárias), mas seus hábitos,
preferências e assim por diante; a atualização da base de dados a cada
contato também é essencial; identificar clientes que se beneficiam dos
seus produtos e serviços, mesmo que indiretamente, na cadeia
produtiva, faz parte deste processo;
b) diferenciação dos clientes: de um modo geral, os clientes diferenciam-se
pelos seus diferentes níveis de valores e por possuírem necessidades
diferenciadas; a diferenciação, que auxilia na decisão de uma estratégia
apropriada de um negócio e proporciona que a empresa molde seu
comportamento de acordo com cada cliente, de modo a refletir suas

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necessidades e valores, contribui para a empresa focar seus esforços e
ganhar mais vantagens com os seus clientes mais valiosos;
interação com os clientes: melhorando o custo-benefício e a eficácia
processos interativos, através da utilização das tecnologias de
informação e comunicação disponíveis, já que são canais de baixo custo
(um site bem estruturado e atualizado pode substituir um Call Center),
assim como na geração de informação oportuna e eficiente,
proporcionando uma melhor percepção nas necessidades dos clientes
ou um retrato mais preciso do valor de um cliente; cada interação
deveria ter como base as que já foram realizadas anteriormente.
personalização do comportamento do negócio: por último, para atar o
cliente a um relacionamento de aprendizagem, a empresa deve procurar
adaptar alguns aspectos do seu comportamento de acordo com as
necessidades expressadas pelos clientes, podendo ser desde a
personalização em massa da fabricação de um produto até o modo
como o mesmo é embalado; tal customização é baseada no que foi
aprendido sobre aquele cliente nas vendas, no marketing ou em
qualquer outro departamento (PEPPERS; ROGERS , DORF, 1999).
No estudo de Neves, Souza e Lucas (2006) , que avaliou os
sistemas Pergamum , Sophia e Gnuteca, as informações relacionadas à
categoria Identificação, correspondiam:
cadastro e perfil do usuário: contendo não apenas informações
cadastrais (endereço, telefone, curso, semestre, etc.), mas informações
que possibilitem o conhecimento das necessidades de informação dos
membros da comunidade acadêmica ;
histórico do usuário na circulação de materiais (consulta, empréstimo,
reserva): demonstram o uso das fontes de informação pelo leitor;
material pendente: indica o interesse do usuário por uma obra
específica, em períodos de tempo e contextos distintos;
área de interesses: informações que auxiliam na fase de
desenvolvimento de coleções, possibilitando aos gerentes de bibliotecas
investirem os recursos já tão escassos em áreas com maior demanda ;
multas sanções e bloqueios: permitem conhecer o comportamento dos
usuários quanto ao maus hábitos no uso do acervo, assim como focar
ações preventivas naqueles que têm comportamento adequado;
integração com o sistema acadêmico: obtendo informações dos outros
sistemas de informação de uma universidade.
Na fase de diferenciação, Neves, Souza e Lucas (2006)
consideraram como variáveis:
categorias: ou tipos de usuários (docentes, discentes, funcionários
efetivos, funcionários terceirizados, visitantes, professor visitante, aluno
especial);
direitos, políticas e parâmetros: específicos para cada grupo de usuários;
os parâmetros de empréstimos, por exemplo, passam a ser definidos em
nível cada vez mais personalizado, de acordo com as necessidades
informacionais de cada grupo, identificados nos já tradicionais tipos de
usuários existentes: alunos, professores e funcionários .
Na fase de interação, impulsionada pela possibilidade do uso

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dos processos automatizados, Neves, Souza e Lucas (2006) destacam:
a) as listas de sugestão, seleção, aquisição e reclamações ;
b) cartas de cobrança , de agradecimentos e de relacionamento (datas
importantes para o usuário);
c) autocadastro e autoperfil (atualização);
d) verificação da situação do usuário;
Por último, na personalização dos processos proporcionados pelos sistemas
de automação de bibliotecas, Neves, Souza e Lucas (2006) destacam os alertas
bibliográficos, a Disseminação Seletiva de Informação (DSI) e Alerta de Aquisição.
Esses serviços, já conhecidos na comunidade bibliotecária mesmo antes do advento
da internet, constituem uma tentativa das bibliotecas em fornecer informações
relevantes e em tempo hábil a cada usuário. Ainda na década de 30, o pai da
Biblioteconomia Indiana S. R. Ranganathan popularizou as 5 leis da biblioteconomia ,
até hoje reconhecidas em contextos diversos: "os livros são para usar; a cada leitor
seu livro; a cada livro seu leitor, poupe o tempo do leitor; a biblioteca é um
organismo em crescimento" (RANGANATHAN, 2009, p. 11). Um serviço de DSI, por
exemplo, busca um tratamento personalizado e compatível com o perfil e linhas de
pesquisa do usuário, destacando-se neste processo a coleta de informações
relevantes, o tratamento técnico (indexação) do material coletado, e o envio dos
dados.
Saindo do nível estratégico, observa-se também a aplicação do marketing no
nível tátic%peracional das bibliotecas acadêmicas. Adeyoyin (2005) propõe o mix
de marketing , uma teoria bastante aceita na efetivação das atividades de marketing,
baseada nos estudos de Borden (1949 apud SERRANO, 2006), que envolve a
combinação de variáveis específicas que a organização utiliza para atingir o seu
público-alvo .
Nas bibliotecas acadêmicas, como o próprio nome sugere, o público alvo é
formado por estudantes, professores, pesquisadores, funcionários. Assim, os 4 P's,
ou composto mercadológico são:
a) produto: refere-se aos serviços que a biblioteca geralmente oferece para
seus clientes reais e potenciais;
produto/serviço de informação é fruto de todo um processo sistemático
de seleção, aquisição, tratamento da informação (a análise temática e
descritiva dos materiais informacionais, nos mais variados suportes e
formatos) , geração de catálogos, armazenamento e circulação de
materiais (empréstimo/devolução/reserva de livros e outros materiais
informacionais). Inclui os serviços de referencia, aqueles realizados face
a face com o usuário, treinamentos que visam desenvolver a
competência em informação, o acesso à bases de dados especializadas,
os repositórios digitais, o acesso à internet, os serviços de comutação
bibliográfica (que permitem aos usuários acesso à informações em redes
de bibliotecas cooperantes) , dentre outros;
b) Promoção: necessidade da promoção de seus serviços torna-se
essencial, em um mercado da informação cada vez mais competitivo,
que pode ser dar na forma de publicidade, eventos promocionais, etc;
- na busca de vantagem competitiva, as bibliotecas podem têm como
diferencial competitivo a qualidade de suas fontes informacionais, em
tempos onde a credibilidade, falta de organização e acesso à informação

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relevante em tempo hábil, e os altos preços da informação especializada
caracterizam o atual ambiente informacional;
c) Praça : as novas tecnologias de rede dão uma nova abordagem aos
serviços tradicionais;
- As modernas bibliotecas buscam ir além do desenvolvimento de um
acervo local de com qualidade, na medida em que promovem acesso às
informações onde quer que elas estejam . O acesso remoto às fontes de
informação em texto integral, assim como os serviços de comutação
bibliográfica, dá uma nova dimensão à biblioteca, não mais limitada ao
tempo e espaço (dando origem as suas novas nomenclaturas, tais como:
biblioteca digital, sem paredes, sem papel, eletrônica , híbrida,
repositórios digitais, etc.);
d) Preço : nesta variável, Adeyoyin (2005) esclarece que a visão de que os
serviços de informação devem ser totalmente gratuitos esta mudando;
- As relações de trocas entre biblioteca e usuários se dão,
principalmente, através de benefícios mútuos intangíveis (valor
percebido), isto é, de informação/conhecimento. No âmbito das
bibliotecas universitárias, os serviços de comutação bibliográfica são um
exemplo desta tendência, embora prevaleça de um modo geral a
gratuidade dos seus serviços.

5 Considerações Finais
Tanto no nível conceitual quanto no prático, observa-se as relações
multidisciplinares entre o marketing e os serviços bibliotecários, sobretudo em uma
abordagem do marketing que vai além da troca de produtos e serviços,
fundamentada no valor percebido entre clientes e empresas/prestadoras de serviços.
As bibliotecas acadêmicas orientadas para o marketing começam a utilizar de
ferramentas gerenciais até então identificadas somente em empresas tradicionais.
Em um cenário competitivo, ações estratégicas de melhoramento dos
serviços de informação especializados são realizadas graças a técnicas de
marketing de relacionamento, como o CRM. No nível operacional, as bibliotecas,
enquanto negócios que lidam com informação, adaptam os conceitos de composto
de marketing na manutenção dos seus usuários reais, sem esquecer os potenciais,
já devidamente segmentados de acordo com seus valores e características, criando
oportunidades para um relacionamento duradouro.
Por outro lado, embora o marketing tenha um papel estratégico no
entendimento das necessidades informacionais de usuários de serviços de
informação científica (bibliotecas acadêmicas), a sua aplicação ainda é tímida . Em
muitas bibliotecas, a função de planejamento não é exercida, ou não é de forma
rigorosa ou adequada, o que pode explicar, em parte, a visão míope do marketing
pela comunidade bibliotecária . Ao procurar atender as necessidades dos indivíduos,
junto com à CI, o marketing assume uma forte dimensão social , na medida em que
ajuda a solucionar as problemáticas informacionais da sociedade .

Referências
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2330

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Discute a aplicação do marketing em bibliotecas de Instituições de Ensino Superior. A partir da revisão bibliográfica, analisa a universidade ao longo da história, para compreender a atuação das bibliotecas acadêmicas na sociedade contemporânea. Pela melhoraria das suas práticas informacionais, as bibliotecas acadêmicas aproveitam-se cada vez mais de conhecimentos interdisciplinares, dentre eles o marketing. Sob o conceito de marketing de serviços, procura-se traçar possibilidades de aplicação das técnicas bibliotecárias, em nível estratégico e operacional, exemplificando adaptações do Customer Relationship Management (CRM) e o composto de marketing. Constata que, embora haja a possibilidade de entendimento entre a Ciência da Informação (CI) e marketing, prevalece uma visão míope de marketing entre grande parte dos gestores de bibliotecas universitárias, como a falsa idéia da impossibilidade de aplicação do marketing em instituições que trabalham com bens intangíveis e que não visam o lucro. Conclui que junto à CI, o marketing adquire forte relevância social, auxiliando profissionais que lidam com a informação compreender e atender as reais necessidades de informação de suas comunidades.</text>
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Resumo expandido

PROJETO, ELABORAÇÃO E GESTÃO DE WEBSITES PARA
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Alexandre Ribas Semeler1, Veleida Ana Blan~, Márcia Maria de Miranda
Martins da Costa3, Anderson Biers, Diego Fernandes Silva
1Mestre em Comunicação e Informação, Biblioteca do Instituto de Geociências , Universidade
Federal do Rio Grande do Sul , Porto Alegre, RS
2Mestre em Memória Social e Bens Culturais, Biblioteca do Instituto de Geociências,
Universidade Federal do Rio Grande do Sul , Porto Alegre, RS
3Bacharel em Ciências Contábeis, Biblioteca do Instituto de Geociências, Universidade
Federal do Rio Grande do Sul , Porto Alegre , RS
4Graduando em História, Biblioteca do Instituto de Geociências , Universidade Federal do Rio
Grande do Sul , Porto Alegre , RS
5Graduando em Engenharia Física, Biblioteca do Instituto de Geociências, Universidade
Federal do Rio Grande do Sul , Porto Alegre , RS

1 Introdução
O desenvolvimento das tecnologias digitais e da web viabilizam novas
práticas bibliotecárias ligadas ao tratamento e a organização de informações digitais
em bibliotecas universitárias. Através de um website estendem-se as possibilidades
de oferta de serviços e produtos à comunidade usuária. A elevação na visibilidade
das bibliotecas ressalta a necessidade de investigar as transformações ocorridas no
campo da tecnologia e suas influências sob a Ciência da Informação. As
metodologias de análise métrica da informação originam o conceito de webometria,
explica Vanti (2010, p. 56) atua como ''[. .. ] uma perspectiva da Ciência da
Informação para os estudos quantitativos da web. " Assim, considera-se a aplicação
de métodos webométricos no processo de gerenciamento de conteúdo e elaboração
da estrutura de websites. A webometria permite a análise métrica e visual do
website , facilita a compreensão de seu funcionamento, conteúdo e estrutura. Nesse
contexto, a questão de pesquisa deste estudo busca identificar as tecnologias, as
técnicas e as metodologias necessárias para o projeto , a elaboração e a gestão de
websites para bibliotecas universitárias? O objetivo geral é aplicar a webometria
como método orientador à prática do desenvolvimento web . A aplicação de técnicas
webométricas na gestão de um website possibilita a de identificação de indicadores
métricos necessários ao processo de gerenciamento da estrutura e do conteúdo de
um website de biblioteca universitária. Acredita-se que a sistematização de
informações em ambiente web defina novos modos de organização e recuperação
da informação e que esta prática exige know how específico e caracteriza-se por
meio de abordagens multidisciplinares entre a Ciência da Informação e as novas
tecnologias web.

2 Materiais e Métodos
A metodologia aplicada é de caráter exploratório e busca compreender as
esferas quali-quantitativas do trabalho com websites para bibliotecas universitárias.
Desse modo, pretende-se a criação de indicadores alternativos que auxiliem nos

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Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
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Resumo expandido

processos de atualização, migração, preservação e segurança do website. As
etapas metodológicas compreendem a tríade (projeto, elaboração e gestão). Sendo
a primeira um momento de planejamento do website que se fundamenta em áreas
do design de interface e de informação, consolidando-se através da concepção de
projetos de navegação, identidade visual, e arquitetura da informação. A elaboração
resulta no desenvolvimento tecnológico do website baseado nos projetos já
realizados. Esta etapa de pesquisa caracteriza-se pela implantação e customização
de sistemas de gerenciamento de conteúdo através do uso de ferramentas
tecnológicas, linguagens de programação e gerenciamento de banco de dados. A
gestão preocupa-se com o processo de gerenciamento, ou seja, mede e avalia os
fluxos da informação e da comunicação no website. Por meio de ferramentas
estatísticas é possível preparar o website para que o mesmo seja focado em atender
determinados indicadores web. Estes tipos de indicadores, segundo Vanti (2010,
p.189), ''[. .. ] constituem valioso subsídio para avaliação das atividades desenvolvidas
por diferentes instituições no espaço da internet. " A mesma autora os classifica em
três categorias: descritivos (contabilizam o tamanho ou o número de objetos que um
espaço web apresenta), de conectividade (tem por finalidade o exame das conexões
entre sites, enfocando os links externos que um espaço recebe quanto os links que o
espaço aponta) e os de popularidade (a utilização da informação, mensurada por
meio de números e de características das visitas ao website) (VANTI , 2010). Seguese o modelo de coleta de dados proposto por Ferreira e Targino (2010 , p.306) para a
análise de logs das variáveis de acesso: "a) visitas e visitantes - número total de
visitas e de visitantes [... ]; b) perfil do usuário - procedência geográfica de origem
[ ... ] e perfil técnico do visitante [... ]; c) padrões de uso - exibições, tempo de conexão
e download [ ... ]." O lócus de investigação é a Biblioteca do Instituto de Geociências
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O corpus é composto através da
análise de softwares e linguagens utilizadas para o desenvolvimento web.

3 Resultados Parciais/Finais
Obtiveram-se os seguintes resultados desde 2011 : a elaboração do Memorial
Virtual dos 50 anos de produção científica do curso de Geologia do IGEO/UFRGS; o
site da Biblioteca do Instituto; as revistas Pesquisas em Geociências e a ParaOnde!?
publicações editadas pelo Instituto.

4 Considerações Parciais/Finais
O projeto ainda encontra-se em fase de desenvolvimento. Entretanto, para a
concretização efetiva será necessário aplicar os indicadores webométricos no
processo de gestão do website. Isso irá garantir o processo de desenvolvimento
apontando os erros e as funcionalidades que devem ser aprimoradas. Por fim ,
ressalta-se a adoção da metodologia por todos os setores do Instituto de
Geociências da UFRGS, sendo a Biblioteca responsável pela coordenação de todos
os projetos de websites.

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Divulgação de produtos e serviços : páginas, blogues e redes sociais
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Resumo expandido

5 Referências
FERREIRA, Sueli Mara S.P.; TARGINO, Maria das Graças. Métricas alternativas de
avaliação do impacto e do uso de revistas eletrônicas:estudos em Ciências da
Comunicação. In: FERREIRA, Sueli Mara S.P. ; TARGINO, Maria das Graças (Org.).
Acessibilidade e visibilidade de revistas científicas eletrônicas. São Paulo: Editora
Senac São Paulo, 2010.

VANTI, Nádia. Mapeamento das instituições federais de ensino superior.
Informação &amp; Informação, Londrina, v.15, n.1, 2010 . p. 55-67 . Disponível em :
&lt;http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/4 704/587 8&gt; .
Acesso em : 23 mar. de 2012 .
VANTI, Nádia. Indicadores web e sua aplicação á produção científica disponibilizada em
revistas eletrônicas. In: FERREIRA, Sueli Mara S.P.; TARGINO, Maria das Graças (Org .).
Acessibilidade e visibilidade de revistas científicas eletrônicas. São Paulo: Editora
Senac São Paulo, 2010.

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                <text>Semeler, Alexandre Ribas; Blank, Veleida Ana; Costa, Márcia Maria de Miranda. M. da; Biers, Anderson; Silva, Diego Fernandes</text>
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                <text>A webometria permite a análise métrica e visual do website, facilita a compreensão de seu funcionamento, conteúdo e estrutura. Nesse contexto, a questão de pesquisa deste estudo busca identificar as tecnologias, as técnicas e as metodologias necessárias para o projeto, a elaboração e a gestão de websites para bibliotecas universitárias? O objetivo geral é aplicar a webometria como método orientador à prática do desenvolvimento web.</text>
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                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

A PRÁTICA DE VOLUNTARIADO CORPORATIVO EM UMA
UNIDADE DE INFORMAÇÃO
Mírian C. R. Scalabrini 1,Stela C. M. Carvalho 2
'Bibliotecária, Fundação Dom Cabral, Nova Lima , Minas Gerais
2Supervisora/Bibliotecária , Fundação Dom Cabral , Nova Lima , Minas Gerais

Resumo
Este trabalho é um relato de experiência, sobre a prática de voluntariado
exercida por bibliotecárias de uma Unidade de Informação junto a comunidades
carentes. Três aspectos foram abordados: a implantação de bibliotecas comunitárias
em regiões carentes; a inclusão social dessas comunidades, e um formato
diferenciado em relação à disseminação da informação. Relata a atuação e o
envolvimento do bibliotecário no desenvolvimento de projetos para comunidades
carentes e na disseminação da cultura de voluntariado para os funcionários da
organização. O projeto demonstrou com suas aplicabilidades e seus interesses que
é possível proporcionar a possibilidade de geração de valores e um novo olhar para
integração social das comunidades carentes. Percebe-se que o envolvimento do
bibliotecário em atividades de voluntariado é importante, pois ele executa tarefas em
todas as etapas do projeto. A aplicação de suas habilidades e competências estão
de acordo com a teoria dos principais autores citados na revisão de literatura.

Palavras-Chave:
Voluntariado; Bibliotecas Comunitárias; Profissional da Informação; Práticas
Sociais; Bibliotecário (a).

Abstract
This work is an account of experience, on the practice of voluntary work
carried out by librarians of a unit of information to needy communities.
Three aspects were addressed : deployment of community libraries in needy areas;
the social inclusion of these communities, and a differential form in relation to
dissemination of information . Reports the acting and the librarian's involvement in the
development of projects for poor communities and in the dissemination of the culture
of volunteering for organization employees. The project has demonstrated with their
applicabilities and their interests that cannot provide the possibility for generation of
values and a new look for social integration of poor communities. One can see that
the librarian involvement in volunteer activities is important because it performs tasks
in ali phases of the project. The application of their skills and competencies are in
accordance with the theory of the major cited authors in literature review.

Keywords:
Volunteering ;
Community
Practices; Librarian (The).

Libraries;

2014

Information

Worker;

Social

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

1 Introdução
As organizações estão cada vez mais pressionadas a se conscientizarem da
necessidade de controlar seus recursos, habilidades, explorar suas competências e
direcioná-Ias para um mercado competitivo. A necessidade de inclusão de requisitos
mínimos para essa realidade faz com que as empresas busquem modelos de gestão
que contemplem os recursos tecnológicos como uma de suas estratégias e
procurem fazer uso desses recursos disponíveis de forma inteligente e racional.
Segundo Mendonça (2000), as organizações, no desenvolvimento de suas
ações de marketing, devem observar pelo menos dois objetivos a serem alcançados.
Primeiro vem a melhoria do desempenho organizacional e o segundo a contribuição
com causas sociais. Visualizando esse cenário, observa-se a oportunidade de uma
Unidade de Informação poder adotar práticas sociais que justifiquem as ações
cotidianas interagindo com ações voluntárias.
A responsabilidade social das empresas é uma estratégia implantada que
vem se desenvolvendo e transformando-se em vantagem competitiva , mediante a
aplicação de políticas sociais e ambientais. Seu produto se valoriza, seus
funcionários ficam mais motivados, aumentando o grau de comprometimento com os
programas desenvolvidos pela empresa. Consequentemente, cresce a capacidade
de atração e retenção de recursos humanos e investimentos para a organização
(VILHENA, 2007).
É nesse sentido que, a partir de meados do século XX, a modernidade trouxe
várias discussões sobre a questão da valorização das atividades desenvolvidas pelo
bibliotecário.
Para Matos, Louzada e Maia (1997), a leitura tem sua função definida
conforme a visão de cada indivíduo, considerando o que lhe for mais adequado, seja
para educar, divertir ou informar:
Quem não lê não sabe o que está perdendo, pois a leitura dá um sentido
espiritual à vida , abre horizontes, dá uma visão melhor e mais ampla do
mundo e da sociedade em que vivemos, estimula a imaginação e o sonho, e
cria possibilidades antes impensadas de reivindicar mudanças em nossa
sociedade , corrigindo as injustiças sociais e políticas que nos afligem
(MINDLlN , 2009).

Este foi o conceito motivador que influenciou as bibliotecárias a
desenvolverem projetos de implantação de bibliotecas comunitárias em regiões
carentes. A Biblioteca, com o apoio da Fundação Dom Cabral, desenvolve projetos
de voluntariado para implantação de bibliotecas comunitárias. As bibliotecárias
desempenharam novas atividades, atuando fora das instalações físicas da
organização e desenvolveram atributos interligados aos seus afazeres profissionais.
Considerou-se para essa empreitada a diversidade dos fatores sociais, políticos,
econômicos e culturais que caracterizavam o dia a dia das comunidades carentes
que iriam se beneficiar do projeto.
Segundo Matos, Louzada e Maia apud Cotrim (1997) é indiscutível a
importância da leitura em nossa sociedade. Somente com o desenvolvimento da
escrita e da leitura o ser humano iniciou sua história . O bibliotecário, com sua visão
sistêmica e qualificações, pode contribuir efetivamente para melhorar a
disseminação e utilização da informação. O profissional tem importante papel no
desenvolvimento de projetos do ponto de vista social. Baseando-se em experiências
próprias, constata-se que a qualidade de projetos surge com a participação dos
bibliotecários, o que vem reforçar a transformação no modo como o bibliotecário

2015

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pode destacar-se frente à responsabilidade social dentro das organizações.
O profissional da informação no controle de indicadores que podem garantir
vantagem competitiva à organização elabora as ações de prospecção e antecipação
das necessidades das comunidades a serem beneficiadas. Compila estudo com
itens dos serviços que podem ser prestados pela biblioteca . Desta forma a biblioteca
oferece uma vasta cadeia de valores da informação, com produtos informacionais,
voltados às necessidades específicas de cada comunidade.
Este trabalho demonstra a importância do papel do bibliotecário na condução
de ações voluntárias, voltadas para comunidades carentes. A aplicação dos
conhecimentos, habilidades e atitudes foram fundamentais no processo
desenvolvido.

2 Revisão de Literatura
A Fundação Dom Cabral (FDC) é uma instituição autônoma e sem fins
lucrativos, criada em 1976. A FDC concebe soluções educacionais para o
desenvolvimento empresarial, contribuindo para a modernização das estruturas
corporativas, a melhoria do ambiente de negócios, o crescimento econômico sustentável e o desenvolvimento da sociedade. Trata-se de uma instituição brasileira
com atuação internacional. Seus programas capacitam executivos a interagir de
forma crítica e estratégica dentro das organizações, extrapolando conceitos
tradicionais de formação e aperfeiçoamento profissional.
Dom Cabral tem
O Comitê de Sustentabilidade da Fundação
por objetivo promover a sinergia e integrar as várias ações estratégicas
relacionadas aos diversos programas e projetos de ações nesse campo.
Na tentativa de ser cada vez mais relevante para a sociedade, criou-se um
novo modelo operacional do Comitê de Sustentabilidade da FDC , assim desenhado:
Grupos de Trabalho (GT) Voluntariado - desafio 1 = responsabilidade individual; GT
Inovação Social = desafio 2 - Inovação Social; GT Administração - desafio 3 =
Gestão responsável ; GT Desenvolvimento - desafio 4 = Conhecimento; GT Mercado
- Desafio 5 = Empresas e sociedade; GT Institucional - Desafio 6 = Transparência.
Cada um dos GTs trabalha com projetos estruturantes. O grande projeto estruturante
do GT Voluntariado é: Projeto Movimento para Educação.
A Biblioteca, como espaço de suporte à geração de conhecimento, tem
condições de exercer com agilidade e rapidez determinadas atividades: recuperação
das informações para os usuários, dinamismo no atendimento e processamento da
disseminação da informação. Entretanto, em determinados momentos, percebe-se a
necessidade de extrapolar os limites desse espaço e aplicar práticas responsáveis
aos apelos que a sociedade manifesta. Victor Hugo tem um pensamento que diz:
"Chega uma hora em que não basta protestar: após a filosofia, a ação é
indispensável".
Oliveira e Fraz (2011) apresentaram um trabalho de reflexão sobre os valores
que ao longo do tempo se perderam na sociedade atual. Destacou-se que os valores
educação e respeito se interligam a todos os outros dentro do desafio de propagálos em meio à sociedade .
As atividades do bibliotecário lhe permitem um contato constante com dados,
pesquisas e necessidades reais de vários segmentos de nossa sociedade . A ação
voluntária praticada pelos bibliotecários de uma Unidade de Informação vai além da
questão financeira :

o

trabalho voluntário é uma fonte de força comunitária , superação,
solidariedade e coesão social. Ele pode trazer uma mudança social positiva ,

2016

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promovendo o respeito à diversidade, à igualdade e à participação de todos .
Está entre os ativos mais importantes da sociedade. (KI-MOON , 2009)

De acordo com pesquisa desenvolvida pelo Instituto para o Desenvolvimento
do Investimento Social, voluntariado é:
Voluntário é o cidadão que, motivado pelos valores de participação e
solidariedade, doa seu tempo, trabalho e talento, de maneira espontânea e
não remunerada, para causas de interesse social e comunitário
(VOLUNTARIADO ... , 2006) .

Segundo pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas em 2003,
42 milhões de brasileiros praticam algum tipo de ação solidária ou trabalho
voluntário, o que representa 23% da população (INSTITUTO VOLUNTÁRIO BRASIL,
2012).
Os resultados da 12a Pesquisa Nacional sobre Responsabilidade Social e
Práticas Sustentáveis nas Empresas, em estudo realizado pela Associação de
Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) , apresentaram, entre seus
principais tópicos:
a) 56% das empresas pesquisadas não têm definido um Programa Interno de
Voluntariado, junto ao seu corpo funcional ;
b) 86% das empresas desenvolveram programas sociais voltados para a
comunidade ;
c) 31 % das empresas alegaram ter outros projetos sociais a serem
desenvolvidos além dos atuais;
d) O investimento social das empresas está alocado em 5 (cinco) principais
áreas, pela ordem : Educação; Cultura; Esporte; Meio Ambiente; e
Qualidade profissional (ASSOCIAÇÃO DE DIRIGENTES DE VENDAS E
MARKETING DO BRASIL, 2012).
Em pesquisa realizada por Knoploch (2006) da Enfoque Pesquisa de
Marketing, numa amostra de 108 empresas, todas elas entre as 500 Maiores e
Melhores 2004, da revista Exame, constatou-se que 52% das empresas estão cada
vez mais permitindo que seus funcionários de dediquem a causas sociais durante o
expediente e 67% incentivam esta prática fora do horário de trabalho.
É nesse ambiente de práticas e ações voluntárias empresariais, com o apoio
formal e organizado da FDC a seus funcionários , que suas bibliotecárias, assim
como vários outros funcionários, também desenvolvem trabalhos vinculados a
instituições religiosas ou comunitárias.

3 Materiais e Métodos
O objetivo desse relato de experiência é expor a metodologia da prática do
trabalho de voluntariado corporativo do profissional especializado em
Biblioteconomia, fazendo uso de seus conhecimentos, habilidades e atitudes.
O trabalho inicial da equipe de bibliotecárias foi conhecer as comunidades
carentes da região metropolitana de Belo Horizonte no período de julho a outubro de
2006. Foi selecionado o bairro Jardim Canadá, no município de Nova Lima, Minas
Gerais como a primeira comunidade a receber a implantação da biblioteca comunitária .
Numa parceria da Fundação Dom Cabral com a Associação dos Condomínios
Horizontais (ACH) e a Prefeitura Municipal de Nova Lima (PMNL), a amostra foi

2017

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estimada considerando-se a população do bairro, ou seja 5 (cinco) mil habitantes.
A instalação física da biblioteca foi providenciada pela ACH ; o mobiliário e
equipamentos foram cedidos pela PMNL. A FDC contribuiu com os livros para o
acervo, outros equipamentos e disponibiliza, até a presente data, mão de obra
especializada que trabalha no local. As bibliotecárias dedicaram-se ao projeto durante
o horário de trabalho, dentro e fora das instalações físicas da FDC . Diversas
dificuldades foram encontradas desde o planejamento até a execução do projeto, como
questões financeiras , políticas, divulgação do projeto na comunidade e necessidade de
policiamento reforçado nas proximidades da biblioteca . A divulgação foi realizada
mediante a distribuição de panfletos informativos na região, palestras nas escolas, na
Associação de Moradores do Bairro, na PMNL e no comércio local, com destaque para
o apoio da Associação Industrial e Comercial do Jardim Canadá (AICJC) . A biblioteca
recebeu o nome de Centro de Leitura e Informação e foi inaugurada em 02 de
dezembro de 2006. Analisou-se os resultados de um ano de criação do serviço
(ANEXO A) e constatou-se os bons resultados alcançados com o projeto.
Em decorrência da satisfação da equipe com a repercussão do projeto,
tornou-se oportuna a implantação de um segundo projeto semelhante na zona rural
do distrito de Capão Grosso, município de Jaboticatubas, Minas Gerais.
Em nova parceria com a Prefeitura Municipal de Jaboticatubas, juntamente
com a Escola Municipal Dom Orione, em Capão Grosso, implantou-se a biblioteca
comunitária, para uma população estimada em 2 (duas) mil pessoas. A implantação
dessa biblioteca foi semelhante à do Jardim Canadá. Foi interessante observar a
participação de outros funcionários da organização, que desenvolveram mais
atividades na comunidade e em consequência outro projeto foi gerado e implantado:
criação do Tele Centro Max Miranda, com computadores doados exclusivamente
pela Fundação Dom Cabral.
Em ambos os projetos, a Biblioteca mobilizou-se para ações de voluntariado
corporativo que estivessem identificadas com as necessidades dessas
comunidades, captando recursos não apenas financeiros e humanos, mas que não
fosse algo meramente filantrópico .
Não era intenção que o projeto tivesse conotações de caridade, entregando
livros doados à comunidade sem que houvesse organizado uma estrutura para
manutenção desse material. Eram necessários recursos para que o material doado
promovesse uma real mudança nessa comunidade, agregando valores que viessem
a transformar a filantropia em sustentabilidade. Fez-se um estudo com o apoio das
diretoras e professoras escolares das escolas municipais e estaduais locais, para
uma melhor compreensão da verdadeira necessidade da comunidade para a
produção, organização e disseminação da informação. Nesta fase registra-se a
importância de observar o público que acessaria essas informações, isto é o usuário.
O trabalho foi desenvolvido na prática, após a aprovação do projeto pelas
instituições envolvidas, FDC, Associações, Escolas Municipais e Estaduais e
Prefeituras locais, com a ida diária das bibliotecárias aos espaços físicos, das
bibliotecas implantadas. Um programa de treinamento básico foi aplicado aos
funcionários contratados, sendo estes selecionados dentro das próprias
comunidades. O apoio e condições para contratação de um bibliotecário foram
definidos entre as partes envolvidas. Destaca-se a importância das campanhas que
as bibliotecárias desenvolveram dentro da organização e na conscientização de toda
a sociedade sobre a necessidade de doação de livros, móveis e equipamentos para
a viabilidade dos projetos citados.

2018

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4 Resultados Parciais
Pretendeu-se com a instalação das bibliotecas comunitárias que as
comunidades até então totalmente carente de recursos informacionais, pudessem ter
a seu alcance um local no qual estivesse à sua disposição a
informação/conhecimento nos mais variados formatos.
Pode-se constatar o crescimento dos resultados das comunidades
beneficiadas pelos projetos conforme o Quadro I.
Quadro 1: Dados Comparativos de 2007 a 2011
DATA

EMPRESTIMOS DE
LIVROS
JARDIM
CAPA0
CANADÁ
GROSSO

2007
2008
2009
2010
2011

10.962
10.875
11 .629
3.946
13.244

1.365
1.445

USUARIOS

CONSULTAS

JARDIM
CANADÁ

CAPA0
GROSSO

JARDIM
CANADÁ

CAPA0
GROSSO

9.182
9.964
10.706
5.882
12.497

-

1.116
1.217
1.356
904
1.302

-

1.116
1.168

832
867

- B. Jardim Canada , Nova Lima , MG e ArquIvo
Fonte: ArquIvo do Centro de Leitura e Informaçao,
da Biblioteca de Capão Grosso na Escola Municipal Dom Orione , Capão Grosso,
Jaboticatubas, MG.

Analisando os dados obtidos, ressalta-se uma queda no ano de 2010, nos
resultados apresentados pelo Centro de Leitura e Informação do Bairro Jardim
Canadá, Este fato é justificável, mediante obras realizadas ao longo do ano, para
recuperação do telhado do espaço físico , bem como manutenção em todas as
estantes. Nesta oportunidade, houve uma alteração em todo o layout da biblioteca .
O atendimento não foi totalmente suspenso, mas continuou sendo realizado em
condições bem complexas. O usuário que necessitou de consulta , empréstimo foi
recebido e obteve apoio e atendimento de acordo com a disponibilidade do
momento.

5 Considerações Finais
A gratificação de estar desenvolvendo um projeto de serviço voluntário
proporcionou não apenas o fortalecimento da autoestima, mas também atitude de
ajuda ao outro, além do crescimento pessoal. A conscientização sobre a importância
do envolvimento em atividades voluntárias, desperta as potencialidades, aumenta o
circulo de amizades e proporciona oportunidade de descoberta de novas
habilidades.
A atuação das bibliotecárias como voluntárias foi percebida como uma grande
oportunidade de aprendizagem . Contribui para compreender melhor a comunidade
na qual estamos inseridas e o sentido de trabalho em equipe, assim como o valor do
trabalho para nossas vidas. A experiência trouxe a oportunidade de entendimento e
ampliação para a melhoria da qualidade e humanização do trabalho tanto social
como o da própria organização .
Foi surpreendente constatar, que apesar dos recursos precários, o fator
humano foi decisivo para a obtenção dos resultados alcançados.
Observou-se, nas comunidades na qual aconteceram as implantações das
bibliotecas, um princípio de mudança cultural , sobretudo na questão social, quando

2019

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notou-se a substituição de uma cultura paternalista e assistencialista por uma cultura
cívica com mais respeito e difusão de seus direitos.
Garantiu-se, com a prática e o treinamento, que vários membros da
comunidade envolvidos tivessem condições básicas de darem continuidade as
ações sociais, se responsabilizando não só pelas questões da sustentabilidade das
mudanças implantadas, mas deixando de serem apenas receptores de benefícios.
Buscou-se evitar a dependência da presença diária de voluntários, considerando
que estes não tinham a intenção de resolver os problemas sociais, mas provocar
uma troca de experiência , de culturas sociais e incentivar no local o desenvolvimento
de suas capacidades criativas.
As bibliotecárias mostraram que, ao transferirem conhecimentos e
metodologias empresariais na área social para a capacitação das pessoas,
tiveram um papel fundamental para o sucesso e manutenção dessas ações.
Comprovou-se ainda que o bibliotecário, na execução de suas atividades
diárias, consegue administrar esta diversidade de funções sem prejuízo para
nenhuma das partes, servindo de incentivo e motivação aos outros funcionários no
engajamento em projetos de causas sociais. Não é fácil , exige-se muito
comprometimento. Ainda temos muito a melhorar, atuar sempre, continuar
aprendendo, promover modificações. Acreditamos que nunca terá fim, pois ainda há
muito a fazer. É o bibliotecário se transformando em agente disseminador da
cidadania ativa, na busca de resultados educacionais com qualidade para a
verdadeira transformação social.

6 Referências
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pesquisa nacional sobre responsabilidade social e práticas sustentáveis nas
empresas. São Paulo, jan. 2012 .Disponível em : &lt;http://www.advbfbm .org .br/textos/
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unirio.br/cch/eb/enebd/Comunicacao_Oral/eixo 1/distribuiUivros. pdf&gt;. Acesso em : 23
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2020

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

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VILHENA, João Baptista. Responsabilidade social: vale a pena investir. São Paulo,
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bi68gs&gt;. Acesso em : 21 mar. 2012.
VOLUNTARIADO mobiliza 23% dos cidadãos brasileiros; 65% das empresas dizem
apoiar o voluntariado de seus funcionários. São Paulo, ago . 2006. Disponível em :
&lt;http://www.idis.org .br/acontece/noticias/voluntariado-mobiliza-23-dos-cidadaosbrasileiros-65-das-empresas-dizem-apoiar-o-voluntariado-de-seusfuncionarios/view?seUanguage=es&gt; . Acesso em : 22 mar. 2012 .

2021

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

ANEXO A
QUADRO ESTATíSTICO - 2007

Meses
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
TOTAL

Consulta I
Frequência

Visitas programadas
Empréstimos

Usuários
Turmas

-

-

367
1.893
1.284
1.424
543
942
741
614
623
462
289

62
1.670
1.284
1.424
1.285
1.328
936
732
967
861
413

9.182

10.962

Alunos

-

-

07
12
10

187
250
290

-

-

157
213
85
154
99
71
91
74
33

727

1.116

77

-

29

-

Fonte: Arquivo do Centro de Leitura e Informação, Bairro Jardim Canadá , Nova Lima , MG.

2022

62

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A prática de voluntariado corporativo em uma unidade de informação.</text>
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                <text>Este trabalho é um relato de experiência, sobre a prática de voluntariado exercida por bibliotecárias de uma Unidade de Informação junto a comunidades carentes. Três aspectos foram abordados: a implantação de bibliotecas comunitárias em regiões carentes; a inclusão social dessas comunidades, e um formato diferenciado em relação à disseminação da informação. Relata a atuação e o envolvimento do bibliotecário no desenvolvimento de projetos para comunidades carentes e na disseminação da cultura de voluntariado para os funcionários da organização. O projeto demonstrou com suas aplicabilidades e seus interesses que é possível proporcionar a possibilidade de geração de valores e um novo olhar para integração social das comunidades carentes. Percebe-se que o envolvimento do bibliotecário em atividades de voluntariado é importante, pois ele executa tarefas em todas as etapas do projeto. A aplicação de suas habilidades e competências estão de acordo com a teoria dos principais autores citados na revisão de literatura.</text>
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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

A CONSTRUÇÃO DE MICROTESAURO DE
CINEMA EM AMBIENTE COLABORATIVO WEB: O USO DO ETERMOS COMO SOFTWARE DE GESTÃO TERMINOLÓGICA
Rodrigo Eduardo dos Santos 1, Vera Regina Casari Boccato2 ,
Juliana de Souza Moraes3
1Graduando. Curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Universidade Federal de
São Carlos, UFSCar - São Carlos, SP.
2Professora Adjunta. Departamento de Ciência da Informação, Universidade Federal de São
Carlos - UFSCar, São Carlos, SP.
3Bibliotecária . Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, Universidade de São
Paulo - USP, São Carlos, SP.

Resumo
Esta pesquisa em desenvolvimento tem por objetivo construir um
microtesauro de Cinema, diante das tecnologias de construção de sistemas de
organização do conhecimento em ambiente web , no contexto dos usuários
especializados ou não e pelas perspectivas teórico-metodológicas das áreas de
Organização e Representação do Conhecimento e da Terminologia, vista como
campo interdisciplinar da Ciência da Informação. Dentro dessa proposição, o tesauro
é apresentado e discutido, com ênfase para sua conceituação, finalidades, estrutura ,
princípios, métodos e softwares de construção e aplicações de uso, diante da
literatura científica das áreas de Organização e Representação do Conhecimento
em Ciência da Informação e da Terminologia. A partir dessa perspectiva é proposta
a construção um microtesauro em Cinema a partir da realização de coleta de termos
em fontes de informação especializada e colaborativas com o uso do software ETermos, ambiente colaborativo web de gestão terminológica .

Palavras-Chave:
Linguagem documentária; Microtesauro; Organização e Representação do
Conhecimento; Terminologia; Ambiente colaborativo web de gestão terminológica.

Abstract
The research project aims to contribute in the organization to recovery by
subject in cinematographic information environments on the web for expert users or
not, as well as local and remote. It is presented and discussed inside this issue on
the application of thesaurus, identified as systems of knowledge organization for the
organization and retrieval of specialized information in a web environment, with
emphasis on its concept, objectives, structure, principies, methods and construction
and use applications software, facing scientific and technical literature in the areas of
Organization and Representation of Knowledge in Information Science and
Terminology. From this perspective it is proposed to construct a micro thesaurus on
cinema from the terms of sources of specialized information and collaborative
collection data with the use of terminology management software E-Terms
(Electronics Terms) .

1021

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HIdonild l
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S:

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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Keywords:
Indexing
representation;
management.

language; Microthesaurus; Knowledge of organization and
Terminology; Collaborative environment web
terminology

1 Introdução
Esta pesquisa, no contexto da área de Organização e Representação do
Conhecimento, tem por temática a construção de um microtesauro de Cinema, no
contexto dos usuários especializados ou não para a recuperação em ambientes
informacionais na web .
"A era digital provoca mudanças de perfis referentes aos profissionais que
selecionam, organizam, recuperam e disseminam a informação" (BLATTMANN,
2009, p. 1). Todavia , grande parte dessa informação encontra-se sem a
representação temática adequada que possibilite a sua recuperação e (re)utilização
por parte do usuário que dela necessita.
Um recurso que propicia representar a informação para torná-Ia acessível por
assunto é o uso de linguagens documentárias que segundo Boccato (2011) têm sua
aplicabilidade na indexação, realizada pela representação sintética das ideias dos
autores presentes nos conteúdos documentários por termos que propiciam a
elaboração de estratégias de busca que satisfaçam as necessidades investigativas
dos usuários na recuperação da informação. "Observa-se que além do
conhecimento técnico e profissional tais linguagens têm grande responsabilidade
pela seleção dos pontos de acesso à informação de determinado objeto, uma vez
que têm a função primordial de orientar a seleção desses pontos de acesso
considerando n variáveis" (MORAES, 2010 , p.2). Com isso, identificamos uma dupla
função das linguagens documentárias (listas de cabeçalhos de assunto, tesauros,
ontologias, entre outras), isto é, representar o conhecimento e promover a interação
entre o usuário e a informação.
Uma vez que o interesse de nossa pesquisa recai sobre os tesauros, é
imprescindível sua definição, bem como sobre seu processo de construção . Existem
inúmeras conceituações que, dentre elas, se destacam as de Motta (1987, p.25) e
de Boccato, Ramalho e Fujita (2008, p. 201).
Motta (1987, p. 25) expõe que o tesauro:
[00'] é um Sistema de vocabulário baseado em conceitos , incluindo
termos preferidos (descritores), termos não preferidos (não
descritores) e suas inter-relações, que se aplica a um determinado
ramo do conhecimento e que se destina a controlar a terminologia
utilizada para a indexação/recuperação de documentos.

Para Boccato, Ramalho e Fujita (2008, p. 201) os tesauros são :
[00'] linguagens de estruturas combinatórias e pós-coordenadas,
constituídas de termos - unidades linguísticas provenientes da
linguagem de especialidade e da linguagem natural -, denominados
de descritores, providos de relações sintático-semânticas, referentes
a domínios científicos especializados, possibilitando a representação
temática do conteúdo de um documento, bem como a recuperação
da informação.

1022

�li ......"

a

HIdonild l

S:

~lltã&lt;l",

=

~WIo4_

_.1 . . . _. . .

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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Como visto, a base de um tesauro são os termos, representativos de
determinados conceitos, e suas relações sintático-semânticas. A garantia literária e
a de uso são identificadas como princípios norteadores para a sua construção .
Associada a elas, a garantia cultural é assegurada quando se reconhece que as
classificações e as relações semânticas são o reflexo do contexto cultural, ou seja, o
tesauro é o produto de uma realidade específica podendo ser um meio de
interlocução entre a informação e seus integrantes.
Nesta pesquisa os termos são específicos da área de Cinema , isto é, sobre a
qual o tesauro abrange. Pode-se definir um termo como um símbolo (ou conjunto de
símbolos ou sinais) com que se expressa um conceito , é portador de informação
(CURRÁS , 1995). Nas ciências eles podem ter formatos diferentes dependendo da
área em que se situam como um código, uma fórmula , ou outro símbolo qualquer.
A Terminologia , ciência que dialoga com a Ciência da Informação e estuda os
termos técnicos, colabora na construção de tesauros, a partir de teorias e
metodologias expressas em suas diversas correntes teóricas. A Teoria Geral da
Terminologia, mais conhecida como TGT, propõe, no seu cerne, que determinado
termo é capaz de expressar apenas um conceito dentro de uma determinada área,
como enfatizado por Oliveira (2009, p. 2):
Em outras palavras, a ideia de monovalência prevê que um determinado
termo possua somente um significado em uma determinada área do
conhecimento em um discurso específico. Dessa forma , a TGT, também
conhecida como terminologia de orientação prescritiva ou normalizadora,
apresenta concepções muito produtivas em relação ao valor terminológico
de um determinado item lexical.

Embora a TGT tenha contribuído muita para a Terminologia, tal
posicionamento fez com que ela sofresse questionamentos, dentre eles os
proferidos por Cabré (1993), dando origem ao surgimento da Teoria Comunicativa
da Terminologia (TCT). A TCT enquanto teoria preconiza que um determinado termo
pode assumir várias significações dentro de um mesmo contexto.
Podemos dizer que a TCT tem como pilar base de sua teoria a valorização
"dos aspectos comunicativos das linguagens especializadas, compreendendo que os
termos fazem parte da língua natural e que uma determinada unidade lexical pode
assumir caráter terminológico em situações e conceitos particulares" (CABRÉ ,
2005).
Ao compararmos o TGT com a TCT fica evidente que o pilar de sustentação
da primeira fica profundamente abalado pelo cerne da segunda, onde ela prega que
os termos não possuem conceitos fixos , aproximando-os da linguagem natural
atribuindo-lhes características que TGT não permite, sendo a principal delas a
polissemia .
Com relação à formação dos tesauros podemos dizer que eles "são formados
por uma base léxica (descritores e não descritores) estruturada em relações
hierárquicas (termos genéricos e específicos), não hierárquicas (associativos termos relacionados) e de equivalência (não descritores - sinônimos ou quase
sinônimos)". (BOCCATO, 2008 , p. 273).
Quantos as relações hierárquicas elas apresentam-se de duas formas : 1)
genéricas que indicam a relação gênero/espécie; e 2) partitivas representando as
relações todo/parte, ou seja , "o conceito da parte depende do conceito do todo e não
pode ser definido previamente à definição do conceito do todo" . (CINTRA et aI. ,
2002 , p. 45) .

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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As relações de equivalência podem ser caracterizadas como a "relação entre
o termo preferido (descritor) e o não preferido (não descritor) onde dois ou mais
termos são considerados, para fins de indexação, como referentes ao mesmo
conceito,, 1. Ou seja , os termos não descritores são considerados como sinônimos ao
termo descritor componente do repertório terminológico do tesauro.
Sobre as relações não hierárquicas ou associativas elas ocorrem quando as
famílias ou grupos de termos encontram-se em campos semânticos distintos, porém
com significações próximas, podendo pertencer à mesma categoria ou não.
Todavia , no processo de construção de um tesauro, antes de realizarem-se
os relacionamentos sintático-semânticos entre os termos é necessário a formação
do repertório terminológico a partir de uma base léxica representativa da área do
conhecimento em foco .
A área de Cinema , interesse de nossa pesquisa, é um universo do
conhecimento científico que retrata ''[00 '] a técnica e a arte de fixar e de reproduzir
imagens que suscitam impressão de movimento" (WIKIPÉDIA, 2012).
Ao longo dos poucos mais de cem anos de existência essa área gerou uma
vasta gama de termos que muitas vezes aos ouvidos mais desatentos pode levar a
interpretações equivocadas quanto ao seu real significado. Nas últimas décadas
esse processo ganhou ainda mais velocidade com o advento principalmente da
internet, que fez com que as pessoas se comunicassem e trocassem informações a
grandes distâncias.
O rompimento da barreira física quanto à dinamização das informações
possibilitou ao Cinema em suas diversas facetas ampliar ainda mais o surgimento de
termos na área. Entendemos, pois, o quão importante são as linguagens
documentárias especializadas no âmbito da recuperação da informação e como elas
devem estar atualizadas.
Nesse sentido , o nosso problema de pesquisa versa sobre a necessidade de
construção de microtesauro na área de Cinema, a partir da coleta de vocabulário
advindo de fontes de informação científicas e colaborativas, no contexto dos
usuários especializados ou não para a recuperação e uso da informação
cinematográfica em ambiente web.
O tesauro figura como uma escolha adequada em relação as demais
linguagens documentárias existentes (lista de cabeçalho de assunto, ontologia , entre
outras) , pois sua estrutura pós-coordenada baseia-se na categorização de termos
representativos de conceitos e seus relacionamentos. Assim , "no processo de
recuperação , o potencial informativo deve ser avaliado não só pela quantidade, mas,
sobretudo pela qualidade e possibilidades de acesso à informação, pois, a rapidez
com que se pode obter a informação, depende do uso de instrumentos adequados à
realidade da clientela". (JESUS , 2002, p. 4) .
Diante do exposto, o objetivo desta pesquisa é construir um microtesauro de
Cinema, diante das tecnologias de construção de sistemas de organização do
conhecimento em ambiente web, no contexto dos usuários especializados ou não e
pelas perspectivas teórico-metodológicas das áreas de Organização e
Representação do Conhecimento e da Terminologia, vista como campo
interdisciplinar da Ciência da Informação.

1

AUSTIN ; DALE, 1993 apud BOCCATO, 2005, p. 60.

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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2 O uso do e-Termos como software de gestão terminológica na
construção de tesauros em ambiente web
O processo de construção de linguagens documentá rias requer a elaboração
de um planejamento, bem como a participação de uma equipe multidisciplinar com
bibliotecários (gestores, indexadores e de referência) , especialistas de áreas,
analistas de sistemas, usuários e demais parceiros. A decisão sobre a elaboração
de
um
tesauro
conduz
à
uma
ação
conjunta
entre
instâncias
administrativo/gerenciais, sócio-culturais, tecnológicas, entre outras (BOCCATO,
2009, p. 241-242).
Dessa forma, o primeiro passo para a construção de um tesauro , depois de
definida a área de especialidade, é a elaboração do seu corpus terminológico.
Entendemos por corpus terminológico o
[... ] conjunto de dados linguísticos (pertencentes ao uso oral ou
escrito da língua, ou a ambos), sistematizados segundo
determinados critérios , suficientemente extensos em amplitude e
profundidade, de maneira que sejam representativos da totalidade do
uso linguístico ou de algum de seus âmbitos, dispostos de tal modo
que possam ser processados por computador, com a finalidade de
propiciar resultados vários e úteis para a descrição e análise.
(SANCHEZ; CANTOS, 1996. p. 8-9).

Uma vez definido o conceito de corpus, torna-se necessário montá-lo e, para
tanto, alguns critérios básicos devem ser seguidos para garantir que ele se constitua
numa "matéria-prima" de qualidade na construção do tesauro. A escolha do corpus
deve ser muito criteriosa e ter como foco principal o objetivo da pesquisa .
Dada essa característica, faz-se necessário, nesse instante, a colaboração de
terceiros, ou seja, de especialistas da área de pesquisa que possam nos indicar,
também, possíveis fontes para a montagem do corpus, visto que muitas vezes o
produtor do tesauro não é um especialista da área .
O material de que é composto o corpus deve ser preferencialmente escrito em
linguagem natural (autencidade) por falantes nativos (autêntico) e escolhido, como já
mencionado, seguindo critérios que garantam a sua representatividade . Segundo
Moraes (2010) a representatividade está associada à questão do tamanho do corpus
e de sua extensão; supõe-se que quanto maior o corpus, maiores são as chances de
abranger as possibilidades existentes da área estudada .
Quanto a sua seleção alguns critérios devem ser obedecidos de acordo com o
tipo de pesquisa , podendo ser, por exemplo, um corpus de amostragem que é
formada por textos ou por várias unidades textuais de forma a contemplar uma
amostra da totalidade da área pesquisada .
Um ponto muito discutido, atualmente, refere-se ao tamanho que o corpus
deve ter para que possa ser representativo o bastante na construção de produtos
terminológicos. No caso específico do tesauro, Sardinha (2004, p.24-25) nos fornece
uma visão em que:
A extensão do corpus comporta três dimensões. A primeira é o
número de palavras, uma medida da representatividade do corpus no

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sentido de que quanto maior o número de palavras maior será a
chance de corpus conter palavras de baixa frequência, que formam a
maioria das palavras de uma língua. A segunda é o número de
textos, que se aplica a corpora de textos específicos. Um número de
textos maior garante que esse gênero, registro ou tipo textual esteja
mais adequadamente representado. A terceira é o número de
gêneros, registros ou tipos textuais. Essa dimensão se aplica a
corpora variados, criados para representar uma língua como um
todo. Aqui, um número maior de textos de vários tipos permite uma
maior abrangência do espectro genérico da língua.
Apreendemos, então, que a escolha da extensão do corpus está diretamente
ligada a sua representatividade e qualidade, no entanto existe um debate a respeito
sobre a existência (ou não) de um tamanho de corpus ideal. Sardinha 2 "menciona
patamares que caracterizariam um corpus pequeno (20 a 200 mil palavras) e um
grande (100 milhões ou mais); o mesmo autor 3 "fala de um milhão de palavras como
a taxa usual sugerindo o patamar mínimo". Mediante alguns estudos sobre a
linguística de corpus foi elaborado um quadro com a classificação dos corpus
mediante seu tamanho.
Estabelecido o tamanho do corpus e realizada a sua coleta , iniCiamos a
segunda etapa e a mais trabalhosa da construção dos tesauros que é a preparação
dos textos coletados para fins de extração dos termos. Todavia, o que a primeira
vista pode parecer uma tarefa simples, ela envolve uma série de procedimentos e
profissionais de áreas distintas, constituindo-se num trabalho minucioso e demorado.
Como estamos trabalhando com um corpus em que grande parte dele foi
compilado da internet, torna-se necessário a conversão de arquivos para o formato
'.txt' e depois a limpeza dos mesmos 4 .Um bom exemplo é o bloco de notas (da
Microsoft) e o Emacs ou Kate (do KDE/Linux), ou mesmo editores de texto on-line
disponíveis na web, como o existente no corpógrafo".5
Com os textos limpos começa-se o processo de extração dos termos do
corpus para a formação do tesauro, etapa que exige o transporte dos textos
compilados e limpos para outro software realizar esse trabalho. Esses softwares são
conhecidos como extratores que, segundo Oliveira (2009), podem ser de três tipos:
estatísticos, linguísticos ou híbridos.
Os sistemas estatísticos de extração utilizam-se dos dados de frequências de
ocorrência das unidades lexicais do corpus para elencar os possíveis candidatos a
termos, dentre os extratores dessa linha podemos citar o Pacote NSP (N-gram
Statistics Pack-age), que contém dois programas principais (Count e Estatistic) que
são os responsáveis pelos cálculos estatísticos.
Os sistemas linguísticos selecionam os termos considerando informações
linguísticas tais como análise morfológica, morfossintática, sintática , semântica e

2

ASTON , 1997 apud SARDINHA, 2004 , p.25.

3

LEECH , 1991 apud SARDINHA, 2004, p.26.

Entenda-se como limpeza de texto a preparação do corpus referente a extração de quaisquer
formas de pontuação existente, restando somente a parte textual.

4

5

SARMENTO et alo , 2004 apud OLIVEIRA, 2009, p. 51 .

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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pragmática, sendo exemplos de extratores dessa linha o TERMS, DEFENDER e o
Dexter.
Por último, os sistemas híbridos mesclam aspectos estatísticos e linguísticos
para executarem a extração dos termos, exemplo desse segmento é o ACAB/T,
"onde a ideia básica é combinar o conhecimento linguístico com cálculos
estatísticos". (OLIVEIRA, 2009, p. 64) .
Após isso e numa terceira etapa, é realizada a escolha dos termos
previamente analisados pelos especialistas quanto as suas relações e
representatividade na área para que se possa elaborar o tesauro almejado.
Elencado os termos, será feita a ficha terminológica de cada um.
A ficha terminológica é um elemento muito importante na
organização de repertórios terminológicos e um dos itens
fundamentais para a geração de um tesauro. Pode ser definida como
um
registro
completo
e
organizado
de
informações referentes a um dado termo.
Nela constam informações indispensávies tais como a fonte textual
de coleta de um termo, segmentos de texto onde esse termo ocorre,
seus contextos de uso. A ficha também reúne informações
operacionais ao trabalho, tais como o nome do responsável pela
coleta, dados do registro e revisão. (COLLAÇO, 2008, p. 86) .

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Ficha de Termo do Tesauro

ISIGLA

TERMO
Nú ....@ro da ordem alfabética

2

NÚlOero da ordem sistemática

3AREAo

4 DOMINIO:
5 S UB-DOM. NIO:

6

CONCEITO

7

ESCOPO

8

RELACIOMENTO HIERARQUICO
TERMO GERAL

9

TERMO S ES PECíFICO S
RELACIONAMENTO EQUIVAL NCIA OU SINONIMIA

TERMO PREFERIDO

10

TERMO (S) Nilo PREFERIDO (S )
RELACIONAMENTO ASSOCIATIVO

12

Montagem das Remissivas

13

Data do

14

Data última atualiza ão

r i mei ro re i stro

Nome anali sta
Nome analista

FIGURA 1 - Ficha de caracterização de termo do tesauro.
FONTE: MORAES, J . de S. Ficha de termo do tesauro: material didático. [S.n.t.],
2011 .

Vimos sumariamente que a construção de um tesauro não é uma tarefa fácil ,
e que a partir de etapas planejadas e definidas, demanda da utilização de
ferramentas diversas, softwares especializados, e o envolvimento de profissionais de
diversas áreas, dentre eles, o bibliotecário.
Acerca da instância tecnológica e visando a agilização do processo de
construção de tesauros, o software e-Termos, acrônimo de Termos Eletrônicos,
torna-se uma opção viável, pois "[ ... ] seu principal objetivo é viabilizar a criação de
produtos terminológicos, sejam eles para os fins de pesquisa acadêmica ou de
divulgação, por meio da (semi) automatização das etapas do trabalho terminológico"
(E-TERMOS, 2012).
O e- Termos 6 foi desenvolvido mediante projeto acadêmico realizado em
parceria entre a Embrapa Informática Agropecuária (CNPTIA), Universidade de São
6

Disponível em : http://www.etermos.cnptia.embrapa.br/

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padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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Paulo (USP - campus de São Carlos) e Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar). É uma ferramenta baseada nos princlplos teóricos da Teoria
Comunicativa da Terminologia e no CSCW (Computer Supported Colabotative
WorklTrabalho Cooperativo Assistido por Computador), sistema computacional
multiusuário que possibilita à ''[. .. ] todos os profissionais trabalhem de forma
simultânea no projeto ou atividade em que estão envolvidos [ .. .]" (JAMIL, 2001, p.
326), isto é, na resolução de problemas, na realização de comunicações, no
desenvolvimento de tarefas, entre outras. A aplicação do CSCW no e-Termos
permite agregar todas as etapas apresentadas anteriormente num único ''[. .. ]
ambiente computacional colaborativo web de acesso livre e gratuito dedicado à
gestão terminológica" (E-TERMOS, 2012) .
O e-Termos está configurado em duas partes:
a) O Portal do e-Termos: de acesso gratuito e livre, voltado para o público em
geral que deseja conhecer o e- Termos . Nesse ambiente pode-se obter
informações gerais do sistema, seus objetivos e funcionalidades , bem como
usufruir de serviços como "Fale conosco", "Formulário de cadastro", "Serviço
de autenticação ao usuário cadastrado para acesso ao e-Termos", entre
outros elementos que compõem o Sistema. A figura 2 nos mostra a página
principal do Portal do e- Termos :

;: rrinópal

o e-Termos, aaonimo de TermO!; Eletrônico&gt;, é um ambiente computadi~~a31:I~~:;~
de aco»o livre e gratuito dedicado á gcot:!o tcom inol~ ica . 5eu principal
maçao de produtos teomlnolO&lt;jlcos, selam eles para os fins de pe&lt;qulsa
dlvulqaçao, !&gt;OI melo da (seml)automaUzaC30 das etapas do trabalho t...mlnoIO&lt;jlro.

:: o Projeto e-Termos
:: Objetivos
:: Bapa, d. T",balho
:: Fundonaidades
.: Usu3rios
:: Acesso aos Produtos
:: Equipe
:: Fale Conosco

Apoiado nos pressupostos teóricos de uma teoria desaltlva de base IInqGfstlca, o e- rermos

Implem""ta 6 etapas d. trabalho que representam as fases d. alaçao dos produtos
t.omlnoIO&lt;jlcos. Cada etapa de trabalho abrlqa tarefas espedftcas • Inerentes ao processo de
conf2{çao desses produtos, sendo atrelados a eles dlf...entes ferram""tas de analise lInqulstlca,
que t... ao a runc;ao de dar suporte as tarefas de Processamento d.lInqua Natural (PlN)
envolvidas neste processo.

:: cadastre-se!

o e-Termos foi d.senvolvldo para at.nder as necessidades dos dlf....ntes perfis d. usuá ~os
, .."tantes neste processo, de maneira Que o tI""o de dados entre as etapas de trabalho sela
qaranUdo e aconteça de fooma transparente.

Acesso Livre

e-mai:

c::::==::::J
I

Senho: 1

r.--';=-=- - ---!JI
I:--:'''E=- - - ,II

Para rome&lt;;ar a utilizar o e-Termos, ef.tue seu cadastro no Unk cadastre-se.

~
EsQueci minha senha'

FIGURA 2 - Página principal do portal e-Termos.
FONTE: E-TERMOS: ambiente colaborativo web de gestão terminológica, 2012.

b) O Sistema e-Termos: acesso gratuito e regulamentado, isto é, mediante a
realização do cadastrado de usuários no Portal e-Termos (parte 1). Com isso,
o usuário terá a possibilidade de usufruir de um ambiente que integra ''[. .. ]
ferramentas linguísticas e colaborativas interligadas a uma estrutura modular
dedicada às tarefas e pesquisas terminológicas" (OLIVEIRA, 2009 , p. 8) . O

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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Sistema e-Termos é composto por seis módulos. São eles: (E-TERMOS ,
2012, OLIVEIRA; ALMEIDA, 2012, p. 160-161)
Módulo 1 - Compilação Automática de Corpus: este módulo é responsável
pela compilação automática do corpus. É responsável pelo estabelecimento
das relações de confiança e compartilhamento de corpus. Corresponde a
primeira esta do trabalho terminológico,
Módulo 2 - Compilação e Suporte para Análise de Corpus: módulo
responsável pela compilação e análise quantitativa e qualitativa do corpus.
Oferece um conjunto variado de ferramentas linguísticas que auxiliam o
terminólogo a avaliar a qualidade do corpus. Também serve para a
compilação de corpus feita pelo próprio usuário (sem passar pelo Módulo 1),
através das ferramentas de inclusão e junção dos textos. Corresponde à
segunda etapa do trabalho terminológico,
Módulo 3 - Extração Automática de Candidatos a Termos: é o módulo
responsável pela extração de candidatos a termos a partir do corpus
compilados nos Módulos 1 e/ou 2. Embora tenha a capacidade para a
expansão no nível da análise linguística, atualmente, o e- Termos disponibiliza
o método estatístico de extração automática de termos. Corresponde à
terceira etapa do trabalho terminológico,
Módulo 4 - Edição do Mapa Conceitual e Categorização de Termos: este
Módulo abriga as ferramentas de criação, edição e visualização da ontologia
da área de especialidade, além dos recursos computacionais para a
caracterização dos termos na ontologia e avaliação pelos usuários
especialistas dos termos candidatos na estrutura ontológica . Também abriga
as funcionalidades de controle e manutenção das Relações Conceituais
específicas de cada projeto . Corresponde à quarta etapa do trabalho
terminológico,
Módulo 5 - Criação e Gerenciamento de uma Base de Dados Terminológica :
este módulo é responsável pela criação e preenchimento da Ficha
Terminológica e da elaboração da Base Definicional que serve de suporte
para a redação das definições terminológicas. Neste contexto, o Módulo 5
abriga um conjunto de ferramentas cuja finalidade é a gerência de uma base
de dados que representa os produtos terminológicos que estarão disponíveis.
Corresponde à quinta etapa do trabalho terminológico,
Módulo 6 - Edição de Verbetes e Intercâmbio dos Produtos Terminológicos:
Módulo responsável pela edição dos verbetes e pela difusão, intercâmbio e
consulta dos produtos terminológicos finalizados e disponíveis no e-Termos.
Para tal, agrupa um conjunto de ferramentas de exportação de dados
terminológicos para os fins de disseminação, bem como interfaces para
edição e consulta dos verbetes armazenados na base terminológica .
A figura 3 demonstra os recursos disponíveis no Módulo 5 - Gerenciamento
de uma Base de Dados Terminológica, a partir de cadastro de usuário realizado
previamente .

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padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

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FIGURA 3 - Módulo 5 - Gerenciamento de uma base de dados terminológica do

e-Termos
FONTE: E-TERMOS: ambiente colaborativo web de gestão terminológica, 2012.

Todavia, ressaltamos que o e-Termos, se destina, a priori, para a construção
de repertórios terminológicos (dicionários, glossários, etc.) e não propriamente para
um tesauro. Dessa forma, será empregado outro software para a elaboração final do
microtesauro.

3 Materiais e Métodos
A pesquisa versa sobre a construção de um microtesauro de Cinema
envolvendo o uso de dois softwares: 1) e- Termos: software colaborativo de gestão
terminológica em ambiente web para a realização da coleta automática de termos; 2)
software de construção de tesauros: utilizado para a montagem final da linguagem, a
ser escolhido, posteriormente, diante dos referencias teóricos e metodológicos em
Ciência da Informação. Para tanto, serão realizadas as seguintes etapas
metodológicas de construção:
a) Composição do corpus: elaboração a partir da extração automática dos
termos, compreendendo:
Seleção de gêneros textuais (artigos, Trabalhos de Conclusão de
Curso (TCC's), teses e dissertações, livros eletrônicos, textos de
blogues, outras linguagens documentá rias existentes no assunto) que
já estejam disponíveis em ambiente on-line,
Definição do volume de textos e da ponderação entre os gêneros
textuais (quantos de cada tipo .. .),
Conversão dos textos digitais em formato' .txt'.
b) Inserção dos textos do corpus no e- Termos;

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

c) Levantamento e análise dos termos candidatos por meio das funcionalidades
do e- Termos;
d) Etapas do e- Termos:
Compilação automática do corpus,
Compilação e Suporte para análise de corpus,
Extração automática de candidatos a termos,
Edição de mapa conceitual e categorização de termos,
Criação e gerenciamento da base de dados terminológica,
Edição dos verbetes e intercâmbio do produto terminológico.
e) Validação :
Validação dos termos por especialistas: tal etapa visa a estabelecer a
garantia de uso, que remete a percepção de que o "repertório
terminológico da linguagem documentária represente de maneira mais
real e precisa possível a forma como determinada comunidade busca a
informação desejada" (MORAES, 2010),
Escolha dos juízes: devem pertencer a área abordada pelo
microtesauro,
Elaboração de material a ser encaminhado aos juízes para validação.
f) Definição dos critérios para a escolha dos termos definitivos;
g) Escolha de um software para a elaboração final do microtesauro em Cinema;
h) Exportação do repertório terminológico do e-Termos para o software de
construção de tesauros;
i) Identificação das relações;
j) Montagem e apresentação do microtesauro de Cinema .

4 Resultados Parciais
Uma vez que a pesquisa encontra-se em desenvolvimento, os resultados
parciais versam sobre as contribuições teórico-metodológicas provenientes da
literatura científica em Ciência da Informação e sua interdisciplinaridade com a área
de Terminologia .
Os princípios das garantias literária , de uso e cultural são diretivos para a
coleta de termos e para a sistematização dos conceitos, visando a elaboração das
relações sintático-semânicas entre os termos.
No campo da Terminologia, a Teoria Comunicativa da Terminologia delineia a
construção de um tesauro flexível em sua significação e estruturação hierárquica . A
Linguística de Corpus, também é colaborativa nesse, ocupando-se, dentre outras
funções, "da coleta e da exploração de corpora, ou conjuntos de dados linguísticos
textuais coletados criteriosamente, com o propósito de servirem para a pesquisa de
uma língua ou variedade linguística. Como tal dedica-se a exploração da linguagem
por meio de evidências empíricas, extraídas por computador" (SARDINHA, 2004, p.
18).
Sobre o e-Termos, os termos obtidos por meio do uso do software serão
validados, ou não, por três juízes (especialistas da área de cinema), com quatro
possíveis formas de análise ou na combinação de todas ou parte delas:
a) Os termos elencados que constarão do tesauro deverão constar na literatura
consultada e ter a aprovação de ao menos um dos três juízes;

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

b) Os termos elencados que constarão do tesauro podem ser somente obtidos
através da literatura mesmo não sendo validados por nenhum dos juízes,
partindo-se da premissa de que se ele existe na literatura, logo deve constar
do tesauro;
c) Os termos elencados que constarão do microtesauro deverão constar da
linguagem de busca do usuário e ter a aprovação de ao menos um dos três
juízes;
d) Os termos elencados que constarão do tesauro podem ser somente obtidos
através do uso, no momento da recuperação da informação, mesmo não
sendo validados por nenhum dos juízes, partindo-se da premissa de que se o
usuário utiliza determinado termo, ele faz parte do seu repertório de busca por
assunto, representando sua cultura terminológica e, dessa maneira, deve
constar do tesauro.

5 Considerações Parciais
A internet tem se consolidado, cada vez mais, como o maior repositório de
informação já disponível para inúmeros usuários, localizados em diferentes partes
do mundo, falantes de distintas línguas e representativos de diversas culturas.
Nesse contexto, o profissional bibliotecário tem a responsabilidade de
organizar essa informação a fim de que ela possa ser acessível e recuperada com
precisão. Para isso, tais profissionais devem possuir instrumentos adequados que
possibilitem a representação temática condizente com a necessidade informacional
de sua comunidade usuária. Nessa perspectiva, vimos os tesauros como um sistema
de organização do conhecimento possível e compatível com tal realidade
informacional em ambiente web.

6 Referências
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ambiente web . In : SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
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Trabalho completo

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Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Santos, Rodrigo Eduardo dos; Boccato, Vera Regina Casari; Moraes, Juliana de Souza</text>
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                <text>Esta pesquisa em desenvolvimento tem por objetivo construir um microtesauro de Cinema, diante das tecnologias de construção de sistemas de organização do conhecimento em ambiente web, no contexto dos usuários especializados ou não e pelas perspectivas teórico-metodológicas das áreas de Organização e Representação do Conhecimento e da Terminologia, vista como campo interdisciplinar da Ciência da Informação. Dentro dessa proposição, o tesauro é apresentado e discutido, com ênfase para sua conceituação, finalidades, estrutura, princípios, métodos e softwares de construção e aplicações de uso, diante da literatura científica das áreas de Organização e Representação do Conhecimento em Ciência da Informação e da Terminologia. A partir dessa perspectiva é proposta a construção um microtesauro em Cinema a partir da realização de coleta de termos em fontes de informação especializada e colaborativas com o uso do software E- Termos, ambiente colaborativo web de gestão terminológica.</text>
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                    <text>Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

SERViÇO DE REFERÊNCIA NA BIBLIOTECA DE OBRAS RARAS DA
ESCOLA DE MINAS - UFOP: A EXPERIÊNCIA DA VISITA
MONITORADA DOS CURSOS DE EDUCAÇÃO FíSICA
Renata Ferreira dos Santos 1, Maria Cristina Rosa 2,
Bibliotecária , Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, Minas Gerais
Doutora em Educação, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, Minas Gerais
1

2

Resumo
Este trabalho relata a experiência da Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas
da Universidade Federal de Ouro Preto na prestação do serviço de referência de
visita monitorada às turmas da disciplina História e Educação Física , ofertada nos
cursos de graduação em Educação Física da UFOP. Esta prática visa estimular os
estudantes a conhecer e a identificar fontes de informação relevantes sobre
mudanças e permanências nos estudos de higiene, anatomia humana, práticas
esportivas, entre outros, através do acervo desta Biblioteca, ao mesmo tempo em
que contribui para divulgá-lo perante a comunidade acadêmica .

Palavras-Chave:
Serviço de Referência ; Biblioteca Universitária; Livros Raros; Educação Física Ensino.

Abstract
This paper describes the Rare Books School of Mines Library of the Federal
University of Ouro Preto experience in the reference service of visit groups of the
disciplines History and Physical Education, offered by the graduation courses of
Physical Education at this institution. It instructs the students how to identify
information on the changes and continuity of the researches in hygiene, human
anatomy and sports, using the library collection as a resource, and at the same time
making it public into the academic community.

Keywords:
Reference Service ; University Library; Rare Books; Physical Education - Learning.

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�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

1 Introdução
Uma biblioteca é um universo de possibilidades. Na verdade uma biblioteca
não é única, mas multifacetada, porque se desdobra em si mesma, basta um olhar
atento e um pouco de estudo, para perceber que um acervo pode ultrapassar sua
própria área de cobertura. Um acervo de obras raras de Engenharia , como é o caso
da Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro
Preto (UFOP), pode também guardar fontes de informação de interesse para a
História, a Biologia e, porque não, para a Saúde.
A Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas (BIBORAR/EM) é uma
unidade do Sistema de Bibliotecas e Informação (SISBIN) , que integra o circuito de
visitação do Museu de Ciência e Técnica (MCT), localizado na sede da EM, no
centro histórico de Ouro Preto (MG).
A BIBORAR guarda o acervo original da primeira biblioteca da Escola de
Minas, criada em 1876. A coleção bibliográfica que começou a ser formada a partir
das doações do professor de ciências francês Claude Henri Gorceix (1842-1919),
fundador e primeiro diretor da instituição, recebeu ainda doações da École des
Mines de Paris e a aquisição de novos títulos pelo convênio com a editora GauthierVillars.
O acervo técnico-científico nas áreas das ciências puras, naturais e aplicadas,
reúne cerca de 22.000 volumes, entre livros e periódicos raros , enciclopédias,
dicionários, legislação, guias e manuais, editados entre os séculos XVII ao XX, com
predominância de obras do século XIX, em língua francesa . A Biblioteca conta com
coleções de obras raras e preciosas, obras de referência , periódicos e obras antigas.
Atualmente a coleção de obras antigas, isto é, as publicações editadas após
1900, estão em processo de inventário e catalogação. Os dados do acervo
catalogado estão disponíveis, para consultas, no Catálogo online do SISBIN 1 , que
utiliza o software Virtua, versão 2010.4.1.
A BIBORAR possui site própri0 2 , que inclui informações sobre a formação e o
desenvolvimento do acervo, as práticas de conservação preventiva , os serviços
oferecidos aos consulentes e as formas de contatos. A Biblioteca oferece os
serviços de consulta local , orientação a pesquisas, exposições temáticas
temporárias, comutação bibliográfica e visitas monitoradas.
A visita monitorada atende demandas individuais e coletivas, mediante
agendamento. Entre os grupos atendidos pelo serviço estão os calouros dos cursos
de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física da UFOP. Essa atividade é parte
das ações desenvolvidas na disciplina História e Educação Física , ministrada no
primeiro período dos cursos, especialmente na unidade de estudo sobre História,
Linguagens, Fontes e Narrativas, que tem como objetivo conhecer um acervo e o
seu potencial para realização de estudos historiográficos sobre educação física e
esportes; os diferentes tipos de fontes de informação existentes, bem como as
formas de organização, preservação e conservação.
Neste trabalho abordaremos a experiência da BIBORAR na prestação do
serviço de visita monitorada a esse público específico, realizada nos últimos seis
semestres letivos.

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www.sisbin.ufop.br
www.obrasraras.em .ufop.br

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2 Revisão de Literatura

o conceito de sociedade da informação ou sociedade do conhecimento foi
elaborado em 1962, por Fritz Machlup, o qual se refere à produção do conhecimento,
através da apropriação de fontes de informação e de Tecnologias de Informação e
Comunicação (TICs), pelo qual o saber passa a ocupar papel central na vida
cotidiana .
Carvalho e Kaniski (2000, p.38) alertam que:
Agora, atrelado ao processo revolucionário das novas tecnologias,
entramos em uma fase mais avançada, que traz como potencial a
aceleração da integração entre usuários e fontes de informação,
reforçando o desenvolvimento de cidadãos. Entretanto, para
ingressar nessa fase, é preciso ter uma sólida base educacional e
cultural. Caso contrário, estaremos desperdiçando a capacidade e o
potencial dessas tecnolog ias, que nos permitem não só ter acesso ao
conhecimento, mas também construir o conhecimento que nos é
necessário.

Neste cenário, as universidades não são só responsáveis pela formação
profissional de seus estudantes, mas também incumbidas de formar produtores de
conhecimento. Dessa forma , a biblioteca universitária deve exercer com maior
plenitude a sua função educativa . Porém , os discentes precisam estar dispostos a
aprender, porque segundo Costa (1987, p. 98), "a maioria dos alunos que ingressam
na universidade desconhece os princípios básicos de utilização dos recursos
bibliográficos. Isto porque a formação oferecida ao discente, no 10 e 2 graus, de
modo geral, não inclui qualquer espécie de treinamento ou orientação nesta área."
A falta de preparo dos discentes de graduação no uso dos serviços e
produtos das bibliotecas resulta no baixo número de fontes utilizadas na elaboração
de trabalhos acadêmicos, somado às dificuldades de normalização dos mesmos, e
no total desconhecimento das demais unidades de informação vinculadas à própria
universidade, como acervos de obras raras, arquivos, museus e centros de memória.
A alternativa comumente adotada nas bibliotecas universitárias para reduzir
esse déficit, e para aproximarem bibliotecários e estudantes, é o treinamento de
usuários, tarefa do serviço de referência aplicada principalmente nas atividades de
recepção de calouros.
O serviço de referência engloba todas as atividades da biblioteca com objetivo
de atender às dúvidas e questões dos usuários. Mangas (2007) defende que as
principais funções do serviço de referência na biblioteca são acolher, informar,
formar e orientar os usuários. Já Curty, Rodrigues e Miranda (2010) afirmam que,
"tradicionalmente, a relação da biblioteca dá-se diretamente com o aluno, entretanto,
e, especialmente em bibliotecas universitárias, torna-se necessário investir no
relacionamento professor-biblioteca-aluno [...]". Sendo assim, a participação do
corpo docente nas atividades de utilização dos serviços das bibliotecas colabora
para o processo educacional, porque estimula os discentes a querer e a buscar
novas informações, além de justificar e valorizar o trabalho do bibliotecário. A troca
entre estes três agentes resulta no planejamento e na execução de serviços de
informação como "preparo de tutoriais, divulgação de novas bases de dados através

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da promoção de eventos, visitas guiadas físicas e virtuais, organização de manuais
e publicação de livros." (CURTY; RODRIGUES ; MIRANDA, 2010) .
Nas universidades detentoras de coleções especiais, a interação entre
docentes, discentes e bibliotecários é essencial também para maior compreensão do
que são obras raras e o potencial de pesquisa destes acervos. Greenhalgh (2011 , p.
160) esclarece que:
Diversos aspectos podem caracterizar um livro como obra rara. Os
principais fatores são aqueles que levam em consideração seu valor
histórico-cultural, como o período em que foi publicado, a escassez
de exemplares conhecidos, primeiras edições de autores
consagrados, primeira vez em que surge um determinado assunto,
edição com tiragem limitada, presença de gravuras originais, possuir
dedicatória de pessoa ilustre ou ter pertencido a alguém importante.
O conhecimento sobre a existência e a abrangência de acervos de livros raros
permite entender o processo de evolução de diferentes campos da ciência , além de
auxiliar na compreensão da sociedade atual. Contudo, ainda são poucos os relatos
de experiência ou os estudos de caso sobre o planejamento e à gestão de serviços
de referência em bibliotecas de obras raras vinculadas às universidades. A
bibliografia disponível privilegia a adoção de critérios de raridade, a catalogação e a
digitalização de livros raros , especialmente em bibliotecas especializadas, públicas e
nacionais, com pouco enfoque na estrutura dos serviços de referência voltados para
os usuários reais e remotos.
A biblioteca universitária depositária de acervos raros cumpre dupla função: a
primeira de salvaguarda e preservação de suas coleções especiais, o que quase
sempre representa limitações de acesso físico ; e a segunda de prestação de
serviços de orientação e atendimento aos usuários, familiarizados apenas com o
pleno acesso às estantes e o empréstimo de itens nas bibliotecas de acervos
circulantes.
Para Siqueira (2010, p. 121), "[ ...] as atividades de referência devem refletir os
objetivos da instituição em que fazem parte, estando, portanto integradas aos
demais setores do sistema de informação, funcionando até como uma peça-chave,
já que lida com a base do sistema , o usuário."
A biblioteca de obras raras na universidade deve buscar equacionar as
atividades do serviço de referência , com as medidas de acesso e preservação do
acervo, mas sem perder de vista a necessidade de integração entre docentes e
discentes, de modo a garantir a disseminação da informação e a geração de novos
conhecimentos, através destas coleções.

3 Materiais e Métodos
A visita monitorada na Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas consiste
em um breve resumo sobre a fundação da EM e a formação de suas coleções
bibliográficas; alguns esclarecimentos sobre os critérios de raridade adotados; a
distinção entre as bibliotecas de acervos raros e as bibliotecas de acervos
circulantes; um panorama da evolução da produção editorial de obras técnicocientíficas; a apresentação de destaques do acervo e de obras da área de interesse
do grupo atendido.

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o pedido de visitação é iniciativa do corpo docente do Centro Desportivo da
UFOP (CEDUFOP) , o que, à primeira vista , surpreende inclusive os próprios
visitantes, devido ao fato desse acervo bibliográfico ser proveniente de uma escola
de Engenharia . Contudo, vale frisar que a proposta de criação da Escola de Minas
visava fornecer ao estudante ampla cultura geral, o que explica, em parte, a riqueza
e a diversidade do acervo da BIBORAR. Além disso, devem-se considerar ainda as
diferentes divisões do saber científico até o final do século XIX, que estabeleciam
limites mais amplos aos campos de conhecimento, a exemplo da História Natural.
Assim , desde 2009 , as visitas monitoradas das turmas da disciplina História e
Educação Física ocorrem uma vez a cada semestre (FIG.1). O grupo é recebido nas
dependências da Biblioteca destinadas ao atendimento a pesquisadores e as
exposições temporárias. A principio buscaram-se no acervo obras que
possibilitassem aos estudantes um panorama geral sobre as coleções de livros
raros , suas características, a forma de organização, os procedimentos de
conservação e o acesso.

Figura 1 - Visita monitorada dos cursos de Educação Física na BIBORAR - UFOP, no
segundo semestre letivo de 2011 .
Fonte: Arquivo Fotográfico da Bíblioteca de Obras Raras da Escola de Minas - UFOP

No caso desse grupo, são apresentados alguns dos livros mais antigos da
coleção para mostrar o trabalho desenvolvido pela equipe do Laboratório de
Conservação Preventiva de Material Gráfico Engenheiro Cássio E. L. Damásio, setor
vinculado à BIBORAR, responsável pela higienização, obturação, pintura,
faceamento de folhas com papel japonês e confecção de embalagens de papel
alcalino. Durante a visita , a equipe da Biblioteca utiliza os equipamentos de proteção
individual, como luvas, máscaras e jalecos, para demostrar os cuidados necessários
para preservação das obras, no intuito de prolongar a vida útil destes materiais. São
selecionados também livros curiosos, seja pela forma ou conteúdo abordado.

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As buscas por fontes de pesquisa específicas para o ensino da Educação
Física e do Esporte partem da análise de obras de ciências naturais, pelas quais é
possível identificar temas relacionados à anatomia humana, às técnicas esportivas,
à saúde e à higiene. Esses temas produziram estudos raros, a exemplo dos
métodos ginásticas europeus no século XIX, os quais tiveram como um dos
argumentos principais para a sua divulgação, a sua base científica, que compreende
conhecimentos provenientes da Biologia, Anatomia e Fisiologia, bem como a sua
fundamentação nos preceitos da higiene. 3 Entre os livros apresentados estão: La
machine animale, do cronofotógrafo francês Étienne-Jules Marey; O novo methodo
de curar, tradução da obra do higienista alemão M. Platen ; e Le homem criminel, do
médico italiano Cesare Lombroso, precursor dos estudos da antropologia criminal.
Outra fonte de pesquisa importante são as revistas científicas, como La
Nature (Paris, 1873-1960); Nature (Londres, 1869-); Scientific American (New York,
1846-); e as revistas de viagens, como Le Tour Ou Monde (Paris, 1860-1914), em
que são encontrados artigos sobre os estudos do movimento, inaugurados no século
XIX, especialmente pelos fisiologistas (FIG .2) ; o ensino do esporte; os métodos
ginásticas europeus; os corpos, hábitos e costumes de populações de diferentes
lugares do mundo; o uso de aparelhos de ginástica (FIG .3), e etc.

Figura 2 - Estudo dos movimentos na prática esportiva
Fonte: DEMENY, Georges. Étude expérimentale dês exercices physiques: la vitesse du
coup de canne. La Nature, Paris, v. 19, n. 932, p. 296, 11 avr. 1891 .

3

Ver os estudos de Carmem Lúcia Soares .

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Figura 3 - Aparelho para ensino da natação
Fonte: THE teaching of swimming . Scientific American, New York, v. 69, n. 18, p. 276, 28
oct. 1893.

Todas as informações apresentadas pela bibliotecária sobre as fontes
selecionadas são acrescidas com comentários da docente que ministra a disciplina,
de modo a contextualizar o material apresentado na Biblioteca ao programa do
curso, estabelecendo relações com outros conteúdos, como: educação do corpo e
história; origens da educação física brasileira; os sistemas ginásticos europeus e o
esporte.
A equipe da BIBORAR procura a cada semestre apresentar uma nova fonte
de informação relacionada à Educação Física, como capítulo de livro ou artigo de
periódico, além de disponibilizar ao grupo todas as referências bibliográficas das
obras apresentadas, para subsidiar posteriores pesquisas ao acervo.
Ao final da apresentação ocorre o sorteio de um exemplar da publicação
Coleção Especial da Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas, catálogo que
arrola os principais destaques do acervo, para que o grupo possa conhecer outras
obras não apresentadas ao longo da visita.
Paralela à recepção dos visitantes, busca-se montar uma mostra com livros
sobre temas pertinentes ao campo de estudo da disciplina, de modo a divulgar
também o serviço de exposições temporárias e exibir itens do acervo, mais sensíveis
ao manuseio ou de maior raridade.

4 Resultados Finais
A oferta do serviço de visita monitorada estimula à equipe da BIBORAR a
estudar o acervo e a identificar novas fontes de pesquisa, além de constituir uma
estratégia de divulgação da biblioteca entre membros da universidade,
pesquisadores oriundos de outras instituições e, principalmente, à comunidade em
geral, que ainda desconhece o potencial informativo dessa coleção de obras raras.
A visita monitorada possibilita aos calouros da UFOP, especialmente àqueles
naturais das cidades de Ouro Preto, Mariana e Itabirito, conhecerem um pouco mais
sobre a história de sua região e a influência da Escola de Minas, no

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desenvolvimento do setor minero-metalúrgico brasileiro, através de sua coleção
bibliográfica inicial.
A visita propicia aos estudantes, em sua maioria, com pouca ou nenhuma
vivência no uso de bibliotecas, uma forma de orientação ao distinguir os serviços
prestados, as modalidades de acesso, as normas de funcionamento e o
comportamento que se espera dos usuários em diferentes tipos de bibliotecas,
especialmente àquelas detentoras de acervos raros.
O contato com os trabalhos de importantes autores relacionados ao campo de
conhecimento da Educação Física , publicados em livros e periódicos raros, auxilia
os alunos a compreender as mudanças e permanências de certos estudos da área ,
bem como os processos de comunicação científica no final do século XIX e início do
século XX. Assim, os estudantes passam a dar novos sentidos e significados aos
conteúdos e conhecimentos desenvolvidos ao longo do semestre na disciplina
História e Educação Física, tornando algo inicialmente abstrato e distante, em algo
concreto e passível de ser pensado e repensado a partir do fazer historiográfico.
Estimular os discentes a conhecer outras unidades de informação da
universidade, além das bibliotecas setoriais de suas unidades acadêmicas, favorece
os esforços de preservação da memória institucional, à medida que capacita os
futuros profissionais e pesquisadores a procurar novas informações em instituições
externas.

5 Considerações Finais
O serviço de visita monitorada da Biblioteca de Obras Raras da Escola de
Minas colabora para as atividades de recepção e orientação de usuários oferecidos
pelo SISBIN , principalmente aos estudantes recém-ingressos na un iversidade.
Em bibliotecas de obras raras é necessário complementar as informações
sobre os títulos catalogados e descritos no catálogo online ou nos registros dos
livros digitalizados. Há contextos históricos, editoriais e científicos que atribuem o
status de raridade à obra , os quais precisam ser destacados por bibliotecários e
especialistas, de modo a chamar a atenção do público para as coleções e, ao
mesmo tempo, desmistificar as bibliotecas.
Nota-se que o acesso remoto ao livro digitalizado é uma ferramenta
importante no processo de difusão e democratização de acervos de obras raras,
mas o contato visual e presencial às obras impressas permite perceber os aspectos
que se referem à materialidade do livro (tamanho, ilustrações, gramatura das
páginas e etc.) e os aspectos implícitos à divulgação da ciência, como o custo e a
forma das publicações.
A possibilidade do acesso direto dos discentes a estas obras representa ,
ainda, o contato com outras temporalidades sobre Educação Física e Esporte, o que
enriquece a disciplina, bem como as possibilidades de desenvolvimento dos
conteúdos, qualificando o processo ensino aprendizagem .
Incentivar os estudantes a buscar o conhecimento além da sala de aula e a
estabelecer o contato com outros profissionais, especialmente àqueles dedicados a
organização e ao uso da informação, favorece o desenvolvimento de novas
competências, além de prepará-los para atuar e vivenciar, realmente, a sociedade
da informação.

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6 Referências
CARVALHO, Isabel Cristina Louzada ; KANISKI, Ana Lúcia. A sociedade do
conhecimento e o acesso à informação: para que e para quem? Ciência da
Informação, Brasília , v. 29, n. 3, p. 33-39, set./dez. 2000. Disponível em :
&lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/view/215&gt;. Acesso em : 11 abro2012.
COSTA, Maria Cristina Malta de Almeida . Considerações sobre a necessidade de
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GREENHALGH, Raphael Diego. Digitalização de obras raras: algumas
considerações. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 16, n. 3,
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MANGAS, Sérgio Filipe Agostinho. Como planificar e gerir um serviço de referência.
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THE teaching of swimming. Scientific American, New York, v. 69, n. 18, p. 276, 28
oct. 1893.

Acervo consultado
Arquivo Fotográfico da Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas - UFOP

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Relata a experiência da Biblioteca de Obras Raras da Escola da Minas na prestação do serviço de referência de visita monitorada às turmas da disciplina história e educação física, ofertada nos cursos de graduação em educação física da UFOP. Esta prática visa estimular os estudantes a conhecer e a identificar fontes de informação relevantes sobre mudanças e permanências nos estudos de higiene, anatomia humana, práticas esportivas, entre outros, através do acervo desta Biblioteca, ao mesmo tempo em que contribui para divulgá-lo perante a comunidade acadêmica.</text>
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BIBLIOTECA 2.0: UM RELATO DA IMPLEMENTAÇÃO DE
FERRAMENTAS 2.0 NA BIBLIOTECA DA UNESP DE ILHA SOLTEIRA

Raiane da Silva Santos 1, Sandra Maria Clemente de Souza2 , João
Josué Barbosa3
1Assistente de Serviços de Documentação, Informação e Pesquisa ,Universidade Estadual
Paulista - UNESP, Ilha Solteira , São Paulo
2Bibliotecária, Universidade Estadual Paulista - UNESP, Ilha Solteira , São Paulo
3Bibliotecário, Universidade Estadual Paulista - UNESP, Ilha Solteira , São Paulo

RESUMO
Descreve a implementação do Blog na Biblioteca da Faculdade de
Engenharia de Ilha Solteira (FE/IS) como principal ferramenta de disseminação da
informação. Relata a importância da Web 2.0 para os profissionais da informação e
discorre sobre a chamada Biblioteca 2.0. Apresenta as características das
ferramentas facebook, orkut, twitter, flickr, youtube e issuu, aplicadas à Biblioteca da
FE/IS e demonstra os procedimentos adotados para a inserção destas no ambiente
da Biblioteca. Expõe, como metodologias utilizadas, a escolha das ferramentas 2.0,
as definições de conteúdos, o desenvolvimento estrutural e a divulgação das
ferramentas. Aponta a interação, a independência dos usuários e a quantidade de
acessos ao Blog como resultados obtidos e conclui como indispensável a
incorporação das ferramentas 2.0 no ambiente de trabalho para que os profissionais
da informação atinjam seus objetivos.

PALAVRAS-CHAVES:
Biblioteca 2.0; Web 2.0; Ferramentas 2.0; Blog ; Informação.

ABSTRACT
Describes the implementation of Blog of the Library of the Faculty of
Engineering of Ilha Solteira (FE/IS) as a primary tool of information dissemination.
Relates the importance of Web 2.0 for information professionals and discusses the
call Library 2.0. Presents the characteristics of the tools facebook, orkut, twitter, flickr,
youtube and issuu applied to the Library of FE/IS and demonstrates the procedures
adopted for the inclusion of these in the environment of the Library. Exhibits such as
methodologies used, the choice of 2.0 tools, definitions of content, the structural
development and dissemination of tools. Interaction points, the independence of
users and number of accesses to the Blog as results and concludes with the
incorporation of essential tools 2.0 on the desktop so that information workers
achieve their goals.
KEYWORDS:
Library 2.0; Web 2.0; Tools 2.0; Blog ; Information.

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1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira - FE/IS é uma
unidade integrante da Rede de Bibliotecas da Universidade Estadual Paulista UNESP, cuja missão é disponibilizar a informação, apoiando as atividades de ensino ,
pesquisa e extensão, contribuindo para a melhoria de vida do cidadão . O público
usuário da Biblioteca é composto, em sua maioria , por alunos de graduação e pósgraduação, cujas gerações predominantes compreendem as chamadas Y e Z. Tais
gerações apresentam perfis que denotam o alto uso de recursos eletrônicos como
principal meio de acesso às informações. Desse modo, cabe aos profissionais da
informação a adaptação a esse novo contexto, valendo-se das vantagens advindas
do surgimento das ferramentas 2.0, tais como blog, facebook, twitter, orkut, flicker,
youtube e Issuu, que possuem características interativas e participativas, além de
possibilitar a disponibilização de informações em formato dinâmico, acelerado e
eficaz, permitindo a participação dos usuários na construção do conhecimento.

2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 O público alvo - Gerações Y e Z
A Geração Y - referente aos nascidos após 1980 - foi desenvolvida em uma
época de grandes avanços tecnológicos e ficou conhecida como geração da
internet. Segundo Lombardia (2008), nasceram na era das inovações tecnológicas,
da Internet, do excesso de segurança e do recebimento de estímulos constantes por
parte dos pais. Sua sucessora , a Geração Z - referente aos nascidos em meados da
década de 1990 - são conhecidos como nativos digitais, desenvolvidos praticamente
juntos com a World Wide Web (www) , criada em 1990 por Tim Berners-Lee.
(GERAÇÃO .. ., 2012) .
Ambas possuem como característica o alto uso das tecnologia para o acesso
às informações. Costumam se relacionar em ambiente virtual através das
ferramentas de redes sociais, proporcionadas pelas propriedades da web 2.O. A
disponibilização da informação para este público se torna eficaz utilizando as
ferramentas da web 2.0, que surge como facilitadora do compartilhamento de
informação e construção do conhecimento.

2.2 Web 2.0 e Biblioteca 2.0
O termo web 2.0 surgiu em 2004, comunicado e contextualizado por Tim
O'Reilly para descrever as tendências e os modelos de negócios que sobreviveram
ao "crash " do setor de tecnologia nos anos 90 . De acordo com O'Reilly (2005), a
web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma . A característica mais
importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se
tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a
inteligência coletiva .
Segundo Lévy (2000 apud BLATMANN ; SILVA, 2007 , p. 191):
A existência de uma Internet colaborativa possibilita a disseminação da

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inteligência coletiva. Seu pensamento nos conduz à reflexão de que a
Internet é um canal pelo qual flui uma grande quantidade de práticas
sociais , culturais , políticas e econômicas. Trata-se de um espaço interativo,
de trocas, de criação e geração, além de armazenamento de informações,
tornando-se uma importante ferramenta de colaboração entre participantes
do mundo digital on-line[ ... ]

Pestana, Funaro e Ramos (2010) consideram importante o uso das
ferramentas colaborativas por proporcionar a descentralização do ambiente físico da
organização, utilizando plataformas que dinamiza os serviços e produtos, agregando
valor ao trabalho e potencializando o poder de disseminar informação.
Neste contexto, as bibliotecas podem se utilizar de ferramentas colaborativas
para desenvolver produtos e serviços atualizados em um ambiente interativo,
permitido pela web 2.0. Dessa forma , tornam-se Bibliotecas 2.0, que, segundo
Maness (2007 , p. 44) se define como na aplicação de interação, colaboração , e
tecnologias multimídia baseadas em web para serviços e coleções de bibliotecas
baseados em web".
Maness (2007 , p. 44-45 , grifo do autor) ainda cita que as Bibliotecas 2.0 são
focadas em quatro elementos essenciais:
É centrada no usuário: Usuários participam na criação de conteúdos e
serviços que eles vêem na presença da biblioteca na web, OPAC , etc. O
consumo e a criação do conteúdo é dinâmica, e por isso as funções do
bibliotecário e do usuário nem sempre são claras. Oferece uma
experiência multimídia: Ambos, coleções e serviços de Biblioteca 2.0,
contêm componentes de áudio e vídeo. Embora isso nem sempre seja
citado como uma função de Biblioteca 2.0, é aqui sugerido que deveria ser.
É socialmente rica: A presença da biblioteca na web inclui a presença dos
usuários. Há tanto formas síncronas (e.g. MI) e assíncrona (e.g. wikis) para
os usuários se comunicarem entre si e com os bibliotecários. É
comunitariamente inovadora: Este é talvez o aspecto mais importante e
singular da Biblioteca 2.0. Baseia-se no fundamento das bibliotecas como
serviço comunitário, mas entende que as comunidades mudam , e as
bibliotecas não devem apenas mudar com elas, elas devem permitir que os
usuários mudem a biblioteca. Ela busca continuamente mudar seus
serviços, achar novas formas de permitir que as comunidades, não somente
indivíduos, busquem , achem e utilizem informação.

o autor esclarece que a Biblioteca 2.0 é uma comunidade virtual voltada para
o usuário, enquanto que o Bibliotecário 2.0 é o facilitador e o primeiro responsável
pela criação do conteúdo, onde os usuários podem interagir com outros usuários e
com os bibliotecários na construção de novos conteúdos.
O dinamismo e a interatividade vistos na Biblioteca 2.0 substituem a
característica estática da Biblioteca 1.0, o que é perceptível no quadro comparativo
desenvolvido por Blattmann e Silva (2007, p. 196):
Quadro 1: Evolução da Biblioteca 1.0 para Biblioteca 2.0.

Biblioteca 1.0 (Library 1.0)

Biblioteca 2.0 (Library 2.0)

Correio eletrônico e páginas de questões
mais frequentes (FAQ)
Tutorial baseado em texto

Serviço de referência via bate papo (Chat)
Mídia interativa (Streaming media) em

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Listas de correio eletrônicos, webmasters
Esquemas de classificação controlada
Catálogo impresso

base de dados
8109S, wikis, leitoras de RSS
Indexação com base em esquemas
controlados
Catálogo com agregadores blogs, wikis e
páginas Web

Fonte: BLATTMANN, U.; SILVA, F. C. C. Colaboração e interação na web 2.0 e biblioteca
2.0. Revista ABC: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 12, n. 2, p. 191215, jul.ldez., 2007. Disponível em:
&lt;http://revista .acbsc.org .br/index.php/racb/article/view/530/664&gt; . Acesso em: 24 abr. 2012.

"Define-se, então, 'Biblioteca 2.0' como uma assembléia de usuários que
usam de aplicativos tecnológicos da Web 2.0 para criarem, localizarem e
compartilharem informações voltadas para bibliotecas em um ambiente virtual."
(VIEIRA; CARVALHO; LAZZARIN , 2008 , p. 5)

2.3 Ferramentas 2.0 - Blog, Facebook, Orkut, Twitter, Flickr, YouTube e
Issuu
Entre as ferramentas 2.0 encontradas na literatura, o Blog é a que mais se
destaca. Alvim (2007 apud ARAÚJO, 2010, p. 203) faz a seguinte definição:

o blogue é uma página

na Web , com um endereço atribuído, suportado por
um software de acesso livre e que pode ser gratuito ou não, com ou sem
fins lucrativos, em que o seu criador/autor (individual , grupo de pessoas ou
uma instituição) coloca entradas individuais, escreve um post, com
freqüência variada , sobre um tema do seu interesse, de forma livre e
independente. O blogue, como ferramenta da Web , permite uma facilidade
de utilização, desde a sua criação, gestão e manutenção, até à facilidade de
o aceder através de qualquer computador com ligação à rede. Possui
ferramentas de publicação que permitem entradas freqüentes , não só de
texto, mas de vídeo, de fotografias, de áudio, de Webcomics, etc.

Segundo Barros (2004), ele é parte de uma crescente conjunção de
comunicação pessoal e ferramentas de gerenciamento de informação, fornece um
mar infinito de histórias e links. Isso ajuda a trazer informação, novidades e web
sites de uma maneira muito eficiente, para leitores que, compartilham dos mesmos
interesses. O conteúdo é organizado em entradas (posts) ordenadas
cronologicamente, podendo conter textos, imagens e links a outras páginas. Além do
autor, outras pessoas também podem deixar comentários. (BOTTENTUIT JUNIOR;
IAHN ; BENTES, 2007).
Sua estrutura é simples. O título do blog é inserido no cabeçalho, com uma
breve descrição. No centro localizam-se as postagens (posts) , que é composta de
título, conteúdo , data e hora das postagens e os comentários. Podem ser inseridas
outras páginas com conteúdos fixos , dividas por menus. Na lateral do blog, são
colocadas as widgets , que são as ferramentas inseridas pelo autor, como: contador
de visitas, arquivos de postagens, perfil do autor, listas de blogs, etc. Contudo, toda
a sua estrutura é personalizável. O autor pode utilizar as ferramentas mais
adequadas as suas necessidades.

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Para Araújo (2010, p. 205 , grifo do autor) alguns fatores devem ser
observados para a criação e manutenção de um blog:
É preciso tomar cuidado com a aparência , prestar atenção às cores,
imagens e organização dos elementos que farão parte do layout. A
periodicidade também é um fator muito importante, principalmente para
conquistar leitores. A confiabilidade das informações apresentadas é
primordial para o sucesso de um blog. Com o advento da internet há grande
preocupação dos profissionais da informação com relação às fontes de
informações disponíveis e o blog também é considerado uma delas. Clareza
e objetividade são fundamentais para que a informação chegue ao seu
receptor de forma dinâmica como objetivam os blogs. Deve-se sempre
pensar para quem aquele conteúdo está sendo produzido, evitando assim ,
que se seja apenas mais uma informação disponível na internet.

Outra ferramenta bastante difundida é o Orkut, criado em janeiro de 2004 . É
uma rede social filiada ao Google que, inicialmente, pretendia atingir somente os
Estados Unidos, porém , a maioria dos seus usuários é do Brasil e da índia. Sua
sede era na Califórnia e após agosto de 2008 foi transferida para o Brasil devido à
grande quantidade de usuários brasileiros. (ORKUT.. ., 2012). Esta rede tem a função
de inter-relacionar pessoas e agrupá-Ias nas chamadas comunidades (onde
discutem objetivos comuns) além de compartilhar fotos , vídeos e comentários.
Através do espaço "minhas atualizações", permite a postagem de informações que
podem ser comentadas. Tem a possibilidade também de se comunicarem via scraps,
que é o recado deixado no perfil de outro usuário.
Atualmente, a ferramenta que mais vem ganhando espaço na internet é o
Facebook. Esta rede foi criada em fevereiro de 2004 por Mark Zuckerberg e seus
colegas de quarto da faculdade , Eduardo Saverin , Dustin Moskovitz e Chris Hughes.
No início, a rede de relacionamento era limitada aos estudantes da Universidade de
Harvard. Oito anos depois conta com 845 milhões de usuários ativos de todas as
partes do mundo . (FACEBOOK ... , 2012).
Dentre as suas funcionalidades, ela agrega pessoas e permite o
compartilhamento de informações. Possibilita a divulgação de fotos e vídeos e
comentários sobre eles. Uma particularidade da ferramenta é o botão curtir, que
demonstra o interesse de um usuário por determinada postagem , tornando-a visível
para a sua rede de amigos.
No último ano, o Facebook triplicou de tamanho e recentemente, superou a
liderança de sete anos do Orkut, se tornando a rede de relacionamento mais popular
no Brasil. Pesquisas mostram que a cada 100 brasileiros conectados, 75 estão no
Facebook e seguem uma tendência mundial. (SBARAI ; SAKATE, 2012).
Já o Twitter, criado em 2006 por Jack Dorsey, é uma rede social com uma
característica diferente. Sua principal funcionalidade é o compartilhamento de textos
curtos com , no máximo, 140 caracteres. As postagens são conhecidas como tweets.
Há também o retweets, que é a função de replicar uma determinada mensagem,
dando crédito ao autor original. (TWITTER .. ., 2012) .
Quanto ao Flickr, trata-se de "um site de hospedagem e compartilhamento
gratuito de imagens fotográficas [ ... l. É uma das plataformas de armazenamento,
que disponibiliza e partilha fotografias aos internautas, mais conceituadas
atualmente." (ANDRADE, 2011, p. 50) . No Flickr, o autor agrupa suas fotos em
álbuns e tem a opção de torná-Ias públicas ou não. Suas fotos públicas podem ser

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comentadas e incorporadas em sites ou blogs. Também é possível a disponibilização
de links que redirecionam para uma visualização de um determinado álbum em
formato dinâmico.
O YouTube é uma ferramenta própria para armazenar vídeos. Foi fundado em
fevereiro de 2005 por três pioneiros do PayPal, um famoso site da Internet ligado a
gerenciamento de transferência de fundos, Ultiliza o formato Adobe Flash para
disponibilizar o conteúdo . Possibilita a hospedagem de quaisquer vídeos (exceto
materiais protegidos por copyright) e por isso, é o mais popular site do tipo (com
mais de 50% do mercado em 2006) . São hospedados filmes , videoclipes e materiais
caseiros. O material encontrado no YouTube pode ser disponibilizado em blogs e
sites pessoais através de mecanismos (APls) desenvolvidos pelo site . (YOUTUBE .. .,
2012).
Outra ferramenta muito interessante é o Issuu. Ela possui um recurso que
transforma arquivos em pdf em uma publicação virtual , mantendo as características
da ação de "folhear", possíveis em documentos impressos, apenas utilizando o
mouse. Os arquivos em formato pdf são passados para flash (swf) . A partir de um
cadastro gratuito, o Issuu permite compartilhar, comentar, publicar e utilizar o código
embutido (embed code) para colocar em sites e blogs. Tudo isso bem no estilo da
Web 2.0. (FANTAUZZI, 2010).
Existem diversas ferramentas 2.0, cada qual com sua característica e
peculiaridade. É essencial a observação destas especificidades para a escolha das
ferramentas a serem desenvolvidas, para que os objetivos almejados sejam
alcançados ao máximo.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
Para a realização deste trabalho, houve um planejamento estabelecendo a
escolha das ferramentas 2.0, as definições de conteúdos, o desenvolvimento
estrutural e a divulgação das ferramentas .

3.1 Escolha das ferramentas 2.0
O 810g foi escolhido como ferramenta primordial de disseminação da
informação por permitir a postagem de informações que possibilita a interação dos
leitores por meio de comentários e o compartilhamento em redes sociais, o que
conduz a uma aproximação da Biblioteca com os usuários através de uma
comunicação informal.
Para a criação do 810g, foram analisados dois ambientes gratuitos - o 810gger
(pertencente ao Google) e o WordPress - em seus aspectos relativos a: simplicidade
de uso, opções de layout, possibilidade de inserção de menus e links para outras
páginas. A opção foi pela criação via 810gger, passando a dispor do endereço
eletrônico: http://bibliotecafe-ilhasolteira .blogspot.com
Devido à necessidade do compartilhamento das informações postadas no
810g com o maior número de usuários e a divulgação de informações com caráter
efêmero, que dispensa o armazenamento nos arquivos do 810g por sua
característica sucinta e passageira, surgiu a urgência da criação de outras redes de
relacionamentos, capazes de atender a esses anseios. Para a escolha destas redes
sociais, diante da diversidade existente, foram verificadas quais as mais utilizadas

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pelo público da Biblioteca. Para tanto, realizou-se um levantamento, conforme
apresentado na Figura 1, em fevereiro de 2011 , com uma amostra de 146 usuários,
cujos resultados obtidos foram : 57,9% o orkut; 18,95% o facebook; 18,95% o twitter,
e 4,2% outras redes de relacionamento .
A partir desses dados, definiu-se a imediata criação do perfil da Biblioteca no
orkut, facebook e twitter.

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Figura 1 - Levantamento
Fonte: Elaborado pelo autor.

Para a divulgação de fotos , vídeos e documentos, houve a necessidade da
criação de perfis da Biblioteca em sites armazenadores destes tipos de conteúdos,
para que assim , pudessem ser incorporados ao Blog e compartilhados nas redes
sociais. Definiu-se, então, a criação do perfil da Biblioteca também no flickr, youtube
e issuu.
3.2 Definições de conteúdos

Foram analisadas a tipologia e a quantidade de informação a serem postadas.
Definiu-se que os conteúdos inseridos no B/og da Biblioteca fossem informações
relacionadas à Biblioteca, à UNESP, às áreas de concentração dos cursos
oferecidos pela FE/lS e a outras de interesse relevante à comunidade acadêmica .
Tais informações passaram por uma seleção para a verificação da importância para
o usuário e foram atualizadas semanalmente e/ou à medida que se verificou uma
informação valiosa para o público leitor.
Os conteúdos postados nas redes de relacionamento orkut, facebook e twitter
foram os compartilhamentos das informações postadas no B/og, informações
sucintas referentes a avisos acerca de cursos, eventos, lançamentos de livros, entre
outros. Também tiveram (exceto o twitter) a divulgação das obras literárias
adquiridas pela Biblioteca , através do campo 'fotos' - com comentários sobre as
obras - bem como do ambiente da Biblioteca e os espaços disponibilizados aos
usuários.
O Flicker armazenou fotos do ambiente, da equipe e dos eventos promovidos
pela Biblioteca e pela FE/IS. O YouTube arquivou os tutoriais em vídeoaulas de
diversos serviços oferecidos, todos produzidos pela Biblioteca, bem como de

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eventos promovidos por ela . Contou também com indicações de vídeos que julgou
importante para o público acadêmico . Já o issuu hospedou os documentos em
formato pdf pertencente à Biblioteca. Dentre eles estão o regulamento da Biblioteca,
os manuais de serviços e os arquivos de treinamentos oferecidos pela Biblioteca.

3.3 Desenvolvimento estrutural

o 810g da Biblioteca foi organizado estruturalmente com 12 (doze) menus
principais relativos à:
a) notícias: local onde são inseridas as postagens;
b) administração: apresenta a estrutura em que a Biblioteca está
instituída, sua divisão administrativa e os servidores de cada seção,
com suas respectivas funções , e-mails e telefones;
c) comissão de Biblioteca: apresenta a Comissão de Biblioteca instituída;
d) Informações: disponibiliza o regulamento da Biblioteca, o endereço e
horário de funcionamento ;
e) serviços oferecidos: compreende da listagem de todos os serviços
oferecidos pela Biblioteca, juntamente com as instruções de uso
através de links para manuais e vídeoaulas;
f) consulta ao acervo: divulga as bases de dados bibliográficos da
UNESP, USP e UNICAMP;
g) bibliotecas digitais: consiste na divulgação dos links das principais
bibliotecas digitais conceituadas mundialmente;
h) treinamento de usuários: contêm vídeoaulas dos serviços oferecidos,
slides de treinamentos ministrados pela equipe da Biblioteca e slides e
vídeos de ferramentas de uso acadêmico;
i) turnitin : apresenta a ferramenta de verificação de originalidade,
chamada Turnitin, adquirida pela UNESP, com suas instruções de uso;
j) sugestões: espaço que permite aos usuários dar sugestões para
compra de obras literárias e para melhoria dos serviços da Biblioteca,
por meio de formulários ;
k) treinamento de usuários: disponibiliza tutoriais em vídeoaulas dos
principais serviços oferecidos pela Biblioteca ;
I) fotos e vídeos: apresenta fotos e vídeos do ambiente, da equipe e de
eventos da Biblioteca e da UNESP;
m) reserva do anfiteatro : oferece a reserva de um espaço da Biblioteca
(anfiteatro) para fins de defesa, reunião, evento cultural, aula e outros,
através de um formulário disponibilizado;
n) dicas de leitura: espaço desenvolvido com as dicas de leituras dos
usuários, enviadas por meio de um formulário disponível neste espaço.

o layout foi desenvolvido em formato dinâmico, o qual possui : relógio
digital atualizado com o horário de Brasília; contador de visitas online mundial e chat
para comunicação online com a Biblioteca, denominado "pergunte ao bibliotecário".
Apresenta também todos arquivos postados no 810g, divididos por data de
atualizações, e possibilidade de inscrição nos feeds (RSS).
O perfil do orkut, facebook, twitter, flicker, youtube e issuu foram configurados

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com informações relativas à localização e contatos, e seus layouts foram
desenvolvidos com o fundo de imagem relacionados à biblioteca . Os dois primeiros
ainda possuem espaço de compartilhamento de imagens, onde foram inseridas as
fotos dos títulos de literatura recentemente adquiridas, juntamente com suas
respectivas resenhas. A figura 2 apresenta o layout do 810g.

Pesquisadores da Unesp organizam livro sobre
literatura fantástica

oop.ú;
UNES? oisponilitr.! '20
&amp;\lros a cadêmico5 pala

Obfa lanç:adll hoj e (5) no Riod@J a neifo Hd. apraentsda n8 ~psn h8

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o lançamento de IMO ocoas em m eio ao. I CongrSS$o
Internacional Vert entes do In!oÔl ito Ficciona.l "'Verte nte!&gt; r eófiC8!o e Fia:;ioll.Sis

ENGENHARIA aITRICA

do In~ lito· d a UERJ. Em novEembro, e obra SEIS I B n ~ d B te m!J.E,m na
Un iv~ideó~ Autônoma &lt;le Bstoelone, ne Espanha, durante o t Congre;o

ClfrslIlbo da FEIS ~lla

Inlemadonal :sobfe lo Fa ntÉn,tiao en Narrat ill'B, Tea tro, Cine , Televisiõ-n ,

Cômicy Vid e oj uegCti
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Figura 2 - BLOG da Biblioteca UNESP/FE/IS
Fonte: BLOG da biblioteca FE. Ilha Solteira, 2012. Disponível em: &lt; http://www.bibliotecafeilhasolteira.blogspot.com&gt; Acesso em: 20 jun. 2012.

3.4 Divulgação das ferramentas
O processo de divulgação iniCiOU-se com a reformulação da pagina da
Biblioteca no site da FE/IS, em agosto de 2011, conforme apresentada na figura 3.
Desenvolveu-se uma página com ícones das redes sociais e informações as quais
redirecionam os usuários para o Blog da Biblioteca.
Posteriormente, difundiu-se por meio de palestras aos alunos do campus
sobre as funcionalidades do 810g e das redes sociais e através de e-mail na lista de
alunos de graduação, pós-graduação, docentes e funcionários . Publicou-se também
uma matéria no jornal do campus e confeccionou-se produtos informativos como
folders, panfletos, marca páginas e cartões com os endereços eletrônicos.

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SERVIÇO TÉCNICO DE BIBUOTECA E DOCUMENTAÇÃO

o 8109 da Biblioteca foi desen .... o lvido a Fim de proporcionar conteúdos
atua lizados. d in âmicos. que permitam iI parti ci pação inlerativa dos
usuári os na construção da informação e na me l horia dos nossos serv iços .

Vo&lt;: ê en&lt;:ontrar" :

• Informas':; .. ,. .... I.. danada .... atua li zada'5:
• Todos os se ..... isos oferecidos pe l a B iblioteca,
...1.

Tutoriais manuais

· B!Q8osfsrii! 59m
• Ac eSSe&gt;

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materiais de trei nam entos'

piHtis ipRSão dE' t gdos

95

cursOS'

Bases de Dados e Bib li otecas Dig ita i s'

Notícias Pona l Une.sp
Fungo I!! s&lt;I!!lu los&lt;!!
detectam me t ais
impróprios ao meio

ambiente

Figura 3 - Página da Biblioteca UNESP/FE
Fonte: SERViÇO TÉCNICO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO. Ilha Solteira, 2012.
Disponível em : &lt; http://www.feis .unesp.br/index.php/biblioteca&gt; Acesso em : 20 jun. 2012.

4 RESULTADOS PARCIAIS/FINAIS
Observou-se a interação dos usuários diante das informações disseminadas
pela biblioteca , notadas a partir de comentários e compartilhamentos das
informações com outros usuários. Dentre as redes sociais utilizadas, verificou-se que
a participação maior dos usuários foi via facebook. Percebeu-se também a
aproximação dos usuários com a Biblioteca através do chat "pergunte ao
bibliotecário", disponível no blog, onde os usuários solicitaram serviços e tiraram
dúvidas com os funcionários da Biblioteca.
Evidenciou-se uma maior independência dos usuários calouros diante dos
serviços oferecidos pela Biblioteca. Em cada início de semestre, era nítida a
dificuldade que os usuários ingressantes nos cursos da FE/lS apresentavam diante
de serviços essenciais, como pesquisas na base de dados bibliográficos local e
localização de livros no acervo. Anteriormente, para sanar essa dificuldade, era feito
um trabalho onde os funcionários da Biblioteca demonstravam o serviço a cada
usuário, o que se tornava inviável devido ao grande tempo gasto e ao
constrangimento do usuário em procurar auxílio. Entendeu-se que o resultado
positivo após a implementação das ferramentas 2.0 foi motivado pelos tutoriais em
vídeoaulas e manuais dos serviços disponibilizados no YouTube e Blog da Biblioteca
e pela divulgação destes feita no início das aulas.
Após uma avaliação qualitativa sobre a quantidade de acessos ao Blog da
Biblioteca, utilizando como ferramenta, o contador de visitas do Blogger e
considerando o período compreendido entre agosto de 2011 (mês de divulgação da
ferramenta) e março de 2012 , obteve como resultado 778 visitas mensais. Como a

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�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
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implementação das ferramentas 2.0 é um trabalho relativamente recente na
Biblioteca da FE/IS, ainda demanda a aplicação de novas ferramentas avaliativas, as
quais demonstrarão com maior clareza a usabilidade e eficiência do serviço.

5 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS/FINAIS
Cada ferramenta 2.0 apresentada neste trabalho possui características
peculiares que possibilitam uma interação diferente com os leitores. Desde que
estudadas e criadas com objetivos específicos, podem favorecer o contato
autor/leitor, gerando interação e compartilhamento de informações entre eles. Mas
não podemos esquecer que estas ferramentas estão em constantes mudanças.
Surgem novas e os usuários migram de uma para outra, como ficou visível através
do levantamento feito no início trabalho , onde a maioria dos usuários utilizavam o
orkut, e hoje, a ferramenta mais explorada pelos usuários da FE/IS, para interagir
com a Biblioteca, é o facebook. Por isso, os profissionais da informação devem se
adaptar a estas mudanças e se manterem atualizados, para que as ferramentas
utilizadas para a promoção dos produtos e informações não se tornem obsoletos.
É fato que as redes sociais têm a capacidade de atingir uma grande
quantidade de usuários em um curto período de tempo. A Biblioteca deve explorar
esse ambiente interativo para que os usuários contribuam na construção do
conhecimento e na melhoria da qualidade dos serviços.
Conclui-se, portanto, que as Bibliotecas Universitárias, enquanto mediadoras
da informação, não podem estar alheias a essa nova realidade , já que, a maioria do
público usuário utiliza de ferramentas da web 2.0 para se relacionar e para acessar
as informações de que necessitam . Elas devem aproveitar ao máximo dos recursos
disponíveis na web para orientar os usuários na construção e desenvolvimento de
capacidades que lhes permitirão um futuro qualificado.

6 REFERÊNCIAS
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informação: um estudo de caso com a Biblioteca Nacional de Brasília. 2011 . 85
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Trabalho completo

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1720

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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Biblioteca 2.0: um relato da implementação de ferramentas 2.0 na Biblioteca da UNESP de Ilha Solteira.</text>
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                <text>Santos, Raiane da Silva; Souza, Sandra Maria C. de; Barbosa, João Josué</text>
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                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
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                <text>UFRGS</text>
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Evento</text>
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                <text>Descreve a implementação do Blog na Biblioteca da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira (FE/IS) como principal ferramenta de disseminação da informação. Relata a importância da Web 2.0 para os profissionais da informação e discorre sobre a chamada Biblioteca 2.0. Apresenta as características das ferramentas facebook, orkut, twitter, flickr, youtube e issuu, aplicadas à Biblioteca da FE/IS e demonstra os procedimentos adotados para a inserção destas no ambiente da Biblioteca. Expõe, como metodologias utilizadas, a escolha das ferramentas 2.0, as definições de conteúdos, o desenvolvimento estrutural e a divulgação das ferramentas. Aponta a interação, a independência dos usuários e a quantidade de acessos ao Blog como resultados obtidos e conclui como indispensável a incorporação das ferramentas 2.0 no ambiente de trabalho para que os profissionais da informação atinjam seus objetivos.</text>
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                    <text>Arquitetura e segurança de bibliotecas
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Resumo expandido

ACESSIBILIDADE NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
PROPOSTA PARA ADEQUAÇÃO DE ESPAÇO
Nádia 8ernuci dos Santosi1, Camila da Silva Antune~, Adriana
Ornellas3 , Carina Volotão4
1

Bibliotecária, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

2Bibliotecária , Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ
3Bibliotecária , Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ
4Bibliotecária, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

1 Introdução
As mudanças ocorridas no acesso à educação brasileira dizem respeito
principalmente ao crescimento de matrículas no ensino superior. Entre as
medidas para lidar com as novas demandas surgidas está o desenvolvimento
de soluções para incluir pessoas portadoras de deficiências (PPD), a fim de
respeitar a diversidade e oferecer oportunidades iguais a todos, independente
de suas características. De acordo com Relatório Mundial sobre a Deficiência
produzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 15% da
população mundial vivem com alguma forma de deficiência.
O Programa de Ação Mundial para Pessoas com Deficiencia da
UNESCO (1992) define igualdade de oportunidade como sendo "o processo
mediante o qual o sistema geral da sociedade - (. ..)as oportunidades de
educação e de trabalho, a vida cultural e social, inclusive as instalações
esportivas e de lazer - torna-se acessível a todos". O acesso aos produtos e
serviços da biblioteca universitária deve seguir este preceito fundamental de
cidadania.
Com base nesse princípio, a Biblioteca José de Alencar (BJA) da
Faculdade de Letras da UFRJ deve se adaptar para receber alunos,
professores e funcionários que possuem algum tipo de deficiência e assim,
cumprir seu papel de dar suporte às faculdades e universidades públicas ou
privadas.
Este trabalho pretende mapear o ambiente físico e mobiliário da BJA a
fim de analisar as suas condições de acessibilidade e desta forma, propor
soluções para sua adaptação.

2 Materiais e Métodos

Esta proposta é direcionada às pessoas portadoras de deficiência física ,
auditiva e visual para que utilize os produtos e serviços oferecidos pela BFL de
forma independente. Foi feita uma análise do ambiente e mobiliário em seu

2636

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Resumo expandido

estado atual para a identificação das necessidades de reajuste. Consideramos
na análise os seguintes aspectos sugeridos por Mazzoni Et AI. (2001) :
urbanístico (estacionamento, caminhos de acesso,etc.) (00 ) arquitetônicos
(iluminação, ventilação, rampas etc.) e de informação e comunicação
(sinalização, sistema de consulta e empréstimos etc.)
Na identificação das necessidades foi utilizada a norma específica que
orienta para a adaptação física que é a NBR 9050. Além disso, será feita uma
revisão na literatura e em especial aos relatos de experiência para que seja
analisado os processos de transformação de bibliotecas neste sentido assim
como os princípios vigentes no que diz respeito à preparação de bibliotecários
e demais funcionários da biblioteca para receber pessoas com características
diversas da melhor forma .

3 Resultados Parciais/Finais
No diagnóstico inicial procurou-se identificar as falhas e acertos em
relação à estrutura física da biblioteca . Isso dará suporte para levantar todos os
equipamentos e serviços necessários para readequação do espaço .
Com a análise das condições de acessibilidade oferecidas pela BJA
foram identificados alguns pontos que não atendem os princípios descritos
anteriormente. São eles:
a) Balcão de circulação - Não atende os requisitos de altura e
profundidade da norma NBR 9050 .
b) Terminal de consulta ao catálogo - Só é acessível a uma pessoa em
pé e não há programas específicos para deficientes visuais
c) Não possui obras em braile e há poucos materiais audiovisuais.
d) Estacionamento da Faculdade de Letras - Apesar de existir uma
rampa de acesso à faculdade, ela não passa pelo estacionamento.
e) Sinalização e informação - A sinalização e informações com os
produtos/serviços da BFL não atendem aos requisitos para pessoas
portadoras de deficiência visual.
f) Iluminação insuficiente
g) Estrutura física: Barreiras que dificultam a circulação,falta de
corrimão,
Já em outros pontos, a biblioteca possui os requisitos necessários para
receber pessoas com necessidades específicas e em alguns aspectos não
deverá ser alterada:
a) Distância entre as estantes de no mínimo 0,90m ;
b) Corredores entre estantes que permitam giro de 180°;
c) Mesas de leitura atende aos requisitos de altura, profundidade e
quantidade;
d) Rampa de acesso à biblioteca , telefone público para surdos,
adaptação de portas dos banheiros para cadeiras de rodas.

4 Considerações Parciais

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Resumo expandido

Foi possível verificar que há muitos itens a serem adaptados para que
sejam atendidas as normas e recomendações de acessibilidade . Além da
acessibilidade física é preciso ser considerada a inclusão relativa à questão
humana.
Um projeto dessa dimensão pode ser aplicado à outras bibliotecas
universitárias, inclusive proporcionar reflexão para alcançar excelência do
atendimento nos aspectos correlacionados.
Uma biblioteca inclusiva totalmente deve não só aplicar as normas de
acessibilidade quanto preparar seus funcionários para um atendimento cidadão
e que respeite a diversidade.

5 Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 9050.
Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio
de Janeiro,2004. 97p.
ANDRADE, M.v. Mendonça; SANTOS, Ana Rosa . Acesso a usuários portadores de
necessidades especiais ( .. .). In:SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA, XII, Natal. Anais ... Natal: UFRN, 2004.
MAZZONI, AA et.al. Aspectos que interferem na construção da acessibilidade em
bibliotecas universitárias. Cio Inf, Brasília, v.30,n.2,p-29-34, maio/ago.2001
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Relatório Mundial sobre a Deficiência. São
Paulo, 2011 .
PROGRAMA de Ação Mundial para Pessoas com Deficiencia. In:CENTRO de
Documentação e Informação do Portador de Deficiencia. Organização das Nações
Unidas. Documentos internacionais. URL: Consultado em 22 de março de 2010
PUPO, D. T.; MELO, AM .; FERRÉS, S.P.(orgs) . Acessibilidade: discurso e prática no
cotidiano das bibliotecas. Campinas-sp: Unicamp, 2008
RIBEIRO, Alice; LEITE, João. Contributos para o conceito de "biblioteca inclusiva".
Integrar, Portugal, n.19, setldez.2002

2638

�</text>
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i! """"'"
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IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

A BIBLIOTECA REVIVE: INDO ALÉM OU FAZENDO O ÓBVIO?
Marlene Sanches dos Santos 1, Ana Paula Soare~, Ana Catarina
Cortêz de Araújo3
1
2

Graduada em Biblioteconomia , IESF-FUNLEC, Campo Grande, MS

Mestre em Tecnologia pela UTFPR, Docente do Curso de Biblioteconomia do IESF-FUNLEC,
Campo Grande , MS
3Graduada em Biblioteconomia , IESF-FUNLEC, Campo Grande, MS

Resumo
Aborda a reestruturação física , a transformação de acervo fechado para
acervo aberto, revitalização e implantação de serviços na Biblioteca Alcídio
Pimentel, do Instituto de Ensino Superior da FUNLEC - IESF, com foco nas
necessidades de seus usuários. Questiona-se a condição do acervo, entre as
perspectivas de aberto ou fechado, em função do atendimento. Descreve de
que forma essa reestruturação afetou a utilização da Biblioteca e o
relacionamento com a comunidade dessa Instituição. Utiliza a metodologia
SERVQUAL (Service Quality), que analisa qualitativa e quantitativamente o
grau de satisfação e a percepção dos usuários relativa à reestruturação e à
abertura do acervo. De acordo com o resultado da pesquisa, observa-se que a
possibilidade do acervo aberto oferece liberdade, transforma a biblioteca em
um lugar agradável e de livre acesso, ao mesmo tempo em que propicia uma
aproximação entre a Unidade de Informação e seus usuários. Percebe-se, por
meio dos relatos, que a Biblioteca Alcídio Pimentel tornou-se atraente, o que
justifica a visitação mais frequente dos usuários, que, anteriormente, o faziam
de forma esporádica. A reestruturação física e conceitual também colaborou
para a promoção do espaço físico, de seus produtos e serviços.

Palavras-Chave:
Biblioteca Universitária; Biblioteca Alcídio Pimentel; Satisfação do
usuário.

Abstract
It deals with the physical reorganization, the change from closed to open
collection , the revitalization and implementation of services in the Library Alcídio
Pimentel from Instituto de Ensino Superior da FUNLEC - IESF focusing the
needs of users. It is questioned the condition of the collection between the
perspectives of open or closed in relation to the attendance. It describes how
this new reorganization has affected its use and relationship with the community
of this Institution . It is used the SERVQUAL (Service Quality) methodology,
which analysis quantitative and qualitatively the degree of satisfaction and the
users perception concerning the reorganization and the opening of the
collection . According to the result of the research, one can observe that the
possibility of open collection provides liberty transforming the library in a

2757

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
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1I....111~

Trabalho completo

pleasant and free access place which builds a close relationship between the
Information Unity and its users. It is observed that the Library Alcidio Pimentel
has become attractive to its users transforming, according to reports, occasional
visits into periodic ones. The physical and conceptual reorganization has
contributed to the promotion of the physical space, the library's products and
services.

Keywords:
Library University; Library Alcídio Pimentel; Satisfaction and the users.

1 Introdução
Afirmar que a preocupação em satisfazer as necessidades dos clientes
deve ser um constante no contexto das unidades de informação parece óbvio .
Observa-se, entretanto, que existe certa dificuldade em aliar a teoria com a
prática . A estratégia para resolver tal problemática foi de investigar qual a
necessidade dos usuários em unidades de informação, para , então,
elaborarem-se planejamentos visando à melhoria contínua .
Encantar o usuário e trazê-lo para uma unidade de informação tornou-se
um desafio na era Pós-Moderna . Afinal , muitos leigos imaginam que suas
necessidades informacionais podem ser satisfeitas unicamente por meio de
acessos à Internet. Por este motivo, as bibliotecas precisam oferecer mais que
acesso à informação. Elas precisam transformar seus espaços em locais
atraentes e aconchegantes, a fim de conquistar esses usuários.
Apresenta-se, como tema principal deste trabalho, a satisfação do
usuário e a importância desse aspecto como fator determinante para a
sobrevivência de unidades de informação. O desenvolvimento da pesquisa
ocorreu em uma biblioteca de Instituição de Ensino Superior
O tema, apesar de muito discutido, parece ser, ainda , uma realidade
distante do contexto de muitas bibliotecas universitárias brasileiras.
Percebe-se que os bibliotecários focam seus serviços, muitas vezes,
apenas em rotinas técnicas, deixando, dessa forma , de pensar nas reais
necessidades de seus usuários e de levar em conta que o êxito desse tipo de
trabalho advém da relação próxima com a parte mais valiosa de seu
patrimônio: seus utilizadores, clientes/usuários.
Como uma ação positiva , sugere-se que os gestores das bibliotecas
universitárias promovam e valorizem a alma da organização, ou seja, sua
clientela . Infelizmente, parece que poucos se dispõem a realizar o óbvio, que é
satisfazer as necessidades de seus usuários, seja em qualidade, eficiência e
eficácia nos serviços, presteza no atendimento e bom relacionamento. Agir
assim , não se trata de uma questão de escolha , mas de sobrevivência desses
espaços.
O aperfeiçoamento contínuo de atitudes, serviços, processos e de
espaços podem levar o usuário a reagir e perceber a unidade de informação
inserida no meio acadêmico de forma ativa, de modo a transformar o conceito
de biblioteca.

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A Biblioteca do Instituto de Ensino Superior da FUNLEC (IESF) ,
vivenciando essas preocupações, vem , ao longo do tempo , promovendo
mudanças em relação ao seu quadro de funcionários e à sua estrutura física ,
incluindo a abertura de seu acervo, principal aspecto do trabalho em questão.
No período de abril a setembro de 2011, a Biblioteca Alcídio Pimentel
passou por um processo de reestruturação física e de revitalização de seus
serviços, que envolveu todo o contexto da Biblioteca.
Diante dessa nova apresentação, sentiu-se a necessidade de conhecer
a opinião dos usuários relativamente às mudanças e melhorias. Tendo em vista
o aumento de fluxo de usuários da Biblioteca Alcídio Pimentel do Instituto de
Ensino Superior da FUNLEC-IESF, os novos cursos oferecidos pela Instituição,
como Administração e Turismo , além da pós-graduação e dos outros cursos Biblioteconomia, Pedagogia , Educação Física , Artes Visuais e Secretariado
Executivo Bilíngue, torna-se relevante que se avaliem os produtos e serviços
bem como a estrutura física oferecida pela unidade de informação.

2 Bibliotecas Universitárias: os serviços e a relação com os
usuários
Inserida dentro das Instituições de Ensino Superior (IES), as bibliotecas
universitárias não são organizações isoladas, pois exercem um papel
fundamental na formação acadêmica recebendo influências de seus gestores,
funcionários , docentes e discentes.
Essas organizações proporcionam a interação dos usuários fornecendo
materiais que embasam e dão suporte à criação de novos conhecimentos.
Além disso, elas contribuem para a formação cognitiva de seus usuários, o
que, no atual contexto da competitividade profissional, torna-se fundamental.
Hoje, na era Pós-Moderna , as bibliotecas universitárias e os
profissionais desses espaços de informação não podem continuar no
tradicionalismo técnico e esquecerem-se dos seus clientes.

Talvez não seja injusto afirmar que muitos profissionais de bibliotecas
universitárias brasileiras dão a impressão de achar que seus clientes
não têm uma ide ia muito clara daquilo que querem ou que sabem
avaliar corretamente o que recebem . É muito comum , inclusive,
lançarem àqueles a quem devem servir a culpa pela utilização
inadequada das facilidades fisicas e do acervo que disponibilizam
que atribuem a falhas de entendimento ou deficiências de formação
educacional dos clientes e jamais à inadequação do serviço de
informação às necessidades de sua cliente . (VERGUEIRO , 2000, p.
84) .

Este momento de inserção de novas tecnologias e de velocidade da
informação requer, do profissional bibliotecário, um perfil com habilidades e
competências diversificadas, para atender uma sociedade cada vez mais

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exigente dentro e fora da instituição.
Nota-se que o papel da Biblioteca Universitária não é apenas o de
disponibilizar o conhecimento em vários meios, mas, também, o de filtrar essa
demanda gigantesca de informações com vistas a se poupar tempo; para tanto,
faz-se necessário que o profissional reconheça as necessidades do usuário
para atendê-lo com eficácia .
[... ] não basta conhecer o que o cliente quer, mas principalmente
poder oferecer o que ele precisa. Sabemos que os serviços de
informação, de uma maneira geral , têm avançado muito nas últimas
décadas em vários aspectos, porém, existem serviços com
insuficiência de recursos básicos, como por exemplo, mão-de-obra e,
neste caso, toda a base teórica disponivel não tem espaço para sua
aplicação. (VALLS ; VERGUEIRO , 2006, p.123)

Dessa maneira, tão importante quanto um acervo que atenda os
usuários nos aspectos quantitativos e qualitativos, é que o profissional seja
atualizado e atuante, capaz de aplicar seus conhecimentos teóricos com
interatividade. Santos e Tolfo (2006, p. 70), ao se referirem à postura ativa dos
profissionais da informação, afirmam que "o sucesso presente em uma
organização depende de seus produtos e serviços, mas seu sucesso
permanente está ligado às competências de suas pessoas".
Portanto, é fundamental que os profissionais da informação tenham o
foco nos usuários. Uma reestruturação do espaço físico e a abertura do acervo
oferecerão, sem dúvida, aos usuários, para maior autonomia em relação ao
alcance das estantes. Para tanto, o acervo deve estar estruturado e organizado
de forma a facilitar a identificação das obras, além de os profissionais
manterem-se mais atentos ao comportamento desses usuários, ao percorrerem
as estantes no ambiente da biblioteca .
A interação do profissional como facilitador entre o novo contexto e os
usuários, que ainda não estão habituados ao novo funcionamento, torna-se
fundamental e revelará preocupação na satisfação do usuário e presteza no
atendimento.
Em uma instituição de ensino superior que se preocupa com a
responsabilidade social é primordial a existência de uma biblioteca que se
mantém em movimento para satisfazer às necessidades informacionais de sua
comunidade acadêmica . "O enfoque na satisfação do cliente é um dos
aspectos mais destacados nas iniciativas sistemáticas de busca da qualidade
em serviços" (VERGUEIRO, 2000, p.14).
A demanda de novas informações qualitativas, a todo o momento, pelos
usuários, exige do profissional bibliotecário agilidade e habilidade em filtrar
demanda. Apesar de o contato maior com o usuário ser do profissional de
referência , toda a equipe deve estar motivada em um único objetivo, qual seja,
satisfazer suas expectativas, tal como afirma Amaral :
[.. .] embora o contato direto com o usuário seja feito pelo profissional
de referência, que de modo geral exerce maior influência na atitude
do usuário, todo o resto da equipe da biblioteca deve também adotar
uma atitude, concentrando esforços para aumentar ao máximo a
satisfação do usuário. (AMARAL, 1998, p. 67) .

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A idéia que a autora apresenta é de que a equipe deve estar focada em
um único objetivo:
[... ] mesmo os que trabalham no processamento técnico devem ter a
preocupação de executar suas tarefas orientadas para o usuário,
acelerando o processamento do material, ou até, acrescentando
referências ao catálogo de assunto, quando se tratar de uma entrada
cuja apresentação esteja um tanto obscura. (AMARAL, 1998, p. 67) .

Observa-se, então, que, no novo contexto, todos os processos devem
estar voltados para o atendimento das necessidades dos usuários.
É notório que o avanço tecnológico tem contribuído para formar
indivíduos mais exigentes, deixando o rótulo de usuário e adotando a
denominação de cliente, fazendo com que as instituições comecem a rever
seus conceitos de atendimento e se foquem nesses clientes, identificando e
mensurando suas necessidades, para, então, traçar estratégias eficazes.
Portanto, não são apenas as novas tecnologias que fazem a diferença
na satisfação dos usuários, mas todo o processo de envolvimento que engloba
as tecnologias, os profissionais capacitados, a estrutura, a qualidade e
quantidade do acervo e a preocupação em melhoria contínua para que a
unidade de informação possa acompanhar a evolução das necessidades
informacionais de seus usuários e possa supri-Ias de maneira satisfatória.
Pensando nisso, a Biblioteca Alcídio Pimentel do Instituto de Ensino
Superior da FUNLEC - IESF, fundada em 1998, no período de abril a setembro
de 2011, passou por uma reestruturação organizacional física e funcional,
estruturando o trabalho interno e facilitando o acesso à comunidade de
docentes e discentes.
A Biblioteca era constituída por acervo fechado ; os usuários faziam a
busca na base de dados, e com o número de chamada em mãos procuravam
atendimento no balcão da Biblioteca . O acesso era permitido apenas às salas
de leitura individual e aos espaços de estudo em grupo.
Após a reforma , com o livre acesso ao acervo , foram disponibilizados
ambientes arejados e climatizados para estudos individuais e coletivos, com
iluminação adequada , recepção com mobiliário, sala de multimeios, tudo isso
visando ao maior conforto dos usuários.
Após a reestruturação, a Biblioteca Alcídio Pimentel passou a
disponibilizar alguns serviços diferenciados, outrora não oferecidos, como, por
exemplo, guarda-volumes e, principalmente, o livre acesso ao acervo que
facilita a circulação do usuário circule pelas estantes, permitindo que conheça
outras obras e autores, além dos procurados, relacionados com o tema
desejado. Entre as melhorias oferecidas estão os serviços inerentes a uma
biblioteca como: levantamento bibliográfico , elaboração de ficha catalográfica,
cursos e oficinas com temáticas variadas relacionadas aos temas de interesse
da comunidade acadêmica .
Para verificar as vantagens oferecidas e satisfação dos usuários sobre
as mudanças ocorridas, descreve-se, em seguida , o método de pesquisa
utilizado.

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3 Materiais e Métodos
A metodologia aplicada teve como objetivo identificar quais as vantagens
percebidas na visão do usuário da Biblioteca Alcídio Pimentel do Instituto de
Ensino Superior da FUNLEC , frente à abertura do acervo.
Para responder a esses questionamentos, utilizou-se o método
SERVQUAL, que analisa qualitativa e quantitativamente a satisfação do
usuário de acordo com cinco dimensões, conforme o quadro 1.
Quadro 1 - Método SERVQUAL
Confiabilidade: confiabilidade de um serviço é a capacidade de prestar o
serviço de forma confiável , precisa e consistente . É uma dimensão importante para a
qualidade dos serviços bibliotecários, pois informações corretas e precisas impactam
fortemente na qualidade dos trabalhos acadêmicos e científicos;
Receptividade: é a disposição de prestar os serviços prontamente e auxiliar os
usuários, caracterizando-se por agilidade no atendimento, eficiência em resolver os
problemas, atenção personalizada e a cortesia dos funcionários;
Segurança: (abrange as dimensões competência , cortesia, credibilidade e
segurança): Refere-se à isenção de qualquer falha , risco ou problema e relaciona-se
com o conhecimento e cortesia dos funcionários e sua capacidade de inspirar
confiança ;
Aspectos tangíveis: refere-se à aparência de qualquer evidência física do
serviço bibliotecário, ou seja, a aparência limpa ou a forma de se vestir dos
funcionários, a limpeza das instalações, o estado de conservação do acervo, a
atualização e inovação de novos equipamentos e facilidade no acesso às instalações;
Empatia: (acesso, comunicação e entendimento do cliente) : a empatia fornece
atenção individualizada aos usuários das bibliotecas, buscando atender às suas
necessidades específicas. Dentre os requisitos relacionados a esta dimensão, citamse localização conveniente, acesso sinalizado, divulgação do horário de
funcionamento e regras de utilização dos serviços. Freqüentemente existe o contato
direto entre o usuário e os funcionários das bibliotecas.
Fonte: FREITAS; BOLSANELLO; VIANA, 2008 , p. 90.

Essas cinco vertentes comparam o desempenho da Instituição entre o
que seria ideal (expectativa) e o que realmente é, pela percepção do usuário,
identificando os pontos fortes e os pontos de melhorias em vários tipos de
serviços.
A ferramenta utilizada para coleta de dados foi a entrevista , definida por
Lakatos e Marconi (1999, p. 94) como "um encontro de duas pessoas, a fim de
que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto
mediante uma conversação de natureza profissional". As autoras defendem
sua utilização "na investigação social, para coleta de dados ou para ajudar no
diagnóstico ou tratamento de um problema social" (LAKATOS; MARCONI,
1999, p. 94) .
A entrevista estruturada foi definida como ferramenta de coleta de dados
por se tratar de um instrumento capaz de medir a percepção cognitiva dos
usuários; as respostas vão além dos questionamentos, pois os entrevistados se

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sentem livres para expor seus pensamentos. A entrevista prevê maior
flexibilidade , podendo o entrevistador repetir ou esclarecer perguntas, formular
de maneira diferente, especificar algum significado, como garantia de estar
sendo compreendido (LAKATOS; MARCONI, 1999, p. 97).
. tada.
I 1 - A mos ragem quannI alva
f
da popu açao en revls
T abea
01 (DIAV)
01 (DOAV)
Artes Visuais
01 (DIB)
01 (DOB)
Biblioteconomia
01 (DIEF)
01 (DOEF)
Educação Física
Secretariado
01 (DISEB)
01 (DOSEB)
Executivo Bilíngue
Fonte: SANTOS , 2011, p. 27
Um pré-teste foi aplicado na semana da IV Mostra Científica da
Faculdade , evento realizado pela Instituição nos dias 26 e 27 de outubro do
ano de 2011 . Nessa data, houve maior número de usuários circulando,
simultaneamente, na Biblioteca .
A escolha dos entrevistados ocorreu no contexto da biblioteca de forma
aleatória . Os usuários que adentraram à Biblioteca no período descrito e que
se encaixavam no perfil estabelecido foram convidados a responder a
entrevista para avaliação do instrumento de coleta de dados.
As entrevistas foram gravadas e, posteriormente, transcritas, para
realização da análise dos dados e entrega dos resultados.

4 Resultados Parciais/Finais
Com a primeira pergunta da entrevista, pretendia-se identificar se a
Biblioteca Alcídio Pimentel seria a primeira imagem a ser lembrada ao se referir
ao IESF. Os entrevistados apresentaram várias respostas, mas, apenas um
dos oito participantes relacionou a Biblioteca afirmando:

Bom , a primeira imagem de uma instituição de ensino superior é o
papel da Biblioteca. Isso me parece um pouco lógico porque eu sou
professor da Biblioteconomia , mas não é isso; eu entendo que o
papel da Biblioteca é o coração de qualquer instituição de ensino,
principalmente em uma instituição de ensino superior (DOB) .

As outras respostas colocam em evidência a Instituição (IESF), os
cursos específicos de cada área e seu comprometimento com o ensino, como
corroboram os relatos: "educação, o esporte e fraternidade" (DIED); "uma
Instituição séria e comprometida com seus ideais" (DIB) ; "o IESF é minha
paixão, é um lugar muito gostoso para trabalhar" (DOSEB) . Entende-se,
portanto, que a imagem da Instituição é muito forte ; no entanto, pode ser
analisado também que, para alguns desses usuários, a imagem da Biblioteca

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pode estar relacionada com a imagem da FUNLEC, como uma única
organização.
Quando os entrevistados foram questionados por qual razão frequentam
a Biblioteca e o que lhes chama a atenção, todos responderam que procuram
embasamentos teóricos para as suas pesquisas, mas também para leituras. Os
docentes também utilizam o ambiente para ministrar aulas, o que pode ser
confirmado pelas falas:
Frequento sempre para escolha da minha bibliografia, também para
ver os periódicos , ver novidades que surgem e também quando os
alunos precisam da indicação da Biblioteca ou até mesmo trazendoos aqui. (DOSEB)

Uma das respostas que mais identificou e justificou o verdadeiro papel
da Biblioteca como um espaço de construção de conhecimento e usabilidade
foi :
Eu frequento a biblioteca por varlos motivos, para encontrar
publicações para auxiliar nas minhas aulas e minhas pesquisas;
também utilizo a biblioteca para usar os notebooks e computadores
da biblioteca ; frequento a biblioteca para lecionar e encontrar os
acadêmicos e outros professores; para realizar reuniões e
orientações de monografia e também participar de qualquer evento
que aconteça no ambiente da biblioteca (DOAV).

Sem dúvida, essa afirmação reforça o fato de que o ambiente da
Biblioteca tornou-se um lugar agradável após a reestruturação e abertura do
acervo, o que indica uma estratégia eficaz para maior uso da Biblioteca.
Indagados sobre a facilidade de encontrar o material desejado e a
identificação dele, ficou evidente a satisfação dos entrevistados, pois a maioria
alega não ter dificuldade em encontrar as obras no acervo .

o

material está bem exposto, as etiquetas de numeração ajudam
bastante, está bem direcionado; quando não encontro, volto ao
material de pesquisa , que é o computador, para ver se está
emprestado ou não. Se caso não tiver esta informação, eu procuro o
pessoal da biblioteca . (DIEF)

Em outra fala, tem-se o seguinte depoimento: "Eu acho fácil e quando eu
não encontro consulto o técnico bibliotecário" (DISEB) . Assim , pode-se concluir
que, após a abertura do acervo os usuários não tiveram dificuldades na sua
utilização, o que evidencia o aspecto empatia do Método SERVQUAL no
ambiente da Biblioteca: "Acho que a sinalização ficou melhor, um lugar
tranquilo. Nós temos os livros aqui à mão, e eu preciso orientar e atender, e
também trago os alunos para fazerem pesquisas aqui" (DOB) .
Cabe destacar, ainda, que, após a abertura, os usuários se sentem mais
à vontade:

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Nós já tivemos anteriormente dificuldades para encontrar dados na
biblioteca ; ela não estava tão aparelhada , tão preparada para atender
a contento os usuários. Mas hoje, pelo fato de estar mais espaçosa,
temos mais espaço para circular. Hoje temos acesso direto aos livros,
coisa que não se tinha no passado com o acervo fechado, então, hoje
eu não vejo dificuldade de encontrar o que procuro. (DIB)

Vale destacar que, embora a Biblioteca tenha passado pelo processo de
reforma, não houve ampliação do espaço físico, mas um melhor
aproveitamento do já existente que aumentou o espaço de circulação com o
livre acesso às estantes.
Concernente à pergunta sobre a reestruturação da Biblioteca observase que o usuário passou a utilizar mais o acervo, ou passou a permanecer mais
tempo no ambiente . Dentre os motivos: ambiente aconchegante, local arejado
e climatizado, autonomia, e, principalmente, acessibilidade em todo o
ambiente. As respostas esclarecem :

Eu passei a fazer uso mais tempo pela disponibilidade das mesas [ .. .]
tem que fazer visita, verificar se tem livros novos ou não, enfim ,
outras literaturas que nós não pegamos no início do nosso trabalho. A
mudança da biblioteca tornou essa possibilidade de aproximação dos
livros maior; embora os professores tivessem esse contato liberado,
acho que também, a possibilidade dos acadêmicos poderem entrar e
poderem ser orientados no espaço da biblioteca tornou essa
possibilidade de permanência e utilização do acervo mais adequada .
(DOAV) .

Outra fala que não deixa dúvida quanto ao melhor uso dos espaços é a
seguinte:

[.. .] uma percepção minha quanto usuário mesmo, ficou um espaço
muito mais aconchegante , muito mais feliz. Eu poderia dizer isso
mesmo, acho que a biblioteca acabou tento essa dimensão de
fel icidade onde eu possa ter uma relação maior de ficar na biblioteca.
(DOB).

Portanto, de acordo com as respostas dos entrevistados, é inegável o
maior uso da biblioteca. Por consequência , o número de empréstimos também
aumentou como comprova a continuação da resposta :
[... ] se eu estou mais tempo na biblioteca, o que está acontecendo
comigo, é natural, notório que eu percorra mais a biblioteca , que eu
conheça mais os seus livros, a sua coleção, e isso faz com que eu
tenha , na verdade, uma política de empréstimo maior. (DOB).

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Acredita-se que o maior número de empréstimos e a maior permanência
dos usuários no ambiente da Biblioteca devem-se ao livre acesso às estantes e
ao investimento em computadores e no novo layaut, em concordância com este
depoimento: "Antes da reestruturação eu não frequentava a biblioteca; agora,
esse novo ambiente, mais aconchegante estimulou a minha frequência . Eu
venho quase todos os dias." (DIB) .
Eu frequento a biblioteca por vários motivos, para encontrar
publicações para auxiliar nas minhas aulas e minhas pesquisas;
também utilizo a biblioteca para usar os notebooks e computadores
da biblioteca ; frequento a biblioteca para lecionar e encontrar os
acadêmicos e outros professores; para realizar reuniões e
orientações de monografia e também participar de qualquer evento
que aconteça no ambiente da biblioteca (DOAV) .
[... ] nós tivemos melhoras nos computadores. Antes nós tínhamos
poucos computadores e eles não atendiam a necessidade. Nós ainda
temos dificuldades, mas já melhorou muito. Outra questão que
melhorou bastante foi o mobiliário, as salas ficaram melhor
distribuídas em salas individuais com mesas e cadeiras mais
apropriadas. Eu destacaria que houve melhoria tanto dos
computadores quanto do mobiliário da biblioteca. (DOP) .
Ficou muito agradável; atende plenamente o que se espera de uma
biblioteca de uma faculdade, de uma instituição. Tanto os alunos
quanto os professores têm condição de estudar em um ambiente
mais agradável , mais arejado, melhor ventilado, são fatores que
contribuem para um melhor aprendizado. (DOP)

Quanto à reestruturação do espaço, o que vale ressaltar é que o espaço
continua o mesmo. A sua revitalização é o que fez a diferença na mudança da
percepção positiva dos usuários. A disposição das mesas de estudo junto ao
acervo favoreceu a autonomia do usuário, pois anteriormente só era possível
por intermédio dos funcionários; conferiu aos usuários mais liberdade e a
sensação de que fazem parte do ambiente.
Pode-se concluir que com poucas estratégias eficazes e recursos bem
aplicados consegue-se muito em relação à satisfação do usuário.
O que se tem hoje, na percepção dos usuários, é uma biblioteca
aconchegante, acolhedora e participativa, com funcionários mais dinâmicos.
Não há dúvida de que as estratégias utilizadas foram um avanço para que a
Biblioteca Alcídio Pimentel justifique sua existência como instituição
motivadora, dando suporte à criação de novos conhecimentos, além de
contribuir para a formação cognitiva e profissional de seus usuários e
pesquisadores.
Sem dúvida, essa afirmação reforça o fato de que o ambiente da
Biblioteca tornou-se um lugar agradável após sua reestruturação e abertura do
acervo, o que indica uma estratégia eficaz para maior uso da Biblioteca.
Com as respostas da terceira pergunta sobre a facilidade de encontrar o
material desejado e a sinalização, ficou evidente a satisfação dos
entrevistados, pois a maioria alega não ter dificuldade em encontrar as obras

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no acervo .

o

material está bem exposto, as etiquetas de numeração ajudam
bastante, está bem direcionado; quando não encontro, volto ao
material de pesquisa , que é o computador, para ver se está
emprestado ou não. Se caso não tiver esta informação, eu procuro o
pessoal da biblioteca . (DIEF)

5 Considerações Parciais/Finais
. De acordo com o resultado da pesquisa realizada , observa-se que a
possibilidade de acervo aberto oferece liberdade para o usuário descobrir quais
obras poderão sanar a sua necessidade de informação, transforma a Biblioteca
em um lugar agradável e de livre acesso , constrói uma relação mais próxima
entre a unidade de informação e seus usuários. A Biblioteca Alcídio Pimentel
conseguiu , com a estratégia de abertura do acervo, ampliar o uso desse
acervo, facilitando as construções científicas. Seus usuários passaram a
permanecer mais tempo no ambiente e fazer mais uso dos serviços oferecidos.
Observa-se, ainda , que os usuários agora são mais participativos,
interagem com o acervo de uma forma espontânea . Pôde-se analisar que a
Biblioteca Alcídio Pimentel tornou-se mais atraente aos olhos de seus usuários.
O espaço que antes era visitado esporadicamente, de acordo com alguns
relatos, passou a ser atuante nas pesquisas acadêmicas e científicas
exercendo o seu verdadeiro papel de agente principal na construção de novos
conhecimentos.
A realidade da Biblioteca, hoje, após sua reestruturação, é que além do
ambiente para estudo e construção científica, passou a ser um ambiente
descontraído, leve e agradável , no qual são ministradas disciplinas e realizadas
reuniões e orientações de final de cursos. Esses movimentos não faziam parte
do antigo contexto da Biblioteca. Acredita-se que a gestão conseguiu
transformar a biblioteca - que outrora não supria satisfatoriamente as
necessidades de seus usuários, em termos de atendimento - em um espaço de
receptividade . Destaque-se que valeu o investimento, que, em termos
financeiros não foi tão alto, considerando o que foi conseguido em relação à
satisfação do usuário.
O ambiente está de fato acolhedor; devido a isso, os usuários passaram
a utilizar mais os espaços e serviços da Biblioteca. Por esse motivo, surge um
fato que carece de novos estudos: em momentos de alto fluxo, por exemplo, no
fim de cada semestre, o lugar não está conseguindo atender o número de
usuários, que, muitas vezes ficam sem espaço para estudo ou pesquisas e
acabam tendo que recorrer a outros lugares.
Mais um aspecto importante, levantado pelos usuários, foi à atualização
do acervo, ponto importante para que a Biblioteca continue atendendo seus
usuários com eficácia.
Outro fator a ser lembrado e considerado: com o ambiente que a
Biblioteca passou a oferecer, o fluxo dos usuários aumentou o que sugere

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novos estudos e cuidados no sentido de a Biblioteca conseguir manter a
qualidade de seus serviços com política de expansão tanto na qualidade e
quantidade do acervo, como no atendimento, e na receptividade do ambiente ,
avaliando os serviços e produtos oferecidos. Mensurar se a biblioteca será
capaz de manter essa qualidade como estratégia de gestão, elaborar novos
projetos de expansão para continuar justificando sua existência como
motivadora no apoio à construção científica acadêmica é algo que se faz
necessário.
Teóricos e literaturas versam sobre o que deve ser feito e o que se
espera de uma biblioteca : satisfação do usuário.
Embora seja lugar-comum afirmar que o usuário deve ser considerado
fator determinante em unidades de informação, nem sempre tal aspecto parece
ser uma realidade em bibliotecas brasileiras. Percebe-se, nesse caso , que a
teoria e a prática andam por caminhos contrários.
Livros inteiros discorrem sobre o assunto, mas as ações e práticas ainda
são escassas. Essas práticas devem, no entanto ser efetivas e contínuas, pois
elas garantem a existência e a subsistência no ambiente acadêmico, sobretudo
porque são os usuários que farão a "propaganda" positiva ou negativa.
Vergueiro (2000 , p.84) comenta que: "talvez não seja injusto afirmar que
muitos profissionais de bibliotecas universitárias brasileiras dão a impressão de
achar que seus clientes não têm uma ideia muito clara daquilo que querem ou
que sabem avaliar corretamente o que recebem". Sim , eles têm idéia, e os
usuários jamais devem ter a impressão de que as rotinas e procedimentos
técnicos são mais importantes do que eles. fato de ouvi-los e responder as
suas ansiedades, necessidades e indagações pode trazer benefícios
duradouros.
Pode não ser fácil, mas é indispensável haver comprometimento de toda
a equipe e organização, para que as mudanças sejam percebidas por seus
usuários internos e externos. No entanto, a sobrevivência de uma biblioteca
dentro das instituições de ensino superior pode depender dessas mudanças.
Assim, espera-se que esta experiência positiva seja utilizada por outras
bibliotecas, e que ajude a se ter em mente que os usuários sempre serão a
alma de uma Unidade de Informação, tal como foi percebido e aprendido no
IESF, que fez reviver sua biblioteca .
"Será que vai valer à pena?", poderá ser a questão que paire na mente
de alguns profissionais. Entretanto, é necessário saber que não há escolha . A
Unidade de Informação só existirá se conseguir conceder benefícios sólidos
para seus usuários, o que poderá garantir seu desenvolvimento e permanência.

°

6 Referências
AMARAL, S. A. do. Marketing: abordagem em unidades de informação.
Brasília : Thesaurus, 1998.
FREITAS, A. L. P. ; BOLSANELLO, F. M. C.; VIANA, N. R. N. G. Avaliação da
qualidade de serviços de uma biblioteca universitária: um estudo de caso

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Trabalho completo

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usuários da Biblioteca Alcídio Pimentel do Instituto de Ensino Superior da
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bibliotecas universitárias: estudos de caso em instituições brasileiras. In :
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO,
19., 2000 , Porto Alegre. Anais eletrônicos .. .Porto Alegre: PUCRS, 2000 .
Disponível em : &lt;dici.ibict.br/archive/00000824/011T173.pdf&gt;. Acesso em : 22
maio 2011 .

2769

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                <text>Aborda a reestruturação física, a transformação de acervo fechado para acervo aberto, revitalização e implantação de serviços na Biblioteca Alcídio Pimentel, do Instituto de Ensino Superior da FUNLEC - IESF, com foco nas necessidades de seus usuários. Questiona-se a condição do acervo, entre as perspectivas de aberto ou fechado, em função do atendimento. Descreve de que forma essa reestruturação afetou a utilização da Biblioteca e o relacionamento com a comunidade dessa Instituição. Utiliza a metodologia SERVQUAL (Service Quality), que analisa qualitativa e quantitativamente o grau de satisfação e a percepção dos usuários relativa à reestruturação e à abertura do acervo. De acordo com o resultado da pesquisa, observa-se que a possibilidade do acervo aberto oferece liberdade, transforma a biblioteca em um lugar agradável e de livre acesso, ao mesmo tempo em que propicia uma aproximação entre a Unidade de Informação e seus usuários. Percebe-se, por meio dos relatos, que a Biblioteca Alcídio Pimentel tornou-se atraente, o que justifica a visitação mais frequente dos usuários, que, anteriormente, o faziam de forma esporádica. A reestruturação física e conceitual também colaborou para a promoção do espaço físico, de seus produtos e serviços.</text>
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BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: ACESSO À INFORMAÇÃO E
CONHECIMENTO
Marivaldina Bulcão dos Santos
Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Bahia ,
Bibliotecária da Universidade do Estado da Bahia , Lauro de Freitas, Bahia
mbreis@uneb.br

Resumo
A biblioteca universitária implanta-se como gestora do conhecimento e
disseminadora da informação que visa realizar atendimentos específicos apoiando
às atividades de ensino, pesquisa e extensão, dando ênfase ao desenvolvimento da
ciência, educação e cultura. É nesse sentido, que a informação apresenta o seu
papel social relevante ao conhecimento e a comunicação que são determinantes no
processo de disseminação e uso da informação, influenciando o ciclo informacional
e operando mudanças. O eixo norteador desse estudo é desvelar a biblioteca
universitária pela excelência de seus serviços prestados à comunidade acadêmica e
reafirmando a sua função social. O objetivo é refletir sobre a biblioteca universitária
como o local adequado para acompanhar os mecanismos estratégicos que ajudam a
capacitar as nações, a suscitar conhecimento e a transformá-lo em vantagem
competitiva , fomentando a riqueza e crescimento . A fundamentação teórica
contempla os conceitos de universidade e biblioteca universitária. A pesquisa
demonstra a visão ampla da biblioteca universitária do ponto de vista dos
bibliotecários e do espaço, além da disseminação da informação. Os resultados
obtidos indicam que para atingir o papel da biblioteca universitária ela tem que estar
preparada administrativamente e tecnicamente, ter uma missão, propósito e
objetivos bem definidos, dispor de acervo bibliográfico de qualidade, ampliando as
possibilidades de acesso remoto na obtenção de informação e poder contar com
profissionais capacitados, ter disponibilidade de equipamento e materiais técnicos
necessários para poder oferecer serviços e produtos de qualidade.

Palavras-Chave:
Biblioteca
Informação.

Universitária;

Universidade;

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Conhecimento;

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Abstract
The university library management deploys as disseminator of knowledge and
information that aims at supporting specific care to teaching, research and extension,
emphasizing the development of science, education and culture. In this sense, it
presents the information relevant to their social knowledge and communication are
crucial in the process of dissemination and use of information, influencing the
information cycle and operating changes. The guiding principie of this study is to
unveil the university library for the excellence of his service to the academic
community and reaffirming their social function . The aim is to reflect on the university
library as the place to follow the strategic mechanisms that help to empower nations
to raise awareness and turn it into competitive advantage by promoting the wealth
and growth. The theoretical framework includes the concepts of college and
university library. The survey demonstrates the broad vision of the university library's
point of view of librarians and space, beyond the dissemination of information. The
results indicate that to achieve the role of the university library it has to be prepared
administratively and technically, have a mission, purpose and clear goals, have
bibliographic quality, expanding the possibilities for remote access to obtain
information and power rely on trained professionals have the availability of technical
equipment and materiais needed to offer quality products and services.

Keywords:
University Library; University; Knowledge ; Information Society.

1 Introdução
A universidade pode ser vista mediante duas vertentes: uma formada pela
comunidade que segundo Chales (1996, p.7) é a universidade com "autonomia de
mestres e alunos reunidos para assegurar o ensino de um determinado número de
disciplinas em um nível superior". Esta modalidade de universidade é criação da
civilização Ocidental, depois disseminada pela Europa, com função unificadora da
cultura medieval privilegiando a pesquisa . (MENDONÇA, 2000, p.131-150).
A outra vertente, é a que mantém o "nome" de universidade; na realidade é a
continuação dos colégios dos jesuítas que defende a idéia de ser a forma ideal ou
natural de organização do ensino superior, sendo a universidade o elemento central
dos sistemas de ensino superior.
Para entender o que significa a universidade é necessário desenvolver
competências para lidar com a universalidade do saber, respeitando o compromisso
histórico e o avanço da ciência, a importância da formação profissional e o
desenvolvimento das sociedades e dos povos, uma vez que a universidade tem
compromissos sociais e deve estar sintonizada com a realidade e as aspirações da
população ao impulsionar as ações e anseios para além dos muros da universidade.
Revitalizar a Universidade e implantar bibliotecas impõe a necessidade de
profissionais da área . Assim , a evolução do papel do bibliotecário mostra a

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necessidade de utilizar as técnicas biblioteconômicas, impulsionando um avanço
cada vez maior. O bibliotecário passa a ser o principal colaborador, tanto do cientista
como do pesquisador. (ORTEGA Y GASSET, 1967, p.76) .
Nesse contexto, observa-se que a matéria-prima da universidade é a
informação, e o órgão responsável pelo gerenciamento da informação na
universidade é a biblioteca . Chega-se à conclusão, que é na universidade onde
"tudo começa e termina na biblioteca"; ou seja , a matéria-prima da biblioteca é o
universo bibliográfico que transfere em serviços para a comunidade acadêmica.
(PEREIRA, 2008 , p.5)

2 Revisão de Literatura
As primeiras universidades surgem no interior das ordens religiosas, a partir
dos séculos VII. Entre as mais notáveis, estão a Universidade de Bolonha, na Itália;
posteriormente a Universidade Sorbonne, em Paris, considerada o "Centro filosófico
e teológico do mundo" (Martins, 1996, p.89) .
É na Sorbonne que se instala a Biblioteca que se torna um exemplo de
biblioteca universitária baseada nas ideias de Jean Bonnerot, que em seu livro La
Sorbonne (1927), descreve a biblioteca como local sagrado, referindo-se às
limitações de acesso, com prudência necessária para conhecer o que se pesquisa .
Martins (1996, p.90):
Sim, trata-se de um lugar sagrado e augusto, no qual só se entra de beca e
boné. Quando a leitura termina, é aconselhável refletir e meditar, passeando
devagar ao longo da galeria coberta que rodeia a biblioteca. Depois, quando
as sombras da noite se adensam , cada um se recolhe a sua casa , visto ser
proibido, por prudência trazer lanterna [ ...]

Nessa perspectiva a biblioteca vai se firmando como lugar de leitura, sendo
as escolas leigas substituídas pelas religiosas, único meio de aquisição e
transmissão de cultura e assim , a universidade forma-se pela cooperação de
mestres e discípulos, sendo o pensamento cristão um esforço generalizado para
recuperar, conservar, incorporar e assimilar os valores morais, políticos, jurídicos,
literários e artísticos do mundo criado na Antiguidade. (MENDONÇA, 2000 , p.135)
Entre as universidades que merecem destaque estão a Universidade de
Oxford e Cambridge na Inglaterra, Montpellier na França , Salamanca na Espanha ,
Nápoles na Itália, Heidelberg e Colônia na Alemanha.
O ensino é transmitido na língua litúrgica da cristandade, e o conhecimento
fundamentado na religião, como resultado da iluminação divina; porém, o caráter
canônico nem sempre é do agrado dos alunos e professores que reivindicam
debates mais abertos fundamentados em novas teorias baseadas no pensamento
grego. Assim, a educação superior era disseminada no âmbito do clero, erudito,
visto como guardiã da sabedoria . E a universidade moderna surge e entre outros
motivos, os bispos necessitam de um lugar para prover treinamento clerical e nesse
sentido, a teologia é considerada a "Rainha das ciências" na Universidade.
(MENDONÇA, 2000 p.138)
Registra-se que durante a Idade Média a fé é questionada pela razão e a
ciência passa a atender as necessidades do ser humano em prol da vida cotidiana,

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as experiências fundamentam as idéias e as fontes de conhecimento aperfeiçoam as
disciplinas e o pensamento.
A universidade emerge da exigência de vida em comum daqueles que, como
mestres e aprendizes, dedicam-se à vida intelectual e às ciências. Na origem da
universidade ocorre a transição da humanidade, da vida rural para a vida urbana, do
pensamento dogmático para o racionalismo, do mundo eterno e espiritual para o
mundo temporal e terreno, da Idade Média à Renascença .
Por muitos séculos, avanços do conhecimento realizam-se no trabalho
universitário ou em torno dele. (CARVALHO, C., 2007) Assim , as universidades
conseguem entre outras conquistas o monopólio dos exames, diplomas, autonomia
jurídica e possibilidade de apelar diretamente ao Papa .
Nesse sentido, a biblioteca universitária é um dos principais instrumentos de
que a universidade dispõe para atingir suas finalidades. Ferreira, L. (1980, p.7)
afirma :
Se a biblioteca é importante para o ensino geral , no ensino superior seu
papel é proeminente em virtude do valor da própria universidade, pois
nenhuma outra instituição ultrapassa em magnitude a contribuição
universitária, a qual torna possível o formidável avanço tecnológico e
científico que se registra atualmente em todos os campos de conhecimento.

Desse modo, a biblioteca universitária tem como objetivo fornecer infraestrutura bibliográfica e documental aos cursos, pesquisas e serviços vinculados às
ordens religiosas que sustentam o movimento de criação das universidades. A
implantação das universidades no mundo continente americano somente ocorre
muito tempo depois.

3 Bibliotecas Universitárias no Brasil
Descrever a história das universidades no Brasil de forma consistente e
organizada conduz ao eixo norteado r que privilegia as bibliotecas universitárias.
Nesse sentido, revela-se que a partir da transmigração da Família Real portuguesa
para o Brasil o País foi transformado em sede da coroa portuguesa. Essa mudança
impulsiona a implementação de medidas administrativas, econômicas e culturais
para estabelecimento da infra-estrutura necessária ao funcionamento do império.
A criação dos primeiros estabelecimentos de ensino superior busca formar
quadros profissionais para os serviços públicos voltados à administração do País. As
áreas privilegiadas são: medicina, engenharia e direito. Em 1808, são criados os
primeiros estabelecimentos de ensino médico-cirúrgico de Salvador e do Rio de
Janeiro.
A concepção da Universidade no Brasil pode ser vista por duas vertentes: a
primeira visa a instalação da Escola Normal Superior, responsável pela formação
especializada em aperfeiçoar professores de ensino secundário e normal, liderada
pelos católicos que defendem a universidade, segundo Mendonça (2000, p.132)
como uma "agência de homogeneização de uma cultura média, projeto de
recuperação do país de caráter moralizante que passava pelo resgate da tradição
católica na formação da alma nacional". A segunda vertente acredita na
universidade com o objetivo de desenvolver a pesquisa científica e altos estudos
indispensáveis ao progresso do País, que absorve os egressos da Escola

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Politécnica e constrói as verdadeiras "usinas mentais, local onde se formam as elites
pensantes do País, local de produzir conhecimento indispensável ao progresso
técnico e científico". (MENDONÇA, 2000, p.131-150).
Ambos as vertentes mostram que a instituição forma as elites que
representam diferentes concepções de educação . Nesse período a biblioteca
universitária passa a ser gestora do conhecimento e disseminadora da informação.
Carvalho, I. (2004, p.81) ressalta que:
Assim, da função de depósito do saber até atingir o status de espaço do
saber, as bibliotecas passaram por etapas que representam o seu
amadurecimento, sem perder de vista sua relação direta com a
socialização do conhecimento [ ... ]

Convém evidenciar que a primeira universidade de caráter oficial brasileira , é
denominada Universidade do Brasil, criada no Rio de Janeiro (1920) , que reúne a
Escola Politécnica (de Medicina e Direito), instituída pelo presidente da República ,
Epitácio Pessoa (1865-1942) ; sete anos depois é criada a Universidade de Minas
Gerais (1927), a Universidade de São Paulo (1934) fundada pelo grupo de
intelectuais que se articula em torno do Jornal O Estado de São Paulo, em 1946 são
implantadas, na Região Nordeste, a Universidade Federal da Bahia e a de
Pernambuco. (COSTA, 2001, p.3) .
A primeira Legislação Universitária Brasileira , é publicada em 1931 , na gestão
do Ministro de Educação Francisco Campos e autoriza os diplomados a exercer
profissões liberais sob a fiscalização ministerial e a profissão de bibliotecário é
beneficiada pela lei. Deste modo, é evidente a valorização da biblioteca e a
necessidade de profissionais com competências e habilidades definidas para a
dinamização e crescimento da Universidade.
Historicamente, o desenvolvimento das universidades pode ser compreendido
em quatro momentos: nos anos 1950, o ensino superior sofre o primeiro impacto de
expansão no País, o número de universidades cresce de forma surpreendente,
nascem do processo de agregação de escolas profissionalizantes à procura de suas
bases; na década seguinte, de 1960, cresce em todos os sentidos, aumentando o
número de instituições, de alunos e de professores.
Durante a década de 1970, a universidade assume o papel de instituição de
pesquisa e o corpo docente passa a ter carreira acadêmica, proliferando os
programas de pós-graduação e, fisicamente modernizam-se os campi universitários
com as construções de prédios adequados a abrigar laboratórios e bibliotecas.
Na década de 1980, o amadurecimento dos programas de pós-graduação
valoriza as bibliotecas estruturadas em forma de sistema, adotando modelo de
centralização ou descentralização.
É nesse âmbito, que a informação na universidade torna-se um insumo básico
e ela passa a ter a missão de produzir e disseminar conhecimento, desenvolvendo
uma visão crítica e buscando soluções práticas para os problemas sociais, através
da pesquisa . Mendonça (2000, p.138) afirma que:
À universidade assim concebida competiria o estudo científico dos grandes
problemas nacionais , gerando um estado de ânimo nacional capaz de dar
força , eficácia e coerência à ação dos homens, independente das suas
divergências e diversidades de ponto de vista . Nessa instituição seriam
formadas as elites de pensadores, sábios, cientistas , técnicos e os
educadores.

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Compondo a tríade do ensino, pesquisa e extensão, a universidade desempenha a
missão de liderar um processo de produção do conhecimento, vinculando as
realidades sociais, propondo maneiras de resolver problemas. É aí que a biblioteca
universitária tem participação fundamental , pois é um agente mediador entre o
conhecimento gerado e o usuário.
Paulatinamente surgem as bibliotecas universitárias. Em 1947, cria-se a
primeira Biblioteca Central na Universidade de São Paulo, desenvolvendo o serviço
de catálogo coletivo de livros e periódicos. Em 1953, a Biblioteca da Universidade de
Recife desenvolve o serviço central de bibliotecas (aquisição e processamento
técnico). Em 1960, a Biblioteca da Universidade Federal da Bahia inicia o Serviço
Central de Informação Bibliográfica.
Em 1963, o Conselho Federal de Educação recomenda a existência de
bibliotecas como requisitos para reconhecimento de cursos superiores. Em 1968,
surge a Lei da Reforma Universitária (Lei nO 5.540/68) que propõe o modelo de
biblioteca central para eliminar a duplicidade de meios para fins idênticos e
racionalizar sua organização com a plena utilização de recursos materiais e
humanos. A Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) publica
o trabalho intitulado "Reforma Universitária e as Bibliotecas Universitárias do
Nordeste" (1968) que sugere :
[... ] tendo em vista a reforma, que o planejamento e a reestruturação dessas
bibliotecas fossem feitos paralelamente ao planejamento e à reestruturação
de suas universidades ". . na hora que se tenta implantar, melhorar e
racionalizar todo um sistema universitário de ensino e pesquisa, não
poderiam estar separadas bibliotecas e universidades, ou bibliotecas e
pesquisas.
Já não é possível continuar-se pretendendo que a universidade possa estar
atualizada sem bibliotecas e que as bibliotecas existam, sobrevivam e
cumpram sua finalidade sem terem à sua frente o seu especialista - o
bibliotecário. (BRASIL, 1968, p.3)

Ensino, pesquisa e extensão são palavras chave na concepção de uma
universidade e com a implantação da pós-graduação, as bibliotecas universitárias se
fortalecem ; as autoridades da área passam a investir nos seus setores, melhorando
as condições de funcionamento , equipamento, acervo, equipe e na oferta de
serviços. A partir de 1970, surgem várias discussões a respeito de estudos técnicos,
infra-estrutura, valorização e financiamento dessas bibliotecas. Em 1972 realiza-se
10 Encontro Nacional de Diretores de Bibliotecas Centrais Universitárias e cria-se a
Comissão Nacional de Diretores de Bibliotecas Centrais Universitárias (CNBU) com
objetivo de:
Estudar os problemas relativos ao desenvolvimento das bibliotecas
universitárias brasileiras; desenvolver estudos, projetos e programas de
coordenação de bibliotecas, aquisição centralizada , centralização de
processos técnicos , racionalização de normas; desenvolver programas de
intercâmbio de informações e de material bibliográfico entre as bibliotecas
universitárias do País; desenvolver programas de treinamento e
aperfeiçoamento de pessoal para coordenação de bibliotecas universitárias.
(GRUPO DE IMPLANTAÇAO DA COMISSAO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS CENTRAIS UNIVERSITÁRIAS (1973» apud FERREIRA
(1980, p.32)

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Em 1974, funda-se a Associação Brasileira de Bibliotecas Universitárias
(ABBU) que apóia as bibliotecas centrais universitárias e todas as bibliotecas
universitárias brasileiras, federais, estaduais ou particulares. Em 1975, é implantado
o Núcleo de Assistência Técnica (NAT-08) criado pelo Ministério de Educação e
Cultura (MEC) com objetivo de oferecer estágios a profissionais bibliotecários e
também prestar consultoria às Instituições de Ensino Superior (IES) .
Em 1978 tem origem a Comissão de Bibliotecas Universitárias (CBU), ligada
à Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários (FEBAB) e realiza-se o 1°
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU). Em 1978, no âmbito da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), é criada a
Assessoria de Planejamento Bibliotecário, que segundo Carvalho, I. (2004 , p.87) tem
como objetivo :
[... ] elaborar e julgar projetos, dar consultorias às bibliotecas e promover
programas, cursos , encontros e subsistemas que garantam uma evolução
mais racional , interdependente e interdisciplinar das bibliotecas
universitárias, em colaboração com outros organismos especializados .

A partir de 1980, a biblioteca universitária abandona o modelo de estrutura
descentralizada e passa a ser órgão coordenador para as bibliotecas setoriais. O
que segundo Aragão (1973, p.43):
A centralização da biblioteca universitária é tema muito discutido nos meios
profissionais, há mais de 20 anos . Até agora , porém conclusões têm sido
postas em prática com relação ao assunto , divergindo as opiniões quanto à
forma de centralização a adotar: - Deve haver uma centralização global de
serviços e acervos nas unidades? - Deve haver centralização por áreas?
Essas questões têm sido levantadas e defendidas por grupos de
interessados, especialmente aqueles que fizeram cursos em universidades
estrangeiras, mas as soluções não são encaminhadas com o mesmo calor e
entusiasmo.

Nesta perspectiva, as bibliotecas universitárias acompanham a dinâmica do
seu macro-ambiente e entram em uma fase de transição, adaptando-se às
mudanças sociais, econômicas e tecnológicas, disponibilizando a informação em
rede e socializando o conhecimento. Nota-se o futuro incerto que aponta para uma
fase de transição entre os artifícios dos exercícios da profissão tradicional e a
constituição de novos exercícios modernos fundamentados no uso das tecnologias
de informação e comunicação.
Nesse sentido, observa-se que a automação proporciona as articulações em
rede e o uso de novas tecnologias reproduz modelos híbridos, digitais e virtuais. Tais
mudanças podem ser explicadas na fala de Felippe Serpa (1935-2003) em palestra
proferida no KM Brasil 2003, quando afirma :

o

conhecimento virou fator de produção, ele se desenvolve graças à
universidade, e esse conhecimento é fundamental para qualquer instituição,
em qualquer nível. A convivência de personalidades , a convergência é que
dá as características à universidade. Todos são necessários mas não são
suficientes. (SERPA, 2003)

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A história da união da universidade e biblioteca demonstra um período longo
de obediência e submissão que ilustra, orienta, critica e engrandece as funções
acadêmicas. E essas instituições têm que fornecer qualidade de formação
intelectual, técnica, politicamente competente aos alunos, através da produção
científica, artística , filosófica e tecnológica , promovendo atendimento às
necessidades, aos anseios e expectativas da sociedade e desenvolvendo soluções
para problemas locais e regionais.
José Geraldo Souza Júnior, diretor da Secretária Superior (SESu) acrescenta
que "a universidade tem um novo sentido" e Antunes apud Bahia (1997, p.6) afirma
que "universidade não é mais o único endereço do conhecimento, mas é o local
onde todas as formas do saber podem dialogar".
Por conseguinte, a biblioteca universitária representa o local adequado para
acompanhar os mecanismos estratégicos que ajudam a capacitar as nações, a
suscitar conhecimento e a transformá-lo em vantagem competitiva , fomentando a
riqueza e o crescimento. O que Cunha (2000, p. 87) ressalta:
[... ] à medida que um povo educado e com conhecimento se transforma no
elemento-chave da prosperidade, segurança e bem-estar social , a
universidade, nessa era de transformações rápidas, destaca-se como uma
das mais importantes instituições de nosso tempo.

É evidente o desempenho das universidades em beneficiar a sociedade,
principalmente porque visam formar e capacitar pessoas, incentivar a produção, o
registro do conhecimento, apoiar o desenvolvimento de pesquisas e atividades de
extensão, fortalecendo o país como um todo . Pelo mesmo desempenho, as
bibliotecas universitárias, ao apoiarem as atividades de ensino, pesquisa e extensão,
têm papel preponderante no desenvolvimento da sociedade porque são mediadoras
no processo de geração, produção e organização da informação, que pode
acontecer independente do suporte em que se encontra.
A despeito de um panorama tão complexo é preciso registrar, no âmbito das
universidades públicas, a criação das universidades estaduais, que têm como
referencial a Legislação do Estado da Bahia para as universidades estaduais. A Lei
nO 7.176 de 10 de setembro de 1997, ressalta no art. 3° que:
As Universidades Estaduais tem por finalidade desenvolver a educação
superior, de forma harmônica e planejada, promovendo a formação e o
aperfeiçoamento acadêmico, científico e tecnológico dos recursos humanos,
a pesquisa e a extensão, de modo indissociável, voltada para as questões
do desenvolvimento sócio-econômico, em consonância com as
peculiaridades regionais. (BAHIA, 1997)

As universidades estaduais demonstram sua potencialidade para articular-se
com a problemática de desenvolvimento local e regional evidenciando os cenários
históricos, culturais, sociais, econômicos, étnicos, educacionais, demográficos,
características que reforçam a essência de toda a universidade. Como afirma
Miranda (1978, p.4) "as instituições são as pessoas que dela participam", por isso,
separar a biblioteca da universidade é impossível na prática; os méritos de um são
estendidos ao outro. Ferreira (1980, p.8) reafirma :

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Realmente, pode afirmar que, pelo tipo e pela qualidade dos serviços
prestados por sua biblioteca é possível medir-se o grau de desenvolvimento
de uma universidade. Não é menos verdade , que o valor que se dá a
biblioteca depende muito da concepção que se tenha de universidade e do
que ela possa oferecer.

Portanto, a biblioteca universitária reflete o ambiente que desenvolve os
serviços tradicionais da biblioteca e mais os serviços de informação em rede, e os
profissionais da informação estarão envolvidos na produção, coleta, disseminação e
uso da informação, para estarem inseridos na sociedade da informação e do
conhecimento.

4 O Papel da Biblioteca Universitária
As verdadeiras bibliotecas universitárias destacam-se pela excelência de seus
serviços prestados à comunidade acadêmica, reafirmando a sua função social. Na
sociedade contemporânea o conhecimento passa a ser um recurso estratégico nas
instituições e a biblioteca acadêmica se organiza visando a geração, disseminação e
uso da informação. Aliado a isso Miranda (1980, p.5) associa:
Biblioteca e Universidade são fenômenos indissociáveis, vasos
comunicantes , causa e efeito . A biblioteca não pode ser melhor que a
Universidade que a patrocina. A Universidade, conseqüentemente, não é
melhor do que o sistema bibliotecário em que se alicerça .

As bibliotecas são espaços sociais que sempre guardam a memória humana
registrada e com a responsabilidade de prover o acesso às informações
armazenadas, contribuindo para o desenvolvimento de uma sociedade mais humana
e digna. Como afirma Targino (2000 , p.1), [.. .] "a biblioteca é e sempre foi a
instituição social a que compete exercer as funções de preservação e disseminação
das informações, e por conseguinte, o bibliotecário, o profissional encarregado de
concretização de tais objetivos".
Diante do progresso da tecnologia, evoluem as formas de comunicação, a
construção, a classificação e o compartilhamento do conhecimento e da informação
que respaldam novas maneiras de categorizar o mundo, apresentando novas etapas
cognitivas do conhecimento humano. Ao utilizar e incorporar em suas práticas
cotidianas as tecnologias de informação e comunicação, as bibliotecas acadêmicas
alteram as formas de sociabilidade, implicando o redimensionamento do papel social
dos atores que nela atuam .
A biblioteca universitária, conectada às novas tecnologias é responsável pela
integração entre usuários e fontes de informação, reforçando o desenvolvimento dos
cidadãos. As tecnologias permitem o acesso ao conhecimento e as bibliotecas
devem buscar ações e ferramentas que permitam localizar, filtrar, organizar e
resumir informações que sejam úteis ao usuário independente do lugar em que eles
se encontrem .
As bibliotecas são equipamentos sociais de uso coletivo. Neste sentido,
cresce a responsabilidade das bibliotecas de garantir o acesso ao público, sendo

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assim , tanto as bibliotecas como as universidades são pontos de convergência de
idéias e distribuição dos saberes, onde todas as formas de conhecimento podem
dialogar, desenvolvendo as peculiaridades de cada região onde estiverem
estabelecidas.
Na estrutura organizacional da biblioteca universitária, verifica-se que há
significativa parcela de tarefas repetitivas e monótonas. A informatização resolve
boa parte dos problemas, realizando de forma rápida e eficiente o trabalho de rotina,
liberando o bibliotecário para desenvolver outros serviços. Mas, quando a biblioteca
é um sistema ou uma rede normalmente gera centralização de processamento ou
controle do acervo, conforme a distribuição das responsabilidades ; uma parte das
bibliotecas reduz as atividades e outras acumulam funções, principalmente as
bibliotecas centrais. Compartilha-se da idéia defendida por Miranda (1980 ,p.20) "A
informatização na biblioteca, se não tiver outros méritos, já vale apenas pela
libertação do bibliotecário das tarefas burocráticas e rotineiras e para que
desenvolva seu potencial como agente disseminador da informação".
Diante desta realidade, percebe-se que as bibliotecas universitárias detêm um
papel essencial nos processos de pesquisa da comunidade acadêmica , uma vez
que a biblioteca tem a posse do conhecimento universitário; sua principal função é
ser intermediária entre o conhecimento científico e o tecnológico em apoio a seus
usuários.
Desse modo, a biblioteca universitária deve estar preparada para atender a
demanda de pesquisas e levantamentos bibliográficos e técnicos, visando suprir os
projetos em desenvolvimento na universidade. É necessário analisar o papel das
bibliotecas universitárias, principalmente na sua inserção nos projetos em
desenvolvimento como um elemento de cooperação técnica e científica. Assim, os
recursos humanos e financeiros devem estar previstos nos projetos, visando
principalmente à melhoria dos acervos, para que possam responder as
necessidades específicas de cada projeto.
Entre as principais funções da biblioteca universitária, podem ser
mencionado, o repositório do acervo, a disseminadora de informação e
conhecimento e o elo de ligação entre o conhecimento e o usuário final; essas
funções continuam importantes
mesmo depois da Internet, tecnologia que
contempla pequena parte do conhecimento especializado.
Nesse contexto, percebe-se que a biblioteca universitária é o principal recurso
para facilitar o acesso à informação. Assim , é visível a necessidade de inserir a
biblioteca como co-participante nos projetos da universidade visando melhorar o
acervo documental, as bases de dados e os demais serviços indispensáveis à
comunidade acadêmica.
É preciso ressaltar, no âmbito das universidades públicas, a necessidade do
aperfeiçoamento da estrutura administrativa que influencia os serviços bibliotecários,
a fim de torná-los mais eficientes e ágeis atendendo as necessidades dos usuários.
Tendo como precursores os autores citados, comprova-se que na sociedade
contemporânea, a satisfação dos usuários é fator fundamental para a sobrevivência
da biblioteca, portanto , identificar as competências, aproximando as habilidades,
conhecimentos e atitudes dos bibliotecários profissionais da informação estabelecem
em englobar a técnica, cognição e os procedimentos relacionados ao trabalho.

5 Considerações Finais

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As bibliotecas universitárias, como o próprio nome diz, são as que se inserem
nas Universidades, razão porque se encontram estreitamente vinculadas à pesquisa
acadêmica, de fundamental importância para o exercer a sua função de
disseminadora da informação, levando o resultado dos trabalhos e pesquisas
efetuados no meio acadêmico. Assim, a análise das informações obtidas na
pesquisa leva às seguintes considerações em relação ao eixo do trabalho.
A biblioteca universitária, através do bibliotecário profissional da informação,
acompanha o avanço das tecnologias intelectuais e, com intuito de usufruir da
diversidade dos serviços disponíveis, dinamiza as técnicas, adapta-se às mudanças
propiciando aos profissionais adquirir novas competências e habilidades que levam
a melhor interação com os usuários, participando do processo interativo do
conhecimento compartilhado.
A partir dessas considerações a disseminação da informação na sociedade
atual ganha nova dimensão com o uso de instrumentos que viabilizam a
comunicação da informação redimensionando a disseminação da informação
levando em conta a desterritorialidade, superando a distancia no tempo e no espaço ,
atendendo de forma rápida e precisa à demanda da clientela.
importante é aprofundar uma maior aproximação entre a biblioteca e o
usuário o que possibilita a leitura, o acesso aos conhecimentos e informações
registrados, propósitos que tanto podem fortalecer o sentido social do bibliotecário
profissional da informação, como despertar o profissional humanista retraído no
exercício das suas funções profissionais.
Nesse cenário o profissional volta-se a olhar para a biblioteca como uma
instituição que reconhece o papel da disseminação da informação, levando o usuário
às transformações que ocorrem mediante novos conhecimentos.

°

Referências
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2134

da

informação?

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                  <text>Português</text>
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                <text>A biblioteca universitária implanta-se como gestora do conhecimento e disseminadora da informação que visa realizar atendimentos específicos apoiando às atividades de ensino, pesquisa e extensão, dando ênfase ao desenvolvimento da ciência, educação e cultura. É nesse sentido, que a informação apresenta o seu papel social relevante ao conhecimento e a comunicação que são determinantes no processo de disseminação e uso da informação, influenciando o ciclo informacional e operando mudanças. O eixo norteador desse estudo é desvelar a biblioteca universitária pela excelência de seus serviços prestados à comunidade acadêmica e reafirmando a sua função social. O objetivo é refletir sobre a biblioteca universitária como o local adequado para acompanhar os mecanismos estratégicos que ajudam a capacitar as nações, a suscitar conhecimento e a transformá-lo em vantagem competitiva, fomentando a riqueza e crescimento. A fundamentação teórica contempla os conceitos de universidade e biblioteca universitária. A pesquisa demonstra a visão ampla da biblioteca universitária do ponto de vista dos bibliotecários e do espaço, além da disseminação da informação. Os resultados obtidos indicam que para atingir o papel da biblioteca universitária ela tem que estar preparada administrativamente e tecnicamente, ter uma missão, propósito e objetivos bem definidos, dispor de acervo bibliográfico de qualidade, ampliando as possibilidades de acesso remoto na obtenção de informação e poder contar co</text>
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                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
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Resumo expandido

A BIBLIOTECA MULTIMíDIA EM SAÚDE PÚBLICA
DA ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA
SERGIO AROUCA
Fatima Cristina L. dos Santos
Especialista em Informação Científica e Tecnológica em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz,
Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca , Rio de Janeiro-RJ

Antônia Carmélia de M. Brito
Especialista em Indexação da Infomação, Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de
Saúde Pública Sergio Arouca , Rio de Janeiro-RJ

Ana Cristina M. Furniel
Mestra em Relações Internacionais Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde
Pública Sergio Arouca , Rio de Janeiro-RJ

Ana Paula Mendonça
Especialista em Informação e Informática em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz, Escola
Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Rio de Janeiro-RJ

Maria Elisa A. dos Reis
Mestra em Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública
Sergio Arouca , Rio de Janeiro-RJ

Rosane Mendes
Especialista em Informação e Informática em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz, Escola
Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca , Rio de Janeiro-RJ

Alberto Souza
Graduando em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Fundação Oswaldo Cruz, Escola
Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca , Rio de Janeiro-RJ

1 Introdução
A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), da Fundação
Oswaldo Cruz, possui desde 2004 sua Biblioteca Multimídia (BM) seguindo padrões
da web 2.0. Trata-se de um ambiente baseado na metodologia de gestão do
conhecimento em que qualquer usuário pode, depois de se cadastrar, incluir
documentos em formato de texto, planilha, vídeo, imagem, áudio ou hipertexto. A
Biblioteca possui 25 áreas temáticas no campo da Saúde Pública e seu público alvo
é formado por alunos, pesquisadores, profissionais de saúde, gestores do Sistema
Único de Saúde (SUS) e cidadãos. Os objetivos da Biblioteca Multimídia são: Apoiar,
reutilizar e construir coletivamente o conhecimento na área de saúde pública,
visando atender às necessidades de seus usuários; ampliar e melhorar as formas de
comunicação e disseminação das informações em saúde pública; potencializar a
geração de novos conhecimentos na área de saúde pública; fomentar o
compartilhamento do conhecimento entre alunos, professores e pesquisadores da
ENSP apoiando o ensino em saúde pública no ambiente educacional da Escola.

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�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Resumo expandido

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Figura 1 - Página inicial da Biblioteca Multimídia
Fonte: FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. ESCOLA NACIONAL DE SAUDE PUBLICA SERGIO
AROUCA.
Biblioteca
Multimidia.
Site.
2012.
Disponivel
em:
&lt;
http://www4.ensp.fiocruz.br/biblioteca/home/&gt; . Acesso em: 11 abr. 2012.

2 Materiais e Métodos
A Biblioteca possui particularidades desenvolvidas levando em consideração
as políticas de software livre e as diretrizes de acessibilidade em razão da instituição
na qual está inserida. Por ser um órgão público federal , algumas adaptações foram
empregadas como modelo para utilização coletiva, inclusive para o uso das
Unidades que pertencem à Fiocruz e demais parceiros institucionais. Todo
documento postado na Biblioteca Multimídia da ENSP é de responsabilidade do
usuário que fez seu cadastro. Os arquivos são avaliados por editores e, depois,
liberados para acesso na Biblioteca. O conteúdo considerado impróprio,
desrespeitando princípios éticos, ferindo a privacidade dos colaboradores ou
denegrindo a imagem institucional não é publicado.

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�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Resumo expandido

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Figura 2 - Documento cadastrado na Biblioteca Multimídia
Fonte: FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. ESCOLA NACIONAL DE SAUDE PUBLICA SERGIO
AROUCA.
Biblioteca
Multimídia.
Site.
2012.
Disponível
em:
&lt;
http://www4.ensp.fiocruz.br/biblioteca/home/&gt; . Acesso em: 12 abr. 2012.

A busca na Biblioteca Multimídia permite pesquisar os documentos por uma
das suas áreas temáticas, por tipo de publicação (apresentação em evento, material
de apoio a curso, material didático, projeto, relatório, legislação, artigo, capítulo de
livro, livro, periódico, folheto e folder), tipo de mídia (animação, áudio, gráficos,
imagem, mapas, texto e vídeo) e por autor e data, além de permitir acesso direto aos
últimos arquivos cadastrados ou aos mais acessados pelos usuários.

3 Resultados Parciais/Finais
Atualmente o acervo da Biblioteca possui cerca de 2.000 publicações. E
deverá se expandir para aportar além do conteúdo hoje já existente, que são as
apresentações e trabalhos de evento em sua maioria, para inserir também recursos
educacionais e a produção técnico-científica da ENSP. Seu conteúdo está passando
por revisões para que esteja de acordo com critérios de qualidade, como
acessibilidade e confiabilidade.

4 Considerações Parciais/Finais
A Biblioteca Multimídia auxilia a disseminação da informação em saúde para
um público dirigido, sem excluir outros perfis. Divulga a produção da ENSP e de

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Resumo expandido

seus parceiros, garante o acesso a conteúdos úteis para a comunidade que
necessita de informação em saúde e estimula a utilização de diversas mídias. Com a
implantação da Biblioteca Multimídia foi possível verificar como a utilização da
Internet pode tornar-se um poderoso instrumento de informação em uma
comunidade educacional. A Biblioteca Multimídia contribui valiosamente na
construção da cidadania , pois facilita a apropriação social da informação de maneira
descentralizada e democrática, para um público aberto à inovação e preocupado
com uma política de informação acessível.

311

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Ciência da Informação&#13;
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                <text>A Biblioteca Multimídia em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca.</text>
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                <text>Santos, Fátima Cristina L. dos Santos et al.</text>
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                <text>Discorre sobre a biblioteca multimídia e sua importância no fomento e compartilhamento de conhecimento campo da saúde pública. Os objetivos da Biblioteca Multimídia são: Apoiar, reutilizar e construir coletivamente o conhecimento na área de saúde pública, visando atender às necessidades de seus usuários; ampliar e melhorar as formas de comunicação e disseminação das informações em saúde pública; potencializar a geração de novos conhecimentos na área de saúde pública; fomentar o compartilhamento do conhecimento entre alunos, professores e pesquisadores da ENSP apoiando o ensino em saúde pública no ambiente educacional da Escola.</text>
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        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5894/SNBU2012_033.pdf</src>
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                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
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Resumo expandido

A QUALIDADE NO CADASTRO DE AUTORES DA BIBLIOTECA
MULTIMíDIA DA ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA SERGIO
AROUCA/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
Fatima Cristina L. dos Santos 1, Antônia Carmélia de M. Brito,2 Ana
Cristina M. FurnieJ3, Ana Paula Mendonça, Maria Elisa A. dos Reis, Rosane
Mendes, Alberto Souza
'Especialista em Informação Científica e Tecnológica em Saúde , Fundação Oswaldo Cruz,
Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Rio de Janeiro-RJ ; 2Especialista em Indexação da
Infomação, Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Rio de
Janeiro-RJ ;3Mestra em Relações Internacionais Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde
Pública Sergio Arouca, Rio de Janeiro-RJ ; Especialista em Informação e Informática em Saúde,
Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Rio de Janeiro-RJ;
Mestra em Saúde Pública , Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública
Sergio Arouca , Rio de Janeiro-RJ;Especialista em Informação e Informática em Saúde, Fundação
Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Rio de Janeiro-RJ ;Graduando em
Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública
Sergio Arouca, Rio de Janeiro-RJ

1 Introdução
A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), unidade da
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), lançou em agosto de 2007 a segunda versão de
sua Biblioteca Multimídia (BM). É um repositório onde o usuário pode, depois de se
cadastrar, incluir documentos em formato de texto, planilha, vídeo, imagem, áudio ou
hipertexto. Possui 25 áreas temáticas no campo da Saúde Pública e seu público alvo
é formado por alunos, pesquisadores, profissionais de saúde, gestores do Sistema
Único de Saúde (SUS) e cidadãos. Atualmente seu acervo conta com
aproximadamente 2.000 publicações.
Os objetivos da Biblioteca são: apoiar, reutilizar e construir coletivamente o
conhecimento na área de saúde pública, visando atender às necessidades de seus
usuários; ampliar e melhorar as formas de comunicação e disseminação das
informações em saúde pública ; potencializar a geração de novos conhecimentos na
área de saúde pública; fomentar o compartilhamento do conhecimento entre alunos,
professores e pesquisadores da ENSP apoiando o ensino em saúde pública no
ambiente educacional da Escola.
Uma nova versão da BM será lançada em 2012, e um dos seus critérios de
qualidade será a normalização dos autores cadastrados. Esse trabalho objetiva
apresentar as atividades referentes à essa normalização, seguindo dois atributos ou
dimensões: Acessibilidade e Confiabilidade.

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2 Materiais e Métodos
Por ser um ambiente livre (onde o próprio autor insere sua obra), mesmo que
essa obra passe por uma padronização, alguns problemas de busca podem ocorrer,
pois a entrada dos nomes dos autores é livre. Isso significa que as normas utilizadas
para inserção dos nomes dos autores são variadas (ABNT, Vancouver, etc), e não se
tem garantia de que os nomes cadastrados estarão completos! corretos. Com base
nesse problema, iniciou-se o processo de normalização em seu cadastro de autores.
Baseando-se no texto de Oleto (2006), buscou-se seguir dois atributos ou
dimensões nesse trabalho: Acessibilidade e Confiabilidade. Acessibilidade, visando
redução de tempo que o pesquisador levará para localizar a informação desejada e
Confiabilidade, visando credibilidade no conteúdo localizado.
Em 2006 a Biblioteca iniciou sua colaboração com o Campus Virtual em
Saúde Pública (CVSP) , uma rede de compartilhamento com o objetivo de facilitar a
gestão da informação e a aprendizagem na área de saúde pública, um espaço
comunicacional e de aprendizagem, resultado de uma parceria entre a Organização
Pan-Americana da Saúde (OPAS) e os países da região das Américas (CAMPUS ... ,
2012). Esse compartilhamento atribuiu mais responsabilidade na qualidade do
conteúdo da Biblioteca Multimídia.
A normalização escolhida para os autores foi baseada nas "Normas de
Vancouver" - Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical
Journals, organizadas pelo International Committee of Medicai Journal Editors
Vancouver Group (ICMJE), tendo em vista seu uso recorrente na área de saúde,
onde a BM está inserida (RODRIGUES , 2008). Todos os nomes cadastrados serão
normalizados dessa forma, e esse trabalho iniciou-se com os nomes já existentes no
repositório .
Coletou-se todos os nomes já cadastrados, somando 1.440 registros. O que
não significou 1.440 nomes diferentes, pois um nome pode ter sido registrado de
várias formas . Construiu-se uma planilha em ambiente Excel onde foram inseridos
os ítens:
a)Nome do Autor: Como ele foi cadastrado na Biblioteca Multimídia.
b)Nome Completo: Nome coletado em fontes confiáveis, que será
cadastrado na Biblioteca.
c)Nome Vancouver: Como ele ficará disponível para o pesquisador no
campo de autoria da Biblioteca Multimídia.

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Figura 1 - Planilha Excel com nomes de autores

Após essa fase , selecionamos quais seriam as fontes de pesquisa onde
buscaríamos os nomes completos desses autores. As fontes escolhidas foram :
a) Portal ENSP, onde esses autores foram citados em eventos como
palestras, aulas, etc. Foi criado como ferramenta de apoio à gestão do
conhecimento e para garantir a qualidade da informação gerada e
organizada pela instituição (PORTAL. .. , 2011). Mesmo quando esses
autores não são da Escola, suas instituições são citadas, o que nos
leva à outra fonte confiável de pesquisa.
b) Plataforma Lattes, projeto do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq), onde o próprio autor cadastra sua
produção e pode indicar como gostaria de ser citado. O Currículo
Lattes se tornou um padrão nacional no registro da vida pregressa e
atual dos estudantes e pesquisadores do Brasil, e é adotado pela
maioria das instituições de fomento , universidades e institutos de
pesquisa do país (CONSELHO .. ., 2011).
O processo de pesquisa ocorreu da seguinte forma : o nome era pesquisado
no site da ENSP e depois na Plataforma Lattes. Atualizávamos/corrigíamos e
indicávamos no campo Excel "Nome Vancouver" como esse autor deveria
"aparecer", respeitando sempre a sua indicação no campo "nome em citações
bibliográficas" em seu currículo Lattes. Por exemplo :
a) Nome do Autor: ESCOREL, Sarah
b) Nome Vancouver: Escorei S

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c) Nome Completo: Sarah Maria Escorei de Moraes
No caso de pesquisadores não localizados na Plataforma Lattes, utilizou-se
também a forma completa do nome. Com relação aos autores institucionais,
continuamos a nos basear nas Normas de Vancouver.

3 Resultados Parciais/Finais
A normalização foi realizada nos autores já cadastrados e tornou-se rotina no
processo de trabalho de cadastramento de documentos na Biblioteca. Isso será mais
perceptível na nova versão, disponível ao público no segundo semestre de 2012 .

I

B'BLlOTECA MULTlMí~IA

HClme &gt; Temas

Font., Mq11293 ,

AcoL

Au t ",(O), E""," S

Mote';.' o;spon;ve'e

~ ~

'vlsltetambf'f?l

~

N

Congresso Orttsileiro de Política, Planejamento e Ge5tao em Saude, l0, 2 010
- S~rah Escorei
palestra proferida por Sarah Escorei, pesqwsadora da Ensp, durante a mesa
'Partk::ipação Social e SUS: 0$ avanços necessârios' do dia 26 de agosto de 2010 do
I Congresso Brasileiro de Polit/Cà, Planejamento e Gestão em Saúde, promovido pela
ASSOCiação Brasileira de Pós-Gradiaç!Jo em Saúde Coletiva (Abrasco ), que
.3Cont9cel1 de 24 a 26 de agosto de 2010 em salvador,

Sarah diVidiu sua exposição em três partes, apresentou um levantamento da
produção Cient ífica sobre participação SOCial no BraSIl. No segundo tÓpiCO trouxe
InFormaçl:ies e dados sobre conselhos e conferências nas t rê s esferas de governo, E
disse que a 'prestação de contas' das deliberações das Conferên cias e as atividades
dos Conselhos deveria e~ t rapol ar a ârea de saúde e os I mites governa mentais , com
vistas a dar satisfação para a SOCiedade como um todo, ArqUIVO disponível para
leitura, audiçao e/ou download nos íc ones ao lado

Figura 2 - Página da Biblioteca Multimídia onde o nome do pesquisador aparece no
campo de autoria como indicado no Currículo Lattes.
Fonte: FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. ESCOLA NACIONAL DE SAUDE PUBLICA SERGIO
Site.
2012.
Disponível
em:
&lt;
AROUCA.
Biblioteca
Multimídia.
http://www4.ensp.fiocruz.br/biblioteca/home/&gt;. Acesso em: 12 abr. 2012.

4 Considerações Parciais/Finais
Consideramos que a normalização é uma atividade destinada a estabelecer
regras e linhas de orientação, baseadas em consensos e aprovada por organismos
de normalização reconhecidos. Diante dos nossos problemas reais para adoção de
dispositivos que contemplassem a necessidade dos pesquisadores da Fiocruz em

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relacionar os nomes adotados em suas comunicações científicas e os nomes mais
conhecidos no contexto técnico científico, procuramos qualificar o trabalho realizado
e reduzir problemas de duplicidade e otimização do tempo que o pesquisador terá
em realizar uma busca em nosso repositório. Percebemos que a normalização de
autores é uma questão que devemos nos preocupar, pois esse processo em alguns
casos pode interferir num resultado de pesquisa .

5 Referências

CAMPUS VIRTUAL DE SAÚDE PÚBLICA BRASIL. O que é? Disponível em :
&lt;http://brasil.campusvirtualsp.org/node/3638&gt; . Acesso em : 10 jan. 2012 .
CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTíFICO E TECNOLÓGICO .
A
Plataforma
Lattes.
Disponível
em:
&lt;http://Iattes.cnpq .br/conteudo/aplataforma .htm&gt;. Acesso em : 14 dez. 2011 .
OLETO, Ronaldo Ronan . Percepção da qualidade da informação. Ciência da
Informação,
Brasília , v.35, n.1, p. 57-62, jan/abr, 2006 .
Disponível em :
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v35n1/v35n1a07.pdf&gt;. Acesso em 13 jun . 2011 .
PORTAL ENSP ganha Grand Prix do Prêmio Intranet Portal. Disponível em :
&lt;http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/14027&gt;. Acesso
em: 15jun. 2011 .
RODRIGUES, Jeorgina Gentil. Como referenciar e citar segundo o Estilo Vancouver.
Rio de Janeiro: Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em
Saúde/Fundação Oswaldo Cruz, 2008 .

291

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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Apresenta as atividades referentes à normalização de autores cadastrados no repositório, visando a acessibilidade e confiabilidade como critérios de qualidade. Por consider que a normalização é uma atividade destinada a estabelecer regras e linhas de orientação, baseadas em consensos e aprovada por organismos de normalização reconhecidos. Diante dos nossos problemas reais para adoção dedispositivos que contemplassem a necessidade dos pesquisadores da Fiocruz em relacionar os nomes adotados em suas comunicações científicas e os nomes mais conhecidos no contexto técnico científico, procuramos qualificar o trabalho realizado e reduzir problemas de duplicidade e otimização do tempo que o pesquisador terá em realizar uma busca em nosso repositório. Percebemos que a normalização de autores é uma questão que devemos nos preocupar, pois esse processo em alguns casos pode interferir num resultado de pesquisa.</text>
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Trabalho completo

ESTUDO DA USABILlDADE E AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO
BLOG BIBLlOJURíDICA, DA BIBLIOTECA DA FACULDADE DE
DIREITO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Ester Laodiceia Santos 1, Sue/y Margareth da Rocha 2
' Mestre em Ciência da Informação, UFMG, Belo Horizonte, MG
2Bacharel em Biblioteconomia , UFMG, Belo Horizonte, MG

RESUMO
Reconhecendo o papel importante dos blogs no processo de comunicação entre a
biblioteca e seus usuários, o trabalho analisa a usabilidade e a qualidade do blog
Bibliojurídica, da Biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade Federal de
Minas Gerais. Na análise foram utilizados os atributos de usabilidade de Jakob
Nielsen e os parâmetros de avaliação de blogs de Luisa Alvim . Constatou-se que
alguns indicadores de usabilidade e qualidade não estão presentes no blog
estudado ou necessitam ser aperfeiçoados, sendo relevante a sua adoção com
vistas a melhorar a navegação e a organização das informações. Conclui-se que
estudos de usabilidade e avaliação aplicados a blogs são importantes para
aprimorar a interação entre o blog e os seus leitores.

Palavras-Chave: Avaliação ; Biblioteca ; Blog; Usabilidade; Web 2.0.
ABSTRACT
Acknowledging the important role played by blogs in the communication process
between the library and its users, the study examines the usability and quality of
UFMG's Law School Library's blog Bibliojurídica . Jakob Nielsen's usability attributes
and Luisa Alvim 's blog evaluation parameters were used in the analysis. Some
quality and usability indicators were found to be either absent from the studied blog
or in need of being perfected, and their implementation would be instrumental in the
enhancement of navigation and information organization . One concludes that
usability and evaluation studies applied to blogs are important to improve the
interaction between the blog and its readers.

Keywords: Evaluation ; Library; Blog ; Usability; Web 2.0.

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1 Introdução
Uma das características mais acentuadas da atual sociedade da informação e
do conhecimento é a tecnologia de comunicação em rede, especialmente a Internet.
Trata-se de uma poderosa ferramenta de disponibilização de informações, de
maneira rápida e para um grande número de indivíduos. Além disso, com o
desenvolvimento da Web 2.0 os usuários passaram a ser também produtores de
conteúdo em ambientes cada vez mais colaborativos e dinâmicos.
A variedade de sistemas e fontes de informação é grande: site, biblioteca
digital, blog, portal, entre outros, mas nem sempre existe a preocupação com a sua
organização e interação com os usuários, ocasionando problemas na recuperação e
frustração nas pessoas. Por isso os estudos de usabilidade são muito importantes,
pois se preocupam com a melhor interação dos usuários com o sistema, adequandoo às necessidades dos usuários e proporcionando a sua satisfação.
Nesse contexto, os blogs - ambientes que permitem a publicação de
conteúdos e comentários dos usuários - também necessitam de avaliação de
usabilidade e de qualidade. Alvim (2007a, p.3) ressalta que uma área emergente
dentro dos sítios Web são os blogues, que necessitam de estudo e avaliação
qualitativa que permita aos leitores/profissionais reconhecer aqueles blogues que se
destacam no infinito da Internet.
Na literatura são encontrados muitos estudos sobre diretrizes, critérios e
parâmetros para avaliação de fontes de informação na Internet. Mas, conforme
ressalta Alvim (2007a, p.5) algumas propostas não se aplicam, na totalidade, aos
blogs. Para a autora este novo sistema de comunicação e informação exige outros
parâmetros e indicadores que convém definir e determinar. Na mesma linha de
pensamento, Nielsen (2005) destaca que os blogs são um gênero especial de site,
uma vez que possuem características únicas e problemas de usabilidade distintos.
Sendo assim, o trabalho tem como objetivo realizar um estudo de usabilidade
e avaliar a qualidade do blog Bibliojurídica da Biblioteca da Faculdade de Direito da
Universidade Federal de Minas Gerais (FD-UFMG) baseado dos atributos de
usabilidade de Jakob Nielsen e nos parâmetros de avaliação da qualidade de blogs
de Luisa Alvim .

2 Revisão de Literatura
2.1 Blogs: de diários eletrônicos a ferramentas de compartilhamento de
informações
Inicialmente faz-se necessário apresentar o conceito de Web 2.0, pois foi
graças ao seu surgimento que ferramentas como o blog puderam ser aperfeiçoadas,
deixando de ser apenas diários pessoais para se tornarem fontes de informação em
várias áreas do conhecimento.
Para Alvim (2007b, p.2) o conceito Web 2.0 "surge em 2004, promovido por
Tim O' Reilly, que não o limita a criação de conteúdos". O conceito está firmado em
mais princípios, que revolucionaram a forma de estar na Web e, consequentemente
a forma de estar de determinados serviços que utilizam a plataforma Web . A autora
detalha tais princípios:

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"O aproveitamento da inteligência coletiva, o reconhecimento de que as experiências
dos utilizadores são enriquecedoras para o desenvolvimento das interfaces, o fim do
ciclo das atualizações de versões dos softwares comerciais, a procura da
simplicidade na utilização de interfaces gráficos e na arquitetura da informação, o
confirmar que a gestão de dados é uma competência de todos, que os softwares
podem e devem ser de utilização gratuita e melhoram com o crescimento de uma
comunidade que os utiliza, que as ferramentas e os conteúdos estão na Web e não
nos computadores do utilizador, que a atualização e a criação de conteúdos é
realizada de forma dinâmica por todos os interessados, dando um sentido igualitário e
colocando a confiança entre os pares" (ALVIM, 2007b, p.2) .

Além dos blogs existem no ambiente da Web 2. O outras ferramentas
importantes tais como o Facebook, Twitler, feeds, entre outros. Os blogs são
conteúdos digitais onde se publicam textos (posts) sobre assuntos variados em
ordem cronológica . Podem apresentar outros recursos de multimídia como vídeos,
áudio, fotografias e músicas.
O "termo Weblog foi empregado pela primeira vez em 1997 pelo norteamericano Jorn Barger para se referir ao seu jornal online Robot Wisdom e era um
acrônimo derivado das palavras web e log (diário ou bloco de anotações)". MALlNI
(2008, p.2). Em 1999 passou a ser conhecido apenas como blog e na prática era
uma coleção de links com comentários breves.
Inicialmente os blogs eram utilizados apenas para relatos de ordem pessoal ,
sendo conhecidos como diários eletrônicos. No Brasil, de acordo com Schittine
(2004, p.12), "o fenômeno começou a se desenrolar no início do ano 2000, embora
já tivesse surgido em outros países".
Ainda segundo Schittine (2004, p.13) "o fato de ser um diário íntimo escrito
dentro de um meio de comunicação (a Internet) e voltado para um público
transformou uma questão que, a princípio, seria literária numa questão relativa ,
também, à disciplina da comunicação".
Em 2001 os blogs deixam de ser caracterizados somente como pessoais e
passaram a ter um caráter informativo. E os fatos históricos que permitiram tal
mudança foram os atentados terroristas ocorridos em Nova Iorque, em 11 de
setembro de 2001 . Para Malini (2008, p.8) "este foi o primeiro acontecimento que
mostrou inicialmente o poder da Internet como fonte de informação", pois no dia os
portais de informação das agências de notícias internacionais não conseguiram ficar
estáveis devido ao excesso de tráfego nos seus servidores.
Verifica-se que desde a sua criação e popularização, o blog vem sendo
aperfeiçoado, ou seja, novos recursos tecnológicos estão sendo utilizados pelos
seus criadores e leitores. E o fator que mais contribuiu para que os blogs se
tornassem um dos ambientes digitais mais populares foi a sua fácil utilização, não
exigindo conhecimento muito aprofundado de programação. Conforme reforça
Nielsen (2005) um dos grandes benefícios de um blog é a "facilidade de publicação,
pois é possível escrever um parágrafo, clicar em um botão e já ser publicado, sem a
necessidade de design visual ou qualquer tipo de manutenção ou de programação
de servidor".
Para criar um blog não é preciso possuir conta em um servidor, pois ele pode
ser hospedado em páginas gratuitas. Existem vários softwares que permitem a
automática e gratuita criação de blogs. Segundo Malini (2008 , pA) "o primeiro deles
foi o Pitas, criado em julho de 1999 e o 810gger, que surgiu um mês depois, sendo o
mais popular sistema de publicação online até hoje". O autor também destaca outros
sistemas de publicação como o Movable Type e o Wordpress.

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Os blogs podem também ter diferentes aplicações ou funções, além de
classificados de diversas maneiras: corporativos, profissionais, educacionais e mais
recentemente também estão sendo usados como espaços de produção científica.
Nesse último caso, Batista e Costa (2010 , p.[3]) afirmam que os blogs "permitem a
dialogicidade do autor com outros pesquisadores e com colaboradores que se
interessam pelo objeto de estudo colocado em discussão". Mas para Alcara e Curty
(2008, p.89) "tratar os blogs como fontes de informação científica pode parecer
prematuro, pois tal afirmação pressupõe uma densa discussão prévia acerca da
qualidade da informação veiculada nesses espaços".
Já "elevar o blog ao status de canal de comunicação informal em ambiente
Web no processo de discussão da ciência já não pode ser questionado". ALCARA e
CURTY (2008, p.89).
2.2 Os blogs em bibliotecas
Como já exposto, os blogs são ferramentas de compartilhamento e
comunicação de informações, tendo como diferencial a possibilidade de interação
entre produtores e leitores por meio dos comentários. Por causa disso, estão sendo
utilizados por várias instituições, entre elas as unidades de informação de vários
tipos (escolares, públicas, especializadas e universitárias). Os recursos da Web 2.0
estão sendo aproveitados por bibliotecas para criar ambientes de colaboração com
os seus usuários.
Nesse contexto, tem-se o conceito de Biblioteca 2.0 que, de forma
simplificada, trata da aplicação das tecnologias Web 2.0 nos serviços das
bibliotecas. Segundo Casey e Savastinuk (2006) a Biblioteca 2.0 é um "novo modelo
de serviço da biblioteca centrado no usuário que encoraja as mudanças nos serviços
físicos e virtuais que a biblioteca oferece".
Kwanya et aI (2009) apresentam os princípios da Biblioteca 2.0:
a) A biblioteca está em todo lugar. O usuário espera usufruir dos serviços da biblioteca
como e quando ele necessita. Entretanto com o desenvolvimento dos serviços da
biblioteca eletrônica como, por exemplo, os de referência via chat e outras tecnologias via
web, a biblioteca pode transpor o espaço físico
b) A biblioteca não tem barreiras. Este princípio é básico da Biblioteconomia. Os
bibliotecários devem tentar tornar a informação disponível sem muitas barreiras de
acesso.
c) A biblioteca convida todos a participar. Aqui é onde as redes sociais devem atuar. O uso
de RSS, wikis, blogs, tags e outras informações criadas pelo usuário que deveriam ser
introduzidas nos serviços das bibliotecas.
d) A biblioteca usa um sistema flexível e reprodutor. Sistemas excelentes são o resultado
da participação de vários grupos diferentes, todos trabalhando juntos através da
cooperação.

Oguz e Holt (2011) ressaltam que embora as mídias sociais de forma geral
tenham ganhado destaque nas bibliotecas os blogs ainda permanecem como o
modo mais popular de promover os seus recursos e atualizar os eventos junto aos
usuários.
Por serem desenvolvidos em softwares gratuitos e serem de fácil uso, os
blogs são excelentes ferramentas para promover os serviços e dialogar com os
usuários da biblioteca, pois se sabe que são instituições sem fins lucrativos, ou seja,
não possuem recursos para aquisição de tecnologias ou pagamento de empresas
para desenvolver ferramentas de comunicação mais sofisticadas. Para criar um blog

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basta ter na instituição pessoas com conhecimentos técnicos suficientes para a
criação e atualização do blog e acima de tudo , com disponibilidade e gosto pela
escrita .
Vários autores pesquisados destacam que o blog é uma excelente ferramenta
para divulgar os produtos e serviços prestados pela biblioteca e contribui para a
aproximação entre usuários e a instituição. (ALVIM, 2007b) ; (DUARTE EIRAS,
2007); (ANDRÉ, 2006), entre outros.
Outro benefício importante é a utilização do blog como instrumento para
divulgar a marca da biblioteca . André (2006, p.[8]) destaca que a imagem da
instituição fica mais transparente, além de ser uma excelente ferramenta de
marketing de comunicação e informação à comunidade dos serviços e produtos
documentais que a biblioteca produz. Pode ser utilizado para melhorar os serviços
de referência , difundir novas aquisições da biblioteca, entre outros.
Conforme destacado pelos autores, as vantagens do blog no contexto das
bibliotecas são grandes, mas os profissionais da informação precisam explorar
melhor as tecnologias de comunicação e informação proporcionadas pela Web 2.0
para que o blog cumpra com eficiência o seu papel na instituição.
Um dos diferenciais dos blogs é a possibilidade de se comentar os assuntos
postados, mas tal recurso precisa ser mais explorado . Para Nesta e Mi (2011) é
importante "considerar os comentários dos usuários nos blogs e a sua participação
nas páginas das redes sociais para melhorar e direcionar os serviços de
informação." Os autores fizeram um estudo para medir a efetividade da
implementação das mídias sociais em bibliotecas universitárias de Nova Jersey, nos
EUA e em Hong Kong . Eles observaram que havia mais fornecimento de notícias,
novos serviços e normas da biblioteca do que comentários de usuários dos blogs
pesquisados.
Para Stuart (2009) os comentários são uma das "mais importantes
características em blogs, pois permitem aos usuários não somente interagir como
compartilhar opiniões com a biblioteca, mas também servem para engajar em
discussões com outros usuários ao mesmo tempo". Ele finaliza afirmando que o
nível de comentários é o mais importante indicador para medir o sucesso de um
blog.
A equipe responsável pelo blog deve incentivar os usuários a fazer
comentários. Vale destacar que tal atitude contribuirá para conhecer melhor os
pontos fracos dos serviços e produtos da biblioteca e do próprio blog, para que eles
possam ser aprimorados. Ou seja, a autocrítica e o reconhecimento que é preciso
melhorar continuamente tornam as atividades mais dinâmicas e contribui para
diminuir o comodismo.
Foxley (2009) lista treze maneiras de incentivar os leitores a comentarem os
assuntos do blog . Aqui se destacam as seguintes: a)disponibilizar espaço para
comentários; b)remover qualquer barreira para o usuário comentar (retirar registro do
usuário no sítio web caso a segurança não seja afetada) ; c)simplesmente ao
terminar de escrever um post perguntar! (promover respostas/comentários) ; d) fazer
uma mistura de textos que englobem relatos de advertência, informativos,
instrucionais ou uma breve lista; e) escrever um post sobre os benefícios de
comentar um blog, entre outros.
E finalmente é preciso salientar que a equipe editorial deve conhecer o seu
público-alvo . O conteúdo do blog deve ser elaborado de acordo com as

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características dos usuários, ou seja, deve ser criado e adaptado para atender e
conquistar os seus leitores.
2.3 O blog Bibliojurídica

o blog Bibliojurídica foi criado em agosto de 2010 para ser uma ferramenta de
comunicação entre a Biblioteca da FD-UFMG e seus usuários.
Na época da criação do b/og o site da FD-UFMG encontrava-se desatualizado
e com problemas de navegação. Atualmente ele foi reestruturado e no link Biblioteca
há um link para o Bibliojurídica. Aqui é importante ressaltar que o b/og não deve
substituir o site tradicional já utilizado porque é uma "vitrine da empresa" e é onde o
cliente consulta e acessa o seu conteúdo (CIPRIANI , 2006). Ou seja , o projeto do
blog deve ser conduzido juntamente com o site já existente.
Após alguns testes para a escolha do software de hospedagem do b/og,
optou-se pelo Wordpress 1 , por ele apresentar mais recursos para a organização e a
navegação das informações. O Bibliojurídica pode ser acessado pelo endereço
eletrônico: http://bibliotecadireit02010.wordpress.com .
Quase dois anos após a sua criação pode-se afirmar que o b/og está
consolidado na biblioteca como um canal de comunicação entre a mesma e a
comunidade da FD-UFMG. Isso pode ser comprovado pelos 139 posts publicados e
pelas 10.408 visitas até a data de 13 de abril de 2012 , além dos comentários dos
usuários sugerindo e cobrando melhorias nos serviços da biblioteca e também pelas
solicitações de alunos e professores para divulgar eventos da faculdade no b/og,
entre outros. Os comentários com sugestões e críticas ao Bibliojurídica reforçaram a
necessidade do estudo. Além disso, sabe-se que qualquer ferramenta necessita ser
aperfeiçoada com o objetivo de atender bem às necessidades dos seus usuários.
Daí a importância de realizar um estudo para avaliar a usabilidade e a qualidade do
blog.
2.4 A importância dos estudos de usabilidade

Do mesmo modo que existem critérios para avaliar as fontes de informação
disponibilizadas no universo desorganizado da Internet, já existem estudos que
propõe diretrizes para avaliação de b/ogs e elas são baseadas em estudos de
usabilidade. Sendo assim , é importante contextualizar a origem e as propostas dos
estudos de usabilidade.
De acordo com Dias (2003 , p.25) em sua essência a usabilidade "tem raízes
na Ciência Cognitiva, mas o termo começou a ser usado no início da década de 80 ,
nas áreas de Psicologia e Ergonomia, como substituto da expressão "user-friend/y"
(amigável)". Ainda segundo a autora a mudança ocorreu porque as máquinas não
precisam ser amigáveis, basta que elas não interfiram nas tarefas que os usuários
desejam realizar.
Já para Cybis, Betiol e Faust (2010 , p.19) "os estudos de usabilidade
emergem de um esforço sistemático das empresas e organizações para desenvolver
programas de software interativo com usabilidade". Tais estudos constituíam o
núcleo da engenharia de usabilidade, disciplina que surgiu no final dos anos 80 e
1 Plataforma semântica de vanguarda para publicação pessoal , com foco na estética, nos padrões
Web e na usabilidade. É ao mesmo tempo um software livre e gratuito. Disponível em
http://&lt;wordpress.com &gt;. Acesso em 10 mar. 2012 .

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Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros

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que, durante a década seguinte saiu dos laboratórios das universidades e institutos
de pesquisa para ser implementada como departamento ou função nas empresas
desenvolvedoras de software interativo.
A primeira norma internacional que definiu o termo usabilidade foi a
International Organization for Standardization (ISO) 9126, publicada em 1991 .
Segundo a norma, usabilidade é: "um conjunto de atributos de software relacionado
ao esforço necessário para seu uso e para julgamento individual de tal uso por
determinado conjunto de usuários".
No Brasil existe uma norma específica sobre a usabilidade. É a NBR 9241,
publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) . Ela segue as
determinações da ISO 9241, uma vez que a ABNT é associada à instituição
internacional. Na ABNT, a usabilidade é definida como a "medida na qual um
produto pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos
com eficácia, eficiência e satisfação em contextos específicos de uso"
(ASSOCIAÇÃO .. ., 2002, p.3).
De acordo com Cybis, Betiol e Faust (2010, p.16) usabilidade é a qualidade
que caracteriza o uso dos programas e aplicações. Mas os autores reiteram que ela
não é uma qualidade intrínseca de um sistema , mas depende de um acordo entre as
características de sua interface e as características de seus usuários ao buscarem
determinados objetivos em determinadas situações de uso.
Um dos maiores estudiosos na área de usabilidade é Jakob Nielsen . Para o
pesquisador americano, "usabilidade é um conceito que busca definir as
características de utilização, do desempenho e da satisfação dos usuários, na
interação e na leitura das e nas interfaces computacionais, na perspectiva de um
bom sistema interativo". NIELSEN (1994) . Ele entende a usabilidade como a
qualidade que caracteriza o uso de um sistema interativo. Em sua obra Usability
engineering, publicada em 1994 o pesquisador propõe um conjunto de dez fatores
de base para qualquer interface. São elas: a) visibilidade do estado do sistema ; b)
mapeamento entre o sistema e o mundo real ; c) liberdade e controle ao usuário; d)
consistência e padrões; e) prevenção de erros; f) reconhecer em vez de relembrar;
g) flexibilidade e eficiência de uso; h) design estético e minimalista ; i) suporte para o
usuário reconhecer, diagnosticar e recuperar erros; j) ajuda e documentação.
Os estudos de Nielsen foram utilizados em muitos trabalhos sobre a
usabilidade, tornando-se referência para os pesquisadores da área . (CYBIS , 2010;
SHNEIDERMAN e PLAISANT, 2004; BASTIEN e SCAPIN , 2007, entre outros).
Verifica-se que a usabilidade é essencial a qualquer sistema e isso é
corroborado por vários autores. Bohmerwald (2005, p.95) afirma que o teste de
usabilidade é responsável por revelar como se estabelece a interação entre o
usuário e o sistema, sendo muito importante, pois identifica pontos que devem ser
alterados e assim garante que ele está atendendo bem aos seus usuários.
Para Nielsen e Loranger (2007, p.xxiv) a usabilidade fortalece os humanos e
torna mais fácil e mais agradável tratar a tecnologia que impregna cada aspecto da
vida moderna .
E segundo Kafure e Cunha (2006, p.280) : "se a informação existe para servir
ao seu público-alvo, seria primordial aumentar cada vez mais a usabilidade das

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interfaces das ferramentas tecnológicas permitindo que os usuários recuperem a
informação de maneira eficaz, eficiente e satisfatória".
Com o crescente desenvolvimento das tecnologias, especialmente com o
aprimoramento da Web, faz-se necessário uma atualização das diretrizes de
usabilidade propostas por Nielsen na década de 90 . Sabe-se que desde 1994 muitas
mudanças ocorreram no contexto das tecnologias de informação, pois houve
alterações nos níveis das habilidades, sofisticação e expectativas dos usuários em
relação à Web .
O próprio autor, em um trabalho mais recente de 2007, reforça essa questão:
"o que mudou foi: a tecnologia na Web é mais confiável , e conexões discadas
extremamente lentas são cada vez mais raras, portanto, várias diretrizes cujo objetivo
era atenuar as restrições técnicas iniciais estão sendo substituídas por diretrizes
equivalentes (mas diferentes) que abordam as restrições humanas correspondentes.
[... ] Mas, no geral , a Web melhorou. Agora somos capazes de incluir muitas capturas
de tela de designs que funcionam bem . Além disso, a usabilidade medida aumentou
substancialmente em termos da rapidez e da maneira como os usuários podem fazer
coisas nos Websites. [ ... ] Em outras palavras, o movimento da usabilidade teve
resultados mensuráveis em termos da aprimorada experiência do usuário (NIELSEN
e LORANGER, 2007, p.xviii-xix) .

Atualmente, como ressaltam Cybis, Betiol e Faust (2010 , p.254) "o uso de
equipamentos portáteis que utilizam tecnologias de comunicação sem fio vem
alterando a maneira como as pessoas interagem com informações e serviços".
Nesse sentido, os estudos de usabilidade estão sendo aplicados a esse novo
segmento de computação, exemplificado aqui pelos computadores de mão,
telefones celulares, TV digital, videogames, jogos de computador, entre outros.
Já a questão da usabilidade e qualidade em blogs é apontada por Nielsen
(2005) e Alvim (2007), respectivamente. Em seu trabalho Webblog usability: the top
tem design mistakes, Nielsen aponta os dez maiores erros existentes na construção
de blogs. E no estudo A avaliação da qualidade de blogues, Alvim (2007a) propõe
critérios de avaliação adaptados ao contexto dos blogs e suas características. É
importante destacar que os pressupostos dos autores escolhidos se complementam,
tornando a análise mais completa.

3 Materiais e métodos
A fim de verificar se as diretrizes de usabilidade propostas por Nielsen (2005)
e os parâmetros de qualidade de blogs descritos por Alvim (2007a) estão presentes
no blog Bibliojurídica, serão elaborados quadros de análise e posteriormente serão
feitos comentários sobre os aspectos principais das diretrizes dos autores.
Ressalta-se que entre as dez diretrizes de Nielsen (2005), apenas oito serão
consideradas, pois duas delas não se aplicam a blog institucional, que é o caso do
Bibliojurídica. E referente aos indicadores de qualidade na avaliação de blogs, foram
escolhidos os principais, devido a limitação de páginas do trabalho .
Alguns comentários pertinentes ao tema qualidade e usabilidade do blog
também serão utilizados para complementar a análise, uma vez que ainda não foi
realizado um estudo de usuários do blog .

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4 Resultados Finais
O Quadro 1 demonstra a análise do blog Bibliojurídica a partir das diretrizes
de usabilidade.

Quadro 1- Diretrizes de usabilidade

DIRETRIZES

DESCRIÇAO

BLOG BIBLlOJURIDICA

Sobre nós

É importante que os usuários saibam
sobre a experiência dos responsáveis
pelo blog na área temática tratada, pois
isso atestará credibilidade às informações
postadas.

o

Foto dos autores

A foto dos autores oferece uma
impressão mais pessoal e contribui para
melhorar a sua credibilidade junto aos
leitores.

Não possuem fotos dos editores do
blog, nem dos profissionais da
biblioteca , apenas imagens da
instituição.

Títulos
postagem
descritivos

de

Os usuários devem ser capazes de
compreender a essência de um post ao
ler o seu título, ou seja, o título deve fazer
sentido e ser significativo ao conteúdo
postado. Além disso, os títulos descritivos
são importantes para a recuperação da
informação nos motores de busca e
feeds.

Os títulos dos posts síntetizam o
conteúdo de forma clara.

Clareza dos links

E importante que os links direcionem os
usuários ao endereço correto ou
desejado. Deve-se fornecer a indicação
no próprio link e usar títulos de links para
informações complementares.

Os links possuem clareza quanto
aos seus rótulos e remetem para
sites ou blogs de maneira eficiente,
evitando muitos cliques .

Postagens
anteriores
para
novos leitores

Deve haver a preocupação em conquistar
novos leitores, pois não se pode inferir
que eles acompanham o blog desde a
sua criação. É necessário vincular posts
antigos em postagens mais recentes
sobre temas correlatos.

Não há vinculação entre
atuais e posts anteriores.

Navegação

A navegação cronológica não deve ser a
única forma de organização do conteúdo.
Devem-se utilizar categorias para listar
postagens e recursos sobre determinado
tema .

A navegação pode ser feita das
duas
maneiras :
organização
cronológica e categorias de posts.

Regularidade na
publicação
de
posts

Os leitores precisam ser capazes de
identificar a frequência da publicação de
posts, seja ela diária, semanal , quinzenal
ou mensal. O importante é a manutenção
da regularidade de postagens.

A frequência das postagens é
regular, pois verifica-se que ela varia
de 1 a 5 dias.

Especificidade
dos
assuntos
abordados

Para manter os usuários fiéis ao blog,
faz-se necessário focar no conteúdo do
blog, evitando abordar assuntos muito
variados. É importante não fugir da
temática principal do blog.

Os principais assuntos tratados no
blog são: divulgação de produtos,
serviços e normas da biblioteca ,
dicas de pesquisa , novos tutoriais,
avisos de treinamentos, cursos,
disponibilização de novos links de
acesso a fontes de informação e

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blog possui apenas informações
sobre a equipe técnica da biblioteca.
Não
existem
informações
biográficas sobre os editores do
blog.

posts

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outras informações relacionadas à
instituição a qual a biblioteca é
vinculada.
Fonte: Autoras, baseado em Nlelsen (2005)

Na avaliação da usabilidade do blog Bibliojurídica, constatou-se que não há
informações curriculares e nem fotos sobre os editores do blog, o que contribui para
a falta de credibilidade das informações postadas. Recomenda-se a inclusão de
informações sobre a formação e experiência profissional dos responsáveis, além de
fotos para estreitar os vínculos de confiança com os leitores. Quanto à organização
das informações, verificou-se que está adequada, sendo possível a navegação por
ordem cronológica e pelas categorias de assunto. Fica a sugestão de efetuar a
vinculação entre os posts mais antigos e os mais recentes, principalmente quando
estes abordarem temas correlatos, com o objetivo de conquistar os leitores mais
recentes. Ressalta-se que no próprio software Wordpress é possível cumprir a
diretriz, sendo necessário explorar mais os recursos da plataforma na qual o blog
está hospedado.
Verifica-se que alguns itens estão de acordo com a opinião dos usuários do
Bibliojurídica. De modo geral, os leitores do blog elogiam bastante o seu conteúdo,
como os tutoriais e as dicas de pesquisa, mas alguns sentem necessidade de
conhecer quem posta as informações. Na opinião deles, colocar a foto dos editores
do blog e da equipe da biblioteca tornaria a relação biblioteca-usuário menos
"rígida", nas palavras de um leitor.

a Quadro 2 apresenta a análise do blog Bibliojurídica a partir dos critérios
para avaliação da qualidade de blogs.
Quadro 2- Critérios para avaliação da qualidade de blogs
CRITERIOS/PARAMETROS
Tema

•
•

amplitude
profundidade

II INDICADORES PRINCIPAIS II
-o tema tratado é demasiado
específico?
-o tema principal é implícito
no título ou noutro local?
-existe uma linha editorial?
-até que ponto o tema é
aprofundado?

BLOG BIBLlOJURIDICA

o

conteúdo disponibilizado é
direcionado a comunidade da FDUFMG, sendo específico da área
do Direito (fontes de informação
jurídica, eventos na área , etc) e
contempla também produtos e
serviços de todos os setores da
biblioteca.
Em
menor
profundidade pode atender a
comunidade
externa
por
disponibilizar, por exemplo, link de
acesso e dicas de pesquisa no
DOU-Diário Oficial da União.
O nome do blog já indica que ele
trata de temas relacionados à
biblioteca e informação jurídica.
A linha editorial não está muito
clara.
Alguns temas são aprofundados
por meio de tutoriais, passo- a-

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passo e dicas de utilização.
Conteúdos
•
•
•
•

autoridade
atualidade
originalidade
qualidade da escrita

-identidade do autor/editor
está identificada?
-o autor é alguém reputado
na área a que se refere o
tema do blogue?
-é possivel comunicar com
os responsáveis pelo blog?
-os posts estão atualizados?
-os posts são originais ou
uma reimpressão de outros
blogs?
-o conteúdo das entradas
está bem escrito?

O editor é bibliotecário da
instituição e realiza a edição do
b/og com a colaboração da equipe
biblioteca.
Não
existem
da
informações sobre o curriculo dos
editores . Existe contato (telefone)
de toda a equipe técnica, mas
apenas o e-mail geral da
Biblioteca.
Os posts são atualizados , em
média, de 1 a 5 dias. São mistos:
há reprodução de notícias, por
exemplo, do site da UFMG e
Biblioteca Universitária e posts
originais .
O texto é curto e escrito em uma
linguagem
clara , simples
e
objetiva.
Quando se deseja
chamar a atenção do leitor, alguns
trechos do texto são destacados
em negrito. Em descrição de
passos de pesquisa , por exemplo,
há utilização de listas com
facilitar
o
marcadores
para
entendimento. Os parágrafos são
curtos , o que também facilita a
leitura.

Acesso e facilidade de uso

•
•
•
•
•
•

pesquisa
organização
estabilidade
ligações hipermédia
língua
acessibilidade

-contém
interno?

motor

de

busca

-contém motor
para o exterior?

de

busca

atualização
-permite
dinâmica das entradas pelo
formato RSS ou outro?
-utiliza a pesquisa por nuvem
de etiquetas?
-permite
pesquisar
conteúdos das entradas por
categorias/marcadores?
-é de leitura clara, fácil de
interpretar?
-está bem organizado?
-os comentários estão livres
de spam?
-possui lista
comentários?

dos

últimos

-tem o arquivo de entradas
visível?
-muda
URL?

frequentemente

1223

de

Possui somente motor de busca
interno e não permite atualização
dinâmica pelo RSS ou outro
formato.
Não possui pesquisa por nuvem
de etiquetas , somente pelas
categorias de assunto e ordem
cronológica.
É fácil de ler, as siglas estão por
extenso e as abreviaturas, quando
utilizadas, são conhecidas dos
usuários.

De modo geral é bem organizado
e os comentários não estão livres
de spam e não existe lista dos
últimos comentários . O arquivo de
entradas está bem visível e desde
a sua criação a URL do b/og é a
mesma.
A data de criação do b/og é
informada no link "Apresentação".
Integra imagens e slides, mas de
modo geral os recursos multimídia
são pouco utilizados.
Não possui b/ogroll ~ista de blogs
seguidos ou relacionados) e os
posts possuem ligação para

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-qual a data de inicio do
blog?
-integram
vídeos,
som ,
gráficos, slides, imagens, e
outros?
- possui blogroll?
-os posts tem ligação para
outros blogs e/ou sites Web?

outros sites , para blogs não. Não
utiliza a estrutura de comunicação
TrackBack
(mecanismo
para
comunicação entre blogs) e não
permite
guardar
posts
em
marcadores sociais
Não pode ser lido em outra língua
e não possui legendas para
OCR 's.

-a estrutura de comunicação
TrackBack (Backlink, Ping) é
utilizada?
-permite
guardar
os
posts/blogs favoritos
em
algum
marcador
social ,
Delicious, Furl, Blogmark,
outro.
-pode ser
língua?

lido

em

outra

-a informação tem legendas
para possibilitar a leitura
através de OCR's?
Desenho gráfico

-os
elementos
valorizam o blog?

gráficos

-tem aspecto agradável?

Existe harmonia no layout do blog.
A combinação de cores (texto
preto contra um fundo branco)
proporciona um alto nível de
legibilidade das informações.
O estilo, tamanho e cor das fontes
utilizadas estão equilibrados (ex.
cor azul para informar que há links
para os periódicos eletrônicos).
Há listas coesas com o mesmo
tipo e cor de fonte. Ex : periódicos
eletrônicos.

-os objetivos são claramente
apresentados?

Público e objetivos
•
•
•

objetivos
público
interatividade
público

com

o

os
-cumpre
propostos?

objetivos

-percebe-se qual é o públicoalvo?
-possui visível o contador de
entradas dos leitores?
-possui visível o número de
comentários?
-existem respostas , do autor,
aos comentários?

Os objetivos do blog estão
descritos no item "Apresentação".
O conteúdo dos posts e os links
permanentes são direcionados ao
público-alvo (comunidade da FDUFMG).
A opção de deixar visiveis os
comentários e as visitas está
desativada. As estatísticas de
acesso ao blog estão disponíveis
apenas
para
a
equipe
responsável.

dos
mais

Existem
respostas
aos
comentários, mas estes não ficam
visíveis para todos e não existe
ranking de leitor mais participativo.

-permite saber o número de
leituras para cada post?

A opção de visualizar as leituras
de cada post só está disponível
para os editores.

-possui
um
comentaristas
participativos?

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top

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Divulgação

-possui publicidade incluída?
-os posts são patrocinados?

Custos

-existem
custos
hospedagem do blog?

de

Não possui posts patrocinados. A
divulgação é feita somente por
meios institucionais.
Não existem custos, pois ele foi
criado
em
uma
ferramenta
gratuita.

Fonte: Autoras, baseado em Alvlm (2007, p.7-9)

Na avaliação da qualidade do blog Bibliojurídica , verificou-se que, de modo
geral, seu conteúdo é bom , atualizado e abrangente na área temática abordada .
Recomenda-se que haja informações sobre a formação e a experiência profissional
dos seus editores, além de um contato (e-mail, telefone) mais direto com eles. O
texto é adequado ao contexto de um blog, sendo curto, claro e objetivo . No que se
refere ao acesso e facilidade de uso, faz-se necessário incluir a atualização pelo
formato RSS (Real/y Simple Syndication), retirar os spams dos comentários e tornálos visíveis para todos os leitores, além de permitir que os posts sejam guardados
em marcadores sociais. Faz-se necessário também a inclusão de outros itens
multimídia tais como vídeos, som e slides. Sugere-se também incluir uma lista de
blogs relacionados. O desenho gráfico do blog está adequado, mas recomenda-se
alterar a imagem da página principal , colocando uma foto da biblioteca ou da FDUFMG, com vistas a vincular o blog à instituição. No item público e objetivos, sugerese fazer um ranking dos usuários que mais comentam no blog e deixar visíveis o
número de leituras de cada post e as estatísticas de acesso ao blog. Um post com
alto número de visitas e comentários demonstra que este chamou a atenção dos
leitores. E finalmente , recomenda-se também deixar visíveis as respostas aos
comentários dos usuários, como forma de auxiliar outros que, por ventura, podem ter
tido o mesmo tipo de dúvida ou fizeram uma sugestão parecida .
Destaca-se que alguns aspectos avaliados estão em consonância com a
opinião dos usuários do blog . Segundo comentários postados, os leitores preferem
uma imagem da FD-UFMG na página principal do blog . Já outro leitor escreveu que
gostaria de ler os comentários de outros usuários , assim como acontece em alguns
sites de notícias, o que, na opinião dele, contribuiria para promover a interação com
outros usuários.

5 Considerações Finais
Conforme visto os blogs são ferramentas fáceis de criar e editar. Mas isto não
significa que não se deve seguir parâmetros de qualidade, pois os eles são fontes de
informação e tal qual devem se pautar pela confiabilidade e credibilidade.
Verificou-se no trabalho que alguns aspectos do blog precisam ser
aprimorados para que ele possa cumprir seus objetivos, especialmente no que se
refere a: incentivar os leitores a fazer mais comentários no blog, utilizar mais os
recursos de Web 2.0 agregados ao Bibliojurídica e explorar mais os recursos da
própria ferramenta Wordpress e inserir mais recursos multidimídia tais como vídeos,
músicas, entre outros.
O estudo de usabilidade e avaliação da qualidade do Bibliojurídica será
encaminhado à equipe responsável pelo blog para que esta implemente as
modificações necessárias. Acredita-se que o trabalho poderá contribuir para o
levantamento de elementos coerentes com as necessidades dos usuários do blog e

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Trabalho completo

consequentemente para uma melhor navegabilidade e recuperação de informações
relevantes aos leitores do mesmo.
Com a disponibilização cada vez maior de serviços da Biblioteca da FDUFMG no b/og Bibliojurídica , recomenda-se como trabalho futuro estudos de
usuários para permitir o conhecimento das necessidades particulares dos
utilizadores do b/og, a partir de entrevistas, questionários e também dos comentários
postados por eles. Bohmerwald (2005, p.95) reforça a questão, pois aponta a
possibilidade de se conseguir uma análise mais completa de um sistema
desenvolvido para Web , se a pesquisa abordar características tanto do estudo de
usuários quanto do estudo de usabilidade. Outros autores também ressaltam a
importância de conhecer o usuário. Nielsen e Loranger (2007, p.395) afirmam que a
única maneira de saber do que os usuários gostam é ouvindo-os, testando seu
sistema com usuários reais, dando-lhes tarefas e observando seu comportamento e
feedback.
Outro possível desdobramento que pode fundamentar a continuidade dessa
pesquisa é a utilização da ferramenta Goog/e Ana/ytics para verificar a quantidade e
a origem de acessos ao b/og Bibliojurídica , além de visualizar as páginas e posts
mais visitados.
E, finalmente , é preciso destacar o papel do profissional da informação na
mediação e avaliação de novas ferramentas de comunicação com os seus usuários.
Conforme destaca Alvim (2007a , p.8) :
"enquanto profissionais da informação, somos mediadores de novos conteúdos e
temos a possibilidade de intervir na disseminação das novidades do domínio científico
em
que
trabalhamos
e estudamos. Acredito
e
defendo
que
os
leitores/utilizadores/editores de blogues ficarão a ganhar se existirem estudos que
credibilizem a qualidade dos blogues temáticos e profissionais, e que tornem público
a avaliação qualitativa dos mesmos" (ALVIM , 2007a , p.8) .

6 Referências
ALCARÁ, Adriana Rosecler; CURTY, Renata Gonçalves. B109S: dos diários egocentristas a
espaços de comunicação científica. In : TOMAÉL, Maria Inês (org .) Fontes de informação na
internet. Londrina: EDUEL, 2008. capo4, p.81-96.
ALVIM , Luísa. A avaliação da qualidade de blogues. CONGRESSO NACIONAL DE
BIBLIOTECÁRIOS, ARQUIVISTAS E DOCUMENTALlSTAS, 9, 2007, Açores . Anais
eletrônicos...
Açores :
Universidade
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Açores ,
2007a.
Disponível
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ANDRÉ, Mônica; CARDOSO, Margarida. Blog swot organizacional. Prisma.com: revista de
Ciências da Informação e Comunicação do CETAC, n.3, out. 2006. Disponível em
&lt;http://prisma.cetac.up&gt; . Acesso em: 15 jul. 2011 .

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Trabalho completo

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no processo de produção científica: uma experiência positiva. Interin, n.8, fev. 2010, p.1-14.
Disponível em &lt;http://www.utp.br/interin/revista_interin.htm&gt; . Acesso em: 25 set. 2011 .

BOHMERWAlD, Paula. Uma proposta metodológica para avaliação de bibliotecas digitais:
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CIPRIANI , F. Blog corporativo. 2.ed. São Paulo: Novatec, 2006.
CYBIS, Walter; BETIOl, Adriana Holtz; FAUST, Richard . Ergonomia e usabilidade:
conhecimentos, métodos e aplicações. 2. ed . São Paulo: Novatec, 2010. 422 p.
DIAS, Cláudia. Usabilidade na web: criando portais mais acessíveis. Rio de Janeiro: Alta
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DUARTE EIRAS, Bruno. Blogs: mais que uma tecnologia , uma atitude. Cadernos de
Biblioteconomia Arquivística e Documentação- Cadernos BAD, Lisboa, n.1, p.75-86,
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FOXlEY, Kelly. 13 ways to encourage blog comments. FMS SEO Internet Marketing
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KAFURE, Ivette; CUNHA, Murilo Bastos da. Usabilidade de ferramentas tecnológicas para
acesso à informação. Revista ACB, Florianópolis, v.11 , p.273-282, 2006. Disponível em:
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KWANYA, Tom; STll WEll, C.; UNDERWOOD, Peter G. Library 2.0: revolution or
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Civilização Brasileira, 2004. 235p.

1227

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
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          <name>Dublin Core</name>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Reconhecendo o papel importante dos blogs no processo de comunicação entre a biblioteca e seus usuários, o trabalho analisa a usabilidade e a qualidade do blog Bibliojurídica, da Biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Na análise foram utilizados os atributos de usabilidade de Jakob Nielsen e os parâmetros de avaliação de blogs de Luisa Alvim. Constatou-se que alguns indicadores de usabilidade e qualidade não estão presentes no blog estudado ou necessitam ser aperfeiçoados, sendo relevante a sua adoção com vistas a melhorar a navegação e a organização das informações. Conclui-se que estudos de usabilidade e avaliação aplicados a blogs são importantes para aprimorar a interação entre o blog e os seus leitores. </text>
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REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS: EXPERIÊNCIA INICIAL DO
CAMPUS SÃO CARLOS DO INSTITUTO FEDERAL DE SÃO PAULO
Elis Regina Alves dos Santos 1, Rodrigo Henrique Ramo~, André Di
Thommazo 3, Célia Leiko Ogawa Kawabata 4
1Mestre em Ciência, Tecnologia e Sociedade, Instituto Federal de São Paulo, São Carlos, SP
2Graduando em Análise e Desenvolvimento de Sistemas , Instituto Federal de São Paulo, São
Carlos , SP
3Mestre em Ciência da Computação , Instituto Federal de São Paulo, São Carlos, SP
4Doutora em Ciência da Computação, Instituto Federal de São Paulo, São Carlos, SP

Resumo
As mudanças na disseminação da produção científica ocorridas nas últimas décadas
vêm consolidando cada vez mais o formato eletrônico como grande facilitador deste
processo . Neste contexto , os repositórios institucionais de acesso aberto à
informação científica ganham destaque pelo foco na disseminação e gerenciamento
da produção acadêmica de uma instituição. Assim, o presente trabalho apresenta a
iniciativa do campus São Carlos do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em
desenvolver e implementar um repositório institucional que se propõe a sistematizar,
disponibilizar e disseminar o conhecimento gerado no IFSP de forma ampla e
irrestrita, garantindo a preservação, o acesso e proporcionando maior visibilidade e
impacto da produção técnico-científica da instituição. Desta forma , apresenta-se um
breve levantamento bibliográfico sobre acesso aberto (open access) , repositórios
institucionais e Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) , a fim de
demonstrar o panorama dentro do qual a iniciativa do campus se insere. Em
seguida , as fases do projeto até a etapa atual de desenvolvimento são elencadas.
Como resultados parciais, temos o detalhamento dos requisitos funcionais do
sistema a partir da análise de outras ferramentas semelhantes e da experiência dos
envolvidos no projeto. Deu-se início também à modelagem do banco de dados e à
criação das páginas web da ferramenta. Conclui-se identificando as próximas etapas
de desenvolvimento do repositório e os desafios a longo prazo .
Palavras-Chave: Repositório institucional (RI); Acesso aberto (OA) ; Comunicação
científica ; Biblioteca digital; Informação em ciência e tecnologia (ICT).

Abstract
The changes in the dissemination of scientific literature that have occurred
consolidates the electronic format as a great facilitator in this processo In this context,
the open access institutional repositories to scientific information are highlighted by
the focus on dissemination and management of academic production of an

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institution. This way, this paper presents the initiative of Instituto Federal de São
Paulo (IFSP) - campus São Carlos - in developing and implementing an institutional
repository that aims at systematizing , making it available and disseminating the
knowledge at IFSP in a broad and unrestricted way, ensuring its preservation and
access, and also providing visibility and impact of technical-scientific production of
the institution. Thus, a brief literature on Open Access is presented , as well as
institutional repositories and information on Biblioteca Digital Brasileira de Teses e
Dissertações (BDTD) in order to show the area our initiative is connected to. Then ,
the phases of the project are mentioned. As partia I results we have the details of the
system's functional requirements from the analysis of other similar tools and
experience of those involved in the project. The modeling of the database and the
creation of the tool's web pages have been started . In order to conclude , the next
steps are identified and long-term challenges are discussed.

Keywords: Institutional repository; Open access (OA) ; Scientific communication ;
Digitallibrary; Information in Science and Technology (1ST).

1 Introdução
As mudanças na disseminação da produção científica ocorridas nas últimas
décadas, e em especial neste início do século XXI , vem alterando a forma da
comunicação da informação acadêmica e consolidando cada vez mais o formato
eletrônico como grande facilitador deste processo.
As iniciativas voltadas ao acesso aberto vem tomando força e conseguindo o
apoio da comunidade científica , que se beneficia com a relação visibilidadeacessibilidade-livre acesso, uma vez que a facilidade de acesso à informação
científica aumenta substancialmente o alcance do trabalho dos pesquisadores e das
instituições (MARCONDES; SAYÃO, 2009).
Neste contexto, o repositório institucional (RI) de acesso aberto é peça
fundamental , pois reúne diversas características que otimizam a comunicação
científica, principalmente no que concerne à preservação da produção e da memória
institucional, além de reunir e garantir o acesso sistematizado ao conhecimento
gerado.
O campus São Carlos do IFSP verificou a lacuna informacional existente em
seu bojo a partir da formatura das primeiras turmas de seu curso superior, o que
levou à reflexão sobre a reunião e disponibilização da produção acadêmica dos
alunos que então deixavam a instituição. Indo além , as discussões apontaram um
problema institucional muito mais amplo: a falta de preservação e acesso a toda a
produção técnico-científica da instituição, impedindo desta forma o desenvolvimento
de um panorama técnico-científico local, a consolidação da memória institucional e
dificultando a continuidade dos trabalhos iniciados, além de não contribuir para a
visibilidade da instituição perante outras instituições de educação e a sociedade. A
informação científica estava de tal forma dispersa que contabilizar a produção do
campus, ou do IFSP como um todo, era impossível.
A solução proposta pelos autores deste trabalho foi o desenvolvimento de um
repositório institucional de acesso aberto, chamado aqui de Repositório Institucional
do Instituto Federal de São Paulo , que se propusesse a sistematizar, disponibilizar e

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disseminar o conhecimento gerado no IFSP de forma rápida e eficiente, nacional e
internacionalmente, garantindo a preservação , o acesso e proporcionando maior
visibilidade e impacto da produção científica da instituição.
Uma vez reunidas e organizadas em um só ambiente eletrônico, alunos,
professores, servidores técnico-administrativos e comunidade externa de modo geral
poderiam facilmente ter acesso, via internet, além das teses e dissertações dos
nossos pós-graduandos, aos TCCs, artigos científicos, vídeos, pôsteres, apostilas,
projetos, fotografias , ilustrações, registros sonoros, softwares, revistas e qualquer
outra produção técnico-científica gerada na instituição, trazendo maior transparência
e alcance na divulgação científica institucional.
Esta iniciativa foi pensada inicialmente para atender uma necessidade do
campus, mas está sendo desenvolvida para no futuro atender a todos os campi do
IFSP.

2 Revisão de Literatura

o fim da Segunda Guerra Mundial inaugura um período de grande confiança
no poder da ciência e tecnologia para o progresso social. O desenvolvimento
científico-tecnológico é enaltecido, causando um otimismo pautado no caráter
benfeitor da ciência (SANTOS , 2010). Neste contexto, a crescente valorização da
Informação em Ciência e Tecnologia (ICT) eleva a indústria da informação de então
a um nível estratégico, e os processos de comunicação científica se verticalizam
fortemente , elevando enormemente seus custos. (MARCONDES e SAYÃO, 2009)
O acesso à informação científica torna-se cada vez mais caro, afetando
grandemente seu sistema de divulgação. Os interesses de publicadores científicos e
comunidade acadêmica se contrapõem , levando pesquisadores, instituições e
associações de bibliotecas especializadas a buscar alternativas para o acesso à
informação científica. Conforme lembra Harnard (2001 apud MARCONDES e
SAYÃO, 2009 , p.14):
Ao contrário dos autores de livros e artigos de revistas, que
escrevem para explorarem direitos ou por honorários, os autores de
artigos de periódicos revisados por pares escrevem apenas pelo
"impacto da pesquisa". Para ser citados e tomar parte na construção
da pesquisa de outros pesquisadores, seus resultados têm de ser
acessíveis aos seus usuários potenciais. Do ponto de vista dos
autores, o acesso pago aos seus resultados é tão contraproducente
como o acesso pago a anúncios comerciais [.. .]

O surgimento da Internet, no final da década de 1980, transforma este
cenário, e começam a surgir as primeiras iniciativas de repositórios digitais. O
movimento pelo livre acesso à informação (Open Access - OA) se desenvolve neste
contexto, e em 1999 é criada a Open Archives Initiative (OAI) , visando à criação de
mecanismos tecnológicos para tornar interoperáveis os diferentes repositórios
espalhados por diversos países e áreas do conhecimento. Foram criados o padrão
de metadados Dublin Core e o Open Archives Initiative Protocol for Metadata
Harvesting (OAI-PMH) para permitir a coleta automática e reuso de metadados de
repositórios abertos (MARCONDES e SAYÃO, 2009).
Neste contexto, os repositórios institucionais de acesso aberto tornam-se

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peças fundamentais no ciclo de comunicação científica atual , pois:
[... ) são entendidos hoje como elementos de uma rede ou
infraestrutura informacional de um país ou de um domínio
institucional destinados a garantir a guarda, preservação a longo
prazo e, fundamentalmente, o livre acesso à produção científica de
uma dada instituição. A lógica que preside o surgimento dos
repositórios institucionais no cenário internacional da ICT é a
retomada de uma proposta que tem suas raízes no Iluminismo: os
resultados da atividade científica, na forma das diferentes
publicações, resultados estes muitas vezes obtidos à custa de
pesados investimentos públicos, devem necessariamente também
ser públicos, poder ser utilizados amplamente, não serem
apropriados de forma privada. Assim, cada instituição científica ou
acadêmica, e sua correspondente comunidade, deve manter em seu
repositório institucional de livre acesso cópias da produção
científica de sua comunidade. (MARCONDES e SAYÃO, 2009,
p.10)
Crow (2002) enfatiza que além de centralizar, preservar, tornar acessível e
disseminar o produção científica de uma instituição, os repositórios institucionais
constituem um sistema global de repositórios distribuídos e interoperáveis que
fundamentam um novo modelo de publicações acadêmicas, em que o potencial
desta informação, antes escondido pelo modelo de publicação verticalmente
integrada, é revelado .
Inserindo-se no movimento de acesso aberto, a informação disponibilizada
em um repositório estará acessível a qualquer um que tenha acesso à Internet, de
forma rápida e gratuita , permitindo a ampliação da comunidade de usuários de modo
amplo e irrestrito. (FREITAS; SILVA e GUIMARÃES, 2009). Dessa maneira, a
produção acadêmica da instituição será preservada - construindo uma memória
institucional sem dúvida importante - e ficará disponível para que seja acessada,
conhecida e utilizada, embasando novas pesquisas e dando maior projeção à
instituição.
Para Costa e Leite (2006), os repositórios também servem como indicadores
tangíveis da qualidade de uma instituição, mostrando a relevância científica, social e
econômica de suas atividades. Além disso, os dados estatísticos obtidos podem e
devem servir para a apresentação da ferramenta e sensibilização da comunidade
interna quanto à sua importância, facilitando a compreensão do alcance da mesma e
das questões relativas ao autoarquivamento - depósito de conteúdos pelos próprios
autores ou um mediador.
Crow (2002) define ainda os elementos essenciais de um RI. O primeiro
deles, "ser institucionalmente definido", significa dizer que seus limites devem ser
definidos pelas fronteiras da instituição. Costa e Leite (2009) complementam esta
informação, enfatizando que um repositório institucionalmente definido deve também
ser reconhecido pela instituição, principalmente por meio do desenvolvimento de
políticas de depósito compulsório e outras que garantam sua existência , e deve
cobrir a maior parte das áreas de ensino e pesquisa da instituição.
O segundo elemento essencial definido por Crow (2002) é que um repositório
deve conter apenas "conteúdo acadêmico". Deve também ser "cumulativo e

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perpétuo" para cumprir seu papel na preservação da produção científica de uma
instituição. Por último deve ser "aberto e interoperável", garantindo assim que os
padrões tecnológicos adotados permitam à comunidade científica descobrir e
recuperar informações armazenadas em repositórios a partir da exposição e coleta
automatizada de metadados por variados mecanismos de busca . (CROW, 2002;
COSTA e LEITE, 2009)
Ainda que não haja uma fórmula única para a construção de um repositório,
Leite (2009) propõe algumas fases que devem ser cumpridas para que a iniciativa
seja bem sucedida . São elas:
a) planejamento: fase que envolve a formalização do projeto, seus custos,
equipe e competências, além de analisar as necessidades da
comunidade que será atendida pela ferramenta;
b) implementação: envolve a escolha/desenvolvimento do software ,
definições de padrões, metadados, fluxos, elaboração de políticas de
funcionamento e projeto-piloto;
c) participação da comunidade: para assegurar a participação da
comunidade, nesta fase se propõe a elaboração de estratégias de
marketing e povoamento do repositório, desenvolvimento de políticas
de depósito compulsório , avaliação e indicadores de desempenho do
sistema.
No Brasil, o Manifesto Brasileiro de Apoio ao Acesso Livre à Informação
Científica, lançado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(IBICT) em 2005, aponta para a necessidade do desenvolvimento de uma política
nacional de acesso livre à informação científica e recomenda que a comunidade
científica apóie o movimento mundial em favor do acesso livre (INSTITUTO
BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA, 2005). Segundo
Weitzel e Machado (2010) há fortes indícios de que a adoção do modelo de acesso
aberto será uma estratégia mandatória para universidades e institutos de pesquisa
em função do Projeto de Lei n0 1120 de 2007, que dispõe sobre o processo de
disseminação da produção técnico-científica pelas instituições de ensino superior no
Brasil.
Diversas têm sido as iniciativas nacionais de criação de repositórios
institucionais nos últimos anos, desenvolvidas utilizando-se de tecnologias de
acesso aberto e protocolos que permitem sua interoperabilidade. Estas iniciativas
conectam-se à Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BOTO) coordenada pelo IBICT - que integra os sistemas de informação de teses e
dissertações existentes nas instituições de ensino e pesquisa brasileiras
(INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA,
2012a) .
A BOTO utiliza-se da tecnologia de coleta automática de metadados nacionais
para alimentar uma base centralizada, sendo a mesma objeto de coleta por sistemas
internacionais. Ainda segundo o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia (2012a):
As instituições de ensino e pesquisa atuam como provedores de
dados e o IBICT opera como agregador, coletando metadados de

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teses e dissertações dos provedores, fornecendo serviços de
informação sobre esses metadados e expondo-os para coleta por
outros provedores de serviços, em especial pela Networked Digital
Library of Theses and Disserfation (NDLTD).

Neste contexto, a criação de um repositório institucional se mostrou a
ferramenta mais apropriada para preencher a lacuna informacional existente no
âmbito do IFSP. Além disso, a adoção de instrumentos baseados no movimento de
acesso aberto garantem maior divulgação e disseminação da produção institucional,
permitindo também a preservação de seu acervo técnico-científico a longo prazo.
Finalmente, a integração futura com a BDTD garantirá ainda maior alcance e
visibilidade às teses e dissertações defendidas na instituição, inclusive
internacionalmente - uma vez que a BDTD está integrada à NDLTD, iniciativa
internacional que disponibiliza textos completos de teses e dissertações publicadas
em instituições distribuídas em vários países.

3 Materiais e Métodos
Para o desenvolvimento do RI , o primeiro passo foi a formalização da ideia
perante a instituição, consolidada em forma de projeto de Iniciação Científica. Neste
projeto foram elencados os envolvidos no trabalho, as etapas de desenvolvimento e
avaliação da ferramenta. A equipe multidisciplinar envolvida inclui docentes,
bibliotecária , técnico em Tecnologia da Informação (TI) e alunos de iniciação
científica, todos do IFSP - campus São Carlos.
Após a seleção dos alunos envolvidos no projeto, deu-se início à fase de
pesquisa para seu desenvolvimento, que contou com uma análise das estruturas dos
softwares DSpace e Nou-Rau .
O software DSpace é uma ferramenta open source para criação e
gerenciamento de repositórios digitais. Este software, desenvolvido pelo
Massachuselts Institute of Technology (MIT) em parceria com a Hewlelt-Packard
Company, pode ser customizado para se adaptar às necessidades informacionais de
cada instituição (SOUSA, 2010; SUNYE et ai, 2009 ; WEITZEL e MACHADO, 2010;
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA,
2012b) . Considerando o DSpace o software que melhor atendeu suas necessidades
e recomendando-o para a construção de repositórios digitais, o IBICT mantém em
seu site todas as informações sobre esta ferramenta , incluindo manuais, tutoriais e o
próprio software para download. Na literatura especializada é um dos mais utilizados
para implementação de repositórios digitais, contando hoje com 1294 repositórios
estrangeiros instalados a partir dele, e 65 nacionais (INSTITUTO BRASILEIRO DE
INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA, 2012b; DSPACE, 2012).
O Nou-Rau também é um software open source desenvolvido em 2002 pela
Diretoria de Tratamento da Informação do Sistema de Bibliotecas da Unicamp
(DTI/SBU) . Atualmente está em sua segunda versão, e inúmeras opções de
interatividade foram implementadas, abrindo novas perspectivas de acesso de
qualquer ponto do planeta a partir da navegação no site da Biblioteca Digital da
Unicamp. Conta hoje com quase cinqüenta mil documentos indexados. Seus
indicadores de uso revelam sua grande aceitação e utilização pela comunidade

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(UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS , 2012) .
Os softwares foram analisados nos seguintes aspectos: navegabilidade,
disposição das informações, sistemas de busca e indexação de dados. Esta análise
permitiu avaliar diferentes formas de navegação e exibição de dados para os
usuários finais e administrativos, assim como a interação destes com o sistema .
Considerando os aspectos técnicos, foi possível observar as funções que executam
as consultas ao banco de dados e os métodos de indexação, permitindo assim
compreendê-los e implementá-los.
Os requisitos funcionais do sistema foram levantados no que tange aos
métodos de inserção da produção técnico-científica, consultas, interface gráfica e
administração do sistema . Este levantamento foi feito com base na literatura, na
experiência dos envolvidos no projeto e na pesquisa em outras bibliotecas digitais.
A partir dessas análises foi dado início ao desenvolvimento da ferramenta em
PHP e MySQL. Tanto a linguagem PHP quanto o banco de dados MySQL são
ferramentas open-source, o que permite o uso irrestrito e gratuito de suas
funcionalidades, que são amplamente documentadas. Outra vantagem na escolha
destas ferramentas é o conhecimento prévio de ambas por parte da equipe.
O desenvolvimento do sistema , ainda em fase inicial, conta com o modelo do
banco de dados desenvolvido a partir dos requisitos funcionais levantados. As
páginas navegáveis estão sendo criadas sem conexão com o banco de dados, a fim
de validar os requisitos coletados.
Além disso, o desenvolvimento da ferramenta desde o início seguiu o
protocolo OAI-PMH , compatível com o padrão Dublin Core para metadados, visando
a interoperabilidade do sistema .
Concomitantemente, iniciaram-se pesquisas para o desenvolvimento de
diretrizes básicas relativas às formas de uso do sistema, envolvendo o
gerenciamento informacional e direitos autorais. Estas diretrizes sugerem as formas
e restrições de acesso, regras para depósito, uso, segurança e preservação do
material disponibilizado, e devem posteriormente levar a uma discussão mais ampla
em âmbito institucional, levando à elaboração de políticas de depósito, acesso, uso
e preservação do material institucional a partir das diretrizes básicas propostas neste
primeiro momento. As pesquisas abrangem diversas fontes, entre elas ferramentas
semelhantes disponíveis na Internet.
Realizou-se também pesquisa sobre a BDTD a fim de compreender seu
funcionamento e protocolos. A integração do RI a esta base está planejada em fase
futura do projeto. A divulgação da iniciativa entre os outros campi do IFSP também
foi prevista. Esta sensibilização é necessária para validar esta ferramenta
institucionalmente e distribuí-Ia para os campi interessados. Desta forma, o
Repositório Institucional do IFSP integrará de fato toda a produção da instituição,
cumprindo seu objetivo maior a longo prazo.

4 Resultados Parciais
O projeto do Repositório Institucional do IFSP conta atualmente com o modelo
da base de dados e o desenvolvimento das páginas navegáveis do sistema, além da
documentação dos requisitos funcionais .
Em um primeiro momento, foram definidos os seguintes documentos para

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inclusão no repositório: teses, dissertações e trabalhos de conclusão de curso - de
graduação e especialização , artigos científicos, vídeos, projetos de pesquisa e
iniciação científica , trabalhos apresentados em eventos (incluindo pôsteres e
resumos) , produção técnico-científica (incluindo manuais, apostilas, livros, capítulos
de livros, relatórios de estágio e outros formatos de publicação), fotografias,
ilustrações, registros sonoros, revistas e softwares. No entanto, outras categorias
poderão ser incluídas até a finalização do desenvolvimento da ferramenta .
As diretrizes relativas às formas de uso do sistema estão sendo estudadas,
discutidas e documentadas localmente.
Outras etapas ainda estão previstas até a finalização do projeto. Uma delas é
o desenvolvimento de um plano de marketing necessário à divulgação e
sensibilização, principalmente dos docentes da instituição, da importância e alcance
do projeto. Só então se dará início à fase de povoamento do software, que inclui a
obtenção da produção técnico-científica local , das autorizações que se fizerem
necessárias para disponibilização dos documentos e a inserção dos mesmos no
sistema por um mediador. Apenas em um segundo momento o povoamento será
realizado pelo sistema de autoarquivamento.

5 Considerações Parciais/Finais
Os repositórios institucionais constituem de fato uma poderosa ferramenta de
gestão informacional , reunindo em um só ambiente a produção acadêmica de uma
instituição, disponibilizando-a de forma rápida e gratuita através da Internet, e
gerenciando esta produção de modo a garantir sua preservação e disseminação.
No entanto, apenas a existência do repositório em si não garante o sucesso
de uma iniciativa como esta. Ligados inerentemente a ele estão outros serviços
oferecidos pelas bibliotecas de cada campus, que devem garantir a qualidade da
informação e da recuperação dos dados ali inseridos, além de trabalhar ativamente
para uma ampla disseminação da informação ali contida - afinal, um repositório não
é um mero depósito informacional. Dentre estes serviços, exercidos por
bibliotecários da instituição, podemos citar a revisão dos metadados inseridos no
sistema através do autoarquivamento; a atualização constante do repositório, com a
adoção de políticas e estratégias de sensibilização da comunidade interna ;
formulação de manuais de uso e catalogação específicos para o repositório,
desenvolvimento de vocabulários controlados, etc. (FREITAS ; SILVA e GUIMARÃES,
2009).
Este trabalho procurou demonstrar as iniciativas que estão levando o IFSP a
inserir-se no contexto contemporâneo da divulgação científica , através do
desenvolvimento de um canal que vem sendo cada vez mais utilizado pelas
instituições públicas para garantir a preservação e o acesso a seu patrimônio
intelectual .
Torna-se necessário também o desenvolvimento de um plano de marketing, a
fim de levar a iniciativa aos outros campi da instituição e obter o apoio,
principalmente docente, quanto ao sistema de autoarquivamento, a ser adotado no
futuro , incluindo a criação de políticas para tal processo. Além disso , é fundamental
que futuramente o RI desenvolvido possa ser integrado à BOTO e ao software de
gerência de acervo das bibliotecas do IFSP, proporcionando uma gestão
informacional eficiente e completa, além de economizar recursos com a importação

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de dados de um ou outro sistema, como já ocorre em outras iniciativas.
Ainda há muito que fazer. O desenvolvimento desta ferramenta é um grande
desafio e o sucesso dessa iniciativa local é muito importante, pois poderá levar a
ferramenta concluída para todos os campi, além de, sem dúvida , inserir a instituição
neste novo contexto de informação digital e tecnologias de acesso aberto que
possibilitam e ampliam a disseminação e preservação do conhecimento científico.

6 Referências
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São Paulo: desenvolvimento e implementação na EESC/USP. In: SEMINÁRIO
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institucionais: a experiência da Universidade de Brasília. In: SAYÃO, L. F. et aI.
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INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA
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2010, Rio de Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de
Janeiro, 2010.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>As mudanças na disseminação da produção científica ocorridas nas últimas décadas vêm consolidando cada vez mais o formato eletrônico como grande facilitador deste processo. Neste contexto, os repositórios institucionais de acesso aberto à informação científica ganham destaque pelo foco na disseminação e gerenciamento da produção acadêmica de uma instituição. Assim, o presente trabalho apresenta a iniciativa do campus São Carlos do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em desenvolver e implementar um repositório institucional que se propõe a sistematizar, disponibilizar e disseminar o conhecimento gerado no IFSP de forma ampla e irrestrita, garantindo a preservação, o acesso e proporcionando maior visibilidade e impacto da produção técnico-científica da instituição. Desta forma, apresenta-se um breve levantamento bibliográfico sobre acesso aberto (open access), repositórios institucionais e Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), a fim de demonstrar o panorama dentro do qual a iniciativa do campus se insere. Em seguida, as fases do projeto até a etapa atual de desenvolvimento são elencadas. Como resultados parciais, temos o detalhamento dos requisitos funcionais do sistema a partir da análise de outras ferramentas semelhantes e da experiência dos envolvidos no projeto. Deu-se início também à modelagem do banco de dados e à criação das páginas web da ferramenta. Conclui-se identificando as próximas etapas de desenvolvimento do repositório e os desafios a longo prazo.</text>
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                    <text>Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
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ARQUITETURA DE INFORMAÇÃO APLICADA A PORTAIS
EDUCACIONAIS: ANÁLISE DO PORTAL DE PERiÓDICOS DA CAPES
Cíntia Santos 1, Maria Irene da Fonseca e Sá 2
1Graduanda em Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação, na Universidade
Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
2 M.

Sc. Engenharia de Sistemas e Computação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro, Rio de Janeiro

Resumo

o Portal de Periódicos da CAPES, assim como outros portais educacionais, é
uma importante fonte de informação na Internet e requisita avaliação constante para
que atinja seus objetivos e as expectativas de seus usuários. Através da análise
heurística do portal e com a utilização de dez heurísticas de usabilidade
consagradas de Jakob Nielsen, observam-se a importância da métrica de
usabilidade para o desenvolvimento de portais, a relação com a acessibilidade, outra
métrica importante dentro de um projeto de arquitetura de informação, e identificamse pontos fortes do portal bem como pontos fracos , aos quais podem se implementar
melhorias que reforcem a missão e os objetivos do mesmo.
Palavras-Chave:
Arquitetura de informação; Usabilidade; Heurísticas; Portais educacionais;
Portal de Periódicos da CAPES.

Abstract
The Portal de Periódicos da CAPES, alike other educational portais, it's an
important source of information on the Internet and as such requires constant
evaluation to fulfill its users's expectations and goals. Through heuristic analysis of
the portal and with the use of ten usability heuristics by Jakob Nielsen, the
importance of usability for portal's development and its relation with accessibility is
noted ; and the strongest and weakest points of the portal - which can be improved to
reinforce the educational portal's mission and goals - are identified.

Keywords:
Information Architecture; Usability; Heuristics; Educational Portais; Portal de
Periódicos da CAPES.
1 Introdução
As fontes de informação na internet figuram como um meio rápido e dinâmico
para difusão da produção científico, e também como uma fonte de pesquisa para os

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acadêmicos e discentes de quaisquer níveis, bem como indivíduos que buscam por
informações pontuais ou mesmo mais específicas. A disponibilização de publicações
eletrônicas permite "o acesso, produção e disseminação de informação em larga
escala, por um único indivíduo ou por organizações, revolucionando toda a estrutura
(00 ') que estava em vigor antes do advento da Internet" (LOPES, 2004, p. 81). As
bases de dados, os portais educacionais e sites de instituições de ensino são
requisitados por tal motivo e, na intenção de atender ao público-alvo e potencial ,
convém a adoção de critérios básicos para o desenvolvimento de tais produtos.
O campo de pesquisa da Arquitetura de Informação e outros a ela
relacionados, dentre eles a Ciência da Informação e o Ergodesign, possuem carga
teórico-prática para servir de ferramenta no auxílio à construção de portais e bases
de dados educacionais. O Ergodesign - que tem por objetivo entender a utilização
dos computadores, os graus de dificuldade e facilidade, auxiliando no desenho de
produtos voltados para o modelo mental do usuário (AGNER, 2009) - e a Arquitetura
de Informação - que é o design estrutural de ambientes de informação
compartilhada, ou a combinação de organização, categorização, busca e sistemas
de navegação dentro de web sites e intranets (MORVILLE ; ROSENFELD , 2007) se aliam na disponibilização do conteúdo digital através de tecnologia habilitada de
maneira inteligível, interativa e atrativa ao usuário.
Tal problemática também é objeto de estudo da Ciência da Informação,
definida como "o campo mais amplo, de propósitos investigativos e analíticos,
interdisciplinar por natureza, que tem por objetivo o estudo de fenômenos ligados à
produção, organização, difusão e utilização de informações em todos os campos do
saber" (CNPq . AVALIAÇÃO PERSPECTIVA, 1983 apud OLIVEIRA, 2005, p. 17).
O desenvolvimento de portais educacionais, assim como outros projetos de
arquitetura de informação, tenta equilibrar diferentes variáveis para atingir os
objetivos do produtor e divulgar o conteúdo de maneira a privilegiar também a
usabilidade, métrica de grande importância, englobando conhecimentos destes dois
campos de pesquisa e também de outros, visto que é uma área multidisciplinar.
A usabilidade - alavancada pela aplicação das técnicas de
ergodesign - assumiu um novo caráter estratégico para as empresas
e organizações em geral. O usuário hoje quer a melhor perfomance
(seja das empresas privadas, ongs ou do próprio governo) e o
concorrente está a uma googlada de distância. Por isso, o
ergodesign e a arquitetura de informação são áreas realmente
estratégicas na configuração de sistemas interativos na web (e fora
dela) (AGNER, 2009, p. 12).
A Internet, "uma rede global de computadores ou , mais exatamente, uma rede
que interconecta outras redes locais, regionais e internacionais" (CAMPELLO;
CENDÓN ; KREMER, 2000, p. 276), tornou-se a forma de transmissão da
informação, consagrada nas últimas décadas do século XX e início do século XXI. A
primeira rede experimental foi criada pelo Oepartment Df Oefense dos Estados
Unidos no final da década de 60, e chamada de Advanced Research Projects
Agency Network (ARPANET), e funcionou no período de 1975 a 1989. AARPANET

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foi crucial por ser estímulo para outras tecnologias de comunicação e para a rede
como a conhecemos hoje (CAMPELLO ; CENDÓN ; KREMER, 2000).
As formas de transmitir informação foram evoluindo e passando por
diversas fases, desde o papiro, os livros, as revistas e jornais, até
chegarmos ao dias actuais, onde é possível publicar uma série de
recursos através dos inúmeros ambientes disponíveis na Internet, de
fácil e rápido acesso (BOTTENTUIT JUNIOR; COUTINHO, 2009, p.
1).

A velocidade em que se dá a transmissão e se faz possível o acesso à
informação provém do avanço das tecnologias de informação e comunicação, que
experimentam uma evolução contínua, a exemplo da evolução das redes e da
integração de funções a equipamentos eletrônicos e digitais, e marcam o passo e a
dinamicidade esperada pelos usuários das tecnologias e dos serviços oferecidos
através delas.
A expansão dos volumes de dados suportados pelas redes, a variedade de
formatos de documentos e mesmo a possibilidade de digitalização de livros e
revistas científicas, por exemplo, para documentos eletrônicos, viabilizou o acesso a
fontes de informação na Internet de maneira mais eficaz. A área científica se
beneficia diretamente destes avanços desde os primórdios da Internet.
Aproximadamente até o final da década de 80, a nível internacional, seu uso era
mais expressivo pela comunidade científica e acadêmica, e no Brasil , quase todas
as 500 instituições brasileiras com presença na internet até 1995 - ano em que foi
liberado seu uso comercial no país - eram universidades ou instituições de pesquisa
(CAMPELLO ; CENDÓN ; KREMER, 2000) .
Se antes a oferta de serviços e recursos de informação na Internet era
considerada modesta e a literatura publicada sobre a importância das redes como
fonte de informação um exagero retórico (LYNCH ; PRESTON , 1990 apud
CAMPELLO; CENDÓN ; KREMER, 2000) , a realidade atual não deixa dúvidas de
que é necessário que se discuta e pesquise formas de não só disponibilizar o acesso
pela rede a fontes de informação, mas, no caso do Portal de Periódicos da CAPES ,
justificar os esforços para o melhoramento dos portais e a sua importância e
contribuição para a comunidade científica brasileira .
Este trabalho dedica-se a analisar o Portal de Periódicos da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para determinar se ele
submete-se aos critérios de análise heurística de usabilidade, segundo as
heurísticas escolhidas e a literatura disponível sobre o assunto, apresentar os
resultados desta análise e considerações pertinentes. O objetivo geral do trabalho foi
investigar a usabilidade do Portal de Periódicos CAPES. E os objetivos consistem
em : expor o conceito de arquitetura de informação e usabilidade; analisar o Portal de
Periódicos da CAPES a partir de heurísticas eleitas entre autores da área de
arquitetura da informação; e identificar a importância de um projeto de arquitetura de
informação em portais educacionais a partir dos resultados obtidos.

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2 Revisão de Literatura
A arquitetura de informação tem como uma de suas definições o design
estrutural de ambientes compartilhados de informação, ou a combinação de
organização, rotulação, busca, e sistemas de navegação para dar suporte a web
sites e intranets (MORVILLE; ROSENFELD, 2007). O termo "arquitetura de
informação" foi cunhado por Wurman nos anos 70, e se pensou na missão do
profissional da área como a de "organizar padrões dos dados e de transformar o que
é complexo e confuso em algo mais claro" (AGNER, 2009, p. 78) .
A partir da definição de Morville e Rosenfeld (2007), Agner (2009) entende
que a arquitetura de informação é composta por quatro sistemas interdependentes:
sistema de organização, que dita a apresentação da organização e da categorização
do conteúdo; sistema de rotulação, que define a terminologia e os signos visuais
para os elementos informativos e de suporte à navegação do usuário; sistema de
navegação, o qual especifica formas de se mover através dos espaços
informacionais; e sistema de busca , que determina quais perguntas o usuário pode
fazer e que respostas obterá no banco de dados.
Ao desenvolver um projeto para um web site, é imprescindível que se
conheça o contexto da organização, o conteúdo com o qual irá se trabalhar e a
quem se destina o web site, ou seja , quem são os usuários. Morville e Rosenfeld
(2007) destacam que esta é a base na criação de um projeto de arquitetura de
informação eficiente.
A usabilidade deve ser observada nas várias etapas do projeto, para evitar
problemas como, por exemplo, de navegação, em que "os usuários têm dificuldade
para encontrar a informação desejada no site ou não sabem como retornar a uma
página anteriormente visitada" (PIMENTA; WINCKLER, 2002, p. 4).
2.1 Usabilidade
A usabilidade é um fator subjetivo que concerne à satisfação do usuário, um
indicador de qualidade da interação dos usuários com determinada interface
(BEVAN, 1995 apud PIMENTA; WINCKLER, 2002), e de acordo com a ABNT definese como "a medida na qual um produto pode ser usado por usuários específicos
para alcançar objetivos específicos com eficácia , eficiência e satisfação em
contextos específicos de uso" (ABNT, 2002 apud MACHADO; MEIRELLES, 2007 , p.
57).
Os métodos de avaliação de um web site diferem quanto à sua aplicação, e
devem ser escolhidos levando em conta sua viabilidade (tempo, custo, participação
de usuários ou especialistas) e adequação aos objetivos da análise. Para investigar
a usabilidade do Portal de Periódicos CAPES serão utilizadas as heurísticas de
Nielsen (1993 apud PIMENTA; WINCKLER, 2002).
2.2 Heurísticas
A análise heurística de um web site é o método pelo qual um avaliador

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interage com a interface e julga sua adequação segundo princípios de usabilidade
reconhecidos , denominadas heurísticas (WINCKLER; PIMENTA, 2002). Esta análise
pode ser utilizada tanto no início do projeto como para avaliá-lo depois de sua
implementação, e dela resulta um documento com os pontos fortes e fracos do web
site , além de recomendações para melhorias (CHANDLER; UNGER, 2009).

o trabalho utilizará as 10 recomendações heurísticas de Nielsen , listadas por
Pimenta e Winckler (2002 , p. 29) , que são resumidamente :
A) Diálogos simples e naturais - esta recomendação diz que as interfaces
devem ser simples, e combinar tarefas para também simplificar o
mapeamento entre os conceitos computacionais e os do usuário, e de certa
forma , permitir que o usuário controle o diálogo, para que a sequência de
tarefas se ajuste às suas preferências;
B) Falar a linguagem do usuário - através de verificação de termos mais
utilizados pelos usuários e de seu modelo mental, deve-se construir a
terminologia e organizar as informações;
C) Minimizar a sobrecarga de memória do usuário - com comandos genéricos
e permitindo que o usuário faça suas escolhas, deve-se tornar a interface
de fácil aprendizado ao usuário para que ele, com poucos comandos,
trabalhe com vários tipos de dados;
D) Consistência - os comandos e operações devem ser consistentes, para
facilitar o reconhecimento ;
E) Feedback - de acordo com o tempo de resposta , o sistema deve prover ao
usuário feedback sobre uma tarefa em andamento, e informar
continuamente ao usuário o que está fazendo de modo a situá-lo;
F) Saídas claramente marcadas - deve-se oferecer aos usuários opções para
desfazer ações ou abortá-Ias, preferencialmente com comandos genéricos
e de fácil apreensão;
G) Atalhos - os atalhos devem servir tanto a usuanos mais experientes
quanto a iniciantes, tornando possível executar ações com rapidez, por
exemplo, através de botões para funções especiais ou mesmo para a
função de volta em sistema de hipertexto;
H) Boas mensagens de erro - as mensagens devem ser claras e ajudar o
usuário a resolver o problema , e não intimidá-lo;
I) Prevenir erros - a partir do momento que se identifique uma situação de
erro, deve-se prevenir que aconteçam através da modificação da interface;
J) Ajuda e documentação - estes recursos devem estar facilmente acessíveis

on-line.

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2.3 Portais educacionais

o volume informacional publicado na Internet cresce exponencialmente e, na
maioria das vezes, de forma desordenada. A multiplicidade de informação, de
formatos de documentos e tecnologias envolvidas demanda uma maneira de reunir
estas informações, dispor e facilitar o acesso ao conteúdo num único ambiente, o
portal (BOTTENTUIT; COUTINHO, 2009) .
O portal é por definição um web site, uma forma original de sistema
hipermídia distribuído, criado por Tim Bernes-Lee, para permitir a pesquisa e o
acesso direto a documentos e informações publicadas em computadores que
formam a rede Internet, através de um browser e do protocolo de comunicação
Hypertext Text Transfer Protocol (HTTP) (WINCKLER; PIMENTA, 2002). Em nível
mais específico, um web site pode ser classificado como portal com a identificação
de alguns elementos diferenciais, e entende-se, para fundamentação desta
pesquisa, que:
Um portal é um endereço na Internet que pode funcionar também
como apontador para uma infinidade de outros sites ou subsites
dentro do próprio portal ou para páginas exteriores. Na sua estrutura,
podem identificar-se elementos como: um motor de busca, um
conjunto considerável de áreas subordinadas com conteúdos
próprios, uma área de notícias, um ou mais tópicos num fórum ,
outros serviços de geração de comunidades e um directório,
podendo incluir ainda outros tipos de conteúdos de acordo com a
temática que aborda (BOTTENTUIT JUNIOR; COUTINHO, 2009, p.
1).

A temática do portal escolhido como objeto de estudo, o Portal de Periódicos
da CAPES, é educacional , e apesar de em sua missão ser dito que é uma biblioteca
virtual, percebe-se que ele possui características que o identificam como um portal
educacional.
Um portal educacional deve ser capaz de proporcionar um ambiente
colaborativo para o desenvolvimento, a avaliação e a partilha de
materiais e recursos educativos, o que levanta de imediato a questão
de qualidade dos conteúdos disponibilizados e das funcionalidades
técnicas do sistema (JAFARI; SHEEHAN, 2003 apud BOTTENTUIT
JUNIOR; COUTINHO, 2009, p. 2)
As funcionalidades técnicas serão investigadas a fim de verificar se o conceito
de usabilidade foi aplicado na construção do Portal de Periódicos da CAPES , o qual
é de responsabilidade da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (CAPES) . A CAPES atua na "expansão e consolidação da pós-graduação
stricto sensu (mestrado e doutorado) em todos os estados da Federação". Algumas
de suas linhas de ação são o "acesso e divulgação da produção científica " e a
"promoção da cooperação científica internacional", e estas se relacionam
diretamente com a existência do portal de periódicos.
O portal de periódicos foi lançado em 2000, segundo informações do próprio
portal , e fornece acesso livre a bases referenciais e de texto completo para

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instituições de ensino e pesquisa do Brasil. Sua coleção reúne textos selecionados
de 26.446 mil publicações periódicas internacionais e nacionais, nove bases
dedicadas a patentes, livros, enciclopédias e obras de referência , normas técnicas,
estatísticas e conteúdo audiovisual.
Seu surgimento está ligado a iniciativas anteriores da CAPES , como o
Programa de Apoio À Aquisição de Periódicos (PAAP) e o Programa de Biblioteca
Eletrônica (ProBe) . Ambos foram criados após a extinção do Programa de Aquisição
Planificada de Periódicos (PAP), que financiava a renovação de assinaturas de
publicações periódicas nas Instituições de Ensino Superior (IES) do Brasil, e ao ser
extinto, prejudicou estas instituições que contavam com o programa para completar
suas coleções (MACHADO; MEl RELES, 2007) .
São duas as tipologias de portais: vertical ou horizontal, diferenciando-se da
seguinte maneira:
Para o autor, "um portal horizontal pode ser entendido como um site
com informações e serviços destinados a um público genérico, com o
objectivo de atender às necessidades do maior número de pessoas
possível, nos mais diversos assuntos". Já o portal vertical "é
especializado em determinado seguimento específico", ou seja,
procura "atender às necessidades de um determinado grupo de
usuários relacionado a um único assunto ou uma área de interesse"
(GRANDE, 2003 apud BOTTENTUIT JUNIOR; COUTINHO, 2009, p.
1).

O Portal de Periódicos CAPES encaixa-se melhor na definição de portal
vertical, apesar de seu conteúdo se dedicar a diferentes áreas científicas, pois as
informações contidas nele são dedicadas a um grupo específico de interesse, um
público-alvo definido - alunos, professores, pesquisadores e funcionários das
instituições de ensino e pesquisa participantes - e o acesso ao conteúdo
integralmente é restrito a estes.
O reconhecimento da importância do portal para a comunidade científica
brasileira se reflete em estatísticas. Em 2001, participavam do portal 72 instituições,
e em 2010 já eram 311 (ver Gráfico 1). E há um feedback destas instituições, visto
que os usuários podem sugerir publicações ao portal através de um formulário de
contato e avaliar títulos temporariamente disponíveis.
Nümlõ'fo de IES com Acesso ao Portal de Periôdicos · 2001 ·20 10

350

311

311

300

2001

2002

2003

2004

200S

2006

2007

fOn~: CAPf:5/C(;I'P

Gráfico 1

1249

2008

2009

"2010

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Fonte: CAPES. Disponível em: &lt;
http://www.periodicos.capes.gov.br/index.php ?option=com pestatistics&amp;m n=69&amp;sm n=7

1&gt;. Acesso em 20 abr. 2011 .

3 Materiais e Métodos
A metodologia consistiu em uma pesquisa exploratória, devido ao seu caráter
flexível, e de revisão de literatura da área de Ciência da Informação e de Tecnologia
da Comunicação e Informação e de Arquitetura de Informação para construir a base
teórica, a qual forneceu os conceitos e a terminologia utilizada ao longo deste
trabalho.
Na parte prática, foi analisada a usabilidade do Portal de Periódicos da
CAPES, que seguiu o processo proposto por Chandler e Unger (2009) para a análise
heurística de sites, com as seguintes ações: reunir o conhecimento sobre a origem
do produto e do projeto; escolha da heurística utilizada; inspeção de áreas de
prioridade do site, identificando se as heurísticas são aplicadas ou não;
apresentação das observações e recomendações.
As primeiras ações foram contempladas com a investigação do portal , sua
missão, visão e objetivos, que são descritos no corpo do trabalho junto a um
histórico. As heurísticas eleitas para analisar as áreas do portal , tanto as que abertas
ao público geral quanto as que requerem acesso permitido às instituições
participantes, são de Nielsen (1993 apud PIMENTA; WINCKLER, 2002). Foram
utilizados, como critério de validação para observar como se comporta o portal , três
navegadores distintos na análise dos aspectos pré-definidos do Portal Periódicos
CAPES: o Internet Explorer, o Mozilla Firefox e o Google Chrome, em suas versões
mais atuais no momento da análise. Segundo dados do StatCounter Global Stats
visualizados no gráfico 2, no período entre maio de 2010 e maio de 2011 , estes três
navegadores foram os mais utilizados por usuários de vários locais (ver Gráfico 2).
StatCounter Global Stals
Top:5 Brow!õers from Ma.,. 10 to l"Ia.,. 11

o'tôo,····· ··········· ······················· ············ ... ....... . __ ...... . .

Gráfico 2
Fonte: http://gs.statcounter.com/

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A utilização de diferentes navegadores parte do principio de que a
acessibilidade e a usabilidade são métricas interrelacionadas quando se analisa um
conteúdo digital, pois um web site, e qualquer produto ou conteúdo digital, que
considere estas duas métricas em seu desenvolvimento está agregando qualidade. A
usabilidade tratará de atender a um público específico em suas peculiaridades,
enquanto a acessibilidade permitirá que os usuários consigam acessar e usufruir das
funcionalidades do produto (MAZZONI ; TORRES, 2004). E, apesar das métricas de
usabilidade e acessibilidade serem aplicadas a outros contextos, aqui serão
aplicadas como vistas dentro da disciplina de Arquitetura de Informação.
Não é propósito deste trabalho a análise da qualidade dos periódicos, bases e
outros materiais disponibilizados no Portal da CAPES, cada um em sua
especificidade, uma vez que o foco é a avaliação heurística da usabilidade, aplicada
ao portal. Ressalta-se também que a pesquisa é realizada através de observação,
sem produzir qualquer violação do conteúdo do portal ou de seu conteúdo ,
observadas as Normas para uso das publicações eletrônicas.
Após a familiarização com a interface e o conteúdo do portal , seguiram-se as
etapas de avaliação heurística do mesmo. Esta contou com a participação de 1 (um)
avaliador, com o auxílio de um quadro para análise do grau dos problemas
encontrados. Levou-se em conta a adaptação do sistema aos 3 (três) navegadores
previamente mencionados. As etapas da análise estão descritas a seguir:
A) Acesso ao site em cada navegador separadamente;
B) Análise de cada seção por vez;
C) Anotação breve de problemas e/ou dificuldades encontrados;
D) Atribuição de nota quanto ao grau de severidade do problema/dificuldade,
ou a inexistência do mesmo. No caso de inexistência de problema, também
é feita observação sobre o porquê de atender a heurística;
E) Reunião dos dados;
F) Apresentação dos resultados.
A classificação quanto ao grau de severidade dos problemas encontrados
segue as recomendações de Nielsen (2005), considerando a freqüência em que os
problemas ocorrem , o impacto que eles têm e sua persistência . A partir disso,
Nielsen (2005) elege uma escala de valores de O a 4 para classificar os problemas
de usabilidade:
A) O: não é um problema de usabilidade;
B) 1: é um problema cosmético, em que só é necessária correção se houver
tempo disponível;
C) 2: problema menor de usabilidade, com prioridade baixa de correção;
D) 3: problema maior de usabilidade, com prioridade alta de correção;
E) 4: grande problema de usabilidade, que precisa de correção imediata.

4 Resultados Parciais/Finais

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A
análise
heurística
do
Portal
de
Periódicos
da
CAPES
(http ://www.periodicos.capes.gov.br/) de acordo com as heurísticas de Nielsen (1993
apud PIMENTA; WINCKLER, 2002) com o auxílio de um quadro (ver Quadro 1).
Quadro 1. Análise heurística de usabilidade
Heurísticas de
Nielsenl Avaliação
Diálogos simples e
naturais
Falar a linguagem do
usuário
Minimizar a
sobrecarga de
memória do usuário

O

1

2

3

4

X
X

x
x

Consistência
Feedback

X

Saídas claramente
marcadas

X

Atalhos

X

Boas mensagens de
erros

X

Prevenir erros

X

Ajuda e
documentação

X

Uma preocupação preliminar ao início da análise heurística era se o portal se
comportaria da mesma maneira com os três navegadores selecionados. Assim , foi
realizada a comparação dos resultados na utilização dos três navegadores e a
conclusão é que o portal se comporta da mesma forma no uso dos três navegadores
escolhidos.

4.1 Pontos fortes
A localização do usuário dentro do portal é mostrada durante a navegação por
todas as seções e subseções, com o indicativo "Você está aqui" seguido pelos links
os quais são uma representação do sistema de navegação global, que "fornece links
para áreas-chave do site, a partir de qualquer página e está geralmente disposta no
topo ou no rodapé das páginas" (WODTKE , 2002 apud AGNER, 2009) .
Na seção de Busca, ao Buscar por assunto, conforme o termo inserido pelo
usuário é pesquisado nas bases, aparece uma barra animada mostrando que a
solicitação está em progresso. Também é indicada em quais bases a pesquisa está
finalizada e em quais ainda está em progresso com os rótulos "FINALIZADO" e

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"PESQUISANDO", além de haver a opção de cancelar a busca . Tais recursos
satisfazem às heurísticas de Feedback e Saídas claramente marcadas, bem como a
de Falar a Linguagem do Usuário, com a utilização de termos comuns nos rótulos.
A busca fornece filtros de assunto, datas, títulos de periódicos e bases, e
apresenta resultados em ordem de relevância , ano, título, autor ou base. As opções
dos filtros e na visualização de resultados, com registro completo ou individual de
artigos encontrados, satisfazem a heurística de Diálogos simples e naturais, pois
proporciona ao usuário controle sob a tarefa de busca , e também a de Minimizar a
Sobrecarga de Memória do Usuário, ao fornecer diversas visualizações para que
este escolha a que melhor lhe convier.
Os botões tem símbolos familiares, como o botão para adicionar um registro
da busca à sessão privada do usuário cadastrado "Meu espaço", que é um sinal de
adição, e as mensagens de erro existem , e são instrutivas, correspondendo às
heurísticas de Boas mensagens de erro e Atalhos, além da Prevenção de Erros.
O recurso de ajuda está no cabeçalho fixo a todas as páginas, e também há
uma seção de Suporte que reúne treinamentos, material didático para uso das fontes
informacionais disponibilizadas pelo portal , dúvidas freqüentes a usuários e um help
desk que conta com bibliotecários de várias regiões para auxiliar no uso do portal ,
motivo pelo qual não se encontrou problema na heurística de Ajuda e
Documentação. Está presente também no cabeçalho fixo um link para o "Fale
Conosco", que segundo Nielsen (2002) estimula o contato dos visitantes, e deve
incluir informações de contato local e eletrônico .
4.2 Pontos fracos
Dentre os problemas encontrados no portal estão o excesso de informação na
Página Inicial (ver Figura 1). Apesar de contar como ponto positivo o destaque para
a busca, que é uma das tarefas principais senão a mais importante, seguindo a
recomendação de Nielsen (2002, p. 10) para "enfatizar as tarefas de mais alta
prioridade, para que os usuários tenham um ponto de partida definido na
homepage", alguns problemas que vão de encontro a diretrizes de usabilidade para
a homepage (página inicial do web site) definidas pelo autor são encontrados, como:
A) "Não usar links genéricos como 'Mais' no final de uma lista de itens"
(NIELSEN , 2002, p. 18) - É utilizado "Veja mais" no final das áreas de
Notícias, Coleções e Treinamentos. Nielsen (2002) coloca que links
genéricos confundem o usuário quanto a que conteúdo ou página levarão,
e isso se agrava com a presença de mais de um na mesma página . Este foi
considerado um problema de Consistência de grau 2;
B) "Jamais animar elementos críticos da página , como logotipo, slogan ou
título principal" (NIELSEN , 2002 , p. 22) - Há uma área de destaque para
artigos de pesquisadores brasileiros que contém texto animado, o que
dificulta a leitura, além do que a animação produz efeito hipnótico, e apesar
de atraírem a atenção dos usuários, é menos provável que ocorra a
assimilação das informações do que se estas estivessem em formato

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simples (Nielsen, 2002). Isto vai de encontro à heurística de Minimizar a
sobrecarga de memória do usuário, classificado como um problema de
grau 3.

4.3 Acessibilidade
A acessibilidade é outro critério que denota qualidade da fonte de informação
em meio digital, ou mais especificamente, ao conteúdo digital. Entende-se como
conteúdo digital o conteúdo que tem suas informações codificadas em binário e
processadas através de sistemas informáticos digitais (MAZZONI ; TORRES, 2004).
A acessibilidade no espaço digital consiste em tornar disponível ao
usuário, de forma autônoma, toda a informação que lhe for
franqueável (informação para a qual o usuário tenha código de
acesso ou, então, esteja liberada para todos os usuários),
independente de suas características corporais , sem prejuízos
quanto ao conteúdo da informação (ALVES; TORRES; MAZZONI ,
2002, p. 85).

A acessibilidade é regulamentada pela legislação brasileira, com a lei 10.098,
de 19 de dezembro de 2000, e no caso específico dos web sites, o World Wide Web
Consortium (W3C) é responsável pelas diretivas de acessibilidade para a Internet
(ALVES ; TORRES ; MAZZONI, 2002).
Se a usabilidade atenta para a satisfação de usuanos específicos, a
acessibilidade aponta para as necessidades de todos. Mazzoni e Torres (2004)
atentam que não se pode considerar que um produto é acessível levando em conta
que apenas algumas pessoas consigam interagir com ele . Isto também é válido para
web sites, e ao analisar o Portal de Periódicos da CAPES, notou-se que alguns
recursos de acessibilidade eram disponibilizados ao topo da página : opções para
aumentar e diminuir a fonte e para modificar o contraste do web site.
Ao testar a funcionalidade de tais ferramentas, concluiu-se que a utilização
delas produzia prejuízos no acesso ao conteúdo. Na Página Inicial, com a mudança
de contraste para um fundo escuro, a leitura das informações era prejudicada - a cor
da fonte não acompanha a mudança de contraste - e a imagem que aparece
normalmente na versão de contraste claro (ver Figura 2) , some com a mudança (ver
Figura 3).

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Figura 2 - Contraste escuro

Figura 3 - Contraste claro

Outro problema é que o aumento da fonte faz com que o conteúdo de
algumas partes do layout extravase as áreas para ele delimitadas e que a leitura dos
rótulos fique prejudicada ou ilegível.
Da mesma forma , na seção de Notícias, assim como nas outras seções e
subseções, o cabeçalho da página com o rótulo da seção ou subseção não se
adéqua à mudança de contraste no fundo, bem como os botões. E, nota-se mais
uma vez a dificuldade de leitura pela cor da fonte em algumas partes do conteúdo da
página .

5 Considerações Parciais/Finais
O Portal de Periódicos CAPES é uma fonte de informação na Internet de
grande importância para a comunidade científica brasileira , visto que democratiza o
acesso ao conteúdo de publicações científicas e materiais a todas as instituições
brasileiras participantes, possibilitando assim o melhor aproveitamento destes
recursos. Além disso, a reunião de assinaturas num único portal reduz os custos
com assinaturas de periódicos e bases científicas, que tem um grande impacto no
orçamento das bibliotecas e unidades de informação, além de reduzir o espaço físico
ocupado pelas coleções.
Os estudos sobre os web sites, dentre eles os portais educacionais, a
exemplo do Portal de Periódicos da CAPES , e sua avaliação constante são
necessários. Apesar de existirem várias recomendações, conjuntos de requisitos e
técnicas para construção deles, as necessidades dos usuários diferem e mudam,

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bem como a tecnologia avança e os padrões que a norteiam acompanham este
desenvolvimento.
A análise heurística é apenas uma das formas de avaliar web sites, e não
cobre todos os aspectos que devem ser observados, por isso deve ser
complementada com a aplicação de outras técnicas, como o teste de usabilidade
utilizando a técnica de card-sorting. Para este trabalho, que pretendia mostrar a
situação atual do site e a partir da análise, apontar a importância de um projeto de
arquitetura de informação em portais educacionais, a análise heurística mostrou-se
contributiva.
A usabilidade como parte do projeto de arquitetura de informação atribui
qualidade aos portais educacionais e não deve ser desprezada como métrica
constituinte no desenvolvimento dos projetos. A partir da análise, pode se entender
que é possível corrigir erros muitas vezes imperceptíveis à primeira vista , e que
dificultam o acesso e compreensão do conteúdo do Portal de Periódicos CAPES por
seus usuários. Da mesma forma, a acessibilidade deve ser observada,
principalmente no caso do Portal de Periódicos CAPES que é de responsabilidade
de um órgão governamental, visto que a promoção da acessibilidade é garantida
pela legislação brasileira .

6 Referências
AGNER, Luiz. Ergodesign e arquitetura de informação: trabalhando com o
usuário. 2. ed . Rio de Janeiro: Quartet, 2009. 196 p.
BOTTENTUIT JUNIOR, João Batista; COUTINHO, Clara Pereira . Um estudo sobre
os portais educacionais disponíveis em língua portuguesa . In: Simpósio Internacional
de Informática Educativa, 11, 2009 , Coimbra. Anais eletrônicos ... Braga:
Universidade de Minho, 2009. Disponível em : &lt;http://hdl.handle.net/1822/9828&gt;.
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MACHADO, Raymundo das Neves; MEIRELLES, Rodrigo França . A funcionalidade
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Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 12, n. 3, p. 54-64,
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Acesso em: 31 mar. 2011 .

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Acesso em : 31 mar. 2011 .

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Arquitetura de informação aplicada a portais educacionais: análise do Portal de Periódicos da CAPES.</text>
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                <text>Santos, Cíntia; Sá, Maria Irene da Fonseca e</text>
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                <text>O Portal de Periódicos da CAPES, assim como outros portais educacionais, é uma importante fonte de informação na Internet e requisita avaliação constante para que atinja seus objetivos e as expectativas de seus usuários. Através da análise heurística do portal e com a utilização de dez heurísticas de usabilidade consagradas de Jakob Nielsen, observam-se a importância da métrica de usabilidade para o desenvolvimento de portais, a relação com a acessibilidade, outra métrica importante dentro de um projeto de arquitetura de informação, e identificam- se pontos fortes do portal bem como pontos fracos, aos quais podem se implementar melhorias que reforcem a missão e os objetivos do mesmo.</text>
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AS REDES SOCIAIS COMO FERRAMENTA DE
MARKETING E COMUNICAÇÃO COM O USUÁRIO
Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos 1, Maria Fazanelli
Crestana 2, Fabíola Rizzo Sanchez 3, José Carlos Balbino Rosa 4,
1Doutora pela ECAlUSP, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo,
SP
2Doutora pela FSP/USP, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo,
SP
3Pós-Graduanda em Gestão de Comunicação em Hipermídia e Redes Sociais, Divisão
de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo, SP
4Graduando em Tecnologia de Banco de Dados, Divisão de Biblioteca e Documentação
da FMUSP, São Paulo, SP

Resumo
Relata a utilização de canais da web 2.0 por uma biblioteca universitária
da área médica, como ferramentas visando à aproximação com seus usuários
e a divulgação de eventos, notícias, produtos e serviços da biblioteca. Aborda
conceitos relacionados às redes sociais que atuam como mídias sociais para
as iniciativas de marketing. Descreve as ações praticadas, e relaciona as
diretrizes adotadas na capacitação da equipe de editores das redes sociais na
biblioteca, apresenta a política de comunicação institucional e o
desenvolvimento da política de governança destas redes , além dos resultados
alcançados para o marketing dos serviços.

Palavras-Chave:
Bibliotecas Universitárias; Redes Sociais; Marketing

Abstract
We report the use of web 2.0 channels by a medicai university library, as
tools aimed at rapprochement with its users and dissemination of events, news,
products and services of the library. Discusses concepts related to social
networks that act as social media for marketing initiatives. Describes the actions
taken, and lists the guidelines adopted in training the team of editors of social
networks in the library, it presents the communication policy and institutional
development of political governance of these networks, and the results
achieved for the marketing of services.

Keywords:
Academic Libraries; Social Networking ; Marketing.

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1 Introdução
As redes sociais são especialmente populares entre os jovens e
estudantes universitários e sua ascensão está enraizada na emergência da
web 2.0 como rede interativa que dá oportunidade a todos de participar
segundo Dickson e Holley (2010). Assim, quando utilizadas pelas bibliotecas
universitárias representam um método potencialmente eficaz de comunicação
com os estudantes e uma forma de divulgação e marketing de seus produtos e
serviços.
Nas redes sociais existe a valorização dos elos informais e das relações,
em oposição às estruturas hierárquicas; a rede é uma forma de organização
presente na vida das pessoas e mesmo nascendo na esfera informal de
relações sociais, seus efeitos podem ser percebidos fora de seu espaço em
diversas formas de interação social (MARTELETO, 2001).
Este trabalho apresenta conceitos referentes às redes sociais como
ferramentas de marketing e divulgação de serviços e recursos para os
estudantes, incluindo as mudanças no relacionamento entre biblioteca e
usuário, Relata a experiência com estas redes em uma biblioteca universitária
da área médica, abordando habilidades desenvolvidas, as diretrizes de
comunicação e a política de governança na biblioteca como estratégia para a
edição descentralizada dos conteúdos. Apresenta o desenvolvimento de perfis
como Twilter, Facebook, YouTube e Flickr, inclui a arquitetura do Blog da
Biblioteca e seu processo de revisão.

2 As redes sociais: aspectos relacionados à comunicação
As redes sociais trouxeram uma nova maneira de comunicação com os
usuários e também entre os pares, assim segundo Recuero (2007), para existir
uma rede social é necessário que existam as pessoas e as conexões,
formando uma estrutura de grupo, com objetivos comuns.
As mais populares são Facebook (focada a estudantes e empresas),
Twifter (microblog onde é possível postar mensagens curtas), Linkedin (focada
na área profissional), Youtube (espaço para publicação de vídeos), Flickr e
Picasa (onde é possível armazenar fotos) e Blogs (onde são noticiadas
informações cronologicamente) .
Atualmente empresas, instituições, organizações e pessoas em geral
têm a possibilidade de expressar opiniões, oferecer serviços, esclarecer
dúvidas e manter um relacionamento mais próximo com o grupo que interagem
através destas redes, que estabeleceram um marco nos processos de
comunicação.
Nos últimos 5 anos aconteceu uma revolução digital, comparada por
muitos com a era da Revolução Industrial, houve uma mudança de paradigma .
Na área de comunicação, na década de 90, o ambiente digital era utilizado
para informações estáticas da empresa ou instituição, não havia feedback com
o internauta, era o início da web 1.0.
Hoje com a web 2.0, existe a interatividade com o usuário e todos

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podem ser os protagonistas de opiniões, disseminando notícias e informações,
A comunicação acontece em todos os níveis e o próprio internauta produz,
consome e tem a possibilidade de moderar conteúdos,
Notícias, serviços e produtos podem ser disponibilizados por meio
destas mídias, oferecendo grande troca de informações entre todos. As
empresas estão atentas a isto e escutam o seu usuário para desenvolver
políticas de relacionamento adequadas para este perfil.
Antes da era digital, o usuário que desejava uma informação precisava
deslocar-se até uma biblioteca que possuía o assunto desejado, agora com
apenas um clique pode pesquisar online nas mais diversas bibliotecas do
mundo, economizando tempo e de maneira prática e rápida .
As redes sociais criaram um relacionamento mais pessoal e próximo
com o usuário/cliente. Estratégias de comunicação online passaram a ser um
item essencial para trazer a informação que o usuário deseja de forma simples
e rápida .
Para Marteleto (2001, p.72 citado por Tomaél, 2005, p.93), as redes
representam "um conjunto de participantes autônomos, unindo ide ias e
recursos em torno de valores e interesses compartilhados". Pessoas
interconectadas formam este novo grupo de usuários que buscam informações
diversas, geram , transmitem e compartilham tudo por todo o mundo.
Na interação social mediada pelo computador existe um locus onde esta
ocorre de forma efetiva e relaciona-se às redes geradas pelas ferramentas web
2.0, de acordo com Recuero (2005) . Desta forma, podemos confirmar a
utilidade destas ferramentas de rede social para melhorar a interação das
bibliotecas com seus usuários, o que gerou diversas iniciativas no Brasil e no
mundo, principalmente nas bibliotecas universitárias.
A biblioteca sendo uma rica fonte de informação procura através das
mídias, ficar mais próxima do seu usuário levando informação com
credibilidade e confiança .
Segundo Tomaél (2005 , p.93) apenas nas últimas décadas é que as
empresas perceberam que as redes servem como um instrumento
organizacional , uma vez que são descentralizadas, flexíveis, dinâmicas, sem
limites definidos e estabelecem-se por relações horizontais de cooperação.
Esta horizontalidade de cooperação é uma característica importante nas redes,
já que não existe hierarquia definida.
As redes sociais são utilizadas como ferramenta de marketing, inclusive
nas bibliotecas, sendo uma maneira de impactar o usuário de forma rápida ,
direcionada e com custo relativamente baixo. Uma biblioteca jamais poderia
fazer uso de uma propaganda na TV para divulgar conhecimento, já na
Internet, pode atingir pessoas que tenham o interesse na área de atuação da
mesma , isto é, o target é atingido diretamente.
Instituições, organizações e empresas em geral , sejam elas de pequeno ,
médio ou grande porte, tem a possibilidade de atingir seu público e até se
sobressair no mercado competitivo.
É possível enviar e transmitir dados a milhares de usuários
simultaneamente e ainda gerar conteúdos relevantes, criar diálogos entre esse
grupo de usuários. A conexão online, em conjunto com as mídias sociais,
conecta indivíduos, grupos, regiões e organizações, criando formas de

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convivência onde é possível disponibilizar e compartilhar saberes distintos a
serviço do coletivo .
Busca-se nas redes o contato mais próximo, através de informações
relevantes e atualizadas de maneira dinâmica e, principalmente interativa,
fazendo com que os usuários tenham a sensação de participar da instituição.
No momento da interação ele é único, um indivíduo sendo atendido com
presteza , respeito e dedicação.
As redes possibilitam a análise da visibilidade da biblioteca através das
conexões com o público que participa delas, é possível mapear
comportamentos dos usuários, horários de acesso, o que acessam etc. Através
da análise destes dados existe a possibilidade de manter contatos online com
informações e conteúdos de interesse.
Dourado (2010, p. 146) afirma que a comunicação nos meios digitais
possibilita que o usuário participe de etapas e processos relacionados a algum
tipo de atividade, através da colaboração .
A análise das redes sociais no ambiente corporativo colabora para que
exista a possibilidade de inovação nos produtos e serviços oferecidos.
O usuário que está nas redes sociais conversa , divulga e se relaciona
por meio delas e age como um propagador da notícia/serviço que a instituição
oferece. As redes sociais na web oferecem um caminho para chegar aos
universitários através de seus próprios ambientes. Além disso, segundo
Dickson e Holley (2010) , para as bibliotecas universitárias o objetivo é permitir
o acesso à informação em um ambiente que é mais familiar aos seus usuários.
Os sites de redes sociais são uma oferta de tecnologias promissoras e boas
opções de divulgação para as bibliotecas universitárias. Elas fornecem uma
nova plataforma para alcance dos alunos além do edifício da biblioteca
tradicional e do website , permitindo que tenham acesso a recursos de
informação sem sair do conforto dos sites que mais utilizam .

3 Métodos
Em 2009, a Biblioteca Central da Divisão de Biblioteca e Documentação
da Faculdade de Medicina da USP - DBD/FMUSP instituiu o Grupo de
Inovação para a aplicação das ferramentas web 2.0, que optou inicialmente
pela criação de um blog e um Twitter.
A escolha ocorreu porque os blogs são considerados ferramentas de
fácil criação e manutenção, devido à simplicidade de uso e de publicação
(MARGAIX-ARNAL, 2008). Quanto ao Twitter, foi selecionado por ser uma
ferramenta destinada a informações rápidas, o que atendia à expectativa de
aumentar a interatividade com o usuário.
O 810g foi desenvolvido utilizando o modelo descentralizado de gestão
de conteúdo, implantado com critérios para inserção de posts pelas diversas
áreas da Biblioteca visando atingir maior dinâmica nas informações
apresentadas. Para isso, desenvolveu-se uma política de governança que,
segundo Viberti (2009), permite o alinhamento do grupo de manutenção.
Realizou-se treinamento para os participantes do grupo; complementado
periodicamente na medida em que surgem necessidades de capacitação.
Todas as ferramentas de redes sociais na web desenvolvidas na

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Biblioteca da FMUSP têm design e arquitetura personalizados, na medida do
permitido pelo aplicativo para reforçar a identidade visual da biblioteca .
Como o Facebook tem uma base forte de usuários nas universidades,
tornou-se uma opção para as bibliotecas universitárias. Um dos usos do
Facebook nestas bibliotecas, relaciona-se com a divulgação, além da criação
de convites para eventos, atividades e fóruns para promover serviços. Trata-se
de uma ferramenta de marketing sobre os serviços disponíveis para a
comunidade de usuários (DICKSON e HOLLEY, 2010).
Em 2011 , foi desenvolvido o Facebook da Biblioteca da FMUSP com o
objetivo de ser um endereço na rede social que retrate as características
institucionais. A inserção de conteúdo ocorre de acordo com a política de
governança, é realizada por funcionários treinados, sendo que os blogs e o
Twifter da biblioteca são conectados diretamente por compartilhamento
oferecido por estas redes, tornando as atualizações automáticas, e
centralizadas, incluindo também o Youtube e o Flickr.
Quanto à política de governança das redes sociais são apontadas, por
Tripathi e Kumar (2007), boas práticas para a integração de ferramentas de
web 2.0 em serviços de biblioteca como: uso com fins bem definidos e
normalizados para melhorar a confiabilidade e a participação, uso de recursos
audio-visuais reforçam o marketing e a credibilidade, criação de blogs para
atender grupos específicos, mas não muitos para evitar a dispersão dos
usuários, sendo importante publicar diretrizes para o uso das ferramentas e
respeitar os direitos de propriedade intelectual.
Os autores sugerem a criação de clips visuais explicando procedimentos
e funções da biblioteca com duração de 3 a 5 minutos, o fornecimento de
palestras em podcast ou vídeos, o treinamento de alunos e dos professores
nas ferramentas de web 2.0 através de pequenos módulos de formação , com
reforço na participação nas redes para formar uma comunidade virtual. Além
disso, as bibliotecas e centros de informação devem criar folhetos e
marcadores sobre os recursos utilizados e distribuí-los durante as aulas de
orientação e visitas informais. A biblioteca deve incluir links para as ferramentas
nas homepages da universidade e da biblioteca, prática desenvolvida pela
Biblioteca da FMUSP.
A política de governança é um conjunto de diretrizes e normas criadas
para padronizar a comunicação online de conteúdos de portais corporativos. A
governança consiste em estabelecer critérios para o material a ser publicado
pelo grupo de editores e apresenta as diretrizes para esta publicação, sendo
que na Biblioteca da FMUSP foi desenvolvida para estabelecer critérios e
permitir o alinhamento do grupo designado para a manutenção dos canais de
comunicação e divulgação da biblioteca em redes sociais.
O trabalho de atualização nas redes sociais exige manutenção, cuidado,
profissionalismo e continuidade. A utilização destas ferramentas e outros
recursos de comunicação são temas de workshops internos semanais na
biblioteca. Novos treinamentos são propostos e desenvolvidos quando são
identificadas necessidades.
O Twitter da biblioteca utiliza modelo descentralizado, é alimentado por
funcionários treinados das diversas áreas e publica links, novidades, fotos,
eventos, notícias e qualquer informação de interesse aos usuários visando a

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comunicação e compartilhamento.

4 Resultados Parciais
A equipe do Grupo de Inovação criou o blog para a Biblioteca da FMUSP
com identidade visual própria, atendendo a premissa de modelo
descentralizado de inserção de conteúdos pelas áreas da biblioteca , com
política de governança especifica, capacitação e treinamento das equipes. Este
blog foi inicialmente gerenciado de forma indireta pelos responsáveis de blogs
especificos desenvolvidos pelas áreas com a apresentação de produtos e
serviços da biblioteca .
Na Tabela 1 são apresentados os acessos aos 810gs da Administração ,
Atendimento, Divulgação, Periódicos e Livros. Esta análise identificou que
alguns blogs são mais acessados como o caso dos posts do blog da
Divulgação que totalizou 11 .877 acessos no período de novo2009 a abro2012.
Os blogs do Atendimento e Livros foram os segundos mais acessados, com
7885 e 5505 acessos respectivamente.
Tabela 1 - Acesso aos blogs da Biblioteca FMUSP - novo 2009 a abro 2012

Blog
Divulgação
Atendimento
Livros
Periódicos
Ad m in istração
Total

2009
39
54
19
37
84
233

2010
4106
2155
813
849
658
8581

2011
5570
4340
3137
599
311
12.988

2012
2166
1336
1536
50
6
3558

Total

11877
7885
5505
1535
1059
27861

Fonte: Estatística dos acessos nos blogs da Biblioteca da FMUSP no Wordpress

A partir desta análise, a Biblioteca da FMUSP optou por remodelar seu
blog, mantendo os blogs do Atendimento e da Divulgação, e passando as
exposições de novas aquisições de Livros e Periódicos para o site da Biblioteca
com a implantação de novos recursos de exposição virtual. As informações do
blog da Administração, mais voltadas para temas como missão, funcionamento
e avisos administrativos também foram remanejadas para o site.
A seguir, na Figura 1 é apresentado o gerenciamento das redes sociais
da Biblioteca de acordo com a opção de compartilhamento entre as
ferramentas .

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Bl09 da Divisão de
Biblioteca e
Documentação

~1

Bl09
Atendimento

~

=~ ~=:=.JU

!::
-

~

Figura 1 - Gerenciamento das redes sociais da Biblioteca FMUSP

Os posts dos blogs alimentam automaticamente o blog da Biblioteca, o
Twitter, o Facebook e o site da biblioteca através de ferramenta agregadora O
Youtube e o Flickr também utilizam este recurso. Assim é possível
descentralizar o conteúdo, mas centralizar o gerenciamento. Os tweets e os
posts podem ser curtidos individualmente, permitindo que através da análise
destes itens, seja possível reforçar os conteúdos de maior interesse.
O Twitter da Biblioteca FMUSP até abril de 2012 divulgou 1893 micro
mensagens (tweets) , segue 56 Twitters de bibliotecas e instituições
universitárias, bibliotecas públicas nacionais e internacionais e organizações da
área da saúde . Entre os 911 seguidores do Twitter da Biblioteca estão alunos,
profissionais da área, bibliotecas, instituições de saúde e bibliotecários.
O Facebook da Biblioteca da FMUSP foi desenvolvido com a
preocupação de ser um endereço que retrate as características institucionais.
De acordo com a política de governança a alimentação pode ser realizada por
funcionários treinados. Em 2012, deu-se início a criação da Fan Page da
biblioteca visando direcionamento adequado das informações e melhoria do
marketing institucional, desta forma pretende-se manter o público conquistado
e fazer a passagem paulatinamente, mantendo o espaço de participação do
usuário.
Na biblioteca , o Youtube é um canal experimental onde são
disponibilizados pequenos eventos e treinamentos pertinentes à área . A
proposta é tornar-se um canal com vídeos de curta duração para explicar, de
forma rápida, recursos e informações disponíveis na biblioteca . A produção de
vídeos é realizada por pequena equipe que recebe as demandas de toda a
Biblioteca. Utiliza-se o software Camtasia para a criação e edição dos vídeos

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produzidos,

5 Considerações Finais
As bibliotecas, atentas ao novo perfil de usuário, jovem e conectado 24
horas por dia , pretendem atingi-lo levando os seus conteúdos onde eles estão,
e as redes sociais são estes novos canais. A inovação tecnológica trouxe
mudanças rápidas causando impactos na comunicação com o usuário.
Novos modelos de bibliotecas estão se formando, padrões estão sendo
seguidos e novas maneiras de comunicação online estão sendo criadas.
Bibliotecários e profissionais especialistas na área de Marketing e
Comunicação hoje trabalham em parceria, criando estratégias de comunicação
e buscando a interação junto ao seu público.
Uma das premissas da biblioteca no ambiente online é impactar o maior
número de pessoas, ganhar relevância, credibilidade e gerar novos
relacionamentos, sempre pensando no público-alvo .
A biblioteca criou um vínculo de relacionamento nas redes e através
delas recebe elogios, críticas e comentários instantaneamente. O usuário é
sempre tratado de maneira atenciosa e com respeito por todos os
colaboradores. Respostas, dúvidas e questionamentos são sanados
rapidamente por funcionários amplamente treinados e preparados para essa
interação.
Existe a preocupação e atenção com os conteúdos que são
disponibilizados nas redes, pois se sabe que conteúdos relevantes fazem
grande diferença quando se trata de informação online. A ética está presente e
a comunicação responsável é um dos pilares dessa comunicação digital.
A Biblioteca da FMUSP tem comprovado a eficiência destas plataformas
para divulgação de informações para sua comunidade, teve oportunidade de
avaliar seus blogs e melhorar a divulgação de notícias e outras informações,
inclusive com o uso de ferramenta agregadora para o gerenciamento de suas
redes sociais. Devido à gestão descentralizada do Blog da Biblioteca, com
posts alimentados em blogs separados foi possível a análise de acesso aos
blogs individualmente.
O Facebook da biblioteca foi analisado pela equipe gestora e está em
fase de implantação da Fan Page.
O grupo de editores das redes sociais na web está consolidado e
capacitando-se continuamente e para a política de governança busca-se
sempre identificar novas demandas de forma que a Biblioteca da FMUSP
permanece avaliando as rede sociais que disponibiliza mantendo-se atenta às
inovações que surgem para atingir melhorias no marketing e na comunicação
com seus usuários.

6 Referências
DICKSON, A. ; HOLLEY, R. P. Social networking in academic libraries: the
possibilities and the concerns. New library world, Bradford (UK), v.111, n.

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11/12, 2010 . p. 468-479 .
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Terra, C. Comunicação organizacional em tempos de mídias sociais. EBook coletivo. PaperCliq . 2010.
MARGAIX-ARNAL, D. Informe APEI sobre web social. Gijón : Asociación
Profesional de Especialistas emn Información, 2008 . Disponível em :
&lt;http://eprints.rclis.org/151 06/1 /informeapeiwebsocial.pdf&gt; . Acesso em : 8 abr.
2010.
MARTELETO, R M. Análise de redes sociais: aplicação nos estudos de
transferência da informação. Ciência da Informação, Brasília, v.30, n.1, p.7181 , jan.labr. 2001 .
RECUERO, R Considerações sobre a difusão de informações em redes
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Interdisciplinares da Comunicação. VIII Congresso Brasileiro de Ciências da
Comunicação da Região Sul, Passo Fundo, RS . 2007 . p. 1-16.
RECUERO, R da C. Redes sociais na Internet: considerações iniciais. ECompós, v.2, 2005 . Disponível em : &lt;
http://www6 .ufrgs.br/limc/PDFs/redes_sociais.pdf&gt; . Acesso em 24 abro2012 .
TOMAÉL, M. 1. ; ALCARÁ, A. R ; Di CHIARA, I. G. Das redes sociais à inovação.
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VIBERTI , F. Conteúdo: centralizar ou descentralizar, eis a questão. Intranet
Portal, 2009. Disponível em :
&lt;http://www.intranetportal.com.br/comunicacao/cc_1 &gt;. Acesso em : 8 abro2010 .

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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Resumo expandido

HISTÓRIA CULTURAL DAS PRÁTICAS DE LEITURA DE
ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
Andréa Pereira dos Santos ' ,
1Professora Mestre, UFG, Goiânia, Goiás

1 Introdução
Desde o ano 2006 ministro disciplinas ligadas à leitura (teoria e história) no
curso de biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás. Além dos alunos do
curso de biblioteconomia ministro a disciplina para alunos de outros cursos em
formato de núcleo livre.
Nessas disciplinas, procuro discutir a leitura levando em consideração a
história das práticas de leitura dos estudantes colocando-os como personagens
dessa. Tal atividade me surpreende a cada ano e não poderia deixar de compartilhar
tais percepções.
Uma pesquisa sobre leitura, que envolve a participação dos estudantes, é
bastante produtiva , pois os torna objeto da própria discussão. E nada mais atual do
que estudos como esse, principalmente nesse contexto de leituras fragmentadas
tanto pela explosão da informação, quanto pelo acesso, cada vez maior, com o
advento da Internet.
Um outro aspecto interessante é que tal atividade envolve os familiares dos
alunos e é uma forma de aproximação entre a família e a universidade.
O questionamento levantado com essa atividade é: como se dá o processo de
construção e formação de leitores dos alunos dos cursos de graduação da UFG?
Objetiva-se, assim , compreender o processo de formação e construção do leitor por
meio da história das práticas de leitura familiar.
Trabalhos sobre práticas de leitura são bem recorrentes em nossa literatura.
Entretanto, autores que me influenciaram nessa temática foram : Chartier (1990,
2001), que no primeiro livro discute a história cultural e no segundo as práticas de
leitura; Abreu (1999 , 2001), com discussões em torno da história da leitura e dos
preconceitos em leitura. Destaco essa última, porque a história das práticas de
leitura dos universitários revela resquícios de preconceitos com certos tipos de
leitura. Por fim , Melo (2007) que, em sua tese de doutorado transformada em livro,
discute as primeiras práticas de leitura em Goiânia.

2 Materiais e Métodos
As pesquisas qualitativas são importantes para que possamos realizar
análises de forma crítica, pois não nos predemos em números e sim em dados que
revelam resultados imensuráveis, principalmente quando o objeto de pesquisa é o
ser humano. Assim , optou-se pela pesquisa qualitativa tendo como metodologia a
história cultural. A historia cultural é aquela que não está presente na grande história
tradicional ; ela é a micro-história ou história vista de baixo (BURKE , 2008; DOSSE,
2003; HUNT, 2001 ; LE GOFF, 1998).
O procedimento de coleta de dados utilizado foi gerado durante as atividades

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Resumo expandido

realizadas nas duas disciplinas ministradas: Leitura e Sociedade e História dos
Registros do Conhecimento . Cada estudante deveria levantar a história das práticas
de leitura familiar entrevistando avós, pais, irmãos e um relato da própria prática.
Depois o estudante apresentaria sua história em formato de seminário e
entregaria um texto dissertativo sobre o tema .
Minha análise constou de observar a postura dos estudantes durante a
apresentação: suas emoções e inquietações e de verificar se eles faziam relação
das histórias das práticas de leitura com os grandes acontecimentos ditados pela
história tradicional.

3 Resultados Parciais/Finais
Durante esses anos ministrando as disciplinas ligadas a leitura e a história da
leitura e acompanhando os trabalhos apresentados pelos alunos dentro delas, pude
perceber que houve uma aproximação bem maior dos estudantes com a teoria
apresentada em sala de aula . Mesmo porque, eles se viram dentro das discussões.
As apresentações, em muitos momentos, foram carregadas de emoção, pois
com toda a correria da vida e da própria universidade, a maioria não conhecia a
própria história e nunca tinha parado um pouco para refletir.
Percebi um fato bastante difundido por inúmeros autores: que acesso ao
material livro é mais comum nas famílias com maior poder aquisitivo e com pais com
formação superior.
Outro detalhe que chama a atenção é a onipresença da bíblia na maioria dos
lares. Tendo-a como principal instrumento de leitura independente da classe social.
Interessante, pois, desde Idade Média e da invenção da imprensa de Gutenberg, ela
é presença na nossa história da leitura.
E por fim , vários estudantes revelaram certos preconceitos ligados a leitura,
ou seja, não consideravam como leitura algumas revistas, livros e outros materiais
escritos, comprovando os estudos de Abreu (2001).

4 Considerações Parciais/Finais
É cada vez mais importante dar atenção às práticas de leitura reveladas na
atualidade. Critica-se e fala-se muito de leituras fragmentadas e acusa-se a
juventude de não gostar de ler. Talvez hoje (essa é minha hipótese de uma pesquisa
de doutorado que estou realizando) é que o jovem lê mais. De forma fragmentada?
Talvez. E, provavelmente, não poderia ser diferente já que há uma infinidade de
informações difíceis de digerir.
Enfim, desconfio que essas redes sociais e a própria internet tem contribuído
para a construção e formação desse jovem leitor. Podemos pensar também que ele
esteja praticando aquela leitura extensiva mencionada por Darnton (1992), ou seja,
diferentemente da leitura intensiva que era naturalmente mais possível até o século
XVIII , pois com o aumento da produção livreira tornou-se mais difícil.

5 Referências
ABREU , Márcia (org .). Leitura, história e história da leitura. Campinas, SP:
Mercado de Letras: Associação de Leitura do Brasil - ALB. São Paulo : FAPESP,

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�Comportamento informacional humano
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Resumo expandido

1999.
___ . Diferença e desigualdade: preconceitos em leitura. In : MARINHO, Marildes
(org.) Ler e navegar: espaços e percursos da leitura. Campinas: Mercado das
Letras, 2001 .
BURKE, Peter. O que é história cultural? 2. ed . Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
CHARTIER, Roger. A História Cultural: entre práticas e representações. Trad .
Maria Manuela Galhardo. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1990.
CHARTIER, Roger (org .). Práticas da leitura. 2. ed . São Paulo : Estação Liberdade,
2001 .
DARNTON , Robert. História da leitura. In: BURKE, Peter (Org .). A escrita da
história: novas perspectivas. São Paulo: Editora da UNESP, 1992. p. 199-236
DOSSE, François. A história em migalhas: dos Annales à nova história. Bauru, SP:
Edusp, 2003.
HUNT, Lynn . A nova história cultural . 2. ed . São Paulo: Martins Fontes, 2001.
LE GOFF, Jacques. A história nova. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1988.
MELO, Orlinda Carrijo. A invenção da cidade: leitura e leitores. Goiânia: Ed . Da
UFG, 2007.

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                <text>Compreende o processo de formação e construção do leitor por meio da história das práticas de leitura familiar.O procedimento de coleta de dados utilizado foi gerado durante as atividades Comportamento informacional humano Resumo expandido realizadas nas duas disciplinas ministradas: Leitura e Sociedade e História dos Registros do Conhecimento. Cada estudante deveria levantar a história das práticas de leitura familiar entrevistando avós, pais, irmãos e um relato da própria prática. Depois o estudante apresentaria sua história em formato de seminário e entregaria um texto dissertativo sobre o tema. Minha análise constou de observar a postura dos estudantes durante a  apresentação: suas emoções e inquietações e de verificar se eles faziam relação das histórias das práticas de leitura com os grandes acontecimentos ditados pela história tradicional.</text>
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                    <text>Marketing
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Resumo expandido

EMARKETING NA PRESERVAÇÃO DE DOCUMENTOS
Ana Rosa dos Santos '
'Especialista em Educação , Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ .

1 Introdução

o marketing por muito tempo esteve ligado ao mercado, ao comércio, aos
negócios, e hoje cada vez mais é utilizado em instituições sem fins lucrativos. Kotler
(1969, c1978) estabeleceu um novo espaço para o marketing quando desenvolveu a
teoria direcionada as instituições que não visam lucros. Assim o marketing vem
sendo usado como uma ferramenta de gestão há algum tempo em bibliotecas
universitárias.
Acreditando no tripé preservação ; o acesso; e o desenvolvimento e a gestão
de coleções (FOX E MARCHIONINI DE 1998, SCHURER 1998 APUD
ROTHENBERG, 1999), como base de uma boa gestão de bibliotecas é apresentada
esta revisão de literatura sobre emarketing, marketing eletrõnico, etc., enfim
marketing em bibliotecas universitárias, com o uso do canal Internet, tendo por base
a visão de Kotler. Com essa revisão pretende-se traçar estratégias para uma gestão
de preservação de documentos; a finalidade é reunir subsídios para a construção de
um site, sobre preservação, centrado no usuário/cliente; que busque a
conscientização desse usuário para preservação. As questões seriam : Como usar o
marketing eletrônico para a conscientização? Como fazer que o consumidor dos
produtos e serviços em uma biblioteca universitária se torne um agente de
preservação? Quais os instrumentos de marketing usar?
Nessa tarefa o "marketing interno" parece ser uma das primeiras iniciativas a
ser tomada ; integrar, treinar, motivar o staff de modo que este esteja conscientizado ,
pronto para conquistar esse usuário/cliente para a causa, é o primeiro passo. Para
tal, é necessário que este usuário/cliente esteja satisfeito, assim o "marketing de
relacionamento" também é fundamental ; a busca de uma relação, visando à
satisfação desse usuário/cliente, é essencial; fidelizar esse cliente seria a função
desse marketing. A prática do "marketing integrado", que tem como foco principal o
usuário/cliente é outro alicerce. O "marketing socialmente responsável " completa
todo trabalho , ele traz para os programas de marketing a preocupação com os
reflexos dessas campanhas, no meio social, hoje no planeta. Esse composto de
marketing forma o chamado "marketing holístico", onde "tudo é importante"; é um
marketing cada vez mais baseado na tecnologia da informação e da comunicação, é
um emarketing (KOTLER, KELEER, 2006).

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Resumo expandido

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Figura 1 - Dimensões do marketing holístico
Fonte: Kotler e Keller, 2006, p.16.

Kaur (2009, p. 466) após análise de 22 sites de bibliotecas universitárias
conclui que o:
Marketing é principalmente conscientização. Por isso a comunicação é a
principal estratégia de um marketing eficaz. Os clientes (usuários da
biblioteca), que são bem compreendidos têm maiores possibilidades de ter
suas necessidades atendidas pela biblioteca . E os canais de comunicação
devem ser adequados para ajudar a construção de uma relação com os
usuários.

Santos em pesquisa sobre as escolha entre os jovens, num ambiente Web,
destacou que eles preferem texto menos densos, assim como:
O design e as cores da homepage são também importantes para tornar o
site mais atractivo. Cores brilhantes, elementos animados e pouco texto são
aspectos favoráveis a uma boa avaliação do site . Os conteúdos informativos
foram também destacados como elemento de avaliação, nomeadamente a
qualidade e fiabilidade da mesma (2010, p. 36) .

Amaral (2011 , p. 88) diz que o marketing "agora , precisa ser direto e pessoal ,
pois o mundo digital pressupõe interatividade, característica fundamental à mudança
de paradigma no marketing".
E conclui que:
As Bibliotecas e demais unidades de informação devem estar preocupadas
em manter um relacionamento em duas vias com os seus públicos, em
especial com os seus usuários, considerados clientes elou consumidores,
para conhecer seus perfis de interesse pelos produtos e serviços de
informação a serem oferecidos (AMARAL, 2011 , p. 96-97) .

Hoje, mais que nunca, é preciso que as unidades de informação busquem
uma relação com o usuário/cliente. O conhecimento deste é fundamental para

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Resumo expandido

manutenção de uma relação ; e o emarketing , através da web2 , pode ajudar nesse
trabalho de construção das campanhas de conscientização, para a preservação,
desse novo usuário/cliente, que cada vez mais está ligado às novas tecnologias.

2 Materiais e Métodos

o levantamento de dados foi realizado através de pesquisa bibliográfica, nos
últimos 5 anos. No Portal Capes, nas bases de ciências sociais aplicadas, com a
seguinte estratégia de busca :
a) "Título=(marketing) E Título=(library) E Todos os campos=(website) E
Todos os campos=(kotler)" = 37 registros
b) "Título=(marketing) E Título=(library) E Todos os campos=(site) E Todos os
campos=(kotler)" = 53 registros

o Google Acadêmico foi usado para busca em português, por conta do
resultado negativo no Portal Capes. As estratégias foram :
a) "biblioteca universitária" marketing Kotler site = 31 registros.
b) "biblioteca universitária" marketing Kotler website = 33 registros
c) "biblioteca universitária" marketing Kotler homepage = 11 registros

d)
Desse modo buscou-se englobar todos os itens cobertos pelo chamado
"marketing holístico", o emarketing de Kotler.
Após coleta os dados foram
sistematizados.

3 Resultados Parciais/Finais
Foram destacados os trabalhos que mais ofereceram subsídios para a
construção de um site como estratégia de gestão de preservação centrado no
usuário. Com base nesse estudo será desenvolvido o site proposto, que será parte
da Gestão de Preservação de Documentos, de um Sistema de Bibliotecas e Arquivo.

4 Considerações Parciais/Finais
Pôde-se considerar que um site interativo com o uso da web 2.0, e com a
aplicação do marketing holístico pode ser uma estratégia, na Gestão da Preservação
de Documentos acertada, nesse momento em que o nosso usuário/cliente cada vez
mais vive nesse mundo virtual.
O marketing h olístico , como um emarketing pode ser o instrumento que
poderá promover o usuário/cliente em um agente de preservação. Essa pode ser
uma estratégia para fortalecer uma das bases do tripé da gestão bibliotecária, a
preservação, hoje ainda muito enfraquecida . O uso das dimensões desse
emarketing poderá nos dar as respostas às questões propostas.
É importante lembrar que o espaço interativo da web 2.0 é mutável, volátil,
assim é preciso um estudo contínuo, permanente. A participação do usuário/cliente
só pode ser mantida se esta for alimentada, e retroalimentada ; assim talvez seja
possível contar com ele numa jornada de preservação de documentos. A

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Resumo expandido

conscientização para preservação precisa ser feita, e o emarketing pode ser um
caminho.
5 Referências
AMARAL, Sueli Angelica do. Marketing da informação: abordagem inovadora para
entender o mercado e o negócio da informação. Cio Inf., Brasília , DF, v. 40 n. 1, p.8598 , jan.labr., 2011 . Disponível em :
&lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/viewArticle/1920&gt;. Acesso em : 20
abr. 2012.
KAUR, Kiran . Marketing the academic library on the web. Library Management, v.
30 , n. 6, p. 454 . 2009. Disponível em :
&lt;http://dx.doi.org/10.11 08/0143512091 098214&gt; . Acesso em: 25 abro2012 .
KOTLER, P. Marketing para organização que não visam o lucro. São Paulo:
Atlas, c1978 .
__ ; KELLER, Kevin Lane. Administração de marketing. 12.ed. São Paulo :
Pearson Prentice Hall, 2006.
__ ; LEVY, Sidney J. Broadening the Concept of Marketing. Journal of Marketing,
V. 33, n. 1, Jan., 1969, p. 10-15. Disponível em :
&lt;http://www.jstor.org/stable/1248740&gt;. Acesso em : 14 abr. 2012 .
SANTOS, António Sá. Níveis de usabilidade e satisfação em sites de bibliotecas .
122 f. 2010. Dissertação (Mestrado) - Ciências da Documentação e InformaçãoBiblioteconomia, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2010 . Disponível em :
&lt;http://repositorio.ul.ptlhandle/10451/3356&gt;. Acesso em : 11 mar. 2011.
KOTLER, Philip. Administração de marketing . 12. ed . São Paulo : Pearson
Prentice Hall, 2006.
ROTHENBERG, Jeff. Avoiding Technological Quicksand: Finding a Viable
Technical Foundation for Digital Preservation . A Report to the Council on Library and
Information Resources Washington , DC : Council on Library and Information
Resources, 1999. Disponível em : &lt;http://eric.ed .gov/PDFS/ED426715.pdf &gt;.
Acesso em : 11 mar. 2011 .

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A INTERDISCIPLlNARIDADE NA INDEXAÇÃO: UM RELATO DE
ATIVIDADE PRÁTICA NA BIBLIOTECA CENTRAL DA UFRRJ
Ana Paula Lima dos Santos 1, Fátima Assis de Almeida Benthel,
Heloísa Assis de Almeida3, Letícia Schettinj"
1 Mestre em Ciência da Informação, Universidade Federal Fluminense, Niterói , RJ
Especialista em Indexação da Informação, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro,
Seropédica , RJ
3 Especialista em Biblioteconomia , Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica , RJ
4 Especialista em Biblioteconomia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ
2

Resumo
Discorre sobre a experiência da Seção de Processamento Técnico da Biblioteca
Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - SPT/BC/UFRRJ, com
uma sucinta revisão de literatura sobre Interdisciplinaridade, indexação, indexador,
cabeçalhos de assunto e os aspectos que envolvem esses processos. A proposta de
trabalho implantada teve como objetivo dar agilidade, uniformização e consistência a
atribuição de termos no processamento técnico das teses e dissertações recebidas
para tratamento na Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de
Janeiro - BC/UFRRJ por meio de uma parceria interdisciplinar. A experiência
consiste em uma interação entre o Serviço de Catalogação com profissionais que
atuam em áreas específicas do conhecimento. A metodologia utilizada é a descritiva.
Conclui que essa integração gera resultados na consistência das bases de dados e
na atribuição de termos de indexação para uma recuperação eficiente da
informação.

Palavras-Chave:
Indexação; Interdisciplinaridade; Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do
Rio de Janeiro; Bibliotecário; Atuação profissional.

Abstract
Discourses on the experience of section of Technical Processing of Central Library of
the Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - SPT/BC/UFRRJ, with a review of
the literature on interdisciplinary, headers of affairs, indexing and the aspects that
involve this processoThe proposal of work implanted had as objective to give agility,
uniformity and consistency to the assignment of terms in technical processing of the
theses and dissertations received for treatment at BC / Rio de Janeiro by means of
an interdisciplinary partnership . The experience consists of an interaction between
the Service of Cataloguing with professionals who work in specific areas of
knowledge . The methodology used and the descriptive. It concludes that this
integration provides results in consistency of databases and the assignment of
indexing terms of an efficient information retrieval.

Keywords:
Indexing; Interdisciplinary ; Central Library of the Universidade Federal Rural do Rio
de Janeiro ; Bibliotecário ; Professional performance .

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1 Introdução
A história da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) remonta
a 1910 quando da criação da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária,
vinculada ao Ministério da Agricultura . Em 1943 o "Campus" foi localizado
oficialmente no município de Seropédica, RJ .
As atividades acadêmicas foram iniciadas em nível de graduação superior,
dando prioridade para cursos de Ciências Agrárias. Com o tempo houve a expansão
para outras áreas do conhecimento como Ciências Exatas, Tecnológicas, Biológicas,
Sociais e Humanas.
A evolução natural do conhecimento humano e as novas realidades
educacionais fizeram com que a UFRRJ criasse cursos de Pós-graduação,
vislumbrando a necessidade de aprofundamento dos conhecimentos adquiridos,
tanto por seus docentes quanto por discentes, que almejavam pesquisar, aprofundar
e adquirir novos saberes.
A Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio de Janeiro (BC/UFRRJ),
foi criada pela Portaria CNEPA nO 95/1948, na administração do Prof. Waldemar
Raythe, então diretor do Centro Nacional de Ensino e Pesquisas Agronômicas do
Ministério da Agricultura, sendo denominada Biblioteca Central da UFRRJ .
Em 1959, com o assessoramento técnico do Instituto Brasileiro de Informação
em Ciência e Tecnologia (IBICT) , a Biblioteca transferiu-se para o município de
Seropédica, RJ , sendo instalada no 20 andar do Pavilhão Central. Com a expansão
do acervo e dos serviços prestados pela BC/UFRRJ à comunidade acadêmica,
verificou-se a necessidade da transferência do acervo para novas instalações.
Construiu-se novo prédio para a Biblioteca ao lado do Pavilhão Central, cuja
transferência ocorreu em julho de 1973, onde está instalada.
Em 1987, com a participação na Rede BIBLlODATA/CALCO-FGV, teve início
o processo de informatização da Biblioteca Central. A partir de 2004, com a
implantação do Sistema Gerenciador de Bibliotecas Pergamum na BC/UFRRJ e a
migração das diferentes bases bibliográficas existentes na Biblioteca , constata-se
uma série de inconsistências nos cabeçalhos de assunto adotados.
A BC da UFRRJ está subordinada hierarquicamente à Vice-Reitoria da
UFRRJ , conforme estabelecido no Estatuto da Universidade e no seu Regimento. É
constituída por uma Direção e duas Seções: Processamento Técnico e Referência e
Intercâmbio.
Embora existam outras bibliotecas na Universidade, as bibliotecas da UFRRJ
não se encontram administrativamente estruturadas em um sistema .
A Seção de Processamento Técnico (SPT) da BC/UFRRJ, definida pelo
Regimento aprovado pelo Conselho Universitário da UFRRJ em 23 de novembro de
1989, é constituída pelos Setores de Formação e Desenvolvimento de Acervo e
Setor de Processamento Técnico, além de, coordenar as atividades de
processamento técnico de todo material bibliográfico adquirido pela BC . Vale
ressaltar que, a SPT/BC conta com apenas quatro bibliotecários para tratar e
disponibilizar esses materiais.
A seleção, o processamento técnico e a disponibilização das informações
pelas bibliotecas, no tempo devido, necessitam de interação com as tecnologias que
atendam com agilidade e presteza as necessidades, tanto dos bibliotecários quanto
dos usuários. Nada disso terá valor se, entre processamento técnico e usuários

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finais, não ocorrer um diálogo afinado.
Com objetivo em atender a comunidade universitária em sua demanda por
informação, os bibliotecários, em especial , os da Seção de Processamento Técnico
da BC/UFRRJ, vislumbraram na interação com especialistas de diferentes áreas do
conhecimento, na informatização do acervo documental e nos demais serviços, uma
resposta ao enfrentamento da situação em questão.
A proposta de trabalho implantada no Serviço de Catalogação teve como
objetivo dar agilidade, uniformização e consistência a atribuição de termos no
serviço de indexação das teses e dissertações recebidas na Biblioteca Central
através de uma parceria interdisciplinar. A experiência consiste no trabalho realizado
entre o Serviço de Indexação com profissionais que atuam em áreas específicas do
conhecimento, proporcionando integração que irá gerar resultados na consistência
das bases de dados de cabeçalhos de assunto e na atribuição de termos de
indexação da Seção de Processamento Técnico para uma recuperação rápida e
eficiente da informação.
A Seção de Processamento Técnico sempre em busca de novas alternativas
e soluções de forma a promover o acesso eficiente e atualizado à informação, faz
uso do maior número possível de recursos técnicos e informacionais disponíveis
para desenvolver com qualidade suas atividades, o que viabiliza a sua missão que é:
Processar tecnicamente de forma normalizada os documentos e
materiais bibliográficos em qualquer suporte, adquiridos pela
Biblioteca Central, de maneira atualizada, ágil e de qualidade,
utilizando-se do Sistema Pergamum, das tecnologias e técnicas mais
eficientes e eficazes, disponibilizando-os para toda a comunidade
acadêmica, tendo em vista as necessidades informativas de seus
usuários, de forma a obter um resultado eficaz e consistente na
pesquisa e recuperação desses documentos, e com a perspectiva de
cooperação entre instituições congêneres. (SPT, 2011 , p.4)

Diante do exposto, cabe uma reflexão: como desempenhar um trabalho de
qualidade, sem recursos, estrutura, além de poucos profissionais qualificados,
diante de uma grande demanda de trabalho?
O que pretende-se com esse relato, é demonstrar como um Setor de esfera
pública , "driblou" algumas adversidades que contribuem para que uma equipe não
consiga desempenhar suas funções plenamente , tanto pela carência de mão de obra
qualificada, quanto pela ausência de recursos e estrutura necessária, para tal.
O presente artigo apresenta as experiências e resultados das atividades
práticas desenvolvidas na Seção de Processamento Técnico da Biblioteca Central
da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em especial o Serviço de
Indexação, para uniformizar e padronizar as atribuições de assuntos nas bases
bibliográficas da BC, com o objetivo de se evitar inconsistência de informações na
base de cabeçalhos de assunto do Sistema Gerenciador utilizado.
Para situar a consciência interdisciplinar no trabalho em equipe, será
apresentada, de modo, sucinto, a revisão de literatura.

2 O Trabalho Interdisciplinar

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A interdisciplinaridade se apresenta, nos dias de hoje, como uma
possibilidade de se contrapor a fragmentação do conhecimento estabelecida pela
ciência moderna , calcada no modelo de racionalidade criado por Descarte e Newton .
Desse modo, é considerada como uma forma de melhorar as relações de trabalho,
com o advento tecnológico e a formação das redes informacionais.
Segundo Japiassu (1976) interdisciplinar é o mesmo que comum a uma ou
mais disciplinas ou áreas do conhecimento, ou seja, o que está relacionado ou
ligado a algo. A interdisciplinaridade se define e é elaborada "por uma crítica das
fronteiras das disciplinas, de sua compartimentação, proporcionando uma grande
esperança de renovação e de mudança no domínio da metodologia das ciências
humanas". (JAPIASSU, 1976, p. 54).
A etimologia do termo disciplina tem origem no latim discere e quer dizer
aprender e, de seu derivado, discipulus, aquele que aprende. (MAHEU, [1999?]).
Fazenda (1993) ressalta que no idioma latino dentre as diversas conotações que
podem ser atribuídas ao prefixo inter, uma delas é troca e a disciplina seria o mesmo
que ensinamento, instrução, ciência . "Logo, a interdisciplinaridade pode ser
compreendida como sendo a troca, de reciprocidade entre as disciplinas ou ciências,
ou melhor, áreas do conhecimento" . (FAZENDA, 1993, p.21).
A interdisciplinaridade sendo a interação com uma ou outra área do
conhecimento facilita o aprendizado e o andamento de pesquisas e trabalhos, pois é
onde podemos utilizar a troca de informações formando uma interação recíproca a
fim de realizarmos algo produtivo e satisfatório. Mas definir interdisciplinaridade não
é tão simples assim conforme argumenta Japiassu (1976, p. 72) : "devemos
reconhecer que não possui ainda um sentido epistemológico único e estável. Tratase de um neologismo cuja significação nem sempre é a mesma e cujo papel nem
sempre é compreendido da mesma forma".
Para que a interdisciplinaridade aconteça com sucesso e as disciplinas
"dialoguem", é necessário que existam representantes qualificados de cada uma
delas. É importante que os profissionais estejam abertos ao diálogo, que consigam
identificar o que lhes falta e o que podem receber dos outros. Essa atitude só é
adquirida quando se propõe uma abertura no desenvolvimento do trabalho em uma
equipe interdisciplinar. Nesse contexto, a interdisciplinaridade não se apresenta
simplesmente como um conceito teórico, mas como uma prática individual: "a
interdisciplinaridade não pode ser aprendida , apenas exercida". (JAPIASSU , 1976,
p. 82).
A interdisciplinaridade tem proporcionado infinitas possibilidades para avanços
de estudos nas mais diversas áreas do conhecimento, a abordagem interdisciplinar
na representação e organização do conhecimento é uma delas.
Existem vários autores como, Dalberg (1978) ; Campos (2003) ; Greisdorf
(2000), entre outros, que tratam da temática interdisciplinaridade na representação
da informação. Esses diferenciados cunhos analíticos são muito interessantes à
medida que traçam novos horizontes á nossa instrumentalidade enquanto
profissionais da informação. Todavia , nessa dinâmica existem possibilidades e
limites que estão imbricados a este contexto de se trabalhar de forma
interdisciplinar.
Como possibilidades se podem elencar novos diálogos para a (re)
configuração do conceito em questão, que é o trabalho interdisciplinar. Quanto aos
limites pode-se evidenciar o senso comum e o ecletismo, senso comum no sentido

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de fazer sem uma configuração científica e ecletismo na ideia de buscar uma
apropriação dos melhores fundamentos filosóficos nas diversas áreas do saber uma
vez que for possível essa integração científica.
Nesta esfera é importante recordar que existem várias argumentações
teóricas que tratam de delinear esta temática interdisciplinar, contudo cabe aos
profissionais ligados a informação seja bibliotecário, documenta lista ou arquivista, a
apropriação de determinada teoria a fim de melhor assimilar as demandas
informacionais que estão presentes em seu cotidiano de maneira crítica do real. O
profissional das diversas áreas do conhecimento tem enxergado na atividade
interdisciplinar, ou seja, no diálogo com outras áreas do conhecimento, alternativas
para resolver problemas tanto práticos como teóricos.

2.1 Indexação: uma abordagem prática interdisciplinar
Em linhas gerais Lancaster (2004) define a indexação como um processo que
identifica o assunto de que trata o documento. Entendemos que a indexação é uma
atividade que exige do indexador concentração e domínio do assunto, e, sendo
assim, cada vez mais endossam-se as palavras deste autor sobre a influência do
indexador no processo de indexação é o que chama Lancaster dos processos que
se referem ao indexador. Para Knight (1974 , p. 21) o indexador "é a pessoa que
realmente examina as páginas sob todos os pontos de vista", dessa forma, a
indexação traz ao consulente maior relevância e precisão, evitando a revocação.
E, conforme Gil Leiva (1999, p.19-20), no que se refere ao conceito de
indexação, o autor afirma que a maioria dos conceitos são incompletos por se
referirem, muitas vezes, apenas aos documentos como fontes de análise, ignorando
a pergunta do usuário, afinal o usuário é o maior interessado nesse processo. Para o
autor, a indexação ocorre em dois momentos: a "indexação do documento, para
armazenamento"; e a indexação da pergunta do usuário, cujo objetivo é obter o que
o autor chamou de "resposta documental", ou seja , para recuperar documentos que
atendam à necessidade do usuário, materializada na expressão de busca .
Este autor divide a indexação dos documentos em duas etapas. A primeira
refere-se à leitura do documento, que por sua vez se divide em uma "leitura
horizontal", em que são analisados e selecionados os conceitos presentes no
documento; e em uma "leitura vertical", onde são identificados e atribuídos termos
referentes aos conceitos implícitos no documento. (GIL LEIVA, 1999, p. 20). Na
segunda etapa, os conceitos em linguagem natural podem ser armazenados na
própria linguagem natural ou convertidos para os termos de uma linguagem
documentária.
No entender de Lancaster (2004), uma boa indexação implica na existência
de fatores que influenciam nesse processo, tanto referente ao indexador, quanto ao
processo em si e ao próprio documento. No que se refere ao indexador, pode-se
elencar o conhecimento que ele tem do assunto , a percepção das necessidades dos
usuários, da capacidade de compreensão de leitura, experiência profissional, entre
outros fatores . Quanto ao processo de indexação, observa-se o fator ligado ao
vocabulário que se refere à especificidade/sintaxe, ambiguidade ou imprecisão,
qualidade do vocabulário de entradas, qualidade da estrutura e disponibilidade de
instrumentos auxiliares afins. No que se refere ao "processo" propriamente dito
temos o tipo de indexação; se é uma indexação exaustiva ou específica, existe

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também os aspectos referentes a regras e instruções que variam de acordo com a
instituição e a questão da produtividade exigida e a exaustividade da indexação. Em
relação ao próprio documento, pode-se considerar o conteúdo temático,
complexidade, língua, linguagem, extensão, apresentação e sumarização . E, ainda,
outros fatores como os ambientais que dizem respeito à calefação, refrigeração,
iluminação e ruído .
No processo de recuperação da informação a relevância de acordo com
Greisdorf (2000) é um conceito difícil de construir e, para alguns, de quantificar. Pois,
na hora da busca em um sistema de informação o usuário usa dos seus
conhecimentos intrínsecos e extrínsecos para decidir que palavras utilizar para
recuperar informações importantes, ou seja, relevantes. Na hora da seleção do que
é importante e o que é "lixo", muitas informações podem ser aproveitadas para
outros problemas que não necessariamente aquele para qual efetuou a pesquisa .
Desse modo, para o usuário que fez a busca todas as informações passam a ser
relevantes, por isso, Saracevic (1975) define a relevância ou precisão como a
medida de contato efetivo entre a fonte e o destinatário.
Dessa forma, a revocação segundo Lancaster (2004) é a extensão com que
os itens, ou informações são recuperados, ou seja, é tudo o que é recuperado.
Nesse sentido de evitar a revocação (falta de precisão) tanto Knight (1974)
quanto Lancaster (2004) concordam que o indexador deve trabalhar com
instrumentos auxiliares, que são os dicionários especializados, atlas e outras fontes
que os auxiliem no processo de indexar. Mas, o grande problema é que na realidade
diária de trabalho o indexador se depara com outros fatores também mencionados
por Lancaster (2004) que são os fatores relacionados ao tipo de indexação: a
produtividade exigida agregada a falta de profissionais qualificados para fazê-lo e
tempo suficiente para a alta demanda de afazeres que se tem na rotina diária.
Alguns teóricos da área como Dalberg (1978); Campos (2003) ; Greisdorf
(2000) veem na interdisciplinaridade uma forma de padronizar a representação do
conhecimento, tendo em vista que a contra partida de outras áreas pode agregar
com suas contribuições teóricas e também práticas. Para Campos (2003) a Ciência
da Informação daria sua contribuição com a teoria do conceito; a Biblioteconomia
com a classificação de Ranganathan que consiste respectivamente em : teoria do
conceito onde o mesmo não é apenas um significado, mais o próprio termo, nessa
perspectiva este é tratado como representante de um referente sem perder suas
características, isto é; um tratamento terminológico.
Entende-se que o processo interdisciplinar na indexação se evidencia pelo
fato da indexação ir além dos limites da área da Biblioteconomia referente a análise
de assunto, pois ao entrarmos em mundos desconhecidos recai sobre o indexador
uma responsabilidade maior na hora de atribuir os termos indexadores, por isso,
trabalhar com especialistas na hora de indexar é uma prática segura , rápida e
consistente que contribuirá para uma indexação de qualidade que certamente
influenciará na hora da recuperação dessa informação.

2.2 Indexador, indexação e os cabeçalhos de assunto
De acordo com Naves (2001, p. 190) o indexador é o profissional
responsabilizado "por todo o processo de análise de assunto, tendo a sua figura
ocupado um papel de destaque neste trabalho, pois a ele é creditado, em grande

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parte, o sucesso ou insucesso de um sistema de recuperação da informação". Por
isso recai sobre este profissional uma responsabilidade maior no que se refere à
ação de indexar.
Ainda de acordo com Naves (2001) é preciso se ter um cuidado, quando se
fala em indexador e se atentar a precisão conceitual deste termo. Uma vez que na
literatura inglesa e também americana , aplica-se o termo indexador tanto a
profissionais que elabora índices de textos ou livros, como a que faz a indexação
acadêmica. Esse termo é adotado para se referir a todos os profissionais que fazem
o tratamento de assunto a qual a tarefa seria a análise de assunto de um
documento, fazer a descrição em termos específicos e traduzi-los em uma
linguagem própria do sistema de recuperação de informação.
Naves (2001) argumenta que diante de tantas indagações quanto ao futuro do
profissional indexador e as novas tecnologias emergentes frente ao tratamento de
bibliotecas virtuais e acervos digitais, se haveria lugar para o indexador humano?
Porém, ela mesma dá a resposta e afirma que, pelo menos, até hoje não se
conseguiu transferir para máquina a tarefa que se faz presente nas atribuições do
indexador humano, como a abstração, a percepção, a interpretação entre outros que
são inerentes a mente humana.
Para Araujo Junior (2007, p. 20) a indexação é a tradução de um documento
em termos documentários, ou seja , em descritores cabeçalhos de assunto, palavras
chaves, que tem como objetivo "expressar o conteúdo do documento ou como o
processo de atribuir termos ou códigos de indexação a um registro de documentos,
termos ou códigos esses que serão úteis posteriormente na recuperação da
informação".
Em consonância com Araujo Junior (2007 , p. 24) , a indexação pode ser
manual ou automática, na indexação manual a tradução de um documento em
termos documentários é feita pelo profissional indexador através do uso dos
descritores, cabeçalhos de assunto e palavras-chave sem o auxílio da atribuição
automática de termos ou extração, ou seja, a indexação manual de termos é a
indexação sem o auxílio de computadores. Já a indexação automática é qualquer
procedimento que permita identificar e selecionar os termos que representam o
conteúdo dos documentos sem a intervenção direta do documenta lista.
Nesse contexto, como afirma Naves (2001, p. 192), "a atividade
desempenhada pelo indexador é a indexação, e o principal processo desenvolvido
por ele é a análise de assunto".
Na perspectiva de Silva e Fujita (2004) o conceito de indexação apareceu a
partir da elaboração de índices, porém hoje está mais atrelada ao conceito de
análise de assunto. E com a necessidade de uma recuperação da informação mais
rápida e precisa por parte das instituições que trabalham com a informação,
naturalmente houve uma evolução da sua prática . Sendo assim , com uma nova
roupagem metodológica e instrumentos mais diversificados e voltados mais para o
contexto específico do documento.
Silva e Fujita (2004, p. 136) ressaltam ainda que "a partir da evidência da
Documentação como área científica na década de 60 e do surgimento dos serviços
de informação em áreas especializadas", a indexação e a elaboração de resumos
que são utilizados na prestação de serviços bibliográfico para a recuperação de
artigos de periódicos científicos, ganharam notoriedade e espaços até hoje
reconhecidos. O termo indexação com a abordagem do clássico Bradford (1961) que

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destaca a indexação para análise de documentos levou a abrangência do termo
ainda mais.
No campo da Análise Documentária existem vertentes diferentes. Na linha
teórica de Gardin (1981), por exemplo, a indexação é entendida como "uma
operação de representação documentá ria com a finalidade pragmática de
Recuperação da Informação". No entanto, sob a ótica de outros teóricos,
"principalmente ingleses e norte-americanos, a indexação é a própria Análise
Documentária , compostas das mesmas etapas operacionais com o objetivo de
representação do conteúdo informacional" de documentação para que índices sejam
elaborados. (SILVA; FUJITA, 2004, p. 136).
A partir dessa evolução que determinou a importância do contexto do
documento para uma efetiva recuperação da informação Silva e Fujita (2004)
afirmam que "a área da indexação passa a incorporar os estudos dirigidos à
compreensão do conteúdo dos textos a serem analisados" e que esses estudos
estão de forma muito clara inseridos "em correntes teóricas" sendo fácil "confundir
na literatura, a função da indexação perante a necessidade de análise de conteúdo",
observando dessa forma na literatura duas vertentes teóricas: a francesa e a
inglesa. (SILVA; FUJITA, 2004, p. 136).
A corrente francesa assume a expressão Análise Documentária, que segundo
Silva e Fujita (2004) foi introduzida por Gardin (1981) . Enquanto que na corrente
inglesa a análise documentária e a indexação compreendem os mesmos processos,
incluindo a análise de assunto como a etapa inicial da indexação.
De acordo com Cesarino e Pinto (1978, p. 273) "todas as linguagens de
indexação exercem a mesma função nos sistemas de recuperação da informação",
são elas:
a) representar o assunto de uma forma consistente;
b) permitir a coincidência entre a linguagem do indexador e a do pesquisador;
c) possibilitar ao indexador alternar o nível de pesquisa, do específico para o
mais geral ou o contrário, de acordo com a necessidade do usuário.
Ainda de acordo com esses autores podemos encontrar na literatura duas
vertentes para as linguagens de indexação, partindo de diferentes critérios. A
separação mais conhecida divide as linguagens em sistemas alfabéticos e sistemas
classificados. Os sistemas alfabéticos usam termos da própria linguagem natural, já
os sistemas classificados têm por base as classificações arbitrárias "do
conhecimento humano, dando normalmente uma notação simbólica para as classes,
e determinam uma ordenação com base lógica, de acordo com os símbolos usados".
(CESARINO; PINTO, 1978, p. 273) .
Para os mesmos autores o conceito mais utilizado na literatura sobre
cabeçalhos de assunto o define como "palavra ou grupo de palavras que expressam
o conteúdo de um documento". (CESARINO; PINTO, 1978, p. 273). Logo, a primeira
forma de organização iniciou-se com as bibliografias que listavam as obras por autor,
diante disto começou a se impor a necessidade das listagens por assunto . Essas
listas vinham no final das listas de autor e com a padronização das apresentações
de assuntos essas ordenações começaram a ser organizadas de forma alfabética ou
classificadas. Alguns dos fatores que foram determinantes para o surgimento dos
cabeçalhos de assunto foram :
a) os títulos das obras não representavam de forma adequada o assunto
tratado ;

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b) problemas associados as subdivisões de assuntos;
c) obras com mais de um assunto;
d) livros com assuntos relacionados;
e) obras que relacionavam os assuntos a épocas e lugares diversificados.
Essas primeiras "regras" foram elaboradas por Charles Ammi Cutter (18371903), em 1876, antes disso os cabeçalhos eram atribuídos de acordo com o
catalogador. Para Cutter, se a indexação não fosse construída com regras préestabelecidas de uma forma precisa não haveria porque o usuário devesse
encontrar a entrada correta para determinado assunto. Assim, este autor
desenvolveu três princípios na elaboração de um catálogo alfabético de assunto:
a) O princípio da especificidade - onde o assunto deveria entrar pelo termo
mais específico e não pela classe a que está subordinado.
b) O princípio do uso - o princípio da conveniência de acordo com as
necessidades dos usuários.
c) O princípio sindético - se baseia no alfabeto dos cabeçalhos de assunto,
fazem aproximações de assuntos e ao mesmo tempo, dividem assuntos
relacionados e que hoje conhecemos pelas remissivas "ver" e "ver
também".
A seguir relataremos a experiência da SPT/BC da UFRRJ .

2.3 Relato de experiência apoiado na revisão de literatura
Como mencionado, anteriormente, este trabalho apresenta as experiências e
os resultados das atividades práticas na área de indexação desenvolvidas na Seção
de Processamento Técnico da Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do
Rio de Janeiro - SPT/BC/UFRRJ, visando dar uniformização e padronização quanto
as bases bibliográficas existentes e com o objetivo de se evitar inconsistência de
informações, principalmente, de cabeçalhos de assunto no sistema gerenciador
utilizado na BC da UFRRJ .
Com o intuito de esclarecer dúvidas e dar maior consistência às bases
bibliográficas da UFRRJ, instituiu-se o Grupo Formal de Estudo e de Trabalho com a
finalidade de elaborar as políticas e programas do Processamento Técnico, instituído
pela Portaria N°. 05 de 19 de março de 2009 pela então Diretora da Biblioteca
Central, Letícia Schettini. Esse grupo era composto por dez bibliotecários ligados à
área de processamento técnico. As reuniões, em um primeiro momento, ocorriam
mensalmente, sendo registradas em Atas, enviadas via e-mail, para que todas as
decisões tomadas relativas ao processamento fossem registradas e passíveis de
consultas posteriores por todos os participantes.
Dentre as contribuições que os integrantes do grupo trouxeram , destacaremos
algumas que até podem parecer simples, mas que fizeram a diferença em nossa
prática diária de trabalho, entre elas: a criação de um e-mail do grupo para debater e
tirar dúvidas e facilitar a comunicação entre os setores; estabelecimento de critérios
para a indexação dos materiais bibliográficos, principalmente, as teses e
dissertações.
Outra contribuição que o grupo trouxe foi a indexação interdisciplinar que
surgiu da necessidade de agilizar o trabalho de indexação das teses e dissertações,
porém com qualidade e precisão, o que para nós era uma tarefa inviável por termos
poucos bibliotecários no Setor e grande quantidade destes materiais para processar.

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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Surgiu a ideia a partir da confecção das fichas catalográficas na fonte de
teses e dissertações defendidas na Universidade, e que tem como requisito
obrigatório a elaboração destas pelo corpo técnico. Vale lembrar que as fichas só
são elaboradas após a defesa das mesmas.
Em determinados momentos alguns dos usuários necessitavam de certa
urgência para a confecção das respectivas fichas , e enquanto aguardavam, notavase que se podia estabelecer uma maior interação com esse especialista ,
economizando tempo nas pesquisas e consultas aos dicionários especializados ou
bases de dados específicas sobre o assunto abordado, assunto esse, muitas vezes
inovador.
Essa interação criou a possibilidade de padronizar os assuntos que poderiam
ser utilizados e, o "especialista", dizia se era compreensível ou não, resultando em
maior precisão, relevância , agilidade e consistência, além de promover melhor
resultado na busca da informação pela comunidade acadêmica . Era tudo o que a
Seção precisava naquele momento. A partir daí, começou-se a pensar na
possibilidade de trabalhar de forma interdisciplinar no processo de indexar.
A intenção da equipe foi , num primeiro momento, dar agilidade ao serviço de
atribuição de assuntos, principalmente quando se tratava das teses e dissertações
que apresentavam assuntos muito específicos ou inovadores. Isto demandava da
equipe um trabalho de pesquisa em sites e materiais bibliográficos especializados, o
que acarretava uma demora no processo de normalização de assuntos. Percebeu-se
que ao atribuir assuntos com a interação do especialista , eram muito mais preciso e
rápido e assim resolveu-se trabalhar em conjunto para desenvolver tal atividade.
A classificação também trazia conflitos, pois ao classificar estes materiais em
uma determinada classe, o professor ou mesmo aluno, que tinham certeza de que o
material existia na biblioteca, não se davam ao trabalho de procura-lo no catálogo ou
base, iam direto à estante por entender que o material bibliográfico estaria na classe
conhecida por eles. Quando chegavam à estante não achavam o material. Alguns
solicitavam a mudança da classificação. Quando se julgava pertinente, trocava-se
sem problema algum, porém resolveu-se também adotar esse procedimento com a
parceria de especialistas para disponibilizar uma informação dentro dos padrões das
normas de documentação com mais agilidade e consistência . Porém existem áreas
que por serem óbvias não necessitam dessa parceria, mas outras merecem um
diálogo com especialistas.
Ao lidar com esses impasses na indexação e classificação deparou-se com a
seguinte reflexão: trabalha-se de forma isolada e, muitas das vezes, solitária . Há
quem diga que o trabalho do indexador e classificador é mesmo solitário, mas
entende-se que necessariamente não precisa ser desse modo. Compartilhar uma
pesquisa ou no caso, uma indexação com pares da mesma ou de diferentes áreas
do saber podem resultar em "produtos originais" e, por que não dizer: "produtos
compartilhados", no sentido de não só responder a uma questão de pesquisa de um
determinado campo, mas de vários, através de um diálogo compreensível e
recíproco , podendo com isso, mais de um campo se beneficiar dessa prática.
É uma questão de estar simplesmente aberto ao novo e as novas práticas de
pesquisas que se impõem e obviamente conhecer e dominar os conceitos
norteadores dessa atividade. Essa prática interdisciplinar inicialmente foi
apresentada para o desenvolvimento de pesquisas de cunho teórico, mas podem e
devem ser aplicadas, por exemplo, em um Setor de catalogação, em que esses

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profissionais acreditem que o processo de descrever um documento é um trabalho
solitário e individual, mas acredita-se que pode ser também um trabalho
interdisciplinar com a participação de especialistas para atribuir assuntos ou mesmo
direcionando a melhor classificação .
A atuação profissional na área e o tempo ajudam o bibliotecário a desenvolver
essa habilidade, como afirma Lancaster (2004), porém , até lá, o profissional irá
cometer muitos equívocos que poderão ser amenizados se trabalhados de forma
interdisciplinar. Então, porque não indexar de forma interdisciplinar? Além da
atribuição de assunto e a classificação serem mais precisas o bibliotecário ganhará
tempo.
Pode-se observar em algumas bibliotecas como os setores trabalham de
forma individualista: um setor não sabe o que acontece no outro, por que não
interagir? Ser interdisciplinar é uma questão de atitude e postura de que o
conhecimento é aberto, solto e não isolado e fechado . A interdisciplinaridade é
dinâmica como devem ser as relações entre pesquisadores e as relações de
trabalho.
Em um ambiente em que há muito trabalho e poucos profissionais
especializados não se tem muitas alternativas a não ser arregaçar as mangas e
mãos à obra . A troca de conhecimentos e a interação das realidades de trabalho
tornaram as relações melhores entre o Setor de Catalogação e a comunidade
acadêmica, pois passaram a compreender como é um processo de indexação
bibliográfica e como ela interfere na recuperação da informação.

3 Materiais e Métodos
Tendo-se em vista os objetivos deste trabalho e das características de uma
exploração técnica , tornou-se necessária a elaboração de uma sistemática para
obtenção dos resultados desejados pela SPT/BC/UFRRJ. A metodologia utilizada é a
descritiva, pois segundo Lakatos e Marconi (1986) ela aborda quatro aspectos, a
saber: a descrição, o registro, a análise e a interpretação de fenômenos atuais,
objetivando o seu funcionamento no presente. De acordo com Alyrio (2008) ela
busca essencialmente a enumeração e a ordenação de dados, sem o objetivo de
comprovar ou refutar hipóteses exploratórias, abrindo espaço para uma nova
pesquisa explicativa , fundamentada na experimentação .
Sendo assim, para a elaboração deste artigo foi necessário a realização de
um levantamento bibliográfico que desse uma visão geral sobre o assunto capaz de
fornecer dados atuais e relevantes sobre o tema e que fundamentasse a prática . O
critério usado para a seleção dos textos foi que estes discorressem sobre a
utilização da indexação na prática e a interdisciplinaridade como assunto principal ,
visando maior aproximação do objetivo desejado. Não foi feita uma pesquisa
exaustiva do assunto, pois ficaria além do necessário tendo-se em vista o foco deste
trabalho. Com estes documentos em mãos, iniciou-se uma seleção daqueles que
estivessem de acordo com as rotinas desenvolvidas e executadas pela
SPT/BC/UFRRJ .
Determinados os textos, partiu-se para a leitura e o desenvolvimento da
argumentação. Após a revisão de literatura, descreveu-se a experiência e os
procedimentos adotados pela SPT/BC da UFRRJ para a indexação. Dessa forma ,
para a elaboração do presente artigo adotou-se a metodologia descritiva,

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envolvendo o campo empírico da Seção, de forma a compartilhar essas experiências
e a colaborar para a evolução contínua dos processos inerentes à representação
temática dos documentos.
Considerando uma sistemática para o desenvolvimento deste trabalho na
SPT/BC da UFRRJ, estabeleceu-se uma metodologia de trabalho que consiste em :
analisar os títulos, seguidos do resumo/abstract e palavras chaves. O abstract se
justifica porque algumas áreas têm assuntos muito específicos e o mesmo facilita na
pesquisa de assuntos pertinentes. Também se analisa o sumário por dar um
panorama geral dos temas tratados nas dissertações e teses. Em seguida , quando
se identifica a complexidade da atribuição de assuntos, conversa-se com os
especialistas, que neste caso são os orientadores e autores das respectivas
dissertações e teses. Juntos atribuí-se os assuntos pertinentes que depois são
traduzidos para a linguagem documentária que utilizada: os cabeçalhos de assunto.
São utilizados como base de pesquisa para a atribuição dos assuntos os sites
da Biblioteca Nacional, Library of Congresss - LC e em determinados casos, devido
a especificidade, busca-se também em dicionários especializados, bases de dados
específicas e outros meios que contenham vocabulários controlados. Após análise,
faz-se a validação das palavras-chave e da escolha da metodologia apropriada para
a inserção na base de dados da BC/UFRRJ, de acordo com normas adequadas e
reconhecidas internacionalmente. Os termos livres sofrem modificações, pois é
bastante comum encontrar várias grafias, que, no entanto, se referiam ao mesmo
termo.

4 Resultados Parciais/Finais
A implementação dessa prática na Seção de Processamento Técnico da
BC/UFRRJ, permitiu alcançar os seguintes resultados:
a) Amenizar a carência de mão de obra qualificada, através do trabalho
interdisciplinar proporcionando agilidade e qualidade ao trabalho realizado;
b) Diminuição significativa da quantidade de teses e dissertações para
tratamento;
c) Normalização, uniformização e consistência à base de assuntos;
d) Facilidade no cadastro do Banco Digital de Teses e Dissertações - BOTO.
Com o trabalho pronto essa inserção pode ser feita por um profissional
treinado que não seja bibliotecário, evitando a duplicidade de trabalho e
racionalizando mão de obra especializada ;
e) Aumento do nível de conhecimento da equipe ao se abrir ao diálogo, pois
com as parcerias os indexadores se tornaram mais confiantes e seguros
para indexar principalmente as áreas mais complexas;
f) Os profissionais tornaram-se mais seguros e realizados com o resultado
obtido com o trabalho interdisciplinar;
g) A Interação e integração com a comunidade acadêmica, e com , a
elaboração deste trabalho, o registro da prática de indexação no Setor.

5 Considerações Parciais/Finais

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No campo da Ciência de Informação, o ato de identificação e descrição do
conteúdo de um documento se dá na atividade de indexar, classificar ou catalogar,
conforme observado na revisão de literatura apresentada. A indexação é o processo
básico na recuperação da informação, porque no interior desse processo se
evidenciam as etapas principais da indexação que é a identificação, a análise
conceitual e a tradução dos termos.
O indexador, profissional da informação responsável por essa atividade, deve
contar com a experiência e a habilidade para desenvolver tal tarefa, pois vão
depender desses fatores a qualidade e a precisão da indexação, além de outros
fatores que foram observados neste estudo .
Ao profissional da informação nos tempos atuais têm se visto a imposição de
se trabalhar em um cenário multidisciplinar, no caso dos indexadores de uma
universidade, por exemplo, em que existem diversos cursos e são criados tantos
outros a cada ano, emerge uma variedade de campos e áreas que só impulsionam o
indexador a cada vez mais ter um conhecimento amplo e ao mesmo tempo
específico. A forma mais eficaz que enxergamos é o trabalho em parcerias. Dentro
dos conceitos interdisciplinares, baseado em um planejamento que proporcionará
através das parcerias entre indexador e profissionais de outros campos uma
integração em que ambos se beneficiarão: tanto o campo da representação do
conhecimento como o campo das áreas envolvidas.
Dessa forma , para uma maior compreensão deste relato de experiência, fezse necessário uma breve revisão de literatura sobre Interdisciplinaridade, Indexação,
indexador e atribuição de cabeçalhos de assunto, dentre outros aspectos que
permeiam tais atividades. A intenção foi correlacionar a teoria com a prática, de
modo a reforçar os argumentos e a contribuir cada vez mais para o aperfeiçoamento
das técnicas biblioteconômicas na área da indexação.
Na perspectiva da interdisciplinaridade, é possível concluir que a integração
interdisciplinar aqui discutida gera resultados que cada vez mais agregam valor para
a consistência das bases de dados, mediante a atribuição de termos de indexação
mais precisos para uma melhor recuperação da informação.
A sucinta revisão de literatura abordada permitiu fundamentar uma prática
vivenciada no Setor de catalogação da UFRRJ, obviamente não se pretendeu
esgotar as discussões e as possibilidades que esta revisão de literatura implica.
Espera-se que essa experiência frutifique em tantas outras e que incentive o
relato de outros profissionais que como os dessa Universidade, diante da falta de
recursos e estrutura fazem uso da criatividade e da inovação que a prática permite
para trabalhar-se com qualidade e eficácia.
A ampliação através do diálogo permite enriquecer a relação com o outro e
com o mundo e uma das características da interdisciplinaridade é a interação entre
uma ou mais áreas do conhecimento e os profissionais que tiverem essa visão
encontrarão um campo maior de trabalho além de aumentarem seus conhecimentos
interagindo com outras áreas.
Essa conversa recíproca permitiu um ganho tanto para a Seção, no sentido de
agilizar o trabalho, uniformizar e dar consistência à base de dados. E com as áreas
envolvidas por poderem recuperar com precisão e eficácia as informações de que
necessitam.

6 Referências

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Discorre sobre a experiência da Seção de Processamento Técnico da Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – SPT/BC/UFRRJ, com uma sucinta revisão de literatura sobre Interdisciplinaridade, indexação, indexador, cabeçalhos de assunto e os aspectos que envolvem esses processos. A proposta de trabalho implantada teve como objetivo dar agilidade, uniformização e consistência a atribuição de termos no processamento técnico das teses e dissertações recebidas para tratamento na Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – BC/UFRRJ por meio de uma parceria interdisciplinar. A experiência consiste em uma interação entre o Serviço de Catalogação com profissionais que atuam em áreas específicas do conhecimento. A metodologia utilizada é a descritiva. Conclui que essa integração gera resultados na consistência das bases de dados e na atribuição de termos de indexação para uma recuperação eficiente da informação.</text>
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A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA PÚBLICA BRASILEIRA E A
PRÁTICA INTERDISCIPLINAR NAS RELAÇÕES DE TRABALHO
Ana Paula Lima dos Santos 1, Gilda Sousa de Alvarengél, Luiz
Antônio de Souza3
1 Mestre

em Ciência da Informação; Bibliotecária , Universidade Federal Fluminense, Niterói,
RJ

2

Especialista em Biblioteconomia ; Bibliotecária , Universidade Federal Fluminense , Niterói, RJ

3

Mestre em Ciência da Informação; Bibliotecário, Academia Brasileira de Letras/Universidade
do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Aborda as relações de trabalho na biblioteca universitária pública brasileira , a falta
de interação entre os setores da biblioteca e, consequentemente, o isolamento dos
serviços internos, que resulta em trabalho individual e em prejuízo para a qualidade
dos serviços oferecidos aos usuários. Apresenta a biblioteca como um sistema
interativo e interdependência entre os diversos setores, a fim de dinamizar as
relações administrativas e gerenciais para uma maior integração sistêmica, cujos
resultados serão serviços práticos, eficazes e dinâmicos, com motivação para o
trabalho interdisciplinar, o que contribuirá para o desenvolvimento e a qualidade dos
serviços prestados aos usuários, neste caso a comunidade acadêmica. A
metodologia utilizada foi a revisão de literatura. Conclui que com atividades simples
que promovam a integração e o diálogo entre os setores da biblioteca universitária,
bem como a qualificação dos profissionais firmará está como um laboratório na
sociedade da informação.

Palavras-Chave:
Biblioteca Universitária; Interdisciplinaridade; Relações administrativas; Informação;
Gestão.

Abstract
Discusses labor relations in the brazilian public university library, the lack of
interaction between sectors of the library and , consequently, the isolation of internai
services, which results in the individuality of the work and affect the quality of
services offered to users. Presents the library as an interactive and interdependent
sectors, with the aim of strengthening relations and administrative management for
greater systemic integration , whose results will be practical services, effective and
dynamic, with motivation for interdisciplinary work between the sectors, which
contribute to the development and quality of services provided to the academic
community. The methodology was a literature review. It concludes that simple
activities that promote integration and dialogue among various sectors of the
university library, as well as the professional qualification will confirm this as a
laboratory in society information .

Keywords:
University Library;
Management.

Interdisciplinary;

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Administrative

Relations;

Information ;

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1 Introdução
Se antes a informação era relevante, atualmente ela figura como elemento
crucial na sociedade da informação. A informação em estado potencial está presente
em todo o universo em que vivemos e tem se tornado um bem precioso e valioso.
De acordo com Corte (2002), o início deste século apresentou uma nova ordem na
organização da produção, na circulação de bens e serviços, nos hábitos e costumes
sociais, na atividade política, econômica e, sobretudo, cultural. Por isso a
preocupação em organizar e disponibilizar a informação tem sido alvo de atenção e
interesse dos profissionais da informação. Na perspectiva de Barreto (2009, p.1),
pode-se definir a informação como "Conjuntos simbolicamente significantes com a
competência e a intenção de gerar conhecimento no indivíduo em seu grupo e na
sociedade" .
Nesse contexto, as bibliotecas e centros de informação responsáveis pela
guarda, tratamento e disponibilização da informação têm voltado sua atenção e
estudo para atender de forma satisfatória o seu público.
Dessa forma, como afirma Vergueiro (2000), a biblioteca universitária como
"geradora" de informação para a produção do conhecimento, possui elementos para
contribuir para o desenvolvimento social do país, e passa, portanto, a ter maior
relevância dentro do contexto social e econômico predominante nesse final de
século . Assim , faz-se necessário que se definam as práticas de trabalho e os
métodos gerenciais que respondam de forma rápida e eficiente às necessidades
informacionais do seu público.
Para o Censo de Educação Superior, a Diretoria de Estatísticas e Avaliação
da Educação Superior (DAES/INEP/MEC), biblioteca é o local que existe acervo
disponível para consulta e empréstimo, serviços de registro e catalogação e
presença de profissionais bibliotecários e auxiliares.
Nesse âmbito a biblioteca universitária é um "celeiro" de soluções mais
também é um "celeiro" de problemas, principalmente no que se refere a
administração e organização. O primeiro grande problema que se pode encontrar
nesse cenário é o da gestão, pois como afirma Maciel e Mendonça (2006, p. 7) os
gerentes de bibliotecas são pessoas muito atarefadas. Na maioria das vezes não
conseguem encontrar tempo para refletir, planejar o seu trabalho e principalmente
sobre "a estrutura que o sustenta". Suas preocupações imediatas são as tarefas
mais urgentes, que, aliás, são constantes e continuas. Acrescente-se que, além de
gestores, responsáveis que são pelas respostas às demandas da alta administração,
têm, igualmente, que fazer, ou seja, executar tarefas rotineiras da biblioteca,
considerando-se o quadro de pessoal que está, no mais das vezes, incompleto ou ,
se completo, em total descompasso, gerando descontentamentos, com graves
prejuízos para consecução dos objetivos.
Outra questão preocupante nas bibliotecas universitárias públicas brasileiras
é o trabalho isolado dos setores. Em muitos casos não se sabe o que acontece em
setores diferentes que compartilham o mesmo lugar, uma biblioteca central , por
exemplo, há o Setor de aquisição em que são feitas as compras e o recebimento de
doações de materiais bibliográficos; o Setor de Processamento Técnico onde são
processados os materiais adquiridos pela aquisição e o Setor de referência lugar
que se presta auxílio aos usuários para encontrar os materiais que foram adquiridos
e tratados para disponibilização dos mesmos.

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Esses setores, embora separados, são interligados e deveriam desenvolver
suas atividades em harmonia e não individualizados. Essa individualização gera uma
"quebra" em um sistema que deveria ser contínuo e dinâmico. Nessa conjuntura,
como a biblioteca universitária pública pode ser um laboratório na sociedade
da informação se suas bases tanto administrativas quanto organizacionais são
falhas?
A partir dessas premissas o que se pretende com esse trabalho é indagar:
como as bibliotecas universitárias públicas brasileiras podem resolver esses
problemas? Como despertar nos profissionais da informação, principalmente os
bibliotecários, a consciência de integração e não de isolamento para que a biblioteca
seja vista e administrada como um sistema de informação, em que os setores
dialogam e, consequentemente, produza uma maior integração entre os diversos
setores das bibliotecas universitárias públicas brasileiras, facilitando sua
comunicação interna e unificando os serviços e produtos oferecidos a comunidade
acadêmica.
Para situar a biblioteca universitária no contexto interdisciplinar será
apresentada, de modo sucinto, a revisão da literatura.

2 O pensamento interdisciplinar: uma necessidade nas bibliotecas
universitárias brasileiras

o ser humano não vive só, e tampouco trabalha só, está sempre em contato
com outras pessoas, com outros ambientes. Somos uma criação de convicções e
influências presenciadas diariamente nos comportamentos das pessoas com as
quais convivemos, e esse convívio nos amadurece nos faz crescer como seres
humanos e como profissionais. Essa integração é importante para o nosso
desenvolvimento na vida , seja afetiva ou profissional. Com as disciplinas e a ciência
acontece o mesmo. A integração dos pesquisadores faz com que desempenhem o
seu papel de forma abrangente e recíproca com mais visões e opções de trabalho.
Ao se relacionarem, trocam ide ias e informações, obtendo uma maior riqueza
intelectual, o que contribui para facilitar a produção dos seus trabalhos científicos.
Assim , a interdisciplinaridade cumpre o seu papel que é a integração disciplinar para
um rumo eficaz e produtivo do conhecimento.
A ampliação por intermédio do diálogo permite enriquecer nossa relação com
o outro e com o mundo. Uma das características da interdisciplinaridade é a
interação entre uma ou mais áreas do conhecimento, e os profissionais que tiverem
essa visão encontrarão um campo maior de trabalho, além de aumentarem seus
conhecimentos interagindo com outras áreas.
Segundo Japiassu (1976) interdisciplinar é o mesmo que comum a uma ou
mais disciplinas ou áreas do conhecimento, ou seja , o que está relacionado ou
ligado a algo. A interdisciplinaridade se define e é elaborada "por uma crítica das
fronteiras das disciplinas, de sua compartimentação, proporcionando uma grande
esperança de renovação e de mudança no domínio da metodologia das ciências
humanas". (JAPIASSU, 1976, p. 54).
A etimologia do termo disciplina tem origem no latim discere e quer dizer
aprender e, de seu derivado, discipulus, aquele que aprende. (MAHEU , 1999?).
Fazenda (1993) ressalta que, no idioma latino, dentre as diversas conotações que
podem ser atribuídas ao prefixo inter, uma delas é troca e a disciplina seria o mesmo

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que ensinamento, instrução, ciência . "Logo, a interdisciplinaridade pode ser
compreendida como sendo a troca, de reciprocidade entre as disciplinas ou ciências,
ou melhor, áreas do conhecimento" . (FAZENDA, 1993, p.15).
A interdisciplinaridade sendo a interação com uma ou outra área do
conhecimento facilita o aprendizado e o andamento de pesquisas e trabalhos, pois é
onde podemos utilizar a troca de informações formando uma interação recíproca, a
fim de realizarmos algo produtivo e satisfatório.
Ainda de acordo com Japiassu (1976 , p. 42-43), o fenômeno interdisciplinar,
tem dupla origem : uma interna e outra externa . A interna tem como atributo "o
remanejamento geral do sistema das ciências que observa seu andamento e seu
modo de se organizar"; a externa "caracterizando-se pela mobilização cada vez mais
extensa dos saberes convergindo em vista da ação". Assim, o ponto de partida
dessa relação é quando identificamos o que cada disciplina estuda e suas relações
comuns de trabalho, para podermos relacionar as familiaridades e realizar a
integração disciplinar.
A interdisciplinaridade pode ser vista também como uma resposta a um
sistema de ensino equivocado, onde os profissionais são orientados e educados a
se especializarem e acabam se fechando em seu próprio "mundo," não enxergando
outras formas de compartilhamento de competências e delimitando sua área de
atuação.
A interdisciplinaridade se apresenta em nossos dias [ .. .1sob a forma
de um tríplice protesto: contra um saber fragmentado [... 1contra essa
própria sociedade, na medida em que ela faz tudo o que pode para
limitar e condicionar os indivíduos a funções estreitas e repetitivas,
para aliená-los de si mesmos, impedindo-os de desenvolverem e
fazerem desabrochar todas as suas potencialidades e aspirações
mais vitais; Contra o conformismo das situações adquiridas e das
"ideias recebidas" ou impostas. (JAPIASSU, 1976, p. 43).

o mercado de trabalho ao exigir profissionais "multi", ou seja, que conheçam
de tudo um pouco vem sinalizando a importância da interação. Existem profissionais
que não conseguem trabalhar juntos, simplesmente fecham sua área de atuação,
não se aproximam de outros profissionais e não deixam que esses se aproximem .
"Nesse sentido, é muito comum encontrarmos profissionais que não conseguem
trabalhar de forma interdisciplinar, que não conseguem se desvencilhar do que ficou
introjetado na sua formação intelectual". (LEMOS, 1999?, p. 6). Não basta se
especializar em uma única área, como diz Japiassu (1976, p. 8) "o triunfo da
especialização consiste em saber tudo sobre nada", temos que nos capacitar para
conhecer de tudo um pouco (nos atualizarmos constantemente) e especificamente
dentro de nossa área de atuação. A especialização não deve ser "fechada", se faz
necessário aprender a discernir e trabalhar epistemologicamente as teorias que
definem o corpo das disciplinas. Entender esse aspecto como um estudo crítico da
teoria do conhecimento, nos posiciona abertos a outras áreas do conhecimento e
nos qualifica para uma melhor abstração desse próprio saber. Quem se dispõe a
pesquisar deve ter em mente que na ciência nada é definitivo e que não se deve ter
a pretensão da autossuficiência; afinal o saber está em constante mudança.
Entende-se que o saber se apresenta em uma evolução constante e que o
progresso científico tem avançado em ritmo acelerado e os estudos, principalmente,
os voltados para o ser humano no que se refere à gestão de pessoas, têm ganhado

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espaço na literatura e têm se tornado uma preocupação constante dos "gestores" de
unidades de informação. Um novo conceito que se apresenta nesses estudos é o de
"Gestão de talentos" que é apresentado por Currás, (2010 , p. 31) como: o talento, a
capacidade e a habilidade do ser humano, que possui uma boa formação
profissional , um especialista em seu campo de trabalho, ou seja, um profissional
bem informado e atualizado. "Além do mais, deve ser criativo e imaginativo,
inclinado à inovação. Deve possuir sentido de responsabilidade e do cumprimento
de suas obrigações". Para autora esse profissional "quase perfeito" seria o "primeiro
elo de uma corrente, na hora de considerar o capital humano, como promotor de
valores econômico-produtivos". (CURRÁS, 2010, p.31)
É imperativo que tanto os bibliotecários e auxiliares da biblioteca universitária
pública tenham iniciativa e inovação, porque se sabe que nem sempre teremos a
estrutura perfeita para prestar o melhor serviço, mais cabe a esses profissionais
encontrarem , em conjunto com os diversos setores, o caminho ideal para realizar o
melhor trabalho. Ser especialista no seu campo de atividade é maravilhoso , pois o
profissional além de ter segurança e domínio do campo, desempenha suas
atividades com eficácia e qualidade, porém isso não significa que ele tenha que se
fechar no seu campo de atuação e nem no seu "Setor" de trabalho.
Se a interdisciplinaridade é um "remédio" para esses problemas, o que se
entende da interdisciplinaridade é que ela se apresenta contra a forma tradicional de
organização do saber; propõe-se a "lutar" contra as especialidades desordenadas
existentes e as particularidades das linguagens nas ciências, onde os pesquisadores
não falam uma linguagem global, que Japiassu denomina de "babelismo" - ninguém
entende ninguém. Nesse sentido, a interdisciplinaridade "se afirma como uma
reflexão epistemológica sobre a divisão do saber em disciplinas, para extrair suas
relações de interdependências e de conexões recíprocas". (JAPIASSU, 1976, p. 54).

2.1 A biblioteca universitária pública brasileira em busca de uma visão
sistêmica
Na atual sociedade da informação as bibliotecas desempenham um novo
papel onde são vistas como laboratórios dessa sociedade da informação e, com
tamanha responsabilidade , devem alcançar a visibilidade e o status que lhe foram
impostos. Têm a responsabilidade de ir além de uma simples biblioteca e passar a
se impor como um centro de informação e, como tal , devem conduzir suas práticas
administrativas e organizacionais sempre em direção a ideia de sistema, interação,
dinamismo e inovação.
Para Rossini (2007, p. 108), sistemas de informação são elementos
relacionados entre si que atuam em conjunto "para coletar, processar e prover
informações aos sistemas el ou processos de decisão, coordenando controlando ,
analisando e visualizando processos internos às organizações". Barreto (2009) ,
afirma que a biblioteca é uma instituição que possui competência para fomentar o
conhecimento. Fundado nesse raciocínio , uma instituição que possui competência
para tal atividade pode incentivar a inovação e, conseqüentemente , o
desenvolvimento da sociedade .
A criação e manutenção de sistemas de bibliotecas respondem a valores
consolidados no ambiente, simbolizando o compromisso da universidade com a
qualidade da formação e da produção acadêmica. (GOULART; CARVALHO , 2002).

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Nas últimas três décadas amplas mudanças internas e externas vêm
refletindo nas bibliotecas universitárias, cujas mudanças refletem em suas estruturas
organizacionais. (GOULART; CARVALHO, 2002).
A análise organizacional das bibliotecas universitárias está intimamente ligada
ao quadro evolutivo do contexto institucional, bem como o sucesso alcançado por
elas.
No estudo de Ferreira (1980) identificaram-se modelos estruturais,
classificados em centralizados, uma vez que a maioria das bibliotecas pesquisadas
encontrava-se definidas pela centralização ou em fase de transição para esse
modelo. As principais argumentações apresentadas para essa forma foram as
seguintes: redução do número de bibliotecas; reunião das coleções; integração dos
serviços bibliotecários; integração dos pesquisadores; custo de manutenção e
desenvolvimento de produtos e serviços; custo e desempenho dos processos de
gestão e controle; desempenho orçamentário-financeiro . Esta centralização dava
ênfase à otimização dos recursos e o fortalecimento interno das bibliotecas. Não se
pretendia indicar um modelo ideal, somente mostrar vantagens e desvantagens
desse sistema.
Já no estudo de Mercadante (1990) foram identificados modelos
organizacionais com coordenação sistematizada e com regulamentação oficial na
maioria das instituições pesquisadas. Tal pesquisa se propunha a formular
recomendações para que as universidades com bibliotecas descentralizadas se
conscientizassem da necessidade de integrá-Ias a estruturas administrativas
modernas, isto é, sob uma única coordenação, assegurando que o órgão
coordenador tivesse competências para definir políticas de informação a nível
institucional, garantisse representatividade junto ao Conselho Universitário e
detivesse condições de avaliar periodicamente o sistema de bibliotecas.
estudo
fez recomendações para que os sistemas já constituídos se formalizassem por meio
da aprovação institucional de regimentos; incluíssem comissões em seu processo de
gestão; participassem da política orçamentária financeira da universidade, com
responsabilidades definidas; coordenassem centralizada mente os serviços de
aquisição, processamento técnico, políticas e planos de serviços aos usuários; e se
integrassem a redes e serviços cooperativos.
Verifica-se que as recomendações da primeira pesquisa refletem na segunda,
principalmente na concepção da estrutura organizacional sistêmica . Tendo em vista
o fenômeno da globalização, cujos reflexos atingem todos os setores da sociedade.
As Universidades vêm, também, tentando se adequar às pressões do novo contexto
social , econômico, tecnológico e político.
As bibliotecas universitárias, como organização social prestadora de serviços,
criadas e mantidas para dar apoio aos programas de ensino, pesquisa e extensão,
por meio de suas coleções, serviços e produtos de informação, serão igualmente
afetadas por estas mudanças, que irão refletir tanto nos assuntos administrativos
como nos tecnológicos e nos processos de avaliação, instituídos pelo Ministério da
Educação (MEC), nos quais as bibliotecas se inserem como infraestrutura
acadêmica, indicativa da capacidade de oferecimento de cursos.
As mudanças administrativas impõem restrições orçamentárias e
organizacionais, com reflexos importantes no quadro de pessoal , infraestrutura física
e financiamento de coleções e serviços. As inovações tecnológicas irão permitir uma
melhor prestação dos serviços de informação, que terão influência significativa, nos

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processos de geração, acesso, disseminação e uso de informações e
conhecimentos, questões que se baseiam nos objetivos e funções das bibliotecas.
Esses serviços se realizam em meio ao funcionamento de redes e serviços
cooperativos, fazendo com que as bibliotecas dêem um salto de qualidade para o
futuro , no contexto acadêmico e científico. (CORTE; ALMEIDA 1999).
As bibliotecas universitárias não são organizações autônomas e sim
organizações dependentes de uma organização maior - a Universidade, portanto,
sujeitas a receberem influências externas e internas do ambiente que as cercam
(MACIEL, 2000?) . Ao mesmo tempo uma organização não pode sobreviver na
dependência absoluta de variações ambientais. Precisa de alguma regularidade
estrutural para enfrentar todas essas incertezas e que seja ao mesmo tempo,
simples e flexível. (MACIEL, 2000?) .
Torna-se importante considerar também as mudanças que a introdução de
novas tecnologias informacionais vem provocando nos serviços meios e fins das
bibliotecas universitárias, redefinindo algumas funções e, conseqüentemente, a
estrutura organizacional dessas bibliotecas em relação ao impacto da tecnologia .
O surgimento de novas formas organizacionais também pode sofrer influência
dos objetivos e pelas diferentes percepções dos membros organizacionais. Isso
implica aceitar que indivíduos, grupos ou organizações podem perceber
diferentemente um mesmo contexto institucional, o que os levaria a adotar diferentes
posturas frente à relação organização-ambiente e no consequente delineamento de
estratégias de ação. (GOULART; CARVALHO, 2002).
A literatura da área vem apontando através de relatos de experiências,
comunicações (artigos de periódicos, Seminários de Bibliotecas Universitárias etc.) a
preocupação que os gestores de bibliotecas têm com relação à organização como
um todo e sua estrutura , face ao impacto da tecnologia e as influências macro
ambientais, as expectativas de sua clientela e a forma de como lidar com essas
ameaças e oportunidades oferecidas pela ambiência.
O impacto na estrutura das bibliotecas é uma das principais questões
apresentadas por Button apud Oliveira (2008?), que revisou a literatura em relação a
essa temática .
Quanto à postura do planejador/gestor, viu-se como mais indicado um modelo
gerencial pautado na estratégia empreendedora e que, segundo Mintzberg (1973
apud MINTZBERG; AHLSRAND; LAMPEL, 2000, p.106), o poder de decisão das
atividades deve ficar de certo modo centralizado nas mãos do principal gestor, a
quem competirá também promover "grandes saltos", face às incertezas, e para que
se acompanhe as mudanças exigidas pela sociedade, pelas inovações tecnológicas
e o seu próprio poder empreendedor.
Quanto à indicação do modelo organizacional a ser adotado, Mintzberg (2003,
p 114-115), levanta as seguintes questões:
Qual é a melhor estrutura: centralizada ou não? Uma biblioteca
considerada centralizada por estar em apenas um local, embora a
maior parte do poder de decisão esteja dispersa entre suas chefias
departamentais, ou uma biblioteca 'descentralizada', que consiste em
bibliotecas satélites amplamente espalhadas, em que seus (suas)
bibliotecários (as) chefes centralizam o poder sem compartilhá-lo
com nenhum dos funcionários?

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Essas indagações são complexas e devem ser analisadas com muito
cuidado, pois o que impera nessa decisão é a vaidade , o ego, onde gestores acham
que podem resolver tudo sozinhos em uma relação de "manda quem pode e
obedece quem tem juízo". O gestor deve ter a capacidade de liderar, motivar e
comunicar. Liderar é diferente de dar ordens, impor uma vontade. Liderar, acima de
tudo, é conduzir a equipe aproveitando a experiência de cada um no seu fazer e,
principalmente, no pensar o seu fazer, motivar e incentivar para tornar o ambiente de
trabalho mais leve, reconhecer a importância de cada um dos funcionários como
parte importante de um sistema maior, comunicar no sentido de prestar contas, isto
é, dizer o que está acontecendo de maneira clara e ampla, a fim de que as revisões
das metas e dos objetivos, bem como dos serviços, sejam realizados em conjunto.
Em suma, o trabalho em conjunto e compartilhado torna cada um dos componentes
mais conscientes e mais responsáveis pelas ações e resultados, por conseguinte,
torna a equipe mais forte e os serviços e produtos mais eficientes e eficazes. Juntos,
unidos e coesos são mais fortes do que isolados e desunidos, nestes dois últimos
casos, ao não compartilharem nada, também não agregam nada, e todos perdem.
Relacionamos algumas propostas ou atitudes que podem ser implantadas
para melhoria desse quadro em bibliotecas universitárias públicas brasileiras:
a) Divulgação mensal das atividades de cada Setor;
b) Reuniões trimestrais para informar, discutir e apresentar soluções ou
problemas. O funcionário se sente útil e responsável pelo bom
funcionamento da biblioteca ;
c) Reuniões de confraternização para integrar os membros da equipe e
dar "leveza" ao ambiente de trabalho;
d) Destacar o funcionário do mês: pelo bom desempenho no atendimento;
ela quantidade de materiais que ele processou ; ou por qualquer outra
atividade em que tenha se destacado. Isso é reconhecer o valor do
funcionário e motivá-lo a fazer cada vez melhor suas atribuições; e
torná-lo referência para os demais.

3 Materiais e Métodos
Tendo em vista os objetivos deste trabalho e as características de uma
exploração teórica, a metodologia utilizada foi a revisão de literatura. Para o
desenvolvimento deste artigo foi percorrido o seguinte caminho :
a) Levantamento bibliográfico sobre bibliotecas universitárias públicas
brasileiras no âmbito de gestão;
b) Levantamento sobre os estudos e conceitos interdisciplinares que
pudessem ser associados a esta temática .
c) Depois de selecionados os textos com os quais trabalharíamos, iniciouse a leitura e o desenvolvimento da argumentação.

4 Resultados Parciais/Finais
A abordagem desta temática teve como objetivo alcançar os seguintes
resultados:
a) Demonstrar que o trabalho isolado nos setores das bibliotecas

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b)

c)
d)
e)

Trabalho completo

universitárias públicas brasileiras não deve acontecer e sim primar pelo
diálogo e integração entre os setores;
Motivar os funcionários a conhecer bem a biblioteca em que trabalham ,
para que possam prestar serviços de qualidade ao usuário, incentivar a
criatividade, a inovação e a iniciativa;
Estimular as chefias a integrar, incentivar e prezar o trabalho
cooperativo e compartilhado;
Influenciar a erradicação da hierarquia exacerbada e extremista , que
dificulta o diálogo e a integração da equipe;
Melhorar os serviços prestados ao usuário, através da prática
interdisciplinar nas bibliotecas universitárias brasileiras.

5 Considerações Parciais/Finais
Acredita-se que o pensamento, porque não dizer a consciência interdisciplinar
dentro do ambiente das bibliotecas universitárias públicas brasileiras, principalmente
se proveniente das esferas superiores, ou seja, dos gestores poderá gerar maior
integração entre os diversos setores e resultará numa interatividade sistêmica, o que
proporcionará nos funcionários a competência para se informar e fazer circular a
informação administrativa; e nos usuários a satisfação pelo acesso a serviços e
produtos em consonância com suas necessidades informacionais.
Entretanto, para que aquele pensamento ou consciência se realize é
necessário que o funcionário conheça todos os setores de maneira uniforme e esteja
capacitado a prestar um serviço preciso e direcionado ao usuário, pois sabendo que
não é competência do seu Setor, poderá encaminhá-lo ao Setor ou lugar competente
que poderá responder com precisão a demanda do usuário.
Todavia , serão atividades simples que poderão mudar o clima organizacional
interno nas bibliotecas universitárias públicas brasileiras que, obviamente,
contribuirão igualmente para a alteração das posturas tanto pessoais quanto
profissionais. Então, e só a partir de então, é que se poderá vislumbrar a possível
colaboração para que a biblioteca universitária pública no Brasil seja um verdadeiro
laboratório na sociedade da informação.
Por fim , estar aberto e receptivo ao novo e, principalmente, ao novo que
vivifica, que promove mudanças positivas, eis o que deve sempre permear a mente
de um bom gestor, posto que será a partir dele e com ele que as mudanças
começarão e se propagarão pela organização.

2494

�Gestão de pessoas
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IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

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2495

�Gestão de pessoas
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Trabalho completo

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2496

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Santos, Ana Paula L. dos; Alvararenga, Gilda Sousa de; Souza, Luiz Antônio de</text>
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                <text>Aborda as relações de trabalho na biblioteca universitária pública brasileira, a falta de interação entre os setores da biblioteca e, consequentemente, o isolamento dos serviços internos, que resulta em trabalho individual e em prejuízo para a qualidade dos serviços oferecidos aos usuários. Apresenta a biblioteca como um sistema interativo e interdependência entre os diversos setores, a fim de dinamizar as relações administrativas e gerenciais para uma maior integração sistêmica, cujos resultados serão serviços práticos, eficazes e dinâmicos, com motivação para o trabalho interdisciplinar, o que contribuirá para o desenvolvimento e a qualidade dos serviços prestados aos usuários, neste caso a comunidade acadêmica. A metodologia utilizada foi a revisão de literatura. Conclui que com atividades simples que promovam a integração e o diálogo entre os setores da biblioteca universitária, bem como a qualificação dos profissionais firmará está como um laboratório na sociedade da informação.</text>
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                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade

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Trabalho completo

o QUE É BIBLIOTECA: UM OLHAR DOS ALUNOS DA EDUCAÇÃO
PROFISSIONAL
Mardônio Lacet dos Santos Júnior 1, Beatriz Alves de Sousa 2

2

'Especialista em técnica de arquivo e em Gestão Pública , Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia da Paraíba ;
Doutoranda no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (UFSC) , Mestra
em Biblioteconomia (UFPB) , Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba

Resumo
Relata uma pesquisa junto aos usuanos da Biblioteca Nilo Peçanha do IFPB\
campus João Pessoa com objetivo de saber qual é a opinião deles sobre o que é
biblioteca. Trata-se de uma pesquisa exploratória que ocorreu em dois momentos
distintos (1996 e 2011). As duas consultas ocorreram no período em que se
comemorava a semana do livro e da biblioteca , ou seja, de 23 a 29 de outubro dos
anos citados. O instrumento de pesquisa foi uma papeleta, com espaço para
resposta, na qual continha a pergunta: Para você o que é biblioteca? Como
resultado, constatou-se que os participantes da pesquisa apontam a biblioteca como
local de conhecimento, estudo e pesquisa .
Palavras-chave : Biblioteca; Biblioteca Nilo Peçanha ; Usuário.

Abstract
It is a research accomplished with the users of the IFPB Nilo Peçanha library,
campus João Pessoa, with the aim to know their opinion about the meaning of
library. It is an exploratory research that occurred in two different periods of time
(1996 and 2011). Both questionings happened during the book and library week
celebration, that is, from October 23 rd to 29th of the mentioned years. The research
instrument was a notice, with a blank for the answer, containing the question: What
does library mean for you? As result, it was realized that the participants pointed out
the library as a place for knowledge, study and research .
Keywords: Library; Nilo Peçanha library; User.

1 A biblioteca e suas concepções
Ao longo dos tempos, ouviu-se dizer que a importância da biblioteca era a
preservação da memória com o seu acervo de obras impressas preservando os
1

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba.

1934

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

aii

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Trabalho completo

conhecimentos da civilização . Atualmente, esses conhecimentos existem sob muitas
formas: textos, gráficos, sons, imagens, em formato digital podendo
ser distribuídos em redes mundiais acessíveis a qualquer indivíduo o que acaba a
prerrogativa desse conhecimento ser privilégio de poucos que chegam às
academias (CUNHA, 2000).
Sendo assim , qual é a importância da Biblioteca nos dias atuais? Autores
como Drabenstott, Burman e Macedo (1997) entendem que as tecnologias de
informação e comunicação, TICs, não vão suprimir outros meios tradicionais de
organizar, armazenar e disponibilizar o conhecimento e visualizam, ainda, que
documentos impressos podem coexistir perfeitamente com publicações em outros
formatos. Os autores afirmam também que as bibliotecas continuarão a acrescentar
novos processos tecnológicos, sem , entretanto, substituí-los completamente pelos
existentes o princípio norteador para tanto é usar a tecnologia apropriada para cada
propósito particular (DRABENSTOTT, BURMAN e MACEDO, 1997).
Na visão de Fragoso (1994), qualquer que seja o tipo de escola ou instituição
de ensino é imprescindível que, em sua estrutura administrativa, preconize a
existência de uma biblioteca . Para o autor, a biblioteca e seus bibliotecários são
fundamentalmente copartícipes de uma educação integrada, na qual educandos e
educadores, comunidade e família , setores e espaços escolares sejam tratados de
forma que contemplem discussões de conteúdos, de metodologias e de avaliações,
contribuindo para uma formação participativa .
A abordagem trazida pelo autor mostra que a biblioteca, como setor articulado
e participativo no meio escolar, integra-se ao universo da educação, tal como dispõe
a Lei nO 12.244, de 24 de maio de 2010, que trata da universalização das bibliotecas
nas instituições de ensino do País.
Art. 1° As instituições de ensino públicas e privadas de todos os
sistemas de ensino do País contarão com bibliotecas, nos termos
desta Lei. Art. 2° Para os fins desta Lei considera-se biblioteca
escolar a coleção de livros, materiais videográficos e documentos
registrados em qualquer suporte destinados a consulta , pesquisa,
estudo ou leitura (BRASIL, 2010, grifo nosso) .

Na compreensão de Campello (2010, p. 7), para se enquadrar como
produtora de conhecimento, a biblioteca deve se portar como "espaços de
aprendizagem que propiciem e estimulem conexões entre saberes; que são
laboratórios - não de equipamentos e apetrechos - mas de ideia. "Portanto , se a
biblioteca oferecer um padrão de infraestrutura adequada e aparelhamento técnico
compatível com as necessidades de sua instituição mantenedora, além de acervos e
coleções que atendam aos requisitos de educação, formação, capacitação e
qualificação de indivíduos, considerando os objetivos de sua instituição, justifica-se
como local de aprendizagem e necessária a sua existência.
Nesta perspectiva, a biblioteca se estabelece como espaço da disseminação
do saber, no contexto das instituições sociais e para o indivíduo que se relaciona
com esse universo. A biblioteca se diversifica e atende às características que
apresenta à comunidade de usuários a que serve . Por tanto, designam-se como:
pública , escolar, universitária, especializada e nacional. Todas, igualmente, podem
ser "conceituadas, unicamente como uma coleção organizada de livros impressos ou
de quaisquer outros documentos, nomeadamente gráficos e audiovisuais, assim

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como os serviços do pessoal que facilita a consulta destes documentos" (FREITAS,
1998, p. 149).
A IFLA em sua declaração sobre as bibliotecas e a liberdade intelectual afirma
o seguinte:
As bibliotecas proporcionam acesso à informação, às ideias e às
obras da imaginação. Servem como portas de acesso ao
conhecimento, ao pensamento e à cultura. [00 ']. Têm a
responsabilidade de garantir e facilitar o acesso às expressões do
conhecimento e da atividade intelectual. Com este fim , as bibliotecas
devem adquirir, preservar e disponibilizar a mais ampla variedade de
documentos, refletindo a pluralidade (IFLA, online).

Já Sousa, por sua vez, (2008, p. 19) conceituou biblioteca como :
Unidade de informação que dispõe de uma coleção sistematicamente
organizada, tendo em vista seu efetivo uso; serve de fonte para a
leitura, o estudo e a pesquisa. Seu propósito é contribuir para o
desenvolvimento cultural e intelectual do homem, seja em caráter
individual ou coletivo. Assim sendo, é considerada um meio universal
e permanente de autoeducação. Quanto ao estado físico, a biblioteca
pode ser real ou virtual ; quanto à categoria , depende do seu objetivo
e do público a que assiste; pode ser infantil, escolar, especializada,
comunitária (pública), universitária e em todo país tem a Biblioteca
Nacional; quanto ao órgão mantenedor, pode ser público ou
particular.

Pelo exposto até o momento, biblioteca contextualiza-se no meio educacional
onde suas funções coadunam e exprimem-se em termos e expressões como uma
fonte indispensável à formação intelectual e integral do indivíduo.
Com base nesse entendimento, e procurando saber como essa instituição é
reconhecida no meio acadêmico, foi realizada uma pesquisa junto aos usuários da
Biblioteca Nilo Peçanha do IFPB, campus João Pessoa com objetivo de saber qual é
a opinião deles sobre o significado da biblioteca .

2 Ambiente da pesquisa: Biblioteca Nilo Peçanha
Os primeiros registros da existência da Biblioteca Nilo Peçanha, de que se tem
conhecimento, datam de 1968. No entanto, somente em 1976 na gestão do
professor Itapuan Bôtto de Meneses, a biblioteca adquire sede própria sendo
inaugurada em 03 de dezembro do referido ano. Essa teve como função reunir,
organizar e difundir as informações necessárias ao ensino e à pesquisa exigida nos
cursos ministrados pela instituição.
Com a finalidade de atender às grandes mudanças ocorridas nas áreas da
informação e da documentação, essa biblioteca passou por uma reforma na sua
estrutura física dentro dos mais modernos padrões da arquitetura , com ampliação do
espaço físico e novas instalações elétricas e sistema de climatização. Foi
reinaugurada em 18 de dezembro de 2001 , na gestão do professor Almiro de Sá
Ferreira .
A referida biblioteca não pertence a uma categoria específica em razão do
público a que atende. Funciona como biblioteca escolar porque atende a alunos do

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ensino médio; pode ser considerada especializada porque atende ao ensino técnico
e é, fundamentalmente, universitária porque faz parte de um instituto de ensino
superior atendendo a um público universitário, que se constitui de aluno, professor e
pesquisador. Isso dificulta não apenas a sua nomenclatura, mas principalmente
cumprir seus objetivos que se referem a atender de forma eficiente às necessidades
de informação dos seus usuários-clientes. Sua função é reunir, organizar, e difundir
as informações necessárias ao ensino, à pesquisa e a extensão. Para tanto, seus
acervos e serviços devem estar em consonância com os programas de ensino
ministrados pelo Instituto.
2.1 Estrutura organizacional
Pavimento térreo : Hall de recepção, sala da coleção especial, sala de
processos técnicos, biblioteca virtual, hall de exposições, sala de estudo
programado, cabines coletivas, coordenação, setor de empréstimos, banheiros.
1.° Pavimento: Acervo geral, salão de estudos, setor de organização e
manutenção do acervo.
2.2 Serviços oferecidos
a) Ambiente favorável ao estudo e à pesquisa;
b) Salão de leitura e cabines coletivas;
c) Livre acesso às estantes do acervo geral com direito à consulta de todos os
documentos registrados na Biblioteca;
d) Orientação técnica para elaboração e apresentação de trabalhos acadêmicos,
com base na ABNT;
e) Sala de estudo programado destinada a reuniões, palestras e cursos, com
reserva antecipada;
f) Programas de ação e extensão cultural realizados pela Biblioteca ;
g) Uso de computadores e outros equipamentos para realização de pesquisas,
digitação de trabalhos e impressão de cópias, permitidos aos servidores e
alunos do IFPB;
h) Levantamento de informação;
i) Empréstimo domiciliar de documentos do acervo geral;
j) Empréstimo especial reservado a documentos considerados especiais p/ esta
Biblioteca;
k) Visita dirigida: indicada para os novos usuários ou solicitada por professores
para grupos de alunos, tendo a finalidade de familiarizar os usuários quanto aos
serviços, normas e uso da Biblioteca. Estas visitas são agendadas previamente;
i) Serviços de alerta: divulgação através de folder, informativos em murais,
catálogos e programas de ação e extensão cultural. (SOUSA, 2005).

3 Metodologia
Trata-se de uma pesquisa exploratória que ocorreu em dois momentos
distintos (1996 e 2011). As duas consultas ocorreram no período em que se

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comemorava a semana do livro e da biblioteca , ou seja, de 23 a 29 de outubro dos
anos citados.
O instrumento de pesquisa foi uma papeleta contendo a pergunta: Para você
o que é biblioteca? Havia espaço para resposta, sendo que o respondente não
precisava se identificar.
Nos dois momentos, houve a distribuição da mesma quantidade de papeleta,
ou seja, 100 (cem) unidades. Sendo que das 100 papeletas entregues, no ano de
1996, 53 foram devolvidas respondidas. No entanto, em 2011 das 100 papeletas
entregues, foram devolvidas 72 . Em suas respostas, os usuários deixaram suas
impressões, tanto sobre o que é uma biblioteca como acerca da própria Biblioteca
Nilo Peçanha , pois, apesar de não fazerem menção a essa biblioteca , no conteúdo
de suas respostas ficou clara essa relação.
3.1 Procedimentos
Em 1996 as papeletas devolvidas foram afixadas em um mural exposto na
biblioteca. Logo após, foi realizada uma análise dos conteúdos cujos resultados, na
época , serviram de suporte para melhoria dos serviços oferecidos e, agora , quinze
anos depois, serviram de modelo e de inspiração para este gratificante trabalho .
Em 2011 , a devolução foi feita em uma caixa de sugestões posta no recinto
da biblioteca . Para ser feita uma comparação justa com os alunos do período
anterior (1996) , a pesquisa foi realizada somente com os alunos de ensino médio e
do técnico integrado, deixando de fora os alunos do ensino superior em razão de
que em 1996, não ter essa modalidade de ensino na instituição.
Procurou-se extrair das respostas elementos que confirmam possíveis
mudanças emblemáticas e simbólicas do que representa uma biblioteca para os
estudantes de 1996, da ETFPB, e o que representa esse mesmo setor para
estudantes de 2011 , do IFPB.
Todavia , o espaço temporal de quinze anos, que representar uma excepcional
distância para os avanços tecnológicos, no âmbito social e pedagógico, pode
também , revelar uma significativa possibilidade de identificação entre o que é
considerado como "antigo" e o que é visto como "moderno". Principalmente quando
estamos em uma Instituição que preconiza a TIC como formação e atualização de
profissionais, por meio do ensino e da técnica . Neste sentido, qualquer indício das
TICs, nas respostas dos alunos, foi considerado como marcadores de tempo da
moderna sociedade da informação.
Quando se trata de análise de conteúdo, é preciso ponderar sobre as
possíveis respostas. Com o objetivo de atingir uma significação profunda dos textos,
questionamos: O que é passível de interpretação em um texto? Estaremos
habilitados metodologicamente a interpretar mensagens obscuras? Deixar-nosemos levar por uma objetividade excessiva ou por um sentimento de pertencimento
com alguma resposta?
Neste movimento de interpretação pendular da análise de conteúdo entre a
objetividade e a subjetividade, haverá sempre o risco de invalidar a análise, ou pelo
excesso de rigor positivista , herdeiro do ideal Iluminismo, ou pela presença acirrada
da ideologia, que obscurece o olhar e endurece as amarras de novas perspectivas.
Neste sentido, propomos uma aproximação da neutralidade científica possível, ou
seja, delimitaremos no campo de estudo o que a literatura e seus autores

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preconizam, procurando, desta forma, elementos de identificação com a realidade
científica .

4 Resultados parciais
Para facilitar a compreensão desse estudo foi feita uma divisão por grupos de
temáticas abordadas pelos usuários, os quais são expostos a seguir.
4.1 Estudo, pesquisa
Em 1996, 17 usuários, ou seja32% do total dos respondentes classificaram a
biblioteca como lugar que inspira motivação ao ato de estudar e de pesquisar.
Enquanto que em 2011 , foram 23 respostas, compreendendo cerca de 32% dos
usuários que classificaram a biblioteca dessa maneira. A seguir fragmentos
constatados nas respostas desses usuários que elucidam a especificação desse
grupo.
(1996)
A biblioteca é .. .
"O lugar onde realmente encontramos motivação para estudar".
"Local onde podemos estudar. "
"Onde encontramos melhores condições para estudar".
"O centro de estudo, de pesquisa".
"Espaço onde conseguimos relaxar para estudar".
"Um cantinho que realmente é sossegado e que nós alunos
aproveitamos para estudar".
"Um espaço físico de pesquisa, estudo, consulta de livros".
(2011)
"Local que os estudantes de uma determinada instituição têm, para
estudar, ler, pensar, fazer exercícios, estimular sua inteligência. Nela
podem-se consultar livros e fazer pesquisas para uso educacional ou
próprio".
"Um lugar que conseguimos nos concentrar para resolver exercícios,
praticar a leitura, estudar, fazer pesquisas etc., desde que esse
espaço nos ofereça suporte, conteúdo, silêncio e bom atendimento".
"Ambiente de estudo, pesquisa e de outras atividades relacionadas
com o estudante".
"Um dos poucos lugares onde eu posso estudar com conforto".
"Para mim, biblioteca é um lugar onde você pode completar o ensino
e o estudo. Onde você pode vir para pesquisar e estudar".
"Melhor local para estudar com conforto".
"Um espaço reservado para os estudos, com grande acervo, que
deve ser bem planejado e utilizado".
"Local onde podemos buscar fontes de estudo, realizar atividades
educacionais".
"É um lugar de estudo".

4.2 Conhecimento, aprendizagem, saber

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17 participantes da pesquisa, cerca de 32% dos pesquisados em 1996,
identificaram a biblioteca como lugar onde se ampliam, aumentam e estão reunidos
o conhecimento e a aprendizagem . Em 2011, esse número aumentou para 41
respondentes, (57%) . Algumas argumentações feitas pelos pesquisados a esse
respeito.
(1996)
"Biblioteca é o melhor lugar para se adquirir conhecimento para que
possamos fluir um pouco de sabedoria".
"Local onde podemos aprimorar os nossos conhecimentos".
"É nela que estão reunidos todos os conhecimentos, dos mais
ínfimos aos mais importantes, isto é biblioteca".
"Biblioteca: local onde se deseja que o conhecimento seja o alicerce".
"Casa da sabedoria".
"Biblioteca é o lar do saber, é o início da sabedoria".
"Biblioteca é uma vasta imensidão de conhecimento, onde se filtra a
ignorância pelo saber".
"Lugar onde nós vamos procurar algo para aprimorar nossos
conhecimentos" .
"É um local de atualização e aquisição de cultura".
"Biblioteca é um local reservado para todos aqueles que querem
elevar o conhecimento".
"Biblioteca é mais uma casa da sabedoria".
"Biblioteca é o lugar onde se encontra parte do saber contido nos
livros".
"Onde aprendemos sobre o mundo através das páginas dos livros".
"Uma porta, uma oportunidade para o conhecimento que se abre
para o leitor, à medida que este abre novos livros".
"Biblioteca é o recanto dos estudantes, um lugar onde adquirimos
cultura e conhecimento".
(2011 )
"Um ambiente de estudo e consulta de acervos, para ampliação dos
conhecimentos" .
"Espaço utilizado por estudantes para ajudar em pesquisas e no
aumento de conhecimento".
"Um lugar onde o objetivo principal é o conhecimento que seus
componentes , como os livros, têm a passar".
"Um universo multicultural, onde o principal objetivo dos que
procuram este universo é o conhecimento".
"Lugar de aprender, conhecer. Lugar de sabedoria e concentração".
"Local de busca do conhecimento e do complemento para o infinito
saber".
"É um espaço reservado e destinado à dedicação do aprendizado,
buscando melhorias e complementos".

4.3 Informação
05 usuários, cerca de 5,5% dos respondentes de 1996, classificaram a
biblioteca como local de tratamento da informação.e apenas, um respondente de
2011 fez referência a essa temática .

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1996
"Biblioteca é um local que tem como objetivo maior organizar e
disseminar informações de forma democrática".
"Biblioteca, local onde é armazenada, organizada e disseminada a
informação".

2011
"É um lugar onde existe troca de informação, onde as pessoas
encontram aprendizado através dos livros".

4.4 Leitura , lazer
14 respondentes, ou seja , 26% dos participantes da pesquisa de 1996,
fizeram alusão à biblioteca como ambiente de lazer e leitura recreativa.
"A biblioteca é o lugar onde viajamos pelos quatro cantos da terra,
sem sair do lugar".
"Onde podemos viajar na leitura e descobrir que a vida é um eterno
aprendizado".
"A biblioteca existe tanto para o lazer como é uma necessidade vital
para qualquer pesquisador".
"Onde passo tardes prazerosas concentrado na leitura".
"É o lugar do lazer, é um pouco de tudo da nossa vida".

4.5 Uso das TICs
05 participantes da pesquisa de 2011 relacionaram a biblioteca a um local no
qual é imprescindível o uso das TICs como ferramenta de estudo e pesquisa . Nesse
sentido, fizeram um apelo aos gestores da Biblioteca Nilo Peçanha que
disponibilizassem essas tecnologias na referida biblioteca.
"A biblioteca é um ambiente de estudo nele você encontrará vários
instrumentos que te auxiliam, como livros atualizados, internet, além
de tomadas para a utilização de notebooks".
"Para mim é um ambiente de estudo. Porém a biblioteca do IFPB
falta estrutura: exemplo, tomadas para notebooks e para um
ambiente de estudo nada melhor que WI-FI para os notebooks".
"Gostaria que a biblioteca do IFPB tivesse em suas instalações
tomadas, pois para nós o computador é de estrema importância e
não temos como usar na biblioteca".
"Lugar onde é possível adquirir conhecimento para a vida pessoal e
acadêmica, a partir de vários meios (livros, multimídia e acesso à
redes de computadores".

4.6 Fundamental, indispensável
Neste grupo somente dois usuários, dos consultados em 2011, reconheceram
a biblioteca como local indispensável para o educando. "É de fundamental
importância a existência de biblioteca em uma cidade, tanto para facilitar a vida dos
estudantes quanto para conservar livros. "Para mim, a biblioteca é um subsídio
muito importante indispensável na vida do aluno".

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Apesar de a pesquisa não ter especificado a Biblioteca Nilo Peçanha, dois
usuários referiram-se a essa biblioteca e manifestaram sua opinião acerca dos
serviços por ela oferecidos. Outros seis pesquisados aproveitaram a pesquisa para
reclamar da falta de silêncio nesse ambiente de estudo

5 Considerações finais
O que podemos auferir dos alunos da educação profissional de 1996 e de
2011?
Parece-nos que os alunos de 1996 tinham em mente questões que
relacionavam a biblioteca a lugar de cultura , leitura e lazer. Situação que não se
repete em nenhuma das respostas dadas pelos alunos de 2011 . No nosso entender,
isso pode ser explicado pelo fato de nossas bibliotecas não desempenharem o seu
papel cultural de realizar eventos, divulgar, participar, promover atividades culturais
que envolvam cinema, teatro, arte, literatura, entre outras manifestações que
mostrem a biblioteca como um local de cultura . Da mesma forma ocorre com relação
à leitura, se fala muito acerca da sua importância, mas a biblioteca não desenvolve
programas que estimulem a sua prática . Percebe-se um desligamento entre ler um
texto para realizar uma atividade escolar e ler um texto por prazer, para acrescentar
conhecimentos, aprender para a vida. Sabe-se da importância dessa atividade para
o engrandecimento do indivíduo, mas falta essa preocupação das bibliotecas em ter,
em seus acervos, bons livros de literatura e informação em geral a fim de se
estimular a leitura como fonte de lazer. Por meio das respostas dos participantes da
pesquisa ficou claro que a biblioteca é considerada como o local ideal onde o aluno
pode estudar e realizar suas pesquisas.
Estudo, pesquisa , conhecimento, saber e informação são termos que
representam a biblioteca de ontem e a de hoje de acordo com as respostas dos
alunos. No entanto, a biblioteca como um ambiente fundamental , indispensável só
estão presentes nos discursos dos alunos de 2011 . Também como era de se
esperar, nas respostas dadas pelos usuários de 2011, tivemos a presença de
indicadores da "modernidade". Aliás, respostas estas que cobram da gestão da
biblioteca a atualização da infraestrutura para que se ofereçam oportunidades para
utilização dos novos recursos tecnológicos.
Nas respostas dadas, pelos pesquisados sobre biblioteca , assimilou-se a
conceituação apresentada por Freitas (1998, p.149) que aponta ser uma "coleção
organizada de livros impressos ou de quaisquer outros documentos, nomeadamente
gráficos e audiovisuais, assim como os serviços do pessoal que facilita a consulta
destes documentos". Conceito, sem dúvida, verdadeiro, mas no nosso entender
biblioteca é muito mais do que isso Sousa (2008, p. 19) ressalta que:
A unidade de informação é um espaço que dispõe de uma coleção
sistematicamente organizada, tendo em vista seu efetivo uso; serve
de fonte para a leitura, o estudo e a pesquisa. Seu propósito é
contribuir para o desenvolvimento cultural e intelectual do homem ,
seja em caráter ind ividual ou coletivo. Assim sendo, é considerada
um meio universal e permanente de autoeducação [.. .).

Por fim, as respostas dadas, na pesqu isa , nos levam a refletir sobre a
atuação de nossas bibliotecas, pois pelo exposto o que elas estão transmitindo para
seus usuários não está condizente com seus objetivos, com o seu papel social e

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cultural de formar cidadãos e cidadãs conscientes com diversidade de ideias e
opiniões, com independência e liberdade intelectual, capazes de exercer os seus
direitos democráticos, de terem um papel ativo na sociedade e de se manterem em
permanente aprendizagem ao longo da vida .

Referências
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bibliotecas nas instituições de ensino do País. Disponível em :
&lt;http ://www.cfb.org .br/projetos.php?codigo=18&gt;. Acesso em : 8 novo2011 .
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conhecimento: parâmetros para bibliotecas escolares. Belo Horizonte: UFMG;
Grupo de Estudo em Biblioteca Escolar, 2010 . 36 p. Disponível em:
&lt;http ://www.cfb.org .br/projetos.php? 20&gt; . Acesso em : 8 novo2011 .
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro : a biblioteca universitária brasileira
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DRABENSTOTT, Karen M., BURMAN, Celeste M., MACEDO, Neuza Dias de.
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FRAGOSO, Graça Maria (Org .). Biblioteca e escola: uma atividade interdisciplinar.
Minas Gerais: Editora Lê, 1994. 68 p.
FREITAS, Eduardo de. As bibliotecas em Portugal : elementos para uma avaliação.
Lisboa : Observatório das Atividades Culturais, 1998.
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Dispon ível na Internet: &lt;http://www.ifla .org/faife/policy/iflastaUiflastat_pt.htm&gt; .
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Ciência da informação. 2. ed . João Pessoa : Universitária, 2008 . 133 p.
SOUSA, Beatriz Alves de. Perfil da biblioteca Nilo Peçanha , 2005 . (Banner).

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Relata uma pesquisa junto aos usuários da Biblioteca Nilo Peçanha do IFPB1, campus João Pessoa com objetivo de saber qual é a opinião deles sobre o que é biblioteca. Trata-se de uma pesquisa exploratória que ocorreu em dois momentos distintos (1996 e 2011). As duas consultas ocorreram no período em que se comemorava a semana do livro e da biblioteca, ou seja, de 23 a 29 de outubro dos anos citados. O instrumento de pesquisa foi uma papeleta, com espaço para resposta, na qual continha a pergunta: Para você o que é biblioteca? Como resultado, constatou-se que os participantes da pesquisa apontam a biblioteca como local de conhecimento, estudo e pesquisa.</text>
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Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Resumo expandido

A VISUALIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO NOS REPOSITÓRIOS
DIGITAIS INSTITUCIONAIS BRASILEIROS
Dirce Maria Santin 1, Letícia Angheben Consoni 1
1

Bibliotecárias, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS

1 Introdução
A internet alterou as dinâmicas de produção e uso de conteúdo, influenciando
a maneira como as pessoas trocam e usam a informação na atualidade. Texto, som
e imagem convergem de forma a enriquecer a experiência de aprendizagem no meio
digital. Nesse contexto, bibliotecas e repositórios digitais mudam a forma como o
conhecimento é distribuído e acessado, ao proporcionar não apenas novas
oportunidades de divulgação da produção científica, mas também diferentes
possibilidades de avaliação da informação disponível (AGUILLO et aI., 2010).
Este trabalho destaca a importância do uso das técnicas de visualização da
informação na representação das métricas de produção e uso da informação em
repositórios digitais institucionais. Objetiva-se, assim, verificar a ocorrência de
gráficos, mapas e imagens na representaçao dos dados estatísticos como estratégia
para ampliar a compreensão da informação e a visibilidade dos repositórios na
internet.
O conceito de visualização da informação adotado neste estudo prevê a
utilização de recursos de representação visual de dados para ampliar a cognição do
usuário sobre a informação disponível. (CARO; MACKINLAY; SHNEIOERMAN,
1999). White, Lin e McCain (1998) destacam o uso da visualização da informação
em duas áreas da Ciência da Informação: Bibliometria e Recuperação da
Informação, ao passo que Old (2000) trata da ampla utilização das técnicas de
visualização da informação em diversas áreas, especialmente na análise de dados
científicos.
Nesta perspectiva, este estudo analisa a ocorrência das técnicas de
visualização da informação na representação dos dados de produção e uso da
informação em repositórios digitais institucionais brasileiros, considerando aspectos
relacionados à divulgação, à apresentação, ao uso e à avaliação da informação.

2 Materiais e Métodos
A pesquisa é descritiva, do tipo exploratório, pois descreve as caraterísticas
do fenômeno analisado (GIL, 1999). Foi considerada adequada por provar critérios e
ampliar a compreensão de determinada situação (MALHOTRA, 2006), esclarecendo
conceitos e ideias. A abordagem é quantitativa, com base na pesquisa bibliográfica e
documental.
O campo de estudo foi constituído por repositórios digitais institucionais
brasileiros. A amostra selecionada foram os quinze primeiros repositórios brasileiros
que figuram na categoria Top Institutionals da edição de abril de 2012 do Ranking

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Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Resumo expandido

Web of World Repositories 1 (CIBERNETICS LAB, 2012).
Os dados foram coletados nos sites dos repositórios e tabulados com auxílio
do programa Excel. A análise verificou o uso de técnicas de visualização da
informação na representação das métricas de produção e uso da informação nos
repositórios pesquisados.

3 Resultados Parciais
As técnicas de visualização da informação representam métricas de produção
e uso dos repositórios digitais, de modo que são elementos indissociáveis. Nessa
perspectiva, optou-se por verificar, incialmente, o uso de dados estatísticos pelos
repositórios digitais, a fim de fundamentar a verificação das técnicas utilizadas na
representação visual da informação.
Dentre os quinze repositórios analisados, quatro não disponibilizavam dados
estatísticos, correspondendo a 27% da amostra. Os dados disponibilizados pelos
demais repositórios (73%) relacionavam-se a acessos e downloads, visitas ao sitio,
produção científica institucional, itens mais utilizados e palavras mais pesquisadas.

Palavras mais pesqu isadas
Itens mais utiliza dos
Produ ção ciientífica
V isitas ao sit io
Downloads
Acessos

o

2

4

6

8

10

12

Gráfico 1: Dados estatísticos apresentados nos repositórios
Fonte: dados da pesquisa.

Os resultados demonstram que a maioria dos repositórios utiliza métricas de
produção e uso para divulgação e avaliação da informação, confirmando a
preocupação de Aguillo et aI. (2010). No entanto, o uso de dados estatísticos
relacionados à produção científica aparece em apenas cinco repositórios (33% da
amostra).
A verificação do uso das técnicas de visualização da informação contemplou
os onze repositórios que apresentavam métricas de produção e uso da informação.
Dentre eles, apenas cinco utilizavam técnicas de representação visual de dados,
conforme os tipos representados a seguir.
1

http://repositories.webometrics.info/

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Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Resumo expandido

Logomarcas
Mapas geog ráficos
Band eiras dos países
Gráficos de setores
Gráficos de barra horizontal
Gráfiicos de barra vertical

o

1

2

3

4

5

6

Gráfico 2: Técnicas de visualização da informação utilizadas pelos repositórios
Fonte: dados da pesquisa.

Dentre as técnicas utilizadas, destacam-se os gráficos em barra vertical,
utilizados por cinco repositórios, além dos gráficos em barra horizontal e as
bandeiras de países, utilizados por dois repositórios.
Os resultados comprovam a utilização de técnicas de visualização pelos
repositórios digitais institucionais brasileiros, embora de forma incipiente e por
apenas 33% da amostra. Assim, a pesquisa revela que é amplo o uso de dados
estatísticos em repositórios digitais, especialmente no que se refere ao uso da
informação, mas é baixo o uso da visualização da informação para representação
visual dos dados apresentados.

4 Considerações Parciais
Constata-se que o uso das técnicas de visualização da informação é
incipiente nos repositórios digitais institucionais brasileiros analisados. As técnicas
mais frequentes são os gráficos em barra vertical, utilizados para representar
métricas de uso da informação, como acessos e downloads. Dados relacionados à
produção científica são pouco utilizados e, portanto, pouco representados
visualmente.
Acredita-se, entretanto, que a visualização da informação pode configurar-se
como um recurso estratégico de divulgação e avaliação dos repositórios ao utilizar
infográficos de produção e uso da informação.
Por fim, entende-se que outros estudos são necessários para aprofundar o
debate e a reflexão no que tange ao uso da visualização da informação em
repositórios digitais, possivelmente ampliando o escopo da pesquisa para
repositórios brasileiros e estrangeiros, temáticos ou institucionais.

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Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Resumo expandido

5 Referências
AGUlllO, I. F. et aI. Indicators for a webometric ranking of open access repositories,
Scientometrics, Amsterdam, v. 82, n. 3, p. 477-486,2010.
CARO, S. K.; MACKINlAY, J. O.; SHNEIOER-MAN, B. Readings in information
visualization: using vision th think. San Oiego: Academic Press, 1999.
CIBERNETICS lAB. Ranking Web ofWorld Repositories. 2012. Disponível em:
&lt;http://repositories.webometrics.info/&gt;. Acesso em: 10 abro 2012.
Gil, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
MAlHOTRA, N. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. 4. ed. Porto
Alegre: Bookman, 2006.
OlO, l. J. Using spatial analysis for non-spatial data. In: ESRI INTERNATIONAl
USERS CONFERENCE, 2000, San Oiego. Proceedings ... Disponível em:
&lt;http://proceedings.esri.com/library/userconf/procOO/professional/papers/PAP196/p1
96.htm&gt;. Acesso em: 21 jan 2012.
WHITE, H.; LlN, X.; MCCAIN, K. Two modes of automated domain analysis:
Multidimensional Scaling vs. Kohonen Feature Mapping of information science
authors. In: INTERNATIONAl ISKO CONFERENCE, 5., 1998, Lille. Proceedings ...
Würzburg: Ergon Verlag, 1998. p. 57-63.

114

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                <text>Este trabalho destaca a importância do uso das técnicas de visualização da informação na representação das métricas de produção e uso da informação em repositórios digitais institucionais. Objetiva-se, assim, verificar a ocorrência de gráficos, mapas e imagens na representaçao dos dados estatísticos como estratégia para ampliar a compreensão da informação e a visibilidade dos repositórios na internet.</text>
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OS BIBLIOTECÁRIOS DO SISTEMA INTEGRADO DE
BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
FACE À EDUCAÇÃO DE USUÁRIOS
Sandra Maria Neri Santiago 1
1 Mestre em Ciência da Informação, Especialista em Gestão em Unidades de Informação

pela UFPB. Bibliotecária da UFPE, Recife, PE .

Resumo
Trata-se de um estudo de caso, de cunho exploratório e descritivo, com abordagem
quali-quantitativa que delineou como objetivo geral analisar as práticas de educação
de usuários existentes nas Bibliotecas que compõem o SIB/UFPE. A população
pesquisada foi composta por 12 bibliotecários com cargo de direção e coordenação
das Bibliotecas do SIB/UFPE. Os resultados demonstraram que a representatividade
de atividades de educação de usuários nas Bibliotecas do SIB/UFPE está voltada
para a informalidade, carecendo de ajustes para alcançar os desejos informacionais
dos seus usuários bem como ratifica a necessidade de implantar uma política de
educação de usuários, para direcionar o serviço.
Palavras-Chave:
Biblioteca universitária; Estudo de usuários; Educação de usuários.;Programas de
educação de usuários.
Abstract
This work is an exploratory, descriptive, quali-quantitative case study whose aim was
to analyze the user education practices existing in the Libraries of the SIB/UFPE. The
research population was composed of 12 librarians in charge of direction and
coordination of the SIB/UFPB Libraries. The results of the study showed that the
representativeness of user education activities in the SIB/UFPE Libraries is geared
towards informality, requiring adjustments in order to reach the users' informational
desires. The results also confirmed the need to implement a user education policy to
direct the service.
Keywords:
University library; User study; User education ; User education program o
1 Introdução
O usuário é considerado um elemento essencial e fundamental na concepção,
avaliação, enriquecimento, adaptação, estímulo e funcionamento de qualquer
unidade de informação, no caso específico a biblioteca universitária . Esse indivíduo
tem se constituído na razão de ser da unidade. Nos dias atuais, os usuários
possuem diferentes necessidades e adotam novos comportamentos frente aos
modernos recursos para obtenção da informação. Destarte, é primordial que a
biblioteca organize, planeje e desenvolva ações que visem à interação e a

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capacitação de seus usuários para o devido uso das ferramentas e/ou recursos
disponibilizados.
Educação de usuários de bibliotecas deve ser compreendida de um modo
geral, como um conjunto de atividades que proporcionam ao usuário um novo
modelo de comportamento frente ao uso da biblioteca e que revela aptidões para
interagir continuamente com o sistema de informação. Assim, entendemos que cabe
aos bibliotecários a responsabilidade de desenvolver atividades no âmbito da
educação de usuário, tendo em vista que estas são consideradas elementos
essenciais na atuação desses profissionais conscientes do papel de agente social
que lhes é atribuído na atual era da informação.
Atuando como profissional da informação, em uma das Bibliotecas do
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Federal de Pernambuco
(SIB/UFPE), a Biblioteca Central (BC) , sentimos a importância de realizar uma
pesquisa (SANTIAGO, 2010) que traçou como objetivo analisar as práticas de
educação de usuários existentes nas Bibliotecas que compõem o SIB/UFPE.

2 Educação de usuários
No Brasil, a temática educação de usuanos é abordada sob diferentes
expressões ou terminologias, a saber: educação de usuários, orientação de
usuários, orientação bibliográfica , pesquisa bibliográfica, instrução e/ou treinamento
de usuários (BELLUZZO, 1989; CÓRDOBA GOZÃLEZ, 1998; DIAS; PIRES, 2004;
MENDES; PEREIRA, 2008; SILVA, 1996).
Dias e Pires (2004, p. 38) conceituam a educação de usuários como o ''[. .. ]
processo pelo qual o usuário interioriza comportamentos adequados em relação ao
uso da biblioteca e desenvolve habilidades de interação permanente com sistemas
de informação". Esse processo de educação pode ser visto como algo permanente,
amplo e duradouro, onde nós o traduzimos como uma significante autonomia do
usuário em relação a qualquer tipo de unidade de informação, em questão, a
biblioteca universitária. Desta forma, a educação de usuários propicia uma relação
de interação entre a biblioteca e os usuários, com a finalidade de projetar esforços
para possivelmente atingir um número considerável de indivíduos que possam
utilizar de forma efetiva e eficaz os serviços e produtos oferecidos pela biblioteca .
Na perspectiva de Belluzzo (1989), a educação de usuário consiste numa das
funções em evidência da moderna biblioteca universitária. Independente da forma de
educação que é realizada seja de modo direto ou indireto, formal ou informal; o
importante nesse processo é atentar para os cuidados especiais que devem ser
direcionados a cada caso, tendo em vista o nível e propósitos dos usuários
envolvidos.
Para Mello (2010), a sensibilização e a educação formal e informal no âmbito
de uma biblioteca, bem como em outros segmentos que lidam com a informação,
têm sido apontada, como uma linha de atuação cada vez mais necessária no
atendimento ao usuário. Para o autor, este segmento, realizado na maioria das
vezes de maneira informal e não institucional, tem procurado levar ao usuário a
importância da biblioteca, do seu espaço, acervo e uso, o acesso à informação,
formas de obtenção dos documentos, normalização de referências, diretrizes para
elaboração de trabalhos científicos e tantos outros tópicos que variam de acordo
com as características da instituição, serviços e/ou produtos oferecidos pelas
bibliotecas à comunidade de usuários. Diante desse contexto, o bibliotecário assume

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um novo papel , o de educador, não aquele que tradicionalmente cumpre o seu
legado, ensinando nos cursos de graduação ou pós-graduação, mas conforme
Cuenca, Noronha e Alvarez (2008 , p. 46) , "aquele que capacita os usuários a se
tornarem permanentemente autônomos para fazer suas buscas nos sistemas de
informação de forma eficiente e, sobretudo, eficaz".
Segundo Oliveira (2010), a formação de usuários trata de processos
educativos que propiciam um melhor conhecimento e desenvolvimento de atitudes e
habilidades na utilização dos recursos, dos serviços e das fontes informacionais
constantes nas bibliotecas e centros de informação, integrando-os para empregá-los
tanto no desenvolvimento pessoal como na vida profissional desses. No momento
em que os usuários desenvolvem suas habilidades de uso dos instrumentos de
referência, conhecem os recursos, serviços e fontes informacionais constantes nas
bibliotecas e centro de informação, podem usufruí-los de forma mais eficaz.
Conseqüentemente, eles serão os grandes beneficiados, pois estarão melhor
preparados para tomar decisões, solucionar problemas e, até mesmo alocar
recursos de forma mais vantajosa.
Conforme os ensinamentos de Naranjo Vélez (2005), a educação ou formação
de usuários compreende um processo em que os indivíduos permanecem em
constante desenvolvimento e que sua formação ocorre tanto no campo intelectual,
como no espiritual e afetivo. Essa formação se manifesta desde o interior do sujeito ,
que se mostra como um ser autônomo e livre, cultivando a razão e sensibilidade,
influenciado pela cultura , aprendizagem e sociedade. Assim , entendemos a
educação de usuários como uma atividade de suma importância nas unidades de
informação, no caso específico a biblioteca universitária, bem como também relatam
os trabalhos de Almeida (2000) , Bidart Escobar, Gamarra Castro e Cortellezzi
(2005), Canchota e García (2010), Carvalho (2008), Costa (2000), Silva (1996),
Souto (2004) entre outros.
Na ótica de Monfasani e Cruzei (2006, p. 35), a formação de usuário se
constitui em : "todo esforço para orientar o leitor, individual ou coletivamente, para
que use de maneira eficaz os recurso e serviços que oferece a biblioteca e utilize de
forma adequada a informação". Esse esforço se efetiva em ações nas quais a
biblioteca desempenha um papel educacional e o bibliotecário atua como educador,
preparando e capacitando os usuários para um processo qualificado de busca ,
acesso e uso da informação.
Naranjo Vélez (2005, p. 48) afirma que: "quando o usuário recebe uma
formação que tem significado para ele, é mais factível obter na unidade de
informação, um uso ótimo dos serviços e recursos como também da informação em
geral". No processo de formação de usuários, é de suma importância capacitar os
indivíduos para que melhorem suas habilidades básicas e tenham uso proveitoso
das ferramentas de busca da informação, de maneira que possam através desse
reconhecer suas necessidades, e realizarem uma busca completa, definindo o tema
e formulando devidamente a demanda informativa.
A literatura nos aponta que é oportuno lembrar sempre da necessidade de se
oferecer ao usuário algum tipo de treinamento, tendo em vista a subutilização das
bibliotecas e de seus recursos que é motivada pelo despreparo e pouca experiência
quanto ao uso da informação, pela falta de hábito em freqüentá-Ia e pelo
desconhecimento dos serviços que ela oferece. Nesse contexto, Dias e Pires (2004)
e Oliveira (2010) mencionam treinamento de usuários como um elemento integrante
do processo de educação , abrange ações e/ou estratégias para o desenvolvimento

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de determinadas habilidades dos usuários que, por desconhecimento de situações
específicas ou recursos informacionais de uso da biblioteca, necessitam ser
envolvidos no conjunto de meios necessários. Assim , reconhecemos ser de
fundamental importância, que as bibliotecas devam se organizar e planejar
programas com a finalidade de educar e treinar os seus usuários para o
desenvolvimento do processo de acesso e uso dos diferentes tipos de suportes
informacionais disponibilizados. Esses programas devem proporcionar ao usuário
alcançar liberdade no uso dos recursos e serviços, utilizando-os sempre de maneira
eficiente, satisfatória e acima de tudo com autoconfiança .
2.1 Programas de educação de usuários
A fim de que o usuário possa conhecer ou buscar a biblioteca universitária, com
o intuito de resolver suas necessidades de informação, independente de quais
forem , o mesmo precisa ser conquistado e estimulado para tal. As bibliotecas devem
através da promoção de seus serviços e produtos chamar a atenção de seus
usuários sobre as inúmeras possibilidades que oferecem com o objetivo de
solucionar seus problemas informacionais. Nessa perspectiva, é imprescindível
planejar um programa de usuários, buscando que esses usufruam de todos os
benefícios que a biblioteca apresenta . As ações voltadas para promoção e/ou
incentivo devem ser sucedidas de oportunidades de aprendizado no processo de
busca e uso da informação disponibilizada.
De acordo com Belluzzo (1989), os programas de educação de usuários
correspondem ao conjunto de ações, planejadas e desenvolvidas continuamente de
acordo com as características e necessidades do usuário, para que a biblioteca seja
um instrumento educativo, facilitador da interiorização de comportamentos
adequados ao uso eficiente de seus recursos informacionais e da interação
permanente com os sistemas de informação.
Corroboramos com Souto (2004) que a implantação de programas de
educação de usuários no ambiente acadêmico é uma necessidade e não uma
sugestão; em virtude dos benefícios que tal iniciativa proporciona aos diferentes
grupos de usuários (discentes, docentes, pesquisadores e funcionários) . Convém
ressaltar que, como os novos suportes e recursos passaram a ser utilizados como
meio para a disseminação/divulgação de informações e muitos usuários ainda não
dominam os mesmos, é urgente a necessidade de investir esforços no sentido de
educar e capacitar o leitor universitário quanto ao uso das várias ferramentas
informacionais disponíveis no ambiente acadêmico, de modo a permitir sua
compreensão teórica/conceitual e prática .
Os programas de educação de usuários baseiam-se no pressuposto de que, as
pessoas necessitam de informações armazenadas e organizadas em bibliotecas
segundo técnicas complexas e até sofisticadas, o que dificulta e muitas vezes
chegam a impedir que o usuário obtenha êxito em suas tentativas de localizar o
material que necessita. Em nossa concepção é no ambiente da biblioteca
universitária que esses programas se desenvolvem com mais solidez e efetividade,
certamente pelo fato de que os discentes são os seus freqüentadores de maior
assiduidade e regularidade , permanecendo no recinto da biblioteca por um período
de tempo bastante extenso.
No âmbito da biblioteca universitária, quando o bibliotecário se dispõe a realizar
uma atividade, ou seja, um programa de educação de usuários, o mesmo busca

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racionalizá-Ia através de uma metodologia que permita alcançar o desejado pelo
indivíduo. Através dessa metodologia, busca-se a formação dos usuários com vistas
à sua autonomia no uso eficiente dos sistemas de informação.
Segundo Dias e Pires (2004) e Silva (1996), os programas de educação de
usuários podem ser classificados em formais e informais. Os formais dizem respeito
às atividades que são organizadas de forma sistemática e integradas ao processo
ensino aprendizagem, podendo ser incluída ou não no currículo . Já os informais,
tratam das orientações oferecidas que surgem das situações de dificuldades
emergentes dos usuários.
Concluímos então que, independente do tipo e característica da atividade de
educação de usuário adotada, cabe à biblioteca realizar de forma consciente e
responsável, possibilitando dotar os indivíduos de conhecimentos para obterem êxito
no processo de busca e uso da informação e, sobretudo efetivar a interação com o
sistema de informação.

3 Materiais e Métodos
A pesquisa compreende um estudo de caso, de cunho exploratório e
descritivo realizada nas bibliotecas caracterizadas como universitárias que compõem
o SIB/UFPE, onde foi traçado como objetivo geral analisar as práticas de educação
de usuários existentes nas Bibliotecas que compõem o SIB/UFPE.
A população da pesquisa foi composta por 12 bibliotecários, sendo 1 com
cargo de direção e 11 com cargo de coordenação das respectivas bibliotecas que
integram o SIB/UFPE. A escolha por esse universo se justifica em virtude da
inexistência de um profissional bibliotecário responsável pelo setor de referência nas
bibliotecas.
A amostra caracterizou-se como aleatória , e foi formada pelo número de
questionários devolvidos/respondidos de cada categoria pesquisada. Na categoria
bibliotecários, ou seja, o primeiro universo da pesquisa, não houve amostra uma vez
que, todos os informantes responderam ao questionário.
Escolhemos o questionário, contendo perguntas abertas e fechadas, como
instrumento de coleta de dados. Segundo Barros e Lehfeld (2008, p. 109), "o
questionário permite ao pesquisador abranger um maior número de pessoas e de
informações em espaço de tempo mais curto do que outras técnicas de pesquisa" e
de perceber que "o pesquisado tem tempo suficiente para refletir sobre as questões
e respondê-Ias mais adequadamente".
Para a coleta de dados, os questionários foram aplicados pela
pesquisadora tanto nas bibliotecas que fazem parte do Campus de Recife,
como nos demais Campus (Vitória de Santo Antão e Caruaru), bem como
enviados pelo correio eletrônico (e-mail) para os respectivos pesquisados. Em
se tratando dos programas e relatórios, esses foram anexados aos
questionários pelos pesquisados, conforme solicitação contida no questionário
específico.
Os questionários foram estruturados com perguntas abertas e fechadas .
Objetivando a validação dos instrumentos de coleta de dados escolhidos, foi
aplicado um pré-teste no dia 30/03/2010, com 5 bibliotecários, escolhidos
aleatoriamente, do Sistema de Bibliotecas (Sistemoteca) da Universidade Federal da

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Paraíba (UFPB). Após a aplicação do pré-teste, realizamos modificação em apenas
uma questão.
Estabelecemos o período de 1 a 26/04/2010, nos turnos da manhã e tarde para
a coleta de dados.
Na pesquisa desenvolvida, utilizamos também a observação simples, onde a
pesquisadora permaneceu alheia aos grupos em estudo, observando e examinando
de maneira espontânea os fatos que ali ocorriam e que se desejavam estudar.
Após coletar os dados, iniciamos a pré-análise, codificando os questionários
respondidos da seguinte forma : os questionários receberam o código (B) acrescido
de uma numeração seqüencial que abrangeu de 1 a 12. Essa codificação foi
realizada com a intenção de observarmos a existência de algumas diferenças de
comportamento dos pesquisados.
Depois de codificados os questionários, os dados foram tabulados e os
resultados obtidos originaram gráficos e tabelas, visando dar uma maior visibilidade
aos resultados da pesquisa . À medida que os resultados foram apresentados,
realizamos correlações entre algumas questões, sendo criadas categorias que foram
analisadas e confrontadas com o referencial teórico .
Para a realização da análise, optamos por uma abordagem que inclui os
métodos quantitativo e qualitativo. O primeiro, objetiva destacar dados quantificáveis,
que podem ser demonstrados através de tabelas e gráficos; e o segundo, com base
em Minayo (2009), pela possibilidade que o método qualitativo permite de analisar
atitudes como: pensamentos, ações, opiniões e informações livres dos pesquisados.
Utilizamos também para o processo de análise dos dados, alguns elementos
da técnica de análise de conteúdo, que se constitui em uma técnica de tratamento
de informações, e que, segundo Bardin (2009, p. 16), "é uma técnica de investigação
que tem por finalidade a descrição objectiva, sistemática e quantitativa do conteúdo
manifesto da comunicação".
Ainda como metodologia para análise dos dados, adotamos o procedimento de
analisar a documentação (programas e relatórios) relativa às atividades de educação
de usuários, de acordo com alguns critérios previamente estabelecidos como :
objetivos do programa e/ou plano, público a que se destina, conteúdo programático,
métodos de ensino, material de apoio (instrucional) , carga horária, número de vagas,
período/época de realização, freqüência das ações, formas de avaliação entre
outros. Após a avaliação dos documentos (programas e relatórios), também foi
realizado uma apreciação seguida de comentários que a pesquisadora julgou
pertinentes, quanto à adequação entre os resultados das ações e as propostas dos
programas. Esse processo foi prejudicado em virtude de apenas 2 dos pesquisados
disponibilizarem documentos que tratavam como plano ou programas, mas que ao
analisarmos observamos que nessa documentação não constavam se quer os
elementos mínimos, como objetivos ou estratégias a serem alcançadas para serem
classificadas como tal.

4 Resultados Finais
O processo de análise dos resultados da pesquisa se refere aos dados obtidos
através do questionário aplicado aos bibliotecários que exercem cargo de direção e
coordenação das Bibliotecas do SIB/UFPE.
Inicialmente, optamos por caracterizar as Bibliotecas que integram o
SIB/UFPE. Para tanto, elaboramos questões em torno das variáveis: nome, centro,

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data de criação, alunos cadastrados e quadro de funcionários .
Os dados demonstraram que 12 bibliotecas universitárias integram o
SIB/UFPE: Biblioteca Central (BC), Biblioteca do Centro Acadêmico de Vitória (CAV) ,
Biblioteca do Centro Acadêmico do Agreste (CAA), Biblioteca do Centro de Ciências
Biológicas (CCB), Biblioteca do Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN) ,
Biblioteca do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) , Biblioteca do Centro de Ciências
da Saúde (CCS), Biblioteca do Centro de Tecnologia e Geociências (CTG) ,
Biblioteca Joaquim Cardoso do Centro de Artes e Comunicação (CAC) , Biblioteca
Professor Roberto Amorim do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH),
Biblioteca Reitor Edinaldo Bastos do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA)
e a Biblioteca Yves Marie Gilles de Maupeou do Centro de Educação (CE) . Dentre
as quais, 11 estão localizadas em centros acadêmicos e subordinadas
administrativamente a sua direção, com exceção da BC , que não possui vínculo com
centro algum e administra tecnicamente todas as bibliotecas setoriais. Foram criadas
em diferentes épocas, a mais antiga inicia suas atividades no ano de 1830, as
demais perpassam os anos de 1968, 1974, 1976, 1983, 1986, 1988, 1992, 1997,
1994 e 2006. Os números de usuários cadastrados revelados são da Biblioteca do
CAV com um total de 1.084, do CCJ 1.707, do CTG 2.963, da Biblioteca Reitor
Ednaldo Bastos 4.446, e da Biblioteca Yves Marie Gilles de Maupeou 2.499
perfazendo um total de 12.699 usuários cadastrados nas respectivas bibliotecas
mencionadas; total esse que não corresponde ao número real de usuários
cadastrados nessas bibliotecas, em virtude da inconsistência de dados do relatório
gerado pelo Sistema Pergamum. O quadro de funcionários é composto por um
número de 257 , sendo 72 bibliotecários, 80 assistentes administrativos e 105
bolsistas que se distribuem nas 12 Bibliotecas Universitárias do SIB/UFPE nos
diferentes horários de funcionamento ; acrescentando-se a esse um número de 10
outros funcionários, dentre eles: servente, serviços gerais, provisórios, servente com
desvio de função .
Em se tratando de ações e práticas de educação de usuário, identificamos
através dos dados da Tabela 1, que as Bibliotecas do SIB/UFPE realizam atividades
de educação de usuários tanto do tipo formal como informal. É pertinente afirmar
que a maior incidência foi para as atividades informais, especificamente à orientação
bibliográfica e a orientação sobre normalização de trabalhos acadêmicos (20%) ;
evidenciando assim a prática dessas atividades de forma eventual, ou seja,
mediante as necessidades emergenciais dos usuários. Constatamos que, as
atividades do tipo formal estão direcionadas para o treinamento (18%), que por sua
vez, se restringe ao Portal de Periódicos da Capes.

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Tabela 1- Atividades desenvolvidas
Atividade

Orientaçãobibliográfica
Orientação sobre normalização de
trabalhos acadêmicos
Treinamento
Visita diri~da
Outras
Palestra
Tutorial na Intemet
Oficina
Curso
Tolal

Número
12

Percentual (%)
20%

12
11
8
6

20%
18%
13%
10%
7%
7%
3%
2%
100%

4

±
.2

1
60*

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2010
·Os pesquisados responderama mais de uma opção

Quanto à avaliação das atividades desenvolvidas nas bibliotecas, os dados do
Gráfico 1 nos revelaram a sua existência (92%) e que o instrumento utilizado com
ênfase é o questionário, sendo este direcionado apenas para o treinamento do Portal
de Periódicos da Capes.
Gráfico I - Existência de avaliação

8%

IO
Slm l
. Não
92%

Fonte: Dados da pesquisa, ablil de 20 10

No que se trata das dificuldades das bibliotecas quanto à realização das
atividades de educação de usuários, a maior significação foi para a barreira
institucional (50%), que se constitui na ausência de infra-estrutura, ou seja, espaço e
equipamentos inadequados para que as atividades sejam realizadas a contento. Os
resultados nos evidenciaram que a presença da barreira institucional está voltada
para o treinamento do Portal de Periódicos da Capes, quando ao nosso entender, os
outros tipos de atividades citadas pelos pesquisados, como : orientação bibliográfica ,
orientação sobre normalização de trabalhos acadêmicos, visita dirigida, palestra,
tutorial na Internet, oficina e curso, não dependem unicamente de infra-estrutura
para serem realizadas.
Quanto às possibilidades das bibliotecas realizarem atividades de educação de
usuários, foram entendidas na pesquisa como propostas de melhorias, em virtude de
nenhum dos pesquisados informarem não realizar tais atividades. Destarte, os

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pesquisados revelaram ter consciência da importância de buscar melhorias na
qualidade e efetividade das atividades desenvolvidas em prol de seus usuários.
Diante desse contexto, inferimos que em linhas gerais, os coordenadores e/ou
diretor das bibliotecas reconheceram como sendo fundamental desenvolver
atividades de educação de usuários no âmbito das bibliotecas universitárias bem
como os benefícios que proporcionam aos usuários, porém nas Bibliotecas do
SIB/UFPE, a prática de atividades nesse segmento é considerada de forma discreta ,
quase que imperceptível. As atividades estão voltadas efetivamente apenas para o
treinamento do Portal de Periódicos da Capes, caracterizando assim, uma ruptura do
discurso com a prática desses profissionais.

5 Considerações Finais
Nos dias atuais, as Bibliotecas do SIB/UFPE devem adotar uma postura próativa em relação à comunidade acadêmica , não ficar à espera da mesma, buscar e
atrair aqueles usuários que por algum motivo ainda desconhecem e não utilizam os
serviços e/ou produtos oferecidos, estabelecendo desta maneira , um canal de
interação permanente e, sobretudo eficaz entre o usuário e a biblioteca .
O bibliotecário deve utilizar metodologias adequadas para instruir e capacitar
os indivíduos no uso dos diferentes recursos informacionais disponibilizados.
Destarte, o profissional aqui mencionado promove o seu duplo papel de bibliotecário
educador, contribuindo para o desenvolvimento e reconhecimento da classe
bibliotecária , assim como para o contentamento da comunidade à qual está inserida.
Silva (1996) corrobora com esse pensamento ao considerar como essencial ,
desenvolver no usuário, habilidades para o uso e satisfação de suas necessidades
informacionais, conseqüentemente ampliando os seus conhecimentos e
proporcionando o desenvolvimento pessoal do mesmo.
As orientações apresentadas nesse trabalho representam um passo inicial para
a sistematização de um programa de educação de usuários. Para nós, a inclusão da
opinião dos usuários na elaboração das diretrizes da política de atividades de
educação de usuários é de suma importância, tendo em vista que, para um serviço
de informação possa colaborar com o desenvolvimento de uma sociedade, carece
ser planejado com vistas às características, atitudes, necessidades e pretensões
daqueles que o utilizam.
É indiscutível a importância de considerar os elementos citados para que o
planejamento e implementação de um programa de atividades de educação de
usuários obtenha êxito, pois através do mesmo será obtido mudança de atitudes dos
usuários frente aos serviços oferecidos e recursos informacionais disponibilizados
pelas Bibliotecas do SIB/UFPE.
O presente estudo que se refere ao diagnóstico das práticas de educação de
usuários existentes nas Bibliotecas que compõem o SIB/UFPE possui característica
avaliativa e preliminar, viabilizando , assim , a abertura de um leque de possibilidades
para dar origem a outros estudos, uma vez que, para funcionar a contento, as
Bibliotecas do SIB/UFPE devem realizar avaliações periódicas, principalmente no
segmento voltado para os usuários.

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�Educação de usuários e competências informacionais
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Trabalho completo

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�Educação de usuários e competências informacionais
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Trabalho completo

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>Os bibliotecários do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Federal de Pernambuco face à educação de usuários.</text>
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                <text>Trata-se de um estudo de caso, de cunho exploratório e descritivo, com abordagem quali-quantitativa que delineou como objetivo geral analisar as práticas de educação de usuários existentes nas Bibliotecas que compõem o SIB/UFPE. A população pesquisada foi composta por 12 bibliotecários com cargo de direção e coordenação das Bibliotecas do SIB/UFPE. Os resultados demonstraram que a representatividade de atividades de educação de usuários nas Bibliotecas do SIB/UFPE está voltada para a informalidade, carecendo de ajustes para alcançar os desejos informacionais dos seus usuários bem como ratifica a necessidade de implantar uma política de educação de usuários, para direcionar o serviço.</text>
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Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

NORMALIZAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS: uma oficina
em evidência
Sandra Maria Neri Santiago 1
1

Mestre em Ciência da Informação, especialista em Gestão em Unidades de Informação pela
UFPB. Bibliotecária da UFPE, Recife, PE

Resumo
O texto relata a atividade de Orientação à Normalização de Trabalhos Acadêmicos
desenvolvido na Biblioteca Central da Universidade Federal de Pernambuco.
Aborda, principalmente, a contribuição da Oficina para o uso das Normas da
Associação Brasileira de Normas Técnicas, na realização do Trabalho Acadêmico,
assim como verifica tópicos para as possíveis melhorias.

Palavras-Chave:
Normalização; Trabalhos acadêmicos; Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT); Oficina; Biblioteca universitária.

Abstract
This report describes the activity of guidance for Standardization of Academic Works
developed at the Central Library of Federal University of Pernambuco. Addresses
mainly the contribution of the Workshop on use of norms of the Brazilian Association
of Technical Standards, the completion of academic work, as well as notes topics for
possible improvements.

Keywords:
Standardization; Scholarly work; Brazilian Association of Technical Standards
(ABNT); Workshop. University library.

1 Introdução
Na contemporaneidade o conhecimento é a palavra de ordem. Diante dessa
assertiva, a pesquisa acadêmica contribui para o desenvolvimento e
aperfeiçoamento do ser humano. Nas universidades os docentes produzem
conhecimento continuamente, os discentes por sua vez, passam a conviver com a
exigência da apresentação de um trabalho monográfico de conclusão de curso a ser
defendido oralmente perante uma banca examinadora. Nos Centros Acadêmicos da
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a entrega deste documento é
estabelecida como um dos pré-requisitos para a conclusão de cursos, seja da
Graduação ou Pós-graduação (UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO,
2012a,2012b).
Conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2011), o trabalho
acadêmico é o produto de uma construção intelectual do discente com base na
leitura, na reflexão e na interpretação sobre um tema da realidade. É oportuno
ressaltar a importância de, ao final da produção do trabalho, pôr em prática um dos
requisitos para o desenvolvimento científico: a disponibilização do mesmo para
futuras consultas, concretizando assim, o processo de disseminação do

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Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

con heci mento.
No âmbito da universidade a biblioteca é considerada um canal no processo
de comunicação do conhecimento. Nesse contexto, as Bibliotecas que compõem o
Sistema Integrado de Bibliotecas (SIB) da UFPE atuam promovendo e favorecendo
a integração com as atividades de ensino/aprendizagem; divulgando e orientando os
usuários quanto à utilização dos serviços oferecidos. Entre os quais, destaca-se, o
Serviço de Orientação à Normalização de Trabalhos Acadêmicos realizado na
Biblioteca Central (BC) da UFPE, que serviu de apoio para a realização deste
trabalho. Convém ressaltar que, todas as atividades da biblioteca são desenvolvidas
com o objetivo de prestar serviços de qualidade; atendendo às necessidades
informacionais da comunidade a qual ela serve.
Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2012b), normalização
de documentos é uma atividade que tem como finalidade tornar eficaz a
comunicação no meio acadêmico. Busca qualidade, padronização, e uniformidade
na apresentação de registros do conhecimento nos mais diferentes suportes
informacionais.
Atuando como bibliotecária responsável pelo Serviço de Orientação à
Normalização de Trabalhos Acadêmicos na BC, foi possível constatar algumas
deficiências relativas à padronização e à formatação de trabalhos acadêmicos. A
partir de então, sentiu-se a necessidade de elaborar um projeto que contemplasse
atividades direcionadas ao uso das Normas da Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT). Surge então a Oficina de Normalização de Trabalhos Acadêmicos,
cujo objetivo é oferecer orientações e oportunizar esclarecimentos quanto ao uso
das Normas da ABNT na elaboração de trabalhos acadêmicos no âmbito da UFPE.
Esta ação se constitui como de fundamental importância, devido à
necessidade de uniformizar, preservar e garantir acesso à produção acadêmica da
UFPE para futuras gerações de pesquisadores. Para a eficácia da mesma é
necessário apresentar de maneira clara, com exemplos específicos de cada área de
conhecimento, os cuidados que devem ser tomados quando da redação e
normalização de um trabalho acadêmico, seja ele um relatório de pesquisa, trabalho
de conclusão de curso (monografia, dissertação, tese e outros), buscando
estabelecer um padrão de qualidade.

2 Revisão de Literatura
Na perspectiva de Athayde (2002), o trabalho acadêmico consiste em um
texto, resultado de algum dos diversos processos concernentes à produção e
transmissão de conhecimento, sendo esses, desenvolvidos no âmbito das
instituições de ensino, pesquisa e extensão que são formalmente reconhecidas para
o exercício dessas atividades. Para o autor, o trabalho acadêmico possui diversas
finalidades: apresentar, demonstrar, difundir, recuperar ou contestar o conhecimento
produzido, acumulado ou transmitido.
De acordo com Lubisco, Vieira e Santana (2008), a normalização de
documentos, no caso específico, os trabalhos acadêmicos, deve ser entendida como
o conjunto de procedimentos padronizados que se aplicam à elaboração de
documentos técnicos e científicos, de modo a induzir e retratar a organização do seu
conteúdo.
Para Caldas et aI. (2010) e Santiago (2012a,b,c), a normalização de
documentos é uma atividade que tem como finalidade tornar eficaz a comunicação

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Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

no meio acadêmico. Busca qualidade e padronização na apresentação de registros
do conhecimento nos diversos suportes informacionais.
Na área acadêmica, um trabalho apresentado com boa qualidade na
normalização, proporciona condições favoráveis à sua indexação e recuperação,
bem como facilita a comunicação científica no meio. Além do que, representa para o
pesquisador a certeza de que seu(s) trabalho(s) apresenta(m) condições de se
fazerem presentes em fontes científicas de informação conceituadas e pelo que isso
poderá significar para a valorização do seu currículo.
A ausência da normalização, no âmbito da documentação científica, tem
como conseqüência a inércia, por oposição ao desenvolvimento científico, pois, sem
normas não há tramitação, disseminação ou recuperação possível de novos
conhecimentos pesquisados e produzidos pela comunidade acadêmica
(CAPACITAÇÃO ... , 2012). Desta forma, no que concerne à área de documentação,
podemos inferir que a questão acima é um tanto polêmica tendo em vista a
diversidade de normas definidas por diversas organizações, tanto nacional como
internacionalmente.
No Brasil, destaca-se a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT),
órgão governamental que estabelece normas para a produção nos setores científico,
técnico, comercial , agrícola, e industrial do país. Fundada em 1940, a instituição é
responsável pela elaboração da normalização de produtos, entre os quais, os
documentos técnico-científicos. Representante no Brasil das entidades de
normalização internacional: International Organization for Standardization (ISO) e
International Elecrotechnical Commission (IEC) e das entidades de normalização
regional Comissão Panamericana de Normas Técnicas (COPANT) e a Associação
Mercosul de Normalização (AMN). Do mesmo modo, representa o Brasil nas
entidades internacionais de normalização técnica (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
NORMAS TÉCNICAS, 2012a).

3 Materiais e Métodos
Para a implantação da Oficina, elaborou-se uma proposta que por sua vez, foi
apresentada à direção da BC. Após a avaliação da mesma, obtendo resultado
positivo, deu-se início a fase de planejamento para definir itens como: local de
realização, método para inscrição, material e metodologia a serem utilizados, meios
para a divulgação entre outros.
A oficina tem como público-alvo os alunos dos cursos de graduação e pósgraduação, professores e pesquisadores vinculados a UFPE. Possui uma carga
horária de 09h e as vagas são limitadas, atualmente para no máximo 20 alunos.
A divulgação é realizada por meio da página inicial do Sistema Informatizado
de Gerenciamento de Dados de Bibliotecas, o Pergamum, site do Sistema de
Bibliotecas (SIB) e cartazes afixados nas bibliotecas setoriais.
A inscrição é realizada através de e-mail próprio, criado para o serviço:
normalizacaobc@gmail.com assim como, a confirmação de participação que
acontece no período de 48h antes da efetivação da Oficina.
O conteúdo abordado é distribuído em 3(três) módulos, baseados nas NBR
6.023/2002, NBR 10.520/2002 e NBR 14.724/2011, sendo ministrado em dias
alternados. O mesmo foi definido inicialmente, com base em observação realizada
pela facilitadora através do contato com os usuários do serviço, posteriormente, foi
lançada uma pesquisa na comunidade do Orkut da BC intitulada: informe as

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normas da ABNT que possui dificuldades ao elaborar o seu trabalho
acadêmico. A mesma serviu para confirmar a escolha do conteúdo anteriormente
realizada.
Em se tratando de metodologia, adotou-se a aula expositiva-dialogada,
utilização de recursos audiovisuais/multimídia e apostila com conceitos. No final de
cada módulo realiza-se a aplicação de exercícios concernentes à temática
abordada.
Quanto à avaliação da Oficina, é realizada na conclusão do terceiro módulo,
tendo como instrumento de coleta de dados o questionário, contendo 10 perguntas
fechadas e 1 aberta. O questionário pode ser definido como uma série ordenada de
perguntas que devem ser respondidas por escrito pelo informante. Segundo Barros
e Lehfeld (2008, p. 109), "o questionário permite ao pesquisador abranger um maior
número de pessoas e de informações em espaço de tempo mais curto do que outras
técnicas de pesquisa" e de perceber que "o pesquisado tem tempo suficiente para
refletir sobre as questões e respondê-Ias mais adequadamente".
Os dados foram analisados por meio de uma abordagem que inclui os
métodos quantitativo e qualitativo. O quantitativo objetiva destacar dados
quantificáveis, que podem ser demonstrados através de tabelas e gráficos; e o
qualitativo, com base em Minayo (2009), pela possibilidade que o método permite de
analisar atitudes como: pensamentos, ações, opiniões e informações livres dos
pesquisados.
A Oficina é realizada na BC na última semana de cada mês, seguindo um
calendário com datas previstas para cada semestre letivo. Até o momento, foram
realizadas 10 (dez) oficinas a saber:
a) 1° Oficina: realizou-se nos dias 16 a 18/11/2009, e teve 28 inscritos,
sendo 15 da graduação, 8 da pós-graduação, 4 funcionários
(bibliotecários e assistentes) e 1 professor. Porém, a participação
efetiva dos mesmos na data e horário marcado para a realização da
Oficina foi inferior: 15 inscritos.
b) 2° Oficina: 27 a 29/04/2010, tendo 30 inscritos, distribuídos em 27 da
graduação e 3 da pós-graduação. A participação se deu com um
número de 15 inscritos.
c) 3° Oficina: 26 a 28/05/2010, com 32 inscritos, sendo 20 da graduação,
e 12 da pós-graduação. Tendo um total de 17 participantes.
d) 4° Oficina: 6 a 8 /07/2010, 31 inscritos, 23 graduação, 6 pósgraduação, 1 funcionário, 1 professor. Total 15 participantes.
e) 5° Oficina: 05 a 07/10/2010, teve 35 inscritos assim distribuídos: 32
alunos de graduação, 3 pós-graduação. Com um total de 18
participantes.
f) 6° Oficina: 23 a 25/11/2010, 9 inscritos, com 5 alunos de graduação e 4
pós-graduação. Tendo um total de 8 participante.
g) 7° Oficina: 26 a 28/04/2011, 16 inscritos, sendo 15 alunos de
graduação e 1 pós-graduação. Com um total de 2 participantes.
h) 8° Oficina: 24 a 26/05/2011, 22 inscritos, 16 alunos de graduação e 6
pós-graduação. Total de 9 participantes.
i) 9° Oficina: 25 a 27/10/2011, 21 inscritos, sendo 16 alunos de
graduação e 5 pós-graduação. Total de 11 participantes.
j) 10° Oficina: 22 a 24/11/2011, com 27 inscritos, sendo 16 alunos de

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graduação e 9 da pós-graduação e 1 funcionário. Com um total de 16
participantes.

4 Resultados Finais
Dentre os questionamentos abordados, seguem, de forma sucinta, alguns
itens que apontam para eficiência da Oficina e resultados que foram essenciais para
dar continuidade a mesma. Os resultados aqui apresentados dizem respeito aos
dados coletados na 100 Oficina, a mais recente, realizada no período de 22 a
24/11/2011, com participação efetiva de 16 inscritos. Cabe ressaltar que não houve
amostra pois todos os pesquisados responderam e devolveram o questionário.
Inicialmente optou-se por conhecer a categoria dos usuários, sendo
evidenciada no Gráfico 1.
Gráfico 1 - Categoria de alunos

CATEGORIA DE ALUNOS

• GRADUAÇÃO
• PRÓSGRADUAÇÃO

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Os dados do Gráfico 1 evidenciam que os pesquisados são em sua maioria
da graduação (57%), seguidos da pós-graduação (43%).
No que diz respeito ao Centro Acadêmico aos quais os pesquisados estão
vinculados, estes são apresentados no Gráfico 2.
Gráfico 2 - Centro acadêmico

CENTRO ACADÊMICO

.. .
0._

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o

..-

,

.....

o

..

...

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. CE

. CCSA
. CFCH
. CCEN

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. CCS
. CAC

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

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Através dos dados do Gráfico 2 pode-se observar uma incidência igualitária
para os alunos vinculados ao Centro de Ciências Sociais Aplicadas e Centro de
Ciências da Saúde (22%), seguidos do Centro de Ciências Exatas e da Natureza e
Centro de Educação que também obtiveram percentuais idênticos (14%).
Perguntou-se aos pesquisados, se a oficina proporcionou adquirir novos
conhecimentos quanto ao uso das normas da ABNT.
Gráfico 3 - Aquisição de conhecimentos

AQUISiÇÃO DE
CONHECIMENTOS
0%

. Sim
• NÃO

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Os dados do Gráfico 3 revelam que 100% dos pesquisados adquiriram novos
conhecimentos quanto ao uso das normas da ABNT.
Em se tratando do nível de contribuição para a Normalização do Trabalho
Acadêmico é apontado no Gráfico 4.
Gráfico 4 - Nível de contribuição

NíVEL DE
CONTRIBUiÇÃO

. Bom
• Ótimo

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Através dos dados do Gráfico 4, observa-se que o nível de contribuição da
Oficina para a Normalização do Trabalho Acadêmico dos pesquisados foi
classificado como ótimo (71%), seguido de bom (29%).
Dando continuidade, perguntou-se quanto às expectativas dos pesquisados
em relação ao conteúdo abordado.

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Gráfico 5 - Atendimento às expectativas

ATENDIMENTO ÀS
EXPECTATIVAS
0%

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Os dados do Gráfico 5 evidenciam que o conteúdo abordado atendeu em
100% as expectativas dos pesquisados.
Indagou-se em relação à carga horária se foi adequada para o conteúdo, que
será evidenciado na Gráfico 6.
Gráfico 6 - Car a horária

CARGA HORÁRIA
14%
. Sim

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Através dos dados do Gráfico 6 observa-se que os pesquisados indicaram em
86% que a carga horária foi adequada para o conteúdo abordado, seguido de 14%
para negativa.
Perguntou-se também como os pesquisados classificavam a metodologia
adotada.

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Gráfico 7 - Metodolo ia

METODOLOGIA
21%

. Bom
• Ótimo

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Os dados do Gráfico 7 revelam que os pesquisados classificaram a
metodologia adotada como ótima (79%), seguido de boa (21%).
Quanto à classificação do material de apoio, é apontado pelos pesquisados
no Gráfico 8.
Gráfico 8 - Material de a cio

MATERIAL DE
APOIO
43%

. Bom
• Ótimo

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Através dos dados do Gráfico 8 observa-se que os pesquisados indicaram o
material de apoio como sendo ótimo (57%), seguido de bom (43%).
Questionou-se também como os pesquisados consideram o nível de infraestrutura (organização, local, logística, acomodação, etc.) de realização da Oficina.

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Gráfico 9 - Infraestrutura

INFRAESTRUTURA

• Regular

. Bom
• Ótimo
29%
Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Os dados do Gráfico 9 revelam que os pesquisados consideram o nível de
infraestrutura como ótimo (43%), seguido de bom (29%).
Em se tratando da capacitação, habilidades e competências do bibliotecário
facilitador em ministrar a oficina, é apresentado no Gráfico 10.
Gráfico 10 - Capacitação, habilidades e competências
do facilitador

Capacitação,
habilidades e
competências do ... 7%

. Bom
• Ótimo

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Através dos dados do Gráfico 10, observa-se que o desempenho do
bibliotecário facilitador foi considerado ótimo por 93% dos pesquisados, seguido de
bom (7%). Logo, o mesmo está capacitado, possui habilidades e competências para
ministrar a Oficina.
E por fim, solicitamos que os pesquisados apresentassem sugestões para a
melhoria da Oficina. As indicações foram apresentadas por 100% dos pesquisados,
que são: a) entrega de certificado; b) maior divulgação das oficinas nos centros; c)
outras opções de turnos, no caso manhã e noite; d) realizar as oficinas nas
bibliotecas de origem, ou seja, nas setoriais; e) oficinas com temáticas diferentes

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como: metodologia de trabalhos acadêmicos; atualização das normas ortográficas;
outras normas como: Vancouver e APA, elaboração de projetos, elaboração de
artigos científicos; f) aplicação de ferramentas de apoio à normalização como, por
exemplo, o EndNote entre outras; g) auxilio no word para formatação do trabalho
completo; h) melhorar o material de apoio: as apostilas deveriam ser coloridas para
proporcionarem uma melhor visualização do conteúdo; i) abranger alunos que não
sejam da UFPE; j) compactar o conteúdo.
A realização da Oficina proporciona a otimização do Serviço de Orientação à
Normalização de Trabalhos Acadêmicos na BC/UFPE bem como estabelece uma
relação mais próxima e efetiva dos discentes com as normas da ABNT. É importante
ressaltar que, após a concretização desse projeto, ou seja, da Oficina, observa-se
uma nova demanda em relação ao serviço.
Entende-se que esse estudo corrobora com os resultados alcançados em
trabalho anteriormente realizado por Santiago (2010), onde o mesmo constatou que
a Oficina de Normalização de Trabalhos Acadêmicos realizada na BC atende aos
objetivos propostos e, sobretudo revela que uma capacitação apropriada auxilia e
beneficia o usuário no uso eficiente e eficaz dos serviços e produtos ofertados pela
biblioteca, em destaque a universitária.

5 Considerações Finais
O ser humano vive em constante processo de aprendizado e construção de
conhecimento. Cabe então, buscar subsídios para melhorar cada vez mais a
metodologia empregada nesse projeto e assim otimizar os resultados obtidos até
então, com vistas a contribuir na padronização de apresentação das comunicações
científicas na UFPE, especificamente o Trabalho Acadêmico, pois o conhecimento
nele contido, considerado fonte de valor e riqueza da atual sociedade, deve ser
compartilhado, disseminado e recuperado de forma sistemática, tanto no ambiente
acadêmico como fora dele.

Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Conheça a ABNT.
Disponível em: &lt;http://www.abnt.org.br/default.asp?resolucao=1 024X768&gt;. Acesso
em: 28 mar. 2012a.
NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos:
apresentação. Rio de Janeiro, 2011.

_ _ _ o

Serviços: normalização. Disponível em:
&lt;http://www.abnt.org.br/default.az·sp?resolucao=1 024X768&gt;. Acesso em: 28 mar.
2012b.

_ _ _o

ATHAYDE, Públio. Manual para redação acadêmica. Belo Horizonte: Keimelion,
2002.
BARROS, Aidil Jesus Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza.
Fundamentos de metodologia: um guia para a iniciação científica. 3. ed. São

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Trabalho completo

Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008.
CALDAS, M. A. E. et aI. Documentos acadêmicos: um padrão de qualidade. 3. ed.
rev. e atual. Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2010.
CAPACITAÇÃO dos usuários da Biblioteca da Fundação Instituto de Ensino para
Osasco para a normalização de trabalhos acadêmicos. Disponível em:
&lt;http://www.unifieo.br/noticia .ph p?sec= 120&amp;mat=502&amp;titulo=Capacitacao+dos+Usua
rios+da+Biblioteca&gt;. Acesso em: 8 abro 2012.
LUBISCO, N. M. L.; VIEIRA, S. C.; SANTANA, I. V. Manual de estilo acadêmico:
monografias, dissertações e teses. 4. ed. rev. e ampl. Salvador: EDUFBA, 2008.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. Pesquisa social: teoria, método e criatividade.
28. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.
SANTIAGO, S. M. N. Como elaborar citações de acordo com a NBR 10.520/2002.
Recife, 2012a. Slides.
_ _ _ oComo elaborar referências de acordo com a NBR 6.023/2002. Recife,
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- - -.

Como elaborar trabalhos acadêmicos de acordo com a NBR
14.724/2011. Recife, 2012c. Slides.

_ _ _ oOficina de normalização de trabalhos acadêmicos: a experiência da
Biblioteca Central da UFPE. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSIITÁRIAS, 16.,2010, Rio de Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro: UFRJ, 2010.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO. Centros. Disponível em:
&lt;http://www.ufpe.br/&gt;. Acesso em: 2 abro 2012a.
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2012b.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                  <text>2012</text>
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              <description>A language of the resource</description>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>UFRGS</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>2012</text>
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>O texto relata a atividade de Orientação à Normalização de Trabalhos Acadêmicos desenvolvido na Biblioteca Central da Universidade Federal de Pernambuco. Aborda, principalmente, a contribuição da Oficina para o uso das Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas, na realização do Trabalho Acadêmico, assim como verifica tópicos para as possíveis melhorias.</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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                    <text>i

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GESTÃO DO EMPRÉSTIMO UNIFICADO NAS BIBLIOTECAS DA
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Érica Saito 1, José Estorniolo Filho 2, Manuela Gea Cabrera Reis3,
Paola de Marco Lopes dos Santos4, Rosana Alvarez Paschoalino5,
Valeria de Vilhena Lombardl, Yuka Sahekl, Sueli Mara S. P. Ferreira8
Bibliotecária , USP/EEFE - Escola de Educação Física e Esporte
USP/FSP - Faculdade de Saúde Pública , São Paulo, SP
3 Bibliotecária, USP/EP - Escola Politécnica, São Paulo, SP
4 Bibliotecária, USP/FAU-PG - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Pós-Graduação, São Paulo,
SP
5 Bibliotecária , USP/EESC - Escola de Engenharia de São Carlos, São Carlos , SP
6 Bibliotecária , USP/FM - Faculdade de Medicina , São Paulo, SP
7 Bibliotecária , USP/EE - Escola de Enfermagem , São Paulo, SP
8 Diretora Técnica do SIBiUSP , São Paulo, SP
1

2 Bibliotecário,

Resumo
Apresenta a implantação do empréstimo unificado nas Bibliotecas do Sistema
Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBiUSP), coordenado pelo
Grupo de Gestão do Empréstimo Unificado. Introduz o cenário inicial das bibliotecas
da Universidade, destacando a autonomia para definir políticas locais. Descreve as
iniciativas isoladas que culminaram com unificação da política do empréstimo
utilizada por todas as bibliotecas. Estabelece comparação entre os procedimentos
adotados antes e depois da implantação e conclui relatando os benefícios obtidos
pelos 138 mil usuários das bibliotecas USP e na padronização de procedimentos e
rotinas adotadas pelas bibliotecas em seus 1,7 milhões de empréstimos domiciliares.

Palavras-Chave:
Empréstimo Unificado; Gestão de Empréstimos; Empréstimo entre Bibliotecas;
Circulação de Acervo ; Bibliotecas Universitárias.

Abstract
Presents the implementation of the unified lending in Libraries of Sistema Integrado
de Bibliotecas, University of Sao Paulo (SIBiUSP), coordinated by the Management
Group of the Unified Lending. Introduces the initial scenario of the libraries in the
university, emphasizing the autonomy of local policies. Describes isolated initiatives
that led to unification of loan policy used by ali libraries. Establishes the comparison
of procedures followed before and after deployment, and concludes by reporting the
benefits obtained by 138 000 users of libraries of USP and standardization of
procedures and routines adopted by libraries in their 1.7 million loans.

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Keywords:
Unified Lending; Loan management; Interlibrary Loan; Loan Service ; University
Libraries

1 A Universidade de São Paulo e o Sistema Integrado de Bibliotecas
A Universidade de São Paulo foi criada em 25 de janeiro de 1934, pelo
decreto nO 6283, no governo de Armando de Salles Oliveira. A nova universidade
incorporou importantes instituições de ensino, como a Escola Politécnica, as
Faculdades de Direito do Largo São Francisco, de Medicina, de Farmácia e de
Odontologia , de Filosofia , Ciências e Letras, o Instituto de Educação e a Escola
Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, de Piracicaba (SP).
Na década de 1960, as unidades de ensino iniciaram sua transferência para o
campus do Butantã - a Cidade Universitária e "a própria reitoria transferiu-se para o
novo campus em abril de 1961 " (MOTOYAMA, 2006, p. 140). A Faculdade de Direto
permaneceu no Largo de São Francisco, no centro da cidade de São Paulo, assim
como as Faculdades de Medicina, Saúde Pública e Enfermagem no bairro de
Pinheiros, que formaram o quadrilátero da saúde.
À época da criação da Universidade, cada uma das escolas, faculdades e
institutos já possuía biblioteca própria , com normas e regulamentos próprios.
Em 1981 foi criado o Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) por meio de
Resolução da Reitoria n° 2.226, que "centralizará as informações bibliográficas,
tendo em vista o ensino, a pesquisa e a extensão de serviços à comunidade" (USP,
1981 ).
O SIBiUSP tem por objetivo promover as cond ições sistêmicas para
suporte informacional às atividades de ensino, pesquisa e extensão na
Universidade, com a racionalização de recursos financeiros, humanos
e operacionais, sempre buscando o acompanhamento de tendências
verificadas em âmbito internacional para a área (USP, 2003).

Atualmente, em 2012, o Sistema é constituído por 44 bibliotecas, distribuídas
em nove cidades do Estado de São Paulo (Bauru, Itu, Lorena , Piracicaba ,
Pirassununga , Ribeirão Preto, São Carlos, São Paulo e São Sebastião). São mais
de 800 funcionários (auxiliares, técnicos, bibliotecários e analistas) trabalhando nas
bibliotecas do Sistema, que reúnem um acervo de mais de 2.300 .000 livros
impressos, 250.000 livros eletrônicos, mais de 4.800 .000 fascículos de periódicos
impressos, dentre outros materiais. Atende a uma comunidade de aproximadamente
oitenta mil alunos, cinco mil professores e quinze mil funcionários (USP, [2011]).
Mesmo com a criação do Sistema Integrado de Bibliotecas, responsável pela
implantação do catálogo coletivo online das bibliotecas da USP (Dedalus) , cada
biblioteca continuou mantendo normas e regulamentos próprios, e os usuários
podiam retirar material bibliográfico exclusivamente nas bibliotecas de suas próprias
unidades de ensino. O acesso aos documentos de outras unidades se efetuava pela
consulta local ou por meio do Empréstimo Entre Bibliotecas.
Essa situação restritiva demandava um "sistema integrado" em todos os
sentidos, valorizando toda a comunidade uspiana de maneira que todo aluno,

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docente ou funcionário fosse reconhecido como tal , independentemente da unidade
que mantivesse vínculo.
No entanto, tal tarefa exigia mais que suporte e infraestrutura de software.
Exigia revisão de questões administrativas de todas as bibliotecas no seu conjunto e
também a cada uma delas individualmente, definição de políticas únicas de
empréstimo, readequação dos equipamentos de informática, treinamento de
recursos humanos, interação em tempo real com bancos corporativos externos ao
sistema e uma revisão da cultura organizacional estabelecida .
O objetivo do trabalho é descrever as atividades do Grupo de Gestão do
Empréstimo Unificado, responsável pela avaliação e gestão do empréstimo
unificado na USP, implantado em fevereiro de 2011 .

2 O Empréstimo Unificado nas bibliotecas da USP: origem
Nestas três décadas de existência do SIBiUSP as bibliotecas, seguindo a
tendência de levar o conhecimento a toda comunidade de forma rápida e eficiente,
passaram a utilizar sistemas automatizados. O Aleph versão 300 foi adquirido pelo
Sistema para gerenciar o banco de dados bibliográficos da USP em 1997 (SANTOS
et aI., 2010, p. 2) , porém as bibliotecas, embora participantes de um sistema
integrado, continuaram adotando regulamentos de empréstimo próprios e nem todas
utilizavam o módulo de circulação do software. Isso fez com que iniciativas para
promover a unificação dos sistemas de empréstimos de todas as bibliotecas
estivesse presente nas metas dos planejamentos do Sistema Integrado de
Bibliotecas (SIBiUSP) desde a década de 1990 (ALVAREZ et ai , 2010).
Algumas dessas iniciativas foram adotadas por bibliotecas isoladamente, na
Escola Politécnica , no campus de São Carlos e em algumas unidades do
quadrilátero da saúde.
A experiência da Escola Politécnica (EPUSP), que no ano de 2000 contava
com oito bibliotecas, foi a implementação de um banco de dados atualizado
automaticamente com informações provenientes dos bancos de dados corporativos
da Universidade (Júpiter, Fênix, Apolo) . O objetivo era eliminar o trabalho de
cadastramento de usuários e agilizar as atividades de atendimento.
Di Francisco et aI. (2006) relatam a experiência no Campus USP São Carlos
na implementação de um banco único de usuários que atendia as bibliotecas de
quatro unidades de ensino e pesquisa. A partir do banco único, os usuários
passaram a contar com a facilidade do cadastramento em sua unidade de origem e
automática ativação nas demais bibliotecas do campus e isso exigiu um processo de
revisão e padronização das políticas de empréstimo, como prazos de devolução e
quantidade de itens a serem retirados. O sistema desenvolvido em São Carlos
também permitia a comunicação com os demais bancos de dados corporativos da
Universidade e, efetivamente, tornou o serviço de empréstimo mais ágil e eficiente,
pelo compartilhamento de responsabilidades e benefícios.

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Proposta semelhante aconteceu no quadrilátero da saúde, na qual, por meio
de acordo, os alunos e docentes da Escola de Enfermagem, Faculdade de Medicina
e Faculdade de Saúde Pública poderiam efetuar cadastro para empréstimos em
qualquer uma dessas unidades, sujeitos aos respectivos regulamentos.
As iniciativas, no entanto, sugeriam a revisão de questões administrativas
vinculadas a todas as bibliotecas no seu conjunto e também a cada uma delas
individualmente bem como decisão política em instâncias superiores visando a
definição de políticas únicas de empréstimo. Em 2009, a partir de meta do
planejamento estratégico do SIBiUSP, foi definido um grupo de bibliotecários
incumbidos de estudar e analisar em detalhes as possibilidades para operacionalizar
a unificação.
O resultado apresentado por esse grupo foi uma proposta de regulamento
único para todas as bibliotecas do Sistema, que atendia às necessidades dos
usuários. O Grupo de Trabalho atingiu seu objetivo seguindo as etapas:
a) análise das experiências de empréstimo unificado na USP;
b) análise das experiências das universidades estaduais paulistas - Unesp e
Unicamp, que já têm sistemas de empréstimos unificados;
c) identificação e análise dos regulamentos de empréstimo das Bibliotecas
da USP, para obter um panorama da situação do Sistema ;
d) consulta às bibliotecas da USP sobre prazos e limites de empréstimo a
serem adotados para uma política de unificação dos sistemas de
empréstimo na USP (ALVAREZ et ai, 2010).
A aprovação do regulamento deu-se pela Portaria GR n° 4830, de 28 de
setembro de 2010 que "institui e regulamenta o empréstimo de material bibliográfico
das Bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP - SIBiUSP (USP, 2010)
e, a partir daí, todas as bibliotecas receberam instruções e treinamento.
Paralelamente, para que pudesse trabalhar de maneira unificada, bibliotecários e
analistas do Departamento técnico do SIBiUSP customizaram as tabelas
relacionadas ao Empréstimo do programa Aleph500_versão 18, instalado nas
bibliotecas do Sistema .
As bibliotecas foram equipadas com leitores de código de barras, teclados
para digitação de senhas e impressoras térmicas: não bastava uniformizar a política ,
também era necessária a padronização no atendimento.
O início da operação se deu em fevereiro de 2011 e, a partir daí, todas as
bibliotecas do Sistema passaram a adotar uma única política de empréstimo para
docentes, alunos, funcionários além da integração dos usuários USP: usuários
globais poderiam fazer empréstimos de materiais diretamente nas bibliotecas de
interesse, e não mais por formulários de Empréstimo entre Bibliotecas (EEB) .
Ficou estabelecido que o empréstimo domiciliar dos acervos circulantes seria
permitido aos alunos de graduação, pós-graduação, pesquisadores, funcionários e
docentes com vínculo institucional ativo na USP, respeitando os prazos e
quantidades.

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As distintas categorias exigiram a definição de critérios diferentes (prazos e
quantidades de itens) diferentes, considerando as necessidades e especificidades
da comunidade USP. Foram criadas categorias exclusivas para cada biblioteca e,
posteriormente, a partir de inúmeras sugestões, também foram incluídos os
docentes inativos e pós-doutorandos.
Ainda , procurando atender as demandas específicas de cada uma das
unidades, o artigo 7 do regulamento prevê que "é facultado a cada Biblioteca do
SIBiUSP autorizar o empréstimo domiciliar às categorias não contempladas neste
Regulamento , bem como o empréstimo entre bibliotecas externo à USP". Assim , a
Portaria permite o cadastro de usuários locais, sendo "facultado a cada Biblioteca do
SIBiUSP definir políticas especiais para empréstimo domiciliar de material
bibliográfico, de modo a assegurar necessidades específicas de pesquisa , ouvidos
as respectivas Comissões de Bibliotecas e o Conselho Supervisor do SIBiUSP"
(USP, 2010, artigo 7, §3°) .
A unificação do empréstimo e a universalização dos docentes, alunos e
funcionários dentro da USP, ocorrida somente depois de quase 80 anos de sua
criação, deveu-se à complexidade e formação da própria Universidade de São
Paulo.

3 Gestão do Empréstimo Unificado
As seguintes etapas foram realizadas para a implementação do Empréstimo
Unificado:
a) instalação de suporte e infraestrutura de software ;
b) encaminhamento de questões políticas para instâncias superiores;
c) revisão de questões administrativas vinculadas a todas as bibliotecas no
seu conjunto e também a cada uma delas individualmente;
d) definição de políticas únicas de empréstimo;
e) readequação dos equipamentos de informática;
f) treinamento de recursos humanos.
As etapas descritas, bem como o processo contínuo de avaliação, ficaram a
sob a coordenação do Grupo de Gestão, que teve sua criação determinada pela
Portaria GR nO 4.830 (USP , 2010, artigos 13-14) com os objetivos de estabelecer os
critérios e mecanismos para gestão do sistema e de propor melhorias contínuas
para o sistema de empréstimo unificado na USP.
O Grupo é constituído de oito membros: seis bibliotecários, sendo dois
representantes de bibliotecas de cada área do conhecimento (ciências exatas e
tecnológicas, ciências humanas e ciências biológicas); um representante discente no
Conselho Supervisor do SIBiUSP; e um representante docente do Conselho
Supervisor do SIBiUSP, que responde pela coordenação do Grupo. O mandato dos
membros do Grupo é de dois anos, permitida uma recondução .

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Durante o ano de 2011 , o Grupo de Gestão do Empréstimo Unificado se
reuniu várias vezes, presencial e virtualmente, com o objetivo de deliberar ações e
efetuar o acompanhamento de suas atividades (analisar as comunicações
recebidas, definir ações/decisões a serem tomadas e acompanhar as respostas às
mesmas).
Embora a proposta de regulamento único tenha sido baseada em um
consenso entre todas as bibliotecas do Sistema, houve uma fase inicial de
adaptação por conta do histórico da formação das bibliotecas na USP e da grande
mudança de paradigma : o usuário passa a ser global e não mais local. O quadro 1
apresenta um comparativo com as principais alterações ocorridas após a
implantação do Empréstimo Unificado.

, f Imos
. d a UnI"fIcaçao d o S'ISt ema d e Empres
Qua d ro 1 Com para f IVO d e an t es e d epols

-

Tópicos

Antes

Depois

Categoria de
Usuários

Bibliotecas com autonomia na criação
das categorias de usuários.

Categorias padronizadas pela Reitoria e
DT/SIBiUSP.

Cadastro de
Usuários

Cada biblioteca responsável pelo
cadastramento dos usuários da sua
unidade.

Cadastro migrado dos bancos corporativos da
Universidade e regularização/atualização do
mesmo em qualquer biblioteca da USP.

Empréstimos

O usuário, de maneira geral, podia
efetuar empréstimo de materiais
somente na biblioteca de sua unidade
de origem.

Instituído o usuário global (docentes, alunos e
funcionários com vínculo ativo), que podem
efetuar empréstimos em qualquer uma das
bibliotecas da Universidade.

Quantidade de
itens para
empréstimo

Número de itens definido pela
biblioteca.

Padrão unificado para todos os usuários.

Devolução

Usuário efetua a devolução do material
na biblioteca de origem do empréstimo.

Não houve alteração.

Reserva

Cada biblioteca com uma política de
reserva , possibilitando, ao usuário,
reservar um número ilimitado de títulos.

Permitidas somente para materiais emprestados,
num total de três reservas .

Carta de aviso
prévio sobre
devolução

Não havia o envio automático de aviso
prévio sobre o vencimento do
empréstimo.

Cartas enviadas de forma automática, para o email do usuário, 2 dias antes da data de
devolução.

Tópicos

Antes

Depois

Carta de aviso
sobre atraso na
devolução

Não havia o envio automático de aviso
sobre na devolução.

Cartas enviadas de forma automática, durante 30
dias após a data de vencimento , ou até que a
mesma se efetive .

Dia de perdão no
atraso da

Algumas bibliotecas conced iam o
benefício de um dia de perdão na

Cancelado benefício.

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Tópicos

Antes

Depois

devolução

devolução de material atrasado.
Cada biblioteca com uma politica de
suspensão/penalidade.

Padronização da suspensão.

Suspensão
Renovações

Cada biblioteca com uma politica de
renovação . Em algumas bibliotecas,
quantidade de renovações era ilimitada.

Desde que não haja reserva do material são
permitidas três renovações seguidas pela Web

Empréstimo Entre
Bibliotecas (EEB)

Utilização de formulários de EEB e
controlado pela Biblioteca onde o aluno
está vinculado.

O EEB é utilizado para o empréstimo de itens
localizados em bibliotecas de outras cidades.

Para atender adequadamente as sugestões que vinham de todas as
bibliotecas do Sistema foram criados alguns canais de comunicação: um blog com
informações sobre o funcionamento do software e principais dúvidas e um e-mail
único para sugestões e dúvidas. Foram criadas pastas de trabalho compartilhadas
na web para a comunicação mais prática e rápida entre os membros do Grupo, que
trabalham em locais diferentes.

4 Resultados alcançados após a implementação do Empréstimo
Unificado na USP
Durante esse primeiro ano de atividades e, principalmente no início da
implantação, o Grupo recebeu um grande número de dúvidas e sugestões referentes
sobre os procedimentos operacionais e de informática do Empréstimo Unificado.
Embora a portaria padronizasse o cadastro dos usuários globais, foi
diagnosticado, após análise das manifestações recebidas, que as bibliotecas
adotavam diferentes condutas para o cadastro de usuários locais. O Grupo
padronizou esse procedimento para evitar duplicidade de cadastro, já que, o usuário
local pode ser aceito, de acordo com seus regulamentos, em mais de uma
biblioteca. Foi redigido documento uniformizando, normalizando e reforçando tais
proced imentos.
Outro problema detectado foi o cadastro de usuários bibliotecas para
empréstimo de material por Empréstimo Entre Bibliotecas (EEB) . Com a unificação
do empréstimo, os cadastros, que eram locais e com características próprias,
geraram a multiplicidade de cadastros para uma mesma instituição. Houve um
trabalho de criação de EEBs padronizados e os duplicados foram eliminados do
sistema.
Considerando as dificuldades de controle de EEB entre as bibliotecas dos
diversos campi da USP, ocasionadas pela demora do malote, foi feita uma análise

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das possíveis alternativas e decidida pela criação de novos status, aumentando o
período de empréstimo.
Uma das principais manifestações que o Grupo recebeu foi a solicitação de
inclusão das categorias "docente aposentado" e "pós-doutorando" na política de
unificação do empréstimo, que não haviam sido contempladas na Portaria GR-4.830
de sua criação. Os membros do Grupo de Gestão do Empréstimo Unificado e do
Conselho Supervisor do SIBiUSP entenderam que tal solicitação era justa, à medida
que valorizava esses dois perfis. A Portaria GR-5.536 revoga a anterior,
incorporando essas duas novas categorias no Empréstimo Unificado.
Houve também o ajuste no prazo de devolução das categorias "pósgraduação" e "pós-doutorando" de 20 para 21 dias, completando assim 3 (três)
semanas, para facilitar a devolução dos materiais emprestados por esses usuários.

5 Considerações Finais
Embora previsto há anos, as ações para a "globalização" dos 138 mil usuários
das Bibliotecas da USP apresentaram certa complexidade, justificada pela
diversidade de características das bibliotecas que compõem o SIBiUSP - tamanhos,
criadas em diferentes momentos e com culturas e políticas locais.
O Empréstimo Unificado no SIBiUSP encontra-se atualmente consolidado. Os
1,7 milhões de empréstimos domiciliares anuais são vistos simultaneamente pelas
44 bibliotecas do Sistema e são feitos da mesma forma por cada uma delas.
Informalmente, percebeu-se uma boa aceitação por parte dos usuários, mas o
Grupo pretende elaborar uma pesquisa para mensurar o impacto do Empréstimo
Unificado nas bibliotecas (usuários e funcionários) e efetuar uma prospecção das
necessidades de melhorias. O bom funcionamento do sistema dependerá muito do
objetivo claro dos usuários e suas expectativas quanto ao resultado.
As equipes de bibliotecas ainda carecem de treinamentos e capacitação para
reforçar os procedimentos já existentes, pois o Grupo detectou que grande parte das
dificuldades enfrentadas ocorre devido a falhas operacionais (falta de
conhecimento/entendimento da portaria e da política do empréstimo unificado). Para
minimizar esse problema , está programada a consolidação de todas as diretrizes e
procedimentos do Empréstimo Unificado em um manual de procedimentos, que
deve facilitar a consulta e o entendimento pelos funcionários das bibliotecas.
Também existe um projeto em andamento para a customização de relatórios
onde será possível obter dados estatísticos sobre os empréstimos, usuários, e
unidades.
Com base nas ações efetuadas e nos resultados obtidos, o Grupo de Gestão
do Empréstimo Unificado considera importante seu papel de centralizador de
sugestões e problemas, buscando delinear soluções globais e lineares e trabalhando
de forma cooperativa , integrada e participativa com as Bibliotecas do Sistema para
que as relações entre as bibliotecas da Universidade se modernizassem e
apresentassem características compatíveis à sua posição no cenário nacional e
internacional.

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6 Referências
ALVAREZ, M. C. A. et aI. Projeto Empréstimo Unificado na Universidade de São
Paulo. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS - SNBU,
16., 2010. Rio de Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro: Universidade Federal de Rio de
Janeiro, 2010. 1 pen drive.
DI FRANCISCO , M. H. et aI. Banco único de usuários das bibliotecas do campus
USP de São Carlos. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 14., Out. 2006, Salvador. Anais ... Salvador: UFBA, 2006 .
MOTOYAMA, S. (Org.). USP 70 anos: imagens de uma história vivida. São Paulo:
EdUSP,2006.
SANTOS , A. D. et aI. Migração do Módulo de Circulação do Banco de Dados
Bibliográficos da USP - DEDALUS, do software ALEPH 300 para o ALEPH 500:
relato de experiência. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS - SNBU, 16.,2010. Rio de Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro:
Universidade Federal de Rio de Janeiro, 2010. 1 pen drive.
USP - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Resolução n° 2226, de 8 de Julho de
1981 . Dispõe sobre a criação do Sistema de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo e dá outras providências. Diário Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo,
9 jul. 1981 . Disponível em : &lt;http://www.usp.br/sibi/PortariaResolucao/res 2226 .htm&gt;. Acesso em : 23 fev. 2012 .
USP - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas.
Aquisição planificada de periódicos para o SIBi/USP: racionalização das
assinaturas na USP: política de aquisição. São Paulo, 2003. Disponível em :
&lt;http://www.usp.br/sibi/aquisicao_planificada/aquis_planificada.htm# &gt;. Acesso em :
23.fev. 2012 .
USP - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Portaria GR N° 4830 , de 28 de setembro
de 2010. Institui e regulamenta o empréstimo de material bibliográfico das
Bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBilUSP). Diário Oficial
do Estado, São Paulo, 1 out. 2010 . Disponível em :
&lt;http://Ieginf.uspnet.usp.br/port/pgr4830.htm&gt;. Acesso em : 18 mar. 2012.
USP - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Portaria GR N° 5536 , de 29 de fevereiro
de 2012. Institui e regulamenta o empréstimo de material bibliográfico das
Bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBilUSP). Diário Oficial
do Estado, São Paulo, 1 mar. 2012 . Disponível em :
&lt;http ://Ieginf.uspnet.usp.br/port/pgr5536.htm&gt;. Acesso em : 18 mar. 2012.
USP - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. USP em números 2011. São Paulo,
[2011]. Disponível em : &lt;http://www5.usp .br/usp-em-numeros/&gt;. Acesso em : 6 mar.
2012 .

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Apresenta a implantação do empréstimo unificado nas Bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBiUSP), coordenado pelo Grupo de Gestão do Empréstimo Unificado. Introduz o cenário inicial das bibliotecasda Universidade, destacando a autonomia para definir políticas locais. Descreve as iniciativas isoladas que culminaram com unificação da política do empréstimo utilizada por todas as bibliotecas. Estabelece comparação entre os procedimentos adotados antes e depois da implantação e conclui relatando os benefícios obtidos pelos 138 mil usuários das bibliotecas USP e na padronização de procedimentos e rotinas adotadas pelas bibliotecas em seus 1,7 milhões de empréstimos domiciliares.</text>
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o USO DO TWITTER EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS
BRASILEIRAS PARA A DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Maria Irene da Fonseca e Sá 1, Nathalia Fernandes da Costél
1

M. Sc. Engenharia de Sistemas e Computação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro, Rio de Janeiro

2Graduação em Biblioteconomia , Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro

Resumo
A Web 2.0 surge como uma rede colaborativa, que através das ferramentas
disponíveis possibilita o compartilhamento e a divulgação da informação de maneira
interativa, onde produtor e consumidor se confundem . Entre tais ferramentas
encontra-se o Twitter, uma rede social , em grande expansão no Brasil, que tem por
objetivo disseminar informação em tempo real. O presente estudo busca apresentar
o uso da rede social Twitter para a disseminação da informação, por meio de uma
pesquisa em Universidades Públicas Brasileiras e seus perfis institucionais. Exibe
conceitos de Web 2.0 e sua evolução, assim como de sociedade da informação.
Explica o que são redes sociais e conceitua o objeto de estudo: Twitter. Por fim,
apresenta o tópico Arquitetura da Informação e sua importância para se estruturar
informações na Web, por meio do conceito de usabilidade. Através de um
levantamento quantitativo e qualitativo, este trabalho tem por objetivo mostrar a
importância e a facilidade em usar as ferramentas colaborativas gratuitas disponíveis
na web 2.0 para disseminar e organizar a informação.

Palavras-Chave:
Twitter; Web 2.0; Redes Sociais; Arquitetura da informação; Usabilidade.

Abstract
Web 2.0 appears as a collaborative network, using the tools available that
enables the sharing and dissemination of information in an interactive manner, where
producers and consumers are confused . Among these tools is Twitter, a social
network, a large expansion in Brazil , which aims to disseminate information in real
time. This study discusses the use of social network Twitter to spread information
through a survey in Brazilian public universities and their institutional profiles.
Displays of Web 2.0 concepts and their evolution , as well as the information society.
Explains what are social networks and conceptualizes the object of study: Twitter.
Finally, it introduces the topic of Information Architecture and its importance to
structure information on the Web, through the concept of usability. Through a
quantitative and qualitative survey, this paper aims to show the importance and ease
of use collaborative tools available free on the Web 2.0 to spread and organize

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information .

Keywords:
Twitter; Web 2.0; Social networks; Information architecture; Usability.

1 Introdução
Nos EUA, onde a internet teve sua origem, na década de cinquenta, a
necessidade de superar tecnologicamente a União Soviética levou a pesados
investimentos em tecnologia . Assim foi criada a Advanced Research Projects Agency
(ARPA), cujo objetivo era engajar recursos de pesquisa, principalmente, do mundo
universitário , a fim de fomentar a pesquisa em computação interativa . A criação da
rede de computadores Arpanet, "permitia aos vários centros de computadores e
grupos de pesquisa que trabalhavam para a agência compartilhar online tempo de
computação" (CASTELLS , 2006, p. 14).
Segundo Cunha (2003, p. 71) "A revolução trazida pelo computador leva a
reflexão de que o desenvolvimento do conhecimento há que sempre causar
impactos e promover rupturas". O conceito de sociedade da informação nasce da
transformação causada por essa revolução, tendo como finalidade ser a "etapa do
desenvolvimento da sociedade que se caracteriza pela abundância de informação
organizada" (OLIVEIRA, 2005 , p. 113). Essa rede, em sua evolução, se tornou mais
do que um ambiente de acesso e uso da informação, mas também de
compartilhamento e disseminação de conhecimento, e assim surge um novo espaço
visto como colaborativo, chamado de Web 2.0 .
Devido ao grande número de informação que circula todos os dias é preciso
encontrar meios de filtrar, replicar e administrar o fluxo da informação. Castells
(2006, p.8) afirma que a Internet "é um meio de comunicação que permite, pela
primeira vez, a comunicação de muitos com muitos, num momento escolhido, em
escala global". E Neste cenário, assistimos a um crescimento exponencial das
ferramentas para World Wide Web (WWW), na medida em que com sua tamanha
repercussão temos:
[ ... la criação de espaços cada vez mais interativos, nos quais os usuários
possam modificar conteúdos e criar novos ambientes hipertextuais. Estes
recursos são possíveis devido a uma nova concepção de Internet, chamada
Internet 2.0, Web 2.0 ou Web Social. (BLATTMANN; SILVA, 2007 , p.192).

É nesse novo espaço que nascem as ferramentas colaborativas, que neste
estudo estão representadas pelas redes sociais, onde os usuários criam contas, ou
perfis pessoais ou institucionais e compartilham informações com os demais
usuários. O objeto de estudo desta pesquisa é a rede social conhecida como Twitter,
que funciona como uma ferramenta gratuita, de alcance mundial onde milhares de
pessoas postam informações, a todo segundo, e essas informações percorrem a
rede em tempo real, possibilitando uma disseminação instantânea de informação.
As redes sociais podem ser definidas como : "[ ... ] um conjunto de participantes

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autônomos, unindo idéias e recursos em torno de valores e interesses
compartilhados" . (MARTELETO, 2001 , p.72 apud TOMAÉL; ALCARÁ; DI CHIARA,
2005, p. 93)
Essas ferramentas que possibilitam tamanha divulgação de informação são
hoje usadas por milhares de pessoas e organizações do mundo todo e já não são
mais uma simples tendência , representam uma prática valiosa que deve ser usada
no contexto atual , onde temos uma grande concentração de informação exposta na
rede mundial e frente a isso necessitamos de ferramentas que possam filtrar e
administrar tamanho fluxo .
A partir disso , e da necessidade de disseminação encontrada nas
Universidades Públicas Brasileiras (UPBs) , temos tais ferramentas como grandes
aliadas dessas instituições, seja para fins educativos, informativos ou interativos,
uma vez que possuem alcance mundial e são gratuitas.
Neste contexto, o espaço virtual em que vivemos hoje
[.. .]provocou várias alterações, principalmente nas concepções de espaço e
tempo, na possibilidade de compartilhamento de tudo o tempo todo, na
abstração dos limites físicos , no conceito de consumo da informação e do
conhecimento. Não há mais distância, território, domínio e espera: vive-se o
aqui e o agora (BORGES , 2004 , p. 58) .

Frente à Web 2.0, com suas ferramentas e o homem como um ser social ,
temos a necessidade de interação e comunicação entre as pessoas e,
consequentemente, nas organizações.
As redes sociais favorecem a estruturação da informação de forma coletiva ,
colaborativa, onde todos podem fazer parte da disseminação e o Twitter é visto
como uma nova ferramenta de trabalho disponível no ambiente 2.0, onde existe a
criação e divulgação mútua de conhecimento entre usuário e produtor.
Qualquer pessoa pode fazer parte do Twitter, é só criar um perfil e começar a
divulgar suas informações. É vista como uma ferramenta totalmente colaborativa e
de comunicação instantânea. processo de criação de um perfil é muito simples e
fácil de executar, no entanto manter o perfil atuante e interessante, de forma a tornálo útil para uma determinada comunidade usuária é complexo e trabalhoso.

°

De acordo com Lévy (2000, apud BLATMANN ; SILVA, 2007), a existência de
uma Internet colaborativa possibilita a disseminação da inteligência coletiva . Dessa
forma , é ressaltada a importância da utilização da ferramenta Twitter para a
divulgação de informação de forma interativa.
Segundo Pavão Júnior e Sbarai (2010 , p. 84), "atualmente, há 105 milhões de
usuários do Twitter espalhados pelo mundo. E todos os dias, 600 milhões de buscas
e 65 milhões de mensagens movimentam a rede".
Com toda a expansão e inovação disponibilizada pelas redes SOCiaiS,
assistimos ao crescente uso de tais redes pelas UPBs, como fonte de disseminação

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e administração da informação.
Assim, verificados alguns aspectos encontrados na ferramenta chamada
Twitter, como sua simples interface, sua gratuidade, seu alcance mundial, sua
possibilidade de utilização em dispositivos móveis e a ausência de necessidade de
treinamento, pode-se dizer que qualquer pessoa é capaz de atualizar e gerir as
informações,
Desta forma, este trabalho pretende mostrar que o Twitter pode ser uma
valiosa ferramenta, a fim de funcionar como canal entre universidade e comunidade,
devido a sua utilidade na disponibilização da informação em um ambiente interativo.

o objetivo geral visou investigar o uso que as UPSs fazem do Twitter, a fim de
demonstrar que tal ferramenta pode e deve ser usada para a disseminação de
informação no meio acadêmico. Quanto aos objetivos específicos buscou-se:
mostrar a importância da rede social, Twitter, como disseminadora de informação,
sua repercussão e expansão; identificar aspectos de usabilidade encontrados no
Twitter, através da aplicação da heurísticas de Nielsen, e identificar a natureza e a
importância do material informacional distribuído pelo Twitter em UPSs.
2 Revisão de Literatura
2.1 Web 2.0
A web vem sofrendo modificações ao longo do tempo; antes era vista como
um ambiente digital estático, e estava nas mãos de poucas pessoas, aquelas que
dominavam as linguagens de programação, e essa é a característica denominada,
por Tim O"Reilly (2005), como Web 1.0. Mas, com o passar do tempo, foi percebida
uma modificação no conceito de web, e O'Reilly notou que haviam surgido novas
características: as empresas que haviam chegado até ali, eram todas colaborativas,
e nelas os usuários eram consumidores, mas também produtores de informação. O
ambiente anteriormente chamado de estático, agora era interativo e foi denominado
de Web 2.0, termo surgido em uma conferência em 2004 , pela MediaLive e OReilly
Media, realizada em São Francisco (Califórnia , EUA),
Assim, a Web 2.0 passa a ser descentralizada. Neste ambiente, o sujeito se
torna um ser ativo, participando da criação, seleção e troca de conteúdo, Neste novo
cenário, os arquivos ficam disponíveis on-line, e dessa forma são acessados em
qualquer lugar e momento, sendo que qualquer alteração é realizada
automaticamente na própria web. De acordo com este novo cenário, observamos a
existência de uma organização social chamada de sociedade da informação. Tal
sociedade participa da Internet de forma ativa , vendo essa rede como um ambiente
não apenas de compartilhamento, mas de produção e disseminação de
conhecimentos acontecendo de forma mútua, (SLATTMANN ; SILVA, 2007, p, 198),
Essa nova concepção de Web, chamada de 2.0, acaba alterando a vida dos
profissionais e modificando suas atuações em suas áreas. Com a grande produção
de informação e as novas tecnologias, é possível participar desse ambiente 2.0 de
qualquer lugar e a qualquer hora, e isso pode ser observado nos sites de redes

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sociais, que explodiram nos últimos anos, rompendo barreiras e mostrando que a
interatividade no ambiente digital acontece de forma colaborativa , onde receptor e
produtor se misturam e se confundem ,
2.2 Rede Social
As pessoas sempre estiveram ligadas por relações SOCiaiS, seja com a
família, com os colegas de trabalho ou com os amigos. Com a expansão da internet,
essas relações ficaram mais fortes, e sólidas e foram ganhando uma dimensão
maior, devido aos sites de redes sociais na web , que funcionam como redes de
relações , estreitando os laços, e permitindo que as pessoas mantenham contato,
independente de distâncias culturais, físicas, econômicas ou sociais.
Entende-se por rede social : "quando uma rede de computadores conecta uma
rede de pessoas e organizações [ ... ]" (GARTON ; HAYTHORNTHWAITE; WELLMAN ;
1997 apud RECUERO , 2009, p.15).
Os sites de rede social possuem enorme destaque no contexto atual, com
uma expansão veloz e significativa . Como resultado , é possível se conectar com o
mundo todo, gerar conteúdo e lançá-lo na rede em tempo real , trocar e disseminar
informações através de qualquer dispositivo móvel ou não, conectado à internet.
As redes sociais virtuais, devido a sua grande repercussão , são utilizadas
para diversos fins como: diversão, divulgação de notícias, aproximação de pessoas,
acesso à informação, socialização de grupos, discussão de idéias, entre outros. Sua
funcionalidade se estende desde pessoas comuns a grandes empresas e
instituições de governo, onde cada uma utiliza tal ferramenta para os fins desejados
e determinados, como os já citados acima .
De acordo com estudo de Boyd e Ellison , podem-se definir os sites de redes
sociais como: serviços baseados na rede , que permitem aos indivíduos construir um
perfil público ou semipúblico dentro de um sistema limitado, articular uma lista de
outros usuários com quem compartilham uma conexão, e ver e percorrer a sua lista
de conexões e aquelas feitas por outros dentro do sistema (BOYD ; ELLlSON , 2007,
tradução nossa).
2.3 Twitter
O Twitter foi criado em 2006, por Jack Dorsey, Evan Williams e Biz Stone e
teve seu auge no início do ano de 2009 , chegando até o Brasil e se tornando uma
das ferramentas mais utilizadas por aqui, mas só em 2011 começou a falar nossa
língua, em sua nova versão em português. É uma rede social que segue a estrutura
dos blogs, sendo classificado como um microblogging por cada post só poder conter
até 140 caracteres, sendo que post é uma publicação de autoria pessoal , que por
meio da rede é visualizada por diversas pessoas.
No site do Twitter temos a seguinte conceituação: ''Twitter é uma rede de
informação em tempo real , alimentada por pessoas ao redor do mundo , que permite
a você compartilhar e descobrir agora o que está acontecendo." (TWITTER, 2010 ,

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tradução nossa).

o Twitter perguntava em sua página principal "O que você está fazendo" , hoje
mudou a pergunta para "O que está acontecendo?", pois devido à abrangência que
alcançou , as pessoas não só diziam o que estavam fazendo, como dizem tudo o que
querem "e dissemina a resposta ao redor do globo para milhões, imediatamente"
(TWITTER, 2010, tradução nossa).
No ambiente atual, com novas tecnologias sendo lançadas a todo momento e
a necessidade de estar conectado 24 horas ao mundo virtual, "Diferentemente da
maioria dos produtos de rede social, o Twitter foi claramente desenvolvido com o
usuário móvel em mente" (CUDDY, 2009 , p. 170). Essa forma móvel acaba
transformando o comportamento dos usuários, o que causa uma alteração em seu
cotidiano. A versão chamada mobile , de diversos sites, pode ser acessada de
qualquer dispositivo móvel, expandindo assim a disseminação da informação.
O Twitter possui características bem marcantes: tem uma página inicial
simples, uma interface voltada para o usuário, onde os membros da rede se sentem
à vontade para postar suas informações e seguir as informações expostas por outras
pessoas. Dessa forma, as informações são trocadas, quem produz e quem utiliza
trabalham juntos, com um objetivo em comum : fazer com que a informação percorra
o mundo em segundos.
2.4 Arquitetura da Informação
O termo Arquitetura da informação (AI) foi cunhado por Wurman nos anos
1970, e segundo Agner (2009 p. 78), envolve o design , a análise e a implementação
de espaços informacionais. A viabilidade deste termo, a partir da segunda metade
dos anos 1990, coincidiu com o momento em que a internet atingiu sua massa
crítica , em que as novas tecnologias e os meios de comunicação alteraram o modo
como a informação é organizada e disponibilizada e, justamente, a arquitetura da
informação lida com esses aspectos.
A AI surge como uma disciplina que tem por objetivo avaliar e direcionar os
recursos digitais para as necessidades do usuário, de forma que a navegação e o
uso possibilitem melhor interação entre os espaços informacionais e o ser humano.
Essa nova metadisciplina concorre para que se transforme a necessidade dos
usuários em ação e se atinja assim seus objetivos com sucesso. A importância da AI
está ligada ao crescimento das conexões aos espaço informacionais, principalmente
por pessoas comuns, sem conhecimentos específicos acerca do meio digital.
De nada adianta existirem websites que disponibilizem diversas informações,
se as mesmas não estiverem organizadas, e estruturadas de forma correta , da
melhor forma possível para sua recuperação; o usuário precisa encontrar o que
deseja, e seu tempo não deve ser desperdiçado. Nesse momento, entra o trabalho
do arquiteto da informação, para estruturar e categorizar cada informação disponível,
a fim de tornar a busca do usuário mais eficaz.
Para tal , é preciso estudar e conhecer as necessidades de seus usuários,

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saber o que precisam e o que buscam nos websites. Alguns buscam clareza ,
simplicidade ; outros possuem necessidades mais específicas e o profissional da AI
precisa estar preparado para construir websites de acordo com as necessidades de
seus usuários. Assim "Aos que projetam sites devem considerar os padrões
estéticos em voga e adequá-los às expectativas do usuário e as restrições do meio."
(Agner, 2009, p. 62) . Sendo assim, há que se buscar a perfeita integração entre
aparência , organização e perfil do usuário.
Um dos motivos que torna as redes sociais tão populares e atraentes é sua
fácil utilização e a simplicidade de sua interface, voltada exclusivamente para o
usuário.
Segundo Agner (2009), existem alguns princípios que podem ser usados em
qualquer interface; dentre eles, vale ressaltar o que diz respeito ao controle, que
deve ser do usuário, e que, segundo o autor, representa a essência da usabilidade.
Os usuários precisam ter a sensação de controlar o sistema e nunca o contrário.
Algumas facilidades foram possibilitadas pelo objeto de estudo, o
microblogging, como - "A comunicação instantânea" (Agner, 2009, p. 60). E como
exemplo disso temos os posts utilizados pelos usuários do Twitter, e sua divulgação
em tempo real para toda uma rede universal. O autor argumenta também que "A
homepage deve conter informações que interessem ao usuário" (Agner, 2009, p. 62) ,
e no caso do Twitter a sua página principal apresenta uma lista de interesses
escolhidos pelo próprio usuário. Outra característica encontrada no Twitter é o uso
de hipertexto, que permite a liberdade de navegação.
Aspectos de usabilidade, que serão explorados neste estudo, são: a Autoexplicação que se refere ao produto, que se é bem formulado, o usuário aprende a
trabalhar com ele à medida que vai usando; a transferência de tecnologia em que
um produto, uma vez criado e após demonstrado, sua eficiência e eficácia podem
ser apropriadas por outros usuários, além daqueles considerados público-alvo;
consideração dos recursos do usuário que diz respeito a evitar sobrecargas
sensoriais, pois quando existe muita informação junta deve-se destacar o mais
importante; e por último, o controle do usuário pois deve existir o máximo controle
possível do usuário na sua interação com o produto.
De acordo com Nielsen (2000, p. 49) temos suas heurísticas que são 10 itens
para a avaliação da usabilidade de um site, listados abaixo:
A) Feedback - O sistema deve informar ao usuário sobre o que ele está
fazendo e o tempo de 10 segundos é o limite para manter a atenção do
usuário;
B) Falar a linguagem do usuano - A terminologia deve ser baseada na
linguagem do usuário e não orientada ao sistema;
C) Saídas claras - O usuário controla o sistema , podendo abortar uma tarefa
ou desfazer alguma operação e retornar ao estado anterior;

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D) Consistência - Um mesmo comando ou ação deve ter sempre o mesmo
efeito e a mesma operação ou ação deve ser apresentada na mesma
localização e da mesma maneira para facilitar o reconhecimento;
E) Prevenir erros - Evitar situações de erro e conhecer as situações que mais
provocam erros, modificando a interface para que os mesmos não
ocorram ;
F) Minimizar a sobrecarga de memória do usuário - O sistema deve mostrar
os elementos de diálogo e permitir que o usuário faça suas escolhas, sem
a necessidade de ter de lembrar-se de comandos específicos;
G) Atalho - Importante para usuários experientes executarem operações mais
rapidamente e função de "volta" em sistemas de hipertext;
H) Diálogos simples - Apresentar exatamente a informação que o usuano
necessita e o sistema deve conter somente informações relevantes à
realização de tarefas;
I) Boas mensagens de erro - Linguagem clara e sem códigos que deve ajudar
o usuário a entender e resolver o problema e não deve culpar ou intimidar o
usuário;
J) Ajuda e documentação - o ideal é que a ferramenta seja tão fácil de usar
que não necessite de ajuda ou documentação e se esta for necessária, a
ajuda deve estar acessível on-line.

3 Materiais e Métodos
A metodologia consistiu de pesquisa bibliográfica e de pesquisa no próprio
instrumento de pesquisa, o Twitter, tanto em língua portuguesa como inglesa e
espanhola, realizando buscas com as palavras chaves rede social, Twifter,
ferramentas colaborativas, Web 2.O e usabilidade.
Na parte prática, foi realizada pesquisa exploratória no serviço de
microblogging Twitter, no perfil de UPBs (estaduais e federais) e, para uma melhor
assimilação, foram feitas pesquisas quantitativas e qualitativas nessas instituições,
de forma a selecionar aquelas que fazem uso da rede Twitter.
Das UPBs pesquisadas, as que mais fazem uso da ferramenta são : a
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) , a Universidade Federal de Minas
Gerais (UFMG), a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade de São
Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e a Universidade
Federal da Paraíba (UFPB) . Portanto, a pesquisa se restringiu a estas universidades
públicas brasileiras.
Estas UPBs foram pesquisadas na ferramenta Twitter e também em sites de

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buscas, e em seguida foi feito um levantamento de seus perfis e posteriormente seu
monitoramento.
Na pesquisa foi levantado que a UFMG possui 27 perfis, a UFRJ 25 , a UFPB
16, a USP 14, a UNICAMP 13 e a UFF 12, Lembrando que a quantidade de perfis
não está relacionada ao uso que as UPBs fazem da ferramenta , uma vez que
existem perfis abandonados sem atualização. O estudo pretendeu ainda levantar
quem controla tais perfis, se são docentes ou estudantes, a fim de demonstrar a
facilidade no uso da ferramenta , a simplicidade em sua interface possibilitando que
qualquer pessoa possa utilizá-Ia. Para isso, foram enviadas Direct Messages (DM),
para todos os perfis perguntando quem os controlam .
Assim, foram pesquisados no total 107 perfis, dentre os quais nem todos são
institucionais, mas divulgam informações pertinentes às UPBs. Seus perfis foram
monitorados por cerca de dois meses, a fim de levantar a natureza das informações
divulgadas e sua periodicidade.
As informações divulgadas dizem respeito a concursos, como vestibular, a
eventos, como palestras e congressos, informações a respeito do dia a dia da
universidade, e cada perfil possui informações específicas do seu curso ou
departamento.

4 Resultados Parciais/Finais
Quanto à usabilidade, os pontos positivos da ferramenta Twitter observados
foram : o feedback, o sistema do Twitter em todos os seus processos informa o
usuário do que está acontecendo e o que o usuário está fazendo ; sobre as saídas
claras, os usuários podem a qualquer momento abortar uma ação, inclusive a ação
de postar algo pode ser revertida , uma vez que aconteça arrependimento ou erro; no
ponto consistência , temos o site se comportando e se apresentando da mesma
maneira em todas as suas páginas, facilitando o entendimento e evitando surpresas
e possíveis novidades negativas para o usuário; quanto ao item prevenir erros, no
início a interface do Twitter continha alguns erros, mas com o tempo e experiência o
sistema foi modificado para prevenir os erros passados e alguns futuros ; os atalhos
são visivelmente apresentados para os mais experientes e os iniciantes possuem
suas ações bem marcadas e definidas; sobre diálogos simples, o sistema apresenta
apenas o que o usuário precisa, e ainda , em cada página pessoal, temos as
informações pertinentes e escolhidas por cada usuário, apenas o que lhe interessa ,
tendo essa característica como uma das mais importantes e positivas; o sistema
ainda apresenta boas mensagens de erros, a toda ação errada o sistema responde
prontamente, explicando o erro e como se deve consertá-lo; por último, no item
ajuda e documentação, o Twitter possui como característica marcante sua
simplicidade , excluindo a necessidade de conter página de ajuda ou de
documentação. Todo o sistema é óbvio .
O Quadro 1 mostra as características fortes do Twitter, de acordo com as
heurísticas de Nielsen.

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Quadro 1 - Heurísticas e o Twitter

Heurísticas:

Twitter
possui
positiva:

como

característica

A) Feedback

X
B) Falar a linguagem do usuário

C) Saídas claras

X
D) Consistência

X
E) Prevenir erros

X
F) Minimizar a sobrecarga
memória

de

G)Atalhos

X
H) Diálogos simples

X
I) Boas mensagens de erro

X
J) Ajuda e documentação

X

Sobre os pontos negativos, podemos dizer que o sistema do Twitter não fala
necessariamente a linguagem do usuário, uma vez que a linguagem já é prédeterminada , é própria da rede social , usada universalmente , mas já existem
traduções e gírias próprias de alguns países, mudando um pouco a linguagem
exigida pelo sistema , mas lembrando que existe apenas na fala , na página da rede a
linguagem permanece a mesma . Sobre minimizar a sobrecarga de memória , o
usuário precisa ficar decorando alguns comandos, lembrar de determinados
caminhos e passos.
Entre as 10 heurísticas apresentadas, vimos que apenas duas são negativas,
demonstrando assim que o sistema do Twitter possui muitos pontos positivos. A
usabilidade deste se configura de forma eficiente e eficaz, tornando a visita do
usuário simples, e agregando cada vez mais usuários pela sua simples interface e a

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facilidade de seus comandos.
Foram pesquisados 107 perfis de UPBs no Twitter, e entre esses foi
observado que muitos deles são atualizados diariamente, com informações
específicas de acordo com o perfil (64% na UFMG, 46% na UFRJ, 72% na UFPB,
80% na USP, 26% na UNICAMP, 31% na UFF),
Os perfis abandonados (11 % na UFMG, 8% na UFRJ , 9% na UFPB, 8% na
UNICAMP, 10% na UFF e 0% na USP) em sua maioria divulgavam informações
rotineiras e outras apresentavam apenas informações de boas vindas e
apresentações, uma vez que estes foram abandonados logo no início. Não foram
encontrados perfis atualizados por muito tempo e depois abandonados, todos foram
abandonados em pouco tempo de uso.
Em muitos perfis foi percebida uma intensa relação entre o perfil e seus
seguidores, onde as perguntas e sugestões são respondidas, existe troca de
informação e retwets constantes, o que permite uma grande circulação de
informação.
Os perfis que estão entre os mais atualizados são controlados por estudantes
e centros acadêmicos, mostrando uma maior dedicação e preocupação com essa
ferramenta . Poucos controlados por docentes estão entre os atualizados
diariamente, mas ainda existem alguns que servem como ferramenta de divulgações
específicas por parte de professores e coordenadores, geralmente divulgando
inscrições, aulas e novidades. Foi visto ainda , que estes docentes utilizam o Twitter
como ferramenta administrativa e de comunicação, para se relacionarem melhor
tanto com alunos quanto com centros dentro e fora da instituição.
Foram encontrados na pesquisa alguns perfis de bibliotecas universitárias, e
estes se encontram entre os mais atualizados e os que mais possuem troca de
informação com seus Followers (seguidores) .
Os perfis de bibliotecas divulgam informação sobre eventos relacionados a
bibliotecas internas e também externas. Trabalham ainda como serviço de
referência, uma vez que divulgam novas aquisições, empréstimos, cadastros, prazos
e multas.
Diante dos objetivos propostos na pesquisa, temos o geral que pretende
investigar o uso que as UPBs fazem do Twitter, e frente a esse objetivo foi possível
chegar aos resultados citados acima , pois entre os 107 perfis pesquisados cerca de
85% utilizam a ferramenta diariamente ou eventualmente, para divulgar suas
informações, fazendo uso do Twitter como ferramenta de administração,
comunicação e marketing dentro das universidades. A fim de integrar os centros
acadêmicos, os cursos, professores e alunos, realizar trocas de informações no
ambiente virtual de forma colaborativa , como a proposta pela rede social.
Entre um dos objetivos específicos temos, identificar a natureza e a
importância do material informacional distribuído pelo Twitter em UPBs. Nesse ponto
foi possível verificar que a grande maioria das informações divulgadas diz respeito a

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assuntos referentes aos perfis, como por exemplo, o perfil do Instituto de Matemática
da UFF que divulga informações a respeito de horários, disciplinas, professores e
eventos. Os perfis mais gerais como o da UFMG, divulgam informações sobre toda a
universidade, como congressos, palestras, ingressos, vestibular, greves etc. E ainda
temos os perfis de professores, que passam conhecimentos, através de links, a
respeito de suas respectivas disciplinas ministradas na universidade, divulgam datas
de provas e trabalhos e propõem discussões sobre as aulas, uma vez que a
ferramenta é colaborativa e possibilita uma troca instantânea de informação.
A importância das informações divulgadas diz respeito a uma ampla
disseminação, que acontece a qualquer hora e qualquer lugar, tendo em vista a
possibilidade de utilizar a ferramenta mobile, de qualquer dispositivo que esteja
conectado à rede. Tal importância também pode ser vista a partir da natureza das
informações, além de qualquer um ter acesso, de qualquer lugar, temos informações
importante como datas de provas, matérias, concursos e palestras sendo divulgadas
por muitos e em segundos chegando a muitos outros, pela possibilidade de replicar
a informação que a ferramenta oferece .

5 Considerações Parciais/Finais
Em princípio, este estudo pretendeu abordar a Web 2.0 e suas ferramentas
gratuitas colaborativas, que se expandiram na conjuntura atual , explicando o que é
rede social , conceituando o objeto de estudo Twitter, e realizando pesquisas
quantitativas e qualitativas acerca do uso que as UPBs escolhidas fazem de tal
ferramenta.
Outro ponto que se pretendeu abordar e comprovar foi a usabilidade da rede
social , sua interface simples, e voltada para o usuário, e a importância de alguns
aspectos, que tornam a navegação na Web menos complexa . O Twitter surgiu como
uma das redes sociais mais simples, desde sua interface até seu sistema ,
possibilitando que qualquer pessoa consiga navegar. Dessa forma, logo ganhou
espaço e passou a ser utilizado também como ferramenta de trabalho, já que possui
muitas vantagens.
As universidades públicas brasileiras estudadas foram : UFRJ, UFMG, UFF,
UNICAMP, USP e UFPB, pois estas foram as que mais fazem uso da rede social,
alguns de seus perfis foram acompanhados por um tempo, a fim de analisar a sua
atualização e a natureza de suas informações.
Pretendeu-se obter informações sobre o material disponível nos perfis
institucionais das universidades brasileiras sobre o Twitter, sua importância e
relevância no mundo acadêmico, mostrando como a rede social escolhida se
configura como um importante instrumento de disseminação da informação, inserida
em um cenário onde cada vez mais se buscam ferramentas colaborativas e
interativas, que tenham grande alcance, repercussão e possam ser acessadas de
qualquer lugar, a partir da disponibilidade de acesso a rede Internet.

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Tivemos como resultado que muitos dos perfis pesquisados são atualizados
diariamente, com informações específicas de acordo com seu perfil, e os perfis mais
gerais divulgam informações rotineiras, a respeito de toda a universidade, como
eventos, concursos e novidades.
Foi possível também concluir que as UPSs estão fazendo uso da rede social,
Twitter, como ferramenta de comunicação e até mesmo de administração , na
divulgação e organização de atividades dentro das universidades. O uso de redes
sociais vem crescendo e além de facilitar a divulgação de informação, permite
também a troca de informação e permite que usuário e produtor se confundam e
possam trabalhar juntos, promovendo maior interação e participação .
Entre os perfis pesquisados, chegamos também aos perfis de bibliotecas
universitárias, que ainda são poucos, mas acredita-se que a tendência seja crescer,
uma vez que o uso da ferramenta permite que as bibliotecas disseminem
informações relevantes aos seus usuários, e que estes possam também interagir
junto com a biblioteca. Podemos citar que a maioria dos perfis de bibliotecas
analisados utiliza a rede social como ferramenta do serviço de referência, que vem
ganhando muito espaço no ambiente 2.0 .
Acredita-se que o uso das redes sociais como ferramenta de trabalho ainda
seja pequeno, por conta da falta de conhecimento de alguns, pelo preconceito de
levar algo pouco formal para dentro do ambiente de trabalho, e pela falta de vontade
em se conhecer novas ferramentas e o medo de algo novo, medo de não saber lidar
com a rede, o que afasta e intimida as pessoas a fazerem o uso intensivo dessas
ferramentas que estão na moda.
Com as facilidades de interação que as redes sociais oferecem , os
bibliotecários tendem a expandir seus serviços para a rede , e por mais que o Twitter
permita apenas 140 caracteres, pode-se fazer o uso de hipertexto, fazendo com que
o usuário siga o caminho sugerido pelos bibliotecários e dessa forma consiga
alcançar seu objetivo, de forma colaborativa , interativa e podendo também ser
móvel, aproximando bibliotecas e usuários e facilitando sua relação, uma vez que
cada vez mais as bibliotecas se preocupam em atender o usuário com mais rapidez.
No momento em que nos encontramos nada é mais dinâmico e rápido que o
bibliotecário levar seu serviço até seus usuários, através das redes sociais,
encontrar seu público e realizar seu trabalho com mais eficiência , compartilhando
conhecimentos e trabalhando de forma colaborativa .

6 Referências
AGNER, L. Ergodesign e arquitetura de informação: trabalhando com o usuário.
2.ed . Rio de. Janeiro: Quartet, 2009 . 196 p.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>A Web 2.0 surge como uma rede colaborativa, que através das ferramentas disponíveis possibilita o compartilhamento e a divulgação da informação de maneira interativa, onde produtor e consumidor se confundem. Entre tais ferramentas encontra-se o Twitter, uma rede social, em grande expansão no Brasil, que tem por objetivo disseminar informação em tempo real. O presente estudo busca apresentar o uso da rede social Twitter para a disseminação da informação, por meio de uma pesquisa em Universidades Públicas Brasileiras e seus perfis institucionais. Exibe conceitos de Web 2.0 e sua evolução, assim como de sociedade da informação. Explica o que são redes sociais e conceitua o objeto de estudo: Twitter. Por fim, apresenta o tópico Arquitetura da Informação e sua importância para se estruturar informações na Web, por meio do conceito de usabilidade. Através de um levantamento quantitativo e qualitativo, este trabalho tem por objetivo mostrar a importância e a facilidade em usar as ferramentas colaborativas gratuitas disponíveis na web 2.0 para disseminar e organizar a informação.</text>
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Gestão de pessoas
Trabalho completo

GESTÃO DE COMPETENCIAS DOS BIBLIOTECÁRIOS
ATUANTES NO SERViÇO DE INFORMAÇÃO DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS 1
Tatiana Rossf
Mestre em Ciência da Informação (PGCIN/UFSC). Bacharel em Biblioteconomia (UFSC).
Bibliotecária da Universidade Federal de Santa Catarina. E-mail: tat.caua@gmail.com .

2

Resumo
A gestão de competências é um dos novos modelos de gestão de pessoas
oportunizados na sociedade da informação. Para tanto objetiva-se apresentar uma
revisão da literatura científica acerca do tema competências dos bibliotecários
atuantes nos serviços de informação em bibliotecas universitárias. Selecionou-se os
artigos das Bases do Portal de Periódicos da CAPES e BRAPCI e teses e
dissertações do BDTD/IBICTI e PGCIN/UFSC. Na análise desses, obteve-se
indicação de outras literaturas que corroboram para a temática . Nos resultados
expõem-se os estudos sobre perfis e competências dos bibliotecários. Conclui-se
que com os estudos levantados, pode-se familiarizar-se com o perfil esperado,
conhecer o mapeamento de competências e traçar diretrizes para o desenvolvimento
profissional e pessoal.
Palavras-Chave: Gestão de competências; Perfil profissional ; Bibliotecários;
Biblioteca Universitária.
Abstract
The management competence is one of the new models timely people management
in the information society. To this end we report a review of scientific literature on the
subject expertise of librarians working in information services in university libraries.
We selected the articles of the Bases of the CAPES Periodicals Portal and BRAPCI
and theses and dissertations BDTD/IBICTI and PGCIN/UFSC. In these analyzes, we
obtained an indication of other literatures that support for the theme. The results
expose the studies on profiles and competencies of librarians. It is concluded that the
studies raised can familiarize yourself with the profile expected, to know the mapping
of competencies and set guidelines for the professional and personal development.
Keywords: Management competencies; Professional profile; Librarians; University
Library.
1 Introdução
Pode-se dizer que a Sociedade da Informação está pautada na experiência e
no conhecimento e que as mudanças que oferece interferem nas atividades,
serviços, no modo de agir e de pensar.
Observa-se também nessa nova sociedade a alteração no modo de gerir o
conhecimento e as pessoas nas Organizações. Um desses modelos é a gestão do
conhecimento, a qual apresenta a informação como papel central e estratégico na
vida humana. Cronin (1983, p. 1, tradução nossa) comenta que a informação é o
novo capital e que houve um crescimento no número de pessoas envolvidas com a
informação.
1

Pesquisa bibliográfica originalmente realizada para o desenvolvimento da dissertação de mestrado
da autora (ROSSI, 2012) .

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Gestão de pessoas
Trabalho completo

No caso de um novo modelo de gerenciamento de pessoas, pode-se
apresentar a gestão de competências. Neves (2007) aponta que a gestão de
competências é utilizada para :
[... ] promover a integração entre as atitudes , as habilidades e os
conhecimentos necessários para que as pessoas alcancem resultados
diferenciados, além de haver uma maior responsabilidade pelo processo de
aprendizagem , tanto por parte do gerente, quanto por parte dos
colaboradores.

Fleury e Fleury (2001) acreditam que estão adotando um instrumento de
gestão de pessoas com ênfase no indivíduo e não mais no desempenho do cargo ,
com isto procuram mudar a estrutura organizacional para evidenciar a integração e a
comunicação para participação e aprendizagem dos colaboradores.
Ressalta-se que para prestar um serviço com qualidade os profissionais
dependem do investimento realizado em sua capacitação. As bibliotecas
universitárias (BUs) ofertam o acesso e uso da informação à toda a comunidade
acadêmica da Instituição de Ensino Superior (IES), ademais, contribuem para a
construção do conhecimento , aplicação da inovação e do desenvolvimento social
(CABESTRÉ ; BELLUZZO, 2008).
Nas BUs, o papel do bibliotecário na prestação de SI é evidente, pois estes
profissionais têm contato direto com o usuário, podendo identificar e adequar os
serviços às necessidades individuais dos usuários.
Em sua formação , os bibliotecários são capacitados para atuar em um
mercado de trabalho amplo e adequado ao contexto da época de sua formação e
por isso, recomenda-se que continue a desenvolver competências para os serviços
prestados na BU com intuito de atender o usuário de forma eficiente e eficaz.
O objetivo deste artigo é levantar os estudos acerca do desenvolvimento e
mapeamento das competências tendo em vista a disseminação deste novo modelo
de gestão e, consequentemente, proporcionar familiaridade com o perfil esperado e
a melhoria na prestação de serviços de informação dos bibliotecários atuantes em
bibliotecas universitárias.
Sabe-se que todas as pessoas possuem um nível de competência e uma
afinidade para determinado tipo de atividade e aconselha-se que se tenha uma
previsão das competências específicas para cada serviço prestado e que seja
contrastada com o perfil das pessoas, ou que estas sejam capacitadas para tais
ações. Este levantamento colabora para que os profissionais tenham embasamento
na busca de desenvolvimento e mapeamento das competências para se adequar
tanto a sociedade quanto as competências organizacionais exigidas.
Vale ressaltar que muitas BUs não possuem planejamento estratégico e
avaliações de desempenho e de desenvolvimento pessoal, apesar de estarem
ligadas a uma IES as quais podem possuir elementos que colaborem para a gestão
de competências. Porém , enquanto não for instituído mapeamento de competências
por parte da Organização, este estudo poderá contribuir em um primeiro momento
para um panorama geral do perfil requisitado e o modo como estão sendo
desenvolvidas e mapeadas as competências ocupacionais dos bibliotecários
universitários atuantes na prestação de SI.

2 Revisão de Literatura sobre competências e atuação do bibliotecário
A origem do termo competência vem da palavra latina competens que
significa "o que vem com" , "o que é adaptado" (MOURA et aI. , 2009 , p. 78) . No final
da Idade Média, a expressão competência pertencia basicamente à área jurídica,

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Trabalho completo

como a faculdade atribuída a alguém para julgar certas questões (BRANDÃO;
GUIMARÃES, 2001; BELLUZZO, 2005; CARBONE et aI. , 2006; FREITAS;
BRANDÃO, 2006).
Em 1973, David McClelland publicou um artigo em que sugeria que a
competência "[. .. ] é uma característica subjacente a uma pessoa que pode ser
relacionada com o desempenho superior na realização de uma tarefa ou em
determinada situação . [.. .]" (FLEURY; FLEURY, 2004, p. 45). Há hoje duas correntes
que discutem essa temática , a americana (com autores como McClelland, Boyatzis e
Spencer Junior e Spencer) e a francesa (Le Boterf, Zarifian e Duran).
No Brasil, o conceito começa a ser discutido pelas universidades na década
de 1990. Na década de 2000 aparecem os primeiros instrumentos aplicados em
organizações (RUZZARIN ; AMARAL; SIMIONOVSCHI , 2002 , p. 16) e emerge
fundamentado na literatura americana que concebe como "algo que o indivíduo tem"
(FARIAS, 2007 , p. 82).
Nota-se também o uso de denominações diferentes (CARBONE et aI., 2006),
porém que expressam concepções semelhantes. Para que se tenha maior
compreensão entende-se que gestão por competência é a forma pela qual a
empresa divide o trabalho tendo por base as competências necessárias para a
execução de uma atividade (ênfase no cargo). Gestão de competências é o
processo de administrar e gerir as competências das pessoas para o sucesso da
organização (ênfase nas pessoas).
A área de Biblioteconomia é uma 'l .. ] área em expansão acelerada, motivada
por mudanças sociais e avanços tecnológicos, demandando atualização constante e
diversidade muito grande de conhecimentos e competências. " (MUELLER, 1989, p.
63). Então, para o desenvolvimento de competências é recomendável o
conhecimento do perfil profissional solicitado no mercado de trabalho e as diretrizes
organizacionais da Instituição em que se trabalha.
Com relação ao perfil profissional do bibliotecário há variantes nas descrições,
mas sem grandes discrepâncias, por exemplo , Arruda , Marteleto e Souza (2000)
dizem que há necessidade de um profissional flexível , apto a atuar em situações de
trabalho diferenciadas e a mobilizar seu conhecimento em prol da organização.
Silveira , J. (2009) sugere que ele seja criativo, dinâmico e eficiente.
Já Castro (2000 , p. 2) lembra que nos séculos passados as transformações
ocorriam nas proximidades de territórios determinados, hoje, 'l .. ] o que acontece do
lado de lá do Atlântico abala estruturas não consolidadas, agrava a dependência do
capital dominante e acirra as desigualdades dos países periféricos".
Para uma efetiva gestão de recursos humanos é recomendável a capacitação
para uma melhora contínua das áreas que compõe as bibliotecas universitárias.
Hernández Pacheco (2007) lembra que a análise das necessidades e um plano de
formação deverão existir, devendo-se prever a evolução da organização como um
todo e também detectar os problemas atuais e a devida solução para os mesmos.
O profissional precisa ter em mente a necessidade de investir em formação
profissional e educação continuada , porém estas ações devem estar sedimentadas
na compreensão dos processos de transformação porque passa o mundo do
trabalho (ARRUDA; MARTELETO; SOUZA, 2000, p. 23).
Miranda e Solino (2006, p. 384) relatam que a:
[... ] rapidez com que a tecnologia e os processos evoluem diariamente, gera
um cenário de incerteza que afeta toda e qualquer ação educativa [ ...].
Diante dessa realidade , o profissional precisa manter-se atualizando seus
conhecimentos , técnicas e habilidades, a fim de conseguir seu
aperfeiçoamento, capacitação e qualificação profissional.

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Gestão de pessoas
Trabalho completo

Dias et aI. (2004) propõe um programa de capacitação de equipes
bibliotecárias em quatro fases: 1) conhecimento do ambiente organizacional e suas
necessidade para subsidiar as atividades de planejamento do procedimento
formalizado e articulado para a formação em serviço; 2) elaboração de planos de
ação onde são tomadas decisões quanto às estratégias de ação ; 3) apresentação de
um modelo para o desenvolvimento das ações programadas; 4) avaliação de
desempenho dos indivíduos após a implementação do programa de capacitação em
serviço para os ajustes necessários. Estes programas e planos devem ser
direcionados à organização como um todo, sempre respeitando a cultura
organizacional e a limitação dos colaboradores para que com isto seja mais
receptivo e atraente capacitar-se.
Para que se tenha um panorama geral do perfil requisitado e do modo como
estão sendo desenvolvidas e mapeadas as competências dos bibliotecários, segue
os procedimentos utilizados para a revisão da literatura científica .

3 Procedimentos metodológicos
Uma revisão de literatura é realizada para "[.. .] mapear e avaliar o território
intelectual existente e para especificar uma questão de pesquisa a fim de
desenvolver o corpo existente de novos conhecimentos." (TRANFIELD; DAVID;
SMART, 2003 , p. 208).
A pesquisa encontra-se na área de ciências sociais aplicadas e caracteriza-se
como exploratória sendo a técnica de coleta de dados a pesquisa bibliográfica. A
temática foi delimitada tendo em vista a ampliação do conhecimento acerca do tema ,
disseminação para os bibliotecários e para o desenvolvimento da dissertação da
autora .
Para a seleção da amostra, visando a abrangência da revisão ; priorizando
trabalhos com rigoroso processo de avaliação para garantir a qualidade desta
pesquisa ; e, delineando acerca do tema proposto no objetivo, foram consultados:
a) artigos indexados das bases da área de conhecimento "Ciência da
Informação" específicas de Biblioteconomia e Ciência da Informação e
correlatas, do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (CAPES) , eliminando bases de mesmo editor,
totalizando sete bases, sendo elas: Emerald Fulltext (Emerald); Gale:
Academic OneFile; Library Literature and Information Science Full Text
(Wilson) ; Library Information Science &amp; Technology Abstracts with Full Text
(EBSCO); SAGE Journals Online ; SciELO.ORG ; e, ScienceDirect (Elsevier);
b) artigos indexados da Base de Dados Referenciais de Artigos de Periódicos
em Ciência da Informação (BRAPCI), composta de 33 periódicos nacionais
impressos e eletrônicos;
c) teses e dissertações na Base de Dados de Teses e Dissertações (BDTD) do
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), composta
de 95 Instituições;
d) dissertações do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação
(PGCIN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) .
Foram excluídos trabalhos que tratassem de competência informacional
(information literacy) e demais competências relacionadas aos usuários; trabalhos
de outros tipos de bibliotecas quando os mesmos não pudessem ser aplicados às
bibliotecas universitárias; e, trabalhos que, apesar de constar em título, resumo e
palavras-chave os termos pesquisados, foram identificados com distanciamento do

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Gestão de pessoas
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tema em seu conteúdo.
Os artigos selecionados abrangem o período de publicação do ano 1988 a
2010 e embora o critério data não tenha sido especificado, a recuperação teve
ênfase no final da década passada. As teses e dissertações permearam nos anos
1995 a 2010. Com relação ao idioma, restringiram-se as publicações em português,
espanhol e inglês.
As pesquisas foram feitas utilizando a Rede Privada Virtual (VPN) da UFSC a
qual permitiu a ampliação do acesso a artigos, em especial do Portal de Periódicos
da CAPES. Foram consultadas fontes fidedignas e espera-se ter recuperado o
máximo dos trabalhos publicados com o objetivo de traçar um panorama geral sobre
os temas.
As buscas iniciaram-se no Portal de Periódicos da CAPES com termos no
singular e plural separadamente. Como os resultados obtidos não foram
satisfatórios, optou-se por utilizar o operador coringa "?" no modo de "pesquisa
avançada" em "todos os campos" e unindo os termos com "E", sendo as aspas
utilizadas apenas nos termos que formavam expressão
TERMO 1
competenc?
competenc?

TERMO 2
biblioteca?
"academic librar?"

RESTRIÇAO
Refi nar busca "não" "todos os campos" "Iiteracy"

perfi?
biblioteca ri?
Refinar busca "e" "todos os campos" "competenc?"
bibliotecari?
..
..
Quadro 1 - Termos utilizados para recuperaçao de artigos do Portal de Penodlcos da CAPES
Fonte: Dados obtidos pela autora

-

Na BRAPCI pesquisou-se os termos com operador coringa "*". A busca foi
feita em "todos" os campos (palavras-chave, título, resumo e autor), com os termos
abaixo identificados em "todo período" e nenhum termo de ligação.
TERMO
competenc* biblioteca*
competenc* academic librar*
"academic librar*"
perfi* bibliotecári*
bibliotecari* competenc*
Quadro 2 - Termos utilizados para recuperaçao de artigos da BRAPCI
Fonte: Dados obtidos pela autora

-

Na BOTO do IBICT foi utilizado para a busca os termos descritos no quadro 3.
Por não se obter a recuperação adequada quando digitado dois termos no mesmo
campo de busca (com ou sem aspas, com ou sem função booleana) foi inserido
apenas o primeiro termo para busca e posteriormente digitado o segundo termo na
caixa de busca "Search for" e o local de busca (título ou assunto)
TERMO RESUMO
bibliotec*
bibliotec*
Literacy

TERMO TITULO
TERMO ASSUNTO
competenc*
competenc*
competenc*
competenc* bibliotec*
competenc* bibliotec*
Literacy
bibliotecar*
competenc*
bibliotecari*
perf*
bibliotecari*
perf*
"bibliotec* universitar*
servic*
..
Quadro 3 - Termos utilizados para recuperaçao de teses e dlssertaçoes na BDTD/IBICT
Fonte: Dados obtidos pela autora

-

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Observou-se que embora a BOTO indexe teses e dissertações de 95

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Gestão de pessoas
Trabalho completo

Instituições, a recuperação foi de apenas seis Instituições, a saber: Universidade
Nacional de Brasília , Universidade Estadual de Campinas, Pontifica Universidade
Católica de Campinas, Universidade Federal da Bahia , Universidade Federal de
Minas Gerais e Universidade de São Paulo.
As pesquisas se estenderam ao PGCIN da UFSC, tendo em vista que autora
fazia parte do mesmo e das 59 dissertações defendidas, sete eram proeminentes.
Após a seleção, os estudos foram submetidos a análise e oportunizaram o
conhecimento de outros que também corroboravam para a compreensão e
direcionamento do tema proposto e, desta forma , compõem o presente artigo.
Informa-se que a intenção desta pesquisa não foi de julgar a relevância ou
qualidade dos trabalhos para a publicação nacional e internacional, mas sim estudálos no contexto dos objetivos desta pesquisa com a intenção de colaborar para o
avanço dos estudos sobre esta temática.

4 Estudos sobre os perfis e competências dos bibliotecários
Os estudos foram selecionados pela proximidade ao tema abordado e foram
classificados por ordem cronológica.
Tarapanoff, Santiago e Correa (1988) revisaram a literatura sobre o perfil do
profissional bibliotecário e/ou profissional da informação. Buscaram na literatura,
nacional e internacional, características e tendências para a profissão do
bibliotecário e/ou profissional da informação que atua em bibliotecas especializadas.
Mueller (1989) traçou o perfil do profissional segundo sua função de
preservação, educação , no suporte ao estudo e pesquisa, planejamento e
administração de recursos informacionais.
Belluzzo (1995) definiu e sistematizou indicadores básicos relativos ao perfil e
às qualificações exigidas do bibliotecário atuante no setor de referência em BU .
Alencar (1995, 1996) investigou as relações entre opiniões de mestres e
doutores da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação e de bibliotecários
universitários participantes do VIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
(SNBU) (1994) quanto a: atitudes desejáveis, habilidades e conhecimentos
necessários ao Serviço de Referência.
Ochôa em 1999 (apud SILVA, C., 2006) traçou um paralelo entre as
competências do bibliotecário de referência nos anos de 1984, 1985, 1989, 1990,
1991 e 1998.
Arruda , Marteleto e Souza (2000) contemplam as mudanças no mundo do
trabalho e no padrão de qualificação do profissional na área de informação, a
emergência de novos perfis profissionais e as qualificações necessárias para o
bibliotecário interagir diante dos novos requerimentos do mundo do trabalho.
Castro (2000) traça um paralelo entre o perfil e as atitudes do bibliotecário
tradicional e do moderno profissional da informação.
Como resultado do IV Encuentro de Directores de Escuelas de Bibliotecología
y Ciência de la Información dei Mercosur (2000) , em Montevideo os integrantes
descreveram uma caracterização das competências desejáveis e exigíveis a um
profissional egresso de uma Universidade na área de Biblioteconomia/Ciência da
Informação no Mercosul.
As diretrizes curriculares constantes no Parecer CNE/CES n°
492/2001 (BRASIL, 2001) apontam as competências e as habilidades na formação
dos bibliotecários para estarem preparados para enfrentar com proficiência e
criatividade os problemas de sua prática profissional.

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Trabalho completo

A Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) aponta as competências
gerais atribuídas aos profissionais da informação (BRASIL, 2002).
Valentim (2002) apresenta diversos estudos e debates acerca das
competências para os profissionais da informação, tais como: o IV Encuentro de
Directores de Escuelas de Bibliotecología y Ciencia de La Información Del mercosur
(2000), realizado em Montevideo (anteriormente citado); Proposta de Diretrizes
Curriculares MEC; e, Oficina Regional de Trabalho da Universidade de São Paulo
realizada pela Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação e pelo
Fórum Nacional de Pró-Reitores de Graduação das Universidades Brasileiras.
Dias e Belluzzo (2003) realizam uma síntese de competências humanas de
um serviço de informação (SI) em ciência e tecnologia (C&amp;T) e caracterizaram os
atributos das competências individuais.
Mahmood (2003) revisa a literatura sobre as competências necessárias para
bibliotecários acadêmicos na região da Ásia/Pacífico e discute as mudanças do
ambiente acadêmico de biblioteconomia no Paquistão . Fornece uma lista de
competências necessárias e destaca as deficiências nos currículos e sua
implementação e as recomendações para melhoria da situação .
Cunha et aI. (2004) analisaram o perfil do profissional da informação em
Santa Catarina, investigando os alunos formados em Biblioteconomia na UFSC, de
1993 a 2002 e verificaram também se o mercado de trabalho emergente é ocupado
por estes profissionais.
Dias et aI. (2004) tratou da formação em serviço do bibliotecário como
mediador do aprendizado no uso de fontes de informação. Apresentou uma proposta
metodológica para capacitação de equipes bibliotecárias visando a orientação e
implementação de atividades que possam contribuir para que as bibliotecas se
tornem espaços maximizados de aprendizado , qualificando-as como mediadoras
desse processo.
Faria et aI. (2005) traçaram as competências do profissional da informação
paralelas às exigidas nas empresas no contexto atual da sociedade do
conhecimento. A análise foi baseada nas descrições da Classificação Brasileira de
Ocupações (CBO) e nas investigações sobre as atuais competências exigidas pelas
empresas líderes, bem como em conceitos sobre desdobramentos de competências
no contexto da literatura da ciência organizacional.
Villa Barajas e Alfonso Sánchez (2005) objetivaram conhecer como as
tecnologias de informação e comunicação afetam o bibliotecário e a biblioteca
híbrida analisando o perfil profissional e identificando as qualidades, conhecimentos
e habilidades que devem possuir para ser um profissional competente.
Lima Junior e Nascimento (2006) mostram a necessidade do mercado e as
exigências da sociedade moderna.
Oliveira et aI. (2006) mapearam as competências para identificar os
conhecimentos, as habilidades e as atitudes existentes e necessários ao staff da
Biblioteca Central (Bicen) da Universidade Federal de Ponta Grossa.
Chirley Silva (2006) investigou o perfil do bibliotecário de referência das
bibliotecas universitárias do Estado de Santa Catarina que fazem parte do sistema
ACAFE .
Nina (2006 , 2008) descreveu , com base no discurso do sujeito coletivo,
algumas representações de competências pessoais e profissionais, e as
atualizações profissionais, junto aos profissionais atuantes nas bibliotecas da
Universidade Federal do Amazonas.
Rubi , Euclides e Santos (2006) destacaram, a partir da literatura, aspectos

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Trabalho completo

relacionados ao perfil do bibliotecário, referentes à formação acadêmica e
continuada, à atuação profissional , ao mercado de trabalho e ao marketing
profissional e pessoal.
Santos e Tolfo (2006) identificaram as competências demandadas aos
bibliotecários tendo em vista a implantação de tecnologias de informação em
Bibliotecas Universitárias.
Cunha, Silva e Kil (2007) analisaram o perfil do profissional da informação em
Santa Catarina, investigando os alunos formados em Biblioteconomia na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, de 1993 a 2002 e verificaram também
se o mercado de trabalho emergente é ocupado por estes profissionais. Traçaram
comparações com a pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa
Catarina .
Fonseca (2007) identificou o perfil exigido ao profissional bibliotecário através
de concursos públicos em âmbito nacional.
Melchionda (2007) apresentou uma revisão dos debates e percepções dos
papéis dos bibliotecários na literatura dos últimos dez anos, no contexto do impacto
da internet na sua vida profissional.
Uribe Tirado (2007) apresentou diferentes reflexões e propostas acerca dos
conhecimentos, habilidades, destrezas e atitudes (competências) no campo
tecnológico requeridas pelos bibliotecários colombianos frente a sociedade atual e a
possibilidade de abordar a formação tecnológica na universidade.
Campos (2008) fez um levantamento sobre a empregabilidade, pós sociedade
da informação, o mercado de trabalho, o perfil do profissional da informação e do
bibliotecário e as políticas públicas educacionais.
Silveira, F. (2008) analisou o conjunto das atividades do profissional
bibliotecário em uma perspectiva sócio-histórica fazendo uma análise das
competências, habilidades e exigências de formação teórico-prática que o atual
mercado de trabalho requer.
Barbalho e Rozados (2009) delinearam um mapeamento de competências
para o Sistema do Conselho Federal de Biblioteconomia/Conselhos Regionais de
Biblioteconomia visando compreender as necessidades teóricas para o que o
profissional executará .
Conti, Pinto e Davok (2009) estudaram o perfil do bibliotecário empreendedor.
Dib e Silva (2009) apresentaram a metodologia utilizada para o
desenvolvimento de equipes em Unidades de Informação, elaborada a partir de um
trabalho de parceria entre profissionais das áreas de Biblioteconomia e Psicologia,
realizado na Biblioteca de Ciências Sociais C (Direito) da Rede Sirius - Rede de
Bibliotecas UERJ.
Passarelli (2009) como resultado parcial da pesquisa de pós-doutorado,
apresentou reflexões sobre as novas competências necessárias aos bibliotecários
para atuar como gestores da informação em organizações contemporâneas.
Shepherd (2009) discutiu a necessidade de continuar o desenvolvimento
profissional de bibliotecários em BUs em geral, e na Biblioteca da Universidade de
Rhodes na África do Sul , em particular.
Silva , L. (2009) identificou as competências essenciais exigidas do
profissional bibliotecário para sua efetiva atuação em Goiânia-GO frente aos
desafios da sociedade da informação e do mercado de trabalho.
Silveira, J. (2009) apresentou os resultados de uma revisão de literatura feita
sobre gestão de recursos humanos em BUs.
Leiva-Aguilera (2010) analisou a possibilidade dos novos graduados em

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informação e documentação acender a este posto tendo em vista as competências
demandadas nas ofertas de trabalho atuais, assim como a presença das ditas
competências e as matérias requeridas na configuração da grade curricular das
universidades espanholas.
Partridge et aI. (2010) investigou e explorou as habilidades, conhecimentos e
atributos exigidos pela biblioteca contemporânea e informação profissional em um
mundo de mudança tecnologica .
Os estudos acima destacados podem contribuir para que os bibliotecários se
familiarizem com os perfis requeridos em concursos públicos, mercado de trabalho,
novos rumos da sociedade, e o que se espera dele em diversas BUs. Embasados
nestes estudos podem apresentar diretrizes para o mapeamento e desenvolvimento
de competências a serem traçados em conjunto com as IES para um melhor
direcionamento dos serviços prestados nas BUs prevendo atender o usuário de
forma eficiente e eficaz.
5 Considerações Finais
O mercado de trabalho é acirrado e é recomendável que os profissionais
procurem manter-se competitivos, além disso, é indicado que a prestação dos
serviços de informação ofertados pelos bibliotecários nas BUs seja eficaz e eficiente
para seus usuários.
Uma das formas de se fazer isto é gerindo as competências desses
profissionais, desta forma consegue-se identificar as competências atuais e
desenvolver as competências faltantes, especialmente para adequação as grandes
mudanças que vem ocorrendo na sociedade da informação.
Aplicar a gestão de competências é uma forma de desenvolver os talentos
dos colaboradores para alcançar o objetivo da Instituição. A BU precisa de
profissionais capacitados, pois colabora na mediação da informação para que o
usuário seja orientado na avaliação e acesso da informação, a fim de suprir suas
necessidades informacionais.
Profissionais adequadamente alocados nas BUs e capacitados, melhoram a
produtividade e a motivação. Porém, aconselha-se não padronizar a capacitação
ministrada ou criar obrigatoriedade de participação, pois, com isto, aumenta-se o
nível de desinteresse, retira autonomia e inibe o colaborador.
Os bibliotecários também não precisam esperar somente que alES
oportunize as capacitações. Eles podem colaborar tendo vontade de aprender,
identificar o que lhe falta e buscar as competências deficientes contatando colegas
de trabalho e profissão e procurando literaturas pertinentes a temática.
Com os estudos apresentados anteriormente é possível ter embasamento
para familiarizar-se com o perfil esperado do profissional e traçar diretrizes para o
mapeamento das competências e desenvolvimento profissional e pessoal. Ao
desenvolver-se se tem um ganho para a IES, a BU, o usuário e ao próprio
bibliotecário.
Referências
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Gestão de pessoas
Trabalho completo

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Gestão de pessoas
Trabalho completo

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°

CONTI, Daiana Lindaura ; PINTO, Maria Carolina Carlos; DAVOK, Delsi Fries.
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CRONIN , Blaise. Post-industrial society: some manpower issues for the library
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°

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v.
9,
n.
2,
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em : 03 fev. 2011 .
CUNHA, Miriam Vieira da; SILVA, Chirley Mineiro da; KIL, Christian . Perfil do
bibliotecário formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Informação
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&lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/504/1470&gt;. Acesso em : 03
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DIAS, Maria Matilde Kronka ; BELLUZZO, Regina Célia Baptista. Gestão da
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DIB, Simone Faury; SILVA, Neusa Cardim da. Competências em unidades de
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Gestão de pessoas
Trabalho completo

ENCUENTRO DE DIRECTORES DE ESCUELAS DE BIBLlOTECOLOGíA Y
CIENCIA DE LA INFORMACIÓN DEL MERCOSUR, 4., 2000, Montevideo.
Programa, acuerdos y recomendaciones ... Montevideo: Universidad de la
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2376

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Gestão de pessoas
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2377

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A gestão de competências é um dos novos modelos de gestão de pessoas oportunizados na sociedade da informação. Para tanto objetiva-se apresentar uma revisão da literatura científica acerca do tema competências dos bibliotecários atuantes nos serviços de informação em bibliotecas universitárias. Selecionou-se os artigos das Bases do Portal de Periódicos da CAPES e BRAPCI e teses e dissertações do BDTD/IBICTI e PGCIN/UFSC. Na análise desses, obteve-se indicação de outras literaturas que corroboram para a temática. Nos resultados expõem-se os estudos sobre perfis e competências dos bibliotecários. Conclui-se que com os estudos levantados, pode-se familiarizar-se com o perfil esperado, conhecer o mapeamento de competências e traçar diretrizes para o desenvolvimento profissional e pessoal.</text>
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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

PRIMEIRAS HISTÓRIAS, PRIMEIRAS lEITURAS: HABITANDO O
"ESPAÇO CRIANÇA" DA BIBLIOTECA "ACÁCIO JOSÉ SANTA
ROSA" DA FCl - UNESP - ASSIS.
Heloisa Maria Heradão Rogone 1, Lucelena Alevato2, Maria
Isabel Coelho de Britto 3 , Maria José de Oliveira 3 e Sônia Castro
Pereira Furlan 3•
Profa do Depto de Psicologia Clínica da FCl - UNESP - Campus de Assis.
Bibliotecária Supervisora da STRAUD - FCl - UNESP - Campus de Assis.
3 Assistente de Serviços de Documentação, Informação e Pesquisa - FCl -UNESPCampus de Assis.
1

2

1 Introdução
A biblioteca escolar é o espaço destinado à promoção da leitura e
outras atividades que possam estimular o interesse e a formação do hábito. É
indispensável mostrar a importância da biblioteca escolar no desenvolvimento
educacional e sócio cultural na vida das crianças. É na Biblioteca que as
crianças podem descobrir seus próprios interesses, escolher suas leituras
preferidas e ter um contato maior com a cultura.
Por isso é fundamental que o hábito de leitura seja desenvolvido desde
muito cedo na criança. Bamberger (1986, p.92) ressalta que: "O
desenvolvimento de interesses e hábitos permanentes de leitura é um processo
constante, que começa no lar, aperfeiçoa-se sistematicamente na escola e
continua pela vida afora".
A leitura tem um papel primordial no desenvolvimento cognitivo, social
e emocional da criança. Não só desperta o gosto pelos bons livros e pelo
hábito de ler, como também contribui para ampliar seus conhecimentos,
estimular a criatividade e desenvolver suas potencialidades.
De acordo com Kleiman (2000, p.7) "A aprendizagem da criança na
escola está fundamentada na leitura".
O ambiente fisíco da Biblioteca escolar também deve ser agradável e
convidativo, um lugar interessante e estimulante para o público que a
frequenta.
O espaço da biblioteca deve ser atraente, acolhedor, envolvente e
prazeroso, proporcionar conforto por meio de um local bem iluminado,
ventilado, com uma clara sinalização/comunicação visual, mobiliado e
decorado de acordo com o perfil de seus usuários, ou seja, que esse espaço
não seja só para usuários e adultos, mas que tenha também estantes, mesas e
cadeiras baixas, ao alcance dos pequenos usuários. (BICHERI, 2008, p. 27-28)
Nesse contexto, a Biblioteca "Acácio José Santa Rosa" implementou
em 2009 a Seção Infantil "Espaço Criança". Este projeto inovador consistiu em
proporcionar um ambiente acolhedor de leitura e promover atividades lúdicas e
culturais para filhos de funcionários, professores e alunos que freqüentam o
Centro de Convivência Infantil-CCI.
Nestes três anos, pode-se constatar que o objetivo principal deste

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8t.'bllotu.~

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

Projeto foi atingido, pois as crianças demonstraram grande interesse em
frequentar a Biblioteca, externaram muita satisfação na leitura dos livros de
literatura infantil e se tornaram as principais propagadoras da Biblioteca como
ambiente acolhedor para leitura.
Os resultados positivos deste trabalho ofereceram à Biblioteca
subsídios para concluir que esta iniciativa fosse estendida às crianças da Rede
Municipal de Ensino da cidade de Assis/SP.
Deste modo buscamos a parceria da Secretaria Municipal de
Educação de Assis/SP para trazermos as crianças do 10 ano do Ensino
Fundamental, durante o ano de 2012, para participarem de atividades na
Biblioteca.
A biblioteca possibilitará às crianças o acesso livre às informações,
garantindo, em termos de igualdade, o desenvolvimento do seu potencial. As
atividades lúdicas e culturais serão desenvolvidas pelos Profissionais da
Informação da Biblioteca e também por alunos bolsistas do Curso de
Graduação de Psicologia, no ambiente da Biblioteca proporcionando, assim,
dentre outros benefícios, o conhecimento do Acervo geral e em especial do
Acervo de Literatura Infantil e Infanto-juvenil especialmente selecionado para
este público.

2 Materiais e métodos
As atividades estão sendo desenvolvidas com crianças matriculadas
no primeiro ano do ensino fundamental da Rede Municipal de Ensino de
Assis/SP, na faixa etária de 06 a 7 anos. A princípio estamos trabalhando com 3
turmas de 25 crianças cada uma, trazidas de 4 EMEF indicadas pela Secretaria
Municipal de Educação. As atividades são realizadas por 2 horas no "Espaço
criança" da biblioteca da FCl-Assis, onde as crianças são convidadas a
participar de atividades de estimulo à leitura desenvolvidas pela equipe
responsável.
Neste período de 2 horas, as crianças estão participando de contação
de histórias intermediadas ou não, pelo uso de fantoches, dedoches,
encenação teatral, e fantasias. Após as atividades as crianças podem escolher
um livro nas estantes do "Espaço Criança" e são estimuladas a interagir com
estes materiais de diversas formas, podendo assim, subsidiar mais uma
história a ser contada.
Esta ordem de atividades está sendo semanalmente alterada, podendo
as crianças, de acordo com o interesse serem as contadoras das histórias.

3 Resultados Finais
Trabalhar a leitura através de atividades de incentivo, mas
especificamente à hora do conto é muito importante para o desenvolvimento
psicológico e cognitivo da criança, pois permite despertar nas crianças o
interesse, a imaginação e a criatividade, além de possibilitar respostas para
suas indagações.
Por isso, procuramos durante as atividades, estimular o interesse e o

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

gosto das crianças pelos livros e a leitura. Constatamos que a frequência das
crianças à biblioteca é muito boa e estável na medida em que vêm à biblioteca,
divididas em turmas, duas vezes por semana, acompanhados de suas
professoras monitoras para ouvirem as historinhas e participar de outras
atividades relacionadas a leitura.
4 Considerações Finais

Neste trabalho apresentamos as atividades que estão sendo
realizadas na Seção Infantil "Espaço Criança" da Biblioteca "Acácio José
Santa Rosa" da FCL-UNESP-Assis com crianças do primeiro ano do ensino
fundamental da Rede Municipal de Ensino da cidade de Assis/SP, como forma
de incentivar a frequência e, principalmente estimular as crianças a
desenvolver o interesse pelos livros e leitura, por meio da realização da hora
do conto.
Dentro do "Espaço Criança" da Biblioteca, estamos verificando através
de observações, que está havendo uma boa aceitação na busca pelos livros
por parte das crianças e também pelos professores. As crianças participantes
tem se mostrado muito entusiasmadas com os livros infantis e com a
decoração alegre, colorida que foi feita no "Espaço criança" da Biblioteca,
tornando o lugar muito convidativo.
Os bons resultados deste trabalho está sendo constatado pela alta
demanda, tendo em vista que a equipe responsável pelo desenvolvimento das
atividades tem sido procurada por outras escolas da Rede Municipal de
Ensino, solicitando a ampliação do atendimento.
Referências
BAMBERGER, R. Como incentivar o hábito de leitura. Tradução Octavio Mendes
Cajado.2.ed. São Paulo: Ática, 1986. (Educação em Ação).
BICHERI, A. L. A. O. A mediação do bibliotecário na pesquisa escolar face a
crescente virtualização da informação. 2008, 197 f. Dissertação (Mestrado em
Ciência da Informação) - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual
Marília,2008.
&lt;Disponível
em:
Paulista,
http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/bma&gt; Acesso em: 16 mar. 2012.
KLEIMAN, A. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. 7. ed. Campinas: Pontes,
200

173

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Primeiras histórias, primeiras leituras: habitando o "espaço criança" da Biblioteca "Acácio José Santa Rosa" da FCL- UNESP- ASSIS.</text>
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                <text>Rogone, Heloisa Maria H.; Alevato, Lucelena; Britto, Isabel Coelho de; Oliveira, Maria José de; Furlan, Sônia Castro Pereira</text>
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                <text>Discorre sobre a impementação do projeto Espaço Criança na Bibliotaca Acácio José Santa Rosa, proporcionando um ambiente acolhedor de leitura e promoção de atividades lúdicas e culturais</text>
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AQUISiÇÃO DE PERiÓDICOS TÉCNICO-CIENTíFICOS
INTERNACIONAIS POR PREGÃO: uma análise da eficácia dessa
modalidade de aquisição
Fabiana Araujo Lemos Rodrigues 1, Cileia Freitas Marangoni de
OUveir;?, Luiz Atílio Vicentin 3•
1Bibliotecária, UNICAMP, Campinas, São Paulo.
2Administrador

de Banco de Dados, UNICAMP, Campinas, São Paulo .

3Coordenador do SBU - UNICAMP, Campinas, São Paulo.

Resumo
O presente trabalho consiste em analisar se a modalidade de licitação
denomina da pregão, como meio de aquisição de periódicos técnico-científicos
internacionais pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp é vantajosa
economicamente através do estudo dos preços pagos pelas coleções nos últimos
anos em comparação com o praticado anteriormente quando eram adquiridos por
meio de pesquisa de mercado sem a modalidade de pregão, além de avaliar o valor
praticado diretamente pelas editoras. Foram selecionados títulos correspondentes a
20% do total da coleção de periódicos no formato impresso, com assinatura comum
nos últimos 04 anos, pertencentes às principais editoras do mercado de periódicos
científicos. De posse destes dados, foi estruturada uma tabela para a comparação
dos títulos, e dela, obtivemos parâmetros para o estudo e análise dos preços.
Observamos que apesar de o pregão ter como principal finalidade a economia nas
aquisições, vimos que isso na verdade não tem acontecido de maneira satisfatória ,
já que a faixa de preços proposta pelos fornecedores é apresentada de forma
inflacionada, muito além do que os editores cobram por suas assinaturas. Desta
forma , pretende-se com este estudo, gerar uma discussão no intuito de que o
pregão seja visto com um olhar criterioso, visando otimizar seus procedimentos e
garantir os benefícios almejados.

Palavras-chave:
Periódico científico; Aquisição; Licitação; Pregão presencial.

Abstract
The present paper makes the analysis of modality of public tender called
Proclamation, as mean of acquisition of international technical-scientific periodicals
by the University of Campinas - Unicamp, is really advantageous financially , through
the survey of prices paid for the collections over the last years in comparison with
those when they acquired through a market research, without proclamation, besides

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evaluating the value established directly by the editors. We selected titles
corresponding to 20% of the total collection of printed periodicals, with common
subscription in the last 4 years, indexed in the main editors with prominence in the
market of scientific periodicals. With this data, an spreadsheet was made for the
comparison of titles, and from this spreadsheet, we obtained the parameters for the
study and analyses of the prices. We observed that despite the proclamation have as
main objective to save money in acquisitions; we noticed that this it is not happening
in a satisfactory manner, since the prices proposed by the suppliers is inflated, much
beyond what the editors charge on subscription . Therefore, the intention of this study
was to generate a reflection that the proclamation must be carefully monitored by the
public authorities, seeking the optimization of its procedures, in order to ensure the
benefits required by the public sector.

Keywords :
Scientific periodical; Acquisition ; Public tender; Present proclamation .

1 Introdução
"Criar e disseminar o conhecimento na ciência , tecnologia, cultura e nas artes,
através do ensino, pesquisa e extensão ... " está contido na missão da Universidade
Estadual de Campinas - Unicamp.
A publicação periódica é um dos veículos mais rápidos de geração e
disseminação do conhecimento entre os cientistas. Ela retrata o ambiente científico
das grandes universidades. A partir dos artigos de periódicos é que o pesquisador
expõe suas ide ias e as submete à avaliação de seus pares, o que lhe confere
credibilidade dentro do mundo científico.
Além de agregar valor às pesquisas em determinada área do conhecimento, o
periódico científico é o principal veículo formal da comunicação científica, conforme
Gruszynski e Golin, (2006) .
Diferente das publicações convencionais, onde o processo de aquisição é um
trabalho que se encerra com a obtenção dos itens adquiridos, o processo de
aquisição de periódicos científicos constitui um esforço contínuo, uma vez que, ao
lidar com estes periódicos não se trabalha com itens em separado e sim com
coleções, conforme comentou Leal (2011) em seu trabalho para RDSCI : "Quando a
biblioteca adquire um periódico, ela está adquirindo a assinatura de uma coleção".
A aquisição de periódicos científicos difere de qualquer outra aquisição de
material ou produto na universidade onde o pagamento é feito após a entrega total
dos itens adquiridos. Na aquisição de periódicos ocorre o inverso, já que as editoras
só processam o pedido de assinatura após o seu pagamento integral.
Até 2009, esta especificidade, fazia com que a aquisição de periódicos
técnico-científicos internacionais fosse diferente de qualquer outra aquisição de bens
ou serviços na Universidade. Estas aquisições eram feitas através de Inexigibilidade
de Licitação, amparadas pelo Caput do artigo 25 da Lei 8.666/93. Esta lei traz em
seus artigos, o que um órgão público necessita para realizar uma licitação.

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Meirelles (2010) conceitua licitação como
o procedimento administrativo mediante o qual a
Administração Pública seleciona a proposta mais vantajosa
para o contrato de seu interesse. Visa propiciar iguais
oportunidades aos que desejam contratar com o Poder
Público, dentro dos padrões previamente estabelecidos pela
Administração, e atua como fator de eficiência e moralidade
nos negócios administrativos.

Justen Filho (2009) complementa a licitação como
um procedimento administrativo formal , realizado sob regime
de direito público, prévio a uma contratação, pelo qual a
Administração seleciona com quem contratar e define as
condições de direito e de fato que regularão essa relação
jurídica.

E ainda Mello (2007) define
Licitação - em suma síntese - é um certame que as
entidades governamentais devem promover e no qual abrem
disputa entre os interessados em com elas travar
determinadas relações de conteúdo patrimonial, para escolher
a proposta mais vantajosa às conveniências públicas. Estribase na ideia de competição, a ser travada isonomicamente
entre os que preencham os atributos e aptidões necessários
ao bom cumprimento das obrigações que se propõem
assumir.

Observou-se, contudo, que estas modalidades licitatórias, em muitos casos,
não conseguiam contemplar o procedimento de maneira satisfatória . Dessa forma,
mais recentemente, a lei do pregão 10.520/2002 foi regulamentada por dois decretos
distintos, o decreto 3.555/00, que regulamentou a modalidade de licitação
denominada pregão presencial , e o decreto n° 5.450/05 que regulamentou a
modalidade de licitação conhecida como pregão eletrônico .
O pregão, seja eletrônico ou presencial, pode ser explicado como um leilão
invertido onde quem ganha é aquele que deu o menor lance, não o maior. Após a
fase de lances, vence a proposta da empresa que ofertou o menor valor para
determinado produto ou serviço e, somente neste momento é que se verifica se a
mesma está em conformidade documental prevista em edital.
Conforme a definição de Gasparini (2006),
Pregão é o procedimento administrativo mediante o qual a
pessoa obrigada a licitar, seleciona para a aquisição de bens
comuns ou para a contratação de serviços comuns, dentre as
propostas escritas, quando admitidas, melhoráveis por lances
verbais ou virtuais, apresentadas pelos pregoantes em
sessão pública presencial ou virtual, em fase de julgamento
que ocorre antes da habilitação.

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Concorda Niebuhr (2008) em dizer que o pregão
significa modalidade de licitação pública destinada a
contratos de aquisição de bens ou prestação de serviços,
ambos considerados comuns, cujo julgamento das
propostas antecede a fase de habilitação, admitindo que os
licitantes de melhor classificação renovem as suas
propostas oralmente.

Essa medida adotada pelos órgãos públicos, como meio de conferir maior
eficiência e agilidade ao procedimento licitatório, visa proporcionar melhores preços
nas compras, ampliando a concorrência, tornando a aquisição mais transparente,
evitando possíveis fraudes .
A partir de 2009 a universidade passou a adquirir suas assinaturas de
periódicos técnicos científicos internacionais, em papel, através de pregão
presencial. No entanto, sua prática tem sido objeto de muitos questionamentos e
várias dúvidas têm sido observadas por parte dos próprios departamentos que
regem as regras da aquisição. Esses questionamentos acabam atrasando o
prejudicando quem necessita do acesso à informação rápida e exclusiva dos
periódicos científicos.
Outra preocupação num processo de aquisição por pregão, é que, mesmo a
empresa concorrente apresentando atestado de capacidade técnica, o cumprimento
do contrato de fornecimento não é satisfatório, a experiência tem nos mostrado que
um fornecedor não atende com a mesma eficiência a todos os seus clientes. Com
base nas considerações de autores e nas próprias inquietações pela experiência na
execução do trabalho, coletamos dados que nos permitem comparar a aquisição
antes e depois da utilização do pregão como modalidade de aquisição de periódicos
para a universidade.

2 Objetivo
Analisar se a nova modalidade de licitação denominada pregão como meio de
aquisição de periódicos técnico-científicos internacionais pela Universidade Estadual
de Campinas - Unicamp é vantajosa economicamente, em comparação com os
preços pagos pelas coleções no ano de 2008, quando eram adquiridas sem o
pregão, além de avaliar o valor praticado diretamente pelas editoras.

3 Metodologia
Foram selecionados 876 títulos de periódicos dentre os principais da coleção
da universidade, denominada "core collection ", assinados nos anos de 2008 a 2011,
pertencentes às principais editoras no mercado de periódicos científicos. Estes
títulos correspondem a 20% do total de assinaturas correntes. Os valores foram
extraídos dos catálogos anuais dessas editoras e dos preços praticados nos anos de

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2008, 2009, 2010 e 2011 . De posse destes dados foi estruturada uma planilha para
subsidiar o estudo e análise dos preços que culminaram nos gráficos descritos a
seguir.

4 Resultados
Comparando os valores que seriam pagos diretamente aos editores e os
valores efetivamente gastos pela universidade, pudemos perceber que a diferença
aproximada do aumento das assinaturas em 2008 foi de 2% , 8% em 2009, 4% em
2010 e 9% em 2011 . Isso reflete o aumento por parte dos fornecedores nos valores
das assinaturas, visto que, salvo o ano de 2010, as porcentagens de aumento dos
preços praticamente triplicou .

Comparativo entre os valores de catálogo e os
va lores pagos

• Edito r

• Fo rn ecedor
2011
2008

2009

2010

2011

IEdi tor

$2.141.72 4,76

$2.3 06.838,97

$2.4 13 .3 18,37

$2.528.763,40

I Fornecedor

$2.184 .126,70

$2.5 01.306,55

$2.508.136,66

$2.762.909,52

o reflexo da diferença na forma de aquisição acarretou para a Universidade
uma despesa adicional nos últimos 4 anos no valor de U$ 565,833.93, somadas as
diferenças das aquisições realizadas por meio dos pregões.
Tomando por base os valores em 2008 , antes do pregão, dos 876 títulos
analisados, 452 títulos foram adquiridos com preço igual ao praticado na editora, ou
seja, preço de catálogo (capa) . Porém, nos anos de 2009 a 2011 , com a adoção do
pregão, estes mesmos 452 títulos foram assinados com aumento de 9% , 3% e 10%
respectivamente.

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Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

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Trabalho completo

Títulos pagos com valores de catálogo em

2008

• Editor
• Forn ecedor

2011
2008

2009

2010

2011

I Editor

$1.431.296,00

$1.529 .9 13,60

$1.597.455,00

$1.664.267 ,00

I Fornecedor

$ 1.43 1.296,00

$1.685.889,48

$1.684 .433 ,28

$1.832.880,13

Mais da metade dos títulos analisados em 2008 tinham os "valores de capa",
não onerando custo maior para a renovação das assinaturas por parte da
universidade. Nos anos posteriores os valores demonstram um aumento expressivo
nas assinaturas:
a) 2009 = U$ 155,975,88;
b) 2010 = U$ 89.978 ,28 ;
c) 2011 = U$ 168.613,00.
A análise dos dados mostra que os editores objetos deste estudo,
aumentaram o valor das suas publicações de 5% a 8% de um ano para outro.
Confrontando com os valores alcançados com o pregão, constatamos que os
valores ultrapassam essa média. Interessante notar também que no ano de 2010
houve um decréscimo do valor pago em relação ao ano de 2009 , primeiro ano do
pregão.

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Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

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Trabalho completo

Comparativo entre a porcentagem de
aumento das editoras e a porcentagem de
aumento no pregão
12%

• Edi tor
• Pregão

2010-2011

Mais uma vez pudemos observar que os valores praticados pelos
fornecedores são maiores em relação ao aumento praticado pelo editor.
Analisando ano a ano a faixa de aumento de preços, observamos que em
2008, as assinaturas dos títulos ou não sofreram reajustes ou foram reajustados em
até 10% de aumento. Já nos anos de 2009 a 2011 , as mesmas assinaturas sofreram
reajustes de até 20% de aumento.

Comparativo ente o número de títulos por
faixa de aumento
600
. &lt; 0%

500
400

. 0alO%

. 10a 20%

300

. 20a 30%
200

. 30a 40%
. 40 &lt;1 50%

100

. &gt; 50%

o
2008

2009

2010

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2011

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Trabalho completo

A faixa de aumento nos preços das assinaturas antes do pregão, não
ultrapassava 10%. Vale ressaltar que, a grande maioria dos títulos assinados em
2008 não teve aumento, já que a universidade pagava o mesmo preço do editor nas
suas assinaturas. Nos anos posteriores a 2008, com o pregão, esses reajustes se
concentraram na faixa de 1O a 20% de aumento, não sendo praticados mais os
"preços de capa" onde não havia reajuste além do valor do editor.
Observa-se também que os preços dos periódicos da área de humanidades
possuem sempre os preços mais baixos em relação aos das áreas de exatas,
tecnológicas e biomédicas, porém obtiveram aumentos significativos por parte dos
fornecedores .

Porcentagem de Aumento por Área do
Conhecimento
13%

10%
8%

8%

• 2008
5%

• 2009

4%

2010

Biomédicas

Humanidades

Exatas

O baixo índice de preços nas áreas das humanidades, possa talvez explicar a
concentração de aumento no valor dessas assinaturas, o que proporciona maior
manipulação nos aumentos por parte dos fornecedores .

5 Conclusões
Apesar de a modalidade pregão ter como sua principal finalidade a economia
nas aquisições, o que observamos é que isso na verdade não tem acontecido de
maneira satisfatória já que, na prática , e agora comprovada, os preços apresentados
nos pregões pelos fornecedores é muito maior do que os preços que os editores
cobram por sua assinatura .

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Trabalho completo

o trabalho de aquisição de periódicos é um processo que demanda
acompanhamento e revisões de seu fluxo de controle, antes e após as aquisições.
Por outro lado é fato o aspecto legal que regulamenta a prática de aquisições no
Órgão Público, regido pela Lei 8666/93.
A proposta desse estudo foi o de avaliar a aquisição realizada desde 2009
quando passamos a adquirir a coleção de periódicos no formato impresso por
pregão, não temos por objetivo confrontar a legislação do setor público de maneira a
modificá-Ia já que vemos o pregão como uma maneira benéfica para evitar fraudes
nas concorrências públicas. Pretendemos, porém, criar condições para uma
discussão sobre essa modalidade de aquisição dos periódicos científicos
internacionais, já que, ao pesquisarmos este assunto, pudemos nos deparar com
uma crescente preocupação no sentido de que a lei veio de encontro aos interesses
comuns do setor, mas por outro lado, tem demonstrado fragilidade por onde a tão
almejada economia pública , o que pode ser demonstrado, onde a Universidade
Estadual de Campinas teve um custo adicional na coleção de periódicos científicos
internacionais, mesmo realizando as aquisições por meio de pregões.
Referências

BRASIL. Decreto Federal nO. 3.555, de 8 de agosto de 2000 . Aprova o Regulamento
para a modalidade de licitação denominada pregão, para aquisição de bens e
serviços comuns. Disponível em :
http://www.planalto.gov.br/cciviI03/decreto/d3555 .htm . Acesso em 02/04/2012 .
BRASIL. Decreto Federal nO. 5.450 , de 31 de maio de 2005 . Regulamenta o pregão,
na forma eletrônica, para aquisição de bens e serviços comuns, e dá outras
providências. Disponível em: htlp://www.planalto.gov.br/ccivil 03/ ato20042006/2005/decreto/d5450.htm. Acesso em 02/04/2012 .
BRASIL. Lei Federal nO. 8.666, de 21 de junho de 1993. Lei das licitações.
Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para
licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências. Disponível
em : htlp://www.planalto.gov.br/ccivil03/leis/L8666cons.htm. Acesso em 02/04/2012 .
BRASIL. Lei Federal nO. 10.520 , de 17 de julho de 2002 . Lei do Pregão. Institui, no
âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, nos termos do art. 37 , inciso
XXI, da Constituição Federal , modalidade de licitação denominada pregão, para
aquisição de bens e serviços comuns, e dá outras providências. Disponível em :
http://www.planalto.gov.br/cciviI03/leis/2002/L10520.htm. Acesso em 02/04/2012 .
GASPARINI, Diógenes (coord .). Pregão presencial e eletrônico. Belo Horizonte,
GRUSZYNSKI , C.; GOLlN, C. Periódicos científicos. Unirevista. Rio Grande do Sul ,
v.1, n.3, P.1-13, jul. , 2006 . Disponível em :

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U-,""lIIMbs

Trabalho completo

http://www.unirevista.unisinos.br/pdf/UNlrev GruszynskiGolin.PDF. Acesso em :
20/04/2012.
JUSTEN Filho, Marçal. Comentário a lei de Licitações e Contratos
Administrativos . São Paulo, Dialetica , 2009 .
LEAL, Janaina. A importância da implantação de uma administração voltada para
aquisição de periódicos em bibliotecas em sistemas de redes. RDBCI - Revista
Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Campinas, v.9, n.1 , p.81-91,
jul/dez, 2011 . Disponível em :
http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/index.php/sbu rci/article/viewFile/495/pdf 3.
Acesso em 10/04/2012.
MEIRELLES, Hely Lopes. Licitação e Contrato Administrativo. São Paulo,
Malheiros, 2010.
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. São Paulo,
Malheiros, 2007.
NIEBUHR, Joel de Menezes. Pregão presencial e eletrônico. Curitiba, Zenite,
2008.

347

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Aquisição de periódicos técnico-científicos internacionais por pregão: uma análise da eficácia desa modalidade de aquisição.</text>
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                <text>Rodrigues, Fabiana Araújo Lemos; Oliveira, Cileia Freitas M. de; Vicentin, Luiz Atílio</text>
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                <text>O presente trabalho consiste em analisar se a modalidade de licitação denomina da pregão, como meio de aquisição de periódicos técnico-científicos internacionais pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp é vantajosa economicamente através do estudo dos preços pagos pelas coleções nos últimos anos em comparação com o praticado anteriormente quando eram adquiridos por meio de pesquisa de mercado sem a modalidade de pregão, além de avaliar o valor praticado diretamente pelas editoras. Foram selecionados títulos correspondentes a 20% do total da coleção de periódicos no formato impresso, com assinatura comum nos últimos 04 anos, pertencentes às principais editoras do mercado de periódicos científicos. De posse destes dados, foi estruturada uma tabela para a comparação dos títulos, e dela, obtivemos parâmetros para o estudo e análise dos preços. Observamos que apesar de o pregão ter como principal finalidade a economia nas aquisições, vimos que isso na verdade não tem acontecido de maneira satisfatória, já que a faixa de preços proposta pelos fornecedores é apresentada de forma inflacionada, muito além do que os editores cobram por suas assinaturas. Desta forma, pretende-se com este estudo, gerar uma discussão no intuito de que o pregão seja visto com um olhar criterioso, visando otimizar seus procedimentos e garantir os benefícios almejados.</text>
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                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
il
""""'"
~
JbciMIlOe
= IiWiIttIUI
i: U"*"nIIMi",
,. ..

_. . . _...

Resumo expandido

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O BLOG E O TWITTER DA
BIBLIOTECA FEAUSP: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Ivone RObles ' , Sheyla Mazzeo2 , Giseli Adornato de Aguiar1
1 Bibliotecária,

Biblioteca FEAUSP, São Paulo, SP
2Técnica, Biblioteca FEAUSP, São Paulo, SP
3Bibliotecária, Biblioteca FEAUSP, São Paulo, SP

1 Introdução
As bibliotecas foram construídas pelos homens, portanto, refletem as
mudanças históricas, sociais, políticas, culturais e tecnológicas de cada época e,
dessa forma , inserem-se também no universo das redes sociais da internet.
Delineia-se a biblioteca do século XXI conhecida como Biblioteca 2.0 1 e se
caracteriza como um espaço com serviços e produtos, simultaneamente, físicos,
digitais e virtuais, em que as tecnologias da informação e comunicação passam a
ser a base da relação com o usuário.
Atualmente 63,1 milhões de pessoas no Brasil estão conectadas às redes
sociais (considerando o total de 79,9 milhões de brasileiros com acesso a internet).
(IBOPE MEDIA, 2011 , 2012).
A partir do dado acima, é natural imaginar as bibliotecas universitárias se
apropriando desses espaços como ferramentas de comunicação, acesso à
informação e interação com os usuários.
Diante dessa realidade, como a Biblioteca da Faculdade de Economia,
Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP) está
utilizando
o
Blog
(http://bibliotecafea.com/)
e
o
Twitter
(http://twitter.com/bibliotecafea) para se comunicar com seus usuários?
Este trabalho pretende fazer um relato e tecer uma comparação da utilização
das ferramentas de redes sociais Blog e Twitter na Biblioteca FEAUSP.
Embora a utilização dessas ferramentas seja, frequentemente , abordada no
contexto das bibliotecas universitárias, percebe-se na literatura nacional uma
carência de um estudo comparativo entre os dois canais considerando suas
características.

2 Materiais e Métodos
Este estudo consiste em um relato de experiência do Blog e Twitter da
Biblioteca FEAUSP no período de maio de 2011 a abril de 2012.
Primeiramente, implantou-se o Twitter por ser uma ferramenta de fácil
manuseio. Posteriormente, para a criação do Blog , optou-se pela ferramenta

o

termo "Biblioteca 2.0" foi cunhado, pela primeira vez, em 2005, por Michael Casey em seu blog
LibraryCrunch (http://www.librarycrunch .com/) e basicamente significa o uso das tecnologias da Web
2.0 nas bibliotecas .
1

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�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
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Resumo expandido

Wordpress por, inicialmente, ser gratuita e possuir uma interface amigável associado
ao conhecimento da equipe adquirido em treinamento de linguagem Cascading Style
Sheets (CSS) para as customizações desejadas.
Conforme Martins e Theóphilo (2007) , a metodologia utilizada foi a da
observação por meio da própria ferramenta estatística disponibilizada no Blog na
qual se verificou o conteúdo que alcançou maior aceitação pelo público. Já para o
Twitter, que não possui uma ferramenta de estatística própria e não há um histórico
que registre dados a longo prazo, utilizou-se os programas Memolane 2 e Kloue.

3 Resultados Parciais

o Twitter, implantado em maio de 2009, conta, atualmente, com 2595
seguidores. O Blog , disponibilizado dois anos depois, registra 32 .003 acessos aos
seus 52 posts distribuídos entre as 19 categorias criadas,
A equipe do Blog optou por priorizar as notícias e informes (tabela 1). Porém,
os conteúdos mais acessados pelos usuários foram sobre capacitações e
treinamentos (tabela 2).
Tabela 1 - Conteúdos mais publicados do 810g
Conteúdo
Notícias e informes
Base de dados e fontes de informação
Espaço do especialista
Produtos e serviços
Capacitação e treinamento
Entrevistas
Informações institucionais

NQ de posts

19
10
10
10
10
6
3

Fonte: Tabela elaborada com base nos dados estatísticos disponíveis no Wordpress .
Nota: Os conteúdos são classificados em mais de uma categoria.

2É um serviço que obtêm as informações publicadas em diferentes de redes sociais e as organizam
de forma cronológica, como uma linha do tempo (http://memolane.com/)
3 Analisa a influência que o usuário tem nas redes sociais. Para isso, a ferramenta calcula a interação
das pessoas e não quantos seguidores ou amigos ela possui na internet (http://klout.com/home)

1697

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Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Resumo expandido

Tabela 2 - Conteúdos mais acessados do 810g
Todo o Tempo
Titulo

Visua lizações

Home page I A.rdlives

Como obter o levantamento de citações.

Goo~le

Acadêmico

Soare a Biblioteca da FEA
Acompanhe a reforma
Contatos

Acesso às Bases de Dados e ReVistas Eletrõnicas da Rede SIBiNetYia VPN (Rede Privada Virtual )
Com o chegar

NO't'3S aquisições Biblioteca FE.A,USP - QR-Code (como usar)
Como obter o indice h: Google Ac:adêmiCO
Entenda as diferenças básicas entre as gerações Y, X e b a!Jy b oomers

Inauguração da Casa da Cultura Carlos e Diva Pinho
Del anir Henrique da Sil\l8, aluno de mestrado da FEAUSP aprovado recentemente no programa de doutorado do Mil

Como obter o indice h e o levantamento de dtações: SciELO
Como o1:&gt;ter o índice h e o levantamento de citações: SCOPUS
Como obter o Indice h e o levantamento de citações : 131 Web af Knowledge

rl'lendeley - organizador de tra balhos acadêmicos, referências e dtações
Normas para Elaboração de Trabalhos A.cadêmicos (teses. dissertações e outros )
Procedimentos p.ara a elaboração da Ficha Catalográfica de teses e dissertações defendidas na FEAUSP
Convite para homenagem ao aluno Felipe Ramos de Palva
Ferias

que tal um best-seller acadêmico? (parte 1)

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23.957
1.145
892
795
433
394
349
343
245
224
223
202
189
177
129
122
121
117
115
112

Fonte: WORDPRESS. Biblioteca FEAUSP: estatísticas do site. Dados coletados em: 17 abr.
2012. Acesso restrito.

No Twitter, privilegiou-se conteúdos relacionados à Biblioteca, contudo, foi
observado uma preferência por notícias e informações gerais (tabela 3).
Tabela 3 - Twitter
Informações mais retweeteds

Informações mais divulgadas
Novas aquisições da Biblioteca
Produção científica docente FEA
Relacionadas às áreas dos cursos FEA
Relacionadas à USP
Sobre download e disponibilização de
obras gratuitas
Relacionadas à Biblioteca
Assuntos de interesse acadêmico em
geral

Sobre download e disponibilização de
obras gratuitas
Relacionadas às áreas dos cursos FEA
Relacionadas à USP
Assuntos de interesse acadêmico em
geral
Tutoriais publicados no Blog
Produção científica docente FEA
Sobre TI

Fonte: Tabela elaborada com base nos dados disponíveis no Memolane e no Twitter.
Nota: Conteúdos postados e retweeteds em ordem sequencial.

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Resumo expandido

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90

Figura 1 - Levantamento de influência do Twitter

Fonte: KLOUT. Biblioteca FEAUSP: your true reach. Dados coletados em: 17 abr. 2012.
Acesso restrito.

A Biblioteca FEAUSP promove a divulgação tanto do Twitter como do Blog
indistintamente, porém , o segundo, frequentemente, é indicado aos usuanos no
atendimento on-line quando de questões sobre os serviços e recursos
informacionais disponíveis e já "postados" no Blog.
Tudo que é publicado no Blog é divulgado no Twitter, já com o conteúdo do
Twitter não é possível fazer o mesmo, porém seu link está disponível no Blog para
que as últimas três postagens possam ser visualizadas.
Trabalha-se em conjunto as duas ferramentas, o Twitter referência e o Blog
desenvolve.

4 Considerações Parciais
De acordo com a análise dos dados, observou-se a necessidade de
redirecionamento do conteúdo entre as duas ferramentas para atender a expectativa
do usuário.
Recomenda-se que o Blog passe a desenvolver mais conteúdos e tutoriais e
que informes e notícias sejam, prioritariamente, veiculados no Twitter.
Da mesma forma , as novas aquisições devem figurar no Blog por ser um
conteúdo institucional que precisa ficar reunido e disponível para acesso.
Ao Twitter, por sua popularidade e pela agilidade operacional, são
encaminhadas as informações ocasionais e imediatas, não necessariamente
acadêmicas, mas de visível interesse para o público da área, gerando um
compartilhamento rápido e informal. Ao Blog, destinado para conteúdos mais
elaborados, são direcionadas informações relativas à estrutura da Biblioteca e sobre
o uso de produtos e serviços oferecidos.
Tendo em vista o conceito de Biblioteca 2.0 e o perfil do novo usuário, o uso
das redes sociais é fundamental para disseminação da informação com rapidez e
eficiência. Assim, as ferramentas utilizadas pela Biblioteca FEAUSP têm contribuído
para a atualização e produção do conhecimento de seus usuários de forma dinâmica
e interativa.

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�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
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Resumo expandido

5 Referências
CASEY, M. Library 2.0, Beta . LibraryCrunch . [S .I.], 11 Oct. 2005 . Disponível em :
&lt;http://www.librarvcrunch .com/2005/10/librarv20beta .html&gt;. Acesso em : 22 jun .
2012 .
ISOPE MEDIA. As diversas idades nas redes sociais. São Paulo: ISOPE, 2011.
Disponível em :
http://www.ibope.com.br/calandraWeb/servletlCalandraRedirect?temp=6&amp;proj=Portal
ISOPE&amp;pub= T &amp;nome=home materia&amp;db=caldb&amp;docid=87FF2A009 DAE8D8983257
95100554C9E&gt;. Acesso em : 19 abro2012 .
___ oNúmero de brasileiros com acesso a internet chega a 79, 9 milhões. São
Paulo: ISOPE, 2012 . Disponível em :
&lt;http://www.ibope.com .br/calandraWeb/servletlCalandraRedirect?temp=6&amp;proj=Port
aIISOPE&amp;pub=T&amp;db=caldb&amp;comp=pesguisa leitura&amp;nivel=null&amp;docid=9725S59EOC
D6FC43832579DC005A03D9&gt;. Acesso em : 19 abro2012 .
KLOUT. Biblioteca FEAUSP: your true reach . Disponível em :
&lt;http://klout.com/home&gt;. Acesso em : 17 abro2012.
MARTINS, G. A. ; THEÓPHILO, C. R. Metodologia da investigação científica para
ciências sociais aplicadas. São Paulo : Atlas, 2007 .
MEMOLANE. Biblioteca FEAUSP. Disponível em : &lt;http://memolane.com/&gt;. Acesso
em : 17 abr. 2012.
TWITTER. Biblioteca FEAUSP. Disponível em : &lt;http://twitter.com/bibliotecafea &gt;.
Acesso em : 17 abro2012 .
WORDPRESS. Biblioteca FEAUSP: estatísticas do site . Disponível em : &lt;http://ptbr.wordpress.com/&gt;. Acesso em : 17 abr. 2012 .

1700

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                <text>Este trabalho pretende fazer um relato e tecer uma comparação da utilização das ferramentas de redes sociais Blog e Twitter na Biblioteca FEAUSP. De acordo com a análise dos dados, observou-se a necessidade de redirecionamento do conteúdo entre as duas ferramentas para atender a expectativa do usuário. Recomenda-se que o Blog passe a desenvolver mais conteúdos e tutoriais e que informes e notícias sejam, prioritariamente, veiculados no Twitter. Da mesma forma, as novas aquisições devem figurar no Blog por ser um conteúdo institucional que precisa ficar reunido e disponível para acesso.</text>
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                    <text>Marketing
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Resumo expandido

MARKETING: FERRAMENTA EFICAZ NA GESTÃO DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Rejane Maria Rosa Ribeiro
Bibliotecária documentalista, Universidade Estadual de Feira de Santana UEFS, Feira de Santana , Bahia.

1 Introdução

o trabalho aborda sobre a mudança de status das bibliotecas
universitárias (BUs) através de atitude administrativa que pode ser encontrada
no marketing. Parte da conceituação de marketing, seguindo de uma reflexão
sobre a necessidade das bibliotecas o adotarem como estilo de administração
e conclui com os resultados esperados quanto ao ambiente, serviços e
produtos.
Marketing tem como definição clássica conquistar e manter os clientes
(LEVITT, 1960), assim marketing é um estilo de administração que visa
satisfazer necessidades e desejos do usuário/consumidor através do processo
de trocas, essas trocas são realizadas com seus vários mercados e públicos.
Diante desta definição qual a necessidade de marketing em bibliotecas?
As organizações sem fins lucrativos, como as bibliotecas, bem como as
que visam lucro dependem dos seus mercados, esta é a razão dessas
organizações estarem atentas ao mercado. Assim sendo, precisam de
conhecimento de marketing que ajudará a organização na analise,
planejamento, implementação e controle, visando atingir seus objetivos de
troca com seus mercados-alvos.
O marketing em serviços de informação segundo Barreto e outros (1997)
vai estimular as trocas onde são necessárias, cativando os usuários atuais e
sensibilizando os potenciais visando torna-los reais, desta forma já se resolve
um problema atual nas bibliotecas que é o de atrair, cativar e manter os
usuários que estão sanando suas necessidades informacionais através de sites
de busca na web .
Neste novo milênio o mercado voltou-se para mudanças e estas ocorrem
com assustadora frequência devido as novas tecnologias de informação e
comunicação (TICs) com isto, as bibliotecas precisam de métodos gerenciais
que respondam com eficiência e rapidez as demandas de seus usuários cada
vez mais exigentes.
A aplicação de técnicas mercadológicas e instrumentos de marketing
podem representar para os gestores das bibliotecas universitárias um melhor
aproveitamento dos recursos que sua biblioteca dispõe, na melhoria da
qualidade e aumento da demanda para produtos e serviços e em um novo
olhar do usuário para essas bibliotecas. Esta preocupação com o marketing
esta visível na literatura a partir da década de 70 do século 20 , através de
artigos publicados em periódicos e anais de eventos e em programas de pósgraduação.

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�Marketing
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Resumo expandido

2 Materiais e Métodos
Evidenciar que o marketing é uma ferramenta eficaz na gestão de
bibliotecas universitárias e vai melhorar o status destas deve ser feito através
de uma pesquisa que apresente características de estudo exploratório ,
realizado em bibliotecas universitárias onde a população objeto do estudo será
constituída por dirigentes, funcionários e usuários de quatro bibliotecas
universitárias baianas. Como amostra será trabalhada 10% dos
usuários/alunos, 100% dos dirigentes, 100% dos bibliotecários e 10% dos
funcionários . O questionário será o instrumento de coleta de dados. O
tratamento dos dados será feita através de estatística quantitativa e analise
qualitativa das respostas, usando um pacote estatístico.

3 Resultados Parciais/Finais
Espera-se com a aplicação do marketing a divulgação, melhoria e
mudanças nos serviços a exemplo do atendimento 24hs através do
ciberespaço, da acessibilidade com computadores com sistema de voz para
cegos e pessoas de baixa visão; nos produtos com a disponibilização de
boletins, jornais e livros eletrônicos e no ambiente segundo Ribeiro (2009) com
a adequação de leiautes visando às varias faixas etárias e os portadores de
necessidades especiais, a humanização de ambientes através da padronização
de cores, sinalização dos setores e estantes, adequação de mesas para
cadeirantes e a sinalização das estantes em braile a altura da mão.
Ribeiro (2009) sugere alternativas baratas para climatização e
iluminação e afirma que o trabalho de marketing deve começar com a
capacitação e motivação dos funcionários.
O marketing de serviços em bibliotecas universitárias será um recurso
para a dinamização da utilização de ferramentas de pesquisa pautadas nas
novas tecnologias de informação, como as bases de dados, fundamentais
como subsidio informacional para a graduação e as pesquisas na pósgraduação e, para divulgar os produtos, serviços e eventos através das redes
sociais que pode ser utilizada também para agilizar e facilitar alguns serviços a
exemplo dos oferecidos pela Referencia que através das redes pode tirar
duvidas, agendar visitas e treinamentos, orientar quanto o uso das normas de
documentação e informação, enfim oferecer serviços que podem ser
acessados a distancia e em tempo real.
As redes sociais vão servir também segundo Rezende e Lopes (2011)
para realizar o monitoramento ambiental, onde pode-se visualizar as procuras
feitas, as expectativas dos usuários e isto vai servir de subsidio para tomada de
decisão.
Assim, utilizando as estratégias de marketing a biblioteca universitária
torna-se mais atrativa , cativando, mantendo e criando uma cultura de
fidelização de usuários. Para Oliveira e Pereira (2003), o cativar clientes implica

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Resumo expandido

em fidelizar esses clientes e com isto criar estratégias para mantê-los sempre
satisfeitos e cada vez mais encantados, assim o usuário fiel volta sempre à
biblioteca. Diante do exposto espera-se mudar a imagem da biblioteca de
guardadora de livros, para útil , necessária , criadora e disseminadora da
informação.

4 Considerações Parciais/Finais
Diante do baixo status, do pouco ou não uso, das inovações exigidas
pela sociedade neste novo milênio, da necessidade das bibliotecas se
modernizarem espera-se que a aplicação dos instrumentos de marketing possa
melhorar a qualidade e o aumento da demanda para produtos e serviços e o
ambiente nas bibliotecas universitárias.

5 Referências
BARRETO, Auta Rojas e outros. Manual de gestão de serviços de
informação. Curitiba : Tecpar; Brasília : IBICT, 1997.

LEVITT, Theodore . Marketing miopia. Harvard Bussiness Review, p. 4556 ,1960.
OLIVEIRA, Angela M.; PEREIRA, Edmeire C. Marketing de relacionamento
para a gestão de unidades de informação. Inf. &amp; Soc., João Pessoa, v. 13, n. 2,
p. 13- 36 , jul./dez. 2003 . Disponível em :
&lt;http ://www.okara .ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/viewFile/89/1556 &gt;. Acesso

em: 20 .02 .2012.
REZENDE , Laura Vilela Rodrigues, LOPES, ANA Paula . O uso das redes
sociais do ciberespaço como estratégia de monitoramento ambiental. In :
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 24 ., 2011 , Maceió. Anais ... Brasília : FEBAB , 2011 .

RIBEIRO , R. M. R. Marketing de Serviços e Relacionamento: Solução para
Melhoria do Status das Bibliotecas? In : CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 23 .,
2009 , Bonito, MS. Anais ... Brasília : FEBAB , 2009 .

2305

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>O trabalho aborda sobre a mudança de status das bibliotecas universitárias (BUs) através de atitude administrativa que pode ser encontrada no marketing. Parte da conceituação de marketing, seguindo de uma reflexão sobre a necessidade das bibliotecas o adotarem como estilo de administração e conclui com os resultados esperados quanto ao ambiente, serviços e produtos.</text>
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Gestão de pessoas

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Trabalho completo

o PROCESSO CRIATIVO COMO INSTRUMENTO PARA A
ALAVANCAGEM DO CONHECIMENTO NA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA

Josiana Florêncio Vieira Régis 1
1Sibliotecária e mestre em Engenharia de produção, UFRN, Natal, Rio Grande do Norte.

Resumo
Este artigo discute sobre a importância do processo criativo na biblioteca
universitária. Analisa o processo cognitivo como instrumento para a criação do
conhecimento. Descreve os modelos da Criatividade, teorias e suas implicações
para a promoção de um ambiente criativo . Compreende os fatores motivacionais
para a geração de novas ideias. Verifica a contribuição do profissional bibliotecário
para a alavancagem do conhecimento na biblioteca universitária. Utilizou-se como
metodologia a revisão de literatura, ou seja , a análise da produção bibliográfica na
área . Conclui-se que, a biblioteca universitária enquanto disseminadora do
conhecimento, necessita de profissionais criativos que despertem o usuário de
diversas formas e que haja interação com as novas tecnologias de informação e
comunicação. Em meio à explosão da informação, ser dinâmico e criativo é
essencial para a aquisição do conhecimento.

Palavras-Chave:
Criatividade. Conhecimento . Biblioteca universitária .
Abstract
This paper discusses about the importance of the creative process in the university
library. It analyzes the cognitive process as instrument for knowledge creation .
Describes the templates of creativity, theories and implications for the promotion of a
creative atmosphere. Includes the motivational factors for the generation of new
ideas. Verifies the contribution of the librarian to leverage the knowledge in the
university library. We used the review of the literature methodology, ie, the analysis of
the literature on the production area. We conclude that the university library while
disseminator of knowledge, needs creative professionals to wake up the user in
several ways to improve interaction with the new information and communication
technologies. In the middle of explosion of information , being dynamic and creative is
essential to the acquisition of knowledge.
Keywords:
Creativity. Knowledge. University library.

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Trabalho completo

1 Introdução
A biblioteca universitária deve adaptar-se ás necessidades da sociedade
contemporânea e realizar sua missão de conservação, transmissão, enriquecimento
e difusão do conhecimento, o que torna imprescindível a elaboração de estratégias
de aprendizagem e organização do conhecimento da unidade informacional.
Segundo Garvin, (1993) ''[. .. ] uma organização de aprendizagem é aquela que tem a
habilidade de criar, adquirir e transferir conhecimento e de modificar seu
comportamento para refletir sobre novos conhecimentos e insights [... ]", o que
resulta em organizações mais inteligentes.
Todavia , observa-se que as atividades rotineiras e técnicas dos funcionários,
em especial , dos bibliotecários, não deixam espaço para a geração de novas idéias,
mesmo que haja a necessidade de geração de novos produtos e serviços, estes
profissionais não exercem a cognição livremente. Porém, geralmente, os produtos e
serviços são postos de maneira técnica e imediata, o que ocasiona um bloqueio para
a criação ou aperfeiçoamento das idéias. Mas, para que estes profissionais tenham
a habilidade de criar e fazer acontecer, é preciso que sejam despertados e
preparados para exercer este tipo de modelagem do conhecimento: a criatividade.
Os indivíduos possuem a inteligência, sensibilidade e emoções para serem
compartilhadas e transformadas em novas idéias.
Para isso, é necessário que a gestão da biblioteca universitária proporcione
aspectos motivacionais que estimulem a criação de conhecimento e a criatividade,
destacando também a importância destes elementos para a alavancagem do
conhecimento e sucesso da unidade informacional.
Comumente, percebemos a criatividade como um componente do clima
organizacional na literatura existente sobre o assunto. Porém, poucos estudos
enfatizam a criatividade do servidor público da biblioteca universitária, daí a precisão
em analisar o assunto de forma mais específica e prática diante desta nova era da
informação e do conhecimento. Os usuários querem algo inovador e consistente que
possibilitem novas formas de aprendizagem , ou seja , modelos dinâmicos de serviços
e produtos que despertem a curiosidade para a assimilação dos conhecimentos
existentes na biblioteca universitária. Portanto, denominamos o ambiente criativo
como uma solução para esta nova exigência do usuário da biblioteca .
Este ambiente criativo favorece a criação de objetivos compartilhados,
gerando um sentimento de coletividade que permeia a organização e dá coerência
às diferentes atividades, contribuindo para o engajamento e participação das
pessoas.
A formalização do conhecimento não está alicerçada no técnico, mas está
baseada principalmente na capitalização do savoir-faire, isto é, no saber fazer. Ir em
busca do conhecimento, de saber e saber fazer, para aprender de fato e realizar o
que precisa ser realizado. Por isso, a biblioteca universitária pode contribuir na
integração do conhecimento, a habilidade e a atitude no saber, saber fazer e o fazer
do bibliotecário , dos funcionários . Confirmando esta idéia Nonaka (1997, p.27) diz
que "numa economia onde a única certeza é a incerteza, a única fonte garantida de
vantagem competitiva duradoura é o conhecimento".

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Gestão de pessoas

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Trabalho completo

Este estudo se torna relevante por se tratar de um tema contemporâneo no
âmbito da biblioteca universitária: a criatividade. Neste contexto, espera-se um
desenvolvimento de novas idéias, novos conhecimentos, dialogicidade, tratamento
da informação, análise, seleção e síntese da informação e conseqüentemente do
conhecimento pelo profissional da informação. Para isso, serão utilizadas teorias
que justificam a melhoria contínua deste processo de criação, organização e
disseminação do conhecimento na biblioteca universitária .
Nesta perspectiva, espera-se promover o conhecimento e o reconhecimento
mútuo dos três universos acadêmicos, a administração, Ciência da Informação e a
Teoria cognitivista , como forma de proporcionar a socialização da informação e do
conhecimento através de práticas reflexivas e explícitas sugeridas pelas teorias
adjacentes destes três universos, que serão sobrepostos um ao outro neste estudo.
A criatividade não é considerada como um assunto que podemos investigar
apenas teoricamente, ela precisa ser observada , refletida, analisada e
contextualizada com o novo cenário da sociedade da informação e do
conhecimento. A comunicação das idéias e informações torna o conhecimento como
forma de aprendizagem . Nesta perspectiva, tem-se a modelagem do conhecimento
como uma premissa para a transferência de processos criativos.
Logo, o conhecimento é a base da criatividade, cada pessoa possui um
determinado conhecimento, o que permite que a criatividade também seja
diferenciada, e então é muito interessante que as organizações saibam quem são
seus colaboradores, que idéias podem ser estudadas mais profundamente e como
desenvolver condições para que os estudos e pesquisas necessários sejam
realizados antes de demonstrar uma idéia.
Para isso, torna-se evidente a descrição da teoria cognitivista como parte da
geração do conhecimento, assim como a utilização de linguagens de comunicação e
sua codificação como informação e aprendizagem, ou seja, a transformação do
conhecimento tácito em conhecimento explícito para que haja uma padronização
dos produtos e serviços da biblioteca universitária.
O objetivo geral deste estudo é discutir sobre a importância do processo
criativo na biblioteca universitária. Os objetivos específicos são: Analisar o processo
cognitivo como instrumento para a criação do conhecimento; Descrever os modelos
da Criatividade, teorias e suas implicações para a promoção de um ambiente
criativo; Compreender os fatores motivacionais para a geração de novas idéias;
Verificar a contribuição do profissional bibliotecário para a alavancagem do
conhecimento na biblioteca universitária.

2 Revisão de literatura
A sociedade do conhecimento constitui-se no novo modo informacional de
desenvolvimento, a fonte de produtividade acha-se na tecnologia de geração de
conhecimentos, de processamento de informação e de comunicação de símbolos.
Na verdade, conhecimento e informação são elementos cruciais em todos os modos
de desenvolvimento, visto que o processo produtivo sempre se baseia em algum
grau de conhecimento e no processamento da informação.

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Contudo, o que é específico ao modo informacional de desenvolvimento é a
ação de conhecimentos sobre os próprios conhecimentos como principal fonte de
produtividade. Castells (2000) busca apreender o fato de que o conhecimento
transformou-se no principal fator de produção no mundo atual. Schreiber et aI. (2002
apud FIALHO et aI. 2006), conceituam o conhecimento como "o conjunto completo
de informações, dados e relações que levam as pessoas à tomada de decisão, à
realização de tarefas e à criação de novas informações ou novos conhecimentos".
Nesta perspectiva, a criação do conhecimento organizacional, segundo
Nonaka e Takeuchi (1997) representam a capacidade da empresa em criar um novo
conhecimento, difundi-lo e incorporá-lo a produtos/serviços e sistemas/processos.
Para os autores, o processo de criação do conhecimento organizacional
compreende duas dimensões: uma epistemológica e outra ontológica . A dimensão
ontológica apresenta os níveis de entidades criadoras do conhecimento (individual,
grupal, organizacional e interorganizacional). Já a dimensão epistemológica se
distingue entre o conhecimento tácito e o conhecimento explícito.
O ponto chave para a criação de novos conhecimentos está na mobilização e
conversão do conhecimento tácito. Isto se dá porque utilizamos nosso conhecimento
tácito, intuitivo, implícito. Portanto, dizemos que o "nosso conhecimento está em
nossa ação." (SCHON , 2000 , p.49) . O conhecimento tácito tem caráter pessoal, é
difícil de ser transmitido e compreende as relações cognitivas dos indivíduos
(analogias e modelos mentais), enquanto que o conhecimento explícito refere-se ao
conhecimento capaz de ser facilmente difundido em linguagem formal e sistemática,
podendo ser materializado por meio de documentos, sons, imagens, vídeos, dentre
outros (NONAKA; TAKEUCHI , 1997).
Nonaka e Takeuchi (1997, p. 77) apresentam também a interação entre os
conhecimentos tácitos e explícitos e esta como a espiral formadora de novos
conhecimentos. Essa espiral do conhecimento movimenta-se entre as duas
dimensões provocando a interação entre os conhecimentos e entre os níveis de
conhecimento. Para esses autores, "as experiências através da socialização,
externalização e combinação do conhecimento tornam-se os ativos valiosos" para as
organizações.
Choo (2006) destaca três arenas distintas onde a criação e o uso da
informação desempenham um papel estratégico no crescimento e na capacidade de
adaptação da empresa . Primeiro, a organização usa a informação para dar sentido
às mudanças do ambiente externo. A segunda arena do uso estratégico da
informação é aquela em que a organização cria, organiza e processa a informação
de modo a gerar novos conhecimentos por meio do aprendizado. A terceira arena do
uso estratégico da informação é aquela em que as organizações buscam e avaliam
informações de modo a tomar decisões importantes. Embora sejam quase sempre
tratadas como processos independentes de informação organizacional, as três
arenas são de fato processos interligados, de modo que, analisando como essas
três atividades se alimentam mutuamente, teremos uma visão holística do uso da
informação.
Os três modos de uso da informação - interpretação, conversão e
processamento - são processos sociais dinâmicos, que continuamente constituem e
reconstituem significados, conhecimentos e ações. A organização que for capaz de
integrar eficientemente os processos de criação de significado, construção do

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conhecimento e tomada de decisões pode ser considerada uma organização do
conhecimento (CHOO, 2006, p.30).
A construção do conhecimento é conseguida quando se reconhece o
relacionamento sinérgico entre o conhecimento tácito e o conhecimento explícito
dentro de uma organização, e quando são elaborados processos sociais capazes de
criar novos conhecimentos por meio da conversão do conhecimento tácito em
conhecimento explícito. Desse modo todo conhecimento constitui, ao mesmo tempo,
uma tradução e uma reconstrução, a partir de sinais, signos, símbolos, sob a forma
de representações, idéias, teorias, discursos. A organização dos conhecimentos é
realizada em função de princípios e regras e comporta operações de ligação
(conjunção, inclusão, implicação) e de separação (diferenciação, oposição, seleção ,
exclusão) (MORIN , 2003).
Sabe-se que a produção de conhecimento demanda um processo cognitivo em
que dados e informações sejam processados e transformados em conhecimento .
Neste contexto, concebe-se neste estudo a criatividade como processo de
alavancagem do conhecimento na biblioteca universitária. Então, pode-se notar que
uma das principais dimensões presentes nas mais diversas definições de
criatividade diz respeito ao fato de que implica emergência de um produto novo, seja
uma idéia ou invenção original , seja a reelaboração e aperfeiçoamento de produtos
ou idéias já existentes (ALENCAR, 1993, p. 15).
Compreende-se que a criatividade é fluência , flexibilidade , utilidade e
originalidade de associação, mas não simplesmente velocidade na resolução de
problemas convencionais verbais ou matemáticos apresentados em forma de
múltipla escolha (FEIST, 2008). De Masi (2000), adiciona que para ser criativo é
essencial ainda , o cruzamento entre racionalidade e emotividade, sendo que a
emoção, fantasia, racionalidade e concretude são, em sua visão, os ingredientes da
criatividade. Para esse autor, a criatividade é um momento de síntese entre o
consciente e o inconsciente e entre a esfera racional e emotiva .
Feldman (2008) também destaca a importância do fator cultural, uma vez que o
mesmo pode aumentar ou diminuir a probabilidade da realização de grandes feitos
criativos em certos campos, devido ao valor e importância dados a eles. Segundo
Pereira et aI. (2009), a criatividade pode ser considerada o motor da sociedade
pós-moderna, uma vez que, converteu-se em um bem intangível de valor
inestimável, tornando-se uma real vantagem competitiva . De Masi (2000) destaca
que entre as atividades que realizamos com o cérebro, as mais valorizadas no
mercado de trabalho são as atividades criativas.
O coração desta sociedade é a informação, o tempo livre e a criatividade .
Portanto, o futuro pertence a quem souber libertar-se da idéia de trabalho tradicional ,
como obrigação ou dever, e for capaz de investir numa mistura de atividades, onde o
trabalho possa se confundir com o tempo livre, com o estudo e o jogo. Assim, De
Masi (2000, p. 101) complementa, "queiramos ou não, devemos saber que o único
tipo de emprego remunerado que permanecerá disponível com o passar do tempo
será de tipo intelectual criativo."
Entende-se que, além da importância do contexto cultural já apresentada ,
questões de personalidade e temperamento não podem ser desconsideradas no
processo de criação. O aspecto da motivação é considerado essencial também por
grande parte dos pesquisadores.

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As pessoas criativas são aquelas que de forma consciente e propositada
decidem seguir seu próprio caminho. Elas fazem isso porque querem e não porque
alguém as obriga . Nickerson (2008) também salienta a importância da paixão que os
criadores nutrem pelo seu trabalho. Na ausência de uma forte motivação, o potencial
criativo pode não se desenvolver, pois é necessário suportar anos de trabalho duro
antes de se concretizar suas ambições, complementa este autor.
A natureza criativa do homem se elabora no contexto cultural. Todo indivíduo
se desenvolve em uma realidade social, em cujas necessidades e valorações
culturais se moldam os próprios valores de vida. No indivíduo confrontam-se, por
assim dizer, dois pólos de uma mesma relação: a sua criatividade que representa as
potencialidades de um ser único, e sua criação que será a realização dessas
potencialidades já dentro do quadro de determinada cultura (OSTROWER, 1993).
Weisberg (2006) destaca que o processo criativo articula os processos cognitivos na
produção de inovações, sendo considerado um indivíduo criativo aquele que produz
inovações e que um produto criativo surge quando um indivíduo produz algo novo
na tentativa de atingir algum objetivo .
No contexto atual , as mudanças continuam acontecendo com relação ao
profissional criativo . Carvalho (2002, p.2) enfatiza que ele deve ser multifacetado
devendo buscar incessantemente redimensionar as suas funções no complexo
universo da informação que tem na biblioteca a sua base, continuando a linha de
raciocínio. Oddone (1998) relembra que não é apenas uma adaptação a novas
mecânicas e ferramentas, mas realmente um novo modo de pensar, sentir e viver,
uma nova mentalidade, uma nova maneira de ver o mundo.
Quanto à gestão, Uribe (2001) refere que a subjetividade é um tema que está
na ordem do dia em função da emergência de uma nova visão. O autor destaca
ainda a importância da cultura, da liderança comunicativa e da aprendizagem
organizacional. A idéia não refere espedicamente a complexidade, mas apresenta
indícios da importância da subjetividade da complexidade, pelas várias
interpretações que ela possibilita .
O processo de cognição exigido para a produção do conhecimento também
envolve a complexidade, pois requer uma sistematização virtual de vários dados e
informações e, sobretudo, de várias interpretações (MIRANDA et aI., 2008). Para
que consideremos a complexidade como desafio e como uma motivação para
pensar, não devemos confundir a complexidade com a completude. Entretanto, são
os processos criativos que renovam o conhecimento, promovendo avanços
particulares ou desenvolvimento em geral. Em outras palavras, é preciso negar a
tradição para ampliar a tradição (PEREIRA; PAVANATI ; SOUSA, 2011). O
pensamento criativo, afirma Weisberg (2008), é um processo baseado na direta
aplicação do conhecimento . Entretanto , também afirma que o conhecimento é uma
condição necessária, mas não suficiente para realizações criativas.
É universalmente aceito que o conhecimento de um campo específico é
necessário para que uma pessoa tenha esperanças de produzir algo novo. Também
é amplamente assumido pela comunidade científica, que muita experiência pode
fazer com que o indivíduo não consiga ir além de respostas estereotipadas. Surge ,
então, uma relação entre conhecimento e criatividade que pode ser modelada na
forma de um U invertido, com a máxima criatividade ocorrendo quando o
conhecimento está em seu nível intermediário (WEISBERG, 2008).

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Para Campello (2003), o aprendizado ao longo da vida prepara o Profissional
da Informação a atingir metas e aproveitar oportunidades em evolução para o
benefício compartilhado. Além disso, auxilia-o a enfrentar os desafios tecnológicos,
econômicos e sociais para reverter desvantagens e incrementar as oportunidades.
A competência informacional está no cerne do aprendizado ao longo da vida .
Ela capacita as pessoas em todos os caminhos da vida para buscar, avaliar, usar e
criar a informação de forma efetiva para atingir suas metas pessoais, sociais,
ocupacionais e educacionais (INTERNATIONAL FEDERATION OF LlBRARY ... ,
2005). A informação, objeto de trabalho dos Profissionais da Informação, quando
associada ao termo competência pode ganhar um significado importante: um
processo contínuo de internalização de conhecimentos.
Assim , a profissão do bibliotecário está fundamentada em duas vertentes para
exercer o seu papel social. A primeira delas é a competência técnica e administrativa
concernente informação (classificar, catalogar, disseminar numa linguagem
acessível ao usuário). A segunda é atrelada à responsabilidade de zelar e fazer
compartilhar a herança do exercício a cidadania, trabalhando com a informação,
levando-a àqueles que dela necessita (ORTEGA Y GASSET. 2006) . Neste sentido,
Bandura (2005), diz que as pessoas são perceptivas demais e não têm o tempo e os
recursos necessários para continuar reinventando as características básicas de
sistemas, serviços e produtos bem-sucedidos. Elas adotam elementos vantajosos,
fazem melhorias neles, os sintetizam em novas formas e os adaptam a suas
circunstâncias específicas.
Deste modo, observa-se que os bibliotecários necessitam de grande
variedade de competências pessoais: manter-se atualizado, liderar equipes,
trabalhar em equipe e em rede, capacidade de análise e síntese, conhecimento de
outros idiomas, capacidade de comunicação, capacidade de negociação, agir com
ética, senso de organização, capacidade empreendedora , raciocínio lógico,
capacidade de concentração, pró-atividade, criatividade. Logo, estas competências
exigem uma mente criativa e aberta para diversas situações, ou seja, a motivação e
a criatividade são os principais instrumentos para a alavancagem do conhecimento
na biblioteca universitária. As habilidades do bibliotecário, muitas vezes destacam a
informação e o conhecimento para o lugar e a pessoa certa quando se sentem
amplamente criativos e motivados para exercer tais habilidades.
Enfim, a investigação do processo cognitivo de aprendizagem torna-se
primordial no ambiente da biblioteca universitária enquanto provedora de
conhecimentos. É no processo de construção do conhecimento que destacamos a
qualidade e a principal fonte de disseminação e utilização do mesmo e de que forma
este conhecimento irá interferir na sociedade . Constata-se que o conhecimento tem
vários níveis e etapas até que seja formulado na memória do ser humano. Para isso,
torna-se imprescindível a análise cognitiva e motivacional da construção do
conhecimento no âmbito da biblioteca universitária.

3 Metodologia
Este estudo constitui-se de uma revisão de literatura, a qual é definida por
Noronha e Ferreira (2000 , p. 191) como estudo que analisa a produção bibliográfica

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em determinada área temática , dentro de um recorte de tempo, fornecendo uma
visão geral ou um relatório do estado da arte sobre um tópico específico,
evidenciando novas idéias, métodos, subtemas que têm recebido maior ou menor
ênfase na literatura selecionada. Logo, a revisão de literatura deve ser consistente e
reflexiva a luz de referenciais norteadores.

4 Considerações finais
Diante deste estudo, verificou-se que a criatividade agrega valor ao
conhecimento. Observou-se que o estudo da criatividade envolve tanto abordagens
científicas quanto intuitivas. O aspecto emocional é o elemento de maior destaque.
Neste sentido, a tendência mais recente dos estudos sobre criatividade é a de
analisá-Ia como um processo mental e emocional.
Sabe-se que poucas são as empresas que estão treinando seus funcionários
além do nível de conhecimento cognitivo ou das habilidades avançadas,
desperdiçando parte do potencial de inovação deles e, indiretamente a oportunidade
de auto-treinarem-se em habilidades básicas e avançadas.
Entende-se que o processo criativo acontece através do conhecimento
cognitivo, das habilidades avançadas, do entendimento sistêmico e da criatividade
motivada internamente. Além disso, considera-se que a motivação também é
fundamental para o processo criativo. Ter uma gestão que proporcione a motivação
eleva o grau de criatividade na empresa, especialmente na biblioteca universitária.
A criatividade individual precisa ser cuidada, protegida, incentivada,
planejada , alimentada e enriquecida continuamente de modo a sempre elevar o grau
inovador na empresa . Neste caso, a biblioteca universitária enquanto disseminadora
do conhecimento, necessita de profissionais criativos que despertem o usuário de
diversas formas e que haja interação com as novas tecnologias de informação e
comunicação. Em meio à explosão da informação, ser dinâmico é essencial para a
aquisição do conhecimento.

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              <description>A name given to the resource</description>
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              <description>The topic of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51397">
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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              <description>An account of the resource</description>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                <text>Este artigo discute sobre a importância do processo criativo na biblioteca universitária. Analisa o processo cognitivo como instrumento para a criação do conhecimento. Descreve os modelos da Criatividade, teorias e suas implicações para a promoção de um ambiente criativo. Compreende os fatores motivacionais para a geração de novas ideias. Verifica a contribuição do profissional bibliotecário para a alavancagem do conhecimento na biblioteca universitária. Utilizou-se como metodologia a revisão de literatura, ou seja, a análise da produção bibliográfica na área. Conclui-se que, a biblioteca universitária enquanto disseminadora do conhecimento, necessita de profissionais criativos que despertem o usuário de diversas formas e que haja interação com as novas tecnologias de informação e comunicação. Em meio à explosão da informação, ser dinâmico e criativo é essencial para a aquisição do conhecimento.</text>
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                    <text>Gestão de pessoas
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RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DE PESSOAS EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
Clériston Ribeiro Ramos 1, Deise Parula Munhor, Rúbia Tatiana
Gattellf
1 Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), MBA em
Gestão de Pessoas pela Anhanguera Educacional Rio Grande , Mestrando do Programa de Pós
Graduação em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde pela FURG, Bibliotecário da FURG,
Rio Grande, RS

2Bacharel em Biblioteconomia pela FURG, Mestranda do Programa de Pós Graduação em
Educação Ambiental pela FURG
3Bacharel em Biblioteconomia pela FURG, MBA em Gestão de Projetos pela Anhanguera
Educacional Rio Grande , Bibliotecária - Diretora do Sistema de Bibliotecas da FURG, Rio Grande , RS

Resumo
Tendo em vista a importância da biblioteca, é preciso atentar os
procedimentos de recrutamento e seleção como critério de qualidade destes centros.
O processo de seleção de pessoas em bibliotecas, em instituições particulares é o
tema da pesquisa. A presente proposta tem como foco de pesquisa as bibliotecas,
tendo em vista sua importância no ponto de vista cultural e principalmente enquanto
espaço de formação . Este estudo pretendeu oferecer subsídios para melhor
entendimento dos procedimentos de seleção de pessoas em bibliotecas. Para
levantamento dos dados foi criado um formulário de pesquisa pautando sobre os
procedimentos de recrutamento e seleção de pessoas em bibliotecas universitárias.
Como resultados destacam-se: o procedimento de recrutamento, a divulgação na
própria universidade é a que teve maior ocorrência; Nas etapas de seleção a análise
de currículo e a entrevista são os procedimentos que ocorrem em todas
universidades entrevistadas, e sobre os critérios de seleção a habilidade técnica é o
item prioritário. Acredita-se que este estudo tenha servido como ponto de partida
para entendimento dos procedimentos de recrutamento e seleção de pessoas em
bibliotecas.
Palavras-Chave:
Gestão de pessoas; Recrutamento; Seleção de pessoas; Técnicas de
recrutamento e seleção; Bibliotecas universitárias.

Abstract
Given the importance of the library, you must attend the recruitment
procedures and selection criteria as quality of these centers. This study aimed to
provide insight to better understanding of the procedures for selecting people into
libraries. For data collection, we created a search form guidelines on procedures for
recruitment and selection of people in university libraries. Of the 89 universities, 9%
of forms were returned . The results include: the recruitment procedure , the disclosure

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in itself is the univer-sity had the greatest occurrence; In the steps of the analysis of
curriculum selection and interview procedures are occurring in ali universities
surveyed , and about the criteria check the technical ability is a priority item. It is
believed that this study has served as a starting point for understanding the
procedures for recruiting and selecting people in libraries.

Keywords:
People management; Recruitment; Selection of people; Recruitment and
selection techniques; University libraries.

1 Introdução
Nos últimos anos, a biblioteca tem-se constituído na condição de centro
cultural desde a biblioteca de Calímaco, na Grécia antiga, até a moderna Library of
Congress - uma das principais bibliotecas da contemporaneidade .
Com o desenvolvimento das tecnologias de informação e documentação, tais
como a informação virtual e interlocução desta, via rede de computadores, tem-se
mostrado importantes aliadas na organização do conhecimento. Mas tudo isso não
seria possível sem o material humano, sem as pessoas, pois de nada basta o
desenvolvimento das ferramentas sem que estas sejam direcionadas para
dinamização dos afazeres humanos.
A temática da biblioteca universitária nasce, em sua concepção, enquanto
local de extensão do ensino na universidade, portanto, é preciso atentar quais os
procedimentos realizados para seleção de pessoal nessas instituições, pois este
procedimento possui relação direta nos processos de disponibilizarão do material de
apoio bibliográfico (bem como outros serviços) e qualificação na formação dos
universitários, enquanto futuros profissionais atuantes em nossa sociedade .
O processo de seleção de pessoas em bibliotecas, em instituições
particulares, em âmbito nacional foi o tema da pesquisa . A presente proposta tem
como foco de pesquisa as bibliotecas, tendo em vista sua importância no ponto de
vista cultural e principalmente enquanto espaço de formação .
Investigar os procedimentos realizados para recrutamento e seleção de
pessoal em bibliotecas universitárias é o objetivo geral do trabalho. Dentre os
objetivos específicos estão: Oferecer subsídios para melhor entendimento dos
procedimentos de seleção de pessoas em bibliotecas, e Traçar um paralelo entre a
seleção de pessoas em bibliotecas, em relação a outras instituições, tendo em vista
suas políticas.

2 Revisão de Literatura
Para melhor entendimento dos conceitos que serão tratados, optou-se pela
realização da revisão de literatura, em livros, periódicos e websites sob as temáticas
recrutamento e seleção - entendendo a investigação destes temas como
imprescindíveis para seu entendimento.
2.1

Recrutamento e seleção

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Arruda; Peconick (c2009), conceituam recrutamento como: "um conjunto de
técnicas e procedimentos que visa atrair candidatos potencialmente qualificados e
capazes de ocupar cargos dentro da organização". Já seleção, segundo Caxito
(2008, p. 40), é um "filtro por meio do qual a empresa busca identificar e contratar
os profissionais mais talentosos" . Oliveira (2007) considera a seleção como "um dos
subsistemas de recursos humanos mais importantes".
Na gestão de pessoas, agregar pessoas é primeiro processo, sendo
composto pelo recrutamento e seleção. Sendo o recrutamento uma espécie de
convocação dos candidatos e a seleção, como etapa seguinte, na condição de
escolha dos candidatos que serão efetivamente incorporados à instituição. (CAXITO,
2008, p. 8)

2.2

Novo perfil do bibliotecário

Oficialmente a primeira escola de bibliotecários foi criada no ano de 1887,
com Melvin Dewey na Columbia University (EUA) . Na Europa o curso de
Biblioteconomia foi criado na Universitat de Barcelona (Espanha , 1915), depois
disso, na escola de Leipzig (Alemanha , 1915), Universidade de Londres (Inglaterra,
1917), École nationale supérieure des bibliothecáires (França , 1963). Na Ásia , a
China criou o curso de preparação de bibliotecário em 1920; Na África, a Nigéria em
1959 foi o primeiro país do continente a formar bibliotecários. Chile (1949) e
Argentina (1957) foram os primeiros países da América da Sul a instituírem a
educação bibliotecária . No Brasil, o curso de biblioteconomia foi criado aos moldes
da escola francesa, por meio do Decreto n. 8.835 , de 11/07/1911 , na Biblioteca
Nacional, localizada no Rio de Janeiro (BARROS, 2009). Daquela época aos dias de
hoje, o curso de biblioteconomia , bem como as práticas dos profissionais
pertencentes a esta ciência, passaram por diversas mudanças, seja na evolução dos
espaços, bem como dos produtos e ferramentas .
Dowbor (2001) apud Schweitzer (2007, p. 81) afirma que grande parte das
mudanças ocorridas nos dias de hoje se deve à "revolução tecnológica", com isso
afetando diretamente nos "sistemas de organização do conhecimento", emergindo
assim mudanças nas práticas dos profissionais que lidam com todas as
manifestações do conhecimento, incluindo nesses, os profissionais bibliotecários.
Mais especificamente em relação à biblioteca universitária, conceituada como
importante instituição de "disseminação de informação científica" (SCHWEITZER,
2007, p. 82), bem como de seu papel no "auxiliar no processo de aprendizagem"
(SILVA et aI., 2004, p. 135), atravessada ainda pelos processos tecnológicos
anteriormente destacados, aos profissionais atuantes nesses centros, estabelecemse novos exigências no que diz respeito a sua atuação.
2.3

Desafios da Gestão de Pessoas

Em pesquisa realizada com mais de 600 profissionais, 67% dos entrevistados
apontam o desenvolvimento de novas competências dos profissionais como o maior
desafio na gestão de pessoas, seguido por retenção de profissionais atuantes em
setores estratégicos (25,7%) e em seguida, atração de profissionais de outros
estados (5,5%) (HOLANDA, 2010). Já para Colombo (2011), os principais desafios
da gestão de pessoas na contemporaneidade estão divididos em três etapas;

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primeiro: identificar talentos, pois com os avanços tecnológicos as qualificações
exigidas acabam sendo maiores; outro aspecto consiste no desenvolvimento de
talentos - o que requer acompanhamento constante, exigindo dos líderes
desenvolvimento de competências; e por último: é conseguir reter o talento nas
organizações, o que se mostra fundamental para implementação da continuidade
dos processos das instituições. Portanto, os novos desafios da gestão de pessoas
referem-se ao desenvolvimento de novas competências e também a continuidade no
desenvolvimento dessas habilidades, o que requer um olhar atento por parte dos
gestores. Por anteceder a esses processos, o recrutamento e seleção de pessoas
deve ser empregado no sentido de captar profissionais que possuem perfil
condizente a essas exigências, ou seja, direcionar a captação a candidatos que
possuem predisposição a condição de aprimoramento e evolução pessoal e isso
pode ser subsidiado por meio de educação continuada e acompanhamento do
desempenho de cada profissional, de modo a identificar às suas necessidades, de
modo à associá-Ias com as perspectivas da instituição.

3 Materiais e Métodos
A pesquisa foi realizada por etapas, sendo a primeira a revisão de literatura
sobre as bases conceituais sobre recrutamento e seleção de pessoas, o que
subsidiou a construção do instrumento de pesquisa : formulário, que foi aplicado aos
gestores das bibliotecas pesquisadas (APÊNDICE).
Em etapa posterior, foram delimitadas as bibliotecas que seriam investigadas
e optou-se por ampliar a pesquisa para todas as bibliotecas de universidades do
Brasil credenciadas pelo Ministério da Educação, via base de dados do Ministério da
Educação eletrônica (e-MEC) 1, tendo como organização acadêmica a Universidade,
categoria administrativa privada e situação ativa, o que totalizou a recuperação de
89 bibliotecas. Ao acessar o website da instituição foram levantados os contatos dos
gestores, onde foi feita a solicitação de participação da pesquisa , com prazo de
resposta de uma semana para confirmação de participação. Das 89 instituições, 14
destes gestores responderam positivamente, que gostariam de participar da
pesquisa e ao enviar o link, com o formulário a ser preenchid0 2 , ao total foram
respondidos oito formulários , onde as respostas foram tabuladas e analisadas no
capítulo a seguir. Vale destacar que por se tratar de um número reduzido de
instituições, a presente pesquisa analisou a amostragem em um universo de
abordagem qualitativa, ainda que apresente manifestações percentuais. Portanto as
oito universidades investigadas representa o universo da pesquisa .
Uma vez definidas as universidades, na segunda etapa , foi realizado contato,
via e-mail, com os responsáveis pelas bibliotecas destas universidades, convidadoos a participar da pesquisa . Após o aceite, foi aplicado um formulário com questões
relacionadas aos procedimentos de recrutamento e seleção de pessoas destas
bibliotecas e também assuntos gerais (APÊNDICE) . E finalmente, tendo em posse
os dados, estes foram tabulados, analisados e interagidos com a literatura da área,
foi estudada em paralelo, originando no relatório, em formato de artigo científico.

I

1

Disponível em: &lt;http://emec.mec.gov.br/&gt;. Acesso em: 18 ago. 201 1.
Foi utilizada a tecnologia Google Docs© para criação e disponibilização do formulário.

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4 Resultados Finais
A seguir serão apresentados os resultados da pesquisa, divididos pelo perfil
do gestor, dados da instituição, bem como os processos de recrutamento e seleção
realizados em suas respectivas unidades.

4.1 Grau de instrução

• Graduação comp leta

• Pós-G raduação
incomp leta
• Pós-Graduação
com pl eta

Figura . 1 - Grau de instrução
Segundo o grau de instrução dos responsáveis das bibliotecas, nota-se que a
maioria possui Pós-Graduação completa (62,50%), mas ainda 25% possuem apenas
graduação como grau de formação .

4.2 Área de formação
Em relação à área de formação, todos os entrevistados são formados em
Biblioteconomia, ou seja, 100%. Concomitantemente com Biblioteconomia, 25%
declararam ter instrução em Documentação e 12,5% em Direito.

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4.3 Tempo que atua na instituição

100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

~-------.-------.-------.--------.-------~

M eno s de 1
ano

De 1 a 5
anos

De6a l 0
anos

De11a15
anos

Mai sde1 5
anos

Figura . 2 - Tempo que atua na instituição (em anos)
A metade dos entrevistados (50%) atuam na instituição entre 11 a 15 anos,
um tempo considerável se tratando de instituições de ordem privada, porém 25%
estão a menos de um ano na instituição.

4.4 Tempo que atua na função de responsável pela biblioteca

100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

~-------.-------,--------.--------.--------(

Menos de 1
ano

De 1 a 5
anos

De 6 a 10
anos

De 11 a 15
anos

M ais de 15
anos

Figura 3 - Tempo que atua como responsável pela biblioteca (em anos)
Este quadro encontra-se similar ao anterior em sua distribuição, denotando
que o funcionário se insere na instituição, muitas vezes, diretamente no cargo de
chefia .

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4.5 Número de bibliotecas da rede

0%

20%

40%

60 %

80%

100%

De 1 a 3 bibliotecas

De 4 a 6 bibl iotecas

De 7 a 9 bibliotecas

10 OU' mais bibliotecas

Figura . 4 - Número de bibliotecas da rede

o número de bibliotecas da rede em sua maiora encontra-se de uma a seis
biblotecas porém 25% possuem 10 ou mais bibliotecas.

4.7 Tamanho do acervo e tipos de material

Livros
Periódicos
Multimeios
Obras Exemplares Títulos Fascículos Obras Exemplares
A
NI
32 .000
NI
12.300
NI
NI
180.000
NI
NI
B
78
60 .000
50
C
NI
72 .000
NI
2.000
NI
NI
NI
NI
D
NI
400 .000
NI
650.000
NI
E
NI
540.000
NI
443.000
25.000
F
NI
130.000
NI
50 .000
NI
NI
11.033*
NI
G
NI
229.935
NI
NI
H
NI
NI
82.725
1.643
NI
NI
Legenda : NI =Não Informado
*Incluindo periódicos eletrônicos.
Tabela . 1 - Tamanho do acervo e tipo de material
Biblioteca

O acervo das bibliotecas investigadas é bastante variável mas nota-se que na
maioria das vezes o número de livros é o dobro do número de periódicos e também
somente em duas bibliotecas foi declarado possuir multimeios.

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4.8 Número de alunos que a biblioteca atende
Biblioteca
Número de alunos
A
3.000
B
15.000
C
3.000
D
50.000
E
37 .000
F
5.000
20 .307
G
H
15.322
Tabela. 2 - Numero de alunos que a biblioteca atende

o número de alunos também é bastante variável, sendo a biblioteca que
atende um menor numero de 3 mil e a maior de 50 mil.
4.9 Funcionários da biblioteca - setores e funções
Bibliotecário

....

Biblioteca
I função

.9
(/)
Q)

(9

o(/) o(/)
(/) U
~·c

'iij

o_~

Ora

8

'õ
-o
.;::

o

....

Iu!:!

r::::: N
Q)'-

.!!!

:2-g

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Cf)

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a.
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~

(/)

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ra E
r::::: o r::::: Q)
o
.;:: w"C «1;)
ra
'iij
E
ra

u ....

Q)
"C

5

A

B
C
D
E
F
G
H

(/)

0:- c..Q)

(/)

«

-

....
(/)

$
r:::::
$(/)

3

1

30

o

6
12

ND

3
1

2

6

4

1

12
20

8

Legenda: ND = Não Definido

Tabela . 3 - Número de funcionários da biblioteca e seus setores
Os recursos humanos varia de acordo com a biblioteca , algumas possuem
vários bibliotecários em diversos setores outros possuem outros profissionais ou
estudantes

4.10 Quais são os procedimentos para o recrutamento de futuros funcionários
da unidade?

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4

3

3

3

2
1

1

1
N9 de ocorrências

Figura . 5 - Procedimento de recrutamento e seleção
No recrutamento, a divulgação na universidade é o principal procedimento
realizado , seguido pelo cadastro de seleções anteriores, contato com universidades.
Em outros, foi respondido sites de emprego como procedimento de recrutamento .

4.11 Quais são os profissionais envolvidos no processo de seleção de pessoas
para atuarem na biblioteca?

8

5
4
-

-

-

-

-

~

-

N° de ocorrências

j

o

Q

o

I

Figura. 6 - Profissionais envolvidos na seleção de pessoas

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Na seleção, o bibliotecário sempre participa do processo também tendo a
presença do administrador em quatro universidades e do psicólogo em cinco delas.

4.12 Quais são as etapas realizadas na seleção de pessoas para atuar na
biblioteca?

-

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Figura . 7 - Etapas realizadas para seleção de pessoas
A análise de currículo e as entrevistas são utilizadas na totalidade das
instituições investigadas mas também teve destaque a dinâmica de grupo, com
cinco ocorrências. A simulação é utilizada somente por uma instituição e o projeto
em nenhuma das investigadas. A resposta "outro" foi redação.

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�Gestão de pessoas
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Trabalho completo

4.13 Quais são os principais critérios a serem observados para seleção dos
candidatos?
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Figura . 8 - Critérios observados na seleção de candidatos

o principal critério observado é a habilidade técnica do candidato, seguido
pelo relacionamento interpessoal, experiência, aparência e também disponibilidade
de deslocamento. A disponibilidade de tempo foi pouco destacado como um critério
primordial par seleção dos candidatos.

5 Considerações Parciais/Finais
Com os resultados obtidos acredita-se que foi possível observar melhor o
perfil do gestor das bibliotecas universitárias investigadas, neste estudo ele possui
pós-graduação completa (62,5%), 100% destes possuem graduação completa em
Biblioteconomia, encontram-se entre 11 a 15 anos na instituição e também na
chefia. No que se refere às bibliotecas, mais de 70% delas possuem 1 a 6
bibliotecas na rede, o acervo varia em tamanho de uma biblioteca par outra mas
quase a totalidade possui a proporção de 2 livros por 1 periódico, somente uma
biblioteca possuía mais periódicos, 2 biblioteca declararam possuírem acervo em
multimeios; O número de alunos também é variável a com menor número é de 3 mil
e a biblioteca com maior número, 50 mil. Os recursos humanos varia de acordo com
a biblioteca , algumas possuem vários bibliotecários em diversos setores outros
possuem outros profissionais ou estudantes. No recrutamento, a divulgação na
universidade é o principal procedimento realizado. Na seleção, o bibliotecário
sempre participa do processo, a análise de currículo e as entrevistas são utilizadas

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na totalidade das instituições investigadas e o principal critério observado é a
habilidade técnica do candidato.
Acredita-se que o estudo, por se tratar de um universo pequeno de
instituições investigadas, trata-se apenas de um ponto de partida para estudos sobre
recrutamento e seleção de pessoas em bibliotecas universitárias, no entanto, será
preciso envolvimento maior de instituições participantes, talvez alternando os
instrumentos de pesquisa , ainda sim , acredita-se que as metas propostas no
presente trabalho foram cumpridas.

6 Referências
ARRUDA, J.; PECONICK , A. (Ed .). O que é Recrutamento e Seleção? [Rio de
Janeiro]: ABRH-RJ, c2009.
BARROS, M. História da Biblioteconomia. In : Bibliotecários sem fronteiras.
Dispon ível em : &lt;http://bsf.org .br/2009/02/08/historia-da-biblioteconomi ai&gt; . Acesso
em : 18 ago. 2011 .
CAXITO, F. A. Recrutamento e seleção de pessoas. Curitiba : IESDE, 2007.
Disponível em :&lt; http://www2 .videolivraria.com .br/pdfs/4848.pdf&gt; . Acesso em : 27 set.
2010.
CHIAVENATO, I. Planejamento, recrutamento e seleção de pessoal : como
agregar talentos a empresa . 4. ed . São Paulo: Atlas, 1999. ISBN 85-224-2092-0 .
COLOMBO, E. Desafios da gestão de pessoas: identificar, desenvolver e reter
talentos. [s. I.]: Administradores. Artigos, 2011. Disponível em :
&lt;http ://www.administradores.com .br/informe-se/artigos/desafios-da-gestao-depessoas-identificar-desenvolver-e-reter-talentos/51 085/&gt; . Acesso em : 6 jul. 2011 .
FERREIRA, S. M. S. P. Tecnologia da informação: conceitos. 1997. Disponível em :
&lt;http ://www.eca.usp .br/prof/sueli/cbd256/Tljane/sld009 .htm &gt;. Acesso em : 4 jul.
2011 . slide 9.
HOLANDA, C. Desafio 21 : a coluna da rede gestão. Rede gestão, [Recife] , n. 587, 3
jan . 2010. Disponível em :
&lt;http ://www2 .informazione.com .br/cms/exporttsites/defaultldesafi021 Iversaopdf/pdf/5
87 .pdf&gt; . Acesso em : 6 jul. 2011 .
OLIVEIRA, E. O.; OLIVEIRA, R. E.; GOMES, C. Recurso humanos: recrutamento e
seleção de pessoas. Anais do IX Encontro Latino Americano de Iniciação
Científica e V Encontro Latino Americano de Pós-Graduação - Universidade do
Vale do Paraíba. Paraíba. Disponível
em :&lt;http://biblioteca .univap .br/dados/IN IC/cd/inic/IC6%20anais/IC6-1 07 .PDF&gt; .
Acesso em : 27 set. 2010.

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MaooNlck

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Trabalho completo

OLIVEIRA, T . F. L. Seleção de pessoal. In : Administradores . Disponível em :
&lt;http ://www.administradores.com .br/i nforme-se/artigos/selecao-de-pessoal/1 3196/&gt; .
Acesso em : 18 ago. 2011 .
RAMOS , A. V. A. Prática de seleção e aperfeiçoamento de pessoal. São Paulo :
Atlas, [19_?].
SCHWEITZER, F. Os novos perfis dos profissionais da informação nas bibliotecas
universitárias. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São
Paulo, v. 3, n. 2, p. 80-88, jul.ldez., 2007.
SILVA, C. C. M.; CONCEiÇÃO, M. R. ; BRAGA, R. C . Serviço de coleções especiais
da biblioteca da Universidade Federal de Santa Catarina : estágio curricular. Revista
ACB, v. 9, p. 134-140, 2004 .

2473

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APÊNDICE - FORMULÁRIO

Práticas de Recrutamento
Bibliotecas Universitárias

e

Seleção

de

Pessoas

em

Este formulário é parte integrante do projeto de pesquisa intitulado "Práticas de
Recrutamento e Seleção de Pessoas em Bibliotecas Universitárias", que se constitui
no Trabalho de conclusão de curso do MBA em Gestão de pessoas, da Faculdade
Anhanguera do Rio Grande. Este projeto objetiva Investigar os procedimentos
realizados para recrutamento e seleção de pessoal em bibliotecas universitárias
particulares do Brasil
*Obrigatório
I. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
NOME COMPLETO*
1. Grau de instrução *
a. Ensino fundamental incompleto
b. Ensino fundamental completo
c. Ensino médio incompleto
d. Ensino médio completo
e. Graduação incompleta
f. Graduação completa
g. Pós-Graduação incompleta
h. Pós-Graduação completa
2. Área de formação *Caso tenha cursado graduação
3. Tempo que atua na instituição *Em anos e meses
4. Tempo que atua na função de responsável pela biblioteca *Em anos e meses
11. DADOS DA INSTITUiÇÃO
5. Nome da universidade em que atua: *
6. Número de bibliotecas da rede *
7. Tamanho do acervo e tipos de material *Por exemplo: 2 mil livros e 300
periódicos
8. Número de alunos que a biblioteca atende *
9. Funcionários da biblioteca - setores e funções *Por exemplo: 2 bibliotecários no
setor de referência, 5 auxiliares no balcão

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111. RECRUTAMENTO
10. Quais são os procedimentos para o recrutamento de futuros funcionários da
unidade? *Escolher mais de uma resposta, caso haja necessidade
a. Cadastro de seleções anteriores
b. Contato com universidades, faculdades e escolas técnicas
c. Contato com entidades de classes
d. Divulgação na própria universidade
e. Jornal de notícias
f. Rádio e/ou televisão
g. Website da instituição
h. É realizada por empresa terceirizada
Outro:

IV. SELEÇÃO
11. Quais são os profissionais envolvidos no processo de seleção de pessoas para
atuarem na biblioteca? *Escolher mais de uma resposta, caso haja necessidade
a. Administrador
b. Bibliotecário
c. Pedagogo
d. Psicólogo
e. Não se aplica
Outro:
12. Quais são as etapas realizadas na seleção de pessoas para atuar na
biblioteca *Escolher mais de uma resposta, caso haja necessidade
a. Análise de currículo
b. Entrevista
c. Simulação
d. Dinâmica de grupo
e. Teste de conhecimento
f. Projeto
Outro:
13. Quais são os principais critérios a serem observados para seleção dos
candidatos? *Marque até 3 critérios
a. Aparência/boa apresentação
b. Disponibilidade de deslocamento
c. Disponibilidade de tempo
d. Experiência
e. Habilidades técnicas
f. Iniciativa
g. Relacionamento interpessoal
Outro:
Espaço para comentários
Comente neste espaço se achar necessário

2475

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Recrutamento e seleção de pessoas em bibliotecas universitárias.</text>
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                <text>Ramos, Clériston Ribeiro; Munhoz, Deise Parula; Gattelli, Rúbia Tatiana</text>
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                <text>Tendo em vista a importância da biblioteca, é preciso atentar os procedimentos de recrutamento e seleção como critério de qualidade destes centros. O processo de seleção de pessoas em bibliotecas, em instituições particulares é o tema da pesquisa. A presente proposta tem como foco de pesquisa as bibliotecas, tendo em vista sua importância no ponto de vista cultural e principalmente enquantoespaço de formação. Este estudo pretendeu oferecer subsídios para melhor entendimento dos procedimentos de seleção de pessoas em bibliotecas. Para levantamento dos dados foi criado um formulário de pesquisa pautando sobre os procedimentos de recrutamento e seleção de pessoas em bibliotecas universitárias. Como resultados destacam-se: o procedimento de recrutamento, a divulgação na própria universidade é a que teve maior ocorrência; Nas etapas de seleção a análise de currículo e a entrevista são os procedimentos que ocorrem em todas universidades entrevistadas, e sobre os critérios de seleção a habilidade técnica é o item prioritário. Acredita-se que este estudo tenha servido como ponto de partida para entendimento dos procedimentos de recrutamento e seleção de pessoas em bibliotecas.</text>
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                    <text>i! """"'"
MaooNlck

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IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Resumo expandido

TERMINOLOGIA DE FILOSOFIA: RECONSTRUÇÃO DA
HIERARQUIA PARA O VOCABULÁRIO CONTROLADO DA USP

Eliana Mara Martins Ramalho',
Gustavo Barreto Vilhena de Paivél
1 Bibliotecária,

FFLCH , USP, São Paulo, SP, Membro do Grupo Gestor do Vocabulário Controlado do

SIBi/USP
2Doutorando em Filosofia , FFLCH , USP, São Paulo, SP. Bolsista CAPES.

1 Introdução

o Vocabulário Controlado do SIBilUSP é uma ferramenta de representação
da informação, uma linguagem documentária construída a partir de procedimentos
terminológicos e documentários pelos bibliotecários do SIBi/USP, com participação
de especialistas de todas as áreas do conhecimento abrangidas pelos seus
descritores (LIMA; BOCCATO, 2009, p. 133). É utilizado para indexação e
recuperação de informação no Banco de Dados Bibliográfico da USP. Trata-se de
um instrumento dinâmico que necessita de atualização contínua (SANTOS et ai,
2010), criteriosamente.
Pretendemos aqui apresentar a metodologia que vem sendo desenvolvida e
implementada para a revisão e atualização das relações hierárquicas do Vocabulário
da área de Filosofia .
O desempenho de uma linguagem documentá ria é fator essencial para a
indexação e recuperação da informação (BOCCATO; FUJITA, 2006 , p.278). Porém ,
a dificuldade de indexar era evidente para os profissionais da informação da
Biblioteca da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, tanto pela
falta de domínio dos assuntos da área, quanto pelo desempenho da linguagem
documentária disponível. Para os usuários e pesquisadores, a recuperação da
informação mostrava-se prejudicada, já que a abrangência e as especificidades das
áreas de estudo não se mostravam contempladas na estrutura hierárquica em uso.
Assim, era necessário um trabalho conjunto entre os profissionais da
informação e os especialistas da área de Filosofia que seriam usuários do Banco de
Dados Bibliográfico. Como sugerem Boccato e Fujita (2006), a integração entre o
profissional da informação e o usuário no desenvolvimento participativo de suas
atividades mostra-se o caminho para a construção de uma linguagem documentária
que atenda as necessidades de recuperação de maneira condizente com as
exigências informacionais desse usuário/pesquisador.
Iniciativas desse tipo já foram implementadas na USP, por exemplo, na área
de Matemática (MORAES; CRISTINAINI, 2006). Segundo as autoras, são
fundamentais em nossa metodologia o endosso do pesquisador da área de Filosofia
(que também será o usuário) e a garantia literária dos termos, isto é, a adoção de
fontes especializadas como base para definição dos descritores.

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Resumo expandido

2 Materiais e Métodos
A revisão da estrutura hierárquica da Filosofia envolveu a participação de
docentes, pós-graduandos e profissionais da informação. Incialmente, a sugestão
era uma revisão da hierarquia e a atualização dos termos. Entretanto, a proposta do
docente coordenador foi construir uma nova hierarquia baseada no estudo da
Filosofia do ponto de vista da História da Filosofia, isto é, pela perspectiva mais
adotada pelos docentes e discentes do Departamento de Filosofia da USP. Isso
condiz com o apontamento de Boccato e Fujita (2006) quanto à necessidade de
considerar a instituição e as características do assunto tratado. Com a
macroestrutura hierárquica definida, a coleta de dados foi realizada junto aos
especialistas de cada sub-área da Filosofia. A análise conceitual dos dados e a
montagem das relações hierárquicas exigiram constantes revisões e foram
realizadas pelos especialistas com o acompanhamento do profissional da
informação.
A exigência de que a cada termo da estrutura hierárquica seja relacionada
uma nota de escopo que tome por base fontes especializadas, de maneira a
fornecer a garantia literária dos termos, levou à consulta de dicionários e
vocabulários da área de Filosofia.

3 Resultados Parciais/Finais

o resultado parcial obtido em três meses de trabalho foi a completa
reestruturação da hierarquia da Filosofia. Se a estrutura inicial contava com 155
termos, a nova estrutura abrange 514 termos, organizados em duas classes:
"História da Filosofia" e "Filosofia Geral". A primeira reúne todos os termos que
representam períodos históricos da Filosofia , bem como Escolas Filosóficas que se
desenvolveram nesses diversos períodos. Os termos foram organizados por um
princípio ora cronológico, ora geográfico, ora linguístico seguindo a terminologia
padrão em cada caso. Isso afasta a nova hierarquia da antiga uma vez que esta
última era organizada pelo princípio alfabético. A segunda classe abrange termos
que representam áreas da Filosofia, temáticas filosóficas e seus conceitos de uso
corrente . Estes três se subordinam à Filosofia Geral por poderem ser utilizados para
a caracterização de diversos períodos da História da Filosofia e assim não
encontrarem uma subordinação adequada na hierarquia sob esta primeira classe.
Estabelecida a hierarquia, é exigida para cada termo uma nota de escopo,
que visa sanar a referida dificuldade dos profissionais da informação no momento de
indexação. A nota de escopo é fornecida pelos especialistas com base nas também
fontes especializadas. Tal prática constitui mais um elemento em que a hierarquia
proposta se afasta da atual, pois nesta última não havia a exigência do
estabelecimento de notas de escopo.
4 Considerações Parciais/Finais

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1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Resumo expandido

Tanto no estabelecimento da hierarquia quanto das notas de escopo, se
mostrou fundamental a interação entre especialistas da área de Filosofia e
profissionais da informação. De fato, ela possibilitou compreender as necessidades
dos primeiros enquanto usuários na recuperação da informação e, para responder a
essas necessidades, gerou um instrumento mais completo e informativo para a
execução do trabalho de indexação por parte dos profissionais da informação.
A recomendação é a implantação da nova estrutura hierárquica e a revisão
dos registros do Banco de Dados Bibliográfico da USP para adequação aos novos
termos implementados.

5 Referências
BOCCATO, V.R.C .; FUJITA, M.S.. L. Estudos de avaliação quantitativa e qualitativa
de linguagens documentárias: uma síntese bibliográfica. Perspectivas em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v.11 ,n.2,p.267-281 , 2006.
LIMA, V.MA ; BOCCATO, V.R.C . O desempenho terminológico dos descritores em
Ciência da Informação do Vocabulário Controlado do SIBi/USP nos processos de
indexação manual, automática e semi-automática. Perspectivas em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v.14,n.1,p.131-151 ,2009.
MORAES, J.S.; CRISTIANINI , G.M .S. Terminologia de matemática: revisão da área
para o Vocabulário Controlado da USP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 15, 2006, Salvador. Anais... Salvador:
UFBA/SIBI , 2006.
SANTOS, CAC .M. et aI. Sistema de gestão para linguagem documentária :
metadados e rede colaborativa no Vocabulário Controlado do SIBi/USP. In :
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16, 2010 , Rio de
Janeiro. Anais.. . Rio de Janeiro: UFRJ/SiBI , 2010.

820

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

INDEXAÇÃO DE NOMES GEOGRÁFICOS:
RELATO DE EXPERIÊNCIA NA CRIAÇÃO DE UM PADRÃO
PARA O SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFRGS

Édina Maria Gomes da Cunha Pureza 1, Elisa Alves de Oliveirél,
Inês Maria De Gasperin3, Magda Helena Behrmann4, Miriam Velei
Fernandes5, Renata Cristina Grun6, Vanessa Inácio de Souza 7
IBibliotecária Especialista, Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul , Porto Alegre , RS
2Bibliotecária Especialista , Instituto de Biociências da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS
3Bibliotecária Especialista, Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul , Porto Alegre, RS
4Bibliotecária, Instituto de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul ,
Porto Alegre, RS
5Bibliotecária Colaboradora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS
6Bibliotecária Especialista , Instituto de Geociências da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul , Porto Alegre, RS
7Bibliotecária Especialista , Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul,
Porto Alegre, RS

Resumo
Relata a experiência da elaboração do documento Entradas de Nomes Geográficos
como Assunto: Padrão para o Sistema de Automação de Bibliotecas da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (SABi/UFRGS). Apresenta as principais
etapas do processo de criação desse Padrão, partindo do diagnóstico da situação do
catálogo de assuntos geográficos e do estudo e adaptação da publicação do IBGE
às necessidades do Sistema de Bibliotecas da UFRGS. Descreve a forma de
implementação do Padrão junto aos bibliotecários do Sistema, através de
treinamentos e monitoramento dos descritores. Expõe as principais definições
referentes à terminologia de nomes geográficos e as divisões do Padrão em Regras
Gerais, Nomes Geográficos com Categoria Administrativa , Nomes Geográficos sem
Categoria Administrativa e Acidentes Topográficos Artificiais. Finaliza com as
considerações referentes à importância da padronização de entradas de assunto no
desenvolvimento de uma política de indexação, visando à eficiência e eficácia do
trabalho do bibliotecário indexador e a qualidade na recuperação da informação.

Palavras-chave:
Nomes geográficos; Política de indexação;
Padronização de entradas de assunto .

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Indexação

(Biblioteconomia) ;

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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Abstract
Describes the elaboration process of a document for geographical names
standardization called Entradas de Nomes Geográficos como Assunto : Padrão para
o Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul (SABi/UFRGS). Presents the main steps of the Standard elaboration process
since the diagnosis of the catalog's situation till the study and creation of a new
document based on IBGE Rules. Describes the Standard implementation at UFRGS
Library System, through training librarians and monitoring descriptors. Issue the main
definitions about geographical names terminology and explains the structure of the
Standard which includes General Rules, Administrative Divisions, Natural Features
and Artificial Features. Concludes with considerations regarding the importance of
standardization of geographical names subject entries for the development of an
indexing policy and for the librarian work, aiming at efficiency and effectiveness in the
information retrieval.

Keywords:
Geographical names; Indexing policy; Indexing; Subject entries standardization .

1 Introdução
A quantidade de informações gerenciadas nas bibliotecas universitárias exige
o desenvolvimento de técnicas eficientes que qualifiquem a recuperação da
informação. Neste sentido, o processo de indexação deve ser consolidado através
de ferramentas que atendam esta necessidade e promovam maior consistência em
catálogos automatizados.
No catálogo online do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (SBUFRGS) , um dos principais problemas encontrados é a
inconsistência das entradas de assuntos. Isto ocorre por diversos fatores, entre os
quais, a descentralização do processamento técnico e a falta de uma política de
indexação unificada.
Neste contexto, o Grupo de Estudos em Indexação (GEI\ na época formado
por sete bibliotecários do quadro funcional da UFRGS, identificou como prioridade a
elaboração da Política de Indexação para o SBUFRGS detendo-se primeiramente no
estudo de entradas de nomes geográficos como assunto.
Deste estudo, resultou o documento Entradas de Nomes Geográficos como
Assunto: Padrão para o Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (SABi/UFRGS), que passou a nortear a indexação de
nomes geográficos.
O objetivo deste trabalho é apresentar o Padrão, seu processo de criação e a
implementação no SBUFRGS.
1

Contato: gei.ufrgs@gmail.com

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

2 Contextualização

o SBUFRGS é composto pela Biblioteca Central , 29 bibliotecas setoriais
especializadas, uma biblioteca de ensino fundamental e médio e uma biblioteca
depositária da documentação da Organização das Nações Unidas (ONU) . Estas
bibliotecas estão vinculadas administrativamente às unidades de ensino e
tecnicamente à Biblioteca Central. De acordo com a Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (2011 ?) :
A função primordial da biblioteca universitária é prover infraestrutura
bibliográfica, documentária e informacional para apoiar as atividades
da Universidade, centrando seus objetivos nas necessidades
informacionais do indivíduo, membro da comunidade universitária.

Buscando alcançar estes objetivos, teve início, no final da década de 80, o
processo de automação no SBUFRGS, originando o catálogo Sistema de
Automação de Bibliotecas (SABi) . Na década de 90, os registros passaram a ser
cooperativados numa única base de dados. Em 2000, com a migração do SABi para
o software A LEPH, foram implantados campos específicos como o campo para
Entrada de Nomes Geográficos como Assunto.
A utilização desse software e a unificação dos catálogos das bibliotecas
aumentaram a quantidade de registros cooperativados no sistema , tornando visível a
inconsistência das entradas de assunto no SABi. Esta constatação deu início ao
processo de criação de uma ferramenta que auxiliasse na padronização dessas
entradas.

3 Processo de Criação
Com este panorama, e dentro das possibilidades do GEI , foi priorizada a
padronização das entradas de nomes geográficos. A relevância desse trabalho pode
ser comprovada pela definição a seguir:
Os nomes geográficos são uma expressão viva da interação entre o
homem e o meio ambiente. Desta forma quando um lugar ou um
elemento geográfico adquire uma significação determinada para o
homem, surge a necessidade de identificá-los. Esta identificação só
gera uma informação precisa quando seguida de uma padronização.
(MAROUN e NEVES, 1996, p. 7)

Definida a prioridade, inicialmente foi realizado um diagnóstico da situação
das entradas de nomes geográficos como assunto no SABi. Para tanto, foi emitida
uma lista com os descritores incluídos no Catálogo de Autoridades, no período de
2001 a 2005 , perfazendo um total de 3.300 entradas.

893

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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Estas entradas foram analisadas à luz da publicação do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE): Nomes Geográficos: normas para indexação, aqui
nomeada Norma do IBGE 2 . Nesta análise foi constatado um alto índice de nomes
geográficos incluídos no SABi sem a padronização determinada por esta norma,
que, até então, era o único documento utilizado pelos indexadores. Também foi
constatado que em muitos casos a Norma do IBGE não contemplava todas as
especificidades dos nomes geográficos incluídos neste catálogo.
Esta constatação foi o impulso para que o GEI iniciasse o estudo da Norma
do IBGE, com objetivo de adequá-Ia às demandas do SBUFRGS. Dessa forma, ficou
clara a necessidade da elaboração de um novo documento que padronizasse as
entradas de nomes geográficos no SABi . Com isso foi elaborado o documento
Entradas de Nomes Geográficos como Assunto: Padrão para o Sistema de
Automação de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(SABi/UFRGS), aqui denominado Padrã0 3 .
A Norma do IBGE foi revisada , complementada e adaptada para atender aos
objetivos propostos. De maneira geral, as regras dessa norma não foram
modificadas, mas desdobradas e acrescidas dos itens peculiares ao SBUFRGS.
Manteve-se um nível de especificidade maior para os nomes geográficos brasileiros
e um nível mais genérico para os nomes estrangeiros. Entretanto, atendendo às
características dos documentos produzidos na Universidade e dos adquiridos pelo
Sistema de Bibliotecas, os nomes geográficos do Estado do Rio Grande do Sul são
apresentados com um nível de detalhamento maior que os nomes geográficos dos
demais estados, como por exemplo , as regiões do Rio Grande do Sul.
A estrutura básica da Norma do IBGE sofreu uma reordenação para que
novos conceitos pudessem ser incluídos e facilmente identificados. Dessa forma, as
regras que naquele documento são distribuídas em três divisões foram acrescidas
da divisão Acidentes Topográficos Artificiais, e estão assim denominadas:
a) Regras Gerais;
b) Nomes Geográficos com Categoria Administrativa;
c) Nomes Geográficos sem Categoria Administrativa ;
d) Acidentes Topográficos Artificiais.
Na elaboração do documento, foram necessárias reuniões com bibliotecários,
professores da Universidade e especialistas do IBGE para elucidar dúvidas que se
apresentavam naquele momento na definição das regras do Padrão. Também é
MAROUN, Maria Célia dos Santos ; NEVES, Maria de Lourdes Therezinha Pacheco. Nomes
geográficos: normas para indexação. Rio de Janeiro: IBGE, 1996. (Documentos para
disseminação. Fontes de documentação, 2).
3 KAUTZMANN , Carolina et.al. Entradas de Nomes Geográficos como Assunto: Padrão para o
Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(SABi/UFRGS) . 2. ed . rev. e ampl. Porto Alegre : UFRGS, 2009. 52 f.

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importante ressaltar a utilização do Glossário da ONU 4 como fonte no
esclarecimento da terminologia e na definição de nomes geográficos em língua
estrangeira.
A aplicabilidade do Padrão foi sendo avaliada concomitantemente a sua
elaboração, através de revisões e correções de entradas já existentes na base de
autoridades.
Ao final do documento foram acrescentados:
a) Glossário;
b) Anexo com nomes de regiões geográficas específicas do Rio Grande do Sul ;
c) índice remissivo de assuntos.
Em 2007 foi concluída a primeira edição do Padrão.

4 O Padrão
Neste capítulo são apresentadas algumas das principais definições e as
divisões do Padrão.
4.1 Definições
A Norma do IBGE e o Glossário da ONU foram as fontes utilizadas para as
seguintes definições:
a) Normalização: Estabelecimento, por uma autoridade competente, de um
conjunto específico de normas para uma atividade determinada, como por
exemplo, para dar uniformidade aos topônimos. Adaptação dos topônimos a
tais normas.
b) Padronização: Conjunto de atividades sistemáticas para estabelecer e utilizar
padrões, avaliar seu cumprimento e resultados decorrentes de sua aplicação.
c) Nome geográfico: nome próprio dado a um acidente geográfico sobre a
superfície da terra . O mesmo que topônimo e acidente topográfico.
Ex.: Rio Gravataí
Cordilheira dos Andes
Ilha de Santa Catarina

4

UNITED NATIONS GROUP OF EXPERTS ON GEOGRAPHICAL NAMES. Glossary ofterms for
the standardization of geographical names. New York: United Nations, 2002. Disponível em :
&lt;http://unstats.un.org/unsd/geoinfo/ungegn/docs/glossary.pdf&gt; . Acesso em : 26 abro2012 .

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d) Nome próprio: palavra que se aplica a uma pessoa ou coisa para diferenciála de outra de sua mesma classe,
Ex.: Brasil
Gramado
Rio Amazonas
e) Termo genérico: nome comum que descreve um acidente topográfico em
função de suas características e não por seu nome.
Ex.: Montanha
Rio
Edifício
f) Designação genérica: parte de um topônimo formado por um termo genérico.
Ex.: Rio Amazonas
Cordilheira dos Andes
Ilha de Santa Catarina

g) Elemento genérico falso: Elemento genérico que não indica a classe de
acidente do topônimo.
Ex.: Morro Reuter
Monte Negro
Rio de Janeiro
Porto Alegre
Todos os exemplos são lugares povoados e não um morro, um monte, um rio
ou um porto respectivamente.
h) Entrada básica: entrada padronizada de um nome geográfico que não pode
ser alterada .
Ex.:
Nome próprio

Entrada básica Área associada

Bacia do Rio Amazonas

Amazonas , Rio

Região Metropolitana de Porto Alegre

Porto Alegre (RS) Porto Alegre, Região Metropolitana de (RS)

Amazonas , Rio, Bacia

A entrada básica é feita pelo nome específico, que reúne nos catálogos e
índices todos os trabalhos com o mesmo nome próprio. A ela são acrescentados
aspectos mais específicos que vão caracterizar o assunto que se pretende indicar.

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Ex.:
Nome próprio
[Estado do] Amazonas

Entrada padronizada no índice
Amazonas

Bacia [sedimentar] do Amazonas
Edifício Amazonas
Rio Amazonas

Amazonas, Bacia
Amazonas, Edifício (Porto Alegre, RS)

Bacia do Rio Amazonas

Amazonas, Rio
Amazonas, Rio, Bacia

Região do Rio Amazonas

Amazonas, Rio, Região

i) Qualificador geográfico: qualificador geográfico é um nome geográfico e/ou
um termo explicativo acrescentado entre parênteses que determina o lugar
maior onde se localiza o nome indicado ou o distingue de outro de igual
designação.
Ex.:

Buenos Aires (Argentina)
Buenos Aires (PE)
São Paulo (SP)
São Paulo (Estado)
Pompéia (Cidade extinta)

4.2 Divisões do Padrão
A seguir serão abordados os principais tópicos das quatro divisões do Padrão:
a) Regras Gerais: as regras gerais incluem definições que se aplicam a todo
padrão. São elas: pontuação, qualificador geográfico, grafia, categoria
administrativa como parte integrante do nome de um topônimo e nomes
geográficos como adjetivos que indicam direções ou partes;
b) Nomes Geográficos com Categoria Administrativa: os nomes geográficos
com categoria administrativa representam unidades administrativas como
países, estados, províncias, condados, distritos, municípios, vilas, bairros,
regiões e áreas associadas a estes lugares etc. Nesta divisão do Padrão são
tratadas as regras aplicáveis aos topônimos brasileiros, estrangeiros e as
regiões associadas a estes topônimos;
c) Nomes Geográficos sem Categoria Administrativa: os nomes geográficos
sem categoria administrativa representam as entidades fisiográficas naturais,
bem como os nomes de regiões baseadas nestas entidades. Nesta divisão do
Padrão são tratadas as regras aplicáveis a rios, regiões de acidentes
topográficos, ilhas, áreas de folhas topográficas, bacias sedimentares,
cidades extintas, cidades da antiguidade e sítios arqueológicos;

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d) Acidentes Topográficos Artificiais: os acidentes topográficos artificiais
representam as construções e os lugares criados pelo homem. Nesta divisão
do Padrão são tratadas as regras aplicáveis a portos e aeroportos, cemitérios,
ginásio de esportes, conjuntos residenciais, condomínios, palácios, pontes,
viadutos, barragens, represas, edifícios, museus, bibliotecas, monumentos,
túneis, canais, ruas, avenidas, estradas, rodovias e ferrovias e outras
construções; parques, praças, reservas, assentamentos, reservas indígenas,
comunidades quilombolas entre outros lugares.

5 Processo de Implementação
Após a conclusão do Padrão foi iniciada sua implementação através de um
treinamento ministrado pelo GEI, com carga horária de sete horas. Na ocasião,
participaram 40 bibliotecários indexadores representando todas as bibliotecas do
sistema. Este treinamento teve por objetivo a apresentação do Padrão como
ferramenta obrigatória para a definição de entradas de nomes geográficos como
assunto. Nessa oportunidade, os bibliotecários puderam esclarecer dúvidas e
ampliar seus conhecimentos referentes à padronização dos descritores de nomes
geográficos.
A etapa seguinte da implementação ocorreu com a emissão de listas com os
descritores geográficos de cada biblioteca . Estas listas foram analisadas pelo GEI, à
luz do Padrão, com a finalidade de identificar inconsistências nos descritores. Após,
as listas com os descritores inconsistentes foram enviadas às bibliotecas com as
instruções para as devidas correções.
Com o treinamento e a correção das primeiras listas enviadas às bibliotecas,
ficou constatada a necessidade de revisão e atualização do documento, surgindo,
assim, em 2009, a segunda edição do Padrão que está disponível online apenas
para os bibliotecários da UFRGS. A partir de então, este processo de emissão de
listas e avaliação é realizado periodicamente.
O uso do Padrão para a correção e criação de novos descritores contribuiu
para a diminuição das inconsistências no catálogo.

6 Considerações Finais
A decisão do GEI de iniciar a política de indexação pelo campo geográfico foi
pertinente na medida em que a quantidade de descritores era limitada. Isto tornava o
trabalho possível de ser realizado, visto que o número de bibliotecários era reduzido
para a dimensão da tarefa . O fato de o grupo ser composto, em sua maioria , por
bibliotecários das áreas com significativo uso do campo de assunto geográfico foi
importante para essa decisão.
A implantação do Padrão no SBUFRGS resultou na racionalização do fazer
diário do bibliotecário, tornando o processo de indexação mais eficaz e eficiente,
possibilitando assim maior precisão na recuperação da informação.

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No entanto, para manter a excelência deste trabalho são necessanos
treinamentos periódicos com o objetivo de capacitar, orientar e esclarecer dúvidas
dos bibliotecários. Até o momento, foram realizados dois treinamentos e estão
previstos outros conforme a demanda do SBUFRGS.
O GEI também apresentou o Padrão em aulas do curso de Biblioteconomia
da UFRGS, o que possibilitou a divulgação do trabalho junto aos futuros
profissionais da área .
O Padrão foi o primeiro produto gerado com o objetivo de estabelecer uma
política de indexação única para o SBUFRGS, ponto de partida para um extenso
trabalho que se seguirá, de padronização de todas as entradas de assunto do SABi.
Esse documento não é definitivo. O trabalho de consistência das entradas de nomes
geográficos é um processo contínuo e o Padrão será atualizado sempre que houver
necessidade.
No momento, o Padrão está sendo revisado e atualizado com vistas a uma
terceira edição .

7 Referências
KAUTZMANN , Carolina et.al. Entradas de Nomes Geográficos como Assunto:
Padrão para o Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (SABi/UFRGS) . 2. ed . rev. e ampl. Porto Alegre: UFRGS, 2009.
52 f.

MAROUN, Maria Célia dos Santos; NEVES, Maria de Lourdes Therezinha Pacheco.
Nomes geográficos: normas para indexação . Rio de Janeiro: IBGE, 1996.
(Documentos para disseminação. Fontes de documentação, 2).

UNITED NATIONS GROUP OF EXPERTS ON GEOGRAPHICAL NAMES. Glossary
of terms for the standardization of geographical names. New York: United
Nations, 2002 . Disponível em :
&lt;http ://unstats.un .org/unsd/geoinfo/ungegn/docs/glossary.pdf&gt; . Acesso em : 26 abr.
2012 .

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Central.
Serviços . [2011 ?] . Disponível em : &lt;http://www.biblioteca .ufrgs.br/servicos.htm&gt;.
Acesso em : 26 abro2012 .

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Relata a experiência da elaboração do documento Entradas de Nomes Geográficos como Assunto: Padrão para o Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (SABi/UFRGS). Apresenta as principais etapas do processo de criação desse Padrão, partindo do diagnóstico da situação do catálogo de assuntos geográficos e do estudo e adaptação da publicação do IBGE às necessidades do Sistema de Bibliotecas da UFRGS. Descreve a forma de implementação do Padrão junto aos bibliotecários do Sistema, através de treinamentos e monitoramento dos descritores. Expõe as principais definições referentes à terminologia de nomes geográficos e as divisões do Padrão em Regras Gerais, Nomes Geográficos com Categoria Administrativa, Nomes Geográficos sem Categoria Administrativa e Acidentes Topográficos Artificiais. Finaliza com as considerações referentes à importância da padronização de entradas de assunto no desenvolvimento de uma política de indexação, visando à eficiência e eficácia do trabalho do bibliotecário indexador e a qualidade na recuperação da informação.</text>
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Trabalho completo

EXPERIÊNCIA NA IMPLANTAÇÃO DO AUTOATENDIMENTO
COM TECNOLOGIA RFID NA BIBLIOTECA DA UNESP - CÂMPUS DE
RIO CLARO
Adriana Aparecida puerta', Ana Paula Santulo C. Medeiro~,
Cristina Marchetti Maia', Diosnelice Pereira Camargo da Silva', Josimeire
Moura da Silva3, Márcia Correa Bueno Degasperi', Regina Maria Seneda4,
Renan Carvalho Ramo~, Vivian Rosa Storti'
1Bibliotecária, Instituto de Biociências - UNESP, Rio Claro, SP
2Supervisor Técnico de Seção, Instituto de Biociências - UNESP, Rio Claro, SP
3Assistente de Serviços de Documentação, Informação e Pesquisa - ASDIP, Instituto de
Biociências - UNESP, Rio Claro, SP
4Diretor Técnico - Biblioteca, Instituto de Biociências - UNESP, Rio Claro, SP

Resumo
A Biblioteca do Câmpus de Rio Claro, por seu quantitativo de acervo,
empréstimos e consultas online entre outros dados, foi escolhida como a segunda
biblioteca da Rede Unesp a receber a tecnologia RFID para segurança do acervo e
modernização das rotinas de empréstimo e devolução das obras. A Radio Frequency
Identification (RFID) é uma tecnologia que possibilita reconhecer itens a partir da
identificação de ondas de rádio frequencia , empregada no setor comercial há
décadas e recentemente no setor de bibliotecas, permitindo a realização do
autoatendimento por parte do usuário. O autoempréstimo é um grande facilitador,
pois oferece autonomia aos usuários para a retirada de material bibliográfico, ficando
os funcionários do atendimento mais disponíveis para auxiliar em dúvidas. Com
relação ao serviço de autodevolução, há possibilidade de ampliar o horário por 24
horas. A implantação do sistema RFID contemplou etapas de infraestrutura física do
prédio, infraestrutura da rede lógica, processo de inclusão das etiquetas em cada
item do acervo, capacitação dos funcionários e educação dos usuários. Cada uma
dessas etapas é descrita neste trabalho visando compartilhar a experiência da
biblioteca, analisando as vantagens e desvantagens desse sistema, e ainda
descrevendo sua importância para a segurança de uma estrutura de grande porte
como as bibliotecas universitárias. Apesar do uso da tecnologia ser recente, a
Biblioteca do Câmpus de Rio Claro já observa resultados positivos.

Palavras-Chave:
Sistema RFID ; Autoempréstimo; Autodevolução; Sistema de segurança por
rádio frequencia ; Biblioteca universitária.

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Abstract
The Library of Campus of Rio Claro, on the quantitative collection, loans and
online consultations among other data, was chosen as the second library Unesp
Network to receive RFID technology for security of the acquis and modernization of
the routine lending and return of works. Radio Frequency Identification (RFID) is a
technology that enables to recognize items from the identification of radio wave
frequency, used in the commercial sector for decades and recently in the sector of
libraries, allowing the realization of self-service by the user. The auto loan is a great
facilitator, it offers autonomy to users for the withdrawal of bibliographic material,
leaving the officials care more available to assist with questions. With respect to
service auto return, it is possible to extend the time for 24 hours. The deployment of
RFID steps included the building of physical infrastructure, network infrastructure
logic, the process of inclusion of the labels on each item of the collection , employee
training and education of users. Each of these steps is described in this paper in
order to share the experience of the library, analyzing the advantages and
disadvantages of this system , and also describing its importance to the safety of a
structure as large university libraries. Despite the use of technology is new, the
Library of Campus of Rio Claro already seen positive results.

Keywords:
RFID System ; Auto loan ; Auto return ; Security system by radio frequency;
University library.

1 Introdução
A Biblioteca da Unesp, Câmpus de Rio Claro foi criada juntamente com a
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro (FAFI) em 1957 através da
publicação da Lei nO 3895 , passando a funcionar efetivamente a partir de 1958.
Inicialmente o acervo era formado por 1.966 obras, que atendiam aos cursos de
Licenciatura em Geografia, História Natural, Pedagogia e Matemática. Em 1976 a
Faculdade de Filosofia , Ciências e Letras de Rio Claro transformou-se em
Universidade Estadual Paulista - Unesp, e com isso a biblioteca passou a fazer
parte dessa instituição (SILVA; RIBEIRO; GERARDI , 2002).
Atualmente a biblioteca ocupa uma área de 1.800 m2, contém 21 salas de
estudo com capacidade de até 4 pessoas em cada sala; mesas para leitura e estudo
distribuídas por todo acervo; anfiteatro com 49 lugares equipado com multimídia,
TV, DVD e microcomputador; acesso à rede sem fio - wireless e; 15 netbooks que
podem ser emprestados pelos usuários cadastrados para uso no interior da
biblioteca. Conta com duas salas para pesquisa em bases dados, com 14
microcomputadores, permanecendo um bibliotecário para orientações e
esclarecimento de dúvidas.
Para docentes, pós-graduandos e graduandos há o serviço de VPN (Virtual
Private Network), que assegura o acesso ao conteúdo restrito das bases de dados e
Portal de Periódicos CAPES para computadores que estão fora da Unesp.
O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h e aos
sábados das 9h às 13h.

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o acervo é composto por 86 .937 itens de materiais bibliográficos (livros,
teses, dissertações, TCCs, cds, mapas) e 182.703 fascículos de periódicos. No
Câmpus, o Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação (STBD) atendente a 10
cursos de graduação: Ciência da Computação, Ciências Biológicas, Ecologia,
Educação Física, Engenharia Ambiental, Física, Geografia, Geologia, Matemática e
Pedagogia e a 15 programas de pós-graduação: Biologia Celular e Molecular,
Biologia Vegetal , Ciências da Computação (multicâmpus) , Ciências da Motricidade,
Desenvolvimento Humano e Tecnologias, Educação, Educação Matemática , Física ,
Geociências e Meio Ambiente, Geografia, Geologia Regional, Gerenciamento
Ambiental : Sustentabilidades, Matemática em Rede Nacional, Matemática
Universitária e Microbiologia Aplicada .
As bibliotecas da Rede Unesp, estão subordinadas administrativamente à
Diretoria da Unidade onde estão inseridas e, tecnicamente, à Coordenadoria Geral
de Bibliotecas (CGB) , com sede na Reitoria em São Paulo e com um escritório na
cidade de Marília. Em se tratando de gestão da biblioteca , utilizam o software
ALEPH versão 20, formando a base bibliográfica Athena, que permite integração
entre todas as unidades.
Em 2009 foi implantado o empréstimo unificado e o sistema biométrico,
possibilitando a criação da categoria do usuário rede flex, permitindo que a retirada
de material da biblioteca seja feita pelo reconhecimento da digital do usuário, sendo
que este pode emprestar livros em qualquer biblioteca da rede Unesp,
pessoalmente, e devolver em qualquer biblioteca da rede.
O STBD possui em seu quadro uma diretoria e duas seções técnicas: Seção
Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação (STATI) e Seção Técnica de
Referência, Atendimento ao Usuário e Documentação (STRAUD). Conta com 26
servidores, sendo : 8 bibliotecários, 15 assistentes de serviços de documentação,
informação e pesquisa, 1 assistente de informática, além do apoio de 2 assistentes
administrativos. No período letivo há circulação de 1.000 a 1.200 usuários por dia,
sendo que em 2011, foram registrados 113.137 empréstimos. Os serviços de
consulta ao acervo, renovação e reservas, podem ser feitos online pela interface
com o Aleph, empréstimo entre bibliotecas (EEB), comutação bibliográfica (Comut),
ficha catalográfica , pedidos de compra de livros, inscrição em treinamentos e
oficinas também estão informatizados e podem ser acessados através do site:
http://www.rc.unesp.br/biblioteca. Esses, dentre outros fatores, incluiram a Biblioteca
do Câmpus de Rio Claro no Programa de Infraestrutura Tecnológica para as
Bibliotecas (Sistema RFID: autoempréstimo e autodevolução) sendo a segunda
biblioteca da rede contemplada, dentro do Programa de Desenvolvimento
Institucional (PDI) da Unesp.
Nesse sentido, o foco do artigo é apresentar a experiência da Biblioteca da
Unesp, Câmpus de Rio Claro, na implantação do Sistema RFID, analisando toda a
parte de infraestrutura, fluxo de processos, equipe de trabalho e educação de
usuários.
2 Revisão de Literatura
2.1 Radio-Frequency Identification (RFID)
A Radio Frequency Identification (RFID) é uma tecnologia antiga que

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possibilita reconhecer itens a partir da identificação de ondas de rádio, empregada
no setor comercial há décadas e recentemente no setor de bibliotecas, permitindo a
realização do autoatendimento por parte do usuário. Em uma pesquisa nas bases de
dados científicas Library and Information Sicience Abstracts (LISA) da Proquest e
Library e Information Science &amp; Technology Abstracts da EBSCO foi constatado que
os estudos sobre o sistema RFID em bibliotecas tiveram início no começo da última
década. Segundo informações da empresa 3M , "2% das bibliotecas dos Estados
Unidos utilizam a tecnologia RFID e 8% em todo o mundo" (MEHRJERDI , 2011, p.
37). No Brasil, algumas das bibliotecas que fazem uso do autoatendimento e que
utilizam esta tecnologia são: Biblioteca de São Paulo, localizada na antiga Estação
Carandiru ; Biblioteca da PUC-Rio Grande do Sul ; Biblioteca da Unesp, Câmpus
Bauru e Câmpus Rio Claro.

2.2 Características da tecnologia RFID

o sistema RFID utiliza etiquetas que contem um microchip que guarda os
dados do item a ser identificado, e uma antena que emite ondas eletromagnéticas
transmitindo as informações do item, identificando-o. Uma das definições do sistema
RFID é que:
RFID é um termo genérico utilizado para um conjunto de tecnologias
que usa radiofreqüência e micro-chip na comunicação de dados,
permitindo identificar alguma coisa . É, portanto, uma tecnologia que
pode substituir a tecnologia de identificação por código de barras
(VIERA, VIERA, VIERA, 2007, p. 183).
De acordo com Shahid (2005), o sistema RFID possui quatro componentes:
etiquetas; antena ; leitores ou sensores e um servidor.
Existem dois tipos de etiquetas RFID (Figura 1): as "somente leitura" e as
regraváveis. Aquelas denominadas como "somente leitura", não possuem a
capacidade de reescrever os dados posteriormente. No outro tipo, que são as
escolhidas pela maioria das bibliotecas, podem ter informações alteradas ou
acrescentadas após a primeira gravação da etiqueta . Essa função é possível pois as
etiquetas regraváveis, diferentes das etiquetas normais, possuem algumas
combinações, uma para leitura e outras para memória, sendo então possível que os
dados sejam regraváveis.

Figura 1 - Etiqueta RFID padrão
Fonte: Viera , Viera, Viera (2007, p. 184)

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As antenas (Figura 2) funcionam como comunicadores entre a etiqueta e o
leitor, uma vez que emitem ondas eletromagnéticas que ativam o microchip e
consequentemente as informações contidas nas etiquetas. Geralmente instaladas na
entrada/saída das bibliotecas que, além de possuir a função de contagem de
usuários, funciona como um alarme, reconhecendo a tecnologia RFID e também as
etiquetas eletromagnéticas, emitindo ruído sonoro ao passar pela antena quando um
item da biblioteca não foi emprestado.

Figura 2 - Modelo de antena RFID
Fonte: Viera , Viera, Viera (2007, p. 188)

Os leitores RFID (Figura 3) codificam e decodificam os dados existentes no
circuito integrado das etiquetas RFID e gerenciam o fluxo de comunicação entre as
etiquetas RFID e o computador principal ou servidor.

Figura 3 - Leitor RFID
Fonte: Multisystems (2012)

2.3 Aplicação RFID em bibliotecas
Algumas bibliotecas no mundo têm implementado o sistema RFID para
agilizar suas atividades e fornecer novos serviços, dentre eles: o autoempréstimo e a
autodevolução de materiais; inventário mais ágil e segurança contra furtos. Para
isso, cada item do acervo deve receber uma etiqueta RFID.
O principal objetivo das bibliotecas com a adoção do RFID é a necessidade
de aumentar a eficiência dos seus serviços e reduzir custos. Além disso, o
autoempréstimo e autodevolução possibilitam que algumas rotinas de trabalho sejam
revistas e funcionários da biblioteca possam ser readequados para outras tarefas.

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Dentre as outras vantagens na utilização desta tecnologia estão : autonomia
do usuário; redução das filas no atendimento, tanto para empréstimo quanto para
devolução; ampliação do horário de atendimento - devolução 24 horas; diminuição
das tarefas repetitivas; ampliação da segurança interna; aumento da eficiência do
inventário e gerenciamento de coleções. A eficiência da tecnologia está na
capacidade do leitor, pois a etiqueta pode ser lida em qualquer posição e, tal
precisão auxilia em processos como controle de obras e agiliza o serviço de
atendimento.
Dentre as desvantagens estão o custo e algumas características das
etiquetas. Com relação ao custo, ele envolve desde compra de hardware, software e
materiais, como consultoria e treinamento de funcionários bem como a instalação
dos equipamentos. No que diz respeito às etiquetas, algumas vezes é possível
comprometer um sistema RFID, pois colocando dois ou mais itens de uma vez, as
etiquetas são sobrepostas, anulando alguns sinais e assim dificultando a leitura .
Além disso, as etiquetas contêm informação estática e
[... ) a falta de padrões de ampla aceitação para a tecnologia RFID é
outra dificuldade que pode ocasionar que etiquetas produzidas por
um determinado fabricante somente possam ser lidas por certo tipo
de equipamento do mesmo fabricante e não por outros (tecnologia
proprietária) , dificultando a interoperabilidade dos sistemas RFID.
(VIERA, VIERA, VIERA, 2007, p.190).

2.4 Sistema RFID na Biblioteca da Unesp - Câmpus de Rio Claro
A implantação do sistema RFID na biblioteca do Câmpus de Rio Claro foi um
projeto elaborado pela Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB) da Unesp.
A equipe de bibliotecários de Rio Claro fez uma visita orientada à biblioteca de
Bauru , para conhecer o sistema implantado e, também recebeu uma documentação
da primeira experiência de implantação do sistema na Rede UNESP.
Em um primeiro momento, o acervo de livros da biblioteca foi contemplado
com as etiquetas. O processo de colocação das etiquetas durou cerca de 3 meses,
contudo como o projeto está em andamento, parte do acervo ainda precisa ser
trabalhado (obras de referência, teses, dissertações e trabalhos de conclusão de
cursos).
A tecnologia RFID proporcionará aos usuários das bibliotecas da
Rede UNESP maior autonomia e agilidade na realização
empréstimos/devoluções,
utilizando
os
equipamentos
de
autoempréstimo e autodevolução. Além da ampliação do horário de
devolução, pois o usuário será capaz de fazer a devolução mesmo
se a biblioteca estiver fechada, diminuirá o fluxo no balcão de
atendimento permitindo aos funcionários dedicarem-se a outras
tarefas, e possibilitará graças a um leitor portátil, a localização de
obras guardadas fora de ordem e a realização, em poucas horas, do
inventário que antigamente era feito manualmente e levava vários
dias. (BASTOS, 2011) .

Todo o processo de implantação do sistema RFID na Biblioteca da Unesp
Câmpus de Rio Claro será detalhado a seguir.

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3 Materiais e Métodos

o Projeto RFID para Autoempréstimo e Autodevolução envolveu várias etapas
que serão detalhadas a seguir:
a) etapa 1-lnfraestrutura

o projeto contemplou a instalação da estação de autoempréstimo híbrido
(Figura 4) ; estação de autodevolução - parte externa (Figura 5) e sistema embutido
e classificador de dois dispensadores - parte interna (Figura 6); etiqueta RFID
(Figura 7) ; etiqueta adesiva de identificação e proteção (Figura 8); antena antifurto
híbrida (Figura 9) ; 5 câmeras de segurança e instalação do servidor; ampliação de
pontos de rede e troca dos switchs; 3 estações de trabalho para cadastramento das
etiquetas.

Figura 4 - Autoempréstimo híbrido
Fonte: Elaborado pelos autores

Para a instalação da estação de autodevolução foi necessária a escolha de
um local estratégico para facilitar o acesso externo ao serviço . Para a sala escolhida
foi realizada uma reforma para adaptação, onde os espaços das janelas foram
diminuídos, deixando apenas o tamanho da entrada da autodevolução e todo o
restante da parede foi fechado . Também foi instalado um sistema de proteção que
trava a entrada para o sistema embutido da autodevolução onde somente com
cartão de acesso é possível liberação.
O terminal de autoempréstimo foi instalado próximo ao balcão de
atendimento, para possibilitar que os funcionários da biblioteca dessem auxílio aos
usuários.
As câmeras de segurança foram instaladas no autoempréstimo, na entrada da
biblioteca e balcão, no acesso à sala de autodevolução e, na parte externa na
autodevolução.

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Figura 5 - Autodevolução (parte externa)
Fonte: Elaborado pelos autores

Figura 6 - Autodevolução (parte interna)
Fonte: Elaborado pelos autores

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAU LISTA
"JÚLIO DE MESQUITA FILHO"

Câmpus de Rio Claro
Biblioteca

Figura 7- Etiqueta RFID
Fonte: Elaborado pelos autores

Figura 8 - Etiqueta adesiva
Fonte: Elaborado pelos autores

Figura 9 - Antena antifurto híbrida
Fonte: Elaborado pelos autores

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b) etapa 2 - Definição do fluxo de processos

o Projeto RFIO envolveu todos os funcionários da biblioteca , suas seções
STATI e STRAUO e a diretoria. Inicialmente foram trabalhados apenas livros,
eventos e folhetos , sendo que teses, dissertações e trabalhos de conclusão de curso
ficaram para a segunda fase , que deverá ocorrer em julho de 2012 . Os periódicos e
mapas não estão no planejamento e os recursos eletrônicos (COs, OVOs) não serão
colocados no projeto, pois há etiquetas RFIO especiais para esses materiais que não
foram adquiridas. O preparo do material inclui a inserção de etiqueta na obra bem
como seu cadastro no sistema RFIO e foi realizado nos meses de dezembro de 2011
à fevereiro de 2012, período de implantação da primeira fase do projeto.
Foi desenvolvida uma metodologia de trabalho como forma de organização
desse processo , constituída de 6 passos conforme fluxograma (Figura 10). Cada
etapa foi discutida com a equipe exaustivamente antes do início do processo:

Pesquisar no

Pesqu isar nas Bases

Aleph: Registro
Correto ou
Convertido?

SIM
Et iquetas

Co locar Etiqueta RFID

Co lar

eti q uet~

de

prot eçio

Guarda r na Esta nt e

Figura 10 - Fluxograma da implantação RFID
Fonte: Elaborado pelos autores

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a) passo 1 - Retirar os livros das estantes seguindo a ordem de classificação,
utilizando carrinhos de livros, nos quais foram enumerados com etiquetas
(ordem de 1 a n) e colocada a mesma numeração na bandeja onde
estavam as obras, para agilizar a devolução na bandeja de origem ;
Informar o balcão sobre a classificação retirada para a verificação da
classificação de cada obra devolvida e já trabalhadas para que não ficasse
nenhuma obra sem o processo RFID;
b) passo 2 - Verificar o registro da obra no Aleph para a confirmação do seu
registro no sistema e verificação da catalogação. Se a obra não tivesse
catalogada era encaminhada para as bibliotecárias da STATI e retornava
ao fluxo RFID posteriormente;
c) passo 3 - Colar a etiqueta RFID seguindo as orientações da empresa
fornecedora , tais como: colar a etiqueta na parte interna da contracapa da
obra, sempre do lado direito próximo a lombada, assim caso a capa seja
retirada ou danificada, terá maior visibilidade pelos funcionários . Não sendo
possível, colar na página imediatamente anterior no mesmo padrão.
Foi utilizado um marcador (Figura 11) com o formato de dedo indicador
visando facilitar a colagem da etiqueta na obra, tendo em vista que há alguns
detalhes a serem considerados como, por exemplo , uma distância da lombada e
parte inferior da obra, para uma melhor leitura da etiqueta pelo sistema RFID. Esta
idéia foi desenvolvida pela equipe de Bauru, primeira unidade da rede UNESP a ser
implantado o autoatendimento.
Para obras que possuem anexo, como tabelas e mapas, o cadastramento das
etiquetas foi feito por uma equipe específica para um controle rigoroso, pois cada
anexo tem que receber uma etiqueta RFID e possuir um item de registro no sistema
Aleph . Alguns anexos como transparências, slides e microfilmes, não foram
contemplados devido à impossibilidade da colagem de etiqueta nesse tipo de
material ;

o
Figura 11 - Marcador com formato de dedo indicador
Fonte: Elaborado pela equipe da Biblioteca do Câmpus de Bauru

d) passo 4 - Registrar o código de barras no sistema RFID e confirmar o
registro . É necessário cadastrar um livro por vez, e não deve haver

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aproximação de outras etiquetas RFID no ato do registro, pois o software
pode registrar o mesmo código de barras em várias etiquetas. Nesse
projeto foram adquiridas etiquetas regraváveis, porém como forma de
segurança dos dados, optou-se pela sistemática de uma única gravação;
e) passo 5 - Colar a etiqueta de identificação e proteção somente após o
cadastro da etiqueta RFID como forma de controle de todo o processo;

f) passo 6 - Arrumar as obras no carrinho em ordem de classificação e
guardar na estante.
Para agilizar o processo de trabalho , foram feitos marcadores (Figura 12)
contendo as etapas descritas acima , que foram colocados nos carrinhos. Isso
facilitou o processo, pois identificava-se facilmente em qual etapa estava cada
carrinho das obras.

1- PESQU ISAR TITU LO DA OBRA NO SISTEMA ALEPH

2 - COLAR ETIQUETA RFID

3 - CADASTRAR RFID

4- COLAR ETIQUETA DE IDENTIFICAÇÃO E PROTEÇÃO

5 - GUARDAR OBRA NA ESTANTE

Figura 12 - Marcadores de identificação do processo
Fonte: Elaborado pelos autores

Como forma de divulgar o novo serviço, assim como capacitar os usuários na
utilização do autoatendimento, foram elaborados pela Assistente de Informática da
biblioteca, vídeos explicativos com o passo a passo de cada etapa para realização
do empréstimo e da devolução. Estes vídeos estão disponíveis no canal da
biblioteca no YouTube
(http://www.youtube.com/watch?v=S9sLbhigNhA) e são
transmitidos diariamente em um display localizado na entrada da biblioteca . Outra
forma de divulgação foi durante a Semana de Recepção aos Ingressantes, quando
foram feitas demonstrações de como fazer o autoatendimento e também foram
esclarecidas as dúvidas apresentadas. Além disso, um email informativo foi enviado
para toda comunidade do Câmpus e as informações sobre o serviço foram
disponibilizadas no site da biblioteca .

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4 Resultados Parciais
Uma vez realizado todo o trabalho de infraestrutura, conferência de registros,
colagem de etiquetas, capacitação e divulgação, o autoatendimento começou a ser
utilizado no início de março deste ano.
A utilização do sistema é apresentada em uma tela de monitor com instruções
pormenorizadas, passo a passo . Inicialmente o usuário deverá escolher, na tela de
um computador sensível ao toque , em qual idioma deseja que estejam as instruções
(disponíveis em inglês, português ou espanhol), em seguida deverá identificar-se
digitando seu CPF. Feito isto será solicitada a verificação do leitor biométrico e os
dados deste usuário aparecerão na tela. Após o usuário ser identificado e
autorizado, o item objeto de empréstimo deverá ser posicionado no local designado,
um item por vez, e será feita a leitura da etiqueta RFID. Uma vez identificado e
autorizado para empréstimo, o item terá sua proteção desativada e o empréstimo
será efetuado, podendo o usuário optar pela forma que deseja receber seu
comprovante, sendo apenas por email, apenas impresso ou ambos.
O acesso do usuário à autodevolução fica localizado na parte externa da
biblioteca e se assemelha a uma caixa de correio. Para realizar a devolução o aluno
deve primeiramente, confirmar se a luz indicativa do sistema está verde, o que indica
que o serviço esta disponível. Caso assim seja , o usuário poderá dar continuidade
ao procedimento, optando entre receber ou não o comprovante de devolução. Caso
decida por receber o comprovante, o primeiro passo para realizar a devolução é
apertar o botão preto que está localizado acima da impressora, inserir todos os livros
na caixa (um livro por vez), voltar a apertar o botão preto e aguardar a impressão do
recibo. Caso a opção seja sem recibo, basta apenas que o livro seja inserido na
caixa de devolução.
Após feita a autodevolução pelo usuário, é necessário que cada obra seja
magnetizada, uma vez que as obras continuam recebendo a etiqueta
eletromagnética . No caso das obras com reservas ou alguma pendência , o próprio
sistema de autodevolução separa em um dispensador próprio para estes casos.
Uma medida preventiva adotada é que para cada obra devolvida no balcão de
empréstimo é verificado se a mesma já possui etiqueta RFID, garantindo que
nenhuma obra volte para o acervo sem ter passado por todo o processo do sistema
RFID.
Após está primeira fase de preparação e implantação do projeto, pode-se
notar grande curiosidade e aceitação por parte da comunidade acadêmica do
Câmpus de Rio Claro a respeito da tecnologia utilizada e o modo como foi feita a
implantação do serviço.
Por tratar-se de um serviço recente, ainda não é possível a tabulação e
apresentação de dados quantitativos a respeito do serviços com tecnologia RFID ,
contudo, ocasionalmente, os funcionários da biblioteca são abordados pelos
usuários, que elogiam a opção de autoatendimento e ressaltam a agilidade que ela
promove e aguardam que logo seja implantada em todo o acervo .

5 Considerações Parciais
A tecnologia RFID permite que as bibliotecas implementem serviços de
autoatendimento de materiais sem a necessidade de intervenção dos funcionários, e

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com isso, permite aumentar a eficiência, reduz perdas, diminui a rotina de trabalho e
redireciona alguns funcionários para outras tarefas da biblioteca .
A tecnologia implantada possibilita o oferecimento de serviços diferenciados,
como o horário de atendimento estendido para devolução de obras 24h e autonomia
no empréstimo de obras. Futuramente, ao ser adquirido o leitor portátil de inventário
será possível fazer a leitura da etiqueta RFID na própria estante, gerando um
inventário de todas as obras do acervo, bem como possibilitando localizar materiais
perdidos nas estantes.
Apesar de todas as dificuldades para a implantação do sistema (desocupação
de sala, retirada de janela e recorte na parede) além de toda infraestrutura lógica
necessária para trazer até o local, pontos de rede e tomadas elétricas, considera-se
muito produtivo o resultado que obtido até o momento.
Com relação às instalações, notou-se que o contato da empresa com o
pessoal da informática deveria ser feito antes do início do projeto, para evitar atrasos
nas etapas e problemas de padronização de material utilizado. Após o início
verificou-se que seria necessário substituir o switch existente para um de maior
capacidade e isto atrasou o projeto em 3 dias. Outro fator importante a ser
considerado é que a implantação de um projeto desse porte deve ser feita em
período de férias dos alunos, evitando assim problemas com ruído, liberando espaço
para a realização do trabalho e contando com a quase totalidade do acervo , pois foi
suspensa a retirada de livros para as férias (maior prazo) com a conscientização dos
usuários.
Mesmo recente, percebe-se que há boa receptividade e facilidade quanto ao
uso do serviço com a tecnologia RFID . Constantemente, os funcionários oferecem
orientações na realização do autoatendimento, quando necessário, e nota-se que
aos poucos, os usuários tornam-se mais autônomos e satisfeitos.
Com isso, conclui-se que a tecnologia RFID nas bibliotecas deve ser
considerada uma excelente opção na hora da atualização da infraestrutura
tecnológica de gestão eletrônica do acervo em bibliotecas, principalmente nas
bibliotecas que possuem um grande volume de obras e usuários, pois é fundamental
que os serviços acompanhem a evolução tecnológica e modernizem as rotinas de
trabalho, visando oferecer qualidade nos produtos e serviços.
Como essa experiência demonstra, é essencial que seja elaborado um
planejamento cuidadoso para que a execução do projeto bem como seus resultados
sejam satisfatórios, incluindo além do preparo físico adequado do material,
instalação de equipamentos, capacitação da equipe e posteriormente do usuário na
utilização do autoatendimento.

6 Referências
BASTOS, F. M. Depoimento do cliente. In: MULTISYSTEMS. Nossos clientes.
2011 . Disponível em :
&lt;http://www.multisystems.com .br/novo/clientes/depoimentos/u nesp-u niversidadeestadual-paulista/#boxDepoimento&gt;. Acesso em : 23 abro2012.
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Library, United Kingdom , V. 29 , isso1 p. 36 - 51 , 2011 . Disponível em :
&lt;http://dx.doi.org/10 .1108/02640471111111424&gt;.Acesso em : 15 abro2012.

2663

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
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Trabalho completo

MULTISYSTEMS. Produtos. 2012 . Disponível em:
&lt;http ://www.multisystems.com .br/novo/produtos/detalhes/estacao-de-trabalhoflexcheck/&gt; . Acesso em : 10 abr. 2012 .
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Practice, United States, v. 8, isso1, p. 1-9. Fali 2005 . Disponível em :
&lt;http ://www.webpages.uidaho.edu/-mbolin/shahid .pdf&gt; . Acesso em: 15 abro2012 .
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do Instituto de Biociências da UNESP Câmpus de Rio Claro. Rio Claro: Unesp,
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VIERA, A. F. G. ; VIERA, S. D. G. ; VIERA, L. E. G. Tecnologia de identificação por
radiofreqüência : fundamentos e aplicações em automação de bibliotecas. Encontros
Bibli : Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
Florianópolis, V. 12, n. 24, p. 182-202, 2007 . Disponível em :
&lt;http://www.webartigos.com/artigos/estudo-da-aplicacao-da-tecnologia-rfid-embibliotecas/51702/&gt; . Acesso em : 15 abro2012 .

2664

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Ciência da Informação&#13;
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                <text>A Biblioteca do Câmpus de Rio Claro, por seu quantitativo de acervo, empréstimos e consultas online entre outros dados, foi escolhida como a segunda biblioteca da Rede Unesp a receber a tecnologia RFID para segurança do acervo e modernização das rotinas de empréstimo e devolução das obras. A Radio Frequency Identification (RFID) é uma tecnologia que possibilita reconhecer itens a partir da identificação de ondas de rádio frequencia, empregada no setor comercial há décadas e recentemente no setor de bibliotecas, permitindo a realização do autoatendimento por parte do usuário. O autoempréstimo é um grande facilitador, pois oferece autonomia aos usuários para a retirada de material bibliográfico, ficando os funcionários do atendimento mais disponíveis para auxiliar em dúvidas. Com relação ao serviço de autodevolução, há possibilidade de ampliar o horário por 24 horas. A implantação do sistema RFID contemplou etapas de infraestrutura física do prédio, infraestrutura da rede lógica, processo de inclusão das etiquetas em cada item do acervo, capacitação dos funcionários e educação dos usuários. Cada uma dessas etapas é descrita neste trabalho visando compartilhar a experiência da biblioteca, analisando as vantagens e desvantagens desse sistema, e ainda descrevendo sua importância para a segurança de uma estrutura de grande porte como as bibliotecas universitárias. Apesar do uso da tecnologia ser recente, a Biblioteca do Câmpus de Rio Claro já observa resultados positivos.</text>
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Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Resumo expandido

PERCEPÇÃO DA NECESSIDADE DE ELABORAÇÃO DE UM
GUIA DE NORMALIZAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS
Roseli Senna Prestes*, Marilene Correa Barbosa*, Simone Tarouco
Przyby/ski*
*Especialistas em Gerenciamento e Desenvolvimento de Sistemas de Informação em Ciência
e Tecnologia, Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, RS.

1 Introdução

Diante da constatação de que muitos cursos de graduação e pós-graduação
da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), tais como Direito, Educação
Ambiental, Aquicultura, Engenharia Oceânica, haviam criado manuais próprios para
normalização dos trabalhos acadêmicos, percebeu-se a necessidade da elaboração
de um manual único visando à aplicação das normas da Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT) na instituição.
A falta de uso das Normas Brasileiras (NBRs) como instrumento principal de
normalização de trabalhos e a substituição deste por outras ferramentas alternativas,
não recomendadas para sua elaboração, motivou o grupo a iniciar o trabalho, diante
da percepção do baixo uso das normas impressas.
Outro problema levantado, por meio da avaliação institucional realizada em
2011 pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) da FURG, é que 45% de nosso
público desconhece a possibilidade de acesso online às normas da ABNT, este fato
comprovado pelo pequeno número de acessos a ABNT Coleção.
Anteriormente constatou-se que muitos trabalhos inseridos na Biblioteca
Digital de Teses e Dissertações (BOTO) não se enquadravam nas normas, com
relação aos itens exigidos pela plataforma. Isto foi determinante para a criação de
uma equipe de trabalho com a finalidade de elaborar um Guia de Normalização de
Trabalhos Acadêmicos da FURG.
Também a falta de padronização dos Trabalhos de Conclusão de Curso
(TCC) recebidos pelo Sistema de Bibliotecas (SiB) ratificou a necessidade detectada
anteriormente.
Uma das primeiras dificuldades relatadas pelos acadêmicos em especial no
entendimento da norma da ABNT NBR 14724 é quando diz: "Os documentos
relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. [ .. .]"
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMA TÉCNICAS, 2001, p. 1, grifo nosso). Logo
após são relacionadas as normas que também devem ser consultadas, porém ao
buscar a referida norma para apresentação de trabalhos acadêmicos eles
acreditam que esta deveria contemplar toda a gama de informações necessárias
para a elaboração do trabalho e quando percebem esse equivoco começam as
dúvidas.
Analisando o panorama nacional das bibliotecas universitárias constatou-se
que grande parte já havia criado seu próprio guia ou manual, comprovando a

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Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Resumo expandido

percepção do grupo.
O trabalho realizado tem por objetivo elaborar um roteiro para servir de
facilitador no uso das normas da ABNT, além de oferecer um modelo estruturado,
utilizando um editor de texto (Word), visando suprir a carência de informações
percebidas.

2 Materiais e Métodos
Para realização do referido Guia de Normalização foi feito um estudo prévio
das normas da ABNT, um levantamento das mesmas para definição de quais seriam
trabalhadas e, a partir daí, iniciaram-se as reuniões periódicas, análise das
pesquisas desenvolvidas na área e consulta aos trabalhos criados em outras
bibliotecas, bem como revisão de literatura.
O público atingido refere-se aos acadêmicos em fase de conclusão de curso
de graduação e de pós-graduação. A amostragem foi feita a partir da análise desses
discentes da FURG.
As normas da ABNT utilizadas como instrumentos para a realização deste
trabalho foram:
NBR 14724 04/2011 Informação e documentação - Trabalhos acadêmicos Apresentação;
NBR 6024 03/2012 Informação e Documentação - Numeração progressiva das
seções de um documento escrito - Apresentação
NBR 6027 OS/2003 Informação e Documentação - Sumário - Apresentação
NB R 6028 11/2003 Informação e Documentação - Resumo - Apresentação
NBR 6023 08/2002 Informação e documentação - Referências - Elaboração
NBR 10520 08/2002 Informação e documentação - Citações em documentos Apresentação
Além delas, foi utilizado o Relatório Final da Pesquisa de Satisfação dos
Discentes Quanto as Bibliotecas do SiB/FURG - 2011.
Para a coleta de dados foram extraídas as informações do questionário dos
discentes de graduação e pós-graduação da universidade, utilizado no processo
Pesquisa de Satisfação dos Discentes Quanto as Bibliotecas do SiB/FURG - 2011, e
também através da observação e exame de documentos.
A análise foi feita a partir dos dados extraídos dos gráficos apresentados no
Relatório Final do SiB.

3 Resultados Parciais/Finais
Até o presente momento tivemos como resultado a emissão de Portaria pela

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Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Resumo expandido

FURG, nomeando a Comissão de Normalização, o que propiciou autonomia ao
grupo de trabalho.
Outro resultado importante foi a contratação do acesso eletrônico as normas
da ABNT no âmbito da instituição, o que permite a atualização permanente das
normas.
Com este trabalho pretende-se disponibilizar o Guia de Normalização de
Trabalhos Acadêmicos online, através do site do SiB, proporcionando uma
orientação sobre o uso das normas essenciais para o seu desenvolvimento (TCC,
Trabalho de Graduação Interdisciplinar, TCC de Especialização e/ou
Aperfeiçoamento, Dissertações e Teses). Também será disponibilizado um modelo
de trabalho acadêmico em Word no referido site, com o propósito de facilitar a
formatação.
Este guia servirá de instrumento para padronização aos trabalhos emanados
da instituição, tornando-se um documento de referência para a comunidade
acadêmica.
Na conclusão do trabalho, pretende-se capacitar os discentes no uso das
normas e das ferramentas disponíveis, através de treinamentos sobre o tema.

4 Considerações Parciais/Finais
A intenção inicial era elaborar um único documento que contemplasse todas
as normas de documentação, porém, devido a complexidade do trabalho e com o
objetivo de agilizar a disponibilização do guia, optou-se por fracionar o mesmo em
três partes, conforme abaixo:
1a parte
Introdução
NBR 1472404/2011
NBR 6028 11/2003
NBR 6027 OS/2003
NBR 6024 OS/2012
2a parte
NBR 6023 08/2002

3a parte
NBR 10520 08/2002
A Comissão de Normalização ao finalizar a revisão das referidas partes e,
logo que forem disponibilizadas, pretende desenvolver um novo trabalho em que
serão objeto de estudo as demais normas de documentação.

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Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Resumo expandido

Cabe às bibliotecas universitárias buscar a padronização dos trabalhos
acadêmicos e orientar os discentes para isso. Espera-se que haja reconhecimento e
aplicabilidade desse trabalho no âmbito da instituição.

5 Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: Informação e
documentação - Trabalhos acadêmicos - Apresentação. Rio de Janeiro, 2011.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE. Pesquisa de satisfação dos
discentes quanto as bibliotecas do SiB/FURG - 2011: Relatório Final. Rio
Grande, 2012.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Prestes, Roseli Senna; Barbosa, Marilene Correa; Przybylski, Simnoe Tarouco</text>
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                <text>Evidencia a falta do uso das Normas Brasileiras por parte dos alunos dos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). O trabalho realizado tem por objetivo elaborar um roteiro para servir de facilitador no uso das normas da ABNT, além de oferecer um modelo estruturado, utilizando um editor de texto (Word), visando suprir a carência de informações percebidas.</text>
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                    <text>Marketing
Trabalho completo

PROPOSTA DE NARRAÇÃO TRANSMíDIA PARA A BIBLIOTECA DA
FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC FLORIANÓPOLIS:
projeto de trabalho de conclusão de curso
Jorge Moisés Kroll do Prado " Elisa Cristina Delfini Corrêa 2
1Graduando em Biblioteconomia com habilitação em Gestão da Informação,
Universidade do Estado de Santa Catarina , Florianópolis, SC
2Doutorado, Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, SC

RESUMO
Traz a técnica da narração transmídia como estratégia de marketing dentro da
Biblioteca Universitária da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis. A proposta
deste uso está sendo trabalhada no projeto de trabalho de conclusão de curso em
Biblioteconomia e apresenta definições de marketing e seu uso dentro de unidades
de informação, a expansão do marketing digital com enfoque na narração transmídia
e quais métodos e suportes foram escolhidos para construir a proposta desta
estratégia .

Palavras-chave:
Biblioteca universitária; Narração transmídia; Marketing ; Redes sociais .
ABSTRACT
This article brings the transmedia storytelling as technique to marketing strategy
within Library of Senac Florianópolis Technology University. The purpose of this use
is being worked on the project to conclusion work to graduation in Libraryship and
presents marketing definitions and its use in information units, the digital marketing
expansion with transmedia stotytelling approach and what methods and stands was
choose to built the purpose of this estrategy.

Keywords:
University library; Transmedia storytelling; Marketing ; Social networks.

2331

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1 Introdução
Desenvolver o marketing de bibliotecas é uma atividade bastante recorrente
no cotidiano dos bibliotecários de forma geral, cujos resultados são frequentemente
difundidos através de vários artigos e trabalhos acadêmicos da área de
Biblioteconomia. O que se propõe neste trabalho, entretanto , é a aplicação de uma
técnica que, apesar de muito difundida no marketing em grandes empresas tendo a
lucratividade como meta, ainda representa uma novidade nas atividades de
marketing em ambiente de unidades de informação: a narração transmídia .
Por possuir a característica de envolver diferentes suportes (comunicação
impressa, televisão, rádio, internet, celulares, tablets ...), a narração transmídia pode
ser utilizada como uma ótima estratégia para marketing em bibliotecas, justamente
pela desenvoltura adquirida recentemente através das tecnologias de informação e
comunicação, junto da convergência entre estes suportes.
O artigo é resultado do projeto para trabalho de conclusão do curso (TCC) de
graduação em Biblioteconomia com Habilitação em Gestão da Informação oferecido
pelo Centro de Ciências da Informação (FAED) , da Universidade do Estado de Santa
Catarina (UDESC) .
A questão norteadora proposta no projeto de TCC aqui apresentado busca
responder o seguinte problema : Como o bibliotecário pode se atribuir da narração
transmídia para o marketing de bibliotecas universitárias, tendo como foco a
Biblioteca Universitária da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis?
A futura pesquisa que possui como objetivo principal o desenvolvimento
de uma estratégia de marketing através da narração transmídia para a Biblioteca
Universitária da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis, também buscará
atender os seguintes objetivos específicos:
- Interligar as definições de narração transmídia a conceitos de marketing
advindos da Biblioteconomia e Ciência da Informação;
- Estabelecer parceria com o Setor de Informática da Faculdade de
Tecnologia Senac Florianópolis para a criação de um aplicativo específico a ser
utilizado como uma das ferramentas de narração transmídia ;
- Divulgar serviços e produtos da Biblioteca através dos espaços online que
serão usados e do aplicativo a ser criado;
- Descrever a trajetória do bibliotecário na implementação e desenvolvimento
da estratégia com base na experiência na Biblioteca Universitária do Senac.
Este artigo apresenta a revisão de literatura que oferece embasamento
teórico à pesquisa a ser desenvolvida, as opções metodológicas para a construção
da estratégia de marketing e os resultados esperados com a aplicação das técnicas
de narração transmídia .

2332

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2 Marketing em bibliotecas
As formas de compartilhamento de informação, de consumo e de interação
foram drasticamente transformadas com o aparecimento das mídias sociais.
Adjetivos como "fluído", "amplo" e "instantâneo" são lidos com frequência na
literatura quando se fala de mídias sociais e é justamente por isso que o marketing
se atribui delas para facilitar a difícil tarefa do que, segundo Kotler (2005, p. 13), tem
como definição:

o marketing é a ciência e a arte de explorar, criar e proporcionar valor para
satisfazer as necessidades de um mercado-alvo com rentabilidade. O
marketing identifica as necessidades e desejos insatisfeitos. Ele define,
mede e quantifica o mercado identificado e o seu potencial de lucro.
Identifica com precisão quais segmentos a empresa tem capacidade de
servir melhor, além de projetar e promover os produtos e serviços
adequados.

Para que se possa promover os produtos e serviços de uma forma
adequada , alcançando o público-alvo e satisfazendo as necessidades da instituição,
o marketing se atribui de inúmeras táticas. Paralelamente ao desenvolvimento das
tecnologias da informação e comunicação, as diferentes formas de marketing
também se desenvolveram, adequando-se a diversos tipos de necessidades.
Em bibliotecas, faz-se necessário conhecer profundamente quem são os
usuários reais e potenciais para que o marketing seja efetivo. Tal necessidade é
alcançada após a elaboração de um bom estudo de usuário, que aponte quais
produtos e serviços serão realmente utilizados e/ou consumidos. Junto a este estudo
de usuário, bastante importante é a elaboração de um composto de marketing,
ferramenta estratégica envolvendo os famosos "4 Ps", bastante citado na literatura
da área por diversos autores, tanto na do marketing tradicional como o voltado para
unidades de informação.
O primeiro "P" refere-se a Produto, aquilo que satisfaz o usuário, que pode
ser consumido ou adquirido, tanto tangível como abstrato (SILVEIRA, 1986). Para
que o produto seja adquirido pelo usuário, ele precisa ter um Preço - o segundo "P" justo e adequado. O terceiro "P": Praça , para este trabalho é a Biblioteca
Universitária, que será o espaço onde haverá a aplicação de uma Promoção (quarto
"P") para o que o Produto seja consumido ou adquirido.
No caso das unidades de informação, onde não se visa ao lucro financeiro , o
capital trabalhado é o intelectual ou cultural, voltado à concretização de objetivos
propostos pela equipe. Para Ottoni (1998), o marketing pode ser entendido como
uma união de esforços que promoverão a satisfação dos usuários dentro da unidade
de informação. Ainda refletindo sobre a sua importância, Medeiros e Cristianini
(2010 , p. 05) destacam que:
[ ... ] o marketing como ferramenta gerencial para melhoria do desempenho
das unidades de informação poderá colaborar para que as mesmas
exerçam satisfatoriamente o seu papel como instituições essenciais para o
desenvolvimento social , econômico, político e cultural da sociedade.

2333

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Tendo estas percepções do marketing destacadas pelos autores supracitados,
cabe ao bibliotecário pensar quais são as melhores estratégias, sempre com foco no
usuário.
2.1 A técnica da narração transmídia
Estratégias clássicas se adaptaram às ferramentas que foram atribuídas pelo
webmarketing, um "produto" da web 2.0, que caracteriza-se justamente pela sua
forma de compartilhamento, atribuindo poder e mais participação não somente em
consumo, mas também em criação. As diferenças entre web 1.0 e 2.0 podem dar
uma compreensão melhor do que qualquer outra definição, conforme retratado no
quadro abaixo:
Figura 1 - Web 1.0 e web 2.0

Web 1.0

Web 2.0

DoubleClick

Google AdSense

Ofoto

Flickr

Akamai

BitTorrent

mp3.com

Napster

Britannica Online

Wikipedia

Sites

blogs

publicação

participação

sistemas de gerenciamento de informação

wikis

taxonomia

folksonomia
Fonte: Adaptado de O REILLY, 2005.

Tendo se assimilado, quase que naturalmente, à web 2.0, o webmarketing
deixou um pouco de lado o tradicional e-mail marketing e aderiu ao uso estratégico
das redes sociais. Conforme Spivack (2010 apud GABRIEL, 2010, p. 196),
Podemos definir uma rede social como 'estrutura social formada por
indivíduos (ou empresas) , chamados de nós, que são ligados (conectados)
por um ou mais tipos específicos de interdependência, como amizade,
parentesco, proximidade/afinidade, trocas financeiras , ódios/antipatias,
relações sexuais, relacionamento de crenças, relacionamento de
conhecimento, relacionamento de prestígio, etc.'

Já os sites de redes sociais, devidamente conceituados por Recuero (2009),
são espaços na internet que são capazes de construir estes nós, estas relações
pessoais do mundo real. Como exemplo, podemos citar os famosos Twitter,
Facebook, Orkut, Ning, Linkedln, Foursquare, FlickR e vários outros; a lista está em
constante crescimento e em diversos grupos e tendências sociais.

2334

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o número de horas ininterruptas conectadas fizeram com que as interações
sociais transitassem de forma mais imediata entre os mundos virtual e real, algo
possibilitado pelo comércio eletrônico, por exemplo . Esta transição é chamada de
"convergência", que no parecer de Jenkins (2009, p. 29) é:
[ ... ] um fluxo de conteúdos através de múltiplas plataformas de mídia, à
cooperação entre múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento
migratório dos públicos dos meios de comunicação, que vão a quase
qualquer parte em busca das experiências de entretenimento que desejam.

A convergência pode ser encarada como uma evolução , ou então, a razão
de algo ter crescido, ganhado maior visibilidade ou mesmo que atenda a alguma
necessidade que provenha de questões sociais, culturais ou mesmo financeiras . O
uso de redes sociais em celular é um exemplo de convergência , já que aumentou o
uso das próprias redes e dos aparelhos.
Com tantos espaços onde se pode compartilhar informações, uma nova
técnica surgiu : a narração transmídia . Em seu livro Cultura da Convergência, Henry
Jenkins nos apresenta exemplos de sucesso do uso da narração transmídia , que
também a define como: "[ ... ] uma nova estética que surgiu em resposta à
convergência das mídias - uma estética que faz novas exigências aos consumidores
e depende da participação ativa de comunidades de conhecimento." (2009, p. 49) .
Na fala de Gabriel (2010, p. 112), a narração transmídia consegue distribuir
conteúdo através de mídias tradicionais e digitais, o que não obriga que a técnica
precise ser necessariamente virtual, como pode vir a ser interpretado o termo
"transmídia".
Uma biblioteca hoje se depara com diversas mídias, em vários suportes. Por
lidar com essa diversidade, supõe-se que a narração transmídia possa ser uma
técnica de marketing de sucesso dentro de unidades de informação, desde que
como qualquer outra estratégia , tenha um planejamento definido, respeitado e, se
necessário, atualizado.

3 A estratégia para a Biblioteca Universitária
A Biblioteca Universitária da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis faz
parte , desde 2008 , da Rede de Bibliotecas do Senac no estado de Santa Catarina . É
a maior em questão de tamanho de acervo e espaço físico , justamente por estar
dentro da maior unidade do Senac no Estado . Tem uma série de atividades, serviços
e produtos para poder atender a quase dois mil alunos, 117 professores, 61
colaboradores e 05 estagiários, além de ter o acervo acessível à comunidade para
consulta local.
A Faculdade oferece cursos livres de curta duração, cursos de graduação,
técnico e pós-graduação, nas áreas de Gestão, Tecnologia, Gastronomia, Idiomas,

2335

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Educação e Moda. O acervo é atualizado conforme as bibliografias dos cursos,
atualizadas anualmente.
Com a finalidade de ser bastante efetiva junto aos professores, alunos,
colaboradores e comunidade, a equipe da Biblioteca (composta por uma
bibliotecária, dois auxiliares e duas estagiárias) preocupa-se em desenvolver
produtos, serviços e atividades que se tornem ferramentas de apoio que supram as
necessidades informacionais dos clientes da unidade. Um destes produtos é o
InfoBiblio, que nasceu em 2001 , primeiramente na versão impressa e hoje está na
versão online, sendo enviado a toda a comunidade da Biblioteca por e-mail. Por ter
esta abrangência , o InfoBiblio foi escolhido pelos autores para integrar-se como a
primeira mídia nesta proposta de narração transmídia .
As informações apresentadas no InfoBiblio são em formato jornalístico, com
imagens, de forma a chamar a atenção do leitor. Informações sobre eventos
(internos e externos da unidade), resultados de atividades, entrevistas (com alunos e
professores), indicação de leitura e divulgação do que acontece na Biblioteca,
compõe o conteúdo deste boletim informativo.
A segunda mídia escolhida para integrar a narração transmídia é o
Foursquare, uma rede social baseada em geolocalização que permite fazer checkins assim que se chega a determinado local. Segundo dados de janeiro de 2012
apresentados no próprio blog do Foursquare, a plataforma já conta com uma
comunidade de 15 milhões de usuários e mais de um bilhão e meio de check-ins, um
número que aumenta em milhões diariamente.
O Foursquare, através da conquista de medalhas 1, prefeituras 2 e pontos
ganhos com cada check-in feito, garante a fidelização do usuário ao espaço físico,
além de ser lembrado e "consumido", justamente uma das metas do marketing e das
redes sociais, "Quanto mais conexões o item a ser lembrado possuir com os outros
nós da rede, maior será o número de caminhos associativos possíveis para a
propagação da ativação no momento em que a lembrança for procurada" (LÉVY
apud TELLES, 2011 , p. 117).
Nesta narração transmídia , o Foursquare será explorado de forma básica,
criando um espaço para a Biblioteca Universitária e dentro dele disponibilizando
promoções, a fim de garantir fidelização de usuários potenciais e continuar com os
reais. Estas promoções obviamente não serão com intuitos lucrativos, mas sim para
fidelização . Para que seja possível divulgar os produtos e serviços da Biblioteca,
precisou-se fazer a solicitação junto à empresa Foursquare pedindo um código
verificador a ser informado no cadastro da Biblioteca e assim criar um espaço que
possa interagir com os usuários que fizerem check-in .
1 O Forsquare armazena todos os check-ins feitos e faz uma comparação destes locais visitados . Ao
ter uma categoria mais explorada, você pode conquistar uma medalha relacionada à categoria dos
locais visitados . Por exemplo: com várias visitas a livrarias e bibliotecas, ganha-se a medalha
("badge") "BookWorm", que numa tradução livre quer dizer, "traça de bibliotecas".
2 A prefeitura ("mayor") é conquistada pelo usuário que visita vàrias vezes o mesmo local. A prefeitura
não é fixa e pode ser roubada por outro usuário.

2336

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Por último, para integrar a proposta, um aplicativo próprio será desenvolvido
para a Biblioteca , com apoio do Setor de Informática da própria Faculdade e ainda
com a unidade operativa Senac Tecnologia da Informação. Nele, haverá integrado
um leitor de feeds das postagens do blog da Rede de Bibliotecas do Senac/SC ,
tutoriais de uso, dicas de leitura, download do Sumário Corrente e InfoBiblio e
acesso rápido para renovação de empréstimo.
Até a data da submissão deste artigo, o desenvolvimento do aplicativo já
conta com o leitor de feeds pronto. É através dele que os usuários poderão ler as
notícias postadas no blog da Rede de Bibliotecas do Senac/SC. Foi escolhido o
sistema operacional mobile Android , por ser um produto da Google, que permite uma
amplitude maior de criação com o uso de ferramentas gratuitas. Conseguinte ,
determinou-se que Java será a linguagem de programação para a criação do
aplicativo. À medida que for ganhando forma, a próxima preocupação será em
integrar o leitor de feeds e uma área do Pergamum para renovação de materiais.
A narração entre estas mídias ocorrerá de forma a promover serviços,
produtos e eventos.

4 Resultados esperados
Ao se analisar a influência de cada uma das mídias e as capacidades de
compartilhamento, espera-se que com esta estratégia de narração transmídia crie-se
um aumento no uso de produtos e serviços e uma visibilidade virtual maior à
Biblioteca.
A Biblioteconomia e a Ciência da Informação têm-se preocupado bastante
quanto aos novos suportes, novas técnicas profissionais e processos de
disseminação da informação. A narração transmídia, que ao navegar por diferentes
mídias, pode ser uma excelente parceira no marketing para unidades de informação.
Como não foi encontrada nenhuma referência nacional deste uso, espera-se que
este artigo possa servir como base inicial para outras iniciativas inéditas como esta .

5 Considerações parciais
Pela caracterização do público da Biblioteca , acredita-se que esta narração
transmídia será bastante efetiva tanto pelo uso do Foursquare, como do aplicativo,
acoplados à familiaridade do InfoBiblio. Trará uma visibilidade virtual à Biblioteca e
um diferencial quanto ao uso de marketing em unidades de informação.
Para a comunidade científica, o trabalho acrescentará à literatura do
webmarketing via redes sociais sobre este uso que se enquadra tão bem dentro de
uma unidade de informação, que trabalha com diversas mídias.
A Biblioteconomia , por ser multidisciplinar e interdisciplinar, deve se atribuir de
outras ferramentas ou técnicas de uma área como o marketing , de constante
inovação. É o caso da narração transmídia , que se encaixa tão perfeitamente numa

2337

�Marketing
Trabalho completo

unidade de informação. O bibliotecário que tem esta percepção pode tornar sua
unidade de informação um diferencial, para isto, basta estar atento aos novos
conceitos e práticas de atuação.

6 Referências
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mar. 2012.
GABRIEL, Martha. Marketing na era digital: conceitos, plataformas e estratégias. São
Paulo: Novatec, 2010.
JENKINS, Henry. Cultura da convergência. 2. ed. São Paulo: Aleph , 2009.
KOTLER, Philip. Administração de marketing: análise, planejamento, implementação e
controle . 5. ed. São Paulo: Atlas, 2011 .
O marketing sem segredos: Philip Kotler responde a todas as suas dúvidas.
Porto Alegre: Bookman, 2005.

=---:-:---:-:-_.

MEDEIROS, R. C. V.; CRISTIANINI , G. M. S. Proposta de melhoria de marketing dos
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Informação, v. 25, n. 2, 1998.
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TELLES, André. A revolução das mídias sociais: cases, conceitos, dicas e ferramentas. 2.
ed . São Paulo: M. Books do Brasil, 2011 .

2338

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Proposta de narração transmídia para a Biblioteca da Faculdade de Tecnologia SENAC Florianópolis: projeto de trabalho de conclusão de curso.</text>
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                <text>Prado, Jorge Moisés Kroll do; Corrêa, Elisa Cristina Delfini</text>
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                <text>Traz a técnica da narração transmídia como estratégia de marketing dentro da Biblioteca Universitária da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis. A proposta deste uso está sendo trabalhada no projeto de trabalho de conclusão de curso em Biblioteconomia e apresenta definições de marketing e seu uso dentro de unidades de informação, a expansão do marketing digital com enfoque na narração transmídia e quais métodos e suportes foram escolhidos para construir a proposta desta estratégia.</text>
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                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
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BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E TREINAMENTOS À
DISTÂNCIA: RELATOS DE UMA EXPERIÊNCIA
Luciana Pizzani1, Rosemary Cristina da Silva 1, Lucas Frederico
Arante2, Denise de Cássia Moreira Zornoff3
1Mestre em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos , Bibliotecária da
Universidade Estadual Paulista, Botucatu, SP
2Núcleo de Educação á Distância e Tecnologias da Informação em Saúde, Universidade
Estadual Paulista , Botucatu , SP
3Coordenadora do Núcleo de Educação à Distância e Tecnologias da Informação em Saúde,
Universidade Estadual Paulista, Botucatu , SP

Resumo
O presente trabalho tem como objetivo apresentar a opinião dos acadêmicos em
relação ao primeiro curso à distância sobre normalização de trabalhos científicos e
pesquisas em bases de dados desenvolvidas pela Divisão Técnica de Biblioteca e
Documentação da UNESP-Campus Botucatu-Rubião Junior e o Núcleo de Educação
a Distância e Tecnologias da Informação em Saúde da Faculdade de Medicina de
Botucatu. O curso ocorreu no período de agosto a novembro de 2009 , distribuído em
10 aulas. Para a coleta de opiniões foi elaborado um questionário semiestruturado
onde foi possível verificar que todos os alunos já possuíam experiência com a
metodologia adotada ; os funcionários da Faculdade de Medicina e os alunos de pósgraduação são os que mais participaram do curso; elevado grau de satisfação com
relação à metodologia e ao material didático oferecido. O relato dessa experiência
demonstra que a educação a distância pode contribuir fortemente para a educação e
o treinamento de usuários de bibliotecas universitárias.

Palavras-Chave:
Educação à distância; Biblioteca universitária; Educação de usuários; Metodologia
de ensino; Ensino superior.

Abstract
This paper aims to present the views of academics in relation to the first distance
learning course on standardization of scientific papers and research databases
developed by the Technical Division of the Library and Documentation UNESPBotucatu-Rubião Junior and the Center for Education Distance and Information
Technology in Health, Faculty of Medicine of Botucatu . The course took place from
August to November 2009 , distributed in 10 classes . For the collection of opinions
was drafted a semi structured where it was possible to verify that ali students
already had experience with the methodology adopted, the staff of the Faculty of
Medicine and graduate students are the ones who attended the course ; high degree
of satisfaction with the methodology and educational materiais offered . The account
of this experience shows that distance education can contribute greatly to the
education and training of users of university libraries.

Keywords:
Distance education; University library; Education of users; Teaching methodology;

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Higher education .

1 Introdução
Com os avanços tecnológicos e sociais ocorridos nos últimos anos, foi
possível observar uma mudança de comportamento dos usuários de bibliotecas
universitárias no que se refere à autonomia na busca e obtenção da informação.
Diante dessa nova realidade, as bibliotecas encontraram, na educação à distância,
uma aliada na capacitação de seus usuários, promovendo a autoaprendizagem por
intermédio do uso de tecnologias de informação e comunicação (RONCHESEL;
PACHECO, 2008).
No Brasil , as bases legais da Educação à Distância têm sua origem na
LDBEN 9.394 de 20 de dezembro de 1996, pelo Decreto 2494 de 10 de fevereiro de
1998, Decreto n. 2561 de 27.04 .1998 e na portaria ministerial n. 301, de 07 de abril
de 1998, que definiu educação à distância:
Como uma forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem, com
a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados,
apresentando diferentes suportes de informação, utilizados
isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de
comunicação (BRASIL, 1998).

Dessa forma fica designado que o ensino a distância passou a ser uma forma
de ensino em que professor e o estudante não precisam estar no mesmo lugar e ao
mesmo tempo para que a aprendizagem ocorra .
Seguindo em direção ao ensino à distância a Universidade Estadual Paulista
Julio de Mesquita Filho (UNESP), Campus Botucatu Rubião Junior, criou , em
setembro de 2001, o Núcleo de Educação à Distância e Tecnologias da Informação
em Saúde (Nead.Tis) com o objetivo de promover a implantação e divulgação de
novas tecnologias em EaD na Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB).
A Divisão Técnica de Biblioteca e Documentação estabeleceu uma parceria
com o Nead.Tis e juntos elaboraram um curso de extensão universitária sobre
normalização de trabalhos científicos e pesquisa em bases de dados para
capacitação de seus usuários.
O curso recebeu o nome de "orientação à elaboração de trabalhos científicos
e pesquisa em bases de dados", com carga horária de 60hs, ministrado no período
de agosto a novembro de 2009. Foi composto por 10 aulas que abordaram as
seguintes temáticas: ABNT 14724; ABNT 6023; Normas de Vancouver para
elaboração de referências; ABNT 6028; ABNT: 10520; Técnicas para elaboração de
revisão de literatura; Levantamento bibliográfico e elaboração de um projeto de
pesquisa como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) .
A realização do curso justificou-se pela crescente demanda de treinamentos
solicitados aos bibliotecários de referência pelos docentes da Universidade Estadual
Paulista Julio de Mesquita Filho-Campus Botucatu-Rubião Junior.
A implantação do curso foi desenvolvida em quatro etapas: 1) contato com a
direção do Nead.Tis para verificar a viabilidade do projeto; 2) elaboração da ementa,
plano de ensino, das atividades práticas e o sistema de avaliação do curso; 3)
Regularização do curso de extensão junto à Pró-Reitoria de Extensão (Proex), da
Faculdade de Medicina de Botucatu.

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Foram inscritos 128 acadêmicos sendo que 79 alunos (63%) concluíram o
curso e 48 (37%) desistiram em diferentes pontos do aprendizado.
Portanto, este trabalho tem como objetivo relatar a opinião dos usuários de
biblioteca universitária que participaram da experiência da educação à distância,
apontando seus pontos fortes e fracos, vantagens e desvantagens em relação à
metodologia tradicional do ensino presencial.

2 Materiais e Métodos
Foi elaborado um questionário com perguntas semiestruturadas onde foi
possível avaliar a percepção dos usuários bem como suas críticas e sugestões para
melhorias em relação ao curso . Os questionários foram respondidos por 30 alunos
(38%) e, devido a esse número, não foi utilizada nenhuma técnica de amostragem .

3 Resultados e Discussão
Com relação à identificação dos usuários que responderam ao questionário
sobre a avaliação do curso, 33% são funcionários técnico-administrativos da
Faculdade de Medicina de Botucatu, seguido pelos alunos de graduação (27%),
enfermeiros (20%), médicos (7%), residentes (7%), outros (3%) , conforme
demonstrados no Gráfico 1.
Categoria dos usuários
12 -

o

Categoria

Gráfico 1 - Categoria dos usuários
Fonte: Os autores

Esses dados revelam que os funcionários e os alunos de pós-graduação
foram os mais interessados no curso sobre normalização de trabalhos científicos e
pesquisas em bases de dados. Isso porque os produtos gerados pelos alunos de
graduação e pós-graduação são os trabalhos de conclusão de curso , dissertações
de mestrado e teses de doutorado sendo que estes necessitam ser elaborados
segundo normas específicas para elaboração de trabalhos científicos. Na Faculdade
de Medicina de Botucatu as mais utilizadas são as normas de documentação da

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ABNT e Vancouver, abordadas no curso.
A presença dos funcionários pode ser explicada pela possibilidade de dar
continuidade aos estudos e também investir na capacitação profissional. Assimilando
o conteúdo ministrado no curso eles próprios podem repassá-lo aos alunos de
graduação e pós-graduação da Faculdade de Medicina de Botucatu.
A questão número dois foi elaborada para verificar a experiência dos alunos
com relação ao ensino a distância. Identificamos que 57% dos respondentes já
haviam participado de pelo menos um curso utilizando a metodologia EaD, 33%
participaram de 2 a 5 cursos e 10% frequentaram mais de 5 cursos à distância.
Número de cursos de EAD que já participou

o:i

' (3

,,,'"
;::l

CT

~

u.

18
16 14 12 -

17

10

10 86 4 2 O

..
3

I curso

2 - 5 cursos

Mais de 5
cursos

Número de cursos

Gráfico 2 - Número de cursos de EAD que já participou
Fonte: Os autores

Esses dados revelaram que o trabalho realizado em parceria com o Nead.Tis
e a comunidade acadêmica da Faculdade de Medicina de Botucatu estão refletindo
em ações que utilizam a metodologia do ensino à distância como um complemento
de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, ampliando assim, seu campo de
atuação.
Para saber de qual computador os alunos acessavam o curso, foi elaborada a
seguinte questão: qual o tipo de computador que você utilizou para acessar a
plataforma Moodle: pessoal , institucional ou do seu local de trabalho? O aluno
poderia assinalar mais de uma alternativa .
Assim, verificou-se que 28 (93%), utilizaram seu computador pessoal para os
estudos e 16% o computador do seu local de trabalho. O laboratório de informática
da Faculdade de Medicina de Botucatu foi utilizado por 2% dos alunos. O Gráfico 4
ilustra esses achados.

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Tipo de computador utilizado para acesso
30 -

28

o
Computador
pess oal

Computador do Computador
local de trabalho laboratório de
informática
Tipo

Gráfico 4 - Tipo de computador utilizado para acesso à plataforma Moodle
Fonte: Os autores

Segundo Arieira et aI. (2009) e Maio e Ferreira (2001), os achados da
pesquisa referentes à experiência prévia dos alunos, a frequência de acesso e o fato
dos alunos possuírem computador em suas residências e em seus locais de trabalho
revelam um excelente potencial para o uso da metodologia à distância, pois são
fatores essenciais que facilitam a implantação do processo de EaD.
Para compreender como ocorreu a participação do aluno do início ao término
do curso, foi questionado se os mesmos participaram até o final ou se desistiram
durante o percurso e os fatores que os levaram a permanência ou desistência.
Dos 128 alunos inicialmente matriculados, 79 alunos (63%) concluíram o
curso e 48 (37%) desistiram em diferentes pontos do aprendizado. Dos 79 alunos
cursantes, 30 responderam ao questionário, verificando-se que 93% chegaram até o
final e apenas 3% não concluíram o curso , pois não enviaram o trabalho final.
Sobre a evasão no ensino à distância, autores como Almeida (2010), Moore e
Kearsley (2007) e Carvalho (2003) relatam que nos cursos oferecidos pelo Serviço
Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) o índice de
desistência encontra-se em torno 50% e nos cursos de graduação e pós-graduação
em 30% . Os resultados encontrados apontam que os índices de evasão no curso em
questão estão dentro dos padrões das demais instituições relatados na literatura.
Os alunos revelaram os fatores que contribuíram para permanência no curso
como a facilidade do uso da plataforma Moodle, o conteúdo programático
contemplando aulas explicativas e exercícios de fixação e também pela flexibilidade
dos horários.
O programa do curso foi elaborado com ênfase nas normas de documentação
da ABNT e Vancouver. Estas normas são as mais utilizadas pelos alunos da
Faculdade de Medicina de Botucatu para a realização dos trabalhos científicos,
atendendo as necessidades informacionais de normalização dos usuários.
Os exercícios propostos foram elaborados de forma a estimular a fixação do
conteúdo das aulas, utilizando-se para isso, leitura de textos científicos,
questionários com perguntas fechadas , testes de múltipla escolha , jogos de palavras
cruzadas, jogos de ligação e caça palavras.
Essas atividades lúdicas foram utilizadas como estratégias dos professores

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que buscaram trabalhar o conteúdo de maneira prazerosa e eficaz com seus
discentes. Para Leite (2005) e Moreira e Schawartz (2009), as brincadeiras e os
jogos são de suma importância, pois estimulam a concentração, a curiosidade, o
raciocínio lógico, incentivando e motivando o aluno cada vez mais. O ser humano
(em especial, o adulto) aprende mais e melhor quando é exposto a diferentes
estímulos no processo de assimilação de conhecimento.
Isso ficou constatado no aproveitamento dos alunos durante o curso, onde
todos os concluintes foram aprovados.
Com relação à flexibilidade de horários, Maio e Ferreira (2001) relatam que
um dos principais fatores que influenciam na tomada de decisão de se fazer um
curso à distância é a liberdade de escolha de horário e local para estudar. Esse fato
também pode ser constatado em nosso curso, facilitando o aluno a concluí-lo com
maior êxito, o que nos remete ao pensamento de Moran (1998) sobre a importância
de se educar para a autonomia, para que cada um encontre seu próprio ritmo de
aprendizagem .
Para avaliar a opinião dos acadêmicos com relação à organização do curso
utilizando o formato em EAD, o acesso à plataforma Moodle, a presença do tutor, o
conteúdo programático das aulas, as tarefas propostas e o trabalho de conclusão de
curso foi elaborada uma escala para o diagnóstico da percepção dos alunos em
relação a esses fatores .
A escala era composta de 1 a 5 sendo: 1: discorda totalmente; 2: discorda
parcialmente; 3: não concorda e nem discorda; 4: concorda parcialmente e 5:
concorda totalmente.
No Quadro 1, podemos verificar a opinião dos alunos com relação a vários
aspectos do curso.
.
- d os aca dAemlcos
Qua d ro 1 - Percepçao
em re açao ao curso
Média de classificação
I
2
3
4
5
O curso foi adequadamente organizado no formato de EAD
O formato de EAD favoreceu a participação neste curso
Fácil acesso à plataforma do curso (Moodle-FMB)
O conteúdo do curso atendeu às minhas expectativas
A presença do tutor foi importante para o meu
acompanhamento reeular do curso
A participação do tutor foi importante para compreensão do
conteúdo do curso
As tarefas propostas favoreceram a compreensão dos conteúdos
O curso trouxe mudanças ao meu entendimento prévio do tema
O trabalho de conclusão de curso foi fundamental para minha
compreensão dos conteúdos
Recomendaria favoravelmente quanto à participação nas
próximas edições do curso

••
•••
•
•
•
•
•

Fonte: Os autores

Verifica-se que os alunos manifestaram um grau de satisfação elevado com
relação à metodologia adotada . Isso demonstra que o curso conseguiu atingir os
objetivos propostos, ou seja, capacitar os usuários em relação ao uso da biblioteca
universitária e das fontes informacionais disponíveis, conseguindo assim,
desenvolver competências e habilidades que são importantes no processo de

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aprendizagem e também contribuem para construção de novos conhecimentos.
Ficou constatada também a importância do tutor para o sucesso do processo
de ensino e aprendizagem no ambiente virtual. Segundo Silveira (2005), o tutor é
aquele que instiga a participação do aluno evitando a desistência, o desalento, o
desencanto pelo saber. Por meio de sua atuação possibilita a construção coletiva e
percorre uma trajetória metodológica de forma participativa com os alunos,
construindo novo saberes, novos olhares sobre o real.
Como sugestões os alunos indicaram: aulas mais aprofundadas sobre
pesquisa em bases de dados nacionais e internacionais e a realização de chats com
maior frequência. Todos foram unânimes em solicitar novos cursos utilizando a
metodologia do ensino à distância.
As sugestões apontadas pelos alunos direcionam os novos caminhos que o
curso poderá seguir, sendo importante estabelecer maior número de aulas e
exercícios práticos sobre pesquisa bibliográfica .

5 Considerações Finais
Com o surgimento das novas tecnologias nas áreas de informação e
comunicação, novos mecanismos de trabalho foram introduzidos nas bibliotecas
universitárias, exigindo tanto do profissional bibliotecário quanto dos usuários, novas
competências para a recuperação da informação, favorecendo , assim , a produção
de novos conhecimentos.
Seguindo nessa direção é notável que a metodologia do ensino a distância
possa contribuir sobremaneira para a educação e o treinamento dos usuários com
relação à adequação dos produtos e serviços oferecidos pelas bibliotecas
universitárias.
Na experiência do treinamento à distância de usuários oferecido pela Divisão
Técnica de Biblioteca e Documentação ficou constatado que todos os alunos já
possuíam alguma familiaridade com a EaD; que os funcionários da Faculdade de
Medicina e os alunos de pós-graduação são os que mais participaram do curso; 60%
dos alunos acessavam a plataforma de duas a três vezes por semana usando tanto
os computadores pessoais como os existentes em seus locais de trabalho e que o
grau de satisfação foi elevado em relação à metodologia adotada (aulas, exercícios
e prazos para entrega dos trabalhos).
As sugestões apontadas pelos alunos demonstram que os mesmos estão
abertos às novas metodologias de aprendizagem motivando a reoferta e a criação
de novos cursos para a comunidade acadêmica do campus Botucatu-Rubião Junior.
A percepção desses resultados indica que partimos para uma fase de grande
desenvolvimento da educação pela Internet, onde na educação à distância
encontramos inúmeras possibilidades de combinar soluções pedagógicas adaptadas
a cada tipo de aluno, as peculiaridades da organização e às necessidades de cada
momento (MORAM , 2005), sendo que para isso se torne necessária à capacitação
de um maior número de bibliotecários interessados em percorrer os novos caminhos
que a educação à distância permite trilhar.
Para isso, na visão de Garcez e Rados (2002), é preciso que as bibliotecas
acadêmicas extrapolem os limites da estratégia convencional , procurem visualizar o
futuro e criem mecanismos para alcançar o propósito de atender às necessidades e
expectativas de seus usuários. Cabe a elas estabelecer uma estrutura adequada à
nova filosofia e dar os primeiros passos em busca da melhoria continuada ,

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planejando adequadamente seus bens e serviços dentro de uma nova ótica, ou seja ,
prevendo, tendo uma visão holística, redesenhando suas atividades e seus
processos, simplificando-os e tornando-os mais eficazes e flexíveis.
Conforme Nascimento (2010) para que todas essas inovações sejam
assimiladas com eficácia , é necessária a qualificação, flexibilidade, mobilidade e
criatividade dos bibliotecários, profissionais que acima de tudo tenham o
compromisso, o entusiasmo e a capacidade de querer fazer um novo conceito de
biblioteca.
6 Referências
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cursos à distância. 2010 . Disponível em : &lt;http://www.abed .prg .br/congresso2010/
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1998. Regulamenta o Art. 80 da LDB (Lei n.9.394/96) . Diário Oficial da União,
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p.1-19.
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Biblioteca Universitária e treinamentos à distância: relatos de uma experiência.</text>
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                <text>Pizzani, Luciana; Silva, Rosemary Cristina da; Arante, Lucas Frederico; Zornoff, Denise de Cássia Moreira </text>
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                <text>O presente trabalho tem como objetivo apresentar a opinião dos acadêmicos em relação ao primeiro curso à distância sobre normalização de trabalhos científicos e pesquisas em bases de dados desenvolvidas pela Divisão Técnica de Biblioteca e Documentação da UNESP-Campus Botucatu-Rubião Junior e o Núcleo de Educação a Distância e Tecnologias da Informação em Saúde da Faculdade de Medicina de Botucatu. O curso ocorreu no período de agosto a novembro de 2009, distribuído em 10 aulas. Para a coleta de opiniões foi elaborado um questionário semiestruturado onde foi possível verificar que todos os alunos já possuíam experiência com a metodologia adotada; os funcionários da Faculdade de Medicina e os alunos de pós- graduação são os que mais participaram do curso; elevado grau de satisfação com relação à metodologia e ao material didático oferecido. O relato dessa experiência demonstra que a educação a distância pode contribuir fortemente para a educação e o treinamento de usuários de bibliotecas universitárias.</text>
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Educação de usuários e competências informacionais
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Resumo expandido

o BIBLIOTECÁRIO NA COMUNICAÇÃO DA INFORMAÇÃO
PRESENTE NOS PORTAIS E BASES DE DADOS CIENTíFICOS:
OPORTUNIDADES E DESAFIOS
Fabiana de Melo Amaral G. Pinto
Bibliotecária, Universidade Federal Fluminense, RJ, Brasil
Especialista em Gestão da Informação e Inteligência Competitiva

1 Introdução
Hoje, vivemos em uma sociedade que possui diversas denominações no meio
acadêmico e científico: sociedade do conhecimento, da informação, do conteúdo,
entre outras ... Vivenciar este contexto, enquanto profissionais da informação, nos
leva a pensar e a repensar nossa atuação enquanto mediadores, educadores,
orientadores e inúmeras outras denominações que venham a expressar nossa
participação na comunicação da informação técnico-científica.
A existência de uma ferramenta que disponibilize a produção técnico-científica por si
só não basta para que aconteça uma utilização eficiente (emprego dos meios) e
eficaz (alcance dos objetivos) da mesma . É necessário que existam profissionais
capacitados, que aceitem o desafio e aproveitem as oportunidades de atuar neste
ambiente tão fértil e promissor para o profissional da informação.
Saber comunicar a informação disponível nos repositórios informacionais presentes
na web, tais como os portais e base de dados científicos, por exemplo, para
pesquisadores e estudantes, de uma maneira geral, é condição para o sucesso e
reconhecimento profissional tão sonhado pelos bibliotecários.
Para reforçar este estudo, escolhemos alguns autores da área de Ciência da
Informação para corroborar nossa hipótese sobre a importância da atuação do
bibliotecário enquanto comunicador e mediador da informação presentes nos portais
e bases de dados científicos na web.
Para Freire (FREIRE, 2006, p.35) "a importância dos profissionais da informação
para o desenvolvimento das forças produtivas na sociedade contemporânea é
decorrente do seu papel de mediador de estoques e usuários de informação."
Acrescenta, ainda, neste mesmo texto, que "... na sociedade do conhecimento
caberá aos trabalhadores da informação o papel de facilitadores da comunicação da
informação, aproximando produtores/emissores e usuários/receptores da
informação, de modo que os recursos disponíveis sejam utilizados por todos aqueles
que dele necessitam ." (2006, p. 43)
Aprender a lidar com atualizações constantes neste ambiente virtual é um desafio,
mas acima de tudo, uma oportunidade para mostrarmos o potencial existente na
formação e atuação do profissional da informação. As diversas formas de
apresentação e acesso às informações presente nestes ambientes fazem com que
busquemos aprender para poder ensinar, orientar, mediar, comunicar, seja qual for a
aplicação utilizada.
Le Coadic reforça este entendimento, ao afirmar que os profissionais de informação
devem buscar "as habilidades necessárias para aprender a se informar e aprender a
informar e sobre onde adquiri-Ias." (2004, p.112)

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Almeida Júnior (2009, p. 92) , define de maneira bastante completa o que é a
mediação da informação aplicada ao fazer do profissional da informação. Para ele, o
processo de mediação envolve "toda ação de interferência - realizada pelo
profissional da informação - direta ou indireta, consciente ou inconsciente, singular
ou plural, individual ou coletiva, que propicia a apropriação de informação que
satisfaça, plena ou parcialmente, uma necessidade informacional."
Mas para ser capaz de mediar ou comunicar a informação presente nestes
ambientes é preciso saber lidar e acompanhar as atualizações e mutações
frequentemente ocorridas nas fontes de informações presentes na web. Neste
sentido, a literatura em ciência da Informação vem apontando para uma
necessidade e tendência do profissional da informação em atualizar-se, o que vem
sendo chamado de competência informacional.
Muitos pesquisadores brasileiros que tratam deste assunto encontram, na definição
da ALA (American Library Association) sobre competência informacional, uma
definição satisfatória e que se aplica ao estudo aqui desenvolvido. Para a ALA
(1989)
Para ser competente em informação a pessoa deve ser capaz
de reconhecer quando precisa de informação e possuir
habilidade para localizar, avaliar e usar efetivamente a
informação. Para produzir esse tipo de cidadania é necessário
que escolas e faculdades compreendam o conceito de
competência informacional e o integrem em seus programas de
ensino e que desempenhem um papel de liderança preparando
indivíduos e instituições para aproveitarem as oportunidades
inerentes à sociedade da informação. Em última análise,
pessoas que têm competência informacional são aquelas que
aprenderam a aprender. Essas pessoas sabem como aprender
porque sabem como a informação está organizada, como
encontrar informação e como usar informação, de tal forma que
outros possam aprender com elas.
Neste sentido, respaldados por tais teorias, buscamos, através deste estudo, ainda
em desenvolvimento, verificar a ação mediadora promovida pelo profissional
competente em informação nos portais e base de dados científicos na área da
saúde.

2 Materiais e métodos

o presente estudo vem

sendo desenvolvido no âmbito da Biblioteca da Escola de
Enfermagem Aurora de Afonso Costa (BENF), que é parte integrante da
Superintendência de Documentação (SDC) da Universidade Federal Fluminense . O
método empregado é o questionário fechado, aplicado aos usuários que participam
dos treinamentos oferecidos pela Biblioteca. O universo amostrai, contou com a
participação de 50 pessoas, dentre eles alunos de graduação, e pós-graduação (lato
e strictu sensu), professores e técnicos administrativos. A análise dos dados,

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extraídos dos questionários, já apontam para questões em voga na literatura de
Ciência da Informação, o que nos tem dado estímulo para cada vez mais nos
aprofundarmos na temática sobre o bibliotecário enquanto mediador e sua constante
capacitação informacional.
A prática associada à literatura sobre este tema nos tem nos fornecido dados
necessários para análise sobre o impacto causado por bibliotecas e bibliotecários
que atuam efetivamente no âmbito de treinamento, orientação, mediação das bases
de dados e o comportamento dos usuários que deles participam . Verificamos, dentre
outros aspectos, a mudança da concepção e relação, por parte da comunidade
acadêmica, do profissional da informação e suas competências.

3 Resultados parciais
Os dados extraídos dos questionários que foram aplicados aos usuanos
participantes dos treinamentos promovidos pela biblioteca permitiu-nos visualizar de
maneira objetiva que, mesmo aqueles que já tinham tido alguma experiência na
utilização dos recursos informacionais presentes na web, consideram importante ou
fundamental a intervenção do bibliotecário como mediador nestes ambientes.
A maioria dos usuários pesquisados (60%) tinha pouco conhecimento sobre a
existência das fontes de informação presentes na web, bem como a forma de
localizar e acessar a informação.

Antes do curso, qual era o seu conhecimento
sobre os recursos informacionais presentes na
web
3% 4%

• nenhum
• pouco
• satisfatório
• amp lo conhecimento

Fig . 1 - Recursos informacionais

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Intermediação do bibliotecá rio na pesquisas em
portais e base de dados científicos

0%

• indifel"en te
• impol"tanle
fundamental

Fig . 2 -Intermediação do bibliotecário

COht ribuição desse curso para sua vída
acadêmica e profissional

• nenhum
• pouco
muito
• fundam ental

Fig . 3 - Contribuição dos cursos

A importância de comunicar e tornar acessível a informação presente nos portais e
bases de dados científicos pode ser verificada na fig o 3. Todos os participantes da
pesquisa reconhecem a contribuição deste tipo de treinamento, corroborando com a
hipótese do estudo em andamento"

4 Considerações parciais
Queremos endossar nossa prática com a teoria já produzida até o momento sobre a
participação do bibliotecário enquanto mediador e comunicador da informação
presentes em fontes de informação online e tentar contribuir, de alguma forma, com
os resultados ainda parciais deste estudo" Entendemos que estas e outras análises
no âmbito do oferecimento de serviços em bibliotecas universitárias deve ser
abraçada pelo profissional da informação no sentido de modificar uma figura
estereotipada do bibliotecário enquanto guardião do saber. É o momento de fazer a

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diferença no meio profissional, e ainda, de fazer com que sua prática profissional
seja provedora de informação pertinente e adequada ao público que dela necessita.

5 Referências
ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco de. Mediação da informação e múltiplas
linguagens. Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação, v. 2,
n. 1, 2009. Disponível em :
&lt;http://inseer.ibict.br/ancib/index.php/tpbci/article/viewFile/17/39&gt; . Acesso em: 28
mar. 2012 .
AMERICAN LlBRARY ASSOCIATION . Presidential Committee on Information
Literacy. Final report oChicago, 1989.
FREIRE , Isa Maria. Barreiras na comunicação da informação. In: STAREC, Claudio;
GOMES, Elisabeth; BEZERRA, Jorge. Gestão estratégica da informação e
inteligência competitiva. São Paulo : Saraiva , 2006 .
LE COADIC , Ives-François. A ciência da informação. Brasília, DF : Briquet de
Lemos, 2004 .

1440

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Trata-se de um estudo que vem sendo desenvolvido no âmbito da Biblioteca da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa (BENF), que pretende endossar nossa prática com a teoria já produzida até o momento sobre a participação do bibliotecário enquanto mediador e comunicador da informação presentes em fontes de informação online e tentar contribuir, de alguma forma, com os resultados ainda parciais deste estudo" Entendemos que estas e outras análises no âmbito do oferecimento de serviços em bibliotecas universitárias deve ser abraçada pelo profissional da informação no sentido de modificar uma figura estereotipada do bibliotecário enquanto guardião do saber.</text>
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                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E RESPONSABILIDADE
SOCIAL: des(simplificando) uma relação delicada
Edna G. Pinheiro ' , Emília A. A. de Souzti, Ligia M. M.Dumonf
1 Mestre. UFPB, João Pessoa, Paraiba. Doutoranda em Ciência da Informação PPGCI/UFMG.
2 Mestranda. PPGCII UFPB. João Pessoa, Paraiba.
3 Doutora. UFMG. Belo Horizonte, Minas Gerais.

Resumo
Enfatiza que a busca constante, das organizações, por performance e qualidade,
tornou a questão da responsabilidade social, uma discussão imprescindível no
contexto organizacional. Ressalta que para as bibliotecas universitárias
desempenharem com eficiência a função de fomentar produtos e serviços,
informacionais para subsidiar o ensino, a pesquisa e a extensão, nas universidades,
precisam contextualizar a responsabilidade social nas suas ações, a fim de assumir
um comportamento responsável no sentido ético, filtrado nas idéias de coresponsabilidade e de desenvolvimento social. Objetiva compreender a
responsabilidade social no contexto das bibliotecas universitárias; destacar a norma
AS 8000 que dispõe sobre o cumprimento da responsabilidade corporativa nas
organizações, acreditando que todos os lugares de trabalho devem ser geridos de
forma que os direitos humanos básicos sejam assegurados, e que a gerência esteja
preparada a assumir esta responsabilidade. Conclui que compreender as ações
socialmente responsáveis da biblioteca universitária, percebendo as suas nuances,
em face da sua complexidade não nos permite construir um corolário de verdades
absolutas, todavia nos faz debruçar sobre as bordas do papel , a fim de lançarmos
luzes, também, sobre a responsabilidade social no interior de cada um de nós,
bibliotecários!

Palavras-Chave: Biblioteca universitária; responsabilidade social; norma AS 8000.
Abstract
It emphasizes that the constant search, of the organizations, for performance and
quality, beca me the question of the social responsibility, an essential quarrel in the
organizational contexto It highlight out that the university libraries to play with
efficiency the function to foment products and services, informacionais to subsidize
education , the research and the extension , in the universities, need to contextualize
the social responsibility in its actions, in order to assume a responsible behavior in
the ethical direction, filtered in the ideas of co-responsibility and social development.
Objective to understand the social responsibility in the context of the university
libraries; to detach the norm 8000 that it makes use on the fulfillment of the
corporative responsibility in the organizations, believing that ali the work places must
be managed of form that basic the human rights are assured , and that the
management is prepared to assume this responsibility. I concluded that to
understand the socially responsible actions of the university library, perceiving its
nuances, in face of its complexity does not allow in to construct them a corollary of
absolute truths, however makes in them to lean over on the edges of the paper, in
order to launch light, also, on the social responsibility in the interior of each one of us,
librarians!

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Keywords: University library; social responsibility; standard AS 8000.

1 Introdução
Partindo de resultados de estudos e pesquisas sobre a responsabilidade
social das empresas, percebemos nos últimos anos, essa questão tem gerado um
crescente interesse, em todas as esferas da sociedade. Embora, muito se tenha
falado e produzido sobre esse assunto, ainda existem contextos nos quais a
responsabilidade social é discutida em uma escala menor do que o necessário, ou o
desejado, como por exemplo, nas bibliotecas universitárias (que doravante poderão
ser chamadas de BUs, no desenrolar desse trabalho) .
Sabedores de que os indivíduos optam por produtos e serviços que gerem
melhoria para o meio ambiente, ou comunidade, valorizando os aspectos ligados à
cidadania, aos direitos e deveres, a prática de vida cidadã compartilhada com as
dimensões que a sociedade impõe, afirmamos que abordar um tema ressaltando a
responsabilidade social no contexto das bibliotecas universitárias, provoca
inquietações, no que diz respeito à promoção de atividades socialmente
responsáveis, mesmo reconhecendo que as empresas incorporaram a
Responsabilidade Social como uma nova forma de comportamento, uma nova
maneira de como fazer diante do mercado, que está mais exigente e competitivo.
Nessa linha de pensamento, este trabalho se propõe refletir sobre a
responsabilidade social , como filosofia para revitalizar as bibliotecas universitárias,
que embora, não sejam exatamente instituições econômicas enfrentam , também,
sérias dificuldades ao lidarem com as chamadas leis da oferta e procura
principalmente, em relação à construção de projetos sociais; as políticas de gestão
de pessoal (ação afirmativa para negros, mulheres, homossexuais, etc.), ou normas
de relacionamento com seus parceiros internos e externos.
Desse modo, uma questão nos prende e nos interroga: Mas, afinal como
surgiu o fenômeno da Responsabilidade social? O que ela significa? Como
dimensioná-Ia no contexto das bibliotecas universitárias?
No que concerne aos nossos interesses, Torres (2003), nos permitiu conhecer
o surgimento desse fenomeno, quando afirmou que a realização de ações de caráter
social não é uma prática tão recente no meio empresarial. Porém, somente no final
dos anos 60 e início da década de 70, tanto nos Estados Unidos da América (EUA),
quanto em parte da Europa, que uma atuação voltada para o social ganhou
destaque, basicamente como respostas às novas reivindicações de alguns setores
da sociedade que levaram para o universo das empresas diversas demandas por
transformação na atuação corporativa tradicional voltada estritamente para o
econômico.
Nessa direção Corrêa et ai (2004) salientou que o despertar da
responsabilidade social das empresas não tem um histórico cronologicamente
definido. Há na verdade, uma evolução da postura das organizações em face da
questão social, provocada por uma série de acontecimentos sócio-políticos

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determinantes e, também, por aqueles que foram conseqüência da inovação
tecnológica .
No Brasil , a difusão da idéia de Responsabilidade Social , tomou impulso a
partir da segunda metade dos anos 70, quando mereceram destaque como ponto
central do 2° Encontro Nacional de Dirigentes de Empresas. Um dos princípios da
Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas (ADCE)-Brasil , baseava-se na
aceitação por seus membros de que as empresas, além de produzir bens e serviços,
tinha que possuir função social que se realiza em nome dos trabalhadores e do bemestar da comunidade em geral.
Segundo Corrêa et ai (2004), a consciência de responsabilidade social no
cenário brasileiro, teve certas instituições como protagonistas desta história e como
catalisadores importantes e diretamente responsáveis pelo despertar desta
consciência. A pioneira dessas instituições foi o Grupo de Instituições, Fundações e
Empresas (GIFE) , surgido em 1989, mas somente institucionalizada e formalizada
em 1995.
A construção desses questionamentos nos respalda a revisitar Grajew (1999),
quando define Responsabilidade Social como uma relação ética que tem as
empresas em todas as ações, políticas, e práticas, sejam elas com o seu público
interno ou externo.
Corroborando com esse pensamento Oliveira (2005) , afirma que não existe
uma lista rígida de ações que uma empresa deve fazer para ser socialmente
responsável , ou seja , não existe uma definição consensual. Responsabilidade social
envolve uma gestão empresarial mais transparente e ética e a inserção de
preocupações sociais e ambientais nas decisões e resultados das empresas.
Ao delinearmos conceitos de Responsabilidade Social , referenciamos, ainda,
Ashley (2003 , p.56) por conceituá-Ia como:

o compromisso que uma organização deve ter para com a
sociedade, expresso por meio de atos e atitudes que afetem
positivamente, de modo amplo, ou a alguma comunidade, de modo
específico, agindo proativamente e coerentemente no que tange a
seu papel específico na sociedade e na prestação de contas para
com ela.
Posto essas definições, reconhecemos que a compreensão de
responsabilidade social das bibliotecas universitárias deve ser projetada e
construída por ações que contribuam para a construção de uma sociedade onde os
fluxos de informações sejam mais ágeis, diversificados e desenvolvidos para
satisfazer as necessidades informacionais dos seus usuários.
Assim, enfatizamos que a visão de responsabilidade social nas Bus se
manifesta em ações direcionadas para transformações sociopolíticas e culturais que
afetem sua capacidade de ser uma organização produtiva eficiente, no que diz
respeito ao acesso à informação, demandado pela comunidade universitária que se
torna cada vez mais consciente desse acesso como um direito de todos.
Diante dessa responsabilidade, fica clara a necessidade de uma revisão no
papel e na atuação das bibliotecas Universitárias que lhe possibilite alcançar o
status face às mudanças de conceitos, idéias e de valores incutidas nas relações

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universidade x comunidade, haja vista que a necessidade de serviços e produtos
informacionais com maior valor agregado tem se tornado uma condição sine qua
non para as bibliotecas universitárias utilizarem métodos e procedimentos eficazes,
de tratamento, disseminação e transferência da informação, a fim de garantirem a
excelência e a obediência de pré-requisitos sólidos, contidos na sua missão.
Essa é a tônica desse trabalho, articular e redimensionar um olhar, conceituar
e contextualizar responsabilidade social nas ações das bibliotecas universitárias.
Ações que as levam a assumir um comportamento responsável no sentido ético,
filtrado nas idéias de co-responsabilidade e de desenvolvimento social.
Dessa forma, partimos do pressuposto que essa questão merece ser
discutida entre os bibliotecários, estudantes, e professores, nos cursos de
graduação em Biblioteconomia, congressos e encontros da área , haja vista a sua
importância para o desenvolvimento do cidadão e da cidadania individual e coletiva .
É, portanto, uma questão extensiva a todos os que participam da vida em sociedade
- indivíduos, governo, empresas, grupos sociais, movimentos sociais, igreja ,
partidos políticos e outras instituições. (MELO NETO; FROES , 2001) .
Á luz do quinto princípio das leis do pensador indiano Ranganathan (1931)
que preconiza : "uma biblioteca é um organismo em crescimento", a biblioteca
universitária não pode apenas alimentar boas intenções sociais. É preciso agir,
evoluir com a sociedade e transformar-se junto com ela. Empresários, lideranças
sindicais, organizações não-governamentais e outros setores da sociedade já
começaram a se mobilizar para buscar alternativas para os impasses sociais.
Diante de mudanças efervescentes e inovadoras, as bibliotecas universitárias
precisam encontrar uma maneira nova e agir de uma forma renovada, e assim,
pensar o novo de um jeito novo. É necessário , se engajarem nesse processo
integrado e solidário em busca de um mundo melhor, pois precisam ocupar um
lugar nesse processo que a sociedade está a exigir.
Cabe ressaltarmos que falamos de responsabilidade social como o exercício
de cidadania, por meio do qual , as bibliotecas universitárias adquirem o status de
"empresas cidadãs", fortalecem sua imagem , sua confiabilidade e asseguram sua
sobrevivência . Falamos de responsabilidade social e biblioteca universitária, com
uma percepção ampliada de um raciocínio de quem estar insatisfeito com as
mudanças que estão ocorrendo simplesmente com slogans e discursos.
É preciso compreender a responsabilidade social na vlsao entre
biblioteca/universidade/comunidade, no âmbito do ensino/pesquisa e extensão ,
acreditando que todos os lugares de trabalho devem ser geridos de forma que os
direitos humanos básicos sejam assegurados e que a gerência das bibliotecas
universitárias e todo o seu capital humano estejam preparada a assumir esta
responsabilidade, a fim de fortalecer uma das suas funções - transmitir
conhecimento para aqueles que dele necessitam . Isto é responsabilidade social, e
essa função social é considerada o verdadeiro fundamento da Biblioteconomia e da
Ciência da Informação, que extrapola seus limites para chegarem às bibliotecas
universitárias.
Portanto, cabe aqui reafirmarmos que esse trabalho objetiva repensar até que
ponto as bibliotecas universitárias estão incrementando suas ações para se
tornarem socialmente responsáveis , no que diz respeito à sua missão, ao seu
contexto e aos usuários. Edificar ações que contemplem a responsabilidade social é

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permear O novo, o desconhecido. É assumir o risco decorrente das organizações
que fazem a diferença entre crescer, desenvolver e desaparecer do mercado.

2 Bibliotecas Universitárias e Responsabilidade Social: uma relação que
constrói sentidos
Não podemos nos deter nessa questão, sem fazermos inicialmente uma
retrospectiva histórica. Numa pertinente análise constatamos que as ações de
caráter social não é uma prática tão recente no meio empresarial. Todavia, essas
ações ganharam destaque no final dos anos 60, como resposta às novas
reivindicações de alguns setores da sociedade que levaram para o universo das
empresas diversas demandas por transformação na atuação corporativa tradicional ,
ou seja, aquelas voltadas estritamente para o econômico. Contudo, os primeiros e
isolados discursos em prol de uma mudança de mentalidade empresarial no Brasil
apontaram em meados da década de 60. (ROBBINS; COULTER, 1998. p.5)
Nesse sentido, a Carta de Princípios do Dirigente Cristão de Empresas,
publicada em 1965, é um marco histórico incontestável do início da utilização
explícita do termo responsabilidade social diretamente associado à ação social
empresarial no país, mesmo que ainda limitado ao mundo das idéias e se efetivando
apenas em discursos e textos. (RICCA, 2004)
A década de 90 destacou-se como o período do surgimento e do crescimento
de diversas organizações, que se cristalizaram para atuar de maneira
Essa nova
institucionalizada no âmbito da chamada responsabilidade social.
postura de tornar-se socialmente responsável também começava de diversas
maneiras a ser praticada pelas próprias organizações. A partir de 1993, sob a
influência da Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria, este duplo movimento
de organizações e fundações, por um lado, e de empresas, por outro se intensificou,
promovendo a aproximação de diversas organizações com o aspecto relevante da
fome . (TREVISAN , 2002)
Reafirmamos que os anos 90 marcaram a consolidação das mudanças do
discurso e do comportamento das empresas no Brasil : nota-se um incremento das
ações sociais e ambientais realizadas pelo setor privado, bem como o surgimento e
o fortalecimento de diversas instituições privadas, de interesse público, ligadas ao
meio empresarial. Contudo, devemos observar que nem tudo são flores: muitos
interesses estão em jogo e a bandeira da chamada responsabilidade social
empresarial é hasteada por muitos, porém com diferentes intenções, díspares
relações de poder e com os objetivos mais diversos.
Os fatores que contribuíram para o amadurecimento da ideia de cidadania
empresarial e de publicação de balanço social na cultura das organizações
brasileiras são múltiplos e complexos. Entre eles destacamos: a Constituição de
1988, que representou um grande avanço tanto em questões sociais quanto
ambientais; o exemplo e o resultado de programas educacionais, esportivos,
ambientais e de apoio cultural de grandes empresas multinacionais, a exemplo da
Xerox, C&amp;A, Coca-Cola, e McDonalds, dentre outras; a pressão por parte das
agências internacionais de fomento de várias instituições de preservação da
natureza para que as empresas privadas e públicas reduzissem o impacto

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ambiental ; e, por último, importante, a atuação de empresas nacionais como: Banco
do Brasil, Usiminas, Petrobras, Natura, Azaléia e Boticário.
Contudo, foi a partir de 1997 que diversas organizações passaram a trabalhar
de maneira ostensiva com esse tema , realizando seminários, pesquisas, palestras e
cursos, principalmente sobre balanço social. Algumas poucas obras acadêmicas e
livros começam a aparecer. Ao mesmo tempo, muitas empresas começaram a
desenvolver, de maneira mais sistemática, ações sociais e ambientais concretas e
passaram a divulgar anualmente o Balanço Social.
Dessa forma, a questão da responsabilidade social das empresas e da
publicação anual do balanço social ganhou destaque na mídia e uma intensa
visibilidade nacional quando o sociólogo Herbert de Souza publicou em março de
1997, o artigo: empresa pública e cidadã .
A partir desse debate e da ampla repercussão nacional sobre esse assunto, o
Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE, 1998), lançou em 16
de junho de 1997 uma campanha pela divulgação anual do Balanço Social das
Empresas, declarando que este seria o primeiro passo para uma empresa tornar-se
uma verdadeira empresa cidadã.
Ao longo dos anos, a evolução e o enfoque contemporâneo dessa questão na
foi se cristalizando . Mas, continuamos a dizer que nas sociedades que antecederam
a sociedade capitalista, caracterizada pela ocorrência da revolução científica , a
necessidade de conhecimento excedia a oferta e os custos de produção da
informação eram excessivamente altos. Atualmente na propalada "sociedade da
informação," "sociedade em rede" (CASTELLS , 1999) a oferta excede a demanda, e
o desafio é distribuir o conhecimento de modo a fazê-lo chegar a um receptor que
dele necessita como "fundamento para uma ação racional" (WERSIG , 1993).
Nesse sentido, mais do que organizar e processar a informação científica e
tecnológica, como nos primórdios da ciência da informação, é importante prover seu
acesso público, através das mais diversas formas e dos mais diversos canais de
comunicação, de maneira que essa nova força de produção social possa estar ao
alcance dos seus usuários potenciais. E promover, nos usuários, as competências
informacionais necessárias à busca e recuperação da informação relevante para
resolução de problemas, no processo produtivo da sociedade e na vida das
pessoas.
Essas asseverações levam-nos a afirmar que nesse cenário real de
desigualdade, cresce a responsabilidade social das bibliotecas universitárias e dos
seus colaboradores, tanto como produtores de conhecimento no campo científico
quanto como facilitadores na comunicação da informação científica e tecnológica
para usuários que dela necessitem, independentemente dos espaços sociais onde
vivem e dos papéis que desempenham no sistema produtivo .
Nesse direcionamento, Freire (2001) ressalta que, embora a informação
sempre tenha sido uma poderosa força de transformação, o capital, a tecnologia, a
multiplicação dos meios de comunicação de massa e sua influência na socialização
dos indivíduos deram uma nova dimensão a esse potencial. Com isso, crescem as
possibilidades de serem criados instrumentos para transferência efetiva da
informação e do conhecimento, de modo a apoiar as atividades que fazem parte do
próprio núcleo de transformação da sociedade.
Nesse contexto, a comunicação da informação representa não somente a
circulação de mensagens que contêm conhecimento com determinado valor para a

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produção de bens e serviços, mas, também, a objetivação das idéias de
racionalização e eficiência dominantes na sociedade moderna. Isto, porque, tendo o
fenômeno da informação adquirido essa nova relevância para o desenvolvimento
das forças produtivas, sua organização e socialização têm, também, adquirido maior
importância e valor social.
Destarte, os bibliotecários também se tornaram relevantes para o
desenvolvimento da sociedade, em decorrência do papel social de facilitar a
comunicação entre usuários de conhecimento e fontes que produzem esse recurso e
o disponibilizam como informação .
Para Freire (2001), esse papel se realiza nas atividades e mecanismos, por
meio dos quais a informação circula no sistema de comunicação social, em especial
nas redes de comunicação, e nesse processo surgem oportunidades para
comunicação efetiva da informação. Nesse cenário, o desafio desses profissionais
será o de produzir conhecimentos que ampliem as possibilidades de acesso à
informação para todos os grupos sociais, ajudando a construir uma sociedade da
globalidade (MORIN, 1991), mais justa e solidária.
Essa visão que fundamenta a práxis dos profissionais da informação ressalta
a importância e relevância das práticas de leitura no processo educacional , tanto
como fundamento para a criação de uma consciência crítica nos indivíduos quanto
para promoção das competências e capacidade de expressão e ação no mundo.
A busca constante, no mercado, por performance/desempenho tornou o
fenômeno responsabilidade social , uma discussão imprescindível dentro das
bibliotecas universitárias. Assim, muito tem sido escrito sobre as ações socialmente
responsáveis dessas bibliotecas. Cremos, portanto, serem essas ações a própria
essência a sintonizar as bibliotecas universitárias, de forma a desenvolverem na sua
administração o exercício inovador de pensar o fenômeno social, diante de
situações concretas e definidas.
Isso nos leva a julgar as afirmações de Grandi (1982 , p.7) quando diz que:
As exigências cientifica e tecnológica levaram os responsáveis pelos
serviços bibliotecários a uma avaliação e revisão dos objetivos,
métodos e desempenhos adotados no sentido de adequarem à nova
situação.

Assim, considerando, ainda, que as bibliotecas universitárias são sistemas
abertos em constante dinamismo interno e amplo intercâmbio com o ambiente
externo, fica visível que as bibliotecas universitárias não poderão sobreviver sem um
mínimo de disciplina, de procedimentos e sentido social que garantam harmonia,
orientem as ações coletivas e dignifiquem a relação biblioteca x universidade x
sociedade, contribuindo positivamente para uma nova ordem social, visualizando e
identificando futuros alternativos para as bibliotecas universitárias.

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3 Responsabilidade Social e sua Normalização: abrangências e limites da SA
8000 (SOCIAL ACCOUNTABILlTY)

Quando falamos de responsabilidade social não podemos deixar de discorrer
que os talentos humanos, capital intelectual, capital humano fazem o diferencial
competitivo das organizações, haja vista compartilharem seus conhecimentos com a
organização onde trabalham .
Diante do exposto, as bibliotecas universitárias não devem restringir-se aos
limites do território conquistado, nem tão pouco tornarem-se limitada por não correr
o risco de serem precursoras de novas atitudes e mecanismos que diluam a
marginalidade social e favoreça políticas de acesso a inclusão social. Elas devem
além de investir nas suas ações socialmente responsáveis, favorecer a ampliação
da responsabilidade social dos seus colaboradores, sob a influência da ação da
cidadania, no que diz respeito à estabilidade de vida das camadas excluídas e do
acesso à informação, enquanto uma prática social.
Pensando assim , a Normalização em Responsabilidade Social das
Organizações visa estabelecer um Sistema de Gestão para introduzir valores,
princípios, sustentabilidade, responsabilidade social e corporativa nas organizações.
(D'AZEVEDO, 2009).
Essa normatização representa idéias de responsabilidade, obrigação legal e
de comportamento responsável no sentido ético, haja vista que a normalização em
responsabilidade social é uma forma de desvelar a credibilidade do trabalho de uma
empresa e o compromisso de toda a sua equipe para as questões sociais.
Foi com esse intuito de possibilitar às empresas cumprirem seu papel social
no trabalho que a Organização Americana Social Accountability Intemational criou
em 1997 a SA 8000 (SOCIAL ACCOUNTABILlTY, 2006). Ela é a primeira norma
auditável a nível mundial que certifica organizações com sistemas de gestão da
responsabilidade social implementados.
Essa norma internacional tem seus princípios baseados em estabelecidos a
partir das Convenções da Organização Internacional do Trabalho (1997), da
Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e da Declaração
Universal dos Direitos Humanos. Assim, a SA 8000 busca o aperfeiçoamento
contínuo das relações de trabalho .
Os requisitos da Responsabilidade Social das Organizações (RSO)
relacionam-se com os princípios inerentes à Igualdade de Oportunidades entre
Homens e Mulheres: Trabalho Infantil, Trabalho Forçado, Saúde e Segurança,
Liberdade de Associação e Direito à Negociação Colectiva, Discriminação, Práticas
Disciplinares, Horário de Trabalho e Remuneração. As Organizações devem
respeitar as leis nacionais e outras aplicáveis em matéria de igualdade de
oportunidades, bem como os seguintes instrumentos internacionais:
As empresas que aderem à SA 8000 reconhecem que a autêntica
implantação dessa norma ao produzir mudanças significativas na sua cultura
organizacional e no seu modus operandi aprimora o bem-estar e as boas condições
do ambiente de trabalho.
Nesse sentido a norma AS 8000 atende a uma necessidade de consumidores
mais esclarecidos que se preocupam com a forma como os produtos são
produzidos, e não apenas com a sua qualidade. A SA 8000 é restrita à relação da

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empresa com seus colaboradores interno e as questões de ordem interna. Tem
como objetivo especificar requisitos de responsabilidade social para possibilitar a
uma empresa:
a) desenvolver, manter e executar políticas e procedimentos com o objetivo de
gerenciar aqueles temas os quais ela possa controlar ou influenciar;
b) demonstrar para as partes interessadas que as políticas, procedimentos e
práticas estão em conformidade com os requisitos desta norma;
Em contra partida a empresa deve assegurar que a alta administração defina
a política da empresa quanto à responsabilidade social e ao processo de melhoria
continua . Isso posto nos resta alguns questionamentos, a saber: se a preocupação
das empresas com os colaboradores é um fato concreto na realidade corporativa e
isso pode ser percebido através de ações e programas que refletem diretamente na
qualidade de vida no trabalho, entre outras, para onde estão caminhando as
bibliotecas universitárias no cenário da Norma AS 8000? Onde elas podem chegar?
Elas estão com visão estratégica capaz de voltar sua atenção para além das suas
paredes se isso, na prática, significa interagir bem com fornecedores , clientes
externos e a própria comunidade que a cerca?
Acreditamos que somente com a sensibilização e o conhecimento dos
princípios da AS 8000 as bibliotecas universitárias se voltarão com mais
sensibilidade para desenvolver ações responsavelmente sociais, afinal uma
organização não existe por si só, ela faz parte de um contexto socialmente amplo.

4 (In) Conclusões
Numa sociedade onde subsistem sem constrangimentos o velho e o novo, o
estático e o dinâmico, o atraso e o progresso, as bibliotecas universitárias precisam
remodelar suas ações, desvelá-Ia e reconstruí-Ia em sintonia com a
responsabilidade social , haja vista serem co-responsáveis pelo despertar da
consciência cidadã dos seus usuários e pelas mudanças advindas do rompimento
dos velhos paradigmas bibliotecários.
Para arremate final consideramos, a seguir, alguns pontos básicos que
podem suscitar discussões mais aprofundadas acerca do tema , a saber:
a) o êxito da responsabilidade social das bibliotecas universitárias está diretamente
relacionado com o desenvolvimento do conhecimento, habilidades e atitudes
adequadas dos bibliotecários;
b) todos os profissionais engajados no contexto informacional devem considerar o
fenômeno da responsabilidade social nas decisões gerências, pois a
responsabilidade social pode ajudá-los a tornar o trabalho informacional mais
articulado com a realidade social , política , econômica e cultural da sociedade.
Da mesma forma pontuamos algumas sugestões no que diz respeito ao
compromisso social inerente as bibliotecas que estão preocupadas em encontrar
caminhos alternativos para sobreviverem frente aos desafios do novo século:

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a) buscar oportunidades, experimentar e assumir riscos de uma organização-cidadã,
inclusive na prestação de serviços voluntários para a comunidade;
b) compreender que antes de divulgar para o público externo a preocupação com a
responsabilidade social a empresa deve primeiro garantir que está praticando os
princípios da norma AS 8000 ;
c) incentivar seu capital humano na fomentação maciça de projetos sociais.
Salientamos que partimos da concepção de responsabilidade social como um
conjunto de ações que possuem características próprias para revelar a sinuosidade
do caminho da questão do social , enquanto preocupação das organizações, e o
quanto é sutil a linha que a demarca (grifo nosso).
Por mais que saibamos do aparente avanço conseguido no entendimento da
responsabilidade social no cenário das bibliotecas universitárias, admitimos que falta
essas bibliotecas dar um passo importante: acreditar que o seu capital humano,
independentemente do tamanho da biblioteca ou da sua natureza, pode contribuir
para um mundo melhor, quando valorizarem a diferença entre as bibliotecas que são
socialmente responsáveis e as que não têm essa preocupação . Esse é o passo
fundamental ; o que vem depois dessa disposição natural é consequência.
É indispensável, portanto, que os bibliotecários reflitam sobre a questão da
responsabilidade social nos espaços das bibliotecas universitárias, tentando
desvelar seus propósitos e sua realidade. Somente assim , conseguirão contribuir
para alcançar as metas e os objetivos organizacionais, sem constrangimentos,
saindo dos limites imaginários das convenções administrativas que, muitas vezes
bloqueiam as inovações e a criatividade e impõem restrições sobre a sua missão e
seu compromisso.

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Documentação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Enfatiza que a busca constante, das organizações, por performance e qualidade, tornou a questão da responsabilidade social, uma discussão imprescindível no contexto organizacional. Ressalta que para as bibliotecas universitárias desempenharem com eficiência a função de fomentar produtos e serviços, informacionais para subsidiar o ensino, a pesquisa e a extensão, nas universidades, precisam contextualizar a responsabilidade social nas suas ações, a fim de assumir um comportamento responsável no sentido ético, filtrado nas idéias de co- responsabilidade e de desenvolvimento social. Objetiva compreender a responsabilidade social no contexto das bibliotecas universitárias; destacar a norma AS 8000 que dispõe sobre o cumprimento da responsabilidade corporativa nas organizações, acreditando que todos os lugares de trabalho devem ser geridos de forma que os direitos humanos básicos sejam assegurados, e que a gerência esteja preparada a assumir esta responsabilidade. Conclui que compreender as ações socialmente responsáveis da biblioteca universitária, percebendo as suas nuances, em face da sua complexidade não nos permite construir um corolário de verdades absolutas, todavia nos faz debruçar sobre as bordas do papel, a fim de lançarmos luzes, também, sobre a responsabilidade social no interior de cada um de nós, bibliotecários!</text>
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                    <text>Serviços de referência presencial e virtual
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Trabalho completo

IDENTIFICAÇÃO DE SERViÇOS DE REFERÊNCIA NA WEB EM
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS FEDERAIS BRASILEIRAS DOS
CURSOS DE MEDICINA 1
Suzana Zulpo Pereirti
2Especialista em Gestão Estratégica (UFPR) , Bibliotecária - Hab. Gestão da Informação (UDESC) ,
Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR

Resumo

o

objetivo do Serviço de Referência e Informação (SRI) é dar assistência aos
usuários na busca por informações, independente do suporte em que ela se
encontra e não se atendo a uma coleção específica de materiais. Os serviços
prestados na forma presencial também são oferecidos virtualmente sendo que a
Web proporcionou a ampliação e criação de novos serviços. A pesquisa exploratória
foi usada para conduzir o estudo e o método utilizado foi o comparativo por se tratar
de um estudo no qual foram analisadas as páginas Web das bibliotecas. A coleta de
dados aconteceu por meio de análise dessas páginas utilizando uma lista dos itens a
serem verificados e o universo da pesquisa foram as bibliotecas das Universidades
Federais brasileiras que oferecem cursos presenciais de medicina, e, o objetivo foi
Identificar os Serviços de Referência e Informação disponibilizados via Web pelas
bibliotecas levantadas. Constatou-se que o uso da Web para a prestação de
serviços aos usuários ainda é baixo e as ferramentas da Web ainda são pouco
exploradas pelas bibliotecas.

Palavras-chave: Serviços de Referência e Informação; Bibliotecas Universitárias;
Ferramentas da Web .
Abstract
The objective of the Reference and Information Service is to give assistance to the
users in the search for information regardless of the support it uses and without
relying in a specific collection of materiais. The presential services are also offered in
the virtual form today, being the internet a great way to expand and create new kinds
of services. The exploratory search was used to conduct the study and the
comparative method was used where web pages of the libraries were analyzed . The
data collection was made by the analysis of these pages using a list of the items yet
to be verified and the research universe was the Brazilian Federal University
Librariea which offer presential courses of medicine, being the objective to identify
the Reference and Information Services offered through the internet by the
mentioned libraries. It was found that the use of the internet to serve the users is still
low and the web tools are still little explored by libraries.

lTexto baseado em Trabalho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Universidade Federal do
Paraná - UFPR.

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�Serviços de referência presencial e virtual
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Keywords: Reference and Information Services; University libraries; Web tools.
1 Introdução
As novas tecnologias propiciaram às bibliotecas melhor interação tanto com o
usuário como com outras instituições. Com o computador e a Internet novos canais
de comunicação foram criados e o acesso à informação tornou-se mais rápido,
entretanto, a quantidade de informações disponíveis ficou muito maior e filtrá-Ias
tornou-se um desafio.
As organizações vêm percebendo que as unidades de informações são
entidades prestadoras de serviços e podem contribuir consideravelmente para
alcançar o êxito nos negócios, pois trabalham com o bem mais precioso desta era: a
informação.
Informação e conhecimento são as bases para o crescimento de um país e a
educação tem papel importante no desenvolvimento econômico destes. Além disso,
as universidades devem estar bem preparadas para atuarem como agentes positivos
nessas transformações. Nesse contexto , as bibliotecas dão o suporte necessário ao
processo de ensino e aprendizagem, visando possibilitar o acesso à informação e
favorece o desenvolvimento potencial de cada indivíduo. (FERREIRA, 1980).
O papel da biblioteca no ensino superior é de suma importância e, segundo
Ferreira (1980, p. 12), "para atingir de fato suas finalidades e responder às reais
necessidades da universidade, a biblioteca precisa [ .. .] possuir todas as condições
para um funcionamento perfeito e eficaz." Para que a biblioteca atinja seus objetivos
é necessário que a universidade apoie-a, dando-lhe recursos suficientes para sua
infra-estrutura básica . Hoje as bibliotecas são mais que depósitos de livros ou
agentes passivos que entregam e recebem o livro, atuam como centros de
documentação, não só conservando , mas também difundindo os documentos.
(PRADO, 2003).
Segundo Russo (1998 apud CASTRO, 2005) a biblioteca universitária pode
ser vista como um sistema que recebe influências do ambiente onde está inserida
(sociais, culturais, políticas, econômicas), os quais são fatores determinantes para o
seu funcionamento. É considerada como um segmento de vital importância na
estrutura da instituição visto o seu caráter de promover o acesso e a disseminação
da informação para que os objetivos da universidade sejam plenamente atingidos.
As mudanças no ambiente organizacional acontecem de forma rápida devido
às inovações nas áreas de Tecnologia da Informação e às novas maneiras que as
pessoas buscam , tratam e utilizam a informação. Cabe às bibliotecas se
anteciparem e se prepararem para atender novas demandas para atingir o objetivo
de sua existência : informar. Isso deve acontecer independente do suporte da
informação, do tipo de usuário, da forma ou ambiente de atendimento, por exemplo,
presencial ou virtual.
O monitoramento do ambiente externo à organização oferece subsídios para
a melhoria de serviços e produtos para detecção de ameaças e visualização de
oportunidades. Sendo assim , para que seja possível às bibliotecas manterem-se à
frente de seus concorrentes, oferecendo o melhor para seus usuários é necessário
análise
do
monitoramento
ambiental
externo
para
fazer
uso
da
lTexto baseado em Tra ba lho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Univers idade Federal do
Pa ra ná - UFPR.

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�Serviços de referência presencial e virtual
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criar/modificar/justificar investimentos, mudanças e oportunidades nas unidades de
informação.
objetivo geral da pesquisa foi identificar os Serviços de Referência e
Informação (SRI) disponibilizados via Web pelas bibliotecas dos cursos de medicina
das Universidades Federais brasileiras.
Definiram-se como objetivos específicos:
a) identificar as Universidades Federais brasileiras que oferecem cursos
presenciais de medicina ;
b) identificar as bibliotecas dos cursos de medicina das Universidades Federais
brasileiras;
c) mapear os Serviços de Referência e Informação disponibilizados via Web
pelas bibliotecas levantadas;
d) verificar quais ferramentas da Web são utilizadas pelas bibliotecas analisadas.
Buscou-se identificar melhores práticas que possam servir como padrão para
as bibliotecas universitárias brasileiras e também criar um mapa da situação atual
das bibliotecas pesquisadas.
Levando-se em conta a importância do SRI em uma biblioteca, e, devido a
atuação da autora em uma biblioteca universitária que atende a um curso de
medicina, tornou-se genuíno o interesse em monitorar o ambiente e investigar como
esse serviço está sendo disponibilizado na Web por outras instituições.

°

2 Produtos e Serviços
A forma como os produtos e serviços são produzidos vêm se modificando ao
longo dos tempos. Na Idade Média, até certo ponto, o consumidor determinava as
características do produto criado pelo artesão. Com a produção em linha, o objetivo
era redução de custos, produtividade e retorno imediato. A abertura das exportações
aumentou a competitividade e com isso mais ofertas para o consumidor. Surge
então um novo conceito baseado na qualidade e atendimento às necessidades do
cliente. (CHIAVENATO, 2005).
mesmo autor classifica produtos e serviços em bens (produtos) ou serviços
ou produtos/serviços concretos ou abstratos. É proposta ainda uma outra divisão:
a)bens ou mercadorias: são produtos físicos tangíveis, visíveis que podem ser
tocados, vistos, ouvidos ou degustados e podem ser destinados ao consumo
ou à produção de outros bens ou serviços;
b)bens de consumo: são destinados direta ou indiretamente ao consumidor ou
usuário final e podem ser desdobrados em duráveis, semiduráveis e
perecíveis;
c)bens de produção: quando são destinados à produção de outros bens ou
serviços.
Para Fitzsimmons e Fitzsimmons (2005 , p. 47) "os serviços são criados e
consumidos simultaneamente e, portanto, não podem ser estocados [ ... ] e se não
forem usados, estão perdidos para sempre".

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lTexto baseado em Tra ba lho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Univers idade Federal do
Pa raná - UFPR.

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Basicamente, a diferença é que produtos são tangíveis, podem ser vistos,
tocados e muitas vezes avaliados antes de sua aquisição . Os serviços não são
físicos, são intangíveis e seu consumo é simultâneo à sua prestação.
Em uma biblioteca, como exemplo de produto tem-se FAQs e tutoriais e de
serviços a orientação para normalização de documentos e o levantamento
bibliográfico. Esses exemplos constituem-se nos denominados serviços de
referência e informação de uma biblioteca, os quais serão explicitados no capítulo
seguinte.

3 Serviços de Referência e Informação
Para definir em que consiste o Serviço de Referência e Informação (SRI) é
importante citar Grogan (2001, p. 29) que diz que "a substância do serviço de
referência é a informação e não determinado artefato físico ." Ou seja, o objetivo do
SRI é dar assistência aos usuários na busca das informações, independente do
suporte em que ela se encontra e não se atendo a uma coleção específica de
materiais.
Macedo e Modesto (1999 , p. 43) colocam que as Diretrizes Básicas para o
Serviço de Referência e Informação emitidas pela American Library Association
(ALA) em 1979 contribuíram para atualização da definição do SRI, pois levaram em
conta as inovações tecnológicas sendo que "no SRI recaem ainda funções de
maximizar o uso dos recursos informacionais da biblioteca, por meio de uma
interação substancial , entre diferentes grupos de usuários, em vários níveis".
Inicialmente, o SRI era voltado para a função educativa da biblioteca . Na
primeira Conferência da ALA, em 1876, foi levantada pelo bibliotecário Samuel Swett
Green a questão do auxílio ao leitor, pois percebeu-se que o usuário necessitava de
auxilio para utilizar a coleção de referência . Aos poucos o serviço evoluiu para
respostas imediatas a uma consulta e, embora inicialmente não houvesse
planejamento, se desdobrou em serviço de informações imediatas. (FIGUEIREDO ,
1992).
Figueiredo (1992) sugere as seguintes atividades do serviço de referência:
a)provisão de documentos;
b)provisão de informações;
c)provisão de auxílio bibliográfico;
d)serviços de alerta;
e)orientação ao usuário e
f)auxílio editorial.
Esses serviços, prestados na forma presencial se encontram hoje também na
forma virtual, sendo que a Internet proporcionou a ampliação destes e criação de
novos serviços.
primeiro projeto de automação de SRI data de dezembro de 1968 pelo
Institute for Computer Research da Universidade de Chicago no qual um programa
de computador selecionava até cinco das 243 obras classificadas que mais
atendiam a pergunta formulada pelo usuário. (FIGUEIREDO, 1992).

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lTexto bas eado em Trabalho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Universidade Federal do
Paraná - UFPR.

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Márdero Arellano (2001 , p. 9) fez uma análise dos Serviços de Referência no
exterior, com destaque para os Estados Unidos, identificando vários softwares e
projetos para o SRI virtual e uma das características que o autor aponta para os
projetos "é a dos bibliotecários de referência on-line que estão se especializando no
uso das tecnologias e das obras de referência existentes na rede.
No mesmo artigo o autor destaca a primeira iniciativa de um SRI on-line 24
horas por dia: o da North Carolina State University's Virtual Reference Service com
adesão de outras instituições americanas por acreditarem que os usuários devem ter
acesso ao SRI com qualidade, 24 horas por dia, sete dias da semana independente
do lugar que se encontrem . (MÁRDERO ARELLANO, 2001) .
Outro item importante que o autor traz é a criação de redes cooperativas entre
bibliotecas como a Collaborative Digital Reference Service (CDRS) com o objetivo
de "prover um serviço especializado de referência para usuários em qualquer lugar,
a qualquer hora e através de uma rede internacional de bibliotecas digitais" e os
consórcios de bibliotecas como o "EARL (UK Public Library E-ref consortium) no qual
qualquer usuário "nos Estados Unidos que envia uma consulta às três horas da
madrugada , quando a biblioteca mais próxima está fechada , pode ter sua pergunta
respondida por algum membro do consórcio na Austrália no tempo real".
(MÁRDERO ARELLANO, 2001, p. 10-11).
O projeto Virtual Reference Desk (VRD) patrocinado pela ERIC Clearinghouse
on Information &amp; Technology e United States Departament of Education, apoiado
pela WhiteHouse Office of Science and Technology Policy vai além das barreiras da
biblioteca, pois encaminha questões formuladas que não puderam ser respondidas
por um participante da rede para outros serviços. Trata-se de um serviço
colaborativo que dá suporte aos serviços Ask-an-expert ou AskA:
quando um serviço específico recebe uma pergunta que está fora da
sua área de cobertura , ele a encaminha ao VRD Network para
assistência. Se a pergunta não puder ser respondida por outro
participante da rede, ela poderá ser respondida por um dos
especialistas do VRD Nefwork, ou, ainda, ser enviada para um
bibliotecário voluntário para que o mesmo responda ou dê sugestões
para a resposta . (PESSOA; CUNHA, 2007, p. 76).

Desde que começou a ser oferecido em bibliotecas, o SRI passou por
grandes transformações. A introdução de novas tecnologias, principalmente o
advento da Internet, trouxe inúmeras modificações para a área . Segundo Figueiredo
(1992 , p. 108) é "[ ... ] através de estruturação formal de um Serviço de Referência
para Rede/Sistema que as Bibliotecas podem atuar como suporte para atividades de
Ensino/Pesquisa/Extensão na Universidade". Os serviços anteriormente prestados
por meio de telefone ou fax hoje podem ser realizados pelo correio eletrônico,
formulários eletrônicos entre outros. Embora alguns sejam executados de forma
assíncrona, muitas bibliotecas já estão oferecendo serviços síncronos onde usuário
e bibliotecário interagem ao mesmo tempo, tais como os chats.
Em 2000, o prof. Murilo Bastos da Cunha escreveu um artigo onde traçava
um panorama para as bibliotecas em 2010:
As tecnologias da informação afetarão tanto as atividades
acadêmicas quanto a natureza do empreendimento em educação
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superior, que, além de assimilar essas tecnologias, necessitará
atender aos requisitos da globalização dos mercados e,
conseqüentemente, tais mudanças refletirão na biblioteca
universitária. Entre outras, prenunciam-se mudanças estruturais
(ênfase no atendimento, terceirização dos outros serviços), no
financiamento (consórcios visando à redução de custos), nos
serviços (balcão de referência eletrônico, suporte a programas de
ensino à distância, agentes inteligentes), quanto aos públicos (o
atendimento à demanda reprimida por ensino superior implicará
diversidade de clientela). (CUNHA, 2000, p. 71).

Ainda citando o autor "em 2010 , quase a totalidade, se não a totalidade das
bibliotecas universitárias brasileiras, estará automatizada , e muitas delas serão
bibliotecas totalmente digitais." (CUNHA, 2000. p. 75).
A automatização das BUs é uma realidade, mas falta muito para que o
formato digital supere o impresso. Os periódicos científicos são os que mais
mudaram de suporte em algumas áreas. Isso se deve pelo aumento das bases de
dados em formato eletrônico e também o alto custo de manutenção das publicações
impressas.
Em outubro de 2010 o Rio de Janeiro foi palco para a discussão das grandes
e rápidas transformações que ocorreram nestes últimos anos geradas pelas novas
tecnologias. No XVI Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU) e 11
Seminário de Bibliotecas Digitais-Brasil (SIBD-B) , diversos profissionais da
informação reuniram-se para discutir as mudanças que ocorreram nas bibliotecas e
unidades de informação, compartilhando melhores práticas e conhecendo os
avanços científicos na área .
Como convidado para a palestra de abertura do XVI SNBU , o prof. Murilo
levantou a questão de como as Tecnologias da Informação estão mudando a forma
dos suportes físicos e isso também altera a maneira como as pessoas buscam ,
acessam e processam a informação e coloca a necessidade das bibliotecas cada
vez mais utilizarem as ferramentas da Web 2 .0 .

4 Materiais e métodos
Para alcançar os objetivos traçados foi utilizada a pesquisa exploratória e o
método foi o comparativo por se tratar de um estudo no qual foram analisadas as
páginas Web das bibliotecas, dessa forma buscou-se identificar as semelhanças
e/ou diferenças entre elas.
A coleta de dados foi feita por meio de análise dessas páginas utilizando uma
lista dos itens a serem verificados.
O universo da pesquisa são as bibliotecas das Universidades Federais
brasileiras que oferecem cursos presenciais de medicina.
Para mapear quais Universidades Federais brasileiras oferecem cursos de
medicina foi efetuada consulta ao portal do Ministério da Educação (MEC),
acessando o link Cadastro da Educação Superior e-MEC (http ://emec.mec.gov.br/) .
No link consulta ao cadastro é possível selecionar a região e em seguida o curso a
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Pa raná - UFPR.

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ser pesquisado. Foram selecionados somente os cursos presenciais. O total de
Universidades Federais encontrado foi 38.
Após o levantamento das universidades, acessando o endereço eletrônico
destas, chegou-se aos sites das bibliotecas para verificar se a biblioteca responsável
pelo curso de medicina possuía página própria ou era uma geral para todas as
bibliotecas setoriais, caso houvesse mais de uma biblioteca por campus.
Por meio de checklist (quadro 1) montado a partir de leituras sobre SRI e
estudos sobre o tema, foi analisado o site de cada biblioteca para verificar quais
produtos e serviços cada uma oferecia via Web e quais ferramentas da Web são
utilizadas. Foram incluídos na categoria "outros" os itens que não constavam na
lista.
PRODUTOS

SERViÇOS

FERRAMENTAS DA

WEB
Bases de dados on-line (Iink)
Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações (BOTO)
Catálogo do acervo on-line

FAQ
Informativo da Biblioteca

Normas para apresentação de
trabalhos
Novas aquisições
Portal
Opção de idioma
Portal de Periódicos (SEER)
Repositórios institucionais
Sugestão de aquisição
Sumário de periódicos
Tutoriais

Atendimento 24h
Atendimento on-line por chat

810g
Facebook

Comutação bibliográfica: COMUT e/ou SCAO
Via e-mail
Formulário eletrônico
Disseminação Seletiva da Informação (OSI)
Ficha catalográfica
Via e-mail
Formulário eletrônico
Levantamento bibliográfico
Via e-mail
Formulário eletrônico
Orientação para normalização bibliográfica
Reserva on-line

Flickr

Renovação on-line

RSS (feeds)
Skoob
Skype
Tagging
Twitter
Youtube

Formspring
Foto/og

Messenger

Orkut
Podcasts

QUADRO 1. CHECKLlSTPARA VERIFICAÇAO NOS S/TES DAS BIBLIOTECAS
FONTE: A AUTORA

5 Resultados: análise e discussão
A análise dos dados foi feita a partir do exame dos resultados obtidos com o
checklist. Conforme a metodologia, o número de Universidades Federais com curso
de graduação em medicina são 38 sendo que todas as universidades possuem
biblioteca.
Para a apresentação dos dados foram elaboradas três tabelas: produtos,
serviços e ferramentas da Web . Cada tabela indica a quantidade e o percentual dos
itens do checklist encontrados em cada biblioteca . Os itens encontrados na análise
que não constavam do checklist foram descritos na categoria "outros".
Das cinco regiões pesquisas, a que apresenta maior número de bibliotecas é
a Sudeste, com 10 bibliotecas, sendo também a região com maior número de
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universidades. Na região Nordeste, nove bibliotecas. Norte e Sul com sete e a região
Centro-oeste com cinco bibliotecas. Das 38 bibliotecas analisadas, somente quatro
não possuem site. Nas bibliotecas setoriais que não possuíam site próprio, foi
analisada a página principal.
5.1
Produtos
Apresentamos abaixo a compilação dos dados obtidos com os produtos
analisados
PRODUTOS

Bases de dados onfine (fink)
Biblioteca Digital de
Teses e Dissertações
(BDTO)
Catálogo do acervo
on-fine
FAQ
Informativo da
Biblioteca
Normas para
apresentação de
trabalhos
Novas aquisições
Portal
Opção de idioma
Portal de Periódicos
(SEER)
Repositórios
institucionais
Sugestão de
aquisição
Sumário de
periódicos
Tutoriais
OUTROS
Biblioteca digital de
monografias
CAPESWEBTV
Conversor para PDF
Directory of open
access journals
(DOAJ)
Lista de duplicatas
Mecanismo on-fine
para referência
bibliográfica
Ouvidoria
Tradutor on-fine

SUDESTE

SUL

N
4

%
57,1

N
8

%
88,8

N
9

%
90

N
5

%
71,4

4

80

2

28,5

7

77,7

8

80

4

57,1

5

100

6

85,7

9

100

10

100

7

100

1
3

20
60

3

42,8

1
4

11 ,1
44,4

2
4

20
40

3
2

42,8
28,5

1

20

1

14,2

1

11 ,1

1

10

3

42,8

3
5

60
100

1
5

14,2
71,3

2
8

22,2
88,8

7
10

70
100

3
6

42,8
85,7

3

60

2

22,2

1

10

2

28,5

3

60

2

22,2

2

28,5

3

60

2

28,5

5

55,5

3

30

1

14,2

1

20

1

14,2

2

22,2

3

30

3

42,8

1

20

1

20

1
1

20
20

2

40

NORTE

REGIOES
NORDESTE

CENTROOESTE
N
%
3
60

1

11 ,1

1

11 ,1

2

20

2

20

1
1

14,2
14,2

2

28,5

TABELA - CHECKLlST DE PRODUTOS VERIFICADOS NOS S/TES DAS BIBLIOTECAS
FONTE: A AUTORA

Ao analisar quais produtos (quadro 2) são oferecidos via Web, observa-se
que todas as bibliotecas das regiões centro-oeste, nordeste, sudeste e sul possuem
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catálogo on-line em virtude da automação das bibliotecas nos últimos anos.
Entretanto, somente as bibliotecas das regiões centro-oeste e sudeste possuem
portal , porém não há opção de idioma em nenhum deles. Nas universidades existem
programas de intercâmbio com outros países e esses usuários frequentam e utilizam
os serviços que as bibliotecas oferecem . Ter no portal opção de idioma seria um
ponto positivo, pois demonstra o interesse em atender esse público.
A automação de procedimentos técnicos de bibliotecas iniciou na década de
60 , mas somente nos anos 90 softwares para gerenciamento foram disponibilizados
permitindo a integração e controle de atividades essenciais de uma biblioteca . Com
isso foi possível que usuário consultasse o acervo da biblioteca pela Internet
independente de localização física . Essa é uma das vantagens da automação de
bibliotecas e hoje existem no mercado inúmeros softwares proprietários e livres para
o gerenciamento de bibliotecas. Cabe a cada instituição avaliar suas necessidades e
verificar qual software preenche os requisitos necessários. (ROCHA; SOUSA, 2010).
As bases de dados eletrônicas são fontes de informação importantes para as
instituições de ensino, pois na sua grande maioria disponibilizam os periódicos
nacionais e internacionais retroativos e atuais permitindo acesso mais rápido que
aos impressos. No resultado obtido observa-se que em nenhuma região esse item é
disponibilizado por todas as bibliotecas.
A WebTV da CAPES é oferecido gratuitamente às instituições participantes
do Portal sendo um sistema de televisão pela Internet com vídeos com treinamento
no uso do Portal e notícias de interesse da comunidade acadêmica. (CAPES , 2011).
No levantamento, observa-se que somente uma biblioteca dispõe esse produto a
seus usuários e como colocado acima , a WebTV permite que o usuário busque
informações de seu interesse e treinamentos de como utilizar o Portal.
As bibliotecas precisam evoluir sempre com o objetivo de melhorar seus
produtos e serviços levando ao usuário o que há de melhor. Com a Internet
começou um longo caminho a ser percorrido iniciando com a disponibilização do
catálogo do acervo antes em ficha , agora on-line . Muitas ferramentas surgiram para
auxiliar que produtos e serviços ofertados de forma presencial possam ser ofertados
no ambiente virtual. Isso possibilita que barreiras físicas sejam superadas,
possibilitando ao usuário se conectar e encontrar o que necessita de qualquer lugar
e a qualquer tempo .
Para Grogan (2001) , a substância do SRI é a informação independente do
suporte em que ela se encontre e pode-se completar que também não importa como
a informação será entregue ao usuário, mas sim que o usuário receberá o que
necessita em tempo hábil e da melhor forma possível.

5.2

Serviços
A seguir expõem-se os dados referentes aos serviços analisados.
SERViÇOS

CENTROOESTE
N I %

NORTE
N

I

%

REGIOES
NORDESTE
N

I

%

SUDESTE
N

I

%

SUL
N

I

%

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Atendimento 24h
Atendimento on-line por chat
Comutação bibliográfica
(COMUT e/ou SCAD)
Via e-mail
Formulário
eletrônico
Disseminação Seletiva da
Informação (DSI)
Ficha catalográfica
Via e-mail
Formulário
eletrônico
Levantamento bibliográfico
Via e-mail
Formulário
eletrônico
Orientação para
normalização bibliográfica
Reserva on-line
Renovação on-line
Outros
Help Desk
CAPES

do

Portal

da

I
2

I

40

2

40

1

20

5
4

I

I

I

I
1

14,2

1

14,2

I

I

100
80

1

11 ,1

4

44,4

4
5
1

I

I

44,4
55,5

I

I

1

10

1

10

2

20

3

30

1

10

8
7

80
70

I
2

I

28,5

1

14,2

2

28,5

1

14,2

3
5

42,8
71,4

14,2

QUADRO 3 - CHECKLlST DE SERViÇOS VERIFICADOS NOS SITES DAS BIBLIOTECAS
FONTE : A AUTORA

Na verificação dos serviços avaliados (quadro 3), constatou-se que a reserva
on-line, presente em todas as bibliotecas da região centro-oeste, é o serviço mais

ofertado . Em contrapartida não foi identificado em nenhuma biblioteca a
Disseminação Seletiva da Informação. Em grande parte dos softwares de
gerenciamento de bibliotecas é possível que o usuário preencha seu perfil ,
colocando quais as áreas temáticas tem interesse e que informações deseja
receber.
Embora o e-mail seja amplamente utilizado para a troca de informação
atualmente, o chat ainda é pouco explorado para a comunicação entre a biblioteca e
seus usuários. Apesar da existência de softwares gratuitos que possibilitam a
implantação do atendimento on-Iine via chat, somente uma biblioteca oferece esse
serviço. O atendimento em tempo real possibilita que o usuário obtenha respostas a
questões variadas relacionadas à consulta a fontes de informação, dados sobre a
biblioteca, consulta ao acervo, normalização de documentos entre outros. Essa
ferramenta possibilita que o usuário sane dúvidas sem precisar se deslocar até a
biblioteca.
O Help Desk do Portal da CAPES foi criado pela CAPES em conjunto com as
bibliotecas participantes com o objetivo de divulgar as atualizações do Portal ,
esclarecer dúvidas e receber sugestões. A Capes coloca a disposição do usuário
uma equipe de bibliotecárias que atuam como help-desks para prestar informações
sobre o uso do Portal e o acesso às bases de dados e aos recursos de pesquisa que
ele oferece. (PORTAL DE PERiÓDICOS CAPES, 2011).
Na pesquisa não foi encontrada redes cooperativas entre bibliotecas
semelhantes as citadas no referencial teórico como a CDRS e o EARL. Nas
bibliotecas das universidades brasileiras existe a cooperação na troca de
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documentos como o Serviço Cooperativo de Acesso a Documentos (SCAD) que tem
como objetivo o fornecimento de documentos especializados em ciências da saúde.
É coordenado pela BIREME com a cooperação das bibliotecas da América Latina e
Caribe integrantes da rede da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). (BIBLIOTECA
VIRTUAL EM SAÚDE) .
Outro serviço oferecido pelas bibliotecas é a Comutação Bibliográfica
(COMUT) o qual é disponibilizado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência
e Tecnologia (IBICT) para a obtenção de cópias de documentos técnico-científicos
disponíveis nos acervos das principais bibliotecas brasileiras e em serviços de
informação internacionais. Entre os documentos acessíveis, encontram-se
periódicos, teses, anais de congressos, relatórios técnicos e partes de documentos.
(INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA) .

5.3

Ferramentas da WEB
REGiÕES
FERRAMENTAS
DA WEB

Blog
Facebook
Flickr
Formspring
Fotolog
Messenger
Orkut
Podcasts
RSS(feeds)
Skoob
Skype
Tagging
Twitter
Youtube

CENTROOESTE
N
%
1
20
1
20
1

NORTE
N
2

%
28,5

NORDESTE
N
2

%
22,2

SUDESTE
N

%

1

10

1

10

3

30

SUL
N
3

%
42,8

2
1

28,5
14,2

20

1

20

1

20

2

28,5

1

11 ,1

3

33,3

QUADRO 4 - CHECKLlST DE FERRAMENTAS DA WEB VERIFICADAS NOS SITES DAS BIBLIOTECAS
FONTE : A AUTORA

A utilização das redes sociais por usuários de bibliotecas é comum, e são,
portanto realidade na comunidade acadêmica, mas como mostra a tabela acima, as
bibliotecas ainda não estão explorando as ferramentas da Web para a troca de
informação.
Para Maness as
redes sociais permitiriam que bibliotecários e usuários não somente
interagissem, mas compartilhassem e transformassem recursos
dinamicamente em um meio eletrônico. Usuários podem criar
vínculos com a rede da biblioteca, ver o que os outros usuários têm
em comum com suas necessidades de informação, baseado em
perfis similares, demografias, fontes previamente acessadas, e um
grande número de dados que os usuários fornecem . (2007, p. 48) .

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o USO das ferramentas da Web possibilita a participação e interação entre
BUs e usuários e devem ser exploradas tanto para divulgação como fornecimento de
produtos e serviços,
Das ferramentas da Web pesquisadas a mais utilizada é o twitter, conforme a
quadro 4, na qual onze bibliotecas possuem twitter, que é um miniblog com limite de
caracteres por texto: 140. Os textos do perfil do usuário também são entregues às
pessoas que fazem uso do twitter e tenham feito assinatura do conteúdo gerado.
Essa ferramenta possibilita que a biblioteca envie noticias, comunicados sobre
algum tipo de ocorrência, alertas, divulgação de serviços entre outros.
Em segundo vem o blog, utilizado por oito bibliotecas sendo que somente a
região sudeste não faz uso desta ferramenta . 810g é um diário on-line que pode ser
atualizado rapidamente a qualquer momento. O conteúdo está organizado em
entradas (posts) ordenadas cronologicamente, podendo conter textos, imagens e
links a outras páginas. Além do autor, outras pessoas também podem deixar
comentários. (BOTTENTUIT JUNIOR; IAHN; BENTES, [200?]).
O Real/y Simple Syndication (RSS) é uma ferramenta utilizada somente por
duas bibliotecas. Essa tecnologia permite que o usuário, ao se inscrever num site
que fornece feed, receba automaticamente mensagem comunicando que foi feita
alguma atualização no conteúdo sem precisar acessar a página .
Várias ferramentas são disponibilizadas na Web de forma gratuita. A escolha
de uma ou outra ou várias ao mesmo tempo irá depender do uso que a biblioteca irá
fazer. De início a biblioteca pode fazer um levantamento de quais ferramentas estão
disponíveis e quais suas aplicações. Após, traçar um plano de como usar essas
ferramentas , capacitar pessoas e definir quais benefícios trarão para a biblioteca.
6

Considerações parciais

A literatura apresentada sobre o tema mostra que o SRI passou por grandes
mudanças influenciadas pela Internet, globalização e inovações nas Tis as quais
alteraram a relação homem-máquina e a comunicação entre as pessoas.
Um serviço de referência adequado é aquele que visa, e que consegue
prestar um atendimento de qualidade disponibilizando ao usuário a informação
correta no menor tempo possível, além de dar suporte a pesquisa dos usuários de
forma satisfatória, ou seja , proporcionar facilidades na localização de informações e
de documentos, tanto em meio convencional quanto em meio eletrônico priorizando
a disseminação da informação.
O objetivo principal que norteou esta pesquisa foi Identificar os SRI
disponibilizados via Web pelas bibliotecas dos cursos de medicina das
Universidades Federais brasileiras. Para atingir este objetivo, primeiramente foi
necessário identificar as Universidades Federais brasileiras que oferecem cursos
presenciais de medicina, o que foi alcançado mediante consulta ao site do e-MEC .
Na sequência, identificou-se as bibliotecas dos cursos de medicina
consultando as páginas das Universidades Federais. Em alguns sites foi difícil
localizar o link da biblioteca por este não estar na página principal da Universidade.
Provavelmente outros usuários também têm esta dificuldade, por desconhecerem o
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endereço eletrônico da biblioteca , o que os leva a procurarem na página principal da
Universidade.
Em primeira análise, constatou-se que a maioria das páginas traz informações
sobre a biblioteca , serviços oferecidos, horário de funcionamento , contato e
endereço. Das 38 bibliotecas levantadas, quatro não possuem site . Esse dado
chama atenção por se tratarem de bibliotecas de instituições federais as quais
oferecem cursos em várias áreas e as bibliotecas poderiam fazer parcerias com os
setores das universidades para montar a página e capacitar de pessoal.
Analisando os sites das bibliotecas foi possível mapear os Serviços de
Referência e Informação disponibilizados pela Internet e verificar quais ferramentas
da Web são utilizadas pelas bibliotecas levantadas. Via Web, o produto mais
oferecido é o catálogo on-line e os serviços são a reserva e renovação. Entretanto o
atendimento por chat, das 38 bibliotecas levantadas, somente uma oferece esse
serviço, mostrando um forte descompasso com o crescente número de usuários da
Internet. Segundo dados recentes o número de usuários de computador até 2012 vai
duplicar, chegando a dois bilhões. A cada dia, 500 mil pessoas entram pela primeira
vez na Internet, a cada minuto são disponibilizadas 35 horas de vídeo no YouTube e
cada segundo um novo blog é criado. Atualmente, 70% das pessoas consideram a
Internet indispensável. (TO BE GUARANY, 2011).
As ferramentas da Web mais usadas são o blog e o twitter, embora existam
muitas outras que podem ser exploradas e utilizadas pelas bibliotecas para
divulgação e prestação de serviços aos usuários.
Computadores e Internet estão cada vez mais presentes no dia a dia da
maioria das pessoas, seja no trabalho ou em casa , portanto cabe as bibliotecas
adaptarem-se aderirem a essas tecnologias para oferecerem mais e melhores
produtos e serviços a seus usuários.
A busca pela excelência na prestação de serviços é o objetivo da Biblioteca
Universitária, para alcançá-lo é necessário desenvolver padrões para o
aperfeiçoamento constante e otimização dos recursos de que ela dispõe e,
principalmente, conhecer quem são seus usuários e suas necessidades. Diante
disso, o Serviço de Referência e Informação virtual deve ser tão ou mais eficiente
que o presencial.
Como vantagens na utilização da Web pode-se citar a atualização rápida de
conteúdo e por não existirem barreiras físicas, tudo pode ser acessado a qualquer
hora de qualquer lugar e com aumento dos cursos de Ensino a Distância (EAD) o
atendimento virtual faz-se necessário.
Para trabalhos futuros sugere-se avaliar quais informações são
disponibilizadas pelas bibliotecas por meio das ferramentas da Web, pois nesta
pesquisa foi efetuado somente o levantamento destas sem analisar o que é
divulgado.
As Bibliotecas Universitárias são parte integrante das instituições onde estão
inseridas devendo suas políticas, missão, visão estarem em acordo com a instituição
maior que é a Universidade. Ou seja, gerar receitas, reduzir custos, otimizar o
tempo, bem como capacitar pessoas para as novas demandas em informação.

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7 Referências
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2005.
GROGAN , Denis. A prática do serviço de referência. Brasília : Briquet Lemos,
2001 .

lTexto baseado em Tra ba lho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Univers idade Federal do
Pa ra ná - UFPR.

1350

�Serviços de referência presencial e virtual
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MaooNlck

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IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Instituições de educação superior e cursos
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PORTAL DE PERiÓDICOS CAPES , Suporte. Brasília, 2010 . Disponível em :
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lTexto baseado em Trabalho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Universidade Federal do
Paraná - UFPR.

1351

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O objetivo do Serviço de Referência e Informação (SRI) é dar assistência aos usuários na busca por informações, independente do suporte em que ela se encontra e não se atendo a uma coleção específica de materiais. Os serviços prestados na forma presencial também são oferecidos virtualmente sendo que a Web proporcionou a ampliação e criação de novos serviços. A pesquisa exploratória foi usada para conduzir o estudo e o método utilizado foi o comparativo por se tratar de um estudo no qual foram analisadas as páginas Web das bibliotecas. A coleta de dados aconteceu por meio de análise dessas páginas utilizando uma lista dos itens a serem verificados e o universo da pesquisa foram as bibliotecas das Universidades Federais brasileiras que oferecem cursos presenciais de medicina, e, o objetivo foi Identificar os Serviços de Referência e Informação disponibilizados via Web pelas bibliotecas levantadas. Constatou-se que o uso da Web para a prestação de serviços aos usuários ainda é baixo e as ferramentas da Web ainda são pouco exploradas pelas bibliotecas. </text>
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Resumo expandido

USABILlDADE DO PORTAL CAPES EM DUAS
UNIVERSIDADES BRASILEIRAS
Manoel Paranhos 1, Nilce Santo~,
Renata Valeriano3
1Especialista, Universidade de Pernambuco, Recife, Pernambuco
2Especialista , Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá , Mato Grosso
3Especialista, Universidade Federal de Mato Grosso, Rondonópolis, Mato Grosso

1 Introdução
A evolução tecnológica a partir do século XX "permitiu a comunicação de
grandes volumes de dados entre as mais remotas localidades do planeta ." (VIEIRA,
2000, p. 194). Atualmente, o desafio a ser enfrentado pela sociedade do
conhecimento diz respeito ao fluxo informacional impulsionado pela velocidade no
acesso e no uso da informação. Sendo o escopo da ciência da informação
"conhecer e fazer acontecer o sutil fenômeno de percepção da informação pela
consciência, percepção esta que direciona ao conhecimento do objeto percebido."
(BARRETO, 1998, p. 122).
A informação científica produzida nas universidades é responsável em grande
parte pelo desenvolvimento da ciência , que de forma dinâmica e contínua contribui
para a consolidação do conhecimento . Assim, o Portal CAPES é um meio
indispensável para a consolidação desse conhecimento, e um dos elementos que
norteiam sua dinâmica é o periódico, o qual permite ao usuário maior rapidez no
acesso aos resultados de pesquisas científicas. Professores e estudantes podem
contar com 518 bases de dados, 30 .901 periódicos científicos, além de e-books,
com conteúdo informacional avaliado por pares e, além disso, atualizado.
Universidades Públicas Federais e Estaduais, bem como instituições privadas
e centros de pesquisa em todo Brasil, através do Portal CAPES, têm acesso às
informações científicas e tecnológicas. A UFMT (Universidade Federal de Mato
Grosso) e a UPE (Universidade de Pernambuco) , através dos seus cursos de
graduação e pós-graduação, utilizam esse imenso universo de informação presente
no Portal da CAPES. Dessa forma , este estudo analisa a usabilidade do Portal da
CAPES pela comunidade acadêmica destas instituições e demonstra a relevância
desta ferramenta para o desenvolvimento intelectual dos estudantes e o
aprimoramento dos seus profissionais.

2 Materiais e Métodos
No estudo, observa-se a adoção das políticas referentes ao Portal da CAPES
pela UFMT e pela UPE. Em ambos os casos, a Pró-Reitoria de Pós-Graduação
(PROPG) da UFMT e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PROPEGE) da
UPE estão à frente das políticas relacionadas ao Portal da CAPES, por exemplo, o
Programa de Multiplicadores do Portal. As bibliotecas destas instituições, através de
seus bibliotecários, possuem papel significativo no desenvolvimento das ações

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Resumo expandido

inerentes ao uso desse instrumento de pesquisa .
Nesse sentido, este estudo utiliza os critérios da pesquisa exploratória e uma
abordagem qualitativa. Para Gil (1999 , p. 43), as "pesquisas exploratórias são
desenvolvidas com o objetivo de proporcionar visão geral , de tipo aproximativo ,
acerca de determinado fato."

3 Resultados Parciais
Os dados avaliados nesta pesquisa constituem-se em indicadores de uso e
acesso do Portal da CAPES pela comunidade acadêmica da UFMT e da UPE,
respectivamente . Os dados foram extraídos do aplicativo estatístico GEOCAPES.
Tabela 1 - Acessos ao Portal de Periódicos da CAPES na UFMT (2001-2010)
Ano
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001

Bases de Dados
Referenciais
246.781
213.467
151.460
130.201
99.305
34.747
6.664
16.627
1. 326
5.879

Fonte: Dados extraidos do aplicativo
(hUp:/Igeocapes.capes.gov.br/geocapesds/#) .

Bases de Dados de
Texto Completo
111 .279
70.988
62 .294
57.595
33.706
29.444
26.386
15.399
5.199
3.051

estatistico

GEOCAPES,

atualizados

Total
358060
284.455
213.754
187.796
133.011
64.191
33.050
32 .026
6.525
8.930
em

fev.

2012

Através de uma análise qualitativa, pode-se afirmar que, de acordo com o
último ano mensurado pelo aplicativo estatístico do Portal, a UFMT obteve 358 .060
acessos.
Tabela 2 - Acessos ao Portal de Periódicos da CAPES na UPE (2001-2010)

Ano
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001

Bases de Dados
Referenciais
139.657
83.398
79.217
38.158
18.106
8.118
323
596
O
89

Bases de Dados de
Texto Completo
135.177
153.451
111 .060
70.663
35.966
28.053
13.716
7.240
2.333
1.311

Total
274.834
236.849
190.277
108.821
54.072
36.171
14.039
7.836
2.333
1.400

Fonte: Dados extraidos do aplicativo estatistico Geocapes, atualizados em fev. 2012
(hUp:/Igeocapes .capes.gov.br/geocapesds/#) .

Observa-se que, na UPE em 2010, os acessos realizados em bases de dados
referenciais e de texto completo chegaram ao número de 274.834. Um fato que
chama atenção é que na UPE o maior acesso é realizado em bases de texto

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Resumo expandido

completo, enquanto na UFMT o maior acesso se dá em bases de dados referenciais.
Percebe-se também um aumento considerável a partir de 2008, quando a
UFMT e a UPE implantaram o Programa Pró-Multiplicar, objetivando a divulgação
intensa do Portal e a realização de treinamentos voltados para toda comunidade
acadêmica. Acredita-se que este número pode crescer ainda mais com a
continuidade do Programa, capacitando os profissionais bibliotecários e
proporcionando a eles um aprendizado constante para esclarecer quaisquer dúvidas
dos usuários em relação ao Portal e às bases de dados que o integram.

4 Considerações Finais
Através deste estudo, observa-se que a comunidade acadêmica da UFMT e
da UPE esforçam-se na produção e disseminação do conhecimento científico e
tecnológico, buscando atender as necessidades sociais, econômicas, culturais,
políticas e educacionais, mediante o universo de informação presente e atual do
Portal da CAPES, bem como o constante envolvimento dos profissionais aptos a
divulgarem com maior ênfase os recursos disponíveis nesse imenso ambiente virtual
de informação.

5 Referências
BARRETO, Aldo Albuquerque. Mudança estrutural no fluxo do conhecimento: a
comunicação eletrônica . Revista de Ciência da Informação. Brasília , v. 27, n.2,
1998.
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GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed . São Paulo:
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°

VIEIRA, Job Lucio G.
cientista e a comunicação eletrônica: estudo de caso da
Embrapa. In: PINHEIRO, Lena Vânia Ribeiro; PEREIRA, Maria de Nazaré Freitas
(Orgs.). O sonho de Otlet: aventura em tecnologia da informação e comunicação.
Rio de Janeiro: IBICT, Dep. de Ensino e Pesquisa ; Brasília: IBICT, Dep. de
Disseminação de ICT, 2000. p. 193-215.

1169

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Analisa a  usabilidade do Portal da CAPES pela comunidade acadêmica destas instituições e demostra a relevância desta ferramenta para o desenvolvimento intelectual dos estudantes e o aprimoramento ods seus profissionais</text>
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Resumo expandido

ESTUDO DE USO DO PORTAL DE PERiÓDICOS DA CAPES NA
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Manoel Paranhos 1, Jemima Rodrigue~, Libania Ferreira3, Roseane
Almeida4
1Especialista, Faculdade de Odontologia de Pernambuco, FOP/UPE, Camaragibe - PE
2Especialista , Faculdade de Formação de Professores de Nazaré da Mata , FFPNM/UPE,
Nazaré da Mata - PE
3Especialista , Pronto Atendimento Cardiológico de Pernambuco, PROCAPE/UPE, Recife - PE
4Especialista, Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças , FENSG/UPE , Recife PE

1 Introdução
No mundo contemporâneo, a geração, a transmissão e a construção de
conhecimentos, essência da universidade, dependem de recursos informacionais,
recursos estes geridos pela biblioteca . Com razão afirma Dutra (2005, p. 13, apud
RUSSO, 1991) 1 que "há perfeita simbiose entre a biblioteca e a universidade", uma
produzindo conhecimento e outra registrando e divulgando a produção acadêmica.
Sendo as bibliotecas universitárias "importante instrumento de que dispõe a
universidade para exercer sua função social e de cidadania e oferecer uma formação
global", sua responsabilidade cresce com o seu próprio desenvolvimento,
aperfeiçoamento e melhoria dos serviços prestados à sociedade (DZIEKANIAK,
2009, p. 34) .
As tecnologias de informação e comunicação (TIC's) contribuem
decisivamente nos processos de registro, armazenamento, disseminação e
recuperação da informação no âmbito da biblioteca. Saracevic (1995, p. 37, tradução
nossa) aponta que
isso é o problema da 'explosão da informação', associado com a
necessidade de prover disponibilidade e acessibilidade para a
informação relevante , aspecto crucial em nossos dias. Motivo e razão
para a evolução das bibliotecas digitais.

°

Portal de Periódicos da Capes reúne e disponibiliza o melhor da produção
científica nacional e internacional para as instituições públicas de ensino e pesquisa
no Brasil, possibilita o acesso democrático da informação científica e tecnológica ,
como também agrega valor ao desenvolvimento da sociedade atual.
Sendo assim, é essencial ao processo de produção e transferência do
conhecimento dinamizar o uso da memória científica e tecnológica mediada pelas
TIC's. objetivo desse estudo é analisar o uso do Portal da Capes, realizado pela
Universidade de Pernambuco (UPE) , através das ações desenvolvidas no período
de 2009 a 2011, bem como observar características peculiares de uso e acesso da
informação por parte desse público.

°

1DUTRA, S. K. W. Portal de Periódicos da CAPES: análise do uso na Universidade Federal
de Santa Catarina . 2005. 105 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção)Universidade Federal de Santa Catarina , Florianopólis , 2005.
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Resumo expandido

2 Materiais e Métodos

o uso do Portal e o aproveitamento de seus estoques de informação
interferem diretamente na produção científica da UPE. A Pró-Reitoria de PósGraduação e Pesquisa (PROPEGE), juntamente com os bibliotecários, desenvolvem
ações que divulgam os recursos do Portal através do Programa Pró-Multiplicar
dentro da Universidade. Da importância de estudos de uso da informação, Duarte
(2010, p. 101) destaca "o objetivo de mapear possíveis problemas que possam
impedir o uso efetivo da informação e de buscar melhorias no que concerne ao uso
dessas tecnologias informacionais."
Esse estudo caracteriza-se por uma pesquisa exploratória , objetivando
"proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais
explícito ou a construir hipóteses." (GIL, 2010, p. 27). A análise dos dados
quantitativos de uso do Portal irá subsidiar uma abordagem qualitativa do estudo,
através das considerações observadas no âmbito da UPE.
3 Resultados Parciais/Finais
Os dados desse estudo foram retirados do aplicativo estatístico GEOCAPES e
das frequências das capacitações realizadas pela Universidade, no período de 2009
a 2011 .
Tabela 1 - Acessos ao Portal da CAPES na UPE (2001-2010)

Ano
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001

Bases de Dados
Referenciais

Bases de Dados
de Texto
Completo

139.657
83.398
79.217
38.158
18.106
8.118
323
596
O
89

135.177
153.451
111 .060
70.663
35.966
28.053
13.716
7.240
2.333
1.311

Total
274.834
236.849
190.277
108.821
54.072
36.171
14.039
7.836
2.333
1.400

Fonte: Dados extraídos do aplicativo estatístico Geocapes, atualizados em fev. 2012
(hUp://geocapes .capes.gov.br/geocapesds/#).

De acordo com a Tabela 1, em 2010, o total de acessos ao Portal na UPE
chegou ao número de 274.834. Entre os anos de 2001 a 2009, predomina maior uso
de bases de texto completo, já em 2010 o maior uso de bases referenciais. Percebese um aumento bastante considerável ao longo dos anos, comprovando o uso
efetivo do Portal através dos cursos de graduação e pós-graduação em toda
Universidade.

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Resumo expandido

Tabela 2 - Quantitativo de treinamentos e participantes da UPE

Ano

Número de
treinamentos

Número de
participantes

2011

19

544

2010

23

272

2009

20

423

Perfil dos
participantes
275 graduandos
269 pósgraduandos
86 graduandos
186 pósgraduandos
168 graduandos
255 pósgraduandos

Fonte: Dados extraídos das frequências das capacitações realizadas na UPE entre 2009 e
2011 .

A Tabela 2 mostra o quantitativo de alunos capacitados através do Programa
Pró-Multiplicar, entre os anos de 2009 e 2011, de acordo com as ações conduzidas
pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PROPEGE) junto aos bibliotecários
da UPE. Observa-se também o perfil desse público, em sua maioria alunos dos
Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu da Universidade, demonstrando
novamente o uso efetivo dessa ferramenta de pesquisa por esse público. Também
há um grande interesse dos alunos de graduação no uso do Portal da Capes.

4 Considerações Parciais/Finais
Esperam-se através desse estudo não somente a possibilidade de
estabelecer indicadores de acesso e uso do Portal da Capes dentro da Universidade
de Pernambuco, mas também a necessidade de desenvolver atividades que
promovam visibilidade, melhorias e que direcionem cada vez mais à utilização
desses estoques de informação pelos alunos e professores, contribuindo na
qualidade da produção científica da UPE.
Este estudo ainda apresenta como proposta motivar a comunidade acadêmica
no uso dessa ferramenta de pesquisa, através de seu protagonismo pela busca da
informação, desenvolvendo suas competências informacionais mediadas pelas
tecnologias de comunicação e informação.

5 Referências
DUARTE, J. S. Uso do Portal de Periódicos da CAPES pelos alunos do
Programa de Pós-Graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos.
2010. 122f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Universidade
Federal da Paraíba , João Pessoa, 2010.

DZIEKANIAK, C. V. Sistema de gestão para biblioteca universitária (SGBU).
Translnformação, Campinas, v. 21 , n. 1, p. 33-54 , jan./abr. 2009.

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Resumo expandido

GIL, A. C. Como classificar as pesquisas? In:
. Como elaborar projetos de
pesquisa. 5.ed . São Paulo: Atlas, 2010. cap o4, p. 25-43 .
SARACEVIC, T. Interdisciplinary nature of information science.
Informação, Brasília , v.24, n.1, p. 36-41 , 1995.

1173

Ciência da

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o BLOGCOMO FERRAMENTA PARA DINAMIZAR O USO DAS
FONTES DE INFORMAÇÃO NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
Eliane Bezerra paiva 1, Edilene Toscano Galdino dos Santo~
10outoranda em Linguística, UFPB, João Pessoa , Paraíba
2Mestra em Biblioteconomia , UFPB, João Pessoa, Paraíba

Resumo
Considerando que as coleções da biblioteca universitária devem ser
divulgadas para facilitar o acesso às fontes de informação, o trabalho consiste na
apresentação de uma ferramenta visando divulgar as fontes de informação que
integram as coleções da biblioteca . O campo de atuação é a Biblioteca Central (BC)
da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que visa dar suporte informacional aos
programas de ensino, pesquisa e extensão da universidade, A partir do
entendimento de que a comunidade universitária não tem conhecimento da
totalidade das coleções que a BC abriga e disponibiliza ao seu público, as autoras
apresentam uma proposta de criação de um blog informacional visando divulgar as
fontes de informação que integram as coleções da BC para dar-lhes maior
visibilidade, a fim de que possam ser conhecidas pelo público e ampliar o seu uso. A
fundamentação teórica abrange as temáticas: Sociedade da Informação, Fontes de
Informação, Biblioteca Universitária e Blogs. Essa fundamentação possibilitou
ampliar noções sobre blogs e apresentar alguns pontos que se configuram como
diretrizes para a construção do blog da BC, que será gerenciado pela Seção de
Referência da BC , em parceria com a Seção de Tecnologia da Informação e as
demais seções da biblioteca . A efetivação da proposta de implantação do blog
incorporado à página da BC abre um canal de comunicação com a comunidade
acadêmica que pode realizar postagens emitindo suas opiniões e sugestões a
respeito das exposições das fontes de informação que sejam de seu interesse.

Palavras-chave: Blog ; Fonte
Sociedade da Informação.

de

Informação;

Biblioteca

Universitária;

Abstract
Whereas the university library collections should be published to facilitate
access to information sources, the work is to present a tool aimed to promote the
sources of information that comprise the collections of the library. The playing field is
the Central Library (BC) of the Federal University of Paraíba (UFPB), aimed at
providing informational support to university education , research and extension
programs. Based on the knowledge that the university community is not aware of ali
the collections that the Central Library holds available to its public, the authors
present a proposal to create an informational blog to disseminate the information

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sources that are part of the Central Library collections and to give them greater
visibility, so that they may be known by the public and to expand its use. The
theoretical framework includes the following themes: the Information Society,
Information Sources, University Library and Blogs. This foundation allowed to expand
notions about blogging and to make some points that constitute guidelines for the
construction of the Central Library's blog, which will be managed by its Reference
Section , in partnership with the Information Technology Section and other library
sections. The effectiveness of the proposal to implement the blog incorporated to The
Central Library webpage opens a channel of communication with the academic
community that can make posts issuing their opinions and suggestions regarding the
exposure of information sources of their interest.

Keywords: 810g ; Information Source ; University Library; Information Society.

1 Introdução
Os blogs são importantes instrumentos para agilizar a difusão de informações
e ideias no ambiente da web . Por isso , consideramos pertinente utilizar essa
tecnologia para dinamizar o uso das fontes de informação na biblioteca universitária.
Para desempenhar a sua função primordial que é dar suporte informacional
às atividades de ensino, pesquisa e extensão da universidade, a biblioteca
universitária necessita de coleções que incluam um número considerável de fontes
de informação destinadas a suprir as necessidades de informação de seus usuários.
Estudos desenvolvidos sobre a biblioteca universitária brasileira , como o de
Mattos (2001), têm apontado que as coleções dessas bibliotecas são desatualizadas
e pobres e revelam que o excesso de zelo dos responsáveis por essas instituições
limita o acesso dos usuários às coleções das bibliotecas. A ênfase na preservação
em detrimento do acesso concorre para um desconhecimento, por parte dos
usuários, das fontes de informação existentes nas bibliotecas.
Estamos cientes das carências de que dispõem as coleções da biblioteca
universitária, entretanto a nossa atuação como bibliotecárias, trabalhando por vários
anos, na Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba , nos alertou para a
existência de um número significativo de fontes de informação que compõem as
coleções dessa biblioteca e que a comunidade acadêmica desconhece tais fontes .
Partimos do pressuposto de que o que não é conhecido não é usado.
Portanto, é preciso que a comunidade universitária tenha conhecimento dos
recursos informacionais disponíveis na biblioteca para que possa utilizá-los.
Formulamos, então, uma questão para nortear o nosso estudo : Como tornar
conhecidas as fontes de informação disponíveis na biblioteca universitária?
Em busca de responder a esse questionamento e, compartilhando com
Cunha (2000) a ideia de que a biblioteca universitária deve se adequar às
tecnologias da informação e comunicação, estabelecemos como objetivo deste
trabalho apresentar uma proposta de criação de um blog visando divulgar as fontes
de informação que integram as coleções da Biblioteca Central da Universidade

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Federal da Paraíba para dar-lhes maior visibilidade, a fim de que possam ser
conhecidas pelo público e ampliar o seu uso.

2 Sociedade da Informação
É a partir da Terceira Revolução Industrial que, no século XX, após a
Segunda Guerra Mundial, ocorre a explosão informacional e o desenvolvimento fica
atrelado à tecnologia e à ciência , tornando-se campo fértil para o surgimento da
Sociedade da Informação (SANTOS; CARVALHO, 2009).
Esta revolução transforma a sociedade antes fundamentada na
industrialização, passando a ter como matéria prima a informação, insumo para o
desenvolvimento da criatividade e inovação tecnológica largamente difundida em
países industrializados que mudavam suas plataformas para uma sociedade voltada
para novos princípios de vida e de visão de mundo.
Manuel Castells em seu livro Sociedade em Rede, afirma que a revolução
tecnológica da informação promoveu atitudes libertá rias ensaiadas nos movimentos
da década de 1960, ocorrendo à propagação
[.. .] por diferentes países, várias culturas, organizações diversas e
diferentes objetivos , as novas tecnologias da informação explodiram em
todos os tipos de aplicações e usos que, por sua vez produziram inovação
tecnológica , acelerando a velocidade e ampliando o escopo das
transformações tecnológicas , bem como diversificando suas fontes.

(CASTELLS, 2006, p. 44)
Tais transformações passam a figurar como paradigmas numa nova
conjuntura de sociedade estabelecida na produção, disseminação e uso de
informação, acarretando um desenvolvimento veloz com uso de tecnologia , mais
produção, mais acesso, e, portanto maior consumo de informação. Com sua base de
informação estabelecida os países desenvolvidos passam a exigir dos países em
desenvolvimento investimento em infra-estrutura para o estabelecimento das novas
tecnologias de informação e comunicação como forma de ampliação de mercado.
É neste contexto que no Brasil é lançado o Livro Verde, que prioriza a
base tecnológica de desenvolvimento de novas tecnologias de informação e
comunicação através de estruturação de infra-estrutura para acesso em rede de
uma plataforma digital de informação. Entretanto, "mais do que ligar pontos e abrir
um canal de comunicação entre milhares de pessoas, a preocupação deve chegar à
questão de conteúdo" (SANTOS; CARVALHO, 2009 , p, 47).
Dado ao sentido libertá rio da rede internacional de computadores
conhecida como Internet, a criação de fontes confiáveis de informação, está muito
mais a cargo de instituições, do que de um novo paradigma de publicismo na rede.
As instituições passam a atuar como produtoras e, ao mesmo tempo,
disseminadoras de informação, através de repositórios e bases de dados, cujos
conteúdos passaram por um rigor metodológico na sua construção, o que lhes
confere a designação de informação científica .

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3 As Fontes de Informação: inovação na difusão informacional
A explosão documental vem passando por ciclos. Primeiro , foi a invenção da
escrita, que se constituiu com o início de uma produção de informação sem
precedentes para a história da humanidade, com a característica principal de que a
partir de então se podia registrar em suportes o conteúdo da oralidade e armazenar,
o que provocou um acúmulo de experiência a ser transmitido de geração a geração.
As invenções tão pródigas do ser humano tiveram após a escrita , o
surgimento da imprensa na Idade Média , que provocou um fluxo informacional de
grandes proporções, facilitando o acesso ao conhecimento com abrangência
geográfica sem precedentes.
O aparecimento dos periódicos, no século XVII, na Europa, provocou uma
grande mudança no campo científico, ao alterar a forma de comunicação científica,
pois, promoveu uma divulgação formal e mais ampla das pesquisas científicas. A
proliferação de periódicos contribuiu para ampliar os registros do conhecimento e
gerar o acúmulo de informações (MUELLER, 2003) .
A comunicação científica que se iniciou com a publicação dos primeiros
periódicos científicos, tem hoje na Internet seu grande veículo de comunicação,
como afirma Tomaél et aI. (2001, p.3) "Internet representa uma verdadeira revolução
nos métodos de geração, armazenagem , processamento e transmissão da
informação ".
Com a invenção das Tecnologias de Informação e Comunicação, iniciada na
segunda metade do século XX, ocorreu de fato à explosão informacional como é
declamada nos dias atuais. "De fato, a Internet abriu um leque amplo na tipologia de
fontes de informação, pois, além das convencionais, vão surgindo novas fontes até
agora não caracterizadas e reconhecidas totalmente na literatura" (TOMAÉL et aI.,
2001, p.3).
E as possibilidades de visibilidade da informação não param de ser
ampliadas, desde os sites, blogs, chats, twitter, facebook, icloud, entre outras que
ainda serão criadas para comunicação da produção de informação que não pára de
crescer.
Com todo este universo de novas formas de comunicação da informação a
Biblioteca como um modelo milenar de fonte de informação se reinventa, adotando
em seus processos de organização e recuperação da informação as novas
tecnologias de comunicação como forma de modernizar seu princípio de
democratização da informação, voltado para sua finalidade de atendimento ao
usuário. Neste contexto, insere-se também a Biblioteca Universitária que atualiza
seus processos para cumprir sua função social na sociedade.

4 As Bibliotecas Universitárias como fonte de informação nos dias
atuais

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Os dias atuais em contexto já mencionado de sociedade da informação e
novos modelos de comunicação científica e fontes de informação a partir da Internet,
além dos avanços nos segmento econômico, político, social e cultural, propiciaram
uma reflexão sobre a Universidade com reflexos para Biblioteca Universitária.
No que diz respeito às bibliotecas universitárias, é notório que elas passam
por um processo de adaptação de seus profissionais aos suportes da
informação gerados pelas novas tecnologias, tornando-as disponíveis aos
integrantes dos novos ambientes organizacionais voltados para o
aprendizado, para a criação do conhecimento e para a inovação (MIGUEL;
AMARAL, [2004?]) .

No tocante à função que desempenha, a biblioteca universitária no contexto
da sociedade atual, Santo Domingo (2005, p. 67) afirma que
[... ] es evidente que la biblioteca universitaria está iniciando un camino de
futuro que le lIeva a participar más estrechamente en la sociedad en la que
está inmersa. La cuestión que debería plantearse sería, entonces,
desarrollar los conceptos tradicionales de "extensión bibliotecaria" y
"cooperación" bajo el prisma de las necesidades que exige en la actualidad
la pertenencia a una comunidad a la que hay que ofrecer servicios que
posibiliten, no sólo el acceso de la información para La formación y la
investigación, sino la gestión de servicios bibliotecarios para el desarrollo
integrado dei conjunto de la sociedad ; dicho de otra forma , desarrollar um
modelo de biblioteca universitaria capaz de crear capital social en
sociedades democráticas.

Dessa forma , inferimos que é preciso, no âmbito dos serviços bibliotecários
ofertados pela Biblioteca Universitária, uma atualização nos processos de
organização da informação para possibilitar o acesso aos conteúdos abrigados no
ambiente da Biblioteca. Este transcender fronteiras se concretiza com os
procedimentos propiciados pelas Tecnologias de Informação e Comunicação,
capitaneados pela Internet e pela World Wide Web .
Neste contexto, onde a Biblioteca Universitária se atualiza para estar pari e
pasu com as inovações contemporâneas de comunicação e divulgação da
informação científica, as coleções que a biblioteca abriga configuram-se como a
principal fonte de informação da Biblioteca Universitária. Assim, a alternativa de
construção de blog se constitui em uma ferramenta possível de divulgação das
fontes de informação da Biblioteca Universitária.

5 B/og5 como ferramentas de difusão da informação em Bibliotecas
Universitárias
O mundo atual se ve Imerso em um estado que Lévy (1999, p. 113)
denominou cibercultura, em que "o desenvolvimento do digital é, portanto,
sistematizante e universalizante não apenas em si mesmo, mas também , em
segundo plano, a serviço de outros fenômenos tecno-sociais que tendem a
integração mundial". Neste sentido, a prerrogativa de universalidade, com suas

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interconexões gerais das informações, passa por uma virtualização dos conteúdos
informacionais.
Neste contexto da cibercultura encontra-se a Web que atende a essa
universalização quando, entendida por Lévy (1999) é um fluxo no qual se pode
encontrar o que se busca, mesmo que este ambiente virtual se pareça um caos.
Com a segunda geração de serviços on tine, a chamada Web 2.0, o
compartilhamento de informações tornou-se possível, sendo difundida a criação de
novas ferramentas que viabilizassem a divulgação de informações neste novo
formato do ciberespaço, foi o caso dos blogs que segundo Bitencourt (2012), "é uma
ferramenta colaborativa onde pessoas trocam informações e conhecimentos
cooperativamente", atuando, portanto, como uma estrutura participativa ,
Primo (2008) mapeia os gêneros de blogs em quatro tipos: Blog profissional ;
Blog pessoal ; Blog grupal; e Blog organizacional. Este subsídio situa a criação de
um blog para dar visibilidade às fontes de informação da Biblioteca Universitária com
uma tipologia profissional informativa cujos
[... ] posts deste blog individual voltam-se principalmente para a divulgação
de textos sobre a área de atuação do profissional e/ou para a
reprodução/reescrita de notícias sobre tal tema encontradas em outros
lugares. Dependendo da freqüência de publicação e das novidades
relatadas, estes blogs podem se tornar material de referência e atualização
para um determinado segmento . (PRIMO, 2008, p. 6)

Dessa forma , o blog pode ser uma ferramenta a mais na reinvenção da
Biblioteca Universitária enquanto depositária de informação e cuja função é
disseminar suas fontes para que venham a ser construídos novos conteúdos
informacionais. Dá-se, portanto , visibilidade às coleções presenciais, quando
passam a figurar em um espaço virtual e mais acessível ao usuário, embora esta
ferramenta não impeça a presença do usuário no ambiente da Biblioteca. Contudo,
os usuários podem contar com uma ferramenta que lhe possibilita o conhecimento
do acervo que consta da Biblioteca.
Barros (2004) aponta que, os bibliotecários dos Estados Unidos são pioneiros
na utilização de blogs para dar apoio ao serviço de referência das bibliotecas.
Grande parte das bibliotecas americanas tem utilizado essa tecnologia , para ampliar
seus serviços de informação e para que os usuários tomem conhecimento de web
sites importantes. Nessas bibliotecas os blogs têm sido utilizados, incorporados aos
seus websites, como um quadro de avisos ou para indicar as novidades de interesse
dos usuários.
No Brasil, tem crescido o número de blogs gerenciados por bibliotecários,
sendo o principal deles o blog "Bibliotecários sem fronteiras", disponível em
www.bsf.org .br (BARROS, 2004).
A nossa proposta redunda na construção de um blog que será gerenciado
pela Seção de Referência da Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal da
Paraíba (UFPB), em parceria com a Seção de Tecnologia da Informação e as
demais seções da biblioteca . A Seção de Referência se encarregará de criar um
calendário com propostas de exposição de fontes a serem realizadas e no blog
seriam postadas a propostas de exposição das fontes. O blog funcionará como um
canal de compartilhamento de informações, onde os usuários poderão ter acesso ao

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calendário dos eventos propostos e postar suas oplnloes acerca dos temas
abordados nas exposições e das fontes, incluídas e/ou não nas exposições.

6 Materiais e Métodos

o nosso campo de estudo é a Biblioteca Central (BC) da Universidade
Federal da Paraíba (UFPB), que visa dar suporte informacional aos programas de
ensino, pesquisa e extensão da universidade. Ela é a maior biblioteca do Estado da
Paraíba , tanto por sua estrutura administrativa, quanto por sua dimensão, número de
coleções que comporta e comunidade de usuários. A BC tem um modelo de gestão
centralizado, pois coordena o SISTEMOTECA (conjunto todas as bibliotecas que
integram os quatro campi da UFPB), sob os aspectos funcional e operacional. A sua
estrutura administrativa comporta três divisões: Divisão de Desenvolvimento de
Coleções (DDC), Divisão de Processos Técnicos (DPT) e Divisão de Serviços aos
Usuários (DSU). Essa última divisão, a DSU , é formada por seções, onde se
encontram disponíveis coleções que incluem diversos tipos de fontes de informação.
As coleções da Seção de Referência abrangem dicionários, glossários,
enciclopédias, bibliografias, anuários estatísticos, manuais, tabelas, dentre outras
fontes de informação. A Seção de Coleções Especiais disponibiliza aos usuários da
BC, monografias, dissertações, teses, livros de arte e a Coleção Paraibana , que é
composta por obras sobre a Paraíba e de autores paraibanos. A Seção de
Periódicos abrange revistas de divulgação e periódicos científicos das diversas
áreas do conhecimento. A coleção da Seção de Circulação é composta por livros
dos diversos campos do saber e a Seção de Multimeios inclui coleções de áudiovisuais, como CDs e DVDs.
Como a UFPB abrange cursos das diversas áreas do conhecimento (Ciências
da Saúde, Tecnologia, Ciências Exatas e da Natureza, Ciências Agrárias, Ciências
Humanas, Letras, Artes e Ciências Sociais), a BC possui coleções que pertencem a
diversas áreas do conhecimento, e visam atender às necessidades informacionais
de seus usuários,
Embora a BC disponha de um acervo muito grande, os usuários não têm
conhecimento da totalidade das coleções que a biblioteca abriga e disponibiliza ao
seu público.
Entendemos que as coleções da BC devem ser divulgadas para facilitar o
acesso às fontes de informação. As coleções necessitam adquirir visibilidade para
que as fontes de informação se tornem conhecidas pelos usuários, para que estes
possam acessá-Ias.
Para apresentar a proposta de construção do blog da Seção de Referência da
BC realizamos uma pesquisa bibliográfica na Internet sobre a construção e utilização
de blogs em bibliotecas. Identificamos vários trabalhos sobre a temática blog, como :
teses, trabalhos emanados de eventos, artigos de periódicos dentre outras
publicações. No item a seguir apresentaremos algumas diretrizes para a construção
do blog da BC .

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7 Resultados Parciais da Pesquisa: as diretrizes para a construção do
8/0g
A leitura de publicações sobre blogs, especialmente dos trabalhos de Máximo
(2006), Barros (2004), Primo e Smaniotto (2006) e Rodrigues (2012) nos possibilitou
ampliar o nosso conhecimento sobre blogs e apresentar alguns pontos que se
configuram como diretrizes para a construção do blog da BC :
a) Identificar os tipos de fontes de informação disponíveis na BC ;
b) Criar um calendário com as propostas de exposição de fontes a serem
realizadas;
c) Solicitar das diversas seções da BC a relação das fontes disponíveis sobre
as temáticas das exposições propostas;
d) Disponibilizar no blog as exposições sobre as fontes a serem realizadas.
e) Realizar atualizações frequentes (diárias) no blog;
f) Atentar para as postagens dos usuários e avaliar a pertinência/ou não de
suas reivindicações;
g) Incorporar as sugestões dos usuários ao calendário de eventos da Seção
de Referência da BC .
Construir um blog é um processo simples, que consiste na assinatura de um
dos muitos serviços disponíveis on fine . O software Blogger é o de maior projeção e
trata-se de um serviço gratuito, que possui versões em português e inglês. Basta
assinar um termo de compromisso para iniciar a edição (BARROS, 2004).
Antes de iniciar a edição do blog é importante definir os seus propósitos, o
público alvo e as mensagens-chave.

8 Considerações Finais
A efetivação da proposta de implantação de um blog incorporado à página da
BC abre um canal de comunicação da Seção de Referência com as demais seções
que disponibilizam as fontes de informação e, também , com a comunidade
acadêmica que pode realizar postagens emitindo suas opiniões e sugestões a
respeito das exposições das fontes de informação que sejam de seu interesse.
O blog é uma ferramenta prática e útil para dinamizar o serviço de referência
da biblioteca universitária. Essa ferramenta está sendo utilizada pelas bibliotecas
americanas há algum tempo e no Brasil, o número de blogs gerenciados por
bibliotecàrios tem crescido bastante.
O blog não é apenas um texto, mas um programa e um espaço que possibilita
o compartilhamento de informações. Além de texto, um blog pode incluir fotos,
ilustrações, áudio e vídeo (PRIMO; SMANIOTTO, 2006) .
A construção do blog abre uma possibilidade para dar vez e voz aos usuários
da biblioteca, pois, através dos comentários incluídos nos posts, ou seja , das

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postagens, os usuários podem expressar suas necessidades de informação, e,
conhecendo as opiniões dos seus usuários, a BC poderá oferecer serviços e
produtos, cada vez mais adequados aos anseios da comunidade universitária.
Além de aproximar os usuários à biblioteca , o blog pode servir de palco para
aproximar usuários para compartilhar conhecimento . O blog se constitui uma
ferramenta veloz, eficiente e eficaz para dinamizar o uso das fontes de informação
na biblioteca universitária.

Referências

BARROS, Moreno Albuquerque de. Blogs e bibliotecários . In: ENCONTRO
NACIONAL DOS ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO,
CIÊNCIA E GESTÃO DA INFORMAÇÃO, 27, Recife, jul. 2004 . Disponível em:
&lt; http://eprints.rclis.org/bitstream/1 0760/9300/1 /blogs_e_bibliotec%C3%A 1rios.pdf &gt;
Acesso em : 24 abro2012 .
BITENCOURT, Jossiane Boyen . O que são Blogs? Disponível em :
&lt; http://penta3.ufrgs.br/PEAD/Semana01/blogs_conceitos.pdf&gt;. Acesso em : 20 abro
2012 .
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede . Tradução Roneide Venâncio Majer. 9.
ed . São Paulo : Paz e Terra, 2006. 698 p. (A era da informação: economia,
sociedade e cultura, V. 1).
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro : a biblioteca universitária brasileira
em 2010 . Ciência da Informação, Brasília , DF, v.29, n. 1, p.71-89, jan./mar. 2000.
LÉVY, Pierre . Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa . São Paulo: Editora
34 , 1999. 260 p.
MATTOS, Suzete Moeda. O desejo de saber. Niterói: EdUFF, 2001 .
MÁXIMO, Maria Elisa. O eu encena, o eu em rede: um estudo etnográfico nos
blogs. 2006 . 283f. Tese (Doutorado em Antropologia Social) - Universidade Federal
de Santa Catarina , Florianópolis, 2006. Disponível em :
&lt;http://www.tede.ufsc.br/teses/PAS00197-T.pdf&gt; . Acesso em ; 24 abro2012 .
MIGUEL, Nadya Maria Deps; AMARAL, Rejane Rosa do. A Biblioteca
Universitária e as Novas Tecnologias . [2004?] Disponível em :
&lt;http://www2 .uerj.br/abibliotecaartigo.pdf&gt; . Acesso em : 20 abro2012 .
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. O periódico científico. In : CAMPELLO ,
Bernadete Santos; CENDÓN , Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette Marguerite
(Orgs.) Fontes de Informação para pesquisadores e profissionais. Belo
Horizonte: UFMG, 2003.

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PRIMO, Alex. Blogs e seus gêneros: Avaliação estatística dos 50 blogs mais
populares em língua portuguesa . In : CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA
COMUNICAÇÃO, 33 ., 2008, Natal. Anais ... , Natal: Intercom, 2008 .
PRIMO, Alex; SMANIOTTO, Ana Maria Reczek. Comunidades de blogs e espaços
conversacionais. Prisma.com , revista de Ciências da Informação e da Comunicação
do CETAC , Porto, v.3, p. 230-272 , 2006 . Disponível em :
&lt;http ://prisma.cetac.up.pUartigospdf/14_alex_primo_e_ana_smaniotto_prisma .pdf&gt; .
Acesso em 24 abro2012 .
RODRIGUES , Catarina . Blogs : uma ágora na net. Disponível em :
&lt;http ://www.labcom.ubi.ptlfiles/agoraneU04/rodrigues-catarina-blogs-agora-nanet.pdf&gt;. Acesso em : 24 abro2012 .
SANTO DOMINGO, Marta Torres. La función social de las bibliotecas universitárias.
Boletín de la Asociación Andaluza de Bibliotecarios, n. 80 , p. 43-70, sept, 2005.
Dispon ível em : &lt;http://www.ucm .es/BUCM/servicios/doc8628 .pdf&gt; .
&lt;HTTP/IWWW.google.com .br&gt; . Acesso em : 20 abr. 2012 .
SANTOS, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa ; CARVALHO, Angela Maria
Grossi de. Sociedade da Informação: avanços e retrocessos no acesso e no uso da
informação. Informação &amp; Sociedade: Estudos, João Pessoa, v.19 , n.1, p. 45-55,
jan./abr. 2009.
TOMAÉL, Maria Inês et aI. Avaliação de Fontes de Informação na Internet: critérios
de qualidade. Informação &amp; Sociedade: Estudos, v.11 n.2, 2001 . Disponível em :
&lt;HTTP//www.google.com .br&gt;. Acesso em : 20 abro2012 ,

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>O Blog como ferramenta para dinamizar o uso das fontes de informação na Biblioteca Universitária.</text>
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                <text>Paiva, Eliane Bezerra; Santos, Toscano Galdino dos</text>
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                <text>Considerando que as coleções da biblioteca universitária devem ser divulgadas para facilitar o acesso às fontes de informação, o trabalho consiste na apresentação de uma ferramenta visando divulgar as fontes de informação que integram as coleções da biblioteca. O campo de atuação é a Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que visa dar suporte informacional aos programas de ensino, pesquisa e extensão da universidade. A partir do entendimento de que a comunidade universitária não tem conhecimento da totalidade das coleções que a BC abriga e disponibiliza ao seu público, as autoras apresentam uma proposta de criação de um blog informacional visando divulgar as fontes de informação que integram as coleções da BC para dar-lhes maior visibilidade, a fim de que possam ser conhecidas pelo público e ampliar o seu uso. A fundamentação teórica abrange as temáticas: Sociedade da Informação, Fontes de Informação, Biblioteca Universitária e Blogs. Essa fundamentação possibilitou ampliar noções sobre blogs e apresentar alguns pontos que se configuram como diretrizes para a construção do blog da BC, que será gerenciado pela Seção de Referência da BC, em parceria com a Seção de Tecnologia da Informação e as demais seções da biblioteca. A efetivação da proposta de implantação do blog incorporado à página da BC abre um canal de comunicação com a comunidade acadêmica que pode realizar postagens emitindo suas opiniões e sugestões a respeito das exposições das fontes de informação que sejam de seu interesse.</text>
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                    <text>Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Resumo expandido

RESGATE DA MEMÓRIA DO INSTITUTO NACIONAL DE
CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA)
Valéria Pacheco
Bibliotecária, Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, Rio de Janeiro, RJ.

1 Introdução
O desenvolvimento da pesquisa no campo da história da sociedade, no âmbito
do poder público, sempre foi prejudicado pela fraqueza de políticas institucionais de
preservação de fontes documentais. Essa situação é, sobretudo, sensível, hoje, à
medida que as novas tendências tecnológicas exigem cada vez mais acesso a uma
pluralidade de fontes documentais que, até pouco tempo, eram sem valor enquanto
materiais suscetíveis de guarda e preservação.
A preservação da memória na administração pública vem recebendo,
atualmente, um tratamento inimaginável de valorização do bem patrimonial. Hoje,
reconhece-se que o acervo documental em princípio deva ser preservado.
A memória não é apenas um pacote de informações previsto, com fim em si
mesmo, mas refere-se a um processo permanente e vivo de construção e reconstrução
que se dá no presente e que tem por objetivo responder a questões atuais.
O Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (INCA), órgão
vinculado ao Ministério da Saúde, é responsável por desenvolver e coordenar ações
integradas com vistas à prevenção e controle de câncer no Brasil.
A história do INCA nos seus 75 anos de existência mostra sua importância para
a sociedade por ser um Centro de Referência oncológica especializado no tratamento
do câncer, e isto o consolida como um Centro de Tratamento Intensivo, referência em
pesquisa oncológica e formação de profissionais capacitados para atuar com diferentes
especificidades de câncer. Essa história, construída por fatos e ações, se traduz numa
vasta produção técnico-científica que auxilia na formação acadêmica dos profissionais
da Instituição.
Entre tantas atribuições, o Instituto cumpre ainda seu papel na sociedade do
conhecimento e da informação, divulgando a produção interna por intermédio de sua
Seção de Bibliotecas físicas e da Biblioteca Virtual (Área Temática Controle de Câncer).
Nesse contexto, propõe-se que a Biblioteca do Hospital do Câncer I (HCI), que é um
centro de educação permanente, que agrupa e proporciona o acesso aos registros do
conhecimento e das ideias dos profissionais da saúde, através de suas expressões
criadoras, e tem por objetivo atender à sociedade em sua totalidade, seja o setor
responsável por reunir, em um acervo específico, toda a produção institucional.
Sendo assim, o projeto de criação do Centro de Memória Técnica objetiva
resgatar, tratar tecnicamente, preservar e difundir parte da trajetória do INCA,

719

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Resumo expandido

ampliando conceitos e definições que se apresentam cada vez mais vinculados à
memória ativa da sociedade.
A principal função da Memória Institucional é aumentar a competitividade da
instituição pelo aperfeiçoamento da forma como ela gerencia seu conhecimento, logo,
não é apenas um acervo de informação e museológico, mas caracteriza-se como uma
"ferramenta" da organização para o gerenciamento dos seus ativos e intelectuais,
proporcionando mais compartilhamento e reuso do conhecimento coorporativo.
Por conta dessa perspectiva, esse projeto vem formalizar os anseios do INCA
em preservar sua riqueza científica desde o desenvolvimento na década de 30,
motivado pelo aumento das doenças crônico-degenerativas da pesquisa e tratamento
do câncer.
No decorrer dos anos, o INCA consolidou sua liderança no controle do câncer no
Brasil em todas as suas vertentes.
Dada a importância do trabalho realizado pelo INCA, em todas as suas esferas
de atuação, torna-se visível a necessidade de resgatar e reafirmar, por intermédio de
fontes de informação, a trajetória construída ao longo dos 75 anos da política de
atuação. Por isso, faz-se necessário recontar essa história através do resgate de vários
registros que proporcionarão uma visão da identidade do INCA, por meio de fontes de
informação produzidas pela Instituição e por seus profissionais.

2 Materiais e Métodos
Para desenvolver o projeto de resgate de memória e da história do INCA, tornouse necessária uma série de procedimentos técnicos, tais como: investigar, reconhecer,
inventariar, higienizar, separar, acondicionar e arquivar os diferentes documentos de
memória encontrados no acervo do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBI).
Após identificação e análise de uma gama de documentos, foram selecionados livros,
boletins, periódicos (Revista Brasileira de Cancerologia), fotos, teses, dissertações,
trabalhos científicos, artigos de jornais, fôlderes, regulamentos do Instituto, folhetos,
relatórios de atividades e manuais de rotina . O interesse e o cuidado com a memória
institucional enraízam-se na preocupação de disponibilizar de forma organizada,
classificada e catalogada a informação independente do suporte em que ela se
encontra, para o andamento das pesquisas acadêmico-científicas, não só no âmbito de
câncer, mas para as diversas áreas do conhecimento e nos mais diferentes níveis
acadêmicos, bem como para o acesso aos demais interessados.

3 Resultados
O acervo recuperado encontra-se disponível na biblioteca do HCI e referenciado
nas bases de dados Sistema Caribe (Catalogação e Recuperação de Informações) e da
Área Temática Controle de Câncer para consulta.
Um Centro de Memória e/ou documentação, apesar de ser um organismo único
e peculiar, pode reunir diversos tipos de documentos em seu acervo e a forma como

720

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Resumo expandido

esses documentos são reunidos e disponibilizados é que possibilita aos centros
cumprirem sua função de preservação documental e apoio à pesquisa.

Tabela 1 - Quantitativo do acervo

Títulos

Boletins e periódicos

334

94

Fotos
~

600

Fonte: O autor, 2012.

4 Considerações Finais
O trabalho, até então empreendido na recuperação do acervo institucional,
pretende garantir a preservação da memória da instituição, ampliar o acesso, a
divulgação e a disseminação do conhecimento que está sendo constantemente gerado
no Instituto. Visa ainda a valorizar todo o capital intelectual, com vistas para o futuro.
Com isso, o resultado esperado é possibilitar que toda a sociedade acadêmica,
funcionários e público em geral conheçam a trajetória do INCA até os dias atuais, bem
como a valorização da cultura Institucional. Além de promover a divulgação, visibilidade
e preservação de sua memória.

5 Bibliografia
GONDAR, Jô; DODEBEI, Vera. (Orgs.). O que é memória social? Rio de Janeiro:
Contra Capa Livraria, 2005.
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Manual de
boas-vindas RH 2007. Rio de Janeiro, INCA, 2007.
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA.
Coordenação
de
educação.
Disponível
em:
&lt;http://www1 .inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=475&gt;. Acesso em: 28 jun. 2010.
MELO, Márcia Aiub de. Institutos de pesquisas biológicas: memória institucional e
trabalho
de
pesqu isa
histórica.
Disponível
em:
&lt;http://www.esp.rs.gov.br/img2/v15n1_11InstitutoPesquisas.pdf&gt;. Acesso em: 29 jun .
2010.

721

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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~

~

Trabalho completo

Sf'*ilio
MaooNIde

: =;1:.

PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO NA BIBLIOTECA:
PROJETO BIBLIOTECÁRIO DO INSTITUTO
FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
DO PIAuí - CAMPUS FLORIANO.
Andreina Alves de Sousa Ozório
Bibliotecária e Coordenadora da Biblioteca do IFPI - Campus Floriano

Resumo
Produção de Conhecimento na Biblioteca é um projeto bibliotecário anual realizado
no IFPI - Campus Floriano. Tendo como principal objetivo incentivar a pesquisa e a
construção de textos, sob o viés de temas transversais. A biblioteca nesta
perspectiva funciona como o centro de pesquisa que integra alunos, dos três níveis
de ensino da instituição (médio, técnico e superior) ; professores e outros
profissionais do campus. O projeto também visa fomentar uma postura mais crítica
dos envolvidos frente à realidade que os circundam . Proporcionando uma visão
transformadora e discursiva no contexto social e cultural daqueles que desenvolvem
e efetivam as produções realizadas.
Palavras-chave: Biblioteca e Pesquisa ; Biblioteca - Temas transversais; Biblioteca
- Aspectos sociais; Construção de conhecimentos.

Abstract
Production of Knowledge at the Library is an annual library project that takes place at
IFPI - Campus Floriano. It has as a main objective to encourage research and
writing, under transversal themes. The library, in this perspective, works as a
research center which gathers students of the three leveis of the institution (high
school , technical, and college), teachers and other professionals of the campus. The
project aims to foment a better criticai stand of the people involved when facing their
reality, proposing a discursive and transforming view of the cultural and social context
of those who develop and actualize the productions.
Keywords: Library and Research ; Library - Transversal Themes; Library - Social
aspects; Construction of knowledge.

1504

�Educação de usuários e competências informacionais
ii
:!li """"'"
"'-'rol de

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:::=.

Trabalho completo

1 Introdução
Um dos maiores desafios do contexto educacional é possibilitar um ambiente
que facilite a produção de conhecimento, e consequentemente uma postura crítica
do discente frente a sua realidade. Pensando nisto, a biblioteca do Instituto Federal
de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI) - Campus Floriano formulou um
programa anual de pesquisa intitulado "Produção de conhecimento na Biblioteca",
cujo objetivo é fomentar a pesquisa, a criatividade, a originalidade e a
conscientização das problemáticas indicadas nos editais lançados anualmente,
culminando na seleção e premiação das melhores produções de conhecimento
inscritas no programa.
Neste contexto, a biblioteca é extremamente necessana para instigar as
competências informacionais, assim como transformar estas competências em
instrumentos e/ou ferramentas para mudar a realidade social , a qual a instituição de
ensino está inserida. O incentivo à pesquisa, neste sentido, funciona como uma
aprendizagem reconstrutiva, com gestão autônoma do sujeito, levando em
consideração este sujeito que reproduz o conhecimento no qual é referência central ,
sem que haja a necessidade de usar a metodologia de cópia, aquela na qual a
tendência é reproduzir os termos dispostos no referencial bibliogriti co, deixando de
acrescentar o fruto de seu entendimento (HILLEBRAND, 2004).
O trabalho com temáticas transversais possibilita uma abertura para discursos
no ambiente acadêmico. Dispondo de ferramentas que rompem com as propostas
fragmentadas da pedagogia tradicional, levando os envolvidos a participarem de
uma interdisciplinaridade que colabore para que todos se tornem coparticipadores
das mudanças sociais da realidade que os circundam .
Olhando por este viés, infere-se a quebra de paradigmas que envolvem a
biblioteca. Um destes paradigmas é a visão inerte do espaço bibliotecário, ou seja,
muitos veem a biblioteca apenas como um local de guarda de livros, afastam com
isso o caráter social e educativo deste centro de informação. Mais do que romper os
paradigmas que estigmatizam a biblioteca, o programa de produção de
conhecimento visa conectar: acervo e o espaço biblioteconômico às múltiplas
possibilidades de investigação que circundam o ato de pesquisar. Quebrando com
isso, a tendência de caracterizar a biblioteca como guardiã do conhecimento, e
(re)vê-Ia como espaço extensivo ao ensino e pesquisa no âmbito educacional.
Assim sendo, o Programa anual de Produção de Conhecimento na Biblioteca ,
surge como uma ferramenta que articula pesquisa às possibilidades de mudanças
na realidade e no modo de pensar dos indivíduos envolvidos, direta ou indiretamente
neste processo .

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�Ed ucação de usuários e competências informacionais
ii
:!li """"'"
"'-'rol de

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Trabalho completo

2 Revisão de Literatura
No contexto atual , submetido aos parâmetros da Sociedade da Informação e
do Conhecimento, a pesquisa funciona como catalisadora de saberes,
impulsionando descobertas e mudanças no contexto social, econômico, político e
intelectual de uma realidade. A este respeito Campello (2010, p. 29) menciona que
"o processo de pesquisa consiste na concepção de ideias por meio de informações à
medida que elas são localizadas, lidas e compreendidas".
Neste cenário, onde a busca por saberes caracteriza a tipologia social
vigente, a biblioteca deve ser um espaço de aprendizagem que proporciona e
estimula conexões entre conhecimentos, funcionando como laboratório - não de
equipamentos, mas de ide ias. Esta perspectiva traz à tona a relevância da mediação
da informação como ferramenta bibliotecária. Sobre isso Almeida Junior (2008, p.46)
conceitua esta mediação como:
toda a ação de interferência - realizada pelo profissional da informação -,
direta ou indireta; consciente ou inconsciente; singular ou plural ; individual
ou coletiva; que propicia a apropriação de informação que satisfaça, plena
ou parcialmente, uma necessidade informacional. 1.. .1 a mediação não
estaria restrita apenas a atividades relacionadas diretamente ao público
atendido, mas em todas as ações do profissional bibliotecário , em todo fazer
desse profissional.

Esta amplitude conceitual submete o espaço biblioteconômico, e o
profissional que nele atua, a instâncias cada vez mais transversais do ensinoaprendizagem, e sobre isto, vale salientar que a proposta do programa no espaço da
Biblioteca do IFPI - Campus Floriano, contempla as nuances transversais do ensino,
anexando a este o parâmetro construtivista na aprendizagem, onde "o aluno constrói
seu conhecimento e não mais é reconhecido como o sujeito passivo da educação;
ou seja , aquele que só recebe o conhecimento" (CASAGRANDE; SANTOS;
MORELLI, 2004. p. 185). A transversalidade, neste sentido, denota não só
conhecimentos especificados, mas também cria cidadãos ativos na vida social. Por
isso busca também educar o individuo para que ele seja capaz de eleger critérios de
ação, assim adaptando-se a qualquer situação . A importância dos Temas
Transversais é essencial, já que estes possibilitam discussões sobre assuntos que
embora sejam tidos como rotineiros, fundamentam toda a sociedade.
(CASAGRANDE ; SANTOS; MORELLI , 2004).

1506

�Ed ucação de usuários e competências informacionais
ii
:!li """"'"
"'-'rol de

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Trabalho completo

3 Aspectos Metodológicos

o programa "Produção de conhecimento na Biblioteca" é proposto
anualmente na Biblioteca, e contempla assuntos transversais da educação . O
público a qual a atividade é direcionada contempla os mais diferentes níveis de
ensino, haja vista o caráter vertical de ensino dos Institutos Federais. Isto significa a
adesão de alunos do ensino médio, técnico e superior.
Outro aspecto importante para a implementação do projeto é a formação da
equipe interdisciplinar de avaliação. Dependendo do tema a ser proposto via edital,
formam-se as comissões de implementação e avaliação das produções de
conhecimento. O último tema abordado , no ano de 2011 , foi "Sexualidade", para isso
as implementações ocorreram de acordo com o quadro abaixo :

Quadro 1 - Ações de implementação do Programa

Produção de Conhecimento na Biblioteca 2011 - Tema "Sexualidade"
Formato escolhido para a Produção de Conhecimento: Informativo (Folder)
IMPLEMENTAÇOES
COMISSOES
Elaboração do Edital
Avaliação do conteúdo
Avaliação dos parâmetros da língua portuguesa
Aval iação didática do assunto abordado nos
folders
Acompanhamento tutorial (para as equipes
formadas por alunos do ensino médio)
Fonte direta

Bibliotecária
Equipe Médica (Médica, Enfermeira,
Assistente Social e Psicóloga).
Professores de Língua Portuguesa
Pedagogos
Alunos dos cursos superiores

Os prazos para elaboração, entrega e avaliação dos folders foram indicados
através do Edital, assim como as premiações para as melhores produções em cada
linha de pesquisa .
Os alunos puderam optar por seis linhas de pesquisa :
LINHA 1: Puberdade precoce;
LINHA 2: Orientação sexual ;
LINHA 3: Métodos anticonceptivos;
LINHA 4: Gravidez na Adolescência;
LINHA 5: Aborto
LINHA 6: Doenças Sexualmente Transmissíveis.
A inscrição foi feita a partir de um grupo de cinco integrantes, sendo
obrigatória a inclusão de um tutor do curso de Licenciatura em Biologia. Dias antes
do período estipulado para prem iação foi feita uma pesquisa de campo pelos alunos

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�Ed ucação de usuários e competências informacionais
ii
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Trabalho completo

de Licenciatura em Matemática com objetivo de coletar e tabular dados sobre o
conhecimento da temática entre o corpo discente do IFPI - Campus Floriano. Estes
dados foram mostrados e discutidos por uma equipe multidisciplinar no dia da
premiação .
A biblioteca neste panorama serve como ponte de apoio informacional junto
às equipes inscritas no programa, disponibilizando os seguintes serviços: ajuda
Bibliotecária (Serviço de Referência) ; Empréstimo de materiais de multimídia;
Acesso a internet; Impressões para correções; Sala exclusiva para debates da
equipe sobre a produção de conhecimento.

1508

�Ed ucação de usuários e competências informacionais
ii
:!li """"'"
"'-'rol de

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Trabalho completo

4 Resultados parciais
A ação interventiva e educativa da biblioteca do IFPI - Campus Floriano
viabilizou uma série de mudanças, dentre elas podemos citar:
•

•

•
•
•
•

Espaço bibliotecário visto como extensivo à sala de aula , viabilizando uma
interferência positiva para o aproveitamento do ambiente biblioteconômico e
de seus serviços;
Maturidade científica aos envolvidos no processo de construção de
conhecimento na biblioteca. Cada grupo de pesquisa vivenciou as etapas
para viabilizar um produto informativo e científico;
Parcerias estreitadas entre biblioteca e outros setores do IFPI, quebrando o
paradigma de "isolamento" da biblioteca dos outros setores da instituição;
Envolvimento proativo dos alunos na construção do conhecimento proposto
pela temática "Sexualidade";
Postura crítica
Devido à repercussão do programa, os alunos foram convidados para
relatarem suas experiências no I Simpósio de Educação e Saúde da
Universidade Estadual do Piauí (UESPI) - Campus Ora . Josefina Demes.

Para que mudanças como estas ocorram fez-se necessárias ações, que na
perspectiva de Kuhlthau (1999, p. 12), são:
1. Colaboração - os estudantes podem ser distribuídos em pequenos grupos
e reunirem-se várias vezes durante o processo de pesquisa para trocar
ide ias e levantar questões. É útil para eles pensar na pesquisa como algo
que fazem em colaboração com outros e não isoladamente.
2. Continuidade - o estudante pode ser conscientizado dos estágios do
processo de pesquisa e saber o que esperar e o que trabalhar em cada um
deles. É útil para ele pensar na continuidade da pesquisa como um período
de tempo durante o qual a sua forma de pensar modificar-se-á
consideravelmente.
3. Escolha - pode-se mostrar ao estudante que a pesquisa envolve escolha
de temas, de fontes , de informação: o que enfatizar, o que abandonar e o
que é suficiente . É útil para ele pensar na pesquisa como uma série de
escolhas a serem feitas e decisões a serem tomadas.
4. Diálogo - em cada estágio de sua pesquisa , pode-se dar ao estudante a
oportunidade de falar sobre seu progresso em seu grupo de trabalho. É útil
para ele pensar no diálogo como uma forma de desenvolver suas ideias.
5. Esquematização - pode-se levar o estudante a ilustrar suas ideias em
forma de desenhos, gráficos ou tabelas . É útil para ele pensar em desenhar
figuras e elaborar tabelas como uma forma de clarear seu pensamento, bem
como de apresentar ideias.
6. Redação - durante o processo de pesquisa pode-se solicitar ao estudante
que formule suas ideias, escrevendo pequenos textos, bem como redigindo
uma narrativa mais longa ao final do projeto. É útil que ele pense na
redação como um instrumento de reflexão e como um relatório final da
pesquisa .

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ii
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"'-'rol de

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Trabalho completo

Assim, cabe visualizar aqui , algumas imagens do programa em seus vários
momentos.

Figura 1 - Troféus aos melhores grupos de cada Linha de Pesquisa

I Concurso de Produção do Conhecimento
na BlbUoteca
PARABÉNS AOS GRUPOS VENCEDORES!

Fonte Direta

Figura 2 - Premiação para as melhores produções (Troféu e Certificados)

Fonte Direta

1510

�Ed ucação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

Figura 3 - Licenciatura em Matemática com objetivo de averiguar as informações
que os discentes tinham a respeito do tema sexualidade

Fonte Direta

Figura 4 - Exposição dos resultados da Pesquisa de Campo

Fonte Direta

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�Ed ucação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

Figura 5 - Estande dos alunos de Licenciatura em Biologia

Fonte Direta

Figura 6 - Teatro sobre sexualidade

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Fonte Direta

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�Ed ucação de usuários e competências informacionais
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Trabalho completo

Figura 7 - Palestras, vídeos e teatro no auditório.

Fonte Direta

Figura 8 - Alunos convidados para compartilharem suas experiências durante a
produção de conhecimento no I Simpósio de Educação e Saúde da UESPI Campus Dra. Josefina Demes em Floriano - PI.

Fonte Direta

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Trabalho completo

5 Considerações Finais

o programa "Produção de conhecimento na biblioteca" viabiliza uma nova
postura dos envolvidos frente às temáticas propostas. A biblioteca proporciona com
isso, intercâmbio de ideias, valores, conhecimento e saberes, integrando alunos,
professores e demais profissionais em um ciclo de investigação que instiga-os para
valorizar a pesquisa .
Neste intento, pode-se inferir que diante do cenário que se forma, mediante
a atuação proativa do setor bibliotecário, o papel da biblioteca e dos profissionais
que nela atuam , modifica-se de maneira positiva frente às necessidades
informacionais dos usuários, viabilizando uma visão criativa , social e educativa deste
setor tão importante para uma instituição de ensino.
No entanto, esta dimensão positiva da biblioteca, acima mencionada, só é
viável mediante integração com outros setores que agreguem valor a cada edição do
programa. Ou seja, o setor de saúde do IFPI - Campus Floriano, cujas integrantes
são: médica, enfermeira , assistente social e psicóloga , funcionou com suporte para
que, além das avaliações das produções dos alunos, pudesse também disponibilizar
palestras, rodas de diálogos e orientações sobre a temática "Sexualidade" proposta
pelo edital de 2011 . Isto significa que o programa bibliotecário "Produção de
Conhecimento na Biblioteca" fundamenta-se em paradigmas interdisciplinares,
paradigmas estes, que ressaltam ainda mais a implementação de temas
transversais no programa.
Vale ressaltar que as edições previstas para 2013 e outros anos seguintes,
já estão sendo articuladas. E os temas propostos são: DROGAS, EDUCAÇÃO NO
TRÂNSITO, EDUCAÇÃO AMBIENTAL, dentre outros. Cada temática será
trabalhada em parceria com outros setores do IFPI e/ou fora dele, como: ONGs,
Departamento de Trânsito, Secretaria de Meio ambiente, e outros.

Por esta dimensão articuladora , social e educativa da biblioteca , podemos
compreender que seu papel deve ir além de disponibilizar suportes informacionais,
ou seja, a biblioteca e seus profissionais devem articular programas sócioeducativos; encorajar seus usuários a obterem posturas mais críticas e participativas
frente à realidade que os circundam ; educá-los para que os mesmos desenvolvam
habilidades de encontrar fatos , a fim de criar seu próprio entendimento em nível
mais profundo, ou seja , para educar esse estudante, é necessária uma abordagem
diferente, que não se baseie no tradicional livro texto, mas em programas que
ajudem a desenvolver uma aprendizagem baseada em questionamentos.

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�Ed ucação de usuários e competências informacionais
ii
:!li """"'"
"'-'rol de

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Trabalho completo

Referências
ALMEIDA JUNIOR, O. F. Mediação da informação: ampliando o conceito de
disseminação. In. VALENTIM, M. L. P. Gestão da informação e do conhecimento
no âmbito da Ciência da Informação. São Paulo: Polis: Cultura Acadêmica, 2008 .
p. 41-54 .
CAMPELLO, Bernadete S. (Coord .). Como orientar a pesquisa escolar:
estratégias para o processo de aprendizagem . Belo Horizonte: Autêntica, 2010 .
CASAGRANDE , Eliane; SANTOS , Rogério S. dos; MORELLI, Sonia M. Dornellas.
Transversalidade na escola . Revista de Ciências Humanas da UNIPAR.
Umuarama, v. 12, n. 3, jul./set., 2004.
HILLEBRAND, Raquel. Chiara . Pesquisa Escolar, uma motivação ao ensino de
qualidade. Educere. Umuarama. v. 4, n. 1, p.65-72 , 2004.
KUHL THAU , Carol Collier. O papel da biblioteca escolar no processo de
aprendizagem . In : VIANNA, Márcia Milton ; CAMPELLO , Bernadete; MOURA, Victor
Hugo Vieira . Biblioteca escolar: espaço de ação pedagógica. Belo Horizonte:
EB/UFMG, 1999. p. 9-14 . Seminário promovido pela Escola de Biblioteconomia da
Universidade Federal de Minas Gerais e Associação dos Bibliotecários de Minas
Gerais, 1998, Belo Horizonte.

1515

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Produção de conhecimento na biblioteca: Projeto Bibliotecário do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí- Campus Floriano.</text>
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                <text>Produção de Conhecimento na Biblioteca é um projeto bibliotecário anual realizado no IFPI – Campus Floriano. Tendo como principal objetivo incentivar a pesquisa e a construção de textos, sob o viés de temas transversais. A biblioteca nesta perspectiva funciona como o centro de pesquisa que integra alunos, dos três níveis de ensino da instituição (médio, técnico e superior); professores e outros profissionais do campus. O projeto também visa fomentar uma postura mais crítica dos envolvidos frente à realidade que os circundam. Proporcionando uma visão transformadora e discursiva no contexto social e cultural daqueles que desenvolvem e efetivam as produções realizadas.</text>
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                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
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1I....111~

Trabalho completo

MíDIAS SOCIAIS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
ESTUDO DE CASO NA BIBLIOTECA DA UNESP DO CAMPUS DE
BAURU
Breno Luiz Ottoni1, Lucilene Cordeiro da Silva Messias2, Camila
Fernandes de Oliveira3, Silvia Natha/y Yassuda4
1Bibliotecário, Universidade Estadual Paulista, Bauru , São Paulo
2Bibliotecária, Mestre em Ciência da Informação e Especialista em Comunicação nas
Organizações, Universidade Estadual Paulista, Bauru, São Paulo
3Assistente de Serviços de Documentação, Informação e Pesquisa e Graduanda em
Comunicação Social - Jornalismo, Universidade Estadual Paulista, Bauru , São Paulo
4Bibliotecária, Mestre em Ciência da Informação, Universidade Estadual Paulista,
Bauru , São Paulo

Resumo
A evolução das bibliotecas está diretamente atrelada às inovações
tecnológicas incorporadas à sociedade . Os investimentos em tecnologias da
informação instituíram uma nova dinâmica na produção, organização e distribuição
de produtos e serviços informacionais. A internet propiciou mudanças nos processos
de interação social e ampliou as possibilidades de colaboração e compartilhamento
entre indivíduos e organizações. A participação das bibliotecas nas mídias sociais
tem sido estimulada devido às potencialidades que essas plataformas oferecem na
otimização dos processos de marketing e comunicação. Entretanto, diante de tantas
opções disponíveis na web, é preciso prudência na seleção daquelas pertinentes
aos objetivos institucionais, Sendo inviável conectar-se a todas as mídias e explorar
adequadamente todos os recursos disponíveis, relatamos a experiência da Divisão
Técnica de Biblioteca e Documentação da Unesp/Bauru na condução de uma
pesquisa que objetivou identificar a participação da comunidade acadêmica nessas
plataformas de comunicação, bem como a motivação para o uso e as expectativas
em relação à participação da biblioteca , Os resultados subsidiaram as decisões
quanto aos conteúdos publicados no blog e no Twitter da unidade, além de motivar a
participação também no Facebook, apontada como uma das mídias mais acessadas
pelos nossos usuários. A pesquisa também apontou a necessidade de investimentos
na divulgação do perfil institucional, de modo a despertar a participação dos seus
usuários.

Palavras-chave:

Redes

sociais; Mídias

sociais; Bibliotecas

Universitárias;

Biblioteca 2.0.

Abstract
The evolution of libraries is directly linked to technological innovations
incorporated into the society. Investments in information technology have introduced
a new dynamic in the production and distribution of products and informational
services. The Internet facilitated changes in the processes of social interaction and

1828

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

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IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

increased the possibilities of collaboration and sharing between individuais and
organizations. The participation of libraries in social networks has been stimulated
due to the potential these platforms offer for the optimization of marketing and
communications. However, faced with so many options available on the web,
prudence is necessary when the selection of those tools that is relevant to the
institutional goals. Accepting that connecting to ali media and properly exploit ali
available resources is impracticable, we report the experience of the Technical
Library and Documentation Technical Division of Unesp / Bauru in the conduct of a
research aimed to identify the role of the academic community in social networks, as
well as the motivation for the use and expectations regarding the involvement of the
library. The results have allowed decisions about the content published on the weblog
and the Twitter profile of the unit, while pointing out the need for investment in the
dissemination of the institutional profile , so as to arouse the participation of its users
and develop a Facebook page , as pointed out by users one of the most accessed
media.

Keywords: Social network; Social Media; University Libraries; Library 2.0.
1 Introdução
As bibliotecas estão em constante processo de evolução resultante das
transformações paradigmáticas vivenciadas em sociedade. Em suma, produtos,
serviços e processos refletem o contexto social , cultural e tecnológico do momento.
Atualmente presenciamos a expansão do que se denomina Web 2.0, o termo
cunhado por Tim O'Reilly sintetiza o conjunto de tendências econômicas, sociais e
tecnológicas que coletivamente fundam a próxima geração da internet - uma mídia
mais madura e distintiva, caracterizada pela participação ativa dos usuários.
(MUSSER apud CAMPOS , 2007).
A web 2.0 tem sua estrutura pautada no compartilhamento, na colaboração e
na conectividade entre usuários. Essas potencialidades interativas instituíram uma
nova dinâmica entre produtores e consumidores de conteúdos informacionais. Se
outrora , os primeiros gozavam de absoluto controle sobre suas publicações,
atualmente dividem a responsabilidade com os consumidores, que assumiram uma
postura mais dinâmica e ativa no direcionamento de conteúdos, dificultando a
delimitação precisa de papéis.
As mídias sociais como plataformas de comunicação representam uma
alternativa econômica e abrangente de marketing informacional. Obviamente, as
bibliotecas cientes de tais oportunidades vêm aos poucos incorporando novas
linguagens e mecanismos de comunicação à sua realidade, modificando
sensivelmente a produção, oferta e a divulgação de produtos e serviços de
informação. O diálogo com o público também é ampliado, tornando o espaço das
bibliotecas mais dinâmico e rico na promoção e produção de conhecimento.
Em referência a Web 2.0 surge uma nova tendência no universo
informacional, denominado Biblioteca 2.0, que, em linhas gerais, significa maior
participação e interação do usuário na definição de serviços e produtos
informacionais disponibilizados pelas bibliotecas na web. Maness (apud
BLATTMANN ; SILVA, 2007) define Biblioteca 2.0 como uma aplicação das
tecnologias baseadas na web para interatividade, centrada no usuário, na

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colaboração e na multimídia para os serviços e coleções ofertados pela biblioteca via
web.
Casey e Savastinuk (apud CAMPOS, 2007) corroboram com o conceito , ao
afirmarem que a base da Biblioteca 2.0 é a mudança com foco no usuário. Trata-se
de um modelo que encoraja os usuários a participarem da criação dos serviços
físicos ou virtuais que desejam com base em uma avaliação constante e consistente
dos serviços.
Como canais que agregam perfis de interesses comuns e parcerias no mundo
virtual, as novas mídias de comunicação promovem o diálogo e as redes
interacionais entre indivíduos e comunidades, eliminando barreiras temporais,
espaciais, lingüísticas e culturais. Sendo assim, as bibliotecas utilizam esses canais
no intuito de efetivar a aproximação com o seu público, adequando produtos e
serviços às necessidades e expectativas da comunidade.
O desafio que se apresenta às bibliotecas na utilização das mídias sociais
está na infinidade de opções disponíveis na rede e a dificuldade em identificar
aquelas que efetivamente possam cumprir com os objetivos comunicacionais da
instituição. Considerando o tempo previsto diariamente no planejamento e no
gerenciamento das informações e a impossibilidade de administrar o perfil
institucional de modo abrangente, considera-se de suma importância identificar
aquelas pertinentes ao tipo de comunicação e público que se pretenda abranger.
Diante dessas considerações, surgiu o questionamento, será que os usuários
da Biblioteca Universitária da Unesp de Bauru utilizam as ferramentas da web 2.0?
Em caso afirmativo, quais suas expectativas?
Nesse sentido, relatamos a experiência da Divisão Técnica de Biblioteca e
Documentação da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp),
câmpus de Bauru, que há pouco mais de um ano tem empenhado esforços no intuito
de melhorar a comunicação com a comunidade acadêmica utilizando as redes
sociais online . Para tanto, foi realizada uma pesquisa entre a comunidade
acadêmica, objetivando identificar a participação dos usuários nas redes sociais,
além da motivação para o uso e as expectativas em relação à participação da
Biblioteca, validando a utilízação das ferramentas de comunicação da web 2.0 pela
Biblioteca de Bauru, a partir da percepção do usuário.
A realização da pesquisa justifica-se pela possibilidade de direcionar o uso
assertivo das mídias sociais pela Biblioteca, concentrando esforços em ferramentas
que efetivamente representem um diferencial positivo à unidade, evitando o
desperdício de tempo e investimento em mecanismos pouco representativos ao
público e a instituição.
Os resultados subsidiaram as decisões quanto aos conteúdos
disponibilizados na internet e a adequação do perfil às expectativas da comunidade,
propondo melhorias e/ou mudanças para as ferramentas a partir dos indicativos dos
usuários, optando também pela manutenção, exclusão ou inserção da participação
em mídias sociais.

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2 Revisão de Literatura
As bibliotecas universitárias como espaços projetados para apoiar as
atividades de pesquisa, ensino e extensão representam um núcleo de agregação e
disseminação de informações, dependentes das mais diversas ferramentas de
comunicação para cumprir com os objetivos institucionais.
Tradicionalmente, o papel das bibliotecas limitava-se à preservação da
memória cultural e intelectual das civilizações. Atualmente elas representam
espaços dinâmicos de comunicação, promovendo e estimulando a produção de
conhecimento. Nos espaços acadêmicos, atua enquanto extensão da sala da aula,
estabelecendo vínculos efetivos com os discentes, docentes e funcionários da
universidade no intuito de promover o diálogo, a troca de experiências e a profusão
do conhecimento técnico e científico.
Com o advento das novas tecnologias, as possibilidades de comunicação
foram ampliadas. Se antes o contato direto e pessoal predominava, atualmente é o
contato virtual que estimula a maior parte das interações sociais,
No espaço virtual , tempo e distância adquirem um novo significado: as
palavras de ordem são velocidade e colaboração. A conexão 24/7, ou seja, 24 horas
por dia, sete dias por semana , proporciona aos usuários da rede participação e
atualização constantes.
Presenciamos na internet o fenômeno das chamadas redes sociais, sites em
que usuários interagem entre si, discutindo algum tema , alimentando o conteúdo ou
colaborando para o desenvolvimento de um site. As redes sociais são chamadas de
redes, pois os internautas estão interligados em uma rede mundial de computadores
e compartilhando informações. Os usuários estabelecem relações sociais por meio
de conversas, produção e troca de informações na internet. (SILVA; BACALGINI,
2009).
É muito comum a utilização dos termos redes sociais e mídias sociais como
sinônimos, entretanto Telles (2011 , p. 17) afirma que eles não significam a mesma
coisa. O primeiro é uma categoria do outro.
Sites de relacionamento ou redes sociais são ambientes cujo foco é
reunir pessoas, os chamados membros, que, uma vez inscritos,
podem expor seu perfil com dados fotos pessoais, textos,
mensagens e vídeos, além de interagir com outros membros, criando
listas de amigos e comunidades . [.. .] As mídias sociais são sites na
internet construídos para permitir a criação colaborativa de conteúdo,
a interação social e o compartilhamento em diversos formatos.

Sendo assim: Facebook, Orkut, Myspace, entre outros são consideradas
redes sociais, enquanto o Twitter (microblogging , Youtube, SlideShare, Digg e Flickr
podem ser classificadas como mídias sociais. (TELLES, 2011).
Sites de redes sociais na internet foram definidos por Boyd e Ellison (apud
RECUERO, 2009, p.102) "como aqueles sistemas que permitem a construção de
uma persona através de um perfilou página pessoal; a interação através de
comentários; e a exposição pública da rede social de cada ator".
A grande diferença entre sites de redes sociais e outras formas de

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comunicação mediada pelo computador é o modo como permitem a visibilidade e a
articulação na manutenção dos laços sociais estabelecidos no espaço off-line .
As redes possibilitam o estudo em grupo, a troca de informações, a
divulgação dos mais diversos conteúdos informacionais, por meio de mecanismos
para comunicação com outros usuários, tais como blogs, microblogs, wikis, fóruns,
chats, e-mails ou mensagens instantâneas, além de identificar e agrupar pessoas
que possuem interesses comuns e assim criar uma rede de aprendizado, de
transmissão de conhecimento, divulgação de conteúdos das mais diversas áreas.
No âmbito econômico, as empresas vislumbram nas redes e mídias sociais
um meio de construção e fortalecimento do networking, servindo como um amplo
espaço para negociação de produtos e serviços, além de um canal econômico para
marketing e divulgação e a possibilidade de estabelecer e estreitar relacionamentos
com clientes e parceiros.
As instituições públicas vislumbram as mesmas oportunidades suscitadas
pelo setor privado com a utilização das mídias sociais, possibilitando a adoção de
uma atitude transparente diante de seu público, divulgando informações oficiais,
prestando contas e oferecendo um canal ágil e dinâmico de comunicação. Sendo a
acesso à informação direito do cidadão e dever do Estado, é imprescindível que a
máquina pública invista na utilização assertiva dos canais virtuais, divulgando as
informações de interesse coletivo com maior rapidez e confiabilidade.
Mas se por um lado a adoção das mídias sociais potencializa o marketing e a
comunicação nas organizações, por outro, pode oferecer riscos se não for bem
administrado. O perfil institucional deve estar alinhado aos objetivos
comunicacionais da empresa, às peculiaridades da mídia e às expectativas do
público alvo . Os conteúdos divulgados devem ser atualizados, confiáveis e precisos,
caso contrário, a imagem da instituição estará seriamente comprometida, e o que é
pior, os aspectos negativos ampliados pela superexposição da rede,
Para que se possa implementar ações de comunicação organizacional nas
mídias sociais, Sousa e Azevedo (2010) apontam a necessidade de sincronia entre
cultura, identidade e públicos da empresa . A correta utilização da mídia social na
comunicação organizacional deve estar embasada no conhecimento da dinâmica de
cada site de rede social.
Ao escolher o Twitter, a empresa deve se organizar para respeitar as
características específicas dele: as mensagens devem ser curtas,
indicar links, esclarecer dúvidas, divulgar promoções de maneira
objetiva e com no máximo 140 caracteres. Mas se a empresa quer
usar os blogs como meio de comunicação, então ela pode oferecer
mais informação sobre seu produto ou serviço de maneira mais
detalhada e criativa, nele os recursos visuais e de áudio podem ser
mais explorados. Há também as redes de relacionamento, como é o
caso de um perfil no Orkut que permite a criação de comunidades da
empresa para divulgar eventos, promoções ou simplesmente ampliar
a rede de amigos. É importante que as mídias se encaixem na
cultura , identidade e públicos da empresa, para que assim as
pessoas sintam a empresa próxima a elas. (SOUSA; AZEVEDO,
2010, p. 7)

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A decisão quanto à adoção de uma mídia social em uma organização não
pode ser baseada em modismos, pois pressupõe a realização de um planejamento
prévio, que dentre outros aspectos, deve considerar os objetivos organizacionais
com a implantação da mídia, as necessidades e expectativas do público alvo, a
natureza dos conteúdos postados, a equipe de gestão, etc. Sousa e Azevedo (2010,
p. 7 ) compartilha da reflexão ao afirmar que:
Certos procedimentos devem ser incluídos no planejamento de uso
das mídias sociais nas empresas. Antes de qualquer tomada de
decisão é preciso entender como a empresa encontra-se no
ciberespaço, questões do tipo o que falam , quem fala e onde falam
devem ser respondidas para então pensar nas ações adequadas
para atuar nas mídias sociais. Em seguida, é preciso definir a equipe
responsável que gerenciará as mídias sociais (profissionais de
marketing, comunicação devem estar entre eles). A partir disso, é
escolher a linha de comunicação que será utilizada o que engloba
linguagem (formal ou informal); o público de interesse; a abordagem
(pessoal ou institucional) ; a periodicidade das atualizações das
informações e o tempo de resposta aos comentários, a linha de
comunicação define também as ações que serão tomadas em casos
de crises e a postura tomada diante de críticas. Resolvidos esses
passos, é escolher qual tecnologia, Twitter, blog , Orkut etc. será
usada.

Partindo desse princípio, a Biblioteca realizou um estudo junto à comunidade
unespiana no intuito de identificar a participação em relação ao nosso perfil
institucional nas mídias sociais, bem como as suas necessidades e expectativas. Os
resultados subsidiaram o direcionamento de conteúdos prestados, alinhando os
objetivos comunicacionais da Biblioteca às necessidades dos usuários.

3 Materiais e Métodos
O desenvolvimento da pesquisa com os usuanos estruturou-se em duas
etapas. A primeira constitui-se da revisão bibliográfica com o intuito de obter
embasamento teórico sobre o assunto abordado e possivelmente encontrar alguma
ação similar em outro centro de informação. A revisão subsidiou de maneira eficiente
a pesquisa realizada com os usuários da Biblioteca da Unesp de Bauru. Na segunda
etapa, foi utilizado o conhecimento adquirido para o planejamento da coleta de
dados, a realização do que foi planejado e o estudo baseado nos resultados.
Para a coleta de dados, utilizou-se o instrumento denominado questionário.
Segundo Sampieri, Collado e Lúcio (2006 , p. 325), o questionário "consiste em um
conjunto de questões com relação a uma ou mais variáveis a serem medidas".
Quanto à forma do questionário, optou-se por incluir perguntas abertas e perguntas
fechadas de múltipla escolha . Marconi e Lakatos (2010) esclarecem que as
perguntas abertas possibilitam ao respondente explicitar em linguagem própria suas
opiniões e expectativas, além de investigações aprofundadas sobre o assunto a ser
pesquisado. Segundo Marconi e Lakatos (2010, p. 189), as perguntas de múltipla
escolha "são perguntas fechadas, mas que apresentam uma série de possíveis
respostas, abrangendo várias facetas do mesmo assunto".

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Procurou-se obter informações sobre a efetiva utilização das ferramentas de
comunicação online, possibilitando ao usuário escolher uma ou várias dentre
inúmeras opções disponíveis. Entre as informações solicitadas nas questões de
múltipla escolha estavam:
a) freqüência de utilização dessas ferramentas;
b) local mais utilizado para acessá-Ias;
c) teor das informações acessadas pelos usuários nas redes sociais;
d) conhecimento e a interação com os perfis e as mídias
disponibilizadas pela Biblioteca .
Já as questões abertas possibilitaram o reconhecimento e o direcionamento
dos conteúdos almejados pelos usuários.
Para atingir o maior número possível de usuários, o questionário foi
disponibilizado de duas formas : virtual e impresso. O virtual foi elaborado utilizando
a ferramenta Google Docs 1. A escolha foi motivada pela possibilidade do
questionário ser respondido pela internet e das respostas serem armazenadas em
uma planilha , configurando uma facilidade para exportação dos dados e posterior
análise.
Realizou-se um teste do questionário com oito usuários de redes sociais, que
fizeram uma avaliação satisfatória e sugeriram melhorias, a partir das quais
ocorreram algumas alterações para a finalização da estrutura do questionário.
A aplicação do questionário foi realizada em dois momentos, no início de cada
semestre letivo de 2011 . Inicialmente foram tabuladas as questões de múltipla
escolha e posteriormente foram realizadas as interpretações das questões abertas. A
união dos dados coletados proporcionaram as avaliações apresentadas a seguir.

4 Resultados parciais I finais
A análise dos resultados possibilitou a definição de algumas estratégias de
ação referentes às ferramentas de comunicação web 2.0. O questionário foi
disponibilizado a um universo de aproximadamente 5.500 usuários da Biblioteca,
obteve-se o retorno de 653 respostas.
A maior porcentagem de respondentes pertencem à categoria dos alunos
(graduação e pós-graduação), em torno de 96% . Apenas 3% correspondem à
categoria dos docentes. Atribui-se essa diferença ao provável perfil de interesse em
relação à participação nas ferramentas web 2.0.
As quatro ferramentas de comunicação online mais utilizadas no momento da
realização da pesquisa podem ser observadas no quadro a seguir:

-

Q ua d ro 1 Ferramentas W eb20 mais utllza
T d as pe os respon d entes
MSN
84%
77%
Orkut
68%
Facebook
49%
Twitter
Fonte : Elaborado pelo autor

1

https://docs.google.com/

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Percebe-se o interesse dos usuanos pelas ferramentas web 2.0 que
possibilitam muitas opções de compartilhamento de informações e conectividade
entre grupos que possuem o mesmo interesse por um determinado assunto.
Ressalta-se o avanço de utilização da ferramenta Facebook e a possível diminuição
de utilização da ferramenta Orkut no momento de desenvolvimento do artigo .
Questionou-se sobre a freqüência de acesso as ferramentas web 2.0. Em
torno de 77% dos usuários responderam que acessam diariamente. Essa análise
validou a expectativa sobre a importância em gerenciar periodicamente os
conteúdos veiculados pela Biblioteca da Unesp.
Sobre o questionamento em relação às informações e conteúdos mais
procurados nas redes sociais, a variável "Manter contato com amigos" obteve em
torno de 93% das respostas. Contudo, a variável "Pesquisa e Estudo" obteve em
torno de 63% enquanto "Informações sobre Empresas/Instituições" obteve em torno
de 37% . É importante destacar que essa questão permitia a escolha em mais de
uma opção de resposta. O resultado das questões abertas demonstrou a
importância em divulgar informações sobre a Biblioteca, como novas aquisições,
informar sobre palestras e treinamentos e também divulgar informações sobre as
atividades que ocorrem no câmpus. Evidencia-se que as ferramentas web 2.0
cumprem a finalidade de buscas de informações relacionadas a interesses
profissionais e educacionais.
O aspecto mais preocupante das análises realizadas, e que suscitou
alterações imediatas nas estratégias da Biblioteca em relação às ferramentas web
2.0, foi que 61 % dos usuários que responderam ao questionário desconheciam as
ferramentas da Web 2.0 disponibilizadas pela Biblioteca.

5 Considerações Parciais/Finais
Após a análise das respostas foram definidas algumas ações relacionadas às
ferramentas de comunicação web 2.0 da Biblioteca. Decidiu-se por intensificar a
atualização do blog da Biblioteca, definindo periodicidades, conteúdos postados e
responsáveis por cada atualização. Incorporou-se a participação efetiva dos usuários
nos conteúdos, divulgando entrevistas com os usuários sobre a Biblioteca, bem
como seus interesses de leituras. Optou-se também pela divulgação mensal de
resenhas literárias, com o objetivo de divulgar o acervo de literatura da Biblioteca .
Foram mantidas as atualizações mensais das aquisições recentes da Biblioteca,
bem como a divulgação e orientação de ferramentas disponibilizadas pela Biblioteca
e informações de cunho geral relacionados a livros, leitura, à Biblioteca e à
Universidade.
Optou-se também pela manutenção do perfil no Twitter, que basicamente
divulga textos curtos com novidades institucionais, bem como notícias e informações
de interesse acadêmico. Essa ferramenta possibilita atualizações em tempo real e
sem necessidade de formatações mais sofisticadas, o que permite agilidade na
divulgação das informações e diálogos rápidos e precisos com os usuários. O Twitter
mantem sua função na divulgação de: informações postadas no blog da Biblioteca;
notícias de destaque relativas a Unesp, ao câmpus de Bauru , e a leitura; informes
instantâneos como lembretes aos usuários e avisos de indisponibilidade do sistema .
O desenvolvimento institucional da página da Biblioteca no Facebook foi

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motivado por uma constatação, a de que parte dos usuários estava migrando do
Orkut para essa mídia, que em termos gerais possibilita um maior compartilhamento
e conectividade entre os usuários. A utilização do Facebook tem papel semelhante
ao Twitter, com dois diferenciais de destaque: a participação dos usuários - a
ferramenta foi apontada na pesquisa como mais utilizada que o Twitter e as
possibilidades de interação são maiores que o microblog; e o fato do Facebook ter
mais recursos que o Twitter, permitindo postagens mais longas e a utilização de
vídeos e imagens.
É importante ressaltar que todas as ações foram pautadas pelas preferências
e sugestões dos usuários, O resultado também apontou a necessidade de
intensificar a divulgação das ferramentas web 2.0 e mídias sociais da Biblioteca no
sentido de motivar a participação efetiva dos usuários Em uma avaliação preliminar,
consideramos razoável o envolvimento dos usuários com as nossas mídias sociais e
ferramentas web 2,0, com perspectivas animadoras em atingir uma parte expressiva
da comunidade acadêmica de Bauru . Obviamente ainda necessita de investimentos
e atividades de promoção e divulgação mais abrangentes, entretanto essas ações já
estão previstas no planejamento anual da Biblioteca.

6 Referências
BLATTMANN , U.; SILVA, F C. C. da. Colaboração e interação na web 2.0 e
biblioteca 2.0. Revista ABC, Santa Catarina, v. 12, n. 2, 2007. Disponível em : &lt;
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SOUSA, L. M. M. de.; AZEVEDO, L. E. O uso de mídias sociais nas empresas:
adequação para cultura, identidade e públicos. In : CONGRESSO DE CIÊNCIAS DA

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http://www.intercom.org .br/papers/regionais/norte20 10/resumos/R22-0015-1 .pdf&gt;
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você e sua empresa terem sucesso nas mídias sociais: cases, conceitos, dicas e
ferramentas . 2. ed . São Paulo: MBooks do Brasil , 2011 .

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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                  <text>Português</text>
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                <text>Ottoni, Breno Luiz; Messias, Lucilene Cordeiro da S.; Oliveira, Camila Fernandes de; Yassuda, Silvia Nathaly</text>
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                <text>A evolução das bibliotecas está diretamente atrelada às inovações tecnológicas incorporadas à sociedade. Os investimentos em tecnologias da informação instituíram uma nova dinâmica na produção, organização e distribuição de produtos e serviços informacionais. A internet propiciou mudanças nos processos de interação social e ampliou as possibilidades de colaboração e compartilhamento entre indivíduos e organizações. A participação das bibliotecas nas mídias sociais tem sido estimulada devido às potencialidades que essas plataformas oferecem na otimização dos processos de marketing e comunicação. Entretanto, diante de tantas opções disponíveis na web, é preciso prudência na seleção daquelas pertinentes aos objetivos institucionais. Sendo inviável conectar-se a todas as mídias e explorar adequadamente todos os recursos disponíveis, relatamos a experiência da Divisão Técnica de Biblioteca e Documentação da Unesp/Bauru na condução de uma pesquisa que objetivou identificar a participação da comunidade acadêmica nessas plataformas de comunicação, bem como a motivação para o uso e as expectativas em relação à participação da biblioteca. Os resultados subsidiaram as decisões quanto aos conteúdos publicados no blog e no Twitter da unidade, além de motivar a participação também no Facebook, apontada como uma das mídias mais acessadas pelos nossos usuários. A pesquisa também apontou a necessidade de investimentos na divulgação do perfil institucional, de modo a despertar a participação dos seus usuários.</text>
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o PAPEL DA COMUNICAÇÃO INTERNA INSTITUCIONAL NA
RELAÇÃO COMAUT - SBUFRGS
Zita Prates de Oliveira ' , Denise Ramires Machado ' , Beatriz Helena Pires de
SouzaCestari' , Janise Silva Borges da Costa ' , Caterina Groposo pavão ' ,
Zuleika de Sousa Branco'
1Bibliotecária, Comissão de Automação, UFRGS, Porto Alegre, RS

Resumo
A comunicação interna institucional é o objeto deste estudo, especificamente
no que tange aos canais de comunicação utilizados entre a Comissão de Automação
e as bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O trabalho analisa o
início e o desenvolvimento dessa comunicação ao longo dos anos, considerando as
mudanças tecnológicas ocorridas nos sistemas de informação, o significado
atribuído a esta comunicação e a importância que a mesma adquiriu como elementochave para a qualidade do trabalho realizado por ambas as partes.

Palavras-Chave:
Comunicação interna institucional; Comissão de Automação do SABi/UFRGS;
Comunicação COMAUT-Bibliotecas SBUFRGS ; Estratégias de comunicação interna
institucional; Site Document@ .

Abstract
The paper states the relevance of organized house communication strategies
adopted by Library Automation Commission (COMAUT) of UFRGS in communication
process with libraries of the University. An analysis of these strategies development
as a key element to qualify COMAUT and libraries work is examined in this paper.

Keywords:
Organized house communication; UFRGS Library Automation Commission
(COMAUT); Communication COMAUT-SBUFRGS libraries; Organized house
communication strategies; Document@ Site.

1 INTRODUÇÃO
O processo de comunicação é elemento essencial na vida das instituições de
qualquer tipo e tamanho , sejam elas públicas ou privadas, com ou sem fins
lucrativos. A comunicação flui nas instituições através de duas redes: formal e
informal. A rede formal compreende os canais de comunicação estabelecidos pela
administração para informar seus membros sobre procedimentos institucionais. Já a
rede informal surge das relações sociais estabelecidas aleatoriamente entre os seus
membros e tem, muitas vezes, a função de apoiar os canais formais, já que são de
natureza mais ágil para fazer fluir informações e orientações entre os membros da
instituição. (KUNSCH , 2002).
O presente trabalho se insere na rede formal de comunicação, estudando o
fluxo de mensagens verbais e escritas que permeia um ambiente institucional,

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configurando a chamada comunicação interna, na qual há transmissão de
informações que possibilitam a permanência, o processo de planejamento, o
funcionamento , o estabelecimento de relações colaborativas e a realização da
missão institucional.

2 COMUNICAÇÃO INTERNA INSTITUCIONAL
Em artigo de revisão sobre a comunicação interna em instituições de ensino
superior (IES), Silva (2008) elenca uma série de autores que, em seus estudos
identificaram que as mudanças ocorridas na sociedade no século XX, produziram
também modificações nas relações de trabalho entre instituições e seus
funcionários . Nessa nova relação, o funcionário deixou de ser um executor de
tarefas sem capacidade decisória sobre o que é e como realiza seu trabalho. A
natureza do trabalho passou por um processo de especialização e sofisticação que
torna o funcionário mais e mais dependente da informação e do conhecimento para
consecução de suas atividades. Neste ambiente organizacional permeado pelo fluxo
de informações, a comunicação interna assume um papel preponderante.
Também chamada de Endocomunicação, a comunicação interna institucional
pode ser vista como relacionamentos, processos de troca dentro de uma instituição,
trocas essas responsáveis pela circulação das informações e do conhecimento ,
tanto no fluxo vertical da direção para os subordinados, quanto no horizontal, entre
funcionários com nível equivalente de subordinação (LEITE, 2006).
Frequentemente, a comunicação interna é adotada pelos administradores
como elemento de valorização, reconhecimento e parceria entre empregador e
empregados (CURVELLO, 2001). No entanto, motivar e agregar são só parte da
função de comunicação interna. Ela também tem o propósito de tornar comum, entre
os funcionários de uma instituição seus objetivos, metas e resultados (BRUM, 1995).
A comunicação interna institucional pode ser vista como quaisquer
"fenômenos de comunicação que facilitam ou complicam as relações horizontais e
verticais nas organizações", mas seu objetivo é "facilitar as relações e as
colaborações dentro da instituição" (VIGNERON, 2001, p. 97-98).
As estratégias de comunicação interna têm por objetivo integrar os
funcionários de uma instituição por meio da troca de informações, do encorajamento
a parcerias, do estímulo ao relacionamento e à participação no processo decisório
institucional, atitudes capazes de gerar um maior comprometimento de todos
alcançando, desta maneira, maiores índices de qualidade e de produtividade. Para
Bohn e Marzari (2009, pA), um dos grandes desafios da comunicação interna
institucional "é trabalhar valores, entre eles o comprometimento, proporcionando
sinergia entre aquilo que é expectativa pessoal e o que é institucional".
Uma pesquisa elaborada pela Associação Brasileira de Comunicação
Empresarial constatou que o meio digital está consolidado como ferramenta para a
comunicação interna nas grandes organizações.
levantamento foi realizado em
164 companhias classificadas entre as 1000 Maiores Empresas do Brasil, de acordo
com a revista Exame, a mesma entidade aponta que os veículos e-mai!, boletim,
reuniões, news/etter e infranef são os cinco mais utilizados para comunicação
interna nas empresas (ABERJE, 2007).
Nos conceitos de comunicação interna institucional acima elencados,
identificam-se dois elementos-chave: integração e relacionamento. A comunicação
interna não apenas transmite informações que subsidiam e orientam os membros de

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uma instituição em suas atividades. Ela também media os relacionamentos e a
colaboração entre os funcionários, promove o compartilhamento de valores e
objetivos comuns entre a instituição e seus membros, com vistas à consecução de
sua missão, e estimula o comprometimento dos funcionários a partir da
convergência das suas expectativas com aquelas institucionais.

3 COMISSÃO DE AUTOMAÇÃO
A Comissão de Automação (COMAUT) foi constituída em 1998, por portaria
da Reitoria, vinculada à Pró-Reitoria de Pesquisa . Formada por bibliotecários e
analistas e sediada no Centro de Processamento de Dados tinha como atribuições
planejar, coordenar e executar a implantação do software Aleph nas bibliotecas da
Universidade. (UNIVERSIDADE ... , 1998). Entre 1998 e 2010 a COMAUT foi
responsável pela migração da base de dados, pela customização e implantação dos
diversos módulos do Sistema de Automação de Bibliotecas (SABi) versão Aleph nas
bibliotecas e pelo desenvolvimento do Lume, Repositório digital da Universidade.
A partir de 2011, passou a ter as atribuições de manutenção e atualização do
SABi e de sua documentação, da implementação de novas ferramentas/sistemas de
informação digital e do assessoramento à direção da Biblioteca Central em questões
de tecnologia da informação. (UNIVERSIDADE ... , 2011)
A equipe da COMAUT é formada por analistas, bibliotecárias, programadores
e bolsistas responsáveis pela gerência do SABi, pelo treinamento das equipes do
Sistema de Bibliotecas da UFRGS (SBUFRGS) e pela função de help desk,
solucionando dúvidas dos operadores do Sistema via telefone e e-mail.
As atividades da COMAUT caracterizam-se como de suporte ao trabalho dos
técnicos de nível superior, assistentes em administração e bolsistas que atuam nas
bibliotecas do SBUFRGS, com um forte componente de comunicação entre a
Comissão e as bibliotecas. Uma comunicação de caráter informacional, porque
caracterizada pela transferência de informações. Embora tal modelo de
comunicação seja considerado "linear, simplificado e incompleto, porque cabe ao
emissor definir o significado das mensagens repassando-os aos demais"
(SCROFERNEKER, 2003, p.[?]), isso ocorre devido à natureza, ao caráter normativo
do trabalho desenvolvido pela Comissão. A comunicação interna COMAUTSBUFRGS é informacional, mas a ela está associado o componente de feedback, o
qual possibilita que o emissor da mensagem saiba se ela foi compreendida. Indícios
da aprovação ou da compreensão da mensagem emitida são fornecidos nas
comunicações via correio eletrônico e telefone, pelos operadores do SABi nas
bibliotecas, receptores das informações técnicas enviadas. A Comissão analisa os
comentários e críticas desses operadores como forma de corrigir eventuais
problemas e de aprimorar o desempenho do Sistema.

3.1 Estratégias de comunicação interna
Desde sua criação, em 1998, a COMAUT considerou fundamental ao seu
trabalho estabelecer estratégias de comunicação interna que possibilitassem a
divulgação regular e atualizada de informações, da documentação e dos
procedimentos automatizados a serem observados pelas 32 bibliotecas da
Universidade, dispersas em cinco campi, bem como receber delas, informações

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sobre a operação do SABi.
Segundo Bohn e Marzari (2009 , p. 3), a comunicação não deve ser uma mera
agregação de métodos e técnicas voltadas para o público interno da instituição. As
autoras veem a comunicação como "uma estratégia de gerenciamento, buscando
alcançar resultados positivos. Para isso, as instituições devem se comunicar de
forma eficaz, com seus funcionários , fornecendo-lhes um nível de informação
satisfatório". Nessa linha, os canais de comunicação interna adotados pela
Comissão não foram propostos como meros transmissores de informação para os
operadores do SABi e sim como estratégias, pensadas para serem eficazes,
fornecendo às equipes das bibliotecas informações adequadas e confiáveis para a
execução de seus trabalhos, visando também comprometê-Ias com a missão do
SBUFRGS de oferecer serviços bibliotecários qualificados à comunidade
universitária.
A literatura na área de comunicação institucional oferece muitos exemplos de
canais de comunicação interna, classificados por periodicidade, suporte, meios
(orais, escritos, audiovisuais, simbólicos, telemáticos), fluxo (ascendente,
descendente, horizontal) tais como murais setoriais e de recados, revistas, urnas,
ouvidoria, eventos, boletins periódicos, correio eletrônico, cartazes, newsletters,
blogs, mala direta e portais de relacionamento entre outros (BOHN ; MARZARI , 2009;
MORAIS, 2009; SCROFERNEKER, 2003) .
Ao longo do seu trabalho a COMAUT tem adotado canais e estratégias que
viabilizem a integração entre os pares (Comissão-Bibliotecas), conforme elencados a
seguir.
3.1 .1 Boletim informativo via correio eletrônico
Avaliando os recursos de TI disponíveis em 1998, a Comissão optou pelo
correio eletrônico para divulgação regular de suas atividades. Foi criado um boletim
informativo semanal, endereçado a todas as bibliotecas, relatando as ações do
período. Esta periodicidade foi mantida de maio de 1998 a dezembro de 1999. A
partir de janeiro de 2000 passou a ser divulgado mensalmente, sem interrupção até
a presente data. Em 2011 passou a denominar-se Informe mensal e foi transformado
em seção do site Document@ 1 .
No início do trabalho da Comissão, o Boletim foi seu primeiro veículo de
comunicação interna , com dupla finalidade : informar as equipes das bibliotecas
sobre os procedimentos que estavam sendo realizados visando à migração para o
SABi versão Aleph e integrar os bibliotecários, participantes ou não dos Grupos
Assessores Técnicos do SBUFRGS (GATs) , em atividades de consistência de dados
para a migração e de customização do novo sistema.
O Boletim foi um canal eficiente de comunicação interna considerando a
participação e o envolvimento da equipe do SBUFRGS nas várias fases do processo
de transição de sistema de automação, o êxito da migração da base de dados,
preservando o trabalho realizado até então, e a receptividade demonstrada com
relação ao novo sistema .

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Site Document@ &lt;http://paginas.ufrgs.br/documenta&gt;.

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3.1.2 Seminários, apresentações &amp; treinamentos presenciais e via web
No período de estudos para migração do sistema SABi para o software Aleph
a COMAUT promoveu Seminários Introdutórios sobre o USMARC e o Aleph . Tais
eventos tinham por objetivo divulgar e nivelar o conhecimento das equipes das
bibliotecas sobre o formato a ser adotado para o registro bibliográfico e as
características do novo software de automação dos serviços bibliotecários da
Universidade.
Quando da implantação dos módulos do SABi, versão Aleph, foram realizados
treinamentos específicos para cada módulo (processamento técnico, recuperação da
informação, periódicos, circulação de coleções e aquisição) destinados a todos os
integrantes das equipes das bibliotecas, fossem eles bibliotecários, assistentes ou
bolsistas.
Considerando que determinadas informações do sistema teriam mais
interesse para algumas categorias de operadores, foram desenvolvidos treinamentos
específicos para as mesmas, tais como, recuperação da informação para
bibliotecários e para assistentes/bolsistas, módulo de circulação de coleções para
gerentes e para operadores. Bohn e Marzari (2009) alertam sobre essa necessidade
da comunicação ocorrer de forma clara e adaptada às necessidades dos
funcionários . Segundo as autoras, quando a forma de comunicar não é a ideal para
o momento, a comunicação não será eficaz em estabelecer parceria entre
funcionários e instituição, visando à consecução dos objetivos institucionais.
Além destes treinamentos referentes à implantação, a atividade de
treinamento no uso do SABi é realizada sempre que há ingresso de grupos de novos
bibliotecários no SBUFRGS, a fim de habilitá-los na operação do sistema e
informá-los das políticas específicas, de processamento técnico e de circulação de
documentos, adotadas pela Instituição.
Quando há troca de versão do software a Comissão realiza apresentações,
em dias e horários alternados e abertas a toda equipe do SBUFRGS, com o
propósito de informar sobre as modificações e melhorias implementadas nos
módulos do SABi. O material das apresentações é encaminhado previamente, por
e-mail, para as bibliotecas e, a partir de 2011 , passou a ser disponibilizado no site
Document@.
Em 2010, ao implantar a versão 20 do Aleph, além das apresentações para os
operadores do sistema e da atualização dos manuais de operação dos módulos,
foram criados filmetes demonstrando o passo a passo das diversas rotinas
realizadas no SABi (p. ex., catalogação de sugestão para aquisição, habilitação de
usuários, troca de data na função Devolução, entre outras) . Esse material didático,
disponibilizado no site Document@ , dá suporte ao treinamento de pessoal
temporário, como bolsistas, e serve para dirimir dúvidas do operador sobre uma
determinada rotina nas bibliotecas.
Além do seu caráter informativo e prático, os treinamentos realizados de
forma sistemática pela Comissão, têm a finalidade de apresentar aos operadores do
SABi e, em especial, aos bibliotecários, a cultura de organização, gerência e
prestação de serviços de informações especializadas que permeia o trabalho das
bibliotecas da UFRGS, buscando integrá-los a esse ambiente. Criando o que Bohn e
Marzari (2009) definem como "comprometimento e identificação" dos profissionais
com a missão do SBUFRGS e, por extensão, da Universidade.

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3.1.3 Telefone e e-mail
Esses são canais de comunicação direta que têm como características a
acessibilidade e a informalidade, facilitando o processo de comunicação entre as
partes interessadas.
A Comissão exerce sua função de help desk por meio desses canais,
orientando e esclarecendo dúvidas dos operadores do SABi.
A documentação escrita do sistema (manuais de operação dos módulos)
responde a maioria dessas dúvidas, mas desde a implantação do SABi versão
Aleph, em 2000, a COMAUT mantém o canal de help desk visando sanar dúvidas e
minimizar a insegurança dos operadores do sistema, com vistas a preservar a
qualidade do serviços bibliotecários oferecidos à comunidade universitária.
3.1.4 Documentação do sistema SABi

o SBUFRGS tem como característica a dispersão física de suas bibliotecas
em quatro campi localizados em Porto Alegre e um no interior do Estado.
Considerando essa dispersão geográfica, que distancia a COMAUT das equipes
usuárias do sistema SABi, foi criada uma documentação detalhada, como suporte à
sua operação nas bibliotecas. Para a Comissão era fundamental criar um
instrumento capaz de registrar a prática comum, a ser implantada em todas as
bibliotecas, no momento em que eram eliminados os procedimentos particulares
adotados em muitas delas.
Entre 1998 e 2010 foram utilizados os recursos do programa editor de texto
Word para registro e gerência dessa documentação. Inicialmente foram elaborados
cinco manuais: registro bibliográfico, registro de autoridades, recuperação da
informação, itens &amp; impressão de etiquetas e tabelas auxiliares (países, estados,
idiomas, relacionamentos, etc.). Posteriormente, com a implantação de novos
módulos no SABi, outros cinco foram criados: políticas &amp; procedimentos, aquisição,
importação de registros, circulação de coleções &amp; caixa e controle de coleções de
periódicos.
Foi definido um formato padrão de apresentação para todos os manuais,
incluindo página de rosto, sumário, cabeçalho, rodapé e informações de data de
criação e de atualização das suas páginas. Inicialmente os arquivos foram enviados
às bibliotecas para que elas providenciassem sua impressão. A seguir, estes
manuais foram disponibilizados para o SBUFRGS em formato eletrônico, através de
homepage específica , contendo a versão original de cada manual e suas
atualizações. As bibliotecas eram informadas das atualizações via e-mai!, para que
as que optassem por imprimi-los fizessem a impressão das páginas e a respectiva
substituição no manual.
Este procedimento aperfeiçoou o processo de atualização, edição e
divulgação, reduzindo os custos de editoração e impressão associados a
documentos editados em papel.
No entanto, a gerência de manutenção e atualização desse grande número
de manuais tornou-se bastante onerosa para a Comissão e pouco eficiente para as
bibliotecas, criando falhas no processo de comunicação interna entre elas. O
formato de apresentação dos manuais tornava trabalhosa a edição e o controle das
atualizações e, com frequência , as bibliotecas deixavam de substituir as páginas

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atualizadas em suas versões impressas, fosse por desatenção ou por problemas no
recebimento do e-mail de alerta de atualização.
Informações desatualizadas na documentação do SABi utilizada por uma
biblioteca, ocasionavam inconsistências na aplicação de políticas de processamento
técnico e na inclusão de registros nas bases do SABi , além de dificultar o
entendimento das questões relatadas por seus operadores, na comunicação via
telefone e e-mail encaminhada à Comissão.
Com o intuito de minimizar essa quebra de confiabilidade na informação
técnica repassada às bibliotecas, bem como otimizar o processo de gerência e
atualização da documentação do SABi foi criado o site Document@.

3.1 .5 Site Document@

o site foi desenvolvido com a finalidade de reunir e disponibilizar para o
SBUFRGS as informações e a documentação relativas ao SABi e ao Lume,
Repositório digital da Universidade, visando facilitar sua localização e consulta pelas
equipes das bibliotecas.
Pensado inicialmente para hospedar os manuais de uso dos módulos do
SABi, sua proposta foi ampliada para servir como canal oficial de comunicação e de
conteúdo da COMAUT. Ele disponibiliza, além da documentação do sistema , os
informes mensais sobre o trabalho da Comissão, relatórios, material de treinamento
e os trabalhos de eventos, artigos de periódicos e outros documentos por ela
produzidos. Em área de acesso restrito, registra documentos de interesse particular
da Comissão.

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Figura 1 - Tela inicial do site
Fonte: Site Document@. 2011 .

Após a constatação de que o método para atualização dos manuais estava se
tornando pouco eficiente, a Comissão realizou estudos buscando maneiras de
aprimorar esse processo.
Inicialmente foi proposto o uso de um wiki para apresentar/atualizar manuais
na web de maneira colaborativa , pois ele permite fácil atualização e não requer
conhecimentos de programação para essa atividade. Entretanto, as leituras sobre os
wikis demonstraram que funções parecidas poderiam ser desempenhadas por um
CMS (Content Management System), ou seja, um gerenciador de conteúdo. Em
virtude de a Universidade ter adotado o Plone como CMS, esta foi uma escolha
lógica para ser a base da nova interface dos manuais do SABi.

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Trabalho completo

Diversos fatores contribuíram para a escolha do Plone como plataforma de
desenvolvimento do site, a saber:
a) fácil atualização do conteúdo, principalmente sem a necessidade de uso
de linguagem de programação (mas podendo oferecer essa possibilidade);
b) fácil criação de hiperlinks;
c) permitir a colaboração na criação e edição do conteúdo;
d) possibilitar diferentes níveis de acesso, ou seja , os operadores podem ter
permissões distintas, de acordo com as atividades que executam;
e) ter controle de versão, isto é, guardar informações sobre quem realizou
alterações, quando e quais foram essas alterações;
f) contar com suporte institucional (CAMPOS; ARENA; MAZZOCATO, [201-]).
Uma bibliotecária foi responsável pelo desenvolvimento do site e sua
gerência. Antes da criação do site, foram feitos testes instalando o Plone em um
computador local, a fim de verificar se suas funcionalidades seriam adequadas ao
processo de atualização dos manuais e estabelecer estimativas de tempo e pessoal
necessanos para incluir toda a documentação do SABi na interface.
Concomitantemente, a COMAUT definiu as demais seções do site e seus conteúdos.
Durante o período inicial de desenvolvimento do site, três bolsistas e duas
bibliotecárias foram responsáveis pela inclusão dos conteúdos dos manuais no
mesmo. Depois dessa etapa, foram incluídos os hiperlinks entre as páginas internas
dos manuais. Para hospedar os filmetes (arquivos em Flash .swf) da seção
Treinamentos foi solicitado espaço no servidor específico de hospedagem multimídia
da UFRGS.
O site possui conteúdos de domínio público e de acesso restrito, de interesse
específico da Comissão, este último funcionando como uma intranet. Com relação
aos conteúdos, os rascunhos de novas versões são de acesso restrito, porém
disponíveis para todos os integrantes da Comissão, a fim de que possam avaliar e
fazer as adequações necessárias colaborativamente, até a sua finalização e
publicação.
Várias funcionalidades foram adicionadas com o uso dessa nova ferramenta,
facilitando a gerência e a consulta à documentação do SABi:
a) busca dos conteúdos, através de uma função de busca disponibilizada
pelo próprio Plone;
b) uso de hiperlinks entre as páginas do site (p. ex., nos campos de pontos
de acesso controlado para nomes de entidade do Manual de Registro
Bibliográfico (110, 610 e 710) há links que levam para o campo específico
relacionado no Manual de Autoridades (110);
c) "Você está aqui" (breadcrumb) , função criada automaticamente pelo site
que informa a sequência de pastas e páginas superiores àquela na qual o
usuário está ;
d) geração automática de lista das páginas dos manuais atualizadas no
último mês, utilizando o recurso "Coleção" do Plone e
e) envio automático de alerta, por e-mail, para as bibliotecas e os
bibliotecários da UFRGS quando um novo Informe Mensal ou outro
conteúdo relevante é disponibilizado, usando as Regras de Conteúdo
(Content Rules) do Plone.

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Trabalho completo

Atualmente, duas bibliotecárias da COMAUT têm permissões para administrar
o site. Os demais membros da Comissão têm autorização de incluir, revisar e excluir
conteúdos.
As funcionalidades da ferramenta Plone , utilizadas pelo site Document@ , são
muito adequadas à forma de trabalho da Comissão, pelas suas características de
fácil operação e atualização e também porque a equipe tem por hábito o trabalho
colaborativo , elaborando e discutindo coletiva e exaustivamente até sua forma final ,
os conteúdos a serem divulgados para o SBUFRGS.
Com o objetivo de obter mais informações estatísticas sobre o uso do site, o
Document@ foi cadastrado no Google Analytics, no final de outubro de 2011 . As
Tabelas 1, 2 e 3 apresentam um panorama do uso do site nos últimos cinco meses.
Tabela 1 - Visitas e visitantes do site Document@, novo 2011 a mar. 2012
2011
Ano
Visitas

Nov.
694

I
I

Dez.
633

Jan.
550

I
I

2012
Fev.
429

I
I

Mar.
974

Total
3.280

Fonte: Google Analytics. c2012.

Apesar de uma pequena redução no número de visitas e visitantes no período
das férias, é possível verificar que o site vem recebendo uma quantidade
significativa de acessos, o que potencializa seu uso como canal de comunicação da
Comissão de Automação com o SBUFRGS. Além disso, analisando a procedência
dos acessos, percebe-se que a maioria das visitas procede de Porto Alegre, onde
estão localizados quatro campi da UFRGS. Entretanto, existem acessos de muitas
outras cidades, inclusive do exterior, o que traz novas questões a serem analisadas,
demonstrando a existência de um público que não é o alvo inicial do site, mas que
pode ser um alvo secundário, quanto ao compartilhamento das experiências de
automação de bibliotecas e publicações da Comissão.

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Trabalho completo

Tabela 2 - Cidades de maior procedência das visitas ao site Document@, novo 201 1 a mar. 2012
Cidade
Visitas
Percentual (%)
Porto Alegre
2738
89,92
São Paulo
1,81
55
Belo Horizonte
24
0,79
Brasília
21
0,69
Santo André
18
0,59
Rio de Janeiro
17
0,56
Belém
9
0,30
Recife
7
0,23
Lisboa
7
0,23
Vitória
6
0,20
Porto
6
0,20
Campina Grande
5
0,16
Curitiba
5
0,16
Fonte: Google Analytics. c2012 .

Na Tabela 3, que resume as páginas mais visualizadas do Document@ ,
observa-se que o site cumpre seu principal objetivo sendo acessado,
majoritariamente, para consulta aos manuais do SABi, especialmente ao de Registro
Bibliográfico, que fornece as orientações e exemplos para o preenchimento dos
campos de um registro catalográfico e ao de Políticas e Procedimentos, que contém
orientações sobre o registro de documentos de produção intelectual elaborados pelo
corpo docente/técnico da Universidade. As demais seções do site: Informe mensal,
Treinamentos e Publicações, embora sejam de caráter informativo e de atualização
menos frequente também registram um volume significativo de visualizações.
Tabela 3 - Páginas mais visualizadas do site Document@, novo 2011 a mar. 2012
Página
/manuais-sabi/registro-bibliografico*
/manuais-sabi
/documenta
/manuais-sabilpoliticas-e-procedimentos**
/informe-mensal-1
/manuais-sabiltabelas-auxiliares
/manuais-sabi/aquisicao
/treinamentos
/ma nuais-sabi/reg istro-de-autoridades
/manuais-sabi/circulacao-caixa
/manuais-sabilitens-impressao-de-etiquetas
/manuais-sabilatualizacoes-dos-manuais
/manuais-sabilcontrole-de-colecoes-de-periodicos
/publicacoes

N° de visualizações
3.064
2.363
1.651
1.313
399
280
275
229
183
182
175
152
149
138

*campos mais consultados (5XX , 2XX , 7XX, 3XX, Líder e 008 e Anexos)
**capítulos mais consultados (Registro de produção intelectual e Guia de processamento técnico)

Fonte: Google Analytics. c2012.

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Trabalho completo

o site Document@ é um produto em aprimoramento contínuo . Novas funções
estão sendo constantemente estudadas a fim de melhorar o uso e a qualidade das
informações e dos serviços prestados por seu intermédio.
4 Considerações Finais
Ao longo de seu trabalho de gerência da automação dos serviços
bibliotecários na Universidade, a COMAUT tem se utilizado de diferentes estratégias
e canais de comunicação interna na relação com os operadores do SABi. Cada
canal com um propósito específico de compartilhamento de informações e de
conhecimento, claros e confiáveis, tendo em vista a correta operação do sistema e o
comprometimento dos operadores com a cultura do SBUFRGS.
Tabela 4 - Estratégias de comunicação interna institucional da COMAUT, 1998-2011
(continua)
Meio

Canal

Boletim
informativo
&amp;

Informe
mensal

Textual
E-mail

Documentação
do SABi
(manuais)

Audiovisual

Filmete

Propósito
- informar e integrar equipes do
SBUFRGS nas mudanças de
sistema de automação de serviços
bibliotecários
- informar equipes das bibliotecas
sobre a mudança de políticas e
procedimentos locais para
políticas e procedimentos comuns
ao SBUFRGS
- divulgar atividades da COMAUT
semanal/mensalmente
- divulgar informações de
interesse das equipes das
bibliotecas
- esclarecer dúvidas dos
operadores do sistema
- detalhar a operação dos módulos
do sistema
- esclarecer dúvidas dos
operadores do sistema
- unificar a execução dos
procedimentos
- informar aos operadores sobre o
uso do sistema
- detalhar a operação de rotinas
específicas dos módulos
- esclarecer dúvidas dos
operadores do sistema
- fornecer material para
treinamento do pessoal nas
bibliotecas

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Informação
veiculada

Data
inicial

Divulgação

1998

Divulgação
Técnica

1998

Técnica

2000

Técnica

2010

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Trabalho completo

Tabela 4 - Estratégias de comunicação interna institucional da COMAUT, 1998-2011
Meio

Canal

Telefone
(help desk)

Oral
Seminários,
Apresentações
&amp;

Treinamentos

Hipertextual

Site
Document@

Propósito

- esclarecer dúvidas dos
operadores do sistema
- esclarecer dúvidas da COMAUT
sobre a execução de rotinas pelas
bibliotecas
- habilitar operadores no uso do
sistema
- transmitir informações de
interesse geral ou dirigidas a
operadores específicos das
equipes do SBUFRGS
- informar as equipes sobre
políticas e mudanças no SABi
- integrar operadores do sistema
na cultura de prestação de
serviços de informação do
SBUFRGS
- canal oficial de comunicação e
de conteúdo da COMAUT
- informar equipes das bibliotecas
sobre políticas e procedimentos
adotados no SABi
- informar sobre as atividades da
COMAUT em um dado período

(conclusão)
Informação
Data
veiculada
inicial

Técnica

2000

Técnica
Divulgação

2000

Técnica
Divulgação

2011

Para a Comissão, alguns elementos são fundamentais na escolha de uma
estratégia/canal de comunicação interna:
a) adequação do mesmo ao tipo de informação a ser veiculada : técnica ou
de divulgação;
b) confiabilidade da informação por ele veiculada : revisão do conteúdo para
eliminar incorreções e/ou torná-lo mais claro;
c) atualização regular: informações técnicas revistas a cada troca de versão
do sistema ou para eliminar incorreções; informações de divulgação
enviadas a intervalos regulares de tempo e
d) permanência do canal ao longo do tempo: canais adotados no início do
trabalho são ainda utilizados e atualizados, embora novos tenham sido
incorporados às estratégias de comunicação interna da Comissão (Tabela 4).
A escolha do site Document@ como canal formal de conteúdo e informação
da COMAUT e a sua utilização intensiva pelos operadores do SABi e por usuários
externos é corroborada pela seguinte afirmação da Abracom : "As publicações
eletrônicas são eficientes, pois podem ser acessadas facilmente, de qualquer lugar,
a qualquer hora e atualizadas com freqüência ." (ABRACOM, 2008, p. 36) .
Embora grande parte da comunicação interna COMAUT - operadores do SABi
seja realizada via site, e-mail e telefone considera-se importante realizar,
periodicamente, treinamentos específicos. Deste modo é possível ter um feedback

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do trabalho que vem sendo realizado, já que o relacionamento construído ao longo
dos anos foi baseado no diálogo e aberto a conversação e sugestões. A
comunicação nesse processo realimenta-se e pode-se perceber e corrigir falhas que
tenham surgido na interpretação e compreensão das informações. Este feedback
pode provocar mudanças de atitudes e pensamentos até então equivocados. Além
disso, os operadores do SASi nas bibliotecas podem constatar o que seu trabalho
representa no contexto do SSUFRGS e passam a ter a noção do quanto
"pertencem" à Universidade e sobretudo do quanto podem contribuir para seu
aprimoramento, concretizado na prestação de serviços com qualidade.

5 REFERÊNCIAS
ABERJE. Pesquisa comunicação interna: Associação Brasileira de Comunicação
Empresarial, set. 2007. Disponível em:
&lt;http://www.aberje.com .br/pesguisa/pesguisa Com Interna 2007.pdf&gt;. Acesso em : 03 abr.
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ABRACOM . Como entender a comunicação Interna. São Paulo, 2008. Disponível em:
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BOHN, Celisia Liane Ziotti; MARZARI , Camila. A comunicação interna: onde um mais um
pode ser três. In : COLÓQUIO INTERNACIONAL SOBRE GESTÃO UNIVERSITÁRIA NA
AMÉRICA LATINA, 9., 2009, Florianópolis. Anais eletrônicos ...
Disponível em : &lt;http://www.inpeau.ufsc.br/wp/wp-contentlBD documentos/cologuio9/1X1146.pdf&gt;. Acesso em: 13 mar. 2012.
BRUM, Analisa de Medeiros. Endomarketing: estratégias de comunicação interna para
empresas que buscam a qualidade e a competitividade. 2. ed . Porto Alegre: Comunicação
Integrada, 1995.
CAMPOS, Aline de; ARENA, Bárbara; MAZZOCATO, Sandra Bordini (Org.). Tutorial de
Plone da UFRGS. [201-]. Disponível em: &lt;http://paginas.ufrgs.br/tutorial&gt;. Acesso em: 13
mar. 2012.
CURVELLO, João José Azevedo. Comunicação interna e endomarketing . Brasília:
[s.n.], 2001 . 9 p. Disponível em: &lt;http://www.acaocomunicativa.pro.br/comintnew.pdf&gt;.
Acesso em: 13 abr. 2012.
GOOGLE Analytics. Site: [seção de acesso restrito]. c2012 . Disponível em:
&lt;http://www.google.com/analytics/&gt;. Acesso em: 01 abro2012.
KUNSCH, Margarida Maria Khroling . Planejamento de relações públicas na
comunicação integrada. Ed. rev. atual. e ampl. São Paulo: Summus, 2002.
LEITE, Quézia de Alcântara Guimarães. A importância da comunicação interna nas
organizações. In: PORTAL Universia, Brasil, Notícias. 05/05/2006. Disponível em:
&lt; http://noticias .universia .com .br/destag ue/noticia/2006/05/05/442402/importncia-dacomunicao-interna-nas-organizaes .html&gt;. Acesso em: 14 mar. 2012.

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�Gestão de pessoas
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MaooNlck

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=

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IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

MORAIS, Deivisson Leão do Nascimento. A gestão da comunicação interna na
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB): um estudo de caso. 2009.
Monografia de Conclusão de Curso (Graduação) - Curso de Administração, Universidade
Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, 2009. Disponível em:
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13 mar. 2012
SILVA, Paula Bortolini; VILAÇA, Wilma Pereira Tinoco. Comunicação interna em instituições
de ensino superior. In: ADMINISTRADORES.COM: o portal da administração. 03 abr. 2008.
Disponível em : &lt;http://www.administradores.com .br/informe-se/artigos/comunicacao-internaem-instituicoes-de-ensino-superior/221 01/&gt;. Acesso em: 05 mar. 2012.
SCROFERNEKER, Cleusa Maria Andrade. As políticas de comunicação interna das
universidades gaúchas. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA
COMUNICAÇÃO, 26., Belo Horizonte, 2003. Disponível em :
&lt;http://galaxy.intercom .org.br:8180/dspace/handle/1904/4584&gt;. Acesso em : 13 mar. 2012.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Gabinete do Reitor. Portaria n°
1272, de 14 de maio de 1998.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Gabinete do Reitor. Portaria n°
1103, de 16 de março de 2011. Designa membros para compor Comissão de AutomaçãoSABi/UFRGS.
VIGNERON , Jacques. Comunicação interna: além das mídias. Líbero, São Paulo, v. 4,
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&lt;http://www.revistas .univerciencia.org/index. php/libero/article/view/3892/3651 &gt;. Acesso em
03 abr. 2012.

2421

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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              <description>The topic of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
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              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
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                  <text>2012</text>
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              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
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              <elementText elementTextId="64634">
                <text>O papel da comunicação interna institucional na relação COMAUT- SBUFRGS.</text>
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                <text>Oliveira, Zita Prates de et al.</text>
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                <text>UFRGS</text>
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                <text>A comunicação interna institucional é o objeto deste estudo, especificamente no que tange aos canais de comunicação utilizados entre a Comissão de Automação e as bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O trabalho analisa o início e o desenvolvimento dessa comunicação ao longo dos anos, considerando as mudanças tecnológicas ocorridas nos sistemas de informação, o significado atribuído a esta comunicação e a importância que a mesma adquiriu como elemento- chave para a qualidade do trabalho realizado por ambas as partes.</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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                    <text>Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE
DEMOCRATIZAÇÃO E ACESSO À INFORMAÇÃO: ESTUDO DE
CASO DE EMPRÉSTIMO DE COMPUTADORES PORTÁTEIS,
NETBOOK, NA BIBLIOTECA DA UFLA
Vânia Natal de Oliveira 1, Nivaldo Oliveirél, Eliana José Bernardes3,
Rosiane Maria Oliveira4, Daniele Ribeiro de Faria 5,Cláudio Fabiano Kloss 6
Especialista em Gerenciamento de Micro e Pequenas Empresas pela Universidade Federal de
Lavras, Especialista em Paradigmas Emergentes nos Serviços Informacionais: gestão, indexação e
disseminação, Bacharel em Biblioteconomia pelo Centro Universitário de Formiga - UNIFOR/MG e
Bibliotecária da Universidade Federal de Lavras . E-mail: vania@biblioteca .ufla.br
1

Mestrando em Administração pela Universidade Federal de Lavras , Especialista em Gestão do
Conhecimento e Tecnologia da Informação e Bacharel em Biblioteconomia pelo Centro Universitário
de Formiga - UNIFOR/MG e Bibliotecário da Universidade Federal de Lavras , MG. E-mai/:
nivaldo@biblioteca.ufla.br
2

Especialista em Tecnologias de Informação e Comunicação no Ensino Fundamental pela
Universidade Federal de Juiz de Fora, Bacharel em Biblioteconomia pelo Centro Universitário de
Formiga - UNIFOR/MG e Bibliotecária da Universidade Federal de Lavras - UNIFOR/MG. Email: eliana@biblioteca.ufla.br

3

Especialista em Tecnologias de Informação e Comunicação no Ensino Fundamental pela
Universidade Federal de Juiz de Fora, Bacharel em Biblioteconomia pelo Centro Universitário de
UNIFOR/MG e Bibliotecária da
Universidade Federal
de Lavras. EFormiga
mail: rosianemaria@biblioteca .ufla.br

4

5 Licenciada em Língua Portuguesa e suas Literaturas pela Universidade Federal de São João dei Rei
- UFSJ e Assistente em Administração na Biblioteca da UFLA. E-mail: danielefaria@biblioteca.ufla.br
6 Graduando em Sistema de Informação pela Universidade Federal de Lavras. Técnico em Tecnologia
da Informação da Biblioteca da UFLA. E-mail: ckloss@biblioteca.ufla.br

Resumo
Este relato de experiência trata do projeto de empréstimo, pela Biblioteca da
UFLA, de computadores portáteis (netbooks) para que a comunidade acadêmica
possa consultar recursos eletrônicos e pesquisar na WEB . Esse projeto faz parte da
política de inclusão digital defendida pela Direção Executiva da UFLA. Foram
disponibilizadas, inicialmente, 80 unidades para empréstimo domiciliar. A aceitação
e a alta demanda pelos empréstimos dos computadores portáteis confirmaram uma
tendência voltada para o uso de aparatos tecnológicos na Educação e nos estudos
da Biblioteconomia e da Ciência da Informação.

Palavras-Chave:
Computadores portáteis; Netbooks; Inclusão digital; Sociedade da Informação;
Biblioteca universitária.

2610

�Gestão de recursos materiais e financeiros
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Abstract
This experience report deals with the project loan made by the Library of
UFLA, laptops (netbooks) for the academic community can consult electronic
resources and search the web . This project is part of the digital inclusion policy
advocated by the Executive Director of UFLA. First 80 units were available for home
loan. The acceptance and high demand for loans of laptops confirmed a trend toward
the use of technological devices in education and studies of Library and Information
Science.
Keywords:
Laptops; Netbooks; Digital inclusion; Information Society; University library.
1 Introdução
A queima dos rolos de papiros na famosa Biblioteca de Alexandria levou aos
intolerância
religiosa , negando
à
humanidade
céus
a fumaça
da
o direito à informação. Da Antiguidade para os tempos modernos, muito se
avançou na forma de disponibilizar a informação e a mais conhecida
é a imprensa, que gerou o livro. Gerações anteriores acessaram a informação por
meio de livros e hoje manuseiam, com pouca agilidade, as novas ferramentas
tecnológicas. Diferente deste cenário, as crianças "nativas digitais", ainda
pequeninas, manuseiam com facilidade os equipamentos modernos (celulares,
câmaras digitais, netbooks e outros), além de colorirem e se divertirem com os
aplicativos em computadores. A chamada "geração digital" vivencia o oposto das
gerações das décadas anteriores ao ano 2000: o contato se dá, primeiramente, com
as novas tecnologias e, depois, com os livros.
A sociedade atual pode ser considerada privilegiada porque presencia as
aceleradas transformação e evolução da informação. A inclusão dos novos suportes
de informação surpreende e encanta as crianças e os jovens. Contudo, os livros não
podem ser descartados. Acompanhar esse processo evolutivo é responsabilidade
dos gestores de unidades de educação e de informação.
As tecnologias devem ser apresentadas pelos gestores de informação com
responsabilidade e deve-se enfatizar a sua aplicação para a formação do leitor e do
pesquisador. Para que haja uma educação cidadã e o real aproveitamento da
informação capaz de gerar conhecimento , não se deve ser intolerante com a
informação impressa, que estará presente no cotidiano social, acadêmico e
profissional por muito tempo.
Os profissionais da informação, os docentes e os técnicos em tecnologia da
informação terão acesso a bibliotecas híbridas - a impressa e a digital - e isso
refletirá diretamente na forma de ensinar e aprender. Cada vez mais estaremos
conectados e, para isso, as ferramentas deverão ser disponibilizadas, para que os
usuários possam acompanhar a evolução do acesso à informação.
Acompanhando as inovações tecnológicas e os avanços na forma de ensinar
e educar, e buscando cumprir o seu papel de difusora da informação, a Biblioteca da

2611

�Gestão de recursos materiais e financeiros
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Universidade Federal de Lavras (UFLA) implantou um projeto piloto de empréstimo
de computadores portáteis, netbooks, cuja experiência é apresentada neste relato.
O Projeto de Empréstimo de Netbooks executado pela Biblioteca Universitária
da UFLA faz parte de uma política de inclusão digital defendida pela Direção
Executiva da UFLA, com apoio da Diretoria de Gestão de Tecnologia da Informação,
DGTI, para atender a uma parcela de estudantes e servidores que ainda não
possuem equipamentos portáteis para acesso à informação na web, para os
estudos, as pesquisas e para a participação em congressos e seminários.

2 Tecnologia da informação como instrumento de democratização e
acesso à informação
Nos últimos anos, a sociedade vem passando por transformações
significativas, no que tange à produção de informações e à geração de
conhecimentos. Tudo isso graças aos avanços tecnológicos na microeletrônica e
nas telecomunicações. Para alguns estudiosos, estamos vivenciando a "Sociedade
da Informação", sobretudo nas nações mais industrializadas. Já os países em
desenvolvimento ainda estão em fase de transição, mas já se tornam visíveis as
mudanças propiciadas pelas tecnologias da informação, o que faz com que esses
países caminhem em direção a esse novo conceito de sociedade.
Na Sociedade da Informação, Castells (2000) afirma que a informação tornase matéria-prima e as tecnologias permitem que o homem tenha acesso a ela . As
tecnologias da informação e comunicação (TICs) também são capazes de promover
mudanças paradigmáticas de ordem social e econômica, devido à sua alta
penetrabilidade, uma vez que "a informação é parte integrante de toda atividade
humana, individual ou coletiva e, portanto, todas essas atividades tendem a ser
afetadas diretamente pela nova tecnologia" (WERTHEI , 2000 , p.72).
No "Livro Verde", fruto de uma iniciativa do Governo Federal brasileiro e
produzido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, no ano de 2000, encontra-se a
seguinte afirmação:
[... ] a Sociedade da Informação não é um modismo. Representa uma
profunda mudança na organização da sociedade e da economia , havendo
quem a considere um novo paradigma técnico-econômico. É um fenômeno
global, com elevado potencial transformador das atividades sociais e
econômicas. Tem ainda marcante dimensão social , em virtude do seu
elevado potencial de promover a integração, ao reduzir as distâncias entre
pessoas e aumentar o seu nível de informação. (TAKAHASHI , 2000, p. 5) .

Diante desse novo paradigma, torna-se fundamental pensar na
universalização dos serviços de informação, propiciando a inserção dos indivíduos
na nova sociedade. E foi nesse intuito que foi criado o "Livro Verde", ao estabelecer
planos e metas para promover o acesso de todos os cidadãos a esses serviços,
construindo, assim, uma sociedade de informação para todos. De acordo com esse
documento, seu principal objetivo é "integrar, coordenar e fomentar ações para a
utilização de tecnologias de informação e comunicação, de forma a contribuir para a
inclusão social de todos os brasileiros na nova sociedade" (TAKAHASHI, 2000).
Além disso, o projeto busca viabilizar uma maior competitividade do país no

2612

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

mercado global, fator também fundamental para o desenvolvimento do Brasil.
Um dos fatores que dificultam a inclusão social dos indivíduos é o
analfabetismo informacional. Segundo Tarapanoff, Suaiden e Oliveira (2002),
aqueles que desconhecem a utilização dos equipamentos de TICs estarão
impossibilitados de ter acesso à informação. Portanto, para adotar medidas de
inclusão, não basta apenas disponibilizar computadores para todos. É preciso
também capacitá-los para o uso correto dos mesmos.
Buscando conhecer a situação em que o país se encontrava , o governo
brasileiro mapeou a situação do uso das tecnologias e o acesso a elas, constatando
o preocupante quadro de atraso digital. No "Livro Verde", é possível visualizar um
panorama geral das dificuldades, dos atrasos, dos avanços e as necessidades mais
urgentes para atenuar a exclusão digital e as desigualdades sociais, como bem
mostra o trecho seguinte:
[... ] ao Brasil urge acelerar o processo de articulação efetiva de um
programa nacional para a sociedade da informação. Algumas aplicações de
governo têm tido enorme impacto, tanto na melhoria da eficiência interna de
funcionamento como na prestação de serviços ao cidadão . O país dispõe,
pois, dos elementos essenciais para a condução de uma iniciativa nacional
rumo à Sociedade da Informação. E a emergência do novo paradigma
constitui, para o Brasil , oportunidade sem precedentes de prestar
significativa contribu ição para resgatar a sua dívida social , alavancar o
desenvolvimento e manter uma posição de competitividade econômica no
cenário internacional. (TAKAHASHI , 2000, p. 5) .

Pode-se afirmar que esse livro foi pioneiro em realizar esse estudo e um dos
mapeamentos mais consistentes do uso das TICs no país. Por meio dele, é possível
que o Brasil se oriente na hora da tomada de decisões, buscando promover a
inclusão digital de toda a população, sobretudo das mais carentes. No entanto, ao
falar em Sociedade da Informação como sendo o caminho para solucionar
problemas sociais e econômicos, promovendo uma sociedade mais justa e
democrática por meio da apropriação das TICs, não se pode deixar de mencionar
um outro quadro da nova realidade: o dos "digitalmente excluídos", o que faz com
que a sociedade seja dividida entre aqueles que detêm o acesso às tecnologias
dominantes e aqueles que sequer têm recursos mínimos para ter acesso à
informação (MATTOS ; SANTOS, 2009) .
Neste contexto, existem várias promessas e desafios propostos pela
Sociedade da Informação. Como parte do presente texto, analisa-se a questão da
inclusão digital, a qual surge como uma resposta indireta à exclusão social.
Indivíduos que não têm garantidos seus direitos básicos, como saneamento, saúde,
moradia , educação e alimentação, tendem a ter o acesso ao mundo dig ital
desfavorecido, o que implica em um desnivelamento cultural.
A desigualdade sócio-econômica é uma barreira que impede os indivíduos
pobres a terem acesso às redes informacionais. Essa negação de acesso é o cerne
da exclusão digital, uma vez que impossibilita que o cidadão utilize um computador
conectado à internet, por sua própria vontade.
As novas tecnologias da informação podem não apenas consolidar, mas
agravar as diferenças sociais e promover um abismo cognitivo entre aqueles que
utilizam aparatos eletrônicos e aqueles que são privados dessa tecnologia em seu

2613

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

ofício (OLIVEIRA; CANDIDO, 2005).
Conforme Mattos e Santos (2009) , é importante buscar definições mais
adequadas do que seja 'inclusão digital', pois os indicadores mais encontradiços [ .. .]
não são suficientes para mensurá-Ia e descrever a complexidade do fenômeno . O
termo "inclusão digital" ainda carece de uma definição justa, uma vez que há muitas
variáveis relacionadas a ele, como o local de acesso ao computador/internet em
casa e no trabalho, a qualidade de conexão, etc. Conforme Sorj e Guedes (2005),
A inclusão digital é geralmente definida num país pela relação entre a
porcentagem de pessoas com acesso a computador e/ou Internet no
domicílio e o total da população. Para identificar as pessoas incluídas, o
critério geralmente utilizado é o número de computadores por domicílio e/ou
de computadores por domicílio com acesso à Internet. Essa metodologia já
foi alvo de críticas, pois em países com um número significativo de pontos
de acesso coletivo (comumente denom inados telecentros ou cibercafés) o
número de pessoas que acessam a Internet por computador é muito maior
que a média de acesso por domicílio.

De acordo com Silva Filho (2003), três pilares compõem um tripé fundamental
para que aconteça a inclusão digital: as próprias tecnologias da informação e
comunicação (TICs), a renda e a educação.
Em análise do processo relacional da inclusão digital, conclui-se que esta
envolve muito mais a questão ética, em que a percepção do indivíduo a receber
tende refletir a extensão deste serviço/direto aos outros indivíduos, considerando-o
um fator e cidadania . Dessa forma , caracteriza-se um processo de aprendizagem em
rede, do uso das tecnologias da informação.
Incluir não significa apenas inserir os indivíduos em determinados padrões.
Significa , ao mesmo tempo, respeitá-los, levá-los a participar ativamente da
democracia, conscientizando-os da realidade que persiste no meio em que
sobrevivem , oferecendo-lhes credibilidade e oportunidades de concretizar suas
expectativas, de forma igualitária.
Para promover a "inclusão digital", com suporte das TICs, não basta apenas
ofertar máquinas. São necessárias políticas direcionadas a proporcionar uma
familiarização maior com as tecnologias. Espera-se que os resultados de ações
inclusivas proporcionem maior qualificação profissional , bem como o interesse das
pessoas em disseminar o conhecimento, principalmente no meio acadêmico. Os
utilizadores das tecnologias se tornarão mais capacitados para elaborar e distribuir
conteúdos significativos para a comunidade em que está inserido, participando,
inclusive, de políticas públicas de inclusão digital.
Para a provisão democrática do acesso à informação é necessário
oportunizar e assegurar ao usuário a possibilidade de lidar com equipamentos que
assegurem o acesso aos suportes de informação para diversas atividades
acadêmicas, conectando-o à rede para fomentar o conhecimento .
No trabalho de Mendonça (2007) , a autora cita Schauer (2003) que, ao tratar
da tecnologia da informação, apresenta elementos que devem ser considerados na
construção e na implementação de programas voltados para a inclusão "infossocial",
tais como:

2614

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

a) as tecnologias da informação e comunicação estão fora do alcance de
muita gente;
b) os projetos, muitas vezes, estão longe da vida real e dos interesses de
acesso;
c) a concepção de tecnologia ignora as necessidades dos países pobres.
A mesma exclusão digital que envolve o Brasil e outros países, para Sorg
(2003) , também citado por Mendonça (2007), depende de cinco fatores que
determinam a maior ou a menor universalização das TICs. São eles:
a) existência de infraestruturas físicas de transmissão;
b) disponibilidade de equipamentos/conexão de acesso ;
c) treinamento para uso dos instrumentos do computador e internet;
d) capacitação intelectual e inserção social do usuário, produto da profissão,
do nível educacional e intelectual e de sua rede social que determina o
aproveitamento efetivo da informação e das necessidades de comunicação
pela internet;
e) produção e uso de conteúdos específicos adequados às necessidades dos
diversos segmentos da população.

2 Métodos e procedimentos de implantação
No que se refere à sistematização do Projeto de Empréstimo de
Computadores Portáteis, Netbooks, objeto deste estudo, utilizou-se como técnica de
pesquisa uma abordagem qualitativa, utilizando-se de revisão bibliográfica e
pesquisa exploratória. O método de coleta de dados adotado foi a partir de
informações fornecidas pela biblioteca e universidade sendo estabelecidas as
seguintes etapas:
a) planejamento da implantação;
b) elaboração das normas de empréstimo e de segurança da informação;
c) configuração e estabelecimento dos privilégios dos usuários nos sistemas
operacionais dos netbooks;
d) processamento técnico;
e) preparo das rotinas de circulação e manutenção.

2.1 O planejamento
A elaboração de um projeto como forma de promoção inclusiva e progressiva
dos usuários da biblioteca e às TICs, proporcionando o acesso a computadores
portáteis, netbooks, incitou a Biblioteca Universitária da Universidade Federal de
Lavras (BU/UFLA), a disponibilizar o empréstimo desses equipamentos para a
consulta aos recursos eletrônicos e para a pesquisa na Web. Os netbooks são
destinados à comunidade acadêmica com habilitação aos serviços da Biblioteca da
UFLA e, para completar a mobilidade virtual , a Universidade dispõe de acesso à
internet sem fio e gratuita em todo o campus.

2615

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

Para a implantação do projeto, foi nomeada uma comlssao composta de
bibliotecários, técnicos em tecnologia da informação, alunos bolsistas e técnicos em
administração, que estabeleceram a execução e a política de empréstimo.

2.2 As normas de empréstimo
Com a implantação do Projeto de Empréstimo dos Computadores Portáteis,
netbooks, a comissão verificou o Regulamento Geral da Biblioteca, em seus incisos,
para se certifica de que já estaria contemplado o atendimento a esse novo serviço.

o Regulamento Geral da Biblioteca 1, atualizado em 2011 , encontrava-se
adequado aos diversos serviços recentemente implantados. As especificidades não
incluídas no regulamento foram tratadas em normas distintas, como foi a questão do
empréstimo dos netbooks. As características peculiares que diferem esse
empréstimo dos demais itens disponíveis para os usuários estão previstas em
normas de empréstimo dos netbooks 2 que orientam a forma de comunicação e ação
entre servidores e usuários.
2.3 Especificações dos computadores portáteis
Netbook Asus Eee PC 1001 PXD
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
j)
k)
I)
m)
n)

Sistema Operacional Windows XP Professional ;
processador Intel® Atom™ N455 @ 1.66GHz;
memória de 1GB (DDR3);
tela LED de 10.1" WSVGA (1 024x600) fosca ;
disco rígido 2.5" SATA2 250GB 5400rpm ;
conexão wireless 802 .11 b/g/n@2.4GHz;
conexão bluetooth V2.1+EDR;
WEBCam de 0,3 megapixels;
processador de audio de alta definição;
alto-falantes estéreo;
microfone embutido;
bateria de íon de lítio de 6 células, 48Whr;
peso: 1,27 kg ;
Conexões:
-1 xVGA
- 2 x USB 2.0
- 1 x LAN RJ-45
- 1 x áudio (fone de ouvido/microfone)
- 1 x leitor de cartão: SD/ SDHC/ MMC

2.4 Preparo do conteúdo do kit de empréstimo do computador portátil
1

2

Regulamento disponível em: &lt;http://urI20.ca/4Tf&gt; . Acesso em : 18 abro2012.
Normas de empréstimo disponível em : &lt; urI20 .ca/1hB &gt;. Acesso em : 18 abro2012 .

2616

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

(Netbook)
Netbook é um termo usado para descrever uma classe de computadores
portáteis tipo subnotebook, com características típicas: peso reduzido, dimensão
pequena ou média e de baixo custo . São utilizados, geralmente, em serviços
baseados na internet, tais como navegação e e-mails.
Para facilitar a condução desses equipamentos pelos usuários, a comissão
responsável decidiu montar um kit com os seguintes itens:
a)
b)
c)
d)
e)
f)

computador portátil, com bateria incluída;
fonte de alimentação;
pasta em tecido;
cabo de força;
cabo de rede ;
alça regulável.

Um folder, com as normas de empréstimo, foi anexado ao kit, para
demonstrar ao usuário sua responsabilidade pela guarda e conservação do
computador portátil e dos periféricos, emprestados em seu nome.

2.4.1 Configuração e estabelecimento dos privilégios dos usuários nos
sistemas operacionais do netbook
Os equipamentos foram adquiridos pela Reitoria da Universidade Federal de
Lavras e encaminhados para a DGTI. Em seguida , a Biblioteca Universitária, através
de sua Coordenadoria de Recursos Tecnológicos, ao receber os netbooks, conferiu
a quantidade, as especificidades e os números de patrimônio. Durante a verificação
dos softwares instalados e das configurações, constataram-se algumas falhas,
como:
a) conta de usuário com privilégios de administrador;
b) não utilização de software antivírus;
c) ausência dos softwares importantes para os usuários, como o SisVar 3 e
outros;
d) utilização do Returni 4 que restaura o estado da máquina automaticamente
após cada boot. Os usuários são orientados a não deixar informações
armazenadas.
Após as análises dos técnicos da Biblioteca Universitária e da DGTI ,
envolvidos na implantação do Projeto, optou-se pela reformatação dos netbooks e a
adoção das seguintes medidas:
a) utilizar o Comodore Time Machine 5 , em vez do Returnil;
3 Programa de análises estatísticas e planejamento de experimentos . Disponível em :
&lt;http://www.dex.ufla.br/-danielff/softwares.htm&gt;. Acesso em : 18 abro2012 .
4 Software que permite restaurar a configuração orig inal do computador. Disponível em :
&lt;http://www.returnilvirtualsystem .com&gt; . Acesso em : 18 abro2011 .
5 Software que permite restaurar a configuração original do computador. Disponível em :

2617

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

b) retirar privilégios de administrador da senha de usuário;
c) instalar o antivírus McAfee;
d) determinar a restauração apenas na devolução do equipamento .
Com essas medidas estabelecidas, acreditou-se que os equipamentos
estariam mais seguros e poderiam circular por mais tempo e em melhores
condições, sem a necessidade de reposição de peças e sem que houvesse alguma
avaria no sistema operacional.

2.4.2 Preparação da imagem (configuração matriz)
A etapa seguinte foi preparar a imagem e a matriz das configurações que
seriam replicadas aos outros 79 netbooks destinados ao empréstimo. Foram
instalados os seguintes softwares e aplicativos:
a)
b)
c)
d)
e)
f)

g)
h)

BROffice versão 3.3;
Adobe Reader versão X;
SisVAR versão 5.3;
Navegador Google Chrome ;
Navegador Mozilla Firefox versão 6.0;
7Zip versão 9.2;
PDFCreator versão 1.2.0;
Pacote de codecs CCCP .

2.5 Processamento técnico
A Coordenadoria de Processamento Técnico foi a responsável pela descrição
física dos computadores portáteis no sistema de gestão de informação da biblioteca
e pelo preparo do equipamento para circulação e empréstimo.
Com o objetivo de ajustar as especificações desse tipo de material e de
agilizar o seu processamento técnico, algumas das normas estabelecidas nos
instrumentos de catalogação foram adaptadas e/ou alteradas.
Após a descrição técnica do equipamento no sistema de Gestão de
Informação da Biblioteca, o Pergamum, foram afixadas as etiquetas de código de
barras para o empréstimo , do número de patrimônio, do número de série do
equipamento e da licença do Windows XP, todas na parte inferior do computador,
conforme Figura 1.

&lt;http://www.comodo.com/home/backup-online-storage/data-recovery.php&gt;. Acesso em : 18 abro2012 .

2618

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

Figura 1 Etiquetas de identificação dos netbooks

Na finalização do processamento técnico, os equipamentos foram
encaminhados para a Coordenadoria de Recursos Tecnológicos da Biblioteca , para
vincular os números de patrimônio e de registro do sistema da Biblioteca aos seus
endereços MAC 6 . O objetivo desse procedimento é a localização dos computadores
portáteis em caso de extravio, pois o MAC é salvo na memória do roteador e,
sempre que uma rede for acessada pelo aparelho, um endereço de IP será definido
para ele, o que facilitará a sua localização.

2.6 Rotinas de circulação
Ao efetuar o empréstimo, o usuário tomará conhecimento do regulamento da
Biblioteca e das normas específicas para os netbooks, certificando-se dos
procedimentos desse serviço. Esses documentos estão disponíveis em diversos
formatos, como folders , mezaninos, cartazes ou recomendações em banners.
Também estão disponíveis no site 7 da Biblioteca .
O empréstimo desse equipamento difere dos materiais bibliográficos que são
emprestados no Setor de Circulação ou através dos terminais de autoempréstimo.
Já os computadores portáteis, por questão de segurança, são emprestados somente
no Setor de Referência, que funciona em uma sala arejada, com balcão apropriado
para atendimento aos usuários, com estantes adequadas para o acondicionamento
desses equipamentos e com funcionários no atendimento em tempo integral do
expediente da Biblioteca . Para efetuar o empréstimo, o usuário apresenta o seu
cartão único de identificação da universidade.
No ato da entrega e no ato da devolução, é primordial a conferência do
conteúdo do kit do computador portátil. São ações importantes que garantem a
verificação do aspecto físico do equipamento. Essa ação é praticada
concomitantemente por um funcionário e pelo usuário, conforme rotinas préestabelecidas.
No ato da devolução, o usuário deverá estar presente, enquanto se realiza a
vistoria . Conforme as normas de empréstimo, o usuário que não permanecer na
conferência será responsabilizado pelos danos identificados. O computador portátil
MAC é a sigla de Media Access Control , ou seja, é o endereço individualizado, com 12 dígitos
hexadecimais, de controle de acesso da placa de rede nos netbooks.

6

7

Biblioteca da UFLA. Disponível em : &lt;http://www.biblioteca .ufla.br/&gt; . Acesso em : 20 jun. 2012 .

2619

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

não será emprestado e nem consertado até o comparecimento do usuário.

2.7 Manutenção dos equipamentos
No ato do empréstimo do equipamento, se for detectada, na conferência ,
alguma avaria, o empréstimo daquele computador é suspenso e, se for na
devolução, o problema será relatado, utilizando um laudo de vistoria (Anexo A) , que
será encaminhado junto, com o equipamento para a Coordenadoria de Recursos
Tecnológicos da Biblioteca e, se necessário, à DGTI , com o diagnóstico para
conserto. São procedimentos da notificação de avaliação:

a) o funcionário confere o equipamento na presença do usuário;
b) ao detectar alguma avaria, o funcionário preencherá o formulário na
presença do usuário;
c) após o preenchimento, o funcionário solicitará a assinatura do usuário;
d) o funcionário fará o documento em três vias, sendo uma para o usuário,
uma para a Coordenadoria de Recursos Tecnológicos (CRT) e uma para o
Setor de Referência ;
e) o equipamento será encaminhado, com a via do laudo de vistoria , para
CRT;
f) o funcionário registrará, no Sistema Pergamum , no módulo de cadastro de
usuários, a mensagem "Netbook em avaliação" . Até o fim da verificação,
esse registro não impede o usuário de efetuar outro empréstimo;
g) o funcionário responsável pela identificação da avaria no equipamento, ao
receber a notificação da CRT e/ou da DGTI, comunicará a situação do
netbook ao usuário, por e-mail.
Os custos de reparo no computador portátil, caso a CRT e/ou DGTI concluam
que houve uso inadequado do equipamento , será de responsabilidade do usuário.
Desde o início do projeto, em outubro de 2011 , foram encaminhadas apenas quatro
unidades para manutenção.

3 Resultados e divulgação do projeto
O projeto de empréstimo domiciliar de computadores portáteis, netbooks, foi
lançado durante a VI Semana do Livro e da Biblioteca da UFLA, a VI SLBU em
outubro de 2011 . Essa atividade é considerada pioneira nas instituições públicas de
ensino superior no Estado de Minas Gerais.
Ao ser implantado o projeto, a procura por empréstimo de netbooks foi
intensa; no dia do seu lançamento, mais de 50% dos exemplares dos equipamentos
portáteis foram emprestados. Consulta feita com os primeiros 40 alunos que
utilizaram o serviço, revelou que eles estão se beneficiando dessa atividade , uma
vez que o projeto possibilita formas de utilizar as tecnologias da informação,
complementando seus estudos e pesquisas e melhorando a sua formação
acadêmica.
No planejamento e na implantação e na execução do projeto de empréstimo

2620

�Gestão de recursos materiais e financeiros
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de computadores portáteis, netbooks, foram envolvidos mais de 40 profissionais,
entre pró-reitores, administradores, técnicos em tecnologia da informação,
servidores técnico-administrativos, auxiliares de biblioteca, bibliotecários e outros
profissionais ligados à prestação de serviços de informação
Após sete meses de implantação, foram contabilizados 884 empréstimos e
538 reservas dos computadores portáteis. Comparado com aos livros com o maior
índice de circulação na Biblioteca da UFLA, Las Casas (2006)8, com 663
empréstimos e Tipler (2004)9, com maior índice de reserva , 121, pode-se considerar
significativa a demanda por este material. Esses resultados levaram a direção da
UFLA a investir na aquisição de mais 50 netbooks, totalizando 130 equipamentos
para o projeto, dos quais 20 são de uso exclusivo no recinto da Biblioteca.

4 Conclusão
Os profissionais da informação convivem com mudanças o tempo todo,
sobretudo na disponibilização da informação por meios eletrônicos, cujas
tecnologias vêm sofrendo avanços cada vez mais rápidos e significativos. É urgente
que esses profissionais incorporem o conhecimento dessas novas tecnologias e
ferramentas da web, discutindo as políticas internas ou coletivas que inovam e
disponibilizam as informações aos seus utilizadores.
A realidade atual é que a biblioteca não é o primeiro espaço onde as pessoas
buscam informações aos seus questionamentos. Cada vez mais, a biblioteca deve
posicionar-se na ação de ir ao encontro dos seus usuários, sem receios , buscando
atender às suas necessidades e apresentando os novos recursos de busca para o
encontro das respostas . A biblioteca deve ir onde o usuário está .
O profissional que está preparado e aberto às mudanças será sempre útil e
proporcionará a quebra dos paradigmas que mantêm alguns profissionais estáticos.
Esse profissional moderno enxergará novas oportunidades, agregando valor às suas
potencialidades e inovando sempre. Os serviços oferecidos terão conteúdos
relevantes , direção certa e ferramentas adequadas para incorporar novas
tecnologias que facilitam ou proporcionam o acesso à informação.
O profissional da informação que estabelece linhas diversas de comunicação
online com seu público constrói a confiança necessária para o compartilhamento de
informações e experiências que visam à utilização dos serviços, facilitando a
disseminação da informação, construindo o conhecimento daqueles que utilizam os
sistemas.
Tornar acessível as novas ferramentas inovadoras de busca e acesso à
informação permite que a biblioteca faça uma nova leitura do seu papel junto aos
usuários. Disponibilizar ferramentas , como um computador portátil, é uma inovação
inclusiva que equilibra diferenças sociais, oportunizando condições igualitárias aos
usuários de biblioteca.
A maioria dos novos usuários de biblioteca nasceu com a web e com os
dispositivos móveis. Os profissionais da informação deverão combinar os recursos
LAS CASAS , Alexandre Luzzi. Administração de marketing: conceitos, planejamento e aplicações
à realidade brasileira. São Paulo: Atlas , 2006. 528 p.
9 TIPLER , Paul Allen. Física para cientistas e engenheiros. 4. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e
Científicos , 2000. v. 1.

8

2621

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

disponíveis para oferecer os melhores serviços. E, para que a biblioteca seja vista
como um meio de transpor barreiras da desigualdade, para ser mais inclusiva, esses
novos desafios que se apresentam são inovações e ações que deverão ser
utilizadas como complemento às atividades de ensino, pesquisa e extensão .
Atitudes pioneiras sempre oferecem espaço para novas oportunidades e o
modo como os profissionais da informação estão incorporando as novas tecnologias
nos seus sistemas e serviços proporciona um aproveitamento maior na utilização
dos recursos.
É também essencial analisar o comportamento dos usuários para entender
quais são as suas demandas informacionais, como conseguem acessá-Ias e como
vão produzir conhecimento.
O empréstimo de computadores portáteis foi um passo importante de contato
com o usuário, tratando-se de um recurso até então pouco explorado pelas
instituições no Brasil. Esse projeto mostra que é fundamental assegurar o acesso à
informação para um número maior de usuários, em especial os de menor poder
aquisitivo.
O impacto na produtividade acadêmica, com a utilização de novas
ferramentas e outros recursos da biblioteca deve ser outro ponto de um plano para
subsidiar mais investimentos em tecnologia e recursos humanos. Estudos
multidisciplinares, com outros profissionais, devem orientar novas ações que
permitam oferecer novos recursos de comunicação e investimentos tecnológicos,
baseados na avaliação dos projetos já existentes que instiguem e estimulem a
aprendizagem e a formação profissional.
5 Referências
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Terra, 2000 .
MATTOS, F. A. M. de; SANTOS, B. D. D. R. Sociedade da informação e inclusão
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Anais ... Rio de Janeiro: Nicola &amp; Moskovics, 2005 . 1 CD-ROM .

2622

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

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DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 24., 2011, Maceió. Anais
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2623

�Gestão de recursos materiais e financeiros
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Anexo A

UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
REITORIA - ASSESSORIA ACADÊMICA
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
Avaliação de Netbook

Matrícula: ................................ Usuário :............... .... .. .............................................. ......... ....... ....
Reg. Pergamum .... ... ... ... ... ... N° de patrimõnio ... .. ......... .... ... ..Servidor da BU: ... .... .... ... .. .... ..... .....
Data de devolução efetiva pelo usuário: _I _1 _ _

Identificados os seguintes problemas no computador portátil:
( ) falta peça do kit. Qual(is)? .. ... .. ...... ..... .. ...... .... .. .... ..... .... ....... .. ....... .. .... ......... .... ... .. ..,
( ) arranhões;
( ) trincados;
( ) quebrado na parte externa;
( ) trincado na parte interna (tela e teclado);
( ) fonte de alimentação não funciona ;
( ) conectores nas laterais do equipamento quebrados ou obstruídos;
( ) teclas soltas, travadas ou arrancadas;
( ) derramamento de líquidos;
( ) cabo de força na fonte de alimentação não funciona ;
( ) cabo de força na tomada não funciona ;
( ) cabo de rede danificado;
( ) computador não liga ;
( ) Restore System do Comodo Time Machine não executa;
( ) Comodo Time Machine não restaurou o sistema;
( ) imagem na tela apresenta problemas;
( ) encarte com as normas de empréstimo danificado;
( ) pasta danificada;
( ) alça da pasta danificada;
( ) Outros. Especifique: ... ...... .... ...... ... ........ ..... ....... ..... ...... .. ... ... ...... ...... .......... .. ............ ..
O computador portátil será encaminhado para vistoria técnica na Coordenadoria de Recursos
Tecnológicos da Biblioteca da UFLA elou na Diretoria de Gestão de Tecnologia da Informação, DGTI.
Será de responsabilidade do usuário os custos de reparo no computador portátil.
Assinatura do Usuário: ......... .. .... ......... ..... .................. ..... ... .... ... .... .. ...... .... ... ....... .. .... ... .. .... ......... .
Rua:
...................................... ......... ......... ....... ......... n: ....... Bairro: ........ ................. ....... .

2624

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

Cidade :............ ....... ........... ......... ........... CEP :....... ....... ... ........ ......... Tel :........... ........... ....... ......... ..

Coordenadoria de Recursos Tecnológicos da Biblioteca da UFLA
Parecer ........ ..... .... .. .. ..... ....... .. ... ... .... ... ... .... .. .......... .. ...... ... ... ... ....... ... ... ... ....... .. ... ...... ...

Recomendações:
) Substituição de item ;
) Reparos em assistência técnica indicada.
Técnico Responsável :.. ..... ..... .......... ....... ... ........ .......... ........ .. .......... ...... ......... ........... .. ..... .. .. ..... .. ...
Lavras, ......... de ........ .... .............. de .......... .

2625

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Publisher</name>
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                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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            <name>Title</name>
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                <text>Tecnologia da informação como instrumento de democratização e acesso à informação: estudo de caso de empréstimo de computadores portáteis, netbook,na Biblioteca da UFLA.</text>
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            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <text>Oliveira, Vânia Natal de et al.</text>
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                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Este relato de experiência trata do projeto de empréstimo, pela Biblioteca da UFLA, de computadores portáteis (netbooks) para que a comunidade acadêmica possa consultar recursos eletrônicos e pesquisar na WEB. Esse projeto faz parte da política de inclusão digital defendida pela Direção Executiva da UFLA. Foram disponibilizadas, inicialmente, 80 unidades para empréstimo domiciliar. A aceitação e a alta demanda pelos empréstimos dos computadores portáteis confirmaram uma tendência voltada para o uso de aparatos tecnológicos na Educação e nos estudos da Biblioteconomia e da Ciência da Informação.</text>
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DIRETRIZES PARA A CATALOGAÇÃO DE MAPAS: RELATO DE
EXPERIÊNCIA DO SERViÇO DE BIBLIOTECA DA EESC/USP
Valéria de Oliveira 1, Murillo Ferreira de Camargo2, Vera Lucia Lioni
Pedrinr, Elenise Maria de Araujo 1, Rosana Alvarez Paschoalino 1

1Bibliotecárias, Escola de Engenharia de São Carlos - USP, São Carlos, SP
2Técnico de documentação, Escola de Engenharia de São Carlos - USP, São Carlos
3 Auxiliar administrativa, Escola de Engenharia de São Carlos - USP, São Carlos, SP

Resumo
Este trabalho apresenta um projeto que prevê o tratamento adequado do
acervo de material existente no Serviço de Biblioteca (SVBIBL) da Escola de
Engenharia de São Carlos (EESC) , da Universidade de São Paulo (USP),
constituído de, aproximadamente, 250 mapas. Descreve a capacitação da equipe e
os procedimentos a que foi submetido o acervo, de grande interesse para a
comunidade interna, inicialmente armazenado em mapotecas horizontais, sem a
devida organização física e carente de reparos adequados. Procedimentos
detalhados, para representação temática e descritiva, digitalização e cadastramento
no banco de dados bibliográficos da USP foram abordados. A coleção ganhou
visibilidade e um conjunto completo de metadados, que permite a incorporação dos
itens em outros repositórios.

Palavras-Chave: Catalogação; Indexação; MARC21 Bibliográfico; Material
Cartográfico ; Mapas-digitalização.
Abstract
This paper presents a project that provides the proper treatment of the existing
collection of cartographic materiais in the Library of the School of Engineering of Sao
Carlos (EESC), University of São Paulo (USP), consisting of approximately 250
maps. Describes the training team and the procedures they underwent the collection,
of great interest to the international community initially stored in horizontal for
collection of maps without proper physical organization and lacking in adequate
repair. Detailed procedures for thematic representation and descriptive, scanning and
registration in the Bibliographic Database USP were presented. The collection has
gained visibility and a complete set of metadata, which allows the incorporation of
items in other repositories.

Keywords: Cataloguing; Indexing ; MARC21 Bibliographic; Cartographic
Materiais; Digital Maps.

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1 Introdução
Localizada no campus I da Universidade de São Paulo - USP, na cidade de
São Carlos, a Escola de Engenharia de São Carlos - EESC teve suas atividades
iniciadas em 1952, com a finalidade de ministrar, desenvolver e aperfeiçoar o estudo
da Engenharia. Em 1953, por meio de Decreto Federal , foi autorizado o
funcionamento dos cursos de graduação em Engenharia Civil e Engenharia
Mecânica. Os programas dos cursos de pós-graduação foram organizados em 1969
e, no ano seguinte, as atividades pertinentes foram regulamentadas.
Compõem a Escola, atualmente, nove departamentos e dois centros,
oferecendo dez cursos de graduação, a saber, Engenharias Aeronáutica; Ambiental ;
Civil; de Computação; Elétrica/Eletrônica; Elétrica/Sistemas de Energia e
Automação; Mecânica; Mecatrônica; de Produção Mecânica; e de Materiais e
Manufatura.
A EESC conta com nove programas de pós-graduação: em Engenharias
Hidráulica e Saneamento; Elétrica; Mecânica; de Transportes; de Geotecnia; Civil
(Engenharia de Estruturas); Ambiental; e de Produção. Conta, também com dois
programas interunidades (Ciência e Engenharia de Materiais e Bioengenharia).
Todos os programas possuem nível de mestrado e doutorado, formando, a cada
ano, aproximadamente, 220 mestres e 90 doutores (ALTAFIM; SILVA, 2004).
A biblioteca foi criada em 1953, como Seção de Bibliografia e Documentação.
Passou a se chamar Biblioteca Central e, atualmente, é denominada de Serviço de
Biblioteca. Iniciou suas atividades como suporte aos estudos das ciências básicas,
com 2.603 volumes, divididos entre coleções de periódicos e livros. Desde sua
criação, constitui-se um núcleo de atendimento às necessidades do processo
ensino-aprendizagem , ocupando papel fundamental aos pesquisadores e
profissionais na obtenção de informação, o que a caracteriza como uma das maiores
e melhores bibliotecas do país no campo das engenharias, motivo pelo qual é
constantemente solicitada por instituições congêneres.
O Serviço de Biblioteca acompanha o crescimento da EESC, aprimorando os
serviços e produtos oferecidos, transformando os serviços convencionais em virtuais
e implementando ferramentas inovadoras, com vistas a apoiar o ensino e a
pesquisa, para que a Unidade se destaque entre as escolas de Engenharia
brasileiras.
A Biblioteca dispõe de seção específica para tratamento técnico da
informação, de modo a padronizar os registros bibliográficos, mantendo o banco de
dados bibliográficos da Universidade, Dedalus, atualizado e consistente.
Nesse sentido, em 2011 , como parte do planejamento estratégico da seção,
iniciou-se o cadastro, no banco Dedalus, dos itens registrados em bases de dados
locais, divulgadas no website da biblioteca e em catálogos impressos. Priorizou-se,
por sua importância, o tratamento técnico dos mapas e das cartas topográficas
nacionais e internacionais que constituem um acervo histórico da Escola de
Engenharia de São Carlos.
Sob a responsabilidade da Biblioteca durante décadas, esse material
apresentava sinais visíveis de degradação, impostos pelo tempo e agravados pelo
manuseio e disposição física inadequada. Armazenados em gavetas horizontais, em
armários de aço , os itens estavam disponíveis apenas para consulta local, não
podendo ser pesquisados no catálogo on-line do banco Dedalus.

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Diante da situação, tornou-se imprescindível a execução imediata de um
projeto para tratamento técnico dos itens, que envolvia o conserto, a preservação, a
digitalização e a posterior representação temática e descritiva no banco bibliográfico
da USP.
Grandi et aI. (2004) relata a experiência do Serviço de Biblioteca e
Documentação da Faculdade de Filosofia , Letras e Ciências Humanas da USP
(SBD/FFLCH/USP) e Guerra et aI. (2008), da Biblioteca do Instituto de Geociências
da USP (IGC/USP).
A iniciativa de Guerra et aI. (2008) no IGc revelou-se mais adequada, pois
abarcava a informatização de uma mapoteca e a constituição de uma base local
(Geomapas) para armazenar a imagem digital dos mapas. Os documentos já
existentes nessa base apresentam, também, grande similaridade temática com os
itens bibliográficos da EESC. Dessa forma , além de sugerir o compartilhamento da
base, essa parceria significa atenuar esforços de catalogação e digitalização.
Assim, concretizou-se a parceria com a equipe técnica da Biblioteca do IGCUSP, a qual compartilhou o know-how referente ao tratamento dos mapas e das
cartas topográficas, possibilitando à equipe da Seção de Tratamento da Informação
do Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de
São Paulo, (SVBIBLlEESC/USP) executar a catalogação do material cartográfico no
Oedalus e a definição do padrão MARC21 em planilhas personalizadas para o Aleph
500.
Para sustentar as premissas deste trabalho, é necessário retomar a
importância da representação descritiva e temática e o estabelecimento de um fluxo
de tratamento e recuperação da informação.

2 Revisão de Literatura
Segundo Galvão (1998 , p.2) , ''[. .. ] a biblioteconomia e a documentação têm
por objetivos básicos a análise, organização e disseminação da informação [... l".
fluxo do tratamento e recuperação da informação envolve conceitos como o
conhecimento do universo de documentos (conjunto de todos os suportes físicos
existentes, tais quais livros, filmes, CDs, vídeos, mapas, etc.) ; o documento
selecionado; a análise, a síntese e a representação temática e descritiva para
posterior inserção em índices e bases de dados que devam atender à
representação, à análise e à solicitação do usuário do sistema.
No entanto, para a representação temática e descritiva dos documentos, é
preciso adotar regras a fim de individualizar e agrupar, por suas semelhanças, esses
itens e, consequentemente, criar mais oportunidades para o usuário no momento da
escolha e da localização no acervo.
Esse procedimento técnico para a representação descritiva, atualmente, é
realizado em sistemas de intercâmbio de informações bibliográficas (por exemplo, o
padrão MARC21), que, de maneira cooperativa, permitem maior rapidez e eficiência
em todo o processo de tratamento e recuperação da informação. (RIBEIRO, 2008).
Segundo Mey (1995), para o cumprimento das funções da catalogação, é
necessário considerar algumas características essenciais, como a integridade, a
clareza , a precisão , a lógica e a consistência na representação dos itens.
Nesse contexto, deve-se levar em conta , também , que, diante do advento de
novos suportes de informação e das diferentes configurações de metadados e

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padrões de intercâmbio bibliográfico, essas características ganham maior relevância .
A modernidade dos serviços de representação descritiva e temática consiste na
estrutura de bancos de dados e de catálogos virtuais compostos de inúmeras
possibilidades de recuperação que respeitam até mesmo o perfil do usuário e seus
interesses informacionais.
Em face desse panorama , torna-se fundamental rever as necessidades
informacionais dos usuários e adaptar os serviços e produtos oferecidos pelas
bibliotecas a essa comunidade que solicita , constantemente, acesso amplo e
irrestrito a todo tipo de documentos.
Sob esse viés, o projeto de digitalização e cadastro dos mapas e cartas
topográficas da Biblioteca da EESC concretizou-se, passando a ser um processo
que, atualmente, encontra-se em fase de expansão com a vinda de outras coleções
particulares de professores e departamentos vinculados a essa Unidade de Ensino.
Vale ressaltar que os critérios de catalogação e representação temática estão
de acordo com a política adotada em âmbito sistêmico, representada pelo
Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (DT/SIBI/USP),
que gerencia o banco bibliográfico Oedalus. Nesse sentido, os procedimentos
expostos podem ser adequados de modo a atender à política local e às
determinações e aos recursos tecnológicos disponíveis - apresentar o tema
abordado, a questão, o problema , a justificativa e os objetivos do trabalho .

3 Materiais e Métodos
Apresentam-se, nesta seção, um breve relato do processo de trabalho
realizado na Biblioteca e, na sequência, informações específicas sobre o tratamento
técnico de mapas, coletadas e sistematizadas no decorrer do trabalho.
O universo de documentos disponível no conjunto designado como mapoteca
do SVBIBLlEESC/USP é formado por uma variedade de materiais cartográficos.
Dentre eles, estão: mapas do Brasil , dos estados e regiões; mapas dos diversos
países do mundo; mapas-múndi; mapas de astronomia; mapas clássicos, históricos,
culturais, políticos, etnográficos de clima, vegetação, relevo, cartas náuticas; etc.
Para dar início ao trabalho, estabeleceu-se uma equipe da Seção de
Tratamento da Informação do SVBIBLlEESC/USP, composta de dois bibliotecários,
um técnico e um auxiliar, centrada , assim, nos seguintes propósitos: identificar, na
Universidade, experiências em que haviam trabalhado com a catalogação de mapas;
coletar informações sobre esses processos (benchmarking) ; internalizar
conhecimentos básicos sobre cartografia (coordenadas geográficas, projeção, etc.);
e catalogação, a fim de ter o embasamento teórico necessário para o correto
processamento técnico desse tipo de material.
Após a fase de coleta e sistematização das informações, iniciou-se o trabalho
de tratamento do acervo de 250 mapas existentes, no qual foram realizadas análises
detalhadas do estado de conservação para posterior encaminhamento: reparo ,
processamento ou descarte. De imediato, 37 itens foram descartados, por serem
cópias ou estarem em péssimas condições físicas. O restante dos mapas passou por
pequenos reparos.
Finalizado o processo de conservação, foram realizadas pesquisas
bibliográficas desses itens no Oedalus e na base Geomapas, do IGc/USP. Quando o
item pesquisado no Oedalus já possuía registro vinculado a alguma unidade USP, as

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informações de cadastramento eram anotadas para posterior inclusão do item no
registro . Quando não existia , o mapa era separado para catalogação.
À medida que os mapas eram cadastrados no Dedalus, lotes iam sendo
encaminhados ao IGc para digitalização. A base Geomapas, do IGc,
(&lt;http://mapoteca.igc.usp.br&gt;) contém registros dos mapas cadastrados, bem como
links para os mapas em formato eletrõnico.
Atualmente, apresenta-se em andamento o processo de compartilhamento da
base Geomapas para o servidor web local, administrado pelo Serviço Técnico de
Informática da EESC. Dessa forma, a EESC já dispõe de todos os requisitos
técnicos necessários, como o Servidor Linux-Debian, com desempenho aproximado
de 3 Gb, Apache v.2, Mysql 4 e PHP 4.
Como resultado desse processo de gestão do conhecimento, decorrente da
coleta e internalização de informações, a equipe responsável decidiu elaborar, em
forma de uma diretriz, considerações pontuais sobre cartografia e procedimento
técnico específico de catalogação desses materiais, a fim de registrar e padronizar o
processo de trabalho para todos os envolvidos.
O documento, intitulado Diretrizes para catalogação de mapas, foi estruturado
em quatro (4) partes: 1) Orientação geral sobre coordenadas geográficas; 2)
Fluxograma do processo de catalogação de mapas; 3) Representação descritiva,
segundo AACR2 e MARC21 ; e 4) Preparo físico e conservação/pequenos reparos. A
ele também foram acrescentados dois anexos, sendo um de exemplo de registro do
Dedalus de mapa catalogado e, outro contendo as regras do Formato MARC 21 .
A seguir, as partes dessa diretriz.
3.1 Orientação geral sobre coordenadas geográficas
Trata da orientação geral sobre coordenadas geográficas. Abordaram-se
algumas particularidades sobre cartografia . Uma delas, geralmente considerada
confusa pelos profissionais, é a identificação das coordenadas geográficas e a
simbologia utilizada para a representação descritiva. (FLlTZ, 2000). A figura 1 ilustra
essas informações.
NORTE INI
~

OESTE (W}

__

de Greenwich

.. -

--

_ . Equador

LESTE lEI

sUl lSI

Figura 1 - Subdivisão do globo terrestre e simbologia para coordenadas
geográficas
Fonte: Crédito dos autores

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Na representação do globo terrestre, da Figura 1, observa-se sua divisão,
pelas linhas imaginárias do Equador e Meridiano de Greenwich, em quatro partes. A
linha do Equador divide o globo em dois hemisférios, o Norte (N) e o Sul (S) . Já o
Meridiano de Greenwich separa o planeta em Oriente e Ocidente, respectivamente
em Leste (E) e Oeste (W).
No momento da identificação das coordenadas geográficas de um mapa, é
necessário que o catalogador identifique se a região representada no documento
encontra-se a Norte ou Sul (latitude) e se está a Leste ou Oeste (longitude) .
Assim, a latitude é uma medida em graus na direção Norte-Sul, tendo como
referência a linha do Equador. Da mesma forma , a longitude, é uma medida em
graus na direção Leste-Oeste, tendo como referência o Meridiano de Greenwich . A
figura 2, a seguir, ilustra essas medidas em graus no globo terrestre.

LonglhJeI

l.:ltltlilclo

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iiD:

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,o
Meridiano

H

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Figura 2 - Latitude e longitude do globo terrestre
Fonte: BRANCO, A. L.; MENDONÇA, C.; LUCCI, E. A. Geografia para todos: geografia
para o ensino médico. Infográfico sobre latitude e longitude. Disponível em:
&lt;http://www.geografiaparatodos.com.br/&gt; . Acesso em: 10 jan. 2012.

Tendo identificado os graus referentes à latitude e à longitude, no momento da
representação descritiva dos dados cartográficos do mapa, é preciso utilizar a
notação que corresponda ao quadrante em que determinada região do mapa
encontra-se no globo terrestre. Por exemplo, se um mapa trata de uma região
localizada a Norte (N) do Equador e a Leste (E) de Greenwich , as letras iniciais da
simbologia utilizada para representar suas coordenadas de latitude serão NN e de
longitude, EE. A figura 1 apresenta essa simbologia para cada quadrante do globo.

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3.2 Fluxograma do processo de catalogação

Depois dos estudos iniciais e da definição do processo de trabalho , achou-se
mais didática e explicativa a elaboração de um fluxograma geral do processo, de
acordo com o ilustrado na figura 3:

Figura 3 - Fluxograma do processo de catalogação de mapas
Fonte: Crédito dos autores

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3.3 Representação descritiva segundo AACR2 e MARC21
Os elementos considerados na representação descritiva estão previstos no
código de catalogação -AACR2 da FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES
DE BIBLIOTECÁRIOS, CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO E INSTITUiÇÕES - FEBAB
(2002) .
Para o cadastramento dos mapas no Dedalus, utilizou-se uma planilha já
existente no software Aleph, em formato MARC 21 com no nome MAPA.MRC,
desenvolvida nos projetos Mapear 1 e 2 do SIBi/USP, segundo Guerra et aI. (2008) .
O quadro 1 apresenta os campos MARC obrigatórios e complementares a
serem preenchidos, sendo que essa escolha depende do nível de catalogação
desejado.

Quadro 1 - Campos MARC para mapas
Campo

Nome do campo

007

Descrição física (obrigatório)

008

Dados fixos (obrigatório)

024

Outros códigos

034

Dado cartográfico matemático codificado

041

Idioma (obrigatório)

044

País de publicação (obrigatório)

110

Entrada principal para autor corporativo

245

Titulo (obrigatório)

255

Dado cartográfico matemático

260

Imprenta (obrigatório)

300

Descrição física (obrigatório)

490

Título da série

500

Nota geral

650

Assunto (obrigatório)

700

Entrada secundária para autor pessoal

710

Entrada secundária para autor corporativo

945

Informação complementar - tipo de material
(obrigatório)

Fonte: Crédito dos autores

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Ainda nessa parte da diretriz, são apresentadas instruções de preenchimento,
segundo documento fornecido pela biblioteca do IGc. Os campos abordados são:
007 , 008, 024, 034, 255 e 500. A ênfase dada a eles deve-se ao fato de serem
campos específicos para a representação descritiva de particularidades dos mapas.
Os quadros a seguir exemplificam a notação a ser utilizada para o preenchimento
dos campos.
O campo 007 (descrição física) possui posições a serem usadas para
codificar características físicas de um item.
Quadro 2- Campo de descrição física
CAMPO 007 - com o cursor no campo,
"Mapa"
Nome
Posição
Categoria do material
00
Designação do material
01
Original/reprodução
02

Cor

03

Meio físico
Tipo de reprodução

04
05

Detalhes de reprodução

06

Positivo/negativo

07

apertar CTRL +F e selecionar a opção
Código
a - mapa
j -mapa
o - original
r - reprodução
f - fac-símile
u - desconhecido
a - monocromático
c - multicolorido
a - papel
n - não aplicável
f - fac-símile
a - fotocópia
z - outro
Em branco - sem
codificar
n - não aplicável

tentativa

de

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

O campo 008 (dados fixos) possui posições definidas para cada elemento e
descrição codificada de um item bibliográfico.
Os campos 007 e 008 possuem posições a serem codificadas para a
descrição do item. Os campos 024,034,255 e 500 não têm posições, demandando
a identificação de indicadores e subcampos.

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Quadro 3- Campo de dados fixos

Nome
Data
Relevo
Projeção

Meridiano principal
Tipo de material

Forma do item

Características especiais do
formato
Idioma

CAMPO 008
Posição
Código
07-10
2011, por exemplo
18-21
Em branco
22-23
Em branco
bh- UTM
cc - cônica conforme Lambert
outro tipo - ver tabela
24
e - Greenwich
Em branco - não especificado
25
a - mapa único
b - série de mapas
f - mapa com suplemento de outra obra
g - mapa agregado, como parte de outra
obra
29
r - impressão regular
s - eletrônica
em branco - sem tentativa de codificar
33-34
r - folhas soltas
35-37

ver tabela de idiomas

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

o campo 024 (outros códigos) é usado para indicar números ou códigos
normalizados existentes no item bibliográfico . No caso dos mapas, foi utilizado para
identificar a nomenclatura.
Quadro 4- Campo de outros códigos

TAG
024

I

I

CAMPO 024
Indicadores I
80

I

Subcampo
a (exemplo: SF-23-M -IV-2)

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

o campo 034 (dado cartográfico matemático codificado) é usado para a
indicação da escala e das coordenadas geográficas de forma simplificada .

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Quadro 5- Campo de dados codificados

TAG
034

CAMPO 034
Indicadores
Subcampo
1#
a (escala simples, exemplo: 50.000)
Obs.: se não houver escala indicada, colocar
um traço (-).
d (longitude a oeste, exemplo: W501230)
e (longitude a leste, exemplo : E350000)
f (latitude a norte, exemplo : N521023)
g (latitude a sul, exemplo: 5402369)

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

Já o campo 255 (dado carlográfico matemático), embora pareça repetitivo,
com relação ao 034, é usado para indicar as informações de escala , projeção e
coordenadas geométricas de forma mais detalhada.
Quadro 6- Campo de dado cartográfico matemático

TAG
255

CAMPO 255
Indicadores
Subcampo
a (escala simples, exemplo: 1:50.000)
##
Obs.: se não houver escala indicada, digitar a
expressã o "escala não informada".
b (nome da projeção conforme apresentado,
exemplo: UTM)
Obs.: em branco (se não houver projeção indicada)
c (coordenadas em graus, minutos e segundos),
descritos da seguinte forma :
(W46' 30'00"
W46' 41' 15" /523' 35'00"
523 '37'30" )

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

o campo 500 (nota geral) é usado para indicar detalhes específicos do mapa,
como articulação, datum vertical e horizontal, meridianos e demais informações
descritas no item.
Quadro 7- Campo de notas

TAG
500

CAMPO 500
Indicadores
Subcampo a
##
Articulação da folha : Rio Claro, Araras, Piracicaba,
Limeira.
Datum vertical: marégrafo Imbituba, 5C; Datum
horizontal : Córrego Alegre, MG.
Meridiano Central : Equador e Meridiano 45' W. Gr.
Notas em geral

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

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As informações sobre o formato MARC 21 , apresentadas para os campos
descritos acima, encontram-se disponíveis no Manual para uso do Dedalus, na área
técnica do DT/SIBi/USP. (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 2010)

3.4 Preparo físico e conservação/pequenos reparos

As formas de acondicionamento normalmente empregadas pouco contribuem
para a preservação dos acervos de mapas e cartas topográficas. Deve-se evitar,
portanto, enrolar ou dobrá-los, pois esse procedimento causa a distensão das fibras,
fragilizando o papel.
Quanto a melhor forma de acondicionar os mapas, recomenda-se utilizar
armários verticais (figura 4) , que podem ser confeccionados ou adquiridos em
empresas especializadas. Esses armários são equipados com lanças que se
entrecruzam e suportam as tarjas com furos, facilitando o manuseio do material e
conservando o material e suas características físicas, como dimensão e orientação
(paisagem ou retrato).

Figura 4 - Armário de madeira para armazenamento dos mapas
Fonte: Crédito dos autores

O acervo de mapas da EESC passou por uma minuciosa avaliação do estado
de conservação e recebeu pequenos reparos, que são diminutas intervenções que
podemos executar visando a interromper o processo de deterioração em andamento.
Essas pequenas intervenções devem obedecer a técnicas e procedimentos
reversíveis. Isso significa que, caso seja necessário reverter o processo, não deve
haver nenhum obstáculo na técnica e nos materiais utilizados.
Ressalta-se, no entanto, que a execução desse tipo de conserto depende de
inúmeros fatores, como a gramatura, o tipo de cobertura plástica aplicada sob o
papel e até mesmo a constituição física do mapa (tecido, plástico, papel, etc.). O
importante, para o sucesso do processo, é contar com o apoio de um profissional
com capacitação técnica para executar esses reparos sem danificar ou

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

descaracterizar o item.
Desse modo, descrevem-se, sucintamente , o processo de reparo e
conservação dos mapas e os respectivos equipamentos e produtos utilizados para
esse fim .
a. Limpar com uma borracha natural especialmente tratada, que encontramos
em casas especializadas para restauradores. Apresenta uma superfície de
microfibras, que, através de eletricidade estática, retira, com facilidade, toda poeira ,
sujidade, podendo ser reutilizada lavando-a com água fria e sabão neutro, depois de
completamente seca . Essa borracha é indicada pela ABER - Associação Brasileira
de Encadernação e Restauro, para higienização de documentos.
b. Os rasgos que põem em risco a integridade do mapa devem ser reparados
com materiais duráveis e reversíveis e sempre precedidos de uma limpeza. Para o
conserto, usa-se papel oriental das mais diversas gramaturas e tipos de fibra
dependendo da espessura do mapa (a gramatura utilizada nos material é de 10 g em
folhas de 63 ,6 x 98 cm)
c. Cola metilcelulose: cola em pó, neutra, solúvel em água, totalmente
transparente com aditivo fungicida, própria para reparos. Sua reversibilidade ocorre
através da umidade. Sua aplicação, espalhada uniformemente, deve ser feita com
pincel macio sobre a superfície.
d. Fita adesiva com cola pH neutra Filmoplast P de papel especial , muito fina
e transparente. Essa fita é isenta de acidez e promove a união de dois segmentos
rompidos na fibra do papel ou do tecido (Filmoplast P- 50m x 2cm) .
e. Tarja de poliéster cristal autoadesiva transparente (rolo de 1188 x 55mm)
com 12 furos para disposição do mapa em armário vertical. (Figura 5)
f. Grampos de inox para fixação da tarja de poliéster cristal no mapa (grampo
para grampeador 26/6 de inox, para evitar oxidação).

Figura 5 - Modelo da Tarja de poliéster
Fonte: Crédito dos autores

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Para finalizar o preparo físico dos mapas, a equipe também padronizou a
distribuição de carimbos e etiquetas entre os itens, mantendo uma conduta uniforme,
de modo a:
a. carimbar e preencher os campos dos carimbos de classificação, tombo e
número do registro no sistema ALEPH;
b. colar o código de barras, sempre na mesma orientação da página;
c. colar a fita magnética antifurto;
d. colar a etiqueta de identificação com o título e número de chamada que
corresponde ao número de tombo do item;
e. organizar os mapas no armário vertical, em ordem numérica.

4 Considerações Finais
Nessa primeira fase do trabalho, mais de 100 mapas foram catalogados e
registrados no banco Dedalus. Aproximadamente, 136 itens foram encaminhados ao
IGc para o processo de digitalização e incorporação na base Geomapas.
A parceria com o IGc e a internalização de conhecimentos, por parte da
equipe, propiciaram a definição de um processo de trabalho e o registro de
informações relevantes sobre catalogação de mapas, em forma de diretrizes, o que,
certamente, contribuirá para a continuidade do projeto, tendo em vista a
incorporação de novos acervos de mapas.
Com o projeto, foi possível que a equipe conhecesse as técnicas de
conservação preventiva e promovesse a maior durabilidade dos mapas. Da mesma
maneira, a equipe adquiriu habilidade para realizar o tratamento técnico, que inclui a
representação temática e descritiva desse material, representando, na prática, uma
maior qualificação profissional para todos os envolvidos.
Além de todos esses benefícios locais, considera-se que os registros
inseridos nas bases de dados podem ser imediatamente incorporados em
repositórios institucionais, pois dispõem de metadados bem-definidos e já
compatíveis com outras unidades da USP.
A organização da mapoteca do SVBIBLlEESC/USP foi um projeto inovador e
que representou a abertura para novos horizontes de atuação em uma comunidade
acadêmica que possui características peculiares que devem ser citadas.
A área das engenharias manipula informações em diferentes suportes, e a
representação descritiva desses itens deve privilegiar essa necessidade. Dessa
forma , existe a constante preocupação da equipe da Seção de Tratamento da
Informação do SVBIBLlEESC/USP com padronizar os registros e incorporar todos os
itens existentes em suas estantes e armários ao banco bibliográfico da USP,
tornando visível e recuperável esse universo de documentos.
Com o término do processo de catalogação e inclusão dos itens no banco
Dedalus, deu-se visibilidade ao acervo de mapas da Biblioteca da EESC, facilitando
a pesquisa, localização e acesso do usuário. A inclusão desses documentos também
na base Geomapas e a disponibilização dela para acesso local, além de
colaborarem para o crescimento da base do IGc, representam a ampliação do
acervo de mapas disponível para os pesquisadores, alunos e docentes da
comunidade USP de São Carlos e demais instituições.

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XM L, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Referências
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ao futuro. São Carlos: EESC/USP,2004.
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geografia para o ensino médico. Infográfico sobre latitude e longitude.
Disponível em: &lt;http://www.geografiaparatodos.com .br/&gt;. Acesso em : 10 jan. 2012.
FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS,
CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO E INSTITUiÇÕES - FEBAB. Código de
catalogação anglo-americana. 2.ed .(Revisão 2002). São Paulo: FEBAB,
2004.
FLlTZ, Paulo Roberto. Cartografia básica. Canoas: Centro Universitário La
Salle, 2000. 171 p.
GALVÃO, M. C. B. Construção de conceitos no campo da ciência da
informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 27, n. 1, p. 46-52, jan./abr.
1998. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/%OD/ci/v27n1/06.pdf&gt;. Acesso
em : 12 mar 2012.
GRANDI , Márcia Elisa Garcia de et aI. Organização da mapoteca do Serviço
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Humanas da Universidade de São Paulo. In : Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias, 13.,2004, Natal, Anais ... Natal: CRUESP, 2004.
GUERRA, S.R.Y. et aI. A informatização da mapoteca do Instituto de
Geociências da USP : relato de experiência. In : Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias, 15., 2008, São Paulo, Anais ... São Paulo:
CRUESP, 2008.
MEY, Eliane Serrão Alves. Introdução à catalogação. Brasíl ia, DF: Briquet de
Lemos/Livros, 1995.
RIBEIRO , Antonia Motta de Castro Memória. Catalogação de recursos
bibliográficos: AACR2 em MARC 21 . 3. ed . Brasília: Edição do Autor, 2008.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. SISTEMA INTEGRADO DE
BIBLIOTECAS. DEPARTAMENTO TÉCNICO. MARC 21 : manual para uso no
Dedalus. Versão 2010. Disponível em:
http://www.sibi .usp.br/areatecnica/manuais/MANUAL_MARC_2010.pdf.
Acesso em: 02 abr 2012.
Agradecemos a toda equipe do Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, que
colaboraram efetivamente para concretização deste projeto.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Diretrizes para a catalogação de mapas: relato de experiência do serviço de Bibliotecas da EESC/USP.</text>
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                <text>Oliveira, Valéria de; Camargo, Murillo Ferreira de; Pedrini, Vera Lúcia L.; Araujo, Elenise Maria de; Paschoalino, Rosana Alvarez</text>
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                <text>Apresenta um projeto que prevê o tratamento adequado do acervo de material existente no Serviço de Biblioteca (SVBIBL) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da Universidade de São Paulo (USP), constituído de, aproximadamente, 250 mapas. Descreve a capacitação da equipe e os procedimentos a que foi submetido o acervo, de grande interesse para a comunidade interna, inicialmente armazenado em mapotecas horizontais, sem a devida organização física e carente de reparos adequados. Procedimentos detalhados, para representação temática e descritiva, digitalização e cadastramento no banco de dados bibliográficos da USP foram abordados. A coleção ganhou visibilidade e um conjunto completo de metadados, que permite a incorporação dos itens em outros repositórios.</text>
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                    <text>! ==~~
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Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

OS REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS COMO FONTE DA
COMUNICAÇÃO CIENTíFICA: VISIBILIDADE E ACESSIBILIDADE AO
CONHECIMENTO.
Rosana Oliveira 1, Ana Esmeralda Carellf
1Pós-graduanda do Mestrado Profissional em Gestão da Informação, Universidade Estadual
de Londrina, Londrina, Pro
2

Professora-doutora do Departamento de Ciência da Informação, Universidade Estadual de
Londrina, Londrina, P~

Resumo
Este estudo utiliza o termo "dados da atividade de pesquisa" para conceituação e
apresenta os repositórios digitais Oxford University Research Archive - ORA,
Edinburgh DataShare, Lume e Portal de Periódicos Científicos da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, como exemplo de instituições que disponibilizam
dados e informações resultantes da atividade de pesquisa como recurso
informacional de gestão administrativa e para a tomada de decisão.
Palavras-Chave: Repositórios institucionais; Recuperação da informação científica;
Acesso ao conhecimento científico; Dados da atividade de pesquisa; Comunicação
Científica.

Abstract
This study uses the term "research activity data" from conceptualization and presents
the digital repositories ORA, Edinburgh DataShare, Portal of Scientific Journals
(UFRGS) and Lume as example of institutions that provide data and information
results from research activities as information resource for administrative
management and decision making.
Keywords: Institutional Repositories; Scientific Information Retrieval; Access to
Scientific Knowledge; Research Activity Data; Scientific Communication.

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�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

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Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

1 Introdução

o

pesquisador, ao desenvolver atividades de pesquisa, deve atender o
compromisso de disseminar resultados com a instituição, com a comunidade
científica e com a sociedade. A comunicação científica torna visíveis os resultados
da pesquisa, pois explicita a produção de conhecimentos e assim registra e legitima
a ciência.
O acesso a informações institucionais deve ser otimizado de maneira que os
resultados da pesquisa sejam facilmente localizados e recuperados. O
desenvolvimento e a manutenção de bases que disponibilizem dados da pesquisa
desenvolvida institucionalmente auxiliam a sanar uma necessidade não apenas da
administração, que carece de informações para a tomada de decisão e na aplicação
dos recursos mas, também, das agências de fomento, dos governos, da comunidade
científica e da sociedade, complementando os repositórios de produção científica. A
disponibilização de dados que demonstrem onde os recursos estão sendo aplicados,
as áreas em crescimento, o pessoal envolvido em pesquisa e outros dados
relevantes, contribui para o desenvolvimento da ciência. Entretanto, não existem
diretrizes que norteiam a disseminação de dados resultantes da pesquisa e, desse
modo, questiona-se: quais estratégias podem ser adotadas visando a preservação e
o incentivo à divulgação de dados da atividade de pesquisa institucional?
O presente estudo apresenta três instituições que adotaram a política de
acessibilidade e de visibilidade à produção científica aliada a disponibilização de
dados da atividade de pesquisa desenvolvida por seus pesquisadores com
divulgação de documentos diversos em formato digital. Foram acessados os
repositórios digitais institucionais das Universidades de Oxford, de Edinburgh e, no
Brasil, da Federal do Rio Grande do Sul, sendo observadas as informações e os
documentos ali depositados como contribuição para o desenvolvimento científico.

2 A Comunicação Científica e os resultados da atividade de pesquisa
A comunicação científica possibilita o acesso à informação produzida por meio
dos resultados das investigações e da disseminação destes conhecimentos. Assim,
favorece novas pesquisas e a produção de novos conhecimentos. O pesquisador
conta com os canais formais e informais da comunicação científica para compartilhar
seus resultados com seus pares e com o público em geral. O pesquisador precisa
tornar público o seu fazer científico. A comunicação e a disseminação do
conhecimento gerado a partir da atividade de pesquisa possibilitam à ciência
alcançar legitimidade e credibilidade, considerando que a produção científica é parte
essencial do ciclo da pesquisa e passa pela avaliação de pares, de comitês editoriais
e de outros órgãos competentes (GOMEZ; MACHADO, 2007). Desse modo, os
resultados da pesquisa alcançam credibilidade, desde que avaliados e aprovados
pelos pares, observando-se as normas científicas e, desse modo, podem ser
considerados e publicados como conhecimento científico (MUELLER, 2007). Cabe
ao pesquisador o próximo passo que é permitir acessibilidade e visibilidade aos
resultados de sua pesquisa com a disponibilização em veículos legítimos.
Normalmente, os resultados da pesquisa são veiculados em formato de artigos em
periódicos científicos, mas também podem ser disponibilizados por meio de
relatórios finais, manuais, papéis de trabalho, notas, cartas (REALE, 2011).

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Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
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Entretanto, muitos desses documentos apresentam problemas de visibilidade e
acesso (GOMEZ; MACHADO, 2007), como o caso dos relatórios de pesquisa. Os
relatórios de pesquisa são importantes para as agências de fomento para avaliações
periódicas exigidas para a continuidade de financiamentos e para a prestação de
contas; entretanto, geralmente não estão disponíveis para consulta (POBLACIÓN;
NORONHA, 2002). Assim como os relatórios de pesquisa, outros documentos
devem ser disponibilizados, permitindo não só munir de informações os envolvidos
nos processos decisórios, como também melhorar o gerenciamento da pesquisa
institucional e a administração do erário e, ainda, atrair o interesse de novos
estudantes e de novos pesquisadores melhorando, assim, a qualidade das
pesquisas desenvolvidas (RUMSEY, 2010a).
Os dados da atividade de pesquisa são fontes ricas de informações
institucionais e possibilitam subsidiar ações e planejar estratégias futuras. Rumsey
(2010a) denomina como "dados da atividade de pesquisa" uma gama de
informações que apontem input e output da pesquisa institucional. Entre os dados de
pesquisa, Rumsey (2010a) elenca como input os recursos humanos (pesquisadores
e demais envolvidos na pesquisa) e os financeiros (financiamentos, equipamentos)
e, como output, os resultados (publicações, relatórios, teses, novos doutores).
Com o objetivo de permitir a visibilidade a dados fidedignos, o acesso rápido e
a eficiência no fornecimento das informações procuradas, uma opção é a
implementação e o gerenciamento do banco de dados institucional (RUMSEY,
2010a). As bibliotecas universitárias, responsáveis física e intelectualmente pela
gestão da informação e pela disseminação de conhecimentos, lideram as iniciativas
de implementação de repositórios digitais institucionais (BUSTOS; PORCEL;
JOHNSON, 2007). Os repositórios digitais, ao centralizar toda a produção científica e
intelectual da instituição em um domínio de acesso, proporcionam o meio de
disseminação de conhecimentos e de gestão da informação.

3 Repositórios Institucionais: acessibilidade à produção científica
acadêmica e à pesquisa
Repositórios Institucionais (RI) são arquivos digitais que permitem reunir e
disseminar documentos e informações digitais (WEITZEL, 2006). São ferramentas
fundamentais visto que permitem acesso à produção acadêmica, técnica e
intelectual de instituições de Ensino Superior (IES) e de pesquisa (MUELLER, 2007;
BUSTOS; PORCEL; JOHNSON, 2007). Contando com ferramentas que possibilitam
a busca, o armazenamento e a recuperação da informação eletrônica, RI são tanto
um sistema completo para a gestão da informação em formato de documentos
digitais quanto um recurso complementar para a comunicação científica
(BUSTOS;PORCEL;JOHNSON, 2007). RI tem como objetivos a maximização da
visibilidade, do uso, do impacto e do acesso à produção científica e acadêmica,
dando suporte às publicações eletrônicas e feedback à pesquisa institucional
(BUSTOS; PORCEL; JOHNSON, 2007).
RI permitem amplas possibilidades de armazenamento de documentos
digitais, atendendo as necessidades e metas de cada instituição. Permitem o
armazenamento da produção científica institucional (artigos, teses e dissertações),
de materiais de ensino e de aprendizagem (e-Ieaming), de documentos
administrativos e de pesquisa (BUSTOS;PORCEL;JOHNSON, 2007)

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Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
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A disponibilização de dados de pesquisa institucional em repositórios digitais
surge como uma solução para facilitar não só o acesso à investigação mas, ainda, a
visibilidade e a avaliação dos resultados (RUMSEY, 2010b). Os repositórios digitais
também podem servir como mecanismos da comunicação institucional, com a
veiculação de parte dos resultados das pesquisas desenvolvidas (RUSSELL, 2011).
Segundo Russell (2011), os repositórios institucionais evoluíram e, atualmente,
permitem o armazenamento de vários tipos de materiais digitais, tais como livros,
patentes, apresentações e dados, possibilitando acesso rápido e visibilidade à
publicação acadêmica.
A busca por melhores maneiras de administrar e recuperar informações
digitais acadêmicas possibilitou uma transformação na comunicação científica com o
movimento para implementar arquivos abertos, Open Access (OA) (MORENO,
LEITE, ARELLANO, 2006; RUSSELL, 2011). Os repositórios de OA permitem o
auto-arquivamento da produção científica pelo autor, podendo ser facilmente
acessados na forma integral ou e-prints (MORENO, LEITE, ARELLANO, 2006), o
que possibilita otimizar a comunicação formal e informal. Entre várias instituições
brasileiras que atuam no movimento de OA estão o IBICT - Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia e o CNPq - Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O IBICT (2012), com sua política de
implantação e otimização de repositórios digitais de OA, impulsionou o movimento
no Brasil e incentivou o surgimento de bibliotecas digitais que possibilitam o
armazenamento e recuperação da produção científica institucional (KURAMOTO,
2006). Iniciativas para a implementação de repositórios digitais de OA já são uma
realidade mundial, visto que permitem acesso rápido e visibilidade à produção
científica e à memória institucional, otimizando a comunicação e a disseminação de
conhecimentos (WEITZEL, 2006; RUSSELL, 2011).
Entre os repositórios digitais que disponibilizam tanto a produção científica
quanto os documentos e dados da atividade de pesquisa institucional estão o Oxford
University Research Archive (ORA) da Universidade de Oxford, o Edinburgh
DataShare da Universidade de Edinburgh e, no Brasil, o Lume e o Portal de
Periódicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
4 Materiais e Métodos
O presente estudo apresenta primeiros resultados de pesquisa descritiva
realizada nos repositórios institucionais das Universidades de Oxford, de Edinburgh
e da Federal do Rio Grande do Sul, a partir de levantamento de dados qualitativos,
sendo observadas informações relacionadas a preservação e a recuperação da
informação científica. A princípio, a coleta teve como foco os objetivos e políticas
apontadas pelas instituições para implementaçao dos repositórios, assim como os
tipos de documentos que são disponibilizados.
5 Resultados parciais
Os dados disponibilizados nos repositórios ORA, Edinburgh DataShare, Portal
de Periódicos e Lume, embora tenham características diferenciadas e atendam as
necessidades de cada instituição, tem os mesmos objetivos, que são a preservação
e a recuperação de informação científica disponível em documentos institucionais.

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digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
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Oxford University Research Archive (ORA)

O repositório digital ORA (2012a) permite visibilidade às publicações e às
produções das pesquisas desenvolvidas por membros da Universidade de Oxford,
inclusive com a disponibilização de muitos documentos em formato integral.
O ORA foi criado como forma de incentivar o auto-armazenamento de
documentos digitais com o depósito da produção de pesquisadores da instituição,
das cópias de artigos científicos, Work papers, livros e capítulos de livros, materiais
de pesquisa acadêmica, teses, relatórios técnicos, trabalhos de conferências e
workshops, relatórios de pesquisa entre outros (ORA, 2012b).
O ORA também permite acesso a trabalhos em OA que, ao proporcionar
acesso livre ao texto integral, torna a pesquisa mais suscetível de ser citada,
beneficiando não somente os próprios autores, mas também a instituição a qual está
vinculada, a sociedade (ORA, 2012b) e a comunidade científica. Os trabalhos
podem ser auto-arquivados diretamente no ORA ou por link a periódicos científicos
(ORA,2012b).
O ORA elenca uma quantidade considerável de benefícios aos
pesquisadores, que depositam seus trabalhos no sistema, e aos usuários, que farão
uso dos conhecimentos ali depositados; mas ressalta-se a vantagem do acesso e da
visibilidade aos dados da pesquisa institucional em uma maneira permanente e
segura de armazenar, de compartilhar, de preservar e de recuperar informações
para o desenvolvimento da ciência.

5.2

Edinburgh DataShare

O Repositório da Universidade de Edinburgh (2012a), do Reino Unido, tem a
política de compartilhamento dos dados de pesquisa para preservação escrita, tanto
para uso futuro dos próprios pesquisadores quanto para a disseminação de
conhecimentos. A biblioteca da Universidade de Edinburgh incentiva estudantes de
pós-graduação a realizar o auto-arquivamento de teses no repositório de publicação
do Edinburgh DataShare (2012a), como fonte e recurso de dados para
aprendizagem.
A busca no Edinburgh DataShare (2012b) pode ser realizada por
comunidades de pesquisa, por data de emissão (opções por mês, ano, data de
submissão, título ou postagem), por pesquisador, por título e por assunto. O sistema
recupera a busca realizada, com as opções de apresentação do registro simples ou
completo, com dados sobre autoria, data disponível, citação, abstract e link
permanente, além de permitir download da pesquisa e/ou do seu conjunto de dados.
O repositório da Universidade de Edinburgh não só permite a preservação de
documentos digitais como possibilita visibilidade e acessibilidade à pesquisa
institucional, disseminando conhecimentos e instigando a produção de
conhecimentos novos.
5.3

Portal de Periódicos Científicos da UFRGS

O Portal de Periódicos Científicos da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul - UFRGS disponibiliza links para períodicos científicos associados àquela

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digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
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universidade, com objetivo de divulgar a pesquisa e dar visibilidade às revistas
científicas da instituição, Dados sobre publicações e sobre sites com versão on-line
das edições completas podem ser acessados pelos links contidos no portal,
(UFRGS,2012a).
Na data da consulta on-line (09 de abril de 2012) o portal contava com 43
revistas relacionadas em ordem alfabética referente 26 áreas do conhecimento
(UFRGS,2012a).
Além do Portal de Periódicos Científicos, a UFRGS ainda disponibiliza acesso
ao LUME - Repositório Digital, que tem como objetivo a preservação e divulgação de
documentos digitais produzidos na instituição (UFRGS, 2012b). O Lume dispõe de
busca por comunidade, por coleções, por títulos, por autores, por palavra-chave e/ou
por ano de publicação. A coleção de documentos digitais está relacionada em:
acervo fotográfico; artigos de periódicos; livros e capítulos de livros; teses e
dissertações; trabalhos de conclusão de curso de graduação e especialização;
trabalhos de eventos (LUME, 2012). O Lume disponibiliza total de downloads, geral
e por comunidade, e apresenta dados estatísticos referentes aos itens mais
baixados por comunidade e por tipo de documento digital (LUME, 2012).

6 Considerações Parciais
A implementação de repositórios institucionais não somente possibilitou
visibilidade e acessibilidade a documentos digitais e à produção científica e
intelectual, como também é responsável por um crescimento e ampliação de
possibilidades de uso e recuperação da informação e veículo, ou recurso, da
comunicação científica. Atualmente já é possível direcionar RI de acordo com as
metas e objetivos institucionais. Para a atividade de pesquisa, isso representa
ampliação da abrangência científica, visto que o foco, ainda hoje, está na produção
científica. A atividade de pesquisa, embora seja a razão e rotina de pesquisadores
em IES, nem sempre recebe a atenção devida, sendo relegada a um segundo plano.
O interesse em disponibilizar dados e documentos digitais, gerados a partir da
pesquisa como recurso informacional, ganha um reforço com o crescimento dos
repositórios institucionais, que permitem o auto-arquivamento de uma diversidade
de documentos e dados, conforme a necessidade e meta institucional. As
universidades de Oxford, Edinburg e Federal do Rio Grande do Sul não são as
únicas a implementarem RI voltados para a produção da pesquisa científica, mas
ainda há um longo caminho a ser percorrido antes que iniciativas similares alcancem
a totalidade de instituições de ensino e de pesquisa.
As universidades de Oxford, Edinburg e Federal do Rio Grande do Sul são
exemplos de instituições que utilizam repositórios digitais para a preservação e o
incentivo à divulgação de dados da atividade de pesquisa como produtos do
conhecimento científico.

6

Referências

BUSTOS-GONZALEZ, Atilio; FERNANDEZ-PORCEL, Antonio; JOHNSON, lan.
Diretrizes para a criação repositórios institucionais nas universidades e organizações
de educação superior. Alfa Network Babel Library, Valparaíso, Chile. 2007.
Disponível em:

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digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

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Acesso em: 08 abr. 2012.
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preservation: Deposit your data. Escócia, 2012a. Disponível em:
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EDINBURG DATASHARE. What is Edinburgh DataShare? Escócia, 2012b.
Disponível em: &lt;http://datashare.is.ed.ac.uk/&gt;. Acesso em: 08 abril 2012.
GOMEZ, Maria Nélida Gonzales de; MACHADO, Rejane. A ciência invisível: o papel
dos relatórios e as questões de acesso à informação científica. DataGramaZero Revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, V. 8, n.5, out. 2007 . Disponível
em: &lt;http://www.dgz.org.br/out07/Art05.htm&gt;. Acesso em: 02 set. 2011.
IBICT. Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Brasília, DF,
2012. Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/&gt;. Acesso em: 07 abro 2012.
KURAMOTO, Hélio. Informação científica: proposta de um novo modelo para o
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MORENO, Fernanda Passini; LEITE, Fernando Cesar Lima; ARELLANO, Miguel
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"branca" e "cinzenta" pelos docentes/doutores dos programas de pós-graduação em
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Este estudo utiliza o termo “dados da atividade de pesquisa” para conceituação e apresenta os repositórios digitais Oxford University Research Archive - ORA, Edinburgh DataShare, Lume e Portal de Periódicos Científicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, como exemplo de instituições que disponibilizam dados e informações resultantes da atividade de pesquisa como recurso informacional de gestão administrativa e para a tomada de decisão.</text>
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Educação de usuários e competências informacionais
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Resumo expandido

PRÁTICAS QUE TRANSFORMAM: IMPLANTAÇÃO DE
MEDIDAS EDUCATIVAS NAS BIBLIOTECAS DA FUNDAÇÃO SÃO
FRANCISCO XAVIER -IPATINGA - MG

Paulo Vitor Oliveira 1, Márcia Maria Palhares2 Mônica Geralda Palhares3
1Especialista. Fundação São Francisco Xavier, Ipatinga, Minas Gerais
2Especialista. @cervus.doc, Uberaba, Minas Gerais
3Especialista. Instituto Presidente Tancredo Almeida Neves, São João Del Rei, Minas Gerais

1 Introdução
As bibliotecas não são apenas um reduto do saber, do conhecimento e da
cultura em geral. São principalmente templos da essência humana e da transmissão
da informação representada por meios bibliográficos, não-bibliográficos e sociais (.
As bibliotecas servem para perpetuar a sabedoria mais pura e salutar dos
seus usuários (AMORIM , 2008).
É um relato que informa as melhorias ocorridas nas bibliotecas da Fundação
São Francisco Xavier.
Após a informatização com o sistema integrado de bibliotecas , notou-se a
necessidade de alterar uma medida administrativa: encerrar com a suspensão dos
usuários e implantar uma medida educativa mais eficiente, que revela o foco
principal da biblioteca , ou seja , educar os usuários para saber como utilizar os
recursos da biblioteca adequadamente, sem causar prejuízos aos demais usuários
e aplicar o conhecimento.
A biblioteca escolar se caracteriza como função pedagógica e abrange
ampla "clientela" e de diversos níveis de escolaridade, pois seus usuários
pertencem à faixa etária dos dois aos oitenta anos, desde a educação
infantil ao pós-médio, incluindo a educação de jovens e adultos, o corpo
docente, funcionários e comunidade escolar (BEHR; MORO; ESTABEL,
2008, p. 32).

O bibliotecário escolar acumula funções de gestor e de educador, e diante da
realidade de cada biblioteca, por meio de uma avaliação no uso de ferramentas de
gestão e qualidade, faz com que inove na realização dos serviços bem como o
acesso e uso correto dos produtos da mesma.
Baseado nisso, ele deve saber como promover a educação dos usuários,
conforme Oliveira (2000, p. 3) afirmou:
"A educação de usuários de biblioteca , é o processo pelo qual o usuário
interioriza comportamentos adequados com relação ao uso da biblioteca e
desenvolve habilidades de interação permanente com sistema de informação".

2 Materiais e Método
Até novembro de 2011 , era aplicada como penalidade, a suspensão
temporária do aluno nas bibliotecas Fundação São Francisco Xavier, quando o

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Resumo expandido

mesmo atrasava a devolução de algum material. Essa suspensão estava
relacionada aos dias em atraso do material em questão, ou seja, o tempo de atraso
era correspondente ao tempo que o usuário ficaria sem poder usufruir dos serviços
prestados pela biblioteca .
Percebeu-se que essa medida não era eficaz de acordo com a realidade da
biblioteca, pois os alunos não tinham compromisso com a devolução e não
respeitavam o prazo de entrega adotado no Regulamento Interno da Biblioteca.
Os alunos não se importavam de serem afastados dos serviços da biblioteca,
pois solicitavam a outro colega que fizesse o empréstimo por eles da obra
interessada. Infelizmente esse empréstimo a "terceiros" era comum e constante na
biblioteca da Fundação São Francisco Xavier.
Na maioria das bibliotecas escolares brasileiras, a MULTA é aplicada como
uma medida educativa, pois os usuários precisam entender que o material de uma
biblioteca é um bem público.
A fim de aperfeiçoar os serviços de informação da Biblioteca, manter seu
acervo atualizado e em dia com as devoluções, sugeriu-se a cobrança de um valor
financeiro simbólico. Portanto a multa sugerida foi de R$1,00 (um real) por dia, por
obra e por dias corridos, incluindo finais de semana e feriados. Outra maneira de
liquidar a multa da biblioteca seria a doação de obras literárias. Entretanto, essa
doação passa pela análise do bibliotecário para avaliar se o valor da multa
corresponde ao da obra doada e, se, também, essa obra será de utilidade para a
biblioteca e seu acervo.
A partir da implantação da medida educativa, os usuários tiveram o prazo de
trinta (30) dias, para se adequarem a nova política da biblioteca e fazer as
devoluções dos materiais que estavam em seu poder sem nenhum ônus.
Para a comunidade da Fundação São Francisco Xavier ter consciência a
respeito da aplicabilidade da nova política, a equipe da biblioteca passou em todas
as salas informando sobre as mudanças. Foram feitos cartazes em forma de avisos
e espalhados por todo colégio e na Biblioteca, além de a informação ter sido
divulgada na agenda eletrônica do aluno e do professor.
Com isso, foi possível diminuir o índice de materiais não devolvidos e/ou em
atraso nas devoluções e conscientizar os usuários que a MULTA é aplicada como
uma medida educativa, pois os mesmos precisam entender que o material de uma
biblioteca é um bem público e deve ser acessível a toda comunidade da Fundação
São Francisco Xavier.
O bibliotecário utiliza de várias ferramentas que avaliam o trabalho para a
qualidade dos produtos e serviços, essas são instrumentos para identificar
oportunidades de melhoria e auxiliar na mensuração e apresentação de resultados,
e visa apoiar à tomada de decisão por parte do gestor do processo ((BEHR; MORO;
ESTABEL, 2008).
Baseado nisso, ele deve saber como promover a educação dos usuários,
conforme Oliveira (2000, p. 3) afirmou:
"A educação de usuários de biblioteca, é o processo pelo qual o usuário
interioriza comportamentos adequados com relação ao uso da biblioteca e
desenvolve habilidades de interação permanente com sistema de informação".

3 Resultados Parciais/Finais

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Resumo expandido

Por meio das estatísticas do software gerenciador do acervo comparou-se os
resultados 4 meses antes e 4 meses após a implantação da medida educativa na
Biblioteca.
O volume de materiais doados surpreendeu a expectativa da equipe da
Biblioteca. Além de os usuários possuírem um maior número de livros à disposição,
percebeu-se que a medida educativa solucionou um grande problema enfrentado na
Biblioteca: gerar senso de responsabilidade nos usuários e adquirir recursos
financeiros para as Bibliotecas da Fundação São Francisco Xavier.

4 Considerações Parciais/Finais
Ao analisar os resultados parciais, percebeu-se que são nítidas as melhorias
em prol do pleno funcionamento das bibliotecas da Fundação São Francisco Xavier,
após a implantação da medida educativa, pois teve um retorno financeiro que é
investido no acervo da biblioteca ; tais como a aquisição de livros solicitados e
indicados pelos próprios alunos. Nota-se que caiu o índice de atraso na devolução
dos livros significativamente, pois os alunos agora são conscientes que o atraso na
devolução da obra prejudica outros alunos que querem ter acesso à mesma, além
de ficarem em débito com a biblioteca e impossibilitados de fazerem novos
empréstimos até quitação do mesmo.
Outro grande fator relaciona-se às doações de obras literárias que os
usuários fizeram para quitar o débito. Foram doados excelentes livros que já
compõem o acervo , fortalecendo o desenvolvimento da coleção da biblioteca.
Diante dos dados apresentados, verifica-se que as Bibliotecas da Fundação
São Francisco Xavier, sempre atuante, serve de instrumento de apoio ao processo
de educação, estimula o prazer e o gosto pela leitura, a formação do juízo crítico de
seus usuários, possibilita a socialização entre os mesmos e, é pensando na plena
satisfação deles e nas suas necessidades informacionais que a Biblioteca se
preocupa em se aperfeiçoar e melhorar seus serviços prestados cada dia mais.

4 Referências
AMORIM , G. (Org.). Retratos da leitura no Brasil. São Paulo: Imprensa Oficial:
Instituto Pró-livro, 2008. Disponível em :
&lt;hUp://www.prolivro.org .br/ipl/publier4.0/dados/anexos/1815.pdf&gt;. Acesso em : 15
out. 2010.
BERH , A. ; MORO, E. L. S.; ESTABEL, L. B. Gestão da biblioteca escolar:
metodologias, enfoques e aplicação de ferramentas de gestão e serviços de
biblioteca. Ciência da Informação, Brasília, v. 37, n. 2, p. 32-42, maio/ago. 2008
Disponível em :&lt;http://www.scielo .br/pdf/ci/v37n2/a03v37n2.pdf&gt; . Acesso em : 20 jun.
2012.
OLIVEIRA, S. F. J . A contribuição dos esforços de educação de usuário para a
formação dos usuários de informação tecnológica . In: CONGRESSO BRASILEIRO
DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19., 2000., Porto Alegre. Anais ...
Porto Alegre : ARGB, 2000. 1 CD-Rom.

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                <text>Relata a experiência da Fundação São Francisco Xavier na implantação de medidas educativas, visando o compromisso dos alunos de devolução dos materiais emprestados pela biblioteca. Após a informatização com o sistema integrado de bibliotecas, notou-se a necessidade de alterar uma medida administrativa: encerrar com a suspensão dos usuários e implantar uma medida educativa mais eficiente, que revela o foco principal da biblioteca, ou seja, educar os usuários para saber como utilizar os recursos da biblioteca adequadamente.</text>
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Educação de usuários e competências informacionais

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Resumo expandido

BOOKCROSSING: A EXPERIÊNCIA DA FUNDAÇÃO SÃO
FRANCISCO XAVIER EM IPATINGA (MG)

Paulo Vitor Oliveira 1, Márcia Maria Palhare~ Mônica Geralda Palhares3
1Especialista. Fundação São Francisco Xavier, Ipatinga, Minas Gerais
2Especialista . @cervus.doc, Uberaba, Minas Gerais
3Especialista. Instituto Presidente Tancredo Almeida Neves, São João Del Rei , Minas Gerais

1 Introdução

o BookCrossing é uma atividade de leitura que está sendo realizada pela
Fundação São Francisco Xavier em Ipatinga (MG) é um movimento global no qual a
ideia é deixar livros em locais públicos para que eles possam ser encontrados pelo
público leitor (BOOKCROSSING, c2009a).
O BookCrossing visa a democratização e o acesso à leitura, em um mundo
tão cheio de informação e tão pouca difusão livre, oferecer um livro guardado no
armário é uma socialização de conhecimento (WIKIPEDIA, 2012)
Além disso, contribui para o desenvolvimento do país. Quanto mais cultura,
mais desenvolvimento civil, acadêmico e político do Brasil.
2 Materiais e Métodos
Organizar o acervo de forma que ele possa ser disponibilizado em locais
públicos seguindo as etapas:
a) Registrar e etiquetar seu livro gratuitamente e obtenha uma ID única
do BookCrossing .
b) Libertar o livro, dando de presente, deixando em lugares públicos ou
criando maneiras próprias de passa-los adiante.
c) Depois de libertar o livro, acompanhar sua viagem pelo mundo por
meio do registro dos usuários do livro no site BookCrossing .com .
Essa atividade foi implantada na Fundação São Francisco Xavier, para que os
alunos participem efetivamente do processo de disseminação do conhecimento e da
leitura (BOOKCROSSING, c2009b) .
Qualquer pessoa pode participar do movimento. Não há regras prédeterminadas e nada é cobrado. É esperado, no entanto, que todas as pessoas que
peguem esses livros acessem o site e digam que estão com ele. Dessa forma, é
possível rastrear o exemplar (BOOKCROSSING, c2009b) .
Imagine o mundo de oportunidades que seu livro terá assim que você
registrá-lo, etiquetá-lo e libertá-lo.
Você etiquetou seu livro, e ele está pronto para viajar o mundo.

1433

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Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

2.1 Etapas de realização do BookCrossing
Para se colocar em prática o BookCrossing algumas etapas devem ser
seguidas de acordo com (BOOKCROSSING, c2009b).
a) Registre seu livro gratuitamente e obtenha uma ID única do BookCrossing .
Este BCID (Book Crossing IDentificação) lhe permite seguir seu livro onde
quer que vá . Imagine-o como um passaporte que permite seu livro viajar pelo
mundo sem se perder!
b) Liberte. Agora é hora de passá-lo adiante!
c) Siga . Veja em que lugar do mundo seu livro anda , e quem o lê! Após ter
etiquetado e libertado seu livro, siga suas aventuras pela internet.
Quando outro leitor encontra o seu livro, ele pode introduzir o BCID no
BookCrossing .com e informar que o livro foi capturado. Pelos comentários em seu
livro você pode ver onde ele está; quem o está lendo agora, e segui-lo para onde for
(BOOKCROSSING, c2009b).
Alguns livros tendem a permanecer em uma região, enquanto outros
realmente se movimentam!
Um livro pode tocar a vida de um leitor que nunca o teria conhecido de outra
maneira, ou pode apenas circular entre seus amigos.
BookCrossers ativos já registraram coletivamente quase oito milhões de
livros que estão viajando para cerca de 132 países (BOOKCROSSING, c2009b) .

3 Resultados Parciais
Para o sucesso completo do trabalho é necessano o envolvimento e
participação dos usuários, o que incentiva a equipe da Biblioteca a continuar
realizando a atividade.
É importante destacar que atividade de leitura dessa natureza começa
pequena e tende a se ampliar no decorrer do tempo.
A atividade possibilita a participação de usuários internos (alunos, servidores
e docentes) e também pessoas da comunidade externa que se interessarem e
tiverem a possibilidade de participar do movimento "libertando" algum livro.
Ainda não se pode falar sobre os resultados visto que o projeto está em
andamento e não tem uma data para finalizar, mas no decorrer dos anos os dados
são contabilizados e os resultados serão avaliados ao final de cada ano; nesse caso
são verificados se a proposta é válida no que diz respeito aos objetivos propostos e
ou seja, motivar e incentivar os alunos, professores e funcionários, a ter o hábito e
prática da leitura, pois, muitos são os livros que só se lêem uma vez.
BookCrossers do mundo todo e ativos já registraram coletivamente quase
oito milhões de livros que estão viajando para cerca de 132 países!
Imagine o mundo de oportunidades que seu livro terá assim que você
registrá-lo, etiquetá-lo e libertá-lo. Você etiquetou seu livro, e ele está pronto para
viajar o mundo .

1434

�Educação de usuários e competências informacionais
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Resumo expandido

4 Considerações Parciais

Anualmente as atividades de incentivo à leitura são aguardadas com carinho
pela comunidade da Fundação São Francisco Xavier. Isto, somado ao gosto que os
colaboradores da Biblioteca tem pela leitura e a vontade de repartir o prazer do
hábito de leitura aos usuários. O Bookcrossing é uma das atividades importantes e
agradáveis com a troca de experiências entre profissionais e usuários da Biblioteca .
A Biblioteca nesse momento percebe que tem assumido seu papel, procura
desenvolver as atividades sob sua responsabilidade de incentivo à leitura, exemplo
disso é o BookCrossing que está em andamento e que embora ainda não se possa
mensurar, mas de acordo com o acontecimentos decorrentes dessa atividade, com
certeza ao final desse ano os objetivos e os resultados serão positivos ..
5 Referências

BOOKCROSSING Brasil : leia, registre e liberte. Na imprensa. c2009b . Disponível
em: &lt;http://www.bookcrossing .com .br/wp-contentluploads/Jorna I-da-USP_Bemvindo-ao-BookCrossingjan .07.pdf&gt; . Acesso em : 16 mar. 2012 .
BOOKCROSSING Brasil : leia, registre e liberte. O que é bookcrossing? c2009a .
Disponível em : &lt; http://www.bookcrossing .com .br/o-que-e-o-bookcrossing/&gt;. Acesso
em: 16 mar. 2012 .
WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. BookCrossing . 2012 . Disponível
em :&lt;http://pt.wikipedia.org/wiki/BookCrossing&gt; . Acesso em : 12 abro2012 .

1435

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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Trabalho completo

MAPEAMENTO DE PROCESSOS EM BIBLIOTECAS: ESTUDO
DE CASO EM UMA BIBLIOTECA DO INSTITUTO FEDERAL DE
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO PAULO

Greissi Gomes Oliveira 1, Roniberto Morato do Amaral2
1Mestranda em Ciência, Tec nologia e Sociedade, UFSCar, São Ca rlos, SP
:lOoutor, UFSCar, São Carlos , SP

Resumo
A principal função das bibliotecas é possibilitar o acesso ao conhecimento por
intermédio de produtos e serviços de qualidade. Inseridas em instituições de ensino,
as bibliotecas são agentes fundamentais do processo educacional. Conhecer os
seus processos de trabalho é fundamental para a melhoria da qualidade. O presente
trabalho tem o objetivo de mapear os processos de trabalho desenvolvidos em
Bibliotecas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo
(IFSP) . O método utilizado foi a pesquisa-ação e o objeto de estudo foi a unidade da
Biblioteca do Campus Sertãozinho do IFSP. Como resultados foram alcançados: a)
mapeamento dos processos de trabalho; b) detalhamento dos processos de
trabalho; c) análise dos processos e propostas de melhorias, com base na
ferramenta da qualidade diagrama de causa e efeito. Concluí-se que o trabalho pode
contribuir para as áreas de Gestão Pública e Ciência da Informação ao apresentar
os principais processos de trabalho de uma organização tão importante como é a
Biblioteca do IFSP para as atividades de ensino, pesquisa e extensão da instituição.
Com base nos resultados, recomenda-se que o estudo seja expandido para demais
Bibliotecas do IFSP, buscando a implantação de melhorias e padronização de
serviços chaves.

Palavras-Chave:
Bibliotecas; Gestão; Processos de trabalho; Mapeamento de processos; IFSP.

Abstract
The primary function of libraries is to enable access to knowledge through quality
products and services. Inserted in educational institutions, libraries are key players in
the educational process, know their work processes is criticai to improving quality.
The study aims to map work processes developed in Libraries of the Federal Institute
of Education, Science and Technology of São Paulo. The method used was action
research and study object was the unity of the Campus Library Sertãozinho IFSP. As
results were achieved : a) mapping of work processes, b) detailing the work
processes, c) analysis of processes and proposals for improvements, based on the
quality tool of cause and effect diagramo Based on the results and discussions it is

2067

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

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IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

recommended that the study be expanded to other libraries of the IFSP, seeking the
implementation of improvements and standardization of key services. We concluded
that the work contributes to the areas of Public Administration and Information
Science to present the main work processes of an organization as important as the
Library of the IFSP for teaching, research and extension of the institution. Based on
the results, it is recommended that the study be expanded to other libraries of the
IFSP, seeking the implementation of improvements and standardization of key
services.

Keywords:
Libraries, Management, Work processes; Process Mapping ; IFSP.

1 Introdução
Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, conhecidos como
Institutos Federais (IF), são autarquias federais vinculadas ao Ministério da
Educação e fazem parte da rede federal de educação profissional, científica e
tecnológica (BRASIL, 2008). Os IF estão distribuídos por todo o território brasileiro,
funcionam em estrutura multicampi e oferecem cursos de educação básica,
profissional e de educação superior (BRASIL, 2008b), tendo basicamente 50% de
suas vagas destinadas a cursos técnicos e 20% destinadas a cursos superiores (de
tecnologia, licenciatura, bacharelado, pós-graduação stricto sensu e lato sensu). Os
cursos oferecidos pelos campi procuram adaptar-se às necessidades profissionais,
sociais e culturais das regiões onde estão inseridos
Assim, os IF surgem como parte de políticas públicas para as regiões em que
estão inseridos e nesse sentido, as Bibliotecas dos campi dos IF atuam como
agentes fundamentais na concretização da missão dos IF, fomentando ensino,
pesquisa e extensão, necessitando adequar-se a essa realidade, oferecendo
produtos e serviços de qualidade que contemplem como usuários os alunos,
docentes e servidores técnico-administrativos. A importância das Bibliotecas para os
IF está no seu papel de disseminadora de conhecimento e facilitadora do acesso ao
conhecimento. As Bibliotecas dos IF são responsáveis por dotar cada campus com
recursos informacionais (produtos e serviços) necessários a sua atuação. Para que
cumpram seu objetivo, atendendo aos diversos públicos, as Bibliotecas dos IF
devem preocupar-se com uma administração que permita oferecer serviços e
produtos, baseados em informação, de qualidade.
Nesse sentido, a principal função de unidades de informação, que no âmbito
deste trabalho serão denominadas bibliotecas, é a prestação de produtos e serviços
que possibilitem o acesso ao conhecimento demandado por sua comunidade. Esses
serviços, para atenderem com satisfação aos usuários da unidade, devem estar
pautados em princípios de eficiência , eficácia e efetividade e serem constantemente
avaliados e readequados. Para Ramos (1996, p. 1) "saber gerenciar uma unidade de
informação" garante melhor utilização dos recursos observando-se maior qualidade
e produtividade.
O gerenciamento de unidades de informação exige que bibliotecários tenham
conhecimento não apenas técnico, mas também em diversas áreas, em especial da
área de gestão, exigindo destes profissionais um conjunto de atributos de

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competência - conhecimentos, habilidades e atitudes (AMARAL et ai, 2008).
De acordo com Dziekaniak (2008, p. 2) as bibliotecas são agentes
fundamentais no processo educacional , seja em nível básico, fundamental , médio,
técnico ou superior. Uma estrutura adequada para as bibliotecas é indispensável
para desempenho de sua função. A autora aponta ainda que essa estrutura envolve
recursos de ordem material, humana, financeira e tecnológica adequadas e "uma
administração capacitada", exercida por profissional bibliotecário.
Muitas organizações públicas ainda utilizam o modelo de gestão tradicional ,
baseado em tarefas e hierarquias pouco flexíveis e não adotam o planejamento. O
mesmo ocorre em muitas bibliotecas e conforme aponta Almeida (2005, p. 1), o
planejamento não é utilizado ou é feito de maneira parcial.
Dessa forma , definiu-se como problema para esta pesquisa a necessidade da
implantação de atividades de planejamento em Bibliotecas do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) . Acreditando-se que para um
bom planejamento é necessário compreender quais são os processos desenvolvidos
(SANTOS, 2007, p. 98) , o objetivo deste trabalho foi mapear os processos
desenvolvidos em Bibliotecas do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia de São Paulo, em especial na Biblioteca do Campus Sertãozinho, objeto
de estudo deste trabalho .
A motivação para este trabalho surgiu do fato de que, atualmente os
profissionais bibliotecários lotados nos campi do IFSP buscam estruturar uma rede
de Bibliotecas e a identificação e o mapeamento das atividades desenvolvidas na
Biblioteca do Campus Sertãozinho pode servir de base para novos estudos da futura
rede .
O trabalho justifica-se por não haver nenhum estudo deste tipo na Biblioteca
em questão e pelo fato de não terem sido encontrados estudos sobre o mapeamento
ou modelagem de processos em Bibliotecas do IFSP, conforme buscas efetuadas
junto às seguintes fontes de informação: Base de Dados Referenciais de Artigos de
Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI , 2011) - http://www.brapci.ufpr.br.
Scientific Electronic Library Online (SciELO, 2011) - http://www.scielo.org. Banco de
Teses da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES,
2011) - http://capesdw.capes.gov.br/capesdw/ e Biblioteca Digital Brasileira de Teses
e Dissertações do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT,
2011) - http://bdtd .ibict.br/, o que permite concluir, nesse sentido, que os resultados
alcançados no presente trabalho podem contribuir para áreas de Gestão Pública e
Ciência da Informação.

2 GESTÃO POR PROCESSOS EM BIBLIOTECAS
Devido ao atual contexto mundial, as organizações buscam novas tecnologias
visando à melhoria dos seus processos, produtos e serviços. A gestão por processos
é uma forma de organização proativa, voltada para a previsão, focada no
melhoramento das atividades de uma organização e perfeitamente aplicável às
unidades de informação (MOLlNA MOLlNA et. ai , 1999, p. 13; COELHO, 2011).
O objetivo da gestão por processos é "maximizar os resultados dos
processos", aumentando a satisfação dos clientes, otimizando recursos e reduzindo
custos (SANTOS , 2007 , p. 4) . Para tanto , pode-se definir processo como o conjunto
de atividades realizadas em uma sequência , tempo e espaço com o intuito de atingir

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um objetivo. Para Davenport (1994, p. 6), esse objetivo seria um produto para um
cliente ou mercado.
Assim, o processo necessita de entradas (inputs) , que podem ser materiais,
serviços e informações, que sofrem transformação (são processados) gerando um
resultado (saída - outputs), que também pode ser materiais, serviços e informações.
No momento do processamento/transformação são necessários recursos e
orientações (guias/regras) que possibilitem e norteiem o processo (Figura 1)
(SANTOS, 2007).
Para identificar as variáveis de um processo, existem ferramentas originadas
de diversas áreas e assimiladas pela Engenharia de Processo. Essas ferramentas
são utilizadas no mapeamento e modelagem de processos.
O mapeamento de processos, segundo Santos (2007, p. 98) , tem a finalidade
de ajudar a melhorar os processos existentes ou de permitir a implantação de uma
estrutura voltada para processos. O objetivo do mapeamento é permitir visualizar os
processos atuais e futuros de uma organização. Dessa forma , o mapeamento de
processos é o levantamento dos dados necessários à compreensão e modelagem
daqueles. Para o mapeamento podem ser utilizadas várias técnicas de levantamento
de dados como a observação, entrevista, análise de documentação e de softwares
no apoio das atividades de mapeamento.
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Figura 1 - Modelo genérico de processo.
Fonte: Santos (2007, p. 23).

A modelagem de processos é a descrição gráfica de cada processo e faz
parte da atividade de mapeamento de processos. Para apoiá-Ia , várias ferramentas
ou técnicas podem ser utilizadas, possibilitando elaborar a notação/descrição gráfica
dos processos. Alguns exemplos de ferramentas/técnicas são apontados a seguir,
sintetizados por Pinho (et. ai , 2007 , p. 3) : Fluxograma (SLACK et ai , 1997); mapa de
processo (BARNES, 1982); mapofluxograma (BARNES , 1982); blueprint
(FITZSIMMONS; FITZSIMMONS, 2000); IDEF3 (TSENG; QUINHAI ; SU , 1999); UML
(BOOCH ; RUMBAUGH ; JACOBSONI, 2000) ; DFD (ALTER, 1999). Além de mapear
os processos, algumas ferramentas permitem a análise dos mesmos do ponto de
vista da abordagem da qualidade. Dentre as ferramentas de análise da qualidade
dos processos, citam-se o diagrama de pareto, diagrama de causa e efeito,
histograma e diagrama de dispersão (WERKEMA, 1995):
a) diagrama de Pareto: também chamado de gráfico de Pareto, é a
representação através de barras verticais das freqüências de diversas
ocorrências, em ordem decrescente, permitindo a visualização mais

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evidente dos problemas de um processo, por exemplo (WERKEMA,
1995);
b) diagrama de causa e efeito (diagrama de Ishikawa): possibilita
representar relação entre um resultado do processo e suas causas
(WERKEMA, 1995, p. 43);
c) histograma: também representado através de um gráfico de barras,
permite a visualização de como um conjunto de dados distribui-se de
acordo com as ocorrências (WERKEMA, 1995, p. 44);
d) diagrama de dispersão: é a representação gráfica que permite visualizar
o relacionamento entre duas variáveis (Figura 4), que podem ser duas
causas, uma causa e um efeito ou dois efeitos de um processo
(WERKEMA, 1995, p. 44).
Molina Molina (et. ai , 1999), em um estudo sobre gestão por processos em
unidades de informação identificou que as mesmas são compostas basicamente dos
seguintes processos: desenvolvimento de coleções, organização de informação e
documentação, serviços de informação e documentação, mercado de produtos e
serviços, gestão administrativa , gestão do talento humano, gestão tecnológica ,
gestão financeira , gestão de serviços gerais, conforme pode ser visualizado na
Figura 2. O objetivo do trabalho de Molina Molina (et ai , 1999) foi analisar o
funcionamento padrão das unidades de informação a partir do mapeamento de
processos, visando implantar a gestão por processos como precursora de outras
gestões que poderiam ser perfeitamente aplicadas às unidades de informação, como
a Gestão de Pessoas por Competências e a Gestão do Conhecimento.
Outros estudos aplicados foram desenvolvidos no Brasil , demonstrando que
as bibliotecas são locais onde a gestão por processo pode ser utilizada para
gerenciar seus trabalhos internos e serviços aos usuários, visando a uma melhoria
de seus processos, produtos e serviços.
A seguir são apresentados brevemente três casos de aplicação do
mapeamento de processos como parte do modelo de gestão de unidades de
informação. Um estudo foi aplicado na Biblioteca Universitária da Universidade
Federal de Santa Catarina (SANTOS , FACHIN, VARVAKIS, 2003), outro estudo foi
aplicado no Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (Di FRANCISCO
et. ai, 2010) e, por fim, um estudo aplicado na Rede de Bibliotecas do Serviço
Nacional de Aprendizagem Comercial do Estado de Santa Catarina (COELHO,
2011) .
2.1 Gerenciando processos de serviços em bibliotecas (SANTOS, FACHIN,
VARVAKIS,2003)

O trabalho de Santos, Fachin e Varkis (2003) apresenta uma forma de gestão
de processos em bibliotecas, buscando a melhoria da qualidade, utilizando a técnica
de mapeamento de processos denominada IDEF3. A técnica sofreu algumas
adaptações e foi aplicada na Biblioteca Universitária Central da Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC).

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PRODUCCIÓN
DE RECU RSOS
DE INFORMACIÓN
Y DOCUMENT ACIÓN

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NORMAI.IZACIÓN Y ANÁLISIS DE INFORMACIÓN
ORGANrlACIÓN Y ALMACENAMIHNTO DE COLECCIONES

ORGANIZAqÓN DE
INFORMA CION
Y DOC UMENTACIÓN

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INFORMACIÓN
Y DOC UMENTACIÓN

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ADMINISTRATIVA

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PROMOCIÓN Y DISTRlBUCIÓN DE PRODUCTOS Y SERVlClOS

MERCADEO
DE PRODDUCTOS
Y SERVICIO S

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PLANEACIÓN YDIRE CCIÓN
CONTROL Y EVALUACIÓN DEL DESEMPENO
GE snóN JUJÚDICA Y LE CAL

DISENO DE E STRUCTURAS, FUNCIONES Y PIlRFILES DE CARGOS
CONVOCATORL\, SELECCIÓN, CONTRATACIÓN Y DESVlNCULACIÓN DE EMPLEADOS
ADMIN1S TRACIÓN DE EMPLEAD O S
CAPACITAClÓN~ FORMACIÓNY ENTRENAMIENTO
ADMIN1STRACION DE BIRNES TAR LABORAI. Y SALUD OCUPACIONAL
ADMINlSTRACIÓN DE NÓMINA

INVESTlGACIÓN YPLANEACIÓN DE SOLUCIONES TECNOLÓGICAS
ADMINlS TRAClÓN DE LA PLANTAFORMA TE CNOL ÓGltA EXIS 'lEN'IE

ADMINISTRAClÓN Y CONTROL DEL PRBSUPUESTO
CONTABILrZACIÓN Y ELABORACIÓN DE ESTADOS F1NANCIEROS
GESnÓN DE RECURSOS F1NANCmROS

~~:S~~!~:Ón: :~~~~~S~:~CUMENTOS
CONTROL DE INVENTARlOS YDIENES Y SUMINISTROS
DUPLICACIÓN DE DOClJMHNTOS

ALQUlLER DE RE CURSO S
APOYO L OGÍSTIC O

MAN TENlMlENTO DE BIENES MUEBLES E INM\JI!BLE S
VIGll.ACIA. Y SE GURIDAD

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A técnica IDEF3 busca mapear os processos a partir do ponto de vista dos
usuários dos serviços, ou seja , a técnica é aplicada a partir da vivência do usuário.
Segundo os autores (SANTOS , FACHIN , VARVAKIS, 2003 , p. 87), a técnica permite
tanto planejar novos serviços quanto analisar processos existentes. A adaptação da
técnica IDEF3 para mapeamento de processos de serviços recebeu o nome de
Servpro (SANTOS, VARVAKIS , 2002). O Servpro é composto de diagrama e
documento de elaboração . Cada processo mapeado é avaliado do ponto de vista da
qualidade, o que Santos (2000, p. 19) chamou de "determinantes da qualidade" para
os quais existem diversas "medidas de desempenho" que permitem avaliar a
satisfação do usuário com o processo (serviço) em análise.
O Servpro apresentou os seguintes resultados e vantagens com sua
aplicação na Biblioteca Universitária da UFSC:
a) adequação tanto para o planejamento quanto para a análise de
processos de serviços;
b) descrição da experiência de serviço do ponto de vista do usuário;
c) representação gráfica baseada em diagramas;
d) facilidade de uso;
e) suporte para avaliação de desempenho do processo .
No caso da Biblioteca da UFSC, o Servpro mostrou-se aplicável e adequado,
porém os autores (SANTOS , FACHIN , VARVAKIS, 2003, p. 93) recomendam testes
desta técnica em outros tipos de bibliotecas.
2.2 Serviços e produtos do SIBi/USP: descrição dos processos essenciais,
gerenciais e de apoio (Di FRANCISCO et. ai, 2010)

O objetivo do trabalho de Di Francisco (et ai, 2010) foi o mapeamento dos
processos das bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) da
Universidade de São Paulo (USP) como modo de identificar e registrar as atividades
das bibliotecas, buscando a padronização dos serviços.
A metodologia aplicada foi a modelagem de processo de negócio (MPN), para
descrever graficamente os processos. Para embasar o trabalho, a modelagem de
processo de negócio seguiu as instruções do método EKD - Enterprise Knowledge
Development, que utiliza uma descrição gráfica parecida com o diagrama de fluxo de
dados (DFD) e permite visualizar os fluxos de informação entre os processos.
Com a aplicação do MPN, buscou-se identificar os processos essenciais,
gerenciais e de apoio que tiveram com indicadores os definidos pela IFLA
(INTERNATIONAL FEDERATION OF LlBRARY ASSOCIATIONS, 1996) e pelo
SIBindica (GRANDI et. ai , 2008). O resultado do mapeamento dos processos foi a
identificação de dois processos essenciais, cinco gerenciais e quatro processos de
apoio. Nesse conjunto de processos foram identificadas ainda cento e quinze
atividades e alguns novos indicadores de desempenho.
2.3 O mapeamento dos processos operacionais na Rede de Bibliotecas
SENAC/SC (COELHO, 2011)

O trabalho de Coellho (2011) descreveu a atividade de mapeamento de
processos operacionais da Rede de Bibliotecas do Serviço Nacional de
Aprendizagem Comercial (SENAC) do Estado de Santa Catarina . O mapeamento

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dos processos da Rede de Bibliotecas faz parte de um projeto maior intitulado
Projeto de Mapeamento de Processos instituído pela alta administração do
SENAC/SC. O objetivo do mapeamento foi otimizar os processos e padronizar as
atividades. A Rede de Bibliotecas do SENAC/SC é composta por 20 bibliotecas.
A metodologia utilizada compreendeu a aplicação do formulário SIPOC abreviação de Supp/y, /nputs, Process, Output and Consumers - que permite
identificar entradas, fornecedores , atividades, saídas e clientes para cada processo.
Após levantamento de dados, foi elaborado o fluxograma de cada processo. O
mapeamento das bibliotecas utilizou uma biblioteca como amostra . Como resultado,
foram identificados 8 processos gerais e suas atividades:
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)

composição do acervo (aquisição, doação e permuta de obras) ;
processamento técnico;
cadastro de usuário e afastamento de usuário;
empréstimo (domiciliar, especial , entre bibliotecas) de obras;
reserva e renovação de obras e regularização de débito;
restauro do material bibliográfico;
orientação sobre fontes de informação e normalização de trabalhos
acadêmicos e elaboração do Sumário Corrente;
h) oficinas de Capacitação e Ações e Campanhas de Incentivo à Leitura .

Com o mapeamento, resultado do trabalho de Coelho (2011) , melhorias e
padronizações de processos foram implantadas em várias bibliotecas e ainda estão
em curso para atingir a rede toda .
Os três casos estudados mostraram que o mapeamento de processos nas
bibliotecas permitiu a implantação de melhorias por intermédio da identificação das
variáveis envolvidas em cada processo.

3 Materiais e Métodos
O objeto de estudo deste trabalho foi a Biblioteca do Campus Sertãozinho do
IFSP. De acordo com Thiollent (1994 , p.14), utilizou-se o método da pesquisa-ação
já que um dos autores do presente trabalho é profissional da unidade em estudo e
está envolvido nos processos estudados. A pesquisa tem caráter exploratório (GIL,
1996) e qualitativo (MARTINS, 1998, p. 128), pois se buscou explicitar os processos
da Biblioteca em estudo. Para tanto, cabe esclarecer que o IFSP é uma autarquia de
ensino, pertencente ao governo federal do Brasil. Sua fundação ocorreu em 1909
como Escola de Aprendizes Artífices (IFSP, 2011) . O IFSP é organizado em estrutra
multicampi e oferece cursos de nível técnico , tecnológico, licenciatura e
bacharelado .
Atualmente o IFSP conta com 28 campi distribuídos na capital (onde também
está localizada a Reitoria) além de diversas cidades do interior do Estado de São
Paulo e há previsão de implantação de mais 9 campi até o ano de 2014 (IFSP,
2011) . O campus localizado na cidade de Sertãozinho teve o início de suas
atividades no ano de 1996 e atualmente oferece os seguintes cursos em nível médio
técnico e superior, constante no Quadro 1:

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Cursos Superiores
- Licenciatura em Química ,
- Tecnologia em Automação Industrial,
- Tecnologia em Fabricação Mecânica,
- Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos

.

- Técnico
- Técnico
- Técnico
- Técnico

Cursos Técnicos
Integrado em Automação Industrial
Integrado em Quím ica
em Administração - PROEJA
em Mecânica - PROEJA

-

Quadro 1 - Cursos superiores e tecmcos - Campus Sertaozmho do IFSP
Fonte: Adaptado de IFSP (2011 b)

A Biblioteca do Campus Sertãozinho conta com um acervo em torno de cinco
mil itens, entre multimeios, periódicos, livros, obras de referência, teses e
dissertações. Os usuários da unidade são alunos dos cursos técnicos e superiores,
docentes e servidores técnico-administrativos do Campus. A comunidade externa
pode utilizar os materiais disponíveis no acervo apenas para consulta local.
Atualmente a Biblioteca do Campus Sertãozinho possui em torno de 900 usuários
cadastrados, entre alunos, docentes e servidores técnico-administrativos. A unidade
encontra-se hierarquicamente vinculada à Coordenadoria de Apoio ao Ensino.
O acervo da Biblioteca do Campus Sertãozinho está organizado no sistema
de gerenciamento de acervo PHL, na versão monousuário, por este motivo a
divulgação do acervo na internet ocorre através de um arquivo Portable documenf
File (pdf) disponível na página da unidade (www.ifsp .edu .br/sertaozinho) .
A Biblioteca do Campus Sertãozinho não é divida em setores. As atividades
são executadas por duas bibliotecárias e três servidores técnico-administrativos. O
horário de atendimento é das 8:1O às 21 :45, ininterruptamente. Além dos serviços de
empréstimos, renovações e devoluções entre outros, a unidade disponibiliza acesso
a internet através do Telecentro instalado em suas dependências.
Atualmente a Biblioteca do Campus Sertãozinho possui algumas atividades
pontuais de planejamento. Com base no método de pesquisa-ação (THIOLLENT,
1994, p.14) o mapeamento dos processos atuais objetivou obter uma visão das
atividades e serviços da unidade, possibilitando identificar pontos críticos e a
implantação de melhorias. Assim , os procedimentos para o desenvolvimento do
trabalho, que compreendeu o período de janeiro a agosto de 2011 , foram :
a) revisão bibliográfica sobre mapeamento de processos e sobre aplicação
em unidades de informação.
b) identificação dos processos e subprocessos que fazem parte da
Biblioteca do Campus Sertãozinho.
c) após a identificação dos processos, foram elaborados fluxogramas para
detalhar o processo de aquisição por compra, já que este é um processo
crítico que demanda grande necessidade de tempo e é composto de
várias atividades.
d) depois da modelagem , o processo passou por uma análise, buscando
identificar as causas dos problemas percebidos, através da metodologia
proposta pelo diagrama de causa e efeito.
e) após a identificação dos problemas e suas causas, foram propostas
melhorias que poderão ser implantadas.

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4 RESULTADOS
Na Biblioteca do IFSP localizada no Campus Sertãozinho, foram identificados
9 processos de trabalho:
a) aquisição de obras por compras;
b) aquisição de obras por doação;
c) aquisição de obras enviadas pelo Ministério da Educação;
d) processamento técnico;
e) referência ;
f) circulação;
g) difusão da informação;
h) gerenciamento de livros didáticos do Programa Nacional do Livro
Didático (PNLD) do Ministério da Educação/Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação (MEC/FNDE) ;
i) gerenciamento administrativo.
A análise dos processos permitiu identificar o total de 54 subprocessos. No
processo de aquisição de obras por compra foram identificados 9 subprocessos no
que tange a Biblioteca, a saber: solicitar lista de prioridades aos coordenadores;
elaborar orçamento; cadastrar requisição; cadastrar orçamento; receber materiais
comprados; conferir páginas; solicitar troca de materiais; solicitar envio de materiais
faltantes; encerrar empenho. Uma visão geral deste processo é apresentada na
Figura 3.

Elaborar

orçamen~o

área curso
Cada~rar orçamen~o

no SIGA

Receber ma~eriais
comprados

solici~ar

requisição
no SIGA

Cada~rar

Conferir páginas

envio de

ma~eriais faltan~es

Figura 3 - Processo aquisição de obras por compras
Fonte: Autores .

Cada subprocesso foi detalhado em um respectivo fluxograma, buscando-se
identificar possíveis gargalos e problemas. Alguns dos problemas identificados foram
os seguintes:
a) compra efetuada apenas uma vez ao ano;

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b) retrabalho;
C) dificuldade para elaborar orçamentos;
d) falta de espaço físico para armazenagem e processamento técnico .
Para análise de cada um dos problemas identificados na organização (objeto
de estudo deste trabalho) , utilizou-se a ferramenta de análise diagrama de causa e
efeito. A aplicação da ferramenta pode ser visualizada de forma sintetizada por
intermédio da Figura 4, que compreendeu a análise do problema do retrabalho na
organização estudada e de suas variáveis de causa e efeito:
a) matéria-prima/insumos: o problema de retrabalho ocorre em diversas
etapas do processo de aquisição de itens para o acervo. A solução no
que tange a variável matéria-prima/insumos seria a implantação de um
sistema integrado que contemple desde a etapa de indicação por parte
dos coordenadores de cursos e área até o processo de encerramento de
empenho;
b) método: a metodologia adotada hoje pelo IFSP para aquisição de acervo
demanda muito tempo por precisar de diversas autorizações e passar
por diversos setores. A revisão do processo por parte dos setores
responsáveis poderá diminuir as etapas e proporcionar a
descentralização do processo. Por exemplo: incorporando a etapa de
cadastro das requisições e lançamento dos orçamentos em uma única
ocasião, seria uma solução imediata enquanto não se tem um sistema
integrado e diminuiria substancialmente a chance de erros de digitação
de preços cotados para cada item;
c) medida: O processo de compra foi dividido em nove subprocessos. São
muitas etapas que poderiam ser diminuídas caso as autorizações e
checagens passassem por menos setores;

Vá rias etapas do processo

Retrabalho
Procedimentos adotados

Figura 4 - Retrabalho
Fonte: Autores .

A análise dos problemas permitiu perceber que as causas relacionadas à
matéria-prima/insumos são mais complexas e não dependem de ações apenas no
âmbito da Biblioteca do Campus Sertãozinho. Com relação à variável método, no
que compete aos procedimentos adotados, sugerir-se-á aos setores responsáveis

2077

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algumas mudanças como, por exemplo, indicar nos editais de licitações prazos e
percentuais para que a entrega de materiais não fique acumulada . Sugerir-se-á
ainda a incorporação de algumas etapas em apenas uma.
Do ponto de vista da Biblioteca do Campus Sertãozinho, algumas atividades
já poderão ser adotadas para o próximo processo de compra. Para as demais
atividades sugerir-se-á aos setores responsáveis possíveis melhorias. O
detalhamento dispensado ao processo de compra deverá ser estendido aos demais
processos do objeto de estudo, tendo em vista a implantação de práticas e
indicadores de qualidade, em especial no processo de referência .

5 Considerações Finais
Inseridas em instituições de ensino as bibliotecas são agentes fundamentais
do processo educacional , sua principal função é possibilitar o acesso ao
conhecimento por intermédio de produtos e serviços. Para a melhoria dos seus
produtos e serviços visando à satisfação no atendimento às demandas da
comunidade , se faz necessário conhecer os seus processos de trabalho. O
mapeamento e a modelagem dos processos fazem parte de métodos para a
implantação de novas tecnologias de gestão, como por exemplo : Gestão por
Processos, Gestão de Pessoas por Competências e Gestão do Conhecimento, além
de amparar as atividades de planejamento das organizações.
Considera-se que este estudo permitiu mapear os processos de trabalho do
objeto de estudo deste trabalho, a Biblioteca do Campus Sertãozinho, e propor
melhorias. Considera-se ainda , que o trabalho poderá motivar outras Bibliotecas do
IFSP a ter uma visão dos processos que podem ser mapeados e utilizados nas suas
ações de melhoria .
O detalhamento dispensado ao processo de aquisição será estendido aos
demais processos do objeto de estudo, tendo em vista a implantação de práticas e
indicadores de qualidade, em especial no processo de referência .
Apesar de o método utilizado neste trabalho não permitir que se façam
generalizações de seus resultados, é possível considerar que ele atendeu as
expectativas ao providenciar uma solução para o mapeamento dos processos da
Biblioteca do IFSP localizada no Campus Sertãozinho, objeto de estudo. Com base
nos resultados e nas discussões recomenda-se que o trabalho seja expandido para
as demais Bibliotecas do IFSP, buscando a implantação de melhorias e
padronização de processos e serviços-chave para as Bibliotecas e para a sua
comunidade .
Concluí-se que o trabalho poderá contribuir para as áreas de Gestão Pública
e Ciência da Informação ao apresentar e analisar, com foco na melhoria da
qualidade, os principais processos de trabalho de uma organização tão importante
como é a Biblioteca do IFSP, em especial para as atividades de ensino, pesquisa e
extensão da instituição.

6 Referências
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Mapeamento de processo em bibliotecas: estudo de caso em uma Biblioteca do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo.</text>
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                <text>A principal função das bibliotecas é possibilitar o acesso ao conhecimento por intermédio de produtos e serviços de qualidade. Inseridas em instituições de ensino, as bibliotecas são agentes fundamentais do processo educacional. Conhecer os seus processos de trabalho é fundamental para a melhoria da qualidade. O presente trabalho tem o objetivo de mapear os processos de trabalho desenvolvidos em Bibliotecas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP). O método utilizado foi a pesquisa-ação e o objeto de estudo foi a unidade da Biblioteca do Campus Sertãozinho do IFSP. Como resultados foram alcançados: a) mapeamento dos processos de trabalho; b) detalhamento dos processos de trabalho; c) análise dos processos e propostas de melhorias, com base na ferramenta da qualidade diagrama de causa e efeito. Concluí-se que o trabalho pode contribuir para as áreas de Gestão Pública e Ciência da Informação ao apresentar os principais processos de trabalho de uma organização tão importante como é a Biblioteca do IFSP para as atividades de ensino, pesquisa e extensão da instituição. Com base nos resultados, recomenda-se que o estudo seja expandido para demais Bibliotecas do IFSP, buscando a implantação de melhorias e padronização de serviços chaves.</text>
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Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
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:.

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Trabalho completo

GESTÃO DO CONHECIMENTO ALINHADA À GESTÃO DE
MUDANÇA
Elvira Fernandes de Araújo Oliveira ' , Maria IIza da Costa2, Sônia Maria
dos Santos Araújo 3, Tatiana Nascimento Augusto Dutra Alves4
1Mestre em Administração , Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio
Grande do Norte, Mossoró, Rio Grande do Norte.
2Especialista em Gestão Estratégica de Sistemas de Informação, Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte.
3Especialista em Gestão de Pessoas, Instituto Federal de Educação , Ciência e Tecnologia do
Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte.
4Especialista em Gestão Estratégica de Sistemas de Informação, Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte.

Resumo

o desafio de gerenciar e melhor utilizar o conhecimento, ativo intangível de valor
estratégico, tem aguçado as organizações a buscarem modelos de gestão que
visam administrar os conhecimentos essenciais para alcançar seus objetivos
direcionados a visão de futuro e sua permanência no mercado competitivo. Logo,
esse estudo tem como objetivo principal apresentar a gestão do conhecimento como
modelo que surge para gerenciar a transposição do conhecimento tácito em explícito
e a gestão de mudança como parte integrante desse processo . Para tanto,
contextualiza o conhecimento, cita os tipos e as formas de conversão dele. Aborda
maiores considerações sob as gestões do conhecimento, estratégica do
conhecimento e a de mudança, expondo conceitos, objetivos e benefícios
relacionados à implementação dessas gestões. Expõe a gestão do conhecimento
com foco na inovação. Trata-se de um levantamento exploratório fruto de uma
revisão de literatura de base estritamente teórica em vários suportes informacionais
relacionados a esse tema e áreas afins. Toda adoção de modelos proporciona
mudanças organizacionais que podem influenciar de maneira positiva ou negativa
nos processos, nas ações estratégicas, nos serviços, nos produtos e na cultura
organizacional. Infere-se, portanto , nesse estudo que a adoção de novas práticas modelos- interfere nas formas de gerenciar os processos organizacionais e nas
ações estratégicas das organizações. Constata-se, dessa forma, a necessidade de
novas contribuições para essa temática, baseadas em estudos empíricos com o
intuito de conscientizar que a gestão do conhecimento e a gestão de mudança não
estão isoladas, mas alinhadas ao processo de alavancar a sobrevivência das
organizações.
Palavras-chave:
Conhecimento; Gestão do conhecimento; Gestão estratégica do conhecimento;
Gestão de mudança.

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Abstract
The challenge to better manage and use knowledge, intangible assets of strategic
value, has sharpened companies to pursue business models that aim to manage the
skills essential for achieving your goals directed the vision of the future and remain in
a competitive market. Therefore, this study has as ma in objective to present
knowledge management as a model that appears to manage the implementation of
the tacit and explicit knowledge and change management as an integral part of this
processo To do so, contextualizes the knowledge, cites the types and forms of his
conversion . Discusses further consideration under the administrations of knowledge,
strategic knowledge and change, by debating concepts, objectives and benefits
related to implementation of these efforts. Exposes the knowledge management with
a focus on innovation. This is an exploratory survey result of a literature review of
theoretical based strictly on a variety of informational related to this topic and related
areas. Any adoption of models provides organizational changes that may influence
positively or negatively in the process, the strategic actions, services, products and
organizational culture. It is inferred, therefore, in this study that the adoption of new
practices - interferes with-models ways to manage organizational processes and the
strategic actions of companies. It appears, therefore, the need for further
contributions to this theme, based on empirical studies in order to realize that
knowledge management and change management are not isolated, but aligned to
the process of leveraging the companies' survival.

Keywords:
Knowledge; Knowledge management; Strategic management of knowledge; Management of
change.

1 Introdução
Num mundo globalizado e altamente informatizado, o conhecimento tem se
tornado um ativo economicamente estratégico, sendo esse considerado um dos
recursos mais valiosos para a gestão da empresa .
À medida que as pessoas interagem nos ambientes, principalmente de
trabalho, elas absorvem informações e as transformam em conhecimento . Articulam,
experiências, valores e crenças e conhecimentos para identificar as informações
relevantes como instrumento decisivo para promover o desenvolvimento
organizacional e criar diferenciais competitivos que possibilitem a permanência da
empresa no mercado cada vez mais competitivo.
A efetiva busca, de gerir, aplicar e converter o ativo intangível - conhecimento
- em resultados tem propiciado as organizações a procurar adotar um modelo de
gerência e supervisão do conhecimento organizacional. Assim, a Gestão do
Conhecimento (GC) surge como um modelo de gerência utilizado para transformar o
conhecimento tácito em forma explícita .

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Logo, O objeto central de reflexão, no presente estudo, é apresentar o
processo da gestão do conhecimento alinhada à gestão de mudança no
gerenciamento das atividades organizacionais, com vistas às organizações
acompanharem as tendências do mercado e as inovações. Esse artigo é fruto de
uma revisão de literatura de base estritamente teórica em suportes informacionais
nas áreas: gestão do conhecimento, gestão de mudança e áreas afins.
A principal motivação para essa produção foi mostrar que todo processo de
gestão de conhecimento gera mudanças. Assim, a gestão de mudança emerge
como um tema que não pode ser extraído da literatura, quando se tratar de
implementação da GC. Pois, percebe-se que as mudanças organizacionais que
surgem com a adoção de novas práticas - modelos- e novas inovações interferem
nas formas de gerenciar os processos organizacionais e nas ações estratégicas das
organizações.
Esse estudo, inicialmente, contextualiza o conhecimento, cita os tipos e as
formas de conversão dele. Expõe à base do nosso objeto de análise as gestões: do
conhecimento, da estratégica do conhecimento e, de mudança , com seus conceitos,
objetivos, benefícios e as condições favoráveis para as práticas dessas gestões com
o uso do conhecimento. Aborda a gestão do conhecimento com foco na inovação.
Finalmente, apresenta as principais conclusões e as linhas potenciais de pesquisas
futuras .

2 Conhecimento

o conhecimento gerado pelo o acúmulo da troca de experiências, nos
relacionamentos interpessoais, na vida cotidiana, na leitura de suportes
informacionais, entre outros, representa uma fonte impulsionadora do ser humano
na busca das relações causais entre os fenômenos.
Para Barreto (2002), conhecer é um ato de interpretação individual, uma
apropriação da informação por meio das estruturas mentais de cada sujeito. Assim,
os seres humanos constituem nos únicos seres que conseguem conhecer, criar,
transformar e processar o conhecimento na tentativa de visualizar novas realidades
e cenários para expandir fronteiras conhecidas e desconhecidas, ampliando novos
mundos.
Segundo Davenport e Prusak (1998), o conhecimento é uma mistura fluída de
experiência condensada, valores, informação contextual e insight experimentado,
constituindo em uma estrutura que permite a avaliação e, a incorporação de novas
experiências e informação.
Divide-se em tácito e explícito, conforme Nonaka (1994), o explícito refere-se
ao conhecimento transmissível em linguagem formal e sistemática , enquanto o tácito
possui uma qualidade pessoal enraizada na ação, no comprometimento e no
envolvimento em um contexto específico.
Spender (1996 apud OLIVEIRA JÚNIOR, 2010) propõe três componentes do
conhecimento tácito no trabalho: componente consciente, automático e o coletivo.
a)
componente consciente - De fácil codificação e transmissão, em virtude
do indivíduo entender e explicar o que está fazendo ;
b)
componente automático - É desempenhado de forma inconsciente e o
indivíduo não tem consciência de como ele está sendo aplicado;
c)
componente coletivo - É o conhecimento desenvolvido pelo indivíduo
por meio do compartilhamento em um contexto social específico .

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A esses componentes Spender (1996 apud OLIVEIRA JÚNIOR, 2010) somou
o conhecimento explícito entendido por "cientifico ou familiar" perante a seguinte
matriz, exposta no quadro 1:

Conhecimento
Individual
Social
Consciente
Objetivado
Explícito
Implícito
Automático
Coletivo
Quadro 1-Tlpos de conhecimento organizacional
Fonte: Spender (1996 apud OLIVEIRA JÚNIOR, 2010).

As organizações se constituem uma das bases nas quais o conhecimento
assume dimensões conhecidas e desconhecidas. O conhecimento tácito é o ponto
de partida que tem propiciado as organizações buscarem e trabalharem esse ativo
intangível de forma coesa, integrando-o nos processos de negócios para o sucesso.
Na atual Era da Sociedade da Informação, o modo de pensar das
corporações tem influenciado a redefinição de conceitos, métodos de agregação de
valor e termo de ações à conversão entre conhecimento tácito-explícito . Nesse
sentido, Takeuchi e Nonaka (2008) expõem quatro modos para a conversão
conhecimento tácito e explícito, como: Socialização, Externalização, Combinação e
Internalização. Esse ciclo tornou-se conhecido na literatura como modelo SECI,
espiral SECI ou processo SECI :
a) socialização - É um processo de compartilhamento de experiências
diretas, fase a fase . Transita de indivíduo para indivíduo por meio de:
- Dialogo e comunicação "fase a fase";
- Brainstorming, insights e intuições são valorizadas, disseminadas e
discutidas sob várias perspectivas entre grupos heterogêneos;
- Valorização do trabalho tipo "mestre-aprendiz" na observação e imitação
de boas práticas;
- Compartilhamento de experiências e modelos mentais nos trabalhos em
equipe;
b) externalização - É um processo de articulação do conhecimento tácito em
conceitos explícitos. Articula o conhecimento tácito por meio de diálogo e de
reflexão. Surge de indivíduo para grupo :
- Representação simbólica do conhecimento tático por meio de modelos,
conceitos e hipóteses com uso de uma linguagem figurada - metáforas,
analogias dedução e indução para externalizar uma parte do conhecimento
tácito;
- Utilização de recursos gráficos e textuais - planilhas, textos, gráficos,
imagens entre outros - para descrição de parte do conhecimento tácito;
- Relatos orais e usos de filmes ;
c) combinação - É um processo de sistematização de conceitos em um
sistema de conhecimento. Constitui de grupo para organização:
- Agrupamento e processamento de conhecimentos explícitos;
d) Internalização - É um processo de incorporação do conhecimento
explícito em conhecimento tácito . Emerge da organização para indivíduo da
seguinte forma :
- Estudos e análises individual de documentos em diferentes suportes
informacionais;
- Prática individual;

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- Repensar individual de vivências e práticas.

o conhecimento seja tácito ou explícito constitui num principal ativo
estratégico para a empresa que visa alcançar as metas por ela proposta . Dessa
forma , torna-se importante as organizações saberem do SECI , objetivando analisar
e entender a dinâmica da disseminação do conhecimento para a obtenção de
vantagem competitiva .
Além do mais, atualmente, o conhecimento é a base fundamental da
concorrência e o conhecimento tácito especialmente, pode ser uma fonte de
vantagem porque é único, imperfeitamente móvel, imperfeitamente imitável e não é
substituível (LÓPEZ-NICOLÁS; MERÕNO-CERDÁN, 2011). E esse tipo de
conhecimento é considerado o mais importante para inovação (YUAN , TSANG ;
PENG, 2008). Por isso, ele precisa ser bem gerido e aproveitado nas organizações
com o uso da gestão do conhecimento.
3 Gestão do Conhecimento
A demanda de informações tem dificultado a seleção e a transformação em
conhecimento. Assim , a gestão do conhecimento surge da importância que é dada
ao conhecimento e sua reorganização . Para Mello e Buriton (2000 apud MENDES,
2009) a gestão do conhecimento é um conjunto de ações sistemáticas para localizar,
entender e usar o conhecimento na criação de valores, permitindo que a informação
útil e o conhecimento alcancem de forma eficaz e eficiente o usuário final. De acordo
com Donate e Guadamillas, (2011) , a GC compreende como um conjunto de
processos por meio dos quais o conhecimento é adquirido, desenvolvido, reunido,
compartilhado, aplicado e protegido pela empresa com a finalidade de melhorar
desempenho organizacional.
A GC tem como foco principal capacitar as pessoas a compartilhar o que elas
sabem , discernir e tornar disponível a informação de valor. Ela contribui para a
compreensão de como recursos intangíveis podem constituir a base de uma
estratégia competitiva, além de possibilitar a identificação dos ativos estratégicos
que irão assegurar uma visão de futuro para as organizações.
De uma perspectiva prática , as organizações estão percebendo a importância
de gestão do conhecimento, se quiserem permanecer competitivas e crescer
(LÓPEZ-NICOLÁS; MERÕNO-CERDÁN , 2011)
Ainda a esse respeito, os autores Probst, Raub e Romhardt (2002 apud
CISLAGHI, 2008, p.107) apresentam seis etapas do processo da gestão do
conhecimento, conforme o quadro 2:

Processo
Identificação do
conhecimento

Aquisição do

Etapas
a) identificar, analisar e descrever o ambiente do
conhecimento ;
b) definir um quadro de habilidades, informações e dados
internos e externos;
c) assegurar a transparência do conhecimento e lacunas
de;
d) facil itar a localização dos conhecimentos dentro e fora
da organização;
a) definir conhecimentos desenvolvíveis internamente e

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conhecimento

adquiríveis;
b) adquirir conhecimentos especialistas, consultores,
parceiros e clientes, assim como produtos do
conhecimento, como plantas industriais, softwares,
equipamentos alta tecnologia.
a) facilitar o desenvolvimento de novas habilidades,
Desenvolvimento do
produtos, idéias e processos mais eficientes;
conhecimento
b) direcionar esforços para o desenvolvimento do
conhecimento.
Compartilhamento do
a) propiciar o compartilhamento do conhecimento adquirido
conhecimento
e desenvolvido na organização para ser utilizável;
b) aumentar a utilização do conhecimento oferecendo
ambientes adequados para trabalho individual e em
grupo;
c) compartilhar o conhecimento através de conversas e
reuniões.
Utilização do
a) garantir que o conhecimento da organização seja
utilizado em seu beneficio;
conhecimento
b) transformar conhecimento em resultados visíveis para
organização;
c) garantir que habilidades e ativos de conhecimento, como
patentes e licenças, sejam totalmente utilizados.
a) selecionar pessoas e pessoas que valham apenas ser
Retenção do
retidos;
conhecimento
b) armazenar experiências de forma adequada;
c) transferir dados, informações e habilidades valiosas aos
sistemas organizacionais para que possam ser úteis à
toda organização;
d) garantir para que memória organizacional seja
atualizada;
e) transferir o conhecimento do funcionário que está saindo
para o seu sucessor;
f) registrar o conhecimento adquirido e desenvolvido para
torná-lo acessível e recuperável sempre.
Quadro 2 - Processo e etapas da gestão do conhecimento.
Fonte: Probst, Raub e Romhardt (2002 apud CISLAGHI , 2008) .

Torna-se importante evidenciar que, a implementação da gestão do
conhecimento passa pela a adoção desses processos, porém as organizações
precisam antes da sua implantação, reconhecer que o capital intelectual é a "mola
geradora do conhecimento", pois não há conhecimento se não houver o indivíduo
com seu processo cognitivo para transformar a informação em conhecimento.
Vê-se, portanto, que a implantação coordenada e sistemática da GC cria uma
vantagem competitiva sustentável , sendo ela de difícil imitação, pois está enraizada
nos ativos intangíveis.

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3.1 Gestão Estratégica do Conhecimento
A visão de uma empresa baseada em conhecimento constitui em uma
organização de aprendizagem que valoriza o conhecimento como recurso
estratégico e utiliza a informação útil como elemento principal no processo de
tomada de decisão. Esse propósito, conse9üentemente emerge a necessidade da
Gestão Estratégica do Conhecimento (GEC) .
Para Fleury e Oliveira Júnior (2010, p.19) a gestão estratégica do
conhecimento é definida como "a tarefa de identificar, desenvolver, disseminar e
atualizar o conhecimento estrategicamente relevante para a empresa, seja por meio
de processos internos, seja por meio de processos externos às empresas."
Agora, percebe-se que o conhecimento é visto como um ativo estratégico útil
que torna possíveis ações inteligentes nos planos: organizacional e individual, para a
geração de produtos e serviços eficientes.
Sob esse prisma, Davenport e Prusak (1998) discorrem que os valores de
produtos e serviços estão baseados nos aspectos intangíveis, ou seja , no
conhecimento percebido em habilidades técnicas, projeto de produto, estudo de
marketing, criatividade e inovação.
Baseado nessas ideias, a gestão estratégica do conhecimento permite
otimizar o uso do conhecimento individual e coletivo para a geração de produtos e
serviços eficazes.
A adoção de uma GEC pelas organizações vai exigir o uso de Tecnologia da
Informação (TI) para facilitar o processo de gerir, armazenar e utilizar o
conhecimento, devido ao advento da Internet, ao volume de dados e a informação
ter aumentado de forma espantosa , tornando difícil o controle pelo indivíduo e
consequentemente o seu processamento.
Não obstante, a TI passa a ser uma ferramenta com impacto na GEC à
medida que tem como foco intermediar a ação de pessoas, aproximando quem
domina determinados conhecimentos de quem os está necessitando (SILVA, 2004).
Presume-se que para essa gestão seja eficaz, ela deve ter, como principal
meta, o apoio ao processo decisório em todos os níveis. Para tanto, é preciso
instituir políticas, procedimentos e tecnologias que sejam capazes de coletar,
distribuir e utilizar, efetivamente, o conhecimento de forma hábil, bem como
representar fator de mudança no comportamento organizacional (TARAPANOFF,
2001 apud CARDOSO; MACHADO, 2008).
De certo modo, a gestão estratégica do conhecimento insere-se como uma
ferramenta que possibilita concatenar processos, estratégicas empresariais,
setoriais, nacionais e internacionais para a geração de produtos e serviços que
elevem o nível de produção com qualidade e alcance o almejado patamar do ranque
das organizações de sucesso, que investem no capital intelectual, na competência
gerencial e na aprendizagem organizacional.

3.2 Gestão do Conhecimento e a Capacidade de Inovação
Numa economia competitiva, o conhecimento e a inovação surgem como
elementos vitais que possibilitam o alavancar dos processos organizacionais. Logo,
1 Em se tratando da terminologia Gestão Estratégica do Conhecimento encontra-se pouca literatura, a maioria
dos autores defende o termo Gestão do Conhecimento.

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a globalização, os interesses políticos, intervenção governamental e o advento de
novos desenvolvimentos tecnológicos são forças que impulsionam à mudança nas
organizações (HURN , 2012) .
É nesse contexto que a GC é encontrada como um mecanismo importante
para promover a inovação e o desempenho empresarial (LÓPEZ-NICOLÁS E
MERÕNO-CERDÁN, 2011).
Essa gestão surge como recurso estratégico para adquirir, criar e compartilhar
conhecimento para auxiliar na tomada decisão. Assim, segundo essas autoras, ela
contribui para o desempenho empresarial por proporcionar: desempenho financeiro
- satisfação do cliente-, desempenho de processo - qualidade e eficiência - e
desempenho individual - capacidades individuais.
O interesse organizacional em GC é incentivado pela a possibilidade
dos benefícios resultantes, tais como: o aumento da criatividade e a inovação
em produtos e serviços. Isso reforça que o desempenho de GC é altamente
associado com o intelectual capital da empresa, que por sua vez afeta sua inovação
e realização financeira (JU; TIEN-SHIANG, 2006).
Van de Ven e Engleman (2004 apud YUAN , TSANG; PENG, 2008)
constataram quatro aspectos que emergem em estudos de GC e inovação: A
primeira é a questão humana com foco nas pessoas em tornar as organizações mais
inovadoras, explorando novos conhecimentos, em vez de explorar o conhecimento
existente. A segunda é a questão de como desenvolver um processo que gerencie e
implemente ideias. A terceira refere-se a um problema estrutural de construir uma
infraestrutura por meio das fronteiras organizacionais para a absorção e a
aprendizagem de conhecimentos, bem como facilitar, apoiar e promover atividades
inovadoras. O último aborda a questão de liderança, relativo à criação e gestão de
um contexto que seja apropriado para a inovação.
Várias perspectivas emergentes na literatura percebem que os esforços
inovadores incluem a busca e descoberta, experimentação e desenvolvimento de
novas tecnologias, novos produtos e serviços, novos processos de produção, e
novas estruturas organizacionais.
Esses esforços integram diferentes tipos de conhecimento de forma eficaz.
Como expõem Ju e Tien-Shian (2006), o processo de inovação envolve a integração
do conhecimento externo com o existente na organização. Eles ressaltam, também ,
que a capacidade de uma empresa para reconfigurar o conhecimento existente é a
base de promover a inovação contínua. Esses autores referem que para promover a
inovação há necessidade de integrar o conhecimento externo com o interno em uma
organização.
Nessa linha de pensamento, López-Nicolás e Meroíio-Cerdán (2011)
reconhecem que o processo de inovação depende, em muito do conhecimento,
especialmente, no conhecimento tácito . Essas autoras afirmam, ainda , que o
conhecimento é principal requisito de inovação e competitividade.
Nessa perspectiva, a GC é frequentemente identificada como um pressuposto
importante da inovação. É eficaz e tem sido apresentada na literatura como um
método para melhorar a inovação e o desempenho (SHU-HSIEN ; CHI-CHUAN,
2010).
Yuan , Tsang e Peng (2008) , o conhecimento tácito é considerado mais
importante para a inovação. Esses autores reforçam que capacidades excepcionais
de absorver e compartilhar o conhecimento tácito são mais prováveis que

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Gestão do conhecimento: processos e ferramentas

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Trabalho completo

inovadores. É por meio da criação de novo conhecimento que se produz bens e
serviços para os clientes.
O conhecimento contribui para a produção de pensamentos criativos e
geração de inovação e, exatamente, por isso, que a inovação é visto como a área de
maior ganho de GC (LÓPEZ-NICOLÁS ; MERONO-CERDÁN , 2011) .
Para além disso, "a inovação é a combinação de conhecimento existente de
uma empresa gerando recursos para criar novos conhecimentos." (CANTNER;
JOEL; SCHMIDT, 2011, p. 1454, tradução nossa)
Esses autores em sua pesquisa constataram que GC aumenta
significativamente o sucesso da organização em função das inovações de produtos
e novidades do mercado e, afirmam que essa é foco da inovação.
Sendo assim, a GC é, portanto, é um diferencial para o sucesso das
organizações por está associada ao desenvolvimento do conhecimento . E esse, o
principal recurso para evoluir com as inovações de produtos e serviços.

4 Gestão da Mudança
A necessidade de constantes adaptações das organizações às mudanças
resultantes da tecnologia , da inovação, dos mercados globalizados, da demanda da
informação, dos diferenciais competitivos e entre outros, trouxe à tona a importância
da gestão de mudança para o cenário empresarial no início do século XXI.
Concatenado a essa abordagem, Tachizawa , Cruz Júnior e Rocha (2006) expõem
os seguintes elementos que a define:
a) criação de visão
- Consiste em criar uma visão da empresa para o futuro;
b) desenvolvimento de estratégicas
- Elaboração de estratégicas setoriais com constante revista ;
c) criação de condições para mudança de sucesso
- Preparar o ambiente para mudança , possibilitar o feeback regular
das atividades do individuo na organização, publicar os êxitos da
mudança e, controlar a resistência à mudança, encorajando a
comunicação e o bom fluxo da informação;
d) criação correta da cultura
- criar uma cultura resistente que suporte a mudança e encorajem a
flexibilidade, autonomia e o trabalho em grupo;
e) a necessidade e tipo de mudança devem ser destacados
- Evitar insistir na mudança quando ela não for viável pelo tipo da
escolha da mudança não condizente a com missão da empresa ;
f) planejamento e implementação da mudança
- Ter um plano de atividades e assumir compromisso com esse
plano, estabelecer a criação de grupo de gestão de mudança, auditoria
à mudança , formação e treinamento;
g) envolvimento
- A mudança requer o envolvimento de todos nos seus processos
geradores
h) manutenção do momentum
- Manutenção da motivação e do entusiasmo no processo de
mudança;
i) Melhoramento contínuo

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Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
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Trabalho completo

- Buscar a excelência do melhoramento contínuo dos funcionários,
da organização, processos, produtos e serviços.
Munidos desses elementos, deduze-se que a gestão de mudança traz
práticas inovadoras no sentido de criar ações estratégicas que permitem as
organizações transformar o modelo normativo estabelecido para o modelo de
trabalho. Essa ideia reforça o pensamento de Brugeff (2009) que compreende a
gestão da mudança como um conjunto de práticas, métodos, técnicas, que permitem
modificações ou adaptações dos ambientes organizacionais aos fatores internos e
externos, propícios à mudança em prol da sobrevivência da empresa . Para Hurn
(2012) ela é definida como um objetivo planejado para alterar uma organização no
sentido guiá-Ia para uma posição futura desejada no ambiente de negócios em
resposta aos novos desafios e oportunidades.
Embora o processo de mudança seja difícil por exigir a preparação dos
gerentes e funcionários, ele torna-se essencial para moldar os processos
organizacionais que conduzem as novas formas de organização e ao
gerenciamento, sendo ele primordial para a sobrevivência organizacional.
A gestão da mudança vai exigir alterações na organização . Sob esse prisma,
Kisil (1998) discorre sobre as fontes internas e externas que influenciam na
mudança organizacional , de acordo com o quadro 3:

Fontes externas
Social

Política

Geradores
de
mudança
As crenças, valores e
atitudes e opiniões

Fontes internas

Geradores de mudança

Associações
profissionais

Determinado pela
opção ideológica do
grupo

Novos objetivos
(metas)
organizacionais

Elementos inovadores
alimentado por
informações
Implica nova direção
organizacional e
estabelecimento de
mudanças estratégicas
nos processos, métodos e
novas tecnologias
Ocasiona novas
oportunidades de
crescimento e
desenvolvimento

Econômica

Recessão , aumento
Recursos
do desemprego,
organizacionais
crescimento da
excedentes
demanda por
serviços sociais
Desenvolvimento
Novos
bens
e
tecnológico
serviços
Quadro 3 - Fatores mternos e externos da mudança organizacional.
Fonte: Kisil (1998).

Em contribuição a esse autor, adicionamos como fontes internas da mudança
organizacional : o novo capital intelectual, os novos processos e a cultura
organizacional.
Sob essa ótica, Lima e Bressan (2003, p. 25) definem a mudança
organizacional como:
Qualquer alteração, planejada ou não, nos componentes
organizacionais - pessoas, trabalho , estrutura formal , cultura - ou
nas relações entre organização e seu ambiente, que possam ter

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Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
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Trabalho completo

consequências relevantes, de natureza positiva ou negativa, para
eficiência e/ou sustentabilidade organizacional.
Percebe-se que a mudança organizacional passa, inicialmente, pelo
conhecimento das razões das mudanças por envolver pessoas, trabalho, estrutura,
cultura , conforme citado pelo autor. Esse conhecimento se consegue com a
realização de um diagnóstico organizacional pelo qual são coletados os pontos
fortes e fracos na administração da empresa.
Com base nessas considerações, apresentamos, no quadro 3, oito estágios
para implementação do processo de mudança organizacional , estabelecido por
Korter (1998 apud HURN, 2012) após uma análise feita com relação ao insucesso
da implantação das mudanças organizacionais:
Estágio
um
urgência

Procedimento
Examinar o mercado, as realidades
competitivas e identificar as razões para a
mudança. Promover uma forte motivação
para a mudança.
Forma
uma equipe para Reunir um grupo para liderar a mudança e
mudança
garantir o trabalho em equipe com base na
confiança
Desenvolver uma visão e uma Criar uma visão para direcionar os esforços
de mudança, compartilhando-a em todos os
estratégica para a mudança
níveis da organização, além de identificar as
vantagens.
Comunicar a visão e a Falar abertamente e honestamente.
estratégica para alcançar os
objetivos propostos
Superar
a
resistência
a Identificar as barreiras e desenvolver uma
mudança
estratégica que minimizem a resistência .
Enfatizar em curto prazo as As metas devem divisíveis e buscar
metas atingidas
incrementai estágio para objetivos ao longo
prazo.
Reforçar a visão de mudança
Divulgar os sucessos alcançados

1. Estabelecer

2.

3.

4.

5.
6.

7.

8. Desenvolver

senso

uma

de

cultura

Essa atitude deve refletir a mudança
desejada em todo a organização, além de
manter a dinâmica de trabalho com ênfase
em atingir o objetivo final
,
Quadro 3 - Estaglos para Implementaçao da mudança organizacional.
Fonte: Adaptado de Korter (1998 apud HURN, 2012)
corporativa

-

É fato que a mudança é crucial para a sobrevivência das organizações, mas
nem todas estão preparadas. Então, esses estágios vêm contribuir como um roteiro
pelo qual as organizações podem nortear suas ações, conforme seu ramo de
atividades. É importante ressaltar que para esse autor o não cumprimento de um
desses passos pode comprometer o processo de implementação da mudança .
Na verdade, a mudança organizacional procura adequar as organizações ao
ambiente externo, forçando-as a buscarem melhorias contínuas. Por isso, para
atingir melhorias faz-se necessário que as organizações possuam um bom
planejamento que contemplem as mudanças organizacionais intensificados pelos

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Gestão do conhecimento: processos e ferramentas

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Trabalho completo

fatores : globalização, competitividade, avanços tecnológicos, desenvolvimento
sustentável e outros.
Conforme foi visto , torna-se inconcebível ainda haver organizações
resistentes à mudança. Ela demanda tempo e exige ações voltadas para o
desenvolvimento das pessoas.
Em última análise, Fonseca (2002, p. 12) afirma que "a informação oportuna e
relevante permite reduzir as incertezas inerentes às mudanças." Logo, perante a
essa afirmação podemos constatar o alinhamento da gestão do conhecimento à
gestão da mudança, proposto por esse artigo .
Nesse aspecto, a GC surge como ferramenta útil para a seleção,
processamento e disseminação da informação relevante para a organização atingir
seus objetivos, as estratégicas de negócios, as habilidades e as competências das
pessoas.
5 Considerações Finais

Diante do exposto teórico disponível, infere-se que os estudos apresentados
devem contribuir para o entendimento da gestão do conhecimento e da gestão de
mudança, em bases, estritamente, empresariais.
As organizações precisam reconhecer e valorizar o capital intelectual
enquanto ativo estratégico . Nesse sentido, elas precisam viabilizar o
desenvolvimento de habilidades das pessoas com vistas alcançarem os objetivos
estabelecidos. Esse propósito emerge a necessidade de se de por em prática uma
gestão de conhecimento com parâmetros alinhados à gestão de mudança , visando
alavancar o desenvolvimento, o sucesso e a sobrevivência das organizações, além
de possibilitar acompanhar as inovações.
Esse alinhamento torna-se importante por entender que toda mudança pode
proporcionar desconforto, principalmente pelas incertezas ocasionadas pela falta de
informações relevantes ao processo de geração de produtos e serviços,
principalmente de comunicação.
Face ao exposto, pode-se afirmar que o conhecimento e a informação estão
se tornando a base para novos serviços e produtos, por isso investir nesses ativos
tornou-se crucial para a sobrevivência das organizações.
Com foi visto na literatura à inovação que se constitui no lançamento de
novas ideias tendo como metas melhorias contínuas, ela faz uso do conhecimento
tático. Logo, a GC é importante nesse processo por integrar esse tipo de
conhecimento como o da organização, de forma que ele ser útil e eficaz para gerar
novos produtos e serviços, aumentando a capacidade inovadora dessa e permitindo
a sua ampliação para novos mercados consumidores.
Finalmente, sabe-se que o conhecimento não se constrói de forma isolada,
ele precisa de uma interação entre sujeitos, organização e grupo, por isso a
organização precisa dar valor à aprendizagem organizacional que é estabelecida
quando se faz uso desse bem intangível.
A capacidade de reagir e o tempo de reação às mudanças constituem
considerações fundamentais para a definição de estratégicas e a capacitação da
organização. Portanto, a mudança é inevitável e o gerenciamento do conhecimento
imprescindível para as organizações acompanhar a Era da Informação e do
Conhecimento.

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Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio

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U-,""lIIMbs

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Trabalho completo

Constata-se, também, a necessidade de novas contribuições para essa
temática , baseadas em estudos empíricos com intuito de conscientizar que a gestão
do conhecimento e a gestão de mudança não estão isoladas, mas alinhadas a todo
o processo gerenciamento de conhecimento .

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2209

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Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
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Trabalho completo

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2210

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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>O desafio de gerenciar e melhor utilizar o conhecimento, ativo intangível de valor estratégico, tem aguçado as organizações a buscarem modelos de gestão que visam administrar os conhecimentos essenciais para alcançar seus objetivos direcionados a visão de futuro e sua permanência no mercado competitivo. Logo esse estudo tem como objetivo principal apresentar a gestão do conhecimento como modelo que surge para gerenciar a transposição do conhecimento como modelo tácito em explícito e a gestão de mudança como parte integrante desse processo. Para tanto, contextualiza o conhecimento, cita os tipos e as formas de conversão dele. Aborda maiores considerações sob as gestões do conhecimento, estratégica do conhecimento e a de mudança, expondo conceitos, objetivos e benefícios relacionados à implementação dessas gestões. Expõe a gestão do conhecimento com foco na inovação. Trata-se de um levantamento exploratório fruto de uma revisão de literatura de base estritamente teórica em vários suportes informacionais relacionados a esse tema e áreas afins. Toda adoção de modelos proporciona mudanças organizacionais que podem influenciar de maneira positiva ou negativa nos processos, nas ações estratégicas, nos serviços, nos produtos e na cultura organizacional. Infere-se, portanto, nesse estudo que a adoção de novas práticas- modelos interfere nas formas de gerenciar os processos organizacionais e nas ações estratégicas das organizações. Constata-se, dessa forma, a anecessidade de novas contribuições para essa temática, baseadas em estudos empíricos com o intuito de conscientizar que a gestão do conhecimento e a gestão de mudança não estão isoladas, mas alinhadas ao processo de alavancar a sobrevivência das organizações</text>
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Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

EM BUSCA DE DIRETRIZES QUE GARANTAM O FUNCIONAMENTO
E CONSOLIDAÇÃO DOS REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS
BRASILEIROS:
a questão das Políticas Informacionais de Auto-Arquivamento

Renato Reis Nunes
Mestrando em Ciência da Informação pela Universidade Federal Fluminense (UFF) ,
Bibliotecário do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) ,
Campus São Gonçalo, RJ

Resumo
A filosofia de acesso livre ao conhecimento científico surgiu da necessidade dos
pesquisadores em ampliar o acesso e, consequentemente, a visibilidade aos
resultados de suas pesquisas maximizando, em última instância, o desenvolvimento
da ciência . O mote do movimento mundial em favor do Acesso Livre aos resultados
de pesquisa é, portanto, a disseminação ampla e irrestrita dos resultados de
pesquisas, principalmente as financiadas com recursos públicos. Os repositórios
institucionais são uma das ferramentas que se mostram como alternativa para a
comunicação da ciência livre de barreiras de acesso. Porém , para a ampla
consolidação dos Repositórios Institucionais, faz-se necessário a implementação de
políticas mandatórias que apoiem o auto-arquivamento das publicações científicas
por parte dos pesquisadores. Busca-se estudar, através de análise comparativa ,
experiências consolidadas de Repositórios Institucionais que possuam políticas de
depósito. A análise, realizada em três experiências de Repositórios Institucionais de
nível internacional , foi ancorada, principalmente, em critérios de citação na literatura
da área e dados estatísticos. Como resultado da pesquisa, pretende-se propor
diretrizes necessárias para construção de uma política de depósito para Repositórios
Institucionais Brasileiros.

Palavras-Chave:
Comunicação Científica; Acesso livre à Informação; Repositórios institucionais;
Políticas Mandatórias.

Abctract
The Open Access philosophy to scientific knowledge appeared of the necessity of the
researchers in extending the access and , consequently, the visibility to the results of
his research maximizing, in last instance, the development of science. The goal of
the world-wide movement for Open Access is, therefore, the ample and unrestricted
dissemination of the results of research, especially those financed with public funds.
Institutional Repositories (IR) are one of the tools that are shown as an alternative to
science communication barrier free access. However, for wide consolidation of IR, is
necessary to implement policies that support the mandatory self-archiving of scientific
publications by researchers. The aim is then to study consolidated experiences of IR
that have mandatory policies. The analysis was anchored mainly on the criteria of
citation in the literature and statistical data. As results, we developed guidelines
necessary for building a policy of mandatory deposit for Brazilian Institutional
Repositories.

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1ibtI.IKtf

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U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

Keywords:
Scientific Communication .
Mandatory

Open

Access

Initiative.

Institutional

Repositories.
Policies.

1 Introdução
A informação técnico-científica, considerada como a base de todo o
desenvolvimento científico e tecnológico de uma nação, encontra dificuldades no
que diz respeito ao acesso e disseminação das mesmas, já que em sua maioria são
publicadas por periódicos cujo acesso é restrito, sendo possível, na maioria dos
casos, somente através da assinatura de tais revistas.
Com o surgimento das novas tecnologias de informação e comunicação no
final do séc. XX, ferramentas voltadas para gestão informacional foram surgindo e
diversos paradigmas estão mudando, visto que estas tecnologias visam facilitar o
acesso à informação científica em meio digital através da Internet.
Dentre as diferentes ações que compõem o atual sistema de publicação da
ciência, os periódicos científicos têm sido um dos mais afetados por estas novas
ferramentas de gestão. Destaca-se, também, no atual sistema de publicação
científica , as possibilidades advindas de movimentos da "filosofia aberta", como o
Movimento de Acesso Livre a Informação (Open Access Movement - OA 1), e a
Iniciativa dos Arquivos Abertos (Open Archives Initiative - OAf).
É neste contexto que surgem os Repositórios Institucionais (RI), ferramentas de
disseminação da informação técnico-científica que permitem o armazenamento,
recuperação e disseminação de documentos acadêmicos, administrativos e científicos
de uma instituição de forma integrada. Os Repositórios Institucionais reforçam a ideia
de que todos os materiais de pesquisa devem estar disponibilizados publicamente na
internet, sem restrições de acesso, sobretudo as pesquisas desenvolvidas com
recursos oriundos de agências públicas de fomento à pesquisa, tendo como exemplo
brasileiro a CAPES, CNPq, FINEP.
As estratégias de criação de Repositórios tem registrado progresso, visto que,
em Novembro de 2011 , existiam mais de 1.900 Repositórios Institucionais e
Temáticos em universidades e centros de pesquisa espalhados pelo mundo,
segundo registro do Diretório de Repositórios de Acesso Aberto (OpenDOAR ,
nov/2011). Porém, segundo pesquisadores e incentivadores da "filosofia aberta",
apesar do número expressivo, a adoção de Repositórios no meio acadêmico
encontra-se em quantitativos aquém do esperado.
Dentre os desafios relacionados por Guédon (2004) , um dos mais importantes
diz respeito a como agregar valor aos Repositórios, assim como ampliar sua
visibilidade, visto que há uma forte percepção de que o material impresso garante
confiança e autoridade, e o material digital ainda não alcançou este status quo.
Quebrar o que pode ser entendido por alguns pesquisadores como "perda de tempo"
em fazer o auto-arquivamento de uma produção científica que já esta disponível em
canais formais , como , por exemplo , periódicos científicos, é o grande desafio para a
ampla consolidação dos Repositórios (WEITZEL, 2006).
Neste sentido, as políticas informacionais de auto-arquivamento podem ser
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http://www.openarchives.org/
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Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

uma atribuição de valor, dando ao pesquisador o respaldo necessário para publicar
sua pesquisa no RI. Segundo Steven Harnad (2004), no atual estágio embrionário
em que se encontram algumas iniciativas em favor do acesso livre, somente através
de mandatos de depósito, como uma política informacional de auto-arquivamento,
será possível reunir, em uma plataforma única, toda produção científica gerada em
uma instituição.
Assim sendo, nesta pesquisa procuraremos analisar experiências de
Repositórios que já possuam políticas de auto-arquivamento fundamentadas e
aprovadas por seu corpo institucional, de forma a estudar tais políticas e, a partir
desta análise, propor diretrizes para criação de políticas de depósito em iniciativas
de Repositórios Institucionais Brasileiros.
Diante do exposto, esta pesquisa tem como objetivo geral analisar Políticas
Informacionais de Auto-Arquivamento no intuito de propor critérios e diretrizes que
garantam o funcionamento, consolidação e visibilidade dos Repositórios
Institucionais Brasileiros.

2 Revisão de Literatura

o advento da Internet vem causando um impacto muito grande em várias
áreas da sociedade. A facilidade de acesso e disseminação da informação científica
passa a acontecer em meio digital através da rede mundial de computadores,
iniciando o aparecimento de novas alternativas para a comunicação científica
(INSTITUTO ..., 2005).
Anualmente são produzidos 2,5 milhões de artigos em 25 mil periódicos,
abrangendo todas as áreas do conhecimento, línguas e países (HARNAD, 2006, p.
1). Porém, a maioria das universidades e instituições de pesquisas do mundo dispõe
de recursos financeiros apenas para assinar uma mínima fração desses títulos, o
que torna essa gama informacional disponível apenas a uma parcela reduzida de
prováveis usuários, ou seja, as pesquisas publicadas estão obtendo somente uma
fração quase insignificante de seu potencial de uso e impacto.
Diante de tal panorama, surge, entre os cientistas do mundo inteiro, a
preocupação com o aumento da visibilidade e do acesso aos resultados de seus
trabalhos, visando ampliar o impacto e a produtividade e, por conseguinte,
maximizar o progresso da ciência e tecnologia.
Neste sentido, surgem dois grandes movimentos internacionais: a Iniciativa
dos Arquivos Abertos (Open Archives Initiative - OA/) e o Movimento de Acesso
Livre à Informação (Open Access Movement - OA) . O Movimento de Acesso Livre à
Informação, aplicado à pesquisa científica, tem sido visto como fator que maximiza o
acesso à pesquisa propriamente dita, elevando e acelerando seu impacto e,
consequentemente, sua produtividade, progresso e resultados.
Segundo Stevan Harnad, um dos principais divulgadores da Iniciativa de
Acesso Livre a Informação no mundo, as duas estratégias a serem seguidas no
âmbito da concretização do Acesso Livre denominam-se Via Dourada e Via Verde
(HARNARD et ai , 2004).
A Via Dourada se dá através de revistas de acesso livre que não fazem uso
dos direitos do autor (copyright) para restringir o acesso e uso do material que
publicam, assim como não cobram assinaturas nem taxas de acesso em suas
versões on-line. Estas revistas procuram utilizar outros métodos para cobrir suas
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e licenças de uso
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despesas, como taxa para versão impressa e taxas de publicação.
Há 2 vias para o acesso livre: a via dourada - golden road - (publique seu
artigo numa revista de acesso livre) e a via verde - green road - (publique
seu artigo numa revista que não é de acesso livre porém também o autoarquive num arquivo de acesso livre). Somente 5% das revistas são
douradas, porém mais de 90% já são verdes (isto é, elas deram aos seus
autores o sinal verde para o auto-arquivamento); porém somente por volta
de 10 a 20% dos artigos são auto-arquivados. Para alcançar 100% de
acesso livre, o auto-arquivamento precisa tornar-se obrigatório pelos
empregadores e financiadores dos pesquisadores, como o Reino Unido e os
Estados Unidos recentemente recomendaram , e as universidades precisam
implementar tal obrigação (HARNAD et aI., 2004).

A Via Verde implica no auto-arquivamento de artigos publicados nas revistas
científicas em papel e/ou digital com acesso restrito (ou seja, que cobram
assinaturas) nos Repositórios Temáticos ou Institucionais, disponibilizando uma
versão digital do mesmo, sendo esta de acesso gratuito. Para tal , é imprescindível
que os pesquisadores engajem-se no movimento, conforme recomenda Harnad :
Alguns editores têm feito sua parte em resposta à demanda da comunidade
científica pelo acesso livre dando seu sinal verde aos autores para o autoarquivamento. Agora é hora da comunidade científica procurar fazer mais.
Não é suficiente sentar-se e esperar que todas as 25.000 revistas
convertam-se para a via dourada. E certamente não é justo que os
pesquisadores exijam que os editores façam todos os sacrifícios e ponham
sua conta em risco enquanto a comunidade científica não se preocupa em
tomar providências para promover o acesso livre para seus próprios artigos,
simplesmente os auto-arquivando (HARNAD et aI. , 2004) .

Existem, portanto, diversas maneiras de se publicar e/ou tornar os
documentos científicos disponíveis para o acesso livre. Nada impede, conforme
relatado por Harnad, que se publique um artigo numa revista de acesso restrito e,
posteriormente, faça o auto-arquivamento do mesmo trabalho em um repositório de
acesso livre. O que se faz necessário neste momento é despertar nos editores e
cientistas a importância de se concretizar tais ações o mais rápido possível ,
acelerando assim o progresso científico e, por consequência, o desenvolvimento das
nações como um todo (HARNAD et aI., 2004).
De fato, a crise dos periódicos científicos foi, sem dúvida, um dos fatores que
motivou mudanças na comercialização e na forma de acesso as publicações
científicas.
Assim , pode-se dizer que o Movimento de Acesso Livre à Informação é,
principalmente , o resultado: (i) de uma reação dos pesquisadores ao modelo de
negócios de editoras comerciais de revistas científicas (e os preços das assinaturas
cada vez mais altos); da (ii) crescente conscientização do aumento de impacto
provocado pela disponibilização de documentos científicos livres de barreiras quanto
ao acesso (econômicas e de copyright) ; e das (iii) potencialidades das tecnologias
da informação e da comunicação, cujo expoente máximo é a internet. O mote do
movimento mundial em favor do Acesso Livre a resultados de pesquisa , portanto, é a
disseminação ampla e irrestrita dos resultados de pesquisas financiadas com
recursos públicos.
É neste cenário que surgem novas ferramentas voltadas para disseminação
da informação em meio digital, como a Biblioteca Virtual, a Biblioteca Digital e suas

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ramificações, aqui pontuada pelos Repositórios Institucionais.

2.1 Os Repositórios Institucionais

Os Repositórios Institucionais inserem-se nos movimentos da "filosofia
aberta", como a Iniciativa dos Arquivos Abertos (Open Archives Initiative - OAI) e
Movimento de Acesso Livre a Informação (Open Access Movement - OA).
A filosofia aberta baseia-se nos conceitos de
[...] [i] software aberto (ou livre), para o desenvolvimento de aplicações em
computador; [ii] arquivos abertos, para a interoperabilidade em nível global;
e [iii] acesso aberto - questão mais polêmica - para a disseminação ampla
e irrestrita de resultados da pesquisa científica (COSTA, 2006, p. 40).

Conforme visto, os movimentos OAI e OA visam promover o acesso livre e
irrestrito à literatura científica e acadêmica, favorecendo o aumento do impacto do
trabalho desenvolvido pelos pesquisadores e instituições. Também contribuem para
a reforma do sistema de comunicação científica, reassumindo o controle acadêmico
sobre a publicação, aumentando a competição e reduzindo o monopólio das revistas
das editoras comerciais, reforçando a ideia de que o conhecimento não é algo
comercial (RODRIGUES ET AL, 2004).
Basicamente, os Repositórios Institucionais são coleções digitais de
documentos que armazenam , preservam , divulgam e dão acesso à produção
intelectual de uma ou mais universidades e/ou instituições de pesquisa. Essas
coleções podem ser produzidas por pesquisadores, docentes, discentes e demais
membros da instituição. Os Repositórios Institucionais são responsáveis por divulgar
e preservar informações científicas da instituição que os abrange (RODRIGUES ET
AL,2004).
Crow (2002) define os Repositórios Institucionais como "um arquivo digital de
produtos intelectuais criados por uma comunidade de pesquisadores, estudantes e
professores de uma instituição". Para Lynch (2003), os Repositórios Institucionais
são "um conjunto de serviços que a instituição oferece aos seus membros para o
gerenciamento e disseminação de materiais digitais criados na instituição".
Segundo o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (2005),
"os Repositórios Institucionais incentivam o gerenciamento e a publicação pelo
pesquisador (através do auto-arquivamento), utilizando a tecnologia da OAI e
podendo ser acessados por diversos provedores de serviços on-line nacionais e
internacionais" .
Sobre a relevância de um repositório institucional em uma universidade,
Lawrence (2003) pondera que: "os repositórios institucionais são uma manifestação
visível da importância emergente da gestão do conhecimento na educação superior".

2.2 A importância das políticas informacionais de auto-arquivamento para a
consolidação e visibilidade dos Repositórios Institucionais

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As políticas de informação surgiram no intuito de auxiliar a gerir este
crescente aumento do fluxo documental, dado ao crescente número de informações
produzidas no período pós Segunda Guerra Mundial:
política de informação tem sido definida como um conjunto de princípios,
leis, diretrizes, regras , regulamentos e procedimentos inter-relacionados que
orientam a supervisão e gestão do ciclo vital da informação: a produção,
coleção , organização, distribuição, disseminação, recuperação , uso e
preservação da informação (ANDRYCHUCK, 2004 apud JARDIM, 2009).

Diversos países têm manifestado apoio em favor do movimento de acesso
livre ao conhecimento, sejam eles desenvolvidos ou em desenvolvimento. Esse
apoio pode ser aferido por meio da análise crescente de implementações baseadas
no modelo OA em distintos países espalhados pelo globo. Países como Estados
Unidos, Reino Unido, Alemanha e Japão assumiram a liderança do movimento
através de inúmeros estudos, manifestos e eventos que visam legitimar as iniciativas
em prol do acesso livre (KURAMOTO, 2008).
Para alcançar o tão desejado sucesso do movimento de acesso livre ao
conhecimento científico, é fundamental que os grandes produtores deste
conhecimento, ou seja , as universidades e institutos de pesquisas, além de
implementarem ferramentas baseadas no Modelo da Iniciativa dos Arquivos Abertos,
procedam à construção de políticas informacionais de auto-arquivamento que
garantam o depósito dos documentos gerados no âmbito de suas instituições.
Os Repositórios Institucionais são uma alternativa para o problema da
pressão feita por editores científicos para conseguirem ter a exclusividade da
informação científica, criando barreiras para que os pesquisadores que publiquem
em seus periódicos não adiram a tais iniciativas de acesso livre, forçando, assim, a
comunidade científica a pagar para ter acesso a estas informações.
Com os custos extorsivos das publicações periódicas científicas, uma nova
ordem mundial está se impondo: a criação de repositórios institucionais nas
universidades e instituições de pesquisas aliada a um mandato legal que
obriga os pesquisadores a depositarem os seus resultados de pesquisa
publicados
em
revistas
científicas
reconhecida
nacional
e
internacionalmente (KURAMOTO, 2008).

Para melhor entendimento, faz-se necessário definir o termo mandato de
depósito :
são instrumentos instituídos através de medidas legais ou administrativas,
que obrigam o autor vinculado à instituição ou que teve sua pesquisa
financiada por recursos públicos, a depositar uma cópia de sua pesquisa no
repositório da instituição a qual esteja vinculado (HARNARD, 2008) .

Neste sentido, a criação dos mandatos de depósito é vista como uma reação
à baixa resposta da política do depósito voluntário , que tem resultado em índices de
adesão considerados baixos, e que deve constituir-se na solução para que sejam
obtidos índices de arquivamento (depósito) significativos.
Conforme ressalta Harnad, devido ao fracasso das políticas voluntárias de
auto-arquivamento, onde apenas 12 a 15% dos textos produzidos são depositados
voluntariamente, surgiram às políticas mandatórias, ou compulsórias, como
procedimento eficaz para garantir a quase totalidade dos depósitos de trabalhos
produzidos em uma instituição (HARNAD, 2007; RODRIGUES, 2011).
Ressaltar, porem, que uma política mandatória, em qualquer instituição, visa
apenas a criar mais uma atribuição entre outras já realizadas pelos seus

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funcionários, como, por exemplo, no caso das universidades, conduzir pesquisa
científica, preparar plano de curso, elaborar material curricular, ministrar aulas,
avaliar, orientar monografias, dissertações e teses, participar de bancas, etc.

3 Considerações Parciais
A inserção dos mandatos de depósito no âmbito institucional enriquece o
conteúdo do repositório, ao passo que ali estará depositado toda a produção gerada
naquela instituição, favorecendo o controle bibliográfico, a recuperação da
informação, dentre tantos outros inúmeros fatores.
Com a consolidação e ampla utilização dos RI , os pesquisadores e os centros
de pesquisa podem tirar proveito de vários recursos disponíveis como, por exemplo,
a adoção dos Repositórios como ferramenta nos processos de avaliação dos centros
de pesquisa, assegurando que a produção científica , bem como dados bibliográficos
e texto completo serão facilmente disponíveis; obtenção de relatórios de atividade;
estatísticas de acesso a seus documentos e relatórios de pesquisa; criação de listas
de publicações, entre outros.
Harnad (2008), ainda esclarece que os repositórios com mais sucesso no que
diz respeito ao auto-arquivamento de informações têm sido aqueles cujas
instituições estabeleceram política de depósito mandatório.
A única forma de se atingir os 100% dos resultados de pesquisa em acesso
livre é através de uma política mandatória, que "obriga" os autores a autoarquivarem imediatamente seus postprints revisados de todos os artigos de
periódicos aceitos para publicação, preferencialmente nos repositórios das
instituições a que estão vinculados. Esta estratégia é considerada "o caminho mais
natural, universal e sistemático para se atingir o acesso livre 100% em todo o
mundo, e também o mais rápido e seguro" (HARNAD, 2006, p.2).
Destaca-se, também, que esta pesquisa possui como proposta criar diretrizes
para criação de políticas de auto-arquivamento em Repositórios Institucionais
Brasileiros , tendo em vista que:
~ Mundialmente, segundo dados do OpenDOAR - , existem 1.952 RI , dos
quais 301 possuem algum tipo de política informacional. No Brasil, há 39 RI
em operação, dos quais apenas 04 possuem algum tipo de política
informacional (OpenDOAR, 2011).
~ Destaca-se também que, de acordo com o ROARMAP - , existem 355
políticas mandatórias, de diversos tipos e finalidades, distribuídas no
mundo. A América do Sul possui 2% destes mandatos, enquanto América
do Norte e Europa contribuem , respectivamente, com 24% e 57%
(ROARMAP, 2011).
Considerando que os investimentos em educação e pesquisa no Brasil têm
sido bastante limitados nos últimos anos (KURAMOTO, 2006, p. 19), e diante do
nosso alto potencial de desenvolvimento científico e tecnológico - o Brasil ocupa
atualmente o 13° lugar em produção científica mundial -, urge encontrarem-se
dispositivos para a efetiva inclusão de nossa pesquisa no atual modelo de
comunicação e produção científica ora estabelecido.
Ao analisar a quantidade de repositórios existentes, aproximadamente 1900
segundo Rodrigues (2011), e o número de artigos publicados anualmente, algo em

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e licenças de uso
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torno de 2,5 milhões segundo Harnad (2006, p. 1), observa-se que o Brasil , apesar
de possuir uma instituição (USP) bem posicionada no Ranking Web of World
Repositories, não apresenta suas demais instituições e repositórios entre os mais
bem posicionados no ranking. Além disso, poucas publicações brasileiras constam
da Science Citation Index (SCI), o que denota uma dependência do país por
publicações científicas estrangeiras por parte da nossa comunidade científica . Falta,
portanto, maior visibilidade à nossa produção científica para aumentar as chances
de nossos pesquisadores e nossas instituições serem mais conhecidos e
respeitados no exterior.
No segundo ato desta pesquisa, utilizaremos o método comparativo que, de
forma direta, "permite analisar o dado concreto, deduzindo do mesmo os elementos
constantes, abstratos e gerais" (LAKATOS; MARCONI , 2007, p. 107). Ainda segundo
Lakatos e Marconi (2007 , p. 107), o método comparativo "realiza comparações, com a
finalidade de verificar similaridades e explicar divergências". Isto permite, no caso
desta pesquisa, que possamos comparar Repositórios Institucionais distintos no intuito
de buscar aspectos comuns e incomuns no que diz respeito às políticas de depósito
utilizadas, a fim de propor diretrizes para criação de políticas de auto-arquivamento
para Repositórios Institucionais Brasileiros.
Como exposto anteriormente, a implementação da obrigatoriedade do
arquivamento da produção científica é o fator primordial para que as taxas de
depósito sejam consideravelmente aumentadas, visto que, em instituições cuja
participação dos autores depende exclusivamente do incentivo de políticas
voluntárias, as taxas de depósito permanecem baixas.

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Documentação&#13;
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Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A filosofia de acesso livre ao conhecimento científico surgiu da necessidade dos pesquisadores em ampliar o acesso e, consequentemente, a visibilidade aos resultados de suas pesquisas maximizando, em última instância, o desenvolvimento da ciência. O mote do movimento mundial em favor do Acesso Livre aos resultados de pesquisa é, portanto, a disseminação ampla e irrestrita dos resultados de pesquisas, principalmente as financiadas com recursos públicos. Os repositórios institucionais são uma das ferramentas que se mostram como alternativa para a comunicação da ciência livre de barreiras de acesso. Porém, para a ampla consolidação dos Repositórios Institucionais, faz-se necessário a implementação de políticas mandatórias que apoiem o auto-arquivamento das publicações científicas por parte dos pesquisadores. Busca-se estudar, através de análise comparativa, experiências consolidadas de Repositórios Institucionais que possuam políticas de depósito. A análise, realizada em três experiências de Repositórios Institucionais de nível internacional, foi ancorada, principalmente, em critérios de citação na literatura  da área e dados estatísticos. Como resultado da pesquisa, pretende-se propor diretrizes necessárias para construção de uma política de depósito para Repositórios Institucionais Brasileiros. </text>
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FERRAMENTAS COLABORATIVAS PARA MEDIAÇÃO DE
FONTES DE INFORMAÇÃO: AVALIAÇÃO SOBRE SEUS USOS EM
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS
Valéria Aparecida Moreira Novelli1, Wanda Aparecida Machado
HOffmanrf, Luciana de Souza Gracioso3
Mestre em Ciência , Tecnologia e Sociedade, UNESP/lnstituto de Química, Araraquara , São
Paulo
Pós-Doutora em Prospecção de Informação Tecnológica, Universidade Federal de São Carlos,
São Carlos , São Paulo
3 Doutora em Ciência da Informação, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, São
Paulo
1

2

Resumo

o crescente desenvolvimento da internet, a proliferação na quantidade e tipologia de
fontes de informação eletrônicas disponíveis, a mudança no comportamento dos
usuários, o decréscimo no atendimento presencial impulsionam as bibliotecas
universitárias a trabalharem mais virtualmente e focadas no acesso à informação;
demandam a implementação de mecanismos para que os usuários identifiquem,
localizem e utilizem potencialmente as fontes de informação mais pertinentes às
suas necessidades informacionais. Os objetivos são investigar e identificar a
aplicação de ferramentas colaborativas para facilitar o processo de mediação de
fontes de informação, especialmente das bases de dados bibliográficas, em
bibliotecas universitárias. A metodologia utilizada foi a pesquisa exploratória , tendo
como método, a análise de conteúdo de websites de bibliotecas universitárias. A
amostra foi composta por 24 bibliotecas universitárias selecionadas de melhores
universidades internacionais e nacionais ("Webometrics Ranking of World's
Universities 2011 ", "World University Rankings 2011-2012" e "índice Geral de Cursos
- IGC 2009"). Constatou-se que as bibliotecas universitárias pesquisadas utilizam
ferramentas colaborativas para mediação de fontes de informação, especialmente
das bases de dados bibliográficas, com menores índices percentuais de grande
parte das ferramentas nas bibliotecas nacionais. Conclui-se que o bibliotecário deve
analisar e discutir o potencial dessas ferramentas colaborativas, estabelecer
estratégias para sua gestão e implementação, levando-se em conta a realidade de
cada biblioteca , e investir na sua função de mediador da informação, buscando o
diálogo presencial e/ou virtual com o usuário para lhe interpretar os meios e formas
de acesso à informação, diálogo este que diferenciará e marcará a qualidade dos
serviços/produtos disponibilizados pela biblioteca.
Palavras-Chave: Bases de dados bibliográficas; Bibliotecas universitárias;
Ferramentas colaborativas; Fontes de informação; Mediação da informação.

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Abstract
The increasing development of internet, the proliferation in the amount and type of
electronic information sources available, the change in the behavior of users, the
decrease in contact hours drive university libraries to work virtually and more focused
on access to information; demand the implementation of mechanisms for users to
identify, locate and use information sources potentially more relevant to their
informational needs. The objectives are to investigate and identify the application of
collaborative tools to facilitate the mediation of information sources, especially of
bibliographic databases in academic libraries. The methodology used was
exploratory, with the method, content analysis of websites of university libraries. The
sample consisted of 24 university libraries selected for best international and national
universities ("Webometrics Ranking of World Universities 2011 's", "World University
Rankings 2011-2012" and "índice Geral de Cursos - IGC 2009"). It was found that
the university libraries surveyed use collaborative tools for mediation of information
sources, especially of bibliographic databases, with lower percentages of most of the
tools in national libraries. It is concluded that librarians should analyze and discuss
the potential of collaborative tools, establish strategies for their management and
implementation, taking into account the reality of each library, and invest in its role as
mediator of information seeking dialogue face and/or virtual with the user to you to
interpret the ways and means of access to information, dialogue and mark that will
differentiate the quality of services/products provided by the library.

Keywords: Bibliographic databases; University libraries; Collaborative tools;
Sources of information; Mediation of information .
1 Introdução
Através dos séculos, as bibliotecas tem sido o ponto focal das universidades,
com suas coleções impressas, preservando o conhecimento da humanidade.
Atualmente, o conhecimento está disponível em diferentes formatos, como texto,
gráfico, som, algoritmo, simulação da realidade virtual, distribuído em redes
computacionais, representado digitalmente e acessível a um número maior de
pessoas, além dos "muros" internos (CUNHA, 2000).
Assim, a essência das bibliotecas universitárias está em possibilitar acesso ao
conhecimento, o que contribuirá para que os alunos, os docentes e os
pesquisadores possam efetuar suas aprendizagens ao longo da vida (CUNHA,
2010), e levando-as a serem participantes, como mediadoras, na construção do
conhecimento.
Diante do desenvolvimento cada vez mais crescente da internet e da
proliferação na quantidade e tipologia de fontes de informação eletrônicas
disponíveis, as bibliotecas universitárias trabalharão mais virtualmente e focadas no
acesso à informação, considerando-se também a tendência do decréscimo no
atendimento presencial decorrente da intensa utilização das várias ferramentas
disponibilizadas pela web 2.0 (CUNHA, 2010).
Portanto, diante desse contexto, indaga-se, como os profissionais da
informação podem efetuar a mediação da informação?

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o problema apontado é como as bibliotecas universitárias podem criar novas
formas de mediação da informação para proporcionar orientação, autonomia e
estímulo de competências dos usuários em relação às fontes de informação, Como
justificativa tem-se que a grande facilidade de acesso à informação acarretou
mudanças significativas no comportamento dos usuários que estão cada vez mais
virtuais e independentes nas realizações de suas atividades de busca e uso da
informação, assim, esta realidade demanda que as bibliotecas implementem novos
mecanismos para que os usuários desenvolvam a habilidade de identificar, localizar
e utilizar potencialmente as fontes de informação mais pertinentes às suas
necessidades informacionais. Os objetivos são investigar e identificar a aplicação de
ferramentas colaborativas para facilitar o processo de mediação de fontes de
informação, especialmente das bases de dados bibliográficas, em bibliotecas
universitárias.
2 Revisão de Literatura
A atualização de novos conhecimentos é de fundamental importância para os
usuários das universidades desenvolverem suas atividades de ensino e pesquisa.
Para isto, torna-se necessário acompanhar a crescente produção científica mundial,
evitando-se a duplicação de esforços e gerando-se novos conhecimentos.
Esse acompanhamento no período anterior à internet, era geralmente
realizado através de fontes impressas ou fontes eletrônicas, de uso restrito local
àquelas instituições com condições de assiná-Ias ou adquiri-Ias, o que gerava
desigualdades e demora no acesso às informações e aos textos completos dos
documentos.
Com o advento da internet, a disponibilização das fontes de informação,
principalmente as bases de dados, periódicos, dissertações, teses, livros, etc. foi
facilitada, possibilitando o acesso equitativo e simultâneo da comunidade
acadêmica, ampliando-o além das bibliotecas, beneficiando os usuários na
localização e obtenção de informações e documentos de seus interesses.
A utilização eficaz e eficiente dessas fontes de informação, principalmente as
bases de dados bibliográficas, requer que os usuários as conheçam e saibam
manipulá-Ias adequadamente. Neste processo, torna-se fundamental o papel de
mediador do bibliotecário, no sentido de guiar, orientar e educar o usuário,
capacitando-o a se tornar autônomo para realizar estes acessos (ALVES; FAQUETI,
2002 ; MACEDO; MODESTO, 1999).
A internet, especialmente através de seu serviço web exerce a função de
facilitar e disseminar o acesso à informação (SANTOS; ANDRADE, 2010). A
primeira geração da web caracteriza-se pela disponibilização de grande quantidade
de informações, websites estáticos, visão do usuário como um simples receptor de
informações e ausência da possibilidade de interação (BLATTMANN ; SILVA, 2007 ;
VIEIRA; CARVALHO; LAZZARIN, 2008) . Com a evolução da web, houve a
descentralização, a criação de espaços cada vez mais ativos e participativos, com
os usuários podendo criar, selecionar e alterar conteúdos postados em websites
específicos através de plataformas abertas. Dessa forma , chega-se a uma nova
concepção de internet, denominada "Internet 2.0, Web 2.0 ou Web Social"
(BLATTMANN ; SILVA, 2007, p. 192). O surgimento, conceituação e popularização
do termo "web 2.0" ocorreram em 2004, graças a Tim O'Reilly e Dale Dougherty. A

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partir disso, inicia-se a discussão sobre a ideia da web ser mais dinâmica, interativa
e focada na colaboração dos usuários (BLATTMANN; SILVA, 2007 ; MANESS,
2007). Assim , evolui-se da concepção de recursos exclusivamente centrados em
leitura para ferramentas de leitura e escrita, com a possibilidade da contribuição
coletiva de ideias e produtos (RICHARDSON , 2006, p. 15 apud SANTOS;
ANDRADE, 2010).
A subutilização da web para mediação foi apontada por dois estudos
realizados em bibliotecas universitárias públicas (GOMES; SANTOS, 2009; GOMES;
PRUDÊNCIO; CONCEiÇÃO 2010) , nos quais sugerem-se que ela seja explorada
mais intensamente para as atividades de disseminação, acesso e uso da
informação, possibilitando atrair a atenção dos usuários reais e potenciais.
Assim, a web pode ser utilizada como ferramenta para o acesso à informação
como também para a disseminação de atividades, produtos/serviços das bibliotecas
universitárias (CUNHA, 2002). Ademais, proporcionar o desenvolvimento de
mecanismos que permitam a participação e contribuição dos usuários nos serviços
das bibliotecas, o que lhes propiciaria assumir uma postura mais pró-ativa em
relação às ações mediadoras da informação, atraindo os usuários potenciais para o
seu espaço e consequentemente aumentar o número de usuários reais que
explorem seus recursos, acessem e se apropriem de informações (GOMES ;
SANTOS, 2009).
Desse modo, o ambiente virtual das bibliotecas universitárias pode ser visto
como um meio favorecedor de ações mediadoras do acesso e apropriação da
informação, retratando um espaço que propicia a intensificação do processo de
comunicação entre os usuários e da biblioteca com os usuários (GOMES ;
PRUDÊNCIO; CONCEiÇÃO, 2010).
Nessa perspectiva , as bibliotecas universitárias poderiam divulgar mais
intensamente suas atividades, orientarem sobre recursos disponíveis e
estabelecerem um processo de comunicação mais efetivo, ágil e personalizado,
focado nas dúvidas individuais de seus usuários, levando-se em conta a ampliação
da satisfação dos usuários, independente de onde eles estejam.
Sendo assim, torna-se um desafio para as bibliotecas explorarem esse
universo para mediação, de forma a descobrirem as aplicações mais pertinentes a
cada realidade, pois além da tecnologia disponível, deve-se considerar também a
visão estratégica da instituição, as novas políticas de comunicação para os usuários
mais jovens, a capacidade de inovar ao planejar novos serviços e novas formas de
acolhimento dos usuários (SANTOS ; ANDRADE, 2010).

3 Materiais e Métodos
A metodologia utilizada foi a pesquisa exploratória , tendo como método, a
análise de conteúdo, com abordagem quantitativa e qualitativa, para coletar dados
específicos referentes à disponibilização de ferramentas colaborativas para
mediação de fontes de informação em websites de bibliotecas universitárias,
Nessa pesquisa , ferramentas colaborativas são definidas como instrumentos
disponibilizados pelas bibliotecas universitárias para fornecerem algum tipo de
informação relacionada às fontes de informação, especialmente as bases de dados
bibliográficas on-line, através dos quais os usuários podem interagir e colaborar. As
descrições dessas ferramentas estão ilustradas no Quadro 1.

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Quadro 1 - Definições das ferramentas colaborativas para mediação de fontes de
informação
Ferramentas colaborativas
810g para as bases

Chat
Feedback do usuário - Especifico

Redes sociais para bases de dados

RSS para bases de dados

Twilter

Definições
Página
contém
pequenos
organizados
que
textos,
atualizados
frequentemente ,
que
cronologicamente,
e
apresentem algum tipo de informação sobre as bases de dados
bibliográficas
Serviço que possibilita a comunicação pessoal , em tempo real ,
entre bibliotecário e usuário
Instrumento disponibilizado pela biblioteca para possibilitar a
interação do usuário (dúvidas, comentários, sugestões, críticas)
em assuntos relacionados especificamente as bases de dados
Participação da biblioteca em redes formadas por pessoas que
trocam informações entre si , onde especificamente apresentem
algum tipo de informação sobre as bases de dados bibliográficas
Tecnologia que permite aos usuários se inscreverem em itens
especificos do websile e receberem informações atualizadas
sobre bases de dados bibliográficas
Ferramenta que permite o envio aos usuários de textos curtos,
com até 140 caracteres, com informações referentes as bases de
dados bibliográficas

Fonte: Novelli (2012) adaptado de Cunha; Cavalcanti (2008); Reitz (2011); Santos; Ribeiro

(2003).

A amostra, não probabilística intencional, foi composta por 24 bibliotecas
universitárias selecionadas de melhores universidades internacionais (17 bibliotecas)
e nacionais (7 bibliotecas), através das listas de classificações: "Webometrics
Ranking of World's Universities 2011", "World University Rankings 2011-2012" e
"índice Geral de Cursos - IGC 2009".
As 17 bibliotecas internacionais investigadas foram das seguintes
universidades: University of Cape Town, University of Toronto, Massachusetts
Institute of Technology, California Institute of Technology, Universidad Nacional
Autónoma de México, Peking University, University of Tokyo, National Taiwan
University, Freie Universitat Berlin, Ludwig-Maximilians-Universitat München, Utrecht
University, Universitá di Bologna University of Cambridge, Swiss Federal Institute of
Technology Zurich , King Saud University, Australian National Universitye University
of Melbourne.
As 7 bibliotecas nacionais estudadas foram das universidades: Universidade
de Brasília, Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal de Pernambuco,
Universidade Federal do Pará, Universidade de São Paulo, Universidade Federal de
São Paulo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
O instrumento desenvolvido para a coleta dos dados da pesquisa foi uma lista
de verificação e como complementação efetuou-se a gravação em Microsoft Word
das telas de cada um dos websites , referentes aos itens investigados.
Os dados dos websites foram coletados no período de 02 a 15/01/2012, em
seguida eles foram quantificados e tabulados através do cálculo de percentuais

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simples e médias baseadas sobre o número total de websites das bibliotecas
universitárias internacionais (17) e das bibliotecas universitárias nacionais (7),
separadamente, que continham as informações pré-estabelecidas na lista de
verificação.

4 Resultados Finais
De acordo com os dados coletados dos 24 websites de bibliotecas
universitárias (17 internacionais e 7 nacionais), considerados nessa pesquisa, as
ferramentas colaborativas para o processo de mediação de fontes de informação,
especialmente das bases de dados bibliográficas, foram quantificadas e analisadas
para identificação de como essas estão sendo aplicadas pelas bibliotecas.
Entre as 24 bibliotecas investigadas (Gráfico 1), são primeiramente adotadas:
Feedback específico (70%) pelas bibliotecas internacionais; Twitter (71 %) pelas
bibliotecas nacionais. A seguir estão RSS (59%) pelas bibliotecas internacionais,
onde parece existir uma cultura desta utilização, com mais da metade das
bibliotecas, ao contrário das bibliotecas nacionais que não o disponibilizam; Blog é
mais utilizado pelas bibliotecas nacionais (43%), talvez pela maior facilidade na
adoção; Redes sociais e Chat são implementados por poucas bibliotecas
internacionais (35%) . Nenhuma das bibliotecas brasileiras disponibilizam Chat,
provavelmente porque esta aplicação requer bibliotecário sempre presente para dar
suporte on-line aos usuários, e nem sempre há pessoal disponível para isto; bem
como talvez pelo desconhecimento da ferramenta , falta de suporte na área de
informática, e pelos princípios éticos advindos de sua institucionalização, suscitando
questões com aparatos legais.
Assim, as ferramentas Blog para bases de dados e Twitter são mais utilizadas
no Brasil que no exterior. Enquanto que Chat, RSS e o item Outra não são adotados
pelas bibliotecas nacionais, diferentemente das bibliotecas internacionais.

Gráfico 1 - Ferramentas colaborativas para mediação de fontes de informação

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Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

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Trabalho completo

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Blog

Chat

Feedback Redes sociais
específico

RSS

Twitter

Outra

Ferramentas colaborativas

Fonte: Novelli (2012).

A aplicação dessas ferramentas colaborativas é importante por elas
possibilitarem a interatividade do usuário, fator primordial no processo de mediação,
estendendo assim os limites dos serviços/produtos oferecidos pelas bibliotecas.
Constatou-se haver menores índices percentuais de implementação de grande parte
das ferramentas nas bibliotecas nacionais, em relação às bibliotecas internacionais,
o que é corroborado por dois estudos, de Gomes e Santos (2009) e de Gomes,
Prudêncio e Conceição (2010), nos quais a subutilização da web para mediação em
bibliotecas nacionais foi identificada.

5 Considerações Finais
As bibliotecas universitárias pesquisadas, de um modo geral, utilizam
ferramentas colaborativas para mediação de fontes de informação, especialmente
das bases de dados bibliográficas. Constata-se que existe a aplicação dessas
opções, embora em índices percentuais não tão elevados, o que deve ser
considerado, pois as bibliotecas convivem atualmente com várias gerações de
usuários, desde os docentes mais velhos até os jovens alunos de 18 anos, com
características bem diferenciadas, comportamentos e necessidades informacionais
distintos.
Diante do panorama observado, compete ao bibliotecário analisar e discutir o
potencial dessas ferramentas colaborativas, e estabelecer estratégias para sua
gestão e implementação, levando-se em conta a realidade de cada biblioteca , ou
seja, os recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos disponíveis.
Assim, as bibliotecas devem oferecer, além dos serviços locais e tradicionais,
outros tipos de serviços que facilitem a vida do usuário, propiciando-lhe autosuficiência e interação, visto que muitos recursos informacionais estão disponíveis

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Se.ftiNrio

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Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

on-line. Portanto, o bibliotecário deve investir na sua função de mediador da
informação, buscando o diálogo presencial e/ou virtual com o usuário para
interpretar-lhe os meios e formas de acesso à informação, diálogo este que
diferenciará e marcará a qualidade dos serviços/produtos disponibilizados pela
biblioteca.
6 Referências
ALVES, M. B, M,; FAQUETI , M. F. Mudanças no serviço de referência , em
bibliotecas universitárias, sob o impacto das novas tecnologias. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12.,2002, Recife. Anais ...
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&lt;http ://revista .acbsc.org.br/index.php/racb/article/view/530/664&gt; . Acesso em : 6 fev.
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disponíveis em sites. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA
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&lt;http://dci2.ccsa. ufpb. br:8080/jspui/bitstream/123456789/432/1 /GT%203 %20Txt%20
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GOMES, H. F. ; PRUDÊNCIO, D. S.; CONCEiÇÃO, A. V . da . A mediação da
informação pelas bibliotecas universitárias: um mapeamento sobre o uso dos
dispositivos de comunicação na web. Informação &amp; Sociedade: Estudos, João
Pessoa, v. 20, n.3, p. 145-156, set./dez. 2010.

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�iI SenliMno
~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

N~de

_~ ;r;~~

Trabalho completo

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convencional a novos ambientes de redes digitais em bibliotecas: parte I. Revista
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MANESS, J. M. Teoria da biblioteca 2,0: web 2.0 e suas implicações para as
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REITZ, J. M. OOUS: online dictionary for library and information science. 2011 .
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Acesso em : 22 set. 2011 .

1741

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Ferramentas colaborativas para mediação de fontes de informação: avaliação sobre seus usos em Bibliotecas Universitárias Nacionais e Internacionais.</text>
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                <text>Novelli, Valéria Aparecida M.; Hoffmann, Wanda Aparecida M.; Gracioso, Luciana de Souza</text>
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                <text>O crescente desenvolvimento da internet, a proliferação na quantidade e tipologia de fontes de informação eletrônicas disponíveis, a mudança no comportamento dos usuários, o decréscimo no atendimento presencial impulsionam as bibliotecas universitárias a trabalharem mais virtualmente e focadas no acesso à informação; demandam a implementação de mecanismos para que os usuários identifiquem, localizem e utilizem potencialmente as fontes de informação mais pertinentes às suas necessidades informacionais. Os objetivos são investigar e identificar a aplicação de ferramentas colaborativas para facilitar o processo de mediação de fontes de informação, especialmente das bases de dados bibliográficas, em bibliotecas universitárias. A metodologia utilizada foi a pesquisa exploratória, tendo como método, a análise de conteúdo de websites de bibliotecas universitárias. A amostra foi composta por 24 bibliotecas universitárias selecionadas de melhores universidades internacionais e nacionais (“Webometrics Ranking of World’s Universities 2011”, “World University Rankings 2011-2012” e “Índice Geral de Cursos - IGC 2009”). Constatou-se que as bibliotecas universitárias pesquisadas utilizam ferramentas colaborativas para mediação de fontes de informação, especialmente das bases de dados bibliográficas, com menores índices percentuais de grande parte das ferramentas nas bibliotecas nacionais. Conclui-se que o bibliotecário deve analisar e discutir o potencial dessas ferramentas colaborativas, estabelecer estratégias para sua gestão e implementação, levando-se em conta a realidade de cada biblioteca, e investir na sua função de mediador da informação, buscando o diálogo presencial e/ou virtual com o usuário para lhe interpretar os meios e formas de acesso à informação, diálogo este que diferenciará e marcará a qualidade dos serviços/produtos disponibilizados pela biblioteca.</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
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1I....111~

Trabalho completo

o BALANCED SCORECARD COMO FERRAMENTA
METODOLÓGICA PARA
DIAGNÓSTICO DE GESTÃO ESTRATÉGICA
Eliene Gomes Vieira Nascimento, 1Fatima Portela Cysne2, Adriana
Nóbrega da Silva, 3 Lucas Almeida Serafim4, Elieny do Nascimento Silva 5
Angela Patrício Bandeira 6
1 Mestra,

Universidade Federal do Ceará,
UFC-CAMPUS-CARIRI, Juazeiro do Norle, Ceará
3 Mestra, UFC-CAMPUS-CARIRI, Juazeiro do Norle,
4 Mestre, UFC-CAMPUS-CARIRI, Juazeiro do Norle Ceará,
5 Mestra, UFC-CAMPUS-CARIRI, Juazeiro do Norle
6Especialista, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
2 Doutora,

Resumo
Metodologia para o uso do 8alanced Scorecard (BSC) como método de
gestão estratégica proposta por Kaplan e Norton (1997), adaptado para bibliotecas
universitárias. A metodologia usada na elaboração 8alanced Scorecard para
biblioteca universitária foi desenvolvida por um grupo de pesquisa interdisciplinar
(UNILAB/UFC/UFCA) propõe o desenvolvimento de nove etapas: definir a unidade
organizacional selecionada ; estabelecer ou definir a visão e a missão da
organização; proceder à análise swot; determinar estratégias globais; definir
perspectivas; selecionar objetivos estratégicos; definir indicadores e metas para
cada objetivo; sugerir ações estratégicas, e elaborar o mapa estratégico. Conclui-se
que o método proposto apontou possibilidades eficazes para a biblioteca
universitária à medida que serve de inspiração e norte para o aprofundamento das
estratégias determinadas como essenciais para a consolidação e o crescimento das
instituições acadêmicas, bem como incentiva a busca contínua de aprendizagem e
de excelência para o cumprimento social da missão da biblioteca universitária.

Palavras-Chave: 8alanced Scored Card (8SC) em Biblioteca Universitária;
8alanced Scored Card (8SC) em Gestão estratégica.
Abstract
Methodology for using the Balanced Scorecard strategic management as a
method proposed by Kaplan and Norton (1997) was adapted for university libraries.
An interdisciplinary research group (UNILAB I UFC I UFCA) developed The BSC
methodology to be used by university library to analyze its strategic management To
apply this method the university library has to following nine steps: set the selected
organizational unit, to establish or define the vision and mission of the organization ;
swot to analyze and determine overall strategies, defining perspectives, selecting
strategic objectives, indicators and targets for each objective and suggest strategic
actions, and develop the strategic map. It is concluded that the proposed method

1984

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

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IiWitt.UJ

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Trabalho completo

showed possibilities for effective university library and serves as an inspiration and
north to the deepening of certain strategies as essential for the consolidation and
growth of academic institutions, and encourages continuous pursuit of learning and
excellence to fulfill the social mission of the university library

Keywords: 8alanced Scorecard (BSC) in University library; 8alanced Scoredcard
(BSC) Strategic Management.

1 Introdução
Este trabalho é um extrato dos estudos de grupo de pesquisa de professores
e bibliotecários, uma parceria entre a Universidade de Integração Internacional da
Lusofonia Afro-Brasileira, a Universidade Federal do Ceará e a Universidade Federal
do Cariri (a ser implantada em 2014 , atualmente Campus Cariri da UFC) e que está
sendo formalizado ainda este ano junto ao CNPq sobre os usos de ferramentas ,
estratégias, modelos e metodologias de Gestão da Informação e do Conhecimento
(GI e GC) e para gestão estratégica em bibliotecas universitárias.
Neste trabalho, indicam-se parte das etapas do percurso metodológico que
vem sendo desenvolvido, principalmente são descritos os caminhos percorridos na
elaboração desta pesquisa de modo a demonstrar sua confiabilidade e o rigor
científico como condições necessárias e perseguidas pelo grupo de pesquisa .
O objetivo principal deste trabalho é apresentar a base teórica dos modelos
utilizados nos estudos do grupo de pesquisa em relação ao 8alacend Scordcard
(BSC) como ferramenta metodológica para diagnóstico de gestão estratégica e as
etapas de construção dessa ferramenta de diagnóstico.
Apresenta-se, neste estudo, um resumo da revisão de literatura e da
pesquisa documental na instituição escolhida para pesquisa de campo e em sites de
divulgação da ferramenta 8alanced Scorecard, a metodologia do estudo de caso,
indicando-se os instrumentos utilizados apara a coleta de dados. O foco do estudo
está na seção 3, a elaboração metodológica de uma ferramenta metodológica para
diagnóstico de gestão estratégica, com base no 8alanced Scorecard, e aplicável a
bibliotecas universitárias. Nessa seção são apresentadas as teorias que
fundamentam o método proposto e os detalhes de cada etapa.

2 Revisão de Literatura
2.1 Etapas do Desenvolvimento da Pesquisa
Dá-se o nome pesquisa bibliográfica ou levantamento bibliográfico aos
primeiros procedimentos metodológicos necessários para se fazer a revisão da
literatura, uma das etapas obrigatórias de qualquer investigação científica. Já em
1926, Strohl indicava as condições para se realizar um trabalho científico profícuo:
formulação clara e exata do problema , observação perspicaz e conhecimento do que
já foi feito sobre o assunto; esta última indicando a condição exigida do pesquisador
de domínio especial da bibliografia.

1985

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Cerca de setenta anos depois Lakatos e Marconi (1991) consideram a
pesquisa bibliográfica como o primeiro passo de toda pesquisa científica , consistindo
no levantamento, estudo e fichamento das fontes de informação sobre um tema de
estudo. Nessa mesma década Campana (1999) explica que na formulação de um
problema científico, há necessidade de levar em conta o conjunto registrado e
publicado de dados que dão o embasamento teórico e as premissas e incógnitas e
cujos resultados da obtenção desses conhecimentos são denominados é chamado
de revisão da literatura.
O grupo de pesquisa, para o estudo do tema de sua investigação adotou a
pesquisa bibliográfica, em sua conceituação mais ampla , buscando primeiro fazer
um mapeamento teórico pesquisando fontes de informação, seguido da pesquisa
documental nas instituições pesquisadas e, por último, pesquisa em sites de
divulgação sobre o tema .

2.1.1 Mapeamento Teórico para a Revisão da Literatura
A primeira ação do grupo de pesquisa consistiu em uma revisão de literatura
em artigos dos principais periódicos da área de Administração e Ciências da
Informação, assim como em dissertações, teses e livros em língua portuguesa sobre
métodos, instrumentos de gestão, e indicadores de desempenho para gestão de
bibliotecas universitárias. Em função da elaboração deste artigo, escolheu-se um
dos métodos e ferramentas de gestão, o 8alanced Scordecard (BSC) , proposto por
Kaplan e Norton (1997 ; 2000; 2004) e complementado com uma visão crítica
apresentada nos trabalhos de Cassol (2006) , Martins; Marquitti (2006), Mâsih (2005;
2002), Ribeiro (2005), Rodrigues (2005), Canavarolo (2004), Freitas (2005) , Norton
(2001) ; Cysne (1998) ; Kallás (2003) , Lima (2003), Pereira (2003) , Figueiredo (2002) ,
Pessoa (2000) , Santos (2002), dentre outros autores;
O levantamento bibliográfico, fundamental na identificação de literatura mais
pertinente à pesquisa proposta , assim como a revisão de literatura necessária à
obtenção de um maior entendimento dos conceitos básicos desta investigação gestão estratégica de bibliotecas universitárias, indicadores de desempenho
organizacionais, métodos, ferramentas e instrumentos de gestão - para a
construção da base teórico-metodológica desta pesquisa.

2.1.2 Pesquisa Documental na Instituição Pesquisada
O segundo passo foi o estudo das fontes de informação, constituído de
uma pesquisa documental acerca do planejamento estratégico do Sistema de
Bibliotecas da UFC, particularmente o planejamento da Biblioteca de Ciências da
Saúde. A pesquisa obteve informações relevantes sobre o sistema como um todo, e
a Biblioteca de Ciências da Saúde em particular, para o desenvolvimento da
pesquisa empírica .
A segunda etapa foi constituída do desenvolvimento da pesquisa de campo,
com base na abordagem do estudo de caso. Seu objetivo foi desenvolver um método
de gestão estratégica, com base no 8alanced Scorecard, que possibilitasse o uso de
métodos estratégicos, instrumentos e indicadores de desempenho nas atividades
desenvolvidas na Biblioteca de Ciências da Saúde da UFC.

1986

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2.1.3 Pesquisa em sites de divulgação da
Scorecard

ferramenta

Balanced

A terceira ação consistiu numa pesquisa em diversos sites da internet voltados
para a divulgação da ferramenta 8alanced Scorecard e estudos sobre bibliotecas
universitárias (ex. banco de teses e dissertações da CAPES). Utilizaram-se os
seguintes descritores de pesquisa: 'o uso do 8alanced Scorecard em biblioteca
universitária', 'uso do 8alanced Scorecard nas organizações', 'balanced scorecard em
BU', gestão estratégica em BU e planejamento estratégico em BU . Ressaltam-se como
resultado de pesquisa os seguintes autores: Chiavegatto (2000), Vergueiro e Carvalho
(2012), Vanderlei Filho et aI. (2002), Oliveira (2002), Maciel (2000), Silva e Rados
(2002), Gomes e Barbosa (2005), Andrade et aI. (2007), Guimarães et aI. (2007),
Coletta e Rozenfeld (2007), entre outros teóricos.

3 Materiais e Métodos
3.1 Abordagem do Estudo de Caso: Estratégia de Pesquisa de Campo
O estudo de caso, como um modo de recorte do objeto de estudo, foi
escolhido por ser um método que permite apresentar detalhes do ambiente, das
pessoas ou de uma situação específica de pesquisa, o que permite que o quadro
teórico seja elaborado na proporção em que os dados vão sendo coletados e
examinados (GODOY, 1995).
A população-alvo escolhida para o estudo foram os profissionais e
colaboradores de bibliotecas universitárias (BU). Para a amostra foram indicados os
técnicos administrativos e colaboradores envolvidos no desenvolvimento das
atividades das bibliotecas universitárias: o diretor e o coordenador do Sistema das
BU , o diretor, coordenador ou chefes de seções, os técnicos administrativos.

3. 1. 1 Instrumentos para Coleta de Dados
Segundo Yin (2001), a coleta de dados em um estudo de caso pode estar
baseada em diversas fontes de evidências. As mais comuns e normalmente
utilizadas são as evidências de fontes documentais, de registros em arquivos, de
entrevistas, de observação direta, de observação participante e de artefatos físicos .
A utilização dessas diversas fontes de evidências é responsável pela significância e
confiabilidade dos resultados do estudo de caso.
Assim, optou-se, para a coleta de dados nesta pesquisa, por reuniões e
entrevistas a serem aplicadas in loco. As reuniões devem ser organizadas com o
propósito de reunir os sujeitos envolvidos na pesquisa para a obtenção de
esclarecimentos sobre a proposta de implantação do 8alanced Scorecard, as
definições dos grupos de trabalhos, e o consenso dos temas discutidos nas reuniões
e abordados nas entrevistas.
O instrumento da entrevista foi selecionado como uma técnica que Yin
(2005) define como fonte essencial para evidenciar os fatos, uma vez que o estudo

1987

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de caso em pesquisa social ou de processos administrativos tem como foco
atividades de pessoas ou grupos.
Desta forma, o uso da entrevista será para coletar dados referentes ao
planejamento estratégico que envolve: missão, visão, estratégia, objetivos e metas
do sistema de BU, enfatizando dados sobre a gestão e os processos desenvolvidos
por essa biblioteca. Essa iniciativa deve levantar informações fundamentais para se
chegar a afirmações sobre a gestão dos processos da biblioteca selecionada para o
estudo. A entrevista deve seguir um roteiro de perguntas semiestruturadas e sem o
uso de gravador, no intuito de criar uma relação espontânea e menos formal entre o
entrevistador e o entrevistado .
Além da entrevista deverá ser utilizada a análise de documentos como :
folders , informativos, estatuto, orçamentos, documentos de planejamento,
regulamentos, relatórios, regimento, manual de procedimentos, normas
administrativas, e relatórios do software de automação das Bibliotecas pesquisadas

3.2 O Balanced Scorecard: Ferramenta metodológica para diagnóstico de
Gestão Estratégia
A tentativa de elaborar um método capaz de desenvolver um elo entre os
aspectos operacionais, táticos e estratégicos da biblioteca universitária foi atividade
deste grupo de pesquisa, a proposta do uso do 8alanced Scorecard como
ferramenta para verificar se a gestão estratégica está condizente com a missão e a
visão da instituição. Considerou-se que a metodologia adotada poderia contribuir
para avanços na avaliação dos processos e serviços de BU , por ultrapassar as
clássicas e muito utilizadas análises de levantamentos estatísticos que enfocam
mais a frequência de usuários, a quantidade de livros emprestados e o
processamento técnico das coleções.
A metodologia do 8alanced Scorecard é uma metodologia que se
diferencia de outras metodologias ou sistemas de avaliação de desempenho por
trabalhar com 4 (quatro) perspectivas: buscar balancear aspectos financeiros , do
cliente, dos processos internos e de aprendizado e crescimento. Ficam evidentes
suas potencialidades e sua viabilidade como ferramenta de gestão estratégica face
às necessidades e aos problemas enfrentados pelas BU .
Em geral, a construção de um 8alanced Scorecard é um processo que
envolve de sete a dez etapas, e sua execução requer um período de 16 a 20
semanas. Kaplan e Norton (1997) apresentam uma sequência de dois tipos de
atividades: a construção do modelo estratégico e a implementação que envolve
várias etapas. Entre as abordagens de construção e de implementação do 8alanced
Scorecard, observou-se que o modelo original de Kaplan e Norton sofre alterações
dependendo da origem , da dimensão e da característica da organização. Por isto,
definiu-se como base teórica o modelo original de Kaplan e Norton (1997) ,
conjugados com os processos definidos por Pessoa (2000) e Freitas (2005),
apresentados no quadro 1 a seguir:
Kaplan e
Norton (1997)

Pessoa
(2000)

1988

Freitas (2005)

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MaooNlck

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1

2

3
4

5
6

7

8
9
1

O

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Selecionar
a
unidade
organizacional
adequada
Identificar as
relações
entre
a
unidade de negócios
e a corporação
Realizar
1a
série de entrevistas
Sessão
de
síntese
de
entrevistas

Primeira etapa
do
workshop
executivo
Reuniões dos
subgrupos

Fase
preparação

de

Definir
os
limites da entidade
onde o modelo será
implementado
Definir
a
Estabelecer
limites
da visão e a missão da
organização onde unidade
modelo
será organizacional
o
selecionada
implementado
Orientar
Definir
a
para processos
estratégia
Definir
os
Definir
missão/visão/estra objetivos estratégicos
tégia
da(s)
unidade(s)
escolhida(s)
Fase
de
Identificar
e
operacionalização selecionar
os
indicadores
Definir
os
Estabelecer as
objetivos
metas
estratégicos
Escolher os
Analisar
os
indicadores
indicadores
Estabelecer
Plano
de
implementação
metas

2a etapa do
workshop executivo
Desenvolver o
plano
de
implementação
Terceira etapa
Racionalizar
do
workshop os
processos
executivo
internoscríticos
Finalizar
o
Analisar os
plano
de indicadores
implementação

Quadro 1 - Base teórica dos modelos utilizados neste trabalho
Fonte: pesquisa própria

o método proposto fundamenta-se no Balanced Scorecard, com algumas
modificações, visando sua utilização em bibliotecas universitárias. Como destacam
Kaplan e Norton (2000), a missão de entidades sem fins lucrativos deve ser avaliada
no nível mais alto do Balanced Scorecard, considerando que o sucesso financeiro
não é o principal objetivo dessas organizações.
Os estudos do grupo de pesquisa na elaboração do Balanced Scorecard
para BU apresenta nove etapas definidas com base no modelo de Kaplan e Norton
(1997). Considerou-se que por meio dessas etapas as BU poderão avaliar se sua
missão está sendo executada com sucesso . A missão da BU foi o passo inicial para
a construção das perspectivas do Balanced Scorecard.
Apresentam-se na figura 1 a seguir, as etapas sequenciais utilizadas na

1989

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construção do 8alanced Scorecard para BU :

.·]3jl~ll.jl!)~II.M.]:C.]*1t*t;[·nME3':e[·]~M.t!.
ESTABELECER OU DEFINIR A VISÃO E A MISSÃO
ANÁLISE SWOT
ESTRATÉGIAS GLOBAIS
DEFINIR AS PERSPECTIVAS
SELECIONAR OBJETIVOS ESTRATEGICOS

AÇÕES ESTRATÉGICAS
MAPA ESTRATÉGICO

Balanced
Scorecard

-

-

I

perspectiva do
cliente

f~erspecll~a'd~~

perspectiva de
;!, processôs .
mtemos

~ aprendizado e
crescImento

Figura 1: Etapas do Método Proposto
Fonte: pesquisa própria?

1990

.

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4 Resultados Parciais
4.1 Etapas do Método Proposto
4. 1. 1 Etapa 1 - Definição da Unidade Organizacional Selecionada
A primeira etapa de elaboração do Balanced Scorecard é constituída da
seleção de uma unidade dentro da organização e a avaliação de suas
características. Como cada organização tem suas particularidades e pode construir
seu próprio modelo de gestão, torna-se essencial a identificação das relações entre
a unidade escolhida e a organização identificando objetivos, temas corporativos,
relações internas.
Para esse levantamento faz-se necessária à realização de entrevistas
com os principais envolvidos nos níveis de divisão e de direção da unidade
organizacional, objetivando conhecer dados relevantes da organização, tais como:
histórico, planejamento estratégico, produto, processos, e clientes.

4. 1.2 Etapa 2 - Definir a Visão e a Missão da Unidade Selecionada
Nesta etapa em que se estabelece a visão e a missão da unidade
organizacional selecionada, deve-se fazer análise criteriosa das declarações
registradas nos diversos documentos já existentes na organização. Verifica-se a
necessidade de esclarecer aos envolvidos, na elaboração do método, que a visão é
a situação pretendida pela unidade por um determinado período de tempo, e no
enunciado da missão deve ser explicitado o campo de ação da organização.
A partir daí, deve-se proceder à coleta de dados com entrevista a
diretores, chefes, funcionários e colaboradores, sempre na tentativa de interpretar
corretamente a visão e a missão da unidade em estudo. Ressalta-se que na
entrevista as perguntas devem ser voltadas ao esclarecimento dos produtos e
serviços prestados pela unidade, à descrição dos processos internos, e à
identificação dos clientes. Com o uso desses dados, a interpretação e a descrição da
missão e da visão da unidade selecionada são discutidas em reuniões com a equipe
responsável com vistas a se obter um consenso sobre a visão e a missão da BU .
Deve-se ressaltar que nessa etapa o apoio da alta administração e de todos os
envolvidos é imprescindível.
4. 1.3 Etapa 3 - Análise Swot (Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats)

A análise SWOT é uma ferramenta utilizada na análise de cenário ou de
ambiente, sendo usada como base para a gestão e o planejamento estratégico de
uma corporação ou empresa. É uma forma simples e sistemática de verificar a
posição da estratégia de um empreendimento, sendo dividida em dois momentos:
a) Análise Interna: observa o microambiente, identificando pontos fortes
e fracos da instituição. As forças e fraquezas são determinadas pela
posição atual da empresa e se relacionam a fatores internos. Essa análise
possibilita aos dirigentes do negócio administrar ações que controlem os
pontos fracos e que ressaltem ao máximo os pontos fortes ;

1991

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b) Análise
Externa: observa
o
macroambiente,
identificando
oportunidades e ameaças mercadológicas, de forma a antecipar o futuro
em função dos fatores externos, que devem ser conhecidos e
monitorados com frequência para evitar as ameaças e usufruir das
oportunidades.
A análise swot deve ser iniciada com o esclarecimento para o grupo
envolvido sobre o que é e como se desenvolve essa análise, e em seguida, ser
distribuído um formulário com exemplos de experiências de empresas que
realizaram a análise swot. Essa atitude serve para tornar clara a análise e facilitar a
definição dos pontos relevantes para sua aplicação.

4.4.4 Etapa 4 - Definir Estratégias Globais
A aplicação da análise swot torna mais clara a elaboração da estratégia , a
partir dos resultados dos fatores-chave de sucesso da instituição investigada. Todos
os pontos relevantes devem ser analisados em reunião, com a participação de toda
a equipe envolvida na implantação do Balanced Scorecard, com o propósito de
formular as estratégias da BU . Após essa análise , devem ser explicitadas e
esclarecidas as estratégias globais a todos os envolvidos na organização para que
sejam compreendidas e vivenciadas no trabalho de cada um, fazendo surgir um
processo continuo. A estratégia tem que se apresentar em ações concretas.
4. 1.5 Etapa 5 - Definir as perspectivas

A definição das perspectivas depende do tipo de organização. Assim, é
importante avaliar se as perspectivas propostas no modelo original do Balanced
Scorecard contemplam as particularidades da organização pesquisada . Pode-se
verificar, por exemplo, a necessidade de substituir a perspectiva financeira pela
perspectiva de responsabilidade social , quando se tratar de organizações públicas
que devem priorizar as questões sociais, e seu êxito não deve ser medido pelos
resultados financeiros , mas, pelo atendimento às necessidades dos cidadãos. Rocha
(2000) afirma que as instituições de ensino superior têm um grande papel social,
cujo principal objetivo é a educação, exigindo maior preocupação com a educação
de qualidade.

4. 1.6 Etapa 6 - Definir os Objetivos Estratégicos
Para obter a definição dos objetivos estratégicos, faz-se necessano
esclarecer a equipe envolvida no projeto sobre a implantação do Balanced
Scorecard. Partindo daí, será preparado o material que facilite o entendimento de
todos sobre o modelo Balanced Scorecard e a divulgação de documentos
elaborados nas fases anteriores sobre visão, missão e estratégia da organização e
da unidade selecionada.
Após a análise desse material, o próximo passo será o das entrevistas,
com o fim de obter informações sobre os objetivos estratégicos que possam estar
alinhados às quatro perspectivas sugeridas no modelo proposto. Os objetivos
estratégicos traduzem a estratégia da organização, passando a ser uma medida
operacional fundamental para o sucesso do Balanced Scorecard.

1992

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4. 1.7 Etapa 7 - Definir os Indicadores e Metas para cada Objetivo
A partir da leitura da produção literária pertinente ao tema , elaborou-se
uma lista de indicadores que deverá ser usada como base para o instrumento de
pesquisa, visando a avaliação e a adequação dos indicadores selecionados:
comunicação, acesso, confiança , cortesia, efetividade/eficiência, qualidade,
resposta , tangíveis, credibilidade, segurança, extensão, intangíveis, garantia,
satisfação do usuário, custo/benefício, e tempo de resposta como utilizados por
Vergueiro e Carvalho (2012).
Os indicadores selecionados tem a função de captar e comunicar melhor
a intenção de cada objetivo definido na fase anterior. Assim, esta etapa deve ser
desenvolvida seguindo as seguintes etapas:
a) primeira reunião: selecionar e explicitar os objetivos estratégicos por
meio das sínteses das reuniões e entrevistas realizadas, identificando-se
o indicador ou indicadores que melhor captam e comunicam a intenção
dos objetivos; avaliando e selecionando os indicadores sugeridos pela
norma 11620/2004 publicada pela ISO, e definindo para cada perspectiva
uma lista de indicadores com objetivos, descrição, e sua quantificação e
comunicação . A síntese dessas definições deve ser apresentada , em um
gráfico, como resultado da seleção dos indicadores para cada perspectiva ,
às equipes envolvidas para maiores análises.
b) segunda reunião: devem ser discutidas de forma mais abrangente,
com os diretores, chefes e subordinados, as declarações da visão, a
estratégia , os objetivos e os indicadores experimentais do Balanced
Scorecard, dando início ao desenvolvimento de um plano de
implementação.
Após a definição dos indicadores, torna-se necessária a proposição de
metas com o propósito de se fixar períodos de tempo para a realização dos objetivos
propostos pela organização. Além disso, o estabelecimento de metas permite que a
organização quantifique os resultados pretendidos, como também possibilita a
identificação de mecanismos para que os resultados sejam atingidos.
Na elaboração das metas é exigido um cuidado especial no entendimento
da missão, da visão e da estratégia da organização, especificamente da unidade
selecionada . Isto pode ser feito em reunião com o grupo envolvido no processo para
se definir metas, em função de todo o entendimento das etapas anteriores.
4. 1.8 Etapa 8 - Definir Ações Estratégicas

Na definição das ações estratégicas a equipe deve utilizar como base os
objetivos estratégicos para a elaboração desta etapa. Para cada objetivo estratégico
devem-se planejar ações com o intuito de efetivar todos os objetivos discutidos e
definidos em cada perspectiva.
A elaboração das ações deve ser realizada por cada setor e que devem
ser apresentadas em reunião com toda a equipe envolvida na aplicação do Balanced
Scorecard. Sua finalidade é obter um consenso sobre todas as ações definidas para
cada perspectiva e explicitadas na aplicação do método proposto.

1993

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4. 1.9 Etapa 9 - Construir o Mapa Estratégico
A elaboração do mapa estratégico visa demonstrar vínculos entre as
medidas das perspectivas definidas no modelo : perspectiva de responsabilidade
social , do cliente, dos processos internos, do aprendizado e crescimento. Nesta
etapa, a equipe responsável pelo projeto de 8a/anced Scorecard se reunirá para
discutir e validar as relações de causa e efeito por meio da medição da correlação
entre duas ou mais medidas propostas. A validação da relação de causa e efeito
será feita após essa reunião que se for de comum acordo, o grupo decidirá sobre a
estrutura dos objetivos estratégicos definidos nas quatro perspectivas, conectados
entre si.
Essas relações são fundamentais para se pensar, sistematicamente, se a
estratégia global da BU está ocorrendo nas correlações do mapa estratégico.

5 Conclusões Parciais
A realização deste trabalho, a partir dos estudos de um grupo emergente
de pesquisa , envolvendo professores e bibliotecários de três universidades, teve
como motivação maior questionamentos que suscitaram a busca de métodos,
ferramentas, indicadores de desempenho e estratégias para mensurar o grau de
eficiência da gestão de bibliotecas universitárias.
Para tanto, alguns objetivos foram estabelecidos, destacando-se para
este artigo a construção de um método de gerenciamento estratégico para
bibliotecas universitárias com base no 8alanced Scorecard. A revisão de literatura
sobre métodos, estratégias e ferramentas de gestão de bibliotecas universitárias foi
fundamental para a escolha e tomada de decisão da equipe de pesquisa para
apresentar as etapas de aplicação do método do 8alanced Scorecard para biblioteca
universitária desenvolvida como ferramenta que já pode ser utilizada em bibliotecas
do ensino superior para diagnosticar o desempenho de sua gestão estratégica.
Considera-se, por fim , que ao se divulgar resultados parciais do grupo de
pesquisa, antecipando as etapas instrucionais da aplicação do método elaborado
pela pesquisa do 8alanced Scorecard para bibliotecas universitárias como
ferramenta que foi testada apenas em uma biblioteca, provocará nos utilizadores
análises e avaliações que com certeza deverão ser divulgados em outros trabalhos e
encontros favorecendo o aperfeiçoamento deste instrumental de diagnóstico de
gestão estratégica por este grupo de pesquisa .

6 Referências
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aplicações na biblioteca universitária. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 22 ; 2007,
Brasília, DF. Anais ... Brasília, DF, 2007
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biomédica . J Pneumol, v. 25, n.1, jan./fev. 1999

1994

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Trabalho completo

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1996

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Trabalho completo

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Trabalho completo

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O Balanced Scorecard como ferramenta metodológica para diagnóstico de gestão estratégica.</text>
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                <text>Nascimento, Eliene Gomes. V.; Cysne, Fátima Portela; Silva, Adriana Nóbrega da; Serafim, Lucas Almeida; Silva, Elieny do Nascimento; Bandeira, Angela Patrício</text>
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                <text>Metodologia para o uso do Balanced Scorecard (BSC) como método de gestão estratégica proposta por Kaplan e Norton (1997), adaptado para bibliotecas universitárias. A metodologia usada na elaboração Balanced Scorecard para biblioteca universitária foi desenvolvida por um grupo de pesquisa interdisciplinar (UNILAB/UFC/UFCA) propõe o desenvolvimento de nove etapas: definir a unidade organizacional selecionada; estabelecer ou definir a visão e a missão da organização; proceder à análise swot; determinar estratégias globais; definir perspectivas; selecionar objetivos estratégicos; definir indicadores e metas para cada objetivo; sugerir ações estratégicas, e elaborar o mapa estratégico. Conclui-se que o método proposto apontou possibilidades eficazes para a biblioteca universitária à medida que serve de inspiração e norte para o aprofundamento das estratégias determinadas como essenciais para a consolidação e o crescimento das instituições acadêmicas, bem como incentiva a busca contínua de aprendizagem e de excelência para o cumprimento social da missão da biblioteca universitária.</text>
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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

INDEXAÇÃO DE IMAGENS: UMA ABORDAGEM CONCEITUAL

Bruna Laís Campos do Nascimento 1, Carla Beatriz Marques Felipe2,
Malkene Wytiza Freire de Medeiros Noronha3, Midinai Gomes Bezerra 4,
Patrícia Severiano Barbosa de Souza5
1 Acadêmica

do
do
3 Acadêmica do
4 Acadêmica do
5 Acadêmica do
2 Acadêmica

Curso
Curso
Curso
Curso
Curso

de
de
de
de
de

Biblioteconomia, UFRN, Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia, UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN

Resumo
Apresenta os procedimentos aplicados à imagem com vista a sua
recuperação, enfatizando a indexação de imagens. Objetiva conhecer a
representação da imagem para fins documentais e seu uso. Aborda a análise
documentária como elemento essencial para identificar o conteúdo informacional da
mesma. Descreve a indexação de imagens como um passo chave para identificar
objetos e calcular as características da imagem, ressaltando que atualmente esta é
praticada seguindo duas técnicas de indexação: a indexação por conceito e
indexação por conteúdo da imagem. Destaca os elementos fundamentais de
expressão fotográfica que devem ser analisados, como informações a serem
consideradas como termos de indexação pela sua relevância na busca e
recuperação de imagens. Utilizou-se como metodologia a revisão de literatura
acerca da temática em questão. Conclui-se desta forma que, na representação da
imagem é de extrema importância que se possa obter um conjunto de
características, para que venha proporcionar um bom desempenho na indexação e
consequentemente uma adequada recuperação.

Palavras-Chave:
Análise
Imagem .

Documentária ; Fotografia ; Imagem

Fotográfica; Indexação de

Abstract
Presents the procedures applied to the image with a view to their
recovery, emphasizing the indexing of images. Aims to know the image
representation for documents and its use. Discusses documentary analysis as
an essential element to identify the informational content of the same.
Describes the indexing of images as a key step to identify objects and
calculate the image features, noting that it is currently practiced following two
indexing techniques: indexing for indexing concept and image content.
Highlights the key elements of photographic expression that must be analyzed
as information to consider as indexing terms for their relevance in the search

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

and retrieval. Was used as a methodology to review the literature on the
subject in question o It follows thus that the image representation is of utmost
importance that one can obtain a set of characteristics, that will provide good
performance in indexing and therefore an adequate recovery.
Keywords:
Documentary Analysis; Photography; Image photography; Indexing of image.

1 Introdução
A partir do momento em que houve a explosão da informação e
consequentemente a evolução do homem, sentiu-se a necessidade de criar novas
estratégias para a condensação, e posteriormente a recuperação da informação.
Sendo assim, uma das técnicas utilizadas para que posteriormente se venha
a recuperar a informação seria a indexação, que segundo Vieira (1988, p. 43), "é
uma técnica de análise de conteúdo que condensa a informação significativa de um
documento, através da atribuição de termos, criando uma linguagem intermediária
entre o usuário e o documento". É um dos processos básicos de recuperação da
informação. Pode ser realizada pelo homem (indexação manual), ou por programas
de computador (indexação automática) .
O tratamento da informação com vistas a sua recuperação se modifica de
acordo com as necessidades dos usuários e com o formato que essa informação se
apresenta. Conforme Rodrigues (2007 , p. 1), "a imagem sempre foi um dos
principais meios de comunicação na história da humanidade, ainda que por longo
período a escrita a tenha sobrepujado em importância". Nos dias atuais ganhou
grande destaque, em especial com o advento da Internet e a difusão da
comunicação global, em virtude da hipermidiação, que consiste na combinação da
informação em suas múltiplas dimensões: texto, imagem e áudio.
Além disso, a invenção da imprensa permitiu que mais pessoas pudessem
ter acesso aos livros e à leitura e, nesse contexto, embora a imagem continuasse a
exercer seu papel - inclusive como ilustração de muitos livros -, a escrita passou a
dominar os meios de transmissão de conhecimento existentes, minimizando o
significado da imagem. A educação e a ciência passaram a basear-se no texto
escrito . Somente no início do século XIX, com a expansão do capitalismo - que
exigia que povos com diferentes idiomas se expressassem de uma maneira comum,
a imagem foi retomada como meio de comunicação. Os jornais começaram a ilustrar
suas matérias, primeiro lentamente, pois seus proprietários tinham receio da reação
negativa dos leitores. Iniciou-se então um novo processo de convivência textoimagem (RODRIGUES, 2007, p. 2).
Desta forma, a imagem passou a ser abordada como uma importante fonte
de informação que antes passava despercebida. Atualmente, esta se apresenta em
diversos formatos . Segundo Estorniolo Filho (2004, p. 12):

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

As imagens estão presentes no mundo cultural (exposições de fotos ,
indústria cinematográfica , identificação e difusão de objetos de museu ... ); no
mundo científico (visualização de processos, estudos climáticos, medições e
localizações geográficas e arqueológicas, observações e diagnósticos
médicos, identificações legais ... ); e os processos educacionais hoje se
apóiam cada vez mais na imagem.

Por conseguinte, o presente artigo aborda algumas questões relativas sobre
como fazer a análise documentária da imagem, como proceder na indexação da
mesma e como recuperá-Ia . Objetivando conhecer a representação da imagem para
fins documentais e seu uso. Para a elaboração do presente trabalho utilizou-se
como metodologia a revisão de literatura acerca da temática em questão. Desta
forma podemos perceber que análise documentá ria da imagem é um assunto em
desenvolvimento, com alguns conceitos ainda não consolidados.

2 Análise documentária da imagem
A Análise Documentária (AO) é definida como "um conjunto de
procedimentos efetuados com o fim de expressar o conteúdo de documentos, sob
formas destinadas a facilitar a recuperação da informação" (CUNHA, 1987, p. 40).
Esta tem por objetivo identificar o conteúdo informacional que a mesma
apresenta, como também o significado ou a expressão do referente analisado para
exprimir conclusões e se obter uma melhor análise da imagem.
Analisar conceitualmente uma imagem fotográfica implica determinar os
seus sentidos denotativos e conotativos . Conforme o fim a que se destina
- fins arquivísticos puramente histórico-documentais ou uso como
ilustração ou composição de informação em mídias diversas -, a análise
aprofunda-se em mais ou menos detalhes informativos. (RODRIGUES,
2007 , p. 10).

Na análise documentária de imagens é de extrema importância que
apareçam as informações objetivas contidas na fotografia, pois é nesta que possui
dados concretos sobre o referente. Esses dados podem ser admitidos através de
outros documentos, escritos ou iconográficos, onde a primeira informação deve
partir unicamente da imagem analisada . Quando a imagem é analisada há
necessidade de um referente genérico e específico para a sua representação, sendo
que o reconhecimento destes não é natural, uma vez que exige conhecimentos
prévios. Ao indexar uma fotografia , por exemplo, o retrato de um pássaro, o
referente genérico é exatamente este: trata-se de um pássaro; outra coisa é saber
de que tipo se trata, seu habitat ou onde foi fotografado.
Segundo Rodrigues (2007) , ao ler uma imagem , é necessário observar que,
além do aspecto objetivo, do domínio da técnica e do equipamento, existe um
componente subjetivo que depende da vivência , da percepção e da sensibilidade do
autor. Quando as pessoas se empenham em entender e dar sentido ao mundo, elas
o fazem com emoção, com sentimento e com paixão. Portanto, não se busca mais
na imagem fotográfica a coisa propriamente dita, mas a sua representação
conceitual. Quando se relacionam imagem e texto há duas situações imprescindíveis
a considerar. A primeira é o fato de o documento fotográfico juntar-se a outra
linguagem utilizando informação do texto baseada em uma informação da imagem.

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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Em seguida o aproveitamento da linguagem da análise documentária a um
documento fotográfico, origina uma informação textual.
Manini (1998 , p. 4) também sugere que se faça uma análise baseada nas
idéias de Panofsky e propõe respostas para algumas perguntas extraídas da
fotografia no momento da análise:

[...1Quem ou o que aparece na imagem (descrição ou nome das pessoas
e/ou lugares); Que lugar aparece na imagem (localização espacial e
geográfica) ; Quando foi realizada a tomada (indicação de data, tempo
cronológico ou ocasião) ; Como são ou estão os principais elementos da
imagem (complementação da descrição inicial feita do motivo principal da
imagem) ; O que indica esta imagem (de que ela é o traço, a marca, o
sinal) . As respostas a estas perguntas devem ser dadas com base em
informações concretas provenientes da imagem ou de seu referente. (grifo
nosso).
Para proceder à análise documentá ria de fotografias, também se principia
com a leitura do documento fotográfico com fins documentários. Nesta leitura já está
embutido um conhecimento prévio do profissional sobre o conteúdo da imagem ou
sobre o conjunto maior de que faz parte.

3 Indexação de imagem fotográfica
A imagem fotográfica é muito discutida por diferentes correntes de
pensamento, acarretando uma primeira e grande dificuldade para pensar sua
representação, pois se deve operar uma seleção nos conceitos que parecem mais
adequados, ou pertinentes para indexação. Do ponto de vista documentário, devese tratar esse documento integrando-se os dois componentes da imagem
fotográfica : o próprio documento e o objeto enfocado (o referente).
A indexação de imagens significa identificar objetos e calcular as
características das imagens. Este é o passo chave para todos os sistemas de
indexação de imagens. Até o momento, a maioria dos pesquisadores neste campo
estão focalizados sobre a indexação automática do conteúdo, tais como: cor, textura
e forma de uma imagem (HERMES et aI. , 1995 apud SOUZA, 1999).
Para a representação das imagens, a literatura da área apresenta
atualmente duas técnicas de indexação: a indexação baseada nos conceitos da
imagem, e a indexação baseada no conteúdo da imagem.

3.1 Indexação por conceito
Em muitas instituições, há a necessidade cada dia maior de gerenciamento
e recuperação de imagens. Nessas instituições de bibliotecas, museus, indústrias,
científicas, hospitais, etc., existe uma busca refinada pelos usuários, para identificar
em uma coleção por meio de uma pesquisa , a imagem particular que satisfaça sua
procura . Por isso, descrever bem uma imagem é essencial para o sucesso de sua
recuperação.

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Na indexação por conceito a decisão na escolha dos conceitos e do nível
de análise pelos quais uma imagem será indexada, é atribuição do
profissional documentalista ou de uma política de indexação do acervo.
Esse tipo de indexação tem sido basicamente uma função humana
(documentalista) porque , exceto em domínios muito específicos , tem sido
difícil consegui-lo automaticamente. (ESTORNIOLO FILHO , 2004, p. 23) .

Para se analisar uma imagem fotográfica , Estorniolo Filho (2004) afirma que
se precisa realizar procedimentos específicos, não podendo ser praticada nela o
mesmo tratamento dado aos documentos textuais. A presença do referente na
fotografia é um fator essencial na sua compreensão e conseqüentemente em sua
representação. Segundo ele, a interpretação da imagem, na indexação por
conceitos, pode ser feita em vários níveis de análise, e para a descrição dessa
imagem dispomos de várias categorias. A descrição dos assuntos deve ser
organizada para que as imagens possam ser recuperadas de maneira simples,
segura e eficaz pelos usuários. Atualmente, a grande maioria dos sistemas que
comportam a representação documentária de imagens baseadas em seus conceitos
já é automatizada , agilizando os processos do tratamento técnico e de busca .
Devido à ampla quantidade de informações que uma única imagem pode
trazer, o indexador enfrenta vários problemas para indexa-Iá. Ele tem sempre que ter
em foco , dependendo da necessidade de seus usuários, o que será mais importante
na imagem analisada, pois a mesma sempre irá possuir alto nível de abstração e de
subjetividade de seus elementos. A alteração de linguagem ao se fazer a indexação
fundamentada nos conceitos presentes na imagem, da linguagem visual para a
linguagem textual, é outro fator importante que deve ser considerado.
De acordo com Estorniolo Filho (2004 , p. 29) , indexar imagens pela
atribuição textual de termos é um processo que pode ser efetuado tanto pelo uso da
linguagem natural (título, legenda ou texto) como pelo auxílio de um vocabulário
controlado (tesauro ou sistema classificatório). Para ele, é comum o uso combinado
desses dois sistemas, com a finalidade de manter a consistência do acervo no
momento da recuperação da informação, pelo uso de um vocabulário controlado, e
também de usar a linguagem natural, para numa busca, recuperar imagens por
critérios ou termos não previstos pelo sistema de classificação . Por esta razão,
exemplo, costuma-se incluir a legenda na descrição da imagem.

3.2 Indexação por conteúdo
A idéia básica na recuperação de imagens baseada em conteúdo é que o
sistema pode procurar e encontrar em um arquivo as imagens que melhor
correspondem a uma dada descrição (das características visuais de uma imagem)
fornecida pelo usuário.

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A indexação por conteúdo é um sistema baseado na representação
automática de atributos visuais intrínsecos das imagens (texturas,
qualidades de cor, figuras obtidas a partir da identificação de contornos,
estruturas de composição etc.) e na recuperação a partir dos mesmos
atributos. Para a recuperação, empregam-se índices visuais, que
representam matematicamente a totalidade ou parte dos atributos
identificados anteriormente nas imagens previamente digitalizadas.
(MOREIRO GONZÁLEZ; ROBLEDANO ARILLO, 2003, p. 83-84) .

Hoje em dia, existem várias possibilidades de aplicação da indexação e
recuperação por conteúdo, especialmente nas áreas comerciais e científicas, a
maior parte delas, ainda limitadas a coleções exclusivas de imagens. Pode-se
também aplicar essa técnica de indexação em acervos gerais grandes, onde não
seria possível se fazer uma boa aplicação pela indexação por conceito. O objetivo
principal dessa técnica é que, mesmo não havendo conhecimento da imagem , podese conseguir empregar discriminantes que são favoráveis no processamento das
informações contidas nas mesmas.
Conforme Estorniolo Filho (2004, p. 62) enquanto na indexação por
conceitos a decisão na escolha dos atributos a serem considerados para a
representação da imagem, é um dos principais problemas do profissional da
informação. Na indexação baseada no conteúdo da imagem esses aspectos são
escolhidos pela capacidade do programa em extrair as informações pelo
processamento da imagem , e de fazer a combinação entre o atributo e o campo de
ação da imagem (por exemplo, forma e logotipos; textura e imagens de radiologia).
Cabe ao documentalista, nesta técnica de indexação, determinar e nomear os
atributos para que o programa possa recuperar as imagens com os padrões
solicitados.

4 Recuperação de imagens
A imagem como fotografia é um registro documental, seja de ordem pessoal,
histórica, jornalística ou empregada seja em qualquer outro termo como fonte de
registro de alguma informação. No entanto, a diferença entre um documento textual
e audiovisual, aborda uma atenção especial em sua análise para um tratamento
documentário específico. Esse tratamento demanda enfocar "condições de análise"
ou "interpretação". No processo de recuperação por imagem, o trabalho requer muita
experiência , quanto mais intensa for a convivência com fontes fotográficas, maior
será a facilidade de enquadrar essas imagens relacionando-as com o tema,
facilitando assim sua recuperação.
Segundo Kossoy (2001), o processo específico que envolveu a produção de
uma fotografia não pode ser isolado como se fosse objeto de estudo de uma ciência
experimental. Cada imagem documenta um assunto singular, num particular instante
do tempo, e o registro deu-se unicamente em função de um desejo, uma intenção ou
necessidade do fotógrafo, de seu contratante ou de ambos.
Uma maneira de se exercitar a interpretação de imagens em diferentes
aspectos é o exercício de fotografar coisas comuns a nossa volta, e tentar interpretálas sob diferentes pontos de vista , com isso teremos diferentes explicações para
uma mesma imagem , a qual tem muitas faces e diferentes realidades.

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A questão da indexação e recuperação de imagens tem atraído a atenção
de novos interessados, tanto os preocupados com o conteúdo informacional
das imagens, quanto os interessados em desenvolver formas
automatizadas de descrição e acesso às imagens. O grande desafio é
representar a imagem com finalidade documental, propiciando a sua
recuperação apropriada em resposta a uma demanda cada vez mais
especializada do usuàrio. (ESTORNIOLO FILHO , 2004 , p. 2)

o objetivo de um sistema de recuperação de imagem é operar sobre uma
coleção de imagens (indexadas) e, em resposta a uma solicitação (query) ,
apresentar "imagens relevantes" segundo os critérios estabelecidos. A "query" é
definida pelo usuário. Ele pode fornecer, por exemplo, as características que as
imagens recuperadas deveriam conter ou mesmo um pedaço de uma imagem ou ,
ainda, uma imagem inteira e o sistema deve então encontrar imagens que podem
ser visualmente semelhantes (SOUZA, 1999).
Na análise da imagem os modos de interpretação precisam ser bem
separados, onde a denotação (o que é mostrado) e a conotação (o que se quer ver),
quando inseridos num contexto nos remete a conotação . Esse processo de escolha
requer um número relativo de imagens, para uma comparação mais eficiente. Até 30
imagens é considerado um bom número no processo que busca relacionar a
imagem com a informação.
Para que haja um meio-termo em analisar e indexar a imagem, os detalhes
sutis devem ser evitados, para não exagerar em pormenores, porém a palavra meiotermo deve ser levada a sério, pois a omissão de detalhes ou o excesso pode
prejudicar esse processo de indexação.
5 Materiais e Métodos
Para a elaboração do presente trabalho utilizou-se como metodologia a
revisão de literatura, e a partir disso podemos perceber que a análise documentária
da imagem ainda é um assunto em desenvolvimento, com alguns conceitos ainda
não consolidados.

6 Considerações Parciais/Finais
Nos dias atuais, o mundo é notavelmente representado por imagens, e o seu
representante maior é a fotografia, além disso, a mesma agora faz parte do dia-a-dia
das pessoas compondo com a escrita e o som , o fundamento da comunicação.
Desta forma , os diversos meios de comunicação tradicionais e informatizados especialmente revistas, jornais e mídias publicitárias - precisam de mecanismos que
facilitem, de forma instantânea, segura, eficaz e eficiente, a recuperação de
imagens.
Sendo assim, fez-se necessário desenvolver técnicas que facilitem a
representação documentária da imagem objetivando sua recuperação, esta que é a
finalidade do tratamento documentário de qualquer tipo de informação. O aspecto
essencial para se fazer uma representação adequada é reconhecer que indexar
imagens é diferente de indexar documentos textuais, pois esta é polissêmica por
natureza, ou seja , passível de vários significados.

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padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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Por conseguinte, trabalhar com imagens implica em trabalhar com mais
detalhes, e especialmente, com informações menos evidentes, além de demandar
conhecimento das necessidades dos usuários e de suas estratégias de busca .
Portanto, é de extrema importância que na representação da imagem se possa obter
um conjunto de características, para que venha proporcionar uma boa performance
na indexação e conseqüentemente uma adequada recuperação.
7 Referências
CUNHA, Isabel M. R. Ferim . Análise documentária. In: SMIT, Johanna W. (Org .)
Análise documentária: a análise da síntese. Brasília : IBICT, 1987.
ESTORNIOLO FILHO , José. A representação da imagem : indexação por conceito
e por conteúdo. São Paulo : [s. n.], 2004 .
KOSSOY, Boris. Fotografia &amp; História. 2. ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001 .
MANINI , Miriam P. Análise documentária de imagens: documentos fotográficos e
indicialidade . Cadernos da Pós-Graduação, Instituto de Artes/ UNICAMP,
Campinas, ano 2, v. 2, n. 2, p. 98-102 , 1998. Disponível em :
&lt;http ://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/313/236&gt; . Acesso em : 18 jun.
2010.
MOREIRO GONZÃLEZ, José Antonio; ROBLEDANO ARILLO, Jesús. O conteúdo
da imagem. Curitiba : UFPR, 2003.
RODRIGUES, Ricardo Crisafulli. Análise e tematização da imagem fotográfica .
Revista Ciência da Informação, Brasília, v. 36 , n. 3, set./dez. 2007 .
SOUZA, João Artur. Indexação e Recuperação de imagens. Santa Catarina : [s.n.],
1999. Disponível em : &lt;http://www.eps.ufsc.br/teses99/artur/cap3.htm&gt;. Acesso em :
15 jun . 2010 . (Capítulo 3, de documento disponível on-line, sem especificação de
documento).
VIEIRA, Simone Bastos. Indexação automática e manual : revisão de literatura .
Revista Ciência da Informação, Brasília, v. 17, n. 1, jan.ljun. 1988. Disponível em:
&lt;http ://revista .ibict.br/index.php/ciinf/article/viewArticle/1391 &gt;. Acesso em : 18 jun .
2010.

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                <text>Apresenta os procedimentos aplicados à imagem com vista a sua recuperação, enfatizando a indexação de imagens. Objetiva conhecer a representação da imagem para fins documentais e seu uso. Aborda a análise documentária como elemento essencial para identificar o conteúdo informacional da mesma. Descreve a indexação de imagens como um passo chave para identificar objetos e calcular as características da imagem, ressaltando que atualmente esta é praticada seguindo duas técnicas de indexação: a indexação por conceito e indexação por conteúdo da imagem. Destaca os elementos fundamentais de expressão fotográfica que devem ser analisados, como informações a serem consideradas como termos de indexação pela sua relevância na busca e recuperação de imagens. Utilizou-se como metodologia a revisão de literatura acerca da temática em questão. Conclui-se desta forma que, na representação da imagem é de extrema importância que se possa obter um conjunto de características, para que venha proporcionar um bom desempenho na indexação e consequentemente uma adequada recuperação.</text>
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                    <text>Marketing
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COMO PROMOVER O MARKETING ATRAVÉS DO
GERENCIAMENTO DA QUALIDADE NOS SERViÇOS DAS
UNIDADES DE INFORMAÇÃO
Bruna Laís Campos do Nascimento 1, Carla Beatriz Marques Felipe2 ,
Diego Maradona Souza da Silva3 , Malkene Wytiza Freire de Medeiros
Noronha4, Midinai Gomes Bezerra5, Patrícia Severiano Barbosa de
Souza6
1 Acadêmica
2 Acadêmica

Acadêmico
Acadêmica
5 Acadêmica
6 Acadêmica
3

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do
do
do
do
do
do

Curso
Curso
Curso
Curso
Curso
Curso

de
de
de
de
de
de

Biblioteconomia, UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia, UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia, UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN

Resumo
Apresenta a promoção do marketing na prestação dos serviços das unidades
de informação. Aborda que as estratégias de marketing são conjuntos de objetivos,
ações e planos a serem alcançados, na intenção de melhoria da qualidade dos
serviços. Conceitua o marketing como um processo que envolve pessoas com
necessidades específicas de serem conhecidas no mercado de compra e venda de
produtos, ou seja, mostrar o serviço oferecido através de práticas atuais de
mercado. Descreve o termo qualidade quando se refere ao valor de produtos e
satisfação dos clientes que obtém esses produtos. Um produto possui qualidade
podemos dizer que está em condições de ser adquirido pelos seus consumidores
em potencial , ou seja, adequado ao uso. Enfoca os serviços oferecidos pelas
Unidades de Informação podendo definir tais serviços como ferramentas
desenvolvidas nas Unidades de Informação que trazem ao seu usuário a informação
ou uso de que necessita no momento de busca . Destaca que os serviços de uma
unidade de informação vão além das principais tarefas tangíveis e palpáveis
realizadas pelo profissional bibliotecário, estes compreendem também o intangível.
Relaciona a questão da qualidade do serviço ao marketing nas unidades de
informação, discorrendo sobre a importância que o usuário conheça todos os
serviços e que o profissional possa adiantar-se sobre as expectativas possíveis
desse usuário. Conclui que todo o caminho percorrido desde a execução do serviço
até o marketing da Unidade de informação deve ser idealizado e centrado no usuário
desde a sua gênese para que a unidade de informação possa cumprir o seu papel
como disponibilizadora e mantenedora do conhecimento .

Palavras-Chave:
Marketing; Unidades de Informação; Qualidade nos Serviços.

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Abstract
Presents a marketing promotion in the services of information units. It
addresses the marketing strategies are sets of objectives, actions and plans to be
achieved, with the intention of improving the quality of services. Conceptualizes
marketing as a process that involves people with special needs to be known in the
market for buying and selling products, or service offered through the display of
current market practices. Describes when the term quality refers to the value of
products and customer satisfaction that you get these products. A product has quality
we can say that is able to be purchased by their potential customers, ie, suitable for
use. Focuses on the services offered by the intelligence units can define such
services as improved tools in information units that bring to your user information or
use when you need to search. Highlights that the services of an information unit go
beyond the tangible and palpable main tasks performed by the professional librarian ,
these also include the intangible. Lists the issue of service quality in marketing
information units, discussing the importance that you know ali the services and the
professional can step up on that user expectations possible. We conclude that the
entire journey from the service performed by the marketing unit of information, must
be designed and user-centered from its genesis to the unit of information to fulfill its
role as keeper of knowledge and available .

Keywords:
Marketing; Intelligence Units; Quality in Services.

1 Introdução
Atualmente as organizações utilizam as estratégias de marketing que são
conjuntos de objetivos, ações e planos a serem alcançados, com o propósito de
melhorar a qualidade dos serviços oferecidos por essas instituições. Segundo
Menshhein (2006), "as estratégias de marketing são planos desenhados para atingir
objetivos e determinar qual o melhor caminha a ser seguido no mercado, suas
possíveis alterações [... l."
Os gerentes das unidades de informação pretendendo obter a qualidade dos
serviços prestados pelas unidades informacionais, buscam promover meios que
ajudam os usuários na busca da informação, utilizando-se de marketing
promocional, melhorando assim os serviços de apoio na biblioteca. O bibliotecário
brasileiro e em especial o bibliotecário/gerente de biblioteca precisa conhecer melhor
as técnicas de marketing para aplicá-Ias de modo satisfatório, afirma Amaral (1990 ,
p. ).
Dessa forma , se considerarmos a biblioteca como uma organização, esta
precisa conhecer suas oportunidades para agir no mercado atuante, como o
propósito de alcançar bons resultados, utilizando os recursos disponíveis para
satisfazer as necessidades informacionais de seus usuários.
Pretende-se com esse trabalho uma reflexão de como o marketing bem
desempenhado nas unidades de informação pode contribuir na qualidade dos
serviços prestados por essas unidades, colaborando para que esta cumpra seu
principal papel como organização social.

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2 Marketing
Diante dos vários estudos realizados no decorrer dos tempos, muitos autores
tentam definir o conceito do que seja o marketing através de seus conhecimentos e
práticas. Podemos entendê-lo como um processo que envolve pessoas com
necessidades específicas de serem conhecidas no mercado de compra e venda de
produtos, ou seja, mostrar o serviço oferecido através de práticas atuais de
mercado.
Segundo Kotler e Armstrong (1997 , p. 3), "o marketing é processo social e
gerencial através do qual indivíduos e grupos obtêm aquilo de que necessitam e
desejam, criando e trocando produtos e valores com outros." A aplicação do
marketing é de conjunto de conhecimentos de outras áreas que ajudam a utilizar as
trocas que se realizam no mercado, permitindo que se alcance as metas propostas e
também as dos clientes. Seguindo a linha de pensamento de Kotler:
Marketing é a função empresarial que identifica necessidades e desejos
insatisfeitos, define e mede sua magnitude e seu potencial de rentabilidade ,
especifica que mercados-alvo serão mais bem atendidos pela empresa ,
decide sobre produtos, serviços e programas adequados para servir a esses
mercados selecionados e convoca a todos na organização para pensar no
cliente e atender ao cliente. (KOTLER, 2003, p. 11).

Nesse contexto, podemos pensar no marketing como um processo que
envolve planejamento, análise e controle, constituindo-se assim num processo
gerencial.

3 Qualidade
No atual contexto o marketing pode ser considerado como uma ferramenta
que objetiva atender as necessidades das organizações na construção do
relacionamento com o cliente. Sendo assim para que a fidelização entre
cliente/empresa ocorra é necessário o uso de várias estratégias, e uma dessas
estratégias é a qualidade.
Todos os produtos ou serviços das organizações ofertados devem ter como
uma de suas premissas a qualidade, um ponto-chave para que o
consumidor possa ser fidelizado, traga consigo uma forma de fixar na mente
do consumidor quais características podem estar inseridas no produto e que
seus atributos são melhores do que os produtos ofertados pela
concorrência . (MENSHHEIN , 2006 \

o termo qualidade se refere ao valor de produtos e satisfação dos clientes
que obtém esses produtos. Quando um produto possui qualidade podemos dizer
que está em condições de ser adquirido pelos seus consumidores em potencial , ou
seja, adequado ao uso.

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conceito "Qualidade" adotado inicialmente para distinguir que
determinado produto e/ou serviço cumpriu todas as etapas da cadeia
produtiva de forma homogênea e padronizada, evoluiu e passou a ser
utilizado com enfoque na satisfação plena das necessidades do Cliente.
(RIBEIRO , 2004 \

Com a consciência de que a qualidade é importante, as empresas conseguem
obter mais lucros através da conquista de novos clientes e a fidelização dos antigos.
"A qualidade é a nossa maior certeza de fidelidade de clientes, nossa mais forte
defesa contra a concorrência estrangeira e o único caminho para o crescimento e
lucro sustentados". (WELCH Jr. apud MENSHHEIN , 2006\
A qualidade na prestação dos serviços está relacionada a forma como a
empresa ou instituição se preocupa com essa ferramenta em vistas a satisfação dos
seus clientes.

4 Serviço nas Unidades de Informação
Uma ação que se executa objetivando satisfazer as necessidades do cliente
pode ser considerada como um serviço prestado . Conforme Hutner (2010) , onde a
autora apresenta com propriedade que se pode entender serviço, como uma ação
executada por alguém ou por alguma coisa , caracterizando-se por ser uma
experiência intangível, produzido ao mesmo tempo em que é consumido, não
podendo ser armazenado, e apresentando dificuldades para ser produzido em
massa.
Quando se enfoca os serviços oferecidos pelas Unidades de Informação
pode-se definir tais serviços como ferramentas desenvolvidas nas Unidades de
Informação que trazem ao seu usuário a informação ou uso de que necessita no
momento de busca . Os serviços básicos desempenhados pelos bibliotecários nas
Unidades de Informação podem ser divididos em : organização da informação,
recuperação, disseminação, gerenciamento e utilização da informação e outros,
sendo estes os mais importantes no processo de serviços oferecidos pelas Unidades
de Informação.

5 Marketing na qualidade dos serviços das Unidades de Informação
Após a conceituação de marketing, qualidade e de serviços nas unidades de
informação, alguns questionamentos surgem : como promover tudo isso em uma
unidade de informação? Quais são os passos a serem dados para executar de forma
produtiva cada elemento supracitado em uma unidade informacional?
As respostas iniciam nos serviços que são executados nas próprias unidades
de informação. A forma de como os serviços são executados e o estado final que
estes são oferecidos ao usuário é que caracterizam o sucesso de qualquer
instituição ou organização.
Os serviços de uma unidade de informação vão além das principais tarefas
tangíveis e palpáveis realizadas pelo profissional bibliotecário, estes compreendem
também o intangível. Em outras palavras, os serviços de uma biblioteca vão além da
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catalogação ou indexação de um material, por exemplo, mas sim atingem a questão
de como o usuário se sente e o quanto ele se motiva informacionalmente em relação
à biblioteca . Promover a satisfação informacional é missão de toda e qualquer
unidade de informação! Logo, se faz necessário, para melhor garantir a satisfação
do usuário, estudá-lo e conhecê-lo.
Para que estes serviços possam atrair novos e antigos usuários eles precisam
apresentar a qualidade necessária , e como já vimos anteriormente, esta ideia está
intimamente relacionada com a satisfação do usuário que se da através da diferença
entre o seu desejo e o serviço recebido .
É importante lembrar que muitas vezes, a qualidade se dá não apenas na
exatidão mecânica na realização de uma atividade dentro de algum processo, mas
também de como essa atividade está sendo desempenhada pelo profissional
bibliotecário e por seus ajudantes. Como reforçam Santos e Nascimento (2009 , p. 7)
"É importante que o trabalho desempenhado pela equipe da biblioteca , faça com que
o usuário se sinta mais a vontade e encontre a informação que necessita".
Ainda na questão da qualidade do serviço e adentrando no enfoque ao
marketing nas unidades de informação, é importante que o usuário conheça todos os
serviços e que o profissional possa adiantar-se sobre as expectativas possíveis de
seu usuário (prévio estudo do usuário). Um cliente satisfeito é um propagador em
potencial de uma boa imagem da instituição. O marketing exterior é feito
inicialmente, nesse caso, pelo próprio usuário que implica valor não só ao serviço
recebido , mas a organização como um todo.
Após alcançar um serviço de qualidade, as técnicas de marketing são
fundamentais para inteirar a missão das unidades de informação. Estas técnicas
ajudam a alcançar e propagar os serviços oferecidos a novos usuários, aproximam
usuários antigos dos profissionais (ajudando a entender melhor as mutáveis
necessidades destes e possibilitando um melhor serviço) e entre outras coisas,
promovem a própria imagem do profissional bibliotecário. Podemos apoiar esta
ultima ideia na citação de Santos (2008, p. 27) quando declara que:
A adoção do marketing em unidades de informação pode ser vista como
uma forma de valorizar o profissional da informação, melhorando sua
imagem mediante o uso aprimorado de técnicas para fazer trocas
adequadas, quebrando barreira na comunicação com seus usuários.

Em suma , o emprego das técnicas do marketing , quando aplicadas
coerentemente e quando refletem a boa qualidade dos serviços, são benéficas e
importantes nas instituições informacionais. É importante frisar que todo esse
caminho percorrido desde a execução do serviço até o marketing deste, deve ser
idealizado e centrado no usuário desde a sua gênese para que a unidade de
informação possa cumprir o seu papel como disponibilizadora e mantenedora do
conhecimento.

6 Materiais e Métodos
A pesquisa bibliográfica e eletrônica, através de revlsao de literatura foi
utilizada como procedimento metodológico com a finalidade de obter embasamento
teórico-metodológico para o desenvolvimento concreto da pesquisa e a formalização
do artigo .

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7 Considerações Parciais/Finais
Sabemos que o marketing foi criado como um instrumento que visa melhorar
a relação das organizações com os clientes e a qualidade é uma das estratégias
utilizadas no marketing que garante a fidelização do cliente, principalmente se a
qualidade esta ligada a um serviço.
Quando se enfoca os serviços oferecidos pelas Unidades de Informação
pode-se definir tais serviços como ferramentas desenvolvidas que trazem ao seu
usuário a informação ou uso de que necessita no momento de busca.
A utilização do marketing em unidades de informação, valorizam o profissional
dessa área, pois este tem a oportunidade de mostrar ao usuário novas facetas do
seu trabalho, quebrando assim barreiras na comunicação, beneficiando a unidade
de informação.
Conclui-se dessa forma que as unidades de informação precisam estar
atentas às necessidades de seus usuários, sendo estes, a principal razão dos
serviços destas. Sendo assim ao prestar serviços com qualidade, consequentemente
a unidade de informação está aplicando o marketing.

8 Referências
AMARAL, Sueli Angélica do. Marketing e gerência de biblioteca . Revista de
Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 18, n. 2, p. 311-317, jul./dez. 1990.
Disponível em :
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/documento.php?ddO=0000008490&amp;dd1 =b7ge4 &gt;. Acesso
em : 04 dez 2011 .
HUTNER, Alexandra. O que é serviço? Hutner Consult. 2010. Disponível em :
&lt;http://estrategiaegestao.blogspot.com/2010/01/0-que-e-servico.html&gt; . Acesso em :
18 novo2011 .
KOTLER, Philip. Marketing de A a Z: 80 conceitos que todo o profissional precisa
saber. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.
KOTLER, Philip; ARMSTRONG, Gary. Introdução ao marketing. Rio de Janeiro:
LTC , 1997. p. 3.
MENSHHEIN, Mauricio. Estratégias de marketing. Portal do Marketing. 2006.
Disponível em :
&lt;http://www.portaldomarketing .com .br/Artigos1/Estrategias_de_marketing.htm&gt;.
Acesso em: 04 dez 2011 .
RIBEIRO, Antonio Carlos Evangelista . Afinal, o que é qualidade? Portal
Qualidade.com . 2004 . Disponível em:
&lt;http://www.mbc.org .br/mbc/uploads/biblioteca/1164635822.4657A.pdf&gt; . Acesso
em : 19 novo 2011.

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SANTOS , Andréa Pereira dos; NASCIMENTO, Núbia Nogueira do. A contribuição do
"Bibliotecário" para o desenvolvimento do marketing nas unidades de informação. In:
ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO, CIÊNCIA E GESTÃO DA INFORMAÇÃO, 32 .,2009, Rio de
Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro: Unirio, 2009. Disponível em :
&lt;http://www.unirio.br/cch/eb/enebd/Poster/contribu icao_biblioteca rio .pdf&gt; . Acesso
em : 30 novo2011 .
SANTOS, Jovenilda Freitas dos. Marketing e sua aplicabilidade na gestão de
bibliotecas universitárias: um caso de estudo na Universidade Federal da Bahia .
Salvador: [s.n] , 2008 .

2315

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Documentação&#13;
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                <text>Apresenta a promoção do marketing na prestação dos serviços das unidades de informação. Aborda que as estratégias de marketing são conjuntos de objetivos, ações e planos a serem alcançados, na intenção de melhoria da qualidade dos serviços. Conceitua o marketing como um processo que envolve pessoas com necessidades específicas de serem conhecidas no mercado de compra e venda de produtos, ou seja, mostrar o serviço oferecido através de práticas atuais de mercado. Descreve o termo qualidade quando se refere ao valor de produtos e satisfação dos clientes que obtém esses produtos. Um produto possui qualidade podemos dizer que está em condições de ser adquirido pelos seus consumidores em potencial, ou seja, adequado ao uso. Enfoca os serviços oferecidos pelas Unidades de Informação podendo definir tais serviços como ferramentas desenvolvidas nas Unidades de Informação que trazem ao seu usuário a informação ou uso de que necessita no momento de busca. Destaca que os serviços de uma unidade de informação vão além das principais tarefas tangíveis e palpáveis realizadas pelo profissional bibliotecário, estes compreendem também o intangível. Relaciona a questão da qualidade do serviço ao marketing nas unidades de informação, discorrendo sobre a importância que o usuário conheça todos os serviços e que o profissional possa adiantar-se sobre as expectativas possíveis desse usuário. Conclui que todo o caminho percorrido desde a execução do serviço até o marketing da Unidade de informação deve ser idealizado e centrado no usuário desde a sua gênese para que a unidade de informação possa cumprir o seu papel como disponibilizadora e mantenedora do conhecimento.</text>
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                    <text>Marketing
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Resumo expandido

PROCESSO DE GERAÇÃO DE INTELIGÊNCIA COMPETITIVA:
COMO AS REDES SOCIAIS PODEM CONTRIBUIR?
Bruna Laís Campos do Nascimento 1, Carla Beatriz Marques Felipe2,
Malkene Wytiza Freire de Medeiros Noronha3, Midinai Gomes Bezerra 4,
Patrícia Severiano Barbosa de Souza5
Acadêmica
Acadêmica
3 Acadêmica
4 Acadêmica
5 Acadêmica
1

2

do
do
do
do
do

Curso
Curso
Curso
Curso
Curso

de
de
de
de
de

Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia, UFRN , Natal, RN

1 Introdução
Na atual sociedade contemporânea a competitividade é um fator que está
interferindo significativamente no contexto das organizações, devido à quantidade de
empresas existente, como também a variedade de produtos e serviços oferecidos.
Assim as organizações estão fazendo uso de estratégias para conhecerem melhor o
ambiente interno e externo à organização, principalmente os seus concorrentes, tudo
isto com vistas a fazer o diferencial oferecendo produtos e serviços mais atrativos e
com valor agregado.
Uma das técnicas utilizadas para obtenção dessas informações é a
inteligência competitiva, a qual consiste na identificação, coleta e análise de
informações que sejam pertinentes ao ambiente concorrencial da organização. De
acordo com Chiavenato e Sapiro (2003, p. 220) "A análise da concorrência utiliza
mecanismos integrados de localização, busca e captura de informações que
recebem o nome de inteligência competitiva".
Dessa forma para que se possa fazer a análise da concorrência, a inteligência
competitiva se vale um amplo leque de fontes de informações, as quais segundo
8alestrin (2011) são: catálogos de produtos, apresentações de novos produtos,
engenharia reversa , benchmarking, estudos de mercado, revistas e periódicos
especializados, entre outros. Diante disto é importante salientar que outra importante
fonte de informação que auxilia no encontro dessas informações são as redes
sociais, as quais apresentam informações atualizadas que podem ser bastante
relevante e pertinente as empresas.
"As relações desenvolvidas nas redes sociais possibilitam o alcance de
propósitos comuns e, quando empregadas estrategicamente, podem se tornar uma
ferramenta para a competitividade organizacional" (ALCARÁ et ai, 2006, p. 144).
Para tanto percebe-se que as redes sociais quando utilizadas como estratégia no
processo de geração de inteligência competitiva, pode suscitar resultados bastante
significativo para as organizações.
De acordo com Molina e Aguilar (2004), a identificação das redes sociais pode
contribuir de forma efetiva para a compreensão e elaboração de melhores
estratégias para o bom funcionamento do contexto organizacional. Dessa forma
constata-se que as comunidades virtuais podem trazer muitas vantagens quando

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Resumo expandido

utilizadas no ambiente organizacional das empresas. As redes sociais permitem o
rápido acesso a informações, além disso, contribuem para o compartilhamento de
experiências, promovendo assim tanto o aprendizado como o conhecimento coletivo .
Conforme afirma Martinho (2003) as redes sociais podem constituir estratégias para
a viabilização do processo de inteligência competitiva por meio do fortalecimento da
cultura informacional e pela abertura de novos espaços para o compartilhamento da
informação e do conhecimento.
Diante deste contexto é que foi realizado o presente trabalho, o qual objetiva
mostrar como as redes sociais podem contribuir para a geração de inteligência
competitiva nas organizações, e como estas podem colaborar para a cultura
organizacional das empresas.

2 Materiais e Métodos
A metodologia empregada para o desenvolvimento deste trabalho está
baseada na revisão de literatura relacionada a temática em questão, a qual
proporcionou ampliar a visão acerca do tema abordado. A partir deste levantamento
se conseguiu observar que as redes sociais são ferramentas que causam uma
profunda mudança no modo como as pessoas se relacionam com as organizações,
e a maneira pela qual elas podem expandir a sua competitividade e influência.
Além disso, constatou-se que as empresas estão adotando práticas com a
finalidade de analisar seus concorrentes e oferecer produtos e serviços mais
atrativos e com valor agregado para os seus clientes, essa estratégia é chamada de
inteligência competitiva . Entretanto, para que se possa fazer a análise da
concorrência , a inteligência competitiva se vale um amplo leque de fontes de
informações, dentre essas uma importante fonte que pode contribuir para esse
processo são as redes sociais, as quais dispõem de informações atualizadas e
relevantes sobre os clientes, os usuários reais e potenciais, e sobre os produtos e
serviços de empresas.
Mediante tais premissas é possível afirmar que as redes sociais apresentam
um grande potencial, são excelentes fontes de informação para as organizações, e
quando utilizadas para o processo de inteligência competitiva, percebe-se que
ambas se complementam e geram resultados bastante significativos para as
empresas.

3 Considerações Finais

o hodierno cenano competitivo é amplo e complexo . Neste contexto as
organizações querem e precisam se fazer presentes, ocupar seu espaço e alcançar
seus objetivos. Sendo assim é preciso que as empresas passem a disputar de
maneiras diferentes seu espaço, a fim de obterem competitividade estratégica e
retornos.
Como visto no decorrer deste trabalho uma das estratégias utilizadas pelas
empresas é a inteligência competitiva, a qual consiste em um conjunto de

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Resumo expandido

procedimentos que visa identificar, coletar e analisar informações que sejam
pertinentes ao ambiente concorrencial de uma organização, tanto interno como
externo. E uma importante ferramenta que pode auxiliar na busca por essas
informações são as redes sociais, as quais apresentam informações pertinentes e
relevantes às organizações.
Desta forma , pode-se concluir que as comunidades virtuais e/ou as redes
sociais são excelentes ferramentas para as organizações, principalmente no que
consiste na busca da competitividade , na produção e desenvolvimento da
inteligência competitiva .

4 Referências

ALCARÁ, Adriana Rosecler et aI. As redes sociais como instrumento estratégico para
a inteligência competitiva. Transinformação, Campinas, v. 18, n. 2, p. 143-153,
maio/ago. 2006. Disponível em :
&lt;http://revista .ibict.br/pbcib/index.php/pbcib/article/view/549&gt; . Acesso em 14 dez.
2011

BALESTRIN , Alsones. Inteligência competitiva nas organizações. Abraic, ago. 2011 .
Disponível em : &lt;http://www.abraic.org .br/v2/artigos_detalhe .asp?c=793&gt; . Acesso
em : 18 novo2011 .

CHIAVENATO, Idalberto; SAPIRO, Arão. Planejamento estratégico: fundamentos e
aplicações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003 .

MARTINHO, C. Redes: uma introdução às dinâmicas da conectividade e da autoorganização. Brasília : WWF, 2003 .

MOLlNA, J. L. ; AGUILAR, C. Redes sociales y antropologia: um estudio de caso
discursos étnicos y redes personales entre jóvenes de Sarajevo . In: LARREA, C. ;
ESTRADA, F. Antropología en un mundo en transformación . Barcelona : Editorial
Icaria, 2004.

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Resumo expandido

REDES SOCIAIS COMO FONTE DE INFORMAÇÃO:
UMA PROPOSTA ATUAL

Bruna Laís Campos do Nascimento 1, Carla Beatriz Marques Felipe 1,
Malkene Wytiza Freire de Medeiros Noronha 1, Midinai Gomes Bezerra 1,
Patrícia Severiano Barbosa de Souza 1
1 Acadêmica

do Curso de Biblioteconomia, UFRN, Natal, RN

1 Introdução
A presente pesquisa discorre sobre o avanço cada vez mais frequente na
criação e disseminação da informação, que se utiliza das ferramentas que a internet
oferece através das redes sociais, sendo bastante visível no âmbito principalmente
acadêmico. Nesse sentido objetiva abordar o tema das redes sociais como fonte de
informação, as quais têm como finalidade melhorias na prestação de serviços
destinados aos usuários reais e potenciais. As relações sociais sempre estiveram
presentes entre as pessoas e organizações, facilitando na maneira de ser e de viver.
Conforme Watts (2004) apud Rodrigues e Tomaél (2008), os estudos de redes e
sistemas de redes tiveram um crescimento extraordinário, nos últimos anos, nas
pesquisas acadêmicas, embora na Sociologia e na Antropologia as análises de
redes tenham uma longa tradição. As estruturas que são organizadas de maneira
social em redes sempre existiram em outros tempos ou lugares, mas como destaca
Castells (1999) com a evolução social associada à tecnologia da informação uma
nova base material está sendo construída em rede definindo os processos sociais
predominantes e dando forma à própria estrutura social.
Dessa forma, as redes sociais estabelecem um importante recurso tanto no
profissional quanto no pessoal entre as pessoas que possuem um interesse comum
específico, para a conquista de um objetivo alvo.
As redes sociais ultrapassam o âmbito acadêmico e científico e vem
ganhando espaço em outras esferas. E podemos observar esse
movimento chegando à internet e conquistando cada vez mais
adeptos, aglutinando pessoas com interesses em conteúdos
específicos, ou interesses em estabelecer relacionamentos. Isso é
possibilitado por um "software saciar, que com interface amigável, dê
apoio a conteúdos e interação. O uso desses recursos gera uma
rede em que os membros convidam seus amigos, conhecido, sócios,
clientes, fornecedores, e outras pessoas de seus contatos para
participar de sua rede, desenvolvendo uma rede de contatos
profissional e pessoal, que certamente terá pontos de contatos com
outras redes. Enfim, são ambientes que possibilitam a formação de
grupos de interesse que interagem por meio de relacionamentos
comuns (GONÇALVES, 2008, p.22).

Conceitua as fontes de informação como todos os recursos que criam,

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Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores
Resumo expandido

armazenam e veiculam informações no tempo em que esta é solicitada, auxiliando o
pesquisador. Classifica as fontes de informação em três categorias sendo, fontes
primárias, fontes secundárias e fontes terciárias. Descreve que as redes sociais
possuem um grande potencial existente no seu contexto e no que se refere ao fato
que a informação não se encontra mais centralizada, quem detêm a informação não
é mais uma única pessoa, ou seja, as fontes de informações são acrescidas.
O uso de redes sociais no ambiente da biblioteca surge como uma ótima
oportunidade de promover os serviços informacionais, dar percepção à biblioteca,
reconhecer as necessidades de informação, além de promover o processo de
divulgação da informação.
As redes sociais facilitam a produção, circulação e comunicação da
informação; indivíduos comuns dialogam entre si, redefinem e
ressignificam a Internet a partir da discussão, exposição e
compartilhamento de seus pontos de vista. Sites de redes sociais
evidenciam o desejo humano de expressar o que pensam e de
estabelecer laços de sociabilidade. (SILVA; BACALGINI, 2009).

Tomaél (2008, p. 9), discorre sobre a importância das redes de conhecimento
para a interação e o compartilhamento da informação, mencionando que o termo
redes de conhecimento é utilizado de forma ampla e inclui uma diversidade de
modelos de trabalhos em cooperação. Diante do exposto, conclui exemplificando
algumas redes sociais que merecem destaque pela sua adequação aos serviços de
disseminação da informação e que são mais usadas pelas bibliotecas, como o
facebook, o twitter, o flickr e o orkut, dentre outras.

2 Materiais e Métodos
A pesquisa bibliográfica e eletrônica, através de revlsao de literatura foi
utilizada como procedimento metodológico com a finalidade de obter embasamento
teórico-metodológico para o desenvolvimento concreto da pesquisa e a formalização
do artigo.

3 Considerações Parciais/Finais
No presente contexto, vimos como é importante as redes SOCiaiS serem
usadas nas unidades de informação como fonte de pesquisa, melhorando os
serviços oferecidos e dando visibilidade às bibliotecas, sendo mais uma ferramenta
de apoio ao profissional bibliotecário, tendo como foco principal a satisfação do
usuário, que é o cliente do serviço de informação.
Através do uso das ferramentas das redes sociais em unidades de
informação, pode-se perceber se o usuário está satisfeito ou não com o serviço
prestado, medindo também a qualidade desses serviços e identificando novas
demandas, por essa ferramenta oferecer interatividade entre usuário e o profissional
responsável por essa atividade.
Percebe-se enfim que é essencial que o profissional bibliotecário mantenha
uma postura de inovação, frente ao cenário atual de mudanças e inovações
tecnológicas, utilizando-se das novas ferramentas de comunicação, denominadas

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Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores
Resumo expandido

redes sociais, com a finalidade de manter relação entre a biblioteca e seus usuários.

4 Referências
CASTELLS, M. A sociedade em rede: a era da informação: economia, sociedade e
cultura. São Paulo: Paz e Terra, 1999. V.1.
GONÇALVES, Alysson Pires. Rede social na UM: um estudo de caso: análise e
estratégias de utilização de portais situados na dinamização da rede social - Flickr.
2008.99 f. Dissertação (Mestrado em Tecnologias e Sistemas de Informação)Departamento de Sistemas de Informação. Universidade do Minho, Portugal, 2008.
Disponível em:
&lt;http://repositorium.sdum.uminho.ptlbitstream/1822/9499/1/Disserta%C3%A7%C3%
A30%20de%20Mestrado%20-%20Alysson%20Pires%20Gon%C3%A7aIves.pdf&gt;.
Acesso em: 02 dez 2011.
RODRIGUES, Jorge Luis; TOMAÉL, Maria Inês. As redes sociais e o uso da
informação entre os pesquisadores de alimentos funcionais da UEL. Revista Digital
de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v.6, n.1, p. 15-37,
jul/dez. 2008. Disponível em:
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SILVA, Adaci A. O. Rosa da; BACALGINI, Bruna. A Biblioteca Pública, a Sociedade
e os Sites de Redes Sociais -- Orkut, Blog e Twitter -- Comunicação na rede. In:
SIMPÓSIO NACIONAL ABCIBER, 3., 2009, São Paulo. Anais ... São Paulo: ESPM,
2009. Disponível em:
&lt;http://www.abciber.com.br/simposi02009/trabalhos/anais/pdf/artigos/1_redes/eix01_
art1.pdf&gt;. Acesso em: 01 dez 2011.
TOMAÉL, M. I. Redes de conhecimento. DataGramaZero: revista de ciência da
informação, Rio de Janeiro, v. 9, n. 2, abro 2008.

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Documentação&#13;
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                    <text>Serviços de referência presencial e virtual
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Trabalho completo

PRODUTOS E SERViÇOS DE REFERÊNCIA VIRTUAL:
PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO NO WEBSITE DO SISTEMA DE
BIBLIOTECAS DO SENAC-RN
Bruna Laís Campos do Nascimento 1, Gerlany Galvíncio Rodrigue~,
Márcia Valéria Alves3, Meire Emanuela da Silva Melo4, Samya Maria
Queiroz Maia 5, Thiago Rodrigues Dantas 6
1 Acadêmica do Curso de Biblioteconomia, UFRN , Natal, RN
Bibliotecária do SENAC/RN , Bacharel em Biblioteconomia , UFRN, Natal, RN
Bibliotecária da UFRN , Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas , UNI RN ,Natal, RN
4 Bibliotecária do SENAC/RN , Bacharel em Biblioteconomia , UFRN, Natal, RN
5 Bibliotecária do SENAC/RN, Especialista em GestãoAmbientallFRN, Natal, RN
6 Bibliotecário do SENAC/RN , Bacharel em Biblioteconomia, UFRN, Natal, RN
2

3

Resumo
Relata sobre o serviço de referência virtual, sua importância e aplicabilidade
em websites de bibliotecas e centros de informação. Apresenta a importância da
disponibilização de produtos e serviços de informação via internet, onde os mesmos
se configuram em ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) encontrados no
ciberespaço como ferramenta para concretização dos objetivos a que se propõe tal
atividade. Conceitua o Ensino à Distância (EaD) através do Decreto 5.622 de 2005
onde o mesmo é regulamentado por bases legais da Educação à Distância no Brasil,
através da Lei nO 9.394 de 20 de Dezembro de 1996. Objetiva desenvolver a
proposta de reestruturação de produtos e serviços de referência on-line no website
do Sistema de Bibliotecas SENAC-RN com propósito de padronizar e aumentar a
qualidade das produções acadêmicas. Enfoca o SENAC como instituição que
promove cursos profissionalizantes, técnicos, livres, educação à distância, além de
cursos de graduação e pós-graduação. Delineia brevemente sobre a Pós-Graduação
a distância do SENAC Nacional e sua atuação no Rio Grande do Norte. Analisa a
necessidade mais ativa das bibliotecas nesse processo para facilitar a vida do
usuário no que diz respeito a serviços e produtos oferecidos via Internet. Conceitua
o Serviço de Referência Virtual (SRV), enfatizando suas vantagens e ressaltando
alguns produtos e serviços de referência on-line que poderão ser oferecidos no
website do sistema de Bibliotecas SENAC/RN. Utilizou-se como metodologia a
revisão de literatura acerca das temáticas em questão. Ao final , considera-se a
contextualidade dos fatos, e a realidade a qual estão inseridas as Bibliotecas do
SENAC/RN, uma mola propulsora para a implementação de serviços virtuais,
visando a satisfação do usuário e sanando necessidades informacionais da
comunidade acadêmica em foco .

Palavras-Chave:
Biblioteca ; Serviço de Referência Virtual ; Website.

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Abstract
Reports on the virtual reference service, its importance and applicability in
websites of libraries and information centers. Presents the importance of providing
products and information services via the Internet, where they are configured in
virtual learning environments (VLEs) found in cyberspace as a tool for achieving the
goals that are proposed by this activity. Conceptualizes the Distance Learning (DL)
through Decree 5622 of 2005 where it is regulated by the legal foundations of
distance education in Brazil , through the Law No. 9394 of December 20 , 1996. Aims
to develop the proposed restructuring of products and services online reference on
the website of the Library System SENAC-RN with purpose to standardize and
improve the quality of academic productions. Focuses SENAC as an institution that
promotes professional courses, technical, free, distance education, and
undergraduate and postgraduate. Outlines briefly the Graduate distance SENAC
National and its performance in Rio Grande do Norte. Analyzes the need libraries
most active in this process to facilitate the user's life with regard to services and
products offered via the Internet. Conceptualizes the Virtual Reference Service
(SRV), emphasizing their advantages and highlighting some products and services
online reference that may be offered on the website of the system libraries SENAC/
RN. Methodology was used as a literature review about the theme in question oAt
the end , it is the contextuality of the facts, and reality which are inserted Libraries
SENAC/RN, a springboard for the implementation of virtual services in order to
satisfy user information needs and remedying the academic community in focus.

Keywords:
Library; Virtual Reference Service; Website.

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1 Introdução
É notório perceber a transformação e diversificação de serviços de referência
oferecidos por centros de documentação em todo o mundo . Isto se dá graças ao
constante desenvolvimento de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC 's),
assim como a crescente proliferação de Ambientes Virtuais de Aprendizagem
(AVA's), oferecendo aos profissionais da informação, um leque de opções no
trabalho desenvolvido junto aos usuários. É neste contexto que se torna oportuno
desenvolver e estruturar produtos e serviços de informação virtuais, com o objetivo
de otimizar o serviço de referência tradicionalmente ofertado por instituições de
ensino.
As bibliotecas do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial SENAC/RN
estão inseridas em uma nova realidade, ao deparar-se com uma demanda de alunos
do Programa de Pós-Graduação à Distância (EAD). Este novo perfil de usuário
instiga uma mudança na estrutura dos serviços oferecidos pelas bibliotecas, que
atualmente atendem apenas alunos dos cursos profissionalizantes da instituição.
Estas mudanças se referem a atender a demanda de informação e serviços
solicitados às Bibliotecas do SENAC/RN por parte do corpo acadêmico dos cursos
de Pós-Graduação à Distância , como também, ampliar serviços e produtos
oferecidos pelas bibliotecas contextualizando-as a realidade vigente .
O foco da presente proposta faz um paralelo entre o SENAC, a realidade do
Sistema de Bibliotecas do SENAC Nacional, e a Pós Graduação à Distância do
SENAC, com ênfase no Pólo do Rio Grande do Norte, conceituando os Ambientes
Virtuais de Aprendizagem (AVA) encontrados no ciberespaço, e necessários a
configuração desta realidade, onde os mesmos auxiliam o processo ensinoaprendizagem à Distância . O Ensino à Distância (EaD) que amplamente vem sendo
utilizado como forma de popularizar a educação no Brasil é abordado e conceituado
através do Decreto 5.622 de 2005 e regulamentada por bases legais da Educação à
Distância no Brasil, sob a responsabilidade da Lei nO 9.394 de 20 de Dezembro de
1996.
Subsequentemente a essa abordagem , é possível discorrer sobre a
conceituação do Serviço de Referência Virtual (SRV), abordando produtos e serviços
de referência on-line. E por fim, apresentar a proposta de implantação dos produtos
e serviços de referência virtual que podem ser oferecidos através do website do
Sistema de Bibliotecas do SENAC-RN.
Traçado este perfil, há embasamento teórico no intuito de descrever o objetivo
foco deste estudo que se apresenta como uma proposta de reestruturação de
produtos e serviços de referência online no website do sistema de bibliotecas
SENAC/RN , visando padronizar e aumentar a qualidade das produções acadêmicas.
A metodologia utilizada para o desenvolvimento desta pesquisa está baseada
na revisão de literatura acerca da temática em questão.

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2 Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac)

o SENAC é uma instituição de educação profissional, cujo direito é privado .
Foi criado em 1946, ''[. .. ] é financiado pelos empresários dos Setores do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo, que contribuem com 1% de sua folha de pagamento .
Sua administração está delegada à Confederação Nacional do Comércio (CNC) [ .. .]"
(SERViÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL, 2005) .
O SENAC encontra-se nos vinte e seis estados brasileiros e no Distrito
Federal, totalizando cerca de 450 unidades de ensino dispersas por todo o Brasil. O
SENAC oferece cursos técnicos, cursos livres, educação à distância, além de curso
de graduação e pós-graduação . No Brasil , de acordo com Denise Lopes, chefe do
Centro de Documentação e Informação do SENAC Departamento Nacional, são 50
bibliotecas integradas ao Centro de Documentação do Departamento Nacional
(CEDOC/DN) e mais 50 que compõem a base do SENAC São Paulo. Deste número,
há outras bibliotecas não contabilizadas nos estados de Minas Gerais, Paraná, Rio
Grande do Sul e Santa Catarina onde empiricamente chegaremos a um total de 150
Bibliotecas do Sistema SENAC no Brasil.
É evidente portanto a complexidade deste sistema e o grande número de
profissionais Bibliotecários que trabalham junto à rede SENAC. Desta realidade,
muitas bibliotecas possuem caráter universitário, e outras em sua maioria, são
bibliotecas especializadas. Isto se dá visto o grande e genérico número de cursos
oferecidos pela instituição. No Rio Grande do Norte, o Sistema de Bibliotecas é
formado por 04 (quatro) bibliotecas especializadas, que atendem a demanda de
alunos dos cursos profissionalizantes em diversas áreas, e atualmente, dos cursos
de pós-graduação à distância.
Será objeto de estudo a rede de pós-graduação à distância do SENAC, assim
como, a nova realidade das Bibliotecas do SENAC/RN e a proposta de
reestruturação de seus serviços, através da implantação do serviço de referência
virtual (SRV) e produtos de informação. O SRV deverá estar alocado no Ambiente
Virtual de Aprendizagem (AVA) dos cursos de pós graduação à distância do SENAC .
Esta mídia utiliza ''[. .. ] o ciberespaço para veicular conteúdos e permitir interação
entre os atores do processo educativo." (PEREIRA; SCHMITT; DIAS , 2007, p. 4) .
Os autores ainda afirmam :
[... ] que os AVAs utilizam a Internet para possibilitar de maneira integrada e
virtual o acesso à informação por meio de materiais didáticos, assim como o
armazenamento e disponibilização de documentos (arquivos) ; a
comunicação síncrona e assíncrona ; o gerenciamento dos processos
administrativos e pedagógicos; a produção de atividades individuais ou em
grupo. (PEREIRA; SCHMITT; DIAS, 2007, p. 7) .

Sabendo que o AVA trata-se de uma mídia que proporciona o processo
denominado ensino-aprendizagem à distância, falar-se-á um pouco sobre o EaD.
De acordo com o Decreto 5.622 de 19 de Dezembro de 2005:

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[... ] caracteriza-se a educação à distância como modalidade educacional na
qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e
aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de
informação e comunicação , com estudantes e professores desenvolvendo
atividades educativos em lugares ou tempos diversos (BRASIL, 2005)'.

Esta modalidade de ensino é hoje, amplamente utilizada via internet, sendo a
mesma, regulamentada por bases legais da Educação à Distância no Brasil, através
da Lei nO 9.394 de 20 de Dezembro de 1996. No ano de 2001 , "[ ... ] a resolução nO 1,
do Conselho Nacional da Educação estabeleceu as normas para a pós graduação
lato e stricto sensu ." (EDUCAÇÃO ... , 2008)2.
Dada as devidas legalidades registradas em lei, a Educação à Distância do
SENAC iniciou suas atividades oferecendo um ambiente virtual de aprendizagem
concernente às atividades de formação profissional e pós graduação à distância.

2.1 Pós-Graduação à Distância do SENAC

A Rede de Pós-Graduação à Distância do SENAC é credenciada pelo
Ministério da Educação (MEC) . O SENAC Nacional recebeu, nos termos do art. 6°
da Resolução CES/CNE 1/2001, o credenciamento para ofertar cursos e programas
de pós-graduação lato sensu à distância, nas suas áreas de competência
acadêmica, a serem oferecidos nos pólos com infraestrutura adequada mediante as
Portarias nO 554, de 12/3/2004, o Parecer CNE/CES nO 0024/2004, de 28/1/2004 e a
portaria 838 , de 3/4/2006.
A pós-graduação a distância do SENAC atualmente possui 25 pólos
espalhados por 21 estados brasileiros. Estes por sua vez oferecem a mesma
programação, independentemente da localização geográfica. As atividades dos
cursos, no entanto, podem variar de acordo com características locais. Desse modo,
a Rede mantém a qualidade SENAC em todo Brasil, respeitando as peculiaridades
de cada curso . (SERViÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL, 2005).
No Rio Grande do Norte, o pólo da Pós-Graduação a Distância funciona no
Departamento Regional , situado na capital Natal. Teve início no ano de 2010 e
possui aproximadamente sete turmas em andamento e uma em formação. O corpo
discente possui em torno de 150 pessoas de diversas áreas do conhecimento. 95%
das atividades são realizadas em ambiente virtual, e apenas 5% são resumidos em
encontros presenciais entre alunos, coordenadores e orientadores de trabalhos
acadêmicos. Este é o panorama geral das atividades da Pós-Graduação à Distância
no SENAC/RN. Através deste, e das solicitações feitas junto ao Sistema de
Bibliotecas é que conseguimos traçar um perfil do aluno e suas necessidades de
informação.
Este contexto possibilitou a percepção da necessidade de participação mais
ativa da Biblioteca neste processo de ensino, com também, foi possível retratar-se à
hodierna realidade das bibliotecas no oferecimento de produtos e serviços on-line,
com vistas à satisfação das necessidades informacionais de seus usuários.
, Documento eletrônico sem paginação.
Documento eletrônico sem paginação.

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Averiguou-se a necessidade de ofertar produtos e serviços de referência virtual no
website da biblioteca , com a finalidade de auxiliar e assessorar os usuários no
momento da pesquisa, construção e normalização dos trabalhos acadêmicos.
A conseqüente abordagem sobre o Serviço de Referência Virtual (SRV),
conceituando-o e ressaltando como este pode ser desenvolvido será o foco do
desenrolar deste projeto.

3 Serviço de Referência Virtual (SRV)
No atual contexto do desenvolvimento tecnológico e conseqüentemente a
rápida disseminação da informação, percebe-se a necessidade de serviços que
direcionem o usuário a encontrar a informação necessária, em momento oportuno ,
suprindo assim suas necessidades informacionais. De acordo com Fujino, (2007), os
serviços de informação e comunicação, desde o final dos anos 60, estão em
crescimento substancial e transformando a relação com o usuário, tendo como
mediação as tecnologias modernas, acrescentando assim , uma variedade de
serviços disponíveis de busca.
Desta maneira, o bibliotecário como profissional disseminador da informação,
atua no serviço de referência com a finalidade de auxiliar e assessorar os usuários
na realização de pesquisa . Entretanto, devido à nova realidade em que as
bibliotecas estão vivendo no hodierno contexto e o crescente desenvolvimento das
Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), o serviço de referência deixou de
restringir-se apenas ao atendimento pessoal e passou a ser oferecido também no
ambiente virtual, passando agora a ser chamado de Serviço de Referência Virtual
(SRV).
Devido às mudanças no Serviço de Referência frente às novas tecnologias ,
a intermediação entre usuário e bibliotecário já não é mais necessária, pois
o usuário conduz suas buscas na web sozinho, sem o auxílio do
bibliotecário. Todavia , ele necessita de orientação para a condução de sua
busca, como selecionar a informação relevante para atender suas
necessidades. Nesta perspectiva , o bibliotecário tem um papel fundamental
na orientação dos usuários na condução de suas pesquisas no ambiente
virtual. (ALVES; FAQUETI, 2002 apud BRATKOWSKI , 2009, p. 23)

Compreende-se o serviço de referência virtual como aquele que auxilia o
usuário no momento da pesquisa, sem necessariamente estar no espaço físico da
biblioteca. Esta orientação se torna possível graças à assistência dos recursos
digitais, os quais apresentam muitas vantagens, dentre elas: proporciona facilidade
de acesso, fornece uma opção a mais para a comunicação usuário-biblioteca, é
conveniente àqueles que não têm tempo disponível para vir à espaço físico , assim
como, permite a ampliação dos serviços oferecidos pelas bibliotecas.

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Nesse cenário tecnológico o SRV exercerá um papel fundamental no
processo de mediação e disseminação da informação, de maneira remota,
utilizando a Internet como um meio de fazer com que recursos e esforços
sejam unidos, para que acervos sejam facilmente acessados e totalmente
compartilhados . A personalização da informação é um ponto importante,
proporcionando ao usuário a sensação de estar sendo atendido
pessoalmente , mesmo sem a presença fisica de um profissional da
informação. (NASCIMENTO JÚNIOR et ai, 2010, p. 4)

Portanto, é possível considerar que o Serviço de Referência Virtual passou a
ser mais um serviço atrativo para as bibliotecas, permitindo assim uma maior
satisfação dos usuários, inserindo as unidades de informação no atual contexto
tecnológico. Com base nisto, é possível falar sobre os produtos e serviços de
referência on-line que podem ser oferecidos pelas unidades de informação em geral.

3.1 Produtos e Serviços de Referência On-Line
As Bibliotecas e os Centros de Informação trabalham com produtos e
serviços informacionais, decorrente de um conjunto de atividades, que devem existir
a fim de agregar valor a estes produtos/serviços, tendo como principal objetivo a
satisfação continuada do cliente. Conforme Kotler (2000) produto é tudo aquilo que
pode ser oferecido a um mercado para apreciação, aquisição, uso ou consumo e
para satisfazer um desejo ou uma necessidade do consumidor. Em outras palavras
produto pode ser conceituado como algo que é oferecido com vistas a proporcionar
satisfação a quem os adquire.
Com relação à definição de serviços Meirelles (2006) afirma que, serviço é o
trabalho em processo, e não o resultado da ação do trabalho ; por esta razão
elementar, não se produz um serviço, e sim se presta um serviço . Ou seja , serviços
são ações e/ou processos com vistas a servir, oferecer. Os produtos diferenciam-se
dos serviços por serem bens tangíveis, aqueles que apresentam aspecto físico ; já os
serviços são considerados como bens intangíveis, ou seja, são aqueles imateriais,
que não podem ser tocados.
As bibliotecas como organizações que trabalham principalmente com
produtos e serviços informacionais, devem oferecê-los com qualidade objetivando
satisfazer as necessidades de seus usuários. Os suportes tecnológicos estão
possibilitando oferecer produtos e serviços cada vez mais atrativos. Desta forma , os
produtos e serviços de referência on-line estão sendo disponibilizado nos websites
das bibliotecas, o que facilita o acesso ao usuário que poderá utilizá-lo apenas ao
estar conectado à internet.
A título de exemplificação, os catálogos de acesso público on-Iine (OPAC)
estão entre os primeiros serviços virtuais, sua utilização possibilita ao usuário
pesquisar sobre uma determinada publicação, independente de sua localização
física (GALVÃO NETO; SILVA, 2010). Este tipo de produto virtual vem sendo
utilizado com frequência em bibliotecas, pois muitas delas já disponibilizam em seu
website o catálogo on-line, onde é possível o usuário acessar e verificar as
publicações que existem em determinada unidade de informação.
Dentre os serviços que podem ser oferecidos virtualmente estão:

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normalização de trabalhos acadêmicos, levantamento informacional via e-mail,
orientação a pesquisa, como também os catálogos on-line como dito anteriormente.
Esses serviços são disponibilizados a usuários tanto presenciais como remotos que
utilizam o Websife de uma biblioteca .
Com relação aos produtos online que podem ser oferecidos virtualmente, são
exemplos os catálogos online, livros eletrônicos, repositórios institucionais,
elaboração de ficha cata log ráfica , ou seja, a catalogação na fonte , como também a
disponibilização de links de bases de dados de acesso público ou de acesso privado
que a instituição tenha adquirido.
A disponibilização do SRV, através de uma página na Internet, tem gerado
uma nova demanda para as bibliotecas , que a partir de então , independente
da localização geográfica de seus usuários, permite o contato direto,
facilitando o acesso à informação de forma rápida , com baixo custo, abrindo
novos horizontes para a pesquisa, ou seja, a busca e obtenção de
informações de qualquer tipo. (GALVAO NETO; SILVA, 2010 , p. 75) .

A partir das premissas anteriores, é possível entender que as tecnologias de
informação e comunicação podem ser eficazes ferramentas para o desenvolvimento
de produtos e serviços virtuais em bibliotecas.
A atual realidade das Bibliotecas do SENAC/RN desafia a implantação de
produtos e serviços virtuais que possam ser oferecidos no website do SISBSENAC/RN.

4 Proposta de Implantação de Serviços e Produtos de Referência Virtual
no Website do Sistema de Bibliotecas SENAC-RN
A partir das percepções anteriormente descritas, foi possível traçar
recomendações a título de proposta, para a implantação de Serviços de Referência
Virtual no website das Bibliotecas do SENAC/RN, visto ser esta realidade, uma
ferramenta riquíssima , que pode agregar valor as atividades desenvolvidas junto ao
corpo acadêmico da Pós-Graduação à Distância do Regional.
Geralmente, produtos e serviços de referência on-line são oferecidos na
página da biblioteca, a qual está vinculada ao site oficial da instituição mantenedora.
Exemplificando, para se ter acesso ao website do Sistema de Bibliotecas
SENAC/RN é necessário entrar na página oficial da instituição e clicar na aba
"Biblioteca Online". O acesso fácil e rápido instiga os usuários a conhecerem quais
serviços e produtos são oferecidos no website .
Sendo assim , a partir desta concepção recomenda-se que se faça um melhor
aproveitamento do website do Sistema de Bibliotecas SENAC-RN , utilizando-se para
isto, uma proposta de implementação de serviços e produtos de referência via web,
mobilizando a re-estruturação de processos e oferecendo serviços que atendam a
demanda de acadêmicos dos cursos de Pós-Graduação à Distância no website das
Bibliotecas do SENAC/RN .

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Sugere-se o oferecimento dos seguintes serviços no website:
a) Orientação à elaboração de trabalhos acadêmicos - Aqui o bibliotecário irá dar
orientações ao usuário com relação à forma dele elaborar seus trabalhos
acadêmicos segundo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT), fontes de informações que possa ser consultada, entre outros. A
comunicação com o usuário será realizada via e-mail , podendo o mesmo enviar
diversas perguntas e/ou solicitações. Além disso, este meio de comunicação pode
ser utilizado para que os usuários dêem sugestões e/ou façam críticas. Este serviço
é vantajoso, pois o atendimento é realizado de maneira contínua .
b) Levantamento informacional - Este serviço consiste em realizar um
levantamento de documentos informacionais relacionados às necessidades do
usuário quanto a determinados assuntos, uma vez que nem sempre os usuários têm
facilidade em encontrar documentos que sejam relevantes para a sua pesquisa .
Sendo o bibliotecário um profissional da informação que apresenta competências
específicas para o desenvolvimento de tal atividade, o mesmo poderá orientar o
usuários dentre as seguintes premissas: indicação de base de dados virtuais em
diversas áreas do conhecimento, títulos de periódicos online, links de sites que
remetem ao conteúdo original , como por exemplo o Google Books.
c) Normalização de trabalhos acadêmicos - Este serviço trata-se de normalizar
os trabalhos acadêmicos enviados pelos usuários, de acordo com as normas
técnicas da ABNT.
d) Comutação bibliográfica - O Programa de Comutação Bibliográfica (COMUT) é
um serviço oferecido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(IBICT). Através deste serviço é possível a obtenção de cópias de documentos
técnico-científicos disponíveis nos acervos das principais bibliotecas brasileiras e em
(INSTITUTO
BRASILEIRO
DE
serviços
de
informação
internacionais.
INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA, c2012) . No caso do SENAC-Rn, a
unidade de informação poderá orientar o usuário a fazer uso desse serviço;
Assim como o oferecimento de serviços é possível também oferecer produtos,
sendo assim sugerem-se os seguintes produtos que podem ser disponibilizados no
website do Sistema de Bibliotecas do SENAC-RN:
a) Catálogo Online - O catálogo online é um produto que já se encontra em
funcionamento como produto virtual. Através do sistema "em nuvem" a
clientela de usuários utiliza-se de pesquisa, avaliação e até indicação de
material informacional. É possível fazer reservas e renovações , bem como
comentar as obras e os produtos oferecidos pelas bibliotecas.
b) Elaboração de ficha catalográfica - Trata-se da elaboração de uma ficha ,
fazendo a representação descritiva de algum documento, de acordo com as
regras do Código de Catalogação Anglo-Americano (CÓDIGO ... , 2004) . O
usuário solicitaria sua ficha catalográfica através de contato pelo website, e
receberia sua ficha via e-mail, com muito mais comodidade.
c) Links de base de dados de acesso público - Aqui seriam disponibilizados
links que levariam a base de dados, as quais são fontes de fundamental
importância, pois os usuários são levados a conteúdos nunca antes
consultados. Abrindo dessa maneira , novas fontes para sua busca
informacional.
d) Repositório institucional digital - Através de um projeto estruturado, poderá
ser realizado com o auxílio de profissionais de Tecnologia da Informação, e a

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exemplo de outras unidades do SENAC no Brasil, utilizando a submissão de
trabalhos de conclusão de curso em repositório específico, disponibilizando o
documento na íntegra, para que pesquisadores das mais diversas linhas de
pesquisa tenham acesso ao documento, sem que necessariamente,
obtenham o modelo impresso.
Todo o conjunto de produtos e serviços de informação virtual descritos nesta
proposta possui caráter de renovação e reestruturação das atividades hoje
desenvolvidas nas Bibliotecas do SENAC/RN . É permissível relatar que a
implantação destes serviços, será imprescindível para conectar usuários reais e
potenciais à Biblioteca, satisfazendo suas necessidades, sendo uma ferramenta de
uso e compartilhamento entre a comunidade acadêmica , obtendo êxito junto aos
objetivos a que se destina o programa de Pós-Graduação à Distância do
SENAC/RN.

5 Considerações Finais

o cenano contemporâneo mostra que as Unidades de informação vem
adequando-se as transformações da tecnologia , revendo conceitos e repaginando
processos e serviços. Tais serviços são necessários para atender novas demandas
advindas do universo virtual, sanando a necessidade de informações de cunho
acadêmico por meio de produtos e serviços oferecidos pela web.
O SENAC Rio Grande do Norte por meio do Sistema de Bibliotecas, percebe
a necessidade de adequação e reestruturação de seus produtos e serviços, visto a
carência destes pelo meio virtual destinados à população de usuários do Programa
de Pós-Graduação à Distância da instituição.
Dentre as diversas possibilidades utilizadas através das TIC's, os AVA's
tornam realidade o processo denominado ensino-aprendizagem à distância, onde
oferece aos profissionais da informação várias opções no trabalho desenvolvido
junto aos usuários de sua unidade de informação. Entre as opções aqui destaca-se o
Serviço de Referência Virtual (SRV), que trata-se de uma ferramenta eficaz no que
diz respeito a suprir esta demanda de novos usuários. Assim, delinea-se sua
importância, a forma de trabalho e os produtos advindos deste processo. A proposta
de implantação de SRV nas Bibliotecas do SENAC/RN possui caráter sugestivo,
refletindo a possibilidade de melhoria e agregação de valor aos serviços oferecidos
pelas bibliotecas do SENAC no Rio Grande do Norte. É evidente afirmar que os
bibliotecários estejam preparados para atender tais usuários, que como na posição
de mediadores, devem possuir, dentre outras competências, o domínio sobre a
tecnologia para prestar bons serviços e produtos aos seus usuários.
Ao final, é notório embasar as inúmeras praticidades advindas desta nova
metodologia de trabalho, somando tal atividade às anteriores, facilitando a vida
acadêmica do usuário e conectando a biblioteca à sua realidade .

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6 Referências

BRASIL. Decreto nO 5.622 , de 19 de dezembro de 2005 . Regulamenta o art. 80 da
Lei nO 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional. Diário Oficial da União, 20 dez. 2005 . Disponível em:
&lt;http://www.planalto .gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/D5622.htm&gt; .
Acesso em : 21 jun . 2012 .

BRATKOWSKI , Rosangela Haide. Proposta de implantação do serviço de
referência virtual assíncrono na Biblioteca da Escola de Engenharia da UFRGS.
2009. Trabalho de conclusão (Especialização) - Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Porto Alegre, 2009. 1
CD-ROM .

CÓDIGO de Catalogação Anglo Americano. 2. ed . São Paulo: Imprensa Oficial do
Estado de São Paulo, 2004.

EDUCAÇÃO à distância no Brasil. Portal NEaD/UFRR. 2008 . Disponível em :
&lt;http://www.uab.ufrr.br/index.php/sobre-a-ead&gt; . Acesso em : 21 jun. 2012 .

FUJINO , Asa; JACOMINI , Dulcinéia Dilva . Produtos e serviços de informação na
sociedade do conhecimento: da identificação ao uso. In : GIANNASI-KAIMEN, Maria
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compartilhamento da informação: redesenhando acesso, disponibilidade e uso.
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GALVÃO NETO, Sebastião Lopes; SILVA, Eliane Ferreira da. Serviço de referência
virtual : uma análise nas bibliotecas universitárias de Natal. Biblioonline, João
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INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
Programa de Comutação Bibliográfica (Comut). c2012. Disponível em :
&lt;http ://www.ibict.br/informacao-para-ciencia-tecnologia-e-inovacao%20/programade-comutacao-bibliografica-%28comut%29/apresentacao&gt;. Acesso em : 24 abro
2012 .

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Trabalho completo

KOTLER, P. Administração de Marketing: a edição do novo milênio. São Paulo:
Phb, 2000 . Disponível em :
&lt;http ://www.optisol.com .br/supera/apostila1_produto.pdf&gt; . Acesso em : 28 ago. 2011 .

MEIRELLES, Dimária Silva e. O conceito de serviço. Rev. Econ. Polit. v. 26 n.
1, São Paulo, jan./mar. 2006. Disponível em :
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NASCIMENTO JÚNIOR, José Carlos Nóbrega do et aI. Serviço de referência nas
bibliotecas universitárias na cidade de João Pessoa/PB: a prática do bibliotecário
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BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO, GESTÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO,
33,2010, João Pessoa. Anais ... João Pessoa: UFPB, 2010. Disponível em:
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PEREIRA, Alice Theresinha Cybis; SCHMITT, Valdenise; DIAS, Maria Regina
Álvares C. Ambientes virtuais de aprendizagem . In: PEREIRA, Alice Theresinha
Cybis. AVA: Ambientes virtuais de aprendizagem em diferentes contextos. Rio de
Janeiro: Ciência Moderna, 2007.

SERViÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL. Serviço Nacional de
Aprendizagem Comercial : institucional. 2005. Disponível em :
&lt;http ://www.senac.br/cursos/faq .html&gt;. Acesso em : 01 mar. 2012 .

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Relata sobre o serviço de referência virtual, sua importância e aplicabilidade em websites de bibliotecas e centros de informação. Apresenta a importância da disponibilização de produtos e serviços de informação via internet, onde os mesmos se configuram em ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) encontrados no ciberespaço como ferramenta para concretização dos objetivos a que se propõe tal atividade. Conceitua o Ensino à Distância (EaD) através do Decreto 5.622 de 2005 onde o mesmo é regulamentado por bases legais da Educação à Distância no Brasil, através da Lei no 9.394 de 20 de Dezembro de 1996. Objetiva desenvolver a proposta de reestruturação de produtos e serviços de referência on-line no website do Sistema de Bibliotecas SENAC-RN com propósito de padronizar e aumentar a qualidade das produções acadêmicas. Enfoca o SENAC como instituição que promove cursos profissionalizantes, técnicos, livres, educação à distância, além de cursos de graduação e pós-graduação. Delineia brevemente sobre a Pós-Graduação a distância do SENAC Nacional e sua atuação no Rio Grande do Norte. Analisa a necessidade mais ativa das bibliotecas nesse processo para facilitar a vida do usuário no que diz respeito a serviços e produtos oferecidos via Internet. Conceitua o Serviço de Referência Virtual (SRV), enfatizando suas vantagens e ressaltando alguns produtos e serviços de referência on-line que poderão ser oferecidos no website do sistema de Bibliotecas SENAC/RN. Utilizou-se como metodologia a revisão de literatura acerca das temáticas em questão. Ao final, considera-se a contextualidade dos fatos, e a realidade a qual estão inseridas as Bibliotecas do SENAC/RN, uma mola propulsora para a implementação de serviços virtuais, visando a satisfação do usuário e sanando necessidades informacionais da comunidade acadêmica em foco.</text>
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                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
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DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS: O CASO DOS REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS
Aline Vieira do Nascimento', Ana Cristina Gomes Santo~
Mestranda em Ciência da Informação IBICT, Bibliotecária Especialista em Teoria da
Comunicação e da Imagem , Universidade Federal do Ceará , Fortaleza , CE.
2, Mestranda em Ciência da Informação IBICT Bibliotecária ,Especialista em Biblioteca
Universitária, Universidade Federal Rural da Amazônia , Belém , Pa.
1,

Resumo
Reflete a cerca do desenvolvimento de coleções em repositórios
institucionais, com ênfase na biblioteca universitária. Abrange as etapas de seleção,
aquisição, indexação, disseminação, descarte e direitos autorais, bem como ressalta
a importância da elaboração de uma nova política de desenvolvimento que englobe
essa nova fase do gerenciamento da informação que se apresenta a partir do
depósito de materiais digitais em repositórios. Faz algumas reflexões sobre como se
desenvolveu os acervos digitais, sua importância hoje na comunicação científica e
no contexto da biblioteca universitária como um novo suporte para a informação.
Define repositórios institucionais, temáticos e de teses e dissertações, como
surgiram e qual a sua importância para comunidade acadêmico-científica e
sociedade, e conclama as bibliotecas universitárias e o bibliotecário ao novo
contexto que ora se origina.

Palavras-Chave:
Desenvolvimento de
Universitária; Acervo Digital.

Coleções;

Repositório

Institucional;

Biblioteca

Abstract
This paper presents brief reflections about the collection development in
institutional repositories, with emphasis on the university library. It covers the stages
of selection , acquisition, indexing, dissemination, disposition and copyrights, as well
as highlights the importance of drafting a new development policy that embraces this
new phase of information management which is the deposit of materiais in digital
repositories. It makes some reflections on the evolution of the digital collections, its
importance in scientific communication today and in the context of the university
library as a new medium for information. Defines institutional repositories, thematic
and theses and dissertations, and what emerged as its importance for academicscientific community and society, and urges the university libraries and librarians to
the new context that sometimes arises.

Keywords:
Collection Development; Institutional Repository; University Library; Digital
Collection .

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1 Introdução
Biblioteca Universitária tradicionalmente mantenedora de coleções impressas
passa por transformações para atender aos enormes desafios da era da tecnologia
da informação, agregando os espaços digitais ao seu ambiente físico , apoiada nas
tecnologias da informação e comunicação (TICs).
Em sua estrutura é formada por pessoas, serviços, tecnologias da informação
e comunicação, e como ambiente de produção de cultura , precisa consolidar-se
como um organismo social , vivo e atuante, por isso necessita evoluir e acompanhar
as transformações de sua comunidade, para isto, é fundamental o processo de
formação e desenvolvimento de coleções (DC).
A Biblioteca Universitária vive hoje o dilema do compartilhamento dos
recursos informacionais, o limite para o uso das coleções e o próprio limite do
conhecimento recuperável e as TICs que apresentam inusitados caminhos que
permitem a "construção de espaços para colaboração, interação e participação
comunitária", essencial para o DC, dentre outros serviços conforme apontam Puerta ;
Amaral e Gracioso (2010 , p.3).
Neste artigo apresentamos as implicações inerentes ao processo de DC
digitais em Bibliotecas Universitárias, as características intrínsecas dos repositórios
institucionais (RI) objetivando sua contribuição para o desenvolvimento de acervos
em ambientes informacionais integrados à comunidade acadêmica, com a
divulgação e a comunicação cientifica e o acesso a comunidade em geral
contribuindo assim, como parte do retorno dos investimentos públicos.
Apesar de tantas mudanças, as bibliotecas, principalmente as universitárias
continuam , e devem continuar, a exercer seu papel preponderante de participação
do processo educativo da sociedade em seus diferentes níveis e no espaço físico da
biblioteca antes ocupado por estudantes e pesquisadores à procura de informação
em livros e noutros materiais informacionais, vem sendo adaptado para o uso de
redes sem fio , computadores portáteis, material digital, entre outros.

2 Revisão de Literatura
Desenvolvimento de coleções é um assunto bastante abordado na literatura
das bibliotecas, porém literatura sobre o desenvolvimento de coleções em meio
eletrônico ainda é um assunto de trajetória emergente .
Fontes de informações relativas à repositório digital vem crescendo a medida
em que o assunto se torna mais relevante, encontram-se neste meio, relatos e
estudo de casos de instituições que possuem repositórios, muitos destes
desenvolvido em países estrangeiros, como Lynch (2003) , Hunter e Day (2002) e
Crow (2005) que desenvolveram pesquisas do uso dos repositórios em instituições e
do desenvolvimento de coleções em repositórios. Outros realizados no Brasil como
Leite (2009), Weitzel (2002) que também tratam da implantação de repositórios, bem
como da sua importância para a comunicação e informação científica .
Gerenciar coleções é um trabalho que requer um conjunto de parcerias,
principalmente nas bibliotecas universitárias, que passa pela administração da
instituição, pelo usuário que irá utilizar aquela bibliografia até chegar ao seu objetivo,
que é disponibilizar a informação, evitando assim que haja um abarrotamento no
acervo. Para isto se faz necessário uma política de desenvolvimento de coleções.

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Para Vergueiro (1989 , p. 4) esta abordagem é entendida como composto por vários
componentes: "o uso, conhecimento e biblioteconomia". Klaes (1991 , p.48) para
contextualizar o papel da biblioteca universitária como "difusora do conhecimento".
Atualmente as bibliotecas universitárias vêm atualizando seu acervo com
materiais digitais, isso implica que num período não muito distante, as bibliotecas
universitárias terão também como caráter serem bibliotecas digitais universitárias, o
acervo digital segundo Weitzel (2002 p. 65) "possuem duas características que lhes
são fundamentais: a grande capacidade de armazenamento e a facilidade de
manipulação de dados". Para garantir a aplicabilidade e disseminação desse tipo de
acervo, bem como tornar acessível à comunidade as pesquisas científicas
desenvolvidas foram criados os repositórios institucionais que de acordo com Leite
(2010, p. 25)
A adoção e o uso efetivo das funcionalidades de um repositório institucional podem
resultar em uma série de benefícios que são percebidos por diferentes segmentos
dos públicos aos quais é destinado (pesquisadores , administradores acadêmicos,
bibliotecários, chefes de departamentos, a universidade como um todo, á comunidade
científica, entre outros) .

A adesão aos repositórios institucionais em universidades traz ao mesmo
tempo a releitura do desenvolvimento de coleções e a necessidade do
gerenciamento do acervo digital. Um novo olhar que as bibliotecas universitárias
terão como responsabilidade neste momento.

3 Materiais e Métodos

o método utilizado neste trabalho será o dedutivo com a análise de
referências, partindo de leis e teorias que baseiam e conduzem o desenvolvimento
de coleções em bibliotecas e a criação de repositórios institucionais, bem como o
depósito de documentos digitais nesse ambiente.
Após a análise das referências será apresentado um conjunto de observações
a cerca da aquisição, seleção, manutenção e descarte de materiais digitais a serem
inseridos nos repositórios institucionais, bem como o atual papel das bibliotecas
universitárias.
4 Desenvolvimento de coleções nas bibliotecas universitárias

o desenvolvimento de coleções é um processo de planejamento e de tomada
de decisão. É uma das funções básicas da gestão de unidades de informação.
Desenvolver coleções está relacionado com a sistematização e criação de
mecanismos que vão ser estabelecidos para a seleção, aquisição, avaliação e
desbastamento de materiais.
Os fatores que interferem no desenvolvimento de coleções são influenciados
por ações e eventos que acontecem dentro e de fora de uma unidade de
informação, entre outros podemos citar: a estrutura , a organização da unidade,
produção e distribuição de materiais, existência de outras unidades de informação
próximas, comunidade e contexto local, programas e projetos, profissionais
envolvidos no processo e novas tecnologias da informação.
O desenvolvimento de coleções constitui-se em um processo de mediação

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entre materiais de informação e usuanos. Não se trata de um simples processo
técnico ou momento determinante da construção de coleções. Reflete a execução
do papel social atribuído ao bibliotecário que possui a "responsabilidade de gerenciar
coleções" para e com o público (VERGUEIRO, 1989, pA) .
Entre os princípios da Biblioteca Universitária podemos destacar o elo que ela
faz como ponte de acesso para o conhecimento através de sua coleção documental
e dos serviços que ela oferece que deve atender a comunidade acadêmica dentro
do tripé base da academia : ensino, pesquisa e extensão . A Biblioteca Universitária
em todo seu processo histórico vivenciou, entre tantos outros problemas e pontos de
estrangulamento de gestão em seus processos o dilema da seleção de materiais,
isso quando envolvia apenas materiais convencionais: livros e periódicos impressos,
CO e OVO. Hoje na era da sociedade da informação e do conhecimento esse dilema
se expande para o acervo digital e tecnológico.
A Biblioteca Universitária como organização complexa e sob perspectiva
sistêmica, não pode ser caracterizada como uma "organização independente" uma
vez que está subordinada como subsistema maior da Universidade no qual seu
propósito deve ser estabelecido (KLAES , 1991, p. 15-16). Neste sentido a biblioteca
deve manter-se em constante interação com seu laço mantenedor seguindo o
processo cíclico de relação com o ambiente, ou seja, participando ativamente das
mudanças que estão ocorrendo no ambiente interno e externo, dando mais atenção
ao interno, participando dos programas e projetos nos quais a instituição está
empenhada em lograr resultados.
Sendo assim , as coleções das bibliotecas universitárias devem refletir e se
desenvolver de acordo com as necessidades institucionais, baseada não somente
em critérios de custo-benefício, mas também "nas políticas de seleção, aquisição,
avaliação e descarte" levando sempre em consideração o campo de conhecimento
no qual ocorre a seleção, nas características peculiares da clientela que será
atendida e no ambiente onde o serviço de informação vai ser desenvolvido,
Vergueiro (1997, p.102). Tarefa que não é fácil de ser realizada uma vez que os
recursos disponíveis são sempre muito limitados o que força a tomada de decisão
mais para o custo-benefício, neste momento se faz importante a experiência e/ou
atuação do bibliotecário na seleção do material informacional em buscar alternativas
que garantam a satisfação do usuário com o material adquirido, fazendo uso de uma
política de desenvolvimento de coleção que inclua um volume de materiais
relevantes e que darão apoio aos cursos de graduação e pós-graduação e as
demais atividades e serviços de extensão que a instituição oferece à sua
comunidade .
Outro fator muito discutido neste contexto são os estudos bibliométricos de
uso de coleções que tem como principal função apoiar os profissionais para a
tomada de decisão e que merece ser discutido mais profundamente nas bibliotecas
universitárias e os resultados devem ser levado a sério, no entanto este não será
aqui discutido.
4.1 Coleções digitais
As tecnologias da informação e sua adoção nas bibliotecas universitárias com
certeza tem sido um ponto de integração do cliente e o uso da informação, por que
queiramos ou não admitir os novos "instrumentos" da informação disponibilizados

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nas bibliotecas universitárias e nas demais unidades informacionais contribuíram
para a sua divulgação e uso, mas também contribuíram para o aumento de outras
questões a serem inseridas no contexto da seleção e desenvolvimento de coleções
o qual destacamos os documentos eletrônicos. Como enfatiza Weitzel (2002, p.65)
As questões discutidas pela sociedade em torno de sua relação com o
documento eletrônico facilitam a compreensão da importância do processo
de desenvolvimento de coleções para a organização de bibliotecas
analógicas e digitais [ .. .] Não há precedente na história da humanidade de
um formato de registro da informação que ofereça tantos recursos de edição
e recuperação de dados em questão de segundos e, o que é mais
importante, sem a necessidade de deslocar-se fisicamente para obtê-los .

Já passamos da fase em que o medo que as bibliotecas de papel
desaparecessem, muitos foram os fatores que nos mostraram que esses
alardes do século passado, "foram passageiros", como dizia Vergueiro (1997,
p. 95) então devemos acreditar agora que as bibliotecas virtuais serão a única
disponível aos habitantes do século XXI? Como ele previu não passou de
exageros.
A informação digital é a consequência dos avanços das tecnologias de
informação e comunicação que contribuiu para a evolução também dos
suportes de informação, que transforma a seleção, o armazenamento, a
recuperação e o acesso. Como consequência dessa evolução surge às
chamadas "bibliotecas sem paredes" (BENíCIO; SILVA, 2005, p.5),
transformando , portanto a biblioteca, em muitos casos , em bibliotecas hibrida
que tem como característica manter sua coleção tradicional de papel e
também inclui novos componentes digitais como os chamados e-books.
A discussão agora é como selecionar os e-books, e como já anunciava
Vergueiro (1997 , p.102) o elemento complicador dessa análise são os "outros
custos que devem ser incluídos tais como : aquisição e manutenção de
equipamentos, redes de acesso, etc."
Mas esse é só um dos pontos a ser avaliado, outro que tornou-se
imprescindível de avaliação, é a crescente tendência de nossos usuários para o uso
do acesso a documentos eletrônico o que pode causar transtornos aos orçamentos,
por não ser possível adquirir tudo o que é demandado a todo tempo, essa demanda
fora de hora interfere na política de seleção e orçamento disponível que muitas
vezes pela pressão da demanda os gestores são forçados passar a frente listas que
chegaram posteriormente.
O documento digital possui características que indiscutivelmente facilitam o
acesso, tem uso simultâneo de vários usuários a mesma obra , o poder de
condensação de vários materiais em um único ambiente ou no mesmo dispositivo, o
método de busca é mais rápido e eficaz, características fortes que tem peso alto na
tomada de decisão dentro da política de aquisição etc. Em contrapartida tem
como desvantagens ou inconveniência uma leitura lenta e cansativa .
Se considerarmos o poder de compra das bibliotecas universitárias a
nível nacional e público, logo de inicio percebemos os orçamentos apertados
e uma demanda crescente de novas aquisições, seguindo o programa do

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Reuni que estimula a criação de novos cursos e/ou ampliação de novas
turmas, mas os orçamentos são pouco acrescidos tornando praticamente
inviável atender a demanda apresentada , para dar conta de parte desse
problema surgem os consórcios institucionais que estão amenizando a
situação apresentando alguma opção de saída para um dos grandes
problemas do desenvolvimento de coleções surge então a compra
compartilhada por varias unidades informacionais que permite baratear e
adquirir mais itens que serão utilizados por um grupo maior de clientes
interessados minimizando parte dos problemas financeiros.
Drabenstott e Burnan (1997 apud BENíCIO; SILVA, 2005, p.5) já
salientava que o "gerenciamento simultâneo dos vanos formatos
informacionais", será o grande problema do gerenciamento da informação e
podemos dizer que isso também se aplica ao desenvolvimento de coleções na
biblioteca nesta perspectiva digital.
Ainda surge outro problema para as bibliotecas universitárias, o livro é
tombado como patrimônio institucional e há uma grande discussão quanto ao
papel que a biblioteca passa a ter em relação ao e-book como intermediária e
não proprietária dos livros eletrônicos, discussão onde Earp e Komis (2005,
p.156) mencionam como "um problema das bibliotecas" que passa a ver sua
missão como mantenedoras do patrimônio cultural caso aceitasse apenas o
papel de intermediária, e não de proprietária dos livros. Uma vez que são
feitas assinaturas de pacotes que disponibilizam uma senha, eles levantam a
"hipótese de falência dos editores/fornecedores de e-books" ou se deixarem
de fornecer o serviço eles nos deixam uma pergunta como ficaria o acesso
aquela obra? Perguntas como essa ainda continuam sem resposta
satisfatória.
Como salientou (CUNHA, 2010, p.9)
Apesar de tudo ainda é cedo pra prever os efeitos desta mudança sobre a
capacidade da biblioteca universitária para atender as necessidades de
informação de sua clientela , a estabilidade de alguns novos métodos de
acesso e as implicações para o futuro da pesquisa acadêmica. As
bibliotecas , cada vez mais, estão ampliando suas coleções locais com
documentos originais e únicos e, quando possível, digitalizando-os para
prover de forma imediata , o acesso em linha ao texto completo aumentando
sua visibilidade e utilização.

Cunha (2010, p.10) acrescenta uma preocupação que Connawal (2008)
tinha ao dizer que o acesso ao texto completo e não a descoberta das fontes era
"uma questão transcendental para o estudioso". Cunha conclui que em função
dessas questões é "crescente a importância dos repositórios institucionais e as
bibliotecas digitais de teses e dissertações". Tema que será explanado nas próximas
seções.

1 DRABENSTOTT,K.; BURNAN,C .M. Revisão analítica da biblioteca do fututo. Revista
Ciência da
Informação. Brasília,v.26, n.2, p.180-194, jun. 1997.
2 CONNAWAY, Lynn Silipigni. Make room for the millennials. NextSpace, v. 10, p. 18-19, 2008.
Dispon ível em : www.oclc.org/nextspaceI010/research .htm

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5 Repositórios Digitais: contextualizando
Os repositórios digitais surgiram da necessidade que a comunidade científica
teve de expandir a comunicação entre pares, comunidade acadêmica e sociedade,
tornando o acesso livre e transparente no que se refere aos investimentos em
pesquisa e retorno aos gastos do governo.
Foi na Budapest Open Access Initiative, reunião realizada pela Open Society
Institute (OSI), um encontro realizado em 2001 por pesquisadores de todo mundo e
de várias disciplinas, que os cientistas sentiram a necessidade de: 1) tomar uma
atitude em relação ao aumento exorbitante nas assinaturas dos periódicos, e a forma
como são publicados, em que os editores detêm os direitos autorais das
publicações, nem mesmo os próprios pesquisadores tem acesso à publicação; 2) ter
uma forma de dar satisfação à sociedade dos gastos do governo com as pesquisas;
3) dar acesso livre aos textos resultantes de pesquisa científica . De acordo com
Kuramoto (2012) "os participantes representavam muitos pontos de vistas e
experiências de diversas iniciativas em curso que visavam o Acesso Livre".
Nesta reunião foram recomendadas duas formas de publicar com livre
acesso, as vias verde e dourada. A primeira está relacionada a uma política
institucional onde os autores fazem o depósito compulsório nos repositórios
institucionais de toda produção científicas realizadas no âmbito de sua atuação na
instituição, a segunda relaciona-se ao acesso aberto feito pelos próprios editores
das revistas científicas, ou seja, os artigos seriam acessados sem nenhuma
restrição.
De acordo com Leite (2009 , p.17) o acesso aberto significa "permitir a livre
publicação das pesquisas científica, na internet", para cópia , download, leitura,
distribuição, impressão, capturá-los para indexação, fazer uso de links, sempre
respeitando a política de direitos autorais, como resultado impactando e aumentando
o efeito das pesquisas e consequentemente fazendo com que estas pesquisas
sejam mais citadas (Figura 1).

1

1

repositório

citação

Figura 1 - Fluxo da produção cientifica em acesso aberto baseado em Leite (2009)
Fonte: Elaboração própria

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Muitos estudiosos definem repositórios digitais, mas todos trazem em suas
definições a mesma finalidade. Leite (2009, p.21) contextualiza repositório digital no
âmbito do acesso aberto e descreve que são os "vários tipos de aplicações de
provedores de dados", estes são gerenciadores da informação científica e
constituem-se vias de acesso à comunicação científica.
Existem diversos tipos de repositórios, cada um com sua finalidade e voltados
ao ambiente que serão empregados, são eles: 1) Repositório institucional: voltado
para armazenar, divulgar, preservar, organizar o conhecimento gerado numa
instituição, seja ela uma universidade, empresa, escola, etc. Exemplo de repositório
institucional: Universidade Federal do Ceará (UFC) : www.repositorio.ufc.br; 2)
Repositório de teses e dissertações: este é especificamente voltado para
armazenamento e acesso a teses e dissertações. Outro exemplo a ser dado é a
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, também da UFC: www.teses.ufc.br.
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) :
http://bdtd .ibict.br/.
Existem outros tipos de repositórios como o repositório temático que se
destinam a armazenar produções de áreas específicas (E-Lis) e em algumas vezes
acaba se confundindo com o Repositório Institucional, que a partir deste momento
será representado por RI e será mais bem explanado no corpo do trabalho.

5.1 Avaliação e desenvolvimento de coleções em repositórios institucionais
Segundo Crow (2002, p. 4) o RI é um repositório digital pode ser "de qualquer
tipo de coleção de material digital, de propriedade, hospedado, controlado ou
disseminado por uma faculdade ou uma universidade". Neste trabalho, os RI serão
analisados sob o olhar das universidades, que contribuem de forma significativa com
a sociedade através de pesquisas desenvolvidas em seu interior.
Os repositórios são alternativas importantes de desenvolvimento de coleção,
isso porque neles e depositado grande parte da produção científica e intelectual de
uma instituição ou área . No entanto a forma de seleção desse material não é tão
diferente dos demais, porém deverá ter suas peculiaridades, visto que os recursos
informacionais em meio eletrônico também tem a sua forma de entrada e saída, ou
seja, eles também precisam ser avaliados no que tange a sua relevância para o
determinado tipo de público a ser atendido. O bibliotecário deverá levar em conta
neste momento o que é acessível e o que acessável.
Outro ponto a ser levado em consideração é que o material informacional
armazenado no repositório é de acesso livre (open archives), o que deve ser levado
em consideração a política de direitos autorais, como copyright, creative commons e
outros. Neste ponto Lynch (2003) diz que todo material informacional produzido
dentro da instituição é de posse desta instituição. Por isso a biblioteca deve estar
ciente de que essa informação será reproduzida, por estar com livre acesso, porém
isso não significa que haja negligência em relação aos direitos dos autores.
Os repositórios são mais do que um meio de armazenar documentos, são
caracterizados também como um novo suporte de guarda do conhecimento gerado,
dessa forma deve ser considerado um cuidado especial referente à avaliação,
preservação, organização, políticas de acesso e disseminação do conteúdo
selecionado.

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Quanto à seleção do que será inserido no RI , deve se levar em consideração
o público atendido e suas áreas de interesse, bem como o tipo de documento que
será armazenado . Os RI possuem a vantagem de agregar não só documentos
textuais, mas uma gama de outra tipologia documental referente à instituição o qual
está agregado, como por exemplo: folders, cartazes de eventos, material de
disciplinas, teses e dissertações, etc.
No que se refere ao desenvolvimento de coleções em RI, Hunter e Day (2005,
p.2) diz que esta pode ser feita de maneira cooperativa, "In research libraries at
least, there has been an increasing emphasis in recent years on the need for
cooperative collection development", ou seja, uma cooperação entre bibliotecas e/ou
os outros departamentos da instituição. Em determinadas áreas do conhecimento,
alguns documentos podem deixar de ser publicados e se caracterizam como
documento relevante, estes podem fazer parte de uma coleção específica de obras
raras a ser desenvolvida dentro do RI.
Uma questão que deve ser considerada na avaliação e seleção do material
que irá compor o RI são os interesses da própria instituição. Leite (2009 , p. 47) cita
dentre muitos itens necessários para o gerenciamento dos RI, "o conteúdo", e
orienta como critério de seleção a familiaridade com : 1) o material a ser divulgado no
RI ; 2) o direito de propriedade intelectual. E habilidade para: 1) saber o tipo de
material que pode ser depositado; 2) gerenciamento do material embargado e
exclusão dentro do repositório.
Outro ponto relativo à gestão do material informacional no RI é a preocupação
em manter estas informações e garantir à comunidade o acesso a esse material em
longo prazo. Isso acontece sempre que é depositado um material em textos com
links de acesso remoto e o mesmo não pode ser recuperado, o que pode ocasionar
na fragilização do repositório diante da comunidade acadêmica .
Em relação ao descarte, é importante salientar que, uma vez avaliado,
autorizado pelo autor e disponibilizado, um documento não deve ser retirado do RI, a
menos que haja avaliações constantes e constatadas ilegalidades que ocasionem na
retirada do documento e com o consentimento do autor.
Muito deve ser feito na implantação de RI nas instituições e nesse caso, nas
universidades, para que se tenha um resultado eficaz e eficiente no que tange ao
acesso à informação de qualidade e de importância para a comunidade acadêmica.
Não deixando de lado os interesses da instituição.
5.2 A biblioteca universitária e os Ris
Este item foi elaborado com a intenção de contribuir um pouco com a função
dos gestores de bibliotecas universitárias, profissionais da informação, bibliotecários
que atuam na elaboração de políticas de gestão da informação. Mais uma vez as
tecnologias de informação e comunicação (TIC) surgem para solucionar questões
que até então estavam buscando ser solucionadas. Neste caso o progresso da
divulgação científica, que por motivos já citados neste trabalho , estavam sob a
ameaça de se tornarem cada vez mais restritos a quem realmente deveria ter
acesso livre: os pesquisadores, a comunidade acadêmica e a sociedade, para esta
última como forma de estabelecer uma comunicação com o que está sendo
pesquisado pela comunidade científica.
Porém, o desenvolvimento de repositórios institucionais implica em política de

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gestão da informação, política de acesso aos documentos da instituição, política de
preservação e disseminação desse material , e cabe aos bibliotecários atuantes em
bibliotecas universitárias atentar-se ao que é necessário para o desenvolvimento de
um repositório dentro da universidade, estabelecendo novas políticas de
desenvolvimento de coleções, neste caso digital.
A Biblioteca Universitária deverá incorporar o seu papel de guardiã do
conhecimento no que se refere aos cuidados que deverá ter com o material digital
disponibilizado e entender que se torna inadiável sua participação na divulgação e
comunicação da ciência.
O uso de metadados, a indexação bem realizada , a seleção do que será
inserido, o cuidado com o tratamento do documento digital, constitui-se em um
conjunto de requisitos necessários ao fazer bibliotecário voltado ao repositório.
Para Hunter e Day (2005, p.3) a criação de um repositório implica um
"compromisso institucional para o gerenciamento contínuo de tais informações", isso
significa que a biblioteca universitária estará sempre atenta a responsabilidade de
administradora do documento digital da instituição a qual ambos, repositório e
biblioteca, fazem parte.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Tentou-se tratar neste trabalho algumas considerações sobre o
desenvolvimento de coleções digitais nas bibliotecas universitárias através dos
repositórios institucionais, que surgiram sob a expectativa de tornar livre o acesso e
divulgar a pesquisa científica produzida nas instituições de pesquisa , universidades.
O desenvolvimento de coleções dentro das bibliotecas universitárias vem
sendo visto de forma a atender as necessidades dos usuários e da própria biblioteca
no que se refere às coleções impressas ou até mesmo e-books e periódicos
eletrônicos. Porém , o desenvolvimento de coleções digitais ultrapassa o paradigma
de livros e periódicos como componentes de um acervo e requer da biblioteca a
inclusão de outros componentes como: materiais didáticos de aulas, bibliografias
consultadas em aulas, fotografias , programas de TV, pesquisas realizadas, etc.
Para tanto faz-se necessário o desenvolvimento de uma política de gestão da
informação em repositórios institucionais no âmbito da biblioteca universitária,
política esta que abranja todo e qualquer documento que possua relevância para a
comunidade acadêmica e instituição.
Em tal ambiente, os repositórios institucionais, agem de forma a preservar um
produto, trabalho intelectual, da instituição mantenedora, contribuindo para uma
fundamental , embora a longo prazo, mudança na estrutura de comunicação
científica .
Muito deve ser feito, como estudo de usuários para saber o que eles querem
ver e como deve ser visto ou encontrado no repositorio, através de treinamentos e
campanhas de conscientizacao dentro da instituição, para que todos, ao longo do
tempo, tenham o habito de, alem de usar, saber o que deve ser inserido no
repositorio e contribuir para a expansão da comunicaçao e divugação do fazer
ciência .
Quanto a manter o repositório institucional, a biblioteca ou a própria instituição
devem procurar meios de sustentar o RI, visto que o depósito e algo que estara
disponivel por um longo periodo de tempo, isso porque o RI se caracteriza por

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garantir ao documento uma vida longa .
Existem muitas instituições e universidades no Brasil , que fazem uso dos
repositorios, porem ainda e necessário muitas discurssoes a cerca do fazer
repositório e de sua real funcionalidade , junto a isso muitas instituições precisam
apoiar e garantir a perpetuidade dos RI.
Se faz também necessário o entendimento da comunidade acadêmica no
sentido de ser do repositório e esta ter a consciência de sua importância para o
progresso da ciência.

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O futuro das bibliotecas e o desenvolvimento de coleções: perspectivas de

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360

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <description>A name given to the resource</description>
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              <description>The topic of the resource</description>
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Documentação&#13;
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                <text>Reflete a cerca do desenvolvimento de coleções em repositórios institucionais, com ênfase na biblioteca universitária. Abrange as etapas de seleção, aquisição, indexação, disseminação, descarte e direitos autorais, bem como ressalta a importância da elaboração de uma nova política de desenvolvimento que englobe essa nova fase do gerenciamento da informação que se apresenta a partir do depósito de materiais digitais em repositórios. Faz algumas reflexões sobre como se desenvolveu os acervos digitais, sua importância hoje na comunicação científica e no contexto da biblioteca universitária como um novo suporte para a informação. Define repositórios institucionais, temáticos e de teses e dissertações, como surgiram e qual a sua importância para comunidade acadêmico-científica e sociedade, e conclama as bibliotecas universitárias e o bibliotecário ao novo contexto que ora se origina.</text>
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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

METODOLOGIA DE TRABALHO PARA ATUALIZAÇÃO DO
VOCABULÁRIO CONTROLADO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
(USP) DA ÁREA JURíDICA
Cristina Miyuki Narukawa', Fabiana Gulin Longhi Palácio*, Marli I.
de Moraes', Francisco Mariano da Silva", Maria dos Remédios da Silva',
Eleonora Aparecida Sampaio' e Raquel Lima de Matos'.
Bibliotecária , Serviço de Biblioteca e Documentação (SBD)/Faculdade de Direito(USP) , São
Paulo, São Paulo
Técnico de Documentação e Informação, Serviço de Biblioteca e Documentação
(SBD)/Faculdade de Direito(USP) , São Paulo, São Paulo

Resumo
Atualizar um vocabulário controlado requer a adaptação de instrumentos e de
procedimentos, além de exigir criteriosa análise sobre aspectos inerentes à área
estudada. Desse modo, apresentamos a metodologia aplicada na atualização do
Vocabulário Controlado da Universidade de São Paulo (USP) da área jurídica,
apontando algumas questões suscitadas nas discussões em grupo durante a revisão
dos termos da subárea de Direito Civil. Os resultados parciais indicam que a área
jurídica impõe algumas dificuldades pela complexidade de sua linguagem técnica ,
pela característica interdisciplinar de seus conceitos e pelas mudanças conceituais
que acompanham as transformações sociais. Portanto, constatamos a significativa
contribuição da metodologia aplicada e da composição de um grupo de trabalho
heterogêneo no estudo dos termos e ainda a importância da constante atualização
do vocabulário controlado para permitir, dessa forma, efetividade da recuperação da
informação.

Palavras-Chave: Vocabulário Controlado; Direito; Metodologia; Garantia Literária .
Abstract
The update of a controlled vocabulary requires the adaptation of instruments and
procedures, and it also demands a selective analysis on inherent aspects of the
studied area. Thus, we present the methodology applied to update the Controlled
Vocabulary of the University of São Paulo (USP) in the field of Law, pointing some
issues that appeared in the group discussions during the revision of the terms of the
subfield of Civil Law. The partial results indicate that the field of Law imposes some
difficulties to our works due to the complexity of its technical language, the
interdisciplinary character of its concepts and the conceptual transformations that
accompany social changes. Therefore, we noted the significant contribution of the
methodology employed and of the constitution of a heterogeneous work group in the
study of the terms and also the importance of the constant update of the Controlled
Vocabulary in order to enable a effective information retrieval.

Keywords: Controlled Vocabulary; Law, Methodology, Literary Guarantee.

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1 Introdução
Vocabulário controlado é um instrumento de representação da informação
importante no processo de indexação e recuperação da informação, haja vista seu
papel como recurso mediador entre as necessidades informacionais de pessoas e os
conteúdos de informação.
Desse modo, o processo de atualização do vocabulário é essencial para que
este instrumento realmente contemple os conceitos tratados por aqueles que
produzem informação e por usuários, que buscam informação e que, por sua vez,
também se tornam produtores.
A área jurídica está intimamente relacionada ao contexto social e sua
produção, representada em fontes como doutrina, jurisprudência e legislação, sofre
constante atualização em suas abordagens, o que também se reflete no trabalho dos
indexadores. Constata-se a dificuldade em indexar obras jurídicas quando termos
específicos ou novos não constam no vocabulário controlado, o que por outro lado,
tem dificultado a recuperação de temas atuais pelos pesquisadores.
Considerando as características próprias de uma determinada área do
conhecimento, a complexidade que o estudo terminológico impõe e ainda a
necessidade de manter o vocabulário controlado constantemente atualizado, temos
como objetivo relatar a experiência da metodologia aplicada na atualização do
vocabulário controlado da Universidade de São Paulo (USP) da área jurídica,
expondo alguns procedimentos, instrumentos de trabalho e principalmente as
dificuldades enfrentadas, na expectativa de que este trabalho suscite reflexões e
contribua com o desenvolvimento de outros vocabulários controlados.

2 Revisão de Literatura

o controle de vocabulário para fins de recuperação em um sistema de
informação é essencial , pois serve para representar os conteúdos de forma mais
eficaz, uma vez que enfraquece a ocorrência de polissemia, sinonímia, homografia,
orienta as regras de plural e singular, os tipos de traduções, bem como a
determinação de um termo preferido a outro como portador de um único conceito.
Vocabulário controlado para Lancaster (2002 , p. 19) ''[ ... ] un conjunto limitado
de términos que deban utilizarse para representar lãs matérias de lós documentos.
Este vocabulário puede ser una lista de encabezamiento de materias, un esquema
de clasificación, un tesauro o simplesmente una lista 'autorizada' de frases o
palavras clave.".
A teoria que embasa o trabalho de atualização do vocabulário controlado da
área jurídica é o princípio da garantia literária formulado por Wyndham Hulme
(BARITÉ, 2009) para validação dos termos compilados na literatura de especialidade
e sugeridos pelos especialistas, representando , portanto, a comunidade discursiva
do domínio do Direito. Nesse sentido,
La concepción original de la garantia literária, sustentada en la idea
central de que la literatura de un dominio debe ser la fuente de
extracción y validación de la terminologia sim pie y de fácil
comprensión , apoyada en el sentido común, que ofrece una sal ida
metodológica para la difícil tarea de representar el conocimiento de
tal modo que sea accesible para usuarios de todos los nivelos de

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instrucción y con intereses y necesidades muy variadas de
información. (BARITÉ, 2009, p. 15).

Para o autor supramencionado, a documentação de uma especialidade é que
promove a terminologia mais atual, representativa e ajustada a linguagem dos
usuários e que determinados tipos documentais são particularmente idôneos na
tarefa de instituir e socializar nova terminologia, como os documentos de legislação
''[. .. ] facilitan la implantación, el conocimiento y la comprensión social de los
fenómenos y las situaciones conceptualizados y tratados por las leyes, que
corresponden a un espectro muy amplio de conductas y actividades humanas." E
nesse mesmo sentido, dada à frequência de uso, valor estabilizador de ideias, as
obras de referência, os manuais e os textos dos autores mais reconhecidos de uma
área desempenham o mesmo papel dos documentos legislativos (BARITE , 2009 , p.
15-16).
A linguagem é o principal instrumento de comunicação entre os operadores
da área jurídica, sendo o meio pelo qual se desenvolve e se expande. Abrange
conhecimento metodicamente coordenado, contemplando aspectos sociológicos e
interdisciplinares.
Neste sentido, a área jurídica representada no Vocabulário Controlado USP,
segundo Lima , Kobashi e Imperatriz (2002 , p. 225) é :
[...] um instrumento terminológico que foi construído com o objetivo
específico de ser utilizado no Banco de Dados Bibliográficos da USP
- DEDALUS. O Vocabulário abrange as áreas do conhecimento
inerentes às atividades de ensino, pesquisa e extensão da
Universidade de São Paulo.

Como parte integrante do Vocabulário Controlado USP, os
jurídica são utilizados para a indexação dos documentos do acervo
Faculdade de Direito , assim como de outras bibliotecas da USP, e
as diretrizes e metodologias estabelecidas pelo Grupo Gestor
Controlado do SIBi/USP na sua manutenção e revisão,
especificidades da área .

termos da área
da Biblioteca da
segue, portanto,
do Vocabulário
respeitando as

3 Materiais e Métodos
Realizamos pesquisa sobre as metodologias empregadas na elaboração de
vocabulários controlados e verificamos que autores como Rondeau (1984); Tálamo
(1997) ; Moraes e Cristianini (2008); Cervantes (2009), Lima e Lara (2011)
apresentam procedimentos, sugerindo que sejam adaptadas ao contexto da área .
Deste modo, a atualização do vocabulário controlado da área jurídica iniciou a
partir do próprio vocabulário controlado existente e em uso, visando a padronização,
uniformização e consistência dos termos da área, atividade realizada em duas
etapas: identificação e coleta de termos e revisão do vocabulário controlado.
3.1 Identificação e coleta de termos

o Vocabulário Controlado USP da área jurídica já existente no sistema e,
utilizado pelos usuários em suas pesquisas, estava subdividido em:

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CH7611Direito
CH761 .2lDireito administrativo
CH761 .5lDireito civil
CH761.6lDireito comercial
CH761 .7lDireito constitucional
CH761 .7.2IDireito público 1
CH761 .8lDireito do trabalho
CH761.9lDireito econômico
CH761 .1OIDireito eleitoral

CH761 .11lDireito financeiro
CH761 .12lDireito internacional
CH761 .13lDireito militar
CH761 .14lDireito penal
CH761 .15lDireito previdenciário
CH761 .16lDireito processual
CH761 .17lDireito tributário
CH761 .18lDireito urbanístico
CH761 .19lFilosofia do direito

A partir da análise da hierarquia de assuntos existentes, verificou-se a
necessidade de compor uma nova estrutura da área considerando a divisão clássica
do Direito, ou seja, em Direito Público e Direito Privado 2 e estabelecendo a relação
hierárquica de cada uma delas.
Com a nova sistematização das subáreas do Direito, iniciou-se o trabalho de
composição das novas hierarquias delimitadas de acordo com as orientações
encontradas na literatura e com as orientações obtidas em consenso dos docentes
consultados, estabelecendo a seguinte macroestrutura e subdivisões:
CH
CH
CH
CH
CH
CH
CH
CH
CH
CH
CH
CH
CH

761 DIREITO
761 .1 DIREITO PÚBLICO
761.1 .1 Direito Administrativo
761 .1.2 Direito Constitucional
761.1 .3 Direito Econômico
761.1.4 Direito Financeiro
761 .1.5 Direito Penal
761 .1.6 Direito Processual
761 .1.1.6.1 Direito Processual Civil
761 .1.1.6.2 Direito Processual Penal
761.1 .7 Direito da Seguridade Social
761 .1.8 Direito Tributário
761 .1.9 Direito Urbanístico

1 Note-se

CH 761 .2 DIREITO PRIVADO
CH 761 .2.1 Direito Civil
CH 761 .2.2 Direito Comercial
CH 761 .2.3 Direito Romano
CH 761 .2.4 Direito do Trabalho
CH761.3 DIREITOS ESPECIAIS 3
CH761 .3.1 Direito Ambiental
CH761 .3.2 Direito Canônico
CH761 .3.3 Direito do Consumidor
CH761.4 DIREITO INTERNACIONAL
CH 761.4.1 Direito Internacional Público
CH 761.4.2 Direito Internacional Privado
CH761 .5 FILOSOFIA DO DIREITO
CH761 .6 HISTÓRIA DO DIREITO
CH761.7 SOCIOLOGIA DO DIREITO
CH761 .8 TEORIA GERAL DO DIREITO

que a tabela antiga trazia subordinado ao Direito Constitucional, o Direito Público, sendo que
o Direito Constitucional é termo especifico do Direito Público, assim como outros vários ramos do
Direito.
20 Direito Privado e Direito Público são duas grandes divisões dos assuntos jurídicos, que embora
continuem válidas, atualmente é motivo de polêmica entre os especialistas da área jurídica. Na
definição de Maria Helena Diniz, Direito Público, "É aquele que regula as relações em que o Estado
é parte, ou seja, rege a organização e a atividade do Estado considerado em si mesmo (Direito
Constitucional) e suas relações com os particulares, quando procede em razão de seu poder
soberano e atua na tutela do bem coletivo (direitos administrativo, tributário e processual)" e na
definição da mesma autora, Direito Privado "É o que disciplina as relações entre particulares , nas
quais predominam , de modo imediato, interesses de ordem particular, como compra e venda ,
doação, usufruto, casamento, testamento etc." (DINIZ, 1998, v. 2, p. 174-175).
3 A delimitação de Direitos Especiais ainda está em análise e poderá sofrer alteração na cadeia
apresentada até o momento, bem como Direito Internacional que tem hoje essa cadeia em virtude
da quantidade de registros constantes no DEDALUS. O Direito Sanitário está em estudo e se cogita
sua inserção no vocabulário controlado até a finalização da atualização, portanto, não é
apresentada na cadeia acima.

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Nesse sentido, partindo dos termos existentes em cada subárea , realizamos
um levantamento com a identificação e coleta de termos na doutrina, legislação e
considerou-se o conhecimento adquirido na indexação de artigos de periódicos
jurídicos para conferir, adequar ou inserir novos termos, alocando-os na hierarquia
para reestruturar as subáreas.
A etapa seguinte consistiu na seleção dos consultores dos termos,
considerados especialistas, mais precisamente, os docentes da Faculdade de Direito
da USP. Foram selecionados os docentes, considerando sua área de especialidade
e disponibilidade para realizar a revisão.
O vocabulário de cada subárea foi encaminhado aos especialistas com a
orientação quanto aos 1) objetivos da atualização do vocabulário, sua importância
como instrumento de pesquisa para discentes e docentes, 2) procedimentos para
inserir, excluir e alterar termos e 3) a necessidade e forma de elaboração de
relações hierárquicas. Cabe ressaltar que esta etapa de colaboração é importante,
pois considera a indicação de exclusão, inclusão ou substituição de termos,
alteração de relações hierárquicas e delineia o escopo da subárea .
Ao organizarmos os termos das subáreas, em que houve retorno dos
especialistas, em suas respectivas tabelas, verificamos a ocorrência de um mesmo
termo em mais de uma área, não havendo consenso entre os especialistas e,
portanto , tal decisão ficou sob nossa responsabilidade , havendo mais uma vez, a
necessidade de recorremos à literatura para decidir a melhor alocação para o termo
na tabela.

3.2 Revisão do vocabulário controlado jurídico
Com o objetivo de representar a visão de todos os setores da biblioteca no
processo de revisão do vocabulário controlado, em 2012 formou-se um grupo de
trabalho constituido por:
a) duas bibliotecárias do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) que
possuem contato diário com os usuários da biblioteca no atendimento;
b) uma bibliotecária do Serviço de Processos Técnicos (SPT) que realiza
catalogação de livros jurídicos;
c) duas bibliotecárias e um bacharel em Direito do Serviço de Indexação,
Produção Docente e Publicações (SIPP) que realizam indexação de
artigos de periódicos jurídicos, teses e dissertações.
A importância da formação deste grupo está na representação da visão do
bibliotecário indexador, por meio da participação de bibliotecários indexadores; do
usuário, representado pelos bibliotecários de referência e dos profissionais da área,
representado pelo bacharel em Direito.
Dessa forma , iniciamos a revisão da área de Direito Civil e estabelecemos as
fontes de informação para consulta, os procedimentos de validação dos termos e os
procedimentos de registro das decisões em ficha terminológica e quadros:

a) fontes de informação consultadas;
a)

Banco de Dados Bibliográficos da USP (DEDALUS) ;

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b) Dicionários jurídicos;
c)

Legislação;

d) Manuais de Direito;
e) Obras específicas sobre temas jurídicos de autores clássicos;
f)

Vocabulário Controlado Básico do Senado Federal ;

g) Vocabulário Controlado do SIBi/USP.
b) validação dos termos;
A partir do trabalho de identificação e coleta de termos inicialmente realizado
com a participação de especialistas, o grupo realizou a validação dos termos. O
processo de validação consistiu no estudo dos termos sugeridos por especialistas e
os que atualmente constam no vocabulário. Revisamos termo por termo,
confrontando-o com a análise da literatura (fontes de informação consultadas) e para
cada termo houve a discussão em grupo sobre a possibilidade de incluir, excluir ou
alterar a área em que o termo se encontra .
Para decidir se um termo será alterado, excluído ou novo termo incluído, a
discussão em grupo considera como critério a análise da definição do conceito em
dicionários jurídicos; a quantidade e natureza dos registros indexados no DEDALUS ;
como o conceito está representado no vocabulário controlado do Senado Federal e;
análise do conceito na legislação e na doutrina.
Nesse processo também analisamos as relações hierárquicas dos termos e
se há necessidade de mudar o termo de área, uma vez que no Direito existem
muitos termos interdisciplinares, ou seja, muitos conceitos de outras áreas são
tratados no âmbito jurídico.
Os termos que se referem a nomes pessoais, instituições, eventos e títulos
uniformes são organizados em uma lista de autoridades que será posteriormente
elaborada pelo Grupo Gestor do Vocabulário Controlado do SIBilUSP.
Nas ocasiões em que houve dúvidas não esclarecidas com os estudos, consultamos
os especialistas da área jurídica quando se referia à questão conceitual jurídica ou
quando se trata de questão técnica ou conceitual de outra área, o Grupo Gestor do
Vocabulário Controlado do SIBi/USP.
c) registro dos termos.
Ao elaborarmos uma metodologia de trabalho para a revlsao dos termos,
organizamos uma ficha terminológica a partir das orientações de Lima e Lara (2011)
que apresentam os elementos essenciais para controle terminológico e definem a
ficha como:
a) Elemento indispensável para organização de repertórios de
terminologias e geração de dicionários.
b) Registro completo e organizado de informações referentes a um dado
termo.
c) Composta de elementos que validam a informação: transcrição de
trechos do texto-fonte (contextos) , fonte , data.
d) Permite mostrar a correspondência entre conceitos.
e) Serve para registrar e confirmar o uso do termo.

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padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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Cervantes (2009 , p. 151) aponta os componentes de uma ficha terminológica ,
indicando que são de natureza documental (domínio(s) , subdomínio(s), fonte , nome
do autor); terminológica (termo-entrada, nome científico, definição, contexto, entre
outros) e de natureza linguística (categoria gramatical, variante gráfica, termos
remissivos, sinônimos, nota(s), normalização), sendo alguns obrigatórios e outros
facultativos .
Sendo assim , elaboramos a ficha , e outros arquivos com o objetivo de
gerenciar as decisões estabelecidas pelo grupo durante a revisão dos termos.
A ficha terminológica é utilizada para termos que geram dúvidas ou questões
polêmicas quanto ao seu significado, permitindo que seus dados sejam utilizados
para consulta posterior em caso de conflito com outras subáreas do Direito, assim
como a definição do termo inserida no item 'contexto' pode ser utilizada ainda como
nota de escopo para orientar o indexador.
Quadro 1 - Ficha terminológica
FICHA TERMINOLÓGICA
Termo

Contexto

Sinônimo(s)

Será
sempre
judicial a partilha,
se os herdeiros
divergirem , assim
como se algum
deles for incapaz.

Partilha
Judicial

Domínio

Fonte

5, art.
2016,
p.431 4

Variações
do termo

Observa

ções

Direito das
Sucessões

Responsável
pela coleta

Data

Revisão

Grupo de
trabalho

26.01 .20
12

Revisado

Após análise do termo, alguns são transferidos para outra hierarquia ou para
outra subárea do Direito, bem como são substituídos por sinônimo ou pela variação
do termo e são registrados nesta tabela :
Quadro 2 - Termos mudados
TERMOS MUDADOS
Termo

Código original

Sugestão

Código Atual

Ação Discriminatória

CH761.5.1.8.1 .1.1

Ação Discriminatória

CH761.1.1.8.5

Observação

Existem termos de outras áreas que são utilizados na área jurídica, mas como
já constam em outra área do Vocabulário Controlado USP, são apenas indicados
nesta tabela para controle das decisões, justificando a ausência na área jurídica,
assim como se indica o termo superior imediato para facilitar a localização e consulta
desse termo. Existem termos originalmente jurídicos e nesse caso, consultamos o
Grupo Gestor e solicitamos a transferência para área jurídica:

4 BRASIL. Código Civil e legislação em vigor, Theotonio Negrão e José Roberto Ferreira Gouveia. 23.

ed . atualizada até 10 de janeiro de 2004, São Paulo: Saraiva , 2004.

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Quadro 3 - Termos de outras áreas
TERMOS USADOS PELO DIREITO E ALOCADOS EM OUTRAS ÁREAS
Termo

Área Jurídica

Area em que se
encontra o termo

Termo superior imediato

Economia Agrícola

Direito Agrário

Economia

Produção (Economia)

Quando o termo é excluído, este quadro é preenchido com a indicação da
quantidade de registros indexados que constam no DEDALUS e a data de pesquisa :
Quadro 4 - Termos excluídos
TERMOS EXCLUíDOS
Termo

Código

N° registros Dedalus

Data de pesquisa dos registros

Direito de Crítica

CH761 .2.1.2.4

O

13/04/2012

E finalmente, quando é acrescentado um termo ao vocabulário, preenche-se
este quadro:
Quadro 5 - Termos novos
TERMOS NOVOS
Termo

Área Jurídica

Administração de Herança

Direito das Sucessões

Assim, sintetizamos neste esquema a dinâmica das decisões em grupo
durante a análise de cada termo, ressaltando que as etapas descritas anteriormente
ocorrem simultaneamente:

EspeCialistas

Incluir ou manter
com alterações
ou
acréscimos
riCo

Incluir ou manter

Incluir ou manter

Manterem

com deslocamento
de área

com deslocamento
na hierarquia

outra área

"nt:::lC:

Figura 1 - Processo de revisão de um termo

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4 Resultados Parciais
A aplicação da metodologia apresentada na revisão do vocabulário de Direito
Civil nos permitiu levantar alguns aspectos que consideramos relevantes, visto que
foram questões debatidas nas discussões em grupo e evidenciaram as dificuldades
ao tratar do processo de atualização de vocabulários controlados.
Constatamos três aspectos que nortearam as discussões e exigiram a
necessidade de uma pesquisa mais exaustiva : interdisciplinaridade, mudanças
conceituais e estudo de termos novos área jurídica:
4.1lnterdisciplinaridade da área jurídica

A interdisciplinaridade está presente no desenvolvimento científico e,
consequentemente, nos documentos gerados por tal desenvolvimento. Estes
documentos precisam ser tratados visando sua recuperação, o que gera um grande
desafio para os profissionais da Ciência da Informação, pois quando um termo
aparece em duas ou mais áreas, torna-se difícil decidir a qual área ele pertence
devido à interdisciplinaridade dos assuntos. A interdisciplinaridade se apresenta
também na área jurídica, refletindo na representação deste tipo de informação.
Pensando na estrutura hierárquica do Vocabulário Controlado USP na área
jurídica e na categorização dos seus termos, torna-se necessário conhecer o
contexto jurídico para identificar a(s) subárea(s) onde serão inseridos tais termos de
acordo com o seu conceito.
Pelo fato do vocabulário da área jurídica pertencer ao Vocabulário Controlado
USP, precisamos considerar também as outras áreas do conhecimento, pois um
termo jurídico pode estabelecer relações interdisciplinares com outra(s) área(s) e
mesmo que seu conceito seja significativo para o Direito, precisamos considerar a
origem do conceito e sua relevância no vocabulário como um todo.
Como exemplo, o quadro 6 apresenta os termos relacionados à área jurídica,
mas que constam em outra área do Vocabulário Controlado USP, bem como os
analisados no vocabulário da área jurídica que sugerimos a transferência para outra
área, por considerar a área em que o termo é mais utilizado e por considerar que
seu uso no Direito possui concepção diferente:
Quadro 6 - Termos interdisciplinares
Termo

Área do Vocabulário
Controlado USP

Proposta

Relação com

Reforma agrária

Economia

Economia

Direito Agrário

Administração
Esportiva

Esportes

Esportes

Direito Desportivo

Transcrição

Teoria Geral do Direito Civil

Linguística

-

Curadoria

Direito de Família

Artes ou Cultura

-

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4.2Mudanças conceituais;

o Direito é uma área que se configura a partir das mudanças ocorridas na
sociedade e os conceitos que representam os contextos sociais, culturais,
econômicos e políticos apresentam diversas concepções que acompanham essas
mudanças.
Dessa forma , identificamos termos que geraram dúvidas e discussões no que
se refere ao conceito do termo representado em diferentes épocas.
Como exemplo, apresentamos o termo pátrio poder e poder familiar.
Segundo Diniz (2008, p.683) poder familiar é definido como:
Conjunto de direitos e obrigações, quanto à pessoa e aos bens do
filho menor não emancipado, exercido, conjuntamente e em
igualdade de condições, por ambos os pais, para que possam
desempenhar os encargos que a norma jurídica lhes impõe, tendo
em vista o interesse e a proteção do filho.

Enquanto o conceito de pátrio poder é o "poder que era exercido pelo pai ,
com a colaboração da mãe, sobre os filhos menores." (DINIZ, 2008, p. 592)
De acordo com a professora Giselda Maria Fernandes Hironaka, o Código
Civil de 1916 denominava esse instituto de pátrio poder, termo mais duro, que
valorizava mais os interesses dos pais que os de seus filhos. No Código Civil de
2002 , vigente atualmente, a expressão é poder familiar.
Ainda de acordo com a professora Hironaka no Código Civil francês (art.3711) o conceito de poder familiar é definido como "conjunto de direitos e deveres tendo
por finalidade o interesse da criança". Para proteção de sua segurança, saúde,
moralidade, para assegurar sua educação e permitir seu desenvolvimento, em
respeito a sua pessoa. É um regime de cuidado e proteção dos filhos . Os pais são
os defensores legais e os protetores naturais dos filhos, os titulares e depositários
dessa específica autoridade, delegada pela sociedade e pelo Estado.
Para Dias (2010) pátrio poder é um termo que guarda resquícios de uma
sociedade patriarcal em que ao pai é assegurado o direito absoluto sobre a pessoa
dos filhos.
Dessa forma, verificamos que o conceito de poder familiar apresenta um viés
diferente do apresentado na concepção de pátrio poder, tornando necessário um
processo de análise apoiado por pesquisa das concepções históricas e reflexão
sobre as implicações, no modo de pensar do indexador, na representação da
informação, nas necessidades informacionais do usuário, na pesquisa pelo usuário e
principalmente na recuperação da informação.
Outro exemplo analisado foi o conceito de "direito do menor" e "direitos da
criança e do adolescente".
O Código de Menores de 1979 se refere ao termo "direito do menor" que de
acordo com Cavallieri (1978, p. 9) é o "conjunto de normas jurídicas relativas à
definição da situação irregular do menor, seu tratamento e prevenção".
O Código de Menores foi revogado pela Lei nO 8.069, de 13 de julho de 1990,
conhecido como Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), havendo mudança na
concepção do conceito. O termo utilizado passou a ser "direitos da criança e do
adolescente" que segundo Diniz (2008 , p.189) compreende o:

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Complexo de normas para proteção integral da criança até doze
anos, do adolescente entre doze e dezoito e, excepcionalmente, do
menor entre dezoito e vinte e um anos, assegurando-lhes todos os
direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, que deverão ser
respeitados, prioritariamente, não só pela família e pela sociedade
como também pelo Estado [... )

A partir da análise desses conceitos verificamos que a concepção relacionada
ao direito do menor carrega um viés voltado à questão do menor em situação
irregular, como o menor infrator, abandonado ou em situação de ameaça , possuindo
um ponto de vista , entendido por muitos autores como, discriminatório.
O conceito de direitos da criança e do adolescente se relaciona à proteção integral a
toda criança e adolescente independente de sua situação.
Para efeitos de indexação e recuperação de informação a decisão sobre a forma
com que esses conceitos serão representados , suscita muitos pontos de discussão
como: os conceitos podem ser apresentados como remiSSivas, mesmo
apresentando concepções de épocas distintas? Qual o reflexo de uma decisão como
essa na indexação e recuperação de informação? Como garantir precisão conceitual
diante de diversas necessidades de informação?

4.3 Estudo de novos termos.
No caso de alguns termos sugeridos por especialistas em que se constatou
insuficiente discussão e presença do termo na literatura jurídica , decidimos pela não
inclusão neste momento. A exemplo do termo "autoplágio", a decisão de inclusão do
termo não teria respaldo do princípio da garantia literária.

5 Considerações Parciais
O desenvolvimento do trabalho de atualização do vocabulário controlado da
área jurídica nos permitiu observar que o trabalho ganha ao ser realizado por um
grupo heterogêneo, formado por representantes de distintos setores do sistema de
informação e contribuição dos especialistas da área, imprimindo maior riqueza nas
discussões e maior segurança na escolha dos termos, sempre sustentada pela
literatura de especialidade.
Constatamos que esse trabalho não pode ser feito isoladamente,
necessitando averiguação do termo no Vocabulário Controlado da USP como um
todo, além das suas próprias subáreas. Por se tratar de um vocabulário monohierárquico e multidisciplinar, um termo só poderá aparecer uma vez.
As decisões precisam ser documentadas, sobretudo aquelas que envolvem
termos que geram dúvidas ou são excluídos. Isso será útil tanto para a revisão das
subáreas ainda não revisadas , como para consulta futura , nas próximas
atualizações.
Verificamos ainda que a área jurídica está em constante mudança , justamente
porque é sustentada pelas transformações que ocorrem na sociedade. Dessa forma,
as fontes do Direito, como a legislação e doutrina passam a retratar essa realidade,
e a atualização torna-se condição indispensável.

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A linguagem dos operadores do direito, conhecida por sua redação
rebuscada , prolixa , uso de jargões, arcadismos, latinismos e estrangeirismos entre
outros (PASSOS; BARROS, 2009) , e as distintas atribuições conceituais para um
mesmo termo causam dificuldade na decisão.
Tomando por base metodológica o princípio da garantia literária, como
principal método na validação dos termos e somada a visão do especialista-usuário
da área estudada, podemos conjecturar uma boa aceitação por parte da comunidade
jurídica.
Por fim, a atualização do vocabulário controlado em uma área de
especialidade é muito importante, pois é por meio desse instrumento que os
profissionais da informação lançam mão para a representação dos conteúdos
tratados nos sistemas de informação e, por conseguinte, promovem a recuperação
da informação com êxito .
Referências
BARITÉ, M. Garantía literaria y normas para construción de vocabulários
controlados: aspectos epistemológicos y metolodológicos. Sciere, v. 15, n. 2,
jul./dic., p. 13-24,2009.
BRASIL. Código Civil e legislação em vigor. Theotonio Negrão e José Roberto
Ferreira Gouveia . 23 . ed . atualizada até 10 de janeiro de 2004 . São Paulo: Saraiva ,
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CAVALLIERI, Alyrio. Direito do menor. Rio de Janeiro: Biblioteca Jurídica Freitas
Bastos, 1978.
CERVANTES, Brígida Maria Nogueira. A construção de tesauros e a integração
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DIAS , Maria Berenice. Manual de direito das famílias . 6. ed . rev. atual. e ampl. São
Paulo: Editora Revista dos Tribunais, c201 O. 672 p.
DINIZ, Maria Helena. Dicionário jurídico. São Paulo: Saraiva, 1998. 4 v.
DINIZ, Maria Helena. Dicionário jurídico. 3. ed . rev., atual. e aum . São Paulo:
Saraiva , 2008. 4 v.
LANCASTER, F. W. EI control dei vocabulárío em la recuperación de
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LIMA, V. M. ; KOBASHI , N. Y; IMPERATRIZ, I. M. de M. Vocabulário Controlado
USP: desenvolvimento, implantação e gerenciamento. In : INTEGRAR:
CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS, BIBLIOTECAS, CENTROS DE
DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS, 1., 2002 , São Paulo. Textos ... São Paulo: Imprensa
Oficial do Estado, 2002 . p. 225-235 .

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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LIMA, V. M. A. ; LARA, M. L. G. Terminologia e as unidades de conhecimento.
São Paulo: PPGCI-ECA/USP , 2011 . Slides apresentados em aula da disciplina de
Pós-Graduação CBD5283 - Informação e linguagem na contemporaneidade.
MORAES, J. S.; CRISTIANINI, G. M. S. Terminologia de matemática : revisão da
área para o vocabulário controlado da USP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 15.,2008, São Paulo . Anais. São Paulo :
CRUESP , 2008 .
PASSOS, E. ; BARROS, L. V . Fontes de informação para pesquisa em direito.
Brasíliara : Brinquet de Lemos/Livros, 2009.
RONDEAU, G. Introduction à la terminologie. 2. ed. Québec, Canadá : Gaetan
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TÁLAMO, M. de F. G. M. Curso de atualização: elaboração e uso do tesauro. In:
-,-:-:--:-:-_. Lingüística e análise Documentária . [S .I.: s.n.], 1997. (Apostila para uso
didático).

982

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Metodologia de trabalho para atualização do vocabulário controldao da Universidade de São Paulo (USP) da área jurídica.</text>
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                <text>Narukawa, Cristina Miyuki et al.</text>
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                <text>Atualizar um vocabulário controlado requer a adaptação de instrumentos e de procedimentos, além de exigir criteriosa análise sobre aspectos inerentes à área estudada. Desse modo, apresentamos a metodologia aplicada na atualização do Vocabulário Controlado da Universidade de São Paulo (USP) da área jurídica, apontando algumas questões suscitadas nas discussões em grupo durante a revisão dos termos da subárea de Direito Civil. Os resultados parciais indicam que a área jurídica impõe algumas dificuldades pela complexidade de sua linguagem técnica, pela característica interdisciplinar de seus conceitos e pelas mudanças conceituais que acompanham as transformações sociais. Portanto, constatamos a significativa contribuição da metodologia aplicada e da composição de um grupo de trabalho heterogêneo no estudo dos termos e ainda a importância da constante atualização do vocabulário controlado para permitir, dessa forma, efetividade da recuperação da informação.</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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                    <text>Marketing
Trabalho completo

ENDOMARKETING:UMA FERRAMENTA NO PROCESSO DO
SISTEMA DE GESTÃO DA DIVISÃO DE BIBLIOTECA - ESALQ/USP
Thais Cristiane Campos de Moraes 1, Kátia Maria de Andrade Ferraz'l,
Vi/ma SartoZeferino3
1

Bibliotecária, Técnica de Documentação e Informação da Escola Superior de Agricultura Luiz de
Queiroz (ESALQ) da USP
2,

Bibliotecária da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) da USP

3Técnica de Documentação e Informação da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ)
da USP

Resumo
O presente trabalho tem como objetivoapresentar o endomarketing como uma
ferramenta no processo do Sistema de Gestão da Divisão de Biblioteca (DIBD) da
ESALQ/USP. O método utilizado para alcançar o objetivo proposto foi através de
uma pesquisa exploratória aplicada aos funcionários da biblioteca, buscando
identificar e reconhecer a percepção sobre assuntos como: o ambiente de trabalho ,
lideranças, integração, motivação, conhecimento das atividades desenvolvidas,
reconhecimento profissional e forma de comunicação. O resultado demonstrou o
desconhecimento de alguns colegas sobre as atividades realizadas por outras áreas,
a ausência de visibilidade e reconhecimento do trabalho desenvolvido, além de
lacunas na comunicação interna.Assim, foi idealizada, definida e estruturada uma
forma de comunicação sistematizada, justificando a elaboração de um informativo
denominado "Fique por Dentro" para a divulgação das atividades como um meio de
reconhecimento profissional e integração entre os diferentes Processos, Conclui-se
que o informativo valoriza as pessoas, promove as boas práticas e tem sido um
instrumento de gestão.

Palavras-Chave: Endomarketing ; Motivação; Integração; Comunicação.
Abstract
This paper aims to present the endomarketing as a tool in the System
Management Division of the Library (DIBD) ESALQ / USP. The method used to
achieve the proposed objectives was through an exploratory research applied to
library staff, to identify and recognize the perception of such matters as: the work
environment, leadership, integration, motivation, knowledge of activities, professional
recognition and shape communication . The result showed the unawareness of some
colleagues on the activity of other areas, the lack of visibility and recognition of their
work, beyond gaps in internai communication . Therefore was idealized, defined and
structured a systematic form of communication , justifying the development of a
newsletter called "FiqueporDentro" for the dissemination of activities as a means of
professional recognition and integration between different processes. It is concluded

2353

�Marketing
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that the informative values people, promotes good practice and has been a
management tool.

Keywords:Endomarketing ; Motivation; Integration; Communication.

1 Introdução
O presente trabalho tem como objetivo apresentar o endomarketing como
uma ferramenta no processo do Sistema de Gestão da Divisão de Biblioteca (DIBD)
da ESALQ/USP, tendo em vista o contexto de mudanças e do ritmo acelerado da
produção e disseminação da informação, onde a comunicação deve ser o agente
facilitador nesse processo.
A comunicação e a informação são elementos das estratégias de gestão,
essenciais para a operação da instituição e estão intimamente vinculados às formas
de significar, valorar e expressar uma organização. Nesse âmbito a presença de
processos e ações de comunicação não deve ser entendida como complementos da
estratégia organizacional, mas como componentes essenciais na construção de uma
estratégia comum .
Para Bekin (2002) administrar deve ser um processo em que o
desenvolvimento da organização não deixa de lado a participação do indivíduo,
promovendo um estilo dinâmico e democrático através de valores sociais e
humanos, onde, alem de ouvir seus clientes internos, preocupa-se com seu bemestar. Esse modelo chama-se Endomarketing.
O termo endomarketing pode ser entendido como o resultado de uma filosofia
para tratar os relacionamentos do funcionário com a empresa , reforçando a
motivação e a participação, agindo ao nível da cultura organizacional e da
congruência dos interesses (TÓFANI, 2007) .
De acordo com os estudos realizados, "endomarketing" é compreendido
também como uma nova forma de administrar que implica em uma mudança de
cultura e requer uma liderança altamente comprometida. Esse conceito compactua
com a visão e postura da DIBD, cujo sistema de gestão tem como base os valores
humanos.
O processo de mudanças, comum nas organizações, exige a comunicação
com os funcionários, através de instrumentos e ações integradas em um programa
de comunicação interna, com o propósito de mantê-los informados acerca de seus
verdadeiros objetivos. Assim é possível tornar o funcionário um ser comprometido
com a nova postura da empresa, o que significa trabalhar com a verdade e a
transparência em todas as ações empreendidas.
Dentro dessa visão, onde o endomarketing atuacomo um processo educativo,
a DIBD elaborou um informativo interno cujo objetivo foi divulgar as atividades dos
Processos, as inovações implementadas, a capacitação da equipe e os assuntos de
interesse pertinentes à área de atuação, melhorando o processo de comunicação e
subsidiando as pessoas de informações, possibilitando conhecimento para apoiar o
processo de tomada de decisão e promover a motivação a partir do reconhecimento

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dos projetos desenvolvidos pela equipe.
O informativo denominado "Fique por Dentro" se caracteriza por sua
interdisciplinaridade, por ser um instrumento democrático e de integração, que se
consolida através da participação voluntária dos funcionários comprometidos com o
registro e divulgação dos fatos, com a transparência das informações da biblioteca e
com a preservação da memória da DIBD.
As inovações e as melhorias nos Processos muitas vezes são desconhecidas
pelos funcionários de outras áreas e é muito importante que todos tenham
conhecimento e acompanhem o desenvolvimento dos produtos e serviços oferecidos
aos usuários. Todos devem saber o que a biblioteca produz e as atividades de todas
as áreas, o que certamente contribuirá para a valorização dos colegas, para
compreender os objetivos estratégicos, valorizar o ambiente de trabalho, bem como
para "vender" os produtos e serviços aos usuários da biblioteca , seus clientes
externos.
O conhecimento dos valores e da missão da biblioteca atrelada à divulgação
das informações e ao reconhecimento do desempenho da equipe contribui para a
educação dos funcionários e para o fortalecimento da política básica da DIBD, uma
vez que compartilham da mesma visão sobre a organização e de sua gestão.
Educação esta, entendida como orientação e direcionamento com foco na
participação através da energia positiva de todos, utilizando uma forma de
comunicação sistematizada e integrada aos interesses da organização, baseada em
valores humanos.
O grande desafio da DIBD foi proporcionar um clima de confiança e parceria
através da visão compartilhada dos trabalhos e projetos desenvolvidos, promovendo
a dinamização do fluxo de informações através da gestão da comunicação e da
gestão de pessoas. Para isso, buscar uma forma ou instrumento para melhorar a
comunicação, contando com informação direta e transparente permeando entre
todos os níveis da biblioteca e com o apoio de funcionários motivados e participantes
foi fundamental.

2 Revisão de Literatura
A origem da palavra Endomarketing está estruturada na composlçao do
prefixo grego "éndon" (movimento para dentro) com a palavra inglesa Marketing,
cujo significado pode ser entendido como a aplicação e adaptação de técnicas e
princípios de Marketing voltado para o interior da empresa .
Envolve ações de recursos humanos, comunicação e marketing, com vistas a
estabelecer uma interação sinérgica entre os funcionários, promovendo a visão,
missão, valores e objetivos para facilitar a consecução das metas organizacionais.
Nesse paralelo, Dias &amp; Duarte (2010) afirmam que a proposta de ações de
endomarketing deve ser a de criar um ambiente em que o crescimento individual
beneficie o desenvolvimento coletivo na, busca do aprendizado organizacional
contínuo, através do alinhamento estratégico com as diretrizes organizacionais,
enfim, sua política básica .
Esse conceito reafirma a importância do informativo, uma vez que em todos
os seus exemplares há o reforço da missão, visão e valores da biblioteca .

2355

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Brum (1994) aborda que o Endomarketing inicia-se com a definição de
domínios do Marketing e de programas de Qualidade, uma vez que estes programas
exigem a execução de trabalhos em grupo e que o sucesso está condicionado a
uma cultura favorável , um sentimento a ser induzido através de um trabalho de
comunicação. Ressalta ainda a importância da pesquisa de clima como um
instrumento capaz de tornar perceptível a realidade de uma empresa . Aplicado em
forma de questionários, a pesquisa de clima serve como verdadeiro estudo de
gestão.
Outro argumento que valida a criação do informativo como ferramenta
facilitadora no processo de comunicação, esta relacionado ao trabalho de Dias &amp;
Duarte (2010), afirmando que a comunicação interna deve estar em primeiro lugar
em nível de importância, porque os clientes internos são parceiros entre si e quanto
mais bem informados estiverem, mais envolvidos estarão com a missão e com o
negócio da organização. A comunicação interna, segundo os autores amplia a visão
do funcionário dando-lhe um conhecimento sistêmico dos processos.
Nessa mesma direção, Cerqueira (2005) conceitua o endomarketingcomo um
forte componente de comunicação integrada, sendo que o comprometimento com o
desenvolvimento adequado das atividades dos funcionários esta relacionado:
a) a prática dos valores estabelecidos como base da nova cultura;
b) a manutenção de um clima ideal de valorização e reconhecimento das
pessoas;
c) o estabelecimento de canais adequados de comunicação interpessoal,
que permitirão a eliminação de conflitos e insatisfações, que possam
afetar o sistema organizacional ;
d) a melhoria do relacionamento interpessoal;
e) o estabelecimento da administração participativa .
Complementando essa afirmação, Marchiori (2001) diz que as ações da
empresa devem fazer sentido para as pessoas, sendo necessário que encontrem no
processo de comunicação as justificativas para o seu posicionamento e
comprometimento. Assim o cliente interno, sabendo que o seu trabalho representa
no todo da organização, qual a importância das tarefas que realiza, do que produz,
desempenhará com mais eficiência e eficácia as suas atividades.
Partindo desse pressuposto, o informativo reforça a atual gestão valorizando
o potencial humano, os seus conhecimentos, as suas práticas de sucesso e as
inovações implantadas nos distintos setores.
Quanto à motivação no ambiente de trabalho, Bueno (2005) comenta que a
motivação profissional é um fator importante e envolve a dedicação ao trabalho,
questões de conduta , convivência em equipe entre outras implicações da sociedade
grupal. Explica também que o grau de envolvimento / comprometimento do
funcionário depende de fatores como motivação, relações humanas, capacitação e
valorização. Para o autor, essa cadeia de relacionamentos impulsionará todo o ciclo
da organização e todos devem sentir-se satisfeitos em suas atividades.
Este é outro fator englobado pelo informativo e se propõe a melhorar a
qualidade do relacionamento interpessoal dando ênfase a motivação através da

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comunicação, estimulando a capacitação, o relacionamento globalizado entre
funcionários em todos os níveis hierárquicos. Há também o espaço para que
gestores registrem as atividades de suas equipes, uma vez que acompanha todo o
desenvolvimento e a capacitação de sua equipe, bem como das inovações
implantadas em seu processo.
De acordo com Bueno (2005) a força da motivação começa quando todos
sentem que poderão contribuir de forma eficaz e eficiente para o sucesso do objetivo
proposto . Ele afirma também que as organizações buscam desenvolver o potencial
dos funcionários e eles, por sua vez, esperam o reconhecimento do seu trabalho e a
valorização explícita de alguma forma, seja em relação ao salário, promoção até
elogios, demonstração esta de que é notado e de que faz a diferença.
O autor ainda comenta que as variadas práticas administrativas e gerenciais
existem e a mais adequada certamente é aquela, que tem como princípio a
democracia e o envolvimento de todos os membros na tomada de decisões.
Dentro desse contexto , Moreira (s.d.) em seu artigo apresenta recursos do
endomarketing como instrumento de sedimentação do conceito:
a) Jornal Interno: muito útil para uniformizar a linguagem, promover
encontros, difundir idéias, revelar talentos, motivar pessoas, enfim ,
tornar a empresa mais transparente. Este instrumento pode ser
desenvolvido pelas próprias pessoas da empresa , mas há aquelas
que preferem contratar uma assessoria especializada no ramo.
b) Videojornal : um recurso que tem dado um excelente resultado pelo seu
dinamismo e versatilidade. Segue o mesmo princípio do jornal interno,
porém utiliza o recurso do vídeo.
c)

Feira de Negócios: um verdadeiro empreendimento. Esta é, talvez, a
ferramenta mais ousada e a que demanda maior empenho e
criatividade, onde o objetivo é fazer com que as pessoas/áreas
entendam o que é que cada um faz dentro da empresa

A partir dos estudos apresentados, é possível perceber que o informativo
"Fique por Dentro" abre espaço para a transparência das informações, para a
exposição dos fatos e para a integração de todos, contribuindo, e complementando
as atividades organizacionais de gerenciamento.

3 Metodologia
Para a implantação do endomarketingna DIBD , algumas ações foram
realizadas: pesquisa com os funcionários da biblioteca, idealização do projeto
(construção das idéias), integração (trabalho em equipe) e implantação.
Foi utilizada uma metodologia de caráter exploratório, com dados coletados
por meio de uma pesquisa aplicada aos funcionários (clientes internos) para
identificar os pontos fracos ou fragilidades na comunicação interna ou entre os
Processos, bem como para compreender os fatores motivacionais.
A próxima etapa constituiu da tomada de decisão para o desenvolvimento do
projeto de Endomarketing.

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4 Desenvolvimento

O projeto iniciou com uma pesquisa exploratória contendo perguntas abertas,
para identificar e reconhecer a percepção dos funcionários, sobre assuntos como : o
ambiente de trabalho, lideranças, integração, motivação, conhecimento das
atividades desenvolvidas, reconhecimento profissional e forma de comunicação.
A partir da analise das informações, descobriu-se o desconhecimento de
alguns colegas sobre as atividades realizadas por outras áreas e até mesmo
insatisfação, quanto à falta de visibilidade e reconhecimento do trabalho
desenvolvido, além de lacunas na comunicação interna. Tais evidências sinalizaram
que a instituição necessitava de ações internas de endomarketing .
O resultado demonstrou ainda a importância
identificada pelos respondentes como sendo uma
comunicação e focos de conversas desnecessárias,
atualizados dos fatos , mais preparados para atender
divulgar suas próprias atividades.

da comunicação interna,
solução para ruídos de
mantendo os funcionários
o cliente e também para

Assim, foi idealizada, definida e estruturada uma forma de comunicação
sistematizada, justificando a elaboração de um informativo para a divulgação das
atividades como um meio de reconhecimento profissional e integração entre os
diferentes Processos da biblioteca . Um canal de comunicação, com transparência e
clareza das informações, sem riscos de ruídos inerentes à comunicação oral,
inclusive uma forma para descobrir novos talentos. Desse modo, a equipe do
Programa de Educação e o responsável pelo marketing na biblioteca, investiram na
elaboração de um informativo oficial denominado "Fique por Dentro".
Por abranger temas multidisciplinares, a comunicação e a contribuição de
todas as áreas foram fundamental, principalmente considerando a relação de
dependência entre elas, o que fortalece e harmoniza as relações entre as pessoas,
integra a noção de cliente nos processos internos e melhora a qualidade dos
serviços advinda da satisfação pessoal.
A próxima etapa consistiu da caracterização do informativo (Figura 1),de sua
implementação e apresentação à equipe da biblioteca, considerando a padronização
de itens específicos como: periodicidade, formato, numeração, logotipo, matérias,
layout e comissão editorial.

Figura 1 - Caracterização do informativo "Fique por Dentro"

2358

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5 Resultados Finais

Com o objetivo de avaliar o impacto do informativo e para saber se atendeu
às expectativas dos funcionários, uma nova pesquisa (Figura 2) foi realizada. A partir
da análise do resultado, pode-se afirmar que 100% dos respondentes consideraram
o "Fique por Dentro" como um instrumento eficaz de divulgação, atingindo o objetivo
proposto .

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Figura 2 -Avaliação do impacto do informativo

A validação do resultado e a aprovação do informativo tem sido crescente,
podendo ser comprovada tanto pelo envolvimento e participação dos funcionários
(Figura 3) na publicação de matérias, como através dos elogios que vem sendo
publicados no próprio informativo e dos elogios feitos diretamente à equipe pelos
colegas de trabalho, demonstrando que um trabalho cooperativo agrega valor,
aproxima as pessoas e gera bons resultados.

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25

20

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Figura 3 - Número de participação (funcionários) no informativo

o informativo foi considerado como um recurso para a valorização e
reconhecimento do trabalho e como uma possibilidade para descobrir novos
talentos. A comunicação melhorou, a linguagem do sistema de gestão foi reforçada
e os funcionários têm mais um espaço para expor suas idéias.
Outro fator que apresenta que representa o resultado positivo é o crescente
número de matérias divulgadas no "Fique por Dentro" (Figura 4), evidenciando a
integração e a aprovação da equipe.

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Figura 4 - Número de matérias divulgadas no informativo

6 Considerações Finais
Os resultados evidenciaram , um panorama que promove o informativo como
um instrumento eficaz para a melhoria da comunicação interna e de contribuição
para a divulgação e valorização dos serviços com um todo e conseqüentemente,
para o reconhecimento profissional do desempenho da equipe e da biblioteca .
A comunicação interna através do informativo foi avaliada como muito
importante e essencial, por ser a solução para ruídos de comunicação e focos de
conversas desnecessárias, mantendo os funcionários atualizados dos fatos,
preparados para atender ao cliente e para fazer a biblioteca se desenvolver.
O informativo tem sido também um instrumento de gestão, na medida em que
têm identificados, registrados e validados os resultados positivos advindos dos
projetos desenvolvidos e as práticas de sucesso, colaborando para a análise crítica
da biblioteca e para a tomada de algumas decisões.
Os textos publicados valorizam e promovem as boas práticas e o alcance das
metas, sendo capazes de melhorar o desempenho das pessoas e obter um maior
comprometimento da equipe através da motivação do empenho de todos para a
obtenção dos resultados esperados.
A DIBD tem trabalhado com os funcionários de modo que eles sejam mais
ativos no processo comunicativo e de interação com a biblioteca , enfatizando os
valores, as atitudes e a importância da capacitação para o bom desempenho,
empregabilidade e vantagem competitiva . Com isso, eles estão mudando a sua
postura , atuando como informantes e divulgadores de suas experiências
profissionais e até evidenciando a visão pessoal sobre um determinado assunto.

2361

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Trabalho completo

Tal resultado comprova a importância da continuidade e periodicidade deste
informativo como um instrumento de endomarketing, de interação entre os
Processos, de reconhecimento e valorização do trabalho desenvolvido pela equipe
da DIBD.

Referências

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objetivos empresariais dirigida aos gerentes de agências de uma instituição
financeira. 2002. São Paulo. Dissertação (Mestrado em Administração Estratégica
de Empresas) - Centro Universitário Álvares Penteado - Fundação Escola de
Comércio Álvares Penteado. 116p.
BRUM , A. M. Endomarketing como estratégia de gestão: encante seu cliente
Interno. Porto Alegre: L&amp;PM , 1994.
BUENO, S.B.Proposta de gestão de pessoas em unidade de informação
especializada: a força da motivação e suas implicações no processo de gestão de
pessoas. Rev. ACB Biblioteconomia: Santa Catarina, v.10, n.1 , p.124-130,
jan.ldez., 2005 .
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Janeiro Qualitymark. 2005.
DIAS , J.H.C.; DUARTE , E.N .Marketing e endomarketing na biblioteca central da
UFPB:subsídios para uma ação na Divisão de Serviços ao Usuário. Biblionline,
João Pessoa, v. 6, n. 1, p. 25-52, 2010.
MARCHIORI, M. R. Cultura organizacional: conhecimento estratégico no
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Ciências da Comunicação) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
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TÓFANI, F. Marketing internoouendomarketing?2007. Disponível em :
&lt;http://www.mundodomarketing.com .br/materia .asp?codmateria= 1588&gt;. Acesso
em: 20 abr 2012 .

2362

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Documentação&#13;
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O presente trabalho tem como objetivo apresentar o endomarketing como uma ferramenta no processo do Sistema de Gestão da Divisão de Biblioteca (DIBD) da ESALQ/USP. O método utilizado para alcançar o objetivo proposto foi através de uma pesquisa exploratória aplicada aos funcionários da biblioteca, buscando identificar e reconhecer a percepção sobre assuntos como: o ambiente de trabalho, lideranças, integração, motivação, conhecimento das atividades desenvolvidas, reconhecimento profissional e forma de comunicação. O resultado demonstrou o desconhecimento de alguns colegas sobre as atividades realizadas por outras áreas, a ausência de visibilidade e reconhecimento do trabalho desenvolvido, além de lacunas na comunicação interna.Assim, foi idealizada, definida e estruturada uma forma de comunicação sistematizada, justificando a elaboração de um informativo denominado “Fique por Dentro” para a divulgação das atividades como um meio de reconhecimento profissional e integração entre os diferentes Processos. Conclui-se que o informativo valoriza as pessoas, promove as boas práticas e tem sido um instrumento de gestão.</text>
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                    <text>Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

MODELOS DE REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO:
AVALIAÇÃO ESTRUTURAL DOS TESAUROS EM BIOTECNOLOGIA
Sue/y Oliveira Moraes 1
1Mestre em Sociedade e Cultura, Universidade Federal do Amazonas, Manaus, Amazonas

Resumo
Discorre sobre a importância do tesauro como um instrumento de
representação do conhecimento em Sistemas de Recuperação da Informação - SRI. A
pesquisa , de caráter qualitativo, está baseada no método bibliográfico documental e
exploratório-descritivo. Objetivando examinar a composição das linguagens
documentárias presentes nos tesauros supracitados. Analisa os tesauros existentes
na área da biotecnologia do ponto de vista da sua organização estrutural , tendo em
vista a criação de um voltado para a biodiversidade amazônica, levando em conta não
somente a inexistência de um, como também , a dificuldade da indexação,
recuperação e disseminação da informação nessa área de conhecimento. Pretendese que os resultados deste estudo possam subsidiar medidas que contribuam para a
elaboração e manutenção do tesauro em biotecnologia da Amazônia , e dessa forma
favorecer o desenvolvimento da região através de suas riquezas naturais.

Palavras-Chave:
Tesauro ; Linguagem documentária ; Biotecnologia.
Abstract
Discusses the importance of the thesaurus as a tool for knowledge
representation in Information Retrieval Systems - SRI. The research, qualitative, is
based on documentary and bibliographical method exploratory-descriptive. Aiming to
examine the composition of documentary languages present in the thesaurus above .
Analyzes the thesauri in the area of biotechnology in terms of its structural
organization, with a view to creating a facing Amazonian biodiversity, taking into
account not only the absence of one, but also the difficulty of indexing, retrieval and
dissemination of information in this field . It is intended that the results of this study
may support measures that contribute to the development and maintenance of the
thesaurus in biotechnology in the Amazon , and thus promote the development of the
region through its natural resources.

Keywords:
Thesaurus; Language documentary; Biotechnology.

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1 Introdução
No contexto atual há uma sobrecarga de informação sem precedentes. Seja
pela página impressa, pelos meios e suportes eletrônicos, pelo rádio , pela televisão,
ou qualquer outro, o mundo está saturado de informação. Shenk (1997 , p.38) afirma
que ''[. .. ] a sobrecarga de informação emergiu como ameaça genuína [ .. .].
Enfrentamos agora a perspectiva da obesidade de informação".
A palavra informação, originada do termo latino informare , é permeada da
concepção de moldar um material como o oleiro faz com o barro, ou seja , pela
própria morfologia o termo enfatiza que ela é particular e individualmente assimilada,
de modo diferente, por cada um que com ela entra em contato. Com efeito , no
contexto atual, transformar informação em conhecimento implica, dentre outras
exigências, na necessidade de compreender e lidar com os mecanismos de busca e
recuperação existentes não só nos suportes eletrônicos como também nos demais
que, através do emprego da linguagem documentária, reúnem o conteúdo extraído
de vários suportes com a finalidade de permitir a recuperação da informação.
A linguagem documentária, enquanto codificadora e decodificadora, opera no
sentido de construir representações de conteúdos na expectativa de organizar a
informação para garantir sua posterior recuperação.
Lara (2001) afirma que o processo de representação em documentação se
desenvolve a partir da seleção de algumas qualidades (propriedade) que são mais
perceptíveis pelo indivíduo que está a indexar, fruto da segmentação de conteúdos e
Eco (1988 , p.55) complementa afirmando que diante um fenômeno desconhecido
"[00'] reagimos por aproximação, procuramos aquele recorte de conteúdo, já presente
na nossa enciclopédia, que bem ou mal parece prestar contas do novo fato".
Neste sentido, o processo de representação da informação documentária é
permeado por uma linguagem intermediária que opera pelo recorte dos conteúdos
de um dado texto visando organizar para transferir, transferir para permitir a
apropriação da informação. É, portanto, portadora de significados que demandam
por estudos sistematizados de modo a constituir análises que viabilizem a
compreensão de sua construção.
Assim , elegendo a área de biotecnologia pela relevância que ela possui no
contexto regional, este estudo busca examinar os aspectos estruturais e semânticos
dos tesauros dessa área , de modo a compreender a eficácia da linguagem
documentária adotada no processo de comunicação que ela desencadeia quando do
manuseio pelo usuário, que demanda por dominar um código subjetivo estabelecido
pelo indexador.
Deste modo, a comprovação da capacidade de organização do conhecimento
e conseqüente recuperação da informação por estes tesauros poderá contribuir para
a criação e consolidação de mecanismos desta natureza, com uma metodologia de
avaliação clara, pautada em modelos já disseminados internacionalmente, de forma
a beneficiar a geração de elementos que permitam a disseminação de saberes,
através de sua ágil recuperação com fim último de potencializar o desenvolvimento
da região e do uso da biota amazônica .
A biotecnologia é um processo tecnológico que permite a utilização de
material biológico (plantas e animais) para fins industriais. Por ser multidisciplinar,
envolve a aplicação em inúmeros bens e serviços obtidos através dela que favorece
o incremento de áreas como:
Agricultura - adubo composto, pesticidas, silagem , mudas de plantas, plantas
transgênicas, etc.

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Alimentação - pães, queijos, picles, cerveja , vinho, proteínas unicelular,
aditivos, etc.
Química - butanol, acetona , glicerol, ácidos, enzimas, metais, etc.
Eletrônica - biosensores.
Energia - etanol, biogás.
Meio ambiente - recuperação de petróleo, tratamento do lixo, purificação da
água .
Pecuária - embriões.
Fármacos - antibióticos, hormônios e outros produtos farmacêuticos, vacinas,
reagentes e testes para diagnósticos, etc.
Dentre as áreas acima relacionadas, este trabalho se debruçará sobre as de
alimentos e fármacos tendo em vista serem estes campos os que vêm apresentando
maior aplicabilidade quanto ao desenvolvimento de produtos e serviços oriundos da
biodiversidade amazônica .

o trabalho tem como objetivo
Geral
Examinar a composição das linguagens documentárias presentes nos
tesauros em biotecnologia .
•

• Específicos
- Identificar os tesauros existentes na área de biotecnologia , tendo como subárea
alimentos e fármacos;
- Investigar as peculiaridades estruturais de três tesauros em biotecnologia , tendo
como subárea produtos alimentícios e fármacos;
- Comparar a composição estrutural dos tesauros analisados;
- Apontar elementos que favoreçam a geração de um tesauros em biotecnologia
para a Amazônia .

2 Revisão de Literatura
A intensificação das relações sociais, culturais, políticas e econômicas entre
os países, conseqüência do crescente desenvolvimento científico e tecnológico,
conduz a uma demanda cada vez maior por informações produzidas por esta nova
sociedade constituída a partir da chamada globalização. Esse processo tem sido
consolidado pela intensa revolução nas tecnologias de informação e comunicação
que se apresentam em forma de produtos como os telefones, televisão,
computadores, bases e banco de dados sofisticados, etc.
Tal contexto tem favorecido a oferta em grande quantidade de informação
sendo que, tal abundância não é garantia de fácil acesso e absorção dos saberes
disponíveis quer seja pelos problemas ocasionados pelo analfabetismo tecnológico e
digital, quer seja pela ausência de mecanismos que assegurem a sua rápida e eficaz
recuperação.
Para melhor compreensão, neste estudo, informação deve ser entendida
como "[ ... ] conhecimento 1 inscrito (gravado) sob a forma escrita (impressa ou
numérica), oral ou audiovisual" (LE COADIC , 1996, p. 05), independente de qualquer
1 Resultado do ato de conhecer; ato pelo qual o espírito apreende um objeto. Conhecer é ser capaz de
formar a idéia de alguma coisa .

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suporte físico , que segundo Miranda (1996, p.310) "[... ] não depende de registro
material para existir, e, por esse motivo requer novas abordagens teóricas e
metodológicas, novas práticas e novas tecnologias para seu ciclo de vida e
transformação" .
Diante do exposto, um dos meios possíveis de tornar mais democrático o uso
da informação é o desenvolvimento de investigações sistemáticas sobre sua
transferência e relação com a aprendizagem, ou seja, constituir mecanismos de
busca de informação mais eficazes e interativas que implicam no estudo de
vocabulários inter e multidisciplinares e em bases multilingüísticas que permitam a
sua fácil recuperação.
Gonzalez de Gomez (1993) destaca que o efeito globalizador dos mercados e
as tecnologias de informação pressupõem a vigência de uma premissa
epistemológica de máximo alcance, que assegure condições de uniformidade e
padronização lingüística no uso da informação, ou seja , para a autora assegurar o
acesso à informação disponibilizada nos mais variados meios e suportes significa
olhar atentamente para as questões que envolvem o modo como ela é armazenada,
criando padrões seguros para permitir uma eficaz recuperação.
Com base em Guinchat e Menou, (1994), é possível afirmar que a linguagem
documentária é concebida como um instrumento utilizado por um centro ou unidade
de informação para a representação do conteúdo dos documentos. Contudo, o uso
incorreto das linguagens naturais, ou seja aquela que não é padronizada,
prejudicará o tratamento da informação e, conseqüentemente, sua recuperação.
Por ser uma linguagem constituída de parâmetros estáveis e predeterminados
cultural e socialmente, vinculada a características institucionais, uma linguagem
documentária interfere nas formas de organização e disseminação da informação.
Para isso, as linguagens documentárias, ao serem estabelecidas, deverão ir ao
encontro das expectativas e necessidades dos usuários (LANCASTER, 1987).
Ademais, a atualização das linguagens documentárias deve ser uma
constante, devido às mudanças correntes na linguagem natural e na área de
especialidade. Guinchat e Menou (1994) sugerem controlar o emprego da linguagem
registrando-se as dificuldades e soluções encontradas, bem como a ocorrência dos
descritores. Deve-se, além disso, registrar os termos que não aparecem na
linguagem para futura decisão sobre eventual inclusão.
Todavia , embora o uso da terminologia seja crucial para referendar o
processo de construção de linguagens documentárias - e, com isso, possibilitar
melhor representação e recuperação da informação -, ela não garante por si só o
sucesso da comunicação documentária. Isso significa dizer que as hipóteses de
organização de tais linguagens são mais complexas do que poderia parecer
inicialmente, uma vez que a atividade de informar requer, além dos parâmetros de
um sistema conceitual , a observação das necessidades de uso ou recepção da
informação.
Ao contrário da função de dispor e localizar o documento na sua forma física
integral, as linguagens documentá rias - listas de cabeçalhos de assuntos e os
tesauros - orientam a organização intelectual para a desconstrução do texto em
língua natural e sua representação codificada e sintética, constituindo-se em
instrumento de análise semântica e sintática. Visam , portanto, obter, por ocasião das
respostas aos pedidos de informação, um máximo de indicadores relevantes ou
pertinentes e, para tal , de coincidência entre as descrições de autoria do indexador e
as dos usuários.

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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Os tesauros possuem uma característica singular no âmbito das Linguagens
Documentárias que é a organização do seu campo terminológico. Segundo Leska
(1979), o desenvolvimento de terminologias é direcionado à melhor designação para
o significado dos conceitos. Este é, precisamente, o campo onde os tesauros se
identificam com os sistemas conceituais, ou seja, para cada conceito só pode existir
uma representação simbólica, designada por termo ou descritor.
A construção e, conseqüente, avaliação de um tesauro não é tarefa simples,
porém necessária ao bom desenvolvimento da linguagem controlada . Cada
linguagem construída é única, especial para um domínio do conhecimento e,
portanto, passível de ser modificada na mesma medida em que as línguas naturais
evoluem .
A avaliação dos tesauros deve ser uma constante , pois velhos conceitos em
desuso podem ser retomados. Os usuários do sistema de informação para o qual a
linguagem foi construída podem ter novas necessidades de informação, sejam elas
disciplinares ou interdisciplinares. Não importa se o tesauro vai ser gerado manual
ou automaticamente, pois, com certeza, todas essas hipóteses vão estar refletidas
na literatura, que é o ponto de partida para a construção de novas linguagens.

3 Materiais e Métodos
A pesquisa, de caráter qualitativo, está baseada no método bibliográfico
documental e exploratório-descritivo, sendo que buscou-se explorar as seguintes
temáticas: informação, linguagem documentária, tesauros, biotecnologia .

3.1 Universo e amostra
Através de levantamento preliminar na Internet, identificou-se dez tesauros
contendo assuntos como alimentos, bebidas, agricultura, fármacos e outros tantos
relacionados a biotecnologia . Dos tesauros identificados, arrolou-se oito por serem
os mais significativos no que tange a proeminência para a área, sendo desses
eleitos três que compuseram a amostra desta pesquisa .
a) Tesauro Cadeia Alimentar - TCA - organizar informação sobre alimentação e
nutrição. Envolve vários tipos de agentes sociais, tais como: produtor,
distribuidor, especialista no tema, elaborador de políticas públicas,
consumidor e/ou apreciador da boa mesa.
b) Macrothesaurus OECD Chapter Heading - relaciona áreas da agricultura,
indústria, biologia, bioquímica, alimentos, nutrição, fármacos , biotecnologia,
etc.
c) Tesauro de Alimentos e Bebidas HONselect - relaciona exaustivamente a
área de bebidas e alimentos, focos de atuação da biotecnologia.
d) Thesaurus Canadian de Ciência e Tecnologia - cobre exaustivamente a área
de engenharia, construção civil, ciência e tecnologia, dentro dessa última
comporta um item que trabalha com a biotecnologia .
e) Thesaurus EnVoc - vocabulário controlado do sistema INFOTERRA, que
trabalha com informação sobre meio ambiente.
f) Tesauro Alfabético Conceitual - aborda às áreas de agricultura e alimentos.
g) Tesauro do BCDAM - enfoca a área de meio ambiente, em especial a
recuperação de petróleo, tratamento do lixo, purificação da água . Assuntos
tratado dentro da biotecnologia .

952

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

h) Glossário de Biotecnologia para a Agricultura e Alimentação - enfocando a
agricultura e os alimentos com especial atenção à biotecnologia .
Nesta pesquisa , selecionou-se os tesauros de Alimentos e Bebidas
HONselect; o Tesauro Cadeia Alimentícia - TCA e o Glossário de Biotecnologia para
a Agricultura e Alimentação, pela abrangência ampla que eles apontam , por estarem
voltados diretamente para bens e produtos da área de biotecnologia e por
apresentarem os itens selecionados para análise.

Variáveis de análise
Considerando os parâmetros de avaliação dos tesauros expostos na literatura
por Lancaster (1993) e Urdiciain (1998), foram adotadas as seguintes variáveis de
análise para atingir aos objetivos propostos por esta pesquisa :
a) Forma de apresentação - alfabética, sistemática ou gráfica.
• Alfabética - os descritores e os não descritores se agrupam em uma
única seqüência alfabética junto com suas relações.
• Sistemática - estruturado em duas partes. A primeira é a principal,
contém as categorias ou hierarquias e a segunda é a auxiliar, consta de
um índice alfabético que conduz os usuários a seção semântica
correspondente a que pertence o termo.
• Gráfica - os termos se apresentam em forma de gráfico, onde se
associam os termos relacionados.
b) índice e/ou introdução - identificação de instrumento que permita ao usuário
ser auxiliado em relação ao manuseio dos tesauros explicitando suas
características no âmbito de aplicação.
c) Tamanho - levantamento do número de descritores que compõe o tesauro.
d) Tipos de Relacionamento - estabelecimento de comparações por semelhança
e diferenças entre os conceitos, quer seja para defini-los,nomeá-los ou ordenálos.
e) Quantidade de notas esclarecedoras registradas por tesauros - chamadas de
Nota de Escopo, que são utilizadas para indicar o conceito do termo. É indicada
na estrutura por:
o NE - Nota de Escopo
f) Morfologia das palavras - uso que se faz nos tesauros das formas das
palavras, singular ou plural , e se os descritores se expressam por meio de
entradas diretas, sem inversão dos termos, respeitando a ordem natural das
expressões.
g) Idiomas - facilidade para os usuários, pois na utilização dos tesauros pode
selecionar a língua que mais tem afinidade.
Procedimentos de coleta de dados
Após seleção pela Internet, realizou-se a análise individualizada de cada
um considerando as variáveis eleitas. Posteriormente, a partir da análise
individual que priorizou o exame das características consideradas essenciais para
um tesauro com bom nível , efetuou-se a análise comparativa.

4 Resultados Parciais/Finais

953

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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A biotecnologia promove impactos em diversos setores industriais por meio de
técnicas inovadoras e pela promoção de verdadeira revolução no tratamento de
doenças, no uso de novos medicamentos para aplicação humana e animal , na
multiplicação e reprodução de espécies vegetais e animais, no desenvolvimento e
melhoria de alimentos, na utilização sustentável da biodiversidade, na recuperação e
tratamento de resíduos, dentre outras áreas com potencial crescente de aplicação.
Dessa forma, o que se verifica é que muitas instituições de pesquisa estão
produzindo e disponibilizando informações relevantes para contribuir com o
desenvolvimento da área tendo em vista que a pesquisa é ampla e demanda de
largo espaço.
Assim, a grande oferta de informações em biotecnologia associada a
transdisciplinaridade da área, exige que os saberes sejam disponibilizados de forma
ordenada visando favorecer sua localização e recuperação. Isto é possível de ser
observado pela oferta de instrumentos de linguagem controlada que favoreçam a
recuperação da informação.
O quadro 1, a seguir, sintetiza as análises efetuadas no corpus selecionado.

TESAUROS ANALISADOS
VARIÁVEIS SELECIONADAS

Alimentos e
Bebidas
HONselect

Tesauro Cadeia
Alimentícia TCA

Glossário de
Biotecnologia
para a
Agricultura e
Alimentação

Alfabética

Alfabética

Alfabética

índice e/ou introdução

Possui

Possui

Não
encontrado

Tamanho (nO de descritores)

33.000

Não encontrado

+ de 3.000

Tipos de Relacionamento
(equivalência, hierárquicas,
associativas) .

Equivalência,
hierárquicas,
associativas.

Equivalência,
hierárquicas,
associativas.

Equivalência,
hierárquicas,
associativas.

Possui

Possui

Possui

Singular

Singular

Singular

Forma de apresentação
(alfabética, sistemática ou
gráfica)

Notas esclarecedoras

Morfologia das palavras
(singular, plural)

954

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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Idiomas

Espanhol, alemão,
inglês, francês e
espanhol.

..

Português

Arabe,
espanhol,
francês e
inglês .

Quadro 1 - Tesauros avaliados com suas vanavels .
Fonte: Autoria própria.

A partir da análise e interpretação dos dados coletados, pode-se inferir, a
partir das variáveis eleitas, as seguintes considerações.
a) Forma de apresentação (alfabética, sistemática ou gráfica)
Com relação a forma de apresentação dos tesauros analisados, todos os
termos, preferidos ou não-preferidos, estão organizados em uma só seqüência
alfabética. A modalidade alfabética é a forma tradicional de apresentação dos
tesauros. Esta ordem é prática e permite que se localize rapidamente o termo
desejado.
b) índice e/ou introdução
Dois deles, o Alimentos e Bebidas HONselect e o Tesauro Cadeia Alimentícia
- TCA, possuem índice que permite ao usuário ser auxiliado em relação a utilização,
características e aplicação dos mesmos. Contudo, no Glossário de Biotecnologia
para a Agricultura e Alimentação, tal instrumento não foi encontrado. É oportuno
destacar que a existência do índice é de fundamental importância no tesauro pois, é
ele quem vai auxiliar o usuário em relação ao seu manuseio, explicitando suas
características no campo de aplicação.
A prevalência pelo emprego do elemento analisado demonstra que sua
apresentação não deve ser desconsiderada tendo em vista o favorecimento do uso.
c) Tamanho (nO de descritores)
Dos tesauros analisados, o de Alimentos e Bebidas HONselect, é o maior pois
comporta trinta e três mil termos relacionados a área de alimentos, bebidas e saúde .
O segundo é o Glossário de Biotecnologia para a Agricultura e Alimentação com
mais de três mil descritores. No Tesauro Cadeia Alimentícia - TCA não foi encontrado
um número especificado de termos.
Todos os tesauros analisados podem ser enquadrados em relação ao nível de
especificidade como macrotesauros, pois, abrangem uma ampla gama de assuntos
relacionados entre si , de diversas áreas do conhecimento humano.
d) Tipos de Relacionamento (equivalência, hierárquicas, associativas)
Todos os tesauros analisados adotam os três tipos de relacionamentos , o de
equivalência, hierárquico e associativos. Tal condição demonstra que esses
elementos são fundamentais para o bom desenvolvimento e recuperação da
informação por parte dos usuários. São as relações entre os termos que conferem a
um tesauro uma multiplicidade de usos, que vai da função até o auxílio na efetiva
recuperação da informação.
e) Quantidade de notas esclarecedoras registradas por tesauros
Todos os tesauros analisados possuem notas esclarecedoras. As notas
esclarecedoras são instrumentos importantes dentro da estrutura de um tesauros,

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pois, permite ao usuário ter maior clareza de significado em relação ao termo
pesquisado e possibilita ainda relacionar com outros termos.
f) Morfologia das palavras (singular, plural)
Quanto a morfologia das palavras, todos trabalham utilizando termos no
singular. O objetivo principal do tesauro é dar assistência ao usuário (pesquisador ou
indexador) de maneira que ele consiga encontrar o termo que represente um
determinado significado para o que se procura, ou seja , com a ajuda do tesauro, o
usuário no momento da busca poderá identificar termos alternativos, que permitirá
descrever a informação contida no documento de forma mais adequada.
Destaca a recuperação no singular para o termo buscado no plural, o que
representa uma preocupação com a eficiência da recuperação.
g) Idiomas
As línguas representam um subsídio fundamental para a comunicação. Dessa
forma pode-se verificar que o tesauros de Alimentos e Bebidas HONse/ect é o que
mais se destaca pois trabalha com uma diversificação bem ampla, pois se encontra
traduzido para o espanhol, alemão, inglês, francês e espanhol.
Em segundo aparece o Glossário de Biotecnologia para a Agricultura e
Alimentação se encontra em árabe, espanhol , francês e inglês. O idioma árabe
infere surpresa , pois é uma novidade em relação aos tesauros analisados. Já o
Tesauro Cadeia Alimentícia - TCA se apresenta somente na língua portuguesa,
fazendo com que seu acesso seja restrito aqueles usuários que dominem o idioma
em questão. Ainda em relação a língua, os três tesauros analisados podem ser
enquadrados como multilíngues, pois, comportam descritores em mais de um
idioma.
A diversidade de idioma facilita o acesso ao qual o tesauro se propõe uma
vez que está disponível para acesso em rede.

5 Considerações Parciais/Finais
Neste espaço expressa-se , em sua primeira parte, as conclusões obtidas a
partir da coleta de dados realizada em atendimento aos objetivos a que se propôs a
pesquisar. Na segunda parte, registra-se as recomendações para trabalhos futuros
em relação ao tema tesauros e biotecnologia.
O objetivo geral deste estudo se constituiu no exame da composição das
linguagens documentárias presentes nos tesauros em biotecnologia. Em termos
específicos, objetivou-se investigar as peculiaridades estruturais de três tesauros em
biotecnologia, tendo como subárea produtos alimentícios e fármacos ; comparar a
composição estrutural dos tesauros analisados; apontar elementos que favoreçam a
geração de um tesauros em biotecnologia para a Amazônia .
Um trabalho desta natureza não apresenta conclusões fechadas , apenas
evidencia alguns pontos problemáticos, sinaliza possibilidades, prepara para futuras
análises. Com este posicionamento, os dados obtidos, ao longo deste estudo, permite
tecer algumas considerações.
Os sistemas de informações devem ser gerenciados de forma que o seu ciclo
de vida inclua análise, projeto, implementação, evolução operacional, deterioração e
substituição, possibilitando assim a criação de um sistema novo. Entretanto, as
metodologias de sistemas de informação foram desenvolvidas para favorecer uma

956

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abordagem metódica de análise, no qual, o planejamento estratégico de sistemas de
informações seja um componente essencial da organização, e que, uma vez
implantado exigirá manutenção constante.
A análise conceitual vista aqui, diz respeito à interpretação do que o usuário
está a procura, enquanto a tradução é disponibilização para atender as suas
necessidades; pois os termos selecionados do vocabulário do sistema, está na
representação dessa necessidade de informação, que poderá ser considerada uma
estratégia de busca.
Dentre as linguagens controladas, os tesauros constituem um dos meios mais
utilizados para a indexação e recuperação de documentos e/ou informações. Sendo
assim, deve-se verificar se atendem às necessidades atuais de seus clientes
consumidores de informação.
O objetivo principal do tesauro é oferecer assistência ao usuário (pesquisador
ou indexador) de maneira que ele consiga encontrar o termo que represente um
determinado significado para o que se procura, ou seja, com sua ajuda o usuário, no
momento da busca, poderá identificar termos alternativos, que permitirá localizar a
informação contida no documento de forma adequada.
Após o estabelecimento de um sistema de informação e da definição do tipo
de linguagem de recuperação, pode-se considerar que para um bom desempenho, o
tesauro precisa de uma estrutura complexa e estar adaptado ao campo de interesse e
das necessidades dos usuários. Deve permitir alterações necessárias, sem a qual
certas áreas do conhecimento não poderiam ser desenvolvidas com maiores detalhes.
No entanto, caso não exista uma linguagem de recuperação adequada, será
necessário rever o que foi desenvolvido, sem contudo, desprezar o já existente, que
poderá fornecer subsídios para reordenação.
Assim, o volume de informação disponível atualmente , em especial nas áreas
científicas e tecnológicas, fez despertar para a necessidade de normalização e
controle dos vocabulários, principalmente devido ao aparecimento de ambigüidades
terminológicas, o que vem dificultando o rápido acesso à informação armazenada .
Enfim, a importância do tesauro como recurso auxiliar em um sistema de
recuperação da informação, e o grande volume de dados disponibilizados através das
tecnologias da informação faz verificar que esses dados precisam ser tratados de
forma padronizada e com metodologia capaz de facilitar a geração de informações
pertinentes.
Por fim, pretende-se que os resultados deste estudo possam subsidiar
medidas que contribuam para a elaboração e manutenção do tesauro em
biotecnologia da Amazônia , e dessa forma favorecer o desenvolvimento da região
através de suas riquezas naturais.
6 Referências
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Janeiro: Record, 1988.
o

GONZALES DE GOMEZ, M. N. A representação do conhecimento e o conhecimento
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Brasília. V.22, n.3, p.217-222, set.ldez., 1993.
GUINCHAT, Claire; MENOU , Michel. Introdução geral às ciências e técnicas da

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�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

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_ _ _o

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LARA, M. L. G. O unicórnio (o rinoceronte, o ornitorrinco ... ), a análise documentária
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958

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Discorre sobre a importância do tesauro como um instrumento de representação do conhecimento em Sistemas de Recuperação da Informação - SRI. A pesquisa, de caráter qualitativo, está baseada no método bibliográfico documental e exploratório-descritivo. Objetivando examinar a composição das linguagens documentárias presentes nos tesauros supracitados. Analisa os tesauros existentes na área da biotecnologia do ponto de vista da sua organização estrutural, tendo em vista a criação de um voltado para a biodiversidade amazônica, levando em conta não somente a inexistência de um, como também, a dificuldade da indexação, recuperação e disseminação da informação nessa área de conhecimento. Pretende- se que os resultados deste estudo possam subsidiar medidas que contribuam para a elaboração e manutenção do tesauro em biotecnologia da Amazônia, e dessa forma favorecer o desenvolvimento da região através de suas riquezas naturais.</text>
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                    <text>Gestão de pessoas
Trabalho completo

o PAPEL DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA NOS PROJETOS
POLíTICO-PEDAGÓGICOS DOS CURSOS DE BIBLIOTECONOMIA
BRASILEIROS
Marielle Barros de Moraes 1, Giseli Adornato de Aguiar, André Luiz
de Souza Britto3
1 Mestranda , Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Escola de
Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, PPGCI/ECAlUSP , São Paulo, SP . Bacharela em
Biblioteconomia pela Universidade Federal do Ceará-UFC- Fortaleza-Ceará. Bolsista CAPES .
2Mestranda , Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Escola de
Comunicações e Artes , Universidade de São Paulo, PPGCI/ECAlUSP , São Paulo, SP
3Mestrando, Programa de Mestrado Profissional em Computação Aplicada (MPCOMP) ,
Universidade Estadual do Ceará (UECE) , Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCECE)- Fortaleza-CE, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
A biblioteca universitária, no contexto da Sociedade da Informação, apresenta-se
como um verdadeiro laboratório para a formação dos futuros profissionais
mediadores de informação. Diante desse quadro, pretende-se verificar como os
projetos políticos-pedagógicos dos cursos de Biblioteconomia brasileiros abordam a
temática das bibliotecas universitárias em seus conteúdos. Para tanto, realizou-se
uma pesquisa exploratório-bibliográfica acerca da temática da Biblioteca
Universitária e da Sociedade da Informação. Já a pesquisa empírica baseou-se nos
Projetos Pedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia da UFPA, UFSC, UNB, USP e
UFC. Para a análise dos dados optou-se pelo método de análise de conteúdo,
juntamente, com uma análise comparativa entre os currículos. Percebe-se que, com
exceção da UFC, os projetos políticos-pedagógicos e os currículos da UFPA, UFSC,
UNB e USP não contemplam a biblioteca universitária como laboratório para a
formação de seus alunos.
Palavras-Chave:
Biblioteca
Universitária,
Biblioteconomia, Formação Profissional.

Projeto

Político-Pedagógico,

Abstract
The academic library, in the context of the Information Society, presents itself as a
real laboratory for the training of the future mediators professionals of the
information. Given this situation , we intend to examine how the political-pedagogical
projects of Brazilian librarianship courses addressing the topic of academic libraries
in their content. To this end , we carried out an exploratory-literature research on the
subject of the Academic Library and Information Society. The empirical research was
based on the Pedagogical Projects of Librarianship Courses of the UFPA, UFSC,
UNB, USP and UFC. For data analysis, we choosed the method of content analysis,
together with a comparative analysis of the curriculum . It is noticed that, except for
the UFC, the political-pedagogical projects and curriculum of the UFPA, UFSC, UNB

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Trabalho completo

and USP does not include the academic library as a laboratory for the education of
its students.

Keywords: Academic
Vocational Training .

Library,

Political-Pedagogical

Project,

Librarianship,

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca Universitária, assim como outras instituições sociais, passou por
transformações em seu papel na sociedade, principalmente, a partir das novas
demandas por alterações nas formações dos vários cursos universitários brasileiros.
Essas mudanças são referentes não apenas à inserção das Tecnologias de
Informação e de Comunicação (TIC's) nos ambientes biblioteconômicos, mas
também , das novas demandas de produtos e serviços que, senão criados, foram
customizados a partir do advento do que se convencionou denominar de Sociedade
da Informação, a qual é baseada em redes de informação, de comunicação e de
conhecimentos. Podemos citar como alguns exemplos dessas mudanças o setor do
serviço de referência , o qual vem passando a ser realizado no formato digital; outro
exemplo é o setor de empréstimo, o qual também vem sendo realizado de forma
cooperada entre as bibliotecas e, basta o usuário reservar remotamente o item
desejado, para que ele tenha acesso ao material. Além das mudanças nos serviços
já existentes, as bibliotecas universitárias também passaram a se apropriar das
novas mídias digitais em seus ambientes, tais como os blogs, e-mails, websites,
dentre outros dispositivos técnico-informacionais, os quais se apresentam como
ferramentas úteis para uma maior interação entre bibliotecas, bibliotecários e
leitores.
Diante do contexto supraesboçado, no qual estão presentes as bibliotecas
universitárias enquanto parte integrante, também, dos Projetos Político-Pedagógicos
dos Cursos Universitários, em especial, dos Cursos de Biblioteconomia
(independentemente de sua denominação no âmbito das universidades),
percebemos que ela se apresenta tanto como suporte curricular, quanto como
verdadeiro laboratório para a formação dos futuros profissionais mediadores de
informação. Portanto, a questão que norteia nossa discussão é a seguinte: como se
apresentam os conteúdos relativos à biblioteca universitária nos projetos políticopedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia no Brasil , especificamente, na
Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC), Universidade de Brasília (UNB), Universidade de São Paulo (USP) e
Universidade Federal do Ceará (UFC)? Na realidade, pretendemos observar como
os projetos político-pedagógicos dos cursos de Biblioteconomia brasileiros abordam
a temática das bibliotecas universitárias, ou seja , se apenas como mais um
conteúdo, ou inserindo a biblioteca universitária como um laboratório para a práxis
dos alunos.
Este tema é de fundamental importância à medida que, desde 2001 ,_após o
lançamento das Novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN's), houve alterações
nos currículos dos cursos de nível superior no Brasil, dentre eles, o curso de
Biblioteconomia. Portanto, numa tentativa de encontrar algumas pistas analíticas
que nos possibilitem vislumbrar possíveis caminhos de respostas às nossas
indagações, perseguimos o seguinte objetivo geral: analisar os projetos político-

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�Gestão de pessoas
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pedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia da UFPA, UFSC, UNB, USP e UFC no
que concerne à utilização da biblioteca universitària como laboratório de apoio aos
alunos da graduação. E como objetivos específicos: investigar como se apresentam
os conteúdos relativos à biblioteca universitária nos pPP's dos cursos de
Biblioteconomia no Brasil; estudar a biblioteca universitária enquanto um laboratório
para os alunos dos cursos de Biblioteconomia.

2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 A Sociedade da Informação e a Biblioteca Universitária

Tanto Burke (2003) como Le Coadic (2004) e Capurro &amp; Hjorland (2007),
referem-se ao período, a sociedade ou a era em que vivemos hoje como, "era da
informação" ou "sociedade da informação" em seus textos. Isso acontece porque , na
sociedade atual, todas as atividades estão baseadas e organizadas em torno de
processos centrados na informação e no conhecimento.
Para Takahashi (2000, p. 3) a ''[. .. ] sociedade da informação é uma nova era
em que a informação flui a velocidades e em quantidades há apenas poucos anos
inimagináveis, assumindo valores sociais e econômicos fundamentais." A
emergência dessa nova sociedade tem ligação direta com as TIC's e a economia
globalizada. Ambos os fatores são essenciais para a caracterização dessa nova
ordem centrada na informação. As TIC's porque fornecem a infraestrutura e o
suporte necessário para que a informação se espalhe rapidamente, sem barreiras de
tempo e espaço. Já a globalização se caracteriza pela expansão dos fluxos de
informações, pela aceleração das transações comerciais envolvendo mercadorias,
capitais e aplicações financeiras que ultrapassam as fronteiras nacionais; ela tem
como proposta a abertura de mercados e a igualdade de oportunidades para todos,
diminuindo as desigualdades sociais, porém, isso só ocorre se todos forem
competitivos e possuírem mão de obra qualificada, ou seja, é necessário investir em
educação, pesquisa e tecnologia (MIYAMOTO, 2002).
Nesse contexto, a educação, em quaisquer níveis, é essencial, pois, é por
meio dela que a nova sociedade se viabiliza e as pessoas adquirem condições de se
prepararem para enfrentar os desafios que a Sociedade da Informação impõe.
Dessa forma , o acesso à instrução superior se torna condição sine qua non
para a efetivação da Sociedade da Informação (BELL, 1977). Diante disso, a
universidade tem papel fundamental para o êxito dessa nova sociedade, cabendo a
ela, juntamente com as demais entidades educacionais, a formação de recursos
humanos e a construção da indispensável base científico-tecnológica responsável
pelo desenvolvimento social e econômico. (TAKAHASHI, 2000, p. 11).
Sendo a educação superior a principal condição para a efetivação da
Sociedade da Informação, então, a biblioteca universitária também se torna parte
interagente nesse processo . Por sua vez, a Sociedade da Informação agrega valor
as funções e à atuação da biblioteca universitária, pois, sendo responsável pelo
suporte ao ensino, pesquisa e extensão, ela contribui para as pessoas
desenvolverem suas potencialidades e tornarem-se agentes ativo na sociedade. Em
relação à biblioteca universitária, Cunha e Cavalcanti (2008, p. 53) a definem como
aquela ''[. .. ] que é mantida por uma instituição de ensino superior e que atende às
necessidades de informação dos corpos docente, discente e administrativo, tanto
para apoiar as atividades de ensino, quanto de pesquisa e extensão".

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Na sociedade contemporânea , com a introdução das TIC's, as bibliotecas
passam a ter seus serviços automatizados, atendimento on-line, obras digitalizadas,
acesso a catálogos bibliográficos e bases de dados on-line, serviços de comutação
entre bibliotecas, documentos em formato eletrônico (MORIGI ; SOUTO, 2005),
trabalhos cooperativos em rede, novas formas de comunicação baseada na
tecnologia digital (e-mail e ferramentas de redes sociais) , dentre outras mudanças.
Assim , a incorporação das TICs nos ambientes das bibliotecas nos conduz a uma
nova biblioteca universitária, a qual, conforme Ferreira (2012, p. 11) comenta, "mais
do que um espaço que armazena livros e outros materiais, é, agora , uma instância
onde ideias são compartilhadas e a aprendizagem é fomentada, bem como novos
conhecimentos são produzidos".
Portanto, a partir das novas configurações que a sociedade vem passando até
o presente momento, as bibliotecas universitárias não ficaram alheias às
transformações socioeducacionais e tecnológicas e passaram a adaptar seus
serviços às necessidades educacionais de uma sociedade que passa cada vez mais
a atuar em rede e remotamente. As bibliotecas universitárias são instituições sociais
e, por isso, mutáveis, assim, torna-se necessário que os projetos pedagógicos dos
cursos de Biblioteconomia do Brasil aproveitem todas as potencialidades e
abarquem novas visões e usos desses espaços.
2.2 As Bibliotecas Universitárias e os Impactos Tecnológicos

A partir da 3a Revolução Industrial, a estrutura do mercado de bens e serviços
passou a ter como principal fator de produção o conhecimento e as organizações
passaram a depender da transformação da informação em sua cadeia produtiva .
Segundo Castells (2012, p. 71) "a substituição do esforço manual pelo conhecimento
como fonte de produção no trabalho é a maior mudança na história do trabalho, que
é, evidentemente, um processo tão antigo quanto a própria humanidade."
Com o início desta série de transformações, o papel da ciência em relação ao
da tecnologia mudou, estabelecendo um processo evolutivo na universidade no
sentindo de adequar a formação do novo perfil demandado pelo mercado, o que, na
realidade gera uma série de discussões acerca de quem a universidade deveria
servir, se aos interesses do mercado, ou da sociedade como um todo . Neste
contexto, a ciência passou a ter seus métodos científicos aplicados à metodologia de
pesquisa tecnológica, representando o que Drucker (2012, p. 160) afirma ser a
"[... ]união da ciência à tecnologia, não uma união entre ciência e tecnologia [... ]",
sendo denominada de revolução tecnológica .
A universidade, ao perceber este novo paradigma, se reestruturou objetivando
atender a demanda por um moderno perfil de profissional sendo considerado um
elemento chave na formação de profissionais com foco na dinâmica do mercado: a
competitividade. Da mesma forma , a Biblioteca Universitária, parte fundamental de
sua estrutura , teve seu papel readequado ao novo escopo com um diferente grau de
complexidade promovida pela revolução tecnológica .
A questão da tecnologia e seus consequentes impactos em Bibliotecas
Universitárias teve seu início com a transformação da necessidade por informação
em uma sistematização do conhecimento. Este processo foi promovido, em especial,
por um novo tipo de necessidade informacional com maior nível de exigência e
expectativa . Os produtos e serviços oferecidos por bibliotecas universitárias já não

2479

�Gestão de pessoas
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atendiam às expectativas dos usuários, passando a ser necessário que se tivesse
mais acesso à informação de melhor qualidade e em menor tempo .
Com a entrada da lógica do mercado na dinâmica das universidades e, em
consequência , na Biblioteca Universitária, os novos perfis de profissionais passaram
a carecer de uma dinâmica diferenciada de mediação da informação. Com a ampla
difusão das TIC's as bibliotecas passaram a modificar e a criar novos produtos e
serviços para atender às necessidades informacionais dos usuários. Neste contexto,
as bibliotecas, ao perceberem este novo paradigma , passaram a desempenhar um
papel pós-custodial , onde a acumulação de materiais não representava mais
qualidade, mas sim, o tratamento dado à informação contida nos mesmos. A
Biblioteca Universitária, em decorrência destas mudanças, passou a ter um papel
mais participativo na universidade e esta , por sua vez, passou a melhor
corresponder às novas expectativas sociais.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
A fim de alcançarmos os objetivos propostos neste trabalho , apoiamo-nos na
pesquisa exploratório-bibliográfica, utilizando livros e artigos de periódicos,
recolhidos na Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de
São Paulo e no Portal de Periódicos CAPES. De posse da literatura, passamos para
a pesquisa empírica nos Projetos Pedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia da
UFPA, UFSC, UNB, USP e UFC, materiais enviados por e-mail pelos coordenadores
dos cursos, ou recolhidos na internet, como o currículo da UFSC.
Para a análise dos dados utilizamos a análise de conteúdo, a qual, segundo
Berelson 1 (apud BARDIN, 2011 , p. 24) U[oo .] é uma técnica [mas também um método]
de investigação que tem por finalidade a descrição objetiva , sistemática e
quantitativa do conteúdo manifesto da comunicação [... l". A análise de conteúdo foi
realizada nos Projetos Político-Pedagógicos dos Cursos em questão. Também
realizamos uma análise comparativa entre os cinco Projetos Político-Pedagógicos
em lide. Em relação à metodologia comparativa , trata-se de uma técnica que
precede da Sociologia Histórica e da Educação Comparada . O emprego da
comparação em Educação representa um importante instrumento analítico que
possibilita resgatar a heterogeneidade, a singularidade e a complexidade dos
processos educativos, incluindo a construção, manutenção ou a reformulação dos
currículos das diversas áreas. Esse método, conforme o próprio título sugere,
permite realizar comparações com finalidades de verificar semelhanças e diferenças
nas identidades dos conhecimentos. E é exatamente esta a questão que se coloca
na base da elaboração deste trabalho. Podemos dizer, ainda, que este procedimento
analítico relaciona-se ao contexto das análises de conteúdo (BAUER; GASKELL,
2002).

4 RESULTADOS FINAIS
Inicialmente analisamos o Projeto Pedagógico do Curso de Biblioteconomia
da Universidade Federal do Pará e percebemos que o mesmo visualiza a biblioteca
universitária como um laboratório para a formação dos seus alunos. Esta afirmação
pode ser corroborada a partir do seguinte fragmento: para o exercício prático da
1

BERELSON, B. Content Analysis in Communica tion Research. Glencoe: Free Prees, 1952.

2480

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

profissão O espaço privilegiado será o Sistema de Bibliotecas da UFPA, mas, se
houver necessidade, serão estabelecidos convênios com outras instituições,
previamente avaliadas, para segurança quanto aos requisitos mínimos para a prática
profissional. Embora ela afirme de forma explícita que a biblioteca universitária será
utilizada como laboratório para os alunos, por outro lado, não percebemos em seu
Projeto Político-Pedagógico, em nenhum momento, iniciativas outras no próprio PPP
que indicasse a utilização da Biblioteca Universitária como uma espécie de
laboratório por parte dos alunos. Seria interessante que as bibliotecas universitárias
participassem , de fato, do processo formativo dos alunos em quaisquer de suas
fases de formação , ou seja , como um verdadeiro laboratório para as disciplinas e
para o processo formativo, intelectual e profissional desses alunos, haja vista que
esse ambiente não será apenas utilizado como ambiente de ensino-aprendizado,
mas também, como um ambiente praxiológico dos alunos de Biblioteconomia.
Percebendo a Biblioteca Universitária como um laboratório na sociedade da
informação, seria interessante que esta biblioteca não estivesse presente na vida
dos leitores apenas no seu formato analógico , mas também no seu formato digital.
Portanto, no atual contexto social, em que as Tecnologias de Informação e de
Comunicação passam a exercer um papel coadjuvante na formação dos futuros
profissionais e, no caso da Biblioteconomia, passam a ser, também , insumos de
trabalho, a BU poderá atuar de forma mais efetiva nos currículos desses cursos
como forma de os alunos passarem a vislumbrar novos espaços de atuação e as
novas tecnologias têm esse potencial.
No caso do currículo do Curso de Biblioteconomia da UFPA afirmamos que a
biblioteca universitária não é vista como um laboratório de formação dos alunos
porque o texto do PPP só afirma a utilização da biblioteca como ambiente
praxiológico na disciplina de Estágio Supervisionado. Todavia , a maior parte das
disciplinas deste curso poderão ter em seus programa alguma parte do seu
desenvolvimento nas bibliotecas universitárias de cada instituição, não para o ensino
das disciplinas da área de Gestão ou de Organização da Informação, pois as
bibliotecas-laboratórios já cumprem essa função, mas para que além das
bibliotecas-laboratórios dos cursos, os alunos tenham contato com os bibliotecários
das BU's na práxis mais efetiva da profissão ; o que aliás é de grande importância,
pois é nesse momento em que há a troca de saberes entre os alunos e os
profissionais da área.
Já em relação ao currículo do Curso de Biblioteconomia da UFSC,
percebemos que as bibliotecas do Centro de Ciências da Educação e a Biblioteca
Universitária são utilizadas como forma de apoio ao curso de Biblioteconomia e que
é necessário que haja a articulação dos Sistemas de Bibliotecas da UFSC com o
Curso de Biblioteconomia. No entanto, não deixa clara qual a forma de articulação
do curso com o sistema de bibliotecas da universidade. A BU pode ser utilizada
apenas como forma de os alunos buscarem os materiais de informação, como
também, para exercitar os conhecimentos adquiridos em sala de aula, todavia, para
tanto, é necessário um maior diálogo dos sistemas de bibliotecas universitárias com
os Cursos de Biblioteconomia. Portanto, percebemos neste currículo que cita a
Biblioteca Universitária, mas de uma forma bastante tímida e sem grandes
articulações do curso com a biblioteca da universidade. Esta, por sua vez, continua a
ser utilizada muito mais como uma biblioteca de consultas e empréstimos, salvo com
algumas exceções, quando utilizam as tecnologias de informação e de comunicação
para a inovação em seus serviços. Ou seja, mesmo diante das possibilidades de

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�Gestão de pessoas
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maiores articulações do Curso de Biblioteconomia com a Biblioteca Universitária,
ainda é bastante tímida quando se trata de sua expressão no PPP do Curso de
Biblioteconomia da UFSC.
O Curso da UNB não aborda a biblioteca universitária em seu Projeto
Pedagógico, embora ainda não o tenha mudado a partir do lançamento das Novas
Diretrizes Curriculares Nacionais de 2001 e o seu PPP ainda seja do ano de 1997.
Mesmo assim , por ser um Curso de Biblioteconomia , pelo menos uma breve menção
à Biblioteca Universitária e a sua utilização como laboratório de ensinoaprendizagem dos alunos poderia ter sido efetuada. Por outro lado, mesmo com a
criação do seu curso de Mestrado em 1978 o PPP da UNB não visualiza a BU como
laboratório para a práxis de seus alunos e como um dispositivo pedagógico, tanto
em relação aos conteúdos do ensino, quanto em relação a ser, verdadeiramente um
laboratório curricular. Nesse sentido, se este curso percebe o bibliotecário como um
mediador entre o volume de informações produzidas a todo instante pela sociedade
e os leitores (também denominados de usuários), então, esse aluno tem de estar
competente informacionalmente, haja vista que ele também será um educador de
seus usuários na busca das informações. Portanto, ao se formar um aluno de
Biblioteconomia competente informacionalmente ele terá de ter acesso a um
conjunto de dispositivos informacionais para que os conteúdos transmitidos em sala
de aula não se tornem apenas palavreados verbosos, mas que a as teorias
mediadas em sala de aula sejam complementadas pelas práticas dos alunos e estes
tenham um ensino verdadeiramente praxiológico e a Biblioteca Universitária se torna
um dispositivo importante no âmbito do currículo de formação de bibliotecários.
Já o Curso de Biblioteconomia da UFC afirma no texto do seu PPP que

possui laboratórios, considerados importantes equipamentos para viabilizar a
execução das atividades curriculares. Esses laboratórios são mais ligados às
Tecnologias de Informação e de Comunicação e ao Tratamento da Informação,
subsidiando o currículo no desenvolvimento das disciplinas que o compõe. Já os
espaços didáticos permitem implementar as dimensões da Pesquisa, Documentação
e Informação- proporcionando aos alunos um local de investigação permanente
sobre métodos, experiências e material didático, voltado aos sistemas de
comunicação em seus diversos níveis. Portanto, aqui percebemos a integração dos
laboratórios com os currículos, ou seja, dos conteúdos mediados em sala de aula,
com a prática desses conteúdos. Então, podemos perceber que este currículo
também integra a pesquisa, o ensino e a extensão, pois os laboratórios em primeiro
lugar apoiam as atividades de pesquisa dos professores desse curso, para a
posteriori esses conhecimentos serem trabalhados com os alunos em sala de aula ,
e, em seguida, dos resultados dessas pesquisas serem divulgadas e mediadas para
a sociedade, a qual deve ser a maior beneficiada dos desenvolvimentos das
pesquisas no âmbito, principalmente, das universidades públicas.
As ações acima analisadas que constam no PPP da UFC estão apoiadas
pelos seguintes laboratórios: residência informacional nas bibliotecas setoriais do
sistema de Biblioteca Universitária da UFC, para os alunos vivenciarem, pelo
período de um semestre ou um ano, o ambiente real de uma biblioteca ou unidade
de informação, aprendendo e colaborando com os diversos serviços, à exemplo do
que ocorre com a residência médica do Curso de Medicina da UFC. Interessante
observar que a forma de visualizar a biblioteca universitária por parte desse currículo
vai além da forma como os outros o percebem , haja vista que ela é vista como um
verdadeiro laboratório no ambiente de ensino-aprendizagem dos alunos. Portanto,

2482

�Gestão de pessoas
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utilizando-se a BU como laboratório, ela não atuará no currículos dos cursos apenas
como um ambiente no qual os alunos têm a possibilidade de, no final do curso,
realizar seu estágio curricular; mas sim, que todas as disciplinas utilizar-se-ão da
biblioteca como um apoio pedagógico em suas disciplinas, tanto pelos materiais e
serviços de informação que ela dispõe, quanto pela possibilidade de desde a
entrada dos alunos no curso ele já estar familiarizado com a ambiência da biblioteca .
Também é interessante observar que, mesmo sem o Curso de Biblioteconomia da
UFC possuir uma Pós-Graduação na área da Ciência da Informação, ele tem uma
visão muito maior das potencialidades curriculares da Biblioteca Universitária em seu
texto curricular, o que não encontramos nos currículos de Biblioteconomia cujos
cursos possuem a Pós-Graduação.
Em relação ao PPP da USP, podemos afirmar que também não cita a
Biblioteca Universitária como um laboratório para a formação de seus alunos, por
outro lado, o PPP desta universidade ainda está em discussão e, portanto ,
alertamos para que, ao alterarem o PPP , volvam o olhar na perspectiva da biblioteca
universitária como uma espécie de laboratório para os alunos do curso de
Biblioteconomia. Na realidade, a biblioteca universitária deveria ter para a
Biblioteconomia o mesmo peso pedagógico-científico que a residência médica tem
para o curso e os alunos do curso de Medicina. O que o currículo da USP afirma em
seu Projeto Político-Pedagógico que nos possibilita a pensar que ele aborda a
biblioteca universitária, mas de forma muito tímida, é quando afirma que no eixo
técnico-profissional, o currículo de Biblioteconomia apresenta matérias específicas
que contemplam os aspectos teóricos, técnicos e laboratoriais. Essas disciplinas têm
como objetivo formar o profissional na sua especialidade, isto é, colocar no mercado
profissionais da informação que possam responder com qualidade às demandas da
sociedade contemporânea. Todavia, esta afirmação não deixa claro que será
utilizado como laboratório das matérias específicas o suporte da biblioteca
universitária .
Portanto, os resultados encontrados a partir da análise dos Projetos PolíticoPedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia selecionados para a amostra, nos
revelaram que algumas de nossas hipóteses não foram confirmadas. Em um
primeiro momento, acreditávamos que os cursos que tinham no conteúdo do seu
Projeto Político-Pedagógico uma maior articulação com a Biblioteca Universitária
seriam aqueles que possuíam a Pós-Graduação na área da Ciência da Informação,
o que, na realidade , não ocorreu , haja vista que o curso que mais está articulado o
seu PPP com a Biblioteca Universitária é o da UFC, que não possui Pós-Graduação
na área de Ciência da Informação.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Podemos perceber por meio das análises desenvolvidas neste artigo que os
conteúdos relativos à biblioteca universitária nos projetos político-pedagógicos dos
Cursos de Biblioteconomia no Brasil elencados para a nossa pesquisa, quais sejam ,
os da UFPA, UFSC, UNB, USP e UFC ainda se apresentam de forma bastante
tímida . Em algumas universidades, a exemplo da UNB, a temática não se apresenta
em seu PPP . Já na UFPA e na UFSC a temática se apresenta , mas de forma
incipiente e não deixa claro qual a forma de articulação dos cursos com o sistemas
de bibliotecas da universidade. A UFC se torna , neste caso, uma exceção à regra ,
haja vista que a mesma aborda a temática da biblioteca universitária como um

2483

�Gestão de pessoas
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laboratório para a formação dos bibliotecários e a insere em seu PPP no mesmo
nível de importância para a formação que as residências universitárias possuem
para os cursos de Medicina.
Portanto, é nesse momento de reformulação dos pPP's e dos programas de
ensino de disciplinas que os cursos de Biblioteconomia poderiam passar a visualizar
as bibliotecas universitárias não apenas como um dispositivo de informação, mas
sobretudo, de pesquisa , produção , mediação e acesso à informação, ou seja , como
um verdadeiro laboratório para as práticas dos alunos no curso como um todo,
tornando, portanto , o currículo praxiológico .

6 REFERÊNCIAS
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Tradução de Plínio Dentzien . Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. 241 p.

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F. S. de Filgueiras Gomes. Brasília , DF: Briquet de Lemos, 2004. 124 p.
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informação. 2002. 35 f. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso em
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São Paulo, 2002.

2484

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

MORIGI , Valdir José; SOUTO, Luzane Ruscher. Entre o passado e o presente: as
visões de biblioteca no mundo contemporâneo . Revista ACB: Biblioteconomia em
Santa Catarina, Florianópolis, v. 10, n. 2, p. 189-206, jan./dez. 2005. Disponível em :
&lt;http://revista.acbsc.org.br/index.php/racb/article/view/696/pdf_28&gt;. Acesso em: 12
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em : &lt;http://www.abepro.org .br/biblioteca/ENEGEP2002_TR80_0357 .pdf&gt;. Acesso
em : 07 abro2012.
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Brasília, DF: Ministério da Ciência e Tecnologia , 2000. 153 p. Disponível em :
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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Relatório do Curso de Biblioteconomia. São
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. Projeto Pedagógico do Curso de
Biblioteconomia. Fortaleza , 2004.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ. Projeto Pedagógico do Curso de
Biblioteconomia. Belém , 2009.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Projeto Pedagógico do Curso
de Biblioteconomia da Universidade Federal de Santa Catarina . Florianópolis,
2008.

2485

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A biblioteca universitária, no contexto da Sociedade da Informação, apresenta-se como um verdadeiro laboratório para a formação dos futuros profissionais mediadores de informação. Diante desse quadro, pretende-se verificar como os projetos políticos-pedagógicos dos cursos de Biblioteconomia brasileiros abordam a temática das bibliotecas universitárias em seus conteúdos. Para tanto, realizou-se uma pesquisa exploratório-bibliográfica acerca da temática da Biblioteca Universitária e da Sociedade da Informação. Já a pesquisa empírica baseou-se nos Projetos Pedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia da UFPA, UFSC, UNB, USP e UFC. Para a análise dos dados optou-se pelo método de análise de conteúdo, juntamente, com uma análise comparativa entre os currículos. Percebe-se que, com exceção da UFC, os projetos políticos-pedagógicos e os currículos da UFPA, UFSC, UNB e USP não contemplam a biblioteca universitária como laboratório para a formação de seus alunos.</text>
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                    <text>Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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PLANO DE INOVAÇÃO PARA O VOCABULÁRIO CONTROLADO DO
SIBiUSP: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
Juliana de Souza Moraes 1, Adriana Flamino2 , Hálida Fernandes3,
Isabel Cristina Calherant'
1Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Bibliotecária do Instituto de Ciências
Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo - ICMC/USP.
Campus de São Carlos , SP.
2 Mestre em Ciência da Informação. Diretora da Divisão de Gestão e Tratamento da Informação
(DGTI) do Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo
(DT/SIBiUSP) . São Paulo, SP.

3Mestranda em Saúde Pública. Bibliotecária da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São
Paulo - FSP/USP. São Paulo, SP.
4Bibliotecária da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo - EE/USP. São Paulo, SP.

Resumo
Os vocabulários controlados são ferramentas de representação de informação
necessárias para padronizar a descrição de conteúdos e a classificação da
informação, tornando os sistemas de informação consistentes e também
minimizando a dispersão de informação. Um dos pontos mais críticos dos
vocabulários controlados é a necessidade de permanente atualização, tanto da sua
terminologia como do sistema computacional. O propósito desse artigo é
compartilhar a experiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de
São Paulo - (SIBiUSP) no planejamento e desenvolvimento de um plano de
inovação para o seu Vocabulário Controlado, relatando suas pretensões e ações
definidas para concretizá-Ias. Tais ações estão em diferentes estágios de
encaminhamento, portanto, existem resultados provisórios. O artigo traz, contudo, a
descrição de seus andamentos e das dificuldades encontradas também como forma
de colaboração e conhecimento para os profissionais que trabalham com ou
pesquisam sobre o tema vocabulários controlados.

Palavras-chave: Vocabulário
documentárias; Tesauro.

controlado ;

Plano

de

inovação;

Linguagens

Abstract
Controlled vocabularies are tools of representation of information necessary to
standardize the content description and classification of information, making
information systems consistent and also minimizing the dispersion of information.
One of the most criticai points of controlled vocabularies is the need to constantly
update, in terminology and the computer system . The purpose of this paper is to
share the experience of the Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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São Paulo - (SIBiUSP) in planning and developing an innovation plan for your
Controlled Vocabulary, reporting their goals and actions. Such actions are in different
stages of referral , so there are provisional results. The article also brings the
description of his movements and the difficulties encountered as collaboration and
knowledge for professionals that working and researching with the theme controlled
vocabu laries.

Keywords: Controlled vocabulary; Innovation plan ; Documentary languages;
Thesaurus.

1 Apresentação
Os vocabulários controlados são ferramentas de representação de
informação necessárias para padronizar a descrição de conteúdos e a
classificação da informação, tornando os sistemas de informação consistentes e
também minimizando a dispersão de informação, tanto no momento do
armazenamento quanto da recuperação.
Em outras palavras, os vocabulários controlados são um tipo de linguagem
documentária e construídos para promover a organização e a busca da informação
em sistemas de recuperação , sistemas de navegação da internet e outros ambientes
de pesquisa para identificação e localização de conteúdos. Eles podem estar na
forma de uma simples lista de termos, uma taxonomia ou um extenso tesauro com
complexa estrutura hierárquica e diversos tipos de relacionamentos entre os termos
(NATIONAL, 2005).
É importante citar também que, além do uso nos tradicionais sistemas de
informação, atualmente as áreas de arquitetura da informação e personalização de
portais corporativos descobriram nos vocabulários controlados a saída para as
questões de organização, busca, navegação e filtragem da informação, afirmando
que o controle do vocabulário agrega valor a esses sistemas na medida em que
fornece ao usuário respostas precisas e diferenciadas durante a navegação e a
busca por informações (SOUZA, 2010) .
Por terem a função de representar conteúdos, essas ferramentas devem
refletir a política da instituição em questão, devem conter a terminologia das áreas
do conhecimento que pretendem representar, bem como as sinonímias na
linguagem do público alvo.
Segundo Fagerberg (2012) o conhecimento, assim como o modo de organizálo se modifica com o passar do tempo à medida que os produtores de conhecimento
respondem aos desafios postos pela sociedade em contínuo movimento. Por isso
uma linguagem documentária é um instrumento vivo, em constante mutação.
Um dos pontos mais críticos dos vocabulários controlados é a necessidade de
permanente atualização, que engloba a constante revisão e atualização da
terminologia existente no vocabulário e a vigilância permanente sobre o sistema

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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computacional que dá suporte ao vocabulário. Esses dois pontos podem ser
entendidos como os principais pilares no desenvolvimento e manutenção de um
vocabulário controlado atual e de qualidade.
Nesse sentido, a equipe gestora de um vocabulário controlado deve ser
multidisciplinar, envolvendo especialistas de áreas de domínio, bibliotecários,
analistas de sistemas, técnicos, escolas e instituições que estudem , pesquisem e
promovam cursos na temática e, não menos importante, permitam a colaboração de
usuários do próprio sistema de informação.

o propósito desse artigo é compartilhar a experiência do Sistema Integrado
de Bibliotecas da Universidade de São Paulo - (SIBiUSP) no planejamento e
desenvolvimento de um plano de inovação para o seu Vocabulário Controlado como
contribuição a outros profissionais e instituições que tem seus próprios vocabulários,
que trabalham com esse contexto, ou que estudam e pesquisam esse assunto.
2 O Vocabulário Controlado do SIBiUSP

o Vocabulário Controlado do SIBiUSP é a atualização e expansão da antiga
Lista de Assuntos da USP e que passou por um processo de mudança
acompanhando o projeto de modernização do SIBiUSP na década de 90 . O
vocabulário foi desenvolvido em parceria entre o SIBiUSP e a Escola de
Comunicações e Artes, que ofereceu o aporte metodológico. Ele está disponível na
web (http://www.sibi.usp.brNocab) e apresentado em lista sistemática ou hierárquica
e também em lista alfabética , ambas dispõe de tabela complementar e opcional de
qualificadores, geográfica, gênero e forma, e de profissões (VOCABULÁRIO, 2001).
Considerando a permanente necessidade de atualização de instrumentos
dessa natureza, o Vocabulário Controlado passa de projeto a processo sistêmico,
contando com equipe permanente e trabalhos contínuos.
A equipe permanente é chamada de Grupo de Gerenciamento e é composto
por três bibliotecários de cada área do conhecimento, um bibliotecário coordenador
de conteúdo, um bibliotecário coordenador do processo, um analista de sistema, um
professor especialista em Linguagens Documentárias da ECA/USP e todos os
bibliotecários indexadores do SIBiUSP como colaboradores.
A renovação do Grupo se dá parcialmente a cada dois anos como forma de
garantir a continuidade dos trabalhos e ao mesmo tempo a renovação da equipe. Ao
término desses dois anos é elaborado um relatório de atividades do biênio para
apreciação da diretoria técnica do SIBiUSP. Nessa ocasião são identificados pontos
a serem trabalhados nos próximos anos, bem como são incluídos novos
direcionamentos ou, ainda, reformulados em função dos objetivos do Sistema.
Já os trabalhos de atualização e revisões terminológicas são realizados, em
grande parte, por meio de um sistema de gestão via web, com a participação da
equipe de bibliotecários indexadores e com a moderação dos integrantes do Grupo
de Gerenciamento (SANTOS , 2010).

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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A partir da apresentação do relatório de atividades do Vocabulário Controlado
no biênio 2009-2011 para a diretoria técnica do SIBiUSP várias questões foram
tratadas, mas especial enfoque foi dado ao debate sobre as mudanças e as
tendências para os vocabulários controlados e qual seria o posicionamento do
Vocabulário Controlado da USP nesse cenário.
Desse debate foram identificadas as seguintes demandas para o
gerenciamento automático do Vocabulário Controlado da USP: a) busca semântica e
por equivalência de idiomas simultâneamente; b) indicação da possibilidade de
busca através da relação de associação; c) compatibilidade com ALEPH ou, ao
menos, possibilidade de transcrição direta ('copiar e colar') para os registros do
banco de dados, no intuito de que os bibliotecários indexadores não precisem digitar
um a um os termos do Vocabulário durante a tarefa de indexação, e d) agilidade na
atualização do repertório terminológico do Vocabulário.
Além destas é importante salientar que algumas ações já estavam
formalizadas no relatório de atividades 2009-2011 , estando previstas também para o
biênio seguinte .
Desse modo, entendeu-se que era necessário um plano de ações pontuais e
focadas para orientar análises, identificar estudos e iniciativas existentes e para
prospectar possibilidades tecnológicas para atender e, se possível, concretizar as
pretensões identificadas.

o plano de inovação para o Vocabulário Controlado da USP, na ocaslao
chamado de 'Proposta de ações para o biênio 2011-2013', surge então como
resposta aos novos anseios e como instrumento norteador dos próximos trabalhos
do Grupo de Gerenciamento, cujo objetivo principal é aperfeiçoar o Vocabulário,
considerando o atual patamar tecnológico e as possibilidades existentes na área de
vocabulários controlados, taxonomias e ontologias.
Crossan e Apaydin (2010, p.1155) após revisão sistemática sobre inovação
nas organizações conceituam inovação como:
Produto ou adoção, assimilação ou exploração de uma novidade que agregue valor
na esfera econômica ou social; que renove ou amplie produtos, serviços e mercados;
o desenvolvimento de um novo método de produção, ou a implantação de uma nova
gestão de sistemas. É ao mesmo tempo produto e resultado .

o ato de inovar está vinculado à introdução de novidades na forma de realizar
determinadas tarefas e estabelecer processos, bem como à capacidade de produzir
novos e bem sucedidos produtos e serviços. Entretanto, mais do que projetar um ou
outro bom produto e introduzir novos elementos no dia a dia, a inovação é
considerada característica de uma organização, um traço da sua cultura
organizacional, cuja busca é permanente e sempre apoiada pelos pilares do
conhecimento e da pesquisa .
De acordo com o SEBRAE e a Confederação Nacional das Indústrias (2010 ,

1013

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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p.42), "um plano de inovação é um documento detalhado onde estão descritos os
objetivos, as metas e a maneira como estas serão atingidas, isto é, quais os projetos
que serão implantados para se atingir os objetivos gerais do plano". A cultura
organizacional, o conhecimento aprofundado sobre a organização e o uso de
métodos, ferramentas e tecnologia disponíveis são elementos cruciais para a
elaboração de tal documento e do sucesso na execução das suas ações.
Nesse sentido, o plano de inovação do Vocabulário Controlado do SIBiUSP
formalizou as pretensões, as prioridades e ações necessárias, de maneira a
contemplar todas as questões colocadas pela diretoria técnica do SIBiUSP, aquelas
debatidas na reunião de apreciação do relatório de atividades do biênio 2009-2011,
as necessidades identificadas pelo Grupo de Gerenciamento no referido relatório,
pelos bibliotecários indexadores do Sistema e, por fim , os anseios por novas
funcionalidades na área de vocabulários e ontologias.

3 O Plano de Inovação do Vocabulário Controlado do SIBiUSP e seus
grupos de trabalho
A Divisão de Gestão de Tratamento da Informação do SIBiUSP (DGTI)
elaborou um primeiro método de trabalho para estruturar o plano de inovação. Esse
método identificou os aspectos a serem tratados no plano de inovação e reuniu as
demandas e ações de mesmo aspecto em grupos de trabalho, formando três grupos
distintos, quais sejam : Grupo de Inovação, Grupo de Diagnóstico e Avaliação e o
Grupo de Manutenção.
A partir dessa divisão, os membros do Grupo de Gerenciamento se
candidataram aos grupos de trabalho segundo interesse, conhecimentos específicos
e habilidades.

o plano de inovação conta com a seguinte estrutura : uma apresentação
relatando o início dos debates e a identificação das novas necessidades para o
Vocabulário, uma seção com as propostas preliminares segundo cada grupo de
trabalho e suas respectivas ações, um quadro-síntese das propostas juntamente
com as primeiras soluções viáveis identificadas e os prazos para realização de cada
uma e, por fim , a contrapartida solicitada ao departamento técnico do SIBiUSP.
A contrapartida em questão engloba, por exemplos, o suporte de um analista
de sistema para essa fase de análise e implementação das ações do plano de
inovação, a disponibilização de uma amostra dos conteúdos dos bancos de dados
bibliográficos da USP para uso em caráter de testes, o apoio financeiro e de
infraestrutura para contratação de consultores especialistas, participação em cursos
e eventos da área e recursos para a aquisição e implementação das soluções
encontradas.
A parte central do plano de inovação está na apresentação dos grupos de
trabalho e na proposição de ações. Cabe salientar que o Grupo de Gerenciamento
do Vocabulário Controlado do SIBiUSP coloca-se à disposição dos interessados em
obter o plano de inovação na íntegra, bastando, para tanto, entrar em contato com

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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um dos autores desse artigo.
3.1 O Grupo de Inovação
Grupo que visa pesquisar as tendências teóricas na área de vocabulários,
taxonomias e ontologias, bem como identificar práticas e aplicações bem-sucedidas,
viabilidade das soluções para a atualização conceitual e funcional do Vocabulário e
dos processos envolvidos no uso, na gestão, na disponibilização e visualização do
mesmo. Após ricas e extensas discussões acerca do novo direcionamento para a
gestão do Vocabulário, três ações foram levantadas como prioridade desse grupo,
sendo elas:
a) Mudança ou
Controlado.

atualização

do

sistema

computacional

do

Vocabulário

Essa ação pretende identificar possibilidades de melhoria no atual banco de
dados do Vocabulário, visando ampliar possibilidades de remodelagem da estrutura
e implementação de outros relacionamentos entre os campos existentes. Pretendese, assim, o enriquecimento semântico e maior eficiência na recuperação da
informação.
b) Migração da matriz de termos do Vocabulário para um novo formato de
vocabulário (tesauro, ontologia, mapa conceitual, etc.).
A intenção dessa ação é levantar possibilidades e iniciativas de novos
formatos de vocabulários controlados, considerando o desenvolvimento dessa área,
dos sistemas computacionais e com o uso do repertório terminológico existente . A
princípio uma pesquisa bibliográfica foi realizada para análise teórica sobre a
construção e a atualização de vocabulários e, ainda, para a identificação de
especialistas para posteriores consultas.
c) Implementação de método semiautomático para revisão e atualização do
repertório terminológico do Vocabulário.
Essa ação pretende pesquisar a possibilidade de enriquecimento do
repertório terminológico do Vocabulário Controlado por meio de softwares
processadores de texto e de técnicas semiautomáticas de extração de termos a
partir do uso de corpus. Intenta agilizar as tarefas de gestão, manutenção e
atualização do Vocabulário, que englobam a inserção de novos termos, inserção de
novos relacionamentos entre os termos, alterações dos termos, exclusões e, ainda ,
validação através da garantia literária.
3.2 O Grupo de Diagnóstico e Avaliação
Grupo responsável por levantamentos de dados a respeito do Vocabulário
Controlado, com ênfase para análises de uso na web, uso pelas unidades e
bibliotecários da USP e, especialmente, pelos usuários do SIBiUSP. As ações

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prioritárias são :
a) Implementação do Goog/e Ana/ytics para observação das transações no site
do Vocabulário Controlado.

o objetivo dessa ação é analisar o acesso às paginas do Vocabulário
Controlado na web e na pesquisa dos usuários feitas no Banco de Dados
Bibliográficos da USP - Dedalus através dos descritores de assunto. Como
diagnóstico inicial permitirá o levantamento de uso do Vocabulário Controlado por
usuários web, quantidade de acessos tanto em âmbito nacional como internacional,
áreas geográficas onde é mais acessado, comparação entre termos pesquisados e
termos contemplados no Vocabulário, entre outros.
b) Estudo sobre a percepção dos bibliotecários indexadores, de referência e dos
usuários sobre o Vocabulário Controlado .
Essa ação pretende realizar uma ampla pesquisa junto aos bibliotecários
indexadores e bibliotecários de referência do SIBiUSP, bem como junto aos usuários
do Sistema para conhecer qual é a percepção deles sobre o Vocabulário Controlado,
sob diversos aspectos. O resultado dessa pesquisa ilustrará o cenário atual do
Vocabulário Controlado em diferentes perspectivas e contribuirá para a definição da
sua nova diretriz.
c) Estudo da compatibilização dos descritores da Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da USP (BDTD) no Vocabulário Controlado .
O objetivo desse estudo é a compatibilização dos descritores existentes na
BDTD com aqueles já existentes no Vocabulário Controlado e, paralelamente, a
utilização deles como uma das formas de atualização do Vocabulário com novos
termos. Os termos presentes na BDTD tem a validação através da garantia de uso
ou endosso do usuário, uma vez que são escolhidos pelos próprios autores das
teses e dissertações.

3.3 O Grupo de Manutenção
Grupo responsável por manter as atividades de atualização, alterações,
traduções e revisões de áreas de domínio e, também , de divulgação do Vocabulário
Controlado. São as ações prioritárias desse grupo:

a) Elaboração da versão em inglês do Vocabulário Controlado .
Essa ação prevê a tradução do atual repertório terminológico do Vocabulário
Controlado para o idioma inglês. A versão em inglês proporcionará maior visibilidade
e acesso aos acervos do SIBiUSP em nível internacional.

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b) Revisão dos procedimentos de trabalho para indexadores e bibliotecários de
referência .
Considerando as mudanças para a área de vocabulários, taxonomias e
ontologias, bem como as diretrizes atuais sobre indexação, essa ação tem o objetivo
de rever os procedimentos adotados pelo SIBiUSP e atualizá-los de acordo com as
mudanças concretizadas para o Vocabulário Controlado da USP e as novas
diretrizes para os procedimentos de indexação. Essa ação, como se observa ,
somente será realizada ao final das mudanças propostas no plano de inovação ou
quando houver o entendimento de que todas as mudanças possíveis foram
realizadas.
c) Elaboração de novos treinamentos para indexadores e bibliotecários de
referência .
Na sequência da revlsao dos procedimentos de trabalho, as equipes de
bibliotecários indexadores e de referência serão capacitados por meio de
treinamentos presenciais, novamente enfocando diretrizes para a indexação e uso
de novas ferramentas, à medida que venham a ser implementadas.
d) Divulgação contínua do Vocabulário Controlado (redes sociais, materiais de
divulgação do SIBiUSP, eventos, etc.).

4 Resultados parciais e dificuldades encontradas
Considerando a apresentação desse plano de inovação em meados de 2011,
é fato que algumas ações foram iniciadas, outras estão aguardando os trâmites
burocráticos para serem disparadas e outras, ainda , estão à espera daquelas
prioritárias e ou estão sob nova análise. Dessa maneira, os resultados aqui
apresentados estão em caráter parcial, portanto, provisório.
As ações para o Grupo de Inovação se concentraram na consulta a diferentes
especialistas, tanto em bancos de dados para uma análise da atual estrutura do
banco de dados do Vocabulário Controlado do SIBiUSP, assim como nas áreas de
vocabulários, taxonomias e ontologias e, também, na área de processamento
automático de linguagem natural para uma análise sobre o atual formato do
Vocabulário Controlado e a possível migração para outro, talvez com estrutura de
tesauro ou ontologia .
Quanto à implementação de um método semiautomático para a revlsao e
atualização do repertório terminológico do Vocabulário, um projeto-piloto realizado
com um subdomínio será apresentado com a parceria de especialistas em
Linguística e em Processamento de Linguagem Natural para estudo de viabilidade e
eficiência. A ideia é identificar e analisar vantagens e desvantagens desse método e
propô-lo como método alternativo para captação de termos candidatos e atualização
da terminologia .

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Nesse primeiro grupo a principal dificuldade encontrada tem sido o contato
com os especialistas, a compreensão deles sobre as demandas para o Vocabulário
Controlado e sobre a importância e uso dessa ferramenta nos sistemas de
informação. Estabelecer um contrato de trabalho com os especialistas externos à
universidade tem sido outra grande dificuldade enfrentada devido a observação
necessária dos aspectos burocráticos e legais exigidos para as instituições públicas,
o que tem acarretado em atrasos no cronograma estabelecido para as ações.

o Grupo de Diagnóstico e Avaliação implementou o Goog/e Ana/ytics, uma
ferramenta de análise do tráfego dos dados na web, para o levantamento de vários
indicadores de uso do Vocabulário Controlado em nível nacional e internacional. A
respeito dessa ação observou-se, por exemplo, que o Vocabulário tem sido
acessado em diversas partes do mundo, além do Brasil , com acessos vindos de
todos os estados, tem-se um grande número de visitas vindas dos Estados Unidos,
Canadá , Portugal , França dentre outros. Abaixo segue figura com informações sobre
as visitas ao Vocabulário Controlado por país e no período de agosto de 2011 a abril
de 2012.

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Figura 1 - Tela do Goog/e Ana/ytics com os resultados das visitas ao Vocabulário
Controlado do SIBiUSP por país.

Outra ação já iniciada por esse grupo é o estudo da compatibilização dos
descritores existentes na BOTO com aqueles já existentes no Vocabulário
Controlado e, paralelamente, a utilização deles como uma das formas de atualização
do Vocabulário com novos termos.
O Grupo de Manutenção, por sua vez, iniCIOU os trabalhos de tradução do
Vocabulário Controlado para o idioma inglês, cujo método contempla primeiro as

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áreas das exatas e ciências da saúde, tanto pela consolidação no uso das traduções
como também pela existência de muitos materiais de apoio para essa atividade, tais
como dicionários e glossários especializados bilíngues. A área das ciências
humanas, dada a sua natureza e aplicação, será contemplada em momento
posterior.
São varias as dificuldades encontradas nessa ação, tais como a falta de
conhecimento dos membros do Grupo de Gerenciamento de todos os domínios sob
suas responsabilidades, a ausência de materiais de apoio bilíngues e com
credibilidade para alguns domínios, falta de conhecimento profundo da língua
inglesa no âmbito técnico-científico propriamente e a demanda por disponibilidade
de longo tempo da equipe para a realização dessa tarefa . Diante disso, uma solução
que se apresenta é a contratação de tradutores especializados ou empresas do
ramo para a realização dessa tarefa . A validação de tal tarefa seria realizada por
pesquisadores de cada domínio traduzido com o acompanhamento da equipe do
Grupo de Gerenciamento.

5 Considerações finais
A intenção desse artigo era relatar a experiência do Grupo de Gerenciamento
do Vocabulário Controlado na elaboração de um plano de inovação, desde o debate
sobre as diretrizes, as novas demandas, a transformação desses elementos em
ações para melhoria e inovação e, por fim , apontar divulgar o que se vislumbra para
o futuro .
As ações estão sendo encaminhadas, portanto, é fato que não houve
avaliação, tampouco resultados conclusivos frutos do plano de inovação, contudo,
pretende-se compartilhar a experiência com outros profissionais que atuam e
desenvolvem ferramentas de mesma natureza e para os mesmos objetivos e, quem
sabe, estabelecer parcerias nessas iniciativas.

o plano de inovação do Vocabulário Controlado do SIBiUSP não é um roteiro
de ações inflexível, mas sim uma proposta aberta de ações, pois considera-se a
possibilidade de que no decorrer dos trabalhos elas possam ser continuamente
ajustadas de acordo com a necessidade e o entendimento do SIBiUSP, e conforme
se apresentem novas soluções tecnológicas.
Considerando o objetivo dos vocabulários controlados, seu papel nos
sistemas de informação, a necessidade premente de gestão e constante atualização
dessas ferramentas, não apenas quanto ao repertório terminológico, mas também
quanto ao seu sistema computacional, o planejamento de melhorias e inovação
torna-se essencial para a organização das atividades do Grupo de Gerenciamento,
para o estabelecimento das prioridades e demandas e para a efetiva concretização
delas. O plano de inovação do Vocabulário Controlado do SIBiUSP é, nesse
raciocínio, a formalização desse planejamento, focado nas diretrizes estabelecidas
para o sistema de bibliotecas da USP. Faz-se importante mencionar que o
departamento técnico do SIBiUSP tem fornecido todo apoio necessário e estímulo às

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mudanças propostas.
Sendo o Vocabulário Controlado um representante do universo do
conhecimento, é fundamental que haja períodos destinados à análise crítica sobre o
seu estado e a sua atuação e a consequente prospecção de novas soluções,
métodos e teorias que o (re)direcione . É justamente esse período que o Vocabulário
Controlado do SIBiUSP tem vivenciado e para o qual há grandes e boas
perspectivas.

6 Referências
CROSSAN, M. M.; APAYDIN, M. A multi-dimensional framework of organizational
innovation : a systematic review of the literature. Journal of Management Studies ,
Oxford , v. 47 , n. 6, p. 1154-1191 , Sep. 2010. Disponível em :
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1020

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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Os vocabulários controlados são ferramentas de representação de informação necessárias para padronizar a descrição de conteúdos e a classificação da informação, tornando os sistemas de informação consistentes e também minimizando a dispersão de informação. Um dos pontos mais críticos dos vocabulários controlados é a necessidade de permanente atualização, tanto da sua terminologia como do sistema computacional. O propósito desse artigo é compartilhar a experiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo - (SIBiUSP) no planejamento e desenvolvimento de um plano de inovação para o seu Vocabulário Controlado, relatando suas pretensões e ações definidas para concretizá-las. Tais ações estão em diferentes estágios de encaminhamento, portanto, existem resultados provisórios. O artigo traz, contudo, a descrição de seus andamentos e das dificuldades encontradas também como forma de colaboração e conhecimento para os profissionais que trabalham com ou pesquisam sobre o tema vocabulários controlados.</text>
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                    <text>Marketing
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MaooNlck

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1I....111~

Resumo expandido

DO MARKETING DE RELACIONAMENTO AO MARKETING
ONLlNE EM UNIDADE DE INFORMAÇÃO: O caso de uma biblioteca
universitária

Fabíola Moraes 1, Janiele Santo~, Robéria Andrade3, Alzira Karla
Silva4
1Bibliotecaria, Universidade Federal da Paraíba , João Pessoa, Paraíba
2Bibliotecaria , Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba
3Bibliotecaria , Universidade Federal da Paraíba , João Pessoa, Paraíba
4Professora do Departamento de Ciência da Informação, Universidade Federal da Paraíba,
João Pessoa , Paraíba

1 Introdução
As unidades de informações estão preocupando-se cada vez mais com a
dinâmica de comunicação que possuem com seus usuários e usam como aliados os
processos de análise, planejamento, implementação e controle de programas que o
marketing pode oferecer. Este artigo apresenta a importância da implantação do
marketing nas unidades de informações com ênfase para o marketing de
relacionamento e o marketing online abordando seus conceitos, objetivos e
características. Segundo Gordon (1999 apud OLIVEIRA; PEREIRA, 2003, p. 23)
marketing de relacionamento é definido como "o processo contínuo de identificação
e criação de novos valores com os clientes individuais e o compartilhamento de seus
benefícios durante uma vida toda de parceria". Segundo Kotler e Armstrong (2007, p.
444) "grande parte dos negócios no mundo hoje em dia é conduzida por meio
digitais". E Araújo (2000, p. 4) afirma que o "marketing online nada mais é do que
uma nova ramificação de uma velha árvore - o marketing". E vem se tornando umas
das partes do marketing mais solicitada e essencial na divulgação das informações
importantes da sociedade. São inúmeros os benefícios adquiridos com a
aplicabilidade correta do marketing de relacionamento e do marketing online.

2 Materiais e Métodos
Metodologicamente utilizou-se a pesquisa bibliográfica e o estudo de usuário.
O campo de estudo foi a Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal da Paraíba
(UFPB), por constatar certa carência na forma como lida com o marketing.

2291

�Marketing
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MaooNl ck

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IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

3 Resultados Parciais/Finais
Os resultados apontam que é essencial adotar o marketing nas unidades de
informações, especificamente o marketing de relacionamento e o online que estão
cada vez mais em evidência e são os responsáveis por proporcionar uma relação
mais interativa com os usuários e obter a satisfação e fidelização quanto aos
produtos e serviços. A maioria dos usuários, que responderam a pesquisa,
demostram interesses pelas atividades das unidades de informações e gostariam
que estas fossem mais divulgadas.

4 Considerações Parciais/Finais
O marketing quando adotado adequadamente, pelas unidades de
informações, faz com que estas alcancem os seus principais objetivos: contribuir
para que a organização exerça o seu papel enquanto provedor do desenvolvimento
intelectual cultural e social e ajudar a satisfazer as necessidades informacionais dos
seus usuários.

5 Referências

ARAÚJO, Wagner Junqueira de. Ferramentas para promoções em web sites de
unidades de informação. Revista de Biblioteconomia em Brasília , v. 23/24, n. 1, p.
89-108,2000.

KOTLER, Philip; ARMISTRONG, Gary. Princípios de Marketing. 12 ed . São Paulo:
Pearson, 2007.

OLIVEIRA, Ângela M; PEREIRA, Edmeire C. Marketing de relacionamento para a
gestão de unidades de informação. Inf. &amp; Soe. , João Pessoa , v. 13, n. 2, p. 13-36,
jul./dez. 2003.

2292

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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Arquitetura e segurança de bibliotecas
S!mWrio
Itr.ooNIde
IitlhIKal

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Trabalho completo

IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE AUTOATENDIMENTO NA
BIBLIOTECA DA UNESP DO CAMPUS DE BAURU: PERSPECTIVAS
DE OTIMIZAÇÃO NOS SERViÇOS DE EMPRÉSTIMO E DEVOLUÇÃO
Lucilene Cordeiro da Silva Messias 1, Célia Silva Cruz Morale~, Maith
Martins de Oliveira3, Maria Marlene Zaniboni4, Maria Thereza Pillon
Ribeiro5
1

Mestre em Ciência da Informação e Especialista em Comunicação nas Organizações, Universidade
Estadual Paulista, Bauru-SP
2

Especialista em Gestão de Organizações Públicas, Universidade Estadual Paulista , Bauru - SP
3

4

Especialista MBA em Gestão de Unidades de Informação e cursando Especialização em
Linguagem , Cultura e Midia, Universidade Estadual Paulista, Bauru - SP

Especialista em Uso Estratégico das Tecnologias em Informação, Universidade Estadual Paulista ,
Bauru - SP

5 Especialista

em Uso Estratégico das Tecnologias em Informação, Universidade Estadual Paulista,
Bauru - SP

Resumo
A inovação em sistemas de gerenciamento da informação é uma constante em
redes de bibliotecas e centros de documentação. O sistema de autoatendimento que
utiliza a tecnologia Radio-Frequency Identification (RFID) implementa os serviços de
autoempréstimo e autodevolução e surge como uma alternativa promissora para a
dinamização e simplificação das rotinas e procedimentos biblioteconômicos. A nova
modalidade de atendimento assegura ao usuário autonomia, agilidade e segurança
na execução das tarefas, além de garantir ao profissional praticidade no
gerenciamento do acervo. Entretanto, a implantação do sistema demanda ajustes
estruturais, físicos e materiais, bem como a instalação de novos equipamentos e
alterações em procedimentos habituais, exigindo capacitação da equipe e
planejamento para o cumprimento de todas as etapas que perpassam tanto o Setor
de Referência quanto o de Tratamento Técnico da Informação. Por ser pioneira na
Rede de Bibliotecas da UNESP e uma das poucas bibliotecas no Brasil a adotar o
Sistema de Autoatendimento, consideramos oportuno compartilhar a experiência, de
modo a subsidiar futuras implantações com o mínimo de transtorno para a equipe e
para os usuários.

Palavras-chave: Autoatendimento; Autoempréstimo;
Gerenciamento eletrônico de Bibliotecas.

2688

Autodevolução;

RFID;

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S!mWrio

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Itr.ooNIde

=

:.

IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Arquitetura e segurança de bibliotecas
Trabalho completo

Abstract
The innovation in information management systems is constant in of libraries and
documentation centers networks. The self-service system that uses Radio-Frequency
Identification (RFID) technology implements the services of auto-Ioan and auto book
return and appears as a promising alternative to the promotion and simplification of
the library procedures and routines. The new type of service provides the user
autonomy, flexibility and security in performing the tasks, and ensures the librarian
practicity in collection management. However, the system's installation requires
structural, physical and material adjustments; installation of new equipments and
changes in usual procedures, requiring staff training and planning to complete ali the
steps that underlie both the Circulation and Processing Sections. Being a pioneer in
the Libraries Network of UNESP and one of the few libraries in Brazil to adopt selfservice system, we consider it appropriate to share the experience in order to support
future deployments with minimal disruption to staff and users.
Keywords: Self-Service; RFID; Electronic Management of Libraries.

1 Introdução
As tecnologias estão inseridas no cotidiano das bibliotecas de modo a facilitar
as rotinas do ambiente, assegurando ao profissional agilidade na execução de
processos complexos e autonomia aos usuários na execução de procedimentos
rotineiros.
O sistema de autoatendimento surge como mais uma tecnologia promissora
capaz de revolucionar os serviços de empréstimo e devolução de uma biblioteca . O
novo sistema permite a execução das atividades sem a interferência do profissional,
garantindo ao usuário autonomia , praticidade e segurança .
O sistema de autoatendimento utiliza a tecnologia RFID, comumente
denominada de identificação por radiofreqüência , que implica a utilização de uma
etiqueta inteligente contendo um microchip que armazena os dados de identificação
da obra . A onda de radiofreqüência é captada por uma antena conectada ao sistema
computacional que gerencia as informações do Sistema RFID .
A Wireless Brasil (apud SEDE, 2007) afirma que RFID é uma tecnologia sem
fio destinada à coleta de dados e apresenta uma função similar à dos códigos de
barras, com a captura de dados automáticos.
A adoção da tecnologia em bibliotecas já constituídas impõe desafios a serem
transpostos, exigindo planejamento, capacitação e esforço coletivo. Em primeiro
lugar deve-se pensar no espaço físico adequado para a instalação da câmara de
coleta das obras (Autodevolução), bem como a instalação do equipamento de
autoempréstimo e os portais eletrônicos. Deve-se pensar em estratégias que
permitam a inserção das etiquetas inteligentes em todo o acervo , de modo a causar
o menor transtorno possível aos usuários. Além disso, é preciso investir no
treinamento dos funcionários e divulgação geral dos novos serviços.
Por ser pioneira na Rede de Bibliotecas a UNESP, e uma das poucas
bibliotecas no Brasil a adotar o sistema de autoatendimento, consideramos oportuno
compartilhar a experiência, de modo a subsidiar futuras implantações. O desafio
inicial foi estabelecer uma rotina de trabalho em que pudéssemos efetuar com
agilidade e precisão a inclusão das etiquetas RFID em aproximadamente 76 .000

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materiais, com o mínimo de transtorno, uma vez que o atendimento não seria
suspenso durante a execução da tarefa .
A indicação dos locais a serem instalados o novo terminal de autoempréstimo
e a câmara de autodevolução também representou um desafio, visto que o prédio
não suportava expansão e dispunha de espaço limitado para as adequações. Nesse
sentido, foi necessário fazer alguns ajustes para que a biblioteca pudesse
contemplar todas as necessidades instituídas pela implantação do novo sistema .
Para tanto, foi necessário realizar uma força tarefa constituída tanto pelos
profissionais da Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação (STATI),
encarregados de inserir a etiqueta em todo o material e fazer a leitura do código de
barras no sistema APEX para captura dos dados de cada obra, quanto pelos
profissionais da Seção Técnica de Referência, Atendimento ao Usuário e
Documentação (STRAUD), que tiveram que dominar o funcionamento de todo o
equipamento para fomentar futuras orientações aos usuários.

2 Revisão de Literatura
A gestão eletrônica de acervos bibliográficos é uma realidade cada vez mais
presente no contexto das bibliotecas modernas. A tecnologia RFID vem sendo
utilizada para auxiliar nesse processo, otimizando o fluxo de entrada e saída de
documentos de modo prático , ágil e seguro, com a mínima interferência humana.
Os serviços de autoempréstimo e autodevolução sustentados por essa
tecnologia proporcionam autonomia e praticidade aos usuários, minimizando o
tempo de espera nas filas de atendimento. Com o fluxo mais dinâmico os
profissionais demandam menos tempo em questões burocráticas, dedicando-se ao
atendimento personalizado. Com a utilização das etiquetas inteligentes o inventário
é facilitado e pode ser realizado com maior frequência já que o tempo demandado
para essa tarefa tende a ser menor.
Os sistemas de autoatendimento operam em ambientes gerenciados por
tecnologia de identificação por rádio-frequência (RFID) . Os sistemas atualmente
disponíveis no mercado são comercializados pelas empresas ID Systems e 3M .
Apresentam interfaces compatíveis com a maioria dos softwares empregados em
automação de bibliotecas. Além disso, os sistemas de autoatendimento possuem
características próprias que os tornam plenamente operacionais para funcionarem
em bibliotecas que já utilizam sistemas de segurança eletrônica do acervo com
etiquetas protetoras de tecnologia . (NOGUEIRA, 2002).
RFID é a abreviação de Radio-Frequency Identification - Identificação por
Radio-Freqüência. Diferentemente do feixe de luz utilizado no sistema de código de
barras para captura de dados, essa tecnologia utiliza a frequência de rádio . O
funcionamento do RFID consiste em etiquetas inteligentes capazes de armazenar
dados enviados por transmissores. Elas respondem a sinais de rádio enviado por um
transmissor e enviam informações quanto a sua localização e identificação. Esses
sinais são enviados para as antenas que capturam os dados e os retransmitem para
leitoras especiais, esses dados são filtrados e enviados para os diferentes sistemas
da empresa [ ... ] (FELlX apud ALBORGHETI JÚNIOR, 2010, p. 26)
De acordo com Sette (2007) os componentes básicos de um sistema RFID
são: Antena RFID , Transceiver ou Leitor e Transponder ou RF tag . A antena é
considerada um dos equipamentos básicos de um sistema RFID, sua função é
conduzir a comunicação de dados entre a tag e o leitor. De acordo com Bhuptani

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(apud SETTE, 2007 , p. 20) seu formato e localização são considerados fatores
determinantes para definir sua área de cobertura e precisão na comunicação.
O leitor é responsável pela transmissão dos dados, associando a informação
da etiqueta ao produto. O leitor ou transceiver emite frequências de rádio que são
dispersas em diversos sentidos no espaço, desde alguns centímetros até alguns
metros, dependendo da saída e da frequência de rádio utilizada. Quando a tag
passa pela área de cobertura da antena , o campo magnético é detectado pelo leitor,
que decodifica os dados contidos na tag , passando-os para um computador realizar
o processamento. (SETTE , 2007).
Os Transponders (ou RF tags) estão disponíveis em diversos formatos , tais
como cartões, pastilhas, argolas e podem ser encapsulados com materiais como o
plástico, vidro, epóxi , entre outros. Alguns tipos de tags são também chamados de
etiquetas inteligentes.
De acordo com Quental (apud ALBORGHETTI JÚNIOR, 2010, p. 30) "As tags
são classificadas como dispositivos de rádio e são regulamentados para não
interferirem em equipamentos de segurança e outros existentes como televisores e
rádios".
A tecnologia RFID representa um grande avanço para as bibliotecas, no
sentido de agilizar e dinamizar o fluxo de entrada e saída de materiais, realizando a
leitura simultânea de vários itens em um curto espaço de tempo. Desta forma , é
possível realizar inventários em questão de minutos, além de controlar a rotina de
empréstimo e devolução com agilidade e segurança .
Os equipamentos de autoempréstimo e autodevolução possuem interfaces
amigáveis e autoexplicativas podendo ser operados por qualquer usuário. Na
biblioteca do Campus de Bauru, para utilizar o autoempréstimo, o usuário
inicialmente deve selecionar no visor o idioma de sua preferência , digitar o seu CPF,
realizar a identificação biométrica , posicionar os livros no equipamento e escolher a
forma de recebimento do comprovante , impresso ou por e-mail. Nesse momento o
alarme é desativado e o usuário pode passar pelo porteiro eletrônico sem que o
alarme dispare. Se o usuário estiver com alguma pendência , como multas ou
bloqueio de cadastro, o sistema impede a execução do empréstimo, e o notifica a
comparecer ao balcão de atendimento. Dessa forma, o empréstimo é realizado com
maior rapidez e total segurança , garantindo total autonomia do usuário na execução
da tarefa .
O equipamento de autodevolução também é bastante simples de ser
manuseado, localizado na parte externa do prédio, uma vez que pode ser operado
fora do horário de funcionamento da biblioteca , basta o usuário depositar o livro no
local indicado e aguardar o comprovante de devolução.

3 Materiais e Métodos
Como relatado anteriormente, na implementação do sistema de
autoatendimento, a biblioteca se deparou com alguns desafios iniciais, o primeiro ,
em relação ao espaço destinado à instalação dos equipamentos, visto que a
biblioteca não dispõe de espaço livre e não suporta ampliações. Nesse sentido,
foram necessárias algumas intervenções, em relação à instalação do equipamento
de autoempréstimo não houve problemas na indicação do local, visto sua
característica compacta , demandando menos espaço . Decidiu-se pela instalação

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próximo ao porteiro eletrônico e ao balcão de empréstimo, em um espaço bastante
visível.

Figura 1 - Equipamento de Autoempréstimo
Fonte: do Autor

A maior dificuldade foi a indicação de um local para a instalação do
equipamento de autodevolução, já que exigia um ambiente amplo para a
acomodação dos baús de coletas, a esteira e o computador. Para facilitar a
organização dos materiais devolvidos optou-se pela instalação de dois baús de
coleta, o primeiro indicado aos livros padrão, e outro destinado às exceções,
compostas basicamente pelos materiais que estão em reserva , visando à reposição
ágil e prática dos itens no acervo ou na estante de reservas. Além disso, o espaço
deveria ter acesso direto à área externa e ser próximo à entrada da biblioteca , já que
a autodevolução é realizada sem acesso ao interior do prédio.
A alternativa foi a desativação de uma das salas de estudo para hospedar o
equipamento . Ressaltamos que apesar da alteração não constatamos reclamações
por parte dos usuários que entenderam os benefícios que o novo equipamento
proporcionaria à comunidade acadêmica .

Figura 2 - Equipamento de Autodevolução (Parte Externa)
Fonte: do Autor

Após a acomodação dos equipamentos, um outro desafio se estabeleceu , a
etapa de planejamento e organização de uma rotina de trabalho para a inclusão das

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etiquetas inteligentes em aproximadamente 76.000 obras, considerando a máxima
agilidade e precisão da atividade, uma vez que o atendimento não seria suspenso
durante a execução da tarefa para não prejudicar os usuários e comprometer os
serviços da biblioteca . Os materiais considerados para a inclusão da etiqueta foram
os livros, as teses, as dissertações e as monografias, descartando os periódicos e
cds, devido a menor rotatividade desses materiais nesta biblioteca.
Como a atividade exigia organização e dedicação integral, a alternativa mais
viável para o seu cumprimento foi a divisão de trabalho entre a equipe da Seção
Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação (STATI), com a elaboração de um
roteiro detalhado de procedimentos. Na primeira etapa, dividimos o acervo em
intervalos de classificação, o que permitiu a rápida reposição dos livros às estantes.
O avanço aos intervalos só era permitido quando concluído o anterior. Enquanto um
grupo se deslocava até o acervo para recuperar os materiais e realizar a colagem
das etiquetas (RFID e marcação de processamento) outro se dedicava à inserção
dos itens no sistema.

Figura 3 - Inserção das Etiquetas RFID
Fonte: do Autor

Figura 4 - Insercão no Sistema APEX
Fonte: do Autor

Os materiais foram agrupados em carrinhos respeitando a ordem de
classificação, e mantida a ordenação durante todo o processo. Utilizamos um
sistema de marcação tanto para demarcar o acervo e indicar o intervalo de
classificação quanto para indicar os livros já submetidos ao processo.
Os materiais em circulação, ao retornarem à biblioteca, eram imediatamente
agrupados e enviados a STATI para o processamento. Diariamente iniciávamos o
processamento por esses materiais, a identificação dos itens já submetidos ao
processamento evitou as pendências ao término da atividade.
Paralelamente à execução da atividade de processamento, as capacitações e
treinamentos eram realizados com a equipe da STRAUD para o perfeito manuseio
dos novos equipamentos, garantindo a orientação necessária aos usuários durante a
operacionalização do serviço de autodevolução.
O planejamento holístico das atividades entre a equipe da STRAUD e STATI
permitiu a finalização do processo com o mínimo de transtorno, além de garantir a
execução satisfatória dos serviços de autodevolução durante os primeiros dias e nos
outros subsequentes à sua implantação.

4 Resultados Parciais/Finais

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A implantação do sistema de autoatendimento teve início em fevereiro de
2011 , com as primeiras visitas dos técnicos da empresa à Biblioteca e a chegada
dos equipamentos. No mês de março foram iniciadas as atividades de inserção das
etiquetas de RFID nos materiais. Diariamente, em média 2.200 itens eram
processados. Ao término de 35 dias e com uma equipe de dez pessoas, sendo seis
com dedicação exclusiva, conclui-se a atividade. Nos meses subsequentes toda a
equipe da biblioteca recebeu capacitação e diversos testes foram realizados para
confirmar o desempenho do sistema.
Em agosto de 2011 , iniciou-se o serviço de autoempréstimo, e devido a um
atraso na entrega da impressora da autodevolução, foi postergado o início do
serviço para novembro de 2011 . Em menos de um ano foram realizadas todas as
instalações, preparações e testes necessários para a efetivação do serviço de
autoatendimento.
Os problemas encontrados durante o início do serviço de autoempréstimo
foram mínimos, normalmente ocasionados pela inabilidade inicial dos usuários em
operar o sistema , muitas vezes o livro não era deslocado adequadamente até o local
indicado para que o sistema desativasse o alarme, fazendo com que ao passar pelo
porteiro eletrônico o alarme disparasse.
De modo geral o manuseio do equipamento de autoatendimento é bastante
simples, tem interface amigável e autoexplicativa . Na Biblioteca da UNESP de Bauru
o usuário inicialmente deve tocar na tela do monitor e selecionar o idioma de sua
preferência (Português ou Inglês), informar seu CPF e realizar a identificação
biométrica (com a digital) para garantir a segurança na operação. O usuário deve
posicionar os livros no equipamento para identificação dos itens que serão
emprestados e para desativação do alarme . Ao final existe a opção de impressão do
comprovante ou o recebimento deste por e-mail, ou ainda, ambos. Mas a
configuração do equipamento é determinada pela Biblioteca, podendo, por exemplo,
a identificação ser realizada pelo número do cadastro do usuário na Biblioteca e sua
senha.
É importante ressaltar que se o usuário possuir alguma pendência , como
multa ou bloqueio de cadastro, o sistema impede a execução do empréstimo e o
notifica a comparecer ao balcão de atendimento. Dessa forma, o empréstimo é
realizado com maior rapidez e total segurança , garantindo total autonomia do
usuário na execução da atividade.
No balcão de atendimento a rotina quase não sofreu alterações. O usuário
identifica-se através do número do CPF e biometria e o empréstimo é feito com o
novo equipamento, chamado "tapete", que é na verdade uma estação de trabalho,
ou antena que identifica as obras e realiza os empréstimos e/ou devoluções, apenas
posicionando-se o(s) livro(s) sobre o equipamento.

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Figura 5 - Estação de trabalho
Fonte: do Autor

o sistema de autodevolução opera com a mesma simplicidade do sistema de
autoempréstimo. O usuário deve inserir um item de cada vez no local indicado e
aguardar o comprovante de devolução. Após o item ser identificado, a esteira o
encaminha para o baú de livros padrões ou as exceções, que podem ser definidas
pela própria biblioteca, por exemplo, obras reservadas. Assim os materiais são
repostos mais rapidamente.
Esse sistema permite que os materiais sejam devolvidos a qualquer momento,
mesmo fora do horário de expediente . Por este motivo, a Biblioteca aproveitou para
acatar um pedido antigo dos usuários e alterou o horário de devolução ou renovação
de 22h45 - horário de encerramento de atividades da Biblioteca - para 23h59. Essa
mudança possibilita ao usuário maior comodidade na entrega do material, evitando o
atraso na devolução ou renovação de seus empréstimos e consequentemente
multas. A recolha dos materiais nos baús de coleta da autodevolução ocorre três
vezes ao dia, no período da manhã, tarde e noite, e ocasionalmente quando algum
material reservado é devolvido pelo sistema e o usuário já o aguardo no balcão de
atendimento.
5 Considerações Finais
O sistema de autoempréstimo está operando há mais de seis meses sem
apresentar qualquer instabilidade, o serviço de autodevolução, embora em pleno
funcionamento há menos tempo, também opera conforme o previsto. A avaliação
preliminar do serviço de autoempréstimo e autoavaliação tem sido bastante positiva ,
pois além de aliviar o fluxo na fila de espera, o sistema não apresentou qualquer
instabilidade ou problema que pudesse inviabilizar a sua adoção.
Com a movimentação mais branda no balcão de atendimento e a minimização
das filas , os bibliotecários e os assistentes de documentação dispõem de mais
tempo, otimizando a orientação personalizada e acelerando o tempo de resposta
aos usuários com dúvidas.
A avaliação geral do sistema de autoatendimento tem sido positiva , pois os
benefícios superam os problemas que ocasionalmente tenham ocorrido . Os usuários
evitam fila para atendimento e realizam a atividade de modo totalmente autônomo,
sem a necessidade de um profissional , o que proporciona maior liberdade no uso
dos serviços, além de proporcionar confiança e segurança. Para a equipe da

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biblioteca representou um avanço no sentindo de otimizar o tempo na execução de
atividades mais complexas e menos rotineiras , prestando um serviço mais
humanizado e personalizado aos usuários.
6 Referências

ALBORGHETI JÚNIOR, Carlos Alberto . Análise técnica da aplicação do RFID na
gestão de estoque e armazenagem em uma empresa montadora de
equipamentos de construção. 2010 . 59 f. Trabalho de conclusão de curso
(Especialização) - Faculdade de Engenharia, Universidade Estadual Paulista,
Bauru, 2010.
NOGUEIRA, Isabel Cristina . Gerenciando a biblioteca do amanhã : tecnologias para
otimização e agilização dos serviços de informação. In : SNBU, 12, Recife, 2002 .
Anais ... Disponível em : &lt;http://www.sibi.ufrj .br/snbu/snbu2002/oralpdf/59 .a.pdf&gt; .
Acesso em : 03 jun . 2011 .
SETTE, Everton Gonzáles. RFID: indentificação por radiofreqüência . 2007. 92 f.
Trabalho de conclusão de curso (Especialização) - Faculdade de Ciências,
Universidade Estadual Paulista, Bauru, 2007 .

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Documentação&#13;
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                <text>A inovação em sistemas de gerenciamento da informação é uma constante em redes de bibliotecas e centros de documentação. O sistema de autoatendimento que utiliza a tecnologia Radio-Frequency Identification (RFID) implementa os serviços de autoempréstimo e autodevolução e surge como uma alternativa promissora para a dinamização e simplificação das rotinas e procedimentos biblioteconômicos. A nova modalidade de atendimento assegura ao usuário autonomia, agilidade e segurança na execução das tarefas, além de garantir ao profissional praticidade no gerenciamento do acervo. Entretanto, a implantação do sistema demanda ajustes estruturais, físicos e materiais, bem como a instalação de novos equipamentos e alterações em procedimentos habituais, exigindo capacitação da equipe e planejamento para o cumprimento de todas as etapas que perpassam tanto o Setor de Referência quanto o de Tratamento Técnico da Informação. Por ser pioneira na Rede de Bibliotecas da UNESP e uma das poucas bibliotecas no Brasil a adotar o Sistema de Autoatendimento, consideramos oportuno compartilhar a experiência, de modo a subsidiar futuras implantações com o mínimo de transtorno para a equipe e para os usuários.</text>
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                    <text>Arquitetura e segurança de bibliotecas
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REVITALlZAÇÃO E AMPLIAÇÃO DE BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA: RELATO DE CASO
Angela Pereira de Farias Mengatto 1, Eliane Maria Stroparo 2, Kételi
Wizenffat 3, Sandra Inara Altero Fonseca Marquetti 4, Selma Regina
Ramalho Conte 5
1

Especialista em Gestão de Pessoas (UFPR) , Bacharel em Biblioteconomia e Documentação
(UFPR) , Universidade Federal do Paraná, Curitiba , Paraná
2

Especialista em Treinamentos de Usuários (UFPR) , Bacharel em Biblioteconomia e
Documentação (UFPR) , Un iversidade Federal do Paraná , Curitiba , Paraná

3 Especialista em Gestão de Pessoas (UFPR) , Bacharel em Biblioteconomia e Documentação
(UFPR) , Bacharel em Gestão da Informação (UFPR) , Universidade Federal do Paraná, Curitiba,
Paraná

4 Especialista em Uso Estratégico das Tecnologias em Informação (UNESP) , Bacharel em
Biblioteconomia e Documentação (UNESP) , Universidade Federal do Paraná, Curitiba , Paraná

5 Especialista em Gestão de Bibliotecas (UFPR) , Bacharel em Biblioteconomia e
Documentação (UNESP) , Universidade Federal do Paraná , Curitiba , Paraná

Resumo
Apresenta-se o processo de revitalização e ampliação da Biblioteca de
Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Paraná, sua readequação física e
conceitual. Descreve-se as etapas de planejamento, execução e estratégias
envolvendo acervos, mobiliários, gestão de pessoas, aplicação da NBR 9050 e
indicadores MEC para espaço físico . Refere-se à manutenção da consulta ao acervo
e de serviços básicos. Relata-se as principais dificuldades enfrentadas, o
remanejamento constante de acervos, mobiliário e postos de trabalho, as várias
licitações e a motivação da equipe; assim como os resultados obtidos, modernização
da biblioteca, padronização e uniformização dos ambientes, espaços amplos e
arejados. O relato poderá servir como base para futuras construções ou reformas de
bibliotecas.

Palavras-Chave:
Bibliotecas Universitárias; Arquitetura de bibliotecas; Acessibilidade; Conforto
ambiental.

Abstract
It will present the revitalization and expansion process of Science and
Technology Library at Universidade Federal do Paraná (Paraná Federal University),
as well as the physical and conceptual adjustments. It will describe the planning ,
implementation and strategies involving collection , furniture , personal management,
NBR 9050 implementation and physical space indicators of MEC (Ministry of
Education). It will refer to the maintenance of the collection search and basic services
and also report the main difficulties, the constant relocation of collections, furniture
and workstations, several bids and team motivation . As results obtained were the

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library modernization, environmental uniformity and ample and airy spaces. The
report may serve as a basis for further construction or renovation of libraries.
Keywords:
University Libraries; Library Buildings; Accessibility; Environmental Conforto

1 Introdução
Nos últimos anos, as bibliotecas universitárias vêm passando por mudanças
decorrentes da incorporação de novas tecnologias, suportes e recursos
informacionais, bem como significativo aumento e diversidade da sua clientela .
Diversidade referindo-se ao estabelecimento de políticas de inclusão favorecendo o
acesso de pessoas portadoras de necessidades especiais (PNE) ao ensino superior.
Para atender de modo satisfatório essas demandas, as bibliotecas necessitam
readequar sua estrutura interna de gestão, aperfeiçoando produtos e serviços e
também construir e adaptar espaços físicos de modo a criar ambientes que possam
ser utilizados por todos.
No tocante à arquitetura, ainda hoje muitas bibliotecas de instituições de
ensino convivem com problemas de instalações físicas por funcionarem em
ambientes adaptados, comprometendo seus serviços e acervos. No Brasil , este
cenário começa a alterar-se, principalmente em universidades, com prédios
projetados para abrigar exclusivamente suas bibliotecas (SANTORO, 2000 ;
OLIVEIRA, 2002 ; LlBARDI et aI., 2010) .
Livre de qualquer dependência, ocupar um ambiente adaptado ou ter a
vantagem de estar instalada em prédio próprio, a biblioteca deve manter-se atenta
às mudanças sociais, tecnológicas e conceituais, garantindo, assim, sua importância
nas instituições (CUNHA, 2000 ; MORAES; CRISTIANINI, 2004). Acompanhar essas
mudanças requer, na maioria das vezes, readequações, reformas e muito
planejamento.
Reformas de bibliotecas devem ser planejadas com a participação de uma
equipe multidisciplinar integrando profissionais bibliotecários, arquitetos e
engenheiros. Bibliotecários considerando principalmente os interesses de sua área
de atuação e de sua comunidade interna e externa, fluxos de serviços e clientes,
disposição, crescimento e variedade de acervos. Arquitetos e engenheiros
preocupando-se com áreas de leitura (coletiva, em grupo e individual);
readequações de redes elétrica e lógica; acessibilidade, assim como conforto
ambiental (SANTORO, 2000 ; MORAES; CRISTIANINI, 2004 ; MENGATTO et aI.,
2009; DAMIANO; GIONGO; GUSTINELLI, 2010 ; LlBARDI et aI., 2010).
Para que a obra obtenha êxito é necessário o envolvimento e a sintonia da
equipe para superar todas as dificuldades encontradas. Neste sentido Petzhold
(2006) afirma que a ausência de interação bibliotecário-arquiteto-engenheiro é
responsável por grande parte dos equívocos detectados em bibliotecas em relação à
flexibilidade , acessibilidade, organização, conforto, segurança e economia de tempo
e custos.
Dentro dessa perspectiva Miranda (1998) afirma que:
a necessidade de subsídios realistas e confiáveis para a formulação de
projetos de bibliotecas continua sendo a questão central prioritária , com
informações reais sobre os planos de desenvolvimento de atividades
universitárias, crescimento de matrículas, pesquisas, professores , assim

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como definições quanto a questões de planejamento físico dos campi e dos
organogramas institucionais.

Outro aspecto importante que deve ser considerado no planejamento e
execução de construções e reformas de bibliotecas refere-se à gestão orçamental,
pois a captação de recursos está atrelada às políticas públicas da administração
superior a qual a instituição pertence.
Há que se considerar, ainda, a necessidade de estratégias para proteção e
remoção de acervos, estantes, mobiliários e equipamentos, além da desmontagem,
transporte, restauração e aquisição de bens móveis (OGDEN, 2001 ; TRINKLEY,
2001 ; DAMIANO; GIONGO; GUSTINELLI, 2010).
No início da década de 2000 a Biblioteca de Ciência e Tecnologia (BCT), do
Sistema de Bibliotecas (SiBi), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), deparouse com três grandes desafios: o crescimento e a diversidade de usuários,
provocados pela criação de novos cursos e políticas públicas de inclusão; a
incorporação de tecnologias de informação e comunicação, repercutindo nos
produtos e serviços oferecidos; e a necessidade de adaptar o acesso aos PNE.
Diante disso, percebeu-se a urgência da revitalização da biblioteca, tornando
os espaços mais eficientes, adequando-os aos indicadores de avaliação do
Ministério da Educação (MEC).
Apresenta-se como objetivo relatar este processo de revitalização e
ampliação, desde a concepção, planejamento, execução, dificuldades até as
soluções encontradas. Visa também servir de orientação aos profissionais da área
que estão envolvidos ou poderão se envolver com a construção ou reforma de
bibliotecas.
Adotou-se o método de estudo de caso, "onde leva-se em consideração,
principalmente, a compreensão, como um todo, do assunto investigado. " (FACHIN,
2005, p.42).

2 Indicadores para revitalização de bibliotecas universitárias
Ao elaborar um projeto de construção ou reforma de bibliotecas devem ser
planejados: o armazenamento do acervo, a funcionalidade da área destinada a
funcionários e a otimização do espaço utilizado pelos usuários.
A obra "Arte de projetar em arquitetura" que se transformou em um meio de
ajuda indispensável para o trabalho de arquitetos e planejadores relata que:

o projeto para construção de bibliotecas pertence à categoria das grandes
tarefas sociais , como demonstram exemplos arquitetônicos significativos do
século XIX , apresentando soluções para alto grau de exigências (Biblioteca
Laurenziana em Florença , Biblioteca Nacional de Paris) (NEUFERT, 2004,
p.324)
Mosqueira (1983) elenca os elementos a serem considerados no processo de
implantação de uma biblioteca, compreendendo desde a programação até a
manutenção do prédio. Enumera como elementos necessanos para o
dimensionamento das instalações: o acervo, a leitura, os serviços técnicos e a
expansão. Exemplifica a organização dos espaços da biblioteca em termos
funcionais e ambientais, obtidos de algumas bibliotecas brasileiras.
Figueiredo (1983) em seu trabalho sobre Edifícios de bibliotecas emite

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conceitos básicos sobre a constituição de bibliotecas. Segundo a autora os edifícios
devem refletir as necessidades, as metas e os objetivos da instituição a que serve,
sendo prudente ao bibliotecário
Aprender o máximo possível sobre planejamento de edifícios de bibliotecas,
não só através da literatura, mas, o que é igualmente importante, vendo ou
visitando novos edifícios, principalmente de instituições semelhantes, dos
quais poderá extrair idéias ou sugestões sobre problemas específicos.
Sugere-se que ele visite algumas novas bibliotecas não muito bem
sucedidas, a fim de aprender o que não se deve fazer. (FIGUEIREDO , 1983,
p.11)

o MEC, em seu instrumento de avaliação de cursos de graduação, indica
para avaliação de bibliotecas o espaço físico, acervo e serviços. Estes indicadores
apontam se os espaços estão adequados, se o acervo está sendo atualizado e se
incorporam concepções arquitetônicas, tecnológicas e de acessibilidade especificas
para suas atividades, atendendo aos requisitos: dimensão; conforto; horários de
atendimento ; espaços para estudos individuais e em grupo (BARCELOS ; GOMES,
2004; BRASIL, 2010) .
Trinkley (2001) em sua obra "Considerações sobre preservação na
construção e reforma de bibliotecas" destaca aspectos a serem considerados, tanto
na construção de novos espaços quanto na reforma de edifícios já existentes, tais
como: localização e projeto, estrutura do edifício, ambiente interno da biblioteca,
revestimentos, cobertura , iluminação, climatização , rede elétrica e hidráulica,
segurança , paisagismo, custos e procedimentos de construção.
A norma NBR 9050 determina que todos os espaços, edificações, mobiliários
e equipamentos urbanos que vierem a ser projetados, construídos, montados ou
implantados, bem como as reformas e ampliações de edificações e equipamentos
urbanos, devem ser tornados acessíveis de maneira autônoma e segura a todas as
pessoas independente do tipo de limitação (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
NORMAS TÉCNICAS, 2004) .
Acessibilidade deve ser pensada de maneira a não originar situações de
discriminação, criando espaços e ambientes separados para uso exclusivo de PNE,
e sim, pensar em sistemas e ambientes que possam ser utilizados por todos os
usuários, com características de inclusão (MAZZONI et aI., 2001).
3 Biblioteca de Ciência e Tecnologia da UFPR
A BCT, uma das 15 unidades do SiBi, foi instalada em 1965 em prédio próprio
no Bloco I do campus Centro Politécnico, projetado como Edifício da Biblioteca pelo
arquiteto Rubens Meister, com 3248 m2 distribuídos em três pavimentos. Encontrase próximo a entrada principal do campus e ao estacionamento, com fácil acesso ao
restaurante universitário e num local de grande circulação de pessoas.
Inicialmente projetada para atender exclusivamente o Curso de Engenharia
Civil, na década de 1970 o andar térreo do edifício passou a abrigar o Núcleo de
Concursos (NC) , onde permaneceu até 2006 ; e também o laboratório de Microscopia
Eletrônica (ME), que ainda permanece no local, ficando somente o primeiro e
segundo andar (2648 m2) para uso da biblioteca .
No decorrer dos anos, com a criação de novos cursos de graduação, e
ampliação de cursos de pós-graduação, houve aumento significativo de alunos,
técnicos e docentes. Atualmente atende 19 cursos de graduação, 12 de

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especialização, 15 de mestrado e nove de doutorado, ofertados pelos Setores de
Ciências da Terra , Ciências Exatas, e Tecnologia . Com frequência aproximada de
2.000 usuários/dia, funciona 14h/dia, das 07h 15min às 21h 15min, de segunda a
sexta-feira .
A equipe de trabalho, em 2007, contava com 5 bibliotecários, 3 assistentes, 14
bolsistas de 20 horas semanais, 4 bolsistas de 12 horas semanais e 12 bolsistas de
30 horas semanais. Este quadro foi alterado no decorrer da reforma .
O crescimento e a diversificação do acervo, assim como a implantação de
novos serviços comprometeram as áreas destinadas à leitura . A forma de
distribuição das estantes não permitia o adequado armazenamento da coleção, seu
crescimento e acessibilidade. O número insuficiente de salas para estudo em grupo,
a redução do espaço nos salões de leitura, a inexistência de cabines individuais
entre outros itens relacionados a espaço físico foram apontados como agravantes
em avaliações realizadas pelo MEC.
Pode-se destacar também que nos postos de trabalho os problemas
ergonômicos eram prementes, além da má distribuição do layout com a dispersão de
serviços complementares.
O balcão de empréstimo existente não atendia aos critérios de ergonomia e
acessibilidade, estando provisoriamente adaptado para o serviço informatizado. Seu
tamanho e localização não eram adequados, atrapalhando a circulação na entrada
da biblioteca.
A seção de preparo técnico estava desagrupada e mal localizada; a seção de
referência estava distante do usuário; não existia espaço para reuniões e
treinamentos de funcionários e usuários; inexistência de espaço para atendimento
ao usuário na seção de periódicos; inadequação de banheiros; inexistência de sala
de apoio às atividades de limpeza e conservação da biblioteca ; inexistência de
elevador para pessoas, o acesso entre os pisos era feito pela escada.
A sinalização provisória se mostrava inadequada a todos os tipos de usuários.
O ambiente extremamente quente, devido a má circulação de ar e também ao tipo
de iluminação, que embora econômico não permitia adequada propagação da luz,
comprometiam o conforto ambiental; o tipo de forro comprometia a acústica.
Tanto as estantes como todo o mobiliário em madeira e em aço necessitavam
de reforma e padronização de cor e revestimento, assim como era necessária a
aquisição de novos mobiliários.
Diante dessa problemática a equipe da biblioteca se envolveu no estudo da
otimização do espaço físico destinado aos usuários, acervos e serviços, durante o
período de 2004 a 2007 . Dentre a literatura pesquisada destacam-se duas obras que
serviram de base para o planejamento e execução da revitalização da BCT: Trinkley,
2001 e NBR 9050, que elucidou as dúvidas em relação à acessibilidade.

4 Planejamento da Revitalização
Uma das primeiras ações empreendidas para a revitalização foi a inclusão no
Planejamento Estratégico do SiBi, da Ação da Reforma e Ampliação do Espaço
Físico da BCT, prevendo a saída do NC do andar térreo, assim como incluir na
Política de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFPR, ação referente à reforma,
ampliação e modernização das instalações físicas das bibliotecas do SiBi ,
favorecendo o aporte de recursos para a execução dos projetos.
A equipe multidisciplinar que participou da elaboração do projeto de
revitalização, formada por engenheiros civis, arquitetos, bibliotecários e técnicos,

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debruçou-se sobre as necessidades da unidade, dando especial atenção aos
aspectos de acessibilidade.
Em 2004 foi elaborado o primeiro projeto de reforma e ampliação pela
Prefeitura da Cidade Universitária (PCU) da UFPR incluindo toda a área ocupada
pelo NC e ME no térreo do edifício, prevendo a mudança da coleção de periódicos
do segundo andar para este espaço .
Como não foi viabilizada a desocupação de todo o espaço térreo, em 2007 foi
necessário modificar o projeto arquitetônico, já que não seria possível a execução do
primeiro.
De dezembro de 2007 a abril de 2010 a biblioteca passou por obras de
reestruturação física de forma fragmentada, ou seja, houve quatro licitações para
execução da reforma . A primeira empresa ganhou a licitação, porém, dois meses
depois desistiu de executar a obra, a segunda empresa ganhadora, executou obras
por um ano; a terceira finalizou alguns serviços e a quarta concluiu a obra.
Para registrar e documentar a obra foram utilizados os seguintes
instrumentos:
a) Memorial descritivo e especificações técnicas: obra Reforma da
Biblioteca de Ciência e Tecnologia ;
b) Projeto de reforma: assimilado por toda a equipe da biblioteca e
utilizado para acompanhar e orientar, em conjunto com a equipe
técnica, o mestre de obra e operários;
c) Planilha orçamentária quantitativa: relação de itens licitados e
contemplados para execução da obra;
d) Diário da obra: livro no qual foram registradas todas as operações,
problemas e ocorrências, complementado com registro fotográfico
(APÊNDICE A) ;
Estes instrumentos contribuíram para a emissão de relatórios necessários
durante e após a execução da obra .
As reuniões visando estratégias para execução da reforma ocorreram a partir
de 2007 entre a equipe da BCT e representantes da empresa contratada . Como
consenso determinou-se que durante a obra fosse priorizado o acesso ao acervo,
mantendo-se os serviços de empréstimo e devolução. Com a impossibilidade da
permanência dos usuários no recinto, instalou-se provisoriamente um espaço de
leitura em frente à biblioteca, para que a consulta ao material bibliográfico não
ficasse totalmente prejudicada .
Os 70.472 itens do acervo, constituído de livros, teses e dissertações, foram
constantemente remanejados de um lado a outro, liberando os espaços para
execução da obra .
O acervo de fontes bibliográficas impressas e em CD-ROM foram amarrados,
identificados e dispostos em depósito.
Os fascículos dos 2.552 títulos de periódicos foram amarrados e identificados
em ordem numérica. Os pacotes amarrados foram mantidos nas estantes e
posteriormente embalados em sacos plásticos, às vezes com mais de uma
embalagem para evitar danos. Este processo perdurou de novembro de 2007 a abril
de 2008, devido à grande quantidade de fascículos e também pela dificuldade na
obtenção dos sacos plásticos. Este acervo foi transportado do segundo para o
primeiro andar, retornando posteriormente.
O mobiliário composto por mesas, cadeiras, estantes, armários e mapotecas

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foram agrupados por tipo, madeira e aço, e modelos sendo, então, listados e
enviados à restauração. Os padrões de cores e revestimentos foram estabelecidos
previamente .
As atividades de remanejamento dos acervos e dos mobiliários foram
realizadas com a ajuda de funcionários da PCU e toda a equipe da BCT.
Além de acervos e mobiliários, os postos de trabalho foram remanejados de
acordo com a necessidade, e com eles as pessoas. A orientação e motivação da
equipe da biblioteca são importantes fatores a serem considerados.
5 Execução das atividades

Todas as alterações no ambiente foram realizadas visando otimizar o uso da
biblioteca, tanto pelo público interno quanto externo, de acordo com seu Memorial
Descritivo, como também atender às mudanças conceituais propostas na
modernização da BCT (APÊNDICE B).
5.1 Andar térreo
A reincorporação do andar térreo somou 365 m2 à área total da biblioteca . Em
sua revitalização a maior área foi destinada a leitura, estudo coletivo e instalação de
cabines individuais, comportando, ainda , um laboratório de informática, sala de
convivência para funcionários , banheiro adaptado, sala de apoio às atividades de
limpeza e conservação da biblioteca e depósitos.
O acervo de fontes bibliográficas impressas e em CD-ROM foi transferido
para estantes deslizantes, otimizando o espaço físico e garantindo sua preservação .
Além do acesso principal, mantido no primeiro andar, foi instalada porta antipânico atendendo critérios de segurança.
5.2 Primeiro andar
O acesso principal foi totalmente modernizado, com a instalação de pórtico
em madeira e portas de vidro temperado, ampliando a área de circulação e a
visibilidade do hall de entrada.
Os guarda-volumes permaneceram próximos à entrada principal, porém,
deslocados para a lateral facilitando o acesso ao balcão de empréstimo. Esta área
lateral foi delimitada com divisórias de vidro a fim de diminuir a propagação do ruído
e permitir a visibilidade. Os armários foram restaurados e adaptados dentro das
especificações de acessibilidade.
O novo balcão de empréstimo foi alocado no centro do hall de entrada ,
possibilitando a devolução sem a necessidade de adentrar ao interior da biblioteca .
Para melhorar o fluxo de usuários e a segurança do acervo conta com entrada e
saída independentes e duas antenas de detecção automática de furtos. Foi
projetado seguindo os padrões de ergonomia , acessibilidade e estética , visando
oferecer maior conforto e qualidade aos funcionários e usuários.
Após o hall de entrada , agruparam-se as áreas de Circulação e Referência,
melhorando o atendimento com a concentração dos serviços de empréstimo,
devolução, reservas, cadastro, comutação, acesso a base de dados, sala multimídia,
destinada a reuniões, treinamentos e outros eventos, e laboratório de informática,
projetado para ser acessível a todos e equipado para o atendimento também aos
PNE (ANEXO A) .

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A Seção de Preparo Técnico foi remanejada e agrupada próxima ao acervo,
integrando os serviços de processo técnico e físico , reparos e conservação
preventiva , proporcionando agilidade no trabalho e monitoramento do material.
Embora o acervo de livros tenha sido mantido no primeiro e segundo andar, a
distribuição das estantes de forma uniformizada, assim como a padronização da
largura dos corredores entre elas, permitiu a reorganização dos acervos em novo
layout, ampliou as áreas de leitura coletiva, salas de estudo em grupo, e
proporcionou o acréscimo de mesas e cadeiras. Essa nova configuração permitiu ,
também , mobilidade adequada e espaço para crescimento do acervo .
5.3 Segundo andar
A nova configuração de estantes permitiu, também, o agrupamento da
coleção de teses, dissertações e monografias, atendendo pedidos de usuários.
Na Seção de Periódicos as principais melhorias foram a reorganização do
layout, otimização do espaço, com novo balcão de atendimento, preparo técnico e
físico dos materiais, salas de estudo coletivo e consulta de materiais especiais
(mapotecas e catálogos de equipamentos).
5.4 Outras atividades
Foram demolidas algumas paredes de alvenaria no térreo. No primeiro andar
foram instaladas paredes de drywall, para adequação do layout em alguns
ambientes, assim como foram retiradas divisórias de madeira para abertura do salão
de leitura. No segundo andar foram instaladas divisórias de madeira nas salas de
estudo existentes, duplicando seu número; outras paredes receberam novo
revestimento cerâmico, e outras, ainda, foram lixadas e revestidas de madeira. Tanto
paredes de alvenaria como de drywall receberam pintura .
O piso do andar térreo foi substituído por granilite; nos outros andares, o piso
existente, foi lixado e tratado; alguns ambientes receberam novo piso cerâmico.
Todo o forro e madeiramento, do primeiro e segundo andar, foram removidos
e substituídos por gesso, que também foi instalado no térreo, proporcionando melhor
higiene, conforto e acústica adequados ao ambiente.
Foram instalados pisos táteis direcionais visando à orientação segura de
pessoas com deficiência visual. Para acesso a todos os andares foi instalado
elevador de pessoas e de carga . Para ligação entre o primeiro andar e o térreo foi
dado continuidade à escada já existente, que recebeu lixamento e troca de guardacorpo.
Nas janelas, as esquadrias em alumínio foram restauradas com a troca de
puxadores, braços e borrachas de vedação; foi instalada grade de proteção; limpeza,
interna e externa e aplicação de película nos vidros; e remoção de persianas para
limpeza .
Na rede hidráulica destaca-se a adequação dos banheiros existentes, para
atender aos usuários internos e PNE , assim como a construção de um banheiro
adaptado no térreo; reestruturação da cozinha; e sala de apoio às atividades de
limpeza e conservação da biblioteca.
A rede elétrica e lógica foi atendida parcialmente, apenas para os novos
ambientes. Entretanto, as luminárias foram readequadas, tanto no espaço dos
acervos como nos salões de leitura e salas de trabalho.

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6 Considerações Finais

o processo de revitalização da BCT, embora tenha sido um marco histórico de
modernização, refletiu as dificuldades oriundas de licitações fragmentadas, prazos
expandidos, esforço e trabalho redobrados.
Toda a equipe permaneceu na biblioteca durante o processo de revitalização
(2008-2010) , em salas inadequadas e provisórias, exposta à poeira e barulho, sob
estresse físico e emocional; porém, vale salientar que o processo possibilitou o
exercício da paciência , da persistência e o coleguismo se manteve sempre presente.
Proporcionou , também , à equipe o conhecimento da NBR 9050, o
compartilhamento de informações referentes aos aspectos arquitetõnicos e de
construção civil com os profissionais envolvidos, maior conhecimento da legislação e
tramitação de licitações.
A biblioteca manteve o acervo disponível e os serviços de empréstimo e
devolução ativos. Disponibilizou a consulta ao material bibliográfico em um espaço
de leitura em frente à biblioteca. Tal medida foi tão bem aceita pela comunidade que
o local passou por reforma e adequação permitindo aos usuários a utilização do
espaço em horário integral.
Os ambientes fechados e restritos foram transformados em espaços amplos,
acolhedores e sem barreiras. A ampliação da área para usuários e a padronização e
uniformização do mobiliário , por tipo e modelo, proporcionaram um ambiente mais
agradável, confortável e ergonômico . O redimensionamento dos postos de trabalho
contribuiu na melhoria da qualidade do trabalho e racionalização das atividades,
influenciando positivamente os serviços prestados.
Todo o empenho da equipe durante o processo de revitalização teve o
reconhecimento da comunidade atendida pela BCT e de toda a instituição, e
atualmente é considerada modelo para as demais bibliotecas do SiBi.
7 Referências
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edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. 2.ed . Rio de Janeiro,
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Trabalho completo

APÊNDICE A - Fotos da BCT após a revitalização

9 Escada - pós 1

lOa Elevador - pósl

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lOb Elevador - pós2

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21 Térreo - pÓS

22 Banheiro PNE

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23 Tese - pós

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APÊNDICE B - Quadro Comparativo Pré e Pós Revitalização da BCT
Descrição
Área física
Almoxarifado
Andares
Área externa em frente á
Biblioteca (428m 2)
Banheiro Feminino
Banheiro Masculino
Banheiro para PNE
Cabine individual de estudo
Cadeira para usuários
Computadores para consulta ao
acervo
Cozinha

Pré

Pós

2.648 mL

3.068 mL

Inexistente
2
Inadequada e mal
conservada
2
1
Inexistente
Inexistente
393
4

1
3
Readequada e modern izada

Mesas para estudo
Mobiliários

Inadequada e mal
conservada
1 Inadequado
Inexistente
Mal conservadas e de
diferentes padrões
Madeira e mal conservado
Mal conservados e mal
localizados
Inadequada
Mal conservadas
1 (7 computadores)
Dispersas e mal
conservadas
140
Inadequados e insuficientes

Piso
Porta anti-pânico
Porta de entrada/saída
Rede elétrica e lógica
Rede hidráulica
Sala de Administração

Mal conservado
Inexistente
Inadequada
Insuficiente
Insuficiente
Inadequada

Sala de Apoio a Conservação e
Limpeza
Sala de Estudo
Sala de Referência
Sala Multimídia
Seção de Circulação
(empréstimo/devolução/reserva/
cadastro)
Seção de Periódicos

Inexistente

Depósito
Elevador de pessoas
Estante de livros
Forro
Guarda-volumes
Iluminação
Janelas
Laboratório de informática
Mapotecas

Seção de Preparo Técnico

4
2
3
38
536
10
Readequada
2 Adequados
1
Restauradas, reagrupadas e
aquisição de novas
Gesso termo-acústico
Restaurados , remanejados
(área ampliada e delimitada)
Readequação de luminárias.
Restauradas
2 (26 computadores)
Reagrupadas e restauradas
205
Restaurados e aquisição de
novos
Restaurado e tratado
1
Modernizada e ampliada
Readequada parcialmente
Readequada parcialmente
Modernizada e ampliada
(sala de reuniões)
1

4
Inadequada
Inexistente
Inadequada e mal localizada

8
Readequada
1 (mobiliada e equipada)
Readequada , Ampliada, e
remanejada

Inadequada e mal localizada

Readequada , ampliada , e
remanejada
Readequada e reagrupada

Inadequada e dispersa

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ANEXO A - Planta Baixa dos Serviços de Circulação e Referência

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        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
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            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
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            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
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            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                  <text>2012</text>
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            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
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            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
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            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
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    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
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      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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              <elementText elementTextId="64868">
                <text>Revitalização e ampliação de biblioteca universitária: relato de caso.</text>
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            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <elementText elementTextId="64869">
                <text>Mengatto, Angela Pereira de F.; Stroparo, Eliane Maria; Wizenffat, Kételi; Marquetti, Sandra Inara Altero F.; Conte, Selma Regina Ramalho</text>
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            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>2012</text>
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            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Evento</text>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="64875">
                <text>Apresenta-se o processo de revitalização e ampliação da Biblioteca de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Paraná, sua readequação física e conceitual. Descreve-se as etapas de planejamento, execução e estratégias envolvendo acervos, mobiliários, gestão de pessoas, aplicação da NBR 9050 e indicadores MEC para espaço físico. Refere-se à manutenção da consulta ao acervo e de serviços básicos. Relata-se as principais dificuldades enfrentadas, o remanejamento constante de acervos, mobiliário e postos de trabalho, as várias licitações e a motivação da equipe; assim como os resultados obtidos, modernização da biblioteca, padronização e uniformização dos ambientes, espaços amplos e arejados. O relato poderá servir como base para futuras construções ou reformas de bibliotecas.</text>
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                    <text>Marketing
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Resumo expandido

AÇÕES PARA PROMOÇÃO E USO DA BIBLIOTECA DO HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO E INSTITUTO DE
DOENÇAS DO TÓRAx/UFRJ
Vanessa Souza Mendonça 1, Eliana Rosa da Fonsectl
1Especialista em Biblioteconomia , Bibliotecária da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro, RJ
2Mestranda em Ciência da Informação (PPGCI/UFF) , Bibliotecária da Universidade Federal
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

1 Introdução
A Biblioteca do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) e
Instituto de Doenças do Tórax (IDT) é uma unidade do Sistema de Bibliotecas e
Informação (SIBI) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) , e está
administrativamente vinculada à Coordenação de Atividades Educacionais (CAE) do
Hospital.
Segundo Lima (1973, p. 141) "a biblioteca de um hospital deve exercer
atividades didáticas". Os graduandos, residentes, médicos, professores e
pesquisadores precisam ter conhecimento destes espaços de estudo e pesquisa .
Para isso, é necessário promover a biblioteca, seus produtos e serviços. A promoção
"é uma dentre várias atividades de marketing" (AMARAL, 2001, p. 76).
Os bibliotecários "podem ser responsáveis pela criação dos instrumentos de
comunicação para informar sobre os serviços e produtos oferecidos e/ou
desenvolvidos pela sua Instituição" (ARAUJO ; SILVA; SILVA, 2011 , p. 73) . Amaral
(2001 , p. 76) define a promoção como "a parte mais visível do marketing". De acordo
com a autora, os objetivos do emprego da promoção podem ser:
(1) tornar a unidade de informação e seus produtos e serviços
conhecidos pelos usuários potenciais; (2) tornar o ambiente da
unidade de informação e seus produtos e serviços atraentes para os
usuários potenciais; (3) mostrar aos usuários reais como usar os
produtos e serviços de informação; (4) evidenciar os benefícios dos
produtos e serviços oferecidos; e (5) manter os usuários reais ,
constantemente, bem informados sobre a atuação da unidade de
informação, seus produtos e serviços. (AMARAL, 2008, p. 34)

Sabe-se que a Biblioteca do HUCFF/IDT passa despercebida e muitas vezes
desconhecida por seus usuários potenciais devido a sua localização no último andar
do Hospital. Este trabalho tem como objetivo apresentar as ações realizadas para
sua divulgação, tendo como principal propósito dar visibilidade à unidade.

2 Materiais e Métodos
As ações de divulgação iniCiaram no primeiro semestre de 2011 e foram
desenvolvidas pelos funcionários da unidade, contando com a colaboração da CAE
e Assessoria de Imprensa. A primeira ação foi a elaboração de um regulamento com
o objetivo de normatizar as atividades, prestar informações a cerca de seu

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Resumo expandido

funcionamento, e orientar os usuários no uso do espaço.
O mural da Biblioteca foi reorganizado com o intuito de apresentar
informações sobre horário de funcionamento , produtos e serviços, bases de dados
da área de saúde e notícias.
Outra ação foi a preparação de um boletim informativo, enviado por e-mail
para os funcionários da instituição, divulgando a sala de vídeo, o laboratório de
informática e os novos livros da Biblioteca.

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Figura 1 - Boletim informativo
Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de Janeiro, 2011 .

Um cartaz padronizado foi montado em parceria com a Assessoria de
Imprensa, divulgando informações sobre a localização da Biblioteca, seu horário de
funcionamento e serviços oferecidos. Estes cartazes foram anexados em murais de
todos os andares do Hospital e também foi projetado na televisão que fica no hall
dos elevadores, no subsolo do Hospital, passagem obrigatória para funcionários e
pacientes.

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Figura 2 - Cartaz padronizado
Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de Janeiro, 2011 .

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Resumo expandido

A fim de estabelecer um canal de comunicação com os usuanos foi
desenvolvido um blog (http://bibliotecahucff.wordpress.com) , cominformações sobre
a biblioteca , notícias de interesse da comunidade hospitalar e links para acesso às
principais bases na área de saúde, periódicos, hospitais universitários brasileiros,
conselhos e associações médicas.
Biblioteca HUCFF I IDT

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Figura 3 - Blog da Biblioteca

Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Blog Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de Janeiro, 2011. Disponível em :
&lt;http://bibliotecahucff.wordpress.com/&gt; . Acesso em: 09 mar. 2012.
Junto ao desenvolvimento do blog, foi criado um perfil no Twitter (@bibhucff),
com o intuito de divulgar notícias, artigos e eventos na área de saúde .
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Figura 4 - Perfil no Twitter da Biblioteca HUCFF/IDT

Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação.
Perfil
@bibhucff.
Rio
de
Janeiro,
2011.
Disponível
em :
&lt;https:/Itwitter.com/#!lbibhucff&gt; . Acesso em: 22 abr. 2012.

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Resumo expandido

Foram distribuídos folders na entrada principal do Hospital. Esta ação ocorreu
durante um mês, duas vezes por semana . Outra ação que possibilitou a divulgação
da unidade foi a participação da Biblioteca na programação para recepção dos
novos residentes , organizada pela Coordenação Geral de Residência Médica
(CGRM), em janeiro de 2012 .

RECURSOS DE INFORMAÇÃO PARA
RESIDÊNCIA MÉDICA E
MULTIPROFISSIONAL NA UFRJ

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Bibliotecárias:
Eliana Rosa

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!CIUICL

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Vanessa Mendonça

Figura 5 - Tela inicial da apresentação
Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de Janeiro, 2012.

3 Resultados Parciais/Finais
Após as ações de promoção da Biblioteca, foi possível perceber o aumento
significativo na utilização dos espaços, na inscrição de novos alunos e na solicitação
de serviços oferecidos pela unidade.
Tabela 1 - Fluxo de usuários

ANO

2010

2011

Total/Usuários

5622

8911

Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Bases de dados gerenciais: dados estatísticos das bibliotecas, Rio de Janeiro,
2011 .
Tabela 2 - Número de inscritos

ANO

2010

2011

W de Inscritos

156

410

Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Bases de dados gerenciais: dados estatísticos das bibliotecas. Rio de Janeiro,
2011 .

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Resumo expandido

4 Considerações Parciais/Finais
Inicialmente, a Biblioteca do HUCFF/IDT focou na convocação e manutenção
de seus usuários. A intenção é que estas ações de divulgação sejam contínuas e
correntes. Dessa forma, a interação entre a unidade de informação e o usuário
acontece, possibilitando maximizar não só o uso do espaço, como também, o
acesso aos recursos informacionais eletrônicos oferecidos pela instituição.

5 Referências
AMARAL, Sueli Angélica do. Promoção: o marketing visível da informação. Brasília :
Ed . Jurídica, 2001 .
___ oMarketing da informação: entre a promoção e a comunicação integrada de
marketing . Informação &amp; Sociedade, João Pessoa, V. 18, n. 1, p. 31-44 , jan./abr.
2008. Disponível em : &lt;www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/1636/1637&gt;
Acesso em: 24 mar. 2012.
ARAUJO, Walqueline da Silva; SILVA, Márcio Bezerra da; SILVA, Alzira Karla Araújo
da. O uso do marketing na comunicação de produtos e serviços em unidades de
informação: o caso da seção de multimeios da Biblioteca Central da UFPB.
Biblionline, João Pessoa, V. 7 n. 2, p. 73-88, 2011 . Disponível em :
&lt;www.brapci.ufpr.br/index.php?dd60=0&amp;dd61 =marketing&gt; Acesso em : 9 mar. 2012 .
LIMA, Etelvina. Bibliotecas de hospitais. Revista da Escola de Biblioteconomia da
UFMG, Belo Horizonte, V. 2 n. 2, p. 141-159, set. 1973.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Bases de dados gerenciais: dados estatísticos das bibliotecas, Rio de
Janeiro, 2011 .
-:------:-_. Sistema de Bibliotecas e Informação. Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de
Janeiro, 2011 .
___ oSistema de Bibliotecas e Informação. Blog Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de
Janeiro, 2011. Disponível em : &lt;http://bibliotecahucff.wordpress.com/&gt;. Acesso em:
09 mar. 2012 .
___ oSistema de Bibliotecas e Informação. Perfil @bibhucff. Rio de Janeiro,
2011 . Disponível em : &lt;https://twitter.com/#!lbibhucff&gt; . Acesso em : 22 abro2012 .

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>A Biblioteca do HUCFF/IDT passa despercebida e muitas vezes desconhecida por seus usuários potenciais devido a sua localização no último andar do Hospital. Este trabalho tem como objetivo apresentar as ações realizadas para sua divulgação, tendo como principal propósito dar visibilidade à unidade.</text>
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                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
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Resumo expandido

FERRAMENTAS PARA INTERAÇÃO E COMUNICAÇÃO COM O
USUÁRIO DA BIBLIOTECA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
CLEMENTINO FRAGA FILHO/UFRJ
Vanessa Souza Mendonça 1, Eliana Rosa da Fonsectl
1Especialista em Biblioteconomia , Bibliotecária da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro, RJ
2Mestranda em Ciência da Informação (PPGCI/UFF) , Bibliotecária da Universidade Federal
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

1 Introdução
A internet é um dos principais meios de comunicação da sociedade
contemporânea. De acordo com Yamashita e Fausto (2009, p.3), "a evolução
derivada do próprio desenvolvimento da Web e dos softwares livres propiciou maior
democratização das ferramentas e funcionalidades de interatividade e participação
do público". Segundo Blattmann e Silva (2007 , p. 30), "essa evolução da web
possibilitou a criação de espaços cada vez mais interativos, [ ... ] surge assim uma
nova concepção de internet, chamada internet 2.0 , web 2.0 ou web social."
Nesse contexto, a Biblioteca do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho
(HUCFF) e Instituto de Doenças do Tórax (IDT) da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ), no ano de 2011 , desenvolveu um Blog e criou um perfil no Twitler,
com a intenção de promover a unidade e, principalmente, estabelecer um canal de
comunicação e interação com seus usuários.
Segundo Machado (2010, p. 49), o blog :
É um site cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de novos
artigos, popularmente conhecidos na ferramenta como 'posts'. Estes
são em geral organizados de forma cronológica , temática ou ambos,
tendo como foco a proposta do blog .

Rufino, Tabosa e Nunes (2010, p.1O) definem:
Os mícro-bloggíngs compõem uma nova modalidade de comunicação
na internet. Consistem na publicação de postagens de tamanho
limitado a 140 caracteres. Por isso recebem o prefixo micro em sua
denominação, pois se caracterizam por sua forma reduzida se
comparado ao modelo tradicional de blog .

o objetivo deste trabalho é apresentar como estas ferramentas de
comunicação foram desenvolvidas, que tipo de informação é disponibilizada e como
foi definida a freqüência das postagens no blog e Twitlerda Biblioteca HUCFF/IDT.
2 Materiais e Métodos

o Blog foi desenvolvido, em setembro de 2011 , com informações sobre a
Unidade, seus serviços e produtos. Utilizou-se o software Wordpress para
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�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Resumo expandido

desenvolvimento da página por ser gratuito e ter uma interface de fácil manuseio ,

GWORDPRESS

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Bem-vindo!
o Word Press é uma pla t afo rma se mân tica de

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gra tuito . Em outras pala v ras, o WordPress é o que

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você usa quando você quer trabalhar e n::lo lutar com

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o WordPress é umprojero muito especial para.
mim. Todo desenvo/uedor e colaborador

acrescenta algo único nessa mistura, ejuntQ~ nós
criamos algo bonito do qual me orgulho de fazer

parte. Milhares dI! horasforam inuE'stidas no
~" ordPressJ e nOs nos dedicamos para me&gt;Ihorá-lo

Todos os Posls

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Todas as Pá ginas

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Pará grafo

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Comece a usar hoje o novo Wo rdPress.

Figura 1 - Site do Wordpress Brasil
Fonte: WORDPRESS BRASIL. Site. 2012. Disponível em: &lt;http://pt-br.wordpress.com&gt;.
Acesso em: 22 abr. 2012.

o layout foi concebido com base nos blogs de outras bibliotecas da UFRJ e
seu conteúdo adaptado do regulamento da biblioteca. Estabeleceu-se o nome
Biblioteca HUCFF/IDT, endereço: www.bibliotecahucff.wordpress.com e o tema no
Wordpress - Twenty Ten .
B ibli oteca HUCFF IIDT

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SciELO Brasi l lança pona l de livros eletrônicos
Foi l ançadoemsode março] du.ran tee\&gt;ento na Uni ve r sidade Estadual
Pa ul ista (U ne.sp)J em São Paulo) o portal SciE.LOL:i vros.
Integra.nte do programa Sc ie ntific Eletron ic Libr a ry Onl i.ne Sci ELO Brasil resultado de u _m proj4l:to financiado pe.l a FapespE:m parceria com o CEntro
Latino-Americano edo caribe de In formaçao em Ciên.c:ias da Saú de (Si re.me) - ,
o portal v isa à publica.çàoon·l i ne de oole9i&gt;es dE: l iv rosde carátercie.ntifioo
editado.5.J prioritar iamente: por i nstitu ições acadêmicas.

A i nici ati v a pretende aumenh.r a v is ib ilidade; o acesso, o usoe o i m p aclode
pesqui5.a..s.; eru;.aios e estudos reiil izado~; principalme.nte, na á rea de h Unlanõü;
-cuj a maior parle dOI. p["oduçâo a-cadêmic:a é publ icada na forma dê li\' l"Os .

Ac~., http,J books." i. lo.o,"'

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Figura 2 - Blog da Biblioteca HUCFF/IDT
Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Blog Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de Janeiro, 2011 . Disponível em :
&lt;http://bibliotecahucff.wordpress.com/&gt; . Acesso em: 09 mar. 2012.

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A barra horizontal apresenta o título de cada uma das subpáginas.
a) Início: disponibiliza notícias e atualidades;
b) Conheça a biblioteca : informações administrativas da unidade;
c) Acervo : expõe a quantidade de obras, relaciona os títulos de periódicos
com links para acesso;
d) Serviços: disponibiliza informações sobre os serviços oferecidos:
consulta e empréstimo; comutação bibliográfica ; treinamento em base
de dados; impressão; acesso remoto ao Portal Capes; nada consta ;
e) Produtos: Regulamento; Catálogo de cd-roms e dvd's e, as Novas
Aquisições;
f)

Uso da biblioteca: informações sobre o uso dos espaços de informação
- laboratório de informática , sala de vídeo, salão de estudo individual e
em grupo e salão de acervo;

g) Ficha catalográfica : orientação de como solicitar o serviço;
h) Links: relacionam hospitais universitários brasileiros, associações e
conselhos, bases de dados e bibliotecas virtuais em saúde;
i)

Como chegar: fornece as linhas de ônibus que circulam no campus
passando próximo do hospital ;

j)

Contato: telefones, e-mail,
funcionamento;

endereço

do

Twitfer e

horário

de

Na área central do blog, encontram-se as informações contidas em cada
subpágina . Já na barra lateral ficam disponíveis ícones para acesso ao catálogo
online institucional e as principais bases de dados na Área de Saúde.
As postagens ocorrem uma vez por semana e versam sobre atualidades das
áreas. As fontes escolhidas foram os sites do Ministério da Saúde, Jornal O Globo Caderno Saúde, Conselho Federal de Medicina e Portal de Periódicos Capes, dentre
outras. São priorizadas notícias sobre pesquisas e estudos publicados em periódicos
científicos.
A criação de um perfil no Twifter é importante pela popularidade e agilidade
operacional da ferramenta . Atualmente, segue 23 de bibliotecas, editoras e
instituições. Pelo menos uma vez por dia a unidade posta ou re-posta (retwitter)
alguma mensagem no microblog .

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Resumo expandido

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Tu:irrer do Biblioteca do Hospital Cniversitcirio CJefTIentiJlo
Fraga filho - HCCFF/1JfRJ
Rio de Janei ro, RJ

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Biblioteca do HUCFF
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Paru:Jpe hOje do Tl\'llteT

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Cientistas lanç am a primeira enciclopédia sobre o câncer - O Globo
oglobo globo com/s audelcJentist v ia @JomalOGlobo

Nome Completo

Errai
Senha

Inscreva.se

Tweet 5

Figura 3 - Perfil no Twitter da Biblioteca HUCFF/IDT
Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação.
Perfil
@bibhucff.
Rio
de
Janeiro,
2011 .
Disponível
em :
&lt;https://twitter.com/#!lbibhucff&gt;. Acesso em: 22 abr. 2012.

3 Resultados Parciais/Finais

o 810g esta disponível desde setembro de 2011 . Os dados estatísticos
demonstram que a ferramenta está sendo utilizada, porém, ainda não atingiu o
potencial de uso e interatividade que é característico desse ambiente. Pretende-se,
com ações de divulgação, aumentar a quantidade de acesso,
At A Glance

Dias

Semanas

Meses

Sep2011

Apr2012

1.000

17

37

vis ifasemtodoperiodo

Vl stlas de hoje

"";sualirações no ciia mais mollimenlacJo, September 2, 2011

Tabelas resumllíVas

Figura 4 - Estatísticas de acesso do blog
Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Blog Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de Janeiro, 2011 . Disponível em :
&lt;http://bibliotecahucff.wordpress.com/&gt; . Acesso em: 09 mar. 2012.

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Meses e Anos
Jan

jun

aOr

fev

jul

2 011

2012

ago

sei

oul
121

151

98

168

dez.
39

81

Tolal

177

164

41.

581

Figura 5 - Estatísticas de acesso do blog

Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Blog Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de Janeiro, 2011 . Disponível em :
&lt;http://bibliotecahucff.wordpress.com/&gt; . Acesso em: 09 mar. 2012.

4 Considerações Parciais/Finais
Não há dúvida, da importância das redes SOCiaiS, estas são aliadas da
biblioteca pela oportunidade que oferecem para a comunicação e interação com o
usuário, Sua adoção constitui-se como uma postura proativa , frente a esse cenário
de mudanças e inovações tecnológicas, buscando integrar aos processos
desenvolvidos na unidade, novas ferramentas de comunicação e transferência de
informação.

5 Referências
BLATTMANN , Ursula; SILVA, Fabiano C. C. Colaboração e interação na Web 2.0 e
biblioteca 2.0. Revista ACB: biblioteconomia em Santa Catarina, v.12, n.2, p. 191215, jul.ldez., 2007.
MACHADO, Guilherme Lourenço. Uso das ferramentas de web 2.0 pelos
usuários da Biblioteca Central de Brasília. Disponível em :
&lt;http://bdm.bce .unb.br/handle/10483/1115&gt;.Acesso em : 20 mar. 2012.
RUFINO , Airtiane; TABOSA, Hamilton Rodrigues; NUNES, Jefferson Veras, Redes
sociais: surgimento e desenvolvimento dos micro-bloggins. Disponível em :
&lt;http ·://www.infobrasil.inf.br/userfiles/26-05-51-3-68061Redes%20Sociais%281%29.pdf&gt; Acesso em: 12 mar. 2012 .
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Blog Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de Janeiro, 2011 . Disponível em :
&lt;http://bibliotecahucff.wordpress,com/&gt; , Acesso em : 09 mar. 2012,
Sistema de Bibliotecas e Informação, Perfil @bibhucff, Rio de Janeiro,
2011 . Disponível em : &lt;https://twitter.com/#!lbibhucff&gt;. Acesso em : 22 abr. 2012 .

_ _ _o

YAMASHITA, Marina Mayumi; FAUSTO, Sibele S. Serviços de informação:
tecnologias Web 2.0 aplicadas às bibliotecas. In: Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação e Ciência da Informação, 23. Anais ... Bonito,
2009. CD-ROM

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WORDPRESS BRASIL. Site, 2012 . Disponível em: &lt;http://pt-br.wordpress.com&gt; .
Acesso em : 22 abro2012 .

1684

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>O objetivo deste trabalho é apresentar como estas ferramentas de comunicação foram desenvolvidas, que tipo de informação é disponibilizada e como foi definida a freqüência das postagens no blog e Twitter da Biblioteca HUCFF/IDT.</text>
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Resumo expandido

BIBLIOTECA UM ESPAÇO VIVO:
CULTURA E CIÊNCIA NO "ESPAÇO DE VALORIZAÇÃO DOS
ARTISTAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO"

Suênia Oliveira Mendes 1
1Sibliotecária da Universidade Federal do Maranhão, Mestranda em Administração, São Luís,
Maranhão

1 Introdução
Biblioteca Universitária definida pelo glossário de Biblioteconomia e Ciências
afins como um local que tem a finalidade de atender a estudos, consultas e
pesquisas de alunos, técnico-científicos e docentes universitários funcionando como
centro de documentação integrada as finalidades da Universidade (ARRUDA;
CHAGAS, 2002). Mas a biblioteca possui sua função ampliada não apenas por
novos formatos de informação, mas pelo papel desempenhado. Desta forma , a
pergunta que baseou a pesquisa foi qual a nova função da Biblioteca Universitária?
A resposta para tal pergunta acontece quando se atinge o objetivo do estudo
que foi descrever o Espaço de Valorização dos Artistas da Universidade Federal do
Maranhão (UFMA) . No Maranhão a primeira Biblioteca que disponibilizou um
ambiente integracional de cultura e ciência foi a Biblioteca Central da UFMA, várias
Unidades de Informação já possuem esse ambiente de lazer, cultura e ciência,
como: Biblioteca Central da Universidade Federal de Pernambuco, Biblioteca
Universitária da Universidade Federal de Minas Gerais, Biblioteca Central Julieta
Carteado, Espaço Cultural da Biblioteca da Pontifícia Universidade Católica ,
Biblioteca da Universidade Federal de Alagoas, Biblioteca Central da Universidade
Federal de Goiás, Biblioteca Central da Universidade Federal do Maranhão entre
outras, mas a produção literária dessa discussão, ainda é escassa.
A Biblioteca Universitária tornou-se um espaço cultural que busca promover a
interação do usuário com aspectos artístico-culturais despertando o interesse e
apreciação de diversas formas de representação simbólica da cultura em seus
múltiplos formatos (OLIVEIRA et aI., 2000).
A Biblioteca deixa o conceito de guardiã da informação para o de
disseminadora da informação e incentivadora de cultura baseada em troca de
experiências expressas por exposições, livros, treinamentos, oficinas e várias formas
de comunicação acadêmica .
A importância do trabalho faz-se pelos Espaços Culturais das Unidades de
Informação serem interpretados como responsáveis pela interação ciência e cultura
por meio de atores regionais ativos na plataforma do conhecimento humano.

2 Materiais e Métodos
A metodologia abordada no trabalho foi pesquisa bibliográfica e de campo. A
pesquisa de campo não possui um amplo alcance (próprio do levantamento), mas

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Resumo expandido

em compensação aprofunda muito mais a investigação do fenômeno , o que exige
mais participação do pesquisador na investigação (GIL, 2008). A pesquisa
bibliográfica serviu para mostrar os achados à luz da literatura.
Os dados coletados foram às exposições feitas no Espaço da Biblioteca
Central da UFMA.
A coleta dos dados fez-se por observação e participação em decorrência da
autora ter sido a proponente do Espaço de Valorização dos Artistas da UFMA.

3 Resultados
O entendimento de Biblioteca perpassa por múltiplos conceitos de acesso,
disseminação, uso e preservação, porém o mais relevante é o cultural que conforme
Almeida e Gutierrez (2004, p. 49)
[... ] integra-se nos diferentes mecanismos sociais que perpassam pelo
universo simbólico-espacial do agente , o corpo tem um papel determinante
como filtro e percepção cultural , seja através dos sentidos, ou
compreendida como experiências. Na formação do universo cultural têm-se
diferentes níveis de compreensão, seja nas formas de integrar-se aos
outros, nas diferentes formas de aprendizado ou na influência do meio
ambiente.

O Espaço de Valorização dos Artistas da UFMA foi inaugurado em 03 de
setembro de 2008 pelo Núcleo Integrado de Bibliotecas (NIB) da Universidade
Federal do Maranhão (UFMA) e é localizado no interior da Biblioteca Central.
O espaço tem o objetivo de construir uma interação cultural com a
comunidade acadêmica , contribuindo para a aproximação entre usuários da
biblioteca e a multiplicidade de conhecimento existente em cada leitor artista das
informações disponibilizadas pela Biblioteca, além de ser uma opção de
entretenimento no ambiente interno da Universidade cujo lema é: "A Universidade
que cresce com inovação e inclusão social." (SALGADO, 2009, p.2).
A vernissage e primeiro trabalho exposto foi o da bibliotecária Waldiene Mendes. A
exposição intitulou-se "A pintura por uma interpretação de ... Diene Mendes" e expôs
15 telas pintadas com a técnica de óleo sobre tela (FIGURA 1).

Foto 1 - Exposição " A pintura por uma interpretação de ... Diene Mendes"
Fonte: Suênia Oliveira Mendes, 2008 .

No espaço acontece eventos, como exposição de fotos, pinturas, café
literário, lançamento de livros entre outros. A Foto 2 mostra um dos momentos de
maior deleito de uma biblioteca o contato com autores feito pelo Café Literário.

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Foto 2 - Café Literário
Fonte: Fonte: Suênia Oliveira Mendes, 2008.

o Café Literário que aconteceu com professores, escritores e o já falecido
cantor e compositor Antônio Vieira, além do artista Arlindo Pipiu que se reuniram
para discutir o tema "Café Literário : a leitura sob o olhar popular" a proposta foi de
oferecer um ambiente de diálogo entre as pessoas envolvidas no processo de
produção literária, como estudantes, escritores, professores, jornalistas, críticos e
editores.
O cenário cultural exposto insere-se no ambiente onde os atores locais
desenvolvem a sociedade maranhense calcada no arquétipo de que informação é
saber.

4 Considerações Finais
Espera-se que essa iniciativa contribua para concretizar o diálogo entre os
autores-leitores que vivenciam horas ou minutos na interculturalidade informacional
da Biblioteca Central do NIB/UFMA, de hospedar em cada visitante ou frequentador
o hábito da leitura ampliando os horizontes das palavras escritas em uma
universalidade de sistematização e cientificidade da existência de signos e
significados buscando a criatividade como um repertório do diálogo entre autoresleitores da compreensão VIVA do conhecimento humano.

5 Referências
ALMEIDA, M. A. B.; GUTIERREZ, G. L. Subsídios teóricos do conceito cultura para
entender o lazer e suas políticas públicas. Conexões , São Paulo, v. 2, n. 1, p. 4862 , 2004 . Disponível em :&lt;
http://stoa.usp .br/gepespp/files/3118/17390/Pol%C3%ADticas+Publicas.pdf&gt; Acesso
em: 23 jan . 2012 .
ARRUDA, S. M. de; CHAGAS, J. Glossário de biblioteconomia e ciências afins.
Florianópolis: Cidade Futura, 2002 .

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GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa . 5. ed . São Paulo, SP: Atlas, 2008.
OLIVEIRA, G. M. T. et aI. Organização de espaço cultural em biblioteca universitária :
o caso da Biblioteca Central Julieta Carteado. In : CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 11 .,2000, Porto Alegre . Anais ... Porto
Alegre, PUCRS,2000 . Disponível em :&lt;
http://dici.ibict.br/archive/00000729/01/T071 .pdf &gt;. Acesso em : 11 fev. 2012 .
SALGADO, N. [Universidade que cresce]. Jornal da Universidade Federal do
Maranhão, São Luís, set. 2009 . Palavra do Reitor, p. 2. Disponível em :&lt;
http://www.slideshare .net/IZABELGALM/jornal-da-ufma&gt;. Acesso em : 16 jun . 2012 .

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SeminArio

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Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE NOS SERViÇOS DE REFERÊNCIA DA
BIBLIOTECA CENTRAL DA UECE 1
Thelma Marylanda Silva de Melo 1, Virgínia Bentes Pinto2
1Mestre em Planejamento e Políticas Públicas , Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fortaleza ,
Ceará
Pós-Doutorado em Filosofia-Tratamento cognitivo da informação, Doutorado em Sciences de
Ilnformation et de la Communication , Universidade Federal do Ceará (UFC) , Fortaleza , Ceará

2

Resumo
A Biblioteca Universitária (BU), também conhecida como acadêmica, é responsável
pelo armazenamento, tratamento, organização e gestão das informações e dos
materiais que registram o conhecimento das áreas vinculadas ao universo
acadêmico, sendo o serviço de referência o setor principal da biblioteca, que pode
ser visto como um conjunto de atividades ofertadas, com o objetivo de dar apoio ao
usuário em consultas locais e/ou remotas no uso dos recursos informacionais da BU
e ao bibliotecário de referência como mediador assertivo/pró-ativo e crítico, para a
construção do conhecimento científico. Tem-se como objetivo avaliar a qualidade
dos serviços disponibilizados pelo setor de referência da Biblioteca Central da
Universidade Estadual do Ceará (UECE), aos estudantes dos cursos de pósgraduação strictu sensu. Trata-se de uma pesquisa de caráter exploratório,
bibliográfico e documental, de natureza quantiqualitativa, utilizando como
procedimento de abordagem o método funcionalista. A coleta de dados foi feita,
mediante questionário semiestruturado. Diagnosticou-se que os estudantes
desconhecem os serviços oferecidos pelo setor. No referente ao incentivo dos
professores na procura dos serviços, é de vital importância a pesquisa . No que
tange à satisfação do usuário quanto ao acervo houve discrepância nas respostas.
Quanto ao atendimento dos bibliotecários em relação às demandas e orientações ao
usuário, não existe ainda a qualidade preconizada , apesar da presteza e
responsabilidade do profissional setorizado. Acredita-se que o serviço de referência
das bibliotecas, em especial as universitárias, seja a porta de entrada para os
usuários, pois iria direcioná-los em suas consultas locais ou remotas e no uso dos
recursos informacionais.

Palavras-Chaves:
Biblioteca universitária ; Serviço de referência ; Avaliação de serviços.

Abstract
The University Library (UL), also known as academic, is responsible for the
information storage, processing , organization and management and the material that
are used to record the knowledge of areas related to the academic world . The
reference service is the main sector in the library, which can be seen as a set of
activities offered, aiming to support the user in local and/or remote queries on the use
1 Trabalho (parte) retirado da dissertação de Mestrado Profissional em Planejamento e Políticas
Públicas da Universidade Estadual do Ceará (2012) .

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Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

of information resources of the UL and the reference librarian as an
assertive/proactive criticai mediator to the construction of scientific knowledge. Thus,
this research aims to evaluate the quality of the services provided by the reference
sector of the Central Library from the Universidade Estadual do Ceará (State
University of Ceara/UECE), to the strict sensu. This is an exploratory, bibliographic
and documentary search, and also qualitative and quantitative, using the functionalist
method as the approach procedure. Data collection was done through a semistructured questionnaire. It was diagnosed in the results that the students do not
know the services offered in the sector. Regarding the teachers' encouragement in
demand for services is of vital importance to the research . On the user's satisfaction
concerning the collection there was discrepancies in the answers. Concerning the
librarian service related to demands and orientations to the user, the quality is not yet
recommended , despite the readiness and the professional responsibility in the sector.
It is believed that the reference service in libraries, especially university, is the
gateway for users, beca use it would direct them in their local or remote consultations
and use of information resources.

Keywords:
University library; reference services; services evaluation .

1 Introdução
Culturalmente, nas bibliotecas, armazena-se e preserva-se grande quantidade
de acervo de conhecimentos humanos, registrado sob diversidade de formas e
suportes, que, ao longo da evolução dos aparatos tecnológicos e comunicacionais,
foram concebidos pelo Homem. Como paradigmas 2 iniciais, ainda em voga, a
preservação e a conservação, bem como a ordem e a técnica. Na realidade, estes
paradigmas permanecem essenciais para o entendimento em como as gerações
passadas gestaram e deram continuidade a tudo o que as gerações hodiernas
compreendem, conhecem e produzem , em termos de novos conhecimentos que, por
sua vez, sinalizam com realizações que garantem a continuidade das gerações futuras.
As bibliotecas têm, pois, um papel social e educacional de visibilidade notória,
suplantando, a organização de atividades diversas e díspares, que só a elas podem ser
atribuídas; isto no sentido mais abrangente em que possa ser compreendida a
afirmação. Em sendo lugares de memória e democratização da Informação, as
bibliotecas continuam com a primazia de serem ambientes cujos elos l .. ] ligam os
acontecimentos, os personagens e os lugares [... ]" (ARARIPE, 2001 , p. 1), confirmando,
assim, sua condição de elementos construtores, aglutinadores da significação de um
tempo e de um lugar, sendo, esta sua característica mais marcante, como lugar de
memória e, portanto, de garantia da identidade de um povo, sem descurar da sua
condição de lugar de formação para a vida, dentre outras possíveis leituras que se
possa extrair dessa instituição fundamental para a descoberta de si e do outro; da
continuação e transformação do meio social que a retém.
As Bibliotecas Universitárias (BUs) são conceituadas tradicionalmente, como
bibliotecas de Instituições de Ensino Superior (IES), destinadas a suprir as
2 Paradigmas são realizações científicas reconhecidas universalmente, e que durante algum tempo
fornecem modelos de problemas e soluções para a comunidade de praticantes de uma determinada
ciência (KUHN, 1962, p. 13).

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necessidades informacionais da comunidade acadêmica, no desempenho de suas
atividades de ensino, pesquisa e extensão, tanto na graduação como na pósgraduação. Sob o olhar de Bentes Pinto (1993), as Bibliotecas Universitárias são
instituições e, como tal, constituídas por um conjunto de funções responsáveis, que vão
desde o planejamento, a organização, até a recuperação da Informação. Portanto, sua
estrutura organizacional é formada por "departamentos, denominados de divisões e
seções, que, em muitos casos, são designados com outros nomes. A cada
departamento cabe a responsabilidade pelo desenvolvimento de algum produto e/ou
serviço formando uma cadeia até a execução final."
As BUs, pela própria natureza são essencialmente dinâmicas. É nesse
sentido que Silva (2009, p. 14) argumenta serem as bibliotecas
[... ] espaços transdisciplinares que atuam como agentes de produção,
circulação e uso de formas particulares de capital cultural e simbólico.
Enquanto unidade do campo científico-universitário, também contribui para
o fortalecimento da produção e da educação cientifica e tecnológica, através
das suas práticas voltadas para a prestação de serviços de informação e de
socialização do conhecimento.

Com esse entendimento, a biblioteca deve desenvolver suas atividades de forma
a poder disponibilizar a informação na quantidade e qualidade desejadas pelo usuário,
ou seja, tornar possível e viável um atendimento que atinja às demandas de sua
clientela, em termos de qualidade. A qualidade no atendimento deve ser entendida de
maneira completa, abrangendo uma série de atividades planejadas e executadas de
acordo com o perfil da clientela . Essas atividades também fazem parte dos propósitos
do bibliotecário em julgar o que acredita ser importante para o usuário. Para atingir essa
qualidade, as instituições mantenedoras das bibliotecas devem investir em informação
científica e tecnológica na diversidade dos seus suportes, via serviços e produtos que
venham satisfazer às necessidades competitivas de mercado ou não (BAPTISTA, [199D. Isto torna evidente que as bibliotecas podem e devem cumprir seu papel social, no
que diz respeito a facilitar o acesso à informação, desde que a infraestrutura física ,
humana, informacional, material e financeira, venha ao encontro da melhoria do seu
funcionamento, como um todo. Em outras palavras, urge que as BUs, de modo geral, e
aquelas de instituições públicas em particular, empenhem-se no sentido de criar
políticas públicas de modo a contemplar a elaboração de produtos e a execução de
serviços pautados pela qualidade.
Assim, a intenção da pesquisa em questão se insere, tendo como tema
central a avaliação da qualidade nos serviços de referência da Biblioteca Central
Prof. Antônio Martins Filho, da Universidade Estadual do Ceará (UECE): uma
proposta de política de informação. Efetivamente, nosso intuito é buscar soluções ao
seguinte problema : a) De que modo está sendo avaliada a qualidade dos serviços
oferecidos pelo Setor de Referência da Biblioteca Central da UECE, aos estudantes
dos seus Cursos de Pós-Graduação?
Ao enfatizar a qualidade nos serviços de referência da Biblioteca Central da
UECE, nosso intuito foi avaliar os serviços inerentes ao setor de
referência/informação, com que se realiza a transferência de informação necessária
ao usuário para seu estudo/pesquisa . Desta maneira , expõe Guinchat e Menou
(1994, p. 347): "A difusão da informação é a razão de ser das unidades de
informação e deve ser sua preocupação principal."

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Acredita-se, assim , que esta pesquisa venha a contribuir para o
aprimoramento do serviço de referência , uma vez que as BUs são destinadas a
atender às necessidades de estudo, consulta e pesquisa de professores e
estudantes universitários e, que elas possam acentuar melhorias sobre o serviço de
referência da Biblioteca Central da UECE, assim como trazer à baila a importância
de que este serviço seja conduzido através de um planejamento e ou políticas
públicas de formação de acervo.
Como justificativa do ponto de vista prático, destaca-se a importância deste
trabalho pelo fato de perceber que as mudanças que vêem ocorrendo na sociedade
contemporânea exigem o atender os usuários com qualidade, visando à satisfação e
avaliação dos serviços prestados, em busca de uma política de informação. Do ponto
de vista pessoal, a pesquisa justifica-se em função de seu interesse particular, que se
deu a partir de observações feitas no setor de referência, daí, o intuito de conhecer e
contribuir para a melhoria do setor.
Conforme as considerações expostas, o objetivo geral desta pesquisa é
avaliar a qualidade dos serviços oferecidos pelo setor de referência da Biblioteca
Central Prof. Antônio Martins Filho, da Universidade Estadual do Ceará (UECE), aos
estudantes dos Cursos de Pós-Graduação desta universidade, a partir de uma
política pública de informação para o setor.

2 Revisão de Literatura
Como objeto de estudo desta pesquisa, o serviço de referencia é o processo
de comunicação tendo como principal objetivo, satisfazer às necessidades de
informação de determinado grupo de usuários em uma unidade de informação
(bibliotecas). Na biblioteca universitária, como em qualquer outra, todos os serviços
de tratamento e organização da informação devem ser destinados ao usuário,
visando a atender suas necessidades de modo eficiente e eficaz.
Onde encontrar informações? Como saber o que é conhecido? Será que
houve alguém que dominou todo o saber do conhecimento humano? Talvez tenha
havido, segundo Grogan (1995, p. 7), Leibniz teria sido este alguém, pois era
considerado um célebre universal, o "maior bibliotecário do seu tempo". Com o
passar do tempo e o advento da explosão documental, as informações foram
intensificadas e tornou-se difícil encontrá-Ias, para aqueles que faziam delas seus
estudos, suas experiências e pesquisas, surgindo então o serviço de referência nas
bibliotecas, beneficiando a sociedade em geral com total confiança , com a
participação dos bibliotecários na composição do uso do acervo, justificando o que
diz Ranganathan (2009) sobre a primeira lei da biblioteconomia : "os livros são para
usar".
Na concepção de Silva (2002), o serviço de referência, é entendido como um
serviço de informação; é um campo de atividade que o bibliotecário exerce com
abrangência . Conceituá-lo pode tornar-se complexo, uma vez que o mesmo está
direta ou indiretamente relacionado a outras atividades desenvolvidas na biblioteca ,
tendo em vista que todas se referem ao tratamento e recuperação da informação.
Várias são as definições mostradas por renomados estudiosos acerca do
serviço de referência , dentre eles, Shera (apud FIGUEIREDO, 1992, p. 9) , quando
diz que o serviço de referência abrange todos os aspectos, incluindo desde uma
vaga noção de auxílio aos leitores até um serviço de informação esotérico, abstrato

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e altamente especializado, isto é, torna-se complexo porque os objetivos do serviço
de referência mudam à medida em que as bibliotecas diferem em tipo ,
características e finalidades inseridas na realidade de cada uma. Na mesma linha de
pensamento, Pessoa e Cunha (2007) dizem existir várias formas utilizadas para
definir o Serviço de Referência. Mesmo assim , quando se busca observar tais
diferenças, em cada uma delas se constata que estas são poucas, e que todos os
estudos buscam investigar a interação bibliotecário versus usuário como foco
central.
O serviço de referência das bibliotecas universitárias veio a se desenvolver
com o impulso da nova tendência do ensino superior, nos primórdios do século XX,
nos EUA, tornando essencial a pesquisa, em que se lê e produz conhecimento
caracterizando o serviço.
Conforme o entendimento de Figueiredo (1992, p. 108), no serviço de
referência é indispensável que sejam levadas em conta às políticas a adotadas no
sistema, no planejamento da coleta de dados e do quadro de pessoal, o ambiente
físico e a coleção a ser constituída , especificações, definições das atividades a serem
desenvolvidas pelo setor e os métodos de avaliação continuada para replanejamento.
Considerando estes elementos, pode-se atender uma maior demanda, adequando os
serviços à qualidade de informações ao usuário. Nas bibliotecas universitárias, não
basta somente haver uma boa coleção de referência para suprir a necessidade do
usuário; é desejável que haja um "entendimento que possibilite a ação integrada e o
intercâmbio de informações ou mesmo o remanejamento de partes da coleção ou de
fontes de informação onde for mais adequada."
Muitas são as atividades prestadas pelo serviço de referência que cerca o
usuário na busca pela informação, muito embora sejam elas simples, como por
exemplo, informar a quantidade de habitantes de uma cidade ou ainda um serviço
mais complexo, como é o caso de uma resposta técnica em forma de um dossiê
especializado em plantas medicinais, tendo em vista atender às necessidades dos
usuários. Desse modo, Figueiredo (1992, p. 9) expressa que o serviço de referência
"pode variar quanto aos seus objetivos e quanto à sua profundidade, dependendo do
tipo de biblioteca onde se realiza, ou seja, de acordo com as características e as
finalidades da biblioteca" e que eles não podem estar atentos somente aos métodos
de proporcionar serviços de referência aos usuários. "Dependem também de
circunstâncias individuais e das diretrizes de cada biblioteca específica, as quais
certamente não se enquadram em padrões preestabelecidos".
Dentro desse contexto, podemos citar como serviços de referência :
empréstimo de material, consulta, comutação bibliográfica, normalização de
trabalhos acadêmicos, pesquisa em bases de dados, reprografia, Disseminação
Seletiva da Informação (DSI), serviço de alerta , intercâmbio de informações,
orientação ao usuário (local e remoto) quanto aos serviços de busca , recuperação e
localização do material bibliográfico, orientação de trabalhos acadêmicos,
levantamento bibliográfico on-line e impresso e sumários correntes. Entretanto, é
inegável que, com o avanço tecnológico às informações, ocorrem mudanças, tanto
na sociedade como no meio acadêmico, principalmente pela rapidez e precisão no
acesso. Para isso, é de suma importância trabalhar com o serviço de referência
virtual, que, segundo Garcia e Robledo (2008, p. 3), é definido nos seguintes termos:
Servivio de referência iniciado eletrónicamente a menudo en tiempo real ,
donde los usuários emplean computadoras u outra tecnologia da Internet para

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comunicar-se com los bibliotecários , sin estar fisicamente presentes. Los
canales de comunicación , usados frecuentemente em referencia virtual
incluyen videoconferência, servicios de voz en Internet, corre0 eletrônico y
mensajería instantânea.

Além dos serviços de referência convencionais, existem também os virtuais,
cada vez mais utilizados, tendo em vista o novo cenário tecnológico em que os mesmos
estão inseridos, como: acesso à base de dados on-line, bibliotecas digitais, periódicos
digitais, livros digitais, entre outros.
O Serviço de Referência é uma atividade altamente cognitiva, que exige
conhecimento da questão de referência ou da situação-problema, a seleção e
implementação de uma estratégia de busca e a obtenção da informação que
responde a questão.

3 Materiais e Métodos
Neste trabalho, foi adotada a pesquisa de caráter exploratório, que
proporciona uma visão geral de determinado fato. Utilizou-se a pesquisa bibliográfica
e documental, cuja finalidade é colocar o pesquisador em contato com o que já se
produziu e registrou a respeito do tema investigado. Na estratégia de pesquisa,
adotou-se a postura metodológica do estudo de caso, que se caracteriza por abordar
um caso particular. Quanto ao método de procedimento, foi utilizado o método
funcionalista .
O campo de realização do estudo empírico foi a Biblioteca Central (BC)
Professor Antônio Martins Filho, da Universidade Estadual do Ceará .
O instrumento de coleta de dados constituiu-se de um questionário. Este
questionário, com questões abertas e fechadas, foi elaborado conforme os objetivos
da pesquisa e embasado pela revisão bibliográfica. A utilização do questionário
serviu para avaliar a opinião dos respondentes com relação ao objetivo proposto. A
estrutura desses questionários consistiu de um conjunto de questões
sistematicamente articuladas com o objetivo proposto pela pesquisa . Compõe-se de
25 questões, sendo 13 delas abertas, para conhecer a opinião dos participantes, sua
visão pessoal do serviço de referência, tecendo comentários adicionais. As outras 12
fechadas .
A pesquisa empírica foi realizada com os estudantes dos Cursos de PósGraduação Stricto Sensu, do Campus do Itaperi da UECE, selecionados de modo
intencional, em função dos cursos presentes no Campus do Itaperi e por meio de
dados fornecidos pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da UECE. A
coleta de dados foi realizada com a aplicação, por meio eletrônico, de 414
questionários, de acordo com o número ofertado de vagas dos mestrados e
doutorados do Campus do Itaperi da UECE, com um total de 22 cursos: 13
mestrados acadêmicos, quatro mestrados profissionais e cinco doutorados. Desse
total , a pesquisadora recebeu 50 questionários, dos quais foi possível realizar
análises estatísticas cabíveis. Esses questionários foram enviados durante os meses
de novembro e dezembro de 2011 .
Após o levantamento dos dados, foram estes organizados em tabelas e
gráficos, quando foi realizada uma análise quantitativa. Fez-se ainda , uma análise
qualitativa, compreendendo uma realidade específica e investigando um fenômeno
atual dentro do seu real contexto .

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4 Resultados Finais
De posse dos dados coletados, passou-se à análise e interpretação dos
mesmos. As identidades dos pesquisados foram protegidas, por uma questão ética,
não sendo registradas no relatório final de pesquisa. Visando a uma melhor
compreensão dos resultados, adotou-se, para cada fala dos sujeitos da pesquisa,
letras maiúsculas seguidas de algarismos arábicos, conforme ilustrado a seguir:
Mestrandos (M1 a M43) e Doutorandos (01 a 050).
Os dados foram estruturados 04 (quatro) categorias: a) perfil dos
respondentes; b) conhecimento do potencial do setor de referência da BC; c) papel
dos professores no incentivo ao uso dos serviços de referencia da BC ; d) avaliação
do setor de referência da BC .
a) Perfil dos respondentes

A maioria dos respondentes estava matriculada no Curso de Mestrado
Acadêmico em Educação (24,00%) , seguido do Mestrado Profissional em Saúde da
Criança e do Adolescente, com (12%), conforme tabela abaixo .
Tabela 1 - Perfil dos Respondentes
Cursos de Pós-Graduação Strictu Sensu

Mestrados
Acadêmicos

Mestrados
Profissionais
Doutorados

Educação
Saúde Pública
Cuidados Clinicos em Saúde
Computação
Geografia
Ciências Físicas Aplicadas
História
Administração
Politicas Públicas e Sociedade
Planejamento e Políticas Públicas
Planejamento e Politicas Públicas
Saúde da Criança e do Adolescente
Saúde Coletiva
Biotecnologia

Area

N° Respondentes

Educação
Ciências da Saúde
Ciências da Saúde
Ciências e Tecnologia
Ciências e Tecnologia
Ciências e Tecnologia
Humanas
Ciências Sociais Aplicados
Ciências Sociais Aplicados
Ciências Sociais Aplicados
Ciências Sociais Aplicados
Ciências da Saúde
Ciências da Saúde
Biotecnologia
TOTAL

12
02
04
01

05
01
02
01

03
05
05
06

03
05
50

%
24 ,00
4,00
8,00
2,00
10,00
2,00
4,00
2,00
6,00
10,00
10,00
12,00
6,00
10,00

100,00

Fonte: Pesquisa da autora.

Conforme se pode observar, embora que a malona dos respondentes
pertença ao Curso de Mestrado em Educação, o maior número de respostas foi na
área de Ciências da Saúde. Isto pode ser decorrente de que os estudantes dos
Cursos de Mestrado, nessa área, têm a cultura de consultar os acervos das
bibliotecas. Inclusive, nos treinamentos de usuários, esses estudantes são os que
mais participam.
b) Conhecimento do potencial do setor de referência da BC

No setor de referencia da BC são oferecidos inúmeros produtos e serviços
para os usuários, destacando-se, entre eles: treinamento ao uso das bases de
dados, serviço de alerta, catalogação na fonte das teses e dissertações, comutação
bibliográfica, normalização, acesso ao Portal de Periódicos da CAPES. Contudo, no
regime cotidiano de trabalho, tem-se a impressão de que muitos desses serviços
não são realmente utilizados, inclusive pelos estudantes da pós-graduação .
Diante disso, buscou-se saber se esses estudantes conhecem os referidos
serviços, quais deles utilizam, qual é o objetivo e a frequência de uso de serviços.

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Em relação ao conhecimento dos serviços, 46% dos participantes apontaram a
Pesquisa no "Portal de periódicos da CAPES", seguido da normalização de
trabalhos acadêmicos com 24%, conforme pode ser observado no Gráfico 1.
Levantamento Bibliográfico
Obras de Referência
Seoviço de Alerta
Pesquisa Periódicos Impressos
Catalogação
Comut
Pesquisa em Teses e Monografias

F""""~'"

""""'+ _....""""..........

Normalização .....
Nenhum
Pesquisa Portal de Periódicos Capes

"'-"'-"'-"-1IfI I i
o

5

10

15

20

46 ,

25

30

35

40

45

50

Gráfico 1 - Conhecimento dos Serviços Oferecidos pelo Setor de Referência da BC
Fonte: Dados diretos da pesquisa.

As respostas, de certa forma , surpreendem, pois se supunha que a maiOria
deles apontasse um maior percentual de indicação desses serviços, haja vista que,
em cada início dos cursos de pós-graduação, são feitas visitas orientadas e
treinamento no Portal , que abriga inúmeras bases de dados, inclusive, BVS, Web of
Science, Scielo, entre outras, fontes de pesquisa fundamentais para qualquer
pesquisa acadêmica, seja na graduação ou pós-graduação. Contudo, os dados se
revelam positivos, mesmo que, em certos casos, a porcentagem seja muito
pequena, no uso desses serviços, pois, na questão, não listamos os serviços,
solicitamos apenas que eles apontassem os que conheciam .
Os serviços que os estudantes conhecem e mais utilizam são as pesquisas
no Portal de Periódicos da CAPES (30%), Pesquisa (consulta) nas teses e
dissertações (14%) e normalização (10%) . Veja-se o Gráfico 2.
0%

Serviço de Alerta
Comut
Levantamento Bibliogrãfico
Obras de Referência

4,0%

~
~
~

4,0%
4,0%
6,0 0

Catalogação

6,0 o

Pesquisa Periódicos Impressos

10,0%

Normalização

14,0%

Pesquisa em Teses e Monografias

30,0 fio

Pesquisa Portal de Periódicos Capes

38 ~ %

Nenhum

o

5

10

15

20

25

30

35

40

Gráfico 2 - Dos Serviços Oferecidos pelo Setor de Referência da BC quais utilizam
Fonte: Dados diretos da pesquisa.

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Na realidade, essas respostas, na surpreendem . Afinal, como já mencionado
anteriormente, o Portal é uma das maiores fontes de informação para a pósgraduação. Com relação às teses e dissertações, pode ser porque essas fontes
disponibilizam registros correspondentes a textos completos, impressos,
proporcionando ao usuário comodidade, agilidade e eficiência na recuperação da
informação, além de que trazem resultados novos de pesquisas e, normalmente,
uma boa bibliografia. Já no aspecto da normalização, utilizam o serviço, devido à
orientação de trabalhos tecnocientíficos, baseados nas normas da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), estabelecendo também regras para outros
assuntos relacionados à documentação, tais como abreviação, numeração e
ordenação, entre outros. E, ainda, por se tratar de um serviço gratuito.
c) Papel dos professores no incentivo ao uso dos serviços de referência da BC
No Gráfico 3, 74% afirmaram eles que "sim", que existe incentivo por parte
dos professores a procurar os serviços do setor. Dos 24% restantes, observou-se um
eco, um grito clamando por melhores condições de material bibliográfico no setor,
professores mais atentos e informados com o que se passa a sua volta e não
somente na sala de aula . Outras dependências da universidade são importantes
para o bom convívio e aproveitamento intelectual do aluno e, a biblioteca , faz
muitíssimo parte deste universo. A biblioteca poderia trabalhar com os diretores e
coordenadores de cursos e, juntos, incentivarem os usuários na busca dos serviços
com qualidade. Apenas 2% dos usuários não responderam à questão.

CSim
. Não
CNão Responderam

Gráfico 3 -Incentivo dos Professores aos Usuários a Procurarem os Serviços do
Setor de Referência da BC
Fonte: Dados diretos da pesquisa.

d) Avaliação do setor de referência da BC
Esta categoria foi subdividida nas seguintes subcategorias: avaliação dos
tipos de produtos e de serviços, conhecimento e uso dos serviços da BC, avaliação
do atendimento às necessidades dos usuários e espaço físico.
Notamos, no Gráfico 4, que 48% dos respondentes disseram "sim", ou seja,
consideram os serviços relevantes às suas necessidades acadêmicas, isto é, o que
eles conhecem, satisfaz o que é procurado para suas atividades. Os 46% restantes
responderam "não", afirmando que alguns dos serviços são limitados e
desatualizados, longe do desejável em relação à quantidade, qualidade e variedade .
Estes fatores são observados nos relatos abaixo:

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"o pouco acesso às bases de dados." (M6)
"falta de organização e planejamento da biblioteca em geral , inclusive, esse setor."
(MS)

"periódico impresso, desatualizado e não corrente para pesquisa." (M4)
"demora na abertura dos setores, áud io, vídeo e no levantamento bibliográfico."
(M2)

Outros participantes apontaram desconhecer os produtos e serviços
oferecidos pela BC , como pode ser observado nos depoimentos
"desconheço os serviços do setor." (M27)
"não sei só visitei" (M34)
"pouco utilizei a biblioteca da UECE" (M46)

Essas respostas nos dão uma pista da necessidade de se pensar em um
planejamento de marketing, de modo a visibilizar as ações da BC junto à comunidade
acadêmica da UECE. Reconhecemos que os treinamentos de usuários, feitos sempre
no inicio de cada semestre, são uma forma de divulgação. No entanto, devido a não
continuidade deles ao longo do semestre, em razão da deficiência de pessoal para esta
atividade, é de se esperar que os usuários nem se deem conta de que esses serviços
existem, continuamente, na BC.

6,0%

aSim
. Não
aNão Responderam

Gráfico 4 - Os Serviços Oferecidos no Atendimento pelo Setor de Referência da BC
Fonte: Dados diretos da pesquisa.

Em relação ao espaço físico , solicitamos aos participantes que fizessem uma
avaliação a esse respeito . Por se tratar de uma questão aberta, as respostas foram
estruturadas levando-se em consideração o número de vezes que apareciam os
conceitos (excelente, ótimo, bom , regular e ruim) na fala dos sujeitos. Assim, ficou
evidente que 50% consideram o espaço bom , enquanto que os demais o avaliaram
como sendo regular ou ruim (30%) . Contudo, constatamos que 12% consideram tal
espaço excelente e ótimo. O restante, (8%) não respondeu, conforme indica o
Gráfico 5.

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50
45
40

35
30
25
20
15
10
5
O
Ótimo

Ruim Não responderanExcelente

Regular

Bom

Gráfico 5 - Avaliação do espaço físico do Setor de Referência da BC
Fonte: Dados diretos da pesquisa.

Nos discursos dos participantes que consideram o espaço do setor de
referência bom , excelente ou ótimo, percebe-se:
"Bom claro e arejado ." (M23)
"Adequado. Com disponibilidade de acesso remoto (via proxy) da UECE aos
portais periódicos, Ibict, etc ., facilitou a disponibilidade presencial." (047)
"o ambiente é propício para meu objetivo." (M8)
"Acredito que está satisfatório." (047)
"Considero logisticamente adequado." (M30)
"A estrutura física teve muita melhora. Dispomos de um ambiente amplo limpo e
agradável. " (M4)

Outros participantes, embora tenham apontado que o espaço é bom,
chamaram a atenção para a necessidade de sua ampliação, mais mobiliário e outros
recursos.
"[. .. ] Falta cadeira para as pesquisas com o computador" (M38)
"Bom . Mas às vezes o espaço fica pequeno pela quantidade de usuário que se
utiliza do espaço" (M21).
"Considero um espaço adequado [ ... ] falta uma maior disponibilidade de tomadas
de energia para facilitar a utilização de notebooks" (M20) .

No tocante aos respondentes que avaliaram o espaço como regular e ruim,
fica expresso em sua fala que há precariedade de instalações e equipamentos,
sUJeira, deficiência de material bibliográfico e de funcionários , além da
desorganização, como enunciado nos seguintes depoimentos.
"Desorganizado, insuficiente e inadequado." (M5)
"Apertado, pouco conforto." (M27)
"Precário, instalações antigas, pouco espaço, poucos
atendimento, poucos equipamentos dentre outros. " (M28)
"Precisaria de uma melhor infra-estrutura ." (M9)

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Diante dessas respostas, não podemos negar que, esta situação, ainda é a
realidade do serviço de referência da BC. Efetivamente, o quadro de profissionais
ainda deixa a desejar, haja vista que existem apenas quatro bibliotecários e dois
bolsistas de biblioteconomia, pela manhã, e dois da UECE, no turno da noite.
Lembramos que esse setor funciona de 8 horas da manhã às 21 horas, sem
interrupção de horário. Portanto, os resultados desta pesquisa demonstram a
necessidade de investimentos em pessoal, espaço e equipamentos. Afinal, a UECE
está crescendo cada vez mais. Isso faz com que se conclua ser impossível resistir às
mudanças. Deve-se moldar a conjuntura segundo as sugestões e clamores dos
estudantes, como também utilizar os padrões inerentes às bibliotecas.
No aspecto concernente ao atendimento prestado pelo bibliotecário de
referência , solicitou-se aos participantes que avaliassem tal atendimento e
justificassem suas respostas. 58% das respostas consideram o serviço de
atendimento bom ; 16% acham regular; 14% excelente, 4% ótimo e 8% não
responderam à pergunta . Veja-se o Gráfico 6.
Com isso, constatou-se ser o atendimento do profissional de biblioteconomia
de grande valia para o usuário. A maioria dos participantes indicou presteza,
agilidade, conhecimento, rapidez nas respostas, solicitude e boa vontade dos
profissionais bibliotecários desta unidade de ensino. Abaixo seguem algumas falas :
"Precisaria de mais livros" (M1)
"Nem o acervo, nem o atendimento são satisfatórios ainda. " (M4)
"Deixa muito a desejar." (MS)
"Porque não são atualizadas." (M6)

A respeito daqueles que apontaram "regular" como resposta, as justificativas
foram várias, destacando-se:
"Bom . Acho que pode sempre pode melhorar. " (045)
"Não. A quantidade e qualidade das obras são ainda deficientes." (M28)
"Não. Às vezes, só tem 1 ou 2 exemplares e geralmente estão emprestados."
(M21)

60
50
40
30
20
10
0%

O
Ruim

Ótimo

Não
Excelente
responderam

Regular

Bom

Gráfico 6 - Atendimento Prestado pelos Bibliotecários no Setor de Referência da BC
Fonte: Dados diretos da pesquisa.

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Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

É importante que os bibliotecários do setor de referência assumam cada vez
mais seu papel de educador/mediador, agilizando o uso dos recursos informacionais.
Em sendo assim , o bibliotecário de referência, cuja atribuição no espaço
informacional é o atendimento ao público, deverá conscientizar-se de que seu fazer
cotidiano é a interação com os usuários. Sua prática profissional é educativa, ao
vivenciar com usuários situações de troca, ao informar e ser informado, ao orientar o
uso do espaço e recursos de informação, ao formar habilidades, valores e atitudes
para o acesso , detenção e uso da informação.
Tanto o staff do setor de referência quanto qualquer dos setores da biblioteca
deverá treinar e capacitar todo o pessoal da biblioteca , para acolher, informar, formar
e orientar os usuários nas fontes de recursos de informação e nos instrumentos de
pesquisa . Todos os funcionários , e não somente os bibliotecários, devem atender
satisfatoriamente os usuários, o corpo docente e discente, pesquisadores que
almejam o enriquecimento de seus saberes com eficiência, eficácia e qualidade.

5 Considerações Finais
Entendemos que os serviços de referência , nas em bibliotecas, possibilitam o
acesso e a recuperação das informações que, em algum lugar e sob alguma forma,
foram preservadas.
Da maneira em que progride na chamada Era da Informação e do
Conhecimento, novas mudanças nascem nas bibliotecas, na formação dos
bibliotecários e em suas atividades, no setor de referência , principalmente ,
ocasionando uma melhoria na oferta de produtos e serviços de informação, dando
responsabilidade ao cidadão, na medida em que ele deve filtrar a informação que lhe
é disponibilizada pelas tecnologias da informação e da comunicação e aprender que
este processo é interminável. Dentro desta realidade , é necessário introduzir
mudanças no perfil original das necessidades informacionais do usuário.
Nesta perspectiva e ainda como resultado da pesquisa, recomenda-se :
• aumento e atualização do acervo bibliográfico pertinente as obras de
referência;
• envolvimento da administração superior com a biblioteca no processo de
aplicação da qualidade e avaliação dos serviços/produtos;
• melhoria na infraestrutura física e equipamentos para atender a demanda
com qualidade;
• estabelecimento de melhorias contínuas dos produtos e serviços a serem
prestados;
• investimento
na
competência
e
habilidades
dos
profissionais
tecnoadministrativos, valorizando seu lado profissional.
Espera-se que o futuro do bibliotecário de referência faça valer sua
competência e habilidade para projetar uma nova imagem do seu trabalho,
envidando sua reprofissionalização , particularmente numa sociedade em que
precisamente se deve formar indivíduos com senso crítico, disponíveis a um
paradigma centrado no aprender a aprender.
Espera-se ainda, que este trabalho possa fornecer contribuições para todos
aqueles que se interessam pelo tema "serviço de referência" e, também, para que a
UECE utilize esses resultados a fim de proporcionar alternativas com relação à

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biblioteca central, de modo geral, pois, com a expansão dos novos cursos de
graduação e pós-graduação , é de se esperar que nas ações de planejamento da
universidade a biblioteca seja efetivamente contemplada .
Não se pode deixar de falar nas dificuldades e obstáculos enfrentados na
realização desta dissertação, que foram inúmeros, desde a orientação e até a
concretização do estudo empírico, o que, em muitos momentos, provocou o estresse
que sempre acompanha quem está fazendo um trabalho dessa natureza . Contudo, a
vontade da autora foi maior e cada obstáculo se tornou um desafio, com resultados
gratificantes, além de necessário e imperativo perante os dilemas inerentes à própria
biblioteca, à universidade e à sociedade da Informação e do Conhecimento. Em
nenhum momento pensou-se em desistir e sim em continuar enfrentando os
problemas, as dificuldades e os obstáculos antepostos. Por isso, pode-se dizer que
parte do caminho foi trilhada, apesar de que essa viagem deve ser itinerante e
centrada .
6 Referências
ARARIPE , F. M. A. Biblioteca: lugar de memona. In: VASCONCELOS, J. G.;
MAGALHÃES JÚNIOR, A. G. (Orgs.). Memórias no plural . Fortaleza : LCR, 2001 . p.
71-76. (Coleção Diálogos Intempestivos).
BAPTISTA, I. Diagnóstico do nível de satisfação do cliente da Biblioteca Central da
Universidade Estadual de Maringá com vistas à qualidade. Maringá, PR: UEM,
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BENTES PINTO, V. Informação: a chave para a qualidade total. Cio Inf., Brasília, v.
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Janeiro, RJ . Anais ... Rio de Janeiro: UFRJ, 2010 . 12 p.
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Anais...
Madrid : Anabad ,
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Disponível
em :
&lt;http ://www.deakialli.com/wp-contenttuploads/2008/02/serviciosde-referencia-en-Iaweb-20.pdf&gt; Acesso em : 11 mar. 2009.
GROGAN , D. A prática do serviço de referência . Brasília : Briquet de Lemos, 1995.
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informação e documentação. 2. ed . Brasília : IBICT, 1994.
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//revista.ibict.br/cienttindex.php/ciinf/article/view/1413/1 036&gt;. Acesso em : 28 jun . 2010.

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Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

PESSOA, P.; CUNHA, M. B. Perspectivas dos serviços de referência digital.
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SILVA, A. M. M. Bibliotecas universitárias federais da Amazônia: desbravando
fronteiras, administrando improvisos. 159 f. 2009. Dissertação (Programa de PósGraduação em Políticas Públicas) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís,
2009.
SILVA, D. A. da. Política de formação e desenvolvimento de acervo para o sistema
de bibliotecas da UFMG. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife, PE. Anais ... Recife, PE : UFPE, 2002 . 1 CDROM .

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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Melo, Thelma Marylanda S. de; Pinto, Virgínia Bentes</text>
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>A Biblioteca Universitária (BU), também conhecida como acadêmica, é responsável pelo armazenamento, tratamento, organização e gestão das informações e dos materiais que registram o conhecimento das áreas vinculadas ao universo acadêmico, sendo o serviço de referência o setor principal da biblioteca, que pode ser visto como um conjunto de atividades ofertadas, com o objetivo de dar apoio ao usuário em consultas locais e/ou remotas no uso dos recursos informacionais da BU e ao bibliotecário de referência como mediador assertivo/pró-ativo e crítico, para a construção do conhecimento científico. Tem-se como objetivo avaliar a qualidade dos serviços disponibilizados pelo setor de referência da Biblioteca Central da Universidade Estadual do Ceará (UECE), aos estudantes dos cursos de pós- graduação strictu sensu. Trata-se de uma pesquisa de caráter exploratório, bibliográfico e documental, de natureza quantiqualitativa, utilizando como procedimento de abordagem o método funcionalista. A coleta de dados foi feita, mediante questionário semiestruturado. Diagnosticou-se que os estudantes desconhecem os serviços oferecidos pelo setor. No referente ao incentivo dos professores na procura dos serviços, é de vital importância a pesquisa. No que tange à satisfação do usuário quanto ao acervo houve discrepância nas respostas. Quanto ao atendimento dos bibliotecários em relação às demandas e orientações ao usuário, não existe ainda a qualidade preconizada, apesar da presteza e responsabilidade do profissional setorizado. Acredita-se que o serviço de referência das bibliotecas, em especial as universitárias, seja a porta de entrada para os usuários, pois iria direcioná-los em suas consultas locais ou remotas e no uso dos recursos informacionais.</text>
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                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

COMPETÊNCIA INFORMACIONAL: A CAPACITAÇÃO DE
USUÁRIOS NA UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS DE BUSCAS

ONLlNE
Ana Cristina Azevedo Ursulino Me/o 1, The/ma Mary/anda Silva
de Me/o2
1

Mestre em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior, Universidade Federal
do Ceará , Fortaleza , Ceará
2 Mestre em Planejamento e Políticas Públicas, Universidade Estadual do Ceará ,
Fortaleza , Ceará

Resumo
A presente pesquisa objetivou identificar o comportamento de busca de
informação, na Internet, de usuários de duas bibliotecas universitárias públicas
da cidade de Fortaleza , Estado do Ceará . Este estudo entende que o desafio
para os bibliotecários é oferecer aos seus usuários a possibilidade de
aprendere a obter a informação a partir das inúmeras ferramentas de buscas
disponíveis on line. Nesse sentido, o objetivo foi analisar como os usuários
compreendem o processo de busca de informação na Internet. Utilizou-se a
pesquisa empírica, com abordagem qualitativa e análise de conteúdo, e como
instrumento de coleta de dados um questionário aplicado a 45 usuários. As
análises dos dados permitiram inferir que os usuários buscam as informações
de forma aleatória, que não têm dificuldade em obterem essas informações,
mas que não percebem se os resultados obtidos são ou não válidos.

Palavras-chave: Competência informacional; Capacitação de usuários.
Abstract
This research aimed to identify the information seeking behavior of users
on the Internet of two public university libraries in the city of Fortaleza, Ceará
State. This study considers that the challenge for librarians is to offer its users
the opportunity to learn how to get the information from the numerous search
engines available online. In this sense, the objective was to analyze how users
understand the process of finding information on the Internet. We used the
empirical research with a qualitative approach and content analysis, and as an
instrument of data collection a questionnaire administered to 45 users. The data
analysis allowed us to infer that users seek information on a random basis,
which has no difficulty in obtaining this information, but do not realize that the
results are valid or not.

Keywords: Information literacy; Training of users.

1585

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

1 Introdução
Na atual conjuntura, vive-se um constante processo de mudanças de
paradigmas em que mercados, produtos, tecnologias, concorrência e
organizações lidam invariavelmente com modificações, fazendo-se necessária
a obtenção de estratégias que nos permite a manutenção de vantagens
competitivas e sustentáveis.
Essas transformações exigem que as bibliotecas universitárias
incorporem aos seus serviços a capacitação dos usuários, com o objetivo de
melhorar seus conhecimentos e, consequentemente, obter competências em
informação.
Acreditamos que esta pesquisa irá contribuir para aprimorar o
conhecimento acerca da competência informacional dos usuários, além de
tentar compreender a sua importância para melhoria na qualidade dos serviços
nas bibliotecas .
Diante do exposto, levantamos o seguinte questionamento: Como a
biblioteca pode contribuir para tornar seu usuário competente em informação?
Nosso objetivo foi analisar a partir da observação das dificuldades
apresentadas os usuários em obter a informação de qualidade na utilização de
ferramentas de busca on line. E observar se, através das capacitações e
treinamentos nas bibliotecas, esses usuários compreende a importância da
utilização dessas ferramentas para a produção científica de trabalhos
acadêmicos.
Vemos como relevante a concretização desta pesquisa no âmbito das
bibliotecas universitárias, pois, por meio deste estudo, pode-se observar e
ampliar a discussão acerca dos treinamentos dos usuanos e
consequentemente melhorar a qualidade dos serviços nas bibliotecas.

2 Revisão da Literatura
Sabemos que atualmente vivemos no que chamamos de "Bum
tecnológico", em que as tecnologias e o conhecimento andam lado a lado. O
fato é que desde que nascemos buscamos sempre estar sempre prontos para
aprender.
E essa facilidade de acesso à Internet permite que cada vez mais,
instituições e indivíduos tenham acesso a esse veículo informacional,
resultando em uma distribuição mais democrática dos conhecimentos da
humanidade, oportunizando mercados e negócios a quem possuir competência
informacional.
Coaduna-se com essas reflexões a American Library Association - ALA
(2000), quando ressalta que, uma pessoa competente em informação
consegue distinguir que a informação precisa e completa é a base para uma
tomada de decisões inteligente, reconhece quando há necessidade de
informação, formula questões baseadas nas necessidades informacionais,
identifica as potenciais fontes de informação, desenvolve estratégias eficientes
de busca, acessa com sucesso a informação, sabe avaliar a informação
recuperada , sabe organizar a informação recuperada para aplicação prática e
é capaz de integrar a nova informação ao corpo de conhecimentos já

1586

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

existentes.
Nesta perspectiva , é por meio das Tecnologias da Informática e
Telecomunicação que dispomos de acesso à informação nas bibliotecas
acadêmicas ou outras unidades de informação para melhor atendimento ao
usuário, introduzindo em seus serviços, a capacitação dos mesmos, com o
desejo, que estas tecnologias sejam rapidamente aceitas e utilizadas de modo
eficiente, produtivo, explorando os recursos colocados a sua disposição.
Diante destes recursos, ocorrem mudanças no papel do bibliotecário, o
de educador. Para Rodrigues e Crespo (2006), o bibliotecário deve dominar
estes recursos de modo satisfatório, visando obter informações de qualidade e
tirando proveito da amplitude proporcionada por este meio, já que recupera o
conteúdo de milhares de páginas disponíveis na Web.
Em função disso, corroboramos com Cavalcante (2006, p. 60) quando
ressalta que:
[... ] os futuros profissionais necessitam aprender a lidar com o
universo informacional para saber o que fazer com ela , de modo
crítico e criativo buscando compreender, além do uso das
tecnologias , a lidar com questões éticas, socioculturais , econômicas e
políticas relativas ao desenvolvimento do meio em que ele está
inserido, de modo a contribuir com um projeto de democratização da
sociedade.

A busca e a recuperação da informação pode compreender como tarefa
indispensável a localizar os recursos informacionais de acordo com as
necessidades e propósitos do usuário, como a produzem e a disseminam. No
entanto, partindo dessa premissa, a busca deve ser planejada para consentir a
praticidade de tarefas mais "complexas, tais como identificação, seleção, e não
apenas localização" (CAMPELLO; ABREU , 2005 , p. 190).
A Internet como ferramenta importante ao acesso à informação tem que
se adequar às necessidades do usuário, permitindo que sua estratégia seja
direcionada ou moldada de forma como esses procuram e recuperam à
informação no momento da busca .
Entretanto essa falta de consciência nas etapas do processo de
pesquisa informacional tem um impacto negativo no desempenho dos dos
usuários para buscar e recuperar a informação necessária (MITTERMEYER;
QUIRION, 2003) .
Assim entendemos que, é importante saber elaborar uma boa estratégia
de busca e utilizar de forma correta os operadores booleanos, além de
conhecer bem as etapas da pesquisa informacional.
Portanto , podemos compreender que é com a utilização das tecnologias,
que se pode traçar ações para desenvolver habilidades a suprir e responder às
necessidades informacionais, mesmo que essas possam ser relevantes ou não
exigindo indivíduos competentes, em espaços tecnológicos.
Neste sentido com base em Araújo (2009) podemos dizer que, a
competência informacional pode ser compreendida como uma aprendizagem e
uma capacitação onde as pessoas podem aplicar essas habilidades
informacionais possibilitando sua independência como usuários da informação,
no que se refere, à localização , interpretação, análise, sintetização, avaliação
e comunicação da informação.

1587

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

3 Materiais e Métodos
A pesquisa empírica foi realizada tendo como universo em estudo os
usuários de duas bibliotecas universitárias: a da Universidade Federal do
Ceará e a da Universidade Estadual do Ceará. As duas bibliotecas, foram
escolhidas por estarem inseridas nas duas maiores universidades públicas do
Estado do Ceará. Nosso objetivo, no entanto, não foi o de comparação, mas
sim o de constatação da visão de seus usuários, o que poderia nos dar
resultados que viessem a enriquecer a análise.
Com a finalidade de contribuir para o aprimoramento do conhecimento
acerca das competências informacionais, visando a compreender quais as
dificuldades dos usuários na busca de informações através de ferramentas on
line . Nesse sentido, o universo da pesquisa constitui-se dos usuários das duas
bibliotecas e os participantes foram selecionados de modo aleatório, de acordo
com suas disponibilidades, para responderem aos questionamentos.
Lançamos os questionários entre os dias 27/02/2012 a 02/03/2012, a fim
de obter uma população . Durante esse período obtivemos uma amostra de 45
respondentes, que consideramos válida por ser tratar de uma pesquisa
baseado na vivência cotidiana das bibliotecas.

3 Resultados Finais
Foram respondidos 45 questionários por usuanos das duas
universidades. Na ocasião da aplicação desses questionários, eles estavam
procurando informações para elaborar trabalhos acadêmicos.
Descobriu-se que, quando os usuários iniciam suas buscas na Internet,
sentem , muitas vezes, dificuldade de encontrar o que procuram , mas
frequentemente permanecem fazendo pesquisas até localizarem o que
procuram .
Esclarecemos que nossa pesquisa não teve como objeto de estudo o
estágio final desses trabalhos. Ou seja , não procuramos saber desses usuários
se, ao concluírem suas buscas, os resultados encontrados foram incluídos na
elaboração de seus trabalhos finais , pois almejamos avaliar somente o período
em que tais usuários apresentam uma finalidade de uma pesquisa, seja para
trabalhos a serem apresentados em eventos ou para monografias, e depois
passam a buscar informações na Internet, especificamente. Assim, o foco da
investigação tem início em uma necessidade identificada pelos usuários.
a) O que geralmente ocorre quando se precisa buscar um assunto na
internet
Podemos observar que, quando indagados sobre o que geralmente
ocorre quando necessitam obter algum assunto na Internet, as respostas foram
bem surpreendentes, pois 70% responderam que insistem em procurar o
assunto até encontrarem sobre ele alguma coisa . Achamos que isso se deva
ao fato de, geralmente, os sites de busca - como o Google - colocarem os

1588

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

sites de mais fácil usabilidade em primeiro lugar, e isso abrange muito as
possibilidades. Por isso, o conteúdo e as palavras chaves corretas são
requisitos importantíssimos para se obter as informações necessárias.
Gráfico 1 - O que ocorre no início da busca

80,00%
70,00%
60,00%
50,00%
40,00%
30,00%
20,00%
10,00%
0,00%

~----.-------r-------.------('

Insisto até
encontrar

Peço ajuda aos Procuro em
bibliotecários outros lugares

deisto

Fonte: Dados da pesquisa de opinião.

Por outro lado, pudemos perceber, nas análises dos dados, que apenas
1,56% dos usuários responderam que pedem ajuda aos bibliotecários. No
nosso entender, esse baixo percentual pode ser justificado porque, geralmente,
quando se está na Internet, existe uma tendência à independência, além do
baixo custo e da rapidez. Outra explicação que pode justificar esse percentual
se deve ao fato de que os bibliotecários precisam estar mais atentos às
necessidades dos usuários, impetrando competências informacionais para
oferecerem metodologias para se obterem as informações que os usuários
necessitam. Essa competência pode ser expressa pela qualificação em lidar
com o ciclo informacional, com as tecnologias da informação e com os
contextos informacionais.
Um dado que nos chamou a atenção foi o fato de que 15,56% dos
respondentes assinalaram que desistem da busca. Mais uma vez podemos
perceber a falta do bibliotecário em capacitar esses usuários na obtenção
dessa informação.
b) Avaliação do grau de dificuldade - ou ausência dela - de se obter a
informação

1589

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

Gráfico 2 - Grau de dificuldade - ou não - de se obter informação
40,00%
35,00%
30,00%
25,00%
20,00%
15,00%
10,00%
5,00%
0,00%
Fácil

De média
dificuldade

Difícil

Fonte: Dados da pesquisa de opinião.

c) Os sentimentos que ocorrem durante as etapas de uma busca de
informação on line
Para tentar entender como os usuários se sentiam quando faziam uma
busca na Internet, solicitamos que assinalassem os sentimentos que os
acompanhavam em diferentes etapas: no início da busca , na seleção de
informações, no momento de avaliar a relevância da informação. E de acordo
com as respostas podemos perceber que, quando os usuários iniciam uma
busca na Internet e têm dificuldades para encontrar o que realmente procuram ,
pedem ajuda, principalmente, aos amigos. E que somente quando não
encontram o que procuram, recorrem aos livros nas bibliotecas. Os usuários
ainda afirmaram que, apesar de sentirem dificuldades nas pesquisas, os
persistem na busca da informação até encontrá-Ia .
c.1) Sentimentos no início da busca
Podemos observar que, no início da busca, os usuários apontaram como
o sentimento mais relevante o otimismo, o que atingiu um índice de 45,10%.
Acreditamos que esse índice elevado se deva ao fato de que, inicialmente,
quando ainda se está buscando um determinado assunto num site, o
sentimento que mais ocorra seja realmente o de otimismo, pois assim que um
internauta faz uma busca por algumas palavras-chave em algum mecanismo
de busca desse tipo, em poucos segundos ele obtém como resposta milhares
de sites que atendam às suas buscas, muito embora também apareçam
pesquisas irrelevantes.
Outro sentimento que se evidencia é a confiança. Os 25,50% obtidos
como resposta a esse item dão-nos uma ideia de que, inicialmente, quando
uma pesquisa é feita na internet, a confiança é um sentimento que nos conduz,
orienta e nos assegura que vamos obter algo positivo .

1590

�Educação de usuários e competências informacionais
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Gráfico 3 - Sentimentos no inicio da busca
50,00%

• Dúvida

45,00%

• Incerteza

40,00%
• Clareza

35,00%

• Otimismo

30,00%
25,00%

. Satisfasção

20,00%

• Confusão

15,00%

• Desapontamento

10,00%

• Confiança

5,00%
• Frustação

0,00%

• alegria

1

Fonte: Dados da pesquisa de opinião.

Na análise do Gráfico 3, um outro índice que nos chamou a atenção foi o
da dúvida, que atingiu um percentual de 16,50%. Ao observarmos esse índice,
concluímos que, no inicio de uma busca, o sentimento que sempre está
presente é o da dúvida, pois não sabemos o que realmente iremos encontrar,
e, se encontramos, não sabemos se realmente nos servirá para alguma coisa .
E isso se confirma quando o sentimento de incerteza vem logo a seguir com
12,10%.
Por outro lado, o sentimento de alegria atingiu apenas 10,68%. Esse
índice nos chamou a atenção, porque imaginávamos que, no inicio de uma
busca , a maioria dos pesquisadores munia-se de um sentimento de alegria por
estar na internet.
Outro índice que nos chamou a atenção foi o sentimento de clareza,
apontado por 6,80% . Associamos esse baixo índice ao fato de que, no inicio da
busca, o usuário não leva em conta a clareza dos itens que se lhe apresentam .
Para eles, o que mais importa inicialmente é a quantidade e não a clareza dos
assuntos encontrados.

1591

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

c.2) Sentimentos na seleção de informações
Quando analisamos os sentimentos, na hora de selecionar as
informações, observamos que os índices mais relevantes foram o da dúvida,
com 30,58% e o da incerteza, com 29,12%, que apontam para uma análise
confirmando nossas suspeitas de que, na hora de selecionar o que realmente é
relevante ou não para sua pesquisa, os usuários se acometem desses
sentimentos. Talvez porque não saibam analisar a qualidade das informações
encontradas e filtrar o que realmente é relevante .
Gráfico 4 - Sentimento na seleção das informações
0,35
• Dúvida

0,3

• Incerteza

0,25

• Clareza
• Otimismo

0,2

. Satisfasção

0,15

• Confu são

0,1

• Desapontamento
• Confiança

0,05

• Frusta ção

°

1

2

3

4

5

• alegria

Fonte: Dados da pesquisa de opinião.

Outro sentimento que nos chama atenção é o otimismo, que obteve um
percentual de apenas 8,00% . Avaliamos que esse baixo índice se deve ao fato
de que, quando se tem dúvida ou incerteza do que selecionar, fatalmente
nosso sentimento de otimismo baixa .
Percebemos também que, durante a seleção das informações mais
relevantes, alguns sentimentos quase se equiparam, embora sejam
antagônicos, como é o caso da satisfação, com 5,40% , e a confusão, com
5,50% . Talvez isso ocorra porque, quando os usuários se engajam em uma
busca , o conhecimento prévio, que já possuem usualmente em seus estoques
informacionais, e a satisfação surgem quase que instantaneamente. Entretanto,
se o resultado não for o esperado, um sentimento de confusão mental se
manifesta quase ao mesmo tempo.
Também podemos refletir sobre os sentimentos de frustração e
desapontamento que obtiveram os percentuais de 3,00 e 3,50% ,
respectivamente . Atribuímos esses baixos índices ao fato de que a maioria dos
respondentes já tivesse assinalado ter dúvidas e incertezas sobre a seleção
dos conteúdos obtidos nas pesquisas.

1592

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

c.3) Sentimentos na hora de avaliar a relevância do assunto
Observe-se que, quando indagados sobre o que sentiam na hora de
avaliar se o que encontraram na internet era relevante para sua pesquisa ou
não, obtivemos dados bem significativos.
32,5% dos respondentes disseram que o sentimento de dúvida era o que
mais se sobressaía . Podemos atribuir esse índice elevado ao fato de que,
quando se faz uma busca sobre um assunto na internet, na maioria das vezes,
o número de respostas é muito elevado, e isso requer que refinemos essa
busca para chegarmos a algum lugar. E esse elevado número de respostas
provoca no indivíduo um sentimento de dúvida sobre o que fazer.
Gráfico 5 - Sentimentos que ocorrem na avaliação da relevância do
assunto

~------------------------------------~
35,00% , - - - - - - - - - - - - - - - • Incerteza

30,00%
• Clareza

25,00%

• Otimismo
. Satisfasção

20,00%

• Confusão

15,00%

• Desapontamento

10,00%

• Confiança
• Frustação

5,00%

• alegria

0,00%
1

2

3

4

Fonte: Dados da pesquisa de opinião.

Ainda com relação ao Gráfico 5, observamos que o sentimento de
incerteza também ocorre com frequência . Assinalado por 26,4% dos usuários,
esse sentimento pode ser justificado porque, quando não se sabe o que
escolher, normalmente ocorre um sentimento de incerteza. Podemos dizer que
geralmente esses sentimentos caminham juntos, pois são sentimentos de
conflitos humanos.
Por outro lado, chamou-nos a atenção o sentimento de desapontamento,
que atingiu apenas 11 ,1%. No nosso entender, esse sentimento deveria ter
obtido um percentual mais elevado, por se tratar, também, de um sentimento
conflitante.
No entanto, atribuímos esse baixo índice ao fato de que, embora
desapontados, os usuários ainda persistem num maior refinamento da busca,
com o objetivo de melhorar o escopo de sua pesquisa .
Outro sentimento que nos chamou a atenção foi o de frustração, que
atingiu um percentual de 3,2%. Esse índice nos surpreendeu por ter sido mais
baixo do que o sentimento de satisfação, que obteve 3,30% . Ou seja , mesmo
com as dificuldades apresentadas, os usuários ficaram otimistas, satisfeitos em

1593

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

conseguir realizar a pesquisa com êxito.

4 Considerações Finais
Os resultados sugerem que os usuários têm muita dificuldade em filtrar
suas buscas. Observamos que eles acreditam na abordagem do "menos é
mais" para gerenciar e controlar suas pesquisas e as informações disponíveis.
Percebemos que, embora a maioria desses resultados da pesquisa
tenha sugerido certa homogeneidade, sugiram algumas diferenças que não
consideramos significativas.
Também podemos compreender que os usuários, embora se percebam
como aptos a buscar informações na Internet fica claro que necessitam de
competências informacionais para filtrarem suas buscas e absorverem o que é
realmente importante.
O fato é que esses usuários analisados encontravam-se em bibliotecas
públicas de grande porte na cidade de Fortaleza , com facilidade de acesso à
rede e, portanto, com grandes possibilidades de obterem as informações
desejadas.
No entanto, infere-se que os bibliotecários não foram reconhecidos pelos
usuários como facilitadores para auxiliarem em suas pesquisas. Isso significa
dizer que cabe aos bibliotecários absorverem essa tarefa de auxiliar os
usuários nos estágios que antecedem as buscas dessas informações,
oferecendo-lhes treinamentos no planejamento, na localização das fontes e nas
etapas do uso e organização dessas informações, assumindo novas
responsabilidades que os qualifiquem cada vez mais. O bibliotecário será, pois,
agora , o educador, mediador entre o usuário e a informação, redefinindo sua
missão quanto ao trabalho e relevância de seus conhecimentos.
Podemos esperar, portanto, uma constante interação do bibliotecário
com o usuário, possibilitando um melhor atendimento às necessidades
informacionais e, consequentemente, ampliando a competência na busca de
informação, considerando um porto seguro no apoio ao desenvolvimento, na
utilização de ferramentas.
São importantes as avaliações sistemáticas tanto para avaliar o
desempenho do usuário quanto para detectar possíveis dificuldades no uso das
tecnologias, e o bibliotecário será este canal de interação permanente e,
sobretudo, eficaz do usuário com as informações acessadas.

5 Referências
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1594

�1_
ii

Sem.Y,jo

Z.

~de

~ ......
::=~
.....

.-."

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Trabalho completo

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1595

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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                  <text>Português</text>
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                <text>A presente pesquisa objetivou identificar o comportamento de busca de informação, na Internet, de usuários de duas bibliotecas universitárias públicas da cidade de Fortaleza, Estado do Ceará. Este estudo entende que o desafio para os bibliotecários é oferecer aos seus usuários a possibilidade de aprendere a obter a informação a partir das inúmeras ferramentas de buscas disponíveis on line. Nesse sentido, o objetivo foi analisar como os usuários compreendem o processo de busca de informação na Internet. Utilizou-se a pesquisa empírica, com abordagem qualitativa e análise de conteúdo, e como instrumento de coleta de dados um questionário aplicado a 45 usuários. As análises dos dados permitiram inferir que os usuários buscam as informações de forma aleatória, que não têm dificuldade em obterem essas informações, mas que não percebem se os resultados obtidos são ou não válidos.</text>
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                    <text>i

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Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

A NORMALIZAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS NA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Ana Cristina Azevedo Ursulino Me/o 1, Eliene Maria Vieira de Mourél,
/sabe/a da Rocha Nascimento3, /s/ânia Castro Teixeira da Silva4, K/eber
Lima dos Santos5, Margareth de Figueiredo Nogueira Mes~uita6, Mônica
Correia Aquino7, Raimundo Nonato Ribeiro dos Santos, Vanessa
Pimenta Rodrigues 9
Mestre em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior, Bibliotecária , Universidade Federal do
Ceará, Fortaleza , Ceará
2 Mestre em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior, Bibliotecária , Universidade Federal do
Ceará , Fortaleza , Ceará
3 Bibliotecária , Universidade Federal do Ceará , Fortaleza , Ceará
4 Especialista em Pesquisa Científica, Bibliotecária, Universidade Federal do Ceará , Fortaleza , Ceará
5 Bibliotecário, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará
6Especialista em Tecnologias da Informação e Comunicação para o Gerenciamento da Informação
Bibliotecária , Universidade Federal do Ceará , Fortaleza, Ceará
7 Especialista em Tecnologia Aplicada ao Gerenciamento da Informação, Bibliotecária , Universidade
Federal do Ceará , Fortaleza, Ceará
8 Mestrando em Ciência da Informação, Bibliotecário , Universidade Federal do Ceará, Fortaleza ,
Ceará
9 Especialista em Gestão Universitária, Bibliotecária, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza,
Ceará
1

Resumo
A Pesquisa aborda a importância da normalização de trabalhos acadêmicos visando
à qualidade da produção científica na Universidade Federal do Ceará . Através da
elaboração do Guia de Normalização de Trabalhos Acadêmicos e da realização de
treinamentos sobre normalização buscou-se capacitar a comunidade universitária no
que tange à padronização de seus trabalhos. A metodologia utilizada foi pesquisa
bibliográfica e a aplicação de questionários. Observou-se que a normalização de
trabalhos científicos mostra-se relevante e que os 218 participantes dos
treinamentos de normalização que responderam ao questionário consideram que
tais ações são importantes e necessárias para que a comunidade acadêmica
compreenda e utilize as normas de documentação da Associação Brasileira de
Normas Técnicas.

Palavras-Chave:
Normalização; Trabalhos acadêmicos; Universidade Federal do Ceará .
Abstract
This research approaches the importance of standardization of academic work
aiming the quality of the scientific production at the Federal University of Ceará. The
elaboration of the Manual of Academic Writing Standards and Norms and the
promotion of training programs aimed at qualifying the university community as to the
standardization of their academic production. The methodology used in the present
study consisted of bibliographical research and questionnaire administration .

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Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

Through the data collected , it was observed that the standardization of scientific work
is relevant, and the 218 participants who took part both in the training programs and
the questionnaire administration believe that such actions are essential so that the
academic community is able to understand and make use of the documentation
Brazilian National Standards Organization norms.

Keywords:
Standardization ; Academic work; Universidade Federal do Ceará.

1 Introdução
A elaboração de um trabalho científico provoca em seu autor um
brainstorminq 1 que posteriormente torna necessário uma análise, reflexão crítica ,
síntese e por fim um aprofundamento de ideias, a partir de determinado objeto de
estudo. A elaboração de trabalhos acadêmicos deve seguir normas apropriadas para
sua apresentação, de modo que se padronizem os elementos pré-textuais, textuais e
pós-textuais, conforme normas técnicas que estabelecem prescrições para a
elaboração dos vários tipos de trabalhos acadêmicos e bibliográficos, tais como :
monografias, trabalhos de conclusão de curso (TCCs) , dissertações, teses, artigos e
livros.
Visando orientar alunos, professores e pesquisadores a utilizar as normas da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) referente a trabalhos
acadêmicos, a Comissão de Normalização da Biblioteca Universitária da
Universidade Federal do Ceará (UFC) elaborou o Guia de Normalização de
Trabalhos Acadêmicos. Através do Guia oferece-se uma interface mais amigável do
que a norma, ampliando suas aplicações de modo mais didático.
Além da elaboração do Guia de Normalização foram realizadas capacitações
sistemáticas para os usuários, com a finalidade de instruí-los a usar corretamente as
normas e dirimir as demais dúvidas provenientes da aplicação das normas da ABNT
e do Guia de Normalização de Trabalhos Acadêmicos.
O objetivo da produção deste artigo é elaborar uma análise tendo em vista a
percepção das dificuldades apresentadas pelos alunos de graduação e pósgraduação em normalizar seus trabalhos acadêmicos, além de observar se através
dessas capacitações a comunidade acadêmica compreende a importância dessa
padronização para melhorar a qualidade da produção científica de trabalhos
acadêmicos apresentados na UFC.

2 A Padronização dos Trabalhos Acadêmicos
No mundo contemporâneo competitivo, de produção em larga escala e de
amplitude produtiva global , torna-se necessário criar mecanismos internacionais
normativos que subsidiarão serviços e produtos a atingirem a máxima utilização e
qualidade. Para isso, existem padrões internacionais bem conhecidos, tais como os
padrões ISO 9000. Esses padrões internacionais possuem como objetivo principal o

1

Brainstorming ou "tempestade ideias" é uma técnica ligada a área de Administração de Pessoas e
que faz menção ao fomento expressivo de várias ideias sobre determinado tema até que se
encontre uma variável comum.

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Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

intercâmbio e a cooperação mundial, de modo que a qualidade seja condição para a
execução de todas as atividades organizacionais.
No campo informacional da produção científica não é diferente, pois já sendo
um campo com um discurso instaurado, com suas próprias normas que o justificam
e o identificam , torna-se necessário, dentro de um contexto mundial de otimização e
compartilhamento de informações via web, que haja mecanismos de padronização
inerentes à produção científica .
Em nível mundial, é possível identificar vários órgãos devidamente habilitados
para a padronização de produtos e serviços, como a Association Française de
Normalisation (AFNOR), American Psychological Association (APA), Vancouver 2 ,
dentre outros. No Brasil , o órgão responsável pela produção de normas técnicas é a
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que foi fundada em 1940 no
intuito de contribuir para o desenvolvimento tecnológico brasileiro.
A importância da normalização de trabalhos acadêmicos recai em premissas
básicas relacionadas à produção e disseminação do conhecimento, tais como:
garantir a veracidade e segurança das informações; facilitar a circulação de
informações (dados) em diversas fontes de informação (primárias, secundárias ou
terciárias) ; e evitar a duplicidade de fontes .
Segundo Mendonça, Andrade e Sampaio (2012), para dar credibilidade aos
trabalhos desenvolvidos no ambiente acadêmico, os autores devem obedecer a
diretrizes e normas de apresentação que, no Brasil , como já dito acima , são editadas
pela ABNT e adotadas pelas instituições de ensino superior (IES) através de
manuais publicados e adaptados para realidade dos cursos por elas oferecidos.
O padrão de apresentação de trabalhos acadêmicos na visão de Rampazzo
(2002), necessariamente deve apresentar uma sequência lógica rigorosa
determinada pela estrutura do discurso. Segundo o supracitado autor, a
fundamentação lógica de qualquer estudo deve ser exposta de forma a explicar,
discutir e demonstrar o problema levantado. Por isso, deve obedecer às orientações
das técnicas de redação: a) estrutura do trabalho acadêmico; b) a forma gráfica do
texto; c) as citações; d) as notas de rodapé; d) as referências utilizadas no corpo do
trabalho.
Corroboramos com Braga e Roitman (2001) quando afirmam que não existe
uma forma universalmente aceita de padronização de trabalhos. As instituições e até
mesmo seus orientadores têm suas próprias preferências, utilizando-se de diferentes
normas. Acredita-se que tal fato persiste pela pluralidade de normas, como as que
foram citadas acima, e pela possibilidade de cada instituição de ensino superior,
mesmo optando por admitir as normas da ABNT como padrão para seus trabalhos
acadêmicos, persistirem em elaborar suas próprias normas muitas vezes baseadas
em orientações desatualizadas de edições da ABNT. Há ainda instituições que
elaboram seus próprios manuais desconsiderando os padrões sugeridos pela ABNT.
O fato é que a padronização prima pela qualidade e as universidades buscam
por esse objetivo . Recomendar as regras da ABNT na realização dos trabalhos
acadêmicos é um dos fatores importantes na universidade para obtenção da
qualidade na sua produção científica. Além do que, quando se impõe uma regra para
formatar, unificar e obedecer a conceitos facilita-se para o aluno e para o professor
na correção do trabalho.
Podemos inferir com Dias (2003) que normalizar é uma das principais

2

A norma de VANCOUVER é utilizada com muita frequência na área da Saúde.

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características da atividade humana desde o inicio da civilização. Essa padronização
facilita as barreiras de comunicação como diversidade de línguas, culturas e
realidades sócio-históricas e requer que se estabeleçam normas para facilitar a
disseminação, o acesso, a leitura e a compreensão de textos científicos tornando
possível a materialização do conhecimento , que registrado fora da memória
biológica do homem , pode ultrapassar os limites geográficos e de tempo fazendo
com que a interlocução se dê entre sujeitos de contextos sociais e históricos
distintos (GOMES, 1999).
Na visão de Rodrigues, Lima e Garcia (1998) todo esse processo de criação
desenvolvido na universidade requer uma padronização. Para as autoras o uso das
normas é de fundamental importância para os cientistas que precisam comunicar
adequada e amplamente o produto de seu trabalho possibilitando assim a
comunicação, a circulação e o intercâmbio de ideias.
Vale ainda ressaltar que, de acordo com Rocha (2006) , a normalização de
trabalhos acadêmicos é recomendada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC)
na questão da avaliação de IES que atravessam por processos de autorização ,
reconhecimento de cursos, credenciamento, recredenciamento e avaliação das
condições de ensino.
Portanto, podemos compreender que a normalização não só agrega valor e
qualidade aos documentos produzidos como "[... ] facilita as operações documentais
e diminui o custo e o tempo necessário para realizá-Ias, viabilizando o intercâmbio e
a recuperação de informações." (CURTY; BOCATTO, 2005, p. 96) . Além disso, reduz
esforços quanto ao tratamento informacional, ao ponto de facilitar sua troca ,
reduzindo dificuldades econômicas e técnicas inerentes à livre circulação de
informações. (FERNANDES; SANTOS, 2006).

3 Materiais e Métodos
Para a elaboração do presente estudo foram utilizados dados pnmanos.
Trata-se de uma pesquisa de cunho quantitativo, muito embora utilize ferramentas
como dados numéricos e percentuais obtidos na avaliação. Os dados primários
foram obtidos mediante aplicação de questionários durante os treinamentos sobre
normalização que ocorreram nas seguintes bibliotecas: Biblioteca de Ciências e
Tecnologia (BCT) , Biblioteca de Ciências Humanas (BCH) e Biblioteca da Faculdade
de Economia, Administração , Atuaria e Contabilidade (BFEAAC).
A população analisada foram alunos de graduação, alunos de pós-graduação,
professores e servidores técnicos administrativos da UFC durante os treinamentos
de normalização ministrados nas referidas bibliotecas. Dos 320 presentes ao
treinamento, 218 responderam ao questionário, resultando em uma amostra de
68 ,1% dos participantes.

4 Análise dos Dados
Considerando que o interesse na pesquisa foi analisar a importância da
padronização dos trabalhos acadêmicos para comunidade acadêmica da UFC,
entende-se ser importante saber quais as categorias de usuários tinham mais
interesse em aprender como normalizar a produção cientifica da instituição, a fim de
que possamos ter subsídios que contribuam para melhor embasar a interpretação
aqui proposta.

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Trabalho completo

a) Caracterização dos respondentes
Na primeira questão proposta, relativa ao questionário aplicado, busca-se
identificar essa categoria de usuários. Assim, obteve-se um total de 218
respondentes , sendo 91 alunos de graduação, 109 alunos de pós-graduação, 4
professores, 6 servidores técnico-administrativos e 8 usuários de outras instituições
(Gráfico 1).

Gráfico 1 - Caracterização dos respondentes

Ca racterização dos res p o n de n tes
6 ; 2, 8%

8 ; 3 ,7%

~I A l un 05

d e gradu a.ç ão

~ A l uno5

d e pós--g r ad u açã o

• Doce n t es.
~! Té c n i c 05

a,d m i nsit r"at ivos

• Outros

Fonte: Dados da pesquisa de opinião.

Como se pode observar, mais de 50% dos participantes são estudantes de
pós-graduação, e isso pode ser explicado porque, efetivamente, essa categoria de
usuários preocupa-se muito com a elaboração de seus trabalhos devido à exigência
das coordenações da pós-graduação. Por outro lado, um dado que também merece
atenção é a pouca participação dos docentes que contribuindo com apenas 2,8% de
respostas. Acredita-se que esse baixo percentual se deve ao fato dessa categoria
considerar já possuir uma intensa prática e conhecimento das normas em questão.
Observa-se ainda um número expressivo de alunos de graduação, que somaram
41 % dos respondentes. Pode-se atribuir a esse percentual elevado ao aumento nos
números de treinamentos sobre normalização ocorridos no ano de 2011 , na qual os
bibliotecários enfatizaram a importância da utilização do Guia de Normalização da
UFC. Além disso, acredita-se que alunos de graduação sejam o público que carrega
deficiências em relação ao uso de normas para padronização de trabalhos
acadêmicos, e acreditamos que eles já trazem essa deficiência do ensino
fundamental e médio.
b) Atribuições para o grau de importância para normalização dos trabalhos
acadêmicos.
Inicia-se a análise dessa categoria procurando analisar o grau de importância

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da normalização dos trabalhos acadêmicos para os respondentes. Entende-se que
isso se faz necessário porque, conhecendo esses atributos, é possível se perceber
se os usuários consideram essa padronização como fator importante para a
qualidade dos seus trabalhos. Assim, listam-se no questionário as atribuições ditas
importantes para essa padronização, solicitando-lhes que as indicassem, por ordem
de importância. O que mais chama atenção é o percentual. 97,7% dos respondentes
acharem muito importante a normalização dos trabalhos acadêmicos, conforme
podemos observar no Gráfico 2.
Gráfico 2 - Atribuições para o grau
normalização dos Trabalhos acadêmicos.

de

importância

para

Qu alo grau d e importância atribue m a no rmalização d e
traba lhos acadêmicos?

~ Mu ito

important e

! I Po uco impo rtant e

• Sem nenhuma
impo rtância

Fonte: Dados da pesquisa de opinião.

Esse percentual elevado permite acreditar que os treinamentos de usuários
estão surtindo efeito, pois, afinal , essa opção demonstra que os usuários da
Biblioteca Universitária da UFC compreendem a importância da normalização para a
confecção de seus trabalhos acadêmicos. Por outro lado, percebe-se que 2,3% dos
respondentes ainda não compreendem que a padronização eleva a qualidade da
produção intelectual de uma instituição. Isso significa dizer que se precisa trabalhar
mais com essa população através de treinamentos, ou formulando outras atividades
que explicitem de forma instrutiva e educativa o uso das normas.
Sabe-se, eventualmente, que a não compreensão do uso de padrões em
trabalhos acadêmicos deriva fortemente da ausência do uso de padrões de
apresentação de trabalhos no ensino fundamental e médio, algo que é enfocado
principalmente quando se discute competência informacional em escolas.
Dessa forma , acredita-se que a elaboração de um bom programa em
competência informacional por parte da biblioteca , perpassando os treinamentos em
normalização, é de primordial relevância para a conscientização de alunos,
professores e pesquisadores
c) Avaliação dos conhecimentos antes do treinamento de normalização
Buscamos observar se os usuários já tinham alguma noção de normalização
antes dos treinamentos com o objetivo de comparar o antes e o depois. Percebe-se,

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no entanto que, na analise do Gráfico 3 as respostas são conflitantes pois 47,2%
dos usuários informaram que já possuíam conhecimentos acerca de normalização
antes do treinamento é médio.
Gráfico 3 - Avaliação dos conhecimentos antes do treinamento
Co m o av ali a m seu s c on h ec i ment ossob r e no rm aliza çã o
ant es ,d o t re in a m e nto ?
5 ; 2 ,3%

~I Rui m

~ I M é d io

- Som
~I Ex ce le nt e

Fonte: Dados da pesquisa de opinião

Isto significa dizer que, somando-se os 30,3% com os 47,2% das respostas
percebemos que 77, 5% dos avaliados consideraram que já conheciam as normas
antes dos treinamentos.
No entanto, podemos compreender com base nessas respostas e na nossa
experiência como bibliotecários que os respondentes se acham aptos para
normalizar suas produções acadêmicas tendo em vista os conhecimentos obtidos ao
longo de sua vida acadêmica .
d) Avaliação dos conhecimentos após o treinamento de normalização
As bibliotecas universitárias buscam a eficácia no atendimento e devem
conhecer estratégias para melhorar a qualidade dos seus serviços; portanto torna-se
necessário oferecer a seus usuários noções de elaboração dos trabalhos
acadêmicos. Buscou-se avaliar se os usuários, após receber esses treinamentos,
conseguiram ampliar os seus conhecimentos a respeito do assunto .
Nessa análise, podemos observar que 59,6% informaram que o treinamento
foi positivo . Conforme o Gráfico 4:

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Gráfico 4 - Avaliação dos conhecimentos sobre normalização após
os treinamentos

Como ava li am seus conhec im.e ntos so bre no rma lização
a pós o t rein a mento?
3 ; 1,4%

~

Ruim

! IM édio
• Bo m
.! !J Exc elent e

Fonte: Dados da pesquisa de opinião

Observa-se ainda na análise do gráfico, que essa atribuição de 59,6% dos
respondentes que optaram pelo item "bom" deve-se ao fato de que os treinamentos
estão atingindo seus objetivos. Somando-se 24,3% que selecionaram a opção de
"excelente", pode-se perceber que a grande maioria dos respondentes considera
que, após a realização dos treinamentos melhoraram seus conhecimentos acerca de
normalização.
Salientamos que, para se publicar artigos em revistas científicas é necessário
que se conheça e saiba utilizar as normas da ABNT. Sendo assim, esses
treinamentos contribuem para que os alunos e pesquisadores pouco a pouco
diminuam qualquer resistência em relação a normalização de trabalhos acadêmicos.
Por outro lado confirma-se a interpretação positiva em relação aos
treinamentos pelo fato de que apenas 1,4% consideraram que seus conhecimentos
não melhoraram em nada com os mesmos.
e) A adoção de um formato único de normalização de trabalhos acadêmicos
No que se refere ao questionamento sobre a apreciação dos respondentes
acerca da adoção de um formato único de normalização de trabalhos acadêmicos na
UFC, podemos perceber que 91 ,7% dos respondentes opinaram que é muito
importante para a padronização da produção intelectual da instituição.

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Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

Gráfico 5 - Adoção de um formato único para apresentação dos
trabalhos academicos

Op in ião so bre a ado ção ,d e um fo rm at o ú nico pa ra
a pre.s entaç ão dos tra ba lhos aca dê mic os na UFC
10; 4 ,6%

!!!IM uito important e

I JP O Ul:O important e
• Sem nenhuma
importância

Fonte: Dados da pesquisa de opinião.

Na análise do Gráfico 5 pode-se inferir que a maio na dos respondentes
percebem que a padronização dos trabalhos acadêmicos é muito importante para
apresentação dos trabalhos. Atribui-se a esse elevado percentual à percepção de
que normalizar é extremamente importante para se produzir um trabalho intelectual
de qualidade.
Pode-se inferir também que essa percepção apresentada nesse item, motiva
a equipe de bibliotecários para que continuem a reiterar treinamentos de
normalização, além de abrir espaços para a elaboração de outras atividades que
contribuam para alunos, professores e pesquisadores conheçam os recursos
informacionais disponíveis nas bibliotecas da UFC.

5 Considerações Finais
No decorrer deste estudo, foi exposta a importância da normalização dos
trabalhos acadêmicos para padronização da produção intelectual na UFC.
Percebeu-se que os usuários reconhecem essa importância e que a metodologia
dos treinamentos de normalização é capaz de melhorar o rendimento de alunos,
professores e pesquisadores no que tange à aplicação das normas da ABNT.
A confecção de um guia de normalização de trabalhos acadêmicos, numa
linguagem clara e objetiva , com complementos ilustrativos, é importante para que as
normas sejam compreendidas e melhor assimiladas, diminuindo resistências e
fazendo constante a utilização de um instrumento informacional criado pelos
bibliotecários para auxiliar seus usuários.
Com essas análises, conclui-se que de um modo geral os treinamentos
agregam valor e qualidade ao trabalho científico, permitindo ainda que a
comunidade acadêmica exponha suas dúvidas que persistem mesmo após a leitura
das normas da ABNT e do Guia de Normalização. Essas ações permitem um feedback com os usuários, possibilitando aos bibliotecários perceberem quais os
conteúdos das normas que precisam ser mais enfaticamente abordados e
esclarecidos. Além disso, pode-se concluir que , ao seguir as normas da ABNT

1469

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SeminArio

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Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

melhora-se o processo de produção e comunicação científica .

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1470

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A Pesquisa aborda a importância da normalização de trabalhos acadêmicos visando à qualidade da produção científica na Universidade Federal do Ceará. Através da elaboração do Guia de Normalização de Trabalhos Acadêmicos e da realização de treinamentos sobre normalização buscou-se capacitar a comunidade universitária no que tange à padronização de seus trabalhos. A metodologia utilizada foi pesquisa bibliográfica e a aplicação de questionários. Observou-se que a normalização de trabalhos científicos mostra-se relevante e que os 218 participantes dos treinamentos de normalização que responderam ao questionário consideram que tais ações são importantes e necessárias para que a comunidade acadêmica compreenda e utilize as normas de documentação da Associação Brasileira de Normas Técnicas.</text>
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Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

o PERFIL DOS GESTORES DAS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS DA UFC NA PERCEPÇÃO DOS USUÁRIOS
Ana Cristina Azevedo Ursulino Melo ' , Virginia Bentes Pinto2
1Mestre em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior e Bibliotecária da
Universidade Federal do Ceará , Fortaleza, Ceará.
2 PhD em Ciências da Informação pela Université du Quebec,e Professora Adjunta do
Departamento de Ciências da Informação da Universidade Federal do Ceará , Fortaleza, Ceará.

Resumo
A pesquisa buscou identificar e analisar a percepção que os usuários das
Bibliotecas Universitárias da Universidade Federal do Ceará possuem sobre o
papel que os gestores desempenham nessa função. Com o objetivo de observar
como essas percepções podem influenciar na melhoria da gestão, sugerindo
mudanças de posturas no desempenho desses gestores. Trata-se de uma
pesquisa exploratória de natureza quantitativa, fazendo-se uso do procedimento
estudo de caso para experimentação do instrumento proposto. A coleta de dados
foi feita por meio de questionários com escala de opinião baseada na medida de
Likert. Como resultado a análise dos dados permitiu diagnosticar que os usuários
pouco percebem o papel desempenhado pelos gestores em suas funções .
Palavras-Chave: Bibliotecas Universitárias; Gestão; Percepção.

Abstract
The research sought to identify and analyze the perception that users of University
Libraries, Federal University of Ceará have about the role that managers play this
role . In order to observe how these perceptions can influence the improvement of
management, suggesting changes in the positions in the performance of these
managers. This is a quantitative research exploratória.de, making use of the
procedure case study for testing the proposed system . Data collection was done
through questionnaires based on the opinion scale Likert measure. As a result
data analysis enabled us to diagnose that some users perceive the role played by
managers in their roles.
Keywords: University Libraries; Management; Perception .

1999

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Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

1 Introdução
Atualmente já se observam certas preocupações com as mudanças de
atitude por parte dos gestores e, em especial, daqueles que emprestam sua força
de trabalho para servir bem a uma comunidade de usuários que precisa cultivar o
prazer de ler, acessar e utilizar a informação, tanto para a solução de problemas
do cotidiano, como também de pesquisa e outras ações acadêmicas. Atrelados a
esse fato , não podemos esquecer os aspectos referentes às novas tendências da
gestão.
Na tentativa de identificar se o perfil delineado contribuirá para as
melhorias na gestão, buscamos, como objetivo, investigar o modo como os
usuários das bibliotecas universitárias percebem a atuação dos gestores dessas
organizações.

2 Revisão de Literatura
Ponderar acerca do papel e das funções gerenciais atualmente tornase algo complexo, pois o gestor exerce vários papéis, independentemente do tipo
de organização. Precisamente por isso, observamos que existe uma lacuna no
consenso na literatura sobre qual o perfil ideal para se exercer a função gerencial
e quais os desafios impostos aos gerentes perante os novos papéis exigidos em
função das mudanças de caráter social, político, econômico e, sobretudo,
organizacional. Percebe-se que essas abordagens são distintas e, muitas vezes,
contraditórias, no que se refere a como identificar o real papel e a situação dos
gerentes no universo organizacional e social.
Conforme Pelissari, Vanalle e González (2006), para se ter uma boa
formação gerencial, faz-se necessário adquirir habilidades, além de criar opções
em termos de carreira e de vida . Essas habilidades adquiridas pelo gestor
facilitam na execução de suas tarefas, melhorando sua compreensão diante da
vida . Ou seja , as pessoas com mais conhecimentos e com habilidades ampliadas
tornam-se autoconfiantes e coopera na criação de um clima organizacional
seguro.
Para Mattar (2010) , o que importa é ter pessoas que elevem ao
maxlmo o capital das organizações e que consigam produzir, desenvolver e
aplicar seus conhecimentos, métodos e tecnologias, principalmente as que estão
relacionadas com as relações humanas.
Já na visão de Barbosa e Brondai (2005), o perfil gerencial só é
apropriado enquanto funciona como um parâmetro específico no desempenho de
determinada organização . E esse perfil deve ser reavaliado , constantemente , em
virtude das exigências dessas organizações. Ainda segundo os autores, o perfil
gerencial para um gestor do tipo organizacional deve apresentar as seguintes
competências: pessoal ; interpessoal; técnica e administrativa .
Portanto, consoante com Lujasewicz (2007) , para efetivar o exercício
de suas funções , cabe ao gestor comprovar suas habilidades por meio dos papéis
funcionais que deve desempenhar. Essa função de gerenciar, contudo, não
constitui tão somente ter habilidades, delegar afazeres e verificar o seu

2000

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N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

cumprimento . Existe ainda outro fator de grande importância para uma gestão
apropriada , que é a competência , considerando que, numa representação cada
vez mais competitiva , existe ainda a necessidade de um desenvolvimento
gerencial para acompanhar e produzir as mudanças desejadas no ambiente
organizacional. E isso significa dizer que muitas empresas começam a repensar a
gestão no âmbito das competências.

3 Materiais e Métodos
Optamos pelo estudo quantitativo, considerando, também , que os
resultados da pesquisa de campo implicaram o tratamento de dados estatísticos,
e se caracteriza , segundo Teixeira e Pacheco (2005), pelo emprego de
quantificação, tanto nas modalidades de coleta de informações, quanto no
tratamento dessas informações por meio de técnicas estatísticas.
O foco desse estudo foram as bibliotecas universitárias da
Universidade Federal do Ceará (UFC) que estão situadas na cidade de Fortaleza .
A seleção destas deu-se porque aquelas pertencentes aos Campi da UFC fora da
capital ainda não estão inseridas no organograma da Biblioteca Universitária (BU)
e, oficialmente, não possuem o cargo do gestor. Os participantes da pesquisa
foram selecionados de forma aleatória , com todos os que possuíam e-mails
cadastrados no UFCList (base de dados de alunos, técnicos e professores). A
pesquisa de campo serviu para identificar como os usuários percebem os
gestores das bibliotecas selecionadas.
Considerando que nosso interesse na pesquisa é conhecer a
percepção dos usuários em relação ao papel desempenhado pelos gestores das
bibliotecas da UFC, entendemos ser de fundamental importância distinguir o seu
perfil , a fim de que possamos ter subsídios que contribuam para melhor embasar
nossa interpretação e para isso, entrevistamos um total de 314 usuários.
O instrumento de coleta de dados constituiu-se de um questionário que
serviu para avaliar a percepção dos respondentes com relação ao objetivo
proposto .

4 Resultados Finais

A percepção sobre gestão em bibliotecas pelos usuários é importante
para melhor compreensão dos objetivos e decisões que a Biblioteca Universitária
possa vir a tomar no contexto organizacional.
a) As Características relevantes para ser um bom gestor
As respostas foram bastante variadas; no entanto, o "conhecimento
das necessidades dos usuários", apontado por (88,9%), "tato para lidar com as
pessoas", assinalado por (86%) e "ética profissional", que obteve 78% das
indicações, foram as que mais se destacaram sobre esse aspecto. Em relação ao
conhecimento das necessidades do usuário, era de se esperar que fosse a
resposta que mais se destacaria, pois, afinal , essa opção afeta diretamente a

2001

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~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

eles, do mesmo modo que o item referente ao tato para lidar com as pessoas.
Gráfico 1 - Características de um bom gestor na visão dos usuários
Visão pró-ativas

\ 2.2

Empreendedor

~ 8.3

~7,6

60,2
61,8

LY,Y
10

Motivação para atualização contínua

4j,b
Oh

Ética profissional

71,3

.íli...

Tato para lidar com as pessoas

55,4
78,0

140

86,0

Capacidade de coordenar e dinamizar reuniões "' h~

66,8

L7,u

~1l,1

Conhecimento das necessidades dos usuários

88,9

_ _ Rq

Conhecimento e compreensão de dinâmica de grupo

59,2

31,8
__ 1.6

Habilidade para comunicar-se com clareza e precisão
Gosto pela leitura
Segurança pessoal

24,2

"' 7~

74,2
53,2

jY,J

~ 10J

66,9

22,9
_

41

Espírito crítico

60,8

30,U

0,0

10,0

20,0

30,0

40,0

50,0

60,0

70,0

80,0

90,0

100,0

%

• Pouco Importante

I

Importante

I

Muito Importante

Fonte: Dados da pesquisa de opinião

Surpresa nossa foi o fato de a "habilidade para comunicar-se com
clareza e precisão" ter sido assinalada por 74,2% e a "segurança pessoal" ter sido
revelada por 66,9% como uma das características de um bom gestor. No nosso
entendimento, esses quesitos levariam vantagem sobre os outros, como, por
exemplo, a ética profissional , pois, afinal, se um gestor não possui essas
qualidades, certamente sua atuação nessa função ficará a desejar, pois, em seu
métier, a questão da habilidade, comunicação e segurança é ímpar. As
percepções observadas pelos usuários com relação a essas características são
de grande valia para que os gestores das BU possam tomar decisões no sentido
de oferecerem oportunidades de capacitação às equipes, a fim de se melhorar a
gestão das bibliotecas e, com isso, naturalmente, oferecer produtos e serviços de
qualidade.
O fato de a "capacidade para coordenar reuniões" ter sido mencionado
por 66,8% causa-nos certa admiração, pois, a nosso ver, essa capacidade está
associada à questão dos gestores e seu corpo de funcionários, mesmo que, em

2002

�i

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~

N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

certos momentos, possa também ocorrer alguma reunião com os usuários.
Outro fato que chama a nossa atenção é a característica de
empreendedor ter sido considerada importante somente para 61,8% dos
respondentes, bem como aquela concernente à "visão pró-ativa", revelada por
60,2%, e "espírito crítico", que obteve 60,8% de indicações. Embora esses
aspectos tenham alcançado percentual de mais de 50%, ainda assim , julgamos
que poderiam ter sido mais elevados. Ora , na sociedade atual , ser empreendedor,
pró-ativo e ter espírito crítico é uma exigência para o desempenho de qualquer
profissional e, tratando-se de gestor, é primordial, pela dinamização do próprio
cargo . Possivelmente, esse percentual de respostas tenha se dado em
decorrência de que, na visão dos usuários, essas características não sejam tão
relevantes para um gestor de biblioteca . Isso demonstra falta de entendimento,
tanto de biblioteca como uma organização (empresa) como, por consequência, do
papel desempenhado pelo gestor.
Com relação às peculiaridades referentes à "dinâmica de grupo", ficou
evidente que 59 ,2% consideram uma marca importante para o gestor. No nosso
entendimento, esse percentual elevado , em relação a sua aplicabilidade para os
usuários, embora que respeitante à gestão de pessoas, seja uma prática de
grande valia , principalmente quando no caso de conflitos e de desmotivação.
No que tange à "motivação" ter sido indicada por 55,4% , do mesmo
modo que nos casos anteriores, chama a atenção, pois, no nosso entendimento ,
esses atributos são essenciais para qualquer atividade, pois, se o sujeito não está
motivado, não poderá desenvolver com a devida competência as suas ações;
logo, esperávamos que essa opção obtivesse um grande percentual de respostas.
Parece, entretanto, que, na compreensão dos usuários, a motivação referente ao
cargo de gestor não se faz tão necessária e, mais uma vez, pode ser reflexo da
compreensão do que seja essa atuação nas unidades de informação.
Também nos salta aos olhos o fato de que somente 53,2% dos
respondentes indicaram que o "gosto pela leitura" é considerado importante para
compor a característica de um bom gestor. Esse índice também é baixo, tratando-se de comunidade acadêmica , haja vista que as mudanças de paradigmas em
relação à gestão são dinâmicas, com novas opções e possibilidades.
b) Habilidades inerentes ao perfil de um bom gestor
Do rol de habilidades listadas no questionário, foram apontadas em
maior destaque as seguintes: "habilidades na resolução de conflitos", indicada por
75,2% dos usuários, "habilidade de liderança", com 68,5%, e "habilidade de
processamento de informação", que obteve 63,4%, conforme o gráfico 2. No
tocante à grande porcentagem de "habilidades na resolução de conflitos",
acreditamos que isso pode ter ocorrido porque, no cotidiano dos serviços nas
bibliotecas, os usuários podem já ter enfrentado ou se confrontado com situações
de conflito, por exemplo , no caso de reservas, devoluções e multas de atraso de
materiais e, também, em virtude dos constantes problemas relativos ao sistema
que pode estar "off-line" ou, ainda, em decorrência da quantidade de
equipamentos disponíveis ser deficiente.
Tratando-se da "habilidade de liderança", julgávamos que esse
percentual se sobressairia , pois essa é uma das principais características para

2003

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

i

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~

N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Trabalho completo

que um gestor desempenhe seu papel com maior desenvoltura. Suas atividades
demandam atitudes de cumprimento de ações e, ao mesmo tempo, de mediação
diante das dificuldades do cotidiano de uma organização, como, por exemplo,
fazer com que as pessoas trabalhem com entusiasmo para obterem objetivos
comuns na realização de tarefas envolvendo : equipe, orientação, treinamento e
motivação.
Salta-nos aos olhos também o fato de o percentual de "habilidade para
o processamento de informação" ter sido assinalada por 63,4% dos sujeitos da
pesquisa. Isso pode ser porque, na compreensão desses usuários, tal
peculiaridade está associada ao acesso as informações com eficácia . Esse dado
merece, contudo, ser olhado com atenção. Talvez, haja necessidade de maior
diálogo entre a seção de processos técnicos e os usuários, fato que vem ao
encontro da característica fundamental e também relevante para ser um bom
gestor, apontada na questão anterior.
Gráfico 2 - Habilidades de um bom gestor na visão dos usuários

.......-m_

Habilidades de introspecção

49 ,4

Habilidadesde empreendedor ~~~~~~_ _ _•

60,5

Habilidades de alocação de recursos
Habilidade de tomar decisões em condições de ambigüidade

Habilidade de processamento de informações

Habilidades de resolução de conflitos
Habilidadesde liderança

Habilidades de relacionamento com os colegas

~~~~~~~=========:::::J

'-

75,2

e~~~~~========::::J 68,5
~~~~~~~~~~~:~~5~8,6~--r-_---'

%
I Pouco Importante

I Importante

I Muito Importante

Fonte: Dados da pesquisa de opinião

Apontada como importante para os usuários, a "habilidade
empreendedora" obteve 60 ,5% de indicação. Essa é a habilidade de buscar
oportunidades e mudança organizacional e, portanto, essencial para os gestores
na atualidade , e não poderia ser diferente no caso da gestão de biblioteca
universitária. Pela própria natureza dinâmica da academia, o gestor precisa ter
ações empreendedoras para acompanhar o surgimento de outros cursos, a

2004

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~

N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

atualização dos projetos políticos dos cursos, entre outras coisas.
A "habilidade de alocar recursos" estabelece critérios para a definição
de prioridades, a fim de que as escolhas sejam as melhores, tanto no âmbito
financeiro como nos materiais e humanos. Assim , de acordo com 59,9% dos
respondentes, essa habilidade é muito importante. Esse dado revela que os
usuários estão atentos à alocação de recursos que possam atender melhor as
suas necessidades. Desse modo, é necessário que os gestores sejam capazes
de captar esses recursos em outras fontes que não apenas aquelas
disponibilizadas pelo Estado.
Na vlsao dos usuanos, observamos que a "habilidade de
relacionamento com os colegas" teve grande importância para 58,6% deles. Essa
constatação significa dizer que um bom relacionamento entre os colegas reflete
na qualidade do atendimento dos serviços, uma vez que as divergências e
conflitos podem ser eliminados, a equipe atua integrada e cooperativa, e, em
consequência, os usuários serão beneficiados.
Com relação à "habilidade de tomar decisões em condições de
ambiguidade", constatamos que 56 ,4% consideram fundamental para uma boa
atuação dos gestores. Esse atributo diz respeito à capacidade de liderar com
incertezas e sobrecarga de informações, conseguindo resultados satisfatórios.
Isso demonstra que os usuários têm consciência das incertezas que rodeiam o
âmbito da gestão das BU , principalmente no que diz respeito aos conflitos que
podem surgir no cotidiano da oferta de serviços dessas organizações, nas
dificuldades de se obterem recursos para aquisição de materiais, equipamentos,
bibliografias etc.
Por último, referimo-nos aos resultados obtidos na "habilidade de
introspecção", que se relaciona com a capacidade de reflexão e autoanálise. O
gestor deve ser capaz de entender seu grupo e estar atento ao impacto de sua
organização. A esse respeito , 49 ,4% dos usuários consideram que tal habilidade é
pouco importante para um gestor. Não podemos esquecer, entretanto, que, em
muitos casos, o gestor precisa ter essa habilidade aguçada para poder tomar
boas decisões.
A análise dessa categoria nos esclareceu sobre a visão que os
usuários têm acerca das habilidades na gestão, pois pudemos perceber que, em
sua maioria, os usuários, mediante suas percepções, demonstraram ter noção da
importância das habilidades na formação de um bom gestor. Essa constatação se
faz importante, servindo como subsídio para que a Biblioteca Universitária possa
investir na melhoria de sua gestão.
c) Competências essenciais para a formação de um gestor na visão dos usuários
Os itens que mais se destacaram foram : "saber se comunicar", que
obteve 78% de adesão ; "saber aprender", revelado por 72 ,3%; e "ter visão
estratégica", com 58,6% , conforme se pode observar no gráfico 3. Essas três
respostas são interessantes de se observarem . Primeiramente, porque um
gerente necessita, efetivamente, saber se comunicar com sua equipe e com seus
usuários, a fim de gerenciar todo o fluxo de informação e de comunicação na
organização que dirige. Portanto, era de se esperar que 100% dos participantes
apontassem essa competência como imprescindível a esse cargo. O que pode ter

2005

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N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

influenciado esses achados é que o cargo de gerente de bibliotecas é pouco
visível em relação a outras organizações; então, os usuários se comunicam muito
mais com servidores não gerentes.
No quesito "saber aprender", considerado muito importante por 72 ,3% ,
fica evidente que os usuários se referem à questão do autodesenvolvimento,
absorvida nas práticas do cotidiano, e nas vivências que temos com o mundo
exterior, pois saber aprender é trabalhar o seu conhecimento para se desenvolver.
Atribuímos esse elevado número de respostas positivas para esse item ao fato de
que, nas literaturas da atualidade, a questão da habilidade em saber aprender é
considerada um fator primordial na gestão. E, portanto, os usuários veem com
grande importância a capacidade dos gestores absorverem essa competência.
Percebemos, ainda, na análise dos itens que mais se destacaram, que
58,6% dos respondentes apontaram a competência de "ter visão estratégica"
como muito importante para um gestor. Talvez pela força da palavra estratégia , ou
mesmo por ser uma visão funcional , que olha para como a organização ou
empresa é hoje e determina o que, ou como, será em algum momento no futuro .
Com relação a "saber mobilizar recursos" , notamos que 57,6%
consideram essa competência fundamental para uma boa atuação dos gestores.
Essa propriedade diz respeito à capacidade de criar sinergia e mobilizar recursos
para a organização. Portanto, o conhecimento das competências de saber
mobilizar recursos possibilita aos gestores melhores condições de
desempenharem suas atividades. Podemos dizer, na análise dessa competência,
que, para os usuários, a mobilização de recursos está diretamente ligada aos
seus interesses como melhoria e ampliação do acervo, aquisição de novos
equipamentos, acesso a rede por Wireless Fidelity (WiFi), melhoria nas
instalações físicas etc. Por outro lado, pode ser decorrente do desconhecimento
da estrutura organizacional das bibliotecas. Diante desse fato, seria interessante
que, no ato das visitas orientadas e nos treinamentos, houvesse alguns
esclarecimentos sobre o destino das multas e a demora nas aquisições de
materiais bibliográficos e equipamentos.
A competência relativa à marca "saber engajar e se comprometer"
demandou atenção de 57,3% dos colaboradores da pesquisa , que a consideram
importante em relação às demais. Essas inferências expressam claramente que
os gerentes precisam demonstrar que são engajados e comprometidos com seu
cargo, a fim de que sua equipe também possa ter esse perfil.
"Saber agir" é saber o que fazer e o porquê de fazê-lo. É também saber
julgar, escolher e decidir. Na opinião de 54,1% dos respondentes essa
competência também é importante. Isto se explica porque, se os gestores de
bibliotecas não souberem agir diante das adversidades da gestão, essas
organizações poderão deixar de cumprir com a sua missão e seus objetivos.
Nesse âmbito, faz-se necessário que os gestores levem em conta a opinião dos
usuários, a fim de lhes oferecer produtos e serviços com maior valor agregado.
Além do mais, saber agir implica conhecer e entender o negócio da organização ,
seu ambiente, identificando oportunidades e opções.

2006

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N.IõotI.aIdt

Planejamento estratégico e sustentabilidade

~~ ;~.

Trabalho completo

Gráfico 3 - Competências Gerenciais
0.6

Ter VisãoEstratégica

58,6

0.3

Saber Assumir Responsabilidades

46}..,

53,5

Oh

Saber se Engajar ese Comprometer

57,3

42,0
OJ

Saber Aprender

21,4

0.0

Saber Comunicar
Saber Mobilizar Recurso

40,8

72,3

22,0

78,0

.. 1.9

40,4

57,6

O~

Saber Agir

45,5
0,0

10,0

20,0

30,0

40,0

54,1

50,0

60,0

70,0

80,0

90,0

%
I Pouco Importante

I Importante I Muito Importante

Fonte: Dados da pesquisa de opinião

Por fim , analisamos a competência de "saber assumir
responsabilidades" que 53,3% dos usuários consideraram importante. Esse
resultado demonstra uma preocupação com as questões da gestão nas
bibliotecas. Entendemos que, para o usuário, assumir responsabilidades significa
que o gestor deve ser responsável , assumindo os riscos e as consequências de
suas ações. Talvez porque essa ação reflete no produto final , ou seja , no acesso
à informação, na aquisição de materiais e equipamentos.
d) Percepção dos usuários sobre a atuação dos gestores das bibliotecas da UFC
No gráfico 4, estão apresentadas as respostas a esse quesito. Em
primeiro lugar, 59,6% deles afirmam que pouco percebem se os gerentes "têm
autocontrole", seguida da "capacidade para tomar decisão", mencionada por
56,7%, ter "noção de prioridades", "capacidade de liderança" e "se adaptar a
novas situações", que alcançaram, igualmente, 54,1% de indicação.
O autocontrole é uma verificação técnica voluntária que o gestor realiza
em seu próprio trabalho, para assegurar a conformidade e a qualidade de sua
operação e observar a evolução de seu desejo de melhoria contínua. Sabemos
que não apenas no ambiente da gestão a capacidade de autocontrole é
fundamental , mas também na vida das pessoas, pois sem o domínio das
9
2007

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N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

emoções, podemos agir impulsivamente e, é natural, os resultados trarão
consequências, muitas vezes, irreparáveis. Nota-se que a maioria dos
respondentes (59 ,6%) pouco percebe o autocontrole na atuação dos gestores das
bibliotecas. A baixa percepção sobre o autocontrole dos gestores pode ser
decorrente de que, normalmente, os usuários resolvem seus problemas e
questões relativas aos serviços, diretamente com os auxiliares administrativos e
não com os gestores, ou ainda porque eles não sabem efetivamente quem são
esses profissionais.
No tocante à "noção de prioridades", esta foi pouco percebida para
54,1% dos participantes. Trata-se uma resposta evidenciando que os gerentes
são pouco atentos aquilo que deve ser priorizado para seus clientes. Tal fato pode
estar associado à aquisição das bibliografias básicas, à deficiência de
computadores para o uso do Portal de Periódicos e de outros serviços oferecidos
por essas bibliotecas. Sabemos que, embora as BU tenham em suas metas o
atendimento às necessidades dos usuários, ainda assim , deparamos certas
dificuldades para a sua efetivação com eficácia , em todas as bibliotecas do
sistema .
Também merece nossa atenção o fato de 54,1% dos sujeitos da
pesquisa destacarem que pouco percebem nos gestores das bibliotecas
estudadas a "capacidade de liderança". Ou seja , os usuários não mostram que os
gestores de bibliotecas atuam com liderança. Atribuímos essa pouca percepção
talvez ao fato de que a questão da liderança torna-se mais visível apenas para os
gestores e sua equipe. Entretanto , sabemos que um líder não é necessariamente
um gerente, porém , um gerente precisa ter e fortalecer a sua capacidade de
liderança a fim contribuir para a promoção e a integração de sua equipe, de modo
que ela seja motivada para desenvolver suas atividades com empenho e
qualidade. De igual modo, julgamos que a causa dessas respostas é explicada
porque essa capacidade está muito mais relacionada ao ambiente interno da
organização.
Ainda se destaca, nos resultados, a pouca percepção da capacidade
de "se adaptar a novas situações", alcançando 54,1% de indicação. Esses dados
são dignos de nossa atenção, pois vêm ao encontro do imaginário simbólico de
que o bibliotecário não é afeito a mudanças. No cotidiano das BU, contudo,
acontece exatamente o oposto, pois, em razão das tecnologias eletrônicas de
informação e de comunicação, faz-se necessário que os bibliotecários se
adaptem a esse novo paradigma .
No que concerne à "facilidade de comunicação", é pouco perceptível,
na opinião de 53,5% dos respondentes. Esse fato nos chama a atenção,
porquanto,a Biblioteca Universitária investe muito na área da comunicação .
Podemos citar como exemplo: o Biblionotícias enviado mensalmente para os emails do UFCListas, o site da biblioteca que diariamente é atualizado, as
mensagens de aviso no boletos de empréstimo etc. faz-se necessária uma
avaliação desses serviços para saber se estão realmente atingindo a comunidade
universitária. Por outro lado, este fato pode ser explicado porque, efetivamente, os
gerentes trabalham muito mais no âmbito interno e pouco se comunicam com os
usuários, tête-à-tête. É sabido, contudo, que essa capacidade é uma das
habilidades que os gestores precisam desenvolver a fim de que possam ser mais
vistos pelos clientes externos.

2008

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~

N.IõotI.aIdt

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Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

Gráfico 4 - Atuação dos gestores das
usuários

eu,

na UFC, na percepção dos

Tem noção de prioridades

54,1

Tem ca pacidade de trabalhar em eq uipe

52,5

São Flexíveis

52,9

São dinâmicos

53,5

Tem capacidade de organ ização

49,7

Tem capacidade de negociação

52,2

Tem capacidade de lidera nça

54,1

Tem ca pacidade de decisão

56,7

Tem facil idade de comunicação

53,5

Se adapta a novas situações

54,1

Tem autocontrole

59,6
48,7
!ii!~~m~:~~:~~~~_--,--_-----,

Tem senso de responsabilidade

0,0

10,0

20,0

30,0

40,0

50,0

60,0

70,0

%
_ Percebe Muito

• Percebe

• Pouco Percebe

_ Não Percebe

Fonte : Dados da pesquisa de opinião

Outra atividade da gestão refere-se ao dinamismo do gestor. Nota-se
que, segundo a análise do gráfico 4 53,5% dos respondentes afirmaram que
pouco percebem o dinamismo dos gestores. Podemos atribuir essa pouca
percepção ao fato de os gestores estarem sempre em seus gabinetes. E, mais
uma vez, observamos que o usuário precisa conhecer os gestores das
bibliotecas. Talvez uma proposta para reverter esse fato fosse que, a cada
semestre, durante os treinamentos , visitas orientadas e recepção de calouros, os
gestores se apresentassem como gestores.
Na sequência da análise dos dados, de acordo com a opinião de
52 ,9%, é pouco perceptível para os usuários a flexibilidade na atuação dos
gestores. Essa constatação nos causa certo espanto, pois quase toda a

2009

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N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

negociação, principalmente as questões referentes às multas, perdas de livros,
reservas, horários de funcionamento das bibliotecas etc., são comprováveis,
inclusive em pesquisas anteriores. Talvez a explicação para essa não percepção
decorra do fato de os respondentes terem associado a flexibilidade aos
funcionários.
Com relação a "ter a capacidade de trabalhar em equipe", 52 ,5%
responderam que não percebem essa habilidade nos gestores da biblioteca . Isto
já era de se esperar, pois a questão do trabalho de equipe é muito interna,
embora o reflexo possa ser perceptível na oferta de produtos e serviços.
No item que avalia se o gestor "tem capacidade de negociação", 52,2%
apontam como pouco perceptível. Esse quesito também nos faz refletir e nos
remete a uma indagação: os gestores não se apresentam como tal , ou os
usuários não conseguem enxergá-los como gestores que são. Isso também nos
remete ao quesito flexibilização, pois, constantemente, os gestores estão
negociando com os usuários, principalmente em relação a multas, perdas de
livros, reservas , entre outras coisas.
Com relação à capacidade de organização, 49 ,7% dos usuários
responderam que, do mesmo modo dos itens anteriores, pouco percebem essa
habilidade no gestor. Essa afirmação é uma discrepância, pois a maioria dos
gestores é constituída por bibliotecários e as bibliotecas seguem regiamente as
normas e padrões internacionais de organização . Para nós, resta claro que a
capacidade de organização é pública e notória em uma biblioteca. A questão, no
entanto, é que os usuários não compreendem a organização das bibliotecas,
principalmente no que se refere à estruturação das estantes.
Analisamos, por fim , o último quesito, denominado "tem senso de
responsabilidade", no qual 48,7% responderam que não percebem essa
habilidade nos gestores das bibliotecas. Talvez esses achados sejam o reflexo de
que efetivamente os usuários não conhecem a atuação dos profissionais gestores
e muito menos percebem a biblioteca como uma organização que administra
pessoas, equipamentos, serviços e produtos, portanto , recursos financeiros .
e) Percepção dos usuários em relação à prioridade dos serviços ofertados
Entre os serviços indicados pelos usuários, destacam-se 'treinamento
conveniente aos usuários para uso adequado da biblioteca", com 61,5%, "auxílio
dos bibliotecários na normalização dos trabalhos acadêmicos" que foi apontado
por 61,1 % dos participantes e, "conhecimento técnico dos funcionários para
responder às perguntas dos usuários" marcadas com 54,8%. Vejamos o gráfico 5.

2010

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N.IõotI.aIdt

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Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

Gráfico 5 - Serviços prestados pelas Bibliotecas Universitárias
Treinam ento para uso do Portal de Periód icos e
de ba ses de dados

~

Co nhecimento técnico dos fu ncionários para
"~
responder as perguntas dos usuários

___IIIIIII".

____IIiIi"

53,2

54,8
61,1

Auxílio dos bibliotecários na normaliza çã o dos
traba lhos acad êmicos

50,3
7, 1

Atend im nto rápido nos serv iços de
empréstimo, devolução e renovação

~~_. 6 1, 5

Trei namento conveniente aos usuários pa ra uso
adequado da Bi blioteca

0,0

10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0

%
• Muito Importante (Qtde)

• Impo rtante (Qtde)

• Pouco Im portante (Qtde)

Fonte: Dados da pesquisa de opinião

Como podemos observar no Gráfico 5, na opinião dos respondentes, o
serviço de treinamento dos usuários para o uso adequado das bibliotecas foi
considerado muito importante (61,5%), devendo ser priorizado. Esse fato nos
surpreende, pois é uma prática das bibliotecas oferecer constantemente a visita
orientada, na qual são mostradas aos usuários todas as possibilidades de
serviços disponíveis e como tais serviços devem ser acessados. Temos
consciência, no entanto, de que o serviço de treinamento aos usuários envolve
tempo, esforço e conhecimento. Na sua essência, todo o serviço de treinamento
tem as mesmas funções e objetivos, mas a maneira como é realizado diferenciase em cada unidade de informação. Cada biblioteca possui usuários específicos e
características próprias. Portanto, o bibliotecário de referência precisa organizar e
direcionar os treinamentos para as reais necessidades de seus usuários.
Com relação ao serviço de normalização de trabalhos acadêmicos,
segundo os usuários, é um serviço considerado muito importante por 61,1 % dos
respondentes. Outros 36 ,9% entendem ser esta uma competência importante.
Portanto 98% dos respondentes consideram um serviço de grande importância
para a biblioteca . Essas respostas mostram claramente a necessidade de que
esses serviços sejam priorizados, não apenas do modo como vêm sendo
efetuados, quer dizer, com orientações, tira-dúvidas e treinamentos de
normalização de trabalhos acadêmicos. Nesse sentido, cabe, então, ao gestor
priorizar esse serviço de normalização com o intuito de oferecer serviços de
qualidade que possam , efetivamente, atender às necessidades dos usuários.

2011

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Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

Ainda segundo o gráfico 5, o conhecimento técnico dos funcionários
para responder e atender aos usuários também é considerado um serviço muito
importante, conforme apontam 54,8% dos respondentes. A percepção da
importância desse conhecimento técnico é fundamental para a melhoria da
qualidade dos serviços oferecidos pelas bibliotecas. É claro que, para o usuário,
os funcionários devem possuir habilidades técnicas e humanas para auxiliá-los a
obterem a informação de que necessitem.
O treinamento para uso do Portal de Periódicos e de bases de dados
foi considerado, por 53,2% dos usuários, como sendo, igualmente, prioritário .
Esse resultado pode ter sido influenciado ao menos por dois motivos. O primeiro é
que, na análise do perfil dos participantes, observamos que a maioria (70%) é de
alunos de graduação. E o segundo é que a maioria dos periódicos do Portal da
CAPES e das bases de dados são em língua inglesa e, presumem-se, esses
estudantes não dominam tal língua. Não podemos, porém , deixar de considerar
essas respostas , embora sejam oferecidos treinamentos durante todo o ano, além
do evento denominado de "Maratona do Conhecimento". Desse modo,
verificamos a necessidade de maior investimento em marketing para que esses
treinamentos possam ter maior alcance junto aos usuários. Outra opção é
oferecer treinamentos personalizados, o que pode ser uma saída para facilitar a
disseminação da informação e do serviço, mas também para ampliar o processo
de busca .
Com relação aos serviços de empréstimo, devolução e renovação , é
possível observar, no gráfico 5, que 51 ,3% dos usuários consideram um serviço
muito importante para uma biblioteca.

5 Considerações Finais

A gestão nas organizações modernas envolve uma rede de
compromissos bem complexos, ou seja , a capacidade de estabelecer um diálogo
com as pessoas que colaboram com a organização, através do qual são
veiculadas as informações - significativas e confiáveis - necessárias para
desempenhar as funções individuais e a integração dos esforços no sentido do
cumprimento dos propósitos dessa organização .
Segundo os resultados obtidos os usuários apontaram como
características necessárias para perfil de um bom gestor ter habilidade e clareza
no processo de comunicação, ter conhecimento das necessidades dos usuários,
ser proativo e ter ética profissional.
De modo geral, podemos perceber que esses usuários tinham
conhecimento sobre quais as características, habilidades e competências
necessárias para ser um bom gestor, mas pouco percebiam essas características
no papel desempenhado pelos gestores das bibliotecas da UFC. Em
consequência dos resultados obtidos, consideramos que os objetivos desta
pesquisa foram alcançados. Acreditamos que ela possa concorrer para o
aprimoramento do conhecimento acerca dos papéis desempenhados por esses
gestores, além de facilitar a compreensão das características fundamentais
inerentes a essa função . O que se faz necessário agora é inferir como essas
percepções podem influenciar na melhoria da gestão, sugerindo mudanças de

2012

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N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

posturas no desempenho desses gestores. Bem como, buscar junto a diferentes
atores envolvidos com os aspectos teóricos e práticos das bibliotecas
universitárias ações de estímulo a capacitação trabalhando a questão do
marketing interno e externo com o intuito de contribuir para melhoria da qualidade
na gestão das BUs.

6 Referências
BARBOSA, E. R. G.; BRONDAI, G. Planejamento estratégico organizacional.
Revista Eletrônica do Curso de Ciências Contábeis da UFSM, Santa Maria,
RS,
v.
1,
n.
2
dez.
2004
fev.
2005 .
Disponível
em :
&lt;http://w3 .ufsm.br/revistacontabeis/anterior/artigos/vlnO2/a08vln02.pdf&gt;. Acesso
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LUJASEWICZ, E. A. Liderança e gerência na agência do BB de Tupanciretã .
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&lt;http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/1 0183/13991 /000649766.pdf?sequenc
e=1 &gt;. Acesso em : 12 abro2012 .
MATTAR, F. N. Perfil do líder para o ano 2000. Disponível em :
&lt;http://www.fauze .com.br/DOCUMENTOS/Perfil%20do%20Iíder%20para%200%2
Oano% 202000.pdf&gt;. Acesso em : 15 mar. 2012 .
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2013

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Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A pesquisa buscou identificar e analisar a percepção que os usuários das Bibliotecas Universitárias da Universidade Federal do Ceará possuem sobre o papel que os gestores desempenham nessa função. Com o objetivo de observar como essas percepções podem influenciar na melhoria da gestão, sugerindo mudanças de posturas no desempenho desses gestores. Trata-se de uma pesquisa exploratória de natureza quantitativa, fazendo-se uso do procedimento estudo de caso para experimentação do instrumento proposto. A coleta de dados foi feita por meio de questionários com escala de opinião baseada na medida de Likert. Como resultado a análise dos dados permitiu diagnosticar que os usuários pouco percebem o papel desempenhado pelos gestores em suas funções.</text>
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                    <text>Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

A GESTÃO DO CONHECIMENTO NA SOCIEDADE DA
INFORMAÇÃO: REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DE LAVRAS
Simone Assis Medeiros 1, Vânia Natal de Oliveirtr, Nivaldo Oliveira3,
Rosiane Maria Oliveira4, Cláudio Fabiano Kloss 5
1 Mestranda

em Administração Pública pela Universidade Federal de Lavras , Especialista em Gestão
do Conhecimento e Tecnologia da Informação e graduação em Biblioteconomia pelo Centro
Universitário de Formiga - UNIFOR/MG, Bibliotecária da Universidade Federal de Lavras, MG. E-mail:
siamedeiros@biblioteca.ufla.br
2 Especialista em Gerenciamento de Micro e Pequenas Empresas pela Universidade Federal de
Lavras, Especialista em Paradigmas emergentes nos serviços informacionais : gestão, indexação e
disseminação e graduação em Biblioteconomia pelo Centro Universitário de Formiga - UNIFOR/MG,
e Bibliotecária da Biblioteca da UFLA. E-mail: vania@biblioteca.ufla.br
3 Mestrando em Administração pela Universidade Federal de Lavras, Especialista em Gestão do
Conhecimento e Tecnologia da Informação e graduação em Biblioteconom ia pelo Centro Universitário
de Formiga - UNIFOR/MG, Bibliotecário da Universidade Federal de Lavras, MG. E-mail:
nivaldo@biblioteca .ufla.br
4 Especialista em Tecnologias de Informação e Comunicação no Ensino Fundamental pela
Universidade Federal de Juiz de Fora e graduação em Biblioteconomia pelo Centro Universitário de
Formiga - UNIFOR/MG, Bibliotecária da Universidade Federal de Lavras, MG. Email: rosianemaria@biblioteca.ufla .br
5 Técnico em Tecnologia da Informação da Coordenadoria de Recursos Tecnológicos da Biblioteca da
Ufla. E-mail: ckloss@biblioteca .ufla.br

Resumo
O artigo discute o projeto de criação e implantação do Repositório Institucional da
Universidade Federal de Lavras, RI/Ufla . A finalidade é coletar, armazenar e divulgar
a produção científica e acadêmica, aumentando assim a visibilidade e o prestígio da
instituição em âmbito nacional e internacional. Busca otimizar a gestão de
investimentos em pesquisa na universidade, na promoção da transparência dos
gastos públicos e apoio às atividades de pesquisa e criação do conhecimento
científico. A implantação do RI/Ufla será mediante adesão ao edital do Ibict, onde
será desenvolvido em duas fases : planejamento e implementação. Este estudo
aborda também um histórico das ações implantadas pelo Ibict e Finep em prol do
movimento de acesso livre ao conhecimento científico, bem como uma breve revisão
de literatura sobre a sociedade do conhecimento, sociedade em rede e as
tecnologias de informação e comunicação (TICs). Como técnica de pesquisa ,
adotou-se uma abordagem qualitativa, utilizando-se de revisão bibliográfica e
pesquisa exploratória . O método de coleta de dados adotado foi a partir de
informações fornecidas pela universidade.
Pa lavras-chave:
Repositório Institucional; Comunicação científica ; Acesso aberto; Transparência
pública.
Abstract
The paper discusses the design creation and implementation of the Institutional

725

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Repository of the University Federal de Lavras, RI/Ufla. The purpose is to collect,
store and disseminate the scientific and academic production, thereby increasing the
visibility and prestige of the institution nationally and internationally. Seeks to optimize
the management of investments in university research, promoting transparency in
public spending and support the research and creation of scientific knowledge. The
implementation of the RI/Ufla is through adherence to the Ibict edict, which will be
developed in two phases: planning and implementation. This study also addresses a
history of actions implemented by Ibict and Finep the movement towards open
access to scientific knowledge , as well as a brief literature review of the knowledge
society, network society and information and communication technologies (ICTs) . As
technical was adopted a qualitative approach, using literature review and exploratory
research . The data collection method used was based on information provided by the
university.

Keywords:
Institutional Repository;
transparency.

Scientific

Communication ;

Open

Access;

Public

1 Introdução
A denominada sociedade do conhecimento, onde a informação ganha
destaque, seja para adquirir novos conhecimentos ou como forma de transparência
pública, é uma realidade presente nos dias atuais. Nos últimos anos, tem crescido
exponencialmente o debate e as iniciativas relacionadas à democratização do
acesso à literatura científica e aos sistemas de informação em ciência e tecnologia .
Em prol do avanço da ciência, é necessário que o conhecimento produzido esteja
acessível para ser compartilhado com a comunidade científica . No universo das
instituições de ensino superior, a informação é abordada como fonte e geração de
novos conhecimentos. Portanto, hoje se discute muito como disponibilizar essa
informação, como disseminá-Ia, qual a melhor forma de armazená-Ia e preservá-Ia ,
visando o seu acesso.
Um dos problemas encontrados é que parte da informação produzida nas
universidades não está disponível para a comunidade acadêmica da própria
instituição. Isso ocorre devido a fatores como: falta de espaço físico , os custos dos
documentos, a carência de funcionários , a pressão de editores por exclusividade ,
entre outros.
Tendo em vista esses entraves, como inserir a Ufla no contexto do movimento
do acesso livre às publicações da sua comunidade acadêmica e de suas pesquisas?
Levando em consideração esta questão, o artigo tem como objetivo discutir o projeto
de criação e implantação do Repositório Institucional da Universidade Federal de
Lavras, RI/Ufla .
A implantação do RI pela Ufla mostra-se como um importante meio para
cumprir com sua missão quando cita a disseminação da cultura acadêmica, do
conhecimento científico e tecnológico na sociedade 1 .
1

Missão: manter e promover a excelência no ensino, na pesquisa e na extensão, formando cidadãos

726

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Visando ampliar os resultados das pesquisas científicas nas Universidades,
em 2007 , por meio da Portaria n. 13 da Capes, a Biblioteca Universitária implanta a
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BOTO), um dos primeiros passos para
tornar acessível sua produção científica diante do contexto atual de geração de
conhecimentos, a busca de financiamentos e a transparência dos recursos públicos.
Como proposta de trabalho de pesquisa de mestrado em Administração Pública,
busca-se a implantação do RI na Universidade, baseado no modelo de
interoperabilidade de acesso livre - Open Archives.

2 Origem dos Ris
Visando abordar a perspectiva dos Repositórios Institucionais, bem como o
gerenciamento e acesso à informação acadêmica, cabe relatar a evolução da
chamada sociedade da informação ou sociedade do conhecimento e como é
definida atualmente. A partir daí, dar enfoque ao papel das universidades inseridas
nesse contexto. Para Silva (2007 , p. 2) , "a sociedade de informação é aquela onde
se faz uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC) para fazer a troca de
informação digital entre indivíduos e assegurar a comunicação entre estes".
Castells (1999) define a sociedade atual como uma 'sociedade em rede', na
qual as estruturas, funções e processos dominantes estão organizados em torno de
nós ou ligações, constituindo a nova morfologia social de nossa sociedade . A difusão
da lógica de redes modifica de forma substancial a operação e os resultados dos
processos produtivos e de experiência , poder e cultura .
De acordo com Santos (2002), o nosso tempo é um tempo paradoxal. Tempo
de grandes avanços e transformações dramáticas, designadas por revolução da
informação e da comunicação, revolução eletrônica, revolução da genética e da
biotecnologia . Nesse discurso, vale mencionar Giddens (1999) que diz que a
revolução das comunicações e a difusão da tecnologia da informação estão
profundamente ligadas a processos de globalização. Essa globalização segundo ele,
afeta vários aspectos da sociedade.
Com a globalização e a introdução em grande escala das tecnologias de
comunicação e informação, foi gerada uma demanda para o uso da Web para a
disseminação dos resultados de pesquisas. Isso é confirmado por Lynch (2003), o
qual diz que algo extraordinário ocorreu na revolução contínua da informação em
rede, mudando a dinâmica entre inovação individualmente orientada, o progresso
institucional, e da evolução das práticas disciplinares acadêmicas. Este mesmo autor
ainda ressalta que o desenvolvimento de repositórios institucionais surge como uma
nova estratégia que permitiu às universidades assumir o papel de editoras,
modernizando os processos de publicação e divulgando a produção acadêmica em
conteúdo digital.
As universidades e as bibliotecas têm um papel essencial nas transformações
científicas e tecnológicas no mundo. Segundo Costa e Leite (2009), uma das
principais contribuições de repositórios institucionais para as bibliotecas de pesquisa
e profissionais qualificados, produzindo conhecimento científico e tecnológico de alta qualidade e
disseminando a cultura acadêmica , o conhecimento científico e tecnológico na sociedade (PDI ,
aprovado em 19 de maio de 2011) .

727

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

é, certamente, a melhoria do seu status no seio da comunidade acadêmica, além de
ser aumentada significativamente a parceria dos bibliotecários com os
pesquisadores.
Com isso, buscou-se alternativas viáveis para gerenciar e tornar essa
informação disponível. Foi então que surgiram modelos alternativos para
comunicação científica, tais como repositórios institucionais e temáticos, periódicos
de acesso aberto, constituindo hoje o Movimento pelo Acesso Aberto à Informação
Científica (LEITE , 2009).
Desde 2004 , o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(Ibict) vem trabalhando na sensibilização da comunidade científica quanto à
importância do acesso livre ao conhecimento científico. O lançamento do Manifesto
Brasileiro de Apoio ao Acesso Livre à Informação Científica em 2005 é o primeiro
desdobramento político no Brasil de um movimento internacional amplo de apoio ao
livre acesso à informação científica (MARCONDES; SAYÃO, 2009).
No Brasil , o acesso livre ainda enfrenta muitas barreiras, pois o sistema de
comunicação científica tradicional limita, mais do que expande, a disponibilidade e
legibilidade da maior parte da pesquisa científica ao mesmo tempo em que
obscurece suas origens institucionais (JOHNSON, 2002).
Dessa forma , não basta apenas publicar, os trabalhos científicos precisam ser
divulgados de maneira eficiente para que possam ser utilizados e citados,
promovendo a troca de conhecimento (MACIAS-CHAPULA, 1998). O acesso à
informação técnico-científica se torna fundamental para o desenvolvimento da
ciência, pois permite maior visibilidade e disseminação da produção científica
brasileira.
As iniciativas relacionadas ao acesso livre promovem maior visibilidade das
pesquisas, intensificação do uso e impacto destas, intercâmbio entre os
pesquisadores brasileiros e seus pares internacionais, governança no investimento
em ciência, bem como transparência desses investimentos (KURAMOTO, 2010).
No contexto governamental, nas universidades e órgãos de pesquisas
públicas, onde existe a captação de recursos pelas agências de fomento, o foco é o
acesso à informação como promoção da transparência dos gastos públicos. Estes
órgãos necessitam rastrear os resultados de seus investimentos em projetos e
programas de pesquisa (LEITE, 2009). Dessa forma , as pesquisas financiadas com
recursos públicos devem estar publicamente acessíveis.
Existem meios controladores e fiscalizadores por parte das instituições de
pesquisa e agências de fomento , visando à divulgação das pesquisas produzidas
pelas universidades e institutos de pesquisas. A Capes, desde 2006 , por meio da
Portaria n.13 2, institui a divulgação digital das teses e dissertações para fins do
acompanhamento e avaliação destinados à renovação periódica do reconhecimento
dos programas de mestrado e doutorado. Em seu Art. 5° desta portaria, diz que "o
financiamento de trabalho com verba pública, sob forma de bolsa de estudo ou
auxílio de qualquer natureza concedido ao programa, induz à obrigação do mestre
ou doutor apresentá-lo à sociedade que custeou a realização ".
Art. 10 Para fins do acompanhamento e avaliação destinados à renovação periódica do
reconhecimento, os programas de mestrado e doutorado deverão instalar e manter, até 31 de
dezembro de 2006, arquivos digitais, acessíveis ao público por meio da Internet, para divulgação das
disserlações e teses de final de curso.

2

728

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Nesse contexto, as instituições públicas estão buscando criar seus
repositórios para além de promover o acesso, o armazenamento e a divulgação das
informações produzidas em seu âmbito institucional, e também transparência aos
investimentos feitos em pesquisa . Além disso, uma das finalidades dos Ris é que
eles sirvam como indicadores da qualidade da instituição, pois a publicação dos
trabalhos dos pesquisadores reflete de forma positiva para a universidade, trazendo
assim mais financiamentos para a instituição.
Adota-se aqui a definição de Repositório Institucional (RI) segundo Lynch
(2003 , p. 2):
[ ...) um conjunto de serviços que a universidade oferece para os membros
de sua comunidade para o gerenciamento e a disseminação de conteúdos
digitais, criados pela instituição e membros da sua comunidade. É
essencialmente um compromisso organizacional com a gestão desses
conteúdos digitais, inclusive preservação de longo prazo, quando
apropriado, bem como organização e acesso ou distribuição.

De acordo com o ranking ROAR 3 (Registry of open Access Repositories,
2011), hoje o Brasil ocupa o 30 lugar com 94 repositórios à frente do Japão com 89 .
Isso se deve principalmente a iniciativas e apoio de órgãos como Ibict, a
Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Capes.
O Ibict, em 2008, lançou um edital para distribuir às universidades e às
instituições de pesquisa públicas, kits tecnológicos para implantação de repositórios.
Essa ação é aderente ao que determina o PL 1120/20074 em tramitação na Câmara
dos Deputados, que determina as ações de adoção da política e dos repositórios
institucionais, e que se tornarão obrigatórias na medida em que esse projeto de lei
venha a ser aprovado. No Art. 1°. § 4° deste projeto, diz que toda a produção
científica resultado de pesquisas que receberam apoio financeiro proveniente do
governo federal, estadual e municipal, deverão disponibilizar suas pesquisas a toda
sociedade.
Em especial, com a criação dessa rede de repositórios institucionais, abre a
possibilidade de obtenção de indicadores que orientem os rumos da ciência e
tecnologia no país, promovendo maior transparência e governança nos
investimentos em pesquisa científica e mostrando à sociedade brasileira o produto
advindo dos impostos e taxas pagas por ela (ROLLEMBERG, 2011). Além disso,
com a gestão do RI , é possível fazer um mapeamento do conhecimento no ambiente
acadêmico e responder quem pesquisa o que e onde.
No Brasil, as iniciativas relacionadas à divulgação da comunicação científica
surgiram com o Ibict e a Finep . Com a criação da BOTO pelo Ibict, são coletados
diariamente metadados das teses e dissertações das universidades de todo país. No
entanto, segundo Kuramoto (2010), ainda não se conseguiu dominar a
interoperabilidade humana. A meta do Ibict é desenvolver uma rede de RI
semelhante à BOTO, mas que considere o depósito, arquivo e disseminação de
outras produções científicas para além das teses e dissertações.
A partir daí, por intermédio do uso de padrões como a Iniciativa dos Arquivos
Abertos - Open Archives Initiative (OAI-PMH) e o Dublin Core , o Ibict teve condições

3

4

Disponível em: &lt;http://roar.eprints.org/&gt;. Acesso em : 2 dez. 2011.
Ver referência Rollemberg (2007) .

729

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

técnicas para propor em 2005 o desenvolvimento de um novo projeto, que foi
submetido à Finep. Esse projeto denominou-se Portal de Publicação Seriada de
Acesso Livre (PCAL). Os propósitos principais desse projeto de acordo com
Kuramoto (2010, p. 64) "são o de registrar e disseminar a produção científica
brasileira, tendo como objetivo principal o desenvolvimento de um portal que
integrasse o conteúdo das publicações seriadas eletrônicas, assim como os
conteúdos dos RI brasileiros."
Para se ter sucesso na implantação de Ris, Costa e Leite (2009, p. 180)
ressaltam que as experiências bem sucedidas têm mostrado que dois pontos são
fundamentais:
Grande empenho e conhecimento profundo das questões envolvidas com o
tema acesso aberto, por parte dos stakeholders das iniciativas. Políticas de
acesso aberto, políticas de funcionamento de repositórios, política de
depósito compulsório, modelo open archives, direitos autorais, modelos de
negócios e sustentabilidade, preservação digital, hábitos de comunicação e
padrões de comportamento informacional da comunidade, são algumas das
questões importantes que não se pode negligenciar.

Passados alguns anos, vemos várias iniciativas e experiências quanto a
criação de Ris. Nesse cenário, uma das pioneiras foi a Universidade Federal da
Bahia (Ufba) que, no ano de 2007, deu início a implantação do seu RI , apoiada pelo
Ibict. A Universidade do Minho em Portugal, primeira instituição de língua
portuguesa a instalar um RI , serviu de modelo para o projeto da Ufba (ROSA;
MEIRELHES; PALACIOS, 2011).
Assim , esse projeto em fase de implantação e desenvolvimento na UFLA vem
contribuir muito para a disseminação, armazenamento e acesso ao conhecimento
científico da sociedade.

3 Materiais e métodos
Segundo Yin (2010, p. 22) , "o estudo de caso é a pesquisa preferida quando
predominam questões dos tipos "como?" e "por quê?", ou quando o pesquisador
detém pouco controle sobre os eventos e ainda quando o foco se concentra em
fenômenos da vida real ".
Este trabalho é um estudo de caso desenvolvido na Biblioteca da
Universidade Federal de Lavras (Ufla), uma instituição de ensino superior federal. O
artigo discute o projeto de criação e implantação do Repositório Institucional da
Universidade Federal de Lavras, RI/Ufla . A finalidade é coletar, armazenar e divulgar
a produção científica e acadêmica, aumentando assim a visibilidade e o prestígio da
instituição em âmbito nacional e internacional. Busca otimizar a gestão de
investimentos em pesquisa na universidade, na promoção da transparência dos
gastos públicos e apoio às atividades de pesquisa e criação do conhecimento
científico.

Como técnica de pesquisa, adotou-se uma abordagem qualitativa, utilizandose de revisão bibliográfica e pesquisa exploratória . O método de coleta de dados
adotado foi a partir de informações fornecidas pela universidade.

730

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
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Atualmente, a Universidade Federal de Lavras (Ufla) ficou classificada em 2°
lugar entre as melhores universidades públicas e privadas do Brasil e a 1a em Minas
Gerais de acordo com o IGC (Índices Gerais de Cursos das Instituições), dados
divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep)5. Ocupa a primeira posição no estado de Minas Gerais na captação
de recursos, formação de pesquisadores e produção intelectual em Ciência e
Tecnologia .
Para o embasamento teórico deste trabalho, foi realizada uma pesquisa
bibliográfica, com intuito de identificar as melhores diretrizes para desenvolver as
políticas de criação e gestão de RI e também analisar as experiências de outras
instituições para posterior implantação de um repositório na Ufla.
A implantação do RI na Ufla será mediante a adesão ao edital do Ibict. O
projeto será definido em duas fases : planejamento e implementação. A primeira
contempla as fases de definição de equipes, de hardware e software, custos do
projeto e treinamento ; na segunda serão definidas as políticas, a divulgação e a
implantação do piloto, envolvendo inicialmente um departamento. A equipe
constituída será multidisciplinar e composta por 3 bibliotecários, 1 técnico em
informática e 1 assistente em administração. A instituição deverá usar o kit
tecnológico disponibilizado pelo Ibict, composto por 1 servidor pré-formatado e
configurado com o sistema operacional baseado na plataforma Unix/Linux, com os
softwares Apache, MySQL, PHP, Dspace e SEER. A implantação, a responsabilidade
de manutenção e o gerenciamento ficarão a cargo da Biblioteca Universitária da
Ufla.
De acordo com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da
universidade, a Ufla conta com 26 cursos de Pós-graduação entre mestrado e
doutorado, 87 grupos de pesquisa que atuam em mais de 400 linhas, desenvolvendo
cerca de 1.200 projetos. Possui 147 professores bolsistas de Produtividade em
Pesquisa/CNPq , ou seja, 36% do número de doutores que publicaram em média dos
últimos cinco anos, 3,7 artigos/docente/ano. Ainda considerando todo o corpo
docente, foram obtidas 5,9 publicações/ano quando consideradas também outras
produções bibliográficas 6 .
Atendendo ao edital do Ibict em dezembro de 2011, a partir de informações
fornecidas pela universidade, foi realizado um levantamento dos dados referentes a
sua produção científica dos últimos cinco anos entre artigos, dissertações e teses, a
quantidade de revistas e de livros publicados, a relação de cursos de pósgraduação, o levantamento de bolsistas produtividade e a proposta de cronograma
de implantação do projeto piloto. A partir dessas informações, foi identificada a
amostra que será depositaria do RI/Ufla .

5 Disponível em : &lt;http://www.ufla.br/ascom/index.php/2011/11/divulgado-igcmec-201 0-ufla-e-1-deminas-e-2-do-pais/&gt;. Acesso em: 4 dez. 2011.
6 (PDI , aprovado em 19 de maio de 2011) .

731

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
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Tabea
I 1 - S"ene h'ISt"onca da pro dução clentlTIca da Ufl a 2007/2011
Tipos de
científica

documentos

da

produção 2007

2008

2009

2010

2011

21

10

8

12

Teses produzidas nos programas de pós- 18
graduação

23

128

101

96

Dissertações produzidas nos programas 73
de pós-graduação

246

291

250

228

TOTAL

290

429

269

336

Livros

2

93

Fonte: ArquIvos da Universidade Federal de Lavras (2012)

Além disso, foi encaminhado um termo de compromisso institucional assinado
pelo reitor, no qual a universidade se propõe: a) promover e viabilizar as ações
necessanas para a implantação do RI compatível com o modelo de
interoperabilidade Open Archives; b) estabelecer uma política institucional de
informação visando garantir a alimentação do RI por parte de seus pesquisadores
após a contratação do projeto; c) constituir e manter uma equipe composta por
técnicos de informação e informática que se responsabilizará pela implantação e
operação do RI ; d) manter conexão permanente com a Internet para garantir o
acesso ao RI, a fim de possibilitar a coleta automática periódica de metadados a ser
realizada pelo Ibict.
A partir daí, foi elaborada a Política Institucional de Informação do RI/Ufla em
que consta a política de conteúdo, a política de submissão/depósito, a política de
acesso à informação, a política de preservação digital. Nela são abordados os
critérios de disponibilização e elaboração das linhas de trabalho para sensibilização
e divulgação do projeto à comunidade científica.
A proposta do edital enfatiza que a criação do RI deve ser institucional, ou
seja , deve ser da instituição como um todo. Mas a metodologia de implantação pode
ser gradual, de departamento para departamento, desde que haja a garantia de que
ao longo do tempo todos os pesquisadores da instituição estarão depositando os
seus resultados de pesquisa . Na Ufla, a implantação do RI será gradual, começando
pelo Departamento de Administração e Economia e posteriormente nos outros
departamentos.
Após a implantação do RI/Ufla, previsto para 2012 , todos os pesquisadores da
instituição deverão depositar sua produção científica, conforme política de depósito
obrigatório. Quanto aos artigos científicos e trabalhos de eventos, esses
pesquisadores deverão entregar seus arquivos à Biblioteca da Ufla para serem
inseridos no RI até o prazo máximo de seis (6) meses a partir da data de sua
publicação .
Para assegurar a sustentabilidade do projeto, ele conta com o apoio da alta
administração da universidade, pois os objetivos do repositório institucional estão
alinhados ao PDI/2011-2015 e com o planejamento acadêmico institucional.

732

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
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4 Resultados esperados
Com a implantação do RI na Ufla, espera-se que sejam alcançados os
seguintes resultados:
a) oferecer à comunidade universitária um espaço para armazenar a informação
produzida , divulgando suas pesquisas científicas;
b) preservar a produção científica , acadêmica e corporativa da instituição,
garantindo a sua memória histórica ;
c) fornecer indicadores sobre o rendimento científico da universidade;
d) reduzir as possibilidades de plágios, pois ao disseminar amplamente,
favorece o registro da autoria ;
e) gerenciar os direitos de propriedade intelectual da instituição;
f) permitir a transparência e a governança na administração dos recursos
alocados à pesquisa científica, visando otimizar os gastos públicos com a
ciência.

5 Considerações parciais
Em resposta às demandas do ambiente digital em rede e aos problemas
quanto ao acesso e divulgação das pesquisas científicas, os repositórios
institucionais estão atualmente se tornando uma ferramenta estratégica para as
universidades e as bibliotecas, promovendo a visibilidade e o acesso à produção
científica .
A partir do trabalho de conclusão do mestrado profissional em Administração
Pública, será possível articular diferentes instâncias, pessoas e especialistas na Ufla,
em prol do objetivo do projeto que é disponibilizar a produção científica e acadêmica
da Ufla, a nível nacional e internacional, com acesso livre para toda comunidade.
Enfim , até o momento, foi possível cumprir a etapa de planejamento e com a
implantação do RI , a Ufla estará inserida no movimento do acesso livre,
proporcionando visibilidade as suas publicações e transparências dos investimentos
em suas pesquisas.
É importante ressaltar a documentação desse processo de implantação como
registro histórico e aprendizado de outras instituições que estejam trilhando o
mesmo caminho. Ressaltar os ganhos com a execução do projeto e a padronização
dos dados.

733

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

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�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

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735

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <description>A language of the resource</description>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A gestão do conhecimento na sociedade da informação: repositório institucional da Universidade Federal de Lavras.</text>
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                <text>O artigo discute o projeto de criação e implantação do Repositório Institucional da Universidade Federal de Lavras, RI/Ufla. A finalidade é coletar, armazenar e divulgar a produção científica e acadêmica, aumentando assim a visibilidade e o prestígio da instituição em âmbito nacional e internacional. Busca otimizar a gestão de investimentos em pesquisa na universidade, na promoção da transparência dos gastos públicos e apoio às atividades de pesquisa e criação do conhecimento científico. A implantação do RI/Ufla será mediante adesão ao edital do Ibict, onde será desenvolvido em duas fases: planejamento e implementação. Este estudo aborda também um histórico das ações implantadas pelo Ibict e Finep em prol do movimento de acesso livre ao conhecimento científico, bem como uma breve revisão de literatura sobre a sociedade do conhecimento, sociedade em rede e as tecnologias de informação e comunicação (TICs). Como técnica de pesquisa, adotou-se uma abordagem qualitativa, utilizando-se de revisão bibliográfica e pesquisa exploratória. O método de coleta de dados adotado foi a partir de informações fornecidas pela universidade.</text>
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                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
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Trabalho completo

UTILIZAÇÃO DOS ORÇAMENTOS HIERÁRQUICOS DO
SISTEMA ALEPH NO PROCESSO DE AQUISiÇÃO DE MATERIAL
BIBLIOGRÁFICO PELA BIBLIOTECA DA UNESP CÂMPUS DE RIO
CLARO
Ana Paula Santulo Custódio de Medeiros 1, Adriana Aparecida
puerta 1, Márcia Correa Bueno Degasperi1
1Bibliotecária, Instituto de Biociências - UNESP, Rio Claro, SP

Resumo

o processo de aqulslçao de material bibliográfico do Serviço Técnico de
Biblioteca e Documentação da UNESP - Câmpus de Rio Claro ocorre, anualmente,
desde 2000 com verba da Reitoria para aquisição de livros didáticos para os cursos
de graduação. Essa verba representa uma aquisição de mais de mil exemplares e
um valor médio de R$ 100.000,00 e, no mímino, 3 pregões. A rotina exigida para
trabalhar com centenas de pedidos dos docentes do Campus, controle rigoroso da
chegada dos pedidos e acompanhamento da finalização do saldo final é extensa. O
emprego do Módulo de Aquisição e Periódicos do sistema Aleph com todos os
recursos disponíveis, inclusive os orçamentos hierárquicos, auxilia todo o fluxo de
acompanhamento e controle e garante um atendimento de maior qualidade ao
usuário.
Palavras-Chave:
Desenvolvimento de coleções; Aquisição ; Bibliografia básica; Sistema Aleph.

Abstract
The acquisition of bibliographic material from the Technical Service of the
Library and Documentation UNESP - Rio Claro occurs annually since 2000 with
funding from the Rectory for the purchase of textbooks for undergraduate courses.
This amount represents a purchase of over a thousand copies and an average value
of R$ 100.000 ,00 and , in mímino, three trading sessions. The routine required to
work with hundreds of requests from teachers Campus, strict control of the arrival of
requests and tracking the completion of the final balance is extensive. Employment
Module for Acquisition and the journals system Aleph with ali available resources,
including budget outline, helps the entire flow monitoring and control and ensures a
higher quality service to the user.

Keywords:
Collection development; Acquisition ; Basic bibliography; Aleph System.

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1 Introdução

o Câmpus da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
(UNESP) em Rio Claro possui as áreas de interesse: Ciência da Computação,
Ecologia, Educação, Educação Física, Engenharia Ambiental, Física, Geografia,
Geologia e Matemática, oferecendo 10 cursos de graduação e 15 de pós-graduação,
possuindo um acervo multidisciplinar e com assuntos correlatos, sendo forte a área
de Ciências Ambientais.
O Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação (STBD) do Câmpus de Rio
Claro, vinculado administrativamente, ao Instituto de Biociências e atendendo
também ao Instituto de Geociências e Ciências Exatas e ao Centro de Estudos
Ambientais utiliza tecnologias de ponta em seus serviços, como sistema de
autoempréstimo e autodevolução empregando tecnologia RFID (Radio-Frequency
Identification), implantados recentemente e o sistema Aleph, desde 2000 .
O crescimento do acervo para a graduação é realizado através de verba
própria da Reitoria obedecendo a Portaria UNESP nO 486/2000 1 , que "Estabelece as
Diretrizes para o Desenvolvimento de Acervos da Rede de Bibliotecas da Universidade
Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" e, para pós-graduação, através de projetos
de pesquisa dos docentes e pós-graduandos ou pela Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), através do Projeto FAPLlVROS.
O controle da verba anual recebida para a aquisição de material bibliográfico
para contemplar a bibliografia básica dos cursos de graduação tem exigido muito
esforço do STBD, pois a cada ano adquiri-se mais de 1000 exemplares com uma
verba superior a cem mil reais, envolvendo também fluxo com as Seções Técnicas
de Materiais e Seção Técnica de Finanças do Instituto de Biociências. Tornar essa
tarefa mais eficiente através do uso aprimorado da tecnologia disponível no sistema
Aleph passou a ser um desafio para o STBD.
Assim, procura-se demonstrar a forma mais eficiente de se trabalhar com o
Módulo de Aquisição e Periódicos do Aleph, que tem proporcionado uma qualidade
maior na tarefa de aquisição de material bibliográfico para o Câmpus de Rio Claro.
2 Revisão de Literatura
O trabalho de desenvolvimento de coleções na Biblioteca é um dos mais
importantes, pois, a partir dele, oferece-se o recurso informacional que atende
adequadamente o usuário. Há tempos que não se pode mais acreditar em adquirir
todos os recursos e obras que ficarão à espera do usuário.
Atualmente, o espaço físico é um problema na maioria das bibliotecas mesmo
com o emprego de alternativas como as estantes deslizantes. Acredita-se que o
espaço adequado para o usuário utilizar a biblioteca é uma questão primordial , pois
deve ser também um local agradável de leitura e lazer.
De acordo com Dias (2003, p. 8) :
[... ) a função do profissional da informação passa a ser considerada
elemento de ligação entre o universo de fontes de informação
documentária e as necessidades dos usuários. Os acervos passam a
Portaria UNESP nO 486/2000 . Disponível em :
&lt;http://www.biblioteca .unesp.br/portal/intranet/arquivos/pdflPortaria%20Unesp%20486-2000%20%201.pdf&gt; . Acesso em : 10 abro 2012 .

1

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ser seletivos, dinâmicos e integrados à comunidade , o que tem
exigido mudança radical na forma de gerenciar a coleção/acervo: a
gestão científica e a adoção de sistemas de avaliação para subsidiar
a tomada de decisão e o planejamento desses cuidados ,

Estudos apontam que a utilização das tecnologias de informação e
comunicação auxilia as tarefas relacionadas ao desenvolvimento de coleções,
procurando facilitar as etapas e melhorar os resultados a serem alcançados, Os
autores Puerta, Amaral e Gracioso (2010, p. 7), analisam a influência das
tecnologias da informação e comunicação no desenvolvimento de coleções em
bibliotecas e apontam uma ampliação da participação do usuário no processo.
As TICs poderão impactar positivamente também na aquisição, por
exemplo, na conferência de informações, poderão ser utilizadas
ferramentas para o tratamento das referências , como por exemplo, o
gestor de referências Zotero [ .. .l, que poderá facilitar o trabalho de
bibliotecários e usuários quanto aos dados bibliográficos. Também
poderá eliminar alguns retrabalhos na inserção de dados nos
formulários de coleta por usuários e bibliotecários, além de iniciar
uma pré-catalogação do material. Outro beneficio é a
interoperabiblidade promovida por ele, entre o sistema de gestão do
fornecedor e da biblioteca, por exemplo, a Amazon possui seu
catálogo disponível no formato RDF utilizado pelo Zotero,

Dentro do desenvolvimento de coleções, a aquisição por compra é uma tarefa
rotineira nas bibliotecas da Rede UNESP desde 2000, através da implantação da
portaria UNESP N° 486 , de 18 de outubro de 2000 , que disponibiliza , anualmente,
verba específica para cada biblioteca da Rede para aquisição de livros didáticos.
Esta tarefa deve ser elaborada com muita responsabilidade, pois trabalha-se com
verba pública e, como aponta Vergueiro (1989, p. 63) :
A aquisição é, mais exatamente, um meio para concretização das
decisões da seleção, meio este que deve buscar a maximização,
para isso estabelecendo um fluxo administrativo suficientemente
linear e controlado, de modo a evitar estrangulamentos ou
duplicações.

Para Vergueiro (1989, p. 64) , "a atividade de aquisição é, [... l, a candidata
ideal pela qual iniciar a informatização da biblioteca; é, também a que maiores
benefícios oferece quando efetuada de maneira centralizada".
A aquisição deve atender às necessidades dos usuários da biblioteca, no
caso, docentes e discentes, de forma justa e pertinente, e não apenas finalizá-Ia,
criando acervos sem utilização nas estantes.
A Rede de Bibliotecas da UNESP utiliza o Sistema Aleph 2 no fluxo de suas
tarefas, sendo que desde 2004 a Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da
Informação (STATI) do STBD trabalha com o Módulo de Aquisição e Periódicos,
2 O ALEPH é um sistema completo e integrado que gerencia todos os aspectos de uma biblioteca ,
sendo formado pelos módulos: Web OPAC (Catálogo Público do Usuário), ADAM (Módulo de
Biblioteca Digital) , Catalogação, Aquisição / Periódicos , Circulação, Empréstimo Entre Bibliotecas
(EEB) , Central de Relatórios (ARC) . Fonte : http://www.exl.com .br/aleph .htm

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porém apenas com os orçamentos e pedidos, onde o foco da aqulslçao é
principalmente nas seguintes etapas: manter e controlar os arquivos necessários pré-catalogação; e administrar os recursos disponíveis (PUERTA, AMARAL,
GRACIOSO, 2010).
Assim, a partir de 2011 , decidiu-se utilizar os recursos dos orçamentos
hierárquicos e as faturas para um controle mais completo da verba para aquisição de
livros, devido à grande responsabilidade em se trabalhar com toda a verba recebida ,
adquirindo-se títulos de interesse para a comunidade acadêmica .
Esta nova forma de se trabalhar possibilitou melhor controle da aquisição,
oferecendo retorno mais rápido às demais seções, aos envolvidos no processo e ao
usuário da Biblioteca. Além de subsidiar mais rapidamente o próprio processo, pois
sabe-se prontamente os dados de fracassos, saldos, adicionais de verba, entre
outros.

3 Materiais e Métodos
O método empregado na elaboração deste trabalho foi o estudo de caso da
utilização dos orçamentos hierárquicos do Módulo de Aquisição e Periódicos do
Aleph na biblioteca da UNESP - Câmpus de Rio Claro.
Com a verba anual recebida da Reitoria e específica para cada biblioteca da
Rede UNESP para aquisição de livros didáticos, a STATI tem as funções de
organizar os pedidos das obras, conferir o recebimento de cada pedido e,
consequentemente, controlar o saldo da verba, ficando para a Seção Técnica de
Materiais do Instituto de Biociências a responsabilidade na realização dos pregões e
para a Seção Técnica de Finanças, o pagamento aos fornecedores das obras
recebidas. O valor da verba recebida em média, corresponde a 110 mil reais por
ano.
Em 2011, para a STATI conseguir finalizar esta verba, foram realizados 2
pregões de livros importados com a participação de 5 livrarias, 3 pregões nacionais
com a participação de 8 livrarias e 2 aditamentos com 2 livrarias.
Anteriormente, a STATI controlava todas as aquisições, os pregões e pedidos
através de listas geradas no Microsoft Excel para cada pregão. Porém, além dessas
listas serem extensas, não eram interligadas e era necessário dar chegada tanto nas
listas como no Módulo de Aquisição, originando retrabalho, possibilidades de erros e
exigindo maior tempo empregado para a execução das tarefas.
Como trabalha-se com uma diversidade de pedidos, pregões e fornecedores,
a STATI iniciou em 2011, em fase experimental, o trabalho com a opção dos
orçamentos hierárquicos do Módulo de Aquisição e Periódicos do Aleph para
controlar o saldo total da verba e os saldos de cada fornecedor (livraria) nos pregões
realizados. As planilhas do Microsoft Excel utilizadas nos anos anteriores foram
mantidas ainda em 2011 , pois não conhecia-se o resultado do trabalho com o Aleph
para todo o processo de aquisição.
O Módulo de Aquisição e Periódicos (Figura 1) é composto por:
•
•
•
•
•

Pedidos: empenhos, faturas , chegadas, itens/assinaturas;
Faturas: geral, específicas;
Administração: orçamentos, fornecedores , moedas;
Periódicos: controle, lista de assinaturas, lista de itens;
Buscas: pesquisa em registros bibliográficos;

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•

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Serviços: relatórios.

o [1] Funções
r' [ L]

O [2] Visão Geral

Lista de Pedidos

$. [~] Pedido
.

i· ··· [ E] Emp enh o,s

i [ F] FaturaG
i· [A] Chejgadas
u

.. [I] I1Iens/ Assinaturas
.. [ C] Cobranças
.. [H] Histó riw do P.ed ido

, . [ B] In110. BitJrlOg ráf"1Ca
L. [o] Lista de Observações

Figura 1 - Módulo de Aquisição e Periódicos
Fonte: Sistema Aleph

Para realizar um pedido e controlar a verba (saldo) é necessário definir as
moedas; os orçamentos; cadastrar os fornecedores e ter o registro bibliográfico da
obra . Caso não haja registro bibliográfico no catálogo, faz-se um registro provisório,
no qual é adicionado o pedido . Ao receber a obra, é elaborado o registro bibliográfico
completo , transferem-se os respectivos pedidos e os itens, e elimina-se o registro
provisório.
No pedido é possível registrar as informações da aquisição, como:
•
•
•
•
•
•
•

Tipo de aquisição : compra , doação ou permuta;
Fornecedor: livrarias, editoras, doadores;
Quantidade de exemplares;
Valor da obra: preço unitário e total ;
Solicitante: geralmente o docente que fez o pedido para aquisição do livro;
Itens: o sistema cria automaticamente os itens (exemplares da obra) a
partir do pedido;
Orçamento filho .

Em seguida, faz-se a fatura , que fica em aberto até o recebimento e
pagamento da obra.
Nos orçamentos - Administração (Figura 2) cria-se o orçamento e verifica-se
o saldo e as transações.

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t , I nl o , do O rçamento 1
Data ~cr~

12,I .nfo, do O rçamento 2 I 3, Saldo I

04!07/ 11

4, T ransações

Oepartamento

Compra ~ Liv ros D:idaticos N.a cÍDnais e lmpor'ta

N'o me externo

Cód, do orçamento

BROlOl- 2(111

10 r
I

O rç , hlerá rquico
Tipo

do o rçamento

Vár.do ~

I 5, 5u b- bi~ooteca I

REG

lItl

L1sar o rç,hlerárquioos em relat, fatu ra.

Compra ~ Li v ros D:idaticos N.acionais e I mJX

Nome

[[EII

'-0- 1/
- 0-5/-20-' l-t - - -1Itl Gr upo do o rçamento

lItl
lItl

[[EI
- - -[[EI

.------ ~' .
I -

Vár.ao ató

3Of06f 2012

Status do o rçamento

A.C

Nota 1

Compra ~ Liv ros D:idaticos N.a c

[[EI

Nota 2

~

No ta 3

1@1
~

Nota 4

~

;-------- ~

Figura 2 - Módulo de aquisição: Orçamento
Fonte: Sistema Aleph

o saldo do orçamento (Figura 3) é atualizado sempre que se faz alocação ou
transferência de verba, uma nova fatura ou a sua exclusão e quando é realizado o
seu pagamento.
J. l"f... cio Orçat&gt;w&gt;to l

1 :z.. Jnfo. cio Orçamento

~

I

4. T~

I s•.SlJb-

r r
l nfo. do~

ICoÕogoti d. ob~ I
~o

fnid;ll l09500. 00

Valor ab:ad09.49
Transferido elllt:J'le orçame:ntos o.OO
V:a lor transferido 0.00
Valor de empenho 0.00

valor da faturai (2296.17)
valor pagO( 105S33 .33)
Valor de VAT da fabJralo.oo
Valor de VATdo pagamento 0.00
saldo de total ak&gt;cado 1095 09.49
Saldo atual 1377.99
saldo disponiVeh377. 9 9
Ga.sto69B%
Gast'OS+ Empenhoo9B %
Valor sobre gasms O.OO
Valor sobre empenhos 0.00

Figura 3 - Módulo de aquisição: Saldo do orçamento
Fonte: Sistema Aleph

Na área de transações, é possível verificar as alocações e/ou transferências
da verba (Figura 4), os pedidos e as faturas (Figura 5).

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1. Info. do Orçamento 1 I 1. Info. do Orçamento 1 I l . Sa'do

4. Transações

15.Sub·bibliotoca I

~ Todos

OAbcação inicial
D Abcação

oTransferênda entre orçamentos
oTransferência
M ,

ILC
TRN
TRN
TRN
TRN

Data

Valor local

04{07{11
07{07{11
07{07{11

109500.00
21346.15
9834.59
17356.43
8259.39

07{07/11
07{07{11

Pedido

Fatura

C
D
D
D
D

Figura 4 - Módulo de aquisição: Alocação e/ou transferência de verba do
orçamento
Fonte: Sistema Aleph

1. Info. doOrç. lII"..nto l I 2. lnfo. do OrÇi.....nt0 2 1 l. SaIdo

4. Transacões ! S.5ui&gt; bibliotoc' l

~Todos

OA\xaçio inicial
OA\xaçio

oTransferência entreorçame,ntos
oTransferência
Data

Valor local

TRN

07{07/11

21346.15

C

Pedido

ENC

07/07/11

0.00

D

INV
ENC

07/07/11
07/07/11

153.50
0.00

D

INV

07/07/11

195.10

D

Fatura

BRC11393

Y

BRC11393
BRC11395

BRC12/208

Y

BRC11395

BRCl2/209

D

Figura 5 - Módulo de aquisição: Pedidos e faturas do orçamento
Fonte: Sistema Aleph

Com a utilização dos orçamentos hierárquicos (Figura 6) , é possível criar
orçamentos filhos para todos os fornecedores de cada pregão e transferir os valores
do orçamento pai para os orçamentos filhos. Os pedidos, faturas e itens, então, são
vinculados aos orçamentos filhos. Quando a obra é recebida pela biblioteca e
realiza-se o pagamento da fatura no Módulo de Aquisição e Periódicos, o sistema
debita tanto do orçamento filho quanto do orçamento pai , possibilitando o controle do
saldo total e do saldo de cada fornecedor de cada pregão.

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ALEPH Visualizar Utiritario; Pedidos · Serviljos Ajuda ?

I

i
&lt;lJ

~

Ii

DI
Iô I ~ 100 I

[g ~1

r---~~--------------------------------------------------

"""'0",_... I

SI"Admilistração
. f-· [Ol Orçamentos
f-· [F] Fornecedores
f-· [M] Moedas
~_. [E] Hi::mric.o de cargas de EDI
f·· [M] Mensagens do Hist6r1co de
l. [L] Lista de Observaçàes
~-, [T] Transferênda entre orçam_
à ·Gerenciador de Tarefas
f-- [J] Lista de Arquivos

f" [Al Logde Execução
~_.

Sub-~ea

r

Primeiro Prega0 Importados - canuto

BRC00201-Z011

AC

l eRe

BRC0020Z-2011

AC

Pnmelro Prega0 Importados · SBS

r - - - -i

BRC0020J-2011

AC

BRCOOZ04-Z011

AC

Primeiro Prega0 Nadonais - Botino
PrimeIro Prega0 Naclonals- Das
Manas

BRC00205-2011

AC

Primeiro Prega0 Nadonais - SBS

BRC00206-2011

AC

Segundo Prega0 Nadonais - Acaiaca

AC

Segundo Prega0 Nationais- Êxito

AC

seg u~ do

~er aulcrUlm

L---==º"==I=""'"'
==-I----,

::~~~~~~~~~~

~

Prega0 Ni'ldonais - Meu

[Q] Fila de ExeaJção

L·[D] Fila de Impressão

Figura 6 - Módulo de Aquisição: Orçamentos hierárquicos
Fonte: Sistema Aleph

o processo de aquisição na STATI possui as seguintes etapas:
a) receber a verba através de compromisso pela Reitoria :
•
•
•
•

solicitar pedidos de livros aos professores através do formulário online;
conferir os pedidos e completar os dados, tais como: autor, título, ISBN,
valor;
elaborar as listas dos pedidos no Microsoft Excel dos livros nacionais e
importados ordenados por editora ;
enviar as listas para a Seção Técnica de Materiais, que agenda a
realização dos pregões. Após a realização dos pregões, a STATI recebe as
atas e os empenhos com os lotes vencedores e fracassados. Com esses
documentos, inicia-se o trabalho no Módulo de Aquisição.

b) criar os pedidos a partir dos lotes ganhos:
•
•
•
•
•

criar os orçamentos (pai e filhos) ;
alocar e transferir a verba ;
criar um registro provisório (caso não exista o registro correspondente ao
pedido na base de dados);
criar os pedidos com fornecedor, valor, solicitante;
criar as faturas .

c) receber as obras:
•
•
•
•

conferir o título, o fornecedor e o valor pela nota fiscal;
lançar o pagamento da fatura ;
lançar a chegada (parcial ou completa) da obra;
relatar à Seção Técnica de Materiais a conformidade ou a ocorrência de
qualquer irregularidade da nota fiscal com os pedidos (obras faltantes na

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•

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Trabalho completo

nota, valores errados, obras enviadas por engano, etc.);
encaminhar as obras recebidas e que não tenham nenhuma pendência ao
processamento técnico.

Todas as informações da aquisição ficam registradas nos pedidos e itens das
obras, e o solicitante do pedido (geralmente professor do Câmpus de Rio Claro)
recebe um e-mail automático do sistema Aleph (Figura 7) , assim que a STATI
registra a chegada da obra. Este procedimento foi amplamente elogiado pela
comunidade.

23/09/20 11
M~teri~]
Sr~ .

Adqui rido

Ma rci~

Co rca Buono Oog s p c ri

13501 -- 050
m c ~u c n o @r ~ _ u n cs p _b r

lD d o usuá ri o :

Pre zado (a)

0 1 01001 7 4 3

usuár i o (a),

Informamos que a
adqu i r i da .

sua sugestão de compra

( listada aba ix o)

foi

Materia l:
Gle i ser ~

Marcelo , 1 9 59-

Car as a um j ovem cienLisLa : o universo , a vida e ouLras paixões /
Marcelo Gleiser . R i o de Jane iro : E lsevier ,
160 p . Rece b ido em :
23/09/2011

Campus ,

Na

Claro

blbt i oLeca :

Campus de Rl o

No . iLens recebido

200 7

1

A enci osa mente ,
Depar amento de Aquisição .

Figura 7 - Mensagem eletrônica de aviso de chegada da obra
Fonte: Sistema Aleph

Uma das vantagens da utilização do Módulo de Aquisição do Aleph é que
todos os usuários podem acompanhar o andamento do processo através do status
da obra , que, se foi solicitada , mas ainda não foi recebida, possui status "Em
aquisição", sabendo-se também quantos exemplares foram solicitados (Figura 8).

377

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Catálogo Athena - Coleção
Oruz, Reni!lto,l!J47A morte branca do feiticeiro negro :umbanda e sociedade brasileira I Renato Ortiz. São Paulo : Brasiliense, 1991
229 p.: il.

::ique na data 'Oevol'ler em " para detal1es do usuário com quem está etIlJ"estado o Item

Selecione Ano

Volume

Todo s ...

Status
item
IEmaquisição l

Todos ...

Sub-biblioteca

Devolver em

Descrição

I

lEI Esconder itens emprestados ~

Coleção localização Exemplar Pág.

Sub- bib

Situação
Em aquisiçíio

Campu s de Rio Claro ...

No.
reservas

2a.
loca lizaçã o

Campus de Rio Claro

Código
barras
569227- 30

Figura 8 - Módulo de Aquisição: Status da obra
Fonte: Catálogo Athena

4 Resultados Parciais/Finais

o uso dos orçamentos hierárquicos facilitou o controle da aquisição de livros
didáticos que antes era feito "semiautomatizado" em planilhas do Microsoft Excel.
Desta forma , pode-se ter um controle dos títulos solicitados, ou seja , não repetir
títulos nos diferentes orçamentos ou processos, saber a data em foi adquirido o
último exemplar no caso de decisão para a aquisição de um novo item, e saber
quantos empréstimos e reservas o item adquirido possui.
O Aleph possui diversos tipos de relatórios (Figuras 9 e 10) que facilitam o
controle dos saldos, das pendências e das obras já recebidas pela biblioteca,
possibilitando até mesmo, a conferência de uma nota fiscal (Figura 11).
24 / 0 4 / 201:2
li!'cq- rn - o r .;ler- info- OO

I nfo rm a çã o do P e dido
U N ESP - Co mpu'!; da R io C l l"Iro - Bib lioteeo
UN ES ~ - Ce lTlpl.l !!f. &lt;.1~ RiO C I ", .. o • 61bllotee.eo

Theodorovlcz. An t oniO.
AU IÕIS geolunbicnt61 . su b sldios ~'o p I 8neJ~m&amp;n t o ter r i t orial e 8 gest 80 61'nbiental ntI b 6cia h ldrogrôfica do rio
t guape / An t on iO TneQdorovlc.z . Angela Maria ae GOdoy T I"leOaOr ovlcz. _
2 . ed r ev Sêo Pau l o : FAPES P . 2 007

91 P . ; 11 .

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Figura 9 - Relatório do pedido
Fonte: Sistema Aleph

378

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�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

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Soma de Orçamentos Re lac ionados

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(58489.74)
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Saldo d ISPOn;"el ;

37269:90

Saldo
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Figura 10 - Relatório dos orçamentos hierárquicos
Fonte: Sistema Aleph
. . \lisua lizaçâo da impressão

27104120 12

order-info-re port-OO

Relatório de Informações do Pedido

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Z131ít ul()

DESIGN AND
ANALYSIS OF
EXPERIMENTS:
MED ICINA MATERNO
FETAL
PSICOLOG IA DO
DESENVOLVIMENTO :

Figura 11 - Relatório de conferência das notas fiscais
Fonte: Elaborado pelos autores

379

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

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1I....111~

Trabalho completo

A partir desses relatórios a STATI fornece à Seção Técnica de Materiais uma
resposta mais rápida e eficiente da conferência de todas as obras recebidas pela
biblioteca, ou seja , a interação entre a STATI e os usuários e com as demais seções
envolvidas nesse processo foi ampliada com novos produtos. A partir deste primeiro
ano de experiência já se concluiu que a atualização das listas de pedidos no
Microsoft Excel após a realização dos pregões podem ser totalmente eliminadas e a
utilização dos orçamentos hierárquicos será estendida para a aquisição com outros
projetos e verbas, como FAPLlVROS .

5 Considerações Finais
Desde 2004 a STATI trabalha com o Módulo de Aquisição e Periódicos do
Aleph, porém apenas com os orçamentos e pedidos sem a utilização de todos os
recursos do módulo. A partir de 2011 , foi decidido utilizar os orçamentos hierárquicos
e as faturas para um controle mais completo da verba para aquisição de livros.
O uso dos orçamentos hierárquicos facilitou o acompanhamento dos pregões,
agilizou as consultas necessárias para usuários e para a Seção Técnica de Materiais
do Instituto de Biociências do Câmpus de Rio Claro sobre uma determinada obra ou
processo, além do uso de relatórios para controle dos saldos, chegadas das obras,
pagamentos, conferências de notas fiscais, entre outras vantagens.
Acredita-se que esta forma de controle da aquisição está contribuindo para a
melhoria da qualidade do atendimento ao usuário da biblioteca e com o
desenvolvimento do seu acervo.

6 Referências
Dias, M. M. K, Pires, D. Formação e desenvolvimento de coleções de serviços
de informação. São Carlos: EdUFSCar, 2003.
PUERTA, A. A. , AMARAL, R. M., GRACIOSO, L. S. Uso de tecnologias da
informação e comunicação para participação de usuário na formação e no
desenvolvimento de coleções. In.: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 16., Rio de Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro: UFRJ, 2010 . p. 114. Disponível em : &lt;http://www.siglinux.nce.ufrLbr/-gtbib/site/wpcontentluploads/201 0/1 O/desenvolvimento-colecoes.pdf&gt; . Acesso em : 10 abro2012.
Vergueiro, W. Desenvolvimento de coleções. São Paulo: Polis, APB, 1989.

380

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Utilização dos orçamentos hierárquicos do sistema Aleph no processo de aquisição de material bibliográfico pela biblioteca da UNESP Câmpus de Rio Claro.</text>
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                <text>Medeiros, Ana Paula Santulo C. de; Puerta, Adriana Aparecida; Degasperi, Márcia Correa B.</text>
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                <text>O processo de aquisição de material bibliográfico do Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação da UNESP – Câmpus de Rio Claro ocorre, anualmente, desde 2000 com verba da Reitoria para aquisição de livros didáticos para os cursos de graduação. Essa verba representa uma aquisição de mais de mil exemplares e um valor médio de R$ 100.000,00 e, no mímino, 3 pregões. A rotina exigida para trabalhar com centenas de pedidos dos docentes do Campus, controle rigoroso da chegada dos pedidos e acompanhamento da finalização do saldo final é extensa. O emprego do Módulo de Aquisição e Periódicos do sistema Aleph com todos os recursos disponíveis, inclusive os orçamentos hierárquicos, auxilia todo o fluxo de acompanhamento e controle e garante um atendimento de maior qualidade ao usuário.</text>
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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

ANÁLISE DA PRODUÇÃO INTELECTUAL REGISTRADA NA ESCOLA
DE ADMINISTRAÇÃO/UFRGS DE 2009 ATÉ 2011
Ana Maria Mattos 1, Evelin Stahlhoefer Cottél, Jaqueline Insaurriaga
Silveira3, Tania Marisa de Abreu Fraga 4
1

Bibliotecária, Doutoranda em Ciência da Informação/UFMG, UFRGS, Porto Alegre, RS
2
3
4

Bibliotecária, UFRGS, Porto Alegre, RS

Bibliotecária, Especialista em Negociação Coletiva, U FRGS, Porto Alegre, RS

Bibliotecária, Especialista em Metodologia da Pesquisa, UFRGS, Porto Alegre, RS

Resumo
O objetivo deste estudo é identificar a produção intelectual produzida no
âmbito da EA/UFRGS de 2009 até 2011 para observar o comportamento dos autores
como produtores de informação científica em artigos de periódicos, livros e trabalhos
apresentados em eventos. Pra tal, revelam-se os títulos dos periódicos mais
importantes e verifica-se o Fator de Impacto e a classificação Qualis dos mesmos;
divulga-se a classificação nas áreas do conhecimento atribuídas de acordo com a
Classificação Decimal Universal dos livros e capítulos de livros publicados; e
destacam-se os eventos, nacionais e internacionais de maior relevância, seja por
constância ou quantidade de trabalhos publicados.

Palavras-Chave:
Comunicação científica; Produção intelectual; Produção da informação.

Abstract
The goal of this paper is to identify the intellectual output produced in the
EA/UFRGS from 2009 to 2011 to observe the behavior of the authors of as producers
of scientific information in journals, books and papers presented at conferences,
seminars and meetings. To this end, we reveal the titles of the most important
journals and verify their Impact Factor and the Qualis classification; disclose the
classification of knowledge of the books and book chapters in accordance with the
Universal Decimal Classification; and highlight the conferences, seminars and
meetings, national and international, that great importance either for constancy or
quantity of published works.

Keywords:
Scientific communication; Intellectual production; Information production.

1 Introdução
As instituições de ensino superior se caracterizam pela produção intelectual
de seus membros, sendo este um item obrigatório para que as universidades se
mantenham com esse status. A Resolução nO 2, de 7 de abril de 1998 do Conselho
Nacional de Educação define o que pode ser considerado como produção intelectual
institucionalizada (INSTITUTO DE PESQUISAS AVANÇADAS EM EDUCAÇÃO,
[2000?]).
Antecipando-se a esta resolução e no intuito de divulgar, dar visibilidade e

193

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

socializar o conhecimento científico, técnico e artístico produzido na Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desde 1989 já se realiza a coleta
sistemática dos documentos científicos, técnicos, artísticos e administrativos
produzidos aqui, visando armazenar e preservar a memória institucional. A
responsabilidade pela coleta, registro e armazenamento da produção intelectual
cabe às bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da UFRGS (SBU) e nos últimos oito
anos tem havido uma média anual de inclusão de 15.359 registros (UNIVERSIDADE
FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, 2012).
A Biblioteca Setorial da Escola de Administração da UFRGS (BSEA) tem
realizado o registro da produção intelectual produzida nesta unidade de ensino no
catálogo eletrônico do SBU, o Sistema de Automação de Bibliotecas (SABi\
entretanto estes dados nunca sofreram uma análise. Por esse motivo pretende-se
colocar uma lente sobre as produções intelectuais de maior relevância, a saber,
artigos de periódico, livros e trabalhos apresentados em eventos para responder a
seguinte pergunta de pesquisa: Qual o comportamento dos pesquisadores da Escola
de Administração da UFRGS (EA/UFRGS) como produtores de informação científica
de 2009 até 2011?
Justifica-se a realização deste estudo, porque o mesmo poderá subsidiar
decisões no desenvolvimento de coleções da BSEA, bem como possibilitará
conhecer os canais preferencias de comunicação dos autores ligados a esta unidade
de ensino enquanto produtores de informação.
O objetivo geral deste estudo é identificar a produção intelectual produzida no
âmbito da EA/UFRGS, e os objetivos específicos são:
a) contabilizar a produção intelectual produzida no âmbito da Escola de
Administração da UFRGS de 2009 até 2011 em artigos de periódicos,
livros, capítulos de livros e trabalhos apresentados em eventos;
b) revelar o canal preferencial de comunicação dos autores estudados;
c) identificar os títulos dos periódicos, indexados e não indexados, de
2009 até 2011, onde os artigos foram publicados;
d) verificar o Fator de Impacto e a classificação Qualis das revistas em
que foram publicados estes artigos;
e) revelar a classificação na área do conhecimento, de acordo com a
Classificação Decimal Universal (CDU), dos livros e capítulos de livros
publicados; e
f) destacar os eventos, nacionais e internacionais, mais utilizados para a
comunicação pelos autores.

2 Revisão de Literatura
Quem primeiro publica os resultados da pesquisa ganha o direito à autoria.
Um bom exemplo dessa situação é o que ficou conhecido como a Guerra do
Cálculo, famosa batalha pública sobre quem seria o legítimo inventor do cálculo,
Newton ou Leibnitz, ocorrida no início do século XVIII e muito bem narrada por Bardi
(2008). Targino (2000) afirma que a circulação da informação é vital para a ciência,
pois permite o intercâmbio de ideias. Ela engloba as atividades associadas à
produção, disseminação e uso da informação, e quando efetivada, a comunicação

1

http://sabi.ufrgs.br/F?RN=521460325

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
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científica passa a ser formadora do estoque universal de conhecimentos.
Zilles (2006, p. 240), porém, é mais taxativo:
O conhecimento científico é comunicável: não é inefável, mas expressável;
não é privado, mas público. [ ... ] A comunicação dos resultados e das
técnicas da ciência não só aperfeiçoam a educação geral, mas multiplicam
também as possibilidades de sua confirmação ou refutação.

E assim, o conhecimento sistematizado, adquirido via identificação,
observação, pesquisa e explicação de fatos e fenômenos, formulados racional e
metodicamente, se integraram à sociedade moderna, principalmente no meio
acadêmico. Mas, o que se pode considerar produção intelectual? Segundo Targino
(2010, p. 33):
[... ] A produção cientifica é essencialmente produção intelectual. Por
conseguinte, configura-se como espelho da ciência e da comunidade de
cientistas de um país e de uma disciplina, o que em última instância
significa dizer que é elemento importante na mensuração do processo
desenvolvimentista das nações.

Além disso, no ambiente científico, a notoriedade de um pesquisador está
relacionada à sua produção intelectual. Ele é avaliado por ela e a maior visibilidade
de suas publicações é dada por
[... ] artigos publicados em periódicos de reconhecimento nacional e
internacional, que são classificados segundo determinados critérios, numa
lista das publicações mais significativas nas diversas áreas de
conhecimento. É importante para o pesquisador conseguir que sua
produção seja publicada em periódico de alto impacto, para que ela seja, de
fato, divulgada (JOB, MATTOS, TRINDADE, 2009).

É essa divulgação, que obedece a parâmetros cada vez mais quantitativos
que norteará o pretenso aumento na produtividade e a ascensão profissional dos
docentes (TARGINO, 2010). Muito criticada, mas sem propostas alternativas de
avaliação docente, o publish ou perish está institucionalizado:
[... ] O decantado lema publish ar perish é somente um símbolo da
decadência visível da universidade como instituição do saber. É a
substituição do pensamento reflexivo e da competência pelo culto à
produtividade sem critérios. Em nome da quantificação, trabalhos são
repetidos à exaustão, mediante artifícios que vão da mudança de títulos a
alterações das palavras introdutórias, acréscimos de autores, às vezes, nem
lidos nem consultados, supressões de outros que saíram de moda e assim
por diante (TARGINO, 2010, p. 36).

Segundo Mueller (2007), normalmente as Ciências Sociais preferem o livro
como canal de comunicação, apesar do incremento no uso de artigos científicos
como o canal preferencial:
Estudos têm mostrado que, tradicionalmente, as Ciências Naturais e Exatas
dão preferência ao artigo científico, as Engenharias e Tecnologias preferem
os encontros científicos e, portanto os anais e proceedings desses
encontros são canais importantes para estas áreas, e as Ciências Sociais
se utilizam tanto de artigos quanto de livros e capítulos de livros. No entanto
o artigo científico vem aumentando de importância em todas as áreas
(MUELLER 2007, p. 133).

Este estudo permitirá verificar se o comportamento dos autores estudados
enquanto produtores de informação apresentam relação com a assertiva de Mueller
(2007).
Ao fim e ao cabo, a coleta e registro sistemático dos documentos científicos,
técnicos, artísticos e administrativos produzidos na UFRGS, além de visar o
armazenamento e preservação da memória institucional, se prestam também, a uma

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
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análise do comportamento dos autores estudados diante das exigências inerentes
do publish or perish como financiamentos de pesquisa ou progressão funcional,
além de uma identificação dos canais informacionais eleitos por esses autores e sua
qualidade.

3 Material e Método

o primeiro passo para o acesso ao objeto de estudo desta investigação foi

a
consulta ao SABi, que mantém os dados catalográficos da produção intelectual da
UFRGS. Os critérios definidos para a seleção do material empírico deste estudo e a
consequente consulta ao catálogo estabelecem que para pertencer ao universo da
pesquisa a produção intelectual deve ter as seguintes características:
g) ter sido publicada de 2009 até 2011 ;
h) ser artigo de periódico, capítulo de livro, livro ou trabalho apresentado
em evento;
i) ter sido de autoria de docente pertencente ao Departamento de
Ciências Administrativas; e
j) ter sido registrada no SABi.
Para proceder à consulta, selecionou-se no SABi em seu modo Graphical
User Interface por meio da pesquisa Commom Comand Language em pesquisar
palavras, avançada, nos seguintes campos:
a) tipo de produção, produção intelectual (WPI), que podem ser: artigo
publicado em periódico indexado estrangeiro (PFI); artigo publicado em
periódico indexado nacional (PGI); artigo publicado em periódico não
indexado estrangeiro (PFN); artigo publicado em periódico não
indexado nacional (PGN); capítulo de livro (PB); livro (PA); trabalho
publicado em anais de evento realizado no país (PH); e trabalho
publicado em anais de evento realizado fora do país (PJ);
b) biblioteca (WBP) =adm; e
c) ano de publicação (WYR) =2009, 2010 e 2011.
Levando-se em consideração o tempo necessário para realizar a inserção dos
dados no Excel, bem como as etapas posteriores de tratamento e interpretação dos
mesmos, a consulta ao catálogo foi realizada em 04 de março de 2012. Foram
recuperados 803 registros.

4 Resultados Finais
A produção intelectual produzida e registrada no SABi de 2009 até 2011 no
âmbito da Escola de Administração da UFRGS em artigos de periódico, livros,
capítulos de livros e trabalhos apresentados em eventos encontra-se resumida na
Tabela 1.
O tipo de publicação preferencial entre os autores da produção intelectual
produzida na EA/UFRGS foram os trabalhos publicados em anais de eventos
realizados no país e os artigos publicados em periódicos indexados nacional,
representando 64,38% do total.

196

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Tabela

1-

PI da EAlUFRGS registrada no SABi de

PI
Artigo ()ublicado em ()eriódico indexado estrangeiro
Artigo publicado em periódico indexado nacional
Artigo ()ublicado em ()eriódico não indexado estrangeiro
Artigo ()ublicado em ()eriódico não indexado nacional
Ca()ítulo de livro
Livro
Trabalho publicado em anais de evento realizado no país
Trabalho publicado em anais de evento realizado fora do país
TOTAL

2009

(%)

13
63
2
20
15
9
127
26
275

4,73
22,91
0,73
7,27
5,45
3,27
46,18
9,45
100

ANO
2010
14
48
2
26
24
4
117
34
269

2009

até

2011

(%)

2011

(%)

5,20
17,84
0,74
9,67
8,92
1,49
43,49
12,64
100

18
62
4
18
31
4
100
22
259

6,95
23,94
1,54
6,95
11,97
1,54
38,61
8,49
100

TOTAL

(%)

45
173

5,60
21,54
1,00
7,97
8,72
2,12
42,84
10,21
100

8
64
70
17
344
82
803

Fonte: SABi

Entre os periódicos estrangeiros indexados foram publicados 16 artigos em 14
títulos que possuem Fator de Impacto, representando cerca de 35% do total da
produção intelectual do período. Por outro lado, apesar de serem indexados em
bases de dados, 10 dos títulos estrangeiros que receberam publicações não são
classificados pelo Qualis ou avaliados pelo Fator de Impacto.
Quadro

1-

Títulos das revistas científicas dos artigos publicados em periódicos
estrangeiros indexados de

N°

TíTULO DO PERiÓDICO

1
African Journal of Business Management
2
Appetite
Applied Artificiallntelligence
3
4
Archivos de Zootecnia
Canadian Journal of Administrative Sciences
5
China-USA Business Review
6
7
CIRIEC Espana, Revista de Economia Pública, Social y Cooperativa
Criticai Perspectives on International Business
8
Decision Support Systems
9
10
Esic-Market
11
Espacio Abierto: Cuaderno Venezolano de Sociologia
12
European Business Review
13
European Journal of Operational Research
14
Expert Systems with Applications
15 Greener Management International
16 International Journal of Business and Management
17 International Journal of Consumer Studies
18 International Journal of Electronic Commerce
19 International Journal of Wine Business Research
20 Journal of Agricultural Science and Technology B
21
Journal of Business Chemistry
22 Journal of Database Marketing &amp; Customer Strategy Management
23 Journal of Services Marketing
24 Journal of Technology Management &amp; Innovation
25 Journal of the Operational Research Society
26 Journal on Chain and Network Science
27
Latin American and Caribbean Law and Economics Association
28
Management Decision
29
Meat Science
30
Medicai Decision Making
31
Ocean &amp; Coastal Management
32
On the Horizon
33
Organization
34
Otra Economía
35
Public Administration
36 Transportation Research. Part E
TOTAL

2009

até

2011

#

FI"

1
1
1
2
1
1
1
1
1
1
1
2
2
1
1
1
2
1
1
1
1
1
1
6
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
45

2,433
0,563
-

QUALlS
C
A2
A2
B2
A2

ÁREA
Ciências Agrárias I
Interdisciplinar
Interdisciplinar
Interdisciplinar
ADM, CC eTUR

-

2,135

A2
A1

ADM, CC eTUR
Interdisciplinar

-

-

-

2,159
1,926

B1
A1
A1

Sociologia
ADM, CC eTUR
ADM, CC eTUR

-

0,512
0,850
-

-

B1
B1
B2

ADM, CC eTUR
Ciência da Comp.
ADM, CC eTUR

-

B4
B1

ADM, CC eTUR
ADM, CC eTUR

-

1,102

B1
A1
A2

1,078
2,619
2,013
1,524

A2
A2
B1
A2

1,488

-

ADM, CC eTUR
ADM, CC eTUR
ADM, CC eTUR

-

1,292

B2
A1
A1

ADM, CC eTUR
Saúde Coletiva
Saúde Coletiva
Interdisciplinar

-

-

-

-

Sociologia
Direito
Enqenharias III

-

Fonte: SABI
Nota: *Fator de Impacto de

2010. ADM,

CC e TUR

197

=Administração, Ciências Contábeis e Turismo

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
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No Quadro 1 podem-se observar os 36 títulos das revistas científicas dos 45
artigos publicados em periódicos estrangeiros indexados. Os autores utilizaram 36
diferentes títulos para publicar. Destes 14 tem Fator de Impacto e 25 tem
classificação Qualis, 13 tem ambas as classificações. Assim, há um total de 26
títulos de periódicos, dos 36 utilizados com avaliações consideradas importantes
pela comunidade acadêmica, que representam cerca de 72% do estrato.
Destaca-se também que alguns dos periódicos em que os autores publicaram
foram avaliados pelo Qualis somente em outras áreas do conhecimento como as
Ciências Agrárias, Interdisciplinar, Sociologia, Ciência da Computação, Saúde
Coletiva, Direito e Engenharia. Entretanto, dos 25 títulos de periódicos utilizados
para publicar e avaliados pelo Qualis, 56% estão classificados como A; 40% como B
e somente 4% como C (Gráfico 1).
Gráfico 1 - Qualis das revistas científicas dos artigos publicados em periódicos
estrangeiros indexados de 2009 até 2011
• AI • A2 • BI • B2 • B4 • C

Fonte: SABi

Por outro lado foram publicados 173 artigos em 67 diferentes periódicos
nacionais indexados, destes somente 5 não foram avaliados pelo Qualis (Quadro 2).
Quadro 2 - Títulos das revistas científicas dos artigos publicados em periódicos
nacionais indexados de 2009 até 2011
#

TíTULO DO PERiÓDICO

#

QUALlS

1
2
3
4
5
6
7
8

Revista de Administração Pública. Rio de Janeiro
BAR. Brazilian Administration Review. Curitiba
Produção
Psicologia &amp; Sociedade. São Paulo
Gestão e Produção. São Carlos
Pesquisa Operacional
Revista Brasileira de Economia. Rio de Janeiro
Revista Sociedade e Estado. Brasília
Cademos EBAPE.BR. Rio de Janeiro
Revista de Administração Contemporânea. Rio de Janeiro
RAM: Revista de Administração Mackenzie. São Paulo
Revista de Administração de Empresas. São Paulo
RAE - eletrônica. São Paulo
Revista Brasileira de Finanças. Rio de Janeiro
Ensaios FEE. Porto Alegre
Psicologia USP. São Paulo
Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília
REAd: revista eletrônica de administração. Porto Alegre

6
5
2
2
1
1
1
1
15
10
8
4
2
2
1
1
1
16

A2
A2
A2
A2
A2
A2
A2
A2
B1
B1
B1
B1
B1
B1
B1
B1
B1
B2

9
10
11
12
13
14
15
16
17
18

Continua ...

198

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

#

TíTULO DO PERiÓDICO

#

QUALlS

19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67

Continuação.
Organizações e Sociedade. Salvador
Revista de Administração. São Paulo
BASE: revista de administração e contabilidade da Unisinos. São Leopoldo
JISTEM - Journal of Information Systems and Technology Management
Organizações Rurais &amp; Agroindustriais. Lavras
Revista Mal-estar e Subjetividade. Fortaleza
Turismo em Análise
REGE USP: Revista de gestão USP. São Paulo
Faces: uma Revista de Ideias. Belo Horizonte
Revista de Ciências Administrativas. Florianópolis
Alcance. Itajaí
Gestão &amp; Planejamento: revista do Programa de Pós-Graduação em Administração. Salvador
Comunicação &amp; Sociedade. São Bernardo do Campo
Desenvolvimento em Questão: revista do programa de pós-graduação em desenvolvimento. Ijuí
Gestão.org
Informações Econômicas. São Paulo
Produto &amp; Produção. Porto Alegre
RAI - Revista de Administração e Inovação. São Paulo
Revista Brasileira de Gestão de Negócios
Revista de Economia Agrícola. São Paulo
Revista Econômica do Nordeste. Fortaleza
Análise. Porto Alegre
Revista em Agronegócios e Meio Ambiente
Contextus: revista contemporânea de economia e gestão. Ceará
Direito, Estado e Sociedade. Rio de Janeiro
Perspectiva. Erechim
Redes: desenvolvimento regional. Santa Cruz do Sul
RESI - Revista Eletrônica de Sistemas de Informação
Revista de Geopolítica. Ponta Grossa
Revista economia &amp; gestão. Belo Horizonte
Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão. Rio de Janeiro
Estudo &amp; Debate. Lajeado
Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional. Taubaté
Ciências Sociais em Perspectiva. Cascavel
ConTexto. Porto Alegre
Engenharia Ambiental: pesquisa e tecnologia
Journal of Aerospace Technology and Management
Revista da Micro e Pequena Empresa
Revista da Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul. Porto Alegre
Revista Organizações em Contexto
Informação &amp; Informação. Londrina
RACE: revista de administração, contabilidade e economia. Joaçaba
ReA UFSM: Revista de Administração da UFSM. Santa Maria
REGES - Revista Eletrônica de Gestão
InterSciencePlace: revista científica internacional indexada
Revista Pretexto. Belo Horizonte
Economic Analysis of Law Review. Brasília
Gestão e Regionalidade
Qualit@s Revista Eletrônica

9
7
4
3
2
1
1
6
4
4
3
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
1
1
1
1
1
1
1
1
4
4
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
1
1
1

B2
B2
B2
B2
B2
B2
B2
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B4
B4
B4
B4
B4
B4
B4
B4
B4
B4
B5
B5
B5
B5
B5
B5
B5
B5
B5
C
C
C
C
-

-

-

173

TOTAL

Fonte: SABi

Observando a Tabela 2, que descreve a distribuição dos artigos publicados
em periódicos nacionais indexados de 2009 até 2011. Relacionando-a com a
quantidade de artigos publicados descritos no Quadro 2 se verifica que os cinco
periódicos preferenciais para publicação do período analisado, arrolados no primeiro
terço da amostra, ou 33%, não são os melhores classificados pelo Qualis:
a) REAd: revista eletrônica de administração, 16 artigos, B2;
b) Cadernos EBAPE.BR, 15 artigos, B1;
c) Revista de Administração Contemporânea, dez artigos, B1;
d) Organizações e Sociedade, nove artigo, B2; e

199

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

e) RAM: Revista de Administração Mackenzie, oito artigos, B1.
Tabela 2 - Distribuição dos artigos publicados em periódicos nacionais indexados de
2009 até 2011
QUANT. PERiÓDICO QUANT. ARTIGO

I

TOTAL

(%)

TOTAL ACUMULADO

(%) ACUMULADO

1

16

16

9,25

16

9,25

1

15

15

8,67

31

17,92

1

10

10

5,78

41

23,70

1

9

9

5,20

50

28,90

1

8

8

4,62

58

33,53

1

7

7

4,05

65

37,57

2

6

12

6,94

77

44,51

1

5

5

2,89

82

47,40

6

4

24

13,87

106

61,27

3

3

9

5,20

115

66,47

9

2

18

10,40

133

76,88

40

1

40

23,12

173

100

67

173

100

TOTAL

Fonte: SA8i

Entre os artigos publicados em periódicos não indexados nacionais e
estrangeiros, que representam aproximadamente 9% da produção intelectual
estudada, somente cerca de 42% são avaliados pelo Oualis. Foram utilizados 46
diferentes títulos de revistas científicas para publicar os 72 artigos (Tabela 3).
Metade dos artigos foram publicados em periódicos não indexados e não
classificados pelo Oualis, enquanto a outra metade foi publicada, em sua maioria, 15
artigos, em periódicos classificados como B3, a saber: Gestão.Org. Revista
Eletrônica de Gestão Organizacional, oito artigos; Revista Brasileira de Agroecologia,
um artigo; e Revista de Gestão Social e Ambiental, seis artigos.
Tabela 3 - Qualis dos artigos publicados em periódicos nacionais e estrangeiros não
indexados de 2009 até 2011
QUALlS

;

PERIODICO
ARTIGO

82
3
3

83
3
15

84
5
6

SIM
85 C
3 5
4 8

TOTAL
19
36

(%)
41,30
50

NÃO

(%)

TOTAL

(%)

27
36

58,70
50

46
72

100
100

Fonte: SA8i

A publicação de livros e capítulos de livros representa cerca de 11 % da
amostra estudada e, apesar de não ser o tipo preferencial de publicação, aumentou
em frequência no período.

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�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

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Trabalho completo

Gráfico 2 - Livros e capítulos de livros publicados de 2009 até 2011

45
40,23
40
35
30
25
20
15
10
5
O

2009

2010

2011

Fonte: SABi

Os livros e capítulos de livros publicados concentram 51,72% nos assuntos
arrolados no Quadro 3. As demais publicações encontram-se dispersas em diversos
assuntos da área.
Quadro 3 - Classificação de acordo com a CDU dos livros e capítulos de livros
publicados de 2009 até 2011
CDU
65
658.3
304
65.013
316.334.2
334

Organização e administração da indústria, comércio e comunicações
Relações humanas na empresa. Pessoal
Questões sociais. Prática social. Prática cultural. Modo de vida
(Lebenweise)
Organização e administração da indústria, comércio e comunicações.
Questões psicológicas
Sociologia de subsistemas e instituições econômicas. Estrutura
econômica. Sociologia da economia
Outros

#

#ACUM.

(%) ACUM.

15
11

15
26

17,24
29,89

8

34

39,08

6

40

45,98

5

45

51,72

42

87

100

87

TOTAL

Fonte: SABi

Os autores participaram de 64 eventos nacionais e neles publicaram 344
trabalhos. Por outro lado, ocorreu a participação em 40 eventos internacionais e
publicação de 82 trabalhos.

201

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Tabela 4 - Eventos nacionais e estrangeiros e trabalhos publicados de 2009 até 2011

ANO
NACIONAIS
INTERNACIONAIS

EVENTO
TRABALHO
EVENTO
TRABALHO

2009

2010

2011

TOTAL

20
127
13
26

20
117
18
34

24
100
9
22

64
344
40
82

Fonte: SABi

O evento nacional com maior número de trabalhos apresentados, totalizando
115, ou cerca de 33%, e com participação nos três anos estudados foi o Encontro
Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração
(ENANPAD). Apesar da constância, a quantidade de trabalhos publicados em 2011
diminui consideravelmente.
Gráfico 3 - Trabalhos publicados no ENANPAD de 2009 até 2011

. 2 00 9
. 2010
. 2011

Fonte: SABi

Os outros eventos nacionais que tiveram a participação dos autores nos três
anos estudados foram: o Encontro Brasileiro de Finanças, com 13 trabalhos
publicados, e o Encontro Nacional de Engenharia de Produção, com dez trabalhos
publicados. Destacam nove eventos com duas participações nos três anos
analisados (Quadro 4).
Quadro 4 - Eventos nacionais com publicação em dois anos 2009 até 2011
# EVENTO
TRABALHO
1 Encontro de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho
16
2 Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural - SOBER
15
113
3 Encontro de Estudos em Estratégia
14 Encontro de Administração da Informação
11
5 Simpósio de Engenharia de Produção
10
6 Congresso Internacional de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação (CONTECSI)
9
6
7 Simpósio de Administração da Produção, Logística e Operações Internacionais
8 Congresso de Stress da ISMA-BR
2
9 Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura - ENECULT
2
TOTAL
84

Fonte: SABi

Totalizando 222 trabalhos publicados em eventos nacionais no período

202

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Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
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analisado, ou cerca de 65% das publicações, pode-se afirmar pela quantidade e
frequência que os doze eventos nacionais aqui destacados constituem-se nos mais
importantes para os autores estudados.
Entre os eventos estrangeiros destacam-se seja pela frequência, seja pela
quantidade de trabalhos publicados: o Americas Conference an Infarmatian
Systems, participação em dois anos, sete publicações; European Marketing
Academy Canference - EMA C, participação em dois anos, cinco publicações; e
Internatianal Canference an Management af Technalagy - IAMOT, participação em
dois anos, dez publicações.
Com uma participação nos três anos estudados destacam-se os eventos
estrangeiros: Cangres de I'Institut Franca-Brésilien d'Administratian des Entreprises
- IFBAE, oito publicações; Wageningen Internatianal Canference an Chain and
Netwark Management, cinco publicações; Iberoamerican Academy af Management.
Internatianal Meeting e Internatianal Agribusiness PAA-PENSA Canference, com
quatro publicações cada; e Annual Canference af the Business Assaciatian af Latin
American Studies - BALAS e Internatianal Faad and Agribusiness Management
Assaciafian com três publicações cada.
Gráfico 4 - Trabalhos publicados em eventos estrangeiros de 2009 até 2011
In te m at iona l Food a nd Agribus iness M a nageme nL

3

BAL AS

3

In tem at iona l Ag ri business PAA-PE N SA Conf erence

4

Iberoamerican Ac ,a demy o f Management

Wage ningen Inte rn at iona l Co nfe rence o n C h a in

4

a nd~

5

E M AC

5

Ame ricas Co nferen ce on In fo nnafion Systems

7

IFBAE

8

IA M O T

10
O

2

4

8

10

12

Fonte: SABi

5 Considerações Finais

o

período analisado revelou a preferência dos autores por publicarem seus
trabalhos em eventos e periódicos indexados nacionais. Neste caso, nota-se que os
autores tem tido o cuidado de buscar periódicos mais qualificados sejam porque são
indexados, avaliados pelo Fator de Impacto ou classificado pelo Qualis, revelado
pelo baixo percentual de títulos de periódicos que não obedecem a esse critério,
cerca de 9%.
Nas publicações realizadas em periódicos indexados estrangeiros os autores
também deram preferência aos periódicos classificados pelo Qualis ou avaliados
Fator de Impacto, o que é um bom indicador, mas também ocorreram publicações
em títulos não classificados ou avaliados. Sugere-se aos autores uma reavaliação
quanto ao envio de originais para publicação nestes periódicos científicos.
A taxa de publicação de mais da metade dos artigos em periódicos indexados
estrangeiros em títulos classificados como Qualis A é altamente positiva.
Recomenda-se aos autores que este comportamento seja um objetivo e que a meta
seja aumentar o percentual de 56% apurado no período.

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e avaliação da informação)
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Por outro lado, os artigos publicados nos periódicos nacionais indexados, o
segundo canal preferencial de comunicação dos autores, 58 em cinco títulos
diferentes no período estudado, não se encontram entre os títulos melhores
classificados pelo Qualis, são 82 e 81. Além disso, o título de periódico que mais
recebeu artigos, dezesseis, foi a REAd, publicada pela EA/UFRGS. Propõe-se aos
autores que evitem esse comportamento endógeno na publicação de seus trabalhos.
Outro comportamento como produtor de informação que se recomenda que
seja evitado pelos autores é o de publicar em periódicos não indexados nacionais e
estrangeiros, 50% do total, os quais não são avaliados pelo Qualis.
O estudo de Mattos (2011) revela a preferência dos autores, no caso doutores
formados pela EAlUFRGS, por publicarem seus trabalhos em periódicos indexados
nacionais. Nele foram identificados dois conjuntos de periódicos: o primeiro dos
citados nas teses de doutorado em Administração da UFRGS concluídas entre 1997
e 2007; e o segundo dos periódicos em que os autores destas teses publicaram
seus artigos após um ano da obtenção do título de doutor até 2010:
A diferença mais evidente é quanto à origem da publicação periódica.
Quando se trata da produção de informação técnico-científica, o grupo
estudado prefere o periódico nacional (90%) ao estrangeiro (10%). De fato,
os autores preferem o periódico estrangeiro para consumir informação, e o
periódico nacional para produzi-Ia. Trata-se assim de um grupo com pouca
visibilidade e inserção internacional, apesar de ser formado, em sua
maioria, por professores doutores de instituições de ensino superior e
pesquisadores (MATTOS, 2011, p. 82).

Ou seja, há semelhança entre o comportamento dos pesquisadores e dos
alunos de doutorado egressos do Pós-Graduação da EA/UFRGS quando decidem
publicar as suas investigações.
Cerca de 50% dos livros e capítulos de livros publicados abrangem a Ciência
Administrativa e sua interdisciplinaridade com as demais disciplinas sob o guardachuva das Ciências Sociais, corroborando Mueller (2007).
O evento nacional que mais publicou trabalhos dos autores estudados no
período foi o ENANPAD, entretanto o declínio de trabalhos apresentados entre 2009
e 2011 deve ser acompanhado para descobrir as causas se essa tendência se
mantiver. A relação trabalhos publicados/evento, nos eventos nacionais, o primeiro
canal preferencial de comunicação dos autores, foi de 5,37 (344/64) enquanto que
nos estrangeiros foi de 2,05 (82/40). O aumento nessa relação nos eventos
estrangeiros deve ser estimulada, visando aumentar a visibilidade internacional do
conhecimento científico produzido na EAlUFRGS.
Os autores estudados estão comunicando a sua produção intelectual como
recomendam Targino (2000) e Zilles (2006). Estas publicações são utilizadas como
instrumento de avaliação (TARGINO 2010; J08, MATTOS, TRINDADE, 2009), e o
resultado das análises, nos permitem fazer sugestões de melhoria principalmente
nos critérios de seleção dos títulos de periódicos que os autores devem submeter os
textos.
Sugere-se que sejam empreendidas investigações da mesma natureza sobre os
aspectos da produção intelectual nas universidades brasileiras, para verificar se o
comportamento revelado neste estudo é exclusivo dos pesquisadores da EAlUFRGS,
faz parte da área de conhecimento como um todo ou se há equivalência no modus
operandi em outros campos do conhecimento,
Por fim, considera-se que os objetivos específicos desta pesquisa foram
alcançados com êxito. Foi possível descrever o cenário da produção intelectual da

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e avaliação da informação)
Trabalho completo

EA/UFRGS no recorte de tempo proposto e identificar possíveis pontos a serem
melhorados, bem como identificar critérios que podem subsidiar o desenvolvimento
de coleções.

6 Referências
BARDI, J. S. A guerra do cálculo. Rio de Janeiro: Record, 2008.
INSTITUTO DE PESQUISAS AVANÇADAS EM EDUCAÇÃO. Produção intelectual
institucionalizada nas instituições de ensino, [2000?]). Disponível em:
http://www.ipae.com.br/et/22.pdf. Acesso em: 3 abro 2012.
JOB, 1.; MATTOS, A. M.; TRINDADE, A. Processo de revisão pelos pares: por que
são rejeitados os manuscritos submetidos a um periódico científico? Movimento,
Porto Alegre, V. 15, n. 3, p. 35-55, 2009. Disponível em:
http://scholar.googleusercontent. com/scholar?q=cache: UrOWO DsIT2 UJ :scholar. goog
le.com/+%22ana+maria+mattos%22&amp;hl=pt-BR&amp;as sdt=O,5. Acesso em: 19 abro
2012.
MATTOS, A. M. Aspectos do consumo e da produção da informação no campo
científico da Administração. Encontros Bibli, Florianópolis, V. 16, n. 31, p.71-87,
2011. Disponível em: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/15182924.2011v16n31 p71/17758 . Acesso em: 15 jun. 2012.
MUELLER, S. P. M. Literatura científica, comunicação científica e Ciência da
Informação. In: TOUTAIN, L. M. B. B, Para entender a Ciência da Informação.
Salvador: EDUFBA, 2007. p. 125-144.
TARGINO, M. G. Comunicação científica: uma revisão de seus elementos básicos.
Informação e Sociedade Estudos, João Pessoa, V. 10, n. 2, p. 37-85, 2000.
Dispon ível em: http://www.ies.ufpb.br/ojs2/i ndex. ph p/ies/article/view/326/248 . Acesso
em: 22 mar. 2012.
TARGINO, M. G. Produção intelectual, produção científica, produção acadêmica:
facetas de uma mesma moeda? In: CURTY, R. G. (Org.). Produção intelectual no
ambiente acadêmico. UEL, Londrina: 2010. p. 31-45. Disponível em:
http://www.uel.br/pos/mestradoinformacao/pages/arquivos/Producao Intelectual.pdf.
Acesso em: 19 abr. 2012.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Comissão de Automação.
Relatório de Atividades 2011. 2012. Disponível em:
http://paginas.ufrgs.br/documenta/publicacoes/relatorioanual/RelatorioAtiv2011.pdf/view. Acesso em: 3 abro 2012.
ZILLES, U. Teoria do Conhecimento. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2006.

205

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Mattos, Ana Maria; Cotta, Evelin Stahlhoefer; Silveira, Jaqueline Insaurriaga; Fraga, Tania Marisa de Abreu</text>
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                <text>O objetivo deste estudo é identificar a produção intelectual produzida no âmbito da EA/UFRGS de 2009 até 2011 para observar o comportamento dos autores como produtores de informação científica em artigos de periódicos, livros e trabalhos apresentados em eventos. Pra tal, revelam-se os títulos dos periódicos mais importantes e verifica-se o Fator de Impacto e a classificação Qualis dos mesmos; divulga-se a classificação nas áreas do conhecimento atribuídas de acordo com a Classificação Decimal Universal dos livros e capítulos de livros publicados; e destacam-se os eventos, nacionais e internacionais de maior relevância, seja por constância ou quantidade de trabalhos publicados.</text>
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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Resumo expandido

o COMPORTAMENTO DA FOLKSONOMIA NO TWITTER: A
ATINÊNCIA EM RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO

Priscila Oliveira da Mata 1, Eduardo Ribeiro Felipe2
1 Especialista

em Arquitetura e Organização da Informação, Universidade Federal de Minas
Gerais , Belo Horizonte, Minas Gerais

2Professor da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais,
Belo Horizonte, Minas Gerais

1 Introdução

o advento da internet trouxe mudanças consideráveis nos processos de
tratamento e recuperação da informação, devido à grande quantidade de
informações que circulam na rede e sua abrangência de acesso. Segundo Feitosa
(2006), novas formas de organizar e compartilhar os conteúdos disponíveis na
internet surgem em virtude deste novo cenário trazido pelo uso cada vez maior das
tecnologias de informação e comunicação. Neste sentido, como lembra Baeza Yates e Ribeiro Neto (1999), a web hoje é altamente interativa, porque não é passiva
perante o tempo e o espaço, possibilitando a criação de informações por diversos
membros em um ambiente colaborativo. Portanto, surgem novos conceitos no
âmbito da organização da informação na web, como a folksonomia . Este novo
modelo de organização e representação da informação está sendo amplamente
utilizado em ambientes colaborativos, característicos da web 2.0, como as redes
sociais.
Folksonomia é a tradução do termo folksonomy, cunhado por Thomas Vander
Wal, em 2004 , a partir da junção de folk (pessoas) com taxonomy (taxonomia) . Para
Wal (2006), a folksonomia é realizada em um ambiente social (compartilhado e
aberto a outros) e pode ser entendida como o resultado da atribuição livre e pessoal
de etiquetas a informações ou objetos na web, visando a sua futura recuperação .
Neste sentido, segundo Aquino (2006), é o próprio usuário que representa e
recupera informações através das tags que ele mesmo cria.
Posto isto, o presente trabalho investigou o comportamento da folksonomia no
Twitter no que tange à credibilidade do conteúdo das informações relacionadas às
hashtags utilizadas pelos usuários do microblog para classificarem seus posts.
Analisou-se também o fenômeno lexical da polissem ia, um dos fatores interferentes
na precisão na recuperação da informação no Twifter e os problemas causados pela
proliferação de spams que tem afetado diretamente a credibilidade das informações
que circulam no microblog.
2 Materiais e Métodos

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Resumo expandido

Utilizou-se para compor o percurso metodológico a netnografia, que
analisa o comportamento dos indivíduos de comunidades virtuais e cibercultura .
Desta forma, na barra de pesquisa "search" do Twitter, foram realizadas pesquisas
com as hashtags #CALABOCAGALVAO, #Go/, #Rio, #Parangolixo ,#/do/ e #ufmg.
Com exceção da hashtag #ufmg, a escolha das outras hashtags deu-se
por causa do sucesso alcançado por elas e em virtude do significado e da
importância que elas tiveram no momento em que foram criadas.
período de realização da pesquisa foi de junho de 2010 a julho de 2011 .
Durante esse período, foram realizadas buscas no Twitter com as hashtags citadas e
foi avaliado que tipo de conteúdo estava atrelado a essas hashtags. A quantidade
precisa de posts recuperados não foi contabilizada, uma vez que isso se mostrou
inviável em virtude da grande quantidade de tweets, principalmente no momento em
que as hashtags encontravam-se nos trending topics.
Através dos resultados das buscas, foram observadas as estratégias
usadas pelos usuários para etiquetagem dos posts recuperados. Desta forma, foi
possível como alguns fatores inerentes ao uso da fo/ksonomia, como a polissem ia e
a intenção dos usuários no momento dos posts, têm influenciado a precisão na
recuperação das informações dentro do Twitter.

°

3 Resultados Parciais/Finais
Apesar das vantagens que a fo/ksonomia apresenta, o seu uso também
traz diversos problemas que podem diminuir a precisão na recuperação das
informações que são indexadas em linguagem natural.
As buscas realizadas no Twitter com as hashtags #CALABOCAGALVAO,
#Go/, #Rio, #Parangolixo e #Idol mostraram que são várias as inconsistências e
ambiguidades. A polissemia talvez seja um dos principais problemas ocasionados
pelo uso da fo/ksonomia . São inúmeras palavras com sentidos múltiplos usadas para
indexar tweets. Na pesquisa , encontramos uma mesma hashtag descrevendo
assuntos e ideias distintos, como foi o caso da hashtag #GOL que foi usada para
descrever, não só assuntos que tratavam da empresa de aviação Gol Linhas Aéreas,
mas também, para descrever o automóvel Gol, da Vo/kswagen , e ainda, para
descrever assuntos relacionados a futebol.
Com a pesquisa observou-se ainda que a intenção dos usuários do
Twitter quando indexam seus posts, também é um fator que deve ser levado em
consideração. Como foi visto vários usuários indexam seus posts com as hashtags
mais comentadas (trending topics) apenas com o intuito de ganhar maior visibilidade
dentro da rede, ou no caso das empresas, visando a divulgação de sua marca ou
produto.
Foi possível verificar também a questão da proliferação de spams no site .
Muitas empresas estão usando este mecanismo para manter a sua marca e/ou
produtos entre os trending topics com o intuito de se promoverem na rede.

4 Considerações Parciais/Finais

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Resumo expandido

A análise das estratégias de indexação no Twitler permitiu compreender
se os usuários estão indexando os seus posts de acordo com o conteúdo dos
mesmos ou se estão apenas associando hashtags mais comentadas, com o intuito
de atingir uma audiência maior na rede.
Todos os problemas ocasionados pelo uso da folksonomia influenciam na
atinência em processos de recuperação da informação no Twitter e comprometem a
sua finalidade que é de ser um canal informativo.
Em virtude das várias temáticas abordadas, como a semântica e a
folksonomia , espera-se que este estudo venha a contribuir e incentivar investigações
futuras em diversas áreas. Nesse sentido, a compreensão das estratégias de
indexação teve como propósito servir como auxílio para estudos futuros nas áreas
de: recuperação e organização da informação no Twitler, estudos de mensuração e
monitoramento em mídias sociais; estudos na área de semântica , em virtude da
polissemia ; estudos voltados para o desenvolvimento de ferramentas anti-spams que
levem em consideração as especificidades do Twifter, e web semântica.

5 Referências
AQUINO, Maria Clara. A folksonomia como hipertexto potencializador de memória coletiva:
um estudo dos links e das tags no de.licio.us e no Flickr. Liinc em Revista, v. 4, n. 2, p. 303320, set. 2008.
BAEZA-YATES, Ricardo; RIBEIRO NETO, Berthier. Modeling. In:
. Modern
information retrieval. New York: Addison Wesley, 1999. Disponível em: &lt;
http://www2.dcc.ufmg.br/livros/irbook/chapters/chap2.html&gt; Acesso em: 21 jun. 2012.

FEITOSA, Ailton. Organização da informação na web: das tags à web semântica. Brasília :
Thesaurus, 2006. 132 p.
WAL, Thomas Vander. Folksonomy definition and wikipedia. [s.I]: [s.n], [2005]. Disponível
em: &lt; http://www.vanderwal.netlrandom/entrysel.php?blog=1750&gt;. Acesso em: 21 jun.
2012.

823

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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ii
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~de

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:;

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Trabalho completo

UIII",.~I.nu

GESTÃO DO CONHECIMENTO EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO:
práticas de gerenciamento do conhecimento no Núcleo Integrado de
Bibliotecas da Universidade Federal do Maranhão
Carlos Wellington Soares Martins 1, Regycléia Botêlho Alves Figueiredo 2
1Mestrando em Desenvolvimento Socioespacial e Regional , Universidade Federal do Maranhão, São
Luís, Maranhão.
2Especialista e Leitura e Formação de Leitores, Universidade Federal do Maranhão, São Luís,
Maranhão.

Resumo

Conceitua Gestão do Conhecimento como prática gerencial a ser aplicada nas
Instituições de Ensino Superior com vistas a garantir otimização nos processos
administrativos para a garantia de produtos e serviços de qualidade. Contextualiza a
GC e sua aplicação em unidades de informação, mas especificamente em
bibliotecas universitárias. Analisa através de questionário e observação direta a
existência ou não de práticas relacionadas à GC no Núcleo Integrado de Bibliotecas
da Universidade Federal do Maranhão. Constata que a adoção de ações que
envolvam a GC no Núcleo ainda encontra-se de forma incipiente necessitando de
um planejamento mais apurado que contemple a GC preconizada pelos teóricos.

Palavras-chave: Gestão do conhecimento; Instituições de

Ensino

Superior;

Bibliotecas Universitárias; Núcleo Integrado de Bibliotecas.

Abstract

It conceptualizes knowledge management as a managerial practice to be applied at
Higher Education Institutions in order to improve administrative processes as a
guarantee

for

quality

services

and

products.

It

contextualizes

Knowledge

Management and its applications at information units, more specifically at university
libraries. It analyses through questionnaires and direct observation the existence or
not of Knowledge Management practices at Universidade Federal do Maranhão's
Integrated Library Center. It finds out that Knowledge Management actions adoption
at this Center is yet incipient needing a better planning which included the
Knowledge management recommended by scholars.

2269

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
ii
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:;

~I­

Trabalho completo

UIII",.~I.nu

Keywords: Knowledge Management; Higher Education Institutions; University
Libraries; Integrated Library Center.

1 Introdução

Os processos de gestão passam por mudanças cada vez mais constantes
e novas teorias surgem a todo o momento na forma de melhoria de processos e
oferta de uma prestação de serviços de qualidade. A mudança no foco dos
processos em larga escala para o cliente, e mais atualmente para o ambiente e o
colaborador, indicam tendências que são aferidas em pesquisas e atestam a
eficiência da aplicação dessas novas teorias nos resultados obtidos pelas
organizações e pela ampla consecução de objetivos e metas.
A Gestão do Conhecimento (GC) e sua aplicação envolvem os processos
organizacionais, a politica de pessoal e a tecnologia em técnicas que visam agregar
todos esses conhecimentos em prol da criação de um ambiente dinâmico, flexível e
capaz de gerar ótimos resultados para as organizações.
A gestão pública ainda encontra dificuldade na adoção da GC devido a
problemas de ordem burocrática que acabam engessando a máquina administrativa
pública, no entanto, algumas práticas são tidas como referências no serviço público
ao utilizar técnicas referentes à GC. Este artigo propõe-se a Identificar a existência
de práticas voltadas para a Gestão do Conhecimento nas rotinas de serviço do
Núcleo Integrado de Bibliotecas (NIB) da Universidade Federal do Maranhão
(UFMA), mensurando o impacto da existência dessas práticas, ou não, no
desempenho organizacional do setor. Além desse objetivo, a pesquisa ainda avaliou
o grau de entendimento dos gestores e da equipe do setor acerca da Gestão do
Conhecimento, e apresenta uma proposta que associa seus princípios para uma
prática de gestão pública em unidades de informação.

2 Revisão de Literatura
O termo Gestão do Conhecimento surge, de acordo com Horta (2005), na
década de 1990 entre os pesquisadores da área de Ciência e Tecnologia (C&amp; T)

2270

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gerando grandes discussões sobre o tema e sua aplicabilidade; e é definido por
Gattoni (2004, p. 47) como a

'l ..] identificação,

otimização e gerenciamento ativo do

patrimônio intelectual, seja na forma de conhecimento explícito [ ... ] como no
conhecimento tácito possuído por indivíduos ou comunidades". Algumas definições
sobre GC sempre destacam o seu foco nos processos organizacionais e no capital
humano.
[ ... ) a gestão do conhecimento é, em seu significado atual , um esforço para
fazer com que o conhecimento de uma organização esteja disponível para
aqueles que dele necessitem dentro dela, quando isso se faz necessário,
onde isso se faça necessário e na forma como se faça necessário, com o
objetivo de aumentar o desempenho humano e organizacional (TERRA,
2001 , p.245) .

o

grau de entendimento do tema gestão do conhecimento torna-se

importante para avaliar se existem iniciativas que tenham os seguintes objetivos:

a) acelerar a geração de novos conhecimentos que agreguem valor aos serviços
prestados à sociedade por meio de uma maior colaboração entre servidores e acesso
mais fácil a fontes de informação e aprendizado;
b) melhorar o processo decisório ;
c) reduzir custos e retrabalho (não "reinventar a roda" e eliminar atividades que
agreguem pouco valor aos serviços) ;
d) localizar os conhecimentos e o capital intelectual existentes na organização;
e) gerar novos conhecimentos com base na reutilização dos conhecimentos e do capital
intelectual da organização;
f) alavancar o conhecimento existente na organização para melhor executar programas
e, consequentemente, atender melhor às demandas da sociedade (BATISTA, 2006, p.
10).

Davenport (apud DAMIANI 1 , 2003) elabora a seguinte tipologia para a
GC:
a)
b)
c)
d)
e)
f)

captar e reutilizar o conhecimento estruturado;
captar e compartilhar lições aprendidas com a prática ;
identificar fontes e redes de expertise;
estruturar e mapear conhecimentos necessários para aumentar o desenho;
mediar e controlar o valor econômico do conhecimento;
sintetizar e compartilhar conhecimento advindo de fontes externas

Segundo o pensamento de Miller (2002), compartilhar e utilizar o
conhecimento de forma contínua reflete na produção de mais conhecimento, e esse
resultado

pode

configurar

em

vantagem

competitiva

para

quem

o

está

1 Sugere que na identificação do nível de GC em uma instituição os dados devem ser agrupados por
tipologias ou grupos para melhor análise e discussão dos dados.

2271

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compartilhando devido ao valor agregado ao conhecimento . Miller (2002) ainda
postula a teoria da inter-relação entre Gestão do Conhecimento (GC) e funções de
inteligência através da identificação de experts em assuntos, descoberta de fontes
de capital intelectual, contrabalançando a necessidade de novos processos com o
respeito pela cultura organizacional e pela aplicação da tecnologia como suporte
para o processo.
Choo (2006) apresenta uma concepção atual de administração e teoria
organizacional diferenciada por três arenas distintas, dando destaque para a criação
e uso da informação no planejamento estratégico da organização. Na primeira
arena, usa-se a informação para compreender as mudanças do ambiente externo
nas relações sociais e na dinâmica de mercado. A segunda arena é a ênfase no uso
estratégico da informação através da criação, organização e processamento da
informação com o intuito de gerar novos conhecimentos através de aprendizado
garantindo o desenvolvimento de novas capacidades e a otimização na prestação de
serviços e produtos. A terceira arena é a do uso estratégico da informação, no qual
as organizações buscam e realizam avaliações para a tomada de decisões.
Senge

(1998) enfatiza que

nas organizações

modernas o fator

aprendizagem é de total relevância para o sucesso dessas organizações, maior
ainda que o controle, tornando-se o foco da gestão, pois garante a capacidade de
adaptar-se às mudanças sociais e de mercado, permitindo que essas organizações
se reinventem. Ainda sobre o pensamento de Sordi (2008), o mesmo compreende
que algumas competências são requeridas tanto para os indivíduos como para as
organizações que praticam a gestão do conhecimento desde o conhecimento ("o
saber"), as habilidades ("o saber fazer") e as atitudes ("o saber ser ou saber agir").
Dentre as competências do indivíduo, ele destaca a comunicação, o trabalho em
equipe, a pesquisa , a aprendizagem e a capacidade de análise . Entre as
competências da organização, destaca a visão estratégica, o gerenciamento, a
liderança, a gestão de conflito, a negociação, a adaptabilidade e o trabalho
colaborativo.
As bibliotecas universitárias, assim como a própria universidade, devem
atentar para as necessidades educacionais, culturais, científicas e tecnológicas do
país. Assim a biblioteca universitária deve participar ativamente do sistema
educacional desenvolvido pela instituição à qual está vinculada (FERREIRA, 1980).

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Com o passar dos tempos foi quebrado o paradigma da biblioteca estática, pois a
biblioteca universitária passou a apresentar várias atribuições adotadas de acordo
com o plano de gestão universitária. Algumas unidades ainda são responsáveis, em
muito dos casos, conforme Batista (2006), pela gestão do conhecimento nas
Instituições de Ensino Superior (IES).
O desafio da GC nas IES está na estruturação e disponibilização das
informações geradas na biblioteca, utilizando-as como estratégia , ocasionando a
transformação da informação em conhecimento e organizando-o para toda a
instituição (MACCARL; RODRIGUES , 2000). As universidades, de acordo com
Souza (2009), estão inseridas em um ambiente turbulento devendo implantar
estratégias com a intenção de prestar um serviço de qualidade aos anseios da
sociedade, devendo considerar três componentes básicos ao propor mudanças que
refletem o contexto em que se inserem: macrossocietário, organizacional , mudanças
de crença e valores do homem .
A garantia de uma vantagem competitiva sustentável por uma IES se dá,
segundo Angeloni e Goulart (2009), através da adoção das práticas de GC e através
de seus subprocessos de aquisição, criação, compartilhamento, utilização e
armazenamento do conhecimento. A concorrência , e, por conseguinte o diferencial
alcançado por algumas organizações está, segundo Dias e Belluzzo (2003, p. 42),
na ''[. .. ] capacidade de adquirir, tratar e interpretar a informação de forma eficaz. "
A importância do ato da indexação se reflete na qualidade e na dimensão
da disponibilidade da informação, necessitando de um cuidado minucioso durante o
processo que é realizado por profissionais bibliotecários que, como nos mostra
Davenport (2002 , p.28), podem ser considerados como:

Os fornecedores de informação não estruturada [ .. .] têm habilidades
específicas e exclusivas de sua profissão. Conhecem melhor os conteúdos
e estão mais perto [ .. .] do usuário do que qualquer outro fornecedor. Às
vezes eles adicionam valor às informações que coletam - sintetizando-as,
interpretando-as e fazendo com que sirvam aos objetivos de quem as
solicita .

Para Davenport e Prusack (1998) , os bibliotecários possuem importante
missão nas organizações, visto que esses profissionais estão entre os poucos que
se inter-relacionam com os demais setores e entendem sobre variados recursos e
necessidades apresentados pela organização, valorizando o atendimento ao usuário

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com técnicas eficazes para uma rápida solução ao problema apresentado. Almeida
(2005) afirma que o profissional bibliotecário, na função de gestor, deve ter entre
suas competências a capacidade de interpretar de forma correta a missão da
instituição e fixar objetivos e metas para que todos os processos e produtos ocorram
de forma a contemplar os objetivos e as metas estipuladas.
Conforme Mcgee e Prusak (1994), a informação configura-se como
principal insumo para o mundo atual , tornando vital a necessidade de gerenciamento
da informação por meio de processos tecnológicos, e os gestores devem explicitar
de forma clara e coerente qual o papel que a informação irá desempenhar em sua
estratégia competitiva para o aperfeiçoamento de sua capacidade gerencial. O
gestor deve participar do planejamento e das atividades decisórias (TARAPANOFF;
ARAÚJO JUNIOR; CORMIER, 2000) procurando compreender qual o impacto que
os fluxos informacionais proporcionam para o desenvolvimento das atividades e
tentar utilizá-los em benefício da instituição.
A aplicabilidade de práticas de GC em bibliotecas universitárias só
ocorrerá a contento se todos os atores sociais envolvidos se imbuírem da missão, e
isso necessitará , por parte do gestor (BRANíCIO; CASTRO FILHO , 2007), de uma
ação colaborativa , constante aprendizagem e atuação em grupo, liderança
participativa e planejamento elaborado por toda a equipe.
O Núcleo Integrado de Bibliotecas (NIB) tem a missão de apoiar a
Universidade Federal do Maranhão (UFMA) nas funções de ensino, pesquisa e
extensão, bem como preservar a informação, possibilitando a sua recuperação e
difusão, através de serviços e produtos ofertados à comunidade acadêmica,
absorvendo para si a responsabilidade de proporcionar a disseminação de
conhecimentos capazes de provocar mudanças individuais, sociais, políticas e
econômicas.
Dentre os usuários que utilizam os produtos e serviços prestados e
oferecidos pelo núcleo destacam-se os: alunos de graduação, pós-graduação,
técnicos administrativos, professores, pesquisadores e comunidade em geral. O NIB
é composto por uma unidade central que compreende os serviços de Controle e
Formação do Acervo ; Processos Técnicos; Periódicos; Serviço de Informação
Bibliográfica (SIB) ; os setores de Materiais Especiais e Programas Especiais,

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Encadernação e a Assessoria de Processamento de Dados e 11 (onze) bibliotecas
setoriais.
A Biblioteca Central compreende ainda as ações de diretoria do núcleo,
do SIBI, da indicação de material informacional a ser adquirido, do processamento
técnico, da logística do setor e da coordenação das demais unidades (11)
compreendidas em biblioteca do Colégio Universitário (COLUN), Labohidro,
Medicina, Enfermagem , as de Pós-graduação em Ciências Sociais, Saúde e Meio
Ambiente, Ciências Exatas e Tecnológicas e as dos campi do interior: Codó,
Imperatriz, Chapadinha e São Bernardo; no que concerne às atividades de
comunicação e divulgação científica, ainda ficam sob a responsabilidade do setor a
Biblioteca Digital, o Repositório institucional, o Serviço de Editoração Eletrônica de
Revistas (SEER), a Comutação Bibliográfica (COMUT) e outros serviços e produtos.
Todas essas unidades possuem processos administrativos comuns a qualquer outro
tipo de organização como expedição de documentação corrente, tais como ofícios,
memorandos, listas de ponto, etc., além de possuírem uma equipe nos mais
diferentes níveis de formação e de utilizarem processos tecnológicos para execução
de atividades. As unidades estão sobre coordenação de um profissional bibliotecário ,
alguns técnicos, mas o grande contingente do Núcleo é formado por bolsistas que
atuam na função de auxiliar de biblioteca .

3 Materiais e Métodos
Realizou-se uma pesquisa exploratória descritiva de natureza qualitativa
com observação direta objetivando identificar o nível de conhecimento dos
bibliotecários do Núcleo Integrado de Bibliotecas sobre Gestão do Conhecimento
(GC). Foi utilizado como ferramenta de pesquisa o questionário estruturado com
perguntas mistas aos 34 bibliotecários do NIB. A ferramenta utilizada para aplicação
e coleta de dados dos questionários foi a Google Docs, que funciona totalmente on
line o que facilitou a aplicação do instrumento e a análise dos dados coletados.

4 Análise e Discussão dos Dados

Dentre os questionamentos possíveis levantados para esta pesquisa , o
direcionamento dado busca identificar a existência de uma estratégia para a GC no

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Núcleo,

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com vistas a analisar o ambiente,

a integração entre processos

administrativos e a gestão de pessoas e tecnologia de forma a entender o grau de
conhecimento dos gestores acerca das práticas de GC, bem como identificar
práticas isoladas que ocorram no Núcleo.

o Núcleo possui uma estratégia voltada para a Gestão do Conhecimento?
Quanto à existência de uma estratégia voltada a Gestão do conhecimento
a maioria dos entrevistados (50%) afirma que existem ações isoladas de GC no NIB,
assim como 25% acreditam que existe uma estratégia voltada para GC e 25% crêem
que não existe nenhuma iniciativa para esse tipo de ação.
Quando questionados sobre se o ambiente é favorável à adoção de novas
práticas e mudança na cultura , a maioria (50%) respondeu que sim em relação a um
ambiente que propicie mudanças, mas que, no entanto nada é planejado em relação
a GC. 38% afirmam que sim , existe um ambiente favorável e 13% enfatizam que não
existe essa harmonia.
Gráfico 1 - Análise do ambiente e adoção de novas práticas no comportamento organizacional.
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

SIM

NÃO

Acul tu ra
Oambiente é
orga nizacion al esta
favorável no
engessada e não
entanto nada é
perm ite
planejado para
execução de novas
modi ficação
práticas
algu ma

Fonte: Elaborado pelos autores.

Quanto aos processos organizacionais administrativos, a política de
pessoal e tecnologia que integrem e articulem todas essas ações no núcleo, 63%
dos entrevistados consideram que os processos organizacionais administrativos, a
política de pessoal e tecnologia ocorrem uma inter-relação, enquanto 25% afirmam

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que não existe uma política de integração entre esses processos e 13%
compreendem que os processos ocorrem de forma aleatória sem coerência entre
planejamento e execução nas atividades.

Algun s proc edim entos ocorr m essa
interrelação, outros não
Os processos acontecem de forma
al ea tória se m um a coe rência do
p lanejam ento com as ações exec uta d as

NÃO

SIM

0%

10% 20% 30% 4 0 % 50% 60% 70%

Fonte: Elaborado pelos autores.

Qual o seu grau de conhecimento acerca da GC, todos os respondentes
(100%) afirmam ter um conhecimento parcial sobre GC .
Gráfico 3 - Nível de conhecimento sobre GC .
1 20% ,-----------------------------------------------100% +---------------------------

+---------------------------

80%

6 0 % +--------------------------40%

+---------------------------

20%

+---------------------------

0%

+-----------,-----------,--NENHUM

TOTA L

PARCIA L

NUNCASEQUER
OUV IR FA LAR

Fonte: Elaborado pelos autores .

Das práticas mais citadas pelos entrevistados como utilizadas na
instituição e
corporativa,

no setor foram
Comunidades

de

destacadas: Coaching
práticas,

2277

Melhores

/

Mentoring , Educação

práticas,

Ferramentas

de

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colaboração, Gestão por competências, Gestão Eletrônica de Documentos (GED),
Gestão do Capital Intelectual.

Gráfico 4 - Identificação das práticas utilizadas/conhecidas de GC.

Coaching / Mentoring

13%

Benchmarking

0%

Ed ucação corporativa

50%

Comunidades de prática / conhecimento

25%

Melhores práticas

50%

Mapeamento ou auditoria do conhecimento 0%

OI

c;

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CI

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~

Ferramentas de colaboração

50%

Gestão por competências

50%

Narrativas

0%

Workflow

0%

Gestão Eletrônica de Documentos (GED)

13%

Data Warehouse

0%

Data Mining

0%

I::

~
111

1i1

o::&gt;

111

o::&gt;

Fonte: Elaborado pelos autores.

Quando questionados sobre a contribuição na aplicação de práticas de
GC no setor 63% acreditam que pode contribuir para melhoria nos processos e 38%
afirmam que talvez ocorra resultados positivos na aplicação de técnicas de Gestão
do Conhecimento.
Gráfico 5 -Análise da opinião na contribuição das práticas de GC para melhoria dos resultados .

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70%
60%
50%
40%
30%
20%
10 %
0 % ~-----------.------------~------------~
SIM
NÃO
TA LV EZ

Fonte: Elaborado pelos autores .

5 Resultados Parciais
Através da pesquisa e da análise dos dados, percebe-se de imediato a
falta da compreensão do que seja a GC e seus componentes, constatando, ainda,
que as ações relacionadas à GC ainda são incipientes não encontrando ressonância
na equipe que atua no Núcleo. Uma vez que o NIB é subordinado à reitoria algumas
práticas ficam inviabilizadas pela burocracia, no entanto, é percebida, por parte da
equipe, que uma correlação de práticas de GC com o planejamento estratégico
contribuiria para garantir um desempenho organizacional eficiente.
A falta

de

uma

compreensão

acerca

da

GC

contribui

para

o

distanciamento de metas e o não cumprimento da missão da organização devido a
uma não uniformidade do planejamento com a execução e a subutilização de capital
intelectual no operacional e não nas etapas de planejamento. Apesar de os
entrevistados apontarem várias práticas como comuns na rotina do Núcleo, isso
apenas reforça o desconhecimento por parte da equipe das particularidades de cada
técnica e de suas possíveis implicações para a melhoria nos processos gerencia is.

6 Considerações Parciais

Para a realização da adoção de práticas de GC no NIB, seria necessário
um diagnóstico para analisar o ambiente interno e externo, englobando a
administração superior desta universidade com vistas a identificar as ameaças e
ampliar as oportunidades para garantir um ambiente favorável à aplicação da GC,

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Enfatiza-se a analise do ambiente, a integração entre processos administrativos e a
gestão de pessoas e tecnologia para que a gestão do conhecimento possa ocorrer
em nível de entendimento e prática satisfatória nos diversos setores do NIB,
contribuindo de forma clara e eficiente ao processo.
Na análise observa-se que o ambiente é propício a mudanças, portanto
torna-se perfeitamente salutar a aplicação de práticas de GC. Além disso, a
importância de inseri-Ia no planejamento para obtenção de resultados favoráveis
para o setor serve também como forma de motivação para a equipe com as novas
modalidades de gestão.
Constata-se que as unidades de informação são órgãos onde a GC pode
ser aplicada de forma contundente para tornar-se um órgão de excelência em seus
serviços e produtos ofertados a comunidade.

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2282

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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                <text>Conceitua Gestão do Conhecimento como prática gerencial a ser aplicada nas Instituições de Ensino Superior com vistas a garantir otimização nos processos administrativos para a garantia de produtos e serviços de qualidade. Contextualiza a GC e sua aplicação em unidades de informação, mas especificamente em bibliotecas universitárias. Analisa através de questionário e observação direta a existência ou não de práticas relacionadas à GC no Núcleo Integrado de Bibliotecas da Universidade Federal do Maranhão. Constata que a adoção de ações que envolvam a GC no Núcleo ainda encontra-se de forma incipiente necessitando de um planejamento mais apurado que contemple a GC preconizada pelos teóricos.</text>
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                    <text>Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i! """"'"
MaooNlck

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Trabalho completo

A SELEÇÃO DE UM SERViÇO DE DESCOBERTA NA WEB
A EXPERIÊNCIA DA PUC-RIO
Ana Maria Neves Maranhão
Mestre, PUe-Rio, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
A proliferação continua de fontes de informação em meio digital em conjunto com
usuários familiarizados com sistemas de pesquisa como Google contribuem para
que as bibliotecas busquem, constantemente, melhores ferramentas para gerenciar
e disponibilizar seus ricos acervos - tanto digitais, quanto físicos. São apresentadas
as metodologias dos serviços de descoberta na web disponíveis atualmente no
mercado. É apresentada a Divisão de Bibliotecas e Documentação (DBD) , da
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PU C-Rio), infraestrutura, serviços
e público que atende e seu processo para selecionar uma ferramenta de descoberta.
São apresentadas informações gerais sobre as empresas analisadas e algumas
considerações importantes a serem observadas quando em um processo de
avaliação.
Palavras-chave: serviço de descoberta na web; metabusca ; avaliação de serviços;
biblioteca universitária.

Abstract
The continued proliferation of information sources in digital media , in conjunction with
users familiar with search engines like Google, makes libraries look for better tools,
continuously, to manage and make available their rich collections - digital and
physical. Discovery services methodologies are presented . The Division of Libraries
and Documentation (DBD), of the Pontificai Catholic University of Rio de Janeiro
(PUC-Rio), infrastructure and services are also presented and its process to select a
discovery service. General information about the companies analyzed and some
important considerations to be observed are placed .
Keywords: discovery service; metasearch; evaluating services; academic library.

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1 Introdução

o grande desafio hoje das bibliotecas é descobrir a melhor maneira de disponibilizar,
disseminar e tornar acessível um número crescente de documentos que estão em
formas e meios heterogêneos (PRADHAN, 2011).
Hoje, além de continuarem a adquirir livros e outros materiais em papel ou outro
meio físico, adquirem ebooks, periódicos on-line, assinam bases de dados com
milhares de periódicos e/ou livros eletrônicos com texto completo e/ou de conteúdo
referencial, além de estarem, também, produzindo e desenvolvendo seus próprios
conteúdos em meio eletrônico, disponibilizados em seus repositórios institucionais,
com artigos, teses, dissertações, imagens, entre outros.
A literatura, por outro lado, nos indica que a maneira como os usuários procuram
informação, hoje, é definida pelo "padrão" Google de busca - caixa única, busca em
índice, respostas rápidas.
Nesse contexto, as bibliotecas precisam repensar seus sistemas de consulta ao
catálogo, de navegação complexa, e a dispersão de fontes, que gera informações
fragmentadas, para pensar em formas dinâmicas que reúnam em um só ambiente
informações e recursos de qualidade para o usuário final.
Para Breeding (2010), há uma grande quantidade de provedores de informação e,
se as bibliotecas não se posicionarem, os usuários irão, cada vez mais, utilizar
provedores comerciais para responder a suas necessidades de informação. No
entanto, são as bibliotecas que possuem os melhores recursos no universo de
possibilidades disponível na internet. As bibliotecas precisam de sistemas que deem
conta da complexidade de suas coleções, dos variados formatos e da dispersão das
mesmas.

o surgimento da

busca federada , que prevê a consulta simultânea a várias fontes
através de uma única interface, apresentou um grande avanço nesse sentido, uma
vez que permite uma experiência de pesquisa similar a realizada em ambientes
como Google. Não havia mais a necessidade de se conhecer dezenas de interfaces.
No entanto, a demanda por maior rapidez e maior relevância nos resultados obtidos
levou ao desenvolvimento de novas ferramentas , baseadas em conceitos já
aplicados nos buscadores comerciais, mas agora trabalhando com conteúdo
acadêmico das bibliotecas - surgem os serviços de descoberta na web .

2 Serviços de descoberta na web
De maneira geral, serviços de descoberta utilizam a tecnologia de harvesting,
coletando e reunindo em um índice único metadados e, às vezes, texto completo de
diversas fontes.
Reúne informações dos diversos silos de informação disponibilizados pelas
bibliotecas em um único silo central , permitindo o uso de interface única para

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pergunta e resposta - reunida e classificada, ranqueada , de acordo com critérios préestabelecidos de relevância, através do uso de algoritmos próprios.
A Figura 1 ilustra esta metodologia:

PERGUNTA

RESPOSTA

r --------------------------------~-----,
CATÁLOGO
(OPAC)

Bases Dados
COMERCIAIS

REPOSITÓRIO
INSTITUCIONAL

Bases Dados
ACESSO LIVRE

Figura 1 - Criação de índice único - serviço de descoberta

A vantagem primeira e inicial em relação à busca federada , que pesquisa
simultaneamente, em tempo real , em várias bases de dados, é que a existência de
uma base de dados com todos os metadados já reunidos assegura que sempre será
oferecida uma resposta ao usuário final , retornando resultados mais rapidamente,
pois não depende de tempo de conexão, nem de possibilidade de acesso às
diversas fontes.
Além de rapidez na recuperação, essa metodologia apresentaria redução na
apresentação de itens duplicados e melhoria considerável na relevância dos
resultados, uma vez que os metadados recuperados podem ser normalizados, préindexados e enriquecidos, além da possibilidade de indexação do texto completo,
oferecido por alguns serviços.
Para Vaughan (2011), os mecanismos por trás dos chamados web scale discovery
services, serviços de descoberta em escala na internet, não são novos, embora a
aplicação comercial dessa abordagem no contexto de bibliotecas seja recente. O
princípio seria o mesmo de serviços como Google.
As interfaces disponibilizam recursos similares aos que os usuários estão
acostumados quando utilizam mecanismos de busca na internet, como caixa única
de pesquisa, tela simples, sem muitas opções iniciais para seleção, sugestão de
grafia (spell checking), entre outros.

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Os serviços de descoberta disponíveis atualmente no mercado trabalham
basicamente de três formas : com índices únicos - onde reúnem todas as
informações, metadados, texto completo, arquivos multimídia, entre outras
informações de interesse da biblioteca ; com índices e busca federada simultânea ; e
com índices e web services, tecnologia que permite a comunicação entre aplicações,
utilizando XML.
Os modelos que trabalham com índices únicos, como já estão com todos os dados
reunidos em um único banco de dados, possibilitam reorganizar e, até mesmo,
enriquecer as informações, dados, utilizando, por exemplo, recursos de FRBR,
possibilitando que o usuário encontre todas as manifestações de ou sobre um
determinado item ou assunto. Esse modelo retorna resultados de forma rápida,
tendo em vista sua própria filosofia e tecnologia utilizada (BRUBAKER, 2011) .
Os outros dois modelos - busca federada e web services - irão conjugar a busca no
índice único com a busca , em tempo real , em bases e repositórios, o que gera
tempos diferentes de resposta, sendo os resultados disponibilizados conforme o
retorno de cada base ou web service.
Atualmente, no mercado internacional, e, mais recentemente, no Brasil, destacam-se
cinco ferramentas, desenvolvidas por empresas já estabelecidas na área de
informação e serviços para bibliotecas:
a) EBSCO Discovery Servicehttp://www.ebscohost.com/discovery?ad=discovery2 ;
b) ENCORE , da empresa Innovative - http://www.iii.com/products/encore.shtml ;
c) Primo Central da Ex Libris,
http://www.exlibrisgroup.com/category/PrimoCentral;
d) Summon da Seriais Solutions - http://www.serialssolutions.com/summon/.
empresa do grupo ProQuest;
e) WorldCat Local, da OCLC - http://www.oclc.org/worldcatl .
O Quadro 1 a seguir, com informações extraídas de Breeding (2012), mostra a
quantidade de ferramentas instaladas, por produto, no mundo, nos últimos três anos:

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QUADRO 1
PRODUTO

2009

2010

2011

INSTALADO

-

-

178

1578

Primo

53

506

111

914

Summon

50

164

214

407

109

56

72

326

WorldCat Local

Encore

Fonte: BREEDING, Marshall. Automatlon Marketplace 2012 : Agents of Change.
Library Journal, The Digital Shift, 29 mar. 2012 . Disponível em :
&lt;http://www.thedigitalshift.com/20 12/03/ils/automation-marketplace-2012 -agents-of-change/&gt; .
Acesso em : 09 abro2012.

Não foram apresentadas informações para o EDS , da empresa EBSCO.

3 A Divisão de Bibliotecas e Documentação da PUe-Rio
A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) é uma instituição de
direito privado sem fins lucrativos que prima pela produção e transmissão do saber,
buscando a excelência na pesquisa, no ensino e na extensão para a formação de
profissionais competentes, habilitados ao pleno desempenho de suas funções .
Atende 41 cursos de graduação e 27 programas de pós-graduação stricto senso,
com 12.600 e 2.280 alunos respectivamente e um corpo docente com 1.320
professores, além de oferecer cursos de especialização e extensão em todas as
áreas do conhecimento.
É considerada uma das principais instituições de excelência em ensino de pósgraduação e pesquisa no país.
Está estruturada em 4 Centros Acadêmicos e seus respectivos departamentos, e
dispõe de unidades complementares e órgãos de apoio como a Divisão de
Bibliotecas e Documentação (DBD) .
A DBD é o órgão coordenador do Sistema de Bibliotecas, composto por uma
biblioteca central e quatro bibliotecas setoriais, voltadas, principalmente, para a pósgraduação. Tem como objetivo fornecer apoio ao ensino e à pesquisa, facilitando o
acesso e a difusão dos recursos de informação e colaborar com os processos de
criação do conhecimento, a fim de contribuir na consecução dos objetivos da
Universidade.
Oferece salões de leitura/estudo individual, salas para estudo em grupo, sala de
treinamento, sala multimídia - equipada com computadores, impressoras, scanners,
televisão , DVD players para uso da comunidade .

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Disponibiliza OS serviços básicos, como consulta , empréstimo, renovação e reserva,
via web, empréstimos entre bibliotecas em nível nacional e serviço de comutação
em nível internacional.
Oferece ainda serviços de referência virtual, como atendimento via chat, solicitação,
acompanhamento e recebimento de artigos com transação via site, rede wi-fi em
todas as suas dependências e serviço de acesso remoto, permitindo a alunos e
professores acesso a todos os recursos, mesmo estando fora do Campus.
São oferecidas orientações individualizadas para pesquisa e treinamentos nos
recursos disponíveis, com uma programação já estabelecida de capacitação de
usuários.
Disponibiliza recursos de interação e web 2.0 como Twitter, Facebook, blog e um
canal no YouTube.
Conta com um relevante acervo de livros, dissertações/teses e periódicos, com
aproximadamente 450.000 itens físicos. Tem acesso completo ao Portal de
Periódicos CAPES , desde a sua criação, com acesso a mais de 200 bases de dados
referenciais e com texto completo, além de assinar diretamente outras bases de
dados, complementando o conteúdo não disponibilizado no Portal Periódicos.
Atualmente, assina 11 bases, entre referenciais e com texto completo de periódicos
e 2 bases de ebooks. Desde 2011, vem , também, adquirindo títulos individuais de
ebooks, na modalidade de acesso perpétuo .
Toda a coleção de teses e dissertações da Universidade está disponível para
consulta em texto completo na internet, com acesso através do catálogo da
Biblioteca.
Utiliza o Sistema Pergamum para catalogação e gerenciamento.
A necessidade de otimizar a busca em tantas e diversas fontes de informação fez
com que a DBD, já em 2007, começasse a procurar por serviços que viessem suprir
esta necessidade. Em 2008, junto com a Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e o Laboratório
Nacional de Computação Científica (LNCC) lança a Pesquisa Integrada, utilizando o
serviço de busca federada 360Search, da empresa Seriais Solutions. O serviço,
além de permitir a pesquisa simultânea em centenas de bases de dados, do Portal
CAPES e bases assinadas individualmente pelas instituições, reunia os catálogos
das três instituições.
Em 2009, a CAPES lança seu novo Portal, também utilizando serviço de busca
federada , o MetaLib da empresa Ex Libris. A PU C-Rio, UFRJ e UNIRIO decidem
permanecer utilizando a Pesquisa Integrada em suas instituições, uma vez que os
recursos assinados individualmente (em número crescente ano a ano) não poderiam
ser integrados ao metabuscador do Portal. Desta forma , o serviço oferecido por
essas bibliotecas era mais abrangente que o próprio Portal CAPES.

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Em 2010 o lNCC sai do grupo, informando não haver interesse em continuar
participando do projeto.
A Pesquisa Integrada foi rapidamente incorporada ao dia a dia da pesquisa na
Universidade, com reflexo no aumento no número de downloads de texto completo
das bases de dados e no empréstimo entre bibliotecas, principalmente entre UFRJ e
PUC-Rio.
No entanto, o crescente número de bases de dados agregadas ao metabuscador, o
que tornava o sistema lento, a incapacidade de realizar pesquisas em determinadas
bases por dificuldades de conexão, além da necessidade de revisão dos conectores,
que permitem a comunicação entre a interface e as bases de dados, demandando
solicitações constantes ao suporte técnico da empresa , fizeram com que a partir de
2010 a PUC-Rio começasse a acompanhar o lançamento dos serviços e
ferramentas que estavam sendo lançados no mercado internacional e que se
propunham exatamente a corrigir as deficiências dos serviços de busca federada .
Em agosto de 2011, decide analisar as ferramentas disponíveis no mercado visando
a substituição do 360Search por uma ferramenta com as características de um
serviço de descoberta.

4 O processo de seleção
Durante o XXIV CBBD - Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação,
realizado em agosto de 2011 , em Maceió, Al, é apresentado um trabalho, pela
PUC-Rio, fruto do acompanhamento das novas tecnologias, mostrando as
diferenças básicas entre a busca federada e os serviços de descoberta e a
necessidade de se partir para novas alternativas - MARANHÃO (2011).
São realizados contatos com os representantes comerciais presentes ao evento e
são agendadas apresentações no Rio de Janeiro, para o grupo formado pelas
bibliotecas da UFRJ , UNIRIO e PUC-Rio, que gostariam de mudar de ferramenta ,
mas mantendo os catálogos reunidos.
Foram apresentados os sistemas:
EBSCO Discovery Service (EDS), EBSCO, http://www.ebscohost.com/discoverv
Encore, Innovative - http://www.iii.com/products/encore.shtml
Primo, Ex-Libris - http://www.exlibrisgroup.com/categorv/PrimoOverview
Summon, Seriais Solutions, http://www.serialssolutions.com/en/services/summon/
WorldCat local, OClC - http://www.oclc.org/americalatina/pttworldcat/default.htm .
via web conference.

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Trabalho completo

Após vários contatos com os representantes comerciais, verificou-se a necessidade
de se criar um instrumento que permitisse obter de forma uniformizada informações
sobre os sistemas.
Foi elaborado um questionário, com 40 perguntas (Figuras 2 e 3), abrangendo os
pontos que as bibliotecas envolvidas consideravam relevantes, como quantas e
quais bibliotecas já utilizavam o sistema e seus endereços de websites, para que
pudessem ser realizadas pesquisas, a natureza do serviço, se funcionavam somente
com índice ou com índice e busca federada, cobertura em relação ao Portal
Periódicos da CAPES, custo, suporte, carga dos dados do catálogo das bibliotecas,
dos repositórios institucionais, critérios de relevância, customização de interface,
recursos de web 2.0, entre outros. Os dois últimos itens do questionário eram
abertos para que o desenvolvedor, a empresa , ressaltasse os principais
diferenciadores do seu produto no mercado e uma área para as observações que
achassem necessárias.

SERViÇO DE DESCOBE RTA

16 Corro e feila a carga dos meladados da
ooogal"iamenle? Z39.50. ISO 2709?

Nome:

~blioleca?

Que f",malo devem ler

17 No caso de metadaoos du~icados - o qJe é feH o- descreva (são criaoos
supermeladados, são apresenladas looos ()l reg5tros. ele. )

Empresa:

Data:

18 CorrKl se da a cQ01)atialidade co m o si stema local da biblioteca pa-8
visualização 00 registro, disporlbilidade, reserva, etc. Experiências com
pergamum e Aleph?

1 Qua nt as instituições uti lizam? Qual natureza e tamanho?

2Websnes de bitj iotecasque utilizam

19 Quento do corteúdo da CAPES é poS3ÍVel ilclur no índice único?

3 Descreva de forma geral como funcion a o serviço - criação de índice único,
web services. metabusca combinada

20 Corno funciona, fale um pouco, descreva, a relação do serviço com os
edtore s e agegadores que perrntem a coleta dos seus meta dados. Algum
contraio de exclualvllade? Algum edilouageg ador importanle ausenle?

4 Corno é composto o !=teço - número de regs1ros, número de
alUnosJprofessores?

21 Qual o nível de metadaoo que o serviço de descoberta te m acesso ?

5 Pre ço para consórcio? Compra conju nta?

22 Alg uns lens possuem meladados rrínimos, como o serviço de descoberta

6 Ê possível parcelamento no pagamento?

lar para ~e estes itens também sejam re::uperados e não "'deseap-areçam' no

resufiado da pesqJisa?

7 Há clferença entre o custo inicial de implementação e os anos
subseqüentes?

23 É possível a busca no lexlo cOfll)leto? OUal a percenlagem de ilens

8 Quais ~d· on seNices são oferecidos para que a plataforma funcione na sua
melhor performance?

ndexac10s em texto cOrlllleto?

24 O serviço uUiza um serviço de busca federada

sim~laneamente?

9 Tempo para implantação?
25 O serviço illclu bases de daoos de aces!:O aberto sem irtluenciar no preço?

26 É possível ler lens de outras ~bNolecas e reposilórios disponibiizados no

10 Suporte - icloma, horário - (descrever em linhas gerais como funciona e o
que estâ e o que não está incl uído)

meu ínclce?

11 Suporte inicial na implementação

27 O'ilérios de relINãncia
28 Dalalalualdade - é um falor com mai'" lESO para certos lipos de maleriais,

12Treinamenl0
13 Manutenção do sistema - adquiri uma nova base de d3dos, como devo
proceder para inclu í-Ia no serviço de descoberta?
14 Que serviços cabem a biblioteca e quais ao serviço de descoberta na
manutenção?

como notícias de jornais?

29 A bibl~leca pode irfkJendar no crléno de retevânda, podenoo, por
exemplo, atribuir umpeso mai" aos ilens do caiáiogo local ou idioma?
30 CorJ'KJ os itens 00 catalogo permanecem visíve is?
31 De screva o QUe é apresentado Quando nenhum resuR ado é recuperado na

busca

15 Estatíst icas- quais? COUNTER?

Figura 2 - Questionário parte 1

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32 Como funciona a autenticação do uSLÉ.rio - o que é visto se m autentica ção?
O que é visto com a autenticação?

33 Lin k resower - fun cio na com quais?
34 custornização da interface - come nte sobre to das as possibilidades renome ar o serviço , custornizar cabeçalh o e rodapé, esquema de cores, quais
fa cetas de cluster disponi bi lilar, definir novas facetas, incluir a caixa de busca
em qualquer outra pag ina, defin ir bases de dados como relevantes para um
determinado tóp ico faze ndo com que apareça logo no inicio
35 Descreva quais recursos de we b 2.0 estão disponíveis -t agging e como

recuperá-Ias e se a biblioteca tem algum contro le sobre ela , ratings, reviews,
face boo k, twitter, etc.

36 É po ssível usuário criar uma conta ? Ca&gt;o pOSITivo o que pode ser feIT o descreva - salvar resu~ados de pesquisa, serv iços de alerta, etc.

3? É possível criar algum tipo de serviço de alerta para pesquisa, ou título de
periódcos, et c, qual ?
38 É possível exportar resultados para gerenciadores de referências?
En cf\loteWeb?

39 Principais d ferenciadores do seu proruto no me rcado.

400bseIVações

Figura 3 - Questionário parte 2

O questionário foi enviado as 5 empresas para que fosse respondido e devolvido,
dentro de um prazo estipulado.
Todo o material foi analisado e discutido entre as equipes das três Universidades em
diversas reuniões, possibilitando não só conhecer melhor as ferramentas, mas a
própria tecnologia subjacente,
Após a devolução do questionário, foi criada uma planilha (Figura 4), de forma que
fosse possível visualizar de forma rápida algumas características, consideradas mais
relevantes , como criação somente de índice único, cobertura do Portal CAPES ,
suporte em português, possibilidade da biblioteca interferir no critério de relevância
da ferramenta , entre outras, e diferenças básicas entre os produtos, incluindo custo.

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ITEM/SERViÇO

ED SIEBSCO

ENCORE

PRI MO

SUMMON

WORLDCAT/OCLC

Cria in dice único

Utiliza busca federada
Utiliza web selVice
' Percentual de co nteúdo do
Portal CAP ES coberto no
índice
Percentual de co nteúdo do
Portal CAP ES coberto por
busca fe de ra dalweb selVice
,Compartilha OPACS
Inclui link resolver
Recursos de web 2.0 (ta gs ,
come ntári os , ran king, etc.)
Possibilidade de alterar
critério de rel evâ ncia

' Criação de conta por parte
do usuário
I Exporta res ultados para
EndNoteWeb
I mp lanta ção~re iname nto em
portugu ês
Suporte em português
Tempo implantação
Custo indMdual
Custo compra em
consó rcioJconjunto

Figura 4 - Modelo de Planilha

Paralelamente, foram postadas mensagens em listas de discussão internacionais,
visando obter feedback de universidades que já utilizam serviços de descoberta, e
realizado acompanhamento da literatura internacional sobre a avaliação dos
serviços e suas evoluções, já que são ferramentas que estão ainda em pleno
desenvolvimento e com pouco tempo de uso nas instituições que já as adotaram .
A seguir, são apresentadas, de forma resumida, características básicas de cada
serviço, extraídas das respostas ao questionário. Ressalta-se que novas
implementações são lançadas em curto espaço de tempo, portanto algumas
ferramentas podem já apresentar novas funcionalidades :
a) EBSCO Discovery Service (EDS), desenvolvido pela EBSCO, utiliza o sistema
de índice central combinado com busca federada; utiliza interface
EBSCOHost já conhecida no mercado; tempo de implantação em torno de 3
meses; suporte em português e inglês; "de-duplica" registros, mostrando o
que reúne mais informações sobre o item; faz pesquisa no texto completo; a
compatibilidade com o OPAC da biblioteca através do Z39.50, MARC21
protocolos OAI para repositórios; cobertura do Portal CAPES feita
parcialmente via índice central e via busca federada ; é possível a biblioteca
influenciar no critério de relevância ; possui recursos para criação de conta,
através do EBSCOHost, para salvar resultados de pesquisa , artigos, etc. e
serviço de alerta ; o principal diferencial apresentado pelo desenvolvedor foi a
relevância dos resultados, uma vez que tem os melhores e mais completos
metadados indexados. A EBSCO foi a única empresa que ofereceu criar um
índice para um período de avaliação;

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b) ENCORE, desenvolvido pela empresa Innovative, utiliza índice central para
descoberta de itens locais e web services e busca federada para recuperar
artigos; implantação em torno de 3 meses; quanto ao suporte, foi informado
que português é um dos idiomas suportados pela Innovative; de-duplica
registros, mas não cria super metadados; faz pesquisa no texto completo; os
dados do catálogo devem ser compatíveis, preferencialmente, com ISO 2709
e MARC e protocolos OAI; cobertura do Portal CAPES e outras bases - só é
possível fornecer acesso a até 150 recursos; são utilizadas abas diferentes
para apresentar itens do catálogo e itens de bases de dados; grande
possibilidade de customização da interface; vários recursos de Web 2.0, como
tagueamento, ratings, resenhas, entre outros; é possível criar contas e utilizar
serviços de alerta; os principais diferenciadores foram neutralidade em
relação ao conteúdo, destaque para os itens do catálogo local,
funcionalidades de web 2.0, flexibilidade na personalização da interface,
atendimento ao cliente;
c) PRIMO, da Ex Libris, trabalha com índice central e busca federada ;
implantação em torno de 6 meses, variando quanto ao porte e a natureza da
instituição; suporte em português, no Brasil , e, quando necessário, suporte da
matriz, a equipe no Brasil faz a intermediação; de-duplica registros, criando
super registro e utiliza recursos do FRBR; dados dos catálogos em MARC
XMl e UTF-8; cobertura do Portal CAPES via índice central e busca federada ;
é possível influenciar nos critérios de relevância; é possível para o usuário
criar conta, salvar pesquisas, criar tags, entre outros recursos; a empresa
destacou 9 itens como diferenciais, entre eles agrupamento de títulos
utilizando recursos de FRBR, o serviço bX de recomendação de artigos,
classificação (ranking) de resultados;
d) Summon , desenvolvido pela Seriais Solutions, ProQuest, trabalha somente
com índice central ; implantação em 3 meses; de-duplica registros e cria
registros enriquecidos; suporte em português/inglês; carga dos metadados da
biblioteca em MARC21, UTF-8; 93% do conteúdo CAPES coberto no índice
central ; é possível busca no texto completo; não oferece recursos de web 2.0;
é possível criar alertas via RSS ; a empresa destacou 15 itens como
diferenciais, entre eles - ser o único que trabalha somente com índice
único/central, possuindo o maior índice unificado do mercado mundial,
recurso de recomendação de bases de dados, recebeu o prêmio CODiE
2011, como melhor ferramenta de busca, pela Software &amp; Information Industry
Association , nos EUA;
e) WorldCat local, da OClC, combina índice central e busca federada ;
implantação em torno de 3 meses; suporte em português e inglês; para carga
dos metadados da biblioteca - formato MARC; não pesquisa no texto
completo; é possível utilizar tags, rankings e criar conta para gerenciar suas
pesquisas, serviços de alerta ainda não estão disponíveis; como diferenciais
destacou neutralidade em relação ao conteúdo e a oportunidade da biblioteca
fazer parte da rede mundial da OClC.

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Todos os serviços foram oferecidos dentro do conceito de computação em nuvem
(clouding computing) , onde o acesso a programas, serviços e arquivos é remoto,
através da internet e, portanto, a partir de qualquer lugar, a qualquer hora, não
havendo necessidade de instalação de programas locais.
Na PUC-Rio procurou-se, também, verificar e conhecer o comportamento do usuário
em relação a algumas questões que até então não haviam sido consideradas, como,
por exemplo, quantos usuários da Universidade possuíam contas nas plataformas
das bases de dados para criação de pastas e utilização de recursos adicionais
oferecidos, como salvar expressões de busca, resultados de pesquisa, entre outros.
Foi realizado também um levantamento dos títulos de periódicos com maior número
de downloads para verificar se estariam cobertos pelas ferramentas.
O tempo de implantação da ferramenta - em torno de três meses e a necessidade
da DBD em substituir seu serviço de busca federada no período de sua renovação fez com que o grupo - UFRJ, UNRIO e PUC-Rio, que possuem naturezas jurídicas
distintas, as duas primeiras são universidades públicas federais, e a PUC-Rio uma
instituição privada, seguissem em ritmos diferentes, com a PUC-Rio concluindo seu
processo de seleção já em dezembro de 2011, prevendo a substituição da
ferramenta - 360Search, no início de 2012.
O produto escolhido foi o Summon , da Seriais Solutions, pelas razões apresentadas
de forma resumida a seguir:
- empresa parceira da Instituição - PUC-Rio desde 2007/2008 com a ferramenta
360Search ;
- apontada como uma das melhores soluções, top services, na literatura e por
usuários espalhados pelo mundo;
- única ferramenta que trabalha somente com índice unificado, central, não combina
busca no índice com busca federada ;
- melhor relevância nos resultados em função do item anterior;
- cobre , em dezembro/2011 , 93% do Portal CAPES e conteúdos assinados pela
PUC-Rio individualmente;
- simplicidade da interface - "Google like", como os estudos mostram ser a demanda
dos usuários; as pesquisas realizadas com usuários PUC-Rio mostraram, também ,
baixo uso ou interesse por recursos como criação de pastas, salvar pesquisas,
alertas, etc.
- utiliza o modelo SaaS (software as a service) que soluciona algumas das
dificuldades e problemas do modelo de simples hospedagem, garantindo a
disponibilidade do serviço 99,9% do tempo, utilizando servidores redundantes
(mesmo durante o processo de manutenção do hardware ou atualização do
software , não há interrupção do serviço) ;
- custo.

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Foi feita assinatura por dois anos, uma vez que a experiência da DBD mostra que o
primeiro ano é utilizado para implantação e divulgação do novo serviço/ferramenta, o
segundo ano passa a ser o ano de uso "real" e efetivo, e, portanto, também, mais
adequado para avaliação.
Em dezembro de 2011 , as Universidades Católica de Brasília, UNB e UNICAMP já
haviam também assinado o serviço da Seriais Solutions.
No momento, abril de 2012, o Summon está em fase de implantação, com as bases
comerciais já reunidas no índice central e em uso interno pela equipe técnica do
Sistema de Bibliotecas. Algumas dificuldades, no entanto, foram encontradas para
incorporação dos dados do catálogo.

5 Algumas considerações
Para selecionar e avaliar produtos e serviços na área de informação, ou mesmo, em
qualquer área , é importante acompanhar o que está sendo dito sobre os mesmos,
ouvir a experiência de quem já utiliza e já passou pelo processo.
As empresas contatadas durante o processo de seleção foram extremamente
profissionais, mostrando que possuem não só interesse em trazer seus produtos
para o Brasil , como apresentam infraestrutura suficiente para atender o mercado. A
questão do suporte em português é muito importante e deve ser colocada como
ponto fundamental durante as negociações.
São apresentadas, a seguir, considerações relevantes de autores que acompanham
esses processos ou relatam suas experiências.
Para Breeding (2010), as ferramentas de descoberta estão ainda em seus estágios
iniciais e, embora o conceito seja bastante atraente, será somente através da
experiência positiva dos usuários que esses produtos irão provar seu valor. A
expectativa é de um contínuo desenvolvimento com o objetivo de melhorar a
cobertura de conteúdo, as possibilidades de refinamentos e as tecnologias de
recuperação.
Becher (2011) apresenta estudo realizado na American University no processo de
avaliação e seleção da ferramenta de descoberta. Eles partiram de um estudo das
preferências dos usuários para estabelecer os critérios necessários e fizeram
algumas constatações como a possibilidade de utilizar tags e fazer revisões como
características opcionais mais do que necessárias ou obrigatórias. Da mesma forma
como observamos o baixo uso pela comunidade PUC-Rio dos recursos de criação
de contas, pastas, etc., em bases de dados, apesar de amplamente divulgados e
apresentados nos treinamentos realizados , i.e., disponibilizar ou não esses recursos
não era um ponto importante na nossa avaliação.
Kenney (2011), comentando a experiência da Universidade de Liverpool e do
gerente de sistemas da biblioteca no processo de escolha de uma ferramenta de
descoberta, diz que não se trata de um produto ser melhor do que outro e sim do
que é mais adequado para sua biblioteca - é necessário observar, considerar, sua

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comunidade de usuários, sua coleção e sua missão. Cada instituição deverá fazer
sua própria escolha .
Na revisão apresentada por Thornton-Verna (2011), onde quatro bibliotecários falam
sobre quatro diferentes ferramentas adotas em suas instituições, vemos que para os
alunos de graduação das universidades americanas o serviço de descoberta
resolveu muito bem a necessidade de encontrar artigos relevantes sobre
determinado tópico para seus trabalhos acadêmicos, já para os alunos de mestrado,
o serviço de descoberta não funcionou como a solução mágica. Muitas vezes, as
bases de dados específicas em determinado assunto ainda atendem melhor as
necessidades de informação deste grupo. Por outro lado, parece que a ferramenta
atendeu muito bem as necessidades dos alunos de doutorado e professores que
tem familiaridade com pesquisas e tópicos bem específicos, mostrando-se útil para
localização de citações e interdisciplinaridade de temas que extrapolam a experlise
do professor, por exemplo.
Brubaker (2011), por outro lado, afirma que algumas bibliotecas estão coletando
informações do próprio site, como horário de funcionamento, localização, e reunindo
também no índice único, de forma que a ferramenta localize as informações, ou
ainda, todo tipo de informação que o usuário procura no site da biblioteca. Ele
apresenta, também, uma rápida revisão dos cinco sistemas citados nesse trabalho e
um modelo de planilha para ajudar na seleção e avaliação dos serviços.
Hawkins (2011) fornece uma visão geral do mercado dos serviços de descoberta
apresentados durante Simpósio realizado pela National Federation of Advanced
Information Services (NFAIS) , em setembro de 2011, e afirma que os critérios de
seleção de um serviço de descoberta são praticamente os mesmos utilizados para
outros produtos de informação, quais sejam , abrangência e cobertura de conteúdo,
riqueza e consistência de metadados, freqüência das atualizações, facilidade em
incorporar informações do catálogo, simplicidade da interface, suporte para
plataformas móveis e custo .
A NFAIS lançou , em janeiro de 2012 , esboço de um código de boas práticas para
serviços de descoberta, a ser revisto e desenvolvido pelas partes envolvidas. O
documento
pode
ser
consultado
em :
http://info.nfais.org/info/codedraftintroduction .pdf
A criação do índice central, único, com metadados das bases comercias não
apresenta dificuldade, apesar de ser necessário uma configuração precisa para que
o usuário não seja levado erradamente a uma página para acesso ao texto
completo, não tendo, no entanto, acesso ao mesmo.
A incorporação de metadados de sistemas brasileiros (OPACS) está sendo uma
nova experiência para essas empresas e, da mesma forma , para as empresas
nacionais está sendo um aprendizado, com algumas surpresas pelo caminho. O
período de implantação, por sua vez, pode se estender além do previsto .
Por fim , cabe ressaltar às instituições que pretendem oferecer uma ferramenta de
descoberta que as bibliotecas se diferenciam exatamente na prestação de serviços
que envolvem os conteúdos que oferecem , não só visando o acesso, mas auxiliando

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na pesquina, na indicação de fontes e na consulta a itens que extrapolam os limites
da coleção da biblioteca . A oferta de serviços como empréstimo entre bibliotecas e
comutação bibliográfica, entre vários outros, tornam-se fundamentais, adicionando
ainda mais valor ao serviço de descoberta.
Para Mathews (2012), estamos no momento ideal para lançar novos produtos,
programas e criar novas parcerias; a biblioteca não é um prédio, um site ou uma
pessoa - é uma plataforma para pesquisadores, professores, estudantes,
entusiastas da cultura e do saber que querem aprender e desenvolver novos
conhecimentos.

6 Referências
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Journal of Web Librarianship, v. 15, p.199-219, 2011 .
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                <text>A proliferação continua de fontes de informação em meio digital em conjunto com usuários familiarizados com sistemas de pesquisa como Google contribuem para que as bibliotecas busquem, constantemente, melhores ferramentas para gerenciar e disponibilizar seus ricos acervos – tanto digitais, quanto físicos. São apresentadas as metodologias dos serviços de descoberta na web disponíveis atualmente no mercado. É apresentada a Divisão de Bibliotecas e Documentação (DBD), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), infraestrutura, serviços e público que atende e seu processo para selecionar uma ferramenta de descoberta. São apresentadas informações gerais sobre as empresas analisadas e algumas considerações importantes a serem observadas quando em um processo de avaliação.</text>
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                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
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CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS
Experiência como projeto de extensão da Biblioteca da Unesp, Câmpus
de Rio Claro
Cristina Marchetti Maia 1, Renan Carvalho Ramo~' Vivian Rosa
Storti1
1Bibliotecária, Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista , Rio Claro, São Paulo
2Supervisor Técnico de Seção, Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista , Rio
Claro, São Paulo

Resumo

o presente trabalho visa apresentar a metodologia adotada pela Biblioteca da
Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Câmpus de Rio Claro para capacitação de
seus usuários em 2011. Esta atividade foi desenvolvida pela Seção Técnica de
Referência e Atendimento ao Usuário e Documentação (STRAUD) como parte de
um projeto de extensão, no qual foram realizados treinamentos promovendo a
capacitação dos usuários quanto ao uso das normas da Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT) para normalização de trabalhos acadêmicos e ferramentas
do editor de texto Microsoft Word . O desenvolvimento dos treinamentos justifica-se
pela necessidade apresentada pelos alunos quanto à manipulação dos recursos
apresentados, sua vital importância para o meio acadêmico, assim como ser
constituída de uma meta a ser cumprida no plano de gestão de bibliotecas da rede
Unesp proposta pela Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB). Os treinamentos
foram oferecidos em sete turmas ao longo do período letivo e avaliadas a partir da
tabulação das respostas obtidas com a entrega de um questionário composto por
sete perguntas. Com base na análise dos questionários, na facilidade com relação
ao atendimento e na constante procura pelas capacitações, considera-se essa
experiência positiva e importante para a instituição no que diz respeito ao incentivo
quanto ao uso de recursos para padronização de trabalhos acadêmicos resultando
em uma maior visibilidade da Universidade.
Palavras-Chave:
Competência informacional; Capacitação de usuários; Treinamento; Serviço
de Referência e Informação; Normalização.

Abstract
The present paper presents the methodology used by the library of the
Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Campus de Rio Claro to train their users in
2011 . This activity was developed by the Technical Section of the Reference and
User Services and Documentation (STRAUD) as a part of an extension project, in
which was held workshops and training programs, promoting the training of users on

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the use of rules of the Brazilian Association of Technical Standards (ABNT) for
standardization of academic works and Microsoft Word tools of text editor. The
development of the workshops is justified by the need presented by the students
regarding the handling of appeals, it's vital importance to the academic, as well as
being a goal to be fulfilled in the library management plan of the Unesp, proposed by
the Libraries General Coordinator (CGB) . The offered workshops were done in seven
classes throughout the semester and evaluated from the tabulation of the answers
obtained with the delivery of a questionnaire composed of seven questions. Based on
the analysis of the questionnaires, at easy about the care and the constant demand
for skills, this experience is considered positive and important to the institution as a
concern to incentive for the use of the resources for standardization of academics
works resulting in a greater visibility of the university.

Keywords:
Information Literacy; Training of users; Training ; Reference and Information
Service ; Standardisation .

1 Introdução
Nos últimos anos, a revolução digital tem demonstrado ter força suficiente
para transformar os padrões de comportamento da sociedade, refletindo em um
público cada vez mais exigente. Inserida nesse contexto, as bibliotecas
universitárias, que tem como compromisso, disseminar informação e educação para
uma comunidade científica , devem ficar atentas para essa transformação e propor
novos produtos e serviços que atendam as atuais necessidades de seus usuários.
A Biblioteca da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Câmpus de Rio Claro
surgiu juntamente com a Faculdade de Filosofia , Ciências e Letras de Rio Claro em
1957, passando a funcionar efetivamente a partir de 1958 (SILVA, RIBEIRO,
GERARDI, 2002) . Atualmente a Biblioteca atende a um total de dez cursos de
graduação e dezesseis programas de pós-graduação, ocupa uma área de 1800
metros quadrados, sendo que esse espaço é dividido entre acervo, salas de estudo,
mesas de estudo, anfiteatro, salas de trabalho e salas de pesquisa com
computadores para elaboração de trabalhos e acesso a bases de dados. O acervo é
composto por 86.937 itens de materiais bibliográficos, 182.703 fascículos de
periódicos, além de outros materiais como mapas, DVDs, entre outros. O horário de
funcionamento da biblioteca é de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h e aos
sábados das 9h à 13h.
O Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação (STBD) é subordinado
tecnicamente a uma central com sede na cidade de São Paulo e com um escritório
na cidade de Marília, denominada Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB) , cujo
objetivo é "gerenciar o funcionamento sistêmico da Rede de Bibliotecas da Unesp,
aprimorar e promover a política informacional da Universidade" (UNIVERSIDADE. .. ,
[20--]b). O STBD possui em seu organograma, além da diretoria de serviço, duas
seções técnicas, a saber: Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação
(STATI) , que conta , atualmente, com quatro bibliotecários, quatro assistentes de
serviços de documentação, informação e pesquisa e um supervisor técnico, esta
seção é responsável pela compra e tratamento dos itens da biblioteca ; e a Seção
Técnica de Referência, Atendimento ao Usuário e Documentação (STRAUD).

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A STRAUD, atualmente, possui em seu quadro uma equipe de três
bibliotecários, nove assistentes de serviços de documentação, informação e
pesquisa, um supervisor, além do apoio de dois assistentes administrativos. Dentre
as atribuições dessa seção estão à realização de orientações e treinamentos sobre
normalização documentária, fontes de informação em ciência e tecnologia, além de
orientação sobre o uso de ferramentas para a elaboração e organização da
documentação científica . Dentre os treinamentos ofertados, estão os individuais ou
em grupos; treinamentos diários, assim como orientações em grupos agendados
previamente por docentes.
Diante do papel que a biblioteca deve representar em um ambiente
acadêmico, sendo "disponibilizar a informação, apoiando as atividades de ensino,
pesquisa e extensão, contribuindo para a melhoria de vida do cidadão"
(UNIVERSIDADE ... , [20--]a) do número de alunos no câmpus e da importância de
que possuam conhecimento adequado na realização de trabalhos científicos,
possibilitando o aprimoramento de suas atividades, a biblioteca buscou formas de
melhor preparar os usuários para a realização de pesquisas acadêmicas, logo, nos
dois últimos anos, foram organizados e executados cursos, que desde 2011 fazem
parte do projeto de extensão da Universidade, cujo objetivo é capacitar e orientar
pesquisadores no uso das normas da ABNT sobre informação e documentação, de
ferramentas computacionais para organização da pesquisa científica , referências
bibliográficas e citações.
A STRAUD tem concentrado seus esforços em promover a capacitação dos
usuários no uso das fontes e normas promovendo sua competência informacional,
sendo assim, esse trabalho tem por objetivo apresentar a metodologia adotada por
uma biblioteca universitária no desenvolvimento de treinamentos de um curso de
extensão para capacitar seus usuários para o uso das normas da ABNT e
ferramentas do Word, bem como objetiva apresentar dados estatísticos desses
treinamentos e os resultados obtidos, refletindo em trabalhos e publicações com
qualidade para a Universidade. Esse trabalho justifica-se, pois, como é previsto no
Plano de Gestão desenvolvido pela CGB, é pertinente à biblioteca:
Promover treinamentos e capacitações dos usuários/alunos de
graduação, para o acesso e uso de materiais bibliográficos
impressos, eletrônicos e digitais, visando desenvolver no aluno a
competência
e
autonomia
informacional. [.. .] Promover treinamentos e capacitações dos
usuários/alunos de pós-graduação, para o acesso e uso de materiais
bibliográficos impressos, eletrônicos e digitais, visando desenvolver
no aluno a competência e autonomia informacional. [.. .] Colaborar
com a melhoria da qualidade das revistas científicas produzidas nos
programas de pós-graduação da Unesp, no que tange aos aspectos
de transição do formato impresso para o formato eletrônico,
normalização e indexação em bases de dados nacionais e
[... ]
internacionais
[ .. .].
Implantar serviços e produtos especializados para os grupos de
pesquisa, de forma a oferecer um diferencial para este público [... ]
(UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA, 2009, p. 11-22).

Logo, é de responsabilidade da biblioteca a capacitação dos alunos do
câmpus, no qual essas atividades servem de aprimoramento ao aluno na busca por

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informações que lhe diz respeito, proporcionando respostas rápidas e pertinentes à
pesquisa .
2 Revisão da Literatura
As bibliotecas universitárias baseiam seus objetivos no suporte às atividades
de ensino, pesquisa e extensão da universidade ao qual estão inseridas. Dentre os
serviços que a biblioteca oferece está o Serviço de Referência e Informação (SRI)
que "serve como um mediador entre o conhecimento disponibilizado e o usuário que
fará uso desse conhecimento" (JESUS ; CUNHA, 2012, p. 113). O SRI concentra
suas atividades em tarefas de atendimento ao usuário, como balcão de empréstimo
e devolução de obras, cadastro de usuários, empréstimo entre bibliotecas (EEB),
comutação bibliográfica (Comut), capacitação para uso de recursos informacionais,
bem como elaboração de instruções com relação aos serviços e produtos da
biblioteca e materiais para auxílio à pesquisa e normalização acadêmica .
A qualidade dos serviços oferecidos na biblioteca universitária pode
ser um fator de determinação da qualidade dos serviços oferecidos
na universidade como um todo. Assim, para fazer jus ao seu papel de
espelho da universidade, a biblioteca deve estar sempre atenta para
responder com qualidade as demandas informacionais de seus
clientes além de, muitas vezes, se adiantar e prover essa demanda.
(RAPOSO; EspíRITO SANTO, 2006, p. 90).
Com as mudanças advindas das tecnologias de informação e comunicação
(TIC) e a incorporação de tais tecnologias em suas atividades, a biblioteca
tradicional tem passado por constantes transformações. Nesse cenário de
mudanças, é fundamental que os bibliotecários de adaptem a esse contexto e
passem a utilizar outras ferramentas denominadas de biblioteca 2.0 visando facilitar
a criação de conteúdo de forma colaborativa e que apresentam maior visibilidade na
internet, auxiliando no processo de orientação e divulgação de produtos e serviços.
Dentre esses recursos estão vídeos, slides, bookmarks (favoritos), redes sociais,
twiter, blog, RSS feeds e comunicação instantânea.
O intenso volume de publicações online e a facilidade no acesso à internet
têm reafirmado o papel da biblioteca no auxílio e apoio ao processo educacional, ou
seja, como acessar e fazer uso da informação, o que implica diretamente no trabalho
educativo, capacitando a comunidade usuária quanto ao uso dos recursos
informacionais disponíveis para eles.
Posto isso, cada vez mais programas de divulgação e treinamento
são fundamentais para otimizar o uso das TICs, não só para facilitar
o acesso ao manancial de informações disponibilizadas pela Internet,
mas, sobretudo, para tornar os indivíduos competentes em
informação. A função da biblioteca, juntamente com seus
profissionais, é de criar novas formas de mediação, no sentido de
orientar e estimular as competências dos usuários na identificação de
seus problemas/necessidades de informação, no acesso, na
avaliação e no uso das informações disponíveis na Internet. (LOPES;

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SILVA, 2007, p. 37).

Ainda relacionado ao atual papel do bibliotecário, Grogan (1995, p. 34)
reafirma que "Mesmo os bibliotecários que se ocupam de outras atividades
geralmente estão de acordo que o serviço de referência é matéria que jamais deverá
ser omitida da formação profissional dos bibliotecários". Ele destaca a importância
com a educação dos usuários das bibliotecas, ou instrução bibliográfica e coloca o
serviço de referência em seu sentido mais amplo incluindo tanto as funções
informacionais quanto às instrucionais. É importante que o profissional bibliotecário
reflita sobre esse seu papel que está cada vez mais evidente, tendo em vista o
grande número de repositórios, bases de dados e bibliotecas digitais existentes
atualmente.

3 Materiais e Métodos
Considerando a importância da capacitação de usuanos pela STRAUD,
atualmente, na Biblioteca do câmpus de Rio Claro, são ofertados treinamentos
individuais e em grupos, a fim de suprir com as exigências informacionais da
comunidade acadêmica. Há oferta de treinamentos diariamente, ou seja, de
segunda-feira a sexta-feira , que podem ser agendados previamente pelo site em
dois horários, a saber: às 13h ou às 18h. Para este treinamento, o aluno deve
preencher, em um formulário online, a data e o horário preferido, bem como seus
dados pessoais e o assunto que deseja que seja abordado (bases de dados, normas
da ABNT, gerenciador bibliográfico e outros).

Figura 1 - Formulário de agendamento

unesp•

U~IVERSlDADEeSTADUALPAUUSTA
"JUUO DE MESQUITA FIUiO·
Câmpus de Rio Claro

Página inicial
lnstitucionlll

Horá rio
LocatizlIçiio

TREINAMENTO DE USUÁRIOS EM BASES DE DADOS
Agendamento

U~uArlo

Acervo

Serviços
Fontes de Infor mação
( Mapa da mina)

o treinamento é realizado na Sala de Pesquisa 2, da Bibl ioteca do Càmpus Bela Vista.
Número mâximo de usuários por turma : 6 (SEIS).
• Data{Hora:
- Nome:

Norm1l5 ABNT

- Cursa

Tutoriais

'" Telefone ou e-mail:
.. Bases de dados:

BRCdigit@/

~

---------=:::J==;

Eventos

OPções:

CG.

ou VPN)

ContDto

- Porta! da c.~pes e Portal da Pes4uisa (Bdses referenciais e de texto compkto de acesso restrito Ufl€SP
-

&amp;is@sd@ t@xtocomp{@tv grtltuiti'is

Bdses de teses e dJssertaçôes efetrónlcas gratlJltas
UVros eletrônicos gratuitos e de acesso resmto Un€Sp OIJ VPN
Gerenciador de Referências - EndNote Web
SeNlços oferecidos pela Bib(iotecà
Ferramenta de detecçJo de pláOIO Tumltin (para docenres e pós-Draduandos)

[S,"',, [

Fonte: (UNIVERSIDADE ... , [20--]c) .

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Com relação aos treinamentos em grupos, são realizados mediante
solicitação do docente durante o ano letivo, onde o conteúdo e a duração são
discutidos entre o professor e os funcionários da biblioteca , verificando qual a opção
que melhor se adequa ao cronograma da disciplina. Nos dois últimos anos, a
Biblioteca inseriu este programa de treinamento como projeto de extensão junto a
Pró-Reitoria de Extensão Universitária (proex).
A vantagem dos treinamentos pertencerem a um projeto de extensão reside
no fato de que este tipo de atividade, além de emitir certificados de participação,
oferece maior visibilidade no meio acadêmico, uma vez que está institucionalizado e
conta com o apoio de um docente.
A iniciativa do projeto partiu da diretoria do STBD, que realizou convite para
um docente ser o responsável, após aceitação do docente, foi elaborado um projeto
com o plano do curso, indicando o conteúdo e sua duração, este projeto foi avaliado
e aprovado pelo conselho departamental ao qual o docente está alocado, ficando
então cadastrado junto à Proex.
O planejamento, sendo: dias, horários e conteúdo foram decididos mediante
discussão entre os bibliotecários da STRAUD e por eventuais sugestões dos alunos.
Entretanto, os tópicos mais abordados foram conceitos de normalização e
formatação de trabalhos acadêmicos.
Os treinamentos foram ofertados durante o período letivo de 2011 , seguindo
cronograma previamente elaborado no início de cada semestre. Após cada curso,
foram distribuídos questionários composto por sete questões relacionadas aos
conhecimentos prévios do usuário em relação à temática e opinião sobre à
apresentação, duração, conteúdo abordado e importância. Posteriormente, as
respostas foram organizadas estatisticamente a fim de obter dados para melhoria
constante dos treinamentos. Periodicamente, o conteúdo é reformulado e são
analisadas as respostas obtidas como forma de acompanhamento dos resultados
dos cursos. Os questionários foram entregues para todos os participantes, sendo
coletadas 88 respostas.
Os treinamentos foram ofertados no anfiteatro da biblioteca, os bibliotecários
da STRAUD se intercalaram para realizar as apresentações que foram elaboradas
no software Microsoft Power Point.
Para divulgação do projeto de extensão foi elaborado um banner contendo os
dados do evento (datas, duração, horários realizados e conteúdo) e das inscrições,
este banner foi exposto nos lugares com maior fluxo de pessoas como o
Restaurante Universitário (RU). Folhetos impressos em papel A4 também foram
fixados nos murais espalhados pelo câmpus. Outra forma de divulgação foi à
elaboração de um e-mail convidando toda a comunidade acadêmica a inscrever-se
no curso. Além disso, as informações do treinamento foram disponibilizadas em uma
TV localizada no interior da biblioteca .
Como material de apoio, os participantes do curso contam com apostilas,
vídeos tutoriais disponíveis no canal da Biblioteca no YouTube, apresentações
disponíveis no SlideShare e no site da Biblioteca, e outros links como, tutoriais e
fontes de informação pertinentes à realização de pesquisas científicas e trabalhos
acadêmicos. Todos estes recursos podem ser acessados pelo site da Biblioteca.

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4 Resultados
Houve no total sete treinamentos somando 88 participantes, uma média de
um pouco mais de doze participantes por treinamento. Dos 88 participantes 47 eram
alunos de graduação, 33 da pós-graduação, um docente e um funcionário técnicoadministrativo . A Tabela 1 apresenta detalhadamente os dados de cada um dos
treinamentos com o número de participantes de cada categoria .
Tabela 1 - Público dos treinamentos

I SEME STRE
1° sem .

FUNC~
4

DATA
12 e 13/04
27 e 28/04
11 e 12/05

PERioDO
Diurno
Diurno
Diurno
Diurn o -

PARTICIPANTES
11

GRAD

PG

DOC

5

4
28

1
14

2
3
14

O
O
O

4

04~ un

Sa b.

21

14

7

O

O

5

30/08 e
01 /09

Noturno
Diurno -

9

4

3

O

2

Sab.

11

O

O

4
88

7
2
47

4

Diurno

O

1
1

1
7

ORDEM
1
2
3

2° se m .

6
7

10/s et.
14 e 15/09

Tota l

33

O
O

I

Fonte: Elaborado pelos autores.

Quando os participantes foram questionados sobre a compreensão do assunto
tratado em cada um dos treinamentos, 100% deles responderam "Sim", que conseguiram
compreender o assunto, conforme é apresentado no Gráfico 1.

Gráfico 1 - Compreensão dos participantes
Compre ensão do assunto

0%
C Sim

. Não
Clndiferente

100%

Fonte: Elaborado pelos autores.

Em relação a clareza na exposlçao do assunto pelos bibliotecários, 100% dos
participantes consideraram que a apresentação foi clara. O Gráfico 2 ilustra essa situação.

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�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Gráfico 2 - Clareza na exposição do assunto
Clareza na exposição do assunto

0%
C Sim

. Não
D lndiferente
100%

Fonte: Elaborado pelos autores.

Em relação ao conteúdo apresentado, 36% dos participantes consideraram
"Excelente", enquanto 64% consideram "Bom". Nenhum participante considerou o conteúdo
apresentado "Regular" ou "Ruim" o que pode demostrar que e os assuntos tratados foram
pertinentes.

Gráfico 3 - Avaliação do conteúdo apresentado
Conteúdo da Apresentaçã o

c Ruim
D Regular
C Bom

. Excelente

Fonte: Elaborado pelos autores.

o Gráfico 4 apresenta as respostas sobre a didática da apresentação dos
treinamentos em que 64% dos participantes consideram "bom" e 36% "excelente",
nenhum dos participantes considerou a didática ruim ou regular, sugerido que a
didática utilizada pelos bibliotecários foi eficaz.

1637

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

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Trabalho completo

Gráfico 4 - Avaliação da didática da apresentação
Didática na apresentação

0%

0%
DRu im
DRegular
DBom
. Excelente

Fonte: Elaborado pelos autores.

Quando questionados sobre os conhecimentos prévios em relação a temática
que seria abordada nos treinamentos, nenhum dos participantes respodeu que
possuía conhecimentos "amplos" sobre o tema, enquanto 9% possuiam
conhecimentos "razoáveis", 45% reponderam que tinham "poucos" conhecimentos e
46% disseram que não possuiam nenhum conhecimento sobre assunto. O Gráfico 5
apresenta a reposta dos participantes em relação aos conhecimentos prévios sobre
o tema .
Gráfico 5 - Avaliação dos conhecimentos prévios
Conhecimentos prévios

0%
CNenhum

CRazoáveis
CAmplos

Fonte: Elaborado pelos autores.

5 Considerações Finais
Nota-se ao longo deste período em que os treinamentos foram ofertados,
houve uma diminuição no atendimento de dúvidas ligadas à normalização e
formatação de trabalhos acadêmicos assim como grande interesse por parte dos
usuários pelo assunto. Este trabalho de capacitação tem como finalidade aprimorar

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�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

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Trabalho completo

as publicações científicas da Universidade que refletirá no desenvolvimento de
trabalhos padronizados e com qualidade na Unesp.
Com a realização dos treinamentos pretende-se, reafirmar o papel e a
importância da biblioteca no contexto acadêmico, cumprir com as metas propostas
no plano de gestão da CGB , e aproximar cada vez mais os usuários da biblioteca,
tendo em vista o foco da STRAUD que é o atendimento ao usuário e a divulgação de
produtos e serviços. Essas atividades, como parte de um projeto de extensão da
Universidade, também garantem maior visibilidade e reconhecimento dentro da
instituição.
Devido à aceitação e constante demanda pela comunidade acadêmica, temse investido no desenvolvimento da competência informacional e neste ano foram
propostos novos cursos para capacitação em continuidade ao programa de
treinamentos da Proex.
Está em andamento o Projeto de Extensão 2012, cuja duração é de um total
de 6 horas divididas em quatro dias, com um total de 55 pessoas inscritas no
primeiro curso, sendo que as inscrições foram realizadas no próprio site da
Biblioteca; o conteúdo a ser apresentado é normalização, editores de texto,
gerenciadores bibliográficos, fontes de informação e bases de dados. As normas
apresentadas serão Norma ABNT de citação 10520:2005 , Norma ABNT de
referência 6023 :2003, Norma ABNT formatação de trabalhos acadêmicos
14724:2011, o gerenciador utilizado é o EndNoteWeb, software online fornecido pela
empresa Thomson Reuters e as bases de dados escolhidas são as mais solicitadas
pelos alunos, fazendo uso também do Portal de Periódicos da Capes e do
Parthenon , novo catálogo da rede de bibliotecas da Unesp.
6 Referências
GROGAN , D. A prática do serviço de referência . Brasília, DF : Briquet de Lemos,
1995.
JESUS, D. L. de; CUNHA, M. B. d. Produtos e serviços da web 2.0 no setor de
referência das bibliotecas. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo
Horizonte, v.17, n.1, p.11 0-133, jan./mar. 2012 . Disponível em :
&lt;http ://www.scielo.br/scielo.php?script=scLarttext&amp;pid=S 141399362012000100007&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt&gt; . Acesso em 20 abro2012 .
LOPES, M. 1.; SILVA, E. L. da. A internet e a busca da informação e comunidades
científicas: um estudo focado nos pesquisadores da UFSC. Perspectivas em
Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.12, n.3, p.21-40, set./dez.2007.
Dispon ível em : &lt; http://dx.doi.org/1 O.1590/S 1413-99362007000300003&gt;. Acesso em :
25 mar. 2012 .
RAPOSO, M. de F. P; ESPíRITO SANTO, C. do. Biblioteca universitária proativa.
Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, vA, n.1,
p. 87-101, jul./dez. 2006. Disponível em : &lt;
http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/index.php/sbu_rci/article/viewFile/350/232&gt;
Acesso em: 20 mar. 2012.

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Trabalho completo

SILVA, O. A. da ; RIBEIRO, M. A. H. W.; GERARDI, L. H. O. Mosaico iconográfico
do Instituto de Biociências da UNESP Câmpus de Rio Claro. Rio Claro: Unesp,
2002 .
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA (UNESP) . Coordenadoria Geral
deBibliotecas. Plano de desenvolvimento para rede de bibliotecas da Unesp
(PDB) 2009-2012. 2009. Disponível em : &lt;
http://www.biblioteca .unesp.br/portal/arquivos/20090528_135837.pdf&gt; . Acesso em :
10 abro2012 .
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA (UNESP) . Coordenadoria Geral de
Bibliotecas. Sobre a CGB. [20--]a. Disponível em :
&lt;http ://unesp.br/cgb/conteudo .php?conteudo=484&gt; . Acesso em : 27 mar. 2012 .
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA (UNESP) . Serviço Técnico de Biblioteca e
Documentação. Nossa missão. [20--]b. Disponível em : &lt;
http://www.rc.unesp.br/biblioteca/interna_geral.php?cod=OO3&gt; . Acesso em : 23 mar.
2012 .
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA (UNESP) . Treinamento de usuários em
bases de dados. [20--]c. Disponível em : &lt;
http://www.rc.unesp.br/biblioteca/interna_treinamento.php&gt; . Acesso em : 24 mar.
2012 .
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA (UNESP) . Campus Rio Claro. 2012 .
Disponível : &lt;http://www.rc.unesp.br/&gt; . Acesso em : 23 mar. 2012 .

1640

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O presente trabalho visa apresentar a metodologia adotada pela Biblioteca da Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Câmpus de Rio Claro para capacitação de seus usuários em 2011. Esta atividade foi desenvolvida pela Seção Técnica de Referência e Atendimento ao Usuário e Documentação (STRAUD) como parte de um projeto de extensão, no qual foram realizados treinamentos promovendo a capacitação dos usuários quanto ao uso das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para normalização de trabalhos acadêmicos e ferramentas do editor de texto Microsoft Word. O desenvolvimento dos treinamentos justifica-se pela necessidade apresentada pelos alunos quanto à manipulação dos recursos apresentados, sua vital importância para o meio acadêmico, assim como ser constituída de uma meta a ser cumprida no plano de gestão de bibliotecas da rede Unesp proposta pela Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB). Os treinamentos foram oferecidos em sete turmas ao longo do período letivo e avaliadas a partir da tabulação das respostas obtidas com a entrega de um questionário composto por sete perguntas. Com base na análise dos questionários, na facilidade com relação ao atendimento e na constante procura pelas capacitações, considera-se essa experiência positiva e importante para a instituição no que diz respeito ao incentivo quanto ao uso de recursos para padronização de trabalhos acadêmicos resultando em uma maior visibilidade da Universidade.</text>
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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

LEITURA DOCUMENTÁRIA NA BIBLIOTECA CENTRAL DA UFPB:
PERSPECTIVA DO BIBLIOTECÁRIO
Rosângela Alves da Silva Magalhães 1, Geysa Flávia Câmara de Lima
Nascimento2
1Bacharel em Biblioteconomia, UFPB, João Pessoa, PB
2Mestre em Ciência da Informação, UFPB, João Pessoa , PB

Resumo
Este trabalho visa estudar as práticas de leitura documentária do Bibliotecário no
momento da indexação dentro da Biblioteca Universitária. Fornece informações
sobre como os bibliotecários estão indexando e se estes utilizam os vários
instrumentos e linguagens documentárias existentes como classificação
bibliográfica, cabeçalho de assunto e tesauros. Optou-se pela pesquisa qualitativa
descritiva. Foi utilizada a técnica da coleta de dados através da entrevista . O
universo da pesquisa constituiu-se de cinco bibliotecários da Divisão de Processos
Técnicos da Biblioteca Central (BC) da UFPB. A BC da UFPB foi escolhida por ser
uma biblioteca de referência do campus I, contando com profissionais qualificados
na área da Biblioteconomia que realizam atividades específicas como a indexação.
Esta pesquisa mostrou que alguns fatores como a falta de uma política de indexação
e o domínio de línguas dificulta a indexação. Sendo assim, sugere-se, dentre outras
coisas, uma política de capacitação para os profissionais bibliotecários e o
estabelecimento de uma linguagem de indexação para otimizar a recuperação da
informação.
Palavras-chave: Indexação; Linguagens documentárias; Leitura Documentária;
Bibliotecário - Indexador.
Abstract
This paper aims to study the practice of reading the documentary Librarian at
indexing within the University Library. Provides information about how librarians are
indexing and if they use the various tools and indexing languages as existing
bibliographical classification, and subject heading thesauri. We opted for descriptive
qualitative study. Technique was used in data collection through interviews. The
research consisted of five librarians of the Technical Processes Division of the
Central Library UFPB. The UFPB was chosen as a reference library on campus I,
with qualified professionals in the field of librarianship that perform specific activities
such as indexing. This research showed that some factors such as lack of an
indexing policy and language skills difficult to index and that the reader is totally
oblivious to ali this. Therefore, it is suggested, among other things, a policy of training
for professional librarians and the establishment of an indexing language to optimize
the retrieval of information.
Keywords : Indexing; Indexing languages; Read Documentary; Librarian - Index.

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

1 Introdução
A informação é uma das necessidades primordiais para a tomada de decisões
e para a viabilização de processos de conhecimento nos dias de hoje e seu valor,
em qualquer tipo de atividade , como numa decisão administrativa, econômica, de
pesquisa científica ou tecnológica , está diretamente relacionado à sua capacidade
de orientar de forma econômica o dispêndio de energia para a realização dessa
atividade.
Para que possa cumprir este potencial , a informação relevante a um dado
problema precisa, antes de tudo, estar disponível, pois além de sua existência , é
necessário que ela também seja conhecida e que possa ser encontrada. Deste
modo, e diante da profusão informacional dos dias atuais, não há outro meio de
comunicar a alguém a informação de que necessita e de garantir seu acesso
intelectual senão através da construção de uma representação .
A atividade de representação da informação, como a classificação e a
catalogação, por exemplo, é uma atividade rotineira, entre outras desenvolvidas
pelos bibliotecários. Em sua formação , o bibliotecário cursa disciplinas teóricas e
práticas que visam instruí-lo na organização e no tratamento da informação, como
também nas atividades a serem executadas no processamento técnico dos
documentos em sistemas de organização da informação.
No entanto, apesar deste treinamento, em sua busca por termos significativos
para representar o conceito expresso pelo autor do documento, o indexador baseiase no discernimento próprio e na prática adquirida no exercício da profissão, o que,
além de tornar o processo de indexação subjetivo, questiona a eficácia da formação
profissional recebida .
O conhecimento que o indexador tem sobre o assunto indexado determina o
grau de consistência atingido; Tem-se ainda , a dinamicidade do conhecimento, que
exige do indexador permanente atualização; Outro aspecto a considerar refere-se à
inconsistência (diferentes indexadores atribuindo diferentes termos-índice a um
mesmo conceito/documento e o mesmo indexador atribuindo diferentes termosíndice a um mesmo conceito/documento, em diferentes momentos); A possibilidade
do indexador não dominar o idioma do documento também é um fator que prejudica
a qualidade da indexação.
No cenário da representação temática de recursos e da recuperação de
informações, o Indexador tem um papel primordial. Como responsável pela criação
de registros que descrevem a representação, e considerando-se que esses registros
detêm o resultado do processo de análise e de tradução de assuntos, cabe a esse
profissional uma real contribuição para a melhoria das formas de representar o
conhecimento.
Diante do exposto , percebemos a importância de estudar as práticas de
leitura documentária do Bibliotecário no momento da indexação, dentro do contexto
da Biblioteca Universitária, analisando como tais sujeitos estão indexando.
Optamos por trabalhar com a Biblioteca Central da Universidade Federal da
Paraíba por ser uma biblioteca de referência do campus I, contando com
profissionais qualificados na área da Biblioteconomia que realizam atividades
específicas, incluindo a Indexação.
Dessa forma , justifica-se a escolha do tema pela possibilidade de fornecer
valiosas informações sobre como os bibliotecários estão indexando, e se os
mesmos, utilizam-se dos vários instrumentos e linguagens documentárias

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desenvolvidas ao longo do tempo para agilizar seu trabalho, como as classificações
bibliográficas - Classificação Decimal Universal -, os cabeçalhos de assunto , e os,
mais modernos, tesauros. Portanto, desta observação origina-se a questão da
pesquisa : Qual será o comportamento de um bibliotecário ao indexar um
documento?
Assim, dentro deste contexto delineamos o objetivo para a elaboração da
pesquisa : analisar as práticas de leitura documentária do Bibliotecário no momento
da indexação.

2 Revisão de Literatura
A atividade da indexação é realizada desde o aumento das publicações
periódicas e da literatura técnico-científica , surgindo assim , a necessidade de
criação de mecanismos de controle bibliográfico em centros de documentação
especializados. Dentro da perspectiva evolutiva do tratamento da informação, surge
a indexação para o tratamento da informação, que inclui análise, síntese e
representação.
Uma das missões da Biblioteconomia e da Documentação é tratar e organizar
informação para sua difusão. Para cumprir tal missão, o bibliotecário ou profissional
da informação desenvolve atividades que envolvem a seleção de documentos e seu
tratamento, tendo em vista as necessidades dos usuários. Para atender aos
usuários, é necessário também promover a adaptação contínua dos sistemas de
informação.
Dentre as atividades bibliotecárias típicas, a indexação se constitui em uma
das formas mais importantes de representar informação. Indexar consiste no ato de
identificar e descrever um documento de acordo com o seu assunto, e seu objetivo
principal consiste em orientar o usuário sobre esse conteúdo intelectual, permitindo,
dessa forma, a sua recuperação.
A indexação surgiu com a atividade de elaboração de índices. Gomes e
Gomes e Gusmão (1983 , p.12) afirmam que o índice como instrumento de
armazenagem e recuperação da informação, tem sua origem a partir do momento
em que o homem passou a se preocupar em tornar acessível a informação
registrada em um documento e para isso, resolve ordená-Ia de alguma forma .
Robredo e Cunha (1986 apud ARAÚJO JUNIOR, 2007), afirmam que
[... ] a indexação é o processo pelo qual se identificam os conceitos de que
trata o documento, expressando-os na terminologia usada pelo autor
(linguagem natural) ou com o apoio de vocábulos ou termos de significação
unívoca ou , ainda , por meio de códigos (linguagens documentárias,
descritores, sistemas de classificação, etc.).

O conceito de indexação surgiu a partir da elaboração de índices e
atualmente está mais vinculada ao conceito de análise de assunto.
Navarro (1999 apud SILVA e FUJITA, 2004) tem o seguinte conceito sobre
indexação:
A indexação consiste em um processo destinado a identificar e descrever
ou caracterizar o conteúdo informativo de um documento mediante a
seleção das matérias sobre as quais versa (indexação sintética) ou dos
conceitos presentes (indexação analítica) para sua expressão da língua
natural e sua reunião em índice, com o objetivo de permitir posterior

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recuperação dos documentos pertencentes a uma coleção documental ou
conjunto de referências documentais como resposta a uma demanda acerca
do tipo de informação que este contém .

Ainda para Navarro (1999 apud SILVA e FUJITA, 2004) o objetivo da
indexação é:
[... ] representação do conteúdo dos documentos que formam parte de um
conjunto para garantir sua eficaz recuperação durante o processo de busca
nesse grupo. Para o autor, o processo de indexação se constrói a partir do
exame tanto da atividade que é realizada durante o exerci cio dessa técnica ,
como também em um sistema de informação documentária.

A indexação conforme caracterizada por Lancaster (2004) é um processo no
qual é determinado um tema principal , ou assunto , e os sistemas/ou assuntos
secundários, tratados em um documento que são posteriormente, traduzidos para
uma linguagem documentária. Tal tipo de linguagem pode ser definido como um
sistema de signos estruturados, cuja finalidade é a de representar e recuperar as
informações registradas nos documentos.
Apesar das diferentes correntes teóricas que conceituam a indexação, se
aceita aqui, que ela é uma operação de representação documentária com a
finalidade de recuperar informação, localizando-se a Indexação dentro da área de
"Análise Documentária" (CINTRA et ai, 2002, p.33).
Por "análise documentária" compreende-se, no sentido apresentado por Silva
e Fujita (2004, p. 138) como:
[00' ] área teórica e metodológica com o objetivo de tratamento temático de
documentos, que abrange as atividades de Indexação, Classificação e
elaboração de resumos, considerando as diferentes finalidades de
recuperação da informação.

A indexação sendo processo de análise documentária, definido como ato de
descrição ou identificação em um documento de termos de seu conteúdo temático,
consiste na representação dos documentos por meio de termos (descritores ou
palavras-chaves) extraídos tanto do texto original quanto dos termos escolhidos
através de uma linguagem de informação ou indexação. Torna-se aqui, importante
ressaltar que a indexação trata-se de um processo subjetivo, pois lida com análise,
interpretação e definição do que será indexado, ou seja , com a tomada de decisão,
envolvendo inclusive o contexto para o qual o documento está sendo indexado.

2.1 O Indexador como agente no processo de representação da
informação

o termo indexador refere-se a todos aqueles que fazem o tratamento do
assunto (catalogação, classificação, indexação), que tem a tarefa de analisar o
assunto de um documento, descrevê-lo em termos próprios e traduzi-los para a
linguagem específica do sistema. Para Fujita e Rubi (2006)
o indexador é um

leitor que interage com o texto para cumprir o objetivo da
indexação [ .. .] é um leitor com conhecimento prévio lingüistico, textual , de
mundo, profissional e, também , especifico, no caso de indexadores
especialistas . As dificuldades existem porque a leitura é um processo de

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interação com o texto escrito visando a sua compreensão e isso significa
um processo de cognição. O processo de análise de assunto para
indexação, dessa forma, envolve a compreensão do texto mediante
processos cognitivos, realizados com base em esquemas mentais.

o

objetivo principal da formação do indexador é capacitá-lo para uma leitura
com objetivos profissionais. O sucesso ou fracasso na recuperação da informação
deve-se em parte ao indexador, pois no enfoque de sua atuação profissional em
serviços de análises de sistemas utiliza de estratégias para esse fim, além do seu
conhecimento prévio que envolve conhecer a política e os objetivos da instituição a
qual faz parte e as necessidades dos usuários. Além do mais, o indexador deve ser
imparcial, não deixando seus gostos pessoais interferir no seu trabalho .
Lancaster (2004, p.1O) diz:
[ ... ] o desafio para o indexador é tentar antecipar quais os termos que as
pessoas que possuem lacunas de informação de vários tipos procurariam
nos casos em que o registro de que dispõem , de fato, fica a meio caminho
de satisfazer a necessidade de informação do usuário. Quando se pensa
em tal desafio, é possível perceber que se trata de algo muito peculiar.
Quais os tipos de necessidades de informação que as pessoas teriam e as
levariam a querer informações que o registro, de fato, contém?

Para o profissional da informação, seu cotidiano é decodificar o escrito,
buscar conceitos, a partir do texto de um autor, e viabilizar o acesso à(s)
informação(ões) nele contida(s) àqueles que a(s) buscam. Nesse sentido, como a
leitura de todo o documento demandaria um tempo que o indexador não possui, este
é instruído a ater-se a algumas partes do documento, como recomenda a norma da
ISO 5963 - 1985 e sua equivalente nacional NBR 12676 de 1992:
a) título e subtítulo;
b) resumo (se houver);
c) sumário;
d) introdução;
e) ilustrações, diagramas, tabelas e títulos explicativos;
f) palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em
tipo diferente, etc.);
g) referências bibliográficas.
No que diz respeito aos estudos sobre a leitura no processo de indexação, a
pesquisadora Neves (2004), têm buscado caminhos que indiquem um itinerário mais
seguro aos indexadores, abordando o processo de indexação como um todo, desde
a leitura até a atribuição de conceito, sem particularizar etapa alguma . Nesse
processo de atribuição de conceitos, o indexador lança mão de estratégias de
leitura , cuja operacionalização exige :
a) leitura rápida (além do processo de indexação, o bibliotecário geralmente
exerce outras atividades); e
b) habilidade no uso da linguagem de indexação e domínio da área do
conhecimento abrangida pelo sistema de informação, quando esse sistema
é especializado.

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o indexador, após o exame do texto, passa a abordá-lo de uma forma mais
lógica a fim de selecionar os conceitos que melhor representem seu conteúdo . Para
isso, recomenda que a identificação de conceitos seja feita obedecendo a um
esquema de categorias existente na área coberta pelo documento, como por ex.: o
fenômeno , o processo, as propriedades, as operações, o material, o equipamento,
etc.
Destaca-se, portanto, que o processo de análise de assunto reveste-se de
uma subjetividade característica dada as circunstâncias e elementos envolvidos,
pois, a partir da leitura do documento pelo indexador, é realizado um processo de
comunicação interativo entre três variáveis: leitor, texto e contexto. Cada uma
dessas variáveis estará sujeita a diferentes condições, mas é o indexador como
leitor a variável mais influente nessa interação para análise de assunto, porque
precisa realizar a compreensão da leitura mediante sua cognição.
Destacamos que, como o indexador tem o objetivo de tornar o assunto
conhecido pelos usuários interessados, a função desse profissional é ''[. .. ] aumentar
a visão do que os outros podem ler em um texto" (SMIT, 1989, p. 19).
Sendo o assunto a informação relevante abordada no texto, é preciso
ressaltar, ainda, que a seleção do assunto ou informação relevante sofre a influência
da política de indexação do sistema de informação ao qual se insere o indexador. A
instituição decidirá se o tema extraído do documento será o mais específico, ou se
considerará um nível mais genérico, baseando-se no perfil do usuário que
estabeleceu atender.
Conforme Vickery (1980), dependendo dos objetivos institucionais, percebese qual a concepção de análise de assunto que o sistema de informação segue e,
conseqüentemente, o indexador levará esse aspecto em questão. Consideram-se,
assim, diferentes concepções de análise que, certamente afetam o desempenho do
indexador enquanto leitor. A esse respeito, Vickery (1980, p. 220) classifica os
diferentes pontos de vista em três tipos de concepções:
a) conceDcão simplista : considera os assuntos como entidades objetivas
absolutas, que podem derivar de uma abstração lingüística do documento ou
de somas usando métodos estatísticos de indexação. De acordo com essa
concepção a indexação pode ser totalmente automatizada;
b) concepção orientada para o conteúdo: envolve uma interpretação do
conteúdo do documento que vai além dos limites da estrutura superficial
léxica e gramatical. A análise de assunto do conteúdo de documentos envolve
identificação de tópicos ou assuntos que não estão explicitamente colocados
na estrutura textual superficial do documento, mas que são facilmente
percebidos por um indexador humano. Envolve, portanto, uma abstração
indireta do documento.
c) concepção orientada pela demanda: considera o assunto como instrumento
para transferência de conhecimento, portanto, direcionado para uma
finalidade pragmática de informação e conhecimento. Conforme esta
concepção, documentos são criados para comunicação do conhecimento, e
assuntos devem, portanto, ser ajustados para funcionar como instrumentos
de mediação e transmissão desse conhecimento para qualquer pessoa
interessada . Dessa forma , quando o indexador analisa um documento não se
concentra em representar ou resumir a informação explícita ou implícita, mas
questiona-se: como eu poderia tornar esse conteúdo ou parte dele, visível

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para o usuano potencial? Que termos deverei utilizar para levar esse
conhecimento até o leitor interessado?
Neste contexto, o olhar bibliotecário tem que dar conta dos diferentes
mecanismos que permeiam a relação entre diferentes olhares e não lidar somente
com os conteúdos; de certa forma, o Bibliotecário, através de seus catálogos, de
seus descritores, tenta dirigir o olhar leitor, inscrevendo cada texto em uma
determinada formação .
Lancaster (2004) ao analisar os fatores que influenciam a qualidade da
indexação, e baseando-se (ele mesmo afirma) mais no senso comum e na intuição
do que em provas concretas, levantou os seguintes fatores :
1. Fatores ligados ao indexador:
a) . conhecimento do assunto;
b) . conhecimento das necessidades dos usuários;
c) . experiência;
d) . concentração ;
e) . capacidade de compreensão de leitura.
2. Fatores ligados ao vocabulário:
a) . especificidade/ sintaxe;
b) . ambigüidade ou imprecisão;
c) . qualidade do vocabulário de entradas;
d) . qualidade da estrutura ;
e) . disponibilidade de instrumentos auxiliares e afins.
3. Fatores ligados ao documento:
a) . conteúdo temático;
b) . complexidade . língua e linguagem;
c) . extensão;
d) . apresentação e sumarização.
4. Fatores ligados ao "processo":
a) . tipo de indexação;
b) . regras e instruções;
c) . produtividade exigida ;
d) . exaustividade da indexação.
Observando os fatores acima listados, podemos aí detectar o encontro de
várias posições de leitura: a) a do indexador-leitor, b)aquela que esta sedimentada
no vocabulário que servirá como fonte de descritores, e c) a do documento a ser
indexado.
Do encontro destas distintas posições de leitura, permeado pelas condições
de produção, pela tensão da polissem ia dos sentidos, das várias memórias atuando
em paralelo (o interdiscurso); deste movimento de justaposição e interação
decorrerão os descritores.
Os bibliotecários atuam neste entremeio com sua capacidade de
compreensão, seu conhecimento dos assuntos: o que chamamos de histórias de
leitura.

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Merece realce também o fato de Lancaster (2004) listar como fatores ligados
ao documento a língua e a linguagem em apenas um tópico, referindo-se ao idioma,
a clareza da linguagem do autor, a ambigüidade de títulos e a qualidade dos
sumários. Sabemos que a materialidade da língua é bem mais rica do que
transparece neste tópico.
Considerando o esclarecimento sobre a função das etapas da indexação, é
possível afirmar que uma das etapas consideradas mais importantes do trabalho do
indexador é a Análise de assunto, que tem como objetivo identificar e selecionar os
conceitos que representam a essência de um documento. Trata-se de um processo
complexo, pois exige esforços do profissional (indexador) para seguir uma
metodologia adequada a fim de obter resultados satisfatórios. A eficácia desse
trabalho pode ser avaliada pelos resultados obtidos pelo usuário no momento da
recuperação da informação.

3 Abordagem metodológica
Uma pesquisa é sempre, de alguma forma , um relato de longa viagem
empreendida por um sujeito cujo olhar vasculha lugares muitas vezes já visitados.
Nada de absolutamente original , portanto, mas um modo diferente de olhar e pensar
determinada realidade a partir de uma experiência e de uma apropriação do
conhecimento que são, aí sim, bastante pessoais.
Diante do exposto, optamos pela pesquisa qualitativa que, compreende um
conjunto de diferentes técnicas interpretativas que visam a descrever e a decodificar
os componentes de um sistema complexo de significados. Tem por objetivo traduzir
e expressar o sentido dos fenômenos do mundo social trata-se de reduzir a distância
entre indicadores e indicados, entre teoria e dados, entre contexto e ação
(CHRISTIANS, 2006) .
O método escolhido para a realização da investigação é a pesquisa descritiva
(MINAYO, 2008, p. 20) por permitir a observação, o registro, à análise e a correlação
dos fatos .
A técnica de coleta de dados eleita foi a entrevista por permitir a proximidade
da pesquisa com a atuação do profissional na área de indexação. Com o objetivo de
uma abordagem social , a entrevista permite a coleta dos dados para a resolução de
um problema social.
O universo da pesquisa constituiu-se de 5 bibliotecários que trabalham na
Divisão de Processos Técnicos da Biblioteca Central da UFPB.

4 Análise dos dados
Após definida a população, realizamos a análise qualitativa descritiva que foi
baseada em dois aspectos. Primeiramente, a análise dos descritores utilizados pelos
bibliotecários. Para tanto, selecionamos quatro títulos baseados em Lucas (2000)
(sendo três de áreas diversas do conhecimento e um na área de Biblioteconomia).
Como pré-requisito os títulos deveriam estar classificados no sistema automatizado
da Biblioteca Central, Ortodocs, que é um software que adota o padrão MARC
(Machine Readable Cataloging) como modelo fundamental, O MARC é o padrão
internacional com o maior número de obras catalogadas. Os títulos escolhidos
foram :

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"Cartas do cárcere" de Antonio Gramsci:
"O que é isso, companheiro?" de Fernando Gabeira
"As veias abertas da América Latina" de Eduardo H. Galeano
"Estudos avançados em Biblioteconomia e Ciência da Informação"
Em outro segundo aplicamos o instrumento de coleta de dados (entrevista
estruturada) que foi organizado de tal forma que seu conteúdo foi estruturado
baseando-se nas questões da pesquisa .
Como você analisou as obras que foram indicadas em nossa pesquisa, ou
seja, como você fez a indexação, quais instrumentos você utilizou ... ?
"Bem ... (risos) pergunta difícil! Quando estamos acostumadas a fazer o
mesmo trabalho durante anos, tudo parece ser automático. Mas antes de
definir quais termos serão inseridos no sistema , ou seja , antes de fazer o
último passo da indexação, eu consulto o próprio sistema, o título, o sumário
e quando o assunto é complexo, leio a introdução e no caso de dúvidas
procuro alguém que saiba do assunto. No caso dos livros que você me deu
para indexar, eu apenas fiz uma leitura rápida do sumário , título , orelha e
ficha catalográfica". (BI 1)
"Confesso que senti alguma dificuldade no momento de indexar os livros
que você me pediu , pois não sabia se você queria uma indexação
exaustiva, geraL .. mas quando vi que o campo para os descritores eram de
três , tentei ser o mais exata possível. As coisas acontecem
automaticamente, convivo tanto com a indexação que é inerente ao meu dia
a dia. Fiz o que aprendi na graduação em mil novecentos e cacetadas
(risos) traduzi uma imensidão de informações em três descritores. O livro
que achei mais difícil foi o ... deixa eu filar ... "As veias abertas da América
Latina" , tive que ler a introdução, perguntar a uma das meninas sobre algo
do livro e ainda consultei o Ortodocs pra saber como tinham indexado o
mesmo. No meu dia a dia é assim, quando não conheço o assunto procuro
alguém que saiba e se ninguém souber eu consulto outras bibliotecas . Isso
faz o processo ser demorado e as vezes falho , acredito que deveria existir
uma política de indexação no setor". (BI 2)
"A indexação dos livros não foi difícil, mas quando você limita o numero de
descritores faz você pensar bem mais no momento de indexar. Eu procuro
ser o mais objetiva possível nas minhas representações, é muito título pra
ser indexado e pouca gente pra fazer isso. Utilizo muito a classificação que
é dada ao livro. No caso dessa pesquisa eu tive que além de consultar a
classificação, ler os sumários e as orelhas de alguns livros. O que eu achei
mais fácil foi o de nossa área , talvez por está inserida nela. Diz pra diretora
colocar mais bibliotecários pra indexar (risadas)" . (BI 3)
"Depois de analisar a obra e levantar alguns descritores, procurei no próprio
Ortodocs como o livro tinha sido indexado. Tentei indexar com outros
termos. Analisei o título, a ficha catalográfica, as orelhas e ainda dei uma
olhada no sumário e introdução. Utilizei a indexação partindo do Geral para
o particular. O livro que tive maior dificuldade foi "Cartas de um cárcere" não
gosto de indexar livros de literatura, acho complexo ... sempre tenho que
consultar alguém quando não encontro o livro no sistema da biblioteca. A
classificação ajuda muito, mas nem sempre podemos indexar o livro pela
classificação, e também tudo vai depender do ponto de vista de quem está
indexando". (BI 4)

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"Lembro quando minha professora dizia que a indexação é a alma da
biblioteca, eu nunca entendia até fazer parte do processo. Alma, porque
sem a indexação não existe uma boa recuperação. Eu tenho muito cuidado
no momento da indexação, sei que a escolha de um termo de maneira
errada compromete toda a recuperação daquele documento ou de uma
determinada informação. Procuro ser o mais específica possível , sempre
consultando a obra como um todo, claro que de maneira rápida. Utilizo as
informações do sumário, do título, da ficha catalográfica, as referências ...
tudo que me ajude a decidir quais termos inserir no sistema . Os livros que
você me deu para indexar foram de fácil compreensão, embora em alguns
momentos eu tenha ficado confusa na hora de decidir qual termo inserir,
pois eu só tinha três opções. Eu nunca tinha pensado sobre minhas leituras
como indexador, se eu tinha cuidado, se eu estava fazendo certo , quem eu
consultava , acabava fazendo tudo automaticamente sem nunca ter refletido
sobre a importância do meu trabalho e das minhas formas de representar a
informação. Quando se conhece um assunto fica mais fácil de indexar e
quando o assunto é desconhecido tenho que procurar as mais experientes
pra me orientar e até mesmo consultar o Google pra saber sobre
determinado tema. Nunca confio na classificação, embora seja uma grande
aliada no momento de indexar". (81 5)

o trabalho de indexar é importante dentro da biblioteca?
"Considero o mais importante, pois o termo é importante para recuperação
da informação. A classificação é importante para a localização física do
material, mas é indexação que faz com que o usuário recupere a
informação". (81 1)
"Porque é através da indexação que o usuano consegue recuperar a
informação e sanar sua necessidade informacional , é mais uma forma de
busca, além de título, autor". (81 2)
"Sem indexação pode não haver recuperação da informação com
especificidade". (81 3)
"Porque é através dela que a obra se torna realmente acessível ao usuário.
Uma boa indexação permite uma recuperação satisfatória . De nada adianta
atribuir uma infinidade de assunto a uma obra se eles são apenas
superficialmente mencionadas na mesma , criando uma falsa impressão de
qualidade". (81 4)
"Para recuperação da informação". (81 5)

o que mais dificulta a indexação de documentos?
"Muitas vezes precisa-se buscar conhecimentos sobre o autor, para saber
qual é o tipo de literatura, sobre o assunto, consultar outras bases,
especialistas (aff) muita coisa". (811)
"A falta de uma política de indexação". (81 2)
"A falta de tempo, a falta de conhecimentos específicos na área e a
inexistência de um instrumento, como um vocabulário controlado ou
tesauro, da área". (81 3)
"A falta de informações nas publicações quando fazemos a pesquisa no
ortodocs, pois a maioria não traz o registro" . (814)

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"Eu nunca tinha pensado nas dificuldades de indexar, talvez a falta de
conhecimento sobre a área em questão, o domínio de línguas estrangeiras
sejam barreiras no momento de indexar". (81 5)

As respostas foram coerentes e ricas em detalhes, onde descobrimos um
Bibliotecário com reflexões a cerca do seu trabalho como indexador. Em suas
respostas os indexadores nos revelaram que a indexação é uma das atividades mais
importantes na Biblioteca, pois ela permite a recuperação da informação, e
consequentemente a satisfação do usuário. Entre os fatores que dificultam a
indexação destacam-se a: que a falta de uma política de indexação dificulta a
escolha dos termos adequados para determinados assuntos; o domínio de línguas;
falta de conhecimento sobre determinado assunto e a ausência de um instrumento
de controle terminológico. Sobre a leitura nos documentos sugeridos por essa
pesquisa, não foi utilizado nenhuma técnica específica de indexação, utilizou-se do
uso da classificação, Google, Ortodcs (software utilizado pela biblioteca em estudo) ,
leitura (título, ficha catalográfica, sumário, introdução ... ). A dificuldade encontrada foi
a pesquisa ter delimitado a quantidade de descritores, o que fez os bibliotecários
refletirem sobre quais termos escolherem para representar os assuntos dos livros
propostos.
Esta pesquisa nos mostra, como os bibliotecários indexadores praticam a sua
interpretação e os seus olhares em relação às suas leituras de um mesmo
documento.

5 Considerações
Nossa análise explicitou a variação dos sentidos nas diferentes leituras de um
mesmo documento, observamos que o leitor escapa à todos estes mecanismos de
controle de sua interpretação, mas não escapa de suas determinações históricas.
Relevante também é, para nós, o que a define, o aspecto da capacidade de
compreensão da leitura do Bibliotecário - e algumas de nossas análises
estabelecem o limite entre aquilo que é o minímo e o máximo que ele chegou a
compreender, apontando para a contradição do modelo de leitura (teoricamente)
desejado para o Bibliotecário: se esta leitura se quer rápida, produtiva , ela sacrifica a
reflexão, impossibilita a interpretação, sem a qual este leitor não consegue
interpretar o documento e, por sua vez, encontrar os descritores que seriam as
palavras indicadoras das múltiplas possibilidades de leitura.
As metodologias da teoria da indexação - quer sejam atreladas ao texto ou as
tradicionais, baseadas no bom senso e na intuição, não podem dar conta deste
sujeito intérprete que emerge a partir da leitura.
Estes leitores ocupam diferentes estatutos: a leitura do bibliotecário não visa a
produção de conhecimentos, a crítica ; visa sim, o pré-tratamento dos documentos
para os leitores das bibliotecas.
Como reflexão proveniente do estudo dessa pesquisa apresentamos as
seguintes sugestões:
a) O estabelecimento de um plano de educação continuada para os profissionais
bibliotecários da Biblioteca Central da UFPB para atualização e contato com
novas áreas de interface com a Ciência da Informação;

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

b) O estabelecimento de uma linguagem de indexação para atender sua
realidade e otimizar a recuperação da informação de seus acervos;
c) Uma política de capacitação em indexação para os bibliotecários;
d) A criação de uma proposta para o mercado editorial brasileiro que oriente a
impressão de obras com as informações necessárias e relevantes para
análise documental.
Esperamos que futuros estudos possam avançar mais nessa área
possibilitando, não apenas avanços teóricos e práticos, mas avanços sociais para a
geração de conhecimentos.

6 Referências
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análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de
indexação. Rio de Janeiro, 1992.
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abordagens . 2. ed. Porto Alegre : Artmed , 2006 .
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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

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http://revistas.puc-campinas.edu .br/transinfo/viewarticle.php?id=65 Acesso em: 07
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1048

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Magalhães, Rosângela Alves da S.; Nascimento, Geysa Flávia C. de L.</text>
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                <text>Este trabalho visa estudar as práticas de leitura documentária do Bibliotecário no momento da indexação dentro da Biblioteca Universitária. Fornece informações sobre como os bibliotecários estão indexando e se estes utilizam os vários instrumentos e linguagens documentárias existentes como classificação bibliográfica, cabeçalho de assunto e tesauros. Optou-se pela pesquisa qualitativa descritiva. Foi utilizada a técnica da coleta de dados através da entrevista. O universo da pesquisa constituiu-se de cinco bibliotecários da Divisão de Processos Técnicos da Biblioteca Central (BC) da UFPB. A BC da UFPB foi escolhida por ser uma biblioteca de referência do campus I, contando com profissionais qualificados na área da Biblioteconomia que realizam atividades específicas como a indexação. Esta pesquisa mostrou que alguns fatores como a falta de uma política de indexação e o domínio de línguas dificulta a indexação. Sendo assim, sugere-se, dentre outras coisas, uma política de capacitação para os profissionais bibliotecários e o estabelecimento de uma linguagem de indexação para otimizar a recuperação da informação.</text>
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                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
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Trabalho completo

o USO DE FILMETES NO TREINAMENTO DE EQUIPES DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Denise Ramires Machado 1, Janise Silva Borges da Costa 1
1Bibliotecária, Comissão de Automação, UFRGS, Porto Alegre, RS

Resumo
Apresenta a elaboração de filmetes (screencastings) sobre a utilização do
Sistema de Automação de Bibliotecas (SABi) versão 20 e sua disponibilização para o
Sistema de Bibliotecas da UFRGS como uma forma de reforço à distância do
treinamento na operação do sistema, principalmente em um momento de troca de
versão e interface do software. Comenta sobre o uso da educação a distância em
treinamentos e capacitações de pessoal das instituições, citando exemplos relativos
aos profissionais de bibliotecas. Detalha os passos utilizados na elaboração dos
filmetes . Conclui que o filmete é uma ferramenta adequada para complementar os
conhecimentos sobre o funcionamento dos softwares, principalmente em momentos
de mudanças, e como subsídio para capacitação de pessoal temporário nas
bibliotecas.

Palavras-Chave:
Treinamento de equipes de bibliotecas; Filmetes; Educação a distância.

Abstract
This paper presents the development of screencastings about the use of
Sistema de Automação de Bibliotecas (SABi) version 20 and their availability for the
UFRGS' Libraries System staff as a way to improve training in the operation of the
system , in a time of change version and interface software. It comments the use of
distance education in training of staff, citing examples related to library professionals.
It details the steps of preparation of screencastings. It concludes that the
screencasting is an appropriate tool to complement the knowledge about a software,
especially in times of change, and as support for training of temporary staff in
libraries.

Keywords:
Training of library staff; Screencastings; Distance education .

1 Introdução
As habilidades necessárias para o desenvolvimento das atividades
profissionais são responsabilidades tanto dos funcionários, que devem buscar
aprimoramento constante, como também da instituição, que deve possibilitar a
capacitação da equipe de trabalho. Quando as habilidades são relacionadas a
particularidades da instituição, torna-se necessária uma atitude pró-ativa por parte
da mesma, ao promover cursos, treinamentos e atividades de capacitação.

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�Educação de usuários e competências informacionais
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Trabalho completo

No momento em que as pessoas a serem treinadas e/ou capacitadas estão
em grande número e dispersas geograficamente, o uso de recursos ligados à
educação a distância pode ser uma alternativa para reforçar o aprendizado
presencial, inclusive em situações de mudanças de interfaces de software .
Este trabalho se propõe a apresentar uma das estratégias utilizadas para o
treinamento das equipes das unidades integrantes do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (SBUFRGS) durante o processo de
conversão da base de dados para a versão 20 do software Aleph .

2 Contextualização
A capacitação dos funcionários da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS) tem sido uma responsabilidade assumida pela Instituição, a qual conta
com um Programa de Capacitação e Aperfeiçoamento que tem como objetivo geral:
Promover, de forma continuada e vinculada ao planejamento
institucional o desenvolvimento integral dos servidores da UFRGS,
seu aperfeiçoamento e qualificação, visando à melhoria dos serviços
prestados e o atendimento às necessidades dos usuários e
possibilitar a realização pessoal e profissional dos servidores e o
cumprimento de seu papel. (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO
GRANDE DO SUL. PRÓ-REITORIA DE RECURSOS HUMANOS,
2007, p. 4) .

o Programa prevê atividades em sete linhas de desenvolvimento, a fim de
atingir esse objetivo. Dentre elas, destaca-se a linha VI - Específica, que está
relacionada à capacitação do servidor para as atividades vinculadas ao ambiente e
ao cargo que ele desempenha. Nessa linha, as temáticas estratégicas
compreendem , entre outras, as questões ligadas à atualização e aquisição de novas
tecnologias para ambientes, atividades e cargos específicos, justificadas pelo
levantamento de necessidades de capacitação ou pelos interesses institucionais. Os
ministrantes devem ser capacitados tecnicamente e, prioritariamente, terem vínculo
com a instituição (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. PRÓREITORIA DE RECURSOS HUMANOS, 2007).
A Universidade tem mais de 120 bibliotecários distribuídos em 32 bibliotecas
nos quatro campi de Porto Alegre (Saúde, Centro, Vale e Olímpico) e no Ceclimar,
em Imbé. Se forem somados os auxiliares e bolsistas, são mais de 300 pessoas
envolvidas nas atividades das bibliotecas. Neste contexto, módulos de treinamento
e/ou capacitação oferecidos a distância podem contribuir para minimizar a
necessidade de deslocamento e de afastamento do local de trabalho das equipes.
A automação das bibliotecas do SBUFRGS foi um passo importante na
melhoria dos serviços oferecidos aos usuários. Apesar de o processo de automação
das bibliotecas ter iniciado com o uso de um software desenvolvido na Universidade,
com o passar do tempo foi necessário substituí-lo por um sistema comercial, a fim de
atender as demandas profissionais e dos usuários. Em 1999 foi adquirido o sistema
Aleph 500 , do Grupo Ex Libris, cujos módulos foram implantados gradativamente,
acompanhados da realização de treinamentos oferecidos aos bibliotecários,
auxiliares e bolsistas que atuavam nas bibliotecas (SAATKAMP et aI., 2000; PAVÃO
et a/., 2002; COSTA et aI., 2004) .

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Trabalho completo

Quando necessárias, foram realizadas conversões para novas versões do
sistema. A última delas, implantada em dezembro de 2010, apresenta diferenças na
interface com relação à anteriormente utilizada.

3 Revisão de Literatura
A necessidade das empresas de treinar e/ou capacitar seus funcionários é
constante. Muitos fatores contribuem para isso, por exemplo: novos funcionários são
incorporados às equipes, as atividades mudam em razão da criação e da inserção
de diferentes tecnologias e continuamente surgem novos desafios. Enfim , em um
cenário de constante mudança, geralmente são exigidos novos conhecimentos e
habilidades dos funcionários para que a empresa consiga atingir seus objetivos e
cumprir sua missão.
Amaral (c2008) ressalta a importância de acolher os novos funcionários com
um treinamento de adaptação/introdução à empresa. Além dessa razão, ele destaca
que os principais motivos para promover um treinamento são :
a) avaliação de desempenho;
b) por solicitações dos colegas, gerentes ou reuniões;
c) modificação do trabalho;
d) relatórios periódicos;
e) entrevistas de desligamento;
f) resultados não satisfatórios.
Alguns autores costumam apresentar diferenças entre treinamento e
capacitação e/ou desenvolvimento. Ao analisar as definições de treinamento e
capacitação, Souza (2006, p.177) relaciona o treinamento com ''[. .. ] um
condicionamento conseguido através de repetições", enquanto a capacitação estaria
ligada ao desenvolvimento de competências do indivíduo. Amaral (c2008, p. 31)
coloca o treinamento como uma ação de "[ ... ] aperfeiçoamento de curto prazo,
voltada para o condicionamento da pessoa e para execução de tarefas", enquanto o
desenvolvimento seria um "[ ...] conjunto de ações que requerem continuidade de
longo prazo, visando a um aproveitamento futuro do treinando".
Apesar de o texto de Souza ser mais ligado à área da educação, dando um
enfoque especial à capacitação e o manual de Amaral ser mais "empresarial",
enfocando o treinamento, ambos ressaltam que os cursos não devem ser realizados
para cumprir formalidades do setor de recursos humanos: é importante que eles
efetivamente contribuam para o desenvolvimento dos participantes e da empresa .
Assim , os cursos devem trazer benefícios e resultados, não importando se são
chamados de treinamentos ou capacitações.
3.1 A Educação a Distância pela Internet para Treinamentos e/ou Capacitações
Com a redução dos custos dos equipamentos de informática e a instalação de
computadores nos mais diversos postos de trabalho, cursos de educação a distância
via internet têm cada vez mais conquistado a preferência das instituições para a
capacitação de seus funcionários . Ghedine, Testa e Freitas (2008) ao realizarem
uma pesquisa sobre a educação a distância via internet em grandes empresas
brasileiras, perceberam que muitas vezes não era enfatizada a interação entre os
participantes e a educação a distância (EAD) pela internet costumava ser vista

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apenas como um recurso para reduzir custos, sem usar das propriedades das
ferramentas para o aprimoramento dos cursos.
Joia e Costa (2007) realizaram um estudo em busca dos fatores mais
importantes para o sucesso de um treinamento corporativo a distância via web . Os
autores concluíram que os fatores-chave eram:
a) a definição clara do conteúdo, público-alvo e objetivos do
programa de treinamento ;
b) a motivação dos usuários;
c) a implementação no ambiente web de um nível adequado de
suporte metacognitivo. (JOIA; COSTA, 2007, p. 633)

Para Moore e Kearsley (c2007), o que influencia no sucesso da EAD é o
quanto a instituição e o instrutor (ou tutor) conseguem proporcionar a estrutura e a
quantidade e qualidade do diálogo, levando em conta a autonomia do aluno. Os
autores destacam também que é importante o equilíbrio entre a apresentação dos
conteúdos e a interação: os materiais devem ser bem planejados e produzidos,
estando em sintonia com as atividades propostas. Não é recomendável prejudicar
uma dessas dimensões em detrimento da outra .
A partir desses estudos, pode-se perceber a importância do planejamento (por
exemplo, os objetivos e a estrutura) e também do trabalho dos tutores, que dão o
suporte e o retorno aos alunos e podem ajudar na motivação dos participantes do
curso.
Bucci e Meneghel (2008) fizeram uma pesquisa sobre tecnologias e
ferramentas gratuitas da internet que pudessem ser utilizadas em programas de
aprimoramento profissional de equipes de bibliotecas universitárias, pois consideram
que conhecer as maneiras adequadas de utilizá-Ias permitirá garantir o sucesso dos
programas de aprimoramento a distância .
A preparação de materiais didáticos para a educação a distância não deveria
ocorrer sem ter uma base pedagógica . Behar (2009, p. 24), afirma que um modelo
pedagógico para a educação a distância consiste em : ''[. .. ] um sistema de premissas
teóricas que representa , explica e orienta a forma como se aborda o currículo e que
se concretiza nas práticas pedagógicas e nas interações professor/alun%bjeto de
estudo". É de conhecimento geral que as ferramentas e as tecnologias têm grande
importância no desenrolar de um curso a distância, pois são o meio no qual o curso
irá se desenvolver, através do qual as interações entre professor/alun%bjeto de
estudo terão espaço, porém a autora alerta que é necessário tomar cuidado para
não confundir a tecnologia com o modelo pedagógico subjacente ao planejamento e
implementação do curso . De acordo com a mesma autora, apesar de se basear em
teorias pedagógicas, um modelo pedagógico pode ter por base mais de uma teoria
de aprendizagem , visto que os modelos são criados através de "reinterpretações"
das teorias com base nas concepções de cada professor.
As abordagens pedagógicas são variadas, mas a maioria dos autores coloca
que se pode resumir, em linhas gerais, que as abordagens normalmente se dividem
entre as behavioristas, geralmente indicadas para tarefas mais automatizadas e as
abordagens construtivistas, que têm o foco na construção do conhecimento pelos
alunos.

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3.2 A Educação a Distância nos Treinamentos e na Capacitação de Profissionais de
Bibliotecas
A modalidade de educação a distância tem sido utilizada por muitas empresas
para facilitar o treinamento e a capacitação de seus funcionários, inclusive na área
da Biblioteconomia. As empresas provedoras de serviços e produtos também têm se
utilizado da educação a distância para promover um melhor uso e aproveitamento
dos seus serviços e produtos.
Com relação à capacitação de bibliotecários, a educação a distância está se
fortalecendo cada vez mais. Prova disso é que, no Brasil, a Federação Brasileira de
Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB)
desde 2009 tem oferecido cursos de capacitação a distância em temáticas ligadas a
bibliotecas, para atingir os objetivos de seu Programa de Capacitação Técnica e
Gerencial para Equipes Bibliotecárias: 2008-2011 . Já foram e estão sendo
oferecidos muitos cursos como, por exemplo, Pesquisas acadêmicas na web,
Competência em informação para bibliotecários, AACR2, Gestão de pessoas e o
impacto nos resultados. (FEDERAÇÃO BRASilEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE
BIBLIOTECÁRIOS, CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO E INSTITUiÇÕES, 2010) . A
Universidade Federal de Minas Gerais ([2011]) também promove atividades à
distância, como o curso Atualização em AACR2 2002 e MARC 21 : formato para
dados bibliográficos, uma atividade de extensão, que foi disponibilizada a
bibliotecários de todo o país (UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS,
[2011 ]).
A equipe do blog ExtraLibris Biblioteconomia para concursos, formada por
jovens bibliotecários, também tem procurado utilizar a educação a distância como
forma de ampliar a capacitação dos bibliotecários, com o foco em conteúdos da área
de biblioteconomia abordados nos concursos. Vêm fazendo testes desde 2006,
porém a implementação de fato ocorreu em 2008 . (HENN, 2008). Em 2010 já
estavam sendo oferecidos quatro cursos pelo ExtraLibris, quais sejam : Informação
2.0: redes colaborativas e serviços de informação; Biblioteconomia para concursos:
test drive ; Biblioteconomia para concursos - curso completo; e Curso para o MPU
biblioteconomia (EXTRALlBRIS, 2010).
Empresas gaúchas da área de biblioteconomia e gestão de acervos também
estão ampliando a oferta de seus cursos no formato on-line, como o curso Gestão de
pessoas e o impacto nos resultados, oferecido pela Control Informação e
Documentação e o Curso de catalogação em MARC21 , na prática, oferecido pela
empresa Informar Gerência de Documentos e Informações. (CONTROl, 2012 ;
INFORMAR, 2012) .
Jovanovich e Jesuz (2010) estudaram a adesão dos bibliotecários do Sistema
de Bibliotecas da Universidade Estadual de londrina a cursos de capacitação na
modalidade a distância . A maioria deles participou de cursos a distância oferecidos
pela Escola de Governo do Estado do Paraná , das áreas gerencial e educacional ,
porém sugerem a realização de cursos específicos da área biblioteconômica . As
autoras são bem otimistas com relação ao uso da educação a distância para a
aprendizagem continuada dos servidores públicos, mostrando que as vantagens
existem tanto para os servidores que participam dos cursos quanto para os órgãos
públicos, que obtêm servidores desempenhando suas atividades com mais
qualidade.

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Todas as capacitações apresentadas anteriormente possuem a vantagem de
ser em língua portuguesa , facilitando a educação continuada dos profissionais
bibliotecários brasileiros.
No exterior a educação a distância para as equipes de bibliotecas é mais do
que uma tendência: é uma realidade nos diversos níveis de educação.
No México existem cursos a distância de graduação em Biblioteconomia,
oferecidos pela Escuela Nacional de Biblioteconomía y Archivonomía e pela
Universidad de Guadalajara. (ZURITA SÁNCHÉZ, 2009) . Este último curso existe
desde 2006 , tendo sido criado como uma forma de permitir que os profissionais
mexicanos que desempenham suas atividades em bibliotecas pudessem obter sua
graduação em Biblioteconomia, com mais liberdade para os horários de estudo.
(UNIVERSIDAD DE GUADALAJARA, 2009) .
Destaca-se no México também a existência de uma Maestria em
Bibliotecología (equivalente a um mestrado em Biblioteconomia) que é oferecida nas
modalidades presencial e a distância pelo Centro Universitario de Investigaciones
Bibliotecologicas (CUIB) da Universidad Nacional Autónoma de Mexico (UNAM) . O
mestrado a distância tem os mesmos professores, currículo, calendário e tutores da
modalidade presencial. (UNIVERSIDAD NACIONAL AUTÓNOMA DE MÉXICO.
CENTRO UNIVERSITARIO DE INVESTIGACIONES BIBLlOTECOLOGICAS, 2008).
A American Library Association (ALA) tem programas de aprendizagem online muito bem estruturados, contemplando assuntos de toda a Biblioteconomia , em
vários níveis, sejam eles fundamentos, avanços, e tendências da área . (AMERICAN
LlBRARY ASSOCIATION , c2010).
O Grupo Ex Libris, produtor do Aleph , mantém o Ex Libris Learning Center 1 .
Nesse espaço, os clientes que assinarem esse serviço podem compartilhar
informações, encontrar e aprender mais sobre os produtos da empresa. O ambiente
virtual de aprendizagem utilizado é o Moodle, e são disponibilizados cursos dos
diferentes produtos nos níveis Inicial, Avançado, Como fazer... , O que há de novo? e
Geral. São apresentadas como vantagens do uso do Ex Libris Learning Center para
os usuários do sistema o fácil acesso ao treinamento, a aprendizagem com os
colegas que também usam o mesmo sistema e a interface intuitiva do Moodle. Para
a biblioteca , as vantagens seriam a redução dos investimentos em treinamentos ao
complementar os treinamentos presenciais, melhorar a eficácia no uso dos softwares
e a possibilidade de aprender mais sobre todos os produtos da Ex Libris, inclusive os
que a biblioteca não adquiriu (EX LlBRIS, 2009) .
Essa é uma abordagem bastante interessante, mas existem alguns
inconvenientes para o uso dos cursos on-line da Ex Libris na capacitação dos
bibliotecários da UFRGS. Um deles é que os treinamentos da empresa contemplam
o padrão do sistema , e não as especificidades implementadas na UFRGS, nem as
particularidades das políticas do Sistema de Bibliotecas. Outro inconveniente a ser
apontado é o de que, apesar de o software Aleph estar traduzido para a língua
portuguesa, os cursos do Ex Libris Learning Center estão todos em língua inglesa,
não existindo uma tradução para o português brasileiro.

1

Disponível em : http://learn .exlibrisgroup .com/.

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3.3 Outras Considerações sobre Educação a Distância nas Instituições
As instituições devem aplicar a educação a distância de maneira estratégica,
propondo e implementando cursos e treinamentos que realmente contribuam para o
crescimento profissional dos funcionários e o cumprimento da sua missão . É
necessário se ter mais do que cursos, é preciso um projeto educacional.
Podemos ter, segundo Schreiber (1998) quatro estágios do uso da educação
a distância em uma instituição:
a) eventos de educação a distância separados e/ou esporádicos;
b) instituição experiente em educação a distância (replica os cursos já
realizados) ;
c) definição de uma política institucional de educação a distância;
d) institucionalização da educação a distância.
Conforme Schreiber (1998), as instituições no último estágio têm uma
probabilidade maior de sucesso na implementação dos treinamentos a distância.
Essas instituições estariam mais organizadas, com práticas bem estabelecidas e
planejadas de acordo com seus interesses maiores.
Relacionando com o contexto apresentado, a UFRGS tem muita experiência
em Educação a Distância , principalmente em nível de graduação. Entretanto , em
nível de aperfeiçoamento e capacitação dos servidores, ainda está em um estágio
inicial , tendo alguns cursos oferecidos na modalidade semi-presencial, como o
Programa de Capacitação em Gestão Documental em EAD (CAPADOC) .
A Secretaria de Educação a Distância (SEAD) da UFRGS também tem
oferecido cursos na modalidade semi-presencial, normalmente com conteúdos
relacionados à educação a distância, e o público-alvo da maioria dessas
capacitações são os docentes, monitores e tutores vinculados a cursos e disciplinas
ministrados a distância e, mais atualmente, os servidores técnico-administrativos,
por meio de parcerias com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGESP) .
A institucionalização da educação a distância para a capacitação de
servidores de ambientes organizacionais específicos (como os servidores que
desempenham suas atividades no SBUFRGS) contribuiria para a integração e
desenvolvimento desses profissionais, bem como para que a Universidade
melhorasse a qualidade de seus serviços.

4 Criação de Filmetes (screencastings)
Tendo em vista o contexto apresentado, a complementação do treinamento
por meio de recursos de educação a distância pretendeu ser um reforço das novas
funcionalidades e da mudança de interface, visto que muitas atividades que são
realizadas em uma biblioteca requerem segurança e familiaridade com o uso do
sistema , por parte dos operadores, principalmente para as atividades de
atendimento direto ao usuário Circulação de Coleções (empréstimo, devolução,
reservas, renovações e transações de caixa) .
Seguindo a ideia apresentada por Bucci e Meneghel (2008, p. 62), de que "[ ...]
pesquisar e identificar tecnologias e ferramentas gratuitas na Internet são atividades
significativas para o planejamento de programas de aprimoramento profissional para
equipes de bibliotecas universitárias", foram pesquisados diferentes recursos que
poderiam facilitar a aprendizagem dos elementos e do comportamento do sistema

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nessa fase de transição para uma interface muito diferente da qual os operadores
estavam familiarizados .
Ao analisar essa situação, foi definido que a criação de tutoriais obtidos
mediante a captura de telas e sua disponibilização na internet seria um recurso
interessante para uso dos bibliotecários, auxiliares e bolsistas do SBUFRGS, os
quais poderiam acessar esses tutoriais para complementar seus conhecimentos da
nova interface e das funcionalidades do SABi versão 20, após a apresentação
presencial que seria realizada . Brown-Sica, Sobel e Pan (2009) apresentam a
captura de telas em movimento como uma ferramenta que pode ser utilizada para o
treinamento tanto das equipes de biblioteca quanto dos professores e alunos
(usuários finais), citando que as vantagens desse recurso aumentam quando eles
são colocados em um site, ficando acessíveis 24 horas por dia, atendendo às
necessidades de aprendizado no momento em que as pessoas precisam . A captura
(screencasting) traria uma visualização mais próxima da realidade a partir da
implantação. Esses tutoriais com captura dos movimentos das atividades na tela
foram chamados de filmetes.
O software escolhido para a criação dos filmetes foi o Wink, desenvolvido pela
Debugmode 2 , o qual é um software para criação de tutoriais e apresentações,
principalmente para tutoriais do tipo "Como Usar" determinado software (KUMAR,
c2010), por ser um freeware, permitir fácil edição das telas e acréscimos de textos
explicativos, bem como a exportação em formato flash . Assim, não haveria custo
financeiro com sua instalação em diferentes computadores, e essa ocorreria de
forma legalizada. O Wink também permite a customização dos elementos como
balões de texto explicativo, botões e barras de controle a serem utilizadas no vídeo.
A metodologia de trabalho adotada foi a seguinte:
a) estudo da função e elaboração de um roteiro de passos a serem
apresentados no filmete, de acordo com as instruções já existentes nos
Manuais do SABi;
b) definição dos parâmetros técnicos (tamanho da tela, reduções de tamanho
necessárias, cores dos balões, fontes) ;
c) utilização do programa de captura de telas (neste caso, o Wink),
realizando a captura, seguindo o roteiro;
d) exclusão de telas desnecessárias (normalmente as primeiras e as últimas,
quando o cursor está saindo ou voltando para a barra de tarefas, com
captura de imagens de transição) ;
e) acréscimo de tela inicial, com dados gerais como o nome do filmete, por
exemplo;
f) ajustes na posição dos cursores, caso necessário, para os movimentos
ficarem mais claros;
g) inserção dos textos explicativos (balões) nas telas de acordo com o
roteiro, lembrando de colocar os botões de voltar (para a última tela com
balões) e seguir (para a tela seguinte, mesmo que não tenha balões) ou o
período de tempo no qual o filmete deve ficar naquela tela ;
h) inclusão, na última tela, de um botão com a opção de reiniciar o filmete ;
i) configuração do preloader e da barra de controle, bem como do formato
do arquivo final;

2

Disponível em: http://www.debugmode.com/wink/.

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salvamento do arquivo (.wnk) e "renderização" do filmete , para gerar os
arquivos .js, .htm e .swf;
k) visualização do filmete para verificar possíveis aprimoramentos e ajustes
posteriores;
I) novos salvamentos, "renderizações" e visualizações, até que o filmete
seja considerado adequado e concluído ;
m) cópia dos arquivos .js, .htm e .swf para o servidor onde seriam
disponibilizados.

j)

o link disponibilizado deve ser para o arquivo .htm, o qual permite uma
exibição adequada do arquivo swf.
Ao realizar todas essas etapas no processo de criação dos filmetes, foram
identificadas as seguintes possibilidades de aprimoramentos dos mesmos, um
pouco mais avançadas, mas que podem qualificá-los:
a) após a finalização (e antes de salvar os arquivos no servidor) , editar o
arquivo .htm para incluir no cabeçalho (tag head) o título do filmete
(usando a tag title) ;
b) usar estatísticas de acesso web, colocando o código fornecido pela
ferramenta no cabeçalho do arquivo .htm ;
c) ter outras formas de disponibilizar as informações além do filmete , pois ele
é um modo a mais de disponibilizar o conteúdo desejado, no entanto não
deve ser o único, tendo em vista as necessidades diferenciadas de cada
pessoa.
5 Considerações Finais
A partir da apresentação presencial da nova versão do SABi, em dezembro de
2010, os filmetes das funções mais utilizadas foram disponibilizados para os
bibliotecários, auxiliares e bolsistas do SBUFRGS, conforme o Quadro 1.

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Função
Circulação de Coleções

Filmetes
- Empréstimo
- Estatística de consulta
- Devolução
- Renovação
- Troca de data na função - Catalogação rápida
Devolução
- Pagamentos: ícone Devolução
Caixa
- Pagamentos: ícone Empréstimo
- Pagamentos: ícone Usuários
- Abonos : ícone Usuários
- Exclusão de Reservas: ícone Itens
Reservas
- Exclusão de Reservas: ícone Usuários
- Ativar Reservas
Usuários
- Habilitação de usuários
- Impedimentos
Aquisição
- Criação de pedido de compra de monografia
- Registro de nota fiscal
- Finalização de pedido
- Doação de monografia sem nota fiscal
Catalogação
- Criar registro
- Ajuda do campo
- Duplicar registro
- Visualizar na web
(CTRL+O)
- Formulário do campo 008
- Visualizar no OPAC
- Navegador do Aleph
- Tela inteira
(Campo 856)
- Mensagens de erro
- Editor múltiplo
Navegação
- Catalogação para Aquisição
- Pesquisa do Módulo de Catalogação para Aquisição
- Pesquisa do Módulo de Aquisição &amp; Periódicos para
Aquisição
- Catalogação para Itens
Quadro 1 - Filmetes preparados no período da atualização de versão do SABi

A receptividade do SBUFRGS aos filmetes foi muito boa , desde o momento
em que foram apresentados. Além de terem sido utilizados como material de apoio
no momento da implantação da versão 20 do Aleph , ficaram disponíveis para que as
bibliotecas pudessem utilizá-los como suporte ao treinamento de pessoal temporário
(bolsistas, por exemplo), além de servir para dirimir dúvidas dos operadores sobre
determinadas rotinas nas bibliotecas.
Nos últimos anos foram criados outros filmetes, relacionados ao SABi web
(OPAC), como: Instruções para inserir caixa de Busca no SABi em um site
desenvolvido em Plone, Disseminação Seletiva da Informação (DSI) e Instruções
para pagamento de débito nas bibliotecas da UFRGS (Emissão da GRU). Os dois
últimos foram disponibilizados também para os usuários finais (alunos, docentes e
outros) , ou seja, não estão restritos às equipes das bibliotecas. Podem ser
acessados na página inicial do SABi 3 , na opção Tutoriais.

3

Disponível em : &lt;http://sabi.ufrgs.br&gt;.

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Considera-se que houve uma economia de tempo para as equipes das
bibliotecas, no que diz respeito à flexibilidade para consulta dos recursos didáticos,
permitindo que cada um pudesse complementar seu aprendizado em horário e ritmo
próprios, preparando-se melhor para as mudanças.
Como atividades futuras propõem-se a criação de cursos institucionais de
capacitação a distância na área de biblioteconomia , utilizando os filmetes como um
dos recursos didáticos, a elaboração de novos filmetes abrangendo outras funções
e/ou novos serviços a serem disponibilizados, entre outras tantas possibilidades para
o uso dessa ferramenta .

6 Referências
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Horizonte]: SEBRAE-MG, c2008.
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Trabalho completo

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&lt;htlp://www.cursoseeventos.ufmg .br/CAE/DetalharCae.aspx?CAE =4967&gt;. Acesso em : 26
abr. 2012.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Pró-Reitoria de Recursos
Humanos. Programa de capacitação e aperfeiçoamento: anexo à Decisão n° 047/2007 CONSUN . Jan. 2007. Disponível em :
&lt;htlp://www.ufrgs.br/prorh/capacitacao/capacitação/Programa Capacitação e
Aperfeiçoamento CONSUN.doc&gt;. Acesso em: 13 out. 2010.
ZURITA SÁNCHEZ, Juan Manuel. Bibliotecología en línea y a distancia. In : EI falso letrado
[blog]. 25 feb. 2009. Disponível em:
http://juanzurita.wordpress. com/2009/02/25/bibl ioteco log ia-en-I inea-y-a-d istancia/&gt;. Acesso
em: 05 novo2010.

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                <text>Apresenta a elaboração de filmetes (screencastings) sobre a utilização do Sistema de Automação de Bibliotecas (SABi) versão 20 e sua disponibilização para o